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Ghost Ladies


Preload by


começou quando ele tinha dez anos. Quando ele foi tirado de seus pais e de uma casa que nunca foi um lar. E ele conheceu seus irmãos, em uma casa de grupo. Quando ele aprendeu a tocar. Agora ele é bom, excursionando pelo mundo com a banda que ele e seus irmãos formaram naquela casa de grupo lotada. Ninguém além de sua família escolhida, realmente conhece o homem sob a fama e fortuna, as cicatrizes que ele esconde por trás do estilo de vida rock star. Até que ele a vê pelas janelas do Nacional Ballet dançando e de repente o mundo não parece tão escuro. preenche todos os clichês de balé. Filha de um lendário dançarino do balé Kirov. Confere. Preparada desde o nascimento para o balé clássico. Confere. Controle compulsivo sobre a comida que ela come. Confere. Principal dançarina no Nacional Ballet of Canadá1. Confere. Mas o que ela almeja é liberdade. . Tudo sobre ele deveria aterrorizá-la. Seu tamanho, suas tatuagens, suas bordas ásperas. Mas ele não faz. Ele mexe com a alma dela. Jordan não tem nada além de si mesmo para oferecer à ela, e ele nunca foi bom o suficiente para ninguém. Ele pode descobrir como enfrentar seus próprios demônios antes de perder sua luz para sempre?

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Nacional Ballet Of Canadá*:Companhia de balé canadense mundialmente famosa.


Por ser o tipo de homem que os garotos do Preload precisavam em suas vidas, para os garotos sob seus cuidados.


"O mundo quebra a todos, e depois muitos sĂŁo fortes nos lugares quebrados."


Se a coisa ficasse mais fria, a bunda dele ia congelar, cair na calçada e se tornar manchete especial na revista People da semana seguinte . Jordan Steele, baixista da banda de metal Preload, poderia ter usado um gorro para proteger seus ouvidos das temperaturas congelantes. Ele podia sentir a neve se acumulando em sua barba curta. Desde que tomou a decisão de cortar o cabelo de um lado da cabeça, sentia o frio ainda mais intensamente. Mas ele abraçou a mordida do ar gelado, enquanto o vento frio testava seus limites. Afinal, o frio significava que ele estava em casa. Enquanto ele e o resto da banda se aproximavam da estreita casa vitoriana de Cabbagetown2, ele estudava a parede alta e o reboco cor de gengibre. Luzes coloridas brilhavam na pequena árvore de Natal empoleirada na janela de três lados. A neve caindo suavemente fez a imponente residência de três andares de Toronto parecer perfeita, camuflando a raiva e a tristeza que infeccionavam o interior. Uma pequena coroa de flores decorava a porta da frente em que ele bateu aos doze anos. Ele esteve sob os cuidados do sistema de lar adotivo de grupo no Canadá aos dez anos, e este foi o único lar que ele já conheceu. Mas foi chutado e forçado a sair pela mesma porta aos dezoito anos. O status de Crown Ward - nome oficial chique, para crianças que ninguém queria, mesmo que temporariamente - tinha suas 2

Cabbagetown*: Bairro popular de Toronto,Canadá./ Canadian Tire**: loja de departamento.


limitações, e embora ele tivesse recebido alguma assistência até os vinte e um anos, ele não tinha permissão para continuar morando com Ellen. O pensamento de viver sem os amigos que ele via como irmãos, o levaram a. . . Ele balançou a cabeça para afastar o pensamento melancólico. Deus era bom estar em casa. Toronto estava a milhões de quilômetros de distância do mausoléu de vidro em Los Angeles, onde a banda morava recentemente. E ele ficou imensamente aliviado quando decidiram colocar a casa no mercado, seis meses antes e se mudarem definitivamente para Toronto. Era difícil acreditar que já era véspera de Natal, mais um ano quase no fim. "Bomba!" Alguém gritou trás dele. Uma bola de neve sólida passou zunindo pela orelha de Jordan. "Lennon, seu idiota" disse ele, sem sequer ter que ver quem lançou o míssil. Lennon era o primeiro de seus quatro companheiros de banda, à começar esse tipo de merda. "Eu me lembro do dia em que você chegou" disse Nikan, caminhando ao lado dele. "Você era um merdinha magricela, e suas coisas estavam embaladas em uma sacola de plástico da Canadian Tire3." Ninguém sabia que a sacola Canadian Tire ainda estava em uma caixa em seu quarto. Jordan olhou para o grande saco de presentes de Natal que ele carregava, cheio de milhares de dólares em presentes. Engraçado como a vida - e mais importante, a música - o mudou, mudou todos 3

Four Seasons Centre for the Performing Arts*: Centro de Performances Artísticas Quatro Temporadas.teatro localizado em Toronto.


eles. Agora ele estava bem com seu próprio corpo e peso, o que, dada a sua altura de dois metros e um, era muito, e ele levava para casa seis dígitos por mês, o que em sua maioria desaparecia em uma conta bancária que ele raramente tocava a não ser para pagar contas. Ou custos de vida. Nikan, que tocava guitarra ao lado do baixo de Jordan e fazia backing vocal, botou um braço em volta do seu ombro. “Eu assustei a merda fora de você naquela época. Admita." "Não tanto agora, hein?" Jordan perguntou. Ele poderia levar qualquer um dos caras em uma briga se ele precisasse. E ele fez isso muitas vezes ao longo dos anos. “Quando vocês senhoras, acabarem de compartilhar seus sentimentos e merdas..." Dred disse, entregando Petal, sua filha de quase nove meses de idade. Dred se arrastou até a porta da frente e pegou a pá de neve. Segurar Petal era uma das poucas coisas que traziam à Jordan qualquer tipo de alegria. Quando seus olhos escuros olhavam para ele, ele tinha vislumbres de um caminho que poderia levá-lo para fora de seu inferno diário. Sempre que Dred levava Petal para ficar com sua namorada, Pixie, em Miami, parecia que alguém havia enfiado uma faca no seu peito. Quando Dred teve que abrir o caminho até o portão, Jordan fez uma anotação mental para perguntar a Ellen se ela queria que eles contratassem um serviço de limpeza de neve. Eles tinham ido ao conselho da cidade para sustentar financeiramente a casa por anos. Foi a única maneira de garantir que suas doações ajudassem especificamente o lugar onde cresceram, em vez de cair nos cofres sem fundo da cidade.


Ele olhou para a pequena janela do sótão para o que antes foi seu quarto. Ninguém jamais havia entendido sua necessidade de morar no sótão não decorado e mal isolado, quando um quarto perfeitamente bom foi montado para ele no primeiro andar. Ele nem mesmo entendia por que o único lugar em que se sentia seguro era uma sala que parecia exatamente aquela em que ele foi trancado quando criança. Ele se lembrou do medo paralisante que sentiu quando chegou a hora de o resto da banda começar a se mudar. Sendo o segundo mais jovem do grupo, ele assistiu em silencioso terror, um por um, Nikan, Elliott e Dred saírem. O pensamento de viver sem os amigos que haviam se tornado sua vida, o levaram a tal pânico, que ele pegou um pacote de lâminas de barbear para escapar da miséria. Porra. Mas ele não tinha feito isso direito. E foi por isso que, aos vinte e sete anos, ele ainda morava com o resto da banda em uma casa à poucos minutos ao sul da casa de grupo em que haviam crescido. Eles podiam pagar uma melhor, até mesmo as casas nos ricos bairros de Baby Point e Bridal Path, mas este era o bairro onde lutaram um pelo outro. O serviço social de Toronto os uniu, mas Ellen, a chefe do grupo, e Maisey, sua esposa assistente social, tornaramnos irmãos. Lennon jogou outra bola de neve, que atingiu a parte de trás da cabeça de Dred. "Foda-se, babaca." Dred largou a pá e pegou neve. Com o objetivo em mente em seu arremesso, o vocalista pegou Lennon no lado de sua cabeça. "Gente, nós não podemos agir como idiotas totais." Nikan inclinou a cabeça para a janela, onde um grupo de garotos olhava para eles com falso desinteresse. Jordan conhecia


esse olhar. Fingir que você não se importava, significava que não ia doer tanto quando você fosse decepcionado. Era uma expressão que os cinco tinham usado com freqüência. Embora as crianças sempre se mudassem de lugares como esse, o visual permanecia o mesmo. Ellen abriu a porta da frente. "Você nunca consegue ficar seco, Dred" disse ela. "Entre e deixe a neve na calçada, por favor, Lennon." Lennon imediatamente soltou a bola de neve que ele segurava nas costas. Dred subiu os degraus e beijou a bochecha de Ellen. “Desculpe Ellen. Você está linda, a propósito." “Onde está meu precioso bebê?” Ela exclamou. "Você costumava ficar animada para me ver, e agora eu tenho sido rebaixado para portador de bebê, não é?" Perguntou ele. "Jordan a tem." Ellen usava uma jaqueta de veludo vermelho, calça preta e os mesmos sapatos práticos de sempre. Natal em cima, e líder de grupo na parte de baixo. Ela usava a mesma roupa quando convidaram ela e Maisey para Los Angeles para celebrar seu qüinquagésimo aniversário no ano anterior. “Feliz Natal, meninos. Nikan, podemos falar sobre a notícia na imprensa que apareceu na semana passada, depois do jantar." Nikan olhou para Jordan e revirou os olhos. Um minuto com Ellen e eles regrediam de homens totalmente crescidos,


para adolescentes repreendidos. Nenhum deles sabia como as fotografias que Nikan havia tirado com seu próprio celular acabaram com a mídia. Os fãs reconheceram instantaneamente a tatuagem em seu estômago. Levou mais alguns dias para identificar a menina de joelhos na frente dele. Elliott abria o isqueiro e fechava. Sua capacidade de atear fogo a uma corda de sete não era a única razão pela qual ele foi apelidado de Pyro. O sorriso de Ellen se desvaneceu para preocupação. As manias geralmente não eram permitidas em uma casa de grupo, mas Elliott tinha dado uma colocação de emergência temporária, que nunca havia saído. "Estou bem, Ellen" disse Elliott. "Está tudo sob controle." Jordan observou seus irmãos entrarem na casa, como haviam feito milhares de vezes antes. Nikan subiu as escadas de dois em dois.Elliott chutou a neve de suas botas no degrau mais alto, e Dred pisou no tapete mais vezes do que o necessário. Hábitos... ele conhecia todos eles. “Sempre perdido em pensamentos, meu pequeno sonhador. Venha para dentro Jordan, antes que todo o calor desapareça, e traga a garotinha para mim." Jordan subiu os degraus e abraçou-a com força. "Feliz Natal, Ellen." Ele entregou Petal como era esperado, incapaz de colocar palavras para os sentimentos de ansiedade que o dominavam ao fazê-lo. Maisey caminhou em direção a eles da cozinha, enxugando as mãos no fundo do avental.


“Meus meninos estão em casa. Deixe-me dar uma olhada em todos vocês." Rapidamente tiraram os casacos, tiraram os cachecóis e guardaram as luvas, apressando-se em abraçá-la. "Entre. Há nove meninos aqui desesperados para ver você." Maisey conduziu-o para a sala de estar. Os meninos tinham entre 13 e 17 anos. Depois que as apresentações foram feitas, Maisey e Ellen saíram com Petal para cuidar do brunch da véspera de Natal, tradicionalmente uma das poucas refeições do ano em que Ellen não esperava que elas cozinhassem. Todos se sentaram, quando Dred tirou um presente embrulhado da sacola e entregou a uma ruiva quieta ajoelhada perto da lareira. “Andrew, certo? Feliz Natal." Andrew rasgou o pacote e ficou de pé. "Você me deu o jogo de carros de corrida que eu queria? De jeito nenhum." “Linguagem!” As vozes de Ellen e Maisey ecoaram na cozinha nos fundos da casa. Jordan e o resto da banda riram. "Nós costumávamos ouvir isso também, gata" disse Lennon, enquanto Andrew corava. "Obrigado" disse ela, segurando seu presente no peito. Jordan sorriu. "Seja bem-vinda."


Quando todos os presentes foram desembrulhados, Ellen chamou todos para a mesa extra-grande. Assim como nos velhos tempos, Lennon e Elliott empurraram um ao outro, se acotovelando para chegar primeiro à sala de jantar. Jermaine, o menino que só deixou de olhar pela janela quando lhe entregaram os presentes, parou diante de Jordan. "Você acha que ela virá?" Ele perguntou, sua voz áspera. Ao nível dos olhos do menino, Jordan permaneceu sentado. "Se acho que quem virá?" "Minha mãe" disse Jermaine, seus olhos cheios de lágrimas olhando ao redor da sala. “Eu não recebi um cartão nem nada dela. Quero dizer, pensei que ela viria. É Natal afinal de contas." Seus olhos voltaram para a janela, e Jordan percebeu que Jermaine estava olhando para ela. Internamente, ele amaldiçoou, lutando para impedir que suas próprias lembranças caíssem sobre ele. “Eu não sei se ela vem ou não. Mas eu sei o quão difícil é.... desejar tanto algo, que suas entranhas parecem estar sendo reduzidas à nada, mas você só precisa ter fé de que sua mãe está fazendo o que acha melhor para você. E que Ellen e quem quer que seja seu assistente social também. Você vai passar por isso. Eu prometo. Eu sei que é uma porcaria, mas todos nós passamos por isso. Apenas continue fazendo boas escolhas, Jermaine."


Jermaine fungou e acenou com a cabeça antes de sair do quarto. Jordan ficou de pé, mas em vez de segui-lo, virou-se para a janela e olhou para a neve. Com exceção do estalo do fogo da lareira, o silêncio tomou conta da sala de estar. Eles lidaram com tantos momentos difíceis nesta sala juntos. A morte de Adam, sua própria tentativa de suicídio. . . "Pare com qualquer coisa que a porra da engrenagem esteja virando na sua cabeça, e traga sua bunda para o jantar" ele ouviu atrás dele. "Ellen está perguntando sobre nossos planos para o Ano Novo." Dred riu e deu um tapa no ombro dele. "Acho que ela quer reviver seus dias de glória e tudo mais." Jordan riu. "Ela pode vir conosco se ela quiser, mas ela pode ver merda que ela não deveria." As coisas muitas vezes ficavam um pouco fora de controle quando eles realmente decidiam ir para isso. E muitas vezes, muito mais mulheres do que homens faziam o caminho de volta para casa. Então, novamente, a habitual celebração debochada provavelmente não iria acontecer este ano, não com Pixie preparando tudo para o Natal na casa que todos compartilhavam. Com Dred sendo pai agora, a casa parecia a gruta do Papai Noel. Mas, merda, ele realmente precisava afastar o ruído enchendo sua cabeça. E sem compromisso, o sexo anônimo, era uma das melhores maneiras de afastar.


Porque era sujo, assim como ele. *** Aleksandra Artemov olhou para fora de seu esconderijo acima do palco do Four Seasons Center for the Performing Arts* e olhou para o público. Eles não podiam vê-la, mas ela adorava assisti-los. Depois que a maquiagem e o cabelo dela tinham sido feitos e a enorme peça de cabeça com flocos de neve brilhantes foram presas no lugar, ela vestiu um par de calças enormes e enormes botas vermelhas para soltar as articulações dos tornozelos e se acomodou para observar as pessoas que tinham vindo vê-la e a outras dançarinas no Nacional Ballet Of Canadá. Ela adorava encontrar alguém na platéia que pudesse visualizar mais tarde, enquanto dançava. O pai de Lexi chamava isso de ritual estúpido, mas ela descobriu que isso ajudava a mantê-la centrada, enquanto ela se apresentava. Havia algo incrivelmente especial na performance da véspera de Natal de O Quebra-Nozes . Era mais do que a música vibrante e intensa de Pyotr Tchaikovsky4, que ela amava mais do que qualquer outra partitura. Não havia uma pessoa viva que não pudesse cantarolar “Variação II: A Dança da Fada da Ameixa”, mesmo que não soubesse que era assim que se chamava. A música era sinônimo de Natal. E, com certeza, haveria um grupo radical de tradicionalistas de balé sentados na platéia, que estariam lá para apreciar a magia da coreografia de James Kudelka, e para garantir que a atual companhia de balé não tivesse mexido com suas ideias de perfeição. A maneira como ele mudou a rainha da neve de deux para pas de trois, era uma 4

Piotr Ilitch Tchaikovsky; foi um compositor romântico russo que compôs géneros como sinfonias, concertos, óperas, ballets, para música de câmara e obras para coro para liturgias da Igreja Ortodoxa Russa.


de suas coisas favoritas sobre sua interpretação. E, claro, a lendária encenação de Santo Loquasto, com seu enorme ovo Fabergé e outros acenos para a Rússia. Alguns simplesmente vieram verificar, se a bailarina que se tornou diretora artística do Nacional Ballet Of Canadá, Karen Kain, ainda merecia a posição de sempre. Mas a performance da véspera de Natal ,era realmente toda sobre as crianças, porque naquela noite, de todas as noites, elas eram muito mais abertas a suspender sua crença. Filas e filas de famílias se reuniam no seu melhor, para parar por um momento e aproveitar o balé.Garotinhas, com o cabelo puxado em tranças, em vestidos de veludo e sapatos de verniz. Garotinhos vestindo blusas de Natal e calças sociais em vez de jeans, estavam olhando para o palco em emoção. Lexi queria que fosse assim todos os dias. Ela adoraria ver mais crianças no balé ao longo do ano. Ela viu um garotinho, com no máximo cinco anos, dançando no corredor, seus pais tentando convencê-lo a voltar para seu assento. Ele obviamente tinha aulas de dança, seus pequenos pés se movendo entre a primeira, segunda e terceira posição, seus braços acenando em todas as direções. Por certo, ele precisava trabalhar em seu port de bras, mas ele tinha certo potencial fofo. Lexi o estudou por mais alguns instantes. Ele era quem ela iria pensar enquanto ela derramava sua alma em sua apresentação. Quando o auditório começou a se encher, Lexi correu do seu esconderijo para a área dos bastidores, onde pôde tirar as calças de aquecimento, tirar as botas e começar o processo de calçar as sapatilhas. Uma vez que seus pés estavam descalços, ela selecionou um dos três pares de sapatilhas de balé que ela havia


preparado para essa apresentação. Geralmente dois pares eram suficientes, permitindo que ela mudasse parcialmente durante o show, enquanto se amaciavam. Mas ela gostava de manter um terceiro par pronto, para o caso de uma emergência, como uma fita sendo desfeita. Ela esfregou o calcanhar no giz e começou o processo de preparar os dedos dos pés. Ela colocou uma ponteira de gel na frente do dedão do pé e enrolou a fita em volta dele para mantê-lo no lugar. Balançando o dedo do pé para trás e para frente, ela ajustou a fita até que estava exatamente onde ela queria. Então ela fez o mesmo com o segundo dedo do pé. Ela sempre começava com o pé direito, um ritual que começou no Canadian National Ballet School, e agora era um hábito que ela não conseguia quebrar. Ela repetiu o processo em seu pé esquerdo. Depois que os dedos dos pés estavam preparados, ela vestiu as meias e puxou-as sobre o collant rosa pálido que usava debaixo de seu tutu para evitar que todas as lantejoulas e costuras fizessem escoriações. Em seguida, ela vestiu um par de calças brancas indestrutíveis preferidas, para mantê-la aquecida. Então ela começou o processo meticuloso de se certificar de que seus pés estavam confortáveis em suas sapatilhas e que seu corpo estava solto para o desempenho. O aquecimento orquestral ressoou através do teatro, enviando um zumbido de excitação através dela, mas Lexi não era necessária no palco até o final do primeiro ato. A emoção de se apresentar como a majestosa Rainha da Neve em “A Valsa dos Flocos de Neve” nunca envelhecia. Era seu papel favorito, apesar do risco de dançar no minúsculo papel picado que imitava “flocos de neve” que caia nos


últimos dez minutos do primeiro ato. Ela esfregou o tornozelo, pressionando firmemente contra o seu Aquiles. Na noite anterior, ela havia caído de mau jeito depois de uma das elevações, e seu pé ainda a incomodava. A maioria das donzelas de neve que dançavam na cena, tinha pelo menos uma história. Depois que ela terminou o aquecimento de alongamentos, combinações de viagem, saltou e ficou satisfeita que suas sapatilhas estavam perfeitas, Lexi voltou ao vestiário para uma de suas partes favoritas de ser uma bailarina. Com a ajuda de uma das senhoras maravilhosas do departamento de figurinos, ela vestiu o espetacular tutu que havia sido feito especialmente para ela nesta temporada. Era cinza prateado, com apenas um pequeno indício de azul, e as mãos para baixo, era uma das mais bonitas que já havia usado. O enfeite de mão do corpete captava as luzes do teto do Four Seasons perfeitamente. Ao sair do camarim, seu pai veio correndo em sua direção. Seus ombros ficaram tensos, toda a mobilidade em que ela trabalhou durante o aquecimento desapareceu. Ela se obrigou a relaxar enquanto tentava enterrar a resposta automática à presença dele. Frustrava-a que muitas pessoas se curvavam diante de seu passado ilustre e lhe concediam acesso à lugares que nenhuma outra pessoa não pertencente à empresa poderia ir. Ela queria que o balé fosse dela e só dela, mas era difícil fazer isso, crescendo à sombra do lendário Alexei Artemov. "Eu estou aqui" ele anunciou em um inglês que era fortemente acentuado com sotaque russo. Parecia impossível que um homem tão leve, pudesse abrigar tanta raiva e frustração no interior. Ele teve tudo uma vez. Quando


menino cresceu em Krasnogorsk, ingressou na Academia Vaganova, em Leningrado, aos nove anos de idade, e rapidamente ascendeu para Primeiro Solista com a Kirov Ballet Da Rússia, hoje conhecido como o Balé Mariinsky. Não só ele jogou tudo fora, como culpou o mundo por seus problemas. "Por que você ainda não está vestida?" "Não se preocupe, eu estou aquecida e pronta" ela respondeu suavemente. Ao contrário de seu aperto inconsciente mais cedo, seu rosto e sua voz nunca demonstravam o quanto seu pai podia ficar sob sua pele. Lexi se certificou disso anos atrás. “Da, da, da. Estou mais preocupado com a sua entrada. Quando James Kudelka coreografou isso vinte anos atrás, ele não imaginou um desempenho sem vida e desapaixonado como o que você colocou na noite passada. Vamos trabalhar nisso agora, sim?" Lexi sentiu uma onda familiar de náusea. Havia duzentos e quatorze artistas no show, e agora parecia que todos estavam assistindo a interação dela com o pai. "Por favor, não me envergonhe" ela sussurrou, alisando as mãos sobre a saia de seu tutu. “Nós trabalhamos nisso à tarde toda, e estou pronta para continuar.” Era parte da razão pela qual seu tornozelo latejava como uma cadela. Nenhuma quantidade de compressas de gelo ajudou. Ela fez contato visual com um membro do corpo, mas a jovem desviou o olhar rapidamente.


“Você envergonha a si mesma e a sua companhia. Você é muito lenta, esse traje muito apertado. Suas partes íntimas não deveriam ter lugar nisso "disse o pai dela. Lexi alisou as mãos ao longo do corpete do tutu que amava. “Não havia nada de errado com o meu desempenho na noite passada. Na verdade, acho que foi uma das minhas melhores." ela disse, tentando reunir coragem que não estava sentindo. "Nada errado? Eu acho que tudo depende da sua definição. Se você fosse mais leve, poderia ter uma elevação melhor, mas não há nada que possamos fazer com relação aos quilos extras que você carrega agora. Quando Mikhail e eu..." Lexi se afastou. Durante toda a sua vida, ela ouviu histórias dos anos de amizade de seu pai e de Mikhail Baryshnikov, embora tivessem se distanciado, depois que os dois haviam desertado durante sua turnê mundial do Canadá nos anos setenta. Como um bailarino masculino muito cobiçado, Baryshnikov5 imediatamente conseguiu se unir ao Royal Winnipeg Ballet6, disposto a dançar para uma companhia de balé menor do que estava acostumado, enquanto seu futuro estava sendo decidido. Seu pai, por outro lado, era orgulhoso demais para considerar dançar em qualquer outro lugar que não o Nacional Ballet, mas não conseguiu um lugar lá. Sua nova vida em Toronto, onde pediu asilo político, tinha sido muito mais difícil do que ele esperava. Aprender inglês tinha sido difícil para ele e seu 5

Mikhail Nikolaévich Baryshnikov é um bailarino, coreógrafo e ator russo-americano. Royal Winnipeg Ballet, localizado em Winnipeg, Manitoba, é a companhia de balé mais antiga do Canadá, e a com mais tempo de operação contínua da América do Norte. Foi fundada, em 1939, como "Winnipeg Ballet Club" por Gweneth Lloyd e Betty Farrally 6


francês era medíocre. Apenas um ano depois de sua chegada, uma queda em algum gelo fora de sua casa, havia matado seus planos futuros de dançar. Felizmente, François Moreau e Jonathan Davis, seus dois parceiros para a valsa, foram em direção a ela. Eles olharam para ela com simpatia, sabendo exatamente o quanto seu pai podia ser arrogante. "Lexi desculpe interromper" disse Jonathan em seu sotaque britânico. "Mas queríamos passar pela elevação que tivemos desafios na noite passada." "Eu levo Lexi para praticar agora" seu pai disse em voz alta. “Não, me desculpe, mas isso não vai acontecer.” Guillaume foi um convidado do Paris Ballet, parte de uma troca de dançarinos. “Eu errei meus dedos ontem, fazendo com que Lexi deslizasse. Precisamos revisá-lo antes de entrarmos no palco novamente esta noite." Embora seu pai soubesse que ele não poderia impedi-la, o modo como o lado de sua mandíbula pulsava e seus olhos se estreitaram, mostrou que ele não estava feliz com isso. Lexi se permitiu ser afastada sem outra palavra, sabendo muito bem que ela pagaria por isso mais tarde. *** "OK. Então, eu tenho um anúncio." Dred disse, empurrando seu prato para longe, levantando e atirando o guardanapo no seu colo.


Todos se aquietaram e olharam na direção de Dred. Por insistência de Pixie, todos se sentaram para o jantar de Natal na mesa da sala de jantar, que na maioria das vezes não era usada, comendo em pratos de porcelana que Jordan nunca viu antes. "Certo." disse Dred, e soltou um suspiro rapidamente. "Merda. Nunca pensei que ficaria tão nervoso." Jordan percebeu o que estava prestes a acontecer, quando ele pegou um lampejo de algo brilhando na mão de Petal. "Pix." ele disse, enquanto empurrava sua cadeira para longe da mesa, caindo na frente de Pixie em um joelho e colocando Petal em sua coxa. Em sua pequena mão, havia uma impressionante pedra de cor púrpura rodeada de diamantes. Jordan olhou para Pixie, que tinha as mãos no rosto, enquanto as lágrimas enchiam seus olhos. “Não comece a chorar ainda, ou eu não serei capaz de terminar isso.” Embora a voz de Dred estivesse áspera, era impossível ignorar o amor entre eles. Nikan gritou. O coração de Jordan se partiu. Dred estava conseguindo sua própria família à custa do próprio Jordan, e era impossível conciliar a incrível alegria e a dor lacerante que sentia simultaneamente. “Como eu disse na música que escrevi para você, não posso imaginar como minha vida continuaria sem você. Eu amo quem você é, eu amo quem nós somos, e eu amo a possibilidade do que nossa família poderia se tornar. Não sei


explicar, nunca consegui. Mas eu e Petal, bem, sabemos que você é para nós. Então case com a gente, Pix? Por favor." Pixie gritou. "Sim!" Em seguida, deslizou para fora da cadeira para se juntar a eles no chão. Eles se beijaram, com sua filhinha entre eles, como deveria ser. Petal gemeu, quando Dred tirou o anel da mão para colocá-lo no dedo de Pixie. "Eu vou comprar um pra você quando tiver idade suficiente" ele disse a ela, enquanto todos riam. Exceto Jordan. Ele assistiu como eles foram levados fora do chão por Elliott e Lennon. Engolindo o medo de que sua família acabasse sendo irrevogavelmente dividida ao meio, Jordan se levantou e foi parabenizar Dred. "Estou feliz por você." disse ele, o que significava que cada palavra o matava. "Você teve seu final feliz." Dred olhou para Pixie. "Você ainda é minha família, Jordan." disse ele. "Nossa família ficou um pouco maior, é tudo." Nossa família ficou um pouco maior, é tudo. Jordan ainda estava tentando pensar no que o noivado de Dred significava horas depois, quando os pratos estavam lavados e todas as sobras guardadas. Ele ficou encostado na parede da sala, quando a batalha aconteceu na frente dele. "Saia do meu caminho, seu imbecil."


Jordan tomou um gole de sua cerveja e sorriu do jeito que Elliott estava xingando. Carros em miniatura voavam a seus pés. Uma ex-namorada de Nikan comprou-lhe a pista a um ano em uma tentativa equivocada de dar a ele “todos os Natais que ele perdeu quando criança”. A pista sobreviveu eles a reconstruíam todo Natal - mas a relação não tinha, principalmente porque Nikan não foi capaz de manter seu pau em suas calças. A configuração tomou a maior parte da sala. Todos os anos eles adicionavam mais carros novos e pistas, mas o placar gigante de todas as possíveis combinações de parceiros de corrida era exatamente o mesmo, ainda escrito na caligrafia infantil de Lennon. A curva apertada que eles tinham construído em torno da árvore de Natal, era um filho da puta complicado para navegar, e seu próprio carro já tinha voado lá duas vezes esta noite. O carro preto e amarelo de Lennon atravessou a linha em primeiro. "Coma minha poeira, filho da puta." Dred voltou para o quarto. "O que eu perdi?" Ele perguntou, pegando uma cerveja. "Elliott apenas beijou minha bunda." disse Lennon, batendo o gargalo de sua garrafa contra a de Dred. "Felicidades." "Obrigado. Ok, então quem eu vou enfrentar? ”Ele olhou para o gráfico. “Nika venha aqui filho da puta. Gritos altos ecoaram da sala de estar.


"Droga." disse Dred, exasperado. "Dores de dente." Eles estavam tentando fazer com que a filha de Dred, Petal, ficasse quieta a maior parte da tarde. Pixie tinha acabado de desistir de tentar assistir Uma vida maravilhosa e tinha subido para o quarto de Dred. "Deixe-me levá-la para passear." disse Jordan. "Eu tenho muito tempo para chutar o seu traseiro, antes que esta pista seja guardada." Ele precisava de um pouco de ar, algum tempo longe de todo o estado feliz que estava lhe sufocando. "Obrigado, cara." disse Dred. "Nós dois estamos chegando perto do final da nossa paciência com ela hoje, e isso não é culpa dela." Jordan entrou na sala de estar onde Pixie estava andando com o bebê em seus braços, sussurrando palavras doces de conforto. Petal estava gritando, um som estridente e penetrante. Suas bochechas estavam toda vermelha, e baba escorria pelo seu rosto, enquanto ela tentava enfiar seu punho apertado em sua boca. Pixie girou em seu passo, beijando sua testa, removendo seu punho e cantarolando. Sua pequena família nunca deixou de surpreender a Jordan. O relacionamento de Dred e Pixie tinha acabado de começar, quando Dred descobriu que uma mulher com quem ele dormiu uma vez o enganou para engravidá-la. Mas Pixie tinha acabado ficando com ele e agora cuidava de Petal - cuja mãe teve uma overdose - como se ela fosse sua. Vendo Pixie e Dred juntos sempre o rasgava em pedaços. A maneira como Pixie olhava para Dred com adoração, o modo como Dred


morreria por ela, o jeito que os dois fariam qualquer coisa pela garotinha que eles estavam criando, dando a ela tudo que eles não tinham quando crianças. Pixie era perfeita para Dred, sua força de caráter era incrível. Agora a família deles estava ficando um pouco mais oficial. "Se estiver tudo bem pra você, vou levá-la para passear." ele disse, enquanto Petal lutava contra o aperto de Pixie. "Ei, tio Jordan." disse Pixie gentilmente. "Você tem certeza de que quer ir andar no frio? No Natal?" Sim, provavelmente parecia estranho. Mas ele andava muito. Na maioria das noites. Quando a escuridão da casa combinava com os cantos mais escuros de sua mente tão perfeitamente, que eles se misturariam em um. A insônia era sua amiga, porque o sono levava a sonhos. E os sonhos levavam a reviver a merda que ele não podia mudar. Ter Petal com ele, impediria que os pensamentos sombrios se aproximassem enquanto ele caminhava. Um olhar para o rosto dela e ele sentia que havia esperança para ele, mesmo que estivesse fora de alcance. “Apenas embrulhe ela. Nós ficaremos bem." "Ok." disse Pixie, estendendo a mão para sua bochecha. “Dê-nos um momento de meninas.” Quando ela desapareceu de vista, ele esfregou a mão sobre a pele onde ela o tocou. Ela era uma das poucas pessoas que o tocavam, e ainda era uma sensação estranha.


Dentro do que pareceram minutos, Pixie voltou com Petal vestida de forma calorosa, com um macacão de inverno e embrulhada em um cobertor grosso e colocada em seu carrinho. "Aqui." disse Pixie, empurrando o telefone para ele. "Eu sei que você os odeia, mas aceite isso." Ele pegou o telefone dela para mantê-la feliz e enfiou no bolso. Telefones eram estúpidos, e não era como se ele tivesse uma longa lista de pessoas com quem ele precisava falar. Jordan vestiu a jaqueta de couro e saiu da casa. A neve caia suavemente. Era ridiculamente romântico, e ele estava realmente fora de apreciação para gestos românticos hoje. O noivado era tudo o que ele queria para seu amigo, e o oposto absoluto do que ele queria para si mesmo. Com Dred feliz em um novo relacionamento e trabalhando para preparar sua nova casa para sua nova família, seria apenas uma questão de tempo, antes que o resto da banda fizesse o mesmo. Jordan tentou sufocar os sentimentos de ansiedade que surgiam no fundo dele, mas achou impossível. Ele correu pela Parliament Street, passou pelos prédios de concreto e pelo parque deserto. Bancos de neve formadas tornavam a travessia da Queen Street uma dor na bunda. Jordan desistiu e ergueu o carrinho no ar para evitar as pilhas de neve suja. Quando ele se aproximou do distrito de destilaria, as multidões se superaram, assim como sua velocidade, enquanto tentava ultrapassar seus pensamentos. Sem pensar, ele foi em direção ao Queens Quay e a orla do Lago Ontário.


Quando passaram sob a via expressa movimentada, o rugido do tráfego tornou-se mais alto. Ele apertou suas têmporas e despertou seu passageiro adormecido que acordou com um grito. "Shh, Ettie." ele disse um apelido que ele usava apenas para Petal quando estavam apenas os dois. Ele leu em algum lugar que o nome significava "estrela" em suas origens persairanianas. E isso é o que ela era para ele. Sua pequena estrela. Um dia, quando ela tivesse idade suficiente, ele explicaria para ela, por que ter um nome forte importava para ele. “Vai passar. Tudo sempre passa." Seus pais nunca o chamavam de nada. Apenas "menino". Foi Maisey quem escolheu o nome Jordan para ele, e ele sempre considerou ser o primeiro e mais precioso presente que ele já havia recebido. Enquanto olhava para as bochechas perfeitas de Petal e para os olhos arregalados e molhados de lágrimas, ele queria mais para ela do que um nome escolhido por razões indeterminadas por uma mãe drogada. Ele queria que ela sentisse o significado de seu nome. Se ele um dia tivesse filhos, o que era quase tão provável quanto ser escolhido para o programa espacial, ele nomearia a merda fora deles. Ele encontraria nomes tão fortes e significativos que seus filhos acordariam de manhã e saberiam exatamente quem eram. A neve diminuiu enquanto ele caminhava ao longo do Waterfront, mas sua respiração ainda girava em uma névoa branca enquanto deixava seu nariz. As vistas do Lago Ontário estavam praticamente bloqueadas pelo Redpath Sugar Museum e pelo Westin Hotel. Em algum lugar perto do Harbourfront Center, Petal finalmente adormeceu. Jordan


tirou o celular de Pixie, tirou uma foto do bebê dormindo e anexou-o a uma mensagem para Dred, assim que encontrou o número de celular de Dred nos contatos de Pixie. "57 minutos. Ela é teimosa como você. Ela só precisou de uma hora." Jordan esperou por um momento. "Foda-se, idiota. No seu caminho de volta?" "Não. Apenas dando uma volta agora. Casa à meia noite." "Nesse caso, vou mostrar a Pix como posso me comportar por uma hora." "Isso é simplesmente errado." "Eu gosto de pensar que está certo! Obrigado pela ajuda com Petal." "De nada, babaca." Ele colocou o telefone de Pixie longe e mexeu os dedos gelados. Poderia ter parado de nevar, mas ainda estava frio o suficiente para congelar suas bolas. Exatamente o que Jordan precisava. Ele andava agora porque precisava estar do lado de fora, precisava da liberdade de espaço e ar e de um lugar sem paredes, empurrando seus membros o mais forte que podia, para se lembrar que não era mais um cativo. O maço de cigarros em seu bolso estava chamando seu nome. O que ele não daria por um, mas ele prometeu a si mesmo que nunca iria fumar perto de Petal. Ele nunca faria qualquer coisa para colocar a vida daquela menininha doce em perigo. Ao contrário de seus pais. Jordan respirou o ar frio da noite e tentou se libertar do turbilhão de emoções que vinham se acumulando nele, desde que Dred propôs a Pixie e


agora estavam tentando arrastá-lo para baixo. As lembranças de portas e paredes fechadas prendendo-o. Seus dedos inconscientemente alcançaram o maço de cigarros novamente, antes de tirar a mão. Respire profundamente, expire profundamente. Em quatro passos, e começou a mesma contagem. Um pé depois do outro, eles caminharam pelas ruas ainda agitadas de Toronto, passando pelo complexo que abrigava o National Ballet Of Canadá. O movimento acalmou tanto Petal quanto ele, mas era hora de começar a voltar para casa, e ele se voltou para andar pelos fundos do prédio. As luzes brilhavam em um dos estúdios de ensaio, mesmo depois das onze horas. Uma bailarina apareceu, de costas para ele, e ela lhe tirou o fôlego, embora ele não pudesse ver o rosto dela. Quando sua saia branca flutuou para longe de suas pernas, revelando aquecedores de perna loucos, decorados com desenhos de Natal verdes e vermelhos, ele parou de andar. Seus dedos dos pés se enrolaram em suas botas, enquanto ele observava os sapatos de balé pontudos nos pés dela. Ele não podia ouvir a música, se alguma tocava, mas isso não importava, porque ele podia imaginar enquanto a observava dançar. Como uma contorcionista fodida, ela se levantou na ponta dos pés, o que, porra, teve que ser doloroso, e levantou a outra perna para noventa graus antes de dobrar para trás, um braço apontando para cima e um braço apontando para fora. Ela se virou devagar, fazendo parecer tão sem esforço. Lembrou-o da boneca na caixa de jóias que Lennon deu à Petal no Natal.


A cortina transparente obscureceu um pouco seu rosto, mas ele podia ver que ela tinha o cabelo loiro amarrado em um coque. As palavras usadas para descrever a beleza, nunca fizeram parte de seu vocabulário e ele se esforçou para encontrar uma que se encaixasse nela, mas não conseguiu. O comprimento gracioso de seu pescoço e a curva suave em seus braços era de tirar o fôlego. Ela era forte e poderosa, ainda que frágil. Era como se o vento a levasse sozinha no ar, enquanto ela executava os passos. Sua mão alcançou em sua direção, assim quando a luz captou suas feições. Elas eram delicadas. Lábios rosados perfeitos, olhos arregalados que eram impossíveis de descrever. O movimento então se transformou em uma série de rodadas, todas executadas nos dedos dos pés, indo mais e mais rápido. A dança tornou-se frenética, menos estruturada. Jordan queria se aproximar, sentir a energia ao seu redor, tocá-la. Sua pele seria macia, ele sabia disso. Que foi todo o tipo de fodido. Ele invejava a liberdade, o compromisso absoluto de expressão que ela tinha. Nos dias em que ele estava compondo, ele perseguia isso, tinha que cavar fundo para encontrar esse tipo de autenticidade, e ele queria que ela o ensinasse, mostrasse a ele como alcançá-lo. Ele deveria ir, antes que ele tivesse qualquer idéia estúpida, como bater na janela do vidro para chamar sua atenção. Ela parou abruptamente e se dobrou para frente, segurando em seu estômago e esfregando os olhos com a mão, como se enxugasse as lágrimas. Ele deu um passo à frente, o ruído da neve alertando-a seu movimento repentino e ele hesitou. Tinha que haver alguma explicação da atração


que ele sentia ali, observando-a. Ele ansiava por ajudá-la, abraçá-la, inferno, para ver seu rosto mais claramente. Ele sabia que deveria se mexer, que era errado invadir o que obviamente era um momento particular. Mas era imperativo que ele soubesse que ela estava bem. Porque a sensação de calma que ela incutiu nele, enquanto dançava, era um silêncio que ele não estava acostumado. Ela era a luz dele. E como uma mariposa para uma chama potencialmente letal, ele não poderia se afastar. *** Quase todos os ossos do corpo de Lexi doíam. A Fisioterapia não estaria aberta por pelo menos mais um dia, então ela teria que esperar para conseguir a ajuda que precisava em seu tornozelo. Para esta noite, alternando banhos de água quente e gelada teria que servir. Ela deslizou pela parede. Quando sua bunda bateu no chão, ela engasgou. A maioria de suas amigas estavam com suas famílias comemorando o Natal. Aqueles que não eram cristãos estavam simplesmente aproveitando o tempo livre. Seu pai manteve a tradição ortodoxa, então eles não festejariam até o dia 7 de janeiro, de acordo com o calendário. Não que "celebrar" fosse a palavra certa para a miserável desculpa de um dia. Começaria igual a qualquer outra, com os membros esticados até o ponto em que seus músculos gritavam de dor e escapavam, por um breve período, ao santuário de suas aulas e ensaios. A única diferença era a adição de um culto na igreja que teria o dobro do tempo normal.


Lexi desamarrou as sapatilhas e as colocou de pé, flexionando os dedos dos pés para dentro e para fora. Do lado de fora, seus colegas estavam com muita inveja de que um bailarino tão talentoso quanto seu pai, estava tão fortemente investindo em sua carreira. Especialmente aqueles que nunca haviam testemunhado seu comportamento em relação a ela. Eles não entendiam que a presença dele era constante e que, com o tempo, seus objetivos haviam tomado conta dela, porque ela ficou sem energia para lutar contra ele. Ela olhou para os pés. Os pés de bailarina estavam sempre uma bagunça, mas o dela duplamente, pois o pai dela não lhe dava tempo para se curar. O que ela não daria para passar a maior parte de sua carreira na beleza e fluidez das peças contemporâneas no repertório da companhia. Mas seu pai se esforçou para treiná-la para os clássicos. Ele estava determinado que ela iria conseguir, através de seu treinamento, o que ele não conseguiu realizar em sua própria carreira, depois que ele desertou. O mundo tinha mudado tanto desde o tempo de seu pai no Kirov - as abordagens para aulas, preparo físico e nutrição tinham mudado - e sua frustração cresceu à medida que ele se tornava mais e mais fora de sintonia com a carreira que ele amava tanto. Lexi pegou as sapatilhas, enrolou as fitas em volta do par e enfiou-as na bolsa. Decisivamente, ela plantou os pés no chão enquanto andava, calcanhar primeiro, depois os dedos dos pés bem abertos, saboreando a conexão com o chão. Seu pai dedicou a última década à sua carreira e tentou forjar uma bailarina digna de ser a primeira canadense Prima Ballerina Assoluta, um título concedido para


homenagear os mais distintos e excepcionais dançarinos. A idéia de ter que passar a vida perseguindo-a, escolhendo apenas os papéis que mais provavelmente a levariam até lá, fez seu estômago revirar e o peito apertar. Havia uma razão pela qual apenas uma dúzia tinha o título em cento e vinte anos. Alguns de seus bailarinos favoritos, Sylvie Guillem e Darcey Bussell entre eles, nunca o receberam. Havia rumores de que seus repertórios eram muito variados, muito contemporâneos, para consideração, mas esses repertórios eram do tipo que Lexi desejava. O balé clássico estava começando a parecer um pouco demais como uma camisa de força. Lexi se agachou e estremeceu quando ela desligou o telefone do carregador, e o carregador da tomada, esfregando as costas quando ela se levantou. Doeu da ponta da bengala que seu pai usou antes, enquanto ensaiavam. Ele insistiu que no desempenho da noite anterior, ela tinha sido preguiçosa em seus elevados de perna, disse que seus músculos precisavam ser mais fortes se ela insistia em carregar mais peso. Ela viu seu corpo no espelho e tentou decidir se ela estava realmente mais pesada do que na temporada passada. As balanças não mostravam, mas isso não significava nada. Embora soubesse que os métodos de seu pai eram um tanto arcaicos, eles ajudaram à impulsioná-la a bailarina principal em uma idade muito jovem, as repetidas e dolorosas práticas responsáveis por ela ter que gastar apenas o mínimo de tempo como segunda e depois primeira solista. Não era apenas o corpo dela que doía agora, no entanto. Também era o coração dela. Ela olhou ao redor de Bruhn, seu estúdio de ensaio favorito no Walter Carsen Center. Tudo


o que ela aprendeu sobre dança, ela aprendeu em um de seus estúdios. Foi a sua casa desde que se formou na National Ballet School do Canadá, onde ganhou as rédeas. A equipe aqui era sua família. Mas hoje seu pai, que dava demasiada ênfase ao nome e ao legado, a empurrava para se mover. A própria idéia a fez se sentir mal. Ele queria que ela dançasse no American Ballet Theatre ou no Royal Ballet em Londres. Às vezes ela se sentia tentada a se candidatar ao Kirov ou ao Bolshoi, simplesmente para escapar dele, para se mudar para um lugar onde ele não podia seguir. Tudo o que ela conseguiu até agora, ele tomou crédito para si. O peso disso se assentou como chumbo no estômago dela. Ela queria que o balé fosse todo dela. Ela olhou para fora da grande janela desanimada e viu um homem grande parado na calçada. Assistindo. Não era incomum para os transeuntes pararem e olharem para dentro, mas havia algo sobre ele. O brilho alaranjado dos postes de Lake Shore e do Gardiner iluminou-o na escuridão. Mal vestido para o tempo, ele usava uma jaqueta de couro sobre um suéter grosso. Apesar da neve, ele não usava chapéu ou capuz. Um lado de sua cabeça estava raspado perto de seu couro cabeludo; o resto de seu cabelo era comprido, varrido para o outro lado de sua cabeça. Se ela o conhecesse no metrô, ela teria se afastado discretamente ou trocado de vagão. Alto e desajeitado, ele a assustou um pouco, mas ela encontrou uma sensação confusa de conforto ao ser observada por ele. O carrinho que ele balançava para frente e para trás suavizou seus olhares intimidantes. E nos momentos em que ele olhou para longe, ela podia ver que ele estava checando seu bebê. Ela se perguntou o que faria um pai levar seu filho para fora no frio


no Natal, e por um momento ela se perguntou se ele também era um marido. Ela diminuiu um pouco as luzes no estúdio para que ele ainda pudesse ver, mas ela podia ver mais claramente. Focar em uma pessoa enquanto ela dançava sempre trazia um elemento mais pessoal para suas performances, e isso não foi diferente. A dança seria para ela mesma; o show seria para ele. Ela tirou os grampos do coque, tocando os sulcos que haviam feito no couro cabeludo e retirou o elástico que segurava o rabo de cavalo. Era um dos momentos favoritos do dia dela, sacudindo o cabelo dela sem as amarras. Passando uma mão pelos cabelos, ela pegou o telefone e mudou a música. Amêijoas Casino explodiu do alto-falante. "Eu sou Deus" era seu favorito atualmente.Seus dedos do pé ensangüentados doíam depois de um dia passado na ponta do pé. Embalagens de gel e fita só poderiam fazer um tanto. Ela puxou a dor profundamente e a usou para alimentá-la. Consciente de que o homem não se moveu, ela começou a dançar, tratando a janela como seu público. Lentamente a princípio, ela se concentrou na narrativa que criou para os movimentos - uma mulher presa por um homem que acreditava ser Deus. Era uma mistura de combinações esteticamente belas e deliberadamente feias, enquanto a mulher lutava contra os dois lados de si mesma e de sua realidade. Era fácil ser transportado, transformado até, pela combinação de movimentos e música. E foi ainda mais fácil identificar-se com os momentos desagradáveis. Ela só teve que olhar no espelho para ver a bailarina que lutou para


manter seu peso toda a sua carreira. Mas essa dança, essa música. . . a levaram para outro lugar. Um lugar onde ela poderia abraçar a liberdade e seu próprio poder. Um lugar onde se preocupar com o tamanho de suas coxas foi substituído pela beleza do que elas poderiam criar. Um lugar onde ela poderia dançar assim todos os dias. Como sempre, a dança falou por ela, deu voz ao que ela não podia dizer. Seu pai odiava quando ela dançava assim. Mas ele . . . Ele estava paralisado enquanto seus olhos a seguiam. Tal intensidade deveria tê-la assustado, mas isso não aconteceu. Isso a despertou. Um sentimento que ela não estava acostumada. Ter o foco de um homem, especialmente um que parecia com ele, alimentou sua criatividade. Desta vez as horas que passava sozinha à noite no estúdio era sua fuga, seu santuário. A sala à abraçou quando parou de pensar, parou de criticar e deixou a emoção assumir o controle. Preocupações com a clareza de suas falas desapareceram, quando ela se tornou o assunto da narrativa, deixando seu verdadeiro eu falar. Ela deixou a verdadeira Aleksandra surgir das cinzas como uma fênix. Essa Aleksandra era forte. Esta teve a coragem de se afastar de seu pai. Esta não se sentia culpada pela morte da mãe e pelas batalhas do pai contra a depressão. Esta não precisava contar todas as calorias que ela colocava na boca para se sentir no controle de alguma coisa. . . qualquer coisa.Essa teve a força para passar outro dia. Tudo ficou embaçado, exceto o homem que a observava. Ele empurrou o carrinho de um lado para o outro, a pequena e repetitiva ação puxando-a para fora da dança. Ela sentiu a mudança sob seus pés, seus passos mudando para algo mais suave. Sua raiva se dissipou


quando ela se concentrou nele, e um calor que ela não podia identificar preencheu o vazio que deixou para trás. A música desapareceu até que o único ruído que restou na sala foi sua respiração irregular. Ela terminou a dança a menos de trinta centímetros de distância da janela e teve que pressionar as palmas das mãos contra as vidraças, que pareciam congelar a pele aquecida, para se parar de cair para a frente. Suor correu em uma linha fria pela espinha dela. O homem passou a mão pelo cabelo e, mesmo através das cortinas transparentes, ela não pôde perder a decepção em seu rosto. Por um momento que pareceu horas, seus olhos estavam nela. Ele sabia que ela estava olhando para ele. Ela queria saber de que cor seus olhos eram e se era uma tatuagem no pescoço dele, saindo do colarinho de seu casaco. Ele segurou seu olhar, e ela lambeu os lábios para acalmar sua secura. A conexão entre eles não poderia ter sido mais real se eles estivessem se tocando. Era sólido e aquecido, e diferente de qualquer coisa que Lexi já tivesse experimentado. O homem deu um passo para trás, cortando-o, e Lexi sacudiu como se estivesse desconectando de uma fonte de energia. Ele balançou a cabeça suavemente e partiu na direção da cidade. O coração de Lexi bateu, e ela sabia que não era apenas do esforço de sua dança. Ela apertou a bochecha contra o vidro e observou-o. A cada passo ela esperava que ele desse uma olhada para trás. Mas ele não fez, e a decepção


esfaqueou nela como agulhas arrastadas em sua pele, as pontas afiadas ardendo. Não foi até que ele desapareceu de vista, que ela percebeu o quão tola ela tinha sido. Ela tinha acabado de dar o desempenho de sua vida, e não tinha sido o suficiente para ele.


No estúdio de gravação no porão da casa que ele dividia com o resto da banda, Jordan colocou seu baixo no colo e começou a tocar. Ele precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa para se distrair de todos os pensamentos confusos que brincavam em sua cabeça. Eles ficaram piores, se tornaram mais difíceis de se manter afastados desde que Dred havia proposto a Pixie e anunciado que ele estava se mudando. E ver a bailarina na companhia de balé tinha sido um lembrete afiado de que havia coisas de tal fodida beleza no mundo que ele nunca experimentaria. Ele não tinha certeza se havia alguma coisa do seu coração, mas algo em seu peito com certeza doía. Até os sonhos estavam piorando. O último o levou de volta àquele primeiro ano, e a primeira vez que tocou um instrumento musical. Ainda estava em sua mente. "Vá em frente, Jordan", Maisey incentivou. “Annika não se importará se você tocá-lo. É um piano." Jordan se aproximou e passou os dedos pela madeira lisa. Estava escuro e fresco, e ele lutou contra o desejo de pressionar sua bochecha contra ele. Desde que ele foi tirado do quarto, tudo parecia muito quente. Ele morara no sótão por tanto tempo, quatro ou cinco anos que ouviu Maisey dizer a seus pais adotivos, que se acostumou com o frio, fazendo o calor parecer insuportável, opressivo quando pressionado contra o peito. Paul, seu pai adotivo, disser-lhe apenas naquela manhã para ficar na frente da geladeira com


a porta aberta por muito tempo. O frio o levou de volta a um lugar onde ele estava confortável, e ele não tinha sido capaz de se mover. Ele lembrava vagamente de um piano em uma sala grande com muitas crianças ao redor de antes de seu tempo no sótão, mas ele nunca tinha sido autorizado a tocá-lo. Tentativamente, ele levantou a tampa e tocou uma das teclas brancas. O som parecia redondo. Durante anos ele se esforçou para ouvir o que estava acontecendo ao seu redor. Incapaz de visualizar o que estava acontecendo fora da sala, ele se concentrou nos sons e ritmos. O som da chuva no telhado, das sirenes passando do lado de fora, o temido som de passos na escada. Ele estava tão assustado e intrigado com os sons que ouvia que às vezes ele se deitava de costas e tentava imaginar como seriam os sons como formas. Ele apertou outra tecla, desta vez preta. Parecia a forma de um triângulo, afiado e duro. Ele ouvira uma música naquela manhã no rádio. Sua mãe adotiva, Debbie, estava toda animada porque um cara de alguma banda que ela gostava - Matchbox Twenty, ela disse - estava cantando. E o guitarrista era famoso. Carlos Santana ou algo assim. Um por um, ele correu os dedos pelas teclas em ordem. O levantamento progressivo do som, mais e mais alto, emocionou-o. “Você está pronto, Jordan?”Annika perguntou, mas ele a ignorou. Ele não sabia por que ou como, mas sabia onde estavam as teclas da música, e não queria tirar fotos idiotas para expressar seus sentimentos a Annika. Ela poderia se perder


junto com todos os outros. Exceto Maisey. Ele ia tocar essa música para ela. No começo foi um pouco lento. Seus dedos se estendiam sobre as teclas, um de cada vez, mas as notas tocavam exatamente como ele queria. Não foi suave, como a música sugeriu, mas foi definitivamente uma música. Sua mão esquerda coçava. Não sabendo o que fazer, ele apenas tocou as mesmas teclas de sua mão direita, apenas mais abaixo no piano. Com dois dedos, ele fez os sons mais gloriosos do mundo. Eles eram seus sons. Ele os controlava. Pela primeira vez ele os criou exatamente como ele os queria. Satisfeito, ele se virou para enfrentar Maisey. Ela estava chorando? Seu coração caiu. Ela não gostou disso. A raiva inundouo e ele se virou e fechou a tampa. Então ele levantou a tampa e bateu novamente. E de novo. E de novo. Até que soltou um grito de frustração. Maisey o arrancou e o abraçou com força. Ele não gostou do sentimento. Doeu, o fazendo engasgar. O cheiro de seu sabão em pó era forte demais, sua proximidade era muito surpreendente e ele deu de ombros. "Jordan, Jordan." disse ela, com lágrimas nos olhos enquanto agarrava seu bíceps. “Isso foi maravilhoso. Maravilhoso." "Você gostou?" Ele resmungou. As primeiras palavras que ele falou desde que saiu do sótão. “Oh meu menino. Eu amei. Escute-me. Você sabe por que eu te chamei de Jordan?"


