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N.º

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Jun

2011

BOLETIM INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO POPULAR DE MORADORES DO SEIXO

Fontanário do Seixo Completaram-se no passado dia 25 de Abril, 35 anos

moradores que ainda não são abrangidos pela rede

sobre a inauguração do Fontanário do Seixo. Fontanário

pública (mas isso ficará para um outro artigo).

que

Recentemente ouvi o Sr. Vice-Presidente da Câmara

foi

iniciado

pela

Comissão

de

Moradores

e

terminado pela Associação que derivou da mesma.

Municipal de Matosinhos dizer, num programa de uma

Ao longo dos anos, foi de extrema importância para a

rádio do concelho, que este tipo de equipamentos já

os moradores desta zona, pois a maioria não tinha

não têm razão para existir, que eles marcaram uma

acesso a água canalizada, e os que tinham acesso a

época, mas que agora não faz sentido a sua existência,

água de poço, a mesma não era potável.

pois até eram utilizados para fins que não os devidos.

Esta foi uma obra e um património que sempre

Concordo, mas mesmo assim seria bom não deixar cair

orgulhou os moradores, bem como os dirigentes da

no esquecimento um património que representa uma

Associação,

luta de moradores por um recurso indispensável para

embora

nem

sempre

estivesse

bem

tratado, mas continuava a servir os moradores. Com a

todos.

realização das obras na Escola do Seixo, foi totalmente

Na sociedade actual é dada cada vez mais importância

remodelado, mas continuou a fazer parte do património

aos factos e monumentos históricos, pois são eles que

histórico desta Zona.

transmitem às gerações futuras as lutas e as conquis-

Acontece que, nos últimos meses, aquilo a que temos

tas das gerações anteriores. Por tudo isto, e porque o

assistido é um menosprezar deste património que aqui

fontanário é um património desta Zona, gostaria que

temos. A vegetação plantada no interior da escola

fossem tomadas medidas para que não se deixe dete-

cresceu, cresceu e já tapa quase todo o fontanário.

riorar nem esconder este símbolo de uma luta de há

A água foi também cortada, embora ainda existam

35 anos. O Presidente da Direcção


Editorial O nosso jornal, hoje, mais parece o Muro das Lamen-

ma, quer as tivesse usado outrora ou não. E seria

tações. O que se compreende, pois estamos constan-

insensato não usar o que é posto à nossa disposição,

temente a ser bombardeados com más notícias. Nos

para maior comodidade. por isso não engulo a afirma-

jornais, nas televisões, nas rádios, parece que, a

ção do referido economista, de que todos somos cul-

cada momento, o mundo está prestes a desabar

pados: mesmo que eu fosse masoquista ao ponto de

sobre nós, sobre cada um de todos nós que constituí-

não usar - por exemplo - as referidas SCUTs, por as

mos o Zé Povinho - e nós nada podemos fazer, pois

achar demasiado caras para o erário público, elas

somos postos perante factos consumados e nem

teriam sido igualmente construídas - e a conta viria

sequer temos a possibilidade de optar por este ou

também a ser-me apresentada posteriormente.

outro caminho.

Mas lembro-me de um velho autor - Esopo, mais tar-

Temos apenas a via única que nos indicam, de senti-

de retomado por La Fontaine - que nos contava a his-

do obrigatório, que talvez não tenhamos escolhido

tória de um lobo que, vendo um cordeirinho a beber

conscientemente, mas para onde também nos deixá-

numa fonte, dizia: “vou matar-te”. O cordeirinho,

mos arrastar. Era tão fácil ter tudo! Os bens, quais-

cheio de medo, perguntou: “mas porquê, se eu não te

quer que fossem, pareciam estar ali à disposição de

fiz mal algum?” Ao que o lobo respondeu: “se não

quem os quisesse agarrar - e que o não fizesse, seria

foste tu foi o teu pai.”

tolo.

Não será o que nos está a acontecer agora? Mesmo

Mas seremos todos assim tão inocentes? Confesso

que não tenhamos contribuído directamente para o

que, pessoalmente - como tantos de nós, afinal - não

estado em que o País está - ou pensemos que o não

me sinto culpada. Mas já ouvi um reputado comenta-

fizemos - houve responsáveis pela situação. E se não

dor de economia afirmar que todos temos a nossa

fomos nós, paciência… Pagar, pagaremos todos.

parte de responsabilidade, pois todos usufruímos de

Oxalá ainda vamos a tempo. E a História ensina-nos

regalias excessivas, mesmo que as não tivéssemos

que, ao longo dos tempos, esta situação se tem vindo

reivindicado.

