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Table of Contents Until Harmony Copyright Dedication Prologue Chapter 1 Chapter 2 Chapter 3 Chapter 4 Chapter 5 Chapter 6 Chapter 7 Chapter 8 Chapter 9 Chapter 10 Chapter 11 Chapter 12 Chapter 13 Epilogue Acknowledgments Other Books by Aurora Rose Reynolds About the Author


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DedicatĂłria Pequeno Lobo, Eu espero que vocĂŞ sempre viva sua vida selvagem e livre


Prólogo Harmony

CONFORME EU SAIO DO HOSPITAL com um sorriso no rosto, eu vejo Harlen jogando sua perna coberta pelo jeans sobre o assento de sua Harley. Não tinha o visto desde que o levei para sua casa da casa da minha prima June algumas semanas atrás. Ele levou um tiro de um homem chamado Jordan, que fazia parte de um MC fora de Nashville. O motoclube de Jordan estava tentando se infiltrar no Broken Eagles motoclube e assumir assim eles poderiam expandir seus negócios. E por negócios, eu digo vender mulheres, drogas e armas. Para sorte de Harlen, sua ferida foi limpa, por completo, então ele foi liberado do hospital depois de um dia. Eu não o conhecia antes de vê-lo encostado contra a parede na casa da minha prima, não falando com ninguém realmente, mas eu sabia só de olhar para ele que ele estava com dor. Quando eu vi isso, eu fui para o modo enfermeira e insisti em cuidar dele. Eu estava certa que ele pensou que eu era um pouco louca, mas de algum modo eu ainda convenci ele a me deixar levá-lo para casa. Depois deixar ele em sua casa e acomodá-lo com alguns remédios para dor, eu sai, e não ouvi nada dele desde então. Ele tem sido como uma constante coceira no fundo da minha mente que eu não posso me livrar, não importa o que eu faça. “Harlen!” Eu grito seu nome enquanto me apresso em meus saltos através do estacionamento, observando ele chutar o suporte da sua moto e plantar ambos os pés cobertos pelas botas no asfalto. Seus olhos escuros vieram para mim por cima de seus amplos ombros, e como na primeira vez que nossos olhares travaram, o inferior da minha barriga apertou e meu sangue zumbiu pelas minhas veias. Deus, ele é lindo, só não de modo tradicional. Ele é muito assustador parecendo ser elegante. Ele é tão grande, seus olhos muito escuros, e seu queixo muito duro. A grossa barba por fazer cobrindo o queixo o faz parecer perigoso. Apenas, ele parece o tipo de perigo que você quer domar então você pode ver de perto; como um leão ou um urso na selva.


Você sabe que se você alguma vez tiver a chance de experimentar a emoção de tocar um animal como esse, você nunca esquecerá isso. Nunca. “Hey.” Eu sorrio uma vez que estou perto, sentindo minha pele aquecer e formigar enquanto os olhos dele vagam por mim em um jeito preguiçoso antes de levantar o queixo. Assumindo aquilo como um familiar e assustador oi de um cara, eu sorrio. Ele não disse muito para mim na última vez que eu vi ele também. Na maior parte, ele olhou para mim como se eu fosse divertida. “Você está aqui para ver o médico?” Eu pergunto, estabelecendo minha bolsa mais alta no meu ombro enquanto eu estudo ele. Ele parece bem; sua cor está de volta, e não tem nenhum sinal de dor em seus olhos, que é um alívio. “Não tenho certeza porque mais eu estaria no hospital, querida,” ele ressoa, deslizando mais fundo em seu assento e plantando suas longas pernas separadas. “Eles recebem sêmen todas as horas do dia,” eu respondo, observando seus lábios contrair em divertimento, e esse mesmo divertimento brilha em seus olhos. “O que o médico disse?” eu pergunto depois de um momento curtindo a expressão dele. “Está tudo bem, a ferida está curada. Os pontos estão fora.” “Bom.” Eu alcanço e toco seu musculoso e tatuado braço logo abaixo da manga da sua camisa preta. Os olhos dele caem na minha mão descansando nele então levantam para encontrar os meus cheios com algo que me faz sentir fora de equilíbrio. Afastando minha mão, eu dou um passo para trás. “Estou contente que você está indo okay,” Eu digo, e ele levanta seu queixo mais uma vez. “O que você está fazendo aqui?” ele pergunta depois de uma estranha pausa. Eu sorrio. “Eu acabei de ter uma entrevista para uma vaga de enfermeira1.” “Você conseguiu o emprego?” “Eu consegui.” Eu sorrio contente. Eu queria me mudar para casa por um tempo agora, mas sabia que não poderia até me graduar, passar no 1

No original RN position – onde RN é a sigla para registered nurse, ou seja, vaga de enfermeira certificada.


teste do estado, e conseguir um emprego na cidade. Eu amo meus pais, mas não tem uma maneira que eu me apoiaria neles ou mudaria para a casa deles depois de ser livre para fazer minhas próprias coisas por tanto tempo. “Sente vontade de comemorar?” ele pergunta, me pegando desprevenida, e me estomago dá um giro pela ideia de comemorar de qualquer jeito com ele. “Sim,” Eu concordo sem pensar na minha resposta, e ele começa liga sua moto, o alto ronco fazendo todo o meu corpo vibrar. “Pule.” “Pule?” Eu repito enquanto ele me entrega o capacete. “Yeah, pule.” Ele aponta o banco atrás dele e meus olhos vão para lá brevemente. “Talvez eu não deva.” Eu balanço minha cabeça, tentando entregar o capacete de volta para ele, mas ele não pega. Ao invés disso, ele cruza seus braços na frente de seu amplo peito, fazendo seus já grandes braços parecerem ainda mais intimidantes. “Você está assustada?” “Não,” Eu minto. Eu estou assustada; eu sempre estou assustada em arriscar. Cada decisão na minha vida é planejada. Eu não corro riscos. Eu não pulo na frente da bala ou faço coisas por um capricho. Minha irmã gêmea, Willow, faz isso, mas não eu. Eu sou cuidadosa com cada única decisão que eu tomo. Talvez até muito cuidadosa. “Então qual é o problema?” “Estou com meu carro.” Eu aponto através das vagas em direção ao meu Audi A6 vermelho. “É meu bebe. EU não posso deixar ele aqui.” “Tudo bem, então me siga,” ele sugere. Merda. “Eu…” Eu olho dele para o meu carro então de volta. “Eu não posso,” Eu sussurro com arrependimento. Sim, eu quero sair com ele. Sim, eu quero ser o tipo de garota que faz coisas loucas como subir em uma moto com um cara que ela mal conhece para comemorar seu novo trabalho. E talvez essa comemoração aconteça com algumas doses de álcool barato e alguns —esperançosamente—orgasmos muito bons. Eu quero ser essa garota, mas isso não é quem eu sou. “Sinto muito. Eu não posso.” Eu entrego seu capacete de volta, e ele pega dessa vez enquanto me estuda


atentamente. “Foi bom ver você, Harlen. Estou contente que você está melhor.” Eu volto um passo. “Vejo você por ai.” Eu viro nos meus saltos e atravesso o estacionamento. Entrando no meu carro, eu atiro minha bolsa no banco perto de mim e ligo o motor. Eu olho pelo para-brisa, esperando que Harlen já tenha ido. Ele não foi. Ele ainda está montando sua moto, mas agora seu tronco está virado e seus olhos estão travados em mim com suas sobrancelhas franzidas. Arrastando um fôlego, eu lembro a mim mesma mais uma vez que é para o melhor que eu não sai com ele. Eu clico meu cinto no lugar, coloco meu carro em movimento, e saio sem olhar em direção dele novamente, apesar de eu realmente querer. Chegando em casa em Nashville uma hora mais tarde, eu paro e estaciono fora do meu prédio então saio, carregando minha bolsa comigo em direção ao meu apartamento que é no primeiro andar. Eu vivo em um complexo de habitação mais antigo na cidade. É uma boa área que é segura, com a maioria de residentes antigos como meus vizinhos. Eu chamo esse lugar de casa por alguns anos, desde que minha irmã gêmea, Willow, e eu decidimos que era hora de separamos nossos caminhos e viver sozinhas. Nós precisávamos ter alguma distancia entre nós duas para construir nossas próprias vidas. Não me entenda errado; eu amo minha irmã. Ela é minha melhor amiga. Mas eu sou minha própria pessoa, e às vezes as pessoas, incluindo minha família, esquecem isso. É quase como se eles pensassem que porque nós somos semelhantes e dividimos o mesmo aniversário, nós somos a mesma em todas as outras formas. Que pode ser o caso para alguns gêmeos, só não para mim e Willow. Ela sempre foi livre e selvagem, enquanto que eu sempre fui mais conservadora e cautelosa. Ouvindo Dizzy, meu resgatado Maltes de cinco anos, latindo pelo outro lado da porta, sentindo que estou em casa, eu coloco minhas chaves na fechadura e abro a porta uma polegada assim ele não tem a chance de escapar. Algo que ele irá fazer se eu não for cuidadosa. Dobrando os joelhos, pego ele contra meu peito e dou dois passos para dentro, onde eu largo minha bolsa no chão e pego a coleira dele pendurada na parede. “Hey, Dizzy boy2.” Eu beijo o topo da sua fofa cabeça branca e esfrego entre as orelhas. “Você sentiu minha falta?” Eu pergunto, beijando ele de 2

Optei por deixar no original já que ela usa o nome dele+garoto de forma carinhosa.


novo, e ele lambe meu queixo. Eu rio enquanto coloco a coleira dele pelo pescoço então o coloco no chão e deixo ele liderar o caminho de volta para fora. Não surpreendentemente, ele nos leva abaixo do bloco, direto para seu parque favorito. Observando ele cheirar as árvores e a grama, eu silenciosamente prometo para mim e ele que nosso próximo lugar terá um cercado no quintal, onde ele possa correr livre qualquer hora que quiser. Com esse pensamento, eu puxo meu celular fora do bolso da minha calça e mando uma mensagem para a melhor amiga da minha prima Ashlyn, Michelle, para deixá-la saber que eu estou pronta para começar a procurar uma casa já que ela é uma corretora de imóveis. Então disco o número da minha mãe. “Querida, espere um segundo,” minha mãe responde, soando sem fôlego, e eu a ouço dizer para meu pai parar de fazer qualquer coisa que ele está fazendo. Rolando meus olhos, eu espero ela retornar ao telefone. Meus pais podem ser velhos, mas eles são realmente ainda grosseiramente apaixonados um pelo outro. “Okay, Eu voltei. Como foi a entrevista?” “Eu acho que foi bem... já que eu consegui o emprego,” eu conto para ela. Eu então seguro o telefone longe das minhas orelhas quando ela grita, e então ouço meu pai no fundo perguntando o que está acontecendo antes de ouvir ela retransmitir minhas novidades. “Seu pai quer falar,” ela diz, e eu posso dizer pelo tom dela que ela está sorrindo. “Parabéns, querida. Eu estou orgulhoso de você,” Pai diz, e meu coração se aquece. “Obrigada, Pai.” “Amo você. Venha ver seu velho logo.” “Eu irei, e eu amo você também,” eu murmuro então ouço o telefone sendo empurrado. “Eu sabia que você conseguiria!” Mãe grita, de volta na linha. “Mãe,” eu rio, seguindo Dizzy enquanto ele se dirige mais para dentro do parque com seu nariz no chão. “Para. Eu estou empolgada. Você está finalmente mudando para casa. Você vai ficar com a gente enquanto procura uma casa? Por favor diga


sim, por favor?” Ela faz pergunta após pergunta sem parar um segundo para respirar, me fazendo rir novamente. “Eu acho que irei ficar aqui até eu encontrar um lugar na cidade.” “Você pode ter seu antigo quarto de volta.” “Eu amo você e o pai, mão, mas sem chance. Qualquer hora que estou em casa, o pai volta no tempo e eu de repente tenho dezesseis novamente, tendo um toque de recolher e pedindo permissão para sair com os amigos.” “Eu posso falar com ele,” ela insiste, me fazendo sorrir. A mãe tem falado com meu pai sobre dar a nós garotas espaço para se tornar mulher desde que completamos treze, e nunca funcionou. “Eu prefiro não me mudar mais que uma vez,” eu digo suavemente assim eu não firo os sentimentos dela. “Além disso, antes que você note, eu estarei tanto ao redor que você ficará enjoada de mim.” “Eu nunca ficarei enjoada de você.” Ela xinga, e eu sei que ela está irritada que ela não conseguiu do jeito dela. “Quando você começa seu trabalho?” “Provavelmente em três semanas mais ou menos. Eu preciso dar ao Dr. Brandsaw algumas semanas de aviso para ter certeza que ele seja capaz de encontrar um substituto.” Eu trabalho como enfermeira assistente em uma pequena clínica aqui em Nashville, e eu estou lá desde começar a escola. Dr. Brandsaw tem sido ótimo sobre trabalhar em torno da minha agenda de aulas e me dando qualquer tempo que eu precise fora. Eu só não sei como ele vai se sentir quando eu contar para ele que eu não vou mais trabalhar com ele muito mais, agora que eu estou formada. Meu objetivo de longo prazo é trabalhar como enfermeira no PS, e infelizmente, eu não serei capaz de fazer isso se eu continuar com ele, o que significa que é hora de seguir para o próximo capítulo da minha vida. “Então eu tenho que esperar o mês inteiro, se não mais tempo, para você se mudar para casa,” ela diz, soando desapontada. “O tempo vai passar voando, e nesse meio tempo, você pode me ajudar a encontrar uma casa. Eu só mandei uma mensagem para Michelle deixando ela saber que eu estou pronto para começar a procurar. Eu quero encontrar algum lugar com um quintal assim eu posso colocar uma porta de cachorro para o Dizzy. Desse jeito, se eu estou trabalhando, ele não tem que permanecer dentro.”


“Eu posso ajudar você com isso,” ela responde, soando empolgada mais uma vez. “eles estão construindo algumas novas casas geminadas na rua logo abaixo a nossa. Elas parecem agradáveis. Talvez nós possamos conferir elas na próxima semana.” “Isso parece bom,” Eu concordo, mesmo que eu não esteja tão certa sobre morar em uma casa geminada. Depois de passar anos em um complexo de apartamentos, seria bom não dividir uma parece com ninguém. Não tem nada mais irritante que ouvir as pessoas indo naquilo quando sua vida sexual é inexistente, ou pessoas brigando sem parar. “Que tipo de casas você está procurando?” Mãe questiona enquanto Dizzy finalmente encontra o local perfeito para cuidar dos seus negócios. “Eu não tenho um grande orçamento, mas eu quero alguma coisa com pelo menos dois quartos, assim se eu tiver companhia, eles têm um lugar para dormir. E um quintal para Dizzy.” “Tenho certeza que iremos encontrar o lugar perfeito, e se você precisar seu pai e eu emprestamos algum dinheiro, n—” “Não. Mãe,” Eu corto ela antes que ela termine a frase. Meus pais pagaram minha educação escolar. Eu nunca tive que me preocupar com isso, o que foi um alívio, mas eu não quero viver embaixo deles para sempre. Eu quero fazer meu próprio caminho no mundo. Isso é algo que é realmente importante para mim. “Você é exatamente como seu pai, tão malditamente cabeça dura,” ela resmunga, e eu sorrio, levando isso como um elogio. “Então o que você vai fazer o resto do dia?” “Agora, eu estou levando Dizzy para caminhar, e eu devo ver se Willow quer sair para jantar hoje à noite, e talvez assistir um filme.” “Vocês garotas divirtam-se, e eu espero ver você esse final de semana. Eu amo você.” “Amo você também.” Eu desligo depois dela e disco para minha irmã. “Hey,” ela responde, parecendo meio sonolenta. “Você está dormindo?” Eu pergunto, imaginando como isso é possível quando ela supostamente estaria no trabalho. “Yeah, Estou doente. Eu acho que estou com gripe.” “Você precisa de mim para lhe trazer qualquer coisa?” “Eu só quero dormir,” ela murmura, e eu rio. “Eu vou te levar alguma sopa em algumas horas.”


“Você não precisa fazer isso,” ela murmura então continua. “Mas se você insiste, você pode conseguir a sopa picante e azeda3 do Pot Stickers4?” “Claro.” Eu sorrio. “Descanse um pouco. Eu estarei ai mais tarde.” “Okay.” Ela tosse enquanto desliga. Eu coloco meu telefone de volta no meu bolso então sigo Dizzy em torno do parque por mais meia hora antes de conduzir ele para casa. Uma vez que estamos de volta dentro, eu vou para quarto e tiro meus saltos, troco minhas calças por um par de calças de yoga, e minha blusa por uma regata. Pegando um suéter, eu coloco e então prendo meu cabelo em um rabo de cavalo. Eu chamo Alexa5 enquanto me dirijo através da sala com meus pés descalços e espero por ela ligar. Eu peço para ela misturar músicas do Ed Sheeran então eu tenho alguma coisa para ouvir enquanto eu limpo a cozinha e aspiro. Eu odeio limpar, então eu tento ficar sobre isso, mas entre o trabalho e a escola na maioria dos dias, eu não estou à altura disso. Essa é uma coisa que sinto falta de viver com Willow; eu nunca realmente precisei cozinhar ou limpar. Ela sempre foi obsessiva sobre manter as coisas arrumadas, o que significava que tudo estava sempre feito antes de eu ter uma chance de contribuir, e o jantar sempre estava pronto quando eu queria comer. Depois de aspirar e colocar no lugar as coisas que tinha acumulado em cada superfície ao longo da última semana, eu fui em busca do meu telefone então eu podia ligar e pedir comida chinesa. Vendo um texto da Michelle na tela me dizendo que ela iria começar a procurar assim que ela tivesse meu orçamento, eu respondi lhe dizendo meu limite de gastos, e então eu cavo pela minha gaveta pelo cardápio do Pot Stickers. Eu encontro no fundo da gaveta embaixo de todas as coisas que tenho empurrado ali desde que me mudei. Uma vez que liguei e fiz meu pedido, eu desligo e olho para Dizzy, que se fez confortável no topo de uma fúria de cobertores que tenho deitados no final do sofá. Colocando as mãos nos quadris, eu o estudo, e ele ergue hot sour soup é uma sopa da culinária asiática encontrada facilmente nos restaurantes chineses. Tem várias versões mais praticamente todas levam vinagre e pimenta, que deixam o prato azeda e picante 4 Restaurante 5 assistente virtual inteligente da Amazon 3


a cabeça então a vira para o lado. “Você quer ir ver a tia Willow?” eu pergunto, e ele pula fora do sofá, corre para mim, e começa a girar em círculos aos meus pés, provando mais uma vez que eu dei para ele o nome perfeito6. “Certo, vamos.” Eu vou para o corredor, pego a coleira dele, a coloco no seu pescoço, então pego minhas chaves e bolsas. Assim que eu abro a porta de trás do carro, ele salta então pula no seu assento de cachorro, sabendo o que precisa fazer. Fechando a porta, vou para trás do volante. Após eu pegar a comida no restaurante, me dirijo para Willow. Ela vive em uma pequena casa de dois quartos em uma rua arborizada fora da cidade. Ela comprou sua casa quando separamos nossos caminhos. Ela não queria alugar novamente, e eu totalmente entendi isso. Se eu não tivesse na escola e soubesse que não queria me mudar para perto dos meus pais quando me formasse, eu teria comprador também ao invés de alugar. Estacionando na sua garagem, eu saio, levando nossa comida comigo, e então abrindo a porta para Dizzy, que pula em uma pressa de sair e explorar. Eu apanho sua coleira antes que ele possa ir longe então o levo para a porta da frente. Usando minha chave para entrar na casa, sem me preocupara em entrar e encontrar um homem aleatório nu lá dentro. Willow, assim como eu, não tem um cara na sua vida por um tempo agora. No departamento do amor, nós não temos tido muita sorte. Eu não sei por que Willow não quer se estabelecer, mas eu sei que eu sou muito exigente quando se trata de homens com quem eu quero passar meu tempo. Eu também sei que eu provavelmente deveria baixar meus padrões. Eu só não vou. Eu quero um homem que seja igual o meu pai, um homem que é forte, que sabe quem ele é e está ok com ele mesmo. Eu também quero um homem que me queira além da razão. Meu pai valoriza o chão que minha mãe anda, e eu quero isso. Eu me recuso a aceitar menos. Consequentemente o motivo de ainda ser solteira. Homens hoje em dia (ao menos os homens que conheci) são devagar com seus sentimentos. Em um minuto, eles não podem ter o suficiente de você, e no próximo, eles estão reclamando que você está sufocando eles. Pessoalmente, eu prefiro estar sozinha do que aguentar esse tipo de porcaria emocional desnecessária. 6

Dizzy=tonto


Saindo da minha cabeça, eu fecho a porta e tiro a coleira de Dizzy. Após colocar a bolsa de papel com nossa comida no balcão da cozinha, eu cruzo a sala de estar até o quarto de Willow no final da casa. A porta já está aberta quando eu chego lá, e eu encontro Dizzy em pé na cama, tentando cavar seu caminho embaixo das cobertas para chegar na minha irmã. “Dizzy cara, sério, seu bafo fede,” Willow murmura, empurrando a cabeça pra fora, sentando, e colocando Dizzy em seu colo enquanto acaricia ele. “Você precisa conseguir pra ele algumas pastilhas de menta pra cachorro,” ela me diz e eu rolo meus olhos pra ela. “Você trouxe minha sopa?” “Eu trouxe. Você quer comer aqui, ou você tem vontade de sair da cama?” “Eu provavelmente deveria levantar. Eu fiquei na cama o dia todo. Essa gripe está me derrubando.” Ela joga o cobertor e percorre a beira da cama com Dizzy ainda em seus braços. “Você provavelmente deveria ficar longe de mim assim eu não te deixo doente.” “Eu nunca fico doente,” Eu a lembro. Eu posso contar em minhas duas mãos o número de vezes que fiquei doente na minha vida. Era uma maldição quando você ainda é criança, porque nunca tive uma razão para perder aula e sempre tive ciúmes quando ela e o resto dos meus irmãos ficavam na cama o dia todo com a mãe olhando por eles. “Certo, eu esqueci que você acumulou toda a coisa de bom sistema imune,” ela responde, deixando Dizzy ir e levantando. “Tanto faz,” eu rio, observando ela se mover lentamente em direção ao banheiro. “Espera.” Ela se vira e olha para mim. “Você não tinha a entrevista hoje?” “Eu tinha.” “E?” Ela levanta uma sobrancelha. “Eu consegui o trabalho.” Eu sorrio largamente, observando o sorriso dela. “Eu sabia que você conseguiria. Então quando você começa?” “Em algumas semanas. Eu preciso dar ao Dr. Brandsaw tempo de encontrar um substituto.” “Ele sabia que você estava olhando outro lugar?”


“Ele sabe que meu objetivo de longo prazo é trabalhar no PS, mas não, eu não disse para ele que eu iria procurar um trabalho no hospital uma vez que passei nos exames para minha licença.” “Você e suas metas,” ela murmura, voltando a se dirigir ao banheiro. “Eu estou feliz por você!” ela grita através da porta parcialmente fechada. “Quão feliz a mãe e o pai ficaram quando você contou pra eles?” ela pergunta depois de eu ouvir a descarga e os canos. “Felizes. Mãe tentou me convencer a mudar com eles,” eu digo, andando através do quarto e inclinando meu ombro contra o batente da porta, observando enquanto ela lava as mãos e o rosto. Encontrando meu olhar no espelho, seus olhos abrem em horror. “Você vai fazer isso?” “Eu pareço mentalmente instável para você?” Eu retorno. Ela sorri e responde, “Certo?” Eu sacudo minha cabeça. “De qualquer forma, agora eu preciso encontrar uma casa então eu não estou dirigindo duas horas por dias.” “Eu amo compras de casa. Eu te ajudo a procurar.” “Obrigada, eu irei precisar disso.” Eu sorrio enquanto ela agarra seu roupão e coloca por cima de sua camiseta e calças. “Você disse para a Michelle começar a procura?” “Sim, e ela disse que deveria ter algumas casas para eu passar nos próximos dias,” eu digo, seguindo atrás dela pela casa e entrando na cozinha. “Impressionante. Encaminhe o e-mail para mim quando você receber, e eu irei ajudar você a passar por elas e diminuir a lista.” “Eu irei aceitar essa oferta,” eu concordo, entregando para ela a sopa e a colher. “Obrigada.” Ela leva com ela para a sala de estar. Seguindo com meu Lo Mein7 e um garfo, coloco uma almofada atrás dela, chutando meus chinelos, e me acomodo com ela no sofá, puxando meus pés embaixo de mim. “O que você tem para assistir?” eu pergunto enquanto ela vira para a TV.

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Prato chinês feito de macarrão de trigo com vegetais e carne ou frutos do mar.


“Tem alguns episódios da nova temporada de 90 Day Fiancé8 gravado. Você quer assistir eles?” ela pergunta, passando pela sua lista gravada no seu DVR9. “Duh.” Eu sorrio, dando uma mordida no meu macarrão enquanto ela pressiona start no primeiro episódio. “Eu amo esse programa,” ela diz na metade do episódio, e eu sacudo minha cabeça. “Eu só me sinto mal pela maioria deles,” eu admito, assistindo um pobre coitado adulando uma mulher que obviamente não está nem um pouco interessada nele. “O amor te deixa cega,” ela murmura, e eu aceno concordando. Ela está certa. O Amor te deixa cego, e as vezes estúpido. “Ao menos eles são corajosos o bastante para tentar.” “Verdade,” eu concordo suavemente, imaginando se eu seria alguma vez corajosa o bastante para ir atrás do amor da forma que eles vão. Eu duvido que alguma vez irei. “Eu vi Harlen hoje,” eu solto, e ela pressiona a pausa no programa então se vira para me olhar. “Você viu?” “Quando eu estava saindo do hospital depois da minha entrevista, eu o vi no estacionamento.” “O que aconteceu? O que ele falou?” “Não muito. Ele perguntou o que eu estava fazendo, então eu disse para ele sobre conseguir o emprego. E depois ele me chamou para comemorar com ele.” “Comemorar?” ela mexe as sobrancelhas. “Você aceitou a oferta dele?” “Não.” Eu balanço minha cabeça. “Por que diabos não? Eu pensei que você disse que achava ele quente.” “Ele é quente. Eu só... Eu só não pude,” eu admito, e ela me estuda de perto então acena. “Nem todos os aspectos da sua vida precisam ser planejados, escritos e agendados. Você precisa viver um pouco e ter alguma diversão.” Série estilo documentário da TLC. O programa narra a história de amor de casais que encontraram seu par a milhares de distancia. O programa acompanha casais que conseguiram um visto K1 que dá direito a passar 90 dias nos EUA e se ao final desse período o casamento não for efetivado, o estrangeiro deve sair do país. No Brasil é exibido no Discovery Home & Health como "90 Dias Para Casar” 9 DVR é aqueles aparelhos de recepção de TV que também gravam os programas. 8


“Eu tenho objetivos, coisas que são importantes para mim,” eu me defendo. “Sim, e você sempre alcança seus objetivos, mas alguns eventos não se encaixam em uma de suas listas de coisas que você precisa fazer.” “Você está certa.” “Na próxima vez que ele chamar voc—” “Se tiver uma próxima vez,” eu a corto e a corrijo, não querendo aumentar minhas expectativas de que terá uma próxima vez. Foi por sorte que eu o vi hoje. “Certo, se tiver uma próxima vez,” ela rola seus olhos. “Seriamente, você quer realmente olhar para trás na sua vida em quinze ou vinte anos e pensar sobre as coisas que você perdeu porque estava com medo de dar uma chance?” “Não.” “Exatamente, você não quer. Então para que isso não aconteça, você precisa começar a viver um pouco,” ela repreende gentilmente, antes de pressionar o play na TV. Eu tomo um fôlego e pressiono meus lábios juntos. Eu não seu se eu serei hábil de fazer o que ela está me dizendo que eu deveria fazer, mas eu sei que ela está certa. Eu não quero olhar para trás na minha vida e ter arrependimentos.


Capítulo 1 Harmony

“ISSO É PERFFEITO,” EU DIGO enquanto eu giro em por lá, levando tudo para dento. A sala de estar é enorme com uma lareira branca, com estantes de livros brancas construídas na parede aos dois lados dela. A cozinha é aberta para a sala e tem armários quase brancos e granito pintado de creme com manchas de ouro e vinho nas superfícies. Isso equilibra o longo e árido armário rosa que separa a cozinha da sala de estar, com um butcher block10 em cima e três lustres de vidro claro pendurados em cima. Inclinando minha cabeça para trás, eu olho para o alto teto com vigas escuras correndo para cima, se encontrando no meio, onde tem um decorativo lustre de cristal. Baixando meus olhos para o chão, eu confiro a madeira escura em baixo dos meus pés que parecem correr através da casa inteira. “Você ainda não viu os quartos,” Michelle diz com arrependimento, e eu olho para ela. “Eles são pequenos. A maioria dos metros quadrados está aqui fora.” Ela balança sua mão ao redor englobando a sala que estamos paradas. “Eu não me importo. Eu amei,” eu digo honestamente para ela, olhando ao redor do cômodo novamente. Essa deve ser a centésima casa que eu olhei desde que comecei a procurar. Eu desisti de encontrar algum lugar quatro semanas atrás depois de começar meu trabalho no hospital na cidade. Michelle me assegurou que ela iria me encontrar uma casa, mas eu me destinei a uma longa hora de viagem de ida e volta ao trabalho todos os dias. Quando Michelle me ligou essa manhã e me disse que ela tinha um lugar que eu tinha que ver, eu concordei em encontrar ela antes do trabalho, mesmo que eu realmente não queria. Agora, estou feliz que vim.

Feito de madeira trabalhada, o butcher block é usado como topo de mesa ou balcões como alternativa às bancadas laminadas ou de pedra 10


Com pouco mais de centro e trinta metros quadrados11, era tudo o que eu estava procurando e mais. “Se você está certa sobre esse lugar, nós precisamos fazer uma oferta. A dona me fez um favor deixando você ver antes dela colocar oficialmente no Mercado. Eu sei que quando isso acontecer todo mundo e os pais dela irão lutar por isso.” “Eu irei pagar o preço total pedido, e não vou nem perguntar as taxas finais,” eu digo para ela, e ela sorri. “Me deixe pegar os documentos no carro. Enquanto estou fazendo isso, dê uma olhada nos quartos só para você ter certeza de que esta é a única.” “Claro,” eu concordo, observando ela virar seus saltos para sair. Eu ando até a porta deslizante na saída da sala de estar e olho para além do deck de madeira. O quintal não é muito grande, mas já tem uma cerca branca de um metro e meio12 de altura ao redor, assim Dizzy pode correr sempre que ele quiser. Tudo o que eu tenho que fazer é descobrir um jeito de colocar uma porta de cachorro para ele. Girando ao redor, eu caminho pela cozinha para os quartos. A primeira porta que abro é um pequeno banheiro com uma pia de pedestal, uma combinação de chuveiro e banheira e um vaso. Indo para a próxima porta, eu encontro um quarto. Não é um quarto grande, mas se eu colocar um sofá-cama eu posso fazer isso funcionar. O próximo cômodo é exatamente do mesmo tamanho, perfeito para um escritório. No final do corredor, eu abro a porta e entro. Luz clara está preenchendo o quarto através da janela de abertura dupla mostrando o local dos vizinhos. Este quarto é grande o bastante para a minha cama queen size, e tem um banheiro acoplado que foi atualizado com madeira cinza como pisos de cerâmica e azulejos de cor creme no chuveiro de vidro fechado. Olhando para as pias de pedestais uma ao lado da outra com belos espelhos ovais sobre elas, eu aceno em alegria e alívio. “Então qual o veredito?” Michelle solicita, e eu viro para encará-la. “Vendida.” Eu sorrio e então pergunto, “Onde eu assino?”

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No original 150 pés quadrados. No original 5 pés


Uma hora e uma ligação para a dona depois, minha oferta foi aceita. Graças a Deus. Ela também aceitou me deixar mudar e pagar aluguel até nós fecharmos, desde que a casa esta vazia agora, e ela está de todo modo na Flórida e —em suas palavras—“perdendo dinheiro a cada dia.” Com um sorriso no rosto, eu deixo Michelle trancar, e sigo para meu carro e entro. Olho através do para-brisa para a casa uma última vez depois eu coloco o cinto de segurança, empurrando minha chave na ignição. A casa é fofa com tapume azul e persianas pretas. A porta da frente é no meio da varanda, e tem espaço suficiente onde eu posso colocar vasos nos dois lados e encher eles com flores. A paisagem ao redor da casa deixa muito a desejar, mas eu posso consertar isso eu mesma nos meus dias de folga, talvez plantar algumas flores e mais algumas árvores. Eu pego meu telefone e tiro uma foto, enviando uma mensagem em grupo para minha mãe e minhas irmãs assim elas podem ver a casa. Minha irmã, Nalia, que se mudou para Denver, é a primeira a responder com um emoji de uma carinha sorrindo com corações nos olhos. A resposta de Willow chega depois com o mesmo emoji. Logo após isso, meu telefone toca. Apertando aceitar no telefone, eu saio da garage. “Você finalmente encontrou uma casa,” Mãe diz, soando aliviada. Eu sei que ela tem estado preocupada comigo dirigindo uma hora cada caminho do trabalho para casa todo dia, principalmente depois de trabalhar turnos duplos no hospital. Eu amo meu novo trabalho, mas trabalhar dobrar três vezes seguidas é cansativo, mesmo se eu ganho quarto dias de folga depois de trabalhar esses turnos. “Mãe, espere até você ver o lugar. É perfeito,” eu digo pra ela enquanto paro em uma luz vermelha. “A dona também concordou em me deixar mudar e pagar aluguel até fecharmos.” “Eu direi ao seu pai. Você diz aos seus primos. Eu tenho certeza que entre nós duas nós podemos reunir caras o suficiente para fazer sua mudança esse fim de semana,” ela assegura e eu rio. “Eu não tenho nada realmente embalado, mãe. Vai me levar alguns dias para ter tudo resolvido.” “Oh, shiiii. Eu vou arrastar todo mundo que eu puder comigo amanhã e nós iremos ter tudo embalado em pouco tempo.”


“Se você acha que pode conseguir eles todos juntos, eu não vou parar você,” eu concordo, fazendo uma nota mental de pelo menos embalar meu banheiro e as mesas ao lado da minha cama no meu quarto assim minha mãe e tias não passam acidentalmente por nenhum dos meus brinquedos. Isso seria humilhante. “Eu irei ligar para elas quando desligarmos o telefone. Quando são seus próximos dias de folga?” “Depois de amanhã, que é Terça, então quarta, quinta e sexta.” “Perfeito, nós faremos o quanto pudermos enquanto você está no trabalho amanhã, então nós terminamos nos seus dias de folga e você terá mudado no fim de semana,” ela diz, e eu sorrio, entrando no estacionamento do hospital. “Obrigada, Mãe.” “Não me agradeça. Você sabe que estou feliz em ajudar,” ela diz enquanto desligo o motor. “Eu tenho que trabalhar. Eu irei mandar uma mensagem para as garotas e deixar elas saber o que está acontecendo.” “Me deixe saber o que suas primas dizem.” “Eu irei. Amo você.” “Amo você também,” ela desliga. Saindo do meu carro, eu pego minha bolsa junto com meu lanche e vou para dentro. Eu passo o elevador e ao invés disso pego as escadas. Meu amor por comer fora e todas as coisas com carboidratos significam que eu preciso malhar quando e de qualquer modo que posso; de outro modo, minha bunda terá o dobro do tamanho. Eu gosto da minha bunda, mas eu não preciso de mais dela para amar. Alcançando o metal na porta do segundo andar, eu empurro aberta e me dirijo pelo corredor, me aproximando da enfermaria onde Latoya e Maya, duas das enfermeiras, estão em uma profunda conversa. Caminhando por elas, eu vejo Fiona que trabalha a noite. Ela é a enfermeira chefe no andar —uma mulher mais velha com uma imagem cheia e olhos carinhosos— parando na frente de seu carrinho de medicamentos próximo do quarto de um paciente. “Hey, Harmony,” ela me cumprimenta com um sorriso caloroso. “É eu e você hoje.” Ela aponta para as coisas nas minhas mãos. “Depois de você deixar suas bolsas e bater o ponto, me encontre aqui de volta.”


“Eu estarei de volta”, eu concordo, passando ela. Indo para a sala de descanso, eu coloco meu lanche na geladeira e minhas coisas no meu armário antes de bater o ponto. Eu prendo meu crachá na blusa do uniforme então vou encontrar Fiona, cujo carrinho agora está agora adiante no corredor na frente de outro quarto. Batendo na porta aberta, eu espero por ela me dizer para entrar. O quarto está quieto quando eu entro, e eu encontro Fiona próximo da cama com um homem não muito mais velho que eu. Ele está sentado em cima da cama com sua perna, que está em um gesso, levemente elevada. “Harmony, este é o Sr. Russell,” Fiona nos apresenta, e eu sorrio para ele quando seus olhos vêm para mim. “Ele esteve em um acidente de carro dois dias atrás e fez cirurgia esta manhã na sua perna. Ele está aqui até amanhã de manhã e será seu primeiro paciente oficial.” As palavras dele tem o Sr. Russell olhando para ela com os olhos abertos. “Não se preocupe. Harmony irá cuidar muito bem de você.” Ela sorri tranquilizadoramente para ele, e eu coloco a mesma expressão no meu rosto. Eu não tive nenhum paciente por conta própria desde que comecei a trabalhar aqui. Eu sabia que isso iria acontecer eventualmente; eu só não sabia que seria hoje. “Assim que acabarmos a reunião de enfermeiras, ela irá voltar e te dar seus medicamentos e ajudar você no banheiro,” ela diz para ele. “Claro,” ele concorda, me estudando de perto, então eu mantenho um sorriso no rosto. Eu não preciso dele surtando e pensando que sou incapaz de cuidar dele, ou Fiona pensando que não estou pronta. “Se você precisar de qualquer coisa antes disso, só pressione seu alarme.” Ela aponta para o botão ao lado da cama e ele acena. “Verei você em breve,” eu digo para ele, antes de seguir ela para fora da sala. “Você está pronta para estar por conta própria?" Ela me pergunta enquanto nós andamos no corredor, e eu deixo escapar uma pequena risada. Eu não tenho certeza se iria importar se eu estou pronta ou não, uma vez que ela já me disse que tenho pelo menos um paciente. “Estou pronta,” eu asseguro-lhe, apertando a parte superior do braço dela.


“Eu sabia que estava.” Ela sorri suavemente. “Hoje e a noite deve ser calma. Nós só temos cinco pacientes nesse andar, e a partir de agora, só tem uma única nova admissão chegando essa tarde.” “Eu estou empolgada,” eu digo para ela. “Bom, vamos ter nossa reunião feita assim as garotas podem dar o fora daqui,” ela diz, então eu a sigo para a enfermaria, onde nós temos uma atualização da Latoya e Maya de todos os pacientes do andar e dos médicos que estão de plantão durante todo o dia. Uma vez que terminamos a reunião, eu vou para a contagem de remédios e aceno para Maya, de quem estou assumindo, e volto para o quarto do Sr. Russell com meu carrinho. Eu preencho o pedido para seus comprimidos de dor e entro em seu quarto. A TV está ligada agora, mas ele não está assistindo; ele está olhando para seu telefone. “Oi, eu tenho seus remédios para dor,” eu digo para ele, e seus olhos vêm para mim. “O lanche deve estar chegando logo também.” Eu vou até a cama dele. “Comida de Hospital.” Ele faz uma careta, e eu sorrio, observando ele largar seu telefone perto do seu quadril na cama. “Não é tão ruim.” “Se você não tem paladar, não é ruim, Infelizmente, o meu ainda está funcionando.” Rindo, eu entrego para ele os comprimidos então pego o copo rosa padrão do hospital e o entrego também. “Amanhã, quando você estiver fora daqui, você pode sair para jantar e ter qualquer coisa que você quiser,” eu murmuro, observando ele derrubar o pequeno copo de plástico de volta e engolir os comprimidos antes de tomar um gole de água. Me entregando o copo de volta, seus olhos se movem para o meu crachá na minha camisa. “Então, Harmony Mayson, você está oferecendo me levar para sair?” ele pergunta e eu me sinto desconfortável. Ele não é um cara feio. Ele é fofo naquele jeito saudável de cara que mora ao lado13, com cabelo loiro sujo que é cortado curto e partido pro lado, e olhos azuis que se

No original “boy next door” – a expressão é usada para definir um menino doce e bonito, q as meninas estão orgulhosas de levar pra conhecer os pais por causa de seu charme, atitude e sinceridade. Muito usado no mesmo sentido da expressão “esse é para casar”. Também vale no contrário, no caso, ‘girl next door’. 13


destacam contra a pele bronzeada. Muito ruim para ele, que minha mente está de repente se tornando obsecada com selvagem e indomável. Rindo estranhamente, eu sacudo minha cabeça. “Desculpa, não, mas eu irei te ajudar ao banheiro,” eu digo, e ele encolhe os ombros. “Eu acho que eu vou pegar o que eu puder conseguir.” Com um sorriso, eu o ajudo sair da cama e em sua cadeira de rodas então levo ele ao banheiro. Depois que ele termina, eu levo ele de volta para a cama e deixo-o para dormir um pouco. O resto da noite passa rapidamente entre admitir nosso novo paciente, correndo medicamentos, e preenchendo documentos. Quando eu finalmente saio, eu estou exausta e grata que eu só tenho mais alguns dias tendo que dirigir uma hora para voltar para casa. *** Rodeada de caixas, parada na minha nova sala de estar, eu sopro uma mexa de cabelo do meu rosto e continuo a guardar meus livros e bugigangas nas prateleiras brancas dos dois lados da lareira. A casa está ficando rapidamente arrumada graças a minha família. Minha mãe não estava brincando quando ela disse que teria minhas coisas empacotadas e movidas fora do meu apartamento até final de semana. Na verdade, ela fez tudo em dois dias. Quando eu cheguei em casa do trabalho antes de ontem, Segunda, eu descobri que ela, minhas tias, minha irmã e minhas primas tinham empacotado meu apartamento de ponta a ponta. Elas inclusive limparam minha geladeira e freezer, o banheiro, e em volta de todas as caixas e móveis, assim eu não teria. Ontem, meu primeiro dia de folga, meu pai, irmãos e tios colocaram minhas coisas em um caminhão de mudança e estacionaram na frente da minha nova casa. Noite passada, eu fiquei com minha mãe e pai na cidade, e hoje tem sido um furacão de família vindo para ajudar a esvaziar o caminhão, configurar meus móveis, e armazenar as coisas. Cerca de duas horas atrás, meus pais saíram para devolver o caminhão e foram comer, e todo mundo além de June e July saíram não muito depois, com planos de voltar amanhã para ajudar a terminar de montar todos os móveis que eles desmontaram. Eu pego e desembrulho mais um dos meus globos de neve da caixa que estou desempacotando e sacudo antes de colocar ele na estante,


observando a poeira branca se assentar no horizonte de Nova York. Meu pai me deu o globo de neve quando ele me levou para Nova York no meu aniversário de dezoito anos, e esse é um dos muitos. Eu nem sempre colecionei globos. Minha coleção começou quando eu tinha quatorze e era suposto ter ido com meus avós para as Bahamas. Ao invés disso, eu tive que remover minhas amígdalas, então minha vó trouxe a praia para casa em uma bola de vidro cheia com areia e conchas. Desde aquele um, eu coleciono dezenas de todos os lugares. Desempacotando mais um, este uma bola clara com a foto da minha família dentro, eu balanço também antes de colocar ele no lugar. Então eu olho em direção a porta da frente quando eu ouço um rugido de canos se aproximando da casa. “Eu acho que Evan e Wes estão de volta para levar vocês garotas,” eu digo alto o bastante para ser ouvida acima da música tocando, e July e June, que estão as duas na minha cozinha desempacotando caixas, olham para mim e então para a porta da frente. “Já se passou três horas?” June questiona, e eu olho para o relógio. Já é depois das sete da noite, então está mais para ter passado quatro horas desde que os rapazes sairam. “Parece.” Eu cubro meu estômago com a mão quando ele ronca, lembrando que tudo o que eu tive hoje foi café e donuts. “Eu volto quando eu sair do trabalho amanhã para te ajudar a terminar,” July diz, colocando uma pilha de pratos em um dos guarda louças antes de me encontrar no meio do caminho da sala de estar para me dar um abraço. “Você não precisa vir. Eu acho que eu posso lidar com o resto disso.” “Eu estarei aqui quando sair do trabalho.” Ela repete com um sorriso enquanto eu pego Dizzy e acompanho ela em direção a porta da frente. “Eu estarei aqui depois da escola,” June diz pra mim, me dando um abraço enquanto July caminha pra fora. “Eu realmente posso lidar com o resto. Você deveria estar em casa com seus pés para cima.” Eu digo suavemente, olhando para seu estomago e a pequena barriga que ela tem lá. Eu não poderia estar mais feliz por ela e Evan mesmo se tentasse. “Nem mesmo comece. Você parece como o Evan.” Ela rola seus olhos, me fazendo rir enquanto nós duas saímos para a varanda. “Vejo você


amanhã.” Ela acena sobre seus ombros, descendo os degraus em direção a Evan quem ela cumprimenta com um beijo. Parando na varanda, eu aceno para Wes e July enquanto eles vão embora na moto de Wes. Então eu vejo June entrar no SUV de Evan com a ajuda dele. Levantando minha mão, eu aceno então espero até eles estarem na estrada antes de ir para dentro e fechar a porta. Deixando um suspiro, eu olho em volta e aceno. Mesmo que a gente teve muito feito hoje, ainda tem muito a fazer. “É só você e eu,” eu digo a Dizzy, colocando ele no chão, e ele sai sem olhar para mim, provavelmente indo explorar sua nova casa como ele tem feito desde que eu liberei ele de sua Kennel14 mais cedo. Ouvindo meu estomago roncar de novo, eu caminho para o quarto e troco minha regata por uma camiseta e meus chinelos por tênis. Uma vez que reamarro meu cabelo para cima em um rabo de cavalo, eu pego minhas chaves e bolsa então caminho para fora. Nos meus cinco minutos dirigindo para a cidade, eu tento decidir entre pizza e comida chinesa. O lugar da pizza está mais perto, então eu estaciono e saio, levando minha bolsa comigo. Como tem sido desde que eu era criança, Marco está lotado. Pessoas estão jogando sinuca em torno das duas mesas de sinuca no final do restaurante. Crianças estão lutando nos vídeo games alinhados na parede, e famílias estão reunidas em torno de todas as mesas do lugar. Indo para o balcão, eu faço meu pedido para uma média Hungry Man Pizza, que consiste em cada tipo de carne conhecida pelo homem, junto com todas as coberturas que você poderia pedir em uma pizza. Eu também peço uma pequena pizza de sobremesa que é coberta de açúcar e canela, fatias frescas de maça, e molho de creme de caramelo. Uma vez que eu pago, eu agarro minha soda e levo meu ticket comigo para uma das mesas para esperar. Eu tiro meu telefone e mando uma rápida mensagem de obrigado para todos da minha família então rolo pelo Facebook para sair do tédio. “Harmony.” Ouvindo meu nome ressoando em uma profunda voz familiar, eu pulo no meu banco e meus olhos examinam subindo um par botas pretas parecendo pesadas, jeans que deve ter sido lavados tantas vezes que eles 14

Aquelas caixas de transporte de animais.


começaram a se livrar das costuras, e uma camisa azul desbotada que mostra cada único músculo do tronco dele debaixo de um colete preto de couro. “Babe, você está bem?” Harlen questiona, e eu inclino minha cabeça para trás e pico para ele, sacudindo minha cabeça. “Desculpa, sim,” Eu sorrio estranhamente. “Dia longo mudando e desembalando juntamente sem comer tem me feito gastar cada célula do meu cérebro que eu ainda tenho sobrando,” eu digo pra ele. Ele acena então puxa a cadeira perto da minha e senta. “Evan disse que você conseguiu um lugar na cidade e que ele e Wes estavam ajudando com a mudança hoje,” ele diz, esticando suas longas pernas na frente dele e cruzando seus tornozelos no meu lado de fora, efetivamente me bloqueando. “Eles foram envolvidos com todos os outros.” Eu tomo um gole da minha soda, estudando ele, mas tentando não parecer como se estivesse estudando ele. Seu cabelo e barba ficaram mais longos desde a última vez que eu vi ele, e eu não tenho certeza se ele parece mais quente ou mais assustador. Eu sei que a longa barba faz seus lábios parecerem ainda mais convidativos. “O que você está fazendo aqui?” ele pergunta, quebrando meus pensamentos sobre a boca dele e o que pode sentir ter ela na minha. “Comprando pizza então indo para casa para comer e desempacotar um pouco mais. Eu tenho que voltar para o trabalho no sábado, então eu estou tentando conseguir o máximo feito enquanto posso antes disso,” eu divago. “Eu vou ajudar,” ele afirma, e eu pisco para ele. “Perdão?” eu pergunto, certa que eu o ouvi errado, porque eu não posso imaginar ele fazendo nada melhor do que me ajudar a desempacotar. Encolhendo um grande ombro, ele aponta a cabeça para o lado. “Meu pedido é pra levar, Eu irei levar comigo para o seu lugar, nós comemos, e então eu irei ajudar você desempacotar.” “Isso é doce, mas—” “Retorno,” ele me corta antes de eu poder dizer que não é necessário. “Retorno?” eu indico.


“Você me ajudou, e isso sou eu retornando o favor. Eu não aceito não como resposta. Além disso, você parece abatida.” Ótimo. Eu pareço abatida. Bom saber. “Sério, você não precisa ajudar.” “Eu sei que não. Ainda estou indo.” Ele diz, e eu vejo a determinação nos seus olhos. “Tudo bem,” eu suspiro, percebendo que eu não serei capaz de recusar, e eu realmente não tenho certeza se eu quero. “Pedido dezessete e dezesseis estão prontos” é chamado, e eu olho meu recibo e vejo que um dos pedidos é meu. “É nós.” Ele pega o papel da minha mão e levanta do seu assento. “Agora o que?” eu sussurro pra mim mesma, observando ele caminhar em direção ao balcão. Sem resposta e em outra escolha, eu pego minha bolsa e solto o ar enquanto eu paro. “Pronta?” ele pergunta uma vez que retorna em minha direção com as três caixas de pizza que parecem minúsculas em suas grandes mãos. “Yep,” eu minto, e seus olhos vagam no meu rosto. “Vamos.” Ele empurra seu queixo em direção a porta para eu liderar o caminho e então ele me segue para fora, onde eu vejo a moto dele estacionada perto do meu carro. Como ele iria montar sua moto carregando uma pizza, não tenho ideia, e não tenho uma chance de perguntar para ele antes de ele depositar as pizzas no banco de trás do meu carro e abrir minha porta. “Eu sigo você,” ele murmura. “Certo.” Eu deslizo atrás do volante antes dele fechar minha porta e eu ligar o motor. Eu espero ele montar sua moto, e então eu ignoro o sentimento engraçado no meu peito quando os olhos dele encontram os meus e ele levanta seu queixo. Com um balanço de cabeça, eu inverto o caminho fora do estacionamento, voltando em direção de casa, observando Harlen no meu espelho retrovisor seguindo atrás. Eu tento me convencer no caminho para minha casa que nada disso é uma grande coisa, mas meu estomago esta girando com nervosas borboletas e meu coração começou a bater forte contra minha caixa torácica. Eu não me lembro de já estar atraída por qualquer outro do jeito que estou atraída por ele, e isso me deixa empolgada e completamente surtando. Puxando dentro da minha garagem, eu obervo ele estacionar sua Harley perto do meu carro,


gostando da aparência da moto dele na minha garagem. Eu ignoro esse sentimento também, ou pelo menos eu digo para mim mesma para ignorar isso, enquanto ele abre minha porta antes que eu possa, e estende sua mão para me ajudar sair. “Lugar legal,” ele diz, olhando por cima da minha cabeça para minha casa, e felicidade que ele gosta disso engolfa meu peito, o fazendo aquecer. “Obrigada,” eu murmuro. Sua cabeça de inclina em minha direção, e seus olhos ficam suaves de um modo que eu não pensaria ser possível vindo dele. Mas eu vejo isso, e eu quero ver isso de novo e de novo e de novo. Antes que eu possa fazer qualquer coisa—provavelmente alguma coisa estúpida, como me atirar nele—ele gora e abre a porta de trás, pegando as pizzas. “Lidere o caminho.” Sem uma palavra, eu viro nos meus pés cobertos pelos tênis eu caminho pelas escadas direto para dentro, onde eu inclino para pegar Dizzy antes que ele possa escapar. “Você precisa trancar quando você sai,” ele ressoa atrás de mim enquanto ele me segue dentro da casa, fechando a porta, e eu olho para ele por sobre o ombro. “Está claro lá fora,” eu digo pra ele. Suas sobrancelhas se juntam, fazendo-o parecer ameaçador, e eu seguro Dizzy um pouco mais perto do meu peito quando eu senti a energia assustadora dele encher a sala. “O sol estando fora não vai fazer parar algum doente filho da puta de invadir sua casa. Você sabe o que irá?” ele pergunta, não me dando uma chance de responder antes dele, se inclinando para perto. “Uma maldita porta trancada.” “Eu irei trancar,” eu sussurro, e ele acena então se inclina para trás. Yikes15. “Então.” Eu limpo minha garganta. “É isso.” Aparentemente ainda zangado sobre a porta não ter sido trancada, ele não olha ao redor. Ao invés disso, ele caminha em direção ao balcão na ilha da cozinha e larga as pizzas descuidadamente lá. “Eu tenho alguma cerveja,” eu digo pra ele, caminhando em torno da ilha para a geladeira e abrindo. “Bom, eu tenho Expressão usada para demonstrar choque ou grande surpresa. A palavra não tem uma tradução exata, seria como Wow, mas de uma forma mais drástica. 15


cerveja de maçã16.” Eu mordo meu lábio e viro para olhar para ele, e seus olhos vão para minha boca. “Isso vai servir,” ele fala, tirando seu colete e derrubando ele perto das pizzas no balcão. Colocando Dizzy no chão, eu pego duas garrafas da geladeira então me viro para encontrar Harlen em toda sua gigante glória segurando meu filhote gentilmente contra seu peito largo, acariciando o topo de sua cabeça peluda. Tirando uma foto mental dele e Dizzy, eu tiro as tampas das cervejas então pego dois pratos do guarda louças. Eu vou para o balcão no lado oposto dele e coloco os pratos então entrego a ele uma garrafa, que ele pega com uma mão, ainda mantendo Dizzy abraçado com a outra, Dizzy que não está ok com a falta de carinho, começa a tentar com tudo que pode lamber a parte de baixo do queixo de Harlen. Ignorando o modo que meu estomago está dançando, eu abro as caixas de pizza e descubro que nos dois pedimos o mesmo. “Duas ou três fatias?” eu pergunto pra ele. Quando ele não responde, eu olho para cima e encontro seus olhos na pizza mas a milhões de quilômetros longe. Eu quero perguntar para ele sobre o que ele está pensando tanto, mas não faço. Ao invés disso, eu deslizo duas fatias em cada prato então corro um pela ilha em direção dele. “Nós podemos comer na sala de estar. Eu ainda preciso encontrar algumas cadeiras para a ilha,” eu murmuro, pegando meu prato e cerveja, levando os dois comigo através da ilha para o sofá. Encontrando o controle remoto da TV, eu ligo para preencher o silêncio então me estabeleço no braço do sofá, observando ele pegar um assento. Dizzy, quem ele colocou para baixo, corre em círculos na nossa frente, querendo uma recompensa só por ser fofo—uma recompensa que ele não está ganhando. Eu não dou para ele comida humana, ou eu não dou mais, desde a última vez que eu levei ele para ver o veterinário e eles me informaram que ele estava com excesso de peso e, se eu não fosse cuidadosa, poderia ter diabetes. Eu nem sabia que cachorros poderia ter diabetes, mas aparentemente eles podem.

