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de

Director Pinto Soares

Ano XXXI • Nº 1617 Isenção 16 de Dezembro de 2011 Seriedade Preço: 1 € ANOS (IVA incluído) ao Serviço Sai à da Nossa Terra Sexta-Feira

Directora-Adjunta Natália Pinto Soares

ESMERALDA SOARES

6 ANOS DE SAUDADE RECORDADA MEMÓRIA DA MULHER, OPERÁRIA, ESPOSA, MÃE, AVÓ E EMPRESÁRIA, CO-FUNDADORA E PROPRIETÁRIA DO “JORNAL DE MATOSINHOS” PÁG. 3

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Semanário Regional Independente

JOVEM BAILARINO TALENTO DE MATOSINHOS

A CAMINHO DE LONDRES IGOR DE ABOIM GANHOU MÊS E MEIO DE FORMAÇÃO NUMA ESCOLA DE PÁG. 7 ARTE DO REINO UNIDO

FESTA DA POESIA

COMPRA DO ESTÁDIO DO LEIXÕES

PÁG. 11

VETADA

MANUEL PINA AGRACIADO ESCRITOR CONTEMPLADO COM MEDALHA DE MÉRITO DOURADA DO MUNICÍPIO PÁG. 10

PEDRO DA VINHA COSTA ACUSA MUNICIPALIDADE DE SE COMPORTAR À MARGEM DA CRISE

ESBANJAMENTO EM CAUSA: DOIS MILHÕES DE EUROS NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS QUE PODERIAM SER EFECTUADOS POR PÁG. 4 FUNCIONÁRIOS CAMARÁRIOS

TRIBUNAL DE CONTAS CONSIDERA AQUISIÇÃO ILEGAL MUNICIPALIDADE DIZ QUE RECUSA FERE PRINCÍPIO DE IGUALDADE E BOA GESTÃO FINANCEIRA CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE ALIMENTOS EM LEÇA DA PALMEIRA ULTRAPASSOU EXPECTATIVAS

TONELADAS DE SOLIDARIEDADE PRODUTOS DESTINAM-SE A CEIA DE NATAL PARA 400 CARENCIADOS PÁG. 7

LAVRA: PLANO E ORÇAMENTO PARA 2012

À TANGENTE QUEDA DO EXECUTIVO SALVA COM ABSTENÇÃO SOCIALISTA E VOTO DE DESEMPATE DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA

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JORNAL DE MATOSINHOS

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31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

BILHETE POSTAL

ESTA SEMANA NARCISO MIRANDA

MANUEL

Vereador Independente

MATOSINHOS SEMPRE

BISPO

Caro Alfredo, Portugal torna-se cada vez mais hemiplégico. Enquanto uma metade, de alto a baixo se encontra, vamos dizê-lo, robusta, a outra começa a ter só pele e osso, isto é, entrou em agonia. A primeira metade, a robusta, será o Litoral, a segunda, a parada, esquelética a agónica, é o Interior. É uma dor de alma ver morrer uma parte tão importante do nosso corpo. E o agravo é maior, se tivermos em conta as lágrimas de crocodilo dos nossos governantes seguidas das promessas mais mentirosas de uma atenção muito estudada e prestes a ser aplicada, faltando só uma assinatura qualquer. A verdade é que vem morrendo tudo o que era vida por lá; a verdade é que, até sem morfina, se vai matando o que de vida por lá resta. Podia apontar muitos exemplos do passado passado e do passado recente. Lembro só o aumento das taxas moderadoras para os pobres a quem já tinham roubado os Centros de Saúde da terra e agora as portagens nas Scut. Como é possí-vel que um resto de actividade que por lá teimava em resistir, possa sobreviver? Tenho pena dessa gente. Tenho muita pena de nós. Já agora, deixa que te aponte mais uma pena, que tem a ver com a agonia da União Europeia, que despontou nos nossos horizontes como uma estrela de esperança num mundo novo de paz, de comunhão, de fraternidade. Despontou como um sonho que não faltará muito em tornar-se pesadelo. Vem aí o Natal. Tudo isto e muito mais tem a ver com o Natal. O Senhor vem. Se O deixarmos entrar, tudo será novo, todos os homens se apresentarão, felizes, com uma roupa nova. Mt.º Ded.º

O

Tribunal de Contas vetou o negócio da compra dos estádios de futebol do Leixões. Nada de que não se estivesse à espera. De facto qualquer cidadão atento e minimamente conhecedor das regras legalmente estabelecidas sabia, ou tinha obrigação de saber, que comprar estádios, exclusivamente utilizados para o futebol profissional e neste caso para pagar dívidas anteriormente assumidas não é legal nem aceitável. É previsível que o mesmo Tribunal de Contas vete, também, o negócio da compra do estádio do Leça. Perde Matosinhos e perde sobretudo o Leixões. A Câmara, e particularmente a maioria que votou a favor deste negócio, fica com a credibilidade muito afectada. Os vereadores, candidatos e eleitos, na candidatura “Narciso Miranda Matosinhos Sempre” alertaram para a situação, votando contra, e salientando, de forma incontornável, que não é desta forma que se ajuda o Leixões. A decisão deste negócio chocou a maioria dos cidadãos, em especial as famílias e as pessoas que enfrentam grandes dificuldades nesta conjuntura difícil.

ELVIRA RODRIGUES

Orfeão de Matosinhos

Todas as crianças têm direito a ter um colo A Casa do Caminho, com sede na Senhora da Hora, é a Primeira Unidade de Emergência Infantil do Norte. Saiba alguns dos produtos mais necessários desta associação em http://www.casadocaminho.pt/. Alguns custam menos de 1 Euro e podem ser adquiridos numa simples ida ao supermercado.

Foram criadas falsas expectativas ao Leixões, ao Leça e aos seus profissionais, sem o cuidado de tratar convenientemente a questão da sustentabilidade e legalidade da decisão tomada. Foi um acto de teimosia que vai trazer consequências negativas para a comunidade matosinhense. É previsível que o Tribunal de Contas tomará a mesma decisão relativamente ao negócio para a compra do estádio do Leça e também neste caso as falsas expectativas criadas vão afectar o futuro do Leça e, também, mais uma vez, afectar a credibilidade da autarquia local e dos eleitos na Câmara pelo PS e PSD. É pena que tudo isto esteja a acontecer em Matosinhos e é, do nosso ponto de vista, absolutamente inútil recorrer para o plenário do Tribunal de Contas. A decisão será, inevitavelmente, a mesma: chumbo deste negócio, por falta de sustentação legal. O Tribunal de Contas deu razão à posição que tomamos contra a compra pela Câmara dos estádios do futebol do Leixões e Leça. Sempre afirmamos ser escandaloso gastar o dinheiro dos cidadãos na compra de estádios de futebol para pagar dívidas. É isso mesmo o que o Tribunal de Contas afirma ao considerar que os cerca de 5 milhões de euros a pagar, pela Câmara, com esta compra, dos

quais 30 mil euros em acções e o remanescente em 120 prestações de 35 mil euros, por mês mais os respectivos juros, é uma forma indirecta de fazer um financiamento ilegal. Também na Assembleia Municipal todos os eleitos do PS, como normalmente acontece, votaram cegamente a favor. Gostaríamos de os ver agora, em nome da verdade e do rigor, a reconhecerem o erro cometido e que a teimosia e a força dos votos não são suficientes para vencer a legalidade, a transparência, a verdade e a razão. Tenho a certeza que isso não vai acontecer dado que o “vírus socrático” ainda exerce a sua força contaminadora. Fizemos o que estava ao nosso alcance para evitar esta situação e encontrar outras formas, legalmente estabelecidas, para apoiar os clubes que se dedicam à prática do desporto. Não fomos ouvidos, fomos acusados disto e daquilo. A força dos votos que resulta da soma dos vereadores eleitos pelo PS e pelo PSD sobrepôs-se, como sempre acontece, à força da razão. A verdade vem sempre ao de cima e, mais tarde ou mais cedo, a razão vai fazendo o seu caminho. No intervalo perderam as colectividades, perdeu o Leixões e vai perdendo Matosinhos.

(Novas) oportunidades... "Avaliadora Externa na Escola Secundária António Sérgio, Vila Nova de Gaia

Esteve patente no Orfeão de Matosinhos uma exposição dedicada aos comboios, constituída por locomotivas, pistas de carris, postais, fotografias e selos e uma maqueta de uma cidade em miniatura com carruagens (colaboração da firma MINITREM). Paredes meias, uma Venda de Natal, desde panos e babetes bordadas, a caixas e velas pintadas.

Veto do Tribunal de Contas

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ndo cansada … ou melhor estou cansada de análises descontextualizadas acerca de tudo e de nada numa visão redutora, fatalista e de “bota abaixismo” tão caraterística dos portugueses (pelo menos de alguns). Esta situação tem-se verificado relativamente às Novas Oportunidades no contexto da Educação e Formação de Adultos. De uma forma redutora e simplista assistimos a algumas pessoas a analisarem o “todo pela parte”, ou seja a generalizarem os maus exemplos em vez de valorizarem os bons … e a essência daquilo que está por detrás de um processo de reconhecimento e validação de competências. O referencial de competências-chave já tem mais de uma década. O seu aparecimento é um momento importantíssimo na Educação e Formação de Adultos, um momento que foi recordado por alguns

Centros de Novas Oportunidades com sessões de esclarecimento, balanço, reuniões de trabalho … repletas de significado e conteúdo. Pela minha parte, e na qualidade de avaliadora externa de Portefolios Reflexivos de Aprendizagem (PRA’S), vulgarmente designadas de “Histórias de Vida” devo afirmar que me têm passado pelas mãos trabalhos muito sérios, bem estruturados e de elevada qualidade. Para além disso, o retorno à escola para alguns adultos é um momento por excelência de (re)aprendizagem, de mudança de vida, de esxperança…. Quando falo de esperança estou a pensar especificamente naqueles adultos que, encontrando-se em situação de desemprego., são, numa primeira fase quase obrigados a ingressar num processo de RVCC e… surpreendentemente… conseguem resultados extraordinários… e muitas vezes o alento que faltava para continuar a lutar numa Europa avassalada por uma crise económica sem precedentes. Mas, mais do que a leitura e análise dos PRA’S as sessões de júi são momentos especiais. Momentos sérios, dignos e… para alguns adultos absolutamente únicos. Muitos fazem-se acompanhar das famílias e, naquele momento, o seu olhar ganha outra cor, outra dimensão… Para o avaliador externo, formadores,

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equipa RVCC, diretor/a do estabelecimento de ensino é uma conquista… sim, porque cada caso de sucesso é uma conquista… um desafio. Estes adultos não são estatísticas… não são números… são pessoas… com sentimentos, com vidas… que merecem estas oportunidades… que merecem ver reconhecidas e validadas as suas competências. Pela minha parte cada sessão de júri é um momento irrepetível que não se esgota aí. Com a generalidade destes adultos tenho mantido troca de correspondência por email e acompanhado o seu percurso. Jamais esquecerei, por exemplo, o rosto de quem me recebeu na Escola Secundária António Sérgio, em Vila Nova de Gaia – a Ana Leitão-. Cerca de um ano depois tive o privilégio de avaliar o seu PRA e dimensionar a importância que este processo teve no seu percurso pessoal, profissional e até familiar. Assim, e em vésperas de Natal, deizo aqui uma palavra de carinho a todos aqueles,diretor, coordenador, profissionais RVCC, formadores, adultos… com quem tive o privilégio de partilhar momentos especiais durante as muitas sessões de júri em que já participei. Bem hajam!

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31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

JORNAL DE MATOSINHOS

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Conferência sobre Reforma da Administração Local

Assembleias Municipais chamadas a apresentar propostas Matosinhos não deverá ser afectado segundo critérios da nova lei

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deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, eleito pelo círculo de Viana do Castelo, defendeu que as Freguesias devem ter mais dignidade, lamentando que estas não tenham meios nem capacidade, actualmente. O também vice-presidente da bancada parlamentar laranja na Assembleia da República falava numa conferência sobre a Reforma da Administração Local promovida, na passada segunda-feira, pelo núcleo do PSD de S. Mamede de Infesta, liderado por Bruno Pereira. Carlos Abreu Amorim começou por explicar que o Livro Verde que prevê da extinção/agregação de Freguesias, tornado público em Setembro pela ANAFRE, é “um documento de trabalho para reflectir e sem carácter definitivo” e adiantou que caberá às Assembleias Municipais apresentar uma proposta para o seu Concelho. “Em Janeiro vai entrar uma lei em vigor sobre as Freguesias. A lei dá um mês às AM para apresentar propostas. Os critérios vão estar na lei e são muito mais flexíveis do que os do Livro Verde. Os poderes serão da AM e há uma margem e liberdade muito grande”. O deputado desmistificou, ainda, a

palavra “agregação”: “Não é uma união porque as Freguesias podem manter o nome, os bens, o património, os seus símbolos… O que passa a existir é um corpo administrativo único. Uma só assembleia e uma só Junta”. Esta é uma forma, defendeu, de dotar as Freguesias de mais meios e capacidades:

“Agora discute-se pela não extinção e agregação, mas em breve vamos assistir a pedidos de Freguesias para não ficarem de fora desta reforma porque terão ao lado corpos administrativos mais fortes graças a esta reforma”. O facto de algumas Freguesias viverem “numa mendicidade constante” face à

Câmara Municipal foi criticado por Carlos Abreu Amorim que concluiu: “Esta reforma é para salvar as Freguesias. Sem esta reforma, as Freguesias vão morrer”. O deputado desmentiu, porém a ideia de que a reforma servirá para poupar dinheiro ao Estado: “0,1 por cento é quanto gastam as Freguesias ao Orçamento de Estado”. Já no período dedicado a questões, o líder da Concelhia PSD matosinhense, Pedro da Vinha Costa, mostrou-se preocupado com o facto de serem os Municípios a apresentar propostas, dizendo-se defensor da reforma, mas questionou o poder dado às AM’s. Ainda a propósito da reorganização administrativa, Carlos Abreu Amorim falou de Matosinhos: “Pela aplicação dos critérios da nova lei, o Concelho deve ficar como está”. Sobre a postura do presidente de Junta de Leça da Palmeira, o deputado disse apenas que “Leça da Palmeira não é um problema”, garantido que os responsáveis políticos leceiros já foram avisados: “Mas alguns preferem continuar a fazer o seu número… Todos sabemos que a política é um palco”, concluiu. Paula Teixeira

Assembleia de Freguesia de Lavra

Opções do Plano e Orçamento aprovadas "à tangente" R

eunidos em Assembleia de Freguesia, os deputados da Assembleia de Freguesia de Lavra aprovaram os documentos das Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano 2012. Mas foi uma aprovação à tangente, visto que seis membros do PSD e CDS votaram a favor, enquanto que houve seis votos contra, sendo quatro do PS e dois da Associação Narciso Miranda Matosinhos Sempre. Valeu a abstenção de um socialista e o voto de desempate do presidente da Assembleia de Freguesia, Emídio Moreira Maia. Fernando Fernandes, PS, leu uma declaração de voto, referindo que “a bancada do PS toma a posição de voto nesta Assembleia de Freguesia para as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2012 de quatro votos contra e uma abstenção porque não concorda com este Plano e Orçamento, dado que não reflecte as necessidades mais urgentes e importantes para a nossa vila de Lavra, no entanto, e como sempre, não é nossa intenção alterar a vontade popular que foi dada a este executivo, de coligação PSD-CDS”. Durante a discussão, Fernando Azevedo Sousa e Fernando Sousa (NMMS), Fernando Fernandes e Tiago Silva (PS), criticaram a “pouca ambição” do executivo liderado por Rodolfo Mesquita, salientando que no documento em causa constavam obras que não são da competência da Junta de Freguesia mas sim da Câmara Municipal ou do Governo, dando o exemplo da piscina municipal, pavilhão municipal e Portinho de Angeiras, que continuam a constar nas opções do plano e que ainda não foram construídas. Fernando Azevedo Sousa manifestou o desejo de que o Portinho venha a ser uma realidade em breve, uma vez que o actual governo é da cor política do executivo autárquico. Rodolfo Mesquita explicou que “desde sempre, mesmo durante os mandatos do meu

antecessor, Fernando Fafiães, as obras que não são da nossa responsabilidade constam nestes documentos, até para servir de pressão para quem de direito”, seja Câmara seja Governo. Quanto ao portinho de Angeiras, lembrou que se não tivesse havido uma alteração a pedido de lavrenses para que o paredão da infra-estrutura fosse mais longo, “talvez já tivesse sido construído”, mas que actualmente, dada a conjuntura nacional, a sua construção não se deve verificar em breve. No entanto, garantiu que o seu executivo continuará a defender essa edificação, há muito esperada pelos pescadores da Freguesia. A unanimidade dos votos incidiu na aprovação das alterações ao regulamento do cemitério e na proposta do mapa de pessoal da autarquia local. José Maria Cameira

ESMERALDA ODETE DE FIGUEIREDO MENDES SOARES MISSA DE 6º ANIVERSÁRIO DO SEU FALECIMENTO Seu Marido, Filhos, Genros, Noras, Netos e demais Família comunicam, às pessoas das suas relações e amizade, que mandaram celebrar uma Missa em Sufrágio e Memória da sua Ente Querida, ESMERALDA ODETE DE FIGUEIREDO MENDES SOARES, ontem, dia 15 (quinta-feira), na Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, às 18,30 horas. Agradecem, reconhecidamente, a todos quantos se dignaram estar presentes em tão piedoso acto, em honra da Mulher, Operária, Esposa, Mãe, Avó e Empresária, Co-Fundadora e Proprietária do “Jornal de Matosinhos”.


