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A universidade é a instituição que mais tem condições de preservar a cidadania e de buscar o progresso.

Contudo, como o conhecimento por ela criado poderá ser estendido à sociedade... ...se – como espaço de produção de conhecimento – a universidade ainda não consegue ser livre e crítica? ...se – como formadora de profissionais – a universidade ainda não consegue neutralizar relações sociais marcadamente segmentadoras e elitistas? Por ainda ter ainda um carácter histórico..o conhecimento é produzido, revisto, acrescido, substituído e retificado ..por sujeitos historicamente situados.

Cada época formata o conhecimento, procurando


atender às necessidades próprias de cada período histórico.

Cada época deveria ajustar a educação, adequando-a às novas exigências sociais.,

, , , Apesar desses ajustes, que constituem um lento processo – marcado por resistência à mudança – a educação nunca conseguiu... ...dar conta das reais necessidades sociais devido a pressões culturais e ideológicas que perduram no tempo.

...tornar todos os cidadãos – nos limites das possibilidades de cada um – plenamente participantes das comunidades em que estão inseridos.


O mínimo que esperam das convencionais formas de ensino é que dominemos as teorias básicas que norteiam a área de conhecimento em que atuamos na universidade. As teorias sustentam e ordenam os fatos, definindo os limites das áreas de conhecimento. No entanto, as teorias – assim como qualquer produto relacionado ao conhecimento – não são estáticas... ...ou seja, um conhecimento nunca é definitivo., , ,

, Logo, a produção de novos conhecimentos pode alterar e descartar teorias, tradicionalmente, tidas como verdadeiras.


Como professores, temos nossa própria compreensão de como o conhecimento é apreendido e incorporado pelos alunos.,

, Nossa concepção sobre a aprendizagem se reflete na maneira pela qual... ...traçamos os objetivos de nosso trabalho...

...definimos a forma como vamos trabalhar...

...selecionamos material didático...

...concebemos os processos de avaliação.

Como professores, estamos implicados com a transmissão de conhecimentos...


...ou seja, com a aprendizagem de nossos alunos. As teorias que descrevem a aprendizagem nos ajudam...a compreender e decidir sobre como conduzir nossas aulas;a identificar as condições em que os conhecimentos são eficazmente transmitidos. As teorias que norteiam nosso trabalho, como professores, são as teorias educacionais. Trés grandes correntes se destacam no conjuntos das teorias educacionais; teorias comportamentais;teorias cognitivistas; teorias construtivistas

, As teorias comportamentais descrevem a aprendizagem como mudança de comportamentos.,


, , , A mudança de um comportamento é constatada na relação estímulo/resposta... O estímulo atua sobre o aluno, provocando-lhe uma resposta específica.

As respostas são as reações observadas a partir do input de um estímulo. A fragilidade dessa corrente teórica torna-se evidente no momento em que, ao reduzir a aprendizagem, a relação estímulo/resposta ignora a complexidade do homem.

,

, As teorias de base cognitiva focalizam situações menos visíveis, menos concretas do processo de aprendizagem.


A aprendizagem é concebida como um processo cujo foco é a resolução de conflitos internos.

Tais conflitos se minimizam por meio da reflexão e das experiências. Logo, a aprendizagem é um processo pessoal, no qual idéias e experiências se integram para a reelaboração dos conhecimentos., , ,

, A fragilidade dessa corrente teórica se mostra quando concebe a aprendizagem como um ato solitário, dependente das iniciativas de cada um de nós.


Tratar a aprendizagem como um processo de construção e reconstrução do conhecimento foi uma das grandes contribuições da obra de Piaget, precursora da corrente construtivista.,

, , , A aprendizagem é concebida como um processo de construção e reconstrução do conhecimento.

A construção e reconstrução do conhecimento são...produtos da interação com o outro e com o mundo, por meio da linguagem;produtos das relações vividas. Logo, a aprendizagem não se dá em um movimento uniforme, mas por...saltos qualitativos e rupturas;avanços e recuos;erros e acertos Nenhuma teoria pode ser considerada pronta e acabada.

Não existem respostas definitivas para as questões tratadas pelas teorias.


Depois diz assim; Ao recortarmos o conhecimento,segmentando-o em função dos interesses de determinadasclasses sociais, despindo o da neutralidade com que foi produzido, geramos o saber. insumo dos curriculos escolares.

Logo, no currículo, organizam-se saberes e práticas educativas socialmente institucionalizadas. Por ter seus limites determinados socialmente, o currículo se impregna de esquemas culturais que, de forma mais ou menos explícita e imediata, expressam a ideologia de uma classe social. Entretanto, por ser um produto da escola, o currículo sintetiza ainda posições filosóficas, epistemológicas, científicas e pedagógicas.


