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w w w. j o r n a l d e m a t o s i n h o s . c o m

de

Director Pinto Soares

Ano XXXI • Nº 1614 Isenção 25 de Novembro de 2011 Seriedade Preço: 1 € ANOS (IVA incluído) ao Serviço Sai à da Nossa Terra Sexta-Feira

Directora-Adjunta Natália Pinto Soares

MUNICIPALIDADE APELA À POUPANÇA NAS ESCOLAS

CONTROLAR OS GASTOS

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Semanário Regional Independente

D. MANUEL DA SILVA MARTINS

UM COMBATENTE QUE NUNCA DESISTE ROTARY CLUBE DE MATOSINHOS DISTINGUIU O PRELADO PELO PAPEL RELEVANTE NA DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS DOS CIDADÃOS PÁG. 5

ESCOLA A TEMPO INTEIRO EM RISCO DEVIDO AO CORTE DE FINANCIAMENTO ESTATAL PÁG. 9

COMO SAIR DA CRISE?

NOVO CONTRATO DE CONFIANÇA PARA GUILHERME PINTO ESTA É A ÚNICA FORMA DE SE ULTRAPASSAREM AS DIFICULDADES QUE O PAÍS ENFRENTA PÁG. 3

PARQUE DE CAMPISMO DE ANGEIRAS

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VENDIDO POR 5 MILHÕES ESCOLA SECUNDÁRIA DA BOA NOVA

NO “INFERNO” DA FAMÍLIA PEREIRA FELGUEIRAS COM UMA CRIANÇA DE 4 PRIMAVERAS

BANDEIRA VERDE PROJECTO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PREMIADO PELA SÉTIMA VEZ PÁG. 8

DESPORTO

TAÇA DE PORTUGAL

LEIXÕES NOS OITAVOS DE FINAL ÚNICO GOLO PERTENCEU A LUÍS SILVA RECENTEMENTE PROMOVIDO A SÉNIOR

QUEM LHE ACODE? HÁ 9 ANOS A VIVER EM LEÇA DO BALIO NUM ANEXO SEM CONDIÇÕES, À ESPERA DE CASA CONDIGNA. MATOSINHOS HABIT VAI ESTUDAR O PROCESSO DE REALOJAMENTO COM O AUXÍLIO DA JUNTA DE FREGUESIA PÁG. 7


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JORNAL DE MATOSINHOS

25 DE NOVEMBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

BILHETE POSTAL

ESTA SEMANA

MANUEL

Vereador Independente

MATOSINHOS SEMPRE

BISPO

Caro Alfredo, Estou mesmo a ouvir-te chamar-me retrógrado. Tantas vezes, até sou, outras tantas, até devia ser. Estou a pensar no que se diz e escreve a respeito da supressão ou mudança de feriados e dias santos, com o pretexto de se aumentar as capacidades e os frutos do trabalho. Adianto já, e com muita pena, que o pretexto não vale. Então, não é verdade que o que faz falta é o trabalho? O desemprego aumenta dramaticamente com consequências imprevisíveis. Mas, entraram na moda os verbos acabar, suprimir, mudar, despedir, etc… Deixa-me que, por economia de tempo (e de papel!) me fique só nos dias santos. Está ainda quente o dia de todos os Santos e o dia de Finados. Está à porta o dia da Imaculada. Adianto também o Corpo de Deus e a Assunção de Maria. Não achas que estes dias fazem parte de nós, da nossa identidade, da nossa alma? Suprimi-los, mudá-los, equivale a diminuir-nos, a despir-nos. Lembras a lenda da Sopa de Pedra. Agora, dispensa a água; a seguir, dispensa o sal, a batata, a couve, o chouriço. O que fica senão a pedra, o duro e o frio da pedra? – Exagero, mas tenho a sensação de que algo de semelhante poderá acontecer connosco, com o nosso povo. Vão dizendo os analistas que depois daquilo por que vimos passando, nunca mais seremos os mesmos. E já vamos fazendo a experiência disso… Estamos a escorregar para o desumano e não nos damos conta disso. A mim dá-me pena. E fico a pensar que a ti também. Ded.º

Lipor entrega Diploma Dose Certa No âmbito do Projecto Dose Certa, a Lipor tinha programada para anteontem, a apresentação dos resultados da 2ª fase de monitorização da quantidade de resíduos orgânicos produzidos pelo Restaurante “Les Amis”, situado em Leça da Palmeira, e a entrega do Diploma Dose Certa.

Exposição de Cristina Abecassis É inaugurada amanhã, na Galeria Arménio Losa da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta, uma exposição de peças em Papier Maché, de Cristina Abecassis, com a participação do Rancho Folclórico do Padrão da Légua, às 15,30 horas. A mostra ficará patente ao público até 16 de Dezembro próximo.

Semana das Semanas na EB 2,3 Passos José A Escola E.B. 2,3 Passos José está a desenvolver, desde o passado dia 21 até 27, a “Semana das Semanas”, através de várias actividades dedicadas à Ciência e à Tecnologia, à prevenção dos resíduos, e à agricultura biológica.

As euforias

NARCISO MIRANDA

T

emos de reconhecer e realçar a determinação e capacidade de alavancar optimismo numa conjuntura complexa. José Sócrates com a sua determinação obsessiva conseguiu, durante alguns anos, negar a evidência contagiando tudo e todos que foram ficando anestesiados face a tamanha determinação. É evidente, as provas são incontornáveis, que esta situação se suporta durante alguns, poucos, anos e é, para mim, também muito claro que quando aplicadas por excesso provocam overdose. Isto é, mata-se o doente com excesso de medicamentos. Tudo tem de ser doseado. Tudo mesmo o optimismo e a motivação que qualquer líder ou gestor tem a obrigação de transmitir.

Foi o excesso de determinação, de convicção e de optimismo tudo sustentado numa excessiva dose de fantasia que terá “morto” eleitoralmente e também, há que afirmar, politicamente José Sócrates arrastando o PS para a maior derrota de sempre. É esta pesada herança que António José Seguro vai gerindo, mesmo com pedras que lhe são colocadas no caminho, com mestria. O problema, o grande problema, é que para além dos estragos no PS, deram cabo, ou quase davam cabo, do país. Infelizmente esta cultura de exercício do poder ainda vai funcionando por alguns lados. Nunca, na história da democracia, alguns gestores/políticos aprenderam tão rápido e fielmente esta forma de exercer o poder. Prepotência, autismo, desrespeito pelas mais elementares regras da democracia, desprezo pelo direito ao contraditório, atitudes insolentes com afirmações

despropositadas e fantasiosas, são métodos cada vez mais usados por quem apenas sustenta convicções na fragilidade da força dos votos. Tenho pena que Matosinhos continue a perder força, determinação, capacidade negocial. Tenho pena que Matosinhos se vá esvaziando neste estilo comprovadamente falido. Tenho pena que tantas garantias, tantos projectos, tantas ideias não tenham passado de verdadeiros actos de ficção. Em matéria de realizações qualquer cidadão mais atento com facilidade reconhece os resultados. Tenho pena, muita pena, que a grande novidade dos últimos anos, fantástica para uns, desprezível para outros, tenha sido uma estratégia e um estilo de gestão copiada pela cultura política, testada em Portugal por José Sócrates e seus apaniguados. Acontecerá a Matosinhos o que aconteceu ao país e os seus protagonistas terão a mesma resposta que foi dada a José Sócrates?

Atlântida Um novo desafio de Albano Chaves, António Mendes e Gilberto Russa ELVIRA RODRIGUES (Membro da Assembleia de Freguesia de Leça da Palmeira)

“Volta – Os erros das abordagens filosóficas dos cientistas sobre o passado da Atlântida. Verdade versus evidência. Positivismo. Presença e sensualidade. A filosofia desta edição (deve ser) baseada na intuição e na Filosofia do povo de Arques: a evidência intuitiva desta obra. As três classes da vida nos direitos de um povo: Atlântida, os que sabemos que existem, na tese científica dos que pensam que existe, a cidade perdida em Doñana. Não para resolver o mito, mas para mostrar que o mundo continua sedento por conhecer o destino da cidade perdida. Um investigador do Connecticut, Richard Freund, garante que a famosa cidade/ilha/civilização perdida, berço da humanidade, está imersa na zona do Parque Nacional de Doñana, perto de Cádis, na Andaluzia. Mas não; a que existe mesmo está submersa ao longo do Trópico de Câncer, coberta por várias camadas tectónicas, afundada na Terra. A glória específica deste livro é a cultura humana do povo de Arquétipos do reino da Atlântida, continente perdido, carregado com os seus mitos”. Gilberto Russa No próximo sábado, pelas 15h30m no Salão Nobre dos Bombeiros de Matosinhos-Leça, vai ser apresentada em reedição renovada e ilustrada a obra “Atlântida” a seis mãos – Albano Chaves, António Mendes e Gilberto Russa. As linhas que se seguem são as respostas de Albano Chaves a algumas questões por mim colocadas sobre esta obra que ostenta a chancela de qualidade e rigor a que há muito nos habituaram. 1. Como surgiu a ideia de dois amigos, Albano Chaves e Gilberto Russa reeditarem

esta obra com a preciosa colaboração pictórica de um terceiro amigo, António Mendes? R1. Consideramos que a 1ª edição saíu “contraída”: letra pequena, pequeno espaço entre as linhas, capa triste. O Gilberto sempre falou nisso e procurou, procurou, até que na UNIVERSUS encontrou a resposta: um livro que “respira”, mais fácil de ler, com capa do Gilberto. 2. Qual a temática desta obra? Pensam que a mensagem reforçada com as imagens do António? Em que aspetos? R2. A temática e o texto não sofreram qualquer alteração: Temática: O mito da Atlântida tem uma conotação extremamente iniciática e esotérica, no eterno Ser e no seu contacto com o Eu. A inclusão das imagens do António reforçou o nosso trabalho e o seu resultado, que é o livro físico. Sendo amigo íntimo dos autores, o António Mendes penetrou no tema logo após a primeira leitura ainda em manuscrito e fácil lhe foi exprimir as cenas que lhe foram pedidas. Tornou a leitura mais atraente e transformou o livro objeto em objeto de valor. 3. Esta Atlântida renasceu... Para além das imagens, o que mudaram em relação à primeira edição? R3. Esta Atlântida nunca morreu... Disseminou-se como polinização anemófila para um e outro lado do Atlântico, onde germinou,

cresceu, gerou... Quem sabe quanto desse pólen não terá germinado nas encostas do Monte Xisto, nas planuras alentejanas... avançando, avançando sempre... deixando assinaturas pétreas ao longo do seu avanço pela Península, pela Bretanha, por Gales, na Irlanda... Mudança em relação à edição anterior: como já disse acima, um livro que “respira”, mais fácil de ler. Mais livro. 4. Que mensagem para os leitores do “Jornal de Matosinhos Sobre a Atlântida? R4. Com sangue atlante a correr-nos nas veias, repetiremos a história desse povo. Contra furacões desgovernados criados e libertados por subgente, nossa e alheia, que temerariamente abriu a Caixa de Pandora, para os vindouros seremos o que quisermos: uma fantasia por cumprir ou uma realidade cumprida, produto de uma imaginação forte, mas que sobreviverá nos genes dos descendentes dos sobreviventes, mesmo que diluída no tempo...

António Mendes

Gilberto Russa

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Albano Chaves

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JORNAL DE MATOSINHOS

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Guilherme Pinto está contra a reforma autárquica preconizada no Livro Verde:

"Estado não poupa dinheiro" G

uilherme Pinto está completamente contra o processo de reforma autárquica defendido pelo governo. A posição do autarca foi dita aos jornalistas após uma conferência decorrida nos Paços do Concelho sobre a reforma do Poder Local, subordinada ao tema “Sustentabilidade e Eficiência na Administração Local”, reunindo autarcas de vários concelhos. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, criticando as novas posições governamentais preconizadas pelo Documento Verde da Reforma Autárquica, é preciso “mudar completamente de paradigma. Temos vindo a criar um nível cada vez maior de desconfiança entre todos, quando a solução é criar níveis de confiança. Quem é jurista sabe bem que sempre se cometeram crimes independentemente do sistema penal aplicado aos crimes, da mesma forma que sempre haverá alguém a tentar não cumprir as regras que estabelecemos, mas a única forma de conseguirmos sair da crise é estabelecermos entre nós um novo contrato de confiança, em que confiamos uns nos outros, em que cada um está a fazer aquilo que deve para sairmos da crise”. Manifestou-se satisfeito pela escolha dos conferencistas em discutirem “estes assuntos” nos Paços do Concelho, “sendo certo de que também aproveitei para dar esta mensagem que acho ser

decisiva. No dia em que estivermos à espera de que tudo seja decidido por alguém sábio e que nunca falha, vamos paralisar o país porque assim nada funciona”. Relativamente à reunião da Junta Metropolitana do Porto com o ministro José Relvas,

Guilherme Pinto referiu que os membros da JMP sensibilizaram o governante, “mas acho que sinceramente esta reforma já não irá conseguir atingir algum objectivo útil. O que devíamos estar a discutir é que níveis de decisão queremos. Precisamos de decisões colectivas e estas devem ser tomadas ao nível mais próximo daquilo que é preciso decidir. Para isso precisamos de pensar Portugal. Para isso temos as Câmaras Municipais, com um nível de competências, deveríamos ter as regiões administrativas e o Estado”. As Juntas de Freguesia, “para serem reformadas, precisamos de saber o que esperamos delas. Na minha opinião, o papel das Juntas de Freguesia é uma relação de maior proximidade com os cidadãos. Não faz sentido que as Juntas tenham as competências que as Câmaras possuem, pois então ou há Juntas ou há Câmaras. Seria um modelo possível, não haver Câmaras Municipais. Mas havendo, não faz sentido que as Juntas tenham as mesmas competências que os Municípios, pelo que não se justifica faz sentido aglutinar Freguesias para que elas tenham escala para terem essas competências”. O que as Juntas tem de possuir “é uma dimensão próxima dos cidadãos, capaz de se aperceberem das dificuldades que estes têm, sobretudo nos momentos de crise, dos problemas relaciona-

dos com a vida o dia a dia da comunidade. Esse é o papel mais importante dos presidentes de Junta. É essencial que alguém o desempenhe. Um papel de proximidade com a residência dos cidadãos, com a escola dos seus filhos. Não faz sentido existirem Juntas de Freguesia com uma dimensão tal que a determinada altura um presidente de Junta se pergunte porque tem uma grande dimensão mas não possua competências. Se tiver mais competências, esvazia-se a Câmara delas. Não faz sentido. Esta é uma reforma que não vai dar nenhum resultado, a não ser que alguém fique na história por ter eliminado não sei quantas Freguesias como se isso fosse qualquer coisa que o país estivesse à espera. Pergunto o que muda em Portugal, se forem eliminadas 40 ou 50 Freguesias? Rigorosamente nada”. O Estado não poupará dinheiro com a reforma, pelo contrário “vai perder, porque nas Juntas pequeninas o presidente não pode estar a tempo inteiro, e quando se aglutinam as Juntas de Freguesia o autarca passará a ter capacidade para poder ficar a tempo inteiro. Assim do dispêndio será maior”. Actualmente há “200 presidente de Junta a tempo inteiro em 4 mil, e passaremos a ter de 400 a 500 a tempo inteiro”, duplicando dessa forma os custos. José Maria Cameira

OPINIÃO BARROSO DA FONTE barrosodafonte@mail.pt

té hoje, que eu saiba, não houve uma obra historiográfica que explique e justifique os 14 feriados nacionais e religiosos que Portugal celebra nos 365 dias de cada ano. Assim será em 2012: 1 de Janeiro, (Ano Novo); 21 de Fevereiro (Carnaval); 6 de Abril (sexta-Feira Santa); 8 de Abril (Páscoa); 25 de Abril (Dia da Liberdade); 1 de Maio (dia do trabalhador); 7 de Junho (Corpo de Deus); 10 de Junho (Dia de Portugal); 15 de Agosto (Senhora da Assunção); 5 de Outubro (Implantação da República); 1 de Novembro (Dia de todos os Santos); 1 de Dezembro (Restauração da Independência); 8 de Dezembro (Imaculada Conceição) e 25 de Dezembro (Natal). Metade são religiosos e outra metade são civis. A Troika pretende acabar com alguns e o actual governo já anunciou que pretende extinguir dois civis e dois religiosos. A Instituição Religiosa já aceitou extinguir o Corpo de Deus e o de Todos os Santos. Presume-se que os transfira para o Domingo seguinte. O país lucrará mais uns milhões de euros e evitará a falência de Empresas débeis que além dos 14 dias em que são obrigadas a pagar os salários e as benefícios sociais, ainda têm que somar os feriados municipais, algumas pontes, direitos de funeral, paternidade, maternidade etc. Espera-se que impere a noção da respon-