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JORNAL DE MATOSINHOS

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Inauguração do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda de Matosinhos À hora do fecho desta edição, o Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda de Matosinhos, localizado nos Paços do Concelho, estava a ser inaugurado na presença de Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, José Maria Aznar, antigo chefe do governo de Espanha, e Guilherme Pinto, presidente da Câmara Municipal. Fruto de um protocolo assinado entre o Município de Matosinhos e a Fundación Gerado Rueda, o nosso Concelho passa a albergar uma mostra muito significativa do acervo da instituição espanhola. Com a nova instalação cultural, Matosinhos, juntamente com Madrid e Valência, passa a ser uma das cidades com maior número de obras do espólio da Fundación Gerardo Rueda.

Lapso de informação Na reportagem acerca do concurso TalenTus, publicada na última edição, intitulada “Igor de Aboim e Francisca Lima”, por lapso não foram mencionados os concorrentes que ficaram em segundo lugar nessa iniciativa promovida pelas Casas da Juventude de Santa Cruz do Bispo e S. Mamede de Infesta, cuja final decorreu na Câmara de Matosinhos. A banda Search Us, composta por Iuri, Rita e Mariana, todos de 14 anos de idade, os mais novos concorrentes do concurso, ficou em segundo lugar, sendo a primeira na modalidade do canto. Os três jovens tocam e cantam originais. Tanto Iuri como a Rita são actores de teatro juvenis, pertencentes à escola de artes It’s You, e integram o elenco da peça Ali Baba, uma produção da Move On Entertainment, que se realizará no dia 27 deste mês no Coliseu do Porto.

Pedro da Vinha Costa condena despesismo da Câmara de Matosinhos

"Guilherme Pinto comporta-se como José Sócrates" P

edro da Vinha Costa acusou Guilherme Pinto de se “comportar como José Sócrates” e de “gastar o dinheiro do Município de maneira irresponsável e escandalosa”. As afirmações do presidente da Comissão Política Concelhia do PSD foram proferidas durante uma Conferência de Imprensa, durante a qual o social-democrata criticou o Executivo camarário de “usar o dinheiro público como se não houvesse crise”. Manifestou a “preocupação com que vemos a acção da Câmara face à situação em que Portugal se encontra. Enquanto todo o país é chamado a fazer sacrifícios para que possamos sair desta terrível crise, a que o despesismo irresponsável do antigo governo de José Sócrates nos levou, a Câmara de Matosinhos porta-se como se vivêssemos no melhor dos mundos, como se não houvesse crise”. Pedro da Vinha Costa referiu que numa das últimas reuniões da Câmara foram aprovados “cerca de dois milhões e 100 mil euros na contratação de serviços. Não foi nenhuma obra grandiosa, mas em acções que poderiam ser efectuadas por pessoal dos quadros do Município”. Segundo afirmou, trata-se de uma contratação de serviços externos “das mais diversas áreas, que os funcionários camarários poderiam executar, pelo que essa decisão representa uma total desconfiança nos técnicos municipais ou, então, é uma opção para dar dinheiro aos amigos. É uma vergonha que se gaste tanto dinheiro simplesmente em serviços, numa altura em que existem tantas dificuldades”. Na reunião camarária foram aprovados investimentos “na ordem de 583 mil 314 euros em contratações diversas, por ajuste directo. Numa sessão anterior, foram mais 366 mil 51 euros, uma vez mais por ajuste directo. Um bolo de quase um milhão de euros”.

O líder social-democrata considerou, ainda, “vergonhosa a intenção da Câmara gastar cerca de sete milhões de euros na compra dos estádios do Leixões e do Leça”. Esta Conferência de Imprensa decorreu ainda antes do anúncio do chumbo do Tribunal de Contas na compra do estádio do Leixões (ver notícia em Desporto). Vinha Costa manifestou-se esperançado que “a decisão do Tribunal de Contas relativamente a esta situação seja negativa, já que seria escandaloso gastar essa quantia em estádios de clubes envolvidos em penhoras e problemas com o fisco”. As críticas de Pedro da Vinha Costa incidiram também no facto de Guilherme Pinto ter

anunciado a “ordem se serviço de tolerância de ponto para o dia 23, aos funcionários municipais. O governo não deu tolerância de ponto para esse dia, uma vez que o Natal é a um domingo. Mas a Câmara de Matosinhos quer dar uma imagem de que não existe crise”. Para o líder laranja, “fica-se com a ideia de em Matosinhos estamos no Titanic a afundarse e a orquestra continua a tocar para que ninguém se aperceba”. Contactada pelo “Jornal de Matosinhos”, a Câmara de Matosinhos referiu que o presidente Guilherme Pinto não comenta as declarações de Pedro da Vinha Costa. José Maria Cameira

OPINIÃO JOSÉ JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS Deputado à Assembleia Municipal de Matosinhos pelo Bloco de Esquerda jferreirasantos@netcabo.pt

queles que pensaram que a Cimeira de Dezembro da União Europeia iria trazer alguma novidade à resistência das economias europeias, ao violento assalto que as entidades financeiras implacavelmente, lhes movem, estavam muito iludidos e mais uma vez se enganaram. Para que tal resistência acontecesse era necessário que os dirigentes políticos da Europa tivessem a estatura democrática, que já se viu, não possuem. As estruturas da União Europeia, em vez de criarem condições que impeçam a prossecução das malfeitorias dos ominosos “mercados”, colocando a politica a comandar a Economia e não o contrário como agora acontece, submetem-se e apoiam a destruição das democracias. As Agências de Notação Financeira, ao serviço dos especuladores, não cessam de agravar as condições dos juros dos empréstimos, dado que é mesmo disso que engordam. Merkel e Sarkozy, bem como os burocratas não eleitos que controlam efectivamente os estados, olham o povo como pagador de impostos e esquecem o facto de que é nesse mesmo povo que reside o poder e não nos especuladores financeiros. Como sempre

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As ilusões da Cimeira de Bruxelas acontece, mais cedo do que tarde, tudo virá ao de cima. As alterações propostas em Bruxelas, perante a anuência da maioria dos dirigentes europeus, visam mais controlar as instituições democráticas de cada país do que alterar os pressupostos da crise. Desta cimeira ressaltaram as penalizações automáticas, as alterações às Constituições como forma de apertar, ainda mais, a “coleira” imposta pelos juros agiotas que enriquecem os bancos, nomeadamente alemães, à custa da “ajuda” que prestam aos países que se endividaram com as compras estapafúrdias que fizeram à Alemanha, entre as quais os tão úteis submarinos. As medidas que o eixo franco/germânico exige são tanto mais estranhas quando estes dois países foram dos primeiros a não cumprir com as metas traçadas. Parece que muitas dessas medidas se destinam a ir contentando os eleitorados nacionais dos respectivos países, dado que as perspectivas eleitorais não se apresentam muito brilhantes para estes senhores. O governo português, fiel seguidor do “diktat” alemão, foi incapaz de manifestar quaisquer ideias autónomas e um mínimo de independência face a tais exigências. No nosso país foi aprovado o Orçamento Geral do Estado que, pelo que agora se vai sabendo, sempre tinha uma “almofada” de fun-

dos, contrariamente ao que o primeiro ministro, anteriormente, afirmou. As medidas profundamente recessivas, de corte nos subsídios de férias e Natal, que irão contribuir para enterrar a economia, afinal não eram tão fundamentais como a propaganda governamental quis fazer crer. Até hoje não foi avançada qualquer medida visando o crescimento económico. Na continuação da política de esbulho dos rendimentos do trabalho, o governo aprovou o aumento grátis, de meia hora de trabalho diário no horário de cada trabalhador, com a prerrogativa de os patrões as poderem acumular em dia que mais lhes interesse. Entretanto a eminência parda deste governo, o ministro Relvas foi vaiado no congresso da Anafre, onde tentou defender o indefensável, a proposta de reforma da administração local. O texto que foi apresentado não tem outra validade para além de ter desencadeado um debate nacional sobre a questão. É por demais evidente a falta de qualidade do texto e a sua desadequação à realidade autárquica do nosso país. À saída do congresso, o ministro Relvas ao melhor jeito de antigamente afirmou que a contestação verificada tinha sido “encomendada”. Estes governantes, como se limitam a transmitir as ordens que lhes são dadas de fora, consideram que todos funcionam da mesma

maneira, sendo incapazes de pensar pela própria cabeça. Um facto muito estranho que foi noticiado nos jornais tem a ver com a transferência pela Caixa Geral de Depósitos, o banco público, da sua representação no offshore da Madeira para o offshore das ilhas Cayman. Quando o sector bancário do Estado procura paraísos fiscais, o que se pode esperar dos “pobres capitalistas”! Todos estamos lembrados do PSD e do CDS, quando na Oposição, contestarem aquilo a que se costuma chamar os “jobs for the boys”, que o PS atribuía aos seus militantes. Tal como noutros campos, tal contestação já foi esquecida e vemos agora o PSD e o CDS a partilhar os lugares na Administração da Saúde entre os seus “boys”. Calculo que com os aumentos escandalosos das consultas hospitalares e das “taxas moderadoras”, a colocação de “boys” na Administração de Saúde deve facilitar a destruição do SNS. Diz a OCDE que Portugal tem o maior fosso entre os mais ricos e os mais pobres, o que confirma aquilo que alguns de nós têm dito. Convém que nos recordemos destas realidades, para que não sejamos levadas a cometer sempre os mesmos erros, apesar de ser costume afirmar-se que a memória do povo é curta…


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Assembleia de Freguesia de S. Mamede de Infesta

Orçamento e Plano de Actividades aprovados PSD questiona legitimidade para PS reunir na sede da Junta

O

s deputados da Assembleia de Freguesia de S. Mamede de Infesta reuniram, na passada terça-feira, para discutir o Orçamento e Plano de actividades para 2012. A suspensão da linha de metro, entre outros projectos, também foi alvo de análise numa sessão marcada, por fim, pela despedida de Joaquim Ferreira, da ANMMS. Depois de algumas reuniões de assembleia conturbadas, com a demissão do vogal Joaquim Ferreira (eleito pelo movimento de Independentes afecto a Narciso Miranda), por incompatibilidades com o secretário (PS) Victor Meirinho, e a eleição de Leonardo Fernandes (PS) para o cargo ter sido colocada em causa pelo próprio Partido rosa, terem estado em destaque, eis uma sessão mais amena… O Plano de Actividades e Orçamento para o próximo ano foi aprovado com os votos favoráveis do PS, quatro abstenções (duas da ANMMS e dois deputados Independentes) e três votos contra do PSD. Em resposta a Bruno Pereira do PSD que questionou a diminuição dos valores destinados a Acção Social – cerca de menos 22 milhões de euros, segundo o social-democrata – o presidente da Junta de Freguesia mamedense, Moutinho Mendes, lembrou que esta é uma “rubrica aberta” que poderá ser alvo de revisões orçamentais e falou na escassez de verbas da autarquia. “Este é o orçamento mais baixo dos meus mandatos. Não temos receitas”, lamentou. Sobre o cemitério, em resposta a Joaquim Ferreira (ANMMS), Moutinho Mendes

JORNAL DE MATOSINHOS

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Festa de Natal no Jardim-Escola João de Deus Realiza-se hoje, sexta-feira, a Festa de Natal do Jardim-Escola João de Deus de Matosinhos, sendo a manhã dedicada às crianças do ensino pré-escolar e a tarde às do ensino básico.

Feira do Livro Municipal no Museu da Quinta de Santiago Abriu ao público, no Museu da Quinta de Santiago, a Feira do Livro Municipal, um espaço onde poderá encontrar as várias publicações da autarquia que estará aberto de segunda a sexta-feira feira das 10 às 13 horas e das 15 às 18 e aos sábados, domingos e feriados, das 15 às 18 horas, até ao próximo dia 22.

Natal solidário em Matosinhos

esclareceu que as taxas não foram ainda todas pagas. Ainda no ponto de discussão do orçamento, o edil local defendeu que apesar de algumas obras não serem da responsabilidade da Junta de Freguesia, nomeadamente o Complexo Desportivo Nascente e a linha de Metro, “estas devem ser mantidas no Plano para que não fiquem esquecidas”. “O executivo manterá uma atitude reivindicativa”, concluiu. Esta sessão ficou, ainda, marcada pelo anúncio de Joaquim Ferreira de que irá sair da assembleia por motivos profissionais. O deputado decidiu abraçar uma oportunidade de trabalho em Angola. “Usem as ideias e objectivos com respeito”, foi o apelo deixado.

Nota para a discussão que antecedeu a ordem de trabalhos: Bruno Pereira (PSD) considerou pouco correcto que a bancada socialista reúna na Junta de Freguesia para preparar as assembleias, considerando que existem sedes próprias. “Qualquer Partido tem toda a liberdade para pedir o salão à Junta e ser-lhe-á facultado”, respondeu Carlos Fernandes (PS). Este tema gerou, ainda, troca de palavras entre os socialistas e Joaquim Ferreira com o PS a lembrar que as reuniões da ANMMS se faziam na Associação de Socorros Mútuos, “uma instituição com associados e de carácter social de toda a Freguesia”. Paula Teixeira

Um Natal Solidário é o que vai acontecer no próximo domingo em Matosinhos, numa acção promovida por António Parada, presidente da Junta de Freguesia. Trata-se de um desfile de motas, carros e cavalos na marginal matosinhense, a decorrer entre as 9 e as 12,30 horas, contando com a presença de Rosa Mota, campeã olímpica de Atletismo, e Armindo Araújo, bicampeão mundial de Produção. Cada participante é convidado a trazer um bem alimentar em favor dos que mais precisam, sendo intenção da autarquia “criar o maior Banco Alimentar do País”, a partir desta iniciativa.

Cantares de Natal em S. Mamede de Infesta Cumprindo uma tradição antiga, o Rancho Típico de S. Mamede de Infesta leva a efeito, no salão paroquial, o XIX Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, no sábado, às 21,30 horas. Para além do grupo anfitrião, participam o Grupo Folclórico “Os Camponeses de Navais”, Póvoa de Varzim, Grupo Típico “O Cancioneiro”, de Castelo Branco, Rancho Folclórico de Gens, Gondomar, Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa, Maia, e Ronda Típica da Meadela, Viana do Castelo.