O currículo absorve os condicionamentos históricos e as peculiaridades de classes sociais, expressando, conseqüentemente, seus mitos e suas crenças.

O currículo incorpora ainda as tradições... ...de cada sistema educativo...

...de cada nível ou modalidade escolar...

...de cada orientação filosófica, social e pedagógica. As múltiplas e contraditórias tradições tornam opaca sua função tanto como instrumento de transformação social quanto de consolidação de cidadania.

"


o universalismo da ciência, dado como aceito no início da sua discussão, não será nunca questionado. Aqui, a ciência, inquestionável, o reino do universalismo; ali, a cultura, campo de um possível (e relativo) relativismo, espaço onde se pode, limitadamente, atendidos certos critérios universalistas, fazer alguma concessão à variabilidade e à invenção social. Em nenhum dos dois, como veremos, há qualquer consideração da presença de relações de poder e muito menos da possibilidade de que os dois possam estar vinculados precisamente por essas relações. Contrariamente ao pressuposto do professor Forquin, a partir de muitas perspectivas, hoje, o universalismo da ciência, longe de ser uma premissa tranqüilamente aceita, é precisamente o que precisa ser questionado. "


As variáveis que determinam o formato do currículo são... recorte do conteúdo; O currículo se organiza a partir de saberes definidos;

;projeto institucional;Ao currículo subjaz condicionantes políticos e sociais que ordenam os conteúdos e as experiências veiculads na escola.

currículo oculto;Paralelo ao currículo oficial,modela se um currículo oculto que revela o conhecimento e as práticas reais dos atores que compartilham o espaço escolar.

projeto cultural;O currículo se deixa impregnar por ideias e valores sociais, as quais justificam a seleção cultural feita pelas instituições.


Os programas de ensino se constituem em... ...um conjunto estruturado de conhecimentos selecionados com o objetivo de possibilitar que o aluno, ao apreendêlos, possa aplicá-los a situações novas.,

, Freqüentemente, angustiamo-nos com o volume de conhecimentos estipulados nos programas das disciplinas que temos de ministrar... Muitas vezes, esses programas nada mais são do que listas de tópicos que nem sempre guardam, entre si, seqüência e coerência.

Outras vezes, trata-se de programas enciclopédicos, cuja viabilidade de execução é impraticável no período de tempo previsto para nossas aulas.


Toda matéria de ensino advém de um corpo de conhecimento estruturado e preexistente aos programas de ensino.,

, Por ter origem nas ciências, esse conhecimento apresenta uma estrutura lógica que o rege.

Contudo, os conhecimentos científicos são continuamente reexaminados e atualizados a partir de resultados obtidos em novas pesquisas.

Isso significa que precisamos distinguir o conhecimento historicamente consolidado – princípios, regras, leisgerais... –


a fim de que não apresentemos ao aluno informações obsoletas.

Frente à explosão de conhecimentos a que estamos submetidos, cabe a nós professores... ...selecionar os conhecimentos que são realmente relevantes...

...conciliar os conhecimentos às futuras necessidades profissionais de nossos alunos...

...possibilitar que os alunos – por meio do conhecimento – possam atingir níveis cada vez mais altos de reflexão, indagação e aplicação adequada desses conhecimentos., , ,


, Selecionar e organizar os conhecimentos são tarefas decisivas para a qualidade de nosso trabalho em sala de aula. A qualidade de nosso trabalho em sala de aula tem claras implicações educacionais, sociais, culturais, científicas e econômicas.

,

,


Ao organizarmos o programa de ensino de nossa disciplina devemos... ...respeitar as etapas básicas da apreensão desse conhecimentopelos alunos.

...ater-nos aos conhecimentos essenciais.

...considerar tanto as habilidadesque são pré-requisitos quanto aquelas que deverão ser desenvolvidas com nosso trabalho. Ao organizar, seqüencialmente, os conhecimentos, devemos, claramente, considerar os pré-requisitos do trabalho que iremos realizar., , ,


, Só assim teremos certeza de que nosso aluno terá condições de acompanhar tudo que acontecerá em sala de aula.

, Ao estruturar um programa de ensino... ...devemos classificar, relacionar e encadear os conteúdos em unidades, a partir dos objetivos que traçamos.,

, , , Essa seqüência pode não estar adequada a nosso aluno... ...ou seja, adequada a um sujeito que está começando a trabalhar com o conhecimento que estamoso propósito etíco políico


A partir da estruturação das unidades do programa de ensino...,

, ...podemos planejar a forma como disponibilizaremos o conteúdo aos alunos. Para tal, devemos...combinar diferentes estratégias de ensino;selecionar as situações mais adequadas ao tipo de trabalho que desejamos realizar;considerar as características e a natureza de cada tipo de informação;possibilitar a apreensão, gradativa e gradual, do conhecimento;assegurar a continuidade ao trabalho., , ,

, Qualquer que seja a alternativa a ser adotada, será sempre uma hipótese a ser testada ao longo da execução


de nosso plano de ensino.

