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DISPONIBILIZAÇÃO: SHADOWS QUEEN & POISON BOOKS TRADUÇÃO: SUK WRAITH & MEL WRAITH REVISÃO INCIAL: JEN QUEEN & CHRIS RASS REVISÃO FINAL: EQUIPE POISON LEITURA FINAL: EQUIPE POISON FORMATAÇÃO: MEL DUSK


Butcher THE DEVIL SOULS MOTORCYCLE CLUB #3

LEAAN ASHER’S


Isto é para todo mundo que está à espera de seu incomum, imprevisível e louco amor. Que você possa encontrar o seu próprio Butcher. <3 Quem disse que o amor deve ser são?


Ele me perseguiu a partir do momento em que me viu. Ele me assistiu dia e noite. Açougueiro é o que todo mundo chama de louco. Eles veem todas as tatuagens e cicatrizes e para ser honesta, para a maioria das pessoas, ele parece absolutamente assustador. Ele é perigoso. Ele é afinal o executor do MC de Devil Souls. Mas para mim? Ele é apenas açougueiro. Eu vejo-o. Eu vejo quem ele realmente é. Eu vejo um homem que fará qualquer coisa pelas pessoas que ele gosta. Eu vejo o homem que vai me proteger e me amar acima de tudo. Eu sou tão obcecada por ele como ele é comigo. Eu morrerei por ele e ele mataria por mim. O que todo mundo não sabe é que eu tenho o mesma loucura dentro de mim...


1 Shaylin Estou jantando na churrascaria Blue´s Steak House, em Raleigh, no Texas. Eu me mudei para cá há três anos para abrir uma padaria. Minha cidade natal é pequena, mas já existia ali uma padaria próspera, por isso aqui estou – e meu estabelecimento está ficando mais famoso a cada ano. Meu irmão, Lane, é o presidente dos Grim Sinners. Meu pai começou o clube e ele prosperou. Eu cresci em torno desses rudes, mas protetores homens. Eles podem ser difíceis, mas eles têm um fraquinho para aqueles com quem se preocupam. Eu sou a princesa do clube, porque, por alguma razão louca e desconhecida, eu sou a única garota. Nenhum dos outros membros tem uma filha, apenas filhos. A única razão pela qual meu pai me permitiu mudar para esta cidade é porque o Devil Souls MC está aqui. Eles são amigos íntimos do clube do meu pai. Assim como o Grim Sinners, o Devil Souls me tem sob sua proteção.


Eu sei que tem algo errado com os clubes agora e eu tenho que ser cuidadosa. Eu não estou autorizada a conhecer os detalhes, isto é, em grande parte para que eu permaneça segura. Os clubes são legítimos e por isso, se estiverem decaindo, alguma coisa ruim deve ter acontecido. Algo aconteceu alguns meses atrás que abalou a nossa família. Meu irmão tem uma filha, Tiffany. Nós não sabíamos sobre essa situação, nem ele. Quando os Devil Souls foram acabar com uma quadrilha de tráfico, eles encontraram sua filha lá. Chamaram meu irmão e o resto foi história. A mãe ia usá-la para pedir um resgate e então ela sumiu da face da terra. Bem, quase. Sorrindo para mim, eu olho ao redor da sala pensando na última vez que vi a mãe de Tiffany. Eu estava dirigindo pela estrada e a vi andando na calçada. O que eu fiz? Segui-a até seu apartamento. Observei-a entrar e a segui. Eu entrei pela porta, peguei uma tábua em cima da mesa ao lado do sofá quebrado e bati na sua cabeça, ela caiu inconsciente no chão. Voltei a descer as escadas, entrei no meu carro e fui normalmente trabalhar. Eu não sou alguém que agride as pessoas, mas aquela mulher merecia. Na verdade, ela merecia mais. Ela tratou a minha


sobrinha horrivelmente – aquela menina passou por um inferno por causa dela. De repente, o salão fica em silêncio e eu me viro para ver o que está acontecendo. O Devil Souls MC e o clube do meu irmão, os Grim Sinners, ocuparam o local e se reuniram em torno de uma longa mesa. Foi quando eu o vi. Ele é alto, seus braços, pescoço e costas são cobertos de tatuagens. Seu cabelo é raspado nas laterais e longo na parte superior. Ele tem uma barba por fazer por todo o maxilar. Ele é intimidante e eu gosto disso. Foi só dar uma rápida olhada e já me sinto atraída por ele. Eu não tiro os olhos dele enquanto ele caminha ao redor da mesa até suas costas ficarem viradas para a parede. Ele se move e meu coração começa a acelerar, esperando que ele olhe para mim. Sua cabeça se vira e seus olhos se conectam com os meus. Seus olhos escurecem e suas narinas se dilatam. Ah Merda! Ele é bonito de uma forma muito rude e grosseira. Este homem é perigoso, ele emana poder e seus olhos são tão escuros que parecem olhar em minha alma.


Poucos minutos depois, a garçonete entrega o menu de volta para mim. Um pedaço de papel está preso atrás com um número de telefone rabiscado nele. Eu olho para cima e vejo o cara sorrindo para mim. Ele rosna afastando a sua cadeira, esses homens são machos alfas e esse homem é o pior deles. Devolvendo o pedaço de papel com o número, eu balanço a cabeça e a garçonete se afasta. O cara parece seriamente chateado. Piscando para ele, eu me levanto e pego minha bolsa na parte de trás da minha cadeira. Eu sorrio para ele e depois para o meu irmão, que está olhando para nós dois e então saio da sala. Quando eu estou indo em direção à porta ouço uma cadeira sendo jogada no chão. Sorrindo, eu entro no meu carro. Meu telefone toca e vejo um texto de Lane. Lane: Atrás de você. O cara sai pela porta da frente do restaurante, seus olhos grudados em mim. Eu ligo o carro e recuo, antes de puxar para a estrada. Eu ouço uma motocicleta dando partida e olho pela minha janela. Ele está me seguindo de perto. Rindo, eu ligo o rádio e ignoro-o. Eu provavelmente não deveria ignorar este homem porque seguir alguém não é normal, mas nada no mundo de motociclistas é normal.


Eu estava fazendo uma pausa e agora preciso voltar para a minha padaria, que é bem abaixo da estrada do Blue’s. Doces da Shaylin. Que original, certo? Eu: Qual o nome dele? Lane: Butcher Bem, esse é um nome diferente, com certeza. Olhando para o meu espelho retrovisor, eu noto que ele está tão perto da traseira do meu carro que se eu o freasse, ele bateria em mim. Penso seriamente no que este homem quer. Homens motociclistas são totalmente diferentes do homem de todos os dias. Estes homens são uma raça completamente distinta e eu sinto que este Butcher está em um nível acima deles. Quando eu saio do meu carro em frente à padaria, vejo-o estacionando. Eu ainda estou em pé e vejo como ele se aproxima de mim. Butcher desliga a moto e olha para mim intensamente. Ele não diz uma palavra, mas nós começamos um jogo de disputa de olhar. Engulo em seco e abro minha boca para dizer algo, mas a fecho imediatamente. Penso: O que posso dizer sobre isso? O que eu faço? Posso dizer-lhe apenas para sair? Mas eu sinto que isso não vai funcionar. Eu tenho que admitir que eu o acho extremamente atraente. Eu tenho uma queda por meninos maus e este homem


não é um menino, é alguém diferente, o que torna tudo muito melhor. Então, eu decido permanecer em silêncio. Eu me viro e atravesso porta da frente da minha padaria. Mary, uma das minhas funcionárias, salta da parte de trás do balcão, tira o avental e o pendura no gancho. “Vou almoçar agora”, diz ela sem olhar para mim. Mary é minha melhor amiga. Temos sido amigas desde que eu era um bebê. Sua mãe costumava cuidar de mim quando meu pai estava ocupado. Normalmente, eu era levada para o clube com ele e um dos outros homens motociclistas, que eu chamo de meus tios, cuidava de mim. Mary finalmente olha para mim e sorri, mas então ela arregala seus olhos e deixa cair sua bolsa. Eu inclino me viro discretamente para ver qual é o problema. Butcher. Ele está em pé atrás de mim e eu posso ver por que ela teria uma reação como aquela. Ele não se parece com um ursinho de pelúcia. Este homem parece que poderia lhe matar com o dedo mindinho – inferno, se seu olhar fulminante não lhe matar primeiro. “Você ficar{ bem?” Ela abaixa a voz quase como um sussurro. Seus olhos vão de mim para Butcher, que não saiu do lugar. Eu sorrio e aceno. “Sim, eu ficarei bem. Pode ir". Ela balança a


cabeça e passa por nós, com a cabeça abaixada enquanto cruza com ele. Mary pode ser minha melhor amiga, mas ela não tem experiência de como é a vida de motociclistas, como eu tenho. Ela vê o grupo de passagem, mas é só isso realmente. Ela nunca foi alguém que queria ser uma parte dessa vida. Eu vejo como ela se apressa para o carro e eu rio baixinho. Butcher ainda não tirou os olhos de mim, eu nem acho que ele pisca. Eu entro na cozinha para começar um bolo de aniversário. Eu reúno os ingredientes e meço tudo antes de colocá-los no balcão. Eu adiciono todos os ingredientes líquidos no misturador antes da adicionar os ingredientes secos. Eu sinto que estou sendo vigiada. Eu espreito por cima do meu ombro e eu dou um pulo com a visão de Butcher sentado em uma cadeira ao lado da entrada para a cozinha. Seus olhos ainda estão em mim e ele não se move. Eu volto a trabalhar no meu bolo. Este homem é intenso. Muito intenso. Ele não diz nada, a única coisa que ele faz é olhar e olhar. Quero muito falar e, acima de tudo, eu quero perguntar o que raios ele está fazendo. Eu despejo a massa nas bandejas de bolo enfarinhadas e as deslizo em um dos meus muitos fornos. Eu me afasto e esfrego


as mãos para tirar o excesso de farinha antes de ir para a pia lavá-las. Eu amo esse lugar. É tudo o que eu sonhava e eu o conquistei. Fui para a escola durante anos, aperfeiçoando o meu ofício. Eu tenho assado e cozinhado desde que eu era uma criança, quando eu costumava ficar em uma cadeira para que eu pudesse alcançar o balcão. Eu sei que minhas receitas estavam longe de serem comestíveis na época, mas meu pai e irmão nunca reclamaram. Eu mesma levei meus assados para o clube e todos os meus “tios” afirmaram que eles eram a melhor coisa que já provaram. Grandes bobões, cada um deles. Butcher ainda não se moveu. O sino acima da porta soou com alguém entrando. Eu desato o cordão nas minhas costas e deslizo meu avental sobre a minha cabeça antes de pendurá-la no gancho na parede ao lado da porta. Eu saio da cozinha para a frente da padaria. Henry está em pé em frente ao balcão. Ele é alguém que eu não posso descrever, que emana grandes vibrações assustadoras porque age como um cachorro ávido sobre mim. Eu sinto que ele é inofensivo, mas, no entanto, ele é um chato. “Como posso ajud{-lo hoje, Henry?”, pergunto e ele se mostra animado. Eu o teria achado adorável se ele não estivesse coberto em um monte de sujeira com algumas manchas marrons suspeitas em suas mãos e outras partes do seu corpo.


Eu não quero pensar nisso agora. Eu tenho um estômago muito fraco, e eu não suporto qualquer tipo de fluídos corporais. Butcher está de pé na entrada da cozinha. Seus olhos não estão em mim, pela primeira vez, mas em Henry. “Eu quero um cupcake de veludo vermelho”. Abro o vidro e pego o seu cupcake. Eu coloco perfeitamente dentro de uma caixa e coloco-o sobre o balcão. Quando Henry enfia a mão no bolso para pegar dinheiro, eu estou me encolhendo por dentro. A virilha em suas calças está molhada. Por favor, que isso seja água. Quando eu me aproximo para pegar o dinheiro, ele sorri. Tremo só com a visão do seu dente. Sim, o dente – porque a maior parte deles está faltando. Ele pega a minha mão em um aperto forte. Eu quero vomitar enquanto pego em suas unhas. Não vomite, Shay, digo a mim mesma. “Deixe-me ir”, eu digo a ele severamente. Eu vejo Butcher, com o canto do meu olho, trovejando até o balcão. Eu tento puxar a minha mão livre. “Me. Deixe. Ir". "Não". 1, 2, 3...


Foda-se. Eu pego o pote de gorjetas do balcão e esmago na cabeça de Henry. Seus olhos rolam para a parte de trás de sua cabeça e ele bate no chão com um baque. Butcher olha fixamente para Henry e meus olhos se arregalam quando eu vejo o sorriso seu no rosto. Eu sorrio de volta docemente. “Ele deveria ter me deixado ir”. O sorriso de Butcher alarga e meu estômago se agita. “Agora o que eu faço com ele?” Eu tiro meu telefone para chamar Lane. Uma mão se fecha sobre meu celular. “Eu vou lidar com isso”, Butcher diz com uma voz rouca. Eu olho em seus intensos olhos. Ele me solta, agarra a perna de Henry e começa a arrastá-lo pela cozinha. Eu pisco algumas vezes e corro atrás dele para ver o que ele vai fazer. Luz invade o lugar quando ele abre a porta de trás. Eu estremeço quando ele arrasta Henry pelo concreto. Falo sobre a queimadura do atrito com o asfalto. Bem, eu quebrei um pote na sua cabeça – por que estou me preocupando com isso agora? Butcher continua arrastando Henry sem um cuidado no mundo, de um jeito tão corriqueiro como se estivesse fazendo um passeio diário pelo parque. Ele o arrasta atrás de um prédio e arruma os sacos de lixo em torno do Henry para que não possa ser visto.


Butcher se vira e volta lentamente até onde estou. Cada passo é preenchido com intenção. Seus olhos nunca deixam os meus conforme ele fica cada vez mais perto. Eu o evito, olho o interior do edifício e volto para a frente da padaria, onde mais alguns clientes estão à espera. Eu os atendo até que Mary entra e olha ao redor como se estivesse procurando alguém. Sinto Butcher se mover para perto de mim e os olhos de Mary se arregalam. Ela abaixa o olhar e corre para a cozinha, para ficar tão longe de nós quanto o possível. Olhando com o canto do meu olho, eu vejo Butcher encarando a porta da cozinha. Aproveito esse momento para olhar para ele. Ele tem uma aura escura ao redor dele, é grande em todos os lugares e tem esse exterior áspero e duro, mas eu sei que há mais neste homem do que os olhos possam alcançar. Quando Butcher olha para trás e em minha direção, eu rapidamente desvio o olhar e volto ao trabalho, reorganizando o balcão da vitrine para garantir que tudo pareça bem e ordenado. Pelo próximo par de horas, as pessoas vêm e vão, obtendo suas sobremesas, enquanto reservam bolos e biscoitos para casamentos, festas de aniversário e outras celebrações. Butcher agora está sentado em uma cadeira à minha direita. Ele intimida a todos que entram no espaço.


Mary não saiu da parte de trás da cozinha desde que ela voltou ao trabalho. Já está perto da hora de fecharmos e eu estou começando a ficar com fome. Abro a vitrine de vidro, pego o resto dos cupcakes de baunilha, os ajeito em uma caixa. Eu pego a caixa e sento na cadeira ao lado Butcher, que ainda está olhando para mim. Eu seguro um cupcake em direção a ele e ofereço: “Quer um?” Eu coro. Ele me d{ um discreto sorriso. Ele toma o bolinho de mim, seus dedos escovando os meus. Eu coro mais e desvio o olhar para baixo. Lambendo meus lábios, eu pego o meu próprio cupcake. Desembrulho o papel e dou uma mordida. Butcher desembrulha seu cupcake e enfia a coisa toda em sua boca. Riso borbulha em mim quando eu assisto a este homem encher a cara com os cupcakes – por que é tão engraçado ver um homem tão áspero comer um bolinho? Tiro outro da caixa e entrego a ele. Ele pisca e eu paro em estado de choque. Minha boca se abre um pouco. Ele acabou de piscar para mim? Eu sorrio para ele, com dentes e tudo. Eu provavelmente pareço uma maluca. “Shaylin, eu vou começar a limpar!”, Mary grita da cozinha. "OK! Eu estarei aí em um segundo”. Eu entrego o resto dos bolinhos para Butcher, que imediatamente agarra mais um. Eu


sorrio porque adoro ver alguém saborear meus cupcakes ou qualquer outra coisa que eu faça. Durante a hora seguinte, Mary e eu limpamos tudo e antecipamos a preparação para o dia seguinte. Amanhã é meu dia de folga, então eu quero ter certeza de que tudo esteja perfeito para ela e para o outro empregado que estará aqui. “Tchau, Mary!”. Eu a acompanho até a porta e vejo-a entrar em seu carro com segurança e ir embora. Eu me viro e dou de cara em algo duro – Esbarrei em Butcher. Eu me desequilibro, mas sua mão gruda no meu antebraço, me firmando. “Eu só tenho que trancar e me certificar que tudo est{ desligado”. Eu me encaminho em direção à cozinha. Eu dou uma volta para me certificar de que todos os freezers estejam fechados e que tudo esteja desligado. Eu apago a luz e caminho de volta para a sala principal, de onde eu vejo Butcher já na calçada olhando para dentro. Até que eu termino de apagar as luzes e trancar tudo, Butcher já está montado em sua motocicleta. Está bem então. Enquanto estou entrando no meu carro, ele ainda está olhando para mim. Há tanta coisa que eu quero dizer. Engolindo em seco, eu me sento no banco do motorista e coloco a chave na ignição. Eu sinto minha mente indo em um milhão de direções diferentes. Eu saio do estacionamento, e


meus olhos vão para a janela do retrovisor. Eu paro no sinal de trânsito e os meus olhos seguem Butcher quando ele surge à direita. A luz fica verde, e eu viro à esquerda em direção a minha casa. Butcher se vira em outra direção. Bem, eu acho que é isso. O que eu esperava? Eu honestamente não sei o que esperar dele. Uma parte de mim tinha antecipado que ele me seguiria para casa, mas outra parte temia que ele se separasse de mim assim que eu saísse da padaria. Hoje foi apenas um dia estranho em geral. Eu quebrei meu pote de gorjetas sobre a cabeça de um homem, mesmo que ele tenha pedido por isso. Então Butcher o jogou atrás de uma lixeira. Nós não somos normais, mas o normal não é superestimado?


2

O próximo dia Bip! Bip! Bip! Eu gemo e rolo na cama para desligar o alarme. Uma vez desligado, eu me viro e bocejo, meus olhos lacrimejam. Então eu pego meu telefone na mesa de cabeceira e vejo que recebi um texto Lane: Sua sobrinha quer ter um dia de garotas. Eu sorrio com a perspectiva de passar o dia com a minha sobrinha. Eu amo aquela garotinha mais do que qualquer coisa. Ela teve uma fase difícil antes de Lane acolhe-la. Eu quero matar sua mãe e eu o teria feito se achasse que eu poderia me livrar dessa. Que tipo de mãe tenta usar seu filho para resgate? Eu: Encontro-os em uma hora. Lane: Perfeito.

Trinta minutos mais tarde, estou pronta. Eu vou tomar o café da manhã com a minha sobrinha. Pego minha bolsa das costas da cadeira e minhas chaves da mesa. Eu tiro o meu cabelo do


meu rosto, ajeito-o atrás da orelha, enquanto eu coloco meus sapatos. Todos os meus sapatos não têm salto porque eu mal consigo andar em terra firme. Eu sou desajeitada. Isso foi uma coisa complicada para mim, enquanto crescia. Eu quebrei muitos ossos por causa disso. Eu passo para a varanda e tranco a porta atrás de mim, jogando minha bolsa mais acima no meu ombro. Foi quando eu vi algo deitado na minha cadeira de gramado. Que porra está acontecendo? É um homem enlouquecido ou uma mulher dormindo no meu quintal? Eu olho em volta para ver o que posso usar para atingir algumas cabeças e tudo o que vejo é uma pedra. Dando de ombros, eu abaixo e pego a pedra. Eu levanto minha mão e lanço contra a pessoa deitada na cadeira de gramado. Ela bate no que parece ser o tórax. A pessoa se levanta, derrubando a cadeira, e aponta uma arma diretamente na minha direção. Meus olhos se encontram com os olhos dessa pessoa e eu suspiro alto. É Butcher. É oficial. Este homem está me perseguindo. Eu não posso acreditar que ele realmente dormiu em uma cadeira no meu quintal. Quem faz isso? “O que você est{ fazendo, Butcher?”, pergunto e dou alguns passos mais perto. Ele não diz uma palavra, mas ele olha para mim. “Butcher?” Desta vez, ele me olha de cima para baixo antes de me dar aquele sorriso.


Está bem então! "Eu tenho que ir…". Ele balança a cabeça e fica de costas para mim. Ele caminha até sua motocicleta e, por alguns segundos, eu pisco em ligeira descrença com o que está acontecendo. Estou tão confusa. Se este homem me quer ou algo assim, ele não está progredindo. Mas eu também tenho que admitir que ele é totalmente diferente de qualquer outro homem lá fora. Primeiro de tudo, ele é assustador de olhar, mas eu acho isso atraente. Eu recuo alguns passos, sem tirar os olhos dele, antes de caminhar através do meu quintal para o meu carro. Eu vivo nos subúrbios. Meu pai me queria fora do país, mas eu não queria dirigir quarenta e cinco minutos para trabalhar todos os dias. Enquanto eu coloco a chave na ignição, eu vejo Butcher ainda sentado lá. Eu acho que ele está esperando por mim. Eu me afasto do meio-fio, faço uma inversão de marcha, e vou embora. Meu irmão vive a quase trinta minutos de distância de mim, em um conjunto habitacional perto da cidade. Todas as casas no conjunto pertencem ao clube. Elas são cercadas e fortemente vigiadas. Meu irmão providenciou essa construção quando ele se tornou presidente. O que pode oferecer mais proteção do que ter todos os seus irmãos juntos em uma área? Meu pai fez o clube crescer. Meu irmão é quem o fez prosperar. Ele usou esse


grau de negócios depois que ele chegou em casa, vindo de sua fase de treinamento militar. Agora eles possuem quase cinquenta empresas em todo Texas e outros Estados. Eu ouço uma motocicleta acelerando atrás de mim, e eu olho pela minha janela lateral. Para minha surpresa, é Butcher. Ele fica perto da traseira do meu carro. Eu acho que ele está vindo junto para o passeio.

Eu puxo do lado de fora garagem do meu irmão e digito o código. A porta se abre e eu dirijo pela longa entrada. Eu ouço a moto desligar. Eu olho pelo vidro traseiro e vejo Butcher estacionando fora do portão. Eu guio para perto da varanda da frente e Lane vem de fora com a minha sobrinha, Tiffany, nas costas. Ele a está mimando e ela adora isso. Não que eu a culpe. Lane é um pai incrível e, desde o momento em que menina entrou em sua vida, tudo mudou para ele. Ela mudou todas as nossas vidas. Eu saio do meu carro e sorrio para Lane e minha sobrinha. Meu irmão sorri de volta e sua cabeça se inclina para olhar para o seu portão. Eu acho que ele vê Butcher. As minhas sobrancelhas se elevam e dou de ombros. Eu não tenho uma resposta para ele.


Tiffany pede para Lane soltá-la e ele a coloca no chão. “Tchau, papai!” Ela abraça o seu quadril porque é onde ela alcança. Um sorriso ofuscante aparece em seu rosto e ele faz um cafuné. “Amo você, menina”. Ela desce os degraus e entra no meu carro, pronta para ir. “Por que Butcher est{ minha porta?” Lane pergunta assim que Tiffany fecha a porta. Eu solto um suspiro alto e olho para Butcher antes de responder. “Desde ontem, ele não me deixou. Ele sentou e observou-me trabalhar durante todo o dia, em seguida, dormiu do lado de fora da minha casa”. Os olhos de Lane ampliam e ele começa a rir. O sorriso cai do meu rosto. Do que ele está rindo? Eu estreito meus olhos para ele. Eu não gostaria de ser o alvo de piadas. Lane vê minha expressão e imediatamente se cala. “Este homem é a porra de um louco e parece que ele está perseguindo você. Se eu não conhecesse Butcher, acertaria uma bala em sua cabeça por perseguir você”. Ele começa a rir novamente. Ele está me irritando. Butcher não é louco, ele é apenas diferente. Dou um passo mais perto, pronto para estrangulá-lo. Lane recua. “Você é louca também, Shay. Você cega |s pessoas com todas essas merdas doces e, bam, dá uma de porra louca e


se esquiva”. Eu sorrio porque eu tenho que admitir que seja verdade e ele sabe tudo sobre Butcher. "Está certo. Eu estou indo! Eu te vejo mais tarde". Subo no carro e abaixo os vidros das janelas. Esta é uma coisa minha e de Tiffany. Nós estouramos o volume do rádio. “Tchau, papai!” Tiffany grita pela janela e ela sopra-lhe um beijo. Seu rosto suaviza e ele acena adeus. “Vamos arrasar, Shay!” Ela bate palmas, um enorme sorriso no rosto com aquelas enormes covinhas em cada bochecha. Eu amo aquela garotinha! Dirijo-me pelo quintal. Ela acompanha cada palavra da música e esta menina não dá conta de acompanhar tudo, mas isso não nos impede de cantarmos. Eu gostaria que minha mãe estivesse junto. Ela morreu de câncer quando eu era pequena e eu não tenho nenhuma lembrança dela. Eu gostaria de ter tido momentos assim com ela para me lembrar. Lane tem algumas lembranças dela, mas não muitas. Entristece-me saber que Tiffany tinha uma mãe que é uma porra de desperdício de ar. O portão se abre automaticamente e eu guio para fora. Eu puxo direto para a rodovia e Butcher puxa atr{s de nós. “Quem é esse?” Tiffany pergunta e eu olho pela janela traseira. "Um amigo".


“Oh legal!”, ela simplesmente diz e não faz mais perguntas. A moto acelera e Butcher emparelha ao lado de Tiffany. Ela ri e estende a mão. Butcher sorri para ela e toca a sua mão. Ela ri ainda mais. E eu sorrio em suas palhaçadas.

Nós chegamos ao shopping. “Espere-me para lhe tirar do carro, anjo”. Eu digo isso | Tiffany porque ela gosta de fazer suas coisas sozinha. Minha porta se abre e eu salto em estado de choque. Butcher está lá segurando minha porta aberta. OK. Eu pego minha bolsa do banco do passageiro e caminho ao redor do carro para descer Tiffany. Ela já soltou seu cinto de segurança e agora desce, segurando a minha mão. Juntas, andamos de mãos dadas em direção ao shopping e Butcher anda a cerca de dez pés atrás de nós. Tiffany vê um lugar de pedicure e me arrasta para lá primeiro. Ela me leva até o balcão. “Eu preciso chegar com minhas unhas pintadas. Papai tentou ontem à noite e não terminou bem“, ela explica e eu olho para os seus dedos dos pés. Leva tudo de mim para não começar a rir. Quase todos os seus dedos estão num tom de azul. “Como eu posso ajudar vocês hoje?” A senhora no balcão pergunta.


“Queremos duas pedicures”, eu digo e ela aponta para os assentos. Tiffany solta minha mão e corre para um que é feito para princesas, todo rosa e ouro com uma coroa descansando no topo. Ela sobe no banco e me sento ao lado dela. Todo mundo para de falar e eu olho para ver o que está acontecendo. Butcher passa por mim para o banco diretamente ao meu lado. Eu lambo os lábios e olho para ele. A senhora que se sentou conosco está olhando para nós nervosamente enquanto ela nervosamente limpa as mãos para cima e para baixo em suas roupas. Ela caminha até ele. “Você quer um pedicure também?” Butcher olha para ela como se não pudesse mesmo acreditar que ela pediu isso. Ela se afasta e tropeça, acertando outro homem que trabalha lá. Ele segura-se e a ela. Ela pede desculpas e corre de volta ao balcão. “Tiffany, v{ escolher uma cor para mim e para você, tudo bem, querida?” Ela corre para a parede que é apenas de esmaltes de unha. Eu afundo de volta no meu lugar e pego o controle remoto para ligar o massageador nas minhas costas, mantendo um olhar atento sobre Tiffany. “Então, você quer que suas unhas feitas?”, pergunto a Butcher, não sabendo mais o que dizer a ele. Butcher rola seus olhos para cima e olha para mim. Eu acho que essa é a resposta.


“Eu tenho um vermelho pra você!” Tiffany interrompe e me entrega um frasco de esmalte vermelho. Ela tem uma rosa para ela e mais um: incolor . Não, ela não fez, não é? “Eu tenho um esmalte claro para ele! Papai me deixa pintar as suas o tempo todo nesta cor”. Lane est{ totalmente ferrado! Tiffany caminha até Butcher e coloca o esmalte em seu colo. Ela sorri para ele e volta para seu assento. Eu sorrio e olho para Butcher. Ele está olhando para o esmalte como ele estivesse vivo e pronto para atacá-lo. Eu mordo meu lábio para parar o riso que está borbulhando. Isso tudo é muito cômico. “Eu sou alérgico”, ele deixa escapar. Eu rio alto. Isso foi épico. Tiffany se inclina para frente e olha para ele. “Se você diz, Sr. Butcher!”, diz ela em uma voz cantante. Seus dedos agarram o topo do esmalte e ele o coloca abaixo de sua cadeira. Duas senhoras caminham até mim e Tiffany, arrastando duas banquetas. Eu afundo na minha cadeira. “Shay, podemos fazer maquiagem hoje?”. Olho para Tiffany, e ela olha para mim com aqueles enormes olhos. "Claro!".


Ela sorri para mim e senta-se na cadeira. Esta menina consegue todos enrolados em seu dedo mindinho. Quem se importa se Lane provavelmente vai me matar? É só um pouco de maquiagem. Pelos próximos trinta minutos, nós nos sentimos mimadas. Uma vez que nossas unhas estavam secas, nós calçamos nossas sandálias e eu ando mais para pagar as nossas coisas. A senhora que se assustou no início com a visão de Butcher balança a cabeça: “O homem assustador j{ pagou”. Butcher está do lado de fora do salão de beleza nos esperando. Eu pego a mão de Tiffany e ando em linha reta para ele. "Obrigado! Você não tem que fazer isso”. Ele pisca para mim e meu estômago vira. Tiffany pega minha dica. “Obrigado, Sr. Butcher!”. Ela é muito fofa! Tiffany e eu andamos mais para dentro do shopping e vejo uma loja de roupas que eu absolutamente amo. Eu levo Tiffany lá e olho para os pequenos vestidos pretos que eu vi pela da porta. Eu pego um preto e um marrom ao lado dele. Uma mulher não pode ter o suficiente de vestidos. Tiffany já viu a seção das crianças pequenas e está ansiosamente me puxando nesse sentido.


Se os vestidos não couberem, eu só trago-os de volta. Eu solto sua mão e a deixo olhar livremente. Eu posso ser um pouco protetora, mas o pensamento de algo acontecendo com ela me deixa muito paranóica. Inferno, deixa cada um de nós paranóico. Tiffany é o nosso mundo. Tiffany escolhe alguns vestidos e shorts. “Vamos tentar estes”. Ela balança a cabeça e caminha na minha frente para o provador. Eu encontro um que está vago e abro a porta para ela. Ela dá um passo para dentro, e eu deixo os meus dois vestidos em um gancho fora da porta. A porta bate, fechando. “Qual deles você quer tentar em seguida?”. Ela pega um vestido em cima da pilha. Pelos próximos dez minutos, provamos de tudo que escolhemos e acabamos com dois vestidos e um par de shorts. A menina ama suas roupas. Eu abro a porta e, quando saímos, eu olho para o gancho onde eu tinha minhas roupas penduradas. Estas não são minhas roupas, eu posso dizer à primeira vista. Eu pego o que está lá em cima e desdobro. Parece um vestido que uma mulher Amish usaria. O que diabos? “Vamos l{,


Tiffany. Vamos pegar meus vestidos. A vendedora deve tê-los guardado de volta”. Nós caminhamos até onde o cabide de roupas estava e eu vejo que todo o cabide est{ vazio. Que diabos? “Eu acho que eles foram todos vendidos”, eu digo | Tiffany. Ela sorri para algo atrás de mim e eu me viro para ver o que ela está olhando, mas não há nada.

Eu chego casa por volta das oito horas. Tiffany e eu passamos o dia juntas. Butcher não chegou perto de nós novamente, como ele fez no salão de beleza. Ele estava lá, mas ele se manteve à distância. Ele apenas me observava. Eu olho atrás de mim enquanto eu entro na minha garagem e eu noto que Butcher não está por perto. Eu acho que ele foi para sua casa hoje à noite. Eu bocejo e saio do meu carro. Eu pego minhas sacolas e caminho para dentro de casa. Meus pés estão me matando. Eu posso ficar em pé durante todo o dia no trabalho e não machucam, mas no momento em que vou ao shopping, meus pés acabam comigo. Uma vez lá dentro, eu ativo o meu alarme e tranco a porta. Vou primeiro para o meu quarto e coloco as sacolas no chão. Eu ando para o meu armário e pego um shorts, uma camiseta larga e tiro o elástico de cabelo do meu pulso.


Eu entro na cozinha, pego um saco de batatas chips e água. Estou pronta para relaxar no sofá pelo resto da noite, enquanto assisto Buffy- A Caçadora de Vampiros. Eu pego um cobertor de cima do sofá e me enfio embaixo. Eu acordo assustada e olho para o relógio na parede. Meianoite. Adormeci no sofá. Eu fecho o saco de batatas chips e coloco sobre a mesa de café. Eu ando para minha porta principal para checar as trancas antes de dormir de vez. Eu olho pela janela e vejo a mesma cadeira de gramado que antes estava na varanda e agora está no pátio com Butcher deitado nela. Eu volto para a sala de estar e pego o cobertor que eu usei. Abro a porta da frente lentamente para não acordá-lo e ando até ele. Seus olhos estão fechados e, pela primeira vez desde que eu o conheci, parece que ele está em paz. Eu chacoalho o cobertor e o cubro com ele. Eu me viro e caminho de volta para dentro da casa trancando a porta atrás de mim.

BUTCHER Ela não sabe, eu estou acordado quando ela me cobriu com um cobertor. Eu não posso deixá-la. No momento em que ela sai da minha vista, meu corpo grita que será a última vez que


eu irei vê-la. Eu perdi minha família em um acidente de carro e desde então eu tenho mantido todos muito próximos, na distância do comprimento do braço, além de meus irmãos. Meus irmãos tornaram-se a minha família e os militares me fizeram ser quem eu sou. Shaylin me surpreendeu, me chacoalhou. Sua inocência, seu olhar doce e a forma como a luz irradia dela. Sentando-me na cadeira de gramado, eu peguei o cobertor que caiu no chão. Eu levanto o cobertor para o meu rosto e cheiro, fechando os meus olhos. Cheira a ela. Eu quero ela. Eu quero que ela tão fodidamente ruim. Eu quero levá-la e escondê-la onde nenhuma porra possa machucá-la. Na padaria, quando o cara tocou a sua mão, eu vi vermelho. Eu queria rasgá-lo em pedaços de merda só por tocá-la. Eu quero matar qualquer um que olhe sequer em sua direção. Quando ela estava andando no shopping, os homens olhavam para ela e eu queria arrancar seus olhos. Ela é minha. Ela era minha no momento em que pus os olhos nela.


3

Shaylin “Ele ainda est{ seguindo você?”, Mary pergunta quando ela chega ao trabalho. Ela deve ter visto Butcher sentado fora da padaria, olhando para dentro. Hoje ele parece muito mais intenso. “Sim”. Coloco os cupcakes na vitrine de vidro. Mary est{ olhando para mim como eu fosse louca. “Isso não lhe assusta?”, Ela diz lentamente como eu fosse analfabeta. Eu me levanto e cruzo os braços sobre o peito. “Bem, eu acho que deveria, mas isso não acontece”. Eu não sei o que mais dizer a ela porque tenho certeza que não sei o que está acontecendo. “Eu digo que devemos ter uma noite das meninas hoje | noite e vamos tentar deixá-lo para tr{s?” Mary bate a mão no balcão, e posso dizer que ela está nervosa. Eu suspiro e inclino meu


quadril contra o balcão. Eu acho que uma noite das meninas parece divertido. "Certo. O que você quer fazer?”, eu pergunto-lhe enquanto eu me viro para terminar de alinhar os biscoitos frescos. "O clube?". "OK. Quer que eu vá buscá-la hoje | noite?”. “Sim, você est{ no comando essa noite, estou precisando distrair-me”. Eu ouço tristeza gravada em sua voz, o que me faz olhá-la com preocupação. Eu vejo as bolsas sob os seus olhos, ela parece exausta. “Qual o problema, Mary?” Eu toco seus antebraços. Ela fica pensativa e solta um suspiro profundo que soa como um soluço. "Mary?". Ela olha para mim. “É a minha prima fedorenta novamente. Recebo telefonemas quase todas as noites precisando de mim para socorrê-la de festas que estão ficando muito difíceis para ela. Ela est{ entrando na merda e eu não quero lidar com isso”. Ela para e suaviza sua voz, seus olhos se enchem de lágrimas. “Ela é da família, não importa o quê. Ainda me lembro de que ela era a minha melhor amiga durante a inf}ncia”.


Eu a puxo para perto de mim, dando-lhe um abraço apertado, dividindo um pouco do fardo. Sua prima a colocou em alguma merda profunda um par de anos atrás, e Mary teve a sorte de sair dela. Sua prima colocou toda a culpa sobre ela e disse que a Mary entregaria o dinheiro ao traficante. “Ligue pra mim da próxima vez e eu vou com você”, eu digo e ela assente. Eu sei que Mary está com medo porque o negociante a agrediu e meu pai ficou chateado. Você pode imaginar o que aconteceu. Mary é minha melhor amiga e tem sido desde que eu era uma garotinha. Ela está perto de meu pai e de meu irmão, mas não do resto do clube. Ela simplesmente nunca se interessou por isso. “Obrigado, Shay. Eu te amo, é apenas o estresse que est{ ficando para mim”. Ela se endireita e sorri para mim, l{grimas escorrendo pelo rosto. “Fique | vontade, boneca”, eu sorrio atrevidamente para ela. “Então, você est{ pronta para sair hoje | noite? Temos de encontrar um homem!”. Ela joga a cabeça para trás, rindo, antes de apontar o dedo para si mesma. "Eu? Olhe para você! Você ainda é...”. Eu coloco minha mão sobre sua boca antes que ela diga essas palavras. “Eu acho que eu tenho todo o homem com quem posso lidar”. Eu olho pela janela para Butcher.


“Bom ponto! Eu vou trabalhar no pedido do bolo para a festa de anivers{rio mais tarde, esta noite”. “Obrigada!”, eu digo enquanto ela entra na cozinha. Eu penso em como Butcher amou meus cupcakes e eu pego uma caixa para viagem. Eu a encho e pego uma garrafa de {gua. “Mary, estou saindo por um segundo”, eu grito quando eu alcanço a porta. Eu saio e olho para Butcher, que está me encarando. O calor do Texas está tocando em mim quando eu saio. Então eu sei que Butcher tem de estar fritando com todo aquele couro preto. Ele está sentado em sua moto e, no entanto, ele está completamente imperturbável. Ele está parecendo muito mal hoje com aqueles olhos pretos e cabelos escuros. Seus olhos são tão intensos que é como ele estivesse olhando profundamente em minha alma e eles são assustadores como o inferno. Seu nariz parece estar quebrado porque está ligeiramente torto. Eu posso ver, através de sua camisa, que as tatuagens cobrem seu peito todo o caminho até o pescoço e os braços estão ambos com mangas compridas. Uma vez que estou a cerca de trinta centímetros dele, eu paro. “Eu trouxe alguns cupcakes”. Eu sorrio amplamente para ele. A expressão dos seus olhos suaviza. Eu entrego-lhe a caixa e então a água. Eu lambo os lábios e dou uma boa olhada em seu rosto.


"Obrigado". Um arrepio percorre as minhas costas e deixa arrepios em meus braços. Eu estou atraída por este homem. Eu sou atraída por badboys. Quanto mais mal, melhor e Butcher é tão durão quanto possível. Eu sorrio para ele novamente. "Fique à vontade". Viro-me e volto para a padaria. Eu posso ou não ter adicionado mais energia para o meu passo.

Eu ando dentro da casa de Mary, que fica a apenas dois quarteirões de onde eu moro. São oito horas e é hora de ir para o clube. Eu tenho que voltar mais cedo hoje porque eu tenho que trabalhar amanhã. Eu só tenho que abrir a loja e então eu volto para casa para relaxar. “Mary, você est{ pronta?” Eu grito enquanto eu atravesso a sua cozinha. "Sim!". Eu entro na sua sala de estar e eu paro rapidamente em minhas pernas quando vejo a visão de sua prima sentada no sofá vestida perfeitamente quente - em meu vestido! Eu emprestei a Mary e com certeza não quero essa menina nele!


“Oi, Shay. É bom ver você!”. Sua prima, cujo nome é Lexi, levanta-se do sofá e caminha até mim e eu imediatamente percebo que ela está muito magra. Ela tem estado nas drogas por um tempo e nenhuma quantidade de maquiagem pode cobrir isso. As drogas não fazem de alguém uma pessoa má, mas a forma como algumas pessoas agem por causa do abuso de drogas cria problemas. Esta menina cega as pessoas com aquele olhar frágil, e então ela faz merda. Então eu vou direto ao ponto. “Por que você est{ aqui, Lexi?”. Seus olhos se estreitam e depois aquele sorriso surge em seu rosto. Ela sabe que eu não vou cair na dela como sua acontece com sua prima. Mary é muito bondosa e pensa o melhor de todos. “O que você quer dizer?”, ela zomba e joga o cabelo sobre o ombro. É como tentar lançar troncos de árvores porque ele é duro. Eu estreito meus olhos nela. Ela est{ brincando? “Não me faça de tola. Eu não sou alguém com quem você quer mexer, Lexi. Não foda com a Mary. Ela é muito boa para você”. Lexi revira os olhos e bate nos lábios enquanto ela mastiga o chiclete. Eu tremo ao ouvir o som. “Eu posso fazer o que eu quiser...”, ela sorri.


