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TRADUÇÃO: MEL DUSK REVISÃO INICIAL: PATY QUEEN E CASSIA QUEEN REVISÃO FINAL: MEG QUEEN E EQUIPE POISON LEITURA FINAL: EQUIPE POISON FORMATAÇÃO: MEL DUSK


Liam THE DEVIL SOULS MOTORCYCLE CLUB #4

LEANN ASHER’S


Aos meus leitores. Vocês têm implorado por Paisley e Liam desde minha série “Forever”. Vocês conseguiram seu desejo. < 3


Paisley Eu conheci Liam quando eu tinha dezesseis anos de idade. Havia algo sobre ele que me tentava a quebrar todas as regras. Eu estava fascinada por seus modos bad boy, mas eu sabia que havia muito mais nele - um lado de Liam que ele não permitia que as pessoas vissem. Mal sabia eu, ele me salvaria no que poderia ter sido o pior dia da minha vida. Nesse ponto, não havia como voltar atrás. Ele era meu tudo. Eu me senti segura em seus braços. Até que alguém tentou me matar.

Liam Eu tinha apenas dezessete anos quando conheci Paisley, e desde então não consegui tirar os olhos dela. Ela era tudo que eu não era, mas isso não me impedia de querer que ela fosse minha. Eu a adoraria e protegeria com minha vida. O cartel começou a vir atrás dela, e essa foi a pior decisão que eles poderiam ter tomado. Eles nunca saberão o que os atingiu ... Eu


PRÓLOGO

Paisley Oh meu bom Deus, ele poderia ser mais bonito? Temos um novo garoto na escola chamado Liam e ele é absolutamente lindo, o tipo de boa aparência que tira o fôlego. Ele começou na escola há uma semana, e ele fica na dele. Ele tem esse olhar de menino mau que está matando minha alma. Ele tem cabelo castanho escuro que é ligeiramente mais longo no topo e caído para o lado. Seus olhos são um marrom escuro lindo, e eles observam cada movimento meu. A partir do momento que ele me viu, seus olhos nunca me deixaram. Ele apenas me observa. Eu não entendo por quê. No começo eu pensei que tinha resto de comida na minha boca ou uma mancha na minha roupa. Isso não é o caso; ele apenas me observa, e ainda não tive coragem de falar com ele. Então só abaixo a cabeça, corando. Garotas chovem em torno dele, mas ele simplesmente ignora. Decidi que vou me apresentar para ele amanhã. Deus, eu sou tão desastrada! Por que não posso só falar com ele? Seja corajosa, Paisley! Meu celular vibra no meu bolso, e vejo um texto do meu pai. Ele será capaz de me buscar mais cedo. Eu pego minha bolsa e desço as arquibancadas. Tenho P.E. neste período, e estamos apenas sentados sem fazer nada. Eles nem vão notar que estou fora.


Fugindo pela porta, olho em volta para me certificar que a professora não está olhando, e ela está no telefone dela, como de costume. Eu mando um texto para meu pai, para que ele saiba que eu estarei esperando por ele lá fora. Ele responde instantaneamente: Ok. Meu pai me criou sozinho, e eu não poderia pedir um melhor pai. Posso não ter tido uma mãe, mas ele foi maravilhoso. Eu também tenho meus tios, os caras que estavam ao redor para meu primeiro dia de escola e, quando comecei a praticar esportes, vieram para todos os meus jogos. Eles não pareciam com o tipo de homens que iriam jogar, vestir-se e fazer festas de chá — eles têm um exterior duro e cruel — mas por dentro são carinhosos, pelo menos quando se trata de certas coisas. Isso é família. Enquanto caminhava para fora pela porta da frente, ouvi algo cair no chão, atrás de mim. Eu olho para trás, para ver o estranho zelador, que evita a todos na escola. Ele sorri para mim, coloca seu esfregão contra a parede e caminha em minha direção. Eu praticamente corro para fora da porta, e apresso-me em torno do lado do prédio, esperando ter despistado ele. Pergunto-me se Liam está interessado em mim. Eu nem sequer tive um namorado antes, muito menos beijei um cara. Meu pai assustou qualquer homem que se atreveu a olhar duas vezes para mim, e não me faça contar sobre meus tios. —Bem, se não é Paisley. Medo desliza em minha espinha, e arrepia meus pelos por toda a minha pele. —O que você quer? — Minha voz treme... e minhas mãos estão suadas e trêmulas.


O sentimento em meu estomago me diz para correr, mas ele está de pé entre mim e a única saída. Ele continua a sorrir quando ele começa a desabotoar a camisa. Não. Isto não está acontecendo agora. Estou imaginando isso completamente. Meus instintos me dominam e, sem pensar, eu corro em direção da entrada para o beco. Seus dedos agarram meu cabelo, me jogando no chão, batendo o vento fora de mim. Estou congelada de medo. Ele cai no chão ao meu lado e pega minha mão. Soco seu rosto, com a outra mão, e sua cabeça balança. Eu levanto meu punho novamente e ele o pega, e coloca acima da minha cabeça. Ele sorri para mim; os dentes estão cobertos de sangue. Eu soco com a mão livre e chuto com as minhas pernas, esperando e rezando para o tirar de mim. Ele pega a minha mão esquerda, a fixando ao lado da direita. Seu rosto se inclina em minha direção, e eu viro minha cabeça para o lado, quentes lágrimas caindo em meu rosto. Esse é o meu pior medo, e está acontecendo bem na minha escola. Seu hálito quente bate no meu rosto, me fazendo engasgar. —Por favor, não faça isso. — Meu coração dói, e o terror preenche cada parte de mim com a dor. Por que? Ele libera uma mão e eu tento a puxar livre, mas ele prende os dois pulsos com a outra mão. Eu tento bater nele com o meu joelho, e ele ri no meu rosto. — Está tudo bem. — Seus dedos deslizam para baixo do lado da minha mandíbula. Eu engulo o vômito e solto um soluço profundo, meu coração apertado. —É melhor ser fodida em primeiro lugar, antes de ser entregue para o cara que irá te vender. Vender. a palavra está trovejando no meu cérebro. Eu olho para o céu, o sol radiante, e peço para este homem, implorando-lhe para não fazer isso. Então, seu peso é puxado de mim. Eu soluço em minhas mãos e, através dos olhos borrados, vejo Liam espancá-lo. Eu recuo, relembrando o que aconteceu. Um homem


tentado... Eu afundo minhas mãos no meu cabelo e puxo, esperando acordar deste sonho horrível. —Liam! — uma mulher grita e sinto suas mãos serpenteando sob meu corpo. Abro os olhos para ver seus olhos tenebrosos em cima de mim, seu rosto cheio de raiva. Eu fecho meus olhos mais uma vez, me deixando afundar em seus braços, estou a salvo. Ele se vira e eu ouço um som que nunca vai me deixar. —Não! — era a voz de meu pai. Liam aperta seu aperto em mim, e eu dou um passo para trás. Meu pai chama os caras, dizendo-lhes para vir aqui, e se aproximar, me levando de Liam. Naquele momento, respirando o cheiro do meu pai e o senso de segurança que ele transmite em ondas, a represa se rompe. Me agarro a ele, seus braços apertados em volta de mim. Ele está tão tenso como eu estou tremendo. —Ele vai pagar por isso, Baby. — Ele beija o topo da minha cabeça, e eu fecho os olhos e choro contra o seu peito. Eu só quero ir para casa. — Foda-se. — Papai me levanta do chão, me colocando contra ele. Eu enterro meu rosto em seu peito e deixo que ele me proteja do mundo. Neste momento eu não sou uma adolescente, mas sim uma garotinha de novo. Os caras chegam alguns minutos depois. Kyle caminha até nós, e os outros seguem logo atrás. —Fale —, diz Kyle e Liam transmite tudo o que aconteceu. Eu levanto minha cabeça e digo para Liam, —Obrigado—. Ele balança a cabeça e volta a falar com Kyle. Poucos minutos depois, papai me leva até o carro e fecho os olhos, permitindo que o sono me leve.


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Liam É um momento que eu nunca vou esquecer. A visão dela no chão com alguém querendo machucá-la, vai estar no meu cérebro para sempre. Ela é como um anjo. Ela teve a minha atenção no momento em que entrei na escola. Ela sorri para todos e praticamente flutua pelos lugares, fazendo todo mundo feliz apenas por estar na presença dela. Era inebriante. Eu a quero, mas eu não sou alguém que pode ser o cara ao seu lado. Eu tive um tempo duro... e tive que viver de maneira áspera, até que fui morar com minha irmã. Eu sou o oposto de Paisley. Eu sou escuro, médio e difícil. Eu falo com os meus punhos. Ela é luz e felicidade, linda demais para estar neste lugar frio. Isso não me impede de querê-la, mas me contento em observá-la e protegê-la. Talvez um dia, quando eu me tornar o homem que ela merece, poderei tê-la. Uma coisa é certa, eu sou um filho da puta determinado. **


Paisley UMA SEMANA DEPOIS Era finalmente hora de voltar à escola. Eu acho que nunca estarei pronta, mas é hora de seguir em frente com minha vida. Então agora eu estou sentada na hora do almoço, e todos os meus amigos me abandonaram, deixando-me completamente sozinha com as pessoas olhando para mim. Eles estão me olhando como se eu fosse de outro planeta. Ninguém sabe o que aconteceu, exceto as pessoas que eu pensava como meus amigos, mas acho que se espalhou. Eu abaixo minha cabeça e olho para o prato na minha frente, meu apetite desapareceu completamente. Eles não eram meus amigos, nem importantes para mim, não em relação a tudo o que aconteceu. Alguém coloca uma bandeja diretamente ao meu lado, e eu olho para ver Liam, para minha surpresa. Ele se senta ao meu lado e eu olho para ele. O que ele faz? Ele começa a abrir minha comida e bebida enquanto fico olhando. Finalmente, ele olha para mim pela primeira vez, um pequeno sorriso puxando seus lábios. Eu sorrio e abaixo minha cabeça novamente, corando, forte. Ele é tão lindo, é difícil não sorrir. Ofereço-lhe minha mão, como uma idiota. — Paisley. Ele olha para minha mão, seus lábios se contraindo e virando um sorriso pleno. —Liam. Este foi o início do meu para sempre.


