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Revista

MARANHÃO CIÊNCIA

2016


E x p e d i e n t e

Revista MARANHÃO CIÊNCIA

Esta é uma publicação da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação Governador do Maranhão

Diretor de Redação

Flávio Dino

Bento Leite

Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação

Jhonatan Almada

Direção de Arte

Fellipe Neiva Riccardo Otavio

Presidente da Fapema

Alex Oliveira Reitor da Uema

Gustavo Pereira

Redação

Cintia Lima Débora Andréa Sousa Elizete Silva Israel de Napoli Safira Pinho

Reitora da Uemasul

Elizabeth Nunes Secretário-adjunto da Cidadania Digital e Inovação

Nivaldo Muniz

Secretário-adjunto da Educação Profissional, Tecnologia e Inclusão Social

André Bello

Pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Extensão do Iema

Revisão Gramatical

Eneida Erre

Dario Soares

Pró-reitor de Ensino do Iema

Elinaldo Soares

Fotografias

Fellipe Neiva

Pró-Reitor de Planejamento e Gestão do Iema

Emanuel Denner

SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

AV. DOS HOLANDESES, 1.808 PONTA D’AREIA SÃO LUÍS - MA


EDITORIAL Tenho perseverança de que em algum momento de nossa história iremos compreender que investir em ciência e tecnologia não é uma questão menor, mas questão fundamental em um mundo onde o conhecimento se torna determinante para que uma nação se viabilize. O Maranhão, sob a liderança do governador Flávio Dino, tem avançado na estruturação de uma política de ciência, tecnologia e inovação. Antes uma pasta inexpressiva, hoje a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) possui identidade institucional e programática, atuando no fomento à pesquisa com a Fapema, na educação superior com a Uema e a Uemasul e na educação profissionalizante com o Iema. Nossos programas contribuem para a popularização da ciência (Luminar), a democratização do acesso ao ensino superior (Aulão do Enem), a realização de intercâmbio internacional (Cidadão do Mundo) e a ampliação do acesso à internet (Cidadania Digital). Democratizar o acesso a direitos tendo o conhecimento como força articuladora e mobilizadora tem sido o mote inspirador de nossas ações. Esta revista comprova que o ano de 2016 foi gratificante pelos resultados que alcançamos, sobretudo pela dedicação de nossa equipe de trabalho. Milhares de maranhenses que foram beneficiados como os programas aqui apresentados são testemunhas do esforço coletivo que nos move e motiva. Tenho certeza que 2017 será um ano de mais conquistas e avanços!

Jhonatan Almada Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação


POP

BLOG DE POPULARIZAÇÃO DA

popsecti.blogspot.com.br

SECRETARIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

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Maranhão Ciência 2016


Maranhão dá um passo importante com Escola de Cinema

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Secti consolida parcerias em 2016 e amplia ações

Biblioteca Básica Maranhense resgata conhecimento sobre o estado

Intercâmbio para egressos de escola pública

Uemasul marca novo momento da educação superior no estado

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Índice

Astronomia, eletricidade básica, games e robótica; ciência ao alcance de todos

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LUMINAR: CARAVANA DA CIÊNCIA

Astronomia, eletricidade básica, games e robótica; ciência ao alcance de todos O ano de 2016 foi de muito aprendizado para mais de 16 mil pessoas que foram beneficiadas pelo programa “Luminar: Caravana da Ciência”, que ao longo do ano percorreu 22 municípios maranhenses, levando aos jovens a oportunidade de participar de oficinas em quatro subáreas de conhecimento da ciência – astronomia, eletricidade básica, games e robótica. Além disso, o público pôde assistir à exibição do Planetário, ampliando assim seus conhecimentos nestas áreas. A ação integra o eixo estratégico de popularização da ciência, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O programa “Luminar: Caravana da Ciência” foi lançado no início do mês de ju-

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nho, em Belágua, município do Maranhão conhecido por um histórico de extrema pobreza e menor índice de desenvolvimento humano em todo o Brasil. No total, mais de 100 escolas se inscreveram para receber as ações do “Luminar: Caravana da Ciência” em seus municípios. Desse número, 17 foram selecionadas. As oficinas ofertadas pelo “Luminar: Caravana da Ciência” contemplam turmas de alunos do fundamental e médio do sistema público de ensino. A oficina básica de game tem como objetivo ensinar aos participantes conceitos básicos de programação através do desenvolvimento de animações e jogos, além de desenvolver um jogo.

Maranhão Ciência 2016


Na oficina de eletricidade básica, eles aprendem como fazer ligações com interruptores simples. Já na oficina de robótica, os estudantes desenvolvem diversas habilidades construindo um robô que se move com energia solar. Durante a ação, os estudantes também têm a oportunidade de assistir à apresentação do Planetário, que tem como objetivo levar conhecimento e informações acerca de astronomia para a comunidade escolar apresentando o sistema solar e seus astros. O Planetário incentiva estudantes, professores, crianças, jovens e adultos a conhecer melhor o Universo em que vivem. As sessões costumam durar cerca de 30 minutos, podendo ocorrer várias vezes ao dia, alcançando um grande número de estudantes. Os conteúdos apresentados no Planetário são expandidos na oficina de astronomia. Todas as oficinas têm duração de quatro horas.

Satisfação superior a

Para este ano, o “Luminar: Caravana da Ciência” recebe novidades, e passa a contar com oficinas de química, arqueologia/paleontologia e de matemática. A oficina de matemática está inserida na programação do Biênio da Matemática – 2017/2018 que prevê várias atividades com o intuito de tornar o ensino da disciplina mais atraente, melhorando assim o processo de ensino-aprendizagem. A avalição de satisfação feita pela Secti mostrou que 88% das pessoas que participaram das atividades do “Luminar: Caravana da Ciência” consideram a iniciativa excelente. Também foi feita avaliação do desempenho dos instrutores das oficinais. Neste item, o índice de satisfação foi superior a 90%. Maranhão Ciência 2016

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Parcerias

CIÊNCIA E TECNOLOGIA nos municípios

As parcerias com as prefeituras maranhenses também foram fortalecidas em 2016. As reuniões entre a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e gestores municipais aconteceram em várias ocasiões e culminaram com a realização do II Encontro da Rede Estadual das Secretarias Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação. Na oportunidade, foi assinado o termo de adesão preliminar ao Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo do evento foi definir uma agenda para a municipalização da ciência e tecnologia com a criação de órgãos, garantindo assim a participação do município na Rede Ciência Maranhão. A proposta da rede é fortalecer as competências lo-

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cais, além de apoiar na elaboração de projetos para os municípios. Durante o encontro foram traçadas metas para a implantação do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) nos municípios, além de unidades do “Ponto do Saber” e a expansão do programa “Cidadania Digital”, que leva internet gratuita a feiras, praças e outros equipamentos públicos. O encontro teve início com o debate “Proposta de Reestruturação do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação”, ministrado pelo professor Rossini Corrêa. Fechando o evento, o professor Raimundo Palhano realizou uma mesa de diálogos sobre organização e programação da Rede SMCTI.

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divulgação

Dez mil alunos de Imperatriz são beneficiados com o programa

Com o apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), 10 mil estudantes da rede pública de Imperatriz puderam adquirir livros durante a 14ª edição do Salão do Livro de Imperatriz (Salimp). O benefício é o resultado de um convênio da Secti por meio de uma emenda parlamentar do deputado Marco Aurélio em que foi destinado o valor de R$ 200 mil. O objetivo do programa é democratizar e expandir o acesso à leitura, bem como incentivar o hábito de ler. Por meio da iniciativa estudantes de escolas públicas receberam um voucher no valor de R$ 20,00 para ser usado na compra de livros durante o evento. Com o CredCiência o governo con-

tribui para a melhoria da qualidade do ensino e da pesquisa. O Governo do Estado entende que isso estimula a leitura e a prática de aquisição e formação de saber, construção do conhecimento, incentiva o mercado livreiro maranhense e fortalece os eventos acadêmico-científicos maranhenses. Duas dimensõeschave estão presentes no programa; a educacional e a econômica.