1, 2, 3, 4 ... Eu conto para mim mesma com os olhos fechados para que eu não golpear a cadela. Ela termina a frase. "Cadela". Ela chegou lá. Meu punho direito dispara, cravando direito na boca. Um, eu quero que ela cale a boca e dois, eu não suporto chiclete. Lexi agarra o nariz. “Eu lhe disse para não se meter comigo, Lexi!”. Eu tenho um temperamento, eu já mencionei? Além disso, ela estava pedindo por isso. Dou um passo mais perto de Lexi. “Agora, você vai ser uma boa menina e não foder com a Mary?”, eu digo docemente. “Foda-se”. O sorriso cai do meu rosto e eu pego um punhado de cabelos com a mão direita enquanto a minha mão esquerda aperta sua boca para que ela não fazer um som. Mesmo que Mary esteja cansada de sua prima, eu não acho que ela queira-me ver maltratando-a. Eu a arrasto até a porta e, para minha surpresa, ele abre-a. Butcher está lá com um sorriso de merda no rosto. Eu puxo o cabelo de Lexi e a empurro para fora da casa. Ela tropeça, mas permanece em pé. Eu passo pela varanda,


fechando a porta silenciosamente. “Lembre-se do que eu disse!”, eu sorrio para ela amplamente. Ela me dá um olhar maligno e eu apenas aceno para ela. Butcher está em pé atrás de mim, ainda sorrindo de orelha a orelha. “Porra louca”, ele fala arrastado, parecendo se divertir. Eu coro e empurro o meu cabelo atrás das orelhas. Meu rosto está quente de vergonha. Então eu perco a calma. Você pode me achar a pessoa mais feia do mundo e eu gargalharei na sua cara, mas quando se trata de pessoas que me interessam? Isso é totalmente diferente. Mary é extremamente bondosa e isso é uma enorme vulnerabilidade, mas uma qualidade incrível de se ter. Ela vê o lado bom das pessoas não importa o que, mesmo quando ela conhece a verdade. Sua prima é um exemplo perfeito. Lexi a trata como merda, rouba dela e a coloca para baixo, mas Mary continua a cuidar dela. “Eu preciso ir l{ para dentro antes de Mary perceba algo”. Eu aponto por cima do ombro, com o polegar, para a porta. Butcher apenas olha para mim, os cantos de sua boca mal se inclinam. Eu juro que ouvi-lo rir assim que fecho a porta atrás de mim. “Shay! Est{ pronta?".


Eu entro na sala antes de Mary aparecer na esquina. Ela nunca vai saber que eu expulsei a Lexi ali mesmo na sua sala de estar. Eu me sento no sofá e ajeito minhas roupas antes de endireitar meu cabelo. Ouço Mary andando pelo corredor e eu assobio uma vez que ela entra na sala. “Uau, menina! Olhe para você!”, eu digo para ela e ela cora. Ela gira em um círculo, completamente vermelha de vergonha. Seu cabelo castanho escuro longo chega à sua bunda. Ela tem cerca de um metro e setenta com curvas em todos os lugares certos, enquanto estreita aquele olhar de corça com seus olhos castanhos escuros. "Está pronta?". Concordo com a cabeça e levanto. Eu endireito meu vestido e caminho de volta para a porta da frente. Eu olho pela janela Butcher está sentado em sua moto, olhando para a casa. Eu sou jogado de volta para o filme Sixteen Candles quando Jake está esperando do lado de fora de sua casa, encostado em seu carro. “Por que ele est{ aqui?”, Mary pergunta. “Ele não est{ incomodando ninguém, Mary.” Eu dou-lhe um olhar, dizendo a ela para calar a boca sobre isso.


Eu movimento para ela sair primeiro e eu a sigo. Ela dá um passo para o lado para que ela possa trancar a porta. Eu dou uma olhada para Butcher. Para a minha total surpresa, mas a minha total satisfação, ele ainda está olhando. Seus olhos estão só em mim. Mary para quando chegarmos aos degraus da varanda. “Onde est{ Lexi? Ela estava no sof{ quando você apareceu ...”, seu rosto está franzido pensamento. Eu chupo os lábios, esperando que ela não ligue os pontos. Ela olha de volta para sua casa e, em seguida, para o chão. “Eu acho que ela acabou de sair”, diz, encolhendo os ombros. Eu pego sua mão e a puxo na direção do meu carro. “Vamos nos esquecer dela. É hora de você se soltar”. Mary sorri. Quando a minha mão se fecha em torno da maçaneta da porta, a moto de Butcher ruge para a vida. Eu sorrio para mim mesma. “Então ele est{ vindo para o clube também?”, Mary pergunta. "Sim, eu acho que sim". Eu ligo o meu carro e ela não diz uma palavra depois disso. Percebo que é estranho, mas eu não tenho medo dele. Eu não estou com medo dele. Ele poderia ter me machucado há muito tempo, mas ele não machucou e meu irmão confia nele.


Ela fica quieta durante todo o caminho para o clube e eu estou recebendo a vibe de que ela não está feliz comigo, mas eu sou uma mulher crescida. Quando eu estaciono o meu carro, ela diz: “Eu não quero estragar tudo. Só me preocupo, Shay”. Dou a ela meu sorriso característico. “Eu sei, Mary, mas não se preocupe comigo. Eu posso cuidar de mim mesma”, eu pisco para ela. Ela começa a rir. “Não sei”. O sorriso cai do meu rosto e eu faço uma carranca para ela, com raiva simulada. “O que é que isso quer dizer?”, eu pergunto a ela. Ela segura seu estômago enquanto recupera seu fôlego. “Bem, você tem esse problema com a raiva”. Eu rolo meus olhos “Eu? Tenho um problema com a raiva?”, eu digo com incredulidade fingida. Ela revira os olhos para isso. “Você tem um problema com a raiva, mas é principalmente para proteger as pessoas que você gosta. Você é apenas a garota que vai bater o traseiro de alguém e sorrir”. A avaliação de May é muito precisa e eu acho que seria, porque temos sido amigas pelo o que parece ser desde sempre.


Eu dou de ombros. “Então, nós estamos indo ou o quê?”. Enquanto eu ando em direção ao bar, Mary aproxima o passo de mim. Eu ouço uma moto desligar e eu percebo que eu esqueci tudo sobre Butcher nos seguindo. Nós caminhamos até o bar e, uma vez que somos revistadas pelo segurança, entramos no clube. A primeira coisa que me atinge é o cheiro. O cheiro é sempre algo que faz você se encolher. Mesmo que seja considerada no início do mundo boates, o cheiro de suor do corpo e sexo sujo persiste. “Vamos encontrar um lugar!”, eu grito no ouvido de Mary. Ela grita de volta, “Ok”. Passamos pelas pessoas que estão muito ocupados se esfregando umas nas outras para saber o que está acontecendo ao seu redor. Nós apenas desviamos delas. Avistamos uma cabine escondida em um canto. Este é o local perfeito para mim. É fora do caminho de bêbados tropeçando sobre si e eu gosto de observar. Eu puxo a cadeira e sento, eu coloco a minha bolsa sobre a mesa. “Eu pegarei algumas bebidas. Você beber{ apenas {gua, j{ que vai dirigir?”, ela me pergunta. Eu concordo. “Sim, eu estou dirigindo”.


Ela dá um passo para trás no meio da multidão na pista de dança. Eu cruzo as pernas e encosto no meu lugar. Eu olho em volta para as pessoas dançando. Não, eu não estou procurando Butcher. "O que você está fazendo?". Eu pulo. Eu nem percebi que ela estava de volta. “Nada”. Eu pego a minha água e abro a tampa. A canção de rock vem e eu sorrio para Mary. Ela sorri de volta e salta de sua cadeira. Ela pega a minha mão e caminhamos até a pista de dança. Nós crescemos ouvindo música dos anos oitenta. Nossos pais eram obcecados e eles passaram isso para nós. Eu jogo minhas mãos acima da minha cabeça e balanço meus quadris de um lado para o outro. Meus olhos estão fechados e eu estou dançando com a batida. Deixando fluir. “Eu precisava tanto disso!”, Mary grita. Abro os olhos e aceno em sua direção. Eu me viro e um homem em um terno se aproxima de mim. Quanto mais perto ele fica, mais eu fico desligada por ele, por seus cabelos com gel, penteados para trás e terno que se encaixa perfeitamente. Ugh. Ele é muito bonito! Mas eu prefiro meus homens tatuados e durões. De repente, o cara de terno para de caminhar em minha direção. Seus olhos se arregalaram e ele se vira e foge. Isso é tão


estranho, mas me poupa o trabalho de dizer a ele que eu não estou interessada. Pelos próximos trinta minutos, Mary e eu balançamos a pista de dança. Nós costumávamos fazer isso todas as noites e não nos importávamos em beber. Nós só queríamos nos soltar e desestressar. A faculdade foi meu primeiro gosto de liberdade. Como a única garota da “família”, eu sempre estive sob os cuidados de meu pai e meus “tios” e seus filhos: meus “primos”. Isso me levou a ser constantemente protegida. Quando saí para a faculdade ... digamos que me soltei-me e diverti-me um pouco. Eu consegui muito bem em escapar dos meus guarda-costas disfarçados. Meu pai e meus tios achavam que eram lisos, mas eu soube no momento em que vi um dos rapazes caminhando pelo campus. Eles haviam escolhido um cara do clube. Quão original é isso? Por que eles não usaram alguém que eu nunca vi antes? “Lexi, o que você est{ fazendo aqui? Quem são esses caras?”, eu girei ao som da voz de Mary. Quando ela disse “caras,”, eu ouvi sua voz falhar. Eu vejo Lexi parada ali, ainda de vestido e os dois homens atrás dela. Isso não é nada bom. Eu ando até Mary e fico ao lado dela.


“Não é tão difícil agora, não é?”, Lexi zomba de mim, seus olhos se movendo para cima e para baixo do meu corpo em desgosto. Seu lábio está contraído. Os dois homens atrás dela riem. Lexi vira para o lado, tocando um dos homens no antebraço. “Esses homens trabalham para o meu namorado”. Lexi se afasta deles e vem na minha direção, seu rosto inclinado para o meu como se ela fosse sussurrar algo. "Eles estão aqui para fazer você pagar". Isso será ruim. Eu posso tirar Lexi - não há problema - mas três de uma vez? Sim, as possibilidades não vão ser boas. Mary engasga e se aproxima de mim e posso sentir o corpo dela tremendo. "O que você quer dizer com isso, Lexi?" Mary pergunta, sua voz trêmula. Lexi joga a cabeça para trás, rindo, o cabelo frito nem mesmo se move. “Ela não lhe disse?”, Lexi sorri para mim ameaçadoramente. “Dizer-me o que?”, Mary pede e eu posso senti-la olhando para mim. Lexi leva um passo mais perto. Agora eu posso ver seus dois olhos negros. Isso acontece quando você bate em alguém no nariz. “Bem, esta cadela decidiu me usar como seu saco de pancadas”.


Eu rolo meus olhos porque ela está agindo toda inocente e vai me fazer parecer o cara mau. Ela é a única que trouxe dois homens adultos para lutar comigo. Se isso não gritar “Eu sou uma maricas”, então eu não sei o que faz. Lexi nem sequer lutou de volta. “Ninguém se mete com Mary,” eu digo a ela sem rodeios. Os olhos de Lexi se estreitam antes que um sorriso lento deslize pelo seu rosto deplorável. Essa mulher precisa de ajuda séria. Ela não é normal e tem alguns problemas importantes. Eu tenho isso há muito tempo, mas eu nunca esperei que ela trouxesse dois homens para bater na minha bunda. Aqueles homens merecem ter suas bundas batidas por bater em uma mulher. “Peguem-na, rapazes!” Mary grita a plenos pulmões. Eu me preparo para o ataque. Mary agarra a parte de trás da minha camisa e tenta me puxar de volta. Algo se move na minha frente, e eu passo para o lado, em choque. Mãos envolvem em torno de ambas as gargantas dos homens. Butcher. Seu rosto está cheio de raiva quando ele olha para baixo, para os homens, as mãos ainda envoltas em torno de suas gargantas, seus braços flexionando enquanto ele aperta.


Butcher acabou de me salvar. Isso é quente. Eu ouço alguém suspirar e vejo Lexi parada em estado de choque. Eu sorrio para ela antes de olhar de volta para Butcher, que agora está olhando para mim. "Você tem esses dois". Eu olho para Lexi e aponto meu dedo em sua direção. "Eu fico com ela".

BUTCHER Shaylin sorri para Lexi e dá um passo mais perto dela. Lexi dá um passo para trás e Shaylin ri antes de voltar a gargalhar como uma louca. Lexi tenta fugir. Shaylin corre e agarra-a pelos cabelos, puxando com toda a sua força. Lexi bate no chão e envolve suas mãos em torno de seu cabelo, tentando puxá-lo para fora do aperto de Shaylin. Shaylin se inclina mais perto dela. “Por que você é uma vadia!”. Ela suspira e d{ um soco no rosto. “Eu”. Soco. “Disse”. Soco. “Você”. Soco. “Não”. Soco. “Mexa”. Soco. “COMIGO”. Ela grita a última palavra e da mais um soco, derrubando Lexi imediatamente. Isso foi quente.


O pé de um dos homens que estou atualmente sufocando toca minha canela. Eu afasto-os um pouco e depois bato suas cabeças com força. Eu os solto e eles caem no chão, nocauteados. Shaylin levanta-se e ajeita a sua roupa. Ela olha para os homens no chão e sorri para mim. Porra louca. Eu sorrio de volta para ela. Ela é perfeita.

Shaylin Eu puxo para entrada da casa de Mary. Ela não se move e olha para fora da janela. Ela não disse uma palavra desde que tudo aconteceu. Eu tentei falar com ela muitas vezes no caminho para casa, mas ela colocou a mão para cima, me silenciando. "Mary?". Ela solta uma respiração profunda antes de se virar para olhar para mim. Seu corpo ainda está muito tenso, com os braços cruzados sobre o peito e as pernas cruzadas. "Eu estou me mudando". Minha boca cai aberta em estado de choque. Ela está se mudando? “O que quer dizer, Mary?”.


“Isso significa exatamente o que eu disse. Estou tão cansada de tudo isso!”, ela balança a cabeça. Em seguida, me ocorre que ela quer ficar longe de mim. Eu entendo totalmente. Eu não sou uma pessoa totalmente normal, nem estou sã. Eu luto e tenho um temperamento que consegue o melhor de mim, mas eu sou quem eu sou. Eu sou a filha do ex-presidente dos Grim Sinners. Eu cresci vendo violência e não fui afetada porque aconteceu quando foi necessário. Lexi vai foder com Mary e colocá-la em uma situação ruim. Eu sei que vai acontecer, porque aconteceu da última vez. Meu pai tirou-a dessa merda. Esta noite, no clube, Lexi apareceu com dois homens para me bater. Como eu poderia deixar algo assim continuar? Eu poderia ter sido morta ou seriamente ferida. Isso não vem comigo. Eu não aceito isso de ninguém. “Você est{ querendo ficar longe de mim?”, eu digo quase num sussurro. Meu coração está doendo porque eu vejo Mary como uma irmã e eu me sinto traída. Ela não diz nada. “Eu só preciso recomeçar. Espero que você entenda”. Mary abre a porta e pega sua bolsa. Ela vira a cabeça e olha para mim mais uma vez. “Adeus, Shay”. Eu me afasto dela enquanto as lágrimas rolam pelo meu rosto. As pessoas podem jogar qualquer tipo de merda em mim,


mas as únicas que podem realmente me machucar são as pessoas que eu amo. Elas podem me machucar ao máximo. Eu a amo com todo o meu ser. A porta bate e eu vejo quando ela caminha para a casa. Eu coloco o carro em sentido inverso e saio da garagem. Eu não quero ir para casa. Então eu vou para a única pessoa que eu amo mais do que qualquer coisa neste mundo.


4

Shaylin Assim que eu dirijo pelas portas na frente da casa de meu pai, Butcher se afasta. Tem sido uma noite ruim e eu só quero o meu pai agora. Meu pai está em pé na porta. Meus olhos se enchem de lágrimas. Quando chego ao final da escada, meu pai sai da casa. As luzes se acendem e estou cercada pelo brilho. "Shaylin, o que você está fazendo aqui, baby?", ele explodiu antes de ver meu rosto. Sua voz cai baixa e profunda. "Quem eu tenho que matar?". Eu sorrio. Eu subo os degraus e vou direto para os braços dele. Eu amo o meu pai. Ele é esse homem maior do que a vida e que parece assustador, mas, por dentro, ele é um grande tolo. Bem, para mim ele é. Ele é alto com ombros largos. Seus braços, peito e


costas são cobertos de tatuagens. Sua barba bem aparada está envelhecendo, mas que o faz parecer mais bonito. “Eles vão morrer lentamente”. Ele passa a mão nas minhas costas o que faz com que as l{grimas a cair. “Muito devagar”. Ele me abraça mais apertado. Eu rio com isso, e eu me inclino para trás e enxugo meus olhos. Ele sorri para mim. Meu pai é chamado Smiley no mundo de motociclista. Ele é a pessoa que vai bater na sua bunda e sorrir. “Vamos entrar, pai”. Ele estreita os olhos enquanto olha meu rosto de novo. Ele balança a cabeça e aperta a mão nas minhas costas, me levando para a casa. Eu tiro meus saltos e os atiro ao lado da porta. Eu detesto essas coisas. “Inferno do caralho, Shay! Por que est{ usando esse vestido?”, ele bate a porta. Eu rio e caminho até o sof{, onde eu sei que ele mantém um cobertor. Eu envolvo em torno de meu corpo antes de cair no sofá. “Pai, não é nem curto. Ele atinge o topo dos meus joelhos”. Eu digo isso, sabendo que é inútil. Ele revira os olhos e me dá a o olhar. Eu sorrio para ele e seu rosto suaviza. “Shay, Shay, o único vestido que eu quero em você é um vestido de Amish”.


Com isso, reviro os olhos. Ele se senta no sofá ao meu lado e agora eu sei que ele terminou de brincar. Ele quer saber o que aconteceu. “O que h{ de errado, Shay?”. A voz suave e rouca de papai me envolve, trazendo conforto e segurança. Então eu começo dizendo a ele como eu derrotei Lexi na casa de Mary. Meu pai ri e me dá um sorriso. "Bem, ela mereceu".

Ele

encolhe os ombros antes de fazer sinal para eu continuar. Eu conto-lhe o resto. O resto inclui os dois homens, Lexi, e o fim da minha amizade com Mary. Eu incluo Butcher porque ele salvou minha bunda. Eu torço minhas mãos no meu cobertor enquanto vejo seu rosto revelar um milhão de expressões diferentes. “Eles estão mortos”, afirma de forma simples e salta para fora do sof{. “Eu tenho que agradecer ao executor do Devil Soul. Embora, eu só queria que o filho da puta os tivesse matado”. Meu pai para e olha para mim. “Ninguém se atreve a machucar minha menina”. Ele volta e se senta ao meu lado. “Chamarei Lane amanhã e arrumar essa merda. Mary sempre foi uma cadela para você, querida. Ela nunca aceitou a parte motociclista de você. Você merece o melhor”. Papai me puxa para ele e eu coloco minha


cabeça no peito dele. Ele envolve o braço em volta de mim e beija o topo da minha cabeça. “Durma, Smiley”. Eu tremulo de rir com o nome que ele me deu quando eu era jovem. Vamos apenas dizer que é tal pai, tal filha.

BUTCHER Meu telefone toca e eu chego até a minha mesa de cabeceira para pegá-lo. Hoje é a primeira vez que eu estive em casa desde que eu conheci Shaylin. Ela foi para a casa de seu pai e sei que é seguro lá. Eu sei que algo aconteceu com a amiga dela. Eu podia ver a dor em seu rosto enquanto ela passava por mim. “Sim”, eu digo ao telefone. “É Smiley”. É o pai de Shaylin. Sento-me na cama. Meu primeiro pensamento é que algo aconteceu com Shaylin. "Encontre-me. Temos bundas de merda para bater”. Um lento sorriso vem sobre meu rosto. Agora estamos falando a mesma língua. "Onde?". No lado oeste da cidade em trinta e oito minutos. Smiley encontrou os filhos da puta que foram atrás de Shaylin. Se nós não estivéssemos em um bar, eu teria terminado com eles, mas


eu estava muito ocupado assistindo Shaylin batendo na bunda da garota. Eu saio da cama e vou para o meu armário e coloco algumas roupas com pressa. Eu ia encontrar os filhos da puta hoje, mas o pai dela já está lá. Eles com certeza não sabiam com quem eles estavam brincando e se eles soubessem que ela era minha, eles não teriam ousado. Eu saio da minha casa e tranco a porta atrás de mim. Eu pulo na minha moto e corro para fora da garagem. Hora do troco.

Smiley Eu assisto quando Butcher estaciona ao meu lado - esta é a primeira vez que eu conheço esse filho da puta. Eu ouvi os rumores. Este homem é enorme e fodidamente assustador, ele parece malvado pra caralho. Eu já gosto dele. “Eles estão na casa no final da estrada. Esses filhos da puta não

merecem

respirar

com

facilidade”,

digo

e

ele

concorda. Qualquer homem que pense em colocar a mão em uma mulher merece o mesmo tipo de tratamento, mas dez vezes pior. Um sorriso lento aparece em seu rosto. "Eu os teria feito pagarem na noite passada, mas eu estava ocupado assistindo Shaylin batendo na bunda de Lexi".


Essa é minha filha. "Ela fez isso sorrindo?". Ele acena e eu jogo minha cabeça para trás, rindo. Eu o vejo e percebo algo. Butcher era ameaçador e parecia mal como merda até que ele mencionou o nome da minha menina. Foda-me Ele a quer. “Vamos agir”. Eu ligo a minha moto e dirijo na direção da casa. Ele estaciona ao meu lado. Eu aponto para a casa e paramos na entrada da garagem. Não nos escondendo e nos esgueirando. Eu

quero

que

eles

saibam

que

eu

estou

chegando. Eu quero que eles sintam o medo. Nós estacionamos e desligamos as motos. Nós caminhamos lado a lado. Butcher passa na minha frente e chuta a porta das dobradiças. Ela cai no chão da sala. “Eles”. Ele aponta para dois homens, que levantam do sof{ quando nos veem. "Bem, bem, bem. Essa merda foi muito f{cil”. Eu passeio na casa e tiro a arma do coldre nas minhas costas. "Quer dizer que vocês queriam foder a minha filha na noite passada...". Eu aponto minha arma para eles. "Vocês mexerem com a pessoa errada". "Faça o que quiser com a gente, mas mantenha-o longe". Um dos homens, que é o menor e mais frágil, aponta para trás, todo


o seu corpo tremendo. Eu me viro e vejo Butcher correndo a mão para cima e para baixo na lateral de uma faca grande. Ele está olhando para eles com raiva pura. Hmm. "Butcher, acho que este não gosta de você". O filho da puta lamentável começa a tremer tanto que cai no sofá. “Por que você veio atr{s da minha filha?”, pergunto ao homem que ainda está em pé. Butcher anda atrás do homem que está com medo dele. Ele corre a faca para cima e para baixo na bochecha do homem, que se encolhe a cada momento. “Eu estava sem dinheiro para as drogas e o traficante disse que me daria um mês de abastecimento se eu fizesse isso por ele”. "Obrigado". Eu sorrio e cravo o meu punho em seu rosto. Ele cai no chão e eu pego sua camisa, levantando-o do chão. "Eu quero que você repita depois de mim". Ele acena freneticamente.


“Eu nunca vou tocar em outra mulher ou pensar sobre isso. Se eu fizer isso, os Grim Sinners vão cortar meu pau e me fazer comer”. Eu bato na boca dele por uma boa medida. "Eu prometo". Bom menino, mas isso não lhe salva de uma surra. Você fodeu com minha filha, essa merda não vem comigo. Se você a tocasse, você teria morrido há muito tempo ... Eu paro e me inclino mais perto dele. "Morte lenta e dolorosa". "Eu sinto muito!" Ele grita e eu soco-o na para calar a sua boca. “Chorar e implorar não vai fazer nada! Você ia machucar minha filha. Meu ...” Eu aponto para o meu peito. "Bebê! A princesa dos Grim Sinners. Seus filhos da puta têm sorte que eu não contei a seus tios e primos. Chega de conversa fiada. Vamos começar essa merda. Eu sorrio para eles antes de começar a trabalhar para chutar suas bundas. Butcher está tão ocupado traumatizando o outro cara, ele não precisa ter a merda expulsa dele.


Eu assisto Butcher subir em sua moto depois que o trabalho está feito. "Trate Shay como uma maldita rainha ou morra uma morte lenta e dolorosa". Deixo essa merda nisso e subo na minha moto. Eu saio, deixando-o lá. Nenhum homem vai ser bom o suficiente para a minha menina, mas este é um porra louca o suficiente para fazer o que for preciso para mantê-la segura.


5

Shaylin Uma semana depois Butcher tem continuado a manter-se por perto. Ele fica fora da minha casa à noite. Tenho ficado tentada, muitas vezes, a convidá-lo a entrar. Eu sou uma mulher que deixa um homem tomar a iniciativa. O único movimento que Butcher fez até agora foi seguir-me por toda parte e eu quero dizer em todos os lugares. Do lado de fora da minha casa, no trabalho, no cabeleireiro – inferno, até mesmo quando estou na casa de meu pai, ele está do lado de fora da porta e o que mais me chocou foi meu pai acenando para ele. O que há com eles? Estou me acostumando com a perseguição e os meus clientes regulares que vêm pegar seus doces agora acenam para ele.


Eu acho que, neste momento, ele só gosta dos meus cupcakes. O tempo todo que ele está na padaria, ele está enchendo a cara com tudo. Ele senta-se na frente da vitrine de vidro, que pode ser aberta pela frente, então ele apenas a abre, alcança e pega o que quiser. Como se eu pudesse dizer não. Mary foi embora. Ela saiu no dia seguinte e eu posso dizer que eu não sinto falta dela. Eu não percebi o quão negativamente ela afetou minha vida. Ela sempre foi um infortúnio sobre o motoclube, que é a minha família. Eu não acho que ela era uma pessoa ruim – nós éramos amigas – mas ela nunca gostou de uma grande parte de mim. Esnobe é a palavra para ela, agora que eu sentei e pensei de volta. Tudo o que sei é que ela se mudou para a Califórnia. Eu tenho um cara de tecnologia de Lane para localizá-la. Meu telefone começa a tocar e eu olho para a tela antes de responder. É Chrystal, a esposa do presidente do Devil Souls MC. “Ol{?”, eu me ocupo limpando o balcão. “Hey garota! Nós e as senhoras do clube vamos para um dos clubes de stripers masculinos de propriedade do clube. Você vai?”, Chrystal soa animada.


Olho para Butcher, que ainda está enchendo a cara com os doces e no momento em que olho para ele, sua cabeça vira para encontrar o meu olhar. Um sorriso vem pelo meu rosto. "Eu vou". Os olhos de Butcher se estreitam em mim. É hora desse homem tomar uma iniciativa e se isso não acontecer hoje, então nada acontecerá. "Impressionante! Eu vou buscá-la às oito. Tchau!”, ela desliga e eu guardo meu telefone. Ainda sinto Butcher me encarando e continuo sorrindo. Isso será épico.

Às oito horas em ponto, um veículo Hummer para na minha casa. Butcher sai de sua moto e vai até a Hummer. Ele diz algo e olha para a casa, onde eu estou olhando pela janela. É hora de eu me revelar. Passei duas horas neste look. Eu abro a porta da frente e saio. Eu sorrio e observo Butcher de cima a baixo. Sua boca se abre. Eu jogo o meu cabelo por cima do meu ombro e me arrasto na minha varanda, descendo os degraus, rebolando a cada passo. Butcher está completamente imóvel, com a boca aberta, os punhos cerrados e o corpo rígido. Eu fecho sua boca e arrasto minha mão por seu pescoço, antes de deixar minha mão cair. A porta de trás do Hummer abre e as escadas aparecem. Subo as escadas e me coloco no banco. Fecho a porta e me deparo


com silêncio no veículo. Eu olho ao redor do Hummer, e vejo todo mundo olhando para mim com admiração. "Que porra foi essa?”, Jean diz pelas costas em voz alta. “Isso, senhoras, é como ligar um homem”. Eu pisco para elas e alcanço atrás de mim para pegar o meu cinto de segurança e encaixá-lo no lugar. “Estou pasma”. Eu me viro e vejo que é Myra. Quando você é uma pirralha motociclista, você aprende quem é quem. “Isso foi muito épico”. Chrystal ainda est{ ao meu lado. Eu dou de ombros. Estou pronta para terminar o jogo e ver o que diabos está acontecendo. Eu sei de uma coisa –

estou

extremamente atraída por ele. Nós temos jogado este jogo por quanto tempo? Duas semanas? Sim, é hora de ver para onde isso está na nos levando ou ver o que ele quer. Perseguir-me não é a maneira mais convencional para ir com tudo, mas, como eu disse, os homens motociclistas não são normais e Butcher é algo completamente diferente. "Eu estava morrendo de vontade de saber o que aconteceu depois que ele te seguiu para fora da churrascaria duas semanas atrás", diz Chrystal, e do canto do meu olho eu percebo todas as meninas se aproximando. Inferno, eu até vejo o motorista abaixando o rádio já suave.


"Ele tem me perseguido", eu digo sem rodeios, e vejo um milhão de emoções diferentes cruzando seus rostos. "Perseguido você?", Jean diz, duvidosa, suas sobrancelhas franzidas. Eu aceno e me viro no meu lugar um pouco. Uma moto vem atrás de nós e eu olho pela janela - é o Butcher alcançando o Hummer. "Desde o momento em que saí da churrascaria, ele tem estado em todos os lugares que vou – me observando". Sorrio na última parte. "Por que não estou surpresa?”. Eu sabia que no momento em que ele te seguisse, ele não ia deixar você de novo. Chrystal alisa o cabelo dela por cima do ombro, um sorriso brilhante e feliz no rosto. “Eu realmente não me importo”. Eu sorrio para elas, e todas se olham e sorriem.

"Onde estamos?”, pergunto a Chrystal quando nós dirigimos por uma longa entrada. Ela olha para mim enquanto responde. "Estamos aqui para pegar Alisha, que é uma velha senhora".


"Ahh", eu falo e solto o cinto de segurança enquanto o Hummer estaciona. As portas estão abertas e todos nós saímos. O Hummer é mais como uma limusine, mas não é tão longo. Eu posso ver que ele é construído para proteção - eu posso dizer que o vidro é à prova de balas. Todas subiram os degraus e entramos na varanda. A frente da casa é literalmente apenas vidro, e eu tenho que admitir que é de tirar o fôlego. O interior é tão deslumbrante. Jean dá um passo à nossa frente, abre a porta e bate contra a parede. Eu me encolho, esperando a porta de vidro explodir em um milhão de pedaços. Todos nós entramos na casa e vejo uma mulher pequena e um homem alto, musculoso e tatuado se beijando. Ela solta-o e se afasta, sorrindo para todos nós. Ela é linda e posso dizer que ela é um par de anos mais nova que todas nós, mas não muito. Chrystal pega a mão dela e em seguida, olha para mim. “Esta é Shaylin”. “Sou Alisha. Prazer em conhecê-la”, ela sorri amplamente para mim e ela é ainda mais deslumbrante. Eu sorrio de volta para ela, um passo à frente e a puxo para um abraço. “Prazer em conhecê-la!”, eu digo a ela e aperto com mais força antes de deixá-la ir.


Ela olha para mim com um sorriso malicioso no rosto. “Eu estou supondo que você est{ com Butcher?”. Eu começo a rir porque parece que somos a conversa da cidade. Eu seguro meu estômago que já está doendo de tanto rir no caminho até aqui. As outras meninas riem junto comigo. Eu limpo debaixo dos meus olhos. “Lane é meu irmão. Eu teria abordado a todos vocês no restaurante, mas eu tinha que voltar ao trabalho”. Eu sorrio maliciosamente. “Quanto a Butcher, ele está perseguindo minha bunda desde então. Ele dorme na minha varanda, ele se senta na minha padaria durante todo o dia. Ele raramente fala“. Para confirmar tudo o que eu disse, eu viro e olho para fora da janela. “Como agora, eu aposto que ele est{ no portão esperando por mim”. Todo mundo caminha até a janela para dar uma olhada e eu me junto a elas. Butcher está sentado no portão. Todo mundo começa a rir. “Garota, você est{ em tantos problemas!”, Jean zomba de mim e se levanta. “Vamos, meninas, vamos!”, Myra grita e todas saímos da casa em direção ao Hummer. Eu entro e sento enquanto os outros entram nos outros lugares. É como um ônibus, mas é extremamente pesado. No banco de trás principal há dois motociclistas iniciantes que não estavam lá antes.


O Hummer é ligado e estamos fora. Passamos por Butcher, que ainda está esperando no portão. Seus olhos imediatamente vão para mim e eu sorrio de volta. Uma vez que ele está fora da minha linha de visão, a moto é ligada. Meu estômago vira e vibra com borboletas. Alguns segundos depois, ele dirige-se ao lado da minha janela, os outros caras do motoclube chegam do outro lado. Eu olho para as meninas. "Eu lhes disse." Todas elas riem e eu volto para a janela para olhar para ele. “Dou-lhe duas semanas para a insígnia do grupo parar nas costas dela!”, Jean grita através do Hummer. Alisha balança imediatamente a cabeça e levanta quatro dedos: “Dou-lhe quatro dias!”. Todas elas explodem com o riso novamente e eu me junto a eles. Assim que me controlo, olho para trás pela janela e aceno para ele. Ele sacode o queixo na minha direção, eu congelo por dentro, mas eu totalmente ouço as outras mulheres suspirarem. Poucos minutos depois, paramos do lado de fora do clube de striptease e, pela última vez, olho pela janela para Butcher. Hora de pegar o show na estrada. Eu cresci em torno de alfas fodões e sei como eles funcionam.


6 Shaylin Uma por uma, saímos do Hummer para o clube de strip. Eu ouço a moto dele desligar e sorrio. “Todos os nossos homens irão morrer - eles terão um ataque, mas essa é a parte divertida. Significa apenas que seremos fodidas na próxima semana“, Jean estremece e eu tremo de riso. Esta menina é uma loucura. Todas juntas, caminhamos em direção ao clube, mas eu sintoo chegando cada vez mais perto. Eu ouço passos pesados e todas nós paramos. Butcher troveja até nós e fica diretamente na minha frente. Ele olha para o letreiro do clube de strip e de volta para mim. “Foda-se, não. Minha”. Eu sou jogada sobre o ombro dele. Finalmente! Esta é a primeira vez que eu o toquei e eu queria tantas vezes. Apenas tocá-lo deixa as borboletas enlouquecidas no meu estômago. Eu pressiono as minhas mãos nas as costas


dele e me levanto. Eu olho para as meninas, pisco e aceno um tchau. Meu plano funcionou como um encanto. Afastamo-nos cada vez mais das garotas e entramos na escuridão do estacionamento. Puta merda, ele me chamou de sua! MERDA

SANTA! Ele

literalmente

acabou

de

me

reivindicar. Oh. Meu. Deus. Ele se abaixa e eu estou de pé. Eu arrumo meu cabelo e olho para ele. Eu chupo meu lábio inferior na minha boca. Agora estou nervosa. Ele se inclina para perto de mim e respiro fundo. Eu sinto algo tocar minhas costas e olho em volta. Ele está segurando uma jaqueta de couro. Ou talvez ele estivesse apenas pegando a jaqueta. Butcher ainda está me olhando atentamente quando olho para ele. Ele levanta a jaqueta e abre-a com as duas mãos. Virome e coloco meus braços nas mangas e ele coloca a jaqueta. Seus dedos tocam a minha nuca enquanto ele gentilmente puxa meu cabelo para fora da jaqueta e eu tremo. "Vamos", diz ele e eu sacudo o som de sua voz novamente. É tão profundo e viril que eu quero ouvir de novo e de novo. Suas mãos tocam minha cintura e minhas mãos vão para cima dele. Ele é tão quente. Meus pés deixam o chão e ele me coloca em cima da moto.


Eu lambo meus lábios e vejo quando ele sobe na minha frente. Meu coração começa a bater porque eu vou tocá-lo e segurá-lo. Eu mudo no meu lugar enquanto eu me movo em direção a ele, mas eu não coloco minhas mãos ao redor de sua cintura. Eu olho para os seus braços musculosos enquanto eles se contraem com cada movimento. A moto liga, e eu corro minhas mãos para cima e para baixo nas minhas pernas nervosamente. Estou tão nervosa porque acho esse homem muito atraente e sou virgem. Essa combinação é perigosa. Eu namorei e é isso. Nunca passou de alguns encontros e isso vem acontecendo há anos. Eu tenho padrões muito altos porque, bem, olhe para o pai e os tios que tenho. Eu sei o que eu quero em um homem e se eu vejo que essa pessoa não tem isso, eu não continuo namorando-o. Se não houver nenhuma faísca, então é isso - mas eu não posso namorar uma buceta. Eu simplesmente não consigo lidar com um homem que não defende sua mulher ou a protege. Eu estava em um encontro há um ano, em um bar com um cara. Ele estava nos pagando uma bebida. Outro cara veio até mim e começou a dar em cima de mim bem na frente dele. O que meu encontro fez? Ele olhou para o cara e se virou para pegar sua bebida. Então o cara que estava dando em cima de


mim não tirou os olhos dos meus seios e meu encontro percebeu. Eu disse ao cara que estava dando em cima de mim para pegar a estrada e eu disse ao meu encontro que estava indo ao banheiro quando, na verdade, sai e mandei meu irmão me buscar. Butcher chega para trás e agarra a minha mão, ele me puxa para frente, então meu corpo está pressionado contra suas costas. Eu levanto minha outra mão e envolvo meus braços ao redor dele. "Segure firme". Você pode apostar que eu farei isso. Eu não expresso isso para ele. Butcher olha da esquerda para a direita e recua com os pés. Eu olho em volta do estacionamento escuro e não há pessoas ao redor, apenas um monte de veículos. É um clube de striptease com strippers masculinos, então você não pode esperar que muitos homens - ou até mesmo mulheres - estejam por perto do lado de fora. Ele decola no verão do Texas. Meu cabelo se move contra a minha pele e eu fecho meus olhos, sorrindo. Eu amo a sensação de estar na parte de trás de uma moto.


Eu quero deitar minha cabeça em suas costas e apenas me aconchegar nele tão forte agora, mas eu não tenho coragem de fazê-lo. Minha casa fica a dez minutos porque eu moro perto do centro da cidade para poder ficar perto da minha padaria. Ele estaciona do lado de fora da minha casa e dirige até a garagem. É quando um milhão de pensamentos passam pela minha cabeça de uma só vez. Ele vai entrar ou vai continuar dormindo lá fora? Talvez eu deva convidá-lo para casa? O que eu faço? Uma vez que ele desliga a moto, eu desço e tiro a jaqueta de couro e o capacete. Eu os coloquei na parte de trás da moto. Butcher está me estudando. Meu estômago revira e coloco minhas mãos atrás das costas, sacudindo meus dedos para esconder meu nervosismo. Ele desce da moto e eu lambo meus lábios. Começo a caminhar até a varanda e olho para trás e vejo que ele está me seguindo. Oh, meu Deus. Meu corpo parece que vai explodir com nervosismo. Alguém pode morrer com isso? Ele é tão intenso, eu quero fazer tantas perguntas e sacudi-lo, questionando o que ele quer de mim, mas ele apenas segue cada movimento meu. Eu sei que há um significado por trás disso - eu só queria saber o que é.


Eu sei de uma coisa: que nunca me senti tão segura em toda a minha vida. Ele observa cada movimento meu e é como se ele estivesse tentando garantir que nada acontecesse comigo. Como eu disse, é intenso. Eu abro a porta, mas apenas uma fresta e me viro esperando que Butcher esteja em pé bem atrás de mim. Não, ele está sentado na estúpida cadeira de jardim. Eu me viro e entro direto na casa, chateada. "Ugh!", eu murmuro para mim mesma e entro no meu quarto. Eu fiquei toda vestida para nada! Ele foi um homem das cavernas comigo e me jogou por cima do ombro, mas ele não está fazendo mais nada! Eu esperava que ele viesse para dentro da casa. Eu troco de roupa, coloco um par de shorts macios de lycra e uma camisa branca larga antes de jogar meu cabelo em um coque. Minha mente está passando por uma centena de coisas diferentes. "Grr." Eu vou ao banheiro para tirar minha maquiagem e escovar os dentes. Uma vez que eu estou livre de maquiagem e meus dentes estão escovados, eu chego a uma decisão de dizer-lhe para, pelo menos, entrar e dormir no meu sofá. Eu sei que não é confortável dormir na minha cadeira todas as noites. Eu deixo escapar uma respiração profunda e descanso minha testa na porta da frente enquanto pressiono a minha mão no


meu coração acelerado. Eu giro a maçaneta e a porta se abre com um rangido. A cabeça de Butcher ergue-se, seus olhos imediatamente encontram os meus. "Quer entrar? Dormir no sof{ onde é confort{vel, pelo menos?”. Ele levanta-se e caminha na minha direção. Eu respiro fundo e entro de volta para a casa. Ele caminha cada vez mais perto de mim, a luz cobrindo-o em um brilho suave. Este homem é simplesmente lindo, com todas as suas tatuagens e suas cicatrizes, seus olhos escuros e seu corpo grande. Ele é lindo e agora que estou olhando-o diretamente nos olhos, de perto, eu percebo totalmente alguma coisa. Ele tem dor e demônios, eu posso ver que eles assombram-no. Eu sorrio para ele amplamente. "A sala de estar é por ali", faço sinal para ele me seguir e o guio pela da minha sala de jantar até a minha sala de estar. “H{ cobertores na parte de tr{s do sof{, comida na geladeira. Pegue você mesmo”. Sorrio e aponto para o meu quarto. "Vou para a cama". Ele não diz nada, apenas olha para mim daquele jeito que ele faz. Então eu me viro e entro no meu quarto. Eu fecho a porta, mas não completamente e deslizo para a cama.


