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Duas Rodas

Off-Road

História do Carro

Confira os principais lançamentos de motos 2014

Está valendo a edição 2014 do Rally Dakar

Conheça o primeiro veículo fabricado no Brasil

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Janeiro de 2014

ANO 1 | EDIÇÃO 1 | MOTORNEWS.JOR.BR


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E EDITORIAL

Fale com o editor Envie sua dúvida, sugestão ou recado com nome e telefone para o e-mail editor@motornews.jor.br É sempre bom contar com a sua opinião.

FIQUE POR DENTRO Dicas para você não fazer feio na hora de pegar a estrada.

Expediente

Americana cresce e ganha a publicação que faltava na cidade, um Jornal sobre Carros. Chegando aos 90 anos de emancipação, Americana já tem muita história pra contar. Entre elas, o notável desenvolvimento econômico que a cidade conquistou nos últimos anos, o que só foi possível pelo movimento contínuo. Movimento de gente que faz acontecer, movimento do comércio e movimento da economia. Já são notáveis os quase 100 mil automóveis e pouco mais de 20 mil motocicletas que circulam em nossa cidade. Um crescimento constante. Foi aí que percebemos uma lacuna na nossa mídia, sentimos falta de ter em Americana informações do segmento de veículos. É por isso que, com grande prazer e satisfação, lançamos neste ano de 2014 a primeira edição de um projeto promissor, o jornal Motor News que

você tem agora em suas mãos. Trata-se de uma publicação que vai ajudar a fomentar o mercado automobilístico, trazendo aos nossos leitores um periódico de qualidade para falar sobre o que é paixão nacional: carros, motos e tudo que está relacionado a eles. Assim, nos propomos a falar com veracidade e confiança sobre o que há de novo, o que já fez história, o que esportistas do ramo acham... Enfim, trazer informação diferenciada especialmente para você. Não vai faltar velocidade, adrenalina e muito torque. Por isso, buscamos parcerias com grandes nomes do setor, como o piloto Carlos Cunha, que trará seu conhecimento e experiência numa coluna especial. Além dos diretores de uma empresa voltada à educação para o

trânsito que trarão importantes informações para tornar nosso trajeto mais seguro. Engenheiro e piloto brasileiro que já disputou um total de 23 edições do Rally Paris Dakar. Para os aficionados por duas rodas, apresentaremos os melhores lançamentos 2014 das grandes marcas de motos. E é claro que não poderia faltar um comparativo entre carros. Preparamos algumas informações pra você conhecer melhor as novas versões dos quatro sedãs médios mais queridinhos dos brasileiros: Toyota Corolla, Chevrolet Cruze, Honda Civic e o Volkswagem Jetta. Somamos a tudo isso dicas de manutenção e direção, histórias e curiosidades, oferecendo um trabalho dedicado e qualificado.

Apreciem a leitura sem moderação!

De acordo com o final da placa e dia da semana, os veículos não poderão circular nas ruas e avenidas internas ao chamado mini-anel viário, inclusive das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas.

Dia

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Final Placa

1e2

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7e8

9e0

Diretor Executivo: Marcelo de Mattos, Diretor de Contas: Vinícius Camargo, Diretor de Arte: Jhonathan Barreto MTB 67603, Revisora: Pâmela Soares, Repórter e Jornalista Responsável: Renata Arruda MTB 233490. Diagramação: Agência SMBUZZ, Impressão: Taiga Gráfica e Editora Ltda

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Não perca a chance de divulgar sua marca no Motor News, ligue 3467.2818 ou mande email contato@motornews.jor.br


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Trânsito Seguro

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Trânsito é Vida

O primeiro exemplo de trânsito pode ser encontrado em nós mesmos, pois nosso organismo para viver exige um intenso tráfego interno para transporte de oxigênio, gás carbônico, líquido etc. A gestação de uma nova vida no ventre materno se faz através da inserção de um novo ser nesse trânsito. Portanto, trânsito é sinônimo de vida!

vida. Quando se observa uma cidade do alto, a bordo de um avião, numa distância em que os homens e os animais ainda não são vistos a olho nu, tem-se a impressão de um cenário em que os veículos são os habitantes vivos deste planeta, pois são eles que dão todas as características de movimentação.

