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de

Director Pinto Soares

XXXI • Nº 1609 Isenção 21Ano de Outubro de 2011 Seriedade Preço: 1 € ANOS (IVA incluído) ao Serviço Sai à da Nossa Terra Sexta-Feira

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Directora-Adjunta Natália Pinto Soares

Semanário Regional Independente

MIGUEL HORA ASSUMIU A PRESIDÊNCIA DA JUNTA DE FREGUESIA

POPULAÇÃO E AUTARCAS UNEM-SE PARA TRAVAR A POSSÍVEL EXTINÇÃO DE LEÇA DA PALMEIRA E GUIFÕES

O NOVO ROSTO DE PERAFITA

ATENTADO AO PODER

DEMOCRÁTICO ESCANDALIZADOS COM OS CRITÉRIOS APRESENTADOS NO DOCUMENTO VERDE PARA A REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL, CRITICAM A FALTA DE PERCEPÇÃO DAQUILO QUE É A REALIDADE PÁG. 4

AUTARCA ESCLARECE QUE O PROJECTO DELINEADO POR RUI LOPES E A SUA EQUIPA VAI MANTER-SE, PROMETENDO SER UM LÍDER ACTIVO E OPERANTE NO TERRENO

UNIVERSIDADE SÉNIOR FLORBELA ESPANCA INICIOU MAIS UM ANO LECTIVO

NUNCA É TARDE CONVIDADO ESPECIAL, CARLOS MAGNO INCENTIVOU OS OUVINTES A LIBERTAREM-SE “DA DITADURA DO TEMPO”

PORTO DE LEIXÕES

PÁG. 3

NARCISO MIRANDA NOVAMENTE “ATACADO”

MANTÉM O CRESCIMENTO

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DESPORTO JOCA

IMPARÁVEL FOI GUARDAREDES,

JÁ ESTÁ RESOLVIDO

JOGADOR, E AGORA É TREINADOR DO SENHORA DA HORA

APESAR DA CRISE, APDL PREVÊ CONTINUIDADE DE RESULTADOS POSITIVOS PÁG. 11

RETIRADA SUSPEIÇÃO DE DESVIO PÁG. 5 DE FUNDOS


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JORNAL DE MATOSINHOS

21 DE OUTUBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

BILHETE POSTAL

ESTA SEMANA NARCISO MIRANDA

MANUEL

Vereador Independente

MATOSINHOS SEMPRE

BISPO

Caro Alfredo, Há uns dias atrás, a Comunicação Social veio dizer-nos que uma mãe deixara um seu bebé recém-nascido, junto à entrada de um cemitério do Porto. Estes casos de abandono e, quantas vezes até de infanticídio, vão-se, infelizmente, multiplicando. Todos nós, reflectindo sobre o caso, seríamos capazes de descobrir algumas das causas que levam a estas tragédias. Eu, não por acaso, descobri-me a pensar nisso, mas agora, quero ficar-me contigo somente na pessoa da mãe daquela criança. É que foi ela que imediatamente me tocou. Experimentei por ouvido que quase todos pensaram mal dela e a condenaram. Eu fiquei-me a pensar na dor, no sofrimento, sei lá, no desespero daquela mãe. Quem seria? Quantos anos tinha? Como vivia? Por que procedeu assim? Ela tomou todos os cuidados para que nada de pior acontecesse ao bebé: envolveu-o num saco seguro e asseado; agasalhou-o com carinho; deixou uma almofada no sítio certo para não se magoar no caso de deslize da cabeça; colocou-o em lugar público, por onde passa muita gente, o que lha garantia seguro acolhimento e bom encaminhamento. Ali, a montante, havia um drama muito grande. Aquela jovem (?) mãe merecia, com toda a certeza, a nossa compaixão e a nossa possível compreensão. Com tudo isto, fiquei a pensar na mãe de Moisés: não estaria esta mãe ali por perto, escondida em qualquer esquina, a ver o que aconteceria ao seu bebé? Perante tantos acontecimentos cheios de mistérios como estes, nada de condenações. Só de joelhos.

odos estávamos à espera de medidas drásticas e penalizadoras no previsto Orçamento de Estado em conjuntura de gravíssima crise nacional e internacional. No entanto quando o ministro surgiu nos ecrãs das televisões mesmo os cidadãos mais pessimistas ficaram estupefactos. Ninguém contava com medidas tão dramáticas. Sei bem que mais importante do que avaliar as razões objectivas da derrocada que paira sobre nós, é olharmos o futuro e, cada família, cada cidadão preparar-se para enfrentar as terríveis dificuldades. No entanto convém relembrar aquilo que fui escrevendo e afirmando, durante os últimos anos, em especial a partir de 2009. O país que nos vendiam, que sistematicamente anunciavam, o novo-riquismo, os gastos exagerados e supérfluos, as tendas alugadas, os carros de alta gama, as festas e festarolas que a administração pública, em geral, central, regional e local, foram realizando, como se vivêssemos num país com uma riqueza fantasmagórica, só poderia dar nestes resultados. A grande questão que se põe é saber como é possível que responsáveis políticos, desse período e que hoje continuam em actividade, sejam ex-governantes, deputa-

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dos, autarcas ou gestores públicos podem continuar, alegremente, em funções, como se nada fosse com eles. De facto não sendo a favor da justicialização da política sou claramente a favor da punição severa, do ponto de vista político, destes responsáveis. O engenheiro José Sócrates levou longe demais as suas visões megalómanas e todos aqueles que cegamente o aplaudiam e seguiam, são política e moralmente responsáveis. Ainda me lembro daquele congresso na Exponor. Tanta encenação, tanta mentira, tanta ficção, tanta irresponsabilidade, com gastos sumptuosos. Como se sentem todas e todos aqueles que tinham e têm responsabilidades que lá estiveram com um entusiasmo arrepiantemente confrangedor, seguindo acefalamente o chefe e transformando aquele congresso numa verdadeira acção sustentada em métodos stalinistas. Agora há que pagar a factura e, esta factura é pesadíssima. Muitas famílias não vão aguentar, enquanto a parte dos responsáveis lhes continua a passar ao lado”. É muito preocupante a situação e as consequências são de contornos de difícil previsão. Muitas famílias não vão suportar estas medidas, o desemprego vai continuar a aumentar, as dividas das famílias a disparar e os focos de pobreza surgirão por

todos os lados. Os cortes de dois meses de ordenado a uma franja significativa, dos trabalhadores, funcionários públicos e aposentados, a somar a outras medidas já em prática ou anunciadas constitui um golpe quase mortal da classe média. A outra grande questão é saber-se se estas medidas são suficientes e por quanto tempo estarão em vigor. Sobre esta matéria todos os dados conhecidos são extraordinariamente pessimistas e o melhor é estarmos prevenidos para o pior. Recordo que, do meu ponto de vista, aparecerão novos buracos que irão dar muito que falar. Insisto na previsibilidade de surpresas negativas, em matéria de dívidas, espalhadas pelo país com origem em muitas autarquias e empresas municipais. Desejo estar enganado, mas, a minha experiência aconselha a medidas preventivas e cautelares. As fantasias não estão, de todo, banidas da nossa administração e a cultura política e de gestão socrática está bem patente em gestos e actos bem conhecidos e identificados. Tempos difíceis, muito difíceis, que provocarão situações dramáticas e de repercussões sociais complexas. A indignação vai tocar profundamente os sentimentos dos cidadãos que são as grandes vítimas de tanta leviandade e irresponsabilidade.

O Humor e o Marketing ELVIRA RODRIGUES

Mt.º Ded.º

Professora na Escola Secundária Augusto Gomes (Matosinhos)

Semana Diferente A Municipalidade assinalou no passado sábado o Dia Internacional da Bengala Branca, com um conjunto de iniciativas de carácter lúdico e pedagógico, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, destinadas a crianças, jovens e adultos, que se prolongam até hoje. Estabelecido em 1970 pela Federação Internacional de Cegos, esta data tem como objectivo reconhecer a independência das pessoas cegas e a sua plena participação na sociedade, tendo como símbolo da igualdade e da cegueira a Bengala Branca, que acabou por se reconverter também num símbolo de independência, liberdade e confiança. A sua utilização permite ao deficiente visual movimentar-se livremente.

Medidas arrasadoras...

a passada terça feira fui assistir com um grupo de alunos do 11º ano à Conferência “Mood Marketing”Porto, no Teatro Sá da Bandeira. Esta interessante iniciativa organizada pelo IPAM colocou-nos perante oradores que nos fizeram refletir sobre a ligação entre Humor e Marketing neste período de crise em que a originalidade e a criatividade são essenciais. A “cabeça de cartaz” era Ricardo Araújo Pereira… e as expetativas não foram defraudadas. Com efeito, aquele que em 2009 foi nomeado pelos jornalistas de um importante grupo editorial português como uma das figuras do ano ao lado de figuras como Barack Obama, colo-

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cando a força do humor sério e com qualidade ao lado de um Nobel da Paz que, ainda por cima, é considerado o Homem mais poderoso do mundo, demonstrou uma vez mais a sua qualidade e capacidade de comunicação e improviso. Na altura dessa nomeação, num texto escrito em Janeiro de 2010, considerei particularmente significativo ver o humor sentado nesta mesa de destaques, com a chancela do mais popular dos “Gatos Fedorentos”. Nesse momento, como na passada terça feira, (se dúvidas ainda subsistissem), ficamos, elucidados sobre a possibilidade de coisas sérias serem ditas entre duas gargalhadas, o que não tem de tirar importância ao que é dito, nem dignidade ao que é motivo de referência. Ricardo Araújo Pereira, uma vez mais assumiu uma qualidade notável, não surpreendendo a escolha arrojada, mas nem por isso menos acertada do IPAM. O humor português, que tantas vezes é injustiçado, teve mais uma vez um bom motivo para sorrir… num sorriso espontâneo, sério e sentido, como já aconteceu no

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passado com artistas como Vasco Santana, António Silva, Laura Alves, Raul Solnado, Ivone Silva, entre muitos outros.

Ricardo Araújo Pereira

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21 DE OUTUBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

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Novo presidente da Junta de Freguesia de Perafita é bem conhecido da população

"Mantemos o mesmo rumo" M

iguel Hora assumiu o cargo de presidente da Junta de Perafita, desde 30 de Setembro, por Rui Lopes ter pedido a suspensão do seu mandato devido a assuntos profissionais, por um período de 90 dias, “com a possibilidade de surgirem novos pedidos de prorrogação”. Em entrevista ao JM, o autarca reconheceu que “não estávamos à espera deste pedido, mas tratase de oportunidades que surgem na vida. Não é um abandono por parte de Rui Lopes, da Junta de Freguesia e de Perafita, sei que lhe custa bastante”. O projecto delineado por Rui Lopes e a sua equipa para Perafita, no início do mandato, há quatro anos, “vai continuar” com o actual executivo, “vai manter e cumprir, é esse o nosso objectivo. Com o mesmo método, mesmas metodologias, seriedade, trabalho e dedicação, que sempre foi aquilo que nós fizemos, até à saída dele. Está a continuar com tudo aquilo que estava calendarizado e os novos projectos que virão, apesar das dificuldades que virão”. A linha traçada pelo executivo não vai mudar devido ao pedido de suspensão e mudança na liderança da Junta de Freguesia: “Não vai mudar. Somos pessoas diferentes, como é óbvio, com experiência de vida, idade e formas de estar diferentes, mas efectivamente para o serviço da Junta, e prestado à população, nada muda, nem a linha de orientação. A estrutura deste executivo vem de há seis anos. É evidente que com o pedido de suspensão, teve de entrar uma pessoa para o executivo, para se cumprir a lei”, que impõe cinco elementos, tendo entrado Daniel Neiva, que fica responsável pela Cultura, Desporto e Tempos Livres, “pasta que até à data era ocupada por Tiago Neiva, o irmão dele, que ficou agora a ser o Tesoureiro e o responsável pelo nosso sistema de gestão da qualidade, pois somos a única Junta de Freguesia do Concelho certificada”. Quanto a si, os perafitenses podem contar com um presidente de Junta activo, operante, no terreno: “Um pouco de tudo isso. Conhecem-me há muitos

anos. Nasci e sempre vivi em Perafita, durante muitos anos, dos 6 aos 24, estive ligado à Paróquia, aos escuteiros, catequese, coro e acólitos. Acabei depois por sair. Os cidadãos sabem que sou do terreno”. Mantém a sua actividade profissional, tal como Rui Lopes manteve, pois há um elemento da Junta a Tempo inteiro, a vice-presidente Fernanda, mas “dedico o sábado a percorrer a Freguesia, mesmo aos locais mais remotos. E no domingo também estou ao serviço. Os pedidos para atender os cidadãos são logo satisfeitos. A participação activa, o estar na rua, o perceber as dificuldades que a população tem sentido faz com que o trabalho seja diário e dedicado. É uma dedicação de empenho e de futuro. Estou ao serviço da população, diariamente. Quero trabalhar para tentar melhorar a qualidade de vida dos perafitenses”. Miguel Hora afirmou que se sentia satisfeito com os desejos de “sorte” proferidos pelos Partidos de oposição, na última Assembleia de Freguesia, em que lhe “prometeram a cooperação. Temos vindo, ao longo destes anos, a ter uma boa relação com as forças partidárias existentes na AF. É evidente que existem as divergências de opinião política,

como é óbvio, mas não tem havido divergências de fundo e de ruptura profundas. E isso vê-se pelas aprovações dos relatórios de actividades e de contas, em que por norma não obtivemos nenhum voto contra, mas só abstenções e votos a favor. Mostra o trabalho que o executivo tem feito, que é o cumprimento na íntegra do projecto que apresentamos à população e que venceu nas eleições autárquicas. A própria AF tem vindo a colaborar muito bem, divergindo em algumas opções. Temos conseguido articular com a oposição, mesmo no plano de actividades em que aceitamos sugestões, de forma a que os interesses da Freguesia esteja acima dos interesses partidários”.

Segurança é o principal problema de Perafita A realidade de Perafita é que “sempre que está em jogo o interesse da Freguesia, todos se unem”, a exemplo do que aconteceu há anos no processo de legalização de uns terrenos perto do obelisco da Memória”. Um dos principais problemas da Freguesia que quer tentar resolver é a construção do quartel

de uma força policial, prometido há anos pelo governo: “Trata-se de uma questão de segurança. A GNR, instalada em Leça da Palmeira, cobre três Freguesias – Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo. Não faz sentido estar em Leça, até porque não patrulha essa Freguesia. E Perafita cresceu muito em aglomerados habitacionais, principalmente bairros sociais, mas isso não quer dizer que os problemas existam apenas nesses bairros mas também no resto da Freguesia. A população vem exigindo desde há muito a instalação da GNR”. Essa é a principal necessidade. Há terreno disponível para essa construção. Miguel Hora reuniu-se há pouco com o presidente da Câmara, Guilherme Pinto, “e sei que houve já conversas com o governo para que esse processo arranque. Com a conjuntura nacional, não sei quando avançará”. O problema social também aflige o executivo, tendo sido aprovado, recentemente, um reforço de verbas no orçamento e plano de actividades para este ano no tocante “a técnicas para um maior acompanhamento e proximidade, para darmos resposta a essas carências sociais”. Os perafitenses desejam, igualmente há muito tempo, que se proceda “à reconversão da escola velha”, destinando-a a centro cívico, desejando Miguel Hora que “o projecto seja concluído e a Câmara lance, durante o concurso público. Esta é a única Freguesia que não tem um centro cívico para a população”. Servirá de ponto de encontro das pessoas e realização de eventos culturais e debates. A Junta de Freguesia “é o primeiro ponto de contacto com a população”, pois esta, sempre “que tem problemas ou reclamações”, dirige-se à autarquia, “que serve de interligação com a Câmara Municipal. Encaminhamos esses assuntos para o Município”. Apesar de Perafita não ser uma das Freguesias a extinguir pelo reordenamento autárquico, ao invés de Leça da Palmeira e Guifões, Miguel Hora manifestou estranheza pela forma como se está a proceder: “Se fosse uma reforma

que resolver algum problema, eu daria todo o meu apoio. Não posso aceitar que isto seja feito por uns senhores que estão sentados numa secretária, que não sabem quais são os serviços que uma Junta de Freguesia presta à sua população. O caso mais correcto, completamente ao contrário daquilo que o governo apresentou, foi o que aconteceu em Lisboa, onde a própria Câmara, por livre e espontânea vontade, decidiu, reuniu e debateu com a população e as Juntas, e reorganizou o Concelho, pois as 50 Freguesias passaram para 25. Isso faz todo o sentido”. Quanto ao que se pretende fazer no nosso Concelho, “concretamente em Leça da Palmeira e Guifões, os motivos porque não entram nos requisitos para continuar a existir são inaceitáveis. O caso de Leça da Palmeira é bem grave, porque tem 20 mil habitantes mas porque a sede da Junta não fica a mais de 5 quilómetros da sede do Concelho já tem de se abater não faz sentido nenhum. Vê-se que é decidido em secretaria, está-se a construir a casa pelo telhado”. Concorda que a “reforma da administração local tinha de ser feita, mas não como está a ser delineada”, e critica a Associação Nacional das Freguesias e a Associação Nacional dos Municípios de “não zelarem pelos interesses nem das Freguesias nem dos Municípios, infelizmente. A nossa Junta de Freguesia é associada da ANAFRE e tem zero vantagens. É uma associação que pouco apoio nos dá e neste processo esteve muito mal”.

Dados sobre Miguel Hora Nome e naturalidade: Miguel Filipe Alves Hora, nascido em Perafita a 20 de Setembro de 1977. Profissão: Coordenador de operações no ramo de transportes e logística. Estado civil: Solteiro. Residência: Perafita. É associado de várias colectividades da Freguesia. José Maria Cameira

LINHA DA FRENTE VALDEMAR MADUREIRA

O saque continua, o País afunda-se

ECONOMISTA

os últimos dias, o Governo anunciou um conjunto de medidas, classificadas pelos próprios autores como brutais, que vão penalizar fortemente a população portuguesa. Os trabalhadores, todos eles, são atingidos, sendo particularmente violentados os da administração pública, no activo ou na situação de aposentação. Tal como aconteceu com o anterior governo, também o actual espalha o seu ódio sobre a administração pública, seja atacando as suas funções e competências, seja penalizando quem dela faz parte. Hoje, como ontem, parece que são os trabalhadores da administração pública os responsáveis, os maiores e, tantas vezes parece que os únicos, pela crise que se vive. São eles os responsáveis pela destruição do aparelho produtivo, com o consequente empobrecimento do país, pelo aumento das desigualdades sociais, com os ricos cada vez mais ricos e sempre protegidos pelos sucessivos governos, e os pobres cada vez mais pobres, com a caridade a tornar-se uma opção política, pelo alastramento da corrupção ao mesmo tempo que cresce a sensação de que alguns gozam de absoluta impunidade.

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Mas como se diz a propósito de um jogo de apostas, atacar os vencimentos e as pensões dos trabalhadores da administração pública é fácil, é barato, claro que para quem faz o saque, e dá milhões. Milhões, diga-se, que não são destinados a relançar a economia mas a tapar buracos, o nosso país parece um queijo suíço, abertos por quem fica sempre à margem de qualquer responsabilidade e a beneficiar os que nunca deixaram, nem deixam, de ser beneficiados. Saquear os subsídios de férias e, ou, de Natal aos trabalhadores da administração pública, no activo ou na reforma, pode ser uma medida fácil para o governo, cujas justificações são de uma pobreza intelectual chocante, mas constitui um acto que está lançar o desespero em muitas famílias que aproveitavam essas importâncias para equilibrar as suas contas. É, contudo, significativo do pensamento deste governo que ele considere, sempre, como valor de referência o salário mínimo nacional, já de si ratado pelo anterior governo ao não cumprir o acordo celebrado na concertação social. O salário mínimo nacional, um dos mais baixos da UE, parece ser o objectivo que todos os portugueses devem atingir pelo que os trabalhadores que ganhem acima deste valor estão sujeitos a cortes e mais cortes. Mas não são só os trabalhadores da administração pública os alvos desta sanha do governo.