a repetir ciclicamente: períodos de paz e abundância,

É verdade, de facto, que me aproveitei da célebres

alternando com períodos de guerra e penúria… e sem-

SCUTs - que, agora, já pago… mas pagaria na mes-

pre conseguimos dar a volta por cima; “nação valente e imortal.” Neste momento de novo difícil é o que temos, de voltar a fazer: arregaçar as mangas, levantar outra vez o que outros deixaram ou fizeram cair, qual Fénix das próprias cinzas renascida. Não podemos contar com grande ajudas - é em nós próprios, no trabalho de cada um e no esforço de todos que teremos de reencontrar as nossas forças perdidas e de novo construir um mundo melhor, para nós e para os que nos sucederão. Maria Elsa Melo

02


Os políticos que temos/que merecemos Escrevo este texto ainda com a campanha eleitoral em grande actividade, desconhecendo, claro está quem irá ganhar as eleições do próximo dia 5 de Junho. Não acompanho muito a campanha eleitoral, pois faço parte daquele grupo de portugueses que já nem suporta ouvir mais promessas, mais disparates, mais insultos, mais negações… enfim, de tudo um pouco, menos propostas concretas para o futuro, que é afinal o que a grande maioria dos eleitores quer saber de verdade - ou talvez não! Num pouco de tempo que perdi a assistir ao início de um debate com os cabeças de lista dos cinco partidos com assento parlamentar pelo círculo do Porto, gostei de ouvir todos, no seu primeiro

que se apoderam do poder e fazem com ele o que

minuto, a reivindicar que é necessário maior

querem. Muitos são aqueles que criticam esses

investimento no Norte do país e na área metropoli-

senhores, mas no dia das eleições vão votar

tana do Porto e não só na capital - mas reparei que

precisamente neles: “sempre votei neste partido!”,

todos eles são actualmente deputados e que neste

“já era o partido dos meus pais, e é também o

anos de legislatura nada ou quase nada fizeram

meu!”

para

num

De facto, alguém disse que cada país só tem os

programa de rádio, que um estudo internacional

políticos que os cidadãos merecem, e se calhar é

confirmava que todos os políticos que dissessem a

verdade, não merecemos melhor!

verdade, numa campanha eleitoral, não eram

O futuro não se avizinha fácil, mas teremos de ser

eleitos... Por mais ridículo que tudo isto pareça, é

nós todos a lutar, a batalhar, a fazer pela vida, pois

pura verdade. Quando temos um Primeiro Ministro

estes senhores apenas olharão para os amigos que

que diz que se for necessário chamar o Fundo

colocarão nos lugares de chefia da função pública,

Monetário

nas empresas do Estado, etc…

alterar

isso

mesmo!

Internacional

se

Ouvi

ainda,

demite,

pois

não

governará com ele; se demite e é de novo candida-

O voto que foi conquistado pelo geração dos meus

to, onde está a coerência deste candidato? Quando

e de muitos pais, talvez esteja a pagar por ter

todos, ou quase todos os candidatos da oposição

deixado que os falsos políticos tomassem conta do

não apresentam medidas, ou propostas concretas

poder e, em vez de nos governarem, nos desgover-

sobre o que irão fazer, limitando-se apenas a

nassem. Mas será que temos o que merecemos?!!!

criticar as intervenções do dia anterior, ou até mesmo os comentários dos comentadores políticos

Pedro Ribeiro

(que também não vi), onde é que nós chegámos! Que país que temos! Mas a culpa também é nossa, dos eleitores, pois mesmo assim continuamos a eleger estes senhores 03


Os meus reparos No dia 12 de Julho último, dia de festa da nossa

muitos que assistimos à inauguração e plantámos

cidade de S. Mamede Infesta, estive presente, como

árvores. Mas, como já sabemos, esse projecto

não podia deixar de ser, na Sessão comemorativa

parece ter ficado por aí. Daí eu achar que foi melhor

desta efeméride.

não convidar ninguém para o lançamento desta obra

Já a sessão tinha começado há muito – quase uma

tão importante, pois assim será talvez certo que se

hora – quando chegou o Sr. Presidente da Câmara

construirá…

Municipal de Matosinhos. Aqui faço o primeiro

Também referiu o Sr. Presidente, no mesmo discur-

reparo, pois acho que é muito frustrante para quem

so, que em breve será inaugurada uma nova escola

organiza um evento, e ainda mais uma comemora-

básica no Seixo, o que trará melhor qualidade de

ção destas, e um dos principais convidados chega

vida aos habitantes do Seixo. Apenas queria lembrar

atrasado, e também para que está a assistir.

ao Sr. Presidente que esta escola não será para as

No final no seu discurso o Sr. Presidente enalteceu

crianças do Seixo, mas sim para as do Padrão da

também uma obra que se está a realizar nesta Zona

Légua, pois esta escola vem substituir outra que

de um Centro de Bem Estar, cuja construção resulta

pertence ao Agrupamento de Leça do Balio – a

– sabemos nós - de uma parceria entre a Cooperati-

Escola do Monte da Mina – e que as crianças que

va Realidade, a Administração Regional de Saúde

frequentam a escola do Seixo permanecerão onde

(ARS) do Norte e a Câmara Municipal de Matosinhos.

estão.