Eu arrumo os cobertores ao meu redor e ligo a TV. Tudo o que eu realmente quero é ser abraçada e, acima de tudo, não estar sozinha. Eu quero esse companheirismo e a pessoa especial que todo mundo tem. Toda a minha vida fui julgada por não namorar alguém apenas por namorar alguém, mas eu não posso fazer isso. Eu não posso estar com alguém se não estou sentindo isso, especialmente se eu não quero nem estar perto dessa pessoa. Fechando os olhos, afundo-me nos travesseiros e cobertores.

BUTCHER Eu espero até ter certeza de que ela esteja dormindo e caminho até a porta do seu quarto. A porta está um pouco aberta e eu empurro-a. Ela está enrolada em uma pequena bola, cercada por cobertores e travesseiros. Eu entro no quarto e caminho até a beira da cama. Eu olho para ela. Ela é bonita. Seus longos cabelos loiros, seu lindo sorriso que ilumina qualquer ambiente. Ela é hipnotizante. Hoje à noite, quando a vi indo para o clube de striptease, eu agi. Eu sabia que ela era minha no momento em que a vi na churrascaria, mas ainda não havia tomado alguma atitude


nisso. Agora, eu quero estar nesta cama com ela enrolada em volta de mim, ao invés do travesseiro. Ela é tão inocente e doce. Eu sinto que se eu tocá-la, irei manchá-la. Eu não sou um bom homem. Eu fiz alguma merda horrível no exterior que fodeu comigo e ainda fode comigo toda noite quando fecho meus olhos. Eu sei como as pessoas são perigosas e doentes neste mundo. Eu não posso suportar o pensamento de algum filho da puta a tocando, ou mesmo olhando para ela. Eu quero rasgá-los em pedaços e matá-los repetidas vezes. Ela é minha e eu vou protegê-la de tudo. Eu a vi mudar diante dos meus olhos no clube na outra noite. Ela passou da mais doce merda para um inferno em um segundo. Ela bateu em Lexi e fez isso sorrindo como se fosse apenas uma coisa cotidiana que ela faz. Ela tem uma porra louca dentro dela. Eu gosto disso, mas ela também é tão foda que me dói. Eu fisicamente sofro com a visão dela, querendo tocá-la. Eu observo ela. Eu observo tudo o que ela faz. Cada movimento dela, aprendendo tudo sobre ela. Agora é hora de mostrar a ela como é ser minha. “Boa noite, Shay”, eu sussurro e dou um passo para tr{s, sem me atrever a tirar os olhos dela.


“Boa noite, Butcher,” sua voz suave, doce sussurra de volta. Eu me viro e me forço a sair do quarto.


7 Shaylin Ao acordar na manhã seguinte, eu viro para olhar para o relógio, que mostra 08h, bocejo e me alongo. É quando a lembrança me atinge. Butcher está na minha sala de estar. Vou na ponta dos pés até a minha porta e olho para a sala de estar. Ele ainda está deitado no sofá, estendido, dormindo. Vou fazer um café da manhã antes de ir para o trabalho. Ele estava no meu quarto na noite passada. Eu fingi dormir enquanto ele me observava. Quando ele sussurrou boa noite para mim, meu coração pulou uma batida. Eu quero dizer muito para ele, mas não sei como começar. Caminho com sono para a cozinha e pego um pacote de bacon e alguns ovos da geladeira. Então, eu coloco o bacon no fogão porque leva mais tempo para fritar. Trinta minutos depois, o café da manhã está pronto e ele não entrou na cozinha. Eu tinha certeza que ele apareceria uma vez que ele sentisse o cheiro de bacon. Eu sento, como minha comida e ele não entra.


Depois de colocar meus pratos na pia, eu espreito a sala de estar. Ele ainda está dormindo, virado de frente para o sofá. Agora me sinto mal - acho que dormir do lado de fora da minha cadeira na última semana não foi muito confortável. Ele deve estar exausto. Enquanto me visto, olho para o relógio. Eu tenho quinze minutos para ficar pronta. Visto minhas roupas de trabalho e jogo meu cabelo em um coque antes de colocar um pouco de rímel e base. Eu pego minha bolsa na minha cadeira antes de sair do meu quarto. Sua comida vai esfriar, então vou colocá-la no fogão e deixar uma nota para ele trancar quando ele sair. Fecho a porta silenciosamente atrás de mim, eu destranco meu carro enquanto corro pelo caminho e dou uma última olhada na direção da minha casa. Eu gosto da ideia dele estar aqui.

BUTCHER Eu acordo de repente, olho ao redor da sala e percebo que ainda estou na Shaylin. Eu tiro meu celular do meu bolso e vejo que são dez horas da manhã. Ela já saiu para o trabalho. O pânico me atinge como um trem de carga. O pensamento de algo acontecendo com ela e não estar lá para protegê-la é


impressionante. Nada pode acontecer com ela. Apenas não pode. Não posso explicar por que me sinto tão ferozmente protetor com ela. Eu perdi minha família no momento em que eles estavam fora da minha vista e isso fodeu comigo. O jeito que ela sorri ao foder a todos de um jeito tão confiante, sua inocência me faz querer proteger essa parte dela. Eu preciso vê-la. Eu corro para fora da casa, mas me certifico de trancar a porta antes de sair em direção a minha moto com apenas um pensamento em minha mente. Chegue até ela.

Shaylin A porta da padaria abre-se e minha cabeça vira, meus olhos arregalados em choque. Butcher está em pé na entrada olhando ao redor da sala freneticamente. Seu corpo está visivelmente tremendo. Eu corro de trás do balcão. Os olhos de Butcher fixam-se nos meus e ele relaxa um pouco antes

de

aproximar-se

de

mim. Minha

respiração

sai

entrecortada, com meu coração batendo acelerado no peito e meu corpo tenso.


Ele para bem na minha frente e eu fico completamente imóvel, sem ousar tirar meus olhos dos dele. Sua mão dispara de repente e se prende na parte de trás do meu pescoço. Eu suspiro ao senti-lo tocando-me. "Qual é o problema?", eu digo antes de ser pressionada contra seu peito. Minhas mãos se atiram para os lados em choque total. Aconteceu alguma coisa? Butcher se inclina e aperta os braços em volta de mim. Eu o ouço inalar e sinto arrepios subindo pelas minhas costas. "Butcher?", eu sussurro contra seu peito grande, minhas mãos em punhos na parte de trás de sua camisa. Ele não diz nada, mas continua a me abraçar. Estou tão confusa, mas sinto que algo importante acabou de acontecer. Uma de suas mãos se arrasta pelas minhas costas até a parte de trás do meu pescoço antes de escorregar no meu cabelo, permitindo-me sair da posição em que estou. Então o deixo me abraçar e tenho que admitir que amo o sentimento de ser mantida assim. Eu fecho meus olhos e aproximo-me mais dele, se é que isso é possível, afundando no abraço. Eu respiro seu cheiro quente e amadeirado. "Shay", ele respira contra o meu pescoço e eu corro minhas mãos até suas costas musculosas.


"Sim?" Eu sussurro de volta. "Você é minha". Meus olhos se abrem e eu me inclino para trás para olhar para ele. Sua mão não está mais no meu cabelo. "Eu sou sua?", eu repito, mas desta vez estou olhando-o diretamente no rosto e sua expressão é carinhosa. Sua mão vem até o meu rosto, cobrindo meu queixo. "Sim". Eu

engulo

minhas

emoções

e

sorrio

para

ele

amplamente. "Ok", eu sussurro e ele me dá um pequeno sorriso - não é muito, mas é algo. O sino na porta toca e o momento é quebrado. Eu dou um passo para trás e tento suavizar o vermelho do meu rosto. Olho por cima do ombro de Butcher e vejo um dos meus clientes parado ali. "Eu tenho que voltar ao trabalho". Ele concorda. Volto para trás do balcão e ele se dirige para o seu assento regular no canto. Minha mente está se recuperando do que acabou de acontecer. Ele acabou de me dizer que eu era dele e eu concordei. Eu concordei! Essa merda é uma coisa séria no mundo dos motociclistas. Eu sei de uma coisa: gosto muito dele.


O dia passa em um borrão. Em dado momento, Butcher saiu por uma hora, mas ele nunca esteve muito longe de mim. Ele me seguiu até minha casa depois do trabalho. "Eu vou trocar-me!", eu grito por cima do ombro e entro no meu quarto. Paro quando vejo o que está na minha cama: o vestido que desapareceu na parte de trás da porta da loja quando tirei minha sobrinha do provador. Ele roubou meu vestido. Eu comecei a rir e cair na cama, segurando meu estômago. Eu não posso acreditar que ele fez isso! Ele tirou esse vestido da parte de trás da porta e então ele escondeu a prateleira inteira! Isso me faz rir ainda mais. Você tem que dar-lhe medalhas para por isso. Eu acredito que ele poderia escrever o manual do macho alfa. Eu passo a próxima hora preparando-me, aproveitando o tempo para enrolar meus longos cabelos loiros em ondas soltas. Eu fico em frente ao espelho de parede. O vestido não é muito curto e complementa minha figura curvilínea. Hoje à noite eu estou usando saltos, acho que quero me aproximar um pouco da altura de Butcher. Esse homem tem cerca de 1,90m, e eu tenho apenas 1,67m com os saltos! Os sapatos importam sim quando você é baixa. Os saltos têm


quatro centímetros de altura e eu sei que estarei rastejando até o final da noite, se eu não quebrar um osso primeiro. Eu costumava ser a pessoa mais desajeitada do mundo. Meu pai ameaçava diariamente me envolver em plástico bolha porque eu tropeçava em tudo. Eu tropeçava subindo escadas, quem mais pode fazer isso? Eu caía andando em uma superfície plana. Eu estava apenas condenada. Felizmente, quando fiquei mais velha, evoluí nisso, mas, em determinados dias, isso volta quando menos espero. Dando uma última olhada longa em mim mesma, eu ando até a porta do meu quarto e coloco minha mão na maçaneta da porta. Eu respiro fundo para controlar as borboletas no meu estômago. É como se minha pele estivesse hipersensível. Eu torço a maçaneta e saio, com minha cabeça erguida. Eu olho para a sala de estar e Butcher está em pé na frente do meu sofá olhando diretamente para mim. Eu solto uma respiração profunda e sorrio para ele. Os olhos de Butcher deixam os meus e olham de cima a baixo no meu corpo, deixando um rastro de fogo. Ele dá um passo na minha direção e eu congelo. Com cada passo meu coração bate mais forte até que eu possa senti-lo na minha garganta.


Ele para na minha frente e olha para mim. Eu lambo meus lábios secos e sorrio levemente. Minhas mãos sobem e descem pelos meus quadris para controlar meu nervosismo. Eu sou uma pessoa confiante, mas Butcher apenas coloca-me no limite e traz os sentimentos adolescentes vertiginosos do nada. Sua mão move-se em direção ao meu rosto e ele toca uma mecha do meu cabelo. Seus dedos percorrem o comprimento dele antes de voltar para o meu rosto, e ele enfia a mecha de cabelo atrás da minha orelha, seus dedos mal escovam minha bochecha. "Bonita". Meu coração para bem ali e eu sinto como se pudesse cair no chão em uma pilha de gosma. Eu tenho sido chamada de bonita muitas vezes, mas vindo de Butcher é totalmente diferente. Pela primeira vez na minha vida, toda insegurança se foi. Eu toco a mão dele, que ainda está descansando na minha bochecha. "Obrigada, você é lindo também". Eu vejo seu rosto mudar em confusão, o que me faz rir. Butcher é lindo por direito próprio. Ele não é bonito no sentido convencional da palavra. Ele é muito masculino. Mas ele é bonito no modo como se comporta, na maneira como protege as pessoas com quem se importa e nas cicatrizes que marcam seu corpo. Uma cicatriz na parte superior direita da


maçã do rosto é a que mais se destaca. Mas eu não posso ver muito bem suas cicatrizes por causa de suas tatuagens. Para mostrar a ele o que quero dizer, toco a cicatriz. "Lindo", eu sussurro. "Shay", ele rosna e tira a mão do rosto. Meus olhos se arregalam quando ele detém o meu pulso com a sua mão. A mão que estava tocando minha bochecha serpenteia em volta da minha cabeça, segurando-me completamente imóvel. Seu rosto inclina-se para o meu e minha respiração aumenta rapidamente com o pensamento dele beijando-me, mas ele não o faz. Ele beija minha testa. Fechando meus olhos eu afundo no beijo. Isto não é apenas um beijo na testa. Um beijo na testa pode significar muitas coisas: respeito, proteção, adoração. Eu respiro seu perfume amadeirado, e meus pensamentos estão em uma coisa agora. Ele é meu.


8 Shaylin Butcher está levando-me a um dos mais sofisticados restaurantes da cidade, por isso não estamos em sua moto. Estamos em um enorme caminhão preto onde preciso de ajuda para subir. Eu não acho que tenho alguma dignidade depois de tentar trazer minha perna para dentro do veículo em cima dos saltos. Não foi um grande momento. Uma caminhada pelo restaurante e somos atendidas por uma garçonete. "Nome?". "Dean". Eu olho para Butcher em choque, seu nome é Dean? Eu não posso vê-lo sendo outra coisa senão Butcher. O homem parece um açougueiro, se você sabe o que quero dizer, mas os nomes das estradas estão lá por uma razão no motoclube. Eu só posso adivinhar onde ele conseguiu o nome Butcher.


"Sigam-me", diz a garçonete de olhos arregalados, olhando para Butcher. Eu rio baixinho ao ver seu rosto. Ela pega dois menus e se dirige para a parte de trás do restaurante. Enquanto a seguimos, a mão de Butcher descansa nas minhas costas. Todo mundo se vira para olhar para nós quando passamos e Butcher olha para cada um deles, especialmente os homens. Ele irradia segurança e proteção - emana dele. A maneira como a mão dele toca a parte inferior das minhas costas, seu corpo ligeiramente enrolado no meu para me impedir de causar danos e a maneira como ele observa a todos na sala. "Aqui esta a sua mesa!", a garçonete exclama alto com um sorriso muito grande. "Obrigada". Eu sorrio e sento de costas para a sala, e Butcher visivelmente relaxa. Ele se senta na minha frente, parecendo enorme e imponente. A anfitriã se afasta, praticamente correndo. Eu entendo: o homem é assustador, mas pelo menos tente esconder isso. Eu me viro para encarar Butcher, que está olhando para mim. Eu sorrio e olho para baixo antes de pegar o menu descansando na minha frente. "O que eu posso pegar para vocês beberem?", uma voz alta diretamente ao meu lado pergunta e eu pulo, minha mão


voando para o meu peito. Butcher rosna e eu olho e vejo uma garçonete parada ali com um bloco de anotações na mão. "Eu sinto muito por assustar você". Eu aceno minha mão na minha frente antes de piscar para ela um rápido sorriso. “Não foi nada demais. Vou tomar um copo de vinho branco”. Ela escreve e olha para Butcher. “Bud Light”. Ela faz uma careta e anota seu pedido de bebida. Eu rolo os olhos mentalmente. "Eu vou pegar suas bebidas". Ela se afasta. "De onde você é?", eu pergunto a Butcher e sorrio levemente. "Tennessee". Ele senta-se em seu assento, relaxando. Eu estou roendo meu lábio inferior porque quero saber muito sobre ele. "O que o trouxe para o Texas?", eu mexo nervosamente na borda do menu. Os olhos de Butcher vasculham meu rosto e depois olham para minhas mãos. Eu sinto que ele pode sentir meu nervosismo. "Eu queria um novo começo". Percebo. Eu olho para baixo e mexo com o guardanapo no meu colo. "Ah, eu vejo". "Sorria".


Minha cabeça levanta com seu tom abrupto. Butcher se inclina para mim. "O que?", eu digo sem fôlego, colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. “Sorria, nunca pare de sorrir e não fique nervosa ao meu redor. Nunca ao meu redor”. Meu coração para com suas palavras e um enorme sorriso irrompe no meu rosto. Eu nunca imaginei que ele pudesse ser doce. Seu rosto suaviza com a visão e sua mão sobe ao meu queixo, seu polegar roçando o lado da minha boca. "Assim está melhor". Cara, meu estômago revira. "Alguém já lhe disse que você é um doce?". Seus olhos se arregalam de surpresa. "Eu não sou doce", ele resmunga e senta de volta em seu assento, fixando um olhar em mim. Ah sim, Butcher, eu tenho o seu número. Eu arqueio minha sobrancelha para ele. "Talvez não para todos os outros, mas você é para mim". Eu sorrio para ele e me levanto. “Eu j{ volto, peça por mim se ela voltar. Eu preciso ir ao banheiro”. Então me afasto da mesa e atravesso a sala, deixando-o com seus pensamentos. Estamos em uma das cabinas que as pessoas podem alugar e é meio isolado. Somos os únicos clientes além de um grupo de homens sentados em algumas cabines.


Um pedaço de papel cai da mesa dos homens e bate no chão na minha frente. Eu sei que eles só queriam me ver abaixar, então eu me ajoelho e me agacho, não dando a eles a satisfação. Pego o pedaço de papel e o coloco sobre a mesa, olhando para o homem que o largou. "Eu não me apaixono por essa merda, foda-se". Sua boca se abre e ele me olha de cima a baixo. "Baby, eu poderia ter você debruçada sobre esta mesa em poucos segundos". "Claro, esse seria o dia, babaca, continue dizendo a si mesmo isso". Eu rio em voz alta e passo por eles. Esse cara é um idiota total. Cada um desses homens tem “babaca” escrito neles - com sua aparência de menino muito bonito. Bucetas - todos eles.

BUTCHER "Eu poderia ter você debruçada sobre esta mesa em poucos segundos". A raiva me atinge com força e rapidez. Eu me levanto e vou até os homens, certificando-me de que Shaylin vá ao banheiro antes de me aproximar deles. Eu vejo uma faca em uma mesa vazia e aperto na minha mão. A mão do homem está


descansando na mesa em cima da nota que Shaylin pegou do chão. Ninguém, porra, desrespeita-a assim. Nunca. Essa merda não acontece e com certeza não acontece na minha frente. Eu bato a faca na mesa entre os dedos, certificando-me de pegar a pele onde seus dedos se encontram. O filho da puta traz a mão para trás, chorando de dor. Eu rolo meus olhos para ele. Sua cabeça dispara ao redor e ele olha para mim. Ele e seus amigos me notam. Porra. Eu sou seu maldito pesadelo. "O que foi, cara?", pergunta aquele que deixou a nota e desrespeitou a minha mulher. "Você disse que poderia dobrar minha mulher sobre a mesa em dez segundos?". Ele e os outros filhos da puta ficam pálidos. "Cara, eu não sabia que ela estava com alguém", ele gagueja, e isso me deixa ainda mais louco. Quem se importa se ela está comigo ou não? Isso não lhe dá o direito de falar com alguém assim. Isso me irrita. Eu agarro-o pela garganta e levanto-o para fora da cabine. Ele se levanta ao meu lado, com as mãos nos meus pulsos. Eu solto


sua garganta e ele começa a recuar, mas eu coloco minha mão na parte de trás do seu pescoço. "O que você está fazendo?", pergunta ele. Mas essas são as únicas palavras que ele está soltando. Eu bato o rosto dele na mesa e ouço o som satisfatório de seu nariz se quebrando. "Agora quem está curvado sobre a porra da mesa em dez segundos?", eu rio e pressiono seu rosto mais duro na mesa antes de soltar. Ele se levanta e agarra o nariz antes de se sentar, e seus amigos imediatamente começam a mexer com ele. Volto para a mesa no momento em que a garçonete chega. “A moça quer um salmão com mel e molho de abacate cítrico e eu vou comer o bife de 30 gramas coberto com vieiras grelhadas”. Eu entrego a ela ambos os menus, ela me agradece e sai. "O que eu perdi?", Shaylin pergunta e se senta na cadeira na minha frente. "Nada, eu só pedi a comida". Eu pisquei e sentei na minha cadeira. Ela sorri para mim como quem sabe mais do que eu acho que ela diz. "Claro que você fez". Naquele sorriso malicioso que ela tem, eu estou preso.


Shaylin Assim que eu saí do banheiro, meus olhos foram direto para o homem que me ofendeu e ele está sentado lá segurando o nariz. Ele me vê caminhando em sua direção e quase se arrasta debaixo da mesa. Butcher. Butcher deve ter ouvido o que ele disse para mim. Eu rio baixinho e volto para minha mesa. “O que eu perdi?”, eu não posso resistir a perguntar. “Nada, eu só pedi a comida”. Ele pisca e d{-me um olhar presunçoso. Dou-lhe um sorriso malicioso, deixando-o saber que eu sei que est{ muito longe da verdade. “Claro que você fez”, eu digo sarcasticamente e ele sorri. Eu chupo em uma respiração afiada. Foda-se, ele é belo e perigoso. Deve ser um crime alguém se parecer com isso. De acordo com o motoclube, Butcher servia nos SEALs da Marinha. "Você sempre quis ser um SEAL?".


Ele balança a cabeça e toma um gole de sua cerveja. "Você sempre quis confeitar?". Eu rio e aceno. “Sim, eu apaixonei-me por isso desde que me lembro. Eu costumava subir em uma cadeira para chegar ao topo do balcão e mexer todos os meus ingredientes. Foi horrível, mas meu pai e meus tios fingiram que era a melhor comida de todas”. Butcher sorri para mim, seus olhos se iluminam. "Eu gosto da sua comida". Eu rio de novo e jogo meu cabelo por cima do ombro. “Eu percebi que você devorou pelo menos uma dúzia de cupcakes por dia desde que você me conheceu”. Ele encolhe os ombros. "Muito bom". Eu concordo. "Sim, porque eu os fiz". Seus ombros tremem de rir e eu sorrio abertamente. Eu quero que ele ria mais vezes. Uma figura passa por nós, praticamente correndo, e eu me viro para ver quem é. É o homem cujo nariz Butcher quebrou. Ele continua olhando de volta para Butcher, que arrasta sua faca de carne pela garganta. É tudo o que preciso para eu começar a rir. Butcher derruba a faca e bate no topo da mesa. Isso foi épico - ele é louco porra.


A garçonete volta com a nossa comida. "Aqui está". Eu limpo sob meus olhos para me livrar das lágrimas e sento-me na cadeira para que ela possa colocar a comida na mesa. Eu olho para o que ele pediu e é uma das minhas refeições favoritas. Ele está olhando para mim, avaliando minha reação. "Isto está perfeito. Obrigada". Ele olha para baixo e começa a cortar seu bife. Eu pego meus talheres e fico ocupada cortando minha própria comida. Não tenho vergonha de admitir que comi tudo o que estava no meu prato. Quando terminamos de comer, ele pagou pela comida e nós caminhamos, lado a lado, pelo restaurante, com sua mão no meu quadril dessa vez. Eu lambo meus lábios ressecados e respiro fundo para me conter. Eu gosto que ele esteja me tocando agora e ele fez isso sem pensar duas vezes. "Shaylin?". Eu me viro e vejo um dos caras com quem eu fui a um encontro. A

mão

de

Butcher

aperta

meu

quadril

possessivamente. Eu aceno para o cara e me afasto. Nós fomos a apenas um encontro, o que ele esperava? "Muitos paus aqui dentro", Butcher rosna. Eu sorrio e envolvo meu braço em torno de suas costas.


"Vamos, então". Inclino a parte de trás da minha cabeça contra o peito dele, olhando para ele. O olhar de Butcher cai quando ele olha para mim. Saímos do

restaurante e

entramos na

escuridão

do

estacionamento. Butcher puxa-me mais apertado contra ele, como se ele estivesse me protegendo com seu corpo. Quando ele abre a porta do seu caminhão, eu pego a maçaneta e oh, merda, levanto minha perna para dentro. As suas mãos envolvem meus quadris e eu sou levantada para dentro do caminhão. "Obrigada", eu pisco para ele, que balança a cabeça para mim. Quando ele sai do estacionamento, eu coloco meu cinto de segurança e tiro meus saltos, que estão machucando meus pés. Ele me oferece sua grande mão tatuada e passa seus dedos pelos meus. Ele coloca nossas mãos unidas em seu colo, eu me afasto, escondendo meu sorriso bobo. "Seus pés doem?". "Sim, eu odeio saltos". Eu aliso meu cabelo sobre um ombro. "Você é tão bonita sem eles".


Meu queixo bate no chão novamente. Este homem é seriamente doce. "Doce", eu digo simplesmente e ele balança a cabeça negativamente. "Falando a verdade". Ele segue para a minha sua. "Ainda doce", eu falo. "Não é doce quando você está sendo honesto". Eu aponto para ele. “Doce!”, eu digo em voz alta dessa vez, ele balança a cabeça novamente. Eu não digo mais nada porque ele vai discordar, mas nós dois sabemos a verdade aqui. A verdade é que ele é doce para mim, mas nós temos um visual de como ele não era doce antes. Depois que ele entra na minha garagem, sem uma palavra, ele me tira do caminhão, me segurando no estilo de noiva. "O que você está fazendo?". Ele fecha a porta e me leva até a entrada da minha varanda. "Seus pés doem". E ele diz que não é doce.


9 Shaylin Entramos na minha casa e ele coloca-me no chão. Se ele estivesse realmente preocupado com meus pés, não teria me colocado no chão tão rápido. Eu acredito que ele só queria me carregar. "Vestirei algo confortável", eu entro no meu quarto, deixando Butcher na sala de estar. Estou supondo que ele vá se trocar também, já que ele carregava uma bolsa antes. Eu me troco em um par de calças de moletom e outra camisa folgada que está pendurada no meu ombro. Eu jogo meu cabelo em um coque e faço rápido o trabalho de me livrar da maquiagem. Cerca de dez minutos depois, entro na minha sala de estar. Butcher está sentado no meu sofá, sem camisa e com um par de moletons. Aquele abdômen e aquelas tatuagens! Doce bebê Jesus, me dê força. Sinto meu rosto ficando quente, sei que estou vermelha de vergonha.


Eu me sento no sofá, uns trinta centímetros longe dele, mas o que eu realmente queria era estar pressionada contra o seu tórax duro. "O que você quer assistir?", eu pergunto hesitante, em seguida, ligo a TV. "Traga sua bunda aqui". Eu deixo cair controle remoto e o pego. "O quê?", eu pergunto e coloco o controle remoto na mesa de café à nossa frente. "Venha aqui". Eu ando até ele e lentamente deito minha cabeça no tórax dele. No momento em que toco seu peito nu, desmaio internamente. Eu tenho que salvar alguma dignidade. Isto é o que é o céu. Seu braço sai da parte de trás do sofá e descansa nas minhas costas com a mão no meu quadril. Incapaz de me ajudar, eu passo a minha mão por sua barriga, arrastando-a lentamente até o tórax dele. Eu o sinto tremer e eu cubro minha boca para não fazer nenhum som. Eu gosto que ele esteja afetado por mim como eu estou por ele. Após alguns minutos no programa de TV, ele começa a mover a mão para cima e para baixo nas minhas costas, o que é uma

grande

fraqueza

minha. Eventualmente,

sua

mão


serpenteia sob a minha camisa para esfregar minhas costas, suas unhas deslizando pela minha pele. "Você está tentando fazer-me dormir?", eu suspiro e enterro minha cabeça em seu peito. Com minha mão livre, eu puxo meu laço soltando o meu cabelo. Sua mão afunda no meu cabelo e ele deixa suas unhas se arrastarem pela minha pele. Eu acho que vou me casar com ele depois disso. "Se você continuar fazendo isso, eu vou apaixonar-me por você". Eu bocejo novamente. "Esse é o plano". Eu congelo e pisco algumas vezes. Ele acabou de dizer isso ou imaginei? Para confirmar, eu me solto dele e fico de joelhos ao seu lado. "Você acabou de dizer isso?" Eu pergunto em um sussurro. Ele balança a cabeça e sorri. Eu me inclino para frente, envolvendo meus braços em volta do seu pescoço, abraçandoo. Minha bochecha cai contra a dele e eu respiro seu perfume inebriante, que é todo masculino. Ele move sua bochecha da minha e então aqueles lábios tocam minha testa. Sento-me perfeitamente imóvel, deixando-o fazer o que quiser. Eu mantenho meus olhos fechados. Seus lábios saem do


meu rosto e meu estômago aperta na expectativa do que vai acontecer a seguir. Seus lábios tocam minha bochecha e eu pulo levemente no contato. Eu descanso minhas mãos em seus ombros. Seus lábios tocam o canto da minha boca e eu me aproximo, querendo que eles percorram aquela pequena distância para atingirem os meus lábios. Então, isso acontece. Seus lábios tocam os meus e no momento em que o fazem parece que eu fui eletrocutada. Eu suspiro, trago minhas mãos para a parte de trás de sua cabeça e eu passo meus dedos pelos cabelos dele. Butcher rosna e agarra meus quadris, me puxando totalmente em seu colo, minhas pernas em ambos os seus lados. Sua mão grande sobe pelas minhas costas e depois no meu cabelo, assumindo o controle total do beijo. Seus lábios se movem sobre os meus e eu abro minha boca, afundando no beijo. Eu levo uma mão do seu cabelo ao seu maxilar. Eu sinto sua mandíbula se mover com o movimento em meus lábios. Eu estremeço e trago meu corpo para mais perto dele. Peito a peito. Sua mão afunda no meu cabelo e ele me beija de volta mais forte. Ele leva meu lábio em sua boca e eu abro meus olhos. Ele arrasta os dentes pelo meu lábio inferior. "Minha", ele rosna


alto, seus olhos escuros. Suas mãos caem na minha bunda e ele aperta, puxando-me com mais força contra ele. É quando eu percebo o quanto ele está duro e é instintivo balançar meus quadris. Esse movimento me faz estremecer de prazer. Eu caio para frente, trazendo meus lábios de volta para os dele e eu movo meus quadris novamente, gemendo contra sua boca. Ele me beija e me puxa com mais força contra ele. Eu o quero tanto, sinto que estou queimando de dentro para fora. Ele se levanta e eu envolvo minhas pernas ao redor de sua cintura. Enquanto ele caminha em direção ao quarto, eu não tiro minha boca da dele. Um segundo depois, sinto minha cama e afundo no colchão. Eu não solto minhas pernas de Butcher. Eu sinto seus braços em ambos os lados da minha cabeça e seu corpo está pressionado contra o meu. Ele toca meu quadril e eu gemo. Tão perto. Sua boca se separa da minha e ele olha nos meus olhos. "O que você quer?". Meu peito está se movendo rapidamente porque estou sem fôlego. "Eu não sei", digo a ele honestamente. "Eu nunca estive com um homem antes, eu nunca fui tocada por um antes", eu sussurro para ele, quase envergonhada. Que garota de vinte e cinco anos nunca esteve com um homem antes?


O rosto de Butcher muda e um grande sorriso aparece em seu rosto - é de tirar o fôlego. Eu levanto minha mão e seguro sua mandíbula. Ele sorri mais largo e olha para os meus lábios, depois para os meus olhos. Eu sinto sua mão se mover do meu quadril para minha buceta e isso me domina. Eu sacudo com a sensação de ele me tocando, um arrepio de emoção através do meu corpo. "Braços acima da sua cabeça". Eu tremo de excitação e nervosismo. Eu me sento e ele se senta ao meu lado. Eu levanto meus braços acima da minha cabeça. Ele arranca minha camisa e me vê de sutiã. Ele puxa minhas calças pelas minhas pernas e as joga do outro lado da sala. Eu deito de volta na cama, recuo para trás, então minha cabeça está deitada no meu travesseiro. Butcher se move de volta para mim, colocando seu corpo em cima do meu e seu rosto diretamente acima do meu. "Eu não vou lhe foder hoje", diz ele em sua voz profunda e áspera. Seus lábios beijam os meus suavemente, em seguida, gradualmente vão para o meu pescoço. Eu arqueio meu pescoço, dando-lhe melhor acesso e arrepios sobem pela minha pele. "Hoje".


Eu abro meus olhos e olho para ele. Ele desliza a mão pelas minhas costas. Eu sinto meu sutiã se soltando, e ele levanta dos meus braços. Ele o joga no chão e me dá um sorriso malicioso que me diz que eu vou aproveitar cada segundo disso. Sua mão se fecha ao redor do cós da minha calcinha, e eu aperto em antecipação. Eu lambo meus lábios, imaginando o que ele vai fazer a seguir. "Hoje ..." Ele aumenta o aperto na minha calcinha. “Hoje, eu vou provar cada parte do seu corpo, aprendendo o que te faz se contorcer, o que faz você gritar meu nome e o que faz você vir mais e mais”. Ele arranca a calcinha do meu corpo e ela cai no chão. Meu Deus. Foda-me. Eu estou completamente nua na frente dele agora. As únicas vezes em que fico nua é quando estou me depilando ou com meu médico. Meus olhos ansiosos seguem cada movimento dele. Ele absorve meu corpo, indo dos meus pés até o topo da minha cabeça. É preciso tudo em mim para não me cobrir. Eu não sou autoconsciente - é apenas instintivo. "Você é linda". Eu derreto ali mesmo, seu rosto deixa meu corpo e ele olha profundamente nos meus olhos. "Você é a mulher mais linda que eu já vi".


"Butcher", eu sussurro e me sento e pressiono meus lábios nos dele. Ele é simplesmente perfeito. Ele quebra o beijo e pressiona a testa contra a minha e eu o vejo sorrir. "Agora a diversão começa". Ele corre pelo meu corpo, seus lábios se movendo para os meus ombros. Ele os beija e se move para o meu pescoço. Ele mergulha a língua e eu sacudo com a sensação. Minhas mãos vão atrás de sua cabeça, afundando em seu cabelo. Sua

boca

se

move

entre

meus

seios,

beijando

e

lambendo. Tortura - eu acredito que é assim que você pode chamar isso. Eu tiro uma mão do cabelo dele e a puxo para baixo, minhas unhas arranhando-o levemente. Eu sinto sua respiração em meus mamilos por uma fração de segundo antes de sua boca se fechar em torno do mamilo esquerdo. Prazer dispara direto para minha buceta. Eu grito e minha mão volta para o cabelo dele e, instintivamente, o puxo. Ele ri, se move para o outro mamilo e eu jogo minha cabeça para trás. Eu puxo o cabelo dele novamente. Eu não posso evitar. Fica intenso por uma fração de segundo e isso só acontece por um minuto ou mais, arrastando minha tortura. Seus lábios deixam meus seios e descem para o meu estômago, cada vez mais perto da minha…


Puta merda! Ele vai fazer o que eu acho que ele vai? Minha pergunta é respondida logo quando ele desliza para fora do final da cama e cai de joelhos. Suas mãos envolvem meus joelhos e eu sou puxada para a beira da cama. Eu rio com o movimento repentino. Ele pega meus joelhos e os levanta sobre seus ombros, deixando-o de frente para mim lá. Eu levanto a cabeça e olho para ele com os olhos arregalados. Ele sorri para mim e abaixa a cabeça. Ah Merda. "AHH!" Eu grito. Sua língua se movimenta no meu clitóris e é foda de tão intenso. Ele faz isso de novo e de novo. Minha

cabeça

ligeiramente

está

jogada

arqueadas

e

para minhas

trás,

minhas

mãos

costas

enterradas

profundamente em minhas cobertas. "Butcher", eu grunho e corro meus dedos pelas costas nuas. Estou tão perto, tão perto, mas só preciso de algo. Ele desliza um dedo dentro de mim e enrola o dedo. Eu quebro em um milhão de pedaços. Meu corpo aperta e sinto minha boceta pulsando em torno de seu dedo. Meus ombros sacodem com o poder do orgasmo e eu cubro minha cabeça no cobertor ao meu lado, mordendo-o enquanto desço do orgasmo de abalar a terra que acabei de ter. Braços me envolvem e sou levantada da cama. Eu solto o cobertor e olho para Butcher, que tem um sorriso de satisfação


no rosto. Eu rio baixinho para mim mesma e coloco minha mão em seu peito quente. Estou deitada na cama, com a cabeça no travesseiro, Butcher caminha até o interruptor de luz e o apaga. Quando ele chega à cama, ainda estou deitada de costas e eu levanto o cobertor para nos cobrir. Butcher desliza até que estejamos nos tocando. Ele me beija na bochecha e abaixa a cabeça no meu pescoço. Seu braço sobe e envolve meu pescoço, sua palma descansando no travesseiro ao lado da minha cabeça e seu corpo sobre o meu. Eu olho para a porta do quarto e depois para Butcher. "Butcher", eu digo baixinho e ele murmura: "Hmm". “Você est{ cobrindo meu corpo com o seu, você est{ me protegendo. É por isso que você dormiu fora da minha casa. Você est{ me protegendo”, eu sussurro e me aproximo dele, beijando o topo de sua cabeça. Ele move a mão do meu travesseiro para a minha bochecha. "Mata-me pensar em algo acontecendo com você". Eu fecho meus olhos para segurar as lágrimas. Fui protegida toda a minha vida, mas para alguém ir tão longe para ter certeza de que nada me machucaria - não consigo descrever as emoções que estou sentindo.


"Boa noite", eu sussurro, meus olhos ainda fechados. "Boa noite, Shay". Ele tira a mão do meu rosto e eu adormeço sorrindo.


10 Shaylin Eu acordei atrasada para o trabalho, e isso significa que a loja não abriu até uma hora após o horário previsto. Eu corri como uma galinha com a cabeça cortada, vestida com algumas roupas e corri para fora da porta com Butcher fervendo em meus calcanhares. Ontem à noite foi uma loucura, eu não posso acreditar em tudo que aconteceu. Corei a manhã inteira pensando no que havia acontecido e em Butcher descendo pelo meu corpo. Ah, entendeu? Não me entenda mal, eu vim antes, mas é muito diferente quando alguém faz isso com você. Butcher estaciona a moto e atravessa a rua para pegar o café da manhã. Felizmente, eu tinha tudo preparado na noite passada ou eu estaria

realmente

sofrendo. Eu

preciso

contratar

alguns


funcionários em tempo integral. No ano passado, a padaria cresceu além do que eu poderia imaginar. A campainha da cozinha dispara, deixando-me saber que meus lotes de bolinhos estão prontos. Eu entro na cozinha e abro meus muitos fornos. Eu pego minha mesa rolante e as luvas do forno penduradas na parede. Depois de colocar as luvas, eu as coloco dentro do forno. Em cada mão levo uma bandeja de cupcakes e coloco-os na mesa. Eu ouço o sino acima da minha porta, e eu desligo o forno. Eu voltarei para o resto. Quando chego na metade da cozinha, ouço um barulho alto. Eu congelo e meu coração para, esperando o pior. Eu olho para o monitor de segurança e vejo três homens. Eles têm badanas sobre seus rostos e armas. Um dos homens está atrás do balcão. Eu ouço o barulho alto de novo e o vejo batendo no registro. Foda-se foda-se. Butcher está do outro lado da rua e eu não tenho o número dele. Pegando meu telefone, eu saio pela porta, meu coração batendo tão forte que eu sinto que eles podem ouvir. Coloquei o telefone em silêncio e enviei uma mensagem para meu pai. Ele saberá o número de Butcher.


EU: Papai, três pessoas invadiram a padaria. Eu estou nos fundos e eles não sabem que estou aqui. Butcher está do outro lado da rua para pegar o café da manhã. Eu apertei o botão enviar e coloquei meu celular de volta no meu bolso. Então me ocorre que tenho uma arma armazenada sob o gabinete. Eu me abaixo em minhas mãos e joelhos, me estico debaixo do armário e pego a arma. Verifico quanta munição tenho e vejo que tenho um pente completo. Eu empurro o pente de volta, pego a arma e retiro a trava de segurança. Eu não estou me arriscando. Eu recuo, coloco as costas para o canto e me preparo. "Espere", uma voz diz e eu endureço. "Alguém tem que estar aqui, senão a loja não estaria aberta". Foda-me! Eu mordo meu lábio inferior, certificando-me de ficar em silêncio. Não há literalmente lugar para se esconder na minha cozinha. Eu queria uma planta enorme de piso aberto. Grande erro, obviamente. Uma figura se move na frente da entrada da cozinha e entra. "Bem, olha o que temos aqui!". Eu tenho a arma escondida nas minhas costas. "Pegue o dinheiro e vá". Eu não quero que isso acabe mal.


“Não podemos deixar uma testemunha. Desculpe, gatinha. Eu vejo uma marca no lado do pescoço dele. Ele levanta a arma. Ele vai matar-me. "Você não precisa fazer isso". Eu tento manter minha voz firme, não querendo ceder ao meu medo. O medo é angustiante. São três contra um e estão armados. Por que eles estão roubando uma padaria no meio do dia? Ele se aproxima e tira a badana de sua boca. Ele zomba de mim e noto a tatuagem no lado do pescoço dele. Eu sei que está relacionado a algum tipo de gangue ou grupo. Isso não é bom, caralho. "Nós podemos fazer um arranjo para tirar você disso". Seus olhos se movem para cima e para baixo no meu corpo. Vômito sobe pela minha garganta. Isso é doentio e me irrita. É como se algo viesse do meu corpo quando estou chateada. O medo se foi pela janela. "Nenhum arranjo". Estou ficando

mais

louca

a

cada

segundo. Seus

olhos

estão

demorando nos meus seios. Ele ri e seus olhos se movem dos meus seios para o meu rosto. “Não, eu não preciso de um arranjo. Eu só vou pegar, quer você queira ou não”. Foda-se essa merda.