A

Urge trocar o dia de Camões pelo dia UM de Portugal sabilidade, encontrando-se a solução mais ajustada à realidade nacional. Mas esta mexida em matéria, obviamente, polémica, deverá servir para rever a justificação desses feriados. Há um exemplo clarificador. Todos nós celebramos o aniversário pessoal e dos filhos, netos etc. Alguns até celebram o dia de casamento, chegando a fazer-se festas aos 25, 50 e 75 anos. Há nessas práticas alguma razoabilidade. Todos os países celebram o dia da sua independência, da sua formação ou da sua libertação. Esse dia mereceu que José Mattoso escrevesse um texto delicioso sobre a «Primeira tarde Portuguesa», referindo-se ao 24 de Junho de 1128, quando D. Afonso Henriques discutiu com a Mãe D. Teresa e seu amante, Fernão Peres de Trava: a continuidade da nossa integração na Galiza ou a nossa independência. No seu mais recente livro: Lugares Históricos de Portugal (2011), José Hermano Saraiva, descreve essa tarde na p. 12: «ainda hoje a tradição conserva a memória do acontecimento: todos me disseram que sempre se soube que a batalha foi ali. Sabiam até mais: o combate durou horas e Deus fez o milagre de parar o Sol para dar tempo a que D. Afonso Henriques (com 18 anos) completasse a sua vitória. A Capelinha da Luz (em Creixomil) lá está a recordar o prodí-

gio. O véu das lendas começa, assim, a substituir a verdade da História». Sérgio Franclim, no seu livro «A mitologia Portuguesa», invocando Fernando Pessoa para quem «o mito é o nada que é tudo», afirma que «Portugal é um país criado com um propósito divino». São muitos e simbólicos os mitos e as lendas que confirmam esta vocação de Portugal, desde o milagre de Cárquere, ao milagre de Ourique, ao milagre de Aljubarrota, tantos que perfazem uma biografia lendária tão diversificada e rica como a própria vida real do nosso primeiro Rei que recentemente completou 900 anos de nascimento. Já era tempo de o poder político ter reflectido no grave erro nacional de celebrar o Dia de Portugal em 10 de Junho, devendo celebrá-lo em 24 de mesmo mês, porque foi o dia em que verdadeiramente inscreveu nos campos de S. Mamede o nome de Portugal que até ali era Portuscale da Galiza. Até 1179 houve datas importantes, como o 1139 e o 1143. Mas foi, inegavelmente, em 24 de Junho de 1128 que Portugal se desmembrou da velha Península Ibérica. Apesar dessa evidência historiográfica, o Estado Novo fixou em 10 de Junho, o dia dos anos do nascimento de Portugal. Ora o 10 de

Junho celebra a morte de Luís de Camões. E, por maior respeito que tenhamos pelo imortal poeta, quando ele nasceu (1524) e morreu (1580), já Portugal existia há 452 anos. José Hermano Saraiva, ainda agora, na obra acima referida, reafirma que «o Pai de Camões nasceu em Vilar de Nantes (Chaves), onde têm raízes todos os membros conhecidos da sua família». Mas era altura propícia, justa e correcta, de encontrar consenso para transferir o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas para 24 de Junho. Não se retiram direitos, nem honrarias a ninguém, mortos ou vivos. Guimarães, já depois do 25 de Abril de 1974, sempre teve entendimento partidário para que o 24 de Junho fosse reconhecido como o verdadeiro Dia UM de Portugal. O General Ramalho Eanes, o Dr. Mário Soares, o Dr. Jorge Sampaio e também Cavaco Silva, como 1º Ministro, via Engº Eurico de Melo, todos receberam propostas e sempre tentaram encontrar na Assembleia da República consenso partidário. Nunca o conseguiram. Chegou a hora certa: agora ou nunca. Como transmontano e homem de cultura, espero que o Secretário de Estado da Cultura, saiba propor e defender esta justa reivindicação nacional.

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Reunião da Câmara Municipal de Matosinhos

Orbitur fica com Campismo por cinco milhões A

Câmara Municipal aprovou a venda do Parque de Campismo de Angeiras à Orbitur, por cinco milhões de euros, na reunião pública decorrida na terça-feira, naquela que foi uma das mais rápidas sessões, tendo demorado pouco mais de uma hora. O negócio foi aprovado com os votos favoráveis da maioria PS e dos dois vereadores social-democratas e com a abstenção dos quatro elementos da Associação Narciso Miranda Matosinhos Sempre. Recorde-se que há meses Guilherme Pinto tinha afirmado, igualmente numa sessão camarária, que o Município não se considerava apto a gerir um parque de campismo e que era necessário investir muito dinheiro nessa estrutura turística para que a mesma se pudesse adequar às novas exigências dos turistas que apreciam o campismo. A Orbitur fica obrigada a manter em funcionamento o Parque de Campismo por 20 anos, podendo, após essa data, mudar a utilização do terreno, desde que este mantenha sempre um fim turístico. Vasco Pinho, vereador da NMMS, interpelou por diversas vezes Guilherme Pinto, excepto no assunto do Parque de Campismo, assunto que não mereceu dúvidas por parte da oposição, apesar de Alexandra Gavina, igualmente da NMMS, ter referido que os quatro vereadores da associação preferiam abster-se. O vereador da NMMS solicitou à maioria que diminuísse as taxas do Imposto Municipal

sobre Imóveis (IMI) bem como a derrama e fixação da participação no IRS, ambos para 2012, atendendo à época de crise que se vive no país, facilitando dessa forma a vida aos cidadãos. Porém, Guilherme Pinto, manifestando-se satisfeito por Vasco Pinho “reconhecer implicitamente a boa saúde financeira da

Câmara, ao sugerir essas reduções”, afirmou que não era possível satisfazer esse pedido, “até porque não as estamos a aumentar mas a manter os mesmos valores aprovados em 2010”. Vasco Pinho pediu, também, que fossem revistas as taxas municipais de direitos de passagem para o próximo ano, até porque algumas

são “valores irrisórios, como é o caso dos pagos pela TMN”. A pretensão não foi atendida por Guilherme Pinto. Aprovados sem discussão foram a contratação, por três meses, de serviços de vigilância para a Quinta da Conceição, a promoção do Jazz em Matosinhos, o desenvolvimento de novas funcionalidades no sistema informático de gestão escolar, bem como a atribuição de um subsídio ao Centro Cultural e Desportivo do Pessoal do Município de Matosinhos, de entre outros temas. O que levou a troca de informações, entre a oposição e o presidente do Município, foi a aprovação da construção de uma fábrica da Ramirez em Lavra, num terreno 36.500 m2 até agora considerado pertencente à Reserva Agrícola Nacional, possível graças à construção da ligação da A28 à marginal lavrense. Os vereadores da NMMS, Vasco Pinho e general Alfredo Assunção, quiseram saber que vantagens havia para o Concelho tal negócio, tendo o edil referido que se tratava de um investimento importante não só para Lavra como para o Concelho, uma vez que geraria mais empregos para os matosinhenses, pelo que seria de aprovar a desafectação da RAN dos terrenos necessários para a sua implantação. Foi aprovada por unanimidade. José Maria Cameira

População disse "sim" ao apelo de Carmim do Cabo

Guifonenses contra a extinção da Freguesia C

entenas de guifonenses responderam à chamada da Junta de Freguesia e assistiram à Assembleia Popular que decorreu na autarquia local, na semana passada, presenciando a criação de uma Comissão de Apoio a Guifões Freguesia Sempre, eleita nessa reunião e composta por elementos de todas as forças políticas representadas na Assembleia de Freguesia bem como pelo pároco e os dirigentes das instituições existentes em Guifões. Mesmo assim João Santos, antigo presidente da Junta de Freguesia durante cerca de 30 anos, que integrou a comissão “na qualidade de cidadão ilustre”, considerou que na sala estavam “poucas pessoas”, uma vez que a Freguesia “tem muitos mais habitantes e todos devem manifestar a sua revolta pela extinção da Junta”. Carmim do Cabo, presidente da Junta, coordenou os trabalhos, referindo que as pessoas que integravam a mesa e que constituíam a comissão são representantes de todos os Partidos Políticos (desde a Associação Narciso Miranda Matosinhos Sempre ao PSD), funcionários da Autarquia, pároco, associações culturais, sociais e desportivas, e escolas de Guifões, “uma mesa bem representativa da nossa terra. A nossa presença aqui justifica-se pela defesa de Guifões. Queremos auscultar o sentir da população relativamente à maldade querem fazer à terra natal de Passos Manuel. Somos uma Freguesia com uma identidade de pelo menos dez séculos de antes da nossa era, pois há inúmeras referências

históricas em Guifões como local importante. Há referências também antes da nossa nacionalidade. Os guifonenses já existiam antes de Portugal existir”. Para o presidente da autarquia, “só há uma resposta a darmos perante o que nos querem fazer: será todos dizermos não!”. E foi isso que todos os membros da mesa intervieram e, apoiando Carmim do Cabo, manifestaram a sua oposição à extinção ou agregação da Freguesia

de Guifões. Muitos foram igualmente os guifonenses que condenaram a pretensão governamental. Carmim do Cabo negou que o Estado vá poupar dinheiro com a extinção das Juntas, salientando que “todas as Juntas de Freguesia no país apenas representam 0,097% das despesas, nem sequer chega a um décimo. Esquecem-se que só 189 presidentes de Junta estão a tempo inteiro nas suas Freguesias, com vencimentos

que rondam os 1.200 a 1.900 euros. Há mais de 240 que estão a meio tempo. A reforma não se justifica pela poupança”. Para o autarca o governo está a falhar na questão de proximidade, salientando que são as Juntas de Freguesia que estão mais próximas dos cidadãos e não as Câmaras Municipais, pois é a autarquia mais pequena que os moradores costumam dirigir-se em primeiro lugar. Entretanto Guifões é maior do que alguns municípios, gastando o Estado pouco dinheiro: “No OE, de 2011, gastou-se 94.484 euros. Esta Freguesia tem uma folha de salários mensal de 25 pessoas. Façam as contas e vejam onde está o desperdício. São 25 famílias cuja subsistência é garantida pelos 94.484 euros. Mas a Freguesia tem um orçamento de 320 mil euros. De onde vem o resto do dinheiro que temos? Da nossa imaginação e capacidade de gerar sinergias e parcerias. Não é o Orçamento de Estado que paga o funcionamento da Junta”. Garantiu que as Juntas de Freguesia não contribuem para a dívida do Estado e incentivou todos a manifestarem-se pela sobrevivência da autarquia local, tendo os presentes aclamado essa pretensão. No último domingo, grande parte participou na manifestação que ocorreu no Porto, organizada pelas cerca de 280 Freguesias do Distrito que correm o risco de desaparecer, de entre as quais Guifões e Leça da Palmeira. José Maria Cameira


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Rotary Clube de Matosinhos homenageou D. Manuel Martins

Exemplo a seguir pelo serviço à população D

. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal, foi homenageado pelo Rotary Clube de Matosinhos, durante a última reunião conjunta dessa instituição com o seu congénere de Leça da Palmeira, no Restaurante “O Chanquinhas”. Entre os muitos presentes, associados dos dois clubes bem como dos rotários da Senhora da Hora e Leça do Balio, membros dos Lions Clube de Matosinhos e Senhora da Hora, o pároco adjunto de Leça da Palmeira, Francisco Costa, Guilherme Pinto, presidente da Câmara Municipal, e Fernando Sá Pereira, presidente da Associação Empresarial do Concelho de Matosinhos. Pedro Fernandes, presidente do clube anfitrião, apresentou D. Manuel Martins, natural de Leça do Balio, lendo uma extensa biografia, onde mostrou passo a passo o percurso do homenageado durante a sua acção como antigo pároco de Cedofeita e Bispo de Setúbal. Em 16 de Julho de 1975, “em pleno «Verão Quente» do PREC, foi nomeado primeiro Bispo de Setúbal, tendo sido ordenado em 26 de Outubro. Em Setúbal, encontrou um clima social marcado pela instabilidade e por todo o tipo de carências, tendo procurado comungar vivamente a vida daquele povo em cumprimento do lema escolhido na sua ordenação episcopal – «nasci Bispo em Setúbal agora sou de Setúbal, aqui anunciarei o Evangelho da justiça e da paz» –. Com uma presença muito activa exerceu a sua acção pastoral até 24 de Abril de 1998, numa vertente de serviço, sobretudo dos mais carentes e marginalizados”. Segundo Pedro Fernandes, D. Manuel Martins “é conhecido por não ter papas na língua. Passa a sua vida no meio do povo,

sentindo-o, auscultando-o, sabendo o que diz e as situações de carência em que se encontra. A sua passagem por Setúbal durante 23 anos, tempo em que a sua figura se impôs como personagem necessária à história contemporânea, de uma região que atravessou fases problemáticas. A sua intervenção nem sempre foi pacífica e foi apelidado de Bispo Vermelho, com toda a carga política que esse epíteto acarreta, numa tentativa de instrumentalização para combater o seu mediatismo”. Jorge Magalhães, presidente do Rotary Clube de Leça da Palmeira, manifestou o “muito orgulho” do seu clube em associar-se “à homenagem a um ilustre matosinhense. D. Manuel Martins é um exemplo de um rotário, porque, tal como nós, dá de si sem pensar em si. É assim que devemos estar na vida. A melhor herança que podemos deixar é dar de nós sem pensarmos em nós. D. Manuel Martins tem como lema ser verdadeiro. É justo para todos os intervenientes. Cria a boa amizade. O exemplo está na obra que deixou. Além da homenagem, temos entre nós um verdadeiro rotário. É isso que se pede a nós mesmos, que sejamos na verdadeira acção rotários – dar de si sem pensar em si. É isso que vos peço, que sigamos o exemplo de D. Manuel Martins”. José Armando Ferrinha, em representação dos clubes Lions, lembrou que os dois movimentos – lionístico e rotário – têm como finalidade servir a comunidade, pelo que “os rotários de Matosinhos estão de parabéns ao terem tão nobre gesto de homenagem a uma referência local e nacional da liberdade, da justiça, da dignidade humana, defensor dos mais necessitados e mais pobres”, lembrando que o país está a atravessar um período difícil da sua história” e é com exemplos como D. Manuel Martins “que nos ajudam a estarmos mais atentos e solidários à comunidade”.

Guilherme Pinto, referindo que não podia deixar de estar presente na homenagem a D. Manuel Martins, reconheceu que tem uma “particular predilecção pelos dois clubes de serviço do Concelho, pois são formados por pessoas que não se limitam a ter uma presença regular nas reuniões mas tentam ter uma prestação social muito importante”, mas acentuou que estava ali por “ter há muito tempo uma grande admiração e respeito por D. Manuel Martins”, salientando que o homenageado “se distingue da comunidade e nós devemos seguir o seu exemplo. É como um guia, um Norte”, precisando que actualmente “há poucas pessoas que têm a capacidade e autoridade para falar de outras essências, forma de estar, para nos levar a sair da crise que estamos mergulhados, e D. Manuel Martins é uma dessas pessoas, porque a vida tem de ter valores. Precisamos de gente com voz inconformada, que nos interpele à consciência”, tal como o homenageado costuma fazer. D. Manuel Martins, numa longa intervenção, agradeceu a homenagem, salientando a importância da existência dos dois clubes

de serviços, “flores que nascem no nosso jardim e que também por si também podem ajudar-nos a esquecer o estrondo das árvores que vão caindo”, ou seja as desgraças e problemas sociais que têm acontecido, e que os dois movimentos “constituem um dado muito positivo e capaz por si de nos fazer despertar a esperança”. Lembrou que D. António Ferreira Gomes, antigo Bispo do Porto, deixou por herança a Fundação Spes – Esperança, “uma palavra muito dinâmica que exige da pessoa que a abraça um trabalho muito persistente, corajoso e entusiasmado, no sentido de mudar a sociedade”, pelo que o Rotary, com “este lema de dar de si antes de pensar em si, naturalmente tem que ajudar a nossa sociedade a ser melhor”. Enalteceu as 21 mil colectividades existentes em Portugal, dirigidas por voluntários que têm como missão ajudar a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, salientando que ele próprio sempre serviu não só a Igreja como a comunidade, dando o melhor de si ao serviço de uma esperança para mudar a realidade. José Maria Cameira

