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í Grady Já faz três longos anos desde que eu estive em casa. Três anos culpando meu trabalho no hospital, às onze horas de carro e uma série de outras ‘razões’ por eu não poder voltar para casa. Três anos agindo como se o pau balançando entre as minhas pernas fosse, na verdade, uma boceta, quando na verdade só existe uma razão. Collins Ward. A irmã mais nova do meu melhor amigo. Três anos atrás, cheguei em casa para passar uma semana logo após o término do meu primeiro ano da faculdade de medicina. Eu deveria ficar em casa por sete dias inteiros antes de voltar para o meu apartamento e trabalhar meio período no transporte de pacientes do Duke Medical Center. Ao invés disso, três dias depois, fui para casa, alegando que precisavam de mim no trabalho. Eu falei o quão importante era trabalhar com o transporte de pacientes sendo um estudante de medicina e tudo mais. Eu contei uma boa história, pois meus pais deixaram passar. O que eu não contei a eles foi que eu cruzei a linha. Eu não disse a eles que na noite anterior a razão de eu não voltar para casa foi porque eu estava com ela. Porque eu não conseguia me afastar dela; Eu não pude resistir a ela. Em vez disso, nós dois caímos em


tentação. Eu sabia que enquanto Collins crescia, ela tinha uma queda por mim. É como um rito de passagem, a irmã mais nova se apaixonar pelo melhor amigo do irmão mais velho. Collins sempre foi apenas a irmã mais nova de Caleb, quatro anos mais nova que eu. Alta e magra, ela era fofa, mas não havia nada que chamasse a atenção. Naquela noite, as coisas mudaram. Fazia alguns anos desde que eu a vi. Entre sair com Caleb, nossos amigos, Alec e Bryce e meus pais durante minhas viagens para casa, sentimos a falta um do outro. O pensamento nunca passou pela minha cabeça quando eu estava em casa. Eu nunca pensei: porra eu preciso ir ver Collins. Caleb, às vezes, fazia alguns comentários sobe ela nas nossas conversas, um cara que ela estava vendo que ele não gostava ou como ele ficou feliz por ela ter entrado na faculdade que era mais perto de casa. Eu escutei, ela é irmã dele afinal de contas, mas não sentia nada. Não até aquele dia há três anos. Naquele dia, quando eu coloquei os olhos nela pela primeira vez em dois anos, senti tudo. Meu coração palpitava no meu peito, minhas palmas estavam suadas e meus olhos estavam fixos nela. Não vamos esquecer de mencionar como meu pau a saudou. Naquele dia foi quando percebi que Collins não era mais apenas a irmã mais nova de Caleb. Ela era uma mulher linda, sexy como pecado, que eu não conseguia tirar os olhos, não importava o quanto eu tentasse. O resultado final foi a minha boca em cada centímetro de sua pele e um monte de culpa. Quando chegou a hora de escolher uma residência, eu sabia que voltar para casa era a única opção. Agora, aqui estou eu, três


longos anos depois, e é como se a história se repetisse e parece que não consigo tirar meus olhos dela. Felizmente para mim, Caleb está muito preocupado com sua nova noiva, Emily, para notar. O resto dos nossos amigos já estão sentindo os efeitos do álcool e não estão prestando atenção em mim. Então aqui estou eu, como há três anos no canto da sala. Desta vez, estou em um bar lotado, bebendo sozinho e observando todos os movimentos de Collins. Estou perfeitamente contente, bebericando minha cerveja e apreciando a vista diante de mim. Até que ela se vira e me pega observando-a, o contentamento se vai e o pavor preenche seu lugar. Eu vejo como ela diz a Tabby, sua melhor amiga, algo e então segue em frente. Rapidamente, eu tomo a cerveja quente que estou bebericando, precisando de toda a coragem líquida que eu possa conseguir. —Grady. —Sua voz doce me envolve. —Bom te ver, Collins. —Eu respondo, tentando como o inferno manter o meu medo oculto para que ela não perceba. No interior, meu intestino está se agitando. Eu odeio a forma como as coisas ficaram mal resolvidas entre nós. Não importava o que estivesse acontecendo em minha vida nos últimos três anos, ela nunca saiu da minha cabeça. —É isso? Ela está chateada, com razão. —Sim, você está linda. Eu deixo as palavras caírem livres, sabendo que isso só vai irritá-la ainda mais.


—Certo. —Ela ri sem graça. —Eu lembro de você me dizendo exatamente isso. Engraçado como eu acreditei em você naquele dia. Eu não sou mais tão ingênua. Ela não acredita em mim. Eu prendo meu olhar com o dela, deixando-a saber que estou sendo honesto. —Eu quis dizer isso antes e eu quero dizer agora. —É por isso que você foi embora? —Ela pergunta, sem tirar os olhos dos meus. —Não. —Olha, esta é a primeira vez que nos vemos desde aquela noite. Eu sei que você está de volta, então eu só queria colocar tudo em pratos limpos. Aquela noite nunca aconteceu. Com um aceno enjoado de cabeça, ela se vira para ir embora, mas eu me levanto e vou atrás dela, alcançando-a. Eu pego seu cotovelo e ela gira para me encarar. —Me deixe ir. Ela tenta tirar o braço do meu aperto, mas eu seguro mais forte. —Não. —Eu digo, minha voz baixa. —Grady. —Diz ela com um suspiro. —Eu não vou fazer isso. Eu dou a ela um olhar suplicante. —O quê? Você não quer que eu te odeie? Tudo bem, eu não te odeio. Eu não direi a Caleb.


Inferno, eu guardei para mim mesma esse tempo todo. Eu não vou estragar a sua amizade com ele. Agora me deixe ir. Ela puxa novamente, mas eu seguro firme apertando seu braço. Não forte o bastante para machucá-la, mas apertado o suficiente para mantê-la perto. —Aconteceu. —eu digo com os dentes cerrados. —Confie em mim, eu lembro. —ela responde, raiva entrelaçando sua voz. —Eu também lembro de acordar sozinha. Eu não quero nada mais do que apagar aquela noite da minha memória e fingir que isso nunca aconteceu. Isso é o que eu pretendo fazer. Isso é o ponto final, Grady. Você deveria fazer o mesmo. Não dando a mínima para quem está por perto, eu a seguro contra a parede, apoiando meus braços em ambos os lados de sua cabeça, encaixando-a entre as palmas de minhas mãos. O doce cheiro de lavanda e algo exclusivamente de Collins me envolve. Eu não posso deixar de fechar meus olhos e sentir seu cheiro, muito tempo se passou. Três longos anos sem ela ajuda a colocar as coisas em uma perspectiva diferente. Claro, seria uma droga perder meu melhor amigo, mas perdê-la não é mais uma opção. Eu vou lutar por ela, por nós dois. —Grady. —ela respira. Embora não seja para ser, meu nome é um apelo em seus lábios. Ela quer isso tanto quanto eu, mas ela está lutando contra. Eu posso sentir isso saindo dela em ondas. Meus olhos se abrem para vê-la me observando.


—Eu não posso fazer isso, Collins. Eu não vou fazer isso. —Eu digo com firmeza. —Por favor. —Ela sussurra. Abaixando, eu coloco meus lábios ao lado de sua orelha. —De jeito nenhum eu poderia esquecer você ou aquela noite. Ela respira fundo quando coloco meus lábios logo abaixo de sua orelha. Erguendo a cabeça, vejo que a respiração dela está acelerada e isso me diz tudo que preciso saber. A vontade dela me ver longe é exatamente a mesma que a minha. —Alguém vai nos ver e então nós dois teremos que dar muitas explicações. —sua voz está ofegante e seus olhos estão fechados. Ela não é tão indiferente quanto gostaria que eu acreditasse. —Foda-se isso. Somos ambos adultos. Nós não temos que explicar nada para ninguém. Seus olhos se abrem. —Então você vai contar a Caleb o que aconteceu entre nós? Você vai dizer a ele como você fugiu enquanto eu estava dormindo? Você está disposto a perder seu melhor amigo desde o nascimento por causa daquela noite? —Se é isso que preciso fazer? Digo a ela honestamente. Já faz três anos e eu não consigo tirar aquela noite da minha cabeça. Simplesmente não consigo tirá-la da minha cabeça. No começo, eu achava que era culpa, mas sempre que eu pensava em namorar, Collins estava sempre no centro dos


meus pensamentos. E hoje minha reação ao vê-la pela primeira vez desde a noite em que a deixei sozinha na cama. Não posso ignorar isso, seja qual for essa conexão e esquecer aquela noite, não é uma opção. —Não. —diz ela, sua voz em pânico. —Isso não resolve nada. Foi um erro que não será repetido, então por que arruinar uma amizade de uma vida por uma noite? —Isso é tudo que eu fui para você? Uma noite? Algo pisca em seus olhos, mas se foi antes que eu possa descobrir o que é. —Foi anos atrás, Grady. Vamos apenas concordar em ser cordiais e esquecer que aconteceu. —Você não ouviu o que eu acabei de dizer? Eu não posso esquecer. —Você vai ter que esquecer. —diz ela, inclinando-se na ponta dos pés e beijando minha bochecha. Estou tão chocado com o ato, pela sensação de seus lábios contra a minha pele, que ela foi capaz de se abaixar sob o meu braço e sair correndo. Eu poderia tê-la parado, mas ela precisa de tempo. Virando, eu descanso minhas costas contra a parede e a vejo ir. Eu vou deixar ela ter esta noite. Ela pode correr e fingir que o que aconteceu entre nós é uma invenção da sua imaginação. Vê-la novamente trouxe todos os sentimentos de volta e de jeito nenhum eu vou deixar isso passar sem uma briga.


í Collins Minhas pernas parecem gelatina e eu sinto que elas não irão me segurar, me fazendo cair direto no chão. Concentro toda a minha atenção em cada passo que me leva mais e mais para longe dele. Quando eu finalmente cheguei à mesa, eu caí no meu lugar e exalei a respiração que estava segurando. —O que se passa contigo? —Tabby pergunta. —Nada. Eu preciso de outra bebida. —Eu pensei que você tivesse ido pegar outra bebida? Merda. —Eu fui ao banheiro em vez disso. —Eu minto, e sei que vou me arrepender porque agora que eu mencionei o banheiro, minha bexiga está gritando para eu ficar aliviada. Minha melhor amiga me dá um olhar que me diz que ela sabe que eu estou mentindo. —Mesmo? Eu poderia jurar que vi você falando com Grady. Ela se senta na cadeira e cruza os braços sobre o peito, levantando uma sobrancelha. Nós duas sabemos que fui pega. —Eu poderia ter corrido para ele. —eu confesso.


—Uh-huh, e o que aconteceu? —Nada. Eu disse ‘olá’. Ele disse ‘olá’ e agora estou de volta. Tabby não sabe o que aconteceu naquela noite. Ela sabe que minha paixão se transformou em algo mais, algo totalmente diferente do que apenas uma paixão, mas é isso. Eu nunca contei a ninguém. Quando acordei, e ele tinha ido embora, eu sabia que seria assim. A fantasia de senti-lo sobre mim do jeito que eu sempre quis foi quebrada. Eu não via o porquê contar a alguém a tola que eu fui. Eu estava tão cega por suas palavras, a atração e a saudade que tive dele durante anos, que deixei tudo isso obscurecer meu julgamento. Eu não vou cometer o mesmo erro duas vezes. —Eu vou deixar isso passar, mas não pense que eu não sei que algo aconteceu. Seu rosto está vermelho e você parecia um cervo recém-nascido tremendo as pernas no caminho de volta para a mesa. Eu sei que já faz um tempo desde que você o viu. A visão dele de perto te deixou muito balançada? —Ela ri. Se ela soubesse. – Há, ha. Já faz três anos e não, o álcool está fazendo efeito. Eu não comi muito hoje. Seus olhos suavizam. —Eu não sei como você faz isso, trabalhando no prontosocorro.


—Eu gosto de ajudar pessoas. Claro, há momentos em que o trabalho me derruba, mas no final do dia, as recompensas superam as quedas. —Vá, eu vou te deixar ir ao banheiro. —ela sorri. —Eu vou pedir algumas asas para comermos enquanto você vai ao banheiro. —Como você sabia? —Seus joelhos estão saltando para cima e para baixo tão rápido que você está sacudindo a mesa. Vá. Ela me acena com a cabeça e eu não preciso ser mandada duas vezes. Eu fico em pé e indo direto para o banheiro. Eu não olho em volta, em vez disso, mantenho meus olhos focados para frente. Eu não posso cair em seu feitiço. De novo não. Depois de ir ao banheiro, volto para a mesa com a mesma evasão de antes. De cabeça baixa, sem contato visual. Para minha surpresa, quando chego à nossa mesa, temos convidados. Meu irmão e sua noiva, Emily, se juntaram a nós e, apenas para a minha sorte, Grady e Alec estão com eles também. —Ei. —eu me inclino e dou um abraço em Emily. —Você recebeu o e-mail que eu enviei sobre os vestidos? — Emily pergunta. Eles estão noivos há menos de um mês e ela já está no modo de planejamento de casamento completo. —Eu recebi e eu os amo. Você que escolheu? —Sim, fui eu. E todos concordam.


—Estou tão animada por você. —eu digo, dando-lhe outro abraço. —Obrigada. Você conseguiu tempo livre? -Sim, eu dei um jeito. Ainda não consigo acreditar que você está planejando um casamento para daqui a três meses. Ela afasta minha preocupação. —Não é nada. Está tudo se encaixando e Caleb quer que isso aconteça antes de começar em seu novo trabalho. Meu irmão é advogado. Ele conseguiu um emprego em uma grande firma de advocacia aqui em Indianápolis. Ele assinou um contrato pra começar a trabalhar depois de passar na ordem, que vai ser no final de agosto. O casamento é no final de julho, apenas dois meses de distância. Eu estava feliz por ele quando ele nos disse, mas preocupada com o seu trabalho se ele não passasse no exame. Sempre convencido, ele me garantiu que depois de todos os seus anos na faculdade de direito, ele poderia passar dormindo. —Faz sentido. —Tabby entra. —Assim você pode ter sua lua de mel. Tenho certeza que sendo o mais novo advogado, ele não vai conseguir muito tempo livre no primeiro ano. —Jesus, não é prisão. —Caleb ri. —Eu recebo férias e feriados, mas eu quero algum tempo com minha esposa, só nós dois antes de começar a trabalhar longas horas novamente. Ela está comigo durante toda a faculdade de direito. Quero dar a ela esse tempo, mas quero que seja como minha esposa.


Eu posso sentir os olhos de Grady me perfurando, mas continuo fingindo que ele não está a poucos metros de distância. —Há algo que eu possa ajudar? —eu pergunto a minha futura cunhada. —Não no momento, mas não se preocupe. Eu te ligo se precisar de você. —Pode me chamar também. —Tabby concorda. —Ficarei feliz em ajudar. —Tabby e eu somos colegas de quarto, então é provável que ela acabe me ajudando de qualquer maneira. —Então, Grady, quanto tempo você ficará na cidade? —Tabby pergunta. —Eu tenho um mês antes do meu programa de residência começar. —Quem teria pensado que vocês dois acabariam sendo um médico e o outro advogado. —Diz Bryce. —Não eu. —diz Alec. —Foda-se. —Caleb sorri, tomando um gole de sua cerveja. Isso me lembra que eu definitivamente preciso de outra bebida. —Vocês, senhoras, não estão bebendo esta noite? —Bryce pergunta, jogando o braço por cima do meu ombro. —Nós estamos bebendo. Estávamos apenas dando uma volta. —Como vocês vão para casa? —Caleb pergunta imediatamente, percebendo que ambas estamos bebendo.


—Já ouviu falar dessas coisas… elas geralmente são amarelas brilhantes, com as letras T.A.X.I. escritas na lateral? Eles realmente te buscam e te levam a qualquer lugar que você queira ir. Você só tem que pagar uma pequena taxa. —eu brinco com meu irmão mais velho. —Ha, ha. Você já ouviu falar de duas lindas meninas bêbadas em um táxi sozinhas à noite? Não é um bom resultado. —Você leu muitos arquivos de casos, garoto advogado. —eu provoco. —Só tome cuidado, sim? —Tudo bem. —eu murmuro. —Você cortou meu barato de qualquer maneira. —Eu olho para Tabby. —Você está pronta para sair? Ela me olha, sabendo que há mais do que apenas a discussão com Caleb. Ele e eu discutimos o tempo todo; ele está apenas sendo meu irmão mais velho protetor. Isso nunca me fez querer ir para casa mais cedo. Minha melhor amiga sabe disso e eu sei que ela vai querer respostas assim que entrarmos no táxi e voltarmos para o nosso apartamento. Eu tenho a corrida de táxi até em casa para decidir o que ou quanto dizer a ela. Eu não tenho o hábito de esconder as coisas da minha melhor amiga, mas isso... acabou antes de começar, não existe nenhum motivo para dar detalhes quando ele agiu como se nunca tivesse acontecido.


í Grady —Eu posso te levar. —eu corro para oferecer. Qualquer momento com ela é um bônus. Talvez eu consiga que ela fale comigo. —Eu tomei uma cerveja a noite toda. Não adianta desperdiçar dinheiro em um táxi quando posso levá-la. —Tenho certeza de que você tem coisas melhores para fazer. —Collins responde. Seu tom de voz me diz que ela não está impressionada com a minha generosidade. —Não, na verdade, não tenho. Cheguei hoje, estou bem cansado da viagem. —Você vai ficar na casa dos seus pais? —Caleb pergunta. —Sim. —Perfeito. Estas duas vivem a cerca de três quilômetros dali, no Complexo de Apartamentos Sunny Glen. Eu a observo enquanto ela dá a seu irmão um olhar mortal. Sim, ela não está impressionada. —Melhor ainda. —eu vou em direção a ela e coloco minha mão na parte baixa de suas costas. —Pronta para ir? —estou tentando de tudo —Eu estou apenas sendo um cara legal. – embora, a verdade é que meu corpo cantarola com a sensação de


seu calor contra a palma da minha mão. Já faz muito tempo que eu estive tão perto dela. Só em meus sonhos. Dando um passo para o lado e longe de mim, eu sou agora o único a receber seu olhar de morte. —Tudo bem. —ela murmura, pegando seu telefone da mesa e indo em direção à porta da frente. —Que bicho mordeu ela, porra? —Caleb pergunta a Tabby. —Caleb —Emily bate em seu braço, repreendendo-o. —O quê? Ela está sendo uma cadela sem motivo. Grady, deixea pegar um táxi para não ter que lidar com a grosseria dela. —ele me diz. —Eu entendo. —eu digo, em seguida, olho para Tabby. Ela está me estudando. —Está pronta? —Sim. —Pegando sua bebida, algo rosa, ela abaixa e se vira para a porta. Com um rápido aceno para meus amigos, eu sigo atrás dela. Eu encontro as duas de pé ao lado do meu antigo Toyota 4Runner1. Eu clico na fechadura e vejo quando Collins se apressa para subir no banco de trás, deixando a frente aberta para Tabby. Assim que estou no carro com a porta fechada, o cheiro dela me invade. Lavanda. Já faz muito tempo desde que a vi, mas toda vez que sinto esse cheiro, penso nela, na noite em que ficamos juntos. —Então, quanto tempo você vive em Sunny Glen? —eu não pergunto a ninguém em particular. Olhando no espelho retrovisor, 1

SUV DA fabricante Toyota.


vejo Collins com os braços cruzados sobre o peito e olhando pela janela. Tabby olha por cima do ombro para Collins antes de se virar para olhar para mim. —Cerca de três anos. Nós duas nos formaremos na curso de enfermagem na semana que vem. BSN2. — ela diz animadamente. —Bom para você. Vocês duas. —eu digo, olhando no espelho novamente. Collins ainda está apenas olhando pela janela, observando a noite passar por nós. —Eu não sabia que vocês duas estavam cursando enfermagem. — eu admito. A culpa é minha. Eu deveria ter prestado mais atenção quando meus pais ou Caleb falavam dela. Eu simplesmente não consegui. Eu não queria ouvir sobre quem ela estava namorando ou pior, noiva. Em vez disso, eu os bloqueei e pulei a conversa completamente. Se eles entenderam, nunca disseram nada. Tabby olha por cima do ombro novamente, depois se vira para trás. —Sim, nós duas fomos para a Universidade de Indianápolis, juntas durante toda a faculdade. Nós nos mudamos para o nosso atual apartamento logo após terminarmos o nosso primeiro ano. Nenhuma de nós estava feliz morando no dormitório da faculdade. —Sim, eu fiz o mesmo. Ajudou que meus dois colegas de quarto também eram estudantes de medicina. Nós não precisávamos nos preocupar com festas violentas quando precisávamos estudar de verdade.

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A BSN concentra seus cuidados em tratamentos de feridas e doenças vasculares, linfologia e ortopedia não invasivas.


—O quê? Sem festas violentas para o infame Grady Carmichael? —ela coloca a mão contra o peito como se o choque fosse demais para ela. —Estudei na Duke, tanto na graduação quanto na pós, em medicina. Graduação, houveram algumas, e por algumas, quero dizer, literalmente, talvez três ou quatro. Eu tive que ficar focado. A Duke Med School3 não é brincadeira e eu tive que manter minhas notas. Então a escola de medicina era uma merda, não havia tempo para festas. Qualquer tempo livre que tive foi gasto dormindo. —Então, o que vai fazer? Você é médico agora? —ela pergunta. —Sim, Grady Carmichael, MD4 ao seu serviço. —eu rio. —No entanto, eu ainda tenho que completar minha residência antes de exercer Medicina. —Droga, isso é puxado. Quanto tempo dura a residência? —De três á sete anos, dependendo da minha especialidade e se eu for para uma irmandade. —Você vai? —ela pergunta. —Não, esse não é o plano. Pelo menos não agora. Três anos de residência e estou pronto para ir. —eu posso dizer que ela quer perguntar mais, mas eu entro no complexo de apartamento delas. —Qual bloco é o seu? 3

Duke Med School: Escola de Medicina da Universidade de Duke. Umas das universidades mais importantes do mundo em pesquisas biomédicas. Localizada em Durham Carolina do Norte. 4

Doutor em Medicina


—Aquele no final. – Tabby aponta pela janela da frente no final do lote. Depois de puxar o meu SUV para um espaço, eu desligo o motor e pulo para fora. —O que você está fazendo? —Collins pergunta. É a primeira vez que ela fala desde que saiu do bar. —Andando até a sua porta. —Nós podemos fazer isso sozinhas. —diz ela, batendo a porta e indo em direção ao prédio. Tabby encolhe os ombros em confusão e a segue. Não deixando a atitude dela me parar, eu sigo atrás delas. Collins para na porta e se vira para mim. —Sério, Grady? —ela põe as mãos nos quadris. —Hum, eu acho que vou entrar. Obrigada pelo passeio, Dr. Carmichael. —Tabby sorri e acena antes de desaparecer atrás da porta. O longo cabelo escuro de Collins está cobrindo aqueles grandes olhos azuis, os mesmos que eu vejo toda vez que fecho os meus. Quando eu levanto minha mão e gentilmente coloco o fio solto atrás da orelha, ela respira fundo. —Eu só estou cuidando de você, me certificando que você entre em segurança. —eu digo baixinho. —Oh, sim? —Ela engole em seco. —Onde você estava há três anos, Grady? Hã? Onde você estava depois que eu me entreguei a você, quando você desapareceu no meio da noite? Onde você estava? —ela pergunta, sua voz se quebrando.


—Co... —Não. Ela dá um passo para trás até suas costas baterem na porta do apartamento. —Eu não preciso de suas desculpas. Se você estivesse preocupado, se você se importasse, você não teria me abandonado lá. Lágrimas brilham em seus olhos. —Não há nada na vida que eu me arrependa mais do que ter te deixado naquela noite. —Você com certeza tem uma maneira engraçada de mostrar isso. —ela se vira, abre a porta e a fecha rapidamente. Eu não tento impedi-la. A dor nos olhos dela, as lágrimas que ameaçam cair faz meu estômago embrulhar. Eu estraguei tudo, eu sei disso, ela sabe disso. No entanto, o que ela não sabe é que não há ninguém para mim além dela. Eu só preciso descobrir um plano para provar isso a ela. Para mostrar a ela como sinto muito. Eu sei que cometi um erro, mas se ela me der outra chance, posso provar que ela é a única para mim. É assim desde aquela noite há três anos.


í Collins Em segurança dentro do meu apartamento, fecho os olhos e encosto na porta. Grady Carmichael está de volta à cidade depois de todos esses anos e eu pensei que estivesse pronta para isso. Eu pensei que estivesse pronta para vê-lo. Eu me convenci de que poderia agir como se nada tivesse acontecido entre nós. Um olhar e essa teoria foi soprada para fora da água. Ele ainda é sexy como o inferno. Alto, com uma constituição esbelta, e conheço os picos e vales dos músculos que ficam logo abaixo de sua camisa justa. Pelo que parece, ele está ainda mais definido agora. Seu cabelo castanho desgrenhado, aqueles olhos verdes e sua sombra de barba de cinco horas embrulham o pacote sexy que é apenas ele. Grady porra Carmichael está de volta, e eu estou uma bagunça. —Foi ele, não foi? —Tabby pergunta. Lentamente abro os olhos e a vejo sentada no sofá me observando. Eu nunca admiti para ninguém o que aconteceu naquela noite com Grady e eu. Eu contei a Tabby que havia um cara, mas eu disse a ela que ele não valia a pena nomear, já que ele fugiu de mim enquanto eu dormia. Ela não me pressionou por detalhes, algo que eu amo em minha melhor amiga. Ela sabe quando e quais botões apertar para tirar de mim o que ela quer


saber e tenho certeza de que ela poderia dizer que os detalhes daquela noite não estavam na minha lista de ‘tópicos quentes para discussão’. Eu não consigo formar as palavras, então eu aceno. Ela dá um tapinha na almofada do sofá ao lado dela. —Venha se sentar. Um pé na frente do outro, eu faço o meu caminho para o sofá e me coloco ao lado dela. —Me desculpe, eu nunca te disse quem era. —Você não precisa se desculpar. Esse segredo é seu para compartilhar, só se for confortável. Eu sei o que aconteceu. Você sabia que, se precisasse conversar, eu estaria pronta para ouvir, pelo menos eu espero que você saiba disso. Eu concordo. —Sim, eu só não queria admitir que era ele. Eu o persegui por anos e naquela noite... ele me fez sentir especial, como se o tempo todo ele também sentisse algo. Fiquei humilhada por saber que eu fui apenas uma noite de diversão para ele. —Você não tem nada que se sentir humilhada. —É mais fácil falar do que fazer. Você tenta dar sua virgindade ao melhor amigo do seu irmão mais velho e o vê sair da cama como um ladrão durante a noite. Eu mandei uma mensagem para ele, sabe. Perguntei a ele o que fiz de errado, mas ele nunca respondeu. Eu me culpei. Eu era inexperiente e toda uma lista de outras razões e emoções que eu prefiro não falar.


—Você provavelmente não quer ouvir isso, mas ele não olha para você como um homem que estivesse desapontado. —ela me cutuca com o cotovelo, tentando aliviar o clima. —Foi mais fácil manter isso para mim mesmo. Eu nunca quero que Caleb descubra. Por que ele ficará chateado comigo e com Grady e só por uma vez? Ela se encolhe. —Sim, Caleb ficaria chateado, com certeza. —Eu estava disposta a arriscar, sabe? Estar com ele. Eu achei que ele também se sentia assim. Eu estava errada. Doeu e agora eu superei. Bem, pelo menos até onde é possível. Eu não posso ser amiga dele ou qualquer outra coisa que ele tenha em mente. Pelo menos, ainda não. —Talvez um dia, quando você estiver pronta. —diz ela suavemente. Tabby sabe o quão grande minha paixão era por ele. No primeiro ano, eu poderia não ter lhe contado todos os detalhes, mas contei a ela sobre o melhor amigo do meu irmão mais velho que eu sempre tive uma queda. Inferno, se eu for honesta, ainda sinto isso, mas a raiva ofusca o sentimento. Ainda posso sentir a dor de acordar sozinha, procurando por ele, apenas para descobrir que ele e suas roupas tinham desaparecido. Eu liguei e mandei uma mensagem para ele sem resposta. Mais tarde naquele dia, descobri que ele tinha voltado para a faculdade, aceitando o chamado do trabalho e que precisavam dele. Eu nunca engoli essa desculpa. Em minhas mensagens, implorei a ele que voltasse para casa no Natal para que pudéssemos conversar. Minhas mensagens ficaram sem resposta e ele nunca apareceu no Natal. Isso foi resposta suficiente


para mim. Eu era uma aventura. Minha primeira vez, destinada a ser especial, foi para sempre manchada pela sensação de ser jogada de lado. Mesmo que ele não me quisesse, eu pensei que, como nossas famílias são próximas, como ele é o melhor amigo do meu irmão, ele teria pelo menos me decepcionado menos. Não. Em vez disso, ele desapareceu e esta noite foi a primeira vez em três anos que eu coloquei os olhos nele. —Talvez. —eu digo, não me comprometendo. Eu não sei se posso ser amiga dele. Eu gostaria de pensar que posso perdoar e esquecer, mas meu coração simplesmente não está de acordo com essa ideia ainda. –Acho que chega por hoje. Obrigada por ouvir, e sei que você não vai, mas, por favor, não diga nada. —Nunca. —diz ela inflexivelmente. —Descanse um pouco. Eu a abraço com força, grata por tê-la em minha vida. Eu poderia ter mantido a identidade dele escondida de Tabby, mas não porque não confiava nela. Eu só… queria mantê-lo para mim mesma. Eu tinha uma pequena parte dele, mesmo que ele me descartasse. Eu queria esse pequeno pedaço. Por não mencionar, eu fui capaz de evitar o embaraço. No meu quarto, fecho a porta e caio de cara na cama. Eu quero esquecer que esse dia aconteceu. Esquecer como ele está mais maduro, mais definido. Eu quero esquecer o cheiro almiscarado e único de Grady. Eu quero que meu coração esqueça que o deseja. Um dia, vou superá-lo. Um dia. Meu telefone toca com uma mensagem, rolando, eu tiro meu celular do bolso de trás e destravo a tela. Meu peito arfa ao ver o


nome dele. Eu penso em não abrir, mas eu adoro sofrer, então eu faço isso de qualquer maneira.

Grady: Boa noite, Collins.

É isso aí. Duas pequenas palavras que estão três anos atrasadas. Por que é tão fácil para ele me mandar uma mensagem agora? Onde estava essa mensagem, essa confiança dele há três anos? Por que diabos meu coração bate um pouco mais rápido sabendo que ele estava pensando em mim? Eu deveria estar superando ele. Quero enviar uma mensagem de texto e fazer essas perguntas, mas depois penso nas minhas mensagens e ligações que ficaram sem resposta. Ele não merece uma resposta. Eu deveria ter apagado o número dele anos atrás, mas por alguma razão, eu simplesmente não consegui fazer isso. Pelo menos eu não ficarei acordada a noite toda imaginando de quem é a mensagem. Eu teria mais do que provavelmente respondido perguntando quem era, abrindo uma linha de conversa que não estou disposta a começar. Acontece que não excluí-lo era uma coisa boa. Jogando meu telefone na mesinha de cabeceira, em seguida, pegando algumas roupas, eu vou para o banheiro e tomo um banho quente para lavar o dia e me preparar para dormir.


O som do meu celular me alertando para uma mensagem de texto me tira do meu sono. Olhando para o relógio, vejo que é um pouco depois das oito. Quem diabos está me mandando mensagens assim cedo, ainda no domingo? Este é o meu, —relaxe e não faça nada que não queira— dia. Alcançando meu telefone, eu destravo a tela e abro minhas mensagens. Eu tenho que piscar duas vezes para me certificar de que não estou imaginando coisas. É outra mensagem do Grady.

Grady: Bom dia. Linda.

Mas. Que. Porra? Eu gostaria de saber qual era o seu jogo, afinal. Por que, de repente, ele é o Sr. Bonzinho e está tentando me animar? O tempo para isso passou. E ontem à noite, fiquei acordada mais tempo do que gostaria de admitir, desmembrando peça por peça das suas ações. Suas palavras: ‘Não há nada na vida que eu me arrependa mais do que deixar você naquela noite’, dando um nó na minha cabeça até o sono chegar. Não importa como eu vou aceitar isso, ainda assim não justifica suas ações. Nada disso faz algum sentido para mim. Ele está perdendo seu tempo. Nunca haverá nada entre nós. Não mais.


í Grady Se eu olhei para o meu telefone uma vez hoje, eu olhei para ele mil vezes. É tolice pensar que ela responderá depois de todos esses anos, especialmente depois do que aconteceu e como as coisas terminaram. Isso é comigo e eu sei disso. Estou tentando consertar, mas ela não está aceitando. Com certeza, eu entendo que preciso fazer mais do que apenas enviar-lhe algumas mensagens de texto para provar a ela que sinto muito. Que eu estava errado e quero ela. Tudo dela. Naquela noite, havia centenas de cenários se passando na minha cabeça. Em primeiro lugar, nada nunca me fez sentir o que senti estando com ela. Foi a primeira vez dela. O conhecimento me abalou. Eu deveria ter parado nesse momento, mas eu tinha ido longe demais. Eu precisava dela. Eu ainda preciso. Então havia o fato de que ela é a irmã mais nova do meu melhor amigo. Eu sabia que Caleb ficaria chateado, mas eu não pude resistir a ela. Outro fator enorme, eu estava na faculdade de medicina, mais de doze horas de distância. Eu sabia que conseguir vê-la seria esporádico, na melhor das hipóteses, e que meu tempo não era meu. Pertencia à Faculdade de Medicina da Universidade de Duke. Ela merecia mais do que um relacionamento de longa distância, então deixei meu medo vencer e me afastei enquanto ela dormia.


Lembro-me de vê-la dormir enquanto a abraçava, sabendo que a deixaria e desejei que houvesse outro jeito. Na época, parecia a melhor e única opção. Olhando para trás, sei que estava errado. Eu sou homem o suficiente para admitir isso. Agora, só preciso que ela aceite minhas desculpas para que possamos seguir em frente. Eu sei que ela pensa que eu a deixei deitada lá dormindo e esqueci toda a nossa noite juntos. Ela está errada. Ela é a única em que pensei. Porra, ela é tudo que eu penso. A faculdade de medicina era brutal, mas nas vezes que eu e meus colegas de quarto saímos, todas as garotas que cruzaram meu caminho, eu fazia comparações com Collins. Nenhuma delas se comparava a ela. Só levou cerca de oito quilômetros fora da cidade para perceber o quanto eu tinha fodido tudo. Que nunca haveria mais ninguém para mim além dela. Eu deveria ter ligado para ela então, implorado por seu perdão, mas eu não podia fazer isso com ela. Eu li cada mensagem, escutei todas as mensagens de voz, mas ainda permaneci em silêncio no fim. Eu não sabia o que dizer e sabia que se eu falasse com ela, voltaria para casa. Eu trabalhei muito duro para deixar tudo para trás. Eu ia me tornar um médico. Sem mencionar que ainda havia o fato de que ela era a irmã mais nova de Caleb e eu tinha mais três anos de faculdade de medicina pela frente. Então, ao invés disso, eu coloquei toda minha energia na faculdade. Eu nunca saí, mantive meu nariz nos livros e meu coração em Indiana, com ela. Meu telefone toca e eu me atrapalho todo, quase o derrubo de minhas mãos, correndo para responder. Eu nem sequer olho para a tela, esperançoso de que seja ela depois de olhar para o dispositivo silencioso o dia todo.


—Olá. —E aí cara. O que você está fazendo? —Caleb pergunta. Eu suspiro. —Nada. O que está acontecendo? —Não fique tão emocionado em falar comigo. —ele ri. —Nada. Emily e Collins estão trabalhando nos planos do casamento. Pensei em ver se você queria vir. Eu pedi alguns Subs5 daquela loja na rua de baixo. Preciso de um pouco de testosterona para nivelar meu espaço aqui. —ele diz, rindo. Eu posso ouvir Emily dizendo que ele está cortado e ele imediatamente diz a ela que sente muito. Collins está lá. Eu sei que ela preferiria não me ver, mas isso não quer dizer nada para mim. Sem mencionar que o meu plano é reconquistá-la. —Sim, precisa que eu leve alguma coisa? —Cerveja. Traga muita cerveja. —E os Subs? Eu posso passar por lá e pegá-los no caminho. —Certo. Eu te pago quando chegar aqui. —Não há necessidade. Eu estarei aí em breve. —Desligando o telefone, percebo que ainda tenho que tomar banho. Eu sentei no meu antigo quarto na casa dos meus pais, deprimido, esperando por um vislumbre de esperança de Collins. Correndo, eu pego algumas roupas limpas e tomo um banho. Lá embaixo, encontro meus pais sentados na sala de estar. 5

É um tipo de sanduíche que consiste de duas longas fatias de pão cortadas longitudinalmente recheadas com carne, queijo, tomate, alface e condimentos.


—Ele está vivo. —papai brinca. —Onde está indo? —mamãe pergunta. —Na casa do Caleb. Emily e Collins estão trabalhando em coisas de casamento e ele está em menor número. Nós vamos comer lá. —Tome cuidado. Me avise se for ficar por lá. -instruiu a mãe. —Eu aviso, fique despreocupada. Com um aceno, saio pela porta e entro em meu 4Runner. Caleb e Emily moram em um condomínio na periferia da cidade. É cerca de quinze minutos de carro. Estou tão focado em vê-la que quase me esqueço de parar e pegar os sanduíches. Verificando a hora, é um pouco depois das seis, o que significa que tenho que correr para comprar as cervejas também. Depois de parar para pegar os sanduíches, corro para o mercado, pego um pacote de doze e depois sigo para a casa do Caleb. Três minutos depois, estou estacionando do lado de fora do condomínio deles. Caleb me encontra na porta, tomando a cerveja de mim antes que eu possa sair do carro. Chegando ao banco do passageiro, pego a sacola de lanches e o sigo. —Você estava esperando por mim? — eu pergunto, com diversão na minha voz. —Sim. Estou morrendo de fome e o tema central lá dentro é a porra do casamento. Cara, eu não dou a mínima para flores ou guardanapos. Eu só quero que ela seja minha esposa. Ela pode ter qualquer coisa que quiser, mas ela insiste em me perguntar e eu não faço a mínima ideia.


—Você disse isso a ela? —Sim, em muitas palavras. Eu não quero ferir os sentimentos dela. Eu me preocupo com o nosso casamento. Eu me preocupo que ela seja minha noiva e se tornará minha esposa. Tudo mais é apenas enfeite. Ela poderia me pedir para eu usar um terno rosa choque e eu estaria lá com todos os enfeites que ela quisesse. —Você usaria rosa choque? —eu digo, incapaz de manter uma cara séria. —Ei, Grady. Obrigado por trazer comida e bebida. —Emily me cumprimenta quando entramos na pequena cozinha. —Sem problemas. —eu olho para a mesa e parece que a central de casamento está instalada lá. —Ouvi dizer que você estava muito ocupada. Ela sorri. —Só um pouco. Finalmente, me permito olhar para Collins. Seu longo cabelo escuro está puxado para cima em um coque bagunçado. Ela é baixa, definida, com um shorts pouco atlético, pelo menos é o que parece para mim e um top. Seu rosto está livre de maquiagem e não consigo tirar meus olhos dela. —Ei, Collins. —eu a cumprimento. —Grady. —diz ela. Seu rosto e até mesmo sua voz estão vazios de emoção. Ela olha para as amostras de cor em suas mãos, efetivamente me dispensando. Eu quero puxar a cadeira para o lado dela, esfregar minha coxa contra a dela, qualquer coisa para ganhar sua atenção. Eu não aguento o silêncio, mesmo sabendo que é o que eu mereço.


Eu pensei que tivesse inventado essa fantasia dela em minha mente. Ao longo dos anos, à medida que ficava mais velha, a notei. Eu também sabia que ela tinha uma queda por mim. Eu deveria ter lutado mais para resistir a ela. Então, novamente, eu deveria ter tido coragem de não ir embora. Não importa quão difícil fosse a longa distância ou o que Caleb pensasse. Eu deveria ter ficado. Eu disse a mim mesmo que meu tempo roubado com ela era apenas isso e nada mais, que a eletricidade que pulsava em minhas veias, sempre que eu olhava para ela, era apenas química, as endorfinas da noite. Até mesmo o álcool. Mesmo que tenha sido minha maneira de pensar, eu ainda me lembro do jeito que meu coração galopava no peito na noite em que eu fui embora. Ainda sinto a raiva que senti de mim no caminho de volta para a universidade. É por isso que eu guardei para mim mesmo. Eu não via vantagem em forçar o que eu não iria achar em outras mulheres. Ontem à noite, tudo voltou correndo como um tsunami de emoções. O arrependimento, o desgosto, o medo e, acima de tudo, a necessidade. Eu tenho uma necessidade por ela que queima profundamente minha alma. Eu nunca senti isso antes. Eu me afastei, a distância me permitiu esse luxo. Estou de volta e ela está aqui e a necessidade está me consumindo. Eu quero puxá-la em meus braços e dizer a ela como sinto muito. Eu quero dizer a ela que, embora eu nunca tenha respondido, eu li cada mensagem e escutei todas as mensagens de voz, uma e outra vez. Eu fui fraco e sabia disso. Eu sabia que, se eu voltasse, deixaria a faculdade. Ser médico era meu sonho, então, ela também.


—Vamos comer. —Caleb anuncia, já cavando na bolsa de lanches. Eu tomo sua liderança e pego um para mim e uma garrafa de água. Minha esperança é que ela beba e eu tenha que levá-la para casa. Um cara pode sonhar.


í Collins Droga! Por que Caleb teve que ligar para ele? Eu sei que vou ter que me acostumar a vê-lo por perto, mas pensei que teria um ou dois dias, pelo menos essa semana, antes de encontrá-lo novamente. Eu tomo meu tempo estudando cada amostra de cor, bloqueando as conversas ao meu redor. Até que eu sinto sua respiração quente contra minha bochecha, percebo o meu erro. Fingir não é uma boa opção se eu não quiser ser emboscada. —Você vai comer? —ele pergunta suavemente. Olhando para cima das amostras que não são tão interessantes quanto eu estou fingindo, eu o encontro na cadeira ao lado da minha. Ele faz um gesto para a ilha onde a sacola de comida e a cerveja que ele pegou estão. —Não estou com fome. Obrigada. —acrescento como uma reflexão tardia. Se eu for muito cadela, Caleb e Emily com certeza vão perceber que algo está errado. —Aqui. —diz Emily, entregando-me um lanche e tomando o assento no outro lado da mesa. —Você disse que estava morrendo de fome. Eu sei que ela não me ouviu dizer que eu não estava com fome e tenho certeza que se ela soubesse, apenas tornaria as coisas ainda mais estranhas, ela teria ficado quieta. Dou um olhar de


relance para Grady, ele está segurando seu lanche pronto para dar uma mordida, um sorriso nos lábios. Bem, maldito. Me levanto da mesa, pego meu lanche e ajo como se precisasse de uma bebida. Torcendo a tampa de uma garrafa de cerveja, dou um longo puxão. Eu vou precisar de coragem líquida para isso, com certeza. Meu estômago ronca quando eu desembrulho meu sanduíche e dou minha primeira mordida. Eu realmente estava morrendo de fome, mas eu estava disposta a me sacrificar para não comer sua comida. Em vez de voltar para a mesa, fico na ilha e como. —Você é boa demais para comer com a gente? —Caleb pergunta quando ele chega e pega outra cerveja. —Não, apenas me levantei para pegar uma bebida e decidi ficar de pé. Nós estávamos sentadas lá por muito tempo. —eu dou outra mordida para evitar ter que dizer mais. Esperando que ele compre minha desculpa. —Estamos fazendo um ótimo progresso. —Emily olha para mim. —Obrigada por toda sua ajuda. —Isso é o que as irmãs fazem, certo? —eu pergunto. Ela sorri largamente e não posso deixar de pensar que meu irmão acertou na loteria quando conheceu Emily. Estou feliz que ele tenha sido inteligente o suficiente para colocar um anel nela. Ela é perfeita para ele e ele para ela. Um dia quero o que eles têm. —Então, onde estamos? —Caleb pergunta a sua noiva. —Bem, temos os vestidos escolhidos para as damas de honra, os ternos para você e os padrinhos. Flores estão escolhidas e nós


selecionamos cores para os guardanapos e decorações. Tem certeza de que não quer dar sua opinião? —ela pergunta a ele. —Não. Este é o seu dia. Eu já estou conseguindo tudo o que quero. —Ele a beija no canto da boca e sei que devo me afastar, mas não consigo. Eu amo o quão fácil isso acontece para eles. Eles fazem o amor parecer simples e eu invejo isso. Eu tive exatamente uma experiência de um homem que me usou. Dando outro olhar de relance para Grady, vejo que ele está me observando. Seus olhos são suaves quando ele me observa. Eu quero atacar. Eu quero dizer a ele como ele me machucou, mas sei que nada disso importa. Três anos é muito tempo para abrigar essa dor. Eu preciso seguir em frente, e pensei que tinha conseguido, até ele aparecer de volta na cidade. —Qual cor? —Caleb pergunta. —Bem, as damas de honra vão usar vestidos pretos e os padrinhos vão usar calças cinza escuro, com camisas pretas, gravatas cinza escuro. —Mesmo? Eu amo isso, querida. O sorriso que seu elogio causa é ofuscante. —Obrigada, vai ser um ótimo dia. —Claro que vai. Isso termina com você sendo minha esposa. —Grady. —Emily se dirige a ele, —você ainda vai estar aqui para o casamento, se não, você é capaz de voltar para casa, certo?


—Sim, vou garantir de quando eu começar minha residência, dizer a eles. Geralmente é fácil encontrar substituto. Eu posso acabar trabalhando dois finais de semana, mas é um pequeno preço a pagar para estar no casamento do meu melhor amigo. — ele dá a última mordida no lanche e enrola a embalagem. — Falando nisso, vamos fazer uma despedida de solteiro? Só para poder planejar com antecedência. —Não. Não vamos ter padrinho e madrinha também. Nenhum de nós conseguiu escolher, então decidimos que, sendo nosso o casamento, não precisamos disso. Você, Alec e Bruce ficarão no altar comigo. Collins, Samantha e Cindy, que são irmãs da Em, vão ficar com ela. —Sim, é que nós não conseguimos decidir os casais, nós vamos fazer os caras tirarem os nomes de um chapéu. O nome que você pegar é a pessoa que será seu acompanhante para as festividades do casamento. Seus olhos encontram os meus e eles brilham. —Parece bom o bastante. Quando vamos sortear? Emily olha para Caleb. —Que tal chamarmos todos aqui no próximo fim de semana e fazer isso? —Eu chamarei os caras. —Caleb assegura a ela. —Grady, você pode estar aqui? Você ainda vai estar na cidade? —Emily pergunta. —Sim, eu vou estar aqui. —diz ele, olhando para mim. —Quais lugares você está se candidatando? —Caleb pergunta.


Eu não sei muito sobre Grady e seus esforços na carreira. Eu sei que ele sempre quis ser médico. Tem algo a ver com o irmão mais novo que morreu quando tinha três anos. Eu sei que eles estavam perto. Não conheço todos os detalhes do quê e por quê, mas sei que essa foi sua força motriz. Eu nem sei que tipo de médico ele vai ser. Eu tento ignorar as conversas sobre ele. Ajudou muito ele ter ficado longe os últimos três anos. Agora aqui estou enfrentando a tortura de passar um tempo com ele e estar no casamento do meu irmão com ele. Eu faço uma oração silenciosa para que ele não tire meu nome do chapéu. Como vou lidar com isso? Como ele vai lidar com a situação? Talvez ele fale com os caras para negociar com ele. Sim, não… isso não vai acontecer. Essa não é a vibração que tenho recebido dele. Ele aproveitará todas as oportunidades que puder para me fazer falar com ele. Eu não sei o que pensar disso. Se eu acabar como acompanhante dele, acho que vou descobrir rápido. —Certo, então, o que resta a fazer? —eu pergunto a Emily. —Eu acho que nós terminamos por hoje. Obrigada por toda sua ajuda. Eu não poderia ter feito isso sem você. —Sim, obrigada, maninha. —acrescenta Caleb. —Eu não sou muito bom como planejador de casamentos. Eu escolhi o anel e a garota, isso deveria ser suficiente, certo? —ele ri. —E ela disse que sim. Você é um puta sortudo —eu zombo. —Confie em mim, irmãzinha, eu sei disso. —ele sussurra algo no ouvido de Emily, fazendo-a sorrir e corar ao mesmo tempo.


Meus olhos se perdem para Grady e o encontram me observando. Novamente. —Bem, eu acho que preciso ir. Tenho que trabalhar cedo amanhã. —São seis horas! —Caleb afirma o óbvio. —Sim, mas eu tenho que lavar roupa e me preparar para a semana. —É mentira. Eu tenho mais uniforme do que a maioria. Eu simplesmente não posso deixar usar os meus lindos modelos e os pacientes parecem amá-los. Eu poderia ir um par de semanas ou mais sem lavar roupa. Vestir uniformes todos os dias é como usar seu pijama para trabalhar. Claro, vou estocar. —Obrigada novamente. —Emily se levanta e me dá um abraço. —Ligue para mim se precisar de ajuda com qualquer outra coisa. Sábado vamos nos reunir para trabalhar nos centros de mesa? —Sim, se você ainda estiver disponível. Sam e Cindy querem que nos conectemos ao FaceTime com elas para que possam estar aqui. —ela ri. —Essa é a parte ruim da sua família morando tão longe. —Flórida, certo? —Sim, meu plano era sempre voltar para casa, até conhecer esse cara. —ela coloca a mão no ombro de Caleb. —Engraçado como os planos mudam.


—Isso é egoísta da minha parte, mas estou feliz que você esteja aqui. —Eu me movo em direção a Caleb, que está em profunda conversa com Grady. —Você é boa para ele. —Ele é bom para mim. —ela sorri. A felicidade que brilha entre meu irmão e sua noiva é insana. Emily mudou ele. Ele ainda é um brincalhão amante da diversão, mas há mais maturidade nele. Então, novamente, ele está ficando mais velho, se preparando para começar seu trabalho de gente grande como advogado. É difícil de acreditar. A vida parece estar avançando em ritmo acelerado para todos ao meu redor. Eu ainda estou presa no meu passado, ansiando por um homem que me deixou e nunca olhou para trás. Eu quero ter o que Caleb e Emily têm, mas esquecer é mais difícil do que eu esperava.


í Grady Eu tenho que fazer força para prestar atenção no meu melhor amigo, quando ele fala... Eu não tenho certeza do que ele está falando, para ser honesto. Estou olhando para ele e acenando com a cabeça, tentando parecer interessado, quando na verdade tudo o que quero fazer é sair com a irmã dele. Eu quero ir para casa com ela, inferno, pelo menos, andar até o carro de Collins e dar um beijo de despedida, mas não posso. Perdi essa oportunidade há três anos e, embora essa noite tenha mudado as coisas para mim, ela não sabe disso. Ela não sabe que parei de namorar e preferi me afogar na faculdade de medicina. Se eu não estivesse estudando ou trabalhando no meu turno no hospital, estava pensando nela. Sobre aquela noite, sobre minha vida mudando de mais de uma maneira. —Reds game domingo. —diz Caleb. —Interessado? Eu saio dos meus pensamentos de Collins e me concentro em nossa conversa. —Que horas? —É um jogo inicial. Meio dia eu acho. Há muito tempo para fazer a viagem de três horas até lá e voltar no mesmo dia.


—Claro, cara, parece bom. Faz muito tempo que eu não vou assistir um jogo. —Sim, você sabe, salvando vidas e outras coisas. —ele ri. —E você, advogado chique? —Eu lido com DUIs6 e divórcios o dia todo. Nada extravagante ou heroico sobre isso. —A que horas nós vamos sair? —Eu estava pensando oito e meia. Nos dará tempo, se por caso pegarmos trânsito. —Parece bom, cara. —Nós conversamos um pouco mais e eu tento, como o inferno, prestar atenção. Ele é meu melhor amigo desde as fraldas e nossas famílias sempre foram próximas. Nosso tempo juntos foram poucos e distantes ao longo dos anos, mas isso é culpa minha. Eu poderia ter arrumado tempo de voltar para casa, mas eu era um covarde. Eu não podia encará-la, ainda não. Verdade seja dita, eu não tinha certeza se estava pronto ontem à noite. Eu tinha ficado longe tempo suficiente, e quando Caleb me ligou para dizer que Emily disse que sim e o casamento era no final de julho, eu sabia que não podia evitar o lar, evitá-la por mais tempo. Era hora de voltar para casa e encarar a realidade, o desastre que eu criei sozinho. Sem mencionar que a minha residência é aqui em Indy. Sentia falta da minha família, meus amigos e sentia falta de Collins.

6

DRIVING UNDER THE INFLUENCE: Dirigindo sob influência de bebidas ou drogas.


Quando chegou a hora de escolher um programa, ela era tudo em que eu pensava. Estar mais perto dela. Uma chance para eu corrigir os erros do meu passado. Eu sei que vou ter meu trabalho que vai ocupar a maior parte do tempo e depois há Caleb. Preciso contar a ele, mas preciso falar com Collins primeiro. Realmente falar com ela. Preciso ganhar sua confiança, reconquistá-la, antes de contarmos a ele. Tenho certeza que ele vai ficar chateado e com razão, mas isso é Collins e, no final, não importa quantos anos de amizade nós temos, minha escolha será ela. Faz-me soar como um idiota, mas meu coração não pode viver sem ela. Eu tentei, honestamente, por Deus, tentei por três longos anos. Além disso, estou esperançoso quando Caleb perceber que ela é tudo que eu quero, ele vai aceitar. Eu espero. Eu passo as próximas horas conversando com Caleb e conhecendo Emily. Apenas de nossas breves interações, eu sabia que meu melhor amigo era um homem de sorte, mas hoje confirma isso. Ela é doce e o mantém na linha. Exatamente o que ele precisa. Não posso impedir a minha mente vagar até Collins. Podemos chegar a esse ponto? Eu estraguei tanto que a garota que é dona do meu coração nunca será verdadeiramente minha? Levanto do sofá, ando até a cozinha e jogo minha garrafa de água vazia. Eu tomei uma cerveja e isso foi há horas atrás. —Eu vou embora. —Obrigado pela visita, cara. Foi bom te ver em carne e osso. Faz muito tempo que você esteve em casa. —Sim, —eu concordo. Já faz muito tempo para muitas coisas.


—No próximo fim de semana. —Emily me lembra. —Nós vamos sortear os nomes dos casais. Vamos pedir uma pizza ou algo assim. —Certo. Apenas mande uma mensagem para mim quando e onde. —Fique bem, Grady. —ela sorri e acena enquanto Caleb beija sua bochecha. No meu SUV, eu puxo meu telefone do bolso e falo com Collins.

