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Fallen Gliders MC


Como um membro dos Fallen Gliders, o bad boy Hawk Richards costuma usar seus punhos primeiro e foder as putas do clube. A vida tem sido um suprimento inesgotável de motocicletas, mulheres e cerveja. Quando seu irmão entrega suas cores, Hawk é empossado como o novo Sargento de Armas e se esforça para encontrar significado no clube e em sua existência. Até ela. Janie é cheia de curvas para caralho e a coisa mais fofa que Hawk já viu. A jovem mulher com a alegria da vida em seus olhos é tudo o que ele está sentindo que falta, tudo o que ele sempre quis. Quando a pequena borboleta cai em seus braços, ele se pergunta se alguém poderia finalmente olhar além das suas tatuagens e reputação para ver o homem se escondendo embaixo. A vida de Janie sempre foi uma montanha-russa e, apesar de estar voando alto com Hawk, ela sabe que um acidente é inevitável. A última coisa que ela quer é que ele seja sobrecarregado com a coleta das peças. Mas como ela pode resistir a ele? Seu toque a faz queimar, e cada minuto em sua cama intensifica seu desejo por mais.


Sentei em uma banqueta esperando pela minha bebida, palito entre meus dentes, as vozes dos meus irmãos Fallen Gliders e o barulho do bar zumbido no meu cérebro. Motociclistas e mulheres serpenteavam pela janela panorâmica na qual eu estava sentado, mas ninguém interessante chamou minha atenção. Sturgis atraía todos os tipos - gente como nós, clubes de motoqueiros e clubes de cavaleiros, mas meu favorito eram as mulheres selvagens à procura de um pau para encher sua buceta, ou bunda. Pelo menos, é disso que eu gostava no Sturgis. Ficar com buceta sempre foi fácil para mim quando era adolescente, mas no dia em que ganhei meu corte e coloquei o logotipo da FG nas minhas costas, não precisei mais procurar. As prostitutas do clube estavam sempre prontas para uma foda dura, mas com o passar dos anos, eu tinha ficado entediado com seus gemidos falsos e buracos abertos. Mesmo Jonny, nosso presidente e meu melhor amigo esperando para beber um uísque ao meu lado, concordou que precisávamos de sangue novo no clube. Nós estávamos em Sturgis por quase uma semana, e eu não tinha fodido uma mulher. Minha visão da vida havia sido sugado um par de meses anteriores, ao ponto de o pensamento de ter meu pau empurrado para baixo em uma garganta disposta ou me enterrar em uma buceta aleatória nem sequer contraiu meu pau. Eu me senti como uma folha ao vento, sem senso de propósito, sem desejo de sexo ou companheirismo. Eu tinha bebido coisas mais fortes do que a minha cerveja habitual, mas


sabia que a queda que eu esperava não terminaria bem a menos que eu decidisse pegar minha bunda e resolver a minha vida. Talvez hoje seja o dia, eu disse a mim mesmo, pegando a dose de uísque que nossa garçonete colocou na minha frente. Um flash de cabelo castanho-avermelhado atraiu meu olhar para a extrema esquerda antes que eu pudesse dar um gole na minha bebida. Uma pequena borboleta com olhos verde-acinzentados piscando junto com seu largo sorriso. Covinha, lábios carnudos, maçãs do rosto grandes, uma modelo fodida em um tanque apertado do Daisy Dukes. Meu pau engrossou dentro da minha calça, e minha cabeça virou quando ela passou pela janela, com o rosto animado e os lábios se movendo enquanto ela conversava com suas amigas, o brilho alegre em seus olhos me alertando. Ela irradiava vida, leve e exuberante enquanto eu pensava na minha vida de merda. O ciúme e o anseio pelo que ela experimentava apertou meu peito, e eu me vi esfregando a mão sobre meu peito tatuado. Passava horas esculpindo diariamente eles. A pequena borboleta passou pela janela, e eu sentei de volta, sem perceber que me inclinei para frente para mantê-la à vista. — Finalmente, viu algo que vale a pena transar? — Jonny perguntou com um cotovelo nas minhas costelas. — Porra, sim. Cabelo avermelhado, não o tipo tingido, e tetas para me tirar daqui, — eu disse ao redor do meu palito, segurando minha mão a alguns centímetros de distância do meu peito. — Jovem e cheia de vida. Uma das sobrancelhas de Jonny se ergueu. — Por que você está sentado aqui?


Eu hesitei em olhar em volta do grupo de homens, colegas Fallen Gliders de todos os Estados Unidos, discutindo o aspecto mais leve dos negócios. Uma grande reunião havia ocorrido na noite anterior, os chefes dos capítulos se sentaram para discutir o futuro do nosso clube. Apenas mais merda deprimente para se acumular na vida. — Vá em frente. — Jonny me encorajou, me acotovelando novamente. Eu pulei do meu lugar e fiz o meu caminho através da multidão para a porta da frente. Com um metro e noventa de altura, não tive problema em ver a maioria das cabeças balançando à minha direita enquanto saía para a calçada. O rugido dos motores e a excitação da música enchiam meus ouvidos enquanto eu sentia os aromas de perfume barato, suor e fumaça no ar da noite. Eu dei meia dúzia de passos para a direita, examinando a multidão de pessoas na calçada em frente a mim antes de parar. De jeito nenhum eu a encontraria, a menos que eu agisse como um idiota e empurrasse as pessoas para fora do meu caminho enquanto corria pelo caminho que ela tinha ido. Maldição saiu dos meus lábios enquanto eu voltava para o bar. Uma voz na minha cabeça cantou um hit country, me lembrando que, se fosse para ser, seria. — Nenhuma porra de sorte? — Jonny perguntou quando eu caí de volta no banco. Minha carranca foi suficiente para uma resposta. Enfiar minha cara no uísque não ajudou meu humor de merda. Nem o hambúrguer e a pilha de batatas fritas quinze minutos depois. Pensamentos da pequena borboleta guerrearam na minha mente, e eu terminei com a minha noite, deixando meus irmãos para trás. A quietude


do hotel não oferecia nada além de um banho quente onde eu podia explodir a carga que vinha crescendo nas minhas bolas por semanas. Pelo menos eu tenho um propósito... encontrar a pequena borboleta vivaz e roubar um pouco da sua alegria para mim. Nos dois dias seguintes, a memória dos olhos da mulher misteriosa me assombrou, fazendo com que meu pau ficasse em um estado perpétuo de rigidez. Me masturbar só me dava uma ou duas horas de alívio, antes que a verdadeira necessidade viesse de novo ao ponto de doer. Minhas bolas doíam com a necessidade de explodir em uma buceta apertada até meu esperma vazar para fora do buraco. A porra do pensamento de outra pessoa que não seja a pequena borboleta esvoaçante não fez merda nenhuma para mim. Naqueles dois dias, eu poderia facilmente ter um punhado de mulheres dispostas, mas eu queria mais. Eu queria a mulher com a vida piscando em seus olhos. Eu queria aqueles peitos empinados dela enrolados em volta do meu pau enquanto eu atirava minha porra no rosto dela. Jonny e eu, junto com alguns outros caras do nosso clube, chegamos à cidade no meio da manhã e encontramos lugares para estacionar. Nós tínhamos visto várias motos, apertamos incontáveis mãos e ombros, e vimos mais corpos pintados com nada mais que franjas ou adesivos cobrindo os mamilos desde que chegamos a Sturgis dez dias antes. Aquelas mulheres não tinham nenhuma vergonha. Eu costumava adorar. Eu saí da minha moto e fui até o bar que combinamos para o almoço. Desde que me tornei agente de serviço secreto de Jonny, minha cabeça girava enquanto eu observava as pessoas ao meu redor, olhos e ouvidos


atentos a qualquer besteira. Quando cheguei à porta, dei uma última olhada para a calçada à minha esquerda. A pequena borboleta e suas duas amigas atravessavam a rua, rindo com um descuido despreocupado que apertou meu peito novamente. Eu parei de repente. — Porra? — Jonny amaldiçoou quando ele esbarrou em mim. — É ela. — eu murmurei, indiferente deixei Jonny e meus irmãos para trás. Em dez segundos, perdi a visão da borboleta e praguejei baixinho quando cheguei à calçada. Eu bati e empurrei um punhado de pessoas, mas igual duas noites antes, eu perdi ela no meio da multidão. Com as mãos nos quadris e xingando baixinho enquanto apertava um palito entre os dentes, fiquei ao lado da rua, procurando um vislumbre de ondas castanho-avermelhadas. Motos soaram e eu reconheci uma das garotas loiras agarradas às costas de um motociclista. Com certeza, a terceira moto carregava minha pequena borboleta. Ela também enrolou ao redor da cintura do motociclista. A old lady de alguém, eu disse a mim mesmo enquanto se aproximavam, contraindo meu pau. Porra. Um Silent Demons, nossos malditos rivais, notei quando a primeira moto passou lentamente. Eu voltei meu olhar para a terceira moto quando um monte de maldições saiu dos meus lábios. Por que eles de todas as pessoas do mundo, caralho? Por que não um motociclista aleatório chegando a Sturgis pela primeira vez? O olhar cinza-esverdeado da borboleta pousou em mim. Minha respiração ficou presa, e eu olhei para trás, tudo se acalmando ao meu redor, caindo um silêncio em meus ouvidos como em um maldito filme. Eu não poderia ter desviado meu olhar dela nem se


tivesse tentado. Uma corrente elétrica de consciência e desejo ardente veio quando a moto que suas coxas abraçavam passou. Ela virou a cabeça, seu olhar vagando de cima á baixo em mim enquanto eu estava de pé, as mãos ainda no meu quadril, imóvel, exceto pela pulsação no meu pau. Um sorriso iluminou seus olhos, e ela balançou os dedos para mim enquanto o motoqueiro virava para a direita, levandoa embora.


Todos os pêlos do meu corpo estavam em pé no segundo em que o meu olhar pousou no pau do barbudo ao lado da estrada principal de Sturgis. Mãos nos quadris estreitos, uma carranca estragando seus lábios, mas aqueles olhos. Avelã e brilhante, o homem olhou para mim com uma intensidade que me fez querer se inclinar, agarrar meus tornozelos e implorar para que ele tomasse o que queria. Deus. Eu cerrei minhas coxas juntas, desejando que um vibrador zumbisse entre as minhas pernas, em vez de estar montada atrás da Harley, de Cal. Eu virei minha cabeça, mantendo o gostoso de couro em vista o máximo que pude. Um Fallen Glider, de acordo com o “67” tatuado em seu pescoço. Um membro do clube com quem se envolver levaria a todo tipo de problema. Incapaz de dar a mínima para limites em meu estado maníaco, eu agitei meus dedos para ele segundos antes de Cal se virar, perdendo o belo pedaço de colírio de vista. Com um lábio inferior entre os dentes, pensei no motociclista gostoso todo o caminho de volta ao nosso hotel, cada célula do meu corpo estava em chamas querendo voar. Inúmeras motos nos passaram no sol quente em Dakota do Sul, o ar seco rachando meu rosto. Quando fechei meus olhos, o rosto do homem veio vividamente para minha mente. Nariz forte e bochechas cortadas. Mas os olhos! Eu o queria como nunca quis um homem em um maldito tempo.


Ombros largos, calças justas com uma protuberância digna de babar, apertei minha bunda pensando nele enterrando sua espessura bem no fundo. Droga. Estou com a calcinha encharcada, sem vibrador no hotel e dividindo um quarto com minhas duas melhores amigas... Meu corpo formigava com a necessidade de uma boa e dura foda com o motoqueiro do Fallen Glider, minha mente ficou obcecada só com um olhar. Tasha e Lori saltaram da traseira das motos que Cal e eu tínhamos seguido, e logo fiquei ao lado delas, acenando enquanto os três motoqueiros se afastavam. Eles foram nossos passeios enquanto desfrutamos da primeira vez no Sturgis Motorcycle Rally. — Eu preciso de um cochilo. — disse Tasha quando bocejou. — Você precisa guardar esses peitos antes que seu pai veja. — disse Lori com um riso enquanto apontava para o mamilo de Tasha saindo do topo do seu biquíni. Tasha deslizou o triângulo do biquíni sobre o mamilo que havia escapado. — Você está bem, Janie? Eu pisquei para Lori e esfreguei a palma da minha mão suada no meu short jeans, tentando diminuir os pensamentos passando pela minha cabeça. — Você viu aquele motoqueiro quando saímos? Alto, cabelo escuro, barba cheia? A sobrancelha de Lori se levantou. — Há milhares de motoqueiros aqui. Como o inferno eu veria.


— Olhos castanhos intensos o suficiente para agitar o coração de uma mulher? — Eu adicionei. — Palito entre os dentes. Volume que iria molhar a calcinha de qualquer uma? Bem, quase todas as mulheres. — Imagens dele vieram atrás das minhas pálpebras quando eu pisquei. — Quer voltar e encontrá-lo? — Tasha perguntou antes que eu pudesse fazer mais elogios, verificando se o mamilo dela estava coberto. — Veja se ele está pronto para uma pequena ação á três? Seu sorriso se alargou quando ela olhou para mim através dos seus longos cílios escuros, isso me irritou. Se eu encontrasse o gostoso de novo, eu não estava interessada em compartilhar. E, com ele sendo um Fallen Glider... — Não. — Eu balancei a cabeça e fingi um bocejo enquanto começava a afastar da entrada do hotel, com passos rápidos. — Muita cerveja ontem à noite. — Merda. — Lori murmurou, — Você não está brincando. Minha cabeça ainda está latejando. — Espere. — disse Tasha atrás de mim. — Quando você está no alto, você nunca fica de ressaca. Nunca. Você é ainda mais uma lunática delirante. — Cale-se, cadela. — Eu lhe dei uma cotovelada enquanto ela se aproximava de mim, mesmo sabendo que ela não estava zombando da minha doença. — Teria sido normal, mas estou feliz que você esteja aqui agora, Janie. — Tasha me abraçou quando entramos no saguão do hotel com arcondicionado. — Caso contrário, Sturgis seria uma merda.


— Teria sido um desperdício total. — eu concordei, pensando em quanto eu me esforçava para abrir minhas pálpebras durante um dos meus episódios depressivos. — Pelo menos nossos pais finalmente concordaram em nos deixar vir aqui. — disse Lori enquanto pressionava o botão para o terceiro andar. — Nós estamos implorando por quanto tempo? Cinco anos? Eu amo você, Janie, mas eu teria deixado sua bunda em casa se você estivesse em um dos seus humores de merda. — Estamos com vinte e três, — Tasha disse, ignorando a declaração de Lori, — E nossos pais finalmente admitiram que somos mulheres, não meninas que precisam de cuidados e proteção constantes. — Talvez eles finalmente nos deixem começar a namorar. — eu murmurei com uma carranca, minha mente no gostoso com olhos cor de avelã e com um grande pacote de aparência poderosa entre suas pernas. Mal sabiam nossos pais que nós três havíamos escapado inúmeras vezes desde que completamos dezoito anos, indo em todos os clubes de dança onde podíamos entrar, tudo por causa da minha necessidade e do desejo das minhas amigas de me ajudarem a lidar com isso. — Meu pai disse que não posso namorar até os trinta anos. — disse Tasha, sacudindo o longo cabelo loiro descolorido sobre o ombro queimado de sol. — Meu pai ainda pensa que pode escolher um marido para mim. — disse Lori, seguido por um bufo. Eu nunca encontrei alguém interessante o suficiente, ou atraente o suficiente, para me tentar. Claro, eu tinha desistido da minha virgindade, assim como minhas amigas. Nós só queríamos perder nossa virgindade na mesma noite. Desde então, eu tinha dezenas de conexões que satisfizeram minha luxúria, em um nível elevado, mas sempre esperei por algo mais.


Graças a Deus nossos pais não sabiam. Meu corpo continuou a zumbir, minha mente voou de uma coisa para outra quando Tasha e Lori desabaram sobre a cama para descansar. Desde que me envolvi em um episódio maníaco nos últimos dias, eu levei trabalho para Sturgis para manter meu cérebro ocupado enquanto pessoas normais descansavam. Eu liguei meu laptop e comecei o trabalho no site que eu prometi projetar para um amigo autor antes da semana seguinte, mergulhei no romance que estive trabalhando por dois anos. As palavras fluíram, o romance assumindo um rumo decididamente erótico enquanto o rosto do gostoso continuava a fluir na minha memória. As palavras continuavam vindo das vozes na minha cabeça, me dizendo o quão incrível era a história deles, como eu era a única que contava isso, e fazia justiça. Eu chutei o traseiro, mesmo sabendo que uma vez que o ciclo girasse, eu odiaria tudo o que a história evolui em calor e angústia. Uma cena extremamente quente mais tarde e sorrindo de orelha a orelha, coloquei o romance de lado e abri meu software de edição de fotos, meu joelho saltando sem parar por baixo da mesinha que eu estava sentada. Um rápido download, e eu passei minhas fotos de Sturgis. Meia hora depois, editei algumas e fiz duas colagens para postar nas redes sociais. — O que você está fazendo? — Tasha perguntou da cama atrás de mim. — Trabalhando no meu livro e fotos. Ela grunhiu e eu escutei enquanto ela foi ao banheiro. — Como está se sentindo? — Lori perguntou, seus cobertores farfalhando atrás de mim.


— Impressionante. — Como se eu tivesse bebido incontáveis doses de café, meu corpo continuava a zumbir. — Espere você verá as fotos... e a cena de sexo que eu adicionei no meu livro. — Sorrindo, eu me virei e derramei toda a grandiosidade que eu tinha feito enquanto minhas amigas dormiam.

***

Quando o sol se pôs, nós tivemos nossas babás nos levando de volta para a cidade assim nós poderíamos jantar. Como de costume, eu não tinha apetite, mas pedi uma pequena salada com bife grelhado. Meu olhar escaneava sem parar, todos os cantos, todas as pessoas, todas as motos que passavam por nós enquanto caminhávamos pela rua depois de comer. Tasha resmungou algumas vezes sobre o meu nível de energia enquanto eu saltava na frente delas, mas eu a ignorei, continuei com as minhas amigas de braços dados caminhando atrás de mim. Vi um vislumbre de cabelos raspados nas laterais, mais no topo... um homem mais alto que a maioria, a poucos metros à nossa frente. Uma onda de adrenalina inundou meu sistema, e eu acelerei meus passos, com um sorriso nos meus lábios. — Quer diminuir a porra da boca? — Tasha me falou, não pela primeira vez, mas eu empurrei as pessoas na minha frente, desesperada para chegar até ele. — Você sabe que ela é insaciável quando ela está assim. — eu mal ouvi a resposta de Lori. — Janie!


Eu ignorei minhas amigas e segui em frente em direção aos ombros largos e pescoço tatuado, meu corpo formigando o suficiente, eu senti que poderia saltar e pousar na frente dele. Eu fodidamente precisava dele. Como agora. — Merda! — Eu parei, percebendo que o homem que eu estava empenhada em seguir desapareceu. — Merda! — Virei para a minha esquerda, meus olhos ameaçaram sair de suas órbitas enquanto meu olhar pulava de uma pessoa para outra, rápido o suficiente para machucar minha cabeça. Com um círculo quase completo minha atenção foi atraída para a janela de um bar. O lugar estava lotado, música e vozes altas saindo da porta escancarada. — É tempo de camiseta molhada! — Alguém com um microfone gritou do lado de dentro. Gritos rapidamente o encheram o lugar. Com o lábio entre meus dentes, eu estiquei meu pescoço para ver as pessoas lá dentro. Lá... em um banquinho no bar... o cabelo, os ombros. Ele virou a cabeça para a esquerda e falou com um palito entre os dentes para o homem ao lado dele. O gostoso. Todo o sangue do meu corpo correu entre as minhas coxas, e eu apertei os músculos da minha buceta. Eu olhei por cima do meu ombro, mas não consegui ver minhas amigas.


— Foda-se. — eu disse, minha voz e pernas tremendo, meu coração acelerado. Peguei meu celular do bolso de trás e mandei uma mensagem para Tasha: “Eu o encontrei. Não espere por mim.” Entrei no bar sem pensar nas consequências com o que eu estava prestes a fazer.


— Aqui está você. — O barman colocou uma dose de uísque na minha frente, não me deixando pensar nos últimos dois dias miseráveis desde a primeira vez que vi a pequena borboleta. Eu balancei minha cabeça em agradecimento e bebi minha bebida, meus pensamentos sombrios, meio deprimidos, fodido que eu tinha sobre quase tudo exceto aquela pequena borboleta que eu não tinha sido capaz de encontrar desde que ela tinha ido embora. Além disso, o número dos nossos clubes vinha caindo nos Estados Unidos. Se o negócio de drogas do nosso clube não fosse tão lucrativo, Jonny provavelmente teria encerrado nosso capítulo, e eu não o culparia. Alguém com um megafone anunciava um concurso de camiseta molhada, e enquanto meus irmãos apreciavam o concurso que se aproximava, eu sentei esperando por outra bebida, com uma carranca no meu rosto. Minhas bolas doendo. Jovens de vinte e poucos anos subiam na outra extremidade do bar. Baldes de água caíam sobre elas enquanto os fregueses continuavam a gritar e gritar. Voltei meu olhar para o copo vazio na minha frente. — Porra, olhe para essas tetas. — disse Jonny, sua voz alta o suficiente para que eu pudesse ouvi-lo. Um olhar para cima mostrou as mulheres desfilando em nossa direção, uma por uma, as blusas molhadas sobre peitos falsos e


verdadeiros, enquanto pisavam em canecas sujas e garrafas. A mulher no final, a competidora final que eu podia ver através dos corpos molhados balançando no topo da passarela, tinha uma longa juba de cabelo castanho avermelhado. Eu me inclino para frente, depois me inclino para trás, tentando ter um vislumbre do seu rosto enquanto meu pau incha com o pensamento da pequena borboleta. Uma ruptura nos corpos balançando, e seu olhar cinza-esverdeado pousa no meu rosto. Olhos piscando. Sorriso largo. Alegria e muita porra de luxúria. Boom. Assim como isso era fodido, todo o sangue correu para o meu pau. — Porra. — eu disse, acotovelando Jonny. — Porra? — É ela. — Eu balanço a cabeça com o queixo para onde eu tinha visto a pequena borboleta, desesperado por outro vislumbre. — A mulher que você tem cobiçado e continua perdendo no meio da multidão? — ele pergunta com uma risada. — Foda-se você. — Eu quase rosnei a palavra. — Você disse que ela é uma old lady de alguém do Silent Demons. — disse Jonny, sua voz levantada quando ele se inclinou para mim. Eu enfiei a mão pelo longo cabelo no topo da minha cabeça. — Sim. — Tem certeza de que ela é sua old lady?


Eu estiquei meu pescoço, xingando sobre a multidão entre meus dentes. — Talvez sim, talvez não, mas ainda assim. Eu não estou tocando na prostituta dos Silent Demons. Outra movimentação me permitiu ver a mulher que tinha minhas bolas torcidas em nós nos dois dias anteriores. A água jorrou sobre seu peito e o top branco se apertou contra seus peitos enquanto ela segurava o celular no alto para protegê-lo. O barman jogou outro balde de água sobre ela, e os mamilos escuros da borboleta se esticaram contra o tecido encharcado. Com os lábios entreabertos, ela se virou e seguiu as mulheres desfilando, enfiando o celular no bolso de trás. Como um pavão orgulhoso, ela se empinou, os olhos claros, imperturbáveis pelo álcool. — Porra. — Eu rosnei novamente, encarando os homens no bar, sabendo que eles desejavam aqueles peitos perfeitos da borboleta. — Porra! Jonny lançou um olhar para mim quando a segunda mulher na fila se inclinou e sacudiu os peitos no seu rosto. — Qual é a porra do seu problema? Eu fiquei de pé, minhas mãos em punho contra as minhas coxas, incapaz de explicar o ciúme furioso através do meu corpo, bombeando adrenalina através de mim. Meu pau não se importava se a pequena borboleta era intocável ou que seu homem poderia estar na multidão assobiando para ela. O fato dela estar fora dos limites para mim fez minhas bolas doerem ainda mais. Eu precisava molhar meu pau, quanto mais cedo melhor. Uma calorosa e voluntária... Eu me ajustei, mas não consegui me livrar da porra da carranca.


Borboleta se aproximou, seus mamilos duros e sua bunda suculenta atraindo meu olhar quando ela girou e jogou o cabelo. Seu olhar nunca saiu do meu rosto. Aquele maldito silêncio abafou tudo enquanto nos encarávamos. As outras competidoras estavam saindo do bar à minha esquerda, mas eu só tinha olhos para a pequena borboleta. Ainda de pé, mãos ainda em punhos, esperei enquanto ela se aproximava, sabendo que minha vida oscilava em algum penhasco. Seu sorriso se alargou, e ela saiu da porra da passarela sem hesitar, vindo em minha direção. Meus braços reagiram antes do meu cérebro processar, ela se jogou em mim, e sua suavidade pousou contra o meu peito. Sua doce respiração na minha mão enquanto eu me afogava em seus olhos brilhantes. O cheiro sutil de maçãs encheu meu nariz. Foda-se o mundo e foda minha vida. Eu preciso de um gosto. Eu tomei sua boca, exigindo a entrada com a minha língua no segundo em que seus lábios macios tocaram os meus. Eu vi estrelas do caralho. Empurrando eu soltei um gemido de dentro do meu peito, e ela puxou meu cabelo enquanto envolvia suas pernas em volta da minha cintura. Uma mão segurando a bochecha dela, a outra em seus longos cabelos, eu devorei sua boca, imitando o que meu pau latejante queria fazer entre suas pernas. Roubando cada centímetro. Pura luxúria porra. Alguém deu um tapa nas minhas costas. — Leve ela para outro lugar. — gritou Jonny enquanto a algazarra do bar zumbia nos meus ouvidos. — Não vamos voltar para o hotel por algumas horas.


Tirei meus lábios dos dela, fazendo meu corpo todo tremer. — Me faça um favor, Jonny, — eu gritei para ele. — Fique no quarto do Digger esta noite. A pequena borboleta olhou para mim, lábios úmidos inchados, olhos arregalados, mas ainda cintilantes. — Vamos lá. Eu li seus lábios mais do que ouvi, e o bar continuou com vaias e vaias. Ela deslizou as pernas para baixo da minha cintura, mas eu não fui tão rápido em liberar o meu aperto da bunda dela. Enlaçando seus dedos nos meus, ela lançou um sorriso deslumbrante para mim. Ela se moveu em direção à porta, me puxando junto. Eu olhei para Jonny. Ele ergueu a dose de uísque, um sorriso que eu não via há muito tempo iluminando seus olhos. — Aprecie! — ele gritou. Porra planejo fazer isso. Virando, eu permiti que ela me levasse para fora do bar e para a noite.


Meu coração bateu no meu peito, e eu toquei meus lábios enquanto empurrava a multidão do bar, o gosto dele ainda na minha língua. Porra, o homem sabia beijar. Minha calcinha está encharcada, e os shorts jeans desgastados abraçando minhas curvas também. Minha buceta pulsando com a necessidade do comprimento duro que eu senti pressionado contra mim, eu parei quando chegamos à calçada. O gostoso assumiu, me puxando para a esquerda. Rindo e sacudindo as pernas, corri atrás de seus longos passos. Eu não dei a mínima para onde ele me levava, desde que ele me levasse. Rápido. Duro. Em algum beco escuro, debaixo da porra de um poste de luz... Eu só precisava do pau dele dentro de mim. Eu sempre fui louca por sexo, de vez em quando maníaca, mas nunca com tanto desespero. O logotipo dos Fallen Gliders em suas costas não impediu meu passo. Um sargento de armas revelava mais sobre sua natureza, mas, novamente, não dei a mínima. Ele subiu em uma velha Harley preta e encontrou meu olhar, seus olhos cor de avelã enviando outra onda de umidade sobre a tira de algodão encharcada da minha calcinha. Uma sobrancelha erguida, ele inclinou a cabeça, indicando que eu poderia subir atrás dele. Minha escolha. Eu não sabia o nome dele. Ele não me conhecia.