R$ 200 investimento

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mil 9


Secti consolida parcerias em 2016 e amplia ações O ano de 2016 foi marcado pela assinatura de vários acordos de cooperação entre a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e órgãos como os institutos de Tecnológico de Aeronutica (ITA), de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). Como resultado dos acordos novas ações e projetos puderam ser colocados em prática pelo Governo do Estado nesta área. Entre as parcerias está a firmada com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social ligada ao MCTIC, que tornou possível acelerar a oferta de infraestrutura de alto desempenho para educação e pesquisa e melhorar o acesso à internet de alta velocidade da comunidade acadêmica, incluindo centros de pesquisa, faculdades e centros de educação e pesquisa. Como resultado da parceria foi implantado internet de alta velocidade

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na unidade plena do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) de São Luís e na unidade vocacional Estaleiro Escola. Ao levar internet às unidades de ensino, o governo garante a professores e estudantes condições para que possam possam desenvolver melhor suas atividades de ensino-aprendizagem. Ao ser interligada a rede, o Iema São Luís, que dispunha de 20 megabyte de internet, passou a dispor de 1 GigaLan, o que equivale a mil megabyte. Em 2017 outras unidades serão ligadas à rede, que também será levada para a Secti. A parceria representa economia aos cofres públicos uma vez que está sendo disponibilizada sem ônus para o governo. Fomento às engenharias - O convênio firmado com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, por sua vez, visa ampliar o ingresso de mulheres em cursos de engenharia, matemática, manufatura e design.

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O ITA é a única instituição de ensino escolhida na América Latina para desenvolver ações práticas voltadas à melhoria desse cenário profissional. O financiamento é da Johnson & Johnson, criadora do projeto STEM2D, do qual o Instituto é parceiro. O projeto tem cunho educacional e motivacional, já que há poucas mulheres nesta área. Por meio do convênio, professores do ITA repassarão conhecimentos para docentes e alunos do Iema incentivando a participação das alunas na engenharia, tecnologia, matemática e áreas afins. O objetivo do Governo do Estado é alcançar uma igualdade de gênero na formação, capacitação e qualificação das mulheres, incentivando cada uma delas a ingressar nessas carreiras. Ainda com o intuito de impulsionar as áreas de engenharia no Maranhão, a Secti firmou termo de cooperação técnico científico com o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a iniciativa, o governo insere as universidades públicas e privadas do Maranhão em projetos em rede, que têm

uma repercussão nacional e internacional considerando a referência que o Coppe possui. Foram estabelecidas com o Instituto algumas engenharias que deverão ser prioritárias como as ligadas a energia, transporte e tecnologia da informação. Por meio do termo de cooperação serão implantadas pesquisas, estudos, projetos, cursos e formação de pessoal voltado às áreas de engenharia biomédica, civil, elétrica, mecânica, metalúrgica e materiais, nuclear, oceânica, química, nanotecnologia, de produção, sistemas e computação, de transportes e planejamento energético.

Parque Tecnológico Outro convênio importante firmado pela Secti em 2016 foi o que garante recursos no valor de R$ 2 milhões para a criação do primeiro Parque Tecnológico do Maranhão. A implantação do parque tecnológico prevê investimentos em laboratórios de prototipagem e nano-satélites, investimento em arranjos produtivos e no estímulo à criação de empresas de base tecnológica. O Maranhão é um dos poucos estados da federação que não possuem parque tecnológico. Ele atuará no formato de rede, podendo ao mesmo tempo funcionar nas universidades estadual e federal e na Base de Alcântara. Os recursos para a implantação do projeto já estão

na conta do Governo do Estado, que deve abrir ainda no primeiro semestre de 2017 as licitações para contratações de estudos, equipamentos de laboratório e para o programa de estímulo à criação de empresas de base tecnológica. A implantação do parque representa um grande impacto para o desenvolvimento econômico e social do Estado a partir da promoção, da pesquisa e inovação e cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas. A partir dele será possível desenvolver junto a pesquisadores e instituições de pesquisa do Maranhão a área espacial, com foco em nano-satélites.

Maranhão Ciência 2017 2016

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IEMA CIÊNCIA

Nova ferramenta para melhoria do aprendizado de português, matemática e ciência Estudantes do último ano do Ensino Fundamental ganharam em 2016 nova ferramenta para melhoria do aprendizado de português, matemática e ciência. Tratase do projeto “Iema Ciência” coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A iniciativa é resultado de parceria entre o Governo do Maranhão e o Instituto de Ensino e Pesquisa Santos Dumont (ISD) visando o desenvolvimento de ações colaborativas envolvendo, também, o Instituto de Educação, Ciência, Tecnologia do Maranhão (Iema). A ideia é elevar o patamar de desenvolvimento científico e tecnológico do Estado. A cooperação técnica firmada entre a Secti e o Instituto de Ensino e Pesquisa Santos Dumont prevê ainda o encaminhamento de

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pesquisadores e estudantes da área de neuroengenharia para Natal, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema) e o desenvolvimento de cursos técnicos no Iema de São Luís na área de neuroengenharia. A unidade vocacional do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) – Caxias é a primeira a receber o projeto “Iema Ciência”. A iniciativa visa estimular a vocação científica e contribuir com a melhoria dos indicadores e desenvolver uma educação que supere as carências de aprendizado dessas disciplinas. O diferencial do projeto é que todos os conteúdos dessas áreas estarão relacionados à ciência. O foco do projeto são as unidades vocacionais.

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CIDADÃO DO MUNDO

Oportunidade de intercâmbio para egressos de escola pública 14

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O que antes era um sonho distante, hoje é uma oportunidade para diversos jovens maranhenses, oriundos da rede pública de ensino médio para que possam alcançar domínio funcional das línguas inglesa, francesa e espanhola por meio do programa “Cidadão do Mundo”.


an

2016/2017

2000

inscritos

152

classificados

O programa, lançado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), permite aos jovens de 18 a 24 anos, oriundos da rede pública de ensino, realizar um intercâmbio internacional com todas as despesas pagas pelo Governo do Estado. Neste ano, 85 alunos realizaram o intercâmbio. Na primeira turma, os estudantes foram para Buenos Aires, na Argentina, e Montpellier, na França. A segunda turma foi para Boston, nos Estados Unidos, e Toronto e Vancouver, Canadá. Ao retornarem, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver atividades multiplicadoras de conhecimento, que o programa exige, ou seja, ministrar aulas, cursos, oficinas, palestras em escolas públicas com a carga horária de 20 horas, encerrando a participação no “Cidadão do Mundo”. Essa iniciativa permite que os participantes do programa possam relatar para os jovens de seus municípios de origem a vivência no exterior, fazendo com que mais jovens tenham a oportunidade de realizar o intercâmbio.

A seleção para a segunda edição do programa que ocorre em 2017 já foi iniciada. A primeira fase ocorreu no mês de julho com a inscrição de 300 candidatos, e início do curso de imersão. Somente 70 candidatos serão classificados, número de vagas nesta segunda edição. Os países escolhidos para o intercâmbio são Canadá e Argentina.