ARQUIVO & RECORTE

Carta inédita de Mário Carneiro que desanca Miguel Torga C

onheci Barroso da Fonte como seu Médico de Família e tive ocasião de apreciar, pessoalmente, as suas qualidades de trabalho e de lutador nos campos do ensino, da cultura, do desporto e do turismo, deixando em Chaves marcada a sua passagem, principalmente na instalação do Centro do Instituto do Emprego e da Formação Profissional. Fez parte, com os professores Miguel dos Santos e José Henriques Dias, da Comissão do estudo que fundamentou a Escola do Magistério Primário onde, mais tarde, funcionaria o pólo da Universidade de Trás-osMontes e Alto-Douro. A ele se deve a direcção do Grupo Desportivo de Chaves, na temporada de 1972/73. Depois de constituir o elenco directivo e de regulamentar a política de vencimentos, propondo que se jogasse e treinasse com a prática da «casa». Foi com essa teoria que o clube passou a treinar com jogadores da Terra (casos de Lisboa, Rendeiro, Óscar, Melo) e que acabou por subir de divisão, deixando o Desportivo sem dívidas e no escalão secundário. Deslocado para Guimarães (por transferência e a seu pedido), foram-me chegando notícias da sua progressão no Ensino Superior, até ao doutoramento; escrevendo livros em prosa e poesia, com destaque para os três volumes do Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e AltoDurienses; organizando e/ou colaborando em congressos, nomeadamente no III de Trás-osMontes e Alto Douro (2002, em Bragança) e, em 1970, no «Colóquio para o

Desenvolvimento do Distrito de Vila Real, fundando várias associações como a Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar e a Casa de Trás-os-Montes do Porto; criando e dirigindo revistas e jornais, como a Gil Vicente, o Poetas & Trovadores e a Voz de Guimarães. É-me grato confessar neste testemunho que Barroso da Fonte foi uma espécie de meu irmão mais novo. Deu-se sempre bem com os meus irmãos: Edgar, Francisco e Luís e também com o meu sobrinho Eduardo Guerra Carneiro. Era visita de minha casa e ele e sua mulher fizeram questão em que fosse eu a acompanhar a gravidez do filho mais velho que nasceu em 1970. Foi por essa altura que lhes apresentei o Miguel Torga. Algumas vezes, já ela andava grávida, fomos almoçar, a meu convite, ao Parador de Monterrey (Verin). Chegámos a ir os cinco no seu carro: o Torga, o Padre Augusto, o casal e eu. E foi também por volta de 1970 que os mesmos, menos o Padre Augusto, visitámos o Padre Joaquim Alves (companheiro de caça do Torga), em Serraquinhos, onde almoçámos, regressando a Chaves por Codeçoso. Aí fizemos uma visita-surpresa aos pais do Barroso da Fonte que ouviam falar no Miguel Torga e em mim, sem nunca nos conhecerem. Era o filho que certamente lhes falava destes seus amigos. Era tempo de matanças, porque nos assentámos num grande escano, à volta da lareira e as chouriças ainda «pingavam». A «Tia Ana» e «Tio António» fartaram-se de pedir desculpa pelo incómodo. Mas

o Torga, que conhecia bem os segredos do fumeiro, sempre ia dizendo que sabiam mais o lume e o aspecto dos lareiros afumados, do que as pingas da sorsa doméstica. E mais elogios fez quando a anfitriã nos surpreendeu com uma chouriçada de uma primeira matança, já pronta para o pitéu que é daqueles que nunca se pode dizer que não. Barroso da Fonte nunca mais deixou de se lamentar, sempre que recordávamos essa visita a casa de seus pais, de não ir prevenido com máquina fotográfica e gravador para recolher aqueles diálogos quase divinos, entre o intelectual de S. Martinho de Anta e os pais, que mais tarde fizeram as delícias do I Congresso de Vilar de Perdizes, já com o Padre Fontes a pôr as Terras de Barroso no mapa. É que o «o Tio António Ferreira» cortava o coxo, o ar e o sarampo, nos cruzamentos dos caminhos. A «Tia Ana Torgueda» ditara ao filho e à luz da candeia, quando ele era seminarista, os formulários das rezas e crendices que o filho e o Padre publicaram em 1972, com o título de Usos e Costumes de Barroso. O Padre Fontes tomou-lhe o gosto. E, em 1983, resolveu passar à prática esses mitos, essas rezas e essas crendices que eu, médico e director termal, nunca presenciei, mas sempre entendi, como forma pragmática de preservar um tipo de cultura popular credora dos maiores aplausos. Levarei comigo a mágoa de nunca ter convencido o Miguel Torga a dar-me um autógrafo nos livros que sempre comprava.

Nesse aspecto ele era um ingrato porque o hospedei, durante cerca de 30 anos, em minha casa, quando para aqui vinha fazer termalismo. Nunca o abandonei e ele sempre fez questão de me negar um autógrafo. Ao Barroso da Fonte – e não terá sido por simpatizar com seus pais e com a merenda que lhe deram em sua casa de Codeçoso – escreveu meia dúzia de cartões, ora assinados com Miguel Torga, ora com Adolfo Rocha. Foi muito mais feliz do que eu. E antes de morrer quero registar esta mágoa nas «minhas memórias» que espero publicar em vida. Haveria muito mais a dizer sobre Barroso da Fonte e a sua influência nesta Região do Alto Tâmega. Penso falar dele nessas «Memórias» que ele tanto insiste comigo para escrever. Desde que vim para o Hotel Trajano falta-me ambiente para escrever. Mas anda-me no pensamento. E uma vez que Miguel Torga foi por mim apresentado ao Barroso da Fonte e ele o apresentou ao Fernão de Magalhães Gonçalves, acho que devo aqui deixar este registo. Estas três figuras Transmontanas da cultura portuguesa marcaram uma época. Além de alguns mais. Se estivesse nas minhas mãos, gostaria de assinalar as suas passagens por Chaves, uma cidade Termal que sabe receber e sabe retribuir. Foi assim no passado. Que assim seja no futuro. Chaves, Hotel Trajano, 16/02/2005 Dr. Mário Gonçalves Carneiro (1º Director das Termas de Chaves)


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JORNAL DE MATOSINHOS

16 DE DEZEMBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

Elias de Jesus

Mais um companheiro que nos deixou

Tribunal de Matosinhos

Agente da PSP condenado a três anos e meio de prisão efectiva O

O último número da Revista Salesiana, correspondente a Novembro-Dezembro/2011, que pontualmente nos chega, insere a notícia do falecimento do Coadjutor Elias de Jesus, com a provecta idade de 88 anos, na Casa D. Bosco (Lisboa). Nascido em 3 de Junho de 1923, em Moimenta (Vinhais), professou, pela primeira vez, Votos Temporários (Pobreza Voluntária, Obediência Inteira e Castidade Perpétua), aos 19 anos, no vigor da juventude. Precedeu, o Director do JM, no Noviciado, no Instituto Salesiano de Mogofores, em dois anos, já que viriam a ser colegas na qualidade de Salesianos, na Escola Profissional de Santa Clara, Vila do Conde, aí exercitando-se na Pedagogia Preventiva e no Ensino, como docentes, no tempo em que esse estabelecimento era tutelado pelo Ministério da Justiça. Enquanto que o nosso Director, entre outras funções tinha a seu cargo os Cursos de Comércio, Indústria e o de Artes Gráficas (cinco anos) Elias de Jesus encarregava-se do Armazém Geral, com esmerada proficiência. À Família do extinto, e particularmente aos Salesianos, os nossos pêsames. Que Deus haja, em sua Mansão, o bom e inesquecível Elias, que inclusivamente esteve no Hipódrómo de Fonte da Moura, no Comício de Norton de Matos, com o nosso Director.

JS: Pedro Delgado Alves em Matosinhos O secretário-geral da JS – Juventude Socialista visitou Matosinhos, no passado sábado, numa iniciativa integrada na Semana Federativa da JS Porto. Pedro Delgado Alves acompanhou os jovens socialistas matosinhenses num périplo pelo Concelho e esteve à conversa com o presidente da edilidade, o também socialista Guilherme Pinto. Pelas 10 horas, Pedro Delgado Alves, na qualidade de Deputado da Assembleia da República, visitou a Escola EB1/JI da Quinta de S. Gens, na Senhora da Hora. Às 11,30 horas teve lugar uma visita aos Paços do Concelho e zona envolvente, incluindo um passeio pela Feira de Artesanato patente no Parque Basílio Teles. A iniciativa culminou com um almoço de confraternização entre os participantes, de acordo com informação remetida ao JM pelos responsáveis da JS Concelhia. “Esta é uma oportunidade única para discutir as grandes questões políticas da actualidade e os problemas da Região”, referiram os responsáveis.

Tribunal de Matosinhos condenou, na passada semana, um agente da PSP a três anos e meio de prisão efectiva e um seu colega a 10 meses de prisão, pena suspensa por um ano, por envolvimento em extorsões. Num processo com um total de oito arguidos - quatro deles absolvidos –, a pena mais pesada acabou por ser aplicada ao civil Rui Rodrigues, condenado a oito anos de prisão efectiva. Também cumprirá prisão efectiva (neste caso de três anos) o co-arguido Carlos Pereira. O polícia mais penalizado, Dinis Vieira, foi condenado pela prática de dois crimes de extorsão qualificada, um de extorsão simples e outro de detenção ilegal de arma proibida, o que daria um total de 11 anos e três meses, reduzidos a oito anos, na realização do cúmulo jurídico. Dinis Vieira é também arguido, com mais 41 pessoas, num processo que está a ser julgado em Gaia por detenção de armas ilegais e tráfico de armamento. No caso do seu colega da PSP João Furtado, ficou apenas provado que se

envolveu numa tentativa de extorsão e que deteve uma arma ilegal, o que se traduziu numa pena de 12 meses de cadeia, reduzida, no cúmulo jurídico, para dez meses e suspensa por um ano. Os dois agentes da PSP foram detidos em Janeiro deste ano durante uma operação da Divisão de Investigação Criminal e do Grupo de Operações Especiais daquela polícia, na sequência de uma investigação de vários meses. O processo agora decidido reúne vários inquéritos relacionados com extorsões e furtos e, segundo o juiz-presidente, ficou provada grande parte da matéria da acusação, essencialmente devido aos testemunhos dos ofendidos. O total de valores extorquidos terá ascendido a 66.000 euros. Entre outros factos constantes da acusação, o tribunal deu como provado que o arguido Dinis Vieira exigiu ao cidadão Domingos Oliveira, em 2008, o pagamento de um montante “se não quisesse ser envolvido” no processo “Noite Branca”, relacionado com a espiral violenta que marcou o Porto em 2007.

Guilherme Pinto critica reestruturação dos STCP O presidente da Comissão Política Distrital do PS/Porto, Guilherme Pinto, criticou a reestruturação da rede da STCP por ser “um tiro do escuro”, considerando que “este vai ser o Governo dos arrependidos”, que se precipita a tomar medidas. Em conferência de imprensa conjunta com o coordenador da Federação do PS/Porto, Mário Mourão, o também presidente da autarquia de Matosinhos explicou que a reforma dos transportes públicos, através da qual o Governo se prepara para transferir parte da rede da STCP para operadores privados, “contraria-se nos princípios”, defendendo que “as empresas de transporte público no Porto têm prestado um excelente serviço”. “Não fazendo sentido nenhum, de uma forma atabalhoada, sem que haja um verdadeiro diálogo entre todos os agentes, alterar esta rede apenas para pagar ao privado aquilo que se não quer pagar ao público. O que se está a passar é um simples tiro no escuro, em que o Governo quer passar a pagar aos privados o défice de exploração de algumas linhas ou então

extingui-las”, criticou Guilherme Pinto. O edil matosinhense garantiu que “o PS vai tentar, em cada momento, pôr os cidadãos de sobreaviso sobre estas alterações” na área dos transportes. “E espera que haja bom senso, coisa que, na minha opinião, com este Governo é um pouco difícil porque habituou-se a colocar medidas joelhada – que são medidas construídas em cima do joelho – apenas para apresentar serviço”, acrescentou. Criticando que todos os governos tenham “utilizado as empresas de transporte para se financiar em matérias que deviam ser o Estado a cumprir a partir do seu orçamento geral”, o socialista acusou o actual Governo liderado por Passos Coelho de ter uma tónica: “é preciso tomar medidas, precipitemo-nos a tomar uma qualquer, nem que depois a gente se venha a arrepender”. “Este vai ser o Governo dos arrependidos. Isto é, primeiro atira a pedra, depois quando vê que não tem eficácia vamo-nos arrepender daquilo que fizemos mas já será tarde”, afirmou. P.T.

No final da audiência, as defesas do polícia Dinis Vieira e do civil Rui Rodrigues anunciaram a intenção de recorrer do veredicto. Maribel Amaral, advogada de Rui Rodrigues, disse que vai analisar cuidadamente o acórdão para melhor fundamentar um recurso que incidirá sobre matérias de facto e de direito. A defensora de Dinis Vieira, Patrícia Ribeiro da Silva, afirmou que o recurso decorrerá da circunstância de o tribunal não ter optado por suspender a pena ao seu cliente. P.T. “Jornal de Matosinhos” – Nº 1617 de 16/12/2011

CARTÓRIO NOTARIAL BARCELOS JORGE COSTA E SILVA NOTÁRIO

JUSTIFICAÇÃO Certifico para efeitos de publicação que, por escritura de trinta de Novembro de dois mil e onze, exarada a folhas dezoito e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número trezentos e vinte e quatro A, do Notário Lic. Jorge Carlos Serro da Costa e Silva, com Cartório na Rua Duques de Barcelos, n° 2, cidade de Barcelos, Regine Marie Madeleine Lamouroux Barroso, viúva, NIF 127 537 023, residente na Rua Conselheiro Costa Aroso, n° 790, Freguesia e Concelho da Maia, prestou as seguintes declarações: Que, é actualmente, com exclusão de outrém, dona e legitima possuidora do prédio rústico composto pelo TERRENO DE CULTURA ARVENSE DE REGADIO, com a área de dois mil seiscentos e cinquenta e quatro metros quadrados e meio, situado na Rua Brito Capelo/Rua Brito e Cunha, Freguesia e Concelho de MATOSINHOS, a confrontar do Norte com caminho de ferro (agora só caminho), do Sul com Lage Ferreira, Lda., do Nascente com Rua Brito e Cunha e do Poente com Rua Brito Capelo, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Matosinhos, e inscrito na matriz predial rústica em nome da justificante sob o art°. 360, (omisso na antiga matriz), com o valor patrimonial de 1.460,00 E, a que atribui igual valor. Que ela justificante adquiriu o indicado prédio por compra meramente verbal que dele fez a António Sequeira, solteiro, maior, residente que foi na Rua Álvares Cabral, cidade do Porto, no ano de mil novecentos e oitenta e oito, não chegando todavia a realizar-se a projectada escritura de Compra e Venda. Que assim a justificante não dispõe de título para efectuar o registo do referido prédio na Conservatória, embora sempre tenha estado há já mais de vinte anos, na detenção e fruição do mesmo. Esta detenção e fruição foi adquirida e mantida sem violência, e exercida sem interrupção ou qualquer oposição ou ocultação de quem quer que seja, de modo a poder ser conhecida por todo aquele que pudesse ter interesse em contrariá-la. Esta posse assim mantida e exercida, foi-o sempre em seu próprio nome e interesse e traduziu-se nos factos materiais conducentes ao integral aproveitamento de todas as utilidades do prédio, designadamente cultivando-o e pagando os respectivos impostos. É assim tal posse pacifica, pública e continua e, durando há mais de vinte anos, facultando-lhe a aquisição do direito de propriedade do dito prédio por USUCAPIÃO, direito que pela sua própria natureza não pode ser comprovado por qualquer título formal extrajudicial. Nestes termos, e não tendo qualquer outra possibilidade de levar o seu direito ao registo, vêm justificá-lo nos termos legais. Cartório Notarial de Barcelos, Notário – Jorge Carlos Serro da Costa e Silva, trinta de Novembro de dois mil e onze. Factura /Recibo nº 1493/001/2011 O Colaborador,


16 DE DEZEMBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

JORNAL DE MATOSINHOS

OPINIÃO

Campanha de angariação de alimentos ultrapassou as expectativas mais optimistas

Leça da Palmeira solidária com quem mais precisa “Ultrapassou as nossas expectativas”, foi o que a nossa reportagem ouviu acerca da recolha de produtos alimentares em Leça da Palmeira, no último sábado, promovida por cerca de 40 voluntários, a pedido da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, para ajudar na confecção da Ceia Solidária, que decorrerá no sábado à noite na Escola Secundária da Boa Nova, destinada a proporcionar uma refeição quente aos leceiros mais pobres. Os alimentos servirão, igualmente, para compor os cabazes de Natal, entregues às famílias carenciadas leceiras, pela Junta de Freguesia de Leça da Palmeira. Os voluntários, de entre os quais o próprio presidente da autarquia local, Pedro Sousa, encontravam-se à porta de três supermercados instalados na localidade – Pingo Doce, na Avenida Dr. Fernando Aroso e Amorosa, e no Continente Bom Dia, no Paço da Boa Nova. João Santos, que estava no Continente, salientou que a campanha correu “muito bem, a nível do movimento do supermercado houve uma boa adesão. As pessoas são sempre solidárias, muito ou pouco vão participando, entregando o que podem”. Para este voluntário, “a crise parece que nem existe, pelo que se vê. As pessoas, com crise ou sem ela, não deixam de ter sentimentos e há sempre um espaço para se ter um gesto positivo face aos que mais necessitam”. Nota-se, a exemplo do que surge no Banco Alimentar Contra a Fome, pessoas necessitadas a quererem participar oferecendo bens aos que ainda estão piores: “Sem dúvida que também se nota. Esse é aliás o sentimento do português comum. A solidariedade está sempre presente nas pessoas”. Tiago Eusébio, um dos voluntários no Pingo Doce da Avenida, era da mesma opinião, tendo afirmado que “vimos uma boa adesão por parte da população em geral, apesar da situação de crise em que vivemos. As pessoas estavam com vontade de ajudar, imbuídas no espírito natalício, e estamos muito contentes com esta acção. Felizmente tivemos de chamar várias vezes a nossa carrinha de apoio para esvaziar os carrinhos de compras, porque estes encheram muito facilmente. Ultrapassaram-se as expectativas, sentimo-nos muito satisfeitos com a adesão da população”.