Joel Cleto relembrou Pinto de Oliveira no Lions Clube de Matosinhos

Um homem para além do seu tempo J

oel Cleto foi o palestrante convidado pelo Lions Clube de Matosinhos, para cumprindo a tradição de homenagear as pessoas que fundaram, há 45 anos, o clube (actualmente presidido por José Armando Ferrinha), falar foi sobre Fernando Pinto de Oliveira. Presentes, Arlindo Duarte Silva e Filinto Baptista, dois desses iniciadores do movimento em Matosinhos, que recordaram como se conseguiu erguer a instituição, que desde a sua fundação tem servido a população, auxiliando os mais carenciados, distribuindo bens necessários para ajudar a colmatar carências. José Armando Ferrinha apresentou Joel Cleto, salientando que este é arqueólogo, historiador e divulgador do património, natural do Porto, vivendo no nosso Concelho há anos, exercendo funções profissionais na Câmara Municipal de Matosinhos. “O prelector destacou que o tema “foi muito bem escolhido, pois se estamos a invocar um passado de mais de quatro décadas, é incontornável falar de uma figura emblemática, que era o presidente da Câmara Municipal dessa época, o engenheiro Fernando Pinto de Oliveira, que este ano, se fosse vivo, completaria 100 anos”. A palestra centrou-se em grande parte na obra escrita por Magalhães Pinto, que “investigou e estudou de forma tão entusiástica a figu-

ra de Pinto de Oliveira. Aprendi com ele tudo o que sei sobre essa personalidade. O título que Magalhães Pinto deu ao livro diz tudo, pois era mesmo um homem para além do seu tempo. Estamos a falar de uma personalidade que acabou por não ser compreendida na sua época. Os contemporâneos nunca são os ideais para julgar as pessoas”. O historiador caracterizou Fernando Pinto de Oliveira como “um revolucionário, no sentido em que viu muito para lá do seu tempo. E a

sua vida curiosamente cruza-se com revoluções”, pois nasceu “menos de um ano após a Revolução de 5 de Outubro, morreu pouco mais de um ano do 25 de Abril de 1974, e pelo meio vive a Revolução de 26 de Maio de 1926, que dá origem ao Estado Novo. Nasceu no seio de uma família tradicional, monárquica, de Leça da Palmeira, após a queda da monarquia. A sua infância e juventude acabam por o marcar, influenciando-o depois na sua acção na Câmara Municipal, pois ele desde muito novo

estava motivado para as questões ambientais, o património natural, para além de ter uma grande sensibilidade cultural”. Joel Cleto lembrou que foi durante a acção de Fernando Pinto de Oliveira, primeiro como vereador e responsável pelo Turismo, e depois como presidente da Câmara Municipal, que Matosinhos mais se desenvolveu nas áreas do Turismo, da Cultura, do património, da industrialização do Concelho, o que justifica o título da obra de Magalhães Pinto, “Um homem para além do seu tempo”. Exemplos dessa acção são as obras encomendadas a arquitectos como Fernando Távora, responsável pela melhoria na Quinta da Conceição, e Álvaro Siza Vieira, autor da Casa de Chá da Boa Nova e Piscina de Marés de Leça da Palmeira bem como da piscina da Quinta da Conceição, de entre outros arquitectos, bem como a construção do Parque de Campismo de Angeiras. Recordou as suas várias tentativas para evitar que a refinaria da então Sacor fosse construída no local onde está actualmente, pois queria aí instalar um grande parque de lazer onde haveria um campo de golfe municipal, solicitando ao governo que instalasse a refinaria na zona de Gonçalves. O pedido não foi aceite e Pinto de Oliveira terá sido exonerado do cargo que ocupava por ter “ousado” fazer frente ao governo. José Maria Cameira


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Dia Internacional da Pessoa com Deficiência M

atosinhos foi o Concelho da Área Metropolitana do Porto escolhido para as comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, tendo decorrido uma cerimónia festiva na Câmara Municipal, na passada sexta-feira, com a presença de vários autarcas de toda a AMP, destacando-se de Guilherme Pinto e Nuno Oliveira, presidente e vice-presidente da municipalidade. A data é assinalada desde 3 de Dezembro de 1998, ano em que a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. A Câmara de Matosinhos foi, este ano, a anfitriã dos 15 municípios da AMP. Os objectivos da cerimónia eram proceder à sensibilização da população para a problemática da deficiência, a erradicação da discriminação promovendo a igualdade de direitos e de deveres das pessoas com deficiência, a consciencialização da população em geral sobre os benefícios da integração das pessoas com deficiência e a promoção da igualdade, segundo foi dito pelos organizadores da sessão. O Provedor Metropolitano do Cidadão com Deficiência, João Cottrin Oliveira, salientou que “a ideia é que hoje seja o primeiro dia de algo que fique como uma tradição muito grande”,

referindo ser pretensão “mostrar a realidade que temos actualmente – as pessoas queixam-se de que as coisas estão más. Claramente que estão más, mas o caminho percorrido, é positivo, reconhecendo que a situação como os defi-

cientes eram vistos anteriormente “esteve muito pior, se recuarmos pelo menos uma década”. Guilherme Pinto, por sua vez, afirmou que Matosinhos “hasteia, há já muitos anos, a bandeira da solidariedade”, sendo “nosso desejo

torná-la numa cidade inclusiva. Aliás, não deve haver outro Concelho no país que tenha tantos equipamentos em construção na área da deficiência”, referindo-se aos investimentos que estão actualmente em curso em diversas instituições do nosso Concelho, de entre os quais na Associação Lavrense de Apoio ao Diminuído Mental (ALADI), Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) e Associação de Apoio à Juventude Deficiente (AAJUDE), no âmbito do Programa Operacional de Potencial Humano. Utentes de algumas instituições de S. João da Madeira, Vila do Conde, Santo Tirso, Maia e Matosinhos, actuaram, patenteando o que têm aprendido nas áreas da dança, teatro, música e moda. Entretanto, no átrio dos Paços do Concelho estiveram, durante todo o dia, expostos trabalhos, materiais e produtos realizados pelos utentes dos diversos institutos provenientes da AMP, fazendo-se representar, o nosso Concelho, nessa mostra pela Associação de Asperger, APPACDM, AAJUDE, Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, ALADI e Lúpus. José Maria Cameira

LINHA DA FRENTE VALDEMAR MADUREIRA ECONOMISTA

o longo da vida de cada um, é frequente encontrarmos quem persista em não tirar lições dos seus comportamentos e das consequências que deles resultam. Teimam, numa teimosia cega, em não mudar de vida persistindo num caminho para o abismo. E isso assume maior gravidade quando, com essa postura, arrastam outros cujos interesses lhes cabe defender, constituindo, mesmo, a sua principal obrigação. É o que está a acontecer no nosso país. O Instituto Nacional de Estatística publicou, na passada semana, a Síntese Económica de Conjuntura, referente ao 3º trimestre do ano em curso. Assim, temos, como dados mais relevantes, PIB (Produto Interno Bruto), variação homóloga de -1,7% Indicador de consumo privado, -1,8% Indicador de FBCF, vulgo investimento, – 12,6% Taxa de desemprego, 12,4% Perante estes resultados, o mais natural seria que se questionassem as razões e se procurasse inverter este caminho de empobrecimento do país e da generalidade dos portugueses, com consequências sociais ver-

A

Há quem não queira aprender com a vida dadeiramente dramáticas, como o aumento do desemprego e o alastramento da pobreza, inclusivé a sectores que se pensava nunca serem atingidos por tal flagelo. Mas ao que, paradoxalmente, assistimos é à continuação das mesmas políticas, mesmo à sua intensificação, empobrecendo o país, delapidando os seus recursos e agravando os problemas, já verdadeiras chagas, sociais. Com o maior à vontade, porque não dizer descaramento, o governo anuncia que, no próximo ano, o PIB, Produto Interno Bruto, terá um “crescimento negativo” de 3% e que o desemprego aumentará para 13,4%. O governo aceita este declínio com toda a naturalidade, mostra não ter qualquer problema de consciência ao conduzir o país e os portugueses para o agravamento de uma situação já, hoje, muito difícil. Dir-se-á que outro comportamento não seria de esperar de um governo cujo primeiro-ministro afirma que o destino do país é o empobrecimento e que sofre de uma amnésia profunda quanto ao que prometeu em campanha eleitoral permitindo que se questione, com toda a legitimidade, a sua honestidade política.

Os referidos dados do INE mostram que Portugal está numa profunda recessão económica, as previsões que são apresentadas para o próximo ano indicam um acentuado agravamento. Quem nos conduziu aqui, persiste no mesmo caminho e, pondo de lado a habitual encenação de divergências, permanece de mãos dadas. Claro que vão aparecendo novas formulações, por vezes difíceis de entender, como a do secretário-geral do PS que classifica a votação no Orçamento de Estado como de abstenção violenta! Verdade será dizer que violento está a ser tudo o que está a cair sobre o povo português, consequência das políticas do terceto que há muito juntou os trapinhos e que teve a sua apoteose com a subscrição do pacto de submissão. O Orçamento de Estado, a ser votado no próximo dia 30, além de agravar a recessão económica, constitui, uma vez mais e como há muito acontece, um instrumento de injustiça fiscal. Enchem a boca com afirmações de que os sacrifícios devem ser repartidos por todos,

mas a verdade é que continua a haver uns mais iguais do que outros. Uns, a maioria, verão os seus salários e pensões congelados, o que significa diminuição do seu valor real dada a inflação, e serão fortemente penalizados com o aumento de impostos, designadamente do IVA, IRS e IMI. A nova classe de ricos, os que ganham à voltam de 500 euros por mês, verão confiscada parte dos seus subsídios de férias e Natal. Também as micro e pequenas empresas continuarão a lutar pela sua sobrevivência, agora em condições ainda mais gravosas. O Pagamento Especial por Conta continua e a introdução do “IVA de caixa” não passou de mais uma ilusão criada em período eleitoral. Mas enquanto isto acontece, há alguns outros que são menos iguais do que a maioria, como há muito vem acontecendo, que continuam a não partilhar dos mesmos sacrifícios e, mesmo, quando algo lhes é pedido são meras cócegas no seu património. As SGPS continuam a ver-lhes atribuídas benefícios fiscais sem limitação temporal, não é tributada a totalidade de transferências financeiras para off-shores, não são penalizados, como deveriam ser nesta fase em que se afirma que todos devem fazer sacrifícios, os automóveis de luxo, aviões e iates de recreio, assim como o património imobiliário de luxo e outros exemplos poderiam ser dados. Propostas de maior equidade fiscal, também com influência na economia, foram apresentadas mas o resultado será o que sempre se verificou anteriormente, o chumbo. É que há quem faça da sua vida não aprender as suas lições.


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Situação calamitosa em Leça do Balio

Casal (sobre)vive num anexo sem condições D

ias após a forte chuvada da terça-feira, 15 de Novembro, ainda era possível observar as consequências da intempéride no anexo da Rua de Recarei, 300, Leça do Balio, habitado por Maria Emília Sousa Pereira, seu companheiro António Silva Felgueiras e um filho de quatro anos. Nas paredes, tectos e piso da pequena casa notava-se a humidade e as minhocas mortas. Tudo devido ao facto de no terreno contíguo ao amexo haver um grande terreno que mais parecia um lago, devido à terra já não conseguir escoar a enorme quantidade de água provocada pela autêntica queda de água verificada nessa terça-feira. A nossa reportagem deslocou-se à morada na manhã de sexta-feira, e a água teimosamente continuava no terreno, continuando a ameaçar o anexo que desde há nove anos serve de habitação a essa família. O ambiente no interior da pequena, com quatro divisões – quarto, sala, cozinha e quarto de banho, não podia ser pior, vendo-se minhocas, centopeias e ratos no chão. Na ilha, pertencente a Lídia Silva, para além da habitação de Maria Emília Sousa Pereira há mais um anexo, onde mora mais uma família. Pela sua habitação, a família paga 162 euros de renda. Segundo Maria Emília Sousa Pereira, “estou há nove anos inscrita na Matosinhos Habit, para ter uma casa social. Também estou inscrita na Junta de Freguesia de Leça do Balio. Ainda não tive nada porque me disseram que não havia e que eu tinha de espera. Disseram-me que há muita gente em lista de espera e que tinha de aguardar pela minha vez”. O principal problema do seu anexo “não é apenas a humidade, mas é que entra muita casa sempre que chove e tenho uma criança de quatro anos que não aguenta mais estar aqui. Desde há dois anos que quando chove muito a água nestes terrenos inunda a casa. Mas o pior foi na terça-feira, que transbordou imenso. Uma vez os bombeiros vieram e retiraram a água”. Mas na semana passada a água era tanta que não nem os bombeiros conseguiram resolver o assunto. O que preocupa o casal é que a senhoria, ale-

gando que não vale a pena fazer obras, pretenderá “que arrumemos as nossas coisas e saiamos daqui. O contrato acaba no dia 1 de Dezembro, mas a assistente social disse-me que ela não nos pode fazer isso pois tinha de nos comunicar com um mês de antecedência”. Maria Emília Pereira está reformada, “por motivos de saúde” e o companheiro é serralheiro. Não possuem rendimentos para arrendar uma casa nova. Por isso contactou com a Matosinhos Habit, na quarta-feira da semana passada, “a pedir ajuda, para escoar a água, mas disseram-me que iam ligar para a Protecção Civil, Indáqua e mesmo Bombeiros, mas não veio cá ninguém”. A Junta de Freguesia “sabe da minha situação, pois fui lá ontem, tendo pedido para vir cá alguém. Falei com uma funcionária, Margarida, e a assistente social, Drª. Cristina Silva, que me disseram que o presidente Francisco Araújo não estava, e que não podiam fazer nada e para ir à Protecção

Civil queixar-me. A Drª. Cristina disse-me pessoalmente que só me socorriam se houvesse um terramoto ou um incêndio, mas eu acho que isto é uma situação de perigo. É uma emergência, não podemos viver aqui!”, precisou Maria Emília. O que a preocupa principalmente é o filho, que “farta-se de tossir. Não tem bronquite ainda. E agora não podemos tomar banho pois o quarto de banho não funciona, por causa dos estragos. Lavo como posso o menino numa bacia na sala”. Contactado Francisco Araújo, lamentou que na Junta de Freguesia a funcionária e a assistente social não o tenham informado da situação, tendo agradecido “ao JM por me ter falado neste assunto, porque até este momento desconhecia totalmente esta realidade. Se ela se deslocou à Junta de Freguesia, a comunicação deve ter sido verbal e não me foi trasmitido nada. Uma vez inteirado, irei ao local ver o que se passa para depois fazer os devidos encaminhamentos, pois esta situação

não deve acontecer mais. Lastimo que não tenha tido conhecimento de nada”. Para o autarca é necessário que “se veja o que se pode fazer, seja pelo senhorio ou as entidades oficiais, mas parece-me que é um problema entre senhorio e arrendatário. A Autarquia deve servir como entidade de proximidade para ajudar a resolver os problemas e é isso que irei fazer. Enquanto presidente da Junta estou disponível para ajudar a intermediar a quezília e a encaminhar o problema para quem de direito”. Dias após a conversa com Francisco Araújo, na segunda-feira, Cristina Silva visitou a casa de Maria Emília, tendo tirado fotografias e “ficado chocada pelo que viu”, segundo afirmou uma fonte da Matosinhos Habit ao JM, garantindo que a família “não tem condições para continuar a viver no anexo”. Olga Maia, administradora da Matosinhos Habit, esclareceu que Maria Emília Pereira antes de arrendar a sua habitação já tinha morado numa casa de habitação social, até 2000, no Bairro de Recarei, tendo-se separado do primeiro marido e saido desse bairro. Existem casas sociais vagas, algumas das quais necessitam de obras, pelo que por enquanto não estão disponíveis. O passo a seguir, para solucionar o problema de Maria Emília, é recorrer à Junta de Freguesia, uma vez que a Matosinhos Habit assinou protocolos com as autarquias locais para se proceder ao realojamento em local que reúna as condições necessárias para o agregado familiar, tendo a Junta de Freguesia de Leça do Balio o dever de o acompanhar: “Tenho de pedir ao presidente Francisco Araújo para ver este processo com atenção, e se está disponível para acompanhar a família. Tenho também ver que género de habitação é pretendido. Talvez seja necessário um T2, vamos estudar o assunto”, afirmou Olga Maia, esclarecendo que desde há algum tempo a empresa municipal tem apoiado na renda que Maria Emília paga pelo seu anexo, mas que vai tratar do seu realojamento recorrendo ao auxílio de Francisco Araújo. José Maria Cameira

OPINIÃO JOSÉ JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda jferreirasantos@netcabo.pt

s entidades que prestam “ajuda” às finanças portuguesas, a troco de juros absolutamente agiotas deram aval às medidas tomadas pelo “seu” governo para Portugal. Por cá os defensores do neo-liberalismo, a nova denominação do capitalismo selvagem continuam a ser bons alunos. Mesmo assim ainda consideram ser necessário cavar mais fundo nos bolsos dos trabalhadores e do povo português, cortar mais nos salários, nas prestações sociais e nas pensões de reforma. Vamos a ver como corresponde este governo aos desideratos da “troika” , ele que parece governar apenas para agradar aos senhores dos “mercados”. Entretanto os indicadores da economia continuam em queda acentuada, no que são seguidos pelos indicadores do consumo, fazendo facilmente prever um descalabro económico. Como consequência a recessão tem vindo a agravar-se nos últimos três trimestres. Muitos interrogam-se como é possível manter a economia a funcionar e cumprir com as obrigações da divida . A preocupação transmitida pela “troika” ao governo é a da necessidade de recapitalizar a

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As contradições estão na moda banca, sem se interessar minimamente com o investimento público que poderia incentivar a economia. Há dias o presidente da Republica, em visita pelos Estados Unidos, foi visitar o Memorial Roosevelt, que lembra as medidas tomadas por este presidente para ultrapassar a depressão económica dos anos 30. Foram estas medidas a que ele chamou de “new deal”, que constituíram um forte investimento público, para relançar o investimento e incentivar o consumo que se encontravam de rastos com a quebra da bolsa em 1929. Em Portugal e na Europa o que se passa hoje é exactamente o contrário, nada de investimento público, o que interessa é salvar a banca, causadora da actual crise. Como não há investimento privado, a economia só pode continuar a cair. Bem sabemos que ao longo dos anos houve opções erradas em relação à utilização dos fundos que a união europeia colocou à disposição do país. Uma dessas escolhas erradas foi o de optar pela especulação de terrenos para construção de habitações para venda o que provocou o endividamento das famílias em limites insuportáveis. Também em Matosinhos, essa opção pela construção levou a que hoje existam mais de 10% de alojamentos desocupados.