Eu: Foi bom te ver hoje à noite.

Eu coloco meu telefone no porta-copo e volto para a casa dos meus pais. Eu não espero por uma resposta; Eu sei que não vou conseguir uma. Inferno, eu nem sei se ainda é o número dela. O silêncio do outro lado me diz que é. Acredito que sim. Pelo menos ela sabe que estou pensando nela. Aos seus olhos, são três anos atrasados, mas esse não é o caso. Um dia em breve, vou pegá-la sozinha para conversarmos. Então eu posso dizer a ela que não me arrependo de ter ficado com ela ou daquela noite que passamos juntos. Foi exatamente o oposto; isso me consumiu. A casa está escura quando eu entro na garagem. Meus pais sempre foram para a cama cedo e se levantam cedo. Algumas coisas nunca mudam. O mais silenciosamente que consigo, faço o meu caminho para dentro da casa e pelo corredor até o meu quarto. Tirando minhas roupas, no escuro, eu deslizo sob as


cobertas em nada além da minha cueca boxer. Tocando na tela do meu celular, a luz me cega no quarto escuro. Escurecendo a tela, percorro minhas fotos até encontrar a que estou procurando. Collins deitada na cama no trailer de meus pais. Seus cabelos escuros desgrenhados em seu sono. Agora está diferente. Naquela época, tinha acabado de passar pelos ombros dela. Agora é longo e desce pelas costas. Seus ombros nus estão aparecendo debaixo do lençol. O mesmo em que eu estava momentos antes de tirar a foto. Eu fiquei lá por não sei quanto tempo vendo-a dormir. Ela me tirou o fôlego, mas eu sabia que o que eu estava prestes a fazer nos destruiria, mas havia muita coisa acontecendo dentro de mim. Eu sabia que era melhor se eu saísse, mesmo que eu não quisesse mais nada do que me aconchegar de volta sob aquele lençol com ela em meus braços e acordar do mesmo jeito. Nunca sonhei que, três anos depois, ainda seria ela. É só ela.

Eu: Boa noite, linda.

Rolando, eu olho para a foto dela até que eu não consiga mais manter meus olhos abertos, sonhando que ela estava aqui comigo.


í Collins Eu dormi mal pra caralho. Desliguei meu telefone depois que recebi a segunda mensagem de Grady. Então passei o resto da noite me revirando, imaginando se ele enviou mais. É um ciclo vicioso que não fez nada além de me arrastar para o trabalho esta manhã. Eu não acho que hoje é um bom dia para ser enfermeira de emergência. —Bom dia, Collins. —Angie, minha colega de trabalho, me cumprimenta. Ela é sempre sorridente, sempre feliz e borbulhante. Não me entenda mal, não há absolutamente nada de errado nisso, mas hoje, hoje a luz do sol e o arco-íris estão me dando náuseas. —Bom dia, Ang. —eu digo, passando por ela na recepção para a sala de descanso, para colocar minhas coisas no meu armário. —Fim de semana difícil? —ela pergunta atrás de mim, fazendo-me pular. —Só não dormi bem ontem à noite. Como está o dia hoje? —Não está tão ruim. Brenda disse que a noite passada foi devagar. Na maioria dos casos, uma noite lenta se arrasta, mas neste caso, trabalhando na sala de emergência de um hospital pediátrico, é uma coisa boa. Eu prefiro muito mais ter a noite tranqüila do que


ter todas as nossas salas de triagem cheias de meninos e meninas que estão doentes. -Isso é uma coisa boa. —eu digo, pegando meu estetoscópio da minha bolsa e colocando-o em volta do meu pescoço. Fazendo um inventário, percebo que meu telefone ainda está na minha bolsa. Vou até meu armário, e guardo minhas coisas. Eu não uso meu telefone durante as horas de trabalho, um mensagem aqui ou ali, se o plantão estiver calmo, mas eu ainda gosto de manter o celular por perto. Sem mencionar que você nunca sabe quando uma emergência pode acontecer, e você precisa ser capaz de pedir ajuda. Já passamos por mais exercícios de preparação para desastres do que posso contar. Todos sugerem que mantenhamos nossos telefones por perto, no modo vibração ou em silêncio para não perturbar os pacientes. Ah ha! Sentindo meu telefone, eu o puxo das profundezas da minha bolsa e vejo que tenho uma nova mensagem de texto.

Grady: Bom dia.

Meu coração bate um pouco mais rápido ao ver seu nome. Eu não sei que diabo de jogo ele está fazendo, mas eu não estou gostando disso. De novo não. Ele jogou comigo uma vez; isso não vai acontecer duas vezes. Coloco meu celular no bolso, sinto-o vibrar. Olhando para a tela, vejo outra mensagem de Grady. Um complemento para o que ele enviou apenas alguns minutos antes.


Grady: Tenha um ótimo dia.

Eu não me preocupo em responder. Em algum momento, ele vai entender. Talvez um dia possamos ser amigos, mas agora estou muito confusa por vê-lo novamente e por essa... atenção que ele de repente está me dando. Tenho certeza de que ele está apenas preocupado que, agora ele voltando à cidade, eu direi a Caleb e nossas famílias. Ele deveria perceber que se eu não disse nada enquanto estava lidando com um coração recém-quebrado, pelo jeito como ele saiu feito um ladrão durante a noite, eu não vou contar à eles agora. Além disso, que bem faria? Meu irmão perderia seu melhor amigo e logo antes de seu casamento. Nossas famílias moram lado a lado há anos. Isso causaria uma ruptura entre nós e eu não quero que isso aconteça. Eu superei. Colocando o telefone no bolso do meu uniforme, vou verificar o quadro para ver como estamos. Eu preciso manter minha cabeça no lugar. Este não é um trabalho do qual eu possa me distrair. Pequenas vidas estão em minhas mãos. Na maioria das vezes, é uma infecção no ouvido ou outra doença menor, mas houve momentos em que o diagnóstico não era tão simples. Como câncer ou diabetes. Meu coração aperta quando penso em meu amigo de infância Jared. Ele era o irmão mais novo de Grady e tinha a minha idade. Ele e eu éramos próximos e brincávamos muito juntos quando Grady e Caleb nos trancavam em seus quartos. Ele ficou doente por tanto tempo. Os médicos não ouviam Debbie, a mãe deles, não até que fosse tarde demais. Jared foi diagnosticado erroneamente. O que eles chamavam de refluxo e intestino irritável era realmente câncer. Quando descobriram o verdadeiro problema,


ele estava no estágio quatro e nós o perdemos alguns meses depois. Eu me lembro de Jared me dizendo o quanto as enfermeiras eram legais com ele. Como elas seguravam a mão dele quando ele estava fazendo um exame ou tomando uma injeção. Ele disse que as coisas não eram tão assustadoras quando a enfermeira estava lá. Lembro-me de pensar que queria ser assim para alguém. Eu queria deixá-los confortáveis quando não se sentiam bem, ou dar-lhes uma sensação de paz, ter certeza de que eles sabiam que não estavam sozinhos quando estavam lutando por suas vidas como Jared. Lembro-me do dia em que Grady nos disse que ia ser médico. Foi depois do funeral de Jared. Caleb e eu estávamos sentados com ele na varanda dos fundos, enquanto amigos e familiares estavam em todos os cômodos da casa. Eu ainda posso ouvir a convicção em sua voz quando ele declarou ‘Eu vou ser médico’. Na época, eu não pensava muito sobre isso, mas quando ele começou a faculdade e optou por medicina, eu sabia que ele conseguiria. Estou tão orgulhosa dele, apesar de estar magoada e irritada. Eu gostaria de poder contar à ele. Grady foi uma parte tão importante da minha vida enquanto eu crescia e por um curto período se tornou mais importante ainda, até sumir da minha vida por três anos. A dor ainda está lá e eu só posso esperar que um dia eu seja capaz de deixá-lo no passado e talvez, apenas talvez, ele faça parte da minha vida novamente. Um dia. Sacudindo meus pensamentos, mergulho em meu próximo paciente, um garotinho de três anos que está na cidade visitando


sua avó. Ele está chorando e puxando sua orelha, o que é um sinal de que ele tem uma infecção no ouvido. Eu falo com ele, perguntando se ele conhece os personagens no meu jaleco. Quando ele funga e diz em uma voz super triste, ‘Bob Esponja’, eu sorrio para ele e faço um grande estardalhaço sobre o quão esperto ele é e como eu não posso acreditar que ele saiba. —Eu adoro Bob Esponja. —ele funga novamente. —Bem, então eu estou feliz que você seja meu paciente. Você pode me contar tudo sobre ele. —Com a mão no ouvido dele, ele me conta sobre Bob Esponja e como ele é realmente uma esponja que vive no mar. Eu sou capaz de tomar todos os seus sinais vitais e obter informação do que está acontecendo com sua mãe. —Você é meu novo melhor amigo. —digo a ele e ele sorri para mim. —Meu ouvido dói. —Eu sei, querido. O Dr. Larson entrará em breve para dar uma olhada. Nós vamos curar você para que você possa aproveitar o resto do seu tempo com sua avó. —eu digo a ele. —Ela é velha. —ele diz sem pedir desculpas. Seus pais o repreendem enquanto nós três tentamos esconder nossos sorrisos. Essas crianças. O resto do meu dia vai a um ritmo constante. Nada fora do comum, mas meus pés estão me matando quando chego em casa. Os turnos de doze horas são brutais. Eu trabalho segunda, terça, quarta-feira, e pego outros plantões quando meus colegas de trabalho precisam de folga. Isso funciona para mim e eu tenho muita sorte de estar no primeiro turno da escola de enfermagem. Então os longos dias valem a pena.


—Como foi o trabalho? —Tabby pergunta quando eu entro pela porta do nosso apartamento. —Apenas outro dia. O seu? —Eu chuto meus sapatos e me deito no sofá ao lado dela. —Bom. Vovô estava em ótima forma hoje, entre outras coisas. —ela ri. —O que ele fez desta vez? —Ele beliscou minha bunda! —ela bufa. —Ele pensou que eu era Lucy. —ela sacode a cabeça. —Você tem certeza de que trabalhar na mesma clínica que seus avós estão é uma coisa boa? —Sim, eu preciso animá-los. —ela me dá um sorriso. A mãe da mãe de Tabby e o pai de seu pai estão na mesma casa de repouso onde ela trabalha. Essa foi sua motivação para trabalhar lá. Todos nós temos nossos motivos. —Você acha? —eu pergunto divertida. —Sim, quero dizer, se vovô pode dar em cima da vovó, então ele vai deixar a enfermeira em paz. —E a sua pobre avó? —Pfft, você percebe que as DSTs7 são uma coisa frequente em lares de idosos e lares assistidos, certo? —O que? Não! 7

Doença Sexualmente Transmissível


—Sim. Eu também fiquei chocada, mas tivemos treinamento sobre o que procurar e tudo mais. —Então, espere um minuto. Você está me dizendo que eles… Eles ainda podem fazer sexo? —eu olho para ela com os olhos arregalados. Ela estremece. —Sim. Eu também estava cética até hoje. —Uh-oh, esta deve ser a parte 'entre outras coisas' interessante da conversa. Eu quero ouvir isso? —Não importa. Você tem que entender que como minha melhor amiga, você tem que ouvir. —Ela se vira para me encarar no sofá. Então, estava fazendo a verificação depois do almoço e vi que a senhorita Ida não estava no quarto dela. Ela caiu na semana passada, então eu estava preocupada com ela. Fui olhando de quarto em quarto e encontrei-a bem. Ela estava na cama com o Sr. Gordon! —Na cama, você quer dizer que eles estavam apenas dormindo, certo? —Não. Ambos estavam nus como no dia em que nasceram. Foi tudo o que vi antes de sair correndo do quarto. —ela estremece novamente. —Então Theresa me informou que a maioria deles tem mais de um parceiro sexual. Eles não se importam com quem estão, contanto que estejam conseguindo o que querem. —ela cai na gargalhada. —Não! —eu a estudo enquanto seus ombros tremem. —Você está brincando certo?


—Eu queria estar. Agora vou bater e chamar antes de entrar. Ouvir isso é muito melhor do que ver. —Oh meu... —eu cubro minha boca enquanto o riso sobe. —Certo? Aposto que você não pode superar isso. —Não. Nem mesmo vou tentar. —eu me levanto do sofá. —Eu preciso de um banho rápido. O que você quer fazer para o jantar? —Vou para a mamãe e papai. Você quer vir? —ela oferece. —Não, eu provavelmente deveria ir ver meus pais também. Eu disse à mamãe que ia passar uma noite esta semana e mostrar a ela os vestidos de dama de honra. —Ela ainda não os viu? —Não, nós os mudamos desde que ela viu a primeira versão. Eu ia mandar uma mensagem para ela, mas ela disse que eu poderia mostrar a ela quando eu desse uma passada. Você conhece a mamãe, sempre pensando em várias maneiras de irmos visitá-la. —Certo. É coisa de mãe, eu acho. Como estão os planos do casamento? Emily tem tudo resolvido? —Sim, nós encerramos a maior parte ontem à noite. Agora é uma espécie de jogo de espera. Ela deve receber os convites pelo correio nos próximos dias. Além disso, a data já está marcada. —Eu não posso acreditar que Caleb vai se casar. —Duas, achei que não veria isso tão cedo. Se você for sair na hora que eu entrar no banho... —eu digo, indo para o meu quarto


para pegar algumas roupas e tomar um banho, —...tenha um bom jantar. Diga aos seus pais que eu disse olå. Ela grita pelo corredor com o seu acordo e eu me fecho dentro do banheiro. Um banho longo e quente Ê exatamente o que eu preciso. Eu quero passar o resto da noite enrolada com um bom livro, fugindo do meu mundo para uma das fantasias e felizes para sempre.


í Grady Eu estou sentado na varanda na casa dos meus pais, apenas relaxando. Não é algo que eu tenha feito nos últimos três anos e os próximos três serão a mesma coisa. Embora haja mais folga na residência, não é muito. As horas são longas e brutais, mas estou na reta final. Eu também estou de volta à minha cidade natal. Quanto mais eu estou aqui, mais feliz estou com a minha decisão de voltar para casa para fazer residência aqui. Recebi o e-mail mais cedo, me informando que começarei na segunda-feira, é mais cedo do que pensei, mas estou pronto para isso. Estou ansioso para começar, mas gostaria que as coisas melhorassem com Collins antes do início. Eu sei quedo jeito que ela está ignorando minhas mensagens de texto que não vai acontecer. Eu dei uma olhada no telefone de mamãe na noite passada e confirmei que ainda é o número dela. Isso me deu esperança, a menos que ela me bloqueasse. —Nossa, que surpresa. —eu ouço Monica Ward, a mãe de Caleb e Collins, dizendo. Nossas casas são bem perto. Embora os lotes sejam grandes, ainda da pra ouvir o que elas falam. —Mãe, você está agindo como se tivesse passado semanas desde que me viu. —Foi na semana passada. —Monica aponta.


—Você é impossível. —Collins ri. —Bem, querida, sentimos falta da nossa única filha. —o pai dela, Roger, entra na conversa. —Eu sinto o amor... —diz Collins. —Oh, mãe, antes que eu esqueça, deixe-me mostrar-lhe os vestidos de dama de honra. —Emily já não lhe mostrou isso? —o pai dela pergunta. —Mãe! —Collins zomba dela. —Você não me disse que já os viu. Eu sorrio à sua brincadeira. Nossas famílias são tão semelhantes, acho que é por isso que nossos pais são tão próximos por todos esses anos. Querendo dar-lhes privacidade, eu vou para dentro e me movo para a varanda da frente. Eu olho para o seu velho Mazda. Ainda é o mesmo carro que ela dirigia anos atrás. Não que haja alguma coisa errada com isso. Ainda estou dirigindo meu primeiro carro também. Eu acho que existem algumas coisas que não mudam. Eu estou sozinho em casa hoje. Mamãe e papai estão na liga de boliche. Aparentemente, é uma coisa nova para eles. Eu deveria entrar e pegar um pouco de comida, talvez ir para a cama. Eu sinto que eu poderia dormir por um ano e nunca mais acordar. Claro, isso não me ajuda a dormir sabendo que estou na mesma cidade que ela. Apenas alguns quilômetros de distância, de fato. Eu gostaria de poder convencê-la a falar comigo. Eu tenho coisas que preciso dizer. Eu devo ter estado imerso em pensamentos porque o som de sua voz me puxa de volta ao presente.


—Obrigada, mãe. Tenho certeza de que Tabby vai amá-los. Observo enquanto Collins segura um pequeno recipiente do que tenho certeza que é algum tipo de mistura assada de sua mãe. Cara, essa mulher cozinha muito bem. Quando ouço a porta da frente se fechar, fico de pé e atravesso o pátio. Eu vou para seu carro ao mesmo tempo que ela. —Ei. Eu enfio as mãos nos bolsos para não tentar alcançá-la. —O que você está fazendo aqui? —Eu moro ao lado, lembra? —Você está apenas fazendo uma visita. —Não dessa vez. Eu estou aqui para ficar. —Bom para você. Eu realmente preciso ir. —diz ela, apontando para a porta do carro que eu estou agora na frente. —Podemos conversar? —Eu quero puxá-la para os meus braços e apenas... segurá-la. Faz muito tempo. Eu sei que é minha culpa, mas estou tentando consertar isso. —Não temos nada para conversar. Eu te disse, acabou. Eu superei. Apenas esqueça que aconteceu. —ela se aproxima e eu me movo para ficar na frente dela. —Nós temos coisas para conversar. Pelo menos, eu tenho.


—Engraçado, eu parei de me importar com o que você tinha a dizer há muito tempo atrás. —Collins. —Me dá licença, Grady. Eu tive um longo dia e tenho que me preparar para o trabalho amanhã. —Podemos nos encontrar para o almoço? Jantar? Você marca a hora e o lugar. —Não. Agora, por favor, se mexa. —ela deu a volta ao meu redor para abrir a porta e eu não aguentei. Eu coloquei minha mão em seu braço para impedi-la. —Sinto muito, eu sei que você merece mais do que isso. —Você está certo. Eu fiz há três anos quando me entreguei a você e você foi embora como se nunca tivesse acontecido. Onde você estava quando eu ligava para você todos os dias? Onde estavam as respostas às minhas mensagens de texto? Lágrimas transbordam em seus olhos e dor ataca sua voz. —Eu sei. Eu corri com medo e eu sou um idiota, eu sou. Assumo o que fiz, mas nunca, nem uma vez, esqueci você ou aquela noite. Ela ainda não está olhando para mim, então eu continuo, esperando que ela esteja pelo menos ouvindo. —Eu reconheço o presente que você me deu. Eu sei que não merecia, não como agi depois. Eu preciso que você saiba, não, eu preciso que você me diga que você entendeu que a noite alterou


minha vida. Todos os dias desde então, tenho estado com você em minha mente. Para voltar para você e conquistar seu coração. —Certo. —ela ri sem humor. –Apenas esqueça, Grady. —seus olhos se movem para a casa. —Eu não posso. —eu sei que este não é o lugar para ter essa conversa, mas caramba, ela está aqui na minha frente. Eu não posso deixar a oportunidade de falar com ela escorregar pelos meus dedos. —Você não tem escolha. —Você vê, é aí que você se engana. —minha mão livre, que não está segurando nela, levanta seu queixo para ela olhar diretamente para mim. —Eu tenho uma escolha. Eu percebo que há três anos eu errei, mas não vou errar duas vezes. —Bem, espero que com quem quer que seja, você mantenha essa promessa. —Não há ninguém além de você. —eu seguro o rosto dela nas minhas mãos. —Por favor. —Eu tenho que ir. Ela sai do meu aperto, mergulha debaixo do meu braço e abre a porta. Eu saio do caminho, deixando-a sair. Eu fiz isso com ela, mas agora preciso encontrar uma maneira de consertar. Pressionála não me fará alcançar meu objetivo. Devagar e sempre vence a corrida. Eu fico aqui encostado no carro de seus pais e a vejo sair. Meu olhar segue seu carro até que eu não posso mais ver suas lanternas


traseiras e então eu volto por nossos quintais para a varanda da frente. Eu odeio ela dirigindo quando está chateada, eu odeio ainda mais chateá-la, mas eu tenho que fazê-la entender. Eu olho a hora do meu telefone e assim que quinze minutos se passam, eu mando outra mensagem para ela.

Grady: Espero que você tenha chegado em casa em segurança.

Nada. Nenhuma resposta, não que eu esperasse que ela respondesse. Com um suspiro pesado, eu entro em casa para aquecer algumas das sobras da noite anterior. Eu mal sinto o gosto da comida enquanto minha mente repete a nossa conversa. Eu queria beijá-la, puxá-la para mim e inclinar minha boca sobre a dela, talvez então ela tivesse escutado. Estou tentando ser o cara que ela merece, dando-lhe espaço para aceitar que eu estou de volta à cidade, mas não sei quanto tempo mais posso fazer isso. Não sei quanto tempo mais posso estar tão perto dela e não tocá-la. Claro, eu tinha a mão no braço dela e segurei seu rosto em minhas mãos. Sua pele macia e sedosa me lembrou exatamente do que eu estava sentindo falta nos últimos três anos, mas não é o suficiente. Eu quero meus braços em volta dela e seu corpo alinhado com o meu. Eu quero saboreá-la. Eu quero tudo e isso está me deixando louco por não poder tê-la. Talvez a rotina do cara legal não seja o que vai me fazer tê-la de volta. Indo para o meu antigo quarto, dispo-me e subo na cama. Assim como eu tenho feito todas as noites nos últimos três anos, eu puxo a foto dela daquela noite. Eu estraguei tudo. A culpa é minha.


Meus olhos ficam pesados e sei que não vai demorar muito até que o sono me pegue.

Grady: Boa noite, linda.

Eu não espero por uma resposta desta vez. Eu sei que não virá. Em vez disso, volto para a foto dela e caio no sono profundo.


í Collins A semana passada estive... desligada. Se eu for honesta, estou desligada desde a noite em que percebi que Grady estava de volta à cidade. Na noite em que meu mundo, aquele que eu fingi não estar cheia de dor e abandono, desabou. Todos os dias desde aquela noite, ele me enviou uma mensagem. Bom dia, boa noite, como foi seu dia... mensagens simples. Eu odeio isso, há três anos, eu teria me agarrado a elas, tomando qualquer pedaço de atenção ou carinho que ele estivesse disposto a oferecer. O que eu odeio ainda mais é que a tentação está aí. Três anos depois e ele ainda faz meu coração bombear um pouco mais rápido. Ele ainda provoca um enxame de borboletas no fundo do meu estômago. A única diferença é que desta vez, eu conheço a mágoa. Eu sei o que se sente quando a outra pessoa se afasta, fugindo à noite como se o nosso tempo juntos nunca tivesse existido. Desta vez, eu sei como não deixá-lo quebrar minhas paredes. Cada vez que uma nova mensagem aparece, eu tenho que ler. Tornou-se tão frequente na última semana, que é quase como se suas mensagens fossem agora uma parte normal do meu dia. Rolando na cama, olho para o relógio. É pouco depois das oito da manhã e já estou ansiosa para que esse dia termine. Esta tarde, vamos todos nos encontrar na casa do Caleb e Emily para os caras sortear o nome das parceiras do casamento. Eu não tenho que estar lá. As irmãs de Emily não vão estar lá, mas eu moro perto e


elas sabem o meu horário de trabalho e eu não conseguia pensar em uma razão para sair disso. Não uma que teria sido um bom álibi. Então, em seis horas, ficarei cara a cara com ele. Minha única salvação é que outras pessoas estarão lá. Seus amigos, que ele não vê muito desde que ele foi para a faculdade de medicina, espero que eles o mantenham ocupado. Meu telefone toca com uma mensagem e sei que é ele. Eu conto até cem lentamente na minha cabeça, em vez de correr para lê-la como eu quero. Eu preciso aprender a me controlar. Eu quero saber o que ele tem a dizer, mesmo quando eu sei que não deveria. Outro ‘ping’ me pega alcançando meu telefone antes que eu atinja minha meta de cem.

Grady: Bom dia, linda.

Grady: Eu mal posso esperar para te ver hoje à noite. Talvez possamos conversar depois.

—Não vai acontecer. —murmuro. Depois de jogar as cobertas, eu atravesso o corredor até o banheiro. A porta de Tabby ainda está fechada, então quer dizer que ela ainda está dormindo, algo que minha mente parece não querer que eu faça. Eu coloco um pão na torradeira e, em seguida, encho-o com requeijão e pego uma garrafa de água na geladeira. Eu não sou uma garota de café, nunca fui. O cheiro é celestial, mas não gosto do sabor. Estou prestes a dar minha primeira mordida quando meu telefone toca. Olhando para a tela, vejo o rosto sorridente de Emily.


—Bom dia. —eu respondo. —Ei, você ainda vem esta tarde, certo? Não —Sim. Precisa que eu leve alguma a coisa? —Não, só vou pedir algumas pizzas. Eu liguei para lhe dizer que você deveria arrumar uma mala e ficar, se você for beber. —Hum, eu pensei que os caras iam apenas sortear os nomes das parceiras para o casamento? —Oh, eles vão, mas Caleb decidiu envolver o álcool, uma vez que todos estarão juntos. —Eles não estavam juntos no último sábado à noite no bar? Ela ri. —Sim, mas ele sente falta de seus amigos. —diz ela em uma voz chorosa. —Por favor, me diz que foi assim que ele falou. —eu gargalho. —Não, mas ele poderia dizer. Pois ele precisava me convencer. Ele é exagerado. Como minhas irmãs não vem da Flórida, você é minha única aliada. Eu preciso de você. E eu pensei que poderia vir embora mais cedo. —Vamos apenas envolvê-los em todas as coisas do casamento. Isso vai assustá-los.


—Por que não pensei nisso antes? —ela pergunta, humor entrelaçando sua voz. —Então, faça uma mala. —ela volta ao propósito de sua ligação. —Sim. —eu digo, incapaz de dizer não a ela. —O que vamos beber? —Vodka Cramberry é o que eu tenho. Você quer mais alguma coisa? Caleb vai ao mercado para pegar algumas cervejas e lanches. —Essa é a minha bebida, Vodka Cramberry. —Eu sei. Você me deixou viciada. Obrigada, Collins, você está me salvando de uma noite de pura testosterona. —A qualquer hora. Vejo você mais tarde. —nós terminamos a ligação, e mentalmente me castiguei por não poder dizer não. Se Grady não estivesse de volta à cidade, eu teria adorado a chance de ficar com eles sem hesitar em ficar por lá. Agora, porém, a vida está confusa e uma bagunça novamente. Sua presença não significa nada. Eu só preciso continuar lembrando meu coração disso. Sua presença não importa e é por isso que tomei cuidado extra quando me preparei. Eu me certifiquei de me depilar em todos os lugares e passar minha loção de lavanda favorita em toda a minha pele. Demorei mais do que eu gostaria de admitir para escolher uma roupa. Eu quero que ele veja o que está perdendo, o que ele voluntariamente desistiu. Eu faço cachos no meu cabelo, deixandoos cair nas minhas costas e uma maquiagem bem leve. Eu não quero parecer que estou muito desesperada ou me esforçando para impressionar. Eu vesti um short jeans cortados e uma regata


cor de vinho. Concluindo com sandálias pretas e eu estou pronta para ir. Eu me certifiquei de colocar alguns shorts curtos e um top que combinem para dormir, bem como outra roupa para amanhã. Esse, eu escolhi aleatoriamente. Eu adicionei alguns artigos de higiene e fechei a mochila. Como é possível que eu esteja excitada e temendo esta noite ao mesmo tempo? Eu quero que ele me veja, para ver o que ele nunca poderá ter, não de novo. Mas eu também não quero lidar com isso. Eu quero esquecer a dor e a solidão e apenas viver. Claramente, minha cabeça e meu coração estão em batalha. Por que não tenho certeza? Ambos se lembram da dor. Eu gostaria de poder dizer que superei isso, mas esse nervosismo quando ele está por perto, mesmo misturado com raiva, me diz que não é o caso. Ele foi meu primeiro amor. Ele também pegou o que queria e depois desapareceu da minha vida. Por que meu coração não entende isso? —Para onde você vai? —Tabby pergunta quando eu saio do meu quarto carregando minha mochila. —Casa de Caleb. Eles vão sortear nomes dos casais para a festa de casamento hoje. —Está certo. Você vai ficar? —Talvez, ainda não tenho certeza. Pensei em levar algumas roupas apenas no caso de não poder voltar. Eu acho que Caleb e os caras vão se reunir para jogar conversa fora e Emily não queria ser a única mulher lá. Você quer vir? —Não. Eu tenho um encontro. —ela sorri.


—Me conta. —eu me sento no braço do sofá esperando por mais detalhes. —Só esse cara que conheci no trabalho. Sua mãe está lá e ela está no meu corredor. Ele me convidou para jantar. —Bom para você. Ligue-me se precisar que eu vá buscá-la ou socorrê-la. Escreva-me onde você estará. —Tenho certeza que vai ficar tudo bem. —ela acena. —Ainda assim, mande uma mensagem para mim, então eu não me preocupo. —Entendi, mãe. —diz ela com uma risada. —Há, ha. Vejo você mais tarde ou amanhã de manhã. —Divirta-se. —ela diz por cima do ombro enquanto eu saio pela porta.


í Grady Estou adiantado. Não porque eu quero ver os caras, não porque Caleb e Emily precisam de ajuda para se instalar. Estou adiantado porque sei que ela estará aqui. Não sei quanto tempo ela planeja ficar, mas não quero perder a oportunidade de vê-la. Caleb ligou ontem à noite para me lembrar e mencionou que ela também estará lá, mas as irmãs de Emily não conseguiriam. Elas vivem fora da cidade e isso não é realmente uma festa de casamento. Chegando, no banco de trás, eu pego a garrafa de Crown8 que eu comprei hoje cedo. Este é de sabor maçã, e quando você mistura com Sprite, é letal. Eu não saí muito na época da faculdade, mas meus colegas de quarto e eu nos satisfazíamos em casa. Isso é algo que aprendemos na graduação. Educação universitária no seu melhor. —Hey, Grady. —Emily atende a porta. —O que você tem aí? — ela aponta para a minha mão, sorrindo. —Crown de maça —eu levanto uma mão e o fardo de Sprite na outra. —Você já experimentou? —eu pergunto, seguindo ela até a cozinha e colocando os itens no balcão. 8

Whisky sabor maçã de origem Canadense, produzido pela adega The Crown Royal Company.


—Não, isso é bom? Não bebo muito, mas Collins tem me viciado em Cape Cod9. —Eu tomei um Royal Flush10, mas nunca apenas Vodka e Cranberry. —Então você terá que provar uma hoje à noite. Essa é praticamente a única bebida que Collins e eu vamos beber. Bem, ela ama aqueles Smirnoffs Ice de uva selvagem, mas eu não sou muito fã de uva. Eu junto cada pedaço de informação que ela está me dando sobre Collins. Eu posso usar todas as vantagens que conseguir para convencê-la a me ouvir. —Onde está Caleb? Eu finalmente pergunto quando percebo que estamos apenas ela é eu de pé aqui na cozinha. —Ele está no banho. Bryce e Alec ligaram há pouco tempo e estão a caminho também. Você deve estar feliz por estar em casa? —Sim. Faz algum tempo que não venho para casa. A escola e meu trabalho no hospital me mantinham ocupado. Não é uma mentira completa. Eu estava ocupado, mas eu poderia ter dado um jeito. Não posso dizer a ela que dormi com sua futura cunhada, a irmã mais nova do meu melhor amigo, eu não poderia encará-la ou o fato de que eu sabia que isso me faria 9O

Cape Cod ou Cape Codder é um tipo de cocktail que consiste em vodka e suco de cranberry. O nome refere-se a Cape Cod, Massachusetts, uma península e destino turístico popular localizado no leste dos Estados Unidos. 10Drink feito com whisky canadense Crown Royal®, aguardente de pêssego e suco de cranberry.


perder meu melhor amigo. Eu não posso dizer a ela que Collins me fez sentir mais em uma noite do que qualquer pessoa antes dela e qualquer uma que tentasse vir depois. É a meia verdade que dou a ela, que todos terão até que eu possa falar com Collins e o ideal seria por mais de alguns minutos. Espero que esta noite eu tenha a minha chance. —Bem, eu sei que Caleb está feliz em ter você em casa. Estou satisfeita que sua residência seja perto. Onde você disse que vai ser? —Eu não disse. —Eu sorrio. – Riley. —eu digo, e seu sorriso se alarga. —Fantástico! Você sabia que Collins trabalha lá? Ela é uma enfermeira do ER. Ela começou há algumas semanas atrás. Claro que sim! —Não, eu não sabia. Eu sabia que ela era enfermeira, sua companheira de quarto também, certo? Eu estou sendo casual quando tudo o que posso pensar é estarmos no mesmo lugar pelos próximos três anos. Porra, espero que não demore tanto tempo para conquistá-la. Você se foi há três anos, idiota. Isso é o que você merece. —Sim, elas foram para a escola de enfermagem juntas. Eu acho que ela não sabe que Riley é onde você vai fazer sua residência também. —ela me estuda. —Sim, vamos manter isso entre nós por enquanto. —eu sei que ela está tentando processar porque eu diria isso. —Isso é


sobre o seu casamento. Ela vai descobrir em breve. —o sorriso volta para o rosto dela. —Eu tenho fotos das minhas irmãs e Collins. Eu coloquei em envelopes. Vocês três vão sortear canudos para ver quem vai primeiro. Uma vez sorteado o canudo, você pode abrir seu envelope e ver com quem será sua acompanhante. —Ela bate palmas enquanto se irradia de excitação. —Você está torcendo? —Caleb pergunta, dando um passo mais perto dela e envolvendo os braços em sua cintura. —Talvez um pouco. —ela se vira para olhá-lo. —Eu estava contando a Grady sobre o plano de sortear nomes. Ele sorri para ela. —Você é fofa. —ele beija o nariz dela e depois olha para mim. —E aí cara. Obrigado por vir. —Oh, ele trouxe isso. —Emily levanta a garrafa de Crown da ilha. —Agradável. —ele sorri. —Já faz muito tempo que não saímos os quatro juntos. —Ei, não esqueça que sua irmã e eu estaremos aqui também. —Eu nunca poderia te esquecer, querida. —Fala sério vocês dois, se for assim a noite toda, eu vou voltar para minha casa. —diz Collins atrás de mim. Eu luto para não me virar para olhar para ela. Eu posso ouvir seus passos quando ela se aproxima, seu perfume de lavanda me


cercando. Então ela está lá, ao meu lado. Eu olho para ela com o canto do meu olho e sua atenção está em seu irmão e Emily. —Obrigada por chegar! —Emily revira os olhos de brincadeira. —Eu estava prestes a ficar em desvantagem. Ainda estamos, mas eu precisava de você. —ela diz dramaticamente, fazendo Collins rir. Eu viro minha cabeça para olhar para ela, sua risada me cativando. —‘Ei’. —eu a cumprimento. Eu estou sendo casual, mas foda-se. O que eu sinto é tudo menos casual. —Oi. —diz ela com um sorriso que não atinge os olhos. — Onde está todo mundo? —ela pergunta a Emily. Nós todos sabemos que ela preparou toda essa reunião. —A caminho. Alec ia pegar Bryce. —assim que ela fala, há uma forte batida na porta. Com os nós dos dedos, os dois vão cumprimentar nossos amigos, me deixando sozinho com Collins. —Você está linda. —digo a ela. —Cala a boca, Grady. —Estou sendo honesto. Escute, você acha que talvez depois que a reunião acabar nós poderíamos tomar alguma coisa e conversarmos? —Não. —Lá está ele. —a voz profunda de Bryce explode quando ele entra na sala. Ele envolve um braço em volta do meu pescoço e me puxa, esfregando o topo da minha cabeça.


—Idiota. —eu rio e empurro-o para longe, apenas para receber o mesmo tratamento de Alec. Eu o empurro também. —Minha futura esposa. —Bryce envolve seus grandes braços musculosos em torno de Collins e a puxa para o peito, beijando o topo de sua cabeça. O problema é o seguinte. Nós quatro somos inseparáveis desde o jardim de infância. Caleb e eu somos vizinhos há mais tempo ainda. Mas neste momento, estou me segurando para não socar um dos meus amigos mais antigos na cara. Collins ri e coloca os braços em volta da cintura dele, dando-lhe um abraço. Meus punhos se apertam ao meu lado. —Ah é? —ela pergunta, divertida, olhando para ele. Aqueles olhos azuis dando a ele toda a atenção. —Eu preciso de um anel. — ela levanta a mão esquerda e balança os dedos. Eu quero cair de joelhos e dizer a ela que vou comprar qualquer maldito anel que ela queira. Não me interessa o quanto custa se ela só falar comigo e tirar as mãos dele. —Minha vez. —diz Alec, puxando-a de Bryce e abraçando-a e puxando-a para o lado dele. Eu vejo quando Bryce vai até Emily e a puxa para um abraço também. Ele não parece se importar ou perceber que Caleb está olhando para ele. Alec libera Collins e faz o mesmo. Eu quero a minha vez de abraçá-la, segurá-la no meu peito e deixar que seu perfume de lavanda me cubra. Eu fodi tudo, mas estou de volta, e não vou desistir até que esse cenário seja a nossa realidade.


—Certo. —diz Alec, rindo quando vê o olhar que Caleb está dando a ele. Aquele que diz —você tem apenas alguns segundos para tirar as mãos da minha futura esposa. — Eu conheço bem esse olhar. Eu estou com o mesmo olhar para ambos desde que eles entraram pela porta; eles simplesmente não parecem notar. —Vamos começar? —ele pergunta. Emily bate as mãos. —Sim. Ok, então cada um de vocês vai sortear um canudo. O mais longo vai primeiro e assim por diante. Cada um de vocês pegará um envelope. Dentro está a foto de uma das minhas irmãs ou Collins. —Eu vi suas irmãs, Emily, e esta. —Bryce aponta para Collins. – É a melhor. —ele sorri. —Foda-se sim, ela é. —Alec concorda. Eu fico em silêncio. Eu assisto Caleb, esperando para ver se ele fala alguma coisa sobre o jeito deles falarem da sua irmãzinha. Ele não diz nada. Eu estava errado? Ele teria nos aceitado? Ele aceitaria que nós dois estivéssemos juntos? Eu corri por nada? Estraguei a melhor coisa que aconteceu comigo, por nada? Bryce bate as mãos e as esfrega. –Vamos começar. Emily vai até a gaveta e tira três canudos que já estão lá. Eu me afasto. Não importa a ordem que escolhemos; Ainda há uma chance em três de eu ser o acompanhante de Collins. Em vez de me preocupar quando pego meu canudo, faço uma oração silenciosa para que seja a foto dela no envelope.


—Mostrem. —Emily diz depois que eu sorteio o meu. —Alec, Grady, então Bryce. —ela anuncia. Virando, ela pega três envelopes lacrados pretos do armário e os coloca em frente de cada um de nós. Qual é, pelo menos você poderia ter feito os envelopes brancos para que pudéssemos tentar enganar. —brinca Bryce. —Não. Nós queremos que isso seja justo. Muita pressão para o lado de Collins. —ela ri. Caleb se inclina e beija sua bochecha. Alec embaralha os envelopes até finalmente escolher um. Ele começa a abri-lo quando Caleb diz para ele esperar. —Ela quer que todos vocês os abram ao mesmo tempo, certo, Em? —ele pergunta a sua noiva. —Sim. —Ela olha para mim. —Sua vez, Grady. Eu olho através da ilha para Collins e ela está mordendo o lábio inferior, os olhos focados nos dois envelopes restantes. Eu sei que seu pedido silencioso é exatamente o oposto do meu. Respirando fundo, fecho os olhos e alcanço cegamente um dos envelopes. —Tudo bem. —diz Bryce. —Podemos abri-los agora? Ele alcança o último envelope restante. —Você está gostando muito disso. —brinca Caleb. —Ei, você pode me culpar? Elas são todas gostosas como o inferno. —ele pisca para Collins e novamente, eu luto contra o desejo de dar um soco nele. —De qualquer forma, todos nós


ganhamos. Eu só preciso saber com que beleza vou ficar aconchegado no dia do casamento. Emily ri. —Elas são todas solteiras também. —ela analisa Collins. —Ei, agora. —Caleb ri. —Eu não preciso ouvir essa merda sobre minha irmãzinha. É isso aí? Nenhum aviso para manter nossas mãos longe? Nenhum aviso de que, se a tocarmos, ele vai chutar nossas bundas? Enquanto crescíamos, eu ouvi esse discurso tantas vezes que eu posso recitar. Tem que ser a emoção do casamento. —No três. —Emily conta. Ao som do três, eu lentamente abro o envelope e deslizo a imagem de suas profundezas. Eu olho para ele, pisco e depois olho de novo. Ela ainda está lá. Collins com seus longos cabelos escuros e seus brilhantes olhos azuis estão olhando para mim. Eu a peguei. Eu odeio pensar que eu não a convenço até o casamento, mas eu fiquei com ela. Eu vou querer tudo e mais alguma coisa que eu possa conseguir dela. —A sexy Samantha. —Bryce nos mostra sua foto. —Eu gosto de mulheres mais velhas. —Alec segura uma foto da outra irmã de Emily, Cindy, acho que ela disse que esse era o nome dela. —Ela é dois anos mais velha que nós. —Emily balança a cabeça. —Sam é o quê, dois anos mais nova? —Bryce pergunta.


—Não. Quatro, ela e Collins são da mesma idade. —ela olha para mim. —Você ficou com a nossa menina aqui. Mais uma vez, ela analisa Collins. —Sim. —eu digo, olhando para Collins. —Eu fiquei com a nossa menina. Minha voz é suave e meus olhos estão fixos nela, mas ninguém parece pensar em nada quando começam a distribuir bebidas.


í Collins —Collins, Grady tem uma experimentarmos. —Emily me diz.

bebida

nova

para

nós

—Oh sim? Minhas mãos estão suando e meu coração está batendo mais rápido do que deveria para uma agradável tarde de sábado. Ele me sorteou. Eu sabia que era possível, mas percebi que o destino teria pena de mim. Como vou fazer isso? Deixar ele me acompanhar pelo corredor? Dançar com ele na recepção, sentar ao lado dele na festa, fotografias? A lista continua e continua, mas o fato é que somos companhia um do outro o evento todo. Eu tenho semanas, mera semanas para aceitar o fato. Eu sou uma adulta, eu me lembro. São duas noites, o ensaio e depois o casamento. Se eu conseguir passar por elas, posso lidar com ser legal e sorrir para as câmeras. São apenas dois dias. Isto é para o meu irmão mais velho e futura irmã. Eu posso ser madura. Talvez se eu continuar repetindo isso, eu realmente acredite. —É Crown de maça e Sprite. —diz ele. Eu olho para cima para encontrá-lo me observando. —Eu não bebo muito.


Não sei por que digo isso a ele, mas sinto que preciso que ele saiba que não saí que nem louca bebendo por causa dele. —Eu também. Meus dois colegas de quarto durante a faculdade de medicina me mostraram isso. Nenhum de nós saiu muito, mas nos dávamos ao luxo aqui e ali depois de uma sessão de estudos em nossa casa. É bom. —ele diz, acrescentando Sprite a um copo de Crown e empurrando-a pela ilha em minha direção. —Tente. —diz Emily. Sinto-me tentada a deixá-lo ali e ir embora, mas isso seria certo que algo está errado. Eu preciso aprender a agir como se ele fosse apenas um cara. Ele não é mais o cara, pelo menos é o que eu continuo dizendo a mim mesma. Eu tomo um gole e, surpreendentemente, não é ruim. —É bom. —Aqui. —Grady desliza um copo em direção a Emily e ela toma, imediatamente um gole dasuaprópria bebida. —Uau, isso é muito bom. Eu preciso adicionar isso à minha curta lista de bebidas. —ela sorri e toma outro gole. —Sim. —eu concordo com ela, tomando outro gole. Eu olho para Grady e ele está sorrindo orgulhosamente, observando-me. —Você quer um, cara? —ele pergunta a Caleb. —Por que não. —diz ele. Grady faz uma bebida para Caleb enquanto eu finjo não estar olhando para ele pela borda do meu copo. Eu sei que ele sabe, mas ainda estou fingindo que não é o caso.


—Sirva, G. —diz Bryce, colocando o braço sobre o meu ombro e pegando meu copo. Eu o estudo quando ele coloca nos lábios e inclina a cabeça para trás, drenando minha bebida. – Faça outra para a minha garota. —diz ele, colocando meu copo agora vazio no balcão e deslizando-o em direção a Grady. —Eu estava fazendo um para você idiota. —resmunga Grady. —Pode muito bem me dar um também, se você estiver servindo. —Alec diz a ele. Grady acena enquanto adiciona Sprite ao copo que foi feito para Bryce. Em vez disso, ele pega e segura para mim. – Collins. — ele diz suavemente. Pego o copo oferecido, dizendo a meu coração que ele me serviu primeiro porque Bryce bebeu a minha. Faz muito sentido, mas conheço o Grady. Já faz anos, mas eu sei o tipo de cara que ele é. Damas primeiro. Eu passei três anos tentando esquecer que é o seu lema em tudo que ele faz. É um lema pelo qual uma vez fui muito beneficiada. Agora eu odeio isso. Eu odeio as memórias que isso traz. Eu odeio lembrar-se delas, mas eu odeio ter que esquecer. É uma situação sem vitória. Grady prepara bebidas para Bryce e Alec e coloca a tampa de volta na garrafa, sem fazer uma para si mesmo. —Não vai beber? —Caleb pergunta a ele. —Só não estou a fim agora. —ele diz como uma explicação. Copo inclinado para os meus lábios, eu o olho sobre a borda e ele está me observando. Ele me dá um pequeno sorriso e fecho os


olhos, tomando um grande gole. Quando ele olha para mim assim, como se ele me quisesse, isso me irrita. O tempo para isso passou. Se ele acha que pode voltar para a cidade depois de desaparecer por três anos e encontrar tudo como era antes, que podemos ser amigos ou o que diabos é que ele quer dizer ou perguntar, ele está errado. Ele está tão errado. Eu sei que preciso permanecer forte, resistir aos encantos dele e à vontade de falar com ele. Há, no entanto, uma pequena parte de mim que quer ouvir o que ele tem a dizer. Ainda mais quando ele pede desculpas novamente, porque de nossas interações até aqui, isso é um dado adquirido. Será que algum dia poderei perdoá-lo? —Então, Emily... —Alec fala, —...suas irmãs vão chegar para ajudar com as coisas do casamento? —Acho que não. Collins tem sido ótima em ajudar nos planos do casamento e, claro, minha futura sogra também ajudou muito. —ela fica maravilhada só de falar que a minha a mãe será sua sogra. —Então, quais são os planos antes do casamento? Alguma coisa que precisamos fazer? —Grady pergunta. —Não. Está tudo resolvido. Nós precisamos que vocês três tirem medidas para fazer as calças e as camisas. —Não tenho que usar smoking. —Bryce joga a mão no ar em comemoração silenciosa. —Não. Eu quero que todos estejam confortáveis. É por isso que escolhi os vestidos das damas naquele modelo. Elas tecnicamente podem usá-los novamente se quiserem.


Grady olha para mim e sorri. Eu me viro para Emily e finjo que estou ouvindo ela dizer a Bryce e Alec o que eles vão usar. No entanto, eu não ouço nada que ela diz. Tudo o que posso ver é o sorriso dele e o jeito que isso me afeta. Eu odeio isso. Eu odeio que depois de todo esse tempo seu sorriso ainda faz com que as borboletas batam asas no meu estômago. Eu odeio o jeito que eu anseio por esse sorriso ser direcionado para mim todos os dias. —Collins. —Sua voz profunda me tira dos meus pensamentos. Piscando, olho para ele e percebo que estamos apenas nós dois na cozinha. —eles foram para a sala, você está bem? —Bem. —eu levo a minha bebida aos lábios e tomo. —Você quer outro? Eu concordo. Ele pega o copo vazio da minha mão, seus dedos roçando os meus. Há um choque de eletricidade. Eu rapidamente puxo minha mão; Felizmente, ele já estava com o copo. Felizmente, evitando que caísse e a necessidade de explicar o ocorrido. Como é possível que, três anos depois, meu corpo ainda reaja ao seu toque? —Seu cabelo está mais longo. —diz ele, colocando a tampa de volta na garrafa de Crown e abrindo uma nova lata de Sprite. Eu não me incomodo em responder. Em vez disso, observo cada movimento dele. Quando ele desliza o copo agora cheio em cima do balcão para mim, eu pego e tomo um pequeno gole, sabendo que preciso me acalmar. —Collins. —ele para e engole em seco. —Eu sinto Muito. Há tanta coisa que preciso dizer.


Eu rio sem humor. —O tempo para isso passou, Grady. Onde estavam suas palavras quando eu estava mandando mensagens de texto e ligando para você? Quando eu estava implorando para você falar comigo? —eu fecho meus olhos e respiro fundo. Quando eu os abro, ele está me observando, tristeza e o que parece ser arrependimento escrito em todo o seu rosto. —Nós terminamos aqui. —eu digo, me virando e fazendo meu caminho em direção à sala de estar. Eu encontro os outros sentados ao redor da sala, apenas conversando. Caleb e Emily estão amontoados na cadeira, enquanto Bryce e Alec estão no sofá. Há uma cadeira vazia e um lugar no sofá. Nenhum apelo para mim, então eu aceno e aponto para as portas do pátio. Eu preciso de um pouco de ar fresco. Quando chego à porta, não consigo enxergar do lado de fora por causa da luz interior, mas sei o que vou encontrar atrás da porta. Um pequeno pátio com mesa e cadeiras. Depois de abrir a porta, eu a fecho atrás de mim. Eu afasto a mesa e as cadeiras e vou em direção ao corrimão. Somente com o copo na mão, eu inclino meus cotovelos contra o corrimão e fecho meus olhos. O ar quente da noite me rodeia, assim como os sons da cidade, carros passando, vozes ao longe. Eu respiro fundo e exalo lentamente. —Você está bem? —uma voz profunda pergunta, uma voz que assombra meus sonhos. Quando não respondo, ele coloca a mão nas minhas costas. – Collins. —ele diz novamente. Perdida demais em meus pensamentos, eu nem o ouvi chegar. Isso é o que ele faz comigo. —O que você está fazendo aqui, Grady? —Verificando você.


—Não. —eu digo com força. —O que você está fazendo aqui? De volta à cidade? —Eu moro aqui. —Não, você não mora. Já se passaram três anos desde que você pisou nesta cidade. —Já era hora de voltar. —Estava na hora. —eu zombei. —Volte para dentro, Grady. Inclinando minha cabeça para trás, eu tomo o resto da minha bebida. Em vez de ir embora, ele se aproxima. —Collins. —ele diz suavemente. —Sinto muito por ter ido embora. É o meu maior arrependimento. Por favor, podemos conversar sobre isso? —Não —eu digo, arrastando o ‘O’. Ele se aproxima, e eu posso sentir seu calor nas minhas costas. Ele apoia os braços no corrimão ao lado do meu, me prendendo. Um passo mais perto e seu peito está encostado em minhas costas. Fechando meus olhos, eu luto contra o arrepio que o toque dele causa. —Eu estava errado, Collins. Eu estive com medo por tantas razões e agi como um covarde. Sua respiração quente toca minha orelha e desta vez, o arrepio é evidente. Quando o sinto enterrar a cabeça no meu pescoço, começo a entrar em pânico.


—O que você está fazendo? Eles poderiam nos ver... —eu digo, tentando sair de seu controle, mas ele está muito perto, é muito forte. —Eu não me importo com isso, nada disso. Tudo o que me importa é você. Por favor, fale comigo. De olhos fechados, deixo seu timbre profundo me invadir. Eu quero virar em seus braços e envolver os meus ao redor de sua cintura. Eu quero sentir seu calor me envolver, mas esse é o meu coração falando, aquele que ainda anseia por ele. Tenho que seguir minha cabeça. —Não, não podemos fazer isso. Não aqui. —Me encontre. Você me diz quando e onde e estarei lá. —Certo. —eu rio. —Você é tão confiável. Seus lábios pressionam contra o meu pescoço e eu luto contra o desejo de me derreter nele. —Precisamos voltar para dentro. —Eu não me importo deles nos virem. —ele insiste. —Você pode não se importar, mas eu sim. Por que eles precisam saber sobre a nossa única noite de loucura? Isso não vai acontecer novamente. Não há necessidade de arruinar amizades. —Não foi uma noite de loucura. —ele diz através do que eu tenho certeza que são dentes cerrados. Eu olho para as mãos dele que estão segurando o corrimão. —Por favor, podemos ir a algum lugar e conversar?


—Não. —eu consigo me virar em seus braços. Quando eu olho para ele, seus olhos verdes estão focados apenas em mim. —Foi uma noite sem planejamento. Você se arrependeu assim que aconteceu e eu, bem, aprendi a lidar com a rejeição. Nós não vamos discutir isso. Foi há anos. Eu não sei o que me fez fazer isso, mas fico na ponta dos pés e pressiono meus lábios nos dele. Seu aperto no corrimão solta e ele descansa as mãos na parte inferior das minhas costas, me puxando para ele. Quebrando o beijo, eu saio de seu abraço. Seus braços caem para os lados e ele está respirando pesadamente. —Isso, o que quer que tenha sido naquela época, não existe mais. —Eu passo ao redor dele e caminho de volta para dentro. Eu decido ir para a cozinha, então faço outra bebida. Desta vez, mais Crown que Sprite. Não quero pensar em Grady, nem naquela noite, ou na sensação dos seus lábios contra os meus. Eu não quero dar ao meu coração a chance de se agarrar a ele, ou pensar nele. Isso foi há muito tempo. Nós nunca poderemos voltar. —Aí está você. —diz Emily. —Você está bem? —Sim, só queria um pouco de ar fresco e precisava de outra bebida. —Faz outro para mim também. —ela sorri. Eu faço exatamente isso. Eu faço o dela tão forte quanto o meu e voltamos para a sala de estar. Grady está sentado no sofá com Bryce e Alec, deixando a cadeira para mim. Eu evito olhar para ele, fingindo que ele nem está lá. Eu preciso aprender a lidar com a volta dele à cidade.


—Vamos jogar Eununca11. —Alec bate as mãos, movendo-se para sentar na beira do sofá. —Estamos de volta à faculdade? —Caleb ri. —Eu vou primeiro. —diz Bryce, ignorando-o. Meus olhos vagam para Grady por vontade própria e ele está me observando. Esta vai ser uma noite longa.

11

O jogo é jogado em um círculo começando com uma declaração: eu nunca ... (por exemplo, estive em Viena). Aquele que esteve em Viena deve beber.


