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Ano 3 | nº 34 Junho 2012 Director: Francisco Samuel Brandão | Distribuição gratuita | Mensal

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ISSN 1649-3639

Senhor de Matosinhos Um evento grandioso

José Guilherme Aguiar

pág. 06 e 07

Matosinhos está representado por obras significativas

António Parada

Alcino Soutinho

Recebem galardão de mérito pelo apoio às colectividades

pág. 09

Empresas | Grupos | Aniversários Rua do Progresso, 359/375 - Perafita Tel. 229 968 858

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pág. 02 e 03


NOTÍCIAS MATOSINHOS | GRANDE ENTREVISTA

06.2012

EDITORIAL

Francisco Samuel Brandão

Desde há uns anos que o vejo aparecer na comunicação social ligado às lides partidárias do PSD mas nunca pensei que chegasse tão longe e surpreendeu-me quando, ao lado de Passos Coelho – aliás onde sempre esteve – se alcandorou ao segundo lugar da hierarquia governativa. Sempre o senti algo inseguro e impreparado para lidar com a pressão que a política exerce sobre os seus actores e tinha a sensação também de que, mais tarde ou mais cedo, era o tipo de personagem que iria pôr a “pata na poça”. E pôs! O poder pode tornar o mais pacífico e comum dos mortais num pequeno tirano, centro do mundo e prenhe – julga do poder absoluto, que passa por cima de tudo e todos não olhando a meios para atingir fins, quando à luz da harmonia em que as comunidades deveriam exercer as suas existências, não passam de lunáticos. E temos uma enorme lista de exemplos de larga história. A aparente mestria com que desenvolve o seu papel como “dono” do governo faz-me lembrar a mesma mestria do bailarino de tango argentino cujos passos bens sincronizados alvo de muito treino são prenúncio do sucesso junto de plateias. Mas, às vezes, por azar, há passos que correm mal, só que em espectáculos é tudo pacífico e tolerável ao contrário da política, em que um passo mal dado pode ditar o fim do autor. De cima dos seus galões de tempo limitado, Miguel Relvas quis calar uma jornalista com a ameaça de publicação de pormenores da sua vida íntima ou privada, como forma de travar o desenvolvimento de notícias que a ele também diziam respeito. Correu mal porque, felizmente, a comunicação social, regra geral, já não se assusta com ameaças promovidas por quem está de passagem em funções que deveriam ser exemplares em matéria de transparência pública e que mais não são do que palcos para desfiles de vaidades e de defesa de interesses próprios. Segundo os mais atentos às manobras da política, o braço direito da Passos Coelho já está a prazo no governo pela atitude intolerável que teve para com uma jornalista e as suas ligações às histórias das secretas que já o levaram a inquérito parlamentar donde não saiu com os melhores dos “ares”. O próximo passo será mesmo Passos mudar o passo ao dançarino não vá a audiência passar-se e o baile vir abaixo.

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onsiderado pela importância muito significativa e crítica nacional e até sob o ponto de vista mediático, internacional como onde contamos com a presença parte integrante da do Dr. Mário Soares, Presidente “Escola do Porto”, é da República na altura. na década de 60 que Alcino A própria configuração arquitecSoutinho inicia uma carreira de tónica, todos os valores internos, sucesso marcada por viagens todas as continuidades espaciais, exaustivas por todo o mundo a luz, estavam ligados a uma ideia que fizeram do ecletismo a sua de democraticidade. principal referência. Mas é com Por outro lado, durante anos a a obra dos novos Paços do Con- Associação dos Arquitectos pugcelho de Matosinhos, em 1987, nava que os arquitectos deveriam que obtém o reconhecimento colocar nas suas obras uma tanacional e internacional. buleta a identificar a sua autoria, no sentido de identificar a obra e NM - A realização do projecto coloca-la à crítica pública. dos Paços do Concelho torna- Neste edifício, pela força mediáram-no num símbolo de Mato- tica que teve, apareceu a autoria. sinhos. É em Matosinhos, aliás, que outros dois grandes nomes NM – Em Maio decorreram as da chamada “Escola do Porto”, comemorações do sétimo aniÁlvaro Siza Vieira e Eduardo versário da Biblioteca Florbela Souto Moura, têm alguns dos Espanca. Faseus projectos mais emblemá- le-nos deste ticos. Podemos dizer que Mato- edifício tamsinhos é um símbolo da “Escola bém. do Porto”? AS - Quando AS - Talvez não vá tão longe, face foi feita a proa esse repositório que fez, às in- posta para o tervenções de três arquitectos projecto dos aliados à “Escola do Porto”. Ma- P a ç o s do tosinhos é uma cidade que está Concelho, era representada por obras signifi- exigido fazer cativas no que respeita ao seu in- para todo o teresse público, embora existam quarteirão, obras de carácter privado, mas é excepto onde nas obras de carácter público que está aquetem maior relevância. le conjunto residencial. NM - O edifício dos Paços do Fazia parte um projecto cívicoConcelho sintetiza várias ten- -cultural ambicioso. dências e tem um valor simbóli- Mas desse ambicioso projecto co. Fale-nos deste projecto. cultural restou apenas a biblioAS - A importância para além teca e uma galeria de exposições, das opiniões sobre o valor ar- assim como um auditório. quitectónico que se possa ter, Relativamente ao projecto do aquilo que importa referir é o auditório e ao museu, devido à seu significado, o seu valor se- situação económica actual nada mântico, que teve na época em mais se adiantou por considerar que foi feito. Foi a primeira obra que a biblioteca era o elemento pública representativa realizada mais premente em termos de no pós 25 de Abril e como tal esse cidade. acontecimento conferiu-lhe uma Quando fiz o edifício dos Paços

do Concelho, era meu objectivo que ele fosse pertença da rua, não fosse edifício com recuo majestático. Pretendi que dentro do princípio de democraticidade o edifício prosaicamente, independentemente da sua concepção arquitetónica, estivesse ligado à própria rua. Não ficou bem como eu pretendia. A ideia era ser uma rua com permissão para passagem automóvel, mas o presidente na altura optou por uma rua pedonal com a colocação de uns repuxos de água, os quais não me agradam. Aquando da concepção da biblioteca, eu decidi que ela assentaria em cima de água, embora sem repuxos. Achei que seria interessante pois os espelhos de água só têm viabilidade quando estão perto do poder, porque noutro sítio qualquer da cidade transformar-se-iam em cinzeiros gigantes. Hoje a obra está concluída tal como era pretendida. Mais do que impacto sob o ponto de vista público, aquilo que me deixou mais feliz foi o facto de a biblioteca ter uma utilização efectivamente feliz!

“[...] o arquitecto tem que ter uma função humanista”

NM - Nos anos 50 e 60 fez várias viagens que o colocaram em contacto direto com diversas correntes… AS - Para conhecer a verdadeira arquitectura é necessário ir lá e é muito diferente uma pessoa ver as coisas representadas, apesar de não deixarem de ser úteis as revistas e os livros. Na fase final do meu curso estive

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“Matosinhos é uma cidade que está representada por obras significativas” ALCINO SOUTINHO

preso cerca de sete meses juntamente com outros jovens. Na sequência disso, não tive possibilidade de utilizar passaporte e só mais tarde é que comecei a viajar. Viagei exaustivamente para compensar o tempo que estive impedido. Entretanto, ganhei uma bolsa de estudo da Calouste Gulbenkian e vivi em Itália porque o objectivo era fazer uma análise das realizações museológicas que foram feitas na altura. Havia uma série de arquitectos por quem eu tinha uma grande admiração e que tinha estudado com algum interesse. Existia um grande número de edifícios com uma carga histórica significativa que haviam sido adaptados com intervenções modernas e então viagei desde o norte até à Sicília. Paralelamente a isso frequentei aulas no politécnico de Milão e na faculdade de arquitectura de Roma.

“Os Paços do Concelho foram a primeira obra pública representativa realizada no pós 25 de Abril e como tal esse acontecimento conferiu-lhe uma importância muito significativa…”

NM - O seu trabalho caracteriza-se pelo ecletismo. Qual é o fio condutor nas suas obras? AS - Para além da arquitectura moderna que vi e estudei, mas fundamentalmente a visita a toda a riqueza histórica que Itália tinha desde o renascimento à idade média, é necessário depois fazer a destrinça da carga histórica que isso tem e das razões que justificaram a sua realização numa determinada época histórica e fazer o seu transporte para os porque a sua arquitectura é tão conceitos actuais. Posteriormente fiz visitas em fortemente marcada que bastava conjunto com outros colegas, aos colocarmos uma pequena coisa Estados Unidos, Egipto, Turquia que diriam logo que se estaria a e à Síria, Jordânia, mas aí já foi imitá-lo. Para mim, o Frank Lloyd claramente a observação da ar- Wright era mais uma espécie de figura do Planeta Marte, onde eu quitectura moderna. Durante toda a minha vida es- jamais iria por ser muito longe. tudantil tive grande admiração por Frank Lloyd Wright, que era NM – Que mensagem deixa aos um arquitecto americano que arquitectos que o tomam como não servia muito de referência exemplo?

AS - Costumo dizer aos meus alunos que o arquitecto tinha que ter uma função humanista, no sentido de compreender as pessoas, onde estava a claridade dos seus desejos. Eu critico muitas vezes jovens arquitectos que se julgam senhores do seu poder e muitas vezes determinam vidas através da sua arquitectura. Para mim, há uma coisa que é cen-

tral ao arquitecto: tem obrigatoriamente de criar condições de felicidade para as pessoas. Felicidade num sentido muito genérico, sejam elas edifícios públicos onde as pessoas deambulam para tratar dos seus assuntos. É necessário uma total compreensão, capacidade crítica, no sentido de vislumbrar onde está a razão ou não está.

Biografia Alcino Soutinho nasce em 1930 em Vila Nova de Gaia. Em 1957, termina a licenciatura na Escola de Belas Artes do Porto, rumando a Itália em 1961 como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1973 inicia carreira de docente universitário na Escola de Belas Artes do Porto e depois na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Obteve em 1982 o prémio “Europa Nostra” (International Federation of the Protection of Europe’s Cultural and Natural Heritage) com o projecto da Pousada de S. Dinis em Vila Nova de Cerveira e em 1984 o prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte) com o projecto da Biblioteca Amadeu Souza Cardoso e o Edifício dos Paços de Concelho de Amarante.


NOTÍCIAS MATOSINHOS | REPORTAGEM

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | SOCIEDADE

Solidariedade sem direitos é esmola Rui Viana Jorge

Durante o fim-de-semana de 26/27 de Maio, o Banco Alimentar recolheu em 1655 superfícies comerciais 2.644 toneladas de produtos alimentares com a participação de 37000 voluntários, o que representou um aumento em relação ao ano passado de 13,7%. Por todo lado, incluindo telejornais, vi e ouvi glorificar o espírito solidário do povo Português. É um facto indesmentível, mas é só um lado da moeda. É também uma vergonha que deveria fazer corar qualquer governante que tenha passado pelo poder. Em Portugal, país europeu no século XXI, morre-se à fome se a esmola não chegar a tempo. Seria algo assim que os meios de comunicação deviam ter noticiado, para que todo o mundo soubesse o que os mandantes deste País, que se pavoneiam pelos salões internacionais, fizeram da sua Pátria. Porque será que ninguém consegue ver um governante com ar preocupado? Porque será que estão sempre a sorrir para a objectiva? Começo a desconfiar que não é pose mas sim satisfação verdadeira. Pudera; bom emprego, exposição pública, muito poder, plantando aqui e além favores para mais tarde serem recordados e pagos a peso de ouro, transformando-os numa nova classe de ricos. Como pode um mortal destes preocupar-se agora com essa coisa da fome. Ele que até mandou a mulher dar dois sacos de arroz para lavar a consciência. Este artigo não respeita o acordo ortográfico porque ele não se deu ao respeito

Quem corre por gosto não cansa

Stella Maris de Leixões celebra Dia da Padroeira

Luísa Miranda

Luísa Miranda é uma jovem matosinhense da qual nos podemos orgulhar. Com uma carreira académica em percurso ascendente, conta no seu currículo com a autoria e publicação de 20 artigos científicos sobre as associações entre a actividade física e a saúde, e integra, actualmente, a equipa de investigação da prestigiada Harvard School of Public Health. Licenciada em Enfermagem e em Desporto e Actividade Física pela Faculdade de Ciências de Desporto e Educação Física da Universidade do Porto, Luísa Miranda doutorou-se em Actividade Física e Saúde pela mesma faculdade, em 2011, frequenta o Mestrado Integrado em Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e é ainda investigadora de Pós-Doutoramento do Centro de Investigação em Actividade Física, Saúde e Lazer da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Mesmo envolvida em tantos projetos, Luísa Miranda encontrou tempo na sua agenda para falar do seu percurso ao Notícias Matosinhos, já que, nas palavras da própria, “com alguma disciplina acaba por se arranjar tempo para tudo.” NM- É um orgulho para Matosinhos e para o país. Com apenas 32 anos, conseguiu realizar todo este trajecto. Como é possível? LM- Muito obrigada pelo vosso interesse no meu percurso. Nada do que fiz foi sozinha, o apoio da minha família, colegas e orientador foram fundamentais. E como diz o ditado, quem corre por gosto...não cansa. NM- O desporto e a saúde são as duas áreas a que tem dedicado o seu percurso académico. Qual foi a sua primeira paixão? Em que ponto se interligaram? LM- A minha primeira paixão foi o desporto. Desde miúda que ia com o meu pai (que na altura era dirigente do FCP) para o estádio das Antas, onde praticava ginástica e natação. Nos intervalos das actividades via os treinos de hóquei, basquetebol e os treinos de futebol. Era impossível não ficar apaixonada pelo desporto. Mais tarde, e já quando estava na Faculdade a frequentar o curso de Educação Física e Desporto, despertou em mim a paixão e o querer saber mais na área da saúde, até porque Actividade Física é uma importante forma de nos mantermos saudáveis. Queria saber mais e queria conjugar as duas áreas. NM- Quando e como decidiu desenvolver uma carreira académica? LM- Sempre gostei de estudar e sinceramente nunca me importei de ficar a estudar em vez de ir sair à noite, por exemplo. Ou seja, para mim não é sacrifício nenhum estudar, antes pelo contrário, dá-me prazer fazê-lo. A carreira académica permite-me fazer as duas coisas de que mais gosto: estudar e investigar.