Também os do sector privado estão sob a sua mira, para já com o horário de trabalho acrescido de meia hora, mas, igualmente, prendados com despedimentos mais fáceis e baratos, subsídio de desemprego com menor tempo e valor, horas extraordinárias com menor compensação. O passado mostra que os trabalhadores da administração pública têm servido, muitas vezes, de cobaias para medidas que mais tarde se vêm a aplicar aos do sector privado. Por isso, estes não podem ter a certeza de que os seus subsídios de férias e natal possam ficar, para sempre, intocáveis. Tal como ontem, hoje só alguns podem garantir que passarão ao lado dos sacrifícios, ou que os que lhes vierem a ser pedidos são simples cócegas que pouco os afectarão. É evidente, e aí há um consenso geral, que as medidas agora anunciadas terão um forte impacto negativo na economia do país, sendo o próprio primeiro-ministro a admiti-lo. Tristes sinais dos tempos quando governos que deveriam ter como prioridade absoluta a recuperação da economia do seu país, para a criação de riqueza e de emprego, tomam medidas que vão em sentido contrário. Dizê-lo, como o fez o actual primeiro-ministro, significa irresponsabilidade e incompetência. Neste rumo, com as condições do “empréstimo” concedido pela troika estrangeira, com a submissão e ajoelhar da troika nacional, prazo

curto e taxas de juro elevadas, e com o afundamento da economia, muito difícil será Portugal satisfazer os seus compromissos. E novas medidas virão, sem que mudem os alvos. A economia afunda-se, com ela o País, sendo já admitido que, no próximo ano, com as medidas agora anunciadas, a recessão se acentuará atingindo o crescimento negativo de menos 2,8%. Isso significará o encerramento de muitas empresas, fundamentalmente as de menor dimensão, e o aumento, muito significativo, do desemprego, já hoje uma enorme calamidade social. Vivemos tempos difíceis, mais difíceis iremos viver. Isto não surge por acaso, há responsáveis, os dos buracos e, mais do que isso, os responsáveis pelas políticas que nos trouxeram até aqui de que o actual governo é um muito digno continuador. Os Portugueses não podem aceitar passivamente a destruição do seu País e um futuro sem esperança para si e os seus filhos. Indignemo-nos, protestemos, lutemos, eles não são invencíveis. Portugal, nos seus quase novecentos anos de história, viveu muitas épocas de escuridão e, sempre, acabou por vencê-las. Se o quisermos, também esta será vencida.


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Pedro Sousa opõe-se à possível extinção da Freguesia

"Defenderei Leça da Palmeira até às últimas consequências" A

grande maioria dos habitantes de Leça da Palmeira está contra a hipótese de extinção da Freguesia. A essa manifestação de vontade assistiu-se durante a Conferência de Imprensa de Pedro Sousa, presidente da autarquia local, uma vez que na sala se encontravam representantes de todas as associações, empresários, pessoas ligadas à Cultura e de todos os Partidos Políticos, desde o BE ao CDS, “demonstrando a unidade que existe em torno desta luta que nos é comum, a prova clara .de que estamos todos unidos”, referiu o autarca. Garantindo que logo que foi conhecido o “Documento Verde para a Reforma da Administração Local”, surgiu em Leça da Palmeira “um grande movimento cívico que se foi juntado a esta instituição que vai liderando os destinos da Freguesia. Estamos perante o maior atentado ao poder democraticamente eleito no pós o 25 de Abril. Quem elaborou o Documento Verde fê-lo de régua e esquadro, com critérios desajustados da realidade local. Por exemplo se deslocássemos esta mesma sede para norte da Freguesia já não seríamos extintos, pois estamos a falar de um critério que prevê a distância de três quilómetros entre a Junta e os Paços do Concelho. É um critério caricato e completamente desajustado para podermos fazer uma boa reforma daquilo que é necessário ao nível do território”. Os critérios do documento “não ponderam a dimensão humana e territorial”, pois em Leça da Palmeira, onde há cerca de 20 mil residentes, “estamos 26 vezes acima da média nacional no que diz respeito à densidade populacional. Temos três mil habitantes por quilómetro quadrado, para além de termos um território vasto, com seis quilómetros quadrados. Esta é uma das nossas críticas em relação aos critérios

apresentados. Existe uma clara falta de percepção daquilo que é a realidade local”. Falando das infra-estruturas essenciais para uma localidade, salientou que em Leça da Palmeira existem cinco escolas primárias e jardins de infância, uma escola básica integrada, uma escola secundária, Centro de Saúde, quartel de Bombeiros, um movimento associativo “muito forte, para além de cooperação institucional ímpar, entre todas as instituições sociais da Paróquia, desportivas, culturais e demais entidades”. Lembrou que a Junta de Freguesia “é a primeira porta onde os nossos concidadãos batem para solucionar os seus problemas. Existe

uma falta de sensibilidade no que diz respeito à proximidade entre cidadãos e autarquia”. Na Freguesia há políticas de proximidade, de entre as quais “um conselho consultivo para o desenvolvimento e planeamento estratégico de Leça da Palmeira, onde tem assento toda a comunidade e as forças vivas. Criamos um gabinete consultivo da autarquia, único no país”, onde participam não só as forças partidárias com assento na Assembleia de Freguesia mas também os outros Partidos que não foram eleitos”. A Junta de Freguesia é “a única da Área Metropolitana do Porto que tem um mecanismo de reforço da participação cívi-

ca e democrática denominado orçamento participativo. Temos políticas de apoio social direccionadas aos mais velhos e aos mais jovens”. A proposta para extinguir a Freguesia é, segundo Pedro Sousa, “inócua, do ponto de vista material. Não é desta forma que se vai conseguir uma economia de custos. O impacto que tem no Orçamento de Estado é de apenas 0.1%, é ridículo dizer que pretendemos economizar custos. É também iníqua, perversa e injusta, porque trata de forma igual o que é desigual. Não existem critérios diferenciadores das escalas existentes”. Pedro Sousa apoia “ajustes no território, defendemos uma reforma na divisão das regiões que seja consonante com as nomenclaturas de unidade territorial. Deve haver um reforço das competências próprias. E por isso obviamente é necessário alguns reajustes no nosso território e ao nível da administração. Mas não é desta forma cega e sem conhecimento da realidade que ela se deve fazer. Esta é não só a posição da Junta de Freguesia mas também da nossa comunidade”. Leça da Palmeira “tem escala, dimensão e, por conseguinte, não pode ser extinta”, pelo que a intenção de extinção “é uma proposta irresponsável, insensata e incoerente. Defenderei até às últimas instâncias e consequências os interesses da Freguesia, porque não quero ficar na memória de Leça da Palmeira por ter sido o mais novo a ser eleito e o último da história”, precisou Pedro Sousa, acentuando que foram tomadas algumas medidas, de entre as quais reuniões com os Partidos Políticos e o presidente da Câmara de Matosinhos, para além de um pedido de reunião com o ministro da tutela. José Maria Cameira

OPINIÃO BARROSO DA FONTE barrosodafonte@mail.pt

Q

uanto mais se avança em busca de tranquilidade social, de progresso e de bemestar para todos os povos, mais se degrada a consciência humana, menos respeito há pelas pessoas, mais corrupção se avoluma e mais crescem a criminalidade, a (des)vergonha, o desinteresse e misantropismo colectivo. Fezse uma revolução há 37 anos. E nessa hora, praticamente todos vibrámos, cá dentro e lá fora, pelo derrube de 48 anos de liberdade a menos e excesso de concentração de poder a mais em determinados serviços. Mesmo quem mandava, já andaria cansado desse poder quase absoluto. Poucos dias depois, o país tornou-se ingovernável porque todos queriam esvaziar o ódio acumulado que traziam consigo e esse ódio redundou num «prec» que implicou muita prudência, algum calculismo e também muita sorte. Venceu-se essa crise. Criaram-se os partidos políticos e cada um arrumou-se onde a ideologia já os tinha catalogado. Outros, porém, ziguezaguearam, fizeram cambalhotas mirabolantes, prestaram-se aos mais ridículos papéis. Os mais ingénuos e coerentes souberam manter-se nos seus postos. E prestaram bons serviços à democracia. Mas a ânsia de poder, a vaidade descontrolada que fez de muitos e a tentação que esse fascínio caldeou na sociedade portuguesa, geraram esta barafunda desconsertada a que chegámos.

Dormir com o diabo à cabeceira Se hoje houvesse liberdade para fazer um referendo rigoroso e exaustivo, talvez o resultado servisse para inesperadas conclusões. Possivelmente teríamos uma maioria absoluta a pedir menos liberdade, mas mais tranquilidade social, mais emprego, maior disciplina cívica, mais justiça, mais igualdade de oportunidades, menos compadrio, maior solidariedade entre os cidadãos. O que mais contribuiu para a bandalheira caótica e sem vislumbre de coerência e de regresso à normalidade foi a ascensão ao poder local, regional e nacional de uns quantos impreparados, ocos e chocos que nada tinham a dar aos cargos a que chegaram. Uns por ausência de outros mais capazes, outros por métodos aparelhísticos e uns quantos ainda, por influência familiar. Salvam-se os mais capazes, os sérios e os competentes que constituem a excepção e não a regra. Vivo em Guimarães que serve de exemplo a esta dramática situação política. Até à última década do Século XX, Guimarães era um Concelho com 73 Freguesias, com uma população da ordem dos 160 mil habitantes, com o maior número de unidades industriais, com um comércio forte e com um meio urbano que já se tinha imposto pelo seu Centro Histórico, pelo impulso cultural e turístico, enfim, uma urbe que não tinha desemprego substancial, já tinha o pólo universitário das tecnologias em grande ritmo e, por tudo isso, era uma cidade atractiva. Foi o primeiro Concelho a norte do Rio Douro, à excepção do Porto, a ter 11 membros no seu executivo. Já em Outubro de 1961 Guimarães

tinha 117.948 habitantes, enquanto Braga tinha 98.012. Isto numa altura em que no país havia 9.130.410 residentes. O censo de 2011 desfez o mito das grandezas: Guimarães que em 2009 tinha 162.592 baixou para 158.018, enquanto Braga passou a ter 181.819. Ou seja: aquela cidade que na década de 1980 era a cidade dormitório de Guimarães, passou a superar Guimarães em todos os níveis: industrial, comercial, populacional, estudantil, sindical e até em índice de pobreza. Já se ouvem as vozes mais críticas de que Guimarães não passa de um arrabalde de Braga e que a breve trecho será ultrapassada por Famalicão e Barcelos. Os media Vimaranenses, por medo ao corte de publicidade institucional, não têm coragem de falar a verdade; submetem-se, vergam-se e todos dizem o mesmo, sendo certo que alguns nasceram para órgãos oficiosos do poder absoluto, cem vezes pior do que na Ilha da Madeira. Num desses órgãos que não escreveu uma única linha sobre o nono centenário do nascimento de Afonso Henriques – a causa mais nobre e mais importante do ano que passa – fez manchete na sua edição de 5 de Outubro que não corresponde à opinião pública. Que o Governo (está) em total sintonia com «Guimarães 2012 CEC», quando até esta altura do ano, – faltam 3 meses para o início desse programa – só tem havido escândalos, vaidades, desorganização, partidarismo, compadrio e incompetência. Mas a culpa não é somente do ditador que calhou em sorte a esta cidade e a este Concelho em despromoção galopante. É a subserviência de certa oposição, cujo líder dessa época,

passeou a sua petulância a pensar na vitória. Estatelou-se e, mesmo assim, passou a pasta a um familiar que foi pior do que a encomenda. O maior partido da oposição nunca caíu tão fundo como nos últimos dez anos. Em 1986 venceu as eleições sozinho. Desde o início de 2000, bateu no fundo. Pois esse petulante escreveu na edição desse semanário «a paciência do chinês», estes epitáfios: «...cá no país nos deixamos tolher quando a demagogia política da Madeira nos chamou colonialistas. Só muita miopia e um complexo tardio permitiram que Alberto João Jardim estivesse à solta durante tanto tempo. Mesmo hoje, compara sem qualquer espécie de vergonha a dívida da Madeira à dívida de Portugal... Numa altura em que Guimarães respira criatividade (noc noc!) o nosso Vitória é um triste contraponto...» No domingo, à noite, dia 9, este senhor deve ter-se escondido de vergonha. João Jardim deu a resposta certa na hora própria. Quem queria vê-lo preso, deveria ser ele próprio, a ser julgado pelos estragos que causou ao mesmo partido, anos antes, em Guimarães. Julguei que este político soubesse que a Madeira pertence a Portugal. Mas ao reconhecer que foi este mesmo líder que me fez deixar o seu redil por ter sido ele um dos cúmplices da celebração antecipada dos 900 anos do nascimento de Afonso Henriques, em 2009, em Guimarães, caí em mim e dei-me conta de que algumas vezes dormimos com o diabo à cabeceira.


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JORNAL DE MATOSINHOS

OPINIÃO

Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta retirou queixa contra Narciso Miranda

JOSÉ ANTÓNIO TERROSO MODESTO

Autarca era acusado de burla A

Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta retirou a queixa que tinha apresentado no Ministério Público contra Narciso Miranda por causa de um alegado esquema destinado ao seu “enriquecimento pessoal e de familiares”, devido ao facto de na semana passada Paulo Sérgio Ferreira, representante da AP-Gestão, Lda., ter entregue na instituição um cheque visado de 17.500 euros, que eram exigidos pela ASM para que a queixa ficasse sem efeito. Esta situação, que até há semana passada era desconhecida do grande público, foi noticiada na última sexta-feira pelo semanário “Sol”, que informava que a ASM, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, acusava Narciso Miranda de a ter burlado. Segundo o semanário, Narciso Miranda, que até Março deste ano foi presidente do conselho de administração da ASM, era acusado pela actual direcção de ter feito um contrato de gestão com uma empresa da qual uma das suas filhas era sócia-gerente. A ASM, durante a liderança de Narciso, pagou a essa empresa 17.500 euros, por serviços que “nunca chegaram a ser prestados”, segundo constava na queixa da actual direcção. Nessa queixa constava que terá partido de Narciso Miranda a ideia de contratar “uma empresa que fornecesse serviços de apoio à gestão dos cuidados de saúde prestados pela associação” e que por isso foram “contac-

tadas quatro empresas”, tendo vencido o concurso a AP-Gestão, Lda., da qual fazia parte, como sócio-gerente, Paulo Sérgio Ferreira. Em Julho de 2010 começaram os problemas com a empresa, segundo a queixa, pois “perante as dúvidas da ausência da prestação

de serviços, Narciso Miranda elogiava a actuação da AP-Gestão e invocava que era necessário um trabalho de fundo até se obterem resultados”. Em Fevereiro deste ano um dos administradores da ASM descobriu, no entanto, que Adriana Sofia Miranda, uma das filhas de Narciso Miranda, é sócia-gerente da AP-Gestão, com uma quota de 50%. Na queixa apresentada pela ASM constava que Narciso Miranda, Adriana Sofia Miranda e Paulo Sérgio Ferreira eram acusados de crime de burla e de burla qualificada. Porém, com a devolução dos 17.500 euros, a instituição decidiu retirar a queixa. António Vilaça, actual presidente da administração da associação, afirmou, ao JM, que ninguém da Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta falou com a jornalista do “Sol”, notícia “publicada na sexta-feira, o que até nos incomodou, porque na quinta-feira tínhamos recebido a verba em falta, pelo que decidimos levantar o processo. Eu nem estou metido neste processo, porque estive doente durante meses, foram os meus colegas que trataram de tudo e estava bem feito, estavam a zelar pelos interesses da instituição. Para nós, como foi tudo pago, retiramos a queixa e o assunto está encerrado”. Contactado Narciso Miranda, não comentou a notícia do semanário “Sol”. José Maria Cameira

Leceiros reuniram no salão paroquial apoiando Pedro Sousa

Mais de 500 cidadãos contra extinção da Freguesia M

ais de 500 cidadãos lotaram, na segunda-feira à noite, o Salão Paroquial de Leça da Palmeira, manifestando dessa forma o seu apoio à decisão da Junta de Freguesia de lutar contra a extinção da autarquia. Estavam presentes representantes de todas as forças partidárias, desde o BE ao CDS, bem como das diversas associações culturais e desportivas, empresários e comerciantes. Todos unidos contra a pretensão governamental de se extinguir a segunda Freguesia mais importante do nosso Concelho. Pedro Sousa, presidente da Junta, repetiu todos os argumentos que tinha afirmado na Conferência de Imprensa (ler noutro artigo desta edição), salientando que Leça da Palmeira “não deve ser extinta. É uma terra com tradições, cultura, história, e não pode, de forma alguma, de régua e esquadro, ser apagada do património nacional. É por isso que preciso da vossa energia, do vosso entusiasmo e entrega. Devemos defender Leça da Palmeira”. Anunciou a todos que podem contar com o executivo da Junta de Freguesia e com os Partidos Políticos, referindo que perante “esta ameaça, aquilo que nos une é muito mais do que nos separa”, apelando à unidade e convergência de todos os cidadãos. Leça da Palmeira “tem escala e dimensão suficientes para não precisar de ser agregada a outra Freguesia”, afirmou o autarca, tendo

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josemodesto@sapo.pt

+ Meia hora

aros amigos: Será + meia hora Na maioria das vezes, quando se pensa em gestão do tempo, pensa-se em formas de melhorar a produtividade no trabalho, por isso o nosso governo optou por + meia hora. É cada vez mais comum, as chefias esperarem que o seu pessoal produza cada vez mais em cada vez menos tempo. Em qualquer empresa os prazos para realizar as tarefas são cada vez mais curtos e muitos dos nossos trabalhadores sentemse obrigados a passar mais tempo no escritório ou na unidade fabril para conseguirem cumprir todos os seus compromissos. Mas, como para tudo, há um preço a pagar por trabalhar demais. Caros amigos: Trabalhar durante demasiadas horas pode prejudicar a saúde, especialmente se à quantidade de trabalho estiver associado ao estresse. Também as relações familiares, bem como o tempo social de recreio, se ressentem com o excesso de trabalho. No entanto, não há necessariamente uma relação directa entre o número de horas passadas a trabalhar e a produtividade, nem que seja trabalhar + meia hora... Se a entidade patronal responsável pelas nossas empresas gerir melhor o seu tempo, eu não tenho dúvidas nem os nossos leitores, que conseguiremos fazer mais em menos tempo – isto significa pensar em termos de eficiência e eficácia, e para isto tudo sem que seja necessário continuar a trabalhar com as luzes acesas, os motores a trabalhar, os computadores ligados por + meia hora. Até para a semana, sempre e à mesma hora.

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Dia Mundial da Alimentação

como resposta dos populares uma forte ovação. Pedro Sousa agradeceu a solidariedade manifestada por Guilherme Pinto, presidente da Câmara, que anunciou que irá igualmente lutar contra a extinção de Leça da Palmeira e de Guifões. Muitos cidadãos intervieram demonstrando a sua indignação pela eventualidade da extinção da Freguesia, apoiando o movimento lançado pela Junta de Freguesia e assinan-

do um documento em que se manifesta a reprovação dessa pretensão. Pedro Sousa informou, no final, que está agendada uma “concentração popular” para o próximo dia 29, às 15 horas, em frente do edifício da Junta de Freguesia e que brevemente se irá reunir com um representante do “Movimento por Leça”, demonstrando dessa maneira o espírito de convergência e unidade na defesa da Freguesia. José Maria Cameira

À semelhança dos últimos anos, comemorou-se, anteontem, na Casa da Juventude de S. Mamede Infesta, o Dia Mundial da Alimentação, através de várias iniciativas e rastreios, que tiveram como finalidade sensibilizar para a importância de uma alimentação variada e equilibrada, bem como para a prática do exercício físico na população em geral. Os jovens em especial, foram o público preferencial. As acções contaram com com a colaboração da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto e Cruz Vermelha Portuguesa; dos restaurantes: Casa da Eira, Marquês D’Avenida, Nova Centralidade, Casa da Eira, Central Churrasco, Nakité, Alfarroba; Pão Quente Forninho da Ponte, Projeto Segredos da Horta, Ginásio O2, Centro Vegetariano, EB2,3 Maria Manuela de Sá, Escola Profissional Alternância.


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AO RITMO DO TEMPO

Exemplos!...

FERNANDO SANTOS (Ultreia de Matosinhos) fernandocartolasantos@gmail.com

ivemos uma vida de modo a assumirmos em nós toda a precariedade, todo o sofrimento, limitações, provas que nos sucumbem perante este absurdo moral, abissal, quase total, para onde fomes atirados. E até parece que, juntos, somos culpados por estas provações, por este abandono quase insidioso – (quero dizer, traiçoeiro) – para onde nos empurraram. A condução da nossa dignidade à morte é aquilo que nos fere mais.

V

Como tal, o nosso silêncio, a nossa ausência de atitudes, a nossa impotente tristeza, a expressão resignada da amargura e da prostração, não nos leva a lado nenhum. Temos o direito à indignação. A nossa Pátria própria é a mesma seja qual for o regime. E, esta Pátria, chama-se Portugal! Não podemos ser tratados como um povo que não sente nos seus poros a peregrinação brava dos seus antepassados. Se Portugal é o leito onde dormimos, então, o cobertor para nos cobrirmos tem que dar para todos.