í Grady Ela me beijou. É tudo em que consigo pensar, na sensação de seus lábios macios pressionados contra os meus. Eu quero agarrála e puxá-la para o meu colo, enterrar meu rosto em seu pescoço e segurá-la. Eu quero mostrar a todos que ela é minha. Eu a machuquei, eu entendo isso. Eu sei que vou ter que trabalhar duro para provar a ela que estou arrependido. Eu era jovem e burro e, sou sincero, me assustei com os sentimentos que ela provocava em mim. —Nunca fui à faculdade de direito. —Bryce sorri. —Que diabos? —Caleb ri. —Você está tentando me embebedar? —Beba, irmão. —brinca Bryce. —Espere. —diz Emily. —Grady, você precisa de uma bebida. —Eu não vou beber esta noite. —digo a ela. —Claro, você vai. —diz ela, em pé. —Não mesmo. Eu tenho algumas coisas da residência para fazer amanhã e eu preciso de uma mente sã. É uma mentira, mas consigo ficar livre da bebida.


—Tudo bem. —ela resmunga. Ela desaparece na cozinha e volta com uma lata de Sprite e entrega para mim. —Obrigado. —Ok, agora eu. Nunca fiz sexo em um lugar público —diz Alec, sorrindo. Bryce amaldiçoa em voz baixa e toma uma bebida. —Você está escondendo o jogo. —Caleb zomba dele. —Nas regras do jogo não diz que temos que dar detalhes. — ele sorri. Caleb ri. —Eu te conheço. Certo, minha vez. Ele olha para Emily, que ainda está sentada em seu colo. —Nunca tive um caso de uma noite. Ela sorri para ele e é quando eu me lembro da história deles. Eles tiveram uma coisa única ao se olhar, até que ele correu atrás dela novamente e convenceu-a a sair com ele. Um encontro levou a dois e aqui estamos nós, nos aproximando rapidamente do dia do seu casamento. Bryce, Alec e Collins bebem, mas eu não. —Certo. —Collins zomba. Eu levanto minha sobrancelha para ela, desafiando-a a dizer mais. Eu tive três anos para pensar sobre isso, e se eu perder meu melhor amigo para tê-la, vai valer a pena. Ela vale a pena. Se eu pudesse voltar no tempo e fazer diferente, nunca a teria deixado. Eu teria dormido com os braços bem apertado em volta dela, absorvendo cada maldito minuto que eu podia antes de ter que voltar para a escola.


—Continuando. —Caleb fala. —Eu vou fingir que minha irmãzinha não bebeu por essa. —Nunca vi o oceano. —diz Emily rapidamente. Alec e eu somos os únicos a beber. Faço uma anotação mental para um dia levar Collins para a praia. —Col... —diz Caleb. —Ok. —Ela se senta um pouco mais ereta em sua cadeira. — Eu nunca dei as costas para alguém que me interessa. —seus olhos perfuram os meus. Eu fiz, mas não fiz. Ela sorri, esperando eu beber um gole de Sprite, então eu faço. Eu não gosto do porque estou tendo que fazer isso, mas é a verdade, mesmo assim. —Grady. —Bryce me cutuca com o cotovelo. —Nunca tive uma multa por excesso de velocidade. —É tosco, mas faz com que todos bebam, exceto Emily e Collins. —Nunca me apaixonei. —diz Bryce. Eu vejo como Caleb e Emily tomam rapidamente suas bebidas. Voltando minha atenção para Collins, ela franze a testa enquanto coloca seu copo nos lábios e toma um gole ao mesmo tempo que eu. Eu não tiro meus olhos dela, esperando que ela entenda. —Você? —Alec pergunta, olhando ao redor de Bryce para mim.


—Achei que não precisávamos defender nossas respostas? — Bryce me salva mesmo sem saber. —Há uma grande diferença entre uma noite e amor. —diz Alec. —Sim, eu, —eu digo, ainda olhando para Collins. É arriscado, mas não consigo desviar o olhar dela, não quando digo: —Ela é incrível, inteligente, linda. —eu me consumo. —Eu estraguei tudo, mas estou trabalhando para recuperá-la. De olhos arregalados, ela desvia o olhar. —Quem é ela? —Bryce pergunta. —Ele não precisa nos contar, lembra? Agora, Alec, é a sua vez. —Emily me resgata. O engraçado é que eu realmente não queria ser resgatado. Eu estava pronto para dizer a todos quem era ela, Collins. Eu estava preparado para meu melhor amigo me dar um soco. Eu não sou o mesmo cara que eu era há três anos. Tempo e distância me fizeram perceber do que eu me afastei. —Eu preciso de outra bebida. —Collins está de pé e está cambaleando. —Ei, irmãzinha. Não acha que já tomou o bastante? —Caleb a observa. —Eu vou ficar, lembra? —Isso não significa que você precisa beber até não se lembrar de nada.


Seus olhos encontram os meus. —Talvez eu queira esquecer. —suas palavras são uma confissão suave que corta o meu peito. — Na verdade, estou bem cansada. Eu acho que vou para a cama. Vejo todos vocês de manhã. —ela acena por cima do ombro e tropeça no corredor. Eu tenho que me forçar a sentar na cadeira e não correr atrás dela. Para tomá-la em meus braços e segurá-la enquanto ela dorme até sair o álcool de sua circulação. —Então, você já encontrou um lugar para morar? —Alec pergunta. —Ainda não. Eu preciso resolver isso esta semana. Eu amo meus pais, mas viver com eles não é algo que eu queira fazer depois de ficar longe por tanto tempo. —Acho que Collins disse que havia uma vaga no prédio dela. Na verdade, é a unidade ao lado dela. A garota se casou há algumas semanas. —diz Emily. —Mesmo? Vou ter que perguntar a ela sobre isso. —É melhor você ir agora antes que ela apague. —Bryce ri. —Boa ideia. —eu me levanto e sigo em direção ao corredor, como se apenas perguntar sobre um apartamento era o que estava em minha mente. Estou assumindo riscos, que tenho certeza que ela odeia, mas ela ser um segredo é algo que eu odeio mais. Eu ficaria bem em ser pego. Quando chego ao quarto de hóspedes, a porta está aberta e a lâmpada de cabeceira está lançando um brilho suave sobre o


quarto. Collins está na cama, enrolada como uma bola. Eu acho que ela está dormindo até que eu ouço um soluço suave se libertar do seu peito. Entrando no quarto, eu caio de joelhos ao lado da cama. Lentamente, seus olhos se abrem, grandes e lindos olhos azuis molhados de lágrimas. —Eu não entendo. —ela confessa. Sua voz é suave e cheia de dor. —Porque agora? Depois de todos esses anos, por que agora? Estendendo a mão, eu seguro o rosto dela em minhas mãos e enxugo suas lágrimas com o polegar. —Eu soube no minuto em que fui embora naquela noite que estava cometendo um erro. Eu sabia que deixar você lá naquela cama seria meu maior arrependimento na vida, mas deixei o medo controlar minhas ações e mantive o carro indo de volta para a faculdade. —Eu liguei para você. —ela sussurra. —O quanto você está bêbada, Collins? Você vai se lembrar dessa conversa de manhã? —Estou zonza, mas não tanto que não me lembre. —Quero dizer-lhe, Collins. Quero contar tudo, mas, querida, quero que você se lembre disso. —Eu vou lembrar. —ela me garante. —Assim como eu me lembro da sensação de ter você pairando sobre mim, do jeito como seus olhos nunca saíram dos meus. —ela para e engole em seco. Passos seguem pelo corredor e desaparecem com o barulho da


porta do banheiro fechando. —Agora provavelmente não é o melhor momento. —Eu não me importo que eles descubram. —eu a lembro. —Se você diz. —Você me diz quando e onde e eu estarei lá. Isso é tudo que eu peço... pela chance de lhe expor meu lado. Isso não significa que eu acho certo o que fiz, mas espero que a conversa ajude você a entender. —Por que agora? —ela pergunta novamente. —Porque, minha linda, Collins, eu quero você na minha vida. —Grady... Eu coloco meus dedos sobre seus lábios. —Só me dê a chance de explicar, por favor? —eu pergunto baixinho. Sua resposta é acenar com a cabeça. —Eu preciso encontrar um lugar para morar, não com meus pais. Emily diz que há um apartamento ao seu lado que está vazio? Mais uma vez, ela concorda. —Posso ligar para você amanhã, conseguir as informações? Outro aceno de cabeça. Inclinando-me, beijo seus lábios macios. Apenas um beijinho, mas um beijo mesmo assim. —Descanse um pouco, baby. Eu te ligo amanhã.


Ela fecha os olhos. Eu me levanto e me viro para ir embora. —Grady. —ela sussurra. Eu me viro para olhá-la por cima do meu ombro. Seus olhos ainda estão fechados. —Você me machucou. Virando, volto para a cama e caio de joelhos. Eu descanso minha mão em seu quadril e dou um aperto suave. —Eu sei que sim. Eu não posso te dizer o quanto eu sinto por ter feito isso. Eu quero compensá-la por tudo que te fiz passar. Provar para você que eu sou o homem que merece você. —Você me deixou. Eu sei que o álcool está deixando afetando ela e suas confissões sussurradas não só me cortam como uma faca, mas elas também confirmam que ter a conversa que precisávamos, hoje à noite, não seria uma boa ideia. —Eu sei, amor, mas prometo que nunca mais vou te deixar. Eu nunca mais vou te machucar. Aguardo uma resposta, mas não recebo nada. Desta vez, eu beijo sua testa e novamente tenho que me forçar a ir embora. A cada passo eu dou no corredor, meu coração grita que eu preciso voltar. Que eu preciso estar aqui quando ela acordar amanhã. Eu preciso mostrar a ela que eu não vou a lugar nenhum. —Bem? —Caleb pergunta.


—Ela está um pouco sem condição de falar sobre isso. Vou ligar para ela amanhã e pegar as informações. Ele concorda. —É bom ter você de volta, cara. Se ele soubesse minha força motriz para voltar para casa. Caleb e eu não poderíamos ser mais próximos se fôssemos irmãos e espero que uma vez que ele se acostume com a ideia de Collins e eu juntos, tudo volte ao normal. Eu não vou viver sem ela. Eu não posso. Eu tentei isso nos últimos três anos. Tentei dizer a mim mesmo que o que senti naquela noite foi um acaso. Que meu coração não estava fundido com o dela, mas era tudo mentira.


í Collins Quando acordei esta manhã, minha cabeça estava latejando e meu coração doía. Recusei o café da manhã com Emily e Caleb e fui para casa. Eu mal me lembrei da viagem, muito perdida nas lembranças da noite passada. O mais silenciosamente que pude, fui direto para o meu quarto e voltei para a cama. Eu queria dormir o dia todo. —Acorde, cabeça sonolenta. —Tabby diz sentada na beirada da minha cama. —Que horas são? —eu pergunto a ela. —Uma hora. Eu gemo, sabendo que tenho coisas para fazer hoje para me preparar para o trabalho esta semana. —Eu acho que preciso arrancar essa preguiça e sair da cama. —Noite difícil? —Vamos dizer que sim. —Eu ouvi você chegar esta manhã. -Sim, Caleb e Emily são tão mega felizes. Eu precisava de mais sono. Não é uma mentira completa.


—Bem, seu telefone está tocando como um louco. Você deveria verificar. Estou indo para a casa de mamãe e papai, até mais tarde. —Até. —eu digo, alcançando a mesa de cabeceira e pegando meu telefone. Eu tenho quatro mensagens perdidas de Grady, enviadas ao longo da manhã.

Grady: Bomdia.Como você está se sentindo? Grady: Eu acho que você ainda está dormindo. Ligue ou mande uma mensagem para mim quando você acordar. Grady: Caleb disse que você saiu da casa dele horas atrás. Você está bem?

E o último.

Grady: Se eu não souber de você em trinta minutos, eu vou até sua casa. Olhando para a hora no meu celular, vejo que foi enviado vinte minutos atrás, estou pronta para digitar uma resposta. A primeira que dou à ele desde que ele entrou de novo na minha vida. Eu: Eu estou bem. Peguei de novo no sono.


Grady: Eu estava preocupado. Eu: Não fique. Grady: Eu sempre fico. Gah! Por que ele tem que ser tão fofo? Eu jogo meu telefone e tiro as cobertas. Pego algumas roupas, eu vou ao banheiro para tomar um banho. Eu deixo a água quente cair em minhas costas, massageando meus músculos doloridos. Eu devo ter dormido de mau jeito. Quando a água começa a esfriar, eu a fecho e saio e é quando ouço a batida na porta. Merda. Correndo, amarro meu cabelo em uma toalha, coloco meu roupão e abro a porta do banheiro. Meus pés molhados encharcam o carpete enquanto corro para a porta. Abrindo-a, minha boca se abre quando vejo quem é. —Ei. —sua voz profunda me cumprimenta. —Grady, o que você está fazendo aqui? Ele segura uma sacola. —Eu trouxe o almoço. Pensei que poderíamos comer enquanto você me fala sobre o apartamento ao lado. Eu gemo, lembrando que eu disse a ele que poderíamos conversar hoje. Recuando, faço sinal para ele entrar. —Eu volto já. Eu corro de volta para o banheiro, fechando e trancando a porta atrás de mim. Eu seguro minhas mãos no balcão e respiro fundo. Eu não sei quanto tempo eu estou aqui, mas deve ter sido um tempo porque Grady bate na porta.


—Collins, você está bem? —Sim, saio em um minuto. —eu digo através da porta. Correndo, eu me visto, colocando um short esportivos e uma regata. Eu removo a toalha da minha cabeça e escovo meu cabelo comprido. Em vez de colocar qualquer esforço em minha aparência, amarro os fios ainda molhados em um nó no topo da minha cabeça. Não é meu melhor visual, mas o que me importa? Não é como se eu estivesse tentando seduzi-lo ou chamar sua atenção. Com mais uma respiração profunda, eu abro a porta e lentamente caminho de volta para a sala de estar. —Com fome? —Ele pergunta assim que me vê. Ele aponta para a bolsa branca na mesa. —Hambúrguer e batatas fritas, cura perfeita para a ressaca. —Obrigada, você não tinha que fazer isso. —sento-me no sofá no lado oposto. —Eu queria. —ele pega a sacola e distribui nossa comida. Ele então me entrega uma garrafa de água. —Encontrei na geladeira. —explica ele. Eu concordo. Nós comemos em silêncio. Quando eu finalmente dei minha última mordida, tenho que admitir que me sinto melhor. —Então, você está querendo um apartamento? —Sim, morar em casa com minha mãe e meu pai, depois de viver sozinho todos esses anos, se tornou difícil. —E você quer morar aqui?


É uma pergunta estúpida, mas eu pergunto de qualquer maneira. —Claro, quero dizer, é um bom lugar, certo? Agarrando meu telefone da mesa de café, eu procuro o contato do senhorio. Eu faço uma captura de tela e depois mando uma mensagem para ele. Seu telefone apita, mas ele não faz nenhum movimento para verificar. —Eu acabei de enviar a informação do proprietário. —Obrigado. —Ele ainda não faz nenhum movimento para verificar isso. – Agora é uma boa hora? —ele pergunta. —Para o quê? —Estou me fazendo de idiota, mas não sei se estou pronta para ter essa conversa. Eu ainda estou me recuperando da noite passada. —Collins, eu não tenho certeza de quanto da noite passada você se lembra, então eu vou dizer de novo. —ele respira fundo, olha para as mãos que estão juntas, depois de volta para mim. O que eu vejo me faz respirar. O remorso está claramente escrito em seus olhos. —Meu maior arrependimento na vida foi me afastar de você naquela noite. —ele faz uma pausa, mas nunca tira os olhos de mim. —Eu não sei quando isso começou, mas antes de sair para a faculdade, notei você. Notei que você não era apenas a garota da casa ao lado ou a irmã mais nova do meu melhor amigo. Eu sabia que você estava fora dos limites, então deixei passar e fui para a faculdade. Sem mencionar que você era menor de idade. Ele toma um gole de sua garrafa de água, coloca a tampa de volta e a coloca no chão, perto dos pés.


—Então voltei para casa e você estava ainda mais bonita do que eu me lembrava. Era como se o fato de eu estar longe e não te ver, depois vê-la novamente, me fizesse querer você ainda mais. — confessa. —Naquela primeira noite, jantamos com nossas famílias. Usei todas as minhas forças para não ficar com o olhar fixo em você. Eu podia sentir você me observando. Eu sabia que aqueles lindos olhos azuis estavam fixos em mim. Eu disse a mim mesmo para ignorar isso, para ignorar você. Mas na noite seguinte, nada me faria ficar longe de você. Eu quero dizer a ele para parar, que eu não quero ouvir isso. Dizer a ele que meu coração frágil não aguenta, mas eu não digo. Porque meu coração frágil quer ouvir o que ele tem á dizer. Cada palavra. —Eu nunca pensei que iria tão longe. Quando você me arrastou pela mão e saiu para o quintal, eu disse a mim mesmo que eu só queria um gosto. Eu queria saber se seus lábios eram tão macios quanto pareciam. Eu precisava saber se eles eram tão doces quanto eu imaginava. Eu posso ver a noite tão vividamente em minha mente. Ele estava me observando, eu também estava olhando para ele. Caleb foi distraído por sua nova namorada, nossos pais estavam jogando cartas e eu queria algum tempo com ele. Apenas para falar com ele. Eu sempre o persegui, mas a atenção que ele estava me dando naquela noite incendiou meu sangue. Lembro-me de pegar a mão dele e levá-lo para o deque.


—É uma noite tão legal. —eu envolvo meus braços em volta de mim para afastar o frio. Não estava congelando, mas não estava nem um pouco quente. —Você está tremendo. —ele se inclina e envolve seus braços em volta dos meus ombros. —Melhor? Grady Carmichael me abraçou! —Sim, obrigada. —eu aproveito e me aconchego um pouco mais. —Eu tenho uma ideia. Venha comigo. Ele enlaça os dedos nos meus e me leva pelo meu quintal até o dele. Atrás da garagem deles fica o trailer de seus pais. Grady abre a porta e segura aberta para mim. Cautelosamente, entro no trailer. —O aquecimento não está ligado, mas vai nos manter fora do ar da noite. Eu me viro para agradecer a ele e ele está lá, tão perto que eu posso sentir o cheiro dele, um cheiro almiscarado que é completamente Grady. E seus olhos, mesmo na escuridão da noite, eu posso dizer que eles estão focados em mim. Eu tenho toda a sua atenção. ‘Obrigada', eu sussurro. Ele coloca uma mão no meu quadril, a outra alcança e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. —Eu precisava mantê-la aquecida. Ter os olhos dele em mim a noite toda, combinado com cobiçar ele por anos me deixa ousada.


—Você acha que talvez se você me beijasse isso poderia ajudar? Eu pergunto timidamente, mas é muita ousadia pra mim. Eu sei que ele sabe que eu gosto dele. Como ele poderia não saber? No entanto, isso é completamente diferente. —Você quer que eu te beije? Sua voz é suave. Sua grande mão encosta na minha bochecha e ele traça meus lábios com a ponta de seu polegar. —Você quer me beijar? Minha voz é trêmula, mas não do frio; É da adrenalina correndo pelas minhas veias. Eu não posso acreditar que estou aqui com ele, assim. —Mais do que tudo. —ele confessa. A próxima coisa que eu sei é que ele está se inclinando e pressionando seus lábios nos meus. Eu suspiro, surpresa com o que está acontecendo e ele desliza a língua pelos meus lábios. Lentamente, sua língua duela com a minha. Eu agarro sua camisa e deixo a emoção fluir. —Collins. —ele murmura, afastando-se do beijo. —Por favor, não pare. —eu imploro. Estou ciente de que estou implorando, mas é o que ele faz comigo. Eu nunca fui beijada assim antes. Como se ele precisasse moldar seus lábios aos meus, como se me beijar fosse a única maneira de ganhar oxigênio. É uma sensação inebriante e quero mais. —Eles vão saber que estamos ausentes.


Meus ombros caem, sabendo o que isso significa. Meu tempo com ele acabou. ‘Sim’, eu relutantemente concordo. Eu sei que ele está certo, mas isso não significa que eu goste. —Você pode me encontrar aqui mais tarde? Minha cabeça se levanta para olhar para ele. —Mais tarde? —Sim, depois que meus pais chegarem em casa e vocês estiverem na cama. Nós poderíamos nos encontrar aqui. Se você quiser. —Eu quero. —Venha aqui. —Ele me puxa para ele e me beija novamente. Tão profundamente e tão carinhoso quanto o anterior. —Me manda mensagem quando estiver pronta. Eu venho te encontrar. —OK. —OK. Com mais um beijo rápido em meus lábios, ele pega minha mão e me leva para fora do trailer e volta para o meu quintal. Nós nos sentamos no deque traseiro, assim quando Caleb sai da casa. —E aí cara. Eu estive procurando por você. —Só estou tomando ar. —diz Grady. —Você quer ir comigo levar Sara para casa? —Não, vá em frente. Eu vou para casa em breve. Estou cansado.


—Tudo bem, cara, eu te vejo amanhã então. Mais tarde, mana. —Caleb diz com um aceno, e então ele se vai. Quando a porta se fecha, Grady fica de pé. —Me chame, Collins. Mesmo que você mude de ideia, mande-me uma mensagem para me avisar. —OK. —Eu agarrei meu telefone na mão naquela noite, esperando pelo seu texto. Eu disse a mim mesmo que só ia beijar você mais um pouco. Eu sabia que estava errado, me esgueirar com você, mas não consegui evitar. Eu queria você, Collins.


í Grady Minhas mãos estão suando, mas eu continuo falando. Tenho toda a sua atenção e não tenho ideia de quanto tempo ainda ela vai me ouvir. Eu preciso falar tudo. —Eu queria você. —eu digo novamente. – A minha intenção não era fazer amor com você. —seus belos olhos azuis se misturam com lágrimas, mas eu continuo falando. —Foi o que eu fiz naquela noite, Collins. Eu fiz amor com você. Não era algo que eu já fizera antes. —Sim, certo. —ela zomba. —Eu sei que não foi sua primeira vez. —Eu fiz sexo antes de você, sim. Mas eu nunca fiz amor. Isso é o que foi para mim. Quando finalmente recebi sua mensagem, fiquei nervoso porque estávamos nos escondendo, mas não me importei. Ela era tudo em que eu conseguia pensar, o gosto de seus doces lábios. Eu já estava viciado.

—Ei. —eu sussurro na noite. —Oi. —ela diz timidamente.


Eu rapidamente abro a porta do trailer e a conduzo para dentro tirando-a do frio. —Eu trouxe alguns cobertores extras. Eu não queria que você ficasse com muito frio. —Eu apenas assumi que você me manteria quente. —Sua voz é suave e insegura. Eu rosno e a puxo para perto de mim. Meus lábios batem nos dela, e ela não hesita em abri-los para mim. Seu gosto explode na minha língua e eu já sei que ela é diferente. Eu sei que esta noite é diferente de qualquer outra noite, de qualquer outra garota. Ela puxa a minha camisa e é um espaço apertado no corredor do trailer. Paro o beijo, eu a guio para o quarto nos fundos. É onde eu deixei os cobertores extras. Eu subo na cama e dou um tapinha no espaço vazio ao meu lado. Sem hesitação, ela toma seu lugar ao meu lado. —Você quer que eu mantenha você aquecida? —eu pergunto, colocando uma mão em seu quadril e puxando-a o mais perto que eu posso. —Eu queria isso há muito tempo. —ela confessa. —Seu irmão é meu melhor amigo. —Devemos chamá-lo e pedir permissão? —Não. —minha voz é firme e minha decisão também. Eu não quero que ninguém quebre essa bolha que parece estar nos envolvendo esta noite. —Eu também não. Eu seguro o rosto dela na minha mão. —Posso beijar você?


—Eu ficaria desapontada se você não beijasse. Inclinando minha cabeça, meus lábios encontram os dela. Minha mente está embaralhada e tudo que eu vejo, tudo que eu posso pensar é sobre ela e seus doces lábios suaves. Eu a beijo como se ela fosse o ar que eu respiro. Quando ela se afasta e se senta, eu quero implorar para ela voltar para mim. Em vez disso, vejo ela puxar a camisa por cima da cabeça e jogar no chão do trailer. —Collins. —eu respiro o nome dela enquanto tomo a pele suave e perfeita. Seus seios estão saindo de um sutiã de renda rosa claro. Eu posso ver seus mamilos duros através do tecido fino. Ela se deita ao meu lado, aconchegando-se perto. Lentamente, para que eu possa avaliar sua reação, tracei as ondas de seus seios com o dedo indicador. —Linda. —eu murmuro. Sua mão desliza por baixo da minha camisa e ela a levanta. Eu sei o que ela quer. Sentando-me, exatamente como ela fez alguns minutos atrás, pego a parte de trás da minha camisa e puxo-a sobre a minha cabeça. Eu não sei onde caiu quando eu joguei. Tudo o que eu quero é sua pele encostada na minha. Quando eu deito de volta, ela está deslizando o sutiã sobre os ombros. —Collins, eu só queria beijar você. —eu digo, sem jeito. Inferno, eu preciso apenas manter minha boca fechada. Eu seria um idiota de deixar passar qualquer coisa que ela estivesse disposta a oferecer. —Beije-me aqui. —diz ela, pegando minha mão e descansando em seu peito nu.


Minhas mãos tremem enquanto eu corro a ponta do meu polegar sobre o mamilo durinho. Eu não entendo isso. Por que ela está me afetando assim? Ela libera o que soa como um suspiro e um gemido misturado, fazendo meu pau latejar nas minhas calças. Deslizando para baixo da cama para que eu possa obter um melhor ângulo sobre ela, eu fecho minha boca em torno de seu mamilo. Ela enterra as mãos no meu cabelo enquanto eu chupo, belisco e lamboa como se fosse minha última refeição. Meu coração galopa no meu peito, tanto que ela deve ter ouvido. Meus dedos formigam com sensação de sua pele macia. Meus sentidos estão sobrecarregados e não consigo controlar. Isso é novo, essa sensação é nova, mas ela é mais. Eu não quero parar tão cedo, quero muito mais, pelo tempo que ela quiser. Collins está me consumindo, virando meu mundo de cabeça para baixo. Eu quero mais.

Sacudindo minhas memórias vivas, eu continuo indo. —Toda experiência antes de você, antes daquela noite, ficou sem sentido em comparação. Isso me balançou até o meu âmago, me assustou como o inferno o jeito que meu corpo reagiu ao seu. O jeito que meu coração martelava no meu peito. Eu estava segurando você enquanto você dormia, pensando em quando eu poderia fazer amor com você novamente. Quando recebi uma mensagem de texto de Caleb perguntando se eu queria ir para as grades de baseball12 no dia seguinte.

12É

uma área fechada para jogadores de beisebol ou softbol praticarem a habilidade de rebater.


Ela enxuga as lágrimas e eu quero puxá-la para os meus braços, mas sei que ela não está pronta para isso, não importa se eu estou ou não. —Eu estava segurando você tão apertado que eu não tinha certeza de onde eu terminava e você começava, pensando quando poderia fazer isso de novo e então me ocorreu que Caleb não era apenas meu melhor amigo, mas seu irmão. Eu entrei em pânico, Collins. Entrei em pânico e corri. Um soluço se rompe e eu fico de pé ao lado dela no sofá. Estendendo a mão, eu entrelaço seus dedos nos meus, surpreso por ela deixar. —Eu fiquei lá por horas tentando encontrar uma solução. A única em que eu conseguia pensar era fugir. Eu não queria perder meu melhor amigo. Eu não queria que você lutasse com seu irmão. Nossas famílias eram próximas e tudo estava desmoronando. Eu não conseguia explicar essa atração que senti por você e isso me assustou ainda mais. Então eu corri. Eu deslizei para fora daquela pequena cama e silenciosamente me vesti. Tirei uma foto sua, porque sabia que partir, ia destruir tudo o que pudéssemos ter. Essa foto me ajudou nos últimos três anos. Ela está quieta, suas lágrimas em silêncio enquanto elas cobrem suas bochechas. Eu espero, minha mão na dela, dando a ela todo o tempo que ela precisa. Finalmente, ela olha para mim, seus olhos azuis molhados e cheios de tristeza e dor. —O que você quer dizer com a foto?


Com a mão livre, enfio a mão no bolso e destravo meu celular. Eu rolo até a foto que tirei naquela noite há três anos. A noite que eu quebrei nossos dois corações. Eu dou uma olhada longa, embora eu não tenha mais que olhar para ela para vê-la. Eu a estudei tanto que é uma memória permanente. —Esta. —eu seguro meu telefone para que ela possa ver. — Todos os dias, nos últimos três anos, olhei para essa mesma imagem. Eu adormeci olhando para esta foto. Toda vez que algo bom ou infernal, até ruim, acontecia, eu contava a essa foto, como se estivesse lhe contando. Não fazia sentido porque, antes daquela noite, nós nunca fomos próximos, não realmente. Mas aquela noite me mudou. Isso nos mudou. —Grady, eu... —ela para, fecha os olhos e respira fundo. Quando seus olhos se abrem novamente, eles ainda estão tristes. —Eu não sei o que pensar ou o que dizer. Eu só... preciso de um tempo, eu acho. —Eu sei, Baby. Eu lhe darei todo o tempo que precisar, mas preciso que você saiba algumas coisas. Eu quero você, Collins. Eu não me importo com quem saiba disso. Eu não me importo com quanto tempo você precisa. Eu vou esperar por você. —Como você pode dizer isso? Já faz três anos. Foi uma noite e você me ignorou depois. Três anos, Grady. —ela diz novamente. —Eu sei exatamente quanto tempo foi. Eu também sei que meu coração tem sido seu desde aquela noite. Como eu disse, não sei explicar, mas, Collins, não quero. Eu só quero provar para você que eu posso ser o homem que você merece. Podemos ligar para Caleb e nossos pais e contar o que eu fiz. Eu não me importo. Eu sei


que posso perder meu melhor amigo, mas, baby... —eu seguro o rosto dela em minhas mãos. —...você vale a pena. Você vale isso e muito mais. Durante toda a faculdade de medicina, mantive meu nariz nos livros. Eu nunca saí. Eu disse a mim mesmo que não estava fazendo isso apenas por Jared, mas também por você. Eu precisava ser um homem de quem você se orgulhasse. —Você era! —ela grita. —Você não entende isso? Você era tudo. -sua voz quebra em um soluço quieto. —Eu preciso que você vá. —Collins, por favor. —eu imploro. Eu não estou acima disso quando se trata dela. —Eu preciso de tempo, Grady. Eu tenho que processar isso. —Ok. —eu admito. Eu sabia que levaria tempo, que eu teria que lutar por isso, trabalhar por ela. —Eu tenho mais uma coisa para dizer antes de ir. Minha residência começa na próxima segunda. Eu tive que aceitar um programa em abril. Collins, minha residência é em Riley. Ela ri através de suas lágrimas. —Claro que é. Apenas vá, Grady. —Eu odeio deixar você quando você está chateada assim. —Certo. —ela zomba. —Isso não é nada comparado á três anos atrás. Você deveria ter ficado por perto para ver. Eu sinto suas palavras como uma adaga no meu coração. —Ligue para mim... quando você estiver pronta para falar de novo, me ligue.


—Vá. —diz ela, e eu posso ver que ela está lutando contra outra rodada de lágrimas. —Collins... —Eu a alcanço, mas ela fica de pé. —Por favor, ap... apenas v... vá. De pé, eu me inclino para perto e coloco um beijo em sua testa. —Eu sinto muito por ir embora aquela noite, mas não sinto muito que tenha acontecido. Até a hora que eu fui embora, aquela foi a melhor noite da minha vida. Com isso, eu me viro e me forço a deixá-la, a garota que amo em lágrimas, seu coração despedaçado por causa de minhas decisões estúpidas. Eu nunca vou parar de tentar ganhar sua confiança. Eu não me importo quanto tempo leve ou que outros relacionamentos me custem. Eu sei que deveria ter dito isso há três anos, mas não posso mudar o passado. Eu só posso mudar o futuro, que espero compartilhar com ela.


í Collins Eu me encolho ao som da porta se fechando e um soluço rompe do meu peito. Eu quero odiá-lo. Eu quero. Eu quero dizer a ele para ir para o inferno, mas meu coração tem outros planos. Meu coração anseia por estender a mão e segurá-lo, tê-lo me abraçando como ele fez naquela noite. Uma noite, algumas horas e ainda assim ele me marcou. Como isso é possível? Trancando a porta, pego meu telefone, uma garrafa de água e desapareço no meu quarto. Eu só preciso de um minuto para me recuperar. Eu não quero que Tabby volte para casa e me veja assim. Eu teria que explicar as lágrimas, explicar a dor e não estou preparada para isso. Eu não sei se um dia estarei. Então, ao invés disso, eu me debruço embaixo das cobertas e deixo as lágrimas caírem. Eu repasso aquela noite na minha cabeça, assim como eu já fiz milhares de vezes.

Eu enterro minhas mãos em seus cabelos enquanto ele brinca com meus seios. Quando ele chupa um mamilo em sua boca, gentilmente beliscando-o com os dentes, eu puxo seu cabelo com força. —Você está bem?


Ele sussurra. —Sim. Respostas de uma só palavra são tudo o que posso dar. —Tudo que você precisa fazer é dizer para eu parar e no mesmo instante eu paro. —Por favor, não pare. —eu imploro. Eu não sei de onde esta nova Collins descarada está vindo, mas ele não para, então eu agradeço por ela decidir se conhecer. Ele leva tempo movendo a boca de um seio para o outro, o polegar e o indicador brincam com o outro e é uma sobrecarga de sensações. Calor atravessa entre as minhas pernas, e eu ficaria envergonhada se não pudesse sentir o seu comprimento duro contra a minha barriga. Ele quer isso, me quer tanto quanto eu o quero. Pensei neste momento cem vezes, talvez mais. Nunca pensei nem em um milhão de anos que o sonho se tornaria realidade. Ele beija o seu caminho até o meu pescoço e morde minha orelha. Suas grandes mãos pressionam minhas costas nuas, trazendo-me ainda mais perto do que antes. Quando seus lábios encontram os meus, eu abro para ele. Eu quero prová-lo de novo e de novo. Eu nunca quero que esta noite termine. Minhas mãos percorrem seu peito, observando cada linha, cada curva de seu corpo esculpido. Quando chego ao cós da calça jeans, abro o botão para segurar seu pau em minhas mãos. —Jesus. —ele murmura. —Collins, baby, você não pode fazer isso. Eu vou perder o controle. —ele sussurra contra meus lábios.


—O quê? Isto? —Eu pergunto, pegando-o na minha mão mais uma vez. —Sim. —ele me beija. Eu me sinto devassa e poderosa com sua admissão. Me tornando mais valente, eu abro o botão em seu jeans e o zíper também. Grady respira fundo, enterrando o rosto no meu pescoço, mas ele não me impede. Com as mãos trêmulas, eu alcanço a borda de sua cueca e acaricio seu pau duro. —Foda-se. —ele murmura contra o meu pescoço. Ele levanta a cabeça e até no escuro, eu sei que ele está olhando para mim. — Collins, o que você quer? —Você. —Eu preciso que você tenha certeza. —Nunca tive mais certeza na minha vida. —Você já...? —Ele pergunta, trabalhando no botão do meu jeans. —N... não. —eu digo, quantidades iguais de nervosismo e animação. Ele para. – Collins. —ele sussurra. —Não, não pare. Por favor, isso é o que eu quero. Eu quero que seja você.


Ele toma minha boca em um beijo lento enquanto desliza o zíper no meu jeans. Eu respiro quando a mão dele desliza sob a faixa da minha calcinha de renda.

Meu celular vibra na minha mão me acordando do meu sonho, minhas lembranças daquela noite. Meus olhos estão inchados, e tenho certeza que pareço um inferno pelas lágrimas que derramei. Abro-os, olho para a tela e vejo seu nome, uma nova mensagem de texto. Eu não quero saber o que ele tem a dizer, mas isso não me impede de abrir a tela para ler a mensagem.

Grady: Apenas checando você.Você está bem?

Grady: Precisa que eu vá até aí?

Hesito antes de responder. Não fiz isso desde que ele voltou à cidade, mas temo que ele apareça na minha porta. Tabby deve chegar em casa logo, se já não estiver aqui e eu não preciso ficar explicando o ocorrido.

Eu: Não há necessidade de você vir.


Eu não digo a ele que estou bem, porque, honestamente, não tenho certeza se estou. Meu coração dói, minha cabeça dói pelas lágrimas e, sinceramente, não sei. Eu não sei se estou bem ou se alguma vez estarei. O que senti por ele foi profundo e as cicatrizes estão lá, ainda sangram, inchadas e frescas pela dor. Eu só posso esperar que um dia isso melhore. Meu telefone vibra com outra mensagem.

Grady: Sinto muito por tudo, Collins.

Desta vez não respondo. Eu não posso dizer que está tudo bem porque não está. Não posso dizer que aceito seu pedido de desculpas porque, bem, não tenho certeza disso. Eu sinto que tudo está na balança e estou apenas esperando o que vai acontecer. Saindo da cama, pego minha roupa e a carrego até o armário da lavadora, perto da cozinha. Esse foi o melhor privilégio para este lugar quando Tabby e eu estávamos olhando, sem lavanderia self service. Eu encho a máquina de lavar, acrescento sabão e amaciante e fecho a tampa. Olhando para o relógio, vejo que passa pouco das seis e meu estômago ronca, lembrando-me que é hora de comer. Eu me conformo com uma fatia de pizza fria e vou para o sofá. É assim que a Tabby me encontra dez minutos depois. —Hey. —diz ela, caindo no extremo oposto do sofá. —Como foi o seu dia?


—Eu dormi um pouco. Minhas alergias estão atacando. —eu minto. Eu me sinto uma merda por fazer isso, mas não posso dizer a ela que ele está sendo implacável com seus esforços. Ainda não. —Eu decidi arrastar minha bunda preguiçosa para fora da cama e começar a lavar roupa. —Sim, eu preciso fazer isso também. Mas eu não vou fazer isso hoje à noite. Estou exausta. Tia Tabby fez papel trepa-trepa a tarde toda. Eu juro que não sei como Roger e Beth fazem isso. Esses garotos são umas bolas de energia. —Sim, mas eles são gêmeos, podem manter um ao outro ocupado. -Eu acho, mas não quando estou por perto. Esses pequenos insetos estavam em cima de mim. —ela ri. —Você ama isso. —Eu amo. —ela acena com a cabeça. —De qualquer forma, vou tomar banho e dormir. —Eu vou em seguida. Preciso colocar minhas roupas na secadora e depois também vou deitar. Foi um... dia daqueles. —Todos nós temos esses dias. —ela sorri, se levanta e vai para o quarto. Quando a lavadora apita, dizendo que minha roupa está pronta, coloco as roupas na secadora, apago as luzes e vou para o meu quarto. Quão patética eu sou? Na cama, um pouco depois das sete da noite de domingo. Estou quase dormindo quando meu


telefone toca com uma mensagem. Eu tenho uma boa ideia de quem é antes mesmo de olhar para a tela.

Grady: Boas notícias. Seu senhorio me ligou de volta. Eu sou seu novo vizinho.

Grady: Eu posso mudar logo, então vou cuidar disso antes de começar a residência na próxima semana. Obrigado pelo número. Estou exausto, então vou para a cama cedo.

Grady: Boa noite, linda.

Imediatamente, penso em algo que ele disse antes: aquela foto me ajudou a passar os últimos três anos e eu luto contra a vontade de perguntar se ele está olhando para ela agora. Em vez disso, coloco meu telefone de volta na mesa de cabeceira e fecho os olhos. Passam horas antes do sono finalmente chegar.


í Grady Acontece que ‘imediatamente’ chegou a quarta-feira. Passei o dia todo na segunda e na terça-feira pegando coisas que eu precisava. Minha primeira compra foi uma cama, uma cama king size. O proprietário me levou para conhecer o apartamento na segunda-feira e fiquei feliz em ver que o quarto era grande o suficiente. Vivendo em um apartamento pequeno e apertado nos últimos três anos, estou pronto para me alongar. Durante toda a faculdade, eu dormi em uma cama de casal. Eu sou um cara alto e preciso de mais espaço. Então, eu peguei uma grande quantia do dinheiro que eu ganhei graças a minha graduação em medicina e comprei uma enorme cama king size para mim. Minha mãe insistiu em me comprar lençóis como uma inauguração da casa. Eu sou um cara que mora sozinho. Eu não preciso de nada extravagante. Para não mencionar, não haverá ninguém para impressionar com o meu novo quarto extravagante. A única garota que eu quero se recusa a falar comigo. Ainda. Eu passei pela porta do seu apartamento mais vezes do que eu posso contar, fazendo viagens extras, com cargas menores apenas esperando pela chance que de ter um vislumbre dela. Meus esforços foram infrutíferos, já que eu não pus os olhos nela desde


domingo, o dia em que os dela estavam cheios de lágrimas quando ela me disse para ir embora. Mandei mensagem para ela várias vezes e até liguei algumas, mas ainda sem resposta. Eu sei que eu joguei tudo em cima dela e que ela precisa de tempo e eu vou dar o tempo que ela precisar. Enquanto isso, eu só queria que ela falasse comigo. Depois de três anos desejando estar perto, ela agora está literalmente ao lado e eu ainda sinto como se estivéssemos distante. —Obrigado novamente. —eu digo, fechando a porta atrás dos entregadores. Eles apenas entregaram e montaram minha nova cama. Parece enorme por ser a única peça de mobília no quarto. Estou pegando uma cômoda que meus pais têm na casa deles. Mamãe tentou me convencer a trazer todos os móveis do meu antigo quarto, que permanece o mesmo desde o dia que eu parti para a faculdade logo após o colegial. Eu recusei; você nunca sabe quando pode precisar voltar para casa. Além disso, eu conheço a mamãe, ela gosta que tudo fique como está, faz com que ela sinta como se eu ainda estivesse morando em casa, o que é mais uma razão pela qual eu precisava morar sozinho. Tenho vinte e seis anos e estou começando a minha residência. Eu sou um maldito médico. Eu preciso do meu próprio lugar. Eu terei horas loucas e estranhas nos próximos três anos, então ter meu próprio apartamento é apenas mais um privilégio para meus pais. Não precisarei perturbá-los a qualquer hora da noite. Pego minhas chaves, saio para fazer algumas compras. Agora que minha cama está aqui, posso me mudar oficialmente, mas um homem precisa de comida. Assim que saio do apartamento, a porta


dela abre. Meus olhos ficam colados na porta, esperança brota em meu peito até eu ver que é sua companheira de quarto, Tabby. —Grady? —ela pergunta confusa. —Ei, Tabby. —eu aceno para ela. —O que você...? Espere, você é nosso novo vizinho? Fico feliz em ver que Collins tem falado de mim. Eu gostaria de pensar que não a estou desgastando. —Sim, eles acabaram de entregar minha cama, então tecnicamente este é meu primeiro dia morando aqui. —eu explico sem motivo algum, exceto que talvez Collins a ouça conversando e saia para ver o que está acontecendo. Um homem pode sonhar. —Collins sabe? Merda. Eu não quero jogá-la debaixo do ônibus, mas... ‘Sim’, eu confesso. Ela sorri. —Interessante. Bem, bem-vindo ao bairro. —ela ri. —Tenha um bom dia, Grady. Estou no meu horário de almoço e preciso voltar ao trabalho. —Você também. —Eu a observo até ela desaparecer no corredor. Meus pés me levam até a porta e, antes que eu possa pensar, estou batendo. Eu enfio as mãos nos bolsos e espero. Quando a porta se abre, os olhos de Collins se arregalam. – Ei. —eu murmuro. Ela é maravilhosa; Já faz muito tempo desde que eu coloquei os olhos nela em carne e osso.


—Grady. —sua voz doce me cumprimenta. —O que você está fazendo aqui? —Somos vizinhos. —eu a lembro. —Entendi. Mas o que você está fazendo aqui, batendo na minha porta? Oh isso? —Bem, eu estou indo para o mercado. Pensei em ver se vocês precisam de alguma coisa. Não é uma mentira completa. Eu sei que dizer a ela que eu só precisava fixar meus olhos nela mesmo por um breve minuto seria demais. Seus ombros relaxam. —Eu estou bem. Obrigada. —Você está convidada a conhecer meu apartamento. —eu ofereço antes que eu possa pensar melhor. —N... não, tudo bem. Eu tenho algumas coisas para fazer por aqui. Parabéns pelo novo lugar. —ela diz e começa a fechar a porta. —Tchau, Grady. —ela diz suavemente. Antes que ela consiga fechá-lo, coloco minha mão na porta, mantendo-a aberta. Em um passo, estou bem em frente a ela, a poucos centímetros. —Podemos jantar hoje à noite? —Eu não acho que seja uma boa ideia. —Collins. —Levanto minha mão, pressiono a palma da contra a bochecha dela. —Eu preciso que você saiba que não vou desistir.


Você pode me afastar o quanto quiser, e eu vou continuar insistindo. Sabendo que é um risco, eu faço de qualquer maneira. —Inclinando-me, coloco um leve beijo no canto de sua boca. —Eu vou lutar por você. —eu sussurro as palavras, mas o significado está lá, gritando alto e claro. Puxando para trás, eu solto minha mão. —Por favor, jante comigo? —Eu faço o jantar nas noites de quinta-feira. —ela me diz. —É que Tabby sai tarde da noite e eu cozinho. —Tabby também pode vir. Eu vou fazer o jantar. —não é o ideal, mas vou pegar o que puder. —Grady. —ela suspira. —Collins. —eu a imito. —Eu vou fazer o jantar. —ela admite. —Tabby vai estar em casa às sete. —O que eu posso trazer? —Vou fazer panquecas de frango. Eu concordo. —Eu vou descobrir algo que combine. — estendendo a mão, eu pego sua mão e dou um aperto suave. —Eu vou te ver em breve, querida. Com isso, eu me viro e vou embora. Assim que estou de costas para ela, deixo o sorriso se libertar. Eu estou conseguindo quebrar suas barreiras aos poucos.


Quando eu chego ao mercado, eu ainda estou sorrindo e recebo alguns olhares estranhos, mas eu não dou à mínima. Vou jantar com Collins. Claro, Tabby estará lá, mas eu estarei perto dela. Apenas... um tempo com ela. É um passo na direção certa. Indo para a padaria, eu pego alguns bolinhos de baunilha com glacê branco, o favorito da minha garota. Eu vou usar toda a ajuda que conseguir.


í Collins Quando a porta se fecha, volto a pensar com clareza. O que diabos eu estava pensando ao convidá-lo para jantar? Estou perdendo minha maldita cabeça. Eu culpo o sorriso dele. Eu sei bem que não posso me deixar levar por isso. Minha mente ainda está confusa de nossa conversa no domingo. Ele me mandou uma mensagem todos os dias, textos que ainda não foram respondidos. Não é que eu não queira responder, é que não sei como responder. Como eu o perdoo e esqueço? Como posso deixá-lo voltar à minha vida e não querer mais? Quem eu estou enganando? Eu já estou doendo por mais. Toda a semana eu pensei sobre o fato de ele agora ser meu vizinho. Por que eu não disse a ele que o lugar estava alugado ou que o senhorio é um idiota? Qualquer coisa, mas de bom grado dei-lhe o número para ligar. Olhando para o meu relógio, vejo que é só uma da tarde. Eu tenho seis horas até que eu o veja novamente. Para o jantar. Aqui. No meu apartamento. Merda!


Agarrando meu telefone, eu mando uma mensagem para Tabby.

Eu: Então, vamos ter companhia hoje à noite. Tabby: Ah sim?Ele é quente? Eu:? Tabby: Quando você ia me dizer que temos um novo vizinho? Eu: Nós temos um novo vizinho. Tabby: Eu sei. Eu o conheci no meu retorno ao trabalho. Tabby trabalha apenas cerca de dez minutos daqui, diferente de mim que levo vinte minutos para o hospital infantil local. Ela sempre chega em casa na hora do almoço. Eu posso correr para casa se eu precisar e então ter que correr de volta e ter esperança de não pegar trânsito. Não vale a pena o esforço na minha opinião.

Eu: Bem... ele vem jantar. Tabby: Sobre isso. Lucy ligou que está doente. Eu vou trabalhar até dez até a substituta dela chegar. Tabby: Eu estava me preparando para te mandar uma mensagem. Eu: Tabby! Eu: Um —esse vai ser um dia de cão e muito longo.


Eu: Dois —você não pode me abandonar! Tabby: Desculpe. Eu: vou cancelar. Tabby: Você não pode desmarcar com ele. Eu: Claro que posso. Tabby: Galinha13. Eu: Você não entende.

Assim que eu digito as palavras e clico em Enviar, sinto a culpa passar por mim. Ela não entende porque eu guardei pra mim tudo que aconteceu desde que ele voltou à cidade. Ela é a única que sabe sobre a nossa história, mas eu a excluo também. Eu só preciso de um tempo para processar isso. Eu preciso descobrir para onde vamos a partir daqui.

Tabby: Eu tenho uma ideia. Merda! Eu: É complicado. Tabby: Sempre é. Não cancele e quero detalhes quando chegar em casa. 13

Covarde


Eu: Tudo bem. Tabby: Sim! Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Ser chamada de galinha é sacanagem. Eu implorava para sair com Caleb e seus amigos. Eles me chamavam de galinha, me desafiando a fazer as coisas que faziam. Empinar a minha bicicleta, pular do balanço de corda no lago do vovô. Pensando agora, Grady era o único que não me desafiava. Pelo menos, não que eu me lembre. Eu tenho agora menos de cinco horas até que ele esteja na minha porta para comer as panquecas de frango. Pulando do sofá, eu corro para o meu quarto, me despindo, ponho o meu roupão e vou para o chuveiro. Sim, eu já tomei banho hoje, mas eu não depilei minhas pernas. Não que eu ache que algo vai acontecer hoje à noite, mas eu preciso da confiança que as pernas recémdepiladas me dão. Essa é a minha história e eu vou abraçá-la. Eu quero mostrar a ele o que ele está perdendo. Do que ele se afastou.

As panquecas estão no forno. Eu comecei a fazer um pouco de arroz espanhol também, mas decidi que pareceria que eu estava fazendo muito esforço. Eu tenho duas enormes travessas de panquecas. É o bastante. É o dobro do que eu costumo fazer para Tabby e eu, mas com Grady chegando, eu queria que fosse o suficiente. Eu acho que herdei isso da minha mãe. Ela sempre tem comida demais, mas seu ditado é: ‘Prefiro que sobre do que falte’. Ela é uma mulher inteligente, minha mãe.


Ele estará aqui a qualquer momento e vai ser muito estranho. Eu deveria ter cancelado. Eu não estou pronta para passar uma noite com ele, só nós dois. É irônico que, há três anos, eu teria dado qualquer coisa para que essa fosse minha vida, agora... não mais. Escuto uma batida forte na porta e, embora eu estivesse esperando por ele, eu vacilo. Depois de levantar, vou até a porta da frente. Respiro profundamente, exalo lentamente, abro a porta. —Ei, linda. —ele diz suavemente. Puxando a mão de trás das costas, ele me entrega um buquê de flores. —Lírios. Eles ainda são seus favoritos? —Como você…? —Eu pego as flores quando ele as entrega para mim. —Eu presto atenção, Collins. Mesmo antes daquela noite, eu prestei atenção. O que falar sobre isso? Não que eu possa formar palavras, mesmo se eu tentasse. Em vez disso, eu dou espaço para que ele entre. —Eu trouxe a sobremesa: Bolinhos de baunilha com cobertura de glacê. —ele segura um recipiente de Cupcake. —Eu não sabia se Tabby gostava deles, mas, na verdade, você é tudo o que importa. —ele se inclina e beija minha bochecha. —Na cozinha? —ele pergunta, já caminhando nessa direção. Fechando a porta, eu olho para o buquê de lírios em minhas mãos. Eles são lindos e perfumados e eu ainda estou em choque por ele saber que os lírios são meus favoritos. É possível que todos


esses anos, eu não fui a única a prestar atenção como ele disse? Como eu poderia ter perdido isso? Sacudindo meus pensamentos, eu vou em direção à cozinha para colocar minhas flores na água. Grady as tira de mim assim que eu entro na sala. —Você tem um vaso ou algo assim? Eu deveria ter pensado nisso. Eu posso correr e pegar um. —ele diz rapidamente. —Eu tenho um. —Abro a porta do armário embaixo da pia da cozinha e pego um vaso. Estranhamente, não é porque eu recebi flores que eu tenho. Quando Tabby e eu nos mudamos para cá, mamãe limpou seus armários, trazendo algumas coisas. Ela insistiu que precisávamos de atualização de estudantes universitários pobres. Este vaso era um desses itens. Meu pai manda flores para ela do nada, e ela tem uma prateleira cheia de vasos. Eu acho que ela guarda todos eles. —Você tem um. —diz ele, olhando para o vaso. —Isso é bom. —mas seu tom de voz me diz que ele realmente não acredita em suas palavras. Ele está com ciúmes? Não pode ser. —Sim, mamãe deu isso para Tabby e para mim quando nos mudamos para cá. —Eu não tiro meus olhos dele. Consigo visivelmente ver seus ombros relaxarem e sua mandíbula apertada soltar. Interessante.


í Grady Tenho que ficar me lembrando de que não posso ficar chateado com o fato de outro cara ter enviado flores para ela. Eu fui embora, isso é comigo, mas droga, eu não consigo controlar isso. Mas dizer que fiquei aliviado quando ela disse que sua mãe lhe deu o vaso é um eufemismo. —O cheiro está incrível. —meu estômago ronca alto, lembrando-me que é realmente hora de comer. —Obrigado. É a receita da mamãe. Eu gemo. —Sua mãe é uma ótima cozinheira. Eu senti falta da comida dela. —seu rosto se contrai e sei o que ela está pensando. Estendendo a mão, eu toco seu cotovelo, chamando sua atenção. — Não tanto quanto eu senti sua falta. Ela se afasta de mim, quebrando nossa conexão. Meu braço cai e, embora tenha sido breve, sinto falta da sensação de sua pele sob meus dedos. – Então. —eu digo, tentando fazê-la falar, —Tabby está a caminho de casa?


—Sobre isso. —ela se vira para mim, mordendo o lábio inferior. —Ela teve que ficar até tarde. Ela vai trabalhar até as dez, então somos só nós. Só você e eu... —ela divaga. Eu tenho que me esforçar para não deixar meu sorriso brilhar. Eu a tenho só para mim. As estrelas estão começando a se alinhar ao meu favor. – Bem... —eu digo, tentando soar como se esta não fosse a melhor notícia que eu ouvi o dia todo. —Isso só significa que vai sobrar mais para nós. No entanto, devemos provavelmente guardar um Cupcake para ela. Esse foi um longo dia. —Sim. Como você sabia? —Sabia o quê? Que esse bolo branco com cobertura branca fofa é o seu favorito? Eu te disse que prestei atenção. Aquela noite foi tudo para mim. Eu sei que você não confia nisso agora e minhas ações dizem outra coisa, mas foi tudo, Collins. —Há água ou cerveja na geladeira. —diz ela, ignorando tudo o que eu disse a ela. —Água ou cerveja? —Água para mim, por favor. Eu abro a porta da geladeira e pego duas garrafas de água. — Posso ajudar com alguma coisa? —Não, só preciso tirar isso do forno. —ela abre a porta do forno e eu olho para dentro. Duas formas grandes que cheiram muito bem estão lado a lado na prateleira. —Aqui. —eu tiro o pegador de suas mãos. —Deixe-me pegar para você.