Eu sorrio para ele, mostrando os dentes e tudo. "Grande erro". Eu tiro a minha arma das minhas costas, aponto para a sua virilha, e puxo o gatilho. Ele cai no chão gritando. Eu corro e chuto a arma da mão dele e ela desliza pelo chão. “Agora você não vai mais fazer merda". Eu chuto o rosto dele, derrubando-o à frio. A adrenalina está bombeando através de mim e ouço alguém correndo em minha direção. Eu me preparo. Um tiro dispara e depois outro. Um homem cai na cozinha. Ele cai de cabeça primeiro, o sangue imediatamente se acumulando ao redor dele. "SHAYLIN!", Butcher ruge e eu entro em ação. "Eu estou bem!", eu grito. Eu ouço passos trovejantes e ele entra na cozinha. Ele olha para o homem em quem atirei na virilha, antes de correr e me agarrar em seus braços. "Não faça essa merda de novo". Eu envolvo meus braços ao redor dele com mais força, meu corpo tremendo de emoção. Eu ouço alguém gemendo, e eu sinto Butcher endurecer antes que ele me deixe ir. Ele me protege com seu corpo. Eu espreito ao seu lado. O homem que atirei na virilha está acordado e gemendo, segurando-se.


"Por que você atirou nele na virilha?", Butcher diz com uma voz estranhamente fria e colecionada. "Ele ameaçou me estuprar". Meu

corpo

fica

sacudido

quando

digo

a

palavra

"estupro". “Isso me bate o que acabou de acontecer: eu poderia ter sido estuprada. Isso poderia ter sido uma situação muito ruim. Sorte que eu tinha uma arma e Butcher estava aqui”. "É um homem morto, mas não ainda". Eu posso ouvir o sorriso em sua voz. Butcher caminha até o armário, pega uma toalha e joga-a para ele. "Ainda não é sua hora". Calafrios correm pela minha espinha ao som de sua voz. Esse homem não vai morrer fácil. Eu sinto meu celular vibrando no meu bolso e, com uma mão muito trêmula, eu o levanto. Eu olho para a tela e vejo que é meu pai. "O-O-Olá", eu sufoco com a adrenalina está se diminuindo e tudo está começando a afundar. “Shay, você est{ bem? O que aconteceu?”, as palavras do papai saem rápidas e eu ouço um monte de motocicletas no fundo. Eu sinto alguém em pé na minha frente e olho para cima. Butcher está com a mão para tirar o telefone de mim. "Aqui é Butcher". Eu ouço meu pai no fundo, falando a mil por hora. Eu corro para os braços de Butcher. Eu só preciso me


sentir segura agora. Eu sou uma garota durona e eu não tomo nada de ninguém, mas isso me abalou profundamente. Eu nunca esperei que isso acontecesse. Eu ouço um monte de motos estacionando do lado de fora e Butcher termina o telefonema com meu pai e enfia o celular no bolso de trás. Butcher me segura firmemente contra ele, meu rosto enterrado em seu peito. "Você nunca vai deixar a minha visão de novo". Ele me aperta mais apertado contra ele. "Eu não quero", eu admito e cerro as costas de seu colete. Mesmo depois disso, sinto-me segura agora. Eu me sinto segura envolvida em seus braços. Isso é uma coisa estranha de acontecer, mas um dos riscos de ter sua própria loja é que alguém pode tentar roubar você. Poderia ter sido muito pior. "Butcher!". Eu olho para a entrada da cozinha e vejo um monte de membros do Devil Souls atravessando a porta: Kyle, Ryan, Tocha, Techy, Vinny, Jack, Trey e Locke. "Que porra aconteceu?", Kyle pergunta e dá um passo à frente.


"Alguém tentou me roubar". Eu me sinto muito melhor agora, até posso ouvir minha voz. Eu aumento meu aperto em Butcher e me afasto um pouco, mas a mão dele nas minhas costas me pressiona contra ele mais forte do que antes. Eu acho que não estou me movendo, então. “Vamos acabar com essa merda. Smiley est{ a caminho?”, Kyle pergunta e assobia enquanto ele pega o cara sentado contra a parede segurando uma toalha em sua virilha. O corpo de Kyle endurece e ele olha para mim. "Este é o seu trabalho?". Eu concordo. "Ele disse algumas coisas ofensivas". Kyle sorri e então olha para os outros membros. "Vamos nos divertir um pouco mais tarde, garoto, e espere até conhecer o pai dela". Eu sorrio com isso. Ouvimos um rugido de motocicletas do lado de fora e eu olho para Butcher. Ele beija minha testa, eu fecho meus olhos, deixando a sensação de segurança e tudo o que Butcher faz toma conta de mim. Eu ouço minha porta se abrir e o som de muitos passos. Eu acho que os tios também vieram. Primeiro meu pai passa pela porta, depois Lane e depois todo mundo. Butcher endurece e dá um passo para trás como se estivesse pronto para fugir comigo, me escondendo de todos.


Meu pai não poderia se importar menos, no entanto. Ele me arranca dos braços de Butcher e me coloca nos seus. “Eu nunca tive tanto medo na minha vida. Não faça essa merda de novo”. Eu ri um pouco disso porque Butcher disse a mesma coisa. Butcher pode ter deixado meu pai me ter, mas ele ainda está me tocando. "Pai, minha vez". Lane me rouba do meu pai, e eu sinto Butcher se movendo comigo. Um por um, sou passada para todas as vinte pessoas. "O que diabos aconteceu, Shay?", meu pai pergunta uma vez que estou livre de todos. Butcher se afasta de todos, colocandome perto de seu corpo, ele ignora todos os olhares que está recebendo dos membros do clube de Lane. “Eu estava aqui atr{s e ouvi um estrondo alto”. Entro em detalhes, repetindo exatamente o que o homem me disse. O culpado está muito vivo e está olhando para todos com os olhos arregalados, parecendo apavorado. Eu não consigo sentir pena de alguém que mais cedo ameaçou me matar e fazer coisas terríveis para mim. Eu estou ficando brava de novo pensando nisso. Smiley e Lane dão um passo à frente ao mesmo tempo, mas meu pai é o único que sorri como se fosse o melhor dia na Terra. "Grande erro", diz papai. O cara parece que vai se mijar,


mas eu não tenho certeza se ele pode fazer mais isso, considerando tudo. Smiley olha para o sangue e depois para mim, sorrindo. "Você explodiu o pau dele". Ele se vira para o homem. "Ela fez isso sorrindo?". Minha boca se abre e olho para meu pai em estado de choque. Ele acabou de perguntar isso? O cara acena com a cabeça e empalidece ainda mais. Papai sorri para todos e diz: "Essa é a minha filhinha". Não há esperança de escapar do meu pai. Eu envolvo meus braços em torno de Butcher e coloco minha cabeça em seu peito, me sentindo exausta de repente. “Eu vou lev{-la para casa. Eu estarei no clube mais tarde para nos divertirmos”. Butcher rosna na última parte e todos na sala concordam. Butcher praticamente me carrega pela porta dos fundos.

BUTCHER O telefonema que mudou a porra da minha vida. Seu pai me ligou e só levou o som do nome dela saindo de sua boca para me colocar em ação. Eu corri pelo estacionamento e atravessei a rua no que pareceram horas, mas duraram apenas alguns


segundos. Eu ouvi um tiro quando eu pisei na calçada. Eu abri a porta, peguei minha arma e atirei no filho da puta que estava indo para trás e depois no outro, que estava atrás do balcão. Eu gritei o nome dela, e quando ela respondeu, eu quase caí na porra do chão em alívio. Eu corri para a cozinha e ela pareceu estar perfeitamente bem. Eu olhei para o homem deitado no chão, a poucos metros de distância dela. Eu diminuí a distância entre nós e a envolvi em meus braços. Eu respiro o cheiro dela e a toco para ter certeza de que ela não está machucada, para me lembrar de que ela ainda estava aqui. Raiva é algo que eu me acostumei sentir, mas não é nada comparado à minha raiva sobre algo acontecendo com ela. Eu rastrearei cada pessoa que teve um papel nisso e irei rasgá-los. Alguém gemeu e eu olhei em volta para ver o homem com um tiro no pau. Eu perguntei por que ela fez isso e soube o motivo antes mesmo que ela me contasse. Eu olhei para o homem e disse: "É um homem morto". Ele empalideceu e eu sorri para ele. Isso vai ser divertido pra caralho.


Shaylin Eu só quero ir para casa e enroscar-me na cama, vendo TV. Hoje foi horrível. Nunca achei que seria roubada no meio do dia. Eu simplesmente não consigo envolver minha cabeça nisso ou o fato de que eu atirei no pau dele. Eu acredito que ele mereceu isso, no entanto. Butcher está me levando para fora da loja enquanto ele me guia até a sua moto. Eu o sinto olhando para mim e sei que ele está preocupado. Eu estarei bem. Eu só quero ficar longe de todos os corpos. Acima de tudo, só quero que Butcher me abrace. Nós alcançamos a moto dele. Ele coloca a jaqueta de couro em mim e eu olho para ele. Seus olhos estão procurando meu rosto e eu dou-lhe um pequeno sorriso. O corpo inteiro de Butcher relaxa e ele toca o lado do meu rosto. "Minha Shay". Isso traz um sorriso cheio para o meu rosto e eu caio em seus braços. Fecho meus olhos enquanto minha cabeça pousa em seu peito quente e respiro seu aroma. Seus lábios tocam o topo da minha cabeça e eu torço minhas mãos na parte de trás de sua camisa.


"Vamos para casa". Eu deixo cair minhas mãos e dou um passo para trás. Butcher sobe em sua moto e eu subo atrás dele. Ele liga a moto e eu me aconchego a ele, envolvo meus braços em volta dele e descanso minha cabeça em suas costas. Ele sai do estacionamento, depois segue para a rodovia, mas não na direção da minha casa. "Onde estamos indo?", eu grito para ele para que ele possa me ouvir sobre o barulho a moto. "Minha casa". A casa dele? Eu estou bem com isso. Estou curiosa sobre onde ele mora.


11 Shaylin “Puta merda!”, eu grito quando vejo sua casa. É enorme e é linda. A primeira parte da casa é só de janelas, deixando a sala de estar aberta. É uma casa de madeira de nogueira e eu estou apaixonada. Esta é a casa que eu sempre quis ter. Da janela, posso ver que o interior da casa também é construído com troncos de nogueira. Para chegar até a sua casa, passamos por um portão e depois por um monte de árvores. A casa está totalmente escondida da vista, mas uma vez que atravessamos as árvores, minha respiração foi retirada. Butcher desliga a moto, eu saio e volto a olhar para a casa. Eu posso ver uma garagem para seis carros de um lado com uma moto, vários veículos de quatro rodas e seu enorme caminhão. Então, mais abaixo, um galpão segura uma lancha, uma casa flutuante e um jet-ski.


Volto-me para a casa e fico admirada de novo. Luzes pendem do topo do teto. A frente do telhado é moldada em um V para baixo, as janelas se estendem até o telhado e cercam a porta da frente. "Eu amo a sua casa, Butcher!", eu exclamo. "Vamos para dentro". Ele pega minha mão e me puxa para sua casa. Subimos as escadas, ele destranca a porta, entra e toca um iPad na parede. O interior da casa é tão impressionante ou mais. Tem esse sentimento caseiro que me faz nunca querer ir embora. Tudo é de madeira maciça e as luzes têm um tom dourado para realçar a aparência da casa. Os degraus da escada são troncos reais. Entro mais na sala de estar, viro à direita, vejo uma sala de jantar e vejo a cozinha. Eu pisco algumas vezes, com meu queixo. Esta é a cozinha dos meus sonhos. As estantes são de madeira maciça, mas os eletrodomésticos são de aço inoxidável, e no meio da cozinha há uma enorme ilha feita para eu cozinhar. A cozinha está totalmente equipada com tudo que alguém poderia sonhar para assar e cozinhar. Eu estou apaixonada.


Eu o sinto andar atrás de mim e me viro. "Estou me mudando!". Um sorriso divide seu rosto e ele se inclina contra a parede. "Tudo bem, por mim". Minha boca se abre em surpresa. "Eu estava brincando". Ele arqueou uma sobrancelha antes de sorrir para mim. "Eu não estava". Ele acabou de dizer aquilo? Eu me viro e deixo isso assim. Vou

pensar

sobre

o

que

ele

acabou

de

dizer

depois. Estou com fome e depois vou tirar uma soneca com o Butcher. Isso soa como o paraíso. Abro a porta da geladeira e vejo alguns bifes já descongelados. "Está tudo bem se eu fizer o jantar para nós?", eu pergunto ao Butcher enquanto eu vasculho suas coisas. "Fique à vontade, bebê". Eu paro de me mexer. Ele me chamou de "bebê", minhas pernas ficaram fracas. Esse homem vai me matar. Eu apenas sei e ele também sabe disso ou não o teria dito. Bastardo arrogante. Eu coloco os bifes na ilha. Eu procuro os armários, olhando através dos ingredientes que ele tem disponível. Eu encontro


alguns camarões no freezer e os descongelo enquanto faço os bifes. Trinta minutos depois, eu tenho uma refeição de bifes cobertos com queijo parmesão e camarão grelhado com um pouco de legumes frescos. Vou até a geladeira e pego uma cerveja para ele e me sirvo de uma taça de vinho. Eu pego uma bandeja e coloco tudo nela. Eu posso ou não querer impressioná-lo. Eu carrego tudo para a sala de estar, onde Butcher está sentado no sofá olhando para a TV. "A comida está pronta!". Ele olha para cima e eu sorrio. Cozinhar sempre foi algo que me faz sentir melhor sobre tudo. Eu não quero me debruçar sobre o que aconteceu hoje, porque foi tudo uma aberração. Coloco a bandeja na mesa de café e me deito no sofá ao lado dele. Eu pego meu prato da bandeja, volto para o sofá e coloco minhas pernas debaixo de mim. Sob meus cílios, eu vejo como Butcher inala sua comida, suas narinas queimam quando ele faz isso. Ele corta o bife, que está coberto com queijo e coloca um pedaço em sua boca. Ele olha para mim e diz: "Você nunca irá embora". Ele volta a cheirar sua comida. Meu estômago revira com felicidade e


tontura. Eu sempre adoro quando alguém gosta da minha comida, mas é muito melhor quando é o meu homem. Passo a maior parte da refeição principalmente observando-o comer. Adoro ver as pessoas comendo, vendo o prazer de degustar - especialmente Butcher. Quando termino, coloco meu prato na mesa de café, gemo e sento-me, segurando meu estômago cheio demais. Butcher ri um pouco. "Hora de você dormir". Butcher se levanta. Então ele se abaixa, me pega e me coloca por cima do ombro. “Eu não quero dormir! Coloque-me no chão, Butcher”, eu grito, zombando disso. Whack! Uma mão estala na minha bunda. "Você acabou de me bater na bunda". Whack! Ele me bate com mais força dessa vez e eu começo a rir. Eu aperto seu traseiro e ele pula um pouco. "Shay", ele rosna, e é quando eu sinto a mão dele tocando minha buceta. Ele esfrega um pouco. "Você não está jogando limpo!", eu grito e ele ri. Ele sobe as escadas e eu seguro sua camisa, rindo. Eu amo esse lado dele. Eu nunca esperei que ele fosse brincalhão.


Ele se abaixa e me deita na cama. Ele vai para o seu armário e eu não tenho vergonha de admitir que observo o seu traseiro enquanto ele anda. Há uma camisa nas mãos dele quando ele sai, e ele joga para mim. "Vista isto." Eu arqueio uma sobrancelha para ele. "Você está me dizendo o que fazer?". Ele sorri para mim. Seu desejo é uma ordem. Quando eu puxo minha camisa sobre a minha cabeça, eu ouço sua ingestão aguda de ar e abaixo minha cabeça para esconder minha diversão. Ele me dizendo o que fazer saiu pela culatra. Eu saio da cama e viro as costas para Butcher. Eu desabotoo minha calça jeans e me inclino enquanto a deslizo pela minha bunda, certificando-me de mexer meus quadris. Deslizo-as pelas minhas pernas e espreito por cima do meu ombro para Butcher, que está parado ali com uma expressão sombria, as mãos cerradas ao lado do corpo. Eu pego a camisa da cama, deslizo sobre a minha cabeça rapidamente e viro para encará-lo. "Obrigada pela camisa", eu pisco e me sento na cama.

BUTCHER


Ela é perfeita, mas me deixa louco, aquele strip-tease que ela acabou de fazer me deixou louco e ela também sabe disso. Eu estou com problemas, porque ela é dona de mim. Ela me possuiu desde o primeiro sorriso. Agora ela está sentada na cama, me olhando com aquele pequeno sorriso nos lábios, me dizendo que sabe que é minha dona. Não que eu me importe. Agora é hora de nos divertirmos. Seus olhos se arregalam quando ela observa meu sorriso e eu vou até ela.

Shaylin Conheço esse olhar. Ele se aproxima de mim e eu sei que estou com problemas, mas do tipo muito, muito bom. Eu lambo meus lábios e pressiono minhas pernas juntas em antecipação. "O que você está fazendo, Butcher?", não posso manter minha boca fechada e eu tenho que perguntar. Ele me ignora, mas continua me dando aquele maldito sorriso que, neste caso, promete muitas coisas boas, embora eu também o tenha visto dar aos homens aquele sorriso, que significa “você est{ morto”. Butcher é versátil assim, como eu.


Ele se ajoelha ao lado da cama e suas mãos vêm para minhas coxas. Oh garoto. Ele as agarra e eu o sinto tremer de necessidade. Em um movimento repentino, ele me puxa para a beira da cama para me expor a ele, mas ele vê que eu estou de calcinha. "Nós não precisamos disso". Ele me toca e sua mão envolve o elástico no meu quadril, e então - estala! Ele as arranca do meu corpo novamente. "Muito melhor", ele rosna e olha para a minha virilha. Eu me inclino para trás sobre meus cotovelos. Ele traz seus braços para cima e ao redor das minhas pernas, em seguida, fecha as mãos no topo da minha boceta, me trancando no lugar. Eu não posso me mexer. Ah Merda! Eu grito em minha mente quando sinto o primeiro golpe de sua língua. Eu entrelaço meus dedos em seus cabelos, puxo as pontas, o que faz com que ele rosne e eu tremo. Ele move a língua mais rápido. Eu sinto suor saindo na parte de trás do meu pescoço e coxas. Isso é tão intenso - não há palavras para isso. Ele é implacável quando me ataca com vigor e é muito diferente da noite anterior. Ontem à noite foi calculado, ele aprendendo o que eu gosto. Agora ele sabe onde e como lamber.


Meu corpo está no limite, meus dedos do pé estão enrolados, alcançando a beira do penhasco. Ele suga meu clitóris e eu gemo profundamente. É quando sinto seus dentes e ele morde um pouco. "Ah!", eu grito, meu corpo tremendo incontrolavelmente. Eu sou levantada e depois colocada no topo da cama. Eu me sinto como um macarrão mole. "Eu acredito que você está tentando me matar". Eu rio e jogo meus braços acima da minha cabeça, olhando para Butcher, que está em pé ao meu lado. "Boa maneira de morrer". Eu pego a bainha da camisa dele. "Venha deitar comigo". Ele faz o que eu peço e deita ao meu lado na cama. Eu viro parcialmente do meu lado e coloco minha cabeça em seu peito. A mão de Butcher vai para a parte de trás da minha cabeça e ele beija a parte de cima. "Durma, minha Shay". Eu sorrio amplamente quando o ouço dizer que sou sua Shay. "Você é meu Butcher". Eu puxo-me para mais perto do seu lado. "Isso mesmo". Seu peito ressoa enquanto ele fala, e eu levanto minha cabeça e beijo seu peito diretamente sobre seu coração. "Durma, Shay".


Eu fecho meus olhos e caio em um sono profundo.

BUTCHER

Chego ao clube e noto que todo mundo já está aqui. Eu não gosto da casa de Shaylin - é muito exposta. Alguém pode entrar tão facilmente quanto empurrar a porta, eu não gosto dessa merda. Eu não gosto dela exposta. Eu ando até a sala de interrogatório, onde eu sei que o filho da puta está sendo segurado. Ele disse alguma merda para Shaylin e vai pagar por isso. Ninguém se mete com Shaylin. Todos na sala se viram e olham para mim. Smiley dá alguns passos em minha direção e posso ver sua preocupação com a filha. "Ela está dormindo". "Trepou com ela, não é?" Eu congelo e me viro para ver quem diabos disse isso. Era Locke, sempre o brincalhão. Eu ando até ele e aperto-o ao redor da garganta, apertando. "Cuidado com a boca, filho da puta, se


você quiser falar de novo". Eu empurro seu pescoço com força e ele bate na parede, mas sorri. "É por isso que ele pode namorar minha filha", diz Smiley para todos e eu balanço a cabeça. Eu não estou aqui para conversa fiada. Eu estou aqui para fodê-lo. Ele está pendurado no ar por seus braços. “Eu quero os primeiros socos, Kyle”. Kyle acena com a cabeça. Este homem vai ter sua bunda batida por todos aqui. Ele me olha morto nos olhos e eu olho de volta. Eu passo na frente dele e aperto sua garganta. "Fodeu com a mulher errada", eu rosno e noto que ele empalidece ainda mais. Eu trago meu punho para trás e bato o máximo que posso. Ele arremessa a cabeça para trás e sua cabeça rola para frente novamente. "Ela com certeza era bonita, ela parecia apertada pra caralho". Eu sinto alguém chegando ao meu lado, e eu olho. Smiley está de pé ao meu lado com seu sorriso enorme. "Você só fez isso muito mais divertido", Smiley diz a ele e eu aceno. Eu tiro minha faca e corro minha mão até a borda para avaliar a nitidez. Eu corro a ponta da faca ao longo de seus lábios. Eu


não acho que quero ouvi-lo falar de novo. Erguendo a boca com a mão, faço um movimento para que Lane dê um passo à frente. "Mantenha a boca aberta". Lane agarra sua boca, e Smiley tem uma arma apontada para a cabeça. "Não se mova". Smiley sorri para ele maniacamente. Um alicate é entregue a mim e eu o coloco na boca dele. Eu aperto sua língua e puxo-a. Segurando minha faca, eu a pressiono contra sua língua e ele começa a se afastar. "Deveria ter visto a sua boca". Eu puxo com força e o pedaço de língua bate no chão. "Quem é o próximo?", eu passo para trás e Lane dá um passo para frente e bate na merda fora dele. Um a um, todos recebem um pedaço dele, especialmente os membros do clube de Lane. Ela é a princesa deles. "Divirta-se no inferno", Smiley diz a ele e traz sua arma para cima e puxa o gatilho. O filho da puta cai, morto. "Eu estou saindo". Eu me viro e caminho de volta pelo caminho que vim. Shay está em minha casa esperando por mim.


O PRÓXIMO DIA Shaylin Eu sei que minha padaria está limpa e vai ser como se nada tivesse acontecido, mas eu temo ver o lugar onde tudo aconteceu. Butcher para em frente à padaria, ele desce primeiro, depois eu o sigo. Ele me coloca de lado e nós caminhamos juntos até a porta da frente. Hoje eu estou entrevistando algumas senhoras que virão trabalhar comigo em tempo integral. Eu tiro minhas chaves do meu bolso e destranco minha porta. Eu entro e depois sou imediatamente puxada de volta. Eu olho para Butcher em confusão. Ele tira a mão do meu antebraço. "Deixe-me verificar o lugar". Eu aceno e cruzo os braços sobre o peito, e ele procura na padaria, incluindo a cozinha e o banheiro. Uma vez que ele termina, ele acena em minha direção, deixando-me saber que está tudo bem. Eu ando de volta para a cozinha e pego os recipientes de ingredientes medidos que eu tenho pré-planejados. Nas duas


horas seguintes, preparo tudo para o dia e faço a vitrine com os extras na parte de trás. "Butcher, você vai virar a placa para abrir para mim, querido?". Eu não olho para cima enquanto organizo tudo. Quando não o ouço em movimento, olho para cima para ver o que ele está fazendo e, para minha grande surpresa, ele está em pé na porta, olhando diretamente para mim. "O que foi?" Eu pergunto e me levanto. "Nada". Ele abre a porta e eu pego um pequeno sorriso. Ele gosta de mim chamando-o de querido. Eu pego o último cupcake da bandeja e coloco dentro do mostruário, e então eu abro a porta de vidro. "Butcher ..." Eu começo e suas mãos envolvem meus quadris, puxando-me de volta. Minhas costas batem em sua frente dura e sou puxada para o seu colo. Eu rio, inclino-me para trás e pressiono meus lábios nos dele. Sua mão se torce através do meu cabelo e ele me pressiona com mais força contra si para aprofundar o beijo. Um estrondo alto vem dele e eu tremo com o som. Eu amo como eu o afeto. Eu percebo, neste momento, que quero dar o próximo passo com ele. Eu quero dar a ele essa parte de mim. Eu me viro em seu colo para poder alcançá-lo melhor. Uma mão segura minha


bunda e eu pulo em choque, o que me faz esfregar contra o seu pau. Ele puxa seus lábios dos meus e beija o lado do meu pescoço. "Foda-me", ele sussurra e eu sei que ele está tentando se controlar. Então eu dou o mergulho. "Eu vou hoje à noite." Eu torço minhas mãos juntas no meu colo em antecipação enquanto olho sua reação. Sua boca se abre ligeiramente. Ele respira fundo e cobre o lado do meu rosto. "Shay, você não precisa". Eu suavizo meu olhar e toco a mão apoiada na minha bochecha. "Eu quero você", eu sussurro e toco minha testa na dele. "Só você". "Minha Shay". Sua voz é áspera e eu me inclino para frente, pressionando meus lábios em sua bochecha, bem na cicatriz. "Meu Butcher". O sino acima da porta soa, nos tirando do momento, e eu me levanto do colo dele. Butcher mantém a mão nas minhas costas, e as únicas emoções que sinto agora são paz e felicidade. Parece que alguma coisa faltou por toda a minha vida, agora parece que encontrei o elo perdido e esse elo é Butcher.


Ele entrou em minha vida em uma circunstância incomum e não era o que eu esperava. Eu estava almoçando e ele entrou na churrascaria, me viu e nunca mais saiu. Eu nunca quis que ele fosse embora. Havia algo nele que era assombrado e ele era assustador, mas eu nunca tive medo dele, mas sei que muitas pessoas têm medo dele - posso ver suas reações. "Oi!" Quando saúdo o cliente, percebo que é o cara cuja cabeça eu quebrei o frasco de gorjetas quando ele agarrou meu braço. Foda-me, cara. Isso pode piorar? Eu não acho. "Henry, o que você está fazendo aqui?", eu não estou afim de rodeios hoje. Não estou de bom humor e não entendo por que ele está aqui. Eu quebrei um pote de gorjetas sobre a cabeça dele. "Eu vim aqui para ver sobre nosso encontro". Henry pressiona-se com força contra o balcão, inclinando-se para mim. "Henry, eu tenho um homem". Butcher aperta seu aperto em mim e eu sei que o deixei feliz dizendo isso. Henry me encara. Ele não vê o homem parado atrás de mim? Eu estou em seus braços. Se Henry não juntar isso, há algo errado com ele.


“Eu não me importo. É um encontro”, ele implora e eu me encolho quando sinto o cheiro de sua respiração. Eu nem quero entender o que está acontecendo lá. Isso não é respiração diária de manhã. Cheira a merda e sabe Deus o quê. Butcher rosna alto e me solta. Oh cara. "Henry, saia antes que você tenha sua bunda chutada". Henry se inclina no balcão, segurando as mãos juntas. "Por favor, minha... minha... Shay". Butcher dá a volta no balcão e pega Henry pela garganta antes que eu possa piscar. “Ela é minha Shaylin. Nunca fale o nome dela novamente”. Bem, isso foi quente. "Eu sinto muito. Eu vou embora”, Henry diz, derrotado, e Butcher deixa-o ir. Henry caminha até sua Mercedes, que me deixa chocada. Ele pode comprar uma Mercedes, mas não um sabonete? Butcher entra no banheiro para lavar as mãos e esfregar o corpo. Uma mulher entra na padaria e vai direto para o balcão. "Estou aqui para a entrevista"


"Oi! Eu sou Shaylin. Venha comigo. Podemos nos sentar e conversar sobre tudo. Butcher sai do banheiro. "Você se importaria de cuidar da loja enquanto eu ..." A garota está pirando, meus olhos se arregalam enquanto ela corre de volta para fora da loja. Que porra é essa? Eu sinto vontade rastrear sua bunda de volta e bater até dar algum sentido nela. Isso é insultante e desrespeitoso. "Eu gosto quando você fica brava". Suas palavras me trazem dos meus pensamentos. Eu arqueio uma sobrancelha e bato meu quadril para o lado. "Você o faz, hun?". Ele pisca para mim e meu coração pula uma batida. Eu desmaio ao ver aquela piscadela. Ele me tortura com isso e ele sabe o que fazer para me fazer ir.


12 Shaylin MAIS TARDE NAQUELA NOITE

Hoje é A NOITE e os meus nervos estão à flor da pele, para ser honesta. Estou na casa de Butcher agora, ele está no portão pegando a pizza que pedimos. Eu tenho pavor de que eu seja ruim na cama e que isso não seja bom para ele. Olá, Virgem Maria aqui. Eu sei que vai doer, mas essa não é a pior coisa. O sexo é uma coisa tão íntima, eu esperei muito tempo para que isso acontecesse - e tudo estará acabado em algumas horas. Eu ouço a porta abrir, olho em volta e Butcher entra. Minha barriga ronca quando o cheiro me atinge. Eu estou faminta. Ele coloca a pizza na mesa de café, eu levanto a parte superior e pego uma fatia. Ele se senta ao meu lado e afunda.


Nós sentamos em silêncio e eu quero dizer alguma coisa, mas o que eu digo? Eu sinto que deveria ser legal e deixar isso acontecer. Então o outro lado de mim quer dizer alguma coisa, mas eu não sei o quê. Eu sou apenas uma bagunça. Smallville começa e eu pego o controle remoto para ligá-lo. "Buceta", ele diz para mim. Minha boca se abre e eu olho para Butcher com uma raiva zombeteira. "O que você disse sobre o meu show?" "Buceta", ele zomba e eu bufo. É hilário quando ele tenta ser engraçado. Ele começa a rir e eu deixo cair a minha pizza. Eu nunca o ouvi rir assim antes. Eu assisto com admiração quando ele ri alto e profundamente. Isso é incrível. Quando ele termina de rir, pressiono um beijo nos lábios dele rapidamente e depois volto para a minha pizza. Eu estou tão apaixonada por ele. Nos próximos trinta minutos, terminamos de comer e ele se levanta para jogar fora a caixa da pizza. Olho para o relógio na parede, que aponta para oito da noite. Estou pronta. Levanto-me e tiro minha camisa e a jogo na direção da cozinha. Então eu ando até as escadas. Eu tiro meu sutiã e coloco no corrimão da escada.


Subo as escadas rapidamente e, no topo, tiro minha calça jeans. Eu os jogo e quando chego à entrada de seu quarto, tiro minha calcinha e a coloco sobre a maçaneta da porta. Meu Deus. Eu não posso acreditar que acabei de fazer isso. Eu sei que ele me viu nua antes, mas isso é diferente. Mãos tocam meus quadris e eu pulo. Eu giro e fico cara a cara com Butcher. Suas mãos se movem pelos meus lados e depois sob meus braços. Ele me levanta do chão e minhas pernas ficam ao redor de sua cintura. Seu rosto é intenso quando ele pega meu corpo nu. Eu levanto meu rosto, pressiono meus lábios nos dele e corro minhas mãos pelas suas costas. Eu sinto a cama pressionada contra as minhas costas e meu estômago revira. Ele pressiona seus lábios mais contra os meus, sua língua entrelaçada com a minha. Suas mãos correm para cima e para baixo do meu abdômen, arrepios sobem pela minha pele nua. Então seus dedos se movem do meu quadril para a borda da minha boceta e eu ofego em sua boca. Ele está me provocando. Ele ri, eu movo meus quadris na esperança de que a mão dele se aproxime de onde eu preciso que esteja.


Ele faz o que eu preciso, seu dedo acaricia meu clitóris. Eu gemo em sua boca e ele move o dedo novamente em um círculo lento. O dedo se move do meu clitóris para a minha abertura, eu relaxo quando ele desliza um dedo para dentro. "Encharcado", ele rosna na minha boca, eu levanto meus quadris, seu dedo deslizando mais para dentro. Ele aperta o dedo até o fim e lentamente traz de volta. Eu enrolo meus dedos e jogo minha cabeça para trás. Ele beija ao longo da minha garganta, eu o sinto adicionar outro dedo. Ele lentamente os pressiona dentro de mim, eu estremeço um pouco porque seus dedos são muito maiores que os meus. Seu polegar pressiona contra o meu clitóris. Eu assobio de prazer e levanto meus quadris, deixando-o pressionar mais dentro de mim. Seus lábios se movem da minha garganta para os meus seios. Ele lambe a ponta do meu mamilo, em seguida, suga profundamente em sua boca. Seus dedos se abrem dentro de mim e me sinto chegando mais perto. Seu polegar pressiona mais forte contra o meu clitóris, eu estou bem no limite. Eu suspiro e cravo minhas unhas em suas costas, levanto minha perna esquerda até seu quadril, dando-lhe melhor acesso.


Seus lábios envolvem meu mamilo novamente e seus dedos se enroscam dentro de mim, atingindo o local. "Butcher!", eu assobio e envolvo meus braços ao redor dele com força, meu corpo tremendo. Ele desliza para fora da cama. Suas mãos grandes agarram a parte inferior de sua camisa, ele a puxa sobre a cabeça e eu me embebedo com a visão dele sem camisa. Ele tem um corpo tão grande. As calças dele se juntam à camisa e então boxer dele também sai. Isso me atinge. Isso está realmente acontecendo. Ele chega à mesa de cabeceira e pega um preservativo. Isso está realmente acontecendo. Ele sobe na cama comigo e minhas mãos começam a tremer. Eu me sento e pego o preservativo da mão dele. Eu abro o pacote e coloco o preservativo nele. Eu deito na cama e olho nos olhos de Butcher. Seu rosto é mais suave e mais relaxado do que eu já vi. Ele rasteja entre as minhas pernas e os cotovelos vão para os lados da minha cabeça. Eu alcanço e toco sua mandíbula. "Estou pronta". Ele acena e me beija na testa. Eu sinto seu pau tocando minha entrada e relaxo meu corpo totalmente.


Butcher se abaixa e pega uma das minhas mãos, então pega a outra. Ele as levanta acima da minha cabeça e eu respiro fundo. Ele

não

move

a

testa

da

minha

e

olhamos

profundamente nos olhos um do outro. "Eu não quero te machucar", ele confessa e eu derreto. “Eu não me importo com isso, eu só quero você. Eu quero tudo de você". Ele fecha os olhos com as minhas palavras e eu o sinto pressionando. Eu fecho meus olhos com força, respirando fundo. Ele

desliza

em

uma

polegada

e

começa

a

ficar

desconfortável. "Apenas faça isso". "Shay", ele começa a discutir. Minha mão está na parte de trás do pescoço dele. "Eu estou bem, apenas faça de uma vez". Ele faz o que eu peço. Ele desliza todo o caminho com um movimento suave e sólido. "Foda-se." Eu viro minha cabeça para o lado enquanto lágrimas se formam em meus olhos. "Eu não posso levar essa merda", Butcher rosna, e eu abro meus olhos a tempo de vê-lo bater com o punho na cabeceira da cama.


"Estou bem, está melhor agora", asseguro-lhe e pego a mão que bateu na cabeceira. "Eu prometo". Eu me sinto muito cheia e há uma picada de dor, mas não está ruim. Ele abaixa a mão e toca meu clitóris. Ele esfrega em círculos lentos e a dor desaparece imediatamente. "Muito melhor". Minha voz se aprofunda de prazer. "Eu não posso acreditar". Ele para de falar e olha para mim com admiração. "No que você não pode acreditar?". "Que você é minha". Ele me beija, é um beijo tão carinhoso e amoroso que lágrimas se formam em meus olhos novamente, desta vez de pura felicidade. "Butcher", eu digo com tal emoção crua, ele começa a se mover. Eu gemo quando ele atinge o ponto dentro de mim que me deixa louca. Isso o estimula a ir mais rápido, eu levanto minhas mãos acima da minha cabeça e as pressiono contra a cabeceira da cama. Ele rosna e lambe minha garganta. "Venha para mim". Ele torce os quadris e atinge o local novamente. "Oh merda", eu suspiro. Eu pensei que ele me lamber era intenso, mas isso é uma coisa totalmente diferente.


Seus dentes mordem meus lábios e minha garganta, e sinto seu dedo no meu clitóris novamente. Então um aperto agudo e eu venho. "Oh Deus, Butcher". Eu aperto como eu posso enquanto o meu corpo treme incontrolavelmente, eu o sinto vindo junto comigo. Minha

perna

desliza

de

seu

quadril

para

a

cama. "Vamos fazer isso de novo amanhã". Eu o sinto tremendo de rir e eu sorrio. Eu consegui o que eu queria. Ele desliza para fora de mim e eu me encolho com a leve dor. Butcher não é um cara pequeno e a dor iria acontecer - não havia maneira de contornar isso. Ele pega o preservativo, amarra-o e joga na lata de lixo ao lado da cama. Ele rola de costas e me leva com ele - estou deitada em cima dele. Minha cabeça está em seu peito, minhas pernas em cada lado do seu corpo. Ficamos em silêncio, meus olhos começando a se fechar, porque ele está passando a mão para cima e para baixo nas minhas costas, o que me relaxa. “Eu perdi meus pais e meu irmão quando tinha dezoito anos. Meu irmão gêmeo. Perdi todos de uma vez em um acidente de carro, cheguei à cena alguns minutos depois, porque queria segui-los em minha nova caminhonete”.


Meu coração está doendo agora. Eu me deito completamente imóvel, deixando que ele me diga o que ele precisa. “Eu nunca vou esquecer-me de ver as pessoas que eu mais amava no mundo mortas, seus olhos vazios. Eles foram embora, quando eles estavam vivos apenas alguns minutos antes”. “Fiz o funeral e depois me juntei | Marinha. Eu raramente falava a menos que eu precisasse. Eu estava morto por dentro e continuei assim até encontrar você, minha Shay. Você me fez sentir pela primeira vez em muito tempo. Porra, dói em mim quando você sai da minha vista, porque eu não suporto o pensamento de algo acontecendo com você”. Não chore, Shaylin. Lágrimas se acumulam nos meus olhos e eu chupo meus lábios na minha boca. Eu nunca senti dor assim. Eu nunca me senti mal por alguém antes como eu sinto por Butcher. “Uma missão deu errado depois que me tornei um SEAL e fui torturado durante dois dias antes de ser resgatado. Eu tenho demônios,

Shay,

mas

você

faz

essa

merda

menos

assustadora. Sua luz os mantém afastados”. Pronto. Eu choro contra seu peito e o seguro o mais forte que posso. "Butcher, eu sinto muito". Eu levanto minha cabeça e pressiono meus lábios contra os dele, segurando seu rosto em


minha mão. Eu o beijo com tanta emoção, deixando que ele perceba como me sinto. "Eu nunca vou deixar você, Butcher", eu digo a ele através de beijos. Eu tiro meus lábios dos dele e beijo a cicatriz em sua bochecha. "Vou levar todos os seus demônios, Butcher, contanto que eu tenha você". Ele me dá um olhar que não consigo decifrar, vejo a próxima cicatriz e a beijo. "Suas cicatrizes são assustadoramente bonitas, elas fazem de você quem você é". Ele me vira de costas e pressiona o rosto na curva do meu pescoço. Eu envolvo meus braços em volta do seu pescoço e apenas o seguro. Eu nunca vou partir.


13 Shaylin “O que estamos fazendo aqui?”, pergunto a Butcher quando chegamos a uma loja de armas, que possui um campo de tiro. Ele se vira para olhar para mim. "Mimando você". "Butcher!", bato-lhe levemente no ombro. Eu disse a ele que eu amo armas, que sempre carrego uma comigo e que tenho algumas escondidas em todos os lugares. Eu penso no roubo e fico feliz por ter escondido uma embaixo da prateleira. Ele sai de seu caminhão, bate à porta e caminha até o lado do passageiro para abrir a porta para mim. Eu me inclino em sua direção, envolvo meus braços ao redor de seu pescoço e apertoo. Ele dá um passo para trás e eu não solto - eu envolvo minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele ri, apertando a minha cintura e eu me contorço, rindo. Seus lábios pressionam os meus - parando meu riso - e eu abro minha boca, aprofundando o beijo.


Alguém buzina e eu me afasto levemente, beijo o canto de sua boca e pulo para baixo. Butcher coloca a mão nas minhas costas e, como sempre, olha ao redor da área para se certificar de que não há ameaças. Ele abre a porta da loja de armas para mim e me segue. Eu olho em volta da sala e o homem atrás do balcão sorri para nós. "Ah, Butcher, temos a arma que você pediu". Ele pega um estojo que é azul, como o da arma que eu queria. De jeito nenhum. Butcher está me encarando. O homem atrás do balcão abre o estojo. Minha boca se abre. É a arma que eu queria! A arma azul que eu tenho olhado nos últimos dois meses. "Eu a amo!". Eu me viro e abraço-o com força, balançando-o de um lado para o outro. “Eu não posso acreditar que você comprou-me uma arma. Obrigada". Ele apenas ri, eu o deixo e me viro para olhar a pistola que está me esperando. O homem atrás do balcão sorri para nós dois. "Deixe-me mostrar-lhe como ..." ele diz, mas eu já tirei a arma do estojo. "Já entendi como funciona", eu sorrio. Eu

verifico

a

câmara

e

pego

um

cartucho

carregado. Introduzo a munição, desloco para trás a câmara e


coloco a trava de segurança. "Vamos atirar", eu sorrio e pego o coldre azul que vem com ela. Eu coloco a arma e tiro o coldre do meu quadril. "Eu ... eu ... tudo bem", ele gagueja e eu sinto Butcher pressionando contra as minhas costas. Sua respiração bate no meu ouvido. "Foda-me, Shay, você vai me matar". Eu rio baixinho e viro a cabeça de um lado para o outro, sorrindo para ele. “Comporte-se”. A mão de Butcher bate na minha bunda levemente. "O que foi isso?", eu zombo e me afasto dele, o que faz com que ele rosne. "Sigam-me", o funcionário faz um sinal para nós e vejo Butcher pegando o resto das minhas coisas.