Essas decisões, após pensadas e implementadas, precisam ser continuamente avaliadas.

Quando encaramos aprendizagem como saber,pensar e aprender a aprender, o propósito ético político se constitui na razão de ser desse processo, o porquê o propósito ético político não se sabe.

Depois continua;


Embora professores, sabemos muito pouco. Conhecemos muito pouco do que há ainda por conhecer. Tal compreensão nos recomenda modéstia, pois... ...não inventamos do nada...

...não criamos o que bem entendemos...

...não podemos desligar o mundo do mundo...,

, Logo, quando concebemos a aprendizagem como um processo de construção e reconstrução do conhecimento... ...temos de ver nossos alunos como sujeitos capazes de observar, de descobrir caminhos próprios.


E ainda admite;

Se, na sala de aula...,

, ...definimos tudo o que deve ser feito...

...controlamos o tempo e as falas...

...desvalorizamos aquilo que nĂŁo sabemos...

...expomos apenas as verdades em que acreditamos...

...estamos concebendo nossos alunos como sujeitos – ou seja, apenas como ouvintes passivos por nós coreografados.


Como professores – ou seja, profissionais que conhecem a fragilidade do conhecimento... ...temos de refletir em nossa prática, em nossa inquietude, em nossa curiosidade e em nossos questionamentos.

...temos de querer alunos inquietos, curiosos, questionadores... Caso contrário, torna-se visível nossa contradição – ser vistos como inovadores e criativos, sem permitir que nossos alunos o sejam.,

, Inquietude, curiosidade, questionamentos reforçam nossa disposição para aprender continuamente.


Ao incorporarmos a inquietude, a curiosidade e o questionamento a nossa prática... ...acreditaremos que nada está pronto e acabado.

...não seremos meros porta-vozes do conhecimento.

...superaremos, com estudo, as idéias cristalizadas.

...não aceitaremos ser nem a única fonte do conhecimento.

...buscaremos novos caminhos para eliminar as ambigüidades.,

, Ao incorporarmos a inquietude, a curiosidade e o questionamento a nossa prática... ...aceitaremos que a sala de aula é também – para nós – um espaço de aprendizagem.


Depois vem com aquela do dialoga;O diálogo não se estabelece no vazio e, mais que isso, podemos perceber que o indivíduo, o tempo todo, constrói sentidos. Somos dotados de capacidade de construção de sentidos e reordenação de ideias, logo, compreensão, frente às problemáticas do cotidiano. As linguagens, sozinhas, não dão conta das inúmeras possibilidades de ordenar o mundo. Necessitamos do outro nessa compreensão, visto que a compreensão sempre é, em certa medida, dialógica ~

Ao tratarmos dialogicamente o conhecimento;estaremos sempre prontos para ;desafiar o aluno; fomentar nos alunos a capacidade de problematizar;levar os alunos a buscar respostas própias;levar os alunos a calcarem as suas afirmações em argumentos convicentes.

As estratégias de nosso trabalho não devem ser casuais. Temos de incorporar a nossa prática situações que...


viabilizem posicionamentos críticosprovoquem a necessidade de busca de informaçãodissolvam receitas prontas, oportunizando tentativas e erros.enfatizem manipulação do conhecimento, não sua aquisição.proponham problemas como pontos de partida para discussões.definam a revelância de um problema por sua capacidade de propiciaro saber , e o pensar.otimizem a argumentação e a contraargumentação para a comprovação dos pontos de vista.desmistifiquem o erro, desencadeando a preocupação com a provisoriedade do conhecimento.tratem o conhecimento como um processo, retornando-o,superando-o e transformando-oem novos conhecimentos.


, É no espaço da sala de aula que... ...mostramos o que queremos, quem somos, a que viemos...

...deixamos transparecer nosso comprometimento ideológico com a educação.

A sério gerou se ali mesmo:

Os fatos e os fenômenos – por nós apresentados em sala de aula – serão importantes, mas não apenas por si próprios.,

, , , Fatos e fenômenos são relevantes quando possibilitam a descoberta de novos fatos e fenômenos.

Para descobrir novos fatos e fenômenos, devemos


priorizar... ...alunos trabalhando em equipes, compartilhando conhecimentos, resolvendo problemas por meio do diálogo, da indagação, da tentativa, do erro...

...alunos descobrindo relações, revendo padrões, tecendo novas compreensões sobre o universo...

,


Ao concebermos a aprendizagem como um processo de construção e reconstrução do conhecimento... ...centrada em sujeitos que têm como objetivo principal o desafio de aprender...