ALGUNS ANOS MAIS TARDE Paisley Hoje é o dia que eu mais temia. Hoje é o dia que meu melhor amigo em todo o mundo está partindo para o treinamento básico. Liam é alguém que vim a confiar e me interessar. Há também uma parte de mim que o quer. Deus, como o quer. Eu tenho esse medo enterrado no fundo do meu coração, porque eu tenho medo por ele. Tenho medo de ele ser tirado de mim. Uma batida na porta do meu quarto interrompe meus medos e ouço os passos de Liam no meu quarto. —Se esgueirando de novo? — Eu pergunto, um sorriso deslizando pelo meu rosto pela primeira vez hoje. Ele pisca, nem confirmando nem negando. Ele fecha a porta atrás de mim e meu estômago afunda porque ele é um homem muito bonito. Eu pensei que ele era bonito a primeira vez que eu o conheci, mas agora? Ele mudou. Ele está mais alto, tem pelo menos um metro e noventa e cinco, seu corpo está preenchido e ele tem um sorriso matador. Eu deslizo através da cama para que ele possa se sentar ao meu lado. Assistimos à TV juntos, como sempre fazemos, mas não faremos isso novamente por muito tempo. Eu olho para a TV, não olhando para ele, embora eu possa senti-lo olhando para mim, exigindo que eu olhe para ele. Eu não quero que ele me veja chorar. —O que aconteceu? —, ele indaga, e envolve minha mão. Não digo nada, e minha garganta aperta. Ele toca meu maxilar e vira minha cabeça para olhar para ele. Seus olhos escurecem quando ele vê as minhas lágrimas, e seu nariz se inflama. — Quem te incomodou?— Me incomodou? Eu fecho meus olhos e rio. Eu caio para frente e coloco minha cabeça em seu peito enquanto estou tremendo de rir. —Paisley? — Sua mão está descansando na parte de trás da minha cabeça.


Eu o afasto e sorrio para ele porque ele é muito fofo. —Ninguém me incomodou. Ele estuda meu rosto para se certificar de que estou sendo sincera. —Por que você está triste, então? — Ele toca meu queixo, enxugando uma lágrima. Ele é um amor. —Estou triste porque você está saindo. Ele fecha os olhos, sua mão no meu cabelo. Está tão silencioso que ouço o relógio na parede. Os olhos dele abrem lentamente, travando com os meus. —Eu ia te contar esta merda amanhã, mas vou te dizer agora. Oh meu Deus, o que poderia ser? Ele me levanta e me coloca diretamente na frente dele, com apenas alguns centímetros separando nossos rostos. Sua mão se move do meu cabelo para o lado do meu rosto. —Eu te queria desde o momento em que te conheci, mas eu não queria te reivindicar até que eu te merecesse, e percebo que nunca vou te merecer, meu amor. Eu também sabia que nunca quis que você esperasse que eu voltasse do treinamento ou enquanto estivesse implantado. Eu quero que você viva seus sonhos e faça o que quiser na vida. — Ele me dá aquele sorriso sexy. —Mas saiba que no momento que eu terminar com os SEALs, eu estou vindo para o seu traseiro. Oh meu maldito deus. Eu estreito meus olhos para ele. — Bem, eu gostaria que você tivesse me dito mais cedo porque eu teria feito isso há muito tempo. Ele me dá um olhar interrogativo, mas eu nunca paro para lhe dar uma resposta. Eu me inclino para frente, pressionando meus lábios contra os dele. Céu.


Suas mãos estão no meu rosto, assumindo o controle do beijo. Seus lábios são macios enquanto se movem sobre os meus de um jeito que eu nunca vou esquecer. Este é meu primeiro beijo. Alguns minutos depois, ele lentamente me deixa ir e pressiona a testa contra a minha. — Eu queria isso há tanto tempo — sussurra ele. Eu vou esperar por ele. Vou viver a minha vida e começar a minha carreira quero ser enfermeira - mas eu o quero. — Eu vou esperar por você, Liam — eu sussurro, e beijo sua bochecha e me deito contra seu peito mais uma vez.

LIAM Eu me sinto idiota. Eu pensei por anos que ela não poderia querer alguém como eu. Eu sou o filho de uma prostituta e um homem que passa seus dias espancando sua esposa. Comecei a trabalhar no momento em que tinha idade suficiente para poder comer. Eu estava cercado por cafetões e caras pagando a minha mãe. Muitas vezes eu os vi bater na bunda dela. Eu iria correr e tentar defendê-la. Não importa quantas vezes ela fez coisas ruins, ela ainda era minha mãe. Então ela morreu. Então eu fui morar com meu pai, que era um idiota, e eu fodidamente o odeio. Sua esposa o viu batendo na minha bunda, então ela o deixou, o que chocou a merda fora de mim. Eu nunca esperei isso, nem esperava que ela dissesse que eu tinha uma irmã. Minha irmã tinha vivido uma vida fodida como eu. A esposa do meu pai me ajudou a fugir no meio da noite e ela me levou para a minha irmã. Foi a melhor coisa que já aconteceu comigo. Minha irmã me deu uma vida que eu nunca imaginei que teria. Então eu me tornei um prospecto para o


Devil Souls MC e descobri o que eu deveria fazer na vida. Foi quando a conheci, Paisley.


Paisley Não, não, não. Outros caras da sua idade estão subindo no ônibus que o levará para longe de mim. —Não faça isso —, ele avisa, olhando para mim porque estou perto de chorar mais uma vez. Eu rolo meus olhos, empurrando-o ligeiramente. —Sim, bem, eu gostaria de ver você tentar me impedir. — Eu provoco. Aquele sorriso sexy e lento desliza por seu rosto mais uma vez. Ele chega mais perto de mim e eu me preparo. — Aposto que eu poderia — ele diz, antes de me beijar. Bem na frente do meu pai, agarro a camisa de Liam e o beijo de volta o mais forte que posso. —Que porra é essa? — papai grita. Ele puxa para trás e beija minha testa, seus dedos entrelaçados com os meus. — Eu vou te ver em breve, lembre-se do que eu disse. No momento que estou fora. Eu termino por ele, olhando em seus olhos. — Você vem por mim. Ele me abraça mais uma vez e depois me deixa ir. Eu mordo meu lábio enquanto ele sobe no ônibus, e ele senta na janela diretamente na minha frente. Eu coloco um rosto corajoso e sorrio e ele pisca; então o ônibus está se movendo. Levando-o embora. Este é apenas um capítulo de muitos em nossas vidas. Ele queria uma carreira militar desde antes de eu conhecê-lo e eu nunca o privaria do que ele quer, mas eu não quero vê-lo partir. Eu quero que ele siga seus sonhos. Assim como ele nunca quis agir de acordo com seus sentimentos por mim, porque ele não queria que eu o seguisse de base em base - ele queria que eu atingisse meus sonhos. Ele diz que eu não o mereço, mas ele é abnegado e gentil, a pessoa mais incrível que eu já conheci. Eu acho que não mereço ele.


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OITO ANOS DEPOIS

Paisley Eu estou morta em meus pés; acabei de terminar um turno de doze horas. Agora que eu estou fora, olho para o meu telefone pela centésima vez na última hora. Papai me disse há alguns dias que uma merda foi parar no clube e era para ficar cautelosa. —Eu não sei sobre você, garota, mas eu estou pronta para desmaiar—, diz minha melhor amiga Vanessa. Entramos no vestiário e pegamos nossas coisas. —Estou exausta, garota, meus pés estão me matando.— A sala de emergência tem sido absolutamente maluca hoje, e eu ainda não tive a chance de almoçar, então estou parando na lanchonete local e enchendo meu corpo. Vanessa espera enquanto eu recolho minhas coisas; depois ela abre a porta, sai e congela. O medo arrepia minha espinha. —Vanessa?— Eu pergunto. Eu deslizo por ela e sigo seu olhar. Meu coração para completamente. Ele está encostado na parede, em frente aos vestiários. Ele é enorme, tatuado e bonito. Ele é meu Liam.


—Oh meu deus!— Eu solto minhas coisas e ele sorri para mim. Eu não o vejo desde que ele foi enviado há dois anos. Eu sabia que ele estava chegando perto de terminar, mas eu não tinha ouvido falar dele. Corro até ele, pulo e envolvo meus braços e pernas ao redor dele. Seus braços me envolvem com força, seu rosto pressionado contra o meu. —Eu senti tanto a sua falta—, eu sussurro, abraçando-o mais apertado. Você não sabe o quanto sente falta de alguém até o momento em que ele está de volta à sua vida. Ele é meu melhor amigo desde os dezesseis anos; Eu tenho agora vinte e seis. —Também senti sua falta. Eu fecho meus olhos e respiro seu cheiro. Ele me envolve como um cobertor, trazendo calor e proteção. Ele me coloca no chão, e eu sorrio para Vanessa, que está olhando de mim para Liam com a boca aberta. —Este é Liam?— Ela pergunta. Eu aceno com a cabeça freneticamente, sorrindo para ele. —Você está em casa agora, certo?— Eu pergunto a ele. —Eu estou. — Vanessa sorri para mim, porque ele é tudo de que falo desde que ela e eu nos conhecemos. Eu não posso evitar. Eu olho para ele do canto do olho e ele é simplesmente lindo.