Não podem uns, dormirem confortavelmente, aconchegadinhos, enquanto outros, tirintam de frio, porque lhes tiraram o cobertor para se cobrirem. Não podem uns, terem carne para faustosamente se banquetearem, enquanto outros, ou chucham os ossos, ou, nada têm para comer!... O que se passa em Portugal é uma crise de Valores, de Moral, de Ética! Tudo isto nos empurra para aquelas situações de que, toda a gente fala à boca pequena, toda a gente as sabe, as sente e se revolta, mas, poucos são capazes de as denunciarem com

frontalidade, porque, em português político e correcto, há coisas que não se podem dizer. Ora, como escreveu um dia Al Gore, “ O Medo, é o principal inimigo da Razão!...” Não há que ter medo de se ser militante da Justiça, de se professar o Amor, porque o Amor é mais forte do que todo o poder fugaz e atentatório. Mesmo sem estar legislado, o que desejo, é que no “Tribunal da nossa consciência”, onde cada um se encontra perante si mesmo e ouve a “Voz da Lei do Amor”, consiga perceber que, só o “Exemplo, é a melhor forma de influenciar e motivar as pessoas!...” É urgente que se comece a actuar. Todos! De cima abaixo! Sem excepções! Até à semana, se Deus quiser!...

Universidade Sénior Florbela Espanca abriu ano lectivo em beleza

Contra a ditadura do tempo “O

ano de Sophia Mello Breyner” vai dominar o ano lectivo da Universidade Sénior Florbela Espanca, sendo propósito dos alunos e professores abordarem a “obra e a pessoa” da poetisa falecida há alguns anos. Esse anúncio foi feito por Zélia Tato Teixeira, responsável pelo estabelecimento de ensino, na cerimónia de abertura solene do ano lectivo, decorrida na Câmara Municipal, na presença de Nuno Oliveira, vice-presidente do Município, e de Carlos Magno, professor e jornalista convidado para dissertar sobre “A Substância do Tempo”, José Armando Ferrinha, presidente do Lions Clube de Matosinhos, e de Fernando Sá Pereira, presidente da Associação Empresarial de Matosinhos. Após a visualização de um filme acerca das actividades do último ano lectivo, Zélia Teixeira salientou que fica demonstrado “a construção” da instituição, efectuada “com muito carinho, que vive a dignidade que os nossos alunos têm, o respeito que temos por eles, o cuidado que pomos em tudo o que fazemos”. Reflectiu que “nesta festa comemoramos acontecimentos passados, com a intenção de os reviver, reactualizar e reaprender, não para ficarmos apenas no sabor do passado, mas para projectamos o futuro. Queremos lançar-nos num trajecto muito interessante. Vamos ter como motor do ano escolar a vida e obra de Sophia Mello Breyner, uma mulher que nos deu uma experiência de vida e uma sensibilidade absolutamente exemplar. Nós, na segunda metade, da vida estamos perfeitamente sensíveis a esta descoberta da aprendizagem pois, por muito que saibamos, nunca se esgota a nossa capacidade de aprender e de saber mais ”. Nuno Oliveira manifestou que se sentia feliz “por estar no meio de amigos” e por “estarmos a comemorar este início de ano lectivo da Universidade Florbela Espanca, um projecto que nós na Câmara Municipal consideramos muito bonito”, porque “nasceu da ideia do Lions Clube de Matosinhos de que havia necessidade de tratar a terceira-idade no nosso Concelho. Desde a primeira hora que se encontrou uma parceria entre a Associação Empresarial de Matosinhos, a Câmara e o Lions, as três instituições pilares

desta Universidade. Quando vemos seniores darem de si à comunidade, é um bom motivo para termos lançado este desafio. No mundo difícil em que vivemos, é preciso muita coragem para continuar a insistir neste tipo de instituições e incentivar tantos homens e mulheres a participarem neste tipo de iniciativas”. A Universidade Sénior ajuda os cidadãos mais velhos a terem maior participação na sociedade, “através de actividades físicas e na estimulação intelectual, promoção da saúde. É um trabalho útil e muito bonito, pelo que o acarinhamos. Este é o caminho certo”. Carlos Magno, recentemente indigitado pelo governo para presidir à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), dissertou sobre o tempo e a sua importância, falando da poesia de Sophia Mello Breyner. Manifestou que sabe “apreciar esta ideia de tempo. A minha vida, nos últimos tempos, tem-se dirigido sobretudo para a questão do estudo do tempo na filosofia. O tempo e o jornalismo, a superficialidade que tem o tempo que vivemos, a falta de profundidade tem-

poral. A urgência do tempo. A rapidez, a velocidade, a vertigem. Agradeço à doutora Zélia Teixeira o convite que me fez. É um particular privilégio poder andar de universidade em universidade a participar em aberturas de anos lectivos. O verdadeiro sítio para falar com as pessoas é olhos nos olhos, espaços como este, e é preciso reinventar a realidade”. Referiu que aprecia a frase de Florbela Espanca, a poetisa que viveu em Matosinhos, “que diz: «seja eterno enquanto dure». Esta relação com o tempo, momentos únicos que somos capazes de viver, e que sendo únicos são eternos, pois o tempo voa, desaparece. É muito curioso que não reparemos na relação que temos com o tempo, e da maneira como o tempo entra nas nossas conversas”. Segundo o palestrante, Sophia de Mello Breyner, “é provavelmente uma poetisa que vem de outro tempo, da Grécia, e de outro espaço, o Mediterrâneo, embora tenha nascido entre nós, tal como a sua poesia. Dizia uma coisa fantástica,

Seminário do Divino Espírito Santo

Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta em Fátima A Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta aceitou mais uma vez o convite da CINS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, em especial do padre Lino Maia, para

estar presente, juntamente com mais de 500 dirigentes Mutualistas, no passado dia 15, no Seminário do Divino Espírito Santo, em Fátima. Foi um dia em cheio para os contabilistas e dirigentes de todo o país,

tendo-lhes sido explicado ao pormenor tudo sobre “O Regime da normalização contabilística para as entidades do sector não lucrativo”. António Vilaça

que aprendeu a ler com a Nau Catrineta, recitada pelo avô, e afirmava que achava estranho que existissem poetas, pois para ela a poesia nascia da natureza como as flores e as árvores, de geração espontânea”. Recordando uma afirmação de Sophia, de que “em Portugal há pouca cultura mas muitas actividades culturais”, Carlos Magno disse que a Cultura “é algo que nos deve acompanhar sempre ao longo da vida. Eu que dirigi todo o tipo de Órgãos de Comunicação Social, sempre defendi que os jornais não deviam ter páginas de cultura, porque esta serve para acantonar a Cultura, e os jornais deviam ser, todos eles, projectos culturais, metendo Cultura na Economia, Política, Nacional, Polícia, em tudo. Ou somos cultos ou não. É preciso restaurar a curiosidade. O segredo do jornalismo e das aulas é muito simples: transformar o que é importante em interessante. É dentro das lógica de falar em Sophia de Mello Breyner, que eu a gostaria de misturar com Florbela Espanca e recordar o poema sobre o 25 de Abril que diz: «esta é a madrugada que eu esperava, o dia inicial inteiro e limpo, em que o regime da noite de silêncios e livres habitamos na substância do tempo”. Questionou: “Que tempo é este em que nós vivemos? Onde é que estamos? Estamos numa viagem no tempo. Tempo e espaço se confundem”. Precisou que a questão do tempo “é importante sobretudo para quem já viveu aquilo que ninguém lhe tira. Nós sabemos o que é o tempo, não sabemos é comunicar o que é. Sophia pega bem nessa questão, repegando no fundo a tese de Florbela Espanca, quando fala da eternidade do momento. O tal paradoxo temporal. Já Teixeira de Pascoais tinha subvertido a ideia de tempo, falando das saudades do futuro”. Falando de um filósofo espanhol, salientou que “é preciso libertar o futuro da ditadura do presente”, pelo que incentivou os ouvintes a libertarem-se “da ditadura do tempo”. No final, alunos e professores, recitaram poemas de Sophia de Mello Breyner e escutaram-se músicas de um grupo coral do Porto. José Maria Cameira


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Moção da CDU sobre reorganização autárquica

"Cambalhota do PS e do PSD" saudada E

m nota enviada à nossa redacção, a CDU de Matosinhos saúda o facto de o PS e PSD, Partidos actualmente no Poder neste Concelho, terem “repudiado, por unanimidade, na reunião da Câmara, a extinção das Freguesias de Leça da Palmeira e Guifões”, lembrando que esta posição não teve paralelo na última Assembleia Municipal. “O PS e o PSD, bem como o CDS, no passado dia 29 de Setembro, não estavam preocupados com a extinção das referidas Freguesias, dado que votaram contra a moção apresentada pela CDU. A CDU reafirma que continuará a sua luta em defesa dos trabalhadores e das populações das Freguesias em causa, pelo que desde já apela a todos a participarem nas acções de repúdio que se venham a desenvolver”, lê-se na nota recebida no JM. Recorde-se que o documento da CDU, que João Avelino apresentou na Assembleia Municipal, falava das restrições impostas pela Troika estrangeira que levaram Portugal a subscrever o programa de agressão e submissão, o que pode impor a redução substancial de autarquias.

“Considerando que o poder local democrático, indissociável da existência de órgãos próprios eleitos democraticamente, com poderes e competências próprias e agindo em total autonomia face a outros órgãos e, submissão apenas à Constituição, às leis, aos tribunais em sede de aplicação dessas mesmas leis e ao povo, é parte da arquitectura do Estado Português; Considerando ainda que as autarquias constituem um dos pilares da democracia pelo número alargado de cidadãos que chama a intervir, como representantes do povo, na gestão da coisa pública, pelas oportunidades de participação efectiva dos cidadãos em geral nas decisões que lhes interessam, pela forma aberta e transparente da sua acção e ainda pelas realizações concretas que promove e têm contribuído para a melhoria da salubridade, das acessibilidades, dos transportes, do acesso à saúde, à educação, à cultura e à prática desportiva; Considerando que o poder local democrático e as pessoas territoriais que o integram detém atribuições únicas essenciais ao bem-estar das pessoas, à representação e defesa dos

interesses populares e à concretização da vida em sociedade” – argumentou a CDU. O documento vincava que “é residual o peso do poder local nas contas públicas e, em especial, ínfimo o das Freguesias”, defendendo que a seriedade e coerência de qualquer reforma da organização administrativa que se pretenda eficaz deve considerar prioritariamente a criação das Regiões Administrativas e não a extinção de Freguesias ou Municípios”. A moção comunista foi rejeitada com os votos contra de PS, PSD e CDS. Só o BE e a CDU votaram favoravelmente. A ANMMS preferiu abster-se. Na sequência da publicação do Livro Verde da Reforma da Administração Loca pelo Gabinete do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, a ANAFRE-Associação Nacional de Freguesias publicou uma lista que, ao interpretar os critérios do Estado, adianta como provável a agregação/extinção de Freguesias. Matosinhos poderá ser afectado em Leça da Palmeira e Guifões, localidades que, entretanto, já preparam várias formas de luta.

OPINIÃO JOSÉ JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS Membro da Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda jferreirasantos@netcabo.pt

s regimes democráticos, dada a sua generosidade e abertura, são mais susceptíveis a ataques de todo o tipo, incluindo as diversas formas de corrupção. Para se oporem a esta realidade os regimes democráticos necessitam de se dotar de medidas preventivas e punitivas credíveis, de grande eficácia e especialmente céleres, no estrito respeito pelas regras democráticas. Só assim será possível assegurar uma igualdade de oportunidades sem interferências desreguladoras, quando não criminosas. No nosso país as razões para que a corrupção de todo o tipo não mereça uma grande repulsa por parte do comum dos cidadãos, tem a ver com a existência de um enorme distanciamento entre as pessoas e a burocracia estatal, desde sempre. Este distanciamento tem provocado uma grande debilidade no espírito cívico e mesmo no exercício da cidadania, ao ponto de o “cada um por si” ser a marca mais visível da nossa vida colectiva. É necessário mostrar a todos que a corrupção, seja ela qual for, corresponde sempre a um roubo do erário público e logo é contrária aos interesses de todos e de cada um de nós. Mesmo na corrupção há diferenças de responsabilidade e gravidade. Não confundo a corrupção de um funcionário que recebe “por fora” umas dezenas de euros para acelerar um documento, com o pagamento de centenas de milhares de euros pagos à Ascendi, pelo mau negócio de alguns lanços de auto-estradas, ou o não pagamento ao Estado das contrapartidas na compra, já de si inútil, dos submarinos, ou o “misterioso” caso da Portucale, em que um milhão de euros foi parar às contas do CDS,

O

Combater a corrupção é defender a Democracia e ainda o “desastroso” negócio da venda pela TAP do grupo Groudforce, por cerca de 10% do que custou há cerca de três anos, com um prejuízo para todos nós de 27 milhões de euros. Tudo isto é fruto de uma certa impunidade na justiça e da forma como os cidadãos enfrentam a corrupção... Para iniciar o combate a esta praga torna-se oportuna uma Lei anti corrupção, clara, sem alçapões bem como uma justiça impermeável à poderosa influencia dos grandes escritórios de advogados, especializados em manobras que provocam a prescrição de tantos processos. É que a justiça só o é, de facto, quando aplicada em tempo útil. Só com um tal edifício judicial, exclusivamente ao serviço da justiça e imune a “lobbys” ou pressões, a população voltará a acreditar e a rever-se nela como um pilar fundamental da democracia. A democracia tem que dar aos cidadãos todas as garantias em defesa do seu bom nome, mas não pode ser tão ingénua que permita aos corruptos continuarem a gozar dos crimes cometidos e até por vezes, em lugares do aparelho do estado. Esta semana foi muito pródiga em “casos”. Trouxe à discussão pública o Documento Verde da Reforma da Administração Local, o Plano Estratégico dos transportes e a apresentação das linhas gerais do Orçamento Geral do Estado para 2012. Cada um destes documentos constitui um sinal do que vai ser a actuação deste governo, para quem ainda tinha algumas dúvidas. O livro verde do ministro Relvas propõe-se acabar com o poder autárquico

democrático como o conhecemos desde 1975, restringindo as práticas democráticas, mesmo formais, diminuindo a representação dos eleitores nos órgãos autárquicos e criando uma nova divisão administrativa altamente discutível e polémica. A grande reforma administrativa que se impõe, a Regionalização, continua a estar afastada das ideias do “reformador” Relvas que tudo tem feita para a entravar. O chamado plano estratégico para os transportes não passa da “preparação” para a privatização das empresas, depois de as “limpar” de dívidas e de afastar uma grande parte dos trabalhadores. Estranho é o facto de por toda a Europa se incentivar o transporte ferroviário e no nosso país se estarem a fechar linhas do caminho de ferro. Pelas linhas apresentadas para o Orçamento Geral do Estado para 2012 ficamos a saber que o governo pretende levar ainda mais fundo a recessão, com os cortes brutais nos salários e nas pensões de reforma. Para o capital ouve-se falar numa hipotética taxa sobre as transacções, que já não é novidade mas que nunca foi aplicada. Já se começam a ouvir vozes cada vez mais insistentes contra as medidas de austeridade cegas e sem critérios claros. A ditadura do capital financeiro exercese sobre todo o mundo. É interessante verificar que, por todo o mundo muitas dezenas de milhares de cidadãos se levantaram a dizer não, neste dia 15 de Outubro, não sendo uma resposta concreta é, sem dúvida, uma assunção de consciência de que é necessário multiplicar. Se o problema é global, a resposta tem que ser, igualmente, global.

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Partilhe e participe no Projecto Escolar Energia com Vida Com o apoio da EDP, já está a ser implementado o Projecto Energia Com Vida, escolas solidárias, dirigido aos alunos do 2º ciclo ao secundário, por enquanto dos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo, mas em que toda a comunidade é convidada a intervir. As inscrições estão sempre abertas, porém as escolas que se inscreverem até ao fim deste mês receberão um kit pedagógico com o guia do professor e outros materiais de apoio. Os estabelecimentos de ensino são incentivados a intervir na sua área de envolvência, em oito áreas temáticas baseadas nos Objectivos do Milénio: Pobreza/fome; População Sénior; Doenças graves; Analfabetismo; Sustentabilidade Ambiental; Desemprego; Conviver com a Diferença; Parceria Global para o desenvolvimento humano. Com o êxito da 1ª edição no ano passado foram colocadas cerca de 90 equipas no terreno, número que os responsáveis do projecto pretendem aumentar. Através do site e no facebook dá para conhecer A missão, filosofia e mecânica do projecto podem ser consultadas através do site e do facebook: www.energiacomvida.org, facebookenergiacomvida, twitterenergiacomvida. Desde o início até fim do ano lectivo as equipas do projecto vão andar na rua, de “mangas arregaçadas” a ajudar em prol do desenvolvimento humano integral, sendo o contributo que a comunidade pode dar o de apoiar as equipas e as escolas com a amplificação das acções através da comunicação social.

Conferência de Imprensa do PSD Estava prevista para ontem uma Conferência de Imprensa convocada pela Concelhia de Matosinhos do PSD, para “análise e denúncia sobre a forma como o PS gere a Câmara de Matosinhos”, bem como “as mordomias e o despesismo da Câmara em tempo de crise”.

Ainda o aniversário do nosso Director Amigo Senhor Dr. Pinto Soares. Sei que fez anos os meus parabéns, com um grande abraço. As nossas idades quase que são iguais. Nos meus estudos com o psicólogo Lauro Trevisan, aprendi, que nós temos a idade do nosso espírito e não a de calendário, porque se não pensarmos assim, estamos a perder, o quero, posso e mando! Muita saúde, muita coragem e muita Fé. Velho Amigo, José Alberto Guedes Vaz Matosinhos, 13 de Setembro de 2011 ND – Ao estimado matosinhense, dos que mais honra e melhor conhece a terra onde nasceu, vive e tem servido como poucos, numa coerência exemplar, e que vem acompanhando a trajectória do JM com acrisolado carinho e o seu sempre experiente conselho, estados é mais uma prova e generosa mensagem que levamos a seu crédito, gravando-a no coração. Além do mais, é um assinante que nos ajuda a sobreviver no mar impetuoso que nos vem ameaçando e todos os que nos acompanham, são preciosos e indispensáveis coletes de salvação.


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Adenda à peça “Guifões e Leça da Palmeira contestam” Na edição do JM, que foi para as bancas a 14 de Outubro, em peça publicada com o título “Guifões e Leça da Palmeira contestam”, deveria ter sido referido que a moção apresentada pelo PCP na última Assembleia Municipal não foi votada pelo presidente da Junta de Freguesia de Guifões, o socialista Carmim Cabo. O autarca esteve ausente do hemiciclo durante a discussão e votação. “Considerando que as autarquias constituem um dos pilares da Democracia pelo número alargado de cidadãos que chama a intervir, como representantes do povo, na gestão da coisa pública, pelas oportunidades de participação efectiva dos cidadãos nas decisões que lhes interessam… Considerando, por fim, que é residual o peso do poder local nas contas públicas e, em especial, ínfimo o das Freguesias…” – é um dos parágrafos do documento apresentado por João Avelino. A moção acabou por ser reprovada com os votos favoráveis do PCP e BE, 10 abstenções da ANMMS e votos contra do PS, PSD e CDS, mas sem a votação de alguns autarcas de Freguesia, nomeadamente de Carmim Cabo, de Guifões. A propósito deste tema, recorde-se que estão agendadas várias formas de luta nas duas Freguesias indicadas na lista da ANAFRE como passíveis de virem a ser extintas/agregadas. Paula Teixeira

Aniversário do Rancho Típico Flores de Perafita Fundado em 26 de Outubro de 1985, o Rancho Típico Flores de Perafita, com o apoio dos amigos, da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia local e do “Jornal de Matosinhos”, assinala amanhã a passagem do seu 26º aniversário, com o hastear das bandeiras, às 10 horas e uma Noite de Variedades, com a actuação dos Amigos do Zé Padeiro e da Escola de Dança Attitude, às 21 horas. As comemorações prosseguem, no próximo domingo, às 15 horas, com um espectáculo de folclore, na sede do aniversariante, com a participação, além do anfitrião, do Rancho Folclórico S. Pedro da Bela Vista (Penafiel) e do Rancho Infantil Os Velhos Costumes de Molelos (Tondela), terminando às 18 horas com um lanche ajantarado.

“Bailados Vadios” de Arnaldo Silva É lançado hoje, nos Paços do Concelho, o 13º livro do poeta Arnaldo Silva, às 21,30 horas. “Bailados Vadios – 5 histórias de amor”, com prefácio do arqueólogo Joel Cleto, funcionário superior da municipalidade, será apresentado pelo jornalista, escritor e poeta Manuel António Pina, recente vencedor do Prémio Camões. A obra é composta por um CD e um DVD. Manuel António Pina foi o apresentador, há anos, de uma obra biográfica sobre Narciso Miranda, da autoria de Manuela Espírito Santo, esposa do escritor Viale Moutinho, também ela Chefe de Departamento Camarário, e autora de várias obras.