...alteramos nosso papel de professores.,

, , , Nossa principal função passa a ser... ...criar condições para o desenvolvimento de competências, política e tecnicamente instrumentalizadas.

...estimular o saber pensar e o aprender a aprender.


...substituir o olhar único pelo olhar plural. Mais ainda, temos de ser suficientemente críticos para... ...identificar e rever os posicionamentos cristalizados.

Instrumentalizados;.. e depois diz assim;

Cabe a nós professores, definir os princípios éticos políticos... que nortearão nossa prática docente.

As Universidades e as Sociedades;ao fazer a tese neste contexto cheguei à conclusão óbvia que as universidades são segmentárias, oposicionistas ao conhecimento generalizado,à diferença e até a ao aprofundamento das separações das classes sociais, à discriminação sem o dizer abertamente; isto por aqui e apenas para começo;pego


numa frase pronunciada numa destas teses que foi retirada de uma universidade diz o seguinte" Ao recortarmos o conhecimento,segmentando-o em função dos interesses de determinadas classes sociais, despindo o da neutralidade com que foi produzido, geramos o saber. insumo dos curriculos escolares. Logo, no currículo, organizam-se saberes e práticas educativas socialmente institucionalizadas. Por ter seus limites determinados socialmente, o currículo se impregna de esquemas culturais que, de forma mais ou menos explícita e imediata, expressam a ideologia de uma classe social".Isto foi apenas o começo mas pretendo lançar uma obra em que" e como operam as universidades;porque quero e faço questão de revolucionar todo este contexto educacional;Acho que é prioritário acessar às universidades a todos; não criar obstáculos ; e o meu fim é e será de que quem nasçe ou que nasça, já terá direito a ter a universidade,E digo esta sim é revolução milenar do século e não aquelas do comunismo,socialismo,


capitalismo; Esta a revolução nas universidades: é a mãe de todas as revoluções.De vez enquando há ao que dizem uns pensantes que passam por este planeta e ligam se à estruturas monopolistas do saber; mas nem sempre é assim;reformulemos o que piaget, um do mais idiotas e dos tantos por aí aparecem diz;Para além de começar no malacolo; que é uma bestalhada forma de começar aprendizagem do quer que seja; interessante o seu bestalhado percurso , cruza se com o Carl Gustav Jung;que seja já naquela altura andava confuso;no entanto voltou a malacologia;a seguir meteu se a fazer analogias às crianças em que concluia que as crianças apenas aprendem aquilo para a qual estavam preparadas a assimilar; grande bógia, descobriu a pólvora;aos professores caberia aperfeiçoar o processo da descoberta dos alunos; do tipo fiquem à espera que não faço nada; foi com ele que as crianças começaram a ser mais burras;da lógica da criança à lógica do adolescente; então a lógica não é iguais para todos;convicto que o desenvolvimento


intelectual dá-se em estágios determinados; pode se nascer intelectual o necessário é descobrir;o sujeito epistémico" como sendo o conjunto de características comuns todas as crianças de um mesmo estágio de desenvolvimento; o sujeito epistémico vive com todos toda a vida; descobriu a pólvora;depois criou a epistemologia genética que é não um senão o inicio à escravidão.Queria deambular os indivíduos, separa los em formas, e a criar as operações formais;coisa dele de mais ninguém; invenção:não é por um mero acaso que lhe chamaram o "espontaneísta" grande palavra,ao acaso ou seja cria se e deriva se;e depois para grande espanto algo que todos sabiam em grande parte e medida e depois embalado pelo behaviorismo e a gestalt , parecem marcas de refrigerantes mas tudo bem, ainda vem dizer que o conhecimento não nasce no objeto, nem no sujeito,mas origina-se da interação" sujeito-objeto"; grande purga, até o mesolitíco ou o epipaleolítico mais primata sabia disso;tão ocupado que estava em saber como o conhecimento


desde a infância a até à maturescência; não é que veio um aluno a dizer lhe que o conhecimento pode ser estimulado e qualquer indivíduo de qualquer idade e mesmo considerado inapto pode adquirir a capacidade de aprender; e lá se foi a teoria toda abaixo;no entanto como o ensino tinha em jeito seguir o rótulo da escravidão, o então e este que estamos a falar ainda recebe mençôes honrosas e fim de história..O que aprenderam; aqui.. nada; É que a revolução do ensino começou agora!...

[Conhecimento e formas de Conhecimento; pedagogia e ensino] [Carlos ac Libera] [

Universidades Digitais" carlos ac libera o pai da universidade digital  

A Universidade vai deixar de ser Estática para ser Digital;carlos ac libera o pai da universidade digital;A Revolução da Educação

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