SEGUNDA EDIÇÃO

70

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2017

classificados

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EDITORA ENGENHO

Importante instrumento de divulgação do conhecimento científico e tecnológico do Maranhão

Inspirada nos versos de Luís de Camões em Os Lusíadas “Que só por puro engenho e por ciência, vêm do mundo os segredos escondidos”,nasceu a Editora Engenho com o objetivo de publicar o conhecimento produzido no âmbito da ciência, tecnologia e inovação, oportunizando aos pesquisadores e demais produtores de conhecimento um espaço institucional de divulgação e socialização dos seus trabalhos. Desde 2015, ano em que foi criada, até agora já são nove livros lançados nos formato digital e impresso. Os pesquisadores e interessados em publicar pela Engenho devem ficar atentos aos editais lançados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) com o objetivo de selecionar artigos, relatos de experiência, livros, capítulos de livro e outros trabalhos de relevância acadêmico-científica e sociocultural. No site da secretaria – www.secti.ma. gov.br podem ser conferidos os livros, cadernos e outros documentos publicados pela Engenho, na aba Publicações. Os livros em formado digital estão disponíveis para download, para que todos possam acessar em qualquer parte do mundo, o que antes ficava disponível apenas nas estantes das bibliote-

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cas.

A Engenho é registrada na Agência Brasileira do ISBN (International Standard Book Number), vinculada à Fundação Biblioteca Nacional. Além de autorizada a realizar a indexação internacional de suas publicações, também apóia a publicação de livros de outras editoras, sobretudo as universitárias, divulgando a obra e ajudando no lançamento do livro. A seleção das obras, na sua maioria, é feita por meio de editais lançados pela Secti, no site da instituição. Entre os livros já lançados pela editora está a autobiografia da médica Maria José Aragão – “Maria por Maria” ou “A Saga da Besta-fera nos Porões do Cárcere da Ditadura” do jornalista e professor-mestre Euclides Moreira Neto; “Maranhão, enigmas, desafios e urgências”, de autoria do historiador e atual secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, do sociólogo Léo Costa e dos economistas Aziz Santos e Raimundo Palhano, com participação do advogado, professor e autor de vários livros Rossini Corrêa; “O Reinado de Momo na Terra dos Tupinambás”, do historiador Fábio Henrique Monteiro; “A Comunidade Rubra” do jornalista JM Cunha Santos, entre outras publicações.

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Círculo da Matemática

Melhor aprendizado para alunos da rede pública

O projeto Círculo da Matemática é outra iniciativa que está sendo colocada em prática com o objetivo de melhorar o aprendizado da matemática das crianças da rede pública de ensino. A iniciativa do Instituto Tim tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O projeto já capacitou professores de São Luís, Timon e Imperatriz. Por meio da iniciativa espera-se despertar nas crianças o gosto pela matemática e potencializar a sua aprendizagem, utilizando uma metodologia inovadora de ensino, tornando as aulas mais instigantes e atrativas para os alunos. As aulas buscam

desenvolver uma habilidade fundamental que é o raciocínio lógico matemático. O público-alvo do programa são crianças dos anos iniciais do ensino fundamental em turmas pequenas de, no máximo, dez alunos. A metodologia é participativa e lúdica. Durante as aulas as crianças são incentivadas a pensar e esquecer as fórmulas decoradas. Nenhum erro é repreendido e nenhuma resposta é oferecida à criança sem ser debatida. As aulas do círculo não substituem as da grade curricular de matemática das escolas, são aulas extras e ocorrem uma vez por semana para cada turma.

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SÉTIMA ARTE

Maranhão dá um passo importante com a implantação da Escola de Cinema

O que era esperança e anseio de muitos se tornou realidade no coração do Centro Histórico de São Luís. A primeira Escola de Cinema do Maranhão, implantada como unidade vocacional do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A escola iniciou suas atividades com Curso de Formação Inicial e Continuada em Cinema com duração de três meses e corpo docente formado por professores locais e cineastas do exterior. Com essa primeira turma, o Iema promoveu no formato de Formação Inicial e Continuada (FIC) o curso

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de Cinema e, em apenas 48 horas, 515 pessoas se inscreveram para as 26 vagas. O curso foi uma espécie de embrião muito bem-sucedido da Escola de Cinema do Maranhão, que foi inaugurada em março do ano passado.

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Nas primeiras turmas dos cursos de direção de fotografia e atuação para cinema completaram a carga horária de 160/h cerca de 25 alunos em cada sala. Entre os cursos oferecidos está o técnico de cinema de nível médio. Com essa iniciativa inédita, o governo visa atender à demanda reprimida que existe no audiovisual maranhense e garantir formação profissional para jovens e adultos, tendo em vista sua inserção produtiva na perspectiva de qualificar as produções cinematográficas. Um dos primeiros frutos da iniciativa pioneira do Estado foi o curtametragem ‘Bodas de Papel’, desenvolvido por estudantes do curso FIC em Cinema. Com o projeto audiovisual, os cineastas participaram da 49ª edição da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme

foi o 12º selecionado de um total de 473 inscritos nas categorias curta ou média duração no festival. Durante o curso, os estudantes tiveram que produzir um curta na disciplina Prática Intensiva, coordenada por dois cineastas uruguaios. O resultado final desse trabalho foi a seleção no festival de Brasília. O curta maranhense de ficção conta com 12 minutos e 20 segundos de duração e classificação indicativa de 18 anos. ‘Bodas de Papel’ tem como sinopse um poema de Fernando Pessoa com o tema “A Decadência é a perda total da inconsciência. Porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração se pudesse pensar, pararia”. Com a iniciativa, o Maranhão passa a possuir espaço e equipamentos adequados para o desenvolvimento da sétima arte.

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ESTÁGIO INTERNACIONAL

Transformando a vida de milhares de jovens maranhenses Depois de garantir oportunidade a alunos da rede pública de participar de intercâmbio internacional, o Governo do Estado agora entra em uma nova etapa do programa “Cidadão do Mundo”; a modalidade Estágio Internacional, que proporcionou a 23 estudantes de graduação, mestrado e doutorado participar de estágio em outros países com todas as despesas pagas pelo governo. Os estudantes tiveram seus projetos aprovados por meio do edital de apoio à realização do estágio internacional executado via Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). O apoio à realização de estágio internacional integra a linha de ação “Mais Qualificação”, no âmbito do programa “Cidadão do Mundo”. O objetivo do governo com a iniciativa é promover as aptidões e estimular o crescimento profissional dos estudantes. O investimento do governo nesta nova etapa do programa é de R$ 400 mil. Ao todo, 23 estudantes foram contemplados para realizar estágios nas áreas da Saúde, Exatas, Ciências Sociais e Humanas em nove países diferentes: Sendo quatro para os Estados Unidos e Espanha, dois para a Argentina e a França, um para a Itália, Índia, Inglaterra e Canadá, além de sete para Portugal. A modalidade de intercâmbio internacional vem sendo estimulada pela Secti, que coordena o programa “Cidadão do Mundo”. O Estágio Internacional, executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), visa estimular a realização de estágios e intercâmbios multilaterais de curta duração em parceria com instituições de ensino ou pesquisa ou empresas localizadas fora do Brasil, visando o aperfeiçoamento profissional e a experiência internacional de estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

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AULÃO DO ENEM

65 20 municípios

mil estudantes beneficiados

Em 2016, o programa Aulão do Enem foi levado a 65 municípios maranhenses, 49 a mais que em 2015. Mais de 20 mil estudantes participaram das megarrevisões. O Aulão do Enem é uma realização do Governo do Maranhão, coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), sendo uma megarrevisão de conteúdos referentes ao Enem. O Aulão tem como foco jovens e adultos que concluíram ou estão cursando o 3º ano do ensino médio e pretendem ingressar em uma universidade. A ideia é que, com esse apoio do governo, alcancem um bom desempenho no

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Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porta de entrada para o ensino superior. A proposta para 2017 é levar o programa para um número maior de municípios e desta forma beneficiar mais pessoas. Em 2016 o recorde de público dos aulões foi em São Luís, que registrou a participação de mais de dois mil estudantes nos finais de semana em que as aulas foram realizadas. O auditório Darcy Ribeiro, no Centro de Convenções do Pedro Neiva de Santana, em São Luís, ficou pequeno para o grande número de estudantes interessados em participar das aulas.