Abertas as candidaturas de "O Joãozinho Retribui" J

á está em marcha “O Joãozinho Retribui”, o desafio lançado a crianças e jovens até aos 18 anos para que criem novos projectos de solidariedade social. As candidaturas já disponíveis online, através do link: www.joaozinho.pt/joaozinhoretribui, aguardam os interessados. Com esta Iniciativa, o “Joãozinho” pretende ajudar instituições sociais com menor visibilidade e devolver à comunidade um pouco do que tem recebido ao longo dos últimos anos. O concurso está aberto a projectos específicos na área de coesão social ou Instituições não lucrativas de desenvolvimento local. Será atribuído um prémio no valor de 5.000€ a cada uma das categorias, para que o projecto vencedor possa ser desenvolvido. O desafio é lançado a crianças e jovens até aos 18 anos, que podem concorrer a título individual ou colectivo, e assim contribuir activamente para a sociedade civil, coesão social e sustentabilidade ambiental. É uma iniciativa do Hospital de São João e da Merck Serono, que conta com o apoio da União Distrital das Instituições de Solidariedade Social do Porto e da Fundação Porto Social. As candidaturas estão abertas durante

dado”, refere Jorge, Director de Marketing do HSJ, e co-responsável do projecto “Um Lugar para o Joãozinho”.

Sobre “Um lugar para o Joãozinho”:

quatro meses, até Janeiro de 2012 e, fechado este período, um júri, constituído pelos vários parceiros, elege os 10 melhores projectos, votados depois na página oficial do concurso e na página de Facebook do Joãozinho. “Este projecto de solidariedade é um novo passo bastante importante para o “Um Lugar para o Joãozinho”. Não só como uma nova fase da vida do Joãozinho, que nesta altura já é bastante conhecido pelas pessoas e instituições que se têm mobilizado à sua volta, mas também pelo facto de lhe permitir também dar um pouco à sociedade tudo o que lhe tem

O projecto “Um Lugar para o Joãozinho” é um projecto de solidariedade que visa a angariação de 15 milhões de euros para a construção da nova Ala Pediátrica do Hospital de São João, provenientes de fundos de financiamento privado, seja através do contributo de empresas, pessoas de nome individual ou colectivo. Desde que foi criado, em 2006, o projecto reuniu o apoio de empresas, instituições e individualidades que vão ajudando a alcançar o objectivo: construir o melhor hospital pediátrico do mundo.

Sobre o Joãozinho: O Joãozinho é "um amigo para a vida", de todas as crianças, que nasceu no seio do Hospital de São João, pela necessidade de aumentar todas as infra-estruturas que permitem uma maior qualidade de tratamento clínico, bem como oferecer condições mais adequadas aos seus conviventes significativos.

Saúde

Acabe com as dores nas articulações! É um facto que a cartilagem protectora das nossas articulações começa a deteriorar-se ao longo do tempo, levando eventualmente a uma situação dolorosa e debilitante designada osteoartrose. Aboa notícia é que pode impedir o desenvolvimento desse desgaste – e provavelmente ajudar a repará-lo. Existe um momento na vida de todos em que as articulações se tornam dolorosas e a perda de mobilidade parece inevitável. A osteoartrose é uma deterioração gradual da cartilagem articular que provoca sintomas como dor, inchaço, e fraca mobilidade. A boa notícia é que investigadores identificaram algumas substâncias no marisco que estão envolvidas na síntese de cartilagem, substância extremamente elástica, forte e flexível que une as extremidades dos ossos e previne a sua fricção directa.

Travar a osteoartrose de forma natural A investigação científica descobriu um tratamento capaz de

travar a deterioração das articulações. A substância eficaz, no extracto de marisco, chama-se glucosamina. No entanto, existem outros factores envolvidos na saúde da cartilagem articular. Uma substância activa designada sulfato de condroitina, um componente estrutural importante da cartilagem. Com a descoberta da glucosamina e da condroitina, duas substâncias naturais com um papel fundamental na síntese da cartilagem, parece ter sido encontrada uma solução para travar a deterioração da cartilagem relacionada com a idade, que de outro modo limitaria a liberdade de cada um. Alguns acreditam mesmo que a utilização regular destas duas substâncias pode reparar a carti-

lagem já deteriorada, tornando possível a melhoria da osteoartrose inicial.

Sulfato de glucosamina – eficácia assegurada A glucosamina encontra-se comercialmente disponível sob 3 formas: cloridrato de glucosamina (HCl), sulfato de glucosamina e Nacetilglucosamina. A única forma que demonstrou ter efeitos fiáveis foi o sulfato de glucosamina. A explicação é a seguinte: a glucosamina necessita do grupo sulfato (que contém enxofre) para funcionar. Inês Veiga Farmacêutica

Como funciona a glucosamina e a condroitina?

COMO ESCOLHER UM BOM PRODUTO?

Quando a cartilagem se desgasta, os ossos ficam expostos entre si, causando inflamação, dor e rigidez das articulações e imobilidade. A glucosamina e a condroitina previne estes acontecimentos fornecendo a matéria prima necessária ao seu organismo, para produzir cartilagem articular saudável, suave e elástica. A combinação das duas substâncias (sulfato de glucosamina e condroitina) provou conseguir: – Reduzir a dor das articulações; – Aumentar a lubrificação das articulações; – Estimular a reparação da cartilagem; – Inibir as enzimas que destroem as cartilagens; – Preservar o espaço de articulação; – Actuar enquanto anti-inflamatório

Existem vários produtos no mercado que contêm glucosamina e condroitina. Um dos mais eficazes é o BioActivo Glucosamina Duplo, à venda em farmácias, cuja fórmula contém as substâncias sob a forma de sulfato para uma melhor eficácia e cujos resultados estão cientificamente documentados. Ao contrário de outros produtos, este suplemento contém a dose mínima diária recomendada (1000mg de sulfato de glucosamina e 800mg de sulfato de condroitina que de acordo com os investigadores é a dose necessária para obter bons resultados). Outra das vantagens do BioActivo Glucosamina Duplo é não apresentar os efeitos secundários dos AINEs (anti-inflamatórios não esteróides), habitualmente utilizados nos casos de problemas nas articulações.


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JORNAL DE MATOSINHOS

OPINIÃO

Joel Cleto no Rotary Clube da Senhora da Hora

Povo é o melhor património de uma localidade U

ma interessante palestra de Joel Cleto sobre “Património da Senhora da Hora, serviu de mote para a reunião do Rotary Clube dessa cidade, na semana passada. Adão Sequeira, presidente da instituição, referiu que a intervenção do historiador, arqueólogo, professor e responsável pelo Gabinete de História e Arqueologia da Câmara Municipal e pela Casa-Museu de Santiago, tinha como finalidade ajudar a conhecer melhor o que de bom existe na Senhora da Hora. Coube a Anabela Amaral, membro do Rotary Clube da Senhora da Hora, falar do extenso currículo de Joel Cleto, que também é responsável por um programa sobre História no Porto Canal. Joel Cleto afirmou que mais importante do que os monumentos há um grande património na Senhora da Hora, “a sua própria população, os senhorenses”, conhecidos por serem solidários e atentos a quem necessita de auxílio. E deu vários exemplos dessa afirmação, de entre os quais o que ocorreu durante o Cerco do Porto, ou seja quando houve a guerra civil entre liberais e miguelistas, altura em que a na cidade do Porto se encontravam as tropas de D. Pedro, desembarcadas pouco antes na praia da Memória (então conhecida como praia dos Ladrões), e que atravessando terras do nosso Concelho entraram na Invicta. Pouco após essa entrada, as tropas de D. Miguel cercaram o Porto, impedindo o seu abastecimento de produtos alimentares. Porém, recordou Joel Cleto, essa proibição não impediu que os senhorenses auxiliassem as tropas sitiadas, enviando alimentos para o Porto, correndo riscos de serem apanhados pelos

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DOUGLAS VIEIRA Médico Dentista*

A timidez e a beleza na Medicina Dentária uitas vezes durante anos nos deparamos com problemas de timidez, vergonha ao sorrir e mostrar os dentes, deixando para trás oportunidades que poderiam fazer grandes diferenças nas nossas vidas. Muitos anos sem pensar que um tratamento dentário estético poderia mudar o rumo do nosso caminho. A Odontologia Estética é a área da Medicina Dentária que cuida de pacientes que possuem saúde bucal, porém estão insatisfeitos com a aparência dos dentes. Esta é área de beleza dentro da odontologia, dispondo de muitos procedimentos para melhorar a estética de seu sorriso. Dependendo de sua necessidade particular, os tratamentos cosméticos podem mudar total e completamente a aparência de seus dentes e até de suas linhas faciais. Os avanços na tecnologia e biomateriais tem expandido surpreendentemente as possibilidades de otimização estética na odontologia, permitindo ao Médico Dentista realizar um trabalho cada vez mais perfeito. Para fazer a Odontologia Estética, inicialmente é feito um estudo do sorriso através de análises, fotografias, moldes e medidas que permitem verificar detalhadamente qual a necessidade estética de cada paciente. Atualmente são vários os procedimentos que compõem a cosmética odontológica: Clareamento, Facetas, Coroas metalocerâmica ou Coroas livres de metal, Reconstruções em porcelana ou em resina, até cirurgias gengivais. Hoje, a Medicina Dentária tem a possibilidade de você ter verdadeiras obras de arte nos dentes, pois como os artistas que restauram quadros e esculturas de artistas famosos como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, entres outros, a Odontologia realiza restaurações que imitam a natureza, em forma e cor original. Além de oferecermos estética, devido à gama de cores existente, realizamos uma reconstrução de toda a anatomia dental perdida, o que gera benefícios fabulosos para a estética e função mastigatória, garantindo a saúde em geral.

M miguelistas. Esse auxílio às tropas fiéis a D. Pedro terá feito, mais tare, com que D. Maria II, reconhecida pelo apoio do povo da Senhora da Hora à causa de seu pai, tivesse feito com que a localidade fosse sede do Concelho de Bouças. O historiador falou também de dois importantes monumentos da Senhora da Hora – a Fonte das Sete Bicas e a Capela de Nossa Senhora da Hora, bem como da lenda que está por detrás dessas construções. Tudo aconteceu quando um mareante pretendia que a sua mulher tivesse um filho. Após várias tentativas e insucessos, prometeu à Virgem Maria que caso a sua mulher conseguisse engravidar mandaria construir uma capela evocativa desse acontecimento junto à fonte considerada milagrosa. Corria a fama, nessa época, de que as águas dessa fonte eram propícias à gravidez. Segundo a lenda, um ano após a promessa, a mulher deu à luz uma criança

e a promessa foi cumprida, construindo-se o templo, que durante séculos foi a igreja paroquial da localidade, sendo dedicada à Senhora da Boa Hora, designação pela qual ficou a ser conhecida a Freguesia. As águas da fonte passaram então a ser consideradas “santas”, apesar da Igreja ter tido no início algumas dúvidas, passando então a reconhecer a particularidade dessa água. Nasceu, dessa forma, uma romaria que seria das mais importantes do Norte do País, atraindo milhares de romeiros que queriam provar a água, considerada propícia não só às mulheres grávidas para que tivessem uma “boa hora” mas também às raparigas que pretendiam encontrar alguém que casasse com elas. A romaria só deixaria de ter tanta afluência, segundo o historiador, com o apogeu e municipalização da festa do Senhor de Matosinhos. José Maria Cameira

Guifões

Carta a agradecer o que é nosso dever Encontro de Ex-Combatentes na Guiné-Bissau

A

Comissão Organizadora do XVI Encontro de Ex-Combatentes na Guiné-Bissau da Vila de Guifões agradece reconhecidamente a publicação do anúncio no vosso jornal permitindo assim que a notícia deste evento chegasse a um número de pessoas muito superior. Aproveitamos para informar que o evento realizado na Estalagem da Pateira de Fermentelos foi um sucesso, tendo sido batido o número recorde de participantes, com a presença de 102 adultos e ainda 5 crianças. Como convidados de honra, contámos com a presença do Presidente da Junta de Freguesia da Vila de Guifões e ainda do Pároco da mesma. Albano Machado Costa Manuel António da Costa Matos

*Em caso de dúvidas ou assuntos relacionados com a Medicina Dentária, envie para: formalmdentaria@hotmail.com

Elisa Santos Moreira celebrou 103 anos de vida Ex-Combatentes guifonenses na Guiné-Bissau que participaram no encontro

Estava programada para ontem uma festa-convívio no CIVAS, com a finalidade de assinalar o 103º aniversário natalício da utente Elisa Santos Moreira.


TRIBUNA LIVRE Intrigante desfaçatez CELSO MARQUES

screvo este AO em 2011.10.13 (15.00) Vai o próximo Orçamento de Estado para 2012 ser discutido pelos partidos distribuídos no Parlamento e já afirmam: “Não há memória…” É com base na memória que vou desenvolver este meu AO e para isso terei de me recordar dos (nove) que formaram governos em Portugal pós 25 de Abril. Em tempos, e repetidamente, disse: “a rosa é laranja e a laranja é rosa” É INTRIGANTE DESFAÇATEZ INDIGNAÇÃO a forma como uns atiram as culpas aos outros. Todos membros do PSD, PS (Bloco Central) e CDS-PP têm responsabilidades sobre tudo o que se está a passar. Uma coisa é certa, ninguém pode negar o ponto comum entre eles. Foram e são os únicos responsáveis da situação em que Portugal se encontra porque todos cometeram os mesmos erros. Nunca resolveram os problemas sectoriais do País (Educação, Saúde, Transportes, Economia, Justiça, Agricultura, Pescas), limitaram-se aos Protocolos de Passagem do Poder (alternâncias) que a Democracia lhes conferia(e). Comparo-os com atos passados na Guerra do Ultramar em que os “velhinhos” entregavam o poder aos “maçaricos”, num total desrespeito e só com o espírito do “agora desenrasca-te…”. Só que neste caso o problema é muito mais grave, tratou-se de governar um País e as “alternâncias” nunca deveriam significar “continuidade e/ou encobrimentos”. O Estado da Nação esteve sempre “podre e pré-falido” e as operações de cosmética (cumplicidades) fizeram com que de tempos em tempos tivessem de socorrer a ajudas externas (FMI). Chegou-se a situação INTRIGANTE DESFAÇATEZ - INDIGNAÇÃO de o Estado: – Não saber quantas Fundações e Institutos estão sob as suas responsabilidades e/ou as suas reais condições. – Qual o verdadeiro buraco que Portugal enfrenta por más políticas e más gestões? – Nunca a Regulação foi eficaz e correcta, permitindo a criação de “colossais buracos” sem

E

FRASES DA SEMANA

I ndi gnação que fossem responsabilizados os seus causadores. – Penalizar as classes mais desfavorecidas que não contribuíram para a situação em que o País se encontra. – Recorrerem sempre pelo lado das Receitas penalizando os mais fracos. – Ignorar o campo das Despesas (gorduras do estado) para proteger profissionais da política, lóbis e seus acólitos favorecidos. – Preparam-se para cortes (contribuição extraordinária) em 260 mil pensões. – Nem uma atitude para moralizar/cortar nos chorudos ordenados dos Gestores/ Administradores públicos. – Nunca penalizaram as derrapagens/endividamentos verificadas nos Governos Central, Regionais e Locais. – Os serviços de alojamentos no turismo e outros (convenientes) devem manter-se nos 6% de IVA. – Restauração, sumos, refrigerantes, leite com chocolate ou aromatizados e comidas préconfeccionadas passam a 23% de IVA. Curiosamente na Europa, América Latina e nos EUA começam a surgir movimentos populares de INDIGNAÇÃO, que outros por cá já há muito o reclamam. As malhas estão a apertar, as dificuldades aumentar e o sufoco não deixa respirar. O desemprego atingirá em 2012 um milhão de portugueses que não assistem a tomadas de medidas para relançar a economia e por conseguinte, a continuar da mesma forma, será difícil criaremse empregos em Portugal. Portugal tem neste momento o maior índice de insolvências/falências de todos os tempos. Não há memória de algo semelhante. E, pior. Nenhuma voz se levanta para “acudir os afectados”. Todos estão preocupados em controlar o défice e estão a deixar cair (morrer) a economia. Preparam-se para vender ao desbarato “os anéis” (EDP, REN, GALP, RTP, CARRIS, METRO DE LISBOA e STCP), abrindo as portas às privatizações numa INTRIGANTE DESFAÇATEZ – INDIGNAÇÃO. Encerro este AO em 2011.10.13 (23.15) Eu, e todos os portugueses assistimos, em

directo, às 20.08 o Primeiro-ministro Passos Coelho em comunicação ao País revelar, tristemente e consternado, enxertos do próximo Orçamento de Estado para 2011. Acreditem os leitores que a minha “bola de cristal” não me enganou e por isso, já estava a espera, nada me surpreendeu. Deixem que refira a minha última frase do AO no (JM 2011.10.14) – DE CRISE EM CRISE “Agora é que vai começar a FESTA… AGUARDEM.” Não sou vidente, médio, profeta, astrólogo, pai de santo, bruxo nem tão pouco escrevo de acordo com as conveniências partidárias ou pessoais. Tenho acompanhado com ATENÇÃO os passos dos nossos políticos e governantes, por isso não me é difícil aperceber-me das “teias e meandros” em que eles se envolvem. Os (nove) que ao longo dos anos (décadas) foram eleitos e formaram Governos são os responsáveis “por negligência, omissão, dolo ou premeditação” do Estado da Nação. Ocorre que a Justiça em Portugal não prevê para os políticos/governantes o enquadramento natural dos “crimes de colarinho branco” e quando, distraídos, são “apanhados nas malhas” conseguem recursos atrás de recursos até a (vitória final) prescrições. Trabalhos e defesas executadas por advogados (sociedades) com conhecimentos das Leis e influências q.b. que gravitam no seio dos próprios governos, partidos políticos e Assembleia da República e pagos “a peso de ouro”. Brilhantes compêndios jurídicos resultam das “vitórias alcançadas” contra a própria Justiça. Perguntar-me-ão e o Senhor Procurador Geral da República? Julgo que dado não haver “denúncias de factos/encobrimentos” a PGR não actua por supostas suposições. Mas, infelizmente, os problemas de Portugal têm sido constantes num “carrossel mágico” de alternâncias mais parecidas com “transmissões de herdeiros”. Diga-se: – Ora governa o PS; de seguida governa o PS/PSD ou, como agora, governa o PSD/CDSPP e suas respectivas famílias políticas.

– "…Ontem houve uma boa má notícia: a Alemanha corre um enorme risco de entrar em recessão. Os mais importantes institutos económicos da Alemanha baixaram as expectativas de crescimento do colosso económico da zona euro - em 2012 o crescimento não ultrapassará os 0,8% do PIB. Muito pouco acima do zero." Ana Sá Lopes , in "i" ("O motor económico começou a gripar") – "O que eu gostaria de ter ouvido, e não ouvi, era o PM declarar, por exemplo: "Acabou-se Guimarães - Capital da Cultura, acabou-se o Museu Berardo, acabou-se o Metropolitano do Porto, acabou-se a Moda Lisboa, acabaram-se os dinheiros públicos para Fundações privadas, acabaram-se os avales do Estado às dívidas da Madeira" (nem uma palavra de Passos Coelho sobre isso)." Miguel Sousa Tavares, in "Expresso" ("Morte Certa, Ressurreição Duvidosa") Fala-se do estado gordo/estado paralelo. Há que desmistificar se as “alternâncias/rotatividades” são as receitas mais apropriadas para que “as famílias políticas” não se agridam demasiado, mas antes se encubram. Por isso, quando não há ondas – tudo fica na mesma - quando, como agora, o BURACO É COLOSSAL ouvem-se “os espirros do costume”. Sabem, os mais atentos, que nunca morri de amores pelo Sócrates e sempre fiz ouvir a minha voz sem rodeios ou receios. Por isso estou à vontade. Critiquei os seus erros na hora própria. Ao intervir por um PS seguro desejei um PS diferente. AGUARDO! No entanto considero INTRIGANTE DESFAÇATEZ – INDIGNAÇÃO os (aliados de outrora) tentarem acusar Sócrates e os seus Governos de serem os causadores da crise. Os Monstros têm nome e face. As suas impressões digitais (pegadas) ficaram para a História de Portugal com as suas ações e omissões. Não tentem atirar-nos “com areia aos olhos”. Os portugueses sabem das mordomias, excessos, derrapagens, desleixos que os (des)governantes, uns mais do que outros, nos brindaram nestes 35 anos. Não há lugar a inocentes, por isso a INTRIGANTE DESFAÇATEZ – INDIGNAÇÃO.


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Portos da Venezuela visitam Leixões

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o passado dia 12, uma delegação dos portos da Venezuela visitou o Porto de Leixões, numa iniciativa concertada com a Teixeira Duarte, OFM e Consulmar, empresas portuguesas com projectos naquele país. A delegação, constituída por vários técnicos, foi chefiada pela presidente e pelo vice-presidente da empresa Bolivariana de Puertos, entidade responsável pelos portos da Venezuela. A visita, de carácter técnico, esteve focada no desenvolvimento tecnológico do Porto de Leixões ao nível da Portaria Principal, Janela Única Portuária, Vigilância e Segurança, e Terminais de Carga.