Já dizia John Donne, poeta inglês do século XVI, que homem algum é uma ilha. Portanto, a vida se faz em comunidade que exige trocas entre as pessoas, o que implica em transitar. Na vida comunitária, além de transitar materiais, transita-se também imateriais, como os pensamentos e as ideias que passam de uns aos outros e de geração em geração, e que dão a noção de continuidade da vida. A própria filosofia também reconhece como movimento aquilo que ocorre na mente das pessoas. Pois uma pessoa pode estar absolutamente parada, para quem observa o seu corpo físico, e, ao mesmo tempo, fazendo um enorme deslocamento filosófico, mudando sua própria opinião sobre o mundo e seu ponto de vista sobre a vida etc. Portanto, para se viver é necessário o trânsito, e este por sua vez é uma evidência da

Quando há trânsito identificamos vida. Vida implica movimento. Se o trânsito está em função da vida, é uma incoerência que ele produza morte. Especialmente numa quantidade tão expressiva como ocorre em nosso país, que alcança a absurda cifra de mais de uma centena de óbitos diários. Esse é um desvirtuamento de sua função, uma anomalia do sistema. O trânsito não foi criado para matar, mas para suprir a vida! Temos diante de nós um desafio, uma causa a ser abraçada pela qual vale a pena viver e morrer. Foi através da conscientização de desafios desse porte que pessoas mudaram a história e contribuíram para uma nova razão de viver. Foi o idealismo que fez pessoas lutarem pela libertação dos escravos, pela transfor-

mação de colônias em países independentes, pela busca incessante de direitos civis que propiciem às pessoas serem reconhecidas cada vez mais como iguais. Pelo abraçamento de certas causas é que novos remédios foram descobertos, hospitais foram construídos, ajudas humanitárias se viabilizaram em períodos catastróficos e assim por diante. Contudo, por trás de todas essas ações que culminaram em muitas vidas poupadas e sofrimentos amenizados, estavam as pessoas que abraçaram a causa e deram a própria vida por ela. Pessoas que encontram uma razão maior para viver ao ponto de entenderem que por essa causa valeria a pena esgotar toda a sua vida e, muitas vezes, tiveram que dá-la como martírio. Dos poucos que ficaram famosos, muitos só foram reconhecidos posteriormente pela história. E é a muitos anônimos a quem devemos a qualidade de vida que desfrutamos em nossa sociedade nesta geração. Recolocar o trânsito, especialmente o de veículos e de pedestres no seu devido lugar, ou seja, a favor da vida é, com certeza, uma dessas causas que precisam ser abraçadas.

Entretanto, por duas razões principais, continuidade e dispersão, essa necessidade ainda não foi percebida. A mortalidade ocorre de maneira contínua de forma que a sociedade se acostumou a conviver com ela. É como um outdoor que, depois de certo tempo, passa fazer parte da paisagem e deixa de ser notado pelas pessoas. Assim, como a maioria dos acidentes vitimam pessoas isoladamente em diversas regiões geográficas, essas vítimas tornam-se para a mídia apenas frios números estatísticos. Diferentemente de raros casos de acidentes que vitimam muitas pessoas de uma só vez. Temos uma causa a defender e uma bandeira a levantar, solicitando o engajamento do maior número possível de pessoas para adentrarem numa área onde o roubo, a morte e a destruição estão de mãos dadas se opondo à vida. Isso exige que nos posicionemos a partir da tomada de consciência de que lado estamos nesta luta. Se do lado da vida ou do lado da morte. Pedro Arruda é diretor da Rede de Ensino Integrado Centec, voltada à educação para o trânsito.


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Está valendo a edição 2014 do Dakar

OFF-ROAD

No dia 5 de janeiro, teve início em Rosário, na Argentina, o 35° Rally Dakar, a maior e mais difícil competição off-road de todos os tempos. A edição 2014 tem mais de 450 veículos participantes entre motos, quadriciclos, carros e caminhões, que são premiados por categorias. O Brasil participará com cinco veículos – duas duplas de carro e três pilotos de moto. O rali, que acontece pela sexta vez na América do sul, percorrerá Argentina, Bolívia e Chile em mais de nove mil quilômetros de grandes desafios. Entre os destaques do trajeto estão cânions do Noroeste da Argentina, vales de areia e dunas chilenas do deserto do Atacama, além do deserto de sal Salar de Uyuni na Bolívia. Para chegar ao fim da maratona, será necessário habilidade na pilotagem, bem como muito cuidado com os equipamentos e com a parte mecânica dos veículos. O alto número de inscritos e a necessidade

de uma seletiva para as categorias de moto e quadriciclo confirmam o sucesso da competição na América do Sul. O Rally Dakar é conhecido pelo alto nível de dificuldade, fazendo com que muitos competidores tenham de abandonar a prova antes de seu término. Por muitos anos, o incrível deserto do Saara foi o grande desafio da competição, que inicialmente tinha a largada em Paris e a reta final em Dakar – capital do Senegal – de onde vem o nome da competição. Por questões de segurança, o trajeto deixou de ocorrer na África e chegou ao solo sul-americano.