LIAM Estou em casa. Depois de muitos anos de estar infiltrado e ficar em bases aqui ou ali, finalmente estou em casa. Eu estava planejando parar no Grim Sinner’s no caminho de volta para o Devil Souls, porque estava no caminho, apenas para descobrir que a merda atingiu o ventilador. Um cartel se mudou para os Grim Sinner’s, e eles já se estabeleceram em Raleigh, minha cidade. Os Grim Sinners pegaram um dos filhos da puta, então eu assumi o que eu fazia melhor, obtendo informações de qualquer maneira possível. Eu aprendi que eles tinham um plano para atacar as mulheres e as crianças do clube, ameaçando onde dói. Meu primeiro pensamento foi Paisley. Ela é a princesa do Devil Souls; ela foi a única garota por muitos anos. Ela mora sozinha. Ela seria a pessoa perfeita para eles irem primeiro. Foda-se essa merda, estou em casa, tocá-la é a última coisa que eles farão. —Tchau, pessoal!—, Diz a amiga, e caminha pelo corredor, deixando eu e Paisley sozinhos. Ela olha para mim, animada. —Eu não posso acreditar que você está em casa—, ela sussurra. —Eu estou.— Eu toco sua mandíbula, sorrindo para ela. Eu não sorrio assim há anos; as únicas vezes que faço é quando estou perto dela. Foda-me, ela não é linda? Eu esperei oito anos para estar em casa, e eu vou fazer essa merda do jeito que deveria ser, como se fosse a primeira vez que eu a encontrei.


Paisley Ele é Liam, mas também posso dizer que ele está diferente. Toda vez que o vi ao longo dos anos, ele parecia diferente. Ele está ciente de tudo ao seu redor seus olhos olhando para tudo ao nosso redor - prontos para um ataque. —Eu trouxe minha moto, vou segui-la para onde você quiser comer. — Nós saímos do hospital para o estacionamento escuro. Liam coloca a mão nas minhas costas, me pressionando para o lado dele sem pensar duas vezes. Assim como ele costumava fazer. Eu sei que vai demorar um pouco para me acostumar com ele estar em casa; Já faz oito anos. Ele costumava ser meu melhor amigo —éramos inseparáveis—, mas as coisas não são as mesmas. Não é como se pudéssemos voltar oito anos. As coisas são diferentes; Eu sou diferente e ele é diferente. Eu clico no alarme do meu carro, e as luzes acendem por dentro. Ele abre a minha porta e eu entro e começo a ligar o carro. —Eu estarei atrás de você.— Ele fecha a porta, deixando-me olhando para suas costas se afastando. Ok, o que acontece a seguir? Eu jogo minha bolsa no banco do passageiro e, enquanto estou saindo, ouço o rugido de sua moto. Minhas lanternas traseiras dão ao seu rosto um estranho brilho vermelho que faz com que ele pareça um maldoso filho da puta. Oh garoto. Chego ao lugar do hambúrguer alguns minutos depois e ele estaciona ao meu lado. Antes de desligar a ignição, ele está abrindo minha porta.


Meu telefone toca e eu atendo. —Olá pai. — —Ei menina, eu acho que você sabe quem está em casa?— Papai resmunga infeliz. Eu reviro meus olhos porque ele sempre fingiu não gostar de Liam, mas todos nós sabemos que ele secretamente gosta dele. Liam me salvou quando eu tinha dezesseis anos e meu pai nunca esqueceu isso. Nem eu; esse dia é um que nunca esquecerei. —Sim, ele está aqui. — Liam se inclina contra a porta aberta, os braços sobre o peito. —Baby, merda está acontecendo com os clubes. Diga ao Liam para te contar tudo. Te amo querida.— Ele desliga o telefone. Eu olho para Liam. —Papai me disse para dizer a você para me deixar saber tudo o que está acontecendo. — Ele esfrega o rosto e olha para o céu, frustrado. —Eu lhe contarei quando voltarmos para sua casa. — Espere. Ele disse minha casa? —Minha casa?— Um sorriso lento vem em seu rosto, aquele mesmo sorriso sexy que eu adorava ver quando éramos adolescentes. —Eu não mencionei que estou ficando com você?— Eu levanto a mão. —Espera você ...— Eu começo e ele ri, pega minha mão levantada e me puxa do carro. —Merda está caindo, como seu pai disse.— Ele traz


seu rosto mais perto do meu, um sorriso puxando seus lábios. —Isso significa que você está protegida.— Ele para, parecendo muito divertido com a minha expressão horrorizada. —Por mim. — Oh meu Deus. Eu cubro meu rosto, gemendo alto porque este é o Liam que eu conheço, o Liam que amava me enlouquecer. —Vamos lá, vamos te alimentar.— Ele tira minhas mãos do meu rosto, rindo de mim. Eu olho para ele por se atrever a rir de mim, e ele puxa minha mão e me leva para a entrada da lanchonete. —O que você quer comer?— Ele pergunta, me empurrando em uma cabine. Eu bato as mãos dele fora de mim e ele apenas ri. Que rude. Ele se senta ao meu lado e uma garçonete põe dois cardápios à nossa frente. —Você sabe que há um banco inteiro diretamente na minha frente?— Eu aponto para o assento. —Sim. Sim? —Então, por que você não se sentou lá?— Ele me olha de lado, olhando para o cardápio. —Liam?— Eu cutuco o lado dele. Ele grunhe, torcendo para longe de mim, mas de outra forma me ignorando. —Liaaaam. Ele finalmente olha para mim, completamente divertido. —Talvez eu só quisesse sentar ao seu lado.


Bem, isso me cala. Eu chupo meus lábios na minha boca tentando parar meu sorriso. Eu olho para o cardápio, mas eu já sei o que estou recebendo porque eu tenho a mesma coisa toda vez que estou aqui. —O que eu posso pegar para vocês?— A garçonete nos pergunta. Eu peço um hambúrguer enorme, e Liam pede dois deles. Eu tiro meu telefone, intencionalmente tentando ignorá-lo. Ele ri e se acomoda no banco, se aproximando de mim, claramente. —Você está tentando me ignorar?— Ele cutuca meu lado. Quando éramos adolescentes, decidimos perturbar um ao outro. Ele fez tudo para irritar minhas coisas e eu retaliei. Eu murmuro para mim mesma, mordendo meu lábio inferior, tentando me impedir de rir. Ele ri e sua mão pousa na minha nuca, seu dedo se retorcendo em volta do meu cabelo. Ele sorri e puxa meu cabelo, e eu tiro a mão dele. Eu me inclino mais para longe dele, pressionando minhas costas contra a parede. Meu estômago ronca pela décima vez. Eu esfrego meu estômago e seus olhos seguem meus movimentos. —Com fome?— Ele pergunta. Eu aceno, inclinando a cabeça contra a cabine. Estou completamente exausta e sei que grande parte do problema é que não há mais de doze horas. —Eu não como desde o café da manhã. — Ele bufa alto e depois me olha com raiva. —Você precisa cuidar de si mesma. —Eu estava muito ocupada cuidando dos outros—, eu indico. Ele sacode a cabeça. —Você pode cuidar dos outros, mas não se esqueça de si mesma. Você tem pouco açúcar no sangue, lembra?


Ele lembrou. Quando eu tinha dezessete anos, me sentia cansada e fraca o tempo todo. Ele exigiu que eu fosse ao médico e descobri que tenho pouco açúcar no sangue. Está totalmente sob controle enquanto eu comer. Eu tiro um elástico de cabelo do meu pulso e prendo meu cabelo em um coque no topo da minha cabeça. —Bem, eu não tenho problemas com isso há muito tempo. — Ele grunhe e olha ao redor da sala; Eu posso dizer que ele não baixou a guarda. Seu corpo está tenso, pronto para qualquer coisa. Isso realmente me faz pensar o que aconteceu com o MC. Eu fui avisada que algo estava acontecendo. Eu gostaria que nada disso estivesse acontecendo, especialmente porque ele acabou de chegar em casa. Ele precisa de uma pausa e relaxar porque eu não consigo nem imaginar o que aconteceu lá. Toda vez que eu o vi ao longo dos anos, ele parece mais duro, mais escuro, as coisas que ele viu o mudaram. Ele é definitivamente um homem agora. Mas, agora mesmo, ele ainda é meu Liam. Alguns minutos depois, a garçonete traz nossa comida, colocando-a na nossa frente. Eu imediatamente pego, quase engolindo a coisa toda. Eu me inclino para trás segurando meu estômago, meus olhos fechados. —Você está com sono, Paisley?— Ele cutuca meu ombro. Eu aceno e coloco minha cabeça em seu ombro. —Você está bem para ir para casa?— Ele pergunta, sua mão correndo pelo meu braço, tentando me manter acordada. —Ah sim, eu vou ficar bem.— Eu bocejo, sentando-me.


—Deixe-me ir pagar.— Ele desliza para fora da mesa e se aproxima do balcão da frente. A porta do Pat's Burgers abre e vejo três caras. Os mesmos três caras que constantemente tentavam lutar com Liam e eu. Eu normalmente acabei recebendo o final curto do bastão, porque eu era a mais fácil de mexer. Liam era um cara com quem você não queria foder. Esses caras muito queriam ser prospectos, como Liam, mas eles são maus e não têm lealdade, então o clube recusou. Desde então, eles fizeram missão de sua vida fazer da minha vida um inferno. Eu era uma princesa das Devils Souls, então eu tinha um alvo nas minhas costas. Eles geralmente deixam Liam sozinho, mas ele não gosta que eu seja perturbada. Eu evitei esses caras como uma praga. Quando vejo uma deles, corro na outra direção ou me escondo atrás de alguma coisa para que não me vejam. Eu abaixo minha cabeça, deslizando no meu lugar. Espero que eu possa andar para Liam e nós dois podemos fugir sem sermos vistos. Eu não gosto de problemas; Eu não vejo o ponto na mesquinhez que pode ser evitado por completo. Eu sou muito sozinha. Eu já estive em festas, mas não é minha cena. Na faculdade, geralmente ficava no quarto e estudava, depois ia para o trabalho. Eu nunca estive em um encontro; Eu só tive muitas noites de meninas. Eu cumpri minha promessa de esperar por Liam. Agora ele está em casa. —Bem, se não é Paisley—, diz Tony. Eu deslizo para fora da mesa e me levanto, de frente para eles. Tony é o único parado no meio. Ele se deixou cair mal. Ele ganhou muito peso, seu cabelo e barba são irregulares, e seus dentes são amarelos e simplesmente desagradáveis. Ele tem esse odor horrível; Eu mal posso ficar de pé a uma curta distância dele. Eu sinto o mesmo cheiro nos outros dois caras, Billy e James. Nomes muito originais.