NM- Como chegou à prestigiada Harvard? Como tem corrido a sua experiência na comunidade científica internacional? LM- A chegada a Harvard surgiu de um velho sonho de querer ir para lá. Decidi então escrever a um professor dessa Universidade, que após umas entrevistas me acolheu no seu grupo de trabalho. A experiência tem sido fantástica, tive e tenho a sorte de poder trabalhar com pessoas que sabem imenso e tenho aprendido muito com eles. Para além de terem um conhecimento imenso, são pessoas extremamente simples e disponíveis. NM- O estudo que demonstra que a prática regular de actividade física diminui o risco de doença cardiovascular em pessoas com mais de 70 anos, desenvolvido no seio do grupo de investigação da Harvard School of Public Health, é um dos projectos mais recentes em que esteve envolvida. Fale-nos dos trabalhos científicos que tem realizado. Quais destaca? LM- Esse é sem dúvida um dos que destaco, que tem uma mensagem simples, prática e importante. Verificamos que caminhar entre cinco a oito quilómetros por semana diminuía o risco de doença cardiovascular em pessoas com mais de 70 anos. No fundo, a mensagem que deve ser passada é: Se tem mais de 70 anos, caminhe! NM- Desenvolve uma carreira profissional fora da universidade? LM- Não, para já penso somente em seguir carreira académica. NM- Com tantos projectos em mãos, consegue tempo livre para actividades de lazer? O que gosta de fazer para carregar baterias? LM- De facto não tenho muito tempo livre, mas com alguma disciplina acaba por se arranjar tempo para tudo. Como conheço os benefícios que a actividade física regular tem, tento fazer algo todos os dias, geralmente corro ao fim do dia. NM- Que projectos tem para o futuro? LM- Os meus projectos passam por continuar a trabalhar no mundo da investigação, pois é o que eu gosto de fazer, e por procurar um lugar numa Universidade para trabalhar como docente/investigadora. NM- Que mensagem deixa aos jovens universitários que todos os dias são bombardeados com notícias sobre desemprego e vivem na incerteza relativamente ao seu futuro? LM- A principal mensagem que lhes posso dar é através de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor.” Eu sei que às vezes as coisas não são fáceis e que dá vontade de desistir de tudo, mas a verdade é que para se passar além do Bojador tem que se passar além da dor.

No passado dia 06 de Maio, o Stella Maris de Leixões celebrou numa cerimónia cheia de simbolismo e esplendor o dia da sua Padroeira Nossa Senhora Estrela do Mar, incluído nas festividades do seu 50º aniversário ao serviço da Obra do Apostolado do Mar. Para esta cerimónia foram convidadas as autoridades civis, militares, instituições do concelho, amigos e antigos colaboradores da Casa, assim como a comunidade local. A iniciativa contou também com a presença dos actuais colaboradores e direcção. As cerimónias tiveram início na sexta-feira, dia 05, às 20,30 horas nas instalações do Stella Maris em Leça da Palmeira, onde foi rezado um terço pelo presidente da direcção, Padre Francisco Andrade Costa, que teve a acompanhá-lo um grupo de jovens da Paróquia de Leça da Palmeira, directores e colaboradores e outras pessoas da comunidade que se quiseram associar a esta celebração. No fim, com a casa aberta, foi feita uma visita guiada às instalações, em que todos os visitantes se mostraram muito interessados nas explicações que a Secretária Geral Maria Manuela Ló Ferreira lhes fez, realçando a importância do serviço e apoio que a Casa presta aos homens e mulheres que por mar demandam o Porto de Leixões, destacando a sua especificidade na Obra do Apostolado do Mar. No domingo, dia 06 de Maio, às 18,00 horas foi celebrada pelo presidente da direcção do Stella Maris, Padre Francisco Andrade Costa, coadjuvado pelo Padre Heitor, hoje já octogenário e que foi durante muitos anos capelão da Casa, uma missa solene que teve a presença do presidente Pedro Sousa e outros elementos da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, do capitão do Porto de Leixões, o Comandante Martins dos Santos, do representante dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça, Jorge Magalhães, instituições locais, amigos, antigos e actuais colaboradores da casa. Notou-se ainda a aderência interessada da comunidade local, que encheu a Matriz de Leça da Palmeira. A cerimónia foi iniciada com um cortejo solene no qual se incorporaram, após os acólitos que transportavam a cruz, os elementos da direcção do Stella Maris e as confrarias convidadas, que para além do simbolismo da sua presença deram um colorido festivo à celebração. Durante o serviço religioso interveio o director Lima Torres, que fez à assembleia uma resenha do historial dos 50 anos de existência do Stella Maris de Leixões, focada nos valores e percurso da Casa na Obra do Apostolado do Mar até aos dias de hoje, em que a sua missão maior é o acolhimento e apoio aos homens do mar, e que muitas vezes tem que se substituir às suas famílias distantes. Foi um dia bonito e com muito esplendor, este da celebração da Padroeira do Stella Maris de Leixões, Nossa Senhora Estrela do Mar, que deu ainda mais brilho à missão desta meritória Casa de Leça da Palmeira.

Foi um dia bonito e com muito esplendor, este da celebração da Padroeira do Stella Maris de Leixões, Nossa Senhora Estrela do Mar.

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | SOCIEDADE

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Senhor de Matosinhos

Contraponto - O Leixões, a Câmara Municipal e o PS

Manuel Leão Tavares

Um evento grandioso A s festas do Senhor de Matosinhos são um marco do concelho. Todos os anos, durante os meses de Maio e Junho, atraem milhares de pessoas de todas as freguesias de Matosinhos, das cidades circundantes e não só. Na origem destas festas está a devoção ao Senhor de Matosinhos, cuja imagem pode ser contemplada no altar-mor da Igreja Matriz, sendo considerada uma das mais antigas imagens de Cristo crucificado existentes em Portugal, datada do século XII/XIII. Mas a lenda é mais antiga. Segundo aquela, no ano de 124

deu à praia de Matosinhos uma escultura de Cristo crucificado da autoria de Nicodemos, que assistiu aos seus últimos momentos de vida e por isso, diz-se, realizou uma cópia fiel do seu rosto. Devido à perseguição dos judeus, Nicodemos lançou a imagem ao mar, no mediterrâneo, que foi levada pelas águas, até ser depositada na nossa praia. Um dos seus braços foi perdido na viagem e em vão se procurou o membro em falta ou se conseguiu, posteriormente, encaixar na perfeição as diversas soluções encomendadas aos melhores artífices e carpinteiros. Então, a imagem foi depositada no Mosteiro de Bouças.

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Um dia, muitos anos depois, uma mulher que recolhia lenha na praia de Matosinhos levou, sem disso se aperceber, o braço perdido da imagem para casa. Aí, atirou várias vezes este pedaço de madeira para a fogueira e em todas elas saltou da lareira. Até que a filha lhe disse que se tratava do braço da imagem no mosteiro, um milagre, sendo a criança surda-muda. De facto, confirmou-se que aquele era o membro em falta na imagem.”Começava desta forma a veneração desta imagem que, desde muito cedo, fez rumar a Bouças e, posteriormente, a Matosinhos inúmeros peregrinos fascinados com a fama crescente dos seus milagres que, desde então, não deixaram de se multiplicar. Tanto que em 1342 a sua fama já era suficiente para motivar que gente de outros reinos se deslocasse em peregrinação até “ao croçessiço

de Ssan Salvador de Bouças.” (…) “É uma imagem que só muito raramente sai do interior da sua igreja, tendo ocorrido em 1944 e 1967 as únicas excepções das últimas décadas. No entanto, em momentos de particular aflição, deslocou-se até ao Porto em procissão e grande fervor religioso. Caso de 1526 na sequência de “apavorantes” calamidades naturais que vinham atingindo a cidade, 1596 e 1644 por ocasião de grandes cheias, ou 1696 por causa de uma “mortífera peste” que enchia os hospitais e “mergulhara a cidade num imenso pavor”. (Joel CLETO e Suzana FARO - Imagem do Bom Jesus de Matosinhos. Um velho e famoso náufrago. O Comércio do Porto. Revista Domingo, Porto, 15 de Abril 2001, p.20-22.) Hoje, a lenda persiste e o Senhor de Matosinhos continua a ser o santo padroeiro desta terra. Todos os anos, têm lugar as festas em sua

Matosinhos e o Leixões Sport que permita estabilizar a Club têm uma história secular situação fiscal e financeira. que se conjuga. A Direcção do Clube, em Uma história rica de glórias particular o Sr. Carlos e alegrias que enobrecem e Oliveira, tem a competência orgulham, mas também de mais do que suficiente para sacrifícios e de tristezas de reencontrar o caminho quem sempre precisou de que todos desejam, sem lutar pelo seu futuro. necessidade de recorrer O Leixões vive mais um aos recursos dos munícipes desses momentos críticos da matosinhenses. sua vida, face às dificuldades Cabe à Câmara Municipal, financeiras que atravessa, deixar de interferir em resultado de muitos activamente nos destinos momentos de desvario do clube, libertando-o para ocorridos no passado. todos os amantes do clube, Compreendem-se pois as independentemente da preocupações dos associados sua cor partidária. São tão do clube e apoiam-se todas leixonenses os membros do as iniciativas genuínas partido socialista, como os do que permitam encontrar PSD, os do CDS, os do partido um futuro condigno com o comunista, os do bloco de passado centenário deste esquerda ou mesmo os que nobre clube. não têm qualquer filiação Por este motivo haverá que partidária. racionalizar todas as acções, Finalmente, no que respeita orientá-las no sentido de ao PS, deverá este partido resolver os problemas, e deixar de considerar o não subjugando-as a uma Leixões como seu próprio emotividade “saloia” que “feudo”. A política partidária apenas interessa a quem usa tem o seu próprio espaço, honra, acompanhadas por um o Leixões em conformidade não necessita de utilizar plano de actividades, que, além com os seus interesses e do abusivamente os interesses das festividades religiosas, inclui seu partido. desportivos, sociais e lúdicos acções lúdicas, culturais e desUrge separar os percursos do dos clubes em favor de uma portivas que se prolongam por Leixões, da Câmara Municipal qualquer estratégia de poder três semanas. e do Partido Socialista. local ou distrital!... As ruas do centro de Matosinhos Compete ao Leixões, SAD e enchem-se de populares e gaClube, encontrar a solução (Sócio LSC nº 2464) nham um brilho especial com a iluminação colocada no espaço da festa e na Igreja matriz, que é PUB. decorada a preceito para a ocasião. O fogo de bonecos, o fogo-de-artifício, a feira de artesanato, os divertimentos diversos, as farturas, a sardinha assada e, claro, a grandiosa procissão são tradições que se repetem. Há reencontros entre pessoas, convívio entre a comunidade… Estamos a queimar os últimos cartuxos da festa deste ano, mas em breve começam os preparativos para o próximo, dando continuidade à tradição e a um evento grandioso.


NOTÍCIAS MATOSINHOS | ECONOMIA

Onde eu gosto de comer bem Maria Inês Brandão

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | FREGUESIAS

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Conceito inovador no ramo automóvel

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Restaurante São Valentim O São Valentim, na rua Heróis de França, em Matosinhos, é um dos melhores restaurantes onde já comi. Logo à entrada, perto do grelhador, encontramos o dono, o Sr. Valentim, a grelhar sobretudo peixe. Depois entramos e somos recebidos pela Elisabete, uma senhora muito simpática e sempre bem-disposta. O restaurante tem dois pisos. Se ficarmos pelo de baixo, não fumadores, somos atendidos pelo Daniel, mas se preferirmos o piso superior vamos encontrar o Sr. Sousa. O São Valentim serve excelentes refeições tanto de carne como de peixe, principalmente grelhado, e tem uma esplanada. Além disso, tem também parque de estacionamento, o que é uma grande vantagem naquela zona da cidade onde é muito difícil encontrar lugar para estacionar.

actual conjuntura económica afecta todos os sectores da economia e o sector automóvel não é excepção. Mas são estas, costuma dizer-se, as alturas mais propícias para a criação de novas oportunidades, já que é necessário inovar, criar novos conceitos de negócio para ir ao encontro de novas necessidades. Foi neste contexto que Paulo Silva criou a sua empresa de mediação e consultadoria automóvel, que se posiciona como um conceito “inovador e único em Portugal”. Engenheiro mecânico de formação, Paulo Silva colocou toda a sua experiência profissional no sector automóvel e em marketing e vendas na base desta nova empresa. Mas o que torna este conceito inovador? O facto de “actualmente no mercado apenas existir o conceito da mediação automóvel” explica-nos o próprio. À mediação, a paulosilva-eca.com acrescenta a consultadoria automóvel, “apoiando o cliente desde a compra, bem como durante a vida útil da viatura.” Quem procura esta empresa tem acesso a serviços de mediação na compra e venda de

Colectividades premeiam apoio de António Parada viaturas novas e usadas, no sentido de obter o melhor preço do mercado, tanto para empresas como para particulares, assim como consultadoria automóvel, com acompanhamento técnico e comercial de todos os serviços e produtos necessários para o seu correcto funcionamento, também para particulares e

empresas, além da gestão de frotas para empresas, de forma a optimizar os seus custos. O objectivo destes serviços passa pela “poupança de tempo e dinheiro” através do apoio profissional na escolha do tipo de viatura que melhor se adequa às necessidades de cada cliente e uma correcta manutenção

para prolongar a sua vida útil e prevenir gastos desnecessários. Actualmente a actividade da paulosilva-eca.com está centrada na zona norte, mas o objectivo é chegar a uma cobertura nacional e, dependendo “da aceitação deste novo conceito”, a evolução para um conceito de franchising.

