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estilo e elegância

Etiqueta social nas férias II Por Josué Lemos da Silveira*

As férias e o verão estão chegando ao fim, mesmo assim a elegância, o respeito e a educação devem prevalecer independente do ambiente. Por isso, saber como se comportar e conviver harmonicamente em Clubes, Hotéis, Resorts, Pousadas, Estâncias, é muito importante. De maneira objetiva e prática damos continuidade aos exemplos: *Após as 23h, em qualquer local em que se receba hóspedes é absolutamente proibido fazer barulho, algazarras ou gritarias. Baixa-se o volume de vozes, sons e televisão. Há hóspedes que precisam descansar ou levantar cedo no dia seguinte, há idosos e, às vezes, até pessoas com a saúde debilitada, e todos precisam ser respeitados. Mesmo em salão de jogos e quadras esportivas. *Não se usam subterfúgios para obter quaisquer vantagens. Assim, por exemplo, trazer convidados além da cota prevista para cada espaço privativo é de muito mau gosto. O local para receber visitas é o espaço privativo e não as áreas coletivas como o saguão, lobby, hall ou salas de jogos e lazer. Quem procede assim, se torna alvo de críticas e comentários negativos, pelo mau comportamento, mau exemplo e desrespeito para com os demais hóspedes. Aliás, convidados, mesmo crianças, não usam áreas de lazer, pois são locais de uso exclusivo de hóspedes ou associados. *Quando os filhos usufruem do serviço dos recreadores e, eventualmente, ocupam essas pessoas até em horários extras, ao final da estadia, é simpático, gentil e educado retribuir e presenteá-los com uma lembrancinha. Mostra agradecimento e reconhecimento, além de premiar e estimular a qualidade do trabalho. *Não se suja a área da piscina ou a areia da praia com restos de alimentos e guloseimas, invólucros, papéis e palitos de picolés, sacos plásticos, latinhas ou garrafas de bebidas. Quando não houver recipientes de lixo próximo, levam-se sacolinhas para lixo para serem descartadas depois em locais apropriados. *Na areia da praia não se praticam jogos com bolas e não se arremessam objetos em áreas onde as pessoas estão sentadas ou deitadas, isso incomoda ou coloca em risco a integridade física.

*Não se incomodam as pessoas sacudindo ou chacoalhando cadeiras, esteiras e toalhas jogando areia nas pessoas próximas. *Pede-se desculpas, mas não se cumprimenta com abraços ou beijinhos as pessoas que estão com o corpo “brilhando” com o suor, o bronzeador ou cremes. *Quanto a cães na praia, existem duas situações traumáticas: A primeira se refere a cachorros acompanhados pelos donos, os quais, com ou sem coleiras, jamais deveriam estar passeando e fazendo cocô pela areia ou calçadas da praia. Além da questão da higiene e saúde, há risco de alguém ser mordido. A segunda, tão grave quanto a primeira, se refere aos cães que perambulam pelas praças, ruas, calçadas e pela areia da praia. Esses cães possivelmente doentes, desnutridos e aparentemente sem donos, colocam em risco os veranistas, sofrem crueldades por parte das pessoas e prejudicam a imagem de qualquer balneário. Situações como estas, demonstram incompetência dos órgãos públicos e detona a visão de qualidade de vida da cidade e do turista. Afinal, todos sabem o que é preciso para que uma praia ou balneário seja considerado point ou elegante: infraestrutura de saneamento, hospedagem, saúde e serviços que aprimorem a qualidade de vida dos moradores; prestadores de serviço educados; e, depois de tudo: turistas educados. A qualidade de vida oferecida por um balneário não depende exclusivamente de indicadores econômicos mas, também, do comportamento e atitude de seus moradores e turistas, favorecendo ao desenvolvimento social. *Mesmo em balneários, ao se adentrar nas instalações de órgãos públicos, secretarias municipais, prefeituras, cujo ambiente sempre é formal, o correto é vestir pelo menos traje esporte, evitando-se bermudas, microssaias, sungas, maiôs e chinelos de dedo. *Nos restaurantes, ao escolher o lugar para sentar, evitamse ocupar lugares junto a grupos formados ou famílias sem pedir licença. Deve se perguntar antes se os lugares estão disponíveis ou se esperam por alguém. Para sair de casa em férias as pessoas devem estar aptas a se adaptar às normas e regras e ter bom senso em benefício da convivência e do bem-estar comum. Afinal, as pessoas têm que saber onde estão e se comportar à altura.

santa mônica

* Instrutor, Palestrante e Autor do Livro “Etiqueta Social Pronta Para Usar”, que está em sua 3ª edição, ampliada e atualizada à venda nas melhores livrarias do País e na Secretaria do Clube.

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Contato: jletiqueta@gmail.com

2011-03 - Revista Santa Mônica - Etiqueta Social nas Férias II  

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