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Entrevista E para que você possa conhecer um pouco mais sobre essa competição off-road, preparamos uma entrevista com Klever Kolberg. Trata-se de um pioneiro entre os brasileiros no Rally Dakar. Kolberg já representou o Brasil por 23 vezes e começou competindo de moto, tornando-se campeão na categoria em 1993. A partir de 1997, passou a disputar entre os carros, obtendo o título de vice-campeão na categoria Carros Maratona em 1999 e 2000, e na categoria Carros Diesel em 2002. É também pioneiro e criador da categoria Experimental para combustíveis limpos, onde foi, em 2010, o primeiro a utilizar Etanol de cana de açúcar como combustível. Além disso, é bicampeão da categoria carros e também vencedor duas vezesna categoria Pro Etanol no Rally dos Sertões, a maior prova off-road do Brasil. Motor News – Além de piloto, você é engenheiro. Como e por que começou a competir como piloto de rali? Eu sempre gostei das competições automobilísticas, mas era um sonho participar de um rali. Em 1985, comecei a fazer trilha com moto, sem competir. Em 1986, graças a um grupo de amigos, tive a oportunidade de fazer minha primeira

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O piloto Klever Kolbert revela curiosidades do mundo off-road prova na modalidade de enduro de regularidade. Naquele ano, fui campeão Paulista da categoria Estreantes. Em 1987, venci várias provas e decidi correr no Rally Dakar, que é o todo da categoria. Motor News –Qual foi a experiência mais difícil que viveu numa competição? Já passei por alguns acidentes, mas, acho que para qualquer piloto, uma das situações mais difíceis é que ele precisa também se desdobrar para conquistar apoiadores. Este sempre é um momento muito difícil, já que este esporte envolve tecnologia, que em outras palavras significa recursos. Motor News –Então, é muito caro competir no Rally Dakar? Sim, muito. Motor News– Qual foi sua vitória mais desafiadora e gratificante? Acho que a mais gratificante não foi uma vitória propriamente dita, mas ter conseguido viabilizar a minha primeira participação no Rally Dakar. Lá, sempre trabalhei em equipe, onde conquistamos vários resultados. O mais legal sempre foi quando nossa equipe chegou completa ao final. Afinal, festa boa é aquela onde

todos os amigos estão presentes. Motor News – Qual a importância do trabalho em equipe nas competições? Como em qualquer desafio, ter uma boa equipe é fundamental. Ela faz parte do sucesso. Depender apenas de planejamento ou do próprio talento e desempenho não nos deixa ir muito longe. E o grande desafio é ter as pessoas certas e comprometidas. Motor News – Você também dá palestras motivacionais, o que destaca do rali como aprendizado para a vida e para as empresas? Faço analogias e provocações, já que quando estou competindo num Rally Dakar percebo que há muita coisa em comum com o desafio diário das empresas. Apenas como exemplo, nos dois ambientes é preciso: trabalhar em equipe, ter uma meta e uma estratégia para alcançá-la, conviver com a competitividade e constantes mudanças, administrar recursos e clientes que nunca são fartos. Motor News – Os veículos das competições são muito diferentes dos comuns? No Dakar, existem várias categorias, algumas para veículos

com modificações limitadas e outras para protótipos, onde é tudo diferente. Motor News –Por fim, o que você considera imprescindível para se tornar um campeão de rali? Ter resiliência.

Foto: David Santos Jr. Klever Kolberg Acompanhe em nosso site mais detalhes da edição 2014 do Rally Dakar.


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Duas Rodas

Tecnologia aperfeiçoa as novidades sobre duas rodas

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om pouco mais de 30 anos de participação no mercado brasileiro, as motocicletas ganharam força em pouco tempo. Elas não eram tão notáveis no início, mas hoje é impossível cruzar a rua sem que uma delas nos faça olhar.

Os números confirmam, foram 12,6 milhões de motos no Brasil em 2012 segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. O Pnad apontou que as motos estão presentes em 20% dos lares brasileiros e, ao que tudo indica, os números só vão aumentar. O mercado está atento à paixão crescente pelas duas rodas e tem usado a tecnologia pra melhorar cada vez mais a experiência do motociclista.

Confira a seguir alguns dos lançamentos das principais marcas CVO Limited, a completa da Harley-Davidson Entre as 20 motos na versão 2014 da marca, o destaque está na exclusividade da CVO Limited, que é a versão mais completa da linha. Para tornar a experiência de seus clientes melhor, além de estar mais confortável, a moto apresenta inovação tecnológica: seu sistema de Infotainment permite que comandos sejam dados por voz, além da tela touch, Bluetooth e muito mais. Serão comercializadas apenas 30 unidades desse modelo. CB 500, a mesma Honda ainda melhor Alta cilindrada com conforto, desempenho, segurança e facilidade na pilotagem é o que propõe a nova família CB 500 da Honda. São três os modelos de motor bicilíndrico, de quatro tempos e 471 cm3: a naked CB500F, a esportiva CBR500R e a crossover CB500X. As motos serão produzidas aqui mesmo no Brasil, na cidade de Manaus. Todas contarão com freio ABS opcional, painel digital e visual esportivo. BMW C600 Sport, potência de motocicleta com agilidade de scooter Trata-se da primeira scooter da marca que busca trazer conforto e funcionalidade. O motor, que é utilizado como parte da estrutura do chassi, tem dois cilindros com 647cc, desenvolvendo 60 cv a 7.500 rpm e 6,7 kgfm a 6.000 rpm. Além disso, a Maxi Scooter BMW C 600 Sport tem a suspensão traseira com movimento independente do motor e câmbio. VMAX da Yamaha, o retorno Atendendo ao pedido de seus apreciadores, a Yahama traz de volta ao Brasil a VMax. A motocicleta de personalidade e design arrojado foi sucesso de vendas quando lançada no ano de 1985. Sua chegada é prevista para março a um preço de 99 mil reais e na cor exclusiva, preto fosco. Tem excelente capacidade de aceleração e permite uma condução precisa. Dispõe de motor V4 de 4 tempos e 1679 cc.