Meu corpo corou com calor, eu ri e joguei uma perna por cima da sua moto, envolvendo meus braços ao redor dele, minhas mãos tocaram sob seu colete aberto e camisa branca apertada. A moto voltou à vida e ele se afastou do meio-fio. Meus dedos encontrou um abdômen rígido, por cima de seus enormes peitos, descendo ao longo da cintura estreita até a faixa da sua calça de couro. O gostoso chegou à rodovia e virou na direção oposta de onde o nosso hotel ficava. Fechando os olhos e me aproximando, respirei o cheiro de couro e sua colônia almiscarada enquanto o vento chicoteava meu cabelo. Cheguei entre as coxas dele e deslizei a palma da minha mão sobre seu pau duro aninhado contra a coxa direita dele. Minha boca se encheu de água enquanto minha buceta se contraiu. Ele acelerou, e eu sorri, minha bochecha contra o logotipo do Fallen Glider nas costas dele. Toda vez que um homem me pegava em suas garras, eu me transformava em uma ninfeta, mas nada como essa selvageria me consumindo. Um impulso do seu enorme pau, e eu viria como uma dúzia de fogos de artifício explodindo de uma só vez. Um simples toque da sua língua... Eu gemi e tentei esfregar contra ele, a moto vibrando entre as minhas coxas, qualquer coisa para me aliviar. — Foda-se. — Eu gemi de novo, tão fodidamente perto que meus dedos formigavam de prontidão. Ele desacelerou, e eu abri meus olhos para descobrir que ele nos levou para outro hotel.


Ele estacionou e desligou a moto, o silêncio repentino soando nos meus ouvidos. Eu saí da moto e lutei para não me mexer tentando conter a minha necessidade de gozar quando ele saísse. Em toda a sua altura, ele facilmente se elevava sobre mim. — Vamos. — disse ele, agarrando minha mão, sua voz baixa e instável. Mordendo meu lábio inferior contra a tontura fazendo meu estômago se agitar, fui atrás dele. Ele deslizou uma chave em uma porta e me puxou para dentro. Eu deveria estar com medo. Deveria estar preocupada por eu ter permitido que um completo estranho, talvez um assassino doentio, me levasse ao seu quarto, mas não consegui encontrar uma única lógica para dar. Com um movimento do seu pulso no interruptor de luz, o quarto do hotel entrou em foco, mas no segundo seguinte, ele me puxou contra ele, me prendendo contra a porta fechada. Um gemido escapou dos meus lábios, e ele engoliu enquanto devorava minha boca. Meu pulso acelerou quando eu envolvi minhas pernas em volta da sua cintura e esfreguei minha buceta latejante contra seu pau. Muitas roupas de merda… O gostoso envolveu os braços em volta de mim e caminhou em direção à cama, sua boca deixando beijos ao longo do meu queixo, atrás da minha orelha. — Cristo, você cheira bem.


Ele me jogou na cama, e eu pulei com um grito e uma risada, meu olhar grudado em seu corpo enquanto ele arrancava suas roupas. Eu arranquei minha blusa encharcada e tirei meu short e calcinha enquanto ele tirava sua camiseta. — Droga. — ele rosnou enquanto tirava uma camisinha do bolso de trás. Seu olhar colado nas minhas dobras encharcadas, ele empurrou suas roupas de couro até os joelhos. — Venha aqui. Eu me aproximei, apoiando meus pés na beira da cama, com as pernas bem abertas. — Pressa. — Com o lábio inferior entre os dentes, agarrei o edredom ao lado dos meus quadris e esperei os agonizantes três segundos que levou para enrolar a camisinha em seu enorme pau. Grosso, com veias e vermelhas, mas eu não temia que ele se encaixasse dentro de mim. Eu era uma bagunça molhada. Ele pressionou a cabeça do seu pau contra a minha abertura e agarrou meus joelhos, olhando nos meus olhos. Um fodido impulso e ele estava totalmente dentro de mim, arqueando minhas costas na cama. — Oh foda-se! — Eu gritei, minhas pálpebras se fecharam, a invasão que eu precisava mais do que oxigênio. Ele puxou minha cabeça. — Olhe para mim. Ofegante, pendurada por um simples fio de sanidade, fiz o que ele disse. — Eu tenho sonhado com essa porra desde a primeira vez que vi você, dois dias atrás. — Hottie bateu fundo em mim novamente, e formigamentos subiram pelas minhas pernas enquanto eu agarrava o edredom. Eu segurei seu olhar perdido na luxúria que brilhava em seus olhos. — Me enterrar profundamente dentro de você. — Ele puxou tudo antes de voltar. — Entrar fundo... — Outro impulso total resolveu os arrepios na minha parte inferior do estômago. — Foder você.


— Porra! — Eu gritei e me contorci quando meu clímax roubou minha respiração, minha mente, meu corpo. Seus dedos machucaram o interior das minhas coxas quando ele me segurou enquanto entrava em mim, grunhindo e rosnando como um animal enquanto minha buceta tentava puxá-lo mais fundo. — Oh, Deus, sim! — Eu agarrei seus pulsos quando outro clímax veio sobre mim, arqueando minhas costas. Cabeça se debatendo, lábios entreabertos, ofegante, coração acelerado. — Cristo! — Ele gritou e bateu profundamente, a cabeça do seu pau pulsando contra o meu útero. — Oh meu Deus. Meu Deus... — Eu me ouvi sussurrando entre suspiros. Ele rosnou e soltou as minhas pernas e se inclinou para baixo, capturando minha boca. Minha. Mente. Fodida Estou na merda... Ele ainda estava enterrado dentro de mim enquanto seu beijo se tornava sensual, sua língua traçando meus lábios enquanto seu corpo quente e duro descansava contra o meu. Ele cantarolou como se estivesse gostando do meu gosto, suas mãos emaranhandas no meu cabelo enquanto seus lábios e barba arrastavam ao longo da minha mandíbula novamente para acariciar debaixo da minha orelha. Com o coração ainda acelerado no meu peito, eu corri minhas mãos até as costas dele e envolvi minhas pernas tremendo em torno da sua cintura. — Porra. — Eu gritei a palavra quando um tremor me percorreu.


Ele parecia tão fodidamente bem dentro de mim, pressionado contra mim, o cheiro de macho e sexo enchendo meu nariz. Levantei as mãos para cima e a frieza do ar condicionado veio sobre minha pele molhada de suor. Um sorriso lento enrugou a pele bronzeada nos cantos dos seus lindos olhos. — Você é lindo. — eu disse, levando os dedos até a sua barba. — Então você acha. — ele murmurou, sua voz baixa um afrodisíaco para cada célula do meu corpo. Seu pau permaneceu duro contra o meu ventre enquanto nos encarávamos no silêncio. Minha mente ganhou controle sobre o meu corpo novamente e começou a pensar, todas as coisas boas. Pensamentos selvagens, imagens da sua porra de todas as formas, desde Sturgis até o leste. — Eu tenho te chamado de pequena borboleta na minha cabeça desde que te vi pela primeira vez... — Janie. — respondi sua pergunta não formulada. — Meus irmãos me chamam de Hawk. Eu levantei uma sobrancelha e sorri. — Qual é o seu nome verdadeiro? — Merda. — Ele ficou tenso por um segundo e recuou um pouco, puxando metade do seu pau da minha buceta. Eu apertei meus músculos internos, desesperada para mantê-lo dentro de mim. Sua vez de levantar uma sobrancelha quando ele entrou mais uma vez. Eu gemi quando um tremor passou por mim. — Não me distraia. Me diga seu nome.


— Robin. Colocar a mão na minha boca não impediu as risadas. Ele franziu a testa, puxou para fora e lentamente entrou de volta na minha buceta encharcada e sensível. — Robin. — eu gemi seu nome, ainda sorrindo enquanto eu puxei ele para baixo pela parte de trás do seu pescoço. — Hawk. — afirmou ele, olhando nos meus olhos e entrando novamente. — Eu vou te chamar do que você quiser, contanto que você continue me fodendo assim. Um grunhido vibrou no seu peito quando ele se afastou, deixando minha buceta escancarada e agarrando-se a nada. — O que? — Eu me sentei. — Essa porra de preservativo não vai aguentar se eu gozar outra vez. — Hawk puxou as calças de couro ao redor das suas coxas e cambaleou em direção ao banheiro. Eu me deitei, sorrindo como uma idiota que apenas permitia a um completo estranho transar com ela como se o mundo estivesse prestes a acabar. — Merda. — Peguei meu short e peguei meu celular do bolso de trás. Ele estava dentro do banheiro quando enviei uma mensagem para Tasha enquanto estava sentada na beira da cama novamente: OMG ele é incrível! Diga ao meu pai que estou na cama se ele perguntar?


Ela imediatamente mandou uma mensagem de volta com um: Sim. junto com um emoji de olhos de coração, e meus ombros relaxaram. Quantas vezes eu cobri a bunda dela? OBRIGADA! Eu rapidamente digitei quando a porta do banheiro se abriu. — Tudo certo? — Hawk perguntou, seu pau ainda ereto e balançando contra seu abdômen. Ele se despiu completamente, e eu segui meu olhar para baixo sobre suas coxas poderosas, até os músculos da panturrilha e de volta para cima. Ele segurava outro preservativo na mão esquerda. Eu lambi meus lábios. — Sim. — eu disse, minha voz áspera e carente. — Só deixando minhas amigas saberem que não deveriam esperar por mim. — Joguei meu celular atrás de mim na cama e dobrei meu dedo. — Venha aqui. Ele se amontoou entre minhas coxas abertas e eu agarrei suas bochechas, puxando seu pau para mais perto da minha boca. Um golpe da minha língua em seu pau, e ele jogou o pacote de preservativo na cama ao meu lado e agarrou meu cabelo. — Abra, pequena borboleta. Eu estiquei minha boca, mas sua circunferência exigiu mais quando ele deslizou entre os meus lábios. — Mmm. — Apertando minhas coxas juntas na onda de excitação, eu olhei para ele quando ele chegou no fundo da minha garganta. — Porra. — ele sussurrou asperamente, puxou para fora e deslizando de volta para dentro. — Você parece tão quente engolindo meu pau.


Eu relaxei meu maxilar e garganta, permitindo que ele fosse mais fundo. Ele gemeu, e salgado do pré-gozo cobriu minha língua quando ele recuou. Querendo mais, eu apertei meus lábios ao redor da cabeça do seu pau. — Gananciosa. — ele murmurou, puxando meu cabelo. — Eu gosto disso. — Ele bateu na minha garganta e eu engasguei, lágrimas instantâneas vazando do canto dos meus olhos. — Mais. — eu sussurrei quando ele se afastou. — Porra. — Ele segurou minha cabeça firme entre as mãos e entrou novamente, suas bolas batendo contra o meu queixo, a umidade, sem dúvida, espalhando rímel pelas minhas bochechas. Eu gemi em torno do seu pau e soltei uma mão da sua bunda para deslizar meus dedos para baixo sobre o meu clitóris. — Você quer gozar de novo? — Ele perguntou enquanto fodia minhas garganta. — Mmm. — eu cantarolei em torno do seu comprimento. Ele puxou seu pau da minha boca e me empurrou de volta com uma mão entre os meus seios. Caindo de joelhos, seu rosto desapareceu entre minhas coxas. — Oh Deus! — Eu agarrei sua cabeça e envolvi minhas pernas ao redor dos seus ombros enquanto ele lambia a umidade cobrindo minhas dobras inchadas. Sua língua passou pelo meu cu, me levantando da cama.


— Porra, sim... — Eu gemi quando ele lambeu através da minha fenda até o meu clitóris, sua barba macia enviando arrepios através de mim. Ele sacudiu meu clitóris com a ponta da língua e envolveu seus lábios ao redor do nó latejante. Eu me despedacei como se não tivesse gozado em meses, apertando sua cabeça entre as minhas coxas, meus dedos puxando seu cabelo enquanto eu tentava foder seu rosto. Ofegante, eu não queria liberar meu controle sobre ele, mas ele era dez vezes mais forte do que eu e me afastava. — De joelhos, borboleta. Deus, sim... de novo. Com o pulso acelarado e a boca seca, eu me virei, pressionei meu peito no colchão e coloquei minha bunda no ar. Com um impulso e ele enterrou dentro da minha dolorida buceta, e meu cérebro estava na borda enquanto ele fodia a merda fora de mim.

***

Gasta e morta, afundei no colchão e me enrolei de lado quando Hawk mais uma vez me deixou sem fôlego, o ar frio batendo na minha pele suada. Satisfeita e pela primeira vez não me perguntando se poderia haver mais, eu me deito como um cadáver, exceto pela rápida subida e descida do meu peito. Olhos fechados. Lábios sorrindo. Porra, Hawk sabia como usar seu pau. Eu não podia desligar meu cérebro, no entanto. Eu o queria de novo, embora meu corpo realmente não quisesse se mexer. A memória do seu


pau duro empurrando em mim... o suor cobrindo seus peitos musculosos e tatuados que eu queria lamber... Ele caiu na cama ao meu lado, e uma toalha quente e úmida deslizou sobre o meu osso púbico. — Levante sua perna sobre mim. — ele murmurou. Levou um segundo, mas eu coloquei minha perna sobre o quadril dele. — Eu fui muito áspero? — Ele perguntou, seu tom e toque mais gentil do que eu esperava pelo jeito que ele me olhou e me fodeu. — Eu gostei. — Você está dolorida? — Ele perguntou, jogando a toalha de lado e me puxando contra todo o seu corpo. — Na verdade não. — Ainda sorrindo, eu deslizei minha mão para baixo sobre sua bochecha e barba. — Você me excita tanto que dois de você poderiam caber dentro de mim. Sua sobrancelha subiu. Eu ri, traindo o nervosismo que ainda tremulava no meu estômago, fazendo meu cérebro disparar e fazendo minhas palavras soarem apressadas. — Não realmente, mas você sabe o que eu estou querendo dizer. — Sim. — Ele espalhou os dedos pela minha parte inferior das costas, segurando minha buceta contra a dele. O calor das suas exalações banhou meu rosto com sua respiração doce enquanto nos encarávamos. — Já esteve em Sturgis antes? — ele finalmente quebrou o silêncio confortável que eu lutei para não preencher. Não posso fazer ele pensar que sou uma lunática depois de uma única noite. Deus sabia que eu queria muito mais do que uma aventura rápida.


— Não. Este é o primeiro ano em que eu e minhas amigas realmente pegamos um avião e viemos aqui, em vez de apenas falar sobre isso. — Considerando a que clube ele pertencia, eu não ia contar a ele a verdade sobre como nossos pais nunca tinham nos escutado implorar para vim com eles nos últimos cinco anos. — Hoje mais cedo… — Sim? Ele franziu franziu a testa. — Você estava na garupa da moto de um Silent Demons. Você é sua old lady? Eu ri para cobrir a reviravolta no meu estômago. — Não. Eles eram apenas alguns caras que nos levaram de volta ao nosso hotel. O corpo de Hawk liberou a tensão que eu não percebi que ele segurava. Ele sorriu e soltou um suspiro pesado, me aconchegando mais perto. — Você tem alguém esperando por você em casa? — De jeito nenhum. — Graças a Deus. — Eu não pude conter o meu sorriso. — Onde você mora? — Nova Hampshire. Você? — Nova york. Ele colocou um emaranhado do meu cabelo por cima do meu ombro e deslizou as pontas dos dedos para baixo em minhas bochechas para circular um mamilo, seu olhar no meu bico endurecido. — Estamos indo depois de amanhã.


Como um raio, a dor correu através de mim, apertando minha garganta. — Rápido assim? — Sim. Eu engoli e ele levantou o olhar para o meu rosto novamente. — Eu realmente quero passar mais tempo com você. — O mesmo aqui. Ele mordeu o lábio inferior. — O que? — Eu perguntei. — Isso vai soar louco... Eu levantei uma sobrancelha, mas não consegui arrancar meu olhar do seu lábio perfeitamente curvado. — Você vai me deixar levá-la de volta para Nova York? Piscar não me ajudou a encontrar qualquer provocação em seus olhos quando eu o olhei. — Como, viajar pelo país na garupa da sua moto? — Sim. — Ele esfregou o polegar sobre o meu mamilo, despertando outro formigamento entre as minhas coxas. — Se você for comigo e depois simplesmente quiser ir para casa, eu compro uma passagem de avião no aeroporto mais próximo. Fiquei nervosa quando minha mente foi por outro caminho em vez de foder Hawk novamente. Como vou tirar minha merda do hotel, o que dizer as minhas amigas, como fugir sem ser vista. O pensamento de não fazer o que ele sugeriu nem sequer passou pela minha cabeça. — Sim.


Hawk deu um largo sorriso, e eu o rolei de costas, subindo em seus quadris. — E se eu acabar te levando para mim? — Eu perguntei, sem fôlego e excitada. — Vai me jogar fora da sua moto na parada de descanso mais próxima? — Você me deixa louco. — ele disse, sua voz mais baixa que eu já ouvi quando ele agarrou meus quadris e me moveu sobre seu pau endurecido. Minha vez de sorrir. — Você sabe o que quero dizer. Nada além de seriedade encheu seus olhos. — Você irradia uma alegria que estou perdendo. A vida brilha em seus olhos. Seu sorriso. Eu nunca vou me cansar. Eu vou soar como um louco, mas você iluminou minha vida hoje, Janie, e eu quero ver onde isso pode ir. Sabendo o que estava no meu futuro, independentemente dos remédios que eu engolia todas as manhãs, dissolvi aquele sorriso quando ele me olhou. — O que? — Ele perguntou, esfregando o polegar sobre o meu lábio inferior. — Nunca tive alguém me dizendo algo assim antes. — Nada que eu odeie mais do que mentira. Eu sempre serei honesto com você, pequena borboleta. Querendo ignorar o nervosismo e a vergonha em mim, eu me enterrei contra seu pau com força o suficiente para que ele agarrasse meus quadris de novo. — E o que você quer agora? — Eu sussurrei, inclinando para que meus lábios pairassem à um centímetro dele, sabendo que meus olhos brilhavam com a vida que ele tinha falado. — Foder você até você não poder ver direito.


— Mmm. Sim por favor.


Sua buceta apertada e encharcada tinha segurado meu pau e me ordenhado pela terceira vez em três horas. Sim, eu queria reivindicar seu buraco enrugado antes do fim da noite, mas sua buceta gananciosa era como a droga mais doce para o meu sistema. Não conseguia ter o suficiente. E os sons chorosos vindo dos seus lábios entreabertos e a selvageria em seus olhos quando ela gozava... Porra. Subi na minha Harley enquanto ela se agarrava às minhas costas, suas mãos em constante movimento esculpindo meu abdômen e peito enquanto eu a levava para o hotel no alvoroço da madrugada. Eu nunca agi de forma tão espontânea e demoníaca na minha vida. Ela não era a old lady de nenhum homem. Livre como um pássaro e parecia me querer tanto quanto eu a queria. Uma ninfomaníaca, e perguntei isso a ela. Ela falou que tem esses impulsos de vez em quando e que ninguém tinha sido capaz de saciar ela até eu. Eu sorri como um idiota. Luxúria louca... louco por tudo. Jonny irá perguntar em que diabos eu tinha entrado e eu não teria palavras para explicar o que sentia. O efeito vertiginoso de Janie no meu cérebro, o modo como ela superou todo o bom senso, a maneira como sua vida literalmente iluminou a minha. De jeito nenhum eu estava deixando ela ir. Meu sorriso permaneceu quando entrei no estacionamento do hotel.


Ela saltou, seu olhar percorrendo o estacionamento e dezenas de motos estacionadas. — Vejo você do lado de fora dos Jacks ao meio-dia? Concordei com o plano que havíamos feito antes de sair da cama meia hora antes. Sorrindo e andando para trás, ela agitou os dedos. — Vejo você mais tarde. — ela murmurou, e eu saí do estacionamento, sentindo como se tivesse deixado meu coração em suas mãos. Voltei para o hotel, liguei o alarme do telefone para as onze e meia e deitei - um sorriso ainda no rosto, mesmo sem saber o sobrenome dela.

***

Calça jeans coladas às pernas de Janie, botas de salto alto faziam com que ela ficasse pelo menos três centímetros mais alta, e um top verdejade realçava o verde dos seus olhos. Um boné de beisebol em sua cabeça, o cabelo em uma trança grossa por cima do ombro, com o punho cerrado enquanto ela estava inquieta. Seu rosto se iluminou e ela soltou a mão do seu cabelo enquanto eu passava por ela na minha moto e nossos olhares se cruzaram. Quando encontrei um lugar para estacionar, caminhei de volta para ela, sorrindo como um tolo. — Ei. — Ei para você também. — ela disse quando entrei em seu espaço pessoal, mas não toquei em seu corpo balançando. — Você parece tão bom, eu quero transar com você bem aqui, o babaca policial de camisa polo ali será amaldiçoado.


Ela riu, olhando para o policial. — Tenho certeza que poderíamos encontrar um canto escuro ou um banheiro em algum lugar. — Garota safada. Ronronando baixinho e passando a mão pelo meu peito, ela se inclinou para mim. — Você não tem idéia. Eu agarrei sua mão e beijei sua palma. — Pronta para ir? Seus olhos brilharam. — Sim. — Vamos lá. Com a mão firmemente entrelaçada na minha, andamos a curta distância até a minha moto. Claro, eu teria gostado mais ter voltado para o hotel e fodermos até desmaiarmos, mas eu queria conhecer Janie melhor. Enterrar em seu cérebro não apenas em seu corpo. Ver se havia terreno suficiente para construir algo que eu esperava encontrar. Ela virou o boné de beisebol para trás e se agarrou a mim enquanto subíamos a Route 90, o vento e o calor trazendo o conforto de casa enquanto minha Harley retumbava sob nós. As pontas dos dedos dela traçaram os músculos da parte superior do meu corpo, e meu pau latejava. De jeito nenhum nós faríamos o caminho que eu tinha planejado sem eu transar com ela na floresta ou em algum lugar. Passamos por Spearfish e seguimos para o sul pela estrada do desfiladeiro, diminuí a velocidade e apreciei a imensa paisagem dos pinheiros saindo da rocha e as paredes de pedra calcária se erguendo ao nosso redor. Dezenas de motociclistas haviam fugido de Sturgis também, aproveitando a selvageria de Black Hills. Fui para Deadwood e paramos no Hickok's para um cheeseburger. Sentei em uma banqueta preta e pedi uma cerveja, olhei para a mulher que estava me deixando louco desde a primeira vez que a vi.


Ela deixou o boné na moto e a trança castanho-avermelhada estava pendurada no meio das suas costas. Os óculos escuros apoiados no topo da cabeça seguravam os fios de cabelo que soltou ao vento. Suas bochechas estavam rosas e, como de costume, um sorriso brilhou em seus olhos. — Então, o que você está achando até agora? — Perguntei a ela enquanto o barman colocava nossas bebidas à nossa frente. — É tão lindo aqui. Eu gostaria de ir mais cedo para conversar sobre isso com Tasha e Lori. — Perfeito, se você me perguntar. — Máquinas de caça-níqueis atrás de nós tilintavam com moedas junto com o barulho de jogadores e outros clientes, mas eu não conseguia tirar meu foco de Janie nem se tivesse tentado. O telefone dela tocou e ela tirou do bolso de trás. Sua sobrancelha franziu ligeiramente enquanto ela lia a mensagem e respondia, os dedos voando sobre a tela. — Tudo certo? — Sim. — ela murmurou, mas sua voz não me convenceu. — Andando com um motociclista estranho... eu ficaria com medo também. Sua cabeça se ergueu. — Quem disse que alguém está com medo? Dei de ombros e tomei um gole da minha cerveja. — Se suas amigas fossem amigas, elas estariam. — De qualquer forma. — Ela colocou o celular de volta no bolso e me deu um olhar que disparou o sangue direto para o meu pau. — Onde nós vamos em seguida?


— Rushmore. — Eu prefiro encontrar um quarto em algum lugar. Rindo, eu balancei a cabeça. — Não há quartos disponíveis por aqui por milhas. — Há muitos bosques por aqui... — Esperar vai tornar isso ainda melhor. — Eu disse a ela o que eu estava dizendo a mim mesmo na última hora. Ela soprou uma respiração pesada entre os lábios. — Sim, eu suponho que você está certo. — Rushmore, então você pode dizer que esteve lá, depois voltaremos para Sturgis. — Aquele maldito brilho iluminou seus olhos novamente, e eu gemi na minha cerveja. — Você é como a pior droga, sabe? E eu fiquei muito tempo sem um pouco. Janie se inclinou para mim, sua respiração quente contra o meu ouvido. — Estou molhada e disposta… — Cristo. — Meus dedos apertaram minha cerveja, mas eu queria conhecer ela, não apenas foder. — Você sabe, eu nem sei o seu sobrenome. Ela riu e sentou em sua cadeira para pegar sua Coca-Cola. — Kincade. Você? — Richards. — Robin Richards. — ela murmurou, seus lábios sorrindo contra a borda do seu copo. — Hawk.


Ela riu ao redor da sua boca cheia de refrigerante e eu fiz uma careta. — Eu te disse meu nome verdadeiro em confiança. Sua risada continuou, e eu me vi sorrindo junto. Para uma mulher mudar meu humor como um interruptor de luz, ela poderia muito bem me chamar do inferno que ela quisesse.


— Ok, Hawk. — eu disse quando minha risada diminuiu. — Você teve seu rosto enterrado entre as minhas coxas, mas vamos fazer as vinte perguntas para não sentirmos estranhos. — Não que eu tivesse um problema em transar com o estranho ao meu lado, mas como ele disse que queria ver aonde isso poderia ir, eu estava definitivamente a bordo, mesmo que a verdade fodida sobre a nossa situação não pudesse possivelmente terminar bem. Inferno, eu menti sobre o meu sobrenome... e sem dúvida mentiria novamente, se necessário. Qualquer coisa para mantê-lo perto pelo tempo que eu conseguisse. — Você primeiro. — disse ele. Um nó torceu meu estômago por causa da mensagem da Tasha, me falando que meu pai tinha começado a se preocupar comigo. Mais uma vez, ela cobriu minha bunda, mas temi que minha ansiedade me derrubasse, acabando com o que havia começado entre Hawk e eu. — Quantos anos você tem? — Eu perguntei. — Trinta e oito. — Merda. Sua sobrancelha se levantou. — Tem algum problema com a minha idade? — Tenho apenas vinte e três anos. — Merda.