No original apple cider beer, que seria na verdade cidra de maça, mas que alguns chamam de cerveja de maça. Não tem a marca, mas me lembrou a Skols Beats (a vermelha, azul e verde) – que é frutada e não contem malte, então não são tecnicamente cervejas, embora sejam vendidas como cerveja. 16


“Sem pizza, Dizzy. Eu irei encontrar seus petiscos depois que a gente comer,” eu digo pra ele, e ele para de girar e senta em sua traseira para olhar para mim. “Dizzy17?” Olhando para Harlen, eu mordo meu lábio, e seus olhos vão para minha boca antes de deslizar para encontrar os meus. “Ele gira em círculos quando ele está empolgado. Ele faz isso desde que ele era um pequeno filhote. Isso costumava me deixar tonta observando ele,” eu explico, e ele olha de mim para o cachorro então de volta para mim e sorri amplamente. Okay, seu olhar suave era bom. Seu olhar assustador era... bom, assustador. Mas seu largo sorriso faz meu interior se curvar e alguma coisa dentro de mim apertar em uma forma realmente boa. Precisando fazer algo para tirar minha mente da forma como meu corpo estava sentindo, eu pergunto, “Como o trabalho tem sido?” Mastigando e engolindo um pedaço de pizza, ele descansa seu prato no topo de suas pernas antes de responder. “Tem sido bom, ocupado, o que significa que nós finalmente estamos fazendo um nome por nós mesmos na cidade. Não tem sido fácil.” “Não tem?” Ele toma um gole da sua cerveja, que eu posso dizer que ele não está realmente apreciando, então eu faço uma nota mental para estocar cerveja normal na geladeira. Não que eu saiba se ele vai voltar, apenas no caso. “A cidade é pequena. As pessoas tendem a se prender no que conhecem. Levou um tempo para as pessoas perceberem que não estamos nos negócios de foder as pessoas. Diferente de alguma das lojas mais estabelecidas na cidade.” “O que você quer dizer?” eu questiono antes de dar a última mordida na minha primeira fatia, deixando a borda. “Nós não fudemos ao redor consertando carros ou motos. Se você vem para nós com um problema, nos cuidamos do problema. Nós não fizemos um meio serviço de merda assim você tem que voltar em uma semana ou um mês por alguma coisa mais. Nós também não marcamos preços no trabalho ou peças para ganhar mais dinheiro.” 17

tonto


“Isso é bom.” “Não, isso é bom negócio,” ele diz, e eu aceno em concordância. “Eu estou feliz que as coisas estão favoráveis para vocês rapazes.” “Eu também,” ele concorda, e eu tomo um gole da minha cerveja então me viro em direção a TV para assistir que programa está passando, não vendo realmente enquanto eu como. “Você quer mais uma fatia?” ele pergunta, e eu viro para olhar para ele, vendo seus olhos no meu prato agora vazio. “Mais duas,” eu respondo, e ele sorri então levanta do sofá, pegando meu prato. Sorvendo minha cerveja, eu observo ele ir para a cozinha pegar para cada um de nós mais pizza, pensando que eu também gosto do sentimento de ter ele na minha casa e pensando se eu posso convencer ele a voltar depois de hoje. Então eu acho que é estúpido pensar isso, porque ele obviamente só está aqui porque ele é um cara legal. Okay, uma cara assustador, mais ainda um legal, que quer me pagar por olhar por ele. *** “Obrigada por ajudar,” eu digo pra ele quatro horas mais tarde, parando na minha porta da frente com Dizzy contra meu peito, observando Harlen deslizar em seu colete de couro. Depois de nós comermos pizza no meu sofá, nós desempacotamos, e então nós fizemos uma pausa para comer minha pizza de sobremesa enquanto permanecemos na minha cozinha, antes de desempacotar um pouco mais. Ele não falou muito, mas eu descobri que ele era fácil de conversar, fácil de ter ao redor, e divertido. Não divertido óbvio, mas ainda divertido de uma forma que me fez rir e fazer isso enquanto trabalhava. “Não foi uma grande coisa,” ele diz, se movendo para passar por mim parando logo fora da porta, perto o bastante para eu poder cheirar a sugestão de algo intrigante, mas não perto o bastante para estar no meu espaço. “Foi. Nós temos quase tudo feito,” eu digo pra ele, olhando para trás dentro da casa. A maioria das caixas que estavam empilhadas na sala de estar e cozinha se foram, esvaziadas e desmontadas no quarto vazio, prontas para levar para o despejo. E as coisas que sobraram estão empilhadas para levar para doação. Tudo o que eu tenho que fazer é


colocar no lugar minhas roupas e pendurar algumas das minhas artes e fotos. “Eu sinto como se eu devesse retribuir você agora,” eu adiciono sinceramente, encontrando seu olhar mais uma vez. “Amanhã, venha para o complexo,” ele diz, e minha cabeça inclina para o lado. “O complexo?” eu indico. Eu não estive lá. Minhas primas e até mesmo minha irmã esteve, mas não eu. Eu sei que é uma parte da loja de carros que ele trabalha e que alguns rapazes que foram recentemente desligados do exército vivem lá, mas isso é realmente tudo o que eu sei sobre isso. “Nós vamos curtir, jogar um pouco de sinuca, e beber um par de cervejas. Daí estaremos quites.” “eu não sei,” eu murmuro, deslizando meus olhos para longe, e então seus dedos quentes envolvem meu queixo. Meu corpo sacode pelo toque e meus olhos correm para os dele. “Seis.” “Eu—” Antes que eu posso dizer para ele não, seus dedos apertam, não machucando apenas o suficiente para me ter fechando minha boca. “Seis,” ele repete, então sua cabeça se abaixa, e meu fôlego falha enquanto meus olhos deslizam fechados. Eu não sei se eu esperava ele me beijar ou não, mas quando seus lábios roçaram na linha do cabelo na minha testa, desapontamento preencheu meu estomago. “Tranque,” ele ordena, e então os dois ele e seu toque se foram. Abrindo meus olhos, eu observo ele caminhar para sua moto e subir. Sabendo que eu não quero parecer uma adolescente com seu crush ou uma boba apaixonada, eu fecho a porta, tendo a certeza de trancar atrás de mim. Então, sem nada mais para fazer e realmente muito cansada para fazer qualquer coisa mais, eu vou para cama, onde eu passo a noite rolando e virando.


Capitulo 2 Harmony

COLOCANDO MEU RELOGIO, eu olho para a pilha de roupas na minha cama e o resto espalhando pelo meu chão, balançando minha cabeça. Eu não fiz o que eu deveria ter feito hoje—que seria guardar minhas roupas, e desempacotar meu quarto. Ao invés disso, eu passei o dia superanalizando cada momento da noite passada, entre fazer as tarefas, pegar cerveja no mercado, e tentar imaginar o que eu iria vestir para encontrar Harlen. Como prometido, minha família veio um pouco depois das quatro para me ajudar a terminar o que eu precisava ter pronto, e desde que não tinha muito sobrando além do meu quarto, eles acabaram me ajudando a pendurar fotos e levar as caixas para ser recicladas e algumas coisas para a caridade. Quando minha mãe perguntou como eu tinha tanta coisa feita, eu contei pra ela que Harlen veio para me ajudar depois de esbarrar com ele no Marco. Minha mãe, que conhece Harlen, tinha um olhar engraçado na menção do nome dele, mas ela não disse nada além de “Isso foi legal dele.” July e June que me ouviram contar pra mãe sobre Harlen, dividiram um olhar que eu não entendi. Agradecidamente, o resto da minha família (os rapazes) não estava ao redor nessa parte, então eu não tive que lidar com eles ficando todos superprotetores. Afastando esses pensamentos, eu vou para o banheiro e fecho a porta para olhar o espelho atrás dela. Eu coloco a mão nos meus quadris e estudo minha regata preta, jeans com buracos no joelho, e minhas botas pretas de dez centímetros com abertura na frente18. Depois de pensar o dia todo sobre o que vestir, isso é o surgiu—alguma coisa casual mas ainda fofa. Olhando para meu relógio de novo, meu estomago começa a dançar. O complexo é cerca de vinte minutos daqui, no outro lado da cidade, então se eu estou chegando lá na hora, eu preciso alimentar Dizzy então sair. 18

No original peep toe


Indo para a cozinha, eu coloco uma lata de comida úmida em sua tigela e dou a ele um carinho antes de pegar o fardo de cerveja da geladeira, minhas chaves, e minha bolsa do balcão. Estacionando na frente da loja de carros um pouco depois de vinte minutos mais tarde, eu tomo algumas inspirações profundas e abro minha porta. Antes mesmo de ter um pé no chão, eu vi Harlen sair para a rua de uma das baias abertas, limpando suas mãos cobertas de cinza em uma tolha vermelha. Avaliando ele, eu noto que ele está vestindo um macacão azul marinho com os braços abaixados e amarrados na cintura e seu tronco coberto em uma camisa preta que já foi lavada tantas vezes que está desbotada para uma cor quase cinza. “Hey.” Eu sorrio então me curvo de volta no meu carro, alcançando através do banco para pegar a cerveja que trouxe comigo. “Você está adiantada,” ele diz, e eu sinto meu estomago cair enquanto me viro para encarar ele. “Você disse as seis.” Eu seguro meu relógio em direção dele. “Isso é agora,” eu digo, e sua cabeça inclina de lado. “A maioria das mulheres aparecem no mínimo meia hora mais tarde do que a hora que você dá a elas,” ele me diz, e minhas sobrancelhas se juntam apertadas. “Então você me disse as seis pensando que eu estaria aqui às seis e meia?” eu pergunto, e seus lábios se contraem. “Acabei de perceber que se eu dissesse pra você seis você estaria na hora.” Ele vem em minha direção, pegando a cerveja das minhas mãos. “Eu estou sempre na hora,” Eu o informo, e seus lábios se inclinam em um pequeno sorriso. “Eu vejo isso agora,” ele responde, e meus olhos ficam curiosos enquanto eu coloco minhas mãos nos quadris. “Você quer que eu entre no meu carro e dirija por ai por meia hora?” “Nah, já que você está aqui, você pode vir me ajudar,” ele diz, virando novamente em direção à loja levando a cerveja com ele. “Ajudar você?” Eu pergunto pras suas costas, e ele olha para mim sobre seus ombros. “Yeah, você pode me entregar às ferramentas enquanto eu termino o carro em que estou trabalhando.” “Ótimo.” Eu sacudo minha cabeça então sigo atrás dele, pensando que isso não está começando como eu pensei que estaria.


Depois de caminharmos através da porta da baia que ele saiu mais cedo, eu observo ele soltar a cerveja no topo de uma alta caixa de ferramentas preta depois ir para um Toyota branco que já viu dias melhores—esses dias sendo um século atrás—e inclinar-se no capô aberto. Incerta do que fazer comigo mesma, eu cruzo meus braços sobre o peito e observo ele trabalha, seus braços flexionando e sua mandíbula apertando em concentração. “Me dê a chave inglesa,” ele diz, e eu olho dele para a caixa de ferramentas. Encontrando o que ele pediu em uma bagunça de ferramentas, eu a pego e entrego para ele. “O que?” eu pergunto quando ele olha para mim estranhamente, fechando sua grande mão em volta da chave inglesa. “Nada.” Ele volta ao trabalho, e eu volto a observar ele. “Você terminou de desempacotar?” ele pergunta, olhando para mim, e um pedaço do seu cabelo escuro cai para frente em sua testa, fazendo meus dedos coçar para mover ele para o lado. “A maior parte.” “Você quer minha ajuda para um pouco mais hoje à noite?” Ele… no meu quarto? Yeah, Eu não acho que isso seria. “Não, eu tenho isso coberto, mas se você se sente na incumbência de ir comigo comprar banquetas para a ilha no meu próximo dia de folga, eu não vou recusar,” eu falo sem pensar. “Eu posso fazer isso.” Ele diz olhando para mim. Sua resposta fácil me pega sem guarda. Todos os homens que eu conheço iriam preferir atirar neles mesmos no pé do que irem as compras de qualquer coisa além de mantimentos, e mesmo isso é um pouco forçado. “Legal,” eu concordo, e então pego a chave inglesa dele quando ele me oferece. “Alicate.” Ele aponta para a caixa de ferramentas, então eu pego o primeiro alicate que vejo e entrego para ele, então para sair do tédio, eu movo a cerveja fora do caminho e começo a arrumar as ferramentas. “Perda de tempo, babe. Elas estarão fodidas de novo amanhã pela manhã.” Ele me surpreende, e eu olho para ele assim que ele move o pano do lado do carro e bate o capô fechado.


“Bem então, por pelo menos uma hora amanhã, as coisas vão estar em ordem,” eu retorno, e ele sacode a cabeça então entra no carro, deixando a porta aberta. Ele liga o motor, e ele ronca silenciosamente como se fosse novo. Depois de acelerar o motor algumas vezes, ele desliga e sai. “Ele soa bem.” “Você não teria pensado isso algumas horas atrás,” ele diz, e eu aceno, tendo nenhuma dúvida que isso provavelmente soava exatamente como ele parece antes dele consertar. “Agora que o trabalho está feito, é hora de uma cerveja.” Ele larga o alicate que está segurando próximo de outro então pega a cerveja e minha mão. Sem escolha além de ir em qualquer lugar que ele está me levando, eu sigo ele em direção a uma porta aberta que parece como um escritório. “O Toyota está feito. Ligue pro Mike e deixe-o saber,” ele diz, e eu espio em volta de sua grande estrutura e vejo Wes sentado em uma cadeira com rodas na frente de uma mesa de metal. “Harmony está aqui,” ele adiciona. Wes empurra sua cabeça pra trás e seus olhos vem para mim e caem para as mãos de Harlen ainda estão enroladas em volta das minhas. Deixando Harlen ir, mesmo que eu gostei… okay, realmente goste de segurar a mão dele, eu me movo em volta dele e entro no escritório para dar a Wes um abraço. “Você está se instalando bem?” Wes pergunta uma vez que ele me solta e eu dou um passo para trás. “Yep.” Eu sorrio, e seus olhos vagam meu rosto antes dele olhar por cima dos meus ombros para Harlen. Sem realmente entender a conversa de olhos dos caras malvados, eu não sei o que ele está comunicando, eu só sei que é alguma coisa. “Eu vou deixar Mike saber que pode vir para buscar seu carro,” Wes murmura então levanta seu queixo para ele. “Seja inteligente.” Sem uma palavra pra Wes, Harlen pega minha mão mais uma vez e leva para fora, através de outra porta, esta na parede de trás da loja. “Ser inteligente sobre o que?” eu pergunto enquanto nos caminhamos lado a lado em um longo corredor e saímos para um pátio aberto, onde tem uma grelha coberta por uma lona azul, junto com algumas mesas e três tambores de metal que são pretos, como se eles tivessem chamas neles antes.


“Nada,” ele responde enquanto nós subimos um lance de escadas. Parando em uma porta de metal no segundo andar, ele deixa meu pulso ir e eu observo ele tirar uma chave e colocar na fechadura. No segundo que a porta se abre e eu entro no quarto mal iluminado, eu olho em volta. Tem uma cama queen size com um lençol na metade do caminho do colchão. O lençol de cima foi para um lugar desconhecido. Uma pequena cômoda desgastada com as gavetas empurradas, a maioria ligeiramente desalinhada, com roupas penduradas fora dela está contra a parede, e tem uma mesa de cabeceira com uma luminária em cima com as persianas faltando. “Só vou limpar,” ele diz, largando a cerveja em cima da cômoda que está cheia de recibos empoeirados, moedas, e outras coisas aleatórias. Observando ele entrar no banheiro e fechar a porta, eu olho em volta novamente, pensando o que é esse lugar. Na noite que o levei da casa da June, eu o levei para um prédio de apartamentos que era similar com o que eu vivia em Nashville. Era legal. Esse lugar, nem tanto. Ouvindo a descarga e então a água ligar, eu me viro para encarar ele quando ele sai. “O que é esse lugar?” eu balanço minha mão ao redor, e ele para no batente aberto da porta do banheiro, olhando para mim então ao redor do quarto. “Eu costumava ficar aqui antes de ter meu lugar,” ele diz, movendo para a cômoda. Abrindo uma das gavetas, ele então faz uma coisa que eu não esperava ele fazer. Suas mãos vão para trás da sua cabeça e ele puxa para fora sua camisa. Seu peito é coberto de pelo escuro que diminui em seu abdômen então voltam em uma linha estreita que desaparece dentro de seu jeans. Vendo tudo isso e imaginando sentir aquele pelo contra minha pele nua e meu peito, meu coração acelera e minhas bochechas esquentam. Puta Merda. Sacudindo meus olhos longe da trilha de pelos conduzindo aos seus jeans, eu olho em direção ao banheiro. “Você se importa se eu usar o banheiro?” eu chio, sem me incomodar de esperar por ele me responder antes de me dirigir naquele caminho. Ouvindo-o dizer “claro” para minhas costas, eu vou e fecho a porta. Ligando a luz, eu olho para mim mesma no espelho. Minhas bochechas estão rosa, e meus olhos estão tão dilatados que não tem nenhum azul


sobrando. Eles estão quase todo preto. Eu estou excitada. Eu estou excitada de só ver Harlen sem camisa. Ele não me tocou, não olhou para mim, não fez nada além de tirar sua camisa. Ligando a água, eu apoio minhas mãos na beirada da pia e jogo minha cabeça para frente. Eu preciso perguntar para ele o que está acontecendo. Eu preciso descobrir dele onde sua cabeça está. Com esse pensamento em mente, eu desligo a água e abro a porta do banheiro. “Está pronta?” ele pergunta, meu passo hesita, junto com minha resolução de perguntar para ele o que eu preciso perguntar a ele. “Yep,” eu minto, ele caminha em torno de mim para a porta, abrindo-a. Sem pegar minha mão, ele lidera o caminho de volta ao prédio que viemos mas em outra sala, essa com uma mesa de sinuca, uma TV que deve ter cem polegadas com um sofá desgastado na frente dela, e uma cozinha. Indo na área da cozinha, ele larga a cerveja que eu trouxe na geladeira então pega outras duas da porta, abrindo as tampas antes de me entregar uma. Eu pego, mas o que eu não faço é perguntar a ele porque eu estou aqui. “Você já jogou sinuca antes?” ele pergunta, caminhando comigo em direção a mesa de sinuca. “Não.” Eu dou de ombros, tomando um gole da minha cerveja e desejando que fosse uma cidra de maçã, uma vez que eu realmente não gosto mesmo de cerveja de verdade. “Finalmente,” ele diz, e eu olho para ele. “Finalmente o que?” “Estava pensando que você é muito boa para ser verdade.” “O que?” eu repito, esta vez soando sem fôlego, pensando se eu o ouvi direito. “Você come pizza de verdade, chega na hora, sabe quais ferramentas são quais, você não é nada mau de ver, e você parece fodidamente ótima em um par de jeans. Muito boa pra ser verdade.” Ele somente disse isso? Puta merda, minhas pernas ficam fracas e eu tenho que me inclinar na mesa de sinuca para permanecer parada. “eu… obrigada, eu acho.” “Yeah, de nada.” Ele ri, e o som me arrepia, fazendo meu interior virar líquido e meu pulso bater em uma corrida. Ontem à noite, eu o peguei sorrindo algumas vezes, mas essa foi a primeira vez que eu ouvi ele


rindo, e eu sei que eu não quero que essa seja a última. “Você está pronta pra ter sua bunda chutada?” “Você vai realmente chutar a minha bunda quando eu não sei o que eu estou fazendo?” eu questiono, e ele dá risada novamente, dessa vez mais suavemente. “Certo, eu vou te mostrar como se joga. Então vou chutar sua bunda.” “Tanto faz.” Eu rolo meus olhos então pego o taco que ele me entrega. Dando outro gole na cerveja, eu devo ter feito careta, porque seus olhos focam em mim. “O que?” “Você quer um cooler de vinho?” “Sim,” eu respondo imediatamente, e ele ri alto. “Eu vou adicionar isso na lista,” ele murmura, indo para a cozinha e voltando um minuto depois com um cooler de vinho azul, entregando para mim. “O que exatamente você está adicionando na lista?” eu pergunto. Ele ri. “O fato de você não gostar de cerveja de verdade.” “Então isso vai no lado negativo do meu currículo?” eu brinco, e sua risada se transforma em um sorriso mas ele não responde minha pergunta. Ao invés disso, ele se move para a mesa e arruma as bolas no centro. “Eu deveria começar minha própria lista?” eu pergunto, e seus olhos vêm para mim. “Provavelmente,” ele murmura, deixando cair os olhos nos meus. “Pronta?” Ele fica para trás e eu aceno. “Pronta,” eu concordo, e então eu escuto enquanto ele me repassa como jogar e me diz que estou pronta. Depois disso, ele quebra19 e nós começamos jogar, e é muito mais divertido do que eu pensei que seria. “Tem certeza que nunca jogou sinuca antes?” Harlen pergunta uma hora mais tarde, e eu rio para ele, me curvando na mesa de sinuca para dar minha tacada. “Tenho certeza” eu corro o taco entre meus dedos e acerto a bola branca na amarela, observando ela afundar no buraco do canto direito. “Talvez a gente deva ir para a cidade e ganhar algum dinheiro,” ele diz e eu paro. “O que?”eu dou risada, pegando meu segundo cooler de vinho da beirada da mesa e tomando um gole. 19

A primeira tacada do jogo, para espalhar as bolas.


“Esqueça.” Ele sorri enquanto me movo em volta da mesa para dar outra tacada, perdendo essa. Observando ele em sua vez, eu o estudo. Ele é cheio de contradições. Só vendo ele, eu nunca iria adivinhar que ele poderia ser doce, que ele poderia me fazer sorrir e poderia me deixar à vontade sem nem mesmo tentar. “O que você acha de Chinês?” “Perdão?” eu saio dos meus pensamentos e me foco nele. “Eu preciso comer. Você quer Chinês ou um Hambúrguer?” “Chinês serve,” eu concordo então observo ele puxar seu telefone, pressionar alguns botões, e colocar ele na sua orelha. “O que você quer?” “Frango oriental20, arroz frito, e um rolinho de ovo.” “Entendi.” Ele faz o pedido então dá a eles o endereço para entrega. Uma vez que ele desliga, ele dá outra tacada, e eu estreito meus olhos quando a bola branca bate despojadamente no buraco do canto. “Você só trapaceou?” “Não,” ele nega, dando outra tacada, esta colocando a bola oito dentro do buraco e ganhando o jogo. “Você fez. Você só deu outra tacada e não era a sua vez. Então você deu outra e ganhou,” eu acuso, colocando a mão no meu quadril, e seus lábios contraem. “Babe, eu não trapaceei.” “Você totalmente fez,” eu digo, olhando para ele e então para a mesa. “Você trapaceou então assim eu não venci.” “Não fiz.” Seus olhos me examinam, minha mão no quadril, e meu pé batendo, e seus lábios contraem em um sorriso. “Fez muito, Harlen… Espera. Qual é seu sobrenome?” “MacCabe,” ele responde, e eu pisco. “Nome completo é Harlen Alistair MacCabe.” “Harlen Alistair MacCabe,” eu repito. Wow, okay, um totalmente legal, um nome totalmente fodão. Eu posso realmente imaginar ele nas costas de um cavalo enorme com vista para um castelo na Escócia, indo para a batalha com uma espada na mão, vestindo um kilt e fazendo essa merda parecer, novamente, fodona.

No original Sesame chicken – prato chinês onde o frango é frito com uma molho que contem gergelim, shoyou, pimenta, mel, açúcar mascavo, alho, vinagre de arroz. 20


“Minha família é da Escócia. O pai foi a segunda geração, e a mãe foi a terceira.” “Foi?” eu sussurro, e seus olhos lampejam. “Perdi ambos meus pais quando tinha quinze.” Com suas palavras meu coração prende no meu peito. “Eu sinto muito.” “Muito tempo atrás,” ele diz, mas eu posso ver a dor nos seus olhos, dor que ele não tenta esconder de mim. “Ainda, eu sinto muito, Harlen,” eu continuo sussurrando, sentindo meus joelhos tremerem e meus olhos queimarem. Eu não tenho ideia como ele ainda está de pé. Eu sei que um dia eu vou ter que encarar a perda dos meus pais, mas eu rezo todo dia que seja daqui a um longo tempo. “Não chore, Anjo,” ele me diz, chegando mais perto e enrolando sua mão quente ao redor do meu pescoço. “Não por mim.” Sacudindo minha cabeça, eu fecho meus olhos e tomo uma profunda respiração. “Estou bem,” eu minto, abrindo meus olhos de volta. Então, sem pensar, eu fecho a distancia entre nós e escorrego meus braços em volta da sua cintura. Leva um segundo, mas seus braços fecham em minha volta então o queixo dele descansa no topo da minha cabeça. “Tão malditamente doce.” Aquelas palavras rugem contra minha orelha e meus braços apertam. “Yo!” Ouvindo isso, eu pulo e largo rapidamente Harlen. Tão rapidamente, que eu quase caio sobre meus calcanhares. Felizmente, Harlen enrola a mão em volta da minha cintura, prevenindo que eu vá para o chão. Infelizmente para mim, eu conheço aquele “yo” em qualquer lugar. “Porra,” Harlen murmura alto o bastante para só eu escutar, e eu olho e vejo seus olhos no meu pai, que está olhando entre nós dois. “Pai.” Eu caminho através do espaço nos separando e enrolo meus braços em volta dele. Seus braços fecham em torno de mim então seus lábios roçam o topo da minha cabeça. “O que você está fazendo aqui?” eu pergunto, levantando minha cabeça para olhar para ele. “Vim falar com Harlen.” Seus braços apertam entes dele perguntar, “O que você está fazendo aqui?”


“Aprendendo a jogar sinuca.” Eu sorrio para ele então afrouxo meus braços e dou um passo para trás. “Está tudo bem?” “Não tenho certeza.” Ele olha para Harlen, que está nos observando com seus pés abertos e seus braços cruzados no peito. Meu coração afunda quando eu percebo que minha mãe provavelmente falou com ele sobre Harlen. Eu amo meu pai, mas ele é protetor ao ponto de ser arrogante. Eu nunca namorei um cara que ele gostou, e ele sempre deixou isso perfeitamente claro, o que significa que os caras que eu saio tendem a desaparecer, nunca tendo bolas para ficar por perto. Eu entendo isso; meu pai é assustador, coberto de tatuagens, alto, e em forma. Mesmo na sua idade, ele não parece com alguém que você fode. Ainda, seria bom algum dia encontrar um cara que goste de mim o bastante para enfrentar a tempestade que é o meu pai. “Pai.” Seus olhos vêm para mim. “Não,” eu sussurro, e suas sobrancelhas sobem juntas. “Por favor não.” Eu sacudo minha cabeça, segurando seu olhar. Ouvindo o toque do telefone de Harlen, eu me viro para olhar ele enquanto ele vem em direção a nós, tirando sua carteira. Oferecendo dinheiro em minha direção, ele murmura, “A comida está lá na frente. Você se importa de ir buscar para nós?” “Eu…” Eu olho entre ele e meu pai e não posso imaginar o que ira acontecer se eu sair. Harlen, como meu pai, é assustador, talvez até um pouco mais. Esses dois sozinhos juntos não é uma boa ideia, especialmente desde que não tem uma forma de perder a tensão preenchendo a sala. “Mas—” “Está tudo bem,” ele diz, e eu engulo, olhando entre ele e meu pai de novo. “Vá, baby girl,” Pai ordena, e eu puxo um ar, pego o dinheiro do Harlen, e mando para meu pai uma olhada antes de sair. Eu não sei o que aconteceu quando não estava, mas quando eu voltei, meu pai me dá um abraço de tchau e um olhar para Harlen. Quando eu pergunto a Harlen sobre o que ele e meu pai conversaram, ele me diz que não é nada que eu precise me preocupar. Então pela primeira vez na minha vida, eu não me preocupo. Ao invés disso, eu me divirto, como comida chinesa, e então jogo outra partida de sinuca antes de ganhar outro toque dos lábios dele na minha testa e um adeus no meu carro.


*** Ouvindo o toque do meu telefone no caminho para a casa dos meus pais, eu aperto aceitar no painel e então quase saio da pista quando minha prima June grita, “Ashlyn e Dillon se casaram em Vegas!” “O que?” eu grito de volta em atordoada descrença. Eu sabia que sempre teve alguma química séria entre os dois, mas eu não tinha ideia que eles estavam juntos, principalmente não o bastante para se casar. “Evan só me contou que Jax ficou louco. Aparentemente, ele entrou na casa de Ash e descobriu que eles se casaram, perdeu a cabeça, e tentou tirar Dillon da jogada.” “Cala-se.” “Não, cale-se você!” ela grita, e eu sorrio no meu para-brisa. “Deus, eu não posso acreditar nisso. Quer dizer, não posso acreditar nisso, porque eles têm nadado contra a maré por um tempo agora, mas mesmo assim. Casados, isso é loucura.” “Eu estou feliz por eles,” eu murmuro, e então meu estomago estraga. “Espera… e quanto a Isla?” “Eu não sei,” ela murmura como se ela acabasse de se lembrar sobre Isla também. Isla é a mulher que Dillon estava noivo. Eu só a encontrei uma vez, mas aquela vez deixou uma impressão, e não foi uma boa. “Eu espero que tudo dê certo para eles.” “Eu também,” ela concorda, e então continua. “O pai dela vai pirar quando ele descobrir?” “O tio Cash não sabe?” eu sussurro. “Aparentemente não, e desde que Tio Cash e a tia Lilly estão na Florida com a vó e o vô, eles provavelmente não vão por um tempo a menos que Jax conte para eles, e eu duvido que ele vá fazer isso.” “Eu não invejo a Ash,” eu murmuro minha compreensão. Meu pai iria perder a cabeça se eu me cassasse em Vegas sem dizer para ele, e eu sei que o Tio Cash vai pirar quando descobrir que sua menina fez isso sem ele lá para entregá-la. “Nem eu, mas eles vão ficar bem. Quer dizer, olhe pra mim e pro Evan. Tudo acabou dando certo para nós no final.” “Verdade,” eu concordo, puxando para cima e estacionando na frente da casa dos meus pais.


“De qualquer forma, como as coisas estão com você? Eu ouvi que você e o Harlen saíram algumas noites atrás e que ele te levou um café noite passada.” Como diabos ela ouviu que ele me trouxe café noite passada? Ontem de manhã, ele ligou para perguntar que tipo de café eu gostava. Eu disse pra ele, sem pensar em nada disso, e então mais tarde naquela noite, ele apareceu no hospital para me levar café e um muffin. Isso foi doce, mas também foi uma droga que eu não tinha tempo para conversar, desde que eu não estava no intervalo. Ainda assim, antes dele sair, nós fizemos planos para ir comprar as banquetas nessa tarde depois que ele sair do trabalho. “Eu—” “Ele é um bom cara. Assustador, mas super quente. Eu estou feliz por você. Nós devíamos marcar um encontro duplo.” “Nós somos só amigos.” “Claro.” Ela dá risada. “Não sério, nós somos só amigos,” eu repito, dessa vez um pouco mais firme, não querendo que ela tenha a ideia errada. Inferno, não querendo dar a mim mesma a ideia errada. Por alguma razão desconhecida para mim, Harlen decidiu que nós seríamos amigos. Não amigos de uma forma que eu aproveitaria muito mais, tipo amigos com benefícios. Então tanto quanto eu quero arrancar suas roupas e ter meu caminho com ele, eu vou aceitar isso pelo que isso é. “Okay,” ela concorda, mas eu sei que ela não acredita em mim. “Vou falar com Evan sobre o jantar.” “Eu… okay,” eu concordo, derrubando minha cabeça no volante e batendo nele duas vezes. “Eu tenho que voltar para aula. O sinal já vai tocar. Nos falamos em breve.” “Logo, tenha um bom dia.” Eu levanto minha cabeça e olho pelo parabrisas. “Yeah, você também.” Ela desliga. Abrindo minha porta, eu saio e caminho para a varanda e giro a maçaneta da porta enquanto empurro os pensamentos de Harlen para fora da minha cabeça.


“Pai, Mãe!” eu grito enquanto caminho dentro da casa, sem me incomodar em bater. “Na cozinha!” A mãe chama, então eu largo minha bolsa na entrada e caminho pelo hall para a cozinha. Vendo minha mãe no forno e meu pai sentado na ilha, eu me dirijo para minha mãe, beijo sua bochecha, e então vou para meu pai e me enfio embaixo dos braços levantados dele. “Como estão as coisas?” Pai pergunta, beijando o lado da minha cabeça. “Coisas são coisas.” Eu aperto sua cintura então sento perto dele. “Como estão as coisas no hospital?” a mãe pergunta, me estudando de um jeito que só uma mãe consegue, como se ela estivesse tirando minha temperatura e checando minhas lesões. “Boas. Eu falei com uma das enfermeiras da emergência ontem, e ela me disse que o hospital oferece aulas de trauma e tratamento crítico. Ela disse que se eu fizesse, isso poderia me colocar na posição de transferência para este departamento se alguma coisa surgir.” “Isso seria bom,” Pai diz, e eu aceno. “Dedos cruzados. A turma é difícil de entrar. Esperançosamente eles me aceitam. Se não, eu devo ver sobre ir em algum outro lugar para ter o mesmo curso.” “Você vai entrar,” Mãe diz, e eu sorrio para ela. Minha mãe é daquele tipo de mãe que acredita que seus filhos tem o poder de andar sobre a água e iria para a guerra com qualquer um que diga diferente. Eu amo isso nela. “Então o que você vai fazer hoje?” ela pergunta, entregando ao pai um prato empilhado alto com ovos, bacon, e torrada. “Comprar mantimentos, porque eu tenho nenhuma comida na minha casa. Então vou encontrar Harlen na loja e nós vamos pegar banquetas para minha cozinha.” “Ele vai às compras com você para comprar banquetas para sua casa?” ela pergunta, soando como se ele concordasse em andar através de carvões quentes enquanto equilibra uma espada no seu nariz. “Não é um grande negócio. Ele disse que não tinha nada pra fazer hoje, então ele está pegando emprestado o SUV do Evan e me ajudando.” “Eu poderia levar você,” Pai resmunga, e eu viro para olhar para ele. “Você odeia fazer compras,” eu o lembro. “Eu ainda poderia levar você.”


“Eu sei, mas agora você não tem que levar.” “Querida, você precisa ser cuidadosa. Harlen é um—” “Por favor não.” Eu balanço minha cabeça, não querendo ouvir meu pai falar mal do Harlen. “Baby, aquele homem tem demônios.” “Yeah, e eu aposto que se eu perguntar para qualquer um, eles iriam me dizer a mesma coisa sobre você quando você era mais novo. Mas a mãe deu uma chance pra você.” “Você está dando uma chance pra ele?” ele questiona, e eu me torço na minha cadeira. “Nós somos amigos e eu gosto dele. Eu acho que ele é um bom cara. Ele é simples de estar ao redor e ele me faz rir. Isso é tudo o que eu sei agora.” “Nico,” Mãe diz, e os olhos do meu pai vão para ela e eu observo ela balançar a cabeça. Então eu olho para o meu pai e sua mandíbula está apertada. “Eu gosto dele,” A mãe insere, e meu olhos voltam para ela. “Ele sempre foi respeitoso, e se você gosta dele, eu gosto dele,” ela termina então me entrega um prato tão cheio quanto o que ela deu para meu pai. “Apesar de que eu ainda não teria me importado em ir com você pegar as banquetas.” “Eu ainda preciso de lâmpadas e uma mesa de café. Mês que vem, depois que eu fechar a casa, eu terei o dinheiro para essas coisas. Nós vamos para Nashville, passamos o dia comprando, jantamos e vemos um filme,” eu prometo, e ela sorri. “Você tem um encontro.” “Bom.” Eu cavo meu prato então sinto a mão do meu pai enrolar em volta da minha nuca. Virando para olhar para ele, eu vejo que seus olhos estão suaves. “Amo você.” “Amo você também, Pai,” eu sussurro, ele acena e então toca seus lábios na minha testa no mesmo ponto que Harlen me beijou duas vezes. Não que eu estou contando. Me deixando ir, ele volta a comer. Eu faço o mesmo antes de sair, indo comprar mantimentos, e encontrar com Harlen para pegar as banquetas. ***


“Onde você está?” Willow pergunta, e eu pressiono meu telefone mais perto da minha orelha então eu posso ouvir por cima da alta música que está tocando nos alto-falantes atrás de um caminhão estacionado a alguns metros distante e das pessoas que estão ao redor conversando alto. “Em uma fogueira!” Eu grito no telefone, e Harlen, que está parado do meu lado, olha para mim. Rolando meus olhos para ele, eu pego seu sorriso na luz do fogo. “Uma fogueira,” Willow repete. “Com quem diabos você está em uma fogueira?” “Harlen,” eu respondo, e algumas pessoas ao meu redor viram para meu lado para olhar para Harlen e eu, provavelmente pensando que diabos ele está fazendo comigo. Uma coisa que eu mesma tenho pensado pelas últimas semanas. “Eu já volto,” eu digo pra ele, e ele olha para mim então examinam o lugar antes de encontrar meu olhar mais uma vez. “Fique onde eu possa ver você.” “Ceeerto21,” eu murmuro, derrubando meus olhos para meus pés. Eu bato meu Converse através da grama e principalmente sujeira, em direção aos arredores da festa, onde tem mais que algumas pessoas se pegando, e em alguns casos transando, abrigados na escuridão. “Willow, você ainda está aí?” eu pergunto uma vez que eu chego em uma área silenciosa. “Eu ainda estou processando as notícias que você está fora com Harlen de novo, desta vez em uma fogueira,” ela diz, e eu olho para as estrelas polvilhadas através do escuro céu. “Que diabos está rolando com vocês dois?” “Nada,” eu resmungo. “Nós somos amigos.” “Certo.” Eu ouço a descrença na voz dela, e minha mão formam uma bola no meu punho ao meu lado. “O que está acontecendo? Está tudo bem com você?” “Eu queria ver se você estava ao redor para jantar. Eu sinto como se não tivesse visto você desde que você se mudou.” “Sinto muito.” Ela está certa. Não tenho visto muito ela desde que mudei. Então de novo, a maioria dos meus dias de folga tenho passado saindo com Harlen, comprando com ele, assistindo filmes, jantando, 21

No original ‘Righty-o’ é uma gíria e seria o mesmo que dizer “Ok então! Certo!”


bebendo, e só me divertindo. Eu tentei, em mais de uma ocasião, negar quando ele me chamou para sair, mas de alguma forma eu sempre acabo cedendo e fazendo seja lá o que for que ele quer fazer. “Eu gostaria de ver minha irmã e passar tempo com ela,” ela geme, e culpa bate no meu estomago. “Eu estou de folga amanhã. Eu vou dirigir e passar a noite no seu lugar. Nós podemos jantar então relaxar e assistir um filme.” “Isso funciona. Eu também espero que você me diga o que realmente está acontecendo com você e o gigante.” “Seriamente, não tem nada pra falar. Nada está acontecendo. Somos só amigos, Willow.” “Certo,” ela murmura de novo, e eu aceno, desejando pela primeira vez que eu não estivesse certa, que tivesse algo secretamente acontecendo entre Harlen e eu, alguma coisa mais do que nós sendo bons amigos. “Eu saio do trabalho as quatro amanhã, então devo estar em casa pelas cinco, se não antes.” “Estarei lá.” “Te vejo lá.” Ela desliga, e eu guardo meu telefone no bolso de trás do meu jeans. Olhando através da fogueira, eu vejo Harlen falar com um cara então sinto os músculos do meu estômago apertarem desconfortavelmente quando uma mulher se dirige a ele. Como toda vez que acontece quando eu estou ao redor, ele não faz nada mais do que inclinar seu queixo para ela em cumprimento. Ainda, eu odeio ver isso. Eu odeio saber que eu não tenho nenhuma reclamação sobre ele, que se ele quisesse levar uma mulher em uma oferta de um bom tempo, ele poderia sem muito mais que um segundo pensamento. Observando ela ir embora, eu caminho de volta em direção a ele, e como ele sabe que estou perto, seu olhos vem para mim. Meu estomago faz a mesma coisa que sempre faz ao redor dele, que é mais que um pouco irritante. Eu gostaria de poder superar essa queda e me focar no fato que eu tenho realmente um bom amigo. “Tudo okay?” ele pergunta, me estudando. “Yep, Willow só quer jantar. Desde que estou aqui com você, eu disse pra ela que vou dirigir pra Nashville amanhã e passar a noite no lugar dela para algum tempo de irmãs,” eu digo, pegando a cerveja da mão


dele, colocando na minha boca, e observando ele sorrir enquanto tomo um fole e forço para baixo. “Isso seria bom.” “Yeah,” eu concordo e olho em volta. Está ficando tarde, significando que a maioria das pessoas que ainda estão aqui não está apenas saindo. A maioria deles está procurando parceiros com quem passar a noite. “Você está pronta pra sair daqui?” ele pergunta, e eu olho para ele mais uma vez. “Você está bem para dirigir?” “Só tive duas cervejas. Eu estou bem,” ele promete, e eu observo ele levantar o queixo para alguém através do fogo. Olhando naquela direção, eu vejo seu amigo Everret vir em direção a nós com uma garota embaixo de seus braços. “Você está saindo?” Everret pergunta uma vez que ele está perto, e a garota olha para mim então se aperta mais forte contra ele como se eu fosse puxar ele magicamente em meu laço. “Yeah,” Harlen responde, pegando a cerveja de mim e jogando em uma lixeira ao lado. “Legal,” Everret murmura, e então seus olhos vêm para mim. “Bom conhecer você, Harmony.” “Você também.” Eu dou a ele um sorriso então observo ele e Harlen fazer aquela coisa dos homens batendo as mãos antes dele sair com seus braços ao redor da garota. “Pronta pra ir?” Harlen pergunta, inclinando a cabeça para mim. “Yep,” eu digo, e então sua grande mão fecha em torno da minha então ele pode me levar para sua moto. Uma vez que ele está em cima, eu subo atrás dele e abraço em torno da sua cintura enquanto ele sai da grama e entra na estrada. Somente como cada outra vez que andei atrás de sua moto, o calor dele infiltra na minha pele, o cheiro dele enchendo meus pulmões, e por alguns minutos, eu finjo que nós somos alguma coisa que nós não somos.


Capítulo 3 Harmony “HARLEN,” EU GEMO ENQUANTO sua boca viaja para baixo do meu pescoço para meu peito e ele puxa meu mamilo dentro de sua boca. Meu clitóris pulsa e meus dedos curvam. Correndo minhas mãos para cima em seu peito e pescoço, eu deslizo elas em seu cabelo para segurar ele onde ele está. Minha cabeça cava mais fundo no meu travesseiro, e minha respiração fica presa quando suas mãos deslizam sobre meus quadris. Apertando meus olhos fechados, eu espero sentir seus dedos contra meu pulsante clitóris. Beep! Beep! Beep! “Não,” eu arfo, rolando para o lado. Eu desligo o alarme então alcanço minha gaveta de cabeceira e rapidamente tiro meu vibrador. Fechando meus olhos, deslizo ele então termino com tudo. Uma vez que gozo, eu deito lá esperando pela minha respiração regular e meu corpo resfriar. “Isso está ficando ridículo,” eu gemo para o teto então rolo para meu lado, agarrando o travesseiro. Faz três meses desde que Harlen veio pra minha vida, e nesse tempo, nós ficamos próximos. Ele está sempre ao redor quando eu tenho folga do trabalho, quando eu preciso de alguém pra reclamar sobre as coisas que estão acontecendo com os médicos ou as outras enfermeiras. Ele está ao redor quando eu preciso de ajuda para montar algum móvel, preciso de um ombro para contar, ou só preciso de um amigo. Então ele está muito ao redor. Eu gosto de ter ele perto; o que eu não gosto é querer ele do jeito que eu quero ele e estar com medo de perder o que nós temos que eu estou paralisadas para fazer qualquer coisa sobre isso. Sabendo que não vou encontrar a solução para esse problema agora mesmo, eu sento, coloco meu vibrador de volta na gaveta, sacudo as cobertas, e corro fora da cama. Colocando meus pés no chão, eu caminho fora do meu quarto e passo a sala de estar, sorrindo quando eu vejo a mesa de café e a lâmpada de pé que eu e a mãe escolhemos. Nos fomos em torno de dez lojas antes de eu encontrar minha lâmpada, com base tripé com uma sombra de argila. O que eu mais amei é que as duas peças combinam perfeitamente com as banquetas que Harlen e eu


encontramos na mesma madeira queimada vintage, mas com topo de veludo rosa envelhecido e apoios pretos. Mesmo Harlen, que é homem, disse que eles eram perfeitos. Okay então ele não disse isso mas eu pude dizer que ele pensou. Eu ligo minha cafeteira, pegando uma lata de comida do Dizzy do armário. No segundo que abro a tampa, ele sai do sofá onde ele dormiu ontem à noite e vem sentar nos meus pés. Eu despejo a comida dele na sua tigela, coloco no chão, e então faço uma caneca de café para mim. Uma vez que acrescentei creme e açúcar, eu vou para a porta de trás e abro algumas polegadas assim ele pode sair quando ele terminar de comer. Eu levo meu café comigo e caminho para meu banheiro, onde eu o coloco na pia. Alcançando para ligar a água quente, eu dispo minha camisola, jogando ela no cesto. Quando eu entro no chuveiro, eu deixo a água quente limpar o resto do meu sonho e as preocupações que tem estado me assolando nessas últimas semanas—preocupação sobre meus sentimentos, preocupação sobre os sentimentos do Harlen. Preocupação que eu ainda não estou vivendo a vida. Uma vez que estou fora, me seco, coloco um sutiã e uma calcinha, prendo meu ainda molhado cabelo em um rabo de cavalo, e então caminho para meu closet para me vestir. Hoje é meu último dia de folga na semana, o que significa que será um dia cheio. Eu tenho planos de encontrar Harlen em um dos meus bares favoritos na cidade para tomar uma bebida e assistir alguma luta que está passando lá hoje a noite. Eu realmente não quero assistir a luta, mas eu quero ver ele antes de não poder ver ele por alguns dias. Então enquanto ele assiste a luta, eu bebo e absorvo o quanto dele eu possa. Antes desse pensamento, eu preciso correr ao banco para pagar minha hipoteca, desde que eu não coloquei para ser cobrada automaticamente ainda. Então eu tenho um horário marcado às onze da manhã para ter meu cabelo feito pela Ellie. E depois disso, estou encontrando meu pai para o almoço. Eu me visto, escolhendo um par de shorts jeans com renda que aparecia pelos furos no material, uma clara regata de cetim com decote alto e bainha arredondada, e minha sandália T-strap22 de couro favorita que tem grandes cristais rosa ouro descendo na tira do centro. Depois de 22

Modelo de sandália, também chamada de sandália Salome


terminar de me arrumar, eu pego meu celular e café antes de desligar a luz do banheiro, e caminho para a sala de estar, tomando um gole da minha caneca enquanto caminho. Indo para a porta de trás eu olho para fora para Dizzy, que está ocupado caçando os pássaros em volta do quintal, e então eu abro a porta e me inclino. “Dizzy!” eu grito, e sua cabeça balança em minha direção, suas orelhas se animando. “Vamos,” eu chamo, e ele se apressa pelo quintal, sobre os degraus, e cruza o quintal para mim. Uma vez que ele está dentro, eu fecho a porta atrás dele. Eu ainda não consegui a porta de cachorro colocada. Quando procurei para colocar uma, eu descobri que, com a porta sendo de vidro, iria me custar uma pequena fortuna. Então eu estou esperando e guardando dinheiro que eu preciso para ter isso feito. “Eu vou sair, mas eu volto logo.” Eu pego ele com uma mão e beijo o topo da sua cabeça. “Seja bom enquanto estou fora.” Eu coloco meu café para baixo então abro o jarro no balcão onde guardo seus petiscos caninos. Dando um para ele, eu beijo o topo da sua cabeça de novo antes de colocar ele no chão e observar ele correr com o petisco na sua boca. Depois de tomar o último gole do meu café, eu coloco a caneca na pia e encho com água então pego minha bolsa e chaves. Trancando a porta atrás de mim, eu desço os degraus para meu carro. Vendo minha vizinha, Misty, do lado de fora com seu telefone na orelha enquanto ela está molhando as flores, eu aceno, observando ela colocar seu telefone contra os ombros e me acenar de volta com a mangueira. Misty, seu marido Matt, e sua filha Molli vieram uns dias depois que eu me mudei, dando boas vindas à vizinhança com cookies, e desde então, nós tivemos algumas conversas sobre-a-cerca, mas nós não tivemos realmente muito tempo para conhecer uns aos outros. É o mesmo com meus outros vizinhos. Nós acenamos olás e tchaus, mas na maior parte, cada um tende a se manter por eles mesmos. Entrando no meu carro, eu ligo o motor e saio, eu vou para o banco primeiro e cuido dos negócios lá, então caminho para o salão. Eu estaciono na frente e saio, levando minha bolsa comigo, e entrando. Eu não lembro quando Ellie começou a fazer meu cabelo. Parece há muito tempo. Eu costumava ir em uma garota em Nashville, mas quando Ellie


começou a trabalhar para Frankie, e meu primo começou a sair com ela, eu dei a ela uma chance e não fui para nenhum outro desde então. Eu abro a porta, e no minuto que eu localizo Frankie, o dono do salão, atrás do balcão, um sorriso divide meu rosto. “Harmony,” ele me cumprimenta, vindo ao redor do balcão em minha direção. Segurando meus braços, ele beija ambas as minhas bochechas. “Como vai, linda?” “Tenho ido muito bem. Como vai você?” “Bem.” Ele sorri então olha através de uma pequena abertura na parede para os fundos da loja. “Ellie está terminando com seu ultimo cliente. Você não tem uma longa espera, mas você tem tempo para pegar um café se você quiser um.” “Eu vou almoçar com meu pai do outro lado da rua depois disso. Não quero estragar isso por tomar muito café.” “Entendi.” Ele sorri então seus olhos vão pelos meus ombros quando a porta badala, e eu me viro para observar uma mulher entrar. “Jenna.” Ele me deixa ir então cumprimenta ela do mesmo jeito que ele fez comigo, com braços levantados e beijos na bochecha. “Eu já estou preparado. Você está pronta?” ele pergunta para ela. “Pronta.” Ela sorri para ele. Seus olhos vêm para mim. “Faça-se confortável. Ellie estará fora logo.” “Obrigada, Frankie.” Eu sento no sofá roxo em frente a janela e largo minha bolsa do meu lado. Tirando meu telefone, eu mando uma mensagem para meu pai o lembrando sobre o almoço hoje, e então respondo uma mensagem da Willow que quer sair pra jantar na próxima semana. Eu mando uma mensagem de volta dizendo sim então mando uma mensagem para minha mãe perguntando se ela quer ir comigo jantar com Willow. Quando ela responde com um sim, eu mando para Willow outra mensagem a deixando saber que a mãe está indo junto. “Hey, garota,” Ellie diz, e eu baixo meu telefone e coloco-o na bolsa olhando para ela. “Hey.” Eu levando e contorno a mesa de café, dando a ela um abraço. “Está pronta?” “Totalmente.” Eu sorrio para ela enquanto ela pega minha mão e me leva com ela para os fundos do salão para a estação dela.


“Eu tenho que te mostrar uma foto. Eu me deparei nela outro dia, e eu juro que no segundo que vi, tudo o que pude pensar é Harmony precisa desse corte e cor.” “Mostre-me.” Eu sento em sua cadeira então pego a foto que ela me oferece. “Eu estou certa?” ela pergunta, e eu estudo o cabelo da mulher. É mais curto do que o meu cabelo está agora, logo abaixo de seus ombros, com muitas camadas e luzes. “Eu amei.” Eu elevo minha cabeça e sorrio para ela pelo espelho. “Você amou?” “Yeah, é quente. Você pode fazer hoje?” eu levanto a foto na minha mão. “Claro que sim!” ela sorri para mim, e eu sorrio de volta. “Então me deixe bonita.” “Por favor, você é linda. Você não precisa de nenhuma ajuda com isso.” Ela puxa uma capa rosa escura, coloca em volta dos meus ombros, e passa três horas destacando, iluminando um pouco, cortando, secando, e curvando meu cabelo. Quando ela está pronta, meu cabelo não parece como o cabelo da mulher da foto. Ele parece melhor. O corte me fez parecer o tipo de mulher que vive sua vida selvagem, o tipo de mulher que toma riscos e não se importa com o que mais ninguém pensa. “Você é maravilhosa.” Eu olho do meu reflexo para Ellie pelo espelho e sorrio. “Eu acho que esse é o melhor corte e coloração que eu já tenha feito.” Ela corre seus dedos através do meu cabelo, observando as camadas agitadas caírem no lugar. “Eu amei, obrigada.” “Sem problema.” Ela tira a capa, e eu puxo meu cartão fora da carteira e entrego para ela. “Você quer me encontrar na frente para assinar?” “Claro.” Eu puxo dinheiro da sua gorjeta e coloco na sua estação, sabendo por experiência que ela não vai pegar se eu tentar oferecer para ela. Indo para frente do salão, eu assino o recibo que ela me entrega. “Você quer que eu marque sua próxima hora agora, ou você quer esperar?” “Eu vou esperar. Não tenho certeza da minha agenda agora, mas eu vou ligar.”


“Tudo certo.” Ela vem em volta do balcão para me dar um abraço. “Diga pra todo mundo que eu disse oi.” “Eu vou. Faça o mesmo e beije Hope por mim.” Eu digo, me referindo a sua filha, e aceno para ela por sobre o ombro enquanto saio então atravesso a rua. Eu mandei uma mensagem para meu pai quando Ellie estava quase pronta, então eu não estou surpresa quando eu o localizo através da janela do restaurante, já sentado em uma cabine. “Hey, Pai.” Eu deslizo no assento em frente dele e seus olhos ampliam. “Você mudou seu cabelo?” “Eu mudei.” Eu corro meus dedos através dele, amando quão macio e leve ele sente. “Isso parece bom.” “Obrigada.” Eu coloco minha bolsa perto de mim. “Pedi uma Coca com seu habitual sanduiche Monte Cristo e fritas,” ele diz, e minha boca água. Um Monte Cristo é presunto e queijo Gouda entre dois grossos pedaços de torrada Texas, que é então mergulhado em massa de ovo e frito para um marrom dourado. Então eles cobrem isso com um chuvisco de geleia de framboesa e açúcar polvilhado. Eu provavelmente não deveria querer saber quantas calorias tem no sanduiche, mas é uma das minhas coisas favoritas de comer sempre que eu venho aqui, e totalmente vale a pena pegar as escadas no trabalho. “Obrigada, Pai.” “De nada.” Ele sorri. “Então como estão as coisas com você?” “As coisas estão boas,” eu digo pra ele, então eu sorrio para a garçonete quando ela deixa nossas bebidas. “Yeah, e sobre você e Harlen?” “Pai,” eu suspiro. Isso acontece cada vez que eu vejo ele ultimamente. Realmente, isso acontece cada vez que eu vejo qualquer um da minha família. Eles sempre perguntam o que está acontecendo entre Harlen e eu, me fazendo sentir como um disco quebrado. “O que?” ele pergunta, e eu balanço minha cabeça. “Nós somos só amigos.” “Você continua dizendo isso.” “Eu continuo dizendo isso, porque isso é a verdade. Ele é meu amigo. Eu gosto dele. Se eu estivesse com ele, eu iria dizer para você que nós estamos juntos, mas esse não é o caso.”