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“O Associativismo tem um papel importante na sociedade e eu tudo farei em prol do seu crescimento.”

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dinamismo de António Parada enquanto presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos acaba de ser reconhecido pelas colectividades. No dia 02 de Junho, o autarca recebe, no Auditório António Macedo, em Valongo, o Galardão de Mérito atribuído pela Confederação Portuguesa das Colectividades da Cultura, Recreio e Desporto, proposto pela Associação das Colectividades de Matosinhos. A Associação das Colectividades deste concelho justifica a escolha com o facto de António Parada ser o presidente de junta do concelho de Matosinhos que mais apoio tem dado à união pelo associativismo. “ Fiquei surpreendido com esta nomeação a ao mesmo tempo muito honrado” revela o autarca, acrescentando que “não é todos os dias que se obtém um reconhecimento vindo de uma entidade tão prestigiada como esta e que a mim me diz muito. O Associativismo tem um papel importante na sociedade e eu tudo farei em prol do seu crescimento.”

Criada em 1997, a Associação das Colectividades do Concelho de Matosinhos tem como objectivo a união e o apoio às colectividades do concelho, com vista à satisfação de interesses comuns e ao melhor desenvolvimento e prossecução das suas actividades associativas, com especial incidência para as vertentes da formação, informação e apoio técnico. Conta com colectividades inscritas na Confederação Portuguesa das Colectividades da Cultura Recreio e Desporto (CPCCRD), que atribui esta Galardão de Mérito. A CPCCRD visa “valorizar o movimento associativo popular, através da formação, da apresentação e discussão de diplomas legais adequados e justos para as colectividades de cultura, recreio e desporto e de alguns projectos específicos nas áreas da actividade física e desporto lazer, dos jogos tradicionais, das novas tecnologias e da própria actividade musical.” Trata-se de uma organização com mais de 80 anos, com cerca de 30 estruturas descentralizadas por todo o país, e mais de duas mil associadas.

Além de António Parada, também José Guilherme Aguiar será distinguido com o mesmo galardão pelo seu papel no apoio às colectividades enquanto vereador do Desporto da Câmara Municipal de Matosinhos.


NOTÍCIAS MATOSINHOS | FREGUESIAS

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Senhora da Hora em festa

Verão em São Mamede

Senhora da Hora

S. Mamede de Infesta

Maio foi mês de festa na Senhora da Hora. A freguesia “vestiu-se” a preceito para receber as festas em honra da Nossa Senhora da Hora, uma das primeiras celebrações populares do ano na região. O presidente Valentim Campos faz um balanço “muito positivo” das festividades, realçando que “o apoio da Igreja foi muito importante, porque ajuda a formar pessoas com princípios e valores que são universais”. A festa junta a vertente religiosa à da animação popular, e até meados do século XX era muito visitada também devido a algumas crenças e tradições. As grávidas vinham pedir à Senhora da Hora que corresse tudo bem na hora do parto, as mães e as avós para que as crianças se

livrassem do “mal da gota” e os jovens procuravam a Fonte das Sete Bicas pelo seu poder casamenteiro. Estas crenças já não têm tanta força como outrora, mas ainda são recordadas pelos populares, que hoje se juntam na festa mais pelo convívio e pela animação. Ainda no mês de Maio, com início em Abril, a Junta de Freguesia da Senhora da Hora realizou a iniciativa Abril/Maio Cultural, com actividades que envolveram noites de poesia, caminhadas solidárias, torneios de malha e sueca e muito desporto, com torneios de futebol, provas de orientação pedestre e um pedipaper que levou os participantes a descobrir a Senhora da Hora. Tudo isto realizado em conjunto com colectividades da freguesia.

Mas a festa na Senhora da Hora não fica por aqui. O São João aproxima-se a passos largos e, por isso, de 08 a 30 de Junho, e mantendo a tradição, estará em exposição uma cascata de santos populares na Cooperativa das Sete Bicas com visita aberta a toda a população.

A Junta de Freguesia de São Mamede de Infesta vai levar a cabo uma série de iniciativas dirigidas a toda a população, onde a saúde, a cultura, a diversão e o convívio marcam presença para que os participantes tirem o melhor partido deste início de Verão.

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Este ano a Junta realiza, uma vez mais, o Passeio do Idoso. As inscrições podem ser feitas a partir da segunda semana de Junho na secretaria, onde será confirmada a data e o percurso do passeio, que vai proporcionar, à semelhança dos anos anteriores, muita animação e convívio entre os participantes.

O São João aproxima-se a passos largos e, por isso, de 08 a 30 de Junho, e mantendo a tradição, estará em exposição uma cascata de santos populares na Cooperativa das Sete Bicas com visita aberta a toda a população.

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No dia 7 de Julho realiza-se uma Caminhada por São Mamede de Infesta, uma iniciativa organizada no âmbito da Comissão Social desta freguesia. O evento visa apelar à adopção de um estilo de vida saudável por parte da população em geral e consistirá num percurso de cinco quilómetros com partida da Praça da

Centralidade depois das 9h30, a hora marcada para a concentração no local. A ex-atleta Aurora Cunha estará presente para dar início à caminhada, entre outros convidados. As inscrições devem ser feitas no Gabinete de Inserção Profissional da Junta, onde serão facultados mais detalhes sobre a iniciativa.

Ü Já em Julho, no dia 14, realiza-se a Feira da Saúde, onde a população poderá realizar rastreios visuais, de glicemia, tensão arterial, colesterol, triglicerídeos, podologia, espirometria, osteoporose, glicose, entre outros. A feira decorre entre as 9h e as 13h e é realizada também no âmbito da Comissão Social de Freguesia de São Mamede Infesta.

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Destaque ainda para a Quinzena Cultural, que decorre de 21 de Julho a 04 de Agosto com diversas actividades que serão divulgadas em breve, e, em especial para os mais pequenos, as Férias Desportivas, que decorrem também em Julho, tendo como público alvo crianças em idade pré-escolar e escolar.


06.2012

NOTÍCIAS MATOSINHOS | SAÚDE

Pedro Hispano recebe mais de 500 potenciais dadores de medula óssea

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Matosinhos recebe delegação Norte da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) instalou-se em Matosinhos no passado mês de Maio, passando assim a contar com uma delegação no Norte do país. A associação fica, desta forma, mais perto da região do Grande Porto - que, segundo dados da APDP, apresenta os valores mais elevados no que toca à prevalência da diabetes em todo o Portugal continental - para prosseguir com a sua missão de prevenir e educar para esta doença. O gabinete situa-se no Edifício Antiga Câmara, na Rua Brito Capelo, tendo as instalações sido cedidas pela Câmara Municipal de Matosinhos. O protocolo para atribuição da chave do espaço foi assinado no passado dia 22 de Maio pelo presidente da APDP, Luís Gardete Correia, e o presidente Guilherme Pinto, perante mais de uma centena de convidados, entre os quais se encontravam personalidades da vida política e civil da região. Na cerimónia, foi contada a história dos 86 anos de actividade da APDP, que se constitui como a associação de doentes mais antiga do mundo, e explicados os objetivos do início da actividade a Norte, tendo o coordenador do Programa Nacional para a Diabetes, José Manuel Boavida, salientado que para que a proximidade com a população seja cada vez maior “é fundamental a criação de parcerias com escolas, câmaras municipais, universidades e outras associações. As instituições devem adaptar-se à sociedade, devem ter flexibilidade nas suas estruturas para ir de encontro às necessidades da população”. Já Guilherme Pinto considerou aquele “um dia histórico para a região”

e fez questão de realçar que “acolhemos bem aqueles que querem trabalhar em prol do próximo e promovemos a participação activa na melhoria da qualidade de vida da população”. A APDP tem como grandes objectivos prevenir e educar para a doença que coloca Portugal como o terceiro país (num total de 33) da OCDE com maior prevalência de diabetes. Como referiu José Manuel Boavida, “um dos pontos fundamentais para a cura da Diabetes é a participação individual do doente no seu próprio tratamento.” Neste sentido, a APDP Norte realizou já os primeiros cursos de formação destinados a profissionais, com o tema “Cuidados à Pessoa Idosa – Como Prevenir e Controlar a Diabetes”, onde foram apresentados e discutidos aspectos importantes no tratamento da diabetes, vigilância e controlo da doença, cuidados preventivos aos pés, entre outros. A APDP nasceu em 1926, pelas mãos do médico Ernesto Roma, como Associação Protectora dos Diabéticos Pobres – uma forma de o clínico ajudar todos aqueles que morriam com diabetes, sem terem meios de adquirir a insulina. Ao longo dos seus 86 anos de actividade, tem desempenhado um papel importante na educação das pessoas com diabetes e de todos aqueles que, por relação pessoal ou função profissional, lidem diariamente com elas. Os sócios são fundamentais para que a APDP continue a desenvolver o seu trabalho. “Juntos Vamos Dar a Cara pela Diabetes” é o nome da campanha que continua em marcha com o objectivo de angariar novos sócios, que a associação pretende que cheguem aos 50 mil.

realiza Semana da Saúde

Portugal é o terceiro país da OCDE com maior prevalência de diabetes

MEDICINA AYURVÉDICA Victor Palhão Clínica do Parque da Cidade

Interrogava-me, há dias, um paciente sobre a medicina em título. Vamos falar um pouco sobre ela! Surgida na Índia, diz-se 7.000 anos antes de Cristo, conheceu alguns baixos aquando das invasões muçulmanas e, em 1853, o governo colonial britânico tirou mesmo o apoio à sua prática. Ayurveda significa literalmente ciência ou conhecimento da vida. A exemplo doutras medicinas orientais, com ligeiras variações, a medicina indiana crê que todos os seres vivos são criados e compostos das seO presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, Victor Herdeiro. guintes substâncias eternas: A - Eter (espaço), ar, fogo, água O Hospital Pedro Hispano re- Óssea, Estaminais ou de Sangue liares, amigos e utentes. alizou no dia 17 de Maio uma do Cordão), que se deslocaram O Hospital Pedro Hispano pre- e terra (lembram-se dos 5 elecolheita de sangue a potenciais ao hospital para a realização tendeu com esta acção contri- mentos da Medicina Chinesa?) dadores de medula óssea. de colheitas. Mas a afluência foi buir para o aumento de poten- B - As três doshas (falaremos A iniciativa decorreu em co- muito maior, com mais de 500 ciais dadores. Dado o sucesso adiante) laboração com os técnicos do pessoas a participarem, entre da iniciativa, está já prevista C - Os sete tecidos básicos CEDACE (Centro Nacional de profissionais da Unidade Local uma nova colheita, a agendar (igualmente a serem descritos à frente) Dadores de Células de Medula de Saúde de Matosinhos, fami- em breve.

Guifões

A Junta de Freguesia de Guifões sos rastreios e culminou com a realizou entre os dias 14 e 19 de realização de uma “Marcha pela Maio diversas acções inseridas na “Semana da Saúde”, em colaboração com o Centro de Saúde da Senhora da Hora e as Instituições Particulares de Solidariedade Social sediadas na freguesia - Associação Social e de Desenvolvimento de Guifões e Centro Cultural e de Solidariedade de Guifões. A prevenção de quedas nos idosos, a estimulação diária da memória, o desporto e a diabetes e a alimentação saudável foram alguns dos temas abordados no Largo do Padre Joaquim Pereira dos Santos nos seis dias em que decorreu a iniciativa, que contou ainda com a realização de diver-

Saúde”, com a participação de miúdos e graúdos.

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A Ayurveda tenta manter essa harmonia com técnicas terapêuticas a abordar em próximo artigo. A Física Quântica diz que o corpo físico somente ocupa um nível mais denso sendo que os outros níveis correspondem ao plano energético, mental e espiritual. Na Índia fala-se, para descrever esta energia anímica, em PRANA, como na China se fala em QI e no Japão em KI (ReiKi = energia universal). Esta Energia Vital pode ser 1. DOSHAS descrita como um fluido mais ou São três, como se disse, e menos densificado, carregado nomeiam-se VÂTA, PITTA e electromagneticamente, com KAPHA. autonomia limitada e supervi sionada por outra mais subtil Vâta designada por mente. Corresponde ao sistema A Energia, fundamental para a nervoso, à energia do corpo, ao vida, permite explicar como os movimento. vários elementos que a constiPitta tuem se “podem pôr de acordo” Representa o metabolismo, a afim de que partículas subatódigestão dos alimentos, o Ph, a micas se unam dando origem a bílis e retrata a transformação. átomos, que se organizam em Kapha moléculas, originando órgãos e Tem uma influência estabisistemas. lizadora correspondendo às Teremos assim um corpo membranas, mucosa, humidaenergético, um emocional e um de, gordura e sistema linfático. mental. Diz-se PRAKRUTI o equilíbrio dos 3 doshas como quando nas- O primeiro seria, por definição, o cemos sãos (equilíbrio genético). responsável pela manifestação e manutenção da vida. Quando existe um desequilíA sua representação manifestabrio destes, estamos perante VIKRUTI, que é igual a doença. -se nos CHAKRAS. Mas isso será assunto para próxiOu seja, os 3 doshas em estado normal sustentam o corpo e em mo artigo. Até lá! estado anormal destroem-no.