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Mais Lançamentos 1199 Panigale Senna, uma homenagem da Ducati Em homenagem a Airton Senna, que possuía uma moto da marca, a Ducati lançou a 1199 Panigale Senna. A edição especial, que contará com apenas 161 unidades produzidas e numeradas (referência ao total de grandes prêmios conquistados pelo piloto na F1), apresenta uma ótima relação peso-potência. O motor desmodrômico super quadro é bicilíndrico de 1.198 cc, capaz de gerar 195 cv de potência máxima.

Maxsym 400i, das cidades para as rodovias A Dafra ampliou o portfólio de scooters com a Maxsym 400i, modelo projetado especialmente para alcançar excelente desempenho em estradas e vias expressas, mas que também pode ser utilizado nos grandes centros. Os seus 34 cv de potência a 7.000 rpm e torque de 3,5 kgfm a 6.500 rpm vêm do motor monocilíndrico. A combinação da ampla proteção frontal e assento espaçoso, com apoio lombar para piloto e garupa, garante conforto em qualquer deslocamento. Thruxto, a “nova retrô” da Triumph A marca britânica que iniciou operações no Brasil em 2012 trouxe entre os destaques a Thruxton, o modelo clássico mais esportivo da marca. A moto, que conta com um motor de dois cilindros paralelos, 865 cc, oito válvulas e duplo comando, chegará ao Brasil com um custo entre 36 e 38 mil reais. Embora tenha como diferencial um design retrô, o disco de freio dianteiro de 320 mm, totalmente flutuante, equipa a Thruxton com muito mais potência e segurança que as motos dos anos 60.


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Direção Defensiva Falar sobre Direção Segura em um país cujo número de mortes em acidentes de trânsito chegou a 60.000 no ano de 2012, segundo o DPVAT, não é algo muito simples. E observar as estatísticas nos faz repensar nossas tomadas de decisões e também nossas ações para enfrentamento desses problemas. Não é possível resolver um problema sem antes conhecê-lo, mas a partir do momento em que se tem dados que nos forneçam as dimensões do problema, é possível agir de forma incisiva na sua resolução. Um exemplo disso aconteceu nos EUA. O NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), uma espécie de DENATRAN, divulgou que eles haviam atingido em 2009 um índice de mortalidade no trânsito inferior ao ocorrido em 1950, sendo o 10º ano consecutivo em que caiu o número de vítimas. Isso nos traz esperança de que é possível fazer algo para diminuir as terríveis estatísticas brasileiras para mortes no trânsito. A diminuição de tragédias no trânsito americano é atribuída ao uso do cinto de segurança e ainda a um esforço para inibir a direção por pessoas alcoolizadas. Isso, é claro, só

Direção segura foi possível pelo envolvimento de vários atores da sociedade, como gestores públicos, policiais, agentes de segurança, representantes de empresas, pesquisadores e vítimas de acidentes. Mas enquanto nosso país caminha para ter um observatório que consiga coletar dados, processá-los e disponibilizá-los, os gestores de órgãos públicos e de empresas privadas, fornecedoras ou consumidoras do trânsito, precisam se unir em busca de estratégias motivadoras na diminuição dos acidentes de trânsito.

Como podemos perceber dirigir com segurança não é mais somente uma questão de mera imposição legal para a realização de treinamentos e aquisição de habilidades motoras. Dirigir com segurança passa pela necessidade de entendimento de que a vida é o bem mais precioso que temos. E não é uma questão de valorizar somente a própria vida, mas, além disso, valorizar e cuidar para não ferir a vida do outro.

O Brasil é um país rodoviário. Nossa frota total saltou de 29.722.950 veículos em 2000, para 64.817.974 em agosto de 2010. Um crescimento de 118% em uma década.

É uma questão de valores preciosos que precisam ser redescobertos e colocados em prática. Valores como o cuidado com o outro, a gentileza, a paciência, o perdão e muitos outros.