Jordan sacudiu a cabeça. "Porque é um nome tão forte para um garotinho tão forte." "Que porra é essa?" Jordan ouviu, e ele foi arrancado de seus pensamentos. Jordan pulou na voz de Lennon e afastou os dedos das cordas do baixo que Maisey havia comprado para ele quando ele foi removido de sua nona casa adotiva em dois anos e colocado em um grupo dirigido pela esposa de Maisey, Ellen. Era uma das poucas coisas que ele realmente possuía, e certamente era o mais valioso. "Bach Cello Suite Number One." ele disse casualmente, tentando fingir que tocava música clássica todos os dias. O que ele não fazia. O olhar no rosto de Lennon disse que ele também não comprou. “Merda pretensiosa. Deveria ter registrado isso e colocado em nosso site. Garotas ficariam loucas por isso." Jordan se levantou e colocou a guitarra de volta no estojo. "Não pare por minha causa." disse Lennon. "Deixe-me adivinhar. Você ouviu na TV há meia hora e agora pode tocá-lo perfeitamente.” "Vá se foder." respondeu Jordan sem qualquer malícia. Era difícil para ele ficar com raiva quando era quase verdade. Os psicólogos tiveram um dia de campo quando ele foi entregue à eles com quase dez anos de idade, sem vontade de falar. Ele pode não ter tido palavras, mas elas tinham muitas para ele: “mutismo seletivo”; "transtorno de ansiedade social";


“Desordem do espectro do autismo”; “Mutismo eletivo”; "Transtorno de estresse pós-traumático." Termo após termo foi usado para tentar defini-lo, exceto aquele que importava mais. Apavorado. Mas naquele dia com o piano, ele surpreendeu a todos. Usando velhos livros de música que Annika forneceu, ele aprendeu sozinho a tocar razoavelmente bem na primeira semana. Alguém comentou que ele era como o pianista canadense Glenn Gould, que preferia estudar música lendo-o em vez de tocá-lo. Não havia piano em sua casa temporária, então a leitura de música era a única coisa que ele podia fazer entre as visitas à Annika. De qualquer forma, ele não dava à mínima, porque a música era a única coisa que mantinha o foco. Então, sim, ele era um maldito “gênio”. Mas era um rótulo idiota. Ele ouviu o primeiro prelúdio do Cello suite de Bach pela primeira vez na noite passada, duas vezes durante todo o tempo, e poderia tocar perfeitamente no baixo dele esta manhã. Se isso não fosse o suficiente, ele aprendeu, porque parecia o tipo de música que uma bailarina dançaria. Porra, se ele pudesse abalar os pensamentos dela. Inspirado por ela, ele começou a gravar diferentes tipos de música que ele imaginava que ela estivesse dançando e até mesmo colocou tudo em um site privado. Ele passou pelo estúdio algumas noites seguidas para tentar vê-la novamente, mas estava escuro. Finalmente, seis dias depois de tê-la visto no Natal, ele deixou um envelope sua descrição e um link para o site escrito na frente - na caixa de correio do estúdio.


Incapaz de resistir, ele faria mais uma visita esta noite e se ele não a visse, ele estava determinado a tirá-la da cabeça. Ele tentou algo na véspera de Ano Novo, até encontrou uma garota com longos cabelos loiros e uma leve estrutura e chegou até a escada para o quarto, antes de perceber que não era o que ele queria. Ele tentou se libertar educadamente - não era culpa dela, afinal de contas. Mas ela foi embora com raiva sobre ele ser um provocador, e que ele não deveria ser capaz de conseguir isso. Se havia uma coisa que ele não podia agüentar, era uma mulher gritando com ele de uma escada, especialmente com todos os outros pensamentos enchendo seu cérebro, então ele rapidamente saiu e passou a noite andando por Rosedale. Ele passou na casa nova que Dred se mudaria em breve. A vedação temporária colocada em frente pelos contratantes foi retirada, e a casa parecia quase pronta. Quando Dred e Pixie os convidaram no dia anterior para ver o novo local, Dred pegou Jordan de surpresa, oferecendo a ele o apartamento recém-reformado acima da garagem. Só para ele, eles disseram. Sua excitação e entusiasmo deram a ele a mãe de todas as dores de cabeça, como se suas emoções fossem objetos sólidos martelando a parte de trás de sua cabeça, forçando-o a cerrar os dentes e fechar os olhos. Enquanto ele apreciava seu pensamento sobre ele, seu gesto perdeu completamente o ponto do que ele precisava que era sua família junta, não um fodido apartamento próprio. Ele precisava manter seus rituais - andando pelos corredores à noite para confirmar que todos estavam em casa e verificando seu calendário para ver onde todos estavam. As modificações que ele fez para lidar com o fato de que Dred estava fora, filmando ou em Miami com Petal, tinha sido


temporário. Mas isso, isso era assustador, porque era real. Permanente. O baque do bumbo de Lennon e o estrépito da bateria interromperam seus pensamentos. Eles concordaram em trabalhar juntos em algum material novo, e logo Jordan se viu perdido na música. Foi uma surpresa quando Lennon anunciou depois do que pareceram apenas algumas horas, que eles estavam feitos para o dia. Era quase o jantar, mas não parecia. Eles nunca pararam para o almoço. "Eu preciso de algo para comer." disse Lennon, deslizando suas varas em seu suporte. "Com fome?" Jordan assentiu e eles subiram para a cozinha. Depois que a massa que Lennon fez na noite anterior foi reaquecida, sentaram-se nos bancos do bar. Ele não tinha percebido como estava com fome, até começar a devorar a comida. "Dia sólido, hein?" Jordan disse, antes de dar outra grande mordida. "Sim." Lennon respondeu, com a boca cheia de comida. "Devemos compartilhar com Dred, ver se ele não pode começar a colocar algumas letras para baixo, embora eu ache que não há pressa." O novo álbum estava praticamente completo, apenas algumas mudanças sutis aqui e ali e isso estaria feito, então o novo material não era realmente uma prioridade. Eles estariam em turnê pela Europa no final de maio, mais tarde do que planejaram anteriormente. Felizmente, porém, a gravadora tinha trabalhado com eles para criar um novo cronograma que todos pudessem lidar. O novo álbum sairia


no início de março, e turnês da Europa, Canadá e Estados Unidos foram planejadas para os próximos doze meses. Seria um ano movimentado. "Quer sair e tomar uma bebida?" Elliott, o guitarrista, correu pelas escadas do seu quarto. "Talvez mais tarde." disse Jordan, enquanto estava de pé e enxaguou a tigela na pia. Ele caminhou até o corredor e vestiu o casaco. “Preciso de uma caminhada depois de ficar no estúdio o dia todo.” Ele saiu correndo da casa, porque não sabia como explicar para si mesmo, quanto mais para qualquer outra pessoa, exatamente o que estava fazendo. *** Lexi estava pronta. Mais do que no dia em que fez o teste para a National Ballet School, e definitivamente mais pronta do que esteve na noite de encerramento de O Quebra-Nozes. A última vez, sua dança não trouxe um sorriso ao rosto dele, mas esta noite ela ia dançar como se tivesse conseguido uma audiência privada com George Balanchine. Assumindo que ele viria. Ele à deixou louca por se sentir presa no teatro, noite após noite, realizando sua seqüência, quando ela queria desesperadamente estar de volta ao estúdio, onde ela tinha visto ele . Pode haver apenas dois quilômetros entre os dois locais, mas parecia um oceano entre eles. O pânico a encheu com a idéia de que ele nunca mais voltaria depois que se


mudassem de volta para os estúdios de ensaio, mas depois ele mandou um sinal para ela. Um minúsculo símbolo de esperança de que ele estava pensando nela. Ela puxou o envelope do bolso. O que é articuladamente endereçado a A última bailarina no estúdio à meia-noite do dia de Natal. Gentilmente, ela retirou o pedaço de papel, tocando mais uma vez. Não tenho certeza se há uma música digna de seus talentos. Não tenho certeza porque eu preciso escrever para você. Mas eu faço. J. PS: O link é privado. Só você e eu temos acesso. Ela viu seu reflexo uma última vez e caminhou pelo corredor, parando para olhar o novo horário que estava na parede. Seu desempenho em Ottawa, Onegin, no qual ela dançaria Tatiana, estava chegando ao final do mês. Depois disso, iria ser A Bela Adormecida, e enquanto eles estavam praticando isso por um tempo, a freqüência e a duração estavam certamente aumentando agora. Seu pai ficou emocionado quando ela lhe disse que dançaria o papel da Fada Lilás; no entanto, ele estava frustrado que, em vez de usar a coreografia que Marius Petipa7 havia criado para o Kirov em 1890, eles estariam fazendo uma reinterpretação dele por um coreógrafo ambicioso e bem-sucedido de Quebec.

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Marius Ivanovich Petipa em russo: Мариус Иванович Петипа; Marselha, 11 de março de 1818 — Gurzuf, Crimeia, 14 de julho de 1910) foi um bailarino, professor e coreógrafo russo nascido na França.


Lexi abriu a porta do estúdio. Tudo estava perfeito. Ela tomou banho depois do ensaio, tomando o tempo para secar o cabelo e colocá-lo em cachos grandes. Enquanto os cilindros esfriavam, ela aplicava uma pequena sombra marrom e arrumava os cílios, aplicando um monte de rímel preto, algo que ela raramente fazia fora do palco. Mas esta noite era uma espécie de performance. Ela deixou dicas óbvias em suas páginas de mídia social sobre o quão maravilhoso a temporada The Nutcracker foi, mas ela estava feliz por estar em casa novamente nos ensaios. Se ele tivesse tido tempo para descobrir quem ela era, talvez ele tivesse visto. Se ele tivesse, ele estaria de volta, ela tinha certeza disso. Mas ela também estava certa de que ele pretendia sair sem falar com ela novamente, e Lexi não deixaria isso acontecer. De onde vinha essa onda inebriante de ousadia, ela não tinha certeza, mas canalizaria de todas as formas possíveis para fazê-lo sorrir. Pela primeira vez, ela iria ignorar a pequena voz que lhe dizia que era tola. Era hora de viver como a persona confiante no palco que ela criou para si mesma em seu dia-a-dia. Ela ia falar com ele, ele querendo ou não, mesmo que apenas para agradecê-lo pelo link para o site e o catálogo de músicas que ele havia colocado lá para ela. Excitação e uma pitada de medo a haviam mantido acordada a maior parte da noite, mas por algum motivo ela não se sentia cansada. Na verdade, ela tinha um suprimento ilimitado de energia durante o ensaio. Jordan. Seu próprio nome a fez estremecer. Era assim. . . perfeito. Enquanto ele assinou a nota com apenas a letra J , todas as músicas que ela encontrou no site foram


carregadas por alguém chamado Jordan. Ela os escutou em casa na noite anterior. A primeira peça que ela clicou foi “Classical Gas”, de Mason Williams, só que não parecia uma guitarra clássica. Soava como um baixo, todo escuro e pesado. A segunda foi uma assombrosa interpretação da "Sonata ao Luar" de Beethoven, só que desta vez ela não sabia dizer se era guitarra ou baixo. Na verdade, todos eles estavam em algum tipo de guitarra. Havia três pedaços que ela não havia reconhecido, mas elas eram realmente lindas. Cada uma um tempo diferente, como se ele realmente tivesse considerado o que ela poderia querer dançar. Ela finalmente adormeceu com o mais lento deles, uma melodia que ela não conhecia. Ela tinha uma sensação estranha de que ele à compôs, a cabeça girando com idéias de danças para cada interpretação única. Lexi foi até a janela e olhou para a escuridão gelada. Ela verificou a posição do pedaço gigante de cartão encostado no vidro. Tinha uma palavra sobre isso. ESPERE. Mesmo que ela tivesse que persegui-lo descalça por Lake Shore, ela ia falar com ele hoje à noite. Com esse pequeno pensamento, ela executou um fondue clássico e mudou-se suavemente para a atitude, antes de abaixar o calcanhar. Promenade meia volta. . . allongé. . . pas de bourrée. Lexi avistou seu reflexo nas longas janelas. Não havia sapatilhas hoje. E usava as saias transparentes. Ela usava um collant que tinha um top preto sólido e um painel de malha em volta do estômago. Acima do topo, ela usava shorts pretos. Nervosa, ela pulou para o laptop e começou um dos seus favoritos no site. Novamente em um baixo, foi uma


interpretação de “Demons” de Imagine Dragons, uma de suas canções favoritas. Uma garotinha passou e encostou o nariz na janela. Quando ela viu Lexi, ela levantou as mãos no ar e fez um giro na ponta dos pés. Lexi riu e executou um passé relevé. A garotinha copiou-a, cambaleando para levar seu pequeno pé coberto de neve até o joelho. Os pais dela tiraram a câmera, quer tirassem uma foto ou um vídeo, ela não tinha certeza, mas de qualquer forma, seria uma lembrança fofa. Depois de mais algumas voltas desajeitadas, os pais puxaram a menininha para longe. Enquanto as observava caminhar em direção à cidade, ela viu Jordan caminhando em sua direção. Com as mãos nos bolsos, a cabeça baixa e os ombros curvados contra o vento, ele era uma figura solitária. O pai agarrou a filha e a arrastou para os braços, percorrendo um largo arco ao redor de Jordan, que parecia inconsciente. Ela pretendia dançar para ele e depois levá-lo a esperar enquanto ela corria para falar com ele, mas a vontade de trazê-lo para dentro, para protegê-lo do frio, de repente a ultrapassou. Ela puxou as botas e vestiu o longo casaco acolchoado que tinha deixado cair na porta. Preocupada com a falta dela, não perdia tempo com chapéu ou luvas. Ela correu pela porta da frente e ao longo do lado do prédio. Quando ela virou a esquina, ela suspirou de alívio. Ele ainda estava lá, no mesmo lugar onde ele sempre ficava olhando para o estúdio vazio. Parecendo ouvir seus passos antes de chegar a ele, ele desviou o olhar da janela e deu um passo para trás. Ele agarrou seus braços para impedi-la de colidir contra ele.


“Sinto muito, eu não estava..." Suas palavras sumiram. Ele usava a mesma carranca de sempre, uma expressão que sugeria que ele estava com dores permanentes. De perto, ela podia ver as maçãs do rosto esculpidas através da barba, e ela doía para passar um dedo ao longo dela... supondo que ela pudesse alcançá-la. O cara era ainda mais alto do que parecia na janela do estúdio. "Oi", disse ela, tentando afastar o constrangimento que ela podia sentir subindo suas bochechas. "Eu sou Lexi." Ela estendeu a mão, esperando que ele a pegasse, sacudisse, beijasse... alguma coisa. Qualquer coisa que pudesse quebrar o silêncio constrangedor que pairava entre eles. Ela estava prestes a colocar a mão no bolso, quando ele estendeu a mão. Ele olhou para ela através de olhos profundos. "Jordan." ele disse, simplesmente. Seus dedos congelados se fecharam ao redor dos dela. Ela estremeceu um pouco, e não por causa da sensação de vento. As pontas de seus dedos eram ásperas contra sua pele, calejadas do jeito que seus pés estavam. Tatuagens densas com imagens difíceis de distinguir no escuro cobriam a mão e os dedos, e ele usava três anéis. Um crânio, um com uma pedra preta redonda e uma grossa faixa prateada. Seu coração disparou ao toque dele. Não havia fim para a lista de maneiras pelas quais ele era diferente de qualquer outra pessoa que ela conhecesse, mas de alguma forma ela não tinha medo dele. Ela queria desesperadamente uma chance de conhecê-lo.


“Obrigado por todas as músicas que você postou. Eu queria dançar com uma delas para você... se você me deixar." ela disse suas palavras soando mais ousadas do que ela se sentia. Em seus devaneios sobre como isso teria ido, ele estava tão aliviado de falar com ela, como ela estava para falar com ele. Eles riam e sorriam sobre a maneira louca como se conheceram. Na vida real agora, porém, ela não conseguia decidir se ele estava desinteressado ou aterrorizado. Seus dedos ainda estavam nos dela, e ele não estava saindo. Isso tinha que ser um bom sinal. Jordan olhou para o estúdio e depois de volta para ela. "Provavelmente não é a melhor idéia, Lexi." Sua voz era grossa, como mel misturado com cascalho, e ela amava o jeito que seu nome saía da sua língua. A intensidade girava em torno dele com os fios brancos de sua respiração, mas por baixo de tudo isso, ela podia jurar que havia saudade. "Por favor." ela implorou. “Quero que você veja o quanto sua música me inspirou. Entre. Levará apenas alguns minutos, prometo." Jordan olhou para as botas por um momento e balançou a cabeça. Ele passou a mão livre pelo cabelo, afastando-o do rosto. "Tudo bem." disse ele. "Apenas uma dança." *** Sua terceira - ou talvez fosse a quarta mãe adotiva, colecionava minúsculos animais de cerâmica. Aqueles filhos da puta estavam em todo lugar. Em mesas laterais,


saliências de janela, aparadores. Ele não podia se mover sem se preocupar em derrubar um deles. Quando ele acidentalmente enviou uma salamandra feia batendo no chão de madeira, enquanto fingia tocar guitarra numa nova música do Rage Against the Machine, ela o espancou com o cabo do esfregão que estava usando para limpar a cozinha. Lexi. . . enquanto ela se agitava em torno do estúdio de dança, voadora como uma maldita borboleta. . . Parecia tão frágil quanto aqueles ornamentos. Só que ela não era apenas delicada, era também bonita. E ele... ele quebrava as coisas. Ele não podia ser confiado com nada de valor. No entanto ele era um homem. Que estava com tesão da merda, depois de ser privado de sua única coisa boa na vida, por quase três semanas desde que ele a viu dançar. E aqueles shorts, o jeito que eles abraçaram sua bunda. Eu vou direto para o inferno. Ela mexeu-se nervosamente. A confiança corajosa que mostrou antes foi deixada na rua. "Sente-se, por favor." disse ela, apontando para um par de cadeiras pressionadas contra a longa parede de espelhos. Ignorando seu reflexo no espelho, ele fez o que ela disse. Dê-lhe uma audiência de vinte mil e ele estava bem, mas uma mulher solteira.. .esta mulher . . . teve seu coração acelerando. Ela mordeu o lábio enquanto brincava com o laptop, depois correu para o centro da sala. Seus olhos encontraram os dele pouco antes de a música começar, e ela sorriu timidamente. Muito sobrecarregado para responder,


ele simplesmente segurou seu olhar, entristecido quando seu sorriso se afastou. Ele reconheceu a música imediatamente, é claro, porque ele a escreveu. Inspirado pela primeira vez que ele a viu. A primeira vez que a viu dançar, afastou o tumulto que o rasgava por dentro. A voz que estava sempre mais alta em sua mente, lembrou-lhe que nem uma vez em sua vida ele tinha sido bom o suficiente para qualquer um. Ninguém lutou para mantê-lo, para torná-lo um dos seus. Em vez disso, passaram por ele como bens usados. No entanto, em algum lugar nos recessos mais profundos de sua mente, havia um lampejo de esperança, o menor vislumbre de que ela poderia ser a única que podia ver o que havia dentro. O jeito que ela olhou para ele através do vidro naquela noite. Como ela o viu. Realmente o viu. Abaixo da tinta, do cabelo e do couro. Ele queria que ela olhasse para ele daquele jeito novamente. Quando as primeiras notas passaram por cima, ela não se mexeu. Ela estendeu o braço e depois levantou o queixo se estivesse testando o céu para chuva. Ele observou, paralisado, quando ela levantou a perna para o alto, um movimento lento e controlado. Neste momento, ele podia ver todo músculo, toda grama de força que levou, para fazer o movimento parecer totalmente sem esforço. Ele a achava frágil, mas ele podia ver a força crua naquelas longas pernas. Seus olhos raramente saíam dele, exceto quando ela se virou, mas mesmo assim, ela o encontrou de novo imediatamente. Ele lutou contra os demônios dentro de si, cavou mais fundo do que ele achava possível, para encontrar um sussurro de alegria para criar uma música digna dela. Ele nem tinha certeza de que a lembrança de felicidade que ele


tinha era real ou era algo que ele criou nos momentos mais sombrios do sótão. Mas ele sabia que Lexi merecia alegria, não importa o quão fugaz. O momento tinha sido frágil, mas foi o suficiente para pelo menos começar a música de maneira otimista. Jordan se inclinou para frente na cadeira e apoiou os cotovelos nos joelhos, querendo estar ainda mais perto dela, quando ela saltou no ar como se uma brisa a tivesse levantado do chão. Sorrindo, ela ofereceu a mão para ele e a puxou de volta rapidamente antes de girar para longe. Seus movimentos lembravam o de uma pipa sendo levada pelo vento. No começo, a dança era brilhante e otimista, seus passos brincalhões, seu sorriso incrivelmente lindo. Felicidade derramada em ondas. Palavras não podiam descrever o que significava vê-la dançar tão desinibida para sua música. Para ver o que os dois poderiam criar juntos. Com ela como sua inspiração, seu tanque de combustível de idéias nunca seria esvaziado. Quando o tom mudou, seus movimentos se tornaram carregados. Seus quadris balançavam e suas mãos percorriam o comprimento de seu corpo sugestivamente, embora de maneira nenhuma as meninas faziam no The Brass Rail na Yonge Street8. Porra, ele não imaginou que era possível combinar graça e sexo dessa maneira. Lexi passou a língua pelo seu lábio inferior, antes de mordê-lo suavemente. Seu pau respondeu. Mas então o tom da música mudou e seus passos mudaram com isso, seus movimentos se tornando irritados e bruscos e levemente discordantes com suas anotações. Ela 8

The Brass Rail na Yonge Street*: clube de entretenimento


girou, parou de repente, depois repetiu esse movimento repetidamente, espelhando o ciclo vicioso em que ele se encontrava diariamente. O olhar que enfeitava o rosto dela era de uma tristeza tão grande que ele tinha dúvidas quanto se ele deveria atropelar o maldito laptop fechado ou continuar bebendo-a. Como ele poderia tê-la atraído para sua miséria quando ela estava cheia de tal coisa? Essa luz natural? Lágrimas picaram os cantos de seus olhos, quando ela estendeu o braço para ele desesperadamente. Era difícil explicar como ele sabia, mas estava claro que ela estava tentando dançar através da tempestade que ele colocou nas notas. Como ela tinha sido capaz de entender o que ele tinha sido incapaz de expressar em palavras? Como ela sabia que, quando se sentou para escrever, tentou desesperadamente acessar qualquer tipo de capacidade de amor, para alcançar a única pepita da vida escondida no recesso de sua alma? Resumidamente, ele sentiu seu calor cintilante, tão certo como se batesse em seu peito. Mas também sabia que, dentro de instantes, perceberia a tolice daquelas emoções. Ele nunca poderia agir sobre elas, afinal. A escuridão era muito abrangente. Encheu tanto dele e de sua vida que ninguém poderia vasculhar todas as camadas de preto e terra, para encontrar o ouro que Maisey afirmava existir dentro dele. Jordan mal conseguia engolir e não se atreveu a piscar. Ele não queria perder um segundo precioso do momento glorioso que alguém finalmente o entendeu. Quando alguém penetrou na sua concha. Tanto quanto ele se odiava por trazer a dor nela, era a única emoção através da qual eles poderiam se conectar, fazendo a ponte entre eles.


No final da música, foi difícil de lidar com todos os sentimentos que ela desnudou. Diminuiu a velocidade, trazendo-o de volta ao presente. O embaraço o encheu por ter vomitado tudo o que sentia em alguns acordes. O ácido subiu em sua garganta, ao ter que engolir todos esses sentimentos para poder colocar a máscara de volta e fingir que funcionava como um ser humano normal. E, finalmente, sentiu a tristeza tomar conta das coisas que nunca conseguiria experimentar com ela. Os movimentos de Lexi diminuíram, quando ela se dobrou no chão a seus pés, descansando em seus joelhos com os braços dobrados e o peito dobrado. Sua testa estava pressionada contra o chão e suas costelas subiam e desciam a um ritmo frenético, destacando o verdadeiro impacto físico que seu desempenho aparentemente sem esforço havia tomado. Se ele esticasse o braço apenas um pouquinho mais, ele seria capaz de tocá-la, para ver se o cabelo em todos os tons de loiro escuro e castanho claro era tão macio quanto ele imaginava. Ele colocou a palma da mão alguns centímetros acima da cabeça e pôde sentir o calor dela irradiando. Ela estava tão quente quanto ele estava com frio. Mas ele não conseguiu entrar em contato com ela, para sujá-la com a sujeira invisível que sempre cobria sua pele. Quando Lexi começou a se mover, ele tirou a mão rapidamente. Ela sentou-se de joelhos elegantemente e olhou para ele, respirando profundamente. Nenhum deles se moveu ou disse uma palavra. Ele não conseguia lembrar de uma vez que ele manteve contato visual com outra pessoa por tanto tempo. "Você é casado?" Lexi perguntou, e ele começou a tossir.


Ele balançou sua cabeça. "Merda, não." "Em um relacionamento?" "Definitivamente não." Ela colocou a mão em cima da dele e ele pulou um pouco na cadeira. As almofadas de seus dedos eram lisas, suas unhas aparadas e pintadas em uma cor rosa muito pálida, mas ele não conseguia abrir a mão e segurar a dela. "Mas você é pai, certo?", Ela acrescentou. Ele balançou a cabeça novamente. "Mas o bebê na outra noite..." Ettie "Não é meu. Lexi, eu ja vi algumas danças fodidas, mas você foi... de tirar o fôlego." Suas bochechas coraram, tornando a cor de seus olhos ainda mais parecida com jacintos. Ou que diabos aquelas flores pareciam. Jesus Cristo em uma bicicleta... Em seguida, ele estaria escrevendo sonetos. "Obrigado." disse ela, olhando para ele. Ela estava olhando para seus olhos com muita atenção. Sua coloração estranha assustava. "Você tocou tudo isso?" Ela disse, inclinando a cabeça na direção dos alto-falantes. Ele assentiu. Ele se sentiu mudo. Ela pararia de fazer perguntas se ele não começasse a responder, e ele não podia


esperar para ouvir o tom suave de sua voz por um momento mais longo. Então ele iria fodidamente bater papo. "Sim. O site é privado.” Uau. Não exagere tagarela. “A música foi muito inspiradora. Você escreveu isso?" "Sim. Aquela... ”ele disse, erguendo o queixo na direção do espaço em que ela dançou. "Escrevi na noite em que te vi pela primeira vez." "Eu amo que você escreveu para eu dançar, mas eu sinto muito." disse ela. "Por quê?" Ele perguntou confuso. “O que quer que tenha acontecido com você. Esse tipo de... profundidade... só pode vir da experiência pessoal." disse ela, deslizando a mão entre as dele até ele não ter escolha a não ser segurá-la. A simpatia não tinha lugar em sua vida. Não lhe serviria nenhum propósito. Mas sua respiração ficou presa, na entrega genuína de Lexi e seus olhos inocentes. Aqueles olhos iam ser a sua morte. Ele virou a mão dela entre as dele, estudou a palma da mão dela e se agarrou a ela por um último momento. Depois de hoje, ele não passaria por aqui novamente. Depois de hoje, a única conexão entre eles seria o site. Antes de ele se levantar, porém, ele teria uma última liberdade. Ele levantou a mão dela e apertou os lábios nos nós dos dedos. Lexi engasgou seus olhos queimando com uma excitação que ele nunca poderia satisfazer.


"Adeus, Lexi." Ele saiu rapidamente da sala, sabendo muito bem que tinha acabado de deixar uma grande parte de si mesmo com ela.


“O avô de Anatoly era um fabuloso coreógrafo do Kirov. Eu o conheci uma vez." O pai de Lexi disse, quando ele passou a tigela de legumes que ela cozinhou para o convidado. Obedientemente, Lexi tomou dele, embora ela não tivesse intenção de comer nada. Os inhames tinham mais de cento e setenta e sete calorias por xícara e ela tentava ficar bem abaixo de mil calorias por dia. Ela tinha visto os trajes para um próximo balé e eles deixavam pouco para a imaginação, deixando-a sem escolha a não ser ficar vigilante com sua ingestão de alimentos. No começo do dia, a Igreja Ortodoxa Russa da Santíssima Trindade toda dourada e altamente ornamentada estava lotada de pessoas comemorando. "Cristãos sazonais." seu pai resmungou, quando eles sentaram no culto da manhã. Mulheres velhas e jovens tinham sido vestidas com seus enfeites, a maioria com suas cabeças cobertas, assim como a dela tinham sido. Após o serviço, ela correu para o Walter Carsen Center para os ensaios. Sophie, a maravilhosa planejadora, ofereceu-se para descobrir um jeito de ela ter o dia de folga para comemorar, mas na verdade o horário deu-lhe um bom motivo para se afastar do pai. Ele ficou furioso por ela ter perdido as vésperas de Natal na igreja, mas ela achou difícil se importar. Ela sorriu educadamente para Anatoly, o homem sentado a sua frente. Ela deveria ter sentido o cheiro


da emboscada quando seu pai repetidamente mandou mensagens para ela durante o ensaio da tarde sobre voltar direto para casa, tentando acertá-la no tempo, mas ela supôs que ele estava chateado por ela ter voltado para casa tarde, da noite passada. Noite passada. Por que Jordan se afastou dela novamente? Ela não conseguia descobrir. Nunca se sentiu tão ligada a outra pessoa enquanto dançava. Talvez fosse a combinação da música que ele havia escrito das profundezas de sua alma e a maneira como ele a olhava como se ela fosse a dançarina mais incrível do planeta. Ele segurou a mão dela com tanta reverência quanto ele beijou os nós dos seus dedos. Ela esfregou a mão sobre o lugar distraidamente. Ele acabou sendo um homem tão quieto, nem um pouco o antiherói intimidador que ela havia construído em sua cabeça. "Você já esteve lá?" Anatoly perguntou a ela. "Sinto muito." Ela balançou a cabeça. "O que você disse?" "Rússia. Eu estava perguntando se você já tinha estado lá? "Aleksandra, pozhaluysta9." Ela olhou para o pai maliciosamente, depois sorriu brilhantemente quando se virou para Anatoly. Não era culpa dele que o pai dela assumisse que apenas homens russos de certo pedigree eram dignos da atenção de sua filha. "Eu sinto Muito. Eu nunca fui. Você já?" 9

pozhaluysta*: por favor(russo),Perestroika**: reestruturação política da União Soviética.


“Não, meu avô desertou em 1975, mas o pai teve que esperar até 1989 para sair. Com a perestroika**, minha mãe e meu pai escaparam da Hungria para a Áustria. Eu cresci fora de Albany. Lexi decidiu ser legal para compensar o fato de que seu pai era um intrometido. "Então, como você está indo em Toronto?" “É um lugar que eu sempre quis visitar, e estou no meio da mudança do Colorado Ballet para o American Ballet Theatre. Você sabe como é. É difícil se encaixar nas viagens com nossos horários de dança, então eu ..." "Eu me lembro quando Mikhail se mudou para lá." seu pai interrompeu. “Essa companhia de balé clássico foi uma boa opção para ele. Não?" Anatoly sorriu educadamente, como se o pai dela não tivesse acabado de ser extremamente rude. "Sim, foi. E seus dez anos na companhia foram inestimáveis para o seu desenvolvimento. Ele deixou um repertório muito rico atrás dele.” Quando terminaram a comida, o pai levantou-se para limpar a mesa, algo que ele nem sonharia em fazer normalmente. "Eu vou deixar vocês conversarem", ele disse rispidamente. Lexi revirou os olhos para Anatoly e ele sorriu.


"Sim. Essa coisa intrometida dos pais russos. Você também não odeia isso?" "Eu não tenho certeza se é pior porque eu sou russa ou se é porque estou na indústria de balé." disse Lexi com uma risada. "Tenho certeza de que é pior quando você é os dois." Anatoly tinha um sorriso bonito, mas suas feições eram infantis e bonitas. Com sua aparência, ele seria um sucesso como qualquer um dos príncipes clássicos. Se você perguntasse a ela há duas semanas qual seria seu tipo, teria escolhido um jovem Brad Pitt, mas agora.. . O tipo dela tinha tatuagens nas costas das mãos e na lateral do pescoço, e usava couro, e tinha algo que ela agora sabia ser chamado de heterocromia setorial. Ela nunca tinha visto olhos como os dele. A metade inferior de cada olho era azul e as metades superiores eram de um marrom brilhante.., quase um âmbar escuro. E o jeito que ele.... "Seu pai voltou mesmo?" perguntou Anatoly. "Sinto muito, novamente." disse Lexi. “Normalmente não sou tão desligada, mas hoje me sinto extremamente cansada.” "Claro. Eu provavelmente deveria seguir meu caminho. Eu comecei cedo pela manhã." ele disse simpaticamente. "Eu deveria ser uma melhor anfitriã, e é Natal", disse Lexi. "Por favor, não pense que é algo errado com você."


Anatoly ficou de pé. “Está tudo bem, Lexi. Às vezes acho que apenas outro dançarino pode entender como essa vida pode ser cansativa. Mas talvez possamos dar uma volta da próxima vez que eu estiver na cidade?" Lexi assentiu brevemente por educação. Mal a porta se fechou, seu pai agarrou-a pelos ombros, girando-a rudemente para encará-lo. "Por que você me desrespeita?", Ele gritou. Não isso de novo. Lexi balançou a cabeça, seu intestino apertando em resposta à luta levantada. “Não balance a cabeça para mim, Aleksandra. Eu sou o chefe desta família. Quando você não está deprimido ou bêbado. "Eu estou indo para o meu quarto." disse ela, caminhando em direção ao porão convertido. Ela poderia ser a única a pagar a hipoteca, mas para mantê-lo feliz, seu pai era o único em uma grande suite. Sempre foi melhor se calar do que lutar. Se ele ficasse realmente irritado, levaria dias para se acalmar. "Você vai ouvir!" Gritou o pai, alto o suficiente para a Sra. Lasiuk ao lado ouvi-los. "Por que, papai?" Ela não pôde evitar. "Por que você não poderia ser mais gentil com Anatoly? "ele disse, seu sotaque se tornando mais pronunciado, suas palavras confusas como costumava acontecer quando ele ficava zangado.


“Ele e éum bom garoto russo. Vocês têm muitas coisas em comum. E a família é importante." “Sim, a família é tão importante para você, que você não levantou um dedo para mantê-la junto. Tenho vinte e seis anos, pai. Eu pago a hipoteca desta casa. Coloquei comida na mesa e nove vezes em dez cozinhei. Eu seguro um trabalho maluco e prefiria estar morando sozinha. Eu não tenho tempo para namorar, e mesmo se tivesse, gostaria de escolher a pessoa com quem quero estar. Por favor, pare de jogar esses jogos idiotas como uma babushka intrometida." Ela correu para as escadas e destrancou a porta do porão. Felizmente, havia sido uma acomodação separada para alugar, então a porta tinha uma fechadura. Só ela tinha uma chave para ela e levava para todo canto. "Tome suas pílulas." ela chamou por cima do ombro, enquanto ligava as luzes e fechava a porta atrás dela. Segura em seu próprio espaço, Lexi podia respirar novamente. Em contraste com os acentos de madeira opressivos, piso escuro e móveis dourados no andar de cima, seu pequeno apartamento era brilhante. O piso de madeira clara corria pelo espaço e havia piso aquecido, que era glorioso no inverno. Sua alma sentiu-se mais leve assim que entrou. Ela projetou cada centímetro do espaço ela mesma. Do sofá cor de marfim e das mais pálidas almofadas cor-derosa na sala de estar, da luminária branca até a parede corde-rosa de um lado, com a mesa branca à frente, era toda dela. Sua foto favorita dela e de sua mãe estava em uma moldura prateada simples sobre a mesa. Os cachos de sua mãe estavam em todo lugar, e pedaços de cabelo


chicoteavam da trança de Lexi, mas ambas usavam sorrisos enormes. A foto foi tirada na Ilha de Toronto na véspera de seu primeiro dia na National Ballet School. Elas estavam tão felizes. As coisas finalmente estavam melhorando. Sua mãe tinha sido promovida, seu pai havia encontrado um emprego de construção depois de saltar desanimadamente de um emprego de salário mínimo para outro, e ela estava prestes a dançar todos os dias, seu maior desejo. Lexi suspirou e correu um dedo pelo rosto de sua mãe, da mesma forma que Oksana tinha feito com ela antes de ser morta. As pessoas que conheciam Oksana sempre comentavam como ela e Lexi eram parecidas. Era difícil acreditar que sua mãe se foi há mais anos do que Lexi a conhecia. Mesmo enquanto tentava resistir, a culpa a penetrava como uma gota de tinta azul adicionada à água. Ela olhou para o teto, onde ela podia ouvir os passos pesados de seu pai enquanto ele andava. Ele tinha levado a morte da esposa difícil, principalmente porque ele tinha então 39 anos, viúvo e deixado sozinho com uma garota à beira de sua adolescência que ele não sabia como cuidar. Sentando-se em seu laptop, ela abriu a tela. As contas precisavam ser pagas. Então ela começou o processo, tentando não se fixar no pouco que havia. Tinha havido uma compensação pela morte de sua mãe, mas seu pai sonhava com uma vida mais luxuosa, que proporcionasse riquezas e fama, e a atração do dinheiro era grande demais. Ele gastou tudo. Até o dinheiro que deveria ter sido mantido guardado para ela, foi gasto antes de Lexi completar dezoito anos. Ele havia perdido a casa em Little Moscow, e ela comprou uma casa menor em Riverside. Ele gritou com ela, como se ele


fosse o homem orgulhoso da casa, quando na verdade, tudo era dela. No entanto, de alguma forma, o pai dela estava com raiva e amargura. Estar perto do Jordan na noite passada, entretanto, a fez pensar sobre o tipo de vida que ela queria. Ela não podia imaginar construir uma vida com alguém enquanto seu pai dependesse dela. E enquanto ela não podia se ver vivendo com seu pai para sempre, ela não podia simplesmente jogá-lo na rua. Ela não podia pagar duas casas, e ele se afastou de todos em seu passado. De todo jeito que ela olhava, ela estava presa. Ela pagou as contas e depois abriu o site de Jordan. Havia uma nova peça intitulada "The Darkness of Light". Múltiplas guitarras soaram pelos alto-falantes. Era alto, quase demais. Notas voaram sobre ela em todas as oitavas. Alto e baixo. Para cima e para baixo. E terrivelmente rápido. A emoção subjacente era raiva. E pela primeira vez, a raiva era perfeita. *** "Então, vai ser feito à tempo, certo?" Ryan, seu gerente perguntou-lhes. O viva-voz no escritório estalou, enquanto ele falava. Jordan estava apenas ouvindo pela metade. Ele nunca prestou muita atenção em suas reuniões de negócios. Dred e Nikan estavam empenhados, e ele confiava neles implicitamente. Em vez disso, sua mente estava em sua dançarina e na neve que estava caindo em faixas no jardim dos fundos. Ele pegou o telefone de Lennon e olhou para a hora. Por que ele estava se perguntando como diabos ela iria chegar em casa do estúdio de dança, em vez de se


concentrar em coisas que realmente o envolviam, como essa reunião interminável, ele não tinha certeza. Nunca uma mulher esteve em sua mente assim. Ele não podia tirá-la. “Sim.” Elliott acrescentou. “A música está gravada. É toda a pré-produção agora. "OK. Boa. Boa. Então cubram a fotografia na próxima semana. Irei enviar-lhe detalhes. Em seguida, a Europa. As datas para a turnê foram fechadas e o estúdio está sendo construído para vocês em um depósito no aeroporto. Pouco de uma caminhada, mas será o melhor espaço para o trabalho. Vocês começam os ensaios completos em quatro semanas." Turnê era uma inimiga de Jordan, mas era um mal necessário. Dado o impacto dos downloads, da pirataria e da transmissão, os concertos e o merchandising eram uma das poucas formas confiáveis de ganhar dinheiro. Tudo isso fazia muito sentido, se a idéia de dormir sozinho, em um quarto de hotel não assustasse você. Isso destruía seu hábito noturno de andar pela casa para confirmar que todos estavam onde deveriam estar. E também havia as coisas. Todas as fodidas coisas que eles colocavm naqueles quartos de hotel para fazê-los parecerem lares, porcaria de pinturas de tigelas de frutas e rádios-relógios baratos - eram assustadores e lembravam muito dos escritórios de psicólogos que estavam cheios de merda impessoal para deixá-lo à vontade. “Estamos começando pela Sérvia, passando pela Suécia, Alemanha, França, Espanha e Inglaterra, terminando na Irlanda. Se vocês quiserem colocar um par de dias no final apenas para ver as vistas, me avisem. Então o equipamento


voltará de navio, e eu coloquei quatro meses no calendário antes da turnê no Canadá começar, para que vocês possam começar a brincar com novas músicas em seu próprio tempo, em vez de ter pressa por causa de compromissos que eram anteriormente feitos em seu nome por outra pessoa.” "A gravadora ainda está interessada em outro álbum nosso, após a bagunça em que os deixamos, deixando a turnê e o lançamento do álbum?" Jordan perguntou. “Falei com o chefe do selo, John Ferrica, em um evento da indústria ontem à noite. Eles não estão felizes com a situação em geral, mas eles entendem, e não te responsabilizam pelos problemas do seu ex-gerente. Seu exempresário provavelmente acabará na prisão, então Ferrica é legal, e esperançosamente nossa conversa foi de alguma forma para colocar sua mente tranqüila, que vocês estão sendo devidamente tratados agora.” "Isso é um alívio" disse Dred, caindo de volta em sua cadeira. “Então nós passamos pelo ensaio, as datas da turnê européia, planos de merchandise, planos de lançamento de álbuns. Qualquer outra coisa em suas mentes? "Não. Tudo bem - disse Nikan. "Alguém mais?" Jordan sacudiu a cabeça. Houve murmúrios de concordância, antes que eles se despedissem e desligassem o telefone. Jordan passou a mão pelo queixo enquanto pensava no ex-gerente.


“Alguém mais se chutando por segurar Sam por tanto tempo? Ou por que não notamos o que estava acontecendo mais cedo?" Dred jogava com o anel de dedo que Pixie lhe deu no Natal. Os outros murmuraram concordando, provavelmente perdidos em seus próprios pensamentos sobre o modo como o ex-gerente se derrubou. Desespero tinha desempenhado um papel enorme, uma emoção que Jordan entendeu. Mas não fazia certo o que Sam fez, estar tão perto deles como eles estavam um do outro, e tivesse tentado matar Pixie e arruinar suas carreiras quando eles decidiram demiti-lo. "Tudo o que aconteceu com Pixie à parte, eu acho que eu sempre pensei que Sam estava fazendo um trabalho semi decente." disse Nikan, em pé. O cara tinha problemas reais em ficar parado. "Quero dizer, ele tinha suas falhas, mas depois de toda essa merda que caiu, a bagunça do álbum e da turnê foi ruim." Elliott fechou seu caderno. “Nós simplesmente não sabíamos o que estava acontecendo. Nós não podemos nos bater por não perceber mais cedo. Mas é ótimo que a gravadora tenha sido tão flexível. E Ryan está ralando o traseiro. Não posso culpar o cara." "Discordo. Nós apenas assumimos que Sam estava cuidando de nós.” disse Nikan. "Paramos de prestar atenção nos detalhes." "Sim." disse Dred.


“Eu acho que eu senti que desde que nós já tivemos tantas pessoas de merda em nossas vidas, nós não poderíamos ser tão azarados novamente. Eu realmente não queria acreditar que Sam poderia ir tão longe. Desculpe-me pessoal. Eu sinto que deveria ter me ligado antes." "Por que você acha que isso começa e termina com você?" Jordan perguntou. “Todo mundo nessa mesa é tão parte da banda quanto você. Todo mundo aqui tem tanto a dizer e o direito de comentar sobre o que está acontecendo. Não foi tudo você. Lições foram aprendidas." Todos eles tinham passado o suficiente nos sete meses desde que a merda tinha caído. Lembrando-se da visão de Pixie, inconsciente no chão, enquanto um maníaco com uma arma estava tão perto de Petal, ainda causava pesadelos a Jordan. Dred não precisava arcar com todo o fardo. “Porra, vocês podem ficar aí feito florzinhas. Desculpe não me desculpe, eu realmente sinto muito mais do que você sente muito. Puxe sua calcinha de menina grande e supere essa merda.” disse Lennon. Jordan e Dred o olharam ao mesmo tempo. Às vezes o cara usava sua boca bem antes de seu cérebro. "Você percebe que Nikan quase foi morto, certo?" Jordan perguntou. "Ele levou uma bala no braço se você se esqueceu." Sarcasmo atando suas palavras. "Eu me lembro, mas ele não foi morto, não é?" Lennon respondeu aparentemente não se importando nem um pouco


que Dred estivesse flexionando os dedos, pronto para dar um soco nele. “E nem Pixie. Ou Petal. Então nós passamos por isso e seguimos em frente. Merda acontece. Nós sabemos disso melhor que a maioria." "Foda-se", disse Nikan, esfregando o local em seu braço onde a bala tinha bagunçado sua pele. "Nem todos nós podemos separar as coisas como você." "Sim". Lennon se levantou e caminhou em direção à porta do escritório. "É uma habilidade incrível para a vida." ele gritou e bateu a porta atrás dele, o ruído reverberando em torno do espaço silencioso. "Porra." exclamou Elliott. "Você realmente precisa ir lá, Nik?" "Ele é um idiota." disse Nikan, pegando seu notebook. "Um dia desses, um de nós vai matá-lo, e se for um de vocês em vez de mim, eu irei parabenizar vocês!" Jordan não pôde resistir a rir. Era verdade. Se os cinco estivessem em um anuário, Lennon seria o: "provavelmente seria morto por um colega de classe”. "Estou fora." disse Elliott. “Indo para o bar. Alguém está dentro?" Jordan olhou pela janela mais uma vez. Quando se tornou sua responsabilidade se preocupar por Lexi? Merda. Ele não descansaria se não tivesse certeza de


que ela chegou em casa em segurança. Talvez ele devesse ligar para o balé. E dizer o que? Oi, tem uma mulher que dança aí, Lexi. Ela já saiu? porque eu quero ir buscá-la. “Eu vou pegar um táxi com você. Tenho algum outro lugar que preciso estar, e fica no caminho." Quando saíram alguns minutos depois para entrar no táxi que haviam chamado, duas moças se aproximaram. "Oh meu Deus. Nós amamos vocês." a linda morena disse, abrindo seu casaco para revelar uma camiseta de sua última turnê e seios dignos de estrelas pornôs. A loira seguiu o exemplo. "Você assinaria nossas camisetas para nós, por favor?" Ela perguntou, entregando uma caneta de prata para Elliott. "Há dias em que eu realmente amo o meu trabalho." Elliott sorriu, quando ele assinou a curva bastante grande de um seio. "Você vai assinar o outro?" A loira perguntou, oferecendo seu peito na direção de Jordan. "Qual é o seu nome?" Ele perguntou, enquanto a neve continuava a girar em torno deles. Ele pegou a caneta e acrescentou seu próprio nome em oposição ao rabisco confuso de Elliott. "Mia." ela respondeu, seus olhos azuis olhando para ele através de cílios escuros. "Eu amo o jeito que você está me tocando agora." disse ela.


Jordan moveu a mão como se ela tivesse escaldado ele e devolveu sua caneta. Menos de um mês atrás, ele a levaria de volta pela entrada da garagem, se divertiria e a mandaria embora horas depois. Mas de alguma forma parecia desrespeitoso com Lexi agora, embora ele não pudesse explicar por quê. *** Uggs10 foi seriamente a maior invenção do mundo. Depois de um duro dia de dança ensangüentando os dedos dos pés, Lexi adorava a maneira como abraçavam os pés no que pareciam ser gigantescas bolas de algodão. Eles também protegiam seus pés da neve que caía constantemente durante o ensaio. Veículos no Gardiner e Lake Shore estavam se movendo a passo de caracol enquanto os motoristas tentavam navegar por estradas sem marcas visíveis na pista e a neve tão profunda, que não conseguiam limpar os pára-brisas. Ela tinha mais chances de conseguir uma fila perfeita de sete fouettés duplos e um triplo em tournant do que pegar um ônibus. Assumindo que eles estavam rodando. Pode ser mais fácil andar vinte minutos pela Spadina e pegar o metrô, do que tentar pegar o ônibus até a casa dela. Lexi respirou profundamente, rolando a cabeça da esquerda para a direita, tentando soltar o estresse que havia afetado seu ensaio e apertado o pescoço e os ombros. Naquela noite, ela pretendia conversar com seu pai sobre sua depressão, mesmo que ela se sentisse como Sísifo 10

Uggs*: marca de sapato.


tentando empurrar uma rocha gigante para cima na mitologia grega. Não ia ser fácil. Conversas sobre sua saúde mental nunca aconteceram. Mas ela contou suas pílulas esta manhã e sabia que ele tinha parado de tomar seus remédios. Novamente. O que significava um passeio difícil para todos, especialmente para ela. Talvez ela ligasse para o médico primeiro para ver se ele poderia ajudar, embora ela não estivesse esperançosa. O vestiário estava vazio quando Lexi vestiu o suéter grosso e o casaco. Desde o dia em que seu pai havia desertado nada havia funcionado do jeito que ele planejava. A mãe lhe contou uma vez que o balé era uma amante cruel do pai, que o atraía, mas o rejeitava em igual medida. Lexi achou difícil ser compreensiva. Ele teve oportunidades, mas seu ego havia atrapalhado tanto quanto sua atitude. “Como você está indo para casa?” Danielle, uma das outras dançarinas principais perguntou, enquanto ela saía de seu próprio ensaio. Ela se sentou na cadeira e gemeu de alívio quando tirou as sapatilhas. “Acho que vou andar, agora que a neve finalmente parou. Levará uma hora, mas vai demorar um século para pegar um táxi, e ainda mais tempo para me levar para casa. Você?" “Eu acho que só vou para a Sophie e esperarei deixar o tráfego da hora do rush se acalmar primeiro. Quer vir?" Lexi considerou, mas se ela saísse agora, ela poderia se acomodar na noite e fazer um extenso banho de espuma para aliviar seus músculos tensos.


“Obrigado, mas vou acabar logo com isso. Se começar a melhorar, subirei num táxi na rua, supondo que estejam rodando." Ela remexeu na bolsa e tirou uma das muitas echarpes que havia guardado ali. O adorável cashmere rosa pálido era macio contra sua pele e luxuriosamente quente. Ela colocou-o em volta do pescoço, acrescentou um chapéu combinando e puxou o capuz. Agora ela precisava sair de lá antes de ferver viva sob todas as camadas. "Bem, me mande uma mensagem quando chegar em casa, então eu sei que você está bem." disse Danielle. "Você também." disse ela, abraçando sua amiga. Se ela ia andar, ela precisava de música. Ela conectou seus fones de ouvido ao telefone em sua bolsa e encontrou as músicas de Jordan. Ela poderia manter sua companhia em seu caminho. Ela calçou as luvas e foi para fora. A única coisa positiva sobre a neve, era que as baixas temperaturas tornavam as dores nos pés ligeiramente mais suportável. "Lex." uma voz gritou seu nome, e ela levantou o capuz um pouco. Jordan. A tensão que ela carregava nos ombros durante o ensaio se dissipou com o som, e ela ficou chocada ao perceber que o estresse era menos sobre o discurso matinal de seu pai sobre seus volumosos braços masculino e mais sobre o homem que agora estava na calçada em frente a ela. Ela não tinha certeza se sua ausência no fim de semana era deliberada ou apenas o resultado de outros planos, mas uma coisa parecia clara - embora ele pudesse querer ficar longe dela, ele não


podia, e ela mal conseguia se controlar. O seu coração acelerou com o pensamento. Sua pesada jaqueta de couro lhe servia como uma luva, mas dificilmente poderia estar quente o suficiente no frio cortante. Ela estremeceu em seu nome, quando o vento uivou do lago ao redor deles. "Por que você está aqui?", Ela perguntou. Se eles iam construir qualquer tipo de... o que? amizade? talvez até relacionamento, ela precisava saber o que estava acontecendo. "Podemos apenas caminhar?" Jordan perguntou, inclinando a cabeça na direção da cidade. Seu cabelo estava amarrado fora do rosto, com pedaços soltos ao vento. Lexi não se mexeu. “Você me escreveu uma linda música, Jordan. Uma que me motivou a dançar melhor do que eu já dancei em toda minha vida. Então você desapareceu. Então, a menos que você esteja disposto a falar comigo..." Ela podia ver sua respiração se transformando em fumaça branca, enquanto ela falava. Jordan enterrou as mãos nos bolsos da jaqueta. "Bem. Eu estava preocupado com você chegando em casa nessa neve em segurança." "Você estava pensando em mim?" Ele passou a mão pelo cabelo. "Sim. Eu estava pensando em você "admitiu rispidamente. "Por quê?" A palavra caiu de seus lábios antes que ela tivesse a chance de pará-lo.


"Isso não é óbvio?" Ele retrucou. Seu coração parou de bater. "Agora, para onde você precisa ir?" Ele se importava com ela, o que aliviou a cãibra que sentiu no fundo do estômago. "Você trouxe um carro?" Lexi perguntou, e Jordan olhou para os pés. Suas botas pretas de motoqueiro estavam provavelmente frias e desconfortáveis. "Eu não dirijo, mas posso encontrar um táxi para você, se é isso que você quer." Havia tristeza em seu tom, derrota. Ela não queria um táxi, não queria dar a ele uma razão para não entrar com ela e deixá-la se perguntando sobre todas as coisas sobre as quais eles poderiam falar. Ela queria fechar a brecha entre eles, dar o passo, pegar a mão dele, fazer alguma coisa. Quando ela dançava, a música falou com ela. Não a letra e a melodia, mas algum tipo de freqüência harmônica que ressoou profundamente no centro dela. Isso deu a ela um nível instintivo de compreensão sobre a peça. De alguma forma, ela sentia isso ao redor de Jordan, e ela queria desesperadamente explorá-lo com ele. “Eu realmente pensei que poderia ser uma aventura andar. É um pouco menos de uma hora para Riverside daqui. Você não precisa se você..." "Vamos." disse Jordan. "Eu moro em Cabbagetown, então sigo o mesmo caminho." “Espere.” Lexi abriu sua bolsa e remexeu dentro dela, encontrando o grande lenço xadrez vermelho e preto que ela usou no dia anterior, mas tinha se esquecido de tirar uma


vez que ela chegou em casa. Ela deu um passo em direção a ele e entregou a Jordan sua bolsa. "Venha aqui." Ela puxou o lenço pelas mãos e tentou envolvê-lo na sua nuca, mas não conseguiu alcançá-lo. Ele se inclinou para frente para deixá-la colocar, sua bochecha alinhada com a dela. Ela habilmente envolveu o lenço em volta do pescoço dele. Por um momento, eles ficaram perto um do outro. Seu ouvido roçou o lado do rosto dela, e ela não pôde deixar de se inclinar levemente na direção dele. "Lex." rosnou Jordan suavemente, mas se virou para ela, seus lábios quentes enquanto roçavam suas bochechas frias. Ele tentou se endireitar, mas Lexi puxou as bordas do lenço. Como uma marionete, ele permitiu que ela o movesse até que ele estivesse olhando diretamente para ela. Era impossível não se perder nas profundezas daqueles belos olhos azuis e âmbar dele. Se ele apenas fechasse a distância de uma polegada entre os dois, seus lábios se tocariam e ela seria capaz de saber se seus lábios eram tão macios quanto ela imaginava. E finalmente descobriria se beijar alguém com barba fazia cócegas. As mãos de Jordan agarraram seus pulsos gentilmente e os deslizaram pelo lenço para que ele pudesse ficar em pé novamente. "Obrigado, Lexi." ele disse rispidamente, pegando sua bolsa dela e jogando-a por cima do próprio ombro. "Apenas ande comigo, e eu vou explicar como nós estamos."


O lago estava congelado perto da costa, ao longo do Queens Quay. A calçada estava silenciosa, com exceção dos poucos pedestres correndo para as unidades do condomínio que se alinhavam à beira-mar. Até a Starbucks estava deserto. Um táxi passou enquanto passavam o cruzamento com Spadina, mas Lexi não disse uma palavra. Apesar do calor que o carro oferecia, a idéia de andar com a Jordan era bem mais atraente, apesar da neve empilhada na curva da estrada. Lexi soltou um grito quando Jordan à envolveu em seus braços e à ergueu sobre o banco de neve. "Porra, você pesa menos do que algumas das minhas guitarras." disse ele, colocando-a suavemente no chão. "Um dos meus parceiros de dança não compartilha dessa opinião." disse ela. "Bem, ele é um idiota." disse Jordan sem rodeios, e Lexi sorriu sob o lenço. Eles caminharam ao longo do Queens Quay, mal se tocando, até que um grupo de pedestres caminhou em direção a eles e Jordan colocou a mão no ombro dela para puxá-la para o lado, para que eles pudessem se virar. Mesmo através do casaco acolchoado e suéter grosso, ela podia sentir a pressão suave de sua palma, o que desencadeou borboletas em seu estômago, enquanto ela se perguntava se ele iria deixá-la lá. "Por que balé, Lexi?" Ele perguntou quando ele tirou a mão. Ela tentou ignorar a onda de desapontamento. “Eu acho que as razões mudaram durante os diferentes estágios da minha vida. Eu comecei a dançar porque meu pai


era dançarino. Eu era jovem demais para me importar, além do que, quem não ama uma saia de tule grande? Quando me tornei mais consciente da história de meu pai e de seu desejo de que sua filha única seguisse seus passos, fiquei com a dança porque não queria decepcioná-lo. Mas então, de alguma forma, eu me apaixonei por isso. Não foi uma coisa instantânea de amor à primeira vista, mas mais uma queimação lenta, quando percebi que havia encontrado a maneira perfeita de me expressar. E você? O que você faz?" Ao passarem por um homem de negócios envolto em um longo casaco escuro, a mão de Jordan roçou a dela. Por um momento, Lexi pensou em tirar as luvas só para ter a oportunidade de tocá-lo pela primeira vez, pele a pele. "Eu sou um músico. Então você é daqui originalmente?" “Sim, cresci em North York, mas meus pais nasceram na Rússia. Meu pai era um desertor fidedigno nos anos setenta, o que parece muito mais intrigante do que realmente é. E você?" “Eu sou um garoto da cidade. O que te fez escolher Riverside?" Ela se perguntou por que ele não expandia suas respostas. "Era barato e alegre ainda nas linhas de trânsito, eu ... Ah!" Lexi sentiu o pé escorregar por debaixo dela. Jordan agarrou-a, impedindo-a de cair. Com o coração batendo, Lexi ofegou. Suas mãos afrouxaram o aperto, mas ficaram plantadas em seus braços. Deus, ele estava destruindo seu foco. Gelo havia destruído a carreira de seu pai, e ela sabia que não devia ser descuidada.