Ela se afasta quando diz: —Eu posso fazer isso, Grady. Eu coloquei as duas assadeiras quentes no fogão antes de me virar para olhar para ela. —Eu sei que você pode, baby. Mas se eu estiver por perto, você pode me deixar fazer um pouco do trabalho pesado. —Eu consegui nos últimos três anos muito bem. —ela murmura baixinho. Colocando o porta-panela no balcão, não tiro os olhos dela. Seu longo cabelo escuro está em cachos soltos pendurados nas costas. Eu os empurro do ombro dela, revelando seu pescoço esguio. —Eu sei disso. —eu digo gentilmente. —Eu a deixei. Eu me arrependo disso. Estou disposto a fazer o que for preciso para provar a você que quero estar com você. Eu e você, Collins. Eu quero ver se tudo o que senti naquela noite ainda é verdade. —eu me aproximo um pouco. —Eu quero ver se sua respiração engata quando eu te beijo aqui. —com meu dedo indicador, traço a linha do pescoço até a clavícula. —Eu quero saber se eles ainda respondem apenas ao toque mais simples, com meus lábios, meus dedos, minha língua. —eu digo, arrastando meu dedo indicador sobre os montículos de seus seios. Seu peito está subindo e descendo enquanto sua respiração está cada vez mais rápida. Seus olhos se fecham, mas ela não se afasta. Em vez disso, ela morde o lábio inferior. —Eu quero saber se estes... —eu passo o polegar sobre os lábios, puxando-o da tortura de seus dentes. —...ainda são tão


macios pressionados contra os meus. Eu quero saber se eles ainda são tão doces quanto eu me lembro. Seus olhos se abrem lentamente e suas íris azuis estão escuras de desejo. Ela ainda não está me impedindo, então continuo. Chegando mais perto, tão perto que eu posso sentir o calor do corpo dela mesmo através das nossas roupas, eu coloco uma mão no seu quadril, puxando-a para perto, enquanto a outra desliza sob seu cabelo e ao redor da parte de trás do seu pescoço. —Eu quero saber se parece que meu mundo está caindo quando eu deslizo para dentro de você. Essa é a única maneira que eu tenho de explicar isso. É um sentimento que eu já senti antes. Eu quero saber se o replay em minha mente nos últimos três anos é apenas uma invenção da minha imaginação. Sua mão aperta meu braço e puxa-o de trás do seu pescoço e ela sai do meu abraço. —Tenho certeza que nos últimos três anos você encontrou isso com outra pessoa. Eu não vou jogar esse jogo com você, Grady. Eu não posso evitar, eu rio. Não apenas uma risada, mas uma gargalhada profunda. —Collins, posso te assegurar, não teve outra. Não há ninguém além de você. Ela congela e depois se vira para mim. —O que você disse?


—Não há ninguém além de você. —Agora. —ela zomba. —Desde aquela noite. —eu disparo de volta. Seu corpo inteiro ainda está como se fosse feito de pedra. —Explique isso. —ela sussurra. Eu me aproximo, precisando estar perto dela. Desta vez eu coloco as duas mãos em seu rosto e olho para aqueles lindos olhos azuis bebê. —Você me ouviu. Não há ninguém desde aquela noite. Nem um beijo, nem uma noite, nem um relacionamento. Nada. Nem um único encontro. —Isso não é possível. —Baby, eu estava na faculdade de medicina, trabalhando no hospital e sentindo sua falta como um louco. Eu precisava mais de você, mas eu era muito idiota para ver a porra da floresta para as árvores14. Eu me joguei na faculdade e no trabalho. Meus dois colegas de quarto, Jeff e Andy, fizeram o mesmo. Nós fazíamos uma festa de três depois de estudar. Mantivemo-nos um ao outro na linha, e nossas notas continuaram boas. Jeff, ele é uma daquelas pessoas que realmente tem que trabalhar para manter as notas, então Andy e eu o ajudamos. Eu paro, deixando tudo ser absorvido. 14

VER A FLORESTA PARA AS ARVORES: Expressão que quer dizer que a pessoa está muito concentrada nos detalhes esquecendo de ver a situação como um todo.


—Não havia ninguém que eu queria além de você. Eu sabia antes mesmo de voltar para a Carolina do Norte que tinha cometido um erro. Eu também sabia que me manter afastado era o melhor para você. Eu estava longe na faculdade de medicina. Nós nos veríamos algumas vezes por ano, se acontecesse, e eu não queria que você esperasse. Para não mencionar, eu não sabia como dar a notícia ao seu irmão. Então eu fingi que meu coração não estava aqui em Indiana e foquei em me tornar um homem do qual você pudesse se orgulhar. —Grady, eu... —Ela para, parecendo não saber o que dizer. —Eu sou esse homem, Collins. Eu sou esse homem que hoje está aqui diante de você, implorando para que você me dê outra chance. Eu vou provar que você pode confiar em mim, que eu nunca vou me afastar novamente. Seus olhos brilham com lágrimas. —Isso é demais. Eu não... Grady, não sei o que dizer. —Diga que você vai pensar sobre isso. Diga que você vai me deixar ver você, mais do que apenas esbarrar em você no corredor do nosso prédio. Deixe-me mostrar o que você significa para mim. —Você partiu meu coração. —ela sussurra. —Eu sei, Baby. —eu a puxo para um abraço, sua cabeça descansa contra o meu peito. Eu aperto meus braços ao redor dela, apreciando o fato de que ela está em meus braços. —Eu quebrei meu próprio coração tolo. Apenas deixe-me te mostrar. Eu sei que não mereço uma segunda chance, mas estou pedindo uma de qualquer maneira.


—Eu não sei se posso. —suas palavras são abafadas contra a minha camisa, mas eu as ouço do mesmo jeito. A dor que elas trazem fatiam o meu peito. —Por favor. Nós vamos começar devagar. Você define o ritmo. Eu não me importo quanto tempo leve. Eu não vou embora. Não agora, nem nunca. Nunca mais. Ela se afasta de mim e caminha até o sofá. Ela se senta, apoia os cotovelos nos joelhos e coloca a cabeça entre as mãos. Eu não digo uma palavra. Eu sei que eu coloquei muito sobre ela e sei que ela precisa processar tudo. Sento-me ao lado dela no sofá e gentilmente corro minha mão para cima e para baixo em suas costas, acalmando-a e algo dentro de mim também. Eu só preciso tocá-la e a calma me toma. Foi assim aquela noite. Foi diferente de tudo que já senti. No momento em que eu a penetrei, senti... certo. Como se eu estivesse exatamente onde deveria estar. Isso assustou a porra do meu eu mais novo. Agora, estou rastejando e implorando para estar lá novamente. Eu posso garantir que estar dentro dela é um presente que eu sempre vou amar. Ela levanta a cabeça, me tirando dos meus pensamentos. Surpreendendo-me, ela se vira de lado no sofá e cruza as pernas. Ela respira fundo. —Grady, estou com medo. —ela admite. —Eu cresci apaixonada por você, mas naquela noite eu te dei um pedaço de mim que ninguém mais terá. Eu pensei que amava você. Quando seus lábios pressionaram os meus, tive certeza que o amava. Então tudo aconteceu, pensei que talvez tivesse imaginado. Que eu


realmente não sabia o que era amor. —ela faz uma pausa para reorganizar os pensamentos. Estendendo a mão, eu prendo meus dedos nos dela, precisando me sentir conectado a ela. —Eu sei que foi a minha primeira vez e eu reproduzi isso várias e várias vezes na minha cabeça. Eu imaginei o momento? Eu tive uma experiência de tremer a terra por causa da minha paixão por você? Honestamente, não tenho certeza, Grady. Eu sei que naquela noite eu me apaixonei loucamente por você. Inferno, eu estava perto disso há anos, mas eu caí do penhasco, mãos levantadas, aproveitando a queda. Estendendo a mão livre, pego uma lágrima com o polegar que acabou de cair do olho dela. —Não foi uma fantasia, Collins. Eu estava lá e senti também. Isso me assustou. —Como eu sei que você não vai correr de novo? Grady, eu não posso passar por isso novamente. Eu fui esmagada. Eu estava sozinha, você sabe. Eu não podia contar para a minha família, nossas famílias. Não importa o quanto fiquei chateada com você, não consegui. Eu não contei a ninguém, nem mesmo a Tabby. Nos últimos três anos, tenho lutado contra a dor sozinha e não posso... não posso fazer isso de novo. Suas lágrimas, suas palavras rasgam meu coração em farrapos. —Você não vai. —eu digo as palavras com tanta convicção quanto posso. —Eu nunca vou me afastar de você.


—Você não me conhece. Já faz três anos, Grady. Pessoas mudam. —Eu sei que você ama lírios. Eu conheço o seu Cupcake favorito. Eu sei que você tem uma paixão por ajudar os outros. Eu sei onde você conseguiu isso. —Eu corro meu polegar sobre uma cicatriz em seu joelho direito. —Eu conheço você, Collins. Eu sei o que sinto ao receber os seus beijos e abraços. Você é o meu lar. Não esta cidade, não a casa dos meus pais. Você. Eu nunca me senti tão ligado a alguém. Três anos atrás, numa noite fria de inverno, você capturou meu coração. —eu paro para limpar outra lágrima. —Eu quero que você guarde, Collins. Eu nunca mais quero de volta. —Eu senti tanto a sua falta e estou com tanto medo. —ela diz novamente. —Estou com medo do quanto eu quero enterrar meu rosto em seu peito e deixar você me abraçar. Estou com medo de quão forte é o desejo de fingir que você nunca saiu. Você é tudo que eu sempre quis, mas uma parte de mim ainda está com raiva. Minha cabeça... —ela me dá um fraco sorriso aguado. —Minha cabeça está com raiva de você e meu coração está implorando para pular em você. Eu coloco minha mão que não está segurando a dela sobre o peito, bem sobre o coração dela. —Siga seu coração. —eu sussurro. —Eu quero. —novamente um sorriso aguado. —Eu só preciso de um tempo, Grady. —Eu não vou a lugar nenhum. —eu asseguro a ela.


Ela acena com a cabeça. Virando, ela descruza as pernas e descansa a cabeça no meu ombro. Levantando meu braço, eu a envolvo e a seguro perto. Fechando meus olhos, sinto a tensão cair. É como se três anos de estresse tivessem acabado de desaparecer. Isso aqui é onde eu pertenço: com ela em meus braços. Eu vou provar isso para ela. Sua respiração se dissipa e eu sussurro o nome dela. Quando ela não responde, eu sei que ela adormeceu. Eu deveria levantar e ir para o meu apartamento, mas eu não vou. De jeito nenhum eu vou perder a chance de segurá-la assim. Espero que haja mais oportunidades no futuro, mas a partir de nossa conversa esta noite, isso não será imediato. Eu sei que ela precisa de tempo. Eu a machuquei, machuquei a ambos. Essas feridas ainda estão frescas, mas acho que estamos no caminho para a cura. Ela me surpreendeu se abrindo para mim, e nós precisamos disso. Precisamos ser abertos e honestos se quisermos passar por isso. Eu perco a noção do tempo, segurando ela. Quando ela ajusta sua posição, ela se assusta quando ela sente o meu aperto nela. —Sou só eu. —eu digo baixinho. —Eu sinto Muito. —ela se senta, afastando-se de mim. —Eu não. —minhas palavras me dão um sorriso doce. —Deixe-me pegar um pouco dessa comida para você levar para casa, já que não conseguimos comer. Simples assim, ela está me dispensando, mas está ficando tarde e eu ainda não recuperei meu lugar de volta em sua vida. Eu chegarei lá. —Tem certeza?


—Sim, eu fiz demais. —ela dirige-se para a cozinha e eu a sigo como o idiota apaixonado que sou. —Obrigado pelo jantar e pela conversa. —Foi legal. —ela tampa o recipiente e entrega para mim. —Eu vou levá-lo até a porta. —ela diz de novo, claramente me dispensando. Eu ando devagar, tanto que tenho certeza que é dolorosamente óbvio para ela. Quando chego à porta, me viro para encará-la. Com uma mão segurando o recipiente que sobrou de panquecas, a outra encosto na bochecha dela. —Eu não vou embora. —eu sei que nós dois sabemos disso, mas sinto que precisava dizer. —Eu sei. Boa noite, Grady. Curvando, meus lábios beijam o canto de sua boca. —Boa noite, Collins. Com isso, eu me viro, abro a porta e ando os meros passos até o meu apartamento. Eu odeio deixá-la, mas há algo reconfortante em saber que ela está na porta ao lado.


í Collins Tabby chegou em casa pouco depois que eu mandei Grady de volta para a casa dele. Ela tirou os sapatos, foi direto para a cozinha, preparou um prato e se acomodou no sofá. —Fale. —disse ela antes de começar a enfiar comida na boca. Eu tenho escondido os detalhes desse segredo por anos, então falar foi o que eu fiz. Eu derramei tudo daquela noite, até a hora que ela entrou pela porta. —Uau. —diz ela, colocando seu prato agora vazio na mesa de café. Então ela me surpreende quando ela bate no meu braço. Não é forte o suficiente para machucar, mas ainda assim chocante. —Por que fez isso? —Eu esfrego meu braço. Mais uma vez, sem dor, mas é o choque. —Você deveria ter me contado. Eu sou sua melhor amiga. — ela faz beicinho. —Eu sei, mas era complicado. Honestamente, Tab, fiquei envergonhada. Eu o persegui por anos e me apaixonei por ele. Ele não teve que se esforçar para me colocar naquele trailer aquela noite —digo a ela. —Eu fui de bom grado. Na verdade, eu comecei tudo. —E daí. —ela diz, confusa.


—E daí que eu era uma garota ingênua que achava que ele me queria, não apenas um lugar quente para enfiar seu pau em uma noite fria de inverno. —Collins, você não é assim. Se alguém tem uma boa cabeça, é você. O que sua mãe sempre diz, que você é muito madura? Ela está certa e você sabe disso. —ela toma um gole de água, deixando as palavras dela me invadirem. —Então o que você vai fazer? —O que você quer dizer? —O que eu quero dizer é que aquele pedaço quente e doce de homem está lutando por você. O que você vai fazer? Lutar contra ele ou deixá-lo vencer? —Eu não sei. —Não. —ela diz, sorrindo. —Você sabe. —Eu sei o que quero fazer, mas querer e fazer são duas coisas diferentes. Eu não posso fazer isso de novo, Tabby. Eu não posso. —Você é mais forte do que imagina. Além disso, se, e somente um grande idiota se, acontecer de novo, eu estarei aqui para você. Não me afaste. —Eu sinto muito. Ela me acena. —Não existe lei de melhor amiga que diga que você tem que me contar tudo, mas é importante saber que você pode contar comigo.


—Eu sei. Eu sabia, mas eu tinha... —Vergonha, eu entendi. Chega disso. Agora, precisamos convidá-lo para jantar novamente, ooh... ou talvez para beber. Eu preciso ver como ele age ao seu redor para lhe dar bons conselhos. —ela balança a cabeça como se concordasse com sua própria avaliação. —Quero dizer, pelo que você me disse, meu palpite é que ele é sincero, e ele não vai deixar de lutar facilmente. No entanto, gostaria de ver por mim mesma. —O quê? Não, não vamos fazer isso. Qualquer um deles. —ela perdeu a cabeça. —Oh, minha amiga, nós vamos. —ela sorri. —Você precisa passar mais tempo com ele e ver onde está sua cabeça. Vá devagar, inferno, mova-se a passo de lesma, ou não. De qualquer forma, você não pode dar falsas esperanças à ele. —Eu não vou. —eu digo defensivamente. —Ainda não, mas você tem que decidir se pode perdoá-lo. Não apenas o perdoar, Collins, mas estar disposta a permitir que o passado permaneça no passado. Você não pode seguir em frente e deixá-lo sem rumo. —Isso não é o que eu estou fazendo. —Eu sei disso. Mas senti que precisava ser dito. Eu sempre serei honesta com você. —ela faz uma pausa e pergunta: —O que você quer, Collins? —Grady. Ela acena com a cabeça.


—Tudo bem, então. Você decide o ritmo, talvez fazer com que ele se esforce um pouco mais, mas não por muito tempo. Não faça joguinhos. Eu dou a ela o olhar ‘você realmente acabou de dizer isso para mim’. —Você me conhece muito bem. —Eu conheço. —ela concorda. —Eu também sei que há muito tempo de, mágoa e distância entre vocês dois. Nós nem sempre pensamos racionalmente nesses tipos de situações. —Quem é você e o que você fez com a minha melhor amiga? —eu rio. —São todos aqueles anos de namoro com a sabedoria que você me deu. Eu nunca fui capaz de usá-lo contra você até agora. Estou usando minhas melhores armas. —ela faz uma arma com a mão e finge soprar a fumaça do cano, que é seu dedo indicador, fazendo-nos rir. Meu telefone toca anunciando uma mensagem de texto e nos interrompe. Olhando para a tela, sorrio quando vejo o nome de Grady. Eu viro meu telefone para que ela possa ver. —Vai. —ela me acena. —Estou exausta e tenho que voltar ao trabalho às sete. —Eu pensei que você estivesse de folga amanhã? —Eu estava, mas vou pegar o turno da Lucy. —Bem boa noite.


Eu me levanto e dou um abraço nela. —Noite, Col, não deixe o medo te impedir de ser feliz. —Eu não vou. —eu asseguro a ela. Saio da sala, eu vou para o meu quarto. Eu não olho a mensagem até estar com a porta fechada.

Grady: Boa noite, linda.

Ele não deixou de mandar mensagem uma manhã ou uma noite sequer desde a primeira noite em que o vi no bar. Nada mudou; ele ficou consistente. Bem, uma coisa está mudando. Eu só respondi uma ou outra vez, até hoje à noite.

Eu: boa noite, Grady.

Antes que eu tenha a chance de desligar meu telefone, ele toca. Seu nome pisca na tela. Eu penso se respondo, mas nós já passamos dessa fase e, honestamente, eu não quero mais ignorá-lo. Estar com raiva é desgastante. —Ei. —eu respondo, mantendo minha voz baixa. —Você atendeu. —Sim.


—Isso é melhor. —diz ele. —Ouvir sua voz antes que eu adormeça. Muito melhor. Meu coração palpita no meu peito. – Você está na cama? —Sim, só pensando em hoje à noite. Obrigado pelo jantar e pela conversa. —Estava na hora. —confesso. —Eu não quero mais ficar com raiva. —eu poderia muito bem deixar tudo para trás. —Eu sinto muito, Collins. Juro que vou ficar aqui por muito tempo. —Podemos ir devagar, certo? Talvez sermos amigos antes de passarmos para outra coisa? Eu não planejei perguntar isso, mas as palavras saem dos meus lábios antes que eu perceba. —Você define o ritmo, baby. Estou ao seu lado, não importa o que aconteça. Eu aceno, embora eu saiba que ele não pode me ver. —Boa noite, Grady. —Boa noite, linda. Eu posso ouvi-lo respirando, então eu sei que ele não desligou ainda. Eu hesito, mas puxo o telefone do ouvido e termino a ligação. Não tenho certeza se estou pronta para isso. O que eu tenho certeza é que sinto falta dele. Ele sempre fez parte da minha


vida, o garoto da casa ao lado, o melhor amigo do meu irmão. Então ele simplesmente desapareceu. Eu não sei o que o futuro reserva para nós como casal, mas eu realmente gostaria de voltar a um lugar onde possamos estar na mesma sala e não ter tensão entre nós. Um dia de cada vez.


í Grady É domingo à noite e não vejo Collins desde que jantei na casa dela na quinta-feira. Isso é muito tempo na minha opinião. Ela é minha vizinha e eu quero vê-la sempre que possível. Ela foi chamada para trabalhar na sexta-feira, passou o dia todo no sábado com Emily fazendo compras e fazendo o que fosse necessário para o casamento. Eu senti falta dela, mais agora do que nos últimos três anos, se isso é possível. Agora ela voltou à minha vida, eu anseio por ela ainda mais. Mesmo que eu não a tenha visto, ainda mandei uma mensagem para ela todas as manhãs e todas as noites. Ontem à noite liguei para ela e ela atendeu. Nós não conversamos por muito tempo, alguns minutos. Ela estava bocejando como louca e eu sabia que minha garota estava exausta. Então, eu desejei boa noite à ela e desliguei o telefone com sua doce voz em meus ouvidos enquanto eu adormecia. Amanhã minha vida fica mais complicada. É meu primeiro dia de residência. E eu estou pronto. Eu estudei para caralho nos últimos três anos e valeu a pena. Espero que Jared esteja olhando por mim e sorrindo. Eu não quero que outra família passe pelo que passamos. Eu sei que não posso salvar o mundo, mas se eu salvar apenas uma criança já valeu o esforço. Um irmãozinho ou


irmãzinha? Só isso fará com que todas as horas de estudo e os anos de faculdade, meu tempo longe de Collins valha a pena. É o começo da tarde e estou enlouquecendo de saudades dela. Eu limpei, lavei roupa e fui até o mercado e estoquei comida para a semana. Agora, só preciso fixar meus olhos nela e tudo ficará bem. Agarrando meu telefone do braço do sofá de segunda mão que tirei do porão dos meus pais, mandei uma mensagem para ela.

Eu: Ei, o que você está fazendo?

Collins: Nada demais. Acabei de lavar a roupa.

Eu: Quer vir assistir a um filme ou algo assim?

Collins: Eu não sei, Grady.

Eu: Por favor. Eu vou me comportar, eu prometo. Eu realmente quero te ver.

Parecem anos quando, na realidade, é talvez um minuto antes dela responder.


Collins: Eu terminarei em dez minutos.

Eu: Até breve.

Eu olho em volta do meu apartamento e seus escassos móveis. Não é nada demais, mas é meu. Eu posso segurar minha garota no sofá e não me preocupar com colegas de quarto ou com meus pais nos rodeando. Assim que eu começar a receber o pagamento todo o mês, adicionarei mais algumas coisas. Neste momento, é funcional e estou perto dela, o que é a melhor vantagem do lugar na minha opinião. Eu estou de pé ao lado da porta quando ela bate e eu a abro. —Ei. —ela ri. —Isso foi rápido. —Eu estava esperando na porta. —Mesmo? Eu pego sua mão e a puxo para dentro. Assim que a porta está fechada, eu a puxo para um abraço. —Sim, com certeza. Eu senti sua falta, —eu digo, enterrando meu rosto em seu pescoço. Para minha surpresa, ela me abraça de volta, não tão apertado, mas é um abraço do mesmo jeito. —Venha se sentar. —eu me afasto dela e pego sua mão, levando-a para o sofá. —É o sofá do porão dos seus pais?


—Sim, lar doce lar. —eu digo com uma risada. – É emprestado. Eu emprestei até conseguir comprar o meu. Floral não é realmente meu forte. Ela joga a cabeça para trás e ri. Meus olhos seguem a coluna do pescoço dela. Seu cabelo está preso em um rabo de cavalo, expondo toda aquela pele macia para mim. Eu quero passar minha língua em seu pescoço, assim como fiz há três anos. Eu me lembro de cada momento como se fosse ontem à noite. —Sim, eu tenho que concordar. Agarrando o controle remoto do braço do sofá, eu entrego a ela. —Sua vez. Eu já instalei a Netflix. —Eu posso escolher? Mesmo? Eu lembro de uma vez em que você e Caleb não me deixaram escolher. —Sim. —eu corro meu dedo indicador por sua bochecha. — Aqueles dias se foram, Collins. —Mesmo? – Suas bochechas estão rosadas. Não tenho certeza se é do meu toque ou não, mas vou fingir que é o toque o motivo. —Sim com certeza. Eu não me importo com o que vamos assistir. Tudo o que importa para mim é que você está aqui. Comigo e não estamos brigando. —Quero dizer... eu posso escolher uma luta se isso te faz sentir melhor? —ela ri.


Eu me inclino para perto, tão perto que posso sentir sua respiração quente contra meus lábios. —Não, baby. Eu não quero brigar com você. Eu quero que você escolha um filme. Então eu quero sentar aqui e aproveitar sua companhia. Se tiver sorte, talvez segure sua mão e se a sorte estiver realmente do meu lado, segurar você em meus braços. Sua respiração está acelerada. —Vamos começar com um filme. —Tudo o que você quiser, linda. —eu me recosto no sofá e fico confortável. Ela rola pelos filmes e para em Crepúsculo. Eu seguro um sorriso. Eu sei que ela está tentando me fazer reclamar disso, mas não vai acontecer. Nós poderíamos assistir tinta secar e eu ainda ficaria feliz em sentar aqui ao lado dela. —Isso é bom? —ela pergunta, inocente. —Claro. Você quer um pouco de pipoca ou qualquer coisa antes de começarmos? —Não, obrigada. Talvez mais tarde. Ela se acomoda em sua almofada, que está muito longe de mim, mas eu aceito. O filme começa e eu tento prestar atenção, mas estou perdido em pensamentos. Presumi que levaria mais tempo para chegar a esse ponto. Para nós sermos civilizados, saindo apenas nós dois. Eu me viro para olhar para ela, seus olhos estão fixos na tela, então eu tomo meu tempo. —Você sabe que existem quatro destes. —Ela sorri para mim.


—Sim? —Uh-huh, eu posso fazer você sofrer assistindo todos eles se você não prestar atenção. —ela aponta para a tela e eupresto atenção. —Não haveria sofrimento se você estivesse aqui comigo. —eu digo honestamente. —Grady... —ela começa, mas meu telefone interrompendo-a. —Vá em frente. —diz ela, quase aliviada.

toca,

—É Caleb. —digo a ela. Ela acena com a cabeça. —Ei, cara. — eu o cumprimento. —Ei, Emily e eu estamos perto. Ela quer levar seu presente de inauguração. Você está em casa? Eu quero dizer a ele que não, mas eu não sei. —Sim, eu estou em casa. —Ótimo. Nós estaremos aí em cerca de quinze minutos. Eu preciso parar para abastecer. —Vejo você então. —eu termino a ligação e Collins fica de pé. Estendendo a mão, eu capturei a mão dela com a minha. —Ei, fique. —Grady, eu sei que só ouvi um lado, mas tenho certeza que meu irmão está a caminho daqui. Eu concordo. —Ele está. Emily me comprou um presente para meu novo apartamento. Eles querem trazê-lo.


—Eu preciso ir. —Fique. —meus olhos perfuraram os dela. —Eu não me importo com quem sabe o que eu sinto por você, Collins. —Você correu por causa dele, porque você estava com medo de perder seu melhor amigo. —Eu corri. Eu sei que há uma chance de que isso possa acontecer ainda hoje, mas eu não vou fugir disso. Eu quero você. Tudo de você. Ele só vai ter que se acostumar com isso. Se não, vai tornar as festas e nosso casamento muito estranhos. Choque atravessa seu rosto. —Casamento? Grady, nós começamos a nos entender e decidimos não brigar um com o outro só agora. —Eu sei. —Você não acha que o casamento é um pouco prematuro? —Não. Eu te disse, eu não vou desistir de nós. Eu quero tudo, Collins. Eu não me importo quem vai saber disso. Você é a única que importa. —Eu preciso ir. —ela puxa a mão da minha e caminha até a porta. Eu estou bem atrás dela. Quando ela se vira para mim, seus olhos estão cheios de dor. —Você não pode simplesmente voltar para a minha vida e declarar como as coisas serão, Grady. Você me deixou, lembra? Eu concordo. Eu não me incomodo com palavras; Eu sei que fui longe demais. Eu quero implorar para ela ficar, mas é cedo demais. Suas ações provaram isso, mas, caramba, eu me recuso a


não ser aberto e honesto com ela. Foi o que aconteceu há três anos. Eu me escondi atrás do meu medo e a perdi. Eu vou lutar para reconquistá-la. Para provar que não sou o mesmo cara. —Eu te ligo mais tarde. —eu digo a ela. —Certo. Com isso, ela abre a porta e sai do meu apartamento. Indo para o corredor, vejo quando ela entra em seu apartamento. Entro em minha casa, fecho a porta e apoio minha testa contra ela. Eu odeio o fato dela ter ido embora. Da próxima vez, a ligação pode ir para o correio de voz. Eu não me importo com ligação nenhuma. Meu tempo com ela é pouco e espaçado. Nem cinco minutos depois, há uma batida na minha porta. Eu não quero responder. Eu quero voltar para os últimos dez minutos e não atender a porra do meu telefone. De mau humor, eu abro a porta. —Isso foi rápido. —diz Emily, assim como Collins fez antes dela. A única diferença é que eu estava esperando na porta por Collins, ansioso para vê-la. Caleb e Emily, não muito. Em qualquer outro momento, eu ficaria feliz em vê-los, mas eles assustaram minha garota, arruinaram meu encontro com ela. —Então, como tem passado? —eu pergunto, ignorando a declaração de Emily. Abro a porta e a deixo passar. —Nós trouxemos isso para você. —Emily me entrega uma pequena sacola de presentes. —Obrigado, mas não precisava.


—Não é muito. —ela encolhe os ombros. —Nós queríamos. Abra. —ela pede. —Eu sabia que você estava se mudando para o prédio de Collins, mas eu não sabia que você era seu vizinho. —comenta Caleb. Eu paro de tirar o papel da sacola para olhar para ele. —Que parte do 'novo vizinho de Collins' você não entendeu? – Eu pergunto a ele, rindo. —Foda-se. —ele ri também. —Eu não achei que fosse literalmente. —Talvez eu devesse ter dito isso como um adolescente teria feito. Tipo, oh meu Deus, eu literalmente moro ao lado de Collins. —eu jogo minha voz para soar mais feminina. —Ha, ha, idiota. Abra seu presente. —Caleb sorri. Mergulhando de volta no saco de presentes, pego panos de prato para a cozinha e alguns utensílios de cozinha. —Obrigado, pessoal. —eu digo, segurando os itens. —Seja bem-vindo. Não é muito, mas sabemos que você está começando. Nós já passamos por isso. —Emily diz. Eles ficaram meia hora mais ou menos antes de irem embora. Eu quero ligar para Collins e implorar para ela voltar, mas eu já sei qual será a resposta dela. Então, ao invés disso, eu faço um sanduíche de presunto, pego um saco de batatas fritas e sento para assistir TV. Minha noite passa em um borrão de televisão sem


sentido antes de eu desistir e ir para a cama. Agarrando meu telefone, eu mando uma mensagem para ela.

Eu: Boa noite, linda.

Collins: boa noite.

Eu quero ligar para ela para ouvir sua voz. Em vez disso, coloco meu telefone na mesa de cabeceira e fecho os olhos. Quando vibra, eu alcanço, não esperando ver o nome dela na tela.

Collins: Boa sorte amanhã, Dr. Carmichael.

Eu: Obrigado. Eu te vejo lá?

Collins: Talvez, sim. Boa noite.

Eu: noite.


Colocando meu telefone de volta na mesa de cabeceira, fecho meus olhos. Não estou nervoso com amanhã. Eu me fodi na faculdade de medicina para ser o melhor médico possível. Não, o que me deixa nervoso é o medo de nunca mais conquistá-la. O que me deixa angustiado é que quando eu fui embora há três anos, tenha perdido a melhor coisa que já me aconteceu.


í Collins O dia todo eu procurei por ele. Nos corredores, no refeitório. Cada quarto, em cada esquina e nada. Eu nem sei em que andar ele está trabalhando. Eu deveria ter perguntado a ele na noite passada, mas duvido que ele soubesse até chegar aqui. Eu suponho que ele tenha algum orientador. Só porque ele é um residente não quer dizer que saia de toda a confusão que acompanha o novo emprego. Pelo menos, eu acredito que não. E como a vida de toda enfermeira, já é bem depois das sete, quase oito, quando eu saio do trabalho. Meu turno é das seis da manhã até as seis da tarde, mas na área da saúde, não existe uma escala de verdade. Se você está procurando por um trabalho das nove às cinco, você não vai encontrá-lo num hospital. Pelo menos, não na sala de emergência onde trabalho. Andando para o meu carro, vejo seu 4Runner. Ele chegou depois de mim esta manhã. Eu não sei a que horas ele sai, mas esse já é um primeiro dia bem longo. Jogando minha bolsa no banco do passageiro, saio do estacionamento e vou para casa. —Olá, como foi o seu dia? —Pergunto a Tabby quando entro pela porta. —Mesmo de sempre. E o seu?


—Foi bom. Muito tempo, mas você sabe como é. —ela acena com a cabeça. —Mamãe ligou e nos convidou para jantar. Ela vai fazer um ela vai fazer um churrasco com peito de frango. Acabo de tirar meus sapatos, deixo minha bolsa e as chaves no sofá e me deito ao lado dela. Virando-me para olhar para ela, eu gemo. —Estou tão cansada. Ela ri. —Tem certeza? —Sim, eu quero tomar um longo banho quente e ir para a cama. —Eu vou, por que estou de folga amanhã. —Garota, eu não consigo acompanhar sua agenda. —digo a ela. —Eu sei, mas é ótimo. Claro, eu tenho que trabalhar todo quarto final de semana do mês, mas ter dias de folga durante a semana é bom para poder fazer as coisas. —Eu concordo com isso. Mas só sede segunda a quarta-feira, me matar de canseira. Eu preciso da quinta-feira para me recuperar. —Certo. —diz ela com uma risada. —Você dorme até as oito. Oito, Collins. Isso não é descansar. —Para mim é. Quatro e meia chega rápido.


—Moramos á vinte minutos do seu trabalho. No entanto, você acorda mais de uma hora antes de sair. Garota maluca. —Ei. —eu jogo uma almofada nela. —Eu não posso evitar. Eu não posso simplesmente sair da cama e sair como você faz. Preciso estar alerta antes de me sentar atrás do volante. —É para isso que o café serve. —ela brinca. —Ugh, eu não sei como você bebe essas coisas. —É um gosto adquirido. —ela se levanta do sofá. —Estou saindo. Vejo você mais tarde. —Tchau. Diga-lhes olá por mim e diga a sua mãe obrigada pelo convite. —Vou falar. —ela põe os chinelos, pega sua bolsa e sai pela porta. Sento-me no sofá, sabendo que preciso me levantar e tomar banho ou ir dormir. Com um gemido, eu me levanto. Depois de pegar algumas roupas do meu quarto, eu vou para o chuveiro. Eu fico sob o jato quente até a água começar a esfriar. Eu sei que vai demorar um pouco antes que Tabby esteja em casa, então eu não tenho que me preocupar em ser uma má colega de quarto e usar toda a água quente. No caminho para a cozinha, eu decido comer uma tigela de macarrão com queijo que sobrou do jantar na noite passada. Colocando no micro-ondas, fico de pé e espero que apite. Adicionando um pouco de pimenta, eu pego uma garrafa de água e vou para o sofá. Meu telefone está na mesinha onde eu o deixei.


Mesmo agora, quero verificar para ver se ele enviou uma mensagem. Já faz um minuto desde que ele voltou à minha vida, e eu já estou ansiosa para ouvi-lo. Como um ato de rebelião contra o meu coração, deixo o telefone em cima da mesa e como a tigela aquecida de macarrão com queijo. Depois de jantar, levo minha tigela para a cozinha e decido ir para a cama. Pegando meu telefone para ligá-lo,me certifico que a porta esteja trancada quando há uma leve batida. Olhando pelo olho mágico, vejo Grady. Ele parece exausto. Eu respiro antes de abrir a porta. —Ei, linda. —ele me dá um sorriso cansado. —Oi. —eu percebo que estamos apenas de pé aqui olhando um para o outro. —Como foi seu primeiro dia? —eu recuo para que ele possa entrar. —Longo. —ele sorri. —Eu só… queria ver você por um minuto. —Você comeu? —eu tento ignorar o fato de que meu primeiro instinto é ter certeza de que ele está sendo cuidado. Independentemente da dor que ele me fez passar, ele ainda é um cara ótimo. —Sim, eu só peguei algo do drive-thru vindo para casa. —Você quer entrar? —eu pergunto, quando eu recuei não foi uma dica grande o suficiente. Ele olha atrás de mim; Eu suponho que ele está procurando por Tabby. —Sou só eu. Tabby foi jantar com os pais dela.


—Sim. —ele atravessa a porta e espera que eu a feche atrás dele. —Você não quis ir? —Não, eu cheguei em casa tarde e tenho que acordar cedo. — sento-me no sofá e ele toma o lugar ao meu lado. Estendendo a mão, ele passa o polegar sobre meus dedos, onde minha mão está descansando na minha perna. Seus olhos estão bloqueados no movimento. —Eu procurei você hoje. —ele confessa. —O dia todo eu te procurei. —seus olhos encontram os meus. —Depois da expectativa de querer te ver o dia todo, eu só precisava olhar para você. Eu não posso deixar de sorrir para ele. —Eu fiz a mesma coisa. —Você sabe o que eu fiquei pensando? —ele não espera que eu responda e continua falando. —Se eu não fosse tão idiota naquela noite, eu provavelmente estaria voltando para casa, para você. Em vez de você morar aqui com Tabby, você estaria ao meu lado comigo. Meu coração acelera com sua confissão. —Ficou no passado, não adianta ir para esse lugar. —É, Collins? Está no passado? Porque do meu ponto de vista, não está. Não até você estar em meus braços onde deveria estar. Não posso esquecer um minuto daquela noite. Não do jeito que eu senti ao estar com você ou da dor que eu causei a nós dois quando fugi de tudo que você me fez sentir. —ele levanta minha mão para seus lábios e beija meu pulso.


—Eu não entendo, porque agora? Depois de todos esses anos, por que agora, Grady? Eu não consigo parar de imaginar o que mudou sua cabeça. É porque você está aqui agora e acha que, se alguém descobrir, ficará mal? Eu simplesmente não entendo. —eu digo, exasperada. —Estou aqui agora, não porque tenho que estar, mas porque escolho estar. Eu poderia ter ido a qualquer lugar para a minha residência, mas eu sabia que, sem dúvida, em minha mente, voltar para casa era a minha única opção. Três anos parecia uma vida sem você. Eu sei que foi uma noite, mas isso me mudou. Eu trabalhei duro na faculdade. Eu já estava inscrito lá, e mudar os programas teria sido um pesadelo. Eu sabia que tinha que aguentar, mas antes mesmo de voltar para a faculdade, sabia que voltaria para você. —Você entende porque é difícil acreditar, certo? Você me ignorou, Grady. Enviei mensagens, deixei mensagens de voz, implorando para que você me ligasse de volta, para enviar uma porra de pombo-correio, alguma coisa. Seu silêncio foi o que recebi. Ele concorda. —Eu sei. Eu lidei com tudo da forma errada. Eu estava com tanto medo de que quando eu ouvisse sua voz, eu me largaria tudo. Da escola de medicina, do meu sonho de me tornar médico. Eu conheço minhas próprias forças e fraquezas, Collins. Você era uma fraqueza. Uma que eu sabia que mudaria o curso da minha vida de um jeito ou de outro. —ele faz uma pausa, juntando seus pensamentos, e eu não digo uma palavra, processando o que ele está dizendo. Ele afaga minha bochecha na palma de sua mão. —Eu farei o que for preciso para mostrar a você que você é o que eu quero. O que meu coração quer.


—Grady... —minha voz desaparece porque não tenho ideia do que dizer a ele. Ele continua, derrubando a parede que eu construí em volta do meu coração, tijolo por tijolo. —O tempo todo que eu estava na faculdade de medicina, tudo que eu conseguia pensar era trabalhar mais, então eu poderia garantir a minha escolha de residência. Eu queria voltar para casa, para você. Eu quero ser o homem que você pode se orgulhar de estar ao seu lado. Eu quero ser capaz de proporcionar para você e para a família que eu espero que um dia tenhamos o melhor possível. Só você pode curar essa dor no meu peito. Você é meu remédio, baby. Eu sinto a primeira lágrima cair, mas não tenho a chance de limpá-la. Grady passa o polegar pela minha bochecha. —Não chore. Não suporto ver suas lágrimas. —inclinando-se, ele pressiona um beijo suave na minha bochecha. Eu percebo que tenho que fazer uma escolha. Preciso decidir se posso perdoá-lo e, se o fizer, também preciso deixar o passado para trás. Nunca esquecerei, mas também não posso iludi-lo. Quem estou enganando? Eu o quero. Eu sempre quis. —Eu quero isso. —eu confesso. —Eu quero tudo o que você acabou de dizer. Seus lábios pressionam contra os meus, suaves, mas firmes. É apenas um beijo rápido, mas me afeta do mesmo jeito. —Você não vai se arrepender. —ele sussurra contra os meus lábios. —Eu vou provar para você todos os dias que eu valho o


risco. Vou ligar para Caleb e dizer a ele. Isso é comigo. —ele continua. —Grady. —eu digo, chamando sua atenção, afastando-me dele. —Podemos apenas...ir devagar? —nós não precisamos contar a ele ou a ninguém sobre isso. Há tanto para esclarecermos entre nós que não precisamos da pressão adicional de meu irmão e talvez até de nossas famílias. —Eu quero a chance de realmente estar com você, por mais de uma noite. —eu posso sentir um rubor cobrindo minhas bochechas apenas com o pensamento de estar com ele novamente. —Antes que eles saibam. —Esse assunto é só nosso, Collins. —seus olhos perfuraram os meus. —Eles não têm voz ativa nisso. Ninguém tem além de nós. Eu quero você. Eu quero essa chance com você, e eu não vou dar a mínima para quem não concordar com isso. —Ele é seu melhor amigo e nossos pais... —E você é minha garota. —ele diz suavemente. —Nada vai mudar isso. Eu quero isso. Estou preparado para ele ficar louco ou infernal, até me odiar. Seria uma droga? Sim, seria. Seria tão ruim quanto não ter você? Não. —Ele está balançando a cabeça. —Nem um pouco. No que diz respeito aos nossos pais, eles nos amam e querem que sejamos felizes. Honestamente, Collins, eu não me importo se eles ficarão chateados. Isso me faz parecer um idiota, mas, baby, você é tudo que eu quero. Somos você e eu, e se eles não estão a favor, a escolha é deles. —Só algum tempo, Grady. Apenas para ver se é isso que você realmente quer. Já faz três anos, e se nós os irritássemos, e isso não for o que você achou que seria?


—O quê? A melhor coisa que já aconteceu comigo? Tenho certeza. —Ele se inclina e me dá outro beijo casto. —No entanto, se é isso que você quer, é o que faremos. O que você quiser, mas eu quero que saiba que não quero te esconder ou nos esconder. —Só algum tempo. —eu digo novamente. —Só para você ter certeza. —Eu tenho certeza, Collins. Eu vou provar para você. —ele se desloca no sofá e me puxa para o seu colo, envolvendo seus braços em volta de mim em um abraço. —Droga. —ele suspira. —Faz muito tempo que eu não abraço você. Eu desisto e retorno seu abraço. – Sim. —eu digo baixinho. —Eu suponho que é pedir muito para você vir para casa comigo para que eu possa te abraçar a noite toda? Ele pergunta, esperança nítida em sua voz. —Eu não acho que já cheguei a esse ponto. —Eu sei. —ele beija meu pescoço. —Nós vamos chegar lá. Ele boceja. —Você deveria ir dormir um pouco. Você volta amanhã? —Sim, todos os dias desta semana, folgo no sábado e trabalho no domingo. —Você... —Essa é a vida de um residente. Eu vou fazer horas loucas, mas o tempo que eu não estou lá estarei com você.


—Nós vamos achar um jeito. —eu me levanto e estendo minha mão para ele. —Você precisa dormir. Eu o levo até a porta. Ele me surpreende quando ele gentilmente me puxa contra ele, e seus lábios se moldam com os meus. Sua língua desliza, explora minha boca e eu o puxo para mais perto, minhas mãos apertando sua camisa. Eu deixei ele definir o ritmo. —Eu vou te ver em breve. —ele beija minha testa e eu me afasto, deixando-o abrir a porta. – Tranque. —diz ele, e eu aceno. Depois de fechar a porta e clicar na trava, observo-o pelo olho mágico até não conseguir mais vê-lo. Com um suspiro, pego meu telefone na mesa, apago as luzes e vou para a cama. Estou prestes a dormir quando meu telefone me alerta para uma mensagem.

Grady: Boa noite, minha linda Collins.

Eu: Noite, Grady.

Colocando meu telefone de volta na mesa de cabeceira, eu adormeço com o gosto dele em meus lábios e a sensação de seus braços em volta de mim.


í Grady Segundo dia de residência, e estou feliz. Adormeci ontem à noite assim que minha cabeça bateu no travesseiro, eu estava exausto, mas de um jeito bom. Quando perdemos meu irmãozinho, Jared, eu sabia que isso era o que eu queria fazer da minha vida. Estar aqui significa que eu consegui. Se meu irmãozinho tivesse um médico que prestasse atenção quando minha mãe e meu pai estavam lhes contando os sintomas de Jared, ele ainda poderia estar aqui. Meus pais me garantiram que os médicos fizeram tudo o que puderam, mas não vejo isso dessa maneira. Claro, eu era jovem. Independentemente disso, a situação me trouxe até aqui. Espero que meu irmão esteja lá assistindo. Agarrando meu jaleco branco com o Dr. Grady Carmichael bordado de um lado e Riley Hospital para Crianças do outro, eu vou para o sala dos residentes. Enquanto eu estou designado para o revezamento, pode haver dias que eu sou enviado para outras áreas do hospital, dependendo da necessidade. Entrando na sala, há um senhor mais velho, que eu não conheci ontem. Ele se vira quando ele me ouve entrar e caminha em minha direção, a mão estendida. —Dr. Carmichael, bom dia, eu sou o Dr. Larson. —ele me cumprimenta.


—Prazer em conhecê-lo, Dr. Larson. —Eu sou o chefe do departamento de emergência. Estou com dois atendentes a menos hoje devido a circunstâncias imprevistas. Você estará no meu plantão hoje. —Parece bom. —digo a ele. Significa apenas que eu vou experimentar outra área do hospital. Eu quero ver tudo, sei o caminho de volta. Tenho certeza que quero acabar em consultório particular, mas quem sabe, isso pode mudar enquanto eu estiver aqui. Essa é a glória da residência. Você começa a treinar em todas as áreas e encontra o que funciona melhor para você. Eu sigo o Dr. Larson enquanto ele sai da sala. —Então, qual faculdade de medicina? —ele pergunta quando entramos no elevador. —Duque. —Boa escola. O que fez você escolher Riley? —ele pergunta. Collins. —É um ótimo hospital e um dos principais programas de residência nessa área. Eu nasci e cresci aqui. Meus pais ainda moram aqui. Parecia a escolha certa. Tudo isso é verdade, mas realmente, ela estava aqui, então não havia dúvida sobre onde eu iria. Eu ralei muito durante toda a faculdade de medicina para garantir isso.


—Aqui estamos. —diz ele, saindo do elevador. Eu sigo atrás dele até o posto das enfermeiras. —Este é o Dr. Carmichael. Ele nos ajudará hoje. Eu examino os rostos á minha frente e paro quando chego ao dela. Collins. Eu sorrio para ela, incapaz de evitar isso. Ela sorri de volta. —Prazer em conhecê-las. —eu digo, forçando meus olhos longe dos dela para olhar o resto da equipe de enfermagem. Algumas delas me olham diferente, você conhece aquelas que dizem ‘me leve’. É incrível para mim o que as mulheres fazem, como agem quando descobrem que você é um médico. É como se elas tirassem as calcinhas e abrissem as pernas apenas esperando que você as aceite. Elas querem ‘pegar’ um médico, viver a boa vida. É triste que elas não tenham mais respeito por si mesmas do que isso. O Dr. Larson se vira para mim. —Eu quero que você faça a triagem não emergencial hoje. Dores de garganta, entorses, fraturas, resfriados, coisas dessa natureza. Eu vou pegar as coisas mais pesadas. Se você não tiver mais nada para fazer, você pode ficar comigo. Embora... —ele olha ao redor da sala. -... eu acho que isso não vai acontecer hoje. —ele olha para as enfermeiras. —Eu preciso de uma de vocês com o Dr. Carmichael hoje. Ele vai precisar de uma assistente em todos os momentos, pois, ele nunca trabalhou em nosso pronto-socorro antes. —eu vejo como todas elas se oferecem ou levantam as mãos para trabalhar comigo. Todos elas, exceto a que eu realmente quero. —Collins, —o Dr. Larson a chama. —Ele é todo seu. —com isso, ele se vira e vai embora.


Algumas das enfermeiras resmungam, mas o grupo se dispersa, deixando-me com Collins. —Bom dia, linda. —eu digo baixinho, apenas alto o suficiente para ela ouvir. —Dr. Carmichael. —ela sorri. —É assim que vai ser? —eu pergunto a ela, divertido. —Eu não tenho certeza se eu sei ao que você está se referindo. —diz ela timidamente. —Você tem um paciente no leito um. —ela pega o tablet do balcão e se dirige para o corredor. Eu sigo atrás dela, desejando que suas roupas fossem apenas um pouco mais reveladoras. —Olá, Lucy, eu sou Collins. Eu ouvi que você está com dor de ouvido. —ela pergunta para a menininha deitada na cama. —Dói muito. —diz ela, tentando conter as lágrimas. —Nós vamos fazer tudo melhorar. Mamãe... —Collins diz. — quanto tempo Lucy está se sentindo mal? —Ela acordou esta manhã gritando de dor. Seu pediatra acabou de se aposentar, então viemos para cá. Ela não gosta muito de médicos. O nosso não tinha a melhor maneira ao tratar os pacientes, mas ele era um excelente médico. —Você fez a coisa certa. —garante Collins. —Lucy, eu quero que você conheça alguém. Esse —ela aponta por cima do ombro para mim, —é meu amigo Dr. Carmichael. Ele vai ouvir seu coração e pulmões, depois checar seus ouvidos. Você pode ser uma garota corajosa para mim e deixá-lo fazer isso? —ela dá um aceno relutante. Collins recua e eu tomo seu lugar ao lado da cama.


—Oi, Lucy. —eu digo, estendendo a mão para a dela que está tremendo. Ela me dá um sorriso cheio de dentes e aperta minha mão. —Você vê isso. —eu tiro meu estetoscópio e mostro para ela. —Isso aqui vai te ajudar a ficar melhor. —quando coloco essa ponta no peito e nas costas, posso ouvir seu coração e seus pulmões. —Mesmo? —ela pergunta espantada. —Mesmo. Você sabe o quê mais? —O quê? Eu puxo o otoscópio de seu lugar na parede. —Essa coisa engraçada me deixa ver dentro do seu ouvido. —eu levanto para ela ver. —Você pode me fazer um favor? Você pode ser muito forte para mim enquanto ouço e dou uma olhada? Eu quero fazer você melhorar. —Ok. —ela diz suavemente. —Primeiro, vamos ouvir seu coração. —colocando o otoscópio de volta na parede, coloco meu estetoscópio nos meus ouvidos e posiciono o diafragma do aparelho no peito dela. Lucy ainda está quieta enquanto ouço. – Uau. —eu digo, me afastando. —Seu coração é tão forte. Ela ri. —Agora, você pode se inclinar para frente para mim? Eu preciso ouvir seus pulmões, ter certeza de que eles são legais e claros. —Ela se inclina para a frente e eu ausculto as costas dela. — Lucy, você pode respirar fundo para mim e depois soltar?


—Assim. —collins demonstra, e então juntas, elas respiram fundo e exalam lentamente. Repetimos o processo mais algumas vezes até que eu completo essa parte do meu exame. —Lucy, bate aqui. —Collins levanta a mão e Lucy bate nela com a própria mãozinha. Ela está se soltando. —Você é uma paciente muito boa. —eu a elogio. —Agora, é hora de eu olhar em seus ouvidos. —Você pode ver meu cérebro? —ela pergunta. Eu sorrio, mordendo o lábio para não rir. —Não, mas eu posso ver todas as partes do seu ouvido, que é o que dói, certo? —ela acena com a cabeça. —Você pode me dizer qual dói mais? —Ela aponta para o ouvido direito. —Bem, deixe-me dar uma olhada primeiro no esquerdo. Eu ando ao redor da cama, e sua mãe se afasta, deixando-me chegar perto o suficiente para olhar em sua orelha esquerda. — Tudo bem, Lucy. —eu digo, me afastando. —Este está vermelho e parece irritado. —Eu ando de volta ao redor da cama e dou uma olhada na orelha direita. —Temos um vencedor. —digo á ela. — Seu ouvido direito está infeccionado. —Eu coloco o otoscópio de volta na parede. —Obrigado por ser uma paciente tão boa. —Por nada. Você pode me fazer melhorar? —ela pergunta docemente. —Definitivamente. —eu asseguro a ela. —Mãe. —eu olho para a mãe dela. —Aquela orelha direita parece bem ruim. Vou entrar com antibióticos. Alguma alergia a medicamentos?


—Nenhuma que nós saibamos. —Ótimo. Eu vou dar uma receita para remédio de ouvido também. Eles vão ajudar com a dor. Enfermeira Ward —falo com Collins. —Você pode continuar e dar-lhe algumas gotas aqui para ajudar com a dor? Eu vejo que ela tomou Tylenol duas horas atrás, então ela não pode tomar de novo. —Obrigado, Dr. Carmichael. —diz a mãe de Lucy. —Por nada.Temos sua medicação no arquivo, então vou mandar trazer e vocês podem ir para casa senhoras. —Obrigada. —Lucy diz em voz alta enquanto eu saio do quarto. —Dê-me apenas alguns minutos. —diz Collins, e então ela está ao meu lado. —Você precisa de ajuda com o software de prescrição. —Sim. Nós vamos até o posto de enfermagem e eu a observo enquanto ela envia as receitas para a farmácia eletronicamente. —Dr. Carmichael, se você precisar de alguma coisa hoje, me avise. —uma enfermeira loira peituda diz para mim. —Obrigado, mas o Dr. Larson atribuiu Collins para mim. Nós estamos bem. —Bem, a oferta está de pé. —diz ela com voz rouca, e é óbvio para todos nós o que ela está oferecendo.


—Eu acho que posso lidar com isso. —Collins diz a ela. A loira encolhe os ombros, pisca para mim e sai pelo corredor.