Nós dois rimos. — Eu não dou a mínima se você não der. — eu disse, me inclinando para ele novamente, desejando que eu pudesse rastejar em seu colo. Seus brilhantes olhos cor de avelã olharam para o meu rosto, um sorriso suave enrugando a pele nos cantos. — Eu não dou a mínima. Menos de cinco centímetros nos separavam, eu estava perto, amando o que tinha entre nós. — O que é isso, Hawk? — Eu perguntei. — Eu não sei, mas como eu disse ontem à noite, eu com certeza quero descobrir. — Você está falando sério sobre me levar para casa? — Claro. E quando eu sento... — Estou ansiosa para isso. — eu disse quando nossos hambúrgueres chegaram. — Há quanto tempo você está com os Fallen Gliders? — Eu pergunto alguns minutos depois, continuando nosso jogo. — Quase vinte anos. Eu sabia a resposta para a minha próxima pergunta, mas a curiosidade sobre sua postura abriu minha boca. — É verdade o que eles dizem sobre os irmãos virem primeiro que a família? Hawk deu de ombros e terminou de mastigar um pedaço do hambúrguer. — A maior parte sim. — Mas? Uma ruga apareceu entre suas sobrancelhas. — Parece que os tempos estão mudando. Irmãos saindo. Menos tolerância da lei… — Ele deu de ombros novamente.


— E onde você está com todos os irmãos versus família? O hambúrguer em suas mãos prendeu sua atenção enquanto eu esperava. — Sempre foram os irmãos em primeiro lugar para mim porque eu nunca encontrei uma razão para pensar o contrário. A vertigem fez cócegas no meu estômago. Se ele não decolasse ao primeiro sinal do meu problema, talvez, apenas talvez a isso acabasse bem. Continuamos com o nosso jogo de perguntas, embora eu tivesse que esconder a verdade aqui e ali sobre quem eu era. Acontece que ele não era do tipo curioso, e acabamos passando a maior parte do tempo discutindo nosso programa favorito da HBO que tinha sido cancelado muito cedo para nosso gosto - Deadwood. Eu sempre quis ver as ruas reais onde o Xerife Bullock, Calamity Jane e o próprio Hickok passearam, acabamos andando por um tempo, nossos dedos entrelaçados. Ainda voando alto, mesmo com a inquietação de ansiedade que eu estava sentindo, eu o puxei de um lugar para outro, tirando selfies de nós dois, gastando meu dinheiro em todo tipo de pequenas bugigangas inúteis que poderia caber na minha bolsa, e soltando gargalhadas profundas dele em mais de uma ocasião. Fazendo-o sorrir, ouvindo-o rir, sendo aquela luz que ele disse que eu trouxe para sua vida, isso tornou minha missão, e eu prosperei com a emoção de curvar seus lábios. Uma hora depois, e tendo descoberto que Hawk era mecânico com sua própria loja, seu pai aposentado morava na Flórida com sua namorada de longa data e enterrou sua mãe anos antes, como eu, partimos para Rushmore. Eu não tinha dito a Hawk a verdade sobre a morte da minha mãe, mas eu raramente dizia a alguém o fato de que a merda que consumia


sua mente a tinha levado a se enforcar. Infligida pela mesma doença mental incapacitante, compreendi muito bem a depressão, as vozes em sua cabeça que a levaram a fazer a escolha de deixar a mim e a meu pai. Faz dez anos desde que ela se foi, dez anos desde que fui diagnosticada. Desde então, incontáveis altos e baixos tinham vindo e desaparecido, mas eu nunca tinha desejado continuar bem como eu fiz enquanto estava com Hawk enquanto andamos através das Black Hills. Como dedos agarrando a água, tentei me segurar enquanto olhamos as quatro faces dos presidentes mortos até voltarmos, o sol se pondo à nossa esquerda. Eu coloquei minha bochecha nas costas de Hawk, o couro na minha bochecha quente enquanto eu escondia minhas mãos sob sua camiseta. Pele quente e dura encontrou a ponta do meu dedo. Seus músculos do estômago se flexionaram sob o meu toque, e eu deslizei minhas mãos para cima, sobre seu peito. Minha buceta latejava e, como de costume, como eu era ninfomaníaca, eu queria foder. Eu deveria querer o dia inteiro, e eu fiz até certo ponto, vendo um dos locais imperdíveis da América - mas a proximidade de Hawk, a tensão sexual entre nós mesmo enquanto conversávamos, me deixou molhada e disposta como eu disse ele. Ele parecia mais interessado em me observar enquanto eu passeava por Deadwood e Mount Rushmore, e eu não pude evitar meu sorriso sobre esse fato. Consciente do seu olhar de olhos castanhos formigou sobre a minha pele durante todo o dia até que eu tremi com necessidade. — Eu quero você. — ele sussurrou em meu ouvido enquanto eu olhava para o bom e velho Abe. Minha resposta foi pegar a mão dele e voltar para a moto.


Nós corremos para o norte, um sorriso nos meus lábios, seu corpo tenso na minha frente. Eu nunca quis essa emoção alta acabasse. Nunca. Demorou pra caralho voltar para o hotel dele. Nós estávamos na porta por dez segundos quando ele caiu de joelhos e puxou minha calça jeans para os meus tornozelos. Ele enterrou o rosto na minha buceta encharcada, seu gemido e seu beijo fazendo minha cabeça inclinar para trás contra a porta, meus dedos agarrando o cabelo mais comprido em cima da sua cabeça. Meu clímax começou, e eu puxei a boca arrebatadora do Hawk para longe de mim. — Eu quero seu pau. Ele se levantou e começou a se despir, revelando sua pele bronzeada e macia, peitos tatuados e aquele V gostoso levando seus couros. Eu não perdi mais tempo, tirei minhas botas e meu jeans que o impedia de ficar entre as minhas pernas. Nua da cintura para baixo, eu me joguei na cama e abri minhas pernas, acenando com uma mão. — Depressa. Mordi o lábio para não rir enquanto seus dedos tremiam enquanto ele colocava o preservativo. Um fogo verde brilhou em seus olhos quando ele subiu na cama entre as minhas pernas. Com um impulso ele estava dentro de mim, arrancando um grito dos meus pulmões, igual na noite anterior. — Então, fodidamente molhada para mim. — Prendendo sobre mim, ele empurrou uma meia dúzia de vezes enquanto eu enfiava minhas unhas em seu bíceps, e ele trabalhava dentro e fora de mim, me esticando para ajustar sua cintura. — Maldição, borboleta. — Alguns grunhidos e


gemidos, e ele diminuiu, girando os quadris para esfregar seu osso púbico contra o meu clitóris. — Deus, ai mesmo. — Eu gemi, — minha cabeça inclinada para trás e fechando os olhos. — Estou tão perto... não pare! — Meu clímax veio com o próximo impulso, queimando minha pele, fritando minhas terminações nervosas em uma tortura requintada. Eu não conseguia recuperar o fôlego, não conseguia me concentrar por causa da euforia que estava passando pelo meu sangue. Hawk puxou para fora e me virou de bruços antes que a pulsação na minha buceta terminasse, puxou minhas pernas e um impulso o colocou contra o meu útero novamente. Eu gritei no colchão, minhas mãos em punhos no edredom quando outro clímax veio sobre mim. Eu não podia me contorcer, não conseguia levantar meus quadris para encontrá-lo. Eu estava à sua mercê, a misericórdia de um animal no cio que me golpeava de novo e de novo, me segurando com todo o peso do seu corpo suado. — Tão bom, tão bom pra caralho. — Seus impulsos se tornaram mais rápidos, suas respirações irregulares. — Porra! Seu pau pulsou profundamente dentro de mim, e ofegando, ele relaxou, sua respiração quente no meu ouvido. — Porra. Eu poderia morrer feliz agora. — O estrondo da sua voz baixa penetrou em minhas costas, bem no meu peito, e eu sorri. Parecia que eu não poderia fazer mais do que isso com Hawk. Com uma respiração ofegante, ele pressionou as palmas das mãos, deslizando seu pau semi-duro entre as minhas pernas. Enquanto um suspiro trêmulo me derreteu como cera quente na cama, minha mente continuou a zumbir. Ele tinha de alguma forma curado meu humor? Eu nunca voei tão alto por tanto tempo.


O toque de um pano quente e úmido entre as minhas pernas diminuiu minha mente e me trouxe de volta ao presente. Eu abri minhas pernas ainda mais, dando a ele acesso à bagunça que eu fiz enquanto gozava em torno do seu pau. — Tão rosa… ainda inchada. Porra, você é linda. — Hawk beijou cada uma das minhas bochechas antes de abaixar e colocar um beijo casto na minha buceta. Eu rolei e me estiquei, olhando para ele sob meus cílios. Hawk sentou ao lado do meu quadril, nu, seu cabelo uma bagunça, maçãs do rosto tingidas de rosa. Seu olhar deslizou pelo meu corpo e voltou como se estivesse saboreando a visão de um bife suculento. Calor encheu seus olhos enquanto descansavam no meu rosto. — Mudou de ideia sobre me levar para o leste amanhã? — Eu perguntei enquanto ele olhava para mim. — Nunca. Sorri, embora soubesse que era o momento perfeito para lhe contar a verdade sobre quem eu era, o que eu era, e salvar a nós dois de um monte de mágoa. Eu não consegui fazer isso. Eu não podia suportar o pensamento de terminar algo que tinha acabado de começar. Talvez meus remédios pudessem oferecer controle para uma mudança. Talvez o acidente não me derrubasse, roubando a vida de mim. Talvez, apenas talvez, Hawk fosse o tipo de homem que pudesse lidar com a loucura dentro da minha cabeça. Hawk passou minha trança por cima do meu ombro e deslizou as pontas dos dedos pela minha clavícula, entre meus seios. — O que está passando pela sua cabeça? — Eu estou assustada.


— Eu não vou te machucar. Fisicamente, eu não achava que ele iria, mas meu coração? — Você é a mulher mais feliz e espontânea que já conheci. Eu quero você na parte de trás da minha moto, Janie. Eu quero nos dar mais alguns dias. Por favor. Minha garganta inchou e lágrimas queimaram nos meus olhos, mas não do tipo que chegou como uma depressão profunda. Eu fui para perto de Hawk, e ele se esticou ao meu lado, me aproximando de seu peito rígido. — Me beije. — eu sussurrei um centímetro dos seus lábios. Suave e gentil, reacendendo o fogo dentro de mim, nenhum homem tinha sido capaz de me saciar. O beijo tornou ganancioso, línguas entrelaçando, e porra. — Eu quero você de novo. — As palavras gemidas de Hawk junto com a dureza do seu pau contra a minha coxa tirou um gemido do meu peito. Ele chegou por trás dele, pegou um preservativo e entregou para mim enquanto estava deitado de costas. Eu montei seus quadris, rasguei o pacote com os dentes e olhei para seu pau grosso. — É incrível essas coisas se encaixarem. — eu disse, rolando o preservativo sobre a cabeça do seu pau. — Eu odeio essas coisas do caralho. — Eu também. Hawk agarrou meus braços e me puxou. — Me foda, pequena borboleta.


Esfreguei meu quadril nele, deixando minha umidade em seu comprimento, depois coloquei a cabeça do seu pau dentro de mim. Sua mandíbula se contraiu como se ele apertasse seus dentes, e ele espalmou meus quadris enquanto eu pressionava de volta para ele, esticando minha buceta, enchendo-me com cada centímetro do seu pau. Nós dois gememos quando ele chegou ao meu ventre, e ele passou os braços em volta de mim, capturando minha boca. Uma emoção eufórica quente veio através de mim, como se todos os planetas em cada galáxia estivessem alinhados, cada estrela por trás das minhas pálpebras brilhando intensamente. Como um estilhaço de raio, senti Hawk em cada poro do meu corpo, seu gosto, seu toque queimando minhas terminações nervosas. Eu ofeguei contra sua boca, surpresa com as emoções e sentimentos que eu não entendia, mas o constante impulso, os suspiros e gemidos acompanhando a fricção quente e ardente entre nossos corpos como um frenesi. Ele ofuscou qualquer pensamento meu, até que tudo que eu podia fazer era sentir. Requintada tortura do melhor tipo, crescente excitação parecendo que a beira de um penhasco se aproximava. A umidade cobria suas coxas - minhas coxas - enquanto eu esfregava contra ele, na necessidade frenética de correr para frente e me jogar no desconhecido. Meu clitóris pulsou, com cada impulso do seu poderoso quadril me esfregando contra sua pélvis, aumentando minha necessidade. O aperto de Hawk em meus quadris me machucou, mas a dor só intensificou a selvageria que me consumia. — Eu vou gozar. — eu me ouvi ofegante através do zumbido nos meus ouvidos. — Não pare. Deus por favor…


Seu quadril rápido, empurrando seu pau em mim, e eu me agarrei ao seu corpo, meus dedos em seu cabelo. Cada fôlego me levou para mais perto, cada deslize do seu pau profundo dentro de mim eu apertava meus dedos, trazendo arrepios em mim. Meus pulmões falharam quando meu corpo finalmente foi para a borda, me puxando para o esquecimento. Hawk gemeu quando minha buceta apertou em torno dele, mas ele não gozou, não parou até que eu fiquei relaxada em seu peito. Ele me virou e me colocou de joelhos. Eu coloquei a minha bunda no ar, ainda tentando controlar minha respiração, meu ouvido zumbido. A cama abaixou entre as minhas coxas, e ele segurou as bochechas da minha bunda, me abrindo amplamente. Sua língua quente empurrou no meu cu, e eu gritei, mas ele me segurou firme. — Alguém reivindicou este pequeno buraco apertado? — Ele perguntou, sua voz tremendo e ele deslizou a ponta do polegar pela saliva que ele deixou atrás. — Não. — Eu quero me enterrar dentro da sua bunda. — A ponta do seu polegar passou e eu ofeguei com a queimadura. — Você pode fazer isso. Por favor. — eu sussurrei, meus olhos cerrados contra a necessidade renovada me invadindo novamente enquanto ele lentamente mergulhava seu dedo dentro de mim. — Porra, você é tão apertada. — Ele se mexeu e segurou meu quadril com a sua mão livre. — Hoje à noite, vou acabar nesta buceta exuberante e inchada. Polegar ainda dentro de mim, Hawk pressionou minha buceta com seu pau, me enchendo como eu nunca tinha sido antes. — O-oh, Deus...


Minha respiração ficou presa e, como um elástico apertado, meus membros ficaram tensos. Ele puxou e empurrou de volta, esfregando o polegar contra a minha parede interna, e eu gemi. Porra escorria de mim enquanto eu gemia como um animal no travesseiro. — Goze, Janie. É isso aí, baby. Meu corpo estava se movendo por conta própria, pressionando para trás para atender a cada impulso dos quadris e mãos de Hawk, eu peguei o que ele ofereceu, nunca querendo que isso acabasse, precisando da necessidade varrendo meu sangue para me fazer entrar em coma. Hawk bateu com tanta força que eu deslizei para frente, e mais dois golpes depois seu pau inchou dentro de mim. Ele estremeceu, seu pau pulsando, enviando outro arrepio através de mim. Mais uma vez, ele relaxou contra mim, seu peito arfando, respiração pesada no meu ouvido.

***

Mais tarde, nós transamos mais uma vez, comemos a pizza que pedimos, a caixa foi jogada no chão. O gosto de calabresa permaneceu na língua de Hawk enquanto ele empurrava na minha buceta e me levava a um clímax que me deixou sem fôlego. Ainda duro, ele me levou para o chuveiro, onde lavou cada centímetro do meu corpo cansado. Eu fiquei de joelhos, e ele fodeu meus seios que eu segurei esmagados juntos, finalmente atirando seu esperma no meu rosto. Eu amava isso.


A escuridão havia chegado e, quando finalmente descemos a rodovia em direção ao hotel para pegar minhas malas, percebi que Hawk havia saciado completamente meu apetite. O contentamento me envolveu em um casulo de lã e me deixou sorrindo, apesar de possíveis problemas esperado em nosso destino. Eu mandei uma mensagem para Tasha para que ela soubesse que eu estava indo pegar algumas das minhas coisas, mas ela não tinha respondido antes de sairmos. Tanto Tasha quanto Lori não gostaram do meu plano, ou das mentiras que tinham que contar até que eu fosse embora na parte de trás da Harley do Hawk, mas elas concordaram mais cedo naquela manhã quando eu entrei no nosso quarto de hotel para pedir para elas cobrirem minha bunda, querendo que eu me divertisse o maior tempo possível, já que todas as coisas boas sempre acabam para mim. Hawk estacionou sua moto na entrada dos fundos do meu hotel, e eu saltei, meu olhar vagando pelo estacionamento quase vazio. — Eu vou pegar minhas coisas. Não há necessidade de você subir. — Tem certeza? Eu limpei a palma da minha mão na minha calças jeans. — Sim. Volto logo.


Sentei e relaxei o melhor que pude enquanto olhava sua bunda balançando e aquelas pernas que eu não podia esperar para ficar no meio novamente. Quente e apertada... A memória da sua buceta escorregadia inchava meu pau novamente, embora as bolas gastas doessem como um filho da puta. Ela desapareceu dentro e eu peguei meu celular. — Nosso quarto ainda cheira a suor e gozo. — Jonny disse em tom de olá. Eu ri. — Não posso dizer que sinto muito. — Eu acabei de chegar. Onde diabos você está? Soltando um suspiro, olhei para a porta pela qual Janie tinha desaparecido. — No hotel dela, pegando as coisas dela. Silêncio. — Vou levá-la comigo amanhã quando sairmos e deixá-la em Nova York. — Porra, Hawk? — Eu sei? — Eu cocei a parte de trás da minha cabeça. — Está fora do caminho, mas… não sei, Jonny. Ela é... foda-se. Eu não sei. — Você soa como Nicky.


— Porra. — Minha mão caiu no meu colo. Nosso melhor amigo havia entregado suas cores alguns meses antes, indo para o norte, e encontrou uma mulher mais jovem que acabou por reivindicá-lo em todos os sentidos possíveis. — Eu não acredito em amor, muito menos amor à primeira vista. — Eu não falo mais nada. — Jonny resmungou, — Mas você com certeza está agindo como ele. Mel tem Nicky tão envolvido que o desgraçado ainda não retorna minhas ligações ou textos. Nem os meus também, não me incomodei em lembrá-lo. Nicky havia deixado os Fallen Gliders porque lidamos com as coisas nas quais sua irmã tinha ido. Enquanto eu odiava o fato de que ele nos deixou, eu pude entender seu desejo de se distanciar. Porra ele foi embora. Ele saiu, e eu acabei preenchendo o vazio que ele deixou no clube como sargento de armas. — Não aguento o momento de sair daqui amanhã com ela. — eu disse, lutando para conter um suspiro. — Espero que no momento em que deveríamos nos separar de você até Nova York, ela concorde em voltar para casa comigo. — Merda. — A forte expiração de Jonny atingiu meu ouvido com força. — Eu acho que você é doido, mas se ela é a quem você quer agora, então ela é a que você terá. Eu tenho suas costas, como sempre. — Obrigado, cara. — Você terminou a porra da noite, ou eu deveria ir para o quarto de outra pessoa? Meu sorriso retornou. — Eu já explodi minha carga três vezes. — Você é o Hawk “fodido” Richards com um suprimento infinito de porra, ou assim as prostitutas do clube dizem. De jeito nenhum você está terminando a noite.


Eu ri e esfreguei meu peito com a estranha sensação de formigamento lá. — Sim, bem. Jonny riu novamente. — Eu vou bater na porta do Digger apenas no caso de você não poder manter seu pau em sua boxer. — Eu não uso nenhuma roupa de baixo. — Então esse é o seu segredo? Talvez eu deva tentar. Rindo de novo, desliguei e enfiei meu celular de volta no bolso. Jonny reclamou tanto quanto eu sobre a falta de mulheres fodíveis no clube nos últimos meses. Muitos não sabiam que ele lutava contra seus demônios. Ele culpou a idade, mas aos quarenta e dois, apenas cinco anos mais velho que eu, eu sabia que ele mentia. Ele cresceu, como eu. Seu cérebro foi invadido pela preocupação com o clube e os números decrescentes. A linha tênue que andamos entre ser um por cento e odiar a crise que o tráfico de drogas permitiu. De jeito nenhum nós poderíamos mudar, no entanto. A reunião dos presidentes algumas noites antes tinha soletrado isso como uma merda. Os Fallen Gliders forneciam o que as pessoas queriam. Fizemos dinheiro e, a menos que entregássemos nossas cores, faríamos isso até seis pés abaixo. — Porra. — eu murmurei para mim mesmo, olhando para a porta do hotel. Deixando de lado os pensamentos sombrios, voltei minha mente para Janie. Cheia de vida, exuberante, espontânea Janie. Um copo de água fria e forte em um dia sufocante. A mais doce onda de ar fresco da brisa do oceano. Porra, eu estou fodido.


O pensamento não virou meu estômago, não enviou uma dose de preocupação ou o desejo de fugir. Preso em sua linha, ela me pegou pelas bolas. Bolas doendo. Eu duvidava que tivesse uma gota de esperma em mim, mas meu pau não dava a mínima. Eu queria deslizar para dentro dela de novo e de novo até desmaiar. Ela saiu correndo pela porta do hotel, seu boné de beisebol puxado para baixo na testa, o cabelo comprido ainda em uma trança por cima do ombro. O lábio inferior entre os dentes, ela olhou ao redor do estacionamento. Como um esquilo com fogo no olho, ela correu para mim com um novo par de jeans skinny e botas de montaria, duas pequenas bolsas em uma mão e uma mochila grande pendurada no outro braço. — Suas amigas não se preocupam? — Eu perguntei enquanto abria os alforjes da minha moto. — Não muito. Tasha prometeu levar o resto das minhas coisas para casa. — Ela empurrou as coisas da bolsa para um lado, depois arrumou o resto no outro. — Vamos sair daqui antes que elas mudem de idéia. Um sussurro de inquietação entrou no meu cérebro, mas eu me afastei do hotel, o coração de Janie batendo rápido nas minhas costas enquanto ela se agarrava a mim. Eu acelerei e corri de volta pela estrada, zumbindo por outros motociclistas e por alguns carros, mesmo que tivesse que estar perto de um. Chegamos de volta ao meu hotel, e Janie parecia ter se acalmado, sorrindo e os olhos brilhando novamente. — Cansada? — Eu perguntei enquanto ela colocava sua mochila no chão. — Não.


— Oh, como eu invejo os jovens e sua energia sem limites. — eu disse com uma risada antes de me inclinar para escovar meus lábios novamente nos dela. — Vamos sair às seis. Melhor dormir um pouco. Ela suspirou quando me afastei. — Tudo bem. Vinte minutos depois, ela se arrastou sob os lençóis e enrolou seu corpo nu ao redor do meu. Eu gemi com o calor suave dela pressionado contra mim e me virei de lado para encará-la. — De jeito nenhum eu vou dormir com você pressionada contra mim assim. — Mmm. — Ela mexeu e aconchegou sua bunda contra a minha virilha. — Melhor? — Porra, não. — eu disse entre os dentes cerrados. Pensamentos do seu buraco enrugado e virgem inchavam meu pau. — Você pode me levar de novo. — disse ela, sua voz toda abafada e com luxúria quando ela se esfregou contra mim. — Eu quero essa bunda. — eu disse, arrastando a ponta do dedo entre as bochechas da sua bunda, — Mas isso vai levar algum tempo. Tempo que não temos agora. — Eu levantei meu dedo até o nariz e inalei o cheiro almiscarado dela. — Porra, mulher, você me tenta? Ela riu e se esfregou novamente. — Vá dormir, pequena borboleta. Eu satisfarei seu desejo por meu pau amanhã. Um suspiro exagerado e ela pressionou as costas contra o meu peito. — Promete? — Prometo. Agora feche seus olhos.


Levou um bom tempo com Janie se remexendo ao meu lado, mas acabei cedendo Ă exaustĂŁo por ter drenado a porra das minhas bolas.


Roncos leves saindo dos lábios do Hawk, e eu ainda olhava através da escuridão do seu quarto de hotel, bem acordada, os lençóis roçando minha pele. Claro, meu corpo parecia ter sido usado com força e colocado na cama molhado, mas minha mente não parava. Lori não tinha dito nada quando eu disse a elas que Hawk estava me levando de volta. Tasha tinha me ajudado a empacotar, sua vertigem e constante fluxo de palavras me dando a confiança e coragem para manter a minha decisão. Se elas soubessem que Hawk pertencia aos Fallen Gliders, elas teriam me trancado no quarto para salvar minha vida. Se papai descobrisse com quem eu estava ele nos colocaria, tanto Hawk quanto eu, em um túmulo, eu não duvidava disso. Minha decisão em aceitar a oferta de Hawk era egoísta no pior sentido da palavra, mas eu nunca quis tanto uma coisa na minha vida. Eu ficaria absorvida com sua atenção pelo tempo que eu pudesse, porque Deus sabia, se eu caísse e ele visse o meu verdadeiro eu, ele me largaria rápido pra caralho. Eu finalmente me afastei, e no segundo que eu abri meus olhos para a luz do amanhecer insinuando ao redor das persianas, eu fiz um balanço na minha mente acelerada, minhas emoções. Meu bocejo se transformou em um sorriso. Segura por mais um dia. Dificilmente descansada, mas pronta para enfrentar o dia, lutei para ficar quieta, já que o pesado braço do Hawk estava na minha cintura.


Como uma fornalha, seu corpo era incrível e quente que encharcava minha pele. Incapaz de me segurar, me estiquei, pensando no dia seguinte. O pau de Hawk se agitou, e ele me puxou de volta contra seu peito. — Dia. — Sua voz baixa retumbou no meu cabelo, formigando entre as minhas coxas. — Bom dia. — eu o corrigi, ainda sorrindo. — Nada disso até eu tomar algumas xícaras de café. Eu me afastei e puxei meu jeans, sua declaração me dando uma missão. — Aonde você vai? — levantava para me vestir.

Ele resmungou, piscando enquanto eu

— Pegar um pouco de café. — Você é sempre assim de manhã? Eu ri. — Não, mas eu acordei ao lado do homem mais quente do planeta e o quero tão desperto e cheio de vida quanto eu. Ele amaldiçoou e puxou meu travesseiro sobre sua cabeça. Ainda rindo, peguei o cartão-chave na mesa ao lado da porta e saí do quarto. Amarrei meu cabelo bagunçado em um rabo de cavalo, corri para o restaurante. Café e dinamarquês grátis, exatamente como eu esperava. Dois motociclistas do Fallen Glider sentaram em uma mesa, tomando café. Irmãos de Hawk. Eu ofereci um grande sorriso quando eles olharam para mim levando café para meu gostoso.


Eu olhei para os pacotes de açúcar e creme. Ele parecia mais um cara de café preto. Peguei uma rosquinha para Hawk e decidi pegar uma para mim também, mesmo que não estivesse com fome. Com mais fome do que eu pensava, devorei a maldita coisa em menos de cinco mordidas no caminho de volta ao nosso quarto. Nosso. Porra, eu gostei do som disso. — Café e rosquinha! — Eu disse quando a porta se fechou atrás de mim. Hawk levantou e sentou contra a cabeceira da cama, o lençol ao redor da sua cintura, revelando os músculos esculpidos do seu peito e estômago. — Você está tão fodidamente bem. — eu disse, entregando o café e a rosquinha e arrastando o meu olhar sobre ele até entre suas coxas.— E esse pau. — Eu serpenteei minha mão sob lençol e envolvi minha mão ao redor dele. — Tão grosso. — Porra, Janie. — Hawk bateu a cabeça contra a cabeceira da cama duas vezes enquanto eu deslizava minha mão por seu longo comprimento. Alguém bateu na porta, e eu gritei e me afastei de Hawk, meu coração na garganta, a adrenalina inundando minha corrente sanguínea. — Dez minutos, Hawk! — Foda-se, Jonny! — Hawk gritou de volta. — Dez minutos ou você está por sua conta! Hawk resmungou por alguns segundos enquanto eu lutava para relaxar. Eu tinha certeza que papai tinha encontrado.