"Obrigada." disse ela, olhando para os lábios de Jordan, que estavam tão perto do azul que qualquer outra que ela tivesse visto. Não era certo que alguém se permitisse ficar tão frio. E ela queria desesperadamente entender o por que. *** Porra, aqueles lábios dela seriam a morte dele. Ele imaginou beijá-los, lambê-los e vê-los em volta de seu pau. Meio adormecido naquela manhã, ele sonhou como seria o beijo entre eles, e quando acordou, foi de esmagado por ela não estar lá para à segurar, para aliviado por ele ainda estar sozinho. "Você me lembra de um iceberg." disse Lexi, envolvendo a mão em torno de seu cotovelo e esfregando o braço como se estivesse tentando aquecê-lo. Seu estômago apertou no contato. Ele apostou sua bunda que ela não tinha idéia de como a própria presença dela o aquecia. Ela o chamou de iceberg. Frio e implacável. À deriva em um mar de água fria. É um tipo de acerto. "Por que isso?" Ele perguntou, quando o floco de neve ocasional caiu entre eles. Seu rosto estava tão perto dele, que ele podia ver os anéis azuis escuros ao redor de suas pupilas. “Todo o caminho até aqui, quando você me fez uma pergunta, eu respondi completamente. No entanto, quando tento desviar essas perguntas para você, você as evita ou é monossilábico. Eles dizem que apenas dez por cento de um iceberg é exposto acima da água. Então eu acho que estou vendo apenas um pequeno pedaço de você."


Eles não se mexeram e provavelmente deveriam. Suas bochechas estavam rosadas, seus olhos um pouco aquosos do vento. E, como sempre foi desde o dia em que se conheceram, ela via demais. "Para alguém que parece um pouco tímida, você é muito direta." disse ele. “Eu já ouvi isso antes. Mas você parece tirar o pior de mim." "O que você quer saber?" Por que ele perguntou isso a ela? Ele não queria que ela soubesse nada sobre ele. Isso a mandaria correndo para as colinas se ela soubesse tudo o que ele passou, e ele não tinha nenhuma alegria em relembrar o passado. Aprender sobre ela, no entanto, era algo para ser saboreado. “Eu sei que você toca guitarra muito bem, mas é o seu trabalho? Está congelando, mas você está vestindo apenas uma jaqueta de couro. Por quê? O que te fez escolher Cabbagetown? Não fica com frio com a sua cabeça raspada assim? Você tem algum irmão? Você vai me convidar para sair em um encontro?" Lexi bateu a mão na boca, como se não quisesse deixar a última linha escapar, e ele não pôde deixar de sorrir. Ele tirou a mão enluvada do rosto dela. “Jante comigo, Lexi. Eu realmente não quero te deixar em casa agora, mas um de nós pode morrer de hipotermia se andarmos por muito mais tempo." Foi apenas parcialmente verdade. O frio era uma palavra muito fraca para a sensação de vento. Mas, no caso dele, era


mais a idéia de ela ir embora e ele nunca mais vê-la, o que o levou há prolongar o tempo juntos. “Você está me convidando para sair em um encontro?” Ela perguntou. "Foi mais uma declaração do que uma pergunta." "Então você não quer me levar para casa ainda." Ela disse e sorriu. “Parece que você quer que eu fique por perto. O que parece um encontro." Jordan riu. “Não disse que não era um encontro. Você simplesmente não tem escolha sobre se juntar a ele." "Contanto que façamos isso direito." disse Lexi, quando ela tirou a luva e pegou a mão dele. Seus dedos estavam tão quentes contra os dele congelados que eles picaram, mas ao invés de remover a mão dele, ele apertou a dela com força, saboreando a conexão. Ele procurou um restaurante ou bar escuro, em algum lugar onde pudesse desaparecer nas sombras, mas tudo o que pôde ver foi um pequeno bistrô do outro lado da rua, de modo que se aproximaram. Era principalmente branco e delicado. Ele não fazia delicado, como regra geral. Depois de pendurarem os casacos e estarem sentados, a anfitriã trouxe os cardápios e recebeu seus pedidos de bebida. Jordan olhou para o cardápio. Porra. Era um daqueles lugares de estilo chique, o que tornaria uma verdadeira dor de cabeça se concentrar em Lexi. Levou mais de meia hora para ler os trezentos pratos para escolher, metade dos quais incluíam


ingredientes dos quais ele nunca tinha ouvido falar como ikan bilis, freekeh e beldroegas. "Eu mal consigo decidir." disse Lexi, olhando para o cardápio. Ela franziu os lábios enquanto estudava as escolhas. “Por que não deixamos o chef escolher? Existe alguma coisa que você não gosta? Lexi sorriu e fechou seu cardápio. “Oh, eu gosto disso. Eu odeio azeitonas.. . elas são a comida do diabo. E as partes centrais dos tomates. Você sabe, as coisas do núcleo verde." Sua lista era tão imprevisível quanto ela, e ele ficou ainda mais intrigado. Ele pediu ao garçom que pedisse ao chef que escolhesse um punhado de pratos, explicando os desgostos de Lexi e acrescentando o seu próprio. Merda crua e peixe que ainda estava com cabeça. A cadeira e a mesa eram pequenas demais para o local. Jordan podia sentir a cadeira de madeira rangendo e gemendo toda vez que ele se movia. A filha da puta ia desmoronar embaixo dele se espirrasse. Vestido da cabeça aos pés de preto, ele tinha o usual olhar de foda-me das mulheres e ao que parece o olhar de indiferença dos homens. Enquanto isso, Lexi se encaixava perfeitamente no lugar. Ela estava vestindo um suéter grosso de cor creme, com um decote que mergulhava em direção a seus seios. Uma delicada corrente de ouro com um raio pendia do pescoço dela. Em seu dedo havia uma fina aliança de ouro, como um anel de casamento, apenas na mão errada. Ela perguntou se ele era casado, mas ele nunca pensou em verificar com ela.


"Você não tem namorado, não é?" Ele perguntou, sem realmente dar a mínima se ela o tivesse. Ela estava com ele agora, e isso era tudo que importava. "Não." ela disse, a luz da pequena vela de mesa lançando um brilho quente em suas feições. “Ser dançarina dificulta muito o relacionamento com alguém”. "Conte-me sobre o seu dia." disse Jordan, resistindo à vontade de se inclinar sobre a mesa e pegar sua mão esbelta na sua. O alívio que sentiu ao descobrir que ela era solteira era a coisa mais fofa. "Bem, eu tenho aula das dez às onze e meia." "Você estuda?" Foda-se. Ele estendeu a mão para ela e ela o encontrou no meio do caminho, unindo os dedos. Ela olhou para as mãos unidas e sorriu para ele. “Não em uma sala de aula. Eu tenho aulas de dança. Fazemos aquecimento todo dia e dá a chance de trabalhar em coisas com as quais você pode estar se debatendo. Então o ensaio vai até as seis e meia. Tende a ser com os diretores pela manhã. Pas de deux, parceria, esse tipo de coisa. E com a companhia completa à tarde. Almoçamos e partimos, é claro. É diferente quando temos um show. O garçom chegou com três dos seus pratos. Uma salada, algo suspeito - sem cabeça, obrigada porra - e um prato cujo conteúdo o deixou perplexo. O jeito que os olhos de Lexi reviraram em sua cabeça quando ela gemeu depois de proválo, entretanto, disse que era bom. Ele empurrou o prato na


direção dela, encorajando-a a comer mais. Ela colocou muito pouco no prato. "Então você está praticando para seu próximo show?" Ele perguntou e deu uma mordida no peixe, que acabou sendo delicioso. “Muitos shows. Estou ensaiando três balés diferentes agora. Então eu pulo, eu..." “Com licença. Jordan? Jordan Steele, certo?" Uma mulher com um suéter apertado apoiou a mão nas costas da cadeira e se inclinou tão perto que seus seios roçaram seu ombro. Ele olhou para Lexi, que estava olhando para ele com curiosidade. Ele soltou a mão de Lexi e retirou a mão da mulher do encosto da cadeira. “Sim, mas vamos ser respeitosos com a minha garota. Recue um pouco querida." As pessoas no restaurante estavam olhando para eles. Certamente nem todo mundo sabia quem ele era, mas para um dia de humilhação pública on-line, seria necessário apenas alguém com um telefone e um dedo rápido que logo se transformaria em manchete pela manhã. Ela pensou que estava em um encontro com o namorado, mas quando a amante apareceu, você não vai acreditar no que aconteceu. “Sua garota? Eu pensei que ela poderia ser sua irmã ou algo assim." Foi a coisa errada a dizer. Não só porque era cristalino que o jeito que ele estava acariciando a mão de Lexi definitivamente não era fraternal, mas um irmão era algo que ele desejava o tempo todo que ele estava trancado no sótão. Alguém para conversar. Para brincar e inventar jogos. Qualquer um que fosse tão empolgante quanto o


pássaro que ficou preso com ele no sótão por uma semana. Até que seu pai o matou. De repente, isso desencadeou seu passado tentando foder seu presente. Jordan sacudiu a cabeça. "Não. Meu encontro." ele disse, estendendo a mão para Lexi novamente, agradecido quando ela o pegou. O chão parecia instável. Ele não era um idiota para os fãs, mas ele não queria fazer nada que pudesse perturbar Lexi. Normalmente, ele se oferecia para assinar um guardanapo ou deixava alguém tirar uma foto, mas ele se viu querendo dispensar a mulher. "Eu te disse que era um encontro." Lexi disse baixinho para ele. Suas palavras o trouxeram de volta ao momento. De volta para ela. "E eu já concordei com o ponto." Lexi sorriu e ele não pôde deixar de sorrir também. Jordan esfregou o polegar sobre os nós dos dedos e finalmente relaxou. "Hum, eu poderia tirar uma foto com você?" Perguntou a mulher. "Não." disse Lexi antes que ele tivesse a chance de responder. "Eu ficaria muito desconfortável de assistir isso, mas talvez você pudesse assinar algo para ela, querido."


"Querido?" Ele murmurou e riu quando Lexie deu de ombros desajeitadamente. Jordan pegou um guardanapo. "Você tem uma caneta?" Lexi pescou em sua bolsa e encontrou uma. Jordan rapidamente assinou seu nome e entregou-o à mulher. Lexi a observou até que ela se sentou do outro lado do restaurante. "Você se lembra na rua, quando você me perguntou o que eu queria saber?" Lexi perguntou, dando outra mordida no prato desconhecido. "Sim." Jordan seguiu seu exemplo e comeu um pouco mais. Depois de mastigar um momento, ela cobriu a boca com a mão e murmurou: "Bem, agora seria um ótimo momento para algumas respostas." *** “Eu toco baixo. Em uma banda. Nós tocamos metal, algum hard core. . . e somos...humm...muito grande." Oh meu. Isso se encaixa nele. O olhar, o cabelo, as tatuagens, a atitude. Ela olhou para a mão tatuada que cobria a dela. Cada dedo foi tatuado com um esqueleto; a junta de cada um era um crânio. “Grandes como em 'tocamos alguns shows, mas temos trabalhamos diariamente' ou grandes como em álbuns, discos de platina, turnês de várias cidades?” Jordan se mexeu em seu assento e olhou para baixo, escondendo aqueles olhos hipnotizantes dele. Ela podia dizer


que ele estava desconfortável, desde o momento em que eles estavam sentados. Se ele não estivesse tão nervoso, ela poderia ter rido da maneira como ele se mexia na cadeira. "Grande." disse ele, parecendo envergonhado. "Muito grande." "Então talvez eu devesse saber quem você é e pedir seu número em um guardanapo e uma selfie com você?" Lexi perguntou divertidamente. Ela enfiou a mão na bolsa. “Eu meio que gosto que você não conhece. Espere, o que você está fazendo?" Lexi puxou o telefone e os fones de ouvido e abriu o aplicativo de música. "Qual o nome da banda? Eu vou procurar uma música." “Preload. Mas não faça isso. Honestamente." Ela digitou o nome e apareceu a banda. Uau. Havia muitos álbuns. E duplo wow. Jordan parecia tão quente na capa daquele. “Sério, me diga o seu favorito, ou eu escolho um. Deixeme ver. . . 'Preen.... ” "Não. Não esse. É um dos mais sombrios que já gravamos". "Anatomia do Pecado?" Perguntou ela. “Definitivamente não, é sobre.. . bem, relacionamentos casuais, de um tipo diferente."Jordan corou.


"Você quer dizer sexo casual?" Lexi riu enquanto ele se contorcia. Jordan levantou uma sobrancelha em sua direção. "Lexi." ele rosnou em aviso. Ela rolou um pouco mais. “'Roller"? "Encharcado"? "Bem, Dog Boy." Eu escrevi isso. Lexi comprou a música e pressionou Play. Ela não conseguia se lembrar da última vez que ouviu uma música de metal. Um filme, talvez. Mas nunca por escolha. Ela pulou quando a música começou. Bateria alta, um grito, muitas guitarras. Jordan se esforçou para esconder sua risada. Ela estava determinada a ouvir a música inteira que estava atualmente dizimando seus tímpanos, embora o volume não estivesse tão alto. Ela fechou os olhos para não testemunhar a diversão de Jordan. O refrão deu certo, mas mudou de gritante para melódico. De rosnar e rosnar para alguma coisa.. . hmmm . . ela não tinha idéia de qual era a palavra certa. Ela podia dançar ao refrão, mas lutou para entender as letras. Rapidamente, ela arrancou um fone da orelha e segurou-o sobre a mesa. "Cante-me as palavras." disse ela. "Lexi, isso é estúpido, eu..."


“Shh. Cante.” ela disse, quando empurrou o fone de ouvido em direção à ele. Jordan pegou, suspirou e colocou no ouvido dele. “Neste buraco... o lugar que eu cresci... o lugar que me dizem para me sentir em minha casa... Eu não posso morrer, embora eu tenha tentado, sou forçado a viver e fingir esse sorriso.” Sua voz era tão profunda, tão... assombrada. O refrão tocou novamente, mas Lexi ficou paralisada olhando para Jordan. As letras eram tão poderosas. Merda. Ele disse que os escreveu. Ela agarrou a mão dele, apertando-a com força enquanto ele continuava. Parecia que ele estava fazendo mais do que simplesmente cantar uma música para ela. Ele estava realmente dizendo algo sobre si mesmo, ela podia ouvir. Não, era mais do que isso, ela podia sentir isso. “Não há mais esperança. Não há mais alegria. Apenas dor para esse menino cachorro. Eu não posso viver, estou com medo de tentar, a fuga me encontrará quando eu morrer." Era como se um punho estivesse apertando seu coração. Ela não podia imaginar que tipo de experiências levaria alguém a escrever letras como essa. Lexi desligou o telefone e colocou a mão sobre a mesa em direção a ele. Ela beijou a ponta de cada um dos dedos dele. Jordan segurou o queixo dela e passou o polegar sobre seus lábios, para frente e para trás, até a música terminar. "Jordan, eu estou..." "Aqui estão os seus próximos pratos." o garçom interrompeu, e Jordan afastou a mão rapidamente.


“Aqui está a sua charcutaria. O prato ibérico, as batatas brava e uma seleção de queijos. ” Ficaram em silêncio até o garçom ter colocado os novos pratos na mesa e levado os pratos vazios. Então Jordan tossiu. "Jordan..." "Você perguntou por que Cabbagetown?" Jordan disse, colocando um pouco de carne em seu prato. "É onde crescemos, eu e o resto da banda." Lexi ficou confusa com sua súbita mudança de assunto. "Então você eram amigos de escola?" Ela perguntou enquanto ela manteigava um pouco de pão e entregava para Jordan. Ela não pegou nada para si mesma. Demasiado açúcar em pão branco. “Nós crescemos juntos em uma casa de grupo. Eu fui felizmente tirado de meus pais há muito tempo atrás, fiz toda a coisa de adoção. Eu fui colocado em uma casa de grupo com o resto da banda. Nossa assistente social, Maisey, sempre procurava maneiras de nos ajudar... Eu não sei... ligação. Ela tinha essa teoria de que ninguém realmente tinha escolha sobre quem era sua família. Só porque você nasceu da mesma mãe e pai não significa necessariamente que você ia gostar de seu irmão, e as famílias naturais não tinham outra escolha senão ficar juntos e descobrir. Até que eles não pudessem mais. Ela percebeu que só porque nós estávamos em uma casa de grupo, não significava que poderíamos desistir um do outro quando nos sentimos assim. Então ela tentou criar um interesse em comum para


todos nós. Ela me comprou e aos caras, instrumentos de segunda mão. Foi a maior informação que ele lhe deu, e tudo isso fazia sentido. As letras, sua relutância até agora para compartilhar qualquer coisa com ela, a dor que ela tinha visto em seus olhos quando ele cantou aquelas letras para ela, sua voz tão crua que vibrou através de sua alma. "Você se importa comigo perguntando por que você acabou em um orfanato?" ela perguntou. Jordan bateu os dedos na toalha da mesa, obviamente lutando para decidir o que dizer. "Meus pais eram idiotas que deveriam ter sido esterilizados no nascimento." Seus olhos estavam frios e duros enquanto ele falava. A compaixão a inundou e ela não sabia o que dizer. Ela não podia começar a imaginar como era ser removido de sua família tão cedo, para não ter ninguém para cuidar de você. De certa forma, colocou seus problemas com o pai em perspectiva. Por tudo o que ele era difícil de lidar diariamente, ele era uma presença constante em sua vida. E enquanto ela estava confiante o suficiente em suas habilidades agora, ela estava certa de que a confiança dele nela, era o que os levava nos tempos difíceis, quando ela sentia que não ia conseguir. "Isso não pode ter sido fácil." disse Lexi. “Esta é geralmente a parte da conversa em que eu diria algo como, nah não foi tão ruim. Mas para você, quero ser honesto. É uma merda, Lexi. Mas você sabe, não posso deixar de pensar que isso tinha que acontecer. Porque fora


do negócio, eu tenho meus irmãos e uma carreira que eu amo. Eu não acho que isso teria acontecido se eu tivesse ficado com a minha família." Ela resistiu à tentação de bisbilhotar, para continuar a entender o que exatamente aconteceu, embora sua mente se descontrolasse com as razões pelas quais os serviços sociais sentiram que não tinham escolha a não ser levá-lo embora. Eles terminaram a comida em relativo silêncio, e quando a conta chegou, Jordan recusou a oferta de Lexi de dividila. Ele colocou o Amex preto em cima da mesa e devolveu o cartão de crédito de baixo limite com o qual ela acumulava milhas aéreas. Uma vez que a conta foi paga, Jordan ajudou-a com o casaco e depois escorregou para o seu. Lexi sorriu quando ele colocou o lenço de volta no pescoço. Jordan segurou a porta, enquanto ela deslizava através dela. Ela deliberadamente largou as luvas para poder pegar a mão dele e sorriu quando ele agarrou a dela. Suas mãos eram quentes, e de vez em quando ele esfregava o polegar sobre os nós dos dedos, o que a deixava formigando de excitação. Estava escuro enquanto caminhavam pelo resto do caminho até a casa dela. O ar estava incrivelmente parado, as luzes alaranjadas da rua projetando sombras interessantes na neve cintilante. Alguns proprietários já tinham saído para escavar as passarelas, tornando a jornada para casa um esforço mais fácil. Eles pararam na frente de sua casa, e ela ficou aliviada ao ver que as luzes estavam apagadas na sala de estar, significando que seu pai já tinha ido para a cama. "Muito obrigado pelo jantar." disse ela.


“Estou muito grata por você ter escolhido compartilhar comigo o que você faz. É uma merda que essas coisas tenham acontecido com você... e parece uma coisa tão idiota para se dizer nessas circunstâncias." "A maior parte disso é de conhecimento público." disse ele, encolhendo os ombros como se não fosse nada. Seu coração afundou um pouco com a revelação, mas o que ela esperava? Que ele iria contar a ela todos os seus segredos mais profundos e sombrios em seu primeiro encontro? Que não era nem mesmo um encontro até que ela dissesse a ele que era. “Não, para mim não foi só isso. Eu prefiro aprender com você, do que com a internet." Ela afastou a mão da dele e recuou, sabendo que era um pouco petulante. "Lex." ele disse rudemente, pegando a mão dela. Ele a puxou de volta para ele. "Eu sinto Muito. Eu estou fora da minha área aqui. Eu não namoro. Eu não compartilho. Eu não faço conversa fiada e bistrôs e bailarinas. Eu não faço complicado. Mas você me faz querer tentar, e isso é fodido." Ele empurrou o capuz para trás e tirou o chapéu antes de jogá-lo na cadeira da varanda. Quando ele deslizou os dedos no cabelo dela, a respiração de Lexi ficou presa na garganta e os joelhos enfraqueceram. "Beije-me, por favor." ela sussurrou. Ele pressionou seus lábios nos dela. *** Ele percebeu.


Ele finalmente entendeu. Ele entendeu porque John Lennon deixou os Beatles pelo Yoko. Ele entendeu porque Dred escreveu uma canção de amor para Pixie. A partir do momento que os lábios de Jordan tocaram os de Lexi, ele não podia imaginar qualquer outra coisa sendo sentido e saboreado tão perfeito quanto isso, o resto de sua vida. Ele correu a língua ao longo da costura de seus lábios e ela gemeu, abrindo para ele. Ele enfiou as mãos ainda mais no cabelo dela, enquanto suas línguas se tocavam. Ela tinha gosto de vinho e doçura, e ele não conseguia o suficiente. Enquanto seus olhos estavam fechados, os dele estavam abertos, sem vontade de perder um único momento do que estava acontecendo entre eles. Ele inclinou a cabeça, e ela se levantou na ponta dos pés para encontrá-lo. Ele pensou que ia desmaiar quando o sangue correu de seu cérebro para seu pau, que ansiava por contato. Os braços de Lexi enrolaram-se ao redor de sua cintura, suas mãos encontrando o caminho sob sua jaqueta de couro e suéter para descansar em suas costas. Pele na pele. Como ele queria que eles estivessem. Nu. Exposto. Nada entre eles, com ele fazendo amor com ela em uma cama enorme, que eles poderiam ficar por dias. Exceto que ele não tinha uma cama enorme. E ele não tinha o tipo de quarto que ela merecia ficar. Ele tinha um sótão. E uma caixa debaixo de sua cama que continha seus pertences mais preciosos que ninguém mais entenderia. Uma


cópia de segunda mão de Scales, Chords & Arpeggios, e o primeiro cartão de aniversário que ele recebeu de Maisey e Ellen. Merda aleatória que ninguém mais se importaria. Jordan se afastou devagar e olhou atentamente para Lexi. Seus lábios estavam rosados e inchados, as bochechas vermelhas, os olhos arregalados. "Jordan." ela sussurrou. "Eu tenho que ir. Tchau, Lexi." ele disse. Ele precisava chegar em casa e depois beber o suficiente para esquecêla. Banir a idéia estúpida rodando em sua mente, de que eles poderiam ter qualquer tipo de relacionamento. Ele nunca deveria tê-la beijado. Já era difícil o suficiente ir embora antes, mas agora que ele tinha uma idéia mais clara do que ele estava realmente se afastando, doía ainda mais. "Espere." disse Lexi quando ela agarrou o braço dele. A pequena voz em seu cérebro disse-lhe para continuar andando, mas ele não podia. Em vez disso, ele se virou para ver o que ela queria. Lexi pegou uma caneta de sua bolsa, a que ela havia lhe dado para assinar o guardanapo no restaurante. Ela pegou a mão dele e virou-a de modo que a palma da mão estava voltada para cima e rabiscou rapidamente algo nela. Quando ela terminou, ela ficou na ponta dos pés novamente e beijou sua bochecha. A fraqueza era uma nova sensação, mas ele sentiu nas botas quando, contra seu melhor julgamento, ele inclinou sua bochecha levemente para os lábios dela. "Boa noite, Jordan." disse ela e saltou até a varanda, pegando o chapéu da cadeira onde Jordan tinha jogado.


Ela parou na porta para acenar um adeus e depois fechou a porta silenciosamente. Só quando ele tinha certeza de que ela definitivamente tinha ido embora, ele se permitiu o luxo de ver o que ela havia escrito em sua mão. Era um número de telefone. Apesar de mentir para si mesmo, ele sentiu um murmúrio de excitação que ela o achou digno de um segundo encontro. Jordan se virou para casa. Quando a neve começou a cair novamente, ele rapidamente fez a curta caminhada através do rio Don Valley até a vizinhança, tentando deter a avalanche de emoções por causa de dez dígitos escritos na mão. Sim. Ela deu a ele seu número. Mas não havia como ele ligar para ela. Era brega e clichê, mas ela merecia tudo o que ele não podia lhe dar. Ela merecia um homem com quem pudesse criar uma casa. Ninguém que se apavorava quando um de seus companheiros de quarto saia da cidade. Ela merecia um homem para ter filhos, e não havia absolutamente nenhuma maneira no inferno que ele fosse procriar, dada sua genética. Ela merecia um homem para ter conversas normais, como "O que tem para o jantar?" E "O que está na TV hoje à noite?" Tudo o que ele poderia dar era uma noite imprevisível de sono com os pesadelos que ele teve desde criança, que continuavam à aterrorizar sua vida adulta . Ele marchou até a rua vazia da sua casa, desesperado para superar o frio e a idéia de que ele não deveria ligar. Não vê-la, não estar com ela, doía mais do que o tempo que seu pai o chutou com tanta força que ele tinha certeza de que ele quebrou o braço. Não foi até os treze anos, quando ele caiu


da grande macieira no jardim dos fundos da casa de grupo, que um raio-X havia confirmado isso. Havia evidências de uma fratura antiga, bem como a nova que o deixou de molho por cinco semanas. Que era apenas o fodido lembrete que ele precisava, por que eles não deveriam estar juntos. Mas, merda, não importava quão nobre ele quisesse ser, ele não podia deixar de pensar que eles precisavam um do outro, eram bons um para o outro. Ele poderia fornecer para ela. Ele tinha dinheiro, embora não tivesse idéia do quanto. Ryan, seu novo gerente, ocasionalmente mencionava quanto estava sendo depositado, e ele teve que acreditar que tudo tinha sido guardado até agora. Porra, o resto da banda possuía propriedades multimilionárias em seus próprios nomes, então ele certamente não deveria estar quebrado. E talvez ele pudesse amá-la. A sua maneira. Como tirar o lixo e a merda para que ela nunca tivesse que lidar com nada de ruim em sua vida. E ele poderia tocar música para ela dançar, assumindo que ela queria isso. Conhecendo sua sorte estúpida, isso era simplesmente o começo de um caso, algo tórrido e apaixonado que os deixaria sem fôlego, mas que se extinguiria com o tempo, deixando os dois livres para seguirem caminhos separados. O que seria muito ruim. Ele chegou em casa e destrancou a porta, sua cabeça zumbindo com pensamentos. O que ele precisava fazer era tocar um pouco de música por algum tempo no estúdio de gravação. Ver se ele não poderia canalizar sua incerteza,


frustração e tesão em algo produtivo e útil para o próximo álbum. Quando ele entrou, percebeu que ainda estava usando o lenço. Ele puxou para o nariz e o cheiro de flores encheu suas narinas. Deus, ela tinha que ser dele. Ele precisava descobrir como fazer isso acontecer. Ele não estava preparado para ter um caso com ela. Não podia ser isso. E ele não podia devolver o cachecol e depois ir embora. Ele tirou o casaco e caminhou até o estúdio de gravação, ainda usando o cachecol. A grade de guitarras de Dred estava lá esperando por ele usar. Ali estava ele, preocupado com a possibilidade de estar em um relacionamento com alguém e, no entanto, ainda não conseguia encarar a idéia de possuir alguma coisa por medo de que alguém a tirasse. Ele cresceu sabendo que não adiantava mostrar a ninguém que você se importava com nada, porque simplesmente lhes dava poder sobre você. Mas era ridículo que ele não pudesse confiar em seus irmãos. Este foi o primeiro passo. O que ele tinha que fazer para ser bom o suficiente para ela. Se ele fosse começar a viver a própria vida e ser digno de alguém como Lexi, ele precisava se recompor. Ele correu até a cozinha, onde ele deixou seu laptop mais cedo naquele dia e pegou seu site de guitarra favorito. Sem pensar muito sobre isso, ele gastou dezenas de milhares de dólares em guitarras que ele estava de olho, junto com um novo suporte para dez guitarras, e organizou que todos fossem entregues no dia seguinte.


Com a exceção de um leve baque em seu batimento cardíaco, o mundo não parou de girar em seu eixo. As guitarras viriam, ele as arrumaria de manhã, e pela primeira vez em sua vida ele tocaria em uma nova guitarra que ele realmente possuía. E de alguma forma, por razões que ele não entendia, ele queria explicar a Lexi que ela havia causado a mudança. Para compartilhar que ele fez progresso por causa dela. Telefone. A tinta em sua mão começou a borrar, então ele rapidamente adicionou seu número aos contatos em sua lista de contatos e subiu correndo as escadas. "Irmão, eu preciso de um telefone." disse ele sem bater, quando invadiu o quarto de Elliott. Uma mulher gritou, enquanto se esforçava para se cobrir com um lençol e Elliott levantou a cabeça entre suas coxas. "Que porra é essa, cara?" "Eu preciso de um telefone." ele reafirmou quando a mulher puxou o travesseiro sobre o rosto. “Eu ouvi. Tome o meu." Elliott inclinou a cabeça para a cômoda. Ele não queria um número de telefone emprestado que ele teria que explicar para Lexi. Pela primeira vez em sua vida, ele se arrependeu de não ter um telefone próprio. “Não sei o quanto mais claro eu posso fazer isso. Eu. preciso. de . telefone." Elliott sacudiu a cabeça.


"E Tracey..." "Stacey", a garota corrigiu. "Desculpe". Elliott sorriu timidamente na direção de Jordan. "E Stacey precisa de um orgasmo. Agora vá se foder e nos deixe em paz." Jordan olhou para a garota por um momento. "Eu preciso que você me leve até a mercearia no Queens Quay, que fica aberta 24 horas. Agora." “Pelo amor de Deus. Pegue um táxi." “Eu preciso de ajuda, cara. Preciso soletrar? A garota, Tracey... Stacey... seja o que for ... jogou de volta a almofada. "Você sabe o que? Esqueça.” ela disse, enquanto saía da cama e deslizava seus jeans pelas coxas. "Eu tenho uma aula cedo." Jordan assistiu quando ela terminou de se vestir porque, diabos, aqueles eram alguns peitos alegres, mas a idéia não o despertou nem perto da mesma maneira que beijar Lexi na varanda tinha. "É melhor que seja bom, imbecil, porque meu pau está prestes a quebrar." disse Elliott, colocando seu próprio jeans depois de pedir desculpas para Stacey, com dinheiro para um táxi. Lexi "É a melhor maldita razão do mundo."


*** "Quem é esse homem sem cabelo em um lado da cabeça que te trouxe para casa tão tarde?" Merda. Ela estava tão certa de que seu pai estava na cama, feliz que ela não teria que lidar com ele pela primeira vez. Iluminada pelo brilho alaranjado do poste da rua, o pai sentou-se na cadeira mais próxima da janela. Não havia chance de que ele não a tivesse visto beijar Jordan. Teria sido impossível para ele não ver. “Por favor, pai. Eu realmente não quero falar sobre isso hoje à noite. Podemos apenas deixá-lo quieto dessa vez?" perguntou ela, separando o cachecol e tirando o casaco antes de pendurá-los no cabide ao lado da porta da frente. "Não. Não quando você me envergonha por exibir seus relacionamentos sexuais em nossa varanda." ele disse com raiva. Lexi suspirou. “Oh, pelo amor de Deus, eu beijei um cara. É um longo caminho de exibir um relacionamento sexual.” Embora depois do beijo que Jordan tinha acabado de dar nela, ela não podia esperar para ver até onde um relacionamento sexual poderia ir. Ou pelo menos é o que ela sentiu antes de entrar na casa. Tudo o que parecia tão natural e perfeito, estava sendo transformado em algo decadente por seu pai. O zumbido que sentiu ao subir os degraus, caia com tanta facilidade, quanto o gotejamento da torneira da cozinha. “Eu sei o que vejo. Você está muito distraída. É por isso que sua dança está sofrendo. Eu acho que é hora de você considerar seu próximo passo. Você fez tudo o que pôde


aqui. Agora temos que prepará-la para o estágio do mundo real, antes de você se tornar muito velha.” Seu pai se inclinou para frente, e ela podia ver a garrafa de bebida que ele estava segurando. Ótimo. Apenas o que ela não precisava hoje à noite. Pai bêbado. Lexi tentou pensar na melhor maneira de lidar com ele. Simplesmente passar por ele para o seu quarto e trancar a porta atrás dela não funcionaria. Isso nunca funcionou.. Ofendendo-se com a rejeição, seu pai ficava de pé e martelava na porta, gritando até que ela a abrisse novamente. “Essa conversa está ficando muito velha. Estou feliz onde estou. Eu sou uma dançarina principal em uma companhia de renome internacional. Tem um dos maiores diretores artísticos e um catálogo de repertório que é extenso e diversificado. Honestamente, não sinto necessidade de provar que posso entrar no New York City Ballet, ou voar do outro lado do mundo para dançar em Paris ou na Inglaterra. Estou feliz aqui. Seu pai tomou outro gole do que ele estava bebendo. “Então sua mãe morreu por isso? Ela morreu para que você pudesse ser uma dançarina medíocre, em uma companhia medíocre?” Ele rosnou. Ela sentiu-se mal do estômago. Era o único argumento pelo qual ela tinha dificuldade para lutar, porque era verdade, de certo modo, que sua mãe tinha tecnicamente morrido por causa dela. "Nós dois sabemos que eu nem estava lá quando o acidente aconteceu", disse ela, embora soubesse que não faria a menor diferença.


"Ela estava a caminho para te pegar na aula de dança, não foi?" Seu pai se levantou e cambaleou em seus pés. Deus, doia quando ele jogava isso nela. Ela sentia como se suas entranhas estivessem sendo fatiadas. Um motorista de van tinha passado um sinal vermelho e bateu no carro da mãe, de lado, matando-a instantaneamente, quando ela estava a caminho para pegar Lexi da aula de dança. Intelectualmente, ela sabia que nada disso era culpa dela, mas havia momentos, geralmente compostos pelas divagações bêbadas de seu pai, quando era difícil lembrar, quando tudo em que ela conseguia pensar era nisso. E se ela nunca tivesse se matriculado na dança? E se ela nunca tivesse se inscrito para as aulas extras? E se ela tivesse idade suficiente para pegar o ônibus sozinha, e se não estivesse chovendo? “Você sabe o que, papai? Terminei. As resenhas de O Quebra-Nozes provam que eu não sou uma dançarina medíocre, e a única razão pela qual você acha que o Balé Nacional do Canadá é uma companhia medíocre, é porque eles não o contrataram quando você desertou pela primeira vez. Você segurou isso contra eles desde então. Você vai me odiar por dizer isso, mas eu realmente acho que você deveria pensar em falar com o Dr. Demidov. Porque isso - ela balançou a mão entre os dois - isso não é saudável. Você passa o dia todo nesta casa, a menos que tenha que ir ao balé para me repreender, não é saudável. Não pode ser assim que você queira passar o resto da vida. ” “Você não tem ideia de como minha vida tem sido. Quando eu.." “Pare, pai. Eu sei. Eu estive aqui pelos últimos vinte e seis anos. Eu ouvi você contar histórias para qualquer um


que quiser ouvir sobre o tempo que você passou com Mikhail, mas a verdade é que você nem dançou nas mesmas academias." A raiva começou a subir, um peso inflamado e borbulhante que começou nela. Bile fez o seu caminho para sua garganta. “E eu vi vídeos de você dançando. Você foi muito, muito bom. Mas Mikhail era outra coisa. Você ainda era jovem. Você poderia ter feito o que Mikhail fez. Você poderia ter ido e dançado por uma companhia de balé menor, mas seu orgulho parou você. E o fato de você ter um pequeno registro criminal juvenil na Rússia, impediu você de se mudar para os Estados Unidos. Você culpa as leis irracionais de imigração, mas é sua culpa não poder passá-las. E então, finalmente, a queda parou você. ”ela gritou. “Eu observei você sentar e tomar essas decisões durante toda a minha vida. Está na hora de encontrar uma saída para esse padrão papai, e acho que você vai precisar de ajuda para fazer isso." Ela correu para seu apartamento e trancou a porta atrás dela. Ele podia bater tudo o que ele quisesse, mas ela não ia falar com ele novamente naquela noite. Lexi colocou o cabelo em um coque apertado no topo da cabeça, porque ela não queria se incomodar em secá-lo e entrou no pequeno chuveiro. Houve dias em que ela invejava o pai pelo luxo da grande banheira no andar de cima, mas isso servia. A água quente a acalmou, assim como o creme de corpo com aroma de lavanda que ela aplicou quando se secou, ansiosa para escapar no conforto de sua cama e sonhar com Jordan.


Depois de vestir o pijama mais confortável, ela voltou para a cozinha e preparou uma xícara de chá de camomila em sua caneca favorita. Lexi foi até a mesa e abriu o laptop. Foi um erro usar um de seus aparelhos tão perto da hora de dormir, mas ela queria ver o rosto de Jordan novamente. Ela digitou Preload, Jordan em seu navegador e milhares de imagens retornaram. Ele tinha uma vez cabelo mais curto, o que parecia estranho para ela. Em outra foto, ele tinha menos tatuagens. Finalmente, ela encontrou uma em que ele parecia exatamente como ele estava naquela noite. Olhando em volta do apartamento, ela percebeu que o teto baixo provavelmente o impediria de ficar em pé. Um problema que ela abordaria outro dia - se ela fosse sortuda o suficiente para ter que fazê-lo. Foi relativamente fácil resistir à vontade de ir a notícias ou vasculhar a web em busca de informações sobre ele. Mas quando ela disse a ele no restaurante que preferia aprender sobre ele da fonte, ela quis dizer isso. Ela bocejou e esticou os braços acima da cabeça. A cama estava chamando, e ela teria um dia atarefado amanhã. Ela fechou o laptop, mas não antes de dar tchau para o rosto de Jordan. Foi uma jogada tão idiota do ensino médio, que ela quase não acreditou que tivesse feito isso. Ansiosa por uma boa noite de sono, ela acionou o despertador, colocou o telefone na mesinha de cabeceira e desligou o abajur. Com a cabeça encostada nos travesseiros macios e os olhos fechados, era mais fácil lembrar do momento em que Jordan pôs os lábios sobre os dela. Aconchegada sob o grosso cobertor, ela podia recriar a sensação de seus braços ao redor dela.


Seu celular vibrou contra a mesa. Uma mensagem. Firmemente à beira do sono, Lexi fez o possível para ignorá-lo. Mas então vibrou novamente. Poderia ser o número de qualquer pessoa, mas ela não podia escapar da onda de excitação que sentia ao pensar que poderia ser Jordan. Convencendo-se de que era melhor ignorá-lo, ela enterrou ainda mais a cabeça nas cobertas. Até que vibrou novamente. Erguendo o braço de seu cásulo, Lexi seguiu seu caminho até a mesa de cabeceira e deu um tapinha até encontrar seu telefone. Tres mensagens. Então eu peguei um telefone. Se você responder, voltará para mim. Porra. Isso foi meio óbvio. Boa noite, Lex. Ela riu. Havia algo de agradável no modo como Jordan agia ao seu redor. Ela não podia decidir se era o efeito que ela estava tendo sobre ele ou era apenas do jeito que ele era, mas de qualquer forma, ela gostava disso. Rapidamente ela respondeu. LOL - você é engraçado. Obrigado novamente por esta noite. Eu tive um tempo maravilhoso. Três pequenos pontos saltaram na parte inferior da tela. O que você está fazendo? Suas mensagens de texto eram como sua conversa. Curto, doce e direto ao ponto.


Estou na cama.

Não diga coisas assim para mim, Lex.

Você perguntou ;)

Eu não estava esperando que você respondesse.

Isso é o que geralmente acontece quando você envia um texto para alguém.

Então, eu estou destinado a responder imediatamente toda vez que você enviar um texto?

Só se você quiser ;)

Não pense que isso vai ser um problema, Angel. Ele a chamou de Anjo, e ela não sabia exatamente o que dizer sobre isso. Ela recostou-se nos travesseiros e gritou em voz alta, sem se importar realmente com o fato de seu comportamento ter se deteriorado até o de uma adolescente de quinze anos. Seu celular vibrou na mão dela. Suas portas estão trancadas corretamente? Foi uma pergunta tão estranha.


Sim.

Janelas?

Sim, porque?

Só queria saber se você estava segura. Boa noite, Lex.

Boa noite, Jordan. xoxo


“E se mudarmos o tempo?” Lennon perguntou por trás de sua bateria no estúdio de gravação do porão. “Eu quero dizer, eu meio que gosto como é, mas eu só acho que pode funcionar melhor se nós acelerarmos um pouco.” Jordan correu os dedos ao longo de sua nova Ibanez de cinco cordas, uma das pilhas de guitarras que havia chegado pouco antes de saírem em uma mini-turnê na parte superior da costa oeste dos Estados Unidos e no Canadá - Seattle, Vancouver, Calgary. Eles tocaram seis shows em nove dias. Locais menores onde eles experimentaram coisas novas. O antigo empresário deles havia avisado sobre se afastar muito de suas raízes de heavy metal, mas parte do novo material se aventurou até a beira do hard rock, e eles estavam ansiosos para saber como os fãs reagiriam. Se algum de seus irmãos tinha alguma opinião sobre suas novas guitarras, eles nunca disseram nada em sua cara. Agora, depois de uma noite em sua própria cama e de uma manhã de composições pesadas e relembrando tudo que aprenderam sobre as novas faixas que testaram enquanto estavam na estrada, eles estavam chegando perto de terminar. "Eu estou jogo." disse Jordan.


“Ir um pouco mais rápido é fácil do meu jeito. Mas Nikan tem um monte de notas no meio que podem precisar ser redimensionadas para que ele não pareça muito com Herman Li. ” "Estou pensando nisso." disse Dred. “Acho que poderíamos tocar mais rápido, mas acho que devemos misturar o ritmo desse álbum. E é um hábito nosso manter a velocidade. Podemos tentar de novo assim que eu pegar Pixie e Petal no aeroporto? ” Pixie levou Petal de férias para Miami enquanto Dred estava em turnê. Foi a maior quantidade de tempo que Dred já passou longe de sua filha, e isso praticamente o matou. Mas também prejudicou Jordan. Ele considerava Pixie e Petal parte de sua família também, exceto que, diferentemente da banda, que conhecia e entendia a necessidade de Jordan de saber onde eles estavam, especialmente à noite, Pixie não sabia. Ele achou quase impossível dormir apropriadamente na turnê, sem saber onde as duas estavam, e ele não queria ser o esquisito e chamar Pixie a cada cinco minutos para fazer o check-in. Verdade seja dita, ele não podia esperar para vê-las também. "Sim, não se preocupe." disse Elliott. “Graças a Ryan, temos muito tempo para gravar este álbum. Esta é a parte divertida em que apenas tentamos descobrir como vai soar. ” Jordan colocou sua guitarra no rack. Durante anos ele tocou Fender porque era quem patrocinava Dred, e Dred sempre comprou guitarras para ele pedir emprestado. Mas a


Ibanez11 foi divertido de tocar. Assim como o baixo Ernie Ball StingRay de 197712, e o Gibson ES-Les Paul13. Na verdade, Jordan não conseguia se lembrar de uma época em que ele gostava mais de tocar violão. Ele olhou para o telefone deitado de frente na mesa ao lado dele. Os curiosos olhares que os caras davam a ele disseram que sabiam que ele estava tramando alguma coisa, mas nenhum deles perguntou. Nem mesmo Elliott, que deixou uma garota sair de seu quarto para ir com ele para comprá-lo. Ele se sentia um pouco como uma criança que tinha caído, cujos pais - o resto da banda - estavam todos tentando não fazer um grande negócio sobre isso, porque sabiam que isso o faria se sentir pior. Ficar sozinho em um quarto de hotel não tinha sido tão assustador pela primeira vez, porque ele sabia que Lexi estava apenas à um telefonema de distância. Algumas noites, ele não podia esperar para sair do palco para que ele pudesse verificar seu telefone para ver o que ela tinha enviado. E com a diferença de três horas para a Costa Oeste, ele às vezes chegava tão tarde que conseguia captar Lexi com mensagens quando ela acordava de manhã.

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A distância fez com que a idéia de um relacionamento parecesse menos intimidante. A maneira como Lexi olhava para ele quando eles tinham uma chamada de vídeo, tinha impulsionado seu coração de uma forma que ele achava que não era possível. Lenta mas seguramente, Jordan estava começando a lidar com alguns dos elementos mais básicos de sua vida. Ele tinha entrado no banco com sua identidade para redefinir sua senha, já que não conseguia se lembrar dela para conseguir a segurança do telefone. Agora ele sabia quanto dinheiro estava no banco, embora quase vomitasse no cesto de lixo quando ouviu pela primeira vez a quantia. Não parecia certo que houvesse crianças crescendo como ele com uma cãibra permanente em suas barrigas famintas, enquanto ele estava sentado em dezenas de milhões de dólares. Nikan levou ele para fazer compras no Holt Renfrew, em Vancouver, onde gastou uma quantia obscena em dinheiro em... bem, tudo. Quando ele viu a conta, ele quase se afastou. Mas então ele se lembrou do encontro marcado com Lexi. Além disso, Nikan disse a ele para parar de ser um buceta e superar isso. Sugeriu que ele fizesse uma doação para o banco de alimentos local pelo mesmo valor, se isso o incomodava tanto, o que ele fez antes mesmo de chegar ao avião para casa. O que o lembrou, que ele precisava ir se arrumar e vestir um par daqueles jeans de quatrocentos dólares. "Estou fora, pessoal." disse ele, pegando o telefone da mesa. Eram três da tarde quando se viu tomado banho e vestido, parado do lado de fora da Galeria de Arte de Ontário, nervoso como quando tinha 14 anos em um bordel. Um


homem passou segurando um buquê de flores. Merda. Ele deveria ter comprado alguma coisa para Lexi? Mas se ele tivesse comprado as flores, ela teria que carregá-las com ela. E que porra mais ele deveria comprar? Alguma merda cheirosa que estivessem vendendo em Holt Renfrew? Ele balançou a cabeça, tão fora de sua área que não havia sentido em tentar mudar. Até que ele à viu. Ela estava usando um casaco de lã branca que se ajustava como uma segunda pele, e o lenço cinza pálido que envolvia as orelhas só servia para fazer suas bochechas parecerem mais rosadas. Seu cabelo estava em um coque bagunçado que era sexy como o inferno, e ele esperava que em algum momento ela o deixasse remover os pinos. Deixá-lo cair em torno de seu rosto para que ele pudesse pegar um punhado dele e gentilmente puxá-la para perto. Com uma palavra rápida, ela pegou o cotovelo de uma senhora idosa que lutava para atravessar a rua e conversou com ela o tempo todo, parando para dizer algumas palavras para ela depois, antes de caminhar em direção a ele. Um maldito raio de sol, era isso que Lexi era, em seu mundo escuro. E então ela o viu. E sorriu. Não, ela sorriu e correu em direção a ele. Pedestres precisavam dar o fora do caminho porque ele não podia esperar mais um momento para segurá-la em seus braços. Senti-la pressionada contra ele. E para beijar os nove dias que ele não foi capaz de tocar seus lábios.


Lexi subiu os degraus e se jogou para ele, rindo quando Jordan à agarrou para impedi-la de cair. "Olá, Jordan" disse ela formalmente. "Senti sua falta." Ela roçou os lábios nos dele, mas foi muito pouco para o seu gosto. "Olá, Lexi" ele disse, igualmente formalmente. "Traga esses malditos lábios de volta aqui, agora." E, obrigada porra, ela fez o que ele mandou. Mantendo-a em seus braços, ele se virou de modo que ela foi pressionada contra o pilar de concreto que ele estava se apoiando e beijou a merda fora dela. Quando a língua dela roçou a dele, ele gemeu de alívio. Ele encontrou força na forma como os braços dela envolveram o pescoço dele. Confiança inundou-o enquanto ela gemia. Ele à beijou como se tinha imaginado na noite anterior, quando seu desejo por ela se tornou tão intenso que ele fodeu sua própria mão no chuveiro, fingindo que era ela. Saber que ela o queria tão mal quanto ele a queria, dissipou a tensão que ele sentiu em seu estômago o dia todo. Foi substituído por calor e uma sensação de segurança. Lexi mordeu o lábio, sem fazer nada para aliviar o desconforto de seu pau, que atualmente estava em plena exibição. Ele só conseguia pensar em uma outra maneira de tornar as boas-vindas ainda mais especiais, e certamente não envolvia a observação de obras de arte e relíquias antigas em um museu. Por vinte dólares, ele poderia tê-los em um passeio na cidade em um táxi, e depois ele poderia registrá-los no Royal York Hotel, na melhor suíte disponível.


Ele à abaixou no chão, embora fosse a última coisa que ele queria. "Eu diria que fui bem recebida em casa, mas eu não fui a lugar nenhum" Lexi disse, uma risada borbulhando por trás das suas palavras. *** "Eu acho que seria justo dizer que eu nunca tive um bem-vindo assim antes" disse Jordan. Ele pressionou os lábios contra a testa dela e passou os braços ao redor dos ombros dela. Uma parte dela sabia que deveria estar envergonhada pela maneira como Jordan à tratou na rua. Deus sabia que, se o pai dela tivesse visto, ele estaria em estado de apoplexia. Mas ela não tinha isso nela para se importar. Foi a reunião mais perfeita. Ela usava seu vestido de lã creme favorito, apertado com um cinto de couro marrom, mas por baixo ela estava usando roupas íntimas novas da Victoria's Secret, na esperança de que ele pudesse levá-la de volta à sua casa mais tarde. Era diferente dela, ela sabia, mas os últimos nove dias conversando com o homem profundamente pensativo, e involuntariamente mal-humorado, que atualmente tinha seu corpo pressionado contra o dela, a deixavam toda quente. A testa de Jordan franziu enquanto ele à estudava, como se ele estivesse checando-a por ferimentos. "Você realmente sorri?" Ea perguntou. "Porque eu acho que vi o vislumbre de um sorriso quando fomos no nosso primeiro encontro." "Eu faço ocasionalmente" ele respondeu rudemente.


"Se eu te beijar de novo, você vai sorrir para mim?" Jordan se inclinou para frente e colocou os lábios ao lado de sua orelha. “Se você me beijar de novo, eu acabaria levando você de pé contra este pilar. Então, eu sugiro fortemente que você coloque essa linda bunda para dentro, antes que eu mude de idéia e faça isso de qualquer maneira. ” Lexi estremeceu quando sua respiração sussurrou em sua pele e suas palavras à fizeram doer em lugares que ansiavam por seu toque. Ele pegou a mão dela e cuidadosamente tirou a luva. Silenciosamente, ele dobrou e enfiou no bolso dela. Então ele repetiu o processo com a outra mão. Ela engoliu em seco quando ele pegou a mão dela, lutando para recuperar seu controle. Eles precisavam de conversa fiada, algo menos. . .inflamável. "Você está ansioso para entrar?" Ela perguntou. Fazia anos desde que ela visitou ao museu, e quando ele perguntou a ela onde ela gostaria de ir, era o primeiro lugar que ela pensava. "Sim, eu estou" disse ele, levando-a através das portas duplas. Ele inclinou a cabeça para ela novamente. "Eu estou realmente esperando que olhar para pinturas antigas e relíquias, vai ajudar a matar o tesão que você acabou de me dar." Lexi riu. "Oh meu Deus" disse ela.


"Eu não posso acreditar que você disse isso para mim." Jordan sorriu para ela e levou-os até a mesa para pagar os ingressos e pegar um guia para as exposições. Eles se dirigiram para a área do museu que apresentou o Grupo dos Sete. “Você tem um artista favorito do Grupo dos Sete?” Lexi perguntou enquanto caminhavam pelo corredor. "Você me odiaria se eu dissesse que nem sei quem é o Grupo dos Sete?" Jordan perguntou. “Você nunca aprendeu sobre eles na escola? Carmichael. Harris Lismer. Casson? Não? ”A maioria das crianças foi ver as pinturas em algum momento. "Eu raramente estava na escola quando criança." ele disse, sem olhar para ela. O estômago de Lexi afundou. Ela passou o tempo que ele esteve longe tentando juntar o pouco que ele disse a ela, mas não tinha sido muito. “Sinto muito, Jordan. Eu não estava pensando." "Sim. Bem. Eu sou provavelmente uma das poucas crianças que gostariam de ter ido à escola. Levou anos de recuperação para o ensino médio. ” Eles entraram em uma sala iluminada, cheia da inconfundível obra de arte do Grupo dos Sete. " Sete artistas canadenses que pintavam principalmente paisagens. Eu acho que foi pré-guerra, como anos vinte ou trinta. Eles foram considerados o primeiro é verdadeiro movimento de arte nacional canadense ”.


Ela observou os olhos de Jordan percorrerem a galeria. “O que você acha?” Ela perguntou. "Eu gosto do azul e branco lá" disse ele, apontando para uma grande pintura que parecia um pouco com o iceberg que ela o acusou de ser. "É lindo, mas frio" dsse Lexi e estremeceu. "Eu vou tirar o frio com o calor a qualquer momento" disse Jordan, segurando o olhar por um momento. Eles olharam em volta por mais alguns minutos, e Lexi lutou contra a vontade de brincar de professora. Parte dela queria compartilhar tudo o que sabia, mas parte dela não queria envergonhar Jordan ainda mais. Quando terminaram, Jordan pegou a mão dela, e ela saboreou a maneira como os dedos dele se interligavam com os dela. "As pontas dos seus dedos estão tão calejadas" disse ela. Jordan afastou a mão dele. "Desculpe, elas estavam incomodando você?" Lexi fez beicinho e pegou a mão dele, segurando-a com firmeza. “Não, elas não incomodaram, e é apenas uma observação. Suas mãos não são nada. Espere até você ver meus pés descalços. Eles são uma bagunça feia, mas bem em todos os lugares que eu preciso que eles estejam ” disse ela. Jordan riu.


"Anjo, eu vejo você nua, a última coisa que eu vou me preocupar é com seus pés, e tenho certeza que vou ficar duro em todos os lugares que eu preciso estar." Ela bateu no braço dele com repulsa fingida, mas estava secretamente emocionada com a maneira perversa como ele falava com ela. Eles chegaram ao salão que continha a obra-prima do museu “Aqui está uma pintura que custou mais de cem milhões de dólares, se você puder acreditar nisso. É um Rubens. Chama-se Massacre dos Inocentes .," “Essa é uma quantia estúpida de dinheiro para uma pintura. Pense no que as instituições de caridade de crianças poderiam fazer com esse tipo de dinheiro ”. “Mas é um pedaço maravilhoso da história. Pintado no século XVI, e é um exemplo impressionante de chiaroscuro. Precisa ser preservado e ...," "Ei", disse Jordan, parando os dois antes que eles chegassem. "Eu concordo com tudo o que você disse. O que eu não concordo é que alguém tenha que pagar mais de cem milhões de dólares para ter tudo isso. A arte é o privilégio dos ricos ”. Seu cérebro disse que ele estava certo, que a economia era todo tipo de confusa, mas o coração dela, a parte artística dela, dizia que ele estava absolutamente errado. Você não poderia colocar um preço na beleza. E custou uma quantia enorme para conservar a majestosa obra de arte.