í Collins Respire. Expire. Respire. Expire. Eu não sou do tipo envolvida em drama. Na verdade, eu evito isso. No entanto, desde que Grady voltou à minha vida, sinto que estou no meio de uma epifania. Eu sei que parte disso é minha culpa. Eu que insisto em mantermos tudo o que tivemos e o que temos agora em segredo. No entanto, enquanto estou aqui ao lado dele, meus braços ao lado do corpo, mãos em punhos apertados, eu sei que o drama sou eu. Bem, eu e Darcy. Eu nunca tive problema com ela. Ela é uma boa enfermeira, ela trabalha duro e até alguns segundos atrás, eu considerava que ela estivesse na coluna 'colegas de trabalho que eu gosto'. Tudo isso mudou. —Ei. —diz Grady, empurrando seu ombro no meu. —Você ouviu alguma coisa que eu acabei de dizer? —Não. —eu admito. —Obrigado pela ajuda. —ele segura o tablet. Abro a boca para dizer que não era nada quando outra enfermeira, Carla, se aproxima e estende a mão para Grady. —Olá, eu sou Carla. Prazer em conhecê-lo.


Ela bate os cílios para ele. —Eu chequei o horário e vejo que você tem um dia de folga neste fim de semana. Eu pensei que poderíamos ir tomar uma bebida. Eu poderia te mostrar a área. Minha boca cai aberta em estado de choque. —Na verdade, eu sou daqui e minha namorada e eu já temos planos. —Isto é sério? —ela pergunta a ele. —O que é sério? —ele age como se não soubesse o que ela está perguntando a ele. Meus punhos estão tão apertados que posso sentir minhas unhas entrando em minha pele. —Sua namorada. Eu não conto se você não contar. —ela ronrona. Sim, ela ronrona pra ele. Sua voz é baixa e tenho certeza que ela está pensando que soa sexy, mas eu tenho novidades para ela, não é. Grady deve sentir a tensão saindo de mim. Ele pisa para o lado, fazendo com que nossos ombros se esfreguem. —Sim, Carla. Meu relacionamento com minha namorada é sério. Eu a amo e não há como eu traí-la. Desculpe, seus esforços são desperdiçados comigo. Carla murmura o que soa como ‘vadia sortuda’ baixinho, pega uma pasta da mesa, depois se vira e vai embora. —Me siga. —Grady pega o tablet no balcão e caminha pelo corredor. Corro para segui-lo enquanto seus longos passos o levam


para longe de mim. No final do corredor, ele para em frente à porta que diz armário de suprimentos. Testando a maçaneta, ele abre a porta e faz sinal para eu entrar. Eu faço o que ele pede e ouço a porta se fechar atrás de nós e o clique da fechadura. —O que... —Eu não pergunto a ele o que estamos fazendo aqui porque ele me puxa para ele e esmaga sua boca na minha. Este beijo não é lento e calculado. Está cheio de calor e necessidade. Ele me beija como se eu fosse o ar que ele precisa respirar. Quando ele finalmente se afasta, ele descansa a testa na minha. Nós dois estamos respirando pesadamente, tentando se recuperar do beijo. —É você, Collins. Tudo que eu preciso é você. Não deixe que elas cheguem até você. Elas veem meu título e é tudo que elas querem. Elas querem se prender a um médico, mas isso não vai acontecer. Pelo menos não comigo. Eu me liguei a você. Ele dá um aperto suave em meu quadril. —Eu queria bater nela, Grady. Ambas. Eu nunca senti o desejo de prejudicar outro ser humano em minha vida, mas eu queria dar um soco nelas. Ele ri. – Calma Tigresa. —Não é engraçado. O que está acontecendo comigo? —Você se sentiu ameaçada, mas estou dizendo que você não tem nada com o que se preocupar. É você quem mora aqui. —ele coloca minha mão sobre o coração dele. —Só você. Tudo é demais. Eu não esperava me sentir daquele jeito quando elas estavam descaradamente dando em cima dele. É tudo


novo para mim. Não querendo me perder em pensamentos sobre Grady e onde estamos neste relacionamento, eu mudo de assunto. —Você estava bem com ela, com Lucy. —Obrigado. Crianças são fáceis. Essa é uma das principais razões pelas quais entrei em pediatria. —Ele ficaria orgulhoso de você, você sabe disso, certo? Ele suga a respiração e exala lentamente. —Eu gosto de pensar assim. —Ele me puxa para o peito e me abraça com força. —Não foi só por ele, você sabe, que me trouxe até aqui. Claro, eu comecei querendo ser médico, querendo ajudar outras famílias como a nossa. Mas você foi minha motivação na faculdade de medicina. Eu trabalhei duro para obter notas altas, então eu poderia escolher onde fazer a residência. Eu queria voltar para casa para você, Collins. Eu estava determinado a fazer isso. Levantando a cabeça do ombro dele, olho para ele. —Senti sua falta. Seus olhos suavizam. —Eu senti sua falta também, baby. Muito. —É melhor voltarmos ao trabalho antes que alguém perceba que nós sumimos. —Podemos ficar aqui o dia todo? —Nós poderíamos, mas não é por isso que você passou todos esses anos na faculdade. Você está aqui para ajudar, para fazer a diferença.


—E você? Eu dou de ombros. —Perder Jared afetou a todos nós. Cada um de nós escolheu nosso caminho com sua memória nos guiando. —Collins, eu... Eu levanto minha mão para detê-lo. —Nós realmente precisamos voltar para lá. —eu o beijo rapidamente, apenas um beijo nos lábios, dou a volta e saio do armário de suprimentos. Não sei o que ele ia dizer, mas sei que este não é o momento nem o lugar para entrar em conversas profundas. Nós temos um trabalho a fazer. Essas crianças, suas famílias dependem de nós. O resto do dia nós trabalhamos lado a lado. Eu facilmente antecipo suas necessidades e somos uma máquina bem lubrificada. Tanto que o Dr. Larson nos parabeniza por um trabalho bem feito. —Então, eu te vejo em casa mais tarde? —Grady me pergunta. —Sim, podemos fazer isso. —digo a ele. —Eu tenho alguns gráficos para fazer, mas não vou demorar muito. Dirija com cuidado. —Você também. —Sempre, querida.


Ele estende a mão como se ele fosse envolver seus braços em volta de mim, então suas mãos caem para os lados enquanto ele pensa melhor e eu engulo em seco. —Vejo você em breve. —eu digo, deixando-o em pé no posto das enfermeiras deserto para recolher minhas coisas e ir para casa.


í Grady É sexta-feira à noite e logo depois das sete e finalmente estou a caminho de casa. Foi um inferno de semana, mas eu sabia disso. Nada sobre residência ou mesmo ser um médico é fácil, não é por isso que escolhi essa carreira. Quando meu irmão mais novo morreu, eu soube então que queria ajudar outras famílias para que elas não tivessem que passar pelo que passamos. Estou morto e tudo o que quero fazer é ir para casa e me aconchegar com Collins. Passei alguns dias bem longos e só a vi por cerca de meia hora a cada noite, fora do hospital. Eu não fui capaz de convencê-la a passar a noite comigo, mas não estou preocupado. Nós vamos chegar lá. Inferno, eu nunca imaginei que ela me deixaria voltar à sua vida com tanta facilidade, então ela pode levar o tempo que precisar. Ela é minha e isso é tudo que importa. O resto só vai se encaixar. Entrando em nosso bloco de apartamentos, eu não me incomodo de ir para a minha casa antes de bater em sua porta. Quando a porta se abre, sua colega de quarto, Tabby, me cumprimenta. —Ei, Grady. —ela sorri. —Entre. —Ei. Collins está aqui?


—Ela está no quarto dela. —ela sorri brilhantemente. —Você pode seguir. Primeira porta à esquerda. —Obrigado. —Passo por ela e entro no apartamento, caminho pelo corredor em direção ao quarto de Collins. Quando chego à porta dela, minha boca se abre. Minha menina está em nada além de um sutiã de renda rosa pálido e calcinha. Seu cabelo está enrolado em uma toalha, e ela está em pé na frente de seu armário, as mãos nos quadris. Tenho certeza que ela está tentando descobrir o que vestir, mas do meu ponto de vista, ela está ótima agora. Nós não precisamos sair deste quarto. Silenciosamente, eu entro em seu quarto e fecho a porta atrás de mim. Ela sacode a cabeça para me encarar. —Grady! —um rubor reveste suas bochechas. —O que você está fazendo aqui? —ela pergunta enquanto eu vou em direção a ela. —Estou aqui para te ver. —eu digo baixinho quando meus lábios pressionam os dela. Minhas mãos encontram seus quadris e eu a puxo para perto de mim. Ela me beija de volta, assim como ela fez todas as noites esta semana. —No meu quarto? —ela ri, afastando-se do nosso beijo. —Tabby disse que você estava em seu quarto e que eu poderia entrar. —Eu aposto que ela disse. —ela sacode a cabeça. —Vou ter que lembrar disso. Vai ter volta.


—Como foi o seu dia? —eu pergunto, envolvendo meus braços em volta da cintura dela. Com uma mão, a seguro perto, eu uso a outra para acariciar suas costas suavemente. —Bom. Fui ao mercado e fiz alguns serviços em casa. E o seu? —Melhor agora. —eu digo, beijando-a novamente. —Podemos ficar em casa esta noite. Na verdade, basta colocar um roupão e podemos ir para a minha casa. —Você está tentando me despir? —Nunca. —Uh-huh. Deixe eu me vestir. —Eu preciso ir tomar banho, mas droga, eu não posso deixar você aqui assim. —Certamente você pode. —ela empurra meu peito, mas eu me recuso a me mover. Movendo minhas mãos de volta para seus quadris, eu dou um passo para trás, mantendo contato com ela. Lentamente, eu deixo meus olhos correrem por cada centímetro dela. —Você tira o meu fôlego. —eu digo, puxando-a de volta para o meu peito e beijando sua têmpora. —Eu preciso de meia hora. Eu vou assim que estiver pronta. —Só me mande uma mensagem. Eu venho até a porta encontrar você. —Você não precisa. —ela me garante.


—Baby, tecnicamente este é o nosso primeiro encontro, eu não vou foder isso. Você me manda uma mensagem quando estiver pronta e eu estarei aqui. Com mais um beijo rápido em seus lábios, eu relutantemente a solto, giro e saio do quarto. Na minha casa, corro para tomar um banho e não faço a barba; em vez disso, uso esse tempo para descer a rua e pegar algumas flores para ela. Quando eu volto para o estacionamento do nosso bloco, recebo o texto dela.

Collins: Estou pronta.

Sua mensagem me faz sentir como se eu tivesse dezesseis anos de novo e indo ao meu primeiro encontro. Isso pode muito bem ser. Nada antes dela conta. Inferno, eu não consigo nem lembrar muito disso. Collins é tudo que vejo. Eu não me incomodo em responder. Em vez disso, pego o buquê de flores e vou para dentro. Eu bato duas vezes e recuo, segurando as flores na minha frente como se fosse um escudo. Quando a porta se abre, meus olhos se arregalam ao vê-la. Ela está vestindo jeans que parecem ter sido pintados nela. Sua blusa azul sem mangas realça o azul vibrante em seus olhos, e seus pés estão em algum tipo de salto alto que parece quente pra caralho. Percebendo que estou apenas olhando para ela e ainda não disse nada, me inclino e beijo o canto de sua boca.


—Você faz meu coração disparar. —eu digo baixinho. Dando um passo para trás, eu entrego as flores para ela. —Eu posso levar isso. —o braço de Tabby serpenteia em torno de Collins e agarra as flores. —Vocês, crianças, se divirtam. Eu não vou esperar. —ela diz com uma voz animada. Ela entrega a bolsa e o telefone a Collins e a empurra para fora da porta. —Tabby! —Collins diz em voz alta, rindo. —Amo você. —Tabby responde abafado através da porta. —Está pronta? —eu pergunto, oferecendo-lhe meu braço. —Sim. Para onde vamos? Eu sei que ela está preocupada em ser vista; Nós conversamos sobre isso no início desta semana, quando eu pedi a ela para jantar comigo. —Não se preocupe, eu tenho tudo sob controle. —eu perguntei por aí, e há um pequeno restaurante familiar com comida caseira na próxima cidade, sobre a qual algumas das enfermeiras adoram, uma em particular. Acho que ela pensou que eu ia convidá-la para jantar. Eu agradeci e disse a ela que parecia um lugar que minha namorada adoraria, foi então que sua cara caiu no chão. Eu deveria me sentir culpado, mas não sinto. Eu nunca lhe dei razão para pensar que queria convidá-la para sair. Isso estava tudo na cabeça dela. Sem mencionar que ela nem se compara à minha Collins. Quando estamos na estrada, me aproximo e seguro sua mão. —Você está bonita.


—Obrigada. Eu não posso acreditar que estamos fazendo isso. Que estamos juntos, assim. —ela levanta nossas mãos unidas. —Acostume-se a isso. —Você está muito confiante, Dr. Carmichael. —sua voz é leve e sexy. —Eu estou com a enfermeira Ward. —eu falo de volta. —Eu sei o que quero. —Eu puxo a mão dela para os meus lábios e beijo seus dedos. —Eu ainda me preocupo. —Eu sei o que você quer, baby. Mas o tempo mostrará que isso está certo. Nada que pareça tão bom quanto estar com você pode estar errado. —Não que isso seja errado, só que você mudará de ideia. Eu te persegui por anos e então uma noite, tudo o que eu desejei se tornou realidade, e então eu acordei e você tinha ido. Meu estômago revira com as palavras dela. —Eu sinto Muito. —Eu sei. Você não precisa ficar dizendo isso. Eu te perdoei. Eu só... ainda tenho essa preocupação incômoda no fundo da minha mente. —Isso leva tempo, Collins. Leve todo o tempoque precisar. Estarei aqui. —ela se acomoda no banco e nós seguimos o resto do caminho em um silêncio confortável. O rádio toca suavemente no fundo, e se isso é tudo que faremos hoje à noite, já é a melhor da minha vida, só por estar com ela.


—Como você encontrou este lugar? Ela pergunta trinta minutos depois, quando eu paro na lanchonete. —Eu perguntei no trabalho. —Eu desligo o meu SUV e me viro para ela. —Obrigada, Grady. —ela sorri para mim. —Apenas para que fique registrado, eu não quero esconder você, nos esconder. Eu respeito o fato de que você quer esperar, mas eu quero que todo mundo saiba. —Eu sei. Apenas mais um pouco. —Vamos comer. Eu saio do SUV e corro para abrir a porta. Ela já está saindo quando eu chego na porta dela. Surpreendendo-me, ela estende a mão e segura minha mão. É assim que entramos no pequeno restaurante. Vendo a placa ‘Por favor, sente-se’, Collins nos leva até a parte de trás do restaurante. Ela desliza para o banco e, para minha surpresa, dá um leve puxão na minha mão. Tomando a dica, eu deslizo ao lado dela. Incapaz de resistir, eu me movo e beijo sua bochecha. —Bem-vindo á Mabel. —uma jovem garçonete nos recebe com cardápios e talheres. —O especial de hoje é o bolo de carne. — ela diz, sorrindo. —Vou dar a vocês um minuto para olhar o cardápio. O que posso pegar para vocês beberem? Ela fala as opções.


—Eu vou tomar um chá gelado. —Collins pede. —Faça dois. —Eles disseram a você o que era bom? —ela pergunta. —Tudo. —digo a ela. —Aparentemente, a comida é caseira, e dificilmente se erra com os itens do menu. Quando a garçonete volta, nós dois decidimos o bolo de carne e ela se vai. —Conte-me sobre a faculdade de medicina. —diz Collins. —Foi… solitário. Meus dois colegas de quarto, Jeff e Andy, estavam tão focados na escola quanto eu. Ambos estavam lá com uma bolsa de estudos e não podiam se dar ao luxo de se divertir. Nós três praticamente nos fodemos por três anos. —Nenhuma festa selvagem? —ela pergunta. Há brincadeira em seu tom, mas posso dizer que ela está hesitante em ouvir a resposta. —Não. Fomos a uma ou duas, mas sempre foi para mostrar nossos rostos e depois voltar para casa. Eu acho que estávamos todos muito focados em outras coisas. Coisas mais importantes. Minha mão debaixo da mesa se estica e dá a sua perna um aperto suave. —Então, você estudou o tempo todo? —Sim, era a faculdade de medicina. —eu rio. —Pare. —ela ri baixinho. —Você sempre foi inteligente.


—Sim, mas era importante, sabe? Quer dizer, a vida de pessoas estarão em minhas mãos. Eu senti que precisava dar tudo de mim. Além disso, nada me interessava. Eu estava sentindo sua falta e... —eu dou de ombros. —Também senti sua falta. Desesperadamente —acrescenta ela. —Loucura, né? Uma noite juntos e senti que tinha perdido uma parte de mim. —Não é loucura. Nós crescemos juntos. —Sim, mas foi Caleb com quem você passou a maior parte do seu tempo. Eu concordo. —Eu sei, mas também senti, Collins. Eu senti, e isso me assustou para caralho. A garçonete traz a nossa comida, prometendo voltar para repor. Nós dois avançamos na refeição, morrendo de fome. A conversa cessa enquanto comemos. —Ugh. —Collins empurra seu prato para longe. —Estou cheia. Este lugar é incrível. —Ele é. Você deixou espaço para a sobremesa? —Não. —ela ri. —Eu vou explodir. —Tudo bem então. —aceno para a garçonete e sinalizo para a conta. Depois de acertar a conta, coloco minha mão nas costas dela e a conduzo de volta ao meu SUV. —Pensei que poderíamos ir ao parque ou talvez dirigir por aí.


—É tarde, eu sei que você está exausto. —Eu não estou pronto para deixar você em casa. —Que tal um filme? —Minha casa? —eu ofereço. —Sim, vamos lá. Seu sorriso é vibrante e sei sem me olhar no espelho, o meu combina com o dela. Abrindo a porta, espero que ela ponha o cinto antes de se inclinar e beijar seus lábios macios. Afastando-me, fecho a porta e corro para o meu lado. —Que tal pararmos e pegarmos um pouco de sorvete e pipoca? —Eu tenho na minha casa. Eu vou me trocar… —ela olha para as roupas dela. —...e levo para á sua. —Tem certeza? —Sim. —ela inclina a cabeça para trás contra o assento, virase para mim e sorri. —Obrigada por esta noite. —Não acabou. —eu a lembro. —Eu sei. Eu só não queria me esquecer de te agradecer. Inclinando-me sobre o console para mais um beijo, eu rapidamente volto para o meu banco, coloco o cinto e volto para casa. Com a minha garota. Minha Collins Finalmente.


í Collins Eu mandei Grady para a casa dele para que eu pudesse me trocar. Esta noite foi perfeita, discreta, boa comida, boa companhia. Eu estou tentando não ficar muito animada, mas é difícil quando ele diz aquelas coisas. Ele nunca mentiu para mim e eu não acho que ele esteja fazendo isso agora. É apenas um ajuste, dele fugindo durante a noite e me ignorando por três anos, para ele me perseguindo. É uma grande mudança. Não me entenda mal, não estou reclamando. Eu amo ficar com ele. Fico feliz que ele tenha concordado em daro tempo que pedi. Precisamos disso para nos conectar. Devemos garantir a nós mesmos, que isso é realmente o que desejamos, antes de acrescentarmos o estresse dos outros que não aceitam. Eu o perdoei e espero, com tudo que sou, que possamos fazer isso funcionar. Eu não quero mais nada. Eu não sei o que o futuro reserva para nós, mas pela primeira vez desde a noite em que ele fugiu, estou animada para descobrir. —O que você está fazendo em casa tão cedo? —Tabby pergunta do sofá. —Me trocando. —Por quê?


—Nós vamos assistir a um filme na casa dele. O que você está fazendo em casa numa sexta à noite? —Eu trabalho amanhã. —Novamente? Você trabalhou a semana passada. —Sim, estamos com pouco pessoal. Além disso, o dinheiro ajuda. —Sem encontro quente? Eu pergunto a ela. —Não hoje à noite, infelizmente. —Ela ri. —Certo. Bem, eu preciso ir me trocar. Você quer se juntar a nós? —eu ofereço. Eu sei que Grady pode ficar desapontado, mas ele não ficará bravo. Ele não é assim. —Não. —ela estica o final. —Estou indo dormir em breve. Foi uma semana longa. —Sim, Grady trabalhou uma tonelada de horas. Ele está exausto. É por isso que decidimos assistir a um filme. Ele provavelmente vai dormir cinco minutos depois. —Okay, certo. Não há como ele dormir com você lá. —Veremos. Devemos fazer apostas. —Certo. Aposto que você vai lavar o banheiro semana que vem, já que é a minha semana, que você nem chega em casa hoje à noite.


—Nós não estamos lá ainda. —digo a ela. —Eu não disse que você faria sexo com ele. Eu disse que você não dormiria em casa. —Bem. Se eu ganhar, você lava o banheiro na semana seguinte. —Combinado. —ela se levanta e estende a mão para eu agitar. —Vocês, crianças, se divirtam. Vejo você amanhã quando chegar em casa. Eu vou para a cama. —Noite, Tab. Ela acena por cima do ombro enquanto desaparece atrás da porta do quarto. Correndo para o meu quarto, eu coloco umshorts pretos de ioga e uma regata. Deslizando meus pés em chinelos, eu vou para a cozinha. Eu pego dois sacos de pipoca de micro-ondas e o pote de sorvete de morango do freezer. Eu sei que morango é o seu favorito; é o meu também. Depois de pegar meu telefone e minhas chaves para entrar em casa, tranco a porta atrás de mim e ando a curta distância até a porta dele e bato. —Eu pensei que você tinha mudado de ideia. —diz ele quando ele abre a porta. —Não. Tabby estava em casa, então conversamos por alguns minutos. —eu não digo a ele sobre a nossa ridícula aposta que eu já sei que vou ganhar. —Aqui. —entrego a ele os dois pacotes de pipoca e o sorvete. —Morango. —ele sorri.


—Sim. —Algo que sempre tivemos em comum. —ele se inclina para um beijo e, claro, encontro seus lábios com os meus. —Sinta-se à vontade. Eu deixei os filmes prontos. Escolha o que você quiser. Eu o observo entrando na cozinha. Tiro meus chinelos, colocoos ao lado da porta e me acomodo no sofá. Percorro os filmes e não consigo encontrar nada que me chame à atenção. Ainda estou zapeando quando Grady traz uma grande tigela de pipoca e duas garrafas de água. —Encontrou algo? —ele pergunta, sentando-se ao meu lado no sofá. —Não, nada. —eu digo, bocejando. —Eu tenho algumas coisas no DVR. Você pode checar lá também. Clicando no DVR, vejo Forged in Fire. —Meu pai e Caleb amam esse show. —Verdade? Meu pai me falou sobre isso também. —ele ri. — Eu não tenho muito tempo para a TV, mas o episódio que eu assisti foi bem interessante. —Podemos assistir isso? —Qualquer coisa que você quiser. Estou feliz em ter você aqui. É impossível não me apaixonar quando ele diz coisas assim. Eu escolho o episódio mais antigo e clico em Reproduzir. Sem


pensar, me aconchego ao lado dele. Seu braço envolve meus ombros enquanto ele me segura perto. Fechando meus olhos, eu apenas aproveito o momento. A sensação de estar em seus braços novamente. Eu abandonei a ideia de que isso poderia ser mais, que poderíamos ser mais seguros. Sempre foi Grady para mim. Ninguém mais se compara. Eu tentei empurrá-lo para fora do meu coração, mas acabou sendo impossível. Estamos quase no final do primeiro episódio quando percebo que a respiração de Grady se estabilizou. Inclinando minha cabeça, apenas um pouco, vejo que ele adormeceu. Eu deveria levantar e ir para casa, mas não estou pronta para deixá-lo ainda. Independente do fato de ele estar dormindo, ele ainda me segura em seus braços. Apenas mais um episódio, então eu vou para a minha casa. Eu me assusto, sentindo como se estivesse flutuando no ar. —Shh, sou eu. Eu estou te segurando, —Grady sussurra suavemente. —O que você está fazendo? —o quarto está escuro. —Levando você para a cama. —Eu deveria ir para casa. —Você deveria ficar. —diz ele, sem parar. Eu suponho que ele está me levando para o seu quarto. —Grady, dissemos que íamos devagar. —lembro-lhe, enquanto minha mente tenta acompanhar o que está acontecendo.


—Só para dormir. —diz ele, colocando-me na cama. Suas mãos seguram meu rosto. O quarto está escuro, então não posso ver seu rosto, mas posso sentir o desejo de sair dele quando ele fala. —Eu só quero te abraçar, Collins. Segurar você como eu deveria ter feito naquela noite. A noite toda, acordar com você em meus braços. Podemos ir devagar quanto você quiser, baby. Eu sei como nossa história se desenrola, mas esta noite, só... quero te abraçar. Eu deito na cama e gemo com a suavidade. —Então, ela vence. —murmuro. Eu sinto a cama afundar ao meu lado, então o calor de sua mão descansando na minha barriga. – Quem vence, baby? Não há ninguém além de mim e de você. —Tabby. —eu digo seu nome como se ela fosse o próprio diabo. Ela sabia o quão suave sua cama era? É por isso que ela estava tão presunçosa? Não, isso não poderia ser o motivo. Minha melhor amiga. —Tabby? Ele pergunta, divertido. —Sim, ela apostou e isso... e eu estar aqui na sua cama. Abro os olhos e mal posso distinguir suas feições. Ele está perto. Eu coloco minha mão em sua bochecha, sua barba de cinco horas fazendo cócegas na palma da minha mão. Eu estar aqui significa que ela vence.


—Não que eu esteja reclamando, estou achando que gosto do fato de você perder essa aposta, mas em que exatamente você apostou? —Ela disse que me veria amanhã, que eu ficaria. Eu disse que não chegamos lá ainda. Então você me leva ao seu quarto e me deita nessa grande nuvem fofa e ela vence. —eu suspiro dramaticamente. De repente, mais acordada enquanto ele alinha seu corpo com o meu, sua mão ainda está na minha barriga. —O que ela ganha? Ele pergunta com uma risada. —Lavar o banheiro. Vou fazer por duas semanas. —Eu vou fazer isso. —O quê? —Eu disse que vou fazer isso. Vou limpar a porra do banheiro todos os dias até você morar comigo. —Ir morar com você? Muito arrogante? Eu rio, agora totalmente acordada. —Sim. Até lá, vou manter seu banheiro impecável se isso te mantiver na minha cama à noite. —Apenas uma noite. Essa coisa é louca e confortável. —Eu sei. —eu ouço a risada em sua voz. —Agora, deite sob as cobertas.


Fazendo o que ele diz, eu me mexi até estar debaixo dos cobertores. Ele desliza para baixo também e se aconchega ao meu lado. Minhas costas estão apertadas contra o seu peito. —Boa noite, baby. —ele sussurra roucamente, beijando meu pescoço. —Boa noite. —fechando os olhos, deixo o calor dele me cercar para dormir.


í Grady Abrindo meus olhos, sorrio quando vejo que ela ainda está aqui, ainda aconchegada firmemente em meus braços. Um olhar para a janela me diz que ainda é cedo quando o sol mal começou a subir. Em algum momento da noite, minha mão que estava descansando na barriga de Collins entrou sob sua camiseta. Não apenas na camiseta, mas a metade da minha mão está sob o material que ela chama de short, enquanto a outra metade permanece na barriga dela. Sua pele é tão foda e morna. Meu pau se aconchega ao lado dela e está duro como aço. Que jeito de acordar. Suavemente, acaricio sua pele com o polegar. Eu não quero acordá-la; Ela estava exausta na noite passada, mas droga, eu não posso resistir à sensação sedosa e suave. É assim que deveria ter acontecido naquela noite. Eu deveria ter ficado lá no trailer, com ela apertada contra o meu peito. Eu imaginei esse momento por anos, mas nada que eu tenha imaginado poderia ter me preparado para isso, esse sentimento do meu coração inchando enquanto batia rapidamente contra o meu peito. De jeito nenhum eu poderia ter percebido que simplesmente acordando com ela em meus braços, ela se tornaria o centro do meu mundo. Eu sabia que a queria, isso nunca mudou. Se eu for honesto, eu a queria muito antes da noite em que transamos a primeira vez. Não havia uma


única dúvida em minha mente de que eu queria estar com ela, mas isso... isso é algo tão profundo, uma magnitude que eu nunca poderia ter imaginado. Estou irrevogavelmente apaixonado por ela. Ela se move um pouco, fazendo meu mindinho roçar um pequeno pedaço de cachos. Sem pensar, faço de novo, dessa vez movendo a mão para baixo. Incapaz de resistir, eu roço meu polegar sobre seu clitóris, fazendo-a gemer. Eu congelo quando percebo o que estou fazendo. Ela me disse mais vezes do que eu posso contar que ela queria ir devagar e aqui estou me aproveitando dela. —Não pare. —sussurra sua voz de sono. —Collins. —minha voz é rígida, implorando. —Grady. —um sorriso preguiçoso aparece em seus lábios. — Não pare. —ela se agita para deitar de costas, me dando acesso total e absoluto a ela. Outro movimento lento do meu polegar sobre o clitóris segue. —Bom dia, linda. —eu sussurro em seu ouvido. —Está prestes a ser. —ela levanta a mão para passar os dedos pelo meu cabelo. Descansando minha cabeça em seu peito, eu levo um tempo, lentamente passando meus dedos por suas dobras. Com cada golpe, sua umidade cobre meus dedos. Sua camisa subiu, expondo sua pele macia. Eu coloco meus lábios logo abaixo do seu umbigo em um beijo carinhoso. Tantas vezes eu a imaginei na minha cama


e quero apreciá-la agora que ela está aqui, apreciar a oportunidade que ela está me dando, beijar cada centímetro gostoso dela. Eu quero sentir tudo dela. Mas preciso ir devagar. Eu não posso forçá-la a mais que isso. Ela não está pronta e a última coisa que quero fazer é afastá-la, quando tudo que fiz desde que cheguei é atraí-la para mim. Este momento aqui é um presente que vou apreciar. Seus dedos acariciam meu cabelo enquanto eu guio um dedo dentro dela. Ela geme, com as mãos paradas, assim como a minha mão. —Você está bem? —Sim. —ela respira. Suas mãos começam a exploração do meu cabelo. Lentamente, eu movo meu dedo dentro e fora dela. Ela está molhada, tão molhada, e quando ela pede mais, me obrigo a colocar outro dedo. —Isso faz valer a pena perder a aposta do banheiro. —ela diz, e eu não posso deixar de rir. Levantando a cabeça, olho para ela. –É? Seus olhos estão vidrados com necessidade e desejo quando ela responde: —Definitivamente.


—Você sabe, se você estivesse aqui na minha cama todas as noites, eu poderia acordá-la assim todos os dias. —eu digo enquanto abro minha mão um pouco mais rápido. —Mmm. Eu me movo para baixo da cama e coloco meus lábios em sua pele mais uma vez, logo abaixo do seu umbigo. Minha língua a saboreia enquanto meus lábios a acariciam, enquanto mantenho meu ritmo, movendo meus dedos dentro e fora dela. Ela está se contorcendo embaixo de mim, o que só me estimula. Posso sentir o desejo dela e, de repente, nada mais importa além de saboreá-la. Movendo-me mais uma vez, eu deslizo para fora da cama. Ela geme quando retiro minha mão e eu sorrio. Suavemente puxando as pernas dela, movendo-a para a beira da cama, eu olho para ela prestes a pedir permissão, nunca querendo tomar algo que ela não está oferecendo. Mas o olhar em seus olhos, o modo como seu peito está subindo e caindo rapidamente a cada respiração, me diz o que preciso saber. Ela me quer. Ela quer isso. —Eu senti sua falta, Collins. —eu digo antes de cair de joelhos. Colocando uma perna sobre cada um dos meus ombros, estou agora cara a cara com sua linda boceta rosa. Eu não posso acreditar que me afastei dela. Nunca mais. Ela é minha.


Eu vou lutar por ela. Lutar por nós. Meus dedos deslizam de volta para seu calor úmido, e minha boca cobre seu clitóris. Minha mente limpa de tudo, do passado, do futuro, do trabalho; não há nada além dela e o gosto dela na minha língua. Eu me perco nela, seu gosto, a sensação de seu calor em volta de mim. Suas pernas apertam meu pescoço enquanto suas paredes apertam meus dedos. Ela está perto. Eu não desisto, fazendo amor com seu clitóris com minha boca, meus dedos enterrados profundamente dentro dela. —G... Grady. —meu nome não é um grito, mas um apelo de seus lábios quando ela goza. Eu não paro até sentir suas pernas soltas e seu corpo relaxar na cama. Relutantemente me afastando, eu limpo minha boca com as costas da minha mão e cuidadosamente retiro suas pernas dos meus ombros. Depois de voltar para a cama, deito-me ao lado dela, as duas pernas penduradas na borda. —Bom dia, linda. Ela ri. —Dia. —Como você dormiu? —Como uma pedra, e você? —ela pergunta com um sorriso preguiçoso. —Dormir com você em meus sonhos nos últimos três anos nem se compara ao acordar com você em meus braços. —seus


olhos brilham com a minha admissão e um leve rubor reveste suas bochechas. —O que você quer fazer hoje? É meu único dia de folga esta semana, já que tenho que estar de volta ao hospital amanhã de manhã às dez e quero passar o dia com ela. —Eu realmente preciso ir até a casa de Caleb. Prometi a Emily que eu iria e a ajudaria com os preparativos finais do casamento. Eu não tinha certeza, quero dizer, hoje é seu único dia de folga. Eu pensei que talvez você tivesse planos. —Ei. —eu seguro sua bochecha, forçando-a a olhar para mim. —Você. —eu me inclino e beijo o nariz dela. —Você está sempre nos meus planos. Não importa se é um dia de folga ou uma semana. Eu quero estar com você. —Eu sei que dissemos que estávamos juntos, mas eu não tive certeza. Certeza. —Quando se trata de nós, tenha certeza. Sempre assuma que eu quero ver você. Você pode apostar no fato de que eu quero passar todo o meu tempo com você. Você pode estar certa de que você é a pessoa mais importante da minha vida. Além disso, só para registrar, não quero nos esconder, Collins. Eu quero que o mundo saiba o que sinto por você. Nada mais importa. —Então, ligue para Caleb e fale que vai comigo. Eu não estou pronta para contar á ele, mas vocês são amigos, pelo menos ficaremos juntos, mais ou menos. —ela diz, franzindo o nariz.


—Eu não vou poder te beijar ou tocar em você. Não tenho certeza se tenho esse tipo de resistência. Ela ri. —Eu tenho fé em você. Além disso, a alternativa é isso ou nos vermos só mais tarde. Pelo menos estaremos juntos. Antes que eu possa responder, meu telefone toca. Agarrandoo da mesa de cabeceira, eu rio quando vejo o nome de Caleb. Eu mostro a ela a tela antes de responder. —E aí cara. —O que você vai fazer hoje? —ele pergunta. —É meu único dia de folga esta semana, ainda não tenho certeza. O que eu quero dizer é que estou mantendo sua irmã como refém na minha cama, então diga à sua noiva que ela não irá. —Gostaria de vir e me ajudar a montar uma mesa? Em comprou uma nova mesa para o quarto de hóspedes. Ela e Collins vão revisar os planos de casamento hoje, de novo. —ele ri. —Então, sim, coisas másculas precisam ser feitas e eu preciso ficar fora do caminho. —Sim, eu vou. A que horas você quer que e eu vá? —Collins estará aqui por volta do meio-dia, é só o que sei. —Parece bom, cara. Eu estarei aí. —conversamos mais alguns minutos antes de desligar e eu jogo meu telefone na cama. — Parece que iremos á casa do seu irmão hoje. Ela sorri. —Bom. Eu estava um pouco chateada por não conseguir ver você.


—Temos algumas horas antes de irmos. —Eu vou para casa tomar um banho. —Ou. —eu digo, inclinando-me e beijando-a. —Você poderia tomar banho aqui. —murmuro contra seus lábios. —Eu poderia. —ela concorda, beijando meus lábios de volta. —No entanto, eu não tenho nenhuma roupa ou qualquer das minhas coisas como shampoo e hidratante. Eu não posso ir para o meu irmão com seu cheiro. —Foda-se, isso é sexy. Ela ri. —Sim, eu não acho que você vai se sentir assim quando Caleb estiver comendo seu rabo sobre nós. —Vai acontecer, Collins. Um dia ele vai descobrir sobre nós e vamos ter que enfrentá-lo. —Eu sei, mas ainda não. Apenas dê mais tempo, ok? —Ok. —eu concordo de má vontade. Eu quero mostrar para nossas famílias e meu melhor amigo que estamos namorando. Estou pronto para começar nossas vidas juntos, avançar para o futuro que eu quero que tenhamos. Não podemos fazer isso se estamos nos escondendo, mas eu entendo. Eu vou dar a ela esse tempo. —Obrigada por... —seu rosto aquece. —Nunca me agradeça por isso, por te dar prazer. Não é uma tarefa, não é um trabalho. É meu prazer também. —eu me inclino e beijo seus lábios. —Você pode ficar um pouco mais?


—Eu realmente preciso ir, por algumas roupas para lavar. —Você pode pegar roupas e o que mais precisar e voltar aqui e tomar banho e se arrumar. De fato, traga o que você quiser para ficar aqui. —Não vou me mudar para cá. —Ainda. —eu sorrio. Ela apenas balança a cabeça. —Eu devo ir. Eu te vejo mais tarde na casa de Caleb. —Eu posso levar você? Quer dizer, afinal somos vizinhos. Poderíamos dizer a eles que nos encontramos no corredor e me ofereci para levá-la. —Grady, eu não sei. —Vamos lá, Collins. É um simples e belo gesto. —Tudo bem. Eu preciso ir para me preparar. —Venha aqui. —deslizando minha mão atrás de seu pescoço, eu a puxo para um beijo, que ela com certeza vai lembrar. É um beijo que diz exatamente como me sinto sobre ela. —Me manda uma mensagem quando você estiver pronta. Ela concorda, e de pé veste o shorts do pijama de novo. Eu vou para o lado dela e coloco minha mão em suas costas, levando-a até a porta. Quando ela abre, eu me certifico de que está destrancada, para que eu possa voltar para casa, eu vou junto com ela, andando apenas alguns metros e deixando-a em sua casa.


—Eu poderia ter feito a caminhada da vergonha sozinha. — Ela sorri para mim. —Não. Não há vergonha aqui, baby. Nada além de respeito, paixão e amor. —a última palavra é sussurrada. —Um amor tão foda, que nunca poderia haver vergonha. —eu beijo sua têmpora. Ela acena com a cabeça. —Te vejo em algumas horas. Eu vejo quando ela desaparece atrás da porta antes de virar e voltar para a minha casa. Uma vez lá dentro, eu me deito no sofá floral e repasso nossa noite e manhã. Não há nada que eu mudaria sobre o nosso tempo juntos. Bem, talvez ela ainda tenha que voltar para sua casa, mas chegaremos lá. Eu posso sentir isso.


í Collins Dentro do meu apartamento eu danço como uma pessoa louca. Ontem a noite foi mais do que eu poderia ter esperado, apenas estar com ele e então esta manhã... Vamos apenas dizer que valeu a pena de lavar o banheiro por um mês. Indo para a cozinha, eu pego uma barra de granola para satisfazer minha fome antes de correr para o chuveiro. Eu tenho bastante tempo, mas sinceramente, mal posso esperar para voltar para ele. Para passar mais tempo com ele, só nós. Hoje vai ser difícil. Eu só espero que possamos passar por isso sem revelar a verdade. Eu não estou pronta para Caleb ou qualquer outra pessoa, bem, além de Tabby, saber ainda. Eu quero ter certeza que ele realmente está comprometido. Sim, eu o perdoei e ele não me deu razão para pensar que não está sendo honesto. Na verdade, ele se esforçou muito para se certificar de que eu saiba que ele é honesto. Eu quero mantê-lo só para mim por enquanto. Como a nossa noite juntos, foi apenas entre nós, sinto que preciso manter isso, mantêlo perto do meu peito, por assim dizer. Quando termino de tomar banho e me apronto, são apenas alguns minutos depois das dez. Agarrando meu telefone, eu passo pela sala de estar debatendo sobre o que devo fazer. Eu realmente quero passar mais tempo com ele, e já que nós dois estamos juntos, poderíamos ir tomar um café da manhã tardio ou um brunch ou


qualquer coisa. Comida. Nós poderíamos comer alguma coisa. Eu discuto se devo ou não ligar para ele. Meu celular vibra na minha mão, me tirando do meu debate mental. Eu não posso esconder meu sorriso quando vejo o nome dele na minha tela.

Grady: Eu já sinto sua falta.

Decisão tomada, eu pego minha bolsa e chaves e tranco o apartamento. Eu ando pelo corredor e bato na porta dele. Eu mudo de um pé para o outro enquanto espero que ele responda. Não sei por que estou nervosa; estamos juntos. Quando ele abre a porta, um sorriso lento inclina os lábios. —Ei. —ele se move para mim. Sua mão pousa na minha cintura enquanto ele me puxa para perto. —Que surpresa boa. — ele se curva e beija o canto da minha boca. —Sim, eu posso ter sentido sua falta também. Um pouco. —Eu levanto meu polegar e meu dedo indicador e mostro a ele apenas um pequeno espaço entre os dois. —Sim, eu vou aceitar. Ambos os braços me envolvem num abraço. Ele se aproxima, e com a mão nas minhas costas, ele me leva para dentro de seu apartamento. Assim que a porta se fecha, sou empurrada até minhas costas estarem coladas a ela e a boca dele se funde com a minha. Ele me beija como se tivesse ficado anos sem me ver, não horas. Quando ele se afasta, sua testa descansa contra a minha.


—Você não quer saber por que estou aqui? —pergunto. —Não. —E se eu estiver aqui para lhe dizer que isso é demais e terminamos aqui? Ele me puxa de volta, colocando meu rosto em suas mãos. —Eu diria que vou lutar por você, por nós. Eu não vou deixar nada ficar em nosso caminho. Já passei por isso, Collins. Não vou deixar que aconteça outra vez. Eu engulo em seco. —Eu só queria saber se você estava interessado em comer alguma coisa antes de irmos para a casa do Caleb. —O que eu vou fazer com você? —ele pergunta, beijando-me castamente nos lábios. —Sim, para comida. Nós temos que ir a algum lugar local. Não teremos tempo para ir longe. —Sim, talvez nós possamos, eu não sei... parar em um drivethru ou algo assim. —Ou podemos ir onde quisermos e não nos preocupar com quem nos veja. —Um dia. —Um dia em breve, Collins. Você não é um segredo sujo. —Eu sei. Apenas... vamos lá, Grady, faz o que, um minuto que concordamos em ver se o que quer que isso seja entre nós vai resistir ao nosso passado?


—Já passou mais de um minuto e vai. Eu vou me certificar de que isso aconteça. —ele me beija de novo, um rápido beijo nos lábios. —Deixe-me pegar meu telefone e chaves, e nós podemos ir. Quinze minutos depois, estamos sentados do lado de fora de um pequeno supermercado não muito longe da casa do meu irmão. —Eles vão saber que nós viemos juntos, então pararmos para pegar algo para comer é normal, certo? Grady ri. —Venha, vamos lá. —ele pega a chave e sai do SUV. Ele me encontra na calçada e pega minha mão. Eu me afasto como se eu tivesse sido queimada e uma carranca estraga seu lindo rosto que estava há poucos segundos coberto de felicidade. —Eu não gosto disso. —ele resmunga. —Eu acho que vou pegar o lanche de peru. —eu digo, caminhando em direção a porta da delicatessen. Eu não respondo a ele porque o que eu posso dizer? Eu te perdoei, mas ainda estou com medo, isso é um sonho, então ninguém pode saber sobre nós? Hoje vai ser muito mais difícil do que eu pensei. No balcão, peço meu lanche de peru enquanto Grady pede rosbife. Eu encontro uma pequena cabine no canto de trás e sento. Grady senta na minha frente. – Desculpe. —diz ele, entregando-me o meu sanduíche. —Eu odeio isso, baby. Talvez devêssemos contar a ele hoje? —N... não. —eu digo, e até eu posso ouvir o pânico na minha voz. Se isso não é um bom indicador, a maneira como meu coração está trovejando seria uma indicação inoperante. —Collins. —ele suspira.


—Por favor. Ele me dá um sorriso suave. —Você tem sorte de eu te amar. Eu congelo, meu sanduíche no ar, a meio caminho da minha boca. Minha boca se move, mas nenhuma palavra sai. Eu coloco meu sanduíche de volta na embalagem e ainda não consigo dizer nada. Eu ouvi certo? Sem perder a oportunidade, Grady passa o braço por cima da mesa e coloca sua mão sobre a minha. —Não era exatamente desse jeito que eu queria te falar, mas não vou retirar o que eu disse. Eu te amo, Collins. —ele está olhando nos meus olhos, e eu quero rastejar sobre a mesa e me prender a ele por toda a vida, mas não o faço. Eu não posso. Eu preciso processar isso. Ele me ama? —Coma, baby. —ele sorri. — Vamos nos atrasar. Simples assim, a conversa excitante ficou para trás. Eu pego meu sanduíche e dou uma mordida, mas não sinto sabor de nada. Não consigo tirar as palavras dele da minha cabeça. A pior parte é que eu não disse de volta. Eu não disse isso, mas eu o amo. Amo com tudo de mim, e o tenho amado por anos. Eu estou apenas chocada, eu acho. Passei o nosso tempo separado sentindo raiva dele, e agora ele está de volta e tudo o que eu achava que ele sentia por mim está errado. Agora ele está me dizendo que me ama e... é impressionante. —Como está a sua agenda para a próxima semana? —ele pergunta, mudando de assunto.


Tomando um gole de água, volto para o mundo real e então lhe respondo: —O mesmo de sempre, de segunda a quarta. E a sua? —Amanhã eu trabalho, estou de folga na terça e depois trabalho o resto da semana. Folgo sábado, trabalho domingo. —Horário maluco. —Sim, mas é legal, sabe? Depois de me foder na faculdade de medicina todos esses anos, finalmente consigo ver os pacientes. Faz todo o trabalho duro eo distanciamento de você valer a pena. —Sim, você precisava estar lá. -Sim eu precisava, mas olhando para trás as coisas poderiam ter sido diferentes. Eu poderia ter levado você comigo. A casa que alugamos, você poderia ter morado lá comigo. —Eu teria ido. —eu admito. Teria mudado de escola de bom grado para estar com ele. Claro, Tabby e eu tínhamos um plano, mas os planos mudam, e minha melhor amiga teria entendido. —Não podia te pedir para fazer isso. Não depois de termos passado somente uma noite juntos. Sem mencionar que eu era uma merda de um covarde. Eu deveria ter falado com você, mas não falei. Ele dá a última mordida em seu sanduíche. Eu deveria estar comendo omeu, mas em vez disso, não consigo tirar os olhos da mandíbula esculpida e da sombra das cinco horas de barba por fazer que ele parece estar sempre ostentando. Ele me ama.


—Eu estou pronta. —eu digo, embrulhando meu almoço meio comido na embalagem e colocando-o em nossa bandeja. Grady acrescenta seu lixo e desliza para fora da cabine, levando nossa bandeja para o lixo. Eu o sigo até a porta que ele segura para mim. Eu quero lembrá-lo que não podemos agir assim; temos que ser apenas dois amigos indo para o mesmo lugar, mas não consigo falar. Ele me ama. Ele sai com o carro e eu consigo formar as palavras. —Você pode virar aqui, por favor? —ele não me questiona, apenas vira à direita como eu pedi. – Esquerda. —eu instruo. Eu continuo a lhe dar instruções até chegarmos a um estacionamento deserto. É pouco antes do meio-dia, e temos que estar no meu irmão em breve, mas preciso fazer uma coisa primeiro. —Estacione ali. — eu aponto para a parte de trás do prédio. Uma vez que o SUV está estacionado, eu tiro meu cinto de segurança e me viro para ele. —O que há de errado? —Nada. Nada está errado. —eu escalo o console e sento em seu colo. Minhas mãos embalam seu rosto. —Grady Carmichael, eu também te amo. —eu sussurro. —Eu te amei por tanto tempo que quando você disse isso, pensei que talvez estivesse ouvindo coisas. Eu sei que parece loucura. —eu divago. —eu só... tinha que processar, mas eu também te amo. Seus olhos verdes estão brilhando intensamente. Uma grande mão desliza atrás do meu pescoço enquanto ele me puxa para ele. Seus lábios pairam sobre os meus. —Você é o amor da minha vida.


—diz ele antes de seus lábios se moldarem aos meus. Esse beijo é suave e lento, e eu posso sentir tudo o que ele está tentando dizer. Ele para o beijo, mas me mantém perto. —Você pode confiar nisso, Collins. Confie no meu amor por você. —Passos de bebê. —eu sorrio. Isso parece loucura, é uma loucura estarmos neste lugar, ambos admitindo nosso amor um pelo outro. Eu quero manter isso, mantê-lo só para mim por um pouco mais de tempo. Eu quero aproveitar esse tempo sem complicações, sem drama. Isso vai acontecer em nossas vidas assim que meu irmão descobrir sobre nós. —Sim, nós podemos fazer isso. —com um beijo casto, eu saio do colo dele e volto para o meu lugar. —Eles vão perceber. —diz ele quando estou colocando o cinto. —Quem? —Caleb e Emily. Eles irão notar o que sinto por você. Não é algo que eu consiga esconder. —Vamos lá, vai ser como um jogo, apenas entre nós. —Eu vou perder. —ele ri. —Vamos fazer dar certo. Eu só quero um tempo com você antes que o drama crie raízes. Será uma fase difícil e eu quero esse tempo com você. —Okay, baby. —ele beija o canto da minha boca antes de se acomodar em seu assento e nos levar à casa do meu irmão.


í Grady Nós chegamos à casa do Caleb e eu tenho que enxugar minhas palmas suadas no meu short. Collins quer que nós mantenhamos segredo sobre estarmos juntos e eu respeito isso por enquanto, mas honestamente, não tenho certeza se posso fazê-lo. Ela é como um ímã e eu sou incapaz de resistir à sua atração. Eu sei que tenho que fazer, mas, porra será um desafio. Quando ouço a porta se fechar, percebo que Collins já está a caminho da casa. Agarrando meu telefone e chaves, eu pulo e corro para alcançá-la. Eu quero envolver meu braço ao redor dela, colocar minha mão na parte de baixo de suas costas, puxá-la para o lado e beijar aquela boca gostosa. Porra, todos os itens acima, mas não posso. —Ei. —diz Caleb, atendendo a porta. Ele olha para mim e depois para a irmã. —Nós viemos juntos. —diz Collins, lendo a pergunta em seus olhos. —Grady estava saindo de seu apartamento na mesma hora que eu e se ofereceu para me trazer. Caleb estende a mão para eu agitar e eu o cumprimento. — Obrigado, cara.


Eu me sinto como o maior idiota do mundo por mentir para ele, mas eu quero que minha garota se sinta confortável e ela está certa; faz pouco tempo que estamos juntos. A última coisa que precisamos é brigar. Eu só vou ter que sorrir e aguentar. Pelo menos, somos apenas nós quatro. —Ei, pessoal. —Emily nos cumprimenta quando entramos na sala de estar. —Collins, eu estou com tudo arrumado na cozinha. —Ótimo. Então está tudo pronto? —Collins pergunta a ela. —Acho que sim. —seu sorriso é enorme. Eu olho para Caleb e ele está olhando para ela como se ela fosse tudo que existe em seu mundo. Eu conheço esse sentimento. É o mesmo que tenho quando olho ou penso em Collins. Estou tentando muito não dar a ela o mesmo olhar enquanto estamos aqui. —Onde está a mesa? —eu pergunto, chamando sua atenção para longe de sua noiva. —Quarto de hóspedes. Você precisa de mim, Em? —Caleb pergunta. —Não. Estamos com tudo pronto. —ela se vira para Collins. — Eu tenho uma tonelada de livros e coisas que você pode economizar quando se casar. —Espere. —Collins ri. —Você tem que ter um noivo para se casar. Inferno, até um namorado. Eu não tenho nenhum dos dois.


Percebo que ela mantém os olhos fixos em Emily quando diz isso. Não consigo resistir, puxo meu celular do bolso e mando uma mensagem.

Eu: Você tem um namorado e o outro pode ser arranjado. Te amo.

Deslizando meu telefone de volta no meu bolso, eu dou um tapa no ombro de Caleb. —Vamos fazer coisas masculinas. —eu digo, fazendo-o rir. Eu o sigo pelo corredor até o quarto de hóspedes e começamos a trabalhar na nova mesa. Nós espalhamos as peças no chão. Caleb está lendo as instruções quando meu telefone vibra no meu bolso.

Collins: Eu tenho? Collins: Eu também te amo. Eu: O que você quer dizer... eu tenho?

Sua resposta é imediata.

Collins: Um namorado? Eu: Collins.


Eu: Como você chamaria o que estamos fazendo? Collins: Namoro. Eu: VOCÊ TEM UM NAMORADO. Collins: Tenho certeza que saberia se eu tivesse. Collins: Não me lembro de você ter me perguntado. Eu: Eu posso te perguntar agora. De fato. Eu estou indo aí. Collins: Não! Eu: Viu como você é. Collins: Nós temos mentiras suficientes agora. Eu: Nós falaremos sobre isso depois. Collins: E se eu tiver planos?

Ela está brincando comigo de propósito. Eu não quero nada mais do que deixar este quarto, marchar para a cozinha e beijá-la inteirinha.

Eu: Minha garota faz piadas. Collins: te amo! Eu: amo você também.


Eu: Isso não acabou. Collins: Eu não tenho dúvidas. Volte para o trabalho.

Eu estou sorrindo como um tolo quando eu deslizo meu telefone de volta no meu bolso. Nós definitivamente vamos falar mais sobre isso hoje à noite. —Quem é responsável por esse sorriso de quem acabou de ganhar na loteria? —Caleb pergunta. —Minha namorada. —eu percebo o meu erro assim que as palavras saem dos meus lábios. Merda. Eu sabia que isso era uma má ideia. —Namorada? Desde quando? —É recente. —Alguém que eu conheço? —Não estou pronto para falar sobre isso. Você sabe, não quero que dê errado. —Você deve realmente gostar dela. Eu nunca ouvi você dizer que tinha namorada antes. Agora é tudo ou nada. Eu me viro para olhar para ele. Eu espero até que ele esteja me olhando. —Eu realmente gosto dela. Ela é tudo de bom, e de jeito nenhum eu quero fazer qualquer coisa para estragar isso.