Ainda bem que finalmente se constrói algo importan-

Muito se fala de obra, do que se constrói e do que

te na nossa zona, digo eu! Sei que o lançamento da

ainda está em projecto, mas queria também deixar

primeira pedra teve lugar no passado mês de Abril e

um reparo ao que está a cair e ao abandono. Junto à

que contou até com a presença do Sr. Secretário de

escola que está a acabar de ser construída, existe

Estado Adjunto e da Saúde, Dr. Manuel Pizarro, mas

uma casa totalmente abandonada e já com sinais de

alguém soube deste acto tão importante para Mato-

vandalismo, assim como se vêem outras, junto da

sinhos, para a nossa Freguesia e para o nosso lugar?

escola do Seixo, sem que ninguém pareça notar

Muito poucos. É um bom prenúncio – parece-me –

nada. Das várias “ilhas” que deixaram de ter

pois para o lançamento e inauguração do parque que

moradores, pois foram todos, ou quase todos, realo-

se situará no mesmo lugar e para o jardim do

jados em bairros camarários, muitas estão há já

associativismo em dois dias recebi vários telefone-

vários anos em ruínas, sem que quem tem respon-

mas a solicitar que mobilizasse a população. E assim

sabilidade, tome providências – espero que não

como eu outros também receberam, pois éramos

estejam à espera que aconteça uma desgraça para as tomarem, como tantas vezes acontece. Seria bom - e este é o último reparo - que quando os representantes dos órgãos autárquicos discursam não realcem só aquilo que está feito, ou que se propõem a fazer, mas também lembrassem que há mais ainda por fazer e que, além de lançar novas construções é necessário, na maior parte das vezes, olhar também para o que está a cair. Pedro Ribeiro

04


Voz dos Leitores Basta !!! Sabem todos os que me conhecem, que sou Regionalista convicto, e convicto também de que o Centralismo é uma forma de governar a olhar para o umbigo da Capital, sem ciência nem consciência das realidades regionais e locais. Divisa-se no horizonte um corta-e-cose do já mal remendado tecido das freguesias e dos concelhos… uns suprimidos… outros fundidos… todos mal pagos! E se tanto se fala neste rearranjo do tecido administrativo, a todos se lhes varreu o imperativo da Regionalização que em nada briga com a redução de número das autarquias. Cortar-se-á no número de freguesias ou até de concelhos, e é tudo quanto sabemos, mas o caminho é ínvio se não atalhar ao Centralismo. Concedendo, a redução deveria ser acompanhada do fortalecimento dos poderes das Freguesias e dos Concelhos no marco de uma Regionalização séria e desempoeirada. A meu ver, deveriam as Freguesias ganhar novas e reforçadas competências até agora em mãos do Concelho, dando-se-lhes a relevância que têm, ou deveriam ter, de gestão de proximidade das necessidades das populações, reservando-se aos Concelhos, então libertos das tarefas transferidas para as Freguesias, um papel mais activo a nível do investimento estruturante e assumindo, no quadro do intermunicipalismo, a tessitura de uma Regionalização consistente. Nem colhe o argumento de que a regionalização gera uma helicóide de despesismo causada pela profusão de órgãos regionais. Aliás, não é já assim, sem regionalismo? É que basta olhar o exemplo do Estado Espanhol para ser espúrio reinventar a roda… é seguir o que de bom tem e evitar o que tem de mau… e tem mais de bom que de mau, como salta aos olhos em termos de respeito de que internacionalmente goza! A Espanha dos anos 50, 60 e 70 estava em décadas atrasada em relação a Portugal. Mas Espanha seguiu a estrada larga da “transição”,