Eles caminharam até a pintura e ela observou o rosto de Jordan enquanto estudava sua morbidez. Ele se concentrou no assunto? Os bebês mortos no chão, as mães em pânico, um soldado enfiando uma espada em uma criança. Ou ele viu a riqueza de cores e o movimento teatral? O que quer que ele estivesse estudando, transformou seu rosto em pedra, e ela sentiu a mão dele apertar a dela. Lexi olhou para a tela. Isso lhe dava calafrios, mas certamente transmitia o terror do comando do rei Herodes de matar todos os bebês que nasceram. "Jordan?" Uma voz masculina disse incerta. Os dois se viraram para ver um homem alto parado atrás deles, que parecia um pouco mais velho que Jordan. "Já faz um tempo, mas eu pensei que era você" o cara disse com entusiasmo. Ele estendeu a mão para Lexi. “Eu sou Gareth. Jordan morou conosco por um tempo ” ele disse alegremente. Ela apertou a mão dele educadamente. “Lexi” ela disse, chateada com Gareth por revelar abertamente segredos sobre Jordan. Ele não tinha idéia de quem era Lexi ou qual era o relacionamento dela com Jordan. O homem tinha direito à sua privacidade, droga. Jordan estava mais ereto e rígido do que uma das esculturas que ela tinha visto no caminho, seu rosto completamente sem expressão. "Você sabe, a mamãe está aqui em algum lugar" Gareth divagou.


“Tenho certeza que ela ficaria encantada em vêlo. Conseguimos os ingressos dela para o Natal. Você sabe, viagem para o museu e almoço. Como você está?" "Estou bem" disse Jordan. Lexi tentou ler nas entrelinhas, mas não conseguiu nada da curta frase monótona. “Bem, estamos acompanhando seu sucesso. Você fez muito bem. Todos aqueles números. Mamãe estava pensando em chegar até você. Vendo se você queria vir visitar. Eu deveria pegar o seu número."Gareth enfiou a mão no bolso e pegou o telefone. Ele olhou para Lexi. " Nós tinhámos o que - dez, doze talvez? quando Jordan se mudou. Ficou ano ou mais. E foi divertido para nós ter outro menino para brincar. ” "Bater a merda fora de mim, você quer dizer?" Jordan disse, sua voz pingando com tanta ameaça que o ar ao redor deles gelou. Gareth deu um passo para trás. "Oh vamos lá. Nunca foi tão ruim assim. Jogos de luta entre meninos e tudo mais." Jordan levantou o cabelo do lado direito da cabeça. Havia uma longa cicatriz branca acima de sua orelha até o pescoço. "Jogo lutando com um taco de beisebol que precisou de dezessete pontos, seu fodido." Lexi ofegou quando a realidade das experiências de Jordan se instalou sobre ela. Só de ouvir o pequeno trecho do que ele havia passado arrancou seu coração. Gareth empalideceu.


“Foi um acidente. Eu nunca..." Jordan deu outro passo em direção a ele, desta vez puxando a manga para revelar outra cicatriz levantada. “Doze pontos. O dia em que você me empurrou das escadas e me enviou voando pela porta de vidro no fundo. "O-olhe.." gaguejou Gareth. "Eu só queria ..." As pessoas no estúdio estavam olhando para eles, mas Lexi não se importava. Seu único pensamento foi como ajudar Jordan. "Você sabe o que eu queria?" Jordan gritou. “Um maldito lugar seguro para dormir. Mas sua mãe me mandou de volta para casa, porque você a convenceu de que eu comecei todos os problemas. Então não. Eu não quero ver sua mãe e comer comida em sua mesa, enquanto todos nós fingimos que você não bateu a merda fora de mim em todas as oportunidades e não estão me procurando por algum dinheiro agora, porque eu fiz bem. " Ele empurrou Gareth para fora do caminho e saiu apressadamente da galeria. *** Jordan marchou em direção à saída com apenas um objetivo em mente. Escapar. Escapar da necessidade de golpear o filho da puta no chão em um ato proporcional de retribuição porque, pelo seu cálculo, ele devia ao sujeito mais de cem pontos.


Escapou da dor que ele sentia por dentro. Em sua mente, ele podia lembrar-se da sensação de cada golpe do taco de hóquei contra suas costas enquanto ele estava deitado na cama uma manhã. E o desespero. Quase o deixou de joelhos quando se lembrou de como perdeu seu primeiro concerto de piano, que ele praticou diariamente para poder mostrar a Maisey o quanto estava melhor, mas Gareth e seu irmão mais velho, Seth, tinham segurado sua mão na moldura da porta naquela manhã e bateram a porta com tanta força que seus dedos haviam inchado ao tamanho de toranjas. Como ousa o filho da puta andar e falar com ele como se tivessem sido amigos? Como se o que ele e seu irmão tinham feito, fossem brincadeiras lúdicas e chutes infantis. Foda-se ele. E foda-se todos eles. Cada filho da puta que colocou a mão nele. Ele teria matado todos eles, se fosse lhe dada a porra da chance , mas Maisey teve a certeza que ele não tinha. Ela o fez prometer que ele não se tornaria uma estatística. Que ele não iria para a prisão. O pensamento de que ela fosse visitá-lo lá, mesmo que ele implorasse à ela que não o fizesse, manteve-se fiel à sua palavra. Ele bateu as portas do museu e correu para a rua. E então tinha aquela pintura estúpida. Massacre dos Inocentes. O olhar de terror nos rostos dessas mães ao pensar em algo horrível acontecendo com seus filhos. Ele estava a caminho de trinta anos, então como poderia ele, como adulto, ainda desejar uma mãe que se importasse com ele desse jeito? Ele era um buceta. Ansiando por algo tão patético que, pelo melhor de seu conhecimento, nem existia. Porra. PORRA.


E ele perdeu à merda na frente de Lexi. Aquele olhar de choque em seu rosto quando ele compartilhou suas histórias. Aqueles olhos arregalados que viam demais e não continham nada além de simpatia. Como na Terra ele poderia compartilhar todo o seu passado com ela? E como ele poderia estar com ela se não pudesse compartilhar? Cinco minutos antes de entrarem naquela galeria, ele pensava em todas as maneiras que queria transar com ela e, risivelmente, fazer amor com ela. E agora tudo tinha dado errado. A devastação nem sequer começou a descrever a força apertando suas têmporas, até que ele mal conseguia se concentrar nos sinais da estrada. Por um breve momento, ele considerou pegar seu telefone para ligar para Lexi para ter certeza que ela tinha chegado em casa bem de onde ele à deixou. Embora talvez ela ainda estivesse conversando com Gareth . Tendo conversa fiada e tal. Ele precisava se acalmar. Mesmo sob a raiva que rastejava através dele, ele sabia que Lexi não faria algo assim. Jordan chegou em casa e bateu a porta da frente, sacudindo as prateleiras e ganchos que seguravam todos os seus casacos e botas. "Você está bem, cara?" Elliott perguntou, descendo as escadas. Jordan o ignorou e foi até a segunda geladeira da cozinha com o código de segurança. Ele entrou e pegou uma cerveja antes de fechar a porta também.


"Estou bem" disse ele finalmente. Houve uma batida na porta da frente. "OK. Bem, você bebe o problema que você não tem, e eu vou ver isso." Jordan tomou um grande gole de cerveja, mas não fez nada para encher o poço gigante e sem fundo de seu intestino. "Olha, só porque o portão estava aberto não significa que você pode vir correndo para dentro" ouviu Elliott dizer. Groupies. Eles faziam isso às vezes, escondendo-se nos arbustos ao lado da cerca, até que um dos rapazes chegava e entrava na casa. Então elas entravam furtivamente pela entrada de veículos e, dependendo dos níveis de estupidez, tentavam tirar fotografias pelas janelas do andar de baixo ou ir direto para a porta da frente e bater. “Você é uma pessoa bonita, mas honestamente, já ouvi tudo isso antes. Agora vá. O portão será desbloqueado quando você chegar lá. Elliott era muito mais paciente do que ele teria sido. Ele diria quem quer que fosse para se foder. Jordan bebeu outro grande gole de cerveja. Pode não encher o buraco dentro dele, mas certamente o deixaria tão bêbado que não o teria mais para se importar. "OK. Nós terminamos aqui, Lexi. Você poderia dançar para o maldito rei do Butão, mas ainda não lhe dá o direito de aparecer em nossa casa." Lexi


Jordan ficou de pé, mandando o banquinho no qual ele se sentou caindo no chão, e correu para a porta. Lexi estava em pé na varanda. "O que você está fazendo aqui, Lexi?" Ele perguntou, ignorando a maneira como Elliott cruzou os braços na frente de seu peito e recostou-se contra a parede para assistir. As bochechas de Lexi estavam coradas, mas ela não estava sem fôlego em segui-lo para casa. Ela me seguiu para casa. E só assim, seu coração bateu mais rápido em seu peito. Pequeno filho da puta traidor, seu coração. “Eu não sou estúpida o suficiente para pensar que qualquer coisa que aconteceu hoje foi minha culpa. Mas eu preciso que você me diga por que você saiu, em vez de falar comigo." Lexi cruzou os braços como Elliott, mas ela estava esfregando os bíceps com as mãos enluvadas. Ela estava com frio e ele precisava consertar isso. “Pelo amor de Deus. Entre.”ele disse, empurrando Elliott para fora do caminho. "Uau, você desenvolveu algumas habilidades de charme bastante sérias, Jordan" Elliott disse com uma risada. "Eu sou Elliott" disse ele, estendendo a mão para Lexi. Ela tirou as luvas quando entrou no corredor e apertou a mão dele. "Eu realmente sou Lexi" disse ela. "O telefone?" Elliott perguntou, sorrindo como um idiota. "Que telefone?" Lexi perguntou, confusão em todo o rosto. "Nada" disse Jordan.


"Você pode ir embora agora, por favor, Elliott?" "Não." disse Elliott. "Posso levar o seu casaco, Lexi?" “Ela não vai ficar” disse Jordan, ao mesmo tempo em que Lexi disse: “Sim, por favor”. Elliott tirou o casaco de Lexi de seus ombros. Jordan teve que lutar contra o desejo de dar um soco no rosto dele e quebrar os dedos por se atrever a tocá-la. O que era ridículo, mas. . . Ele respirou fundo quando Elliott pendurou o casaco em um gancho de reposição. Onde diabos eu a levo para conversar? Na verdade, como ele começava a explicar o fato de que ele morava aqui com seus colegas de banda? Ele não podia levá-la ao seu quarto. Seria muito frio para ela lá em cima. O quarto de hóspedes era onde ele. . . bem, fodido todas as outras mulheres que ele trouxe para casa. Ela não pertencia lá. Eles poderiam ir para a sala de cinema. "Lexi" disse ele. "Olha, hoje foi..." A porta da frente se abriu, e Nikan e Lennon saltaram para fora do frio. Eu não posso ter uma porra de uma pausa? "Ei, linda" disse Nikan em ofensiva cheia de charme. "Pare" disse Elliott. “Ela é o telefone. "


"Oh, pelo amor de Deus." Jordan gemeu. Eles estavam falando sobre ele depois de tudo. “De verdade?” Lennon olhou entre Lexi e Jordan como se estivesse resolvendo um problema complexo. "O telefone !" Nikan gritou. Lexi se virou para Jordan. "Por que eu sou o 'telefone'?" Jordan sentiu seu rosto ficar vermelho. “Vocês podem apenas ir? Algum lugar. Qualquer lugar que não seja bem aqui." Elliott sorriu e beijou a bochecha de Lexi. "Eu já estou apaixonado por você, Lexi" disse ele e se virou para as escadas. "Eu também", acrescentou Nikan, beijando-a também. “Posso beijá-la?” Perguntou Lennon. “Não, se você quiser manter todos os seus dentes. Fodase "respondeu Jordan. "Você está feliz?" Elliott cantou quando ele subiu as escadas de dois em dois. "Você está satisfeito?" "Quanto tempo você aguenta o calor?" Nikan acrescentou, enquanto Lennon batia no corrimão atrás dele. "Eles estão cantando Queen?" Lexi perguntou, observando os três subirem as escadas. "Sim", ele respondeu rispidamente. Merda.


Confusão era apenas uma das muitas emoções que Lexi sentia agora. Havia também ansiedade, porque quem diabos eram todos aqueles homens, e por que todos tinham corrido para o andar de cima.Eles moravam aqui? E constrangimento por ela ter acabado de atravessar Toronto atrás de um homem. Um homem que claramente não gostou de vê-la. E a raiva que queimava em seu intestino porque Jordan a abandonou, deixando-a sozinha com o babaca. Quando Gareth lhe pediu o número de telefone de Jordan, levou tudo o que tinha para não lhe dar um tapa. E, para ser honesta consigo mesma, se uma menina não tivesse corrido em direção a ele gritando “papai”, isso era exatamente o que ela teria feito. Ela olhou para Jordan, que parecia congelado no lugar enquanto seus amigos subiam as escadas. E por que diabos ela era "um telefone"? "Você foi rápida" disse Jordan, olhando para ela com aqueles olhos hipnóticos. Bem, ele não ia usá-los hoje à noite para fazê-la cair sob o feitiço dele. Não sem falar coisas primeiro. “Alguns estudam no Reino Unido testando fitness balé contra treino da equipe de natação olímpica do Reino Unido, e os dançarinos do balé Lobos de Mercy Falls bateram os nadadores em sete dos dez testes principais. Mas eu não teria que correr tão rápido se você esperasse por mim " disse ela, colocando as mãos nos quadris.


Jordan pegou seu pulso e levou-a para a sala de estar. “Sente-se, Lex. Posso te dar uma bebida? Acho que ainda temos vinho do Natal." "Só água, por favor." Ela não precisava de seus sentidos turvos, ou as calorias extras. Ele retornou um momento depois e entregou-lhe um copo. Lexi tomou um longo gole para molhar a boca seca. “Com sede?” Jordan perguntou. "Sim. Porque eu acabei de perseguir um idiota do outro lado de Toronto."Pelo menos Jordan tinha o bom senso de parecer arrependido. Ele recostou-se no sofá, segurando o gargalo de sua cerveja entre dois dedos. “Eu nunca fui perseguido assim antes. Nunca me ocorreu que você faria. Por que você fez isso,Lex?" Ela estava se fazendo a mesma pergunta de porque se esquivou de pedestres, dirigiu luzes vermelhas, e fez o seu melhor para se manter fora de vista como um espião em um filme de missão impossível. Mas ela chegou a algumas respostas, e era certo que ela às compartilharia com ele. “É como se houvesse dois lados de você. A estrela do rock rude e antissocial. E então há todo esse outro lado que me faz queimar. Então você quer saber por que eu persegui você? Eu te persegui porque ninguém nunca escreveu músicas para mim antes. Canções tão cheias de história e emoção que não posso deixar de dançar para elas. E eu te persegui porque eu danço melhor quando você me assiste. Se eu te vejo através do vidro, ou imagino você sentado na


cadeira em frente ao espelho. Se eu for fundo dentro de mim, posso fingir que você está lá, e eu faço melhor. E eu te persegui porque aquele beijo me bateu na bunda. Ninguém nunca fez isso comigo antes. Normalmente não sou assim, e definitivamente não sou insistente, mas senti algo e eu tenho certeza que você também. E, finalmente, eu te persegui porque eu podia sentir o quanto aquele homem te machucou, e eu precisava saber que você estava bem. Mas eu preciso entender porque, no primeiro obstáculo, você fugiu de mim e não para mim?" Jordan tomou um longo gole de sua cerveja e passou a mão pelo cabelo. “Eu não fugi de você. Eu só precisava fugir antes de fazer algo realmente estúpido. Mas então, na caminhada para casa, percebi que não sou o cara para você, não importa o quanto ambos desejem que eu seja" O estômago de Lexi caiu. Ela não queria acreditar em uma palavra que Jordan estava dizendo à ela. Respirando fundo, ela recompôs seus pensamentos. “Se você puder me dar três razões que façam sentido, eu irei. Faça-me entender suas razões e eu vou embora." Usando a unha do polegar, Jordan pegou o rótulo da garrafa. Ele bebeu a última gota de cerveja e colocou a garrafa na mesinha lateral. "Bem. Você quer três razões? Razão um..." Jordan ficou de pé e começou a andar de um lado para o outro. "Eu...nós não podemos porque..." Lexi se levantou, caminhou até ele, e o deteve no caminho, colocando as mãos no peito dele. Estava quente, sólido mesmo. Seu coração disparou furiosamente sob a mão dela, combinando perfeitamente com o ritmo dele.


"Você já esteve em um relacionamento, Jordan?" “O que você acha, Lexi? Eu pareço com o tipo de cara que faz isso regularmente?”Ele colocou as mãos em cima das dela, e ela não pôde deixar de sorrir. "Lex" ele disse, seu nome pairando no ar entre os dois. “Eu não posso fazer isso. Não com você. Eu pensei que poderia, mas é tão... eu não sei. Você provavelmente deveria ir."Quando Lexi pensou que seu coração não aguentava mais, a porta da frente se abriu, e o som de vozes altas à fez pular. "Coloque os casacos ali, por favor?" Uma voz masculina dirigida. Lexi se perguntou exatamente quantas pessoas moravam nessa casa. Ou se eles teriam um momento para terminar a conversa que precisavam ter sem distração. Uma mulher de cabelos roxos levou um bebê de cabelos escuros para a sala de estar. Assim que os olhos do bebê encontraram Jordan, ela começou a gritar e levantar os braços em sua direção. Lexi não podia descrever como ela sabia, mas este tinha que ser o bebê que ele estava andando naquela noite. "Veja isso, Jordan" disse a mulher. Ela colocou o bebê no chão. "Petal, vá encontrar o tio Jordan." Jordan moveu as mãos de Lexi de seu peito e se agachou quando a garotinha desajeitadamente rastejou em sua direção. Seu largo sorriso revelou dois pequenos dentes e um monte de baba. O sorriso de Jordan era tão amplo e tão


brilhante que Lexi não pôde deixar de sorrir apesar do peito doendo de desejo. “Ettie, baby. Senti sua falta "ele sussurrou. A garotinha soltou uma risada excitada enquanto ele a pegava em seus braços, beijando suas pequenas bochechas repetidamente. Ela bateu as mãos em ambos os lados do rosto de Jordan e soprou uma série de bolhas para ele, e ele riu. Um homem se juntou a eles na sala de estar e abraçou Jordan. “Nós fizemos isso, cara. Eu finalmente consegui minha família em um só lugar. ” "Não há problemas com a imigração?" Jordan perguntou. “Ele está preso comigo pelos próximos cinco anos, quer ele queira ou não. A papelada está toda definida. Eu posso morar no Canadá permanentemente."a mulher disse enquanto o homem passava os braços ao redor dela. “Você está presa comigo para a vida, e você sabe disso. Ei...” O homem disse para Lexi. " Eu sou Dred, e esta é minha noiva, Pixie, e minha filha, Petal. ” “Esta é Lexi. Nós estávamos tendo uma conversa privada, então..." Jordan deixou as palavras penduradas. "Sim, mas isso é espaço público", Dred sorriu. "O que faz de vocês um jogo justo." Dred virou para ela novamente.


“Pix acaba de sair de Miami para morar comigo depois de quase um ano de longa distância. Nós nos mudaremos para a nossa nova casa em breve." "Parabéns" Lexi disse brilhantemente, tentando ignorar a maneira como Jordan de repente franziu a testa. "Isso deve ser realmente emocionante." "Ei, eu ouvi que o nosso bebê está de volta?" Elliott disse, saltando pelas escadas. Os outros caras seguiram o exemplo, abraçando Pixie e se revezando dando beijos em Petal. "Você conheceu Lexi?" Elliott perguntou a Dred. "Eu conheci." respondeu Dred. "Ela é o telefone" acrescentou Lennon. Dred se virou e olhou para ela, seu sorriso aumentando, seu comportamento mudando. Ele caminhou até Lexi e a abraçou. "Eu acho que te amo" disse ele. "Oh, pelo amor de Deus." Jordan gemeu, mas seu tom era mais exasperado do que zangado. "Ela é o telefone?" Pixie perguntou, quase pulando de excitação. De repente, o cabelo e o apelido combinavam. Ela parecia um sprit. Então Lennon disse para Lexi. "Quer ficar para o jantar ?" “Não é nada de especial. Estamos pedindo pizza." "Ela está de saída" disse Jordan. "Eu adoraria" disse Lexi ao mesmo tempo.


*** Ele iria matar Lennon. Provavelmente em seu sono. Sim. Quando ele estivesse dormindo seria melhor, porque ele não seria capaz de obter qualquer ajuda de última hora. Ele poderia apenas colocar um travesseiro sobre o rosto e segurá-lo até ... "Eu gosto dela" disse Nikan,servindo-se de outro pedaço de pizza de pepperoni. As seis caixas estavam alinhadas no balcão da cozinha, do qual Jordan não se mexeu. Como ele. Foi a afirmação do ano escondida na frase. E se Lennon não parasse de colocar o braço sobre o ombro de Lexi, ele iria rasgar o membro da porra do corpo de Lennon e alimentá-lo aos guaxinins que tinham residência sob a varanda dos fundos. Ela se encaixou. Como ele sabia que ela faria. Ela se encaixa em sua casa. Ela se encaixa com seus irmãos. Merda. Até mesmo Petal tinha olhares traidores para ela e estava atualmente meio adormecida nos braços de Lexi com um aperto no dedo. "Amarrado em nós é um bom olhar para você" disse Dred, chegando à ficar do outro lado. "Não tenho certeza se pedi sua opinião" respondeu Jordan. “Eu sei que você não pediu. Mas eu estou dizendo à você de qualquer maneira. Eu realmente gosto dela." De repente, Jordan sentiu como se estivesse usando rodas de treinamento de relacionamento.


"Eu disse a mesma coisa." Nikan acrescentou, falando diretamente para Dred, como se Jordan não estivesse entre eles como uma estátua inútil. "Eu estou bem aqui, você sabe" disse Jordan, de repente, não querendo o resto da pizza que ele pegou. Ele virou e pisou no pedal da lata de lixo, largando a pizza lá dentro. "Sim. Mas você é todo rude e grosseiro. Se eu não tivesse acabado de ver você comer a pizza, eu diria que era porque você estava com fome. Você sabe como você fica quando está com fome" Nikan riu. “Foda-se você. Idiotas. Vocês dois.". Dred e Nikan riram e Lexi olhou para o som. Seus olhos encontraram os dele imediatamente, e o olhar neles apertou seu peito tanto que ele não tinha certeza de como respirar. Ela sorriu suavemente. Mas era o tipo de sorriso que não chegava até os olhos azuis dela. Pixie disse algo para ela, e ele sentiu a perda de Lexi assim que ela se virou para falar com ela. “O que estava acontecendo quando eu entrei? Pixie disse que estava tenso." Disse Dred. "Eu estava dizendo a ela para sair",l respondeu Jordan. "Por que você fez isso?" Nikan perguntou, sua voz cheia daquela merda paternal que ele fazia. Palavras como "compreensão" e "compaixão" vieram à mente, mas Jordan não estava com vontade de responder. “No dia em que percebi que o que estava acontecendo entre mim e Pix era sério, eu quase engasguei. Você se lembra do dia em que ela e eu dormimos naquele sofá bem


ali?" Dred acenou com a cabeça na direção do enorme sofá da sala da família. “Lennon veio falar sobre como eu era uma porra ruim se estávamos dormido vestidos. Mas eu senti como se tivesse sido a melhor noite do caralho." Ele precisava se afastar de seus amigos por um tempo. A presença deles estava começando a fazer com que ele se sentisse cercado. Forçado a compartilhar merda que ele não queria. "E seu ponto é?" "Meu ponto é que eu entendo como é terrível perceber que você pode ser capaz de ter algo que você sempre quis." Dred lhe deu um tapa nas costas e se aproximou de Lex e Pixie. Tudo o que ele disse fez as duas rirem, o que por sua vez acordou Petal. Dred levou-a de Lexi e subiu as escadas com sua família. Eles estariam saindo em breve. Sua família finalmente seria irrevogavelmente quebrada, e a dor no peito parecia o fim do mundo. Lexi andou em direção à ele. Ele amava o jeito que ela se movia. O jeito que ela se segurava com tanta graça. A maneira como ela fazia as coisas mais básicas, como colocar um pé na frente do outro, de maneira tão fluida. Seus olhos seguiram para seus quadris no vestido que ela usava. Porra, tudo nela era perfeito. "Eu preciso ir em breve" disse ela quando chegou até ele. "Existe algum lugar em que poderíamos ir para terminar a nossa conversa?"


"Eu não tenho certeza se há algo à dizer, Lex." Sua voz era firme, mesmo que suas entranhas estivessem sendo rasgadas pior do que uma das guitarras de Nikan. Ele não merecia ninguém tão perfeito como ela, e ele se perguntou por um momento por que ele até tentou. "Eu à deixei. Você não deveria ter me seguido." "Você precisa sair de qualquer loop que está acontecendo dentro de sua cabeça, e responder daqui" disse ela, pressionando a palma da mão contra o seu coração. “O que isso lhe diz, Jordan? Pense de novo em como nos sentimos quando falamos ao telefone. Pense em como se sentiu quando você me beijou na minha varanda, ou na frente do museu esta tarde. Diga-me como seu coração teria respondido antes de nos encontrarmos com Gareth? Como teria respondido antes de você ver aquela porra de pintura?" "Você acabou de xingar?" Jordan perguntou, incrédulo. Ele nunca ouviu nada parecido com uma maldição sair de sua boca. "Sim!" Lexi o esfaqueou no peito com um dedo. “Porque você me deixou com raiva, seu idiota. Diga-me o que seu coração quer fazer ou eu vou ..." "Pelo amor de Deus" ele disse enquanto segurava a mão dela. Eles desceram apressadamente as escadas e passaram pelo estúdio de gravação,até a sala de cinema, que continha uma enorme tela de projeção e uma mistura de sofás e poltronas. Lexi sentou-se em um dos sofás e cruzou os braços. Seus lábios estavam franzidos e pequenas linhas franzidas na ponte do nariz. Se ele não estivesse tão chateado que ela


apenas gritou para ele como uma criança na frente de seus irmãos, ele teria admitido que era fofo. Que era a última coisa que ele precisava agora. "Diga-me" disse Lexi, desta vez com paciência. “Eu não entendo. Temos o começo de algo aqui, Jordan, e você não está dando uma chance?" "Você quer saber o que aconteceu na galeria?" Jordan andou de um lado para o outro. “Você quer que eu soletre como é difícil ser confrontado pelo seu passado? Um passado que você tentou o seu melhor para enterrar. Você não é idiota, Lexi, então ..." "Não, eu não sou. Então pare de me tratar como se eu fosse. Eu não posso imaginar como deve ter sido ser tirado de seus pais, mas eu sei o que é perder um pai. Eu não posso imaginar como deve ter sido enviado para viver com alguém que abusou de você. E não posso imaginar como deve ser lembrado disso. Mas por que você não me deixa ajudá-lo a arcar com o fardo? Por que você já decidiu que eu sou incapaz de estar lá por você? Que eu não sou boa o suficiente?" Jordan sentiu como se à tivesse vendo com novos olhos. Que idiota egoísta ele era. Como na Terra ela poderia pensar que ele não achava que ela era boa o suficiente para ele? Ele sentou ao lado dela no sofá. “Nunca pense que isso é sobre você não ser boa o suficiente. É exatamente o oposto. Eu vivi com isso por tanto tempo que nem tenho certeza se posso deixar alguém entrar. Você precisa de alguém melhor que eu." ele disse


tristemente. No momento em que ele disse as palavras, ele desejou que pudesse tê-las sugado de volta. Mas era melhor que ela soubesse agora. Lexi colocou a mão em sua bochecha, e seu corpo o traiu quando ele se inclinou para ela, saboreando a conexão mais uma vez antes de cortá-la permanentemente. Pela primeira vez em sua vida, ele entendeu completamente o poder da palavra "permanente". Se ele a deixasse ir, ele nunca à veria novamente. Exceto, talvez, nos vídeos que o Canadian National Ballet posta online. Mas se ela ficasse. . . Ele estudou o rosto de Lexi. Os grandes olhos azuis, o tom rosa pálido em suas bochechas e os lábios ligeiramente abertos, exigindo silenciosamente que ele os pegasse. Ela passou a língua pelo lábio inferior e depois mordeu-o delicadamente com aqueles dentes perfeitos dela. "O que é mais forte, Jordan?" Perguntou ela. "A necessidade de eu sair ou a necessidade de me beijar?" Antes mesmo de terminar de fazer a pergunta, ele sabia a resposta. Indigno. Não amável. Imundo. Mas seu coração o traiu enquanto ele furiosamente pressionou sua boca contra a dela. *** Lexi não podia acreditar no que estava acontecendo. Um minuto ele estava prestes a dizer a ela para sair, e no outro seus lábios estavam nos dela, deixando-a louca. Não havia nada suave ou gentil na maneira como ele pressionava sua


boca na dela, mas enquanto ele passava a língua ao longo da costura de seus lábios, ela estava mais do que disposta a se abrir e deixá-lo entrar. Ele brincou com ela, correndo a ponta de sua língua ao longo dos lábios dela. Seu coração batia dolorosamente em seu peito enquanto se beijavam furiosamente. Ele queria querê-la. Mesmo que suas palavras não tenham dito, e suas tentativas de fazê-la sair fossem totalmente contrárias à isso, sua necessidade por ela estava lá. Deu-lhe algo para trabalhar. Isso lhe deu esperança. Jordan passou a mão pela nuca e segurou-a com força. Foi duro, mas glorioso. Sem restrições o consumindo. Cru. Ela abriu os olhos e encontrou Jordan à observando. "Feche os olhos, Lexi, por favor" ele gemeu contra seus lábios. Mas ela não podia. Ela precisava vêlo. Precisava saber que ele estava nesse momento tão profundamente quanto ela. Sem pensar, ela passou a mão pelo peito de Jordan, sentindo a ondulação de seu abdômen. Jordan segurou a mão dela. “Não me toque, Lex. Deixe-me tocar em você. Mas por favor, feche seus olhos." “Não” Lexi disse, e usando toda sua força de dançarina, ela empurrou Jordan de volta contra o sofá para que ela pudesse se sentar em frente à ele. O vestido dela subiu por suas coxas, mas ela não tinha dentro dela para se importar.


“Por favor, deixe-me estar com você, Jordan. Sem regras." disse ela, inclinando-se para beijar a cicatriz atrás da orelha. Jordan estremeceu ao seu toque. "Não me faça desviar o olhar" ela sussurrou contra sua pele, enquanto beijava seu pescoço. "Eu quero te ver. Para saber, que é com você que eu estou. Saber que você sabe que sou eu." Jordan passou a mão por suas costas até que ele segurou seu traseiro e puxou-a para que seu núcleo esfregasse contra sua ereção. "Lexi" gemeu Jordan. "Foda-se, você fica tão bem assim." A sensação disso à emocionou, mas ela mordeu a vontade de moer contra ele, não importa o quanto ela quisesse dar alívio a necessidade que estava se formando em seu próprio centro. Eles ainda não haviam resolvido nada. Mas ela estava mais certa do que nunca, agora que eles conversaram que o problema de Jordan era com ele mesmo. Ela precisava mostrar a ele o quão especial ele era. Quanto ela o queria. Quão bonito ela o achava com a cabeça raspada, as juntas tatuadas e as cicatrizes. Ela sentou-se e seguiu a linha de visão de Jordan até onde eles pressionavam intimamente um contra o outro. Ele era grande e estava muito excitado. “Um dia, Jordan. Eu espero que você me leve exatamente onde você está olhando. Mas hoje, agora, deixeme fazer isso por você."


"Fazer o quê?" Ele perguntou rudemente, voltando os olhos para o rosto dela. Eles estavam encapuzados, cheios da paixão que ela sabia que ele continha. Estar lá para você, ela queria sussurrar. Ela queria que ele confiasse nela com as partes mais preciosas dele. Para falar com ela, estar com ela.Deixá-los dar um passo em frente juntos, para ver o que eles poderiam ser. Mesmo em sua raiva por seu comportamento, ela de alguma forma sentiu que suas palavras não correspondiam ao que ele realmente estava sentindo. Nunca em um milhão de vidas ela o forçaria a fazer qualquer coisa com a qual ele estivesse desconfortável, mas talvez se ela guiasse o caminho um pouco, ele poderia seguir. Com mãos determinadas, Lexi puxou a camiseta sobre a cabeça e colocou ao lado deles no sofá. Seu corpo era uma bagunça de cicatrizes e ainda mais tatuagens, tudo cobrindo um pacote de abdominais que deixaria os dançarinos do ballet envergonhados. Lentamente, ela correu os dedos sobre eles enquanto Jordan passava as mãos por suas coxas. Quando ela alcançou o cinto de sua calça jeans, seus músculos ficaram tensos e ela se inclinou para frente, pressionando sua boca com a dele novamente. “Relaxe, Jordan. Deixe-me te amar desse jeito.”ela disse, desafivelando o cinto e desabotoando sua calça jeans. Em um movimento projetado para provocar, ela correu as unhas levemente ao longo do cós de sua cueca, com cuidado para não tocar sua enorme ereção. Ela não era virgem, apesar das regras draconianas de seu pai, mas ele era facilmente o maior homem que ela já tinha visto.


"Lexi, o que você está pensando em fazer, não faça." advertiu Jordan, colocando as mãos em ambos os lados de sua cabeça. Ele trouxe os lábios dela de novo e tomou-os suavemente desta vez. Apaixonadamente. Quando a língua dele encontrou a dela novamente, ela gemeu. Ele moveu uma das mãos e correu até a coxa dela até que ela deslizou sob o vestido. Seu polegar roçou sua calcinha, que ela estava certa de que já estava encharcada. Quando deslizou sobre seu clitóris, ela saltou um pouco e ofegou. Ela se inclinou para frente até que suas testas se tocaram, seus olhos se encararam. Seria tão fácil encorajá-lo a deslizar o polegar por baixo de sua calcinha, para aliviar a pressão que sentia, mas era imperativo mostrar à ele que ela poderia cuidar dele de todas as formas que ele precisasse. “Foda-se, Lexi. Você realmente quer isso? Você me quer? Tudo isso? Mesmo estando tão longe de ser digno do que você está oferecendo?" Digno . Era à isso que sua relutância se resumia. Ele não sentia como se merecesse ela. Sua raiva desapareceu quando a compreensão assumiu. Como ela poderia fazê-lo entender o quanto ela queria isso com ele? “Deixe-me mostrar o quanto eu quero você, Jordan. Deixe-me fazer isso ser sobre você." “Eu tenho uma regra de senhoras antes de cavalheiros, Lex. Eu não sou um idiota quando se trata disso." "Então você pode esquecer essa regra dessa vez, porque eu preciso fazer isso." Lexi deslizou a mão em sua cueca e agarrou seu pênis. Estava quente e pesado na mão dela. A veia que corria ao longo do comprimento pulsava enquanto


ele se contorcia sob seus dedos. Ela apertou com força, correndo a mão da ponta até as bolas e de volta. “Você fica tão bem assim, Jordan. Tão grande na minha mão." "Ah, porra, Lex" ele então pressionou a cabeça contra o sofá. Nem uma vez ele olhou para o que ela estava fazendo. Ele manteve os olhos firmemente nela. Isso a excitou tanto, que ela se perguntou se poderia vir sem que ele sequer a tocasse. A umidade começou a se acumular na ponta, e ela deslizou o dedo sobre ele, provocando-o enquanto passava o dedo pela cabeça. Ela deslizou sua outra mão ainda mais em sua cueca boxer para que ela pudesse alcançar suas bolas. Elas também precisavam da atenção dela. Jordan pulou no sofá enquanto ela segurava gentilmente uma, e levou todo o seu treinamento de equílibrio para ficar na posição em seu colo. Uma porta bateu no andar de cima e ela olhou para a escada. "Eu tranquei a porta" disse Jordan, sua voz profunda e sem fôlego. Ela olhou de volta para ele. Seus olhos estavam vidrados. Um rosa claro cobria seu peito enquanto subia e descia em um ritmo furioso. Lexi fez uma pausa e beijou-o. Beijos longos, profundos equentes. “Estou aqui por você, Jordan. Deixe-me entrar na sua vida." implorou ela e começou a aumentar sua velocidade. Ela se moveu mais rápido ao longo de toda a extensão dele,vendo como ela mal conseguia envolver seus


dedos ao redor dele. Dado como ela estava molhada, ele seria capaz de deslizar dentro dela, e era tentador ceder ao que seu corpo ansiava tanto. A pulsação em seu clitóris era quase insuportável, mas não era sobre pegar o que ela precisava dele, mas dar a ele o que ele não tiraria dela. Pelo menos, ainda não, enquanto ele estava sendo...nobre. Ele precisava saber que ela poderia estar lá para ele, sem querer ou precisar de nada em troca. "Me deixe..." disse Jordan, escovando a mão contra o clitóris, o formigamento revelador de orgasmo deixando-a bem no ponto em que ela queria esquecer seu plano e perseguir seu próprio fim. "Não" ela chorou, puxando a mão dele. "Isso é para você, não para mim" ela disse, bombeando cada vez mais forte. Os golpes se tornaram mais curtos e descontrolados. Os músculos de Jordan começaram a apertar em seu estômago. “Oh foda, Lex, mais duro, assim. Estou na porra da borda." Mais rápido e mais forte, ela se moveu, observando o rosto de Jordan quando a boca dele caiu aberta, a testa franzida quando ele começou a gozar. "Lex" ele gritou. Ela podia sentir isso, úmido e pegajoso em sua mão, mas não se atreveu a olhar para baixo. Porque o olhar no rosto de Jordan dizia tudo. ***


Jordan abriu a porta e deu um passo para dentro do santuário de sua casa, e pela primeira vez desde que conseguia se lembrar, não achou o calor sufocante. Na verdade, foi bem o contrário. Andar para levar Lexi em casa foi terrivelmente frio. O vento amargo rasgou pela jaqueta de Jordan e o congelou de dentro para fora. Estranho, porque ele nunca sentiu o frio antes. Foi tudo culpa de Lexi. Por causa dela, ele estava começando a derreter. Quando ele trancou a porta do porão, foi simplesmente para garantir sua privacidade. Ele estava totalmente preparado para terminar as coisas com ela. Seu raciocínio foi claro. Tão claro que ele poderia ter escrito em uma apresentação de powerpoint. Mas então ela o tocou. Não apenas fisicamente, o que era tão fodidamente incrível que ele poderia jurar que seu coração parou de bater quando finalmente veio, mas também emocionalmente. Suas palavras romperam a parede dentro dele. A parede que manteve o frio fora e os sentimentos dentro. Agora, parecia que ele tinha um buraco no peito, e ele simplesmente não conseguia mais se manter junto. Lexi sugeriu pegar um táxi para casa, mas ele gostou da idéia de acompanhá-la e ficou mais do que feliz em levála. Isso significava mais tempo juntos. Eles andaram de mãos dadas, fazendo conversa fiada, que Jordan achou quase impossível acompanhar. Lexi não tinha idéia do que ela fez com ele. Quão aberto ela o deixou. Ele disse à ela sobre sua agenda agitada nos próximos dias, e ela o beijou docemente e disse que entendia. Seus próprios ensaios estavam se tornando cada vez mais intensos


à medida que o tempo se aproximava para a sua próxima apresentação, que aconteceria no Centro De Artes Nacional, em Ottawa. Eles mal se veriam. A ideia de não vê-la pelos próximos dez dias doía, derrepente, como um pingente de gelo em seu coração. Terapia quando criança tinha sido um sucesso e uma falha, sua participação como um adulto era esporádica, preferindo afastar-se das coisas que desencadeavam más lembranças, em vez de confrontá-las, mas uma coisa que ele aprendeu parecia se aplicar à sua vida. E se aplicou. Ele foi informado de que havia quatro etapas para dominar tudo. O primeiro passo começava inconscientemente, quando você anda na vida completamente inconsciente de que você não sabe como fazer alguma coisa. Quando se trata de amor, é aí que Jordan passou a maior parte de sua vida. Mas, de alguma forma, Lexi o empurrou para a segunda etapa, o momento aterrorizante de ser conscientemente não-hábil, quando você percebe o quanto você quer alguma coisa, mas não sabe como ser diferente. Todos os sentimentos em seu peito só podiam significar uma coisa. Ele estava se apaixonando por Lexi, e ainda assim ele não sabia como fazer isso. Ele tirou a jaqueta de couro e o cachecol vermelho e preto de Lexi que ele parecia ter pego emprestado permanentemente e pendurou-os no gancho. Na primeira hora da manhã, ele compraria um novo casaco. Um grosso que manteria o frio na baía enquanto ele ficaria quente. "Você está bem?" Elliott perguntou quando Jordan entrou na cozinha e pegou uma cerveja antes de ir para a sala de estar. Pânico estava passando na televisão.


Jordan desabou na poltrona mais próxima da lareira. Ele esticou as pernas na frente dele, chutou as botas e apontou os pés na direção das chamas, ignorando o formigamento quase doloroso quando os dedos congelados se ajustaram ao calor. "Fodidamente certo de que eu não estou" ele respondeu, honestamente. "Eu não sei o que estou fazendo." Elliott pegou os controles e desligou o filme. “Parece que você está indo muito bem. Ela obviamente gosta de você o suficiente para segui-lo para casa e desafiar sua merda. Você quer me contar o que aconteceu ?" Ele realmente não queria. Passar pela primeira vez foi doloroso o suficiente. Mas Elliott sempre dava bons conselhos, então a dor provavelmente valeria a recompensa. “Eu vi Lexi pela primeira vez no dia de Natal quando eu levei Petal para aquela caminhada quando vocês estavam brincando com a pista. Você deveria vê-la dançar. Ela é fodidamente incrível. Eu não conseguia parar de olhar para ela. Então, com toda a honestidade, eu me tornei um pouco perseguidor, continuamente andando por lá na esperança de que eu a visse novamente." “Aquelas músicas que você estava gravando, as clássicas e outras coisas. Eles eram para ela? ”Elliott perguntou. “Sim, elas eram. Eu coloquei todos elas em um site e dei o link para ela. Então um dia ela estava esperando por mim e me convidou para vê-la dançar. Eu escrevi uma música para ela e é com ela que ela dançou, e foi como se ela tivesse


entendido tudo o que eu estava tentando dizer sem uma única palavra. ” "Então qual é o problema?" Foda-se . Como ele colocaria isso em palavras? Ele se inclinou para a frente e apoiou os cotovelos nos joelhos, olhando para o fogo, perdido demais para encontrar o olhar do amigo. “Estou com medo, Elliott. Eu nunca me senti assim antes sobre ninguém. Eu me lembro de acordar na primeira manhã em casa. Ninguém entrou no meu quarto à noite para roubar minhas coisas ou me bater. Não houve gritos e pancadas ou brigas. E eu me lembro de Ellen bater na minha porta para me dizer que toda aquela comida que eu sentia o cheiro era para o café da manhã. Para mim. Entrei naquela sala de jantar e chorei. Chorei como um bebê porque acabei de receber vinte e quatro horas de descanso e comida. E Lexi ? Ela é um milhão de vezes melhor que isso." Sentimentos de calor percorreram através dele quando ele comparou as memórias. Talvez fosse porque ele teve tão poucas experiências boas em sua vida, que ele estava sensibilizado demais com elas, fazendo-as parecer mais profundas do que eram. Um tronco rachado assobiou no fogo, trazendo-o de volta à conversa, e ele olhou para Elliott. “Mas então eu penso, que porra eu tenho para oferecer à ela? Eu meio que sempre soube que vocês cuidavam das coisas para mim. Mas eu apenas estou começando a perceber o quão fodido eu realmente sou. Você acha que eu não sei o que vocês falam de mim pelas minhas costas? Você acha que eu não percebo os sacrifícios que vocês fizeram para viver nesta casa comigo, então eu não tento me matar


de novo? Há uma razão pela qual todo mundo sabia sobre o telefone." Elliott levantou as mãos na frente dele no sinal universal de rendição. “Ei, desculpe, cara. Eu só..." "Não, eu entendi" Jordan suspirou. “Eu entendo porque você compartilhou. A razão pela qual todo mundo sabia sobre o telefone era porque é meramente noticiável por aqui. Eu sinto que estou usando rodinhas de treinamento, enquanto todos vocês ficam nos bastidores, me apoiando. ” "Jordan" disse Elliott, sua voz rouca quando ele disse seu nome. “Você sabe, nós não dizemos nada sobre nossos sentimentos com frequência nesta casa. E eu sou um dos piores do caralho. Mas eu amo você, e Nikan, e Dred, e até mesmo Lennon, mesmo que ele possa ser um grande idiota às vezes, mais do que qualquer outra pessoa neste planeta. Eu tenho que acreditar que é possível que nós encontremos o nosso caminho para sair disto, através disto, ou sobre isto. Seja qual for a merda que devemos fazer. Dred e Pix são a prova de que é possível.Certo?" Jordan sentiu a garganta apertar e mordeu a lateral da língua com força. "Lexi apenas girou em minha vida, e ela é como a luz que eu tenho vivido sem. Mas estou com medo de que a minha escuridão a enfraqueça de alguma forma. E sinto que preciso resolver isso antes de poder estar com ela."


“Eu acho que as duas coisas podem ser verdade. Sim, você ainda tem merda que precisa resolver. Mas acho que ela pode ajudar você a resolver isso, cara." Pequenas picadas de energia corriam através dele, mas ele não conseguia decidir se eram excitação ou ansiedade. “Eu não pude enfrentar levá-la para o meu quarto. Pela primeira vez, senti vergonha do modo como estive vivendo." Elliott riu. “Bem, essa é a coisa mais fácil do mundo para consertar. Dred está saindo em breve com Pix. Mova-se para o seu quarto e saia do sótão. "Eu não quero que ela veja o louco" disse Jordan, mais para si mesmo do que para Elliott. “Cara, eu acho que é tarde demais pra isso. E você está falando com o cara que tem uma mania certificada. Você quer falar sobre o que aconteceu hoje?" Elliott perguntou. Jordan sacudiu a cabeça. A conversa já lhe deu o suficiente para pensar. “Não. Eu vou dormir um pouco. Temos alguns dias agitados pela frente. A distância vai ajudar. Obrigado pela... você sabe... a conversa e outras coisas." "Sim, bem." Elliott se levantou. "Acho que é sempre mais fácil dar conselhos do que leválo."


Jordan se aconchegou atrás dela, e Lexi sabia pelo jeito que sua ereção pressionava contra suas costas que ele a levaria novamente, como ele tinha feito na noite anterior. Ela podia dizer no exato momento em que ele começou a se livrar do cobertor, enquanto o ritmo de sua respiração mudava contra a pele logo atrás da orelha. "Bom dia, Angel" ele disse ásperamente. O tom de cascalho de sua voz à fez estremecer. As pontas calejadas dos dedos dele desceram pelo lado dela e sobre o quadril enquanto a outra mão apertava o seio suavemente. Ela apertou sua bunda contra ele, e ele gemeu. “Foder ou fazendo amor? Sua escolha, mas decida rápido porque meu pau está doendo para estar dentro de você." Lexi gemeu quando seus dedos avançaram sobre seu monte até que eles estavam circulando sobre seu clitóris. "Eu quero..." Uma forte batida soou, mas Lexi não tinha isso nela para se importar. Um dos dedos de Jordan deslizou dentro dela e ela choramingou descaradamente. "O que você quer, Lex?" As batidas continuaram. "Aleksandra" alguém chamou.


"Acorde. Eu preciso falar com você." Parecia o pai dela, mas por que ele iria?... Sem fôlego, Lexi se levantou e balançou a cabeça em uma tentativa de se livrar da desorientação. Um sonho idiota. Ela tocou o lado da cama na qual imaginou que Jordan estava dormindo. “Lexi. Acorde agora. Temos coisas a fazer " gritou o pai da escada. Ela pegou o telefone e verificou a hora. Seis e Meia. Muito cedo para ela se levantar, já que seus ensaios não começavam até as dez. Lexi saiu da cama e esfregou os olhos enquanto se dirigia para a porta. Por mais que ela só quisesse deixá-la trancada e rastejar de volta para a cama para desfrutar das lembranças do toque de Jordan, ela abriu e encarou seu pai. "Que diabo, papai" reclamou ela. "Você sabe o quão importante é o sono." “Eu tenho novidades para você. Você pode pedir a Sophie, sua agendadora, uma folga em breve?" Seu pai parecia muito animado. Ela não estava acostumada a vê-lo de manhã sem ressaca. Fazia muito tempo desde que ela o viu tão animado com qualquer coisa, o que levantava bandeiras vermelhas voando em todas as direções. "Eu posso" disse ela com cautela. “Mas isso não é garantido no cronograma. Eu só recebo a confirmação quarenta e oito horas antes de ser necessária. Mas você sabe disso, então por que você está perguntando?"


“Estou tão feliz, Lexi. Pensar que sou capaz de ajudar a transformar seus sonhos em realidade. No seu próximo dia de folga, iremos juntos à Nova York para nos encontrarmos com um velho amigo meu. Pavel Tatarinov era um dançarino talentoso. Ele ficou na Rússia para dançar com o Kirov. Agora eu tenho uma grande chance. Ele está se tornando diretor artístico associado do American Ballet Theatre. Eu arranjei para nos encontrarmos." Seu pai estava esperando, olhos brilhantes. Momentos como este rasgavam Lexi em dois. Parte dela queria lembrar que seu pai sofria de depressão. Que ela precisava continuar a ser compreensiva, simpática até mesmo quando assumia a vida dela. Mas seu humor estava muito ligado à ela e sua vida. Quando ela estava sendo complacente e recebendo elogios, ou quando ele encontrou outro de seus amigos em uma posição influente com uma companhia de dança que ela não tinha intenção de se juntar, seu humor era assim. Feliz. Animado. Ele praticamente saltava de felicidade. Mas quando ela não estava fazendo o que ele dizia, quando ela estava fora com amigos, ou tinha um mau desempenho por qualquer motivo , seu pai ficava pra baixo. Ou pior, furioso. Ela não queria ser a garota que não cuidava do próprio pai,mas as mudanças em seu comportamento sugeriam que ele fazia isso para controlá-la. Ela também não queria entrar em um avião e voar para Nova York em seu único dia de folga. Mas o mundo da dança era incrivelmente apertado, e ela não queria irritar Tatarinov renegando a reunião que seu pai já havia feito em seu nome. "Você não tinha o direito de organizar isso sem falar comigo" ela disse baixinho. "Sim eu tinha. Eu sou seu gerente. Não? disse o pai dela.


Ela fez uma anotação mental para conversar com seu contador. Como bailarina autônoma, ela sempre procurava maneiras de otimizar seus ganhos. Assim, quando seu contador lhe disse, muitos anos antes, que ela seria capaz de anular o salário de seu pai, se o empregasse, fazia muito sentido financeiro. Ela poderia pagar-lhe um salário, pagar seu Plano de Aposentadoria Canadense e colocar dinheiro de volta na família sem ter que carregar tanto da carga tributária. Eles estabeleceram o salário mínimo, e seu pai assumiu o cargo. “Em um pedaço de papel que fornecemos à receita todos os anos e eu lhe pago dinheiro, sim você é. Mas em todos os outos sentidos, você não é. No entanto, eu seria muito tola em cancelar a reunião com um diretor artístico associado de uma prestigiada companhia de balé depois que ela foi feita para parecer que era algo que eu realmente queria. Para manter minha reputação intacta, vou encontrá-lo. "Eu sabia que você veria as coisas do meu jeito" seu pai se regozijou. “Vendo agora que você está acordada, devemos ir treinar. Prepare-se. Temos algum tempo antes de você precisar sair para a aula." Lexi recuou e fechou a porta com um pouco mais de força do que o necessário. Era isso ou gritar com o pai que a decisão dela não tinha nada a ver com o seu jeito e tudo a ver com livrar a sua cara. Mesmo que isso doesse, ela sabia que seu pai seria capaz de ajudá-la a entender a finesse de seu próximo papel de A Fada Lílas. Quando ela estava vestida com seu collant e sapatilhas, ela caminhou até a sala de jantar que foi


convertida em um espaço de ensaio. Seu pai a iniciou na barra com braços e pernas básico, empurrando-a mais e mais através do trabalho no chão até que ela estivesse encharcada de suor. “Ok, brisé devant . Comece com croisé em quinto, e quarto em changement, e de volta ao quinto. Me dê altura no ar, não apenas a distância do chão. Na minha altura. Lexi começou a pular e logo sentiu a repentina picada da bengala de seu pai. Nunca era forte o suficiente para marcála ou machucá-la de verdade, mas o suficiente para lembrála quando suas pernas não tinham sustentação, ou seus braços eram preguiçosos. “Eu disse altura. Salte, Lexi. Você parece um bloco de madeira." Lexi repetiu o salto e novamente sentiu o estalo da bengala. “Você está ficando pesada. Lerda. O peso é um problema quando você fica mais velha” ele gritou. Se seu parceiro estava lutando com as elevações e seu pai estava percebendo problemas com seus saltos, talvez ela fosse o problema. Quando ela se juntou ao balé pela primeira vez, ela teve uma lista enorme de problemas no corpo, do tamanho de suas coxas altamente definidas ao fato de que ela não era completamente sem peito. Foi necessária a intervenção de uma das outras dançarinas para fazê-la perceber que não conseguiria trabalhar com uma estratégia para passar fome por sua carreira. No entanto, ao longo dos anos, ela tentou de tudo para consertar suas áreas de foco, mas chegou à conclusão de que controlar sua comida era a


única maneira que funcionava para ela. E agora ela teria que perder mais alguns quilos. "Mais uma vez" seu pai gritou. Desta vez, a ponta fina da bengala pegou-a no quadril e Lexi gritou quando caiu no chão como uma pedra. "Isso foi muito difícil." " Dançar é difícil" respondeu o pai. "Se você tem medo da mordida da bengala, vai se lembrar de pular mais alto, não?" "Eu preciso parar." Lexi protestou. "Eu não vou ter mais nada para a aula." “Bem, podemos aumentar a prática a cada manhã. A ABT é uma das grandes companhias de teatro clássicas. Precisamos ajudá-la à se destacar. Eles vão apreciar a sua força, agora precisamos treinar a elevação." Você vai salvar sua cara. Você vai salvar sua cara. Não importava que a ABT se concentrasse no clássico porque ela não iria para lá. Ela estava hospedada no National Ballet, onde eles tinham um repertório contemporâneo que era tão forte quanto seus clássicos. E ela ia deixar sua marca neste ano. "E você vai perder dez quilos" anunciou seu pai. "Eu ajudarei." *** A porta do quarto do hotel se fechou e Jordan largou as malas no corredor. As aparições secundárias em Los Angeles haviam drenado sua vontade de viver. Se ele pudesse apenas


fazer música, e só ocasionalmente tocar, isso seria perfeito. Ele amava nada mais do que inventar novas músicas. Dred sempre foi o melhor letrista, mas quando se tratava de música, ninguém conseguia trocar sua orelha para riffs, harmonias e melodias. Por mais que doesse, ele sabia que a publicidade era um mal necessário. Ao longo dos anos, ele encontrou maneiras diferentes de lidar com isso. Coisas simples, como sentar-se mais longe do entrevistador e deixar Nikan e Dred tomarem a liderança. Exausto e cansado após o vôo atrasado de quatro horas para Detroit, Jordan estava pronto para cair na cama. O quarto em si era inofensivo. conjugado, grande o suficiente, limpo. No entanto, com certeza, havia uma pintura, desta vez de um barco, e mais lâmpadas do que eram necessárias. Como quase todos os quartos de hotel em que ele ficava. Mais um dia de entrevistas e ele estaria à caminho de casa. De volta à Lexi, que estaria voltando para casa de Ottawa. Fazia nove dias desde a última vez que à viu. Nove dias desde que ela segurou seu pênis na doce palma macia de sua mão e trouxe-lhe uma liberação que ele não foi capaz de replicar no tempo desde então. Nove dias desde que ele beijou aqueles lábios doces dela. Nesses nove dias, ele parou de vacilar sobre Lexi e abraçou totalmente a idéia de ter sua primeira namorada. Na verdade, ele estava orgulhoso disso. Nenhuma quantidade de brincadeira de Lennon o impediu de checar seu telefone todas as chances que ele tinha. Às vezes havia uma mensagem dela; às vezes havia uma foto. Uma foto, ela disse à ele, que era sua nova foto de divulgação. Ele mal conseguia


tirar os olhos dela em seu top de crochê solto e shorts apertados. Ela estava em um vagão do metrô, em pé em uma- meia ponta - um termo que ele agora entendia, graças à ela, e segurando no mastro de metal com a outra perna erguida no ar. Seu cabelo estava solto e seus lábios estavam fechados. Era agora a fotografia dela em seus contatos. Pelo que ele podia dizer de suas muitas conversas roubadas, Lexi tinha sido um sucesso em Onegin, o balé que ela estava apresentando em Ottawa. Esta noite foi a última noite de espétaculo e uma das resenhas que Lexi lhe enviou disse que ela tinha brilhado triunfantemente como a autopossuída Tatiana. Por sugestão de Dred, ele enviou flores para serem entregues diretamente no Centro Nacional de Artes para ela na noite de abertura. E daí se ele ficou um pouco empolgado? Quando o florista perguntou quantas rosas ele queria mandar, ele não tinha a mínima idéia. Cem tinham sido o primeiro número que havia aparecido em sua cabeça. Tinha válido cada centavo por ver a excitação no rosto de Lexi enquanto eles conversavam em vídeo enquanto ela se sentava em seu vestiário cercado por elas. Frustrado, ele estava prestes à dizer a exatamente o que ela ia fazer à ele para dizer obrigado, palavras já tinham sido ditas e ele havia colocado a mão na frente de sua calça jeans, quando um de seus colegas bailarinos invadiu seu quarto perguntando: sobre grampos de cabelo. Isso poderia ter matado o clima então, mas ele queria tanto continuar a conversa agora. Foi por isso que ele tirou as roupas em velocidade recorde, colocando-as item por item sobre a cadeira ao lado da mesa. Normalmente ele tomava banho, relaxava talvez, e


ele definitivamente não ia para a cama pouco depois das onze, especialmente quando a maioria dos caras estava no bar pelas próximas duas horas. Hoje à noite, porém, ele estava mais do que feliz com a água de cortesia no quarto e seu telefone. Ei, Sexy-Lexi. Você está aí? Ele abriu a água e tomou um gole. Não houve resposta. Alcançando o controle remoto, ele ligou a TV e percorreu os canais até encontrar os destaques esportivos. Parecia que os Pistols tinham jogado contra seus rivais, os Bulls, e venceram. Isso explicava algumas das coisas loucas que tinham visto saindo do aeroporto para o hotel. Jordan olhou para o celular. Droga. Ele esperava que não sentisse falta dela. Ele ficou tão animado em vê-la e ter um pouco de conversa suja com ela,que ele já tinha os ingredientes de um tesão. De repente inspirado, ele encontrou a função de câmera em seu telefone. Ele não ia enviar-lhe uma imagem cheia de pau, apenas um pequeno incentivo visual para chamá-lo de volta, ou algo para provocá-la de manhã, quando ela acordasse. Ele jogou para trás o edredom e arrumou o lençol de modo que apenas cobriu seu pau evidentemente duro. Ela disse à ele que gostava do abdômen dele. Bem, espero que ela goste de sua interpretação artística. Rapidamente, antes que ele se acovardasse ou a pequena voz em seu ombro estivesse tentando convencê-lo de que era uma má idéia, ele tirou uma foto. Pela primeira vez, ele percebeu que a academia era mais do que apenas um lugar para se livrar de


sua raiva. Se Lexi amava seu pacote de seis, ele iria trabalhar duplamente para mantê-lo. Sua gratidão pelas flores me deixou muito duro Enquanto pressionava o envio, ele se perguntou se ela retribuiria. Ela usava pouca roupa quando ela se apresentava às vezes, e ela não tinha razão alguma para não ter confiança em seu corpo. Era comprido e magro e tonificado. . . Porra . . . ele nunca se livraria desse tesão. Talvez ele devesse entrar no chuveiro depois de tudo. Seu celular vibrou. OMG!!! Dê à uma garota um tempo, ok? Agora estou toda quente e incomodada. Jordan riu. Assim que ele queria. Quer que eu ajude você à fazer algo sobre isso?