“Hm,” ele grunhe, esfregando sua mandíbula, e então ele pergunta, “Você teve retorno sobre as aulas que você queria fazer?” “Yeah, eles não me aceitaram dessa vez, então eu vou tentar novamente quando isso voltar. E se isso não funcionar, eu encontrei uma escola fora que tem o mesmo programa. Eu só preferia não ter que pagar as aulas se eu não tiver.” “Sua mãe e eu iremos pagar se você precisar de nós.” “Eu sei,” eu concordo com um encolher de ombros descomprometido, e então movo minhas mãos fora da mesa quando a garçonete chega com nossa comida. Colocando meu sanduiche e fritas na minha frente, ela coloca o hambúrguer e fritas do meu pai na frente dele e pergunta, “Vocês dois precisam de mais alguma coisa?” “Eu acho que estamos bem,” eu respondo, e ela acena antes de vagar para outra mesa. Pegando uma frita, eu coloco na minha boca, mastigo, engulo, e então pergunto, “O que está acontecendo com Bax e Talon? Eles ainda estão planejando se mudar para casa?” “Yep, eles estão conseguindo as coisas resolvidas agora. Esperançosamente, isso não levará muito tempo antes deles estarem aqui.” “Vai ser bom ter eles ao redor.” Eu sei que ambos meus pais querem todas as crianças por perto, mas Bax e Talon, assim como Nalia, tiveram outras ideias sobre o que eles queriam. Depois de ambos os garotos se formarem, eles decidiram se mudar para o Alaska. Primeiro, eles compraram um barco de pesca, pensando que eles poderiam correr ele no verão e fazer dinheiro suficiente para eles passarem o resto do ano. Infelizmente, a primeira e a segunda temporada de pesca deles foi horrível, deixando eles quebrados. Eles acabaram vendendo seu barco e mudando para Montana, onde eles começaram a trabalhar para uma empresa de casas de madeira. Os dois acabaram amando tanto isso que eles começaram seu próprio negócio paralelo construindo pequenas cabines de caça no Alaska no meio do nada durante seu tempo livre. O negócio decolou, então eles tem viajado entre o Alaska e Montana para trabalhar. Eles agora têm um plano de começar uma empresa similar no Tennessee, o que significa que eles precisam estar aqui, pelo menos por pouco tempo.


“Quando eles chegarem em casa, eu quero obter Nalia por pelo menos uma semana,” ele diz, me trazendo fora da minha cabeça. Eu estudo ele, tentando ler seu humor, a mesma coisa que faço quando ele ou a mãe falam sobre ela. Minha irmã Nalia e meu irmão Sage foram os dois adotados. Eu não recordo quando isso foi, desde que eu só lembro deles sendo uma parte da nossa família, mas eu sei que eles eram jovens, talvez por volta dos dois anos de idade. Não muito depois de Nalia completar dezoito, ela decidiu entrar em contato com sua mãe biológica, e agora ela vive em Denver não muito longe dela. Minha mãe e pai tem sido os dois solidários em sua relação com a mãe dela, mesmo que isso machuque eles terem ela tão longe. Mas Sage não tem sido solidário. Ele nem mesmo fala sobre a mulher que deu a luz a ele, e isso tem minado a relação dele com Nalia. “Talvez nós possamos planejar uma viagem para as Montanhas Smoky23, alugar um par de cabanas e um barco, como nos velhos tempos,” ele continua. “Sua mãe gostaria disso.” “Eu amei isso, então eu sei que a mãe vai realmente amar,” eu concordo, pensando se Harlen já esteve nas Montanhas Great Smoky. Ele iria amar aquilo lá, nada além de montanhas cobertas de árvores e boas pessoas. Eu costumava amar ir para as Smokies quando era criança, visitar Dollywood24 e os outros lugares preparados com coisas para fazer. Toda a cidade é construída com a família e diversão em mente. “Nós iremos planejar isso.” Ele sorri antes de dar uma mordida em seu hambúrguer. “Talvez eu convide o Harlen.” Eu sorrio, ele grunhe, me fazendo rir. *** Sentindo minha pele formigar, eu olho para Harlen e pego ele me encarando de novo. “Você está me fazendo autoconsciente,” eu suspiro. “Eu não acredito que você cortou seu cabelo,” ele diz enquanto eu pego minha bebida e derrubo metade dela. Ele não disse que ele gostou quando ele veio me buscar. Não, as primeiras palavras que saíram da sua As Montanhas Great Smoky são uma cordilheira, parte dos Montes Apalaches, localizada nos estados de Tennessee e Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O seu pico mais alto é o Clingsman Dome, com seus 2.025 metros de altitude. 24 Parque de diversões temático que pertence a Dolly Parson e fica em Knoxville nas Montanhas Smoky 23


boca depois que eu abri a porta foram “Que porra você fez com o seu cabelo?” me fazendo querer chutar ele na canela. “Bem, eu fiz, então largue isso,” eu estalo, farta e um pouco bêbada. Okay, muito bêbada. “Babe, eu gostei. Só vai levar algum tempo para eu ficar acostumado com isso,” ele abranda, e eu viro para olhar para ele de novo. “Tanto faz,” eu queixo, e ele sorri, fazendo eu estreito meus olhos. “Eu já volto. Você pode me pedir outra bebida?” “Claro.” Ele acena, e eu deslizo fora da minha banqueta. Indo para o banheiro, eu cuido dos negócios então eu olho para mim mesma no espelho enquanto abro a torneira. “Eu gosto do meu cabelo,” eu murmuro para o meu reflexo enquanto eu lavo as mãos. Uma vez que estou pronta, eu pego uma toalha de papel e seco rapidamente então uso a mesma toalha de papel para fechar a torneira e abrir a porta fora do hábito. No momento que eu dou um passo fora no corredor, os olhos de Harlen vêm para mim. “Pedi pra você um pouco de água,” ele me diz, e eu balanço minha cabeça. “Eu queria outra bebida, não água.” “Você pode ter uma depois que você beber um pouco de água.” “Tanto faz,” eu resmungo de novo, subindo na banqueta perto dele. “Você está bem?” “Yeah.” Eu viro minha cabeça e encontro seu olhar. “Tem certeza?” “Yep.” “Ainda chateada comigo?” ele pergunta, e eu baixo meus olhos para sua boca e vejo seu sorriso. “Não.” “Anjo,” ele ri, e minha barriga puxa. Deus, eu amo quando ele me chama disso. Não é o tempo todo, mas sempre é doce. “Você vai superar isso.” Ele envolve suas mãos em volta da minha nuca, e eu sei que ele está indo beijar o topo da minha cabeça, mas ao invés de inclinar minha cabeça para baixo para deixar ele, eu inclino para trás sem dizer para mim mesma fazer isso. Então eu inclino para frente, colocando minhas mãos em seu peito. No momento que nossas bocas se encontram, meus lábios abrem e minha língua desliza fora, tocando seu lábio superior.


Minhas unhas cavam em seu peito através de sua camisa, enquanto uma de suas mãos desliza em meu cabelo atrás da minha cabeça e sua outra mão molda ao redor do meu quadril. Inclinando minha cabeça para o lado, sua língua desliza sobre a minha e eu choramingo. “Porra,” ele rosna. Então ele se foi. Dez passos longe, através da sala, com suas costas para mim enquanto ele desaparece no corredor em direção ao banheiro. “Oh não.” Respirando pesadamente, eu percebo o que eu acabei de fazer, o que acabou de acontecer, e eu olho ao redor, desço da banqueta, e pego minha bolsa, voltando para a porta. Eu não penso sobre o que estou fazendo ou onde estou indo. Eu corro em direção ao final da quadra. Eu não trouxe a gente aqui; Harlen trouxe. Então eu não tenho meu carro—não que eu fosse dirigir no meu estado, mas ainda, eu poderia esconder dentro dele se eu o tivesse. Alcançando o canto do prédio, eu pressiono minhas costas na parede e puxo meu celular, destravo a tela, e abro meu aplicativo do Uber. Eu preciso sair daqui e fazer isso rápido. Felizmente, tem um motorista perto, então eu pressiono o botão que preciso e espero até ele estar estacionado. Só então eu deixo meu esconderijo e corro através da rua. “Harmony?” uma garota pergunta, rolando sua janela para baixo. Eu aceno, abro a porta de trás, entro, abaixando no banco de trás. “Você está bem?” “Yep,” eu minto, e escuto o toque do meu celular em minha mão. Olhando para a tela, eu aperto meus olhos fechados. “Tem certeza?” ela pergunta, e eu abro meus olhos e encontro o olhar dela no espelho retrovisor. Ela é bonita, realmente bonita, com cabelo escuro e grandes olhos azuis. Ela não se parece com qualquer motorista de Uber que eu já tive. Então de novo, eu não pego o Uber frequentemente. “Yeah, só um pouco bêbada,” eu minto enquanto meu celular começa a tocar novamente. Batendo em negar, eu observo um texto aparecer na minha tela. Onde raios você está? Eu sento de volta e fecho meus olhos. Eu devo estar mais bêbada do que eu pensei que estava. Eu sei com certeza que sou mais estúpida do que eu pensava. Abrindo meus olhos, eu envio de volta.


Desculpa, tive que ir. Vejo você por ai. Nem mesmo dois segundos depois, meu telefone badala de novo. Onde você está? Eu ignoro essa mensagem. Eu também ignoro meu estomago girando e meus olhos ardendo, e eu continuo ignorando tudo o que eu estou sentindo até que estou em casa na cama. Então eu desligo o telefone e prossigo ignorando a batida na minha porta. Mas não importa o quão duro eu tento, eu não posso ignorar o jeito que meu coração dói.


Capítulo 4 Harlen

“JESUS,” EVAN DIZ, E EU olho para ele e vejo seus olhos estão apontados para o bar. Seguindo seu olhar, os músculos do meu estomago aperta junto com minha mão em volta da minha cerveja. “Mas que porra?” eu rosno, observando Harmony colocar um joelho e depois o outro em uma banqueta, então suas mãos no topo do bar, e escala antes de parar. Uma vez lá, Ashlyn escala perto dela e elas sorriem uma para outra. Só então elas começam a cantar junto com uma musica pop que está tocando de uma forma malditamente alta. Vendo ela, sua maquiagem esfumaçada, seu cabelo cresceu, em uma massa de curvas bagunçadas, o apertado vestido preto que ela está vestindo mostrando muita pele, e os saltos que ela tem fazendo suas pernas longas impossivelmente mais longas, meu pau começa a ficar duro e meu sangue começa a esquentar. Não esquentar: ele ferve, me fazendo ver vermelho. “Você finalmente vai lidar com isso?” Evan pergunta, e meus olhos vão para ele. Ele não sabe o que foi para baixo entre a gente, mas ele sabe que Harmony e eu fomos de passar quase todo dia juntos para ela me evitar. Eu estava zangado duas semanas atrás quando ela não retornou minhas ligações ou respondeu a porta depois que nos beijamos e ela correu. Eu não estou mais zangado. Eu estou furioso que ela se recusa a falar comigo e não teve as bolas para vir até mim. Oh, eu tenho certeza que ela distorceu a merda na sua cabeça sobre a minha reação ao beijo, mas a realidade disso era, se eu não tivesse saído para longe dela, eu não teria sido capaz de me controlar. Eu estava a dois segundos de distancia de tomar ela ali mesmo no bar, não dando uma merda pra quem visse o show. Assim é o quão seriamente eu quero ela. Quando eu comecei a conversar com ela, eu fui contra cada único instinto que eu tinha por causa da reação dela a eu convidando ela pra sair na primeira vez. Aquele medo que eu vi nos olhos dela, ele me mostrou que ela estava realmente assustada, assustada de viver, fazer


alguma coisa em um capricho, dar uma chance. Foi quando eu vim com um plano para entrar naquela cabeça dela, para ter ela confortável comigo, torna-lo fácil para ela. Obviamente, esse plano foi para a merda. “Porra.” Eu largo minha cerveja na mesa então levanto e corto através da multidão de homens acumulados no bar deslumbrados por elas até eles se afastarem. “Desça,” eu rosno, e os olhos de Harmony vêm ampliados para mim. “Desça porra, agora,” eu exijo, observando ela engolir e dar um passo para trás. Vendo ela perto de dar um passo fora do topo do bar, eu balanço minha cabeça, envolvo minhas mãos ao redor da sua cintura, e puxo ela para baixo, a ouvindo gritar enquanto lanço ela sobre meu ombro. “Harlen!” ela grita, batendo nas minhas costas com os punhos. “Calma,” eu estrondo, golpeando sua bunda, e seu corpo acalma enquanto eu empurro fora da porta. No segundo que estamos fora, ela chuta suas pernas e grita, “Me ponha pra baixo!”Ela me bate de novo, então eu golpeio a bunda dela, dessa vez mais forte que antes. “Você não acabou de fazer isso… de novo,” ela chora a última palavra, e eu imagino como no inferno é possível que pareço sorrir quando eu estou tão inacreditavelmente chateado. Logo que chego na vaga onde estacionei minha moto, eu a coloco em seus pés, continuando a segurar a mão dela. Eu chuto minha perna por cima do assento da minha Harley não ordeno, “Suba. Agora.” “Eu não estou subindo na sua moto,” ela chia, tentando puxar a mão dela livre. “Suba, Harmony.” “Não!” ela tenta puxar livre, mas eu não deixo ela ir. Ao invés disso, eu uso a mão dela para puxar ela mais perto, então pego sua boca, deslizando minha língua entre seus lábios. Sua mão livre começa tentar me empurrar, mas logo, ela está pressionando seus seios contra meu peito, tentando chegar mais perto. Rasgando minha boca da dela, eu repito, “Suba,” observando seus pálpebras abrir. Seus olhos examinam os meus. Eu não sei o que ela está procurando, mas ela deve ter encontrado. “Tudo bem,” ela sussurra, jogando sua perna por cima da moto atrás de mim enrolando seus braços em volta da minha cintura.


Espremendo sua coxa nua em aprovação silenciosa, eu a deixo ir, ligo minha moto, e então saio em direção ao seu lugar. Puxando em sua garagem vinte minutos depois, estaciono perto do carro dela e espero ela descer. Quando eu desligo o motor e desmonto, ela está em cima dos degraus na porta. Ampliando meu passo, eu chego lá enquanto ela se abaixa para pegar Dizzy. Enquanto passo atrás dela, eu envolvo minha mão em volta de seu quadril, forçando ela pra dentro um passo então eu posso fechar a porta atrás de mim. No segundo que clico a tranca no lugar, seus ombros tencionam e ela anda pra longe. Porra. “Harmony,” eu chamo, mas ela não vira para me olhar. Ao invés disso, ela balança sua cabeça, vai para a porta de vidro, e abre, deixando Dizzy sair. “Anjo, olha pra mim.” Eu observo ela virar em minha direção lentamente, e é quando eu vejo lágrimas nos seus olhos. Vê-la tentar piscar elas longe, a raiva sentada no meu intestino desaparece. “Sinto muito.” Sua voz vem em um sussurro. “Eu não quis fazer isso. Eu não sei o que eu estava pensando.” Minhas sobrancelhas levantam juntas e eu dou um passo em direção dela. “Do que você está falando?” “Be—” ela balança sua cabeça. “Beijar você.” Suas bochechas ficam vermelhas e ela deixa seus olhos cair dos meus. “Eu não sei o que eu estava pensando. Eu me importo com você, com nossa amizade. Eu não deveria ter arruinado isso beijando você. Eu fui estúpida. Eu sinto tanto.” “Você está me zoando?” eu rosno em descrença. Ela levanta seus olhos para os meus e eles ampliam enquanto eu fecho a distancia entre nós. “Babe, com certeza você me sentiu participando do primeiro beijo, e você sabe que eu instiguei o segundo. Então eu não sei que porra você está falando nesse momento.” Ela pisca, parecendo adoravelmente confusa. “Mas….” “Você sabe quão duro você me faz? Sabe quão seriamente eu queria rasgar aqueles malditos shorts pra baixo de suas coxas assim eu poderia me enterrar dentro de você? Eu não sai porque eu não queria você. Eu sai assim eu não foderia você na frente de cem pessoas. Eu precisava de um minuto para me acalmar porra.” Seus lábios abrem, e eu sacudo minha cabeça, rasgando a mão pelos meus cabelos em frustração.


“Eu sei que não deveria ter saído sem explicar essa merda pra você, mas você não deveria ter escapado sem me dar uma chance. Você também não deveria ter fugido, desligado seu telefone, e então me ignorado quando eu vim na sua porta.” Eu me inclino e rosno, “Repetidamente.” “Eu…. Eu pensei. Eu…” Seus olhos fecham e ela eleva sua cabeça pra trás em direção ao teto. “Deus, Eu sou uma idiota.” Dando mais um passo em direção dela, eu envolvo minha mão em volta de sua cintura e seus olhos abrem, encontrando os meus. “Eu deveria ter feito um movimento mais cedo.” “O que?” “Você sabe quão difícil tem sido, estar ao seu redor e não tocar você do jeito que eu quero? Quão difícil tem sido, manter minhas mãos para mim mesmo, quando isso não é o que eu quero? Quão difícil foi pra mim não reclamar você quando seu pai me perguntou o que é que eu estou fazendo com você?” “O que?” ela repete, dessa vez com surpresa. “Eu não queria assustar você. Eu sabia que se eu viesse até você da forma que eu queria desde o começo, você teria me chutado,” eu confesso, e seus olhos deslizam longe, me deixando saber que eu estava certo pensando isso. “Eu sabia que eu estava entrando na sua cabeça, mas até aquele beijo, eu não sabia que eu já estava lá,” eu enfatizo a última palavra com um aperto. “Eu pensei… Eu pensei que você queria ser só amigos,” ela diz, evitando meu olhar e olhando para minha clavícula. “Eu quero ser seu amigo.” Eu chego mais perto então me inclino para baixo e coloco minha boca perto da orelha dela. “Eu também quero foder você.” Sentindo seu arrepio, eu deslizo minha mão livre em torno dela e puxo-a totalmente para mim. “Agora me diga onde nós estamos, Harmony?” “Onde nós estamos?” ela repete, lentamente derrubando sua cabeça para trás para olhar para mim. “O que você quer dizer?” “Quero dizer, nós vamos continuar fingindo que isso não está acontecendo? Ou nós vamos tirar vantagem do que a gente sabe que tem e mover para o próximo passo?” eu pergunto me recusando a ter rodeios com ela já que essa merda obviamente não funciona.


Suas mãos sobem para descansar contra meu abdômen. “Você quer dizer… tipo, estar juntos… como um casal?” ela pergunta, e eu mergulho meu rosto mais perto dela. Tão perto, que eu sinto sua respiração roçar contra meus lábios. “Eu não dou uma merda qual rótulo você coloca na gente.” “Oh,” ela respira. “Você está dentro, ou você está fora?” eu questiono, e seus olhos dilatam com medo e satisfação. “Eu estou dentro,” ela responde, e isso é tudo o que eu preciso ouvir. Eu uso meu braço em volta dela para puxar ela pra cima contra mim, então tomo vantagem de seus lábios partidos. O momento que minha língua toca a dela, sua mão desliza para cima do meu abdômen e peito então apertam meus ombros. Porra sim. Ouvindo-a choramingar enquanto sua língua brinca com a minha, eu caminho a gente para trás em direção ao sofá. No instante que a parte de trás do meu joelho bater na almofada, eu deslizo minhas mãos pelos lados dela, por cima dos quadris, e então agarro duas mãos cheias do material lá, puxando a saia do seu vestido, e caindo para trás, trazendo ela para baixo comigo. “Harlen.” Seus olhos preenchidos de luxuria encontram os meus e lampejam com preocupação. “Só nos deixando confortáveis, baby,” eu digo pra ela, agarrando-a atrás de seus joelhos e puxando-a mais profundamente em mim. Uma vez que tenho ela onde eu a quero, eu envolvo minha mão em volta da sua nuca então deslizo meus dedos subindo pros seus cabelos. “Tão fodidamente bonita.” Seus olhos lampejam novamente logo antes de eu puxar sua boca para baixo na minha para outro gosto. Sentindo seu balanço contra mim enquanto ela geme na minha boca me tem quase gozando em meus jeans. Porra, eu sabia que seria bom quando eu conseguisse nós onde eu queria que nós fossemos, mas eu não tinha uma maldita pista que isso seria assim bom. Beliscando seu lábio inferior, eu puxo sua cabeça pra trás e estudo seu rosto. Tão malditamente linda, nem mesmo um exagero. Ela é perfeita. Eu pensei isso no momento que a vi, mas ter ela no meu colo, seu calor


descansando contra mim, seus lábios inchados, suas bochechas rosas, seus olhos preenchidos com desejo, Eu nunca vi nada mais magnífico. “Foda-me.” Eu puxo sua cabeça para frente e escondo no meu pescoço, desejando meu coração parar de martelar contra minha caixa torácica e minha ereção morrer. “Nós estamos parando?” ela pergunta, soando desapontada, e eu sorrio para o teto. “Dizzy está lá fora, a porta está aberta, e eu não estou fodendo você pela primeira vez no seu sofá,” eu digo. Então adiciono, “Talvez na segunda.” Sua cabeça levanta do meu pescoço e nossos olhos se encontram. “Talvez na terceira, já que eu tenho pensado sobre foder você na ilha mais vezes que eu tenho pensado sobre foder você no seu sofá.” “Parece que você pensou sobre…” ela pausa rolando seus lábios juntos. “Você sabe… um monte.” “Precisava de alguma coisa pra me manter ocupado, desde que eu não estava fodendo você,” eu explico, e seus lábios contraem. “Você não é o único,” ela sussurra, derrubando seus olhos para as mãos que se move para minha mandíbula. “Yeah? Sobre o que você tem pensado?” Eu pergunto, e sua cabeça mergulha mais longe enquanto suas bochechas, que já estão rosa, escurecem.. “Só sobre nós,” ela responde vagamente. Antes de ter a chance de questionar ela mais longe, Dizzy pula em cima do sofá e luta seu caminho entre nós para chegar na minha mandíbula, onde ele sempre lambe. Afastando os quadris dela, eu o agarro, coloco-o contra meu peito, e então ordeno, “Salte e tranque a porta, baby.” Acenando, ela corre do meu colo, me dando um vislumbre da fina calcinha cobrindo sua boceta antes dela ajustar seu vestido, e caminhar ao redor do sofá para a porta. “Você quer uma cerveja?” ela pergunta, e eu mudo minha atenção de Dizzy, encontrando ela parada na cozinha na frente da geladeira aberta. “É cerveja de verdade?” eu pergunto, e seus olhos estreitam, me fazendo lutar de volta um sorriso. “O que?” Mesmo com a ilha entre nós, eu ainda a vejo plantar as mãos no seu quadril.


“Você é o único aqui que bebe a cerveja que você trouxe. Eu não tenho outro homem vindo para minha casa, vagando ao redor e bebendo seu álcool,” ela fala imprudente, e eu estreito meus olhos. “E… Eu não bebo isso também,” ela termina. “Vou tomar uma cerveja,” eu resmungo por entre os dentes, e ela franze as sobrancelhas antes de olhar para longe, alcançando a geladeira, e pegando uma cerveja e uma garrafa de água. Voltando para o sofá, ela me entrega a cerveja. “Me faz um favor,” eu digo enquanto ela senta, e seus olhos encontram os meus. “Nem mesmo brinque sobre ter um outro homem ao redor.” Depois de ela me estudar por um longo momento, ela sussurra, “Tem sido você, Harlen. Por meses, tem sido você, mesmo quando não era.” Ouvindo sua admissão, eu coloco Dizzy no chão, então largo minha cerveja na mesa de café e tiro dela sua água, fazendo o mesmo com ela antes de puxar para baixo de mim. “Tem sido você desde o momento que nos encontramos.” Eu baixo minha voz. “Eu sou loucamente ciumento quando se trata de você,” eu admito, enquadrando seu rosto com minhas mãos, e os olhos delas flamejam mas não de um jeito ruim. “É irracional, mas isso é o que é.” “Okay,” ela concorda, deslizando suas mãos em volta da minha cintura e movendo-as para cima em minhas costas, por baixo da minha camisa. “Você está bem com isso?” eu pergunto, ela inclina sua cabeça para o lado. “Eu quero tudo o que você quer me dar,” ela responde, e eu pressiono minha testa na dela. “Tem certeza?” “Tenho certeza,” ela diz, e meus olhos se fecham. “Porra, eu devia ter feito um movimento mais cedo,” eu repito, abrindo meus olhos, e quando faço, encontro os dela suaves. Vendo aquele olhar, eu desejo ainda mais que eu não tivesse esperado tanto tempo. “Está tarde, e eu tenho que trabalhar amanhã,” ela diz suavemente, e eu viro minha cabeça e olho para o relógio, vendo que já passa da uma da manhã. “Certo.” Eu toco minha boca na dela então começo voltar, mas as coxas dela apertam em volta dos meus quadris e seus braços firmam em volta das minhas costas.


“Você vai passar a noite?” Porra “Você quer isso?” “Sim.” “Então yeah.” “Bom.” Sua mãos deslizam mais adiante e eu mergulho meu queixo, beijando ela de novo, fundo e molhado. Puxando para longe, eu levanto do sofá, arrastando ela comigo. “Vou deixar Dizzy sair uma última vez e fechar tudo, enquanto você se arruma para cama.” “Okay.” Ela se inclina para cima e pressiona sua boca na minha, e então eu observo sua bunda até ela desaparecer de vista. Olhando para baixo para Dizzy, eu dou um tapinha na coxa e ele me segue para a porta. Deixando ele sair, eu ordeno, “rápido.” E ele corre através do deck e desce as escadas para a grama, cuidando dos seus negócios antes de voltar. Uma vez que ele está de volta, eu tranco a porta, vou para a cozinha, agarro um petisco, e dou para ele, observando ele escapar antes de eu apagar as luzes da cozinha. Desligando as luzes da sala de estar, eu faço meu caminho no escuro em direção a porta aberta do quarto no final do corredor e entro. Vendo a porta do banheiro aberta, eu sento na beirada da cama e tiro minhas botas e camisa então fico de pé para desabotoar meus jeans. Puxando o zipper pra baixo, eu congelo quando Harmony sai do banheiro, vestindo uma camisola azul clara, com renda rosa cobrindo seus seios e mais da mesma renda rosa atingindo sua coxa. Seus olhos travam nos meus e eu observo ela engolir. “Eu deixei uma escova de dente nova na pia para você,” ela diz, e eu levanto meu queixo, terminando de tirar meu jeans, e então caminho para o banheiro, vestindo nada além das minhas boxers. Cuidando dos negócios, eu lavo minhas mãos e então uso a escova de dente que ela deixou, ignorando o fato que é rosa escuro. Uma vez que termino, eu abro a porta e encontro as luzes de cima desligadas mas as duas lâmpadas ao lado da cama acesas. Ela está na cama, suas costas na cabeceira de madeira, um edredom cinza com adornos em torno de seus quadris. Diferente do resto do lugar, eu sei com apenas um vislumbre que os móveis do seu quarto são antigos. Ele não se encaixa com o visual que ela está criando


para o resto da casa, e não irá demorar antes dela estar procurando novas peças para substituir tudo isso. “Aqui.” Ela oferece o controle remoto da televisão em minha direção. “Se você quiser assistir TV.” Pegando dela, eu puxo as cobertas para trás e entro na cama perto dela. “Você precisa dormir.” Eu coloco o controle remoto para baixo na mesa de cabeceira e desligo a luz, vendo ela alcançar e fazer o mesmo com a outra do lado dela. Uma vez que as luzes estão apagadas, eu a puxo através da cama para mim. No momento que ela está ali, ela esconde seu rosto no meu pescoço, suas mãos escorregam sobre meu estomago, e suas coxas deslizam para descansar no meu quadril. Perfeito, e sim eu deveria ter feito um movimento malditamente muito mais cedo. “Está tudo bem?” ela pergunta, apertando meu estomago, e eu sei que ela está perguntando se eu estou confortável. Eu não digo para ela que eu nunca dormi com outra mulher apertada contra mim antes, ou que eu não me aconchego. Ao invés disso, eu puxo ela impossivelmente mais perto então toco minha boca no topo de sua cabeça, deixando-a saber não verbalmente que ela está exatamente bem onde ela deveria estar. “Noite, Harlen.” “Noite, Anjo.” Dou-lhe um aperto na cintura. Deitando aqui no escuro, eu encaro o teto, ouvindo enquanto sua respiração diminui, então sinto seu corpo relaxar mais fundo contra o meu. Uma vez que sei que ela está adormecida, eu fecho meus olhos e a acompanho. Sentindo a cama mudar, meus olhos estalam abertos, e leva um nano segundo para perceber onde eu estou. Ouvindo um choramingo, eu inclino minha cabeça para baixo para olhar para Harmony pelo luz preenchendo o quarto, e então eu vejo seus deslocamento sem descanso em seu sono. Eu rolo para o lado e envolvo meus braços em volta dela. “Anjo, acorde. Você está tendo um sonho ruim,” eu digo contra sua orelha, e então puxo para trás quando ela geme meu nome. Jesus, nem fodendo. Meu pau, que já está duro, pulsa, e minha mandíbula aperta junto com meus braços ao seu redor. “Harlen.” Suas mãos deslizam sobre meu peitoral e descem para meu abdômen. Agarrando seu pulso eu vejo onde suas mãos estão indo, eu a sinto congelar e sei que ela não está mais dormindo.


“Está acordada?” eu pergunto, e leva um segundo mas ela responde eventualmente. “Sim.” Ela pressiona sua testa no meu peito. “Que horas você tem que estar fora da cama?” eu pergunto, deixando seu pulso ir e deslizando minha mão para baixo em suas costas. “Um… nove,” ela respira, enquanto eu sigo deslizando minha mão para baixo até eu alcançar a bainha da sua camisola. “Seu alarme está programado?” “Sim,” ela responde, e eu começo roçando minha mão para cima e debaixo do material sedoso. “Que tal nós vermos o quão longe conseguimos chegar antes dele disparar?” eu sugiro, ouvindo sua respiração mudar e sentindo suas unhas afundarem na pele dos meu bíceps que ela está segurando. “Okay,” ela concorda, mantendo sua testa pressionada no meu peito. “Incline sua cabeça para trás e me dê sua boca,” eu ordeno, sentindo ela estremecer. Quando ela puxa a cabeça para trás, eu coloco minha boca contra a dela enquanto deslizo minha mão sobre seu quadril e estomago suave. Seus músculos tencionam e suas unhas cavam mais fundo enquanto eu deslizo meus dedos ao longo beirada da renda das suas calcinhas. Só quando alcanço o ápice da suas coxas com meus dedos eu beijo ela, tocando minha língua em seu lábio inferior. Sua boca abre em um engasgo e eu deslizo para o céu com ambos, minha língua e meus dedos, encontrando um calor molhado nos dois lugares. Eu aprofundo o beijo então a movo para suas costas, rolando seu clitóris com meu polegar. Puxando sua boa da minha, sua cabeça pressiona no travesseiro enquanto seus quadris levantam, querendo mais. “Harlen.” Ouvindo a necessidade em sua voz, eu não diminuo, nem mesmo quando a mão dela desliza par baixo do meu abdômen e entra em minhas boxers para envolver meu pau. Porra. Ouvindo ela, cheirando ela, sabendo que logo vou ter um gosto dela, meus quadris pressionam mais fundo em sua mão e eu deslizo um dedo, depois dois fundo dentro dela. “Você vai me deixar ter um gosto de você?” eu belisco o lóbulo de sua orelha, e seu punho em mim aperta. “Você vai, não vai?” eu pergunto, e


ela geme, levantando os quadris, montando meus dedos enquanto eu mantenho meu polegar em seu clitóris circulando. “Me responda.” “Sim.” Ela ofega. Beijando sua orelha, me movo e beijo seu pescoço, clavícula, e depois deslizo e puxo para baixo a borda de renda da sua camisola, expondo seu peito e mamilos cor pêssego. Cobrindo com a palma seu peito, eu lambo seu mamilo então sopro contra ele, observando eles apertarem, e então faço o mesmo com o outro. Eu sinto seu núcleo apertar e pulsar em volta dos meus dedos, me informando do fato que ela está perto, o que é bom porque eu também estou. Me empurrando da mão dela assim eu não gozo antes da minha boca estar nela, eu mudo para baixo na cama. Ignorando o alarme dela quando ele começa a tocar, eu lanço sua perna por cima do meu ombro e coloco minha boca nela, por cima da renda a cobrindo. Pressionando minha língua, puxo para trás e sugo forte. “Oh Deus!” ela chora, e eu gemo. Deslizando a renda para o lado, expondo ela para mim, eu coloco minha boca de volta. No segundo que minha língua desliza através de suas dobras, suas coxas apertam e sua boceta pulsa em torno dos meus dedos. Levantando minha cabeça, eu a vejo gozar então diminuo meus golpes. Eu levanto em meus joelhos e envolvo minha mão ao redor do meu pau, batendo uma. Olhando para sua massa de cabelos espalhadas no travesseiro, seus olhos escuros em cobiça, seus perfeitos seios para fora, e sentindo sua boceta pulsando em volta dos meus dedos ainda empurrando, eu chego perto então perco completamente quando sua mão envolve em torno da minha e ela me leva lá, observando em admiração enquanto gozo por cima de toda sua barriga exposta. Deixando cair minha cabeça nos meus ombro, meus quadris sacodem enquanto ela continua acariciando. “Cristo,” eu gemo, endireitando minha cabeça. Eu deslizo meus dedos lentamente fora de sua boceta e trago eles para minha boca, chupando eles limpos. “Oh meu Deus,” ela sussurra, segurando meu olhar, e eu sorrio em torno dos meus dedos. “Não se mexa,” eu ordeno, saindo da cama e indo ao banheiro para uma toalha de banho. Ligando a água quente, eu aqueço o pano e depois o levo para limpa-la. Uma vez que terminei, eu sorrio. “Você quer desligar o alarme?” eu pergunto, e ela pisca como se ela não tivesse


ouvindo o beep pelos últimos dez minutos. Ela senta, alcançando e desligando. Tirando vantagem dela estar apoiada, eu envolvo minha mão ao redor da sua nuca e derrubo minha boca para baixo para a dela para um quente, profundo, muito molhado beijo. “Dia25,” Eu ressoo quando puxo para trás, e ela ri, deslizando suas mãos em volta da minha cintura. “Dia.” Ela descansa o lado da sua cabeça contra meu abdômen, e eu corro meus dedos através do seu grosso, e macio cabelo. Eu odeio que ela cortou todo o seu cabelo, mas eu tenho que admitir que eu amo o jeito que ele parece agora. Selvagem, como só eu sei que ela é quando ela deixa cair sua guarda. “Você acorda assim muitas vezes?” eu pergunto, e o corpo dela endurece. “Talvez.” “Sem reclamação, só pensando o que você faz com você mesma quando isso acontece?” “Vibrador,” ela responde, chocando a merda fora de mim com sua honestidade, e eu sinto meu corpo tenso enquanto visões dela se masturbando preenchem minha mente. “Vou ter que ver você se levar lá algum dia,” eu aviso suavemente, e ela estremece. Virando sua cabeça de volta em minha direção, eu ponho as mãos em concha atrás de sua cabeça e estudo seu rosto, pensando que estava errado ontem à noite. Vendo o suave e saciado olhar em seu rosto agora faz ela parecer ainda mais magnífica do que eu já a vi antes. “Você vai tomar banho?” eu pergunto, e ela acena. “Certo, eu vou fazer café.” “Você pod—” “Eu poderia baby, mas você vai estar atrasada pro trabalho se eu for,” eu digo, a cortando antes que ela possa terminar a sugestão, e seus olhos ficam semi fechados. Derrubando minha cabeça, eu toco minha boca na dela, dando um aperto em seu pescoço, e então a deixo ir. “Te encontro na cozinha.” “‘Kay26,” ela concorda. Eu agarro meu jeans do chão, o visto, e então deixo o quarto, sem olhar para trás para ela, porque eu sei que não seria capaz de me parar de Assim como ao ir dormir eles usaram somente “Night” (noite) e não “Good Night” (boa noite), agora eles usam somente “Morning” (dia) ao invés de “Good Morning” (bom dia) 26 Ela fala só metade da palavra Okay 25


seguir ela para dentro do banheiro se eu olhar. Eu vou pelo corredor e uso o banheiro lá. Uma vez que saio, eu vou para a sala de estar, com Dizzy dançando nos meus pés, girando em círculos e saltitando. Abaixando, eu esfrego sua cabeça então abro a porta de trás para deixar ele sair, observando enquanto ele desce os degraus, perseguindo um passarinho para fora do quintal. Eu deixo a porta aberta e desloco para a cozinha fazendo uma cafeteira de café e busco algo para o café da manhã. Sem espanto, tem café mas não tem comida na geladeira além de um ovo, algumas fatias de queijo, creme27, manteiga, e não muito mais. Descansando minha mão no quadril, eu estudo a geladeira vazia, imaginando quando foi a última vez que ela fez compras. “Não tenho tido tempo de ir ao mercado.” Virando minha cabeça, eu a vejo do outro lado da ilha, seu cabelo molhado para cima em um rabo de cavalo e seu corpo envolvido em um fino roupão preto. “Eu vou hoje à noite quando sair do trabalho. Eu acho que tenho um par de bagels que podemos comer embora.” “Você não tem nenhum cream cheese.” “Eu tenho manteiga.” Ela encolhe os ombros, vindo em volta da ilha, abrindo um os guarda louças, e levantando seus pés descalços para alcançar as canecas de café na segunda prateleira. “Que horas você sai do trabalho hoje à noite?” eu pergunto, e ela olha para mim por cima dos seus ombros. “Onze.” “Eu vou ao mercado,” eu digo, e ela coloca duas canecas no balcão então olha para mim novamente. “Eu posso ir quando sair. Já fiz isso antes. Não é grande coisa.” “Você pode, mas isso significa que você tem que fazer uma parada tarde da noite ao invés de vir direto para casa depois do trabalho,” eu digo para ela, deixando de fora o fato que ela é uma Mayson e esse sobrenome parece ser um imã para problemas. Ela me estuda com um olhar que não posso ler piscando em seus olhos então vira para a cafeteira. “Se você não se incomoda. Eu vou te dar uma chave.” Eu pego a caixa de creme antes de fechar a geladeira, então vou até ela e me encaixo contra suas costas. Colocando a caixa no balcão, eu No original half-and-half – é o que os americanos costumam usar no lugar de leite no café. O nome significa meio-a-meio pois é feito com partes iguais de creme de leite fresco e leite integral 27


deslizo uma mão em volta da sua cintura para descansar contra seu estomago, a outra no balcão perto do seu quadril. Tocando minha boca em seu pescoço, eu observo ela colocar café em ambas as canecas. “Quando é seu próximo dia de folga?” eu pergunto, respirando o aroma de sua pele limpa. “Em três dias,” ela responde, e eu aceno. “Você poderia…” Ela respira profundamente e solta o ar. “Se você quiser… Quero dizer, se você quer você pode ficar por aqui até eu ter folga,” ela oferece, e eu sei pelo seu tom que ela quer isso, e foda-se se eu não quero a mesma coisa. “Parece bom.” Eu beijo seu pescoço então deixo ela ir pegar o açúcar que está no outro lado da cozinha. “Eu vou contar aos meus pais,” ela avisa, e eu paro na metade do caminho para ela e seus olhos vêm para mim. “Eles tem perguntado sobre nós e, bem, se isso estava acontecendo, eu não quero manter isso deles. Isso não foi muito bem quando minhas primas mantiveram seus relacionamentos dos seus pais.” Ela morde seu lábio então murmura, “A menos que você não me quer dizendo a eles.” “Não nos esconda, Anjo, mas só avisando. Eu não vou deixar seu pai me intimidar. Ele tentou isso antes, e tanto quanto eu respeito ele, eu não vou gostar se ele tentar essa merda de novo.” “Ele tentou intimidar você?” ela pergunta, e eu estudo ela, imaginando como ela perdeu isso quando ele deixou obvio que ele não estava feliz que ela estava passando tempo comigo, mesmo que não tinha nada acontecendo entre nós naquele tempo. “Yeah, palavra-chave: tentou. Eu não sou facilmente intimidado, especialmente quando eu quero alguma coisa. E agora, depois de nós dividirmos o que dividimos noite passada e essa manhã, eu sei que eu quero mais disso. E seu pai não vai entrar no caminho de eu ter isso,” eu digo pra ela, observando o olhar de mais cedo voltar, dessa vez mais forte que antes. “Okay,” ela concorda calmamente, abrindo o creme e despejando um pouco na sua caneca, deixando o meu preto mas adicionando açúcar. Me oferecendo uma caneca, ela inclina contra o balcão com a dela. “Isso é esquisito?” ela questiona, e eu descanso meu quadril contra o balcão oposto dela. “Esquisito como?”


“Eu não sei. Isso só parece normal. Mesmo quando eu estava com um cara por um tempo, eu me sentia ansiosa. Com você...” Ela balança sua cabeça. “Eu não sinto isso. É estranho.” “Nós passamos um monte de tempo juntos,” eu aponto, e ela acena, tomando um gole de seu café. “Você sabe como eu gosto do meu café sem eu ter que dizer para você, sabe que tipos de programas eu assisto, o que eu faço no meu tempo livre. E eu sei as mesmas coisas sobre você.” “Eu acho que você está certo,” ela responde. “Tudo isso significa que agora vamos nos mover para a merda boa sem a ansiedade.” “Coisas boas?” “Yeah.” Eu sorrio, e os olhos dela caem para minha boca. “Agora eu descubro quão molhada eu posso te deixar apenas por sussurrar em seu ouvido, descubro quão rápido eu posso fazer você gozar só com meus dedos. Eu tenho que descobrir coisas, como eu descobrir esta manhã que você é tão bonita quando acorda quanto é quando você vai dormir. Merda boa,” eu termino, vendo sua boca mais suave e seus olhos mais escuros do que eles eram antes de eu começar a falar. “Certo,” ela sussurra, tomando outro gole do seu café. Sorvendo da minha própria caneca, eu observo Dizzy correr para dentro da cozinha e pular pra cima, colocando suas patas nas canelas nuas dela. Alcançando, ela o pega. “Está pronto pra comer?” ela pergunta pra ele, e ele responde lambendo sua mandíbula, fazendo ela rir. Eu inclino para trás e observo ela perambular em volta da cozinha em seu roupão. Sabendo que eu posso beijar e tocar ela sempre que eu quiser, tudo que posso pensar é, Yeah, isso é a merda boa.


Capítulo 5 Harmony

VENDO PELO MENOS UMA DUZIA de mensagens perdidas na tela do meu celular, eu mordo meu lábio e começo a passar por elas uma por uma. Aparentemente, ninguém perdeu Harlen me jogando sobre o ombro e saindo comigo na noite passada. Obviamente, eles estavam todos bem com ele partindo comigo, desde que ninguém nem tentou me resgatar dele. Eu preciso terminar de ficar pronta para o trabalho, então eu mando a todos uma breve mensagem deixando eles saberem que estou bem e irei ligar assim que tiver tempo para explicar tudo o que aconteceu, e tem muita coisa para explicar. Eu levanto minha cabeça quando vejo uma sombra cair sobre mim e vejo Harlen, que ainda está sem camisa, vestindo só os jeans, colocar uma mão na cama nos meus quadris e seu rosto perto do meu. “Tenho que ir pro meu lugar, tomar banho, então vou para a loja.” “‘Kay.” Eu estudo seus olhos e rosto bonito de perto, amando que eu sei exatamente como seus quadris sentem quando eles estão pressionados contra os meus e como sua barba sente contra minha pele. “Te vejo quando você chegar em casa hoje à noite.” “‘Kay,” eu repito, observando ele sorrir. “Me beije, Anjo.” “‘Kay,” eu respiro, levantando minhas mãos para seu caloroso, duro como pedra peito nu então deslizo elas para seus ombros, usando a alavancagem para me levantar e beijar ele. Eu posso ter começado colocando minha boca contra a dele, mas pouco tempo depois, ele assume e transforma o beijo em algo mais … algo melhor… algo mais quente. Deus, eu não sabia que alguém podia beijar do jeito que ele beija. Eu não tinha ideia que um beijo pode tirar o oxigênio de seus pulmões enquanto ao mesmo tempo te enchem de vida.


Arrastando sua boca da minha, sua mão envolta da minha nuca aperta. “Hoje à noite,” ele diz, e meus olhos agitam abertos enquanto eu puxo o ar. “Hoje à noite,” eu concordo, e seus lábios tocam nos meus então na ponta do meu nariz antes de levantar. Eu o observo em transe enquanto ele coloca sua camisa, e então sigo observando ele enquanto ele agarra suas botas e deixa o quarto, me dando um sorriso por cima dos ombros enquanto ele vai. Eu caio com as costas na cama e encaro o teto, sentindo nada além de felicidade. Nenhum medo, nenhuma preocupação sobre o desconhecido, somente felicidade. Sorrindo, eu levanto e termino de ficar pronta pro trabalho, e então saio com o mesmo sorriso ainda nos meus lábios. ***

“Hey, você,” Mimi diz, e eu olho da tabela que estou trabalhando e encontro seu olhar fixo. Mimi e eu começamos a trabalhar aqui algumas semanas separadas, mas ela tem sido uma enfermeira por mais de seis anos. A primeira vez que a vi, eu não sabia o que pensar. Ela é mais ousada do que qualquer outra enfermeira que conheci. Ela tem um monte de tatuagens, cabelos pretos cortados em short bob28 com franjas afiadas que escovam sua forma de amêndoa, e incomuns olhos azuisesverdeados. Eu nunca teria adivinhando que ela era tão doce quanto ela é só olhando para ela, mas ela é, mesmo que ela seja um pouco brusca. “O que foi?” eu pergunto enquanto ela rola sua cadeira mais perto da minha. “Estou exausta.” Ela boceja, agarrando seu café e tomando um gole. “Essas horas estão acabando comigo.” “Te entendo,” eu concordo, pegando minha coca e torcendo a tampa. “Nós só temos mais um par de horas faltando entretanto, então não muito mais tempo.” “Graças a Deus. Eu sinto como se eu pudesse cair no sono em pé.” Ela boceja de novo. “Este café não está fazendo nada pra mim mais,” ela murmura enquanto ela empurra a cadeira para levantar, fazendo ela 28

Corte de Cabelo moderno, conhecido como uma releitura mais bagunçada do famoso Chanel


rolar uns passos para trás. “Eu estou indo pegar um energético29 da minha bolsa na sala de descanso. Você se importa de olhar meus quartos?” “Nem um pouco,” eu digo, e ela me dá um pequeno, cansado sorriso antes de sair. Voltando ao trabalho na tabela em minha mão, eu levanto a cabeça quando sinto alguém chegando perto da enfermaria então me sinto tensa quando eu vejo que é o Dr. Hofstadter. Dr. Hofstadter foi um dos primeiros médicos que conheci aqui no hospital depois que comecei. Quando o conheci, ele me deu calafrios. Ele é arrepiante quando está tentando ser charmoso, e apesar dele ter boa aparência, ele é o tipo de homem que a posição como médico lhe deu o falso senso de poder. “Hey, Harmony.” Ele pisca, e eu luto para me impedir de engasgar. “Oi, Dr. Hofstadter.” Eu dou a ele um falso sorriso enquanto ele inclina contra a borda dupla do balcão na minha frente. “Como você está?” ele pergunta, e eu observo seus olhos caírem para meu peito. Estranho total. “Estou bem. Como você está?” “Indo bem, passei parte do final de semana no meu barco, a outra parte jogando golf no country club.” Ele sorri o que eu suponho seria um sorriso atraente se ele não fizesse minha pele arrepiar. “Que legal,” eu murmuro, rezando silenciosamente que um dos pacientes toque a campainha assim eu tenho uma desculpa para ir para longe dele. “Você já esteve em um barco?” “Yep,” eu respondo, não dando a ele mais nada, desde que eu não quero envolve-lo e arrastar essa conversa. “Talvez nós pod—” “Hey, Dr. Hofstadter,” Mimi diz, soando otimista e vivaz, e eu observo os olhos dele ir para ela e contrair com aborrecimento. “Mimi.” Ele levanta o queixo em sua direção. “Você viu o jogo de futebol?” ela pergunta, movendo-se para ficar entre minha cadeira e o balcão, bloqueando ele da vista. “Não vi,” ele murmura. “Saco, foi um ótimo jogo.” 29

No original 5-hour ENERGY – marca de um suplemento energético, daqueles comprados em farmácia.


“Yeah.” Ele limpa sua garganta. “Eu tenho que ir. Se vocês senhoras precisarem de mim, vocês sabem meu número.” “Yep,” Mimi concorda, e eu vejo os olhos dele vir para mim por cima dos ombros dela e observo seu sorriso. “Tenha uma boa noite.” “Você também.” Eu não sorrio de volta. Eu só observo ele virar e sair. “Deus, ele é tão assustador,” Mimi diz, virando para me encarar uma vez que ele desapareceu descendo o corredor e passando pelas duplas portas vai-e-vem no final. “Eu sei,” eu concordo, porque ele é, e eu estou contente que não sou a única quem pensa assim. “Ele estava te chamando para sair?” “Eu não sei, mas espero que não.” “Você não quer estar no radar dele. Você precisa evitá-lo.” “Eu irei evitá-lo,” eu asseguro-a. “Bom.” Ela abre seu energético e inclina em sua boca. “Então quem estava jogando ontem?” eu pergunto com um sorriso, e ela sorri para mim. “Porra, eu não sei, mas foi a única coisa que eu pude pensar para dizer quando eu vi o olhar no seu rosto e ele inclinando-se no balcão.” “Obrigada por me salvar.” “Não há de que.” Ela encolhe os ombros, sentando na sua cadeira, tirando uma tabela, e abrindo-a. Olhando dela para o relógio na parede, eu seguro um suspiro de desapontamento. Eu ainda tenho uma hora e trinta e quatro minutos antes de poder ir pra casa. Droga. Sem outra escolha, eu volto ao trabalho. *** Eu entro em minha garagem um pouco depois das onze da noite e noto as luzes ligadas no interior. Algo que não estou acostumada, mas algo que eu realmente gosto. Eu desliguei meu carro e agarro minha bolsa do banco de passageiros. No minuto que eu abro minha porta, eu vejo Harlen sair na varanda da frente com Dizzy em seus braços. “Hey.” Eu bato minha porta atrás de mim e vou na direção dele.


No momento que estou perto o suficiente para ele alcançar, o braço que não está segurando Dizzy desliza em volta da minha cintura e sua boca cai para baixo na minha com um beijo suave. “Hey,” ele diz lá, e eu sorrio. “Está com fome?” “Um pouco,” eu respondo enquanto ele troca minha bolsa por Dizzy, que está tentando chegar a mim, e coloca sua mão contra a parte baixa das minhas costas e me conduz para dentro de casa. “Te trouxe Lo Mein quando eu pedi chinês para mim mais cedo. Está no microondas.” “Legal, você vai aquecer para mim? Eu só vou me trocar realmente rápido.” “Claro.” Ele derruba sua boca na minha de novo para outro toque antes de levar minha bolsa em direção à cozinha. Eu vou pro meu quarto e beijo o topo da cabeça de Dizzy uma última vez antes de coloca-lo no chão, observando ele correr do quarto enquanto ando para o closet. Eu troco meu uniforme por um par de shorts e uma regata solta de pijamas, então agarro um suéter e vou para a cozinha, ouvindo o microondas apitar. “Você quer uma das suas cidras?” ele pergunta. “Claro.” Eu ando ao redor da ilha em direção dele então o observo abrir a geladeira. No momento que eu vejo como recheada e cheia ela está com comida, eu olho para ele. “Eu pensei que você iria pegar só o básico,” eu digo, levantando uma sobrancelha, e seus olhos vem para mim. “Eu peguei,” ele responde, abrindo a cidra e entregando para mim. Movendo-me ao redor dele, eu abro a porta da geladeira e olho dentro. Eu não estava errada. As prateleiras estão cheias, juntamente com a gaveta de carne e de frutas. “Eu espero que você planeje me ajudar a comer todas essas coisas,” eu digo a ele, abrindo o freezer e encontrando-o tão cheio, com diferentes tipos de carne e vegetais congelados. “Tudo será usado,” ele responder, e eu balanço minha cabeça. “Eu não cozinho normalmente em meus dias de folga, mas agora eu imagino que terei.”


“Para de reclamar sobre ter comida na geladeira e vem comer,” ele ordena enquanto puxa uma tigela da geladeira e me entrega, empurrando um garfo no macarrão. “Não estou reclamando,” eu minto, e seus lábios se contraem. “Tanto faz.” Eu levo a tigela comigo para a sala de estar e sento no sofá, enquanto ele vem, sentando perto de mim, com sua própria cerveja. “Como foi o trabalho?” “Bom.” Eu dou de ombros, imaginando depois da sua declaração na noite passada sobre ser louco de ciúmes, que é provavelmente melhor deixar de fora qualquer coisa a ver com o Dr. Hofstadter e a vibe arrepiante que ele me dá. “Só bom?” “Yeah, nada aconteceu. Nós tivemos um novo paciente chegando, mas no resto a noite foi calma.” “Calmo é bom,” ele diz, aproximando-se e puxando uma mecha de cabelo para trás da minha orelha. “Calmo é bom, mas isso também significa que o tempo tem a tendência de se arrastar, e desde que eu preferia estar em casa saindo com você, calmo é um saco.” “Entendo,” ele murmura, e eu pego seu sorriso antes dele beber um pouco da sua cerveja. “O que você fez hoje?” eu pergunto, assoprando uma garfada de macarrão antes de dar uma mordida. “Trabalho, e seu pai veio pra me ver.” “O que?” eu engasgo com o macarrão e começo a tossir. Só quando eu parei ele continua. “Aparentemente, ele ouviu que eu trouxe você pra casa noite passada.” Ele dá de ombros como se não fosse grande coisa, quando isso é, desde que eu queria ser a única a contar aos meus pais sobre Harlen e meu novo status de relacionamento. Eu sabia que deveria ter tirado um tempo para ligar para eles essa tarde, mas eu não fiz, e agora estou certa que eles ouviram sobre Harlen me carregando fora do bar, no estilo homem das cavernas. “Oh meu Deus,” eu sussurro, então pergunto, “O que ele falou?” “Primeiro, ele me disse para cair fora. Quando eu ignorei essa sugestão, ele me disse que se eu te tratar mal, ele terá minhas bolas.”