enquanto Portugal trilhava a picada da “revolução”. (nota ) Espanha pôs em prática mais que uma regionalização, dando expressão às Autonomias, enquanto Portugal se foi tornando um polvo monstruoso e disforme com uma imensa pança lisboeta, a alimentar-se, autofagicamente à custa do escandaloso mirrar das regiões e das periferias. Por isso, Espanha escreve-se hoje com letras maiúsculas e Portugal sai sentenciado como lixo nas parangonas das empresas de rating americanas a que a Europa só a médio prazo tem intenções de por açaime. A Capital sugou as autarquias locais, deixando-as sem dinheiro nem sentido de existência, e serão elas ainda as vítimas da necessidade de emagrecimento do Estado despesista que década trás década os políticos transmontanos, algarvios, beirões e durienses forniram de enxúndias e mordomias… esquecendo trás os Montes, o Algarve, as beiras e o Douro… E como se aos famélicos não bastasse a picada ardente e dolorosa da fome agora dá-se-lhes a estocada de misericórdia para que a Capital siga em processo de obesidade mórbida! A redução de Freguesias ou Concelhos a eito, como forma de redução das despesas do Estado, mas sem obediência ao critério de implementação da Regionalização, é a garantia certa e segura da continuação do centralismo mais despótico, da mais obscena orgia despesista da Capital e, finalmente, deste processo sem-fim do confrangedor encolhimento do País no seu todo, enquanto entidade egrégia e quase milenar que um povo generoso nunca pôs em causa. Estejamos atentos oportuno, dizer:

e

saibamos,

em

momento

BASTA! Vítor Meirinho Nota: Opino que na sua inocência, a Revolução Portuguesa de 25 de Abril de 1974, volvidos que são 37 anos, não está por concluir… está por iniciar, pois que a mais útil das revoluções é a das mentalidades e essa, por conveniência, por estupidez, ou por ambas, não a quiseram fazer os políticos portugueses.

05


Quem e a quem fará justiça? Todas as notícias, todas as vozes falam da crise.

coisas eram tão fácies de serem conquistadas.

Sabemos que os tempos são difíceis e cheios de

Mesmo não pagando conseguiam ter cada vez mais

“minas” prontas a rebentar. Taxas de juros sempre

coisas, mesmo que para isso pagassem, através de

a subir, créditos da habitação, os bancos começam

outro crédito, esquecendo-se que se é difícil pagar

a pagar mais, com isso nós, consumidores, é que

um, agora juntar um outro começava a complicar

sofremos com as taxas e spreads, o custo de vida

as contas, mas deixavam-se enganar, até parece

sempre a aumentar. Todos os dias, ao ligar a tele-

que andava hipnotizados .

visão, ao desfolhar os jornais, recebemos estas

A ideia parecia ser que podíamos ser todos iguais,

notícias que mais parecem um pesadelo.

deixando de haver as várias classes - baixa,

Com estas informações ficamos cada vez mais com

média, alta. A maioria quis e deixaram-se influen-

medo dos tempos que por ai vêm. Não deixamos

ciar a passarem da classe baixa para a média e da

de pensar e ficando com mais consciência que

média para a alta, com a febre de riqueza, todos

alguém poderá ter andado a enganar a nação por-

compravam a casa, o carro, a mobília, as férias

tuguesa e alguém andou até a servir-se dos dinhei-

melhor do que o “vizinho”, deixando de haver limi-

ros públicos ou a apropriarem-se dos cargos para

tes. Claro que isso causava alguma confusão,

os quais democraticamente foram eleitos. Será que

aqueles que continuavam na vida modesta ouvin-

foi assim? Será que as vozes dos portugueses têm

do: “ aquele não sai da cepa torta”.

razão? De certeza que não há ninguém que possa

Claro que a primeira razão dos menos fortes de

responder, já que dificilmente haverá alguma jus-

espírito foi tentar colocar-se ao mesmo nível, mas

tificação para estas situações.

outros não. Na minha opinião bem, já que bastava

Claro que os cidadãos portugueses deixaram-se

um pequeno deslize para que uma penhora apare-

enrolar, enganar, com tanta oferta e com tanta

cesse. Os negócios, sustentáveis até há uns tem-

facilidades. Começaram a pensar que não era

pos atrás, andavam de vento em popa e bastou

necessário fazer muito esforço para ter as coisas

uma derrapagem, um “tremor de terra”, para des-

com as quais sempre sonharam. Deixaram, muitos

moronar e de um sonho maravilhoso se transfor-

deles, de trabalhar com afinco, já que viam que as

masse num pesadelo e, até, num filme de terror. Tenho estado a falar do cidadão normal e individual, mas isso aconteceu também aqueles que quiseram ser patrões, abrindo negócios “milagrosos”, já que tudo era tão fácil. Sem falar das derrapagens nas obras públicas, os investimentos públicos que mais serviam para promover e para sacar o voto dos cidadãos nas eleições, para cargos públicos. Os políticos colocaram o seu dever politico e o dever que a democracia impõe de parte. O político deverá defender, alertar, deve ser a voz e o pensamento dos cidadãos.