NOTÍCIAS MATOSINHOS | ACÇÃO SOCIAL

Não bastava os paquetes atracarem no Porto de Leixões e os passageiros deslocarem-se imediatamente para os autocarros que até lugar de estacionamento têm, não vá no tempo de espera algum dos passageiros influenciar os outros para darem uma volta por Matosinhos e poderem almoçar na cidade ou aí comprar alguma lembrança; não bastava Matosinhos ser um dormitório do Porto. Agora é a vez dos taxistas do Porto… Depois de um hotel do Porto ter feito a reserva de mesa num restaurante de Matosinhos para 15 turistas alemães, indicando até o tipo de entradas que deveriam ser servidas, quando tudo estava preparado para os receber, eles não apareceram. Porquê? Porque os taxistas que estavam à porta dessa unidade hoteleira resolveram levar os clientes para restaurantes do Porto porque recebem uma comissão que varia entre os dois e os cinco euros por cliente. Penso que o Câmara ou Associação de Restaurante deveria ter um papel de divulgação muito forte da nossa restauração fora de Matosinhos para poder evitar confusão entre Porto e Matosinhos por parte dos turistas que visitam a região e que preferem o peixe de Matosinhos. Não critico os taxistas, porque quando vejo televisão e vejo quem nos governa, com os maus exemplos de “salve-se quem puder” da parte de políticos, é natural que numa altura de crise, os taxistas possam ter atitudes como esta, que nunca é tão má como os exemplos que vêm de cima. Isto é um alerta para que as entidades de Matosinhos possam fazer alguma coisa pela restauração e pelo comércio local em geral.

06.2012

O apoio que está sempre presente Delegação trabalha com a Li- A instituição desenvolve ainda nha Nacional de Emergência da o projeto Rotas para a Igualdade, Segurança Social, accionando realizando acções de sensibiuma resposta social imediata lização junto de várias faixas sempre que necessário e fazen- etárias, desde os mais jovens, do um diagnóstico de cada caso nas escolas, até aos mais idopara que sejam encontradas as sos, com base na prevenção de soluções mais adequadas pela casos de violência doméstica e Segurança Social. Possui tam- de todos os que ainda não estão bém uma Estrutura Local de sensibilizados com as questões Emergência, com duas viaturas relacionadas com a igualdade de socorro e outra de transpor- de género. te, constituindo-se como uma A Delegação de Matosinhos da das respostas que contam com Cruz Vermelha encontra-se mais voluntários na Delegação também a apostar na Formade Matosinhos da Cruz Verme- ção em Socorrismo certificalha Portuguesa. da, que se dirige à comunidade

Delegação de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa A violência doméstica centraliza muito do trabalho levado a cabo pela Delegação

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o mês em que foi a cabo pela Delegação de Macelebrado o Dia tosinhos, embora esta estruMundial da Cruz tura tenha também sempre Vermelha (dia 08 de tido actividade na vertente do Maio), estivemos na apoio social, ajudando famílias Delegação que esta instituição com géneros alimentares, roupossui em Matosinhos para fi- pa, calçado, ou, algumas vezes, car a par do trabalho meritório apenas com uma orientação. que tem desenvolvido em prol Por isso, criou uma Casa de da comunidade e dos cidadãos Abrigo, co-financiada pela mais vulneráveis do nosso con- Segurança Social, que acolhe celho. mulheres vítimas de violência A Delegação de Matosinhos doméstica e filhos menores com da Cruz Vermelha Portuguesa o objectivo de ajudá-las a alcanexiste desde 1998, sempre com çarem um patamar de liberdade direção da presidente Joana Sa- e segurança que lhes permita linas. Desde então, tem contri- refazer a sua vida. É “com orbuído para melhorar a vida de gulho” que esta instituição tem muitos dos utentes de todas as alcançado casos de sucesso, infaixas etárias e estratos sociais tegrando mulheres da Casa de que chegam até si diariamente, Abrigo no mercado de trabalho desenvolvendo actividades de e dando-lhes o apoio que preacordo com as necessidades cisam para seguirem um novo do concelho, o que acontece, rumo sempre em esforço paraliás, com todas as delegações tilhado com outros agentes de da Cruz Vermelha espalhadas desenvolvimento local. pelo país. Ainda neste âmbito, a Delegação A violência doméstica centra- de Matosinhos da Cruz Vermeliza muito do trabalho levado lha Portuguesa possui um Cen-

tro de Atendimento que conta com técnicos especializados em diversas áreas, como a jurídica, a da psicologia e a social, para prestar o apoio necessário às vítimas de violência que o procuram. Ao nível do apoio domiciliário, para além do serviço de apoio domiciliário co-financiado pela Segurança Social, importa referir o Projecto Raízes. Além do apoio normal, que abrange a higiene, a entrega de refeições e o tratamento de roupa e da habitação a pessoas dependentes, a Cruz Vermelha de Matosinhos encontrou neste projeto uma forma de prestar um apoio mais completo aos seus utentes, durante todo o tempo que for necessário: quando acordam, tomam banho, fazem as refeições, etc…, têm um agente especializado sempre presente. Um serviço que faz a diferença para muitas pessoas. Mas o apoio que a instituição presta não se fica por aqui. A

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MASCOTES Carina Pinto Enfermeira Veterinária

institucional e empresarial e também à população civil, ou seja, a todas as pessoas que queiram aprender a prestar o apoio Para que a dieta da nossa masmais adequado sempre que for cote seja nutritiva e equilibrada necessário socorrer alguém. deve ser baseada no seu modo Esta instituição tem visto o seu de vida e necessidades básicas, valor reconhecido através das que variam com as diferentes parcerias estabelecidas com en- fases da vida. Ao contrário dos tidades de referência, devido ao humanos, a escolha do alimento papel muito importante que tem é feita pelo olfato e não pelo patido no concelho a nível social. ladar. É comum pensarmos que Todos os serviços desta Dele- a alimentação da nossa mascote gação funcionam permanen- deve ser igual à nossa. Errado! temente, intervenção esta que O cão e o gato são carnívoros e obriga a uma disponibilidade apresentam diversas diferenças sem limites. no que diz respeito ao seu modo de alimentação e digestão. A dieta mais equilibrada para as nossas mascotes é um alimento pré-fabricado pois os nutrientes já estão formulados na quantidade certa. A qualidade também é importante. Devemos apostar em alimentos de alta qualidade para promover uma estrutura óssea forte, músculos resistentes, pelagem saudável e um sistema imunitário competente. Um cão satisfeito é aquele que come sempre a mesma dieta, à mesma hora, no mesmo local e

no mesmo comedouro; o gato, como caçador nato que é, gosta de petiscar ao longo do dia e da noite, por isso deve ter sempre a dieta à sua disposição e em vários locais. Os ossos quebradiços estão contraindicados em qualquer alimentação pois podem provocar danos no trato digestivo. São também frequentes as “birras” para obterem guloseimas extra, às quais cedemos com facilidade, no entanto, por mais pequenas que sejam, provocam um desequilíbrio na dieta contribuindo para a obesidade e todas as suas consequências (diabetes, patologias cardíacas e articulares, etc.). Os animais obesos apresentam uma pior qualidade de vida, bem como uma menor esperança média de vida. Se a tua mascote tem excesso de peso deve consultar o médico veterinário a fim de estabelecer um plano de emagrecimento saudável e promover o exercício físico. Ao contrário do que diz o ditado: gordura não é formosura!

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | VOX POP

06.2012

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Joaquim Ferreira, 73 anos

“Sim sempre, todos os anos venho cá, a semana passada já cá estivemos e hoje vimos outra vez.” Aurora Borges, 72 anos

“Todos os anos venho cá, desde criança que venho cá com a minha família, acabando sempre por levar uma lembrança.” António Silva, 62 anos

O diploma que prevê a existência da ficha técnica de habitação estabelece um conjunto de mecanismos que visam reforçar os direitos dos consumidores à informação e à protecção dos seus interesses económicos no âmbito da aquisição de prédio urbano para a habitação. Estão, pois, em causa decisões relacionadas com o preço de venda, com o enquadramento urbanístico e, fundamentalmente, com as características da habitação, incluindo opções relacionadas com eficiência energética e gestão ambiental. Para apoiar os consumidores que pretendem adquirir a sua habitação, através da ficha técnica disponibiliza-se um conjunto de informações suficientes que permita fazer análises comparativas em função daquilo que, em cada momento, constitui

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Pesca – Património genético de Matosinhos Nuno Campo Assessor Parlamento Europeu Há coisas que mesmo ditas sem maldade nos incomodam, nos tocam cá dentro, e nos põem a pensar. Ouvi um jovem dizer, no coração da nossa cidade, que “Matosinhos já não é uma terra de pescadores”. Esta frase, apesar de inocente, tem-me preenchido o pensamento. Há coisas que, como Matosinhense, me custa ouvir e muito mais sentir. Apesar de há já alguns anos, por motivos profissionais, ter saído de Matosinhos, não há nada que me dê hoje mais prazer do que visitar esta cidade fantástica, à beira mar plantada. Faço-o com a regularidade que as circunstâncias permitem e considero-me um embaixador orgulhoso de Matosinhos. Sempre que posso, falo com um sorriso aberto das praias da nossa costa, do cheiro a maresia nos fins de tarde de Verão, da sardinha assada, das conservas da Ramirez e de todo o património cultural

herdado pelos meus, nossos, antepassados que no mar e com o mar construíram Matosinhos. Já recebi muitos amigos de todos os cantos do Mundo e a todos Matosinhos deixou um sentimento de saudade. A todos fiz questão de explicar que Matosinhos é uma cidade de Mar e de pescadores. Será certamente também uma cidade de muitas outras coisas mas a Pesca está no património genético da nossa cidade! Bem entendido, os tempos mudam, a sociedade altera-se, as zonas costeiras passam a ser palco de múltiplas atividades, mas, como em tudo na vida, é fundamental ter consciência de onde vimos, de quem somos, e da realidade sócio-cultural em que nos inserimos. Porventura, os mais jovens desconhecerão que Matosinhos tem a mais antiga fábrica de conservas do Mundo, que o porto de pesca de Leixões é um

dos três mais importantes do país e que as estátuas que estão à entrada da nossa praia não foram aí colocadas por acaso. Porque será que as novas gerações estão cada vez mais distanciadas das raízes profundas da nossa cidade? A resposta parece-me óbvia: porque alguém anda distraído e não tem sabido transportar para os tempos modernos a riqueza do passado. Matosinhos precisa de ideias novas, de projetos inovadores e geradores de riqueza mas isso pode perfeitamente ser feito em sintonia com o nosso património cultural, singular, único e diferenciador. Deve, aliás, ser feito desse modo! Importa darmo-nos conta que, a Pesca em Matosinhos, para além da sua importância para o abastecimento alimentar e para a geração de postos de trabalho na sua vertente extractiva, poderia e deveria ser também

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Ficha Técnica de Habitação

“Adoro! Venho cá propositadamente, todas as vezes que tenho possibilidade, não perco as Festas do Senhor de Matosinhos. Estou sempre presente.”

Costuma participar nas celebrações do Senhor de Matosinhos?

NOTÍCIAS MATOSINHOS | NOTARIADO

encarada e rentabilizada na prossecução e produção de inúmeros outros bens públicos! No domínio da cultura, contribuindo para uma imagem de marca na gastronomia, na etnografia, literatura e a museologia associada ao património histórico da cidade, no domínio da ciência, aproveitando o conhecimento exaustivo que os pescadores têm da nossa zona costeira para uma gestão mais sustentável do mar e das praias, da recreação e do turismo, através de um conjunto vasto de atividades como a “pescaturismo”, complemento importante para a subsistência de várias comunidades piscatórias por essa europa fora e que poderia e deveria ser explorado na nossa cidade, da energia, através da promoção e do desenvolvimento de novas tecnologias, mais limpas e menos dispendiosas (ex: motores de embarcações mais ecológicos) que poderiam ser utilizadas

ulteriormente em benefício de toda a sociedade, do ambiente, na prevenção de catástrofes ecológicas e na ajuda na limpeza dos mares (projectos piloto para limpeza das zonas costeiras), na educação, fomentando o gosto pelo mar e pela prática de atividades ao ar livre, etc. Por tudo isto, importa que a Pesca seja assumida em Matosinhos na plenitude da sua multifuncionalidade, devidamente adaptada aos tempos modernos e à panóplia de soluções interessantes que a montante e a jusante poderão fomentar o crescimento económico da nossa cidade e a preservação da nossa herança cultural que, ao que parece, tende já a ser esquecida por alguns. Pede-se àqueles que têm responsabilidade direta no fomento das políticas da cidade, mais e melhor! nunocampo@netcabo.pt

a oferta no mercado da construção e perceber o que melhor satisfaz os interesses em causa. Concretizando estes objectivos, o diploma que prevê a existência da ficha técnica estabelece um conjunto de obrigações a cargo de quantos se dediquem, profissionalmente, à actividade de construção e comercialização de prédios urbanos habitacionais. Desde logo, importa referir a obrigação de elaboração e d i spon ibi l i z aç ão aos consumidores adquirentes de um documento descritivo das principais características técnicas e funcionais da habitação, características estas que se reportam ao momento de conclusão das respectivas obras de construção. Este documento descritivo, que no presente diploma toma a

designação «Ficha técnica da habitação», deve obedecer a um conjunto de requisitos legais e conter um conjunto mínimo de informações, eventualmente acompanhado de informações complementares. Quer as informações mínimas obrigatórias quer as informações complement a res devem encontrar-se redigidas em língua portuguesa, de forma clara e perceptível para o destinatário. De acordo com o preâmbulo do decreto-lei que prevê a existência da ficha técnica, compete ao técnico responsável da obra e ao promotor imobiliário atestar a correspondência das informações dela constantes com as características da habitação à data de conclusão das obras, através das respectivas assinaturas feitas na própria ficha.