Eu planto minhas mãos nos meus quadris. —Tony—, eu digo simplesmente. Eu já terminei com esses perdedores, e apenas um deles fala comigo. —Você está muito bonita. Os anos te fizeram muito bem.— Em uníssono, os três me olham de cima a baixo. O vômito rasteja pela minha garganta e dou um passo para trás. Eu me sinto muito desconfortável. Então todas as três cabeças se levantam para olhar algo atrás de mim. Eu espio por cima do meu ombro e vejo Liam, e ele está chateado. Ele diminui a distância entre nós e fica na minha frente, com o braço esquerdo na frente do meu corpo. Me protegendo. Os três agressores olham para ele como se não pudessem acreditar no que estão vendo. Tony abre a boca e fecha enquanto ele dá um passo para trás. —Liam, eu não sabia que você estava de volta, você está em casa direto, cara?— —Você tem cinco malditos segundos para sair antes que eu esfregue o chão com seus rostos.— A voz de Liam está cheia de raiva, seu corpo irradiando sua raiva. Eles se viram e correm para fora do restaurante como se suas bundas estivessem em chamas. Liam olha para mim. —Eles te incomodaram ao longo dos anos?— Ele pergunta calmamente, mas posso dizer que ele está tudo menos isso. Eu balanço minha cabeça. —Não, eu os evitei. Ele relaxa um pouco e coloca a mão nas minhas costas. —Você está pronta para ir para casa? Eu pego meu telefone da mesa. —Sim. Ele me tira da lanchonete e os três estão do lado de fora de seus caminhões. Quando eles veem Liam, eles pulam para dentro.


Eu rio de suas reações. —Eu acho que você os fez quase sujar as calças. Liam ri e abre a porta do meu carro. —Bocetas, todos eles fodidas bocetas. Eu coloco meu telefone no banco do passageiro, e Liam puxa meu cinto de segurança. —Coloque isto.— Eu clico o cinto no lugar. Liam se afasta e sobe em sua motocicleta; então eu estou indo para casa. Oh garoto. ** Quando chego em casa, alguns minutos depois, entro na casa com Liam bem atrás de mim. Ele está carregando um saco que ele tirou de seu alforje. Acabei de comprar esta casa há cerca de um mês atrás. É uma casa grande e está fechada. Todas as mulheres do clube recebem um salário. Não é tão grande quanto os salários dos caras, porque eles administram tudo e não temos que trabalhar se não quisermos. Eu geralmente amo ser enfermeira. —Quer alugar um filme?— Pergunto a Liam, tentando ficar calma e relaxada, embora não seja como eu me sinto. Estou sozinha com ele, completamente e totalmente sozinha com ele pela primeira vez desde antes dele sair. Ele me estuda, como se ele pudesse ver meu nervosismo. —Tudo o que você quiser—, diz ele. Eu solto uma respiração profunda e jogo minhas chaves na prateleira perto da porta. —Eu vou me trocar, escolha qualquer quarto de hóspedes que você quiser.


LIAM Ela está nervosa, eu posso ver isso escrito sobre ela. Ela se apressa para o quarto dela, e eu ando até um quarto, ao lado, então jogo minha bolsa em cima da cama. Ela deixou a porta um pouco aberta, e eu a vejo andando pelo quarto em um par de calcinhas pretas. Foda-me. Dê a volta, Liam, não pode perder o controle agora e jogá-la na cama. Ela vestida é uma dor, mas vê-la de calcinha? Muito cruel. Eu cerro as minhas mãos, cerro meus dentes e vou para a sala de estar, e me sento no sofá. Poucos minutos depois, ela sai em um par de leggins e uma camisa larga. Eu fico bobo, ao notar a camisa, porque é a mesma camisa que ela roubou de mim há oito anos. Ela roubou um monte de minhas roupas. —Bela camisa, — Eu brinco com ela e seus olhos se arregalam em surpresa. Ela olha para baixo e cora profundamente. Ela se senta ao meu lado. Eu peguei o cobertor na parte de trás do sofá para cobri-la. —Você se lembra desses pequenos detalhes. — Ela sorri docemente para mim. Lembro-me de tudo sobre ela, tudo. Estou muito obcecado desde os dezessete anos de idade e olhando para ela agora? Isso não vai mudar.


Ao longo dos anos eu vinha para casa e quase caia de bunda toda vez que a vi. Ela mudou ao longo dos anos, e só quando eu acho que ela não consegue ficar mais bonita, fico chocado de novo. Ela liga a TV e se encosta no meu ombro, se envolvendo em torno do meu braço. —Diga-me o que está acontecendo. Não quero que ela saiba desta merda, mas vai afeta-la então ela tem que saber. Não quero que essa merda a perturbe. —Um cartel mudou-se na cidade dos Grim Sinners, mas temos informações que eles estão aqui também. — Não vou deixá-la saber que torturei para tirar estas informações deles. —Eles querem as nossas cidades, assumi-las e nos usar para bombear a droga através de todos. Eles planejam nos forçar de qualquer forma necessária, e isso significa nos atacar onde dói mais, nossas mulheres e crianças. Ela congela; eu posso dizer que ela está pensando em minhas palavras. Ela senta e olha para mim. —Eles estão atrás de mulheres e crianças. — A voz dela está mal acima de um sussurro. Eu posso ver o medo nos seus olhos, o tremer dos seus lábios. Eu envolvo minha mão na lateral do seu pescoço e rosto. —Eles não vão tocar em você. — digo a ela, olhando-a diretamente nos olhos. Eles não vão tocála; lutarei com todos neste planeta para me certificar que não aconteça. O cartel fez apenas o pior erro de suas vidas. Um que é mortal.


Paisley Eu fingi estar dormindo. Liam está acariciando meu rosto, seu polegar acariciando minha bochecha. Ele desliza até o fim do sofá, seus movimentos suaves. Ele envolve um braço em torno de minhas costas e desliza o outro sob os joelhos, levantando-me do sofá. Um enxame de borboletas brota no meu estômago. Eu posso sentir a força e poder irradiando dele quando ele me carrega. Ele me coloca na cama, puxando o cobertor para cima sob meu pescoço. Seus dedos empurram meu cabelo do meu rosto e seus lábios quentes tocam minha testa. Quase pulo da minha pele, mas eu segurei forte. —Boa noite, meu amor, — ele sussurra baixinho. Poucos minutos depois a porta é fechada com um clique suave. Eu abro meus olhos, aperto a minha mão sobre meu coração, e enterro minha cabeça no travesseiro, rindo.

LIAM Eu posso ouvir ela rindo pela porta, e fico feliz. Cheque mate.


3 Paisley Acordei com o cheiro do café e bacon. Quem está na minha casa? Olho para o teto, lembrando de ontem. Liam. Ele está em casa e na minha casa. Ele está para sempre. Eu deslizo para fora da cama e ando até a cozinha. Paro imediatamente depois de vê-lo. Querido Deus, dê-me forças. Ele está sem camisa, tatuagens cobrindo seu corpo, os músculos em seu corpo flexionando enquanto ele prepara a comida. Ele se vira e olha para mim, e minha respiração trava na minha garganta com a visão de seu pacote de oito. Isso é mesmo legal? Ele limpa a garganta dele, e eu desvio meus olhos para longe de seu abs. Sua sobrancelha levanta e ele me observa. Fui pega. Olho para tudo na cozinha, menos ele. Meu rosto queima com embaraço. —O que você quer beber? — Eu não posso deixar de notar a diversão em sua voz. Foda-me. —Água é bom.


Ele tira duas garrafas de água, coloca debaixo do braço e pega os dois pratos. —Você me fez café da manhã. Ele é um amor. Ele sempre foi um amor. Ele sempre foi diferente das outras pessoas, fazendo coisas que os outros não pensariam em fazer. Eu ando na frente até a sala de estar e me atiro no sofá, e ele senta diretamente ao meu lado. Ele me entrega um prato de ovos, bacon e torradas. —Obrigado. — Eu sorrio e como minha comida. Eu sou como uma draga. Adoro toda e qualquer comida, e eu como muita coisa. Graças a Deus eu tenho um metabolismo muito rápido, ou eu estaria fodida. —Você tem trabalho hoje? —Sim, — Eu me queixo. Qualquer outro dia ficaria feliz de sair para trabalhar, mas não hoje porque eu quero passar o dia com ele. —Que horas você precisa estar la? —, ele pergunta. —Quatro. Ele acena. —Você se importa de me deixar na sede do clube para que eu pegue meu carro? Então eu te seguirei ao trabalho. —Ok. — Dou de ombros.

CHEGAMOS na sede do clube por volta das 03:00 e meu pai é a primeira pessoa a sair. Ele olha para mim e depois para Liam, mantendo-me ao seu lado. —Ei, garotinha. — Papai me puxa de Liam, que segura a parte de trás da minha calça, não me permitindo ir longe. Meu pai olha para ele, e Liam continua.