— Você está bem? — Ele perguntou alguns segundos depois, enquanto colocava as pernas para fora da cama. — Sim. — Minha voz saiu sem fôlego e eu forcei um sorriso. — Vou escovar os dentes e me preparar para sairmos. Ele assentiu e tomou um gole de café. — Quer que eu coloque sua mochila com o laptop no carro do Digger para que você não precise levar na moto? Ele está seguindo atrás de nós com as malas de todos. — Oh, isso seria ótimo. Não vou usar. Nós saímos pela porta em doze minutos, meus lábios completamente beijados, vestígios do esperma de Hawk ainda na minha boca. — Esta noite. — ele murmurou enquanto empurrava minha bunda para fora da porta, — Isso é tudo meu. Deus, sim... O pensamento de ter um pau na minha bunda nunca pareceu atraente antes, mas depois de ter o polegar de Hawk enterrado no fundo do meu buraco virgem, eu queria tudo. Cada desejo sórdido, todo o modo doentio imaginável, meu corpo era seu para fazer o que ele quisesse enquanto eu permanecesse bem. Todo mundo já estava em suas motos, então eu não consegui conhecer seu amigo Jonny antes de subir na Harley de Hawk. — Pronta? — Ele perguntou por cima do ombro enquanto eu passava meus braços ao redor da sua cintura, meus dedos encontrando o caminho por baixo da sua camisa. — Sempre. — eu respondi, meu sorriso largo, minha mente louca como uma criança animada em uma dúzia de Pixy Stix.


Hawk apertou minha mão através da sua camisa, e nós fomos para a estrada, indo para o leste. Meu rosto doía de tanto sorrir, especialmente porque eu não tinha visto uma mensagem de Tasha ou Lori antes de sair com o nascer do sol. Eu não podia nem começar a imaginar a merda que aconteceria quando meu pai descobrisse que eu tinha fugido com algum cara aleatório. Desde que eu menti, pelo menos minhas amigas não sabiam o nome verdadeiro dele ou o fato dele ter uma tatuagem “67” no pescoço. Forçando ao esquecimento os pensamentos que esse fato me trouxe à mente, lutei para conter as sacudidas que queriam me levar da pura vertigem. Sentando, estiquei meus braços contra o vento, meus risos incontáveis. Liberdade na estrada. Liberdade do papai e todas as suas regras. Liberdade para fazer minhas próprias escolhas, foda-se as consequências. Meu nível não poderia subir mais.

***

Paramos algumas horas depois para tomar café e beber água. Eu saí da moto, minhas pernas coçando para dar uma corrida rápida ao redor do posto de gasolina. Hawk riu para mim enquanto eu batia meu pé esperando por ele para abastecer sua moto. — Então esta é a jovem que tem suas bolas torcidas em nós.


Virei-me para a voz sorridente e encontrei o homem que estivera sentado ao lado de Hawk no bar na noite em que me juntei ao concurso de camisetas molhadas. — Janie. — eu disse, estendendo minha mão. — Jonny. — Seus olhos escuros olharam por cima do meu ombro quando ele soltou minha mão. — Se esse filho da puta der alguma merda ... — Foda-se, Jonny, — Hawk resmungou. — Você me avise e eu vou me certificar de que você pegue um avião assim que estiver pronta. Eu podia sentir o aborrecimento em Hawk irradiando sobre minhas costas e não pude deixar de rir. — E se eu irritar a merda dele? Os olhos castanho chocolate de Jonny brilharam quando seu olhar voltou ao meu rosto. — Vou me certificar de que sua bunda esteja em um avião levando você para longe do meu irmão. Uma ameaça sem ser uma ameaça real. Seja legal com meu amigo, ou então... Eu pisquei. — Peguei vocês. Ele se virou e minha respiração ficou presa quando meu olhar deslizou pelas costas do seu colete. O maldito presidente... merda. Meu pé começou a bater de novo. — Você dormiu na noite passada? — Hawk perguntou enquanto pegava minha mão e partia em direção à entrada atrás do seu amigo. — Um par de horas. — Minha maldita voz tremeu. — Você vai dormir e cair no sono na parte de trás da minha moto hoje mais tarde?


Meu coração acelerou e eu levantei a cabeça para olhar para ele. Ele sorriu através da sua barba, a felicidade brilhando em seus olhos. Acelerado. Como no esgotamento. Sim. Meu sorriso pareceu forçado. — Não. Eu poderia conquistar o mundo hoje. Uma risada baixa, e ele balançou a cabeça, empurrando a porta. Vinte minutos depois, de barriga cheia de café e fast food que eu forcei pela minha garganta, nós saímos mais uma vez. Raios de calor ondulavam sobre o asfalto ao longe, mas cruzar o ar trouxe uma brisa decente o suficiente para não suarmos. Minha para a noite à frente, na chance do Hawk possuir uma parte de mim que nenhum homem jamais tocou. Eu não podia esperar.

***

Nós acabamos tendo que dividir o quarto com Jonny, já que eles só tinham reservado quartos suficientes para o mesmo número de homens que tinham ido à Sturgis. Não havia espaço para um casal que precisava de privacidade. Vestidos, cheios de tesão e membros emaranhados, Hawk e eu sussurramos à noite. Eu compartilhei algumas coisas sobre a minha família, mas mantive a verdade sobre o que meu pai fazia, o que ele era, para mim mesma. Hawk era dono de uma loja de motos a poucos quarteirões do clube que o mantinha ocupado e longe de problemas, e quando soube que eu sabia o suficiente sobre um motor de dois tempos para reconstruir um deles a partir de pedaços, ele se importou.


Passei horas trabalhando em motos com o meu pai. Eu disse a ele muito, pelo menos. Só não disse de quem a loja era. Eu não dormi merda nenhuma - pelo menos, não que eu soubesse, mas de manhã, minha melhora permaneceu, e eu sorri com a esperança de que Hawk tenha me curado milagrosamente. Igual à manhã anterior, corri para pegar café. Puxei meu celular do bolso de trás e o liguei. Sabendo que iria soar como um louco quando papai descobrisse que eu tinha ido embora, eu não tinha me incomodado em ligá-lo desde a última vez que mandei mensagem para Tasha. Com certeza, dezenas de mensagens e textos, mas eu estava muito bem para dar uma merda. Sem ouvir ou ler nenhuma delas, eu dei meus passos e mandei um texto rápido para as minhas meninas e depois para o meu pai, avisando que eu estava bem, que eu os veria em Nova York em poucos dias. Feito isso, eu coloquei de volta no bolso, com um sorriso enorme no rosto e um movimento no meu passo.


Minhas bolas doíam ao ponto de machucar. Nós paramos em nosso hotel durante a noite e agradeci a Cristo que eles tinham quartos extras. Depois de uma rápida foda contra a parede para liberar a tensão sexual que vinha nos acompanhando por quase quarenta e oito horas, caímos na cama king size, Janie rindo. Ela deitou de lado, os olhos brilhando nos raios do sol desde que eu tinha estado muito envolvido nela para se preocupar em puxar as cortinas antes de afundar em sua buceta apertada. Ainda respirando pesado, eu enrolei mechas do seu cabelo que escaparam da longa trança e coloquei atrás da orelha dela. — Eu machuquei você? — Eu perguntei enquanto o aroma de maçã sutil do seu xampu ou loção corporal flutuava sobre mim. — Não. — Seu sorriso me cutucou no peito. — Eu gosto quando você é bruto. Nunca fui colocada contra uma parede assim antes. Tenho que dizer... foi quente pra caralho. Como sempre, seu entusiasmo e felicidade infectaram minha cabeça e me vi sorrindo de volta. — Vire, pequena borboleta. — Mmm. — Com um sorriso, ela fez como disse, sua bunda chamando minha atenção. Eu apertei uma bochecha da sua bunda, amassando-a com as pontas dos meus dedos. — Deus, isso é bom.


Um sorriso alargou minha boca, e eu dei ao outro lado a mesma atenção. — Posso te fazer uma pergunta? — Janie perguntou, virando a cabeça para mim enquanto eu usava meu polegar para massagear sua parte inferior das costas. — Claro. — Você já pensou em viver longe do seu clube? Tipo, você sairia ou isso é vital para sua vida? Eu considerei suas palavras por alguns segundos enquanto ela procurava meu rosto e eu massageei lentamente ao longo da sua espinha. — Os Gliders é tudo que eu conheço desde que me tornei um membro. — Então, isso é um não? Dando de ombros, eu franzi meus lábios, meu olhar vagando pelas costas dela junto com a minha mão até a bunda dela. — Claro, eu pensei sobre o que seria a minha vida sem meus irmãos, mas nunca considerei sair. Nunca tive uma razão. Por quê? Ela imitou meu encolher de ombros. — O que seus irmãos acham de você levando uma quase estranha através do país na parte de trás da sua moto? — Não se preocupe. — Eu parei minha mão na sua bunda, o dedo esticado para segurar o máximo da carne macia possível. Passei meus dedos ao longo dos seus lábios encharcados, e passei de volta para a borda do seu apertado botão de rosa, terminando todo pensamento de conversa séria. Meu pau se contorceu quando suas pálpebras se fecharam. — Eu quero essa bunda. — eu disse, pressionando um dedo em seu buraco apertado.


Seus lábios se separaram e os quadris se levantaram quando fui mais fundo. Eu puxei para a ponta e deslizei de volta. — Puta merda. — Suas palavras meio irritadas enviaram uma onda de sangue para o meu pau. Adicionando um segundo dedo, eu trabalhei sua abertura apertada, preparando para o meu pau muito maior. Ela continuou a soltar malditos gemidos, gemidos que me atraíram. Incapaz de esperar mais tempo, eu me inclinei para baixo sobre suas costas enquanto meus dedos estavam na bunda dela. — Não se mova. — eu sussurrei contra seu ouvido e saí da cama. No bolso lateral da minha mochila continha um lubrificante e um grande estoque de preservativos, o mesmo que continha toda vez que eu visitei Sturgis. Eu peguei o que eu precisava e voltei para encontrar Janie apertando seus quadris contra o colchão. Eu golpeei a bochecha direita da sua bunda, e ela gritou, empurrando para o lado. — Eu disse para ficar quieta. — Mas eu estou tão excitada. — ela gemeu, levantando os quadris e deslizando os joelhos debaixo dela. Inchada, rosa e molhada, sua buceta chamava meu pau dolorido. A droga mais doce, mas eu decidi reivindicar seu buraco virgem. — Eu deveria golpear sua outra bochecha por me desobedecer. — eu disse, segurando meu sorriso. — Mmm. — Janie balançou os quadris. Eu me arrastei e dei outro golpe, minha mão deixando sua bunda vermelha enquanto ela gemia. — Assim, você gosta?


— Talvez. — ela respondeu, com mais do que um pouco de luxúria na sua voz. Minha mão tremendo balançou quando levantei o preservativo para a minha boca e o abri. Com um lubrificante na mão, eu estava entre suas pernas abertas. Sua respiração ficou presa enquanto eu esfregava entre sua bunda. — Eu vou foder essa bunda tão forte, você vai ficar me sentindo por dias. — Mãos apertando sua bunda junta, eu deslizei meu pau para cima, cobrindo meu comprimento. Ela ofegou e agarrou os lençóis acima da sua cabeça. Eu deslizei dois dedos no fundo novamente, lubrificando para mim. Gemidos e suspiros escaparam dos seus lábios enquanto eu tomava meu tempo esticando seu buraco. Quando ela ficou na borda, limpei meus dedos nos lençóis e agarrei seus quadris. — Pronta, pequena borboleta? Eu não esperei por uma resposta, pressionei a ponta do meu pau contra o buraco dela. Ela gemeu quando eu a puxei de volta para mim, empurrando até que rompi seu anel apertado. — Foda-se, isso queima. — Ela engasgou quando trabalhei mais um centímetro. — Porra. Com o maxilar cerrado e os dedos apertando suas coxas, eu lutei para não empurrar profundamente dentro dela. Eu puxei e empurrei de volta novamente, ganhando um pouco mais de espaço. Aqueles malditos choramingos saíram dos seus lábios quando recuei a cabeça. — Tudo bem? — Eu perguntei, minha voz tão tensa quanto minhas bolas.


— Sim. — Ela engasgou novamente quando eu deslizei mais fundo. — Não pare. — Não vou. — Duas vezes, eu recuei e puxei seus quadris para trás quando eu pressionei, finalmente colocando tudo dentro da sua bunda. — Cristo, você é apertada. — eu disse entre os dentes cerrados. — Mova-se... Hawk, por favor. — Seus dedos agarraram os lençóis enquanto ela tentava se mover contra o meu pau com o seu quadril, cada centímetro da sua pele trêmula coberta de arrepios. Eu puxei e finalmente me permiti empurrar. — Porra. — Ela gritou quando eu inclinei meus quadris e repeti o movimento. — Oh, foda-se! — Assim, baby? — profundamente.

Eu perguntei enquanto empurrava

— Foda-se, sim! — Ela virou a cabeça para o outro lado, com mechas de cabelo em suas bochechas, tremulando com cada suspiro. — Mais forte. Porra, essa mulher... Sempre com o objetivo de agradar, eu fiz como ela pediu, minhas bolas batendo contra sua buceta ensopada. Ela arqueou as costas e levantou a bunda mais alto, como uma gata fodida no cio. Eu agarrei sua trança com a mão esquerda e levantei sua cabeça, o som da nossa pele batendo como o topo de uma montanha-russa caindo rapidamente através dos meus ares. Suas bochechas balançaram com cada estocada, e eu segurei firme em seu cabelo, empurrando suas costas contra o meu pau.


Bolas se apertando, suor na testa, ela precisava gozar para que eu pudesse explodir minha carga. Eu soltei meu quadril, e ela continuou a foder meu pau enquanto eu golpeei sua bunda. Em vez de gritar, um gemido profundo passou pelos lábios entreabertos, os olhos cerrados enquanto eu marcava sua bunda. — Eu preciso que você goze prrimeiro. — Eu meio que rosnei as palavras e estendi a mão para deslizar meus dedos por sua buceta molhada. Seu clitóris inchado se projetou, e um rápido esfregar dos meus dedos enviou um arrepio através do seu corpo. — Porra! — Minha pequena borboleta gritou, sua bunda apertando meu pau. — É isso aí, borboleta... porra, seu gozo está pingando nas minhas bolas. — Eu olhei para o meu pau lubrificado batendo na sua bunda uma e outra vez, segurando o meu próprio clímax enquanto seu gozo pingava no colchão. Janie se contorceu debaixo de mim, ofegando e gemendo enquanto eu continuava empurrando profundamente na sua bunda. — Muito bom. Porra. — Goze outra vez. — eu disse, esfregando seu clitóris novamente. — Goze junto comigo. Ela arqueou as costas quando um gemido animalesco saiu dos seus lábios. Eu rosnei. — Foda-se, sim. Bem desse jeito. Sua bunda me apertou novamente, e eu fechei os olhos, sentindo o clímax correndo nas minhas bolas. Seus dedos cavando no colchão, minha


mão puxando sua trança, gritei minha libertação. Cada estocada profundo, cada esguicho no preservativo enviava estrelas na parte de trás das minhas pálpebras. — Droga... porra. — Um último tremor me arrepiou, e eu me movi com Janie enquanto ela afundava na cama. Nós dois ofegamos, e eu empurrei meus cotovelos para evitar esmagá-la, minha testa no colchão ao lado da sua cabeça. Enterrado na bunda mais quente e apertada que eu já comi. Minha cabeça embrulhada na mulher mais sedutora e viciante que eu já tive. Meu coração se perdendo para a borboleta. Suor emanava entre suas costas e meu peito, e eu pressionei meus lábios contra seu cabelo com aroma de maçã. — Você está bem? — Mmm. Não tenho certeza se seu murmúrio significava sim ou não, eu puxei para fora com um suspiro. — Não se mexa. — Não poderia nem se eu tentasse. — ela disse, com a voz abafada contra o colchão. Com as pernas moles, fiz meu caminho até o banheiro, me limpei e peguei uma toalha quente e úmida. Janie ficou deitada como eu a deixei, deitada de bruços, com as pernas abertas, os braços esticados, relaxados acima da cabeça. Um pequeno sorriso curvou seus lábios. Como manteiga derretida, eu pensei enquanto manobrava seu corpo para limpar seus sucos e o lubrificante entre suas coxas e bunda. Eu gostaria de ter um pouco de óleo para esfregar em sua bunda vermelha, mas eu gostei das minhas impressões digitais marcando seu traseiro. Meu sorriso permaneceu enquanto eu finalmente fechei as persianas, nos


deixando em quase escuridão, e subi na cama, puxando o cobertor sobre nós. Janie se aconchegou em mim e eu passei meus braços ao redor dela, segurando-a perto. Ela se encaixou contra mim como couro gasto, seu hálito doce e perfume sutil me envolvendo no paraíso puro e fodido. Sem palavras. Apenas respirações compartilhadas até que ela respirou pesadamente e eu cedi à exaustão.

***

Eu acordei e encontrei apenas uma sugestão do nascer do sol ao redor das cortinas. Curvas suaves pressionaram contra o meu lado, e eu virei minha cabeça, procurando pelo contorno de Janie na escuridão. Raramente eu sorria pela manhã, mas eu me encontrei fazendo exatamente isso enquanto aproveitava o momento, aproveitando os segundos que passavam enquanto ela continuava respirando profundamente. Meu pau estava duro igual todas as manhãs, mas eu ignorei e foquei na minha necessidade de café. Eu saí da cama, tomando cuidado para deixar minha pequena borboleta descansar depois de ter sido montada com tanta força na noite anterior. A memória do seu rabo apertado e seus gritos quando ela chegou ao clímax, atirou luxúria quente através das minhas bolas até que meu pau doeu. Quando enfiei meu pau na minha calça trouxe uma careta para os meus lábios. Ela precisa dormir, eu disse a mim mesmo enquanto colocava minhas botas, sem me importar em amarrá-las.


Eu hesitei na porta, olhando vagamente as curvas delineadas na cama, mas cerrei meu queixo e silenciosamente e saí. Ainda não era seis horas, e o calor permanecia no ar, prometendo um dia quente. Um pote de café fresco pingava enquanto eu entrava lounge do motel. As três mesas estavam vazias, mas o cinzeiro cheio e restos de fumaça de quem esteve aqui por último encheram meu nariz como ácido. — Bom dia. — o homem atrás do balcão falou quando a porta se fechou atrás de mim. — Como está? — Eu perguntei, realmente não querendo saber quando fiz um caminho mais curto para a cafeteira. — Estou cansado. Espero que você tenha dormido melhor do que eu. Eu fiz um barulho na garganta, ele poderia falar o que diabos ele quisesse, enquanto eu pegava dois copos de isopor empilhados ao lado da tigela de creme e uma cesta com vários pacotes de açúcar. O cara atrás de mim continuou sua conversa unilateral enquanto eu olhava para o gotejamento da máquina do café. Ocasionalmente, eu soltava um grunhido de concordância, apesar de não ouvir metade do que ele dizia. Recordes altos do dia, sem chance de chuva. Eu tinha ouvido o mais recente sobre o bufão no Salão Oval? Estatísticas esportivas… Sério, eu poderia me importar menos, pensei enquanto puxava a vasilha cheia e despejava nos copos.


Pelo menos eu falei um — Tenha um bom dia. — por cima do meu ombro, deixando-o cinco minutos depois, indo para um lugar silencioso. Eu enchi meus pulmões antes de tomar um gole de café, e meu sorriso retornou enquanto eu tomava outro. Equilibrando os dois copos em uma mão, voltei ao nosso quarto. A luz se derramava debaixo da porta fechada do banheiro e uma rápida olhada na cama mostrou que Janie se arrastou dos cobertores amarrotados. O chuveiro ligou antes que a porta se fechasse atrás de mim, e eu sentei o café de Janie na pequena mesa à minha esquerda enquanto eu tirava as minhas botas. Eu imaginei ela nua no jato de água quente, e meu pau inchou novamente. Em vez de me juntar a ela, porém, sentei na beira da cama, tomei meu café e liguei a TV, imediatamente silenciando o barulho. As notícias rolaram ao fundo da tela enquanto eu escutava o chuveiro, minha mente longe das manchetes. Era cedo demais para me apaixonar por uma mulher? Eu me senti como um adolescente tonto com uma enorme paixão, e sem esperança ou desejo de vê-la esmagada. Janie preencheu as partes vazias da minha vida que eu não tinha percebido que tinha. Trouxe a felicidade onde faltava muito tempo, como um arco-íris sobre minha cabeça, emitindo uma explosão de cores em um mundo sombrio. Eu ri dos pensamentos poéticos na minha cabeça. Pensando em amor? A palavra A não se encaixou bem. Nunca senti, mas deixei o pensamento demorar enquanto tomava meu café e esperava que Janie terminasse o banho.


Um som abafado como um soluço veio do banheiro, atraindo meu olhar para a porta fechada. Outro som semelhante me pôs de pé e eu bati na porta. — Janie? Você está bem? Eu fiz uma careta quando um soluço chegou aos meus ouvidos. Sem pensar nem hesitar, entrei no banheiro. — Janie? Ela chorou mais e eu joguei meu café na pia. — Janie? — Eu chamei novamente quando ela não respondeu eu puxei a cortina do chuveiro. Ela se encolheu contra a parede, com os braços ao redor da sua cintura, o cabelo solto e molhado, escondendo seu rosto de mim. Sua bunda ainda ostentava ligeiras lembranças das minhas mãos, mas a tristeza que irradiava dela manteve meus pensamentos no presente. Que porra é essa? Entrei no chuveiro, sem me importar com as minhas roupas de couro e camiseta. — Janie, o que há de errado, baby? — Eu perguntei, estendendo a mão para ela. Ela se esquivou de mim, mas eu não aceitei nada disso. Inabalável, ela ficou como pedra quando eu passei meus braços ao redor dela. O chuveiro jogando água quente contra o meu ombro, me encharcando enquanto eu esticava meu pescoço para ver se ela tinha se machucado. Eu a levei com muita força na noite anterior. Fodido sua bunda como se ela fosse uma das putas do clube ao invés de uma mulher jovem e terna para ser cuidada. Maldito você, Hawk, minha mente sussurrou, apertando minha mandíbula. Filho da puta idiota.


Gritos de lamento saíam dos seus lábios, e meu peito doía com o puro desespero da sua voz, a depressão afundando seu corpo. Foda-se. Fechei os olhos, apertei meu corpo duro e descansei meu queixo na cabeça dela. — Eu sinto muito, Janie, porra, desculpe. Ela não respondeu, apenas chorou mais. Não tinha certeza do que mais dizer, então mantive meu silêncio enquanto o vapor e o calor enchiam o banheiro até que eu suei.


Acordei com um manto de escuridão pesado, o tipo de vazio com o qual eu me tornei bem familiarizada desde a morte da minha mãe e do meu diagnóstico. Pelo menos Hawk não estava deitado ao meu lado, para me encontrar no fundo do poço do inferno. Sabendo que eu provavelmente não tinha muito tempo, forcei minhas pernas doloridas e exaustas a se moverem e meio que cambaleei até o banheiro, desesperada para escapar da angústia que viria quando ele voltasse. Mordi o meu punho ao primeiro soluço, mas o segundo escapou. Uma batida e a voz suave do Hawk chamando meu nome trouxeram as malditas lágrimas com força total. Imparável. Implacável. Ele entrou no chuveiro comigo, completamente vestido, e eu tentei me afastar, precisando me proteger, a verdade da minha doença que arruinaria a melhor coisa que eu já encontrei. Braços quentes, batimentos cardíacos firmes contra o meu ouvido... mas sem paz. Claro que ele iria embora assim que descobrisse a verdade, eu continuei me segurando de me agarrar a ele enquanto meus soluços ecoavam no maldito banheiro do motel. Ele me colocaria no primeiro avião. Nenhums ligação, nenhum texto, assim como todos os outros caras que eu tinha ficado por alguns dias. Embora ele tenha se desculpado, Deus sabia por quê, nada poderia parar o fluxo de lágrimas até que elas secassem.


Em silêncio, ficamos de pé, inflexíveis, ele com roupas encharcadas, seu corpo como um forno ao meu redor, embora o banheiro estivesse cheio de vapor. Ele esfregou meu braço e meio que me balançou como um bebê até que eu me acalmei. Eu queria que ele saísse sem dizer uma palavra. Eu queria que ele me beijasse, fizesse a merda no meu cérebro e coração desaparecer. — Janie? — ele falou, se afastando um pouco. Eu mantive minha cabeça abaixada, mas ele inclinou meu queixo com um dedo até que eu cedi. Meu olhar se fixou em sua boca e eu me recusei a falar. — O que há de errado baby? Com os lábios apertados, balancei a cabeça. — Eu te machuquei na noite passada? Eu balancei a cabeça novamente. — Então o que? — Eu não posso... — Você já tomou banho? — Ele perguntou quando eu não terminei meu pensamento. Eu balancei a cabeça. Hawk desembrulhou o pequeno sabonete quadrado fornecido pelo motel, ensaboou as mãos e tomou seu tempo acariciando cada centímetro de mim, não se demorando nos meus seios ou entre as minhas pernas como eu esperava, eu não queria que ele fizesse.


Meu corpo não tinha desejo por um pau, muito menos por um homem me tocando de forma sexual. Como se meus pensamentos tivessem sido grudados, não consegui processar, não poderia tomar nenhuma decisão se quisesse. O mundo havia perdido a cor para mim. Tudo tinha entorpecido, as bordas do meu mundo estavam se apagando. Uma pequena garrafa de xampu forneceu as bolhas que Hawk passou pelo meu cabelo, cada toque suave fazendo minha garganta se apertar novamente. Recusei a encontrar seus olhos e fechei os meus quando ele me encorajou a inclinar minha cabeça para o jato de água. Quando ele terminou, Hawk me puxou para ele novamente, suas mãos nos meus quadris, seu peito duro e coxas pressionando contra mim. — Quer sair daqui e tomar um café? — Ele perguntou alguns minutos depois, enquanto o vapor continuava a subir, o chuveiro quente molhando nós dois. Eu consegui dar um aceno de cabeça, mas mantive minha cabeça baixa, meus braços me envolvendo no segundo em que ele me soltou e saiu do chuveiro. Hawk segurou uma toalha e eu saí, minhas pernas tremendo. Como se toda a minha energia e combustível tivessem sido drenados, lutei para ficar de pé enquanto ele me envolvia no algodão áspero. Eu não me importava com nada - a água pingando, o rangido enquanto Hawk desligava o chuveiro, ele tirando suas roupas encharcadas e amarrando uma toalha em torno do seu quadril, o ar frio que tocou minha pele quando ele abriu o porta do banheiro. Segurei a toalha apertada em meus seios enquanto meu mamilo se agitava. — Vamos. — ele disse, segurando meu cotovelo e me levando para o quarto.