Segundo Tiago Eusébio, “pode-se dizer que quando é preciso solidariedade não há crise: as pessoas esquecem os problemas e pensam que há cidadãos numa situação ainda pior. E por isso com um pequeno gesto, fazem toda a diferença. Esse é o nosso lema, um gesto pela diferença”. Pedro Sousa estava bastante satisfeito, apontando para as toneladas de artigos recebidas, reconhecendo que “foram excedidas as nossas expectativas, atendendo a dois grandes factores: a conjuntura em que vivemos, ao momento difícil para todos, e ao facto de ainda há pouco tempo houve a acção do Banco Alimentar Contra a Fome. Pensávamos que as pessoas não estivessem tão disponíveis. Mas a nossa comunidade demonstrou que é solidária e quando é chamada à colação marca presença e participa. Porém, ultrapassou o que expectávamos”. A campanha foi realizada por voluntários, “que se juntaram a nós nas últimas semanas. O objectivo é conseguirmos os produtos necessários para a Ceia de Natal Solidária e para o cabaz de Natal. A segunda grande prioridade é que em 2012, tendo em conta as dificuldades que vão aparecer, muito maiores do que as que estamos a sentir, certamente teremos muitas mais pessoas carenciadas a procurar os nossos serviços e o apoio social, e a nossa ideia é que consigamos manter este apoio durante o ano e não só na época de Natal. Por isso esta acção de

angariação de produtos vai servir para que este seja um projecto mais sustentável durante 2012”. ACeia de Natal Solidária será servida a cerca de 400 pessoas, “mais do que no ano passado. O número aumentou significativamente de 2010 para 2011, de 300 para perto de 400 leceiros. Esse acréscimo compreende-se devido aos problemas que atravessamos , sendo o reflexo da crise que assola o nosso país e que também se sente no nosso Concelho”. Para além da ceia, na Escola Secundária da Boa Nova, haverá também entrega na casa de alguns cidadãos, “pois o polivalente do estabelecimento de ensino, não consegue comportar mais de 300 pessoas, pelo que temos de entregar a ceia em casa de alguns dos mais carenciados”. Esta iniciativa, segundo Pedro Sousa, “demonstra bem a importância da Junta de Freguesia numa conjuntura como a que vivemos. As Freguesias têm cada vez mais importância, para as populações, numa situação de crise e de dificuldades, devido à nossa política de proximidade e de apoio social que desenvolvemos. Conhecemos bem os problemas da nossa terra, das pessoas, e por isso quando se fala em extinguir Freguesias, em que se perde esta relação de proximidade, entendemos que se trata de um grande erro”. José Maria Cameira

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JOSÉ ANTÓNIO TERROSO MODESTO josemodesto@sapo.pt

Jornal de Matosinhos Caros leitores: Muitos de nos pomos por escrito as nossas declarações de missão, numa agenda pessoal, num cartão preso à secretária ou no nosso PC no screensaver. De facto, e presentemente é importante o fazermos. Na minha opinião e certamente na vossa, há algo no acto de escrever que faz as nossas ambições, ideias e esperanças parecerem mais palpáveis, mais reais. Escrever pode até ser terapêutico. Para todos nós, escrever algo dá-nos uma permanência e legitimidade que, de uma forma, estariam ausentes. Uma declaração escrita ou um artigo escrito é algo que sentimos poder controlar, mas é preciso sermos honestos connosco mesmo. De qualquer modo, mais ninguém precisa de ver esta declaração de missão (a menos que queiramos devemos pensar bem antes de a partilharmos com outros). Caros leitores: é o meu caso, gosto de partilhar, gosto da cidadania, gosto de falar da minha terra, Matosinhos Terra de Horizonte e Mar. Para isso todas as semanas utilizo a melhor ferramenta que tenho ao meu dispor: o Jornal de Matosinhos, tem-no sido, há mais de três anos. É o único Meio de Comunicação Social existente na minha terra, actualmente. O mesmo luta pela sua sobrevivência… Faço um apelo a todos os que me lêem – não o faço por mim faço-o por todos os matosinhenses: Vamos todos declarar a nossa missão, vamos apelar à leitura, vamos apelar à permanência do mesmo, o nosso e único Jornal de Matosinhos.

Igor de Aboim, jovem talento de Matosinhos, vai frequentar mês e meio de formação em Londres

Em busca de um lugar no mundo da dança I

gor de Aboim, o jovem bailarino de 18 anos que venceu o TalenTus deste ano, juntamente com Francisca Lima, vai deslocar-se a Londres em Janeiro, para aprender mais e poder descobrir qual o rumo profissional que quer seguir. Essa é uma das conclusões da entrevista que concedeu ao JM. Desde os 10 anos que dança, “comecei no colégio, no Externato Padre Cruz, tendo como professora uma docente da Escola de Música e Dança Alberta Lima. Quando acabei o 4º ano, sai e não estava com intenções de continuar a dançar, mas essa professora incentivou-me a ir para a escola onde leccionava, onde eu tinha algumas amigas, e fui ver como era, gostei e não consegui largar mais a Escola Alberta Lima”, onde ainda está, desde 2002. Frequentou, entretanto, a Escola Secundária Augusto Gomes, tendo no ano lectivo 2008-2009, concluído o 10º ano no curso de Artes Visuais, “pois sempre estive muito ligado às artes. No entanto, não me sentia realizado, vi que não era o que me completava, pelo que tendo decidido mudar de rumo, pesquisei e decidi ingressar no Balleteatro do Porto”, para estudar até ao 12º ano, “pois esta é a única escola de dança profissional do Porto e a única hipótese de seguir a dança”. Porém, ao fim de dois anos, sentiu que também não se enquadrava nessa escola, “pois é um estilo um pouco à parte do meu, e ao fim do segundo ano sai. Neste momento não estou a frequentar a escola. Fiz o 11º e decidi ir para Londres, para ver o que consigo, o que me traz essa ida”. Em Londres estará um mês e meio, para absorver o que puder numa das três escola de arte da capital do Reino Unido, findo o qual regressará

a Matosinhos, para prosseguir os seus estudos até concluir o 12º ano, “para ficar com uma segurança para o futuro, pois nos dias de hoje sem se ter esse ano é muito difícil arranjar trabalho. Reconheço que quando sai do Balleteatro foi arriscado, porque fiquei sem nada, desamparado, mas tinha de tentar. Mas como não consegui nada, decidi ir até Londres”, onde pretende ganhar mais experiência. Tem uma noção do que vai encontrar na escola londrina, “pois há vários bailarinos portugueses que fizeram o mesmo que vou fazer. Preciso de mudar de ares, absorver mais conhecimentos, e Londres é outro mundo. Vou frequentar o máximo das aulas que me for possível, tentar encontrar a

oportunidade que até agora não consegui descobrir. Espero ter sorte e que alguém aprecie o que faça”. Sente-se, entretanto, “muito ligado à Escola Alberta Lima, onde aprendi tudo o que sei. Todas as minhas amizades, tudo o que tenho hoje, foi lá que alcancei. Estarei sempre ligado, com uma grande amizade, a essa escola. Aprendi todas as bases, como jazz, musicais e contemporâneo. Não tem o hip hop, que é o que gosto. Fui depois fazendo várias formações e whorkshops, ao longo dos anos, tudo o que me foi surgindo, e tudo junto formou-me no que sou hoje. Mas falta-me ainda muita coisa, ainda sou uma criança no meio disto. Apesar de andar a formar-me há oito anos na dança, é muito pouco, e por isso quero encontrar no estrangeiro o que me falta, pois a dança em Portugal não está tão desenvolvida”. O seu estilo será “o contemporâneo mais urbano, com algum hip hop”, reconhece, pelo que quer adquirir em Londres mais conhecimentos para se sentir completo: “Preciso de algo que me faça sentir a dança. O contemporâneo é tudo para mim, onde consigo exprimir tudo. Com o hip hop, sou eu mesmo. Vou fazer tudo para conseguir formar o meu próprio estilo. Só ao longo dos anos, com muita experiência, é que chegarei lá”. Através da dança, Igor de Aboim transformase, pois vive “apaixonadamente a música. Para mim é tudo. Sou louco por música, ouço-a em todos os locais, sempre que posso. A dança completa-me. Sinto a música e depois tenho de me exprimir através da dança, de atirar para o mundo o que vai dentro de mim. Muita gente diz que sinto o que faço, com paixão, e isso é bom para mim que me digam, pois é sinal que estou a conseguir fazer o que quero, transmitir às pessoas o que sinto”.

O ter vencido o TalenTus “foi muito bom, gratificante, porque entrei em muitos concursos, mas nunca tinha conseguido um primeiro lugar. Ao fim destes anos, e ainda por cima nesta fase de mudança, essa vitória representa uma cereja no topo do bolo. O saber que o que estou a fazer, apesar das minhas mudanças, é a prova de que vou chegar ao que pretendo, de que sou bom e que se me esforçar consigo chegar ainda mais longe. É um incentivo para continuar, senti-me muito feliz. O ter conseguido fazê-lo na companhia de Francisca Lima, uma grande amiga, que me acompanhou muito na Escola Alberta Lima, foi ainda melhor, o sinal de que o nosso trabalho está a ser bem feito e apreciado”. O que deseja é que os organismos estatais apoiem mais as escolas de formação e os jovens artistas, atendendo que “há muitas pessoas que nem podem andar em escolas porque não podem pagar as propinas por mês para aprenderem. Muitos jovens são autodidactas. As instituições, como Câmaras e governo, deviam estar atentos a isso. Mesmo em Matosinhos há tantos jovens com talento mas estão escondidos porque não há incentivos. O Concurso TalenTus foi óptimo, pois proporcionou contactos e, para mim, fez-me conhecer pessoas com muito talento”. A Câmara de Matosinhos apoia, “pois no Concelho temos sorte, uma vez que há iniciativas como o Dancem Todos, e noutros eventos. Mas devia haver mais apostas nos jovens bailarinos, músicos e actores que se estão a formar”, até para que consigam prosseguir a formação, sem precisarem de ir para o estrangeiro. José Maria Cameira


Viagem histórica pelo nosso Concelho

Matosinhos é habitado desde tempos remotos “Um périplo por terras de Matosinhos, desde a pré-história até à Idade Média”, foi o passeio imaginário que Conceição Pires levou os presentes na acção “À Conversa com a História” a empreender, na semana passada. A historiadora, arqueóloga e uma das responsáveis pelo Gabinete Municipal de Arqueologia e História da Câmara de Matosinhos, demonstrou que o território do nosso Concelho é habitado desde os remotos tempos da pré-história, demonstrando, através de slides, a existência de inúmeros vestígios desde a antiguidade, localizados não só no Castro de Guifões, mas em todas as dez Freguesias concelhias.

Baseando-se em estudos de Joaquim Neves dos Santos, um dos primeiros especialistas da arqueologia em Matosinhos, responsável pelo início de diversas escavações arqueológicas, de entre as quais a do Castro de Guifões, Conceição Pires seguiu as suas “pegadas” através do Concelho, visitando locais onde o historiador natural de Guifões percorreu. Nos slides comparava-se o que Neves dos Santos tinha visto com a realidade hoje existente. A “viagem” foi efectuada passo a passo, desde a Antiguidade até à Idade Média, podendo observar-se restos de utensílios pré-históricos, pedras lascadas, antas, mamoas, sinais da existência de

castros, materiais de bronze, cerâmica, sepulturas romanas até túmulos medievais, encontrados devidos a prospecções levadas a cabo pelo Gabinete de Arqueologia, que se basearam nos estudos de Joaquim Neves dos Santos. Conceição Pires reconheceu que muito falta a fazer, salientando que há o desejo de se escavar em diversos locais, de entre os quais o sítio onde outrora se ergueu o Mosteiro de Bouças, que esteve previsto acontecer há anos, mas que devido a diversos factores, de entre os quais a falta de verbas, ainda não foi possível realizar essas prospecções. José Maria Cameira

TRIBUNA LIVRE CELSO MARQUES

stamos próximos do fim de 2011 e já vamos com nove Cimeiras Europeias realizadas para encontrar soluções para os problemas Europeus. Sob o comando e “rédeas” do eixo franco-alemão, a chanceler Ângela Merkel e o presidente Sarcozy vão ditando as suas leis. Curiosamente fazem parte desta Cimeira propostas de “punições para os incumpridores da disciplina orçamental”, que ambos Alemanha e França foram os primeiros “violadores” do que agora pretendem impor. Não é difícil perceber-se que desejam criar uma união monetária para ricos e disciplinados atirando os chamados “fracos” (Grécia – Irlanda – Portugal) para uma crise de dimensões incalculáveis. Esquecem-se no entanto que os mercados já avisaram os “ricos” Espanha - Itália – França – Alemanha – Bélgica – Holanda, Áustria e outros que estão sob “vigilância” e serão, também eles, alvo de avaliações não esperadas. Há no entanto um facto que não consigo encontrar explicação em virtude das minhas dificuldades académicas. Gostaria de saber ou possuir dados estatísticos do historial das “dívidas soberanas” e “dívidas públicas” de Portugal referentes aos últimos cinquenta ou cem anos. A posse dos referidos dados estatísticos apenas serviria para dar suporte ao que realmente penso sobre essa temática. Sempre considerei e considero que Portugal em Democracia, por culpa das diversas

E

E agora, Portugal ? “alternâncias” do poder, sempre nos conduziram a que os partidos eleitos (PS – PSD e CDSPP) demonstrassem um desrespeito assustador sobre as “dívidas soberanas” e “dívidas públicas”, deixando transparecer uma “cumplicidade arrepiante” diante das fragilidades a que Portugal, continuadamente, estava e está exposto. Não fora os comportamentos “agiotáreis” dos mercados e tudo lhes corria alegremente. Tudo se passou e continuava a passar como o ritual do “render das guardas”, dos mesmos critérios e dos mesmos comportamentos (encobrimentos). Fala-se, agora, da possibilidade de Portugal voltar ao ESCUDO. Não sendo defensor dessa medida devo no entanto acrescentar que não seria por ai que Portugal deixaria de ser a Nação com nove séculos de História e Soberania.