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O sucesso de São Luís se repetiu nos demais municípios onde a megarrevisão foi realizada, a exemplo de Caxias, Imperatriz e Balsas. A grande participação dos alunos mostra que o programa está consolidado e que se tornou uma política pública, uma marca do Governo do Estado. Pesquisa realizada pela Secti com o intuito de medir o grau de satisfação dos participantes do programa mostrou que 80% a 90% das pessoas que participaram dos aulões avaliaram a iniciativa do governo como excelente. A pesquisa mostrou que um percentual acima de 10% é de pessoas que têm mais de 25 anos, sendo que algumas delas, em torno de 2%, têm entre 37 e 42 anos. Desta forma, os aulões estão contribuindo para a melhoria da formação não somente de quem ainda está terminando o ensino médio, mas também de quem havia parado de estudar. Os resultados da avaliação reforçam a importância do programa e evidenciam que não só os jovens querem acessar a universidade, mas também as pessoas que já concluíram sua educação básica, pois um grande número delas também procurou o Aulão do Enem para voltar a estudar.

DIFERENCIAL Um dos diferencias do Aulão deste ano foi a realização de megarrevisões especiais em Imperatriz, um dia para cada área do conhecimento, tal qual já se fazia em São Luís, e também a qualidade das apostilas distribuídas. Durante as aulas foram distribuídas 72.200 apostilas. Foram feitas mais de dez tipos de apostilas, um reforço para o aprendizado do aluno.

72

apostilas distribuídas

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mil 23


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IEMA

Consolidação de um novo modelo de educação no Maranhão Lançado em 2015 como um projeto inovador, o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) é hoje o grande diferencial institucional e pedagógico do Governo do Estado no âmbito da educação profissional em tempo integral. Um modelo pedagógico consolidado e que se expande para outras regiões do Maranhão.

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Em seu primeiro ano de atividade, mais de 600 estudantes cursaram o ensino médio técnico de tempo integral nas unidades plenas de São Luís, Bacabeira e Pindaré-Mirim, que estão sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação Secti). Em 2017, são mais 1.050 alunos matriculados nos 24 cursos de ensino médio técnico em tempo integral nas unidades plenas que passam de três para sete com a entrada em funcionamento das inauguradas em Coroatá, Timon, São José de Ribamar e Axixá. Os cursos ofertados nas unidades levam em consideração a demanda da região e são escolhidos a partir de audiência pública, onde toda a comunidade local e de municípios vizinhos participa dando sugestão sobre o que quer para a região. INVESTIMENTOS - Os investimentos do governo no Iema não são pequenos. O gasto médio mensal de uma unidade plena é de R$ 243 mil, o que totaliza R$ 2,9 milhões ao ano. As escolas contam com laboratório, internet, biblioteca e quadra poliesportiva. Durante a permanência na escola – das 7h às 17 horas – os estudantes realizam três refeições. Os resultados são animadores. Neste primeiro ano de atividade, os alunos das unidades plenas do Iema foram destaque em eventos como a Olimpíada Brasileira de Geografia, Mostra Brasileira de Foguetes, Torneio Juvenil de Robótica, Olimpíada Brasileira de Robótica e Olimpíada Brasileira da Matemática das Escolas Públicas. As premiações mostram o empenho de professores, gestores e alunos que aprovaram o novo modelo de educação e têm se empenhado para o sucesso do projeto. Um dos diferencias do Iema é que nele os estudantes são protagonistas de sua própria história, constroem junto com os professores as disciplinas eletivas escolhendo temas de seu interesse.

gasto médio mensal

R$

243

R$

mil

2,9

milhões

por unidade/ano

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Fics

Cursos e oficinas presenciais para a profissionalização dos maranhenses

Investir na educação profissionalizante dos maranhenses, esta é a proposta do Governo do Estado com as unidades vocacionais do Instituto de Educação, Ciência, Tecnologia do Maranhão (Iema), que oferta cursos de Formação Inicial e Continuada (FICs) e oficinas presenciais. Somente no ano de 2016, mais de dois mil alunos foram beneficiados com 52 cursos ofertados em 13 municípios. A perspectiva para 2017 é de mais investimentos nesta área.

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Os cursos e oficinas visam atender às demandas existentes de formação profissional, tendo em vista sua inserção produtiva na perspectiva de melhorar os indicadores econômicos e sociais do Maranhão, bem como contribuir para o acesso de jovens e adultos

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ao mercado de trabalho mediante a formação profissional técnica. A duração da formação é, em média, três meses. Na conclusão, os estudantes recebem certificados. A escolha dos cursos ocorre de acordo com a vocação do município, pois leva em con-


sideração os arranjos produtivos da região e o desenvolvimento para a economia local. Há cursos de inglês básico, focado na preparação em diferentes setores, outros mais segmentados como o de apicultor e açaicultor, que serão disponibilizados pela primeira vez no município de Santa Luzia do Paruá em 2017. Entre os cursos que se destacaram em 2016 está o de produção de cerveja artesanal, realizado por meio de uma oficina na unidade vocacional do Iema da Praia Grande. A cerveja artesanal produzida no Iema se destaca por ter uma produção mais lenta e também por ser mais encorpada. Também proporcionaram renda e investimentos para os maranhenses os cursos de sorvete, realizado em Caxias, e o de Agricultura Orgânica, em Bequimão, onde ao final os participantes estavam produzindo farinha de qualidade utilizando novas

técnicas repassadas pelos professores durante as aulas. Também destaque para o curso FIC de Cinema da unidade vocacional do Iema da Praia Grande, em São Luís. Os alunos que participaram do curso desenvolveram um curta-metragem ‘Bodas de Papel’, coordenado por dois cineastas uruguaios. O resultado final desse trabalho foi a seleção na 49ª edição da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na opinião do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, o projeto aponta para o acerto na criação do Iema. Para Almada, os resultados obtidos com os cursos FICs e as oficinas presenciais enfatizam a relação que o Iema estabelece com a economia e a geração de renda no Maranhão ao estimular setores antes pouco desenvolvidos, como é o caso da cerveja artesanal.