E por falar em década, foi lançado, em maio de 2009, pela ONU (Organização das Nações Unidas), através da Comissão Global para a Segurança no Trânsito, um plano de ação para a década 2011/2020.

Esses valores, quando praticados no ambiente do trânsito, produzem uma mudança significativa. Mas e quando esses valores se chocam com os interesses mercantis e financeiros?

O documento recomenda aos países membros medidas imediatas de atenção e prevenção contra a violência no trânsito, que se revela como a principal causa de morte prematura e de ferimentos incapacitantes na população de jovens do mundo.

A resposta é que perdemos vidas. Essa é a pura realidade. Quando colocamos qualquer outro interesse acima do interesse de preservar a vida, ela é quem perde. Não é raro assistirmos cenas de violência praticadas no

trânsito por condutores em cujos veículos se encontram crianças. Outro exemplo muito comum é a parada em fila dupla na frente dos colégios para o embarque e desembarque de crianças. Como educar essa criança para o trânsito se quem deveria ser o primeiro a dar o exemplo, os adultos, não o dão? Mais do que um treinamento para motoristas, Direção Segura deve ser um valor a ser incutido em cada um de nós, tendo como premissa a preservação da vida, própria e do outro, gerando em nós um estilo de vida no trânsito. Na melhor das hipóteses, o Brasil perde 120 vidas por dia em acidentes de trânsito! Precisamos mudar esta história. Cada motorista precisa conscientizar-se de que sua atitude pode fazer diferença. Quem sabe, agindo assim, chegaremos ao final desta década podendo contar uma história diferente.

Maurício Pontello é diretor da Rede de Ensino Integrado Centec, voltada à educação para o trânsito.


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Comparativo Quando falamos em sedãs médios, as opções são inúmeras. Afinal, é um segmento de muitas novidades. Mas como escolher se o preço de um básico pode ser a metade de outro com acessórios exclusivos? Para ajudá-lo, o Motor News traz para você importantes informações de alguns modelos 2014. Nossa relação inclui os disputados em vendas: Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze, além do mais potente, Volkswagen Jetta. Confira a tabela comparativa abaixo:

Inovações levam sedãs médios a um novo nível Toyota Corolla O design inovador chama atenção na nova versão do sedã médio da Toyota, mas a dirigibilidade e o conforto ainda continuam sendo as características marcantes. E, como

sempre, é referência em questões de conforto: suspensão macia e direção leve. O preço, até o momento, não o torna competitivo no segmento, mas equipara-se ao valor dos outros automóveis em nossa comparação. Entretanto, a

versão XLi, a mais básica, não conta com distribuição eletrônica de frenagem nem ABS. Já o câmbio é eficiente e aguenta bem a força do motor 1.8 flex de 132 cavalos. Existem quatro versões, e o acabamento é feito com fibras de carbono!


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Honda Civic A nova geração do Civic tem entre seus destaques a dirigibilidade e o desempenho. Não se pode negar que o interior tem alta qualidade, com painel de dois níveis e ótima manufatura, entretanto, seu design interno não teve tantas alterações. Seu motor top, de 155 cv a etanol e 150cv a gasolina, perde apenas para o Jetta, que é muito superior aos concorrentes neste ponto. Os equipamentos de série receberam reforços com a central de multimídia de tela touch, Bluetooth, chave do tipo canivete. Revestimento da parte interna da tampa do porta-malas.

Volkswagen Jetta A versão mais básica do Jetta tem a desvantagem da direção hidráulica, uma vez que seus concorrentes oferecem a direção elétrica progressiva. Porém, oferece 211 cv a gasolina na versão Highline (automático), mostrando-se o mais forte. O que talvez justifique seu alto preço, mas o mantém longe da liderança em vendas.Seu porta-malas é o maior, com 510 litros, e conta ainda com ar condicionado digital. Como o Corolla, não tem freio ABS na versão mais simples. Para maior segurança, dispõe de quatro airbags, ABS (sistema anti-travamento dos freios), ASR (controle de tração) e EDL (bloqueio eletrônico do diferencial). A versão Highline oferece controle de estabilidade, rádio com tela touch e airbag de cabeça.

Chevrolet Cruze A nova versão do Cruze não mudou tanto exteriormente. Sua grande novidade é o sistema multimídia MyLink que conta com o reconhecimento de voz. O aperfeiçoamento de fábrica, que entra como item de série, tem GPS incorporado e é um diferencial num mercado cada vez mais tecnológico. Porém, se por um lado inova nos meios digitais, deixa a desejar em relação aos rivais no quesito potência. Seu motor, igual nas duas versões disponíveis, é de apenas 144 cv a etanol e 140 cv a gasolina, 71 cv a menos que o Jetta. Mas vale dizer que ainda assim apresenta rapidez no dia a dia. Alguns detalhes também podem ser melhorados, como o pisca nos retrovisores e as antigas palhetas de limpador de para-brisa articuladas. Possui o melhor espaço interno, com a maior distância entre eixos.