“Ele não fez,” eu sussurro enquanto raiva preenche meu estomago. “Está tudo bem. Não é uma grande coisa.” “Não está tudo bem.” Eu largo minha tigela na mesa de café com um clank e levanto. “E é uma grande coisa. Eu não acred—” Minhas palavras são cortadas e meu perco minha respiração em um whoosh enquanto sou puxada para baixo em seu colo e seus braços me envolvem apertado. “Se acalme.” “Não me diga para me acalmar. Eu não acredito que ele tentaria te ameaçar para você ficar longe de mim,” eu digo tentando sair dos seu abraço que só parece aumentar o aperto. “Eu estou aqui?” ele pergunta, e eu solto um frustrado sopro e olho para ele. “Esse não é o ponto.” Apesar de que me deixa feliz que ele está aqui e não correndo para as colinas para ficar longe de mim e do meu louco pai. “Esse é o ponto.” “Esse não é o ponto.” Eu cruzo meus braços sobre meu peito. “Sheesh.” “Cristo, você é fofa quando está chateada em meu nome.” Ele sorri, e eu continuo encarando. Então ele ri forte, tão forte que seu corpo sacode, e apesar de eu amar ouvir isso e sentir isso, eu ainda estou chateada. “Isso não é engraçado, Harlen. Isso é sério,” eu digo, e ele ri mais forte, escondendo seu rosto no meu pescoço e continuando a rir lá. “Estou falando sério.” “Eu sei disso, Anjo,” ele me diz através da sua risada, e eu resmungo. “Não é engraçado! Ele não deveria ter feito isso. Ele não deveria ter feito isso da primeira vez, e ele realmente não deveria tentar isso de novo.” “Você está certa. Não é engraçado.” Ele fica sóbrio, puxando para trás para olhar para mim, eu me arrumo quando vejo o olhar em seus olhos. “Não está tudo bem o seu pai tentar me assustar, mas se nós tivermos garotas um dia, eu irei acabar fazendo a mesma merda. Então como eu disse, está tudo bem.” Puta merda. Ele disse nós. Oh Deus, eu não posso respirar. “Porra,” ele murmura, dando-me um aperto. “Nem comece a pensar demais nessa merda.” “Não estou.” Eu deslizo fora minha mentira, e ele balança sua cabeça.


“Que porra eu vou fazer com você?” ele pergunta com um olhar suave em seus olhos, e eu mudo de posição em seu colo. “Vamos focar na merda boa antes de nós começarmos a nos preocupar sobre casamentos e crianças,” ele diz, e meus olhos ampliam na palavra casamento então minhas respiração sai na palavra crianças. “Porra.” Ele sorri, e eu fecho meus olhos, respirando fundo. “Acho que isso é uma forma de conseguir você quieta.” “Cale-se,” eu sussurro, e ele ri. “Coma sua comida.” “Não mande em mim.” “Eu vejo que você está no humor de discutir,” ele murmura, olhando para o teto e soltando um pesado e exagerado suspiro. “Cale-se.” Eu luto contra um sorriso então deixo sair um espasmo de risada enquanto ele me joga fora dele, colocando minhas costas no sofá e vindo para cima de mim. “Se você não está com fome, eu tenho uma abundância de outras maneiras de manter sua boca ocupada,” ele me diz, deixando a boca no meu pescoço e tocando sua língua contra a pele lá, me fazendo arrepiar. “Eu acho que não estou mais com fome,” eu sussurro, trancando meus dedos em seus cabelos, e eu o sinto sorrir contra minha pele antes dele beliscar meu pescoço. Puxando para trás, seus olhos procuram os meus. “O que?” “Nada.” Ele balança sua cabeça então eu perco seus olhos quando sua cabeça mergulha e seus lábios tocam os meus. Quando abro minha boca, sua língua desliza dentro e eu choramingo, provando ele e a cerveja que ele estava bebendo. Mudando, eu enrole uma perna sobre a parte de trás da sua coxa e aperto minha mão no seu cabelo. Suas mãos em conchas no meu peito através da minha regata e minhas costas arqueiam fora do sofá em seu toque. Então ele empurra para baixo o material de algodão e seus dedos puxam meus mamilos, enviando um choque de eletricidade através de mim, me forçando a rasgar minha boca dele então eu posso gemer, “Harlen.” “Bem aqui.” Ele mergulha sua cabeça então seus lábios fecham em volta do meu mamilo, aquele calor, quente e úmido me fazendo suspirar e moer meus quadris nos dele. “Porra.” Sua boca me deixa e suas mãos travam em volta do meu quadril assim ele pode me segurar para baixo.


Meus olhos se abrem e eu o encaro, ofegante. “Anjo.” Eu vejo o calor em seus olhos e lambo meu lábio de baixo, observando seus olhos cair lá. “Me leve pra cama, Harlen,” eu sussurro, e pra minha sorte, eu não tenho que pedir duas vezes. Ele agarra ambos meus tornozelos e puxa minhas pernas em volta da sua cintura, ordenando “Trave eles, baby.” Eu faço, então sua mão desliza sob minhas costas e ele levanta, me levando com ele. No segundo em que estamos de pé, eu solto minha boca na dele enquanto ele caminha conosco para o quarto. Sentindo sua dureza através de seu jeans e meu shorts de dormir, eu belisco seu lábio então gemo quando sua mão bate forte na minha bunda, tão forte que eu sussurro enquanto meu clitóris vibra e meu núcleo aperta. Eu não vejo quando entramos no meu quarto, mas eu sei quando ele coloca seu joelho na cama comigo ainda envolvida em torno dele. Minhas costas acertam a cama e seu peso se acomoda em cima de mim, e então nos perdemos um no outro enquanto eu forço sua camisa para cima de sua cabeça e ele faz o mesmo com meu suéter e regata. Seu peito cai de volta para o meu e o pelo cobrindo seu troco arranha meus mamilos, me fazendo perceber que a realidade dele é bem melhor do que qualquer coisa que eu poderia imaginar na minha cabeça. Eu levanto minha cabeça para pegar sua boca, mas ele me empurra de volta. “Tire seus shorts, Anjo.” Rapidamente, eu empurro meus polegares no cós do meu shorts e puxo-os para baixo, chutando eles fora. Sentando em suas panturrilhas em seus jeans, seus olhos perambulam preguiçosamente sobre mim. “Cristo, onde diabos eu começo?” ele pergunta asperamente como seu volume, mãos ásperas deslizam em minha suave pele dos meus tornozelos para minhas coxas onde ele puxa minhas pernas separadas. Inclinando-se para frente, sua barba arranha através da minha pele antes de seus lábios tocar minha barriga ao mesmo tempo em que seus dedos deslizam para baixo nas minhas coxas internas. Meu pulmões queimam com antecipação, sabendo o que está vindo, e eu luto comigo mesmo para continuar parada, para esperar por seu toque, quando tudo o que eu quero fazer é levantar meus quadris e implorar. “Harlen,” eu arquejo quando seus dedos separam minhas dobras escorregadias, e seus olhos vem para mim através de seus


espessos, cílios escuros enquanto sua boca mergulha entre minha pernas. “Oh Deus.” O primeiro toque dele contra meu clitóris faz minhas mãos e dedos do pé enrolar na cama embaixo de mim. Eu perco completamente seu olhar fixo quando eu afundo minha cabeça no travesseiro atrás da minha cabeça e incline meus quadris em sua talentosa boca enquanto ele vai de me provar para me comer como um homem faminto, beliscando e lambendo cada parte minha aberta para ele. Quando seu polegar desliza dentro de mim, eu perdi minha sanidade e gozei forte, tão forte que eu gritei enquanto meu corpo agita e eu vejo luzes brilhantes. Respirando pesadamente, eu levanto minha cabeça e observo ele puxar uma camisinha da sua carteira e chutar seus jeans fora. Sentando o melhor que posso, eu começo a envolver minha mão em torno de seu comprimento grosso, mas ele me para agarrando meu pulso. “Você me toca, não vou durar,” ele rosna, rasgando a camisinha aberta com seus dentes. Ele descarta o invólucro na cama então desliza a camisinha em seu comprimento. Ele é grande. Longo e grosso. Perfeito. “Eu sinto como se isso fosse quando eu deveria perguntar se irá encaixar,” eu sussurro, e seus olhos encontram os meus então ele sorri para mim. “Vai encaixar.” Ele se inclina sobre mim, me forçando para trás na cama e me beijando novamente. Ele empurra sua língua em minha boca enquanto desliza seu pau para cima e para baixo através da minha umidade. Me contorcendo embaixo dele, eu suspiro em sua boca quando ele me enche em um único e profundo golpe. “Você está bem?” “Sim,” eu solto o ar, circulando seus quadris com minhas pernas, e ele desliza fora então dentro de novo, devagar no começo antes de pegar velocidade. Capturando meus dois pulsos, ele os empurra para cima da minha cabeça e bate dentro de mim enquanto leva minha boca em outro beijo profundo. Eu tento mover com ele, mas parece que tudo que posso fazer é segurar firme para o passeio. Só quando eu estou chegando perto, ele deixa minhas mãos ir, me vira para minha barriga, puxa meus quadris para cima, e desliza de volta para dentro. Meu pescoço arqueia e meu cabelo flutua, chicoteando contra minhas costas enquanto ele envolve uma mão ao redor do meu quadril e a outra em concha no meu peito.


“Se toque. Me ajude a conseguir você lá.” Ele belisca meu ombro, e eu gemo, puxando uma mão da cama e trazendo entre minhas pernas. Circulando meu clitóris, seus dedos se juntam aos meus entre minhas pernas e eu o ouço gemer enquanto começo gozar em volta de seu comprimento enquanto ele me fode. Deus! Minha testa cai para o colchão e ambas minhas mãos deslizam em minha frente enquanto ele me fode através do meu orgasmo, nunca deixando meu clitóris, nem quando ele me puxa pra cima então estou sentada em suas coxas e empalada em seu pau. “Harlen,” eu gemo enquanto ele empurra forte em mim, rolando meu clitóris e me enviando sobre a borda mais uma vez antes do meu último orgasmo ter sido lavado embora. Sentindo seu dente afundar no meu ombro, eu ouço seu gemido enquanto seus quadris empurram e ele goza. Eu fecho meus olhos e deixo minha cabeça cair em seu ombro, gasta, sem fôlego, e exausta. Sentindo seus lábios beijar meu ombro onde ele me mordeu, eu abro meus olhos e viro minha cabeça para olhar para ele. “Você vai ter uma marca.” Ele toca o ponto gentilmente com seus lábios e eu balanço minha cabeça. “Eu não ligo,” eu respondo, e ele sorri então desliza sua mão para cima para circular meu pescoço. Ele traz meu rosto mais perto do dele para um suave, intimo beijo que termina quando ele desliza fora de mim e eu choramingo pela perda dele. “Volto logo.” Ele beija meu ombro antes de me deixar ir. Eu caio para baixo na cama e sinto meu estômago derreter quando ele puxa o cobertor debaixo do meu quadril para jogá-lo sobre mim. Observando ele andar nu para o banheiro, eu fecho meus olhos e me curvo ao redor do meu travesseiro, precisando descansar por um minuto. *** “Mas que porra?” eu ouço Harlen rosnar, então sinto a cama mover. Abrindo um olho depois o outro, eu vejo que o quarto está preenchido com luz—não luz da lâmpada de cima, mas luz do sol. Merda, devo ter desmaiado ontem à noite. Eu nem mesmo lembro de ter caído no sono. “O que está acontecendo?” Eu coloco meu cotovelo na cama, e Harlen vira para olhar para mim por cima de seu ombro nu da


porta. Observando seus olhos perambular sobre mim e ficar suaves, eu sinto minha barriga ficando aquecida. Antes dele poder responder minha pergunta, eu ouço a campainha disparar e observe a suavidade deslizar fora dos seus olhos e irritação deslizar dentro. “Alguém está na porta.” “Droga, provavelmente é minha mãe.” Eu pulo fora da cama e olho para baixo para mim mesma. Eu ainda estou muito nua. Eu nunca dormi nua. Eu tentei mas sempre descobri que não poderia fazer isso; eu simplesmente não estava confortável o suficiente para dormir e ficar desse jeito. Então novamente, eu nunca tinha tido dois orgasmos em sequencia mesmo tentando. “Eu atendo a porta. Você se veste,” ele diz, me trazendo para fora dos meus pensamentos, e minha cabeça flutua para cima. “Mas—” eu não tenho uma chance de dizer para ele que deveria colocar uma camisa antes de ele ter ido, desaparecendo de vista. Correndo nua para o banheiro, eu cuido rapidamente dos negócios então vou para meu closet, agarro um par de calças de ginástica e uma regata, e coloco os dois antes de correr fora do quarto. Quando eu chego na cozinha, eu descubro que estava certa. Minha mãe está sentada na ilha com um sorriso no rosto, e Harlen está enchendo a cafeteira, sem camisa, dando para minha mãe uma razão para sorrir. “Mãe,” eu digo, provavelmente um pouco alto demais, e sua cabeça gira em minha direção então seus olhos fazem uma varredura de mãe. “Hey, querida.” Ela faz outra varredura então me dá uma sorriso conhecedor. “Uh… hey.” Eu vou até ela, beijando sua bochecha. “eu iria te ligar quando acordasse hoje.” “Eu estava na cidade, imaginei parar para checar você,” ela explica, e então seus olhos vão para Harlen antes de voltar para mim. “eu vejo que você está bem.” “Ugh… Yeah.” Eu mordo meu lábio, sem certeza do que dizer para ela. Eu sei que ela e meu pai ouviram o que aconteceu na outra noite… mas ainda. “Você quer café, Sra. Mayson?” Harlen pergunta, e minha mãe vira para olhar para ele.


“Me chame de Sophie, Harlen, e sim, eu adoraria um café,” ela responde, sorrindo para ele. “Certo,” ele murmura, olhando para ela antes de seus olhos virem para mim. “Anjo?” “Sim, Por favor.” Eu sento na banqueta perto da minha mãe e observo os músculos das costas dele flexionar enquanto ele tira três canecas do guarda louca acima da cafeteira. Sentindo minha mãe cutucar meu ombro, eu puxo meus olhos as costas sem camisa de Harlen e olho para ela. “Amigos, huh?” “Aconteceu, mãe. Eu estava indo contar para você sobre isso, mas ontem passou por mim, e então você apareceu aqui hoje antes de eu poder te ligar.” “Eu não estou chateada,” ela diz silenciosamente, e então adiciona, “Seu pai pode precisa de algum convencimento.” “Café,” Harlen lança, colocando duas canecas cheias na ilha. “Já volto, vou colocar uma camisa,” ele murmura, e eu aceno então seguro um suspiro quando ele vem ao redor da ilha, parando para dar a lateral da minha cabeça um beijo. Eu espero até ele ter ido para olhar para minha mãe. “O pai vai ter que superar isso. Eu estou brava com ele,” eu sussurro. “Você está brava com ele?” ela repete, me estudando como se eu tivesse crescido uma terceira cabeça. Eu não acho que eu já tenha ficado brava com meu pai. Mesmo crescendo, eu não me lembro de já ter ficado brava com ele. “Sim, eu estou brava com ele. Ele disse para Harlen cair fora. Isso não está certo,” eu queixo, e seus olhos estreitam. “Ele fez isso?” “Sim.” “Ele é inacreditável,” ela sussurra, parecendo zangada. Merda. “Mãe.” “Eu vou falar com ele,” ela diz, e eu sinto meus olhos ampliarem. Droga, a mãe chateada com o pai nunca é uma boa coisa. “Me deixe lidar com isso.” “Eu disse para ele ficar fora disso, pra deixar as coisas acontecerem,” ela me diz com um movimento de cabeça. “E então ele vai e faz isso.”


“Mãe.” Eu agarro sua mão e forço seu foco em mim. “Me deixe lidar com o pai.” Me estudando, ela finalmente cede. “Tá bem.” “Obrigada.” Eu solto um suspiro de alívio então pego meu café e tomo um gole. “Eu acho que ele vê um monte dele mesmo no Harlen, e isso o mata de medo30,” ela admite depois de um momento, e eu viro minha cabeça, encontrando seu olhar. “Vai ficar tudo bem.” “Eu sei que vai,” eu concordo. Vai ficar tudo bem; pode levar algum tempo para meu pai concordar, mas eu sei que ele eventualmente vai e se ele não então… Bem eu espero que nunca tenha que pensar sobre isso. “Então ele realmente te lançou sobre os ombros dele?” ela pergunta sonhadoramente, e eu rio tão forte que meu corpo balança. “Sim, ele realmente jogou.” “Wow.” Ela ri, e eu rolo meus olhos para ela então observo Harlen voltar do quarto vestido. “Você vai ficar para o café, Sophie?” ele pergunta, e ela vira seus olhos sorrindo para ele. “Eu adoraria.” “Bom,” ele diz suavemente, e então seus olhos vêm para mim. “Babe, você quer alimentar Dizzy enquanto eu cozinho?” “Claro.” Eu pulo da banqueta, informando minha mãe, “Harlen comprou todo o mercado ontem.” “Ele comprou?” ela pergunta, olhando entre nós dois. “Yeah, agora eu não serei capaz de ter delivery por pelo menos um mês, e eu amo delivery31.” “Pior coisa que um homem pode fazer é manter sua geladeira armazenada e sua barriga cheia,” mãe murmura, sorrindo em sua caneca de café, e eu sinto os dedos de Harlen darem um aperto no meu quadril, então eu viro minha atenção para ele. “Você vai criar caso comigo, ou você vai me ajudar alimentando seu cachorro?” No original “scares the bejesus out”. É uma expressão que não tem uma tradução exata, mas que significa algo muito assustador, que ‘te deixa’ apavorado. 31 No original ‘takeout’: é como eles chamam quando pedem qualquer tipo de comida que é entregue em casa ou retirada para viagem em um restaurante. 30


“Eu vou te ajudar, e você não deveria xingar na frente da minha mãe32,” eu digo pra ele, descansando minha mão no meu quadril, e seus olhos caiem lá e eu observo seus lábios contraírem. “Conheço seu pai e seus irmãos, Anjo. Duvido que sua mãe não ouviu coisa pior.” “Isso é verdade,” ela confirma. “Tanto faz, entretanto,” eu bufo. Seus dedos afundam em meu quadril então ele abaixa sua cabeça e me beija forte e rápido. “Alimente seu cachorro,” ele ordena enquanto me deixa ir. “Mandão,” eu resmungo por baixo da respiração, e ouço minha mãe rir, o que me faz rir. Eu olho para ela e vejo que seus olhos estão suaves, não em mim mas em Harlen. Um já foi, falta um.

Na frase anterior ele diz “You gonna bitch about me” que significa criar caso, mas literalmente seria “você vai ser uma puta comigo”. Em português a frase ficaria ofensiva (mas para usar puta como ofensa em inglês usa-se whore). É por conta da palavra ‘bitch’ ela fala em não xingar 32


Capítulo 6 Harmony

“DISSE QUE IREI DAR SUA mensagem,” eu escuto Harlen cortar com raiva enquanto eu caminho em direção da cozinha, onde eu o deixei um pouco mais de quinze minutos atrás então eu poderia me trocar para o trabalho. “Yeah, e eu disse que direi a ela,” ele rosna enquanto contorno a ilha. Sentindo-me como ele sempre faz, sua cabeça vira em minha direção e nossos olhos se prendem. “Yeah, mais tarde.” Ele puxa seu telefone da sua orelha e larga ele em cima do balcão perto de seu quadril. “Quem era?” eu pergunto, vendo o olhar irritado em seu rosto e sabendo a resposta antes mesmo dele abrir sua boca para me dizer quem estava no telefone. “Seu pai disse que você precisa ligar de volta pra ele, que se você não ligar, você não irá gostar das consequências.” “Ele disse isso?” eu sussurro, sentindo aborrecimento virar meu estomago, e seu rosto suaviza. “Babe, Eu entendo porque você não tem conversado com ele, mas você precisa falar com ele.” “Eu não estou pronta para falar com ele ainda,” eu digo, tentando amarrar meu cabelo em um rabo de cavalo, e ele dá um passo em minha direção, envolvendo sua mão em torno do meu quadril e me dando um aperto. “Faz uma semana, Anjo,” ele me diz, algo que eu já sei, desde que esse é o tempo mais longo que já passei sem falar com meu pai. Faz exatamente sete dias desde que minha mãe veio e ficou para um café improvisado cozinhado por Harlen. Se ele já não tivesse ganhado minha mãe, eu sei que seus waffles teriam feito o truque. Eles são assim bons. Meu pai, entretanto, é outra história. Ele ligou; eu não respondi. Ele continuou ligando; eu continuei ignorando ele, o que eu sei que está o irritando. Mas eu preciso de tempo para descobrir como lidar com ele sem perder minha cabeça e dizer alguma coisa que irei me arrepender. “Seriamente, baby, tá na hora,” ele continua quando eu não respondo.


“De que lado você está?” eu estreito meus olhos pra ele e ele sorri, mostrando seu perfeito sorriso reto. “Seu lado,” ele diz, me puxando contra ele. “Dito isso, você ainda precisa falar com seu pai.” “Tudo bem,” eu resmungo. “Eu vou dizer para ele me encontrar para o café amanhã.” “Bom.” Ele inclina sua cabeça, roçando sua boca sobre a minha. “Você quer que vá com você quando você conversar com ele?” “Você vai bater nele se eu pedir para você?” eu questiono, e ele ri alto como se eu estou brincando—o que não estou, desde que meu pai pode realmente precisar de algum sentido batido nele. “Não.” “Então não, desde que você vai ser de nenhuma utilidade para mim,” eu murmuro, e ele me junta contra ele e empurra seu rosto no meu pescoço, rindo tão forte que meu corpo balança com a força disso. “Não é realmente tão engraçado.” Eu sorrio, e ele me dá um aperto e se controla antes de puxar seu rosto fora do meu pescoço para olhar para mim, correndo seus dedos ao longo da maça do minha bochecha. “Antes de sair para o trabalho, faça uma mala. Nós estamos ficando no meu lugar hoje à noite,” ele ordena, e eu pisco para ele. “Seu lugar?” “Yeah, o lugar que estou pagando aluguel, onde eu mantenho minhas roupas e recebo correspondências. Meu lugar.” “Eu esqueci que você não mora realmente comigo,” eu murmuro, e seus braços apertam ao meu redor. Meus olhos ampliam e eu rapidamente me apresso, “Que dizer, eu sei que você não mora comigo, obviamente, mas—” “Babe, cale-se,” ele me corta, sorrindo, e eu o encaro. “Não me diga pra me calar, Harlen,” eu estalo, e ele sorri. “Você está bem em ficar no meu lugar?” “Talvez.” “Talvez?” ele roça seu nariz no meu. Gah! Eu realmente odeio quando ele é irritante e doce. “Dizzy pode ir?” eu mantenho meu tom presunçoso para esconder o quanto eu amo ele sendo doce, e seu sorriso vira um sorriso largo. “Yeah.”


“Então sim,” eu concordo. “Bom, eu vou pegar Dizzy quando eu sair do trabalho e levar ele para o meu lugar.” “Como? Você tem uma dessas elegantes cestas brancas com margaridas de plástico amarelo para ele montar na sua moto?” “Não, engraçadinha, mas eu tenho um SUV.” “Você tem?” eu questiono, surpresa, e ele roça seus lábios contra os meus. “Está estacionado para o verão, mas yeah, eu tenho um SUV.” “Hm.” “Vá fazer sua mala então venha me beijar antes de sair para o trabalho.” “Você sabe o que você pode fazer?” eu pergunto esfregando meu nariz, observando seus olhos enrugarem nos cantos como se ele está tentando não rir. “Não, o que?” “Você pode parar de ser mandão ao meu redor.” “Você gosta quando eu sou mandão.” “Yeah, eu não acho que eu gosto,” eu nego, e ele derruba sua cabeça e roça seus lábios através da minha orelha. “Yeah, baby, eu sei que você gosta. Sempre que sou mandão, você não fica apenas molhada; você fica encharcada, e sua boceta se trava em mim, em qualquer parte de mim que obtém um domínio.” “Tanto faz.” Eu luto contra um arrepio, ouvindo ele soltar um sorriso abafado antes de colocar um beijo contra a concha da minha orelha e pescoço. “Vá, e então volte e me beije.” “Talvez eu vou; talvez não vou.” Eu arrasto do seu abraço e ando para meu quarto. Eu faço uma mala então levo comigo, largando na porta antes de andar de volta para a cozinha. “Eu te vejo a noite.” Eu levando minha mão e balanço, e seu olhos estreitam em mim através da ilha. “É melhor você obter sua bunda aqui e me beijar.” “E se não fizer?” Eu levanto uma sobrancelha, segurando seu olhar fixo enquanto cruzo meus braços sobre meu peito. “Você realmente quer descobrir?”


“Talvez.” Eu dou de ombros, e seus olhos escurecem, fazendo com que eu me abrace. “Você sente vontade de jogar, baby? Eu não tenho problema com isso. Eu vou gostar das consequências disso, e então você vai… depois que eu finalmente dê a você o que eu quero. Mas acredite em mim, eu vou fazer você trabalhar por isso antes disso acontecer,” ele adverte bruscamente, e meus mamilos endurecem enquanto o espaço entre minhas pernas formigam em antecipação. “Como é que vai ser?” Sem uma palavra, e sem dizer para mim mesma fazer isso, eu agarro minha bolsa e lanche fora da ilha, e viro para a porta onde eu larguei minha mala para a noite. Pegando ela, eu engancho no meu ombro então olho para trás para ver que Harlen se moveu para a entrada da sala de estar, seus olhos escuros e aquecidos em mim. Engolindo, eu puxo a porta aberta e saio, sabendo que estou brincando com fogo. *** “Harmony,” Dr. Hofstadter diz, me surpreendendo enquanto eu caminho para fora de um dos quartos de um dos meus pacientes. Eu tropeço nos meus pés, caindo nele e deixando sair um rangido quando ele agarra os meus quadril para me estabilizar. “Não queria assustar você.” Ele ri, apertando minha cintura me puxando contra ele, e eu luto contra um arrepio de repulsa enquanto eu empurro contra seu peito para me livrar do seu abraço. “Está tudo bem.” Eu rapidamente dou um passo para trás fora do seu espaço. “Você precisa de alguma coisa?” “Você leu sobre os detalhes que eu deixei para a Sra. Robinson?” ele pergunta, referindo minha paciente que teve cirurgia no quadril mais cedo esta manhã. “Eu li. Houve uma mudança feita em seu plano de cuidados?” eu questiono, procurando pelas informações dela na minha tabela, e eu o sinto chegar mais perto do meu lado. Muito perto, tão perto que seu corpo roça no meu. “Não, na verdade, eu só estou usando isso como uma desculpa para falar com você sozinha,” ele diz, e eu olho para ele, sentindo meu estomago cair enquanto ele mergulha seu queixo e baixa sua voz. “Eu queria ver se você gostaria de jantar comigo amanhã.”


Merda. “Eu… um… Isso é realmente doce, mas eu não posso. Sinto muito.” Eu balanço minha cabeça, observando algo mudar no seu olhar, esse algo fazendo os cabelos da minha nuca ficar de pé. “Se é sobre a política, eu não conto se você não contar,” ele sussurra, e a sopa que tive no meu almoço revira no meu estomago. “Harmony,” Mimi chama altamente antes de eu poder dizer a ele que eu tenho um namorado, e eu viro minha cabeça para olhar para ela, ouvindo o Dr. Hofstadter soltar um audível bufo de frustração no meu lado. “Você se importa de me ajudar?” Ela pergunta. “Claro.” Eu sorrio para ela então viro meu olhar para o Dr. Hofstadter, e murmuro, “Desculpa, eu tenho trabalho.” Eu baixo meu olhar do dele, travo em minha tabela, e ando pelo corredor em direção a Mimi, que não se move até eu estar ao lado dela. “Obrigada,” eu murmuro por baixo da minha respiração uma vez que estou perto. “Eu vejo que você está tendo problemas em ficar fora do radar dele,” ela sussurra de volta, e eu solto um suspiro. “O que ele queria dessa vez?” “Ele me chamou para sair,” eu digo a ela enquanto nós entramos no quarto de um paciente dela, e ela pega meu braço, me parando junto com ela apenas fora da vista de seu paciente. “Você deveria contar ao RH sobre isso.” “Contar a eles o quê? Que ele me fez sentir estranha e que ele me chamou para sair?” eu balanço minha cabeça. Ela olha por cima do meu ombro em direção da porta antes de encontrar meu olhar novamente mais uma vez. “eu acho que você deveria fazer uma reclamação formal então isso esta em seu registro. Desse jeito, se alguma coisa acontecer, você está protegida, e não será a palavra dele contra a sua.” “Eu acabei de começar a trabalhar aqui. Eu não quero fazer inimigos,” Eu explico gentilmente, e ela balança sua cabeça, alcançando e agarrando meu braço novamente. “Prometa que você vai ao RH se ele não parar.” Ela declara. “Tem alguma coisa que eu deveria saber?” eu pergunto, vendo o olhar em seu rosto, e ela balança sua cabeça. “Eu só ouvi rumores sobre ele,” ela sussurra, segurando meu olhar. “O que eu ouvi, eu não gostei nem um pouco.”


Meu coração despenca. “Que rumores?” “Só que ele brincou com algumas enfermeiras e elas acabaram perdendo seus empregos enquanto ele manteve o dele.” “Sério?” “Nós estamos aqui por volta do mesmo tempo, que não é longo. Eu não conheço nenhuma dessas enfermeiras ou se esses rumores são verdade. Tudo que estou dizendo é seja cuidadosa quando se trata dele.” “Eu serei cuidadosa,” eu prometo pra ela, e ela acena, ainda parecendo preocupada, mas não tem nada que eu possa fazer para assegurar a ela que as coisas vão ficar bem. “Você realmente precisa da minha ajuda?” “Yeah, eu preciso iniciar um cateter,” ela murmura, e então sem outra palavra, ela me conduz na sala e me apresenta seu paciente. Uma vez que termino de ajudá-la, eu volto para minha tabela e termino de passar os medicamentos. Depois disso, finalizo meus gráficos até que seja hora de eu ir para casa, e felizmente, eu não vejo o Dr. Hofstadter novamente. *** Puxando em frente do apartamento de Harlen vinte minutos depois das onze, eu estaciono no espaço perto de sua moto, e antes mesmo de ter uma chance de desligar o motor, e observo Harlen sair de seu apartamento no primeiro andar. No momento que nossos olhos travam através do para-brisa e eu vejo o olhar nos dele, meu estômago enche com borboletas e minha mente turbilha com dúvidas sobre minha brincadeira nessa manhã. Eu deveria ter beijado ele antes de sair. Quando ele abre minha porta, eu seguro meu fôlego enquanto ele alcança em mim, tocando de leve meus mamilos com as costas de sua mão antes de destravar meu sinto de segurança. “Me entregue suas bolsas,” ele ordena, mantendo seus olhos presos nos meus. Eu engulo pela intensidade em seu olhar. “Harlen—” “Me entregue suas bolsas, baby.” Cegamente, eu alcanço e pego minha mala de noite, bolsa, e o pacote do almoço do banco do passageiro, entregando os três para ele. “Vamos.” Ele segura sua mão em minha direção e eu hesito. “Harmony.” Eu ouço o aviso em seu tom, então eu coloco minha mão na dele, permitindo-lhe me puxar fora do carro. No


Segundo que libero a porta, ele bate ela fechada e me arrasta com ele em direção ao seu apartamento. “Harlen, eu…” Eu paro de falar quando seus olhos vêm para mim, e ele rosna, “Você fez sua escolha nesta manhã. Agora, eu vou jogar.” Ele abre a porta do seu apartamento, e antes mesmo que ele tenha fechado atrás de nós, ele me pressiona contra a parede, seu grande corpo me fixando no lugar. Distraidamente, eu ouço minhas bolsas baterem no chão enquanto sua boca colide na minha, e eu gemo enquanto ele segura meus pulsos, arrastando-os acima da minha cabeça, tão alto que sou forçada a ficar na ponta dos meus dedos do pé. Pegando meus dois pulsos em uma única de suas grandes mãos, ele segura eles lá enquanto sua boca devora a minha. Sua mão livre aperta um peito então o outro antes de deslizar para baixo em meu estomago, direto dentro da minha calcinha. No momento que dois de seus dedos empurram em mim, eu choramingo em sua boca, “Por favor.” “Nem coloquei minha boca em você e você já está encharcada e implorando por isso.” Ele belisca meu queixo, então meu pescoço enquanto acaba comigo, dois dedos empurrando fundo enquanto seu polegar circula meu clitóris. Minha cabeça bate e minhas pernas começam a ceder embaixo de mim enquanto minha boceta começa a convulsionar ao redor dele. “Não,” ele rosna, removendo seus dedos e cobrindo meu sexo, e meus olhos flutuam abertos. “Eu—” Antes que eu possa dizer alguma coisa, sua boca captura a minha novamente e seus dedos enterram fundo, enviando minhas costas deslizando pela parede. “Porra, você sabe o quanto eu amo essa maldita boceta?” ele pergunta contra minha boca, e eu gemo, cavando minha cabeça contra a parede. “Eu estava trabalhando, e de repente, eu penso nisso—quão apertada ela é, quão molhada ela é, quão fodidamente é bom o gosto, e eu tenho que lutar comigo mesmo de ficar duro.” Ele rosna, e minha boceta começa aperta em volta dos seus dedos mais uma vez, e assim como antes, ele os remove, me fazendo chorar de frustração. “Harlen, por favor,” eu imploro, e seus olhos travam no meus. “Por favor me faça gozar.”


“Como você quer que eu faça você gozar, Anjo?” ele pergunta, e eu engulo. “Como você quiser,” eu sussurro, e ele sorri um sorriso assustador pra mim então me puxa da parede e me levanta. Carregando-me pelo corredor para seu quarto, ele me coloca em meus pés ao lado da sua cama, e ordena, “Roupas fora, na cama, e espalhe essas pernas para mim.” Estudando ele, meu peito subindo e caindo rapidamente, eu hesito enquanto eu observo ele se despir. “Agora,” ele comanda. Tirano meu top, eu derrubo ele no chão, chuto fora meus tênis, arrasto fora minhas calças e calcinha, e então alcanço atrás para tirar meu sutiã. Uma vez que ele está adicionado a pilha no chão e eu estou completamente nua, eu sento na cama então me arrasto para trás com as mãos com minhas mãos atrás de mim, deitando de costas. “Abra pra mim,” ele rosna. Engolindo, eu observo ele enrolar sua mão em volta do seu pau enquanto eu espalho minhas pernas, e seus olhos caem para o meu centro, tornando-se ainda mais escuro. “Porra, mas você é realmente linda em todo lugar. Até sua boceta é linda.” Ele estica um dedo, deslizando-o sobre meu clitóris e fazendo meus quadris pularem em seu toque. “Seu clitóris está apenas me implorando para brincar com ele,” ele fala grosso, me segurando aberta e soprando através do meu molhado sexo. “Oh Deus,” eu suspiro, e ele lambe, circulando meu clitóris com sua mão. Agarrando seu cabelo, eu elevo meus quadris mais alto em sua boca e ele trava seus lábios em volta do meu clitóris, sugando forte. Minhas costas arqueiam e meus olhos deslizam fechados enquanto um sem fôlego “Sim!” deixa minha boca. Me moendo contra ele, eu começo a gozar, mas então choro quando sua boca me deixa e ele me vira em minha barriga. “Você está no controle de natalidade?” ele pergunta enquanto ele se arrasta para cima da cama atrás de mim, e eu viro minha cabeça para olhar para ele por cima do ombro, travando meus olhos nos dele. “Sim,” eu sussurro, e sem nenhum aviso, ele puxa meus quadris para cima e empurra em mim por trás, fazendo isso tão forte que minhas mãos deslizam para fora na minha frente e minha bunda inclina em direção dele. Minha cabeça flutua e minhas mãos apertam um nó na


cama enquanto ele me monta forte e rápido, me enviando em espiral mais perto de um orgasmo que eu sei que será a minha morte. Tentando ficar quieta assim ele não sabe que estou prestes a gozar, eu choro em desespero enquanto ele me vira de costas e mergulha em mim, jogando minha perna por cima do seu ombro e envolvendo sua mão em volta da minha coxa interna para me segurar aberta. “Você não vai gozar até eu sentir vontade de fazer você gozar.” Ele belisca meu lábio inferior, e eu enterro minhas unhas em suas costas, o ouvindo gemer em aprovação. “Tão fodidamente quente, e apertada.” Ele bate em mim, e minha cabeça bate enquanto ele me constrói para cima e me derruba uma e outra vez, me trazendo para a borda mas nunca me empurrando sobre ela. Sentindo lágrimas bem nos meus olhos, eu levando minha boca para a dele. “Por favor, querido, por favor para de me provocar. Eu não aguento mais,” eu sussurro com raiva, e ele me estuda por um momento antes de seus dedos irem trabalhar no meu clitóris. “Você quer gozar?” ele pergunta, diminuindo seus golpes mas acelerando seu polegar no meu clitóris, e eu aceno. “Sim, Por favor.” “Tão fodidamente doce.” Ele derruba sua boca na minha e acelera seus impulsos junto com o polegar no meu clitóris. Ele bebe cada único choramingo e som que eu faço em sua garganta então empurra sua boca da minha. “Goza pra mim, Anjo,” ele ordena, e eu deixo ir, nem mesmo percebendo que estava segurando, esperando por ele dizer para mim que estava okay. O sentimento é repentino. Meu corpo balança e minha mente estilhaça enquanto eu gozo forte ouvindo seu grunhido, sentindo seus quadris empurrarem erraticamente antes dele se plantar fundo dentro de mim e gozar ele mesmo. Respirando pesado, meu coração retumba com força contra minha caixa torácica, e minhas pernas e braços apertam ao redor dele. Eu seguro, precisando dele para me manter amarrada a terra assim eu não flutuo longe. Reunindo-me contra ele, ele nos rola até que estou esparramada em cima de seu peito, e seus dedos preguiçosamente correm pela pele úmida das minhas costas, me fazendo arrepiar. “Frio?” ele questiona, e eu balanço minha cabeça, sentindo meus olhos pesados. “Você está bem?”


Ainda incapaz de falar, eu aceno contra seu peito e aperto meu abraço nele, ouvindo sua respiração ainda esgotada e seu batimento cardíaco retornar ao normal. “Eu deveria me limpar,” eu sussurro, e seu abraço em mim aperta. “Eu te limpo.” Ele beija o topo da minha cabeça então nos rola para nosso lado, puxando fora de mim gentilmente. Ele sai rapidamente do colchão, colocando um beijo no meu estomago então nos meus quadris antes de sair da cama. Ele joga um lençol por cima de mim, e eu o perco quando meus olhos se fecham, muito pesados para ficarem abertos por mais tempo. Alguns minutos depois, eu sinto um pano molhado entre minhas pernas, e meus olhos se abrem para encontrar seu olhar. “eu acho que você me matou,” eu digo a ele, e ele sorri, dobrando para beijar meu ombro nu, pescoço, e então lábios. “Morta por orgasmo,” eu continuo, e ele dá risada, jogando o pano molhado em direção a porta aberta do banheiro. Eu o ouço aterrissando em um plop encharcado enquanto ele entra na cama comigo e me puxa contra o lado dele. “Só pra você saber, eu poderia não te beijar novamente antes de sair para o trabalho.” “Jesus.” “Não estou brincando” eu o informo, levantando minha cabeça para olhar para ele. Ele corre seus dedos através do meu cabelo, me estudando enquanto alguma coisa ocupa seus lindos olhos, alguma coisa que me faz querer segurá-lo um pouco mais forte. “Tanto quanto eu apreciei o que nós acabamos de fazer, eu preciso que você me beije antes de sair.” O pedido gentilmente falado faz meu coração se apertar no peito. “Eu…” Eu quero perguntar para ele por que, mas não faço. Ao invés disso, eu sussurro, “Okay,” “Okay.” Ele abaixa o queixo e beija minha testa, perguntando lá, “Está com fome?” “Um pouco.” “Quer que eu faça pra você um sanduiche?” “Sim, por favor.” “Já volto. Vou levar Dizzy pra fora mais uma vez. Você descansa.” “Ele está bem?”


“Ele tem estado ocupado checando minha casa desde que ele chegou aqui.” Ele coloca um pouco de cabelo atrás da minha orelha e eu aceno, sem nenhuma surpresa que Dizzy está mais interessado em explorar do que me cumprimentar. “Volto logo.” Ele beija minha testa antes de deslizar fora da cama. Eu observo ele colocar seu jeans sem suas boxers e puxar sua camisa sobre a cabeça. Uma vez que está vestido, ele liga a TV e me entrega o controle antes de desaparecer. Deitada em sua cama, embrulhada por seu perfume, eu encaro a TV, ponderando sobre o que era isso—o beijo. Eu imagino que tenha algo a ver com a perda de seus pais. Eu não falei com ele sobre isso desde o dia que ele me contou que eles morreram quando ele era jovem. Eu deveria falar com ele sobre isso; eu sei que deveria. Eu só não sei como trazer o assunto. Quando eu ouço a porta da frente abrir e fechar, eu levando da cama e vou pegar minha mala para a noite, que ele moveu para o sofá na sala de estar. Eu solto ela no final da cama dele e tiro minha camisola e um par de calcinhas. Indo para o banheiro, eu cuido dos negócios e me visto. Quando caminho de volta para seu quarto, reamarrando meu cabelo, eu paro de imediato. Seu quarto no complexo pode ser sujo e grosseiro, mas seu quarto aqui é limpo e surpreendentemente bem estruturado. Uma cabeceira de couro preto com apoios de metal escovado pregados no material é o ponto central no quarto. Criados mudos pretos ficam em cada lado da cama, com abajures de metal escovado em cima de cada uma. Uma cômoda preta contra a parede perto da porta também é preta com uma tigela azul escuro e prata em cima, onde ele obviamente larga todas as bugigangas dos seus bolsos. Olhando para sua roupa de cama, que eu sei que é suave, eu percebo que combina com a tigela. É o mesmo azul escuro e prata, mas com creme correndo através em listras horizontais. As paredes são nuas, mas elas não precisam realmente de alguma coisa nelas. A cabeceira da cama é alta o bastante para parecer uma peça de arte, e as cortinas que ele tem dão ao quarto o look final. Ouvindo a porta da frente abrir, eu percebo que estive parada em seu quarto considerando tudo por um tempo. Olhando em volta, Eu espio uma de suas camisas de flanela, então a agarro, deslizo sobre minha camisola, e então ando para a sala de estar. Assim que Dizzy me localiza,


ele corre através da sala e eu me dobro, apanhando ele e beijando o topo de sua cabeça. “Você ligou para o seu pai?” Harlen pergunta da cozinha, e eu me viro para olhar para ele. “Yeah, Eu vou encontra-lo para um café amanhã as onze da manhã.” “Bom.” Ele sorri suavemente para mim então volta a me fazer o sanduiche. Eu entro na sala de esta. Os móveis não são agradáveis como no seu quarto, mas ainda assim agradáveis e realmente de boa qualidade. Um sofá de couro com almofadas escuras e largas está situado na frente de uma discreta mesa preta de café, onde uma garrafa de cerveja e o controle estão parados. Na parede tem a maior TV que eu já vi na minha vida. Assim como no quarto, não tem nenhuma arte nas paredes, mas tem algumas fotos em bonitos molduras em uma estante de entretenimento embaixo da TV. Eu deposito Dizzy no sofá então caminho através da sala para chegar mais perto e olhar as fotos. Eu pego a maior, e meu coração aperta do mesmo jeito que fez mais cedo. Sem perguntar, eu sei que o homem e a mulher na foto são seus pais. Seu pai se parece tanto com ele que é quase assustador, com o mesmo cabelo escuro, lindos olhos escuros, mesmo sorriso, e estrutura. Vestindo uma camisa de botões e jeans, seu braço está jogado em torno de uma mulher com cabelo escuro. O sol acima deles brilha, destacando os profundos tons vermelhos em seu cabelo. Seu rosto aparece de perfil, sorrindo para seu marido, sua mão descansando no estômago dele. Seu corpo está escondido perto do dele. Vendo eles, meus olhos começam a queimar e minha respiração fica esquisita. “Minha mãe e pai,” Harlen diz, e eu sinto uma lágrima rolar na minha bochecha, assistindo-a pousar na foto, e rapidamente deslizo a gota longe. “Cristo, baby.” Sua voz é rude enquanto ele me apanha contra sua grande forma, e um soluço rasga na parte de trás da minha garganta. Ele pega a foto de mim, coloca pra baixo, e então me pega, me carregando para o sofá e me colocando de lado em seu colo. “Por favor não chore.” “Eles parecem tão feliz,” eu sussurro, tentando me controlar. “Eles eram felizes. Eu nunca os vi discutir. A mãe costumava matraquear, mas o pai pensava que essa merda era fofa. Ele costumava rir sobre isso, o que iria fazer ela rir.”


“O que aconteceu com eles?” eu pergunto, levantando minha cabeça para olhar para ele, e seu corpo se aperta debaixo de mim. Sentindo isso, eu coloco meu rosto contra o pescoço dele. “Deixa pra lá. Esqueça que eu perguntei.” Eu enrolo meus braços em volta do meio dele, ignorando o desapontamento que sinto enquanto ouço ele puxar uma profunda respiração. “Foi logo antes do Natal,” ele começa, e meus músculos tencionam. “Eu tinha saído com amigos. Meus pais nunca trancavam a porta. Um cara entrou direto dentro da casa enquanto a mãe e o pai estavam no andar de cima. O cara estava no meio de limpar os presentes embaixo da árvore, quando meu pai o confrontou. Tudo que o pai tinha era um taco de baseball. Não sabia que o cara estava armado. Ele atirou no peito do pai duas vezes. A mãe estava escondida, mas quando ela ouviu os tiros, ela saiu, e desde que ele não queria deixar uma testemunha, ele a matou também." “Deus,” eu respiro, fechando meus olhos enquanto a dor dele envolve em torno do meu coração e pulmões, tornando difícil de respirar. “Eu sinto muito, muito,” eu engasguei, sabendo que nem sequer é uma palavra adequada. Ele perdendo seus pais era ruim o suficiente. Ele perdendo eles do jeito que perdeu, é trágico. “Por favor me diz que eles pegaram o cara.” “Eles o pegaram. Ele tentou penhorar o colar que o pai comprou para a mãe de Natal. Eu estava com ele quando ele comprou, então eu sabia que ele estava faltando e coloquei uma descrição no relatório. Os policiais foram capazes de localizar e pegar ele, desde que ele usou sua identidade na loja de penhores.” “Bom,” eu sussurro, colocando meu rosto em seu pescoço quando percebo que sua história é exatamente porque ele surtou sobre minha porta não estar trancada na primeira vez que ele veio para a minha casa. “Você ainda era uma criança quando você os perdeu,” eu digo depois de um momento, e ele empurra meu rosto fora do seu pescoço e corre seu dedão embaixo dos meus olhos, deslizando longe a umidade lá. “Eu era uma criança, mas pra minha sorte, a irmã da minha mãe, Patricia, vivia na mesma cidade, então eu fui viver com ela. Ela não era uma substituição para meus pais, mas nós éramos próximos, e perder eles nos trouxe mais próximos. Nós ainda somos apegados; ela vem


visitar com frequência. É por isso que eu tive que conseguir esse lugar. Ela não estava legal com dormir no complexo.” “Eu aposto que não.” Eu franzo meu rosto, e ele sorri então balança sua cabeça. “Ela sabe sobre você,” ele me diz silenciosamente, e meu coração aperta. “O que?” eu sussurro. Ele desliza seu dedo através da minha bochecha e sobe pro meu cabelo. “Como eu disse, nós somos próximos. Ela sabe sobre você, já sabe sobre você por um tempo agora.” “Eu vou encontrar com ela?” “Ela estará aqui no Natal, então yeah.” Ele acena, e meus estômago afunda. “Incrível.” “Yeah, incrível.” Ele sorri então se inclina, beijando minha testa. “Tanto quanto eu aprecio ter você no meu colo, você precisa comer e nós precisamos ir para cama. Eu tenho trabalho amanhã.” “Certo,” eu concordo, mas não me movo. Eu travo meus braços ao redor dele. “Você está bem?” “Eu tive anos para lidar com a perda deles. É um saco às vezes quando alguma coisa boa acontece na minha vida e não posso dividir com eles, mas eu estou bem.” “Promete?” eu pressiono, e seu rosto suaviza. “Prometo, baby.” “Okay.” Ele derruba seu rosto perto do meu. “Você está bem?” ele pergunta, e eu sinto meu rosto combinar sua suavidade. “Você está, então yeah, eu estou.” Eu corro meus dedos para baixo na coluna de sua garganta. “Eu sofro por você e tudo que você perdeu, mas enquanto você estiver okay, eu estou okay. Mas se você sentir vontade de falar com alguém, eu estou aqui.” “Tão malditamente doce,” ele murmura, então sua boca está na minha, seus lábios firmes e exigentes enquanto ainda são doces e suaves. Correndo as mãos pelos seus cabelos, eu me agarro e o beijo de volta, tentando derramar naquele beijo quão profundamente eu sinto por ele, quanto eu vim a me preocupar por ele, e quão feliz eu estou que ele é


meu. Quando ele puxa longe e nossos olhos travam, eu juro que vejo meus sentimentos encarando de volta para mim. “Vamos.” Ele me ajuda a levantar então me guia pra cozinha, me entregando uma lata de Sprite. Ele pega um prato com um sanduiche e chips, levando ele conosco de volta para seu quarto. Dizzy, que se fez confortável na cama, dispara sua cabeça para cima para olhar para nós, mas rapidamente deita de volta, fechando seus olhos. Eu entro na cama e abro minha soda então acomodo meu prato no meu colo antes de pegar o controle. “O que você quer assistir?” eu pergunto, observando-o se despir de suas boxers. “O que você quiser,” ele responde, e eu olho para a TV. Tendo crescido com irmãos, eu sei que é uma mentira. Ele provavelmente não estaria interessado em um dos programas de dança que eu gosto, ou The Bachelor33. “Aqui, você escolhe.” Eu o ofereço o controle quando ele se acomoda na cama perto de mim, suas costas na cabeceira e seus tornozelos cruzados. “Baby, eu estou realmente bem com qualquer coisa que você quiser assistir,” ele me diz enquanto eu mordo meu sanduiche—presunto e queijo com a perfeita quantidade de maionese e mostarda. “Você estaria bem assistindo The Bachelor?” eu levanto uma sobrancelha, e um olhar doloroso cruza seu rosto. Rindo, eu murmuro, “Você escolhe,” disparando um chips na minha boca. Ele decide por um drama criminal. Eu termino de comer, e tão logo estou pronta, ele leva meu prato para longe e me enrola em seu lado. Eu descanso minha cabeça contra seu peito, meu braço por cima de seu abdômen e minha coxa por cima da dele, e assisto TV com ele até eventualmente cair no sono. *** Sentando em uma pequena cabine nos fundos da loja de café na manhã seguinte, meu estomago ata em um nó quando eu vejo meu pai caminhar The Bachelor é um reality show americano de encontros amorosos da ABC. Ele começa com um grupo de interesses românticos onde o solteiro vai eliminando as candidatas até ficar apenas uma, que normalmente recebe um pedido de casamento. O reality está em sua 22ª temporada, e no Brasil teve uma edição feita pela RedeTV em 2015. 33


pela janela da frente. Eu pego meu café e tomo um gole enquanto ele entra, e seus olhos vêm para mim. Vendo ele perto da mesa que estou sentada, eu percebo que sua guarda está levantada e ele está nervoso. Percebendo isso, o nó em meu estômago solta. Meu pai não fica assustado ou nervoso, então eu sei que ele deve estar se sentindo culpado, e mesmo que eu ainda esteja chateada com ele, eu não quero isso para ele. “Eu peguei o seu de costume,” eu digo quando ele senta em minha frente, e seus olhos vão de cautelosos para suaves em um instante. “Você envenenou isso?” “Não.” Eu balanço minha cabeça, então continuo, “Só porque eu não tinha arsênico acessível.” “É justo.” Ele pega o copo de papel branco e dá um gole então coloca pra baixo, mantendo sua mão envolvida ao redor. Ele examina a loja de café, e então seus olhos encontram os meus. “Você sabe que amo você, certo?” Deus, essa questão me mata, porque eu nunca, nem uma vez em toda minha vida, questionei o amor do meu pai por mim. Nunca. “Eu sei disso,” eu respondo suavemente, segurando seu olhar. “Sabe que eu faria qualquer coisa por você? Protegeria você com meu último suspiro?” “Eu sei.” Meus pulmões queimam, e eu engulo o repentino caroço em minha garganta. “Quando você cresceu?” A pergunta é sussurrada, e lágrimas que não posso lutar começam se formar nos meus olhos. “Você é minha garotinha. Cristo, eu olho pra você agora, sei que você é uma mulher, mas… você ainda é meu bebê aqui,” ele diz bruscamente, colocando sua mão em cima do seu coração. Uma lágrima solitária escapa e desliza para baixo em minha bochecha. “Pai,” eu sussurro enquanto ele senta para frente, limpando a lágrima da minha bochecha e me estudando. “Sua mãe disse que ela nunca viu você tão feliz quanto quando ela viu você com ele.” Deus, eu amo minha mãe. Eu fecho meus olhos, e ele agarra meu queixo, balançando gentilmente. “Você está feliz?” “Sim.” Eu abro meus olhos de volta e encontro seu olhar. “Eu estou feliz.”


“Então eu vou encontrar um jeito de lidar.” Ele deixa meu queixo ir e senta para trás. “Assim fácil?” eu pergunto, e ele encolhe seus grandes ombros. “Tentei convencê-lo três vezes a seguir em frente, e nas três vezes ele me disse o que ele achava da minha sugestão. Então eu estou imaginando que ele está determinado a estar ai redor por um tempo.” “Sério, pai?” meus olhos estreitam e ele sorri. “O que? Não funcionou.” Ele encolhe os ombros, agora sorrindo. “Se tivesse funcionado, ele não valeria o seu tempo de qualquer maneira.” Apesar de ele ter um ponto, eu ainda continuo a olhar para ele. “Sem mais tentar assusta-lo, pai. Tudo que isso faz é incomodá-lo e irrita-lo.” “Ele significa muito para você, como eu disse, eu irei encontrar um jeito de lidar,” ele diz, e meus olhos suavizam. “Por favor o dê uma chance. Eu não conheço o futuro, ou sei o que irá acontecer entre nós, mas o que nós temos é muito bom. E eu não quero sentir como se estou escolhendo entre vocês dois.” “Você me escolheria, certo?” ele indaga, e pela primeira vez na minha vida, a resposta para essa pergunta não é um sim imediato. A verdade é, eu não sei o que eu faria se eu fosse forçada a escolher entre Harlen e meu pai, e eu espero que nunca tenha que descobrir. Lendo minha expressão, ele murmura, “Porra,” esfregando a mandíbula. “Eu amo você, pai.” “Amo você também. Mas se ele te machucar, você não tem uma palavra no modo como lido com ele.” “Pai,” eu suspiro, balançando minha cabeça. “Não, essa é minha condição,” ele diz firmemente, em um tom que eu conheço muito bem. “Tudo bem,” eu murmuro, rolando meus olhos em direção ao teto. Quando meus olhos voltam para baixo, eu o encontro sorrindo. “Então, quando eu vou passar para o café da manhã?” “Nunca,” eu respondo, e ele chuta meu pé com sua bota e sorri para mim. Vendo aquele sorriso, eu me levanto e dou nele um abraço, e tão logo seus braços fecham apertados ao meu redor, eu sei que nós estamos bem. “Você tem tempo para almoçar com seu velho?” ele pergunta, e eu o deixo ir e sorrio.


“Yep, mas você está comprando.” Eu pego minha bolsa e acomodo no meu ombro enquanto ele levanta, trazendo seu café com ele. “Quando eu não compro?” “Eu não sei.” Eu rio, ouvindo-o rir enquanto nós andamos fora da loja de café. Jogando seu braço em volta do meu ombro quando nós chegamos na calçada, eu sinto seus lábios tocarem o lado da minha cabeça, e meu braço em volta da sua cintura aperta bem. Não, eu espero jamais ter que escolher entre ele e Harlen.