Fiquei a poucos metros da cama, balançando e olhando para o chão enquanto ouvia Hawk vasculhar minha bolsa. Inferno, eu nem dei a mínima que ele poderia encontrar minha carteira e ID com o meu nome real que eu mantinha escondido no fundo. — Leggings e camiseta ok? — Ele perguntou, segurando as roupas na minha linha de visão. Eu assenti. — Quer que eu ajude você a se vestir? — Não. — eu consegui sussurrar. Hawk sentou na beira da cama enquanto eu me secava e me vestia, meus movimentos mecânicos na escuridão cobrindo meu cérebro. Esconder a verdade só prolongaria o adeus desolador que se aproximava. Mesmo que eu esperasse que talvez, apenas talvez, ele gostasse de mim o suficiente para ficar ao meu lado através da merda, eu sabia que o que eu tinha seria demais. Embora eu quisesse me enroscar na cama em posição fetal e tapar meus ouvidos, permaneci de pé e passei a toalha sobre o cabelo úmido uma última vez. — Peguei um café para você. — ele disse, quase tão perto que seus pés entraram na minha linha de visão, — mas não está mais quente agora. Você quer? Eu balancei a cabeça, o lábio inferior entre os dentes e escutei quando ele foi ao banheiro e descartou o café. — Eu caí. — eu sussurrei no segundo que ele voltou para o meu lado, precisando acabar com isso antes que as lágrimas começasse a cair.


— O que? — Minha merda boa acabou, e o mal está voltando. — Eu me forcei a olhá-lo nos olhos. Ver por mim mesma a rejeição para que eu não tenha nenhuma esperança. Preocupação encheu seu rosto enquanto ele procurava o meu, pele vincada entre as sobrancelhas. — Eu não entendi. — Meus neurotransmissores e circuitos estão todos fodidos, assim como os da minha mãe. — O que posso fazer para ajudar? Nenhum traço de desgosto. Nenhuma ondulação dos lábios. Não me afastou, não precisou colocar distância entre nós para que ele não pegasse minha doença mental. Ele se aproximou e descansou uma mão no meu quadril. Lágrimas encheram meus olhos de novo com a esperança de que ele não apenas entendeu mal o meu cérebro. Eu não poderia ter tanta sorte. — Não há cura, mas eu tomo remédios para ajudar a diminuir as crises. — eu sussurrei, pensando no meu ID com o meu verdadeiro nome enterrado no fundo da minha bolsa. — Ter uma rotina parece me ajudar também. — Um sopro de riso cheio de lágrimas estufou meus lábios enquanto eu me abraçava mais forte. — Atravessar o país assim e ficar acordada todas as horas da noite definitivamente não ajudou. — Estou feliz que você contou. Eu não esperava ouvir isso. Na verdade, sorri de verdade, embora a nuvem negra ainda me sufocasse.


Hawk empurrou meu cabelo para cima do meu ombro. — Então esta é a sua baixa. Eu balancei a cabeça, me concentrando na tatuagem em seu peito. — Você está se sentindo deprimida? — Pior do que você pode imaginar. — Mais uma vez, minha voz saiu como um sussurro ofegante. — Eu lidei com um pouco de depressão ultimamente. Não que eu saiba o que você está passando, mas faremos o que for necessário para você se sentir melhor, certo? Meu coração doeu e mais lágrimas encheram meus olhos, oscilando com a imagem da sua barba cheia de água. — Quer comer alguma coisa? Dei de ombros enquanto puxava uma respiração forte. — Vou te dizer o que… — Hawk olhou para a porta, como se pudesse ver através dela, levantando as mãos para massagear meus braços. — Nós passaremos o dia aqui. Descanse e relaxe. Talvez dê um mergulho naquela piscina lá na frente. — E os seus irmãos? — Nós vamos nos separar deles eventualmente para levá-la para Nova York, então vamos nos dividir um pouco mais cedo do que o planejado. — Você tem certeza? — Sim.


Lágrimas escorreram pelo meu rosto, mas eu segurei meu coração e minha cabeça. Se minha cabeça fodida fizesse seu ciclo normal, ele estaria cansado de mim, às vezes irritado antes do final do dia. — Ok. Hawk segurou minha cabeça com as mãos e limpou as lágrimas das minhas bochechas com os polegares. — Eu vou falar com Jonny, então vamos tomar café da manhã. — Eu não estou com fome. Ele beijou minha testa. Meu nariz. — Eu sei que a depressão faz você se sentir assim, mas seu corpo precisa de combustível. — Eu abri minha boca para argumentar, mas ele gentilmente beijou meus lábios. — Você vai me deixar cuidar de você, pequena borboleta. Eu balancei a cabeça e ele se virou. Doze horas antes, eu estava salivando enquanto ele me mostrava cada centímetro da sua pele e se inclinava para pegar novas roupas secas da sua própria bolsa. Outra onda de tristeza bateu em mim e eu afundei na beira da cama. De olhos fechados, me deitei no colchão e respirei profundamente. — Volto em alguns minutos, baby. Eu balancei a cabeça mostrando que eu ouvi, e a porta se fechou atrás dele. Pelo menos eu não me sentia tão mal-intencionada como as outras vezes. Meu pai sempre me deixava bater em seu peito e gritar, metade da merda que eu vomitava dos meus lábios eu não conseguia lembrar. Ele nunca falou disso. Apenas me segurava até que eu caía em uma pilha no chão, e depois ele me colocava na cama. Pai.


Mais lágrimas, mais reviravoltas de agonia no meu estômago. Sem dúvida, eu estaria de volta em Nova York muito em breve, de avião, uma casca da mulher vivaz que Hawk tanto se interessou. Mais lágrimas caíam dos meus olhos cerrados pingando no travesseiro sob a minha cabeça. Eu puxei meus joelhos até meu peito e abracei minhas pernas, cedendo aos pensamentos implacáveis e deprimentes.


Fodida dos neurotransmissores, ela disse... Eu considerei o que Janie deveria tomar enquanto coloco minhas mãos nos bolsos da minha calça jeans e faço o meu caminho pelo corredor até a terceira porta abaixo da nossa. Seu alto astral me atraiu enquanto estava em Sturgis, mas eu me recusei a deixá-la cair, deixando-nos sozinhos novamente. Seu corpo tentou me afastar, me deixar de lado. Tenho certeza de que a maioria dos homens iria embora por causa da sua instabilidade. Mas eu não era um garotinho pronto para passar para a próxima foda. Um homem de verdade, experiente e com bastante bagagem, não ia deixá-la para trás. Janie precisava de mim, quer ela soubesse ou não. Eu posso não ser um psicólogo inteligente ou médico que poderia curá-la, se houver uma cura, mas eu com certeza sabia como ser leal e estar ao lado de quem eu amava. A maldita palavra A novamente. Eu balancei a cabeça, embora o pensamento de realmente me apaixonar por Janie torcesse meu estômago em nós. Inalando até doer, bati na porta de Jonny. A porta se abriu alguns segundos depois por um gigante de cabelos loiros e rosto amarrotado, com os olhos turvos e carrancudo. — Digger. — eu disse, em vez de bom dia desde que eu sabia muito bem que ele odiava tudo sobre o nascer do sol.


— O que você quer? — Ele perguntou enquanto coçava suas bolas através das boxers em seu quadril. Eu olhei para ele e para as duas camas de solteiro vazias. — Jonny está aí? — Foi tomar café. Balancei a cabeça, e comecei a sair sem outra palavra. Embora eu soubesse que ele precisava de café para funcionar de manhã, Digger muitas vezes queria bater na cabeça de alguém antes de finalmente colocar as mãos em uma xícara. Melhor deixá-lo até que ele tivesse duas ou três xícaras em seu estômago vazio. Jonny despejou café em uma xícara quando o encontrei. Ele olhou por cima do ombro enquanto fui em sua direção. — Ainda capaz de andar? — Jonny perguntou com um sorriso quando me aproximei. — Precisamos conversar. — eu disse sem esboçar um sorriso. Seus lábios estavam alinhados enquanto ele assentia. Sem uma palavra, ele me entregou um café e serviu outro. Eu o segui de volta para fora e em direção ao seu quarto. — Está tudo bem? — ele perguntou e levantou uma das xícaras em suas mãos para beber. — Se estiver tudo bem com você, Janie e eu vamos ficar aqui por um dia ou dois. Sua sobrancelha levantou quando ele olhou para mim. — Está tudo bem? — ele perguntou novamente. Eu soltei um suspiro. — Longa história, eu acho que ela é bipolar. Está ruim e caiu hoje de manhã?


— Caiu como no episódio depressivo? Eu assenti. — Sua irmã é bipolar, não é? — Aubrey é, sim. Janie está tomando remédio? — Sim. Jonny me entregou um dos cafés em suas mãos e abriu a porta do seu quarto. A sala cheirava a pés suados e merda. — Ligue a porra do ventilador! — Jonny gritou para a porta do banheiro fechada. — Está ligado! — Digger gritou de volta. — Então abra a porra da janela! — Jonny colocou o café de Digger no criado entre as camas e apontou para uma das cadeiras de cada lado da pequena mesa embaixo da janela da frente. — Não posso ficar muito tempo. — Sente-se. — Jonny disse quando eu hesitei, apontando para a cadeira. Meu melhor amigo e irmão tinha ficado no banco de trás do presidente Fallen Gliders. Eu sentei. — Você deveria colocar ela em um avião e mandá-la para casa. — Não posso fazer isso. Jonny sentou à minha frente, com as mãos ao redor da xícara. — Por que diabos não?


— Muito longe. Estou completamente apaixonado por ela. — Porra. O velho Hawk, antes de Janie, teria concordado. — Ela já tem suas bolas em um aperto? Um meio-sorriso levantou meus lábios. — Algo parecido. — Porra. — Jonny esfregou a mão pelo rosto e pela sombra escura que ele tinha no queixo. — Não é fácil viver com alguém como ela. Eu balancei a cabeça, muito familiarizado com as histórias que ele me contou sobre sua irmã antes que seus pais finalmente fizessem exames e ela fosse diagnosticada. — Eu quero ajudá-la. Eu quero ser seu cavaleiro de cavalo ou de moto. — Você tem certeza disso, Hawk? — Ele ignorou minhas tentativas de humor, seu olhar firme me perfurando como se quisesse encontrar a verdade da situação em meu cérebro. — Sim eu tenho. Eu vou ajudá-la a ficar normal novamente. Jonny sentou e bebeu alguns goles, ainda estudando meu rosto. — Estamos saindo depois do café da manhã no restaurante. Me dê um grito se você mudar de idéia antes disso. — Vou fazer. — Eu fiquei de pé e me virei, mais do que feliz em deixar o quarto para trás. — Deixe essa maldita porta aberta, viu? — Jonny disse para mim enquanto eu saía para o ar fresco e quente. Eu ri para mim mesmo e arrastei a pesada cadeira para a porta na tentativa de arejar o quarto como ele estava pensado. — Oh... ei, Digger! — Eu me inclinei para trás.


— O que? — ele gritou do banheiro, arrastando as palavras. — Quando você chegar em casa, você pode deixar a mochila de Janie na minha casa? — Sim, agora me deixe em paz para que eu possa cagar em paz! Rindo e balançando a cabeça, eu fiz o meu caminho para o corredor. Não havia dúvida de que eu queria ficar com Janie. Dar algum tempo para ela nivelar as coisas um pouco. Um grande teste no início do nosso relacionamento, porque eu tinha certeza de que ela já havia decidido que ela pertencia a mim. Eu apenas tentei fazê-la acreditar que eu não iria a lugar algum. Foda-se Nova York, pensei enquanto me aproximava da nossa porta. Ela estava indo para casa comigo para Nova Hampshire, e eu não aceitaria um não como resposta. Com a mente feita, eu entro no nosso quarto. A TV brilhava na escuridão, ainda silenciada de mais cedo. Janie estava deitada de lado, de costas para mim em posição fetal. Nenhum som de choro chegou aos meus ouvidos. Eu chutei minhas botas desamarradas novamente e me arrastei para a cama deitando atrás dela. Ela não se afastou, mas ela também não derreteu contra mim como de costume. — Como está? — Bem, eu acho. — Sua voz soava rouca, crua dos soluços que ela soltou no chuveiro. — Eu falei com o Jonny. Falei que estamos ficando aqui até você estar pronta para ir. Espero que você não se importe que eu contei a ele sobre o que você está passando. Sua irmã é bipolar, então ele entende tudo. Ela assentiu e finalmente relaxou em meus braços. — Você voltou.


— Claro que sim. Eu sou um filho da puta leal. O silêncio sufocou minha mente enquanto eu considerava todas as maneiras que eu queria falar e mostrar o que ela significava para mim. Meu pau tinha uma mente própria, inchando contra a sua bunda, mas pelo menos eu me segurei, não empurrando contra sua suavidade como eu queria. Eu finalmente abri minha boca, precisando seguir com os meus planos. — Isso vai soar louco. — Mais louco do que você quer me levar para Nova York? Mais louco do que a porra da minha cabeça? — Ela murmurou as palavras, mas pelo menos ela falou sem soluçar ou chorar. — Eu quero que você venha para casa comigo. Ela bufou, mas não se mexeu. — Estou falando sério, Janie. Você é como um carrapato enterrado dentro da minha pele, exceto que eu não quero arrancar você. Ainda imóvel, ela não respondeu por segundos suficientes, meu coração começou a bater mais rápido com o pensamento de perdê-la. — Você mal me conhece. — Eu confio em meus instintos sobre as pessoas. — Eu não posso simplesmente sair e deixar minha casa. — Há algum homem esperando por você em Nova York? — Não. — Trabalho?


Ela balançou a cabeça. — Faço coisas de design gráfico em casa, já que não posso manter um emprego das nove às cinco como uma pessoa normal. — Você é uma pessoa normal, Janie. — Eu fiz uma careta. — Uma pessoa normal com uma doença mental. — Meu pai vai explodir de raiva. — disse ela, ignorando a minha declaração. — Então vamos para Nova York para que eu possa conhecê-lo e dizer a ele que você está indo morar comigo. Ela soltou um suspiro. — O que? — Eu perguntei, rolando-a de costas para que eu pudesse ver seu rosto. Ela fechou os olhos e um sulco revestiu a pele entre as sobrancelhas. — Papai nunca aprovará. — Porque eu sou um motociclista malvado com uma longa barba, tatuagens e couros? O canto do seu lábio se curvou, me dando esperança de que a parede de depressão que estava em cima dela iria quebrar mais cedo do que tarde. — Algo parecido. — Você tem idade suficiente para tomar suas próprias decisões. — Sim. — Então, isso é um sim? Ela encolheu os ombros e eu relaxei na cama novamente, minha cabeça no travesseiro ao lado dela. Eu mantive meu quadril longe dela, tentando abaixar meu pau e acalmar minhas bolas doloridas. Eu não queria


uma mulher deprimida, e duvidava muito que Janie tivesse algum interesse em foder. Ficamos juntos por quase uma hora enquanto eu fazia perguntas sobre sua doença e ela respondia. Ela se encontrava com um psiquiatra semanalmente, havia sido hospitalizada duas vezes antes de ser diagnosticada, mas tinha desfrutado de um verão um tanto normal antes que a empolgação de ir para Sturgis a colocasse em um episódio maníaco que durou mais do que qualquer outro que ela teve. O barulho das motos dos meus irmãos entrou pelas paredes finas do motel, e eu escutei quando eles foram embora juntos. — Eu espero que você não se arrependa disso. — Janie sussurrou contra o meu peito, tendo finalmente se aconchegado nos meus braços. — Nunca. — Eu beijei o topo da sua cabeça. — Merda. — ela disse, mexendo para sentar. — O que há de errado? — Minha mochila... eu preciso terminar um site em que estou trabalhando. — Porra. — Eu fiz uma careta. — Pedi a Digger para deixá-la na minha casa quando chegassem. Com os lábios apertados, ela deitou. — Não é como se eu pudesse fazer a criatividade fluir enquanto eu estou assim mesmo. Vou ter que mandar uma mensagem para ela. — Janie soltou uma exalação pesada entre os lábios, e o silêncio tomou conta de nós novamente por um curto período de tempo.


Meu estômago roncou. — Pronta para um pouco de comida? Estou morrendo de fome. — Não. — Se importa se eu for até o restaurante e pegar alguma comida? Volto daqui a quinze minutos. Janie balançou a cabeça e eu me forcei a deixar o calor das suas curvas suaves. — Volto em breve, baby. Me chame se precisar de mim. Botas devidamente colocadas, eu tranquei a porta atrás de mim e atravessei o estacionamento para encontrar uma lanchonete que eu esperava estar comendo nos próximos dias. Enchidos fumados, hash de carne enlatada, bacon, ovos mexidos, uma pilha de panquecas. Uma das caixas empilhadas em meus braços deveria tentar Janie, pensei vinte minutos depois, voltando ao nosso quarto. Ela estava como eu a deixei, a TV silenciosa ainda piscando. Coloquei as caixas na mesinha e acendi as luzes. Um grunhido flutuou para mim. — Tenho uma tonelada de comida aqui. Panquecas de bacon. — Abri as caixas e preparei dois pratos de papel que a garçonete havia providenciado para mim. Janie não se mexeu. Eu contornei a cama e a peguei em meus braços, ignorando seu golpe contra o meu peito. — Você precisa comer. — Não quero. — Ela fez beicinho como uma criança petulante, mas eu a coloquei na cadeira.


— Apenas um pouco, baby. Eu não quero que você fique mais fraca do que você já está. Ela soltou um suspiro, e levantou os ombros caídos. — Se você não comer, eu vou colocar você no meu colo e bater na sua bunda. Eu esperava por um pouco de algo em seus olhos, mas não consegui nada. — Bem. Eu comi uma pilha de panquecas enquanto ela mordiscou um pedaço de bacon crocante. — Você tomou seus remédios hoje? — Ainda não. — Ela não levantou a cabeça para olhar para mim. — Eles estão em sua bolsa? — Sim. Vou tomar depois que eu terminar. — ela se apressou em dizer. Um punhado de segundos depois, ela deixou cair o bacon no prato de papel e começou a chorar novamente. — Estou tão farta disso. — Mais uma vez, os braços dela envolveram sua cintura e eu corri para ela com a boca cheia de comida para poder oferecer algum conforto. — Eu estava indo bem desde maio, e agora isso. Inclinei e passei a mão do ombro dela, pelo braço até onde pude antes que a mesa me impedisse. — Nós vamos encontrar o seu normal novamente. Ela assentiu e eu me inclinei para trás para dar outra mordida. — Panqueca é bom. — eu disse antes de empurrá-las na minha boca.


Com um suspiro, ela limpou as lágrimas das bochechas e pegou o garfo de plástico. Ela deu cinco mordidas de tamanho decente e alguns goles de vinho, antes que eu permitisse que ela me deixasse sozinho para terminar a comida. Progresso, no meu livro. Um dia inteiro de descanso, vendo filmes, e veríamos o que ia acontecer de manhã.

***

Pela nossa terceira manhã naquele maldito quarto de motel, eu estava com calor sufocante, só dentro do quarto, e a falta de... bem, quase todas as malditas coisas. Lutar para manter minhas mãos para mim mesmo deixou meus músculos tensos, minhas bolas doendo. Se masturbar no chuveiro parecia uma merda, então me cansei. Depois do café, fui para o chão e fiz inúmeras abdominais e flexões. Fiz até que meus braços não puderam mais me segurar e o suor escorria pelo meu nariz. Janie estava deitada na cama, como sempre. Pelo menos ela não chorou por quase vinte e quatro horas. Eu fui para o chuveiro, a cabeça inclinada contra o jato de água. Sua depressão ameaçou trazer a minha de volta. Isso, junto com minhas bolas azuis, me deixou no limite. Foda-se. Hora de se mexer. Imaginar sua buceta apertada em volta do meu pau me fez inchar e vazar em questão de segundos. Com o maxilar cerrado, eu me peguei na


mão com um pouco do seu condicionador e me masturbei forte e rápido. Mordi meu gemido quando porra voou do meu pau em longos jatos. Quando o último estremecimento percorreu meu corpo, o primeiro havia descido pelo ralo. Um pouco relaxado, mas mal saciado, terminei o banho e arrumei minha merda, minha mente fodida. — O que você está fazendo? — Janie perguntou, levantando para se sentar, os olhos arregalados, cheios de medo. — Empacotando. — Você está me deixando? — Ela gritou e eu corri para pegá-la em meus braços. — Não baby. Nós estamos saindo. — Mas… — Você vai colocar sua calcinha grande garota, sentar na parte de trás da minha moto, e nós vamos deixar algumas milhas atrás de nós e aquele maldito restaurante nojento, eu não suporto o pensamento de comer lá de novo. Nós vamos ver alguns campos. Fazer o caminho para chegar em casa. — Você ainda me quer? — Ela fez essa mesma pergunta dezenas de vezes. — Sim. — Afastei o cabelo do rosto dela. — Agora, vamos começar. Vá escovar os dentes e arrumar suas coisas. Estamos saindo em meia hora.


Eu pensei que com certeza ele estava prestes a me deixar para trás. Meu coração se apertou ao ponto da dor e me senti perto da beira da histeria. As palavras rápidas e um abraço dele me acalmaram mais rápido do que qualquer um poderia. Me sentindo como um balão vazio, enrugado pela falta de hélio, saí da cama e me forcei a recolher minhas coisas. Hawk havia colocado nossas roupa sujas na máquina de lavar do motel no dia anterior, então pelo menos eu não ia vestir roupas sujas. Ele foi ao escritório verificar enquanto eu jogava água no meu rosto e trançava meu cabelo para pendurar nas minhas costas. Como de costume, enquanto estava em crise, não conseguia olhar o espelho. A depressão ainda estava pesada o suficiente em meus ombros. Eu não precisava ver os círculos escuros sob meus olhos e a palidez do resto do meu rosto. — Pronta? — Perguntou Hawk quando saí do banheiro. Eu ainda tinha problemas em olhá-lo nos olhos, então me ocupei amarrando minhas botas de montaria. — Certo. Cinco minutos depois, a moto voltou à vida, fechei os olhos e coloquei minha bochecha nas costas dele, na verdade me interessando pelo seu corpo rígido e perfume masculino. Enquanto eu não me enchia de calor e minha buceta estava seca como um osso, meu coração não sentia a normalidade do prazer em algo tão pequeno. Claro, se eu estivesse boa eu estaria salivando e encharcada entre as minhas coxas, mas eu não reclamaria. Pelo menos algo parecia bom.


Nós tomamos fácil aquele primeiro dia na estrada, enquanto paramos em um hotel muito tempo antes da hora do jantar. A pizza que Hawk pediu não me atraía, mas eu me forcei a mastigar e engolir uma fatia. Ele sorriu como se estivesse encorajado pela minha alimentação, e mesmo que eu tivesse em crise, não tentei tocá-lo sexualmente quando ele finalmente rastejou para debaixo das cobertas comigo. Alguns dias depois, chegamos em Nova York, e meu batimento cardíaco diminuiu quando ele continuou para o leste pela rota 90, em vez de virar para o sul, na direção de onde eu morava. Ele estava falando sério sobre me levar para casa com ele. Mesmo que eu estivesse fodida no cérebro e não pudesse me controlar, ele permaneceu fiel à sua palavra. Eu não merecia esse homem. Lágrimas corriam pelas minhas bochechas contra seu colete enquanto eu abraçava suas costas, além de agradecer, mesmo que uma voz em minha cabeça constantemente sussurrasse que ele acabaria se cansando de mim. Duas vezes enquanto estava na estrada, liguei meu celular para enviar uma mensagem rápida para Tasha e meu pai, deixando-os saber que eu estava bem. Eu não tinha dito que não iria para casa em Nova York. Imaginei que guardaria isso para um telefonema de verdade quando chegássemos à casa de Hawk em Nova Hampshire. A cada dia que passava, minha crise parecia aliviar, e quando Hawk parou na frente da sua casa, senti como se estivesse quase de volta ao meu estado normal. A escuridão estava como uma mancha negra de óleo no meu cérebro, mas pelo menos eu podia enxergar além dela. — Bem-vinda em casa, pequena borboleta. — disse Hawk no segundo em que a moto se acalmou embaixo de nós. Eu desci e estiquei minhas costas, meu olhar flutuando sobre a casa em estilo fazenda. A poucos quilômetros do clube e da sua loja, azul clara


com persianas pretas. A grama precisava ser cortada, mas os canteiros abaixo das janelas pareciam bem cuidados. — É boa. — eu disse, sorrindo para ele enquanto ele se levantava. Ele abriu os alforjes. — Não é muito, mas é minha. Meu sorriso permaneceu enquanto ele me mostrava lá dentro, me dando um rápido passeio. Digger havia deixado minha mochila como prometido. Estava na mesa da cozinha. No pequeno quarto principal, Hawk passou os braços em volta de mim por trás e descansou o queixo no topo da minha cabeça. — Eu estou me apaixonando por você, Janie, e eu sei que você acha que eu vou me cansar de você e te deixar, isso não está acontecendo. Minha garganta ficou espessa e descansei minhas mãos em seus braços. Seu pau inchou contra o meu traseiro, mas ele se afastou antes que eu pensasse em me mexer um pouco para deixá-lo saber que eu realmente sentia vontade. — Por que você não deita um pouco enquanto eu pego as coisas? Preciso ligar para Jonny também e avisá-lo de que chegamos. Tempo perfeito para fazer minhas próprias ligações, pensei enquanto sentava na beirada da sua cama queen-size e observava ele sair do quarto. Paredes cinzas pálidas, uma escrivaninha, sem fotos, sem obras de artes. Uma porta que dava para um banheiro. Simples, assim como o próprio homem. Eu respirei fundo e peguei meu celular do bolso de trás do meu jeans. Tasha respondeu antes do primeiro toque terminar.


— Finalmente! Onde você está? Como você está? — Suas palavras saíram. — Eu estou em New Hampshire. Devo ter deixado ela espantada com a resposta porque demorou alguns segundos para ela falar de novo. — New Hampshire? — Sim. — Eu olhei ao redor do seu — nosso — quarto novamente. — Hawk me trouxe para sua casa. — Por quanto tempo? — Indefinido. — Merda. Eu me encontrei sorrindo de novo. — Certo? Fiquei em crise alguns dias atrás, mas ele diz que eu pertenço a ele e é isso. — Merda. — ela repetiu com um meio riso. — Você parece muito bem por ter acabado de ter uma crise. — Estou me sentindo um pouco melhor. Não normal, mas decente o suficiente, sinto vontade de comer e voltar a andar. Mais risadas sobre a linha levantaram meus lábios mais alto. — Seu pai vai cagar um tijolo. Meu sorriso desapareceu quando as palavras dela entraram no meu ouvido. — Quão ruim é isso? — Ele ameaçou algumas vezes chamar a polícia e relatar o seu desaparecimento, mas mostrei a ele suas mensagens. — Ele não viu os que eu enviei para ele?


— Sim, mas você conhece seu pai. Eu caí na cama, fiquei em linha reta, e soltei um suspiro. — Preciso ligar para ele e ver sobre ele enviar algumas das minhas coisas para cá. — Merda. Boa sorte com isso. Sim, e ela não sabe a metade, nem ela e nem papai vai ficar sabendo por muito tempo, se eu puder evitar. — Tenho que ir. Vou te ligar em alguns dias. Diga a Lori que também ligarei para ela assim que me instalar. — Ok. Eu desliguei e mastiguei o interior do meu lábio. Hawk entrou no quarto com nossas malas e colocou elas na cama ao meu lado enquanto olhava para o telefone na minha mão. — Tudo certo? — Sim. — Eu tentei sorrir, mas meu estômago revirado e minha testa franzida era qualquer indicação. — Tenho que ligar para o meu pai. — Eu vou falar com ele se você quiser. — Obrigada. Ele me deixou sozinha, gentilmente fechando a porta do quarto atrás dele. Hora de encarar o fogo. Batimento cardíaco batendo nos meus ouvidos, eu apertei a discagem rápida para o papai. — Janie? Doce coração? — ele respondeu, sem fôlego, sua voz estava mais alta que o normal. — Diga-me que você está bem.