Inves timen

R$ 5

to

65.84

3 mil

6 1 0 2 O

Investimento

AN

ALUNOS beneficiados

2.651

2

para

milhões

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ROBÓTICA

Iema tem equipes campeãs Com pouco mais de um ano de implantação, o Instituto de Educação, Ciência, Tecnologia do Maranhão (Iema) vem juntando grandes conquistas. Os estudantes da unidade plena do Iema de Pindaré-Mirim, por exemplo, se destacaram nas competições de robótica. A etapa estadual do Torneio Juvenil de Robótica (TJR), realizado na sede do Iema de Pindaré-Mirim, reuniu 16 equipes de escolas de Açailândia, Imperatriz, Santa Inês, São Luís, Bacabeira, dentre outras. Pela primeira vez o Iema realizou um torneio deste tipo, fruto de investimentos do Executivo na área da robótica. As modalidades foram divididas em sete: sumô, cabo de guerra, viagem ao centro da terra, resgate no plano, resgate de alto risco, dança, resgate de alto nível quatro. Os estudantes do Iema de Pindaré foram os que mais obtiveram medalhas na competição, o que resultou na classificação para a etapa nacional. O Torneio Estadual de Robótica surgiu por meio de uma disciplina eletiva ofertada na escola e faz parte do calendário escolar. Assim, os alunos aprendem o conteúdo teórico com matérias de matemática básica e física voltadas para mecânica e informática direcionada para linguagem de programação. O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, ressaltou a importância de os estudantes te-

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rem acesso a conhecimentos nesta área. “Nós temos estimulado as disciplinas ofertadas, que elas envolvam a robótica, esse é um elemento transversal dentro das diretrizes operacionais pedagógicas do Iema. A robótica traz conhecimento tecnológico, mas também caminha para a economia do conhecimento na automação, robotização e informatização. Nossos jovens sairão bem preparados para enfrentar o mercado de trabalho.” O professor Fábio Aurélio, que acompanha os estudantes do Iema de Pindaré, explicou que a preparação durou cerca de três meses. O professor conta que o período de treinamento foi intenso e que, além das disciplinas da base comum, os estudantes têm as eletivas, o que permitiu desenvolver os robôs. Após a etapa estadual do Torneio Juvenil de Robótica, os estudantes foram classificados para o Torneio Nacional Juvenil de Robótica, evento realizado no Rio de Janeiro, onde a equipe foi a vice-campeã. A classificação foi na modalidade Resgate de Alto Risco e em terceiro lugar na modalidade Dança, em que foi feito um robô representando o bumba meu boi. O estudante de 14 anos Alef Araújo contou sobre a experiência maravilhosa de ter participado da competição. “Nunca imaginei que um dia poderia estar no Rio de Janeiro competindo pela minha cidade, pelo meu estado. Agora vou competir fora do país. É algo incrível.” A equipe se prepara agora para a etapa internacional que será realizado em agosto deste ano em Portugal.

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MOSTRA DE FOGUETE

Equipe do Iema de Pindaré está entre as melhores do País Estudantes do Iema de Pindaré-Mirim trouxeram bons resultados da Mostra Brasileira de Foguetes realizada na cidade de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. A equipe composta por três alunos e um professor foi vice-campeã na categoria Distância de Lançamento. Em todo o país foram selecionadas 120 equipes de escolas públicas para participar da competição. Os estudantes do Iema tiveram que desenvolver um foguete junto com os professores de física, matemática e química. O projeto teve início em março com nove estudantes, uma equipe foi selecionada, ela é composta por Allefson Josenildo, Miguel Arcângelo e Ruan Felipe. O foguete foi montado por meio de garrafas pets e com solução de bicarbonato e vinagre. O professor de física e responsável pelo projeto Giuliano Eduardo Cutrim contou que para a realização do fogue-

te foi necessário conciliar a teoria com a prática, além de buscar conhecimentos na matemática e química. “Os estudantes tiveram que aprender assuntos nessas áreas como reações químicas, lançamento oblíquo e trigonometria. Em pouco tempo eles assimilaram bem os conteúdos”, relatou. O estudante Miguel Arcângelo, de 17 anos, contou sobre a sua participação nesse trabalho. “Ficamos surpresos, quase não acreditávamos que seríamos selecionados com nosso foguete. Contei para meus pais e eles ficaram emocionados.” Um dos objetivos dos torneios de robótica é fomentar o interesse pela astronomia, astronáutica e ciências afins entre os jovens. Os resultados apresentados têm surpreendido a gestão do Instituto, especialmente por causa do pouco tempo de existência da escola.

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CIDADANIA DIGITAL

Internet grátis para a população

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conectados

Uma população que vive conectada! São jovens, adultos e idosos. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mais da metade dos brasileiros têm acesso à internet. No Maranhão, o Governo do Estado criou o programa “Cidadania Digital”, que já beneficiou mais de 700 mil pessoas de abril de 2015 a dezembro de 2016. O programa começou em dois bairros da periferia de São Luís: Cidade Operária e Anjo da Guarda, sendo expandido para a Praia Grande (Centro Histórico da capital maranhense) e Sítio Tamancão. A meta do Governo do Maranhão é ampliar os pontos na capital e levar também para o interior do estado, além de disponibilizar o acesso à internet nas proximidades das unidades do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), o novo modelo de escola que vem sendo implantado pelo governo estadual. Em 2017, onze municípios serão contemplados com o programa, e na região metropolitana de São Luís mais de 200 links estarão espalhados pela cidade, conectando feiras, praças e escolas, garantindo acesso gratuito à internet a mais de 90% da população da capital maranhense.

Programas como o “Cidadania Digital” são executados pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, comenta que o programa “Cidadania digital” representa um grande avanço do ponto de vista de políticas públicas no estado. O programa “Cidadania Digital” é fruto de uma parceria firmada entre o Governo do Maranhão, a TVN e a Rede Nacional de Acesso à Internet no Brasil, (RNP), que é uma infraestrutura de rede de internet nacional de âmbito acadêmico. O objetivo da Secti para 2017 é intensificar ainda mais a parceria com a RNP. A expectativa é de que muitos benefícios sejam adicionados ao sinal, o que deve contribuir para a expansão do acesso à internet. Segundo informações da secretaria, a estrutura da fibra ótica também deve ser ampliada.

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SNCT

“Cidade da Ciência” A segunda maior cidade do Maranhão foi palco, em 2016, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT/MA. A realização do evento em Imperatriz faz parte da política do Governo do Estado de democratizar o acesso à informação, garantindo a todos os maranhenses as mesmas oportunidades. A SNCT é o maior evento de divulgação científica do Maranhão e do Brasil, sendo coordenada no Estado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e apoiado pela Fapema. O evento, que há doze anos era realizado em São Luís, reuniu mais de 35 mil pessoas nas oficinas, minicursos, palestras, apresentações do Planetário e em visita aos 95 estandes espalhados na “Cidade da Ciência”. Estudantes, pesquisadores de outros estados e de várias regiões do Maranhão estiveram em Imperatriz no período de 19 a 22 de outubro para apresentar trabalhos ou conhecer a produção científica do Maranhão. A 13ª edição da semana teve como tema “Ciência Alimentando o Brasil”. O tema aborda a contribuição da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico na cadeia produtiva de alimentos, na promoção da segurança alimentar e no combate à desnutrição. Para garantir a participação de um maior número de estudantes, a Secti, em parceria com as secretarias estaduais e as municipais de Imperatriz, disponibilizou transporte para que os estudantes das duas redes pudessem participar das dezenas de eventos que movimentaram diariamente a programação da SNTC.

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mil

visitantes

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PREMIAÇÕES - Em reconhecimento ao trabalho de pesquisadores maranhenses que têm contribuído para o desenvolvimento social e econômico do Estado, o Governo premiou durante a SNCT pesquisadores em diversas categorias e instituições com relevante serviço na área de ciência e tecnologia. Em 2016, as premiações tiveram duas inovações que foram a criação do “Prêmio Igualdade de Gênero”, parceria entre a Secti e a Secretaria da Mulher, e a “Medalha Renato Archer de Mérito Científico e Social”. Na cerimônia foram entregues troféus, medalhas e prêmios em dinheiro também aos vencedores dos prêmios “Mais IDH” (Medalha Eduardo Campos), que aconteceu pelo segundo ano. Ainda durante a semana foram premiados os melhores trabalhos apresentados nas modalidades Pôsteres e Mostra Científica por mais de duzentos estudantes (pôsteres) e 80 que participaram da Mostra Científica. A premiação é uma forma de o Governo do Estado reconhecer e estimular a pesquisa no Estado. Os vencedores dessas modalidades receberam troféu e certificado em cerimônia que marcou o encerramento das atividades na “Cidade da Ciência”.