Capítulo 7 Harmony

“NÃO GOZE”. HARLEN ROSNA em uma respiração áspera contra minha orelha enquanto empurra forte dentro de mim, fazendo com que meu próprio suspiro fique preso e meu núcleo espasme. “Harlen,” eu choramingo, perto, tão perto, ainda assim novamente, eu estive perto por um tempo agora. Mas cada vez que eu estou quase lá, ele muda as posições, me jogando fora de equilíbrio e me forçando a construir isso tudo de novo. “Não goze,” ele repete, deslizando sua mão em torno do meu quadril e reduzindo a zero meu clitóris com excelente precisão. “Oh Deus!” eu clamo, e minha cabeça flutua para trás quando seus dedos de uma mão agitam enquanto sua outra mão golpeia forte minha bunda, tão forte que manda uma onda de prazer através de mim. “Porra! Leve-me.” Ele aumenta seus impulsos, e eu mordo meu lábio, tentando neutralizar a pressão construindo entre minhas pernas. “Levanta.” Suas mãos deslizam em meu quadril e lado então envolve meu peito, me puxando para meus joelhos. Lambendo sobre meu ombro, pescoço, então orelha, ele belisca o lóbulo da minha orelha. “Boca.” Eu viro minha cabeça e abro minha boca sobre a dele, e sua língua varre entre meus lábios partidos. Choramingando pela sua garganta, eu deslizo minha mão para baixo e junto meus dedos com os seus em meu clitóris. “Querido, por favor,” eu respiro contra sua boca, ouvindo seu gemido. “Goza pra mim.” Seus dedos e quadris pegam velocidade enquanto a mão embaixo do meu peito desliza para cima. Dois dedos puxam meu mamilo, e enviam um tiro de calor direto entre minhas pernas. Meus quadris batem forte contra os dele e minha cabeça cai para trás contra seu ombro. Eu viro minha cabeça e dou a ele minha boca, gozando quando a ponta de sua língua toca a minha. Eu sinto seus quadris


empurrarem erraticamente então ele se planta fundo, se mantendo lá enquanto ele goza e geme contra minha língua. Respirando pesadamente, sentindo meu coração batendo contra minha caixa torácica, eu sorrio contra seus lábios então sussurro lá, “Nós batemos o relógio.” “Yeah.” Ele puxa para trás o suficiente para olhar para mim então sorri quando o alarme dispara. Rindo, eu viro minha cabeça e escondo meu rosto em seu pescoço, respirando seu aquecido aroma. Faz uma semana que ficamos em sua casa, e quando ele me acordou essa manhã com seu rosto entre minhas pernas, ele me disse que íamos ver quão longe nós poderíamos chegar antes que meu alarme disparasse. Eu acho que fizemos tudo certo, desde que eu consegui dois orgasmos antes do alarme tocar, o primeiro sendo pela sua boca. Ele me dá um aperto, e meu rosto vem para fora de seu pescoço então eu posso olhar para ele. “Você está levantando, ou você vai dormir por um tempo?” ele pergunta, e eu olho para o relógio, vendo que ainda é cedo—um pouco antes das oito. Ele tem que trabalhar hoje, mas felizmente, eu não. Ainda, eu tenho coisas que eu preciso ter feitas hoje, que é o porque eu programei meu alarme noite passada quando nós fomos para cama. “Eu acho que quero relaxar um pouco,” eu digo a ele, e ele sorri, beijando a ponta do meu nariz. “Desligue seu alarme, baby. Eu vou tomar um banho então ir para a loja.” “Okay,” eu concordo, e ele gentilmente puxa para fora de mim e beija meu ombro antes de eu cair descuidadamente na cama, muito cansada para me segurar levantada. Ouvindo-o rir, eu obtenho meu braço para fora e desligo meu alarme. Então eu viro para observar ele passear nu no meu banheiro, apreciando a vista dos músculos de suas costas e bunda flexionando até ele estar fora de vista. Eu ouço o chuveiro e sorrio para mim mesma, puxo o lençol e o cobertor por cima dos meus ombros, e fecho meus olhos. Eu acordo, sentindo meu cabelo sendo deslizado fora da minha testa, e pisco meus olhos abertos, encontrando ele vestido e sentado ao lado da cama. “Não queria acordar você, mas imaginei que deveria,” ele diz


silenciosamente, e eu aceno, tentando manter meus pesados, cansados olhos abertos. “Eu alimentei Dizzy e deixei ele sair. Você está bem para dormir por um tempo.” “Obrigada, querido,” eu murmuro. Seus olhos ficam aquecidos logo antes de ele inclinar sua cabeça então ele pode colocar um beijo suave contra meus lábios, sussurrando lá, “Me mande uma mensagem quando você levantar.” “‘Kay34,” eu concordo, enquanto eu perco a batalha com minhas pálpebras e elas deslizam fechadas. Eu sinto seus lábios tocarem meu cabelo então ele coloca o cobertor mais apertado ao meu redor. Depois disso, eu não sinto mais nada, porque eu caio novamente no sono. Acordando quando Dizzy pula na cama e começa a lamber meu rosto, eu gemo. “Dizzy, vamos. Eu estou cansada.” Eu tento forçar ele para baixo e abraça-lo comigo, mas ele recusa. Ao invés disso, ele lambe meu rosto e salta ao redor da cama e meu peito até que não tenho escolha além de levantar. Eu sento, puxando ele no meu colo, então giro ele para sua barriga e esfrego sua barriga, observando seu pé chutar rapidamente quando eu acerto um bom ponto. “Você quer ir fazer as coisas comigo hoje?” eu pergunto, e ele rola para seus pés então começa a correr em círculos na cama, me dando minha resposta. Eu olho para o relógio. É um pouco depois das dez, então eu ainda tenho bastante tempo para ter tudo que eu preciso fazer, feito. Parte do que eu quero fazer é cozinhar o jantar para Harlen, desde que ele está sempre cozinhando para mim, que significa que eu tenho que ir ao mercado comprar as coisas para uma Caçarola Cowboy35, uma das poucas coisas que eu sei como fazer, e fazer bem. Eu rolo fora da cama, encontro minha camisola no chão, e puxo ela sobre minha cabeça, e então puxo meu roupão, amarrando o cinto em volta da minha cintura. Eu reúno meu cabelo para cima em um rabo de cavalo no caminho para o banheiro, então me limpo e escovo os dentes. Agarrando meu telefone na minha mesa de canto, eu ando fora do quarto Ela concorda falando somente metade da palavra okay O prato tem muitas variações, mas normalmente é feito uma caçarola com carne moída, creme de cebola, milho, queijo, cebola, tomate entre outras coisas, que depois de refogados vão ao forno para derreter o queijo. Normalmente servida com Tater Tots (pequenos cilindros feitos de batata ralada e frita) 34 35


com Dizzy dançando nos meus pés. Depois de abrir a porta de trás, eu mando para Harlen um texto rápido o deixando saber que estou levantada antes de andar para a cozinha e fazer café. Ouvindo minha campainha quando estou enchendo a cafeteira, eu franzo a testa e desligo a água. Ninguém que conheço estaria aqui esta hora do dia, desde que todos que conheço trabalham. Indo para a porta, eu levanto meus pés descalços e olho para fora pelo olho-mágico. Quando eu vejo um cara que eu não conheço mas sei que vive do outro lado da rua, eu abro a porta, ficando atrás dela e mantendo meu corpo fora de vista, desde que meu roupão é curto o bastante para ser inapropriado. “Hey,” eu cumprimento. Ele me dá um sorriso apertado então um passo para trás, forçando fora do esconderijo dois garotos que tem talvez sete e quatorze para parar na frente dele. “É um saco te conhecer desse jeito,” ele diz, e eu olho dos garotos para ele. “Eu sou Gareth.” Se eu não tivesse Harlen, eu iria descobrir se ele é casado, porque ele é lindo, com muitas tatuagens, escuros, quase pretos cabelos, e penetrantes olhos azuis. “Esse é o Max.” Suas largas mãos envolvem atrás da cabeça loira do garoto mais novo, e seus olhos verdes sorriem para mim. “E Mitchell.” Ele envolve sua mão em torno do ombros do outro garoto, e eu vejo que ele parece como seu pai, com o mesmo cabelo escuro e penetrantes olhos azuis. “Nós vivemos do outro lado da rua.” “Prazer em conhecer vocês rapazes. Eu sou Harmony,” eu respondo. Gareth acena então olha em direção a minha garagem antes de virar para mim mais uma vez. “Os garotos estavam jogando bola na frente do quintal e acertaram seu carro, quebraram a luz traseira.” “Nós sentimos muito,” ambos os garotos dizem em uníssono, e eu olho para eles e sorrio suavemente. “Está tudo bem.” Eu deslizo meus olhos deles para olhar para seu pai. “Vocês podem me dar alguns minutos para me vestir e eu irei checar isso?” “Claro.” Ele acena. “Obrigada, volto logo.” Eu fecho a porta e ando para o quarto. Eu vou para meu closet e puxo um par de calças de ginástica, agarro um sutiã e uma camisa de manga longa, colocando ambos antes de andar de volta


para a porta da frente. Deslizando meus pés em meus chinelos, eu abro a porta e encontro eles ainda parados lá fora esperando por mim. Eu os sigo para a parte de trás do meu carro e descubro que a luz de trás não está apenas quebrada, mas destruída. Até mesmo a lâmpada está quebrada. “Quem acertou a bola?” eu pergunto, e os rapazes se olham entre si enquanto seu pai fica tenso ao meu lado, provavelmente pensando que eu vou perder minha cabeça. “Só dizendo que quem quer que seja que fez poderia jogar para os Mets36.” “Fui eu,” Mitchell diz, seu peito inchando com orgulho. “Mas eu não quero jogar para o Mets. Eu quero jogar para os Yankees37.” Sorrindo para ele, eu ouço o pai deles rir então observe enquanto ele agita os cabelos de seu filho brincando. “Nós realmente sentimos muito sobre isso,” colocando suas mãos dentro dos bolsos do seu jeans. “Não tenho certeza como você quer cuidar disso, mas eu trabalho em tempo parcial em uma loja na cidade. Se você trouxer, eu posso consertar isso, ou você pode me mandar a conta. O que quer que funcione.” “Posso deixar você saber?” eu pergunto, pensando se meu seguro irá cobrir o custo de consertá-lo. “Claro,” ele concorda, me dando um sorriso, e então esse sorriso o faz ainda mais lindo. “Pai, estou com fome,” Max diz, e ele puxa seus olhos dos meus para olhar para seu garoto mais novo. “Quando você não está com fome, moleque?” “Eu não sei.” Max dá de ombros, olhando para seus pés. “Estou com fome também, pai. Podemos ir ao McDonald’s?” “Cristo,” Gareth murmura, e seus olhos voltam para mim quando eu dou risada. “Vá alimentar seus garotos. Eu deixo você saber o que aconteceu com a luz traseira.” “Certo.” Ele levanta seu queixo. “Prazer conhecer você, Harmony.”

O New York Mets é um time de beisebol da Major League Baseball sediado no distrito de Queens, em Nova Iorque 37 O New York Yankees é um time de beisebol da Major League sediado no Bronx, em Nova York. 36


“Você também, e obrigada por ser honesto sobre isso.” Eu jogo minha mão em direção ao porta-malas do meu carro. “A qualquer hora. Até logo.” Ele levanta seu queixo mais uma vez, virando em suas botas. “Até logo.” Eu sorrio, observando os garotos correrem, pularem, e empurrarem um ao outro enquanto eles atravessam a rua e caminham para sua calçada. Puxando minha atenção deles, eu olho para minha luz de trás e mentalmente adiciono ter isso olhado em minha listas de coisas que eu preciso fazer, antes de andar de volta para dentro e terminar o café. Uma vez que o bule está feito, eu levo uma caneca comigo para fora e me inclino contra o corrimão, desejando que eu tivesse algo para sentar. Eu preciso obter algumas cadeiras, uma mesa, e talvez uma churrasqueira para aqui fora, mas minha primeira prioridade é tapetes para a sala de estar e meu quarto. O inverno logo estará aí, e chão de madeira tende a ser frio, então eu preciso de algo para me ajudar a neutralizar isso. Eu também preciso de uma cama para o meu quarto de visitas, e talvez uma escrivaninha e cadeira para meu terceiro quarto, mas eu ainda não decidi o que eu quero que aquele seja. Pensando em todas as coisas que eu ainda preciso comprar para a casa e todo o dinheiro que eu eventualmente terei que gastar, eu suspiro. Eu amo ter um lugar para chamar de meu e uma casa para decorar, mas não ter um suplemento infinito de dinheiro para fazer o que eu quero é um saco. Tomando um gole de café, eu observo Dizzy por alguns minutos então volto para dentro, deixando a porta dobrada para ele poder entrar. Eu tomo um rápido banho, deixando meu cabelo seco então eu não tenho que secar novamente, então me visto em um par de jeans, uma camisa de gola redonda e mangas longas lavanda, e um par de sandálias de tiras creme. Depois de terminar de me vestir, Eu faço uma maquiagem mínima—rímmel, sombra, e blush—então vou procurar por Dizzy. Encontrando ele ainda correndo em volta do quintal dos fundos, eu o chamo para dentro, fecho a porta, e a tranco antes de agarrar minha bolsa e minhas chaves da ilha. Eu paro quando meu celular começa a tocar, e o puxo fora da minha bolsa. Vendo um número local que eu não reconheço na tela, eu o coloco na minha orelha enquanto caminho em direção a porta da frente.


“Alô,” eu respondo, agarrando a coleira de Dizzy que está enrolada no apoiador de casacos na entrada. “Harmony Mayson?” uma mulher pergunta, e eu franzo a testa. “Sim.” “Oi, Aqui é Julianne Drudgery. Eu sou professora na aula de trauma e cuidados críticos no hospital.” “Oi, Julianne,” eu digo, olhando para baixo para Dizzy, que está esperando impacientemente por mim para prender sua coleira em seu pescoço. “Acabei de ter um aluno deixando a aula e gostaria de saber se você está interessada em preencher seu lugar. Claro, você teria que fazer algumas tarefas, mas não deve demorar muito para fazer você alcançar.” “Sério?” eu sussurro em surpresa e felicidade. “Série.” Ela ri. “Você está interessada?” “Sim!” Eu ouço seu sorriso quando ela murmura, “Essas são ótimas notícias. Você pode passar no hospital hoje para pegar os papéis que você precisa preencher e as tarefas para concluir para a aula na próxima semana?” “Absolutamente.” “Bom, só venha ao porão. Você verá uma placa para a sala de aula assim que você sair do elevador. Vejo você quando você chegar aqui, e nós iremos conversar então.” “Muito obrigada. Vejo você em breve.” Eu desligo. Encarando meu telefone por um momento, eu sorrio então jogo minhas mãos para o ar e solto um alto grito. Dizzy late, girando em círculos nos meus pés, feliz porque eu estou feliz. Pegando ele, eu o abraço contra o peito. “Sinto muito, garoto, mas desde que eu tenho que ir ao hospital, você não pode vir comigo.” Eu beijo o topo de sua cabeça e ele lambe meu queixo. “Não se preocupe. Eu irei trazer alguma coisa especial para você da loja.” Eu esfrego entre suas orelhas então o coloco de volta em seus pés. Colocando sua coleira de volta no gancho, eu ando para a porta, sentindo como se estou flutuando no ar. Entrando no meu carro, eu ligo, saio da garagem, e vou direto para o hospital. Quando eu chego vinte minutes depois, eu entro no elevador e desço para o porão, e como Julianne disse que seria, tem uma placa com uma flecha apontando para


a sala de aula que é no final de um longo corredor. Quando alcanço a porta, eu encontro as luzes apagadas e a porta trancada. “Harmony?” uma mulher chama alto, e eu viro para encontrar uma pequena, mulher mais velha com muito cabelo branco enrolado vindo em minha direção pelo corredor, vestindo scrubs38 azuis claros e clog branco. “Sim.” “Desculpe, Eu tive que correr lá em cima.” Ela vem para frente e estende sua mão para mim. “Eu sou Julianne. Prazer te conhecer.” “É um prazer conhecer você também.” Eu sorrio enquanto envolvo minha mão nas dela. “O Dr. Hofstadter disse que você era bonita. Ele não mentiu,” ela diz, e o sorriso que eu estava vestindo desliza fora do meu rosto. “Dr. Hofstadter?” Eu pergunto, e sua cabeça inclina para o lado. “Ele foi quem recomendou você como estudante substituto para a aula,” ela explica, e meu estômago cai. “Oh,” eu sussurro, pensando como ele sabia que eu queria fazer a aula. Nós nunca conversamos sobre isso, e eu nunca nem mencionei que eu quero trabalhar no pronto socorro quando eu estava perto dele. “Ele não é um cara legal?” ela pergunta, mantendo o aperto da minha mão, e eu tento focar nela e não na inquietação preenchendo meu estômago. “Uh, yeah. Legal,” eu concordo, e ela sorri. “Bem…” Ela dá um aperto na minha mão antes de deixar ela ir. “Você tem que levar ele para um café como um agradecimento pela recomendação.” Ela vira e destranca a porta, eu encaro suas costas, pensando, Isso nunca vai acontecer. “Entre,” ela chama, e eu vou despreocupada do meu lugar fora da porta para ir para a sala atrás dela. Olhando em volta para a sala de aula vazia, meu estomago se revira com indecisão. Eu sei que eu não quero perder essa oportunidade, mas eu também não quero dever nada ao Dr. Hofstadter, e eu tenho a sensação que se eu aceitar essa aula, eu irei me colocar exatamente nessa posição. “Aqui estão os papéis e o material de leitura que nós revisamos essa semana, junto com as tarefas de casa que você tem que completar antes da aula começar na próxima semana.” Ela segura uma grossa pasta em 38

Aqueles uniformes de enfermeiras.


minha direção, e eu encaro isso como se fosse uma cobra pronta para atacar. “Você está bem?” “Um… yeah, desculpa.” Eu balanço minha cabeça e pego a pasta dela, tentando sorrir mas falhando miseravelmente. “Está tudo bem.” Ela dá uma palmadinha reconfortante no meu ombro. “A aula é das dez as quatro nas Terças e Quartas, toda semana por nove semanas. No seu caso, oito, desde que você perdeu a aula dessa semana.” “Okay.” “Se você tiver qualquer pergunta, o numero do meu celular está no pacote. Você pode me ligar a qualquer hora, e eu estarei mais do que feliz em ajudar você com qualquer coisa que você possa precisar.” “Obrigada.” “Sem problemas, e…” Ela sorri suavemente. “Se você está preocupada sobre o que perdeu essa semana, não fique. Nós não fizemos muito na aula além de se relacionar com os regulamentos de saúde e segurança. Na próxima semana é quando a diversão vai começar.” “Estou ansiosa por isso.” Eu dou a ela um sorriso pequeno e genuíno, e ela me estuda por um momento como se ela tivesse tentando descobrir alguma coisa. “Você tem planos de trabalhar no pronto socorro aqui no hospital?” “Esse é meu objetivo.” “Essa aula irá ajudar você a estar um passo mais perto, e tenho certeza que o Dr. Hofstadter irá dar a você uma recomendação. Ele não poderia dizer coisas boas o bastante sobre você quando nós conversamos essa manhã.” Sim, estou totalmente me colocando nessa posição. Eu estou tão ferrada. “Obrigada por essa oportunidade, e eu vejo você na próxima semana.” “Vejo você na próxima semana,” ela concorda alegremente, e eu saio da sala de aula. Eu volto pelo corredor para o elevador, e uma vez lá dentro, eu abro a pasta e olho para o esboço da aula. Tudo parece fácil o bastante, e eu sei que não terei um problema com a carga de trabalho se eu pegar as aulas. Eu só não sei se quero pegar elas agora. Fechando a pasta quando chego à portaria, eu ando para o estacionamento, e quando chego no meu carro, entro, ligo o motor,


coloco meu sinto de segurança, e então encaro o hospital na minha frente. “O que eu devo fazer?” Com nenhuma resposta do para-brisa, eu coloco meu carro em ré, voltando para o espaço no estacionamento, e então dirijo para o mercado, onde eu pego a coisas para fazer o jantar e uma torta congelada de creme de chocolate, porque todo mundo sabe que torta faz tudo okay. Eu também pego para Dizzy algum sorvete de amendoim canino na seção de comida congelada. Quando chego em casa, eu largo a pasta com as informações para a aula na ilha e tento esquecer disso enquanto trabalho no jantar, mas não importa o que eu faço, eu pareço não conseguir parar de pensar sobre isso. Precisando falar com alguém sobre isso, eu pego meu telefone e disco para Willow. “Hey, eu estava justamente pensando em você,” ela diz, respondendo no segundo toque, e eu sorrio, segurando meu telefone entre a orelha e o ombro. “Talvez nossa percepção extrassensorial de gêmeas esteja finalmente aparecendo,” eu brinco, espalhando queijo cheddar sobre a apimentada carne moída que cozinhei mais cedo. “Eu duvido disso.” Ela dá risada, e eu sorrio, pensando sobre o jogo que costumávamos brincar quando nós éramos mais novas. Eu pensava em um número, e ela iria tentar adivinhar ele lendo minha mente, e eu faria o mesmo com ela. Nunca funcionou, nunca, mas isso não parou a gente de tentar uma e outra vez novamente. “Então o que está acontecendo? Como estão você e Harlen?” “Nós estamos bem. Eu só preciso de alguém pra conversar sobre uma coisa que aconteceu no trabalho.” “O que foi?” ela pergunta, enquanto eu começo a colocar as tater tots39 sobre o queijo ralado. “Você sabe aquela aula de trauma que eu queria pegar no hospital?” eu questiono. “Aquela que você não conseguiu entrar?” ela pergunta, e eu aceno mesmo que ela não possa me ver. São pedaços de batata ralada frita, servido normalmente como um prato de acompanhamento. Elas são conhecidas por sua forma cilíndrica compacta e exterior crocante. "Tater Tots" é uma marca registrada da Ore-Ida (divisão da Heinz Company) e freqüentemente usada como termo genérico. 39


“Yeah. Alguém desistiu da aula, então um dos médicos fez uma recomendação e eu recebi a ligação essa tarde que a vaga era minha se eu quisesse,” eu conto a ela enquanto abro a porta do forno. “Isso foi legal.” “Foi legal, exceto que este médico me dá arrepios, e agora eu não tenho certeza se deveria aceitar essa aula. Eu não quero sentir como se devesse a ele,” eu digo a ela, colocando o prato da caçarola no forno. “Você está preocupada que se você aceitar um lugar na aula, ele vai segurar isso contra sua cabeça?” “Eu não sei,” eu suspiro. Ouvindo isso dito em voz alta por outra pessoa faz parecer ridículo. “Eu acho que você deveria pegar a aula, e se ele falar alguma coisa que não te deixe confortável, apenas fale com o RH sobre isso.” “Eu acho que você está certa.” Eu mastigo meu lábio inferior, pensando se estou pensando demais sobre isso, mas sinto como se não estou. “Não pense demais sobre isso.” “Agora você realmente está lendo minha mente.” Eu dou risada. “Não, eu só conheço você. Você pensa demais sobre tudo. É quem você é. É uma coisa boa na maioria do tempo, mas às vezes você só precisa aceitar as coisas como elas vem.” “Vou tentar,” eu concordo, configurando o tempo do forno. “Bom, agora me diz quando eu vou passar para o café da manhã com waffles?” Aparentemente minha mãe tem se gabado para todos sobre os waffles do Harlen. “Você sabe que é sempre bem-vinda, com waffles ou não.” “Você já conseguiu uma cama para seu quarto de visitas?” ela pergunta, e eu solto uma respiração profunda. “Ainda não. Está na minha longa lista de coisas que eu ainda preciso arrumar para a casa, mas esperançosamente devo ter uma antes do Natal.” “O Natal está muito longe.” “Eu sei,” Eu concordo. Eu também sei que eu posso não ter dinheiro até depois do Natal, dependendo de quanto eu gastar com os presentes para todo mundo.


“Bem então, eu irei antes disso e durmo no seu sofá. Nós podemos passar o dia vegetando, assistir filmes, e beber muito vinho.” “Você tem um encontro.” Eu sorrio, caminhando para a sala de estar e sentando no sofá antes de virar para a TV. “Bom, porque sinto sua falta.” “Sinto sua falta também,” eu sussurro, odiando que eu não a tenho visto muito desde que mudei. “Eu odeio correr, mas eu preciso voltar ao trabalho,” ela diz, e eu olho para o relógio no DVR e vejo que é logo após as quatro e trinta. Ele geralmente não sai até cinco e meia às vezes seis dependendo que horas o banco fecha. “Okay, amo você.” “Amo você também, falamos em breve.” “Falamos em breve.” Eu desligo e solto o telefone na mesa de café. Passando pelos canais, eu paro em um drama criminal e acabo tão envolvida do programa que eu grito quando Harlen aparece na sala de estar, tendo usado a chave que dei para ele entrar. “Cristo, o que diabos?” ele pergunta, enquanto Dizzy pula do sofá e corre para ele, circulando e saltando em seus pés. “Você me assustou.” Eu seguro minha mão no meu peito, sentindo meu coração bater contra minha palma. “Eu vejo isso.” Ele se inclina para pegar Dizzy e vem para onde eu ainda estou sentada no sofá. “O que você está assistindo que te deixou assustada?” ele pergunta, e eu perco a TV de vista quando ele a bloqueia e eu tento olhar em torno de sua grande estrutura. “Um programa sobre uma garota que desapareceu. Ninguém sabe o que aconteceu com ela. Ela esteve em um acidente de carro e chamou os policiais, mas quando os policiais chegaram onde o carro dela estava, ela tinha ido, desaparecida, e ela tem estado desaparecida por anos agora.” “Você realmente acha que deveria estar assistindo essa merda?” ele questiona. Eu dou de ombros, olhando para ele. “É interessante.” “Pode ser interessante, mas obviamente isso te apavorou.” Ele balança sua cabeça, colocando Dizzy no sofá antes de curvar a cintura para colocar seu punho na almofada de cada lado dos meus quadris. “O que aconteceu com sua luz traseira?”


“Droga.” Eu inclino minha cabeça para trás e fecho meus olhos. Eu esqueci totalmente sobre minha luz traseira e esqueci de consertá-la depois de ir ao hospital e ao mercado. “Você entrou em um acidente?” ele pergunta, soando preocupado, e eu abro meus olhos para olhar para ele. “Não, os meninos do outro lado da rua estavam brincando em seu quintal da frente e acidentalmente bateram a bola no meu carro. Era suposto eu leva-lo para ver isso essa tarde, mas eu esqueci tudo sobre isso sendo interrompida.” “Eu te deixo no trabalho amanhã e levo ele para a loja,” ele diz, e eu sorrio. “Obrigada, querido.” “Sem problemas, Anjo. Agora, você finalmente vai fodidamente me beijar?” “Eu não sei.” Eu sorrio, e ele rosna, levantando a mão, emaranhando seus dedos no meu cabelo, e trazendo minha boca para perto da dele. “Você não sabe?” “Você poderia me beijar,” eu sugiro, olhando em seus lindos olhos. “Eu poderia,” ele concorda, mas ele não faz. Ao invés disso, seus olhos caem para minha boca. “Harlen?” “Yeah, baby?” Seu olhar sobe para encontrar o meu e eu deslizo meus dedos para cima em seu cabelo, colocando pressão na parte de trás do seu pescoço. “Por favor me beije,” eu sussurro, e ele sorri logo antes dele inclinar sua cabeça e colocar os lábios contra os meus. Sentindo sua língua tocar meu lábio inferior, minha boca abre e ele desliza dentro. Gostando tanto disso, eu gemo em sua boca e me inclino mais alto para conseguir mais dele. Então eu gemo em irritação quando eu ouço o timer do forno desligar. “É o jantar,” eu digo a ele, depois de puxar minha boca da dele, e ele girar para olhar em direção a cozinha. “Você cozinhou?” ele pergunta, sem nem mesmo esconder sua surpresa. “Sim.” Eu sorrio, enrolando minhas mãos em volta de seus ombros e empurrando para trás, mas ele não se move, nem mesmo uma polegada. “O que você fez?”


“Caçarola Cowboy.” “Não sei o que isso é, mas isso cheira fodidamente maravilhoso.” “Saboreia maravilho também, a menos que queime, não você precisa me deixar ir para que isso não aconteça,” eu falo, e ele beija meu nariz então me puxa do sofá para ficar em pé em frente dele. Eu caminho para a cozinha e agarro um conjunto de pegadores de panela enquanto ele vai até a geladeira e pega uma cerveja. Puxando o prato da caçarola fora do forno, eu sorrio quando eu vejo que as tater tots tem a perfeita cor de marrom dourado e o queijo está derretido e borbulhando. “Você fez tater tots?” ele pergunta, e eu viro para olhar para ele, encontrando suas sobrancelhas juntas. “Não, eu fiz caçarola cowboy. Só tem tater tots nela,” eu corrijo, colocando o prato sobre outro aparador de panelas. Então eu vou para a geladeira e puxo a salada que fiz mais cedo, um par de tipos de molho, uma bacia de sour cream40, que é necessário quando você está tendo caçarola cowboy. “O que é isso?” ele pergunta, e eu olho para onde ele está parado na ilha e vejo ele folheando a pasta da aula que eu deixei lá. “Aquela aula de trauma que eu queria fazer, aquela que não consegui entrar.” Ele acena, sabendo que aula que eu estou falando, desde que eu contei para ele quando eu descobri que não tinha sido aceita. “Um estudante desistiu, então eu tenho um lugar se eu quiser,” eu termino, observando ele beber um grande gole da sua cerveja e seus olhos vêm de volta para mim. “Você não parece empolgada,” ele observa, e eu viro para pegar dois pratos do guarda louças. “Eu não seu como me sentir sobre isso ainda,” eu falo, evitando olhara para ele. “Por que isso?” ele empurra, e eu penso como dizer para ele, ou o que exatamente dizer para ele. “Tem um médico no trabalho, e ele meio que me faz me sentir desconfortável. Ele foi quem me recomendou para a vaga aberta na aula,” eu confesso, colocando colheradas da caçarola em cada prato juntamente com alguma salada. um molho cremoso feito, basicamente, com creme de leite fresco e limão. Muito usado na cozinha mexicana por ser um creme perfeito para combinar com comidas picantes. 40


“Olha pra mim,” ele rosna, e mesmo que eu não quero realmente olhar para ele, porque a energia do cômodo mudou e ele parece zangado, eu ainda viro minha cabeça para encontrar seu olhar. “Como ele faz você se sentir desconfortável?” “Eu só não gosto do jeito que ele faz eu me sentir. E uma das enfermeiras que trabalha comigo disse que ela ouvir rumores sobre ele e que tem outras enfermeiras que perderam seus empregos enquanto ele manteve o seu,” eu admito silenciosamente, e sua mandíbula trava. “Você nunca mencionou isso antes.” “Eu sei.” Eu vejo seus dedos ficarem brancos ao redor da cerveja em sua mão. “Eu não queria você preocupado.”Eu dou um passo em direção dele, observando ele puxar uma respiração profunda, e eu descanso minhas mãos em seu peito. “Eu provavelmente estou só pensando demais sobre isso, e quem sabe se os rumores são mesmo verdade?” “Quem é ele?” ele pergunta, e meu estomago retorce. “Eu provavelmente estou pensando demais sobre isso e preocupada por nada,” eu tento de novo, e ele inclina seu rosto mais perto do meu. “Quem é ele?” ele repete, me ignorando. “Harlen—” “Quem diabos é ele, Harmony?” “Seu nome é Hofstadter, mas você não pode fazer nada pra ele. A única coisa que ele fez é me chamar para sair. Ele tecnicamente não fez nada errado.” “Ele chamou você pra sair?” ele esclarece, sua voz caindo para um sussurro sinistro, e meus olhos deslizam fechados. Merda. “Ele te chamou pra sair?” ele repete mais uma vez, e meus olhos abrem, encontrando os dele. “Eu… sim, mas eu disse pra ele não, obviamente.” “Então você o dispensou, e em troca, ele conseguiu pra você entrar na aula que estava cheia e já tinha começado,” ele supõe, e eu sinto meu estômago cair. “Porra,” ele corta, e seus olhos vão sobre minha cabeça. Eu deslizo meus braços ao redor da sua cintura e descanso minha orelha sobre seu peito coberto pela camisa, ouvindo seu coração enquanto ele bate pesadamente contra sua caixa torácica.


“Por favor acalme-se,” eu sussurro, e seus braços deslizam ao meu redor, um indo em volta da minha cintura, o outro em volta dos meus ombros, segurando-me firmemente contra sua estrutura. “Você me conta se ele fizer qualquer coisa. Eu não dou uma merda se é ele oferecendo a você um fodido lenço depois de você espirrar, ou um pedaço de chiclete. Você me diz sobre isso,” ele ordena, e eu aceno com minha cabeça. “Pegue a aula.” “O que?” Eu inclino minha cabeça para trás para olhar para ele, e seu rosto mergulha para encontrar meu olhar. “Ele pode ter dado a recomendação, mas você iria conseguir por conta própria eventualmente. Ele não pode segurar essa merda sobre a sua cabeça, e se ele tentar, eu irei lidar com ele pessoalmente.” “Harlen,” eu suspiro, tirando meus olhos dos seus, e seus braços me dão um aperto. “Ele sabe que você tem um homem?” ele pergunta, e meu corpo trava. “Ele não sabe,” ele murmura, e eu mordo meu lábio. “Eu não tive a chance de dizer para ele,” eu admito silenciosamente, mantendo meus olhos fora dos dele. “Certo.” “Eu ia dizer,” eu defendo silenciosamente, não querendo que ele pense que eu não iria dizer para ele que eu tenho um namorado. “Eu acredito em você, baby.” “Promete?” eu questiono, derrubando minha cabeça para trás para olhar para ele, e no momento que nossos olhos se cruzam, os seus procuram os meus. “Prometo.” Ele mergulha a cabeça, roçando seus lábios nos meus. “Bom.” Eu envolvo meus dedos ao redor do seu pescoço depois me levanto na ponta dos pés para tocar minha boca na dele, e seus braços apertam em volta de mim. “Você precisa de mim para ajudar com alguma coisa?” ele pergunta. Eu balanço minha cabeça. “Não, Eu tenho isso coberto.” “Tudo bem, termine, babe. Vamos comer antes que fique frio.” Seus lábios tocam os meus depois o topo da minha cabeça antes de seus braços afrouxarem. Eu o estudo por um momento antes de deixá-lo ir e termino de fazer nossos pratos enquanto ele assiste, inclinado contra o balcão e bebendo sua cerveja.


*** Deitada em cima dele, três horas e duas porções de caçarola e uma fatia de torta de chocolate depois, eu olho cegamente para a TV, tentando não pensar sobre o que ele quis dizer quando falou que iria lidar com o Dr. Hofstadter pessoalmente, e falhando miseravelmente. “Obrigado pelo jantar, baby.” Suas palavras sussurram em cima do meu cabelo, e eu levanto minha cabeça do seu peito para olhar para ele. “De nada.” Eu corro meus dedos em seu maxilar barbudo. “Estava uma merda, mesmo que fosse tater tots.” Ele sorri. Rindo, eu digo, “Obrigada. Mas eu meio que adivinhei isso quando você terminou a terceira porção.” Sorrindo, seus dedos correm ao longo da minha bochecha então sua voz cai. “Pare de pensar demais sobre o que eu falei mais cedo.” “Você é um leitor de mentes?” “Não, eu só conheço você e esse seu cérebro.” Ele toca minha testa com o dedo indicador. “Tanto faz,” eu murmuro, irritada por ele poder me ler tão facilmente quanto a minha irmã pode. Derrubando minha cabeça de volta para seu peito, eu olho para a TV. “Babe,” ele chama, envolvendo seus dedos ao redor do meu ouvido e deslizando-os ao redor do meu maxilar inferior, me forçando a olhar para ele de novo. “Tudo vai dar certo.” Estudando o suave olhar em seus olhos, eu acredito nele. “Prometo.” Ele me arrasta para cima de seu corpo com suas mãos embaixo dos meus braços e pressiona a parte de trás da minha cabeça até que nossas bocas tocarem. “Você acredita em mim?” ele pergunta, contra minha boca, e meus olhos fecham. “Eu acredito em você,” eu sussurro, sabendo que mesmo que não esteja tudo bem, ele fará tudo que ele pode para fazer tudo certo para mim. E com esse pensamento, eu pressiono minha boca na dele depois me curvo profundamente em seu peito, deixando a preocupação de mais cedo varrer para longe.


Capítulo 8 Harlen

OBSERVANDO HARMONY CHEGAR a calçada em direção as portas duplas que a levarão ao hospital, eu sinto meu coro cabeludo formigar. Eu olho para a esquerda e minha mandíbula aperta quando eu vejo um cara que eu vi mais cedo com os olhos na Harmony. Observei-o sentado em seu carro quando nós entramos, notei seu novo Mercedes SUV preto estacionado em uma das vagas reservadas para médicos. Eu também notei, mesmo com a distancia entre nós, seus olhos presos em mim e Harmony através de seu para-brisas. Vendo isso, eu sabia quem ele era sem precisar confirmação. Eu também sabia que ele perceber o fato que Harmony tinha um homem, não se sentou muito bem com ele. Prendendo meus olhos com os dele, eu levanto meu queixo, observando seu queixo puxar para trás e seus olhos estreitarem. Porra mas ele vai ser um problema. Colocando seu carro em movimento, eu saio em direção à saída do hospital e dirijo através da cidade para a loja. Logo que chego, eu puxo seu carro e estaciono na vaga da frente, então eu posso consertar sua luz traseira em algum momento hoje. Eu desligo o motor e saio, batendo a porta e puxando meu celular para fora do bolso. Encontrando um número que eu nunca pensei que ligaria, eu aperto chamar e pressiono meu telefone na orelha, ouvindo ele chamar duas vezes. “Yo,” Nico respondo, e minha mandíbula aperta. Porra, eu não quero falar com ele, mas eu não tenho escolha. “Você tem tempo para me encontrar essa tarde?” “Harmony está bem?” ele pergunta, e eu envolvo minha mão ao redor do meu pescoço, pensando sobre o modo que ela me acordou essa manhã e o beijo com que ela me deixou quando eu a deixei. Ela definitivamente está bem, mas eu quero que permaneça desse jeito. “Ela está bem.” “Onde você quer se encontrar?” ele pergunta depois de um momento de silêncio, e eu encaro minhas botas.


“No Skitter’s, as seis.” “Vejo você então.” Ele desliga e eu empurro meu telefone de volta no bolso. Indo para a garagem, eu puxo um par de macacões sobre meu jeans e blusa então começo a trabalhar na maquina que tenho reconstruído pelas duas últimas semanas. *** Mais tarde naquela tarde, eu carrego meu celular de cima da caixa de ferramentas, puxo o número da Harmony no meu telefone, e coloco na minha orelha enquanto caminho para fora da porta da baia e longe do alto barulho da loja. “Hey, querido,” ela responde depois do quarto toque, e eu sinto um sorriso partir meus lábios. Eu nunca pensei que gostaria de uma mulher me chamando de querido, mas vindo da Harmony, eu sua suave, doce voz, eu não só gosto disso, eu fodidamente amo isso. “Você tem um segundo para conversar?” “Yep, acabei de entrar na sala de descanso para aquecer meu almoço. Está tudo okay?” “Sua luz está consertada.” “Isso foi rápido. Quando eu preciso dizer ao Gareth que custou?” “Eu pago,” eu digo, conhecendo Gareth pessoalmente, e também sei que sua ex o deixou dois anos atrás, abandonando ele e seus dois filhos para trás. Ela também o abandonou com uma hipoteca e uma porrada de contas, que é por isso que ele não só trabalha em tempo integral em um salão de tatuagens local, mas também em tempo parcial em uma mecânica na cidade que pertence ao seu tio. “Você tem certeza?” ela pergunta, e eu posso imaginar ela mordendo seu lábio inferior—uma coisa que ela faz quando ela está indecisa ou pensando merda demais. “Baby, ele está por conta própria criando dois garotos. Ele não precisa de um golpe no bolso por consertar sua luz de ré quando isso me custou quase nada para fazê-lo.” “Então ele é solteiro,” ela murmura, soando muito curiosa, e eu faço uma carranca para minhas botas. “Yeah, ele é solteiro, mas eu irei lembrar você—você definitivamente não é.”


“Eu sei disso,” ela resmunga, e eu balanço minha cabeça. Cristo, eu não sei quando eu virei esse tipo de homem que fica ciumento sobre besteira mesquinha. Mas com ela, a palavra minha está constantemente girando em minha cabeça, junto com o desejo de tatuar meu nome em sua testa. “Desde que estou com seu carro, eu irei parar em seu lugar, pegar Dizzy, e levar ele comigo para te pegar. Nós vamos ficar no meu lugar essa noite. Você está bem com isso?” “Enquanto eu for dormir com você e acordar com você, eu não ligo onde eu realmente durmo,” ela responde, e meu coração fica apertado. Ela não está apenas dizendo essa merda por dizer. Ela não dá a mínima para onde ela fica, enquanto estivermos juntos. Porra mas eu me apaixonei por ela, e fiz isso forte. “Além disso, eu gosto da sua cama mais do que eu gosto da minha de qualquer forma.” “Você gosta?” eu pergunto, surpreso. “Yeah, é como dormir em uma bondosa nuvem macia de marshmallow,” ela diz, e eu dou risada, balançando minha cabeça. “Sério, é incrível,” ela adiciona, e eu sorrio. “Certo, Anjo. Eu estarei lá quando você sair. Tudo tem estado okay hoje?” “Tem sido calmo,” ela murmura, e ela me dizendo que odeia quando é calmo porque o dia se arrasta e ela preferia estar em casa comigo filtra através da minha cabeça. Yeah, estou me apaixonando forte por ela. “Mas as coisas devem melhorar. Eu tenho dois pacientes chegando em breve.” Ela acalma quando o microondas no fundo da linha soa. “Okay, coma. Eu te vejo em algumas horas.” “Te vejo quando sair.” Ela desliga, e eu empurro meu telefone de volta no bolso. Voltando para dentro, eu ando para o escritório, onde eu encontro Wes sentado na escrivaninha, encarando uma pilha de papeis na frente dele. “Precisamos contratar alguém para administrar o escritório, para que você possa voltar ao trabalho,” eu digo a ele, e seus olhos vêm para mim enquanto me inclino contra o batente da porta. Retrocedendo da mesa, ele passa as mãos sobre a cabeça e suspira. “Dez entrevistas em uma semana, homem, e eu juro por Deus que cada uma das garotas que se candidataram vieram aqui parecendo que acabaram de sair de um cenário de um clipe de rock ‘n’ roll dos anos


noventa. Eu não sei sobre a sua mulher, mas July perderia sua maldita cabeça se ela chegasse aqui e vise uma garota vestindo um tomara que caia, saia jeans, e saltos andando ao redor do escritório, brincando de secretária.” “Talvez possamos convencer uma delas a jogar um cardigan sobre o tomara que caia,” eu sugiro, e seus lábios se contraem. “Você pode sentar-se na próxima entrevista e sugerir essa merda.” Ele ri, então pergunta, “Você está saindo?” “Yeah, estou indo me encontrar com Nico no Skitter’s em trinta minutos.” “Você está tendo uma cerveja para criar laços, ou você precisa de retaguarda?” “Sem criar laços, isso é sobre a Harmony,” eu digo, e seus olhos estreitam. “O que está acontecendo?” “Um médico no hospital chamou Harmony para sair. Ele a deixa desconfortável. Não gostei muito, mas imaginei que não era grande coisa. Então hoje, eu o vi, vi o modo que ele a observava, e não gostei da vibe que eu recebi dele. Como você sabe, o nome Mayson tende a trazer drama, então estou tentando prevenir essa merda de acontecer antes que alguma coisa realmente aconteça.” “Você não gostou da vibe que estava recebendo?” “Não.” Eu balanço minha cabeça. “Não sei o que era, só sei que eu não gostei do jeito que ele estava a observando.” “Eu nunca tinha sentido ciúmes até que eu conheci July. Não é um sentimento confortável, nem mesmo algo que eu reconheceria antes. Agora, é um velho amigo, mas no começo, eu não sabia o que era. Não sabia o que fazer com isso.” “Não é ciúmes.” Eu cruzo meus braços sobre o peito. “Eu aceitei esses sentimentos. Isso é diferente, e se ela está me dizendo que ele a faz sentir desconfortável e existem rumores de enfermeiras perdendo seus empregos por causa dele, eu preciso ter certeza que ela está protegida.” “Isso provavelmente é inteligente. Com tudo o que aconteceu com Dillon e Ashlyn recentemente, você não pode dar uma chance.” “Você está certo.” Eu levanto meu queixo de acordo. “Você se apaixonou por ela.”


“Forte e rápido, irmão,” eu murmuro, e ele sorri. “É um bom passeio. Segure-se firme e aproveite,” ele murmura de volta. Ele saberia; ele e sua esposa July se apaixonaram forte e rápido um pelo outro. Não foi sempre fácil e eles tiveram seus próprios dramas, mas as coisas entre eles são sólidas e tem sido dessa forma basicamente desde o início. Eu nunca vi meu amigo tão feliz quanto ele é agora. “Quando você se tornou tão sentimental?” “Eu fodidamente não sei. Mas provavelmente aconteceu em torno do tempo em que me mudei para uma casa e me tornei dono de um pássaro, um cachorro e um fodido gato.” Ele da risada e eu sorrio. “Eu vou com você ao Skitter’s.” Ele declara, mas eu balanço minha cabeça. “Eu estou bem indo sozinho. Vá para casa para sua esposa.” “Eu sei que você está bem.” Ele bate em meu ombro. “Mas eu também lembro um tempo quando você tinha minhas costas quando eu precisei. Nunca me esquecerei disso. Não tive a chance de devolver o favor até agora. Então estou indo com você. Além disso, eu preciso de uma cerveja e algum entretenimento, e eu posso imaginar que consigo ambos se eu for. Eu não imagino que o Nico se animou com a ideia de você com a filha dele na última semana, independentemente do que ele disse para ela.” “Você provavelmente está certo sobre isso,” eu rio. “Vamos lá. Não quer fazer uma má impressão em seu futuro sogro,” ele diz, andando através da porta, e eu dou risada enquanto o sigo para a minha moto. Estacionando no estacionamento de terra do Skitter’s as dez para as seis, eu desligo minha moto enquanto Wes puxa e estaciona perto de mim. O Skitter’s é no meio do nada, afastado em uma das estradas rurais da cidade. Três anos atrás, não era nada mais que uma cabana precária. Então um casal de Montana comprou e os quinze hectares ao redor. Eles colocaram milhares de dólares nas reformas, com planos de transformálo em uma pequena vinícola. Eles não levaram em conta as duas bem estabelecidas vinícolas na área, ambas com centenas de hectares situadas no topo das colinas com vistas de nada além de terrenos abertos, colinas infindáveis, e beleza pura. Sabendo que não tinham como lutar contra a concorrência, eles mudaram o nome de Sovon’s para Skitter’s e começaram a servir cerveja


e comida de bar. O lugar imediatamente ficou popular com os motoqueiros, locais, e aqueles que só estão de passagem. Escalando fora da minha moto, eu coloco minhas chaves no bolso da frente do meus jeans e ando em direção a varanda da frente do bar, onde tem algumas pessoas paradas fora fumando e assistindo a TV que está presa na parede. Eu entro depois de Wes e examino o cômodo. Mesmo para uma noite de semana, o lugar está cheio; cada banqueta alinhada no bar está ocupada, junto com a maioria das mesas do piso. “Vou pegar uma cerveja. Você quer uma?” Wes pergunta, e eu levanto meu queixo em afirmação então observo ele andar em direção ao bar enquanto eu vou procurar uma mesa. Eu encontro uma nos fundos perto da jukebox que está tocando alguma música country sobre um homem, sua caminhonete, e seu cachorro. Sentando, Wes vem me entregando minha cerveja e sentando na cadeira no meu lado oposto na mesa. “Estava pensando no caminho até aqui, homem. Nós deveríamos falar com Evan sobre isso, ver se ele consegue encontrar qualquer coisa sobre os rumores e se algum deles é verdade.” “Eu pensei sobre isso também. Eu ligarei para ele amanhã,” eu digo ao mesmo tempo que eu avisto Nico no bar pegando uma cerveja do bartender. No segundo que nossos olhos cruzam, ele caminha em nossa direção, seu longo passo percorrendo a distância rapidamente. Não me surpreende que ele tentou me convencer a deixar Harmony sozinha, e se eu fosse qualquer outro, poderia ter funcionado. Mesmo na sua idade, ele está em forma com um ar de intimidação que é difícil não notar quando você está ao seu redor. Não são suas tatuagens ou piercings. É mais que isso. É como ele se porta, como você sabe só de olhar para ele que se você cruzar com ele, ele não terá nenhum problema de te colocar para baixo com uma bala entre seus olhos. O que ele não levou em conta quando ele veio até mim é que eu não teria problema em fazer o mesmo, sem nem piscar. “Wes… Harlen.” Nico levanta seu queixo para Wes então para mim antes de sentar, descansando sua cerveja em cima de seu joelho. “O que está acontecendo?” “Eu preciso de um favor,” eu digo a ele, e ele solta uma gargalhada, jogando a cabeça para trás e recostando-se na cadeira.


“Você precisa de um favor meu?” ele levanta sua cabeça e sua mão segurando sua cerveja, apontando para si mesmo com o indicador. Porra. Minha mandíbula trava, e leva tudo em mim para ficar sentado e não caminhar para longe dele. Se isso não tivesse a ver com a segurança da minha mulher, eu iria embora, mas só depois de colocar sua bunda pra fora. Rangendo meus dentes, eu me inclino para frente em minha cadeira. “Tem um médico no hospital que deixa a Harmony desconfortável. O rumor é que ele conseguiu um par de enfermeiras demitidas. Eu não sei se esses rumores são verdade, mas eu sei que todos os rumores têm um pouco de verdade neles. Ele a chamou para sair, e ela o dispensou. Ontem, ela entrou na aula que ela queria fazer. Ele conseguiu que ela entrasse dando uma recomendação. Ela me disse que não é uma grande coisa, mas vendo como o drama está constantemente girando ao redor do nome da família Mayson, eu estou ignorando ela e seguindo meu instinto. Meu instinto diz que esse cara é má notícia.” Eu inclino ainda mais perto. “Eu vim para você, porque você é o pai dela e um policial. Pessoalmente, eu não me importo de lidar com ele eu mesmo, mas eu imaginei que você poderia gostar ainda menos de mim se eu estou na prisão por bater a merda fora desse filho da puta. Então yeah, eu estou aqui pedindo a você um favor.” “Jesus,” Wes murmura, mas eu o ignoro e mantenho meus olhos presos nos de Nico. “Ele a deixa desconfortável?” Nico questiona, e eu levando meu queixo. “Porra.” Ele levanta sua mão livre, correndo ela através de seu cabelo. “Quem é ele?” “O sobrenome é Hofstadter. Ele dirige um G63 Mercedes. Além disso, eu não sei muito mais sobre ele.” “Porra,” ele solta novamente, balançando sua cabeça. “Ela não me contou sobre isso.” “Ela não foi exatamente um livro aberto quando eu descobri sobre isso,” eu murmuro, tomando um gole da minha cerveja, e seus olhos mudam, levando a me preparar. “Quão próximos estão vocês dois?” “Próximos.”


“Quão próximos?” ele pressiona. “O que exatamente você está me perguntando?” “Você ama a minha filha?” Estudando ele por um momento, eu tomo uma decisão então me inclino para frente mais uma vez. “Sem desrespeito, mas a primeira pessoa que vai ouvir essa informação sair da minha boca não será fodidamente você.” “Foda-me.” Ele suspira, balançando sua cabeça. “Eu sabia. Porra.” Ele olha para longe. “Olha pra nós, uma grande e feliz fodida família,” Wes murmura, e eu luto contra um sorriso. “Eu espero que ambos tenham filhas um dia, assim vocês podem experenciar a dor que eu estou sentindo agora mesmo,” Nico diz, olhando entre Wes e eu, e uma imagem de uma pequena menina com muito cabelo marrom dourado e olhos como os da Harmony enchem minha mente. Até Harmony, eu nunca pensei sobre o futuro. Eu sempre vivi um dia um dia de cada vez, sem colocar muito pensamento em onde eu estava indo. Mas com ela, eu quero isso. Eu quero fazer planos, eu a quero como minha esposa, ter um anel em seu dedo, e meu sobrenome ligado ao dela. Eu quero ter crianças, ao menos um par delas. Eu quero acordar cedo no sábado de manhã e sair para rosquinhas depois descansar o dia todo em nossos pijamas como eu costumava fazer com meus pais antes de eu os perder. Porra mas eu quero isso com uma ânsia que é quase insuportável. “Você se casa com minha garota, é melhor você nem mesmo fodidamente pensar em levar ela ao cartório.” Eu levanto uma sobrancelha para ele, e pergunto, “Você está me dando sua benção para casar com sua filha?” “Você iria mesmo me perguntar?” ele contesta. “Provavelmente não,” eu respondo, e seus olhos estreitam. “Eu vejo que eu deveria ter deixado o garoto que ela namorava uns anos atrás sozinho. Ao menos ele sabia quando recuar, porra.” “Você quer esse tipo de homem para sua garota?” Wes pergunta. Nico olha para ele, e Wes balança sua cabeça, segurando sua cerveja na direção de Nico com seu dedo levantado. “Você não iria. Ele”—ele aponta para mim—“tendo as costas da sua garota significa que você não tem que


se preocupar com ela fazendo isso sozinha, carregando o peso de um homem que deveria ajudar ela a carregar. E no futuro, se eu tiver uma filha, eu rezo a Deus que ela encontre um como que é um homem, não um fodida maricas que deixa ela lidar com toda a merda que a vida jogar em seu caminho por conta própria. Sua filha pode ser capaz de encontrar alguém que você goste mais para ela, mas eu fodidamente garanto pra você que ela não vai encontrar alguém melhor do que o homem que ela tem agora mesmo.” Com isso, Wes empurra para trás na mesa e levanta, não entendendo o golpe que ele apenas desferiu. “Agora, eu preciso de outra cerveja. Qualquer um de vocês quer uma?” “Eu estou bem,” Nico diz, e Wes acena para ele então olha para mim. “Eu tomarei uma.” Ele levanta seu queixo e se dirige para o bar. “Ele está certo,” Nico resmunga, e meus olhos vão para ele. “Eu não gosto disso, mas ele está certo.” Ele toma um gole da sua cerveja, coloca o copo meio vazio na mesa, e levanta. “Eu te deixo saber o que eu descobrir. Nesse meio tempo, cuide da minha garota.” “Sempre.” “Sophie quer vocês dois para o jantar no próximo dia de folga da Harmony. Tenha certeza que isso aconteça,” ele murmura, e eu levanto meu queixo, recebendo o mesmo gesto dele em retorno antes dele desaparecer no bar lotado. “Porra,” eu sussurro pra mim mesmo, tomando um gole da minha quase vazia cerveja. “Porra.” Essa merda não foi como o planejado, mas novamente, eu acho que foi de um jeito fodidamente melhor. Com esse pensamento, eu sorrio. *** Deitado no sofá da Harmony, Dizzy esparramado no meu peito, olhos apontados para a TV, eu ouço o carro de Harmony puxar para cima. Dizzy, que ouviu também, pula para ficar e pé no meu peito, salta uma vez me fazendo grunhir, e depois pula de mim e do sofá, partindo em direção da porta. É Terça, cinco dias desde que encontrei com Nico. No dia depois que encontrei com ele, eu falei com Evan para ver se ele poderia encontrar alguma informação para mim, e nesta manhã quanto Harmony estava no


banho, ele ligou. Ele foi capaz de descobrir que teve muito mais do que duas enfermeiras que foram demitidas inesperadamente, mas ele está tendo problemas em descobrir por que. Ainda, ele está cavando e esperançosamente, vai saber algo em breve. Harmony me disse que Hofstadter não se aproximou dela novamente e que ela não tem o visto pelo hospital, que pode dizer que ele ou decidiu recuar ou está tentando chegar com um novo plano. Eu estou esperando pelo primeiro e me preparando para o segundo. Saindo da minha cabeça quando a porta da frente abre, eu observo Harmony caminhar carregando um café gelado em uma mão e duas bolsas reutilizáveis do Mercado na outra. “Anjo, eu só acabei de ir às compras ontem,” eu a lembro, algo que ela deveria saber, desde que ela implicou sobre toda a comida na geladeira—como ela tem feito cada vez que eu abasteci. Ela reclama que ela não será capaz de pedir delivery e terá que cozinhar, quando ela quase nunca cozinha, desde que eu faço isso na maioria do tempo. “Eu sei.” Ela sorri. “Isso é para a mãe e o pai.” Ela anda para a cozinha, largando as bolsas no balcão antes de vir para mim. “Eu pensei que nós estávamos indo na casa deles para jantar?” “Nós estamos, mas eu estou fazendo Delícia de Cream Cheese e Caranguejo41 para levar com a gente,” ela diz. Eu não tenho ideia do que isso é, mas eu não tenho dúvidas que irá ser realmente fodidamente bom. Ela não cozinha muito, mas quando ela faz, sempre saboreia incrível. Vendo que ela está perto mas não perto o bastante, eu curvo meu abdômen ao meio, envolvo minhas mãos em seus quadris, e puxo ela para baixo em cima de mim, beijando-a rápido e forte. Eu ouço seu suspiro antes de puxar minha boca da dela e deitar minha cabeça de volta contra o braço do sofá. “Como foi a aula?” eu questiono, remexendo meus dedos pelo seu cabelo, e ela descansa sua bochecha e uma mão em meu peito, sua outra mão curvando ao redor do meu pescoço. “Boa.” Ela dá de ombros. “Fácil.” “Yeah?”