JORNAL DE MATOSINHOS

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Porto de Leixões mantém crescimento O Porto de Leixões ultrapassou os 12 milhões de toneladas movimentadas no final do mês de Setembro, o que representa um novo recorde ao fim do 3º trimestre. Em relação a 2010, o crescimento vai além dos 10%, sendo particularmente notório nas exportações que cresceram 23% ao longo do ano. O balanço positivo acumulado até ao momento resulta sobretudo do aumento dos Granéis Sólidos (+31%), da Carga Geral Fraccionada (+77%), e da Carga Contentorizada (+9%). Argentina, Argélia e Angola são os mercados de exportação em maior destaque.

Setembro excepcional nas operações de Cruzeiros No mês de Setembro, o Porto de Leixões voltou a registar um aumento nos indicadores do movimento de cruzeiros. O número de passageiros foi de 7.877, o que corresponde a cerca do dobro do contingente recebido em igual período de 2010. Paralelamente, o indicador tonelagem, correspondente à dimensão do navio, cresceu cerca de 50%. Desde o início de 2011, até esta data, o Porto de Leixões já registou a entrada de 45 Navios de Cruzeiros e 32.466 passageiros, o que traduz um crescimento de 15% e 64% respectivamente. A APDL prevê que esta tendência de crescimento venha a intensificar-se até ao final do ano, já que nos próximos meses prevê-se a atracagem de navios de grandes dimensões, destacando-se a escala inaugural do Queen Elizabeth, da prestigiada Companhia de Cruzeiros Cunard, em Novembro próximo. Esta tendência é resultado da aposta que a Administração do Porto de Leixões vem a fazer na área de Cruzeiros, quer ao nível infra-estrutural e comercial, quer no fomento de redes com os agentes regionais com vista à capacitação do Norte de Portugal para capitalizar os futuros fluxos de procura.

Teatro de Ramalde em Leça No âmbito do seu XXV Encontro de Teatro, o Grupo Paroquial de Leça da Palmeira recebe, amanhã, a Companhia Teatral de Ramalde, que leva à cena a peça “A Pequeneira”, no salão paroquial, às 21,45 horas.

Snack - Bar Pequenos almoços, Almoços, Jantares e Lanches


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JORNAL DE MATOSINHOS

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Angariação de fundos para ajudar criança autista decorreu no Pavilhão de Congressos de Matosinhos

Associação solidária com família necessitada C

om vista a obter auxílio financeiro para uma criança autista, Miguel, ter direito a uma terapia “Son Rise, no próximo dia 26, em Tróia e durante uma semana, decorreu no Pavilhão de Congressos e Desportos uma exibição de Danças Orientais e de Dança de Ventre e um whorkshop, cuja entrada era 5 euros por pessoa. Susana Silva, presidente da Associação Vencer Autismo, entidade que organizou o evento, referiu que a sua finalidade era angariar fundos para ajudar a família da criança para que esta possa fazer a sua formação em Tróia, consistindo numa “terapia Son Rise de recuperação de crianças com autismo, muito conhecida noutros países, como os Estados Unidos da América, onde é muito comum. Alguns pais foram fazer essa formação aos Estados Unidos e trouxeram para Portugal essa nova técnica e a nossa associação conseguiu trazer alguns formadores americanos que vão fazer essa acção durante uma semana, a partir do dia 26”. A acção no Pavilhão de Congressos “destina-se a angariar uma verba para que os pais de Miguel consigam também fazer essa for-

mação. Não direi que seja uma família carenciada mas o valor da formação é elevado, que não estará ao alcance de todas as famílias. Tal como aos pais de Miguel, estamos a ajudar mais 30 agregados familiares, a quem tam-

bém já demos bolsas para poderem participar, através dos eventos que temos realizado e ajudas de particulares e de empresas. Demos até agora cerca de 10 mil euros”. O Estado não comparticipa neste tipo de

acção, “até porque se trata de uma formação, ou melhor esta abordagem com meninos autistas é pouco conhecida em Portugal, apesar de todos os sucessos que têm sido alcançados com as famílias que o aplicam. No nosso país é pouco divulgado. A associação tem feito um enorme esforço para dar conhecimento às famílias e terapeutas esta nova abordagem, que tem obtido efectivamente resultados muito bons, na recuperação dos doentes. Inclusive consegui-os com a minha filha e outras crianças”. A formação ajuda os pacientes a socializarem, pois “uma vez que o problema das crianças autistas não é comportamental mas de relação e interacção, a base deste programa é precisamente a interacção entre eles em que quantas mais horas se trabalhar com estes meninos mais eles evoluem. Trabalha-se de forma intensiva a relação pessoal”. Para além das danças orientais, houve venda de produtos, tudo destinado à ajuda dos pais de Miguel. JMC

EVOCAÇÕES ROCHA DOS SANTOS Eng.º Civil

Leça de sempre

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a disciplina de Antropologia do Espaço ministrada pelo professor doutor Paulo Seixas, no Curso de Arquitectura e Urbanismo da Universidade Fernando Pessoa, que concluímos no último ano, apresentámos um trabalho escrito cujo tema e título foi: “Leça da Palmeira Antropológica”, o que nos levou a uma recolha de elementos enriquecedora e que nos habilitou a trazê-los ao conhecimento público sob a forma de colaboração em diferentes órgãos da comunicação social escrita. Naquela disciplina em que são analisadas as transformações dos espaços, numa primeira parte sistematizou-se a informação teórica e etnográfica que constitui o património mais clássico da antropologia do espaço e cujos autores das respectivas obras contribuíram para a posterior problematização do espaço com objecto autónomo; o que leva numa fase posterior para a construção de um pensamento em que o espaço de facto se autonomiza enquanto objecto de estudo das ciências sociais. Por fim analisando as problemáticas contemporâneas a partir de três propostas analíticas sobre o espaço que se tornaram referências inspiradoras e incontornáveis: as heterotopias de Foucault, os não-lugares de Augé e os ethnoscapes de Appadurai. O espaço enquanto realidade social afirma o

laço indissociável que se estabelece com a sociedade que o habita sendo que no nosso caso em apreço teremos que salientar como uma realidade dinâmica, com suporte de memórias, de memória colectiva, da mobilidade como factor de organização da cultura e do espaço da cidade; com a criação de novas centralidades, interligadas com a realidade em que se inserem,

entendemos encontrar na nossa terra, Leça da Palmeira, todas as questões apresentadas na referida disciplina; e então inspirados no lema do porto de Leixões “Chegar e Zarpar” acrescentamos-lhe “Um Não-Lugar” que constituiu um dos temas da disciplina. Adaptando o texto do nosso trabalho para ser publicado na última página de “A VOZ DE

LEÇA”, é assim que surge aí o título do nosso trabalho Leça da Palmeira Antropológica, pois aqui encontrámos diferentes formas de ocupação ou utilização do espaço, características etnográficas dos seus naturais e de outros ocupantes, nomeadamente estrangeiros (ingleses e não só) e outros estranhos que por diferentes motivos aqui foram chegando, uns ficando outros partindo. É aqui em Leça da Palmeira em cujo estuário do rio Leça, existe a arrojada obra hidráulica conhecida, no seu conjunto, pela designação de porto artificial de Leixões, considerado como um verdadeiro monumento de engenharia, cujas diversas e variadas instalações merecem atenta e demorada visita. Leça da Palmeira na zona ribeirinha, foi embarcadouro de emigrantes e desembarcadouro de sardinha, um dos aspectos mais típicos, mais coloridos que ocorria quando pelas noites de Agosto à luz de archotes se descobriam dramáticas figuras de homens e mulheres do mar, cantando, leiloando, apartando os lotes, debruçadas e ajoelhadas. Por entre esses xailes de varinas, que constantemente vivem com a água do mar pelos joelhos, a maré das lágrimas pelo coração, e os capotes do minhoto foragido para a miragem migratória, uma população feliz que assim foi vendo crescer essa grande obra, primeiro com os quebra-mar do porto de abrigo e depois com as sucessivas docas, terra a dentro destruindo o que de mais belo tinha o centro cívico desta nossa terra, transformando-a e influenciando todo o seu desenvolvimento.


21 DE OUTUBRO DE 2011

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Dia da Beneficência no IPAM I

nserida na semana de recepção ao caloiro 2011/2012, toda a comunidade IPAM juntou-se para dar vida ao Dia da Beneficência, que consistiu numa angariação de bens alimentares junto dos habitantes de Matosinhos, bem como docentes e discentes do Instituto Português de Administração de Marketing, a fim de os doar à instituição “A Casa do Caminho”. Uma semana antes, os caloiros já planeavam este dia, com a distribuição de flyers pelas habitações circundantes ao IPAM com o intuito de informar e incentivar a comunidade a participar activamente. No dia da acção, os caloiros percorreram as ruas do Concelho e foram angariando os alimentos que posteriormente, entregaram no Bazar da Casa do Caminho, tendo sido recebidos por uma das responsáveis da instituição, Maria da Luz. No final tiveram oportunidade para uma pequena conversa, tendo ficado a entender quais as maiores preocupações e dificuldades da Casa do Caminho. Os estudantes traçaram um balanço positivo da iniciativa, a que pretendem dar continuidade no próximo ano e sempre que necessário, acrescentando que: “acreditamos cada vez mais que devemos ter um papel activo e solidário na sociedade, e no meio onde nos inserimos, e onde somos tão bem acolhidos”.

JORNAL DE MATOSINHOS

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Guifões debate Reforma Administrativa do Poder Local Estava prevista para ontem uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Guifões, com a finalidade de debater e deliberar uma tomada de posição sobre a intenção do Governo, na sequência da Reforma Administrativa do Poder Local, extinguir ou agregar a Freguesia de Guifões.

Recolha de Sangue em Leça da Palmeira Os escoteiros do Grupo 43 de Leça da Palmeira vão uma vez mais organizar uma Recolha de Sangue na sua Freguesia, com a colaboração do IPS – Instituto Português de Sangue, no próximo dia 29. A Escola Primária do Corpo Santo é o local escolhido para este acto benévolo, de generosidade e revelador de um grande espírito de cidadania.

Homenagem ao Profissional O Rotary Clube de Matosinhos vai levar a efeito, no próximo dia 25, uma Homenagem ao Profissional, distinguindo o Prof. Doutor José Amarante, Cirurgião Plástico, Catedrático da Faculdade de Medicina do Porto, durante um jantar, no Restaurante “O Chanquinhas”, em Leça da Palmeira às 20 horas.

COMENTANDO ARAÚJO REIS Professor de Educação Física

Os passeios da Rua Brito Capelo estão a 1. sofrer uma agradável transformação. Estão a retirar do empedrado a elevada quantidade de “chiclets” presas ao chão e que pessoas sem o mínimo de educação as lançaram. Está ali um trabalho para durar, por ser moroso. Em continuação deste trabalho logo surgiu outro que é o de lavar aquelas pedras com recurso a produtos para esse fim, de imediato seguido de uma máquina, tipo enceradora, que esfrega o empedrado, pondo-o quase branco. Os passeios ficam depois de limpos verdadeiramente asseados. Pelo que tivemos ocasião de apreciar o trabalho dos operários e da dita máquina (apenas uma), podemos afirmar que para o ano, por esta altura, ainda não terminou a limpeza, nem calculamos quando termina. Vergonhoso é o que nos sugere dizer sobre o estado lastimoso em que se encontra a maioria dos passeios, imundos, nomeadamente nas ruas abaixo da Rua Brito Capelo, cheios de gordura e escuros. De tal forma que ninguém diz o que está por baixo da imundice a não ser aqueles que conhecem os locais. O Município tem obrigação de mandar fiscalizar os passeios referidos e para que estes mandem fazer o que deve ser executado – limpeza.

1. A Brito Capelo e as artérias circunvizinhas 2. Os débitos da Madeira 3. Onde pára o dinheiro desviado? Os débitos da Região Autónoma da Pelo que foi dado conhecimento público 2. Madeira são enormes, na ordem de muitos 3.através dos vários Órgãos de Comunicação milhões de Euros. Uns apontam para seis mi- Social, do Orçamento para 2012, os portuguelhões, outros apontam oito milhões, mas há quem diga que é mais. Entretanto, o Presidente da Região Autónoma, Dr. Alberto João Jardim, tem procurado por todos os meios ao seu dispor, com “mentiras” e “desculpas”, sem pés nem cabeça, justificar e encobrir o débito. São em grande número as mentiras e as justificações que apresenta. No entanto, já foi avisado do que tem a fazer para resgatar a dívida e tem de parar com as obras que mandou executar. Não acreditamos nesta ordem porque Alberto João Jardim é persistente e teimoso. Só o que ele diz é que está certo. Aguardemos para ver se toma providências ou se o Governo Central é que tem de tomar providências.

ses vão sofrer ainda mais do que têm sofrido até ao momento.Veio a saber-se que no primeiro semestre deste ano, as quantias desviadas são enormes. Para onde foi este noasso dinheiro? Quem foi o audaz “larápio”? Como foi feita a distribuição? Só por um ou por mais? A maioria das pessoas, ou melhor os portugueses de boa fé e sérios, que ainda os há, são de opinião que aqueles que desviaram os nossos dinheiros devem ser julgados, condenados e metidos em cadeias de alta segurança, não vá eles mesmos assim fugirem de Portugal sem pagar ou devolver o que desviaram. Nós também apoiamos esta solução. O mesmo desiderato tem o comentador da SIC José Gomes Ferreira, que diz que as condenações têm de servir de exemplo e ser exemplares. Há em Portugal meios para atuar contra os “desonestos” e há quem tem o dever de cumprir e mandar cumprir as prisões dos delinquentes. Está neste caso o PGR que tem obri-

gação de averiguar até que ponto vão os desvios e quem os fez. Doa a quem doer e sejam eles quem forem. Os portugueses sabem que a maioria dos governantes que desgovernaram fugiram do País e emigraram para outros países da Europa. Se não for tomada uma decisão como deve ser, iremos de mal a pior e cada vez mais nos afundamos, vamos a pique. Seja-me permitida uma opinião que vai contra os militantes da esquerda e contra os pseudo”patriotas” que venderam a Pátria a retalho. Se não tivesse sucedido isto, teríamos muito apoio e onde ir buscar dinheiro. Naquele tempo já distante, eramos um Pais rico. Hoje o que somos? Um Portugal com gente que só esbanjou dinheiro e nos colocou nesta triste situação, quase na ruina. Se um pobre entra num estabelecimento comercial e pega seja no que for, por mais insignificante, se for apanhado, o comerciante chama a polícia que leva para a esquadra o delinquente que no dia imediato é presente perante o Ministério Público que o condena com cadeia ou paga determinada quantia que aumenta as dificuldades familiares em que vive. E o que sucede aos larápios chamados de luva branca que esbanjaram a riqueza deste País e fugiram? Para onde foram? Cadeia com todos, sejam Ministros, Secretários ou Subsecretários de Estado. Acabe-se de vez com esta bandalheira e pouca vergonha.

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31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

21 DE OUTUBRO DE 2011

OPINIÃO CARLOS ALBERTO FERREIRA Secretário-coordenador do Partido Socialista Guifões

stá na ordem do dia a pretensa “Reforma Administrativa” que o Governo PSD/CDS quer levar a cabo e que culminará na “Agregação” de Juntas de Freguesia. Nesta “Reforma Administrativa”, tal como nas medidas de austeridade, este governo pretende começar por mexer nos que têm menos voz. Temos um governo e um Primeiro Ministro que quer mostrar força com os mais fracos, mas já demonstrou que é fraco com os mais fortes. Este governo já evidenciou o pouco que vale, sobretudo com a sua visão economicista onde os números e as contas estão acima das pessoas.

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Por Guifões É necessário racionalizar a Administração do Estado? Sim, mas não concordo com o que aí vem. As despesas diretas com as Juntas de Freguesia são insignificantes, pelo que cai por terra o falacioso argumento de que extinguir Freguesias irá contribuir para uma maior racionalização dos recursos financeiros e saneamento da despesa pública nacional. É bom lembrar que as Freguesias não são responsáveis por qualquer endividamento público. Uma Freguesia é um espaço geográfico com gentes, património, história e riquezas próprias. A Junta de Freguesia é o Órgão de Poder mais próximo dos cidadãos e a quem estes pedem diariamente contas. As Juntas de Freguesia conseguem notáveis ganhos de efi-

ciência, pelo conhecimento que têm da realidade local e dos seus habitantes. Considero que é importante diminuir as despesas, mas para isso não há necessidade de extinguir Freguesias que têm anos de história e fazem parte da nossa identidade. Com a extinção, irão cortar os elos de proximidade que as Juntas representam para uma larga maioria da população, sobretudo a faixa mais idosa. A serem extintas as Freguesias, deixará de ser feito muito trabalho em prol das comunidades locais, nomeadamente na área social. Ou seja, estamos perante um tremendo disparate que só prejudicará a população, feito a régua e esquadro com critérios matemáticos, que esquecem que estamos a tratar de pessoas. O disparate é tão grande que se compararmos o nosso mapa com o que a Troika impôs

FIGURAS DO PASSADO

por EDUARDO DA COSTA SOARES

Paulo Vilas Boas Cada vez vou ficando mais pobre!, de tantos e bons amigos que vão partindo, deixando-me um vácuo difícil de superar. Faleceu no dia 11 de Julho de 2011 o Paulo Vilas Boas, de seu nome artístico, dado que o seu verdadeiro nome era o de Paulino Vilas Boas Pereira, morte que muito me consternou e lembrou os bons e inesquecíveis momentos que ficaram a atestar uma amizade sã, que foi solidificada durante os muitos anos que convivemos um com o outro. Conhecemo-nos no fim do ano de 1982, na altura em que o pintor expunha a sua Arte no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto. Nessa oportunidade e ao visitar a exposição, achei que o mais adequado para comemorar o 1º aniversário natalício de meu filho, em Janeiro de 1983, seria oferecer-lhe um quadro, com direito a dedicatória, pelo que, adquiri a “Margem do Rio Douro”, que muito me agradou. Em tons de azul, claro está. Do Pintor dos Azuis! Que ninguém ousou, como ele, pintar o Porto naquela cor – e tantas vezes o fez e bem. A partir desse dia, fomo-nos encontrando e, de quando em quando, a seu convite, entrava pela Rua de Sampaio Bruno, subia no elevador até ao 5º andar onde, no torreão do prédio, estava instalado o seu ateliê, que dava para a Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados, divisando-se daí uma notável panorâmica, que o inspirava a aliar a arte à liberdade de criar o belo! Vilas Boas nasceu em 7 de Abril de 1940 em Alvelos, Barcelos. Dezassete anos depois fixa residência no Porto e em 1960 inicia estudos na Escola Industrial Infante D. Henrique, onde conhece o Pintor Mestre Mendes da Silva, que o estimula na arte de bem pintar. Em 1962 executa os seus primeiros desenhos para estamparia e publicidade luminosa. E, em 1969, expõe pela primeira vez os seus trabalhos, no Hotel Castor, na cidade do Porto. Depois, expõe em Braga, Póvoa de Varzim, Ofir, Barcelos, Guimarães, Museu Soares dos Reis, Sociedade de Belas Artes de Lisboa, Espinho, Aveiro, Amarante e Coimbra. Em 1974, apresenta-se na Galeria de “O Primeiro de Janeiro” (onde é hoje o Via Catarina), salão onde muitos e muitos artistas expuseram a sua arte, com inegáveis êxitos. Visita Paris e expõe na rua. Depois Roma, Florença e Londres. Fixa residência em Paris em 1978 e, em 1979, já no Porto, expõe na Galeria da Fundação Engº António de Almeida. Sempre ávido de procurar enriquecer os seus conhecimentos pictóricos, visita a Suiça e a Espanha para, em 1983, expor, então, no Ateneu Comercial do Porto, onde nos conhecemos. A partir daí, são incontáveis as exposições que realiza. As duas últimas foram nas cidades que mais pintou e amou e que, agora, lhe devem uma homenagem: no Porto, na Cooperativa Árvore e em Barcelos, na Galeria Municipal, onde, até era, desde há alguns anos, o Consultor de Arte. Ainda sobre o seu passado, é-me grato registar, aqui, certos e determinados momentos que eu penso terem sido bem significativos para ele, tais como: em 1985, quando expunha no Ateneu

à Grécia, continuamos a ter menos municípios e os Gregos criaram um novo patamar da Administração do Estado, as Regiões. A título de exemplo, só a Galiza (com 2,7 milhões de habitantes e praticamente do tamanho do Alentejo) tem mais Concelhos que Portugal inteiro, já para não falar nas Freguesias (por lá chamam-lhe parroquias) que são quase tantas como as que por cá existem. De todo o processo dito de “Reforma Administrativa” concluo que este serve apenas o propósito de entreter os portugueses enquanto o governo do PSD/CDS, contrariando tudo aquilo que prometeram na última campanha eleitoral, nos vai assaltando com novos impostos e cortes de salários (13º e Subsídio de Férias, são as últimas tristes noticias), sem atender às reais necessidades das pessoas. O governo, neste processo está a brincar com o fogo e, para não se queimar, o ministro Relvas utiliza um discurso onde impera a demagogia. Um mau sinal!