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Carlos Cunha Nada como ter um piloto campeão do Omega Stock Car e recordista mundial sobre duas rodas para trazer seu conhecimento e experiência aos nossos leitores. Não perca a coluna do Carlos Cunha na próxima edição!

Meio Ambiente A partir de 1º de janeiro, a gasolina comum comercializada em todo o território brasileiro passou a ter o teor de enxofre reduzido de 800 mg/Kg para 50 mg/Kg. A medida, que deve reduzir e emissão de enxofre na atmosfera em 94%, é resultado de uma resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicada recentemente. Segundo a ANP, o aumento da qualidade da gasolina comum, além de melhorar a

Gasolina brasileira terá menor teor de enxofre para melhorar qualidade do ar qualidade do ar e contribuir com a diminuição de doenças respiratórias, também melhora o desempenho dos motores automotivos, reduzindo os custos de manutenção e aumentando a durabilidade dos automóveis. As novas especificações das gasolinas de uso automotivo permitem antecipar o cumprimento, para toda a frota circulante no país, das determinações da etapa L-6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos

Automotores (Proconve), do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), conforme estabelece a Resolução nº 415 do Conselho. Esta determinação estabelece os limites máximos de emissão de poluentes leves dos motores que utilizam o ciclo Otto para funcionamento, instalado na maioria dos carros de passeio. Agência CNT de Notícias


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Transporte Público

Setor de transporte está em processo de adaptação para atender pessoas com deficiência

O ano de 2014 é a data limite para que o transporte coletivo rodoviário brasileiro esteja totalmente preparado para receber e deslocar pessoas com qualquer deficiência ou mobilidade reduzida. A determinação foi dada pelo Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004 (que regulamenta outras duas leis), art, 38 § 3º, que estabeleceu o prazo máximo de 120 meses (a contar da data de publicação da norma) a completa adaptação dos veículos. Os demais meios de transporte possuem prazos diferentes conforme as suas particularidades e a necessária adequação. Com essa obrigação, as empresas do setor rodoviário estão se movimentando para cumprir as especificações estabelecidas. Segundo o diretor técnico da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), André Dantas, os ônibus estão praticamente todos acessíveis já neste momento e os poucos que não estiverem certamente estarão até o próximo ano. “Na média, pode-se dizer que a frota está totalmente adaptada”, assegura. Isso porque, segundo ele, a Portaria nº 260, de 12 de julho de 2007, havia estabelecido que todos os novos ônibus já deveriam sair, a partir de 1º de março

de 2009, das concessionárias para as ruas, completamente acessíveis. E, como a média da frota brasileira, conforme dados da Associação, é de 4,3 anos, a renovação será praticamente total no país até o fim deste ano. “Está muito avançado.

enumera alguns fatores.

Existe uma conscientização de grande parte da classe empresarial de que não há outro caminho senão cumprir aquilo que está determinado pela lei”, complementa o diretor da NTU.

Soma-se a isso a ausência de acomodação nas paradas de ônibus para descer o elevador.

Sobre a dificuldade alegada por pessoas com deficiência de que os elevadores nos ônibus adaptados não funcionam, Dantas

A começar pela própria qualidade das vias urbanas, com os buracos e solavancos, além de quebra-molas, que, como ele diz, prejudicam e muito o desempenho do equipamento.

Dantas ressalta que não basta o transporte estar acessível, é preciso que as cidades também estejam preparadas para as pessoas com deficiência. Muitos cadeirantes, por exem-

plo, não utilizam o transporte público coletivo porque as calçadas ou as paradas de ônibus não lhes permitem o deslocamento. “É preciso tratar o sistema como um todo”, defende. “As coisas só vão funcionar se todos os elementos estiverem operando bem. Se for fiscalizar o veículo, tem que fiscalizar também a calçada, o ponto de ônibus”, afirma.

Agência CNT de notícias


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Manutenção

Conheça melhor o sistema de embreagem

Composto de platô, disco e rolamento de embreagem ou atuador hidráulico, a embreagem tem a função de acoplar e desacoplar o motor do câmbio, permitindo que a troca de marchas seja feita de forma suave. Possibilita ainda um arranque sem trepidações, além de amortecer as vibrações do motor e eliminar os ruídos. Quando acionamos o pedal da embreagem, estamos na verdade interrompendo o movimento do motor para que a mudança da marcha possa ser feita. Entretanto, a má utilização desse pedal poderá desgastar os componentes. E a verdade é que grande parte dos problemas no sistema de embreagem se devem ao uso inadequado pelos motoristas.