— Eu estou bem, pai. — Minha voz tremeu um pouco. — Graças a Deus. Eu estava doente de preocupação. — Que inferno você estava pensando em fugir assim com um motoqueiro estranho? Quem é ele? Com quem ele anda? Eu já omiti, poderia também proteger nossos traseiros até que eu não pudesse mais. — O nome dele é Jack Richards. — Meia mentira, eu disse a mim mesma, tentando aliviar minha consciência. Em alta, eu nunca teria dado a mínima por mentir para o meu pai. — Jack Richards... — Papai pausou alguns segundos, apenas tempo suficiente para chutar outra explosão de adrenalina para os meus membros já tremendo. — Não sei quem é. Ele está em algum MC? — Apenas passeios com alguns dos seus amigos. — Não é uma mentira descarada. — Quando você vai chegar em casa? Eu pensei que você estaria aqui agora por causa do seu último texto. — Sim. Sobre isso. — Eu me levantei e passei pelo piso de madeira, minha mão livre agarrou meu quadril. — Ele me pediu para ficar com ele e eu concordei. O silêncio que se seguiu me deixou à beira de vomitar. — Eu fiquei ruim alguns dias atrás, pai, mas ele ainda me quer. — As palavras voaram dos meus lábios quando eu não aguentei mais o silêncio na linha. — Ele é generoso, atencioso e loucamente leal, pai. O tipo de cara que toda mulher quer, mas nunca consegue encontrar. — Eu não gosto da idéia de você morar com um homem que eu não conheço, Janie. — A voz severa do papai, a que sempre me fazia estremecer, soava alta e clara pelo telefone. — Você o conhece por quanto tempo? Apenas mais de uma semana?


— Ele é um cara bom. — eu disse, usando tanta persuasão na minha voz quanto eu podia. — Tem sua própria loja de motos, sua própria casa... Papai ficou em silêncio novamente, e eu mordi minhas unhas esperando que ele falasse. Uma longa e alta exalação soou através da linha. — Eu quero conhecê-lo. Meu coração se apertou. — Bem, estamos em New Hampshire. — Você não precisa vir buscar suas coisas? Ou, você está esperando um pouco mais para ver se ele vai te deixar de lado como todos os outros idiotas que você namorou? Eu realmente senti o sangue escorrer do meu rosto, mas eu agarrei a chance de desviar a conversa. — O-outros? Papai bufou uma risada. — Eu não nasci ontem, Janie-girl. — Meu apelido trouxe lágrimas aos meus olhos. — Eu sei o que você, Tasha, e Lori aprontam. Eu sei que mais de meia dúzia de caras largaram você assim que souberam a verdade sobre sua doença. Eu engoli em seco mesmo que minha mente começasse a trabalhar em como ele sabia dessas coisas. — Desculpa pai. — Não peça. — Ele soou rouco. — Eu segurei você por muito tempo. Acho que é hora de deixar minha garotinha voar. Uma lágrima deslizou pela minha bochecha. — Obrigada, papai. — Me deixe saber quando você virá aqui com o seu Jack, para que eu possa conhecê-lo. — Sim. — Eu engoli de novo, meus olhos secando tão rápido que eu tive que piscar. — Eu aviso você.


— Como foi? — Hawk perguntou quando eu o encontrei na cozinha preparando um pouco de café. — Bom, surpreendente. — Percebi que teremos que ir até seu pai em breve para pegar suas coisas, já que você só tem algumas peças de roupa Eu encolhi os ombros e caí na pequena cadeira que ele mantinha empurrado contra a parede, meu corpo tremendo pela adrenalina que tinha bombeado através de mim enquanto falava com meu pai. — Eventualmente, sim. Estou muito cansada para pensar nisso. — Porque você não vai para a cama e descansa enquanto eu compro algo para o jantar? Armários e geladeira estão vazios. — Quer que eu vá com você? Ele sorriu, seus olhos castanhos demorando nos meus lábios. — Só se você quiser. — Eu encolhi os ombros novamente, e ele riu, girando para pegar as chaves de um gancho perto da porta. — Vá deitar. Voltarei em meia hora. Fiz o que ele disse, enterrando meu rosto no travesseiro de Hawk e respirando os restos do seu perfume. Uma pontada de desejo se acendeu entre as minhas pernas, graças a Deus. Tendo passado sem muito tempo, eu esperava que Hawk estivesse mais do que disposto a acalmar a dor crescente na minha buceta.

***


Hawk trouxe mais do que mantimentos. Ele estocou meus itens de higiene pessoal - xampu, condicionador e as lâminas que eu tinha no meu pequeno kit de viagem. — Eu ia pegar algumas coisas femininas, mas não tinha certeza do que você precisaria. Minha cabeça estava a mil por causa do café que eu bebi. Que homem faria tal coisa sem mesmo perguntar? Eu olhei. — O que? — Ele parou de abrir a caixa de pizza, nosso jantar, que ele também pegou no caminho de casa. — Você ia me comprar absorvente. Ele assentiu com a cabeça, as maçãs do rosto ficando levemente rosadas. — Achei que você provavelmente precisaria. — Eu não. Sua sobrancelha se levantou. — DIU. Nenhum período. — Isso é fodidamente incrível. — Não significa que eu não vou ter o humor mensal. — eu murmurei enquanto levantava minha xícara. — Não que eu note com o meu cérebro já fodido. — Você não está fodida, Janie. Mais uma vez, meu olhar foi em direção ao seu rosto. Hawk colocou as palmas das mãos na mesa à minha frente e se inclinou para o meu espaço pessoal. — Você é linda pra caralho. Dentro e


fora. Cada polegada. — Suas palavras retumbantes foram faladas com calor suficiente, fazendo minha buceta formigar novamente. — Você é bom demais para mim. — A merda que eu sou. — Seu olhar fixo caiu para os meus lábios novamente. — Eu sou um homem mau. — Besteira. — Eu fiz coisas ruins. — Quem não fez? Sua atenção se ergueu para os meus olhos e nos encaramos em silêncio. A tensão aumentou entre nós, arrepiando os cabelos finos dos meus braços. Já fazia muito tempo... Com uma limpeza na garganta, Hawk se virou e pegou nossa pizza. — Desculpe, não é muito. — Pizza é minha favorita. — Com o rosto quente e bombeando sangue, devorei meu jantar sem trocar uma palavra com a fera sexy sentada à minha frente. Eu me servi de uma segunda fatia e terminei antes de olhar para Hawk. — O que? — Eu perguntei quando notei o sorriso que saía da sua boca. — Seu apetite voltou. — Em mais de uma maneira. — Eu dei a ele um sorriso atrevido e corri meus dedos pela sua calça jeans. A luxúria instantânea se transformou em vida em seus olhos. — O que você está fazendo? — Pensando em seduzir você.


— Da última vez que transamos, você caiu. Não posso deixar de pensar que foi minha culpa por ter te levado tão duro. — Empurrando seu pau profundamente dentro da minha bunda não causou o meu episódio depressivo, Hawk. Meu estrondo veio muito atrasado. Sua barba se contraiu como se ele trabalhasse sua mandíbula, contemplando. Percebendo que ele precisava de um empurrãozinho, eu me movi da minha cadeira para o chão ao lado dele e deslizei minha mão por sua coxa, minha cabeça inclinada para trás para observar seu rosto. O calor em seus olhos causava formigamentos na minha buceta até as chamas. — Eu quero você, Hawk. Tem sido muito tempo. — Ele engoliu em seco e assentiu, e eu puxei o cinto e o botão do seu jeans com os dedos trêmulos. Ele arrastou a cadeira para trás e puxou seu jeans para o meio da coxa enquanto eu corria para arrancar as leggings que eu tinha colocado antes de cochilar. — Porra, eu senti sua falta. — Hawk enterrou o rosto no meu pescoço e envolveu seus braços ao meu redor enquanto eu o escarranchava. Eu fiz um barulho de acordo na minha garganta e me esfreguei contra o seu comprimento duro, cobrindo-o com a minha umidade que ele inspirou tão rapidamente. Minha primeira foda em um estado semi-normal. Uma inclinação dos meus quadris cobriu a cabeça de seu pau entre meus lábios, e ele levantou quando eu abaixei. Um deslize fácil e liso, a


fricção rolando meus olhos de volta para minha cabeça até que ele chegou ao fundo. — Foda-se. — nós dois dissemos ao mesmo tempo, e seus braços se apertaram ao meu redor. — Sem camisinha. — ele sussurrou contra o meu pescoço, sua barba macia fazendo cócegas. — DIU, lembra? E estou limpa. — Eu também, eu me sinto tão bem, pequena borboleta. — Ele empurrou contra o meu ventre. Eu ofeguei com a necessidade pura que correu através de mim em resposta e comecei a rebolar em seu colo. Uma das suas mãos deslizou pelas minhas costas, em punhos ao redor da minha trança, e puxou minha cabeça para o lado. O arranhão dos seus dentes ao longo do meu pescoço até o lóbulo da minha orelha fez com que eu me contorcesse, minhas unhas cravando nos músculos do seu ombro coberto pela camiseta enquanto ele avançava no ritmo do meu balanço. — Sua buceta é tão apertada. E tão fodidamente molhada. — Hawk pegou minha boca com um gemido, empurrando para dentro de mim, seu braço em volta da minha cintura me elevando e me abaixando em um ritmo acelerado. — Eu vou gozar tão forte... te encher com a minha porra. Merda. Suas palavras, e a ideia de ele atirar profundamente dentro de mim, fez com que eu tremesse. — Eu vou gozar, Hawk. — Mais dois golpes duros e fogos de artifício explodiram atrás das minhas pálpebras. Eu gritei, e Hawk continuou a me foder duro, extraindo todo tremor. Em um movimento rápido, ele levantou, derrubou a cadeira e jogou nossos pratos de papel no chão. Ele me colocou sobre a mesa, e eu envolvi minhas pernas ao redor da sua cintura enquanto ele se inclinava sobre mim.


— Espere, baby. Suas mãos agarrou meus ombros, enquanto ele empurrava em mim mais e mais, batendo contra o meu ventre. Minhas costas se arquearam enquanto eu lutava para manter meu clitóris ainda palpitante alinhado com sua pélvis. Porra. Aí. — Porra! — Eu gritei quando outro orgasmo alucinante apertou cada músculo do meu corpo. — É isso aí, baby. Porra. — Hawk rosnou suas palavras a cada impulso, e seu pau inchou dentro de mim um pouco antes de ele gritar. Um jato quente cobriu minha buceta, e eu enterrei meus pés em sua bunda, desesperada para puxá-lo para mais perto, profundamente dentro de mim até que nossas almas se fundissem. Talvez então, minha doença se curasse, me tornando uma pessoa inteira. Um último meio impulso, e ele caiu sobre mim, apoiado nos seus cotovelos. Minha vez de enterrar meu rosto em seu pescoço enquanto minhas emoções me invadiam. Tristeza, felicidade, amor... todos se entrelaçaram, apertando minha garganta e ardendo minhas pálpebras cerradas.


Um soluço abafado soou. Foda-se. Eu não queria fodê-la com tanta força, tão desesperado que ela fosse desmoronar em mim novamente. Tentei me afastar dela, mas Janie me segurou nos braços, as pernas como uma cobra em volta da minha cintura. — Eu estou bem. — ela sussurrou, suas palavras lacrimejadas. — Só... eu não sei. Eu puxei minha cabeça para trás o suficiente para ver seu rosto. A umidade que cobria seus olhos os deixava mais verdes que cinzas, e a emoção inchou no meu peito. Eu me importava tanto com Janie, que o pensamento de machucá-la me fez querer dar um soco na porra de uma parede, deixar a porra dos meus dedos machucados e quebrados que eu havia experimentado mais de uma dúzia de vezes antes. Ela soltou seu braço para alisar a minha barba. — Estou bem. — Outra lágrima deslizou pela sua bochecha e me inclinei para pegá-la com a ponta da minha língua. Seu gosto salgado me fez dar água na boca por mais dela. A doçura almiscarada entre suas pernas. A porra do seu rabo apertado. — Você é como uma droga, e eu não consigo ter o suficiente. — Minha voz soou rouca. Meu pau permaneceu duro, ainda enterrado no fundo da sua buceta encharcada. — Eu sinto muito. — Não se atreva a se desculpar novamente. Estou bem. Apenas me emociono às vezes.


— Tem certeza que você está bem? — Eu perguntei, procurando em seus lindos olhos por qualquer suspeita de mentira. Seu sorriso vacilou, mas um brilho acendeu em seu olhar suave. — Eu estou sobrecarregada com sentimentos por cair tão rápido por você... isso é bom, certo? Ela apertou meu pau com seus músculos internos, e eu apertei minha mandíbula contra o desejo de fodê-la novamente. — Isso é uma coisa ótima. — eu disse, me forçando a levantar e recuar. Eu abaixei meu olhar para o meu pau se afastando do seu aperto escorregadio. A cabeça do meu pau escorregou de suas dobras aveludadas, e porra esguichou para fora. Eu agarrei seus joelhos e os abri, observando outro gotejar branco saindo do seu corpo e deslizando para baixo para cobrir seu traseiro. — Porra, você é sexy. — eu disse, meu pau pulando com a visão. Janie desceu sua mão entre suas coxas e espalhou meu esperma por toda sua buceta. Eu olhei enquanto ela deslizava os dedos para cima sobre o clitóris. Ela balançou a bunda quando um suspiro suave soou. Mais uma rodada em torno do seu clitóris, e ela mergulhou os dedos para baixo, alisando sua buceta coberta de porra. — Me foda novamente, Hawk. — Suas palavras me fizeram levantar a cabeça, e eu percebi que meu queixo estava baixo enquanto observava seu dedo. — Me foda na bunda. Engolindo meu gemido, olhei para baixo novamente para encontrar a ponta do seu dedo deslizando em seu clitóris. — Porra. — Por favor. — ela meio que gemeu a palavra, e eu me aproximei, liberando meu aperto em um dos seus joelhos para o meu pau.


— Você tem certeza, baby? — Eu perguntei, deslizando meu pau através dos lábios molhados da buceta para molhar mais. Ela assentiu com a cabeça, os olhos entreabertos, lábio inferior entre os dentes. — Devagar… Eu esfreguei a cabeça do meu pau contra sua bunda, e ela soltou um assobio baixo enquanto eu pressionei para frente. Uma vez dentro de seu buraco apertado, parei e deslizei dois dedos em sua buceta e os girei, meu polegar em seu clitóris. Janie gemeu e girou seus quadris, puxando meu pau mais um centímetro em seu calor apertado. — Você gosta do meu pau na sua bunda? — Sim. — Ela engasgou quando eu esfreguei seu clitóris e deslizei mais um centímetro. — Porra, sim. — Me deixe entrar, pequena borboleta. — Eu me afastei enquanto empurrava meus dedos na buceta. — Todo o caminho. — eu disse, empurrando meu pau coberto por porra em sua bunda até que minhas bolas descansaram contra sua pele. — Oh, meu Deus. — ela sussurrou, seus olhos se abrindo, o olhar pousando no meu rosto. Como uma maldita faca no peito, a emoção que emanava dela bateu em mim, e eu me segurei, seu corpo apertado em volta do meu pau latejante. Eu puxei meus dedos da sua buceta e chupei, vestígios do minha porra misturado com sua doçura. Ela olhou para minha boca, lábios entreabertos. Eu a peguei em meus braços, reivindiquei sua boca e segurei-a com força enquanto gentilmente empurrava dentro e fora da sua bunda. Como


um grampo, ela apertou meu pau, quente e escorregadio. Seus gemidos capturados pelos meus lábios, sua respiração eu inalei em meus pulmões o mais profundamente possível. Eu queria devorar tudo o que Janie era. Eu a queria dentro de mim, eu dentro dela até que houvesse apenas nós. Parada no meio da minha cozinha, o pôr do sol refletindo nas mechas bagunçadas de Janie em volta do seu rosto, percebi que me apaixonei perdidamente por ela. Cada polegada. Cada pedacinho, o lado vibrante e cheio de vida e o lado deprimido que precisava de alguém para abraçá-la e amá-la. Incondicionalmente Sempre. — Você é minha, Janie. — eu sussurrei contra seus lábios e me afastei para ver seus olhos cinza-esverdeados. — Eu nunca vou deixar você ir. — Sim... oh, sim. — Ela enfiou os dedos pelo meu cabelo e puxou meu rosto para baixo. Um suave roçar dos seus lábios, e eu deslizei minha língua dentro da sua boca, lento até que ela ofegou. Nós nos juntamos, Janie gritando meu nome enquanto eu enterrava profundamente dentro do seu corpo e dava a ela tudo que eu tinha para dar.

***

— Como vai a sua old lady? — Digger perguntou no segundo em que entrou na minha loja. Música de heavy metal alto no fundo, mas ele gritou mais alto para que eu o ouvisse. Balançando a cabeça, me levantei para desligar a música. — Ela não é minha old lady.


— Besteira. Jonny disse que você está fodidamente com ela. — Digger sorriu para mim, braços cruzados, bíceps grandes e cobertos de veias. Ele era um touro. Passava mais horas na academia do clube do que eu. Mais fácil, já que ele tinha um dos dois apartamentos no segundo andar, e eu morava a quinze minutos fora da cidade. — Eu estou com ela, sim. — eu admiti. Digger sorriu, mas o sorriso não o deixou bonito nem um pouco. O fodido tinha uma cicatriz na sua orelha esquerda por causa de uma briga de faca que ele travou anos antes com um dos Silent Demons de Nova York. Enquanto Digger ficou com cicatrizes para o resto da vida, o outro filho da puta perdeu a vida dele. Esse foi o começo da disputa entre os dois clubes. — Então, o que… ela se mudou? Tem suas bolas amarradas firmemente? — Para responder o primeiro, ela mudou. Quanto ao segundo, ela adora quando eu esvazio minhas bolas dentro dela. — Idiota. — Pelo menos duas vezes por dia, se não mais. Digger resmungou enquanto eu ri e voltei a trabalhar em um motor que prometi entregar no final da semana. — Como se sente? Eu olhei para cima para encontrar seus olhos escuros me estudando. — O que? — Estar apaixonado.


Eu comecei a rir da seriedade em seu rosto - e não a usual careta irritada, não-mexa-comigo. — Não seja um idiota. — disse ele, o vinco entre as sobrancelhas eu estava muito familiarizado. — Melhor coisa do mundo. — Eu peguei um pano e limpei graxa das minhas mãos. — Eu daria a ela qualquer coisa que ela pedisse. Roubar um banco. Matar uma dúzia de pessoas. Vender a porra da minha alma ao próprio diabo. — Já fez isso. Eu soltei uma risada embora meus pecados passados não fossem risíveis. — Sim. A carranca dele apareceu. — Estou com ciúmes como merda, você sabe. Minha sobrancelha levantou. Digger gostava das prostitutas do clube. Buceta, bunda, boca, ele pegava qualquer buraco que conseguisse, muitas vezes tendo duas garotas ao mesmo tempo ou batendo numa garota com outro irmão. — Nunca pensei que você iria querer se acalmar com uma mulher. — eu disse, jogando o pano de lado. Ele encolheu os ombros. — Ver Nicky quando ele voltou para pegar sua merda... vendo o mesmo olhar em você. — Ele deu de ombros novamente. — Vocês dois têm algo do lado de dentro que é difícil de perder. Pela primeira vez, seu rosto é como um maldito livro. Uma das minhas sobrancelhas se levantou sozinha enquanto eu lutava para não sorrir com o absurdo que saía da boca do Digger. Acho que não era a única seiva poética no coração dos Fallen Gliders. Digger teria sido o último que eu pensei ouvir isso, no entanto.


— Então, você vai trabalhar hoje ou o quê? — Eu perguntei, as mãos nos meus quadris. — Certo. Sim. — Digger descruzou os braços e olhou ao redor da loja. — É difícil voltar depois de duas semanas de férias. Onde está a sua old lady hoje? Rindo, eu balancei a cabeça. — Trabalho. — Ela já está trabalhando? — Ele perguntou enquanto olhava para minha Harley estacionada do lado de fora da porta da garagem aberta. — Você a deixou pegar seu carro? — Ela trabalha em casa em seu computador, mas eu dei a ela a minha chave do meu carro. — Que tipo de trabalho ela pode fazer em casa em um computador? Eu ri. O fodido nem sequer possuía um telefone ainda. — Você precisa se adaptar, ou você nunca vai encontrar uma old lady da sua preferência. — Ha! — Digger deu um soco no meu braço com força o suficiente, eu mal consegui manter o meu pé. — Janie é sua old lady. Nós começamos a trabalhar, e eu na verdade sorri a maior parte do dia. Não fazia isso há meses. Com o desassossego, os irmãos saindo e apenas o que havia em torno do clube nos últimos meses, não havia muito a ser feliz. Janie, minha pequena borboleta. Eu precisava fazer uma nova tatuagem, pensei quando entrei na porta da minha cozinha no final do dia para encontrá-la em uma das minhas camisetas, preparando para nós um jantar com as compras que eu levei para casa no dia anterior.


Ela lançou um sorriso por cima do ombro do fogão, e eu me encostei nela, respirando o cheiro de maçã da sua pele e cabelo. — Eu não consegui parar de pensar em você hoje. — Eu corri minhas mãos de sua cintura para baixo sobre seus quadris, observando a falta de roupas. — Sem calcinha? — Eu perguntei quando meu pau se contraiu. — Não. — Ela mexeu alguma coisa na panela que cheirava a alho e carne, mas era o pensamento da sua doce buceta que deixou minha boca cheia de água. Com um gemido, caí de joelhos, levantei o boné e mostrei exatamente o que eu estava pensando o dia todo.

***

— Eu conversei com Tasha hoje. — Janie disse quando eu rastejei na cama ao lado dela e a puxei de volta contra mim. — Tudo certo? — Sim. — Janie soltou um suspiro entre os lábios e apertou as mãos sobre as minhas descansando contra seu estômago. — Ela vai me enviar uma caixa com as minhas coisas para que não tenhamos que ir a New York tão cedo, o que é bom, já que você está de volta ao trabalho. — Jonny pode esperar se eu precisar te levar para casa neste fim de semana. — Não. — Ela respondeu rapidamente e apertou minha mão. — Eu não preciso de muita coisa. Apenas mais roupas e algumas coisas pessoais. Podemos planejar uma viagem até lá quando tiver mais tempo. Aninhei-me contra o seu cabelo solto e encontrei-me relaxando na minha cama mais do que alguma vez consegui no passado. O rancho tinha


sido meu por alguns anos, mas ter Janie comigo fez com que parecesse uma casa em vez de um lugar para dormir e manter toda a minha merda. — Foi bom voltar para casa hoje. — Mmm. — Ela apertou minha mão novamente. — Senti sua falta. — Eu senti mais falta de você. — Sorrindo, eu a abracei apertado, imaginando se meu cérebro fodido estava se transformando em mingau. Os outros Gliders no clube notariam? Eu não tinha parado para as minhas duas cervejas habituais depois do trabalho, então eu esperava que eles me dessem merda quando finalmente escolhi Janie. De repente, entendi por que Nicky não havia retornado. Em vez de franzir a testa ou ficar com coceira nos pés, eu sorri. A irmandade deveria vir antes da família. Acho que os filhos da puta que inventaram essa regra não amavam suas mulheres. Janie rolou para me encarar e alisou minha barba com a mão, um pequeno sorriso em seus lábios exuberantes. — Estou feliz, Hawk. Tipo, genuinamente feliz pela primeira vez desde... — Lágrimas encheram seus olhos. Enfiei o cabelo dela atrás da orelha e passei a ponta do meu dedo pela clavícula até bater no lençol sobre seu seio esquerdo. — Desde antes da mamãe morrer. Janie só tinha me dito que sua mãe morreu anos antes, quando Janie era adolescente. Parecia um assunto delicado, então eu deixei isso para lá. — Você sente muita falta dela, não é? Ela assentiu e respirou fundo, tentando sorrir. — Ela também era bipolar, mas lutou contra a depressão mais do que lidava com episódios maníacos. Eu tento me lembrar das memórias normais, sabe?


Eu balancei a cabeça e esfreguei a mão ao longo das costas cobertas com o lençol. — Ela costumava ler para mim algumas noites. Eu lembro uma vez que ela até cantou uma música enquanto me balançava. Eu devia ter uns cinco anos. — Os olhos enevoados de Janie se encheram de lágrimas, como se revivessem a lembrança de sentir os braços da sua mãe. Dor tocou sua voz. Eu nunca desejei ver a mãe que eu perdi. Ela nunca me quis. Me culpou por ter destruído o casamento com o meu pai, apesar dele ter me garantido incontáveis vezes nada e ninguém poderia tê-la feito feliz. Câncer a havia levado, mas nem meu pai nem eu tínhamos derramado uma lágrima sobre o caixão dela. — Ela se enforcou. — O sussurro de Janie me puxou de volta rápido. Eu pisquei. — Porra. Eu sinto muito. — Ela não aguentava mais. É a coisa mais egoísta que uma pessoa pode fazer, sabe? — Janie não parecia querer uma resposta, então eu continuei a segurando, esperando enquanto ela mastigava o interior de sua bochecha. — Eu já estive nesse ponto uma vez, não muito tempo depois de ser diagnosticada, pensando que minha vida não seria diferente da minha mãe. Mas faz toda a diferença. — Sua testa franziu, mas ela finalmente encontrou meu olhar. — Eu posso ter herdado sua cabeça fodida, mas eu não sou ela. Eu beijei sua testa, seu cabelo com aroma de maçã fazendo cócegas no meu nariz. — Eu nunca poderia infligir esse tipo de dor a ninguém.


— Fico feliz em ouvir isso, porque eu não seria capaz de viver sem você. — Minha confissão trouxe mais lágrimas aos olhos dela. — Você provavelmente acha que eu choro por causa de tudo. — Eu gosto que você expresse suas emoções. Ela bufou uma risada e sacudiu a cabeça. — Você diz isso agora. — Eu vou dizer isso para sempre. Seu sorriso desapareceu e ela tocou meus lábios com a ponta do dedo. — Para sempre. — ela repetiu. — Nada e ninguém vai mudar isso. Ela pressionou seu corpo inteiro contra o meu, levando meus pensamentos para o calor, a disposição do seu corpo suave.


Eu terminei o site do meu amigo autor no final da primeira semana em minha nova casa e mergulhei na pilha de capas de arte da capa que a editora independente para a qual eu trabalhava estava esperando de mim. Enquanto eu estava longe de ficar maníaca, minha criatividade retornou, e eu não perdi tempo. Todas as fotos com um homem de peito nu e trincado que baixei para fazer as capas de romance erótico me lembravam do Hawk. Cada gostoso barbudo que eu cortei, todos os olhares aveludados e sexy de modelos masculinos me lembravam. Hawk, o pobre homem, brincou sobre ser meu brinquedo, mas eu sempre encontrei ele duro e disposto sempre que eu precisava senti-lo dentro de mim. Fodendo enquanto em um estado normal acabou é dez vezes melhor do que foder em crise. Sexo e ser paciente... melhor coisa. Minha mente podia se concentrar na sensação dele, cada centímetro deslizando para dentro e para fora, esticando meu corpo para acomodar seu pau grosso. Nenhum pensamento vindo para o que eu queria ou precisava fazer em seguida. Satisfação e felicidade saciada. Sobreaquecida, suando e ainda tentando recuperar o fôlego, eu me esparramava na cama enquanto ele cambaleava para o banheiro. Sua bunda flexionada, enquanto nós tínhamos fodido em todas as posições imagináveis. Ele era um garanhão do caralho. Grande, duro, com resistência e a capacidade de vir três vezes em uma única noite. Rindo, eu rolei para o meu estômago e apreciei os arrepios eufóricos correndo pelo meu corpo, abafando minha audição. Hawk me limpou, como sempre, antes de me arrastar para debaixo do lençol e me puxar para seus braços. Meu batimento cardíaco ainda vibrava nos meus ouvidos, um pequeno sorriso nos meus lábios.