Comercial do Porto, determinada pessoa apareceu por lá, olhou, apreciou toda aquela arte que se lhe deparava, dizendo, depois, para o pintor: posso deixar-lhe a minha mensagem? E escreveu: “Uma opinião... O poeta inglês John Keats disse, num dos seus versos: “ A thing of beauty is a joy forever.” Ou, na língua que mamámos com o leite materno: “uma coisa bela é uma alegria para sempre”. É com essa alegria, Snr. Paulo Vilas Boas, que eu saio da sua Exposição. O senhor é um poeta dos crepúsculos, dos fins de tarde, ou do romper do dia. Não há, nos seus quadros, a orgia da cor. É discreto. É profundo. É recolhido. E, por vezes, talvez, torturado, ou angustiado. Pois não é verdade que um dos seus quadros foi, por si, intitulado Angústia? Um dos motivos da sua pintura são as águas, os barcos e o casario reflectido na tranquilidade das águas. As aguarelas – pois pudera! – estão mesmo ao... pintar desses motivos! A nota dos telhados é primorosamente dada! Não sou crítico de arte. Isso é coisa de especialistas. O que aí fica escrevinhado (para que não diga que saí da sua Exposição em branco e em... bruto) é dum homem vulgar de Lineu... Clínica geral... Cruz Malpique / 30-XI-1985” Nesse mesmo dia, apareci por lá e ele entusiasmado, diz-me: “lê isto, que muito me tocou, mas não sei de quem é”. Lembrei-lhe que o Dr. Cruz Malpique era um grande escritor e professor no Liceu Alexandre Herculano e que dele, eu até tinha alguns livros autografados e, de entre eles, o Ensaio de Filosofia de Arte, com o título de “Como se faz um artista”. E lembrei-lhe, ainda, que nesse livro, o escritor, em determinada altura escreve: “O Artista é o Inquieto por excelência, o torturado Ideal, aquele em quem os conflitos interiores revestem uma forma angustiadamente cruciante. O animal apenas tem que lutar contra as ameaças do mundo exterior. Mas o homem superior – o Artista – tem, a mais, que se defrontar com o seu drama interior, com o seu Desespero, com o seu Ideal.” Estava eu longe, nessa altura, de imaginar que estas palavras no fim da sua vida, se ajustariam, perfeitamente, à angustia cruciante que, de dia para dia, se ia apoderando da vivência do artista. Em 1986, ganha o Prémio Nacional de Jubileu de Turismo, no VI Salão de Outono do Casino do Estoril, com o quadro “Neve na Pousada”, quadro que pode ser admirado na Pousada do Marão. E, em 1987, volta ao VII Salão de Outono, no mesmo casino, onde lhe é atribuída uma “Menção Honrosa”. O Poeta José Viale Moutinho, também em 1988, consagra-lhe o poema “Dizeres Portuenses para Paulo Vilas Boas”, assim: “Este rio que por detrás do porto cresce/ sem barcos sem casas apenas nos mistérios/ de umas quantas pedras ao longo das águas/ e uma doce cortina de cinzas que o cobre// Este rio anda debaixo das ruas/ atravessa a cidade em surdas viagens/ ninguém o conhece: o douro cabe-te num/ quadro como um pássaro entre as estações//

Este rio fica na europa dos nossos olhos/ nele se afogam os sonhos como as leves cores/ e em toda essa névoa que se vai tecendo, tecendo/ há sempre um pintor a amanhecer nas brumas//”. E, em 8 de Agosto de 1988, estando de férias em Armação de Pêra, escreve-me, num postal, o seguinte: Amigo: um dia, Leonardo da Vinci pensou desta forma: “ Ó tu que dormes, o que é o sono? O sono assemelha-se à morte. Porque não constróis antes da morte, Uma obra que te dê uma aparência De vivo, mesmo depois da morte?!...” Bom, é um pouco aquilo que eu pretendo realizar. Um abraço amigo do Paulo. Este pensamento do grande e célebre mestre Florentino, nunca lhe saíu da cabeça, pelo que, determinado e audaz como era, perseguiu e tentou encontrar com uma vida árdua de muito trabalho, e numa busca contínua, outras formas de expressar o seu temperamento de artista, para além daquelas que, já entretanto, lhe deram notoriedade. E voltou, então, com uma maior actividade e com outro valor artístico, do que aquele produzido em 1979, a pintar as suas maravilhosas composições da característica mais evidente de Barcelos: o artesanato, numa combinação cromática que causou sensação, já que, até aí, poucos tinham tentado abordar tal tema. E, perseverante como era, as suas telas passaram a ser disputadas pelos coleccionadores e observadas com um misto de admiração e de interesse. Mais: para além de ter pintado o artesanato da sua terra natal, tentou, com êxito, os artesanatos de Viana do Castelo, de Bisalhães (Vila Real), com a louça de barro preto, de Gondomar, com os brinquedos lúdicos que foram a alegria da criançada do passado. Com os críticos de arte sempre atentos ao seu trabalho, o Jornalista César Príncipe, escreve dele, o seguinte: “A arte integra e desintegra espaços. A arte traduz um tempo de representação. A arte é uma das linguagens da magia da vida e do engodo do irreal. Paulo Vilas Boas fez-se no Porto e fez

o Porto, acrescentando à história a sua visão do corpo físico e anímico de um centro fundador de afectos, de justificações territoriais e civilizacionais. Não se tornou um pintor documental no estrito sentido do fotográfico e da maquetagem turística. Somou à factualidade um incontido enamoramento. Enamoramento pela respiração das janelas e pela dignidade das torres. E é certo que Barcelos, nos seus cultos estéticos e nos seus rogos e jogos de infância, também ocupa um lugar de privilégio”. Muitas e variadíssimas citações sobre o artista e a sua arte justificariam ser divulgadas nesta despretensiosa crónica sobre este Amigo que me tratava por Irmão. Será, pois, nesta condição que me arrogo o direito de falar abertamente sobre a sua vida, tantos e tantos foram os momentos que me confidenciou sobre a sua felicidade ou infelicidade. Quanto a mim, Paulo Vilas Boas foi um Homem que procurou ser feliz, fazendo os outros felizes, mas em meu entender, não era infeliz. Vivia para a arte. A sua pintura exaltava-lhe a alma, ao ponto de entregar-se-lhe totalmente, sempre na esperança de concretizar os seus sonhos, isto é, sabendo que era um pintor que não frequentara as “Belas Artes”, era alguém que “fazia” artes belas! Os últimos dias da sua vida, vivi-os de facto, como ele me tratava: vivi-os como se ele fosse meu irmão! E, ao ver o seu fácies, sereno, no caixão, julguei poder adivinhar que, finalmente, na morte, encontrara a Paz que buscava. Manuel Cruz, um seu amigo que falou dele no Jornal dos Carvalhos, de que é director, escreveu estas sentidas e emocionantes palavras: “Partiu o velho amigo Paulo Vilas Boas. Talvez quisesse ter morrido. Creio que à partida reencontrou a felicidade de que andava arredado”. Ao terminar, e em jeito de desabafo, quero lembrar as palavras que o Pintor escreveu, com orgulho, no seu 2º livro (Trinta Anos de Pintura), em Maio de 2001, assim: “Não tenho a certeza se hoje, após trinta anos de sonho e, por vezes, de desalento, de teimosia e de conflito, sou um homem feliz. Sei, isso sim, que a edição deste livro me dá uma certa felicidade, constituindo quase uma dádiva da Arte ofertada a mim mesmo e assegurando-me que nada foi em vão. Afinal, alguém reparou em Paulo Vilas Boas...” Afinal, digo eu, agora, com uma certa mágoa, e parafraseando-o, poucos foram os que repararam na sua morte, na morte de Vilas Boas – o PINTOR DOS AZUIS! E, ao pintar em 1987, a “Homenagem à Paz” (em tons de azul), penso que esse excepcional óleo sobre tela, para além de exortar à Paz na Terra, com as pombas a encimar o motivo da pintura, também apelava à sua própria paz – a uma tranquilidade de espírito que perseguia. Pois bem: que lá no azul do Céu, lá nas Alturas, encontre, por fim, a Paz que ele sempre procurou e desejou. Ao fim e ao cabo, julgo bem que essa pintura era, tão-só, uma homenagem a si próprio! O seu corpo foi cremado no Prado do Repouso e as suas cinzas lançadas no Roseiral do mesmo Cemitério, nesse Espaço Sagrado que pede uma oração a quem por lá passe.


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Efemérides da História de Portugal – III JOSÉ PEREIRA DIAS

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desgraça que se abatia sobre Portugal tinha antecedente no ultimato de Napoleão Bonaparte ao Príncipe Regente D. João, por causa argumentada, senão como pretexto, pelo qual exigia a declaração de guerra a Inglaterra pelo facto da França estar desavinda com aquele país, e de “nenhum povo nem governo ter maior razão de queixa de Inglaterra do que o povo e o governo de Portugal”. E a ameaça segue naquele ultimato: “se o Príncipe Regente de Portugal não declarar guerra à Inglaterra… entender-se-há… renúncia à causa do Continente”, isto é, “que se declara inimigo de França”. Se Portugal tinha uma “Aliança” com a Inglaterra desde há séculos, que sempre foi a mais antiga no Mundo entre nações, devia-a respeitar e certamente, sem motivos para denunciar, sofreu as consequências. Estava feita a ameaça, mas os exércitos franceses estiveram ainda retidos na fronteira dos Pirenéus. A chegada de um exército português enviado em 1793 sob o comando de um oficial escocês, fez conter o ímpeto napoleónico e animar o exército espanhol, pois encontrava-se numa extrema miséria operativa com a falta de recursos bélicos, de abastecimento, insanidade e uniformes esfarrapados. Ao insucesso da primeira e da segunda invasão, em Junho de 1810 dá-se a terceira tentativa com poderoso exército francês comandado pelo Marechal Massena, desta vez pela Beira Alta, conquistando sem grande esforço as praças fortes desprevenidas, chegando rapidamente a Almeida e Viseu. As tropas portuguesas receberam o apoio de um contingente do exército inglês e travam o avanço napoleónico, dando-lhes luta no Buçaco, em cuja batalha alcançam sucesso. Por táctica de guerra, os exércitos aliados comandados pelo prestigiado Duque de Wellington, simulam uma retirada e concentram-se num bem urdido reduto que foram as Linhas de Torres Vedras, com denotado esforço, não só militar como também de sacrificadas populações, e daí atrair o exército francês, julgando estar a aproximar-se de Lisboa. Cercado e retido nas fortificações pelos efectivos militares, e pela gran-

As invasões francesas – A terceira invasão de massa de povo que compunham esta Linha, sofreram pesada derrota, e verificando a impossibilidade de progredir, em Março de 1811 iniciam a tentativa de recuo para a fronteira de Espanha. A tentativa gorada da terceira invasão francesa do território, resulta no entanto no facto dos ingleses, instalados em Portugal, se substituírem aos franceses e actuarem com o à vontade de substituírem também a governação portuguesa, de facto parecendo não existir e estar à mercê das mais desencontradas regras, de povo sem “rei nem roque”. As autoridades inglesas, permitiram-se promover as suas tropas a postos com patente militar a que o exército português não tinha acesso, o que motivou desentendimentos e a necessidade de lutar contra as novas “forças de ocupação”. D. João, Regente em Portugal, foi entretanto, em 1818, proclamado no Brasil, Rei de Portugal, D. João VI, o “Magnânimo”, dois anos depois do falecimento de D. Maria I ocorrido em 20 de Março de 1816. Seu primogénito, o Príncipe D. Pedro casa-se em Debret, também em 1818, com D. Maria Leopoldina, arquiduquesa de Áustria, que será o I (Imperador) do Brasil e o IV (Rei) de Portugal. Portugal sem “rei nem roque”, o seu exército desorganizava-se devido à falta de coragem de uns para assumirem o comando, a traição de outros, que se passaram para o invasor, pretendendo assim salvar a “pele”, ficaram os desprotegidos, e parte do Clero e da Nobreza confiando na imunidade de suas altas posições, o povo rude, ignorante, as forças de autoridade desorientadas e a braços com a degradação da ordem que se ía gerando contra aqueles designados patriotas, que pretenderam encetar uma luta séria, colaborante, fraterna contras as tropas de Soult que haviam chegado de Espanha sem grande esforço de guerra. Estas lutas, que o Príncipe D. João não pôde travar para alguma coisa salvar e pouco perder, lidaram-se nos anos da sua ausência enquanto os “patriotas” puderam sustentá-las, enfrentando os generais franceses que se seguiram, Soult para substituir Junot,

Soluções dos problemas nº 246

MARIA EMÍLIA DINIS ROCHA

o “filho querido da Victória”, Massena para substituir Soult. Mas entre “patriotas”, clero, nobreza e povo gerou-se a confusão, a desordem, a desconfiança, acudandose mutuamente de traidores, de colaboracionistas dos franceses com receio de serem presos, humilhados ou despojados de seus bens, disputados por todos os que o julgaram e puderam fazer. Não foram suficientes estas forças porque não estavam isentas de interesses próprios, incertas de, a quem deviam prestar vassalagem, nem preparadas militarmente ou operativamente para enfrentar o poderoso e experimentado exército francês conduzido por glorificados generais. A nação portuguesa estava depauperada, o exército era constituído por militares sem disciplina nem aptidão, comandados por oficiais idosos para enfrentar dois exércitos bem organizados, vacilando entre a obediência aos generais ingleses, que dominavam, se aos franceses que contavam com o poio de Espanha. Começou a ser invadido, primeiro por forças espanholas que paulatinamente foram tomando praças de guerra, as tradicionais, de Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, e Campo Maior depois da tomada de Olivença, que não teve retorno. Portugal ainda se viu abandonado pela Inglaterra, apesar da Aliança que respeitara, e mal governado por inoperância de seus Governos. Anos de noites “escuras” se abateram sobre Portugal até à expulsão definitiva dos exércitos de Napoleão. Foram terríveis e inenarráveis os acontecimentos, o sofrimento do povo português naqueles sete anos de invasão, lutas vencidas, que foram, com o auxílio de Inglaterra, pelo seu esforço de guerra nos campos de batalha e na vigilância no mar com a sua Armada. Mas a presença das forças inglesas em Portugal tinha por intenção, também defender a sua ilha ameaçada por Napoleão. A este pretexto, e outros de interesse económico, os ingleses mantiveram-se como novos invasores e iam tomando posições de comando e de governação dos portugueses na ausência da Coroa no Brasil.

P A L A V R A S Jorna Jornalista nascido no Vimioso mioso a 30/9 30/9/1900, faleceu em Oeiras a 25/8/1989. Licenciado em Direito na Universidade de Lisboa dedicou-se ao jornalismo. Trabalhou em diversos Órgãos de Comunicação Social. Exemplo disso: “O Século”, “O Diário de Lisboa” onde foi jornalista, Chefe de Redacção; e Director, e a Capital; onde também desempenhou funções de Director. Efectuou reportagens históricas como as da viagem aérea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral (1922), do périplo africano de Gil Eanes (1924/25) e da Guerra Civil de Espanha (1936/39). Foi Presidente da Direcção do Sindicato dos Profissionais da Imprensa e fez parte da comissão organizadora da Caixa de Reforma e Pensões dos Jornalistas. Foi-lhe conferido o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade e ganhou o Prémio Artur Portela em 1986. Para além do exercício de jornalista, também se notabilizou como escritor teatrólogo.Quem será? Joyce Piedade (Solução do nº 449 – José Joaquim Teixeira Lopes

Não fui eu que tive culpa, Da tua fraca conduta, E dos erros que praticaste. Pois para teus prazeres mundanos, Causaste-me tantos danos, E assim me crucificaste.

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Por pagar inocente Sinto-me às vezes possuída, E de cabeça perdida, E de olhar um pouco vago. Porque às vezes o destino, Me nega até um carinho, Ou mesmo um simples afago. Sinto que a solidão, Habita em meu coração, Me faz sentir infeliz. Sinto-me uma condenada, De maneira injustiçada, Por um certo falso juiz.

Todos os erros são teus, Mas para o banco dos réus, Fui eu que fui atirada. Fui multada com ciúmes, Com mágoa e com queixumes, E pela vida maltratada. Para a cela da solidão, Com grades de ingratidão, Fui pagar a pena imposta. Alimentada a maus tratos, Com os teus modos ingratos, Desses de quem ninguém gosta. Mas mantenho a esperança, De que tempos de bonança, Ainda virão a surgir. Pois serei absolvida, Visto ser eu a traída, E ainda de ti hei-de rir. Das algemas dos teus braços, Eu hei-de romper os laços, E como pássaro em liberdade. Rumarei para outro ninho, Jamais terás meu carinho, E chorarás de saudade.

ARMINDO FERNANDES CARDOSO

Uma garrafa meio vazia!..., Também estará meio cheia!... É verdade; Afirmação verdadeira, bem antiga por sinal, uma verdade cimeira, bem antiga em Portugal Mas, nem sempre assim acontece, porquanto, meia mentira, é outra realidade; Não me digam, nem em cantiga, que esta meia mentira, pode ser, meia verdade. São presságios ou adágios, os ditados populares, cada terra com seu uso, e cada roca com seu fuso, não nos podem enganar; Estar preparado..., “para uma oportunidade e nunca tê-la”...; É melhor que tê-la..., e para tal, não estar preparado; Do linho..., com ou sem alegria, muita roupa se fazia, Mas das “estopas”, nunca se adubaram as sopas. Disse-o, Leonardo Da Vinci: “O verdadeiro rei dos animais é o homem, pois, a sua bestialidade supera a todos”; E tinha a razão, que ainda hoje se mantém, pois, “com papas e bolos, ainda se continua, a enganar os tolos”; “São necessários mais de cinquenta animais, para fazer uma casaco de peles, mas apenas um para vesti-lo”; Esta é a real verdade, que, quer queiramos quer não é a própria realidade.

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É medonho e aterrador É um braseiro demolidor Que nos repugna e nos revolta São elementos que em combustão Se aliam na destruição Queimando tudo à sua volta. Como é triste e desolador Ver as matas em estertor Serem completamente destruídas. Em pequenos focos se deflagram Por todos os lados se propagam Em labaredas imensas, perdidas. A um incêndio provocado Contra a floresta e povoado Em que é notória a suspeição. É lamentável o acto criminoso Porque é ignóbil e odioso Com instintos de alienação. A um calculado sinistro Que provocadamente pôs em risco Povoações e aldeamentos. Há perdas humanas a registar Danos irreparáveis a acrescentar qual holocausto em desenvolvimento. O país está a arder Há muitos incêndios a acontecer Num desastroso encadeamento. É uma calamidade infernal Que se estende por todo o Portugal Devastado pelo vento. A abnegação e o estoicismo Que são apanágio do voluntarismo A que se entregam com denodo. Dão-lhe o epíteto de bombeiros A esses bravos guerreiros Soldados da paz em todo o mundo. Nº 247

por Armando Rodrigues

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JOÃO DIOGO

O País está a arder

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HORIZONTAIS A – Azedas; opulenta. B – Limpei; costuram; C – Simb. quim. do alumínio; uniram-se pelo casamento; apanhadeira. D – Ramudo; ouriçar. E – Magoar; doença; lar. F – Exoneraram. G – Reparei; relativo ao ouvido; perf. de neg. H – Marcas. I – Irmã; colorido; teta. J – aproxima; anosas. L – Oferece; Páscoa; 900 em letra Romana. M – Transferir tirara medidas. N – Agrupamentos de montanhas; dançar. VERTICAIS: 1 – Aparato; queridas. 2 – Giria; Paroco. 3 – Quatro em letra Romana, Meão; Seguir. 4 – Enfeite; Zarpar. 5 – Criadas; Pedra de moinho (pl.); oferecerá. 6 – Sovinas. 7 – Nociva; acerto; aqui. 8 – Recipiente onde se guardam relíquias. 9 – Erguer; lista; Senhora. 10 – Jacosa; afiei. 11 – Carta de jogo; podem ser de dormir; 550 em letra Romana. 12 – Cepeiras; suave. 13 – Pousar no mar; espantar.


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JORNAL DE MATOSINHOS

21 DE OUTUBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

Terceira Eliminatória da Taça de Portugal

Missão cumprida

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Leixões bateu, no Estádio do Mar, o Sport Clube Mineiro Aljustrelense em jogo a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. O golo solitário de cabeça de Diego Mourão aos 82’ chegou para o Leixões seguir em frente na prova onde já tem

pergaminhos. Uma prova em que pela segunda vez o próprio Diego Mourão marca e dá a vitória à equipa de Matosinhos.

O Leixões comandou um encontro morno de início ao fim com grande parte da partida a ser disputada no meio campo do conjunto vindo do Alentejo e por várias ocasiões o Leixões poderia ter inaugurado o marcador mas isso só viria a verificar na recta final do encontro quando o Aljustrelense já só pensava no prolongamento. Um livre de Feliciano marcado na direita fez com que o brasileiro somasse o segundo tento pelo conjunto de Matosinhos. Entretanto este jogo foi de estreia para João Beirão que, chamado pela primeira vez, conseguiu entrar no decorrer da segunda metade (75’) e fazer a estreia na temporada ao serviço do clube de Matosinhos.