Saiba como fazer a embreagem durar mais Mas fique tranquilo! Com simples cuidados, você pode aumentar a vida útil da sua embreagem evitando ter gastos desnecessários. Seguem algumas dicas: - Não deixe o pé apoiado no pedal de embreagem enquanto dirige, pois isso provoca um aquecimento do sistema e um desgaste prematuro dos componentes. O pedal só deverá ser utilizado no momento da troca de marcha. - Evite trocas de marchas mui-

to bruscas. Além de danificar o disco, pode gerar um barulho indevido e até impedir a troca de marchas. - Saia com o veículo sempre em primeira marcha. - Evite reduções bruscas de velocidade, freando ou desacelerando subitamente o motor. - Utilize sempre a marcha adequada para a velocidade. Usar marchas baixas em alta velocidade ou vice-versa sobrecarrega o disco, podendo inutilizá-lo. O conta-giros poderá ajudá-lo nisso.

- Desengate o veículo enquanto estiver parado. Segurar o veículo numa rampa, utilizando a embreagem como freio, também desgasta o disco. - Não ultrapasse a capacidade de carga especificada pelo fabricante do veículo, porque afetará o funcionamento da embreagem e diminuirá sua vida útil.

Sinais de problemas Se o seu carro estiver trepidando, patinando, com pedal duro, fazendo um barulho incomum ou com difícil engate, pode ha-

ver algum problema no sistema de embreagem. É claro que a embreagem é apenas parte do veículo, dessa forma, seu perfeito funcionamento está relacionado ao dos outros componentes do sistema. Por isso, não deixe de observar também os demais itens, como volante do motor, cabo de embreagem, garfo, entre outros.


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Legislação O Senado concluiu, com um turno suplementar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta que endurece as punições de motoristas infratores. Na prática, o substitutivo do senador Magno Malta (PR ES) ao Projeto de Lei 684/11 do senador Benedito de Lira (PP - AL) aumenta em até dez vezes as multas previstas para as infrações e, nos casos mais graves, também estabelece a suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

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Multa para motoristas infratores pode ficar mais pesada Pelo texto aprovado, o condutor pode ser punido nos casos de embriaguez, omissão de socorro, violação da suspensão ou proibição de dirigir, participação em corrida ou competição não autorizada, condução de veículo sem habilitação, entrega da direção à pessoa que não esteja em condições de dirigir e tráfego em velocidade incompatível. Atualmente, ao autuar os que cometem tais infrações, os agentes de trânsito apenas apreendem o veículo e regis

tram o número da carteira de habilitação que, em seguida, é devolvida ao motorista, que passa a responder a um processo administrativo. A partir da proposta aprovada, o documento de habilitação dos reincidentes passará a ser recolhido pela autoridade de trânsito e suspenso cautelarmente mesmo antes da conclusão do processo administrativo de cassação da carteira. Os motoristas poderão recorrer. O texto também aumenta

de dois para três anos o prazo para o infrator requerer uma nova habilitação, depois da cassação. Nesse caso, o motorista terá que fazer todos os exames exigidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Caso não haja apresentação de recursos para a votação da matéria em plenário, a proposta segue diretamente para a Câmara dos Deputados.

Agência Brasil


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História do carro

Romi-Isetta: o primeiro veículo fabricado no Brasil trouxe dois carros do modelo italiano para um estudo detalhado; em seguida, iniciou-se a fabricação. O lançamento ocorreu numa concessionária paulistana e contou com 16 unidades do veículo.

Nos anos 1950, ter um carro era para poucos. O Brasil já era visado como um mercado de grande potencial para a indústria automobilística, mas os veículos precisavam ser importados. Foi aí que, bem perto de nós, o primeiro automóvel foi fabricado no país. Na cidade de Santa Bárbara d´Oeste, no ano 1956, nascia o Romi-Isetta. Entretanto, o primeiro veículo de produção nacional não lembra em nada os modelos antigos mais conhecidos: apenas uma porta, menos de três metros de comprimento e aproximadamente 350 quilogramas. Seu tamanho é quase a metade de um fusca.

Acima um Romi-Isetta do ano de 1958

Os propulsores, assim como o câmbio de quatro marchas, eram importados da Itália. Hoje, é alvo de desejo dos mais nobres colecionadores, podendo custar mais de 100 mil reais. Contudo, nos anos 1950, não foi bem sucedido comercialmente.

O motivo que levou um minicarro a ser escolhido para iniciar a fabricação nacional era simples: sua produção era barata e rápida, uma vez que foi criado para atender a necessidade da Europa que se reerguia após a Segunda Guerra Mundial. O modelo foi idealizado por um projetista de avião, deve ser por isso que ficou tão diferente. Concebida por Carlos Chiti, sócio das Indústrias Romi S. A., o veículo é a versão brasileira do Isetta, modelo compacto produzido na Itália pela Iso. Após ler numa publicação italiana sobre o baixo custo do automóvel, Chiti percebeu a oportunidade para dar início à fabricação brasileira. Após conseguir a concessão da marca estrangeira, a Romi

Inicialmente, o Romi-Isetta tinha um motor de dois tempos e 9,5 cavalos. Mas em 1959, ganhou mais potência, passou a operar em quatro tempos com um motor BMW de 13 cavalos a uma velocidade máxima de 95 km/h.

