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CRASE A crase consiste na "fusão" de dois fonemas vocálicos iguais (a + a). Por crase entende-se a fusão de duas vogais idênticas. A crase é representada pelo acento grave = (à) = que se coloca sobre o "a". ( = à). Só se usa crase antes de nome feminino determinado, e regido da preposição "-a". Só pode ser feminino determinado. A CRASE SE DÁ EM: Contração da preposição a com o artigo feminino "a". Contração da preposição a com o pronome demonstrativo "a". Contração da preposição a com o "a" que inicia os demonstrativos aqueles, aquela, aquilo, aquelas. Exemplo: Irei à escola-Irei àquela escola Irei a a escola-Irei a + aquela escola O verbo ir pede a preposição "a" e o substantivo "escola" pede o artigo feminino "a". A+a=à Irei à escola Exemplo: Falei à de saia branca = Falei a ( = aquela) de saia branca. Dei um livro àquele rapaz = Deu um livro a aquele rapaz. Levamos conforto àquela menina = Levamos conforto a aquela menina. Refiro-me àquilo que... = Refiro-me a aquilo que... Para que haja crase é necessário que se observe o seguinte: A palavra seja feminina acompanhada de artigo feminino definido "a". O verbo exige a preposição e o substantivo, o artigo. Que a palavra que antecede o substantivo exija a preposição "a" por força de sua regência. Ocorre crase nos seguintes casos: Diante de palavra feminina, clara ou oculta, que não repele o artigo.


Como sabermos se a palavra feminina repele ou não, o artigo ? Basta construi-lo em orações em que apareça regidos das preposições: "de", "em" e "por". Se tivermos meras preposições, o nome dispensa artigo. Exemplo: Vou a Copacabana Vou a Vitória Substituo o verbo ir ( = vou) por: venho, passo, moro Venho de Vitória. Passo por Vitória. Moro em Vitória. Então: Vou a Copacabana. Vou a Vitória. O "a" é mera preposição e as palavras Copacabana e Vitória repelem o artigo, por isso não se usa crase. Porém, se houver necessidade de usar, respectivamente: da ( = de + a); na ( = em + a); pela ( = por + a), a palavra feminina tem o artigo feminino definido "a", então haverá crase: Exemplo Vou à Bahia Venho da Bahia Moro na Bahia Passa pela Bahia. Houve contração da preposição de + a = da, em + a = na, por + a = pela por isso "a" da Bahia é craseado. Vou à Bahia. Outra regra prática para sabermos se o substantivo exige ou não, o artigo feminino definido "a". Emprega-se a crase sempre que, substituindo-se o vocábulo feminino por um masculino, aparece a contração da preposição "a" com o artigo "o" = ao antes do nome masculino. Eu vou a cidade Posso dizer: Eu vou ao Município Logo na oração: Eu vou a cidade, O "a" da cidade deve ser craseado.


Se o nome feminino repelir o artigo, pode exigi-lo quando determinado por um adjunto. Exemplo: Eu vou a Roma A palavra Roma repele o artigo feminino, porém se eu disser: Eu vou a Roma dos Césares A palavra Roma, agora, está determinada, então, craseia-se o "a" de Roma. Eu vou à Roma dos Césares Outro exemplo: Eu vou a Copacabana. Eu vou à Copacabana de minha infância Ele foi a Minas Ele foi à Minas de Tiradentes. Podemos usar o seguinte meio mnemônico para o uso da crase: Se vou a E venho dá Eu craseio o à Exemplo: Vou a festa Venho da festa Então eu craseio o "a" da festa. Vou à festa Se eu vou a E venho dê Crasear o a Para quê ? Exemplo: Vou a são Paulo. Venho de São Paulo. A palavra São Paulo repele o artigo, então o "a" antes da palavra São Paulo é mera preposição, logo: Não se usa crase. OBSERVAÇÃO: Se venho-"da"-é "a" (com crase). Se venho-"de"-é "a" (sem crase). Vou à Grécia-Venho da Grécia Vou a Santa Catarina-Venho de Santa Catarina

USA-SE A CRASE:


- Nos objetos indiretos - Nos adjuntos adverbiais (NOTA - Não se usa crase com palavra que funciona como Sujeito. Exemplo: “A menina saiu” ) - Objeto direto - Adjunto adnominal - Para evitar ambigüidade - Diante de locuções constituídas de feminino plural. - Diante de locuções constituídas do substantivo feminino singular - A conjunção subordinada adv. proporcional


crase I