A vida não poderia ser mais perfeita. — Você se importaria se eu passasse pelo clube amanhã depois do trabalho? Meu estômago revirou antes que eu pudesse responder com um pensamento adequado. Putas do clube. Bocas e buracos dispostos... Estive no clube do papai muitas vezes para entender como as coisas funcionam. Eu me encontrei enrijecendo e tentei como o inferno relaxar. — É sua vida. — eu finalmente respondi, já não conseguia mais encontrar uma resposta. — Sim. — Não fui lá desde que chegamos em casa. — ele disse, seus dedos desenhando círculos nas minhas costas. — Achei que seria bom ver o que está acontecendo. Eu balancei a cabeça e engoli contra o inchaço da minha garganta. — Quer ir comigo? Minha cabeça recuou para que eu pudesse ver seu rosto na luz fraca das velas. — Você quer que eu vá ao clube com você? — Muitas old ladys vão. Eu me vi sorrindo. — Então eu sou sua old lady, agora? Seu sorriso lento e olhos cintilantes derreteram meu coração. — Você não é? — Acho que sou. — eu sussurrei. — Eu amo você, Janie.


Meus olhos queimavam enquanto as lágrimas ardiam, e eu segurei suas bochechas entre as minhas mãos. — Também te amo, Hawk. Então, muito. Ele me apertou com força no peito e me beijou. Explosões de luz como fogos de artifício se acenderam por trás das minhas pálpebras quando eles se fecharam... e no fundo do meu coração, senti uma felicidade e contentamento que eu nunca havia experimentado antes. Meu novo normal, pensei algum tempo depois, quando a respiração pesada de Hawk me deixou saber que ele dormiu. Sorri para o teto - longe de estar maníaca, mas cheia de alegria. Tal excitação geralmente me fazia voar, então forcei meus pensamentos e sonhos de volta à realidade. Ainda precisávamos ir pegar minhas coisas. Hawk e papai ainda queriam se encontrar. Corretamente de volta à Terra, mas com ansiedade suficiente para me manter acordada até tarde da noite, considerei como lidar com a tempestade em nosso futuro.

***

— Bem-vinda ao clube. — Hawk abriu a porta e deu um passo para trás, me conduzindo ao clube dos Gliders com uma mão na parte inferior das minhas costas. Apenas um punhado de homens estava sentado em toda a grande sala. Estava escuro, cheio de fedor de cigarro e bebida velha, música dos anos oitenta explodindo nos alto-falantes ocultos. Eu fiz uma careta e ergui uma sobrancelha para Hawk quando ele veio ao meu lado.


— Sim. Isso é tudo Jonny. — Ele também fez uma careta. — Estou tentando fazer com que ele atualize a música, mas ele está no comando. Apenas duas mulheres estavam no bar, prostitutas do clube pela aparência das suas roupas minúsculas. Segui atrás de Hawk, consciente da falta de dureza que revestia meu rosto como a maioria das mulheres seguindo os clubes. — Digger. — Hawk bateu no ombro de um homem monstruoso e se virou para mim. Eu reconheci seu amigo dos nossos dois dias na estrada juntos. — Você se lembra de Janie. — Oi. — Sorri para o loiro que me olhava no rosto, mantendo o olhar. — Como você está, pequena borboleta? — ele deu um sorriso torto e depois deu um soco no ombro do meu homem. Digger riu e bebeu sua cerveja. Hawk fez sinal para eu sentar em um dos bancos e sentou ao lado do amigo. O motociclista com o “67” tatuado no pescoço atrás do bar colocou uma garrafa na frente de Hawk sem que ele pedisse. — O que eu posso pegar você? — ele perguntou, virando para mim. Olhos azuis pálidos e ar negro o tipo de homem bonito que a maioria das garotas desmaiaria. Camisa branca apertada e braços tatuados. Sobrancelhas e lábio inferior perfurados... Tasha estaria em cima dele. — Eu quero o que ele está tendo. — eu disse, inclinando a cabeça para a garrafa de Hawk. — Capone, esta é Janie.


— Como você está, querida? — Ele perguntou enquanto tirava a tampa de uma garrafa de cerveja. — Jonny está aqui? — Hawk perguntou a Capone. — Sim, mas ele tem companhia. — Do tipo feminino? O garçom bonitão baixou a cabeça, seu sorriso e olhos cintilantes nos informando exatamente o que acontecia atrás da porta à nossa direita, claramente marcada como “ESCRITÓRIO” em todas as letras. — Acho que vou dar-lhe um minuto. — Hawk resmungou, pegando a bebida para um longo gole. — Porra uma boa cerveja depois de um longo dia na loja. Quer um hambúrguer, Janie? Tem um bom com cebolas e cogumelos caramelizados. — Sim, parece bom. — eu disse, sorrindo para o barman quando ele foi em direção a uma porta de vaivém. — Desligue essa música enquanto você vai. — Hawk levantou a voz. Capone foi até o aparelho de som ao lado da caixa registradora e desapareceu pela porta que eu imaginei levar a uma cozinha. Os pêlos do meu pescoço se levantaram quando um arrepio passou pela minha pele. Alguém me observava. Dei uma olhada rápida e discreta ao redor e encontrei uma das duas mulheres olhando fixamente para mim. Dar um pequeno sorriso não diminuiu o rosto da cadela. Ela jogou o cabelo loiro sujo por cima do ombro e franziu o nariz. Voltei para a minha cerveja e tomei um gole enquanto Hawk e Digger falavam baixinho, suas palavras mal chegavam aos meus ouvidos. Parecia alguns Gliders havia deixado o clube enquanto a maior parte deles seguia para Sturgis.


— Jonny encontrou seus coletes em sua mesa. — Digger murmurou enquanto levantava um copo de líquido âmbar. Hawk sacudiu a cabeça, seu irmão franziu junto com os lábios virados para baixo. — Porra esse lugar está chegando ao fim? — Precisamos de sangue novo. — Sangue Jovem. Digger assentiu e bebeu sua bebida. — Precisam fazer deste lugar o que era no dia em que o pai de Nicky e Jonny governava o lugar. — Aqueles dias estão muito longe. — Pareceria assim. — Digger se serviu de outro tiro e se inclinou para frente para pegar meu olhar. — Hawk diz que você é de Nova York. Sabe alguma coisa sobre os Silent Demons? Meu coração parou e acelerou quando uma explosão de adrenalina disparou através do meu sistema. — O-ouvi falar deles. — eu consegui falar. Digger voltou sua atenção para Hawk. — Eu ouvi que o presidente deles é um rato, alimentando as informações do FBI. — Fodido Don Taylor. — Hawk murmurou. Eu me arrepiei no meu banquinho, meu rosto inundando depois de ter drenado sangue alguns segundos antes. Mexi no meu banquinho, em vez de abrir a boca, não fiz nada para diminuir meu aborrecimento. Meu pai não era um rato. Ele não estava envolvido com o FBI ou qualquer agência de direito. Ele era conhecido por ser da velha guarda, o tipo de motociclista que fez um nome para si mesmo nos anos setenta.


Digger resmungou mais algumas coisas, mais fofocas, provavelmente, mas deixei a conversa para nรฃo ficar tentada a abrir a boca e estragar tudo. Como diabos nosso relacionamento iria superar o fato de que meu pai era o presidente dos arqui-rivais dos Gliders? De jeito nenhum... Lรกgrimas picaram minhas pรกlpebras. Nรณs estรกvamos fodidamente condenados.


Jonny finalmente se livrou ou ficou cansado de tentar. A porta do seu escritório abriu cerca de vinte minutos depois que Janie e eu nos sentamos com nossas bebidas. Cabelo despenteado e o olhar franzindo a testa, ele olhou em nossa direção. Ele fez um sinal para mim com o seu corpo quando uma das prostitutas do clube se aproximou dele, tão desarrumada quanto ele. — Você está bem ficando aqui com o Digger? — Eu perguntei a Janie enquanto levantava do banco. Ela assentiu, e seu sorriso trêmulo fez minha testa franzir. — Você está bem? — Eu perguntei, colocando uma mão nas costas dela. — Sim. — ela sussurrou, tentando outro sorriso. Eu balancei a cabeça, mas não acreditei totalmente nela. Eu precisava ser rápido com Jonny e levá-la de volta para casa caso ela quebrasse. Enquanto eu entendia suas oscilações emocionais, os outros caras, e as duas putas do clube olhando para ela, provavelmente não entenderiam. O embaraço era a última coisa que eu queria que Janie experimentasse no meu clube. Eu olhei para Shelly, a loira que continuou a olhando para as costas de Janie, esperando que ela lesse o aviso que eu deixei mostrar no meu rosto. Ela sempre quis mais do que uma foda rápida comigo, e provavelmente odiava o fato de eu ter trazido outra mulher para o clube. — Volto logo, baby. — Eu beijei o topo da cabeça de Janie e atravessei a sala em direção a Jonny.


Ele ainda fez uma careta, examinando o quarto até que eu passei por ele no escritório. — Como estão as coisas? — Eu perguntei enquanto me estabelecia na cadeira em frente à sua mesa. — Merda do caralho. — Ele bateu a porta e caiu em sua cadeira, de olhos fechados. — Maldita merda. — Ela não trabalhou para você, hein. — Melhor prostituta do clube, e mesmo assim me deixou frustrado. Costumava amar sua boca e peitos grandes... — Jonny sacudiu a cabeça e encontrou meu olhar. — Mais três dos nossos novos membros saíram enquanto estávamos em Sturgis. — Digger me disse. Alguma idéia do que está acontecendo? — Os clubes não são o que costumavam ser. Acho que não estamos suprindo as expectativas. Não teve uma guerra, nem teve que acabar com alguém, ou esteve envolvido em qualquer merda por quase dez anos. O último homem nocauteado foi Nicky e, embora eu tivesse tomado o lugar dele como sargento de armas, não estava ansioso para ter que realizar esses tipos de tarefas, se necessário. Digger teria minhas costas, no entanto. — Parece que muitos dos clubes mais antigos estão se recuperando. Com os lábios apertados, Jonny se sentou para olhar as muitas fotos penduradas na parede do escritório. Membros antigos, passeios, churrascos do clube. — É uma coisa de moral, com certeza. O FBI está farejando de novo. — Digger disse que Don Taylor é um informante.


Jonny fez uma careta quando mencionei o nome do líder do rival. — Nunca pensei que um Silent Demon faria isso para cobrir o traseiro do seu clube. Havia rumores de que eles haviam entrado no tráfico sexual do país e ganhavam dinheiro. Jonny, como seu pai antes dele, não queria essa merda. — O que ele tem sobre nós? — Eu perguntei, me acomodando na minha cadeira. — Ele pode saber que mais do que o problema dos opiáceos de Nova Hampshire, mas não tem como ele ter nomes. — Eu não tenho tanta certeza. A lei local prendeu dois de nossos fornecedores. Um casal foi preso no norte, perto de onde Nicky também estava. — Acha que Nicky os entregou? Eles são os que supriram sua irmã e sobrinha que tiveram OD. — Não aguento esse pensamento, então estou deixando isso para lá. Merda. — Ele esfregou a mão no rosto, seus olhos cansados enquanto eles se dirigiam para mim. — Alguns dias eu só quero arrumar minhas coisas e ir para as colinas. Dizer foda-se tudo e deixar o clube para trás. Uma das minhas sobrancelhas se ergueu. Embora eu soubesse que o cansaço de Jonny o afetou a ponto de diminuir as coisas difíceis, eu nunca esperei que ele dissesse tal coisa. — Você está falando sério agora? — Porra. — Ele bufou uma risada irônica, desprovido de diversão. — Não posso desistir do clube que meu pai começou. A menos que o FBI encontre uma razão para jogar minha bunda na cadeia e ninguém mais quisesse nos liderar. Isso é vital... como para mim. Eu sorri abertamente. — Você sabe o que precisamos?


— O que? — Nós devemos dar uma grande festa. — eu disse olhando para a foto de nós dois em nossa primeira festa de fim de semana. — Veja se não podemos trazer os que estão do lado de fora para para clube novamente, machuque alguns nós dos dedos. Traga algumas garrafas do bom uísque. O lento aceno de Jonny me encorajou. — Eu vou falar com Digger para fazer “67” de graça. — eu disse. — Ser marcado no pescoço assim geralmente mantém os membros próximos. Precisamos crescer. Irmandade e toda essa merda. Jonny bateu um dedo em sua mesa, seus olhos escuros pareciam considerar minhas palavras. — Vou perguntar a Capone se podemos usar o acampamento dele. Eu sorri abertamente novamente. Fazia anos desde que o clube tinha ido para o norte para uma boa diversão à moda antiga. Camping, bebida e prostitutas em um bom gangbang. Enquanto no passado esse tipo de coisa acontecia de verdade, o pai de Jonny havia eliminado qualquer tipo de estupro sendo um comportamento inaceitável para um Fallen Glider. Eu? O pensamento de dividir uma barraca e ficar bêbado com Janie soava muito bem. — Eu estou dentro. — eu disse. Jonny acenou com a cabeça, um canto dos lábios subindo em um semi-sorriso. — Fale Capone no seu caminho para fora. E mantenha seus ouvidos abertos para uma merda dos desgraçados de Nova York.


Meus remédios estavam acabando, observei alguns dias depois, olhando para as três pílulas deixadas ao lado de uma das minhas garrafas de âmbar. Sem recargas também. Uma ligação rápida para o meu médico não resolveu o problema. Fazia meses desde que eu o vi. Ele me transferiu para sua secretária para marcar uma consulta para obter uma nova receita, mas desliguei antes que ela respondesse. Foda-se. Eu enterrei minha cabeça em meus braços na mesa da cozinha e tentei respirar através da ansiedade que torcia meu estômago. Sem meus remédios, eu acabaria no hospital novamente, e com as coisas indo tão bem com Hawk, eu não poderia me permitir perdê-lo. — O que há de errado? A voz baixa de Hawk fez minha cabeça levantar, e eu empurrei para longe as lágrimas nublado minha visão dele quando ele fechou a porta da frente atrás dele. Uma mancha de óleo escureceu o lado do seu nariz, seus olhos castanhos cheios de preocupação. — Eu preciso de uma nova receita, e meu médico não vai me dar uma sem vê-lo. — Quanto tempo até acabar? — Três dias. — Podemos ir para Nova York amanhã...


— Não. Ele não pode nem me ver até a próxima semana. — eu menti, o nó no meu estômago subindo até a minha garganta. — Eu posso ser capaz de puxar algumas cordas. O que você precisa? Eu escrevi o nome dos meus remédios e dosagem e entreguei a ele. — A irmã do Jonny também sofre de bipolaridade. — disse ele, olhando para o papel pegajoso. — Ele pode ser capaz de conseguir alguma ajuda. Meus ombros relaxaram, mas a preocupação não. — Vai ficar tudo bem, pequena borboleta. — Hawk pegou meu queixo na mão e olhou nos meus olhos. — Eu cuidarei de você. Confie em mim. Nós vamos resolver isso. Lágrimas encheram meus olhos, e eu forcei um aceno de cabeça. Ele roçou seus lábios nos meus, e eu me inclinei em seu peito quando ele passou os braços em volta de mim. Um suspiro pesado percorreu meu corpo e eu respirei o cheiro de couro, óleo de motor e escapamento que se agarravam a sua pele depois de um dia de trabalho em sua loja. Eu nunca encontrei o conforto como encontrei no abraço de Hawk. Calmo quando necessário, áspero e exigente quando estava cheio de luxúria. Algumas bofetadas quando ele sentia que eu precisava de um lembrete de quem estava no comando. — Você é muito bom para mim. — eu murmurei contra sua camiseta suada. Ele me apertou mais forte. — Você merece melhor do que eu. Nós fomos e voltamos algumas vezes sobre quem merecia mais, eu ri. — Eu te amo.


Hawk recuou e pegou meu rosto entre as mãos. — Amo você mais. — Duvido disso. — Vamos. — Ele levantou e me puxou para os meus pés. — Vamos nos arrumar e sair para jantar. — Chuveiro? — Eu perguntei, uma leve sensação entre minhas coxas. — Depois que eu te transformar em uma confusão quente e ofegante. — Sim por favor.

***

Acontece que o doutor que a irmã de Jonny fazia terapia devia um favor aos Gliders. Ele me entregou na manhã seguinte e, por causa de toda a não-revelação, saí com uma receita novinha em folha escrita para Janie Taylor. Fácil de conversar, empático e ótimo ouvinte, ele prometeu obter meus relatórios de Nova York e assumir a minha terapia. Crise evitada. Enquanto o médico me disse que não contaria a ninguém quem eu realmente era, ele me incentivou a dizer a verdade antes que algo acontecesse, algo que tivesse o potencial de acabar com vidas. Nada que eu odeie mais do que mentir. As palavras de Hawk soaram nos meus ouvidos repetidamente, torcendo meu estômago em nós. Eu praticamente não fiz nada além de mentir desde que o conheci. O anseio


pela normalidade, a felicidade de um homem finalmente aceitar meu eu destruido, tornava a verdade muito mais difícil de ser derramada. Hawk me odiaria. Ele me mandaria de malas, e eu seria forçada a ir para Nova York, meu coração partido, um baixo como nunca soube, estrangulando o ar dos meus pulmões. Liguei para Tasha naquela tarde enquanto esperava Hawk chegar em casa. — Foi um tempo do caralho. — ela resmungou por meio de olá. Eu serpenteei em nosso quarto, com intenção de ir para a cama. — Desculpe por não ter ligado. Estive ocupada. — Em crise? — Na verdade não. Isso é o mais normal que eu senti em muito tempo. — Deitei na nossa cama e fechei os olhos. — O trabalho está me mantendo ocupada, fiquei sem fazer nada na nossa viagem para Sturgis e estou cuidando da casa para Hawk. — Pequena Suzi Homemaker, hein? — Tasha riu. — Nunca pensei que veria esse dia. — Eu nem me importo de esfregar o banheiro. — Meu Deus. Eu ri, embora escondendo a verdade da minha melhor amiga. — Certo? — Você parece bem, Janie. Muito bem. — Estou me sentindo melhor que já senti há muito tempo. Hawk cuida bem de mim. Me levou para ter uma nova receita. Me mantém em um cronograma.


— Você está fodidamente apaixonada por ele, não é? — Disse a palavra A e tudo mais. — Porra, isso foi rápido. — Por mais chato que pareça, ele me completa. de uma maneira que nem meu pai poderia fazer. — A merda me varreu, dissolvendo meu sorriso. — Bem maldita. Acho que você nunca vai voltar então, né? Eu mastiguei o interior do meu lábio enquanto meus olhos se abriram para olhar para o teto branco do quarto. — Janie? — Estou aqui. — Está bem? Tasha sempre parecia saber quando algo me incomodava. Mais como uma irmã do que uma melhor amiga, eu vou contar a ela tudo, todos os detalhes. Talvez ser sincera com Tasha aliviasse um pouco minha consciência. — Se eu te disser uma coisa, você promete guardar para si mesma? — Merda. Você tem que me perguntar isso? — Estou falando sério, Tasha. — Eu também. — ela falou de volta sem um pingo de aborrecimento em sua voz. — Hawk é um Fallen Glider. — Ah Merda.


— Sim. O silêncio se estabeleceu enquanto eu mastigava o interior do meu lábio novamente. — Droga, Janie. Que porra eu devo fazer com isso? — Guarde para você. — Ele sabe quem é seu pai? Eu bufei. — Foda-se não, e precisa ficar desse jeito, ou ele vai me colocar em um ônibus de volta para Nova York tão rápido que eu vou perder a minha cabeça e acabar no hospital. — Porra. — ela sussurrou. — Isso não é bom. — Eu sei. — Eu apertei meus olhos fechados novamente quando a dor esfaqueou meu estômago. — Eu - eu deveria contar a ele a verdade, eu sei, mas simplesmente não consigo suportar a ideia de perdê-lo. É como se ele fosse uma parte de mim, e sair me partiria. Mais silêncio, do tipo que trouxe lágrimas, e me deixou sobre a linha. Tasha finalmente suspirou. — Eu não vou contar a ninguém, Janie. Você sabe disso, mas precisa resolver isso. Esconder a verdade dele só vai doer mais quando ele descobrir. — Eu sei. — eu sussurrei com dor na garganta. — Se ele ama você como você o ama, duvido que ele seja tão rápido em deixar você ir. — Somos um desastre de Romeu e Julieta da vida real. De jeito nenhum isso vai acabar bem.


Tasha não me contradisse, e quando desliguei o telefone alguns minutos depois, não me senti melhor por ter descarregado as preocupações que arranhavam meu cérebro.

***

Três semanas de sexo normal, três semanas de sexo que me deixavam sem fôlego a cada vez, e ainda assim mantive meu segredo. Nós fizemos as malas e seguimos para o norte na moto de Hawk, até o acampamento de Capone, onde os Gliders costumavam se divertir nos velhos tempos. Tivemos tendas montadas e música explodindo. A fumaça preguiçosa e nebulosa de um par de fogueiras flutuava sobre a área gramada, deixando um sabor ácido e agradável ao ar. Setembro trouxe um verão indiano. O sol ficou suspenso no céu, mas não trouxe o calor de agosto que sufocava. Uma brisa suave agitava os carvalhos, mas não o suficiente para colocar um moletom. Barris, caixas de bebidas alcoólicas e uma dúzia de churrasqueiras estava espalhadas pela área... e não se esqueça das putas do clube que apareceram em algumas vans. Um punhado de outras old ladys veio junto com seus homens e, embora eu tivesse conversado com elas uma ou duas vezes no clube, eu não sentia como se me incluísse. Saí de um dos banheiros alugados para encontrar a loira com o rosto de cadela que me olhava sempre que eu ia ao clube com Hawk pressionada contra ele. Ela se inclinou para falar em seu ouvido, a mão deslizando sobre o colete esticado sobre suas costas.


A porta de plástico verde bateu atrás de mim e eu fechei minhas mãos ao meu lado. Ela pressionou seus seios grandes contra ele. Hawk evitou, mas ela seguiu. Sua carranca não a deteve. Eu me encontrei caminhando sobre a grama pisoteada, Wanted Dead or Alive explodindo dos alto-falantes ao ar livre mal alcançando minha consciência além do zumbido em meus ouvidos. Puta fodida metendo as mãos no meu homem. — Cai fora. — eu disse, agarrando seu braço e girando-a para longe de Hawk. Ele riu, mas eu mantive meu olhar na cadela. — Quem diabos você pensa que é? — Ela sussurrou, inclinando para mim com os olhos apertados. — A mulher do Hawk, e se você tem um problema com isso, — eu disse com um sorriso, a adrenalina correndo pelas minhas veias, — Eu ficarei feliz em ajudá-la a resolver isso. — Eu a encarei, imóvel, embora meu corpo estivesse tenso, pronto para achatá-la. Foda-se eu não ia puxar o cabelo e nem arranhar com as minhas unhas. Papai me ensinou a dar um soco e eu não hesitaria em defender meu território. — Eu fui a primeira, você sabe. — a cadela disse com um sorriso, inclinando a cabeça e olhando para Hawk por cima do meu ombro. — E eu vou ser a última dele. — Eu devolvi o sorriso dela. — Agora, vá logo antes de eu fazer aquele trabalho de nariz ruim no meio do seu rosto de cadela. Mais risadas soaram atrás de mim, mas eu não tirei meu olhar da cadela. Ela tentou olhar para baixo, mas eu era filha de Don Taylor e sabia como ficar forte.


Finalmente, ela soltou um suspiro exagerado. — Você pode manter essa bunda. Há outros por aqui que poderia acompanhar ele. — Hawk “fodido” Richards com um suprimento infinito de porra. — eu a lembrei do que Hawk havia me dito enquanto ria uma noite depois de vir três vezes. — Confie em mim. — Eu me inclinei para ela, precisando que ela lamentasse o que ela tinha perdido. — Esse fato não mudou. Ele é um fodido garanhão, e eu duvido que um único homem aqui pudesse acompanhá-lo e seu enorme pau. Você continua. Tente encontrar alguém para encher seu buraco, mas eu prometo a você, ele estará me preenchendo. Toda. Noite. Duro. Com um balanço do seu cabelo loiro sujo, ela se virou. Hawk segurou minha bunda e me girou, o riso retumbando em seu peito. — Porra, você é tão gostosa quando está chateada. — Quem diabos é ela? — Apenas uma prostituta do clube. Nome é Shelly. — Se ela te tocar assim de novo, — eu disse, pulando para envolver minhas pernas em torno da sua cintura, — E eu vou deitar ela no chão. Seus olhos brilharam. — Eu não duvido, minha pequena borboleta mal-humorada. Falando nisso… — Ele olhou para a tenda de Digger ao lado da nossa. Seu amigo trouxe seu equipamento de tatuagem. — Estive pensando que preciso de uma borboleta vermelha bem no meu coração. O que você acha? Enquanto eu precisava me livrar da adrenalina que passava por mim, de preferência por uma boa e dura foda - eu sorri. — Você faria isso? Hawk colocou o cabelo atrás da minha orelha com a mão que ainda não estava presa na minha bunda, os olhos cheios de amor. — Estive


pensando sobre isso desde a manhã em que você caiu, e eu decidi que não estava deixando você ir, não importa o quê. Lágrimas encheram meus olhos, e eu abaixei a cabeça para beijálo. — A porra da barraca está bem ali. — disse Digger do nosso lado alguns minutos depois que começamos a nos beijar. Eu me afastei, a testa franzida, meu sangue bombeando e minha calcinha encharcada. — Mais tarde. — Hawk prometeu com outro beijo rápido. — Eu quero você tatuada em cima do meu coração primeiro. Os Fallen Gliders comemoravam até tarde da noite, ou bem cedo da manhã. Hawk e eu fomos para a nossa barraca quando as mãos começaram a passar e os boquetes começaram a acontecer ao ar livre para todos verem. Eu bebi mais cerveja do que eu bebi em um maldito longo tempo. Apreciei mesmo, conseguindo conhecer duas old ladys dos outros Gliders que eu nunca tinha visto antes, quando nos sentamos ao lado de uma das fogueiras com nossos homens, queimando marshmallows e comendo s'mores. Embora ambas as mulheres tivessem vinte anos a mais, elas pareciam me aceitar como uma delas sem a tolice das putas inseguras do clube. Eu entrei no nosso saco de dormir com um sorriso, e uma hora depois, sexualmente satisfeita, dolorida e ainda zumbido, desmaiei. A segunda noite foi praticamente a mesma coisa, mas quando voltamos para a nossa barraca, descobrimos que o zipper estava aberto e nossas coisas reviradas. Hawk ficou chateado até que encontramos nossos pertences. A bisbilhotice, no entanto, assustou a merda de mim. Eu mantive minha carteira com a minha identificação no fundo da minha bolsa, e embora a


minha roupa não parecesse desarrumada, eu mastiguei o interior do meu lábio com preocupação até sangrar. Antes que ele pudesse levar o assunto para Jonny e possivelmente me fazer ter que mentir mais para cobrir minha bunda, eu rastejei até onde ele se ajoelhou ao lado da sua bolsa, peguei a protuberância em seus couros e empurrei-o de volta para o nosso saco de dormir. Eu fiz Digger tatuar um pequeno Hawk no meu ombro direito na manhã seguinte, tinha o pau de Hawk dentro de mim incontáveis vezes nos próximos dois dias, parecendo apagar sua memória do “arrombamento”, e bebi muito mais do que estava acostumada. Eu me agarrei às suas costas no caminho para casa na segunda à tarde, de ressaca e feliz.