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Universidade marca novo momento da educação superior no estado

Uma das grandes medidas do Governo do Estado no ano de 2016 foi, sem dúvida, a criação da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão - Uemasul, com sede na cidade de Imperatriz. A primeira universidade regional do Estado representa um grande impacto cultural, educacional, social e político para Imperatriz e região e tem como objetivo desenvolver a vocação produtiva local e de municípios vizinhos que serão abrangidos pela nova instituição. Vinculada à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a proposta é parte do projeto de regionalização do ensino superior no Estado. A criação da universidade significa o cumprimento de uma das principais diretrizes do governo, que é regionalizar e democratizar o acesso aos serviços públicos, vindo cumprir o que está previsto em seu plano de metas, como princípio das ações governamentais na área da educação superior. Aguardada há 20 anos, a Uemasul atende a anseios de professores, alunos e comunidade em geral. Um dos principais benefícios da iniciativa está em conceder autonomia administrativa para a criação de ensino, pesquisa e extensão em sintonia com as vocações econômicas do sul maranhense. Com o objetivo de subsidiar os trabalhos de implantação da Uemasul, a Secti promoveu em outubro de 2016 o Seminário Implantação de Instituições de Ensino e Pesquisa no Brasil, onde foram apresentados os mo-

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delos institucionais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Universidade Federal do ABC (UFABC). Com a criação da nova universidade, todos os bens imóveis e móveis atualmente pertencentes à Universidade Estadual do Maranhão, campus Imperatriz, passam à competência da Uemasul. Passaram também a integrar o patrimônio da nova universidade no início de 2017 todos os servidores integrantes do quadro da Uema, a qualquer título e qualquer que seja a natureza do vínculo, com atuação nos municípios que passarão à competência territorial da universidade. Depois de sancionada a lei que cria a Uemasul, a comissão de transição e instalação concluiu no último dia 11 de dezembro a estrutura organizacional e o orçamento da mais nova universidade pública do Maranhão. A estruturação é mais um passo importante para consolidar a instituição que atenderá 22 municípios da região Sul do Estado. A universidade tem como reitora a professora doutora Elizabeth Nunes Fernandes, cujo nome foi anunciado pelo Governo do Estado. A Uemasul tem previsão de funcionamento no segundo semestre de 2017 e, inicialmente, os cursos serão os mesmos já ofertados pela Uema. Apenas em 2018 novos cursos serão ofertados, após estudo do arranjo produtivo regional e discussão com a sociedade em geral e a comunidade acadêmica. Uma nova sede será construída para a instituição. A obra, orçada em R$ 13 milhões, deve ficar prota em 2018.

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UEMA

Plano de Desenvolvimento Institucional em 2016

Avanços significativos foram registrados nas áreas de ensino, pesquisa e extensão ao longo de 2016 na Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Houve a implantação de novos cursos nas áreas de Ciências Contábeis, Biologia, Pedagogia Licenciatura, Ciências Naturais, Ciências Sociais, Letras, Educação Física, Filosofia, Engenharia Civil e Geografia em diversos campi da universidade. A Uema se destacou por ser a que obteve o maior percentual de estudantes aprovados no XX Exame da Ordem dos Advogados do Brasil entre as universidades maranhenses. Com recursos próprios do Governo e de parcerias com Suzano, Cemar, Consulado Norte-americano e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram realizadas obras importantes como a implantação do laboratório de anatomia e o ambulatório universitário no campus Caxias; o Centro de Pesquisa em Arqueologia e História “Timbira”, o Ecoponto e o Escritório EducationUSA. Além disso, foi iniciada a construção do prédio de laboratórios multiusuários da pós-graduação (parceria com a Finep), as reformas do prédio da Pró-reitoria de Graduação, prédio de Física e Matemática, do Núcleo de Tecnologia da Informação; e construção dos estacionamentos dos prédios do Centro de Ciências Sociais Aplicadas e da Biblioteca Central, bem como a revitalização do bosque do Campus Paulo VI. Foi aprovado um novo Programa de Formação de Professores da Uema para formar docentes que irão atuar na educação básica da rede de ensino do Estado do Maranhão.

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Pesquisa e extensão

Na área de pesquisa, dentre as instituições de ensino superior do Maranhão que apresentaram propostas de cursos de pós-graduação para a Capes em 2016, a Uema foi a única que conseguiu aprovação, com a proposta do mestrado em Agricultura e Ambiente. No mesmo ano, iniciaram as primeiras turmas dos mestrados em Letras e do mestrado profissional em Matemática em Rede. Alunos e pesquisadores passaram a ter mais apoio para o desenvolvimento de suas atividades acadêmicas por meio da criação da Bolsa Trabalho (estudantes da graduação) e da Bolsa Pesquisador Sênior (pesquisadores brasileiros e estrangeiros). Em relação à extensão, aconteceu a primeira etapa do Programa Mais Extensão Universitária, fruto de uma parceria com o Governo do Estado, nos municípios de menor IDH do Maranhão. O programa foi criado em 2015. Nele são desenvolvidos 43 projetos, envolvendo mais de 40 profissionais e 185 alunos da Uema. Pensando na inclusão social de pessoas idosas, a IES criou o Programa de Formação Continuada Universidade Aberta Intergeracional (UNABI), vinculado à Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis.

Tecnologia

Tecnologia também foi um aspecto enfatizado pela gestão em 2016 com a aquisição de um Pacote de Software de Gestão Acadêmica e Administrativa (PSGAA) para sustentação, implantação, configuração, migração e manutenção corretiva a fim de atender aos anseios de modernização da Uema. A adaptação local desse pacote originou o Sistema Integrado de Gestão – Siguema composto por três outros sistemas: Administrativo, Acadêmico e de Administração Técnica.


Fapema investiu mais de

em bolsas e projetos de pesquisa em 2016 Desde 2015 a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) vem estabelecendo uma nova lógica política para o trabalho da fundação. A nova diretoria da instituição vem adotando uma política que aproxima as universidades e os centros de pesquisas dos anseios da sociedade, em suas demandas sociais, ambientais e produtivas. Além disso, a instituição tem fortalecido os elos entre atores da comunidade científica e da sociedade. Em 2016, a Fapema continuou com as metas já traçadas, aprofundando os objetivos com ênfase nas parcerias, na captação de recursos levando a cabo nossa determinação em produzir ciência com “Mais Inclusão Produtiva e Inovação Tecnológica”. Além do fomento ofertado por meio dos programas, foi destaque a promoção de eventos de popularização da ciência, como: valorização da pesquisa e propriedade intelectual, novas tecnologias educacionais e cooperação internacional França e Brasil. Durante todo o ano o Governo do Maranhão investiu mais de R$ 23 milhões em 2.915 bolsas

e projetos de pesquisa nas instituições de ensino superior do Estado. No mesmo período a Fapema 564 bolsas de iniciação científica; financiou 105 publicações e 83 eventos científicos, tecnológicos e de inovação. Além dos investimentos em editais regulares, como o Edital Universal e Bolsas de Mestrado e Doutorado, e em editais inéditos, como Aquicultura e Pesca, Igualdade de Gênero, Igualdade Racial e Tecnologia da Informação, Automação e Comunicação, elaborados através de oficinas de planejamento e participação social. Outros resultados importante referem-se à interiorização dos investimentos em ciência e tecnologia no Maranhão, diminuindo a concentração de investimentos na capital maranhense e propiciando um crescimento nos investimentos no interior do estado, rompendo uma estagnação histórica de mais de três anos, na ordem de 18% dos investimentos. Estes ganhos se repetiram em todas as linhas de ação e se reforçaram à medida que a Fapema abriu espaço para novas possibilidades de participação como no Universidade de Todos Nós, Solidários, Startups, Agricultura Familiar e Tecnologia Social.