Dois minutos, estou no elevador do hotel.

Jordan se jogou de volta na cama e envolveu a mão em torno de seu pênis. O coitado não estava acostumado a esse tipo de seca. Ele percebeu que não fazia sexo há mais de um mês. A extensão de sua vida sexual tinha sido umtrabalho de mão épica, mas não estava incomodando tanto quanto ele pensava que estaria. A foto de Lexi apareceu em seu telefone quando ele começou a se tocar, e ele respondeu rapidamente.


"Ei" ee disse rispidamente quando o rosto dela apareceu na tela. Estava limpo de maquiagem e seu cabelo estava solto em volta dos ombros. "Ei, você mesmo, provocador" disse ela, sorrindo. "Como é que uma garota deve lidar com esse tipo de foto em um elevador cheio de seus colegas de trabalho?" Ela apoiou o telefone no que parecia ser a mesa de cabeceira e começou a tirar o casaco e colocar as coisas no chão. "Não me provoque " respondeu ele, observando enquanto ela tirava as botas. "Mais do que disposta à ajudá-lo de qualquer maneira que eu puder." Lexi se afastou da câmera e lentamente, mas deliberadamente, abaixou a calça sobre os quadris e as pernas, dando-lhe um vislumbre incrível de sua bunda em um par de calções brancos sexy como o inferno. Todo o sangue em sua cabeça correu para o seu pau, que ficou mais rígidoque seu pedestal de microfone. "Deus, mulher" ele rosnou. "Você quer que eu venha antes de começarmos?" Ela se virou para encará-lo e riu maliciosamente. "Mantenha as mãos onde eu possa ver, pelo menos até que eu esteja nua." Ele levantou um braço. “O outro está segurando o telefone. Juro." Ele colocou a mão sobre o coração para enfatizar a promessa e ficou chocado com o quão rápido seu coração estava batendo.


Lexi puxou o suéter por cima da cabeça, seguida pela camiseta cinza. “Então o que estávamos falando?” Ela disse, de pé diante dele em seu sutiã e calcinha sexy. Ela curvou o quadril para o lado. "Eu acho que nós estávamos falando sobre como você precisa pegar um avião para Detroit e colocar essa bunda sexy na minha cama, mais como agora." Em vez de responder, pegou o telefone e caiu na cama. Por um momento, ele não conseguiu se concentrar em nada, quando o telefone se moveu rapidamente, mas finalmente se acalmou, e pareceu que ela o havia apoiado em um travesseiro longe o suficiente para que ele pudesse ver do seu rosto até o dedo dela que estava traçando uma linha ao longo de seu estômago, apenas dentro do cós da calcinha. "Posso fazer uma pergunta antes de continuarmos?" Jordan perguntou, e o rosto de Lexi ficou sério. “Qualquer coisa, Jordan. Você sabe disso." “Vamos fazer isso de verdade? Você e eu? Estou feliz em explorar e aproveitar até que esteja pronta, mas preciso saber que estamos indo para o mesmo lugar. ” "Eu já assumi que estávamos fazendo isso de verdade" ela respondeu timidamente, como se momentaneamente perdesse a coragem. “Quero dizer, eu coloquei minhas mãos em suas calças e. . . umm . . você sabe."


Claro que eles fariam. Foi uma coisa estúpida para perguntar. Ele só não tinha idéia da linha do tempo, e ele precisava de uma pista. “Você pode ter que me levar, Lex. Há tantas coisas que quero fazer com você. Para você. Eu só preciso saber quando você estará pronta" "Estou pronta. Nunca estive mais preparada para nada em toda a minha vida. Diga-me o que faríamos, Jordan " disse ela, ofegante. "Eu preciso ouvir você me dizer, porque eu estou morrendo só de imaginar o que você vai me fazer sentir." "Você quer saber o que vai sentir quando eu for para baixo em você, saboreando essa porra de buceta doce?" Disse ele, e assistiu, hipnotizado, enquanto ela deslizou as mãos em sua calcinha. Ele agarrou seu pau com firmeza e inclinou seu telefone para que ela pudesse vê-lo da mesma maneira que ele podia vê-la. "Você quer saber o que vai parecer quando eu deslizar isso tão profundamente dentro de você, que você vai se sentir presa à cama pela minha língua e meu pau?" Formigamentos indicadores desciam por sua espinha, fazendo com que os cabelos atrás de seu pescoço ficassem em pé. As bochechas de Lexi ficaram rosa, claramente não por vergonha, mas porque ela estava tão excitada quanto ele. "Você quer saber o que vai sentir quando eu bombear em você tão forte que você vai esquecer o seu nome?" "Jordan" Lexi engasgou. Parte dele queria impedi-la. A outra queria dizer à ela para mover aquelas malditas calcinhas para que ele pudesse ver o que ela estava fazendo


para si mesma, mas ele não achava que poderia parar, mesmo se o serviço de quarto derrepente entrasse para o serviço de arrumação. Ele agarrou seu pau ainda mais forte. “Sim, Lex. Eu também sinto isso. Você vai estar tão molhada, e eu vou ficar ainda mais duro do que estou agora, e vai ser tão fodidamente perfeito enquanto nossos corpos colidirem juntos . Vou me certificar de que haja muita pressão nesse seu belo clitóris . E você vai gozar tanto enquanto grita meu nome." Jordan respirou mais forte, mais rápido, suas bolas apertando. Ele viria e queria que ela visse. Queria que ela viesse com ele. “E então eu vou montar você, Lexi. Eu vou deslizar para dentro e para fora,e a umidade que eu posso ver passando por sua calcinha agora..." "Oh, Deus, Jordan" Lexi choromingou, enquanto esfregava freneticamente contra a sua mão. Sua boca se abriu, seus olhos se fecharam quando ela estremeceu no mais perfeito orgasmo. Jordan puxou seu pau mais forte, mais rápido, ao vê-la, e gritou seu nome em sua libertação. *** Lexi entrou no Walter Carsen Center e suspirou. Neve fez da viagem de volta de Ottawa um caso lento e doloroso. Ela parou no quadro que tinha o cronograma de ensaio da semana. Estar longe de casa tinha mexido com sua rotina. Normalmente ela teria estudado isso assim que saísse na sexta-feira, mas estando longe, e a distração adicional de Jordan, ela não tinha nem aberto o arquivo.


Depois de um grande desempenho, geralmente havia um pouco de folga na programação. Mas o dela estava cheio. Os ensaios continuaram para a Bela Adormecida e uma nova interpretação de Orfeu de um coreógrafo holandês, que estava demorando mais para aperfeiçoar do que os balés que costumavam fazer, como O Quebra-Nozes. E depois havia Manon, que os levaria até junho. O casting foi anunciado para um balé no início do outono. Era um novo balé contemporâneo e, mais uma vez, foi negligenciado pelo papel principal. Tinha ido a Li Yan, a pequena dançarina que era constantemente referida como a próxima Sylvie Guillem por causa de sua técnica contemporânea de parar o coração. Lexi tentou não ficar muito desanimada, mas foi difícil. Ela fez uma anotação mental para conversar com o diretor. A única maneira de mudar seria se ela conversasse diretamente com eles e expressasse seu desejo de fazer papéis mais contemporâneos. Inferno, ela iria mesmo em seu próprio dinheiro para se inscrever em cursos para desenvolver suas habilidades, se é isso que ela precisava fazer. Mas ela nunca iria melhorar se não tivesse mais experiência nesse estilo. Lexi deixou sua bagagem no vestiário e subiu as escadas para ver se conseguia encontrar alguns lugares na ficha de inscrição do fisioterapeuta. Dançar como nos últimos dias agravou o tornozelo, e ela queria receber tratamento logo antes de se tornar um problema contínuo. Peter, um de seus terapeutas favoritos, à viu em frente a sala. “Ei, Aleksandra. Como foi Ottawa? Eu vi os comentários. Você certamente os impressionou." Lexi sorriu graciosamente para o elogio.


"Foi muito bom, mas meu tornozelo se mostrou novamente. Apenas tentando pegar alguns horários para ver se não consigo consertá-lo antes de começarmos a subir novamente." Peter olhou para o papel e viu o que ela viu. As sessões eram poucas e distantes entre si, nenhum dos quais funcionaria com o cronograma de ensaios dela. “Escute." Ele disse. "Eu sei que Lizzie e Beth podem ser flexíveis, então por que você não troca de lugar com Beth amanhã, e eu vou encaixá-la em outro lugar.” Lexie odiava bater de frente com um membro mais jovem da companhia. “Desde que ela concorde. Eu não quero tomar seu lugar." "Não se preocupe. Eu vou falar com ela. E vou trocar a Lizzie para quinta-feira para que você possa entrar também. "Muito obrigada, Peter" disse ela. "Eu realmente aprecio isso." "Seja bem-vinda. E você se lembra do que precisa fazer entre agora e amanhã? Como ela poderia esquecer? "Sim, oh sádico mestre" disse ela. Peter riu enquanto voltava para as salas de fisioterapia. Seu celular vibrou. Encontre-me no bar Holt Renfrew às 6 da tarde.


Fazia anos desde que pôs os pés dentro da loja de luxo na Bloor Street, e o pensamento de encontrá-lo era tão excitante quanto assustador. Ela ria da falta de amabilidades, acostumada com a brusquidão de Jordan. Ele finalmente disse à ela durante uma de suas muitas conversas tarde da noite, que ele nunca tinha possuído um telefone até a noite em que eles trocaram mensagens pela primeira vez. Ela sempre se lembraria do jeito que suas bochechas se aqueceram na confissão. Olá Jordan, como vai você? Estou bem, obrigado por perguntar! Lexi digitou rapidamente, provocando-o sobre sua etiqueta de mensagem. Oh sim. Conversa fiada. Porra. Eu esqueci. Como foi a viagem de volta de Ottawa sexy Lexi?

Muito melhor. Você é um aprendiz rápido. A viagem foi boa. Apenas reservei o fisioterapeuta.. Por que você não me disse que você se machucou?

Seu uso de letras maiúsculas à fez sorrir.

Eu estou sempre machucada em algum lugar, Jordan. Não é nada sério. Como você está?

Ainda estamos falando de você. Me prometa que você está bem.


Estou bem. Juro. Então, o que está acontecendo às 6 da tarde no Holt's? Ela vagou de volta para o camarim e debateu se deveria ir para casa antes de vê-lo.

É uma surpresa. Mais tarde. Uma segunda mensagem foi seguida imediatamente. Desculpe, Lex. . . Eu tenho que ir. Até logo, Angel ;)

Não posso esperar <3

Lexi olhou para a hora em seu telefone. Três da tarde ela percorreu as opções. A primeira foi ir para casa para se arrumar antes de sair para se encontrar com Jordan. Se ela fosse para casa, ela poderia encontrar aquele lindo vestido novo que ela comprou para o Natal e algo um pouco mais sexy para usar por baixo. Mas ir para casa significaria ver o pai dela. E ele à importunou várias vezes por mensagem de texto desde que a programação de sexta-feira tinha saído para ver quando ela poderia ir à Nova York. Quanto mais ela pensava sobre isso, mais ela não queria ir. As companhias de balé realizavam audições anuais para novos dançarinos, e se ela realmente levasse à sério a transferência, precisaria se afastar de todos os outros. Embora não houvesse uma regra rígida e escrita, foi desaprovado que um diretor roubasse a equipe de outra companhia de balé. Então Lexi não tinha certeza do que seu pai esperava dessa da reunião. A segunda opção era usar uma das roupas limpas em sua mala que funcionaria para atender a Jordan. Com


certeza, a roupa de baixo que levou com ela na estrada não era a mais sexy, mas estava limpa no caso de ele pedir para ela voltar para sua casa com ele. Sua bagagem estaria bem. Ela poderia encontrar um lugar para trancar a noite. E daria à ela o tempo necessário para fazer alguns aquecimentos,se soltar e alongar. Em seguida, lavou o tornozelo antes de tomar banho e sair. Com um plano em mente, Lexi começou a se arrumar. Três horas depois, ela entrou no bar no terceiro andar do Holt. Seu cabelo estava seco e alisado, e ela aplicou maquiagem - um delineador de gatinho sexy e uma pitada de batom vermelho. Ela teve que resistir à vontade de passar os dedos pelos tecidos finos enquanto passeava pelas prateleiras de roupas bonitas. Enquanto administrava financeiramente seu orçamento, raramente se estendia à Chanel ou à Fendi. Ela viu Jordan imediatamente e seu coração disparou um pouco. Por alguma razão, ela sabia que esta noite seria quando finalmente iria dormir com ele, e o pensamento à fez vibrar. Ombros largos estavam debruçados sobre o bar. Seu cabelo estava amarrado fora de seu rosto e ele olhava para fora das janelas que dava para a Bloor Street. "Este assento está vago?" Ela perguntou, empurrando-se para o banquinho alto. Jordan se virou para ela e deslizou as mãos em ambos os lados do rosto. "Porra" disse ele, olhando em seus olhos. "Eu senti sua falta." Lexi suspirou quando pressionou seus lábios suavemente contra os dela. Era contido, controlado e respeitoso pelo fato de estarem sentados no bar.


"Estou pensando seriamente em pular a parte um e dois desta noite e ir direto para a parte três" disse ele rispidamente. "Posso pegar uma bebida para a moça?" Perguntou o garçom. Jordan se afastou dela. "O que você gostaria, Lexi?" “Algo borbulhante, por favor. Um coquetel de champanhe ou algo assim. ”Ela faria um pouco de cardio extra na manhã seguinte para queimar as calorias, mas para esta noite, ela queria se divertir. "Deixe comigo" disse o garçom com um sorriso. "Você tem certeza que está bem, Lex?" Jordan perguntou, olhando-a de cima à baixo como se estivesse procurando por sinais de ferimentos. “Eu danço por horas e horas todos os dias, contorcendo meu corpo em posições que normalmente não gostaria de estar. Qualquer dançarino geralmente está lidando com algo que não funciona corretamente. As coisas rasgam, fraturam e quebram o tempo todo. Então, nós fazemos muita fisioterapia preventiva e fisioterapia de recuperação bem detalhada ”. Jordan à estudou atentamente. "Eu não gosto da idéia de que você está ferida." Lexi se inclinou para frente e beijou seus lábios. “Eu posso ver. E eu gosto que você se preocupe tanto comigo."


"Aprecie" disse o garçom, enquanto colocava um coquetel de morango e champanhe na frente dela. "Felicidades" disse Lexi, levantando o copo e tilintando-o na cerveja de Jordan. Ela tomou um gole do coquetel e bolhas explodiram em toda a sua língua. “Então, há três partes para esta noite? Eu obtenho alguma pista?" “Em quinze minutos, você tem um encontro com um personal shopper. Mesmo que você esteja sempre linda Lex,eu quero te mimar. Escolha qualquer roupa e sapatos que você quer hoje à noite. O comprador sabe o orçamento, então ela vai orientar você. Ela vai ter o que você está vestindo enviado para casa. “Oh meu Deus, Jordan. Você não precisa fazer isso. Estou bem em ..." "Sim. Você é linda no que você está vestindo. Mas isso é sobre dar-lhe uma noite maravilhosa. E este é o primeiro passo. ” Lexi pegou a mão dele. "Você vai me ajudar a escolher?" Ela perguntou, sem saber como isso funcionaria. "Não. Eu quero que você use o que você se sentir bem. Isso não é sobre eu tentar mudar você. Eu estarei bem aqui esperando quando você terminar." "Isso parece muito" disse Lexi. "Eu não preciso de você para comprar coisas para mim, Jordan."


“Eu sei que você não precisa. Eu estou fazendo isso porque eu quero. Eu quero mostrar à você de todas as maneiras que eu posso, o quanto você significa para mim. ” "Bem, nesse caso, eu aceito seu presente incrivelmente generoso" disse ela, determinada à acabar com ele com suas escolhas. Duas horas depois, após a experiência de compras que lhe deu um novo vestido e sapatos, Lexi sentou-se no balcão de mármore em forma de ferradura no exclusivo Shōtō no impressionante restaurante Momofuko, de três andares, esperando pelo nono e última opção da loja. menu de degustação. Ela conseguiu limitar o que ela tinha comido, oferecendo à Jordan alimentos do seu garfo, e empilhando e reorganizando a comida em seu prato de forma que parecia que ela tinha comido mais do que ela tinha. Um cardápio que ela fingiu não gostar, mesmo sabendo que era divina, mas ela estava orgulhosa de seu autocontrole. A mão de Jordan estava em sua coxa, onde esteve a maior parte da noite, subindo mais e mais até que estava prestes a passar pelo ponto de decência comum. As leis da exposição eram condenadas, ela estava tão excitada pela maneira como seus dedos acariciavam o interior de sua coxa e o jeito que os nós dos dedos dele encorajavam a divisão no vestido de seda cinzenta à se abrir, mas ela não queria que ele parasse. “Eu me sinto como Julia Roberts em Uma Linda mulher. " "Por que?" Jordan perguntou entre bocados de cavatelli.


"Você viu o filme?" Certamente não havia uma única pessoa viva que não tivesse. O personagem de Julia Roberts, uma prostituta, é pega pelo personagem solitário de Richard Gere no Hollywood Boulevard? "Não. Acho que é um filme de garota." Lexi sacudiu a cabeça. “É mais do que um filme de garota. É como uma Cinderela adulta. Pobre garota, rico príncipe. Compre suas roupas bonitas e ela brilha de verdade. Todo mundo começa a se apaixonar por ela. Jordan coloca a mão em volta da nuca e apertou suavemente. "Você acha que é uma prostituta?" Ele perguntou rispidamente. “Porque eu te comprei esse vestido e não posso esperar para tirar você dele? Porque você está errada. Eu comprei esse vestido porque você parece com o maldito anjo quando você está nele. Tem sido impossível manter minhas mãos longe de você."disse ele, inclinando-se perto o suficiente do ouvido dela para sussurrar. "E eu não posso esperar para tirá-lo, porque abraça sua bunda de uma forma que me faz querer mordê-la e apresenta os seus seios alegres de uma forma que torna muito difícil se concentrar em qualquer que seja a porra que eu comi. Isso também me lembra que eu vou começar a deslizar sobre seu corpo mais tarde e te foder sem sentido. Mas isso não faz de você uma prostituta.Isso me faz o homem mais sortudo vivo." ***


Jordan observou o jeito que os olhos de Lexi se arregalaram quando sua respiração ficou presa. Ela estava tão excitada quanto ele, e se ele não tivesse arranjado um cardápio de degustação de nove pratos, ele teria agarrado a mão dela e a arrastado para fora o mais rápido que ela pudesse ir naqueles fodidos sapatos Jimmy Choo que ela escolheu para ir com o vestido que tinha fodido sua mente. Não que ele pudesse sair até que a ereção que ele estava ostentando tivesse pelo menos voltado para uma semi. Ser grande tinha vantagens óbvias, mas ereções não planejadas nunca passavam despercebidos. Lexi mordeu o lábio. "Você está me virando do avesso, Jordan" disse ela contra sua orelha, sua respiração quente fazendo cócegas enquanto falava. "Bom.Estou feliz que não seja só eu " disse ele, afastando-se para se sentar em linha reta. Eles estavam recebendo olhares curiosos dos clientes, e ele não podia dizer se era porque eles o reconheceram ou o jeito que Lexi parecia na seda que à abraçava como uma segunda pele. Podia ser uma combinação dos dois. Em seu lindo vestido, ela não podia parecer mais diferente dele. Ou talvez os clientes estivessem apenas um pouco chocados, ou ligados, pela óbvia tensão sexual entre os dois. Lexi sorriu ao seu comentário, e ele piscou. Eles terminaram a sobremesa - pelo menos ele fez. Lexi deu duas mordidas e declarou-se cheia. Jordan pagou a conta, e deu gorjetas generosas aos chefs que prepararam sua refeição.


Depois de ajudar Lexi com seu casaco e colocar o seu próprio , ele pegou a mão dela e levou-a para fora. "Você tem duas escolhas" disse ele quando chegaram à rua. Lexi se virou para ele e colocou os braços ao redor de sua cintura. Ele colocou os braços ao redor dos ombros dela, segurando-a com força. "Eu tenho?" Ela perguntou. “Suas opções são essas: Eu chamo um táxi e te levo para casa com uma data marcada para quando eu vou te ver de novo. Eu estava falando sério quando disse que esperaria por isso, Lex. Ou podemos andar pela porta ao lado. Reservei uma suíte no Shangri-La. Eu moro com os caras. Você mora com seu pai. Eu só queria que esta noite fosse sobre você e eu. Então, qual você escolhe? ” Escolha o hotel, Lex. Me escolha. Enquanto ele quis dizer cada palavra que disse, o mataria se tivesse que se afastar dela hoje à noite. Lexi sorriu. "Você deveria saber minha resposta." "Eu tenho certeza que tem uma preferência, mas eu preciso ouvir você dizer isso, Lex." "Eu escolho o Shangri-La" disse ela com confiança. Ele pressionou seus lábios nos dela triunfantemente. "Foda-se. Obrigado." Uma vez dentro do hotel de luxo, ele à levou para o quarto. Quando ele abriu a porta e eles entraram, ele viu que tudo estava organizado do jeito que ele queria. Champanhe,


o que Dred lhe disse para comprar, estava no gelo. E várias sacolas da Holt estavam na cama. "Jordan" Lexi engasgou. "O que você fez?" De repente, parecia demais. Ele à assustou, o que era a última coisa que ele queria. Um peso se instalou na boca do estômago. “Eu não estou tentando comprar você. Juro. Eu apenas pensei que você poderia gostar disso." Silenciosamente, Lexi abriu a primeira sacola e tirou uma camisola curta e rendada. Em outra tinha algumas roupas íntimas. Uma terceira tinha uma roupa para ela ir embora, quando finalmente rastejassem para fora da cama amanhã. Ele comprou todas elas para ajudá-la à se sentir confortável. Ele andou por trás dela e arrastou o cabelo sobre um ombro. O cheiro dela o provocou, e ele colocou os lábios contra a pele dela. Ela inclinou a cabeça para a esquerda para lhe dar melhor acesso, e Jordan aproveitou ao máximo. Ele passou os braços ao redor da frente dela, puxando-a contra ele. "Eu sei que sou uma porcaria em mensagens de texto" disse ele, movendo os lábios ao longo de sua pele. “E eu posso ser áspero às vezes. E eu entendo que nem comecei a compartilhar com você o pior do que aconteceu comigo quando criança. Mas eu posso cuidar de você, Lexi. Eu só queria que você tivesse coisas legais. Me desculpe se elas não estão do seu gosto."


Lexi se virou em seu abraço para enfrentá-lo. “É lindo, Jordan. Tudo isso. ”Ela olhou para ele, seus lindos olhos focados nele. "Mas a verdade, é que há apenas uma coisa que eu realmente preciso nesta sala, e é algo que o dinheiro não pode comprar." Era como se alguém tivesse enrolado um fio de guitarra em volta do coração e apertado. Jordan pegou o zíper na parte de trás do vestido e abaixou-o devagar, saboreando a maneira como a pele dela tremia sob o toque dele. Era a pele mais macia que ele já sentiu. De repente, os nervos inundando-o, ele tinha o pensamento mais estúpido do mundo. Era como ser um virgem de novo, porque esta seria a primeira vez que ele faria amor. Ele fez mais do que seu quinhão de sexo, talvez muito mais do que deveria, com mulheres que ele provavelmente não deveria ter feito. Mas ficar aqui, prestes a despir-se para Lexi, tinha a energia de algo novo. Algo precioso. Suavemente tirando o vestido de seus ombros, ele observou-o deslizar por seus quadris e cair no chão. Lexi saiu disso com tal graça, que ele mal sabia o que fazer à seguir. Ela parecia perfeita em seu sutiã de renda cinza e calcinha. E ela usava aquelas meias que desafiavam a gravidade e ficavam por conta própria. Seu corpo era impecável, cada centímetro dele tonificado e bonito. "Jordan?" Ela perguntou baixinho. Seus olhos encontraram os dela, e ele esfregou a mão sobre o queixo. "Você é tão perfeita, eu não sei o que fazer com você."


Lexi sorriu timidamente e deu um passo em direção a ele. "Você me tem em desvantagem" disse ela, pegando os botões. "Eu gosto dessa camisa preta em você" disse ela, estalando os primeiros botões. "Mas tenho uma forte suspeita de que vou gostar mais de você sem ela." Jordan observou enquanto ela se concentrava no resto dos botões e ajudou à puxar os braços para fora das mangas. "Quando eu vi você assim na sala de cinema, eu não podia acreditar o quão bom você parecia" disse ela, enquanto passava as mãos pelo seu abdômen até chegarem ao seu cinto. Lexi puxou o cinto um pouco quando abriu, e só os aproximou. Porra. Ele não podia esperar. Ele bateu seus lábios contra os dela e passou a língua ao longo da costura de seus lábios. Cansado de ficar jogando e provocando, ele simplesmente à queria com cada fragmento de seu ser quebrado. Era a única coisa que ele podia imaginar que o faria completo novamente. Sua língua roçou a dele, duelando com a dele, assegurando-lhe que eles estavam na mesma página. Ele se afastou dela por um momento e passou o braço pela cama, derrubando todas as sacolas e pacotes no chão. Então ele se sentou na beira da cama e puxou Lexi para ficar entre suas pernas. Ele colocou uma série de beijos ao longo do cós de sua calcinha, depois para cima de seu estômago. Com cuidado, ele desfez o sutiã e deslizou pelos


braços, expondo seus seios e os mamilos rosados mais doces que se enrugavam ao seu toque. Inclinando-se para frente, ele lambeu um antes de sugá-lo em sua boca. "Oh, Deus, Jordan" Lexi gritou, suas pernas tremendo, enquanto ele passava os braços ao redor de sua cintura para mantê-la em pé. Ela era tão fodidamente doce, mas ele chupou mais, mudando para o outro seio para dar a mesma atenção. Os dedos de Lexi afundaram em seu cabelo, segurando-o contra ela, e ele riu. “Foda-se, Lexi. Vai ser incrível. Você não pode sentir isso?" “Eu sinto que vou explodir, Jordan. Por favor. Me toque de novo." Ele se levantou, apreciando a maneira como ele se elevava sobre ela, mesmo em seus saltos altos, e à pegou para colocá-la na cama. Lexi mordeu o lábio e passou a mão sobre seu estômago, deslizando apenas uma polegada dentro de sua própria roupa íntima. “Você sabe o quão quente você parecia fazendo isso na noite passada? Me provocando, sem me mostrar exatamente o que você estava fazendo. Faça isso por mim agora ?, ele instruiu. "Assim?" perguntou ela, deslizando a mão ainda mais, arqueando as costas da cama. Porra, sim. Bem desse jeito. "Em menos de um minuto" disse ele, deslizando o cinto para fora de suas alças.


"Eu vou me juntar à você nessa cama." Ele desabotoou sua calça jeans, e seu pau gemeu de alívio. Ele esfregou duas vezes. "Eu vou rasgar a calcinha de você" acrescentou ele, enquanto deslizava sua calça jeans e cueca boxer por suas pernas e descartou-as junto com suas meias. "E eu vou enterrar meu rosto profundamente entre suas pernas até você gozar." Com um momento fugaz de premeditação, ele pegou sua carteira, que tinha um estoque de preservativos, e jogou na cama. "Você está pronta para mim, SexyLexi?" "Sim" ela engasgou. Jordan terminou de brincar. Rapidamente, ele pulou na cama e cumpriu sua promessa. A calcinha se rasgou com o primeiro puxão, e então ela foi exposta à ele. Praticamente toda raspada, e ele amava isso. Ele se estabeleceu entre as pernas dela e sacudiu a língua contra o clitóris. "Oh, Jordan" ela engasgou, e ele jurou à si mesmo que lhe daria todas as razões para chamar seu nome mais e mais para o resto da noite. Ele nunca se cansaria do som. Ele lambeu entre os lábios, saboreando essência somente dela, antes de puxar sua língua de volta para seu clitóris para circulá-lo. Ela estava molhada, tão molhada que levou tudo o que tinha para não se levantar de joelhos e enterrar-se profundamente dentro dela. Mas ele lhe devia isso. Ele queria dar à ela esse momento de prazer que era todo dela.


Ela agarrou o cabelo dele em seu punho, movendo-o para fora do caminho em um movimento que ele assumiu que era para que ela pudesse assistir, o que era muito quente. Jordan olhou para ela para encontrar seus olhos presos em sua língua enquanto ele à acariciava e à chupava furiosamente. Por instinto, ele acrescentou um dedo e observou a maneira como os olhos dela se tornavam encapuzados, como sua mandíbula afrouxou quando ela ofegou e se encostou nele. "Por favor, Jordan, eu preciso vir" ela chorou. O prazer seria dele. Ele adicionou outro dedo, deslizando dentro e fora dela, e apenas quando ela estava em seu pico, ele chupou seu clitóris em sua boca para mandá-la voando sobre a borda. *** Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. Ela ia morrer de sexo e isso seria maravilhoso. Nunca se sentiu assim antes, arrepios percorriam seu corpo. Jordan ainda à lambia devagar, e havia todos os riscos que ela viria de novo. "Jordan" ela resmungou, e ele levantou a cabeça. Seus olhos estavam cheios de tensão sexual. Os músculos de seus ombros e braços pesadamente tatuados ficaram tensos, enquanto ele se aproximava da cama em direção à ela. Deus, ele era glorioso. Ele se acomodou entre as pernas dela e apertou os lábios nos dela beijando-a com tanta ternura que estava em completo contraste com a ereção furiosa pressionando contra seu núcleo.


"Lexi, Lexi, Lexi" ele murmurou. “Eu amo o seu gosto. E você?” Ele perguntou, antes de beijá-la novamente, deslizando sua língua nela novamente. Havia algo incrivelmente erótico na maneira como ele compartilhava seu sabor com ela, e ela gemeu. Jordan se ajoelhou e pegou sua carteira. Quando ele abriu, camisinha após camisinha caiu na cama. "Otimista" Lexi disse, provocando. "Esperançoso" ele disse rispidamente. E ele estava. Ele pretendia usar cada uma delas com ela.. Jordan rasgou uma embalagem e se cobriu, olhando para sua buceta, enquanto desenrolava a camisinha. A qualquer momento ele estaria cercado por ela. Seu pau se contraiu em sua mão. Então, por que ele de repente sentiu vontade de chorar? Como o maior maldito buceta da terra? Ele tentou enterrar os sentimentos, deslizando de volta em cima do corpo celestial de Lexi. Mas seu coração sabia que esse corpo era especial. Não era sem nome e sem rosto. Não era sem sentido e solitário. Era Lexi. Sua Lexi. E ele ia levá-la pela primeira vez. Alinhando-os, Jordan agarrou seu pênis e deslizou sua ponta dentro de Lexi, ofegando com o calor dela. Ele olhou rapidamente para os olhos dela. "Oh, Deus, Lex" ele gritou, quando começou a deslizar dentro dela. Ela era apertada e receptiva. Ele pressionou os lábios nos dela, mas não conseguiu descobrir como beijá-la. Não conseguia descobrir como se mexer com todos os sentimentos de merda lhe bombardeando. Cercando ele.


Lexi arqueou contra ele, enquanto ele se afundava profundamente dentro dela até que ele não podia ir mais longe. "Jordan" ela sussurrou com uma reverência que ele realmente não merecia, e por um momento ele ficou paralisado. Incapaz de se mover quando ele à sentiu apertar ao redor dele. “Lexi, eu não posso..." Ele balançou a cabeça. era demais. Muito novo. Muito cru para ele processar. "Hey" disse Lexi, escovando o cabelo longe de sua testa. “Está tudo bem, Jordan. Eu entendo você." Ela deslizou as mãos pelas costas dele, e ele se afogou na conexão. Ele podia senti-la em volta dele, sobre ele, cercando-o. Quando suas mãos pousaram em sua bunda, ela o puxou com força contra ela, enquanto revirava os quadris, mudando o ângulo. Então ela o soltou novamente, curvandose para longe dele, então seu pau deslizou para fora dela um pouco. Seguindo seu exemplo, ele se moveu com ela, quase morrendo toda vez que à sentia puxar contra ele. Ela estava tão molhada, e sem pensar, ele começou a aumentar seu ritmo, procurando a única coisa que ainda estava em sua mente. Ele sabia que poderia alcançá-la com Lex. Ele retirouse quase completamente e, em seguida, bateu de volta em casa, enquanto Lex combinava com ele. Suor estava começando a pingar de sua testa, mas Lexi não se importava. Ela puxou a testa dele para a dela. “Você sabe o que eu penso, Jordan? À noite? O que vou sentir quando você gozar dentro de mim. Eu sonhei com


isso. Como você me estenderia, assim como você está fazendo agora. Quão profundo você me encheria porque você é tão grande. Como se sentiria quando você pulsasse com a liberação. Seja o que for que você esteja pensando agora, pare. Pense em me mostrar todas essas coisas." Algo sobre suas palavras o sacudiu, ajudou-o a encontrar seu centro. Seu controle. Fez ele querer ser aquele homem para ela. Ele começou a se mover rápido e profundamente, afundando o máximo que pôde antes de recuar até que a cabeça estivesse totalmente fora. Sem fôlego, ele bateu nela enquanto seus dedos cavavam em seus ombros. "Deus, Jordan" ela chorou. "Eu vou vir de novo." Espere por mim. Ele queria vir quando ela o fizesse. Queria olhar naqueles olhos azuis e ver o momento em que ela chegou ao limite. Ele deslizou as duas mãos sob a bunda dela, agarrandoa, segurando-a enquanto à tomava com tanta necessidade que ele estava convencido de que o orgasmo que ele estava perseguindo iria matá-lo. E então ele sentiu isso. O aperto dela ao redor dele combinava com o formigamento em sua espinha que tinha apertado suas bolas. "Oh, Jordan" ela sussurrou, olhando para ele com os olhos arregalados enquanto gozava. Sem barreiras deixadas entre eles, nenhum lugar que ele pudesse se esconder, ele desnudou sua alma e veio com ela.


"Lex." ele gritou, quando pulso após pulso rasgou seu interior em pedaços. Sem fôlego, ele abaixou a cabeça ao lado dela. O silêncio preencheu as lacunas deixadas para trás e, pela primeira vez em sua vida, ele não sentiu o rugido do medo e do desapontamento. Lexi correu as mãos para cima e para baixo de suas costas até que algo fez o seu caminho até a parte de trás de sua cabeça e se manteve lá. Eles estavam fisicamente e emocionalmente unidos de maneiras que ele não tinha certeza de que ele alguma vez iria experimentar. No entanto, aqui estava ele. "Lex" ele começou, precisando explicar tudo o que acabou de acontecer. Tudo o que ela tirou dele da maneira mais bonita e simples. "Shh" ela disse suavemente. " Ainda não, Jordan." Ela se virou, beijou sua têmpora e apertou os braços ao redor da massa suada e pesada que ele era agora. Ele não tinha noção de quanto tempo eles ficaram juntos quando ele finalmente rolou para o lado, levando-a com ele, mas tomando o cuidado de sair dela e levar o preservativo com ele. Ele puxou rapidamente antes de amarrar o final e jogá-lo no chão. Lexi se aconchegou contra o seu lado, a cabeça em seu ombro, e ele envolveu seu braço firmemente ao redor dela. Em algum momento eles deviam se mover. Pelo menos, ficar debaixo das cobertas. Ele não queria que ela pegasse um resfriado.


"Eu não tinha idéia" ele começou, não tendo certeza para onde estava indo. "Eu não sabia que poderia ser assim." Suas unhas correram pelo cabelo do peito dele. "O que foi diferente para você?" Lexi perguntou. "Eu sinto que acabei de ser revirado, Lex", ele respondeu com sinceridade. "E eu não tenho idéia de como voltar atrás do jeito que era antes." "Eu nunca senti essa sensação de conexão com qualquer outra pessoa, Jordan" disse ela, virando-se para que ela estivesse de frente com ele. Ela descansou a cabeça no peito dele. “Tenho certeza que isso soa estúpido, mas eu senti que éramos um. Eu podia sentir você, não apenas fisicamente." "Você sentiu isso também?" Perguntou ele. "Eu senti." Lexi caiu de costas e olhou para o teto. Em algum lugar lá fora, uma série de sirenes começaram à gritar. Ele passou a mão ao longo de sua clavícula, descendo o vale entre seus seios e sobre seu quadril. “Por mais que eu realmente queira ser, não tenho certeza se estou pronto para isso” ele admitiu baixinho, enquanto acariciava seus dedos para frente e para trás através de sua pele. “Mas a idéia de você se afastar de mim assusta a merda fora de mim, Lex. Você pode lidar com isso? Comigo? Enquanto eu entendo isso?"


Lexi colocou as mãos em cima dele. "Vou esperar o tempo que você precisar." Por um momento ele não conseguiu falar com o nó que se formou na sua garganta. Ele olhou para a luz verde piscando no alarme de fumaça e contou as batidas entre cada flash, tentando ver se ele poderia adivinhar o que aconteceria em seguida. Qualquer coisa para ajudá-lo à colocar tudo de volta para dentro. “Eu vou foder isso às vezes. Eu já faço. Você sabe, a noite que você dançou para mim e depois eu fui embora, o dia no museu quando eu saí, os presentes que eu te dei hoje que foram demais. Somente... não fique com raiva sem falar comigo primeiro." “Você vai ouvir?” Ela perguntou. Ele não tinha idéia se ele poderia ou não. Ouvir tinha sido um problema em seus relatórios escolares. "Não tenho certeza se eu sou muito bom nisso também." "Você é bom em alguma coisa?" Ela brincou, e ele sorriu. “Porra. com certeza”ele disse, movendo-se para sentar de forma que sua cabeça agora descansasse em seu colo. Ele se inclinou para frente e beijou-a suavemente. “Só não me deixe, Aleksandra. Eu não acho que eu poderia lidar com isso."Ele acariciou o cabelo dela da testa e olhou profundamente nos olhos azuis que o encorajavam a desnudar sua alma. “Eu não vou. Eu prometo."


Com um suspiro, Lexi se jogou de volta na cama, seu cabelo loiro escuro espalhado sobre o travesseiro. "Eu acho que essa pode ter sido a melhor até agora." Jordan rolou para o lado e riu. "Eu acho que você disse isso sobre cada uma das outras até agora." Ele se inclinou e à beijou, não realmente dando muita importância que o assistente de vendas estava ao pé do colchão que eles estavam atualmente. Ela o empurrou para longe de brincadeira. "A sério. Eu acho que essa pode ser a certa ” disse ela, sentando-se. "É uma escolha muito boa" o assistente de vendas ofereceu solícito. "Há uma camada de espuma no topo que tem todos os benefícios de ser mais quente e moldar ao seu corpo, mas as camadas inferiores garantem que é confortável e respirável." Também aconteceu de ser o colchão mais caro da loja. É claro que ele podia pagar, mas gastar dinheiro estava levando algum tempo para se acostumar. "Nós vamos levá-lo" disse ele. "Com que rapidez podemos receber um modelo king?"


“Deixe-me apenas dar uma olhada para você. Não deve demorar muito." Jordan observou o homem voltar para a mesa no centro da loja, e então ele puxou o braço de Lexi para puxá-la de volta para baixo ao lado dele. "Você tem certeza que gosta deste?" Lexi sorriu para ele. “Eu não deveria estar te fazendo essa pergunta? É a sua cama e você vai dormir muito mais do que eu." Não se ele tivesse uma escolha., Ele não estaria dormindo sozinho muito tempo. Fazia cinco dias desde que passaram a noite juntos no Shangri-La Hotel, mas parecia ter sido muito mais tempo. Mas entre a agenda dela no balé, a reabilitação que estava passando no tornozelo e os ensaios para a próxima turnê, eles raramente tinham a chance de conversar ao telefone, quanto mais passar uma noite juntos. Ainda assim, por enquanto estava funcionando, e Jordan não ia questionar o porque. Em vez disso, ele se agarrava ao lampejo de otimismo que sentia sobre os dois e esperava que a nova cama chegasse logo. "Bem, nós poderíamos mudar isso muito rapidamente." "Eu disse à você, eu não estou fazendo uma chamada de sexo às onze horas da noite" ela disse indignada, mas seus olhos brilhavam com humor. Ele à puxou para mais perto, provavelmente sendo mais impetuoso do que ela estava confortável, enquanto seus corpos se alinhavam um com o outro.


"E eu te disse" ele sussurrou, colocando os lábios ao lado de sua orelha, "que eu estou totalmente aberto à receber uma ligação em qualquer hora do dia. Se você quiser vir e cair comigo na minha cama, ou no meu chuveiro, ou meu estúdio, ou meu quarto de cinema, se isso significa que eu vou colocar o meu ..." "O melhor que podemos fazer é na próxima terça-feira, senhor." Jordan piscou para Lexi e se afastou. "Perfeito. Acho que vamos precisar de travesseiros e toda essa merda para acompanhar." “Os travesseiros estão na parede lá. Se você for dar uma olhada, eu irei em um momento para ajudá-lo." Jordan se levantou e ajudou Lexi à se levantar. "Ainda não vi o seu quarto e você não viu o meu. No entanto, já fizemos, você sabe, coisas, algumas vezes agora. Por que isso?"Lexi perguntou, passando a mão pelo cotovelo enquanto atravessavam a loja. Ele riu alto. “Coisas? " "É assim que você chama?" Lexi corou e era a coisa mais fofa. "Você sabe o que eu quero dizer"disse ela brincando. "Eu sei. E pretendo fazer muito mais coisas com você esta noite, se conseguir persuadi-la à voltar para minha casa depois que terminarmos de comprar as coisas. A nova cama era a primeira parte do afastamento do sótão. Com o acordo de todos os outros, ele iria se mudar


para o quarto de Dred, e ele queria organizá-lo corretamente para dar a Lexi algum lugar legal para ficar mais. Ele olhou para ela. Ela era tão fofa com seu gorro rosa e seu rosto sem maquiagem. Era muito fácil, normal demais andar pela loja de móveis para casa. Como se fosse algo que eles faziam todos os dias. Eles acabaram escolhendo travesseiros, e Jordan pagou a conta. "Você comprou luvas" Lexi disse uma vez que eles estavam na parte de trás do táxi em direção à The Bay, a loja de departamentos na Bloor Street. Jordan flexionou a mão que não segurava uma das de Lexi e olhou para o couro preto macio. "Sim, eu não consegui encontrar minhas antigas" ele mentiu. Hoje não era o dia para compartilhar uma merda profunda e significativa. "Elas são legais" ela disse, tirando a sua para tocálas. Ele podia sentir o calor de seus dedos. "Então, como eu posso ajudá-lo à escolher a cama, se eu nem sei que cor é o seu quarto?" Lexi perguntou. "E o preto é o único tom no seu repertório?" Seus olhos deslizaram para cima e para baixo. Jordan procurou por uma resposta, e então chegou à ele. “Preto sempre será o preto original. Eu não tenho muita necessidade de um novo preto. E estou completamente refazendo meu quarto, então por que não escolher a roupa de cama primeiro?"


"OK. Com certeza posso ajudá-lo, mas sinto que é justo avisá-lo que meu apartamento é uma mistura de rosa pálido e branco. ” Ele fez uma careta. “Nesse caso, me reservo o direito de cancelar sua seleção. E o que quer dizer apartamento? Eu pensei que você morasse com seu pai." “A casa é na verdade minha. Longa história, mas eu pago as contas. A casa tinha um apartamento no porão. Você conhece o tipo: uma pequena área de plano aberto com uma pequena cozinha, quarto e banheiro. Há uma porta que eu posso trancar que vai para o andar principal, e é acessível do lado de fora também. É pequeno, mas me dá espaço longe do papai." Por que ela estava morando no porão se estava pagando todas as contas? "Seu pai não trabalha?" Lexi bufou. “Ele tentou, de vez em quando. Mas desde que ele deixou o balé, nada realmente deu certo." "Então, como é que você ficou com o porão e ele ficou com o resto da casa?" Jordan perguntou, preocupado que ela estivesse sendo aproveitada. “Você ficaria realmente ofendido se eu dissesse que não queria falar sobre meu pai hoje? Eu só quero aproveitar meu tempo com você e te conhecer melhor, e discutir todas as coisas ruins em algum outro momento. ” O táxi parou no meio-fio.


"Oh, eu entendo isso mais do que você sabe." Quando terminaram de fazer compras, Jordan era o orgulhoso proprietário de um novo conjunto de cama cinza escuro, dois abajus de mesa de metal e mais almofadas do que ele poderia imaginar. Felizmente, The Bay entregava, já que não havia como eles levarem todas as suas compras para Sotto, o restaurante italiano na Avenue Road que Elliott havia sugerido. "Se você não gosta de italiano, não temos que ficar" sussurrou Jordan uma vez que eles pediram. Ele estendeu a mão sobre a mesa e ficou grato quando ela à pegou. "Não. Isso é ótimo. O que faz você pensar que eu não gosto de italiano? ”Lexi disse antes de beber sua água gelada. “Você não pediu muito. Apenas a salada simples e peixe grelhado."Ele pediu a tira de lombo e pão de alho, entre outras coisas. Ela sorriu docemente para ele. “É bom que você se preocupe, mas como dançarina eu tenho que ficar de olho no que eu como. Então, se eu fizer um exagero, como fizemos quando fomos para Momofuko, preciso ser um pouco mais cuidadosa pelo resto da semana.” Ele se perguntou sobre isso. Não era como se ela tivesse comido descontroladamente enquanto eles estavam fora. Os músculos de Lexi eram magros e claramente fortes, mas não havia uma gota de gordura em seu corpo em qualquer lugar. "Quer trabalhar na academia comigo algum dia?", Ele perguntou. Lexi sorriu, mas sacudiu a cabeça.


"Eu não acho que seja uma boa idéia." Droga. Ele gostou da idéia de vê-la em roupas de ginástica...e suando e talvez transando com ele em uma sauna.Seu pau também gostou. "Por que não? Eu acho que deveria ser aquele que está preocupado. Estou com medo de que você malhe mais do que eu." Ela olhou para os ombros dele como se os estivesse imaginando nus, e seus olhos estavam ligeiramente vidrados quando ela olhou para ele. "Sério" disse ela, inclinando-se para o centro da mesa. "Se eu te visse metade vestido em uma academia, tendo visto seu belo traseiro nu, eu provavelmente iria pular em seus ossos e chamar isso de treino." Ele jogou a cabeça para trás e riu. "Você ficaria incomodada se eu lhe dissesse que a razão pela qual fiz a pergunta, era porque eu tinha pensamentos igualmente inapropriados sobre você naqueles shorts que usava quando dançou para mim naquela noite?" "Eu vou usá-los novamente para você, e você pode viver a sua fantasia de treino particular." “Nesse caso, como você se sentiria se, depois do jantar, pegássemos um táxi para casa e parássemos na sua casa no caminho para que você pudesse pegar o que fosse necessário para passar a noite, inclusive os shorts? Depois vou te levar para casa e te foder sem sentido." ***


Lexi sabia que deveria se sentir culpada por mentir para Jordan sobre o motivo de ter pedido tão pouca comida. Inferno, ela se sentiu culpada por fazer isso. Embora o que ela disse fosse tecnicamente verdade, ela pediu a coisa mais leve que poderia encontrar no cardápio, e mesmo assim só comeu metade. Mas Jordan estava tão distraído com seus planos depois do jantar que, felizmente, ele não parecia ter notado. Havia tantas maneiras de manter as perguntas à distância. Apenas tantas maneiras de manter as calorias baixas. Era só uma questão de tempo até que Jordan descobrisse o que ela estava fazendo, mas, à essa altura, ela esperava estar no peso desejado. Uma de suas mãos gentilmente apertou a parte de trás do pescoço dela enquanto se sentavam na cabine agora, e a outra acariciava sua coxa tão perto de sua virilha que estava preocupada que o taxista fosse chutá-la antes mesmo de chegar à casa dela. Quando eles se voltaram para a rua, Lexi pediu ao motorista que esperasse algumas portas para não alertar o pai sobre sua presença. "Eu vou voltar em apenas um minuto" disse ela. Jordan tirou uma nota de vinte dólares da carteira e entregou ao motorista. "Mudança de plano" disse ele para Lexi, levando-a para fora do táxi. Ele fechou a porta do táxi e foi embora. "Eu não posso esperar tanto tempo." Ele pegou a mão dela e guiou-a entre os dois e colocou sobre sua ereção.


Lexi olhou para a casa. As luzes estavam apagadas, mas isso não significava que o pai não estava olhando. Ela não queria ter que lidar com ele hoje à noite. Enquanto eles ficassem perto dos arbustos da Sra. Hatton, e entrassem pela entrada lateral, eles ficariam bem. "Você tem que ficar muito quieto então" disse ela, e nervosamente pegou a mão dele. "Eu não acho que eu tenha entrado no quarto de uma menina desde que eu tinha quinze anos" sussurrou Jordan, e ela deu um tapa no braço dele para fazê-lo calar a boca. Uma vez lá dentro, tiraram os casacos e os colocaram em ganchos, depois desceram as escadas na ponta dos pés até o porão. Jordan se abaixou consideravelmente para evitar uma das vigas de apoio. "Quão alto você é exatamente?" Ela perguntou baixinho. "Dois metros e um. Que é aproximadamente sete centímetros de altura demais para o seu apartamento, Lex. Me colocar na horizontal com você o mais rápido possível seria um ato de misericórdia.”ele disse, enquanto pressionava seu peito contra as costas dela e passava os braços ao redor da frente dela. Ele acariciou o lado do pescoço dela e rosnou suavemente. Ela gostava desse lado lúdico dele. Lexi colocou as mãos sobre às dele, deslizandoas pelo corpo até que descansaram sobre os seios. "Alguém está ansiosa" ele riu, apertando-os firmemente nas grandes palmas das mãos. "Leve-me para a sua cama, Lex, antes que eu fique sem paciência e jogue você sobre o braço do sofá." Rapidamente,


ele agarrou a bainha de seu suéter e puxou-o sobre sua cabeça, e ela estava grata por ter usado o sutiã de cetim sexy creme embaixo. Ela circulou seus quadris contra ele sedutoramente. Se havia uma coisa que ela poderia fazer, era dança, e quando ele gemeu e agarrou seus quadris, pressionando sua ereção firmemente contra ela, confirmou que ele gostou. Ele moveu as mãos para a frente da calça jeans, abriu o botão e abaixou o zíper. “Ei, Lex. Você é uma bailarina, certo?" ele perguntou, deslizando a mão em sua calcinha, as pontas dos dedos roçando seu clitóris. "Você está dizendo o óbvio, chefe" disse ela, levantando os braços e afastando o cabelo do pescoço. Jordan tirou a mão e ela gemeu. Ele virou-a rapidamente, deslizando as mãos por suas costelas para provocar seus mamilos. "Então, você só dança balé, ou você pode fazer outras coisas?" Ele murmurou contra sua pele. “Eu gosto de pensar que posso dançar qualquer coisa. Por quê?" "Porque eu estava me perguntando, o que um cara poderia ter que fazer para ganhar uma dança de você, SexyLexi?" Ela nunca tinha feito isso antes. Na verdade, ela nunca esteve em um relacionamento com alguém sexualmente tão ...o que?... expressivo como o com Jordan. Mas ela adorou a idéia. Ela dançaria para ele de qualquer maneira que ele quisesse. Enquanto eles estivessem em privado.


"Pergunte-me de novo" disse ela, e pressionou os lábios nos dele. Um pouco ansiosa, ela empurrou-o para trás e sua cabeça bateu na viga. Ela ouviu o crack primeiro. “Filho da puta!” Veio em seguida. No começo, ela estava preocupada, mas depois olhou entre os dois. Sua metade despida com sua roupa íntima fora do lugar. Ele com uma enorme ereção. E ela riu. "Lex" ele avisou, mas ela podia ver o brilho de diversão em seus olhos. "Desculpe, baby" disse ela entre risos, e fez o seu melhor para fazer beicinho. "Quer que eu beije para melhorar?" Jordan bufou e sacudiu a cabeça. "Não" ele disse rudemente, parecendo que ele estava tentando ser severo. "Eu quero que você beije isso para ficar melhor" disse ele, passando a mão ao longo de seu pênis. Lexi caiu de joelhos. "Lex" disse ele com uma risada, soltando a pretensão. "Eu estava brincando. Eu quero aquela dança que eu estava no meio de ..." “ ALEKSANDRA! " Os dois pularam com o grito que veio da porta para o andar principal. "Podemos ignorar isso?" Jordan sussurrou.


Lexi fechou os olhos e suspirou quando a batida na porta começou. O constrangimento escorria por ela e ela não conseguia olhar para Jordan. Ainda não. “Lexi. O que é . . . está acontecendo? ”seu pai arrastou. "Quem está com você?" Seu estômago afundou. Se ele estivesse bêbado, ele nunca iria deixá-los sozinhos. Ela respirou fundo e abriu os olhos. Jordan ofereceu-lhe uma mão e ela pegou, levantando-se. "Podemos tentar, mas quando ele fica assim, ele continua até eu responder." "Por que você me ignora? Venha até a porta." “Faça o que você precisa fazer, Lex. Eu tenho suas costas ”ele disse, empurrando uma mecha de cabelo atrás da orelha. “Sua cadela ingrata. Abra a porta."Houve outro estrondo na porta, seguido por um grunhido e o som do que provavelmente foi seu pai caindo no chão. "Depois dos sacrifícios que fiz por você" ela o ouviu murmurar. Rapidamente pegou o suéter e o colocou sobre a cabeça. "Um minuto, papai" ela gritou, abotoando o jeans. "Jordan, não" disse ela, enquanto ele partia para as escadas, mas já era tarde demais. Ela não queria que Jordan conhecesse o pai dessa maneira. Caramba, ela não queria que Jordan o conhecesse.