06


Se houvesse políticos como deve ser, não se chegaria a este ponto em que os mercados internacionais começaram a pedir o dinheiro que emprestaram, já que tanto dinheiro entrou aqui no nosso país por dia, mas devia ser muito pouco, já que desapareceu como o fumo. Onde está a Democracia, onde está a classe política já que deixaram o país chegar a este ponto, com um crise individual entre as famílias, mas também um crise pública e agora corta-se a torto e a direito, pondo-nos a pagar SCTUS (que quer dizer sem custos para o utilizador), entre outras coisas. Muitos dos Portugueses sentem-se injustiçados, já que em nada contribuíram para esta

levar um cartão vermelho e serem rotulados com

situação. Esses Portugueses nunca deixaram de ter

“fora de validade”, e esses, sim, deviam ser consi-

os pés bem no chão e fazendo contas ao seu orça-

derados pela MOODY´S lixo, e não colocarem esse

mento familiar.

rótulo a este tão nobre País. Não devíamos ser rotu-

Agora eu pergunto: de quem é a culpa? Para que

lados por causa das más politicas, introduzidas nos

servem os Políticos? Para que serve a Democracia?

últimos 15 anos, que andaram a enganar-nos. Lem-

Quem e a quem se fará justiça? Mais uma vez tenho

bra-me aquele pai, que dá um rebuçado ao filho

a noção e a certeza que não haverá alguém que

para que ele pare de pedir o brinquedo que tanto

responda, de uma forma adequada e conscienciosa,

pede e não pode ter.

ás minhas interrogações. Pois quem teve culpa, dis-

Só espero que isto leve a conduzir o País a bom por-

tancia-se, foge para outro “poleiro”, deixando os

to e não seja mais uma manobra de equilibrismo e

trapos que deixaram ficar dos lençóis que tantas

de ludibriar o País, basta de BRINCADEIRAS e dos

vezes deram para cobrir as suas costas. Já imagina-

“Velhos do Restelo” que só servem para sacar as

ram que os países, o mundo e até os Políticos, mais

suas reformas. E temos de ser todos a contribuir

parecem um qualquer produto colocado nas superfí-

para levantar o País, os reformados, os trabalhado-

cies comerciais com prazo - que quando passado

res, os Patrões, os que vivem de subsídios, muitos

coloca-se fora... Ouço muitas vezes o comentário:

dos quais não o merecem, ou nada fizeram para o

“aqueles ladrões”, “andaram este tempo todo a rou-

receberem. Termino com outra quadra de António

bar-nos a enganar-nos”, e lembra-me aquela qua-

Aleixo:

dra de António Aleixo:

“ Quem come o pão e trabalha

“Sei que pareço um ladrão

Não come o pão de ninguém

Mas há muitos que eu conheço

Mas quem come e não trabalha

Que não o parecendo são

Come sempre o pão de alguém.”

São aquilo que eu pareço” Acho que é tarde, mas há muita gente que merece

Hugo Ribeiro

07


FICHA TÉNICA

a voz do seixo

proprietário e editor

Boletim informativo da Associação Popular de Moradores do Seixo

Associação Popular de Moradores do Seixo Rua Carlos Oliveira, 222 – Cave 4465-055 SÃO MAMEDE INFESTA E-mail: apmseixo@sapo.pt Telefone e Fax 229521944 Blog: apmseixo.blogs.sapo.pt

design e paginação Pedro Ribeiro

periodicidade trimestral

NIPC 501 386 300

tiragem 300 exemplares

distribuição gratuita

apoio Junta de Freguesia de S. Mamede Infesta

Actividades Depois do sucesso da Formação Inicial em Informática que terminou em Abril passado, e depois de tentarmos iniciar, sem sucesso, outro grupo, não esmorecemos e pretendemos, no início de Setembro, recomeçar com esta formação, que é importante tanto para jovens como para adultos. Por isso, se está interessado(a) ou conhece alguém que esteja não hesite em nos contactar.

Se gosta de pescar, não falte, no próximo dia 18 de Setembro, a mais um concurso de Pesca Desportiva de Rio da nossa Associação. Solicite informações através do nosso e-mail. apmseixo.pesca@sapo.pt

Relembramos também que a nossa Escola de Música está novamente aberta. Se deseja aprender a tocar órgão, acordeão, cavaquinho ou viola, venha aprender na nossa Escola! Apareça aos sábados à tarde e aí poderá combinar todos os pormenores com o nosso professor e começar a aprender.

A voz do Seixo nº 95  

Jornal A Voz do Seixo