PENSAMENTO DA SEMANA "Uma reunião desastrosa, decisões erradas, vão agravar a situação dos países do Sul da Europa." PAUL KRUGMAN – Nobel da Economia " No caso da junção de autarquias. A razão é simples: da análise que o Conselho fez da vida local, há risco relativamente a este tipo de acordos." GUILHERME OLIVEIRA MARTINS – Presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção

Sabe-se que é mais complicado refundar uma Nação após os propositados “actos de destruição e desmantelamento” da agricultura, das pescas, da marinha mercante, das indústrias, do comércio, da economia. Acredito que não fora os ditames da UE, Portugal teria capacidade para se auto abastecer no campo alimentar. E, com esforço e trabalho de todos, voltarem “em força” as exportações perdidas para África, Brasil, Médio Oriente e recuperar as industrias que abdicamos em favor dos alemães e franceses. A História Universal nos ensina que povos e países por situações de guerra ou climáticas que após as suas destruições totais ou parciais, voltaram a se erguerem. Felizmente Portugal está localizado em zona privilegiada e beneficia de condições naturais ímpares e de um povo capaz de o reconstruir. Apenas temos de nos libertar dos políticos “sangue-sugas” que não sendo donos de Portugal agem à semelhança dos mercados internacionais. Sabe-se que a incúria, o dolo, o desleixo, a corrupção, o compadrio foram e são alavancas para que (des)governantes sigam as suas ODISSEIAS NO ESPAÇO (arco da governação) sempre contra aqueles que os elegem. Sabemos que Portugal firmou acordo com a troika por dívidas contraídas por governos que nunca são responsabilizados pelos seus actos. Aqui volto a afirmar, uma vez mais, que há 35 anos tem sido

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um “forróbódó” onde BOBOS DA CORTE pavoneiam-se e “esfolam” o povo até à medula. Estamos em época de circos e o filme é sempre o mesmo. Já este artigo estava concluído e a Cimeira Europeia produziu as seguintes conclusões e imposições: - Por força das posições da Inglaterra que se declarou CONTRA o novo Tratado Europeu, a Alemanha e França conseguiram adiar até Março, (eleições internas), as soluções para os problemas da UE. - Introdução de limite ao défice público. - O limite da dívida será inscrito nas leis ao nível constitucional ou equivalente. - Prevê que o aprofundamento da integração seja conseguido através de um controlo mais intrusivo dos orçamentos nacionais. - Duas vezes por ano os países da Zona Euro terão que se reunir em cimeira. - A possibilidade de avançar com uma emissão conjunta de dívida a longo prazo, num processo baseado em etapas e critérios. E AGORA PORTUGAL?


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31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

JORNAL DE MATOSINHOS

Homenagem de gratidão a um grande matosinhense

AO RITMO DO TEMPO

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fernandocartolasantos@gmail.com

omagem muito querida e muito sentida decorreu no passado dia 6/12 em tributo ao Dr. Domingos Galante, no primeiro aniversário da sua morte. A par com a presença de seus familiares – filhos, netos, irmãos, e outros cidadãos, esteve presente, nesta manifestação de saudade promovida pelo “Fórum Matosinhense” do qual foi o seu fundador – um grupo de bons amigos. Vividos momentos de recolhimento e reflexão pelos presentes que depositaram flores em sua homenagem também António Gomes Ferreira, presidente da Assembleia da Instituição e Armando Mesquita vogal da mesma, usaram da palavra para realçar e enaltecer o saudoso extinto, como homem de méritos reconhecidos ao serviço de Matosinhos e da sua Comunidade. Pelo colaborador do “Jornal de Matosinhos” e autor desta notícia foi mesmo lançado o desafio aos presentes para que muito rapidamente a cidade ostente a sua memória num arruamento ou praça.

(Ultreia de Matosinhos)

Enternecedor o momento alto em que pelas netas de Domingos Galante foi entoada uma nostálgica melodia musical cujo poema declamado nos levou à meditação e ao desejo de que perdure em paz a sua alma junto do Senhor Jesus. A encerrar e após ouvir recordações

pelo seu irmão Júlio Galante, foram rezadas orações pelo seu eterno descanso. Às 18,30 horas do mesmo dia celebrou-se uma missa na Igreja do Bom Jesus em Matosinhos. Armando Mesquita

económicas, a ASPORI decidiu distribuir um cabaz com produtos alimentares, às famílias mais carenciadas. Assim, a ASPORI, presidida por Vera Beleza, apela à solidariedade de todos. Eis alguns dos produtos fundamentais para a confecção destes

cabazes: arroz, açúcar, aletria, óleo, azeite, farinha, canela, cenouras, batatas, bacalhau, noz, bolo-rei, leite, queijo, manteiga e ovos. TODA A INFORMAÇÃO SOBRE OS LOCAIS DE RECOLHA EM: https://www.facebook.com/#!/ pages/Recolha-De-Bens-AlimentaresPela-Aspori/282931831728952

Apelo!

screvo este artigo de opinião semanal para quem regularmente lê o Jornal de Matosinhos, sabe de Matosinhos e sente esta terra de Matosinhos como coisa própria sua. Faço-o, movido por intenções de cidadania, culturais, históricas, sociológicas e peregrinando por estes patamares de militância altruísta que me obriga a projectar o meu “Apelo” para que o mesmo encontre eco na generosidade actuante da valente gente matosinhense. Isto vem a propósito do artigo escrito na última edição do JM, intitulado, “S.O.S” e assinado pelo colaborador do Jornal, Celso Marques. Sabemos as dificuldades porque passa Imprensa Escrita e, neste caso concreto, o JM, não foge à regra. Um Concelho, com a projecção e a dimensão a diversos níveis, como é Matosinhos, não pode ficar amputado de um “Jornal de Matosinhos” que representa, com isenção e Liberdade, a fotografia, as aspirações, o dia-a-dia das pessoas e o seu respirar sociológico, histórico e filosófico, matriz fundamental, da dignidade colectiva e da auto-estima dos matosinhenses enquanto povo que ama a sua Terra! Acho que, também aqui, as coisas não podem, nem devem, ser medidas na fria objectividade economicista. O investimento no acolhimento, no enraizamento, na formação, no positivismo, na cultura, na solidariedade e na identidade colectiva não é mensurável na fria linguagem numérica dos euros!... “Há mais vida para além disso!...” A opção é de todos. Mas também é uma opção política da nossa Autarquia!... Sei que este tema não passa ao lado das preocupações na gestão autárquica do Executivo da nossa Câmara Municipal de Matosinhos e é uma preocupação dos Executivos de todas as Juntas de Freguesia do nosso Concelho bem assim como das Entidades da Sociedade Civil que também representam as forças vivas de Matosinhos. Juntos (o homem nada consegue sozinho), vamos evitar que o Jornal de Matosinhos termine. Haja alguém disposto a liderar um processo que, objectivamente, contribua para “agarrar o JM à nossa terra” e eu estarei, humildemente, disposto a ajudar. Até à semana, se Deus quiser.

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Recolha de bens alimentares da ASPORI Este ano o jantar de Natal da ASPORI – Associação Portuguesa de Portadores de Ictiose será muito mais do que um simples convívio de amigos. Uma vez que esta associação, com sede em Matosinhos, conta entre os seus associados e pessoas sinalizadas com esta patologia, com muitas famílias a passar por dificuldades

FERNANDO SANTOS

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Movimento Freguesias Sempre recebido na Assembleia da República

Entregue petição com seis mil assinaturas U

ma delegação do Movimento Freguesias Sempre foi recebida pelo Secretário de Estado da Administração Local, Paulo Simões Júlio, ocasião em que Pedro Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, e seus acompanhantes lhe transmitiram “a esperança de ver o documento verde suspenso, devido ao inconsistente, iníquo, inconstitucional e abstracto quadro de critérios de ponderação para agregação”. Na semana passada a mesma delegação, liderada por Pedro Sousa, encontrou-se com representantes de todos os grupos parlamentares da Assembleia da República, tendo-lhes entregue uma petição com mais de seis mil assinaturas contra a reforma e pela regionalização”. A delegação foi recebida pela vice-

presidente, Teresa Caeiro, e por representantes do PS, PCP e CDS, tendo o presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira elencado “algumas das fragilidades técnicas e inconsistências jurídicas do documento do governo”, destacando que “é redutor, para qualquer reforma administrativa, centrar as atenções apenas na redução do número de Freguesias. Uma verdadeira reforma administrativa deve contemplar o alargamento das competências próprias das Juntas de Freguesia, acompanhado das respectivas transferências financeiras e pela própria regionalização”. Segundo Pedro Sousa, “a regionalização deve acompanhar o processo reformista. Entendemos que esta reforma autárquica deve ser suspensa e deve ser iniciado um novo processo, mais

ponderado, onde os autarcas possam intervir de maneira mais premente, sendo os primeiros a ser ouvidos, juntamente com os sindicatos”, salientando

que “nesse novo processo também a própria regionalização deve ser trazida novamente para o debate e para a agenda política nacional”.

Festa da Poesia serviu para consagrar jornalista e escritor

Manuel António Pina agraciado com Medalha de Mérito Dourada M

anuel António Pina recebeu a Medalha de Mérito Dourada do Município, entregue por Guilherme Pinto, durante a Festa da Poesia, no dia em que lançou o seu último livro “Como se desenha uma casa”, na Biblioteca Florbela Espanca. Nessa cerimónia, ponto alto da iniciativa organizada pelo pelouro da Cultura desde há sete anos, marcaram presença muitos amigos e admiradores do homenageado, bem como Nuno Oliveira e Fernando Rocha, respectivamente vicepresidente e vereador da Cultura. A homenagem em Matosinhos devese “ao seu percurso humano e cívico, bem como pela consciência do seu inegável e justo prestígio”, e à sua ininterrupta participação na Festa da Poesia desde há sete anos, segundo proposta do presidente da Câmara, aprovada na última reunião do Executivo Municipal. Manuel António Pina, emocionado, agradeceu o gesto de Guilherme Pinto, salientando que “todos nós gostamos de ser reconhecidos, é uma forma de sermos amados. Agradeço, por isso, esta homenagem e fico particularmente feliz por ser neste local, na Biblioteca Florbela

Espanca, e na Festa da Poesia”. Lembrando que Portugal está a atravessar uma crise financeira, “tempos difíceis, tempos da pior das prosas”, enalteceu a continuação do certame que desde há sete anos a Câmara lançou, considerando “um verdadeiro milagre a existência da Festa da Poesia. Esta sobrevivência é algo misteriosa e o facto de a Autarquia de Matosinhos não a considerar apenas uma gordura é, no mínimo admirável. Nesta Câmara não se fala de poesia, faz-se! E

não dá votos, nem lucro. Então porquê? É admirável e por isso mais me honra e me torna feliz este reconhecimento nesta casa”. Guilherme Pinto enalteceu as palavras do homenageado, discordando no que diz respeito à questão do “lucro”, reconhecendo que a Cultura é uma das estratégias “mais poderosas para fomentar o desenvolvimento de Matosinhos”, cidade que para o edil “é um porto das artes, onde se desloca quem gosta de

teatro, de arte, de música e de cultura”, bastando ver “a quantidade de pessoas que vem cá ouvir falar de poesia, muitas das quais nem são do nosso Concelho”. Quanto a Manuel António Pina, o autarca destacou “a sua escrita acerada, atenta e rigorosa”, pelo que a atribuição da medalha é “um gesto ganhador” para o jornalista e escritor, precisando que o homenageado “é daquelas pessoas que têm capacidade de transformar as coisas em ouro, conferindo o maior prestígio quer à Biblioteca Florbela Espanca quer à Festa da Poesia”, uma vez que “ele é um ente irrecusável na nossa cidade, que o metro estreitou e fez única, desde Gaia a Matosinhos”. Para Fernando Rocha, a Festa da Poesia não é projectada “nem pelos dias pelos quais se prolonga nem pela conjuntura económica que atravessamos. Mas sim pelo tema que escolhemos, e este ano entendemos que devíamos homenagear Manuel António Pina. Não fazia muito sentido estar a alargar muito o leque de acções, porque se acabava por descaracterizar o objectivo desta iniciativa, pelo que resolvemos fazer tudo em dois dias,

Para o autarca, “não faz sentido nenhum pensar numa reforma do território e não recuperar aquilo que é também um preceito constitucional, ou seja a própria regionalização”. O que o Movimento pretende é que a sua petição seja tratada em plenário da Assembleia da República, em Fevereiro, “ainda dentro do período de discussão pública do Documento Verde da Reforma da Administração Local”, afirmou Pedro Sousa, referindo que o que “nos foi transmitido por Teresa Caeiro é que a nossa petição deu entrada e agora há um processo interno que tem de ser respeitado de cerca de 30 dias até sermos notificados para nos pronunciarmos”, quando o documento for tratado no parlamento. José Maria Cameira sem espectáculos. Tivemos actividades pela manhã, para que os mais novos pudessem contactar com a obra infantil e juvenil de Manuel António Pina”. A Festa “manteve as suas características e não temos dúvidas de que ganhou outro impacto este ano, porque ele foi recentemente merecedor do maior prémio da lusofonia, e está ainda muito presente na memória das pessoas”, realçou o vereador da Cultura. Jornalista e escritor, Manuel António Pina nasceu no Sabugal, Beira Baixa, em 1943. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, dividiu de início a sua actividade profissional pela advocacia e pela publicidade. Mas cedo se dedicou ao jornalismo e à literatura. Ainda estava a cumprir o serviço militar obrigatório quando começou a estagiar no Jornal de Notícias, diário portuense no qual trabalhou até 2001, tendo sido seu chefe de redacção e editor. Actualmente é cronista quer no JN quer na Notícias de Magazine. Colaborou, também, em vários órgãos de comunicação social. Escreveu vários livros de crónicas, poesia, peças de teatro e literatura infantil. O Prémio Camões 2011, entregue por Cavaco Silva, foi o último galardão que recebeu, de uma vasta colecção de prémios, como o Prémio Gulbenkian (1986/87), Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude (1988), Clube de Jornalistas ((1993), Prémio Gazeta de Mérito do Clube de Jornalistas (2007) e Prémio Fundação Bissaya Barreto de Literatura Infantil (2010). José Maria Cameira

FAMA decorre até à antevéspera de Natal

Artesanato de várias regiões patente em Matosinhos A

té ao dia 23, antevéspera de Natal, os cidadãos podem fazer compras na FAMA, Feira de Artesanato de Matosinhos, organizada pela Associação Nacional para o Desenvolvimento do Artesanato em parceria com a Câmara Municipal, sendo já considerada um marco dos certames do género. Ao todo estão no Jardim Basílio Teles 100 stands com artesanato proveniente de todo o país, incluindo a Região Autónoma da Madeira. Desde a sua inauguração, na passada semana, efectuada por Guilherme Pinto e Nuno Oliveira, respectivamente presidente e vice-presidente da municipalidade, tem sido procurada por muitos cidadãos que aí têm realizado as suas compras natalícias, de entre as quais casacos de lã de Vila do Conde, artigos de cabedal de Guimarães, agasalhos provenientes da Serra da Estrela, gorros da Madeira, ou

iguarias diversas como jesuítas, limonetes e licores de Singeverga na banca de Santo Tirso, pão-de-ló de Ovar, poncha da Madeira, alheiras de Mirandela, presunto de Chaves e ginjinha em copos de chocolate. Estão também patentes produtos de áreas tão diferentes como calçado, acessórios de moda e peças decorativas em couro, trabalhos em arame, raízes e galhos de árvore, peças decorativas, de mobiliário, brinquedos, jogos e quebracabeças em madeira, louças típicas de Fornos de Algodres e de Alcobaça, rendas de fole, bordados típicos de várias regiões, passadeiras feitas em tear, vidros, filigrana, bordados, arte sacra, de entre outros produtos. Guilherme Pinto visitou todos os stands, distribuindo cumprimentos, e referindo aos artesãos que o sucesso deles representava, igualmente, “o

sucesso deste certame e de Matosinhos”, pelo que desejava que fizessem “bom negócio”. Alguns dos expositores têm igualmente banca instalada na feira de artesanato que está a decorrer no Porto, na Praça D. João I, também até ao dia