A situação é ireal com estes dois, e só piorou. Também não iria admitir isso, mas secretamente sei que gostam um do outro. Meus olhos reviram para os dois, e eu vou até minha madrasta, Kayla, parada na entrada olhando divertida. Eu vou para longe deles, e eles relutantemente me deixam ir. Kayla me puxa para um abraço. —Não acredito que ele tenha ficado tão quente, — ela sussurra no meu ouvido e eu sorrio. Ela está certa, ele é um homem agora. De todos os homens. Ele não é o que você chamaria de grande; ele é enorme e musculoso e parece ser durão. Ele é lindo, do jeito dele. Uma forma que eu amo. —Diga-me sobre isso, — sussurro de volta. Ela ri e meu pai vira para olhar para ela. —Muito. — Eu rio. Ela vai para o armazém, puxando-me com ela. Eu a sigo, e vejo meu irmãozinho brincar com as outras crianças, e ele olha para cima e vê-me. Meu coração alegra-se com a visão de seu lindo sorriso. Ele agora tem dez anos, e é tão difícil de acreditar. Ele caminha até mim e me abraça. —Ei, maninho. — Eu desarrumo seu cabelo, e ele para e me dá um olhar. O olhar que é idêntico ao do meu pai, o que me diz que estou em apuros. Isso nunca me incomodou quando era criança. Eu sabia que o tinha enrolado no meu dedo mindinho. Eu aprendi, desde tenra idade, que eu precisava agir de maneira triste e bonita, e eu teria meu caminho. Se meu pai dissesse que não, eu iria para um dos outras caras no clube. Foi bom ser a única garota por tanto tempo. Butcher entra no armazém e me vê. Ele acena para mim e me abraça. Então eu abraço Techy e Kyle. Não os vejo em algumas semanas; o trabalho tem recebido o melhor de mim.


—Como vai o trabalho? — Kyle pergunta, inclinando-se contra a mesa. —Amando, mas é cansativo. Parece ter um monte de tiros aqui ultimamente. — Eu respondo olhando para eles incisivamente. Eles ficam quietos e olham um para o outro. Acho que eles tinham algo a ver com isso. A porta abre e Liam entra. Ele me vê e vem em minha direção, ele aperta a mão do Butcher, Techy e Kyle. —É bom tê-lo em casa, Liam, — Kyle diz ele. Liam olhou para mim e depois de volta para eles. —É bom estar em casa. Eu escondo meu sorriso e olho para Kayla, que está praticamente desmaiando sobre Liam. Papai só está olhando para ele como se ele fosse a causa de todos os seus problemas.

LIAM Seu pai está chateado comigo, mas eu não pude dar dois foda-se. No momento em que a porta do depósito fechou, com Paisley dentro, ele me ameaçou para me manter longe dela. Eu disse a ele e cito: —Ela é minha e você terá que me matar antes que eu a deixe.— É por isso que ele está chateado, e eu não o culpo. Eu farei o mesmo se tiver a sorte de ter uma filha algum dia e sinceramente espero que não. Muitos filhos da puta nesse mundo. Eu tenho conhecimento em primeira mão de quão horrível as pessoas podem ser. —Tchau pessoal, amos vocês.— Ela acena e eu a sigo do clube. Eu posso sentir os olhos queimando nas minhas costas. Eu os abro e todos eles riem. Eu não poderia dar a mínima para o que eles pensam. Todos nós sabemos que Paisley e eu é algo que vai acontecer.


Paisley Liam caminha comigo até a entrada do hospital. Meu estômago está embrulhado, porque não sei o que eu preciso fazer ou dizer. Estamos em um lugar estranho onde não sei o que está acontecendo. Eu coloco o polegar na alça da minha bolsa, mordendo meu lábio inferior. —Acho que vou entrar —, digo a ele, e ele dá um passo mais perto. Eu prendo a respiração esperando para ver o que ele fará. Seu rosto se abaixa, seus lábios, parando na minha testa. —Tenha um bom dia no trabalho, querida. — Fecho os olhos, apreciando a sensação dele contra mim. —Tenha um bom dia também—, digo-lhe e ele deixa-me ir. Eu me viro e coloco minha mão sobre a minha boca, tentando parecer calma e serena, quando eu estou tudo menos isso. Vanessa olha para mim de olhos arregalados. —Garota, ele não é nada mal.— Ela geme. —Estou tão enciumada!— Ela grita a última parte. Eu rio e coloco minhas costas no meu armário. Ela me olha de cima a baixo. —Você tem esse homem viciado desde que ele tinha dezessete anos de idade. Você é uma deusa. Eu rio novamente. —Ele também me deixou viciada. No momento em que pus os olhos nele, eu estava perdida. Ela acena com a cabeça. Há uma batida na porta e ela é aberta, revelando um Liam divertido. Eu estou provavelmente tão pálida quanto Vanessa está agora. —Quer que eu te traga o almoço?— Ele pergunta, seus olhos cheios de riso.


Oh meu deus, ele ouviu o que eu acabei de dizer? Meu coração parece que apenas pulou uma batida. —Vou mandar uma mensagem para você quando estiver indo para o intervalo—, eu consigo dizer. —Tudo bem.— Ele pisca e começa a fechar a porta; então ele volta a espreitar novamente. —Eu sou um caso perdido para você também, querida. Abro a boca e olho fixamente para a porta fechada agora, então para Vanessa, que está sentada na mesa, segurando o peito dela. —Oh meu Deus, — eu sussurro repetidamente enquanto tento entender o que aconteceu. Vanessa consegue rir. —Você está tão fodida, — ela diz alegremente. Eu não posso acreditar que ele acabou de dizer isso. Uma coisa eu sei com certeza; você não podia tirar o sorriso do meu rosto, mesmo se você tentasse.


ALGUMAS HORAS MAIS TARDE Hoje tem me sugado completamente. Não é nem mesmo a hora do almoço ainda e está uma porcaria, porque adivinha quem quebrou seu braço? Tony! O mesmo cara que estava começando a me perseguir no Pat — até que ele viu Liam — e ainda por cima de tudo? Fui designada para ser sua enfermeira. A vida é simplesmente perfeita, não é? Agora eu tenho que ir lá e dar-lhe alguns medicamentos para a dor. Eu solto uma respiração profunda e coloco um sorriso falso, quando eu entro na sala. Tony senta na cama, sorrindo. —Bem, se eu soubesse que você ia ser minha enfermeira, teria quebrado o braço mais cedo. — Seu sorriso é assustador, enviando calafrios pelo meu corpo. —Estou aqui para dar-lhe remédios pra dor. — Dou a ele a dose. —Você deve se sentir melhor. — Posso sentir seus olhos queimando em mim, e eu só quero sair daqui. Esse cara faz eu me sentir totalmente desconfortável só por estar na sua presença. Eu me viro, evitando olhar para ele. Uma mão envolve uma das bochechas da minha bunda, beliscando. Eu suspiro e giro ao redor, meu punho pousando em sua bochecha. —Nunca, fodidamente me toque!— Eu grito em seu rosto e ele ri. Sua mão não ferida agarra seu pau, e sua língua dispara, lambendo o lábio inferior. Eu estou tremendo de raiva. Eu o odeio. Saio do quarto e ouço Vanessa chamar meu nome. Eu entro no vestiário, tentando me conter, então eu não entro lá e bato a merda fora dele.


A porta se abre atrás de mim. —Vanessa, estou bem—, digo a ela sem olhar, não querendo que ela veja minhas lágrimas irritadas. —Por que diabos você não estaria bem?— Liam pergunta. Bem, claro que seria ele. Eu conto até dez e olho para ele. Liam me olha, e ele vê minhas lágrimas. Ele coloca minha comida na cadeira e se aproxima de mim, seu rosto como pedra. —Quem te incomodou?— Eu balanço minha cabeça. —Liam ...— Eu começo a argumentar, não querendo problemas. Ele me interrompe, sua mão pressionada na parte de trás do meu pescoço. —Quem. Fodidamente. Incomodou. Você.— —Tony—, eu sussurro. Liam procura meu rosto, tremendo de raiva, sua mandíbula apertando e abrindo. —O que ele fez?— Eu abaixo minha cabeça. Eu não quero que ele saiba. —Que porra ele fez!— Ele grita e eu fecho meus olhos. Eu finalmente digo a ele: —Ele apertou minha bunda.— —Ele fez o que?— Ele me deixa ir e me empurra gentilmente no assento. — Coma sua comida, Baby—, ele diz gentilmente e ele sai da sala. Eu olho para a porta. O que ele vai fazer? Eu abro minha bolsa para ver que ele me trouxe comida mexicana. Eu sei, em momentos como este, não há absolutamente nenhuma maneira de impedir que


ele ou qualquer outro cara faça o que eles querem. Se eu não estivesse preocupada em ser demitida, eu teria apoiado ele. Nem mesmo cinco minutos depois, Liam volta para o quarto e beija o topo da minha cabeça. —Tenha um bom descanso.— Ele pisca e depois desaparece. Eu acho que correu bem? Eu corro e termino minha comida, e caminho até o quarto de Tony. Eu vejo um médico examinando seu outro braço, Vanessa olha para mim. —Parece que ele caiu da cama e quebrou o outro braço. Eu cubro minha boca para parar meu riso, meu estômago doendo de segurálo. Eu vou para o banheiro, incapaz de me conter por mais tempo. ** Eu estou finalmente fora do trabalho. Eu recebo um texto de Liam me avisando que ele está na entrada esperando por mim. Eu olho através da porta de vidro para vê-lo ali de pé. —Bem, parece que alguém caiu e quebrou o outro braço—, eu provoco e ele encolhe os ombros. —Eu sabia que ele era um filho da puta desajeitado, com aquela cabeça feia. Poderia fazer alguma decoração. —Sim Sim.— Eu aceno com minha mão. Ele me leva até o meu carro e me ajuda a entrar, olhando ao redor do estacionamento. —Alguma coisa nova aconteceu?—, Pergunto. Ele sacode a cabeça. Eu fecho minha porta e ele sobe em sua moto. Amanhã é meu dia de folga e estou pronta para dormir e relaxar.