Por outro lado, o mesmo diploma determina que a não apresentação de ficha técnica da habitação implica a não celebração da escritura pelo notário. Esta regra, destinada aos contratos celebrados entre profissionais e consumidores, aplica-se, também, aos contratos celebrados entre consumidores, caso o prédio urbano objecto de transmissão já possua ficha técnica da habitação. Existem, todavia, excepções. Assim, quando o imóvel para habitação a transaccionar seja anterior a 7 de Agosto de 1951, ou se o pedido de licença de habitabilidade for anterior a 30 de Março de 2004, não tem aplicabilidade a exigência de ficha técnica de habitação. Acresce também que o diploma obriga sobre o proprietário do imóvel o conservar a ficha técnica da habitação, podendo este, em

caso de perda ou de destruição, solicitar a emissão de segunda via da referida ficha ao promotor imobiliário ou à câmara municipal onde se encontra depositada. O citado diploma inclui, igualmente, as regras a que deve obedecer a publicidade sobre imóveis para habitação e a informação que deve estar disponível nos estabelecimentos de venda, bem como normas de responsabilização do técnico da obra e do promotor imobiliário pelos danos causados ao comprador em virtude da declaração ou das informações que, constando da ficha técnica da habitação, não correspondam às verdadeiras características do imóvel. Luís Laboreiro, Notário em Matosinhos Avenida da República


NOTÍCIAS MATOSINHOS | ONDE PARAM

06.2012

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | PATRIMÓNIO

Elísio Santos

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No dia seguinte à noite, fez o seu primeiro programa. “Estava um colega a fazer a emissão dele e deu-me as indicações. Mas nunca eu imaginando que viria a acontecer logo a seguir. Por volta das 23h50 disse-me para ir à discoteca e escolher alguns discos e também um nome para o programa, porque a partir da meia-noite entrava no ar. Ainda hoje sei com que discos abri. Já eram as músicas dos anos 60 que estavam em causa, a adoração pelos Beatles, Bee Gees, todos os ídolos da altura. Era um sonho mas ao mesmo tempo uma grande responsabilidade.” A experiência correu bem e aí nasce o locutor. Ao longo do tempo “fui acompanhando a evolução, fiz coisas que via fazer noutras rádios em dimensão muito maior mas que eu queria e fiz nesta rádio.” Na RCM, fez um pouco de tudo e ainda hoje guarda na memória “os ensinamentos de Domingos Parker. Ele dizia: nunca deves ficar agarrado a um género musical e outra das situações é o respeito que tem de haver pelo microfone. É uma arma de dois gumes. É dele que tiras tudo mas se cometeres erros é uma desgraça.“ O locutor confessa: “a minha menina foi a rádio.” Sobre o encerramento da RCM, Elísio frisa que não tem “nada contra a forma de gestão que o senhor João Lourival fez”, mas “não olhou para os interesses da população de Matosinhos e muito mais para os ouvintes que esta rádio tinha. A venda foi feita a uma rádio com conteúdo totalmente diferente. Hoje em dia a Nostalgia é uma rádio emitida de Lisboa que apenas manda música cá para fora e a chamada rádio local não mais existiu”, lamenta. “A Câmara nada fez e Matosinhos está órfão de um órgão informativo. Sois vós, jornal, que apenas dão notícias de Matosinhos. Rádio local não existe e a informação em Matosinhos não chega actualizada, no momento” diz, dando como exemplo o incêndio na Petrogal e a emissão que fez nesse dia. “Fui eu que dei indicações através da rádio para que a população não passasse para o lado de Leça na ponte móvel.” Agora, Elísio Santos está envolvido no projecto de fazer ressurgir a RCM. “Já foram entregues na Assembleia da República perto de 6.000 assinaturas e vamos aguardar que o actual famoso ministro Relvas nos conceda o alvará, já que por parte da ERC, em relação à frequência, ela existe.” Entretanto, Elísio Santos abre caminho à televisão. “Fui solicitado pelo senhor Vasco, actual presidente do Senhora da Hora, que está à frente de um projecto de televisão, a TV Senhora da Hora, em fase de arranque.” Para já o bichinho da rádio terá de esperar mas, esperamos, não por muito tempo.

Matosinhos está órfão de um órgão informativo. Sois vós, jornal, que apenas dão notícias de Matosinhos.

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Igreja do Bom Jesus de Matosinhos E

“A minha menina foi a rádio” oi durante mais de 20 anos locutor na extinta Rádio Clube Matosinhos (RCM) e tem na rádio a sua grande paixão. Elísio Santos falou ao Notícias de Matosinhos do seu percurso, do encerramento da RCM e dos seus próximos projectos. Filho de pescadores, Elísio Santos nunca se sentiu fascinado pela vida do mar, nem ele nem o seu irmão, “e o meu pai ficava todo contente por nenhum dos filhos ter tendência de ir para o mar” começa por contar-nos. Iniciou cedo a sua vida profissional porque entendia que “era preciso ajudar a família, e, após a escola primária, em vez de ir estudar – o que poderia ter feito porque os meus pais me deram essa possibilidade – fui trabalhar.” O seu primeiro trabalho foi numa empresa de comércio e reparação de automóveis. “Foi lá que comecei, mas pelo lado errado. Eu sonhava ser mecânico de automóveis de competição, mas no dia em que lá cheguei o gerente pôs-me à consideração se queria ser mecânico ou empregado de escritório, se queria ir para o sujo ou para o limpo. Eu respondi: para onde vocês quiserem. Puseram-me no escritório e ali o sonho de mecânico morreu.” Ao fim de quatro anos, respondeu a um anúncio de uma empresa na Senhora da Hora para telefonista. “Estava numa central com música, chamava A, B ou C pelo microfone e a paixão pela locução começou a surgir.” Rapidamente “saltei para o escritório” e permaneceu na empresa por 42 anos, até que em 2010 esta entrou em processo de insolvência e Elísio se viu confrontado, pela primeira vez na vida, com o desemprego. Mas voltando atrás, falemos da rádio. Após a experiência como telefonista, a paixão pela rádio começou a desenvolver-se. “Tinha os meus 15/16 anos e o bichinho era tanto que escrevi uma carta à Rádio Renascença solicitando para prestar provas e responderam-me, dizendo que gostariam de o fazer mas oficialmente não devido às minhas habilitações.” Depois, já nos anos 90, começa a aventura pela RCM. “Uma colega minha tinha lá ido fazer umas gravações para uns spots de rádio e disse que aquilo era giro. E eu disse - olha, se há sonho que eu tenho em mente há muitos anos é a rádio. Ela própria nesse mesmo dia incentivou-me. Fui atendido pelo saudoso Domingos Parker, um homem sabedor do ofício que me entrevistou e mandou que o técnico me fizesse uma gravação. A resposta veio passado três meses.”

06.2012

A Igreja encerra uma longa história e possui um poder imenso de fascínio.

m plena festa do Senhor de Matosinhos, decidimos abordar a história de um templo tão intimamente ligado a estas comemorações e que se constitui como um dos mais belos exemplos do património do concelho. Falamos, naturalmente, da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, que encerra entre as suas paredes uma longa e rica história e possui um poder imenso de fascinar qualquer visitante com a beleza da sua arquitectura. A história da Igreja remonta ao século XVI, altura em que foi construída, embora a sua origem esteja ligada a um mosteiro da Idade Média - o Mosteiro de Bouças - onde durante séculos se venerou a imagem do Bom Jesus de Bouças. Devido à ruína do mosteiro, a imagem foi transferida para a nova Igreja, cuja construção começou em 1542 por iniciativa da Universidade de Coimbra a quem D. João III tinha concedido o padroado de Matosinhos. Estavam lançadas as bases da actual Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, que foi sofrendo inúmeras alterações ao longo dos séculos. A intervenção que mais se destaca foi realizada no século XVIII pelas mãos do famoso arquitecto Nicolau Nasoni, que restaurou a Igreja e edificou uma nova fachada, e do entalhador Luís Pereira da Costa, que levou a cabo as obras de remodelação e acrescento da capela-mor,

com um trabalho notável em talha dourada. Do trabalho de ambos resultou uma igreja mais rica e imponente graças às contribuições dos devotos ao santo padroeiro, que incluíam emigrantes que faziam fortuna no Brasil e pescadores. A fachada principal, com duas torres sineiras, o frontão quebrado, a porta principal decorada com medalhão, no qual se insere uma concha de vieira, e os dois nichos laterais que contêm as estátuas de S. Pedro e S. Paulo, espelha o estilo barroco de Nasoni e acentua a horizontalidade da construção. O interior está dividido em três naves, separadas por cinco arcos quinhentistas de volta perfeita, destacando-se o grandioso altar-mor de talha dourada, considerado uma das obras-primas do barroco nacional. Aqui, encontra-se a imagem de Cristo crucificado, que foi recentemente restaurada. Tratase de uma escultura em madeira com cerca de dois metros de altura, considerada uma das mais antigas imagens de Cristo existentes em Portugal, sendo atribuída ao século XII/XIII. Desde a arquitectura barroca de Nicolau Nasoni, à obra-prima que representa a talha dourada e à imagem de Cristo crucificado com toda a sua história, a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos está repleta de elementos de interesse público. Por esta altura, é o centro da festa em honra do Senhor de Matosinhos.

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | DIÁRIO DE BORDO

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Caminhada Solidaria DIA 25

O coiso do Álvaro é uma oportunidade

Desta vez, algumas dicas...

Ricardo Santos

Parece que estar no coiso é uma oportunidade, segundo reza a palavra do nosso Primeiro. Pelos vistos, o Álvaro agarrou na oportunidade e saiu-lhe o coiso pela boca fora, quando segurava na mão perto de 1.000.000 de portugueses que estão repletos de oportunidades. O coiso do Álvaro atormenta-nos e só alguém com os coisos no sítio é capaz de aguentar tanto disparate vindo de um só governo há tão pouco tempo eleito. O coiso do Álvaro cresce a um ritmo alucinante e parece incapaz de parar, numa espécie de Viagra de longo prazo que parece não ter fim à vista. O pior é que aqueles que agora estão num plano de oportunidade não poderão processar a farmacêutica por possíveis danos causados. O coiso está aí, firme e hirto, e afecta uma população cada vez mais descrente. Importa, por isso, que do coiso se faça força para lutarmos pelas oportunidades que todos temos de ter. Mesmo aqueles portugueses menos mediáticos que não aparecem nos límpidos, claros e objectivos relatórios das secretas que o ministro Relvas alega desconhecer. O coiso de que falava o Álvaro era o desemprego. Faltou-lhe a palavra, pois claro. Pode acontecer a qualquer um que não dê a mínima importância ao assunto.

Mafalda Portela

CLUBE DOS PENSADORES DIA 21

Dia 05 – O Rotary Club de Matosinhos realizou uma vez mais a Cerimónia de Entrega dos Prémios Escolares com o objectivo de premiar os alunos que mais se destacaram nas escolas do concelho, e não só, no ano lectivo de 2010/2011. O evento decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos. Dia 09 – A Biblioteca Florbela Espanca comemorou o seu sétimo aniversário. Para assinalar a data, a Câmara Municipal levou a cabo um conjunto de iniciativas que incluiu a apresentação de obras, sessões de leitura, exposições, mostra de artesanato, música, dança e workshops. A biblioteca municipal assume-se, hoje, como um equipamento cultural dinâmico com um papel importante na valorização e divulgação do património e da memória colectiva do concelho, na criação de condições que permitem a reflexão, o debate e a criação artística e como promotor da leitura, do livro e da literacia. Dia 10 – José Freitas apresentou a sua candidatura à secção do PS de Leça do Balio, contando com um grupo “jovem” e “dinâmico” que pretende “afirmar Leça do Balio no panorama político local e regional” e trabalhar “por uma secção de proximidade”. Dia 11 – Foram inauguradas as iluminações das Festas do Senhor de Matosinhos. Dia 11 – Antigas alunas do Internato da Nossa Senhora da Conceição inauguraram a 15ª exposição e venda de rendas, bordados e tapeçarias na Casa das Artes. A decorrer até dia 03 de Junho. Dia 12 – Abertura da Feira de Artesanato de Matosinhos. Dia 16 – Começou a Feira Pedagógica na Escola Gonçalves Zarco. A feira decorre todos os anos e conta com stands tanto de áreas relacionadas com o ensino regular como com o profissional. Dia 16 – A Juventude Socialista de Leça da Palmeira promoveu uma conversa informal entre o actual presidente da Junta de Freguesia, Pedro Sousa, e os jovens de Leça da Palmeira, numa iniciativa intitulada como “Café com Pedro Sousa”, que decorreu no Bar do Óscar.

MATOSINHOS

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Dia 18 – Câmara Municipal e NAPESMAT - Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos assinaram, no Museu da Quinta de Santiago, um protocolo para a integração do Núcleo Museológico do Mar na MuMa

– Rede Museus de Matosinhos. Localizado na antiga Escola Primária do Bairro dos Pescadores, a nova sede social do NAPESMAT, o Núcleo Museológico do Mar foi criado em Março deste ano para dar vida e preservar memórias com a exposição de objectos que fizeram parte do “modos vivendi” de tempos passados na comunidade dos pescadores de Matosinhos, oferecidos por estes ou pelos seus familiares à instituição.

Dia 23 – Matosinhos recebeu um dos debates do ciclo “Conversas em Rede”, organizado pela Docapesca – Portos e Lotas, S.A. em parceria com o sector e entidades locais, que teve como tema “A Valorização do Pescado em Portugal e a Fuga à Lota”. O evento decorreu em formato de tertúlia, com a audiência a participar na discussão do tema, no Mercado de 2ª Venda da Docapesca de Matosinhos.

Dia 19 – Pedro Sousa apresentou a sua candidatura ao Secretariado do Partido Socialista de Leça da Palmeira no Auditório da APDL. Perante mais de uma centena de pessoas, Pedro Sousa destacou como principal objectivo o combate às políticas governamentais de direita ultra-liberal. A constituição de um gabinete autárquico a e elaboração de um manifesto eleitoral autárquico foram também apontadas como medidas prioritárias no seu programa. Guilherme Pinto sublinhou a “energia do jovem candidato”, exemplificando com o “combate à extinção das juntas de freguesia.”