23, pelo que a de Matosinhos é “uma feira atractiva”, segundo salientou um dos vendedores. Este ano existe um espaço novo, a “Tenda Social”, onde 15 associações e instituições de solidariedade social

expõe os seus trabalhos, cuja venda reverte para ajudar nas suas actividades. O artesanato, considerado um motor de desenvolvimento a várias escalas, é oficialmente reconhecido pelo seu enorme potencial e pela visibilidade dos seus impactos, directos e indirectos, na economia local, podendo ser reconhecidas oportunidades de legitimação e reconhecimento social e artístico pela possibilidade de divulgação e promoção dos produtos da região e pela hipótese de contribuir para o reforço da capacidade de atracção do território, alargando o seu potencial turístico. O nosso Concelho está representado por stands de todas as dez Freguesias, vendendo-se artigos produzidos por artesãos locais. A FAMA pode ser visitada, até dia 23, das 10 às 22 horas. José Maria Cameira


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Tribunal de Contas chumba compra do Estádio do Leixões

Câmara promete recorrer para plenário Em causa: dívidas do Clube do Mar à Fazenda Nacional

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TC–Tribunal de Contas anunciou, na passada sexta-feira, a recusa do visto ao contrato de compra do Estádio do Mar pela Câmara de Matosinhos ao Leixões Sport Club. Sobre a compra do Estádio do Leça ainda não existem conclusões. O acórdão publicado no sítio oficial do TC, que data de 28 de Novembro, refere que “não se encontram reunidos os pressupostos para a realização de escritura pública”, uma vez que “o Leixões Sport Club, proprietário do imóvel, tem dívidas à Fazenda Nacional, não havendo ainda qualquer processo ultimado sobre a regularização das dívidas”. Na sua fundamentação, o TC salienta que a lei “veda aos contribuintes que não tenham a sua situação tributária regularizada ‘celebrar contratos de fornecimentos, empreitadas de obras públicas ou aquisição de serviços e bens com o Estado, Regiões Autónomas, institutos públicos, autarquias locais e instituições particulares de solidariedade social maioritariamente financiadas pelo Orçamento do Estado’”. O tribunal salienta também que a minuta submetida a fiscalização prévia estabelece que 30 mil euros do preço acordado pela compra do Estádio do Mar seriam pagos em acções da Leixões Sport Clube, Futebol SAD, correspondentes a 20 por cento do capital social, mas o Regime Jurídico das Sociedades Desportivas estabelece que “a participação directa do clube fundador no capital social não poderá ser, a todo o tempo, inferior a 15 por cento nem superior a 40 por cento do respectivo montante”. “Ora, tendo o clube fundador, o Leixões Sport Club, originariamente a participação de 40 por cento do capital social do Leixões SAD, mercê

dessa forma de pagamento ficaria com 60 por cento do respectivo capital o que contraria a citada disposição legal”, nota o TC. O tribunal considera também que “a pretendida aquisição não se compatibiliza com os requisitos da economia, eficiência e eficácia” previstos na Lei de Enquadramento Orçamental e na Lei das Finanças Locais. Entre as “ilegalidades no procedimento adoptado” para a aquisição do Estádio do Mar, o TC destaca ainda que a pretensão de compra “configura verdadeiramente um auxílio financeiro ao Leixões Sport Club e à Leixões Sport Clube, Futebol SAD”. Recorde-se que a intenção de compra dos estádios do Leixões e do Leça, penhorados por dívidas fiscais, foi anunciada em Novembro de 2010 pelo presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto (PS). Esta ideia foi contestada, à data, pelo ex-edil matosinhense, Narciso Miranda, que a classificou como “imoral e chocante”. A decisão foi aprovada apenas pela maioria socialista em Assembleia Municipal em Abril de 2011. Guilherme Pinto considerou o negócio “simples” mas não convenceu a Oposição. O CDS absteve-se. PSD, CDU, ANMMS e BE votaram contra. No mesmo dia em que a decisão do TC foi tornada pública, a Câmara de Matosinhos reagiu. Em comunicado, a autarquia liderada por Guilherme Pinto disse que vai recorrer para o Plenário do Tribunal de Contas. A edilidade diz esperar que o plenário “saiba suprir as deficiências da decisão em causa”, que “fere” os princípios de igualdade, boa gestão financeira e autonomia local. Numa comparação ao decidido pelo TC sobre os estádios do Euro, a Câmara Municipal assinala

que a instituição que agora recusa o visto ao negócio com o Leixões “é a mesma que deu aval a processos construtivos de que resultaram estádios municipais todos com valores 10 a 15 vezes superiores aos que estão agora em causa”. O documento acrescenta que “o TC que hoje recusa o visto, com o pretexto do envolvimento do futebol profissional, é o mesmo que convive com a situação” de equipas que utilizam estádios municipais como o Sporting de Braga, Vitória de Guimarães, Académica de Coimbra, Gil Vicente e Beira-Mar. “Ao querer impedir uma aquisição em condições irrepetíveis (preço e pagamento em prestações), o TC vai obrigar a autarquia a cumprir a sua Carta Desportiva, pagando muito mais pelos equipamentos que lhe compete providenciar aos cidadãos”, assinala a autarquia, explicando que “a mera aquisição de terrenos para o mesmo efeito, que terá de ser feita, será muito mais onerosa para o município”. O comunicado lamenta, por outro lado, que o TC recuse o visto a uma despesa de uma autarquia

“que tem contas em dia, reduziu o endividamento bancário e quer fazer os investimentos que os seus documentos estratégicos apontam como necessários”. Entretanto a Comissão Concelhia de Matosinhos do PCP também já se pronunciou sobre esta matéria, considerando que a compra seria “injusta para o Concelho e para a sua população”. “O PCP, em Assembleia Municipal, votou contra esta compra, sobretudo em tempos de crise, criticando desde logo a pouca clareza com que tudo decorreu, daí não nos surpreender esta decisão do Tribunal de Contas”, refere o PCP. Os comunistas matosinhenses sugerem ao presidente da Câmara de Matosinhos que “reflicta relativamente ao investimento dos cerca de seis milhões de euros que estão disponíveis para a compra do Estádio do Leixões”, depois de ter dito que “não tinha dinheiro” para executar as 73 propostas que o PCP apresentou na discussão do Plano e Orçamento para 2012. Paula Teixeira

LINHA DA FRENTE VALDEMAR MADUREIRA ECONOMISTA

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iguel de Vasconcelos faz parte da História do nosso País por razões que vale a pena recordar. Ele defendeu o domínio espanhol sobre Portugal, tendo conseguido ser um alto funcionário da administração da dinastia dos Filipes. Isto aconteceu no século XVII e durou até que o Povo Português, em 1 de Dezembro de 1640, decidiu que os destinos de Portugal tinham de ser conduzidos por si próprio pondo fim à traição de Miguel de Vasconcelos e de todos os que serviam os ocupantes. Quase quinhentos anos depois há situações muito análogas numa reposição de história em que só não se conhece, ainda, o epílogo. O nosso País, com quase novecentos anos de História, com períodos de escuridão e traição ultrapassados, tantas e tantas vezes, pela vontade e força do seu Povo, vive há algumas décadas um desbaratamento dos seus recursos e da sua soberania a favor de interesses estrangeiros. A sua riqueza e o seu amor-próprio como País soberano vão-se esvaindo. Os seus recursos têm vindo de forma crescente a ser desaproveitados, mesmo destruídos.

Os Miguéis de Vasconcelos, hoje O que tem acontecido com a agricultura e as pescas é um exemplo gritante de todo esse processo. Incentivou-se o abate de embarcações de pesca e passamos a importar a maior parte do peixe que consumimos. Isto não obstante termos uma das maiores zonas económicas mundiais exclusivas de pesca que, não sendo aproveitada por nós, não é desperdiçada por outros. Na agricultura foram os subsídios à não produção tendo como consequência o aumento das importações. Na indústria, com a adesão a tratados internacionais sem cuidar da salvaguarda das nossas indústrias, particularmente das tradicionais, foi o colapso de centenas, ou milhares, de empresas. Ao mesmo tempo que isto acontecia verificava-se a privatização de muitas empresas estratégicas e rentáveis. Com o pretexto da concorrência ou da necessidade de obtenção de receitas, argumentos repetidos em todas as situações pelos sucessivos governos dos partidos da hoje denominada troika, o Estado abdicou de possibilidades de intervir na economia e hipotecou o futuro. Recebeu, nos diversos momentos, muitos milhões mas renunciou ao recebimento de muitos mais milhões ao longo do tempo.

E hoje assistimos a que a maior parte da riqueza gerada por essas empresas privatizadas, total ou maioritariamente, não é investida no País, antes sai sob a forma de lucros ou dividendos. Este percurso da nossa economia ao longo destas últimas décadas constitui um desprezo absoluto pelos interesses e futuro do nosso País. Os últimos dias trouxeram-nos algumas notícias que significam mais umas cerejas no bolo da subserviência e da renúncia aos interesses deste povo quase milenar. O governo, em muitos aspectos apoiado pelo seu parceiro da troika, aceita que possa ser estabelecido o tecto máximo do défice de 0,5% igual para todos os países. Esqueceu-se que nem todos os países têm o mesmo grau de desenvolvimento e que, portanto, precisam de diferentes níveis de investimento podendo, portanto, daí resultar a contracção de dívida. É que tal como na vida de cada um ou de qualquer empresa, o endividamento pode constituir uma oportunidade para se construir um futuro melhor. Mas, talvez embevecido com esta decisão, pretende que esta passe a fazer parte da nossa Constituição invocando outros exemplos e vontades. Tudo isto é associado à decisão de que os paí-

ses que não cumpram o défice estabelecido sofrerão sanções. Recorde-se que quando o Pacto de Estabilidade e Convergência definiu o limite máximo de défice de 3% para todos os países, os primeiros a falhar foram, curiosamente, a Alemanha e a França, os tais do eixo francoalemão, agora não vou revisitar a história. Como coroa de glória de tudo isto surge a obrigatoriedade de visto prévio dos orçamentos nacionais, num desrespeito absoluto pelos parlamentos nacionais e pelas suas populações. Gente que não conhecemos, não é eleita por nós, nem nos presta contas, atreve-se a decidir o que é bom para nós, talvez seja melhor dizer a determinar que nos seja imposto o que serve os interesses que eles representam e defendem. Vai a caminho de quinhentos anos que o Povo Português correu com Miguel Vasconcelos. Hoje não estamos sob o jugo dos Filipes mas sob outro jugo que põe em causa a nossa soberania como País e a nossa vontade como Povo. E dia virá em que, como aconteceu em 1640 e em outras datas gloriosas da nossa História, os Miguéis de Vasconcelos de hoje serão corridos por este Povo que dirá não ao conformismo e à resignação e decidirá que pela sua vontade construirá o seu futuro.

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JORNAL DE MATOSINHOS

Jornal deMatosinhos

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

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ais uma vez ficou provado que o Infesta não se dá bem com as paragens do Campeonato. Os Mamedenses foram derrotados na sua própria casa, perante um adversário que se limitou a jogar em contra ataque e depois de chegar ao golo, soube defender essa vantagem com muito arreganho, adaptando-se melhor às

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Liga Orangina

II Divisão Zona Centro

Leixões perde com lanterna vermelha

Resultado justo

A

turma do mar, apesar de ter mais bola ao longo dos 90`minutos, não foi capaz de levar de vencida a equipa do Trofense que estreava novo treinador, que por ainda não estar inscrito, assistiu ao jogo na bancada e comandou a sua equipa recorrendo-se do telemóvel. Com uma exibição consistente a equipa que visitou o estádio do mar, com boa organização defensiva e saídas rápidas para o ataque, chegou ao intervalo a vencer por uma bola a zero, com o golo a ser apontado aos 35`minutos de grande penalidade. A equipa leixonense com mais posse de bola, conseguiu criar boas situações de golo através de; primeiro Luís

Silva aos 8`minutos e de Fausto aos 41`minutos. A segunda metade o cariz do jogo não se alterou, leixonenses com mais posse de bola e o Trofense a jogar em contra-ataque, e seria numas das descidas rápidas que a turma da Trofa, faz o segundo golo (balde de água fria) para as hostes leixonenses, que nunca baixaram os braços e foram à procura de minimizar os estragos. Jumisse, fez acreditar os adeptos da equipa da casa, ao bisar no encontro, 80`e 82`minuots repondo a igualdade. Moisés ainda teve um golo anulado, e já numa altura em que o vencedor poderia cair para qualquer dos lados, eis que a equipa visitante foi mais feliz e selou a vitória aos

88`minutos por Pedro Santos de cabeça, num final de jogo louco.

Injusto

O Infesta adiantava-se em demasia no terreno e á passagem do minuto 63’ Carlitos em rápido contra-ataque esteve perto de dilatar a diferença. Alguns minutos volvidos, Vitinha l desmarcou Nuno Almeida que consegue ficar isolado, mas deixa-se antecipar pelo GR Marco, ficando assim mais uma soberana ocasião por aproveitar. A oportunidade mais flagrante da 2ª parte surge em tempo de descontos após cruzamento de Coutinho, Nuno Almeida faz a bola passar rente á barra. No contexto final, o Infesta sofreu injustamente uma derrota, perante uma equipa que marcou na melhor altura e soube defender a vantagem. O Infesta apesar destas duas derrotas consecutivas, mantém-se na frente, mas agora com a companhia do Grijó e Sousense todos com 19 pontos.

coisas. A 2ª parte foi mais difícil, devido a relva estar muita encharcada o que dificultou por em prática o nosso futebol e o adversário acabou por se bater bem, defendeu bem, nós criamos muitas oportunidades para fazer golo. Acho que jogamos o suficiente para ganhar e o terreno assim, é sempre melhor para quem defende. O adversário e o seu próprio Gr., tiveram mérito pela forma como se defenderam e a nós hoje faltou-nos claramente a estrelinha.

condições atmosféricas, numa tarde de chuva intensa. O Infesta procurou logo no inicio chegar à vantagem, mas os seus avançados estavam em dia não. Paulinho aos 7 minutos bem posicionado rematou ao lado. Depois aos 15 , após um cruzamento de Serge para a área, Pedro Nuno rematou forte de forma a proporcionar espectacular defesa do guardião forasteiro. Num período que só dava Infesta surgiu, a melhor oportunidade do encontro protagonizada por Paulinho que do meio da rua, rematou à barra de Marco. No intervalo José Manuel Ribeiro vê-se obrigado a retirar do jogo Paulinho por lesão e para o seu lugar entrou Oliveira e pouco depois do recomeço Pedro Nuno, outro jogador de mais valia da equipa também saiu por lesão e praticamente a equipa fica na frente sem identidade.

Comentário do José Manuel Ribeiro Eu tenho de dar os parabéns à rapaziada. A primeira parte foi muito boa e infelizmente o adversário no único remate que faz á nossa baliza faz golo; o futebol é feito destas

Litos, treinador do Leixões Acusámos cansaço dos 120’ contra a Académica e jogar frente uma equipa muito fechada não facilitou. Fico triste pela forma como perdemos. Zé Tó, treinador-adjunto do Trofense A nossa equipa tem valor e sabíamos que mais cedo ou mais tarde viria ao de cima. O terceiro golo nasce porque o grupo é forte mentalmente. MB “Mitchfoot”

Jantar de Natal de antigos jogadores do Infesta Como tem sido habitual Augusto Mata e Carlos do Conde antigos jogadores do Infesta, promovem mais um jantar de Natal de antigos jogadores. Para os ex. jogadores, que estiverem interessados em inscrever-se no Jantar a realizar em S. Mamede no dia 20 pelas 20,30 devem contactar as pessoas citadas acima. Joaquim Sousa

Aniversário da Arena de Matosinhos consagra o atleta do Água Viva

Jorge "The Gentelman" Silva Campeão Ibérico Profissional de K1

N

os festejos do 7º aniversário do espaço concelhio Arena de Matosinhos realizou-se mais uma magnífica produção desportiva, desta feita com a escolha a recair na modalidade de kickboxing. O main event da noite prometia com a disputa do título ibérico de k1 entre o matosinhense e um dos idolos locais Jorge “the gentelman” Silva e o ex-campeão da Europa Alfred Calero num combate profissional previsto em 7 assaltos. O publico aderiu em massa e lotou o espaço nortenho, numa festa efusiva e preenchida, para o que ajudava o grande cartaz apresentado, que alem deste importante confronto contava ainda com 2 títulos nacionais profissionais e ainda 8 super fights.