Aperitivo feito com cream cheese, caranguejo, molho de frutos do mar e salsa. É como um patê ou pasta, servido com bolachas salgadas ou torradas. 41


“Yeah, Eu ainda gostaria de ter passado a manhã na cama com você, então, estar aqui quando você chegou em casa,” ela diz silenciosamente, enquanto ela estuda seus dedos que estão preguiçosamente correndo pela minha garganta. Ouvindo-a chamar isso de casa42, minha mão em seu quadril aperta. “Vou tirar a quinta de folga. Nós iremos passar o dia inteiro juntos, talvez ir para um passeio na minha moto, e então sair para o jantar.” “Sério?” ela sussurra, seus olhos travados nos meus, e sua mão desliza em concha na minha bochecha enquanto seu dedão roça no osso da minha bochecha. “Porque você está olhando para mim assim?” “Porque eu não sei o que fazer com você,” ela responde. “O que é isso?” “Eu não sei.” Ela dá de ombros, olhando para longe antes de olhar de volta para mim e continuar. “Eu nunca soube que eu poderia ter isso com alguém, essa comodidade, esse tipo de felicidade no fundo dos ossos. Mas com você, eu sinto isso todo dia, e todo dia, isso fica melhor e melhor. Então quando você faz coisas doces como dizer que você vai tirar uma folga no trabalho então nós podemos passar um tempo juntos, esse melhor fica muito melhor.” Ela puxa uma respiração profunda antes de terminar calmamente, já tendo me derrubado em minha bunda. “E eu não sei o que fazer com isso.” “Porra.” Eu sento, forçando ela em suas costas, então me elevo sobre ela com meu rosto perto do dela. “Quanto tempo vai levar para você fazer a merda que você comprou para levar para seus pais?” eu pergunto, e ela pisca para mim, parecendo um pouco atordoada com nossa nova posição. “Eu… o que— Por quê?” “Porque eu quero comer você e fuder você, então eu preciso saber quanto tempo eu tenho. Preciso saber se eu tenho tempo para levar você com a minha boca, ou se eu preciso só fuder você, deixando a parte de comer para mais tarde.” “Oh,” ela respira, então ela vira sua cabeça para olhar para o DVR e o relógio que tem lá.

Tanto na frase da Harmony como no pensamento do Harlen, a palavra usada é home – que é casa, no sentido de lar e não só no sentido da construção em si. 42


“Anjo,” eu rosno impacientemente, e seus olhos voltam para mim.. O cru, primitivo desejo lá, é difícil de perder. “Eu… Eu não acho que você tem tempo para me comer,” ela sussurra, e foda-me, minha boca realmente água na ideia de prová-la. “Está tudo bem.” Eu corro minha língua para cima em seu pescoço, então sussurro em sua orelha, “Significa que eu tenho que tomar meu tempo comendo a sobremesa quando chegarmos em casa.” “Oh,” ela geme, seus quadris levantando para o meu. Levantando minha cabeça acima dela, eu olho em seus lindos olhos então perco de vista enquanto eu inclino minha cabeça e pego sua boca em um profundo, longo, quente beijo antes de foder ela no sofá. Depois de nós dois gozarmos, eu observo ela andar nua em direção ao seu quarto carregando suas roupas, e puxo meus jeans. “Quer uma cerveja?” ela pergunta, voltando alguns minutos mais tarde vestindo nenhum sutiã, um top branco, e calças cortadas como um shorts, correndo seus dedos através da parte de trás do meu pescoço. Eu inclino a cabeça para trás para olhar para ela de cabeça para baixo. “Yeah, baby.” “Kay.” Ela se inclina, me beijando de cabeça para baixo, então se inclina para trás e sorri antes de ir para a geladeira, voltando um segundo depois com uma cerveja. Ela me entrega com outro beijo antes de desaparecer na cozinha. Sentado em seu sofá, com os pés descalços na mesa de café, a cerveja na minha mão, ouvindo-a na cozinha, eu sei sem sombra de dúvidas que cada único momento da minha vida me levou diretamente para ela, que não só eu estou apaixonado, mas eu estou apaixonado por ela de uma maneira que eu irei estar até o dia que eu morrer.


Capítulo 9 Harmony

A CAMINHO DOS MEUS PAIS, sentada próxima de Harlen no banco de passageiros do seu SUV—um SUV que deveria ter sido rebocado para um ferro velho cerca de um século atrás—eu me desloco, ouvindo o desgastado, seco, rachado couro triturar embaixo de mim. “Querido, exatamente quantos anos tem essa coisa?” eu pergunto. Ele olha para mim rapidamente antes de olhar para a estrada mais uma vez. “Por quê?” “Só pensando quanto tempo o couro leva para…” eu paro, tentando imaginar como não ferir seus sentimentos. “Bem… couro em pó,” eu digo, e ele da risada, alto, apertando meus dedos que estão travados nos seus. “É um noventa e dois,” “Um noventa e dois?” eu repito em um sussurro, olhando em volta do interior. Os bancos de trás parecem tão ruins como os da frente, talvez ainda pior, o material rasgado e descamado em pontos. O tapete no chão está faltando pedaços enormes, o metal mostrando através, e o exterior é principalmente ferrugem. Sheesh43, não é só velho; é realmente velho. “Yeah um noventa e dois.” “Você acha que talvez seja hora de um upgrade? Quero dizer, não tem que ser qualquer coisa louca. Pode ser tipo um dois mil ou alguma coisa.” “Eu não preciso de qualquer coisa nova. Eu só dirijo isso quando não posso montar minha moto, e felizmente, isso não é frequente.” “Então você está dizendo que provavelmente irei nessa coisa mais do que só esta vez,” eu suponho, pensando que deveria atualizar minha injeção de tétano mais cedo do que mais tarde. Rindo, ele levanta minha mão para seus lábios, beijando meus dedos. “Yeah, baby, isso é o que estou dizendo.” 43

Usada para expressar de descrença


“Você se opõe a capas de assento?” eu pergunto, e ele sorri para o para-brisas. “Não.” “Bem pelo menos tem isso,” eu murmuro, apreciando o som da sua risada quando ele faz isso novamente, e então seus olhos vêm para mim brevemente enquanto nós puxamos para a estrada que nos levará a casa dos meus pais. “Está preocupado com o jantar?” “Um pouco.” Eu puxo uma respiração profunda e a solto lentamente. “Eu quero que hoje a noite corra bem. Eu quero que meu pai me veja com você, e veja quão feliz você me faz, e talvez, fique feliz por mim que eu encontrei isso,” eu confesso, e seus dedos apertam em volta dos meus. “Você está nervoso?” Ele olha pra mim e franze a testa. “Não.” Eu não estou nem mesmo surpresa pela firmeza de sua resposta. Eu não posso imaginar ele ficar nervoso por alguma coisa. Ele provavelmente seria tão blasé se ele fosse o único que teria que decidir se deveria ou não pressionar o botão que desencadeasse uma bomba nuclear que possivelmente poderia começar a III Guerra Mundial. “Eu deveria ficar nervoso?” “Eu não sei.” “Você vai terminar as coisas comigo se as coisas não forem bem?” ele pergunta enquanto nós puxamos e estacionamos na frente da casa deles. Eu dou risada. “Não.” “Vai ficar tudo bem. É jantar, e sua mãe vai estar lá. Mesmo se o pai ficar infeliz, ele não vai deixar isso aparecer na frente dela.” “Como você sabe disso?” eu sussurro, atordoada. Eu sei disso, porque eu tenho passado minha vida ao redor dos meus pais. Pai sempre protege a mãe de qualquer coisa que pode fazer ela desconfortável ou chatea-la. Mas Harlen não tem estado ao redor dos meus pais o suficiente para saber que o pai iria fazer isso por ela. “Eu sei, porque eu vou fazer o que for preciso para garantir que esta noite seja boa para você.” “Você e meu pai são muito parecidos,” eu o digo enquanto ele desliga o motor e olha para mim duvidosamente. “É verdade.” Eu deslizo fora meu cinto de segurança então inclino sobre o console do meio entre nós,


repousando a mão que não está segurando a dele, contra seu peito. “Ambos são protetores das pessoas que vocês se preocupam. Gentis, mesmo que olhando pra vocês, você nunca saberia que vocês podem ser gentis. Ambos são doces, e amáveis.” eu seguro seus olhos então sussurro, “Você é o melhor homem que eu conheço.” “Você me ama.” Não é uma pergunta; é uma declaração. E eu olho em seus olhos, e percebo que eu amo. Puta merda, quando isso aconteceu? Caramba, como isso aconteceu? “Eu…” Eu tento sentar para trás, mas antes que eu consiga ir longe, ele me arranca do meu assento e me instala em seu colo entre ele e o volante. Enquadrando meu rosto com suas mãos grandes, ele me puxa perto— tão perto, que tudo o que posso ver é ele. “Eu amo você.” “O que?” eu respiro, encarando seus lindos olhos, sua respiração se misturando com a minha entre nós. “Eu amo você,” ele repete, e eu balanço minha cabeça, tentando envolver minha cabeça em torno do fato de que ele está me dizendo que ele me ama, quando eu acabei de perceber que estou apaixonada por ele. “Como?” eu fecho meus olhos, derrubando minha cabeça em seu queixo, sentindo como uma idiota por fazer essa pergunta. “Você quer uma lista de razões?” ele pergunta, enfiando seus dedos pelo cabelo ao lado da minha cabeça, e eu sei pelo seu tom que ele está sorrindo. “Não.” “Isso é bom, desde que é uma lista fodidamente longa.” Eu abro meus olhos e incline minha cabeça para trás para olhar para ele, descobrindo que ele ainda está sorrindo, e também encontrando seus olhos suaves e um olhar, que só pode ser descrito como amor, brilhando de volta para mim. Deslizando sua mão para baixo em minha bochecha e então meu pescoço, seus dedos circulam minha garganta depois deslizam para trás em meu cabelo, e ele me puxa, pressionando sua testa na minha, onde ele sussurra, “Você me ama.” “Sim.” Essa palavra sai com pressa, e eu sinto meu nariz e olhos começar a arder. Pego sua camisa ao lado dele enquanto meu queixo oscila. “Eu vou chorar.” “Não, você vai me beijar.”


“Não,” eu nego, balançando minha cabeça. “Eu acho que eu realmente vou chorar.” Usando sua mão em meu cabelo, ele inclina minha cabeça para o lado e leva minha boca mais perto da ele, e então sua língua desliza através dos meu lábio inferior. Sentindo isso, meus lábios abrem automaticamente e eu provo dele e o beijo de volta, completamente esquecendo sobre chorar. Rasgando sua boca da minha, ela murmura, “Porra,” e eu percebo que tem uma luz piscando e desligando através das minhas pálpebras fechadas. “Mas qu—” eu abro meus olhos e viro minha cabeça, sentindo meus olhos ampliarem quando eu vejo meu pai parado na varanda da frente com uma lanterna apontada para nossa direção—uma coisa que ele costumava fazer quando eu estava no ensino médio e tinha um encontro me trazendo e nós estávamos de amasso. “Realmente?” “Foda-me,” Harlen resmunga, e eu luto contra uma risada que sinto borbulhar dentro do meu peito e olho para ele. “Nós devíamos entrar,” eu sussurro, sabendo só de olhar para ele que ele não quer entrar para jantar, mas está fazendo isso por mim. “Yeah,” Ele suspira. “Vamos.” Ele abre sua porta então me ajuda a sair, o que é um pouco esquisito, vendo como minhas costas estão para a porta. Uma vez que meu pé está no chão, ele sai, bate a porta, e então pega a porção de caranguejo que fiz no banco de trás. Eu sorrio para ele, e ele sorri antes de seus olhos irem para a varanda da frente e seu sorriso desaparecer. Vendo seu sorriso desaparecer, eu olho para meu pai, que está nos observando, parecendo—você adivinhou—ainda chateado, e faço uma coisa que eu nunca nem em um milhão de anos teria feito antes. Eu agarro a mão de Harlen firmemente na minha e caminho em direção ao meu pai, dizendo altamente, “Eu acabei de perceber que estou apaixonada, então se você vai ser um idiota, não seja. Eu gosto da minha bolha nesse momento, e eu não quero que você a estoure.” “Cristo.” Harlen ri, e eu olho para ele, encontrando seus olhos em suas botas e um sorriso largo em seus lábio. Melhor. “Boom,” eu ouço uma voz familiar ressoar, e meus olhos ampliam e lanço-os de volta para a varanda.


“Cale-se, pai,” meu pai resmunga, e eu continuo examinando a escuridão até encontrar ele, meu vô sentando em uma das cadeiras de balanço com uma cerveja em suas mãos. No segundo que nossos olhos cruzam, ele sorri para mim. “Hey, amada.” “Vô,” eu sussurro, e ele levanta, dando três passos através da varanda e parando no topo das escadas. “O que?” Eu olho para o meu pai e de volta. “O que você está fazendo aqui?” “Eu e sua vó estamos aqui de visita. Sua vó iria ligar para dizer a você que nós estávamos na cidade, mas sua mãe disse que você estaria aqui essa noite para o jantar, então nós pensamos que surpreenderíamos você,” ele diz, e eu corro escada acima e envolvo meus braços em sua cintura. Seus braços fecham ao meu redor enquanto seus lábios tocam o topo do meu cabelo. “Você está indo bem?” “Sim!” eu aperto sua cintura então inclino minha cabeça para trás para olhar para ele. “Ainda melhor agora.” Eu sorrio então sussurro, “eu gostaria que você conhecesse alguém.” “Certo.” Ele toca seus lábios na minha testa novamente, então envolve seu braço sobre meus ombros, me puxando para o lado dele enquanto desliza o meu em volta da sua cintura. Virando ele para encarar Harlen, eu sorrio enorme e lanço minha mão. “Vô, esse é o Harlen. Harlen, meu vô.” Eu ondulo minha mão entre os dois. “Prazer em conhecê-lo, senhor.” Harlen estende sua mão, e o vô a pega, sorrindo para ele. “Você também.” Vô olha de Harlen para o meu pai, e alguma coisa que eu não entendo passa entre eles antes dele liberar Harlen, olhar para mim, e sorrir. Okay, super esquisito, mas tanto faz. “A vó está lá dentro?” eu pergunto com um aperto em sua cintura, e ele balança sua cabeça. “Não, sua mãe e ela tiveram que correr na cidade para pegar alguma coisa.” “Oh.” Eu franzo minha testa, e ele sorri. “Elas estarão de volta logo.” “Quanto tempo vocês vão ficar na cidade?”


“Em torno de uma semana.” “Vocês estão aqui para procurar um lugar para morar?” eu pergunto esperançosamente, e ele balança sua cabeça. “Não, amada.” “Droga,” Eu sussurro. “Vou continuar desejando.” “Ou você pode trazer seu homem e vir para uma visita,” ele sugere, me apertando ao seus lado. “Yeah,” eu concordo, olhando para Harlen e pensando se ele já esteve na Florida antes. Então me pergunto o que ele pareceria em um calção de banho. Provavelmente quente. “Seu velho pode ter um abraço?” pai pergunta, soando impaciente. Meus olhos voam para encontrar os deles. “Você vai ser legal?” “Sim,” ele range fora, e eu rolo meus olhos e vou para ele. Envolvendo meus braços em torno do seu meio, abraçando-o apertado. “Apaixonada?” ele pergunta em cima da minha cabeça, e eu aceno. “Porra.” “Pai.” “Eu sei, sua bolha,” ele murmura, soando divertido e irritado, e deixei escapar uma risada curta antes de dar-lhe um aperto deixando ir. À medida que me movo perto de Harlen, seus olhos vem para mim e eu pego o prato que nós trouxemos de suas mãos. “Você quer uma cerveja?” “Yeah, baby.” “‘Kay, volto logo.” Deslizo na ponta dos pés, beijo sua mandíbula barbuda, e então me dirijo para dentro. Colocando o prato no balcão da cozinha, vou a geladeira e pego uma cerveja para Harlen e uma soda para mim, levando ambas em direção a porta da frente. Assim que piso na varanda, a mãe e a vó puxam e estacionam. Vendo minha vó acenas pelo para-brisa, eu sorrio, entrego a Harlen sua cerveja, e então desço os degraus direto para a porta do passageiro, abrindo-a. “Meu bebê!” Vó chora, saindo do carro e envolvendo seus braços em torno de mim em um aquecido, apertado abraço, me balançando de lado a lado da mesma maneira que ela tem feito toda a minha vida. “Hey, Vó.” Eu inclino para trás para olhar para ela, e suas mãos enquadram meu rosto. Eu senti falta dela. Eu senti falta do vô também, mas eu realmente senti falta da minha vó. Nós sempre fomos próximas, o que fez realmente duro quando os dois se mudaram para a Florida.


“Você tem escondido coisas de mim, mocinha,” ela repreende, ainda sorrindo. “Sua mãe me informou sobre esse seu novo homem quando eu cheguei essa manhã.” “Desculpa.” Eu olho por cima do carro para minha mãe, que sorri para nós antes de bater sua porta. “Eu espero que ela te contou quão impressionante ele é.” “Ela contou,” a vó confirma, meus olhos voltam para ela. “Embora, seu pai parece não concordar.” Ela pisca, e eu sorrio. “Você pode me dizer o que você acha dele você mesma, já que ele está aqui,” eu digo, e ela olha em direção a varanda, seu olhos ampliando quando ela os pousa em Harlen em seu uniforme de botas de moto, jeans escuro, uma Henley44 azul marinha de mangas longas que encaixa nele como uma segunda pele mostrando cada um dos seus músculos. “Ele é grande,” ela sussurra. “Yeah,” eu concordo. “E bonito,” ela sussurra de novo, e eu sorrio. “Yeah.” “Perfeito para minha garota,” ela termina, e eu sinto meu coração apertar. “Eu estou apaixonada por ele.” “Você não tem que me dizer isso.” Ela vira para mim, agarrando minha bochecha. “Eu vejo isso em seus olhos.” “Você vê?” “Yeah.” “Eu só percebi esta noite,” eu admito, e ela sorri com ar conhecedor. “Às vezes nós mulheres ficamos tão presas em o que está acontecendo que nós não notamos o que realmente está acontecendo.” “Isso é verdade,” eu murmuro, e ela dá risada, enrolando seu braço em torno da minha cintura e me puxando para seu lado. “Vamos, me apresente ao seu cara.” Ela me leva para a escada, onde meu pai está pegando as bolsas da minha mãe enquanto ela está cumprimentando Harlen com um beijo em sua bochecha, algo que parece irritar meu pai ainda mais. Lutando contra uma risada, eu subo os

Marca de camisa, popular na Europa e nos EUA. Ela parece uma camisa com os botões na frente, mas sem o colarinho. 44


degraus e olho para Harlen enquanto minha mãe e pai andam para dentro, com o vô seguindo atrás deles. “Harlen, eu gostaria de te apresentar minha vó. Vó, Harlen, meu namorado,” eu digo, e ela me deixa ir e anda em direção de Harlen, que apoia a mão no braço dela e se inclina para beijar sua bochecha. “Prazer em conhecê-la, senhora.” “Você também.” Ela bate no braço dele, sorrindo, e então ela volta para mim, aproximando-se para envolver sua mão em minha bochecha. “Modos, e ele é lindo. Sim. Perfeito para minha menina,” ela diz silenciosamente, e eu mordo meu lábio para não chorar. “Amo você, amada.” “Amo você também, vó,” eu sussurro, e seus dedos apertam então me deixam ir. Virando-se para a porta, ela sorri para nós por cima do ombro, dizendo, “Vamos comer. Harlen, eu quero ouvir tudo sobre você.” Ele coloca a mão na parte inferior das minhas costas e eu sorrio para ele e ele sorri de volta enquanto nos leva para dentro da casa. Nós entramos na sala de jantar, onde já há comida na mesa—um grande assado, batatas, salada, e pãezinhos. Harlen espera por mim para sentar então senta ao meu lado, enquanto a vó senta no oposto dele perto do vô. Olhando ao redor da mesa para meus pais e avós, sentindo Harlen perto, eu sorrio para mim mesma. “Harlen, me fale sobre seus pais. Onde eles moram?” mão pergunta, colocando comida no prato do pai, e meu estomago, que estava cheio de felicidade e calor um segundo atrás, cai. “Perdi minha mãe e meu pai aos quinze,” Harlen responde suavemente, e a mesa fica quieta. Todo mundo para o que estava fazendo para olhar para ele. Envolvendo minha mão em cima da sua coxa coberta pelo jeans, eu aperto então sinto seus dedos deslizar pelo meu braço e pulso antes de pegar minha mão, trançando nossos dedos juntos. “Eu sinto muito. Eu não tinha ideia,” mãe sussurra, e eu observo seus olhos encherem de tristeza e dor por ele. “Foi há muito tempo atrás, Sophie. Eu estou bem, mas obrigado,” ele responde silenciosamente, e minha mãe acena então olha para longe dele. Eu observo ela puxar uma longa respiração enquanto o pai envolve sua mão em torno da parte de trás do seu pescoço, dando a ela um


pequeno aperto. Pegando o olhar do meu pai através da mesa, eu vejo remorso em seus olhos. Sabendo que o jantar será incomodo, ninguém sabendo o que dizer ou fazer se eu não fizer alguma coisa para nos tirar da escura nuvem que cobriu a mesa, eu aperto os dedos de Harlen. “Harlen foi criado por sua tia depois que seus pais faleceram. Eles são próximos,” eu insiro, e seus olhos vêm para mim. “Ela estará aqui no Natal.” “Isso é bom. Ela tem que vir enquanto estiver por aqui,” a mãe diz, e eu aceno. “Eu pretendo pedir para ela permissão para casar com seu sobrinho enquanto ela estiver aqui,” eu brinco, e os olhos do meu pai ampliam enquanto os dedos de Harlen ficam tensos nos meus. “O que você acha que ela vai dizer?” eu olho para Harlen, e ele balança sua cabeça, seus lábios se contraindo. “Odeio estourar sua bolha, Anjo, mas de jeito nenhum minha mulher vai me propor,” ele murmura, e eu luto contra um sorriso e estreito meus olhos com aborrecimento fingido. “Isso é uma regra alfa?” “Porra yeah.” “Veremos.” Eu dou de ombros, ouvindo minha mãe e vó rindo, esse som me enchendo de alívio. “Não vamos,” Harlen discorda, me forçando a soltar sua mão e enrolando-as na parte superior da minha coxa para apertar. “Você diria não?” eu pergunto, e seus olhos se estreitam. “Você não está me pedindo para me casar com você,” ele responde sem responder minha pergunta. “Você diria não?” eu repito, e seus dedos cavam, de uma maneira que me faz remexer. “Isso não está acontecendo,” ele declara firmemente, fazendo minha coluna endireitar-se em verdadeiro aborrecimento. “Você não pode me dizer que eu não posso pedir você em casamento. Eu posso fazer qualquer coisa que eu quero.” “Porra, nós realmente vamos discutir sobre isso?” ele pergunta, e eu ouço meu pai dar risada mas eu não olho para ele, mesmo que eu realmente, realmente quero olhar para ele.


“É um novo dia, uma nova era. Mulheres pedem aos homens para casar com elas o tempo todo,” Eu declaro com naturalidade, não tendo ideia se a declaração é verdadeira. Eu tenho um monte de amigas e um monte de primas, e nenhuma delas já propuseram a um homem antes. Ao menos, não que eu saiba, mas isso não significa que não acontece. “Esse argumento é sem sentido, uma vez que essa merda não está acontecendo,” ele diz, puxando seus olhos dos meus. Olhando para minha mãe e pai, ele declara, “Sua filha é louca.” “Eu não sou!” eu choro, ouvindo todo mundo na mesa dar risada. “Querida,” o pai chama, e eu viro minha cabeça e foco nele. “Você não está pedindo que ele se case com você.” “Seriamente, você também não pode me dizer o que fazer,” eu estalo, me sentindo como uma otária, porque eu soo como uma otária. Mas então novamente, todo mundo está sorrindo, e ninguém está pensando no fato que Harlen perdeu seus pais muito cedo na vida, então eu estou bem em ser uma otária nesse momento. “Mãe, você quer me ajudar aqui?” “Querida, sinto muito, mas não.” Ela balança sua cabeça. “Eu acho que um homem deveria ser o único a perguntar a uma mulher para casar com ele.” Ela sorri, e eu olho em volta de Harlen para a vó, e levanto uma sobrancelha. “Vó?” “Tenho que concordar com a sua mãe, querida. Qualquer homem que eu desejaria com minha garota melhor ser o único a fazer essa pergunta, não o contrário.” “O que aconteceu com o poder feminino?” eu murmuro, e Harlen deixa minha coxa e desliza o braço em volta dos meus ombros, puxando-me para o seu lado. “Está tudo bem. Pare com isso, baby, e lute outro dia pelo sexo feminino.” Ele beija o lado da minha cabeça. Eu derrubo minha cabeça para trás, e ele roça seus lábios suavemente sobre os meus antes de inclinar para trás em sua cadeira e sorrir. Vendo seu sorriso, eu olho ao redor da mesa e noto que todo mundo, incluindo meu pai, tem a mesma expressão de alegria. Graças a Deus. E agradecidamente, o resto do jantar passa sem uma dificuldade, mas eu ainda penso o qual seria a resposta de Harlen se eu pedisse para ele casar comigo.


*** Deitada nua em cima de Harlen, respirando pesadamente, minha boceta ainda convulsionando ao redor de seu pau do orgasmo que acabei de ter, eu levando minha cabeça do seu peito e sento. Olhando para baixo em seu lindo rosto, eu finalmente entendo porque as pessoas vão tão longe para encontrar o que temos. Não é sobre o sexo, apesar de o sexo ser incrível. É sobre o sentimento de você pertencer a algum lugar, que você pertence a alguém, que não importa quão insana ou difícil a vida fique, você tem alguém em sua esquina que está sempre enraizado em você, sempre olhando por você. Sua mão envolve em torno do meu quadril e a outra desliza para cima em meu lado, seus dedos vindo descansarem logo abaixo do meu peito. “Você está bem?” “Sim,” eu sussurro, estudando minhas mãos enquanto deslizo-as para baixo então para cima em seu abdômen definido, observando seus músculos tencionarem e deslocar sobre meu toque. “O que você está pensando?” ele pergunta calmamente, e eu levanto minha cabeça para olhar para ele então inclino para frente, deslizando minhas mãos de volta para seu peito até que eu estou totalmente pressionada contra ele. “Até você, eu realmente não entendia porque as pessoas faziam o que faziam por amo,” eu sussurro, então continuo suavemente correndo meu dedão levemente sobre o lábio inferior. “Eu finalmente entendi porque alguém ira fazer qualquer coisa que tivesse que fazer para encontrar isso, por que eles arriscariam tudo por isso. Obrigada por dar isso para mim.” “Cristo,” ele murmura, sentando, me reunindo contra ele, um braço indo em volta das minhas costas, e sua outra mão deslizando em meu cabelo. “Eu amo você,” eu adiciono, e seus olhos piscam antes de sua boca cair na minha para um profundo, forte beijo. “Amo você também, Anjo.” Ele enfia o meu rosto em seu pescoço, e eu envolvo minhas pernas ao redor de seus quadris e meus braços ao redor de seus ombros, segundo ele tão forte quanto ele está me segurando. “Eu tenho uma pergunta,” eu digo depois de um longo momento, e ele puxa sua cabeça para trás para olhar para mim.


“O que é isso?” ele pergunta, seus olhos procurando os meus. “Hipoteticamente falando.” Eu aperto ele com todos os meus quatro membros, então pergunto calmamente, “Se eu fosse pedir para você casar comigo, você diria sim?” “Hipoteticamente falando.” Ele sorri. “Você nunca saberá,” ele responde também calmamente. “Gah, você é irritante.” “Yeah, mas você me ama.” “O que significa que eu devo ser louca,” eu murmuro, e ele dá risada, empurrando seu rosto em meu pescoço. “Não é engraçado,” eu resmungo, e ele ri ainda mais forte. “Eu preciso tomar banho.” “Você pode tomar banho amanhã,” ele diz através da sua risada, e eu bato levemente em suas costas. “Harlen, eu preciso tomar banho.” “Amanhã, Anjo.” “Não, essa noite,” eu me queixo, e sua cabeça sai do meu pescoço e seus olhos encontram os meus, o humor desaparecido. Em seu lugar, tem uma intensidade que me faz segurar o ar. “Essa noite, você vai dormir cheia de mim. Você pode tomar banho amanhã.” “Okay,” eu sussurro imediatamente, e seu rosto suaviza, seus dedos deslizando fora do meu cabelo para correr ao longo do lado de fora da minha mandíbula antes de nos deslocar na cama e apagar as luzes. Uma vez que está apagada, ele rola para suas costas, comigo envolta em seu peito, meus quadris largos enquanto minhas pernas descansam de cada lado dele. Empurrando as cobertas para cima e sobre nós, ele me abraça nele, uma mão atrás da minha cabeça e a outra logo acima da minha bunda. Eu deito ali na escuridão, ouvindo-o respirar, a batida do seu coração contra minha orelha, duvidando que serei capaz de dormir com ele ainda dentro de mim e vazando. Mas antes de muito tempo, meus olhos deslizam fechados e eu caio no sono preenchida por ele de toda forma possível. Ouvindo o que parece uma serra elétrica, eu saio do sono e pisco meus abertos, encontrando a cama ao meu lado vazia e os lençóis frios. É quinta, o dia que Harlen pegou folga para passar comigo. Eu pensei que nós íamos começar o dia na cama juntos então passar a maior parte do


dia aqui, então eu não sei por que ele não está aqui comigo. Eu ouço o barulho parar e fecho meus olhos, só para ter eles abertos novamente quando ouço um martelar começar. “Que diabos está acontecendo?” eu pergunto a ninguém enquanto sento. Olhando em direção a porta fechada do quarto como se eu tivesse o poder de ver através dela, minhas sobrancelhas puxam juntas quando o martelar para e o barulho de mais cedo começa de novo. “Que diabos ele está fazendo?” Eu jogo as cobertas para trás, escorregando fora da cama. Eu coloco meu pé no chão, agarrando a camisa de Harlen que ele tinha ontem, e puxo-a sobre minha cabeça enquanto vou para a porta. Abrindo-a, eu ando pelo corredor, parando completamente, piscando quando vejo Everret e outro homem que eu não conheço parados perto da minha porta dos fundos e Harlen através de um buraco na parede. Sim, um buraco na minha parede perto do chão. Seus olhos vêm para mim através do buraco e examinam dos meus pés descalços subindo em minhas coxas nuas para sua camisa que eu tenho, antes dele encontrar meu olhar. Vendo o olhar que ele me dá, eu mordo meu lábio então sinto meus olhos ampliarem quando calor atinge minhas coxas—aquele calor não vem dele. Eu olho para Everett e o cara parado perto dele, e eu encontro os dois olhando para mim, ou mais precisamente, olhando para minhas pernas nuas. “Babe, roupas,” Harlen ordena, aparecendo de repente na porta deslizante de vidro, e meu olhar dispara para ele. “O que vocês rapazes estão fazendo?” “Roupas, agora,” ele rosna, e meu nariz torce em irritação. “Harmony.” “Gah! Certo.” Eu giro em meus pés descalços e volto para meu quarto, ignorando a risada atrás de mim. Agarrando um sutiã da minha cômoda, eu coloco-o por baixo da camisa dele então puxo um par de calças de ginástica antes de caminhar para o banheiro. Curvo na pia, escovo meus dentes, eu olho para Harlen no espelho quando ele se encaixa em minhas costas. “Não apreciei realmente homens que eu conheço, sabendo exatamente como boa você parece vestindo nada mais que minha camisa,” ele diz, e meu nariz torce mais uma vez. “Eu não sabia que alguém estava aqui além de você,” eu retorno através de um monte de espuma antes de cuspir e enxaguar minha boca.


Eu desligo a água então seco meu rosto com a toalha de mão que peguei do gancho e viro meu rosto para ele. “O que exatamente vocês rapazes estão fazendo? Eu pensei que nós iríamos passar o dia na cama.” Na palavra cama, os dedos de sua mão envolvem cavando meus quadris e seus olhos escurecem em um jeito realmente bom. “Colocando uma porta de cachorro para Dizzy.” “O que?” eu respiro. “Estava querendo fazer por um tempo agora mas não tinha tempo. Hoje, eu tenho tempo, então pedi ao Mic e o Everret me ajudar a ter isso feito.” “Oh,” eu digo suavemente, descansando minhas mãos contra seu peito, derretendo-me nele, e sentindo meu peito ficar aquecido. Ele me ouviu mencionando colocar uma porta de cachorro para Dizzy e foi sobre como ter isso feito. Sim, eu o amo. “Isso não deve nos levar muito tempo. Uma vez que terminarmos, você e eu podemos voltar para a cama.” Ele ri amplamente, e eu sorrio. “Okay.” “Te fiz uma caneca de café. Está na ilha.” “Você está ficando tão sortudo,” eu sussurro, inclinando mais profundo contra ele, e ele dá risada—só que eu não estou brincando, nem mesmo um pouco. “Eu vou lembrar disso.” Ele mergulha sua cabeça, roçando seus lábios sobre os meus, então agarra minha mão e me puxa para fora do banheiro e do quarto. “Baby, você conhece Everett, e este é Mic.” Ele levanta seu queixo em direção do Mic, e eu sorrio para ele, vendo ele retonar a expressão. “Hey, rapazes.” Eu dou a eles um acenos então curvo para pegar Dizzy, que finalmente notou que eu existo. Abraçando-o em meu peito, eu olho para o buraco na parede então para a caixa inclinada contra o lado da porta. “Obrigada, rapazes, por ajudar com isso.” Eu aceno em direção a isso. “Sem problema,” Everett murmura, olhando entre Harlen e eu. “Não é grande coisa,” Mic declara com um dar de ombros, não tendo ideia que ele está me poupando milhares de dólares, então isso não é só uma grande coisa; é uma enorme. Agora, ao invés de economizar para a porta, eu posso comprar uma cama para meu quarto de hóspedes.


“Quanto eu devo por isso?” eu pergunto, e os dedos de Harlen cavam em meu quadril, então eu olho para ele. “Babe.” Ele balança cabeça no que eu imagino ser uma resposta. Só que é uma que não entendo. “Babe o que?” Seus olhos buscam os meus, então ele murmura, “Nós falamos sobre isso mais tarde.” Ele roça seus lábios sobre os meus antes de me deixar ir e dirigir em direção da porta. “Alguém quer café?” Eu questiono a sala em geral. Recebendo três nãos em retorno, eu escalo a banqueta segurando Dizzy e sorvo meu café, observando os caras trabalhar. Em uma hora, eu fico entediada e decido que deveria fazer algo produtivo, então eu ligo uma maquinada de roupa e retiro o esfregão e meus outros materiais de limpeza para começar a limpar minha casa. Puxando outra maquinada de roupas para fora da secadora, eu levo de volta pra o quarto e esvazio o cesto, derrubando as roupas na cama. Pegando uma das camisas de Harlen da pilha que acabei de despejar, eu olho para a cama e as roupas que eu já dobrei, e vendo as pilhas de suas roupas misturadas com as minhas, o calor se instala sobre mim. “Os caras se foram,” Harlen diz, entrando no quarto, e eu paro de dobrar sua camisa em minhas mãos. Olhando dele para o relógio, eu vejo que já é depois das três. Os rapazes estavam aqui antes de eu levantar as nove, então eles ficaram aqui mais de seis horas. Eu pedi pizza para eles a uma, mas eles ainda mereciam mais do que isso—como eu sendo capaz de dizer para eles obrigada antes deles saírem. “Eu não consegui agradecer a eles.” “Você disse mais cedo, e disse de novo quando você pegou para eles pizza e cerveja.” “Yeah, mas foi antes que estivesse feito.” Eu termino com a camisa então coloco na pilha com as outras dele que eu já dobrei. “Eles sabem que você apreciou o que eles fizeram,” ele responde, chegando mais perto e tocando seus lábios no topo da minha cabeça. “Dizzy tem entrado e saído uma dúzia de vezes já, então ele apreciou isso também.” “Você tem um monte de coisas na minha lavanderia,” eu solto, e seu corpo fica sólido perto de mim.


“O que?” “Um… Eu… você tem um monte de coisas na minha lavanderia.” Eu balanço minha mão para a cama e ele olha para onde eu estou apontando. “Okay.” “Eu deveria limpar algumas gavetas para você?” eu pergunto, e seus olhos voltam para mim, completamente em branco. “Me ignore. É muito cedo. Isso foi estúpido.” Eu balanço minha cabeça então solto um alto rangido quando eu não estou mais em meus pés mas voando no ar e aterrissando na cama, saltando com roupas espalhando-se em torno de mim. “Harlen, você apenas estragou as roupas que eu passei todo o dia dobrando!” “Eu fodidamente não ligo,” ele rosna, rasgando minha calça e calcinha pelas minhas pernas. “Eu não estou redobrando— oh Deus!” Eu clamo, enquanto suas grandes mãos espalham minhas pernas e ele mergulha sua cabeça, lambendo entre minhas dobras então puxando meu clitóris em sua boca. “Como eu disse, eu fodidamente não ligo,” ele repete, antes de mergulhar em mim novamente, desta vez usando seus dedos sua boca. Jogando uma perna então a outra sobre seus ombros, ele me devora. “Porra sim, monte meu rosto,” ele estimula, e eu faço. Eu levanto meus quadris, moendo-me contra sua boca até que eu gozo, e gozo forte, com minhas mãos em seus cabelos, segurando ele em mim. Voltando para mim mesmo, meus olhos tremem abertos e eu observe-o se despir, então observe ele rastejar para cima da cama. Minhas pernas espalhadas para fazer espaço para ele, mas ele balança sua cabeça. “Você vai se sentar no meu rosto e me chupar.” “O que?” eu sussurro, mantendo o olhar fixo, e ele se move, me ajustando até que ele me tenha onde ele me quer, sentando com minhas pernas espalhadas sobre sua boca e minhas mãos em suas coxas. Ele inclina para cima, lambendo-me, então inclina para trás para ordenar, “Me chupa, Harmony.” Oh Deus. Engolindo, eu olho para seu pau na minha frente e envolvo meus dedos em volta dele. Quente, duro, e sedosamente suave, nós nunca fizemos isso antes. Eu já lhe dei oral, mas nunca assim. “Harmony.”


Ouvindo o aviso em seu tom e vendo seus quadris levantar, eu desço minha cabeça, levando-o profundamente então o deslizando para fora, circulando minha língua ao redor do seu pau. “Porra yeah.” Ele puxa meus quadris para baixo para sua boca e eu choramingo ao redor do seu pau enquanto ele chicoteia sua língua sobre meu clitóris. “Oh Deus,” eu respiro, depois de liberar ele da minha boca com um pop enquanto seus dedos se juntam a sua boca. “Me chupa,” ele rosna contra mim. O som enviando um choque de prazer direto entre minhas pernas e através de cada polegada minha. “Agora.” Deslizando minha mão para baixo e para cima, eu o tomo profundo, todo o caminho para o fundo da minha garganta antes de deslizar ele de volta para fora e voltar para mais. Cada vez que eu o levo fundo, ele me recompensa com sua boca, então eu vou fundo uma e outra vez até minha boceta começar a contrair e seu pau começar a latejar contra minha língua. Sim! Minha mente grita, enquanto ele me envia sobre a borda, e então ele me levanta fora de sua boca e me empala em seu pau, minha boceta ainda contraindo do meu orgasmo. Eu subo e desço nele forte, inclinando minhas mãos para frente em seus joelhos, sentindo suas mãos em minha bunda me espalhando aberta, distante demais para estar com vergonha sobre essa posição. Eu o monto freneticamente até eu o ouvir gemer e saber que ele está gozando. Eu estou gozando também, então eu pego o ritmo e monto isso fora dele e de mim, e só uma vez que estou completamente gasta, eu desacelero para um escorregar suave. Caindo para frente, meu corpo exausto, eu fecho meus olhos. “Estou me mudando,” Eu o ouço rugir atrás de mim, e meus olhos abrem. Ele senta, me puxando fora dele, e então ele me vira para montar seu colo. “A locação termina em dois meses. Estou me mudando quando isso acontecer.” “Você está?” eu sussurro, realmente feliz com esse plano. “Você está bem com isso?” ele pergunta, me estudando, e meu nariz torce. “Sim.”


“Bom.” Ele corre seus dedos através do meu cabelo, e eu caio nele, descansando minha cabeça contra seu peito embaixo de seu queixo e envolvendo meus braços ao redor dele embaixo dos seus. “Nós podemos trocar o seu jogo de quarto pelo meu,” eu sussurro em sua pele, e seu braços apertam ao meu redor. “Funciona para mim.” Eu imaginei que faria. Minha cama é boa, mas a cama dele é incrível; e mais, a dele é uma California King45. Vai ocupar mais espaço, mas valerá a pena. “Então dois meses?” “Eu tenho que pagar aluguel por mais dois meses. Não significa que não podemos começar a resolver as coisas.” “Você está se mudando.” Eu repito sentindo lágrimas em meu nariz. “Yeah, baby.” “Isso me faz feliz,” eu sussurro, vendo seu sorriso logo antes de perdêlo quando ele me beija e eu o beijo de volta. Sim eu totalmente o amo.

Modelo de cama. O tamanho desse modelo nos EUA é de 183 cm de largura e 213 cm de comprimento e ela é maior que uma cama King Size (que tem 193 cm de largura e 203 cm de comprimento) 45


Capítulo 10 Harlen

TOMANDO UM GOLE DA MINHA CERVEJA, eu dou risada de algo que Wes diz para Everret então olho para baixo para meu celular quando ele começa a vibrar em cima do bar. “Hey, Anjo,” eu respondo, levantando da cadeira e elevando meu dedo do meio para os homens ao redor quando eles começam a falar merda. “Hey, querido. Eu… oh Deus… não pire.” “O que foi?” eu ladro, ouvindo o tom assustado de sua voz, e a vibe em minha volta muda, ficando alerta, o ruído na sala chegando a parar. “Eu fui ao banheiro—não o banheiro no meu andar, mas o do primeiro andar, porque eu queria pegar um café na loja de presentes, e esse banheiro é mais perto da loja de presentes.” “Eu preciso saber disso tudo para você chegar ao ponto?” eu pergunto, derrubando meus olhos para minhas botas e perdendo a paciência. “Bem… eu acho que não,” ela murmura, a linha ficando quieta. “Harmony?” eu ranjo por entre os dentes. Wes levanta uma sobrancelha e eu balanço minha cabeça. “Eu ouvi duas enfermeiras falando sobre o Dr. Hofstadter no banheiro. Uma delas estava chorando—não um choro normal, ela estava soluçando. Ela disse que ele encurralou ela e a tocou. Então ele disse a ela que se ela contasse para alguém sobre o que ele fez, ele a faria ser demitida.” “Porra.” Eu derrubo minha cabeça para trás, meu punho flexionando. Faz três semanas que jantamos com seus pais e avós, três semanas desde que Evan começou a cavar as coisas no hospital, e ele ainda não encontrou porque aquelas enfermeiras perderam seus empregos. Ele descobriu que tem três homens com o sobrenome Hofstadter no conselho do hospital. Um deles é o CEO, que é provavelmente o por que do Dr. Dick46 achar que ele pode fazer qualquer porra que ele quer sem nenhum tipo de retaliação. 46

Poderia ser traduzido para Dr Caralho, ou Dr Otário.


“Eu… Eu não sei o que fazer.” Sua voz cheia de preocupação invade meus pensamentos, e eu agarro minha nuca, lutando contra a raiva comendo meu intestino. Puxando uma respiração pelo nariz, eu suavizo minha voz, e pergunto, “Você conhece alguma das enfermeiras que estavam falando sobre ele?” “Não, elas estavam em uma cabine quando entrei, e elas ainda estavam lá quando eu sai. Eu não as vi, e eu não trabalho naquele andar, então eu não reconheci suas vozes também.” Porra. “Eu odeio dizer isso, baby, mas não tem nada que você possa fazer.” “Harlen,” ela respira, e essa merda me mata. Se ela conhecesse elas, ela poderia ser capaz de convencê-las a apresentar uma queixa contra ele, mas sem isso, suas mãos estão atadas. “Ela disse que ele a tocou.” Porra, eu não seu o que eu faria se ele alguma vez fizesse essa merda para ela. Provavelmente perderia minha maldita cabeça e mataria o filho da puta. Porra “Eu sei, baby,” eu sussurro. “Eu odeio isso,” ela sussurra de volta, e minha mandíbula aperta. “Eu sei que você odeia, mas não tem nada que você possa fazer. Somente evite-o enquanto você estiver lá.” “Okay,” ela concorda calmamente. Porra. “Amo você.” “Amo você também,” ela repete, ainda soando calma, e minha mandíbula cerra mais apertada. “Vejo você em casa, Anjo.” Eu ouço o telefone desligar, e eu o puxo longe da minha orelha e aperto-o em minha mão assim eu não o atiro através da porra da sala. “O que foi isso?” Wes questiona, e eu levanto minha cabeça para olhar para ele e meus meninos. Homens que sempre tiveram minhas costas. Homens que eu sei que sempre terão minhas costas. “Harmony ouviu duas enfermeiras conversando. Hofstadter assediou uma delas depois a ameaçou com a perda do seu emprego se ela contasse para alguém.” “Porra.” O queixo de Wes cerra, seus olhos piscando.


“A Harmony está bem?” Everret pergunta, e meus olhos vão para ele, vendo que ele parece tão irritado quanto eu me sinto. “Ela está assustada e sentindo-se como uma merda que ela não pode fazer nada para ajudar.” “Eu aposto,” Mic murmura, sua mandíbula travando. Foda-se “Você sentem vontade de ir comigo entregar uma mensagem para aquele filho da puta?” eu pergunto, e todos eles respondem com sorrisos assustadores. *** Chegando em casa três dias depois, eu sinto minha mandíbula cerrar quando eu vejo a caminhonete de Nico estacionada na garagem. Ele está encostado na parte de trás dela com seus braços cruzados sobre seu peito e seus pés cruzados nos tornozelos. Eu sei que ele sabe que Harmony está no trabalho, então ele não está aqui para ver ela. Eu estaciono, desligo o motor da moto, chuto para baixo o apoio, e desço, mantendo meus olhos presos nos dele mesmo enquanto tiro meu capacete. “O Dr. Hofstadter teve um acidente alguns dias atrás. Olho preto, nariz quebrado, e duas costelas quebradas,” ele diz, empurrando a porta traseira da sua caminhonete e caminhando em minha direção. “É uma merda, mas acidentes acontecem,” eu murmuro, andando em direção da casa com ele seguindo atrás de mim. Colocando minha chave na fechadura, eu abro a porta e entro, com Dizzy saltando nos meus pés. Apanhando ele do chão, eu dou as suas orelhas uma coçada. “Eu não posso proteger você, Harlen,” Nico diz calmamente, enquanto eu vou para a ilha. Eu largo meu capacete então pego um petisco para Dizzy, dando a ele antes de coloca-lo no chão. “Se ele prestar queixa, eu não posso proteger você, e nem Cobi pode.” Cobi, seu sobrinho que também é um policial, um que eu só encontrei duas vezes, porque ele está sempre trabalhando desde que se mudou de volta para a cidade. “Ele está prestando queixa?” eu pergunto, e sua mandíbula cerra. Eu sei que o Dr. Dick não vai prestar queixas. Eu também sei que ele chorou como uma vadia quando eu peguei seu rosto, e então ele chorou quando como uma vadia ainda maior quando eu coloquei as mãos nele. Eu nunca


usei meu tamanho ou punhos para intimidação, mas com ele, eu fiquei feliz em fazer os dois. “Não faça nada como isso de novo,” ele diz para mim. “Perdi meu pai a um longo fodido tempo atrás, Nico. Só dizendo que eu não estou no mercado para um novo.” “Eu estou tentando ajudar você,” ele range fora, e eu balanço minha cabeça, correndo meus dedos pelo meu cabelo. “Yeah, e quem está ajudando as mulheres que ele está intimidando? Quem está ajudando elas quando ele as tem tão assustadas sobre perder seus empregos que elas não querem falar sobre o que ele está fazendo com elas?” “Porra,” ele diz, e eu ando para a geladeira, agarrando duas cervejas e entregando para ele antes de abrir a minha. “Ele precisa aprender uma lição,” eu digo a ele, entregando a ele o abridor de garrafa. “E você lhe ensinou essa lição?” “Não tenho certeza, mas se ele esquecer ou desviar do caminho que eu o coloquei, eu não tenho problema em mostra-lo o caminho certo novamente, por qualquer meio que tenha que ir para fazer isso.” “Ele tem dinheiro. Sua família tem dinheiro, Harlen. Você precisa ter cuidado quando se trata de homens assim.” “Yeah.” Eu sorrio, balançado minha cabeça, e seus olhos se estreitam. “O que?” “Meu pai foi o dono da MacCabe Lumber,” eu declaro, e seus olhos brilham com entendimento. MacCabe Lumber é famosa na Califórnia. Não muito fora dela, mas se você trabalha na indústria da construção, que eu sei que Nico trabalhou por anos, então você conhece eles. Todo mundo que trabalha na indústria conhece. “A empresa foi dada para mim quando meus pais faleceram. Ainda é minha, apesar de eu não ter nenhum interesse em trabalhar nela. Eu tenho mais dinheiro parado no banco do que eu, meus filhos, meus netos, e os filhos dos seus filhos poderiam gastar em uma vida. Dinheiro é só fodido dinheiro.” “A Harmony sabe?” Minhas sobrancelhas juntam, e eu pergunto, “Sobre o que?” “Que você tem um pouco de dinheiro?” Ele diz, olhando pensativo.


“Não.” “Foda-me,” ele sussurra. “Você precisa dizer a ela.” “Eu irei dizer a ela quando for a hora de dizer para ela. Isso não muda nada. Eu não uso esse dinheiro. Eu trabalho, ganho a vida com as minhas mãos fazendo algo que gosto de fazer. Nossos filhos, quando nós os tivermos, vão viver exatamente como eu cresci, tendo tudo mas não tendo dado a eles. Eu não estou preocupado sobre o Dr. Dick, seu dinheiro, ou ele prestando queixa. O que eu estou preocupado é sobre a minha mulher sentindo como se ela estivesse contra um muro, ela me ligando fodidamente assustada depois de ouvir uma enfermeira dizer que aquele fodido toucou nela, mas ela não poderia fazer nada porque ela não queria perder seu emprego.” “Porra, eu não sei se abraço você ou soco sua cabeça.” “Só dizendo qualquer uma dessas coisas vão possivelmente me irritar,” eu digo, tomando um gole da minha cereja, e ele sorri. Foda-me. “Ela está apaixonada por você. Acho que ela deveria saber que você é multimilionário.” “Ela irá saber depois que eu a pedir para casar comigo, antes eu sou forçado a ter ela assinando uma porrada de papéis,” eu digo a ele. Ele pisca, seus olhos permanecendo cerrados. “Um acordo prénupcial?” “Porra não,” eu nego. “Uma vez que eu tenha meu anel em seu dedo, essa merda não está saindo, então não tem razão para um acordo prénupcial. Mas desde que ela será minha esposa, ela ira se tornar dona e parte da MacCabe Lumber.” “Cristo, melhor olhar isso. Você pode não gostar de gastar dinheiro, mas minha garota gosta.” “E tem uma abundância para gastar. Nem mesmo ela poderia fazer um arranhão no que eu tenho.” “Sua caminhonete é um pedaço de merda.” “Yep, mas ele também era do meu pai, então ele significa algo para mim. Dinheiro não significa nada. Eu tive dinheiro minha vida toda, nunca me faltou nada até o dia eu tive que viver sem meus pais. Isso me ensinou o que é realmente importante na vida, e não é merda que você


pode comprar em uma loja,” eu digo, e seus olhos mudam, respeito brilhando tão claro, que é quase cegante. “Não poderia ter escolhido melhor para minha garota, mesmo se tentasse.” Ele balança sua cabeça, tomando um gole da sua cerveja. Porra. Mas mesmo que eu pudesse continuar o resto da minha vida sem ouvir essa merda dele, ainda é bom, saber que eu sou bom o suficiente para a sua garota. “Quando você vai pedi-la em casamento?” “Amanhã,” eu respondo, e seu queixo estala. “O que?” “Ela tem alguns dias de folga do trabalho e da aula, então estou nos levando para as montanhas e perguntando para ela quando a gente chegar ela.” “Você não iria me perguntar?” “Eu tenho sua benção?” “Eu não sei,” ele range, e eu luto contra um sorriso. “Só dizendo que eu estou pedindo-a de um jeito ou de outro, mas ela provavelmente amaria se ela soubesse que eu tive sua permissão,” eu digo, e então coloco minha cerveja para baixo e me inclino no balcão entre nós. “Eu amo sua filha, Nico. Eu irei trabalhar duro para protegê-la, mantê-la feliz, e ter certeza que cada dia que ela está nessa terra é um bom. Parte de ela ser feliz é você e eu nos dando bem, mas para que isso aconteça, você precisa se afastar quando se trata de nós. Eu entendo que ela é sua garota, mas você precisa entender que agora, ela é minha.” “Você tem minha permissão.” “Porra finalmente,” eu murmuro, pegando minha cerveja de volta e colocando na minha boca. “As coisas com você sempre vão ser um pé no saco?” “Provavelmente.” Eu dou de ombros, falando a mais pura das verdades. Meu pai me ensinou que respeito é conquistador e com Nico isso vai em ambos os sentidos. “Foda-me,” ele murmura, tomando um gole da sua cerveja. “Você tem um anel?” ele pergunta após um minuto. Eu sorrio. “Yeah.” “Posso ver?” ele pergunta, e eu penso sobre isso por um segundo então volto para o quarto. Eu pego a caixa fora da bolsa que eu empurrei no


topo do closet fora do alcance dela. Puxando o anel para fora, eu jogo a caixa na cama então volto para a cozinha. “Eu vejo que você não brincou em serviço com gastar dinheiro em seu anel,” ele observa, pegando ele de mim. Ele não está errado. Custou uma fortuna ter um designer em L.A. fazer o anel para mim do zero, mas eu sabia o que eu queria para ela e sabia que seria perfeito quando estivesse feito, então valeu a pena. “Quanto tempo até eu ter netos para estragar?” “Eu quero tempo com ela antes de nós começarmos a ter bebês, e eu sei que ela tem coisas que quer fazer antes disso também.” “Suas metas,” ele diz calmamente, seus olhos no anel que ele ainda está segurando. “Yeah,” eu murmuro. “Suas metas são importantes para ela, o que significa que são importantes para mim.” Ele puxa seus olhos do anel e olha para mim. “Você está tornando difícil para eu não gostar de você, Harlen.” “O que eu posso dizer? Eu sou um cara adorável,” eu murmuro, e ele balança sua cabeça. Entregando-me o anel, ele pega sua cerveja e a termina. “Se qualquer outra coisa acontecer com Hofstadter, me liga antes de você ir entregar outra mensagem.” “Claro.” “Estou falando sério. Isso não sou eu sendo um idiota; isso sou eu cuidando da minha família.” Sua família. Foda-me “Eu ligarei.” “Bom, e a Sophie vai esperar uma ligação da nossa filha depois de você a pedir.” “Eu terei certeza que isso aconteça,” eu concordo, e ele levanta seu queixo depois vira para a porta, caminhando diretamente sem outra palavra enquanto ela fecha atrás dele. Pegando minha cerveja de volta, eu bebo então vou para o quarto para devolver o anel para a caixa e colocar minha bolsa de volta no topo do closet. Depois disso feito, eu vou para a cozinha começar o jantar. ***


De pé no deck dos fundos, eu pego a bola que Dizzy largou no meu pé, coloco o braço para trás, e deixo ela voar. Eu observo Dizzy pular sobre os dois degraus, descer o quintal, e correr para a bola. Pegando minha caneca de café do parapeito. Eu rio abafado enquanto Dizzy corre de volta em minha direção, a bola em sua boca enquanto ele sobre os degraus, largando ela nos meus pés novamente. Eu jogo mais uma vez então viro, ouvindo a porta de vidro deslizar aberta. Eu examino Harmony dos seu cabelo molhado ao seus dedos dos pés pintados de rosa, sentindo meu pau pular quando eu vejo que ela não tem nada além de uma das minhas camisas. Meus olhos focam nos dela, procurando. Eu sei com um único olhar que ela ainda está preocupada, e essa merda faz minha raiva voltar quase com força total. Noite passada quando nós estávamos deitados na cama, me levou tudo em mim para não perder a cabeça quando ela começou a falar sobre procurar outro emprego. Isso é o quanto essa merda está incomodando ela. Desde quase o momento em que nos conhecemos, ela tem falado sobre como feliz ela está trabalhando no hospital, e então esperançosamente ser transferida para pronto socorro. Cada vez que ela falou sobre uma de suas metas, seus olhos brilham com entusiasmo esperançoso. Aquele filho da puta tirou isso dela. Não eu absolutamente não me sinto mal sobre colocar minhas mãos nele. “Está frio,” ela diz, e eu saio da minha cabeça, vendo arrepios subindo em seus braços nus. “Você não deveria ficar de pé na porta aberta com seu cabelo molhado, baby,” eu digo a ela, e seu nariz torce pra cima, algo que ela faz toda vez que ela pensa que eu estou sendo mandão com ela—algo que eu acho que é adorável, o que significa que metade do tempo eu sou mandão só para ver isso. “Você não deveria estar em pé ai fora em uma T-shirt e jeans sem sapatos,” ela atira d volta, e eu sorrio, observando seus olhos caírem para minha boca. “Já fez as malas?” “Não.” “Harlen, nós estamos saindo em uma hora. Você deveria arrumar.” “Vai me levar dois minutos para arrumar.” “Dois minutos?” seus olhos arregalam, e eu tomo um gole do meu café para esconder meu sorriso.