As grandes negociatas com a saúde começam a vir a lume, com as propostas de fusão de hospitais, transferências de profissionais e com a passagem de todos os estabelecimentos hospitalares públicos para o sistema de entidades públicas empresariais. É a primeira pedra para a privatização dos cuidados de saúde. As parcerias publico-privadas mantêm-se e aprofundam-se. A sanha privatizadora e destruidora de tudo o que tiver carácter público virou-se agora para a comunicação social. Um grupo capitaneado pelo inefável economista João Duque deitou mãos ao trabalho e propõe-se acabar com a RTP como sistema público de televisão, a pretexto de que esta é manipulada pelos governos. Estranha conclusão tirada agora por estes senhores, que propõem um canal de televisão com informação “filtrada” pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Parece que já vimos este filme, no passado anterior à democracia. A televisão pública necessita de uma grande reforma, nomeadamente nos salários principescos auferidos por alguns “colaboradores”, mas isso não significa que não seja indispensável à democracia e à cultura do país. Entretanto a austeridade não se estende à Madeira. Alberto João Jardim propõe-se gastar mais de oito milhões de euros nas festivi-

dades de Natal e Ano Novo, com iluminações e fogo de artificio, e ainda mais, a empresa “brindada” com tal encargo pertence a um ex deputado local do PSD. Fica tudo em família. Basta ler os jornais diários para constatar que os partidos que integram o actual governo tem um acervo de individualidades acima de qualquer suspeita. Como forma de minimizar os custos sociais da crise o governo apresenta medidas assistencialistas, de tipo esmolar, cortando o mais possível nas prestações sociais que poderiam, no momento, ser a forma mais digna de apoiar aqueles que menos contribuíram para a situação. Mitigar o Rendimento Social de Inserção é uma maneira de aumentar a miséria e a dependência de muitos portugueses. No dia em que se fecha a edição do “Jornal de Matosinhos” está a começar a Greve Geral convocada pelas duas centrais sindicais. Esta importante luta dos trabalhadores portugueses merecerá a minha atenção no próximo texto. Estranhamente foi convocada uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Matosinhos, com maioria absoluta do PS, coincidindo precisamente no dia da Greve Geral, o que constitui uma violação do direito dos respectivos trabalhadores a poderem participar na greve.


TRIBUNA LIVRE CELSO MARQUES

N ão! Bas ta! FRASES DA SEMANA

or um arreliador desencontro comunicacional, o artigo de 2011.11.10 não foi publicado na sua totalidade. Com o desejo de emendar o ”erro”, farei ajustes aos parágrafos nele constantes sobre a TROIKA. Deixem que diga que não gosto dos efeitos das repartições dos artigos. Salvo melhor opinião, considero que tal facto limita as mensagens propostas pelos seus autores. ACEITEM AS MINHAS DESCULPAS. Dou início a este artigo, recordando 3 grandes rios mundiais Amazonas, Mississipi e Nilo, cujas lendas e encantos fazem parte da História da Natureza. Como sabem estes e outros rios alimentam à direita e a esquerda os seus afluentes que na maioria das vezes não se contentam e “sugam-nos” até à exaustão. Servem estas lembranças para dizer que Governos sendo grande, sem encantos e lendas, fazem parte da História das Governações mundiais, nacionais, regionais e locais como autênticos Monstros. Vivem-se no mundo global momentos, nunca imaginados, das discussões das “dívidas públicas e soberanas”, as quais não serão liquidadas em prazos semelhantes aos próximos cinquenta ou mais anos. Fenómeno que até bem pouco tempo não era discutido e analisado. Mas hoje está bem presente. Está tudo ou quase tudo em BANCARROTA. Assim estas gerações de políticos deveriam ter “vergonha” de deixarem aos descendentes um “legado de miséria”. Habituei-me a ter orgulho pelos meus antepassados, que não me deixaram riquezas materiais mas riquezas morais e como tal, não me deixaram na miséria. Infelizmente, salvo excepções, temos sido desgovernados por impreparados, astutos e ávidos de riqueza. É facto de que “alguns” (ficam/ficaram/ficarão) bem na vida. Mas deixam os desgovernos com a maioria dos povos que (estão/ficam/ficarão) pobres e morrerão na miséria. Por isso sugiro que se libertem os delituosos de “tostões” e prendam-se os delituosos dos “milhões”. Porque sou português, patriota e tenho “massa cinzenta” hoje me debruçarei sobre o Orçamento de Estado para 2012. Curiosamente já manifestei a minha posição em sede própria e perante aqueles que me representam no Parlamento Português e, porque não acredito “em negociações” disselhes que o meu voto “não mudou” e seria (á) NÃO. Seria fastidioso enumerar todos os preâmbulos do Memorando da Troika. No entanto feita uma leitura atenta ao documento e comparando-o com as medidas que o Governo pretende implementar no Orçamento de Estado de 2012, concluo que esta-

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"A única excepção (ao diálogo) que devo registar tem sido o senhor bastonário, que não hesitou em introduzir no seu discurso o ataque pessoal. Preciso da vossa ajuda muito para além das querelas da espuma dos dias." PAULA TEIXEIRA DA CRUZ – Advogada e Ministra da Justiça (*) "Aprendi a ouvir o que não gosto (…) a não responder a quente, porque os actos falam mais e melhor do que as palavras. Aprendi também uma máxima: as raposas mudam de pêlo, não mudam de géneros nem de hábitos." ANTÓNIO MARINHO PINTO – Bastonário da Ordem dos Advogados (*) (*) Afirmações proferidas no VII Congresso dos Advogados Portugueses mos em presença de “desejarem ir mais além do que a Troika”. Assim! Pretendem “esmagar o povo. Denotam sintomas de “pequenez e insensibilidade” e intenções de demonstrarem que “são bons alunos”. Esquecem-se no entanto que os mercados não têm olhos, ouvidos, alma e estão focados, tão só, nos números e lucros dos seus investimentos agiotáreis. Desenganem-se os que ingenuamente (?) pensam que é importante passar a mensagem aos mercados que estamos a “ser cumpridores das regras ditadas” e, inclusive, “pretendemos ir mais além…” Portugal representa 1% do défice da Zona Euro. INSIGNIFICANTE. Aqueles que lêem os meus artigos, sabem que nunca concordei com medidas “cegas”. Assim como sempre revelei-me contra despesismos, desperdícios e irresponsabilidades. Por isso não escrevo, penso ou falo em função de qualquer “iluminado”- Já o disse e repito, “nunca fui da situação”, nem comi à mesa dos Orçamentos Nacional ou Local. Há dados que são irrefutáveis. “AQUILO QUE VOC S NÃO CONSEGUEM FAZER, O POVO FARÁ VÓS” (Basílio Horta – PS no Parlamento 2011.11.10) “PORTUGAL VIVE HÁ TRINTAANOS SEM CONTROLO E EM “DERRAPAGENS (Álvaro Santos Pereira – Ministro da Economia) Idem OS PENSIONISTAS, OS REFORMADOS E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO ESTÃO SÓS. “A IGREJA, AS ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS E SINDICAIS, OS LEGISLADORES, OS CONSTITUCIONALISTAS, OS MILITARES , OS POLÍCIAS, OS JUIZES – TAMBÉM CONSIDERAM

Prémios Escolares do Rotary Clube da Senhora da Hora (2)

“INCOSTITUCIONAIS” AS MEDIDAS PROPOSTAS PELO GOVERNO/TROIKA PORTUGUESA” Até que em fim! Encontrei um político e governante próximo da verdade. Assisti, em directo, no Parlamento no dia 2011.11.10 o Ministro da Economia e Trabalho (Independente) afirmar que Portugal vive sem controlo e em derrapagens “há trinta anos”. Das suas afirmações apenas há cinco anos de diferença com os meus registos. Uma coisa ficou dita e provada: “a rosa é laranja e a laranja é rosa”. Por isso “…a obra que deixaram ao nosso país” é culpa total do PS – PSD – CDS/PP e “a vergonha e as responsabilidades” cabem a todos. Considerei e considero um “erro” o voto “abstenção violenta” do PS. Como militante de base observo atentamente as “conveniências e tácticas” de alguns répteis (cobras), ora rosas, ora laranjas ao defenderem os seus tachos. Estive assistir a discussão do Orçamento de Estado 2012 com profunda tristeza pela forma como “uns e outros” se tentam limpar das suas reais responsabilidades. Voltando aos 35 anos de desgovernações (Central, Regionais e Local) em Portugal encontrei “dados seguros” de ingovernabilidades. Casos que por negligência; por dolo; por omissão; por corrupção; por tráfico de influências; por gestão danosa; resultaram nos BPN – BPP – PPP – SEE – EP’s – Institutos – Fundações – Câmaras Municipais – Empresas Municipais e Regionais – Juntas de Freguesias – PORTUCALE – CASA PIA – FACE OCULTA – FREEPORT – SUBMARINOS que são Monstros dentro do Estado Gordo. Também foram crimes de lesa pátria o desmantelamento das indústrias navais, metalo-mecânicas, conserveiras, das pescas, da agricultura, da marinha mercante, do comércio 8DE LUTO E COM FOME), da formação profissional e académicas sem saída e qualidade, etc. À hora do almoço, eis que assisti à votação no OE na genertalidade com os seguintes votos: Contra – Partido Comunista Português – Bloco de Esquerda – Os Verdes Abstenções – Partidos Socialista (com treze Declarações de Voto) A Favor – P.S.D e CDS/PP Declarações de Voto – 18 “nins” do PS, PSD e CDS/PP da Madeira A partir deste momento vai iniciar-se a “tourada” com as discussões e votações na “especialidade” do OE. Muita tinta vai rolar. Muitas “farpas” vão lançar. Muita hipocrisia e mentira se ouvirão. Aguardemos o que nos está reservado. Os mercados já não estão preocupados com Portugal, outros objectivos estão sob as suas miras. Já atacam a Itália e outros se seguirão. Por isso digo: NÃO! BASTA!

O Rotary Clube da Senhora da Hora tinha agendada, para ontem, a entrega de Prémios Escolares, relativos a 2010/2011, aos seguintes melhores alunos dos estabelecimentos de ensino da cidade, em cada nível: Mariana Correia Santos Sousa Fialho (9º ano, Escola Básica da Senhora da Hora), João Nuno da Rocha Oliveira Gomes (9º ano, Escola Secundária da Senhora da Hora), Sara Isabel Dias Teixeira (10º ano, Escola Secundária da Senhora da Hora), Maria João de Melo Lima (11º ano, Escola Secundária da Senhora da Hora), Luís Paulo Neto Fernandes (12º ano, Escola Secundária da Senhora da Hora), Telmo João Vales Ferreira Barros (9º ano, Escola Secundária do Padrão da Légua), Tiago Moreira Cavadas Silva Ramalho (10º ano, Escola Secundária do Padrão da Légua), Sofia Fernandes Marques Batista (11º ano, Escola Secundária do Padrão da Légua), Hugo Filipe Parente Oliveira Mendes (12º ano, Escola Secundária do Padrão da Légua), Inês Pereira Nunes Panta (9º ano, EBI/JI da Barranha).

TalenTus A Divisão da Juventude da Câmara Municipal está a promover a terceira edição do TalenTus. Direccionado para jovens dos 14 aos 25 anos, consiste num concurso para descobrir talentos nas áreas da música e dança. A selecção decorreu nos passados dias 18 e 19, nas Casas da Juventude de Santa Cruz do Bispo e de S. Mamede de Infesta. A final está programada para o próximo dia 30, no salão nobre dos Paços do Concelho, às 21,30 horas e contará com a actuação do Contagiarte. O júri será composto por Bé Barros, do Balleteatro do Porto, Elisabete Neves, da Space Milan Models, e Susana Silva, da Orquestra de Jazz de Matosinhos, e elegerá três vencedores, aos quais serão atribuídos diversos prémios, de entre os quais um workshop de dança ou teatro, um workshop de canto, e equipamento musical.

“Sentires… por trás de um sorriso” A Câmara Municipal promove hoje o lançamento do livro de poesia “Sentires… por trás de um sorriso”, de Celso Cordeiro, na Biblioteca Florbela Espanca, às 19 horas. A apresentação da obra estará a cargo de Marília Pereira. Vasco André Cordeiro, procederá a leitura de alguns poemas.

Escola Secundária da Boa Nova Na próxima segunda-feira, às 15,30 horas, a Associação Bandeira Azul da Europa vai à Escola Secundária da Boa Nova, em Leça da Palmeira, entregar o 7º Galardão Eco-Escolas (Bandeira Verde), no âmbito do projecto de Educação Ambiental desenvolvido no ano lectivo 2010/2011.


25 DE NOVEMBRO DE 2011

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Câmara de Matosinhos auxilia agrupamentos escolares com 187.500 euros

Guilherme Pinto condena cortes na "Escola a tempo inteiro" 187.500 euros é a verba que a Câmara de Matosinhos decidiu transferir para diversos agrupamentos escolares para apoio na realização de actividades educativas, aquisição de equipamentos e mobiliário, entre outras prioridades. A cerimónia de assinatura dos respectivos protocolos de transferência decorreu na semana passada, na presença de António Correia Pinto, vereador da Educação. O documentos foram assinados pelo presidente da Câmara, Guilherme Pinto, e por representantes das EB2,3 do Concelho, Agrupamentos de Escolas de Leça da Palmeira/Santa Cruz do Bispo, Perafita, Matosinhos e S. Mamede de Infesta, Escola Secundária do Padrão da Légua, Associação para a Educação de Segunda Oportunidade e Núcleo das Associações de Pais de Matosinhos. Segundo Guilherme Pinto, o Município investe anualmente no funcionamento dos agrupamentos escolares. Apelou, por isso, para que as escolas poupem nos consumos energéticos, afirmando que “vamos ter que controlar mais os gastos. No caso das Actividades de Enriquecimento Curricular, estamos a falar da contratação de profissionais. Não sei como vai ser, porque as autarquias que estão dentro dos limites de endividamento não podem empréstimos ao banco, o que não faz sentido nenhum. Quem cumpre está a ser prejudicado”, con-

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AO RITMO DO TEMPO FERNANDO SANTOS (Ultreia de Matosinhos) fernandocartolasantos@gmail.com

Opções sto ainda não é geral; mas, sente-se já a sua influência. Os ventos da época em que vivemos atacam as pessoas e as famílias em diversas frentes. Antes de consumirmos tudo quanto nos põem à disposição, temos de saber o que queremos, fazermos opções em termos de qualidade e não comprarmos gato por lebre. As televisões, rádios, jornais e revistas têm muita força. Podem ser utilizadas para formar e informar o indivíduo, sendo uma espécie de parceiros para o seu empenhamento pessoal e sucesso tanto no presente como no futuro, mas também, movidos pelo lucro fácil, podem usar as receitas tipo ópio, em que anestesiam as pessoas com os programas e com os esquemas já bem conhecidos mas que, antecipadamente, têm audiências garantias. Então, o módulo é fácil: escolhem-se – após selecções cuidadas – jovens rapazes e raparigas com corpos bem treinados em ginásios da especialidade e umas expressões faciais agradáveis e bem trabalhadas. O conteúdo da educação e formação pessoal destes jovens, não interessa muito; quase sendo conveniente que, os “actores concorrentes”, sejam incultos e ignorantes para darem azo a que os seus ditos e posturas dêem motivo a risos e sorrisos de chacota, fazendo de conta que se descobriu assim, uma nova, barata e inteligente maneira de fazer humor!... Isto por si só é mau?!... Não queria ser eu a dar a resposta a esta questão. Cada um de nós, tem por certo, a sua opinião e também aqui, em termos de opções, pode saber como deve ou não ocupar o seu tempo. Sem querer reflectir acerca dos valores e contra valores que levam este punhado de jovens a navegarem num sonho de fugaz, descartável, provisoríssima, efémera e frágil fama, será oportuno fazer a seguinte interrogação: -As produções destes programas acompanham psicologicamente estes jovens e as suas famílias directas de forma a evitar sequelas, presentes ou futuras, irreparáveis? Estamos num tempo socialmente difícil! Tempo de crise mas, igualmente, tempo de oportunidades. A começar pela grande oportunidade do “encontro do homem consigo próprio para depois, se encontrar com o outro.” É unicamente o homem quem pode fazer vida da sua própria vida. As suas opções, podem fazer dele mais pessoa, mais solidário e mais verdadeiro. E isto, no plano de cidadania, solidariedade e antropológico. Porque, no plano filosófico e teológico a conversa teria de ser outra. Até à próxima semana, se Deus quiser.