Electro

Muitas caras conhecidas, personalidades de todo o país que se fizeram deslocar á já considerada por muitos como a catedral dos desportos de combate no país, embelezaram ainda mais esta noite de gala. Jorge Silva entrou sob forte apoio do público, que de forma exuberante tratou de conceder uma motivação extra ao já experiente atleta do ÁGUA VIVA, que ostenta entre outros o titulo Portugal boxe profissional, e as medalhas de ouro nos europeus e mundiais da ISKA. Num combate que se previa duro, rapidamente se visualizou o preparo físico e táctico do português, que mais uma vez apresentava uma plástica física de realce.

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Por sua vez Callero demonstrava nas primeiras trocas de golpes que vinha para ganhar e logo no inicio do duelo apostou nos golpes duros de pernas e punhos. Um primeiro assalto disputado e equilibrado, que fazia antever uma guerra pelo ceptro máximo ibérico. Mas após o habitual assalto de estudo e totalmente apostado em marcar posição, o atleta luso entrou com máxima disposição de lutar e fruto de muita raça e determinação efectuou um segundo assalto de total pressão com múltiplas combinações de punhos, pernas e joelhos que faziam com que o duro adversário recuasse e se recolhesse junto às cordas, tentando travar o ímpeto imposto pelo luso, que atacava de forma intermitente.

Seria precisamente no final do assalto que nas cordas e após mais uma rápida combinação de pernas e punhos Jorge Silva remataria a contenda com um poderoso e colocado joelho na cabeça de Callero, que sucumbiu com um corte profundo. Ainda grogue e tentando recuperar, acabaria por ser a forte hemorragia a impedir a continuação do combate, consagrando assim o português como o novo campeão ibérico profissional de k1 por KO. Terminava assim mais uma noite mágica na Arena de Matosinhos, para gáudio das largas centenas de aficionados que vibravam com mais esta conquista do carismático atleta do Água Viva. César Moreira

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J

ogo em que a mais valia técnica e táctica da equipa do Padroense, lhe valeu, controlar até bem perto do fim do encontro. Marcão abriu o marcador em cima do intervalo. A equipa de Matosinhos, bem podia trazer de volta um resultado bem mais tranquilizador, pois foi manifestamente superior ao seu adversário. Mas a cinco minutos do fim permitiu o empate, mas num final bastante emotivo, os BRAVOS tiveram que suar as estopinhas para no pouco tempo que lhe restava, para vencer o encontro, conseguindo-o em cima do apito final, através de um excelente golo de Nuno Paulo, jovem da cantera do Padroense, que aos poucos se vem afirmando na equipa matosinhense. MB “Mitchfoot”

Dr. Vasco Pinho cessa funções no Padroense FC Nos últimos anos o rosto do departamento de futebol do Padroense F.C. tem sido o Dr. Vasco Pinho, que nos onze anos que esteve presente como dirigente deste clube marcou presença na linha da frente dos maiores sucessos desportivos da história do Padroense F.C. Mais recentemente o mesmo liderava também o Departamento de andebol , onde, em 1996, iniciou a sua relação ao clube enquanto atleta sénior dessa modalidade. Em virtude de motivos de ordem pessoal e profissional o Dr. Vasco Pinho irá deixar de poder continuar a exercer funções enquanto Presidente Adjunto desta instituição, situação que a Direcção do Padroense F.C. compreende, apesar de lamentar. A Direcção do Padroense F.C. agradece ao Presidente Ajunto que cessa agora funções toda a dedicação e empenho que demonstrou ao serviço do nosso emblema, esperando que um dia o mesmo possa a voltar a disponibilizar o seu contributo ao Clube. MB “Mitchfoot”

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Divisão de Honra 14ª jornada

Jogo decidido em lance duvidoso

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equipa do Custóias, recebia em sua casa, nada mais que o líder da competição, Clube Académico de Felgueiras. Uma partida que se aguardava com alguma expectativa, pois a equipa do Custóias que permanece no fundo da tabela, iria ter pela frente mais um obstáculo difícil de contornar, como se veio a verificar. A resposta custóiense foi muito digna, com um futebol aguerrido quan-

to baste, e com uma atitude que faz acreditar de que os pontos necessários para a manutenção, vão ser possíveis de alcançar. A equipa visitante teve de suar bastante para levar de vencido este jogo, pena foi que teve de contar com preciosa ajuda de um trio de arbitragem, que na dúvida sempre os beneficiou, ficando no ar muitas dúvidas no lance de grande penalidade, que resultaria no único golo do encontro, e uma expulsão perdoada a um defensor de Felgueiras a dez minutos do fim do encontro. A primeira parte, decorreu com o equilibriu a ser a nota dominante, sem grandes lances de perigo, pertenceu à equipa da casa o primeiro lance que causou sensação de golo, David, combina bem com Nuno Santos e atira muito perto do poste do guarda-redes felgueirense. Aos 23 minutos de jogo, golo para os forasteiros, remate de fora da área, a apanhar Renato pela frente, a

bola a embater no braço do jogador do Custóias (bola na mão? Mão na bola eis a dúvida), o Sr. árbitro assinala a grande penalidade que Raul não desperdiçou, marcando um golo que valeu os três pontos. A equipa do Custóias respondeu muito positivamente, e só não chegou à igualdade por manifesta falta de sorte. Gandarela aos 29 minutos protagoniza grande oportunidade de golo, o avançado ganha na velocidade à defesa do Felgueiras, e apesar de tocado por trás por um defensor forasteiro (Árbitro deu lei da vantagem num lance de grande penalidade), consegue rematar com a bola a embater estrondosamente no corpo do guarda-redes, este lance valeria a expulsão do banco de suplentes do treinador Paulo Silva que parece exceder-se com os protestos. Até se ouvir o apito final da primeira metade, foi sempre a equipa da casa, que esteve por cima do jogo, sempre à procura do

golo da igualdade, que diga-se com toda a justiça. Na estreia de Renato (ex Padroense), boa exibição a demonstrar que veio para ficar no onze, Dias o médio custóiense (ex sub 19 leixonense) esteve em destaque no meio campo, muito seguro a defender e excelente na manobra ofensiva custóiense. A segunda metade, o cariz do jogo não se alterou, Custóias sempre por cima do jogo, aos 60 minutos, canto marcado à maneira curta e Gandarela assiste Luizão para o golo que esteve muito perto de acontecer. A equipa do Felgueiras, só queria mesmo segurar o golo de vantagem e só esporadicamente descia com algum perigo. Ao minuto 80 expulsão perdoada aos forasteiros por entrada violenta de Domingos sobre Gandarela, quando este já tinha passo por ele, aos 85 minutos, remate/cruzamento de Gandarela com a bola a embater no poste esquer-

do da baliza de David. A equipa do AC Felgueiras, nos minutos finais, teve uma boa ocasião para aumentar a vantagem, com Filipe Carvalho a atirar ao poste, em lance de contra-golpe, com a equipa do Custóias toda balanceada no ataque (Luizão terminou a ponta de lança). Resultado injusto para as cores custóiense, que em momento algum foram inferiores ao seu adversário, chegando mesmo a comandar as operações. Arbitragem irregular, já lhes vimos fazer bastante melhor, em lance de dúvida favoreceu sempre os forasteiros, perdoou uma expulsão a Domingos e no lance do penalti, não vacilou, o mesmo não o fez no lance que valeu a expulsão do técnico Paulo Silva MB “Mitchfoot”

Distrital da 1ª Divisão AF Porto

Primeiro tempo fraco, ditou resultado

A deslocação do Senhora da Hora a Avintes, saldou-se por uma expressiva derrota (três a zero) perante uma equipa que em condições normais estaria perfeitamente ao seu alcance, quer em futebol praticado como em valores individuais. Abordando o jogo inicialmente

com aparente tranquilidade, jogando de igual com o seu adversário, pertenceu-lhes até a primeira ocasião em três recargas consecutivas depois de palmada de Ricardo, desaparecendo quase por completo pelo menos até ao intervalo. O relvado foi também negativo, tendo em conta que sendo relva natural, estava muito pesado e escorregadio obrigando a diversos equilíbrios e desgaste bastante maior. Tendo em conta a melhor adaptação dos locais ao terreno e o fraco rendimento visitante, os Avintenses iam levando o perigo às redes de Gamito sempre com futebol aéreo e em lances de contra ataque explorando o pontapé longo às redes visitante. Numa dessas oportunidade surge o 1º golo por João Baldaia, o golo serviu como antídoto para os locais que com os forasteiros a não conseguirem construir qualquer tipo de jogada, chegaram

ao segundo golo, que além de erro defensivo, foi também precedido de falta e na finalização de fora de jogo. Já com o descanso no horizonte, Hedinhas com um pontapé a cerca de 35’ leva a bola a entrar nas redes de Gamito. Para o segundo tempo o técnico Joca esgota as substituições com as entradas em simultâneo de Dani e Fábio e o conjunto senhorense teve outro tipo de atitude, desfrutando até de duas ou três oportunidades não concretizadas. Os locais sempre que podiam chegaram à frente, mas perante alguma subida dos verde/brancos era importante gerir o resultado e espreitar novas ocasiões. O final chegou sem mais nada digno de registo. O árbitro teve bom desempenho, o mesmo não podemos dizer dos seus assistentes que tiveram dualidade de critérios e um golo mal

anulado aos visitantes.

Comemorações do 80º Aniversário do Sport Clube Senhora da Hora No âmbito do encerramento das comemorações do 80º aniversário do Sport Clube Senhora da Hora, a direcção vem por este meio convidar todos os senhorenses, em geral, e os sócios do clube em particular a participarem no próximo sábado dia 17 de Dezembro de 2011 pelas 11:00h no seguinte evento: Programa: Actividades a levar efeito no clube – 17/12 | 11:00h – Hastear da bandeira pelo sócio nº1; 17/12 | 11:15h – Apresentação do autocarro do clube reconstruído. Actividades a levar efeito no Melo Pereira

Futsal – Campeonato Nacional da 3ª Divisão

Quem não marca… sofre Mas o incrível, sucedeu com as perdidas dos jogadores do Junqueira que, na cara do guarda-redes local, não conseguiram introduzir a redondinha na baliza da equipa de Afife. Aqui, é igualmente importante dizer-se que o guarda-redes local teve intervenções dignas do maior elogio, sendo ele o principal causador do empate registado no final, sem esque-

cer a má prestação dos jogadores santacruzenses que, na maioria das situações, não souberam ou não quiseram jogar com os colegas melhor colocados para concretizar. A equipa do Junqueira apresentou nesta partida o atleta Resende, ex atleta Farlab, que nos forneceu dados para dizer que irá ser uma “mais valia” para os futuros jogos. O atleta em apreci-

ação deu-nos a impressão de se encontrar em baixo no aspecto físico. Os golos: Aos 10’ Tino recebe um bom passe e atira à baliza contrária, apontando o primeiro golo da sua equipa. O segundo golo surgiu a 30 segundos do apito para o intervalo, da autoria de Guilhas que, apenas tendo pela frente o guarda-redes local atirou para o melhor sítio.

salão nobre da Junta de Freguesia – 17/12 | 11:20h – Participação do Coral da Senhora da Hora interpretando tema da Cidade Senhora da Hora e Hino; 17/12 | 11:30h – Apresentação e lançamento da Caderneta de Cromos 2011 e campanha de angariação de novos sócios.; 17/12 | 11:45h – Entrega de trofeus aos sócios dedicação com mais de 20 anos , a ex-atletas um trofeu dedicação e destinguir personalidades ligadas durante 2011 ao futuro desenvolvimento do Sport Clube Senhora da Hora.

Entretanto, veio a segunda parte e as perdidas dos atletas do Junqueira foram em quantidade tal que consideramos incrível não marcarem golos, alguns dos quais quando se encontravam na “cara” do guarda-redes Afifense. E, como se diz na gíria futebolista, “quem não marca sofre” e foi precisamente aos 34’ por Patusco e aos 38’ por André que de livre directo dos dez metros empatou a partida. Este golo adveio de mau julgamento, esta a nossa opinião, do árbitro Miguel Rego. Araújo Reis

Campeonato Nacional da 2ª Divisão

Q

uem diria que depois de ter assistido à primeira parte da partida que teve na sua maioria a exibição da equipa do Junqueira, que, diga-se, apesar de ter chegado ao intervalo a vencer por duas bolas sem resposta, na segunda metade a equipa visitantes, ou melhor, os jogadores tivessem perdidas incríveis em que o mais difícil foi não enfiar a bola na baliza local, tanto assim que podemos afirmar que poderiam ter chegado ao fim da partida com mais de seis golos de vantagem. Isto não aconteceu e daí a equipa local ter conseguido empatar, merecidamente, também é importante que se afirme, a duas bolas para cada lado.

Resultado muito pesado P

elo modo como a Cohaemato entrou no recinto de jogo e o resultado com que atingiram o intervalo, ninguém esperava que a equipa acabasse por baixar os braços e acabassem por perder a partida por um resultado tão desfavorável e pesado para uma equipa que é, também, recheada de excelentes praticantes de Futsal. A equipa leceira abriu o activo com um minuto de jogo por intermédio de Pessoa; aos 8’ Tiago Leite marcou o segundo golo favorável à Cohaemato.

Entretanto, com oito minutos e poucos segundos Pedro Sousa reduziu ao marcar o primeiro golo da Farlab. Mas aos 14’ Jorginho apontou o terceiro golo dos leceiros e ampliou o resultado favorável à sua equipa, e aos 15’ Choias reduziu ao marcar o segundo golo da Farlab. Com este resultado as três equipas regressaram aos balneários para um merecido descanso. Regressados para a segunda parte, apareceu a equipa local da Farlab que aos

28’ Pedro Sousa marcou o terceiro golo e empatou. Feliciano aos 30’ ao apontar o quarto golo, colocou a sua equipa a vencer. O quinto golo foi apontado aos 32’ por Choias; Daniel aos 34’ apontou o sexto golo; Choias aos 35’apontou o sétimo golo; e aos 38’ Preto fechou a contagem com o oitavo golo para a Farlab. Nada apontar à dupla de árbitros portuense que procurou realizar um bom trabalho. Paulo Cruz Araújo Reis


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JORNAL DE MATOSINHOS

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31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

EXPROPRIAÇÃO DAS PARCELAS NECESSÁRIAS À «CONSTRUÇÃO DA MARGINAL VIA ATLÂNTICA” – CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS

EDITAL Nos termos e para os efeitos previstos na parte final do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 17.º do Código das Expropriações (Lei n.º 168/99, de 18 de Setembro), ficam notificados os proprietários e demais interessados de que Sua Excelência o Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, por despacho de 1 de Agosto de 2011, a pedido da Câmara Municipal de Matosinhos, aprovou a expropriação, com carácter de urgência, das parcelas a seguir identificadas:

A expropriação destina-se à «Construção da Marginal Via Atlântica». Aquele despacho foi publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 155, de 12 de Agosto de 2011.

EXPROPRIAÇÃO DAS PARCELAS NECESSÁRIAS À «CONSTRUÇÃO DA MARGINAL “VIA DE LIGAÇÃO DA A28 AO CENTRO DE LAVRA” – 1.ª FASE» – CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS

EDITAL Nos termos e para os efeitos previstos na parte final do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 17.º do Código das Expropriações (Lei n.º 168/99, de 18 de Setembro), ficam notificados os proprietários e demais interessados de que Sua Excelência o Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, por despacho de 1 de Agosto de 2011, a pedido da Câmara Municipal de Matosinhos, aprovou a expropriação, com carácter de urgência, das parcelas a seguir identificadas:

A expropriação destina-se à «Construção da Marginal “Via de Ligação da A28 ao Centro de Lavra” – 1ª fase» Aquele despacho foi publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 156, de 16 de Agosto de 2011.