Seus olhos se arregalam quando ele concorda com a cabeça. — Justo. Ei, por que você não a traz para a festa anual de quatro de julho que os nossos pais oferecem? Como nossos pais sempre foram amigos e vizinhos, fazem a festa juntos em quatro de julho. Começou anos atrás. Essa festa acontece desde que me conheço por gente. Nossas casas ficam ao lado uma da outra em lotes de quatro mil metros quadrados. Uma tenda enorme é montada entre as duas propriedades. Os Ward têm uma piscina, enquanto nós temos um pequeno lago. Natação, pesca, redes de vôlei são colocadas. Nós dois temos banheiras de hidromassagem, meu pai e Roger são os homens do churrasco, enquanto mamãe e Monica cuidam dos outros afazeres. É uma explosão e percebo que perdi isso nos últimos três anos. —Ela tem planos com sua família. —eu minto. Bem, na verdade não. Collins tem planos com a família dela e a minha também. Ele simplesmente não percebe que sua família é ele. Que bagunça fodida é essa. —Claro que sim. —ele ri. —Por que você está escondendo ela? Sendo tão secreto? —Eu não estou. —eu digo, defensivamente. -Faz pouco tempo, eu disse. Bem, não tão novo, acabamos de nos reconectar. Filho da puta, preciso manter minha boca fechada. —Quem é ela? É daqui? Vocês estão se relacionando à distância? —ele pressiona. —Qual é do interrogatório? Achei que tínhamos uma mesa para montar?


—Eu preciso de outra chave inglesa e uma cerveja. Vamos. — ele fica de pé e eu o sigo para a cozinha. Eu deveria ter ficado lá e ter colocado minha cabeça em ordem, uma boa conversa interna para fechar minha boca grande, mas Collins está na cozinha então sim, eu estou atrás dele. —Como estão indo, senhoras? —Caleb pergunta, beijando primeiro sua noiva e depois sua irmã, minha namorada, no topo de suas cabeças. —Ótimo. Acho que conseguimos rever tudo isso. Apesar de todo o meu planejamento, não é tão elaborado assim. —Emily ri. —Contanto que você esteja feliz. —desta vez, ele se inclina sobre ela e a beija nos lábios. Está errado porque ele é meu melhor amigo, mas estou com inveja como o inferno agora. Eu quero puxar Collins para mim, beijá-la abertamente. Porra, se eu for honesto, estou pronto para tudo. A cerca branca, o cachorro, as contas, as crianças, a minivan, o que quer que ela veja para nós dois, estou pronto para isso. —Oh, adivinha só? —Caleb me entrega uma cerveja, sorrindo. —Esse cara. —ele aponta para mim, —tem uma namorada secreta. Observo Collins de perto e seus olhos se arregalam, mas, por outro lado, ela mantém a calma. —Vamos lá, cara. Eu te disse que estamos nos reaproximando. —eu então me volto para Collins. — Você está bem para dirigir para casa? —eu levanto a cerveja, mostrando a ela e ela concorda. —Wow, eu adoro isso. —Emily pressiona. —Qual é o nome dela?


—Sim, Grady, qual é o nome dela? —Caleb provoca. —Oh, isso mesmo, ela é um segredo. —ele volta sua atenção para Collins. — Eu tentei convencê-lo a levá-la para a festa de quatro de julho, mas aparentemente ela tem planos com sua família. Quando os olhos de Collins encontram os meus, dou de ombros e ela sorri. —Sim, Grady, você deveria trazê-la. Eu posso ouvir o humor em sua voz. —Você acha? Quero dizer, ela quer manter as coisas entre nós por um tempo, só até vermos se realmente vai dar certo. Eu paro, deixando minha platéia assimilar minhas palavras. É hora de fechar com chave de ouro. —Honestamente, eu a traria. Estou apaixonado por ela e não me importa quem sabe ou não sobre nós. Estou tentando respeitar os desejos dela. Collins engasga com a água que estava tomando. Emily alcança e dá um tapinha nas costas dela. —Você está apaixonado por ela? —Caleb pergunta surpreso. Eu levanto a garrafa aos meus lábios. – Sim. —eu digo, arrastando o final antes de tomar um longo gole. —É sério? —Caleb vem e me dá um daqueles abraços de caras, você sabe, tapa nas costas, aperto de mão que os homens fazem. —É sério.


—Você disse a ela? —Emily pergunta com coraçõezinhos nos olhos. Ela está toda conectada ao amor com seu casamento se aproximando. -Ela sabe. Eu tomo outro gole da minha cerveja, meus olhos encontrando Collins sobre a garrafa. —Vamos, cara, eu preciso de um nome. —Caleb tenta novamente descobrir mais informações. —Não. Eu a amo o suficiente para respeitar seus desejos. —Só me diz. —Caleb começa. —Nós a conhecemos? —Sim. —sem hesitação. Eu me sinto mal o suficiente para que eu esteja mentindo para ele, a menor quantidade de mentiras que contarmos, melhor. —Porra, eu preciso começar a prestar mais atenção. —ele ri. —Você terminou com a inquisição? Nós temos uma mesa para terminar. —eu ando até a lata de lixo e jogo minha agora vazia, garrafa de cerveja. —Sim, vamos fazer isso. —O que vocês acham de sairmos para jantar depois que terminarem, rapazes? —Emily pergunta. Eu olho para Collins. —A decisão é sua. —Claro. —ela sorri brilhantemente.


Eu tento não mostrar minha decepção. Eu amo meu melhor amigo e sua futura esposa, mas, porra, eu quero ir para casa e passar algum tempo com minha namorada. Para não mencionar, precisamos conversar um pouco sobre o título dela na minha vida. —Ótimo, agora comecem a trabalhar. Nós estamos com fome. —Emily nos acena. Caleb a beija rapidamente, apenas um beijo e se volta para o quarto. É preciso extremo controle para não fazer o mesmo com Collins. Em vez disso, evito contato visual e o sigo pelo corredor. Quanto mais cedo a mesa estiver pronta e o jantar terminar, mais cedo eu a terei em meus braços. —Vamos trabalhar. —eu digo, pegando um painel lateral e começando a montar.


í Collins —Finalmente. —Emily diz dramaticamente. O sorriso no rosto dela me diz que ela está sendo boba. —Nós estávamos morrendo de fome. —ela diz aos caras quando eles entram na cozinha uma hora depois. —Acalme-se, mulher. —Caleb se inclina e toca sua bochecha. Ela o obriga a lhe dar um beijo estalado. —Vocês, senhoras, estão prontas? Nós duas estamos de pé. Estou faminta, considerando que não comi muito do meu almoço com Grady. Não com a bomba ‘eu te amo’ que ele soltou sobre mim. —Eu vou dirigir. —diz Emily. Com um aceno de cabeça, nós a seguimos para seu Ford Fusion. Caleb senta no banco do passageiro, enquanto Emily senta ao volante. Grady e eu nos sentamos nos fundos e suas pernas são tão longas que ele está invadindo um pouco do meu espaço com as pernas. Caleb mexe com o rádio, conversando com Emily sobre uma banda que está vindo para a cidade neste inverno. Quando sinto seu dedo mindinho com o meu, luto contra o desejo de reagir. Em vez disso, eu sento parada. Eu não olho para ele. Eu não sorrio, mantendo minha reação neutra, quando dentro


de mim sou tudo menos isso. Felizmente, nossas pernas estão escondendo nossas mãos. É o nosso pequeno segredo. Parte de mim quer apenas dizer ao meu irmão e às nossas famílias, para acabar com isso. Colocar as cartas na mesa. A outra parte gosta de tê-lo todo para mim. Embora, essa pequena confissão de ‘eu tenho uma namorada’ já tenha sido feita de perto. Precisamos conversar sobre isso depois. —Eu estava pensando em pizza. —diz Emily, olhando para cima no espelho retrovisor. —Baby, você vai se transformar em uma pizza. —Caleb brinca com ela. —Ei! Por acaso eu amo isso e você me ama, então aceite. —Posso apenas dizer, eu amo que você não está obcecada com peso e com o vestido. —diz ele. —Você me viu no meu pior. É para ser um dos dias mais felizes de nossas vidas. Por que estragar com preocupação com cinco quilos a mais? Eu quero aproveitar minha vida com você. —E é por isso que eu te amo tanto. —Caleb se inclina sobre o console e beija seu pescoço. Grady cutuca ligeiramente meu joelho com o dele. Não tenho certeza se ele está tentando fazer com que eu olhe para ele ou não, mas isso não vai acontecer. É dia, e o risco deles nos virem com os dedinhos entrelaçados já é bem grande. Eu sei que não posso olhar para ele agora, estando tão perto e não sendo capaz de mostrar


como me sinto por ele. Então, em vez disso, mantenho meu foco na frente. Entramos na Casa da Mamãe, que é uma pequena pizzaria de propriedade familiar que existe a tanto tempo quanto me lembro. Eu saio do carro devagar. Grady fica ao meu lado, mas eu ainda não olho para ele. Quando chegamos à porta, a palma de sua mão pousa nas minhas costas enquanto ele me guia para dentro. Caleb e Emily estão na nossa frente, sem saber de nada. —Você sabe o quanto eu quero beijar a minha namorada agora? Ele diz, seus lábios perto do meu ouvido. Eu o ignoro, mas meu corpo não consegue esconder o arrepio em minha pele. Lutando contra a força que ele tem em mim, eu sento-me à mesa que Emily escolheu para nós. —Faz muito tempo que não venho aqui eu digo, pegando um menu. Grady senta ao meu lado. Ele mantém as mãos debaixo da mesa, uma das mãos pousando no meu joelho, dando-lhe um aperto suave. Eu falho miseravelmente em não prestar atenção nele quando me viro para ele e sorrio. —O que você vai comer? —Emily pergunta, usando um sorriso de quem já sabe. Droga! Fui pega. Eu volto para o cardápio na minha mão e estudo. —Eu não sei ainda. Nós vamos dividir a pizza ou cada um pede o seu? —eu pergunto, não tirando meus olhos do meu cardápio.


—Vamos comer um Calzone, asas e pãezinhos? —Caleb pergunta a Emily. —Somos tão previsíveis. —ela ri. —Quer dividir uma havaiana e baguetes? —Grady me pergunta. Eu finjo não me surpreender que ele conheça minha pizza favorita. Ele deve ter prestado atenção todos esses anos. —Certo. Eu realmente preciso usar o banheiro. Você pode me deixar sair? Ele balança a cabeça, solta o meu joelho e desliza para fora da cabine. —O que você quer beber? Chá gelado? —Sim, por favor. Eu volto já. Como se minha bunda estivesse pegando fogo, eu corro para o banheiro. Eu só preciso de um minuto para respirar. Eu não consigo mentir e todos nós saindo juntos pode ser um problema. —Quer me dizer por que você está se escondendo aqui? — Emily pergunta. Ela está parada na porta do banheiro, braços cruzados sobre o peito, um sorriso nos lábios. Eu não tenho ideia de quanto tempo ela está ali. Ligando a água, começo a lavar minhas mãos. —Eu não estou me escondendo.


—Uh-huh. Eu estava aqui olhando para você e você nem sequer me ouviu entrar. —Apenas cansada, eu acho. Foi uma longa semana. —Você pode me dizer, Collins. Quem dera. —Realmente, estou bem. Meu celular vibra no meu bolso de trás. Rapidamente, eu seco minhas mãos e recupero.

Grady: Você está bem? Eu: tudo bem. Volto em um segundo. Grady: Nós podemos contar a eles. Eu: Não. Está tudo bem. Só precisava de um minuto. Grady: Tudo bem.

—Eu vi o jeito que você olhou para ele. Ele sabe? —Emily diz, me afastando do meu celular. —O quê? Quem sabe? Como eu olhei para quem? —eu dou uma de ignorante. —Grady. Ele sabe que você gosta dele?


Oh, ele sabe, sim. —Eu não gosto. Quer dizer, ele é um colírio para os olhos, mas não há nada entre nós. Eu me sinto como uma vadia total por mentir, mas não posso falar, não assim, no banheiro com minha futura cunhada. Nós precisamos de um pouco mais de tempo. Pelo menos, é o que eu continuo dizendo a mim mesma. —Ele é mesmo. Eu digo, vá em frente. —O quê? Você percebe que ele é o melhor amigo de Caleb, certo? —Então? Ele é uma ótima pessoa. —Ele é. —eu admito. —Então? —ela pergunta. —Podemos simplesmente voltar para a mesa e comer? Deixar isso para outro dia? —eu aceno ao redor do banheiro. —Um local diferente, talvez? Ela joga a cabeça para trás e ri. —Sim, nós podemos fazer isso. Mas para que valha a pena, eu digo: vá e faça. Você vive só uma vez. —ela se vira e sai pela porta, e eu sigo atrás dela. Os caras nos avistam imediatamente e ficam de pé para nos deixar sentar novamente em nossos lugares. Grady desliza um pequeno prato na minha frente e coloca um pãozinho nele. Ele


começa a adicionar um pouco de molho antes de voltar a comer sua comida. Eu vi meu pai e até Caleb fazer isso mais vezes do que eu posso contar, mas com sua esposa ou namorada, agora noiva. Olhando de relance para o meu irmão, ele não parece notar e ele e Em falam sobre eu não sei o quê. Eu relaxo no meu lugar e mergulho na minha baguete. —Então, Grady, como está a residência? —Emily pergunta. —Boa. Exaustivo e emocionante tudo ao mesmo tempo. É bom finalmente poder usar todos esses anos de conhecimento da faculdade. —Vocês trabalham no mesmo andar? —Caleb pergunta. —Eu ainda não tenho lugar fixo, então estou sempre pulando pelo hospital. —eu explico. —Sim, nós ainda não nos cruzamos, mas eu vou trabalhar em todas as áreas do hospital nos próximos três anos, então estamos fadados a trabalhar juntos em algum momento. —Eu não sei como você faz isso, qualquer um de vocês. Agulhas e sangue e tudo isso. —Caleb se arrepia como se só o pensamento fosse horripilante demais para se pensar. —Haaa, você se acostuma. —Grady e eu dizemos ao mesmo tempo. Ele se vira para olhar para mim, um sorriso iluminando seu belo rosto. Eu quero me inclinar e beijá-lo. O desejo é forte, mas eu aguento.


—Que falta de sorte. —ele diz, sua voz baixa e muito rouca, muito mais do que a situação permitiria. Então, novamente, não estamos agindo como amigos. —E quanto a você? —eu desvio a conversa para meu irmão. — Você está pronto para esse trabalho de advogado que aceitou? Ainda é difícil acreditar que meu irmão mais velho seja advogado. —Sim, bem, é difícil para eu acreditar às vezes também. — Caleb ri. —E meu melhor amigo é uma porra de médico. Quem teria pensado? Eu não respondo por ele... mas eu... Eu sabia que Grady faria isso. Ele sempre falou que seria um médico e ajudaria as famílias que estão passando pelo que passaram quando perderam o caçula da família. Então, novamente, eu me agarrei em cada palavra que ele disse. Se eu for honesta, parte da razão pela qual eu quero manter o relacionamento entre nós é por medo de ambos estarmos procurando por algo que deveria ser deixado no passado. Eu sempre o amei, mas será que isso é o real amor adulto? Será a minha paixonite infantil que eu sempre cultivei se mostrando? Nós teremos força para ficarmos juntos?E Grady, será que ele se sente culpado agora que está em casa? Ele está fazendo isso para evitar a humilhação perante meu irmão e nossas famílias? Não parece que está, mas estou ignorando o fato porque ele é o único homem que eu sempre quis? Eu preciso pensar em toda essa merda antes de adicionar mais drama em tudo. Ele se inclina e sussurra em meu ouvido: —Você está bem? Tirando-me dos meus pensamentos.


Vejo que Caleb saiu e Emily está ao telefone sem prestar atenção em nós. —Sim, apenas pensando. —Não. —diz ele. —Não pense sobre isso, sobre nós quando eu não posso te abraçar. Isso me faz sorrir. —Onde está Caleb? —Aqui. —meu irmão diz, fazendo-me saltar. —Paguei a conta, você está pronta? Grady discute com ele sobre a conta, mas não eu. Se meu irmão advogado quer me pagar o jantar, quem sou eu para recusar? Emily desliga o telefone, toda sorridente. Pelos trechos que ouvi da conversa, parecia ser uma de suas irmãs para falar sobre o casamento. Nós entramos no carro de Emily e voltamos para sua casa. Quando chegamos, eu digo estar exausta e pergunto se Grady está pronto para ir. Ele tira as chaves do bolso e as entrega para mim. —Você tomou uma cerveja. —digo a ele. —Eu não vou me arriscar, não vou mesmo, Collins. Eu aceno, pegando as chaves. —Obrigada pelo jantar. —eu dou um abraço no meu irmão. — Em, o casamento vai ser lindo. Estou tão animada por vocês dois. —Vão devagar. —diz Caleb, acenando enquanto subimos no SUV de Grady. Eu ajusto o banco para dirigir, os espelhos e saio do


estacionamento. Assim que nos distanciamos do apartamento, Grady se aproxima e coloca a mão na minha coxa. —Você está pronta para ter aquela conversa? —ele pergunta. No farol vermelho, eu olho para ele. Sua cabeça está encostada no encosto de cabeça e ele está me observando, uma expressão suave que não consigo ler em seu belo rosto. —Ansioso? —eu rio. —Eu estou. Estou ansioso para ouvir você me dizer que é minha namorada. Quer dizer, eu disse à sua família, meu melhor amigo, com certeza que isso é oficial. —A propósito, o que foi aquilo? —Estou tentando limitar as mentiras que contamos, ou eu conto. Além disso, quando ele descobrir que é você, ele se lembrará disso. Ele vai lembrar que eu disse que te amo. Merda, se Eu soubesse que isso fosse melhorar, mas não pode piorar certo? Eu não respondo imediatamente. Entro no estacionamento do nosso prédio e desligo o motor. —Eu acho que sim. —eu finalmente digo. —O que está acontecendo nessa sua linda cabecinha? Ele se aproxima e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. —Você simplesmente colocou tudo na mesa e o que acontece quando você mudar de ideia? O que acontece, Grady?


Estendendo a mão, ele pega as chaves da ignição e sai do SUV. Meu coração começa a bater forte e eu me preparo para o pior. Eu deveria ter mantido minha boca grande fechada para eu poder aproveitar melhor esse tempo com ele. Eu o observo enquanto ele anda pela frente do carro e abre minha porta. Ele me oferece sua mão e me ajuda a sair. Meus pés caem no chão e eu vou em direção a ele, permitindo que ele feche a porta. Assim que a porta está fechada, ele se inclina e coloca as mãos na parte de trás das minhas coxas, levantando-me no ar. Instintivamente, eu envolvo minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele avança até minhas costas baterem em seu SUV. Quando seus lábios tomam os meus, controlando, exigindo, não hesito em abrir para ele. Ele esfrega sua ereção em mim, e não há como impedir o gemido que sai do fundo da minha garganta. Sua língua explora cada centímetro da minha boca, e eu amo isso. Tudo isso. Eu o amo. Quando ambos precisamos de ar, ele se afasta e descansa a testa contra a minha. —Eu não vou mudar de ideia, Collins. Isso é real. —ele encosta e aperta sua dureza contra o meu centro mais uma vez, como se eu precisasse de provas. —O que sinto por você é real. Nem o tempo que fiquei longe de você foi capaz de apagar o que aconteceu naquela noite. Você levou, tudo de mim. Meu corpo, meu coração e minha mente. É tudo seu. Na verdade, gostaria que ele passasse por aqui agora para nos ver. Eu quero que ele veja que você é a minha namorada, que eu te amo mais do que qualquer outra coisa neste mundo e que vamos construir uma vida juntos. Diga-me que é o que você quer?


—Sim. —Sim, o quê? —Sim eu quero isso. Tudo isso. Eu quis,por tanto tempo.Mesmo depois que você saiu sem uma palavra, eu queria você. Eu tentei fingir que não, mas foi só você. Um carro passa e toca a buzina, fazendo-o rir. –Vamos lá para dentro. Lentamente, ele me desliza pelo seu corpo, de modo que tenho certeza de sentir mais uma vez o efeito que tenho sobre ele. Ele me leva para cima e direto para o seu apartamento. Não paramos até estarmos no quarto dele, deitados na grande nuvem fofa que é a sua cama, de frente um para o outro, braços e pernas entrelaçados. —Diga-me que você é minha namorada. Eu sei que é insignificante perto do que você é para mim, como me sinto a seu respeito. Você é muito mais do que isso para mim, Collins, mas sei que precisamos começar devagar e preciso ouvir você dizer isso. —Sou sua. —Não é bom o suficiente, baby. —ele desliza a mão por baixo da minha camisa, sua mão indo para o meu peito, sobre o meu sutiã. – Me diga. —Sou sua namorada. Seu polegar roça meu mamilo através do meu sutiã de renda. —Sim você é. Me diga que você sabe que é muito mais que isso. Que quando eu te digo que isso é real, você acredita. Eu sei que te


deixei, mas te prometo com toda minha vida, que nunca mais vai acontecer. Nunca. —Eu sei, seus olhos me dizem que posso acreditar em você. Meu coração acredita em você. —E? —ele pergunta suavemente. Seu polegar continua a traçar meu mamilo. —O que precisamos fazer para colocar na sua cabeça também? —Tempo. —OK. Você continua voltando nisso e eu prometi dar a você algum tempo, mas, querida, não brigue comigo, tudo bem. Deixe isso acontecer. Deixe que esta corrente que existe entre nós, ajude sua cabeça e seu coração ficarem na mesma página. —Ok. A palavra é um sussurro contra seus lábios enquanto ele se inclina para um beijo. Suas mãos acariciam meu corpo e seus beijos alimentam meu desejo, deixando-me louca por ele. Ele nunca passa adiante e não importa o quanto eu gostaria que ele fosse, mas nem eu consigo. Eu me contento em curtir como adolescentes. Não tenho ideia de quanto tempo passou. O sol já se pôs completamente e o apartamento está escuro e silencioso, nada além dos sons dos nossos beijos e corações batendo para encher a sala. —Fique. —ele sussurra. —Eu preciso abraçar você de novo. —Eu realmente tenho ir.


—Você deveria ficar aqui envolta em meus braços a noite toda. Onde você pertence. —ele responde. Como você argumenta com isso? —Ok. É tudo o que ele precisa ouvir antes que seus lábios estejam de volta nos meus. Nós nos beijamos por horas, exploramos os corpos um do outro sem realmente fazer nada além de carícias pesadas. Quando adormecemos, como ele prometeu, ele me abraça firmemente contra seu corpo. Não importa onde isso vai dar, essa noite será uma que nunca esquecerei.


í Grady Hoje é quarta-feira, quatro de julho e estou de folga. Eu esperava que me pedissem para trabalhar, mas não aconteceu. Não me entenda mal, eu adoraria passar um tempo com Collins e nossas famílias, mas vai ser difícil. Não, risque isso, mas vai me matar fingir que ela não é a razão do meu mundo girar. Já faz quase duas semanas desde a noite em que a convenci a ser minha namorada e as coisas melhoraram desde então. Na maioria das noites, chego em casa depois dela e minha garota sempre deixa o jantar pronto para mim. Eu não espero que ela faça isso, mas é muito bom voltar para casa, para ela e uma refeição caseira. Sem mencionar que ela passa mais noites na minha cama do que na dela. Na verdade, ela ficou só três noites na casa dela desde que a convenci ser minha namorada. Eu me lembro de todas as três vividamente, dormi mal para caralho. Eu nunca sonhei que tê-la ao meu lado, em meus braços, me daria o melhor sono que eu já tive em toda a minha vida. É verdade. Sem dúvida. Nós conversamos muito. Estamos nos aproximando e a cada dia, sinto que ela está deixando de lado o passado. Não que eu espere que ela faça isso. Não completamente de qualquer maneira. Sempre estará lá como parte da nossa história, mas avançando, não somos as mesmas pessoas. Eu não sou o mesmo cara com medo de começar a faculdade de medicina. Eu sou o homem que se manteve firme por três anos para ser bom


o suficiente para ela. Eu sou o homem que viveu esses três anos sem ela. Depois de apenas uma noite, eu sabia que não haveria mais ninguém. Eu sabia sem sombra de dúvida que ela seria minha. Ela é. Ela é tudo que vejo. Ela é tudo que eu sempre quis. Hoje vai ser um saco. Ela estará lá com nossos amigos e familiares e eu não posso segurá-la, tocá-la, beijá-la. Foda, vai ser tortura. Eu olho meu telefone mais uma vez, apenas para me certificar de que não fui chamado para trabalhar. Isso é um desejo meu. Agarrando minhas chaves, sei que não posso adiar a saída por mais tempo. Eu saio pela porta. Collins e Tabby foram para lá há uma hora. Eu queria que nós fóssemos juntos, mas ela recusou. Eu entendi, mas teria sido bom ficar um tempo com ela antes de chegarmos lá, para poder beijá-la uma ou duas vezes. Eu mencionei que ontem à noite ela ficou na casa dela? Algo sobre a noite das garotas com ela e Tabby. Eu aceitei, mas admito que senti um pouco de raiva. Foda-se, eu não me importo com quem sabe ou deixa de saber. Eu quero ela comigo todo o maldito tempo. Eu não me importo se isso faz de mim um maricas. Chegando à casa dos meus pais, o estacionamento está cheio, então paro no quintal ao lado da garagem. Respirando fundo, eu lentamente exalo. Este dia será para testar minha paciência. Saindo do meu SUV, eu me viro. E encontro mamãe e papai no convés traseiro, papai com uma cerveja na mão e mamãe com sua marca


registrada um copo de Cranberry e Vodka. No entanto, eu sei que é estritamente Cranberry neste momento do dia. Ela nunca bebe até que a comida seja servida e guardada. Minha mãe está sempre colocando os outros em primeiro lugar. —Já era hora de você chegar. —papai diz quando eu me junto a ele e mamãe no convés. Ele me puxa para um abraço, mas é de curta duração, pois minha mãe me puxa pelo braço e me dá um abraço também. —Nós não vimos muito você nas últimas semanas. – ela me repreende. —Eu sei, me desculpe. A residência está me mantendo ocupado. Longos dias, seis dias por semana. Eu me sinto culpado por não vê-los, mas estou falando a verdade sobre os longos dias. Eu só deixo de fora que após cada um desses longos dias, não há nada que eu queira mais do que me enroscar com Collins no sofá e relaxar. Ok, e beijo... muito beijo. Quando me afasto do abraço de mamãe, ouço: —Oh, Grady, é tão bom ver você. Virando, vejo Roger e Monica Ward, também conhecidos como pais da minha namorada e melhores amigos dos meus pais, atrás de mim. —Como vocês estão? —eu pergunto, inclinando-me para dar um abraço em Monica. —Oh, estamos bem. —ela acena. —Tão bom ter você em casa.


Monica sempre foi como uma segunda mãe para mim. Um dia ela será. Isso é se eu puder convencer Collins a passar o resto da vida comigo. Eu sei que é o que eu quero. Eu já disse isso a ela. Eu só não tenho certeza se ela quer isso também. —Grady. —diz Roger, apertando minha mão. —Maldito orgulho de você, filho. Vocês dois meninos nos deixaram orgulhosos. —ele diz como se eu fosse seu filho. É dessa forma que nossas famílias são próximas. Daí a hesitação de Collins em contar sobre nós. Eu gostaria de acreditar que eles nos amam tanto que, se estamos felizes, eles estão felizes, pelo menos quando se trata de nossos pais. Eu honestamente não tenho ideia de como Caleb vai reagir. Quando éramos mais jovens, eu era o único a ajudá-lo a manter nossos amigos longe de Collins. Começou como um dever, um código de honra, por assim dizer, para o meu melhor amigo. Então, com o passar do tempo, foram por razões puramente egoístas. Eu não queria que ninguém a tivesse além de mim. —Obrigado. —Caleb e os caras estão em nossa casa. Monica me informa. —Eu vou lá. —eu dou um beijo na bochecha de mamãe, depois na de Monica, e vou àcasa ao lado. Descendo os degraus, tenho que ir mais devagar enquanto vou até o quintal dos Ward. —Já era hora de você chegar aqui! —Bryce grita.


Levantando minha mão no ar, eu a abro, fazendo todo mundo rir. Quando chego à mesa do pátio, sento no único lugar vazio, que fica entre Alec e Bryce. Collins está ao lado de Bryce, Tabby ao lado de Collins. Emily está sentada no colo de Caleb. —O que está acontecendo? —eu pergunto ao grupo. Eu não faço contato visual com a minha garota, ainda não. Isso seria óbvio demais, certo? Tabby é a única aqui que sabe sobre nós. —Estamos tentando fazer com que essas duas nadem conosco. —diz Alec, apontando para Collins e depois para Tabby. Foda-se. Com todos os cenários que passaram pela minha cabeça hoje, nenhum deles incluiu vê-la desfilar em um biquíni ou um maiô. Droga. —Ah é? —eu consigo resmungar. —Nós estamos usando sungas por baixo do short. —Bryce ri, colocando o braço em volta dos ombros de Collins e puxando-a para ele. Eu cerro meus punhos ao meu lado. Eu estou pronto para dizer a ele para tirar as patas da minha menina quando ela tira o braço dele e sai para longe. Ela pega meu olho do outro lado da mesa e me dá um leve aceno de cabeça, deixando-me saber que ela está bem. Claro, ela está bem, mas eu ainda não gosto das mãos dele nela. —Calma Tigre. —Tabby se inclina para mim e sussurra. —Certo. —eu zombo.


—Ela só tem olhos para você. —diz ela ainda mais baixo para ter certeza de que ninguém pode nos ouvir. —O que vocês dois estão sussurrando aí? —Collins pergunta. Minha cabeça levanta e o que eu vejo me deixa extremamente feliz. Ela está olhando para nós e o ciúme está escrito em sua testa. Eu sei que não deveria estar feliz com isso. Eu deveria esperar que ela se mantivesse serena por causa da nossa situação, mas eu não dou a mínima. Eu estou pronto para levantar e beijar aquela boca incrível. Porra, mano. —Na verdade... —diz Collins, em pé ao lado da cadeira, -... estou pronta para me refrescar. Deixe-me ir trocar de roupa. —Eu vou com você. Tabby fica de pé e é seguida por Emily. —Eu também. —diz Emily. Meus olhos seguem as três até que elas desaparecem na casa. Não estou preocupado com Caleb porque sei que seus olhos também estão acompanhando sua noiva. —Cara! —Caleb diz, chamando toda a nossa atenção. —Ela é minha irmãzinha. Estou pronto para me defender, para lhe dizer que preciso dela para respirar, quando percebo que ele não está olhando para mim. Ele está olhando para Bryce. —Ela é quente, Ward. —Ele encolhe os ombros sem pedir desculpas.


—Ela está fora dos limites para você. —Vamos lá, cara. Ela tem idade suficiente para tomar suas próprias decisões. —Ela tem, mas não com você. Você acha que eu quero que ela seja mais uma na sua cama. Ela não é um brinquedo, Bryce. —Todo mundo gosta de sexo. —fala Bryce. —Apenas deixe ela em paz, Bryce. —diz Alec. —Não vale a pena lutar com ele, para não mencionar esse cara. —ele aponta para mim. —Ambos foram protetores dela a vida toda. —Por que será? —Bryce pergunta, sorrindo. Ele acha que sabe, e pode até saber, mas eu nunca vou admitir isso para ele, não quando ele está me provocando. Collins nunca me perdoaria. —Ela é sua irmã mais nova. E eu sou seu melhor amigo. —E eu sou o quê? —Você tem que respeitar os desejos dele, para manter o status de melhor amigo. Eu estou sendo um idiota, mas não consigo me importar. Ele pôs as mãos nela. —Já chega! —Collins grita ao nosso lado. Nós estávamos tão concentrados em nossa conversa para lá de exaltada, para perceber que elas já estavam de volta. —Eu vou namorar ou fazer sexo com quem eu quiser. Você... —ela aponta para Caleb. -... e


você... —ela aponta para mim. —...não falem nada sobre o assunto. —ela se vira para encarar Bryce. —Quanto a você, isso não vai acontecer. Não hoje, nem amanhã, nem nunca, então você está perdendo seu tempo. Com isso, ela sai em direção à piscina, Emily e Tabby se arrastando atrás dela. Quero ficar bravo por ela dizer para eu ficar quieto. Eu sei que posso, porque sou a porra do namorado dela, mas ela não pode dizer isso a eles. Ela tem que manter as aparências. Certo? Porra! Eu gostaria de poder afastá-la e conversar com ela. Segura-la e beijar seus lábios macios só para eu saber que estamos bem. Que embora ela esteja com raiva, ela ainda é minha. Eu odeio essa merda de segredo. Os caras e eu ficamos no convés, conversando distraidamente. A tensão diminui e nós ficamos mais uma vez apenas os quatro amigos colocando a conversa em dia. Eu mantenho meus olhos nela o máximo que posso. Quando é hora de comer, eu faço questão de sentar em um assento que a coloca na minha linha direta de visão. Dessa forma, quando olho para ela, é porque ela está lá, não porque não consigo tirar os olhos dela. As garotas voltam para a piscina enquanto nós quatro jogamos buraco de milho15. É assim que passamos a maior parte da tarde até que Alec e Bryce tenham que ir. Ambos trabalham para o nosso corpo de bombeiros local e vão ajudar com a queima de fogos mais tarde. 15Buraco

de Milho: um jogo em que pequenos sacos cheios de milho seco são atirados para um alvo constituído por uma plataforma de madeira inclinada com um buraco numa das extremidades.


—Tomem cuidado, garotos. —diz minha mãe enquanto se despedem. —Que tal uma briga de galo16? —Tabby sugere. —Eu serei o juiz. —Por que precisamos de um juiz? —Caleb pergunta. —Quem cair primeiro perde. —Eu tenho que ter certeza que vocês dois não roubam. —Ela aponta o dedo para ele e todos nós rimos. —Eu? Ele bate a mão no peito em falso horror. —Sim você. Agora entre na piscina. Caleb a saúda e entra na água. Puxando minha camiseta sobre a cabeça, eu a jogo em uma cadeira e sigo atrás dele. —Senhoras, subam. Caleb sorri, mergulhando e nadando em direção a Emily. Ela grita quando ele chega e a puxa para baixo com ele. —Olá, baby. —Estou de pé atrás dela, tão perto que posso sentir o calor de seu corpo. Ela se vira para me encarar, um sorriso nos lábios. —Você está pronto para isso, Carmichael?

16Um

jogo de adolescentes do ensino médio, jogo na piscina em que uma pessoa sobe nos ombros do outro (geralmente uma menina nos ombros de cara) e tenta lutar contra seus oponentes tentando derrubá-los das costas de seus companheiros de equipe. O último time em pé vence.


—Vamos ver. —Meu dedo indicador traça sua barriga. Do jeito que estamos, ninguém pode ver que estou tocando nela. —Estou pronto para ter essas pernas sexy nos meus ombros? Isso é a porra de um sim. Ela joga a cabeça para trás e ri. Eu quero lamber seu pescoço. Em vez disso, me conformo com a sensação de sua pele suave sob as pontas dos meus dedos. —Diga-me que você é minha. Eu me aproximo um pouco, perto demais de onde estamos, mas preciso que ela sinta o que estar perto dela faz comigo. Quando meu comprimento duro pressiona contra sua barriga, exatamente onde minha mão estava traçando apenas alguns segundos antes, ela respira fundo. —Nada mudou. —Então eu posso decidir com quem você faz sexo? Ela suspira. —Você sabe que sim. Eu não sabia mais o que dizer. —Você fez bem, baby. Estou só acertando os ponteiros, me assegurando que você é minha e que está tudo bem entre nós. —Até você decidir o contrário, sim. —Então, é para sempre? Seus olhos se iluminam enquanto eles se prendem aos meus. —Você realmente quer isso?


—Você, Collins, eu realmente quero você. Para sempre não parece tempo suficiente. —Vocês dois planejaram seu ataque? Nós não vamos ficar mais jovens. —Caleb chama. Imediatamente, nos afastamos um do outro. Collins se vira para encará-los. Fico feliz que ela esteja na minha frente para bloquear a visão de como ela me afeta. Claro, eu estou debaixo d'água e as chances deles perceberem são improváveis, mas é um risco que ela não gostaria de correr. Disso tenho certeza. —Oh, estamos prontos. —ela insulta. —Suba. Ele ri antes de mergulhar e emergir com Emily em seus ombros. Eu faço o mesmo. Quando eu volto para a minha altura total, Collins se abaixa e empurra meu cabelo molhado para fora dos meus olhos. Tabby conta, e as garotas gritam de alegria enquanto lutam, tentando derrubar a outra. Caleb e eu estamos rindo, tentando ficar em pé. —Vamos lá, senhoras! —Tabby grita. Collins e Emily estão rindo histericamente e a próxima coisa que sei é que ambas caem de costas na piscina. —Vocês me enganaram. —Tabby repreende. Minha garota sai da água, um sorriso iluminando seu rosto. —Nós estávamos muito equilibradas. Isso nunca iria terminar. —diz ela. Tabby apenas balança a cabeça. —Eu quebrei a cara com vocês. —ela finge estar ofendida.


—Oh, cale a boca. —Collins acena para ela, ainda sorrindo. —Nós vamos nos trocar. – diz Caleb. Pelo olhar em seu rosto e pelo jeito que ele não consegue manter as mãos longe de Emily, eu diria que eles não vão só trocar de roupa. —É hora de sair para ver os fogos de artifício. —Eu acho que devemos nos trocar também. —diz Collins para mim. —Sim. Esses shorts são de Taktel, secam rápido e minha camisa está seca. —Bem, eu preciso me trocar com certeza. —Você vai comigo? —Claro, Tabby e eu vamos com você. —Hum, não conte comigo. Vou me encontrar com Holden. Ele acabou de sair do trabalho cerca de trinta minutos atrás. —Ele vai te encontrar para assistir os fogos de artifício? Eu pergunto a ela. —Não. —Ela está sorrindo como uma idiota. —Eu vou. —Collins ri. —Me chame se precisar de mim. —Até mais tarde. Tabby diz por cima do ombro. —Espere, você não ia com Tabby?


—Eu ia. —Então, como você vai para casa? Ela olha para mim. —Eu espero que o cara que eu estou saindo me leve. —Oh, então você está saindo com alguém? —Uh-huh. Ele é um ótimo cara. Inteligente como o inferno, sexy também. —Ele sabe que você é minha? —Eu não sei. Você sabe que você é meu? —Sim. Mil vezes sim. Ainda estamos em pé no meio da piscina. —Eu quero tanto te beijar agora. —Minha mão aperta suavemente seu quadril. Mesmo que o sol tenha baixado, ainda posso ver o brilho em seus olhos azuis. —Venha aqui. —ela me puxa mais para perto. —Abaixe-se. Eu faço o que ela pede e ela coloca os lábios ao lado do meu ouvido. —Eu te amo. Antes que eu possa responder, ela se vira e se afasta de mim. Eu quero correr atrás dela, agarrá-la pela cintura e jogá-la por cima do meu ombro. Em vez disso, eu a vejo ir. Não tiro meus olhos dela até que ela desapareça na casa. Esta noite não está sendo tão ruim assim.


í Collins Grady acabou nos levando para ver os fogos de artifício. Nossos pais e a maioria dos convidados ficaram para trás, mas nós sempre fomos ver o show. Você nunca é velha demais para ver fogos de artifício. Era difícil não pegar a mão dele enquanto ele dirigia, mas poderia ser pior, certo? Quero dizer, pelo menos estamos passando um tempo juntos. —Sou só eu ou o show fica menor a cada ano? —Caleb pergunta do banco de trás. —Acho que estamos ficando mais velhos. A magia do momento não é o que costumava ser. —Quando eu era criança, eu adorava. —Emily entra na conversa. —Não é que eu não goste agora, mas acho que Collins está certa. Quando você é jovem, é quase mágico. De pé com seu namorado assistindo ao show de fogos, aconchegando-se a ele. — Ela ri quando Caleb rosna. —Já basta. —ele resmunga. —Enfrente, irmão, estamos ficando mais velhos. —Falando nisso, você falou com sua garota hoje à noite, Grady?


Caleb pergunta. —Sim. —é tudo o que ele lhe dá. —Você deveria tê-la chamado para vir mais tarde. —Ela está ocupada com a família. —Vamos ligar para ela, para que todos possamos dizer olá. — sugere Caleb. Grady não perde a calma. Você me ouviu quando eu lhe disse que estava apaixonado por ela, certo? —ele pergunta, olhando no espelho retrovisor. —Por que diabos eu deixaria ela falar com você antes de saber que ela é toda minha? —ele contra ataca. —Ele te pegou. —brinca Emily. —Collins, você conheceu ela? —meu irmão pergunta. —Quero dizer, você mora ao lado dele, você deve ter encontrado com ela? —Ainda não. Mas nós não nos encontramos muito. Nossos turnos são em horários diferentes. Inferno, dificilmente vejo Tabby. —Mas, obviamente, vocês já dividiram carona. —ele menciona. —Sim, mas estávamos indo para o mesmo lugar ao mesmo tempo. Grady estava saindo de seu apartamento ao mesmo tempo que eu saí do meu. As estrelas deviam estar alinhadas ou algo assim.


—Qual é a do interrogatório? —Emily pergunta. –Ele vai nos apresentar quando ele estiver pronto. —E você, Collins? —Caleb vira o interrogatório para mim. —Tem um cara. —digo a ele, seguindo o exemplo de Grady e não querendo acrescentar mais mentiras à mistura. —Quem? —Apenas um cara que eu estive umas vezes. —Eu quero conhecê-lo. Certificar-me de que ele é bom o suficiente para você. —Ei! —Emily o repreende. —Vai devagar, aí? Ela é adulta e Grady também, por que você está tão interessado em suas vidas amorosas? —Ela é minha irmãzinha e ele é meu melhor amigo. É meu trabalho saber. Emily ri. —Sim, não é mesmo. Você precisa é ficar de fora disso. Conheceremos as pessoas que estão com eles quando for a hora e quando eles estiverem prontos para nos apresentar. —Mesmo? E se fosse uma das suas irmãs? —Samantha está namorando alguém. —ela diz a ele. —Um cara que ela conheceu em um café. —Por que você não me contou? —ele pergunta a ela.


—Eu não sabia que deveria. —Elas vão ser minhas irmãs. Eu preciso checar esse cara. — ele diz a ela. —Caleb, eu te amo, mas você é muito curioso. —Concordo. —Grady e eu dizemos ao mesmo tempo. Nós quatro caímos na gargalhada. Quando voltamos para casa, a festa ainda está a pleno vapor, não que eu esperasse algo diferente. Caleb e Emily param para conversar com minha tia que perguntou sobre o casamento. Eu continuo andando. Os pais de Grady têm um pequeno lago na parte de trás de seu lote, e é para lá que eu vou. Apenas para ficar longe de tudo por alguns minutos. Para fugir dele e da atração que ele exerce sobre mim. A noite está clara e parece haver um milhão de estrelas no céu. Quanto mais eu me afasto da casa, mais elas se tornam mais visíveis no céu noturno. Olhando para a frente apenas com a luz da lua, eu vejo, a cena do crime, também conhecido como o trailer. Aquele em que meu relacionamento com Grady deu uma guinada. Se você tivesse me perguntado há três meses, eu teria dito para pior, mas agora estou começando a perceber que não estávamos prontos. Nós dois éramos tão jovens e fomos matriculados em faculdades que ficavam a estados de distância. Eu quero acreditar que as coisas estão funcionando como deveriam. Estamos juntos agora. Ainda é difícil de acreditar, mas toda vez que ele me beija, envia-me um texto dizendo que me ama, meu coração se derrete e na minha mente, eu sei que ele não está apenas salvando sua pele.


Ele está se esforçando muito para se preocupar com as reações do meu irmão. Na verdade, eu acredito nele quando ele diz que não se importa com o que acontece enquanto estamos juntos. Eu sei que ele ficaria destruído se perdesse Caleb. Eu também sei que me perder não é um risco que ele está disposto a correr para impedir que isso aconteça. É neste momento que percebo o que deixei passar. Eu o perdoei semanas atrás, mas a dor ainda está lá nas sombras, mas o amor que ele me mostra todos os dias silencia os efeitos que uma vez teve em mim. —Ei, linda. —ele envolve seus braços fortes em volta de mim. —O que você está fazendo aqui sozinha? —Você me seguiu? —Você sabe que sim. Seus lábios pressionam contra o meu pescoço e eu inclino minha cabeça para dar-lhe melhor acesso. Temos que aproveitar esses momentos roubados enquanto podemos. —Alguém viu você? —Não, mas eu não me importaria se eles vissem. Nós dois ficamos quietos por alguns minutos. O som da festa chega até nós através do ar da noite. —Isso traz lembranças, hein? —eu aponto para o trailer. —Sim. —ele concorda suavemente.


—Podemos entrar? —Pode estar trancado, mas podemos verificar. Ele se afasta e passa os dedos pelos meus e, juntos, nos aproximamos da porta do trailer. Com um leve puxão, ela se abre. Grady olha para mim por cima do ombro e sorri. —Depois de você. —ele recua, permitindo que eu entre no trailer na frente dele. Assim que passo pela porta, as lembranças daquela noite me assaltam. A sensação de ser desejada, não apenas ser desejada, mas era Grady quem me queria. Como era ser pele a pele com ele, do jeito que ele foi gentil ao deslizar para dentro de mim pela primeira vez. Tudo isso, cada segundo daquela noite era um conto de fadas. Todos, exceto o final, quando acordei e descobri que ele tinha me abandonado. —Não pense sobre isso. —diz ele, envolvendo os braços e me abraçando por trás. —Não deixe que uma noite dite nosso futuro. —Isso aconteceu. Foi aí que começamos. Não importa o que aconteceu entre o passado e o agora, sempre será uma parte de quem somos. —ficamos quietos por alguns minutos quando eu digo: —Quando tudo acabar, será uma história engraçada para contar para nossos filhos. —ele continua atrás de mim e estou preocupada que eu tenha dito a coisa errada. Ele me solta e se move para ficar na minha frente. Com as mãos gentis, ele embala meu rosto. —O que isso significa, baby? Eu estou tentando muito mesmo não deixar minha mente seguir o seu próprio caminho.


—O que você quer que isso signifique? —Que você é minha. Que você acredita em mim quando eu digo que te amarei para sempre. Que você está pronta para contar sobre nós, que eu posso te abraçar e te beijar sempre que quiser. —Então você está certo... Eu não consigo terminar o que vou dizer antes que seus lábios colidam com os meus. Eu abro para ele, sentindo meu primeiro gosto do dia. Nada se compara a beijar Grady. —Mas... —eu digo com um beijo nos lábios e me afastando: — Eu quero esperar até depois do casamento. Eu não quero estragar o grande dia deles por qualquer motivo. Então, assim que o casamento terminar, e a lua de mel, nós vamos contar a eles. Eu sei que são mais algumas semanas, mas não suporto a ideia de arruinar esse momento para eles. —Quanto tempo até o casamento? Ele pergunta, arrastando beijos pelo meu pescoço. —Uh, três. Três semanas até o casamento. —Quanto tempo dura a lua de mel? Mais beijos. —Uma semana... Uma semana no México. —Então, um mês. Um mês e eu vou dizer ao mundo que você é minha? —Se é o que você quer.


—Baby, você sabe que é o que eu quero. —ele morde minha orelha. —Você sabe o que mais eu quero? —O quê? —Você. Agora. Eu quero você aqui. —E se eles vierem nos procurar? Eu pergunto, embora eu já tenha comprado a ideia. —Não se importe. Deixe-os nos encontrar. —Grady... —eu suspiro. —Shh, deixe-me fazer amor com você. Desta vez, eu estarei lá quando você acordar. Talvez não aqui no trailer, mas em casa na minha cama. Eu estarei lá com você tão envolvida nos meus braços que você terá que lutar para se libertar. —Aqui não. Eu quero, confie em mim. Eu só… quero estar na sua cama. Eu quero ser capaz de rolar e adormecer em seus braços. Não podemos fazer isso aqui, e o risco de ser pego é demais. —Tudo bem. —diz ele, deslizando a mão sob a minha camisa e beliscando meu mamilo. —Então nós vamos embora agora. —Isso é meio óbvio, você não acha? —Não. Eu tenho que trabalhar amanhã, e sua carona foi embora. Você está cansada e encerrando a noite. Minha camisa está levantada e a taça do meu sutiã é puxada para baixo, e seus lábios se fecham em mim. Ele puxa com os dentes e acalma a dor com a língua.


Minhas mãos encontram o caminho para o cabelo dele e eu o puxo para mim. —Nós não podemos fazer isso, não aqui. —eu digo, mesmo que meu aperto nele diga o contrário. —Você tem certeza disso? Ele se move para o outro seio e o saboreia com vontade. —Sim, tenho certeza. —Então, vamos embora. —afastando-se, ele coloca meus seios de volta no meu sutiã e reorganiza minha blusa. —Eu te amo. —diz ele, beijando meus lábios. —Eu também te amo. —O plano é o seguinte. Você volta, afirma estar com dor de cabeça. Eu chego logo em seguida para me despedir, já que tenho que trabalhar de manhã. Vou te oferecer uma carona para casa. Faz sentido somos vizinhos e tudo mais. —Ok. Mais um beijo casto e ele me guia para fora do trailer. —Tenha cuidado ao andar de volta. —Não é tão longe. —eu digo. —Por favor, faça o que eu falei. Outro beijo e eu saio.


Quando volto à casa, ouço o riso do meu pai e do pai de Grady, então sigo o som. Eu os encontro no convés de trás da casa de Grady. —Lá está ela. —minha mãe diz. —Caleb e Emily estavam procurando por você. Eles foram para casa. —Sim, eu estava no andar de cima no meu antigo quarto. Estou com dor de cabeça. Vou chamar um táxi para me levar para casa. —Por que você precisa chamar um táxi? Eu não vi você beber esta noite. —mamãe pergunta. —Eu cheguei aqui com Tabby. Ela saiu cedo para um encontro. Caleb ia me levar para casa. —Grady. —seu pai chama por cima do meu ombro. —Você pode levar Collins para casa? Ela não está se sentindo bem. -ele pergunta. Sem saber de nada, ele está nos ajudando a não mentir outra vez, nos colocando onde queríamos. —Certo. Eu estava vindo me despedir de qualquer maneira. Eu tenho que trabalhar amanhã. —Onde você esteve? —sua mãe pergunta. —Ligação do trabalho. Um paciente que eu estava tratando ontem... eles tinham dúvidas sobre o caso. —Bem, Caleb disse para ligar para ele. Ele e Emily saíram cerca de dez minutos atrás. —sua mãe diz a ele.


—Vou ligar para ele depois do trabalho amanhã. —ele responde. —Você está pronta para ir? Precisa de ajuda para carregar alguma coisa? —ele já sabe que eu estava aqui ontem à noite ajudando a mamãe antes de Tabby e eu termos a noite das garotas. Ele é bom demais nisso. —Eu estou bem. —Eu abraço meus pais, depois os dele, e sigo para o seu SUV que está estacionado ao lado de sua garagem. Sem uma palavra, eu subo no banco do passageiro e descanso minha cabeça contra o assento, fechando os olhos. Eu não sei quem está assistindo. Não apenas isso, mas o desejo que está correndo em minhas veias está dentro dos limites letais. Estou tentando me impedir de atacá-lo assim que sairmos de sua casa. Quando a mão dele descansa na minha coxa, eu abro os olhos e me viro para olhar para ele. —Você está bem? —Sim, só não tinha certeza se alguém estava olhando. —Papai tornou tudo muito fácil. Ele me dá uma piscadela e um sorriso, e eu me belisco na perna para ter certeza de que não estou sonhando. A dor está lá, então isso deve ser real.


í Grady —Você precisa de alguma coisa da sua casa? —Pergunto a Collins enquanto entramos no prédio. —Sim, eu preciso pegar algumas roupas para me trocar. Eu provavelmente deveria tomar um banho também. —Nós vamos parar e pegar algumas roupas. Então podemos tomar banho na minha casa. Eu estou esperando que ela me diga que ela pode vir depois, mas ela me surpreende quando concorda. Espero que ela destranque a porta do apartamento e sigo-a pelo corredor até seu quarto. Ela joga uma mochila na cama e algumas roupas antes de desaparecer no banheiro. Pego outro conjunto de sutiã e calcinha, camiseta e calça social e coloco-os na bolsa. Um conjunto a mais, por que não? Além disso, gosto da ideia de suas coisas estarem misturadas com as minhas. —O que é isso? Ela pergunta, segurando as roupas que eu adicionei. —Apenas extras para deixar na minha casa.


Estou de novo preparado para ela me dizer que é cedo demais, mas ela apenas encolhe os ombros, joga-os na sacola e, para minha surpresa, acrescenta mais alguns itens, como meias e calças de pijama. Ela não vai precisar delas, mas são mais roupas dela na minha casa, então não me dou ao trabalho de mencionar esse pequeno detalhe. —Está pronta? —Sim. Fico em pé e jogo a bolsa por cima do ombro, pego a mão dela e a levo para fora da sua casa, certificando-me de que a porta do seu apartamento está trancada, e depois a do meu também. —Entre e desfaça as malas. Há um par de gavetas na cômoda e uma parte no armário para as suas roupas. O mesmo vale para o banheiro. —O que você vai fazer? —Caleb me mandou uma mensagem. —eu levanto meu telefone para mostrar a ela. —Eu vou ligar para ele antes que ele venha até aqui. —O que ele quer? —Ele quer saber onde eu estava e se por acaso vi você, pois, ele não conseguiu encontrá-la, e seus pais não estão atendendo os telefones. —Eu vou ficar quieta. —ela fica na ponta dos pés e beija o canto da minha boca antes de desaparecer pelo corredor em


direção ao nosso quarto. Sim, eu disse nosso quarto. Tudo o que é meu é dela. Sem dúvida. Liguei para ele, nunca tirando os olhos dela até que ela desaparecesse no corredor. —Ei, cara. —eu digo quando ele atende. —Ei, você viu Collins? Nós tentamos encontrá-la antes de sairmos. Mamãe e papai não estão respondendo, e estou meio que preocupado aqui. —Eu a vi. Ela estava conversando com nossos pais quando eu estava saindo. Ela ia chamar um táxi para buscá-la porque estava com dor de cabeça. Papai me pediu para trazê-la para casa. Eu estava voltando para casa de qualquer maneira, já que tenho que trabalhar amanhã. —Então, ela está em casa? —Sim, a deixei em casa. Certifiquei-me de que ela estava bem antes de vir para a minha casa. A mentira tem um gosto azedo nos meus lábios, mas é o que ela quer. Pelo menos eu sei que temos um fim à vista. Assim que voltarem da lua-de-mel, contaremos tudo, as consequências serão uma droga. —Onde você estava? Eu tentei te encontrar. Ele não parece desconfiado, o que é uma coisa boa. Apenas curioso, como meu amigo advogado e intrometido deve ser. Ele sempre precisa dos detalhes, sempre precisa. Isso é parte do que faz dele um bom advogado.