“Eu só tenho que jogar um par de camisas e jeans em uma bolsa, babe. Então yeah, dois minutos.” “Onde está sua bolsa?” ela pergunta, descansando suas mãos no quadril. “Eu irei embalar para você depois que terminar de embalar a minha.” “Você não está arrumando minha mala por mim. Vá secar seu cabelo e terminar de ficar pronta. Eu estarei dentro para embalar em alguns minutos.” “Querido, nós vamos estar fora por três dias,” ela me diz, algo que eu já seu, desde que fui o único que reservou a cabana para esses dias. “E?” “E… o clima na montanha pode mudar, você precisa de mais do que só um par de T-shirts e jeans.” “Baby, eu irei arrumar minha merda quando eu entrar. Basta ficar organizada.” “E se você não embalar coisas suficientes?” ela questiona, seus olhos estreitando nos meus. “Anjo, primeiro, eu não pretendo passar muito tempo fora da cama enquanto estivermos lá, então eu não preciso embalar uma tonelada de merda. E segundo, eu estou fodidamente certo que eles tem lojas. Se eu precisar de alguma coisa, eu posso pegar.” “Claro,” ela bufa, cruzando seus braços sobre seus peitos, fazendo com que seus mamilos duros apareçam através do material. “Eu vou terminar de ficar pronta, mas só porque eu estava indo fazer isso de qualquer jeito.” “Certo,” eu murmuro, lutando contra um sorriso, e seus olhos caem para minha boca antes dela soprar outro bufo e girar ao redor, seu cabelo voando atrás de suas costas enquanto ela vai. Eu observo, apreciando a vista de suas longas pernas, as costas das suas coxas, e minha camisa subindo até pouco embaixo de sua bunda até ela sair de vista. Eu olho para baixo para Dizzy, pego a bola, e jogo novamente mais algumas vezes antes de ser hora de ir e arrumar as malas. ***


“Oh meu Deus,” Harmony sussurra. Ela senta para frente no banco do passageiro para olhar pelo o para-brisas para a cabana em nossa frente enquanto eu puxo para a garage e estaciono. Essa não é a única cabana ao redor. Nós devemos ter passado por pelo menos uma dúzia se não mais no caminho subindo a montanha, mas esta é a única em uma milha47. É isolada e privada, cercada por árvores crescidas e logo na beira de um penhasco. “Isso é lindo.” “Isso é,” eu concordo, examinando o largo deck baixo e enormes janelas panorâmicas. EU sei pela lista online que também tem um terraço na suíte principal com um ofurô nela. “Não posso esperar para ver dentro. Alguém vai nos encontrar para deixar as chaves?” ela pergunta enquanto desligo o motor, e ela desbloqueia seu cinto. “A porta deve estar aberta. Os donos disseram que iriam deixar a chave no balcão da cozinha,” eu digo a ela, e ela sorri então se inclina, tocando sua boca na minha. Afastando-se muito fodidamente rápido, ela puxa a porta aberta e sai. Eu abro minha porta e saio para encontrar ela no porta-malas, onde eu pego ambas minha mochila e a enorme mala dela. EU sigo atrás dela subindo o deck e entrando na casa quando ela para na porta. Eu largo nossas bolsas nas escadas que levam para o quarto no segundo andar, então pego sua mão e a puxo pela casa. Liberando-a então ela pode continuar indo para a sala de estar, eu paro na cozinha para pegar as chaves do balcão e leio a nota que os donos deixaram com as regras para o lixo, desde que há ursos-negros ao redor, e as instruções de como usar o ofurô. Conferindo a geladeira, eu examino os itens dentro para ter certeza que eles pegaram tudo o que eu pedi, incluindo as duas garrafas de champagne. Está tudo lá, então eu faço meu caminho para Harmony, que está de pé na frente das janelas que vão do chão ao teto na sala de estar. Eu ando atrás dela, curvando meus braços em torno de seu meio e derrubando meu queixo no topo de sua cabeça. Olhando para a vista lá fora, eu vejo nada além de serenidade, nada além de floresta, nada além de paz. EU sei que este é o lugar certo para pedi-la para passar o resto da sua vida comigo. 47

Pouco mais de 1 km e meio


“Eu vi que você abasteceu a geladeira?” ela pergunta, virando em meus braços e levantando uma sobrancelha. Eu a puxo impossivelmente mais perto, deslizando minhas mãos para baixo para descansar logo acima da sua bunda. “Yep.” “Então nós não estamos saindo para comer?” “Te disse que não pretendo que nós passamos muito tempo fora da cama enquanto estamos aqui,” eu respondo, e ela sorri, correndo suas mãos sobre meu peito. “Você tem vontade de me dar um tour pelo quarto agora?” Ela derruba seus olhos para a minha boca enquanto eu deslizo minhas mãos para baixo em sua bunda e a pego, suas pernas envolvendo ao redor dos meus quadris e sua boca caindo na minha. Depois de carregar ela pelas escadas para o quarto, nenhum de nós dois se preocupou em olhar ao redor. *** Horas depois, sentindo Harmony deslocar, eu olho para ela e vejo que seus olhos estão abertos, a luz da lua brilhando no quarto através da enorme janela, lançando um suave brilho na pele nua dela. Depois de nós dois gozarmos, ela duas vezes—uma vez com a minha boca, a outra logo antes de eu gozar forte e profundo dentro dela—eu nos fiz o jantar, filés que cozinhei no grelha no deck dos fundos, batatas assadas, e feijão verde fresco. Nós comemos do lado de fora, rimos, bebemos—eu cerveja, ela vinho—e então nós voltamos para cima, onde eu fiz amor com ela novamente. Eu não estava mentindo quando disse a ela que eu não planejava nós passando muito tempo fora da cama. Eu não ganho o tempo dela sempre que eu quero agora, não com a seu cronograma de longos dias e as aulas extras em seus dias de folga. Eu sei que no final isso irá compensar para nós dois, mas agora, essa merda é um saco. “Tem um ofurô.” As palavras calmamente faladas me trazem fora da minha cabeça, e eu inclino minha cabeça para olhar para ela, encontrando a dela voltada para mim. “Yeah.” “Você não me disse que teria um ofurô.” “Era parte da surpresa.”


“Teria sido uma surpresa ainda melhor se eu tivesse trazido um maio assim eu poderia usar ele.” “Anjo.” Eu a rolo para suas costas e olho para ela. “Você não precisa de um maio.” “Eu preciso,” ela argumenta, e então arfa enquanto eu belisco seu lábio inferior. “Não precisa.” Eu cubro sua boca com a minha, sentindo seus dedos deslizar pelo meu cabelo. Aprofundando o beijo e tomando tudo o que ela está disposta a me dar, eu tomo mais. Porra, eu amo sua boca. Eu amo seu corpo. Eu a amo. Deslizando uma mão acima de sua coxa externa, em seguida, em seu estômago e para baixo entre suas pernas, eu gemo quando eu encontro-a já molhada. “Porra, preciso de outro gosto de você já,” eu digo, puxando minha boca da dela e beijando para baixo do seu pescoço para seu peito. Parando lá, eu puxo seu mamilo em minha boca, sugando forte então estalando a ponta com minha língua. Suas costas arqueiam fora da cama e ela geme alto. Rolando seu clitóris com meu polegar, meus quadris pulam quando sua quente, suave mão envolve em torno do meu pau. Eu gemo, inclinando para trás, e deslizo minhas mãos para baixo em seus lados para suas coxas, abrindo-as. Me afastando de seu aperto, eu jogo sua perna sobre meu ombro então derrubo meu rosto entre suas pernas e lambo, ouvindo-a gemer enquanto seu gosto acerta minha língua. Doce, tão fodidamente doce. Suas costas arqueiam e seus quadris saem da cama, enviando-a mais fundo em minha boca. Enterrando dois dedos eu seu molhado, apertado calor, eu elevo eles, esfregando contra seu ponto G. “Harlen!” ela chora enquanto sua boceta começa a convulsionar. Porra mas ouvindo-a, cheirando-a, vendo ela gozar é o bastante para me mandar perto da borda. Sentando, eu envolvo minha mão em torno do meu pau e lentamente deslizo meus dedos dela, observando seus olhos agitarem abertos e tentar focar nos meus. “eu preciso de você,” ela sussurra, levantando seus quadris. “Você me ganhará, baby,” eu digo a ela, esfregando a cabeça do meu pau através de suas dobras então ranjo meus dentes enquanto lentamente afundo dentro dela. Suas pernas enrolam ao redor da parte de trás das minhas coxas e suas mãos envolvem em torno das minhas


costas e deslizam para baixo em minha bunda, puxando os quadris para dentro dos meus enquanto eu solto minha boca na dela. “Perfeita, tão fodidamente perfeita,” eu respiro contra sua boca, enquanto eu puxo para fora e empurro para dentro devagar, uma e outra vez, sua boceta me puxando-me de volta para dentro cada vez que eu deslizo para fora. “Eu amo você,” ela ofega, e eu enlaço nossos dedos juntos, puxando eles para cima da cabeça dela e dando a ela meu peso, o qual ela aceita sem reclamar, agarrando-me mais perto e mais apertado. Nós trabalhamos em perfeita sincronia, meus quadris empurrando nos dela, seus quadris circulando até que isso começa a aumentar. “Jesus.” Eu acelero e inclino para baixo para olhar para seu lindo rosto então deslizo minha mão fora da dela. Eu coloco meu polegar em seu clitóris, circulando, ouvindo ela choramingando e gemendo enquanto sua boceta começa a contrair. Seu já encharcado calor fica mais quente e mais molhado. Sentindo-a começar a gozar novamente, eu inclino para frente e pego sua boca enquanto meus quadris começam a estremecer e minha espinha começa a formigar. Gozando forte, eu me plantei profundamente dentro dela, e seus membros apertam-se em torno de mim, suas mãos movendo em minhas costas e subindo para meus cabelos. “Eu amo você também.” Eu beijo sua clavícula então inclino para trás para olhar em seus olhos. “O que você diz de tomarmos um banho e então entrar no ofurô?” “Sério?” ela sussurra, e eu sorrio. “Yeah, sério, vamos.” Eu puxo fora dela, beijo seu estômago, e então saio da cama, arrastando-a comigo em direção ao banheiro. Caminhando para dentro do chuveiro que tem só uma pequena parede de vidro separando ele do resto do banheiro, eu ligo a água e puxo-a comigo, fazendo um rápido trabalho de limpar nós dois. Uma vez que estamos prontos, eu desligo a água e enrolo uma toalha em volta dela. “Eu vou descobrir o ofurô. Já volto.” Eu a beijo, deixando-a onde ela está enquanto caminho para fora do banheiro com uma toalha enrolada nos quadris. Deslizando a porta do quarto aberta, o ar frio acerta minha pele. Empurro o choque fora e dou três passos pela varanda para puxar a tampa do ofurô, ligando as luzes e os jatos. Eu volto para o quarto, cavo pela minha bolsa pelo que preciso, e então entro no banheiro, vendo que está vazio. Eu começo a ir a procura dela, mas logo


que eu chego as escadas, eu a vejo subindo elas, carregando uma garrafa de champagne. “Eu não trouxe taças.” Ela balança a garrafa para mim. “Eu imaginei que nós poderíamos beber direto da garrafa.” Ela sorri amplamente, e eu sorrio, pegando a garrafa dela, e então eu giro fora o metal e estouro a rolha. “Aviso justo: está fodidamente frio lá fora, baby,” eu digo a ela, enquanto eu abro a porta e caminho para a varanda com ela nas minhas costas. “Oh meu Deus.” Ela dá risada, passando por mim, subindo os degraus rapidamente, e então arrancando a toalha dela no ultimo segundo antes de sentar na quente, fumegante água. Soltando um riso abafado, eu entrego a ela a garrafa de champagne, tiro minha toalha, e então entro com ela, observando seus olhos vagarem para cima em minhas coxas, pau, e peito. Uma vez que estou sentado, puxando-a pelo espaço entre nós para escarranchá-la no meu colo. “Espere um segundo.” Eu roubo a garrafa de champagne dela antes que ela possa tomar a bebida, e coloco ela ao lado do ofurô. Pegando seus quadris em minhas mãos, eu olho para ela. “Você me ama?” “Sim,” ela sussurra, sorrindo enquanto seus olhos procuram os meus, suas mãos vindo para descansar em cada um dos lados do meu pescoço. “Você quer passar o resto da sua vida comigo?” “Sim,” ela repete em outro sussurro, seu corpo se aprofundando no meu. “Você quer se casar comigo?” eu pergunto, pegando sua mão esquerda na minha e deslizando o anel em seu dedo, sentindo seu corpo apertado. “Harlen.” Sua voz treme, e eu olho para ela, encontrando seus olhos no anel. O perfeito anel para ela, com um diamante de corte almofada48 de cinco quilates com uma aréola de diamantes menores ao redor, fixo em platina. O diamante da minha mãe. Grande, mas não tão grande, o contorno baixo o suficiente para que ela não tenha problemas usando-o no trabalho enquanto tira as luvas e as coloca. “Você quer casar comigo, baby?” Corte famoso para anéis de casamento por suas características que lembram joias vintage. Combinando as características de corte Redondo e Oval com cantos arredondados e facetas maiores que aumentam o brilho do diamante 48


“Oh meu Deus.” Ela levanta sua mão direita, cobrindo sua boca enquanto seus olhos, ainda no seu anel, enchem de lágrimas. “Baby.” Eu aperto seus quadris, e seus olhos finalmente vem para mim. “Você quer?” “Sim!” Ela se inclina para frente, pressionando sua boca na minha. “Deus, sim, sim,” ela diz enquanto as lágrimas se derramam. Pegando meu rosto entre suas mãos, ela descansa sua testa na minha. “Eu amo você, Harlen, muito, muito, muito mesmo.” “Eu amo você também, Anjo.” Eu toco meus lábios nos dela e a puxo contra meu peito quando ela de repente soluça. “Eu realmente não gosto de ouvir você chorar.” Eu deslizo minha mão para cima e para baixo em suas costas, e ela dá risada por entre as lágrimas, escondendo seu rosto mais fundo contra minha garganta. “Sinto muito, Eu… Eu… Eu vou parar em um segundo,” ela diz, e eu fecho meus olhos, sentindo suas lágrimas molhar a pele do meu pescoço. Porra, eu gostaria que minha mãe e meu pai estivessem vivos para conhecê-la, para ver que eu fiz bem, que eu encontrei uma incrível mulher para compartilhar minha vida, para construir uma família. “Gostaria que meus pais pudessem conhecer você,” Eu sussurro em voz alta, e seus braços apertam-se em torno de mim e seu corpo cresce em um soluço alto que é doloroso ouvir. “Eles teriam te amado baby, fodidamente amado você para mim.” “Eu gostaria… Eu… Eu gostaria de poder ter conhecido eles.” Ela soluça, e eu beijo seu cabelo, correndo meus dedos para baixo em suas costas. “Eles fizeram você do jeito que você é, então eles tinham que ser incríveis, tão incríveis. Eu sei que eu iria ter amado eles.” Me matando. Fodidamente me matando. “Baby,” eu sussurro contra sua orelha, segurando-a mais apertado. “Eu amo você. Obrigada por me amar. Obrigada por ter facilitado para mim confiar em você, me apaixonar por você.” Sim, totalmente fodidamente me matando. “Eu tenho que te contar uma coisa,” eu digo, e sua cabeça sai do meu pescoço, seus olhos procurando os meus. “O que foi?” ela pergunta, preocupação enchendo sua voz. “Meu sobrenome é MacCabe.”


“Yeah, eu sei,” ela sorri, inclinado para tocar sua boca na minha, mas eu puxo para trás, mantendo-a onde ela está. “Você já ouviu esse nome antes?” “Além de você, não.” Ela balança a cabeça então dá de ombros. “Eu não sei, talvez em um livro de romance ou alguma coisa. Por quê?” “Meus pais possuíam a MacCabe Lumber na Califórnia. Quando eles faleceram, eles deixaram a empresa para mim.” “Okay,” ela fala pausadamente, soando confusa, e eu dou ao seu quadril um aperto. “O que eu estou tentando dizer é que eu tenho dinheiro, um monte dele.” “Você tem dinheiro?” ela repete, suas sobrancelhas subindo juntas. “Yeah.” “Um monte dele,” ela adiciona, e eu aceno. “O que você quer dizer com ‘um monte dele’?” “Eu quero dizer que eu tenho dinheiro o suficiente para tomar conta de você, qualquer criança que nós tivermos, comprar uma mansão, este lugar, uma casa na praia, fazer viagens, e viver bem, e ainda assim nunca arranhar todo o dinheiro.” “Puta merda,” ela respira, seus olhos amplos com choque e seus lábios separados enquanto ela me encara. “Nós não faremos nenhuma dessas coisas,” eu digo a ela, e ela pisca. “Nós vamos viajar, sim, comprar uma grande casa quando nós precisarmos, e novo sim, mas o resto, não.” Eu balanço minha cabeça, sentindo seus dedos cavarem em meus ombros. “Eu não me importo com seu dinheiro,” ela sussurra, e eu deslizo minha mão para cima em seu cabelo e a puxo mais perto. “Eu sei que não, desde que até um segundo atrás você nem mesmo sabia que eu tinha algum. Eu estou te dizendo, porque eu precisava que você soubesse. É uma parte de quem eu sou, mas não quem eu sou.” “Tudo o que eu quero é você.” “E você me tem, tudo de mim. Sempre.” Seus olhos fecham, e quando eles abrem, suas mãos deslizam dos meus ombros para meu pescoço então sobem em meu cabelo. “Então eu não me importo com mais nada.” “Amo você, Anjo.”


“Eu não amo você, Harlen. O que quer que isso seja, isso não é amor. Eu não acho que existe uma palavra na língua portuguesa49 para descrever como eu me sinto por você,” ela confessa, e meus braços apertam em torno dela enquanto eu empurro meu rosto entre o pescoço e o ombro e agarro-a, fazendo isso com força, sabendo que eu tenho isso para o resto da minha vida. Esse contentamento, essa paz, e essa felicidade, contanto que eu a tenha. *** “É lindo, perfeito mãe, mais que isso é especial, ele fez usando o diamante da sua mãe… eu sei mas só espere até você ver,” eu ouço Harmony dizer, enquanto eu saio para o deck na frente da cabana na manhã seguinte. Vendo ela enrolada em uma das cadeiras com o telefone na orelha e a mão dela na frente dela, mexendo seu dedo e observando a luz pegar em seu anel, eu sorrio. “Não, não estou chateada por não ter conseguido pedir-lhe que se case comigo.” Ela ri em seguida sua cabeça levanta, seus olhos encontram os meus, conforme seu sorriso fica mais brilhante. Sorrindo de volta, eu entrego a ela uma caneca de café, e ela derruba sua cabeça mais para trás para um beijo. Curvando na cintura, eu suavemente coloco minha boca na dela então sento perto dela na cadeira vazia. “Yeah, voltamos para casa amanhã.” Ela suspira, então continua, “Eu não estou pronta. Gostaria de poder viver aqui para sempre.” Ela pode pensar que poderia viver aqui, mas ela não poderia. É muito calmo, e ela sentira falta da sua família depois de algumas semanas. Eu não me importo com a solidão, e eu ainda não poderia viver aqui para sempre. “Eu digo a ele. Diz ao pai que eu o amo. Yeah, nós estaremos lá. Eu deixo você saber quando. Amo você também, mãe.” Ela sussurra as quatro ultimas palavras então puxa o telefone da orelha e o larga em seu lado. “Está tudo bem?” “A mãe está em êxtase. Ela disse para te dar um abraço e te dizer que ela está feliz por nós e nos espera para o jantar quando nós voltarmos e eu tiver um dia de folga.” “Bom, e nós faremos isso acontecer,” eu prometo, levantando meus pés para o corrimão na minha frente. “O pai disse bem-vindo a família,” ela sussurra, me estudando. 49

No original língua inglesa


Eu sorrio, agarrando sua mão e trazendo para minha boca. “Te disse que nós conversamos e que está tudo bem entre nós.” “Eu pensei que você estava mentindo,” ela murmura, e eu dou risada, fazendo isso alto, e ela sorri para mim, então coloca o café no chão. Ela levanta, vem para mim, sentando-se em meu colo, envolvendo seus braços ao redor dos meus lados, e descansando a cabeça no meu peito. “Eu não quero ir para casa amanhã.” “Podemos voltar a qualquer hora.” “Algo a aguardar.” “Yeah, Anjo.” Eu beijo o topo da sua cabeça e pergunto, “Você quer um grande casamento ou um pequeno?” “Eu não sei.” “O que?” Eu me inclino para olhar para ela, e seus olhos se encontram com os meus. “Eu realmente nunca pensei sobre isso antes.” Ela dá de ombros. “Você planeja tudo, baby.” “Até você, eu não pensei em encontrar um homem com quem eu gostaria de passar a vida. Todas as minhas outras metas tem sido atingíveis. Encontrar um homem que me amasse do que jeito que você me ama parecia remoto, completamente impossível. Então eu nunca pensei muito sobre o que minha vida poderia ser se eu encontrasse um homem com quem passa-la.” “Tempo para mudar isso,” eu digo a ela gentilmente, e ela acena. “Que tipo de casamento você quer?” ela pergunta depois de um longo momento de nós apenas olhando para a floresta que nos rodeia, mergulhando na paz e apenas sendo nós. “O tipo onde, no final dele, você é minha esposa,” eu digo a ela honestamente, dando a ela um aperto, e ela dá risada. “Eu posso fazer isso, mas quando sua tia vier para o Natal, talvez ela, mãe, e eu podemos começar a juntar algumas ideias,” ela diz calmamente, fazendo com que meu peito fique quente e meu intestino aperte. “Ela vai adorar isso.” “Bom.” Ela se inclina e beija minha mandíbula. “Nós temos um plano.” “Nós temos um plano,” eu concordo enquanto suas palavras de mais cedo escorrem sobre mim, me rasgando aberto e me colocando junto


novamente. Eu não pensei em encontrar um homem com quem eu gostaria de passar a vida. Todas as minhas outras metas tem sido atingíveis. Encontrar um homem que me amasse do que jeito que você me ama parecia remoto, completamente impossível. Remoto, completamente impossível. Eu pensei a mesma coisa—que não havia como eu encontrar alguém perfeito para mim. Mas bem quando eu não estava olhando, ela entrou na minha vida, provando que cada maldita coisa acontece por uma razão.


Capítulo 11 Harmony

PARANDO NA FRENTE DA enfermaria eu vejo o topo da Mimi, que está dobrada em cima de uma pilha de papeis com a cabeça em uma das mãos e uma caneta na outra enquanto escreve. “Estou indo na loja de presentes pegar um café antes deles fecharem. Você quer um?” eu pergunto. Ela olha para cima então inclina para trás em sua cadeira, estendendo os braços sobre a cabeça. “Sim por favor, leite e três açúcares.” “Entendi, você pode manter um olho nos meus quartos?” “Claro,” ela concorda, e eu sorrio. “Volto logo.” Eu ando pelo corredor e saio nas portas duplas. Parando no elevador, pressiono a flecha para baixo, meu anel chamando minha atenção como tem feito todos os dias na última semana. Eu amo meu anel; ele é perfeito—mais que perfeito—eu ainda quero me beliscar cada vez que ele pega meu olhar. Entrando no elevador quando as portas se abrem, eu desço até o primeiro andar, saio, então caminho para a loja de presentes, sorrindo para as pessoas enquanto eu passo. Vislumbrando o Dr. Hofstadter enquanto ele está parado no final do corredor conversando com outro médico, eu pisco. Seu nariz está inchado, há hematomas roxos e amarelos sob seus olhos, e há um feio hematoma verde-amarelo na parte inferior do maxilar. Seus olhos vêm para mim, e assim que nossos olhos se fecham, meu estômago se torce quando vejo o olhar em seu rosto. Esquivando minha cabeça, eu entro na loja de presentes, e então minha cabeça voa pra cima quando eu ouço uma mulher à minha frente na fila, fazer seu pedido. Eu conheço sua voz. Eu conheço sua voz, porque ela é a mulher que eu ouvi chorando e conversando com a amiga no banheiro. Realizando meu pedido, eu imagino o que eu deveria fazer. Eu deveria falar com ela? Devia dizer a ela que a ouvi falar do Hofstadter? Indo para ficar no final do balcão, eu me aproximo de onde ela está, meu coração batendo forte contra minha caixa torácica.


“Oi,” eu solto, e seus olhos balançam para mim. “Uh… oi.” Ela sorri um pequeno, estranho sorriso, e eu mordo meu lábio quando ela olha para longe. “Você trabalha neste andar?” eu pergunto. Ela olha para mim mais uma vez. “Yeah, eu estou no departamento de emergência.” “Incrível. Meu sonho é trabalhar no pronto socorro,” eu conto a ela. Ela sorri genuinamente então estende sua mão em minha direção. “Amy Sheldon.” “Harmony Mayson.” Eu balanço sua mão. “É tão bom te conhecer.” “Yeah.” Ela acena. “Você também. Você já solicitou o pronto socorro?” “Quando entrei pela primeira vez no hospital, sim, mas não fui aceita. Agora, eu estou fazendo as aulas de trauma e cuidados críticos aqui, na esperança de ser transferida para a emergência quando abrir uma vaga.” “Teremos que trocar números. Vou deixar você saber se eu ouço algo,” ela diz. Eu a encaro. “Você faria isso?” “Totalmente.” “Wow.” Quando retiro meu celular e ela faz o mesmo com a dela, minha pele arrepia, e eu viro para encontrar Hofstadter na fila para pegar café, seus olhos em nós. Sentindo Amy tensa, meu estômago gira, ma eu luto através disso e retorno minha atenção de volta para ela. “Qual é seu número?” eu pergunto, e ela me dá então devolve seu telefone em seu bolso, dizendo um rápido adeus antes de partir. Pegando o café da Mimi e o meu quando está pronto, eu os levo ao elevador e subo para o segundo andar. “Dr. Hofstadter tem um nariz quebrado,” eu solto, e Mimi olha para mim, suas sobrancelhas subindo juntas. “Ele também tem algumas outras contusões.” “Yeah, eu vi isso há alguns dias.” Ela pega seu café de mim, tomando um gole. “Você sabe o que aconteceu com ele?” “Nenhuma ideia. Meu palpite: ele irritou alguém.” Ela dá de ombros, e eu mordo meu lábio. As contusões pareciam ter uma semana, talvez um pouco mais velhas. Eu falei pra Harlen o que eu ouvi há uma semana ou


mais, mas ele faria isso? “Eu queria saber quem fez isso. Eu andaria até eles e lhes daria um high five50.” A admissão de Mimi rompe meus pensamentos, e eu sorrio para ela então olho para meu quadro quando uma campainha começa e uma luz pisca. “Volto logo.” Eu me inclino no balcão para colocar meu café para baixo então caminho para o quarto do meu paciente. Depois de o ajudar ir ao banheiro e voltar para a cama, eu volto para a enfermaria, vendo Hofstadter falando com a Mimi quando eu chego lá. Eu diminuo meus passos, mas quando ele me vê, ele não me reconhece. Ele sai. “O que foi isso?” Mimi pergunta logo que eu alcanço a estação, seus olhos na porta que Hofstadter acabou de passar. “O que?” “Logo que Dr. Hofstadter viu você, ele não conseguiu sair rápido o suficiente. O que foi isso?” “Eu não sei,” eu murmuro, mas meu estômago torce mais uma vez. “Esquisito.” Ela dá de ombros, e eu mordo meu lábio. Não é esquisito; tenho a sensação de que sei o que está acontecendo, e assim que chegar em casa, eu pretendo descobrir com meu noivo exatamente o que ele fez. *** Saindo do hospital quatro horas depois, os cabelos na parte de trás do meu pescoço estão de pé e eu examino o escuro, principalmente vazio estacionamento. Desde que comecei a trabalhar aqui, está sempre escuro quando eu saio, mas nunca me senti como me sinto agora. Apressandome para o meu carro, eu entro e tranco as portas, explorando o estacionamento enquanto ligo o motor. Eu coloco meu cinto de seguranças, saio da minha vaga no estacionamento, e então vejo um carro alguns espaços abaixo do meu sair também. Sacudindo fora o estranho sentimento parado em meu intestino, eu viro direto para a estrada principal e vejo o carro fazer o mesmo. Então eu paro em um semáforo e olho no meu espelho retrovisor. Vendo a pessoa na luz dos faróis acima, meu coração começa a bater estranhamente. É noite, completamente escuro lá fora, e eles tem um gorro preto, o que não seria estranho normalmente, já que está frio, mas Cumprimento que ocorre quando duas pessoas tocam suas mãos no alto simbolizando parceria, amizade e vitória. 50


eles também têm em óculos de sol, também preto, escondendo o rosto da vista. Alcançando no banco do passageiro, eu procuro na minha bolsa até encontrar o meu telefone depois solte-o no meu colo. A luz fica verde, e quando ela muda, eu tomo uma decisão no último segundo, e ao invés de virar para a esquerda, eu sigo em linha reta, vendo o pisca alerta do carro desligar enquanto eles me seguem. Okay, talvez eles não queiram ir para a esquerda também. Conduzindo em linha reta, eu mordo meu lábio então puxo para uma transversal. O carro segue, puxando atrás de mim. Em pânico agora, aguardo dois carros passar depois viro e pego meu celular, discando para Harlen. “Hey, Anjo, você saiu?” ele responde, soando como se eu o acordei, e eu tenho certeza que fiz. Ele provavelmente adormeceu no sofá com Dizzy, algo que ele faz com frequência quando ele está esperando por mim chegar em casa. “Eu acho que estou sendo seguida,” eu sussurro, pensando se estou perdendo a cabeça. Olhando no retrovisor, eu vejo o carro ainda lá, ainda perto. Merda. “O que?” “Acabei de sair do hospital, tive um sentimento estranho. Quando eu sai, um carro saiu comigo. Eu virei; eles viraram. Eu não sei, mas acho que eles estão me seguindo.” “Onde você está?” ele pergunta, e eu o ouço se movendo fazendo isso rapidamente. Olhando para as ruas enquanto eu passo, eu respondo. “Agora mesmo, na Principal,” eu digo, enquanto minha respiração começa a ficar irregular com preocupação e medo. “Respire para mim, baby. Vai ficar tudo bem. Apenas mantenha sua velocidade, fique na Principal, eu vou subir na minha moto e encontrar você.” “Eu quero voltar para casa,” eu sussurro, enquanto lágrimas começam a borrar minha visão. “Eu sei que você quer, e você vai. Mas agora mesmo, eu quero que você mantenha sua velocidade e fique na Principal. Eu irei encontrar você. Prometo.” Prometo. Sim, ele vai me encontrar.


“Okay.” “Eu tenho que te deixar ir para que eu possa subir na minha moto. Ligue para o seu pai e diga pra ele notificar os policiais para que eles possam estar à procura de você.” “Harlen,” eu sussurro, medo audível na minha voz que agora está tremendo. “Anjo, vai ficar tudo bem. Fique na Principal. Ligue para o seu pai assim que desligarmos. Eu estou a caminho de você agora.” “Okay,” eu sussurro. “Amo você.” “Amo você também.” Eu vejo a luz à minha frente ficar vermelha, e sem escolha, eu diminuo para parar enquanto a linha fica muda. Com a visão borrada, eu puxo o número do meu pai no meu telefone e aperto chamar. “Querida, o que está acontecendo?” o pai pergunta, soando como se eu o acordei. “Eu acho que alguém está me seguindo,” Eu sussurro novamente no telefone, olhando do espelho retrovisor para a luz adiante de mim. “O que?” “Eu acho que alguém está me seguindo,” eu repito, pressionando o acelerador assim que a luz fica verde. “Onde você está?” “Na Rua Principal. Acabei de passar os Veteranos. Harlen está vindo, mas ele terá que me encontrar. Ele está em casa, então vai levar alguns minutos para ele chegar nesse lado da cidade. Ele disse para ligar para você.” “Eu vou ligar para o despacho e avisá-los para procurar pelo seu carro. Continue dirigindo. Não saia da Principal.” “Não vou.” “A pessoa ainda está te seguindo?” ele pergunta, e eu olho no espelho retrovisor. “Sim.” “Que tipo de carro é?” “É preto e pequeno. Eu não sei que tipo de carro é.” “Certo,” ele diz suavemente, então eu o ouço transmitir essa informação para outra pessoa e eu não fecho meus olhos, mesmo que eu realmente queira. “Você consegue ver o motorista?”


Eu olho novamente no espelho retrovisor e não vejo nada além do mesmo gorro e óculos escuros. “Sim, mas não consigo ver o rosto deles, eles têm em óculos escuros.” “Okay, respire. As pessoas estão procurando por você,” ele me diz, e eu engulo o nódulo afiada formando na minha garganta. Então eu vejo luzes vermelhas e azuis vindo da direção oposta. “Eu vejo luzes, mas eles estão indo na direção errada,” Eu digo no telefone, assistindo dois carros de polícia passar por mim antes de deixar os olhos no espelho retrovisor lateral e vê-los ir mais longe. Quando meus olhos voam para o espelho retrovisor novamente eu vejo que o carro que estava atrás de mim desapareceu. Olhando para trás por meu ombro, meu estômago cai. Eles se foram. Eles também devem ter visto os policiais e partiram, ou eles nunca estavam me seguindo para começar e eu estou apenas paranoica. “Eles foram embora,” Eu sussurro no telefone, verificando novamente o meu espelho. “Perdão?” o pai pergunta, e eu limpo minha garganta, lutando contra minhas lágrimas cheias de alívio. “Eles foram embora. Eu não estou sendo seguida mais.” “Ficaram assustados,” pai murmura, enquanto um gemido sobre na parte de trás da minha garganta quando eu ouço o som de canos de moto perto. “O que é isso?” Sua voz parece preocupada. “Harlen me encontrou,” eu o digo, olhando para trás de mim e olhando um farol se aproximando cada vez mais. Alívio, como nunca senti na minha vida, me esmaga. Eu puxo em um estacionamento no posto de gasolina e estaciono meu carro, arranco meu cinto de segurança, e abro minha porta. Antes mesmo de ter uma chance de sair, Harlen me arranca do meu assento, e envolve seus braços em volta de mim. Enterrando meu rosto contra seu peito, eu soluço, meu corpo tremendo com adrenalina e medo. Me levando nos braços, ele me carrega na parte de trás do meu carro e me instala no porta-malas, colocando-se entre minhas pernas e envolvendo seus braços em volta de mim. “Shhh, está tudo bem,” ele sussurra, sua grande mão correndo em meu cabelo e minhas costas. “Eu estava tão assustada.”


“Eu sei, Anjo mas você está bem agora. Está tudo bem.” Ele beija meu cabelo, e eu envolvo meus braços em torno de sua cintura tão forte quanto eu posso. Mesmo quando ele se desloca para chegar ao telefone quando toca, eu não o deixo chegar longe. “Yeah, eu tenho ela. Ela está tremendo, mas ela está bem. Estamos no posto de gasolina na esquina da Principal e da Vermont,” ele diz, e eu sei de imediatamente que ele está falando com meu pai. “Não vi ninguém. Peça a alguém que verifique as fitas no hospital. Yeah. Bom. Certo. Vejo você logo.” Ele se desloca novamente, e olho para ele quando seus dedos tocam meu queixo. “Vai ficar tudo bem.” “Okay.” “Prometo.” “Okay,” eu repito, largando minha testa contra o peito enquanto uma nova onda de lágrimas sobe em minha garganta. Eu não tenho lutar contra elas; eu as deixo cair. Ouvindo sirenes, e vendo luzes através das minhas pálpebras fechadas, eu abro meus olhos e observo duas viaturas policiais puxar para o estacionamento. Então vejo os oficiais começarem a sair de seus carros. Examinando os homens quando eles se aproximam, meus olhos pousam no meu primo Cobi. Ele se mudou para casa há cerca de um ano e se juntou à força policial na cidade após ter saído do exército, onde ele era um policial militar. Eu não o vi muito desde que ele voltou; ninguém tem. Eu vejo seus olhos vir até mim e seu maxilar ficar duro, e então eu vejo seus olhos irem para Harlen enquanto ele levanta seu queixo enquanto os outros homens ficam para trás. “Vocês viram alguém?” Harlen pergunta. Cobi balança sua cabeça. “Depois de sabermos que você estava com ela, nos espalhamos. Não encontramos nada,” ele diz, então seus olhos voltam para mim. “Você tem certeza de que estava sendo seguida?” “Eu…” Eu respiro então balanço minha cabeça. “Eu não sei. Pensei que sim, mas agora eu não sei,” eu admito, e seu rosto suaviza. “Alguém precisa verificar as fitas no hospital,” Harlen ordena, seu corpo ficando tenso contra o meu. “Já estou nisso,” Cobi concorda, então ele vira sua cabeça no momento em que a caminhonete do meu pai puxa no estacionamento e ele estaciona.


Assim que o pai sai da sua porta, seus olhos cheios de preocupação vêm até mim, e Harlen se desloca, me puxando fora do porta-malas. Antes mesmo que meus pés toquem o chão, os braços do meu pai se envolvem em torno de mim. “Você está bem?” “Sim,” eu sussurro, abraçando-o de volta tão fortemente. “Não me preocupe assim novamente,” ele exige, e eu tento sorrir mas parece forçado. “Vou tentar não,” eu concordo. Ele puxa para trás para olhar para mim antes de pressionar um beijo na minha testa. Mantendo o braço enrolado em volta dos meus ombros, ele nos vira e dá um tapinha no ombro de Harlen depois olha para Cobi. “Você encontrou algo?” “Nada,” Cobi responde, e o peito do pai se expande fundo. “Vou apresentar um relatório, mas agora, isso é tudo o que pode ser feito.” “Eu vou levar Harmony para casa,” Harlen insere, e meus olhos vão para ele enquanto ele olha para o meu primo. “Você ou seus rapazes sabem como montar?” “Yeah,” Cobi diz, e sua resposta me surpreende. “Você se importa de levar minha moto para casa para mim?” “De modo nenhum.” Cobi sorri, estendendo sua mão, e eu observo Harlen entregar sua chave. “Você encontra qualquer coisa, ligue pro meu celular. Nico tem meu número,” ele exige, e Cobi mais uma vez levanta seu queixo logo antes dos olhos de Harlen voltarem para mim e suavizar. “Vamos, Anjo. Vamos levá-la para casa.” Ele diz gentilmente e olho para o meu pai. “Vá em frente, descanse um pouco.” O pai me aperta em seu lado, então beija minha testa. Tomando a mão de Harlen, eu deixo ele me levar para o lado do passageiro do meu carro e me ajudar entrar, então deslizar a porta. Eu coloco meu cinto de segurança então observo ele pelo espelho falando com meu pai e Cobi por alguns minutos antes dele dar a eles uma levantada de queixo e abrir a porta do motorista, chegando atrás do volante do meu carro, empurrando o banco para trás tanto quanto ele pode ir, e ajustando o volante. “Eu sinto muito,” eu sussurro enquanto ele puxa para fora do estacionamento, e seus olhos vem para mim.


“Sente muito pelo que?” “Por isso. Eu… Eu devo ter imaginado e me assustado.” “Anjo, você imaginou ou você não imaginou. Estou feliz que você tenha tido a consciência de me ligar,” ele diz, alcançando, pegando minha mão, e levando ela para seu colo. “Eu prefiro prevenir do que remediar quando se trata de sua segurança.” Eu não concordo nem discordo. Eu olho para fora da janela, perguntando-me se eu imaginei ser seguida então completamente me assustei por causa disso. Assim que chegamos em casa, eu entro e pego Dizzy, que me cumprimenta no chão. Eu dou a ele um abraço então vou para o quarto. Eu mudo para uma camisola, passo pela minha rotina noturna, e entro na cama. Descansando minha cabeça no travesseiro, eu escuto Harlen fechar a casa então o observo quando ele vem para o quarto, desaparecendo dentro do banheiro. “Você quer assistir alguma coisa na TV?” ele pergunta, entrando na cama perto de mim vestindo um par de boxers azuis escuras quase pretas. “Não, mas você pode.” Eu examino seu grande e bonito corpo, seu bíceps espessos, peito e abdômen tonificados. Uma vez que ele está na cama com o lençol em volta da sua cintura, eu olho para suas mãos. Suas mãos tem me feito sentir linda, e apreciada, tem me feito sentir amada e sexy, e tem sido nada além de gentil comigo. Mas eu sei sem dúvida que ele poderia infligir dor em alguém se ele quisesse. “Você bateu no Dr. Hofstadter?” eu pergunto, e sua cabeça mergulha em minha direção, seus olhos cautelosos, seu corpo ficando alerta. “Por favor não minta pra mim se você fez isso.” “Anjo.” “Harlen,” eu sussurro, e ele rola até ficar meio em cima de mim, emaranhando as pernas com as minhas. “Sim,” ele responde, e meus olhos deslizam fechados. “Não vou me desculpar pelo que fiz com ele, Anjo. Ele mereceu saber como se sente ter mãos sobre ele que ele não queria, que ele não gosta. Ele precisava saber que sua voz não seria ouvida não importa o quão alto ou quanto ele suplicava por ajuda.”


Bile rasteja para cima em minha garganta pelas suas palavras. Hofstadter fez isso com pelo menos uma mulher, e quem sabe se há mais? Poderia haver inúmeras mais mulheres que sentiram que sua escolha foi tirada delas, sentindo-se encurraladas em uma esquina por causa do que ele fez, o que ele disse que iria fazer. “Eu não vou me desculpar,” ele repete. Abro meus olhos e encontro seu olhar. “Ele mereceu isso,” eu sussurro, e seus olhos se fecham quando sua testa vem descansar contra a minha. “Você está certo. Ele merecia saber como isso sentia.” Eu deslizo minha mão do seu lado para descansar contra o pescoço dele, e seus olhos abrem. “Eu… Eu só queria que você tivesse me dito.” “Eu deveria ter dito a você,” ele concorda, tocando sua boca na minha. “Sinto muito que não disse.” “Okay,” eu digo, ouvindo a honestidade em sua voz, e ele puxa para trás para olhar para mim. “Assim fácil?” Ele procura em meus olhos. “Nós não vamos brigar sobre isso?” “Eu entendo por que você fez isso. Não estou feliz por você ter feito isso, mas eu entendo, pois se eu pudesse ter feito isso sozinho, eu teria feito. Eu só…” eu puxo uma respiração, soltando enquanto movo minha mão em seu peito. “Na próxima vez, apenas fale comigo então estou preparado.” “Melhor não ter uma próxima vez,” ele rosna, e ouço o aviso em sua voz, esse aviso enviando um arrepio pela minha espinha. Espero pelo bem de Hofstadter que realmente não tenha uma próxima vez. “Você é meio assustador,” eu o digo suavemente correndo minha mão para cima em seu peito para descansar em seu ombro. Sua mão vem em concha na minha bochecha, e seus dedos deslizam suavemente pela minha pele. “Eu nunca machucaria você.” “Eu sei.” E eu sei disso. Eu sei com todas as fibras do meu ser. “Eu nunca deixaria nada te machucar,” ele adiciona, e eu levanto minha cabeça da cama e coloco minha boca contra a dele. “Eu sei disso também.” No momento em que nossos lábios se encontram, eu toco minha língua em seu lábio inferior e ele assume o beijo. Então ele prova o que eu já sabia ser verdade. Suas mãos têm o poder de me fazer sentir um milhão de coisas diferentes, todas elas boas.


*** “Eu não estou bêbada. Você está.” Willow dá risada, apontando para mim, e eu balanço minha cabeça, sorrindo para ela. “Não, você está!” eu dou risadinhas, levantando um dos travesseiros do sofá, empurrando meu rosto para dentro dela, e rindo tão forte que meus lados doem. É seguro dizer que ambas estamos bêbadas, mas depois de beber duas garrafas de vinho, qualquer um estaria. Eu precisava disso. Eu precisava comer junk food51, beber demais e relaxar e rir com minha irmã. Eu precisava esquecer o que aconteceu na semana passada quando pensei que estava sendo seguido para casa. E eu precisava esquecer o que está acontecendo no hospital. Eu conversei com Amy algumas vezes desde a primeira vez que nos conhecemos durante o café um dia, eu finalmente disse a ela o que eu a ouvi falar. Ela ficou visivelmente abalada quando me informou que ela foi ao RH e apresentou uma queixa junto com outras três enfermeiras, com quem aconteceram coisas semelhantes com Hofstadter, e nenhuma delas ouviu nada de volta. Quando eu disse a Harlen esta notícia, ele ficou chateado … ou mais chateado do que ele já estava. Ele ligou para Evan, meu pai, e Cobi, e disse-lhes que eles precisavam entrar em contato com Amy e descobrir quem eram as outras enfermeiras. Aprendi depois do seu telefonema com meu pai que a família do Dr. Hofstadter está no conselho do hospital e que seu tio é o CEO. Isso foi novidade pra mim—grandes assustadoras novidades. Essa informação significa que não só o Dr. Hofstadter tem poder porque ele é um médico, mas ele também tem isso porque sua família sem dúvida irá cuidar dele. “Sinto falta disso,” Willow diz, tirando-me dos meus pensamentos. Eu retiro o travesseiro do meu rosto para olhar para ela, sentindo meus olhos ficarem suaves em sua admissão. “Eu também.” “Precisamos fazer isso com mais frequência.” “Nós precisamos, e nós vamos, especialmente agora que eu tenho uma cama no quarto de hóspedes.” Uma cama que Harlen me disse para escolher não importa o custo e ter ela entregue. No início, eu não tinha Junk food é uma expressão pejorativa para "alimentos com alto teor calórico, mas com níveis reduzidos de nutrientes", os famosos fast-foods 51


certeza de como eu me sentia por usar o dinheiro dele para pagar por isso, até que ele me disse, “Não é um jato privado, Anjo. É uma cama para a nossa casa, uma cama em que sua irmã vai dormir, e minha tia quando ela vier para o Natal. Escolha alguma coisa, ou eu vou.” Quando ele disse isso, eu esqueci de me sentir estranha sobre isso e apenas pedi a cama perfeita para o quarto, um sofá-cama duplo que se encaixa perfeitamente no pequeno espaço. Enquanto eu estava fazendo compras on-line, eu também escolhi os tapetes para os quartos e a sala de estar já que eu tinha o dinheiro que eu economizei para usar para a porta do cachorro. “Mesmo depois que você estiver casada?” ela pergunta, e eu foco nela. “Sim, mesmo depois que eu casar.” Eu sorrio e vejo enquanto ela pega meu mais novo globo de neve da mesa de café. Quando Harlen e eu voltamos para casa da cabana duas semanas atrás, ele parou em uma pequena lojinha52 para obter gasolina. Quando ele saiu ele me entregou a bola de vidro transparente com uma cabana no meio da floresta dentro dela, sem saber que isso significava tanto quanto o anel que ele colocou no meu dedo. “Você é tão sortuda,” ela murmura. “Você encontrará alguém,” Eu digo a ela instantaneamente e ela olha para mim com duvida.. “Você irá quando for a hora certa. Isso acontecerá. Eu não esperava encontrar Harlen. Só aconteceu, e irá para você também.” “Talvez.” Ela dá de ombros, colocando o globo de volta e pegando seu copo de vinho quase vazio antes de tomar o resto. Ouvindo a porta da frente aberta, eu olho naquela direção então sorrio quando vejo Harlen entrar. Cativada por ele, eu luto contra um suspiro feminino. Ele sempre é bonito, mas com o clima mais frio, ele está vestindo seu jeans e botas normais, mas adicionando camisa de flanela e sua jaqueta de couro, ele parece que simplesmente saiu das páginas de uma revista para motociclistas. Eu outras palavras, ele parece além de quente. E ele é meu. “Hey, Anjo.” Ele sorri para mim, e então seus olhos vão para minha irmã. “Hey, Willow.” Ele levanta seu queixo para ela, e ela sorri enquanto

No original “pompom-and-pop store” mas eu acho que houve um erro e digitação e era para ser “momand-pop store – que é uma daquelas lojas pequenas que pertencem e são operadas pelos membros da família. 52


seus olhos vem para mim, sua expressão silenciosamente me dizendo que ela realmente está feliz por mim. “Eu vou para a cama,” ele diz. Seus olhos vão de mim, para as garrafas vazias de vinho na mesa de café, para a pizza meio comida, e finalmente os pacotes de chocolate Hershey abertos. Voltando o olhar para mim, ele sorri, e eu derrubo meu queixo para trás quando ele se aproxima, então sinto os dedos dele curvar minha mandíbula logo antes de tocar suavemente a boca na minha. “Você está bem?” “Yeah.” Eu sorrio, e seus olhos procuram os meus. “Bêbada?” “Um pouco.” Eu dou de ombros. Seus lábios se contraem. “Certo, aproveite seu tempo com sua irmã,” ele diz calmamente. “Obrigada, querido,” eu murmuro, e seus lábios se inclinam logo antes de tocar sua boca sorridente na minha mais uma vez antes de me deixar ir e começar a se afastar. “Vejo você pela manhã, Willow. Estou fazendo waffles,” ele diz a ela por cima do ombro. “Não posso esperar,” ela responde, e eu olho para ela e vejo seus olhos nas costas dele em retirada, e ela não para de observar até que ele esteja no corredor e fechando a porta do quarto atrás dele mesmo e de Dizzy, que decidiu ir com ele. “Estou com tanto ciúmes que você tem isso,” ela me diz, e eu sinto meu estômago derreter. “Eu tenho sorte,” eu concordo. Ela sorri e então olha a bagunça na mesa de café. “Devemos limpar isso e ir para a cama.” “Você está cansada?” eu pergunto, olhando para o relógio. Não é nem meia noite ainda. “Não, mas se eu tivesse aquele homem esperando na cama por mim, eu deixaria sua bunda mais rápido do que você poderia dizer ‘Tchau, Felicia53,’” ela me diz, e eu dou risada. “Além disso, eu quero desfrutar

Expressão usada para se livrar de alguém ou como quem diz “já vai tarde”. A expressão vem do filme Friday (de 1995 com Ice Cube) e em 2009 foi usada no programa RuPaul's Drag Race onde voltou a ficar popular, mas é muito usada nos EUA mesmo por quem não conhece o filme ou o reality. 53


dos waffles dele, e eu não acho que isso aconteça se eu tiver uma ressaca. E eu vou ter uma ressaca se bebermos mais.” “Bom ponto.” Eu me levanto do sofá, pegando as garrafas vazias enquanto ela agarra a caixa de pizza. Uma vez que temos tudo limpo, eu desligo as luzes e dirijo-me pelo corredor, Observando-a desaparecer no quarto de hóspedes com um silencioso, “Boa Noite,” antes dela fechar a porta. Indo para o meu quarto, eu encontro Harlen na cama com as costas na cabeceira, seus olhos deixando a TV e vindo para mim quando entrei. Eu tiro minhas roupas e depois cavo através da cômoda. Eu encontro uma simples camisola no topo da pilha, de algodão preto com alças finas e pequenos detalhes logo abaixo dos meus seios. Deslize-a sobre minha cabeça e monto na cama ao lado dele, colocando-me no seu lado. “Você não precisava vir para a cama, Anjo.” “Eu sei.” Aconchego-me mais perto dele, descansando minha bochecha em seu peito e minha coxa sobre a dele. Olhando para a TV, eu percebo que ele está assistindo um de seus programas de detetive que eu nunca consegui me envolver. “Você se divertiu?” “Yeah,” eu sussurro, meus olhos já ficando pesados. “Amanhã a noite, nós faremos compras, sairemos para o jantar então vamos ver um filme—um realmente feminino,” eu digo a ele, e ele dá risada. “Fico feliz que eu seja poupado disso.” Ele beija o topo da minha cabeça, e eu dou a sua cintura um aperto logo antes de perder a batalha com minhas pálpebras e adormecer. *** Acordando ao som de risada, eu forço meus olhos abertos e depois rolo para olhar o relógio. Já é depois das nove. Eu dormi demais. Não só eu dormi demais, eu dormi mais do que tenho em um tempo. Forçando-me a sair da cama, eu me visto, escovo meus dentes, e então amarro meu cabelo para cima em um rabo de cavalo. Eu deixo o quarto e paro abruptamente, encarando não só Harlen, mas também Willow, minha mãe, e meu pai todos parados em volta da cozinha, pratos e canecas de café bagunçados na superfície de madeira do balcão da cozinha.