BUTCHER Por que diabos os homens olham para ela? O homem que é dono da maldita loja não consegue tirar os olhos dela desde que


ela mostrou que sabe como usar uma arma. Isso me deixa pronto para matar todo filho da puta por aí. "Aqui está você", ele se dirige para uma cabine e ela passa por ele, indo direto para lá e colocando os protetores de ouvido. Eu coloquei o resto de suas coisas no chão ao seu lado e me levantei, olhando para o homem que não tira os olhos dela. Ele está fingindo assistir à sua postura, o que é perfeito. Ele estende a mão para tocar seus quadris, fingindo corrigi-la, o que me irrita pra caralho. Eu trago minha própria arma e aponto-a para ele. "Não se atreva". Ele se assusta e se afasta dela, erguendo as mãos em rendição: "Eu não estava fazendo nada". Eu rolo meus olhos e olho para ele como se ele fosse a merda mais idiota do mundo. “Você não tirou os olhos dela desde que chegamos aqui. Eu o aconselho a se retirar”. A arma ainda est{ apontada para ele. Eu me movo em direção à porta e ele vai embora. Buceta. Eu guardo a minha arma de volta no meu coldre e me inclino contra a parede, observando enquanto ela se prepara e checa sua arma novamente. Ela é sexy demais para o seu próprio bem.


Ela me pega olhando e lança um sorriso ofuscante. Eu não posso acreditar que ela é minha, eu devo ter feito alguma coisa boa na minha vida. Ela tira os fones de ouvido e se vira para olhar para mim. "Você sabe que tem um espelho ali, certo?", eu sigo seu olhar e sei que ela me pegou. Ela ri e coloca os fones de ouvido de volta, se preparando para atirar. Ela levanta a arma e dispara seis tiros quase simultaneamente. Ela aperta o botão na parede para trazer seu alvo até nós e eu me aproximo para dar uma olhada. Três tiros na cabeça e três no coração. Porra letal.

Shaylin Eu o peguei no flagra e foi hilário. Ele tentou ser liso e esconder o que estava fazendo de mim. Ele estava mandando que o funcionário parasse de me verificar, mas no estilo Butcher, que consiste em ter uma arma apontada para a cabeça. Ele não é simplesmente perfeito? Eu pareço louca, mas quando é que eu disse ser normal?


"Estou com fome", digo a Butcher enquanto caminhamos até a caminhonete. "Onde você quer comer?", ele abre a porta para mim. Eu me aproximo para pegar a maçaneta e oh merda, ele empurra minha bunda para me dar um impulso. "Blues?"´. Ele acena e fecha a porta atrás de mim.

MAIS TARDE NAQUELA NOITE

Shaylin “Shay?”, Butcher me chama da porta do banheiro. Estou me arrumando para um grande churrasco no clube do Devil Souls MC. Dizer que estou nervosa é um eufemismo. Eu conheço todas as garotas de lá, mas agora é diferente porque estamos oficialmente juntos. "Sim?", eu abro a porta do banheiro e enfio a cabeça para fora. Eu suspiro em choque com o que vejo. Ele está lá, em pé, com um colete com o meu nome e gravado "Propriedade de


Butcher". Se você não sabe o significado disso, no mundo dos motociclistas, é a mesma coisa que casamento. Isso é um grande negócio. "Butcher", eu sufoco quando lágrimas inundam meus olhos. Ele aproxima-se, parecendo irritado. "Não chore, Shay, me mata quando você chora". Meu Deus. Ele está literalmente tentando me matar. Eu amplio a distância entre nós e pressiono meus lábios nos dele, minhas lágrimas caindo sobre as nossas bochechas. Eu estou me apaixonando por este homem. Ele não fala muito, mas quando ele fala, balança o meu mundo. Há muito mais do Butcher do que todo mundo vê. O que eu vejo é meu Butcher. Meu Butcher é foda e perigoso, assustador até o núcleo, mas vejo uma parte diferente dele. Eu me afasto e pego o colete da mão dele. Ele traz a mão grande e cheia de cicatrizes até a minha bochecha e enxuga minhas lágrimas. As mesmas mãos que podem matar alguém em poucos segundos, para mim, têm um toque gentil. Que sorte eu tenho? Eu tenho muita sorte em tê-lo. Ele pode pensar que é o contrário - e ele me disse isso - mas eu sou a sortuda. Tudo sobre ele é perfeito para mim.


Eu deslizo meus braços no colete e sorrio amplamente. Eu amo a sensação disso em mim. Eu puxo meu cabelo para fora, deixo-o cair sobre um ombro, lentamente me viro, deixando-o dar uma olhada. De frente para ele, eu sorrio. "Como estou?". Ele me agarra e me puxa para ele, com nossos quadris colidem. "Meu nome fica bem em você". A mão no meu quadril desliza para minha bunda e aperta. Eu jogo minha cabeça para trás, rindo. "É melhor irmos ou vamos nos atrasar". Eu verifico o relógio para dar ênfase e saio de seus braços para colocar minhas botas. "Eu estarei do lado de fora". "Ok, bebê". Ele para e eu mordo meu lábio para conter meu riso. "Sua bunda será minha quando chegarmos em casa". Ele sai da sala e eu rio baixinho. Eu amo brincar com ele. Estou dolorida depois da noite passada, mas não vou deixar isso me impedir. Eu quero muito ele. Ontem foi uma das melhores noites da minha vida e foi uma das mais felizes. Eu nunca me senti tão feliz antes e isso é tudo por causa de um homem calado e taciturno que me perseguiu. Como isso soa para um conto de fadas?


Eu dou uma última olhada em mim mesma no espelho, levando um segundo a mais para admirar meu colete. Sorrindo para o meu reflexo, me abaixo, calço em minhas botas antes de descer as escadas e sair em direção ao meu homem.

BUTCHER Porra. Eu não sabia que pessoas de fora foram convidadas para a festa hoje à noite, isso geralmente não acontece, mas para fazer parecer que não somos criminosos totais, nós deixamos estranhos entrarem um pouco para em seguida expulsá-los. Eu estaciono minha motocicleta e desço. Shaylin está olhando para o campo onde a festa está acontecendo. Aproveito esse momento para admirá-la, ela está me olhando como se eu devesse levá-la para casa... Ela poderia usar um saco sobre a cabeça e eles encontrariam algo a mais para admirar. "Butcher! Por aqui”, Vin est{ em pé na beira do campo, acenando para mim. Agradeço a Deus que ela veio com seu colete ou eu não iria deixá-la entrar. Há alguns garotos bonitos que vêm a essas festas para parecerem burros.


Shaylin coloca a pequena mão no meu ombro, me tirando dos meus pensamentos. Ela desce da moto e se enfia no meu lado. "Vamos encontrar os seus amigos". Rosnando sob a minha respiração, eu faço o que ela pede. Nós andamos por todo o campo, eu vejo babacas olhando para ela, em seguida, em seu colete e para o chão. É isso mesmo, filhos da puta, olhos no chão, se vocês quiserem permanecer com eles. “Vadias”. Eu tiro meu olhar desses bucetas e sigo o olhar de Shay para algumas garotas num canto, que desejariam serem apossadas. Eu sinto a mão de Shaylin deslizar do meu quadril para o meu bolso de trás e agarrar a minha bunda. Eu acabei de ser reivindicado.

Shaylin Eu acabei de reivindicar o Butcher e ele sabe disso também, porque um grande sorriso se espalhou por seu rosto. Aquelas prostitutas no canto estavam secando-o de cima a baixo. Eu não gosto disso.


Essas vadias são as mulheres que querem os motociclistas. Esses homens não tocam nelas, porque apenas querem usá-los e os motociclistas não gostam disso. Então, elas aparecem nessas festas abertas e saem porque ninguém lhes dá atenção, o que as irrita. Esses homens não gostam do jeito fácil. “Ei, Shaylin!”, Jean grita através do campo e eu sou obrigada a tirar meus olhos das vadias. "Oi Jean!", eu respondo quando nos aproximamos dela. Ela me olha de cima a baixo e olha para Butcher antes de me dar

um

sorriso

ofuscante. "Precisamos

conversar!",

ela

praticamente grita e agarra minha mão, tentando me puxar de Butcher, que me segura e rosna profundamente. Jean revira os olhos para ele. "Estaremos apenas sentadas no sofá perto do fogo". Ela faz um gesto para as outras garotas e ele solta, mas posso dizer que ele não quer. "Eu ficarei bem. Eu estou com a Tiff”, eu pisco e acaricio minhas costas. Seu rosto suaviza e eu posso ver o brilho divertido em seus olhos. "Tiff?", Jean pergunta quando nos afastamos de Butcher e eu sorrio para ela. "Minha arma". Nós caminhamos juntas até o grupo de senhoras sentadas, com um membro do clube sentado em ambos os lados do


sofá. As mulheres dos meus tios nunca ficam desprotegidas porque temos inimigos. Vivemos ao lado do oceano e as pessoas querem usar a nossa cidade para canalizar drogas. Isso nos coloca contra algumas pessoas assustadoras. Mas eu me recuso a ter um guarda-costas. Meu pai concordou porque eu moro fora do condado e estou na jurisdição do Devil Souls. Meu pai é um otário e eu dei-lhe um olhar pidão. Eu queria que meu pai encontrasse alguém com quem passar o resto da vida. Eu sei que ele amava a minha mãe, mas eu não acho que era o tipo de relacionamento avassalador com dedicação total, não era alguém com quem ele deveria envelhecer. Meu pai merece isso. Ele passou toda a sua vida nos criando, as crianças, e só se preocupava com a gente. Nós éramos a vida dele e agora é hora dele viver sua própria vida. Ele deveria ter feito isso há anos,

mas

acho

que

agora

ele

precisa

de

um

empurrão. Talvez eu deva colocá-lo em um encontro às cegas, mas eu quero ser assassinada? "Oi, Shaylin!". Quatro diferentes vozes soam e eu aceno para elas. Jean me puxa para o lado de Alisha, que está ficando mais bonita a cada segundo. Deve ser um crime como ela é bonita. Inferno, cada uma dessas mulheres poderia facilmente se passar por modelo. "Eu vejo que você é agora uma senhora", Chrystal acena para o meu colete.


Eu sorrio de orelha a orelha quando penso quando ele me deu o colete mais cedo. "Sim, eu sou". Alisha me puxa para um abraço e então outra garota toma seu lugar me abraçando e me dando as boas-vindas à família. Essas mulheres são genuínas. Você não tem isso com muita gente. "Eu estava querendo ligar, eu preciso pedir um bolo e bolinhos para a festa de aniversário da minha filha em um mês". "Escreva-me os detalhes e eu lhe cadastrar a reserva", digo a ela. Eu olho em volta e vejo Butcher conversando com Techy, mas ele está olhando diretamente para mim. Eu lhe sopro um beijo e ele abaixa a cabeça para esconder seu sorriso. "Eu nunca pensei que veria o dia em que Butcher seria colocado de joelhos", diz Jean e eu dou de ombros. "Ele me colocou sob os meus também", eu digo a ela e todos eles dizem: "Aww". "Então você já transou com ele?". Eu rio sem graça com o seu jeito rude. "Sim". Minha mente vagueia e eu visualizo-o em cima de mim, penetrando-me. Pare, Shaylin, guarde para mais tarde.


"Quão grande ele é?", Jean sussurra e seus olhos se arregalam. Todas as outras garotas se aproximam. "Eu realmente não medi". Eu me movo em direção a elas. "Doeu pra caralho e ele é tão grande quanto o meu pulso, pelo menos". Alisha me olha com simpatia. "O de Techy mede vinte e cinco centímetros, então eu lhe entendo". Eu estremeço e recosto-me no sofá, ficando de frente para a festa e meus olhos gravitam para Butcher. Eu vejo uma vadia parada bem atrás dele. Oh infernos, não. É melhor que ela fique onde está. "Você já encontrou alguém para trabalhar para você?". Eu desvio o meu olhar de Butcher para olhar para as meninas. Eu sacudo minha cabeça. "Não, infelizmente". Kayla se anima. “Paisley, a filha de Torch, est{ procurando um emprego tempor{rio”. "Diga a ela para quando puder me procurar e nós poderemos conversar sobre isso". "Obrigada!".


Eu olho de volta para Butcher e o que vejo faz meu sangue queimar como fogo. Ela está tocando o braço dele, que se afasta bruscamente. Ela se aproxima de novo para tocá-lo. Isso não vai ficar assim. Eu me levanto e vou até os rapazes. Jean grita: "Oh, merda!" e as outras garotas aplaudem. A cadela sabia que eu vim aqui com ele.

BUTCHER Shaylin está chateada. Ela olha para a garota que estava dando em cima de mim, passa por ela e me abraça. Porra, eu amo essa merda. Shaylin sorri presunçosamente para a garota e leva tudo de mim para não rir. A garota olha para Shaylin, antes de abrir a boca. "Qual é o seu problema?", sua voz esnobe e infantil irrita meus nervos logo de cara. “Você estava se atirando no meu homem. Qual diabos é o seu problema?”. Shaylin se aproxima da garota. "Como se eu desse a mínima", ela me olha de cima a baixo e eu pisco em descrença. "Eu posso tê-lo em cima de mim assim",


ela estala os dedos. Meus pensamentos voltam para o filho da puta que disse algo semelhante sobre Shaylin. Saio de trás de Shaylin, pronto para intimidar a garota. Por que eu escolheria alguém assim quando eu tenho a minha Shay? Ela não vê o que eu tenho? Mulheres. Shaylin sorri amplamente. Porra. "Você não deveria ter dito isso". Shaylin sorri para ela. A garota parece confusa. "O que você vai f-", ela não termina a palavra antes que Shaylin acerte a sua cara, socando-a na boca. “Puta feia! Todas essas mulheres aqui são feias!”. Shaylin começa a rir e a garota se levanta para encará-la. “Eu realmente não queria brigar, hoje. Eu só queria me divertir com meu homem e as senhoras. Agora você os desrespeitou e deu em cima do meu homem. Você está pedindo para ter sua bunda chutada. Sem puxões de cabelos, eu não suporto isso”. Shaylin aponta para ela em aviso e volta a sorrir. A garota leva a mão para o cabelo de Shaylin. Shay pega a mão dela e a dobra para trás e a garota grita. “Eu disse sem


puxão de cabelo!”, Shay usa a sua mão livre para agarrar a garganta da menina e a derruba, a garota cai de costas. "Quem está sob quem agora?", Shaylin gargalha. "Cara, sua mulher é porra louca", diz Vinny e eu olho para ele, sorrindo. "Eu sei". Vinny começa a rir. "Ambos são loucos". Eu não estou negando nada. "Peça desculpas às senhoras". "Foda-se, cadela". Shaylin suspira dramaticamente e joga o cabelo por cima do ombro. "Droga, eu estava esperando o caminho mais fácil". Ela bate com força no rosto. “Você precisa aprender algumas maneiras. Peça desculpas”, Shay vira a cabeça da mulher para que ela encare as garotas, que estão divertidamente assistindo. “Não”. "Você está realmente me irritando". Ela desliza a mão para cima do pescoço da menina e cobre o rosto. Então ela bate sua cabeça no chão. "Faça isso agora". "Eu sinto muito!".


"Boa menina", Shaylin ainda está sorrindo como uma louca. Ela alisa o rosto da mulher com força. “Agora, tudo o que você precisa fazer é dizer ao meu homem que você nunca mais vai olhar para ele, porque se você o fizer, eu arrancarei os seus olhos”. "Você é louca!", a menina grita. Shaylin revira os olhos e sua mão volta para a garganta da garota. “Diga-me algo que não sei. Agora v{ em frente”. Ela acena com a mão na minha direção e pisca para mim. Ela é perfeita. "Eu nunca vou olhar para você de novo ou sua mulher vai arrancar os meus olhos". Eu tremo de rir e ouço as pessoas ao nosso redor fazendo o mesmo. Shaylin se levanta e leva a garota com ela. “Estou recolhendo o lixo, logo voltarei”. Ela meio que arrasta a garota pela garganta até o portão e a deixa ir. Então ela a chuta na bunda e a garota cai a poucos metros de distância. "Butcher, eu acho que ela é mais louca do que você", diz Jean. "Ela é perfeita, não é?".


Shaylin caminha direto em minha direção e eu observo o seu corpo se movendo. Eu estou duro pra caralho. Eu ando até ela e a jogo sobre meu ombro. Eu preciso da minha mulher.

Shaylin Fui jogada por cima do ombro dele e eu bato na sua bunda, o que faz com que ele retalie. Sua mão estala na minha bunda com força. As pessoas ao nosso redor não estão nem aí e Butcher se dirige para a mata atrás do clube. Ele caminha um pouco mais até estarmos fora de vista de todos. Butcher me desliza pelo seu corpo e meus pés batem no chão. Eu estou encostada em uma árvore com ele se elevando sobre mim. "Você é muito gostosa, Shay". Ele bate a boca na minha enquanto eu suspiro. Sua mão prende meu cabelo, puxando levemente. Eu gemo de prazer por ele ser agressivo. Eu sinto suas mãos no botão da minha calça. Isso é tão emocionante. Estou prestes a fazer sexo com cem pessoas do outro lado do campo. Sinto meu zíper sendo abaixado e empurro as mãos dele para longe. Eu arrasto minhas calças, junto com minha calcinha, deixando-me aberta e nua para o mundo. Eu

mordo

seu

lábio

e

puxo

seu

cabelo,

me


aproximando mais dele. Uma mão serpenteia entre as minhas pernas e quase caio no chão. "Encharcado", ele rosna e me pressiona com força contra a árvore. Desato o seu cinto, desabotoo suas calças e empurro-as para baixo, junto com a boxer, libertando-o. Sua língua se move contra a minha, eu aperto meus dentes e agarro seu pau. Ele assobia e tira a minha mão. Ele me levanta do chão e eu envolvo minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele se inclina um pouco e eu sinto seu pau na minha entrada. Eu estremeço de prazer com a sensação. Eu abro meus olhos e separo meus lábios dos dele, encosto minha cabeça contra a árvore. Seus dentes roçam meu pescoço enquanto ele empurra dentro de mim, o que causa uma leve pontada de dor. Eu cravo meus saltos e levanto meus quadris para que ele tenha melhor acesso. Minhas costas arqueiam quando ele desliza mais para dentro de mim e, uma vez completamente dentro, eu gemo e arqueio meus dedos. Eu nunca senti nada tão bom. Não

nada

melhor

do

que

ser

preenchida

completamente. "Tão fodidamente sexy". Ele traz seus quadris para trás e bate de volta dentro de mim.


"Foda-se", eu suspiro e arrasto minhas unhas na sua pele, nas suas costas. Ele chia de dor e depois bate dentro novamente, mais forte desta vez. Eu amo isso. "Mais rápido", eu gemo e beijo o seu pescoço. Ele faz o que eu peço. Minutos, horas, segundos - não estou ciente do tempo. Tudo o que sei é ter Butcher e a sensação dele se movendo dentro de mim. É algo de que eu nunca me cansarei. Isso não é só foda. Cada toque, cada movimento significa alguma coisa. Butcher significa algo para mim e sei que estou me apaixonando por ele. Eu acho que tenho estado por um bom tempo, mas agora isso realmente me atinge. Lágrimas enchem meus olhos e eu os fecho antes que ele veja. Eu trago meus lábios aos dele e o beijo com todas as emoções que estou sentindo, mas não dizendo. Ele acaricia meu clitóris, e eu grito em voz alta quando eu gozo duro, apertando o seu pau. Eu o sinto gozar um segundo depois, me enchendo. Espera. Ele não usava um preservativo. Eu abro meus olhos e olho para Butcher, que está completamente imóvel. "Eu estou fazendo o controle de natalidade".


"Eu estou limpo, não estive com uma mulher além de você há muitos anos e acabei de fazer os testes há um mês". Ele beija minha testa suada e eu me afasto da árvore, envolvendo meus braços em volta do pescoço dele. "Pronta para ir para casa?". Eu aceno, ele me coloca no chão. Eu me abaixo para pegar minha calcinha, limpando-me o máximo possível antes de colocar meu jeans. Eu assisto a bunda branca de Butcher desaparecer em seus jeans. Ele pega minha mão e nós andamos pela floresta até a moto dele. Eu não estou querendo enfrentar a multidão agora com meu cabelo pós-sexo e esperma escorrendo pela minha perna. Nada atrativo. Nós saímos da floresta e nos dirigimos para a moto dele, eu vejo que as vadias ainda estão penduradas do lado de fora do portão. Butcher me entrega o capacete e eu o coloco. Eu movo meu cabelo para o lado e abotoo o botão. Butcher sobe e eu o sigo. Suas mãos envolvem meus joelhos e ele me puxa contra suas costas. Eu rio, envolvo meus braços ao redor de seu abdômen e meus lábios encontram o seu pescoço. Ele liga a moto e, quando saímos em direção ao portão, passamos a garota em quem eu bati mais cedo. Eu dou a ela a


saudação de um dedo em riste. Eu sinto Butcher tremendo de rir. A garota obviamente não tem senso comum. Chegamos à sua casa em cerca de quinze minutos depois. Sua casa é ainda mais bonita à noite por causa da luz dourada vinda de dentro, realçando seu interior. "Deveríamos passear de barco amanhã", eu olho para o galpão onde tem os jet-skis e a lancha. "Por mim, tudo bem". Ele desce da moto. "Eu acho que você está tentando me mimar?". Eu mostro-lhe um sorriso tímido. Ele me comprou a arma que eu estive de olho ha meses e eu acabei de descobrir que terei toda a coleção em breve, incluindo um rifle mais potente. Ele arqueia uma sobrancelha. "Está funcionando?", ele pega a minha mão e me ajuda a sair da moto. "Oh, sim". Ele beija minha testa. "Então estou fazendo algo certo". Eu estou desmaiando agora - ele é tão doce! Ele entrelaça nossos dedos e subimos os degraus até a casa. Ele abre a porta para nós. "Pegue algo para comer e eu vou lhe preparar um banho". Eu puxo-o pelo cós de sua calça. "Só se você se juntar a mim".


Ele beija minha testa, mas eu pego um pequeno sorriso. Sua mão estala na minha bunda e eu pulo. "Comporte-se". Eu reviro meus olhos para ele. “Querido, você acha que isso é possível? Eu estou sempre comportada”, digo enquanto meu dedo percorre o meio de seu tórax. "Shay", ele rosna em aviso, mas isso não me incomoda. Vou deixá-lo pensar que ele ganhou essa, eu quero aquele banho quente porque estou dolorida, não que eu vá dizer isso a ele. Ele fez um buraco na cabeceira da cama ontem à noite - foi um momento de quebra total. As escadas rangem quando Butcher sobe os degraus e eu ando até a geladeira para encontrar uma pizza fria. Nada melhor que uma pizza fria. Eu pego minha garrafa de vinho também. Não sou sortuda? Depois que termino minha pizza, eu subo as escadas com minha garrafa de vinho e um copo. Eu tenho que me fazer parecer seminormal e não beber direto da garrafa, como eu gostaria. Eu atravesso o quarto dele até o banheiro, que é enorme - e a enorme banheira é de morrer. O lugar fica banhado com um brilho suave que lhe dá uma sensação muito romântica. Butcher está de costas para mim, completamente nu. Eu levo um momento para admirar a visão de seu traseiro e as


tatuagens cobrindo suas costas. Ele olha por cima do ombro para mim e caminha até a banheira, entra e desliza na água. Eu nunca pensei que um homem pudesse parecer tão sexy em uma banheira, mas o meu homem não é normal. Eu deslizo o meu colete e coloco-o gentilmente na bancada. Então eu puxo minha camisa por cima da minha cabeça, abro meu sutiã e atiro os dois no chão. Eu desabotoo meu jeans e deslizo-o pelas minhas pernas, deixando-me nua. "Droga", Butcher resmunga baixinho e eu pisco para ele. Eu entro na banheira fumegante. "Suas costas para mim". Eu olho para ele em confusão, mas eu me viro. Eu afundo na água e fecho meus olhos. Isso parece incrível. Sua mão desce pelas minhas costas e ele derrama água em mim, molhando a metade inferior do meu cabelo. "O que você está fazendo?". "Deixe-me cuidar de você", ele sussurra, e sua mão alisa o meu cabelo molhado pelas minhas costas. "Incline a cabeça para trás". Eu inclino minha cabeça para trás, e ele derrama um pouco de água sobre a minha cabeça, mas não fica no meu rosto. Ele faz isso mais algumas vezes antes de ouvir a abertura de uma


embalagem, e eu estico meu pescoço para ver que ele tem um frasco de xampu na mão. O cheiro do meu xampu de baunilha bate no meu nariz. Eu fico completamente imóvel. Sua mão toca o meio da minha cabeça, cavando os dedos para massageá-la. Eu inclino minha cabeça para trás, dando-lhe melhor acesso. Isso é o céu. Eu suspiro e seguro minha mão contra seu joelho. Nos quinze minutos seguintes, Butcher lava meu cabelo, condiciona-o e lava meu corpo. Eu nunca me senti tão querida em toda a minha vida. Depois que ele me leva para a cama, ambos ainda nus, ele me deita e sobe ao meu lado. Eu me sento, empurro seu ombro, fazendo-o deitar-se de costas e eu cruzo uma perna por cima de seu quadril, prendendo-o no lugar. "Você me fez sentir mais especial mais cedo do que eu já me senti em toda a minha vida". Eu arrasto minhas mãos de seu estômago para a cicatriz que fica a cima no seu tórax, acariciando-a. "Você é especial, Shay". Eu fecho meus olhos, que queimam com as lágrimas. "E você diz que não é doce, querido".


"Só para você". Ele ri e suas mãos deslizam ao longo das minhas pernas, parando quando ele chega à parte interna das minhas coxas. Abrindo os olhos, me abaixo e beijo sua longa cicatriz irregular. Então eu passo para a próxima.. e a próxima, e a próxima. Eu beijo o que as pessoas chamam de imperfeições, mas elas são o que fazem Butcher quem ele é. "Você é perfeito". Eu beijo a cicatriz na sua bochecha e o sinto balançando a cabeça. Eu coloco minha testa contra a dele, olhando em seus olhos. "Você é perfeita para mim. Nós dois somos loucos”. Eu rio e ele ri junto comigo. Eu nunca vou me cansar de vê-lo sorrindo e rindo. Eu noto que a sombra em seus olhos não está mais lá. Quando olho em seus olhos, vejo felicidade. Eu coloquei isso lá. Eu faço a minha missão para fazê-lo feliz. Ele merece isso e muito mais. Eu poderia divagar sobre isso para sempre porque eu realmente me preocupo com ele. Eu me preocupo com ele e não tenho medo de mostrar isso. Chame-me de cafona, mas não estou escondendo quem eu sou.


14 Shaylin Meu pai conseguiu subornar-me para jantar em sua casa com Butcher, desde que contei que somos oficialmente um casal e eu ganhei um colete. Eu provavelmente deveria estar nervosa, mas, por outro lado, quero que meu pai veja Butcher como eu vejo. Não me entenda mal - Butcher é um homem assustador e perigoso. Eu vejo o jeito que ele fica assassino toda vez que um homem olha para mim e por isso, eu literalmente agarro a sua mão para que ele não o jogue ao chão. Isso é apenas quem ele é - ele é uma pessoa muito possessiva e protetora. Eu entendo porque ele é assim, porque isso o afetou quando ele perdeu sua família e o pensamento de algo acontecendo comigo o faz entrar em pânico.


Nós paramos do lado de fora da casa de papai e vejo que Lane já está aqui com a minha sobrinha, em seu caminhão. Eu não posso esperar para vê-la! Já faz um mês e nunca demorei tanto tempo assim para encontrá-la. Depois de descer, fico ao lado da moto esperando por Butcher para sair. "Smiles". Eu ouço o Butcher rindo e vejo o meu pai olhando para nós dois, em diversão. Revirando os olhos, ando pelo pátio até meu pai, que saiu da varanda. Eu afundo em seus braços e ele me abraça com força. Nunca será cafona ser abraçada pelo seu pai. "Ele está lhe tratando bem ou eu tenho que matar um filho da puta hoje?", ele diz muito alto e eu sei que Butcher o ouviu. Eu bato nas costas dele e saio de seus braços, dando-lhe um olhar de desdém. "Você acha que eu precisaria de você para matar alguém se eles me fizessem mal?". Meu pai sorri amplamente. "Essa é a minha Smiles". Louco, eu lhe digo. Ele se vira e sobe os degraus. "A comida está na mesa, eu tenho merda já servida".


Nós o seguimos e Butcher se instala ao meu lado, sua mão nas minhas costas deslizando até ele apertar a minha bunda. Eu grito e agarro sua mão para que ele não faça isso de novo. "Faça essa merda de novo e eu vou te matar". Meu pai não se vira, mas continua entrando na casa. Eu me levanto na ponta dos pés e Butcher se encolhe. "Faça isso de novo e sem buceta para você". Butcher se afasta e me dá uma olhada que diz que estou sem credibilidade. Eu posso estar, mas ele poderia fingir rastejar-se um pouco. Entramos na casa e eu ouço um grito estridente. Tiffany corre para o quarto e Lane a segue. Eu me inclino e ela me agarra. Eu me desequilibro para trás, mas Butcher coloca a mão nas minhas costas, me pegando. Ela me deixa ir e sorri para Butcher. "Oi, garoto". Ela aperta a mão dele e faz um som agudo. “Você precisa de um esmalte incolor. Acabei de terminar com o vovô”. Eu comecei a rir. Estes homens podem enfrentar qualquer coisa, mas eles não podem lidar com a ira desta menina. Ela pega a mão dele e o leva até o grande sofá de couro. Ele olha para mim com os olhos arregalados que dizem "ajude-me".


Eu apenas aceno um tchau para ele, e ele me dá um olhar que diz que nos entenderemos depois. Eu ando até Lane, que está em pé do lado de dentro da porta da cozinha, observando sua filha e Butcher. "Shay, venha aqui." Passo por Lane até a cozinha, onde meu pai está colocando a comida na mesa. "Sim, pai?". Ele me dá um olhar duro e sério. Eu sei que há algumas coisas acontecendo agora. "Qual é o problema, pai?", eu passo mais perto dele. “O cartel est{ tentando canalizar drogas através de nossa cidade,

mas

este

é

um

grupo

diferente,

eles

são

perigosos. Carregue uma arma em todos os momentos”. Eu solto uma respiração profunda e aceno. Minha arma está nas minhas costas. Eu pego do coldre e mostro para ele. Ele sorri quando vê a arma azul, minha Tiffany. "Quando você conseguiu isso?". "Butcher comprou isso para mim há alguns dias". Meu pai parece intrigado por um segundo antes de começar a rir. "O que foi isso?", eu enruguei meu nariz e coloquei minha arma de volta. "Em que loja de penhores foi?".


“Estava um pouco fora da cidade. Por quê?". Ele ri novamente. Olho por cima do meu ombro para Lane, imaginando se ele sabe o que está acontecendo e ele também está rindo. "Você vai me dizer o que está acontecendo?", eu cruzo meus braços sobre o peito. “Nós somos donos dessa loja de penhores, querida. Nós recebemos uma ligação do gerente, ele estava falando sobre um filho da puta enorme e uma linda loira. O cara tentou atirar nele por tentar ajudar a garota com sua postura”. Eu dou um sorriso. "Ele estava checando minha bunda". Lane e papai pararam de rir. "Precisamos de um novo gerente". Minha boca se abre em descrença. "Papai, você não pode estar falando sério". Ele me dá um olhar que diz que era sério, eu toco seu braço e tento: "Mas, papai, ele estava apenas olhando". “Eu não dou a mínima se ele estava olhando ou não. Você é minha filha e você não é um objeto para ser encarado, especialmente por um estranho. Butcher deveria ter atirado nele”.


Eu jogo minhas mãos no ar. Isso é loucura. Cada um deles é doido. Eu acho que vou deserdá-los. Eu bufo e caminho de volta para a sala de estar. Butcher está sentado no chão, Tiffany tem a mão apoiada na mesa de centro entre eles com esmalte de cor clara. “Pare de se mexer e seja um bom menino. Eu vou te dar um biscoito”. O olhar no rosto de Butcher me envolve. Eu me inclino, segurando meu estômago, rindo mais do que nunca em toda a minha vida. Essa é a melhor coisa que já vi. "Eu acho que a tia Shay tem bebido muito vinho", Tiffany sussurra para Butcher e eu rio mais forte. Puxa, eu amo aquela menininha. Eu consigo me controlar e fico em pé. Tiffany está satisfeita agora e guarda o esmalte de volta na gaveta. Ela está de costas para mim. Eu me aproximo dela e a toco, fazendo-a pular e virar-se. Eu a envolvo em um abraço de urso, seus braços contra seu corpo, prendendo-a enquanto a sufoco com beijos. "Shay!", ela grita de tanto rir e eu continuo importunando-a com beijos. "Salve-me, Butcher!", ela grita.


Ela não está jogando limpo. Sou levantada do chão e deixo-a ir, viro para Butcher e começo a importuná-lo com beijos no rosto. "Eu vou ajudar você!", Tiffany grita um grito de guerra, agarra meu pé e começa a fazer cócegas. Eu grito entre risos e tento puxar meu pé para longe, mas ela segura-o com força. "Eu desisto!", grito de tanto rir. Ela me solta e eu respiro fundo. "Isso vai te ensinar a não mexer comigo!", ela bufa, com as mãos nos quadris e se afasta de nós. Ela é filha de Lane. Não tem como negar isso. "Vamos comer, porra, eu estou morrendo de fome". Eu

ouço

um

suspiro

alto

e

exagerado. "Vovô! Você

praguejou. Você me deve dez dólares!”, entramos para vê-la em pé na frente do meu pai com a mão estendida. Meu pai apenas sorri para ela, como se ela fosse a coisa mais fofa de todos os tempos. "Foi um acidente, seu pai e sua tia ficaram bem". Ela revira os olhos e olha para mim e Lane. "Ok é uma palavra para isso". Que merda.


Meu pai joga a cabeça para trás, rindo e eu me junto porque ela tem a boca de Lane. Lane sempre dizia o que pensava. Não importava o que fosse - se ele pensasse, ele dizia isso. "Tenho certeza que seu pai pragueja o tempo todo", diz meu pai. "Não mais. Eu dei um jeito nele”. Butcher ri disso e todo mundo olha para vê-lo rir. "Entregue-o, Pops." Ela estende a mão novamente. Meu pai revira os olhos, enfia a mão no bolso e tira dez dólares. "Obrigado. Isso vai para a minha coleção de sutiãs”. "Sutiãs?", Lane diz enquanto empalidece. “Hum, sim papai. As mulheres usam esse tipo de coisa”. Ela olha para ele como se estivesse louco, passa por ele, puxa uma cadeira e se senta. Pobre Lane, parece que ele está prestes a desmaiar. Toda garota nessa idade ama a ideia de ter um sutiã. Não é coisa grande. "Nós vamos comer ou vocês vão se tornar uma parte permanente do piso?", pergunto enquanto começo a empilhar comida no meu prato e no prato de Tiffany.


Todos olham para mim e Lane me dá uma olhada para matar. “Eu acho que você est{ influenciando minha filha. Ela fala como você”. Eu dou de ombros. "Assim? Ela é incrível e não comece comigo - ela tem a sua boca”, eu aponto meu garfo para ele em advertência. Butcher puxa uma cadeira ao meu lado e se senta. Eu pego seu prato, arrumo a comida para ele e beijo sua bochecha. "Faça isso de novo na minha frente e eu vou por fita adesiva na sua boca", meu pai me diz e eu lhe mostro o dedo do meio. "Papai, o que isso significa?", Tiffany levanta o dedo médio mostrando para Lane, que olha para mim. "Vê? Má influência". "Tanto faz". Eu pego meu garfo e reviro a minha comida. Fica silencioso quando todo mundo come. Nós todos amamos nossa comida e isso se mostra. Nós não falamos uma palavra enquanto nos alimentamos. "Papai, eu posso sair para brincar?", Tiffany pergunta e empurra seu prato de volta. "Claro, meu anjo". Ele beija o topo de sua cabeça, ela salta de sua cadeira e corre para fora. “Shay, quer sair com ela? Eu


preciso falar com Butcher”. A cabeça de Lane se vira para encarar o meu pai. "Sobre o que eu falei com você antes". "Ok". Eu levanto de minha cadeira e saio pela porta lateral para o parquinho que meu pai nos construiu quando éramos pequenos. Tiffany está balançando. “Oi, Shay. Precisamos ir às compras novamente. Minhas unhas estão ficando lascadas”. Ela é uma pequena diva. Eu amo isso. Ela coloca os pés para baixo e se impede de balançar. "Venha me pegar!", ela grita e corre para o campo. Eu rio e sigo em uma ligeira corrida. Ela está a uns bons 30 metros de distância quando vejo duas formas escuras jogadas por cima da cerca. Dois cachorros pretos se levantam e latem e então partem na direção de Tiffany. "Oh, meu Deus, Tiffany!". Corro para ela e os cães estão se aproximando. Ela grita a plenos pulmões e corre na minha direção. Os cachorros estão a dez metros dela agora. Meu coração está batendo tão forte que eu posso sentir isso até meus ouvidos. Os cães estão a um metro e meio de distância, eu corro mais rápido e pego minha arma no coldre. Eu me coloquei entre Tiffany e os cachorros. Eles estão rosnando, espumando pela boca, são enormes.


Um deles salta em mim e me morde na panturrilha. Sua cabeça

treme,

rasgando

minha

pele. Eu

grito

para

Tiffany: "Corra!". O outro cão procura por Tiffany. Eu removo a trava de segurança e atiro. O cachorro bate no chão - eu o acertei na cabeça. Eu não quero matar cachorros, mas vou proteger Tiffany. O cachorro que segurava minha panturrilha soltou-me e se lançou na direção da minha garganta. Eu atiro de novo e ele cai no chão. Mais três cães são jogados no portão. Eu me viro e vejo que Lane tem Tiffany, Butcher está a um metro e meio de mim e papai está bem atrás dele. Eu tento andar e caio no chão. "Há mais três", eu grito e vejo Butcher e papai levantarem as suas armas. Três tiros soam e meu pai corre para o campo onde os cachorros foram jogados. "Shay", Butcher engasga e cai de joelhos ao meu lado. "Eu estou bem", eu tranquilizo-o e toco o seu rosto. Ele balança a cabeça e olha para o meu corpo para se certificar de que estou bem, ele vê o sangue na minha perna. Ele rosna profundo e alto. Ele pega a barra do meu jeans e o rasga até a minha coxa. Eu posso ver as marcas de mordida na minha panturrilha.


E se eu tiver contraído raiva ou alguma outra coisa? Eu fecho meus olhos quando o medo me afunda. Os lábios tocam minha testa. “Você vai ficar bem, minha Shay. Eu te amo". Meu coração para ali mesmo. Ele apenas disse que me amava. A dor se foi em um instante. Abro os olhos e as lágrimas caem, porque sei que também o amo. "Eu também te amo, Butcher", eu sussurro de volta e envolvo meus braços em torno do seu pescoço. "Vamos para o hospital". Ele me pega no estilo de noiva. Meu pai está correndo em nossa direção. “Vou lev{-la, Butcher. Siga na sua Moto”. Butcher parece rasgado e eu o beijo. "Eu ficarei bem". Ele range os dentes antes de concordar. Eu ouço Tiffany chorando e meu coração se parte. Ela deve estar aterrorizada. "Tiffany, eu estou bem, baby". "Você está ferida". Seus olhos estão na minha panturrilha. Eu coloquei um rosto corajoso e pisquei. “É só um arranhão. Esse imbecil só quer me carregar”, eu não vou deixala carregar o fardo da culpa por eu me machucar. Eu morreria por aquela garotinha. Lane sussurra para mim: "Obrigado".


Se os cães conseguissem chegar até ela, ela estaria morta ou estaria seriamente ferida. Butcher passa por Lane seguindo meu pai, que está correndo em sua garagem. Eu ouço seu caminhão ligar e sair. A porta do passageiro é aberta e Butcher me coloca dentro do caminhão. Ele beija minha testa. "Amo você, Shay", ele diz em apenas um sussurro, então só eu ouço. Deus, eu amo esse homem. Eu só não percebi o quanto até quase morrer. Ele também me ama. A porta está fechada e meu pai está saindo rapidamente da garagem. Ele empurra o fundo do painel para abrir o portão. "Porra! Eles jogaram cães por cima do maldito portão”. Papai bate a mão no volante. "Papai, algumas coisas não podem ser interrompidas". Ele sacode a cabeça. “Isso é imperdo{vel, isso nunca vai acontecer novamente. Você e Tiffany poderiam estar mortas”. Imagens passam pela minha mente. Eu não posso imaginar Tiffany se machucando assim. Esses homens conheciam nossa fraqueza e foi por isso que jogaram os cachorros no portão. “Papai, aqueles cachorros estavam correndo direto para Tiffany. É como se eles tivessem o cheiro dela”. Eu posso ouvir


a preocupação e a dor na minha voz. A adrenalina está acabando e eu estou sentindo a mordida do cachorro. "Lane vai para a rua". Ninguém mexe com sua filha. Isso significa guerra. "Guerra", eu sussurro e papai acena com a cabeça em concordância. Nós paramos do lado de fora da sala de emergência. Minha porta está aberta e Butcher está esperando por mim. Seus olhos estão escuros e sua boca está cerrada enquanto ele me olha. Eu sei que me ver assim está acabando com ele. Há algumas coisas que você não pode controlar e essa é uma delas. Quem teria pensado que as pessoas jogariam cinco cães por cima de um portão para matar alguém? Eu odeio o pensamento daqueles cachorros estarem mortos, mas eram eu e Tiffany ou eles. Essa não é uma opção que eu vou aceitar. Butcher chega e me tira do meu lugar. Eu posso sentir a raiva irradiando

dele. “Butcher,

isso

é

apenas

uma

coisa

estranha. Você não pode controlar tudo. Eu estou bem, eu me protegi”, eu toco a sua bochecha. “Eu poderia ter perdido você. Isso é o que está me rasgando por dentro. Eu preciso de você como eu preciso de ar,” ele murmura para mim e passa pela porta da sala de emergência, carregando-me em seus braços.