—Eu entrei na casa. Recebi uma ligação do trabalho sobre o caso de um paciente. Outra mentira, mas eu continuo me lembrando que não é para machucar ninguém, e, no final, tudo vai valer a pena. —Entendi. Bem, foi bom te ver, cara. Uma droga que você tenha que trabalhar amanhã. Eu vou pensar em você. —ele brinca. —Sim, Sim. Viva enquanto você pode. Quando esse novo trabalho começar, seu tempo livre também terá acabado. —Se eu estiver com minha esposa, tudo bem. Te vejo mais tarde, cara. Vou ligar para a Collins e ver se ela precisa de alguma coisa. E com isso, ele desliga. Eu ando e apago as luzes. Quando entro no meu quarto, eu a ouço atender seu telefone. Estou tentando não ficar puto porque ele acha que eu não sei cuidar dela, mas tenho que me lembrar que ele não sabe que ela é minha. Ainda não. Porra, essa coisa secreta está me matando. —Sim, eu estou bem. —ela diz. —Apenas uma dor de cabeça. Não, eu não preciso de nada. Grady verificou antes de ele me deixar. Ela sorri para mim e instantaneamente minha raiva diminui. Andando pelo quarto, eu fico atrás dela e envolvo meus braços ao redor de sua cintura. Descansando meu queixo em cima de sua cabeça, eu a seguro enquanto ela fala com ele. —Estou bem, prometo. Eu só vou terminar o que estou fazendo e vou para a cama. —Ela fica quieta enquanto ele responde. —Noite.


—Ele vai ficar chateado. —digo a ela. —Ele vai. —Eu odeio que você esteja no meio disso e que se torne alvo de sua raiva, mas porra, eu não posso ficar sem você. Nem agora, nem nunca. —Estamos nisso juntos, certo? Nós apenas explicamos que queríamos ir devagar, e uma vez que aconteceu, não queríamos estragar o casamento deles, o que é verdade. —Pronta para um banho? Eu pergunto, mudando de assunto. Eu nunca deveria ter mencionado isso em primeiro lugar. Eu não quero que ela pense em nada disso agora. Sua resposta é dar a mão para mim e nos levar para o banheiro. Meus lábios estão sobre ela assim que seus pés param de se mover. Virando em meus braços, ela sorri para mim. Seus olhos são chamas azuis de desejo. —Eu não pensei que chegaríamos até aqui. —Eu esperei. Ela levanta as mãos sobre a cabeça e eu tiro sua blusa. Por baixo, ela está usando um sutiã branco sem renda. Eu vi isso ao luar, mas aqui é ainda mais iridescente. Dou um abraço nela alcançando o fecho do sutiã soltando-o, lentamente puxo as alças para baixo, um ombro de cada vez antes de deixá-lo cair aos nossos pés.


Suas mãos deslizam sob a minha camisa e eu levanto meus braços, inclinando-me e ajudando-a a tirá-la. Ela me surpreende quando seus braços envolvem minha cintura e me envolvem com força. Movendo uma mão para a parte de trás do pescoço dela, a outra a segue. Sua pele é suave e sedosa sob as pontas dos meus dedos. —Eu te amo. As palavras caem livremente da minha boca, e nenhuma palavra mais verdadeira, jamais foi dita. Grandes olhos azuis olham para mim. —Eu também te amo. —ela sai do meu abraço e tira seus short e calcinha de uma só vez. —Você tem algumas coisas para compensar. —ela arqueia uma sobrancelha, fazendo-me rir. Alcançando atrás dela, eu ligo o chuveiro, deixando a água quente antes de me livrar do resto das minhas roupas. Dobrando, coloco minhas mãos na parte de trás de suas coxas e a levanto. Suas pernas envolvem minha cintura enquanto eu fico embaixo do jato. Minha boca inclina sobre a dela. Ela se abre para mim, confiando e me dando tudo dela. Deslizando minha língua pelos lábios dela, eu exploro sua boca. Eu tomo meu tempo devorando-a, dando-me tempo para guardar isso na memória. A sensação de seu corpo molhado moldado contra o meu, o gosto dela na minha língua... Eu nunca quero esquecer um único detalhe desse momento. Eu posso sentir isso. Ela está totalmente envolvida também. É um ponto de virada para nós, e quando eu fizer amor com ela na


nossa cama, tudo vai ser diferente do que antes. Ela vai saber que quando ela acordar, eu ainda estarei lá. Eu vou saber que quando eu acordar, ela será realmente minha. Ela não é apenas um sonho, um desejo de —se. — Ela é real, ela é meu coração, e eu não faria de outra maneira. Lentamente, minha língua traça a dela, explorando-a, apenas desfrutando de tê-la aqui em meus braços. —Estou feliz que você esteja aqui. —digo o que tenho pensado. —Onde mais eu estaria? —ela descansa a cabeça no meu ombro. —Em nenhum lugar, baby. É aqui que você pertence. Levantando a cabeça, ela sorri timidamente. —Você vai fazer amor comigo? Meu pau palpita, querendo fazer exatamente isso. —Eu vou. Mas não aqui. —eu posso ver a pergunta nos olhos dela. – Em nossa primeira vez, eu fui um idiota. Eu tive você e depois fui embora. Desta vez, vai ser na nossa cama e eu não vou te deixar. — eu a coloco de pé de novo. Sem uma palavra, ela pega seu sabonete e começa a se lavar. Eu dou um passo para longe dela e faço o mesmo. Juntos, tomamos banho como se fosse a coisa mais normal do mundo. E será assim quando eu puder convencê-la a morar comigo. É assim que precisamos começar todos os dias. Por que eu precisaria de cafeína quando eu tenho Collins?


Uma vez que estamos limpos, eu desligo a água e saio. Agarrando uma toalha, envolvo-a em minha cintura e, em seguida, pego outra, colocando-a sobre seus ombros. —Eu preciso de uma para o meu cabelo. -pegando outra, eu passo sobre o cabelo dela. —Eu posso secar meu cabelo, Grady. —diz ela com uma risada. —Então eu também posso. —eu beijo a ponta do nariz dela. — Eu gosto de cuidar de você. —Você não precisa cuidar de mim. Não é disso que se trata. —Não, você está certa. Eu não preciso. Eu quero. Há uma grande diferença entre os dois. Eu não tenho nenhuma obrigação. É mais uma necessidade da minha parte. Eu gosto de saber que posso fazer coisas boas para você. —Apenas me ame. —ela sussurra. —Isso é algo que você nunca terá que me pedir. Terminamos de nos secar, apago as luzes e voltamos para o meu quarto na escuridão. Eu vou direto para a cama, puxando as cobertas. – Suba. —eu digo, seguindo atrás dela. —Venha aqui. Eu a puxo para perto, alinhando seu corpo nu com o meu. — Eu não tenho expectativas para esta noite. Eu só quero você aqui, nesta cama comigo a noite toda. Se pudermos manter as roupas no


chão do banheiro, isso seria uma vantagem, mas não uma exigência. Ela ri. —Isso é fácil. Estar com você assim. —É para ser. —Somos bons nisso. —Sim, você sabe, exceto pelo fato de mentir para a nossa família. —Também me sinto culpada, mas com o casamento tão próximo, não quero estragar tudo. Eu ficaria chateada com Caleb se ele fizesse isso comigo. E Emily... Eu não quero estragar o grande dia dela. São só mais algumas semanas. Nós temos um prazo para isso acabar. Nós dois ficamos quietos depois disso. Não tenho certeza do que ela está pensando, mas estou apenas gostando de abraçá-la assim. Eu costumava deitar na cama à noite e imaginar como seria tê-la em minha vida assim. Eu sonhava com isso, e deixe-me dizer, sonho e realidade são duas coisas muito diferentes. Estou assustado com meus pensamentos quando sinto sua pequena mão apertar meu pau. —Collins? —Você prometeu. —Diga-me, isto é o que você quer? Eu prometi a mim mesmo naquela noite que se eu tivesse você de novo, eu sempre faria o certo por você. Isso inclui dar a você todo o tempo que precisa.


—Eu quero que você faça amor comigo. Sua mão delicada me acaricia lentamente da base à ponta, fazendo-me gemer. —Ou podemos apenas fazer isso. —diz ela com outro golpe. —Por melhor que pareça, isso não vai funcionar para mim. Faz muito tempo, baby. —Você realmente não esteve com ninguém desde aquela noite? —Não. Nem mesmo um beijo. Tinha algumas que tentaram, mas elas não eram você. Eu gostaria de poder explicar para você, mas eu realmente não tenho palavras. Naquela noite, estar dentro de você, me mudou. Eu sabia que ninguém iria se comparar então por que me preocupar. Além disso, eu estava trabalhando duro para conseguir minha escolha de residência, para poder voltar para casa. Esse foi sempre o meu objetivo final. —Eu nunca quis ninguém além de você. —ela sussurra enquanto continua a acariciar-me. Eu coloco minha mão sobre a dela, parando seu movimento. Suas palavras, junto com suas mãos suaves, me prepararam para me soltar. Rolando em cima dela, ela se abre para mim, então minhas coxas estão aninhadas entre as dela. Descansando meu peso nos cotovelos, passo meus dedos pelo cabelo dela, tirando-o dos olhos. A luz fraca da lua faz sua pele cremosa parecer ainda mais perfeita. Eu abaixo minha boca para a dela e a beijo suavemente, tomando meu tempo, saboreando-a.


—Grady. —ela respira contra os meus lábios. —Eu preciso de você. —Eu preciso de você também. Eu circulo meus quadris para mostrar a ela o quanto. —Por favor. —ela implora. —Eu preciso pegar uma camisinha. Eu comprei uma nova caixa quando me mudei, não queria estar despreparado caso esse momento acontecesse. —Eu só estive com você. —O que você está dizendo, Collins? —Eu tomo pílula e só estive com você. Não há ninguém desde você, baby. Faça amor comigo, Grady. —ela sussurra no meu ouvido. Puxando para trás, eu me alinho em sua entrada. —Você tem certeza disso? —Nunca tive mais certeza sobre nada. Suas pernas apertam minha cintura e com a pressão de seu aperto, eu deslizo para casa. Casa, um lugar que eu só fui uma vez antes, mas nunca esqueci como era. Meu pulso dispara e meu coração bate forte. Eu quero me mover, mas se eu fizer isso, não vou conseguir segurar. Eu vou gozar dentro dela, e isso acaba antes mesmo de começar. —Mova-se. —ela respira.


—Eu não posso. —eu digo com os dentes cerrados. —Você está tão fodidamente apertada e quente, se eu me mover, eu vou gozar. —Nós temos a noite toda, certo? Quero dizer, foi o que você disse —ela retruca. —Nós temos a noite toda, Collins. Nós temos o resto de nossas vidas, e eu pretendo estar aqui... —eu puxo para fora e lentamente empurro de volta. -... mais vezes do que qualquer um de nós será capaz de contar. Mais uma vez, eu puxo e empurro de volta, desta vez um pouco mais rápido, um pouco mais forte do que antes, e logo nós temos um ritmo constante. Virando-nos, eu olho para ela. Seu cabelo está sobre os ombros, as mãos apoiadas no meu abdômen, pernas cobrindo minhas coxas. Ela é fodidamente perfeita. —Você assume o controle. Você define o ritmo. —digo a ela. —Eu nunca... quer dizer, eu não sei o que fazer. Eu quero bater no meu peito como um homem das cavernas. Só eu estive dentro dela. Eu sou o único que consegue vê-la assim, sentir seu calor, capturar seus gemidos com meus lábios. Tudo é só para mim. Não há nada na vida que supere esse sentimento. —Faça o que for bom. —Eu coloco minhas mãos em seus quadris e começo a balançar lentamente de um lado para o outro. Não demora muito para pegar e encontrar seu ritmo. —I... isso é bom. —diz ela, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás. Seu cabelo cai em cascata pelas costas e desliza


pelas minhas coxas. Meu pau empurra dentro dela, fazendo-a gemer profundamente na parte de trás de sua garganta. Mantendo uma mão em seu quadril, eu mordo meu lábio inferior, tentando controlar meu orgasmo. Seus seios perfeitos estão saltando com cada movimento de seus quadris. Suas paredes estão pulsando ao redor e mantendo um aperto firme no meu pau. É uma sobrecarga de sensações e estou prestes a explodir. Precisando fazê-la gozar, coloco meu polegar sobre o clitóris e giro em pequenos círculos. —Whoa! O que você está fazendo? Seu ritmo não vacila. —Eu estou quase gozando. Minha voz é grossa e rouca de necessidade. Estou pronto para isso. Eu não sei quanto tempo mais posso aguentar. Ela gira seus quadris enquanto ela cobre seus seios em suas mãos. Observo enquanto ela aperta os mamilos já enrugados com o polegar e o indicador, dando-lhes um puxão suave. Eu trabalho seu clitóris mais rápido. Estou prestes a ir sem ela e não posso fazer isso. —Estou perto, baby. —Eu... eu estou.... Ahhh! Ela grita enquanto suas paredes apertam em volta do meu pau e eu perco todo o controle, derramando dentro dela. Pulso após pulso percorre através de mim, enviando solavancos na minha espinha. Eu me lembro dos detalhes daquela noite, de como ela se


sentiu quando voltou par casa, sentimento que com o tempo diminuiu. Até agora. Eu me lembro de seu calor. Lembro-me de como é pairar sobre ela, seus grandes olhos azuis olhando para mim. Confiando em mim. Lembro-me de como era ter a confiança dela naquela noite e esta noite não é diferente. Ela nunca teria me deixado tê-la novamente se não confiasse em mim. Nunca haverá ninguém para mim além dela. Sentando-me, eu envolvo meus braços ao seu redor e a abraço com força. Meu pau empurra dentro dela, e ela geme. Enterrando meu rosto em seu pescoço, eu a cheiro. —Grady. —ela diz suavemente. Puxando para trás, eu olho em seus olhos. —Eu te amo. —diz ela, com a voz embargada de emoção. —Eu também te amo. —meu coração já acelerado salta em sua confissão sussurrada. —Ei, que lágrimas são essas? —eu posso ver seus olhos brilhando ao luar. —Eu nunca pensei que ficaríamos juntos outra vez. Eu queria te odiar, mas eu simplesmente não conseguia, então eu estava decidida a te amar de longe, e agora isso. Estas são lágrimas de felicidade.


—Eu não gosto de te ver chorando. Ponto final —eu digo, beijando uma bochecha e depois a outra. Envolvendo meus braços ao redor dela, eu digo a ela com o meu corpo o que ela significa para mim. Meu aperto é firme, deixando-a saber que ela está onde eu preciso que ela esteja. Nos meus braços. Sempre. Eu a seguro até ela dizer: —Eu devo ir me limpar. Antes que eu possa impedi-la, ela se levanta e fica de joelhos,jogando as pernas para fora da cama. Seus pés descalços se espalham pelo chão, saem pela porta do quarto e entram no banheiro. A luz acende e sei que devo ir até ela, mas algo me diz que ela precisa de algum tempo. Em vez disso, eu pego minha toalha do nosso banho anterior e me limpo antes de voltar para a cama. Apenas quando penso que preciso ir procurá-la, ouço a porta do banheiro abrir e ela está de volta ao meu quarto, entrando sob as cobertas. —Venha aqui. —eu seguro meus braços abertos e ela se aconchega ao meu lado. —Você está bem? —Ela não responde imediatamente, e a preocupação começa a tomar conta de mim. Isso não pode acontecer. —Eu estou. Não me lembro de uma época em que estive tão feliz e contente com o rumo de minha vida. Eu sei que temos Caleb para nos preocupar, mas... eu sinto que com você ao meu lado, tudo vai dar certo. Colocando um beijo no topo de sua cabeça, eu aumento meu aperto. Nosso tempo juntos nunca é o suficiente. —Nós somos uma grande equipe, você e eu. —Ela beija meu peito nu. —Nós vamos ter mais noites assim, Collins. Mais aconchego e fazendo amor.


Claro, quando tivermos filhos, vai mudar, mas há tantas outras noites com você em meus braços que teremos pela frente. —Não há hesitação em sua voz. —ela ressalta. —Por que haveria? É você, o amor da minha vida que vejo no meu futuro. Nada nunca me pareceu melhor. —Quem teria pensado, Grady Carmichael, um romântico no armário. Eu rio. —Só para você, baby. Apenas para você. —Eu vou te lembrar disso. —diz ela durante um bocejo. —Noite linda. —Noite. Nós adormecemos felizes, satisfeitos e exatamente como deveríamos ter feito a três anos atrás. Desta vez, haverá um resultado diferente. Desta vez é para sempre.


í Collins O que dizer sobre ser acordada com beijos. Beijos no ombro. Beijos no pescoço. Todo tipo de beijos. Há ainda mais a ser dito sobre o doador daqueles beijos. Grady —Eu sei que você está cansada, baby e eu prometo que você pode voltar a dormir, mas eu preciso que você acorde para mim. Não posso ir para o trabalho até ter certeza de que você saiba que fiquei com você. Abra esses olhos azuis para mim, Collins. Forçando meus olhos abertos, eu rodo e me aconchego nele. —Bom dia. —digo, meio grogue. Ele ri. —Bela manhã. —ele toca seus lábios na minha testa. — Eu preciso ir ou vou me atrasar. Eu deixei uma chave no balcão para você. Fique o tempo que você quiser, ou o inferno, mude para cá. Eu estarei em casa por volta das seis para ajudar com o trabalho pesado. —Homem engraçado. Por que eu preciso de uma chave? —eu pergunto com um bocejo. —Porque eu quero você aqui, e como meus horários de merda, eu nunca sei quando vou estar em casa, então se você


precisar entrar aqui para pegar alguma coisa ou para deixar mais —ele pisca —Eu quero que você consiga entrar. —Ok. —É isso aí, ok? Você não vai discutir comigo e me dizer como é cedo demais? —Não. —Mesmo? E a que devo essa mudança? —Estou cansada de lutar. Eu quero o que quero e não há como mudar isso. —E o que você quer? Ele pergunta, deslizando a mão pela minha perna nua. —Você. É uma resposta simples para uma questão complexa. Uma palavra resume tudo. Eu só quero ele, de qualquer maneira que eu possa tê-lo. —Eu te amo e se eu pudesse faltar ao trabalho hoje, eu iria, mas infelizmente, isso não pode acontecer. —Vá, seja incrível, salve vidas e tudo mais. Me mande uma mensagem quando estiver a caminho de casa e eu também te amo. Ele me beija com força nos lábios antes de pular da cama e pegar seu telefone na mesa de cabeceira. —Tenha um bom dia, querida. —ele diz por cima do ombro.


Eu ouço a porta se fechar, então me aconchego de volta em sua nuvem fofa de cama e durmo mais algumas horas. Quando acordo algumas horas depois, o sol está brilhando através da janela. Alcançando meu telefone, vejo que é um pouco depois das dez. Já faz muito tempo que não durmo até tão tarde. Eu também vejo mensagens de texto perdidas de Grady.

Grady: Eu odiei te deixar. Grady: Você ainda deve estar dormindo. Bom. Eu gosto de saber que você ainda está na minha cama.

Eu sorrio antes de responder.

Eu: Acordei. Espero que você esteja tendo um bom dia. Grady: Não é tão terrível. Seria melhor se eu estivesse aí com você. Grady: Fique na cama. Esteja aí quando eu chegar em casa. Eu: Eu não posso ficar na sua cama o dia todo. Grady: Um homem pode sonhar. Eu: Volte ao trabalho, Dr. Carmichael. Grady: te amo.


Eu: Eu também.

Colocando meu telefone na mesa de cabeceira, saio da cama e vou para o chuveiro. Eu tomo meu banho tranquilamente porque, na verdade, não tenho onde ir hoje. Minha roupa está lavada e o apartamento está limpo. Olhando em volta da casa de Grady, decido arrumar um pouco para ele. Ele trabalha seis dias por semana e passa todo o tempo livre comigo. Nas últimas semanas, passei mais tempo aqui do que em minha própria casa. É o mínimo que posso fazer. Eu começo no quarto e noto a pilha de roupa. Eu aproveito e coloco as roupas na lavadora enquanto isso. Eu estou ficando aqui, então eu posso muito bem fazer isso. Eu tiro o pó, troco os lençóis, eu fiquei surpresa por ele ter um conjunto extra no armário do corredor. Tem toques da mãe dele por todo o lugar. Eu então passo o aspirador e vou para o banheiro. Antes que eu perceba, limpei todo o apartamento e lavei três máquinas de roupa. Ainda são apenas duas da tarde e estou morrendo de fome. Vou para a cozinha e abro a geladeira, não há nada. Pobre rapaz nem teve tempo de ir ao mercado. Pego minha bolsa e chaves, que agora inclui a que ele me deu, eu tranco a porta e vou para a minha casa. Fazendo um inventário rápido, assim como a lista que Tabby deixou na geladeira, eu decido fazer compras. Duas horas depois, estou entrando em nosso complexo com um baú cheio de mantimentos para as duas casas. Demoro uma eternidade para descarregar e guardar tudo. Estou colocando o leite na geladeira do Grady quando meu telefone toca. Eu sorrio quando vejo sua foto aparecer.


—Ei. Como vai o seu dia? —Muito longo, eu vou chegar um pouco mais tarde do que pensei. O residente que vai me substituir está atrasado. —Isso torna o dia longo. A que horas ele deveria estar aí? —Por volta das oito. Eu acho que o carro dele quebrou, ou furou um pneu, algo assim. Eu não fiz muitas perguntas. Apenas disse a eles que eu ficaria, não que eu tenha muita escolha sendo um residente do primeiro ano e liguei para avisar você. —Bem, mantenha-me informada. Eu planejei fazer o jantar hoje à noite. Ele geme. —Estou faminto. —Você não almoçou? —Ainda não. Fiquei o dia todo muito ocupado. Olhando para o relógio no micro-ondas, vejo que são quase cinco. —Tem algo que eu possa fazer? —Apenas esteja aí quando eu chegar em casa. Você é a melhor parte de cada dia. —Eu posso fazer isso. Me ligue se alguma coisa mudar. —Farei, querida. Eu tenho que ir. Te amo. E assim, ele desliga o telefone.


Eu tinha planejado fazer uma torta de frango para o jantar, nada extravagante. Apenas uma torta comrecheio de frango e legumes, fácil e rápido. Será que eu faço isso e levo o jantar para ele? Então as pessoas vão ver que eu estou lá e fazer perguntas e tenho certeza que todos os tipos de bandeiras vermelhas voarão quando descobrirem que eu estava lá por causa dele. O sexy Dr. Carmichael por quem todas as enfermeiras estão desmaiando. É arriscado, mas odeio a idéia dele não ter comido o dia todo. Precisando de outra opinião, eu mando mensagem paraTabby.

Eu: Ei, você tem um minuto. Tabby: Sim, pode falar. Eu: Grady acabou de ligar. Ele está preso no trabalho e não comeu o dia todo. Eu: Eu quero levar o jantar para ele. Tabby: Ok? Eu: Vai ficar ruim, certo? Como se tivéssemos alguma coisa? Tabby: Vocês tem alguma coisa. Eu: Eu sei disso e você sabe disso, mas ninguém mais sabe. Tabby: Explore o fato de vocês terem crescido juntos. Ele é o melhor amigo de seu irmão.


Eu penso nisso e poderia funcionar. Eu poderia usar o fato dele ser amigo da família. Inferno, eu já usei isso algumas vezes quando as pessoas falavam sobre ele.

Tabby: E você é vizinha. Tabby: E colegas de trabalho. Leve sim. Eu: Eu vou fazer isso. Vou deixar um pouco para você na geladeira também. Tabby: Vá pegá-lo! Tabby: O que você vai fazer? Eu: Torta de Frango. Tabby: Hum! Obrigado. Depois me conta como foi.

Saio da casa dele e volto para a minha, para começar o jantar. Esta versão da torta de frango é a coisa mais fácil de fazer. Assim que pus para assar, eu pego um recipiente e pego minha lancheira de cima da geladeira. Acrescento guardanapos, um garfo e, para sobremesa, uma torta de creme de aveia Little Debbie17, porque quem não gosta de uma torta de creme de aveia Little Debbie? Enquanto o jantar está assando, eu vou para o quarto de Tabby e vejo se ela tem alguma roupa para lavar. Eu a ajudo de vez em 17Dois

bolinhos de aveia macios com recheio de creme.


quando, pois, eu tenho vários dias de folga na semana. Trabalhar três dias de doze horas é uma puta canseira, mas estar de folga o resto da semana, ajuda muito. Eu coloco uma pilha de seus aventais na máquina e escrevo uma nota e coloco na porta da geladeira, lembrando-a de colocá-las na secadora quando ela chega em casa. Se ela sair do trabalho na hora certa, o que é uma raridade. Eu poderia passar no trabalho dela enquanto vou ver Grady. Com o almoço de Grady pronto, as sobras cobertas no fogão para Tabby, eu cubro uma pequena porção e saio pela porta. O caminho para o hospital parece estranho a essa hora do dia. Não levo muito tempo para chegar lá, pois o tráfego é pesado na direção oposta. Eu sei que Grady está trabalhando no quarto andar, que é a unidade de terapia intensiva, então eu apertei o número quatro no elevador. Respirando fundo, eu exalo lentamente. Eu posso fazer isso. Assim que saio do elevador, vejo Mary, a enfermeira-chefe da noite. —Collins, o que você está fazendo aqui? Você veio trabalhar? Ela olha minhas roupas de rua e responde sua própria pergunta. —Acho que não. —ela ri. —Mary. Estou aqui para trazer o jantar para o Dr. Carmichael; sua mãe sabia que ele estava trabalhando até tarde. A mentira cai da minha boca antes que eu possa pará-la. Elas continuam aumentando.


—Oh, que gentil. Eu não sabia que você o conhecia? —Sim, nós crescemos juntos. Ele e meu irmão são melhores amigos. —Bem, eu posso te dizer que ele é um colírio para os olhos. Todas as enfermeiras o amam. —Ele é um cara bom, você sabe, além de sua boa aparência. —Você acha que eu sou bonito? Eu pulo ao som de sua voz. Virando, eu sorrio para ele. —Você sabe que é. Sua mãe disse que você estava trabalhando até tarde e achou que poderia estar com fome. Eu me ofereci para trazer para você. —Ela falou, não é? —ele sorri. —Por sorte, tenho alguns minutos. Venha sentar comigo enquanto eu como? —Certo. —eu volto para Mary. —Tchau, Mary. Eu sigo Grady até a sala de descanso, nenhum de nós dizendo uma palavra. Quando chegamos lá, tem uma enfermeira, acho que o nome dela é Sasha, que está comendo sozinha. —Oh, Dr. Carmichael, podemos comer juntos. Eu odeio comer sozinha.


Ela se levanta para se juntar a ele quando eu passo para o lado para que ela possa me ver. —Oi. —Eu aceno desajeitadamente. Ela me olha muito puta, como se eu tivesse chutado o filhote dela. —Claro, você pode se juntar a nós. —Grady diz a ela. Eu quero protestar, mas eu me lembro de que essa foi a minha decisão. Se dependesse do Grady, todo o hospital já saberia que estamos juntos. Apenas mais algumas semanas. Podemos fazer isso por mais algumas semanas. —Então, ela achou que você estaria com fome. Tem torta de frango e um pouco de Little Debbie de sobremesa —digo a ele, meu rosto esquentando. —Como vocês dois se conhecem? —Sasha deixa escapar. — Você o fez jantar? —Não, nós crescemos juntos. —eu sou rápida em corrigi-la e vejo o jeito que o rosto dele cai. —Ele e meu irmão mais velho são melhores amigos. —Entendo. Ela sorri, assumindo que ela está de volta ao jogo. Ela não está. Nem mesmo perto. —Obrigado por trazer isso. —Eu não me importo. Então, como foi o seu dia?


Eu tento manter a conversa leve que não vai nos denunciar. Eu quero me inclinar para ele, dar-lhe um abraço, talvez um beijo, mas tem a Sasha. —Está uma loucura hoje. Então, quando Martin ligou e disse que ia se atrasar, tive que perder o jantar. —Bem, agora você pode reabastecer. —Obrigado, Collins, realmente. Isso foi gentil da sua parte. — ele cava, dando uma grande mordida. —Isso está delicioso. —Você age como se nunca tivesse comido a comida da sua mãe antes. Sasha se diverte. Ela está irritada por não conseguir a atenção dele, tenho certeza. —Eu não comi o dia todo. —ele diz a ela antes de se virar para olhar para mim. —Obrigado. —sua voz é mais suave. —Você não tinha que trazer isso. —Eu queria. —digo a ele honestamente. Alguém que eu nunca vi antes aparece na sala. —Sasha, nós precisamos de você. Seu intervalo não foi há dez minutos? —ela pergunta. —Sim, desculpe. Perdi a noção do tempo. Grady continua comendo, o que me deixa feliz por ter decidido vir. Sasha recolhe suas coisas e sai da sala, envergonhada, tenho certeza.


—Ela quer você. —digo a ele. Ele concorda. —Eu sei, mas ela não conseguirá. Estou chocada com a resposta dele. —Você sabe? —Sim, ela me abordou algumas vezes, me pediu para almoçar com ela, mas eu sempre fujo dela. —Por que você não me contou? —Porque não é importante, Collins. Ela não é nada para mim e nunca será. —estendendo a mão, ele passa o dedo pelo meu queixo. —Você é tudo que vejo. —Coma seu jantar. —eu digo, me afastando. —Você está louca? Ele olha para mim com a boca aberta. —Não, mas isso me irrita. —Bem, não há nada que eu possa fazer sobre isso. Você insistiu em nos manter em segredo. Eu posso dizer a ela que tenho uma namorada o dia todo, mas garotas como ela não se importam. Elas veem que eu sou médico e querem me segurar. Pensam que terão uma vida com mais facilidades. —Você ainda vai sair por volta das oito? —Se Martin aparecer. Obrigado por isso, realmente.


Ele coloca a tampa de volta no recipiente e rasga a torta. —Eu preciso voltar ao trabalho. Está uma loucura o dia todo. —Eu não quero te atrasar. Eu só queria que você comesse. —Obrigado, baby. —ele se inclina e pressiona seus lábios nos meus. —Você vai estar lá quando eu chegar em casa? —Sim. Não há outro lugar que eu queira estar. Ele me ajuda a organizar as coisas e com mais um beijo rápido, estou seguindo-o para fora da sala de descanso. Quando passo pelo posto das enfermeiras, Sasha está lá e me encara. Eu sorrio amplamente, aceno e continuo andando. Eu quero gritar e gritar que ele é meu, mas eu confio nele, então não há necessidade. Ele é só meu desde o dia em que voltou para a cidade. Desta vez, as coisas são diferentes. Eu posso sentir isso.


í Grady Oito horas se transformaram em dez e quando terminei de mapear e passar meus pacientes, eram quase onze e meia. É por isso que agora estou passando pela porta alguns minutos antes da meia-noite. Eu mandei uma mensagem para Collins e a mantive atualizada. Ela disse que ia para casa, mas eu implorei para ela ficar. Nada é melhor do que voltar para casa, para ela. Ela não deu certeza se ficaria, apenas me disse para tomar cuidado. Eu não me incomodo em acender as luzes até chegar ao banheiro. Eu ligo a luz e o chuveiro, depois vou para a porta do meu quarto. Espiando lá dentro, vejo-a enrolada dormindo pacificamente. Meus ombros relaxam e a tensão do dia diminui. Só porque ela está aqui. Volto para o banheiro, e tomo um banho quente. Na faculdade de medicina, eles contam histórias sobre a residência. Longas horas, assistentes idiotas, e colegas preguiçosos, que deixam você fazer tudo sozinho. Não é que eu não acreditasse nas histórias, eu acreditei. É completamente diferente quando você experimenta ao vivo e à cores. Eu tive sorte no meu curto período até agora. Os atendimentos foram agradáveis e a equipe também. Existem algumas enfermeiras que continuam me assediando, algumas mais que outras. Eu não lhes dou nenhuma esperança. Eu digo a elas que


sou comprometido. Elas nem sequer despertam meu interesse, não quando eu sei que posso voltar para casa para ela. Collins. Eu ainda não consigo acreditar que ela me deixou voltar a sua vida depois de ir embora como eu fiz. Eu sabia que ela era diferente. Eu sei que preciso cuidar da nossa relação com muito amor e valorizá-la cada vez mais. É por isso que quando Sasha me abordou novamente esta noite, eu levei ao conhecimento do meu supervisor. Felizmente, era Laura Smithfield. Quando eu disse a ela que Sasha estava se tornando muito intensa, com toques aqui e ali, me incomodando com convites para tomar uma bebida, ela não me questionou uma vez sequer. Eu me assegurei de falar para ela que eu estava em um relacionamento sério, um com o qual eu me importo de verdade, então eu ficaria bem longe de confusão. Ela me garantiu que iria cuidar do assunto. Eu não vi Sasha novamente. Meu palpite é que seu turno acabou, mas espero que ela pare. Eu poderia dizer que ela deixou Collins desconfortável e como as duas trabalham lá, em poucas semanas todos saberão que ela é minha isso precisa ser resolvido. Tomei banho, acendi a luz e atravessei o corredor para o meu quarto. Silenciosamente, não querendo acordá-la, eu deslizo para a cama. Instantaneamente, ela se aconchega ao meu lado. —Senti sua falta. —ela murmura. Eu a abraço com força no meu peito e beijo o topo de sua cabeça. Essa é a última coisa que eu lembro antes de a exaustão tomar conta e eu cair no sono.


Estou acordado quando a sinto se afastar de mim. Eu aperto meu abraço e enterro meu rosto em seu pescoço. —Onde você vai? —eu murmuro. —Eu tenho que fazer xixi. —ela responde com uma risada suave. —Volte logo. Eu beijo seu pescoço e relutantemente a liberto. Ela sai da cama e corre pelo corredor até o banheiro. A cama parece fria sem ela. Inferno, eu estou com frio sem ela se aconchegando em mim. Quando ela volta para o quarto, eu seguro as cobertas para ela, e ela entra sob elas, tomando seu lugar, descansando a cabeça contra o meu peito. —Está frio aqui. —Eu deixo o ar bem baixo. Está quente como o inferno lá fora. —Parece uma caixa de gelo. —Aposto que posso te aquecer. —digo a ela. —Hmmm, você acha? —Ela dá um beijo carinhoso no meu peito. —Eu sei que sim. —Talvez quando você dormir mais um pouco. —Dormir? Quem precisa dormir quando eu tenho você em meus braços?


—Você tem que ir trabalhar em um par de horas. —Não. Eu estou de folga hoje. —Eu pensei que você tinha que trabalhar. —Eu também, mas Sally precisava trocar, então estou de folga até domingo. —Mesmo? Eu vou ficar com você por dois dias seguidos? O que nós faremos? —Nós... —eu digo, beijando sua têmpora, —...não deixaremos esta cama por quarenta e oito horas. —Eu acho isso irreal. Uma garota precisa comer —ela brinca. —Tudo bem. —eu suspiro como se ceder as suas vontades estivesse me matando. —eu corrijo minha declaração. —Nós não vamos deixar este apartamento. Nós só vamos pedir comida. —Nós podemos cozinhar. —ela responde. —Para cozinharmos, teremos que ir ao mercado. —Eu fui ontem. Eu fui para Tabby e para mim e peguei algumas coisas para você também. Quando penso que ela não pode ser mais incrível, ela se supera. —O que mais você fez enquanto eu estava trabalhando no hospital?


—Bem, eu limpei este lugar, lavei sua roupa, apenas coisas que precisavam ser feitas. —Baby, embora eu aprecie tudo o que você fez, mais do que você imagina, você é minha namorada, não minha empregada. —Eu sei, mas eu estava aqui e as minhas coisas estavam em ordem. Eu queria fazer algo bom para você. —Eu achei que os lençóis estavam com cheiro bom ontem à noite. Eu pensei que era você. —Espere. —ela levanta a cabeça para olhar para mim. —O que você trocou com ela? —O quê? —Sally, você disse que ela precisava trocar. O que você trocou com ela? —Oh, eu estava de folga na próxima quarta-feira e é o aniversário do filho dela. Então eu trabalho quarta-feira e ela vai trabalhar para mim hoje. —Eles deixaram você fazer isso? Trocar quando quiser? —Bem, nós temos que ter a aprovação do residente chefe, mas sim. Nós podemos fazer isso. —Bom saber. —Agora, você volte a dormir enquanto eu faço o café da manhã.


—Eu estava achando que teria você no café da manhã. —eu digo, virando-a e colocando minhas coxas entre as dela. —Por mais legal que isso pareça, precisamos de comida de verdade. —Ok. —eu cedo. —Nós podemos fazer do seu jeito depois que eu fizer do meu. Eu me movo para os pés da cama, segurando gentilmente seus tornozelos, e puxo-a para a borda. Minhas mãos correm por suas pernas. —Eles têm que sair. —eu digo a ela, assim que eu alcanço o short que ela adora dormir. —Você acha que pode me ajudar, doutor? —Sua voz é ofegante e eu adoro saber que ela já está excitada. Que ela quer isso tanto quanto eu. —Claro, enfermeira Ward, eu ficaria feliz. Deslizando meus dedos sob o cós de seu short apertado como o inferno, que mais parece roupa íntima com mais tecido, eu deslizo eles e sua calcinha pelas pernas. Eu os atiro por cima do meu ombro. —Ei, eu acabei de limpar. – ela me repreende. Minha resposta é beijá-la logo acima de sua vagina, onde eu sei que ela realmente me quer. Levantando minha cabeça, eu a encontro apoiada em seus cotovelos me observando. Meu pau pulsa.


—Eu vou fazer as pazes com você. —eu digo a ela antes de correr minha língua até sua fenda. —Oh. —ela geme e cai de volta na cama. Eu não paro. Eu me delicio com ela, assim como eu disse a ela que faria. Quando ela se contorce, eu adiciono o movimento dos meus dedos dentro dela. Dentro e fora, devagar e firme. Minha língua traça cada centímetro dela, saboreando, lambendo, beliscando sua boceta como se fosse minha última refeição. —Grady. —ela geme. Eu puxo para trás e lambo meus lábios. —O que você precisa, baby? —Você, eu preciso de você dentro de mim. —Eu estou dentro de você. —Eu empurro com dois dedos para provar meu ponto. Ela meio ri, meio geme. —Isso não é exatamente o que eu quis dizer. —ela diz. —Diga-me o que você quis dizer, Collins. —eu roço seu clitóris com o polegar. —Você quer que eu pare? —Eu paro todo movimento, e ela geme. —Você sabe que não é o que eu quero. —diz ela; a voz dela está repreendendo. —Diga-me, baby. O que você quer?


—Eu quero que você me foda. —diz ela, levantando a voz. Minha mão mais uma vez começa a se mover dentro dela, mais rápido do que antes. —Assim? —Não. Droga, Grady. Seu corpo sacode quando eu pressiono meu polegar contra o clitóris e começo a esfregar em pequenos círculos. Empurrando-se de volta em seus cotovelos, ela olha para mim. Seus olhos estão cobertos de desejo. —Eu quero que você remova os dedos e os substitua com o seu pau. —Por que você não disse antes? Eu sorrio descaradamente. Inclinando-me, eu passo minha língua sobre seu clitóris mais uma vez antes de remover minha boca e meus dedos e ficar de pé. Ela não perde tempo envolvendo as pernas em minha cintura e me puxando para ela. —Finalmente. —diz ela, exasperada, fazendo-me rir. —Baby, se você quiser meu pau, tudo que você tinha a fazer era me dizer. —eu me alinho na entrada dela. —Está pronta? Sua resposta é apertar suas pernas, instigando-me a avançar e meu pau deslizar dentro dela. —Finalmente. —ela respira.


Inclinando-me para perto, tomo seus lábios com os meus. Ela se abre para mim, sua língua pronta para duelar com a minha enquanto retribui meu beijo. Quando ficamos sem ar, seus olhos são chamas azuis olhando para mim. —Eu não quero que você seja suave e lento, Grady. Eu quero que você me foda. Eu quero sentir você em todo lugar. Meu pau pulsa dentro dela. Eu saio do seu calor com desespero pra entrar de novo. —Vire-se de joelhos. —eu digo, minha voz rouca de desejo. Ela nem hesita quando se vira, se ajoelha com o traseiro no ar. —Abra suas pernas. Ela faz o que eu peço. Eu agarro os lados da bunda dela e puxo e me aproximo um pouco mais. Sem aviso, eu posiciono meu pau e deslizo de volta para ela. Eu retomo meu ritmo dentro dela e começo a empurrar, golpes curtos e rápidos enquanto sua vagina apertava meu pau. Ela é tão fodidamente apertada e molhada e eu não consigo me controlar quando meus impulsos aumentam. Mais rápidos. —I... isso. Não pare. Seu pedido me incita ainda mais. —Foda, Collins. —eu ofego, não diminuo meus movimentos. Impulso após impulso, eu bato nela. Minhas bolas apertam e formigam minha espinha. —Eu preciso que você goze. —Eu-oh, foda!


Ela grita, e o jeito que sua boceta está me apertando, o jeito que suas pernas tremem, eu sei que ela encontrou seu ponto alto. Mais um impulso, meu ritmo aumenta quando eu explodo dentro dela. Pulso após pulso, eu transbordo. Ela cai na cama, a cabeça para o lado e um sorriso satisfeito no rosto. Cuidadosamente, eu saio dela e deito ao seu lado. Ela não perde tempo, enrolando-se contra o meu peito. —Então, quarenta e oito horas inteiras disso? —Tudo o que você quiser. —eu digo, não só porque ela me fez gozar mais do que eu já gozei em toda a minha vida, mas porque é ela. Collins. Eu nunca vou dizer não para ela. —Eu quero. Mas algum tempo de recuperação seria bom. —Sim. Eu rio, beijando o topo de sua cabeça. —Você volta a dormir. Vou me limpar e fazer um café da manhã para nós. —Eu estou bem. Vamos tomar um banho e podemos cozinhar juntos. Eu vou dormir quando você for. —Combinado. Lentamente, nós saímos da cama e fomos para o chuveiro.

Duas horas depois, estamos nos aconchegando no sofá. Eu estou em um par de shorts de basquete, e ela está com uma das


minhas camisetas e aqueles shorts que ela ama, sem sutiã, por pedido do Dr. Carmichael, é claro. Aqueles minúsculos shorts são sexy pra caralho. Estamos assistindo a Lifetime e não posso deixar de falar sobre o que o médico está fazendo. Você sabe, ser um te dá uma percepção melhor dessas coisas. Estamos nos últimos dez minutos prestes a saber quem é o assassino quando batem na porta. —Você está esperando alguém? Collins sussurra, não querendo que quem quer que seja escute. —Não. Só você. —Grady, vamos lá, cara. Nós vimos o seu 4Runner lá fora. Nós sabemos que você está em casa. Abra —a voz de seu irmão explode. —Merda! Ela assobia e pula do sofá. —Ei, acalme-se. —eu a puxo para perto e a seguro no meu peito. —Vamos apenas dizer a ele, Collins. —Não, temos duas semanas até o casamento, Grady. Duas semanas. —ela repete, mantendo a voz baixa. —Bem. Vá se esconder no quarto. Eu vou ver o que ele quer. —Grady! Outra batida. Desta vez, outra voz masculina.


—Porra, isso parece o Alec. Procurando pela sala de estar, ela recolhe seus sapatos, chaves e telefone. Eu vejo enquanto ela se certifica de que seu telefone está em silêncio. —Você vê mais alguma coisa que é minha? —ela pergunta. —Eu vejo. —eu concordo. Ela olha ao redor da sala novamente, examinando o que pode ser. —O quê? Eu não vejo nada. —diz ela, voltando o olhar para o meu. —Eu. —eu sorrio. —Apenas relaxe, baby. Vou me livrar deles. —Espere! —eu grito quando há outra batida. Ela aceita o beijo que eu lhe dou e corre para o meu quarto. Eu escuto quando ela fecha a porta silenciosamente. Tenho certeza de que o ouvido dela está grudado na porta tentando ouvir o que está acontecendo. Dando uma outra olhada no local, certificando-me de que nada que possa identificá-la diretamente esteja por perto, abro a porta. —O que diabos levou tanto tempo? Caleb resmunga. —Eu estava assistindo a um filme e estava chegando à parte boa.


—Idiota. —Alec ri, seguido por Bryce quando os três se sentem em casa no meu apartamento. —Vamos jogar um pouco de basquete e tomar uma bebida depois. —diz Caleb. —Não. —Por que diabos não? —Porque trabalhei mais de dezesseis horas ontem. Estou fodido e só quero relaxar. Eu quero ficar aqui no meu apartamento com a minha namorada. —Quando você trabalha de novo? —Só domingo, amanhã eu pretendo ficar com minha namorada o dia todo antes que vocês tenham ideias em sua cabeça. —Quando vamos conhecer essa garota? Quero dizer, assim que ela me conhecer, vai te trocar por mim. —brinca Bryce. —Continue sonhando, espertinho. Não por um tempo. Estamos começando agora, e analisando para onde as coisas vão. —Você disse que a amava. —lembra-me Caleb. Eu o olho diretamente nos olhos. Eu quero que ele saiba que eu quero dizer o que eu digo. —Eu a amo. Se fosse por mim, ela estaria morando aqui comigo. —Por que ela não está? —Alec pergunta.


—É complicado. Olha, pessoal, apenas deixe estar. Eu prometo a vocês que assim que ela estiver pronta para eu contar, nós contaremos. —Então, é ela. Ela está envergonhada por você? —Bryce pergunta. —Foda-se. —eu disparo de volta. —Ela não está envergonhada. É recente. Nós não precisamos de vocês, filhos da puta ou de qualquer outra pessoa, enfiando o nariz em nosso relacionamento. Ela quer ter certeza. —Quer ter certeza do quê? Que ela quer estar com você? Sinto muito, cara, mas isso parece furada para mim. —diz Caleb. —Eu a machuquei, ok. Foi há alguns anos atrás e ela está preocupada que eu não esteja aqui para ela, que não esteja nisso há muito tempo. —Você está? Eu posso dizer pelo tom de sua voz que ele está sério. Ele não quer me foder. Se eu não o conhecesse tão bem, eu pensaria que ele sabe que é da Collins que estou falando. —Sim. Eu me arrependi assim que aconteceu. Eu precisava ir e ela precisava ficar, mas nem uma vez no tempo que eu fiquei longe dela, deixei de pensar nela. —É por isso que você sumiu? —ele diz, como se tudo finalmente fizesse sentido para ele.


—Sim, é por isso que eu sumi. Eu estraguei tudo, cara. Eu só estou tentando fazer isso da maneira certa. Para mostrar a ela que ela é o mundo para mim. —Isso é para você? Casamento e essas merdas? —Bryce pergunta. —Sim, quero casamento e essas merdas. Eu a amei de longe por anos, e agora que voltei, estou lutando para provar isso a ela. —Isso é pesado. —diz Alec. Eu concordo. —Sim, então sossega um pouco, vai? Quando ela estiver pronta, vou te contar. Acredite em mim, quero gritar da porra dos telhados. —Maricas. —Bryce sorri. —Se amá-la faz de mim um maricas, é um distintivo que vou usar com prazer. —Droga. —Alec se vira para olhar para Bryce. —Nós somos os dois últimos resistentes. —Eu vou esperar por um bom tempo. É muito divertido ser solteiro. —Confie em mim... —Caleb diz, —...uma mulher não é tão ruim quanto você faz parecer. —Não. Você conhece cada centímetro de seu corpo. Ela deixa você a tocar na hora que quiser. Tudo o que você precisa fazer é amá-la e ser fiel. —eu sorrio.


—Sim, vocês dois podem continuar falando essa merda. Estou fora. —Vocês estão todos fora. Quero um dia calmo e relaxante, lembra? —Ela está a caminho, não é? —Alec pergunta. —Não, mas ela estará aqui mais tarde e eu não pretendo sair deste apartamento até que tenha que ir trabalhar no domingo de manhã. E eu também não vou atender a porta. —eu digo incisivamente. Leva mais trinta minutos para irem embora. Eu confiro se a porta está trancada e corro para o quarto para encontrar Collins. Eu odeio o fato dela ter que se esconder no meu quarto. O casamento de Caleb está demorando muito. Abrindo a porta do meu quarto, eu a encontro encolhida na cama, o travesseiro que eu dormi na noite passada agarrado em seus braços, dormindo pacificamente. Ela é maravilhosa. Tão quieto quanto consigo, eu me aconchego ao lado dela, envolvendo-a em meus braços. Não consigo pensar em uma maneira melhor de passar o dia.


í Collins —Conseguimos passar por isso. —digo a Grady enquanto estamos subindo na cama. Esta noite foi o jantar de ensaio de Caleb e Emily e passamos sem revelar o nosso segredo. Foi difícil para dizer o mínimo. Estamos fazendo par como padrinhos no casamento, então eu tive que andar pelo corredor com ele. Eu posso fingir indiferença à distância. Mas quando ele está bem ao meu lado, minha mão descansando na curva de seu braço, o calor de seu corpo se infiltrando no meu, isso é um desafio. —Nós conseguimos. —diz ele, envolvendo os braços emmim. —Agora o casamento e depois na próxima semana, quando eles voltarem, nós vamos contar a eles. —Mais uma semana de esconder. —Excelente notícia. Eu quero que o mundo saiba que você é minha. —Ele não vai ficar feliz, Grady. Eu odeio a ideia de ficar entre vocês dois. —Não há escolha, Collins. Seu irmão e eu passamos por muita coisa juntos. Ele foi e é meu melhor amigo minha vida inteira, mas você... o que eu sinto por você supera tudo isso. Vai ser uma droga brigar com ele, perder sua amizade, mas me mataria perder você.


Eu não posso… não, não vou, não de novo. Eu fodi tudo anos atrás. Eu sei disso. Eu não vou cometer o mesmo erro duas vezes. —Espero que ele entenda. —Ele vai. Quando tivermos filhos e ele deixar de fazer parte da nossa vida, da vida deles, ele vai aparecer. Pode levar algum tempo, mas estou confiante de que ele nos aceitará com o tempo. —Crianças? É difícil para mim pensar que ele está planejando nosso futuro. Um futuro com crianças. Plural. Ele ri. —Essa é a única parte que você ouviu? —Não. —eu bato no peito dele de brincadeira. —Eu ouvi você, mas essa parte se destacou. Como não poderia? Eu sonhei com esse momento de me apaixonar loucamente e começar uma família. Era sempre Grady que estava lá ao meu lado. Meu coração transborda sabendo que ele sente o mesmo. —Você quer filhos, certo? Quer dizer, nós não falamos sobre isso. Eu apenas presumi. —E você? Eu contra ataco. —Pare de responder minhas perguntas com outra pergunta, mas sim, eu quero. Eu quero uma garotinha que se pareça com a mãe dela.


—Engraçado, eu estava pensando que um pequeno Grady poderia ser legal. Seus lábios tomam os meus em um beijo carinhoso. — Quantos? Ele pergunta quando ele se afasta. —Pelo menos dois, talvez três. —Três, talvez quatro. —ele negocia. —Vamos ver como acontecem as coisas. —Sim? Você está dizendo que quer se casar comigo, Collins Ward? —Você está perguntando? —Lá vai você de novo. Ele faz cócegas no meu lado e eu me contorço em seu aperto. —Não oficialmente, mas eu irei. —Você não pode se casar sem seu melhor amigo. —Está rasgando meu coração pensar nas consequências que estão por vir disso. Espero que Caleb possa ver como estamos apaixonados e aceitar que Grady é bom para mim. Que estamos totalmente comprometidos um com o outro. Espero que ele possa aceitar que sua irmã mais nova seja loucamente apaixonada por seu melhor amigo. —Você está certa, é por isso que vou me casar com ela.


Levantando meus cotovelos, olho para ele. —O que você acabou de dizer? —Eu disse que vou casar com ela. Não vou me casar sem minha melhor amiga, porque ela estará ao meu lado. Claro, eu tenho os caras e espero que Caleb esteja lá ao meu lado também, mas no final do dia, é você, Collins. Você é a primeira pessoa que penso quando tenho um bom dia e a primeira que quero ver quando tenho um dia ruim. Caleb sempre será meu melhor amigo, mas o primeiro lugar é reservado para você. Eu levo um minuto para me recompor enquanto suas palavras me engasgam. —Obrigada por esperar. Por nos dar esse tempo juntos. Eu sinto que nosso passado é apenas isso, o passado. Eu não sinto mais como se você fosse levantar e me deixar. Eu precisava desse tempo para ter você só para mim. Eu sei que foi difícil e isso foi contra o que você queria fazer, mas obrigada por concordar comigo. —Você sabe que eu não posso dizer não para você? Baby, eu te daria o mundo se pudesse. —Que tal sempre e para sempre? —Você está me pedindo para casar com você? —E se eu estivesse? —Sim. É uma palavra, uma simples de três letras, mas elas param meu coração mesmo assim.


—Um dia. —eu digo, sufocando as palavras. O que eu realmente quero dizer é vamos pegar um voo para Las Vegas, ou Gatlinburg18, ou o tribunal na segunda-feira. Amanhã é o dia do meu irmão. Nós vamos passar por esse casamento, mandar o casal feliz em sua lua de mel, e então soltar a bomba que estamos escondendo. Se passarmos por isso, então estaremos prontos para enfrentar qualquer coisa. —Um dia em breve. —diz ele, beijando-me suavemente. Nós nos beijamos até que estamos ambos sem fôlego. Grady me surpreende quando ele beija minha têmpora e sussurra boa noite. Eu amo isso sobre nós. Eu amo que nosso relacionamento tem substância, que não é tudo sobre sexo. Hoje à noite, nós tivemos intimidade sem sexo e foi perfeito. Eu não sei se há três anos nós estaríamos prontos para isso. Estou começando a pensar que Grady fez a coisa certa. Suas ações naquela noite nos trouxeram até aqui, e é aqui que eu quero estar, onde nós dois queremos estar. Faço uma anotação mental enquanto adormeço para dizer-lhe obrigada.

Estou acordada cedo na manhã seguinte. Eu tenho que encontrar mamãe, Emily, sua mãe e irmãs no local para fazer o cabelo.

18Gatlinburg

é uma cidade localizada no estado norte-americano de Tennessee, no Condado de Sevier. Onde existem várias capelas para casamentos ao ar livre.


—Ei. —Eu beijo o ombro nu de Grady para acordá-lo. Ele rola e envolve seus braços em volta da minha cintura, onde estou sentada na beira da cama. —Volte para a cama. —ele murmura. —Eu não posso. Vou me encontrar com as garotas para fazer nossos cabelos e unhas. Eu não vou te ver novamente até chegarmos ao casamento. —Que horas são? —ele murmura. —Oito. —eu corro meus dedos pelos cabelos dele. —Você não precisa estar lá até o meio-dia. O casamento é às três. —Por que você tem que estar lá tão cedo? —ele pergunta, sua voz abafada quando ele fala no travesseiro. —Porque nós, mulheres, precisamos ficar bonitas. —Pfft, você já é linda. Volte para a cama. Ele tenta me puxar para baixo com ele, mas com meus pés plantados no chão, eu tenho vantagem. —Você é doce, mas eu preciso ir. Isso tudo é parte de estar no casamento. Além disso, você estará com os caras mais tarde. —Mais uma semana. Ele diz exatamente o que estou pensando. —Mais uma semana. Na verdade, pensei que talvez possamos jantar com nossos pais na semana que vem? Eu não estou tão


preocupada com eles como eu estou com Caleb. Contanto que mantenhamos o que aconteceu no passado. —Isso é parte de quem somos. —Sim, talvez nós pudéssemos deixar de fora o fato de que eu te dei minha virgindade? Manter longe dos ouvidos dos nossos pais? Ele ri. —Pode ser um bom ângulo. —De fato. Eu tenho que ir. Vejo você mais tarde na Igreja. —eu me levanto da cama e suas mãos caem. Curvando-me, beijo sua bochecha. —Te amo. —Eu também te amo. —ele murmura, e eu sei que ele voltou dormir. Quando eu chego, todo mundo já está lá. Mamãe me puxa para um abraço, e então Emily me pega. Há uma equipe inteira de estilistas de um salão local fazendo nossos cabelos, unhas e maquiagem. Há uma variedade de pães, doces e frutas frescas que comemos durante toda a manhã. —Eu amo o seu cabelo. —diz a irmã de Emily, Samantha. —Obrigada. Tenho pensado em cortá-lo, mas sempre desanimo. —Não! —ela exclama. —Não corte isto. É lindo.