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PONTO DO SABER

Proposta inovadora de inclusão digital e formação dos maranhenses O Governo do Estado avança em programas que proporcionam conhecimento, informação e formação. Um exemplo é o programa “Ponto do Saber”, que é terceira modalidade do Instituto de Educação, Ciência, Tecnologia do Maranhão (Iema). A proposta principal é oferecer ao público o acesso a serviços on-line, educação e atividades multidisciplinares. Com exceção da unidade que foi instalada no Convento das Mercês, em São Luís, o “Ponto do Saber” funcionará nos antigos prédios do Farol da Educação que estavam em situação de abandono e descaso. Neste projeto, eles serão denominados Bibliotecas Farol do Saber, uma alusão ao nome original Farol do Saber, adotado inicialmente na cidade de Curitiba. O programa vai se expandir para diversos municípios do estado. No cotidiano de uma unidade Iema Ponto do Saber / Farol do Saber, a população terá à sua disposição um acervo diversificado, com toda a orientação necessária para navegar na Internet, com recursos valiosos na forma de clássicos da literatura, filmes educativos, palestras, eventos culturais, animações infantis, conhecimento científico. O espaço propiciará o acesso orientado aos múltiplos serviços públicos existentes em forma on-line. No âmbito da educação continuada, esses espaços serão uma alternativa a programas estruturados de formação/educação no paradigma da mediação tecnológica/científica em parceria com a Secretaria de Cultura e

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Turismo e Secretaria de Educação. Atualmente o “Ponto do Saber” funciona no bairro do Desterro, no Convento das Mercês. Em 2017, o programa será ampliado para o interior do estado em cinco municípios: Matões do Norte, Perimirim, Timbiras, Tutoia e Urbano Santos. De acordo com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, o programa tem como objetivo também a aproximação das pessoas com novas tecnologias, sendo realizado um trabalho de inclusão digital. O “Ponto do Saber” é um lugar onde, por meio da internet, o público tem acesso a formações, aos serviços públicos e conhecimento. A partir da disponibilização da internet, o “Farol do Saber” permite o contato com grandes bibliotecas digitais do Brasil e do mundo. Tudo isso possibilita a realização de cursos on-line, pesquisas, e há uma aproximação das pessoas ao equipamento público, das novas tecnologias, o que atrai os jovens para a construção de um conhecimento científico. As unidades do “Pontos do Saber” serão espaços informatizados para a pesquisa escolar ou acesso ao livro em diferentes mídias. O local terá onze computadores, sendo um para cadastro do acervo e os demais para a pesquisa escolar e da comunidade a fim de garantir o acesso à informação em tempo real e atualizada. Outras ações como cursos e reforço escolar, pré-vestibular para jovens carentes, informática básica, manutenção e montagem de microcomputadores, além de atividades de lazer e científicas em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo e Secretaria de Educação, estão previstas para este ano de 2017.

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CONSECTI/CONFAP

Fórum de Secretários de Ciência e Tecnologia do Nordeste Secretários de Ciência e Tecnologia do Nordeste e presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa – FAPs de todo o Brasil estiveram reunidos em São Luís para discutir políticas para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação no país. Durante a reunião, realizada em agosto, foram discutidos temas como a criação de uma rede regional de fibra ótica para inclusão digital, a captação de recursos para o financiamento à inovação, e a Política Nacional de Ciência e Tecnologia como política de Estado. As reuniões foram organizadas pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). Com o tema “Construindo agenda comum para a ciência, tecnologia e inovação do Nordeste: Experiências de infraestrutura da rede e internet”, uma mesa de diálogo reuniu os secretários de Estado do Nordeste na sede da Secti. A proposta do encontro foi debater investimentos realizados por governos estaduais e incentivos destinados pelo governo federal, além de parcerias com órgãos privados e estatais, fazendo com que todos se unam em uma articulação que possibilite integrar a rede de fibra óptica da região e as diversas instituições de ciência, tecnologia, educação e órgãos públicos que têm relação com o conhecimento.

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Um dos pontos principais firmados durante a reunião dos secretários foi o da criação de uma nova Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) na área de energia renovável. A proposta é reunir todos os programas de pósgraduação e núcleos de pesquisa do Nordeste que trabalhem com a temática formando uma rede regional. Ao fim da reunião foi firmado um protocolo de intenções para a criação da Articulação Regional de Integração da Estrutura de Rede da Internet do Nordeste (Ariano). FÓRUM CONFAP - No fórum dos presidentes das fundações de Amparo à Pesquisa do Brasil o grande foco das discussões foi a Política Nacional de Ciência e Tecnologia como política de Estado. Outro tema discutido foi a participação das empresas privadas nas ações de fomento à pesquisa. Também entrou na pauta da reunião a apresentação de experiências de pesquisa realizadas por outras esferas do governo federal. Com discussões com os ministérios da Defesa e do Desenvolvimento Agrário. Além desses temas, serão debatidos durante o fórum os habituais temas relacionados às três grandes agências nacionais - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - com todas as FAPs e a coordenação internacional.

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BIBLIOTECA BÁSICA MARANHENSE

Iniciativa resgata conhecimento a respeito do estado Em uma iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o Governo do Estado lançou em 2016 edital para criação da Biblioteca Básica Maranhense (BBM). Por meio do edital foram selecionados livros relativos ao debate e reflexão sobre o Maranhão que sejam considerados clássicos na sua área de conhecimento, bem como, relevante para a interpretação da realidade maranhense. Ao criar a biblioteca, o Governo do Estado busca resgatar uma produção do conhecimento sobre o Maranhão que até então não tem sido divulgado e publicado com a relevância e importância que merece pela contribuição que traz para compreender e interpretar a realidade do estado. O objetivo principal da biblioteca é produzir novas interpretações e divulgar novas idéias que ajudem a compreender a realidade maranhense e a transformar o Maranhão. Cinco livros já estão em fase de revisão: “Coisa Pública”, de Raimundo Palhano; “Formação Social do Mara-

nhão”, de Rossini Corrêa; “A Empresa de Economia Mista e o Desenvolvimento do Maranhão”, de João Batista Ericeira; “Neiva Moreira, Semeador de Rebeldias”, e “Planejamento e Desenvolvimento do Maranhão”, de Jhonatan Almada. Os livros selecionados serão publicados no formato impresso pela editora Engenho e no formato digital e serão disponibilizados no site da secretaria no endereço www.secti.ma.gov.br. As publicações também vão integrar o acervo das bibliotecas das unidades do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) e redes do Farol do Saber.

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EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

Governo passa a integrar comitê nacional O Maranhão ganhou posição de destaque em 2016 ao passar a integrar, como representante titular, o Comitê Nacional de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica (Conpep), do Ministério da Educação (MEC). Por indicação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) passou a ter lugar no comitê, cujo objetivo maior é discutir as políticas de educação profissional e tecnológica do Brasil. Ao participar do conselho, o Maranhão se projeta no cenário nacional de construção da política de educação profissionalizante e tecnológica. É função do comitê acompanhar as políticas sociais, econômicas, de ciência, tecnologia e inovação e de trabalho, emprego e renda do País. Por meio do comitê são propostas ainda ações de regulamentação de políticas, programas e cursos de educação profissional e tecnológica e de certificação profissional.