Dia 24 – Igreja do Bom Jesus de Matosinhos recebeu o ciclo de conferências “À conversa com a História”, com uma conferência de Liliana Silva, Mestre em História de Arte pela Universidade do Porto, intitulada “A Fé, a Imagem e as Formas. Uma proposta para o estudo iconográfico dos retábulos de talha dourada da igreja do Bom Jesus de Matosinhos”. Esta conferência, integrada no programa das Festas de Matosinhos, resultou de um trabalho de investigação efectuado no âmbito da realização de uma tese de mestrado em História de Arte acerca da iconografia da imagem do Bom Jesus.

Dia 21 – Guilherme Pinto visitou quatro instituições particulares de solidariedade social que integram a Rede Social de Matosinhos e direccionam a sua intervenção para as pessoas seniores e portadoras de deficiência, marcando o progresso e qualificação da intervenção social no concelho de Matosinhos. O presidente da Câmara visitou a obra de ampliação do Centro Social de Leça do Balio, que permitirá criar mais 21 vagas em lar para pessoas idosas, a obra de um novo edifício da AAJUDE – Associação de Apoio à Juventude Deficiente, que será composto por lar residencial, CAO (Centro de Actividades Ocupacionais) e SAD (Serviço de Apoio Domiciliário), o evento de recepção da nova viatura para apoio domiciliário da Associação de Apoio Social de Perafita e a obra de construção do lar para mais 57 pessoas idosas do Centro Social Paroquial Padre Ângelo Ferreira Pinto.

Dia 25 – Estreia a peça “A Casa Encantada” no Cine-Teatro Constantino Nery, inspirada em ”A Casa encantada“ (Spellbound) , título dado ao filme de 1945, realizado por Alfred Hitchcock, particularmente famoso pela cena que inclui um momento onírico vivido pelo personagem central, ilustrado pelo pintor Salvador Dali. A peça consiste numa instalação encenada onde o actor procura uma relação mais próxima com o espectador, com várias figuras das artes do século XX que deambulam pelos espaços num contexto surrealista falando sobre temas comuns a todos nós - o amor, a obra, a vida e a morte. Estará em cena até dia 09 de Junho.

Dia 21 – Joaquim Jorge recebeu a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, para mais um debate do Clube dos Pensadores, que decorreu no hotel Holiday Inn em Gaia. O tema do debate foi “Agricultura, Mar, Ambiente e Território”. A ministra dissertou sobre o que o seu ministério fez num ano de governação, tendo depois respondido a várias questões de Joaquim Jorge e dos participantes que encheram a sala do hotel. Entre os vários temas que abordou, Assunção Cristas revelou-se atenta ao sector agrícola, onde pretende ver mais jovens e conferir dignidade a quem escolha o campo para viver e produzir. Joaquim Jorge classificou a ministra como uma mulher que “sabe o que quer, como fazer e que caminho tomar.”

Dia 25 – Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. A Junta de Matosinhos organizou em parceria com a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas uma caminhada em que participaram mais de 5.000 crianças e população em geral, que contou com a presença de pais de crianças desaparecidas, a mãe de Rui Pedro, Rosa Mota e Margarida Durão Barroso. A iniciativa contou ainda com a apresentação de um software para localização de crianças nesta situação. Dia 25 - “Inova +” e “Victor Hugo A. Pereira, Fotografia e Imagem, Lda” são as mais recentes empresas instaladas no Centro de Inovação de Matosinhos, espaço que outrora acolheu o antigo matadouro municipal. Neste dia, o Presidente da Câmara deu as boas vindas aos novos inquilinos das áreas da inovação e indústrias criativas, meio ano depois da vinda do Grupo Impresa.

Dia 26 – Salão Nobre da Junta de Freguesia de Matosinhos recebeu um workshop de danças latino-americanas, uma iniciativa que se inseriu no plano de angariação de fundos para o programa SonRise – Autismo. Dia 26 – O Movimento União Leixonense reuniu centenas de adeptos com as cores do clube numa concentração junto à Câmara de Matosinhos. A iniciativa visou mostrar “a força e mística” do Leixões, que “atravessa um momento crítico, de muitas dificuldades e incertezas relativamente ao futuro.” Dia 26 – Abriu oficialmente a III Feira do Livro de Leça da Palmeira, que decorre até dia 10 de Junho com uma série de actividades. Destaque para a temática da extinção das freguesias, que será debatida no dia 09 de Junho, e para a noite de Fados que decorre no dia 10 de Junho, entre muitas outras. Dia 27 – Decorreu a tradicional procissão do Senhor de Matosinhos. Dia 28 – Começaram a ser demolidos os anexos ilegais no Bairro dos Pescadores. A Câmara dá assim início ao processo de requalificação do bairro, que visa “recuperar a traça típica” que o caracterizava no passado. A autarquia anunciou que “além das recuperações ao nível da arquitectura paisagística, serão intervencionadas, recuperadas e reabilitadas todas as fachadas deste núcleo de edifícios.” Dia 28 - A Unicer e a Câmara Municipal de Matosinhos, através da Matosinhos Sport, assinaram um protocolo de cooperação para a promoção e divulgação de um conjunto de iniciativas e eventos de carácter cultural e desportivo da autarquia. Entre estas iniciativas encontram-se as festas do Senhor de Matosinhos e a Festa do Mar. Dia 29 – Feriado Municipal. Decorreu uma Eucaristia Solene do Bom Jesus de Matosinhos presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, na Igreja Paroquial. Dia 30 – A Associação Portuguesa de Portadores de Ictiose terminou mais uma campanha de recolha de cremes, para as quais “o apoio de diversos laboratórios tem sido muito importante”. A presidente Vera Beleza tem lutado por mais apoios para esta doença, estando a aguardar uma portaria que permita aos portadores de ictiose obter tratamentos gratuitos. Entretanto a associação encontra-se também a realizar a recolha de tampas de embalagens em plástico, sendo que cada tonelada “oferece” 200 euros à ASPORI. Até ao momento já foram arrecadadas três toneladas, um número que irá certamente aumentar com o apoio dos matosinhenses, e não só.

Desta vez, algumas dicas que ajudarão os mais incautos a evitarem situações desagradáveis. Cada vez mais, há novos e menos novos a andarem de bicicleta nas nossas ruas, não propriamente para fazer bem ao corpo mas para ajudar o bolso. É importante que saibam que as passagens para peões não são para ciclistas, isto é, não podem os ciclistas atravessar nas passadeiras pensando gozar de prioridade. Cautela! Senhores condutores, ao mudarem de direcção, os peões gozam de prioridade, desde que tenham iniciado o atravessamento da via onde o condutor vai entrar. Ainda que não exista passadeira assinalada no pavimento, (o não cumprimento desta norma, além de ter uma sanção pecuniária, é considerada contra-ordenação grave, que pode levar a uma inibição de conduzir). O acesso às rotundas, bem como a circulação no seu interior e respectivo abandono requer uma postura correcta, que a grande maioria dos condutores desconhece ou propositadamente não respeita. Assim, o condutor deve aceder à rotunda de acordo com o destino pretendido, (se vai sair na 1ª saída, 2ªsaida, etc) feita a opção, o condutor cede a passagem a quem circula na rotunda e ao descrevê-la deve progressivamente ir mudando de via até chegar àquela que mais se adequa à saída pretendida. Claro que usando sempre os respectivos sinais regulamentares (pisca-pisca). Há muito tempo que a circulação nas rotundas já não se faz sempre na via mais à direita e não se muda de via na diagonal. Notem, um local só é considerado rotunda quando lá se encontra o sinal. Finalizo as minhas dicas lembrando que o cinto de segurança é para todos os ocupantes do veículo. Sem excepção! Até breve.


NOTÍCIAS MATOSINHOS | DESPORTO

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EDP - VII Campeonato de Portugal de Juvenis

O evento teve a participação de 120 velejadores do continente e ilhas.

Com organização do Clube de Vela Atlântico e da Federação Portuguesa de Vela realizou-se em Matosinhos o EDP – VII Campeonato de Portugal de Juvenis, que contou com a participação de 120 velejadores do continente e ilhas. Ao longo dos quatro dias de prova foram disputadas as 12 regatas previstas no programa. Nos dois primeiros dias, predominou o vento fraco com Tiago Serra, do Clube de Vela de Lagos a terminar a primeira jornada na frente e Rodrigo Correia, do Clube Naval de Portimão, a liderar no final da segunda jornada. No terceiro, o vento aumentou de intensidade e Serra somou três vitórias que lhe deram o comando à frente de Correia e de Miguel Santos, do Clube de Vela da Costa Nova. No dia de todas as decisões e sob condições difíceis de vento e mar, apenas o Grupo de Ouro esteve na água. Tiago Serra consolidou o primeiro lugar sagrando-se Campeão de Portugal de Juvenis. O jovem velejador do Clube de Vela de Lagos terminou com 40

pontos de vantagem sobre Miguel Santos e 43 do seu companheiro de clube, Rodolfo Pires. No sector feminino, Francisca Pinho, do Sport Club Porto, conquistou o título, seguida de Rita Lopes, do Sport Algés e Dafundo e de Ana Mariz, do Clube Naval de Leça. Tiago Serra (Clube de Vela de Lagos), Miguel Santos (Clube de Vela da Costa Nova), Rodolfo Pires (Clube de Vela de Lagos), Diogo Costa (Clube de Vela Atlântico) e Francisca Pinho (Sport Club Porto) garantiram a qualificação para o Mundial de Optimist, a realizar de 15 a 26 de Julho, em Boca Chica, na República Dominicana. Rodrigo Correia (Clube Naval de Portimão), Rita Lopes (Sport Algés e Dafundo), Emanuel Duarte (Clube Naval de Portimão), Henrique Frutuoso (Sport Club Porto), Francisco Mourão (Sport Algés e Dafundo), Ana Mariz (Clube Naval de Leça) e Mafalda Pires de Lima (Clube de Vela Atlântico) estarão no Campeonato da Europa, a disputar entre 30 de Junho e 8 de Julho, em Lignano Sabbiadoro, Itália.

Open de Orientação de Precisão O DAHP – Desporto Adaptado do Hospital da Prelada organizou em parceria com o Grupo Desportivo 4Caminhos, sedeado na Senhora da Hora, o II Open de Orientação de Precisão, no passado dia 05 de Maio. A iniciativa, que teve mais de 150 participantes e, como padrinhos, a atleta da República Checa Hanka Doležalová e o antigo jogador Fernando Gomes, Bi-Bota de Ouro do Futebol Clube do Porto, contou para a Taça de Portugal da modalidade e encerrou o II Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”.

O desporto e a inclusão estiveram de mãos dadas durante todo o evento, que reuniu atletas dos escalões Paralímpico (para atletas federados com mobilidade reduzida), Aberto (para atletas federados sem mobilidade reduzida e não federados, com ou sem mobilidade reduzida) e Iniciação (para atletas que nunca tenham participado, com ou sem mobilidade reduzida). A par da Orientação de Precisão, o II Open do Hospital da Prelada organizou ainda uma actividade de Orientação Adaptada, dirigida a pessoas portadoras de deficiência intelectual.

A prova desenvolveu-se entre o Hospital da Prelada e o Parque da Prelada, tendo, na categoria Paralímpica sido vencedora Diana Coelho, do DAHP, alcançando assim a terceira vitória consecutiva em etapas pontuáveis para a Taça de Portugal de Orientação de Precisão. Na categoria Aberta, António Amador, do clube Ori-Estarreja, foi o grande vencedor com a totalidade das dez respostas correctas. Quanto à iniciação, a afluência de participantes excedeu as expectativas da organização, tendo cerca de uma centena de pessoas, entre inscrições individuais e em gru-

po, realizado o percurso de um quilómetro com sete pontos de observação. Fernando Gomes confessou no final que “não percebia bem o que era a Orientação mas, depois de fazer estes percursos, fiquei maravilhado com esta actividade”. O padrinho do evento salientou mesmo pontos em comum com o futebol: “Necessitamos de concentração, de tomar decisões acertadas e de pensar rápido, tudo isto para termos êxito.” Esta foi uma iniciativa que mostrou que o desporto pode mesmo ser praticado por todas as pessoas.

O desporto e a inclusão estiveram de mãos dadas durante todo o evento.

Um clube ao serviço da comunidade É Presidente do Balio Futsal Clube, faz do clube a sua primeira casa e é com carinho e alguma comoção que Joaquim Pereira nos fala não dos craques que espera que ali cresçam, mas sim da esperança que tem em que de ali saiam Homens de grande carácter. NM- É um clube jovem, com apenas seis anos de vida. Como e porquê foi criado o Balio Futsal Clube? JP- A ideia surgiu de um grupo de 14 pessoas que se mantêm unidos há muito tempo, e depois decidimos fazer uma colectividade que seria para se chamar Futsal Amigos de Santana e quando fomos pedir para registar o clube tínhamos que dar três nomes e aí optou-se pelo Balio Futsal Clube. A ideia era dar a entender que pertencia a Leça do Balio. NM- Onde treinam? JP- Nós treinamos no Pavilhão Municipal de Leça do Balio. NM- Qual foi o melhor momento do clube até hoje? JP- Foi desde que começamos a apostar nos seres humanos. Os clubes em geral pretendem craques, nós somos diferentes, o nosso objectivo é formar homens, e como temos equipas muito jovens isso é possível. NM- Que dificuldades têm encontrado pelo caminho? JP- Essencialmente monetárias. Dificuldades humanas não, estamos rodeados de seres humanos maravilhosos, estamos aqui para servir, não para ser servidos. Para combater isso, em conjunto com a Junta de Freguesia de Leça do Balio fazemos recolhas para ajudar os mais carenciados. NM- Qual é a constituição actual do clube? JP- Ao todo 17 membros na direcção, mas o grupo é muito grande, é composto por mais 40 pessoas e muitos deles fazem questão de participar, de ajudar, e quando é para decidir algo, todos são chamados. Ao todo temos perto de 100 associados.