“Hey, querida.” Pai sorri para mim, e eu me desprendo, avançando para a sala. “Harlen ligou e disse que ele estava fazendo o café,” ele me diz, e meus olhos vão do meu pai para Harlen, que está inclinado contra o balcão perto do forno com uma caneca de café em suas mãos, um pequeno sorriso tocando nos lábios, seus pés descalços cruzados nos tornozelos. Ainda não me acostumei com meu pai e Harlen se dando bem, e não tenho certeza de que irei. Vendo os olhos de Harlen se suavizarem em mim, eu lhe dou um pequeno sorriso depois vou para o meu pai e lhe dou um abraço. Eu faço o mesmo com minha mãe, ganhando um beijo na minha bochecha antes que ela me deixasse ir. “Você está pronta para um waffle, baby?” Harlen pergunta, enquanto eu me comprimo contra seu lado, e ele desliza seu braço ao meu redor, beijando o topo da minha cabeça. Eu olho para ele. “Você deveria ter me acordado.” “Você precisava dormir. Você não tem tido uma chance de dormir demais, em um tempo.” Isso não é uma mentira; com a aula, trabalho, estudar, e passar cada segundo que eu posso com Harlen, dormir tem sido uma rara comodidade. “A mãe não mentiu. Harlen é o mestre dos waffles,” Willow insere, e meus olhos vão para onde ela está sentada na ilha, um prato vazio na frente dela que ainda tem restos de xarope nele. “Eles são bons,” Pai concorda. “Os melhores,” mãe contradiz, e eu sorrio para ela. “Beije-me então me deixe ir para que eu possa fazer um para você, baby,” Harlen ordena em um aperto. Eu me inclino na ponta dos pés e o beijo então o deixo ir antes de me dirigir para a cafeteira para me fazer uma xícara. Tomando um gole, eu me inclino contra o balcão e observo ele enquanto ele coloca a massa na maquina de waffle. Eu sinto calor bater em meu lado, e eu olho para o meu pai enquanto ele envolve o braço em volta de mim, inclinando-me nele enquanto seus lábios tocam o topo da minha cabeça. “Então o que você e Willow estão fazendo hoje?” mãe pergunta, e eu olho para minha irmã então minha mãe. “Nós vamos fazer compras, sair pra jantar, comer sushi, e então indo ver um filme.”


“Isso é divertido.” “Você quer vir, mãe?” Willow pergunta. Os olhos de mãe vão até ela e suavizam. “Não, querida, você e sua irmão se divirtam. Seu pai está me levando para Nashville essa noite para ver um musical.” “Sério? O que vocês estão vendo?” Willow anima-se. “O Rei e Eu54,” mãe responde, e eu olho para meu pai e sorrio quando vejo que ele não parece exatamente feliz como a mãe parece. Ele está indo, porque a mãe quer ir, porque ele a ama. Meus olhos vão para Harlen, e eu sinto meu peito ficar quente e minha barriga afundar. Ele faria a mesma coisa para mim. Ele me levaria a um show, me levaria às compras, me levaria até a lua se eu pedisse para ele, e faria isso sem reclamar, porque ele me ama. Se eu tivesse feito uma lista de qualidade que eu gostaria em um marido e checado cada item de uma vez, Harlen teria conferido cada única caixa. Cada uma delas.

O Rei e Eu é um musical composto por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II baseado no livro Anna e o Rei de Margaret Landon 54


Capítulo 12 Harmony

“EU VOLTO LOGO, EU SÓ vou até o banheiro realmente rápido,” eu sussurro Willow, e ela tira seus olhos da tela para olhar para mim. “Eu te disse para não pegar uma soda extra grande,” ela murmura, e eu sorrio para ela. “Tanto faz.” Eu levanto e me ausento do cinema, ouvindo todo mundo rir atrás de mim quando alguma coisa engraçada acontece. Querendo voltar então eu não perco nada, eu me apresso para os banheiros então paro quando eu atropelo em um grande corpo. “Desculpe.” Eu olho para cima, sentindo meus pulmões apertarem e meu coração gaguejar quando eu vejo meu próprio reflexo me encarando através de um par de escuros óculos de sol. Eu me viro para fugir e começar a gritar, mas antes mesmo de poder fazer um som ou respirar, minha boca é coberta por uma mão grande segurando um pano. Eu sugo uma golfada de ar que queima minha garganta e arremeto para trás, sentindo meus pés saírem do chão. Sentindo algo picar no lado do meu pescoço, meus olhos que de repente são muito pesados para se manterem abertos começam a fechar, e meu corpo se sente um peso morto caindo. Eu ouço pessoas conversando e tento lutar, tento abrir minha boca para gritar, mas é inútil enquanto estou sendo arrastada para a escuridão. Hadley

Conforme os créditos na tela começam a rolar, eu levanto de meu assento, agarrando minha bolsa, meu pacote de pipoca metade comido, e meu copo de soda vazio. Eu sorrio para o casal que tinha ocupado os assentos perto de mim e passo por eles, não incomodando em ficar para uma exibição extra. Descendo os degraus e saindo do cinema com a


multidão, eu jogo meu copo no lixo e guardo minha pipoca na bolsa, imaginando que eu paguei quase dez dólares por ela, então eu também poderia fingir que vou comê-la mais tarde. Parando nos banheiros, eu espero para sempre na fila por uma cabine, e na hora que é minha vez, o banheiro está quase vazio, então eu rapidamente uso uma das cabines, lavando minhas mãos, e saindo. Indo para a saída mais próxima de onde meu carro está estacionado, eu empurro a porta aberta e começo a descer a calçada, abraçando meu casaco ao meu redor para evitar o ar frio da noite. Quando vejo o movimento do canto do meu olho, eu viro minha cabeça e meu coração cai no meu estômago enquanto eu observo uma figura despejar o que parece uma mulher inconsciente no porta-malas do carro e fechá-lo. “Oh, Deus,” eu respiro, cobrindo minha boca com a mão, e então eu rapidamente me abaixo atrás do capô de um caminhão quando a pessoa para e vira na minha direção ao som da minha voz. Será que isso só aconteceu? Não. Sem chance. Eu fecho meus olhos, tentando me convencer de que estou imaginando coisas. Ouvindo um carro ligar, meus pulmões comprimem e eu sigo correndo sem pensar, agachada abaixo atrás de dois carros e descendo um corredor até onde estacionei. Quando eu entro no meu carro, eu ligo o motor e agarro meu telefone celular fora da bolsa. Eu nem sei o que estou fazendo enquanto puxo atrás do carro, mas algo no meu instinto me impulsiona a segui-lo. “9-1-1, qual é sua emergência?” “Acabei de ver um homem colocar uma mulher no porta-malas do carro!” Eu grito para o meu telefone histericamente. “Onde você está, senhora?” a mulher pergunta, e eu lhe digo o nome do cinema e prendo a respiração quando a luz na minha frente vai do vermelho ao verde. “A luz ficou verde. Nós estamos deixando o estacionamento do cinema agora!” eu choro, segurando meu volante com força enquanto pressiono meu acelerados. “Que caminho você está indo?” “Eu não sei. Você pode rastrear meu celular ou alguma coisa?” eu grito, em pânico enquanto o carro na minha frente acelera. “Senhora, por favor fique calma. Você vê placas de rua?” Ficar calma – ela é louca?


Eu examino a estrada, mas não tem nada. “Eu não vejo nada. Estou em Nissan Altima um azul brilhante. Ele está em um Ford preto.” “Nós estamos procurando por você,” ela diz, e eu engulo então sacudo minha cabeça para a direita, vendo uma placa. “Nós estamos na estrada Bitterknot. Não sei em que direção estamos indo, mas eu acabei de passar a marca de cinco milhas.” “Bom, isso é bom.” Ela parece aliviada, e eu soltei uma respiração profunda enquanto enviei uma oração silenciosa. “Senhora, eu estou transferindo você para um oficial,” ela me diz, e eu aceno. “Você ainda está aí, senhora?” “Sim, desculpa, eu ainda estou aqui.” “Transferindo você agora,” ela diz, a linha ficando quieta. “Aqui é o detetive Cobi Mayson. Com quem estou falando?” uma voz profunda ressoa no meu ouvido, e eu engulo. Cobi Mayson. Eu conheço ele—ou conhecia ele—quando eu estava no ensino médio. Okay, Eu não o conhecia realmente, mas eu ouvia falar dele. Todo mundo tinha. Ao menos, cada pessoa com uma vagina tinha, e desde que eu tenho uma dessas, eu sabia dele. “Olá.” “Desculpa… Um… Hadley… um… Hadley Emmerson,” eu sussurro, segurando o telefone ao meu ouvido. “Onde você está agora Hadley?” ele pergunta, e eu procuro uma marca de milha ao lado da estrada. “Marca de milha dezoito.” “Bom, isso é muito bom. Estou a cerca de cinco minutos atrás de você,” ele diz, e eu não fecho os olhos em alívio mesmo que eu queira. “Graças a Deus,” eu sussurro. “Você está segurando bem?” ele pergunta suavemente. Eu balanço minha cabeça, então respondo, “Acabei de ver alguém colocar uma mulher no porta-malas de um carro. Está escuro, assustadoramente escuro, e agora estou seguindo eles, então eu estou indo com não, eu não estou bem,” eu respondo. Juro que ouço um sorriso na voz dele, quando ele murmura, “Bom ponto.” Mantendo para trás então estou perto mas não muito perto do carro na minha frente, eu observo enquanto os freios acendem e eles


diminuem, então eu observo enquanto eles saem da rodovia, em uma pequena estrada de terra cercada por árvores. “Eles simplesmente saíram da estrada,” eu sussurro através do medo que de repente se hospedou na minha garganta. “Perdão?” “Eles simplesmente puxaram para uma estrada de terra!” eu grito. “Oh, Deus, o que eu faço?” “Continue dirigindo, estamos a caminho,” ele ordena. “Eu não posso fazer isso,” eu sussurro, piscando as lágrimas que enchem meus olhos. “Hadley, saia da estrada. Eu e outros oficiais estamos a caminho. Estamos perto. Estacione.” Balançando minha cabeça, eu desligo o telefone e coloco ele no meu porta copos. A ideia de algo acontecendo com aquela mulher antes que os policiais possam chegar até ela, e eu apenas dirigindo e não fazendo nada para ajudar, me mataria. Desligando meus faróis, eu desacelero e viro na estrada escura que vi o carro entrar. Harlen

Ouvindo meu celular tocar, eu pego ele na mesa de café e olho para a tela. Não reconhecendo o número, estou meio tentado a deixá-lo ir para o correio de voz, mas com Harmony no cinema com Willow, eu respondo. “Yeah.” “Harlen?” “Yeah?” “Porra… okay… é Cobi. Willow ligou. Harmony foi ao banheiro durante o filme e não voltou.” “Perdão?” eu sento, e Dizzy, que estava deitado no meu colo, pula fora de mim e depois do sofá. “Cerca de dois minutos depois eu recebi a ligação da Willow, O Despacho ligou. Uma testemunha viu um homem lançar uma mulher no seu porta-malas, e ela tem os seguido.” “Onde eles estão?” eu rosno, colocando minhas botas.


“Na estrada Bitterkno. Eu irei ligar e te avisar quando eu localizar a Harmony.” “Estou a caminho.” “Harlen—” “Estou indo para lá.” Eu desligo então disco para Wes, Everett, e Mic, os deixando saberem que eu posso precisar deles, e cada um deles concorda instantaneamente em ter minhas costas. Indo para o quarto, eu abro meu cofre no fundo do armário, pego minha arma, e empurre-a na parte de trás do meu jeans antes de ir para a cozinha. Tirando minhas chaves do balcão, eu pego minha jaqueta de couro na parte de trás da banqueta no bar, coloco, e então saio da porta, não incomodando em tranca-la atrás de mim. Quando eu jogo minha perna sobre o banco da minha moto, eu ligo o motor, coloco o capacete, e volte para fora da entrada, medo e fúria guerreando no meu intestino enquanto eu parto para encontrar minha mulher e trazê-la para casa. Harmony

Meu corpo se sente pesado, meus membros se sentem rígidos e estranhos. Eu pisco meus olhos abertos, vendo nada além da escuridão enquanto cheiro óleo, gasolina, e sujeira. Leva um segundo para o meu cérebro começar a trabalhar, para me lembrar o que aconteceu. Respirando fundo, eu olho em volta do espaço confinado escuro. Eu sei que estou no porta-malas de um carro e que o carro está movendo no que deve ser uma estrada de terra. O passeio é muito áspero para ser pavimentado. Tateando meus bolsos pelo meu telefone, meu estômago começa a se virar com náuseas e as lágrimas enchem meus olhos quando não o encontro. Harlen. Deus, se ele sabe que estou desaparecida, ele provavelmente está perdendo a cabeça com preocupação agora. Não, ele provavelmente está procurando por mim, e ele não vai parar até ele me ter. Eu sei que ele não vai. Meus pulmões queimam para gritar, e minhas mãos picam para bater contra o porta-malas, mas eu não faço isso. Eu não quero que ele saiba que estou acordada. Não quero chamar a atenção para mim mesma. Se eu


estou indo para sair disso, eu preciso usar todas as vantagens que tenho, e uma delas é a surpresa. “Pense.” Meus olhos fecham, e eu respiro pelo nariz e solto pela minha boca. Meus olhos voam abertos, e eu inclino minha cabeça para trás, examinando o porta-malas conforme minhas mãos sentem ao longo das paredes. Eu sei que assisti uma reportagem há algum tempo que disse que todos os carros são obrigados a ter uma de emergência no portamalas. Eu só preciso encontrá-la, o que é estranho, uma vez que não há muito espaço para se mover. Minhas pernas estão dobradas, meu pescoço torto. Encontrando o botão de puxar, meu coração começa a bater. Não vou ter muito tempo quando eu puxá-lo para sair e correr. Eu também não tenho ideia de onde estamos, se tem algum lugar para eu correr para proteção, ou se eu irei ser um alvo perfeito. Mas correr é melhor do que ir onde ele está me levando agora. Puxando outra respiração profunda, eu enrolo minha mão firmemente ao redor da alavanca e puxe para baixo. Uma rajada de ar enche o portamalas, mas eu não desisto, eu o mantenho apertado e tentar espiar. Não consigo ver muito, mas eu posso ver que está escuro—aquela escuridão em parte por causa das árvores de cada lado do carro. Coração batendo, eu deixo a alavanca ir e me solto do porta-malas. O carro não vai rápido, mas eu ainda caio duro, meu corpo rolando pelo chão rochoso e meus joelhos e mãos raspando contra a terra. Quando vejo vermelho das luzes de freio ricochetear nas árvores ao meu redor, empurro-me do chão e começo a correr na direção oposta do carro. De repente, eu grito quando um carro sai do nada sem faróis. Meus olhos encontram os de uma mulher através do para-brisa, e seus olhos se alargam, logo antes de empurrar o carro para o lado e correr para uma árvore com um barulho. Eu vejo seus airbags abrirem, enchendo o pequeno interior de seu carro, então vejo a porta do motorista abrir. “O que você está fazendo?” ela grita, seu rosto pálido quando um pequeno gotejamento de sangue corre por sua testa. “Corre!” ela lamenta, logo antes que o som de uma arma disparada preencher a floresta, ricocheteando nas árvores que nos rodeiam. Eu corro para ela, pego sua mão tremendo, e puxe-a comigo para dentro das árvores, ouvindo outro tiro, este tão perto que eu sinto os pedaços de lasca de madeira de uma árvore.


“Ele tem uma arma,” eu arfo estupidamente, medo enchendo meu estômago quando a adrenalina corre pelas minhas veias. “Eu sei.” Ela atravessa uma árvore caída e grita, caindo de joelhos. Eu ajudo-a, arrastando-a comigo. “Eu…” ela começa, mas eu ouço sua respiração estrangular, como se ela não pudesse obter oxigênio em seus pulmões. Ouvindo isso, eu sei que mesmo que eu não queira, ela precisa que eu abrande. Eu olho para trás de nós e não vejo nada, apenas árvores e escuridão. Eu tento ouvir, mas tudo o que posso ouvir é o som do meu coração batendo forte, enviando sangue correndo pelas minhas veias, e nossa respiração pesada. Vendo uma grande árvore, eu nos conduzo lá esperando que ela nos dê cobertura suficiente para nós pararmos por alguns minutos. Ela cai contra ela quando a alcançamos, seu corpo se dobrando, sua respiração mais áspera do que antes. Eu examino as árvores, meus olhos procurando por qualquer sinal de movimento. “Você tem um telefone?” eu sussurro para ela, e ela empurra a cabeça de lado a lado. “Claro que não.” “P-policiais,” ela sufoca para fora duramente. “Eu sei,” eu sussurro. “Nós precisamos chegar a uma estrada e fazer sinal para alguém.” “Não… Eu… Eu liguei. Vindo.” “Você ligou para eles?” eu pergunto, e ela acena. “Eles sabem onde estamos?” Ela acena com a cabeça de novo, e o alívio me enche, mas só dura um segundo. Eu ouço um ramo quebrar perto de onde estamos, muito perto de onde nós estamos. Ela também o ouve; sua cabeça sobe e seu rosto já pálido perde cor. Segurando meu dedo no meu lábio, eu observo seus olhos se expandindo. “Eu ouço você respirar,” nós duas ouvimos ao mesmo tempo, e meus pulmões ficam apertados, meu corpo bloqueando o som de uma voz profunda—uma voz que eu conheço. “Não há lugar para você correr,” Dr. Hofstadter chama, e outro ramo quebra, desta vez ainda mais perto do que antes. “Você realmente acha que eu deixaria você arruinar minha vida?” Outro ramo quebra ainda mais perto. “Deixar seu fodido namorado me espancar e não pagar de volta por isso?” Nós precisamos correr. Eu simplesmente não sei para onde correr. Olhando para a mulher, quando seus olhos se encontram com os meus,


ela deve ler meus pensamentos, porque ela acena. Eu me movo para o lado longe de sua voz, e seus olhos se fecham logo antes de acenar com a cabeça, pegando minha mão eu seguro a dela. Harlen

Eu diminuo minha moto e puxo para fora da rodovia atrás de duas viaturas policiais que estão estacionadas bloqueando a entrada da estrada de terra cortada entre as árvores. Eu desligo o motor e ouço as motos de Wes, Everett, e Mic desligarem quando a minha desliga. “Harlen?” um oficial pergunta, enquanto ando em direção a ele, levantando meu queixo. “Cobi disse que você precisa ficar aqui fora.” “Aposto que ele disse.” Eu me movo além dele e dirijo-me para a estrada que ele está tentando bloquear com seu corpo. Infelizmente para ele, ele é cerca de trinta centímetros e vinte oito kilos55 menor que eu, tornando mais fácil para mim passar por ele. “Você precisa ficar aqui fora,” ele repete, agarrando meu braço, e eu puxo de sua pegada, virando para ele, e empurre meu dedo no seu rosto. “Você não quer fodidamente me tocar agora,” eu rosno, e ele engole, olhando para trás de mim, seu corpo ficando ainda mais alerta vendo meus rapazes nas minhas costas. “Você não está—” “Deixe ele ir, Don,” outro oficial corta, e ele olha para ele então para mim, e dá um passos de lado. Percorrendo a estrada, eu diminuo quando vejo um carro contra uma árvore, os airbags acionados. “Porra, eu sabia que você não iria ouvir,” Eu ouço atrás de mim, e eu puxo minha arma, Wes, Everett, e Mic, todos fazendo o mesmo com eles. “É melhor ter permissões de transporte para essas,” Cobi diz, e eu ranjo meus dentes, empurrando-a de volta para o meu jeans. “Onde ela está?” “Estamos procurando. Acabamos de limpar esta área há dois segundos. Tenho oficiais procurando na floresta, o carro na estrada, e a 55

No original “a foot and sixty pounds” – um pé e sessenta libras


cabana mais adiante. Tio Nico está a caminho. Vamos encontrá-la.” Porra. Eu examino o escuro, meu intestino torcendo pensando nela lá fora em algum lugar, sozinha e assustada. “É o Hofstadter,” ele diz, e a dor se expande ao longo do meu peito e meu corpo estremece. “Ela também tem uma mulher chamada Hadley com ela.” “Perdão?” “Hadley, o viu colocá-la no porta-malas. Perdi contato com ela quando ela decidiu continuar seguindo atrás dele. Esse é o carro dela.” Ele levanta o queixo para a destruição contra a árvore. “Ela se foi. Estou esperando que quando encontrarmos Harmony, a encontraremos.” “Certo.” Levanto meu queixo e avanço em direção ao bosque, feito de conversa. “Você precisará de uma lanterna,” ele me diz, empurrando uma para mim, e eu aceito. “Diga aos seus oficiais que há outros quatro homens na floresta procurando e não atirar em nós,” eu ordeno, e ele levanta seu queixo. “Vamos nos espalhar,” Wes diz calmamente do meu lado, e meus olhos vão para ele. “Vamos encontrá-la.” Incapaz de falar, eu levanto meu queixo e depois vejo Wes ir para a esquerda. Everret segue, e Mic toma à direita. Ficando em linha reta, eu mantenho minha respiração natural, desbloqueio minha arma, e escuto. É quando eu ouço uma arma disparar, e eu decolo. Harmony

“Oh, Deus!” Eu grito enquanto a dor explode através da minha coxa. Eu caio para o chão, minhas mãos me pegando no último momento quando minha cabeça sobe e gira ao redor, procurando de onde veio o tiro. “Vamos.” A mulher puxa minha mão e eu me levanto, sentindo umidade quente deslizar pela minha perna e começar a encher minha bota. Ela se mete debaixo do meu braço e envolve os dela em volta da minha cintura, me segurando enquanto eu manco tão rápido quanto eu posso. “Ele está perto,” Eu gemo, lagrimas enchendo meus olhos—não da dor da minha perna, mas do medo que está começando a me oprimir.


Ouvindo outro tiro, nós duas tropeçamos e caímos para frente, meu peso desajeitado no trazendo ambas para baixo rapidamente. Eu começo a empurrar para cima, mas nessa altura ele está de pé sobre nós, sua arma apontada para mim. “Não!” a mulher grita, enquanto seu dedo começa a puxar para trás no gatilho. Meus olhos se fecham, cada momento que eu tive com Harlen piscando atrás das minhas pálpebras fechadas. Ele me pedindo para celebrar meu novo trabalho com ele. Ele de pé na minha cozinha segurando Dizzy. Ele me fazendo rir enquanto nós desempacotamos. Nós estando de pé sob o céu da noite em uma fogueira. Eu comprimida contra ele andando em sua moto. Ele me reivindicando como sua. Nós planejando um futuro. E ele colocando um anel no meu dedo. Uma lágrima solitária56 escapa do meu olho quando a arma dispara. Algo úmido me atinge no rosto, e eu grito, ouvindo a mulher gritar também. Então meus olhos disparam abertos, e eu observo os olhos do Dr. Hofstadter ficarem em brancos enquanto ele desliza para seus joelhos antes de cair com o rosto para a frente no chão. Afastando longe dele, eu vejo um grande buraco na parte de trás da sua cabeça. “Eu vou passar mal,” a mulher choraminga, e eu viro para olhar para ela. Sinto meu corpo tenso enquanto algo se move no escuro, e então meus olhos se alargam quando Harlen entra em vista brilhando sua lanterna sobre nós. “Querido,” eu respiro, e seus olhos vem para mim, examinando-me da cabeça aos pés, seu rosto ficando branco quando ele vê minha perna. “Você foi atingido.” “Eu estou bem.” Minhas mãos agitam e eu começo a tremer. Vindo para mim, ele cai de joelhos ao meu lado. “Eu estou bem,” eu repito, mas ele não me ouve, ou ele me ignora, enquanto ele tira o casaco e o envolve em meus ombros. Tirando sua camisa xadrez, ele a amarra na minha coxa. “Hadley,” ele chama, e a mulher puxa seus olhos cheios de medo da parte de trás da cabeça do Dr. Hofstadter para olhar para ele. “Eu preciso No original está “a loan tear”, onde eu acho que loan foi um erro de digitação da palavra lone, por isso traduzi como se fosse “a lone tear”. No caso a palavra loan é empréstimo, mas encontrei uma referencia para loan sendo usado como algo estremamente lento, então poderia ser “uma lenta lágrima” mas esse uso é extremamente incomum, fazendo mais sentindo ter sido mesmo um erro de digitação. 56


que você segure isso junto e vá gritar por ajuda. Assim que você ver alguém, diga-lhes que precisamos de uma ambulância,” ele instrui, e ela acena. “Vá, agora.” Ela se levanta e decola, gritando enquanto ela vai. “Você me encontrou,” eu sussurro, me sentindo cansada, e os olhos de Harlen vêm para mim. “Fique comigo, baby.” “Você me encontrou,” eu repito, meus olhos ficam pesados enquanto ele me pega, me segurando contra seu peito. “Fique comigo, Angel.” “Eu estou com você.” Meus dentes batem juntos. “Fique comigo. Não durma.” “Eu só estou um pouco cansada,” eu admito, meu corpo sentindo cansado. “Eu amo você, Anjo,” ele sussurra. “Eu amo você também.” Eu sussurro de volta, logo antes de eu deixar a escuridão me levar. Hadley

Com lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas eu vejo o grande e volumoso homem enquanto ele sobe na parte de trás da ambulância com a mulher ainda em seus braços. Mesmo com a distância entre nós eu ainda posso ver que ele parece ferido, preocupado fora de si. Envolvendo meus próprios braços ao redor do meu meio eu olho para as portas da ambulância fechar então eu vejo-a afastar; as sirenes estridentes, as luzes piscando. Deus eu espero que ela esteja okay. Eu fecho meus olhos apenas para que eles voltem abertos quando uma visão daquele homem com um buraco na cabeça enche minha mente. Olhando ao redor me pergunto o que devo fazer, Eu me escondi em um arvoredo fora do caminho quando todos estavam correndo para a mulher e seu homem mas agora… Agora eu não sei o que fazer. Andando lentamente em direção ao meu carro eu olho para o capô, é ruim mas não é horrível. Provavelmente até posso dirigi-lo, em um instante eu abro a porta do motorista e me sentar ligando o motor.


“Hadley,” Eu viro minha cabeça ao som do meu nome e olho para uma luz brilhante apertando meus olhos. “Jesus, foda me, foda me, Jesus.” Duas mãos grandes capturam meu rosto e eu pisco tentando me concentrar no rosto na minha frente. “Pegue outra maldita ambulância.” O homem à minha frente ruge e eu vacilo ao som. “Porra, desculpa baby, porra, merda, desculpa.” Suas mãos ainda me mantêm balançando e pisco novamente. “Mayson, a ambulância está a caminho.” Eu ouço alguém dizer logo antes de desmaiar. Harlen

Três dias depois de pé na janela do quarto de hospital da Harmony, um quarto cheia de seus amigos e familiares, eu olho fixo para o estacionamento, enviando uma oração silenciosa aos meus pais e a qualquer outra pessoa que a esteja observando. Depois de levá-la para fora da floresta e nos levar para a estrada, eu descobri que havia uma ambulância esperando por nós. Ela tinha desmaiado; seu corpo tinha ficado em choque com tudo o que aconteceu, e da perda de sangue. Quando chegamos ao hospital na ambulância, eles a mandaram direto para a cirurgia, me deixando do lado de fora das portas duplas. Eu queria ir com ela, mas eu não podia. Foi contra tudo em mim para confiar que eles iriam cuidar dela. O que parecia uma vida mais tarde, um médico veio dizer a sua família e a mim que ela ficaria bem. A bala apenas perdeu artérias e ossos, o que foi um milagre. Se uma artéria tivesse sido atingida, ela teria morrido quase que instantaneamente, sem dúvida. Eu já sabia que tive sorte antes que o médico me dissesse como as coisas poderiam ter terminado. Mas ouvindo o quão perto ela veio de perder sua vida, e vendo em primeira mão quão perto da morte ela estava, eu sabia que tinha sorte. “Salvou a minha menina.” A voz de Nico corta meus pensamentos, e viro minha cabeça para olhar para ele, observando-o engolir com força. “Porra, dois segundos, e ela não estaria viva agora. O dedo dele estava no gatilho. Você a salvou.” Eu não preciso de um lembrete do que aconteceu, o que eu quase perdi. Esse momento está queimado no meu cérebro de


uma maneira que eu sei que nunca irei passar um dia da minha vida sem vê-lo, sem lembrar o medo que senti, na maneira como o tempo pareceu parar quando ele apontou sua arma para ela e eu fiz uma decisão de dois segundos de tirar sua vida antes de ele poder tomar a dela. “Obrigado.” Ele me puxa para um abraço, batendo forte nas minhas costas, e eu faço o mesmo antes de deixá-lo ir. Ouvindo o som da risada de Harmony, eu olho para a cama do hospital e vejo sua mãe e sua irmã em cada lado dela, uma pilha de livros de casamento e revistas em cima da mesa sobre o colo da Harmony, e as três sorrindo para algo. Porra, eu sabia que eu a amava antes, mas agora que eu sei qual seria a sensação de a perder, e eu sei que nunca irei, jamais tomar um momento com ela como garantido. Levantando sua cabeça, seus olhos se encontram com os meus e eu luto contra a umidade construindo neles enquanto ela declama, Eu amo você.


Capítulo 13 Harmony

OUVINDO MEU ESTOMAGO RONCAR pela terceira vez consecutiva, eu pressiono pausa no programa que estou assistindo e lentamente saio da cama. Uma vez que estou de pé, Eu pego minhas muletas e manobro estranhamente meu caminho fora do quarto e no corredor. Indo para a cozinha, eu abro a geladeira e olho para o conteúdo, todos os quais exigem cozinhar—algo que eu não estou realmente no clima para fazer. Ok algo que eu nunca estou no clima de fazer. “Que diabos você está fazendo?” Pulando, eu me viro para olhar por cima do meu ombro e encontro Harlen com os braços cruzados sobre o peito e seus olhos se estreitam em mim, como se ele só me pegou em um abraço com outro homem. “Procurando algo para comer. O que parece que eu estou fazendo?” eu respondo atrevidamente, e depois rosno de frustração quando ele descruza os braços e vem em minha direção. “Não me pegue!” eu grito, logo antes de ele me pegar. “Sério, você precisa parar de me transportar ao redor.” Ele chuta a porta da geladeira fechada e depois me leva para o sofá na sala de estar, me arrumando suavemente então levantando minhas pernas e empurrando um travesseiro debaixo delas. “Agora, o que você quer comer?” ele pergunta, colocando um punho na parte de trás do sofá, o outro no braço, me engaiolando. “Você precisa me deixar fazer coisas por mim mesma.” Eu empurro no seu peito, mas ele não se move, nem mesmo uma polegada. “Eu estou tomando conta de você.” “Yeah, mas isso não significa que eu não deveria andar, ou cozinhar, ou tomar um banho sozinha.” “Você está reclamando sobre eu ajudando você no banho?” ele indaga, e eu cerro meus dentes, lembrando o quão bom foi esta manhã quando ele me ajudou no banho… antes de se ajudar no banho. “Não.” “Bom.”


“Querido,” eu abaixo a minha voz na esperança de passar por ele, “Eu estou bem. Eu estou sarando. Os médicos disseram que estou indo bem, mas eu preciso começar a fazer coisas por mim mesma também. Sem você pairando sobre mim.” “Eu não pairo.” Oh Senhor, aqui vamos nós. Ele paira. Eu não posso fazer nada sem ele de pé nas minhas costas, observando cada movimento meu. “Okay, você não paira. Estou apenas dizendo que eu preciso fazer coisas por conta própria novamente.” “Eu não pairo.” Senhor, daí-me paciência. “Você me salvou,” eu digo, e seu queixo estremece então eu abaixo ainda mais minha voz. “Eu amo você. Eu sei que o que aconteceu foi difícil, mas você me salvou. Eu não morri. Estou vivendo e respirando, e você também. Eu quero que a gente volte ao normal.” “Anjo—” “Por favor, Harlen,” eu imploro. “Eu quero o normal de volta. Eu preciso disso.” “Eu quase perdi você.” Deus, isso machuca. Não, isso me mata, de não só ver a dor em seus olhos, mas de ouvir em sua voz quando ele diz isso. “Eu sei, mas você não perdeu, e você não vai.” “Você precisa me dar tempo, baby.” “Eu sei,” eu concordo, porque isso realmente é a única coisa que vai ajudar, mas ao mesmo tempo, eu quero seguir em frente. Eu não quero vê-lo olhando para mim como se eu fosse desaparecer de repente bem diante de seus olhos, ou acordar à noite encontrando-o bem acordado, seus braços apertados em volta de mim porque ele tem medo de eu não estar lá se ele for dormir. “Eu amo você.” “Eu amo você também.” Ele se inclina, descansando sua testa na minha. “Mais do que qualquer coisa nesta terra.” Lágrimas começam a encher meus olhos, e não consigo segurá-las quando caem em minhas bochechas. “Como posso ajudá-lo a lidar com isso?” Eu pergunto através do nódulo na minha garganta. “Você respirando está me ajudando, mas eu preciso de tempo para esquecer o quão perto eu cheguei de te perder, para esquecer o que


aconteceu. Eu sei que sou um pouco dominador agora, e não sei quando isso vai parar… ou se isso vai. Eu ainda vejo o olhar em seus olhos quando ele levantou a arma em sua direção, ainda sinto seu corpo ficar mole em meus braços enquanto eu a levava para a ambulância. Eu não sei quando vou superar isso, ou se eu alguma vez irei.” Cada uma de suas palavras me corta aberta, deixando-me completamente a mostra. Eu odeio que ele esteve tão perto de me perder, depois de já sofrer a perda de seus pais e sabendo o que uma vida sem eles se sente. “Eu vou te dar tempo, quanto tempo você precisar,” Eu finalmente digo, observando seus olhos fechar. Movendo minhas mãos para seu rosto, Eu inclino minha cabeça e aperto minha boca contra a dele. “Vai ficar tudo bem.” “Okay, Anjo.” “Eu prometo que vai ficar tudo bem,” eu sussurro contra seus lábios, as mesmas palavras que ele disse para mim, e eu rezo que ele vai acreditar nelas como eu acreditei. “Okay, baby.” Ele beija minha testa, e eu o agarro então sorrio quando meu estômago ronca. “Agora, me deixe cuidar de você. O que você quer comer?” ele pergunta, e eu olho para ele. “Delivery?” “Claro que ela quer delivery,” ele murmura secamente, e eu bato em seus braços, vendo seus lábios contraírem. “Que tipo?” “Pizza,” Eu respondo imediatamente então agito minha cabeça. “Não, Chinês. Espera, não, pizza.” Eu mordo meu lábio, e ele dá risada, esse som me enchendo com o conhecimento de que nós iremos ficar bem. “Que tal os dois?” ele sugere, e eu sorrio. “Certo, pizza de sobremesa e Lo Mein.” “Eu posso fazer isso,” ele concorda, então seus olhos suavizam, fazendo meu estômago derreter. “Você precisa de um comprimido para dor?” “Não, eu estou bem,” eu sussurro, e ele toca sua boca na minha então em minha testa antes de ele se levantar e se dirigir para a cozinha. Deitado contra o braço do sofá, eu escuto ele fazer nosso pedido, e então eu sorrio quando Dizzy pula na almofada para deitar no meu estômago.


Enquanto eu corro meus dedos através de seu pelo, minha mente vagueia. Duas semanas atrás, eu fui liberada do hospital, e desde então, a mídia clamou por uma história. Harlen teve que desligar o telefone e mudar nossos números de celular, porque as chamadas simplesmente não parariam. Esperançosamente, eles desistiriam logo, mas eu duvido que eles vão. Uma mulher sequestrada é uma grande notícia. Mais de cinquenta mulheres se apresentaram para admitir que foram assediadas pelo Hofstadter, e então forçadas a sair ou serem demitida quando elas foram ao RH sobre o que estava acontecendo, não era apenas grande, mas enorme, especialmente em nossa cidade. Meu pai me disse que o Dr. Hofstadter era tão louco, tão egoísta, que ele acreditava que se ele se livrasse de mim, seus problemas desapareceriam. Ele não sabia que seu tempo já estava esgotado. Havia muitos rumores; ele tinha ferido muitas mulheres, e sua família ficou sem maneiras de cobri-lo. Eles estavam fazendo isso por seis anos, desde o momento em que ele foi transferido para a cidade. Hofstadter não sabia que ele já estava sendo examinado por uma organização governamental externa, ou que algumas das mulheres que ele havia assediado juntaram-se e encontraram um advogado que estava mais do que feliz em enfrentar o maior hospital em quatro municípios. Obviamente, Hofstadter está morto agora, mas a história não morreu com ele, nem o caso contra o hospital. O conselho mudou os membros, e o CEO sabiamente se demitiu. Mas mesmo com isso, havia um monte de repercussão, e alguém acabaria por pagar o que eles permitiam acontecer e o que eles tentaram encobrir. Eu, por outro lado, apresentei minha demissão dois dias depois que eu fui liberado do hospital. Eu não estou desistindo de meus sonhos de ser enfermeira e algum dia trabalhar em uma sala de emergência. Eu só vou encontrar outro lugar para trabalhar, onde eu não sou constantemente forçada a lembrar de quão horrivelmente a família de Hofstadter me deixou, e cinquenta outras mulheres, para baixo. Eles tinham o poder de detê-lo desde o início, mas eles não fizeram. Ao invés disso, eles alimentaram seu ego e o fizeram acreditar que ele era intocável. E por um tempo, ele foi. Eu gostaria de poder dizer que sinto muito por ele, mas não sinto. Ele tentou me matar, e se Harlen não estivesse lá, ele teria


feito isso. Então ele provavelmente teria matado Hadley assim não teria nenhuma testemunha. “A comida estará pronta em cerca de trinta minutos. Você quer vir comigo para buscá-la?” Harlen pergunta, quebrando meus pensamentos. Eu inclino minha cabeça para trás para olhar para ele de cabeça para baixo. “Podemos andar em sua moto?” Eu pergunto sabendo que não há como eu poder andar de moto com ele. Ainda não de qualquer maneira. “Baby, não podemos transportar pizza e chinês na minha moto,” ele diz, vindo para sentar no sofá e puxando minhas pernas cuidadosamente ao longo do seu colo. “Sério?” Minhas sobrancelhas sobem juntas. “Então a primeira vez que saímos, como você estaria levando sua pizza para casa?” “Eu não estava indo para casa. Eu estava indo para o seu lugar.” “Yeah, mas você não sabia disso na hora.” “Eu sabia.” “Você sabia?” eu franzo a testa, e ele sorri. “Vi você, vi você sair do seu carro e entrar no restaurante, puxei para uma vaga, estacionei, e segui você pra dentro. Eu fiz meu pedido logo depois de você fazer o seu, e então eu fiz meu movimento.” “Fez seu movimento?” “Yeah. Evan e Wes me disseram que você estava no meio de desempacotar, então quando eu vi você, eu sabia que provavelmente você precisava de ajuda com isso. Eu imaginei que seria meu jeito de entrar, e foi.” “Você me disse que eu parecia abatida.” “Mesmo exausta, Anjo, você ainda é a mulher mais bonita que eu já vi na minha vida.” “O que?” “Não só você tem cérebro, que é sexy como foda, mas seu corpo é inacreditável, esses peitos e essa bunda, a plenitude de suas coxas.” Ele agita a cabeça então se foca em mim, seus olhos vagando pelo meu rosto. “Seu rosto é material de sonhos molhados. Acredite em mim, antes de eu ter você, eu tinha um monte desses sobre você.” “Oh meu Deus,” eu dou risada, e ele sorri, descansando sua mão na minha bochecha, seu polegar percorrendo meu lábio inferior.


“Ainda mais bonita quando você sorri, mas o melhor é quando você goza.” “Okay, você precisa parar. Você está me excitando,” eu o digo honestamente, e ele joga sua cabeça para trás, rindo altamente. “Ainda bem que você me acha divertida.” Eu rolo meus olhos, e ele ri ainda mais alto, e mesmo que sua razão de rir seja irritante, eu sei quando ouço esse som que iremos ficar totalmente bem. Harlen Sentado no deck de trás da cabana de quatro andares que Nico e Sophie alugaram nas Montanhas Smoky eu olho para a casa através das portas de vidro assistindo Harmony jogar um jogo de tabuleiro na sala de estar com seus irmãos. “Isso ficará mais fácil,” Nico diz retirando minha atenção da sua filha, sentando-se em frente de mim e me entregando uma cerveja. “Leva tempo, mas ficará mais fácil. Logo você não estará constantemente pensando sobre o que aconteceu, o que poderia ter acontecido.” “Eu espero que você esteja certo.” Faz mais de três meses e ainda parece que foi ontem. Há noites que não durmo. Eu simplesmente deito no escuro segurando ela, ouvindo-a respirar. Dias em que não consigo ter a merda feita porque tudo o que posso fazer é pensar sobre ela, me preocupar com ela. Mesmo sabendo que ela está segura, essa merda ainda me assombra. “Olhe para minha menina,” Ele levanta o queixo para a porta de vidro. “Ela não tem uma preocupação no mundo, ela sabe que ela está segura, ela sabe que você fez dessa maneira. Ela sabe que você tem o poder de mantê-la assim.” Ele diz balançando a cabeça, seu rosto suavizando. “Você vai perder o sono, você vai perder horas por dia pensando nisso, mas lembre-se quando você olha para ela que ela está bem, e eventualmente você também estará.” Ele esticou a mão ao redor do meu pescoço segurando-o apertado, puxando-me perto. “Eu não poderia ter escolhido melhor para minha menina, você é um bom homem Harlen, eu não conheci seus pais, mas eu sei que eles estariam orgulhosos do homem que você é, orgulhosos do tipo de marido que você estará sendo


para a minha menina e orgulhosos do tipo de pai que você será para seus filhos. Eu sei disso porque no fundo da minha fodida alma, eu estou fodidamente orgulhoso de chamar você de meu filho.” Porra minha garganta fica apertada e meus olhos começam a queimar enquanto eu seguro seu olhar. Sabendo que não tenho palavras para lhe dar para expressar como me sinto, eu enrolo minha mão na parte de trás do seu pescoço, e toca minha testa na dele como eu costumava fazer com meu pai. Seus olhos se fecham brevemente e ele faz o mesmo de volta pra mim antes de me deixar ir, não tendo ideia do que ele acabou de me dar.


Epílogo Harlen

Um ano depois “ELA REALMENTE É PERFEITA PRA VOCÊ.” Olhando para minha tia, eu vejo seus olhos concentrados através da sala em Harmony, que está de pé embaixo do braço de seu pai sorrindo para algo que um de seus irmãos está dizendo. Absorvendo-a, meu peito fica apertado e meu estômago se enche de orgulho e possessividade. Três horas atrás, eu a fiz minha esposa na frente de uma pequena igreja, com amigos e familiares próximos. Três horas atrás, ela caminhou pelo corredor em minha direção, seu vestido de renda branca que atravessa seu corpo e cai em sua cintura. Três horas atrás, eu peguei sua mão quando seu pai me confiou com ela. Três horas atrás, eu percebi que estava errado todas às vezes antes, porque seu rosto antes de se tornar minha esposa era o mais lindo que eu já tinha visto. “Tão perfeita para você.” As palavras da minha tia me puxam dos meus pensamentos, e eu foco nela. “Ela é,” eu concordo, enquanto seus braços deslizam pela minha cintura e ela se comprime no meu lado. “Seus pais ficariam orgulhosos de você, Harlen Alistair MacCabe. Tão condenadamente orgulhosos do homem que você se tornou.” Suas palavras lavam-se por mim, e eu envolvo meu braço mais apertado ao redor de seus ombros. “Você fez bem para si mesmo, garoto.” “Você teve uma mão em mim tornando-me o homem que eu sou,” eu digo a ela, e seu corpo sacode em surpresa. Cristo, eu nunca disse isso a ela? “Ela está te deixando suave.” Eu ouço as lágrimas na voz dela, e depois as vejo quando ela derruba sua cabeça para trás para olhar para mim.


“Provavelmente,” eu concordo sem uma tira de arrependimento, e ela dá risada, limpando as lágrimas de suas bochechas. Olhando ao redor do cômodo, eu pego todos os rostos familiares, e então meus olhos pousam na enorme foto de meus pais. Harmony queria eles conosco hoje. Eu não sabia que ela tinha isso planejado, mas quando entramos na recepção de mãos dadas, eu vi essa foto e sabia disso, mesmo sem a foto, eles estavam aqui. De uma forma ou de outra, eles sempre estiveram comigo. Ainda sinto falta deles todos os dias, mas eu sei que eles tiveram uma mão em mim encontrando a mulher com quem eu casei e a vida em que vivo. Harlen Seis anos depois Ouvindo Ava chorar através do monitor do bebê na mesa de cabeceira, e sentindo Harmony começando a se levantar, eu coloco a mão contra seu estômago redondo para acalmar ela. “Fique, eu a pego.” Eu beijo seu ombro nu depois rolo na cama e saio do nosso quarto, descendo o corredor para o quarto de Ava nossa filha de cinco anos de idade. Vendo sua figura sombria sentada na cama, eu atravesso o quarto escuro e ligo a lâmpada dela. A base é a cabeça de um unicórnio, a sombra de um suave algodão doce rosa que é da mesma cor que praticamente tudo mais no quarto dela. “Você está bem?” Eu pergunto para minha garotinha, pegando-a quando ela sustenta seus braços para mim, e ela balança sua cabeça. “Há um monstro.” Ela funga, e eu corro minha mão pela parte de trás de seu longo, suave cabelo enquanto ela esconde seu rosto no meu pescoço e envolve seus pequenos braços ao redor dos meus ombros. “Não há monstros aqui, baby,” Eu a asseguro calmamente, sentindo ela tremer. “Há sim. Eu vi.” Ela tira o rosto do meu pescoço para olhar para mim, e então aponta. “Está no armário.” “Está?” “Sim.” Ela acena, e eu dou um aperto nela e beijo sua testa.


“Okay, deixe-me pegar minha espada.” Eu vou através do quarto com ela ainda em meus braços e pego a espada prata de plástico inclinada contra a parede perto da porta. Segurando o punho, eu sussurro, “Você abre a porta para o armário, e eu vou matá-lo.” Acenando, ela se inclina e abre a porta para o armário e rapidamente enfia o rosto no meu pescoço. Como eu faço pelo menos algumas vezes por semana, eu balanço a espada, fazendo barulhos de grunhidos, girando ao redor e dançando, e depois termino com um mergulho para baixo no peito do monstro imaginário. “Aqui. Ele se foi,” eu digo, e Ava levanta a cabeça e olha em volta do quarto e depois espia no armário. “Vê? Tudo resolvido.” “Obrigada, Papai.” Deus, não importa quantas vezes por dia eu ouça ela me chamar assim, isso nunca fica velho. “De nada, baby. Você está pronta para voltar para a cama?” “Sim.” Ela acena. Deixando a espada de volta ao seu lugar na porta, eu a carrego para sua cama e a deito, puxando os cobertores em volta de seus ombros e beijando o topo de sua cabeça. “Amanhã é dia de rosquinhas?” ela pergunta, soando já meio adormecida. Eu sorrio. “Yeah, baby. Amanhã é dia de rosquinhas.” “Yippie,” ela sussurra, enquanto seus olhos deslizam fechados. “Vejo você de manhã.” Eu beijo seu cabelo mais uma vez, desligo sua lâmpada, e depois atravesso seu quarto escuro. Escalando de volta à cama com Harmony, eu me encaixo em suas costas e repouso minha mão sobre a nossa a chegar em breve segunda filha. “Harlen Alistair MacCabe, o Lord Escocês e matador de monstros,” ela diz, e mesmo que eu não consiga ver seu rosto através do escuro, eu sei que ela está sorrindo. “Faça qualquer coisa para minhas garotas.” “Nós sabemos.” Ela recua para trás, abraçando de conchinha mais perto. “Durma, Anjo.” “Ainda tão mandão,” ela resmunga, soando como se ainda estivesse sorrindo. Ignorando seu comentário, eu beijo o topo da sua cabeça então ouço sua respiração enquanto ela cai novamente no sono.


Harmony Quatro anos depois “Não, é minha!” Ava chora, segurando uma rosquinha polvilhada de rosa fosco sobre sua cabeça, apenas fora do alcance de sua irmãzinha. “Não, eu quero essa!” nossa filha, Lillian, grita, de pé na ponta dos dedos dos pés tentando alcançar a rosquinha mas falhando, uma vez que ela é cerca de quarenta e cinco centímetros57 mais baixa. “Que tal nenhuma das duas obtê-la?” Harlen rosna, e eu olho para o nosso filho de seis semanas de idade Alistair para esconder meu sorriso de nossas meninas. “Pai, isso não é justo! Eu vi primeiro,” Ava diz, e tenho certeza se eu olhar para ela, ela estaria jogando o lábio inferior em um beicinho, um olhar que ela aperfeiçoou ao longo dos anos. Um olhar que normalmente ela recebe o que ela quer do seu papai. Eu também sei que ela está mentindo. Quando Harlen chegou em casa e soltou a caixa de donuts na mesa, ambas as meninas abriram a caixa ao mesmo tempo, e ambas chegaram a esse donut ao mesmo tempo. Ava só acabou por chegar primeiro. “Me dê o donut, Ava,” ele ordena, e eu olho para cima a tempo de vê-lo segurar sua mão para fora e ela colocar ele na sua palma virada para cima. “Papai,” Lillian sussurra em horror, enquanto ele empurra a coisa toda em sua boca e a engole sem realmente mastigas. “Agora isso se foi. Escolha outro, parem de discutir, e vão assistir TV,” ele ordena, e eu seguro uma risada, porque ele é seriamente engraçado quando ele está tentando ser duro. Algo que ele não é muito bom pra começar com seus bebês. “Precisa de um pouco de leite, querido?” eu pergunto, e seus olhos vêm para mim e se estreitam. “O que? Só perguntando.” Eu mordo meu lábio, e seus olhos caem para a minha boca então descem para nosso filho que está atado no meu peito, onde ele está aproveitando seu café da manhã de Sábado. Quando seus olhos se encontram com os meus de novo, eu vejo frustração lá. Então de novo, ele não transou por mais de seis 57

No original um pé e meio


semanas. Eu só recebi uma palavra do medico que o selo poderia ser quebrado um par de dias atrás, mas com as meninas e um novo pequeno, nós não tivemos uma chance, então ele não é o único que está frustrado. “Você comeu?” ele questiona, e eu balanço minha cabeça. “Anjo, você precisa comer.” Ele vem para mim, pegando Alistair quando eu o levanto do meu peito, então dobra-se para me beijar. Ouvindo a campainha tocar, ele se inclina para olhar para mim, ordenando, “Coma alguma coisa. Eu atendo a porta.” Beijando minha testa, ele carrega Alistair em direção a porta da frente, acariciando suas costas. Eu ouço a porta abrir, e então ouço o som do meu pai e da minha mãe cumprimentar Harlen. Meu rosto se suaviza quando meu pai diz algo que faz Harlen rir enquanto as meninas correm através da casa—uma casa que nós compramos depois que Lillian nasceu—ambas gritando por sua vó e vô. Ouvindo tudo isso, eu sorrio para mim mesma, levanto, e ando para a cozinha para me fazer algo para comer. *** “Querido,” eu gemo contra a orelha de Harlen oito horas depois, e os dedos que estavam brincando preguiçosamente entre minhas pernas aceleram. “Não acorde as crianças,” ele ordena bruscamente, e eu mordo eu lábio. “Eu preciso de você.” “Você me terá.” Seu polegar rola sobre meu clitóris, e minhas costas arqueia fora da cama, enviando seus dedos mais fundo. “Deus, tão fodidamente apertada, e tão malditamente molhada. Eu senti falta disso,” ele diz, ainda brincando comigo. Aperto meus olhos fechados então desloco rapidamente, rolando ele para suas costas, montando sua cintura, e empalando a mim mesma em seu pau. “Eu senti falta disso,” eu digo a ele, montando ele forte enquanto uma de suas mãos envolve meu quadril, a outra agarrando meu peito. “Porra,” ele geme, e eu olho para ele, seus olhos encontrando os meus. “Eu amo você.” “Eu amo você também, Anjo.” Ele levanta os quadris para o meu então senta, capturando meu peito com sua boca e puxando meu mamilo


profundamente, enviando uma onda de choque de prazer através de mim. “Dê isso para mim.” “Sim,” eu arquejo enquanto começo a gozar, indo através da borda e puxando ele junto comigo quando eu sinto ele pulsar dentro de mim. Caindo contra seu peito, respirando pesadamente, eu tremo enquanto suas mãos deslizam para cima e para baixo nas minhas costas. “Isso foi muito rápido. Me dê vinte minutos e vamos tentar isso novamente,” ele diz, e eu dou risada, escondendo meu rosto em seu pescoço então fecho meus olhos quando eu ouço Alistair acordar através do monitor de bebê. “Eu vou pegá-lo,” ele diz, beijando meus lábios então minha testa antes de puxar para fora de mim e rolar fora da cama. Ele coloca um par de calças de pijamas e deixa o quarto. Observando ele sair, eu sei sem uma dúvida que algumas das mais lindas coisas na vida são coisas que você não planeja, e minha incrível família é a prova disso. Until Cobi chegando até o final de 2018


Reconhecimentos Primeiro eu tenho que agradecer a Deus, porque sem ele nada disso seria possível. Em segundo lugar, quero agradecer ao meu marido. Eu amo você agora e sempre—obrigada por acreditar em mim mesmo quando eu não acreditava em mim mesma. Ao meu lindo filho, você trouxe tanta alegria em minha vida, e eu sou tão honrada em ser sua mãe. A cada blog e leitor, obrigada por tirar tempo para ler e compartilhar meus livros. Nunca haveria tinta suficiente no mundo para reconhecer todos vocês, mas vou sempre ser grato a todos e cada um de vocês. Comecei esta jornada de escrita depois de me apaixonar por ler, como milhares de autores antes de mim. Eu queria dar às pessoas um lugar para escapar onde as histórias eram engraçadas, doce, e quente e deixam você se sentindo bem. Adorei compartilhar minhas histórias com vocês todos, amei que ajudei as pessoas a escaparem do mundo real, mesmo por um momento. Comecei a escrever para mim e continuarei escrevendo para você. XOXO Aurora


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About the Author Aurora Rose Reynolds é autora bestselling do New York Times e USA Today cuja série extremamente popular inclui Until, Until Him, Until Her, e Underground Kings. Sua carreira de escritora começou em uma tentativa de obter os escandalosamente homens alfa que residiam em sua cabeça para deixá-la sozinha e floresceu em uma oportunidade de compartilhar suas histórias com leitores em todo o mundo. Para mais informações sobre os últimos lançamentos de Reynoldsv ou se conectar com ela, contate ela no Facebook Twitter E-mail Para encomendar livros autografados e descobrir as últimas notícias, visite ela em AuroraRoseReynolds.com ou Goodreads

Profile for Jessica Rosa

Until Harmony - Aurora Rose Reynolds (Revisado)  

Until Harmony - Aurora Rose Reynolds (Revisado)  

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