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BIÊNIO DA MATEMÁTICA

Incentivo à aprendizagem O Governo do Estado preparou um conjunto de ações que vai marcar a realização do “Biênio da Matemática Gomes de Souza 2017-2018”. As ações visam promover e incentivar o crescimento e a popularização dos estudos da matemática no Maranhão. A organização do evento, que será realizado ao longo destes dois anos, foi iniciada em 2016 quando a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estabeleceu um acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), maior celeiro de matemáticos do Brasil, com o objetivo de realizar o Biênio Gomes de Souza, um reconhecimento ao matemático maranhense. Como parte das homenagens a Gomes de Souza, o auditório da unidade plena de São Luís do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) recebeu o nome do matemático. A Secti também irá apoiar a escrita da biografia de Gomes de Souza com o objetivo de resgatar seu legado intelectual para a matemática. O biênio é uma ação nacional conduzida pelo Impa e instituído por lei federal e estadual. As atividades alusivas ao evento tiveram início com a incorporação do tema da matemática na Semana de Ciência e Tecnologia do Maranhão 2016 e o lançamento da Plataforma Souzinha. A plataforma de ensino aprendizado visa facilitar a resolução de dúvidas e problemas na área da matemática para aqueles estudantes que têm mais dificuldade de aprendizado

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da disciplina. Entre as ações previstas para acontecer durante o biênio estão ainda o lançamento do Matemágicos, um jogo eletrônico de ensino-aprendizagem de matemática com questões das olimpíadas apresentadas de forma interativa em uma história de aventura, e o Festival da Matemática/Desafio Souzinha de Matemática, evento acadêmico-científico-cultural com o objetivo de popularizar e expandir a disciplina. Com as iniciativas, o governo visa incentivar o crescimento e a popularização dos estudos da matemática no Maranhão. EVENTOS - Nos anos de 2017 e 2018 o Brasil sediará dois importantes eventos de matemática que acontecerão no Rio de Janeiro. O primeiro deles é a 58ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2017), que vai receber os jovens estudantes mais talentosos de mais de 100 países. Eles vão se reunir para resolver problemas matemáticos difíceis em uma competição amigável. O outro evento é o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), evento científico mais relevante da área que acontecerá em agosto. Cerca de cinco mil pesquisadores deverão participar do congresso, que acontece pela primeira vez em um país da América do Sul. Durante o congresso são apresentadas as novidades produzidas nos últimos anos na área. Os dois eventos são uma oportunidade de popularizar a matemática e aproximar comunidade científica, escola e sociedade.

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PLANO DECENAL

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Ciência, tecnologia e inovação como política de estado Em uma demonstração de que ciência e tecnologia são tratadas no atual governo como políticas de estado, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) realizou ao longo de 2016 uma série de oficinas regionais onde foram discutidas as prioridades para os próximos dez anos nesta área. A partir desse ponto, foi iniciada a elaboração do Plano Decenal de Ciência, Tecnologia e Inovação. As discussões em torno do plano foram iniciadas a partir da criação do Comitê de Politicas de Ciência, Tecnologia e Inovação pela Secti, que é o primeiro passo para a implantação do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, um espaço de articulação e integração institucional. Integram o comitê representantes da Secti, da Ufma, Uema , Ifma, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (Crea/MA), do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Cientifíco e Tecnológico do Maranhão (Fapema), entre outros. Como benefício, o comitê trará o alinhamento do trabalho das instituições, organizará uma política de formação de recursos humanos, e vai garantir a articulação entre essas políticas e as demandas de desenvolvimento econômico. Oficinas de planejamento - Foram realizadas cinco oficinas regionais, que tiveram como objetivo iniciar um processo de diálogo e reflexão que permita regionalizar o planejamento estadual em Ciência, Tecnologia e Informação (CT&I) em vista da elaboração de um Plano Decenal para a área. Participaram pesquisadores, professores e representantes do empresariado e indústria local interessados em contribuir na elaboração do plano. As oficinas ocorreram em Bacabal, Caxias, Chapadinha, Imperatriz e Pinheiro. Maranhão Ciência 2016

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PÓS-GRADUAÇÃO

Projeto aeroespacial ganha mestrado Uma das áreas de interesse do Maranhão que receberam atenção especial do Governo do Estado em 2016 foi a aeroespacial. Entendendo a importância de formar recursos humanos altamente qualificados para o setor, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) intensificou os esforços para a implantação do primeiro curso no Maranhão de mestrado profissional em Engenharia de Computação e Sistemas, na linha de pesquisa em Sistemas Computacionais Aplicados à Engenharia Aeroespacial. A oferta do curso tornou-se possível graças a uma parceria firmada com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O termo de cooperação para a realização do curso foi firmado entre o ITA e a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), responsável pelo mestrado. Pelo acordo, o ITA irá promover o intercâmbio de informações e a troca de experiências e de conhecimentos técnicos e acadêmicos, além de mobilizar professores e estimu-

lar outras atividades científicas em engenharia. Com o mestrado, o governo deve reduzir o déficit no número de mestres e doutores nesta área, que é estratégica para o desenvolvimento do Maranhão. A primeira turma, composta por 20 alunos, está formada e tem duração de dois anos. A turma é formada por graduados em matemática, computação, física, engenharia mecânica, engenharia da produção, engenharia elétrica e civil. Com o mestrado, que tem ainda a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), o governo fomenta a criação de uma nova cadeia produtiva nessa área. A idéia é que sejam criadas novas empresas para atender as demandas de produtos e serviços do Centro de Lançamento de Alcântara e do Parque Tecnológico do Maranhão, já em implantação pela Secti com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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INOVA MARANHÃO

Desenvolver empresas de base tecnológica para contribuir com o setor produtivo maranhense Criado pelo Governo do Estado, o programa “Inova Maranhão”, executado por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), trouxe para as empresas assessoria e treinamento que garantiram a potencialização de ideias e de modelos de negócio. O programa foi fortalecido por meio de decreto do governo estadual com a instituição do “Prêmio Inova Maranhão” e do “Selo Empresa Inovadora”. Em 2016, o “Inova Maranhão” atuou em três polos de tecnologia: São Luís, Imperatriz e Timon, considerados os maiores do estado em termos de densidade populacional. Grande parte das startups do primeiro ciclo desenvolveu soluções baseadas e software e aplicativos que procuram atender necessidade da população. Durante a primeira fase do programa, conseguiram encontrar um diferencial em relação aos concorrentes e compreender melhor o mercado no qual atuam. O apoio às startups se deu

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em três fases: Pré-aceleração - auxilia a startup a encontrar sua proposta de valor; Aceleração - a startup deverá validar o modelo de negócio e o protótipo que vai ser comercializado; Incubação - o protótipo será colocado dentro de um plano de vendas e marketing para escalar a venda e operacionalizar toda a empresa. Em 2016, o Governo do Estado investiu R$ 911.600,00 no programa e atendeu 12 empresas em São Luís e Imperatriz. Este ano será inaugurado o hub de inovação para hospedar as startups. O espaço é composto por salas de treinamento, ambiente de coworking e laboratório maker. PREMIAÇÃO - O “Selo Empresa Inovadora”, será concedido como forma de reconhecimento, valorização e incentivo aos empresários que se destacarem com projetos de inovação. O “Prêmio Inova Maranhão” será concedido como forma de reconhecimento, valorização e incentivo aos pesquisadores e estudantes que se destacarem com projetos de inovação.

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Revista Maranhão Ciência 2016