NM- Em que campeonatos se encontra e que resultado tem obtido? JP- Iniciámos na 3ª divisão e passámos para a 2ª, mas esta época correu bastante mal. Estamos de momento a apostar mais na formação e já conseguimos subir dois juniores. Não temos conseguido campeonatos, mas, em recompensa, temos formado “Homens para a vida”. NM- Fale-nos da formação. JP- O Balio Futsal Clube tem uma academia, que tem como objectivo ir “recolher” crianças com algumas carências e integrá-las, e entre todos os membros tentamos arranjar soluções para a aquisição de equipamentos. NM- Quais são as consequências do corte dos subsídios por parte da câmara para a vossa instituição? Disse numa entrevista que “não é esta situação que vai acabar com o clube”, mas... JP- Aquilo que eu acho é que contrariamente ao que se possa pensar nós não estamos parados, é necessário fazer algo para colocar termo a esta situação. Uns dizem que a Câmara não paga porque não quer, outros dizem que a Câmara não paga por causa da Lei 8/12, sinceramente aquilo que eu tenho vindo a reparar nas mais diversas opiniões é que a Câmara não paga porque não quer. A Câmara deve ponderar as dificuldades que atravessamos e pelo menos ajudar nas inscrições para a formação. NM- Quais são as aspirações do clube e os seus projectos para o futuro? JP- O nosso objectivo é formar jovens, temos um gabinete montado com equipamentos de fisioterapia, dois massagistas, um médico de clinica geral, um fisioterapeuta e duas psicólogas. Isto porque a juventude necessita de quem os ajude, existem jovens que passam por grandes dificuldades.

Os clubes pretendem craques, nós somos diferentes, o nosso objectivo é formar homens.


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NOTÍCIAS MATOSINHOS | GASTRONOMIA

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Associação de Restaurantes cria cooperativa A Associação de Restaurantes de Matosinhos (ARM) está a criar uma cooperativa para os seus associados que visa prestar-lhes um melhor serviço e potenciar o seu negócio, numa altura em que a restauração se vê afectada com o aumento do IVA e as dificuldades que os sectores que a rodeiam atravessam. A ARM vive exclusivamente da quota dos seus associados, o que, como explica o presidente Rui Sousa Dias, “não é suficiente para fazer face àquilo que é o mínimo.” Mas mais do que o mínimo, a associação pretende concretizar os projectos que tem em carteira para aumentar o número de clientes nos seus restaurantes, algo “prioritário” e que implica maiores recursos. A criação de uma cooperativa foi a solução encontrada. Com sede nas instalações da ARM, a cooperativa será propriedade dos seus associados, que dividirão entre si as obrigações e os proveitos de forma igual, e terá uma personalidade jurídica e fiscal autónoma em relação à associação, que a promove mas não a integra no seu seio por questões fiscais. A ARM é uma entidade sem fins lucrativos e por isso, explica o presidente, “não podemos ter nada que esteja em regime de facturação como uma empresa, algo que é fundamental para colocar em funcionamento, por exemplo, um gabinete técnico, com todas as despesas que daí decorrem, e movimentar as pessoas.” Um dos serviços que terá possibilidade de ser concretizado com a cooperativa será a central de reservas, que vai trabalhar em parceria com operadores de cruzeiros e hotéis, numa fase inicial, do concelho, e, posteriormente, da região metropolitana do Porto, que “é um destino vivamente aconselhado em quase todo o mundo, por ser seguro, ter uma grande diversidade de oferta e ser barato.” A gastronomia de Matosinhos será, assim, promovida junto de turistas de todo o mundo a bordo dos cruzeiros e nos hotéis, que depois entrarão em contacto com a cooperativa para fazer reservas, que as distribuirá, por sua vez, pelos seus restaurantes. Em vista está também uma central de compras. “Há produtos que todos nós compramos e se calhar ao mesmo fornecedor.

Porque não centralizar a compra de um determinado produto na cooperativa? E, como é um grupo de 20 ou 30 pessoas que faz a compra, e não apenas duas ou três, faz sentido rever condições junto do fornecedor.” Neste momento a ARM encontra-se a fazer a consulta aos associados, que terão, na sua totalidade, acesso à integração nesta cooperativa. “Dependendo do número de associados, vamos perceber que tipo de esforço é que vamos pedir a cada um, porque sabemos aquilo que é necessário” adianta Rui Sousa Dias. A ARM continuará a fazer o acompanhamento ao associado de acordo com os seus estatutos, mas “tudo o que venha a obrigar a uma actividade comercial, a uma dedicação de tempo das pessoas que aqui estão” serão do usufruto dos restaurantes que se unirem no projecto da cooperativa.

Rua Heróis de França nº 211 3º Esq. 4450-158 Matosinhos - Portugal T. +351 220 962 537 geral@armatosinhos.com facebook.com/armatosinhos

RISO 2010 Segundo o mesmo - “A 7 de Setembro iniciámos a vindima. Este foi um dia de homenagem a alguém que nos inspirou muito, convocando-nos para o sentido da Festa e da Vida, António de Souza-Cardoso faria 87 anos. Ele foi um coleccionador de afectos, de amigos e emoções. Com Ele homenageamos todos, os nossos Pais e Avós que nos ensinaram o valor transcenCaros leitores e enófilos, este mês dente da Terra e da Família. Fizemos estou a sugerir-lhes um vinho que questão de sermos nós, familiares e é uma homenagem à amizade, o amigos, a colher o produto desta terra RISO 2010 tinto. Segundo o produ- abençoada, numa vindima que juntou tor, trata-se de muito mais que um gerações e que celebrou a verdadeira vinho, é -“uma atitude de partilha”. amizade.”

Vinificação/Maturação: Vindima manual para caixa de 12 Kg. Seguindo nova selecção em tapete de escolha, desengaço e suave esmagamento. As uvas fermentaram em balseiro a temperaturas controladas. Real¬izaram-se macerações longas, maturação em barricas novas de carvalho francês (75%) e americano (25%) durante12meses. Notas de Prova: Vinhodecorrubideboaprofundidade. Aroma intenso e complexo, fruta vermelha silvestre madura bem evidente, floral a violeta, balsâmico e

Região: Alentejo/ Quintos Castas: Touriga Nacional (84%) e Sousão (16%) Vol Alc%: 13% PVP: 14,00€ Produtor: Sousa Otto & Friends ligeira nota de cacau, característica de uma boa matura¬ção. A madeira de muito boa qualidade perfeitamente envolvida. Na boca, enche-nos de prazer. Evidencia uma boa estrutura, taninos

redondos, firmes e de boa textura, acidez bem integrada a evidenciar bem a sua frescura. Confirma a fruta vermelha silvestre madura, especiado a pimenta, com um final muito longo distinto mas harmonioso e que nos dáimensoprazer. Acompanha bem um peixe de forno ou uma cabeça de cherne cozida, até umas costeletas de borrego ou umas tripas à moda do Porto, enquanto se ouve “O Cavaleiro e a Rosa” de Richard Strauss. Até ao próximo mês com mais Vinhos Bernardino Costa


PROGRAMAS VERÃO “LOW COST”

NOTÍCIAS MATOSINHOS | FIGURAS

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Caminha

Programa Verão 7 noites - Meia / Pensão

→ Duas gerações... o Senhor Manuel Marinho trabalhou → António Monteiro não está de férias... Podem encontrá-lo → Mário Costa, um jornalista convidado pelo Albino Pinto durante 50 anos como barbeiro, o filho António Marinho segue-lhe as pisadas.

na Rua Mouzinho de Albuquerque em Matosinhos, onde continua a prestar um excelente serviço aos seus clientes e amigos.

NOTÍCIAS MATOSINHOS | ONDE COMER

Hotel Porta do Sol em Caminha, uma terra onde o mar, o rio e a montanha se tocam

RESTAURANTE → O “Mar na Brasa”, está situado na Avenida Serpa Pinto MAR NA BRASA e é talvez um dos restaurantes

Avenida Serpa Pinto, 464 4450-277 Matosinhos Tlf: 229 372 371 www.marnabrasa.pai.pt Horário: 12h às 16h / 19h às 24h Abertos todos os dias

RESTAURANTE THE WINE BAR

Av. Marginal, lote 1 4910-104 Caminha Tel.: 258 710 360 Fax: 258 710 361 E: reservas@hotelportadosol.com Site: www. hotelportadosol.com

mais antigos da cidade, se não o mais antigo. Conhecido pela simpatia do seu proprietário, Albino Pinto, este restaurante marca a gastronomia de Matosinhos há 25 anos. É aqui que se pode comer um bom bacalhau à Lagareiro, ou até mesmo um robalo no sal acompanhado com arroz de grelos, feito à boa moda tradicional. O cuidado e a atenção que este estabelecimento dá

Avenida Serpa Pinto 297 4450-281 MATOSINHOS Tlm.: 911191317 www.thewinebar.com

Situado em Matosinhos o The Wine Bar é um espaço acolhedor e charmoso, com paredes de granito e mobiliário retro. Um bar de vinhos com uma oferta a copo ou à garrafa, das várias regiões demarcadas. Destacam-se os vinhos Portugueses e Internacionais. Para acompanhar o néctar dos deuses existe uma boa variedade de petiscos.

Aberto todos os dias

Música ao vivo 5 feiras e sextas.

aos seus clientes que fazem deste restaurante um sucesso. O “Mar na Brasa” é um restaurante que prima pelo atendimento e pela qualidade da sua comida. Um restaurante aberto a todos onde todos são iguais e onde o atendimento chega a ser mesmo personalizado. É devido a este serviço personalizado e a pensar no bem-estar do cliente que o Mar na Brasa oferece aos seus clientes um serviço de entrega ao domicílio.

a almoçar no Mar na Brasa.


NOTÍCIAS MATOSINHOS | EVENTOS

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | EDITAL

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Mudar de vida? Porque não? Paulo Ferreira

O nosso Primeiro-Ministro não pára de nos surpreender. Mais uma vez ele tirou um “coelho da cartola”. Eu não vou dizer que ele é um génio, porque é obviamente exagerado, mas de facto ele é no mínimo uma mente superior. Eu sou daqueles que começa a ficar farto de lamúrias e pieguices, em que infelizmente os portugueses são tão tristemente pródigos. Os sindicatos, como sempre, atacam o Governo duma forma desenfreada por causa do suposto aumento da taxa de desemprego. É triste. É sempre a mesma coisa, uma visão catastrófica da realidade, em que parece que tudo vai dar ao abismo. Haja paciência! Pensem comigo. Querem ou não querem mudar de vida? Estão à espera de quê? Espero eu que não estejam a pensar mudar de vida, continuando a fazer as mesmas coisas, ainda por cima, rotineiras e aborrecidas. Para mim, chegou a hora de dar um murro na mesa e mudar os ponteiros do relógio da minha vida. Realmente, acordar de manhã, sempre à mesma hora, ir trabalhar para ganhar um dinheirito para poder comer a sopa todas os dias, é no mínimo enfadonho. Basta! Vou aceitar a sugestão do nosso Primeiro-Ministro, vou despedir o meu patrão e vou passar a fazer parte do 15% de privilegiados que não têm patrões para aturar e que podem fazer o que muito bem entendem. Já me estou a imaginar a apanhar sol na foz a olhar para o mar sem fazer absolutamente nada de útil. Parece um sonho…mas está quase. Posso até correr o risco de entrar em incumprimento em relação às minhas contas, mas para isso está cá a Troika… Quanto a vocês não sei, mas eu não vou deixar fugir esta oportunidade…

“Contos Consentidos”

Fórum do Mar

António de Souza-Cardoso lança livro

Mostra o potencial do mar para a economia portuguesa

António de Souza-Cardoso lançou o seu primeiro livro, “Contos Consentidos”, em Abril, na Associação Nacional de Jovens Empresários. Administrador, empresário, comentador televisivo, colaborador em várias revistas e jornais, professor e escritor – são apenas algumas das experiências que o sobrinho-neto do internacionalmente reconhecido pintor Amadeu de Souza-Cardoso acumula no seu primeiro livro “Contos Consentidos”. Para o autor, Contos Consentidos “é um Livro de confissões, de intimidades, de sentidos. É um Livro feito com os Amigos e para os Amigos. É um espaço em que eu consinto e partilho vivências, memórias e afectos. É um pouco de mim mas principalmente de como eu sinto o outro. Aquele que me interessa e também me pertence.” Com prefácio de Miguel Esteves Cardoso e posfácio de Manuel Serrão, Contos Consentidos congrega um conjunto de seis contos – cada um deles dedicado a um sentido diferente, aos quais se somam a intuição. Uma obra que explora o universo português tradicional – o retrato de um certo Portugal desaparecido. A obra conta com ilustrações de Graça Paz, Katty Xiomara, Maria do Rosário Cruz, Paulo Teixeira Pinto, Rita Sousa-Cardoso Macedo e Rui Zink. Após o lançamento no Porto, que contou com a apresentação de Katty Xiomara e Manuel Serrão, “Contos Consentidos” foi também apresentado em Maio na Fnac do Chiado, em Lisboa, desta vez com Paulo Teixeira Pinto e Rui Zink.