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denando, assim, as novas directrizes do Ministério da Educação. Para o autarca, “a principal aposta do país, a Educação, está a ser posta em causa pelo actual governo. Estou muito preocupado com as alterações que irão ser implementadas no projecto das Actividades de Enriquecimento Curricular. Ninguém ouviu as Autarquias em todo este processo de reestruturação”, lastimando dessa forma o corte de financiamento estatal que porá em risco a Escola a tempo inteiro. Criticando a actual política do Ministério da Educação, afirmou que “isto parece um país de doidos! Primeiro

investiu-se tudo na criação de condições para as escolas funcionarem a tempo inteiro, com actividades extracurriculares e, agora, de repente, querem mudar tudo noutra direcção e acabar com esse projecto. É criminoso o que se vai fazer”, precisou o edil, acusando o governo de “sacrificar as acções extracurriculares num capricho sem sentido”, apesar de isso ter como consequência prejudicar “o principal instrumento de combate ao insucesso escolar”. Pelo que se justifica o investimento que a Câmara continua a efectuar nas escolas do Concelho. José Maria Cameira

Obras do Cabo do Mundo... ou de Santa Engrácia? J

á somo umas dezenas de anos de empresário e muito mais de cidadão, mas nunca vi uma empresa de obras públicas tão desleixada, tão desorganizada e com tanta falta de respeito pelos moradores do Cabo do Mundo. Pior, por ser mais responsável e permitir os desmandos da empresa que contratou, só o departamento de obras da Câmara Municipal de Matosinhos. Estas obras começaram há 3 anos. O 1º troço com cerca de 100 metros em frente ao restaurante “Ondas do Mar” demorou cerca de um ano. O trânsito foi desviado pelo bairro contíguo onde se deram inúmeros acidentes, sem contar com os transtornos para automobilistas e moradores. O mesmo sucedeu com o 2º troço em frente à pista de Karts com comprimento semelhante e que mais de dois anos depois ainda não está acabado, pois ninguém lá trabalha há mais de um ano. Só que aqui, o desvio do trânsito ocorria por mais de um quilómetro com igual ou maior calvário de acidentes, dada a configuração estreita das ruas do dito bairro. A diferença para o 1º troço é que só possui uma camada de asfalto, tem as sargetas salientes do piso e não assinaladas, assim como caixas de telefones etc. Há um mês atrás, pasme-se foi colocada uma barreira que tapa meia estrada com o dizer de “Obras”. Deviam ter acrescentado de modo a ler-se “Obras de Santa Engrácia”.

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O terceiro troço que começa no restaurante “Casa Velha”, foi esventrado há mais de um ano e assim deixado com meia faixa de rodagem parecendo um terreno lavrado que já arruinou as suspensões, etc., de inúmeros carros. Depois de os moradores aguentarem as carradas de pó levantadas pelos veículos, durante o Verão, agora no Inverno têm de suportar os charcos de água que molham quem se atreve a ali passar, por passeios que não existem. A desorganização do empreiteiro é no mínimo patética, pois não contente em tudo destruir, sem nada acabar, há 3 meses derrubou o muro que separa a estrada da praia do Paraíso (ou Inferno?), colocou uma rede incipiente com quem o mar brinca, derruban-

do-a a cada passo e espalhando destroços pela meia faixa de rodagem. Aguardemos que não tenhamos a lamentar vítimas de quedas de automóveis na praia ou marés vivas a invadirem as casas da marginal, como já em tempos sucedeu, antes da construção do muro que agora derrubaram. A saga da destruição já se estende até Lavra com igual “método de trabalho”. Gostaria que as altas individualidades que no início visitaram a obra, aqui viessem, mas de galochas e impermeável, pois os sapatos de verniz ou o aconchego dos gabinetes, daqui está arredio. O Norte do concelho sempre foi desprezado ao longo de anos e anos, mas nunca desta forma tão vil. Sejam quais forem os benefícios, os custos que todos suportam já os ultrapassaram....e afinal bastava organização e vigilância duma obra sem prazo, por parte da Câmara. Nota: Curiosa a oportunística atuação da Brigada de Trânsito que no dia seguinte à meia noite e após a colocação dum sinal que proibia o trânsito “excepto a moradores” se deu ao trabalho de verificar as moradas de quem ali passava.... António Manuel de Almeida Marques Lóio Rua de Almeiriga Norte nº 2762 4455-418 Perafita Telef: 919472048 ou 229821558 (exp)

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Conjuntura económica e reorganização autárquica

Vacinas gratuitas numa autarquia solidária Duas jovens enfermeiras vacinaram todas as pessoas que acorreram à Junta de Freguesia de Matosinhos, para acederem à campanha gratuita de vacinação contra a gripe. Aacção decorreu nos dois primeiros dias da semana, sendo mais um serviço público da autarquia local em prol dos mais necessitados. Os beneficiários foram os idosos, doentes crónicos e crianças, pertencentes a famílias com rendimentos per capita inferiores ao salário mínimo nacional. Segundo a Junta de Freguesia, presidida por António Parada, “esta é uma medida pró-activa que vai de encontro à actual situação económica das famílias com recursos mais baixos, sempre que tenham que adquirir medicamentos”. Como a “época que se aproxima” é de grave crise financeira, a autarquia pretende “minimizar a dor e a falta de recursos para a combater”, motivo pelo qual lançou esta campanha. JMC “Jornal de Matosinhos” – Nº 1614 de 25/11/2011

CARTÓRIO NOTARIAL NOTÁRIO – LUÍS FERNANDO LABOREIRO HENRIGUES CERTIFICADO Cartório Notarial em Matosinhos Av. da República, n° 679, 5°, sala 5.1 CERTIFICO que, por escritura de justificação, outorgada em quinze de Novembro de dois mil e onze, exarada de fls. noventa e nove a cento e um verso, do respectivo Livro n° 261-A, deste Cartório, em Matosinhos, AGOSTINHO SILVA GONÇALVES (NF 146 900 545) e mulher MARIA DA LUZ ALVES DOS SANTOS (NF 134 060 881), casados em comunhão geral de bens, naturais, ele da Freguesia de Perafita, e ela da Freguesia de Santa Cruz do Bispo, ambas do Concelho de Matosinhos, residentes na Rua Gonçalves Zarco, n° 3289, Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, titulares dos cartões de cidadão números 01940466 e 01797097, ambos válidos até 16/12/2013, declararam que são donos e legítimos possuidores do seguinte bem imóvel: Prédio rústico denominado Bouça do Toural de Cima, com a área de trinta e um mil metros quadrados, sito no Lugar de Pampelido, Freguesia de Lavra, Concelho de Matosinhos, confrontando a norte com Domingos José Moreira e outro, a sul com Amadeu Gonçalves Dias, do nascente com Manuel Lopes dos Santos e outro e do poente com Manuel Gonçalves - Herdeiros e outros, descrito na Conservatória do Registo Predial de Matosinhos sob o número dois mil oitocentos e nove, inscrito na matriz sob o artigo 2322, anteriormente inscrito sob o artigo 167. Que o referido prédio encontra-se registado na Conservatória do Registo Predial de Matosinhos a favor de Albino Dias dos Santos casado com Maria Rosa de Jesus, pela apresentação dois, de dezasseis de Setembro de mil novecentos e trinta e seis. Que o mencionado prédio veio à posse de Agostinho Silva Gonçalves e Maria da Luz Alves dos Santos, por escritura de compra e venda outorgada em vinte e seis de Dezembro de mil novecentos e setenta e oito, no extinto Primeiro Cartório da Secretaria Notarial de Matosinhos, exarada a folhas vinte e quatro verso do respectivo livro D-oito, em que foi vendedor Manuel Ferreira Gomes e mulher Madalena de Jesus da Silva Gomes, tendo estes adquirido o mesmo por escritura de Permuta e Divisão, outorgada em treze de Agosto de mil novecentos e setenta e um, no extinto Sétimo Cartório Notarial do Porto, exarada a folhas seis, do respectivo livro D-dez, com Carolina Rosa de Jesus, Manuel Ferreira da Silva ou Manuel Pereira da Silva, Maria Olinda da Silva Araújo, António Pereira da Silva, Albino Francisco da Silva, Madalena de Jesus da Silva e Manuel Ferreira Gomes, tendo o referido prédio vindo à posse destes por inventário por óbito de Abílio Pereira da Silva, o qual adquiriu também por inventário por óbito de seu pai António Pereira da Silva e por declaração de sucessão por óbito de Ana Rosa de Jesus, sua mãe. Que, em ano e mês que não podem precisar, mas seguramente antes do ano de mil novecentos e quarenta e um, aqueles António Pereira da Silva e mulher Ana Rosa de Jesus compraram o mencionado prédio a Albino Dias dos Santos e mulher Maria Rosa de Jesus, mas apesar das buscas efectuadas, não conseguiram encontrar a escritura que titula esse contrato, ignorando também o Cartório que a lavrou, não tendo, assim, possibilidade de obter o respectivo título, para fins de registo. Que, assim, justificam por este meio, o seu direito de propriedade sobre o citado imóvel, para efeitos de registo. Matosinhos, aos dezoito de Novembro de dois mil e onze. O Notário e Oficial Público, (Luís Fernando Laboreiro Henriques) Emitida factura/recibo n°. 1943/001/2011

Portugal não vai conseguir cumprir plano da Troika PCP e BE defendem que as Juntas de Freguesias não são as responsáveis pelo buraco financeiro do país

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a passada sexta-feira, na Junta de Freguesia de Lavra, um debate que reuniu algumas dezenas de pessoas, manteve, à conversa com o público presente, representantes do PCP (Jorge Machado), e do BE (Alda Macedo). Em jeito de balanço, a organização ao JM, referiu que a iniciativa teve como objectivo esclarecer os matosinhenses sobre temas como a conjuntura económica e a reorganização administrativa autárquica. Sobre a conjuntura económica, o deputado do PCP justificou porque não concordaram com a presença da Troika e as sua exigências quanto à forma de pagamento da divida. A ideia de que Portugal não vai conseguir cumprir o que foi estabelecido pelo PS ficou no ar e preocupou os presentes. “Perante a Troika, se não houver criação de riqueza, não há dinheiro para se cumprir com a dívida, a não ser que os funcionários públicos andem a trabalhar de graça para se cumprir com o pagamento da divida”, foi um dos argumentos debatidos na noite de sexta-feira. Acerca da reforma administrativa, o PCP defendeu que não são as Juntas de Freguesias as que mais contribuem para o buraco financeiro do país, alertando que a extinção de algumas sedes de Freguesia poderá prejudicar a população. Nesta matéria, PCP e o BE, manifestaram concordância, mostrando-se, os bloquistas, preocupados, relativamente, ao facto desta reforma

não ficar por aqui, uma vez que, no próximo ano, terá lugar a reformas nos Municípios. “Com estes empréstimos quem ganha é a Alemanha que já tinha arrecadado uma verba de nove mil milhões em juros”, foi, ainda, defendido. De acordo com a organização, “no final de duas horas e 30 minutos ainda ficou muito para dizer e acrescentar ao debate e ficou a promessa de um novo debate”. Em perspectiva, a realização de novos encontros com a participação de agentes da Vila de

Lavra e do executivo da Câmara Municipal de Matosinhos, apesar de a organização ter manifestado, ao JM, alguma “tristeza” pela ausência de muitos intervenientes que tinham confirmado presença: – “Foram-nos dadas confirmações e, à última da hora, anunciaram a sua falta, o que é mau para a democracia, e falta de comunicação aos eleitores, que neles acreditaram”. PT

Exposição de barcos e palestra integrados nos 50 anos do Stella Maris

Instituição que acolhe "de braços abertos" marinheiros estrangeiros I

ntegrada nas comemorações dos 50 anos do Stella Maris, Apostolado do Mar, uma exposição de barcos em miniatura foi inaugurada nas instalações dessa instituição que se dedica a receber os marinheiros estrangeiros que desembarcam em Leixões. Em exposição estão trabalhos de três artesãos populares de Leça da Palmeira – Luís Sousa Fortunato, Manuel José Martins Lopes e Manuel Rodrigues Afonso, que desde sempre estão ligados à vida dura do mar. A exposição, que já esteve na Junta de Freguesia local, pode ser apreciada até hoje, sexta-feira no Stella Maris. Assinalando essa mostra, decorreu no último sábado uma tertúlia e palestra sobre “Barcos em Terra” proferida por empresário José Armando Ferrinha. Maria Manuela Ló Ferreira, dirigente da instituição, agradeceu a Manuela Galante, responsável pela Cultura na Junta de Freguesia leceira, o ter organizado a exposição e a tertúlia, salientando que José Armando Ferrinha é “um grande amigo desta obra”. Manuela Galante manifestou que todos estavam irmanados “num mesmo propósito, o de evidenciarmos a cultura da nossa terra, Leça da Palmeira, pelo que desafiei estes três artesãos a mostrarem a sua qualidade e talento nas mesma altura em que se celebram os 50 anos do Stella Maris e convidei José Armando a proferir a sua conferência sobre os barcos”. José Armando Ferrinha explicou, passo a passo, como foram construídos os muitos barcos expostos, esmiuçando o trabalho dos três artistas, salientando que as miniaturas são

vocacionado para pôr em prática a virtude cristã da hospitalidade aos homens do mar e seus familiares, sem olhar a nacionalidades, categorias a bordo, cor, política ou confissões religiosas”. Um “porto de abrigo” que acolhe quem desembarca no porto e queira passar umas horas a descansar em terra. José Maria Cameira

Recolha de bens alimentares da ASPORI

cópias fiéis de muitos barcos que desde tempos remotos navegaram, ou ainda navegam, ao largo de Leixões, alguns dos quais pesqueiros, veleiros ou rebocadores. O orador recordou a longa história do Stella Maris, “um sonho que teimosamente se encontrava na cabeça do antigo pároco de Leça da Palmeira, padre Alcino Vieira dos Santos, de construir um lar, à semelhança do que havia em muitas cidades da Europa, onde os tripulantes dos navios encontrassem um ambiente alegre e sadio, diversões e passatempos, juntamente com o conforto e carinho”, tornado realidade há meio século. O Stella Maris é, ainda hoje, “um serviço

Este ano o jantar de Natal da ASPORIAssociação Portuguesa de Portadores de Ictiose será muito mais do que um simples convívio de amigos. Uma vez que a esta associação com sede em Matosinhos conta, entre os seus associados e pessoas sinalizadas com esta patologia, com muitas tem famílias a passar por dificuldades económicas, a ASPORI decidiu distribuir um cabaz com produtos alimentares, às famílias mais carenciadas. Assim, a ASPORI, presidida por Vera Beleza, apela à solidariedade de todos. Eis alguns dos produtos fundamentais para a confecção destes cabazes: arroz, açúcar, aletria, óleo, azeite, farinha, canela, cenouras, batatas, bacalhau, noz, bolo-rei, leite, queijo, manteiga e ovos. TODA A INFORMAÇÃO SOBRE OS LOCAIS DE RECOLHA EM: https://www. facebook.com/#!/pages/Recolha-De-BensAlimentares-Pela-Aspori/282931831728952


25 DE NOVEMBRO DE 2011

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Jornadas de Ortopedia Infantil do Hospital Pedro Hispano

Um complemento importante de outras especialidades Leite e Cunha e António Parada defendem o fim da centralização

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raumatologia desportiva na criança e adolescente, infecções osteoarticulares, deformidades dos membros inferiores e Doença de Legg-Perthes foram alguns dos temas em destaque nas III Jornadas de Ortopedia Infantil do HPH-Hospital Pedro Hispano/ULSM, em simultâneo com as XVI Jornadas Nacionais de Ortopedia Infantil, que decorreram na passada semana no Hotel Tryp Porto Expo. Em nota enviada a esta redacção, a ULSMUnidade de Saúde Local de Matosinhos considerou que “este é maior evento nacional no âmbito da ortopedia infantil”, evento que reuniu em Matosinhos reconhecidos especialistas nacionais e estrangeiros que discutiram temas da actualidade no tratamento das doenças ortopédicas, bem como da traumatologia infantil. Outro dos assuntos que esteve em cima da mesa foi o facto de, actualmente, ser obrigatório que uma criança de Matosinhos, vítima de alguma traumatologia em matéria ortopédica, se desloque às urgências do Hospital de s. João, no Porto, onde foi concentrada a urgência pediátrica. Vários intervenientes, desde especialistas a autarcas, defenderam a descentralização dos serviços. “Este serviço também tem de passar para Matosinhos. Se não tivermos cuidado a ULSM passa a ser exclusivamente um enorme Centro de Saúde. Os políticos que pensam a saúde, têm de ouvir os médicos”, defendeu o presidente da Junta de Matosinhos, António Parada.

Em declarações ao JM, o director do Serviço de Ortopedia do HPH, Leite da Cunha, explicou que o que o seu serviço defende é a passagem da “pequena traumatologia” para as urgências dos hospitais, uma vez que “felizmente em 99% por cento dos casos as crianças não necessitam de cuidados de um centro altamente especializado de trauma”. Isto é, de acordo com o especialista, o que acontece em Santo Tirso, Guimarães, Lamego, entre outros, e “apenas não acontece na área do Porto porque existe centralização de serviços”. Ainda sobre a vertente de investigação desta iniciativa, nota para as participações de Sandro Giannini, do Instituto Rizolli, Bolonha, que acompanhou, no HPH, a realização de algumas cirurgias ortopédicas de correcção do pé plano

infantil. “Este especialista é autor de próteses utilizadas pelos cirurgiões na correcção do pé plano infantil, daí o interesse em partilhar a sua experiência na abordagem desta patologia que continua a ser um tema controverso da ortopedia infantil”, referiu Leite da Cunha. Na sessão de abertura houve ainda tempo para uma pequena homenagem a Mesquita Montes, fundador do serviço de ortopedia do HPH. O homenageado aproveitou para falar da criação da SEOI-Secção de Ortopedia Infantil e da “necessidade de descentralizar as discussões sobre ortopedia” e da luta para que a ortopedia infantil seja reconhecida como uma especialidade complementar à ortopedia e à pediatria. Paula Teixeira

Renascer ajuda mais uma criança

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Renascer concluiu mais uma campanha de Solidariedade da Liga Nacional Criança Esperança, cujo objectivo foi reunir o valor de 2.067€ para a aquisição de uma cadeira de rodas adaptada para uma jovem natural de Sobreira, Sara Marisa. A jovem Sara sofre de Espinha Bífida desde a nascença, o que se traduz numa incapacidade total dos membros inferiores, e face ao seu peso elevado

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Dia da Misericórdia A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia do Bom Jesus de Matosinhos assinala, amanhã, o Dia da Misericórdia, com as seguintes actividades: Às 9,30 horas, recepção aos convidados; – Às 10 horas, sessão solene, a iniciar pelo Provedor, Manuel Tavares Rodrigues de Sousa, e entrega de bolsas e dos prémios “D. Maria Emília Polónia à instituição que se destinguiu ao longo do ano no âmbito da solidariedade; “Dr. Miguel Martins de Oliveira”, ao melhor aluno do 12º ano na disciplina de Matemática; e da “Misericórdia de Matosinhos”, a duas utentes do Internato de Nossa Senhora da Conceição. Às 10,45 horas, palestra sobre o “Sustentabilidade do Sector Social”, a proferir pelo professor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, Américo Mendes.