" Quem é você?" Lexi ouviu o pai gritar, enquanto subia correndo as escadas e entrava no corredor em frente à sala de jantar. "Você se atreve à trazer um homem para minha casa" disse ele, enquanto tentava se levantar do chão. Lágrimas escorriam pelo seu rosto e seus olhos estavam vermelhos e inchados. Recortes de jornal sobre ele como um jovem dançarino estavam esparramados sobre a mesa. Dividida entre a simpatia angustiante que sentia pelo homem destruído à sua frente e a vergonha de que aquela era sua vida, Lexi não conseguia se mexer. Ela viu quando Jordan ofereceu sua mão para ajudar, mas o pai dela deu de ombros. "Eu sou Jordan, um amigo de Lexi." “Então você é uma prostituta agora. Minha filha inútil encontrou sua única habilidade."Sua risada soou maníaca. Lexi engasgou e se virou para Jordan, mas ele não olhou em sua direção. "Que porra é essa?" Jordan gritou. “O fato de você estar cego de bêbado é a única razão pela qual eu não estou batendo em você por isso, seu pedaço de merda. Tire sua bunda patética do chão." “Oh. Então você luta pela minha filha, cara grande "disse o pai, cambaleando até os joelhos. Lexi colocou a mão na de Jordan. Ela precisava dele para ancorá-la. E queria garantir que Jordan não fizesse alguma coisa...imprudente... em resposta ao pai dela.


“Você à leva. Você vai ver o quão inútil ela é."Seu pai à olhou diretamente nos olhos, e isso arrancou seu coração. "Ela matou a mãe dela, você sabia?" Jordan não disse uma palavra. Ele simplesmente à puxou para o lado, envolveu o braço com força em torno do ombro dela. Mas sua presença estava fazendo pouco para reprimir a onda de ódio que de repente sentiu em relação ao pai. Hoje foi o melhor dia que ela teve desde... bem, sempre. E agora foi uma merda. Seu pai tropeçou na sala de estar, pegou a foto de sua mãe da cômoda que passava e caiu em sua cadeira. " Bem, talvez ela devesse ter matado você também, seu miserável projeto de homem" disse Jordan, asperamente. "Eu sinto falta dela" seu pai resmungou, uando ele colocou a cabeça para trás contra a cadeira. "Sinto muito à falta dela." Ele segurou a imagem em seu coração, e Lexi sentiu a pressão em seu peito soltar um pouco. Seus olhos se fecharam e sua cabeça caiu quando ele adormeceu. Incerta do que dizer, afastou-se de Jordan e desceu as escadas. Ela ouviu a porta se fechar, depois os passos de Jordan enquanto ele à seguia. "Sinto muito" disse ela, quando ele finalmente se juntou à ela na sala de estar. “Quando ele fica assim, ele... se lembra de coisas e... é uma longa história."


Jordan puxou-a para ele e beijou-a no topo de sua cabeça. “Você não tem nada para se desculpar. Você quer me dizer o que aconteceu?" Lexi suspirou, exausta demais até para chorar. “Minha mãe foi morta em um acidente de carro em seu caminho para me pegar na aula quando eu era jovem. Há dias em que ele sabe que não foi minha culpa, mas acho que é mais fácil para ele me culpar. O motorista do outro veículo também foi morto e às vezes ele precisa de alguém para atacar. “Oh, Lex. Me desculpe”ele disse, levando-a para seu quarto. "Você quer ficar aqui ou ir para minha casa?" Sexo era a última coisa em sua mente. “Eu deveria ficar aqui. Eu odiaria que algo acontecesse com ele, mesmo que ele seja um idiota." Jordan começou a tirar as roupas dela. "O que você está fazendo?" Ela perguntou, acalmando suas mãos. "Estou nos levando para a cama" disse ele, arrastando o jeans para baixo de suas pernas. Lexi deixou, porque de repente ela estava cansada demais para lutar com ele. “Eu não posso... Não estou com vontade de ..."


Jordan parou o que estava fazendo e colocou as mãos nos dois lados do rosto dela. “Nada vai acontecer. Mas você está chateada e eu não vou deixar você aqui sozinha." O coração de Lexi inchou com suas palavras. Uma vez que ele seguramente à colocou na cama em sua roupa de baixo, Jordan tirou suas próprias roupas, deixando sua cueca boxer. Por um momento, ele desapareceu, e então ela ouviu o som das luzes sendo apagadas, antes que ele reaparecesse no quarto e apagasse a luz também. A cama mergulhou quando ele entrou, e ele rolou em direção à ela, juntando-a em seus braços. Ela se sentia segura em seu abraço. "Obrigado, Jordan" disse ela e beijou seu peito. "De nada, Lexi." *** "Observar você é como assistir a porra do Animal Planet " disse Lennon, sentando-se ao lado de Jordan no bar do café dois dias depois. Jordan se virou para olhá-lo. "Bem, isso eu não posso esperar para ouvir" disse ele, pegando uma colher de Lucky Charms. “Quando assustado”, disse Lennon em uma voz que Jordan presumiu ser sua melhor imitação de um apresentador de documentários.


“O macho adota uma posição defensiva em torno de seu cereal sagrado, consumindo até três vezes mais tigelas do que o necessário”. Por um momento, Jordan considerou o fato de que Lennon estava perto de estar certo, que ele estava de fato em sua terceira tigela de Lucky Charms, mas então ele decidiu seguir com seu pensamento inicial e empurrou Lennon para fora de sua cadeira. “Que merda, idiota? Eu não sou o único que precisa de merda de marshmallow encharcado para passar por Dred se mudando." "E eu sou o único sentado aqui, cuidando do meu próprio negócio, tomando café da manhã, quando um idiota com merda de cérebro decide se transformar em terapeuta" disse Jordan enquanto se levantava. Ele jogou o resto da tigela no ralo e enxaguou o prato. "Você sabe, alguns dias, eu entendo perfeitamente por que eles te deixaram em paz." O rosto de Lennon se esvaiu de cor. "Isso foi baixo, idiota." "Sim, bem, talvez isso te ensine a pensar antes de abrir essa sua boca estúpida." Jordan subiu as escadas correndo para pegar seus sapatos. A companhia de mudança estaria aqui em breve, embora não houvesse muito para realmente se mover. Dred estava levando as coisas de seu quarto e alguns de seus equipamentos musicais. Mas no curto prazo, eles concordaram que continuariam à gravar no estúdio de música no porão. O que aconteceria quando o resto da banda


seguisse o exemplo e saísse, Jordan não sabia. Eles sempre poderiam encontrar outro lugar para gravar, mas Jordan não tinha certeza se poderia lidar com seus irmãos espalhados por Toronto. Ele passou a noite vacilando entre saber intelectualmente que todo mundo estava bem e estando em estado de pânico. Todos eles viveriam em suas próprias casas seguras. E ele os veria freqüentemente. Ele sabia que nenhum deles estava deixando sua vida permanentemente. Mas assim que ele parou de repetir isso para si mesmo, a ansiedade se insinuou. Eles estavam deixando-o. Suas vidas seguiriam em frente. E ele estaria sozinho novamente. Ele tinha Lexi, mas ele queria que seu relacionamento com ela fosse baseado em muito mais do que seu medo de ficar sozinho. A noite que ele passou na casa dela, no entanto, foi uma revelação. Ele estava tão preocupado com a situação entre Lexi e seu pai que ele não tinha poupado um pensamento sobre seus irmãos até que ele acordou no meio da noite em pânico. Jordan virou no patamar e bateu em Pixie assim que ela saiu do quarto. "Oh meu Deus, desculpe" disse ela, colocando a mão contra o peito. "Eu estava a quilômetros de distância, Jordan." Ela pegou a mão dele. "Como vai você hoje? "Eu estou bem. Feliz por ajudar. É um grande dia para vocês, certo?" Ele estampou um sorriso no rosto. Ele passou


a maior parte dos últimos quinze anos fingindo, então ele era um profissional em convencer o mundo de que ele estava em um bom lugar, quando ele não estava. "Sim. Dred está apenas lidando com a pequena mina lá. Por mais que eu ame o pequeno diabinho até a morte, mal posso esperar que ela tenha seu próprio quarto. Ela ronca quase tão alto quanto o pai dela quando ele toma cerveja demais. "Nós podemos ouvir você falando sobre nós, mamãe" disse Dred, saindo do quarto. Foi a primeira vez que ele ouviu qualquer um deles usar a palavra “mamãe” para Pixie, e apesar de tudo o que ele estava sentindo, ele sorriu. "Mamãe" disse Jordan, puxando Pixie em um abraço. "Eu gosto disso." “Decidimos que o dia em que nós estivessemos finalmente vivendo juntos sob o mesmo teto, em nossa própria casa, era o dia certo para começar a usá-lo. Não é verdade, Petal? ”Dred disse, olhando para a menininha que estava, por sua vez, olhando para Jordan com desconfiança. "Ei, você se importa de dar a ela um café da manhã, enquanto Pixie e eu fazemos algumas merdas de última hora?" Dred disse, entregando-a a ele. “Claro, venha Ettie. Vamos ver se não consigo encontrar algo cheio de açúcar para manter mamãe e papai ocupados o dia todo." Enquanto levava Petal escada abaixo, ela apoiou a cabeça no ombro dele e suspirou. Seu pequeno punho agarrou sua


camiseta. Quando chegaram à cozinha, ele à sentou em sua cadeirinha presa ao final do balcão. Normalmente, o pequeno diabinho lutava contra ele quando ele tentava colocá-la nela, mas hoje ela apenas o deixou deslizar suas perninhas, vestindo leggins listradas de abelhões, através dos buracos. "Como você se sente hoje, docinho? "perguntou ele, enfiando a cabeça na geladeira. "Eu posso fazer maçã e cereais, banana picada, iogurte" disse ele, e se virou para olhar para ela. Geralmente comida trazia um sorriso ao rosto, mas lágrimas gordas rolavam silenciosamente pelas bochechas dela. Ela sabe. Ela sabe que todos nós estamos indo de maneiras diferentes. Mas isso era ridículo. Que bebê poderia descobrir isso? "E aí, Ettie?" Ele perguntou enquanto cortava uma banana e colocava na frente dela. "Ja-ja-ja" disse ela com uma fungada. "Você quer o tio Jordan?" Perguntou ele, abrindo as mãos para ela, o símbolo universal que os bebês entendiam como "para cima". Petal assentiu, então Jordan à tirou do banco, sentou-se em um dos bancos e à colocou sobre o joelho dele. Ele pegou o prato de banana e colocou na frente dela, mas ela não pegou como de costume. "Por que tão triste, docinho?" Ele disse, colocando um beijo em cima de sua cabeça. Ela cheirava à lavanda, um perfume que sempre o lembraria dela. Ela jogou a cabeça contra ele novamente e segurou o polegar dele, então ele à abraçou mais perto.


“Sim, eu não quero que vocês se mudem também. Mas você terá esta grande casa nova para morar com um grande quarto só para você. E eu vou manter seu berço aqui para que você possa dormir. ”As palavras quase ficaram presas em sua garganta, e ele não tinha certeza de quem ele estava tentando consolar, Petal ou ele mesmo. Petal olhou para ele e as lágrimas se transformaram em soluços. Ela ia quebrar mil corações quando ela ficasse mais velha, mas o dele sempre seria o primeiro. "Você sabe o que é mais importante, Ettie?"ele disse enquanto pegava um pedaço de banana e colocava na boca dela. “Que você tem uma mamãe e papai que vai amar você como se mamãe e papai nunca tivessem amado uma garotinha. E você tem tio Nikan, tio Elliott e tio Lennon, e acima de tudo eu cuidarei de você." Finalmente, Ettie sorriu e pegou outro pedaço de banana. "O caminhão está aqui" gritou Nikan, entrando pela porta da frente usando as roupas que ele tinha saído na noite anterior. “Boa noite?” Jordan perguntou, enquanto Nikan se servia de uma enorme xícara de café. Nikan piscou. "Sempre." Demorou a maior parte da manhã para trazer Dred e sua família para sua nova casa, e já eram três horas quando eles estavam sentados na nova sala da família de Dred comendo sanduiches que Pixie tinha feito.


Jordan olhou para os álbuns clássicos de rock que estavam em caixas na parede. Iron Maiden, Metallica, Black Sabbath, Judas Priest. " Idéia de Pixie" disse Dred, balançando a cabeça na direção da obra de arte. "Disse que pendurar o nosso seria muito pretensioso" acrescentou ele com uma risada. "Vocês fizeram um ótimo trabalho de decorar o lugar." O quarto da família era uma mistura de novo e vintage. Sofás marrons escuros em couro envelhecido dominavam o espaço, mas eram compensados com toques peculiares como um banco de jogos de fliperama antigos e uma grande lâmpada de lava na qual Petal estava fixada. “Eu acho que a Pixie estava determinada à fazer isso para que pudéssemos nos mudar assim que a papelada chegasse. Ela nunca realmente teve uma casa própria, e eu acho que a excitação disso à manteve.”Dred olhou para onde sua noiva estava apontando algo no jardim para Nikan e Elliott. "Estou feliz por você" disse Jordan em voz baixa. "É sério. Você tem tudo pronto." “Há espaço para você aqui, Jordan. Você não é uma extensão da minha família, você é minha família. Você pertence aqui tanto quanto qualquer outra pessoa." Jordan engoliu em seco. "Estou bem. Este é um bom dia para você. Nós não precisamos fazer isso ser sobre mim."


Dred assentiu. Anos de amizade haviam assegurado que eles se entendessem. "Bem" disse Dred, levemente. "Falando de bons dias, como estão as coisas com você e Lexi?" Pela primeira vez hoje, Jordan sorriu. “Progredindo. Eu acho que ela me entende." Petal deixou Lennon, que estava sentado no chão com ela, e se arrastou em direção ao pai, que se inclinou para a frente e à pegou nos braços, jogando-a no ar. "Então, o que está prendendo você?" Ele perguntou entre sopros na barriga de Petal. A verdade era que ele não tinha mais certeza. Ela compartilhou alguns de seus problemas com ele, e ele não podia imaginar como deveria ser acusado ou responsabilizado pela morte de seus próprios pais, especialmente se a pessoa que fez a acusação fosse seu próprio pai. Parte disso era o simples fato de que ele gostava muito de seu tempo com ela para estragar tudo com histórias antigas e sentimentos antigos. Mas talvez Dred estivesse certo. Talvez fosse a hora. *** "Lexi, você vai ser a minha morte" disse Penny, uma das criadoras de roupas para o show. “Isso está muito solto na cintura. Vou ter que fixar isso e alterar a costura."


Enquanto Penny brincava com o tecido de um de seus trajes da Bela Adormecida , Lexi se olhou no espelho. Fazia quase três semanas desde que ela decidiu que precisava perder algum peso, e estava realmente começando à aparecer. Uma das coisas que sempre à surpreendeu foi como o corpo dela respondia à mudanças em sua dieta. A combinação de eliminar todas as calorias desnecessárias, pular refeições em seus dias de folga, acrescentar tempo à sauna e fazer ensaios extras com o pai estava fazendo sua mágica. Ela já estava abaixo de sete quilos. Além de tentar reafirmar que ele era o chefe da família e que ela precisava seguir suas regras, seu pai se recusou à falar com ela sobre seu comportamento embaraçoso na noite em que ela levou Jordan para casa com ela. Ele não tinha respondido bem quando ela marchou para o apartamento dela, pegou a declaração da hipoteca, e subiu as escadas para mostrar à ele de quem realmente era a casa, e ele não aceitou gentilmente a sugestão de que ele poderia sair à qualquer hora se ele quisesse, embora ela nunca o expulsaria. Embora ele tivesse gritado como um homem tentando convencer o mundo que ele ainda tinha opções, ambos sabiam que ela estava certa. Ela não gostava de envergonhar o pai dessa maneira, mas isso era necessário para sua própria paz de espírito. Com os ensaios do dia, Lexi estava pronta para começar à coreografar uma das músicas que Jordan havia escrito. “The Darkness of Light” tinha estado em sua mente desde que ela achou isso esperando em seu laptop logo depois que ela discutiu com seu pai. Quase imediatamente, ela se viu planejando uma coreografia contemporânea para isso. Se ela pudesse aperfeiçoá-lo, ela o usaria para tentar


persuadir um dos diretores artísticos à dar-lhe uma chance em um papel principal em um balé contemporâneo. "Ok, está tudo pronto, Lexi." Penny começou à levantar o vestido cuidadosamente acima de sua cabeça. Por baixo, Lexi estava usando um collant. Ela desceu da caixa onde estava, enquanto Penny à ajustava para alterações e vestiu as calças capri. Elas estavam um pouco soltas, deslizando em seus quadris enquanto ela se movia, e Lexi sorriu enquanto apertava o cordão. Mais uma prova de que ela estava perdendo o peso de onde precisava. Seu pensamento inicial tinha sido perder dez quiloss, mas vendo como estava saindo tão facilmente, ela decidiu ver se poderia chegar à quinze. "Obrigado, Penny" disse ela, pegando suas coisas do chão. Quando ela se levantou, a sala girou um pouco, e Lexi balançou a cabeça para clarear a sensação. Ela estava passando por momentos de tontura por alguns dias, mas sabia que eles eram de uma combinação de falta de sono (mesmo que as noites passadas com Jordan fossem celestiais) e as mudanças em sua dieta e metabolismo. Eles iriam embora quando ela perdesse o peso e voltasse ao seu regime habitual. Bem, talvez uma versão reduzida desse regime, já que ela não queria colocar o peso de volta. E a Bela Adormecida ainda estava longe o suficiente para que não fosse um problema durante a apresentação. “Não se preocupe, Lexi. Só não continue perdendo muito peso entre agora e o show. Não haverá muito tempo para consertar isso novamente. ” Como se na sugestão, seu estômago roncou. Lexi correu para fora do departamento de figurino, que ficava no quarto


andar, e desceu as escadas até o terceiro andar para verificar o espaço de ensaio dos Fundadores. Estava completamente vazio, o que era perfeito para o que ela queria. Era o único dos espaços de ensaio que não ficava no andar principal, o que significava que havia menos pessoas por perto. Lexi pegou uma garrafa de água e tomou uma grande bebida, usando-a para matar temporariamente as dores da fome. Não que ela cedesse à elas. A desidratação só tornaria a tontura pior, então ela tomou vários grandes goles. Ela olhou para a pequena sacola de pimentões picados em sua bolsa para se ela realmente estivesse com fome. Com baixo índice glicêmico, eles não aumentariam o açúcar no sangue, mas seu objetivo era não precisar deles antes do jantar. Ela encontrou a música de Jordan em seu laptop e deixou tocar no estúdio. Porque a música estava com raiva, seu objetivo era retratar o controle sobre si mesmo. Ela pretendia começar com movimentos percussivos que eram bruscos e em staccato, refletindo a perda de conexão com o eu, mas ao longo da dança abraçam a raiva interior e os transformam em algo mais legato, representando uma forma mais fluída de raiva, algo que foi capaz de ser ligado ou desligado. Ela começou à brincar com alguns dos passos que estava em sua mente para ver se eles funcionavam tão bem quanto ela achava que eles iriam. Em sua cabeça, uma dessas sequências era tão clara quanto o dia, mas enquanto ela podia pregar os passos lentamente quando tentou executálas, elas se tornaram a versão de dança de um trava-língua quando ela acelerou, um movimento borrado com o outro até eles se tornarem uma bagunça.


Ela repetiu a corrida para a sequência novamente, mas não conseguiu o salto. Ela se inclinou para frente com as mãos nos joelhos para recuperar o fôlego. "Quer ajuda?" Alain Descoteaux, dançarino principal e sócio coreográfico, entrou na sala, ainda em suas roupas de dança. “Eu espero que você não se importe, mas eu assisti da porta por um momento. Eu amei o que vi, Lex. Eu não sabia que você podia dançar assim." Puta merda Lexi se levantou. Vindo de Alain, cujo repertório e coreografia era incrivelmente técnico e rápido, foi um grande elogio. "Obrigado. Eu adoraria isso ” disse ela. Embora tivesse a intenção de ensaiar sozinha e revelar quando terminasse, isso lhe daria a chance de dançar com alguém com quem raramente se associava. "Conte-me sobre a música" disse Alain, inclinando a orelha para os alto-falantes. "Esta é uma peça incrível." "Meu namorado escreveu isso" disse ela, com orgulho. “Ele é músico. Chama-se "a escuridão da luz". “Ele não poderia ter escrito uma peça melhor para dançar. Ele faz o trabalho de orquestração normalmente? "perguntou Alain, esticando as panturrilhas no aquecimento. Lexi se juntou à ele apenas para manter suas articulações soltas.


"Não. Longe disso. Ele toca baixo em uma banda de metal chamada Preload. ” Alain parou o que estava fazendo e olhou para ela. "O cara grande com um lado da cabeça raspada?" Lexi assentiu com um sorriso no rosto. "Uau. Eu nunca imaginei que ele escreveria algo assim. Mostra que você não pode julgar um livro pela capa. Por que você não fala sobre o que você estava trabalhando quando eu interrompi?" Passo à passo, ela levou-o através de seu conceito, como ela queria que a dança fluísse, e os passos que ela já havia coreografado. Eles trabalharam juntos nas partes em que ela estava presa. Ao final de uma hora, Alain ajudou-a à desenvolver sua própria coreografia enquanto compartilhava algumas de suas próprias idéias que melhoravam, em vez de assumir, as dela. Eles começaram à esfriar e esticar seus membros para fora. “Estou tão feliz por ter passado pelo estúdio, Lex. É uma pena que você seja a queridinha dos clássicos ou eu roubaria você por algo que tenho em mente para novembro." "Roube-me" Lexi disse rapidamente. "Por favor. Estou desesperada para fazer mais balé contemporâneo. Quer dizer, eu sei que clássico é o que as pessoas esperam de mim. E eu não sou tão ingênua que não sei que sou ótima nisso. Mas eu só quero algo... Mais. Mais desafiador para mim como dançarina de uma perspectiva de crescimento. ”


"Você sabe, o seu pai é muito vocal por aqui, dizendo à todos o que você quer." “Estou no processo de lidar com o papai. Ele não fala por mim. Estou mais do que feliz em fazer os clássicos, mas adoraria um repertório mais misturado e desafiador. ” "Deixe-me pensar sobre isso" disse Alain. “E enquanto isso, pense se você gostaria de transformar isso em uma coreografia de parceria. Eu acho que seria ótimo trabalhar nisso um pouco mais. Nós viemos de diferentes extremos do espectro de dança, então tenho certeza que entre nós poderíamos descobrir algo espetacular. ” A cabeça de Lexi começou a girar com as possibilidades. Trabalhar com Alain daria à ela acesso à todos os seus conhecimentos, e era bem sabido que ele tinha toda a intenção de se mudar para papéis de desenvolvimento dentro do ballet. Ser considerada para um dos seus papéis seria incrível, uma vez que eles estavam fadados à ser de ponta. "Eu vou falar com você em breve, Lexi" ele disse ao sair do estúdio. Lexi olhou para si mesma no espelho do estúdio e virou de um lado para o outro. Ela nunca seria tão pequena quanto Li Yan, e ela esperava que isso não fosse um problema para Alain, que preferia Li por suas performances. Mas sabendo que ela tinha uma chance deulhe o impulso que precisava para manter o rumo e perder ainda mais peso.


Jordan olhou para a porta pela centésima vez, e depois para Nikan, que poderia estar fodendo com a garota que ele tinha contra à parede do corredor. Foi uma ótima ideia fazer um truque de mídia social. Para fazer um concerto gratuito na Academia de Som, que obviamente tinha sido reservado com bastante antecedência. Mas o anúncio foi divulgado em suas páginas de mídia social apenas cinco horas antes. Já tinha se tornado viral, e aparentemente o lugar já estava lotado, com os fãs atualmente aproveitando a primeira de duas apresentações. Ele estava nervoso como o inferno. Estúpido, ele sabia, mas era a primeira vez que ele ia tocar na frente de Lexi, e a idéia o estava deixando um pouco louco. A primeira vez que Dred tocou ao vivo na frente de Pixie, ele realmente esqueceu as palavras para a primeira música que eles tocaram, o que deu aos caras um final de entretenimento. Mas era diferente agora que era ele, e ele com certeza não queria se perder na frente dela. Nikan finalmente tirou as mãos de debaixo da saia da garota no corredor, e Jordan deu um suspiro de alívio. O que seus irmãos faziam nos bastidores antes de um show não costumava incomodá-lo, principalmente porque ele geralmente fazia a mesma coisa. Mas à qualquer minuto, de acordo com o texto que Lexi acabou de enviar para avisá-lo que ela acabou de sair do Lake Shore Boulevard, a mulher que estava se tornando cada vez mais importante para ele,


estava prestes à chegar. Pela primeira vez, ele percebeu que a banda fez o clichê do rock star muito bem. Meninas de todos os tamanhos e cores estavam por toda parte, e a maioria delas tinha duas coisas em comum: pouca roupa e uma ambição ardente de se juntar à um dos membros da banda. Ele balançou a cabeça no momento em que Elliott saiu de seu camarim com a garota que ele estava prestes à foder na noite em que Jordan precisou comprar seu telefone. Elliott à beijou e depois bateu em sua bunda quando ele à enviou em seu caminho. Jordan bebeu o resto de sua água. Ao contrário da crença popular, ele não gostava de álcool antes de se apresentar. Ele estava desidratado pra caralho quando saía do palco no final de um show, então ele definitivamente não precisava de álcool antes de pisar na frente da multidão. "Você está meio tenso hoje, cara" disse Nikan, caindo no sofá em frente à ele. "Você e a adorável Lexi devem queimar parte dessa frustração." “Cala a boca sobre a Lexi. Ela não é esse tipo de garota ” ele disse. “Oh, elas são todas esse tipo de garota. Não importa se elas são casadas, enroladas ou solteiras. Todas elas querem um pouco desagradável de vez em quando." Jordan revirou os olhos e então viu Dred conversando com uma garota que estava de costas para ele. Ela usava botas pretas que estavam sobre os joelhos e tinha saltos tão altos quanto qualquer outro que ele tivesse visto. Elas eram botas fodidamente quentes, e ele estava apenas imaginando


como elas seriam em Lexi quando a mulher se virou e caminhou em direção à ele. Ele ficou de pé, sem saber se seu coração ia voltar à bater de novo. Lexi sorriu quando o viu. Ela usava leggings pretas e um vestido de jersey preto que abraçava sua bunda e se soltava sexualmente de um ombro. E puta merda, ela fez todos os tipos de maquiagem, com delineador preto, que ele amava. Ele começou à andar em direção à ela e sorriu. Talvez Nikan tivesse razão quando disse que eles deveriam queimar alguma frustração. Ela parecia um cruzamento entre uma garota do rock e um Anjo da Victoria's Secret. Jordan alcançou Lexi e colocou as mãos nos dois lados do rosto dela, saboreando o conforto que sempre sentia quando os olhos dela estavam nele. "Eu e meu pau achamos que você está gostosa demais" disse ele e à beijou. Nas botas, ela estava muito mais perto dele em altura, o que significava seu pênis alinhado contra ela perfeitamente. Sim . Ela as deixaria pra ele mais tarde. Os braços de Lexi deslizaram em torno de sua cintura e nos bolsos traseiros de seu jeans. Ela se afastou um pouco dele. "Você pode ter que me levar mais tarde" disse ela com um sorriso. “Quase arruinei minha carreira de bailarina tentando andar do trabalho para um táxi. Elas são traiçoeiros na neve." Jordan riu. Qualquer outra garota teria jogado legal, tentado seduzi-lo com a roupa sexy. Em vez disso, ela o fez rir e isso o seduziu mais.


"O que você fez para conseguir um desses?" Jordan brincou, puxando o passe de acesso total que ele tinha deixado para ela. "Eu prometi ao baixista um lap dance" disse ela, brincando. “Mmm. Sim você fez. Talvez esta noite você e as botas possam pagar." "Você gosta das botas?" "Sim. Eu e metade dos homens neste prédio amamos as fodidas botas" disse ele, olhando em volta. Ele olhou para os dois caras de pé atrás dela verificando sua bunda. Ele à levou de volta para a área do vestiário e abriu a porta. Lexi se abaixou sob o braço para entrar. Dred já estava lá com Pixie e Petal, que usava fones de ouvido. Lennon estava deitado no sofá, de olhos fechados. O cara era como um redemoinho noventa por cento do tempo, mas nos últimos trinta minutos antes de um show, ele se esticava como os mortos. "Fodidamente louco lá fora" disse Elliott, entrando no quarto com Nikan. Jordan sentou-se em uma cadeira de couro preto e puxou Lexi para o colo. Ele correu os dedos do topo de suas botas até um pouco sob a bainha de seu vestido, para frente e para trás, até que ela começou a se mexer em seu colo. Eventualmente, ela bateu as mãos para pará-lo, e ele agarrou seus dedos, trazendo um deles para a boca, onde ele fingiu mordê-lo. "Ok, pessoal" gritou o gerente de palco.


"Cinco minutos." Lexi se levantou. "Whoa" disse ela, colocando as mãos para fora para encontrar o equilíbrio. Jordan passou o braço pela cintura dela. “Você está bem aí? As botas tiraram o melhor de você?" “Ha ha. Não, eu acho que apenas levantei rápido demais." ela disse um pouco depressa demais. Ele pegou uma garrafa de água, abrindo a tampa antes de entregá-la à ela. "Se você não se sente muito bem, não me importo se você quiser apenas sentar aqui e esperar." Ele ficaria desapontado, é claro, mas ele nunca diria isso. Ela esteve em ensaios o dia todo, o que vinha aumentando de duração. Ele nunca considerou se pedir que ela viesse assisti-lo estava muito acima de tudo. Ela tomou um gole da água. "Você está brincando comigo? Eu não posso esperar para ver você tocar, ”Lexi disse enquanto caminhavam pelo corredor. “Passei metade da minha vida nas asas de um palco, mas isso é muito mais legal. Além disso, eu tenho todas essas fantasias de rock star que eu quero viver." Sua música favorita do Metallica estava tocando na preparação de sua abertura, e os caras começaram a coletar instrumentos, bebidas e toalhas.


“Fique bem aqui, Angel, onde eu posso te ver. E então, quando terminarmos.." disse ele, inclinando-se perto do ouvido dela. "podemos ir para casa e representar quantas dessas fantasias do rock star você quiser. Contanto que você deixe as botas. ”Ele agarrou sua bunda e à beijou. "Temos que ir, mano" disse Elliott, acertando-o no ombro. O rugido da multidão ficou mais alto, e Jordan pôde sentir as vibrações quando Lennon deu seu baque revelador na bateria. Lexi corou e passou os dedos pelos cabelos dele. "Merde " disse ela. "Merda? " ele perguntou, traduzindo o francês. “É o que os bailarinos dizem em vez de 'boa sorte'. Os atores dizem "quebre uma perna" mas você não pode dizer exatamente isso à uma bailarina. Então dizemos "merde". Jordan à beijou mais uma vez. "Não posso esperar para tocar para você e com você hoje à noite." Ele entrou no palco e abraçou o sentimento familiar que veio de milhares de pessoas se levantando e gritando e batendo palmas no nome da banda. Foi a melhor sensação do mundo saber que a música que eles escreveram teve tanto impacto nas pessoas. Ele ligou seu baixo, um de seus novos, o branco Ibanez. Era uma das poucas coisas que ele possuía que não eram negras. Quando Lennon os cantou, Jordan olhou para onde Lexi estava e tocou os acordes de abertura


para “Encharcado”, uma das músicas que ele não deixou ela ouvir quando estavam no restaurante. Lexi estava dançando, aqueles quadris sexy-como-foda dela balançando da esquerda para a direita, e ela tinha um sorriso gigante no rosto, um que Jordan não podia deixar de espelhar. Ele nunca ficou mais feliz em deixar Elliott, Nikan e Dred tomarem as três vagas da frente. Estar bem no centro atrás de Dred o mantinha longe dos holofotes, e esta noite tinha o benefício adicional de mantê-lo mais perto dela. Duas horas depois, era quase impossível resistir ao impulso de sair correndo do palco, levá-la de volta ao vestiário e transar com ela onde estava. Ele estava molhado de suor, mas se apresentar sempre tem seu suor correndo, e sabendo que os olhos de Lexi estavam sobre ele o tempo todo deixou-lhe todo cheio de tesão. A multidão estava rugindo por mais, e ele só tinha que passar pela última música da noite. Então ele iria tirá-la de lá o mais rápido que pudesse. Lexi levou a mão à cabeça e esfregou-a nos olhos. Ela colocou a garrafa de água da mão na base do pescoço. Jordan deu um passo em direção à ela e apenas evitou Nikan, que pulou para trás energicamente, como sempre fazia. Algo estava errado, ele podia sentir isso. Ela não parecia certa. Quando ela avançou, ele correu para o lado do palco, mas já era tarde demais. Quando ele jogou o violão atrás dele, Lexi entrou em colapso. *** Isso não parecia a cama dela. O travesseiro era muito fino e ela tinha um torcicolo no pescoço. Também estava um pouco frio, então ela se aconchegou mais profundamente sob


o fino edredom. Ela se aproximou de Jordan, mas depois se sentou de repente, percebendo que ele não estava mais lá. Meio adormecida ainda, seus olhos se ajustaram à escuridão, e ela pôde ver que ele não estava mais no quarto. O cheiro do óleo que ele usava em sua pele se espalhou ao redor dela, lembrando-a da maneira como ele usou suas enormes mãos para soltar todos os músculos de seu corpo quando chegaram em casa. A massagem sempre foi algo puramente prático para ela. Algo para ajudar à lidar com as dores do trabalho. Mas depois da noite passada, ela duvidou que fosse capaz de olhar da mesma maneira novamente. Apenas na próxima vez, ela não iria dormir no meio dela. Envergonhada por ter desmaiado, ela ficou aliviada por ele não tê-la pressionado quanto ao porquê. Ela pulou o jantar, indo direto do ensaio para o show. Amanhã ela estaria voando para Nova York para seu encontro, e ela estava aderindo ao seu compromisso de manter as calorias baixas em dias de não-ensaio. Ela tinha feito isso centenas de vezes antes, mas algo nesse momento parecia diferente. Pareceu...necessário. Menos de uma escolha e mais de uma necessidade. Havia uma linha entre o que ela estava fazendo e a anorexia, mas, mesmo quando o pensamento cruzou sua mente, uma pequena parte dela reconheceu que estava à beira de atravessá-lo. Lexi sacudiu a cabeça para esclarecer. Contanto que ela permanecesse consciente e não obcecada com isso o tempo todo, não era anorexia. Ela estava tão perto de seu peso objetivo que ela poderia justificar permanecer o curso apenas mais um par de semanas. Alain finalmente à notou dançando, seu pai desistiu quando ela estava em seu peso alvo, e estava tão perto de sua próxima apresentação. Não, ela continuaria, até a Bela Adormecida começar.


Tremendo quando seus pés tocaram o chão frio de madeira, ela pegou o capuz que Jordan usou na noite anterior. Foi colocado sobre o encosto da cadeira que estava encostada na mesa. Não havia como ela vagar por uma casa cheia de homens sem roupas. Ele roçou a parte superior de seus joelhos, e ela empurrou todo o excesso de tecido das mangas até os braços. Em um lampejo momentâneo de inspiração, ela enfiou a mão na mesa de cabeceira para encontrar um preservativo e enfiou-o em um dos bolsos de moletom com capuz. Seria uma das últimas noites no sótão antes de se mudarem para o quarto de Dred. Bem, antes de Jordan se mudar. Lexi fez o seu caminho através da casa, consciente de cada rangido e gemido das escadas antigas, e entrou na sala da família, onde viu Jordan dormindo, deitado de lado no grande sofá. Por que ele escolheria dormir no andar de baixo quando ela estava no andar de cima enfiada na cama dele? Dormindo, ele parecia tão jovem. Quando estava acordado, muitas vezes parecia que carregava o peso do mundo sobre os ombros -a testa franzida, a postura rígida -, mas agora parecia descansado e bonito. Gentilmente, com cuidado para não acordá-lo, ela se juntou à ele. Havia um cobertor nas costas do sofá. Lexi estendeu a mão e puxou sobre os dois. Jordan se mexeu um pouco e passou os braços ao redor dela. "Não consegue dormir?" Ele sussurrou, abrindo os olhos. Mesmo na luz fraca, eles ainda eram a coisa mais bonita sobre ele.


Lexi colocou a mão contra sua bochecha quente e sorriu quando a barba fez cócegas na palma da mão. "Acordei e você não estava lá." "Eu estava preocupado com você. Não consegui dormir, então vim para cá para não incomodar você com meus movimentos e voltas ” disse ele. Seus olhos procuraram seu rosto. "Momentos como este, acredito que é possível." Jordan passou a mão por sua coxa e descansou em sua bunda. Surpreendida maneira como o simples toque de seus dedos à excitava como ninguêm. "Você acredita que o que é possível?" Ela perguntou curiosa, mexendo-se mais perto dele. "Isso. Nós. Uma vida que não tem que ser tão fodidamente difícil todos os dias."Cada parte de sua vida, incluindo sua relutância em pular nesse relacionamento com ela, tinha algo a ver com seu passado. "Conte-me. Eu quero saber. Eu quero te entender. Eu quero estar lá por você. O que aconteceu com você, Jordan?" "Eu não sei se dizer à você vai ajudar, e estou com medo que você possa sair, se eu disser" disse ele, com tristeza. “De onde eu vim não deveria importar. Só onde eu vou." Lexi correu o dedo pela testa, afastando o cabelo do rosto. "Você realmente acredita nisso?" Jordan deslizou um pouco mais para o sofá, de modo que ficaram completamente cara a cara.


"Eu tenho certeza" disse ele, antes de beijar seus lábios docemente. "Foi horrível?" Ela perguntou baixinho. Ele fixou o cobertor para que cobrisse os dois corretamente, alisando repetidamente o tecido. Ele colocou outro lugar além do sótão. “Lá em cima?” Ela perguntou. “Quando acordei, fiquei curiosa por que estava decorado como está porque o resto da casa parece ser assim... Eu não sei... luxuoso." Jordan sacudiu a cabeça. “Não no andar de cima. Um sótão diferente. Eu vivia com um homem e uma mulher, que eu sempre supus que fossem meus pais, até os dez anos. Não me lembro exatamente quando, mas acho que foi em torno de cinco ou seis, lembrome de mudar de casa. Eu pensei que isso significaria um novo começo. Que eles não me bateriam.Que eu teria que ir para a escola corretamente. A mulher me levou para o andar de cima, disse que eu ia ver meu novo quarto. Em nossa antiga casa, eles me trancavam no meu quarto periodicamente como punição ou quando queriam ficar chapados sem se preocupar comigo. Mas eles me mantiveram trancado no sótão sem janelas pelos próximos quatro ou cinco anos, e nunca soube por quê." Lexi engasgou. De todas as coisas que imaginou, nenhuma delas chegou perto do que ele acabou de compartilhar com ela. "Permanentemente? você nunca teve permissão para sair?"


"Não. Eu não tinha. Você sabe, eu acho que não saber por que eles fizeram isso pode ser a pior parte de tudo isso”disse Jordan. "Ficou tão quente lá no verão, e tão frio no inverno que eu pude ver minha própria respiração." “Então você nunca teve a chance de ir à escola depois disso? Eles educaram você em casa?"Ela perguntou, desesperada para ter certeza de que tinha entendido mal o que ele estava dizendo. “Não, mal falaram comigo, fora para me trazer comida e vir esvaziar o balde que eu usava como banheiro. E quando fui encontrado, sim. Eu tive que ir para a escola. Eu tive que fazer uma merda de aulas especiais para pôr em dia tudo o que eu perdi naqueles anos. ” “Então, como você aprendeu... Quero dizer... tudo? “ “Bem, eu meio que lembro de ir à escola. Talvez fosse jardim de infância, talvez da primeira série. Os detalhes são nebulosos. Eu podia falar, me vestir e cagar. Então eu tive o básico para viver. O telhado vazava, e o piso do sótão estava tão podre que havia alguns lugares pelos quais eu podia espiar. Eu não conseguia ver a TV, mas aprendi muito ouvindo meus pais assistirem programas como Due South e The Kids in the Hall . Ocasionalmente eu gritava e gritava na esperança de que alguém me ouvisse, mas toda vez que eu falava, meu pai me batia tanto que não conseguia me mexer por dias. Por fim, parei de gritar, porque ninguém nunca veio." Lágrimas picaram os olhos de Lexi, e uma desceu pela bochecha dela.


“Oh Deus, Jordan. Eu sinto muito."Ela beijou seus lábios suavemente e sentiu seu tremor contra o dela. Então ela beijou suas bochechas, seu queixo e a ponta do nariz. Jordan tossiu roucamente. “Um dia, não pude acreditar. Eles deixaram o gato que eu vi através das rachaduras no chão entrar no meu quarto. Não pensei nisso então, mas era tão magro e desnutrido quanto eu. Eu não tinha nada para comparar, então achei que era normal." Havia tanta intimidade na escuridão que Lexi podia sentir a dor de Jordan. Seu estômago doía e seu coração parecia estar em queda livre. Lágrimas corriam livremente por suas bochechas. Jordan fez uma pausa para limpá-las com os polegares, mas não parou de falar. “Alguns dias eles esqueciam de me trazer comida.” A voz de Jordan rachou e lágrimas começaram à aparecer em seus olhos. “Então não foi grande coisa quando eles perderam um dia... Mas não havia luzes no andar de baixo. Sem barulho. Ninguém voltou para casa naquela noite. E assim não havia comida no dia seguinte... ou o próximo.” Jordan engoliu em seco, seu corpo começando à tremer. “Eu não queria ser espancado de novo, e eu com certeza não queria que eles levassem o gato embora. Eu não posso te dizer quanto tempo se passou, mas eu sei que foi dois dias depois que meu gato morreu antes que eu finalmente ouvisse uma voz. Eu vi uma luz, rastejei para um dos buracos e olhei para baixo. Havia um homem lá em seu telefone amaldiçoando a merda dos meus pais. Eu bati no chão, até


tentei gritar, mas minha garganta estava muito crua, e eu... Eu não pude..." Lexi se envolveu os braços em Jordan e o abraçou com força. Sua cabeça pressionou em seu pescoço. "Ele chamou a polícia". Jordan murmurou contra seu ombro. "E aqui estou eu." E aqui estou eu. Seu coração apertou ainda mais com a forma como ele encobriu os próximos dezessete anos de sua vida, mas esta noite não era hora de empurrá-lo. Ele compartilhou mais com ela do que ela esperava. Lexi virou a bochecha e beijou seu rosto. Os lábios de Jordan se dirigiram para os dela e suas lágrimas se misturaram. Suas mãos deslizaram sob o capuz que ela usava quando ele pegou seu seio e apertou mais forte do que ela estava acostumada. Ela ofegou. "Deixe-me amar você" Jordan sussurrou contra seus lábios. "Assim" disse ele, puxando seu mamilo, a sensação ainda inebriante. “Eu preciso substituir tudo isso com algo mais, Lex. Ajude-me a descobrir o que é isso."Seus beijos se tornaram mais agressivos, seus lábios se chocando, sua ereção pressionando contra sua coxa nua. Lexi colocou a mão no bolso e tirou o preservativo, com a intenção de colocá-lo no braço da cadeira para quando eles estivessem prontos, mas Jordan agarrou-o e abaixou a calça de corrida longe o suficiente sobre seus quadris para permitir


que ele o vestisse. Ele empurrou o capuz e levantou a perna dela sobre sua coxa. Ela engasgou quando ele empurrou seu caminho dentro dela de uma só vez. Deixe-me te amar. Foi o que ele disse, mas isso foi algo diferente. Algo mais primal. “Oh, porra, Lex. Isso é o que eu preciso."Ele pressionou a cabeça na curva de seu pescoço, seu gemido reverberando em sua pele, fazendo-a tremer. Ele puxou e empurrou de volta para ela rapidamente. Sem preliminares, sem sedução, apenas sexo puro e forte. Se isso era o que ele precisava depois dos horrores que ele acabou de contar à ela, então isso era o que ela lhe daria. Ela colocou as mãos em ambos os lados do rosto dele e o beijou, usando a língua para espelhar a força de seus golpes. Era confuso e feio e, acima de tudo, quente. Ela se sentiu tomada e possuída. Ele pressionou dentro dela, empurrando tão agressivamente que ela colocou os braços ao redor de seu pescoço por medo de ser jogada do sofá. Ele rolou de costas, levando-a com ele, e apoiou os pés contra a borda do sofá para bater dentro dela. Ambas as mãos agarraram sua bunda, esticando-a, segurando-a exatamente onde ele à queria, e ele à fodeu com força. Seus rápidos golpes contornaram a borda do desejo e do desespero, ambas as emoções gravadas em seu rosto. Ela os viu no conjunto firme de sua mandíbula, na intensidade de seu olhar. “Ah, foda-me. Lex Por favor."Ele deslizou uma mão entre eles e alcançou seu clitóris, circulando e puxando o nó molhado. Ser tratada dessa maneira não deveria excitá-la, não deveria excitá-la do jeito que estava.


Lexi quase se afastou dele quando seu núcleo se apertou ao redor dele, fogos de artifício explodindo lá no fundo, mas ele à segurou. "Olhe para mim" ele ordenou. "Deixe-me levá-la" Seus olhos estavam arregalados, e ela não poderia ter desviado o olhar nem se tivesse tentado. Ele possuía seu coração e alma. Ela o conhecia . Ela o amava. Com as mãos apoiadas no braço do sofá acima da cabeça de Jordan, ele chupou um mamilo na boca, quase mordendo. A ligeira picada só aumentou tudo o que ela estava sentindo. "Jordan, eu estou.." O orgasmo abateu sobre ela, começando em seu núcleo, enviando onda após onda de energia através dela. “Eu posso sentir você, Lex. Porra, sim,”Jordan gritou. Ele bateu contra ela, um golpe forte após o outro, cada vez mais difícil, até que ele gritou de alívio. Lexi desabou sem fôlego contra o peito dele. Sem palavras, ele à segurou, seus braços envolveram firmemente em torno de sua parte inferior das costas quando ele empurrou lentamente e suavemente dentro e fora dela. Ele à segurou enquanto os dois desciam, enquanto suas respirações se acalmavam, e o sono veio para eles. Mas quando ela acordou de manhã, ele se foi. *** O Sunset Grill em Bloor West Village era um dos lugares favoritos para o café da manhã de Jordan. Ele encontrou quando pegou um emprego de meio período no verão no supermercado No Frills, do outro lado da rua. Ele não tinha


isso em mente quando partiu naquela manhã, mas noventa minutos depois estava do lado de fora do toldo vermelho. Antes de entrar, fez um rápido telefonema e agora estava esperando, olhando para uma xícara de café vazia. O que diabos ele fez com Lexi? Ele à fodeu sem sentido na sala de sua casa, onde qualquer um de seus irmãos poderia ter descido e visto os dois. O que Lexi teria feito se um deles o tivesse visto batendo tão forte que não tinha certeza se ele não quebraria o braço do sofá? Ou o pau dele. Ou pior, ela? E eles não estavam exatamente quietos. Ele não podia decidir se ele se sentia mais como um bastardo por causa do que poderia ter acontecido ou porque ele amava a coisa toda, menos a parte em que ele compartilhava todas as suas merdas miseráveis. O orgasmo explodiu a porra da sua cabeça e o derrubou com frio. Foi pelo menos uma ou duas horas antes de ele acordar cheio de remorso pelo que tinha feito. O que foi uma merda fodida. A porta se abriu e Maisey correu em direção à ele usando um casaco de lã cor de vinho. Por hábito, ele se levantou e à abraçou. "Eu vim o mais rápido que pude, meu doce menino" disse Maisey, enquanto se sentava em frente à ele. "Vamos pedir porque eu tenho que estar no trabalho às nove e quero passar o máximo de tempo possível conversando com você." Jordan encomendou o Omelete Meat Lover com torradas extras, e Maisey pediu o Iogurte do Sol com granola e um suco de laranja espremido na hora. Maisey continuou a conversa enquanto esperavam pela comida. Assim que


chegou, ele descobriu que precisava de mais alguns momentos antes de bater nela com as coisas grandes. "Eu estraguei tudo ontem à noite" ele começou, quando Maisey começou à comer. Maisey acenou com uma colherada de iogurte para ele. "Diga-me o que aconteceu, e então eu vou decidir em que escala de fodido você fodeu." disse ela. Seu disparo direto foi a razão pela qual ele ligou para ela. Ela estava com ele em sua merda. Sempre esteve. Então era difícil ficar chateado quando ela ia direto ao ponto. "Tudo bem" ele disse rispidamente. "Eu disse à Lexi um pouco do que aconteceu comigo ontem à noite, e então eu ..." "Espera. Tem uma garota? Por que eu não sabia que havia uma garota? Comece aí." Como começar à descrever Lexi? Ele não era nenhum poeta. “Ela é uma bailarina no National Ballet of Canada. Uma das melhores. Ela é a bailarina mais linda que eu já vi, Maisey." Ele não pôde deixar de sorrir pensando nela, apesar de ter lidado mal com a noite passada. “E ela é doce. Juro por Deus que eu à vi ajudar essa velhinha do outro lado da estrada. E os caras à amam. Você precisa vê-la com Petal." Maisey fungou. Lágrimas. Ele não podia lidar com mais porra de lágrimas esta manhã.


"Não. Não faça isso " disse ele, entregando-lhe um guardanapo sobre a mesa. "Eu não tenho certeza se quero mesmo saber por que você está fazendo isso" ele resmungou. "Você e Ellen são piores que peneiras vazadas." "Você tem uma namorada. E é perfeito. Seu rosto mudou completamente quando você falou sobre ela. Você sabia disso?" Maisey disse, enxugando os olhos. “Então eu tenho todo o direito de ser uma, o que você me chamou, oh, certo, uma peneira vazada. " "Por que essa é notícia tão grande, Maisey?" Ele cortou sua omelete, comendo um grande pedaço. “Eu vou chegar à isso em um segundo. Você tem uma foto?" Ele estava esperando ir direto ao ponto, mas quando ele puxou a foto que ela mandou da sua foto publicitária, ele percebeu que era isso que as famílias faziam. "Aqui" disse ele, entregando o telefone do outro lado da mesa. Maisey estudou a fotografia. “Oh, Jordan. Ela é adorável " ela disse e devolveu o telefone à ele. Ele deu outra olhada na imagem e sorriu. "Sim, ela é. Mas ela merece melhor que eu." "Quem disse?" disse Maisey. “Oh vamos, Maisey. Você conhece minha merda."


Maisey nivelou-o com um olhar. "Você quer que eu te diga porque eu te chamei de Jordan?" Jordan revirou os olhos. “Você já me disse. Você pensou que era um nome forte." “Isso foi tudo que eu poderia te dizer até os dezoito anos. E então você parou de me perguntar."Maisey se recostou na cadeira e tomou um gole do suco de laranja. Uma faixa invisível apertou ao redor do peito dele. "Então, há mais que isso?" “Claro que há. Nunca foi meu trabalho empurrá-lo para a religião. Na verdade, é mantido fora do trabalho social por um motivo. Somos multiculturais e empurrar qualquer fé acima da outra seria discriminatório. Mas nunca escondi o fato de acreditar em Deus." Jordan assentiu. "Eu sei disso. Eu estava no seu casamento, lembra?" "Eu lembro. E vocês cinco foram perfeitos arrumadores. Mas você sabia que o rio Jordão é o rio mais baixo da Terra? ”Maisey perguntou. "É mais de quatrocentos metros abaixo do nível do mar antes de atingir o Mar Morto." “Você daria uma grande apresentadora na National Geographic, Maisey. Você deveria ver se eles estão contratando." "Oh, cale a boca e escute" Maisey disse bem-humorada.


"Você quer saber como eu sei disso?" “Não, acho que vou pegar meu casaco e ir embora... claro que eu quero saber! Mas você está fazendo aquela coisa muito chata de ensinar que costumava me incomodar." “O fato de você falar com tanta clareza é uma das razões pelas quais eu amo tanto, Jordan. No domingo antes de eu ser chamada para vir e ver você, o ministro da nossa igreja fez um sermão sobre o rio Jordão. E então eu vi você. E tudo que eu conseguia pensar era o sermão. Que o rio é o mais profundo da Terra, e eu só podia imaginar o quão profunda sua dor era. O Jordão flui através do Grande Vale do Rift, e o abismo entre você e a vida que você merecia parecia tão grande. Na estação das chuvas, o Jordão se torna esse rio feroz e turbulento, e eu ovi naqueles primeiros dias enquanto você lutava contra tudo na enxurrada de experiências pelas quais passou. E acima de tudo, eu te dei o nome do rio Jordão porque era o rio que os israelitas cruzaram quando fizeram a jornada da escravidão para a liberdade. Seu caminho tem sido tão árduo e doloroso mas eu sabia que você conseguiria chegar ao outro lado." Jordan soltou um suspiro profundo. Ele sempre achou que seu nome era o presente mais maravilhoso, e mesmo que ele não acreditasse em nenhum Deus, o raciocínio por trás disso tornava tudo mais poderoso. Mais de um talismã do que apenas um nome. “Eu sabia que você chegaria à este momento, porque em 2 Reis 5:14, ele diz, 'Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, de acordo com a palavra do homem de Deus, e sua carne foi restaurada como a carne de uma criancinha e ele estava limpo. "


Jordan lutou para absorver tudo o que ela estava dizendo, e se recusou à ceder às lágrimas que ameaçavam cair quando a mulher que ele costumava fingir ser sua mãe dizia merda assim sobre ele. “Maisey, meu amor” ele disse. “Não posso lidar com as citações bíblicas hoje de manhã.” O humor era o único jeito que ele conseguia pensar em passar por isso, e conhecendo-o bem o suficiente, Maisey riu. "Não se preocupe. Eu não estou tentando converter você. Significa simplesmente que você é mais do que suficiente para qualquer um. E eu apostaria que Lexi também acha. Você me perguntou mais cedo porque você está em um relacionamento é notícia. Bem, isso significa que você começou à perceber seu próprio valor, Jordan. E todos nós esperamos para ver isso." Jordan olhou para sua comida e soltou um longo suspiro enquanto as palavras de Maisey cortavam tudo o que ele estava sentindo. "Eu acho que eu estraguei tudo ontem à noite, Maisey." Maisey estendeu a mão pela mesa. "Conte-me." “Eu disse a Lexi sobre o sótão. Sobre o dia em que fui encontrado. Sobre algumas das merdas que eu tive que lidar. Mas não consegui encontrar as palavras para lhe contar todo o resto. Ela estava olhando para mim, chorando e essa merda. E eu não queria que ela se machucasse mais. Então eu encarei isso. E então eu só precisava fugir de tudo e... Eu... Quero dizer, eu não fiz. Porra."


Maisey pegou um pedaço da torrada, passou manteiga na manteiga e devolveu à ele. "Aqui. Você tem o tempo que leva para comer isso e depois vai cuspir." Jordan levou o brinde. "Você costumava fazer isso quando eu era jovem." "Sim. Bem. Funcionou quando precisei que você confessasse que foi você quem tentou invadir a loja de bebidas. Tenho certeza que vai funcionar agora." Ele balançou a cabeça, mas comeu a torrada de qualquer maneira e limpou a mão no guardanapo quando terminou. "Eu fui áspero com ela sexualmente" ele deixou escapar o mais rápido que pôde. "Foi consensual?" "É claro" ele gritou. Ele olhou em volta para ver se alguém havia ouvido. "Claro. Mas não posso deixar de sentir que à usei. E se ela me odeia?" "Você honestamente acha que ela poderia?" Ele estava com muito medo de descobrir.