Uma enfermeira vem com uma cadeira de rodas. "O que tem de errado com ela?". "Eu fui mordida por um cão", digo a ela e Butcher me coloca gentilmente na cadeira de rodas. A enfermeira começa a me afastar e Butcher segura minha mão. "Eu não vou deixá-la". Ele aperta minha mão com mais força. A enfermeira não diz uma palavra e eu não a culpo. Butcher está em um nível totalmente diferente de assustador agora. Eu levanto nossos dedos entrelaçados e beijo as costas da sua mão, dando-lhe conforto. Eu não quero que ele fique chateado.

BUTCHER Mais tarde naquela noite Ela nunca deixará a nossa cama. Nunca mais. Eu tenho algemas e assim que ela colocar a sua bunda na minha cama ela nunca mais vai embora, sua padaria que se dane. Ou eu estarei com cabelos grisalhos no próximo mês. Eles jogaram cães pelo portão, cães treinados para matar e foi da filha de Lane, Tiffany, que eles foram atrás. Shaylin se colocou entre ela e os cachorros. Tenho orgulho dela, mas isso não significa que eu não vou algemá-la na minha cama.


"Butcher?", Shaylin se vira, estremecendo quando ela esfrega a perna contra a cama. A mordida não é séria, mas ela precisou de alguns pontos, que terão que ser retirados em uma semana ou mais. "Sim?", eu me inclino para frente na minha cadeira, então estou cara a cara com ela. "Estou pronta para ir para casa". São duas horas da manhã agora. Eles tiveram que fazer muitos testes para garantir que o cão não tivesse doenças e acabamos de descobrir que eles não tinham. "Estamos esperando a sua receita." Eu empurro o cabelo para longe do rosto dela e ela fecha os olhos. Eu posso dizer que ela está exausta. Eu fiz o pai dela sair algumas horas atrás. Ele não queria, mas eu estou com ela e ninguém poderia me forçar a sair do lado dela. “Quando chegarmos em casa, eu poderia tentar um pouco de sexo, mas não me sinto no clima. Talvez amanhã?". Eu abaixei minha cabeça e ri sob a minha respiração. Ela está atordoada por causa da medicação para a dor. "Tudo o que você quiser, querida". Ela sorri para mim amplamente antes de me dar uma piscada. Bem, ela aperta um olho e o outro está no meio do


caminho. "Você dá bons ...". Seus olhos se arregalam enquanto ela dramaticamente olha ao redor da sala. "...orgasmos". Ela suspira alto e segura seu peito. "Oh, a frieza que eu acabei de cuspir da minha boca". Ela diz a última parte em um sotaque britânico. O médico entra na sala e me entrega a receita. “Bem, acho que é hora de Shaylin ir para casa. Ela precisa tirar os pontos em uma semana e obter esses antibióticos amanhã. É apenas uma precaução extra. Espero que você se sinta melhor, Shaylin”. O médico dá um tapinha no ombro dela. Ela ofega em voz alta novamente e salta para longe dele, a mão na boca. Ela olha para mim em puro horror. "Você acabou de me tocar!", ela olha para mim e se inclina para mais perto dele. "É melhor você correr ou ele vai chutar o seu traseiro". O médico olha para mim, divertido. "Eu aposto que ele vai". Shaylin faz um movimento para expulsá-lo e ele sai. “Vamos explodir esta erva daninha”. Ela coloca as pernas para o lado da cama. Eu

rio

alto

e

ela

levanta

os

braços. “Carregue-me,

Butcher. Leve-me para a sua cama”. Coloco um braço atr{s de suas costas e o outro sob os joelhos, levantando-a. "Eu simplesmente amo você, Butcher". Ela aconchega a cabeça no meu peito.


Meu coração bate um pouco mais rápido. Ela me ama, esse filho da puta louco que gosta de violência. Eu posso dizer uma coisa, no entanto. Ninguém vai amá-la tanto quanto eu.


15 Shaylin Um mês depois “BUTCHER”, grito e agarro a cabeceira da cama enquanto ele penetra em mim. Adoro acordar de manhã com a cabeça dele entre as minhas pernas e prendê-lo para trepar. Perfeito. "Fodidamente sexy". Ele levanta minhas pernas para que ele possa ir mais fundo e elas tremem. "Estou tão perto", eu gemo e jogo a cabeça para trás, meus dedos dos pés enrolados para o céu enquanto eu quase alcanço o orgasmo. Então, de repente, ele desliza de cima de mim e eu levanto a cabeça para olhar para ele, dando-lhe um olhar mortal.


Ele ri e se deita de barriga para baixo, movendo-se entre as minhas pernas. Ele abaixa a cabeça e chupa meu clitóris profundamente em sua boca enquanto desliza dois dedos dentro de mim. "Foda-se!", eu grito e agarro a parte de trás de sua cabeça, puxando os fios. Eu explodo e jogo minha cabeça para o lado. Eu sinto Butcher se movendo, então ele bate dentro de mim, o que desencadeia outra rodada de prazer. Alguns segundos depois, ele vem junto comigo, porque toda vez que ele desliza para dentro parece que estou vindo de novo. Ele cai na cama ao meu lado e eu me enrolo nele. "Eu acho que você quase me matou dessa vez", eu sinto seu corpo tremer de rir e meu coração fica mais leve. Seus lábios pressionam o lado do meu pescoço, eu me arrepio e me aproximo dele, ainda em seus braços. "Que horas são?". "Dez". Eu bocejo e me aproximo, enfiando minha cabeça em seu pescoço, aconchegando-se em seu calor. ”Eu tenho que estar no trabalho às doze. Então, vamos tirar uma soneca de uma hora?”. "Acabamos de acordar", diz ele, desprovido de emoção. Eu dou de ombros. "O sexo me esgotou".


Ele ri e pega o cobertor, cobrindo nós dois. Sua mão repousa nas minhas costas. Eu pego sua mão livre e aperto meus dedos antes de pressionar um beijo no dorso da sua mão. Não tenho medo de mostrar meu carinho ao Butcher, ele adora. Palavras são apenas palavras - você as fala e elas significam alguma coisa - mas qualquer um pode dizer palavras. São as ações que realmente significam tudo para ele.

Ele me deixa no trabalho antes de ir para o seu clube. Kyle e Lane pediram que alguns membros ficassem atentos em seu tempo livre até que tudo se acalmasse novamente. Eu só tinha sido mordida, mas poderia ter sido muito pior se eu não tivesse a minha arma comigo. As pessoas que querem canalizar drogas através da cidade de Lane estão causando problemas e foram elas que jogaram os cães por cima da cerca. Eu não quero nem saber o que Lane, Butcher e papai vão fazer com eles. Não é da minha conta. Eles podem me dizer o que quiserem, mas algumas coisas é melhor não saber. Eles não são santos, isto é, com certeza. "Oi

Shaylin!",

Paisley

chama

enquanto

eu

entro

na

padaria. Ela é toda sorrisos e tem um brilho de felicidade. Torch criou sua filha sozinho e ele era um pai adolescente. Ele fez um trabalho incrível com ela.


"Olá Paisley, como você está hoje?", eu passo atrás do balcão e abro o cofre para enfiar minha bolsa dentro. "Liam me enviou uma carta hoje", ela tenta não mostrar, mas eu posso dizer que ela está animada. Liam a salvou de uma situação muito ruim. Desde então, eles se tornaram melhores amigos, mas posso dizer que eles estão totalmente apaixonados um pelo outro pelas cartas e conversas telefônicas e como ela age em relação a ele. Eles não estão juntos e eu acho que parte da razão para isso é porque ele é um SEAL da Marinha e ele se ausenta muitas vezes. Mas eu aposto que assim que ele sair, ele vem atrás dela. "Como ele é?", eu sorrio para ela e seus olhos estão iluminados de felicidade. "Ele é bom, ele estará saindo para uma missão em breve." Seu sorriso cai quando ela diz "missão". Eu sei que ela está com medo por ele. "Tenho certeza que ele vai ficar bem". Eu a puxo para um abraço, ela me abraça de volta com força. “Eu não posso deixar de me preocupar com ele. Eu sei que ele é um durão e tudo, mas ele não é indestrutível”, eu posso ver que isso a incomoda há algum tempo. Ela me deixa ir e recua. "Ninguém é".


Ela

força

um

sorriso

e

limpa

os

olhos. "Butcher

provavelmente é". Eu rio disso e caminho de volta para a cozinha para ter certeza de que tudo está pronto para a entrega do bolo que eu tenho que fazer para um casamento na próxima hora. Eles devem ter os bolos e cupcakes já assados e então eu irei que decorá-los. "Os bolos e cupcakes são legais", minha mais nova empregada em tempo integral me informa. O nome dela é Joslyn e ela é tão tímida com os caras que me dói. Ela não consegue sequer articular uma frase completa em torno de qualquer cara e Butcher, junto com as outras garotas, acha que é a coisa mais fofa de todas. É realmente fofo e é por isso que me apaixonei por ela. Ela é linda e parece quase idêntica a Janna Kramer, mas ela não percebe como ela é bonita. Ela é tão tímida, mas é uma incrível padeira e é por isso que a contratei imediatamente assim que ela saiu da escola. "Joslyn, você pode me ajudar se quiser". Ela sorri amplamente e começa a decorar os cupcakes em movimentos fluidos.


Durante as duas horas seguintes, trabalhamos lado a lado decorando o bolo e os cupcakes. Foi uma grande encomenda para um casamento de trezentos convidados. "Você pode vir comigo se você quiser", eu digo uma vez que carregamos tudo no caminhão de entrega. Um dos caras do motoclube está ficando aqui para cuidar de Paisley e ele está com outro cara do motoclube, que é o segundo no comando de Lane. Seu nome é Wilder, ele me lembra muito Butcher. Ambos são quietos, ambos observam as pessoas e são muito intensos. Além disso, não posso deixar de notar como ele está olhando para Joslyn como se ela fosse a melhor coisa desde que inventaram o pão fatiado. Eu sei que ela nota-o também, porque ela tem um sólido rubor desde o momento em que o viu. Wilder

é

bonito,

mas

não

tanto

quanto

meu

Butcher. Ninguém pode ganhar dele, mas Wilder está em segundo lugar. "Ok". Ela se apressa para entrar no lado do passageiro do veículo. Wilder está olhando para ela. Eu bato-o no ombro e ele desvia seu olhar dela. "Se você não parar de olhar tão arduamente, seus olhos vão cair". Wilder ri e esfrega o topo da minha cabeça. Eu considero Wilder um primo - seu pai era membro do clube antes de se


aposentar, junto com meu pai. Há muitos meninos que vieram da primeira geração do motoclube e cerca de vinte novos membros chegaram, junto com três pessoas de fora. "Ela é linda", ele admite. "Ela realmente é". Deixo-o em pé lá e subo no lado do motorista do caminhão de entrega. Eu saio do estacionamento com Wilder bem atrás de mim. Percebo Joslyn olhando pela janela, observando-o. "Então...", eu sorrio e olho por cima. Quando ela olha para mim, ela sabe que foi pega. "Sim?", ela praticamente sussurra, com todo o rosto vermelho. Ele é tão fofo. "Você acha que Wilder é fofo?". “Acho que sim, mas ele não sabe que estou viva. Nenhum homem nunca o faz e eu tenho certeza que ele não sabe. Olhe para ele". Eu bufo e alto. Eu a vejo se encolher - ela deve pensar que estou rindo dela. “Querida, se você soubesse como você realmente é. Wilder estava apenas me dizendo antes de eu entrar no caminhão como você é linda. Você é linda e pode passar pela gêmea de Janna Kramer. Confie em mim, os


homens notam você, mas você não os vê. Eu os vejo tentando se aproximar de você, mas eles não têm bolas”. Sua boca está aberta e seus olhos estão arregalados enquanto ela olha para mim incrédula. Por que ela pensa tão pouco sobre si mesma? "Eu sou?". Eu dou a ela um olhar que diz que ela é louca. "Sim você é. Ninguém nunca lhe disse como você é linda antes?”. Ela balança a cabeça. "Nunca?". Ela sacode a cabeça novamente. “Porra, isso é estúpido. Nem mesmo sua família?”. “Não, eu morava apenas com minha mãe, não tenho outra família. Ela sempre me disse que eu não era bonita e uma vez que os caras nunca se aproximaram de mim, acho que comecei a acreditar nisso, com o tempo”. Meu coração literalmente acabou de quebrar e agora eu quero chutar a bunda de sua mãe por dizer coisas tão horríveis para sua filha. É óbvio que ela está com ciúmes. "Bem, eu sinto muito, ela pode ser sua mãe, mas ela é estúpida". Eu balancei minha cabeça com raiva. Algumas pessoas são simplesmente horríveis.


Ela começa a rir e é a primeira vez que a vejo tão feliz. Fico feliz por poder colocar esse sorriso no rosto dela. "Obrigada, Shaylin", ela sussurra e eu pisco para ela. "Apenas dizendo a verdade".

São seis horas e estou exausta. As pessoas no casamento eram cadelas esnobes que reclamavam de tudo. Eles não gostaram de como esse cupcake estava um pouco de lado e a decoração na parte de baixo do bolo estava um pouco torta. Quando consegui sair, Joslyn e eu praticamente corremos porta afora. Joslyn e Paisley devem estar de volta a qualquer momento do intervalo e então Butcher estará aqui para me buscar para jantar. Falando do diabo - vejo Paisley e Joslyn do lado de fora da minha porta de vidro. Elas abrem e saem. Paisley parece preocupada com alguma coisa. "O que foi?". Ela aponta o polegar por cima do ombro. "Há duas pessoas caídas no carro do lado de fora". Meus olhos se arregalam e corro para a porta, depois abroa. Eu saio e vejo que é o carro de Lexi. Sua cabeça está


pendendo em direção ao seu colo e a cabeça do homem está encostada no volante. Foda-me Com passos hesitantes, chego mais perto e sinto Paisley às minhas costas. Eu tenho um mau pressentimento sobre isso. Eu coloquei uma mão nas minhas costas, pronto para puxar a arma para fora a qualquer momento. Estamos a cerca de um metro e meio de distância e ouço um grito agudo, como um bebê chorando. A janela traseira é protegida por uma película escura, por isso não podemos ver o interior. Eu diminuo a distância até o carro e coloco minha cabeça contra a janela, tentando enxergar melhor. Meu estômago afunda com a visão. Há o que parece ser um bebê de dois anos sentado em um assento de carro que está caindo. É uma garotinha. Seu rosto está vermelho como sangue, suas roupas estão grudadas nela e seus cachos castanhos escuros estão encharcados. As janelas estão fechadas e o carro não está ligado. Ela está queimando. Eu bato na janela de Lexi, mas ela não se move. Eu grito, "Lexi!". Ela não se move e eu puxo a maçaneta da porta, mas ela não se move. Paisley já está do outro lado do carro, tentando abrir aquelas portas. Tudo bloqueado.


Olhando em volta, vejo uma pedra grande que às vezes uso para manter a porta aberta. Eu corro e a pego. Eu ouço uma motocicleta se aproximando, mas eu não olho para aquela direção - minha mente está em tirar a criança do carro. Ela vai morrer se eu não a tirar. Está uns cem graus lá dentro. Eu passo na frente da porta de Lexi, levanto a pedra acima da minha cabeça, e derrubo-a o mais forte que posso. Vidro explode em todos os lugares e eu ouço alguém correndo atrás de mim. "Shay?", Butcher grita. Eu alcanço o interior da porta e a destravo. Eu recuo e puxo a maçaneta. A porta se abre, eu entro, solto a garota e puxo-a do assento. “Eu liguei para a polícia!”, Grita Joslyn. A bebê está quente ao toque, ela está completamente encharcada. Meu coração está partindo. Ela para de chorar e coloca a cabeça no meu peito, suas pequenas mãos em punhos na minha camisa. Meu coração se partiu em um milhão de pequenos pedaços. "Shay?", Butcher diz suavemente e eu me viro. "Veja se eles estão mortos", eu sussurro e caminho em direção à padaria, querendo tirar o bebê do calor. Assim que entramos, sento-me na cadeira em que Butcher geralmente se senta.


“Temos um pouco de água na parte de trás. Você pode trazer com um canudo?”, peço a Paisley. Ela corre. A menininha está enrolada em volta de mim como um macaco. "Está tudo bem, anjo". Eu a acalmo e a balanço de um lado para o outro. Ela solta seu aperto ligeiramente. Paisley coloca a água no balcão. "Obrigada", eu digo a ela e ela balança a cabeça tristemente. Eu pego a água do balcão. “Beba, querida”. O sino acima da porta bate e Butcher entra. Ele balança a cabeça, me dizendo o que eu já pensava. Lexi está morta. O bebê senta trêmulo e eu coloco uma mão na parte baixa das costas dela. Eu levanto a água para ela e dobro a cabeça para cima para que eu possa ver seu rosto. Ela estende as mãozinhas, tira a água de mim e coloca o canudo na boca. Ela bebe e bebe. Quando ela termina, ela devolve para mim, as mãos sujas. Ela então me olha diretamente no rosto e eu me apaixono ali mesmo. Ela tem os olhos mais lindos do mundo. São grandes e de um azul tão claro que parecem gelo. Butcher anda ao redor do balcão e se inclina na direção dela. Ela o estuda, ele apenas a olha diretamente nos olhos. Ela estica seus pequenos braços para frente.


Ela quer que Butcher a pegue. Seus olhos se arregalam e ele coloca as mãos sob os braços dela, levantando-a. Ela deita a cabeça no peito dele. Butcher tem um olhar torturado no rosto e sei que eu também. Ela está partindo meu coração. Eu tenho muitas perguntas! Por que ela estava com Lexi? Esta garotinha é dela? Eu não sabia se ela tinha um filho ou não. Eu ouço as sirenes da polícia do lado de fora e me levanto. Butcher

e

eu

saímos,

prontos

para

encarar

a

barulheira. Butcher fica de lado com o bebê, Paisley e eu contamos exatamente o que aconteceu. As pessoas da ambulância verificam se Lexi e o homem estão realmente mortos e os colocam em sacos para cadáveres. “Aqui está a assistente social. Se tivermos alguma dúvida, ligarei para você”. Concordo com a cabeça e volto para Butcher, a assistente social caminha até nós. "Oi, eu acho que esta é a pequena Tiana?", o bebê que agora sabermos chamar Tiana levanta a cabeça para olhar para a assistente social. "Lexi era a mãe dela?" Eu pergunto a ela. Ela balança a cabeça e seu rosto fica triste. “A bebê foi tirada dela e ficou em um orfanato por sua mãe ser drogada. Lexi


acabou de recuperá-la, seis meses atrás. Nenhum parente da mãe a aceitou e suas palavras exatas foram: "Não vou pegar uma droga de bebê". Então, esta pequenina terá que voltar para o lar adotivo”. A assistente social chega para pegar Tiana e a garotinha começa a gritar. Ela tenta escalar o corpo de Butcher e agarra seu pescoço o mais forte que pode. Butcher olha para mim e lágrimas enchem meus olhos. "Eu não posso", eu digo com um leve soluço. Ele concorda. "Nós não vamos". Eu

não

posso

deixá-la

voltar

para

o

orfanato. Eu

simplesmente não posso deixá-la passar por mais nada. Ela é apenas um bebezinho e nunca teve um lar para chamar de seu. Ela foi passada de pessoa para pessoa. "Nós vamos levá-la". A assistente social sacode a cabeça. "Não funciona assim". "Eu possuo esta padaria, não tenho registro na polícia e ele é um SEAL da Marinha". Eu aponto para Butcher, que fala. "Nenhum registro - nem mesmo uma passagem". "Por favor, deixe-nos ficar com ela, podemos dar-lhe um bom lar". Estou pronta para ficar de joelhos para implorar. Seus pequenos olhos estão me assombrando.


"Existem canais apropriados", diz a assistente social. "Eu lhe darei cem mil dólares para garantir que ela passe pelos canais apropriados e para obter a adoção o mais rápido possível", diz Butcher. Graças a Deus o papel de Butcher como membro principal do motoclube produz uma parte generosa dos lucros de seus negócios. Sua boca se abre e sinto uma mão no meu ombro. Olhando para cima, vejo Tiana me alcançando. Eu sorrio e tomo ela de Butcher. “Eu acho que podemos fazer isso. Dê-me uma hora para conseguir a documentação necessária, depois lhe ajudarei pelos canais apropriados. Eu também conheço um juiz que agilizará tudo. A adoção deverá ficar pronta assim que for possível, pelo preço certo”. “Isso não ser{ um problema”. Você terá que assinar uma cláusula de confidencialidade. "Claro". Eles são tão corruptos, mas agora eu realmente não me importo. Eu simplesmente não posso suportar a ideia de deixála ir. É como se ela estivesse destinada a ser minha.


"Quer que eu chame Myra para pegar vocês?", Paisley oferece. "Ela tem um assento de carro e tenho certeza que o bebê precisa ser examinado". Eu quero abraçá-la agora. "Isso seria incrível". O que as crianças precisam? Nós só temos que ir às compras amanhã. "Você acha que podemos pegar

emprestado

algumas

das

roupas

de

bebê

até

conseguirmos comprar algumas amanhã?". "Eu posso perguntar". Paisley se afasta para fazer uma ligação. Durante a próxima hora, fico ali parada, enquanto Butcher assina um monte de papelada. O carro foi rebocado, a polícia desapareceu e a ambulância desapareceu. Sou só eu, Paisley, Joslyn e a assistente social. Myra entra no estacionamento e Ryan está bem atrás dela. Eu acho que eles têm uma babá. Myra estaciona o carro e sai. A assistente social a reconhece e a cumprimenta. Butcher me acena. “Est{ definido e finalizado. Só tenho que ir ao tribunal”, ele sussurra no meu ouvido, e meu coração se levanta. Tiana está dormindo, está ficando escuro lá fora. "Eu falarei com você amanhã sobre o que conversamos". A assistente social entra em seu carro.


"Vamos para casa", digo a Butcher. Ele balança a cabeça e beija o topo da minha cabeça antes de passar os dedos pelos cachos úmidos de Tiana.

BUTCHER Shaylin afivela Tiana no carro e sobe no lado do passageiro. Tiana tem dois anos de idade e seu aniversário foi ontem. Eu não poderia deixá-la partir. Ela segurou-me, chorando para que eu não a deixasse ir. Eu não posso fazer isso, não para algum bebê que nunca teve qualquer coisa real em toda a sua vida. Shaylin e eu teremos filhos algum dia, estamos apenas começando mais cedo. A visão de Shaylin puxando Tiana do carro fodidamente me enfureceu. Então, quando olhei para o rosto dela pela primeira vez, vi dor e muita tristeza. Eu estou doendo por dentro. Quando a assistente social tentou dizer que não podíamos levá-la, recorri ao suborno. Tiana é minha e eu não me importo com o que tenho que fazer. Se alguém na família de Lexi desse a mínima, ela não estaria em um orfanato em primeiro lugar.


Como alguém pode abandonar sua família? Eu perdi toda a minha família em um instante e faria qualquer coisa para trazêlos de volta. Algumas pessoas simplesmente jogam fora.


16

Shaylin Eu carrego Tiana para dentro de casa e minha mente está passando por um milhão de coisas diferentes agora. Há tantas coisas que precisamos fazer. Respire, Shay, uma coisa de cada vez. Eu consigo. A porta se abre e Butcher entra. Ele me dá aquele olhar que diz que tudo ficará bem. Tiana levanta a cabeça do meu ombro e olha para Butcher. "Quer colocá-la no bar aqui?". Eu aceno e a levo para o bar. Myra já deixou sua maleta aberta l{. “Eu liguei para o médico. Tiana foi examinada h{ seis meses. Ela é alérgica a abelhas, então vou escrever uma receita para um EpiPen, adrenalina injetável. Eu tenho um extra aqui porque Mia também é alérgica”. Ela alcança a bolsa e me entrega o EpiPen.


Butcher se move ao meu lado. Tiana está olhando ao redor da sala e é como se eu pudesse sentir a sua ansiedade. "Ok, querida, eu colocarei isso em seu peito, tá bom?". Myra segura o final do estetoscópio. Tiana não resmunga, permitindo que Myra examine-a. "Parece bom. Agora checarei seus ouvidos”. Nos próximos minutos, Myra verifica todos os seus sinais vitais e olha em sua boca. Ela tira a bebê do balcão e a coloca na balança. “Ela est{ um pouco abaixo do peso. Então, eu compraria alguns suplementos de PediaSure para ajudar a aumentá-lo. Não acho que ela tenha sido alimentada corretamente”. Eu meio que percebi isso. Lexi é uma vadia egoísta. Eu odeio que ela esteja morta. Ninguém deveria se sentir mal por Lexi ter partido, ela basicamente abandonou sua filhinha. Tiana está abaixo do peso e parece que ela não tomou um banho sequer em Deus sabe quanto tempo. Seus olhos são os mais comoventes, eles revelam seus verdadeiros sentimentos - ela é tão triste. "Eu preciso tirar seu sangue para ter certeza de que não há mais nada que precise ser feito". Eu estremeço ao pensar nela sendo picada com uma agulha, mas isso é necessário. Myra agarra um algodão com álcool e


esfrega no braço dela. A pele de Tiana é muito mais pálida do que eu pensava - é o tanto de sujeira que estava nela. A mão de Butcher aperta meu quadril e sei que ele e eu estamos focados na mesma coisa. Myra pega a agulha de borboleta e o frasco. Tiana olha para a agulha e começa a gritar. Butcher entra em ação. Ele a pega e ela se enrola em seus braços. Meu pobre coração não aguenta, eu viro minha cabeça para o lado para esconder minhas lágrimas. Eu posso ouvi-lo sussurrando: "Você está segura" em seu ouvido. Ele senta a bebê no topo do bar, mas ela apoia a cabeça no peito dele, afastando-se de Myra. Butcher pega o braço dela e o segura para Myra. Myra se aproxima e rapidamente insere a agulha. Eu me abaixei para ficar no mesmo nível dos olhos de Tiana. Eu sorrio para ela e corro meu dedo sobre sua bochecha. Ela estende a mão e envolve seus dedinhos ao redor do meu dedo indicador. Isso emocionalmente me atinge. "Trouxemos um berço portátil e alguns artigos de higiene, juntamente com algumas roupas, até que você possa sair amanhã", Ryan nos diz.


“Muito obrigado, Ryan. Isso significa muito. Obrigada também, Myra”. Myra sorri e puxa a agulha do braço de Tiana. “É para isso que serve a família. Você faria o mesmo”. Não chore, Shay. Myra coloca os frascos de sangue em um pequeno estojo. “Vou verificar os resultados no AM, para identificar o nível de drogas. Nós estamos com a mãe de Alisha tomando conta do bebê”. "Obrigada de novo". Deslizo meu dedo suavemente do aperto de Tiana e a abraço. "Tudo ficará bem, Shay", Myra sussurra no meu ouvido. Ela pode sentir meu estresse. Eu sei que tudo ficará bem. Eu só quero fazer o certo por Tiana. Eu quero que ela seja feliz. Myra vai até Ryan, que pega a maleta para ela. Eles andam até a porta e vão embora. Butcher e eu nos olhamos. Ele ainda está segurando Tiana. "O que fazemos agora?", eu deixo escapar e ele dá de ombros, mas ele sorri. "Eu acho que um banho é uma obrigação?".


"Sim, isso é provavelmente o melhor e então eu acho que ela precisa comer". Ryan deixou as malas no sofá e eu ando para ver o que eles trouxeram. Eles deixaram roupas, fraldas, copo com canudinho, xampu, sabonete líquido, roupas íntimas para o caso dela já ser treinada a usar o banheiro. "Ela está com uma fralda?", pergunto a Butcher e, um segundo depois, ele diz: "Não". Eu pego uma camisola, xampu, brinquedos de banho e sabonete líquido. "Vamos fazer isso". Butcher tira Tiana do balcão e a apoia em seu quadril. Ela levanta a cabeça, mas segura a camisa dele como se sua vida dependesse disso. Ele segue-me pelos degraus, pelo nosso quarto e pelo banheiro. Eu coloco tudo na prateleira perto da banheira. "Butcher, quer preparar a água do banho?". Ele a levanta para mim e eu a coloco em pé. Ela chupa a pequena mão e olha para mim com tanta tristeza. "Quer tomar um banho?". Ela balança a cabeça e eu sorrio amplamente para ela porque isso é alguma coisa. Certo? Eu coloco as roupas no balcão e vou para os armários, pegando algumas toalhas e panos.


Eu me viro e começo a despi-la. Coloco minhas mãos sob seus braços e a ajeito na banheira. A água ainda está correndo e ela olha para as bolhas ao redor dela. Ela pega algumas na mão e com a outra mão, as estouram. Ajoelho-me e Butcher faz o mesmo. Eu me inclino e beijo-o na bochecha suavemente e corro minha mão pelas suas costas. Seus lábios encontram minha testa e eu fecho meus olhos, afundando-me em seu beijo. Abrindo meus olhos, eu alcanço a banheira e pego um punhado de bolhas. Eu olho para Butcher do canto do meu olho, levanto minha mão perto da minha boca e sopro as bolhas, que atingiram a Butcher na cara. Ele olha para mim e solta uma gargalhada aguda que perfura minha orelha. Butcher e eu olhamos maravilhados: Tiana está sorrindo de orelha a orelha enquanto olha para mim e para Butcher. Ela sopra as bolhas na mão e eu pulo em choque. Ela ri mais alto e faz isso de novo - desta vez para Butcher, que pega metade delas antes de bater nele. Ela ri mais forte, perdendo o fôlego dessa vez. "Isso é incrível", eu sussurro para Butcher enquanto assistimos Tiana se divertindo brincando com os brinquedos na banheira, um largo sorriso no rosto e, acima de tudo, parecendo despreocupada.


"Ela é maravilhosa". Eu lavo o seu cabelo e é revoltante a quantidade de sujeira que sai. Levará uma eternidade para conseguir desembaraçar os emaranhados. Butcher volta com um pente de dentes largos e começa a pentear o cabelo dela. Eu escondo meu sorriso ao vê-lo sendo tão gentil e carinhoso. Ele gentilmente escova por cada fio. Ele é tão doce. Eu coloco uma pequena quantidade de sabão em uma toalha para limpar o rosto dela. Sendo tão gentil quanto eu posso, eu limpo seu rosto de toda a sujeira que a faz parecer mais bronzeada do que ela realmente é. Pego outro pano, que mal está molhado e limpo o sabão. Logo, eu desço para seus braços e mãos, em seguida, limpo sob as unhas. Eu limpo seus braços novamente, e é quando eu vejo as contusões. Eu levanto o braço dela. Eu posso ver uma marca de mão, uma mancha para cada dedo. "O que é isso?", Butcher pergunta com uma voz sombria e eu mostrei-lhe o braço. Então, eu a levanto e vejo outro hematoma no dorso do braço. "Foda-se", ele aperta a mandíbula e balança a cabeça. Eu lavo o outro braço e vejo os mesmos resultados. Eu a levanto para lavar as pernas e vejo seu quadril e suas costas cobertos de hematomas. Ela tem dois anos, não há necessidade


de espancar uma criança, especialmente para deixar contusões assim. "Foda-se", Butcher silva, levanta-se e sai do quarto. Eu ouço algo batendo na parede. Eu termino de lavá-la e pego a toalha. Ela se levanta e a embrulho na toalha, retirando-a da banheira. Ela estremece e eu a abraço bem de perto. Eu pego uma segunda toalha e seco o seu cabelo. "Bigada". Lágrimas enchem meus olhos mais uma vez. Minhas emoções estão ebulindo com tudo que aconteceu hoje. Essa garotinha está me afetando de maneiras que nunca pensei serem possíveis. "De nada, meu anjo". Eu beijo o topo de sua cabeça. Eu a levanto e pego a camisola da princesa. Seus olhos se arregalam: “Pincesa”. “Sim, princesa. Você gosta disso?". Ela concorda e eu já sei como vou decorar o seu quarto. Eu deslizo o vestido sobre a sua cabeça, ela puxa o estica para que possa olhá-lo por baixo. "Vamos descer".


Ela levanta a mão para eu pegá-la e meu coração aperta ao vêla se aproximar de mim. Juntas, nós descemos as escadas, indo devagar por causa de suas pequenas pernas. Ela está tão bonitinha em sua camisola. Quando chegamos ao final da escada, sinto o cheiro de algo que Butcher está cozinhando. Deu água na boca porque estou com muita fome, já que nós pulamos o jantar por causa de tudo o que aconteceu. Eu levo Tiana para a cozinha para vermos o que Butcher está cozinhando. O que as crianças de dois anos comem? Eu provavelmente preciso ajudá-lo. Então, eu a levo para a sala e a coloco no sofá, ligo a TV no canal com alguns desenhos animados. Ela chupa o dedo mindinho e recosta-se no sofá. Ela é tão pequena e fofa. Seu cabelo está enrolado nas pontas e seus olhos são de morrer. Deixando-a sozinha no sofá, posso sentir a preocupação roendo meu estômago. Ela está a poucos metros de distância. Repito isso repetidamente em minha mente. Quando eu entro na cozinha, Butcher se vira e depois olha para baixo. “Ela est{ no sof{ assistindo desenhos animados. O que você está cozinhando? Estou morrendo de fome”. Meu estômago ronca em confirmação.


"Frango grelhado, legumes cozidos no vapor?", ele sugere e isso soa bem para mim. "Eu posso cozinhar os legumes". Eu ando até a tábua e começo a cortar os legumes. Trabalhamos juntos pelos próximos 20 minutos, preparando tudo. Eu saio a cada poucos minutos para verificar Tiana, ela está sentada exatamente na mesma posição. Nós pegamos um pequeno pires e xícara para ela. Eu sirvolhe um pouco de leite e Butcher corta sua comida em pedaços pequenos. "Eu vou buscá-la". Eu viro a esquina para a sala de estar, ela olha para cima quando eu entro. "A comida está pronta, querida". Ela desce do sofá e pega a minha mão. Eu a levo para a sala de jantar, onde Butcher leva um banquinho que tem lados e costas. É maior do que as cadeiras da sala de jantar, já que nós não temos um assento de elevação. Butcher tem os pratos e bebidas distribuídos. Eu me abaixo, pego Tiana gentilmente e coloco-a no banquinho, depois Butcher nos acompanha. Sento-me ao lado dela e Butcher fica do outro lado. Nós dois nos viramos para observar Tiana. Ela estende a mão lentamente, pega um pedaço de frango e coloca na boca. Ela mastiga rapidamente, estende a mão novamente, pega um punhado e enche a sua boca.


Enquanto comemos, Butcher e eu a observamos enquanto ela faz isso várias vezes até que todo o prato esteja vazio. Meu coração está quebrando vendo-a com tanta fome. É bem óbvio que ela não comeu por um tempo. "Butcher, eu dar-lhe-ei um pouco mais de comida". Ele sorri suavemente e empurra a xícara de Tiana na direção dela. Corro para a cozinha, encho o prato dela com o frango em pedaços pequenos. Uma vez feito, eu volto para a sala de jantar, sento-me ao lado dela, e então lhe entrego o prato novamente. Ela estende a mão imediatamente e começa a comer. Volto para minha terminar a minha comida e Butcher faz o mesmo. "Leite". Butcher arrasta a sua cadeira e leva seu copo de leite vazio para a cozinha. Tiana está roendo um pedaço de cenoura. Eu sorrio para ela, que abaixa a cabeça, sorrindo timidamente para mim. Ela é tão bonita. Butcher coloca a xícara na frente dela, que sorri para ele, apenas um pouco, mas isso é suficiente para ele sorrir para mim.


Olhando para o relógio na parede, vejo que são nove horas. Eu levo nossos pratos vazios para a cozinha e os coloco na lavalouças. Braços cruzando atrás de mim, abraçando-me. Eu afundo de volta nos braços de Butcher, que beija a minha bochecha. Suspirando, beijo sua palma da mão. "Eu amo você, Butcher, mais do que as palavras possam dizer". Ele solta-me e vira-me em seus braços. Seus dedos elevam o meu queixo, estou olhando em seu rosto. "Eu também te amo, minha Shay". Eu fecho meus olhos e sorrio com as palavras ouvidas. Sua Shay. Eu nunca vou me cansar de ouvi-lo chamando-me assim. Eu realmente o amo. Eu o amo mais a cada vez que ele faz coisas doces, que ele me surpreende - ele é apenas Butcher. Meu Butcher.

SHAYLIN Uma vez que Tiana terminou de comer, levo-a para o banheiro e depois andamos juntas para a sala de estar. Não


tenho certeza de como faremos para que ela durma - eu a seguro? Balanço-a? Ela vai dormir sozinha? Butcher está sentado no sofá. Ele já montou o pequeno berço portátil ao pé da nossa cama. Tiana solta minha mão quando me sento no sofá, ela levanta os braços para eu pegá-la. Meu estômago revira e eu me abaixo e a puxo para os meus braços. Ela se inclina e se aconchega no meu peito. Butcher envolve o braço em minhas costas e me puxa para o lado dele. Eu deito minha cabeça em seu ombro e olho para ele. Ele me beija suavemente, sua mão segurando o lado do meu rosto. Ele solta de repente e eu olho para baixo. Tiana envolveu a mão no dedo do meio de Butcher. Ela coloca as duas mãos atrás do pescoço. Ela está usando-o para se sentir segura, ela sente que ele irá protegê-la. Fico feliz que ela não tenha medo de buscar conforto em nós. Ela mostra-se acessível conosco e só isso já é incrível, considerando tudo o que ela passou. Tiana assiste TV e eu me aconchego com ela e Butcher. Eu tiro o cobertor da parte de trás do sofá e a cubro quando seus olhos começam a ficar pesados. O show termina, eu bocejo. Eu olho para baixo e vejo que ela está dormindo. "Ela está dormindo".


"Quer que eu a leve?", ele escorrega do sofá e eu me sento. Ele a levanta dos meus braços suavemente com ela apoiada no seu tórax, um braço embaixo do traseiro dela e o outro no topo das costas dela. Eu pego o cobertor do chão. Eu sigo Butcher enquanto ele sobe as escadas. Ele garante, tanto quanto possível, que ela não se mova. Ele entra no quarto e vai até o berço, que tem trilhos laterais para que ela não caia, com um cobertor grosso em cima do colchão para torná-lo mais macio. Ele gentilmente a deita de costas. Eu me aproximo e a cubro com o cobertor que estava no sofá. Eu bocejo novamente e entro no closet, pego uma grande camisa de Butcher. Eu tiro minhas roupas, incluindo meu sutiã, jogando-as no chão. Eu deslizo sua camiseta sobre a minha cabeça e eu gemo. Isso é o melhor. Eu pego um par de shorts de seda e deslizo-os também. Butcher entra, tira a roupa e coloca um par de moletons. Quando entramos no quarto escuro, eu olho para Tiana, que ainda está dormindo. Subo na cama e desmorono, Butcher desliza ao meu lado. "Esqueci-me de tirar minha maquiagem". Eu poderia chorar. Meus pés doem e eu estou apenas exausta. Butcher desliza para fora da cama e me pega. "O que você está fazendo?", eu sussurro, mas ele não me responde. Ele me


leva para o banheiro e me coloca no balcão. Ele alcança uma gaveta e sai com meu removedor de maquiagem e algodão. Ele levanta a embalagem para ler as instruções. Ele a sacode e, em seguida, derrama um pouco do conteúdo no algodão, passando-o no meu rosto. Eu fecho meus olhos enquanto ele limpa toda a minha maquiagem. Se eu não estivesse apaixonada por ele, eu acabaria de fazer. Eu o ouço fechar a embalagem e abro os olhos. Ele chega atrás da minha cabeça. Eu o sinto puxando meu rabo de cavalo e meu cabelo cai pelas minhas costas. "Eu te amo", eu deixo escapar e ele pisca enquanto ele puxa minha escova de cabelo. Ele penteia meu cabelo enquanto puxo-o pelo cós de suas calças. Eu o beijo e a escova faz um barulho contra o balcão. Eu puxo-o de volta, mas ainda estou cara a cara com ele. “Aquela garotinha roubou meu coração. Eu posso ver tanta dor, Butcher. Doeu-me o jeito que ela comeu como se não tivesse comido h{ muito tempo. Nenhum bebê deveria sentir isso”. "Eu sei, Shay, é por isso que eu não deixaria a assistente social levá-la". “Ela é filha de Lexi, Butcher, e Mary nunca mencionou nada. Eu poderia ter feito algo por ela”.


Ele coloca o dedo na minha boca e me dá um olhar feroz: “Não diga isso, Shay, você não poderia ter feito nada. Ela é nossa agora. O antes não importa, tudo que sei é o agora. Estamos adotando esse bebê, então você vai se casar comigo. Porque você não vai embora, porra”. Casar com ele? Eu assisto em total choque quando Butcher alcança uma gaveta ao lado da pia e retira uma pequena caixa. "Butcher", eu sussurro e começo a tremer. Isso não é o que eu acho que é. Certo? Ele abre a caixa e eu vejo um enorme anel de diamantes com uma aliança de casamento de ouro rosa incrustada com diamantes, com um grande diamante no topo cercado por pequenos. Lágrimas caem dos meus olhos e, quando eu o olho, ele sorri para mim, enxugando minhas l{grimas. “Case-se comigo, Shay, seja minha esposa. Seja minha. Para sempre". "Sim!", eu soluço. Eu levanto minha mão esquerda e ele desliza o anel no meu dedo, que se encaixa perfeitamente. Eu atiro os meus braços em volta de seu pescoço, enchendo o seu rosto com beijos.