Ceia de Natal em Leça da Palmeira A exemplo dos últimos dois anos, a Junta de Leça da Palmeira, acompanhada pela entrega de um cabaz às famílias carenciadas da Freguesia. Contando com o apoio de mais de 100 voluntários, a autarquia apela à ajuda da comunidade, através da doação financeira, de géneros alimentares ou outros, de forma a que mais de 400 pessoas possam desfrutar de um momento mais reconfortante e alegre, no dia 17 de Dezembro próximo. Além do jantar, serão distribuídas prendas às crianças e haverá música e animações diversas.

Exposição antológica de Carlos Carreiro A Galeria Municipal da Câmara inaugura, no amanhã, às 17 horas, uma exposição antológica da autoria do artista plástico Carlos Carreiro. A mostra, que ficará patente até 29 de Janeiro, é composta por cerca de quarenta obras desde os finais dos anos 60 do Século XX a 2010. Todas as peças a apresentar são da colecção do próprio artista, daí o título da exposição “Carlos Carreiro na colecção de Carlos Carreiro”.

(aproximadamente 100 kg) a referida ajuda técnica teve de ser feita por encomenda. Sendo de origem humilde, os pais da jovem não tinham capacidade financeira para adquirir por meio próprios a cadeira e solicitaram apoio à Renascer, que iniciou uma campanha de solidariedade com vista à sua compra, tendo a NAV Portugal respondido ao apelo e doado o referido material

OPINIÃO CELESTE VIEIRA Mestre em Dislexia (maria_celeste_vieira@hot mail.com)

valiar a dislexia – dificuldade específica na correcção e/ou fluência da leitura, associada a baixa competência ortográfica, causada por um défice fonológico, sentida por crianças inteligentes, assíduas, interessadas e acompanhadas familiarmente – continua a ser incompreensivelmente adiado por pais e professores, causando danos na vida de crianças/jovens e respectivas famílias. Ao contrário do que acontece com a ida ao médico, para avaliar, por exemplo, a reincidência de uma alergia, avaliar a dislexia continua a ser um “drama” para muitas famílias/professores que não vêem este tipo de avaliação como natural. O receio do rótulo, ou mesmo a possibilidade da dislexia ser confundida com deficiência, fala mais alto e, por isso, a avaliação é sucessivamente adiada, na esperança de que o problema se resolva naturalmente. O que acontece a uma criança com problemas de aprendizagem de leitura e de escrita, per-

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Avaliar ou não a dislexia? sistentes ao longo do 1º ciclo – leitura imprecisa e lenta; embaraço com leitura em voz alta; cansaço extremo provocado pela leitura; sacrifício diário da vida familiar e social para estudar; ortografia deficitária; stress escolar; baixa auto-estima, etc. – é o mesmo que acontece a uma criança com predisposição para infecções, mantendo-se a criança exposta a factores que favorecem a infecção. Tal como uma infecção não avaliada e adequadamente tratada, da qual se espera uma resolução espontânea, poderá reduzir os mecanismos de defesa da criança e conduzir a uma doença aguda/crónica, uma dislexia não avaliada e adequadamente tratada poderá desencadear um atraso cada vez maior nas competências da leitura e da escrita e, consequentemente, na aprendizagem em geral da criança e no conhecimento do mundo que a rodeia. A infância é o tempo privilegiado de aprendizagem. Todas as crianças querem aprender e, se possível, obter os melhores resultados. Assim, uma criança que vai à escola e não aprende ou aprende com dificuldade deve merecer toda a atenção de pais e profissionais da educação. Investigadores referem, actualmente, que a recu-

peração cerebral ocorrida durante uma intervenção precoce é muito mais positiva e acelerada do que a que acontece em intervenções mais tardias. Então, porquê deixar a criança sofrer, se é possível evitá-lo? Porquê deixar a criança exposta à frustração? Porquê deixar a criança destruir a sua auto-estima? Crianças com histórias familiares de dislexia devem ter uma atenção especial porque a possibilidade da dislexia se manifestar aumenta. Heranças genéticas predispõem as gerações subsequentes para a dislexia: “Entre um quarto e metade das crianças cujo pai ou mãe é disléxico serão também elas disléxicas” (Shaywitz, 2008). Procurar informação sobre esta dificuldade específica e pedir ajuda a um especialista da área, capaz de avaliar, diagnosticar e indicar o tipo de intervenção reeducativa é o caminho a seguir. Não se devolve à criança o tempo perdido, o tempo em que não brincou para se dedicar à escola, apesar de resultados escolares continuamente fracos. Estudos feitos por considerados investigadores mundiais referem que os indicadores de dislexia avaliados aos 7 anos, por exemplo, se manterão ao longo de todo o seu trajeto escolar,

desde que não intervencionados, variando apenas o seu grau de incidência e as áreas afetadas. Desta forma, aos 14 anos os problemas de aprendizagem podem ter-se estendido da leitura e escrita à aprendizagem em geral, afetando nomeadamente a área do raciocínio matemático. Uma criança/jovem que não compreende o que lê, ou que precisa do dobro/triplo do tempo das outras crianças para aceder à compreensão leitora, está condenada ao fracasso escolar, caso seja exposta ao mesmo processo de ensino dos seus pares. Se sentir que o seu filho está em sofrimento na escola, pelas dificuldades que apresenta, peça ajuda. O pior que pode fazer, se tiver dúvidas quanto ao seu filho ser disléxico, é nada fazer. Ao conhecer o diagnóstico de dislexia os pais experimentam, de um modo geral, uma sensação de alívio, na medida em que passam a ter controlo sobre a situação e um melhor conhecimento para guiar os filhos, numa nova direção. Venceram na vida, apesar das suas dislexias: Albert Einstein – Físico (Prémio Nobel da Física de 1921); Beethoven – Músico; Bill Gates – Informático; John Lennon – Músico; Leonardo da Vinci – Pintor; Mozart – Músico; Tom Cruise – Ator; Walt Disney – Cineasta; Agatha Christie – Escritora, etc. Próxima publicação: “Diagnóstico de dislexia”


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EVOCAÇÕES - 5 ROCHA DOS SANTOS Eng.º Civil

omo referimos na crónica anterior o “Porto de Leixões” transformou por completo a zona em que se tem vindo a desenvolver; isto é, no estuário do Rio Leça. Este, nascido nuns juncais nos lameiros de Redundú, na freguesia de Monte Córdova, vem correndo suavemente até desaguar no Oceano, cansado de um percurso de vinte e cinco quilómetros, operou outrora, o movimento de várias azenhas destinadas à moagem do milho. Navegável para barcos pequenos ainda em 1483, até à ponte de Guifões, deixou de o ser, pela proibição régia decretada a pedido dos frades do Convento da Conceição por a navegação lhes perturbar o silêncio e a clausura religiosa que a sua regra os mandava observar, depois pela construção de açudes para as azenhas, precipita-se noutros pontos, em que abriu caminho estreito entre rocha granítica, para mudar do vale. Desde que entrava no nosso concelho punha em movimento dezassete azenhas, algumas das quais ainda hoje existentes merecem uma visita pela extraordinária beleza de paisagem. O rio Leça é atravessado por várias partes merecendo especial atenção a ponte do Carro

Leça de sempre

C

em Santa Cruz do Bispo, a Ponte da Pedra muito perto do Mosteiro de Leça do Balio e cuja construção se atribui aos romanos. Outrora existiram duas pontes que não podemos deixar de referir; isto é, a ponte de Guifões, por detrás dos silos, que era de origem romana e que dois invernos mais ásperos na década de oitenta do século passado, derrubaram deixando mais um rombo no património local que os responsáveis não sou-

beram ou não quiseram salvar. Foi pena! A outra, a ponte de pedra já muito perto da foz do rio, tinha dezanove arcos, sendo-lhe mais tarde suprimido um devido ao aterro para construção da Alameda de Leça. Próximo desta ponte, pelo lado de montante, existiu um moinho, conhecido como a azenha do Baltasar. Na foz do rio Leça existiu outrora uma velha fortaleza quadrada, que datava do tempo

de D. Afonso VI e que desapareceu, como é natural pela evolução do estuário do rio. Porém, um outro forte existe ainda hoje próximo daquilo que seria a entrada do rio, e que foi mandado construir pelo conde de Lippe, no reinado de D. José I sendo das mais bem conservadas das fortificações do género, que nessa época se construíram na costa nortenha. O rio Leça orlado em ambas as margens por arvoredo e de águas pouco profundas devido aos açudes era contudo navegável até Guifões, o que é confirmado por restos de uma embarcação que se julga fenícia encontrada quando da abertura de uma das docas. Não podemos deixar de referir aqui, os pequenos barcos de fundo raso e guigas, que deslizavam nas suas águas, alugadas para passeios sendo conduzidos a remos e á vara. O rio Leça terminava já nos nossos dias num sistema de comportas existentes mais ou menos no local onde se encontra actualmente a ponte móvel, e que impedia à maré cheia a invasão do rio doce pelas águas do mar, existindo contudo um outro braço do rio conhecido como o “rio salgado”, este menos referido. Foi nestes encantos que António Nobre encontrou em Leça da Palmeira inspiração para muitas das suas melhores obras, onde transparecem os seus anseios, a sua magia sentimental e o seu saudosismo. António Nobre cantou divinamente a nossa terra desde a ermida da Boa Nova até ao poético “Rio Doce”.

OPINIÃO CARLOS ALBERTO FERREIRA Militante: 75000 Secção de Guifões

Reforma Administrativa Local énos apresentada como tendo por objetivo a reforma da gestão política do território. Esta dita Reforma assenta em quatro eixos de atuação: o Setor Empresarial Local, a Organização do Território, a Gestão Municipal, Intermunicipal e o Financiamento e a Democracia Local. Já há muito que se ouve dizer que o país precisa de reformas profundas. Sem dúvida, que a reorganização da gestão do território e a reestruturação administrativa do poder local é essencial, de forma a que as autarquias possuam maior autonomia financeira, nomeadamente com a revisão do modelo de financiamento, tornando uma administração mais equilibrada, eficiente e racional. No entanto, uma vez mais a veia reformista do “Reformador” Relvas,

A

Agregação de Guifões? Não, obrigado! ministro do atual governo colocou o carro à frente dos bois. Estamos a discutir extinção de freguesias, quando em primeiro lugar se deveria estar a discutir as competências e os meios financeiros a atribuir-lhes. O Documento Verde lança a confusão sobre a forma como ocorrerão as possíveis agregações/extinções de freguesias, pois ele é assente numa fórmula matemática estabelecida sobre critérios como número de habitantes, distância à sede do concelho e tipologia (rural, urbana ou mista). Na prática a serem levados em conta estes critérios o país acabará por ter mais custos e menos eficácia com as suas Juntas de Freguesia. O próprio secretário de Estado da Administração Local admitiu que a matriz de critérios das freguesias do Documento

Verde da Reforma da Administração Local “não é inteligente”. Pasme-se, até os proponentes do documento estão confusos!!! Guifões é uma freguesia, com 3,53 km² de área e cerca de 9000 habitantes com uma densidade populacional de 2700 hab/km². Atualmente existem em Portugal 39 municípios com menos de 5000 eleitores. Ou seja, 10% dos municípios de Portugal têm, em número de eleitores, cerca de metade da população da freguesia de Guifões. O Concelho de Matosinhos, em termos de divisão administrativa tem o número de freguesias (10) adequado à sua dimensão, não necessitando que uma pretensa reforma, feita a régua e esquadro, venha alterar o que quer que seja. Não colhe o falacioso

argumento de que extinguir, fundir ou agregar freguesias concorre para uma maior racionalização dos recursos financeiros e saneamento da despesa pública nacional, numa farsa do mais por menos. Soam a falso as promessas de maior proximidade e maior eficácia, pois as 4259 freguesias participam somente em 0,097 % do Orçamento do Estado e não são responsáveis por qualquer endividamento público. Registo com agrado que em Gondomar, todos os presidentes das 12 juntas de freguesia do Concelho, cobrindo o arco político que vai da CDU, PS até ao PSD, subscreveram uma carta ao Ministro Relvas, onde de forma clara e inequívoca, aqueles que poderão vir a agregar outras freguesias e os outros, sobre quem pende o cutelo da agregação/extinção, se mostram solidários na luta comum contra este documento. Em Vila do Conde e Penafiel todos os presidentes de junta, encaram esta luta como sua, estando ou não sob ameaça de agregação/extinção. São exemplos que se deveriam multiplicar por esse país fora. Afinal, esta luta é de todos.


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Taça de Portugal

Luís Silva carimba passaporte

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Leixões está nos oitavos de final da Taça de Portugal. A equipa de Litos bateu o Santa Maria Futebol Clube na 4.ª eliminatória da Taça de Portugal com um golo do recém promovido Luís Silva. A cumprir a primeira época de sénior, Luís Silva carimbou o passaporte para a 5ª eliminatória.

Estavam decorridos 43 minutos de jogo quando o jovem leixonense formado na cantera do clube apontou o único golo do Leixões que permitiu à equipa de Matosinhos seguir em frente na Taça de Portugal. Mas Pedro Santos logo no primeiro minuto de jogo já havia dado o aviso com a bola a sair um pouco ao lado da baliza defendida por Fábio. Aos 6 minutos, Luís Silva e Wesllem também tentaram as suas sortes mas Fábio estava em tarde sim no Estádio do Mar. O guardião de 20 anos esteve à altura quando foi chamado a intervir. Na sequência de um canto apontado por Capela, Joel também encontrou Fábio pela frente. Pedro Santos tentava e aos 18’ fez com que Fábio brilhasse uma vez mais na equipa de Barcelos. Na sequência de uma falta de Zé Pedro sobre Joel, o Santa Maria podia ter chegado ao golo ao minuto 23 com

Lamosa a ter a sua oportunidade de violar as redes defendidas esta tarde por Degré. Depois de 10 minutos com a bola dividida a meio campo, e na sequência de um canto apontado por Capela, a bola cai em Luís Silva que, de cabeça, aponta o primeiro do encontro e para o

Leixões. Um golo dedicado ao pai falecido recentemente. O intervalo chegou e Zé Pedro já não regressou ao relvado do Estádio do Mar. Litos fez entrar Nuno Silva por forma a refrescar a zona defensiva. Na segunda metade, o conjunto orientado por Nuno Sousa teve a oportunidade de reduzir a desvantagem, mas Degré defendeu com os punhos passando o perigo na área do Leixões. Capela, que saiu de maca depois de um choque, também lutava e tentava ter o seu momento mas Fábio brilhou sempre que foi chamado a intervir em jogo. A partir do minuto 75’ o Santa Maria ficou a jogar com 10 depois da expulsão de Tico. O 17 do clube de Barcelos já havia visto um amarelo no decorrer da 1.ª parte. Já na recta final do jogo, aos 86’, Pedro Santos quase que marcava o segundo depois de um cruzamento

Último quarto-hora foi fatal

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uem se deslocou ao Padrão da Légua para assistir a esta partida, por certo não deu como perdido o tempo que por lá passou, pois assistiu a partida bem disputada e com um vencedor incerto até ao minuto 76`. A equipa do Custóias, que vinha de

um ciclo de derrotas (5 consecutivas) nas últimas jornadas, teve uma prestação excelente. Encarando o adversário sem receio algum, olhos nos olhos, chegou mesmo a fazer acreditar que poderia vencer o encontro. O jogo começa com toada morna, sem grandes desequilíbrios ofensivos. A equipa do Salgueiros, candidata à subida, aos 9´minutos cria uma excelente situação de golo, quando Joel atira ao poste, numa jogada de insistência, e no que concerne a oportunidades de golo para os da casa (emprestada) nos primeiros 45`minutos, fica-se por aqui. Ao minuto 16` o caso do jogo, Meneses não é lesto a efectuar a defesa e quando tem a bola nas mãos, rente ao solo, é pontapeado nas mãos e larga o esférico, ficando Bezu com a baliza escancarada para fazer o golo, sem que o árbitro que ainda olhou para o fiscal

de linha, marcasse a respectiva falta atacante. A partir deste momento, assistiu-se a uma excelente reacção da equipa custóiense, unida em esforços, denotando bom entendimento entre os sectores, aos poucos foi tomando conta das operações e teve boas oportunidades para chegar à igualdade, instalando-se definitivamente no meio campo do Salgueiros. Aos 29 minutos, Danny, na pequena área quase empata, aos 39`Mário Rui cede o seu lugar ao estreante David (bons apontamentos), aos 41`minutos, Gandarela quase marca de canto direto e aos 43` o mesmo jogador, depois de passar por dois defensores do Salgueiros, assiste para o golo da igualdade com um cruzamento com conta, peso e medida para a cabeça de Noura (excelente exibição), que desviou para o fundo da baliza à guarda de Ivo. A seguir o inter-

valo com uma igualdade lisonjeira para a equipa da casa. Para o segundo tempo, a equipa do salgueiros regressa com Alcino no lugar de Pedrinho que ficou nas cabines e logo aos 53`cria uma boa chance de se adiantar no marcador, mas Pessoa em cima da linha afasta o esférico, evitando um golo evidente. No entretanto o Salgueiros faz nova substituição, Orriça para o lugar de Bezu, o jogo entra numa fase de claro equilibriu, com a bola a rondar as duas áreas, no Custóias, sai Danny e entra Silveira, minutos depois outra alteração custóiense, sai Nuno Santos e para o seu lugar entra Paulo Lopes. A equipa do Salgueiros, diga-se em abono da verdade, que esteve melhor no segundo tempo, facto que não é alheio a entrada de Alcino, pois imprimiu mais velocidade ao jogo da sua equipa.