DIRECÇÃO-GERAL DAS AUTARQUIAS LOCAIS (13/09/2011)

DIRECÇÃO-GERAL DAS AUTARQUIAS LOCAIS (12/09/2011)

O Subdirector-Geral,

O Subdirector-Geral,

Paulo Mauritti

Paulo Mauritti


16 DE DEZEMBRO DE 2011

31 ANOS - AO SERVIÇO DA INFORMAÇÃO E DA LIBERDADE

JORNAL DE MATOSINHOS

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Palavras & Obras

No 65º Aniversário da Académica de São Mamede R

ealizou-se o jantar de confraternização dos associados da Associação Académica de S. Mamede, em comemoração do 65º aniversário da sua fundação. Presidiu o Presidente da Direcção, Engº Tito Conrado, que estava ladeado pelo Vereador do Desporto, Dr. Guilherme Aguiar, e pelo Presidente da Junta de Freguesia, Senhor António Moutinho Mendes. Esteve presente, igualmente, o Dr. Guilherme Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, que, num breve improviso, disse que se congratulava por mais um aniversário da Académica de S. Mamede, mas tinha de se ausentar por razões inerentes ao seu elevado cargo. Entretanto, pelo Presidente da Assembleia-Geral cessante, Prof. Engº Vasco Sá, foi lida uma mensagem do actual Presidente da Assembleia-Geral, Dr. José Albino da Silva Peneda, que, ausente no Brasil, quis associar-se ao evento, desta forma: “Hoje é um dia de festa da família da Académica de São Mamede. Um dia para fazermos duas coisas. Uma, para darmos graças ao passado e outra para podermos sonhar com o futuro. Sobre a homenagem ao Professor Dr. Vasco Sanches Silva e Sá, é uma homenagem especialmente dirigida ao homem que, no trato com os outros, soube sempre conciliar as virtudes de quem sendo intelectualmente superior nunca disso fez alarde. A nossa homenagem é fundamentalmente dirigida à sua envergadura moral e ao comportamento ético irrepreensível. Sobre os outros homenageados, ao Artur Fonseca, que saudade!; à Carolina Costa; ao Francisco Ferreira; à Teresa Serra; ao Pintor Rui Alberto e ao nosso primeiro internacional, Jorge Guimarães, felicito-os pela elevação a “Sócios de Mérito” e Sócio Honorário”. E

faço votos por uma nova etapa na vida da nossa Associação Académica de São Mamede”. Após a refeição, que decorreu com elevação e manifestações de amizade entre todos, usou da palavra o Presidente da Direcção para se congratular com o amadorismo com que o clube vem sendo gerido, mas, mesmo assim (e isso é de enaltecer), com resultados muito animadores nos vários escalões etários das diversas modalidades que o clube pratica. Seguiu-se a homenagem a Vasco Sá, um sóciofundador que, durante 35 anos ocupou, com todo o brilhantismo, o lugar de Presidente da AssembleiaGeral e que, na sua juventude foi um atleta do clube que ficou como um dos grandes baluartes dos desportos que aqui praticou. Foi-lhe entregue o diploma de “Presidente Honorário da Assembleia-Geral”, com a assistência, de pé, a dedicar-lhe uma estrondosa ovação. Seguiu-se, depois, a entrega do diploma de “Sócio Honorário” ao Dr. Jorge Guimarães, que foi o primeiro atleta internacional da Académica ao serviço da Selecção Nacional, tendo sido, mais tarde, Presidente da Direcção. Entretanto, no seguimento das homenagens, foi prestada uma homenagem póstuma a Artur Avelino Fonseca, um sócio fundadorlegalizador, pelos valiosos serviços prestados ao longo de muitos anos de fervor clubístico, sendo o diploma de “Sócio de Mérito” entregue ao seu filho mais velho, José Fonseca. Entregues, depois, os diplomas de “Sócio de Mérito” a: D. Carolina Costa, a primeira mulher a ocupar um lugar na Direcção, salientando-se por um trabalho notável, tal o empenho que demonstrou, durante nove anos; a D. Teresa Serra, associada dedicada que tem dado provas de uma grande generosidade para com o clube; ao Pintor Rui Alberto, que tem

FUTSAL FEMININO – Campeonato Distrital de Juniores

Avilhó mantém segundo lugar GDRC ALTO DE AVILHÓ, 1 GD BAGUIM DO MONTE, 1 O jogo disputou-se no Sábado, pelas 17.00 horas, no Pavilhão Municipal de Custóias. Conforme as novas normas da A.F. Porto, o jogo teve um único árbitro: Bruno Martins; que não teve um bom desempenho. As equipas alinharam do seguinte modo: GDRC ALTO DE AVILHÓ: Treinador: António Ulisses Nº1 – Bruna Lima (GR) Nº3 – Mariana Moreira Nº4 – Bruna Marques Nº5 – Catarina Sousa Nº7 – Sara Barbosa (Capitã) Nº8 – Andreia Pinto Nº9 –

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Fabiana Vasconcelos Nº10 – Vanessa Lima (1 golo) Nº12 – Ângela Aguiar(GR) Nº13 – Inês Cavaleiro Nº14 – Sara Pinto Nº17 – Marta Lacerda. GD BAGUIM DO MONTE: Treinador: Carla Nogueira Nº12 – Sandra Carvalho (GR) Nº3 – Ana David Nº5 – Daniela Martins Nº7 – Cátia Brandão Nº8 – Rita Costa Nº9 – Ana Martins Nº10 – Ana Carvalho (1 golo) Nº11 – Joana Guedes Nº15 – Cláudia Vieira Nº16 – Ana Silva Nº22 – Carla Santos. Como tem sido habitual o Avilhó não entrou bem no jogo e acabou surpreendido por um forte remate de Ana Carvalho que abriu o marcador para

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30 ANOS

Ao Serviço da Nossa Terra

Sai às Sextas-Feiras Fundado em 25-9-80 Fundador e Proprietário Eduardo Pinto Soares Co-Fundadora Esmeralda de Figueiredo Soares Registo Nº 107094 Inscrição Nº 207093 Depósito Legal Nº 54847/92 Contribuinte Nº 154754331 Assinatura Continente: 50 Euros Assinatura Ilhas e Europa: 100 Euros Assinatura Extra-Europa: 150 Euros Número Avulso: 1 Euro Correios electrónicos: geral@jornaldematosinhos.com publicidade@jornaldematosinhos.com

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Director Pinto Soares Directora-Adjunta Natália Pinto Soares Quadro Profissional José Maria Cameira (Cart. Profissional nº 4240) Natália Pinto Soares (Cart. Profissional nº 4799) Pinto Soares (Cart. Profissional nº 5284) Colunistas Barroso da Fonte Elvira Rodrigues Inocêncio Pereira Manuel Barreiro de Magalhães D. Manuel da Silva Martins Fernando Fernandes da Eira Artur Osório de Araújo

sido de uma grande dedicação, colaborando no clube com a sua Arte e profissão, de uma maneira generosa e desinteressada; e ao dirigente, Francisco Ferreira, que vem há anos a notabilizar-se pela sua dedicação e pelo trabalho desenvolvido, tornando-se um elemento imprescindível. No final da entrega destas honrosas distinções, falou, para agradecer, e fê-lo de um modo muito emocionante, o Prof. Vasco Sá, que lembrou muitos dos inesquecíveis e bons momentos que passou no clube do seu coração, dizendo que ninguém terá que lhe agradecer nada do que fez, já que é ele que está grato à Académica de S. Mamede, pelos maravilhosos tempos que nela viveu. Falou, ainda, D. Carolina Costa, que disse estar muito orgulhosa por ter sido a primeira mulher a fazer parte do elenco de uma Direcção, e que, os seus nove anos inesquecíveis que passou no clube, foram simplesmente maravilhosos. Finalisou esta série de discursos o Dr. Jorge Guimarães que, de entre outras coisas, disse este pensamento tão extraordinário, quanto emocionante: “Ser “Sócio Honorário” da Associação Académica de São Mamede é de certeza um free-pass para o Paraíso”. Foram, depois, entregues as faixas de Campeão Nacional de Triatlo, aos atletas, Carla Mendes, Pedro Magalhães e Carlos Mendes. Entregues, ainda, as Medalhas de “Mérito Desportivo” aos mesmos e aos atletas internacionais de Voleibol de Praia e Andebol, Fernando Rui Silva e Hugo Maia Silva, respectivamente, assim como, aos atletas Campeões Regionais de Andebol e Triatlo. Encerrou a sessão, o Dr. Guilherme Aguiar, que, num notável improviso, dedicou palavras de muito apreço e elogio à Associação em festa, não só pelo seu percurso impecável, como pela forma como encara o desporto de uma maneira totalmente amadora e que, sendo assim, só encontra uma palavra para a distinguir

e a todos os que compõem tão prestigioso clube: «Fantástico! Hoje foi, na verdade, uma das manifestações mais fantásticas a que assisti em toda a minha vida desportiva. Parabéns». Depois, no dia 1º de Dezembro, dia da fundação, de manhã, foi içada a Bandeira da Associação, pelo associado nº 1, Serafim Santos Silva e, de tarde, numa sessão solene, foram entregues as Medalhas de 25 e 50 anos de Dedicação a diversos associados. Entregue, igualmente, a Medalha de Assiduidade “Eduardo Soares” a todos os atletas que, durante o ano, se notabilizaram pela assiduidade aos treinos e jogos. Esta sessão foi encerrada pelo Presidente da Direcção, que se congratulou pela forma como decorreram as festividades do 65º aniversário. No Domingo, dia 4 de Dezembro, como habitualmente, foi rezada Missa, na Igreja Matriz, por intenção dos sócios e atletas falecidos. Logo de início, o Revº Padre Ângelo fez uma alocução muito sentida, referindo, ainda, quanto a Académica de São Mamede tem projectado o nome da freguesia e do concelho, com a sua notabilíssima actividade.

a equipa visitante, estavam decorridos dez minutos. Passados cinco minutos, a equipa da casa deu a resposta, chegando à igualdade por Vanessa Lima; resultado com que chegou o intervalo. Na segunda parte o Avilhó tentou reagir, foi mais agressivo, dominou o jogo, mas foi desperdiçando as oportunidades criadas. Verifica-se que um só árbitro em jogo não consegue ter a proximidade para uma visão perfeita dos lances, depois por insegurança, desata a apitar por tudo e por nada; em resultado disso, a meio da segunda parte, já o Avilhó tinha atingido as cinco faltas. Esta situação levou a que a equipa da casa abrandasse o seu ritmo e não conseguisse chegar à merecida vitória. Após esta jornada o Alto de Avilhó manteve o segundo lugar, com 17 pontos. Na próxima jornada, dia 10 de Dezembro, pelas 18.00 horas, o Avilhó desloca-se a Vila D ‘Este para defrontar o GD Escola de Gervide. Júlio Nascimento

Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, notificando o Requerido Manuel dos Santos Mendes, nascido em 04-07-1958, natural de José Rodrigues Mendes e de Fernandina Celeste Pinho dos Santos, natural de Perafita – Matosinhos, nacional de Portugal, NIF – 127628185, BI – 7569143, NISS – 11095776540, com último domicílio conhecido na Rua Vila Franca, 295, 4450-359 Leça da Palmeira para, no prazo de 5 dias, decorrido que seja o dos éditos, alegar, querendo, o que tiver por conveniente, nos termos e para os efeitos do artº 181º nº2 da OTM. O duplicado da petição inicial encontra-se nesta Secretaria, à disposição do citando. Fica advertido de que não é obrigatória a constituição de mandatário judicial, salvo na fase de recurso. Matosinhos, 07-12-2011. N/Referência: 752042.

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A Juíza de Direito, Dra. Luisa Adelaide Vale O Oficial de Justiça, Manuel Aleixo

Consultório: Av. Combatentes da Grande Guerra, 709-1º 4450 LEÇA DA PALMEIRA - Telef. 22 995 27 89 Residência: Telef. 22 618 25 92

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ANÚNCIO Processo: 65/05.9TQMTS-A Incumprimento das Responsabilidades Parentais Requerente: Maria Antonieta Costa Peixoto Requerido: Manuel dos Santos Mendes

MEDICINA DO TRABALHO CLÍNICA GERAL

Clarisse Sousa Margar i da Rodri gues

CONSULTOR FISCAL

TRIBUNAL DE FAMÍLIA E MENORES DE MATOSINHOS Secção Única

RUI ROCHA LEITE

GABINETE JURÍDICO Carlos Sousa Fer nandes

1ª Publicação “Jornal de Matosinhos” – Nº 1617 de 16/12/2011

AMÉRICO FREITAS ADVOGADO AV. D. Afonso Henriques, 1122, Sala E Telefone 22 937 00 22 • Fax 22 937 98 95 4450 MATOSINHOS

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Luís Pedro Viana Maria Emília Dinis Rocha Marques Portugal João Diogo Cartonista José Sarmento (Publicidade, Cobranças e Distribuição) João Pinto Soares Informática Miguel Gomes Editor Eduardo Pinto Soares Impressão Unipress - Centro Gráfico, Lda. Trav. Anselmo Braancamp, 220 4410-359 Arcozelo - V.N.G. Contabilidade Cláudia Susana Pereira Maio (TOC)

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E a propósito... Já renovou a sua Carta de Condução? Andámos nós a perder tempo – mais de uma hora para sermos atendidos – de deslocação ao Porto, quando as Cartas de Condução podem ser renovadas nas Juntas de Freguesia. No caso de Matosinhos, é em Leça da Palmeira e S. Mameda de Infesta. Afinal as Juntas de Freguesia ainda servem para mais alguma coisa do que para passar simples atestados. O estranho é que, no IMTT (que já mudou de nome), a senha de atendimento, tem a data em norma inglesa. E a hora apenas até às 12. Passada esta, é PM. Curiosamente, os impressos têm a data de nascimento, em dia, mês e ano, com norma portuguesa. Aqui não nos regulamos pela UE. Razão?

Um leitão para o Leixões?

Texto e fotos de Manuel Augusto dos Santos Costa

Parabéns, Professor Marcelo! Apesar de novo governo e de mudança de nome da entidade, ainda vigora o IMTT. Certamente não há dinheiro para fazer novos impressos e pôr novo dístico na fachada. Mas fomos beneficiados. Como fizemos 70 anos, pagámos metade das custas. Entregamos os papéis para renovação da Carta de Condução em 11/11/11, na Junta de Freguesia de Leça da Palmeira. O funcionário atendeu-nos de imediato. As Juntas de Freguesia não podem acabar. E a de Leça da Palmeira muito menos. O dístico que lá está merece o respeito e o apoio de toda a população.

José Silva expõe pintura

Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa em 12/12/1948. Está de parabéns na próxima segunda feira. Pontua aos domingos na TVI, dialogando com Júlio Magalhães e, ultimamente, responde também a perguntas dos espectadores. Tem mandado milhares de livros para a Biblioteca Municipal de Celorico de Basto, que tem o seu nome, Concelho de onde era oriunda a sua avó Joaquina. Mas também o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, que foi Governador Geral de Moçambique (um ano depois do Director do JM, Pinto Soares, se haver candidatado a Deputado, contra a União Nacional), lá está perpetuado com o seu nome na rua da biblioteca. No fim do ano, Júlio Magalhães vai abandonar a TVI e dirigir o Porto Canal. Quem o irá substituir? Alguém da confiança do professor? Aguardemos a novidade.

Pintura na Junta de Freguesia de Matosinhos

Há muitos anos, talvez 30, ouvimos um bombeiro dizer, quando o quartel era na Brito Capelo: o Leixões está a estagiar no Hotel Porto Mar. Na ementa especial, o prato principal é sardinha. Desconfio que, com esta especialidade, não irão a lado nenhum. Não sabemos com quem jogaram nem o resultado.

Mas, desta vez, o JN dizia que, se passassem a eliminatória dos oitavos de final com a Académica, um patrocinador do clube oferecia um leitão para o jantar. Infelizmente não se concretizou a promessa, pois o Leixões perdeu. Será que o estágio – se é que o houve – tivesse por ementa sardinha sem garra?

Na Fundação Eng. António de Almeida, Porto, José Silva está e expor dezenas de trabalhos dedicados à mulher. Intitulam-se “FOLHAS VIVAS”. São quadros de grandes dimensões, em que o corpo da mulher está realçado. Para ver até 13/12

Os alunos da ASEP-Escola de Pintura António Sousa, sediada no Centro Comercial Londres, estão a expor os seus trabalhos na Junta de Freguesia de Matosinhos, o que acontece pela primeira vez. São 30 quadros, do professor e seus instruendos, com os mais diversos motivos. Esta é a terceira mostra do ano. A pintora mais nova tem apenas seis anos. Para ver até 9/12

Jornal de Matosinhos nº1617  

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