Ele ri e envolve os dois braços nas minhas costas, me levantando do balcão. Isso é o céu. Ele me leva para fora do banheiro. "Vamos dormir um pouco". Ele beija o lado da minha cabeça e eu sorrio. Ele não me deixa ir enquanto se deita na cama. Eu deslizo longe dele e coloco minha cabeça em seu peito. Ele pousa a mão nas minhas costas. “Boa noite, Shay”. "Boa noite". Eu belisco seu mamilo. Ele pula e sua mão estala na minha bunda. Eu rio baixinho e fecho meus olhos.

BUTCHER Eu acordo com um sobressalto e olho para o relógio, são três da manhã. Algo toca minha mão, eu olho para baixo para ver Tiana em pé olhando para mim. "Qual é o problema?", eu sussurro e ela levanta os braços para eu pegá-la. Eu me abaixo, a pego, e a coloco na cama. Ela rasteja ao meu lado e coloca a cabeça no meu peito. Eu pego o cobertor e puxo sobre ela. Ela coloca a mão na minha garganta e abraçame mais perto.


Minha

filha. Isso

me

atinge. Eu

vou

ser

pai. Não,

eu sou pai. Eu sorrio, beijo o topo de sua cabeça e então me inclino para beijar a cabeça de Shay. Minha família. Pela primeira vez eu tenho tudo que eu nunca pensei que teria, mas com o que eu sempre sonhei ter.


17

Shaylin Eu acordo e vejo Tiana deitada no peito de Butcher. Meu coração se derrete com a visão, eu saio da cama e do quarto na ponta dos pés. Eu desço as escadas e separo os ingredientes para panquecas. Eu faço a massa, então eu pego um pouco de bacon na geladeira, coloco no fogo e fico ocupada fazendo as panquecas. Quinze minutos depois, tudo está pronto. Eu começo o processo de levar tudo para a mesa. O jarro de leite, três xícaras, três pratos e depois os pratos com a comida. Quando termino, ouço um rangido nos degraus e vejo Butcher carregando Tiana, cujos cabelos estão bagunçados. "Cheira bem, baby." Ele me beija e coloca Tiana no seu lugar. Ela esfrega seus pequenos olhos e boceja.


Sento-me e arrasto a minha cadeira para perto de Tiana para ajudá-la com suas panquecas, se ela precisar. Ela pega o garfo e espeta um pedaço de panqueca, o prato balança enquanto ela faz isso e então o leva à na boca. "Butcher, precisamos comprar um assento de carro antes de sairmos para comprar tudo para o quarto dela". Ele concorda com a cabeça e abaixa o garfo. "Enquanto vocês meninas se arrumam, eu vou correr e conseguir um assento de carro". "Obrigada". Eu lhe dou um beijo, ele balança a cabeça e volta para sua comida. Eu olho para Tiana, que abandonou o garfo e está usando os dedos para comer. Ela me pega olhando, me dá um sorriso cheio de panqueca. Eu rio e a deixo comer do jeito que ela quiser - o garfo é grande demais para ela de qualquer maneira.

Nós dirigimos até as lojas de departamento infantil. Estamos no caminhão de Butcher, por isso vamos ter muito espaço para tudo, porque, basicamente, temos que começar do zero. Eu saio do caminhão, ganhando um olhar de Butcher desde que ele me disse para esperar por ele. Butcher abre a porta


traseira e solta Tiana de seu assento, depois a levanta e a coloca em pé. Tiana desliza sua pequena mão na minha e Butcher pega minha mão livre. Nós andamos pelo estacionamento e Tiana saltita pela calçada. Eu rio. Butcher abre a porta para nós, enquanto atravessamos a entrada. Tiana pega a mão da minha e agarra os lados do seu pequeno vestido, torcendo-o enquanto anda na nossa frente. Eu amo que ela esteja cada vez mais solta conosco. Butcher coloca a mão nas minhas costas enquanto a seguimos pela loja. Tiana verifica tudo o que encontra e vai direto para o corredor de brinquedos à nossa frente. Butcher e eu aceleramos para alcançá-la. Tiana pega um gatinho de pelúcia e a abraça no peito, depois balança de um lado para o outro. Eu me inclino ao lado dela. "Você sabe o que é isso?". Eu toco a cabeça do gatinho. "Datinho". Eu chupo meus lábios na minha boca para não rir, mas Butcher não se importa o suficiente para segurá-lo. Ele ri atrás de mim. Alguém deixou um carrinho de compras e eu o puxo para nós, levanto a Tiana e coloco-a na parte da frente da cesta. Ela


ainda está segurando o gatinho. Ao descermos pelo corredor, ela aponta algumas coisas que gosta e nós as pegamos para ela, porque ela literalmente não tem brinquedos. Trinta minutos depois, saímos do corredor de brinquedos e seguimos para a seção de móveis. Eu imediatamente vejo uma cama que é rosa clara, com coroas de princesa nos postes que a cerca. Os lados são cor-de-rosa e o topo é creme com ouro. Eles têm uma cômoda, penteadeira, baú de brinquedo, lâmpada, luz noturna, cortinas e tudo o que precisamos para o quarto, até cobertores, travesseiros e bancos. Perfeito. "Oi, como posso ajudá-lo?", uma funcionária aparece do nada, Tiana e eu nos assustamos. Butcher rosna alto e se move em torno de nós para falar com a trabalhadora. "Vocês entregam?". Ela balança a cabeça e sorri, muito esperta para o meu gosto. Por que ela está olhando para Butcher assim? De jeito nenhum. "Bem, nós gostaríamos da suíte aqui". Eu aponto para o quarto da princesa. Ela balança a cabeça e se move para um computador. "Você gostaria de cadastrar a entrega para hoje?". Eu olho para Butcher e ele concorda. "Sim, isso seria perfeito". “Você gostaria de ir ao seu pai enquanto colocamos tudo em ordem? Eu acho que seu pai precisa saber e eu recebi uma


ligação quando saí hoje para pegar o assento do carro. Temos que assinar alguns papéis - então ela ser{ nossa”. "Eu mal posso esperar". Eu sorrio e beijo o topo de sua cabeça. Passo o carrinho pelo balcão e entrego meu cartão de crédito à funcionária antes que Butcher possa fazer alguma coisa a respeito. "Shaylin", ele rosna e eu rio. Honestamente, eu não estou duro por dinheiro. Minha padaria está indo muito bem, mas eu fui uma criança que recebeu uma herança. Eu mal toquei nesse dinheiro. Eu aluguei minha casa e usei-a para comprar minha padaria, junto com todo o meu equipamento. "Eu vou deixar você comprar as roupas e brinquedos". Ele me dá um olhar mortal e eu pisco. Ele me dá aquele olhar que diz que nos entenderemos depois, não que eu me importe. Eu senti sua falta na noite passada, se é que você entende. Meu anel brilha na luz e meu estômago revira porque é tão surreal que eu vou me casar. "Isso é tudo para você, minha senhora?". Eu pego meu cartão de sua mão estendida. "É isso, sim. Obrigada”, eu recebo meu recibo.


“Preencha este formul{rio com seu endereço, para que eles possam fazer a entrega. Eles devem chegar por volta das três horas”, ela nos diz. Butcher se aproxima e preenche o formulário, eu a vejo observando cada movimento seu. Eu olho para ela, ela olha para mim e eu inclino a cabeça para o lado, arqueio as sobrancelhas, deixando-a saber que ela foi pega. Ela olha para o chão e se vira para Tiana, que está segurando seus bichinhos de pelúcia. "Você gosta deles?", eu pergunto e coloco um fio de cabelo perdido atrás da orelha. Ela balança a cabeça e abraça os bichos de pelúcia debaixo do pescoço. "Pronta, baby?", Butcher diz e eu olho para cima de Tiana. "Sim". Ele pega o carrinho de mim e o empurra para o departamento de roupas. Eu me viro para olhar para a funcionária, que está olhando para nós. Eu sorrio, ando ao lado de Butcher, eu o alcanço e agarro sua bunda. Eu a ouço ofegar e rio. "Alguém está sendo impertinente", Butcher provoca e eu dou a ele uma olhada.


"Você ama isso." Ele não diz nada, mas eu sei que ele faz porque adoro quando ele fica todo possessivo. Pelas roupas que Myra enviou, descobri o tamanho de Tiana. Butcher fica do lado de fora da seção de roupas infantis com ela. Eu vasculho tudo, vendo roupas vistosas, pijamas, meias, roupa íntima, roupas de banho, laços de cabelo e tudo o mais que posso imaginar. Eu pego tudo em uma braçada e solto no carrinho. Uma hora depois estou acabada. Eu sempre posso voltar e pegar o que ficar faltando. Eu despejo a última leva. “Temos que ir ao Walmart ao lado para comprar outras coisas que ela precisa”. Temos uma hora antes de Butcher precisar voltar para casa para encontrar o pessoal de entregas.

Voltamos para sua casa quinze minutos antes do que precisávamos. O Walmart estava um inferno. Nós compramos xampu, creme dental, xícaras, pratos, garfos, remédios, assento de elevação, escovas e loções. Então Butcher encontrou a seção de lanches para crianças e ele insistiu que nós comprássemos isso porque seria bom para ela. Tenho que amar esse homem.


Colocamos Tiana no sofá com alguns brinquedos enquanto eu ajudo Butcher a descarregar todas as coisas para dentro da casa, por minha insistência. Ele queria que eu relaxasse com Tiana, mas eu não o faria. Eu tentarei pendurar todas as roupas hoje à noite quando eu chegar da casa do papai. Eu me pergunto como ele reagirá quando descobrir que Butcher e eu estamos adotando Tiana. Você sabe o que? Eu não vou me preocupar com isso agora, porque uma vez que ele a vir, irá se apaixonar. Paisley e Joslyn estão administrando a padaria para mim hoje e elas são uma dádiva de Deus em momentos como este, mas eu preciso encontrar uma babá que possa cuidar da Tiana quando Butcher e eu estivermos trabalhando. O cronograma de Butcher tem sido brando. "Isso é tudo". Eu abraço Butcher, que beija o topo da minha cabeça e passa a mão para cima e para baixo nas minhas costas. Eu suspiro e fecho meus olhos. "Ligue para mim assim que você chegar ao seu pai?", ele pergunta, eu aceno e então saio de seus braços. "Eu ligarei. Amo você”, eu me levanto na ponta dos pés e beijo-o docemente, mas ele cava as mãos no meu cabelo e me puxa com força, aprofundando o beijo.


Eu bato na sua bunda com força e ele morde meu lábio. "Promete para mais tarde?", eu pergunto. Sua resposta é seu sorriso característico. "Tiana, venha aqui, anjo!". Eu ouço seus pezinhos batendo no chão de madeira. Ela aparece na esquina e eu sorrio porque ela está carregando o gatinho de pelúcia embaixo do braço. Abro uma das malas do Walmart e pego alguns lanches, junto com algumas caixas de suco. Ela se aproxima de mim e eu tomo sua mão livre. Butcher abre a porta da frente e eu checo às minhas costas para me certificar de que tenho a minha arma. "Eu te amo", eu grito por cima do ombro enquanto caminho até o meu carro. "Amo você mais". Eu esfrego meu peito e abro a porta dos fundos do carro. Tiana entra e sobe em seu assento de carro, eu me inclino e travo-o. Eu abro o suco para ela e coloco no porta-copos, em seguida, abro alguns lanches guardando o pacote no portacopos. Eu saio e fecho a porta eu aceno para Butcher, que está nos observando. Ele está muito quente, parado ali. O portão já está aberto, graças a Butcher, ele o abaixa depois que eu saio. Eu clico no botão no volante: "Ligue para o papai".


O telefone toca algumas vezes antes dele atender. "Ei menina". "Pai, eu estarei aí em quarenta minutos, tudo bem?". Ele ri. "Claro que está. Vejo você daqui a pouco”. Eu clico no botão novamente para terminar o telefonema.

Eu chego em quarenta minutos na casa do papai, que é quando os nervos chutam. Eu tenho duas notícias bombásticas. Uma, eu estou noiva e duas, eu estou adotando Tiana. Oh, garoto. Eu estaciono o carro e tomo algumas respirações profundas, me controlando. Ele sai para a varanda e eu o vejo olhando para o quintal, meu palpite é que ele esteja verificando se há cães. Oh, meu Deus, repito repetidamente na minha cabeça. Você consegue fazer isso. Eu abro a porta e aceno para ele. Ele sorri para mim e eu sorrio de volta. Viro as costas para ele e abro a porta atrás de mim. Eu entro e solto Tiana, ela sobe no meu colo, depois sai do carro. Fecho a porta e vejo um milhão de emoções diferentes no rosto do meu pai em uma fração de segundo. Eu lambo meus


lábios, agora muito secos. Tiana tem seu gatinho de pelúcia debaixo do braço. "O que está acontecendo, Shay?", papai pergunta e eu balanço a cabeça. Eu não vou fazer isso na frente dela. Quando entramos na casa, eu a conduzo diretamente para a sala de estar. “Brinque com o seu brinquedo aqui, ok? Eu estarei bem ali”, eu aponto para a cozinha. Ela sobe no sofá e começa a brincar com seu novo brinquedo. Eu entro na cozinha e meu pai já está sentado à mesa, me dando aquele brilho característico de Smiley. Eu puxo minha cadeira e me sento de frente para ele. "Butcher e eu estamos adotando Tiana", eu começo. Então eu digo a ele tudo o que aconteceu. Eu conto a ele todos os detalhes, incluindo Butcher pagando a assistente social. "Shay, você fez a coisa certa", diz ele, e eu estou instantaneamente aliviada porque eu só queria sua aprovação. “Ela roubou meu coração e Butcher estava pronto para rasgar a todos que ousassem tirá-la dele. Ela nos afetou”. Papai me dá um olhar aguçado. "Garotinhas fazem isso com você". Eu rio e corro minha mão pelo meu rosto. "Então ele finalmente conseguiu aquele anel no seu dedo?".


Meus olhos se arregalam e eu estremeço por dentro. "Shay, ele já me perguntou e eu não acho que alguém seja bom o suficiente para você, mas eu sei que Butcher é para você". "Eu o amo, papai, eu realmente amo". Papai sorri para mim baixinho. "Eu sei que você faz, Smiles". Seu sorriso cai. "Se ele foder com você, ele está morto". Eu rio e ouço pequenos passos. Tiana atravessa a sala e fica ao meu lado, ela olha para o meu pai com olhos arregalados e curiosos. "Porra, Shay, seus olhos". "Eu sei". Seus olhos são outra coisa, com certeza. Eles são lindos. Papai ergue as mãos para ela, que olha para ele, incerta, por alguns segundos antes de levantar os braços para ele pegála. Ele a coloca em seu colo. Eles ficam assim por uma hora, até que ela adormece em seus braços, e eu me apaixono mais a cada segundo. Tudo o que ela faz eu acho incrível. "Shay, ela já tomou meu coração", papai me informa e eu sabia que isso aconteceria.


"Eu sei como você se sente, pai". Eu corro meu dedo até a bochecha dela. "Eu queria que você fosse um bebê de novo, Shay, você cresceu muito rápido". "Aww, papai". Eu beijo sua bochecha e coloco minha cabeça em seu ombro. Eu amo o meu pai. Ele sempre foi meu melhor amigo enquanto eu crescia. Ele, Lane e eu éramos melhores amigos. Passamos todos os fins de semana juntos. Fomos acampar, pescar - o que quer que estivéssemos procurando. Meu telefone toca no meu bolso e eu o pego. Butcher: Tudo está terminado. Eu: saindo agora. “Pai, eu vou para casa. Tem sido um longo dia. Você se importaria de levá-la para mim? Ele me dá uma olhada me dizendo que ele não se importa e eu não pergunto de novo. Eu conheço meu pai como as costas da minha mão. Saio de casa e papai me segue. Abro a porta dos fundos e papai a coloca gentilmente no assento do carro, sem acordá-la, depois a prende.


"Tchau, Smiles". Ele me abraรงa e eu o abraรงo de volta. "Tchau, pai". Eu subo e gentilmente fecho a porta para nรฃo a acordar. Eu aviso a Butcher que estou saindo da garagem e ligo o carro.


18

Shaylin " Penico". Choco-me com o som da voz de Tiana no banco de trás. Eu não sabia que ela já estava acordada. Estamos fora da cidade e há um posto de gasolina bem à frente. Eu a levo para dentro para fazer o seu negócio. Rapidamente, estou pronta para ir para casa, para o meu homem e tirar esse sutiã. “Você est{ pronta para ir para casa? Temos uma grande surpresa para você!”, eu faço cócegas sob o queixo e ela solta uma gargalhada. Eu pego meu telefone e envio uma mensagem para Butcher: "Estamos saindo agora, Butcher". Algo envolve meu cabelo e sou puxada para fora do banco de trás. Meu telefone desliza pelo estacionamento. Eu caio e a minha cabeça bate no chão com força. Tiana!


Eu vejo um homem no banco de trás do carro e Tiana está gritando. Eu me arrasto e agarro-o pelo cabelo. Eu puxo-o com todas as minhas forças, tiro-o para fora do meu carro e empurro-o para o chão. Eu vejo um homem correndo em minha direção. Eu faço o que eu sou conhecido por fazer: eu sorrio. Eu tiro minha arma, destravo e aponto para o homem correndo em minha direção, atiro em seu joelho direito. Ele cai no chão gritando. Algo duro me atinge do lado do meu rosto e eu giro. O filho da puta acabou de me dar um soco. Eu sorrio para ele. Ele tropeça e eu puxo meu punho para trás e prego-o no rosto. Eu faço isso de novo e de novo. Ele bate no chão e eu piso em seu pau. "Fodeu com a pessoa errada, filho da puta!", eu grito e trago minha arma. Atiro numa mão, depois na outra e depois no joelho para que ele não possa levantar. Seus gritos de agonia me fazem sorrir mais. Eu ando até o homem que estava correndo em minha direção. Ele tem uma arma e eu tiro isso da mão dele. Ele tenta se levantar, mas eu envolvo minha mão em torno de seu cabelo e bato o rosto no chão. Eu faço isso de novo e de novo. "Para quem diabos você trabalha?", eu pergunto a ele.


Ele faz um som gorgolejante. "O pai dela". Eu bato o rosto dele uma última vez e corro de volta para o carro. O motoclube vai limpar essa bagunça. Meu sangue corre frio com ele dizendo "seu pai". Ele está atrás de Tiana. Eu localizo meu telefone e o pego. Eu vejo que está quebrado. Enfio no bolso, corro para o carro e abro a porta dos fundos para verificar Tiana. Ela está gritando a plenos pulmões, eu vejo que ela ainda está afivelada. “Eu estou bem, anjo. Você est{ segura,” eu a acalmo e ela imediatamente para de gritar e segura seu gatinho com mais força. Eu beijo sua testa e ela segura minha orelha. Eu gentilmente retiro a mão dela do meu ouvido e sinto o sangue escorrendo pelo meu rosto. Eu fecho a porta e chuto o filho da puta na cabeça de novo porque ele está acordado agora. Eu volto para o carro e o jogo para o lado oposto, tiro do estacionamento e corro para o clube. Um minuto depois, eu encontro os membros do motoclube do Butcher. Paro bem no meio da rua e abro minhas janelas, e eles fazem o mesmo. "Pegue os dois filhos da puta no local, tudo bem?". Locke e Techy me encaram horrorizados. Eu rolo minha janela e encontro mais membros, mas eles me seguem de volta ao clube. Eu atravesso os portões e estaciono o carro. Eu estou


cercado de pessoas. Os membros do motoclube estacionam suas motos e as mulheres correm para fora do clube. Minha porta foi aberta e eu sou puxada para fora. "O que aconteceu?", Kyle segura meu rosto em suas mãos, mas eu as solto e abro a porta dos fundos para soltar Tiana e retirá-la de seu assento. Ela se enrola em meus braços. “Eu explicarei l{ dentro. Diga ao Butcher que estou segura?”. Kyle me dá um olhar avaliador. "Ele sabe. Ele está a vinte minutos daqui”. "Vamos". Eu não estou me arriscando com a minha filha. Um bando de pessoas está me seguindo dentro do clube, mas eu vou direto para a sala onde eles têm suas reuniões. Sento-me em uma cadeira e alguém me entrega um cobertor para Tiana. Eu coloco em torno dela e sinto seu corpo relaxar. Eu estou tão fodida agora. Alguém tentou levar minha filha. A porta se fecha e começo desde o começo, dizendo exatamente o que fiz àqueles homens. “Eles estão atr{s de Tiana. Aqueles homens ainda estão fodidamente vivos, eu quero um pedaço deles quando você os trouxer aqui. Deixei todos os órgãos vitais intactos”. Kyle dá um sorriso e os caras ao redor da sala começam a rir.


"Você é perfeita para Butcher". Eu olho para Tiana e vejo que ela está olhando para mim. "Ele estará aqui em breve". "SHAYLIN!", ele ruge e a porta é arrancada das dobradiças e jogada no corredor. Ele se acalma quando me vê, mas percebe o corte na minha testa. "Quem são eles? Eles estão tão fodidamente mortos”. Tiana sai dos meus braços e corre para Butcher. Ele a pega e ela enfia o rosto na lateral do seu pescoço. "Traga sua bunda aqui, Shay". Eu me levanto e caio em seus braços. Segurança. Meu corpo se afrouxa. Eu nem sabia que estava tremendo tanto. "Eles estavam atrás de Tiana, seu pai". Ele endurece. “Cara, você deveria ver esses homens. Essa garota fodendo a merda deles. A funcionária do posto de gasolina disse que fez isso sorrindo.” Eu sinto Butcher tremendo de rir. O que eu posso fazer? Eu sou a filha do meu pai.


BUTCHER O medo de ouvir sobre ela ser atacada nunca vai me deixar. Eu pensei que meu mundo tinha acabado. Porra, agradeço que Shaylin sabia o que fazer e ela pode se proteger. Se ela não tivesse essa arma, merda, teria sido ruim. Eu me senti tão inútil, porque eu estava a trinta minutos longe. Tenho orgulho dela - ela se protegeu e à Tiana. Ela fez o que tinha que fazer - e fez o trabalho -, mas eu gostaria que nunca chegasse a esse ponto. Eu ouço como Kyle transmite tudo o que aconteceu. Shaylin está pressionada contra mim e Tiana está dormindo no meu peito. "Eles estão no quarto dos fundos". "Vamos nos divertir". "Eu quero ir". Shaylin agarra meu braço, eu estudo seu rosto. Ela está pronta para isso? A maioria das mulheres não participa, mas eles mexeram com a nossa filha - isso é uma coisa totalmente diferente. "Tem certeza?".


Ela sorri para mim, me dando toda a resposta que precisamos. Eu me levanto e coloco minha mão nas costas de Tiana para que ela não fique agitada.

Shaylin Nós andamos para a sala principal, que se parece com uma enorme sala de estar. Uma mulher que é linda e poderia se passar como gêmea de Alisha se levanta do sofá. Ela tem cabelo loiro acobreado e olhos grandes como Alisha. Eu acho que essa é a mãe da Alisha. "Myra está aqui?", eu pergunto e ela balança a cabeça. “Eu posso ficar com ela, cuido de Mia para Myra”. Eu olho para Butcher e ele concorda. Ela sorri para mim e estende os braços para Tiana. Butcher a acomoda em seus braços e meu estômago afunda com o pensamento de deixá-la depois de tudo o que aconteceu. Eu quero respostas. Butcher pega minha mão e me leva a uma sala ao lado. Ele fecha a porta e agarra meu rosto em suas mãos. “Querida, eu não quero que isso foda com sua mente. Lá eu sou alguém que


você nunca viu antes. Não quero que sua visão sobre mim mude”. “Isso não é possível, Butcher. Todos nós temos diferentes partes de nós mesmos. Eu vou lá para fazer com que eles paguem por tentar sequestrar Tiana, então eu quero livrar esta terra do pai dela”. Butcher olha nos meus olhos antes dele balançar a cabeça e me beijar na testa. "Eu amo você, minha Shay". Meu coração palpita, eu o envolvo em meus braços e o abraço com força em mim. "Vamos mostrar a eles o que é loucura". Eu começo a rir porque estamos fora da norma, mas o normal é superestimado. O amor não é normal - o amor é algo selvagem e indomável. O que eu tenho com Butcher é algo completamente diferente - é tudo que consome. "Vamos fazer isso". Saímos da sala de armazenamento e, de mãos dadas, voltamos para a sala onde os homens estão presos. Eu me certifiquei de que eles não estivessem gravemente feridos por essa mesma razão. Ninguém se mete com minha filha.


Butcher abre a porta e nós entramos. Todo mundo já está lá. Os homens estão acordados e estão pendurados na parede por correntes, os pés mal tocando o chão. Seus olhos se arregalam quando me veem e então se dirigem para Butcher, que está segurando minha mão. Algo escuro mancha aquele cujo rosto eu bati no chão. "Ele apenas mijou as calças". Eu olho para Butcher, que está se divertindo, e vejo que ele tem uma faca para fora, cortando o rosto do homem. Bem, isso vai acontecer. Butcher solta minha mão e dá passos em direção aos homens, eu me aproximo para ficar perto de Kyle. Ele olha para mim, inseguro. "Tem certeza de que você está pronta para isso?". Eu reviro meus olhos. "Eu não sou a mulher de Butcher sem motivo, além disso, olhe o meu pai". Kyle ri e me dá um olhar conhecedor. "Touché". Butcher para na frente deles. “Você atacou minha mulher e tentou sequestrar minha filha. Você sabe o que isso significa?”, eu tremo com o som da voz de Butcher. Ele é um Butcher diferente agora. "Ela não é sua filha".


Eu vejo o corpo de Butcher endurecer e sua mão dispara. Uma

faca

está

cravada

na

omoplata

do

homem. "Morte. Você vai morrer. Ambos, mas você pode morrer uma morte rápida ou podemos arrastá-lo por dias. Sua escolha. Sejam bons filhos da puta e respondam às minhas perguntas”. "Agora, quem quer Tiana?", Butcher pega a faca do ombro do homem, que grita bem alto. "O pai dela. Levi Barnes”. "O maldito traficante de drogas?", Techy canaliza. O homem acena com a cabeça. "Por que ele a quer?", Butcher o afunda bem debaixo do seu pescoço. "Eu não sei. Acabei de ser pago para matá-la e levar a criança.” Ele olha para mim. Butcher rosna alto, levanta a mão e crava a faca no topo de sua cabeça, que rola para o lado - ele está morto. Butcher ruge alto e espreita para o outro homem. "Precisamos de mais alguma coisa desses filhos da puta?", Butcher pergunta. "Não", responde Kyle.


"Eles não merecem respirar outra vez o mesmo ar que Shay respira". Ele pega a faca da cabeça do homem e se vira para o outro cara. Ele arrasta a faca para baixo do peito e depois para o fundo da garganta e para o cérebro. Morto. “Vamos rastrear este Levi. Tem um endereço, Techy?”. "Já consegui", diz ele e Butcher caminha para mim. “Leva Tiana para casa? Seu pai deve estar aqui a qualquer momento e ele ficará com você. Eu terminarei isso”. Eu aceno e beijo-o com força. “Volte para mim inteiro. Sim?". Ele balança a cabeça e cobre a parte de trás do meu pescoço. "Qualquer coisa para você". Entramos na sala de correio, onde Tiana está. Eu preciso levála para casa e me acalmar. Meus olhos vão para Tiana, que está sentada no chão com Adeline. Tiana está sorrindo alegremente, brincando com alguns brinquedos. Eu soltei uma respiração profunda de alívio. Eu acredito que preciso contratá-la para cuidar de Tiana para mim assim que eu voltar ao trabalho. A porta se abre e meu pai se aproxima com Lane. Papai olha para mim e me puxa para ele com força. “Porra, Shaylin, vou ter um ataque cardíaco! Você está bem? Tiana?”. "Eu estou bem, Tiana está bem".


Ele acena e me abraça mais apertado. "Precisamos ir, Butcher", Kyle chama e Butcher, com os olhos em Tiana, parece não querer ir. "Nós o esperaremos em casa". Ele balança a cabeça e sai da sala, e eu posso ver que ele está lutando contra si mesmo a cada passo. Papai me solta e sai da sala. Eu pego Tiana. Adeline me dá um sorriso suave. “Ela é uma criança tão doce. Eu cuidarei dela a qualquer momento”. Tiana está passando as mãos pelo meu cabelo. “Na verdade, eu queria falar com você sobre isso. Tenho que voltar a trabalhar daqui a uma semana”. "Ligue para mim e deixe-me saber". Ela se levanta e eu sou atingida novamente por quão bonita ela é. Eu estou ao lado do sofá. Meu pai está andando na minha direção enquanto olha para o celular. "Shaylin, meu caminhão está do lado de fora". "OK". Ele olha por cima do seu telefone em Adeline. Ele tropeça e eu sacudo. O que o diabo? Ele olha para mim e me dá um sorriso enorme. Então ele olha para Adeline, que está


corando. Ele passa por mim e para bem na frente dela. "Eu te levarei para sair hoje à noite". Meu queixo bate no chão. Ele chega atrás dela e tira o telefone do bolso. Ele digita alguma coisa e então o telefone dele está tocando. "Envie-me seu endereço, linda". Que porra é essa? A boca de Adeline abre e fecha várias vezes antes dela concordar. Ele lhe dá seu sorriso característico e se afasta dela. "Eu estarei no caminhão, Shaylin". Bem, eu serei condenada! Adeline olha para mim com os olhos arregalados. "O que aconteceu?". Eu não tenho resposta para isso, mas: "Você acabou de conhecer Smiley". Ela se senta no sofá e eu rio porque até eu ficaria confusa. Eu ando até o lado de fora, papai tira Tiana de mim e a coloca em seu assento de carro. Subo no lado do passageiro e, um minuto depois, papai se junta a mim. Ele me pega olhando para ele, que olha para mim e depois para fora do para-brisa. "O que?".


Eu sorrio e cruzo meus braços sobre o peito. "Eu não sabia que você era tão suave". Ele ri e pisca para mim. Meu

pai

não

namorou

muito

tempo

e

o

que

mudou? Adeline é linda e você pode ver a felicidade que irradia dela - é por isso que quero que ela cuide de Tiana. "Ela é muito bonita", eu digo. "Ela é gostosa pra caralho". Eu coloquei minhas mãos sobre meus ouvidos. "Não mais, pai". Ele começa a rir. Eu balanço minha cabeça e olho para o banco de trás para Tiana, que está brincando com seu brinquedo. Ela parece tão calma, é louco o quanto uma criança pode se recuperar. Papai encosta e entra em uma lanchonete local. Obrigado Senhor. Estou morrendo de fome e sei que Tiana também está ficando com fome. Papai me entrega uma caixa de pizza e eu corto uma pequena fatia em pedaços. Eu entrego a Tiana um pedaço e ela coloca imediatamente em sua boca. Eu pego uma caixa de suco da minha bolsa, encaixo o canudo e coloco no porta-copos dela.


Nos quarenta minutos seguintes, entrego-lhe pequenas mordidas e como minha parte. Papai basicamente come metade da pizza. Nós paramos do lado de fora do portão e eu digo a ele o código. O portão se abre e depois fecha quando chegamos a alguns metros dele. É o sensor automatizado. "Onde fica a casa dele?", Papai pergunta. "Direita através desta curva". Assim como eu disse, aparece à vista - tão deslumbrante quanto na primeira vez em que a vi. "Bela casa". "Ela é". “Você sempre quis morar nesse tipo de casa quando era pequena. Você falou sobre se casar e viver em uma mansão de madeira”. Eu bufo, porque é verdade. Esta casa era a casa dos meus sonhos. "Que irônico", papai diz e eu aceno. Ele para, sai e leva Tiana do banco de trás. O que eu quero agora é vegetar no sofá. Eu pego meu telefone e vejo que são apenas cinco horas. Acho que estará tudo bem para uma soneca e sei que a Tiana está cansada. Ela começou a adormecer quando chegamos perto de Butcher.


Eu ando na frente, coloco a chave e entro. Desarmo o alarme e clico em tudo para armar os portões para que ninguém possa passar por cima deles. Papai coloca Tiana para baixo e fecha a porta. Eu clico no botão do iPad, trancando todas as portas da casa e alarmando todas as janelas. "Quando ele conseguiu tudo isso instalado?", Papai tem segurança semelhante em sua casa. “Logo depois que ficamos juntos. Vamos nos trocar,” eu digo a Tiana e ela pega minha mão. O quarto dela está pronto! Eu esqueci completamente disso. Eu não posso esperar para ver o rosto dela. Levo-a pelas escadas até o quarto que fica em frente ao nosso. Eu abro a porta e suspiro. É lindo, todos os seus brinquedos foram abertos e estão no baú de brinquedos. Sua cama está montada e com lençóis. Vou até o seu baú e vejo o pijama dela já dobrado. Vou até o armário e vejo que tudo já está pendurado. Obrigada, Senhor. Tiana grita de rir, ela rasteja até o topo da cama, pega um travesseiro e ri. Ela se levanta, pula e cai de costas na cama. Ela faz isso por uns bons cinco minutos enquanto segura os travesseiros.


Ela adora. Eu tiro uma camisola nova para ela e caminho até a cama. Eu a alcanço e ela pula da cama em meus braços. Eu faço cócegas nela, que ri mais alto. Deus, eu amo essa menininha. Eu a troco e a ajudo a ajeitar-se na cama. Eu pego um dos cobertores que compramos hoje de manhã. Ela anda na minha frente dirige-se o andar de baixo, vê-la sendo tão independente traz uma onda de emoções diferentes. Ela desce do último degrau e sai correndo para a sala de estar. Corro atrás dela e ela já está deitada no sofá ao lado do meu pai. Esta menina destrói corações em todos os lugares que ela vai. Entrego ao meu pai o cobertor e ele a cobre, ela encosta a cabeça no lado do peito dele. Sento-me ao lado dela e descanso a cabeça no encosto do sofá. Eu estou simplesmente drenada e tenho uma dor de cabeça enorme, onde eu cortei minha cabeça na calçada, além de ter sido socada. Eu me pergunto o que Butcher estaria fazendo agora?


BUTCHER Eu chuto a porra da porta da casa onde o traficante mora. Três homens pulam do sofá e apontam suas armas para mim. Eu levanto minha arma e atiro em dois deles, Techy pega o outro. Eu ando mais para dentro da casa, Techy ao meu lado e os outros guardando a traseira. Quando entro na cozinha, dou de cara com Levi. "Apenas o homem que eu estava procurando". Eu agarro-o pela garganta. Tiros são disparados em volta de mim, mas meus olhos não deixam o homem que atacou minha mulher e tentou levar minha filha. "O que você quer dizer?", Levi começa a suar, e ele está olhando para tudo, menos para mim. Eu o arrasto da cozinha para a sala de estar. "Você sabe quem diabos eu sou?". Eu o atiro no chão, ele se levanta de joelhos. “Olhe-me nos olhos, eu quero ser a última coisa que você viu. O homem que lhe matou e lhe mandou para o inferno. Você

atacou

minha

mulher

e

tentou

sequestrar minha filha”. Quando digo “minha filha”, ele olha para mim com os olhos apertados. “Sim, minha filha. Eu serei o pai que ela merece e protegê-la de filhos da puta como você”. "Eu amo Tiana".


A raiva me enche ao som dele dizendo o nome dela. "Não, você não o faz". Eu levanto minha arma e puxo o gatilho, ele cai no chão. Acabou. Não há mais laços com Tiana. Kyle toca meu ombro. “V{ para casa para sua família. Shaylin precisa de você”. Eu aceno e saio da casa. Eles limparão tudo e será como se nada tivesse acontecido. Vamos para casa.


19 Butcher Smiley recebe-me à porta. Ele acena para eu entrar na cozinha e eu o sigo, mas tudo o que eu quero agora é estar com a porra da minha mulher. “Est{ feito?”, ele pergunta. “Levi est{ morto e um monte de seus capangas também”. Smiley consente. “Eu tenho um encontro para ir. Até logo". “Encontro?”, pergunto. Ele sorri para mim. “Adeline”. Ele sai, eu religo os alarmes da porta e portões assim que ele deixou a propriedade. Eu entro na sala e vejo Shaylin e Tiana dormindo no sofá. Agacho-me em frente à Shaylin e beijo seus lábios suavemente. Seus olhos se abrem e ela dá um sorriso


lento. Ela retira a mão do seu cobertor e coloca na minha bochecha. Deus, como eu a amo. “Que horas são?”, ela pergunta e boceja. "Sete". "Eu vou preparar um pouco de espaguete". Ela me beija antes de cochichar em minha orelha. "Esta noite você é meu". "Mal posso esperar". Eu puxo o seu cabelo e ela me lança um sorriso ardente.

Shaylin Butcher leva um prato para Tiana e corta seu espaguete, eu sirvo-lhe um pouco de leite. Nossa comida já está na mesa e Tiana está sentada em seu novo assento. Coloco o pão de alho na mesa e Butcher coloca o prato à frente de Tiana junto com a bebida. Ela usa a sua colherzinha e pega um pouco de espaguete, fazendo tudo sozinha. Eu rio e limpo a boca dela, em seguida, entrego-lhe um pedaço de pão de alho.


"Isso está delicioso, minha Shay". Meu estômago tremula com ele me chamando de "minha Shay". Eu adoro ouvi-lo me chamando assim. Eu o amo tanto. "Você sabe o quanto eu te amo?", eu pergunto. Ele balança a cabeça e me lança um olhar de provocação. “O pensamento de perder você dificulta a respiração, se você partisse, eu não sobreviveria. Você é em quem eu penso primeiro quando acordo e a última, | noite”. "Shay", ele sussurra e engole em seco. Eu sei que ele quer dizer muito, mas ele não precisa. "Eu sei, Butcher". Nós colocamos Tiana em sua cama, contamos uma história e ela dormiu. Agora é a nossa hora. Butcher fecha a porta, tranca-a e começa a tirar minhas roupas. Meu corpo está no limite com a antecipação. Uma vez que estou completamente nua, ele caminha atrás de mim, empurra meu cabelo por cima do meu ombro e beija a parte de trás do meu pescoço. Arrepios se espalham pelas minhas costas. Seus lábios se movem para os meus ombros e eu tremo. "Cama".


Eu subo na cama, Butcher tira suas roupas e sobe comigo. Eu me inclino para frente e beijo-o. Ele enfia a mão no meu cabelo, não permitindo que eu me mova - ele está tomando o controle. Eu corro minha mão pelo seu lado, ele rosna profundamente e bate na minha bunda. Eu sacudo e fico mais molhada. A mão que bateu na minha bunda se move para minha buceta e desliza dois dedos para dentro, enrolando os dedos até que ele encontre o local. O ponto que me deixa louca. Eu separo minha boca da dele, jogando minha cabeça para trás, ofegante. Seus lábios envolvem meu mamilo e ele chupa-o profundamente. "Oh". Eu gemo e entrelaço meus dedos em seus cabelos, puxando as extremidades. Seu polegar esfrega meu clitóris e meu corpo endurece. Eu suspiro em choque quando sou virada para frente, de bruços na cama, com a bunda no ar. Seu pau toca minha entrada e eu puxo os lençóis para alavancar. Ele bate duro dentro de mim, meus quadris elevando-se da cama. Eu grito, meus olhos se fecham enquanto o prazer me atinge e eu gozo. Ele continua batendo dentro de mim e minha respiração está entrecortada. Eu me empurro de volta contra ele, que bate na minha bunda. Eu aperto em torno dele e jogo meu cabelo por cima do ombro.


"Ainda não". Eu estremeço ao seu comando, não que eu ouça. Eu me pressiono mais forte desta vez, ele vai mais fundo do que nunca. Minha cabeça bate na cama, todo o meu corpo tremendo e preso quando eu venho de novo. "Ah Butcher", eu assobio e meu corpo desmorona na cama. Eu o sinto vindo dentro de mim um segundo depois. Ele cai para o lado e me leva com ele, minha cabeça em seu ombro. "Eu acho que vou desmaiar agora", murmuro. Ele sai da cama, minha cabeça rola para o lado. Um minuto ou mais depois, ele volta e eu abro meus olhos cansados. Eu o vejo com um kit de primeiros socorros, removedores de maquiagem e um pincel. Ele abre o kit de primeiros socorros e tira um pano de limpeza. Eu fecho meus olhos, ele empurra meu cabelo para o lado e inclina minha cabeça ligeiramente para que ele tenha melhor acesso. Ele limpa a ferida e eu me certifico de não estremecer, para não incomodar a Butcher. Eu aprendi há muito tempo para não demonstrar que estou machucada porque isso mexe com ele. Ele fecha o kit de primeiros socorros e abre meu removedor de maquiagem, colocando-o em uma bola de algodão.


É por isso que suas ações mostram muito mais do que suas palavras jamais mostrariam. Todo mundo merece um Butcher, alguém que vá tirar sua maquiagem quando você estiver cansada e pentear os seus cabelos. Eu nunca me senti tão amada e querida em toda a minha vida. Depois que ele limpa meu rosto, ele se senta atrás de mim, com as pernas em cada lado e desembaraça os emaranhados do meu cabelo. É preciso tudo em mim para não chorar como um bebezinho. Este é Butcher me mostrando o que eu quero dizer a ele. Eu sou tão abençoada.