I Divisão Série 1 AF Porto

Perafita soma mais um ponto fora de portas

O

jogo realizado ontem no complexo desportivo do Leões de Seroa, digase um excelente complexo desportivo, com amplas áreas desportivas e administrativas, faltando somente o sintético no rectângulo de jogo, com as medidas máximas, opunha os locais, a equipa com mais empates a par do Maia Lidador e do Caíde Rei, e o líder isolado FC Perafita, na sua segunda saída consecutiva. O encontro iniciou-se com muita luta, repito, luta, no meio campo com

muito futebol para o ar e pouco esclarecimento, os locais com as marcações muito directas e sem dar o mínimo espaço aos executantes do FC Perafita, por sua vez os visitantes não conseguiam colocar no pelado o seu bom futebol e entraram no jogo do adversário. Nesta fase o futebol empregue pelas duas equipas não era o mais bonito, mas por parte do FC Perafita era o possível. O encontro decorria numa toada de meio campo, onde os locais praticavam um futebol mais musculado e os visitantes tentavam incutir o seu futebol mais apoiado. Com este tipo de futebol adivinhavam-se poucas oportunidades de golo, o que viria a acontecer, ambas para a equipa do FC Perafita, primeiro num lançamento para as costas da defensiva local onde surgiu Nandinho a rematar para uma defesa apertada do guarda redes local e mais tarde em outra jogada onde ficou vincada a qualidade técnica dos visitantes, Tinaia remata de ângulo difícil para mais uma defesa do guarda redes da casa. De salientar que a equipa local usou, como já foi dito um futebol mais musculado, onde aconteceram algumas faltas viris e até numa ocasião a roçar a violência, tudo com o objectivo de não deixar jogar as peças mais influentes dos visitantes. A segunda parte começou da mesma forma como a primeira, com os locais a

entrarem com tudo e num lance precedido de falta, pois o avançado dos Leões de Seroa dominou a bola com o braço e rematou para a baliza do FC Perafita, mas o lance foi prontamente anulado pelo Juiz da partida. O FC Perafita entrou um pouco melhor nesta segunda parte, e logo após aquele lance anulado na sua área, começou a imprimir um ritmo mais alto, a forma como disputavam os lances era agora muito mais decidida e o seu futebol começou a aparecer, o jogo pendia mais para os visitantes que jogavam mais no meio campo defensivo dos locais. Há passagem do minuto 60, numa jogada a toda a largura do terreno, iniciada na esquerda, foi após um lançamento para a direita que Paulinho vendo Tinaia no interior da área, faz um cruzamento para este que quando se preparava para cabecear, foi empurrado pelas costas por um defensor da casa, de imediato e sem duvidas o juiz da partida apontou a marca de grande penalidade, chamado a converter Paulinho não deu a mínima hipótese aos guarda redes da casa, estava assim inaugurado o marcador. O FC Perafita, conseguiu o mais importante, marcar primeiro e para mais fora de portas, tentou controlar a partida longe da sua área, mas a forma de jogar dos locais, agora mais directa começou de imediato a criar algumas dificuldades

as hostes perafitenses, num desses lances surge uma falta na intermediaria, descaída para a esquerda como defendia o FC Perafita, a bola é cruzada para o interior da área do FC Perafita onde surge com alguma liberdade um jogador dos locais a cabecear para o fundo das redes dos visitantes, estava assim reposta a igualdade, este cabeceamento e o lance prontamente anulado, no inicio da segunda parte, foram os únicos lances, não de registo, mas sim efectivos de toda uma partida de futebol por parte da equipa da casaJá no cair do pano e com mais uma jogada de belo efeito Paulinho é servido na perfeição, cabeceia ao ângulo superior direito, mas como se encontrava muito perto do poste o guarda redes locais desvia para canto num lance muito vistoso pelo facto evidenciado e em resumo, o líder FC Perafita, não conseguiu segurar os três pontos, num recinto, onde os locais ainda não perderam, denotando por isso um recinto difícil para quem o visita, mas, como se viu, com mais concentração em momentos capitais, poderia e deveria ter conseguido trazer os três pontos em disputa. Uma palavra para a equipa de arbitragem, que deixou os locais abusarem no jogo faltoso, por vezes a roçar a violência, numa actuação onde os critérios nunca foram iguais, prejudicando sempre os visitantes. MB “Mitchfoot”

Jornal deMatosinhos

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

traiçoeiro a sair a poucos centímetros da baliza do topo norte do Estádio do Mar. No final dos 90 o Leixões podia respirar de alívio com a vitória pela margem mínima diante do clube da III Divisão Nacional. Mário Barbosa “Mitchfoot” Mas todas as investidas atacantes da equipa de Vidal Pinheiro, esbarravam na boa organização defensiva da equipa do Custóias, com destaque para o jovem central, Noura, simplesmente impecável e o médio Dias que trabalhou imenso em prol do conjunto forasteiro. Ao minuto 76`e quando já poucos vaticinavam o vencedor do encontro, eis que o Salgueiro, bafejado pela sorte, chega ao golo, num lance em que Eduardo, muito passivo permite que a bola chegue Pinheiro e o experiente jogador a atirar cruzado ao poste mais distante da baliza de Menezes. A equipa do Custóias ainda ameaçou chegar à igualdade, quando Nuno Ribeiro de cabeça atira muito perto do alvo. Ao minuto 42 o golo que sentenciou o desfecho no marcador, lance de contra ataque, que apanha a equipa do Custóias descompensada, e a segunda Quim Simões marca, depois de uma excelente intervenção de Meneses. Final do jogo 3-1 favorável aos candidatos. Não há derrotas que dêem pontos, mas há derrotas morais, e esta serviu de alento à equipa custóiense, pois em 76`minutos jamais foi inferior ao seu adversário, que tem outros objectivos. MB “Mitchfoot”

Custóias

Acabou a época para o Joel

Joel médio do Custóias, lesionou-se gravemente. O ex Leixonense sub 19, contraiu uma lesão que vai manter afastado da competição, num período, nunca inferior a seis meses. (rotura de ligamento cruzado anterior, joelho esquerdo), uma lesão igual à do internacional Pepe, jogador merengue. Irá ser operado, muito provavelmente no próximo dia 28 de Novembro Joel estava em grande forma física e técnica, sendo um dos pilares da equipa custóiense, com a magia do seu futebol, já encantava os adeptos do Custóias e os observadores de futebol bem jogado. MB “Mitchfoot”


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Notícias do Infesta O Infesta beneficiou desta paragem para efeitos de recuperação de jogadores lesionados e segundo opinião do seu treinador, além de dar para o plantel descansar, serviu para aliviar um pouco a pressão de uma equipa que é líder da classificação, dando assim tranquilidade para os jogos que se aproximam.

No próximo domingo o Infesta desloca-se a Serzedelo e José Manuel Ribeiro que pretende defender a liderança, deverá estar privado de utilizar os jogadores, Serge, Braga, Magalhães e Jorginho que continuam a ter treinos específicos. Quanto a Miguel Matos infelizmente continua suspenso pela FPF por tempo indeterminado. No entanto Vítor Pádua, também não

tem conseguido conciliar a sua vida profissional com a desportiva e continua a ser uma carta fora do baralho nas contas do treinador. José Manuel Ribeiro que assim vai confiando a baliza ao 3º guarda redes Duarte, o qual tem dado bem conta do recado, contribuindo com boas exibições, participando nas 5 vitorias consecutivas, lançando o Infesta para a posição de guia da serie B da 3ª divisão Nacional.

Quanto às equipas de formação, foi um fim-de-semana pouco conseguido: Juniores Infesta 1 Salgueiros 2; Juvenis - Milheirós 1 Infesta 1; Iniciados - Colegio Ermesinde 1 Infesta 1; Infantis - Tirsense 0 Infesta 1; Benjamins Custoias 2 Infesta 1; Escolas Perafita 0 Infesta 3. Joaquim Sousa

Distrital da 1ª Divisão da AF Porto

Numa excelente exibição, um resultado enganador A

deslocação do Senhora da Hora a Valongo, era tida como de dificuldade elevada, tendo em conta os últimos resultados obtidos por ambos. Puro engano, a vitória dos locais construída logo ao minuto nove é no cômputo geral uma mentira, já que os senhorenses nunca foram inferiores, antes pelo contrário jogaram olhos nos olhos com seu opositor, dominando em largos períodos de tempo, praticando melhor futebol, mesmo tendo em conta o mau estado do relvado, ainda empapado prejudicando aqueles, que praticando um futebol de construção de trás para a

frente, ficavam amiúde com esses lances de futebol partidos por via do estado do terreno. Os locais com uma equipa em termos físicos mais possante, especialmente na defesa, no jogo aéreo foi marcando pontos e numa altura em que os visitantes estavam perfeitamente encaixados colocam-se em vencedores, fruto de uma má abordagem defensiva. Os senhorenses reagiram ao golo com excelente sentido colectivo criando perigo para as redes de Dida, perante este cenários os locais tentavam lançamentos longos por via

aérea para as costas dos defensores visitantes ou em variações de flanco com Igor, Gil, Queirós a tentar solicitar Vitinha ou Pedro, homens mais adiantados. O segundo tempo trouxe um Senhora da Hora Mais atrevido, mais confiante, e acima de tudo mais solidário, o técnico Joca lança Dani e Kaká e a defensiva local abanou por várias vezes. Kaká aos 48’ teve na cabeça o empate, o remate saiu fraco, Dourado nesta etapa complementar teve 3 ou 4 paradas de excelente nível numa altura em que os verde/brancos estavam balanceados no ataque.

Junqueira perdeu dois pontos

Futsal

Derrota imerecida

J

ogo muito interessante de apreciar, com uma primeira parte pertencente à equipa local. Tanto que aos 7’ Jorginho aponta o primeiro golo, após contra-ataque e à entrada da área atira à baliza. Só que aos 9’ Márcio da equipa visitante empata a partida ao apontar uma grande penalidade, por hipotética falta de um atleta local e aqui, quanto a nós, o primeiro erro da equipa de arbi-

tragem. A falta, que não existiu, só na cabeça de Nuno Oliveira que do sítio onde se encontrava não podia discernir se houve ou não falta dado que estava encoberto por todos os jogadores locais e alguns da equipa adversária. Para nós o citado árbitro não devia ordenar a marcação de grande penalidade porque os jogadores (um de cada lado), procuraram lutar pela posse da bola. A jogada foi discutida ombro a ombro. Haver falta seria do jogador visitante que nos pareceu simular. Pessoa aos 11’ recebe a bola cruzada por Dinho para apontar o segundo golo. Aos 12’ Milson em jogada de contra-ataque com o apoio de Dinho que cruzou a bola que vai ao encontro do marcador que se limitou a empurrar para dentro da baliza deserta por o guarda-redes visitante ter abandonado o seu posto. Aos 17’ é João que aumenta o resultado, dando seguimento a uma bola

cruzada por Pessoa para o lado oposto. O mesmo João aos 17’ e 30” marcou o quinto golo para a Cohaemato em jogada corrida para enfiar a bola na baliza adversária, aproveitando a saída do guarda-redes visitante .Mas a 8” do apito final para o intervalo Márcio reduziu e a 3” do apito para o intervalo Tiago, ao segundo poste, de cabeça apontou o terceiro golo da

equipa da Póvoa. Com este resultado as três equipas recolheram aos balneários. Entretanto, veio a segunda parte que foi pertença da equipa do Póvoa Futsal. O 4º golo da equipa visitante foi apontado por Bruno que ao segundo poste recebe a bola que lhe foi cruzada e atirar para a baliza. O 5º golo do Póvoa foi marcado aos 38’ por Márcio que de costas para a baliza atira para golo, fazendo a redondinha passar por cima do guarda-redes local. O sexto golo visitante nasce dum livre directo apontado por Márcio, quando faltavam cinco segundos para terminar a partida e duma falta mal assinalada por uma bola que vai ao braço dum jogador local e não foi o braço deste que procurou a bola. Embora sem aparato mas com a certeza do que faziam, não gostamos da dupla de árbitros da AF de Braga. Araújo Reis

Não foi suficiente o ataque Q

uem teve a felicidade de assistir a esta partida não deu por mal empregado o tempo que ali esteve, isto porque o jogo foi disputado taco a taco por ambos os conjuntos. Mas, mais uma vez a equipa de Santa Cruz do Bispo ofereceu à equipa local o golo, numa fífia de Guilhas que foi aproveitado por Fábio (18’) da equipa local que na cara do guarda-redes Belga, não perdoar. Com este resultado veio o intervalo. Na segunda parte as equipas estive-

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ram mais concentradas, nomeadamente o conjunto do Junqueira, que a evoluir melhor no terreno, acabou por chegar ao empate com alguma facilidade dos jogadores locais, aos 35’ por Diogo. O Junqueira teve por diversas vezes a oportunidade de marcar e vencer a partida, só não o conseguindo por má finalização dos seus avançados. Quanto à equipa de arbitragem só teve olhos para beneficiar a equipa local, penalizando a equipa visitante ao máximo. Deram mostras de ser um dupla de

árbitros muito fraca. As pessoas que se deslocaram até Maximinos deram notas muito baixas e afirmaram que infelizmente é o que há e se vê de certas equipas de arbitragem. O Delegado do Junqueira Fernando Teixeira foi expulso do banco por responder à provocação do delegado da equipa de Santo Adrião, enquanto este continuou no banco. Foi o cronometrista, que assistiu a tudo o que se passou, mas que chamou o árbitro para expulsar o Delegado da equipa visitante. Fernando Teixeira Araújo Reis

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Os minutos finais foram de grande pressão dos forasteiros que tudo fizeram para evitar a derrota, o que não foi conseguido. Para a história fica o golo obtido por Pedro mas se os visitantes tivessem empatado ou vencido seria um prémio merecido e justo para uma equipa que valeu por um todo, unida e solidário. A arbitragem com muita dualidades de critérios no julgamento das faltas, fazendo vista grossa a muitas cargas fora de tempo. Melo Pereira

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equipa da Académica de Leça iniciou a partida pressionando equipa local no sector ofensivo, tendo várias oportunidades de golo flagrantes. Não conseguiram concretizar as ocasiões que tiveram para golo em toda a partida. Porém; permitiram que a formação do Valpaços em três rápidas transições de bola conseguissem os seus ob jectivos, daí terem conseguido no decorrer da partida ganhar confiança. Os golos da equipa local foram obtidos aos 6’ por intermédio de Mano; aos 15’ apontaram novo golo, desta vez por Ricardinho; e só na segunda metade aos 30’ Bruno confirmou o resultado final ao apontar o terceiro golo. A equipa leceira da Acadcémica aos 34’ reduziu por Paulinho e aos 37’ novamente Paulinho marcou o segundo golo com que terminou a partida. Os leceiros queixam-se da arbitragem que terá sido irregular, caseira e por não ter assinalado uma grtande penalidade flagrante, a favor da equipa da Académica. No aspecto disciplinar perdoaram amostragem de dois amarelos a jogadores do Valpaçoas. De qualquer maneira a Académica de Leça só pode queixar-se de si própria ao ter perdido um jogo que estava ao seu alcance, devido aos seus avançados serem perdulários. Jorge Moreira Araújo Reis

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Vela

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erafim Gonçalves, velejador que representa o Clube Naval Povoense/Delta Cafés, continua imparável, na presente época. Depois dos dois triunfos sucessivos que alcançou, há duas semanas, em Viana do Castelo e Leixões, o laserista do Naval Povoense não deu tréguas na regata da ria de Ovar, ao conquistar o primeiro lugar do Troféu S. Martinho, organizado pela NADO (Secção Náutica da Ovarense). Porém, para além de ter conquistado, de forma inequívoca, o primeiro lugar da geral, cometeu ainda a

proeza de vencer todas as regatas que constavam do evento, quatro. O anfitrião Pedro Martins (2.º) e Manuel Machado, do Clube de Vela da Costa Nova (3.º), foram os outros concorrentes que subiram ao pódio. Após a regata ovarense, o antigo octocampeão do Douro, acrescentou mais um tri-