Eu chego em casa alguns minutos depois, e o portão bate atrás de mim. Usando meu telefone, ligo o alarme do portão de alta tecnologia e a cerca que Techy instalou em volta da minha casa. —Se Tony puxar essa merda de novo, eu não vou ser tão legal—, Liam me avisa, sua mão pressionada nas minhas costas. —Bem, se você quiser pode quebrar o braço dele bom— Eu provoco e destravo a minha porta antes de entrar. A expressão de Liam escurece. —Ninguém fode com você, Paisley. Essa merda não vai acontecer. Ele está no meu coração. —Você vai ficar fora do trabalho amanhã?—, Pergunta ele. —Sim. — Um sorriso lento e sexy toma conta do rosto dele. —Amanhã, vou levar sua bunda para um encontro.— Ele entra em seu quarto enquanto eu fico de boca aberta. Eu acho que isso significa que eu tenho um encontro com Liam. Este será nosso primeiro encontro e eu estou muito feliz, mas tenho que admitir que este é um território novo e estou um pouco nervosa. Você pensaria que eu não estaria porque o conheço há tanto tempo. Temos sido amigos ou no meio do caminho disso desde que éramos adolescentes. Mas esse não é o caso. Isto é diferente. Este é o começo do que ele disse todos aqueles anos atrás, e cito: —Eu estou vindo para você, Paisley. Oh garoto.


LIAM Eu olho para ela de pé na cozinha, olhando para a parede, sem palavras. Eu sorrio e entro no meu quarto, a missão número um foi cumprida. Check-porra-mate.


4

Paisley Respire, eu digo a mim mesma enquanto dou os últimos retoques na minha maquiagem e cabelo. Liam está esperando na sala de estar enquanto eu estou me preparando. Liam andou pela casa cortando meu gramado, assistindo televisão e apenas fazendo o que quer que fosse. Dormi quase o dia todo; Eu precisava pegar no sono. Mas agora vamos ao nosso primeiro encontro e estou nervosa - além de nervosa. Este é meu primeiro encontro. Liam foi meu primeiro e único beijo, lembre-se você. Aos vinte e seis anos sou tão inocente e virginal quanto poderia ser. O que é quase patético se você pensar nisso. Eu desligo meu alisador de cabelo da parede e guardo minha maquiagem. Eu dou um passo para trás, me admirando. Eu estou vestindo jeans skinny brancos e bota com saltos pretos. Meu top é de renda preta e as mangas estão abertas até o meio do ombro. Você tem isso! Encorajo-me e abro a porta do banheiro, caminhando direto para a sala sem pensar.


Liam se levanta quando ele me vê entrar e sua boca se abre, e eu sorrio. Seus olhos se estreitam em minha boca antes de seus olhos se moverem para cima e para baixo, passando por meu corpo. —Fodidamente linda. Eu não conseguiria parar meu enorme sorriso, mesmo se quisesse. —Bem, obrigada.— Eu pisco, girando devagar para que ele possa obter o efeito completo. Minha bunda parece fabulosa nessas calças. —Não faça essa merda.— Ele pega minha mão para me parar e eu bufo tentando controlar minha risada. Seus olhos se estreitam em mim. —Vamos, temos reservas—, diz ele rabugento, e eu sorrio na parte de trás de sua cabeça enquanto ele me puxa atrás dele.

LIAM Ela sabe exatamente o que ela faz comigo. Ela tem uma bunda incrível, que ela me pega olhando com bastante frequência. Ela se virou, deixando-me ter uma visão completa. Foda-me, ela não está linda? É pura tortura, pura e simples. Ela sabe o que faz comigo e gosta de me provocar. É uma maldita tortura. Ela continua olhando pela janela tentando esconder seu sorriso, mas eu vejo essa merda. Eu resisti por anos porque queríamos esperar até que eu saísse dos SEALs antes de trabalhar em um relacionamento. Mas agora estou fora dos SEALs e todas as apostas estão canceladas. E a espera está se tornando cada vez mais dolorosa.


Ser um SEAL é algo que você tem que estar determinado a fazer, porque isso mudará você para sempre. A merda que eu vi lá foi difícil. Eu tinha amigos que morreram e alguns foram capturados. Torturados. Esse tipo de merda nunca vai te deixar. Ao longo dos anos aprendi que nunca vou merecer alguém como Paisley, mas agora eu não dou a mínima. Eu vou ser egoísta e vou tê-la assim mesmo. —O que você está pensando tanto?—

Paisley Liam está olhando para fora do pára-brisa intensamente. —O que você está pensando tanto?— Eu pergunto. Ele inclina a cabeça para mim, um sorriso puxando seus lábios. —Você. Eu arqueio uma sobrancelha, meu estômago apertado. —Eu? Ele levanta minha mão para sua boca, onde ele pressiona um beijo suave. Eu tremo. —Sim você.— Ele sorri. —Você é doce.— Meu estômago está em nós. Eu amo esse lado dele. Ele está sorrindo docemente para mim, algo que raramente vejo dele. Ele olha para mim completamente. —Apenas para você. Meu coração. Não tenho certeza se posso aguentar o doce Liam agora. Eu escondo meu rosto, tentando segurar o sorriso e não parecer uma idiota. Nós estacionamos em frente ao restaurante mais bonito da cidade. Liam abre a minha porta e me levanta do caminhão. Liam não tem barba como a maioria dos outros caras. Ele está bem barbeado, mas ele tem um olhar robusto que é apenas todo homem.


—Estou morrendo de fome—, digo a ele, e meu estômago ronca pela décima vez desde que saímos. Estou surpresa que ele não tenha ouvido. Ele ri. —Eu sei.— Ele olha incisivamente para o meu estômago. Minha boca se abre em choque, e eu bato no peito dele levemente, fingindo estar com raiva. Ele ri mais forte, me puxando para o lado dele para um pequeno abraço, o que me faz sorrir como uma louca mais uma vez. Ele não me deixa ir. Seu braço ainda está em volta de mim, me pressionando contra o seu lado, enquanto entramos no restaurante. Ele dá seu nome e logo nos sentamos. Eu espero que ele se sente na minha frente, mas ele pega sua cadeira e senta ao meu lado mais uma vez. Eu gosto disso. É diferente do que muitos caras fazem. Honestamente, isso me faz sentir protegida. Eu também sinto que ele quer que eu esteja perto dele—, mas acima de tudo me sinto protegida. Só estar em sua presença me dá uma sensação de segurança que não tenho desde os dezesseis anos. Ele só tem essa presença sobre ele. —Você sabe que isso parece estranho—, confesso para ele. Sua testa franze em confusão. —O que você quer dizer?— —Este é o nosso primeiro encontro—, eu sussurro, olhando para o restaurante ao nosso redor. Ele beija meu templo. —Fodidamente adorável.— Ele abre seu cardápio. Eu aperto o lado da perna dele. —Eu não sou adorável. Ele ri e me lança um olhar dizendo que estou sendo ridícula. —Baby, você é linda e sabe disso.


Eu sorrio, abaixando a cabeça para olhar o cardápio. Eu sou alguém que é bastante confiante em quem ela é porque foi enraizado em mim. Papai me disse para aceitar quem eu era e ficar confortável com quem eu era. Então eu sou. A mão de Liam esfrega minhas costas suavemente. Mesmo que ele não esteja dizendo nada, é o jeito dele de me informar que ele está presente. São as pequenas coisas que eu mais noto. Mesmo do outro lado da sala, ele olha para mim, faz contato visual e volta para a conversa. No ensino médio, ele trancava os olhos comigo, certificando-se de que eu estava bem, e então ele voltava para a aula. O colegial foi, honestamente, uma época difícil para mim porque todos sabiam o que havia acontecido com o zelador da escola. Muitas das meninas saíram dizendo que eu o ataquei. Muitos dos caras eram ainda piores porque achavam que era minha culpa. Eles tinham a ideia em suas cabeças de que eu era fácil. Esses caras incluíram Tony e seus amigos. Liam era meu porto seguro. Ele até repitiu uma série, então ele estaria comigo até que eu estivesse fora do ensino médio, razão pela qual ele tinha dezenove anos quando ele saiu. —O que você está pensando tanto?—, Pergunta ele. Eu olho para ele. —Eu estava pensando no ensino médio e em tudo que você fez por mim. —Aqueles filhos da puta precisam serem chutados na bunda.— Ele sorri. — Novamente.


Eu rio porque o Liam entrou em muitas lutas. —Eu não sei como você não foi expulso, honestamente. —O MC—, ele confessa. —Claro que foi.— Eu rio de novo. Eu sabia que o MC tinha um grande papel nisso porque Liam estava em pé por mim, e ele era um prospecto. —Você está feliz por estar em casa, Liam?— É algo que eu estava morrendo de vontade de perguntar desde o momento em que ele chegou em casa. Comigo. Seus olhos vasculham meu rosto, e eu posso dizer que ele está pegando meu duplo significado. Eu internamente estremeço, aguardando sua resposta. Ele toca o lado do meu rosto. —Estou mais do que feliz em estar em casa, Baby. Desmaiada é a palavra que você poderia usar para me descrever agora. Eu pisco. —Bem, eu acho que estou feliz em te ver em casa—, eu provoco. Ele ri antes de cutucar os dedos no meu lado, fazendo-me rir alto, muito alto para esse tipo de restaurante. Eu cubro minha boca enquanto tento afastá-lo. A garçonete volta, franzindo a testa, mas nos dá um tempo. Ela sorri para nós dois depois que ela recebe nosso pedido de bebida. —Há quanto tempo vocês estão juntos? Vocês são um lindo casal. Eu começo a dizer a ela que não estamos juntos, mas Liam me corta. —Dez anos. Oh meu deus, ele está tentando roubar meu coração, não é? Ela pressiona o seu bloco de pedidos no peito. —Oh meu Deus, isso é tão fofo!— Ela suspira, olhando para nós dois. —Vou colocar seus pedidos de bebida.