20

Shaylin É oficial. Tiana é nossa. Acabamos de assinar os papéis e está tudo encerrado. Um peso foi tirado dos meus ombros porque ninguém poderá levá-la - ela é nossa. Butcher está levando Tiana para casa, onde Adeline vai olhála enquanto eu trabalho hoje. Eu tenho que voltar a trabalhar e isso está me matando, mas ela estará perfeitamente bem com Adeline. Entro na padaria e sou recebida por Joslyn. Ela me puxa para um abraço, me surpreendendo. "Eu estou supondo que você sentiu minha falta?". Ela ri e deixa-me ir. "Não tem sido o mesmo desde que você saiu". "O que eu perdi?"


Isso faz com que Paisley comece a rir. "Além de Wilder a perseguindo, então nada realmente". Eu arqueio uma sobrancelha para Joslyn, que fica vermelha. "Ele apenas me segue para certificar de que estou segura". “Liam?”. Minha cabeça gira com a voz de Paisley e vejo um homem muito alto e grande entrar na padaria. Eu acho que esse é o Liam. Paisley corre em volta do balcão, atira-se em seus braços e envolve suas pernas ao redor da cintura dele. Ele a segura apertado em seu corpo, seus olhos bem fechados. "Senti sua falta!". Meu nariz queima com lágrimas e Joslyn me abraça. Joslyn está chorando no meu ombro. Ela é uma grande sofredora quando se trata de todas as coisas de amor. "Quanto tempo você tem, Liam?". "Uma semana". "Paisley, tire o dia de folga", digo a ela, que me agradece e se solta de Liam. "Oh, deixe-me pegar minhas coisas lá atrás". Ela corre para fora da sala e Liam me acolhe. Eu posso dizer que ele é mais


jovem do que eu, mas ele tem uma aparência rude e é cheio de tatuagens. Eu me aproximo mais dele. “Não quebre o coração dela, Liam”. Ele olha para a porta pela qual Paisley desapareceu. "Isso nunca vai acontecer". Sua voz é profunda. “Uma vez que eu sair, eu virei por ela. Eu não vou ficar com ela através da porra de uma carta, ela precisa de algo mais do que isso”. "Eu respeito isso". Eu passo atrás do balcão. Paisley sai do outro quarto e acena para nós, Liam abre a porta para ela. Sua cabeça inclina para o lado enquanto ele verifica a bunda dela. Eu pego minha caneta do seu suporte e jogo-a, acertando o topo de sua cabeça.

Ele me dá uma olhada e arqueio minhas sobrancelhas. "Olhos para cima", eu grito e ele balança a cabeça. Joslyn ri e se move para a parte de trás da padaria. Eu me sinto protetora sobre Paisley e Joslyn. Joslyn é literalmente a pessoa mais doce que conheci e quero que ela seja feliz.

O sino acima da porta toca e alguns clientes entram.


"Eu acabei de encerrar, estarei em casa daqui a pouco", digo a Butcher pelo telefone e ouço Tiana rir ao fundo. Eu não posso esperar para vê-la. Eu sinto sua falta como uma louca. Inferno, sinto falta dos dois. Saio do estacionamento e Joslyn vai na direção oposta para a casa dela. Eu estaciono na cidade, aumento o rádio e abro minhas janelas, deixando o ar da noite correr pelo meu cabelo. Quinze minutos depois, passo pelo parque do lado de fora da cidade. Eu vejo um cão Dogue Alemão deitado no chão, com um homem chutando-o no estômago. Meu Deus! Eu estaciono ao lado do homem, que ainda está chutando o cachorro. "O que diabos você está fazendo?", eu grito e o homem me encara. Foda-se essa merda. Pego minha arma do coldre das costas, puxo o clipe e aponto para ele. "Dê o fora daqui antes que eu exploda seus miolos". Ele olha para o cachorro, para mim e foge. Abro a porta e me inclino ao lado do cachorro, que está muito magro e parece que foi abusado por um tempo. Meu coração se parte quando ele olha para mim com seus olhos tristes.


Lane tem procurado por um dinamarquês e sei que ele o receberá. Há um consultório de veterinário ao virar da esquina. Abro a porta dos fundos e levanto devagar o cachorro, o que exige muita força. O cachorro está com os pés trêmulos e eu o levo para o banco de trás. Ele sobe e escorrega um pouco. Eu corro para o escritório do veterinário na esquina. Eu estaciono e vejo uma mulher com um jaleco branco trancando o local. Ah não. Eu corro até lá. "Vocês estão fechando?", eu pergunto. Ela se vira e sorri para mim. Se eu fosse lésbica, estaria batendo na porta dela. Ela é linda pra caralho. "Sim, está tudo bem?". Eu explico o que eu encontrei, ela engasga e corre para o meu carro, abre a porta dos fundos e olha para o cachorro. Ela sente seus lados e pernas. “Sua perna est{ quebrada. Eu posso sentir isso. Quer me ajudar a carregá-lo?”. Juntas, nós carregamos o cachorro para dentro, o que é um grande feito. Nós o colocamos no chão, porque se o colocássemos em uma mesa de exames, não seríamos capazes de tirá-lo de volta. "Eu estarei bem do lado de fora". Ela balança a cabeça e começa a examinar o cachorro.


Eu tiro meu telefone e ligo para Lane. "Ei, Shaylin". "Então... eu sei que você tem procurado por um Dogue Alemão, e você queria um cão de abrigo". "Sim. Você encontrou um?”. "Mais ou menos". Eu explico a situação, ele ri quando eu digo como eu enfrentei o cara. "Butcher vai deixar você tê-lo". "Tanto faz". Ele fica quieto por um momento. “Diga | veterin{ria que cuidarei de todas as contas. Dê-lhe meus dados”. "Eu darei. Obrigada, Lane”. Envio para Butcher um texto rápido dizendo que vou chegar um pouco atrasada. Eu ando de volta para dentro do consultório e digo: "Meu irmão quer o cachorro e me pediu para lhe dizer que ele cobrirá os custos de tudo". “Não se preocupe com o custo, mas fico feliz que ele tenha uma casa para ir quando estiver melhor. Ele ficará bom para ir em alguns dias. Ele só tem um osso quebrado na perna, está muito

abaixo

do

peso,

mas

ele

vai

se

recuperar


completamente”. Ela se move para uma mesa e tira um pedaço de papel. "Anote as informações do seu irmão, eu ligarei para ele assim que estiver tudo pronto". Eu escrevo o nome e o número de Lane junto com o meu. Eu lhe entrego o papel e ela sorri para mim. Hmm. Lane e ela? Eu escondo meu sorriso. "É melhor eu ir, meu homem vai ficar chateado se ele descobrir que eu enfrentei o cara". Ela ri. “Não se sinta mal. Eu vi um homem jogar um gato. Peguei um pedaço de madeira e o derrubei”. Ela é totalmente perfeita para Lane. Eu joguei minha cabeça para trás rindo porque eu simplesmente posso vê-la fazendo isso. Ela é menor que eu, tem cabelos ruivos e grandes olhos azul-esverdeados. "Vejo você mais tarde!", eu grito por cima do meu ombro e saio pela porta.

Eu chego em casa e sou recebida por Butcher na porta. Ele está em pé com os braços cruzados sobre o peito, olhando para mim.


"O que foi?", eu pergunto. "Lane ligou". É oficial: vou matar meu irmão! Eu ia contar ao Butcher, mas queria dar-lhe um boquete primeiro para amansá-lo. Ha! Eu bufo com a minha própria piada interna. “Baby, o que eu deveria fazer? Deix{-lo fugir assim?” Dou-lhe olhar mais doce e inocente. Ele revira os olhos. "Isso não tira você de problemas". Ele se afasta da porta e eu entro. Eu ouço pequenos pés correndo da sala de estar e Tiana chega à esquina. "Mamãe!", ela grita e corre em minha direção, com os braços no ar. Eu quase caio no chão com ela dizendo "mamãe". Ela acabou de dizer isso? Eu imaginei isso? Seu pequeno corpo bate no meu, seus braços ao redor do meu pescoço enquanto ela me abraça com força. Eu olho para Butcher com espanto. “Ela me chamou de 'papai' mais cedo. Adeline leu para ela uma história sobre pais adotando um bebê e acho que ela juntou os pontos”. Uma lágrima escapa e eu fecho meus olhos, apenas segurando ela. Eu seguro minha filha. Minha mão acaricia a parte de trás de sua cabeça. Isso é mesmo real? Eu estou sonhando? A vida pode ficar mais perfeita?


21 Shaylin Whack! Estou debruçado sobre a perna de Butcher e ele está me espancando. Literalmente me espancando. Eu rio alto e ele faz isso de novo. Eu rio de novo enquanto me contorço, tentando fugir. "Você será boa?", ele pergunta. "Não", eu rio. "Eu serei muito má". Meu comentário o acerta e eu fujo. Eu o empurro para baixo na cama. Nós dois já estamos nus. "Foda meu rosto", eu digo. Eu subo na cama então minha cabeça está apoiada nos travesseiros. Eu não tenho um reflexo para engasgar e isso vem a calhar em situações como essa. Butcher rosna alto e se arrasta, então ele está escarranchado no meu rosto. Eu esfrego suas bolas antes de levá-lo na minha


mão, acariciando-o de cima a baixo. Ele assobia, fecha os olhos e joga a cabeça para trás. Eu amo que meu toque sozinho afete-o assim. Eu abro minha boca e coloco a sua ponta para dentro dela. Eu chupo forte e ele quase levita da cama. Eu arrasto minhas unhas por suas coxas até sua bunda, eu aperto-o e puxo-o para baixo, tomando tudo dele. "Foda-se!", ele agarra a cabeceira da cama. Eu engulo e engasgo levemente. Butcher puxa para fora e eu o puxo de volta. Ele pega minhas dicas e começa a foder meu rosto. Eu pressiono minha língua na parte de baixo dele, ele vai mais rápido. Eu vejo seu rosto enquanto ele perde cada grama de controle que ele tem. Um minuto depois eu agarro sua bunda novamente, parando seu movimento. Eu engulo uma e outra e outra vez. "Shay", ele rosna e vem. Ah sim, eu entendi. Ele desliza para fora e eu o deixo sair com um estalo. Ele agarra meus pés e me tira dos travesseiros. Ele sobe entre as minhas pernas e ele entra em mim. "Sim!", eu assobio.


Ele empurra em mim mais e mais até que a única coisa que eu sei é Butcher e a sensação intensa acontecendo entre as minhas pernas. Seus dentes mordiscam ao lado do meu pescoço e eu levanto minhas pernas, trancando-as atrás de sua bunda para empurrá-lo mais duro em mim. "Porra, feita para mim", ele rosna e me dá um beijo profundo e úmido. Ele diminui a velocidade e se levanta nos cotovelos, que estão de cada lado do meu rosto. "Feita para mim", ele repete. Ele se move lentamente dentro de mim e meus dedos se enroscam. "Eu amo você, minha Shay". "Eu amo-o, meu Butcher". Ele sorri e pressiona sua testa contra a minha. Eu agarro a parte de trás do seu pescoço, segurando-o para mim. Nós nos unimos como um, olhando profundamente nos olhos um do outro. "Eu tenho pesadelos de que isso seja um sonho", Butcher sussurra e meu coração quebra um pouco com suas palavras. Seus olhos escuros olham profundamente nos meus, seu rosto marcado e lindo. "É real. Eu sou real”. Eu pego sua mão e pressiono-a no meu coração. "Isso é seu". “Eu não mereço você, minha Shay. Mas eu sou egoísta e vou levá-la de qualquer maneira que puder”.


Eu balanço minha cabeça furiosamente e seguro seu rosto entre as minhas mãos. "Eu sou a única que não merece você, Butcher". Eu o beijo profundamente antes de colocar meu rosto na curva de seu pescoço. Eu sinto Butcher relaxar em mim e eu fecho meus olhos. Meu relacionamento com Butcher é algo que nunca pensei que teria. Esperar valeu a pena.

Um grito estridente me faz disparar na cama. Eu olho em volta com os olhos arregalados e vejo que Butcher está de cueca fora da cama. Ele sai do quarto. Eu pulo da cama e coloco algumas roupas. Eu saio correndo e entro no quarto de Tiana. Eu sinto pânico começando a tomar conta. Eu olho ao redor da sala freneticamente e relaxo quando vejo Butcher segurando Tiana. "Pesadelo". Eu ando até eles e afundo no chão em alívio. Eu pego o pequeno cobertor e a cubro, ela levanta a cabeça e olha para mim. Eu beijo sua pequena bochecha. “Durma, anjo. Estamos aqui”. Ela fecha os olhos e segura o cobertor. Assim que ela adormece, Butcher a deita gentilmente em sua cama e ajeita o cobertor até o seu peito. Eu me levanto e Butcher me segue para fora do quarto dela. Eu deixo as portas dos nossos quartos abertas, para o caso dela


se assustar novamente. Eu afundo na cama e enrolo-me em Butcher. Nós voltamos a dormir, mas eu tenho uma sensação desconfortável.

Um outro grito penetrante me arranca do meu sonho e ouço os pés correndo em direção ao nosso quarto. Butcher pula da cama e corre para a porta. Tiana está chorando, Butcher a pega. Ela soluça em seu ombro. Por que ela está tendo esses pesadelos? Butcher se senta na beirada da cama e eu passo ao lado dele. "Shh, anjo, está tudo bem". Eu esfrego suas costas e ela começa a se acalmar. "Deixe-a dormir com a gente". Butcher se deita de costas com ela em seu peito, ele parece preocupado. Eu odeio que ela tenha esses sonhos e que eles a afetem dessa maneira. Uma hora depois, ela volta a dormir e Butcher a coloca na cama entre nós. Eu puxo o cobertor, cobrindo-a. Ela rola e se abraça no lado de Butcher. Ela se sente segura perto dele. Ela parece tão pequena deitada contra ele assim.


"Vou perguntar a Myra se esses sonhos são normais amanhã", eu sussurro e ele balança a cabeça. Eu afundo no travesseiro e beijo as costas da sua mão, deixando-o saber que tudo ficará bem. Eu posso sentir a preocupação irradiando dele. Tiana passou por muita coisa e não quero admitir que esses sonhos façam parte dos maus momentos de sua vida. Eu realmente não quero pensar em tudo o que ela viu. Lexi provavelmente a traumatizou e seu pai também é um caso perdido. Eu gostaria de poder tirar isso dela. Eu olho para seu pequeno rosto, inclino-me e beijo sua testa. Eu quero tirar tudo o que a incomoda. Ela foi colocada em nossas vidas por uma razão. Ela é minha filha. Ela é minha para criar uma bela jovem forte que vai enfrentar o mundo.

Eu coloco os pratos na máquina de lavar louça depois do almoço, enquanto canto “Monsters” junto com Katie Sky . Essa música é perfeita, é como se ela fosse feita para Butcher e eu. Eu fecho a porta da máquina e eu me viro, batendo no peito de Butcher. Ele segura meus braços, estabilizando-me. Suas mãos envolvem minhas costas, ele me levanta do chão, meus pés descansam em cima dos dele.


"O que você está fazendo?", eu pergunto. Suas mãos deslizam pelas minhas costas até meus braços e ele levanta minhas mãos para seus ombros. "Dançando com você". Meu Deus. Ele traz as mãos para baixo e elas descansam na minha bunda. Eu reviro meus olhos para ele. Eu tenho que admitir que Butcher é muito romântico quando ele quer. Eu descanso minha bochecha em seu ombro, meus braços em volta do seu pescoço, suas mãos na minha bunda. Ele nos dança pela cozinha. Não há palavras faladas. Somos apenas nós compartilhando um momento. Butcher mostrando o outro lado dele - a cada passo ele faz algo que me surpreende. “Papai!”, Tiana chama. Ela est{ em pé a poucos metros de distância de nós, olhando. Ela caminha até mim, levantando os braços. Butcher solta seu aperto em mim, e eu a pego e a coloco no meu quadril. Butcher sorri para ela com puro amor, e isso me tira o fôlego. "Minhas meninas". Ele beija o topo de sua cabeça e depois meus lábios. Butcher se inclina, abraçandos nós duas. Eu rio e ela ri junto comigo. Butcher gira-nos por toda a cozinha, mergulhando-nos em momentos diferentes, fazendo Tiana gritar de rir.


Eu fico olhando para Butcher como ele vê Tiana, rindo com espanto puro. Quão abençoada sou eu?


22

Shaylin Uma semana depois Meu telefone vibra no meu bolso - é da veterinária. Nós estivemos trocando mensagens de texto durante todo o dia. Temos planos na semana que vem para almoçar. Ela também teve que ficar com o cachorro por mais alguns dias por causa de um corte em sua perna. Lane está chegando hoje para pegar o cachorro. Amelia: Obrigada. Eu: Hein? Amelia: seu irmão. Eu coloquei meu celular de volta no meu bolso e ri. Butcher estará aqui a qualquer momento. Nós teremos um encontro nesta noite e Adeline ficará de babá.


Eu vejo-o chegar lá fora e vou até a porta, apago todas as luzes. Butcher abre a porta, eu saio e tranco-a. "Pronta para ir?", Butcher pergunta enquanto encara-me de cima a baixo.

Chegamos ao restaurante, que é mais descontraído do que o do nosso primeiro encontro. Estamos no lugar onde nos conhecemos. Amor à primeira perseguição! Estamos sentados e fazemos nosso pedido. Como já comemos muito aqui, já sabemos o que queremos. Eu entro no estande e ele desliza ao meu lado. Eu sorrio para ele, em seguida, deslizo minha mão debaixo da mesa, pego seu pau por cima de seu jeans. Ele pula e seu joelho bate na mesa. Eu caio para o lado, rindo pra caramba. Sua mão serpenteia dentro da minha calça e dentro da minha calcinha, parando a minha risada. Ele fez isso tão rápido que não havia como detê-lo. Eu me inclino para frente e empurro minha parte superior do corpo contra a mesa. "Butcher", eu assobio e tento puxar a mão para fora. Ele não se move, mas esfrega o dedo contra o meu clitóris.


Meu Deus. Eu olho em volta da sala para ver se alguém percebe. "Alguém vai ver, Butcher", eu sussurro e seu semblante escurece. "Você acha que eu permitiria que alguém visse minha mulher?". Eu balanço minha cabeça, ele desliza um dedo dentro de mim enquanto seu polegar acaricia meu clitóris furiosamente. Eu pressiono meu rosto em seu braço e fecho meus olhos. A emoção de arriscar-me a ser pega faz com que eu chegue muito mais rápido. Butcher se inclina em seu assento e pressiona meu rosto em seu pescoço, então estou escondida de todos. Eu explodo em torno de seus dedos, meu corpo estremecendo e tremendo. Ele lentamente retira os seus dedos. "Aqui está a sua comida". Eu pulo em choque e sento-me. O garçom olha para mim com uma expressão estranha antes de olhar de volta para Butcher. “Como est{ tudo?”. Butcher me dá uma piscadela e coloca o dedo que ele tinha dentro de mim em sua boca. "Delicioso". Não, ele não fez. Eu coloquei minhas mãos no meu rosto. Eu posso sentir que estou corando da cabeça aos pés. Eu ouço o garçom se afastar e


eu largo minhas mãos, atirando em Butcher um olhar. Ele solta uma gargalhada e eu coloco um punhado de purê de batata na boca. Ele engasga um pouco, mas ele para de rir por um segundo. Ele continua rindo com a boca fechada e beija minha bochecha. "Você fica linda corada, minha Shay". Minha raiva acaba assim. Quem pode ficar brava quando ele está sendo doce? "Sim, sim". Eu aceno, mas não consigo esconder meu sorriso. "Amo você, Butcher". Eu não olho para ele, mas continuo comendo meu bife. "Amo você, minha Shay". Meu coração ainda pula uma batida ao som dele chamandome de "minha Shay". Estar perto de Butcher fica mais intenso a cada dia. Tiana nos trouxe mais perto do que eu jamais imaginei

ser

possível. Aquela

garotinha

roubou

meu

coração. Ela roubou-o no momento em que olhou para mim com seus lindos olhos azuis. Nós comemos em silêncio, mas posso senti-lo olhando para mim. Ele faz muito isso quando acha que não estou prestando atenção. Ele apenas olha para mim e eu faço o mesmo com ele quando ele não está olhando. Eu adoro apenas vê-lo, como ele é um observador de pessoas e como ele às vezes sorri, mas abaixa a cabeça para escondê-lo. Quando Tiana o chama de "papai", seus olhos brilham de excitação.


Ele é simplesmente perfeito. Muitas pessoas apenas veem o exterior áspero e resistente de Butcher. Ele é perigoso - não me entenda mal - mas há muito mais para ele que isso. O jeito que ele abraça-me à noite, chamame de Shay e observa cada movimento meu, como ele ama a mim e à Tiana. Ele sempre quer nos proteger de tudo. Uma vez que ele ama, ele ama com todo seu coração e alma. Esse é Butcher. Eu volto do banheiro, depois de terminar de comer, vejo Butcher em pé ao lado da mesa esperando por mim. Ele pega minha mão e puxa-me para perto dele. Eu sinto seu corpo endurecer. "Butcher, o que foi?". Ele olha em volta do restaurante, verificando todas as pessoas ali. Ele balança a cabeça e olha para mim. "Acabei de ter um mau pressentimento". Ele abre a porta do restaurante e praticamente arrasta-me para a moto. Ele desliza em mim a jaqueta à prova de balas e o capacete, levanta-me na moto e sobe na minha frente. Um calafrio corre pela minha espinha e eu olho em volta do estacionamento, mas não vejo nada de anormal acontecendo. Butcher liga a moto e sai do estacionamento. Ele puxa para o tráfego, eu olho para trás para ver dois SUVs saírem ao mesmo


tempo. Eu apenas acompanho e Butcher vira para a esquerda em direção a casa.


23 Shaylin Os SUVs nos seguem. Eu não digo nada, mas eu me viro e me sento no meu lugar, cobrindo as costas de Butcher. Chegamos ao limite da cidade e os dois SUVs ainda estão seguindo-nos. Estamos agora cercados pelo escuro. Nós chegamos em um trecho longo e reto, os veículos aceleram e emparelham-se de cada lado de nós. Isto não é bom. Eu alcanço a minha arma assim que o homem diretamente ao meu lado abaixa a janela. Eu vejo uma arma e o mesmo acontece com Butcher. Ele acelera a moto e atira-a para frente, deixando todos na poeira. Nós viramos a curva e eu percebo algo. Eu quero enfrentar essa cara. Estou tão cansada dessa merda! "Butcher, vamos apenas fodê-los".


“Shaylin, não. Se você não estivesse aqui...”. "Não". Eu aperto seu colete. "Estou com você. Não podemos permitir que isso volte para Tiana”. "Foda-se", ele diminui a velocidade. Ele sabe que estou certa. Os SUVs entram em nosso ângulo de visão. Butcher corre para a floresta e eu solto um suspiro profundo tentando acalmar meus nervos. Butcher chega ao fim, tira-me da moto e corre comigo para o meio do campo. Eu tiro meu capacete e o jogo na direção da motocicleta. Os dois SUVs puxando para o campo nos iluminam em seus faróis. Eu pego a mão de Butcher, tiro minha arma do coldre e sorrio. Butcher enfia a mão nos bolsos e pega duas facas grandes. Seu rosto muda quando eu o vejo - ele muda de meu Butcher para algo mortal. As portas do SUV se abrem e eu puxo o clipe da minha arma. Eu viro minha cabeça, sorrindo para eles. A primeira pessoa a sair do SUV é a Mary. Isso aí bate o inferno fora de mim. Ela é seguida por cinco homens.


"Bem, se não é a Shaylin!", Mary chama e solta uma gargalhada que irrita meus nervos logo de cara. Em que Mary se meteu? “Quem adotou minha sobrinha, Tiana?”. Butcher e eu avançamos ao mesmo tempo quando ela diz o nome de Tiana. Meus olhos estreitos, prontos para bater um pouco. Mary inclina a cabeça e me lança um olhar malicioso. "Deixeme contar uma história, sim?". Ela esfrega as mãos juntas. “Lexi, minha querida prima ficou grávida do Levi e não contou a ninguém. Ela pegou a merda que foi tirada dela e colocou sua vida nos trilhos. Lexi não sabia que eu estava fodendo Levi. Eu era a porra da rainha e estava usando-lhe para espionar por ele. Para acomanhar a porra do motoclube. Então vocês não foderiam com seu império das drogas”. Ela se senta no capô do SUV. “Levi e eu inventamos um plano. O tráfico gera um bom dinheiro e eu preciso de um carro novo. Lexi era inútil e nunca cuidou da criança. Ela era um fardo e sempre foi tão carente, querendo comida. Por que não a vendemos? Nos livramos dela?”. Ela bate a mão no capô, olhando para mim. “Até que Lexi descobriu que eu ia vender Tiana. Ela pegou os dois amigos e correu, mas correu até você. Ela teve uma overdose de algumas drogas que eu dei a ela. Então, você adotou a filha dela”.


“Levi disse que ele a pegaria de volta, certo? O acordo ainda estava em ação. Levi enviou alguns caras. Você os matou e esse filho da puta matou Levi. Esses homens aqui são contratados por mim para matar vocês e eu estou levando Tiana. Eu tenho um dia para finalizar o acordo ou eu estou morta. Mas adivinhe, Shaylin, eu joguei com você por anos! Eu só era sua amiga para obter informações! Assim que conseguimos o acordo para Tiana, deixei sua bunda para trás. Ela ri de novo como uma maníaca”. Raiva não é a palavra para o que estou sentindo agora - nem sequer toca a superfície. Eu tive um vislumbre com o que Tiana tinha que lidar. Ninguém aqui poderá sair, porra! Todos eles deverão morrer. Butcher está tão bravo que está tremendo. Uma calma vem sobre mim e eu sorrio para Mary, seus olhos se estreitam com a visão. "Você está morta." Eu levanto minha arma em uma fração de segundo e puxo o gatilho. Parece acontecer em câmera lenta. A bala a atinge no centro da testa, seu corpo solta-se com o impacto antes que ela caia para frente e atinja o chão. Os cinco homens entram em ação, cobrando por nós. Butcher empurra-me longe e transforma-se em Butcher – O Açougueiro. Ele gira, trazendo as facas ao redor, e corta o primeiro cara na garganta. Ele rosna alto e traz a faca para cima, esfaqueando-o sob o queixo. Ele gira o torso e acerta outro na testa. Ele puxa


ambas as facas da cabeça do homem, e outro homem vem atrás dele. Butcher gira e traz as duas facas para sua garganta. Ele faz um X, cortando-o de orelha a orelha. O último homem olha para Butcher em estado de choque e vira-se para fugir. Butcher joga uma faca e bate na parte de trás da cabeça. Então silêncio. Butcher está de costas para mim, eu estou respirando pesadamente depois de tudo que acabou de acontecer. Eu não posso acreditar que Mary iria vender a Tiana. O bebê mais doce do mundo. Eu não poderia permitir que ela saísse. Tiana ainda estaria em perigo. "Butcher!", eu chamo. Ele gira, joga as facas e corre para mim. Ele me levanta do chão e suspiro de alívio quando estou em seus braços. "Porra, vender minha menina", ele engasga e eu aceno. Eu não consigo nem imaginar o que teria acontecido com ela. Eu simplesmente não posso. “Deixe-me chamar os caras, eles vão limpar. Eu quero ir para casa, para Tiana”, eu digo a ele. Ele ficou ao telefone por dez minutos. Eu ando até a sua moto, ele segue-me e eu afundo-me no chão ao seu lado.


"Meu pobre bebê", eu choro. Butcher senta-se no chão ao meu lado, segurando-me firmemente a ele. “Mary disse que sempre pedia comida, Butcher! Eles eram horríveis para ela. Meu bebê. Meu doce anjo. Ela ia vendê-la, Butcher, ela teria Deus sabe o que feito com ela. Quem poderia fazer isso? Quem era Mary?”, eu choro e ele balança-me em seus braços enquanto tenta acalmar-me. "Butcher, eles vieram para ela, para vendê-la". Eu soluço novamente em puro medo. “Butcher, eu nunca pensei sobre o que ela passou. Eles não se importavam com ela, ela sofreu por toda a sua pequena vida e então eles estavam...” Eu não posso dizer as palavras e encho meu rosto em seu pescoço, chorando de novo. "Isso machuca muito. Meu coração”. Eu aperto sua camisa e ele beija minha testa. Dói tanto, a dor que sinto por ela. O pensamento de algo acontecendo e ela sendo negligenciada me machuca muito. Eu amo muito essa menina. “Ela está conosco por esta razão, Shay. Nós fomos feitos para protegê-la“, Butcher diz e eu aceno. Estamos aqui para cuidar de Tiana, para protegê-la e dar-lhe a melhor vida possível.


24 Butcher Os caras chegam assim que Shaylin acalma-se. Eu nunca senti a dor de alguém como eu fiz com ela. Rasgou-me em pedaços de merda vê-la assim e eu nunca mais quero ver isso de novo. Shaylin, eu a amo tanto que às vezes dói respirar porque o amor que eu sinto é tão esmagador. Eu carrego-a para dentro da casa, assim que voltamos, e coloco-a na cama. Ela está emocionalmente desgastada. Adeline entrega-me Tiana. Eu coloquei-a na cama e ela enrolou-se ao lado de Shaylin. Eu vejo as lágrimas de Shaylin antes que ela possa escondê-las. Eu rastejo para a cama com Tiana entre mim e Shaylin. Vejo o ombro de Shaylin tremer e posso dizer que muitas coisas a incomodam. Sua amiga Mary, traindo-a de tal maneira e, acima de tudo, Tiana. Tiana

sorri

para

mim

Shaylin. "Mamãe dormiu?".

e

brinca

com

o

cabelo

de


Shaylin levanta a cabeça e sorri para Tiana. Ela é tão linda que dói. Tiana inclina a cabeça para mais perto. Tiana inclina a cabeça e beija Shaylin. "Tá bem?". Shaylin puxa Tiana contra ela, abraçando-a. Uma mão está enrolada nas costas e a outra na parte de trás da cabeça. "Este é o primeiro momento do nosso para sempre, Butcher". Eu coloco minha mão em sua bochecha, pegando sua última lágrima. “Minha vida não começou até que eu lhe conheci e meu sempre começou no momento em que nosso bebê olhoume nos olhos. Este é o começo do nosso felizes para sempre”. Shaylin dá-me aquele sorriso de despedaçar o coração. "Para o amor louco e não convencional". Eu rio e beijo-a.


EPÍLOGO

Quatro meses depois Estou grávida. Eu coloco o teste de gravidez no balcão e continuo a olhar para ele. Puta merda, eu coloco minha palma no centro do meu estômago. "Shay, quer que eu pegue um ..." Butcher enfia a cabeça na porta e olha do teste de gravidez para a palma da mão que está descansando no meu estômago. "O que é isso?", ele pergunta e entra na sala. Eu lhe entrego o teste de gravidez digital, deixando que ele veja por si mesmo. Butcher olha para baixo no teste, completamente desprovido de emoção. Eu solto uma respiração profunda enquanto espero pelo o que ele dirá. "Minha Shay está carregando meu bebê?", ele finalmente levanta a cabeça e olha para mim. "Temos que ir ao médico para ter cem por cento de certeza, mas eu pulei meu período no mês passado e neste mês".


Ele sorri para mim e uma gargalhada alta sai dele. Ele diminui a distância entre nós e eu rio de sua reação. Ele enche meu rosto com beijos, ajoelha-se e beija bem abaixo do meu estômago. "É um menino". "Nós não sabemos com certeza, Butcher". Eu rio e esfrego o topo de sua cabeça. Ele olha para mim, seus olhos brilham de felicidade. “Eu sei que é um menino. Eu sinto. Temos que ter alguém que possa ajudar a cuidar de Tiana. Vamos precisar de toda a ajuda que pudermos”. Tiana será fodona - ela não precisará de ajuda de nenhum homem ou precisará de proteção. Uma vez que ela tenha idade suficiente, ela praticará karatê e tudo o mais que puder para proteger-se. Há muitas pessoas fodidas que são loucas neste mundo e qualquer um pode trair você - meus pensamentos voltam para Mary. "Estou tão feliz, minha Shay", ele sussurra. "Eu também". A vida fica melhor e melhor. Butcher fica mais incrível a cada dia e Tiana está crescendo rápido, ficando mais sarcástica a cada segundo. Ela tem Butcher enrolada em seu dedo mindinho e é uma garota do papai por completo.


DIA DE ENTREGA "Empurra!", grita um enfermeiro, eu empurro com toda a minha força, gritando. Zach tem uma cabeça enorme ou algo assim. Disseram-me que ele era um bebê grande e eu acredito nisso. "Mais forte!", ele grita novamente, dando-me nos nervos. Eu abro meus olhos e olho para ele. Butcher caminha na direção dele. "Se você não calar a boca, eu vou acabar com você". Meu pai, que está do meu outro lado, ri. Outra contração me atinge e eu aperto o cobertor. Butcher rosna alto e anda ao lado da minha cama. Butcher tem estado nervoso desde que eu tive a primeira contração. Eu não acho que ele percebeu que iria doer ou algo assim. Ele esteve pronto para matar alguém. Eu empurro novamente e papai e Butcher seguram minhas pernas para trás. Eu sei que não é normal ter seu pai na sala de parto com você, mas ele tem sido minha mãe e meu pai.


Eu solto uma respiração profunda e desmorono na cama. “Nós nunca teremos outro filho, Shaylin. Eu não suporto que você esteja com tanta dor”. Ele bate na parede. "Eu acho que preciso chamar a segurança", uma enfermeira sussurra, e a cabeça de Butcher gira em como a garota em O Exorcista. “Eu lhe desafio a fazer-me sair. Atreva-se!". Papai e eu rimos disso. Eu amo esse homem. Uma contração atinge novamente, eu empurro com toda a minha força. “Eu vejo a cabeça! Mais um empurrão!”. Eu pego os trilhos da cama e grito quando dou um último empurrão. Eles colocam o bebê no meu estômago e eu começo a chorar ao ver meu bebê. Butcher se inclina ao meu lado para olhar para ele. Ele é perfeito. Ele tem uma grande quantidade de cabelo preto, assim como o Butcher. "Zack", Butcher sussurra e seus olhos estão cheios de lágrimas. "Ele mais do que valeu a pena". Eu toco a pequena mão de Zack e então eles levam-no embora. “Sim, mas não teremos outro. Você não passar{ por isso novamente”. Ele se afasta da cama e segue as enfermeiras que têm Zack.


"Tão orgulhoso de você, menina". Papai beija o topo da minha cabeça e eu fecho meus olhos. "Amo-te, pai".

Eu acordo algumas horas mais tarde e vejo Butcher dormindo com Zack descansando em seu peito. A porta abre-se e uma enfermeira aparece. Ela olha para mim e para Butcher. “Nós podemos lev{-lo para o berçário para que vocês possam descansar um pouco?”. Ela estende os braços para tirar Zack. "Nós estamos bem. Ele não ir{”. Butcher é sempre o pai protetor, eu sou o mesmo. Não confiamos em ninguém fora do nosso círculo. Nós mantemos as pessoas que não estão no motoclube no comprimento do braço até que nós conheçamo-nos. “Ok, eu entendo”. Ela sorri para nós dois e verifica os monitores. Zack começa a chorar, Butcher coloca-o suavemente no meu peito. Eu puxo o meu vestido para que ele possa amamentar. Butcher suavemente coloca o travesseiro sob Zack para me ajudar a segurá-lo. Eu estou fraca. "Eu pergunto-me o que Zack será quando crescer?", eu olho-o e não posso acreditar que o carreguei por nove meses. Butcher e


eu o fizemos, ele é tão precioso. Eu mal posso esperar por Tiana para vê-lo. Tiana tem três anos agora. Ela está crescendo tão rápido. Ela diz frases completas agora e é tão inteligente. Ela não gosta mais de bonecas ou princesas. Não, ela gosta de arrancar as coisas e juntá-las. "Tiana será uma mecânica e Zack será o que diabos ele quiser". "Sem sexo por seis semanas". Ele abaixa a cabeça na cama. "Não me lembre". Eu rio e pego a mão dele, que está descansando na minha perna. Eu beijo as costas dele. "Amo-te, Butcher". Ele levanta a cabeça e dá-me um sorriso preguiçoso. "Também amo você, mamãe".

TIANA INICIA NO JARDIM DE INFÂNCIA "Butcher, ela está bem", eu sussurro para ele pela décima vez. Ele está olhando pela janela da porta. Acabamos de deixar Tiana para o primeiro dia de aula dela.


“Aquele garotinho ao lado dela est{ oferecendo-lhe um lápis. Ela é muito jovem, sabemos que garotinhos não dão um lápis sem motivo”. Meu Deus. Ele é louco! Eu começo a rir e Zack ri junto comigo. Ele caminha até Butcher e levanta os braços para Butcher pegá-lo. Butcher o pega e volta a olhar pela janela. "E se ela ficar com fome, Shay?". "Butcher, nós fizemos um almoço para ela", eu o informo. "Talvez possamos educá-la em casa?". Eu rolo meus olhos e fisicamente arrasto-o da porta. “Butcher, ela está bem. Eu prometo. Todas as outras crianças do motoclube também estão aqui”. Ele balança a cabeça e dá uma longa olhada antes de se afastar. Ele para algumas vezes antes de continuar. Está levando tudo nele para não se virar. Butcher é um pai muito protetor - mexe com ele quando estão fora de sua vista. Fode-o a ideia de algo dar errado e ele não estar lá. Para ele, o melhor é quando a família que toma conta, mas ele está deixando-a com uma estranha professora e ajudante. Nós conhecemos esta escola. Está fora da cidade, muito pequena e fora do caminho. Todo o motoclube vem aqui. Contratamos segurança em tempo integral, com a permissão da escola.


“Eu sei, Shay. Eu amo essa menina l{ dentro”. Eu rio e abraço o lado dele. "Ela também ama você, Butcher, e ela estará esperando por nós para buscá-la mais tarde". "Vamos ficar na cidade hoje".

Zachary, quinze anos de idade "Mãe, Zach está no telhado tirando as árvores de novo", Tiana informa-me e eu viro-me. Ainda estou surpresa com a beleza dela. Quando eu digo que a puberdade a atingiu, quero dizer que a atingiu tão forte. Ela é linda de morrer, o que Butcher não suporta. Os meninos batem no nosso portão, convidando-a para sair diariamente. Tiana tem uma coisa automatizada por voz dizendo-lhes que não e desejando-lhes sorte com outra pessoa. Tiana não está interessada em garotos. Ela está interessada em carros e em ser mecânica. Ela é muito boa nisso também ela pode consertar qualquer coisa. “Esse garoto vive para me dar um ataque cardíaco. Eu juro.” Eu jogo o pano de prato e caminho para fora, para a varanda. Eu viro minha cabeça para trás e olho para o telhado.


“Zack, se você não descer sua bunda, você nunca mais vai sair do seu quarto além da escola. Isso significa que não há atividades ao ar livre, não h{ nada”. Ele bate a cabeça na lateral do telhado. "Você quer dizer que eu não posso nem me casar?". "Sim. Desça!”, eu aponto para o chão. Ele desce e cai ao meu lado. "Mãe, eu quero me casar um dia!", ele brinca com um pequeno sorriso. "Você é meu bebezinho, você nunca vai se casar". Eu pego sua mão e puxo-o para mim. Eu encho seu rosto com beijos e ele ri. “Tem um rapaz da minha turma que faz qualquer um pensar em se casar. Seu nome é Xavier”. Eu congelo. Ele disse "menino"? Eu puxo de volta e olho-o morto nos olhos. "Garoto?". Ele encolhe os ombros. "Sim, mãe, eu gosto de meninos". Seus olhos se arregalam nervosamente, eu puxo-o para um abraço. "Bem, pelo menos não teremos que nos preocupar com gravidez na adolescência". Ele ri e deixo-o ir. Eu não me importo se meu filho gosta de meninos ou meninas. É a vida dele, amor é amor e ele pode amar quem ele quiser.


"Eu direi ao papai hoje à noite".

BUTCHER "Pai, posso falar com você?", meu filho poderia se passar por meu irmão gêmeo nessa idade. Ele tem o sorriso de parar o coração de sua mãe, mas o resto sou eu. "Sim". Eu aceno para o banco ao meu lado e eu posso ver que ele está se remexendo. Meus olhos se estreitam quando olho para ele, imaginando o que está errado. Ele senta-se e solta um suspiro profundo. "Então, eu tenho algo para lhe dizer, eu disse a mamãe mais cedo". Eu inclino-me para frente, ele está fodidamente deixando-me nervoso. "Eu sou gay". Foda-me. É isso? Eu olho para ele, confuso. "É isso?". A boca de Zach se abre. "Sim, é isso". "Ok, quem se importa se você gosta de pau?". Ele abaixa a cabeça, o rosto vermelho de vergonha. "Papai". Ele ri.


"Já era tempo de dizer a eles!", Tiana entra na sala. "Eu percebi isso há muito tempo". Ela caminha até a porta do arm{rio e olha para dentro. “Eu estava tipo, todo dia, você vai sair do arm{rio? Não? OK. Demorou o suficiente, mano”. Ela sorri e caminha até ele, abaixa-se e abraça-o. "Amo você". Eu fiz um bom trabalho para criar essas crianças. Eu sinto alguém ao meu lado e olho para ver Shaylin olhando para os dois com lágrimas nos olhos. "Nós fizemos bem". "Nós fizemos, minha Shay". Eu beijo-a nos lábios. Este pode ser o fim da nossa história, mas não é o fim para os nossos filhos. Eles irão encontrar a sua própria porra louca.

FIM


AGRADECIMENTOS

Lydia, minha maravilhosa publicitária e PA, por onde eu começo com você? Você tem sido a minha linha de vida durante todo o livro e sem você, eu teria ficado louca há muito tempo. Obrigada por tudo que você faz! Meus leitores, muito obrigada! Vocês são os melhores. <3 Minha Equipe de Revisão: Vocês são o meu maior sistema de apoio e impulsionam-me a ser melhor a cada livro. Vocês também nunca hesitam em dar-me palavras de incentivos.

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Butcher - Leann Ashers  

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