Treinador do Leixões, Litos: “Há que dar mérito ao adversário, pela forma como se bateu e como trabalhou. Fomos criando algumas situações, não muitas, mas tenho de dar os parabéns à minha equipa, pois fomos melhores, pacientes e conseguimos o objectivo. Gostaria de ter ganho por mais, mas por aquilo que o adversário fez também mereceu o resultado. Tivemos vários exemplos neste fim-desemana de equipas mais fracas que passaram à fase seguinte. O nosso campo também ainda não está nas perfeitas condições para jogarmos melhor. A partir de amanhã vamos pensar no jogo com o Atlético e quando surgir o sorteio logo voltamos a pensar na Taça, onde queremos chegar o mais longe possível”.

Infesta deu o máximo…

Só falhou o golo de honra

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vantagem de quatro golos traduz de certo modo a diferença de estatutos que existe entre um clube e o outro. Num jogo bem disputado, nunca deixou de haver competitividade, apesar da equipa da casa ter dominado por completo. O Aves desde o início assumiu as despesas da partida descongestionando o jogo, ora por um lado, ora por outro. O Infesta aguentou a pressão intensa durante os primeiros 25 minutos, altura que sofreu o primeiro golo, por Fonseca na sequência de um lance rápido pela esquerda. Pedro Pereira endossa a bola a Fonseca que só teve de

fazer um desvio subtil para trair Vítor Pádua e estava feito o mais difícil . Não foi preciso esperar muito, pois alguns minutos decorridos a bola é lançada para a área mamedense: Quinaz ganha em velocidade aos centrais e, na cara de Vítor Pádua, fez o segundo golo. Praticamente a eliminatória estava sentenciada. O Infesta tudo fazia para subir no terreno, mas só de bola parada obrigava Rui Faria a aplicar-se. A melhor oportunidade do Infesta surgiu ao minuto 44, em que Vitinha I, de livre, rematou cisgado ao poste, valendo a grande defesa de Rui Faria que ao defender chocou com o poste. Antes do intervalo Fonseca esteve perto do terceiro golo, mas Vítor Pádua interveio com segurança. Na segunda parte o Infesta surgiu mais afoito e Vtinha (48’) num livre superiormente marcado, obrigou nova defesa incompleta do Rui Faria para a frente . Pouco depois, em lance de ataque e de fora da área, Quinaz finalizou com um remate cheio de intenção fora do alcance de Vítor Pádua (3-0).

Jornal deMatosinhos

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

Treinador do Aljustrelense: Eduardo Rodrigues “A forma como abordámos o jogo passava por dar a posse de bola ao Leixões, tentando depois sair em contra-ataque. Conseguimos isso até ao minuto 80, quando um detalhe ditou que perdêssemos o jogo. Penso que seria um prémio justo chegarmos ao prolongamento.” Mário Barbosa “Mitchfoot” No final o Aves foi um justo vencedor, soube aproveitar alguma debilidade da defesa dos visitados, contudo uma palavra de simpatia para o Infesta que, comandado pelo seu capitão Vitinha I, soube com lealdade entregar-se ao jogo com um comportamento de enaltecer. Domingo, às 15 horas, Alpendurada vs Infesta.

Treinador do Infesta, José Manuel Ribeiro:

Na tentativa de inverter a situação, o técnico José Manuel Ribeiro de uma assentada fez entrar Pedro Pereira e Paulinho, mas a equipa da casa desenhava bons lances, sobretudo pelos flancos, e o perigo na baliza do Infesta era constante. Aos 63’ Leandro avançou pelo lado direito, cruzou ao segundo poste e lá estava Fonseca a saltar mais alto e a fechar a contagem

nos 4-0. Esta vantagem dava para o Aves tirar o pé do acelerador e foi a partir daí que o Infesta, que nunca baixou os braços, conseguiu subir no terreno e, por mais que uma vez, esteve perto de reduzir. Aos 80 minutos, em lances de contra ataque, Nuno Almeida não conseguiu desfeitear o guardião da casa que veio fora da área desarmar o avançado evitando o golo eminente.

“À partida era um jogo desigual, claro que em nossa casa teríamos melhor resposta. Não estamos habituados a jogar a este ritmo e com tanta agressividade. Depois os jogadores da casa aproveitaram metade das oportunidades para fazer golo, e nós das três ou quatro ocasiões para fazer golo não aproveitamos nenhuma e a diferença também esteve aí . Estou satisfeito com os meus jogadores, trabalharam, deram o máximo e o resultado é a diferença de qualidade em tudo. É um clube com outras condições de trabalho que nós não temos. Contudo acho que vir aqui jogar perante uma equipa profissional foi um bom prémio para os jogadores e estou convencido que a equipa vai melhorar”. Joaquim Sousa

Divisão de Honra da AF Porto

Custóias perde pela primeira vez

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equipa da casa começa o jogo com superioridade atacante, insistindo o jogo pelos flancos, com predominância pelo lado esquerdo, tirando partido de um jogo menos conseguido pelo lateral direito, Pessoa que tem estado muito bem na equipa do Custóias. Aos 5m a equipa do Canidelo quase chega ao golo, negado com segurança pelo guardião Meneses. Praticamente na resposta, a equipa do Custóias cria perigo numa jogada de insistência atacante. Aos 12 minutos, Ruben ao

segundo poste cabeceia para fora. Mais insistente no ataque, a equipa do Canidelo vai criando alguns calafrios na defensiva custóiense, que responde com acerto. Mário Rui, médio do Custóias, ensaia o remate de fora da área, criando algum frisson. Aos 41 minutos o golo da equipa da casa, que diga-se já merecia, por Vinagre que dentro da área, sem marcação, rodopia sobre si e remata para o fundo da baliza de Meneses que nada podia fazer. O 10 com que se atingiu o intervalo era justo e premiava a equipa que mais o fez por merecer. No regresso das cabines, as equipas sobem ao relvado sem alterações nos onzes. Ao contrário da primeira parte, a equipa do Custóias, equilibra a contenda e aos poucos vai-se se acercando da área dos da casa, com relativo perigo. A equipa do Canidelo, aposta numa toada de contra-ataque, mas só vai criando perigo através de lances de bola parada. Com as mexidas no onze custóiense,

Magalhães no lugar de Nuno Santos (55) e Paulo Lopes no lugar de Mário Rui (59), a equipa começa a ser mais insistente no ataque, mas aos 72 minutos sofre duro golpe nas suas pretensões, O Canidelo em lance de contra-ataque faz o segundo, contra a corrente de jogo. A jogar apenas com três defe-

sas a equipa do Custóias, já com Caramalho no lugar de César, aposta tudo na recuperação do resultado. Gandarela, um diabo à solta, na área do Canidelo, com Paulo Lopes a jogar ao mais alto nível, Joel o maestro, desconcertante, mais o apoio do capitão Luisão que terminou quase a ponta de

lança, a equipa custóiense quase chegou ao empate, tão grande foi o futebol atacante produzido nos últimos 18 minutos. Primeiro, Gandarela, isolado pelo lado direito, já com o ângulo reduzido faz um chapéu ao guarda-redes Danny, mas bola não sai com a direcção pretendida, saindo muito perto do poste mais longe. Aos 84 minutos, golo do Custóias, livre direto apontado superiormente por Paulo Lopes, a bola beija o travessão e na recarga, Edu reduz. Em cima do minuto 90, num lance de muita pressão sobre a defensiva do Canidelo, Luisão atira à barra. O Sr Paulo Gomes Nunes, arbitro do encontro que esteve em muito bom nível durante os 90 minutos, borrou a pintura toda ao não assinalar uma mão dentro da área defensiva do Canidelo (penalti) e também não permitiu que a equipa do Custóias marcasse um pontapé de canto, acabando com o jogo. MB “Mitchfoot”


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I Divisão Serie 1 – AF Porto

FC Perafita vence derbi O

Derby tão esperado por todos não gorou as espectativas, este encontro de futebol teve de quase tudo, bom futebol, por parte das duas equipas, lances duvidosos, infelizmente também teve lesões, reviravolta no marcador, golos anulados e muito entusiasmo, quer dentro das quatro linhas, quer na bancada, que diga-se, encontrava-se repleta de adeptos das duas equipas. O encontro iniciou-se com a equipa local mais interventiva, com um futebol muito apoiado e rápido conseguiu criar algumas dificuldades ao último reduto do FC Perafita, os visitantes iam respon-

dendo como podiam e somente à passagem dos 15 minutos é que conseguiram equilibrar a contenda, assistindo-se então a paradas e respostas sempre com as defensivas a sobressair, pela forma como conseguiam desfazer o perigo para as suas áreas. À passagem do minuto 34, num lance perfeitamente evitável por parte do avançado do Lavrense, mata, guarda redes do FC Perafita é atingido nas costas, facto que o impossibilitou de dar o seu contributo à sua equipa tendo sido imediatamente substituído por Artur. O primeiro golo surgiu numa desatenção da defensiva do FC Perafita, incluindo o guarda redes, que num pontapé longo do guarda redes do Lavrense, o esférico bate muito perto da grande área defendida pelo FC Perafita e na confusão, faltou mais definição na altura de atacar a bola, o avançado do Lavrense interpôs-se no lance tendo somente que desviar o esférico para a baliza deserta, estava assim inaugurado o marcador.

Na segunda parte, o FC Perafita entrou com uma atitude mais empreendedora e com o único objectivo primário o de empatar o encontro o mais cedo possível. Sobressaiu o maior poderio físico dos visitantes, conjugados com uma maior experiência de jogo, conseguiram retirar a iniciativa de jogo aos visitados, por vezes encostando-os à sua grande área. Adivinhava-se o golo do empate, as ocasiões eram por de mais evidentes, pois a pressão imposta pela

Alvi-negros de Santa Cruz…

Algo vai mal

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ais um jogo, mais uma derrota, mas acima de tudo, mais uma história para contar. A equipa do Lusitanos, partiu para mais um jogo, com a enorme vontade de acabar com uma série de maus resultados e enquanto esteve com 11 jogadores, conseguiu lutar de igual para igual com o Vila Chã, só que lá veio o fatídico, minuto 14, onde sem qualquer

tipo de contemplação a equipa ficou reduzida a 10 unidades. Não está em causa a justeza da expulsão, apenas é de lamentar que a equipa de arbitragem não tenha seguido o mesmo critério de análise durante o resto do encontro. Assim tem acontecido em outros jogos, sempre em prejuízo dos mesmos. E assim a equipa do Lusitanos, viuse confrontada com a situação de ter de jogar cerca de 80 minutos, com menos uma unidade, o que não viria a acontecer já que no minuto 82, foi expulso um jogador do Vila Chã, por palavras dirigidas ao árbitro. O jogo decorreu com grande luta e entrega da parte das duas equipas, muito intenso, devido ao campo ser pequeno e ser propício a um futebol mais directo e consequente entrega e

constante actividade no jogo, com maior esforço por parte do Lusitanos devido a estar com menos um jogador durante 68 minutos, jogo que viria ser resolvido na melhor jogada do encontro, onde a equipa do Vila Chã conseguiu trocar a bola entre vários jogadores, sempre com a bola no chão, conseguindo assim um golo de belo efeito no minuto 74. Uma palavra de grande apreço e incentivo, para a os jogadores do Lusitanos, que foram uns heróis de luta e entrega, dadas as circunstâncias da partida, demonstrando que querem alterar o rumo dos resultados, demonstrando que têm valor para outros resultados, apenas falta mais um pouco de sorte e concentração em determinados momentos. MB “Mitchfoot”

equipa do FC Perafita era demasiado alta, mas o Lavrense lá se ia aguentando e por vezes tentava desenhar rápidos contra ataques que poderiam fechar o derby a seu favor. Ao minuto 67, Marco Pereira, lateral do FC Perafita em esforço tenta cortar um lance ofensivo e contraiu ai uma lesão muscular, pedida a substituição, é lançado no derby o jogador mais novo da ficha de jogo, Zé Miguel, avançado que saiu das camadas jovens do FC Perafita, foi talvez este momento do jogo, pois como um tónico para os visitantes, foi o dínamo que catapultou o FC Perafita para uma ponta final demolidora, se até á altura a pressão era muita passou a ser sufocante, sucediam-se os livres favoráveis aos visitantes e num desses livres, Paulinho remata muito forte a bola fura a barreira ficando à mercê de Lutchindo que nunca perdeu o sentido da mesma, rematando para o fundo da baliza dos visitados fazendo o empate justificável face ao desenrolar dos acontecimentos. Numa recuperação

JORNAL DE MATOSINHOS

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ofensiva, por parte de Zé Miguel, que não dá nenhuma bola por perdida, roubou literalmente a bola ao defesa do Lavrense, progrediu e vendo Tinaia, mais uma vez em excelente posição fez o passe para a desmarcação do colega que depois com muita frieza rematou cruzado fora do alcance do guarda redes do Lavrense, estava feito o 1-2, ficou mais uma vez registada uma reviravolta feita pela equipa do FC Perafita. De realçar que o ultimo lance de perigo foi protagonizado pelo Lavrense, na marcação de um canto o avançado do Lavrense apareceu livre de marcação a cabecear ao lado perdendo assim a oportunidade de empatar o derby. Uma palavra para a jovem equipa do Lavrense, muito irrequieta e com excelentes executantes, principalmente na sua linha intermédia e avançada, contudo acabou por pagar uma factura com alguma falta de experiência e rigor táctico. A equipa de arbitragem esteve em bom plano, quer tecnicamente, quer disciplinarmente, conseguiu ter sempre o encontro na mão. FIGURA DO DERBY: TINAIA, pelo que jogou, fez jogar e pela marcação do golo da vitória. Uma menção para o jovem avançado, valor certo do FC Perafita, ZÉ MIGUEL. MB “Mitchfoot”

Balio com razões de queixa

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oi um jogo impróprio para cardíacos, proporcionado por ambos os conjuntos. Com constantes mudanças de marcador. Começa melhor a equipa visitante que aos 8 minutos já vencia por uma bola

a zero, resultado que levaria para as cabines. O início da segunda parte, a equipa da casa entra forte, e aos 67 minutos já vencia por duas bolas a uma com a “remontada” servida por César e Tiago Costa respectivamente. Responde a equipa de Matosinhos, com qualidade nos lances ofensivos, e muito justamente chega à igualdade, através de Ismael, que assim bisa na partida. Quando tudo fazia prever que o resultado terminaria empatado, eis que surge na partida um artista, chamado Fernando Ferreira, árbitro deste encontro, ao não marcar uma falta escandalosa contra a equipa da casa (“troçada” sobre o central Virgílio), que resulta no golo aos 90+6 minutos da partida (que exagero) que dá a vitória ao S. Félix, deixando no ar a injustiça do placard ( a divisão de pontos estava bem). MB “Mitchfoot”

Distrital da 1º divisão AF Porto

A quarta vitória deu para passar para a frente

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vão quatro! Depois de uma entrada com dois empates, o conjunto senhorense somou no passado domingo a quarta vitória consecutiva e com ela

Electro

assumiu a liderança da Série 2 do campeonato em que está inserido. De facto, com um plantel onde impera a juventude, a equipa técnica liderada por Joca tem sabido dinamizar e principalmente incutir nos atletas as suas ideias, espírito de grupo e acima de tudo a ambição de vitórias assente numa união perfeitamente visível. Para este jogo, Joca viu-se obrigado a ter que efectuar vários ajustes, motivados por uma onda de lesões que tem massacrado a equipa. Pese embora as contrariedades a equipa respondeu afirmativamente embora num ou outro período em que o adversário se superiorizou, talvez por um adormecimento temporário, os locais nunca deixaram de ser a melhor equipa em campo, vencendo

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com todo o merecimento e talvez ficando ainda a dever si próprios um ou outro golo. Os Gaienses, também eles com muita juventude foram um conjunto que trocou bem a bola, valorizando por essa via o espectáculo. Sintetizando então os momentos do jogo, diremos então que os instantes iniciais foram jogados em ambos os meios campos, funcionando como estudo mútuo, para logo se perceber que os locais iriam pegar no jogo foi o que aconteceu, Dani obriga Miguel a grande defesa, quase se seguida o mesmo Dani emenda de cabeça um cruzamento de Ferrer mas para o poste direito de Miguel, até que numa jogada de envolvência Ricardo é carregado na área, penalty que

Álvaro na recarga transforma no 1º golo local os forasteiros acusaram o golo e a partir dali até final do 1º tempo dominaram, tiveram duas bolas no poste e na

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barra e ainda Dourado a evitar um chapéu. Para o segundo tempo Ernesto Faria lança no jogo Hugo luz, atleta de grande porte atlético para tentar o jogo aéreo na área local, o Senhora da Hora foi mais empreendedor, mais eficaz e Ferrer marca o segundo golo numa jogada individual a enganar Miguel por entre as pernas e o poste. Com o jogo praticamente resolvido, os locais ainda aumentaram por Sérgio que beneficiou do desentendimento de Miguel e um defesa, isolando aquele. Antes do final Dourado que foi uma das figuras do jogo evita o golo dos forasteiros. A arbitragem pode considerar-se positiva. Melo Pereira

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Aldeia Nova perde em casa

Vítima de má arbitragem

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or vezes é complicado fazer um comentário a um jogo quando se vê um Árbitro que, depois de ser pressionado por atletas de uma equipa, acaba o jogo e, minutos

depois, volta a recomeçar o mesmo. O jogo entre o Aldeia Nova e o Mocidade S. Gemil começou com os Visitantes a criarem, na primeira parte, duas boas ocasiões de golo. A primeira aos 25’, quando Madureira, em jogada individual, consegue fugir à defesa do Aldeia, cruzando para a entrada da área, onde aparece Magalhães, liberto de marcação, a rematar para uma boa defesa de Vilaça. Minuto quarenta e quatro, de novo Magalhães aparecer isolado à frente de Vilaça, com este a sair rápido dos postes e a conseguir de carrinho evitar o perigo para a sua baliza. Na segunda parte, por volta do minuto sessenta, Fernandes faz falta grosseira sobre Pinto. O Árbitro marca a respectiva falta e, quando se

preparava para lhe mostrar o segundo amarelo e a consequente expulsão, instalou-se a confusão. O Árbitro é rodeado por parte dos atletas do Moc. S. Gemil, com Madureira a dirigir-se ao Juiz e dizendo-lhe só ele sabe bem o quê. O Árbitro tem de seguida algum diálogo com o seu Árbitro assistente e dá o jogo por terminado. Os atletas do S. Gemil rodeiam-no, pedindo-lhe justificações sobre o que o levou a dar o jogo por terminado. O Juiz da partida alega falta de segurança. Perante e durante esta confusão, aparece à entrada do túnel de acesso aos balneários contrário ao das equipas um reforço policial. O Árbitro, ao ver o referido reforço, dá ordem de expulsão através da amostragem do segundo cartão

amarelo a Fernandes e o reinício da partida, com alguns dos atletas do Aldeia Nova a terem que voltarem ao terreno de jogo quando já se preparavam para regressar aos balneários. Depois de recomeçar o jogo, os jogadores do Aldeia apareceram algo desconcentrados e não mais acertaram nas devidas marcações e, com as substituições por lesão de Mota e Pinto, mais as coisas ficaram complicadas. Quem tirou partido disso tudo foi o S. Gemil que, mesmo a jogar com um jogador a menos aos setenta e cinco minutos, vai inaugurar o marcador. Livre marcado por Pereira, com Vilaça a fazer uma boa defesa para canto. Na marcação do respectivo canto, surge alguma confusão dentro da área e Rocha, junto ao poste

uma equipa de futebol, onde já atingi uma subida de divisão. Agradeço ao presidente Vasco de Carvalho a oportunidade que me foi dada, pois sinto-me um senhorense.