Lexi desceu do avião, grata por estar de volta ao solo canadense. Ela bocejou enquanto vasculhava a bolsa em busca do passaporte, ansiosa para limpar a imigração e voltar para casa. Pela primeira vez, ela ia passar a noite em sua própria cama e recuperar o sono que sentiu falta na noite anterior. Quando ela estivesse do outro lado da imigração, ela descobriria o que dizer para Jordan. Ela acordou sozinha no caos naquela manhã ao som de Nikan e Elliott fazendo o café da manhã. Nenhum deles sabia onde estava Jordan e ele não estava atendendo ao telefone. Quando disseram à ela a hora, ela correu para o andar de cima, vestiu as roupas e, graças a Lennon e à condução maníaca dele, conseguiu chegar em casa,ir para chuveiro e até o Aeroporto da Ilha de Toronto à tempo para o seu vôo. Pensamentos de Jordan e onde ele estava, à incomodou. Na sala de embarque, ela começava uma mensagem de texto para ele e depois à excluía, repetindo o processo várias vezes até que ela embarcou no avião e foi forçada à desligar a coisa idiota. A reunião com Pavel Tatarinov na ABT foi consideravelmente mais bem-sucedida do que ela previa. Parece que o pai colocou os dois em posições igualmente insustentáveis. Como o novo diretor artístico associado, havia apenas tanta influência que Pavel poderia ter direto do portão, então ele ficou aliviado ao descobrir que


o interesse de Lexi era menos do que morno. Ele confidenciou à ela que só concordou com a reunião como um favor entre antigos colegas e amigos. Depois de tirar o constrangimento do caminho, Pavel relaxou e Lexi pôde usar a reunião para conhecer o American Ballet Theatre. Em preparação para a reunião, Pavel assistiu muitos dos vídeos dela que estavam disponíveis on-line, e ele pôde dar à ela um feedback realmente perspicaz. A maneira como ele falava sobre ela era tão diferente da maneira como o pai dela falava. Ele foi favorável, oferecendo sugestões sobre exercícios de treinamento que ela poderia fazer para melhorar a altura de seus saltos. Ela ficou emocionada quando ele comentou que ela parecia menor na vida real do que no palco. Enquanto se preparava para sair, ele perguntou à ela sobre o pai dela. Pavel então compartilhou o e-mail enviado pelo pai. Era desconexo, agressivo em algumas partes, beirando o mórbido em outras e embaraçoso no geral. E foi essa a razão pela qual ele respondeu com preocupação por seu velho amigo. Mais de uma semana se passou desde a noite em seu apartamento, quando o pai caiu bêbado na frente de Jordan. Uma pequena parte dela se sentia culpada por não ter realmente passado mais tempo com ele desde então, mas, na verdade, estar perto de Jordan estava mostrando tudo o que ela perdeu nos últimos anos, e não havia como ela para voltar à ser a filha de plantão que seu pai claramente precisava. Ela telefonou para o médico da família e explicou a situação, e ele deu o passo incomum de sugerir que ele fosse à sua casa, se Alexei não fosse até ele. Ela liberou o controle de passaporte sem incidentes, pegou o pequeno ferry de volta ao continente e pegou um


táxi. Lexi deu ao motorista o endereço dela e pegou o telefone. Houve várias mensagens de Jordan. “Desculpe” não começa à cobrir minha bunda pelo que eu fiz ontem à noite, Lexi, eu sei. Por favor, me ligue quando voltar de Nova York. PS Eu gostaria de nunca ter te deixado esta manhã. Agora que ela teve tempo para pensar sobre isso no vôo para casa, ela estava com raiva por ele correr novamente. No dia em que ele à deixou no museu, ela tinha entendido que havia alguma força externa em jogo. No entanto, na noite anterior tinham sido apenas os dois conversando no escuro, e o sexo tinha sido incrível, tanto que ela queria que Jordan à levasse assim de novo. Mas ela não estava certa de que queria o tipo de relacionamento em que nunca poderia ter certeza se iria acordar com ele ou sozinha. Claramente, o caminho com Jordan não seria fácil, já que ele continuava à processar tudo o que havia acontecido com ele quando criança. Por um momento, ela debateu mudar o destino do táxi para sua casa, porque ela definitivamente não queria ter esse tipo de discussão por texto,e a parte de trás de um táxi definitivamente não era o lugar para ter esse tipo de conversa por telefone. Mas não importava o quanto ela quisesse limpar o ar com Jordan, primeiro ia conversar com o pai. Mesmo que ela não quisesse ir para Nova York, seu pai merecia ouvir de primeira mão que ela não iria se mudar tão cedo. Lexi se concentrou em sua respiração, conscientemente pedindo para diminuir a velocidade. Era errado, ela sabia, que as palmas das mãos suavam e o coração disparava com a idéia de dar a notícia a ele. Mas nenhuma lembrança de que aquela era sua vida e


de que estava fazendo a coisa certa, poderia impedir que a energia nervosa fluísse através dela. Quando o táxi parou em frente à sua casa, ela pagou o motorista e subiu os degraus da varanda. No vôo para casa, ela preparou exatamente o que diria a seu pai para explicar o que havia acontecido em seu encontro com Tatarinov. "Ei, pai". disse ela, largando a bolsa no último degrau da escada. "Onde você está?" Lexi tirou o casaco e a jaqueta e pendurou-os no gancho na porta. Ela vagou pela sala de estar até o espaço de ensaio. Seu pai estava sentado no chão, vestido com suas roupas de dança, suas costas contra o espelho e uma garrafa vazia deitada de lado ao lado dele. A bengala que ele usou quando dançou sentou-se em suas pernas. Seu estômago caiu. "Eu realmente não posso trabalhar hoje" disse ela. "Estou exausta e realmente preciso descansar um pouco." "Claro que sim" disse ele. Algo sobre o tom de sua voz chamou sua atenção. Estava frio demais, indiferente demais. "Eu tive um bom encontro com Pavel" continuou ela. “Ele lhe envia seus melhores cumprimentos. Ele..." "Eu sei, eu sei. Você não estará se mudando. Ele já me mandou um email para me avisar." Merda. Ela deveria ter considerado que Pavel chegaria primeiro ao pai dela. Agora ela só precisava se defender, em vez de explicar, racionalizar e argumentar com ele.


"Pai, eu não fiz nenhum segredo que..." "Suficiente. Você me envergonhou pela última vez. Nós vamos lidar com isso agora. Você irá..." "Eu não vou". disse Lexi sem hesitação. "Eu acho que é hora de você e eu pararmos de viver um com o outro" ela começou, convocando sua coragem. “Não é saudável para você ou para mim. Eu terminei com você adivinhando minhas decisões, e estou cansada de você fazer isso para mim." “Mas você faz escolhas ruins. Você precisa da minha ajuda " gritou ele. "Sua carreira será nada sem mim como seu gerente." “Sim, bem. Falei com o contador, pai. Estou cortando esse relacionamento também." "Então você me deixará sem trabalho também?" E então veio à ela, o que ela precisava fazer. "Eu estou vendendo a casa." Apenas dizendo as palavras enviou adrenalina correndo por ela. Ela olhou para as paredes escuras e madeira pesada, a mobília ornamentada e a iluminação deprimente. A casa nunca se pareceu como uma casa, mas ao se livrar dela, ela poderia encontrar uma. Por conta própria. “No dia em que fecharmos, você precisa ter outro lugar para ir. Eu odeio que isso aconteça, e eu sei que mamãe também, mas eu acho que é o único caminho a seguir. Eu preciso me concentrar na minha carreira, e você precisa


descobrir o que você quer do resto da sua vida, porque eu não posso mais fazer isso por você. ” "Sim, Sim. Eu sei " disse o pai, passando as mãos pelo comprimento da bengala. “Você está muito ocupada com seu namorado. Você é importante demais para se preocupar comigo. Sim, Sim. Eu sei tudo, Lexi." O cabelo na parte de trás do pescoço de Lexi estava em atenção. "Eu não vou te jogar na rua" ela assegurou-lhe. Os preços dos imóveis haviam crescido em Toronto desde que ela comprou a casa, e enquanto o dinheiro estava apertado no dia-a-dia, havia alguma economia guardada. "Eu vou te dar algum dinheiro com a venda da casa para alugar um novo lugar por um tempo, e você pode levar todos os móveis com você, ou vendê-lo se é isso que você quer." Seu pai ficou de pé e andou lentamente para frente e para trás na frente dela. "O que eu quero?" Ele assobiou. "O que ,você se importa com o que eu quero?" Ele parou na frente dela. "Deixe-me ver. Eu gostaria que minha esposa estivesse aqui ao invés de você "ele retrucou. Lexi olhou para a porta e pela primeira vez em sua vida considerou fugir de seu pai. Mas, em vez disso, ela deu apenas um passo para trás. Ele era sua única família, e ele nunca à machucou além das suaves bofetadas de sua bengala. Ela odiava ouvir esse ódio dele, mas ela o amava.


“Pai, não foi uma pergunta. Foi uma declaração. E essa conversa só serve para mostrar por que essa é a coisa certa à fazer." "A coisa certa à fazer?" Os olhos de seu pai estavam arregalados e selvagens. Ele deu um passo à frente, fechando o espaço entre eles. "A coisa certa à fazer seria o que eu deveria ter feito desde o começo." Ela sentiu a dor lancinante em sua coxa antes que pudesse compreender o que estava acontecendo. Seu pai levantou a bengala novamente e ela estendeu as mãos automaticamente para proteger o rosto. "Papai, não" ela gritou. "Você precisa de disciplina, Lexi" ele gritou, mas antes que ela pudesse reunir sua inteligência e se mover, ele à chicoteou com a bengala novamente. Mais forte desta vez, e mais baixo, pegando sua pele entre a barra da saia e as botas. Lexi correu para a porta, sua cabeça girando na combinação de adrenalina, fome e os dedos gelados de medo que à cutucavam. Ela pegou sua bolsa da escada, mas antes que ela pudesse abrir a porta, seu pai trouxe sua bengala para baixo mais uma vez, desta vez nas costas dela, cortando sua blusa. Lexi soltou um grito, puxou a maçaneta da porta com as mãos trêmulas e correu para a rua. Por um momento, considerou correr para a entrada lateral da casa e entrar em seu apartamento. Mas ela nunca tinha visto o pai assim. Nesse estado, ele pode até mesmo chutar a porta.


Ela correu pela rua e pescou na bolsa o telefone. Havia apenas um lugar para onde ela poderia ir. *** “Eu estou fodidamente cansado, cara. Já é difícil fazer o show, mas eu esqueci completamente o quão duro é o ensaio"disse Lennon, puxando o carro para a entrada da casa. Jordan concordou com a cabeça. "Sim, pode ser hora de subir o treinamento por um tempo para ter certeza de que podemos fazer isso noite após noite." “Então, como você e Lexi vão fazer funcionar enquanto você estiver em turnê? Como o tempo de folga funciona para ela? ”Lennon disse, matando o motor do carro. Jordan saiu e esperou por Lennon antes que eles se arrastassem até a casa. O meio de fevereiro finalmente havia trazido algum alívio às temperaturas baixas, mas estava transformando a neve do chão, em lama. Ele chutou as botas quando entraram. "Não tenho certeza" disse Jordan. “Ela está ensaiando balés com meses e meses de antecedência, então eu tenho que acreditar que o tempo dela é bem comprometido. Mas eu acho que vou fazer o que Dred faz e levá-la para a Europa em um jato particular em todas as oportunidades. Talvez ela possa viajar com Pixie às vezes também." Ele ouviu o carro de Elliott entrar na garagem e ficou confuso com o bipe alto de sua buzina. Jordan enfiou a


cabeça para fora da porta, assim como Elliott puxou ao lado dele, a janela para baixo. "Irmão, há um problema"disse ele, sacudindo a cabeça para trás em direção ao portão. “Só vi Lexi saindo de um táxi, sem casaco e sangue na parte de baixo de sua camisa. Nikan saltou para ajudar." Jordan enfiou os pés de volta em suas botas e correu pela calçada, o terror correndo por ele. Com certeza, Lexi estava andando rigidamente em direção à ele com Nikan. Ele tirou o casaco e o envolveu ao redor dela assim que chegou até ela, cobrindo a grande marca de lágrimas e as chicotadas nas costas dela. O gosto amargo da raiva encheu sua boca. Seus olhos eram vítreos e avermelhados, no rosto magro. “Vamos lá, Angel. Vamos entrar."ele disse tão suavemente quanto pôde, tentando conter a necessidade de matar alguém. Tinha que ter sido o pai dela. Depois que Jordan tivesse resolvido com ela, ele iria até a casa de Lexi para ver como Alexei lidava com um adversário maior. O filho da puta não duraria cinco minutos antes de seu rosto se quebrar. "Dói, Jordan", disse ela, descansando a cabeça no ombro dele. "Eu sei, querida" disse ele. E ele sabia. Houve dias em que seu pai o espancou tanto que mal conseguia respirar com a dor nas costelas. "Eu carregaria você, mas tenho a sensação de que isso iria doer mais."


Uma vez que eles foram para dentro, ele pegou o casaco de seus ombros e levou-a para o sofá, tentando o seu melhor para obter um controle sobre a fúria crua que tinha substituído o sangue em suas veias. Nikan colocou uma tigela de água morna e alguns panos limpos sobre a mesa de café, e Elliott trouxe um pouco de creme antibiótico. Jordan rapidamente lavou as mãos. Jesus Cristo. Ele ia ter que limpá-la, e ia doer como um filho da puta. O maldito idiota que fez isso ia pagar. "Posso te dar alguma coisa, Lexi?" Lennon perguntou, agachando-se na frente dela. "Agua? Uísque?" Lexi balançou a cabeça e olhou para Jordan quando ele voltou para ela. "Ele me bateu três vezes" ela disse, sua voz vacilante. Ela virou a perna em direção a ele, onde ele podia ver outra linha de sangramento que rasgou sua coxa. Porra. "Nik, você pode ir até o meu quarto e pegar uma camiseta da minha gaveta?" Ele inclinou a cabeça em direção ao resto deles. "Então vocês podem nos dar um pouco de espaço?" Sem dúvida, os caras começaram à se mexer. Nikan reapareceu com uma velha camiseta de show. "Se Jordan não matar o filho da puta que fez isso com você, Lex, eu prometo que vou" disse ele antes de voltar para o andar de cima. "Angel, eu vou ter que tirar você dessas roupas para consertar você, ok?" Jordan disse, ajudando-a à se levantar.


Lexi estremeceu. "Eu sei" disse ela. "Eu só estou com medo disso." Jordan começou à abrir os botões da blusa destruída. “Tenho que ser sincero, não estou amando a ideia de machucar você também. Mas precisamos ter certeza de que não será infectado. Assim que tivermos você limpa, poderemos descobrir o que fazer à seguir ”. Ele colocou a blusa na mesa e caiu de joelhos na frente dela para abrir as botas. Lexi colocou as mãos em seus ombros quando ele tirou as botas, em seguida, rapidamente tirou a saia e a blusa, deixando-a em pé apenas de calcinha. Três vergões vermelhos, dois dos quais estavam sangrando, estragaram sua perfeita pele de marfim. “Deus, Lexi. Que porra ele fez com você?"Ele pressionou os lábios contra o estômago dela e à beijou gentilmente. Lexi fungou. “Eu disse à ele que queria vender a casa. Que ele precisava sair. E eu disse algumas outras coisas..." Jordan olhou para cima rapidamente. Ela havia concordado em fazer uma transferência enquanto estava em Nova York? Seja qual for o motivo, poderia esperar. Tudo o que importava agora era estar lá para ela. “O que quer que você tenha dito à ele, você não merecia isso. Ele estava bêbado?"Jordan mergulhou um dos panos na água e gentilmente começou a limpar o sangue encrustado da marca em sua coxa. Ela assobiou ao contato.


"Desculpe, Angel" disse ele, tentando esfregar o pano sobre sua pele com o mínimo de contato possível. "Estou bem. Tudo bem, Jordan.” ela disse bravamente, apesar de sua voz vacilar. “Eu vi uma garrafa vazia, mas ele não falou, nem tropeçou nem nada. Quando cheguei em casa, ele estava no nosso espaço de ensaio, esperando. Ele costuma usar a bengala para chamar atenção para partes do meu corpo quando praticamos. Ocasionalmente, tem sido um pouco mais duro do que o necessário, mas ele nunca me machucou, certamente não deliberadamente." "Isso pode doer um pouco" disse Jordan, colocando um pouco de creme antibiótico no dedo. Ele estremeceu por ela enquanto corria o dedo pela marca da coxa dela. “Oh,ow,ai Filho da puta ”ela chorou, e seu coração torceu em seu peito. "Essa pode ser a segunda vez que eu te ouvi chingar, Lex" disse ele, tentando distraí-la. "Tudo pronto com isso." O vergão vermelho em sua coxa não tinha rasgado a pele, ela tinha sido protegida por suas roupas. "Só tenho que lidar com o das costas, e então podemos te vestir." Atingiu Jordan quando ele acariciou o cabelo de Lexi por cima do ombro, passando os dedos sobre sua pele lisa de uma forma que não era nem um pouco sexual, que esta era a primeira vez que ele cuidava de alguém assim. Entre a banda, eles tentavam ser solidários, mas não eram fisicamente carinhosos. Eles cuidavam de sua própria


merda. E todas as outras mulheres com quem ele esteve envolvido normalmente eram de uma noite ou pequenas tiradas de diversão. Mas cuidar de outra pessoa dessa maneira era incrivelmente... pessoal. único mesmo. Porra, quem ele estava enganando? Foi íntimo e especial. Era algo que ele poderia se acostumar. Não que ele sempre quisesse ver Lexi machucada, nunca mais, mas sabendo que ele poderia ser a pessoa que ela corria, o cara que poderia fazer tudo melhor para ela, o fez sentir como se ele tivesse valor pela primeira vez em sua vida. "Você está bem, Lex?" Ele perguntou enquanto limpava a ferida nas costas e aplicava o creme. Ela olhou por cima do ombro para ele, os olhos brilhantes com lágrimas não derramadas. "Estou melhor agora que estou aqui com você." Jordan limpou o dedo no pano e depois tirou a camiseta do encosto do sofá. Ele desdobrou para que pudesse escorregar sobre a cabeça dela e deslizar suavemente pelas costas, imaginando se o tecido solto não à irritaria demais. "Como está isso?" "Muito melhor. Obrigado, Jordan " ela disse com um suspiro. Ela fechou à distância entre eles e colocou os braços ao redor de sua cintura, descansando a cabeça no peito dele. Ele envolveu um braço em volta da cintura dela, o lado que não estava dolorido. Ele colocou a mão na cabeça dela e a segurou contra ele. “O que eu vou fazer com o papai, Jordan?” Ela perguntou baixinho.


Ele beijou o topo de sua cabeça. "Você quer chamar a polícia?" Lexi sacudiu a cabeça. “Eu sei que deveria. Mas como isso ajuda a qualquer um de nós? Eu não pretendo me colocar nessa posição novamente com ele. Eu vou sair amanhã. Alugar um lugar, dividir com uma amiga ou algo assim, até que a casa seja vendida. Mas com antecedentes criminais, papai teria ainda mais dificuldade em conseguir um emprego ” Ele queria empurrá-la para chamar à polícia, mas ela fez alguns pontos válidos. Mas isso não significa que ele não poderia ir até lá e entregar seu próprio tipo de justiça. "Você vai me prometer uma coisa, Jordan?" Ela perguntou. "Qualquer coisa, Lex" ele disse rapidamente, significando isso completamente. "Prometa-me que se eu não o denunciar à polícia, que você não vai lá fazer algo estúpido." Porra. "Não me peça isso" disse ele. "Eu não posso deixá-lo escapar com isso." "Prometa-me. Meu pai é esperto. Ele vai denunciá-lo sem hesitação. E ele provavelmente vai processá-lo por danos." Lexi recuou e olhou nos olhos dele, e, porra, ele podia se sentir vacilando.


“Vai valer cada centavo por pegar o bastardo que fez isso com você. Eu não me importo.”Ele acariciou um pedaço do cabelo atrás da orelha dela. “Eu me importo, Jordan. Você é mais importante para mim do que ele é. Por favor. Me ajude à mover minhas coisas, me mantenha segura. Mas não revide." Ele odiava a idéia dela se mudar com um amigo quando ele à queria aqui com ele. "Ok, eu prometo com uma condição." “O que seria isso?” Ela perguntou. “Mude-se pra cá comigo, Lex. E se isso parecer muito depois de um tempo tão curto, vá para o quarto de Dred, e voltarei para o meu quarto ou para o quarto de hóspedes. Apenas me deixe... Eu não sei... Cuidar de você por um tempo."Talvez ela se acostumasse com a idéia e ficasse. Na verdade, ele faria disso sua missão. Porque, por mais que ele tentasse lutar contra isso, o aperto que sentia no peito toda vez que eles estavam juntos só podia significar uma coisa. Ele tinha se apaixonado pela mulher na frente dele. “Eu não posso... é muito cedo... é também..." "Apenas diga sim, Lex." Ele esperou pacientemente enquanto seus olhos procuravam os dele, e então um sorriso triste apareceu em seu rosto. "Obrigado, Jordan" disse ela, levantando-se na ponta dos pés para beijá-lo. Finalmente, ele valia algo.


*** "Muito obrigado pela sua compreensão. Vejo você na semana que vem." Lexi desligou o telefone. Jordan se inclinou sobre a mesa do café da manhã e pegou a mão dela. "O que eles disseram?" “Eles me deram três dias de folga. Disseram para descansar um pouco." As bochechas de Lexi inflamaram de vergonha. “Eu odeio ter que dizer à eles, mas eles vão ver as marcas quando eu voltar, de qualquer maneira. Sério, quero fugir e me esconder agora mesmo." Mortificada nem começou à descrevê-lo. Ela não se sentia bem em esconder da direção da companhia de balé, mas também não queria que todo mundo soubesse, então era melhor contar à Karen e deixá-la discretamente lidar com isso. De qualquer forma, não havia como ela estar indo para o ensaio esta manhã. "Você quer fugir e se esconder?" Jordan perguntou, excitação em seu tom. "Só um tempo, ao menos", ela riu. "Ok, eu tenho isso" disse Jordan, pulando de pé. "Espere aqui." Ele correu até as escadas. "Nikan!" Ela o ouviu rugir. Lexi sacudiu a cabeça. Ela tinha planos que precisavam ser feitos, mas hoje não parecia o dia. Em algum momento, ela precisaria ir para casa para pegar suas coisas, mas era


melhor dar ao pai uma chance de se acalmar e ficar sóbrio. Além disso, ela imaginou que Jordan emprestaria outra camiseta se ela pedisse. Ele tinha sido um cavalheiro quando eles foram para a cama, mas no meio da noite, ela acordou envolta em seus braços, sua ereção pressionada contra sua bunda enquanto ele roncava suavemente atrás dela. Ela queria que ele à ajudasse a escapar dos pensamentos que à atormentavam fazendo amor com ele, mas quando ela o acordou, ele recusou. Em vez disso, ele à puxou para mais perto, pedindo-lhe para descansar e se recuperar. Talvez ela pudesse seduzi-lo. Os caras não gostavam quando as meninas usavam suas roupas? Um trovão de passos e vozes rugiu pelas escadas. Elliott desceu ao porão e reapareceu com quatro malas grandes. Nikan tinha seu telefone pressionado em seu ouvido. "Sim, liga esta manhã" disse ele, piscando para ela. "O que você tem?" Ele pegou uma das malas de Elliott e desapareceu no andar de cima. Lennon correu para o vestíbulo e vestiu o casaco, o chapéu, as luvas e as botas. "Bom dia, Lexi", ele disse enquanto se dirigia para fora. Então a sala ficou quieta novamente. Minutos depois, Jordan desceu as escadas, carregando uma mala que agora era obviamente mais pesada do que antes. "Aqui" disse ele, passando-lhe um capuz gigante forrado com lã macia e um par de shorts. “Coloque isso. Eles tem um cordão que você pode apertar. Vai parecer um pouco ridículo em você, mas não


será por muito tempo. Eu te daria calças de moletom, mas elas serão muito grandes." "Jordan" disse ela. "O que está acontecendo?" “Nós estamos indo para o seu lugar para pegar suas coisas. Três malas. Uma que você faz para levar conosco, as outras duas que vamos dar à Lennon para trazer de volta para cá. Então você e eu vamos fugir e nos esconder." Lexi sentiu como se seu peito estivesse se expandindo como um balão sendo inflado. "Nós vamos?" "Nós vamos." Ele agarrou os dois lados de sua camiseta e apertou-a em seu punho. “Há muita coisa que ainda preciso aprender à fazer, mas isso eu posso consertar. E quando você fizer as malas, coloque esta camiseta no pacote com a gente. A noite passada não foi a noite, mas em algum momento nos próximos dias, eu vou foder você com ela"Jordan sorriu para ela, e ela não pôde deixar de retribuir o sorriso. Aquele sorriso diminuiu uma vez que ela estava coberta de roupas largas de Jordan e sentada na parte de trás do carro de Lennon, que estava atualmente estacionado do lado de fora de sua casa. As cortinas da sala estavam abertas, mas não havia sinal de seu pai em seu lugar preferido perto da janela. "Você sabe que não vamos deixá-lo chegar perto de você, certo?" Jordan disse enquanto levava a mão dela aos lábios.


Lennon virou no banco do motorista e ergueu os óculos de sol. "Você tem a minha palavra sobre isso, Lexi" acrescentou, sinceramente. Intelectualmente, ela sabia que o pai não tinha chance contra os dois homens. Mas ainda sentia uma descarga de adrenalina ao pensar em sair do carro. “Podemos fazer isso por você, se quiser, Lex. Apenas me diga o que pegar". Jordan passou o polegar pelas costas da mão dela. "Não" disse ela. "Isso é algo que eu preciso fazer." Eles saíram do carro e correram para a entrada lateral. Uma vez lá dentro, Lexi parou por um momento e pressionou o ouvido na porta do andar principal. O alívio inundou-a quando ela não ouviu nenhum som, mas isso não à impediu de correr pelo porão, pedindo à Lennon para arrumar todas as coisas em sua mesa. Jordan ajudou a encher as malas enquanto vestia suas próprias roupas. Não havia como relaxar até voltarem ao carro de Lennon. Lennon levou as malas até o porta-malas, enquanto Jordan colocou o braço em volta dela. "Tudo bem?" Ela deu uma última olhada ao redor do lugar que ela havia chamado de lar. Não havia mais nada que não pudesse ser substituído, e não importava o que acontecesse à seguir, ela não voltaria para ficar.


"Sim" ela disse, com tristeza. "Leve-me embora, Jordan." Seis horas e um vôo de jato particular depois, Lexi estava recostada na espreguiçadeira, deixando o sol quente da Jamaica aquecer sua pele enquanto se deitava ao lado de sua piscina particular no luxuoso resort de Round Hill. Insetos e pássaros chilreavam ao redor deles no silêncio total. Ela olhou para cima do guia que estava lendo. “Eu não sei o que é mais excitante. O fato de que JFK passou a lua de mel aqui ou que Ryan Gosling ficou aqui." Jordan olhou para ela por cima dos óculos de sol da piscina. "Ryan Gosling fica à três metros de você e eu vou acabar com o filho da puta." Ele nadou até a borda e saiu da água, com os músculos dos braços e ombros flexionados. Como um predador, ele andou até ela, removendo seus óculos e jogando-os em sua própria toalha. Seu calção preto estava baixo em seus quadris, seu corpo pingando água. Cristo, até seus músculos do estômago se flexionavam. De repente, ela teve o desejo de correr a língua ao longo deles. Encharcado, ele colocou os joelhos em ambos os lados de suas pernas e subiu em seu corpo, as gotas de água gelada acalmando sua pele aquecida. "Continue olhando para mim assim, SexyLexi, e eu poderia levá-la aqui mesmo." Ele baixou o corpo sobre o dela, e ela podia dizer pela forma como seu pênis estava pressionado contra ela que ele não estava brincando. Ela


colocou as mãos na cabeça dele e puxou a boca dele para à dela. “Continue pressionando-se contra mim desse jeito."ela disse tão sedutoramente quanto podia. "E eu poderia deixar você fazer” "Lex" advertiu Jordan. "Nós não estamos completamente privados." Ele saiu de cima dela e apontou para à próxima casa. "Tenho certeza de que eles poderiam nos ver do seu pátio" disse ele. “Mas esta noite, quando estiver escuro, então. ... ”Ele sumiu com uma piscadela. Jordan deitou de lado e jogou o braço sobre o estômago dela, e Lexi virou a cabeça para encará-lo. "Obrigado por me trazer aqui" disse ela, em voz baixa. “Eu não tinha idéia do quanto eu precisava disso. Quanto eu devo à você?”Não havia uma maneira fácil de fazer a pergunta, mas ela não esperava que ele gastasse seu dinheiro com ela. "Nada, e não discuta" disse ele, não dando à ela uma chance de interrompê-lo. “É só dinheiro, Lex. Para ser honesto, eu tenho um monte. Então, se eu puder fazer coisas como essas que melhorem nossas vidas, eu vou, todas as chances que eu tiver."


“Bem, nesse caso, estou duplamente grata. E tenho certeza de que há outras maneiras de compensar isso para você "disse ela, olhando para ele timidamente. "Hmm" disse Jordan, passando a mão por cima de seu quadril e em sua bunda. "Eu gosto do som disso." Ele pressionou os lábios nos dela e Lexi o recebeu, abrindo para ele. Seu toque era quente, mas preguiçoso. Sexy, mas não de um jeito meio desleixado. "Posso te fazer uma pergunta, Lex?" Ele murmurou entre beijos suaves ao longo de sua clavícula. "Continue me beijando assim, e você pode fazer o que quiser" ela respondeu. Ele se afastou dela e segurou a mão dela. "Eu sinto Muito... por correr. Eu me assustei enquanto conversei com você sobre o que aconteceu comigo quando criança e precisava de espaço. O arrependimento é uma merda, mas senti assim que percebi o que tinha feito. Quando percebi, corri de volta para casa, mas Nik me disse que você tinha ido embora." Lexie soltou um suspiro. Ela estava tentando pensar no momento certo para trazer seu desaparecimento, mas à luz de todo o resto, ele havia caído na lista de prioridades. "Então me faça uma promessa, Jordan." Ela passou os dedos pelo cabelo dele. “Prometa-me que da próxima vez que ficar difícil,ou simplesmente precisar de espaço... me prometa que você vai


me dizer. OK? Não vou impedi-lo de ir, mas isso me impedirá de me preocupar." "Eu prometo. Me desculpe, eu lhe dei motivos para se preocupar."Ele beijou seus lábios suavemente, e ela podia sentir a sinceridade em seu pedido de desculpas. "Bom. Então, qual é a sua pergunta?" “Eu não queria perguntar ontem, mas quando você disse ao seu pai que você estava vendendo a casa, isso significa que o cara do balé de Nova York te fez mudar de idéia? Você está vendendo porque está saindo? Quero dizer, vamos ficar bem, com o que você quiser fazer, mas estou apenas tentando entender isso. ” “Oh meu Deus, Jordan. Não."Ela se virou de lado para encará-lo corretamente. Ela deixou o pobre coitado pendurado, também mergulhado em sua própria merda. "Definitivamente não. Eu vou ficar em Toronto." Os ombros de Jordan relaxaram quando o estresse que ela não notou que ele estava carregando se dissipou. “Obrigado foda por isso. Quero dizer, se você quiser ir dançar em outro lugar, faremos funcionar, mas estou aliviado por você não estar indo." Lexi acariciou seu rosto, passando os dedos pela barba dele do jeito que ele gostava. “Eu amo o National Ballet of Canada. Acho errado que não se fale da mesma maneira que os balés em Nova York, Paris, Inglaterra e Rússia. Mas é muito perto e quero ser a bailarina para ajudá-los à chegar lá. ” Jordan pegou a mão dela e beijou as costas.


"Minha turnê está chegando, Lex, e eu já estou com medo de não estar com você" disse ele, rispidamente. "Eu sei que não faz exatamente dois meses desde que te vi dançar na véspera de Natal, mas eu odeio a idéia de estar longe de você." Ela olhou para o rosto que estava bem e verdadeiramente apaixonada. “Bem, a miséria adora companhia. Eu também não gosto da idéia de estar separada de você. Eu acho que nós dois teremos alguns deslocamentos loucos chegando, porque eu gosto muito de nós juntos para que isso aconteça de qualquer outra maneira. ” "Nem pense nisso" ele disse, puxando-a para ele. “Nós vamos superar isso, Lex. Há momentos em que você vai ter que viajar para dançar, e haverá momentos em que eu preciso fazer uma turnê. E haverá momentos em que podemos brincar de vadiar assim e roubar um tempo juntos." Seus olhos pareciam ainda mais brilhantes no calor do quente sol jamaicano, e eles seguraram a promessa de suas palavras. “Me leve para dentro e faça amor comigo, Jordan. Me ajude à esquecer todo o resto." Ele sorriu quando se levantou e levantou-a em seus braços. Ele entrou na vila e subiu os três degraus da sala até o quarto, antes de colocá-la suavemente na cama. Seus calções de banho ainda molhados bateram no chão com uma pancada e Jordan ficou diante dela em toda a sua glória nua. Ele estendeu a mão para o fecho frontal do biquíni dela.


"Muito atencioso de você para facilitar o acesso, Lex." Uma suave brisa percorreu a rede ao redor da cama enquanto ele puxava lenta e deliberadamente as cordas do traseiro de seu biquíni. Seus olhos percorreram seu corpo e borboletas dançaram em seu estômago em antecipação de onde ele iria tocá-la primeiro. Seus mamilos apertaram com o pensamento. Lentamente, ele correu a ponta do dedo pelo estômago dela, por cima do montículo e clitóris, e pelos lábios dela. "Eu amo o quão molhada você fica com a idéia do meu pau em você, Lexi" disse ele. "Você sabe o quão desesperado por você isso me faz?" Lexi engasgou quando ele deslizou o dedo dentro dela e retirou-se dolorosamente devagar. Ela queimou por ele, doeu onde ele à tocou e até mesmo onde ele não tocou. "Temos quarenta e oito horas, e acho que não posso esperar para estar dentro de você." Jordan pegou o preservativo da caixa na mesa lateral e se cobriu. Quando ele se juntou à ela na cama, ele sentou-se encostado em todos os travesseiros empilhados contra a cabeceira da cama. "Venha cavalgar comigo, Lex" disse ele, estendendo a mão. Lexi se ajoelhou e se arrastou ao longo de suas pernas até que ela estava sentada sobre ele. A luz do sol atingiu seu cabelo loiro sujo, tornando-o dourado. Ele cheirava à cloro da piscina e protetor solar. Ela deslizou as mãos em volta do pescoço dele e beijou-o profundamente.


Jordan alcançou entre os dois, e ela podia sentir seu pênis roçar em sua entrada. Tão devagar quanto ele entrou nela com o dedo, ela se abaixou sobre ele com um gemido. Ela levantou um pouco, permitiu que sua umidade o cobrisse, antes de deslizar todo o caminho até o punho. "Oh, Deus, Jordan" disse ela, chocada com a forma como ele à encheu, apesar de todas as outras vezes que eles já tinham estado juntos. Jordan agarrou seus quadris. “Foda-se Lex. Toda vez, parece o melhor que eu já tive." Estimulada por seus comentários, Lexi começou a cavalgá-lo. Para cima e para baixo, moendo contra ele. Perseguindo o orgasmo que ele sempre entregou. Perdendo todos os outros pensamentos. As mãos de Jordan subiram pela cintura e agarraram seus seios. Ele estava olhando para onde eles estavam juntos, e ela também olhou, observando Jordan entrar e sair dela. Tudo dentro dela se apertou com a visão. "Jordan" ela engasgou sem fôlego. “Te assustaria... se eu te contasse.. que eu me apaixonei por você?" Jordan parou o que estava fazendo e olhou para ela, com a boca ligeiramente aberta. Ele balançou a cabeça como se quisesse recuperar seus pensamentos, então de alguma forma conseguiu virá-los de modo que ele estivesse em cima dela, ainda enterrado bem no fundo. Ele empurrou para dentro dela, mais e mais profundo. "Não, Lex" disse ele, sua voz áspera.


Seu pau estava batendo em todos os lugares certos, e ela estava no limite. Jordan colocou as mãos em ambos os lados do rosto e pressionou os lábios nos dela. Não falando, não beijando. Ele até parou de se mexer. Havia um olhar de determinação no rosto enquanto o suor escorria pelas têmporas. "Você é meu tudo, Aleksandra" disse ele, começando à deslizar dentro e fora dela novamente. “Tudo que eu não sabia que queria ou precisava. Tudo o que achei que não poderia ter." Seu orgasmo explodiu por dentro, se arrastado quando Jordan continuou à bater nela. Seu corpo ficou tenso. "Eu... amo você...também " ele sussurrou quando gozou dentro dela.


Jordan sentou-se no táxi, um braço ao redor do ombro de Lexi enquanto cochilava contra ele, uma mão brincando com o pingente quadrado do colar que ela lhe deu na manhã anterior do Dia dos Namorados. Era um quadrado preto com um raio de trovão. Como ela tinha dito à ele, combinava com o colar que ela sempre usava com um raio no final. Trovões e relâmpagos sempre andam juntos. E você me disse que você é a escuridão da minha luz. Você pode ouvir o trovão, mas você pode ver os raios, como as pessoas ouvem sua música, mas me vêem dançar. Ele abraçou à merda fora dela, e talvez à fodeu. Duas vezes. Depois de dizer obrigado para o presente, o outro para se desculpar por não ter a ela um. Ela o repreendeu, disse à ele que a viagem inteira era um presente gigante do Dia Dos Namorados. Ele não podia acreditar que em todo o caos de fazer as malas no pai dela, ela se lembrou de seu presente, mas ele pretendia fazer as pazes com ela de um jeito ou de outro. A pedido dela, ele evitou conversas sobre o pai dela e os aspectos práticos que se seguiriam quando voltassem, mas, à medida que o teto de sua casa aparecia, ele sabia que eles teriam que lidar com algumas realidades difíceis.


Eram quatro da tarde quando entraram na garagem. Ele não estava pronto para deixar o seu refúgio tropical, mas Lexi precisava voltar aos ensaios no dia seguinte e eles precisavam arrumar seus pertences. "Acorde, dorminhoca" disse ele, sacudindo-a suavemente. Havia mais cor no rosto, mas as maçãs do rosto pareciam ainda mais angulosas do que o normal, e seus olhos estavam marcados por círculos escuros. Ela não tinha comido muito enquanto eles estavam longe, embora ele tivesse tentado o seu melhor para tentá-la diariamente com deliciosas frutas tropicais. Certa noite, ele à levou para um lugar onde serviam a mais fresca lagosta, mas ela só pegou devagar a comida. O estresse e o choque obviamente à afetaram, mas agora que eles estavam em casa, ele estava determinado à recuperá-la com a saúde perfeita. "Mmm" disse ela, alongando-se. "Eu estava sonhando que estava de volta na piscina infinita tomando champanhe." "Você quer mais champanhe, eu vou pegar um pouco" disse ele, puxando seu rabo de cavalo de brincadeira. Ele pagou o motorista e saiu do carro enquanto o motorista tirava as malas do porta-malas. Quando Jordan ajudou Lexi à sair do carro, ela perdeu o equilíbrio, vacilando um pouco antes de encontrar os pés novamente. "Deve ser jetlag ou algo assim." Ela riu, mas a voz irritante que o encorajou à ver o que Lexi havia comido nos últimos dois dias retornou. Ela mal comeu nada desde o café da manhã. E, mesmo assim, ela ficou com claras de ovo e espinafre quando poderia ter qualquer coisa que quisesse.


Quando eles entravam na casa, todos estavam na sala da família - e por todos , ele realmente queria dizer cada pessoa que era importante para ele. Ele chamou a atenção de Dred primeiro. "Você sabe que não mora mais aqui? "ele disse, agachando-se para pegar Petal, que gritou assim que o viu. "Ei, menina" disse ele, beijando sua bochecha mais e mais até que ela riu. "Você está com saudades de mim?" "Engraçado" disse Dred, levantando-se para dar um tapa nas costas dele. "Ei, Lexi", disse ele, beijando sua bochecha. Ellen e Maisey sentaram no sofá ao lado do outro. "Lennon nos convidou para jantar" disse Maisey. Jordan olhou para a cozinha, onde Lennon mexia alguma coisa em uma panela grande. Noventa por cento do tempo, o cara era um idiota, mas de vez em quando ele puxava essa merda. Lennon deu de ombros quando seus olhos se encontraram. “Eu sou Maisey, e você deve ser Lexi. Estou muito feliz em conhecê-la, querida. Maisey se levantou para abraçá-la e apertou o coração de Jordan, que já parecia mais cheio do que ele poderia imaginar. Assim, duas das mulheres mais importantes de sua vida se encontraram e, pela primeira vez, a terra pareceu estável abaixo dele. "Você também" disse Lexi.


“Jordan me contou muito sobre você e o impacto que você teve na vida dele, então é maravilhoso finalmente conhecê-la pessoalmente.” Ellen foi a próxima na fila para oferecer uma saudação similar à Lexi. Enquanto esperava, apertou a bochecha de Jordan, como costumava fazer quando ele era criança, antes de lhe dar um tapinha. "Oh, você me dá tanta esperança, Jordan" disse ela. Jordan revirou os olhos para o efeito, mas no fundo, ele entendeu o que Ellen queria dizer. Petal, que agora estava ansiosa para andar, lutou para ser descida, então Jordan à abaixou até o chão, onde ela se agarrou às pernas dele e se contorceu ao redor dele, segurando-se e puxando sua calça jeans. Ainda bem que ele colocou um cinto. "Como foi a Jamaica?" Nikan perguntou quando ele entrou da cozinha onde Lexi estava ajudando Lennon. "Maravilhoso" disse Lexi. "Eu não acho que eu já tenha ficado em qualquer lugar tão bonito." "Ei, eu posso emprestar Lexi por um momento?" Pixie disse, tomando Lexi pela mão. "Conversa de garotas e tudo mais." Observou-as atravessarem a larga entrada até a sala de jogos do outro lado do corredor, onde ele podia vê-los, mas não ouviu a conversa. Pixie alcançou as mãos de Lexi. "Ela quer falar com ela sobre como lidar com o abuso" disse Dred, jogando um braço em volta do ombro de Jordan.


“Ela lamenta não fazer algo sobre ela própria mais cedo. Estamos tendo muita dificuldade em convencer alguém à acrescentar o abuso ao histórico do que ela sofreu quando criança nas mãos de seu padrasto. Até mesmo nosso advogado diz que isso vai ajudar no julgamento por tentativa de sequestro. Mas ela viveu através disso, você sabe. E tem um coração maior que esta casa." Jordan viu Lexi enxugar os olhos quando Pixie à puxou para um abraço. "Eu não sei como você à convenceu a se casar com você" disse ele, tentando desviar o caminho emocional que estava tomando rapidamente. "Eu também" respondeu Dred. "Eu pretendo fazê-lo o mais rápido possível, antes que ela mude de idéia." “Filho da puta sortudo." Jordan disse, observando como Pixie tirou seu telefone, provavelmente pegando o número de Lexi. "Sim, bem, nós estamos tentando outro bebê" disse Dred, pegando Petal. "Foi idéia dela de abandonar os preservativos, embora assim que ela disse, eu estava todo sobre essa merda." Dred sorriu. “Está aqui - ele beijou sua garotinha e alisou os fios de cabelo que lhe roçaram a testa - deu à Pix idéias sobre uma grande família nossa.” Ele se virou para Dred, podia sentir a felicidade fluindo de seu irmão.


"É incrível como as coisas mudam tão rapidamente, não é?" Jordan olhou para Lexi. Ele só à conhecia há quase dois meses, mas por um momento ele imaginou como ela ficaria grávida. Ela pareceria gloriosa, ele sabia, com uma linda barriga de bola de boliche, a vida que eles criaram juntos dentro dela. Ele cantaria todas as noites. Eles se mudariam, pegariam seu próprio lugar com mais quartos. Consiga seu próprio lugar. Foi a primeira vez que ele considerou viver longe dos caras sem doer. E pela primeira vez ele considerou como seria sua vida com seus próprios filhos. Crianças correndo pela varanda chamando seu nome. Um pequeno time de futebol. Ensinando-os à patinar no gelo. Manhãs de Natal. Aniversários. Porra. Uma vida real. Mas a depressão, no menor de seu conhecimento, era parte hereditária, e não havia figuras paternas em sua vida para ajudá-lo ou ensiná-lo a ser pai. Ser babá de Petal de vez em quando era completamente diferente de ter seus próprios filhos. Ele tentou espremer a idéia de volta para a caixa de coisas que ele nunca pensou, mas lutou com ele da mesma forma que Petal fez quando ela não quis colocar as meiascalças. "Jantar!" Lennon chamou, colocando uma panela grande no balcão. “Chili, arroz, pão de alho, salada. Pegue seu prato e escolha." Todos foram até o balcão, servindo-se com a comida que Lennon havia feito. Jordan observou Lexi encher seu prato com salada, uma pilha de arroz triste e sem pimenta ou pão de alho.


Maisey apareceu atrás dele, mas ele deu um passo para o lado para permitir que ela pisasse na frente dele. Boas maneiras e tudo isso. "Ela está bem?" Maisey perguntou em voz baixa. "Eu não acho que ela está, mas espero que ela fique." Jordan tomou uma grande colherada de arroz. “Ela não está comendo, Maisey. Eu pensei que era estresse, mas e se for algo mais?" Foi a primeira vez que ele se permitiu expressar seu medo, e seu estômago se apertou. “Então você vai procurar ajuda e resolver isso juntos. Tudo o que você pode fazer é ser observador e paciente ”. "Eu acho que essa coisa com o pai dela à quebrou um pouco"disse ele, acrescentando pimenta e pão de alho à tigela em seu prato. Maisey serviu-se de molho na salada. “Como Hemingway disse uma vez: O mundo quebra à todos e depois muitos são fortes nos lugares quebrados". Jordan pegou um garfo e um guardanapo. “Então é tão simples assim? Está na hora de eu me tornar forte?" Maisey baixou o prato, aproximou-se do rosto de Jordan e segurou-o. “Oh, Jordan, você não vê? Você sempre foi o mais forte." ***


Havia poucos balés que Lexi não gostava de dançar, mas Orfeu era um deles. O que era irônico, porque Violette Verdy dançando Eurydice, o papel que ela estava ensaiando, na versão de Balanchine na década de 1960, foi uma de suas performances favoritas para assistir. Sempre. Mas era mais deprimente para ela do que dançar Romeu e Julieta porque, como Eurydice, ela tinha que morrer duas vezes. Uma vez correndo de Aristaeus, e o outro depois de Orfeu não conseguir cumprir sua promessa à Hades, virando-se para olhá-la nos degraus do submundo. Seu ensaio anterior com François, que fazia Aristaeus, tinha corrido bem, e ela sabia que era porque eles haviam dançado um com o outro recentemente em O Quebra-Nozes . Ensaio com Vladimir, por outro lado, que estava fazendo Orfeu, foi horrível. “Ok, eu quero mais fluidez nos braços quando você subir, Lexi; e Vladimir, talvez segure os quadris um pouco mais para ajudar à mantê-la no ar. Na minha contagem. Piano, por favor ” disse o mestre do balé. Lexi se preparou, executando os passos com uma precisão exata até chegarem à elevação. Com um plié baixo, ela saltou no ar, mas novamente Vladimir confundiu. Lexi jogou os braços na esperança de pegar algo ou alguém. Vladimir agarrou-a pela cintura numa tentativa de quebrar a queda, mas eles acabaram no chão sem qualquer pretensão de graça. Lexi moveu a mão para a cabeça e esfregou o pequeno inchaço que se formou. "Lexi, me desculpe" disse Vladimir, pondo-se de pé. Ele ofereceu-lhe a mão. "Não, acho que foi minha culpa."


“Temos que trabalhar nisso, Aleksandra. Você está certa, havia algo na sua elevação que não funcionava direito. Tente deixar o plié apenas uma fração mais cedo ” disse o mestre do balé. Fodida elevação, novamente. Porra, ela odiava quando o pai estava certo. Mesmo com o peso que perdeu, seu peso atual ainda estava causando problemas para o parceiro. Pensando nele machucou. Não apenas fisicamente, onde as crostas da bengala puxavam debaixo de suas roupas escuras de dança, mas emocionalmente, no escuro recesso de seu coração. Ela tentaria se convencer à não pensar nele, mas não podia evitar. O médico deveria ter vindo mais cedo na semana para vê-lo, e ela nem ligou para o escritório para saber o que tinha acontecido. Eles praticavam mais e mais, mal parando por um momento até o tempo acabar. Durante o almoço, ela parou na cantina para pegar um pouco de comida. Apenas uma maçã seria suficiente. Jordan havia feito o café da manhã naquela manhã, uma grande omelete com legumes e uma enorme pilha de torradas. Ela se sentou e começou a comêlo, tentando não pensar no fato de que ele usou o ovo inteiro, não apenas as claras e a manteiga. Ele também brincou na frente dela, que cheirava delicioso. Sua boca começou à salivar, e sua decisão vacilou tanto que ela fingiu que tinha bagunçado sua agenda e disse a Jordan que acabou de receber um lembrete de calendário. Em um borrão de atividade, ela saltou para seus pés, beijou-o na bochecha e correu da casa para pegar o ônibus. Lexi comeu sua maçã a caminho do fisioterapeuta e parou na porta do Prima, o maior dos estúdios de dança, onde Vladimir estava começando à ensaiar com Li Yan para


uma apresentação que estava acontecendo no Lincoln Center no verão. Suas elevações eram muito mais complexas que as dela, mas Vladimir não parecia perder nada. Ela subiu os degraus para o fisioterapeuta assim que Peter estava andando pelo corredor. “Ei, Lexi. Pronta para começar? ”Ele perguntou, segurando a porta aberta para ela. "Sim senhor" disse ela. "Ok, suba" disse Peter, inclinando o queixo na direção de uma das camas de tratamento. Trinta minutos depois, Lexi se sentia como uma nova mulher. A rigidez em seu tornozelo e o aperto em sua panturrilha tinham desaparecido. Ela se levantou e moveu a perna ao redor. “Isso é muito melhor. Obrigado, Pete - ela disse enquanto levantava seus aquecimentos. "Posso sair com você, Lex?" Peter perguntou. "Claro" disse ela, liderando o caminho. "Está bem?" "Eu trabalho aqui há vinte anos" disse ele no corredor. Sua testa franziu. “Então, eu não vou fazer rodeios. Você é mais esperta que isso, Lex. O estômago de Lexi caiu. "Do que você está falando?" Ela perguntou cuidadosamente.


"Não me faça soletrar" ele sussurrou, concedendo-lhe um pouco de privacidade. “Eu tenho minhas mãos em seu corpo semanalmente. Você não acha que eu vejo quando as coisas estão mudando? Quando elas estão talvez mudando demais? Muito rápido? Não é só gordura, que você realmente não precisa gastar. É massa muscular também. Você está mexendo com o seu metabolismo, e você sabe disso." "Pete, eu só precisava..." "Não. Sem desculpas. O que você precisa é voltar ao que estava fazendo. É uma ladeira escorregadia, Lexi, e eu realmente não quero testemunhar você escorregar." Lexi caiu de costas contra à parede. Claro que ele veria isso. Ela podia ver, então fazia sentido que todos os outros pudessem, mas ainda era sua única opção. "Eu não estou conseguindo elevação" disse ela, desanimada com a admissão. “E você pensou o que? Ficar um pouco mais leve e isso pode acontecer?" A maneira como ele disse isso fez parecer a idéia mais ridícula da Terra, que ela era uma idiota ao menos tentar. “Está tudo bem, Pete. Eu só preciso perder um pouco mais. Eu vou parar quando eu ..." "Não. Você vai parar agora " disse Pete, olhando para o corredor quando uma porta se abriu, mas ninguém saiu. Ele baixou a voz novamente. "Agora mesmo. E se você não puder parar por conta própria, encontre alguém que pode ajudá-la à parar.


“Eu tenho que passar por Orfeu . Meus ensaios com Vlad são terríveis. E acabei de vê-lo levantar Li Yan sem dificuldade." Era tão fácil para Pete ficar ali e julgá-la. Ele não teve que lidar com os olhares que Vlad deu a ela, ou a decepção nos olhos do mestre de balé. Ou o modo como seu pai criticava suas coxas e às comparava a todas as bailarinas de sucesso conhecidas. Pete levantou-se em linha reta. "Duas coisas. Fale com um dos mestres de balé. Peça ajuda a eles. Quanto a Vlad, bem, eu estou quebrando todas as regras aqui, mas ele tem um problema com as costas que eu suspeito que seja muito pior do que ele está deixando transparecer. Eu não acho que isso é sobre você. Li Yan é cerca de cinco centímetros mais baixa que você e tem um biotipo completamente diferente ”. Lexi passou as mãos pela testa e pelo rosto. "Vá para casa. Coma ou peça ajuda. Estou te dando uma semana para descobrir isso, Lex. Então vou envolver a companhia.” "Tudo bem, eu vou comer" ela mentiu, apenas para ficar longe dele. Não era um problema. Ela poderia parar sempre que ela precisasse. Além disso, ela estava bem acima do meio do caminho para atingir seu objetivo de quinze quilos. Talvez, se ela passasse um pouco mais de tempo na sauna e fizesse um pouco mais de cardio no período noturno, ela pudesse atingir seu peso ideal e, em seguida, concentrar-se em permanecer lá. Ela fez uma anotação mental para evitar à fisioterapia até que ela conseguisse. Então Pete não seria capaz de avaliá-la.


Ela correu pelo resto do ensaio. Estava completo quando eles se prepararam para a Bela Adormecida. Era sua parte favorita dos ensaios, quando todas as peças estavam em movimento - os solos, o pas de deux e o corpo - se juntavam. Foi agitado e às vezes um pouco frenético, mas hoje ela não conseguia se concentrar por causa do que Peter havia dito. Ela realmente não queria ter que lidar com o balé por problemas percebidos quando estava apenas tentando perder um pouco de peso para melhorar sua silhueta. Uma vozinha a lembrou de que ela tinha feito isso originalmente para melhorar sua sustentação, mas agora ela podia ver vários benefícios. Após o ensaio, ela encontrou Jordan em sua casa. Eles se encontrariam com Julia, a agente imobiliária, mas ela sabia que seu pai faria uma cena, então ela queria chegar lá primeiro para evitar repetições embaraçosas da semana anterior. O carro de Elliott estava estacionado na entrada da garagem, e ele e Jordan estavam sentados nas cadeiras da varanda. Cada parte dela estava tensa com a idéia de Jordan brigando com seu pai, então ela estava contente por ter Elliott junto para apoio moral. "Papai, você está em casa?" Ela gritou, abrindo a porta. "Aleksandra" seu pai disse bruscamente quando ela entrou na sala de estar. "Ha. Eu sabia que você voltaria." Jordan e Elliott andaram para os lados dela, flanqueando-a. "Papai" ela disse, agradecida que nenhum deles pudesse ver o jeito que suas pernas tremiam.


"Uma corretora de imóveis chamada Julia estará aqui em breve para passar pela casa e nos ajudar à descobrir um plano para vendê-la." Alexei se levantou rapidamente, olhando os homens com desconfiança. "Você estava falando sério?" "Claro que eu estava falando sério" ela disse, sua voz vacilante. “Pai, você me bateu com uma bengala. Não fica mais sério do que isso." Seu pai balançou a cabeça e assobiou por entre os dentes. “Você é preguiçosa. Eu passei por uma punição muito mais severa em ..." "Rússia. Eu sei " ela disse tristemente. Um pequeno pedaço dela, ela percebeu, esperava que ele tivesse visto o erro de seus caminhos. Isso teria lhe causado uma enorme felicidade ,se tivesse pelo menos levado a um pedido de desculpas. “Mas não estamos na Rússia agora. E eu não posso te perdoar pelo que você fez." Os olhos de seu pai ficaram selvagens e ele se aproximou dela. “Não pode me perdoar ? Pelo que eu fiz. Por que você..." Jordan puxou seu braço e puxou-a um pouco atrás dele enquanto seu coração disparava. Não. Não haveria um momento de mudança de vida grande o suficiente para fazer


com que o pai repensasse seu comportamento em relação a ela. Seria assim para o resto de sua vida se continuassem a ter laços um com o outro. "Dê um passo para trás, meu velho." Elliott estendeu a mão para Alexei. Alexei olhou de Lexi para Elliott. "Você tem destruído tudo para mim, Aleksandra." Ele caminhou até a porta da frente e pegou o casaco do gancho. Ele deslizou os braços, amaldiçoando ao fazê-lo. " Você sabe, Aleksandra..."disse ele, apertando os botões. "Eu não queria filhos, mas sua mãe me convenceu. Eu gostaria que você nunca tivesse nascido." *** O cheiro saboroso de bourguignon de carne encheu o ar quando Jordan entrou pela porta, fazendo sua boca se encher de água. "Eu não posso acreditar que ele disse isso para mim"disse Lexi, quando ela tirou o casaco e lenço. "Isso dói. Eu não sou estúpida o suficiente para fingir que o que ele fez não foi errado, mas ele é o único parente vivo que eu tenho. É errado que eu esperasse algum tipo de remorso?" Jordan abriu o armário, pegou uma garrafa de vinho e colocou no balcão. Ele pegou um par de copos e serviu uma bebida enquanto Lexi subia no banquinho do outro lado dele.