Muito diferente dos longos e espaçosos automóveis produzidos na Europa e importados pelos mais abastados brasileiros, suas características modestas o colocaram em xeque. A única porta de abertura frontal fez com que nem fosse considerado um carro “de verdade” por algumas autoridades. Além disso, seu design econômico – banco único para duas pessoas, sem porta-malas e com motor lateral – não atendeu a demanda brasileira da época. Assim, foi fabricado por apenas cinco anos, totalizando uma produção de cerca de três mil unidades. Uma das Propagandas que fizeram a divulgação do veículo em importantes puclicações da época


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Segurança As avaliações de impacto feitas pela ProTeste Associação de Consumidores em 16 modelos de cadeirinhas automotivas mostraram que as marcas comercializadas no Brasil têm desempenho no mínimo aceitável quando submetidas a impacto frontal. Quando submetidas a um impacto lateral, no entanto, os resultados variaram de aceitável a fraco, na maioria dos modelos. A marca Cosco, modelo Commuter XP para crianças de 9 a 36 quilos (kg), por sua vez, foi considerada ruim devido ao impacto direto da cabeça do boneco, que simula a criança, contra a lateral do veículo. Nenhum dos modelos analisados recebeu a classificação máxima de cinco estrelas, de acordo com metodologia da Global NCAP (sigla em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos), entidade parceira da proposta que fez os testes. “Fomos criticados por utilizar padrões estrangeiros, o que desacreditaria os dispositivos de retenção infantil no Brasil. Respeitamos a argumentação, mas discordamos dela, pois acreditamos que uma associação de defesa do consumidor deve estar à frente do seu tempo, mirar o futuro”, justificou Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. Essa posição é compartilhada pelo diretor substituto de Avaliação da Conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e

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Entidade de consumidor cobra mais proteção para impacto lateral nas cadeirinhas automotivas item segurança, a marca Cosco recebeu apenas uma estrela. A Proteste testou ainda outro mecanismo que ainda não está disponível no Brasil, o isofix, o qual conecta a cadeira diretamente no carro, sem a utilização do cinto de segurança. “Os resultados com esse dispositivo foram superiores”, explicou. De acordo com o Inmetro, essa opção deve ser regulamentada até o final de 2014. Muitos veículos já são fabricados no país com esse sistema de fixação.

Qualidade Industrial (Inmetro), Paulo Coscarelli. “As entidades de direito do consumidor têm um foco prospectivo”, declarou. Ele explica, por exemplo, que o ensaio de impacto lateral não é previsto em nenhuma outra norma ou regulamento no mundo, mas que está contemplado no trabalho da Proteste. A partir desses estudos, outros requisitos podem ser incorporados aos padrões exigidos atualmente pelo instituto. Os melhores resultados, nos modelos para crianças de até 13 kg foram registrados pelas marcas Bebê Confort StreetyFix, Chicco Keyfit e Maxi Cosi Citi SPS, com quatro estrelas cada. Elas tiveram resultados considerados bons, tanto para os itens de segurança como para a avaliação de facilidade de uso. A escala é composta pelas seguintes faixas: muito bom, bom, aceitável, fraco e ruim.

Ainda na categoria para crianças de até 13 kg, as demais marcas analisadas receberam três estrelas: Peg Perego Primo Viaggio Tri-Fix, Burigotto Tourin e Galzerano Piccolina. Todas foram consideradas aceitáveis no quesito segurança. No item facilidade de uso, no entanto, a marca Galzerano recebeu classificação aceitável, enquanto as outras foram classificadas como boas. Nos modelos para crianças de 9 kg a 36 kg, apenas a marca Infanti ganhou quatro estrelas, sendo considerada boa, tanto no quesito segurança como no item facilidade de uso. As marcas Chicco, Burigotto e Graco receberam três estrelas. Todas foram consideradas aceitáveis em relação à segurança. Em relação à facilidade de uso, a Burigotto e a Graco foram consideradas boas e a Chicco, aceitável. Por ter obtido avaliação ruim no

Desde 2010, tornou-se obrigatório o uso do dispositivo de retenção infantil, conhecido como cadeirinha automotiva. A Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que crianças de até 1 ano e meio têm de ser transportadas no bebê conforto de costas para o movimento do carro, crianças de um 1 a 4 anos devem ser levadas na cadeirinha, e dos 4 anos aos 7 anos e meio, no dispositivo conhecido como assento de elevação. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que houve redução de 23% das mortes de crianças com até 10 anos que estavam sendo transportadas em automóveis, após um ano da entrada em vigor da resolução.

Agência Brasil


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