Treinador Joca em discurso directo

Senhora da Hora em alta Depois de algumas dificuldades na construção do plantel, a equipa do Senhora da Hora está a ter um início de temporada simplesmente notável, com seis jornadas realizadas é líder incontestável com 14 pontos, resultado de quatro vitórias e dois empates JORNAL DE MATOSINHOS – Qual o segredo para este início de temporada tão positivo? JOCA – Não há segredo nenhum, mas sim muito trabalho e dedicação dentro de um grupo magnífico, que parece que já jogam há muito tempo juntos sempre, com um espírito de amizade, e os resultados têm aparecido pela motivação que a equipa apresenta. JM – Apesar de tudo, o plantel é muito jovem e curto. O que perspectiva para a equipa senhorense? Visto

que neste momento é líder, tem no horizonte a subida de divisão? JOCA – Actualmente o plantel dos clubes também não podem ser muito grandes, pois não é fácil para os clubes suportar despesas, tornando-se igualmente para os treinadores mais fácil motivar um grupo de trabalho de 20 do que de 27. Em relação à época, penso fazer um excelente campeonato sem pensar em subida, mas sim em ganhar o máximo de jogos possíveis, pois mesmo sendo um plantel jovem também existe algu-

ma experiência na equipa, assim como muita qualidade no plantel júnior do Senhora da Hora, onde já tenho utilizado alguns jogadores. Eles sabem que ainda não ganharam nada e querem manter esta humildade que é a de trabalhar sempre e procurar o melhor resultado. Este é dos melhores grupos de trabalho que já tive” JM – Foi guarda-redes no Senhora da Hora, onde acabou a carreira como jogador, e já se encontra como técnico no Senhora da Hora há

direito de Vilaça, remata fazendo golo. O Aldeia ressente-se do golo sofrido e vê Madureira num rápido contra-ataque a aparecer sem marcação diante de Vilaça. No entanto, este é mais rápido a sair dos postes e tirar a bola com um pontapé para longe da sua área. Minuto oitenta, de novo Madureira a fugir à defesa do Aldeia e rematar ao lado do poste esquerdo da baliza de Vilaça. Contra a corrente do jogo e em cima do apito final, Natal consegue ir à linha de fundo, cruzando para a área, onde aparece Pedro Silva a fazer um excelente corte de cabeça, desviando assim a bola de Soares, que estava sozinho atrás de si. O jogo logo de seguida chega ao seu final com o Moc. S. Gemil a ganhar por uma bola a zero. Por fim deixo uma pergunta no ar: se os jogadores do Aldeia Nova tivessem abandonado o campo de jogo quando Árbitro deu o mesmo por terminado, como seria? MB “Mitchfoot”

alguns anos. O que o motiva para representar esse clube? JOCA – Depois de alguns anos como profissional, onde o último ano foi no Trofense, convidaram-me para jogar no Senhora da Hora, ao qual acedi e foi precisamente onde acabei a minha carreira de jogador. O que me motiva no clube, onde joguei 4 épocas, é o facto de me ter dado a oportunidade de iniciar a minha carreira de técnico principal de

JM – Como todos os treinadores, tem alguma ambição, gostava de treinar equipas de outros campeonatos? LOCA – Sim, claro. Como todos os treinadores, ambiciono chegar mais além. Mas isso só é possível fazendo o que faço todos os dias, trabalhando com humildade e seriedade, pois acredito no trabalho que faço. Mas se tiver de continuar nesta divisão, continuarei com a mesma vontade de sempre. Tenho os pés bem assentes na terra. JM – Que mensagem para os adeptos do Senhora da Hora? JOCA – Aos adeptos senhorenses peço que continuem a apoiar a equipa como sempre o têm feito, pois o campeonato é longo e precisamos de todos para enfrentar as adversidades que aí vêem. Mário Barbosa “Mitchfoot”

Campeonato Nacional da 2ª Divisão

Campeonato Nacional da 3ª Divisão

Vendida cara a derrota

Emoção a rodos

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artida muito bem disputada que chegou a ter fases “impróprias” para cardíacos. A equipa de Leça da Palmeira abriu o activo ao apontar o golo através de Jorginho. Este golo chegou a fazer acreditar que a Cohaemato iria levar de vencida o seu adversário. Tal não veio acontecer porque Tiago passa-

dos alguns, poucos, minutos, empatou a partida. Com este resultado chegou o intervalo e as equipas a recolher aos balneários Veio a segunda parte e a movimentação por parte dos jogadores foi maior. Daí que Nuno Gomes apontou o segundo golo para a sua equipa. “Sol de pouca dura” dado que passados poucos minutos Dinho da equipa visitante volta a colocar o resultado num empate a duas bolas. Não demorou muito a que a Cohaemato por intermédio de Tiago Leite tivesse passado para a frente no marcador. Sem que fosse de esperar, a equipa da casa através de Carlos Leite colocou-se a vencer com dois golos apontados quase de rajada. A arbitragem cotou-se em bom nível. Na próxima jornada (22.10) a equipa da Cohaemato recebe no seu reduto o conjunto do Clube Desportivo das Aves em partida que tem o seu início pelas 17,15 horas. Araújo Reis

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ogo disputado taco a taco, mas com os locais, durante a primeira parte a perder várias oportunidades sucessivas de golo e por isso, o mais difícil foi o Junqueira não marcar, pelo menos duas ou trás das cinco ocasiões flagrantes para golo. Deve dizer-se que a dupla de árbitros não assinalou faltas que existiram por duas vezes em que os jogadores locais quando se dirigiam para a baliza contrária foram rasteira dos. Os árbitros, quanto a nós, fizeram vista grossa. Admite-se que as faltas não foram marcadas porque já era a sexta ao Sangemil, que dava direito aos locais para rematar de livres directos dos dez metros. Paradoxalmente o árbitro Hélder

Leal, assinalou uma falta que não existiu quando Hugo (Glu) deixou fugir a bola pela lateral e simulou uma falta quando ninguém lhe tocou, estatelando-se no solo, isto merecia a cartolina amarela. A segunda metade foi praticamente a marcha do marcador que despertou assistência. Com 22’ Márcio insistiu a seguir uma bola que se dirigia à linha de fundo da equipa visitante, tirou o guarda-redes adversário da jogada e de ângulo difícil enfiou a bola na baliza contrária. Aos 25’ “Glu” para uns e Hugo de seu verdadeiro nome, frontal à baliza local, beneficia da desatenção dos jogadores locais e do passe que lhe foi

dirigido na marcação do canto, para empatar o jogo. Piro (ex Junqueira) aos 28’coloca a sua equipa a vencer com um golo de calcanhar, num toque subtis quando se encontrava ao segundo poste. Até que aos 30’ o golo mais bonito da partida a que se assistiu apontado por Guilhas ao rematar descaído para a sua direita e sem deixar a bola tocar o solo. O terceiro golo dos locais surgiu aos 33’ por Faísca que, dentro da área adversária, dá o melhor seguimento à jogada ao recargar uma bola vinda da baliza contrária. Aos 35’ novo empate por intermédio de Costa (ex Junqueira), tirando partido ao levar a bola com a mão direito. Novamente o Junqueira coloca-se na frente do marcador aos 38’ através de um golo de Esquerda que consegue ultrapassar por três adversários e atirar para o melhor sítio. Passados trinta segundos é de novo “Glu” ou Hugo que volta a empatar o jogo. Resultado com que chegou o final da partida. Excepção ao atrás descrito a arbitragem procurou cumprir. Na próxima jornada a equipa do Junqueira desloca-se a Chaves para defrontar a equipa do Ervededo Futsal, pelas 16 horas. Araújo Reis


21 DE OUTUBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

JORNAL DE MATOSINHOS

19

Escola BTT Matosinhos em Braga

Futsal

Vitória facilitada e "Hat-trick" de André T A informação que chegou até nós desta partida, vinda por intermédio dos leceiros, é de que a equipa adversária, até certo ponto, é muito frágil e daí esta vitória que se pode considerar folgada. Os golos dos academistas foram apontados por André o 1º aos 10'; Paulinho o 2º aos 11'; o 3º golo aos 29' por André; Lelo aos 33' marcou o 4º golo; novamente André aos 33' e 30" apontou o 5º golo; e aos 38' Rui Miguel fechou a contagem ao marcar o 6º golo. Tal como o desenrolar da partida, a arbitragem teve a vida facilitada e assim efectuou um bom trabalho. Na próxima jornada a Académica de Leça recebe o Nogueiró no seu recinto pelas 15,30 horas. Araújo Reis

Distrital de Juniores de Futsal Feminino - 2ª Jornada

Avilhó merecia mais

A

equipa da casa entrou no jogo com mais garra, pertencendo-lhe os dois primeiros remates pela sua possante jogadora Ana Silva, a que se opôs muito bem a guarda redes Bruna Lima. Mas ao terceiro remate, decorria o terceiro minuto de jogo, nada pode

fazer perante a capitã do Baguim, Ana Carvalho; estava inaugurado o marcador. A partir daí o Avilhó alterou a sua forma de jogar, equilibrou a partida numa primeira fase e à medida que foi criando as suas oportunidades, foi-se tornando cada vez mais dominadora do jogo; mas faltou concretizar e podese dizer que foi com alguma injustiça que chegou ao intervalo ainda a perder. Na segunda parte, o jogo foi completamente dominado pelo Avilhó e após várias perdidas e três remates aos postes da baliza; finalmente a dois minutos do fim da partida, seria a melhor jogadora em campo, a Bruna Marques quem conseguiria colocar a bola no fundo das redes, abrindo o marcador para o Avilhó. Mas tal já seria tarde de mais para poder chegar à merecida vitória, resultado que estaria bem mais de acordo com o jogo realizado. Na próxima jornada, amanhã, às 16 horas, o Alto de Avilhó recebe o GD da Escola de Gervide, no Pavilhão Municipal de Custóias. Júlio Nascimento GDRC Alto de Avilhó

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Sai às Sextas-Feiras Fundado em 25-9-80 Fundador e Proprietário Eduardo Pinto Soares Co-Fundadora Esmeralda de Figueiredo Soares Registo Nº 107094 Inscrição Nº 207093 Depósito Legal Nº 54847/92 Contribuinte Nº 154754331 Assinatura Continente: 50 Euros Assinatura Ilhas e Europa: 100 Euros Assinatura Extra-Europa: 150 Euros Número Avulso: 1 Euro Correios electrónicos: geral@jornaldematosinhos.com publicidade@jornaldematosinhos.com

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Diretor Pinto Soares Diretora-Adjunta Natália Pinto Soares Quadro Profissional José Maria Cameira (Cart. Profissional nº 4240) Natália Pinto Soares (Cart. Profissional nº 4799) Pinto Soares (Cart. Profissional nº 5284) Colunistas Barroso da Fonte Elvira Rodrigues Inocêncio Pereira Manuel Barreiro de Magalhães D. Manuel da Silva Martins Mário Frota Fernando Fernandes da Eira

RUA BRITO CAPELO, 598 1.º, SALA 1.2 - 4450-602 MATOSINHOS TLF./FAX 229 387 192 • 229 388 496 TELEM. 912 270 577 • 933 269 190 • 966 061 371 e-mail: matosinhos@jurisgrupo.com

Artur Osório de Araújo Valdemar Madureira José Ferreira dos Santos Celso Marques Narciso Miranda Fernando Santos Clarisse de Sousa Colaboradores Germano Sotomayor Coelho dos Santos Nilce Costa Armando Mesquita Tenente-Coronel Rui de Freitas Lopes Paula Teixeira César Moreira José António Terroso Modesto Delfim Correia António Vilaça Eduardo da Costa Soares

GD4C aposta no Circuito de orientação de Precisão

R

ealizou-se no Parque da Cidade, na passada sexta-feira, com organização do clube matosinhense GD4C-Grupo Desportivo 4 Caminhos, a 1.ª etapa do II Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes Todos Iguais 2011”. A iniciativa foi integrada no maior movimento nacional de voluntariado empresarial, o “GIRO 2011”, e contou com a presença da presidente do GRACE, adjunto do secretario de Estado do Desporto e Juventude, director executivo da ANDDI e o representante da Federação Portuguesa do Desporto para Deficientes.

Participaram 45 elementos com deficiência Motora e Intelectual de várias entidades da região (Hospital da prelada, ADFA, CERCIVAR, CEFPI, CERCIESPINHO). Nota para a colaboração de alunos de 12º Ano – Curso Tecnológico/Desporto da Escola Secundária Júlio Dinis, de Ovar e 55 voluntários do GRACE. Podem acompanhar no Orientovar as crónicas do evento: http://orientovar.blogspot.com/ 2011/10/ii-circuito-de-orientacaode-precisao.html http://orientovar.blogspot.com/ 2011/10/orientacao-adaptadasucesso-na-estreia.html

Consultório: Av. Combatentes da Grande Guerra, 709-1º 4450 LEÇA DA PALMEIRA - Telef. 22 995 27 89 Residência: Telef. 22 618 25 92

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agradecem o empenho de todos os atletas que vestiram a camisola do Clube BTT Matosinhos. Brevemente daremos mais notícias sobre a equipa de 2012. Tudo em www.escolabttmatosinhos.com Jorge Rocha Escola BTT Matosinhos

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o objectivo principal foi conseguido, fazendo com que todos os atletas através da sua auto motivação se valorizassem e atingissem por vezes os seus limites, contribuindo para o objectivo da equipa, mas principalmente para o desenvolvimento pessoal e social. Assim os directores José Lapa, Joel Oliveira e o próprio,

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erminou a época de 20011 com a última prova do campeonato regional do Minho realizada na freguesia de Padim da Graça no concelho de Braga. Denominada de Troféu Manuel Ferreira, homenagem ao corredor e amigo, a prova esteve ao mais alto nível. Com um percurso bem delineado, com subidas encadeadas com alguns falso patamares que proporcionavam um retomar da respiração, terminava no seu ponto mais alto com uma gincana onde testava a destreza e bravura dos atletas ao ultrapassar alguns drops. De seguida dava-se a aproximação sempre em descida à parte do percurso menos exigente fisicamente do percurso, mas a concentração aumentava ou então a queda era eminente. A descida tinha duas fases distintas, uma em single track que ao longo da corrida foi ganhando socalcos com rego onde alguns atletas caíram. Mas para os passavam esta zona técnica, mais à frente havia novo teste à perícia, uma descida quase a pique fazia deste local uma zona de publico. Quem passava ileso, ou seja, sem quedas, era ovacionado cm aplausos. Rui Pereira do N. D. Travanca/Bicicletas Andrade na categoria de juvenis ganhou a prova e sagrou-se campeão regional, Miguel Sousa do CRC/Planicosta/Bikeworld venceu a prova e a geral na categoria de infantis. A Escola BTT Matosinhos compareceu com a cinco atletas no troféu escolas. Sérgio Lapa, Francisco Carvalho e João Gonçalves, na categoria de juvenis, terminaram em 13º, 14º e 15º lugares respectivamente. José Neves e Diogo Oliveira do escalão de infantis, terminaram em 18º e 19º lugares respectivamente. A equipa da Escola consegui o 6º lugar. Na classificação geral, Sérgio Lapa terminou em 10º lugar com 118 pontos, Francisco Carvalho em 11º com 104 e João Gonçalves 14º com 72 pontos. A equipa terminou em 4º lugar com 224 pontos. Em resumo, podemos afirmar que

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Maria Amélia Freitas Germano Couto Desporto Araújo Reis Ricardo Lemos Melo Pereira Joaquim de Sousa Mário Barbosa Artur Moreira Vasco Pinho Hugo Sequeira Jorge Rocha Arte e Cultura Júlio Giraldes Manuel Santos Costa José Pereira Dias Economia e Gestão F. Fernandes da Eira Poesia Armindo Fernandes Cardoso

Joyce Piedade Luís Pedro Viana Maria Emília Dinis Rocha Marques Portugal João Diogo Cartonista José Sarmento VOLUNTÁRIOS NÃO REMUNERADOS Manuel Fernando Pinto Soares João Pinto Soares (Publicidade e Distribuição) Isaura Pinto Soares Magalhães Eduardo Albano Pinto Soares Lúcio Terra (Publicidade, e Cobranças) Informática Miguel Gomes

Editor Eduardo Pinto Soares Impressão Unipress - Centro Gráfico, Lda. Trav. Anselmo Braancamp, 220 4410-359 Arcozelo - V.N.G. Contabilidade Cláudia Susana Pereira Maio (TOC) Selecção de Cores e Grafismo “Jornal de Matosinhos” Sócio-Fundador de Forumédia, SA (Algarve) Regimédia, SA (Lisboa) Rádio Clube de Matosinhos Sócio de Mérito Lions Clube de Matosinhos Associação Recreativa Aurora da Liberdade Medalha de Mérito Lions Internacional Medalha de Honra Fórum Matosinhense

Sócio Honorário Custóias Futebol Clube Centro Cultural e Desportivo da Administração dos Portos do Douro e Leixões Associação Recreativa Cultural e Desportiva Junqueira Futebol Clube (Santa Cruz do Bispo) Sócio Benemérito Associação de Pescadores Aposentados de Matosinhos DIRECÇÃO, REDACÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Avenida Joaquim Neves dos Santos (acesso aos Armazéns Gerais da Câmara, ao lado do Cemitério de Sendim). Oficinais Gráficas, Auditório, Esplanada e Biblioteca Pública • Apartado 2201 • 4451-901 Matosinhos • Telef. 229516880/229510178 (PPCA-10 linhas) Fax: 229516719 Tiragem média do mês anterior: 16.000 exemplares

OS ARTIGOS SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, NÃO SIGNIFICANDO QUE A DOUTRINA NELES EXPRESSA COINCIDA COM A ORIENTAÇÃO DESTE JORNAL


Posto de Observação

Texto e fotos de Manuel Augusto dos Santos Costa

Henrique Silva, o artista plástico A vida do Rei dos Congros Os artistas são boas pessoas. Tanto produzem, como inventam, como sonham. E os espectadores, pacientemente, têm de descobrir o que o artista quer dizer nos seus trabalhos. Henrique Silva nasceu em 1933. Tem diversas formaturas. Trabalho diversificado. Expõe há meio Século. Mas nunca o fez em Matosinhos. Chegou agora essa oportunidade. Na Galeria Municipal, podemos ver, até 20 de Novembro, mais de 50 vídeos. São horas e horas de experiências. “Distorcidos” ou “desfocados”, cada um use a imaginação. É uma nova experiência de trabalhos, desde 2006 até aos nossos dias. As novas tecnologias criam maravilhas. A obra intitula-se “Reflexões sobre fantasmas”.

Os anos do Rafael O Verão terminou. Mas não foi um sonho que findou, como diz a canção. Foi uma nova Estação que começou. O Rafael fez 6 anos em Agosto. Está numa escola em Lisboa. Mas os pais regressaram à casa dos avós para, em conjunto com amigos, festejarem os seus anos. E ele pousou o talher para se afirmar na foto. Em Paderne, cujo castelo figura na Bandeira Nacional, foi um convívio de dezenas de pessoas. O dia transformou-se em festa. Para o ano tencionamos marcar presença para, outra vez, lhe cantarmos os parabéns.

Adão Soares tem 59 anos. Começou a pescar aos S anos, levado pelo pai. Depois de diversas profissões, foi funcionário da EDP até se reformar. Mas nunca deixou o “vício” da pesca. Aveiro é o seu local favorito. E dedica-se à pesca do congro. O maior que lhe caíu no anzol, media 2,31 metros e pesava 30 quilos. Conquistador de várias dezenas de troféus, resolveu construir um museu, a expensas próprias. Foi inaugurado em 21/5/2011, pelo presidente da Câmara de Gondomar, no Lugar de Aguiar, Freguesia de S. Cosme. A rua tem o seu nome. Foi a concretização do sonho da sua vida. Mas agora saíu um livro com a história da sua vida: As Noites Longas do Rei dos Congros, numa edição da Editora Lugar da Palavra. Cem páginas de dor, alegrias e surpresas. Valentim Loureiro marcou presença neste lançamento e espera que o Museu seja visitado por muita gente, ligada à pesca ou não. Está bem apetrechado. Já está na Rota Oficial de Gondomar.

Pintura no Castelo da Foz

O Fotógrafo mostra o que viu Dia sem Carros Deviam proibir de conduzir quem assim procede com este estacionamento invulgar. Mas já não é o primeiro nem será o último, até que as autoridades ponham cobro a tal situação. Três carros em paragem irregular, é obra.

A Private Gallery tem patente no Forte de S. João Batista da Foz do Douro, uma exposição colectiva de pintura e escultura. Dezenas de trabalhos, de Sobral Centeno, José de Guimarães, Cruzeiro Seixas, entre outros, podem ser apreciados, de 21 a 30 de Outubro.

Até choras para andar de lambreta Era este o slogan que corria por cá, nos anos 60, em grande parte motivado pelo filme Férias em Roma (1953), em que Gregory Peck levava na sua pequena Vespa Andrey Hepburn a passear pelas ruas de Roma. Utilizada pelas mulheres, que podiam conduzir de saia ou vestido, também António Gedeão lhe dedicou o poema da auto-estrada dizendo “Leonor voando na estrada preta/vai na brasa de lambreta”. No MUDE-Museu da Moda e de Design, em Lisboa, até 24/10, podem ser admiradas 60 scooters de diversas nacionalidades. Fernando Pinto de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos entre 1958 e 1965, utilizava a sua Vespa para deslocações a obras no concelho. Aliava o baixo preço de custo à deslocação rápida e prática. A sua “menina” pode agora ser vista, admirada e comentada, no Museu da Quinta de Santiago, Leça da Palmeira, em conjunto com a exposição da sua vida e obra ao serviço camarário, por ocasião do seu centenário de nascimento, ocorrido em 15 de Setembro.

Joel Cleto: ele sabe do que fala A revista U. Porto-Alumni, de Julho, dedica três páginas a Joel Cleto. Com inteira justiça, mas o que não diz – e devia fazê-lo – é que o arqueólogo também é um estudioso dos Caminhos de Santiago. Saudemos o homem e o profissional, aguardando as novas revelações que tem para oferecer à comunidade, principalmente dos matosinhense.

Jornal de Matosinhos Nº1609  

Jornal de Matosinhos Nº1609

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