Eu sorrio para ela, mas antes que eu possa responder, minha mãe me interrompe. —Collins, você pode checar os rapazes? Você conhece todos eles, então você saberá quem procurar. Emily está preocupada que não estejam todos aqui. —Está muito quieto. —Emily intervêm. —Todas nós sabemos que Bryce e Alec não são quietos. —diz ela, fazendo com que aquelas de nós que os conhecemos deem gargalhadas. —Sim, eu vou verificar. —olhando para baixo, já estou pronta. —Espere, eu devo tirar meu vestido? —Eu pergunto para ninguém em especial. —Você não é a noiva, boba. —mamãe ri. —Basta ir verificar o seu irmão e os meninos e nos informar se está tudo bem. —Entendi. Eu aceno para elas e saio. Só quando saio do quarto e ando pelos corredores que eu percebo que não tenho certeza de onde os caras estão se arrumando. Depois de todos os detalhes e planejamento do casamento, é uma coisa que nunca pensamos. Não que precisasse. Quer dizer, estamos todos aqui no mesmo local, mas este lugar é enorme. Eu ainda não entendo por que eles escolheram um lugar tão grande para pouco menos de cem convidados. Oh, bem, não é meu casamento e, independentemente disso, será uma cerimônia linda. Chego ao salão de baile principal e paro e olho em volta, absorvendo tudo. Não mudou muito desde a noite anterior, exceto pelas flores frescas e seu cheiro doce e floral. Lágrimas de felicidade picam a parte de trás dos meus olhos por meu irmão e


Emily. Eu só posso esperar que quando este dia chegar para mim, que seja Grady ao meu lado e que meu irmão sinta a mesma alegria por nós como eu sinto por eles. Eu faço uma oração silenciosa para que tudo dê certo. Rompendo os pensamentos, eu vou para o outro lado do prédio onde eu suponho que os meninos estão. Eu ouço uma comoção no final do corredor, e é para onde estou indo quando alguém puxa meus braços e me abraça. Eu grito de surpresa, mas imediatamente reconheço sua voz e seu cheiro. Grady —Hey, baby. —ele diz baixinho, beijando meu ombro nu. Sua mão está segurando minha cintura e ele está sem camisa. —O... onde está sua camisa? Eu gaguejo, porque deixe-me dizer, Grady Carmichael sem camisa vai te deixar sem palavras. Confie em mim. —Eu tive que usar o banheiro. O que você está fazendo deste lado? Não que eu não esteja feliz em ver você. —Eu vim me certificar de que todos estejam aqui. Emily tinha a sensação de que Alec e Bryce poderiam se atrasar. —Não, estamos todos aqui. Você está bonita. —ele me beija no ombro mais uma vez. —Estou feliz que você deixou seu cabelo solto. —Todas nós deixamos. —digo a ele. Emily prendeu o dela, mas suas irmãs e eu deixamos o nosso solto. —É melhor você voltar. Vá na minha frente. Vou esperar antes de ir para o quarto.


—Mais uma semana. —diz ele, beijando-me suavemente. Recuando, ele solta a mão do meu quadril, se vira e vai embora. Eu conto até duzentos lentamente antes de fazer o meu caminho pelo corredor e bater na porta. Grady responde. —Ei. —Ele sorri, recuando para me deixar entrar. —Todos decente? —eu digo em voz alta, cobrindo meus olhos com as mãos. —De jeito nenhum eu deixaria você entrar de outra forma, baby. —sua voz profunda sussurra em meu ouvido. —Ei! —Caleb está de pé diante de mim em apenas alguns passos largos. —O que você está fazendo aqui, irmãzinha? —Ele me envolve em um abraço. —Você está linda. —diz ele. Eu pego o olho de Grady por cima do ombro dele, e ele está usando um sorriso ‘eu te avisei’. —Obrigada. Só estou verificando as coisas para a Em, confirmando se todos estão aqui e sejam responsáveis por isso. —Aww, minha noiva está nervosa? Seu sorriso é enorme. —Não. Super tranquila. Nós simplesmente não ouvimos nada de nenhum de vocês, então ela queria ter certeza de que tudo estava bem. —aponto para Grady, Bryce e Alec – e se estavam aqui e prontos para ir.


—Vamos lá, Collins. —diz Bryce, chegando mais perto e colocando o braço em volta dos meus ombros. —Você sabe a verdadeira razão pela qual você veio nos procurar. —ele pisca. — Você queria me ver. Ele me puxa um pouco mais perto e ouço um rosnado. Normalmente, eu reviraria os olhos para um ato tão óbvio de possessividade, mas o grunhido vinha de Grady. Quando é meu homem, é excitante. No entanto, não há tempo para isso agora. Eu tenho que amenizar a situação antes que meu namorado barulhento nos entregue. Fingindo que foi Caleb, eu olho para ele, mas ele está sorrindo. Grady, no entanto, tem um ar assassino. – Não. —eu digo, removendo o braço ao redor do meu ombro e me afastando. —Ótimo, a turma está toda aqui. Vou avisar Emily. Vejo você em cerca de uma hora. —eu digo, sem saber a hora exata, mas sabendo que o casamento está se aproximando. —Diga a minha esposa que ela não tem nada para se preocupar. —diz Caleb. Eu não posso deixar de notar a ênfase que ele colocou na palavra esposa. —Entendi. Vocês quatro fiquem longe de problemas. Eu aceno por cima do ombro e corro para fora da porta. Eu pensei que Grady iria nos entregar. Eu tinha que sair de lá. Este dia começou mal. Felizmente, estaremos juntos na festa de casamento. Não tenho certeza de como as coisas aconteceriam se eu fosse acompanhante de Alec ou Bryce. Tivemos sorte na noite


dosorteio,quando ele metir ou. Talvez, apenas talvez a sorte continue quando contarmos ao meu irmĂŁo sobre nĂłs.


í Grady Eu não tiro meus olhos dela enquanto ela sai do quarto. Eu ainda estou parado aqui olhando para a porta, tentando me controlar. Não sei o que é, mas quando vejo as mãos de Bryce sobre ela, fico louco. Talvez porque eu saiba que por trás de toda a brincadeira e sorrisos, ele realmente a quer. Ele costumava falar sobre o quão quente ela era quando éramos mais jovens. Antes daquela noite. Antes que tudo mudasse. Agora aqui estou eu, fechando e abrindo meus punhos para evitar socá-lo no maldito rosto, quando na realidade, ele não fez nada de errado. Ele não sabe que ela é minha. Nenhum deles sabe. Lentamente, eu puxo uma respiração profunda e libero-a. Depois de hoje, isso não importa mais. Vou me certificar de que todo mundo saiba que ela é minha. Nós concordamos em contar aos nossos pais esta semana. Na verdade, eu já enviei uma mensagem para minha mãe e perguntei se poderíamos jantar na semana que vem. Espero que Collins esteja falando sério porque estou pronto. Eu já estava pronto. —Ei, vocês dois podem ir encontrar meu pai e se certificar de que nada mais precisa ser feito? Ele mencionou que talvez


precisássemos de porteiros. Se for esse o caso, pensei que talvez vocês pudessem ajudar antes da cerimônia? —Caleb pergunta. Eu não me viro. Não sei se ele está me perguntando, mas preciso de mais um minuto. Eu não posso olhar para Bryce ainda sem querer bater nele. —Claro, Grady, você vem? —Alec pergunta. —Na verdade, preciso que alguém fique aqui e me ajude com essa maldita gravata. Além disso, ele nem está vestido ainda. Ele tem razão. Eu não estou. Eu não vesti nada além da minha calça cinza. Eu posso estar pronto em questão de minutos, mas como o noivo, tenho certeza que ele quer que tudo aconteça sem problemas para Emily. Eu ouço a porta e respiro fundo novamente. —Quando você ia me contar? —Caleb pergunta atrás de mim. Lentamente me viro para encará-lo. —Contar o que? Eu faço a pergunta, mas já sei a resposta. De alguma forma ele descobriu isso. Ele me conhece melhor do que ninguém e minha reação a Bryce não passou despercebida. Tudo o que posso pensar é que Collins vai ficar chateada. Justo hoje ele vai descobrir? Nós nos esforçamos muito para não estragar este dia. Mesmo os melhores planos podem dar errado. Ele ri sem humor. —Foda-se, Grady. Apenas me diga.


—Olha, cara. —eu levanto minhas mãos em sinal de rendição, —eu sou um médico, não um maldito leitor de mentes. Me diga do que você está falando. —eu continuo a fingir que a minha suspeita não está correta. Talvez haja uma pequena chance de ele não descobrir. —Você quer jogar desse jeito? Bem. Há quanto tempo você está dormindo com minha irmã? E aí está. —Essa é uma pergunta complicada. —Descomplique. —O que nos entregou? Ele está de pé diante de mim, com as mãos nos quadris, balançando a cabeça. —O jeito que ela olha para você. Inferno, o jeito que você olha para ela. Seus olhos a seguem, não importa onde ela esteja na sala. Sem mencionar que você estava pronto para arrancar os braços de Bryce por tocá-la. —Ele está sempre tocando nela, porra. —eu resmungo sob a minha respiração. —Por que isso te incomoda? —ele pergunta. —Por que isso não te incomoda? Eu contra ataco.


—Porque conheço minha irmã. Eu sei que ela nunca faria isso, não com Bryce. E ultimamente, parece que você a tem sob proteção. Eu posso dizer pelo olhar em seus olhos que o gabarito acabou. Eu debato comigo mesmo sobre mentir e fingir que não tenho ideia do que ele está falando, mas ele é meu melhor amigo. Estou surpreso por termos feito isso por tanto tempo sem que ele percebesse. —Estou apaixonado por ela. Há muito tempo. Antes de você gritar comigo ou me dar um soco, o que você tem todo o direito de fazer, você precisa saber que ela não é apenas uma aventura, cara. Eu a amo, como louco, tipo, sem controle no amor por ela, mecasaria-com-ela-hoje-se-eu-acreditasse-que-ela-diria-sim, de tão apaixonado que estou por ela. Ele fica quieto por alguns minutos e diz: —Eu posso ver isso. O que não entendo é por que você não me contou? —Eu queria. —hesito, não querendo jogar Collins aos lobos. – Nós queríamos, mas não sabíamos como você reagiria. Nós iríamos contar para nossos pais semana que vem, e então à você e Emily quando chegassem em casa da sua lua de mel. Nós não queremos estragar o seu casamento. —Mesmo? —ele zomba. —Você acha que estar com Collins arruinaria meu casamento? —Bem, quero dizer, ela e eu estamos na festa de casamento e não queríamos que as coisas fossem tensas e desconfortáveis. Nós só queríamos que fosse um bom dia para vocês dois.


—Somos amigos desde que começamos andar. —ele me lembra. —Olhe, Caleb. Eu sei. Eu sou um idiota. Entendi. Eu sei que você está chateado como deveria. Sim, você é meu melhor amigo, mas, cara, ela também é. Não, isso não está certo. Ela é mais que isso. Não há um minuto no dia em que não penso nela. Ela é sempre a melhor parte de todos os dias, bom ou ruim. Eu te amo, irmão, você sabe disso. Mas se você me fizer escolher, será ela. E sempre vai ser ela. Meus ombros caem. Eu coloquei tudo para fora e agora eu apenas espero pelo inevitável. O soco... Tenho certeza que está chegando, os gritos logo a seguir. Ele me surpreende quando ele pergunta. —Você disse há muito tempo. Quanto tempo? Porra. Não minta agora. —Tudo mudou para mim há três anos. Eu posso vê-lo começando a juntar as peças. Eu disse a ele que saí e estraguei tudo. Ele está trabalhando em sua cabeça. —Collins. Minha irmãzinha é a razão pela qual você correu como se sua bunda estivesse em chamas e nunca olhou para trás? —Ela é. —O que você fez com ela? —O quê? Nada, quero dizer, eu fugi porque ela me fez sentir o que eu nem sabia que existia. Eu estava preocupado com o que


você pensaria e depois havia a faculdade de medicina. Eu estava longe, Caleb. Ela tinha acabado seu primeiro ano de faculdade. Como eu poderia pedir a ela que fizesse longas viagens? Porra, cara, não tinha como eu pedir isso a ela. Só consegui ficar longe porque sabia que ela estava zangada comigo. —Então, por que voltar? O que mudou sua cabeça e fez você perceber que ela valia a pena? Sua voz é calma e seu rosto está vazio de emoção. Eu geralmente posso dizer o que ele está pensando, mas agora, eu não consigo lero que ele está sentindo. Não tenho certeza se sou eu ou minhas emoções com relação à Bryce e agora Caleb nos descobrindo. Talvez seja o fato de que minha garota vai ficar chateada se isso arruinar o casamento. —Eu soube no minuto em que tirei meu SUV da garagem dos meus pais. Eu também sabia que não estava pronto. Não da maneira que você pensa. —acrescento rapidamente. —Eu não estava pronto para sair da faculdade de medicina e não podia pedir que ela fosse comigo. Eu sabia que nós dois tínhamos coisas que precisávamos fazer antes de podermos ficar juntos. —eu respiro. —Eu sei que a machuquei, mas também me machuquei. Voltar para casa é o que nós dois precisávamos, por isso vim. —Por que isso? E daí? Você pediu para ela esperar? Você pode brincar, vivendo enquanto ela ficava aqui te esperando? —Não. —eu digo com firmeza. —De modo nenhum. Não havia ninguém na minha vida, nenhuma mulher, apenas a escola e o trabalho depois que voltei. Eu sabia que não havia sentido. Eu estaria apenas comparando-as a ela. Isso não era justo para


ninguém. Então eu mantive meu nariz enterrado nos livros e prendi minha bunda na faculdade de medicina. Dessa forma eu poderia escolher onde fazer minha residência. Eu me arrebentei de estudar para voltar para casa, para ela. Ela curou os nossos corações partidos. Eu disse que ela era meu remédio, mas agora vejo que eu também era o dela. Nós dois não estávamos vivendo. Mantivemos a esperança de que um dia poderíamos consertar isso, poderíamos ficar juntos e estamos chegando lá. Eu não vou machucá-la novamente. Uma batida soa na porta. Nenhum de nós faz um movimento. O silêncio nos rodeia, depois outra batida, desta vez seguida por sua voz doce. —Vocês estão aí? Você está pronto para ir? —Collins pergunta. Meus picos de ansiedade, sabendo que todo o inferno poderia se soltar a qualquer momento. Collins fez questão de esperar para não estragar este dia para Caleb e Emily, e minha boca idiota teve que foder tudo. Eu não seria capaz de controlar minha reação às mãos de Bryce sobre ela nem se eu tentasse. O grunhido escapou. Eu soube então que o segredo estava mais do que provavelmente fora do saco. Eu só não queria acreditar. Caleb espreita para a porta e a abre. Agarrando o braço dela, ele a puxa para o quarto. —Cuidado. —eu o aviso. —O que está acontecendo? —Collins olha para frente e para trás entre nós dois.


—Ele sabe. —Oh —sua boca se abre. —Ele descobriu. Aparentemente, não sou bom em esconder o quanto amo você. Seu rosto suaviza. —Era só uma questão de tempo. Segurando minha mão para ela, ela pega e me permite puxá-la para o meu abraço. —Olhe, Caleb. Sinto muito que você tenha descoberto dessa maneira. Sinto muito por termos escondido isso de você, mas garanto que tivemos as melhores intenções. Eu vou pedir desculpas, tanto quanto eu precisar. No entanto, não vou me desculpar por estar com ela. Eu amo vocês dois, mas de forma diferente. —Sim. —ele fala. —Você já me disse que a escolheria á mim. Collins olha para mim, seus grandes olhos azuis brilhando de lágrimas. —Tudo vai dar certo. —eu digo baixinho, beijando sua testa. Quando eu olho para ele, Caleb está nos observando de perto. —Eu tenho uma última pergunta. O que fez você pensar que eu ficaria bravo com essa relação? Collins e eu nos entreolhamos chocados. Ele está dizendo o que eu acho que ele está?


—Eu sou seu melhor amigo. Ela é sua irmã mais nova. Existem regras contra essas coisas. —Quem disse? —ele pergunta. Eu olho para Collins e ela dá de ombros. —Nós apenas achamos que você não ficaria feliz com isso. Eu ouvi você avisar Alec e Bryce várias vezes. —explica ela. —Alec e Bryce, eles são meus amigos, mas eles também são duas das maiores prostitutas que eu já conheci. Claro que quero o melhor para você. —ele faz uma pausa, nos encarando, esperando que um de nós fale. Estamos muito atordoados, então ele continua. —Eu também pude notar naquela época. Os olhares que vocês dois davam um ao outro. O jeito que você nunca se importou se ela pedia para sair conosco. Eu sempre achei que um dia algo poderia acontecer entre vocês dois. Eu só não pensei que seria o último a saber. —Você não é, tecnicamente, apenas Tabby sabe sobre nós. Eu sinto muito, Caleb. —Collins sai do meu aperto e caminha em direção a ele. Ele abre os braços para ela, e ela não hesita em entrar em seu abraço. – Eu o amo. —Eu sei que você ama. Ele também ama você. —ele diz a ela. —Você está… você está bem com isso? Você não está bravo? —Claro, estou bem com isso. Eu sempre pensei em Grady como um irmão para mim, mas não para você. Ele é um cara incrível. É por isso que ele é meu melhor amigo. Se ele pode


segurar esse título comigo, ele pode segurar qualquer título que ele tenha com você. —Ele é ... tudo. Meus braços estão ao meu lado enquanto eu os vejo abraçados. Eu tenho que lutar para me fazer ficar parado e não puxá-la para longe dele. Não por causa do ciúme, mas porque meu coração está batendo tão forte, sinto como se pudesse sair do meu peito. Suas palavras causaram um mundo de emoções através de mim. Amor, felicidade, contentamento. Ela é meu tudo. —Você a tratará bem. —Sempre. Eu prometo a você que não há ninguém lá fora que a ame como eu. Ele ri. —Do jeito que você estava pronto para arrancar a cabeça de Bryce, eu acredito em você. Com outro aperto, ele libera Collins, e ela está de volta em meus braços, onde ela pertence. —Então, você está bem com isso? Conosco? – Ela olha para mim antes de olhar de volta para Caleb. —Sim, estou bem com isso. Eu gostaria que você tivesse me dito, mas eu entendi. —Uau. —ela respira. —eu estava esperando gritos e alguns socos serem trocados. Eu estava preparada para discutir nosso caso. Eu estava esperando que você não falasse conosco por um


tempo. Quer dizer, eu esperava que você aparecesse, mas nunca esperei isso. —Por que eu não quero minha irmãzinha com um dos melhores caras que eu conheço? Estou decepcionado e magoado por você não ter me contado, mas eu entendo. Eu conheço vocês dois e sei que você é bom, e será bom para ela. —Tudo bem, meu homem. —diz Bryce, entrando no quarto. Eu aperto meu braço em Collins, minha mão em seu quadril enquanto a seguro possessivamente para mim. Bryce percebe, erguendo as sobrancelhas em questão. —Eu preciso voltar. Você precisa casar. —diz Collins. —Calma, certo. —Caleb inflexivelmente concorda. Ela olha para mim. —Vejo você em alguns minutos. Ela fica na ponta dos pés, me encontra no meio do caminho enquanto pressiono meus lábios contra os dela. —Parece bom, baby. Relutantemente, eu a solto e a vejo sair pela porta. —Espere, o que foi isso? —Alec pergunta. —Acontece que esse cara... —Caleb aponta para mim, -....está apaixonado pela minha irmãzinha. —Tá brincando? —Alec diz.


—Espere! Nenhum soco foi dado? —Bryce pergunta. —Não. —Que diabos, Ward? Você sempre me ameaçou, que ela estava fora dos limites. —Ela estava fora para você. Você enfia seu pau em qualquer coisa. Ela merece mais que isso. Bryce cruza os braços sobre o peito. —Ele é essa pessoa? —Sim! Vocês estão prontos? Eu tenho uma linda noiva esperando por mim. Bryce parece ferver e Alec parece perdido quando seguimos Caleb para fora do quarto. Nos cumprimentamos com o típico abraço de caras e ele sai para ficar no arco de flores. Estamos à porta fechada, esperando pelas meninas e pela noiva. —Droga. —diz Alec quando Collins e as meninas vêm andando em nossa direção. —Eu sou o próximo. —eu digo a eles. —É sério? —Bryce pergunta. —Nunca falei mais sério. Ele aperta o meu ombro e é isso é tudo. A luta que pensávamos que viria não aconteceu. E eu consigo fazer isso. Em alguns passos longos, eu a alcanço. Deslizando meu braço ao redor de sua cintura, me abaixo e beijo seu pescoço, sabendo que se eu estragar sua maquiagem, haverá um problemão com a noiva.


—Sim! —Emily aplaude. —Eu sabia! —ela sorri, então o sorriso cai de seu rosto. —Caleb sabe? —Sim. —eu digo a ela. —Ele sabe. —Está tudo bem, Em. —garante Collins. —Bom. Vamos me casar. Nós nos arrumamos, minha garota no meu braço e, de repente, estou sorrindo como se fosse o dia do meu casamento. Eu olho para Collins, que está sorrindo para algo que a irmã de Emily, Cindy, disse. Nós vamos ter o nosso dia. Em breve. Muito em breve.


í Collins O casamento ocorreu sem problemas. Eu chorei e sorri durante toda a cerimônia. Grady manteve meu olhar durante a cerimônia e sei que parece loucura, mas eu podia sentir o amor que temos um pelo outro em apenas um olhar. —Quando eu vou dançar com você? —ele sussurra no meu ouvido. Estamos sentados na frente da sala reservada para a festa de casamento. —Eles precisam dançar primeiro. Então nos juntaremos a eles. —Muito tempo. —ele resmunga. Eu sinto seus lábios pressionados contra o meu ombro nu. —Veja. Eu dou um aceno sutil para a mesa onde nossos pais estão sentados e há quatro pares de olhos nos observando. —Oops. —ele ri. —Acho que esquecemos que algumas pessoas ainda estavam no escuro.


Estou quase pronta para sugerir que falemos com eles quando Caleb e Emily entrarem no salão de baile. Seus sorrisos são amplos e ofuscantes quando a sala explode em aplausos. Eles param no meio da pista de dança e vão direto para a primeira dança como marido e mulher. —Você está pronta para tudo isso? —sua voz profunda me pergunta. —Você está? —eu contra ataco. Ele ri baixinho. —Sempre respondendo minhas perguntas com uma das suas próprias. —Eu tenho que te deixar esperto. -E eu vou te mostrar minha esperteza —diz ele, beijando meu pescoço novamente. —Agora, gostaríamos de convidar os demais participantes da festa para se juntar ao feliz casal. —a voz do locutor ao microfone. Grady se levanta e puxa minha cadeira. —Vem cá, Baby. Vamos mostrar a eles como se faz. Eu coloco minha mão na dele e ele me leva para a pista de dança; no entanto, tomamos o caminho mais longo e paramos na mesa onde nossos pais estão sentados. —Ei. —Grady cumprimenta-os, puxando-me para o lado dele. —Nós só queríamos que vocês soubessem que estamos juntos.


Estou apaixonado por ela. —ele olha para mim. —E eu tenho certeza que ela me ama também. Eu aceno meu acordo. —Nós íamos lhes contar essa semana no jantar, mas Caleb descobriu hoje e estamos cansados de nos esconder. Vamos aproveitar esta noite e responderemos a todas as suas perguntas mais tarde. Ele acena e nos guia para a pista de dança. Não antes de notar a expressão chocada nos rostos de nossos pais e as lágrimas nos olhos de nossas mães. Eu nunca me preocupei com as reações deles. Eu sabia que nossas mães, se soubessem que estávamos juntos, planejariam nosso casamento antes do primeiro encontro terminar. Era errado mentir para eles, mas estou feliz por termos tido esse tempo, só para nós. Nossas famílias estão tão conectadas que foi bom descobrir onde estávamos em nossa relação antes de incluí-las. —Você não os deixou dizer uma palavra. Eu dou um tapinha no peito dele. —Não. Esta é a noite de Caleb, eles queriam perguntar. Agora não é hora para isso, podemos falar desse assunto depois. Esta noite, eu vou te segurar, te beijar e te tocara qualquer merda de hora que eu quiser. Eu vou aproveitar para cacete o fato de não precisarmos mais nos esconder. Nós podemos conversar com eles amanhã. Hoje à noite, nós podemos ficar distantes e aproveitar. Vamos deixar o Caleb e Emily serem a atração principal. —Eu te amo, Grady Carmichael. —Eu também te amo.


Eu apoio minha cabeça contra seu peito enquanto deslizamos pela pista de dança. Nada nunca me pareceu tão certo. Este momento com ele é perfeito. Eu mal posso esperar para ver o que o futuro reserva para nós. Eu posso imaginar o dia em que o casamento for o nosso. Quando nós formos o casal comemorando. Quando começarmos a nossa jornada como marido e mulher. É um sonho que espero que se torne realidade. —Ei. Minha nova cunhada bate no meu ombro algum tempo depois. Acabamos de terminar o jantar, o que foi delicioso. —Sim? —Você se importa de me ajudar no banheiro? —De modo algum. —eu me levanto e Grady agarra minha mão. —Tudo bem? —Nós vamos ao banheiro. Ele leva minha mão aos lábios. —Te amo. Ele não abaixa a voz. Não é um sussurro, apenas seu timbre profundo dizendo a alguém a distância o que ele sente sobre mim. Inclinando-me, beijo-o na bochecha e sigo Emily para o banheiro. —Conta tudo. —ela diz assim que chegamos lá.


—Ei. —eu ajo ofendida. Ela me conhece bem o suficiente para saber que eu não vou contar. —Eu pensei que você tivesse que usar o banheiro. —Eu vou, mas não preciso de ajuda. Eu preciso de detalhes. —Este é o seu dia, Em. —Exatamente, este é meu dia e quero detalhes. Ela sorri, desaparecendo atrás da porta da cabine. —Tem certeza de que não precisa de ajuda? —Eu consigo. Comece a falar. Então eu conto. Eu digo a ela o que aconteceu antes e o quão legal Caleb foi sobre tudo. —Eu ainda estou meio chocada. —eu admito. —Você não deveria estar. Grady é um cara legal e seu irmão sabe disso. Você deveria ter nos contado. Dizer-me pelo menos. —Eu não poderia pedir-lhe para manter isso dele. —Você está certa. —ela cora. —Parece sério. —diz ela, saindo da cabine e depois lavando as mãos. —Sim é. Quer dizer, nós nos amamos. —Um dia, eu quero tudo. —ela prende meu olhar no espelho. —Há mais nessa história e mal posso esperar para ouvir. —Quando você voltar da sua lua de mel, teremos uma noite de garotas e eu vou contar tudo. Combinado?


—Combinado. —Nós nos agitamos, nós duas rindo das nossas palhaçadas. Quando voltamos para a mesa, Grady me puxa para o seu colo e acaricia meu pescoço. O locutor diz à noiva e ao noivo que é hora de cortar o bolo e depois anuncia as tradicionais danças da noiva e do pai, do noivo e da mãe, e assim por diante. Depois que todas as danças programadas terminam, Grady me levou para a pista e assim passamos o resto da noite. Nós deixamos nossos amigos e familiares durante as músicas mais agitadas, dançamos bem agarradinho e ele me diz o quanto me ama durante as lentas. —Ei. —diz Caleb, tirando-nos do nosso transe. —Estamos nos preparando para ir. Eu me afasto de Grady e abraço meu irmão mais velho com força. —Eu estou tão feliz por você. —Eu também, irmãzinha. —Sinto muito. —digo a ele. —Não sinta. Ele te ama. —Eu também o amo. —Isso é tudo que me importa. —Parabéns, cara. —diz Grady. Caleb me libera e abraça seu melhor amigo. —Cuide dela.


Eu ouço Caleb dizer a ele. Eu abraço Emily, e ela novamente me faz prometer contar a ela a história, não deixando de fora um único detalhe, e eu concordo feliz, feliz por finalmente poder falar sobre ele. Sobre nós. De pé atrás de mim, Grady envolve seus braços em volta da minha cintura enquanto os assistimos sair. —Vocês crianças prontos para falar? —meu pai pergunta. Virando, olho para ele. Ele não parece zangado, o que é uma coisa boa. —Que tal almoço amanhã? Não importa quantos anos eu tenha, eu ainda me sinto como uma garota de dezesseis anos de idade em pé diante de seu pai antes de seu primeiro encontro. —Nossa casa —a mãe de Grady fala. —Meio dia. —Nós estaremos lá. —assegura-lhe Grady. Surpreendentemente, isso pacifica os quatro. Aceitamos abraços de nossas mães antes que nossos pai as levem para a pista de dança. —Isso foi mais fácil do que eu pensei que seria. – digo à Grady, vendo nossos pais dançando. —Eles podem ver, Collins. —O quê? Eles podem ver o quê?


—Quanto nos amamos. Nenhum pai vai argumentar contra isso. Mais uma vez, meu coração se derrete. Eu amo ver esse lado mais suave dele. Aquele que ele me dá. Aquele que não tem medo de me dizer, mas me mostrar o quanto ele me ama. —Então, você está dizendo que se nossa filha chegar em casa com o melhor amigo de seu irmão, você vai ficar bem com isso? Ele me vira em seus braços e esmaga seus lábios nos meus. —Não que eu esteja reclamando, mas por que desse beijo? Eu pergunto quando ele se afasta. —Você disse nossa filha. Acho que é a primeira vez que você fala sobre nós e um futuro, esse tipo de futuro. —Tem certeza? Ele joga a cabeça para trás e ri. —Eu tenho certeza, baby. Há muitos fatores que entram em jogo, mas se ele for um cara legal, então sim, ficarei feliz por ambos. Contanto que ela tenha pelo menos trinta anos. —ele beija minha testa. —Talvez uns quarenta. —diz ele, e eu tenho que morder meus lábios para impedir que eu ria alto. —Vamos lá, homem louco. Dance Comigo. —Com prazer. Passamos o resto da noite rindo e dançando. Aproveitando o fato de que não precisamos mais nos esconder. É libertador e


excitante ao mesmo tempo. Eu nĂŁo quero jamais perder esse sentimento.


í Grady Já passava das duas da manhã quando voltamos para a minha casa e para minha cama. Collins dormiu assim que a cabeça bateu no travesseiro. Comigo não foi diferente. Configurei meu alarme para garantir que não perdêssemos o almoço com nossos pais, a puxei para meus braços e adormeci rapidamente. Agora estou aqui um pouco depois das dez e bem acordado. O alarme está programado para disparar em quinze minutos, então desligo, deixando que ela tenha tempo para dormir. Também me dá tempo para observá-la. Ontem foi mais do que eu poderia ter esperado. Eu tinha certeza que Caleb ficaria chateado. Ele não ficou. Isso é ótimo? É, mas também significa que a principal razão de eu ter fugido aquela noite não existia. Nós ainda teríamos um relacionamento de longa distância comigo fazendo a faculdade de medicina e ela a de enfermagem. Nós nunca saberemos se íamos conseguir manter a relação, e neste momento, não importa. Nós voltamos um para o outro e não escondemos mais o quanto nos amamos. É isso que importa. Nunca mais vou deixar o medo me controlar. Eu deixei a possibilidade do desconhecido me manter longe dela por muito tempo. ‘Nunca mais’, eu sussurro, apertando meu abraço nela. Nunca mais vou deixar o medo me impedir do que poderia ser surpreendente.


Alcançando meu celular, eu puxo o contato da minha mãe e envio uma mensagem de texto para ela.

Eu: Eu estou pronto. Mãe: Bom dia para você também. Mãe: Pronto para o quê? Almoço? Eu nem sequer comecei. Eu: Não. Estou pronto. Você ainda tem o anel da vovó? Mãe: Oh. Mãe: Claro que sim. Eu lhe disse que iria segurá-lo até que estivesse pronto. Eu: Eu estou pronto.

Eu espero pela resposta dela. Eu sorrio quando penso nela dançando em volta da cozinha.

Mãe: OK. Eu vou deixar tudo arrumado para você. Eu: Obrigado mãe. Eu: amo você. Mãe: Eu também te amo, Grady.


—Pra quem você está mandando mensagem? —a voz sonolenta de Collins pergunta. —Meu pai. Ele perguntou se eu poderia ir à casa dele ajudar a mudar algumas coisas na garagem antes do almoço. —De qualquer forma eu preciso ir para minhacasa e tomar banho. —Que tal eu voltar e buscá-la para que possamos chegar lá juntos? —Grady, são nossos pais. Eu não tenho medo deles. Além disso, eles não pareciam chateados, só queriam respostas. Eu estarei lá assim que estiver pronta. —Ok, baby. Eu a beijo e saio da cama. Ela segue, vestindo minha camiseta e aquela calcinha short. Ela tira um short da gaveta da cômoda e veste. —As vantagens de viver ao lado. —ela sorri quando me vê observando-a. —Pense nas vantagens se você realmente morasse aqui. —Privilégios especiais? —ela pergunta, sorrindo. —Vários. —eu respondo, beijando-a. —Talvez devêssemos falar sobre isso. Colocando minhas mãos em seus ombros, espero até que ela olhe para mim.


—Está falando sério? Ela encolhe os ombros. —Sim, quero dizer, se ainda é o que você quer. Nós não precisamos. Eu teria que falar com aTabby e... Eu a beijo. Eu a beijo até ficarmos sem ar. Interrompendo o beijo, a excitação borbulha com o pensamento de nosso futuro juntos. —Sim. Eu quero muito isso. Hoje, quando voltarmos? —eu pergunto, esperançoso. —Devagar lá, amigo. —diz ela, batendo no meu peito. —Eu tenho que falar com Tabby. Eu não vou deixar ela na mão. —Pague sua parte. Eu tenho as coisas todas pagas aqui. —digo a ela. —Mais tarde. —ela beija meu queixo. —Eu vou te ver daqui a pouco. Percebendo que tenho pouco tempo, corro para o chuveiro. Ela não tem idéia do quanto tornou meus planos mais doces hoje. Quinze minutos depois, estou no meu SUV e me dirijo para a casa dos meus pais. No entanto, em vez de estacionar na garagem dos meus pais, eu estaciono na dos pais dela. Pegando minhas chaves e meu telefone, saio e me aproximo da porta da frente. —Grady, onde está Collins? Está tudo bem? —sua mãe pergunta quando ela atende a porta e vê que eu estou sozinho.


—Ela está se preparando para o almoço. Eu queria saber se eu poderia falar com você e com o Sr. Ward? —Vamos, sempre fomos Roger e Monica. Nada mudou. Entre. —ela recua, permitindo que eu entre. Eu espero que ela feche a porta e sigo-a até a sala de estar onde Roger está sentado em sua poltrona reclinável. – Roger. —diz Monica. —Grady quer falar com a gente. —Sente-se, filho. Ele me chamou de filho. Isso é um bom sinal, certo? —Eu a amo. —eu digo. —Mais do que tudo, eu a amo. Eu não quero nada mais do que passar o resto da minha vida fazendo exatamente isso. —Roger assente e Monica coloca a mão sobre a boca, lágrimas nos olhos. —Ela sente o mesmo. Eu posso dizer pelo jeito que ela olha para você. Desta vez sou eu quem acena. Enxugando minhas mãos suadas no meu jeans, eu continuo. —Eu gostaria de pedir sua permissão para me casar com ela. A sala fica em silêncio enquanto olho nos olhos de seu pai, esperando por sua resposta. —Se você é quem ela escolher, você tem nossa bênção. —ele olha para a esposa e ela balança a cabeça, uma lágrima caindo em sua bochecha.


—Ela vai. —Você parece bastante certo. —Roger ri. —Eu nunca estive mais certo. —Quando você planeja fazer isso? —Monica pergunta. —Hoje. Eu tenho o anel da minha avó. Mamãe guardou para mim e eu pedi a ela para pegar e deixar pronto. —Parece que nosso almoço está se transformando em uma espécie de celebração. —responde Roger. —Todo dia que eu passo com ela é uma celebração. -Só por curiosidade—diz ele, batendo no queixo. —O que você teria feito se eu tivesse dito não? Eu não hesito. —Eu teria perguntado a ela de qualquer maneira. Eu respeito você, Roger. —eu olho para Monica. —Eu respeito vocês dois, mas não posso viver sem ela. —Boa resposta. —diz ele, em pé e oferecendo-me a mão para apertar. —Eu gosto de saber que você a colocou em primeiro lugar. —Sempre. Depois de receber um abraço de Monica, eu vou para a casa dos meus pais sabendo que Collins deve chegar em breve. Eu saio da casa dos Wards e entro na nossa. Mamãe está na porta da frente para me cumprimentar. Ela me entrega o anel com lágrimas nos olhos.


—Quando isto aconteceu? —papai pergunta, chegando por trás dela e colocando o braço em volta dos ombros dela. —Faz muito tempo. Nós nos reconectamos quando cheguei em casa e bem... —eu levanto a caixa do anel e sorrio. —Ela é a única, hein? —Sim. —Você precisa... Eu o cortei levantando minhas mãos. —Acabei de conversar com Roger e Monica. Eu tenho sua bênção. —Caleb? —mamãe pergunta. —Ele deu a noite passada para mim. Eu não disse a ele que faria o pedido, mas ele aceita que estamos juntos. Ele está de boa com isso. —Quando você vai fazer o pedido a ela? —mamãe pergunta, com estrelas nos olhos dela. —Hoje. —O que? —Ela cobre a boca com a mão exatamente como Monica acabou de fazer. —Eu não quero esperar. Nós escondemos isso por tanto tempo, certificando-nos de que era um relacionamento sólido e é. Eu quero começar a próxima fase. Eu quero que ela seja minha esposa. —Bom, tudo bem então. —papai ri.


—Toc, Toc. Nós ouvimos Monica na porta do pátio. Isso só pode significar que Collins está aqui. Eu sorrio para meus pais. Tirando o anel da caixa, enfio-o no bolso, jogo a caixa na gaveta da mesa do corredor e vou até a porta para encontrar minha garota. —Então. —mamãe diz, uma vez que estamos todos sentados no deck de trás. —Comece nos contando do início. Eu abro minha boca para responder, mas Collins fala antes. Estou feliz e todos sabem como me sinto. Esta é sua chance de mostrar seu lado da história. Ela não percebe que cheguei cedo e disse a eles como me sinto. E disse-lhes onde espero que nosso futuro chegue. —Nós sempre sentimos algo um pelo outro. —ela olha para mim e eu aceno. —Mas recentemente, desde que Grady voltou, nós nos tornamos mais próximos. —Isso é óbvio. —diz o pai dela. —Por que esconder isso? —Queríamos ter certeza dos nossos sentimentos. Havia mais do que apenas nós para pensar. Caleb e Grady são amigos desde que usavam fraldas. Então, assim que soubemos—ela olha para mim e sorri suavemente -, quando tivemos certeza de que era real e sólido, faltavam poucas semanas para o casamento. Nós não queríamos fazer nada para causar problemas e potencialmente arruinar o casamento. —Então o que aconteceu? —papai pergunta.


—Bem. —Collins diz com uma risada, —Caleb descobriu. Parece que não éramos tão bons em esconder nosso relacionamento como pensávamos. Isso faz nossos pais rirem. —Então vocês dois estão juntos? Você estão namorando? —sua mãe pergunta. —Sim, estamos namorando. —Sobre isso. —eu digo, trazendo a mão dela que foi segurada firmemente na minha aos meus lábios para um beijo suave. Eu me levanto da cadeira, empurrando-a para trás da mesa e puxo a dela para fora. Ela se vira na cadeira para me encarar, o que a coloca na posição perfeita. —Eu te amo. —eu digo, caindo para os dois joelhos. Sua boca se abre em estado de choque quando estou prestes a fazer a proposta. Alcançando suas mãos, eu as seguro nas minhas. —Eu sei que nunca haverá ninguém além de você aqui. —eu coloco nossas mãos sobre o meu coração. —Eu quero o que eles têm. —eu faço um gesto para nossos pais, que estão assistindo com muita atenção. —Eu quero construir uma vida com você. Eu quero os bebês e os carros. Eu quero as memórias, as risadas, as lágrimas. Tudo isso. Eu quero tudo isso com você. Respirando fundo, solto as mãos e tiro o anel do meu bolso. Com uma mão firme, eu o ofereço para ela. —Collins, você não é mais minha fraqueza, mas minha maior força. Você vai me dar a incrível honra de ser minha esposa? —Esse é… é o anel da sua avó?


Eu sorrio e aceno, emoção fechando minha garganta. Eu sei que ela sempre amou esse anel. Enquanto ela crescia, sempre que ela via minha avó, ela ficava louca por ele. Lágrimas silenciosas fluem por seu rosto. —Sim. —ela finalmente sussurra. Eu não posso falar. O nó na minha garganta é muito grande, muito restritivo. As lágrimas em meus próprios olhos borram minha visão. De pé, pego a mão dela na minha e deslizo o anel no dedo dela. —Ele ficou perfeito. Seu sorriso aguado me mata. —Nós somos perfeitos, um para o outro baby. —Eu te amo. —Eu também te amo. Nossos pais aplaudem e nos abraçam e apertam nossas mãos nos dando parabéns. Eu nunca pensei que esse dia chegaria. Naquela noite, todos aqueles anos atrás, eu me apaixonei loucamente por ela. Uma noite foi tudo que precisei para saber que ela seria minha para sempre. Por sorte, ela sente o mesmo por mim. Fui para a faculdade e depois para a faculdade de medicina, me formei e agora, em minha residência, consegui meus objetivos, mas este, me casar com Collins, será para sempre minha maior realização. Ela é meu remédio.


i Collins Três anos depois

Hoje é um dia especial no lar dos Carmichael. Hoje assisto a uma cerimônia realizada pelo hospital para os residentes que completaram com sucesso o programa. Meu marido é um deles. Eu estava preocupada com o fato de meus colegas e a alta gerência receberem a notícia de Grady e eu termos ficado noivos, mas não houve problemas, estava tudo bem. Não há regras contra isso no manual. Embora houvesse algumas pessoas que ficaram bastante chateadas. Ainda me lembro do dia em que as enfermeiras, ou seja, as três que se atiraram nele, pelo menos as que eu conhecia, souberam do nosso compromisso. Sasha insistiu que nós a estávamos punindo. Depois de algumas semanas usando meu anel, Grady se referindo a mim como sua noiva, sem tomar nenhum tipo de cuidado com quem estivesse ouvindo, elas finalmente entenderam e o deixaram em paz. A partir daí foi bem tranquila a nossa vida de casados. Nós nos casamos há dois anos no mesmo local que Caleb e Emily. Foi um dia de conto de fadas que nunca vou esquecer. Cercado por nossos amigos e familiares, nós prometemos nosso amor um pelo outro. Somos um exemplo perfeito de como os


sonhos realmente profissionalmente.

se

realizam,

tanto

pessoal

quanto

—Aqui está ela. —diz Emily enquanto se senta ao meu lado. —Ei, onde está meu sobrinho? Caleb e Emily tem um filho de seis meses, Connor, os barulhinhos de bebê aparecem do outro lado da sala. Virando, vejo Caleb segurando ele enquanto conversava com nossos pais. —O menino do papai. —ela sorri. —Você está com muitos problemas. Dois Calebs no mundo. — eu digo e nós duas rimos. —Eu não queria que fosse de outro jeito. No entanto, uma pequena Emily também pode ser legal. —Você está grávida? Eu pergunto animadamente. —Não, mas definitivamente queremos mais um. E você? —Sim, estamos tentando.—digo a ela. —Collins, estamos atrasados? Nós perdemos alguma coisa? — minha sogra pergunta freneticamente, sentando-se ao meu lado. —De modo nenhum; ainda tem alguns minutos para começar. —Obrigada Senhor. Houve um acidente no caminho até aqui. Eu pensei que íamos perder a cerimônia. —Você está bem. —digo a ela.


Nós conversamos por mais alguns minutos até o locutor pedir que tomássemos nossos lugares. Mamãe e papai, seguidos por Caleb e o bebê Connor, se estabelecem na nossa fila. O locutor, que por acaso é o Médico chefe do hospital, continua a dizer que está orgulhoso de ter sido capaz de orientar um grupo tão grande de médicos. Um por um, ele os chama pelo nome para ficar de pé enquanto os apresenta com um certificado. Quando é a vez de Grady, nossa fileira grita bem alto. Até o bebê Connor dá um gritinho e bate palmas. Há dez residentes nesse grupo, então a cerimônia é rápida. Assim que acabam as homenagens, eles se espalham pela sala para irem até suas famílias. Meu marido segue direto para mim, mas é interceptado por seus pais, depois pelos meus. Meu irmão também o detém e sei que é de propósito. Grady rouba Connor de Caleb e segue em minha direção, balançando-o em seus braços. —Ei, baby. —eu o cumprimento com um sorriso. —Sra. Carmichael. —ele diz, me beijando. Connor pega uma mecha do meu cabelo e puxa. —Não, homenzinho, é o cabelo da tia Collins. Ai, —Grady diz a ele. Meu sobrinho apenas dá um sorriso torto. Pequeno mal educado. —Já faz dois anos, Grady. Você vai parar de me cumprimentar assim? Apesar de eu dificultar a vida dele, eu não acho que me cansarei dele me cumprimentar dessa maneira. —Não. Nunca.


De brincadeira, reviro os olhos e sorrio para ele. —Nunca diga nunca. —Confie em mim, esposa, eu ainda vou cumprimentá-la assim quando estivermos velhos e grisalhos. —Posso ter meu filho de volta? —Caleb diz, já alcançando Connor. —Ei. —Grady sai do seu aperto. —Você é ganancioso. —Ele é meu bebê. -fala Caleb. —Ele é meu sobrinho. —Grady dispara de volta. —Arrume um para você. Devolve meu filho. —ele resmunga bem-humorado. Connor tira a escolha de suas mãos enquanto descansa a cabeça no ombro de Grady. Eu sorrio para eles enquanto eles brincam. Sei que Grady adoraria dar a Connor uma priminha. Nos últimos seis meses, parece ser tudo o que ele fala. Ele não é o único. Estou pronta para começar nossa própria família. —Veja, ele gosta mais de mim. —Grady provoca Caleb. —Ele está cansado. —Emily entra em cena. Ao som da voz de sua mãe, Connor se joga para ela, e ela o leva, sorrindo amplamente. —Filho... —diz Caleb, —...temos que melhorar isso. —ele beija o topo de sua cabecinha, envolvendo os braços em sua esposa e filho.


Abraçando meu marido pela cintura, eu olho para ele. —Você conseguiu. Estou tão orgulhosa. —eu respiro fundo para segurar as lágrimas que estão ameaçando cair. —Jared estaria também. Tenho a sensação de que ele está sorrindo para você. Ele engole em seco e me abraça mais forte. —Obrigado, baby. Ele enterra o rosto no meu pescoço. Ele apenas me segura, mantendo a respiração. Tenho certeza que ele está lutando contra suas emoções. Ele me beija, logo abaixo da orelha, antes de ficar de pé. —Então, jantar em nossa casa. —minha sogra, Debbie, diz. Ela está alheia ao momento que acabamos de compartilhar e eu acho melhor assim. Eu não quero aborrecê-la ou fazer este dia ficar triste. Eu simplesmente queria que ele soubesse que a pessoa que o motivou a iniciar essa jornada, embora não estivesse mais aqui na Terra, estaria muito orgulhosa dele. Grady pigarreia. —Claro, mãe, estamos bem atrás de você. —Vejo vocês lá. —diz-nos Caleb. —Bom trabalho, irmão. —ele aperta a mão de Grady e segue nossos pais pela porta.

Grady Foi um caminho bem longo, mas valeu a pena cada situação para chegar neste momento. Só de ter minha esposa e nossa família lá para me animar, nada poderia superar esse dia. Eu tenho duas


semanas de folga, então eu começo meu novo trabalho em uma clínica pediátrica local privada aqui na cidade. Eu fiz uma parte da residência lá e me apaixonei pela atmosfera. Os médicos e funcionários são simpáticos e fizeram de tudo para eu me sentir bem-vindo. Eu aprendi muito com eles e mal posso esperar para começar esta nova fase da minha carreira. —O que você está pensando aí? —Como nada pode superar o dia de hoje. Eu me esforcei por anos, deixando você, lutando para ter você de volta. Tudo nos trouxe aqui, e eu estou tão orgulhoso de estar exatamente onde estou. —Foi um ótimo dia. —ela concorda. —O melhor. —alcançando o console, eu entrelaço os dedos dela com os meus. Ela fica quieta e quando eu olho para ela, posso dizer que algo está em sua mente. —O que está acontecendo, baby? Virando a cabeça, ela sorri. —Só tentando decidir quando eu deveria te dar o seu presente. —Eu pensei que nós tínhamos combinado em não dar nenhum presente. Acabamos de investir todo o dinheiro para dar a entrada na nossa casa. Compramos uma casa com quatro quartos a cerca de três quilômetros de nossos pais e outros três de Caleb e Emily. É o tamanho perfeito para uma família em expansão, com um grande quintal. —Sim, eu sei. Eu ainda tenho algo para você.


—O que eu vou fazer com você? —Me ame? —Sempre. —eu trago nossas mãos unidas aos meus lábios. —Podemos parar no parque? —ela aponta logo à frente. —Claro, faz anos que não venho aqui. —Sim, passamos muito tempo aqui quando crianças. —Não é muito longe da nossa casa. Nós vamos ter que trazer nossos filhos aqui. —eu digo, entrando no estacionamento e desligando o carro. —Sim. —ela sorri. —Nós definitivamente deveríamos fazer isso. Collins alcança o banco de trás e produz uma sacolinha pequena com os chapéus de formatura. —Eu sei que não é tecnicamente uma graduação, mas eu achei que se encaixaria. —Serve. Eu amo isso. —Como você sabe? —ela ri. —Você nem sequer abriu ainda. —Porque é seu. —Abra, Grady. Eu aceno, alcançando a sacolinha. Eu tiro o que parece ser um porta-retratos. Cuidadosamente, eu removo o papel e meus olhos passam pela moldura.


—Meu pai MD, —eu li o título em voz alta. Eu li a passagem e então percebi que a imagem não era apenas uma imagem, era uma imagem de ultrassom. —Collins? —Você vai ser papai. Ela está sorrindo e o olhos estão cheios de lágrimas. Imediatamente, solto o cinto de segurança e saio do SUV. Eu vou até a porta dela, assim que ela tira o cinto, e eu a puxo para os meus braços. Afastando-me da porta, eu a giro. Quando paramos de girar, suas pernas estão penduradas no ar e as lágrimas cobrem nossos rostos. —Vamos ter um bebê? —Nós vamos. Caindo de joelhos, eu beijo sua barriga ainda lisa. Eu não me incomodo em tentar esconder o tremor na minha voz quando eu sussurro: —Eu amo você pequenino. Eu descanso minha testa contra o lugar onde nosso filho está crescendo dentro dela. Eu nunca conheci esse amendoim, acabei de descobrir a sua existência hoje, mas o amor que tenho pelo nosso bebê é surpreendente. De pé novamente, eu a beijo profundamente. —Eu te amo, baby mamãe. —eu digo, quebrando o beijo. Ela joga a cabeça para trás com uma risada. Não importa quantas vezes eu ache que as coisas não podem ser melhores, que não há como eu ser mais feliz na vida que compartilho com ela, ela me prova o


contrário. Estou ansioso para uma vida inteira de surpresas, amor e risos com ela e nosso amendoim, e qualquer futuro amendoim que tenhamos a sorte de ter. —Eu também te amo, Dr. Carmichael.


Para meus leitores: Obrigada! Seu apoio sem fim é gratificante. Obrigada por ler.

Para a minha família: Eu sou abençoada,acima de tudo,com o apoio que vocêsme dão. Eu não poderia fazer isso sem você.

Sara Eirew: Obrigada por outra capa digna de imagem. Você trouxe Grady e Collinsà vida.

Formatação de Integridade Tami: Obrigado por fazer minhas palavras parecerem mais belas. Você é incrível e eu não posso agradecer o suficiente por tudo que você faz.

Sommer Stein:


Seu talento nunca deixa de me surpreender. Obrigada por mais uma capa impressionante. Você trouxe este livro para a vida e por isso agradeço.

Minha equipe beta: Jamie, Stacy, Lauren e Franci eu estaria perdida sem vocês. Vocês leem minhas palavras tanto quanto eu, e não posso lhes dizer o que suas opiniões e todo o tempo que vocês dedicam a mim,significam. Obrigada do fundo do meu coração por participarem dessa grande aventura comigo.

Give Me Books: A cada lançamento, sua equipe trabalha comafinco para colocar meu livro nas mãos dos blogueiros. Eu não consigo expressara minha gratidão pelos seus serviços.

Becca Manuel: Você embarcou o trailer de Remedy. Muito obrigado por fazer o que você isso.

TemptingIllustrations: Obrigada por tudo. Eu estaria perdida sem você.


Blogueiros: Obrigada, não parece suficiente. Vocês não são pagos para fazer o que fazem. É da gentileza de seuscorações e do seu amor pela leitura que te estimula. Sem vocês, sem suas páginas, sua voz, seus comentários, espalhando a notícia, seria muito mais difícil, se não impossível, colocar minhas palavras nas mãos dos leitores. Eu não tenho palavraspara dizer o quanto o seu apoio interminável significa para mim. Obrigada por serem vocês, obrigada por tudo o que vocêsfazem.

Para minha equipe Kick Ass: O nome do grupo fala por si. Vocês, senhoras, realmente MANDAMVER! Estou honrada em ter vocês nessa jornada comigo. Obrigada por ler, compartilhar, comentar, sugerir, os teasers, todas as mensagens. Obrigada do fundo do meu coração por tudo que vocêsfazem. Seu apoio é tudo!

Com amor,


Profile for Jé

Remedy - Kaylee Ryan  

Remedy - Kaylee Ryan  

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