Eu não tenho ideia do que dizer a Liam. Ele está tremendo com risadas silenciosas. Ele fez essa merda de propósito para me deixar sem palavras. —Idiota fodido—, eu sussurro em voz alta. Ele começa a rir, segurando seu estômago, e eu enfio um pedaço de pão em sua boca para calá-lo. Ele puxa o pão da boca e volta a rir. Então eu faço a única coisa que um adulto sensato pode fazer: Eu faço beicinho, cruzando os braços sobre o peito. Ele instantaneamente percebe o que estou fazendo e me puxa para o seu colo. Que instantaneamente muda meu beicinho para uma surpresa. Eu estou no colo de Liam. Eu lambo meus lábios, olhando de olhos arregalados para Liam, cujos olhos estão cheios de desejo. —Oh garoto—, eu sussurro em voz alta. A cabeça de Liam se aproxima mais e mais de mim, sua boca parando no meu ouvido. —Aqui não. Eu deslizo para fora do seu colo, tentando ignorar sua protuberância dura. Minha boca está seca e meu rosto está queimando de vergonha. O que você espera de uma garota que ainda é virgem aos vinte e seis anos de idade? Liam é o único cara que eu beijei, e ninguém me tocou lá embaixo. A garçonete retorna com nossas bebidas e eu agradeço a ela. Depois que eu peço, fico em silêncio. O que eu disse? —Foda-se—, diz Liam. Eu sigo seu olhar para ver minhas ex-melhores amigas, que me abandonaram para tornar a minha vida um inferno. —Apenas ignore essas cadelas.— Eu digo e ele acena, tentando esconder o sorriso dele. Ele coloca a mão debaixo da mesa, entrelaçando nossos dedos juntos.


Eu me inclino e coloco minha cabeça em seu ombro, tentando parar minha crescente ansiedade com a ideia de estar no mesmo lugar que essas pessoas. Isso não deveria me afetar, mas essas pessoas fizeram da minha vida um inferno. Há coisas que Liam não conhece. Elas tentariam me empurrar no banheiro das garotas e no vestiário, e eles me atrairiam e me machucariam de qualquer maneira que pudessem. Foi o inferno. Eu sou uma pessoa que vai assumir por si mesma, mas vai destruir você vivendo no limite vinte e quatro por sete. Eu não quero que nada estrague esse momento; Eu quero ter o primeiro encontro perfeito com Liam. Pensamento de desejo, não é?

Paisley Liam e eu tivemos um jantar incrível. Elas ficaram longe, e passamos o tempo todo nos conhecendo melhor e nos divertindo, gostando de estar na companhia um do outro. Liam e eu andamos de mãos dadas pelo restaurante para ver seis pessoas esperando por nós. Por que eu? Liam aperta seu aperto em mim, olhando para a parede de pessoas: Holly, Janice e Beatrice, minhas três ex-melhores amigas da escola e seus maridos. Eu não as vejo desde que cheguei em casa da faculdade anos atrás. O tempo não fez nenhum favor a essas três garotas. Elas se deixaram ir. Se elas estivessem no restaurante, eu garanto que elas comeram e fugiram sem pagar ou usaram o cartão de crédito de outra pessoa.


—Bem, se não é Paisley!— As mãos de Janice descansam em seus quadris. Ela está vestindo uma camisa curta com um par de shorts tão curtos que eu acho que eles foram feitos para ser roupas íntimas. —O que você quer?— Eu pergunto a ela em uma voz entediada. Eu não quero nada com isso. Isso é além do ridículo, e eu acabei de ter uma noite incrível. Todas as três meninas estão olhando para Liam. Eu acho que no ensino médio elas estavam bravas porque Liam e eu estávamos tão perto. E agora ele está de volta. Pode ser por isso que elas estão fazendo isso. —Olha, isso deveria ter sido deixado no ensino médio. Vamos apenas seguir caminhos separados e acabar com isso,— eu digo a elas, sorrindo. Liam deixa a mão cair das minhas costas e se move na minha frente como se ele estivesse pronto para me empurrar para trás dele a qualquer momento. As três meninas riem de mim zombeteiramente, e sei que não vai acabar bem. Eu mencionei que aprendi kickboxing nos últimos dois anos? Do canto do olho, vejo os três homens se aproximando de Liam. Liam endurece ao meu lado, então eu sei que ele viu a mesma coisa. Por outro lado, acho que preciso disso. Eu acho que é hora de me vingar. Elas me machucaram durante o ensino médio. Eu não sou a mesma garota. Se elas querem lutar, nós podemos. —Pare de se esconder atrás do seu homem.— Beatrice ri alto. Foda-se. Eu saio de trás de Liam e pego um laço de cabelo do meu pulso; então me inclino e tiro minhas botas.


Liam toca meu ombro. —Paisley? —Tudo bem, quem é a primeira? Todas as três meninas olham para mim, depois para o outra, em estado de choque. —Vocês estão ansiosas para fazer isso por malditos anos, vamos acabar com isso.— Minha voz é desprovida de emoção. Janice avança primeiro e se aproxima de mim. Ela pega meu cabelo primeiro. Muito original. Eu agarro o dela, torcendo a sua cabeça para o lado, e levanto meu punho, esmagando-o em seu rosto repetidamente até que esteja coberto de sangue. Eu chuto minha perna para fora, a chutando, e ela bate no chão com um baque. Eu olho para cima e vejo o punho de Liam se conectando com o rosto de outro cara, derrubando-o. Ele bate no chão ao lado dos outros dois homens. As outras garotas gritam e correm em minha direção. Liam agarra o cabelo de Beatrice. —Você não vai pular nela—, ele rosna para ela; então ele a deixa ir. Eu estava tão distraída com Liam que me esqueci de Holly e ela me joga no chão. O ar é arrancado de mim e sua mão se conecta com meu rosto em uma bofetada. —Uma bofetada, realmente?— Eu a viro de costas e dou um soco forte no seu rosto duas vezes, fazendo um som pesado. Ela levanta a mão tocando sua boca e cospe um dente. Eu me levanto, sabendo que ela está acabada. Eu ando até Beatrice, aperto a parte de trás de sua cabeça e bato no topo da caminhonete de Liam, derrubando-a. —Cadela—, eu assobio.


Liam está olhando para mim com os braços sobre o peito e um sorriso de merda no rosto. —As cadelas estavam pedindo. Ele ri e abre a porta do passageiro para mim e eu subo. Os três caras estão neste momento levantando e estão levando as mulheres para fora de lá. —Estou orgulhoso de você, Paisley—, Liam diz depois que ele fecha a porta, e eu os vejo sair, entrando no escuro. —Elas me torturaram o tempo suficiente. Seus olhos escurecem e sua mandíbula se aperta. —Eles fodidamente fizeram e eles não vão foder com você novamente. —Seus olhos vasculham meu rosto, parando em minha boca. Em uma fração de segundo, sua mão está enroscando no meu cabelo e sua boca está pressionada firmemente contra a minha. Eu suspiro em choque, e ele leva esse segundo enquanto minha boca está aberta para me beijar completamente. Sua mão descansa na minha bochecha, seus lábios se movendo sobre os meus de uma maneira que eu não posso descrever, e meu corpo está reagindo a isso. Minha mão desliza pelo seu peito e sob sua camisa. Eu tenho vontade de tocar seu abdômen por anos. Eu suspiro, afundando mais forte nele, e seus dedos puxam meu cabelo, inclinando minha cabeça para trás ainda mais. Ele rosna e morde meu lábio inferior. Eu gemo e me aproximo. Isso dura alguns minutos, minhas mãos se movendo em todo o seu corpo. Uma porta do carro bate ao lado da nossa e eu puxo para trás, minha cabeça caindo em seu ombro. —Eu tenho vontade de fazer isso por um longo tempo—, eu confesso e ele ri roucamente. Eu me sento no meu assento e aperto meu cinto de segurança.


Ele liga o caminhĂŁo e vamos para casa.


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ALGUMAS HORAS MAIS TARDE

Paisley Eu tomo um longo banho para lavar a sujeira da luta; então eu entro na sala de estar. Eu estou tendo dificuldade em envolver meu cérebro em torno do pensamento de que eu entrei em uma briga com três garotas esta noite, as três garotas que me torturaram durante o ensino médio. Eu não as via há anos. Até hoje a noite. Liam está recostado na poltrona assistindo TV. Ele olha para cima quando entro na sala. Ele me estuda. Estou usando outra de suas camisas, que tirei direto da mala dele e um par de suéteres largos. Estou nervosa e, sinceramente, um pouco envergonhada por lutar, porque não sou eu, mas senti que precisava ser feito. Eu tive um profundo sentimento de que a merda delas ia começar porque Liam está de volta. Liam dá um tapinha no seu colo e eu olho para o mesmo colo que ele deu um tapinha. Ele quer que eu me sente aí? Eu chupo meu lábio inferior entre meus dentes pensando, o que devo fazer? Naquela última vez que eu estava em seu colo, uma ereção estava debaixo de mim.


Seus olhos se estreitam e ele enrola o dedo, fazendo sinal para eu me aproximar. Jogando a cautela ao vento, eu ando até ele. Ele sorri e, inclinando-se para frente, agarra meus quadris e me coloca em seu colo. —Agora, foi tão duro?— Minha mente volta ao restaurante - seu pau. Sim, você não quer que eu responda isso. —Sim, foi.— Eu suspiro, como se fosse a coisa mais difícil do mundo para eu fazer. Ele se inclina mais para trás no sofá, me puxando junto com ele. Minha cabeça descansa sob o seu queixo. —Eu senti sua falta, Liam.— Momentos como esses me fazem pensar. Sua mão corre pelo meu braço, pelo meu ombro, pelo meu pescoço, fazendo-me tremer. —Eu também senti sua falta, Baby.— Sua voz é muito profunda. Deus, sua voz só ficou mais profunda ao longo dos anos. É profundo, enferrujado e absolutamente incrível—, isso causa arrepios na espinha. Esta noite foi nosso primeiro encontro, e aquela parte da noite foi absolutamente incrível. Essas garotas vieram e tentaram arruiná-lo, e Liam impediu que uma delas pulasse em mim. Eu bufo alto e ele me olha. —O que é engraçado?— Ele resmunga com aquela voz. Me prendendo. —Você a agarrou pelos cabelos. — Eu rio, lembrando da visão do rosto dela quando ele disse a ela para não pular em mim. Ele ri, voltando a passar a mão sobre meus braços e ombros. —Essa merda não acontece comigo. Sorrindo, eu digo confiantemente, —eu provavelmente poderia ter levado ela.