"Felicidades". disse ele, inclinando o copo em direção ao dela. Cada um deles tomou um gole, e Lexi virou a garrafa de vinho para que ela pudesse olhar para o rótulo. “Seu pai é um idiota. Ele é um valentão que se safou demais por muito tempo. Você não acreditaria como foi difícil não encontrar essa bengala e acabar com ele." Lexi suspirou e passou o dedo pelo topo da taça de vinho. "Estou muito feliz que você não tenha" disse ela, estendendo a mão para ele. Jordan pegou e beijou. “Acabei de perder meu pai, o que é difícil o suficiente. Eu realmente lutaria se ele tentasse processá-lo por um momento de insanidade. Dor era algo que ele sabia muito sobre. Ele sabia que poderia ser insidioso na forma como se infiltrava em suas veias. Também poderia ser brutal, como um machado atacando seus membros. Mas percebeu que a pior dor de todas era ver alguém que você amava lutar. "Aqui está o acordo. Tudo o que acontece ao nosso redor começa e termina com você e eu. Eu prometo a você que não vou fazer nada para comprometer isso. Lexi olhou para ele e sorriu pela primeira vez naquela noite. Era um sorriso triste, quase doloroso, mas ela estava tentando apenas por ele. "Eu prometo a você o mesmo." Jordan deu a volta no balcão, separou os joelhos e ficou entre suas pernas. Ele passou as mãos pelo cabelo dela até


as pontas, depois colocou as mãos no pescoço dela e passou os polegares pelas maçãs do rosto dela. “Você sabe de uma coisa, Lex? Se eu tivesse que passar por tudo isso novamente para terminar aqui com você, eu faria isso em um piscar de olhos.”Ele baixou os lábios nos dela, desesperado para tranquilizá-la, para fornecer algum conforto e força e a prova de que ela era desejada... Desejada por ele. Seus braços envolveram sua cintura, suas mãos mergulhando no cós da calça jeans, um movimento que ela sabia que o deixava louco. Jordan se permitiu perder-se no beijo por um momento, saboreando a maneira como a língua dela encontrava a dele e a maneira como ela suspirava contra ele. "Eu tenho um plano" ele murmurou contra seus lábios. "E envolve você e eu comendo o jantar que eu cozinhei o dia todo, bebendo esta garrafa de vinho, e depois eu te levando para cima e batizando nosso novo quarto." "Nós nos mudamos?" Lexi perguntou, parecendo animada pela primeira vez hoje. "Nós mudamos. Ainda pode cheirar um pouco a tinta. Entre mim e o resto dos caras, fizemos isso bem rápido esta manhã. O que me lembra, posso obter uma cópia da sua agenda? Quando estou em casa e tenho tempo, quero ser capaz de fazer coisas normais com você, como fazer o café da manhã na cama ou cozinhar o jantar juntos. Talvez a encontre depois do trabalho, ganhe ingressos para um show ou qualquer coisa que você goste de fazer. Você sabe, apenas coisas normais. Eu me senti meio que uma merda esta


manhã que eu não tinha café da manhã pronto o suficiente para você e que você teve que sair sem comer." O temporizador do forno apitou e Lexi olhou para ele. “Isso é muito gentil da sua parte, mas você não precisa se preocupar com isso. Há uma cantina cheia no trabalho. Você pode obter praticamente tudo o que quiser comer ”. Jordan a beijou mais uma vez e deu a volta no balcão. “É ótimo saber como um plano de backup. Mas quero fazer isso por você "disse ele, puxando as luvas do forno. Quando ele abriu a porta do forno, o cheiro de tomilho e carne que tinha cozinhado em vinho tinto por horas encheu o ar. Ele não tinha certeza do que funcionava para Lexi em termos da comida que ela precisava para comer, mas dado que ela não tinha ensaio amanhã ele pensou que poderia ser um deleite agradável. E ele definitivamente não ia dizer a ela quantas vezes ele teve que ligar para Maisey para esclarecer instruções, como exatamente o que era um lardon de bacon ou como as cebolas caramelizadas se pareciam. Ele colocou o prato entre eles e rapidamente pegou a grande baguete que havia comprado antes, colocando-a na grande tábua de madeira que permanecia permanentemente no balcão. Ele acrescentou pratos e garfos e se sentou ao lado dela. "Merda". disse ele uma vez que ele estava sentado. "Eu deveria ter configurado isso na sala de jantar, não deveria ?" "Jordan" ela disse suavemente. "Isto é bom. Tudo parece delicioso."


Ele começou a colocar um pouco de comida em um prato, mas depois da primeira colherada ela o parou. "Tudo bem" disse ela. "Eu posso comer mais depois, se eu quiser." Havia apenas dois pedaços de carne, um par de cebolas e alguns pedaços de cenoura em seu prato. "Lexi, eu juro por Deus que Petal come mais do que isso" disse ele, colocando outra colherada em seu prato. "Eu sei que você tem muita merda no seu prato agora, Angel, sem trocadilhos, mas estou preocupado com você." Ele colocou a comida na frente dela e cortou-lhe um pedaço de pão. "Não há necessidade de se preocupar comigo" disse ela, pegando o garfo. " Estou bem, Jordan. Como estão os ensaios? ”Ela perguntou. Jordan serviu-se de uma grande pilha de comida, tentando descobrir o que fazer com o fato de que ela estava claramente tentando distraí-lo. Ele pegou um pouco do bife no garfo e colocou na boca para matar o tempo enquanto pensava em uma resposta apropriada. A carne desmanchou em sua boca. Porra. Ele era bom em cozinhar. Ele olhou para Lexi, que ainda não tinha comido nada. Era como andar em um campo minado. “Os ensaios foram bons, exceto que Lennon era um idiota. Continua mexendo com Nikan, que está com uma paciência curta agora."


Ela espalhou sua comida pelo prato, mas ainda não tinha mordido. Ele não estava imaginando coisas. Ela não estava comendo. “Algo errado com o jantar, Lex? Você não gosta, eu posso fazer outra coisa para você." Lexi sacudiu a cabeça. "Eu peguei algo no estúdio antes de sair" disse ela, olhando para o prato. "Faça-me um favor, Angel" disse ele, colocando o garfo para baixo. Ele colocou o polegar e o indicador no queixo dela. "Você pode me olhar enquanto diz isso?" Ela evitou fazer contato visual, que era tão diferente dela. Normalmente, ela segurava seu olhar. Era uma das coisas mais quentes sobre ela. "Eu não estou com fome." “Lex, não minta para mim. Eu não sei o que fazer para fazer isso direito, mas você mentindo para mim não vai consertar isso. Você precisa me ajudar a te ajudar. Você mal come nada, perde peso e tem tonturas. Você não está bem e estou preocupado." Finalmente, ela o olhou nos olhos. “Eu não sei porque todo mundo é de repente um especialista no que estou comendo. E é apenas um pouco de peso ”.


Suas palavras confirmaram isso para ele. Ele não estava imaginando isso. Algo estava acontecendo, e eles precisavam conversar sobre isso. "Então, outra pessoa notou também?" Ele perguntou, e ela desviou o olhar novamente. "Seja como for" disse Lexi, em pé. “Eu só fiquei um pouco tonta. Não é nada. Nada demais. Estou quase lá."Ela segurou as costas da cadeira como se precisasse de equilíbrio. “Você não está apenas perdendo um pouco de peso, Lex. Você está magra demais. Você começou a ter tonturas. E você pode ralar queijo nessas maçãs do rosto." “Quem fez de você o especialista, Jordan? Eu não estou muito magra. Eu não sou magra o suficiente. Não pelo tipo de trabalho que quero fazer." Jordan respirou fundo. Ele não queria que ela ficasse chateada. "Por favor, sente-se. Apenas esqueça meu humor. Por favor coma alguma coisa. Eu tenho um problema real com a fome." Lexi fez uma careta para ele. "Eu não estou com fome. Não é nem a mesma coisa." A ponta fina de seu temperamento começou a se desgastar. “Você está certa, Lex. Não é totalmente. Eu estive faminto, quase ao ponto de meus órgãos se fecharem. Você está escolhendo passar fome. E é fodidamente negligente."


Lexi se levantou e empurrou o prato para longe. “Negligente? " “Você sabe como é realmente passar fome, Lex? Como se sente depois de setenta e duas horas, quando seu corpo começa à procurar por proteínas em seus músculos, porque está esgotando todo o resto? Porque se você estivesse faminta, nunca faria isso ao seu corpo de propósito." "Jordan, eu não estou morrendo de fome, estou apenas tentando acelerar alguma perda de peso" disse Lexi. "Depois que eu perder um pouco mais, voltarei ao normal." "Normal?" Jordan riu. “Se é tão fácil ligar e desligar, coma seu maldito prato de comida e prove que não estou imaginando, Lex. Porque desde que você se mudou para cá, eu mal vi você comer alguma coisa. "Eu não preciso provar nada para você", disse Lexi. Jordan marchou até o armário e abriu-o. “Veja isso, Lex? Você quer saber por que há uma dúzia de caixas de Lucky Charms aqui? Os olhos de Lexi se moveram para o conteúdo. "Jordan", ela engasgou. "Sim. Porque tenho ansiedade sobre a comida acabar, Lex. Porque esta foi a primeira refeição que eu lembro de ter comido uma vez que passei pelo pior do hospital, onde eles me alimentaram por sonda durante dias porque eu não podia comer nada. Eu tive todos esses estágios. Líquidos, pequenas


refeições a cada duas horas, pingam para hidratar, pingam para vitaminas, pingam para antibióticos. Mas Lucky Charms foi a primeira coisa que eu lembro de comer que não tinha 'hospital' escrito por cima. Quando eu comi, minhas gengivas sangraram, mas ainda tinha gosto da coisa mais perfeita que eu já comi. “Por favor, Jordan." Lexi disse, estendendo a mão para ele, mas ele estava muito chateado para se importar. Não foi o estresse, o medo e a preocupação que causaram a perda de peso. Foi uma tentativa deliberada de perder peso, privando-se da necessidade mais básica da vida. Ele estava preocupado com a saúde dela, e ela estava abusando dela. “Não, Lex. Não é mesmo sua culpa. Você não tem idéia do que realmente é uma merda de vida. Entendi. Seu peso parece valer a pena arriscar sua vida." "Eu não vou deixar isso ficar tão ruim!" Ela gritou. “Eu já te disse que tentei me matar uma vez, Lex? Não?" Lexi engasgou com a admissão, mas ele não tinha em si para dar uma merda. "A dor dentro de mim era tão insuportável que eu só queria que parasse!" Ele gritou, lágrimas brotando de seus olhos. Lágrimas que refletiam a frustração e a raiva que ele sentia por dentro. “Eu não poderia enfrentar outro maldito dia no planeta. Vê essas tatuagens?"Ele empurrou os pulsos em sua direção. “Olhe de perto. Veja as cicatrizes que elas cobrem. Aqueles cumes. Eu coloquei uma lâmina de barbear através


deles." Lexi começou a chorar, mas ainda assim ele não conseguia parar. Não queria parar até convencê-la de que o que ela estava fazendo era um erro. "Eu não posso acreditar que você está escolhendo estar em um caminho que poderia matá-la, Lex" ele engasgou. As palavras chocantes agiram como uma bola de demolição ao longo de todo o raciocínio dela. Tudo parecia tão normal, tão simples perder peso. Mas no contexto da vida de Jordan, ele estava certo. Ela foi negligente. Mas ela não tinha idéia de como quebrar o ciclo em que estava presa. “Jordan, me desculpe. Parecia que ..." “Eu não posso, Lex. Não agora”ele disse. "É fodido que você está deliberadamente passando fome." Ele entrou no corredor. "Não vá embora!" Ela gritou atrás dele. "Conversaremos. Venha e coma seu jantar "implorou ela. "Você está tão preocupada com isso, você come" disse ele, abrindo a porta da frente, em seguida, fechou-a atrás dele.


Os painéis de vidro ao lado da porta vibraram quando ele bateu. Que porra ela fez? Através dos olhos embaçados, ela olhou para a comida que Jordan tinha preparado amorosamente, mas se sentiu mal ao pensar em comê-la. Não apenas por causa de seu argumento, que foi o suficiente para transformar seu estômago na consistência de um purê. Jordan estava certo. Ela não podia enfrentar comê-la. Porque ela estava orgulhosa da perda de peso que tinha conseguido e até começou a considerar se poderia perder um pouco mais. Esse pensamento singular ressoou mais do que qualquer outra coisa. Porque parte dela - uma pequena parte - ainda entendia o quanto isso era fodido. As palavras de Jordan a assustaram e lágrimas queimaram seus olhos. E esta não era a sua casa. Ela precisava de algum espaço para pensar. Em algum lugar que ela não se sentisse subjugada por Jordan. Ou o pai dela. Ela não tinha certeza se poderia parar, não tinha certeza se queria. Ela precisava de um lugar onde pudesse juntar as coisas, dormir um pouco e dar a ambos o espaço de que precisavam. Elliott correu para a sala de estar, preocupação gravada em seus olhos. "Vocês estão ok?" Ele perguntou.


"Eu não quero me intrometer, mas Jordan pode ficar bem alto quando está chateado." Lexi mordeu o lado de sua língua para parar as lágrimas, mas não funcionou e elas caíram de qualquer jeito. "Eu não acho que estamos" ela fungou. Elliott foi até o armário cheio dos Lucky Charms, estudou-os por um momento e depois fechou a porta. Ele contornou o balcão e puxou-a em seus braços. Eles eram reconfortantes, mas não eram de Jordan. “Amar o Jordan nunca vai ser fácil” ele disse, colocando um beijo no topo de sua cabeça que só fez as lágrimas caírem mais rápido. "Eu deveria saber. Eu o amei como irmão por mais de uma década." Lexi descansou a cabeça contra o peito dele. “Isso não era sobre a bagunça de Jordan. Era eu”ela disse melancolicamente. Elliott suspirou e olhou para ela. "Ouça. Se o que você lutou tinha alguma coisa a ver com comida, Lex, o que eu acho que aconteceu porque estamos todos preocupados com você, você nunca iria ganhar. Está tudo muito ligado para ele." “Então o que eu faço?” Lexi perguntou. Elliott suspirou. “Descobrir sua merda, querida. Quando você olhou para o seu telefone e saiu correndo esta manhã, dizendo a Jordan que você tinha horários de ensaio errados, eu estava atrás de


você e, a menos que a CNN envie suas transmissões mentails, sei que você não recebeu um lembrete. Se você está mentindo para fugir de comer, então a merda é séria." “Então você tem que dizer a Jordan o que você precisa. Se ele não pode lidar, ele não pode negociar. Mas dê a ele uma chance. De todos nós, ele tem o maior maldito coração. Ele simplesmente não sabe disso."Elliott sustentou seu olhar por um momento, depois se afastou. Ele puxou o casaco do gancho na porta. "Onde você está indo?" Ela perguntou. “Para encontrar Jordan. Caso você não tenha notado, ele saiu sem o casaco." Elliott pegou a jaqueta de Jordan e o que pareciam ser as chaves do carro e fechou a porta. A dormência gelada à congelou em seu assento. Era demais para absorver. Para processar. Seus pensamentos atingiram tal auge que eles simplesmente desligaram, deixando para trás um poço sem fundo de nada. Lexi olhou ao redor da casa, uma casa que ela não pertencia. Mas ela não podia ir para casa, não a menos que ela quisesse arriscar estar perto de seu pai. Como tudo se tornou uma bagunça? Ela não queria ir a uma de suas amigas de dança, porque não conseguia explicar a elas o que estava acontecendo. Porque você está errada, a pequena voz entrou em ação novamente. Mas havia uma pessoa. Uma pessoa que entendeu a situação com o pai pelo menos um pouco. Lexi digitou uma mensagem rápida em seu telefone, subiu apressadamente as escadas e arrumou uma pequena bolsa. Ela pulou no táxi e instruiu o motorista a levá-la ao endereço que recebeu em um texto enquanto empacotava. A


imponente mansão Rosedale tinha portões de segurança, que abriram assim que ela pagou o motorista e saiu. Lexi se apressou pela entrada de carros. “Por aqui,” Pixie sussurrou em voz baixa, seu cabelo roxo se destacando em contraste com as portas pretas da garagem. Lexi correu pela calçada e entrou pela porta aberta, que Pixie rapidamente fechou atrás dela antes de abraçar Lexi em um enorme abraço. "O que aconteceu?" Perguntou Pixie, lançando um olhar para a porta da casa principal. "Você está bem?" Incapaz de conter as lágrimas, Lexi sacudiu a cabeça. "Vamos lá" disse Pixie, segurando sua mão e levando-a para uma escada. Ela destrancou a porta e levou Lexi para um belo apartamento que corria o comprimento da garagem para três carros. “Decoramos isso para Jordan, no caso de ele querer morar aqui conosco. Senta. Eu trouxe alguns suprimentos da casa. Leite e outras coisas. Eu vou fazer chá. Lexi enxugou os olhos com as costas da mão e deu uma olhada enquanto Pixie fervia a água. Havia uma sala de estar em plano aberto com uma cozinha ao longo de uma parede. Pequeno, mas muito funcional. Uma mesa redonda e cadeiras estavam no canto mais próximo. Um sofá bege e cadeiras estavam em um tapete de lã, enquanto o resto do apartamento tinha piso de madeira. Por um corredor, ela podia ver a porta aberta de um quarto e a porta fechada do que ela supunha ser o banheiro. Tudo era claro e arejado,


com toques de azul claro. Pinturas do oceano estavam penduradas nas paredes e uma peça central de madeira flutuante na mesa de centro continha velas. "Eu acho que estava sentindo falta de Miami quando eu decorava" disse Pixie, colocando o chá na mesa de café. Estava escuro lá fora, mas com todas as cortinas fechadas, era aconchegante e quente por dentro. "É lindo" disse Lexi. “Obrigado por me deixar vir aqui. Eu só precisava de um pouco de ...espaço. E dormir." “Você se sente bem para me dizer por quê? Eu tenho um bom ouvido e um ombro sólido para me apoiar, se você precisar também." Lexi pegou o chá, envolvendo as mãos com força ao redor da caneca, na tentativa de se aquecer. Ela tomou um gole enquanto tentava organizar seus pensamentos. "Eu acho que ainda estou tentando entender o que aconteceu." Pixie enrolou os pés embaixo dela e bebeu o chá em silêncio. Ela estava morrendo de fome. Ela sabia melhor, mas ainda tinha a restrição de comida por causa de sua carreira. Isso realmente significava muito para ela? De repente, parecia estúpido e ela se sentiu pequena. No grande esquema da vida, aqueles poucos quilos a estavam custando mais do que ela calculou completamente. Sua saúde, sua vida, sua carreira de longo prazo e Jordan. Mas...


"Eles são esmagadores, não são?" Pixie perguntou, baixinho. "Os cinco." Não havia sentido em ficar mudo. Ela sabia exatamente quem Pixie queria dizer. "Muito." "Lembro-me do dia em que cheguei a essa casa pela primeira vez. Eu não fazia idéia de que todos viviam juntos e fiquei apavorada. Eu até pensei em ficar em um hotel. Mas então eu comecei a conhecê-los. E eu entendo porque eles são assim... Unidos. Juntos. Eu nem sei qual é a palavra certa." "Conectados?" Lexi ofereceu. "Sim. Eu não disse a Dred que você está aqui, mas eu vou. Eu não posso mentir para ele por você, me desculpe. E eu sou amiga de Jordan também. Mas eu posso manter os cachorros afastados por um tempo. O que aconteceu?" Incerta de por onde começar, ela fez a primeira pergunta que veio à mente. "Dred tem, você sabe, coisas como Jordan?" Pixie tomava seu chá. “Todos eles tem. Diferentes tipos de problemas. É de registro público que a mãe de Dred teve uma overdose na frente dele quando ele era mais jovem e ele não pôde salvála. Então ele perde a porca quando se trata de uso de drogas. E porque ele não podia mantê-la viva, ele às vezes tentava me envolver com Petal mais forte que


Tutankhamon. Temo por sua sanidade quando Petal for adolescente. Elas se sentaram em silêncio enquanto Lexi absorvia o que Pixie havia dito a ela. “Eu acho que os problemas da minha vida e da vida de Jordan colidem uns contra os outros. Eles estão tão em desacordo ”. Pixie sorriu. "Eu sou uma ex-viciada, então eu sei exatamente o que você quer dizer." "Uau. Isso deve ter sido..." "Sim. Isso foi. Nós terminamos porque nós dois éramos muito estúpidos para falar sobre isso. Bem, Dred era um pouco mais estúpido do que eu."Pixie riu tristemente. "Eu tenho morrido de fome", Lexi soltou de repente. Dizer em voz alta tornou real. Dizê-lo em voz alta solidificou-o como um problema, não a solução que ela esperava. “Isso não parece saudável. Mas então, quando meu padrasto abusou de mim, usei drogas para passar por isso, então sei tudo sobre comportamento autodestrutivo. ” Lexi olhou para Pixie. Comportamento auto-destrutivo. O pai dela. Abuso. Era disso que tudo era realmente? De repente, pareceu-me que resolver aquela parte do quebracabeça era crucial para entender por que ela estava sentada no apartamento de uma estrela do rock caindo aos pedaços em uma mulher que ela mal conhecia. “O que eu faço?” Ela perguntou.


“Eu não vou fingir que sei a resposta para isso, mas é possível descobrir isso, Lexi. Com especialistas. Com Jordan. Depende apenas do quanto você quer. *** Jordan invadiu a Parliament Street, tentando ignorar o conhecimento de que ele tinha sido o merda mais idiota do planeta, apesar de suas melhores intenções. Planos para alimentar Lexi de volta à saúde tinham evaporado no momento em que ele percebeu que ela estava deliberadamente faminta. O que provavelmente dizia mais sobre ele do que ela. Seus problemas estavam ficando no caminho de ajudar Lexi com os dela, o que fez dele a maior merda e pica no planeta. Destúrbio alimentar. As palavras continuaram colidindo com seus pensamentos, e ele balançou a cabeça para limpálas. Se era assim, o que ela estava fazendo era mais do que simples vaidade. Talvez tenha começado assim, mas a expressão de terror no rosto dela diante da perspectiva de ter que comer a comida que ele colocou na frente dela dizia que era algo muito mais. Ele, mais do que ninguém, entendia a importância de uma avaliação clínica adequada antes de se envolver em termos de saúde mental, mas estava disposto a correr com a idéia de que Lexi estava com dificuldades. E ele acabou de sair quando as coisas ficaram difíceis. Novamente. Porra. Seu peito apertou, sua respiração difícil, enquanto ele pensava sobre as lágrimas escorrendo pelo rosto de Lexi quando ele saiu. Ela não estava apenas dizendo a ele que agora ela estava sozinha? Mas, merda, tinha que ser comida, não é?


As letras de "Dog Boy" começaram a zumbir em seu cérebro. Uma noite, quando estava trancado no sótão, estava deitado na cama quando ouviu um cachorro latindo do lado de fora. Ele uivou, e Jordan, impressionado com o som, decidiu latir de volta em retorno. Foi um jogo divertido até que seu pai atravessou a porta e o chutou no estômago. "Você quer ser um cachorro, menino?" Ele disse. "Então vamos tratá-lo como um." No dia seguinte, no café da manhã, ele recebeu ração de cachorro em uma tigela de comida de cachorro. Claro, ele não percebeu que era isso. Como ele iria? Tudo o que ele notou foi que era mais crocante do que a comida que ele costumava comer. Mais difícil de mastigar. Quando seus pais chegaram mais tarde naquele dia, eles choraram de rir. "Ele comeu porra." "Pequena merda inútil." “Mais barato do que comida de verdade. Deixe-o comer com o cachorro." Eles o alimentaram por quase uma semana, mas continuaram a servir sua comida em uma tigela de cachorro até o dia em que ele foi resgatado. Em um momento de loucura, ele permitiu que seus pais babacas arruinassem seu presente. Ele não precisava ser aquele garoto novamente. Ele não precisava de todas aquelas caixas de cereais no armário, e não apenas porque, intelectualmente, sabia que poderia conseguir comida a qualquer hora do dia. Não valeu mais o tempo dele se preocupar com isso. Foi o pensamento mais libertador.


Ele parou abruptamente e observou seu entorno. Ele já estava no final da Parliament Street e, quando a loucura passou, percebeu que estava congelando. Não era onde ele precisava estar. Ele precisava estar com Lexi. Sem pensar duas vezes, ele se virou e começou a correr de volta para casa. Quanto mais cedo ele chegasse lá, mais cedo ele poderia pedir a Lexi para perdoá-lo e mais cedo ele poderia continuar sendo forte por ela. Uma buzina tocou atrás dele e ele parou para ver o carro de Elliott estacionar ao lado dele. Elliott pulou do banco do motorista e correu pela frente do carro para dar a Jordan um empurrão de duas mãos que o empurrou para trás. "Você é uma porra de merda, às vezes" disse Elliott. "Você quer saber sobre compulsão, olhe para mim, idiota." “Eu não tenho tempo para isso, Elliott. Eu sei muito bem que eu sou uma merda." Elliott segurou um de seus punhos e depois o outro. "Eu acho que você precisa ouvir antes de voltar para vêla." Jordan começou a andar de volta pela rua e Elliott o seguiu. "Você sabe que você deixou as chaves no carro e o motor ligado?" Jordan disse por cima do ombro. “Então, porra, o que? Você é mais importante para mim do que o meu carro. Jordan parou e se virou para ele.


"Diga o que você tem a dizer" disse ele, voltando para o carro de Elliott. "E então me dê uma carona de volta para a casa." Ele abriu a porta e subiu para dentro, onde estava quente. Para uma boa coisa, Jordan aumentou o aquecedor do banco. Elliott se juntou a ele e eles se dirigiram para o norte. “Você tem que me dar esperança, Jordan. Você tem que me mostrar que há um jeito de passarmos por isso. Assistir Dred e Pixie se apaixonar foi o começo, mas Dred não estava tão quebrado quanto nós. Eu não estou tentando entrar em uma corrida de festa de piedade para o fundo do poço, mas se você não pode fazer isso, então eu estou fodido porque você sabe que eu não posso controlar a merda que eu faço às vezes. ” O que ele deveria dizer sobre isso? Ele não podia dizer exatamente a Elliott que ficaria bem, não quando estava sentado no carro de Elliott depois de foder seu relacionamento com Lexi. “Gostaria de ter algumas grandes palavras de conforto, El. Mas eu estaria inventando. E eu acho que acabei de fazer a merda toda pior. Tenho certeza de que a maneira como você vai ajudar as pessoas não é dizer que o problema delas é besteira.”disse Jordan, esfregando o rosto nas mãos. Eles pararam na frente da casa e Jordan correu para dentro. "Lex!" Ele gritou do corredor. Ele correu para a cozinha, esperando vê-la ainda sentada no banco. Mas estava vazio. Seu copo ainda estava lá, vinho tinto ainda


dentro. Suas comidas foram deixadas intocadas. Até a faca ainda estava na tábua de pão. "Lex, onde você está, querida?" Ele gritou quando ele correu pelas escadas,subindo os degraus de dois em dois. Ele empurrou a porta para o novo quarto, mas ela não foi tocada. As rosas no vaso e as pétalas de rosas que ele colocou na cama em uma tentativa de romance estavam como ele as deixou. A luz estava apagada no closet e no banheiro, mas ele procurou por ela de qualquer maneira. Seu coração começou a correr enquanto ele tentava enterrar o pânico crescente, a certeza de que ela o deixou. Jordan correu até o sótão, apenas para descobrir que ela não estava lá também. Onde ela poderia ir? Correndo de volta pelas escadas, ele pegou o telefone. Eu sinto muito, Jordan. Preciso de um tempinho para me esclarecer. Eu entrarei em contato em breve, prometo. "Elliott" ele gritou, correndo para o armário onde Elliott estava tirando o casaco. "Lexi se foi." "Tem certeza?" Elliott disse, vestindo o casaco novamente. "Sim. Recebi um texto dela e verifiquei em todos os lugares. Quanto tempo ela se foi agora, uns vinte minutos? ”Jordan perguntou, puxando seu próprio casaco, chapéu e luvas. "Ok, vamos olhar."


Ele discou o número dela enquanto subiam no carro de Elliott. “Ei, você ligou para a Lexi. Deixe-me uma mensagem e eu entrarei em contato com você assim que puder. Porra de correio de voz. Ele discou novamente e escutou a mesma coisa. O pensamento de que Lexi tinha voltado para sua própria casa o deixou perto de vomitar quando Elliott navegou pelas ruas laterais de sua casa. Se o pai dela tocasse um único fio de cabelo na cabeça, ele o mataria. Ele estava apenas nesse humor. Mas então ele se lembrou de sua promessa a ela de não tocar em seu pai. E sua promessa de fazer isso era sobre Lexi, e não ele. Porra. Ele precisava chegar lá rapidamente. Se ele estivesse dirigindo, ele teria cometido todas as infrações de trânsito para chegar lá. "Eu preciso aprender a dirigir" disse ele. "Problemas com a minha condução?" Elliott perguntou com um sorriso. "Nenhum mesmo. Estou me sentindo como em um passeio de domingo para Lesmaville" "Engraçado" disse Elliott. “É exatamente assim que o juiz disse que eu deveria dirigir se não quero perder minha carteira de motorista. Mas com toda a seriedade, já estou fazendo o dobro do limite de velocidade. Se eu perder minha licença, você está me contratando uma limusine e motorista."


"Tudo bem" Jordan estalou. Ele discou o número de Lexi novamente. Nada. O buraco no estômago caiu mais baixo. Elliott parou ao lado da casa de Lexi, e Jordan correu para fora do carro e desceu pela lateral da casa para tentar seu apartamento primeiro. "Lex!" Ele gritou enquanto batia na porta. "Deixe-me entrar, querida." Ele esperou um momento e depois bateu com o punho contra a porta. "Lex, por favor." "Ela não está em casa" uma voz chamou da varanda. Jordan correu de volta para a frente da casa. Alexei estava envolto em um cardigã cinza com buracos nas costuras e um botão faltando. Por um momento, ele pensou em perguntar onde ela estava, mas depois se perguntou se ela estava lá dentro. "Que tal você me deixar verificar isso por mim mesmo?" Ele disse, passando por Alexei enquanto subia as escadas. Alexei agarrou o braço com mais força do que Jordan tinha previsto. "Fique longe da minha casa" disse ele. “É a casa de Lexi. E nós dois sabemos disso”ele disse, encolhendo os ombros de Alexei. Jordan correu pela casa.


"Lexi, você está aqui?" Ele gritou, passando pelos quartos. Ele subiu as escadas correndo, mas não encontrou nada. Quando ele verificou o piso principal, encontrou uma bengala encostada na parede. Ele tinha uma alça sólida no topo, mas se estreitava em uma fina cana no final. Com raiva, ele pegou e colocou sobre o joelho em pedaços progressivamente menores. Quando terminou, ele permitiu que as peças caíssem no chão. Uma vez que ele estava certo de que Lexi não estava lá, ele passou por Alexei na escada e voltou para o carro. “Ela não está aqui também. Onde diabos ela iria? Se ele pudesse descobrir. *** Luz solar. Lexi se esticou sob as cobertas suaves e se virou, tentando evitar que o clarão do sol a despertasse do sono. Parecia que ela dormiu por dias. Ela rolou para o lado, direto em um peito quente. Jordan. Ela se aconchegou contra ele e ele abraçou-a em seus braços fortes, puxando-a para perto de seu lado. Lexi suspirou satisfeita enquanto suas pernas emaranhavam com as dele e seus dedos percorriam seu cabelo. Acordar com Jordan foi um dos ... Jordan! Seu coração se partiu em um milhão de pedaços de novo. A luta. Ele a deixou. Lexi tentou se mover, tentou se afastar de seus braços, mas ela não era páreo para sua força.


“Está tudo bem, Lexi. Eu tenho você ” ele disse rispidamente. Incapaz de se libertar, ela abriu os olhos e estudou-o com sono. Jordan rolou de lado para que ele a encarasse, com as testas a poucos centímetros de distância. "Eu não posso lutar com você de novo" disse Lexi cansada. Levou horas para se acalmar na noite anterior, ainda mais antes que ela encontrasse o refúgio seguro do sono. "Eu não quero brigar com você também" ele disse calmamente, colocando a mão no quadril dela. “Eu sinto muito, Lexi. E isso é apenas o começo do meu pedido de desculpas. Eu nunca te dei uma chance para explicar... bem, não explicar, mas falar. Eu não escutei o que você disse porque eu cai direto na minha própria merda. Caí em mim cerca de dez minutos depois que eu saí de casa, uma vez que eu acabei de gritar com você por sua merda, eu me senti culpado. Então, por favor, Lexi. Ajude-me a entender. Eu prometo que vou ouvir." Lexi exalou lentamente. "Eu fiz isso uma vez antes" ela disse em um bocejo. "Quando eu entrei pela primeira vez na companhia." Seus olhos encontraram os de Jordan, e ela não viu nada além de entendimento lá. Deu-lhe a coragem de compartilhar seus momentos mais sombrios. "Oh, Lex" ele disse suavemente, beijando a ponta do nariz docemente.


A admissão a levou de volta àqueles dias gloriosos quando, por um momento fugaz, ela pensou que tinha conseguido. Entrar no balé deveria fazer o pai feliz. “Eu tinha um salário, e estava no corpo, desesperada para começar a subir nas fileiras, mas meu pai estava me empurrando com força, constantemente me dizendo que eu estava falhando. Ele me disse para prestar atenção ao que diferentes treinadores artísticos, mestres e gerentes de balé procuravam. Mas acima de tudo, ele me lembrou, como sempre fez, que eu era gorda. Havia uma regra bem conhecida no balé russo de que um bailarino não deveria pesar mais em quilogramas do que sua altura em centímetros menos cento e vinte e sete. Isso significava que eu deveria ter 40 quilos, cerca de noventa libras. Isso é quase trinta quilos a menos do que saudável. “Jesus, Lex. Isso é fodido."Jordan pegou a mão dela e puxou-a entre os dois. O triste era, deitada aqui nesta cama com Jordan tão perto dela, sua mão tatuada segurando-a com tanta força, ela sabia que estava fodida, mas que de alguma forma, quando ela se olhava no espelho, não parecia tão ruim. “Eu me convenci de que era a única coisa que me mantinha de volta ao corpo. Que eu poderia ser uma segunda solista se perdesse um pouco mais". Jordan se inclinou para frente e beijou seus lábios suavemente. Um caloroso conforto inundou-a e deu-lhe o encorajamento que ela precisava para continuar. “Desde o momento em que mostrei talento na dança, meu peso se tornou uma batalha constante. Meu pai pesava comida e, embora eu nunca tenha ficado no seu lugar e


morrido de fome, fui privada. E eu acho que acabei por me acostumar com o sentimento. Você já viu o filme Notting Hill ?? Jordan levantou a sobrancelha. "Eu não vejo filmes de garotas, lembra?" "Ou com Julia Roberts aparentemente" disse ela, tentando trazer alguma leveza à conversa. “Bem, há essa linha em que ela diz que está de dieta desde os dezenove anos, o que significa que ela estava com fome há uma década. Eu acho que foi a minha vida." "Você não chegou ao peso, não é?" A pontada de constrangimento percorreu-a quando ela pensou naquele dia em que alguém quebrou o padrão. “Não, mas eu cheguei perigosamente perto. Eu cheguei a quarenta e quatro quilos, ou apenas sob a marca mágica de cem quilos. Flutuou um pouco com base em se eu tinha comido quando me pesava. Mas uma bailarina, Verda Robles, que agora é amante de balé no Ballet Nacional de España, me ligou quando eu desmaiei no vestiário. Disse-me para olhar para bailarinos como Misty Copeland, que eram brilhantes, fortes e vibrantes, serviam de inspiração. Foi a primeira vez que me disseram outra maneira de dançar." “Foi também nessa época que o dinheiro da minha mãe acabou e precisávamos vender nossa casa. Papai sempre controlava o que comíamos e como vivíamos. Sem dinheiro, papai esperava que eu pagasse por tudo depois do investimento dele em mim e na minha dança por todos esses anos. Então nós saímos e eu o levei comigo, mas eu mudei o jeito que eu cuidava da minha saúde. Decidi o que ia comer


e, mais importante, quanto. Apesar de eu colocar um pouco de peso, isso me fez sentir como se estivesse no controle. Estou divagando, não estou?" “Não, Lex. Eu quero ouvir isso. O que mudou recentemente? Lexi se deitou de costas e colocou um braço sobre os olhos. "Você tem alguma pergunta mais fácil?" Ela disse, irritada. "Não estamos deixando esta cama até que tenhamos tudo resolvido" disse ele. "E com isso eu quero dizer que contamos tudo um ao outro, temos um plano para descobrir as coisas, e faremos sexo pelo menos duas vezes." Ela sentiu a cama balançar ao lado dela enquanto ele agarrava seu braço e o moveu do rosto dela. Jordan estava apoiado em um cotovelo olhando para ela. "Duas vezes?" Ela perguntou, a esperança a inundando que eles encontrariam um caminho através da bagunça. "Pelo menos duas vezes" disse ele, inclinando-se e beijando-a, beijos lentos e descuidados. Sua mão correu ao longo de suas costelas e roçou o lado de seu seio que estava vestido com um colete fino. Jordan descansou de volta em seu cotovelo. "Então você estava dizendo?" "Você espera que eu pense depois de um beijo assim?" "Pare de protelar, Lexi."


"Bem. Eu estava lutando. Com um parceiro em um próximo balé e com minha carreira. Vlad lutou para me levantar mas não parecia estar lutando com uma bailarina mais leve, então eu assumi que era o meu peso. Então todos os papéis que eu queria estavam sendo dados a bailarinas mais leves do que eu. E papai continuou a ser....papai. Meu peso parecia a única coisa em que eu poderia estar no controle." Jordan colocou os dedos no queixo e virou o rosto para olhá-lo. "Isso não é tudo, é?" Lexi afastou a cabeça do aperto dele. Ela não queria admitir seus pensamentos mais íntimos para ele. Não quando ele não iria entender. "Você quer saber por que eu tentei me matar, Lex?" Ele perguntou calmamente, como se estivesse perguntando a ela que filme ela queria assistir. Ela rolou para encará-lo, colocou a palma da mão na bochecha dele. "Você não precisa dizer ..." “Eu quero, Lex. Não, eu preciso. Tentei me matar porque não aguentava ficar sozinho. Mais uma vez”ele disse rispidamente. Lexi esfregou o polegar contra sua bochecha. "Oh, Jordan." “Eles eram a única família que eu tinha, Lex. E eu tive que vê-los saírem da nossa casa de grupo, um após o outro, depois de terem sido deixados sozinhos uma vez antes. Eu


tinha apenas quinze ou dezesseis anos quando Nikan partiu primeiro e achei que poderia lidar. Eu tive um estranho pesadelo, tive que ligar para Nikan no meio da noite para ter certeza que ele estava bem. Então, quando Dred saiu, começou a parecer real. Eu sempre andei pela casa à noite, certificando-me de que todos estão onde eu preciso que eles estejam. Casa. Uma vez que os dois estavam fora, eles não vieram com tanta frequência." Sua dor cortou através dela, e Lexi envolveu seu braço sobre ele, trazendo seu corpo para perto dela. "Então o que aconteceu?" “Foi realmente Elliott deixando a casa. Ficou só eu e Lennon que ficamos. Lennon era mais jovem e, para ser justo com o garoto, seus problemas são piores que os meus. E a pressão começou a crescer no meu peito, Lex. Eu não sabia onde eles estavam. Se eles estavam seguros. Se eles voltariam para mim. Eu me senti sozinho novamente. E eu odiava me sentir assim. Ainda tínhamos toque de recolher e eles estavam vivendo suas vidas. E de repente eu não aguentei. Eu senti como se não valesse a pena. Então eu estava no banho e, antes que percebesse, eu estava na banheira com uma lâmina na mão." Ele tinha passado por tanto, que fazia seus problemas parecerem pequenos em comparação. "Eu sinto muito, Jordan." “Eu não estou dizendo a você por simpatia, Lex. Estou lhe dizendo porque sei o que é sentir que algo é verdade, mesmo quando não é. Eu pensei que ia ficar sozinho, quando agora percebo que eles nunca fariam isso. E pior, eu os impedi de seguir em frente com suas vidas porque eles não


queriam que eu puxasse essa merda de novo. Eu sou a razão pela qual todos nós vivemos naquela casa. Eu sou a razão pela qual este apartamento em que estamos deitados existe. Ninguém pode seguir em frente até eu fazer. E levei anos para descobrir isso." "Eu não tenho certeza se posso descobrir sozinha, Jordan" ela admitiu baixinho. Ele a puxou com força contra ele. “Mas você não vê, Lex? Você não precisa. Estou aqui. Os caras estão bem aqui. Pixie está bem aqui, e tenho certeza de que há pessoas na companhia de balé ou psicólogos que podem ajudar. Demorei todo esse tempo para perceber que não estou sozinho. E você também não está. Você nunca terá que fazer nada disso por conta própria, porque eu estou bem aqui. E eu sou muito teimoso para me mover, porque eu te amo." Ouvir as palavras, mas mais do que isso, sentindo-as enquanto queimavam seu coração, trouxe tudo em foco. A vida ia mudar de tantas maneiras diferentes a partir desta manhã, mas eles ficariam um do lado do outro, seria a constante na vida um do outro enquanto mudava. "Eu também te amo, Jordan."


"Diga-me de novo por que estamos fazendo isso?" Lennon perguntou, mexendo no pequeno assento na primeira fila. "Porque nós parecemos ridículos." Jordan bateu na parte de trás da cabeça dele. "Porque é a noite de abertura de Lexi." "Sim, mas eu ainda estou na porra do balé." Uma mulher matrona na fileira atrás deles se arrepiou . Lennon se virou e piscou. "Desculpe, senhora." Jordan sacudiu a cabeça. Lennon estava certo, no entanto. O porteiro não sabia qual era o caminho quando cinco caras grandes vestidos de preto, couro e metal, seguidos por uma mulher minúscula com cabelos roxos brilhantes e ostentando mais tule do que seria necessário, e duas mulheres mais velhas vestidas de forma conservadora, haviam entrado. Ele consegiu seus ingressos. E sim, as pessoas atrás deles tinham bufado quando se sentaram, já que provavelmente bloqueavam sua visão. Mas ele queria estar bem na frente, onde Lexi o veria. "Você não acha que isso vai deixá-la nervosa, não é?" Pixie disse. "Você sabe. Nós...Bem...e você? ”Ela gesticulou para cima e para baixo na fileira.


Foda-se . Ele deveria ter pensado nisso quando espreitava as bilheterias com dias de antecedência, certificando-se de que todos os caixas possíveis soubessem que ele queria a primeira noite da estréia. Lexi nunca perguntou se ele pretendia ir, nunca lhe ofereceu ingressos. De início, ele se machucou até perceber que ela nunca teve ninguém para perguntar, e que havia todas as possibilidades de que ela não quisesse colocá-lo em constrangimento perguntando. Então ele planejou surpreendê-la, trazendo toda a família que ele tinha para vêla. Havia todas as possibilidades de que ele fosse vomitar. Nunca em sua vida ele sofreu com o medo do palco, mas aqui ele estava tendo um grande ataque por ela. Ele tinha visto o quão duro Lexi trabalhou nas últimas duas semanas. Comer ainda era um problema para ela, mas ela estava lutando contra o caminho todo.. No começo, ela se recusou a colocar qualquer peso de volta, usando o departamento de fantasia como uma desculpa, dizendo que não queria que eles tivessem que passar por todo o trabalho extra para refazer suas fantasias. Mas quando levou à Penny, a fabricante de roupas tinha feito milagres, motivo pelo qual um enorme buquê de flores e um vale-presente de quinhentos dólares para Holt tinham sido entregues a ela naquela manhã. Ele olhou para o telhado do Four Seasons Center e imaginou o que seria necessário para tocar lá. Só cabia duas mil pessoas, menos que os locais habituais deles, mas a acústica era incrível. Ele se perguntou como o resto da banda se sentiria sobre isso.


Nikan sentou-se no final da fila, suas longas pernas chegando ao corredor, e Elliott estava conversando com Maisey e Ellen, que estavam sentadas ao lado dele. Dred estava sussurrando algo para Pixie, suas cabeças se inclinaram juntas, e ele mordeu um sorriso quando viu Dred discretamente beijá-la docemente. Depois que toda a merda do 'desliguem seus celulares'terminou, as luzes se apagaram e a música começou a reverberar pelo espaço. Clássica não era realmente a coisa dele, mas, novamente, nem o balé funcionava até que uma pequena bailarina girou em sua vida. Puta merda. Havia uma orquestra real. Jordan olhou para Lennon, que acabou de se sentar na cadeira e abafar uma risada. Eles estavam na porra do balé. Centro da fila da frente. Cinco homens de origens infelizes e uma casa de grupo. Ele começou a ficar impaciente quando Lexi não apareceu imediatamente. Muitas pessoas estavam no palco, exibindo um bebê fingido, quando ele percebeu que realmente não conhecia a história da Bela Adormecida , exceto a merda toda adormecida. Então Lexi apareceu no palco, levantada no ar por dois homens. O coração de Jordan caiu em seu peito. Os filhos da puta não deviam tocá-la porque ele não tinha certeza se seria capaz de controlar a vontade de pular lá e espancá-los sem sentido. Lexi estava usando uma daquelas coisas estranhas, mas ela estava linda. Elegante. E ela estava lá naquelas sapatilhas como se fosse a coisa mais fácil do mundo, antes de se contorcer em posições que ele não tinha certeza se eram anatomicamente possíveis. Se ele não tivesse visto seus


pés sangrentos e crus, ele assumiria, pelo sorriso no rosto dela, que era indolor, sem esforço. Ela tinha precisão e compostura até o momento em que fez contato visual com a fileira da frente e deu uma segunda olhada. Um sorriso surgiu em seu rosto, mas ela rapidamente voltou para o que ele pensava como seu rosto de desempenho. A história estava um pouco além dele,ele não conseguia descobrir o que todos os outros bailarinos estavam fazendo correndo nas bordas do palco. Mas ele não conseguia tirar os olhos de Lexi, então quem se importava? Ela era a graça personificada e ela era dele. Dele. Toda dele. Ele sabia disso e sentia isso com cada fibra do seu corpo. Sabia disso quando ela assinou seu nome ao lado dele em uma casa a quatro portas de distância de Dred. Uma que estava no mercado há algum tempo. Levaria uma tonelada de trabalho para reformar o lugar. Mas havia uma casa de hóspedes na propriedade e eles decidiram morar lá enquanto o interior da casa principal estava sendo reformado e colocado de volta. O papel de parede laranja e marrom queimado adornava a sala de estar, e o banheiro era da cor dos abacates maduros. Lexi o persuadiu de que deveriam tratá-lo como sua primeira casa e decorá-lo enquanto viviam como pessoas normais. Então, quando ele não estava tendo aulas de direção, ele estava colocando papel nas paredes. No final da performance, ele acenou para os outros e foi até a entrada dos bailarinos para esperar por Lex, que saiu cerca de quarenta minutos depois. Seu rosto estava limpo, mas seu cabelo ainda estava em seu coque apertado. Ela se jogou em seus braços e afogou seu rosto em beijos.


"Eu não posso acreditar que todos vocês vieram" ela exclamou animadamente. "Não perderia por nada no mundo" disse ele, antes de beijá-la suavemente. “Você parecia incrível lá em cima. Quero dizer, eu vi você dançar para mim, mas ver você dançando para todas aquelas pessoas. Foi espetacular." Lexi suspirou e apoiou a cabeça no ombro dele. "Meus amigos estavam todos se perguntando quem eram os homens quentes na primeira fila." “Podemos nos encontrar e se apresentar em nosso novo local. Você convida suas bailarinas. Vou convidar meus músicos. "Vai se transformar em uma orgia" Lexi riu. "Provavelmente" ele concordou, colocando-a no chão. Ele a levou até a estrada e sinalizou um táxi. "Desde que sejam todos adultos, isso será uma visão divertida." Um táxi laranja brilhante parou e eles entraram. Ele deu seu endereço para o taxista. Lexi enfiou o braço dela no dele e descansou a cabeça em seu ombro quando ela soltou um grande bocejo. "Cansada, querida?" "Eu estou. Leva-me para casa, Jordan." Casa. Ele beijou sua testa.


E pela primeira vez em sua vida, com ela ao seu lado, ele sabia exatamente o que a palavra significava.


Elliott Dawson sentou-se rapidamente, lutando contra seu oponente invisível. Seus cabelos estavam em longas ondas marrons, agarrados à sua pele úmida. Ele examinou a sala, pegando uma coleção de guitarras e duas fotografias emolduradas, uma dele e seu melhor amigo de infância, Adam, que havia cometido suicídio aos dezesseis anos, e ao lado dela, um de seus amigos integrantes da Preload, no primeiro show em um pub no Danforth. Obrigado porra ele estava em casa. Em sua própria cama. Outra noite de acordar em um quarto estranho, de comer comida estranha, e não ser entendido na metade do tempo, o teria empurrado para a borda. Ele se jogou de volta na cama e esfregou o rosto. Uma turnê de dois meses pela Europa era algo com que ele e seus colegas de banda só podiam sonhar quando estavam praticando em sua casa em Toronto, mas a realidade era que era um trabalho árduo, pior ainda pelo fato de tanto Dred quanto Jordan, agora Felizmente se estabeleceram, e só


queriam estar em casa. Tanto Pixie, com a filha de Dred, Petal, quanto Lexi, a namorada de Jordan, fizeram viagens para vê-los várias vezes, mas as coisas estavam mudando na banda. Elliott olhou ao redor da sala novamente. Eles compraram a casa logo depois que eles fizeram dinheiro. Aqueles que não os conheciam presumiram que a decisão de morar juntos era uma combinação de hábito e conveniência, mas apenas um punhado de pessoas sabia que Jordan havia tentado se matar quando todos completaram dezoito anos e começaram a sair do grupo para casa. Sem ele. Nenhum deles queria que isso acontecesse novamente. Mas de alguma forma Lexi mudou tudo isso. A pequena bailarina dançou com tanta força no coração de Jordan que empurrou e derrubou seus demônios para fora. Embora feliz-fodidoJordan estava tomando algum tempo para se acostumar. Com ossos e músculos que doíam de trinta e cinco concertos, ele pegou o telefone e verificou a hora. Meiodia. Como se em sugestão, seu estômago roncou em reconhecimento. Eles chegaram em casa em um minuto ele caiu direto na cama. Agora, ele não conseguia descobrir em qual fuso horário seu corpo estava, ou quando ele tinha comido pela última vez. Ele saiu da cama e pegou um par de shorts. O arcondicionado estava frio o bastante para congelar suas bolas, mas, do lado de fora, o ar quente e úmido de agosto do centro de Toronto estava mais do que propenso a derreter. Elliott desceu as escadas correndo e foi até a cozinha. Nikan estava sentado em uma das banquetas do balcão, comendo uma pilha de panquecas cobertas de xarope de bordo.


"Há uma meia tonelada mais destes em um prato lá dentro" disse Nikan, inclinando o queixo na direção do forno. “Pixie os trouxe cerca de vinte minutos atrás. Disse que ela fez muitos e que poderíamos ter perdido alguma comida canadense de verdade." Elliott riu. “Soa como ela. Eu me pergunto se Dred conseguiu dormir esta manhã, ou se Petal o acordou primeiro ”Ele pegou um prato e empilhou mais alto do que precisava, e colocou uma quantidade igualmente obscena de xarope de bordo sobre eles. Nikan sacudiu a cabeça. “Cara, isso é um grave acidente de açúcar que você vai ter depois. E dado que Pixie tinha Petal com ela quando ela passou, eu acho que ele ainda está desmaiado também." Elliott pegou uma enorme garfada de panqueca e gemeu. "Deus abençoe Pixie" ele murmurou com a boca cheia de açúcar, manteiga e xarope. "Eu posso ter que trabalhar por três horas esta tarde para queimar isso, mas porra, vale a pena." "Eu me pergunto como Lennon fez em seu novo local na noite passada" disse Nikan. Parecia um momento estranho, ter todas as suas coisas em movimento enquanto ele estava fora. Elliott só podia imaginar a bagunça em que ele chegou em casa.


"Dadas as suas tendências de insônia, ele provavelmente tirou a maior parte do conteúdo antes de ir para a cama, e era provável que terminasse às sete ." "Você está pensando em sair em breve?" Nikan disse, afastando o prato vazio. Era algo que Elliott tinha pensado muito na viagem e ele encontraria uma solução. “A menos que você queira este lugar,podemos jogar uma rodada de pedra, papel, tesoura, eu estava pensando em me oferecer para comprar de vocês. Sem pressão para sair ou qualquer coisa, quero dizer que estou totalmente feliz com a configuração que temos.”Ele não queria que Nikan se sentisse como se tivesse que sair tão cedo. "E você?" “Pensei sobre isso uma vez que está turnê acabasse. Não parecia haver muito sentido para eu comprar um lugar e ter que me preocupar com isso enquanto estivesse fora. Talvez depois de terminarmos os shows dos EUA e do Canadá, eu comece a procurar. Elliott serviu mais xarope de bordo em suas panquecas e Nikan revirou os olhos. “Bem, não sinta que você tem que apressar isso para mim. Além disso, estou pensando em ir até a casa de campo para algum descanso e queimar um pouco de energia. ” Nikan o estudou, sabendo muito bem o que ele queria dizer. "Você està legal?" Ele perguntou.


Ele não estava. Ele estava ansioso. Pensamentos negativos estavam em um loop constante, correndo em sua cabeça dia e noite, colocando o caos que ele sentia para dialogar. "Sim, estou bem." O telefone tocou e Elliot atendeu. "Yo." "Elliott, feliz por ter te encontrado" Ryan, o empresário do Preload, disse, parecendo muito esperto. "Dado que eu estive em casa menos de doze horas desde a última coisa que você me encontrou, posso assumir que isso é uma ligação social?" Nikan riu do comentário. "Você daria um comediante de merda" disse Ryan. “Olha, eu odeio te bater no seu primeiro dia de volta, mas nós recebemos um pedido algumas semanas atrás que eu iria lidar quando você chegasse em casa, mas a urgência aumentou. Há um garoto de dezesseis anos no Hospital Infantil Sick Kids, que é um grande fã e sofre de câncer. O estômago de Elliott se virou. Ele sabia onde isso estava indo e sabia o que Ryan ia perguntar. Ele odiava ir ao hospital. Odiava os médicos e odiava ainda mais os pacientes. "Então, o que você precisa? Alguns assinaturas em camisa, essas merda?”Não seria suficiente, nunca foi, e ele sabia disso.


“Bem, os pais esperavam que você pudesse ir até o hospital e vê-lo. Olha, eu sei que o tempo é uma merda, e eu sei que você não gosta de fazer essas coisas normalmente, mas eu imaginei que vocês iriam querer fazer isso ao invés de arrastar Jordan e Dred para longe de suas famílias. Então, o que você acha? Você acha que você e Nikan podem ir até lá hoje?" "Me dê um minuto para falar com Nik." Ele colocou o telefone no mudo. "Você pegou a maior parte disso?" Nikan assentiu. "Sim, o que o garoto precisar." Claro que Nick estaria disposto. Eles não o chamavam de Saint Nick por nada. “Sim, nós estaremos lá. Nos mande os detalhes enquanto nos limpamos." Nikan se levantou e começou a limpar seus pratos. "Você vai ficar bem com isso?" Perguntou ele. "Sim, eu tenho isso" disse ele, embora o sangue em suas veias parecesse um óleo grosso e sujo. Rios entupindo suas artérias até que ele pudesse incendiá-la e deixar tudo queimar. Então a cabeça dele clarearia. Então ele poderia respirar. Mas até então, ele faria o que sempre fez. Sobreviver.


Para Lizzie Poteet, obrigada por amar os homens do Preload tanto quanto eu. Este é o nosso quinto livro juntos, e o seu feedback e assistência são tão valiosos como sempre. As histórias são sempre melhores com a sua magia. Para Beth Phelan, é inestimável saber que você tem minhas costas! Obrigado por ser um agente tão chutadora de bundas. Para as adoráveis pessoas da St. Martin's Press, incluindo Titi Oluwo, Marissa Sangiacomo, John Simko e a equipe maravilhosa que criam capas totalmenteincriveis! Para Brett e Heather Dawson. Milhares de agradecimentos por responder às minhas intermináveis perguntas e por seus contínuos cuidados com os que estão sob sua responsabilidade. O mundo precisa de mais pessoas como você. Se eu deturpei qualquer coisa nesta história, o erro é meu, não seu. A Sophie Letendre, coordenadora de programação do Balé Nacional do Canadá. A jovem em mim que costumava dançar amou a oportunidade de entrar em seu mundo por um tempo. Para alguém que geralmente consegue curtir o balé do outro lado da cortina, foi incrível entender o que é necessário para manter o National Ballet funcionando. Espero ter acertado todos os detalhes, se não o fiz, peço desculpas. Para Toronto. Eu te amo e sinto sua falta em igual medida. Montando o foguete vermelho , correndo ao longo da


margem do lago, compras no mercado de St. Lawrence. Sinto falta do trânsito no 401 e da rotatória idiota em Baby Point que todo mundo ignora. Obrigado por me dar um marido e uma casa. Para Tanya Egan-Gibson, por ser uma parceira maravilhosa e por me desafiar a ser uma escritora melhor. Para Sidney Halston. Por ser uma estrela do rock total e me falar de um penhasco quando meus personagens se perdem. Para Tanya Baikie, por me fazer teasers tão maravilhosos para acompanhar essa história, mas mais importante para se tornar uma amiga inestimável. Para minhas estrelas. Vocês são minhas garotas. E uma menção especial a Cole Robitaille (que colocou suas garotas de livro-namorado em Jordan desde o começo), e Stacey Spence (porque Cole sem Stacey é um pouco como Lucy sem Ethel, Cagney sem Lacey, ou Laverne sem Shirley) para os beta lendo esta história. Para Dani Barclay, por ser uma publicitária e amiga tão maravilhosa. Para Tamara Paton. Meu objetivo é escrever um personagem em um campo que é incrivelmente obscuro, apenas para testar a teoria de que você realmente conhece pelo menos um especialista em tudo! Para Amanda e Michelle... pelo vinho. E as risadas Para T, F e L... por ser meu tudo.

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Jordan Reclaimed (Preload, #1) by Scarlett Cole  

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