Biografia Licenciado em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e pós-graduado em Economia Europeia e em Direito Comunitário pelo Centro de Estudos Europeus da mesma universidade, cedo despertou o seu espírito empreendedor. António de Souza-Cardoso dedicou grande parte da sua actividade profissional à Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), a qual dirigiu durante 18 anos e presidiu à equipa que concebeu e lançou a Academia dos Empreendedores, primeira iniciativa desta natureza lançada pela ANJE em 1996 ou o Portugal Fashion em 1995. Depois do cargo exercido na ANJE, António de Souza-Cardoso não descurou o espírito empreendedor que bem o caracteriza e dedica-se actualmente à gestão de empresas, para além da presidência do Congresso da Causa Real – Federação das Reais Associações - e da Direcção da AGAVI – Associação para a Promoção e Apoio da Gastronomia, Vinhos, Produtos Regionais e Biodiversidade.

Na sua visita ao Fórum do Mar, que decorreu de 10 a 12 de Maio na Exponor, Cavaco Silva defendeu a exploração do mar como “um verdadeiro objectivo estratégico nacional.” O evento, que resultou de uma organização conjunta entre a Associação Empresarial de Portugal e a Oceano XXI – Associação para o Conhecimento e Economia do Mar, mostrou o potencial do mar para a economia portuguesa. Além da Feira Internacional do Conhecimento e Economia do Mar, o evento contou com um ciclo de conferências onde foram desenvolvidos temas relacionados com as energias renováveis offshore, a segurança marítima, a internacionalização da economia do mar e a cooperação inter-regional, e também com encontros de negócio entre decisores e compradores nacionais e internacionais, de cerca de uma dezena de países. Insistindo “nas potencialidades que o Mar encerra para o desenvolvimento económico do país”, o Presidente da República reconheceu que “o empreendedorismo nesta área da nossa economia tem sido limitado” e que “não tem sido fácil em Portugal passar das potencialidades às oportunidades de negócio.” Mas Cavaco Silva referiu que existem alguns sinais positivos, “sinais que vêm das autarquias locais, das zonas costeiras do nosso país, das universidades, das organizações empresariais. Também temos agora um Secretário de Estado do Mar que reconhece as potencialidades desse nosso recurso natural e temos aqui este Fórum do Mar, que é uma forma de pôr em contacto todos aqueles que se interessam pela economia do mar e estabelecerem redes de cooperação.” O presidente referiu que são necessárias “empresas no sector, médias empresas com vocação para a inovação e modernas tecnologias”, assim como “facilitar o licenciamento da exploração do Mar e do domínio público marítimo” e “captar investimento estrangeiro”. Esta foi uma das razões que levaram Cavaco Silva à Finlândia, onde “tive uma reunião acompanhado de vários empresários portugueses, do senhor Secretário de Estado e do Presidente do Cluster do Mar, para verificar como os Finlandeses num período curto de tempo conseguiram desenvolver um Cluster do Mar.” O presidente alerta para o facto de “não podermos desaproveitar este que é um dos mais importantes recursos naturais que temos, e eu acredito que insistindo e aguardando as decisões que o governo irá tomar não daqui a muito tempo nesta área conseguiremos algum progresso tirando partido da produção mais intensa de todos os recursos que podem ser obtidos do mar e também para a criação de emprego” concluiu.

NOTÍCIAS MATOSINHOS | À NOITE LAIS DE GUIA

Avenida Norton de Matos 4450 - 208 Matosinhos Tlf: 22 9381428 info@laisdeguia.net www.laisdeguia.net

RESTAURANTE THE WINE BAR

O Lais de Guia está intimamente ligado ao mar, quer pela sua localização, em plena praia de Matosinhos, quer pelo próprio edifício, que nos transmite a sensação de estarmos num navio. Também o nome tem origem num dos nós mais usados na faina marítima, nomeadamente para atracar os barcos que chegam ao porto de abrigo. O espaço é um marco em Matosinhos e ganhou fama que chega muito além das fronteiras do concelho. Com o mar como pano

Avenida Serpa Pinto 297 4450-281 MATOSINHOS Tlm.: 911191317 www.thewinebar.com

Situado em Matosinhos o The Wine Bar é um espaço acolhedor e charmoso, com paredes de granito e mobiliário retro. Um bar de vinhos com uma oferta a copo ou à garrafa, das várias regiões demarcadas. Destacam-se os vinhos Portugueses e Internacionais. Para acompanhar o néctar dos deuses existe uma boa variedade de petiscos.

Aberto todos os dias

Música ao vivo 5 feiras e sextas.

de fundo e música ambiente selecionada, está aberto durante todo o ano, proporcionando o prazer de tomar uma bebida ou saborear uma refeição na agradável esplanada virada para o mar, ou então no conforto do interior, nos dias frios de inverno. O Lais de Guia é também uma referência na noite do grande Porto, sendo frequentado por pessoas de todas as faixas etárias, que aí encontram um excelente ambiente. Ocasionalmente promove eventos sociais.

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | OPINIÃO

06.2012

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NOTÍCIAS MATOSINHOS | JOGOS

06.2012

Palavras Cruzadas

O que é a Decoração? Lurdes Costa

Ficha Técnica Director Francisco Samuel Brandão Director Adjunto Mário A. Costa Chefe Redacção Patrícia Pinho Corpo Redactorial Emídio Brandão, Isabel Costa Pereira, Ivo Vaqueiro, Júlio Pinto da Costa Colaboradores Bernardino Costa, Joana d´Oliveira, Lurdes Costa, Luís Laboreiro, Mafalda Portela, Manuel Leão, Nuno Campos, Paulo Ferreira, Ricardo Santos, Rui Viana Jorge, Victor Palhão Direcção Comercial e Comunicação Sandra Coimbra Conteúdos Editoriais e Fotografia Paula Monteiro, Pegada Criativa Design Gráfico Diogo Vareta, Pegada Criativa Produção Marlene Pereira Secretariado Américo Frazão Publicidade Ilda Estrela Distribuição Norberto Pereira Propriedade Emibra, Lda. E-mail noticiasmatosinhos @mail.telepac.pt comercial.noticiasmatosinhos @gmail.com Direcção Postal Apartado 2153 4451-901 Matosinhos Tlf. +351 229 999 318 Fax +351 229 999 319 Registo ERC 125730 Periodicidade Mensal Tiragem 5.000 Exemplares (gratuito) ISSN 1649-3639

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Decoradora

Sara Antunes de Oliveira

Esteves

Jornalista SIC

Técnico de Náutica

Ter Voz

Barcos de recreio

D

MATOSINHOS

urante anos, acordei a ouvir as notícias num rádio grande e velho que o meu pai tinha na sala, sintonizado na TSF. Primeiro porque ele precisava de saber o que fazia notícia, naquele dia, para construir depois os noticiários na Rádio Clube de Matosinhos; depois porque se tornou um hábito que nenhum de nós dispensava. Não teria ainda, nessa altura, 12 ou 13 anos. Talvez possa dizer que a “dependência” noticiosa que criei fez com que quisesse, anos mais tarde, ser jornalista. Mas acredito que foi mais que isso, mais que o pai jornalista, mais que algum jeito para comunicar. Gosto de saber o que se passa. Gosto de saber como está o país, como está o sítio onde moro, se quem nos governa, a nível local ou nacional, está a fazer o trabalho como deve ser. E isso não se faz sem jornalistas. E sem jornais e rádios e televisões e páginas na internet. Acredito que a democracia só se faz inteira com conhecimento. Que o direito de informar e ser informado está na linha da frente de sermos cidadãos. E que lutámos tempo demais para abdicar, agora, desse bem tão precioso que é a liberdade de expressão. Custa-me entender, por isso, como é possível uma comunidade viver bem sem uma boa imprensa. Como é possível essa comunidade assistir, indiferente, à morte lenta de jornais, revistas, rádios. Como é possível aceitar que é inevitável, que é a crise, que não há nada a fazer ou outras explicações quaisquer que sirvam para não pensarmos mais nisso. Ainda me custa mais quando essa comunidade é Matosinhos, a minha comunidade. Desaparece um jornal, outro vai morrendo devagar, vende-se a Rádio que chegou a ser referência no país. Perdem-se notícias (boas e más), informações (mais ou menos importantes), perde-se voz. Já tive oportunidade de defender, aqui na nossa terra, que os jornais, as rádios, os projectos jornalísticos independentes são a nossa voz. Independentes, sublinho. Mas isso não iliba as autarquias da responsabilidade que têm em assegurar que os jornais, revistas e rádios têm condições para existir. Não é uma questão de subsídio-dependência. O apoio autárquico a projectos jornalísticos independentes devia ser uma obrigação, definida por lei. Uma obrigação, repito. Não um favor, uma ajudazinha, uma contrapartida por uma informação simpática – como a publicidade, que tantas vezes funciona como arma poderosa do Estado contra os meios de comunicação social. As autarquias têm a obrigação de construir escolas, piscinas municipais, parques e estradas. Eu acredito que essa obrigação se entende a garantir que os cidadãos têm acesso a informação independente sobre o que se passa no sítio onde vivem. Em tempos de crise, como os nossos, é difícil um jornal local sobreviver sem apoio. Estamos nós, Matosinhenses, dispostos a exigir esses apoios? E a apoiar, com a compra, esses jornais? Ou a insistir no regresso da Rádio? Gostava muito de voltar a acordar ao som do rádio velho do meu pai, com ele a ouvir as notícias, para as contar depois aos microfones da RCM. Porque significaria, pelo menos, que Matosinhos tinha recuperado alguma voz.

937 731 177

* este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Vamos falar de mais um ponto relevante para uma boa decoração

N

a edição passada do Notícias Matosinhos mostramos quais os cuidados a ter quando se coloca o barco na água para garantir o seu bom funcionamento e a segurança dos tripulantes. Ainda tem muito tempo pela frente para desfrutar de passeios pelo rio e pelo mar, mas deixamos já a dica, com a ajuda do reputado mecânico de náutica da Ondastar Esteves, sobre o que deve fazer quando retirar o barco da água, para o manter sempre nas melhores condições.

LUMINOSIDADE LUZ – CLARIDADE – BRILHO Sempre que escolhemos uma casa, devemos ter em conta um dos aspectos mais importantes. A Disposição solar. Bastante benéfica para a entrada da luz, do calor e da claridade para assim ter um ambiente quente e iluminado, fazendo com que toda a decoração contenha mais realce e beleza. A colocação das janelas é que dita a intensidade de Luminosidade que vamos receber. O interior da casa tem quatro zonas de colocação de luz.

Sudoku

Cuidados a ter quando se retira o barco da água Quando o barco for retirado da água, deve ser hibernado. Esteves explica que “com o motor a trabalhar”, deve-se “colocar óleo dentro do carburador para ficar hibernado, com excesso de óleo nos cilindros e no colector de escape.” Depois, deve-se “desligar a bateria, colocar WD-40 por todo o motor e está pronto a ser retirado.” Uma vez cá fora, “deve-se retirar a boleira (taco no casco) para escoar a água, limpar o casco com jacto de água e analisar o estado do vedante anti-fungo e do zinco.” Agora, o barco está pronto a ser guardado até à próxima primavera. O especialista refere que “é sempre bom levar o barco à oficina quando sai da água e quando volta a ser colocado.” Os barcos acompanhados na Ondastar têm uma checklist com todos os pormenores relacionados com o barco, que permite “saber o que foi feito, o que será necessário fazer e quando. Os barcos saem da nossa oficina para a água lavados, limpos, aspirados e com tudo a funcionar correctamente”, conclui.

Quando o barco for retirado da água, deve ser hibernado. Esteves explica que “com o motor a trabalhar”, deve-se “colocar óleo dentro do carburador para ficar hibernado, com excesso de óleo nos cilindros e no colector de escape.” Depois, deve-se “desligar a bateria, colocar WD-40 por todo o motor e está pronto a ser retirado.” Contacte-nos para mais informações: info@ondastar.pt

Soluções

NASCENTE - Sol Directo Logo ao romper do dia fortifica o espírito e activa a boa disposição. SUL – Luz Forte Erradia a casa de sol e calor durante várias horas do dia.

O Notícias Matosinhos apoia a causa da ASPORI - Associação Portuguesa de Portadores de Ictiose. Apelamos à solidariedade dos nossos leitores. Deixamos abaixo o NIB da Associação para que possa dar o seu contributo a esta causa. NIB - 0007 0000 0076 7078 2322 3

POENTE – Luz Média Arrecada ainda sol, mas o mais reconfortante é o término do dia, que tanto de verão como de inverno é de uma beleza natural insubstituível. Ajuda a relaxar da azáfama do dia que todos nós temos de uma forma ferina nos tempos de hoje. A partir daí devemos começar a saborear o conforto do lar. NASCENTE – Luz Fraca Onde nunca chega a luz solar directa mas sim a claridade. A claridade tem a particularidade de transmitir brilho e calma.

Nem sempre é possível adquirirmos uma CASA que obtenha todas estas características, detemos alguns truques para minorar essas faltas. Sempre que possível rasgar ao máximo as janelas, portas e mesmo usar paredes de vidro no exterior e interior. Algumas das divisões interiores também podem ser decididas com meias paredes. Não as levar até ao tecto faz com que a claridade passe de um lado para o outro sem impedimento. Os Vitrais ou Clarabóia fixas ou de abrir são mais uma alternativa bastante interessante. Nos corredores quase sempre escuros usar cores ou papel, em tons claras e translúcidas ou verdes frescos. Podemos ainda fazer pequenos rasgos nas paredes das divisões sociais, que deixam assim transpor a luz e criar efeito decorativo. Tendo sempre em conta resguardar as divisões intimistas e sua privacidade. Quando abate a noite temos de usar a luz artificial. A luz do tecto deve ser usada só em algumas situações. Pequenos pontos de luz nos cantos mais escuros da casa é suficiente, dá um toque de conforto e ambiente acolhedor. As velas ateadas nos locais de passagem mantêm brilho e luminosidade para a energia positiva seguir as setas de trajecto para o silêncio e a serenidade que a noite nos proporciona. Desfrute de um DESCANSO perfeito! Contacte-nos para mais informações: geral@dlabarento.com tlf. 229 385 013

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Notícias de Matosinhos nº34  

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