A festa de fim de semana foi um sucesso em muitas partes. Janie tinha sido aceita pelos meus irmãos e as suas mulheres que acamparam conosco, o estilo de família que costumava curtir parecia estar restaurado, e Digger havia tatuado uma dúzia de novos membros do clube. Eu não tinha visto Jonny sorrir tanto desde que éramos jovens, novos no clube. Ele não tinha levado nenhuma prostituta para a sua tenda que eu tinha visto, mas ele estava relaxado no final do fim de semana, aparentemente de volta ao seu próprio ritmo. Os Fallen lotaram o clube durante toda aquela semana, parando para comprar os velhos triplo Bs: cerveja, hambúrgueres e boquetes. A música tocava. Os irmãos riam e deram tapas nas costas, e não pude deixar de pensar que Janie tinha algo a ver com tudo isso. Ela foi a única a me puxar da minha depressão. Minha ideia era festejar como antigamente. Inferno, até mesmo Jonny tinha agradecido a ela por nos dar uma chance de vida. Meu elo perdido. A imagem tatuada no meu coração com o nome dela em letra cursiva. Ela me possuía, e eu não podia pedir mais nada. Sábado à noite, o clube lotou. Uma banda local, ao vivo, dominou a cena, tendo montado palco no canto do clube. Bateria alta, guitarras chorosas, uma banda de rock dos anos oitenta. Eu dancei com Janie, suas curvas pressionadas contra mim. Ela conversou com algumas outras mulheres, e eu não conseguia tirar os olhos da bunda dela no jeans que ela quase pintou em seu corpo.


Um top apertado, branco, seios atrevidos e saltitantes... porra, ela estava muito bem. Eu relaxei no bar ao lado de Jonny, palito entre meus dentes e com uma garrafa de cerveja na minha mão. Algumas mulheres novas tinham sido bem-vindas, e uma se agarrava a Jonny como uma sanguessuga, os lábios pintados deixando manchas de vermelho e marcas no seu pescoço. Ele parecia estar se divertindo com a mudança. Janie pegou meu olhar, seus olhos brilhando nas luzes estroboscópicas que a banda tinha montado. Balançando os quadris, braços acima, ela me capturou como uma sirene, e eu me vi empurrando através da multidão para chegar até ela, palito de dente e cerveja deixados no bar. Uma mão na curva do seu quadril, a outra emaranhada em seu cabelo, eu a puxei contra mim e devorei sua boca. Ela esfregou contra mim no mesmo tempo que a minha língua empurrou dentro da sua boca. Sua respiração, doce com uma pitada de cerveja invadiu meus sentidos, me fazendo arrepiar. Difícil. Eu deslizei meus lábios ao longo do seu queixo até o ouvido dela. — Eu quero foder você. — eu meio que gritei e pressionei meu pau contra seu estômago. Ela caiu contra mim, suas mãos agarrando a parte de trás do meu colete. Olhando para mim através dos seus cílios, um sorriso em seus lábios, ela assentiu. Eu agarrei sua mão e empurrei meu caminho de volta através da multidão, atento à porta da frente.


Jonny ergueu o copo em comemoração, e eu abaixei a cabeça antes de empurrar a porta. Uma rajada de ar frio tocou minha pele. Foda-se chegar em casa. Meu carro seria suficiente. Janie parou no meio do estacionamento. — Oh foda-se. — ela sussurrou com tanto medo, os cabelos no meu pescoço ficaram em pé. Olhei por cima do meu ombro para encontrar seu foco do outro lado da rua, na loja de bebidas. Os caminhões estavam lado a lado de frente para nós. As portas de todas as três cabines duplas se abriram e homens se espalharam. Homens de couro. Filhos da puta. Eu reconheci o motociclista mais alto caminhando na frente. Aquele que deu a Janie uma carona em Sturgis. Don Taylor, seu presidente, caminhava ao lado dele, com as mãos em punhos. — A porra... — Minhas palavras pararam enquanto eles atravessavam a rua. Como nós, eles pararam na calçada. — Janie! — Taylor falou. — Você está bem? Ela pressionou contra mim e eu a puxei para perto enquanto pensamentos enchiam meu cérebro. O presidente dos Silent Demons se levantou e olhou para mim quando Janie não respondeu. — Tire suas mãos da minha filha. Porra, filho da puta de merda. Minhas suspeitas estavam certas. — Janie. — Sinto muito, Hawk. — ela disse, seus olhos cheios de lágrimas quando ela se agarrou a mim, mas eu não tirei meus olhos dos homens. — Eu deveria ter dito a verdade desde o começo. Eu não deveria ter...


— Seu pai é o líder dos malditos Demons. — A tensão pairou entre os homens de Taylor e eu. Uma buzina de carro soou à distância. A porta do clube se abriu atrás de mim, soltando a música e as risadas, e fechou de novo. — Eu sinto muito. — Janie começou a se afastar, mas eu a segurei contra mim. — Você mentiu para mim. — Sim. — Você sabia o que aconteceria quando eu descobrisse. — eu disse sem olhar para ela, mantendo minha voz baixa enquanto a batalha de olhares entre seu pai e eu continuava. — Recebi uma ligação que você havia sequestrado minha filha. Eu falei em direção a Taylor. — Quem diabos te ligou? Ele olhou para o clube atrás de mim e um arrepio percorreu minha espinha. Alguém dentro? Demons infiltrado? Um traidor? Meu sangue ferveu, apertando meus punhos. — Eu não estou procurando problemas. — disse Taylor, embora a linguagem corporal dele e dos Demons demonstrassem o contrário. Pelo menos eles mantiveram as mãos onde eu podia ver. — Ele não me sequestrou, pai. — Janie disse, sua voz estridente e trêmula. — Vim com ele de bom grado quando ele me pediu , assim como eu te disse há algumas semanas. Juro por Deus, ele não sabia quem eu sou até agora. A porta do clube se abriu novamente, mas nenhuma música tocou.


Alguns dos Demons na calçada se mexeram quando passos soaram atrás de mim. Jonny parou à minha esquerda, Digger à minha direita e dezenas de outros Gliders se espalharam ao nosso lado. Se os Demons tivessem aparecido na semana anterior, o número de irmãos ao meu lado teria sido superado em número pelos nossos rivais. Nós não teríamos nenhuma chance. — Nós não queremos problemas, Jonny, não aqui, não agora. — disse Taylor, seu olhar se movendo para o meu melhor amigo. — Estou aqui apenas para pegar minha filha. — Filha. — Eu senti o olhar de Jonny deslizar sobre mim e pousar em Janie. — Foda-se. — ele sussurrou duramente no silêncio pesado. Ainda pior, alguém entrou em contato com Taylor e mentiu sobre a situação. Um problema para outra hora... — Eu sinto muito. — Janie começou a se afastar de novo e, embora todas as células do meu corpo gritassem para mantê-la perto, eu a liberei. — Eu não deveria ter escondido a verdade de você. Vocês dois. — Lágrimas em suas palavras. — Sinto muito, Jonny, mas mesmo sabendo que Hawk era um membro rival do clube do meu pai, eu não podia ficar longe dele. Não consegui, não posso controlar minha necessidade por ele. Seu pai olhou para mim ao invés dela. Enquanto eu odiava o fato, eu não podia deixá-la sair. — Você não tem que ir. — eu disse a ela antes que Jonny pudesse responder, arrancando minha atenção do pai de Janie e seus homens. Lágrimas se acumularam em seus olhos e seus lábios tremeram. Ela colocou os braços ao redor de si mesma como se quisesse afundar no chão e desaparecer. — Nós estávamos condenados desde o início, Hawk.


— Não. Ela assentiu enquanto as lágrimas deslizavam por suas bochechas. — Como um moderno Romeu e Julieta. — baixinho.

Digger murmurou

— A filha de um Demon e um Gliders. — Janie acrescentou, sua voz baixa. — Ela tem problemas. — Taylor disse, sua voz alta e clara, puxando minha atenção de volta para ele. Eu cerrei meus dentes, unhas rasgando minhas palmas. — Todo mundo tem problemas, Taylor. Sua filha encontrou uma maneira de viver com a dela. Ela é forte. Resiliente. Eu nunca conheci uma mulher mais feliz e cheia de vida em toda minha vida. Um soluço soou, quebrando meu maldito coração. — Você não viu seu episódio depressivo, eu estou supondo. — Eu vi menos de uma semana depois que nos conhecemos. Taylor olhou para Janie, e ela assentiu, ainda se abraçando apertado a menos de dois passos de distância de mim. Parecia uma milha. — Eu a amo, Taylor. — eu disse ao seu pai, abrindo e apertando minhas mãos novamente. — Ela pertence a mim e eu vou parar qualquer um que tente tirá-la de mim. Ambos os lados se movimentaram. A tensão engrossou o estacionamento iluminado pela rua, enviando outra onda de adrenalina pelo meu sangue. — Eu farei o que for preciso. — eu disse, imóvel e pronto para brigar, se necessário.


Taylor realizou o seu próprio, eu vou dar isso a ele. Um jogo entre o pai protetor e o amante, nossos irmãos de pé ao lado de nós, prontos para a violência. — O que for preciso? — Taylor finalmente repetiu minhas palavras. Eu abaixei minha cabeça em um único aceno. — Se você a ama, ela vem em primeiro lugar. Sem hesitar, tirei meu colete e joguei no chão. — Sempre. Digger xingou ao meu lado. — Não faça isso, Hawk. — disse Jonny, baixo o suficiente para que eles não escutassem. — Tenho que ir. Janie significa tudo para mim. — Eu encontrei seu olhar, o amor jorrando dela, os olhos me batendo no peito. — Tudo. Ela limpou as lágrimas das suas bochechas, pegou meu colete e o entregou para mim. — Coloque novamente. Agora. — ela disse, sua voz firme. Eu hesitei, e ela bateu o colete no meu peito, todo o rastro de tristeza desapareceu de seu lindo rosto. — Agora, Hawk. — O fogo brilhou nos olhos dela, o mesmo que quando ela brigou com a prostituta do clube, Shelly. Mordendo de volta um sorriso, peguei meu colete dela, e ela virou em direção ao seu pai, as mãos no quadril. — Como você ousa a falar isso para ele? — ela quase cuspiu as palavras. — Este homem não tem sido nada além de gentil comigo. Amoroso. Ele ajudou a me manter no chão nas últimas duas semanas, e eu nunca experimentei uma normalidade como essa antes. — Ele só trouxe você para te usar contra os Demons.


— Oh, me dê um tempo, pai. Alguém te falou essa mentira de sequestro. — Janie... — Se você fizer algum tipo de acusação contra ele, vou contar tudo, pai. Tudo o que você guarda naquela gaveta da sua mesa. Todo pequeno segredo sujo. Ele se acalmou, olhos na nela enquanto estudava seu rosto. Pelo seus ombros, eu esperava que ele encontrasse determinação em seus olhos. Não uma ameaça, mas uma promessa como a voz dela havia indicado. — Você não ousaria. — Oh, eu faria. Toda a merda doente que você fez? Você merece estar na cadeia, junto com o resto dos seus irmãos. — Ela olhou para mim, o sorriso que eu ouvi em sua voz levantando seus lábios. — Coloque o colete de volta, Hawk. — Mais uma vez, ela se virou para o pai enquanto eu fazia o que ela disse. — Se você me ama, vai me deixar ficar. Eu sou mais do que capaz de fazer minhas próprias escolhas. Me deixe ser uma adulta. Deixe que ele me ame. Mesmo assim, o pai dela hesitou. — Se for forçar a mão, — Janie continuou — Me obrigar a escolher, será Hawk, pai. Todos os dias pelo resto da minha vida, eu vou querer ele. Mesmo que isso signifique mandar todos os Demons para a cadeia. Eu dei um passo à frente e segurei sua mão antes que Taylor pudesse pensar em reagir, esperando que Jonny percebesse o que as palavras de Janie significavam para o nosso clube. Ela se virou para mim, pressionando o rosto contra o meu enquanto eu envolvia meus braços ao redor dela. Meus malditos olhos queimaram. — Ela é minha. — eu disse, olhando para seu pai novamente. — Minha


para segurar. Minha para proteger. — Mesmo que eu quisesse plantar meu punho em seu nariz, eu esperava que ele ouvisse a promessa por trás das minhas palavras. Silêncio pairou, a ameaça de violência ainda pesada no ar. — E para cuidar? — seu pai finalmente perguntou, seus ombros abaixando um pouco. — Todo dia do caralho. — Eu não hesitei em responder. Taylor ergueu o queixo como se tentasse me olhar por cima. — Se eu ouvir um sussurro de você maltratando ela, eu vou voltar aqui e matar você. Eu queria bufar, dizer a ele que adoraria vê-lo tentar, especialmente com o que quer que Janie tivesse sobre ele, mas, para o bem dela, eu assenti. Com os lábios apertados, ele também assentiu e se virou. — Vamos rapazes. Um punhado deles resmungou. — Porra, Taylor? — um dos homens abriu caminho. — Cala a boca e vamos embora! — Taylor gritou de volta, apontando o braço em direção aos veículos atrás deles. — Porra. — Digger murmurou ao meu lado, estalando os dedos. — Eu estava esperando para colocar alguns desses filhos da puta para dormir. — Se eles aparecerem aqui novamente para tentar pegar Janie, — eu disse, mantendo minha voz baixa, — Colocarei todos eles no chão. — Com prazer.


— Hawk? Eu olhei para Jonny. — Nós temos alguma merda para discutir, mas não esta noite. — Amanhã. — disse Jonny. — Primeira coisa. — Ele virou o olhar para Janie e assentiu, seu reconhecimento me avisando que ele também reconheceu sua lealdade ao clube. Fiquei ao redor de Janie, e caminhei em direção ao meu carro sem outra palavra, a adrenalina inundando minha corrente sanguínea. Minha mão tremia quando abri a porta do passageiro para ela. — Entra. Ela correu para dentro e eu bati a porta, rodeando a frente da minha caminhonete, olhando para os Demons enquanto eles subiam no deles. Uma enorme quantidade de emoções pulsou através de mim. Raiva. Orgulho. Luxúria. Eu virei a chave, minha camionete rugindo para a vida. Nós nos afastamos primeiro, e eu mantive a comitiva do seu pai no meu retrovisor enquanto eles desapareciam na direção oposta. — Quando chegarmos em casa, vamos ter uma longa conversa. — eu disse, mal conseguindo manter minha voz sob controle. — Depois que eu ter seu traseiro por causa do perigo que você nos colocou. — Eu sinto muito, Hawk. — Desculpas não é o que eu preciso ouvir agora, pequena borboleta. O silêncio caiu sobre nós pelos próximos dez minutos, enquanto refletia sobre o fato de alguém ter ligado para Taylor. Mentindo. Isso me deixou mais nervoso do que o fato de Janie ter mantido a verdade em mim. Ela não confiava em mim para ficar ao seu lado.


Jonny precisava saber sobre isso. Amanhã, lembrei, olhando para Janie. Ela mordeu o lábio inferior, os braços em volta da sua cintura, olhando pela janela. Puxei para dentro da garagem, desliguei o motor e devolvi minha mão ao volante com força. — Eu vou sentar aqui por alguns minutos para acalmar a porra da boca. Quero que você fique nua e de joelhos na cama quando eu entrar. A respiração de Janie ficou presa e ela não perdeu tempo correndo da caminhonete. Cada maldição que eu conhecia voou dos meus lábios. Embora eu não gostasse que alguém mentisse para mim, isso deu a dezenas de homens uma reunião de perto com meus punhos ao longo dos anos, entendi por que Janie fez aquilo. Mas mesmo que soubesse que ela era filha de Don Taylor, eu ainda teria ido atrás dela em Sturgis. Teria insistido que ela viesse para casa comigo. Teria desistido do meu clube para mantêla. Ela fodidamente pertencia a mim, mas ela precisava aprender que mentiras vinha com consequências. Nós saímos disso muito fácil. Nenhum derramamento de sangue, nenhuma vida perdida, quando poderia ter sido um desastre no estacionamento do clube. Uma palavra errada, um movimento inesperado poderia ter trazido o inferno para baixo. Eu soltei um longo e lento suspiro entre meus lábios e finalmente soltei meu controle do volante. Por sorte que nos saímos tão fácil. Entregar meu colete não teria doído tanto quanto Janie achando que não podia confiar em mim com a verdade. Nós poderíamos ter resolvido isso juntos.


Maldita seja, pequena borboleta. A necessidade de liberar minha energia reprimida, o pensamento do seu traseiro nu e esperando pela minha mão... Eu saí do carro e ajustei meu pau duro. Hora de dar o castigo de Janie e ensinar à ela uma ou duas lições.


Minha pele se arrepiou. Cada centímetro de mim tremeu. A tensão torceu meu interior, e eu mastiguei meu lábio inferior, rangendo enquanto a porta da frente se abria e fechava. A porta deu um clique. Chaves pousou na mesa. Passos pesados soaram no corredor, acelerando meu batimento cardíaco. Fechei os olhos, todos os cabelos do meu corpo em pé quando a presença de Hawk encheu o quarto. Eu tinha feito o que ele disse e me ajoelhei de costas para ele, nua contra o lado da cama. Ele ainda me ama, eu disse a mim mesma enquanto meus ouvidos se esforçavam para ouvir cada movimento que ele fazia. Mas... — Você nunca vai confiar em mim de novo? — Eu sussurrei, os olhos cerrados, meu coração acelerado no meu peito. — Depois desta noite, você nunca vai mentir para mim novamente. — A confiança em sua voz aumentou cada músculo do meu corpo e enviou arrepios sobre a minha pele. Botas batiam no chão. Roupas farfalharam. Ele vai proteger meu coração, mas isso não significa que ele não vai me machucar com suas grandes mãos. Ele sentou ao meu lado na beira da cama. — Sobre o meu colo, — disse ele, seu tom de voz sem deixar qualquer espaço para argumentos. — Cabeça de um lado, pernas do outro. Minha bunda formigou, preparando para os tapas que ele estava prestes a distribuir. Incapaz de olhar para o rosto dele, fiz o que ele disse, meus olhos ainda bem fechados.


Sem uma palavra, ele soltou a palma da sua mão, batendo em um lado da minha bunda, me puxando para frente e me fazendo soltar um grito dos meus pulmões. Ele deu um tapa no outro antes que eu pudesse recuperar o fôlego. Lágrimas corriam pelas minhas bochechas. Eu solucei. Ele continuou a marcar minha pele e eu não tentei escapar. Eu merecia a punição. Eu menti. Coloquei tantas vidas em perigo. Hawk deixou minha bunda como uma beterraba vermelha. A picada da sua carícia se instalou na minha buceta, e eu levantei em direção ao seu toque. Ele bateu de novo, e eu cedi à dor que se irradiava em prazer ardente. Para cada golpe, ele acariciava todo o meu traseiro até que eu me contorci em seu aperto, minhas lágrimas se foram, lábios entreabertos gemendo. Ele segurou minha buceta. — Você está molhada. Eu fiz um barulho de acordo e mexi em seu colo, tentando aliviar a dor no meu clitóris. Ele deslizou dois dedos dentro da minha buceta. — Droga, sua buceta é perfeita. — Seus dedos fizeram um ruído esmagador quando ele os puxou para fora do meu corpo. O som dele limpando-os me fez se contorcer por mais. Em um movimento fluido, ele levantou e me jogou na cama. — De joelhos. Bunda pra cima. Eu beijei o maldito colchão, oferecendo minha buceta ensopada de costas. Meu corpo tremia por ele. Eu precisava gozar, aliviar a tensão reprimida. Precisava senti-lo dentro de mim. Me possuindo.


A cama afundou e ele agarrou meus quadris. — Não goze até que eu diga. — Ele ficou atrás de mim e empurrou em minhas dobras inchadas, se enterrando profundamente. — Oh Deus! — Eu agarrei os lençóis enquanto ele deslizava para cima e para baixo, me forçando ao longo do colchão até que minha cabeça pressionou contra a cabeceira da cama. A cama batia contra a parede quando ele batia em mim. Cada gemido em seus lábios me deixava mais perto, e eu mordi meu lábio para tentar me controlar, mantendo meu clímax em espera. — Porra, Janie. — Hawk rosnou, seu pau inchou, e porra quente jorrou em mim. Palavras incoerentes saíram dos seus lábios quando ele se esvaziou em mim, impulsos esporádicos e grunhidos, e eu ofegava de necessidade. Hawk terminou e puxou para fora, me deixando boquiaberta. Não satisfeita. Quente e fodidamente incomodada. Eu merecia dez vezes pior. Eu estendi minhas pernas enquanto ele caminhava para o banheiro, seu esperma escorrendo da minha buceta. Mais lágrimas deslizaram pelas minhas bochechas. Se alguma vez houve um momento para um episódio depressivo para me engolir inteira, deveria ser esse. Mas… Hawk entregou seu colete por mim. Para mim. A fodida da cabeça Janie Taylor. A mulher que mentiu para ele. Colocou as vidas dele e de seus irmãos em perigo. Eu nunca teria esperado que ele fizesse uma coisa dessas. Sua lealdade - amor - era mais fundo do que eu poderia imaginar. Hawk limpou seu sêmen entre minhas coxas com um pano quente e úmido e sentou contra a cabeceira da cama.


Eu finalmente rolei para o meu lado e olhei para o rosto dele enquanto me enrolava em uma posição fetal, ainda nervosa com o que eu via em seu rosto. — Você não confia em mim. — ele disse, com os olhos inexpressivos, os lábios apertados. — Eu confio. — Se você confiasse, você teria me dito. — Eu estava com medo de você me colocar em um ônibus e me mandar de volta para Nova York. — Eu te disse que você pertencia a mim. Eu te disse que te amava. Eu não sabia como responder. Tais declarações deveriam ter apagado todas as dúvidas, todos os medos, mas eu tinha sido programada para acreditar o pior de caras que o haviam ficado atraído ao me verem. — Obrigado, porra, as coisas não saíram do controle hoje à noite. — Hawk passou a mão pelo rosto e barba. — Eu sinto muito. — eu sussurrei novamente. — Venha aqui. — Ele estendeu a mão para mim, e eu me arrastei para o seu colo, sentada de lado, minha bunda ardendo enquanto descansava contra sua coxa. Ele pressionou minha bochecha em seu peito duro, bem em cima da borboleta que Digger tinha tatuado sobre seu coração. — Você acredita em mim quando eu digo que te amo? Incapaz de falar, eu assenti. — Você acredita em mim quando eu digo que você é minha para segurar e proteger? Mais uma vez, assenti.


— Eu nunca vou deixar você ir, Janie. Nunca. — Você teria entregue seu colete por mim. — Se é isso que teria sido necessário para proteger você e meus irmãos, sim. — Ele parou por um momento enquanto eu considerava novamente o que ele teria feito para me manter. — E você teria contado os segredos do seu pai para ficar. — Sem pensar duas vezes. — eu sussurrei. Hawk me amava, assim como eu o amava, transcendendo a irmandade, e o sangue. Mais malditas lágrimas caíram sobre sua pele aquecida. Hawk inclinou para me encarar, segurando minhas bochechas nas palmas das suas mãos calejadas. — Olhe para mim. Eu levantei meus olhos e mordi meu lábio contra os soluços que queriam subir. — Eu faria qualquer coisa por você, pequena borboleta. Qualquer coisa para te manter ao meu lado. Segura. Feliz. E sabendo que você faria o mesmo por mim… — Ele me beijou, gentil e devagar, e eu me encharquei no amor de cada carícia dos seus lábios, cada deslize de sua língua. Minha necessidade voltou à vida, e eu fugi do meu caminho para montar seu colo, mãos entre nós, desesperada para endurecer seu pau novamente. Ele gemeu em minha boca, apertando meu rosto enquanto eu o acariciava. — Eu preciso de você, Hawk. — eu sussurrei contra seus lábios, persuadindo-o a ficar duro na minha mão. Seus dedos emaranharam no meu cabelo, puxando, torcendo enquanto ele devorava minha boca.


— Por favor. — Eu ofeguei em seus lábios impiedosos enquanto ele trabalhava seus quadris, endurecendo em minhas mãos. Levantei meu quadril enquanto ele enfiou seu pau dentro de mim. — Sem mais mentiras, pequena borboleta. — Seus olhos castanhos cheios de amor intenso, mas também com promessas de consequências. — Sem mais mentiras. — eu sussurrei. Ele empurrou para cima, enchendo minha buceta inchada, as mãos em um aperto no meu quadril. — Oh, Deus... — Eu inclinei a cabeça para trás, empurrando o meu peito para cima, e ele atendeu o meu pedido não solicitado, seus lábios e dentes se fechando sobre um mamilo. Eu me esmaguei contra ele, meu clitóris esfregando contra seu osso púbico, meus dedos segurando firme o cabelo em sua cabeça. Hawk beliscou com os dentes, aliviando com a língua, enquanto eu me contorcia em seu aperto, desesperada. — Foda-me, Hawk, — eu lamentei. — Por favor. Ele levantou e me bateu de volta com seu pau duro. — Toda vez que sua cabeça disser a você para duvidar de mim, — ele bateu em mim novamente — você vai se lembrar disso. Lembrar do meu pau enchendo você. — Outro impulso profundo o colocou contra o meu ventre. — Reivindicando você. — Sim... porra, sim. — Venha para mim, Janie. Eu quero seu gozo por todo meu pau. — Mais dois empurrões. — Nas minhas bolas. Meu clímax me atingiu como um estrondo, e eu gritei o nome do Hawk, esfregando minha buceta contra ele, precisando estar mais perto,


sobrecarregada com a necessidade de ter ele tão fundo dentro de mim que eu não poderia dizer onde ele começava e onde eu acabava. Ele capturou minha boca, engoliu meus gritos e bombeou em mim, prolongando meus espasmos, formigamentos eufóricos correndo pelo meu corpo. — Eu amo você, Janie. — ele murmurou na minha boca enquanto eu caía em seus braços. Ainda duro, ele continuou a trabalhar seus quadris, moendo no meu núcleo encharcado. — Acredita em mim? — Sim. — eu sussurrei em seu pescoço suado, um sorriso nos meus lábios. — Mas você pode me mostrar de novo? Com uma risada, ele rolou, me prendendo debaixo do seu corpo duro. Ele beijou minha testa, puxou para fora e deslizou para dentro lento e fácil enquanto entrelaçava suas mãos nas minhas. Ele beijou meu nariz e lentamente me fodeu. Ele beijou meus lábios, o deslizamento do seu pau dentro e fora do meu núcleo fazendo meus dedos dos pés formigarem. Não havia mais necessidade de palavras. Não havia mais declarações de amor ou desculpas. Apenas dois amantes compartilhando e mostrando sua dedicação. Sua promessa de sempre.

Profile for Jé

Hawk #2 - Lynn Burke  

Hawk #2 - Lynn Burke  

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