CARTÓRIO NOTARIAL MARGARIDA CORREIA PINTO REGUEIRO

Orientação para todos

D

epois do sucesso que constituiu a etapa inaugural do Circuito de Orientação “Todos Diferentes, Todos Iguais”, Vila do Conde prepara-se para assinalar o Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência, recebendo a segunda jornada já no próximo dia 3 de Dezembro. E falta pouco para esta iniciativa chegar a Matosinhos... A 3.ª etapa vai ter como palco o nosso Concelho na XIX edição do Grande Prémio dos Reis no Parque Basílio Teles. Destinada a pessoas com diminuição da mobilidade, nomeadamente aquelas que se fazem deslocar em cadeira de rodas, a etapa de Orientação de Precisão promete dez novos e intensos desafios, apelando à capacidade de observação e raciocínio dos participantes, na tentativa de correlacionar de forma adequada o mapa e o terreno. Já a etapa de Actividade Adaptada é dirigida a um público com Deficiência Intelectual, independentemente do seu grau, oferecendo um percurso onde as cores e os símbolos servem de pretexto à brincadeira e ao jogo. Esta iniciativa está a cargo do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, da senhora da Hora. A participação nas actividades é gratuita. Mais informações em http://www.gd4caminhos.com/eventos/circuito/ e inscrições através do e-mail inscrever@gd4caminhos.com

** FARM. ESPOSADE - Esposade * FARMÁCIA SANTA CRUZ SANTA CRUZ DO BISPO * FARMÁCIA SOUSA OLIVEIRA CUSTÓIAS TERÇA-FEIRA, DIA 29 * FARMÁCIA DAS RIBEIRAS - Perafita ** FARMÁCIA DA BARRANHA SENHORA DA HORA DOMINGO, DIA 27 ** FARMÁCIA LOPES VELOSO ** FARM. SANTANA - Leça do Balio MATOSINHOS ** FARMÁCIA CUNHA - Matosinhos * FARMÁCIA FALCÃO * FARMÁCIA LEÇA DO BALIO SEGUNDA-FEIRA, DIA 28 ** FARMÁCIA MATOSINHOS SUL ** FARMÁCIA CORTES * FARMÁCIA CRUZEIRO - LAVRA

30 ANOS

Ao Serviço da Nossa Terra

Sai às Sextas-Feiras Fundado em 25-9-80 Fundador e Proprietário Eduardo Pinto Soares Co-Fundadora Esmeralda de Figueiredo Soares Registo Nº 107094 Inscrição Nº 207093 Depósito Legal Nº 54847/92 Contribuinte Nº 154754331 Assinatura Continente: 50 Euros Assinatura Ilhas e Europa: 100 Euros Assinatura Extra-Europa: 150 Euros Número Avulso: 1 Euro Correios electrónicos: geral@jornaldematosinhos.com publicidade@jornaldematosinhos.com

QUARTA-FEIRA, DIA 30 **FARMÁCIA CENTRAL **FARMÁCIA GRAMACHO LEÇA DA PALMEIRA

NOTÁRIA

unfo ao seu palmarés do ano em curso, elevando para treze o número de primeiros lugares obtidos, num universo de duas dezenas de participações, o que faz dele um notável caso de perseverança na vela ligeira nacional. AM Constâncio 2ª Publicação “Jornal de Matosinhos” – Nº 1614 de 25/11/2011

ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS APOSENTADOS DE LEÇA DA PALMEIRA

Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência

AMANHÃ, SÁBADO, DIA 26 ** FARMÁCIA MODERNA PADRÃO DA LÉGUA

15

“Jornal de Matosinhos” – Nº 1614 de 25/11/2011

Gonçalves imparável no Troféu S. Martinho

HOJE, SEXTA-FEIRA, DIA 25 ** FARMÁCIA FERREIRA DA SILVA ** FARMÁCIA FARIA SUCR. * FARMÁCIA SÃO MAMEDE - Fonte * FARMÁCIA NOVA DE LAVRA

JORNAL DE MATOSINHOS

TRIBUNAL JUDICIAL DE MATOSINHOS 1º Juízo Cível

ANÚNCIO

CONVOCATÓRIA Ao abrigo da alínea c) do Artigo 28 dos Estatutos da Associação de Amigos Aposentados de Leça da Palmeira, são convocados os Senhores Associados para a Assembleia Geral Ordinária a realizar no próximo dia 26 de Novembro de 2011, pelas 13,30 horas, na Sede Social, sita à Rua do Corpo Santo, 60, em Leça da Palmeira, com a seguinte ORDEM DE TRABALHOS 1. Leitura da acta da sessão anterior e sua votação; 2. Apreciação e votação do Orçamento e Programa de Acção para 2012; 3. Expulsão de dois associados da Associação. Ao abrigo do Regulamento Interno nos seus pontos norma X nº 3 e nº 1 das Disposições Finais.

Processo: 7841/09.1TBMTS Inventário (Herança) N/ Referência: 9770078 Data: 10-11-2011 Requerente: Soraia Filipa Pires Oliveira Cabeça de Casal: José Eduardo Pires Malta Interessado Rui Manuel Pires Malta Correm éditos de 20 dias para citação dos credores desconhecidos que gozem de garantia real sobre os bens abaixo indicados, para reclamarem o pagamento dos respectivos créditos pelo produto de tais bens, no prazo de 15 dias, findo o dos éditos, que se começará a contar da data da segunda e última publicação do anúncio, em que são: Cabeça de Casal: José Eduardo Pires Malta, domicílio: Rua Godinho Faria, 454 – 2º Esq. Frt., São Mamede de Infesta, 4465-150 São Mamede de Infesta, Interessado: Rui Manuel Pires Malta, estado civil: Casado, nascido em 23-041965, nacional de Portugal, BI – 7719308, domicílio: Praceta do Manso, Nº 37-2º Esqº Fte, 4465-000 Leça do Balio, Requerente: Soraia Filipa Pires de Oliveira, Travª da Estação, nº 19 – 2º Esqº, 4465-353 S. Mamede de Infesta. Bens: prédio urbano constituído por casa de dois pavimentos, dependência e pátio, sito na Travª da Cidreira, 80, S. Mamede de Infesta, descrito na Conservatória do Registo Predial de Matosinhos nº 57827B-168 e inscrito na matriz predial urbana, sob o artigo nº 399, com valor patrimonial de € 8.649,68, requerida a venda judicial pelos interessados pelo valor € 55.000,00.

De Acordo com o Artigo 30º, Nº 1) dos Estatutos, a Assembleia Geral reunirá à hora marcada, se estiver presente mais de metade dos Associados com direito a voto ou uma hora depois com qualquer número de presentes.

Matosinhos, 10-11-2011 N/ Referência: 9769393 O Juiz de Direito, Luís Barros O Oficial de Justiça, Carla Cabral

Leça da Palmeira, 08 de Novembro de 2011.

JUSTIFICAÇÃO Certifico narrativamente para efeitos de publicação que por escritura de hoje exarada de fls. 107, do livro de escrituras diversas n.° 144-G, deste Cartório em Santo Tirso, a cargo da Notária, Lic. Margarida Maria Nunes Correia Pinto Regueiro, foi lavrada uma escritura de justificação notarial em que foi justificante: Lucinda Gomes Teixeira da Rocha, NIF 134 003 195, viúva, natural da freguesia de Cedofeita, Concelho do Porto, residente na Rua Padre Andrade e Silva, n° 1202, 4° direito frente, Freguesia Concelho de Gondomar. Que ela é dona e legítima possuidora com exclusão de outrem do seguinte bem imóvel: Um prédio urbano, casa e logradouro, sito na Rua Henrique Cardoso, casa 9, actualmente Av. Senhora da Hora, casa 9, Freguesia de Senhora da Hora, Concelho de Matosinhos, registado na Conservatória do Registo Predial de Matosinhos sob o número três mil setecentos e quarenta e quatro (anterior sete mil duzentos e trinta e quatro), aí registado a favor de José da Cunha Carqueija pela inscrição Ap. 2 de 1930/12/12, anterior onze mil oitocentos e vinte, inscrito na matriz sob o artigo 349 (antigo artigo 150), com o valor patrimonial e atribuído de 1.943,90€. Apesar do citado prédio se encontrar inscrito na Conservatória do Registo Predial de Matosinhos ainda em nome de José da Cunha Carqueija é pertença exclusiva da aqui justificante, porquanto: No ano de mil novecentos e quarenta, Teresa Ferreira Conde, sua bisavó, comprou o referido prédio ao titular inscrito, por escritura pública, que apesar das buscas efectuadas, não se encontrou essa escritura, ignorando qual o Cartório que a lavrou e não tendo assim, possibilidade de obter o respectivo título para fins de registo. Que posteriormente, por partilha dessa Teresa Ferreira Conde, o prédio foi adjudicado a Manuela Francisca Ferreira, por escritura que também apesar das buscas efectuadas, não conseguiu encontrar a escritura pública, ignorando também qual o Cartório que a lavrou, não tendo assim, possibilidade de obter o respectivo titulo. Que posteriormente, no dia cinco de Agosto de mil novecentos e oitenta e um procedeu-se á partilha deste bem por óbito de Inácio Teixeira, marido da referida Manuela Francisca Ferreira, e o dito prédio foi adjudicado a Manuel Ferreira Teixeira, conforme escritura de partilha lavrada no Segundo Cartório Notarial de Matosinhos, lavrado a folhas cento e quarenta e sete verso, do livro de notas sessenta e seis B. E que ainda posteriormente, em vinte e seis de Junho de dois mil e um, procedeu-se à partilha por óbito de Elisa Malheiro Gomes Pereira e marido Manuel Ferreira Teixeira, e este prédio foi adjudicado á aqui justificante, conforme escritura de partilha lavrada no Segundo Cartório Notarial de Santo Tirso, lavrado a folhas sessenta e três, do livro de notas cento e cinquenta e sete - F. Que outros melhores títulos não possui para provar o seu direito de propriedade, pretendendo agora justificar e reatar o trato sucessivo. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL, O QUE CERTIFICO. Cartório Notarial de Margarida Correia Pinto Regueiro, 22 de Novembro de dois mil e onze. A Notária,

ANÚNCIOS

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,

DE PUBLICAÇÃO O B R I G AT Ó R I A

(Sérgio Viterbo)

* FARMÁCIA SÃO MAMEDE - Fonte * FARMÁCIA NOVA DE LAVRA QUINTA-FEIRA, DIA 1 **FARMÁCIA ROCHA PEREIRA MATOSINHOS **FARMÁCIA NOVA . Custóias * FARMÁCIA SOUSA OLIVEIRA CUSTÓIAS * FARMÁCIA DAS RIBEIRAS Perafita * Serviço de Reforço ** Serviço Permanente

Diretor Pinto Soares Diretora-Adjunta Natália Pinto Soares Quadro Profissional José Maria Cameira (Cart. Profissional nº 4240) Natália Pinto Soares (Cart. Profissional nº 4799) Pinto Soares (Cart. Profissional nº 5284) Colunistas Barroso da Fonte Elvira Rodrigues Inocêncio Pereira Manuel Barreiro de Magalhães D. Manuel da Silva Martins Mário Frota Fernando Fernandes da Eira

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Artur Osório de Araújo Valdemar Madureira José Ferreira dos Santos Celso Marques Narciso Miranda Fernando Santos Clarisse de Sousa Colaboradores Germano Sotomayor Coelho dos Santos Nilce Costa Armando Mesquita Tenente-Coronel Rui de Freitas Lopes Paula Teixeira César Moreira José António Terroso Modesto Delfim Correia António Vilaça Eduardo da Costa Soares

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Joyce Piedade Luís Pedro Viana Maria Emília Dinis Rocha Marques Portugal João Diogo Cartonista José Sarmento VOLUNTÁRIOS NÃO REMUNERADOS Manuel Fernando Pinto Soares João Pinto Soares (Publicidade, Cobranças e Distribuição) Isaura Pinto Soares Magalhães Eduardo Albano Pinto Soares Informática Miguel Gomes Editor Eduardo Pinto Soares

Impressão Unipress - Centro Gráfico, Lda. Trav. Anselmo Braancamp, 220 4410-359 Arcozelo - V.N.G. Contabilidade Cláudia Susana Pereira Maio (TOC) Selecção de Cores e Grafismo “Jornal de Matosinhos” Sócio-Fundador de Forumédia, SA (Algarve) Regimédia, SA (Lisboa) Rádio Clube de Matosinhos Sócio de Mérito Lions Clube de Matosinhos Associação Recreativa Aurora da Liberdade Medalha de Mérito Lions Internacional Medalha de Honra Fórum Matosinhense Sócio Honorário Custóias Futebol Clube Centro Cultural e Desportivo

da Administração dos Portos do Douro e Leixões Associação Recreativa Cultural e Desportiva Junqueira Futebol Clube (Santa Cruz do Bispo) Sócio Benemérito Associação de Pescadores Aposentados de Matosinhos DIRECÇÃO, REDACÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Avenida Joaquim Neves dos Santos (acesso aos Armazéns Gerais da Câmara, ao lado do Cemitério de Sendim). Oficinais Gráficas, Auditório, Esplanada e Biblioteca Pública • Apartado 2201 • 4451-901 Matosinhos • Telef. 229516880/229510178 (PPCA-10 linhas) Fax: 229516719 Tiragem média do mês anterior: 16.000 exemplares

OS ARTIGOS SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, NÃO SIGNIFICANDO QUE A DOUTRINA NELES EXPRESSA COINCIDA COM A ORIENTAÇÃO DESTE JORNAL


Posto de Observação Pintura na Portugal Telecom

No Espaço Tenente Valadim, Porto, o artista plástico cubano Raonel, tem patente uma mostra pequeno formato. Nascido em Havana em 1966, expõe em Portugal desde 2004. A exposição intitula-se “Minimum”. Este quadro “Guerreiro”, foi adquirido pela Fundação Berardo.

Lamentavelmente vai acontecendo

Texto e fotos de Manuel Augusto dos Santos Costa

Guilherme – O tal presidente

O ministro que veio do frio (como o espião dos anos 60), gosta que o tratem apenas por Álvaro. O nosso amigo Jorge Fiel, tratou o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos apenas por Guilherme (sem ser o Tell). Fez bem. Pouparam-se palavras e escreveu-se mais. Mas, mesmo assim, faltou uma linha na página vinte do JN de 7/11 – dia da revolução bolchevique. O jornalista não perguntou, ao filho do feirante, se ele se vai recandidatar mais uma vez. Ou perguntou e não vem divulgado. Daqui a dois anos já o saberemos.

Exposição fotográfica World Press

Na Rua Passos Manuel, em Guifões, Freguesia que está condenada a desaparecer, há um buraco mal sinalizado e que devia ter sido “remendado” em devido tempo. Já lá caíram diversos carros. Uma noite, um veículo passou por cima do obstáculo e ficou nesta posição. Não sabemos o resultado. Mas, pelo que vimos, o buraco conservou-se duas semanas sem que dele alguém se apiedasse. E a Junta de Freguesia ali tão perto...

No Fórum da Maia foi inaugurada em 17/11 e mantém-se até 13/12, a exposição anual World Press Photo, onde concorrem milhares de fotógrafos profissionais de todo o mundo. Do belo ao horrível, podemos apreciar de tudo um pouco. O primeiro prémio foi atribuído a Jodi Bieder, da África do Sul, com a foto da afegã Biti Aisha, 18 anos, a quem o marido lhe mutilou o nariz.

O Fotógrafo mostra o que viu Serão cogumelos comestíveis Na Galeria 302 do Grupo Desportivo Santander Totta, Porto, pode ser apreciada uma mostra fotográfica de cogumelos, da autoria de Nuno Costa. Várias cores e feitios adornam a sala. Resta saber se não são venenosos...

Mário Cesariny na Fundação Cupertino de Miranda Mário Cesariny de Vasconcelos nasceu em Lisboa em 1923. Foi essencialmente pintor. Mas também foi poeta. Em 30/11/2005 recebia a Grã Cruz da Ordem da Liberdade. Viria a falecer em 26/11/2006. Fundador do Surrealismo português, traduziu poetas como Rimbaud e Artaud. É autor de mais de duas dezenas de livros. Destacou-se na pintura e, durante muitos anos expôs na Galeria Neupergama, em Torres Novas. Agora podemos apreciar algumas dezenas dos seus trabalhos na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, Av. Boavista, Porto, até 3 de Dezembro. A mostra intitula-se “O Picto-Poeta da Neupergama”.

Novos elementos da Confraria Queirosiana

No dia 19/11, realizou-se, no Solar Condes de Resende, Canelas, Gaia, o 9º Grande capítulo da Confraria Queirosiana, com a presença de várias confrarias. Foram insigniados 7 novos confrades. Entre eles, Guilherme d’Oliveira Martins (foto) e Francisco Ribeiro da Silva. Foi lançado o nº 8 da Revista de Portugal e depositada uma coroa de louros junto à estátua de Eça de Queirós, no Jardim das Camélias (onde o escritor namorou a futura esposa). A jornada terminou com um jantar de confraternização e baile das camélias.

Jornal de Matosinhos n.1641  

Jornal de Matosinhos n.1641

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