Ele ri alto, a cabeça jogada para trás. Eu bato no peito dele levemente. —O que? Você acha que eu não poderia? — Eu sento para trás, olhando para ele. Ele parece sério, sua mão subindo para cobrir o lado do meu rosto. —Claro que você poderia, Baby, você é foda. Ele está totalmente zombando de mim. —É melhor você não estar- — Eu não termino. Seus lábios estão nos meus mais uma vez. Meus olhos se fecham. Eu não acho que vou me acostumar com a sensação de seus lábios. Uma mão está enrolada em volta do meu rosto, controlando meus movimentos. Seus lábios se movem sobre os meus, como se ele estivesse fazendo amor com eles. Puxando, chupando e lambendo. Sua outra mão está acariciando minhas costas ternamente sob a minha camisa. Eu me mudo em seu colo até que eu esteja em cima dele. Eu só quero me aproximar. Minha mão afunda em seu cabelo e, quando ele se senta, minhas costas se arqueiam. Seu pau está ficando cada vez mais duro debaixo de mim. Está literalmente levando tudo em mim para não moer contra ele. Ele agarra minha bunda e eu pulo, acidentalmente me pressionando com força contra ele. Eu posso sentir meu rosto ficando quente de vergonha. Ele para de me beijar, seus olhos no meu rosto. Oh meu deus, ele pode me ver corando. Ele sorri docemente, ele pode ver, com certeza. —Paisley, Baby, nunca se envergonhe. Se dependesse de mim, eu estaria fazendo você vir mais e mais. Você ainda não está pronta para isso. Ele está certo. Podemos ter sido amigos por um tempo, mas ainda não exploramos essa parte, é um novo território. Meu rosto ainda está queimando de vergonha enquanto ele se move em minha direção, e meus olhos se fecham, pensando que ele está prestes a me beijar,


mas em vez disso ele começa a beijar meu rosto inteiro. Eu rio, tentando afastá-lo, mas ele continua me beijando em todos os lugares, e seus dedos cavam em meus lados. —Misericórdia!— Eu grito, lágrimas rolando pelo meu rosto de tanto rir. Ele finalmente cede, um belo sorriso no rosto. —Você é tão bonita.— Ele me puxa para um abraço. Ele não é o homem mais doce vivo? Deus deve realmente me amar —ou devo ter feito algo de que ele tenha orgulho— por ter me abençoado com tal homem. Minha mente vagueia com o pensamento de dormir em seus braços a noite toda, algo que eu sempre fantasiei. —Quer se aconchegar comigo? Dormir na minha cama esta noite? —Minhas palavras saem em uma corrida, antes que meu cérebro possa processar. Ele nunca diz uma palavra, mas se levanta comigo em seus braços. Eu acho que ele quer isso. Ele puxa o cobertor e me coloca na cama. Ele se senta ao meu lado, pega o controle remoto da mesa de cabeceira e liga a TV. Acende a sala com um brilho suave. Eu pulo na cama, abrindo mais espaço, e ele se deita ao meu lado. Eu tomo sua sugestão e coloco minha cabeça em seu peito duro e musculoso.


LIAM Eu olho para ela, deitada no meu peito, seu cabelo espalhado atrás dela. Ela é bonita; é difícil acreditar que estou com ela agora. Eu a queria há dez longos anos e, algumas vezes durante meus anos como SEAL, achei que nunca voltaria para casa. O pensamento dela, em casa, e a perspectiva de estarmos juntos um dia me mantiveram. Hoje à noite, aquelas três putas fodidas levantaram suas cabeças mais uma vez. Elas fizeram da sua vida um inferno durante todo o ensino médio. Elas eram suas amigas até o momento em que o zelador a atacou, e então tudo mudou. Elas fizeram merda que eu nunca soube até anos mais tarde. Paisley manteve o fato de que elas eram suas amigos em um ponto no tempo. Ela não é uma pessoa violenta; ela prefere falar através da merda. Mas esta noite, ela fez exatamente o que precisava fazer e deu uma surra neles. Eu não sou desse jeito. Eu prefiro acabar com a pessoa do que lidar com suas merdas. Eu sempre tive essa necessidade irresistível de protegê-la do mundo, para proteger sua doçura. Ela tem sido uma grande parte de mim desde os dezesseis anos e olhando para mim com seus grandes olhos. Uma mão acaricia meu rosto. —Vá dormir, Liam—, ela sussurra, abaixando sua mão e se aconchegando mais profundamente. Eu sorrio para o quarto escuro. Isso é o que eu esperei por tantos anos. Minha Paisley.


Paisley Eu olho para a entrada do hospital em desânimo. Eu quero estar em qualquer lugar, menos aqui. Eu quero gastar cada minuto com Liam que eu puder. —O que há de errado?— Ele pergunta, mas eu continuo olhando para o hospital. —Eu não quero trabalhar hoje.— Eu cruzo meus braços sobre o peito, fazendo beicinho. Ele ri, sua mão envolvendo minha garganta suavemente e me puxando, e ele beija o lado do meu rosto. —Eu estarei esperando por você aqui, quando você estiver saindo. Eu sorrio. —Esse será o destaque do meu dia. Seus olhos escurecem, sua mão apertando em mim. —Foda-se sim, é.— Ele diminui a distância entre nós e me beija com uma paixão profunda e crua que faz meus dedos enrolarem. Eu me afasto, mordendo meu lábio inferior. —Meu dia já está melhor.— Eu pisco e saio do carro. —Paisley, o que eu disse sobre essa merda?— Eu rio e espero ele andar ao redor do caminhão. Ele pega minha mão e me leva até a porta da frente. Está a apenas alguns metros de distância, mas Liam é extremamente protetor. Ele tem sido assim desde que éramos adolescentes. Mas agora? Ele está em outro campo de jogo.


Entramos na porta e ele se inclina e me beija uma última vez. Meus dedos torcem em sua camisa enquanto eu o beijo de volta com força. Eu me liberto, beijo sua bochecha e relutantemente deixo ele ir. Sua mão está firmemente plantada na minha bunda. Eu coro, recuando. —Tchau, Baby—, ele diz e eu ando pela porta, acenando para ele.

LIAM Eu recebi um texto de Kyle a cada hora me dizendo para vir conhecer os novos prospectos, que já estão no processo há seis meses. Não é fácil se tornar um membro de pleno direito. São necessários dois anos completos de experiência para serem considerados. Eles querem minha opinião sobre esses caras, e é por isso que estou aqui. Os cinco prospectos se levantam quando entro no clube. Respeito, marque um. Eu olho todos eles. Eu posso dizer que três deles são militares e os outros dois não são. Eu gosto dos três militares imediatamente. —Militar?— Eu pergunto a eles, já que eles estão na frente. Os outros dois caras já estão sentados, parecendo quase entediados. —Marines, meu nome é Shane.— Ele aperta minha mão, me olhando nos olhos. Ponto dois. O outro cara se levanta. —Marines também, Brett. Agora o último cara. Eu finalmente dou uma boa olhada nele. —De jeito nenhum. Tyler? — Ele ri e me abraça. Nós estávamos no treinamento juntos, mas depois fomos enviados para bases diferentes. —Como você esteve, cara?— Eu pergunto e ele recua.


—Acabei de sair há um ano. Eu me lembro de você falando sobre o MC e decidi porque não dar uma chance? Como está Paisley?— Ele pergunta, me dando um maldito sorriso malicioso. Ele sabe tudo sobre ela, provavelmente porque eu aborreci a merda dele porque ela era tudo que eu falava. —Por que você não vem jantar e pode conhecêla? Ele balança a cabeça, levantando sua cerveja. Eu enfrento os outros dois caras, e eles me olham de cima a baixo como se eu fosse uma merda debaixo de seus sapatos. —Eu sou o Todd e este é o Chris. —Eu sou Liam. Eu sou um membro do patch desde que eu tinha dezenove anos de idade. Vamos nos sentar aqui para conversarmos e ver por que vocês acham que vocês merecem ser parte do clube. Tyler me bate nas costas e caminha até a mesa com os outros dois militares, Shane e Brett. Os caras que eu não gosto de vadiar como eles possuem essa merda. Eu puxo uma cadeira e encaro todos eles, e eu os examino. Todd sorri para mim. Eu arqueio uma sobrancelha, morrendo para ele dizer algo para que eu possa bater em sua bunda. —Estar neste clube é uma porra de fraternidade, uma vez que você se torna um membro de pleno direito, você terá uma família que lutará, matará e morrerá por você. Isso inclui sua mulher, filhos e qualquer um com quem você se importe. —Eu deixei os SEALs há um ano, e quero essa irmandade de volta—, diz Tyler, e os outros dois concordam. Todd e Chris apenas olham ao redor da sala. —Se você conseguir entrar no clube, o que eu duvido que alguns de vocês vão ...— Eu olho Todd e Chris. Eles não farão outro mês a menos que eles limpem suas coisas. —Você será definido para a vida e sua família também. O salário


inicial é de quinhentos mil por ano e isso continuará a crescer. Se algo acontecer com você, sua família seria cuidada para sempre. Prospecção no clube não é fácil. Se você fizer um ano, então boa sorte para você, porque o segundo ano é o inferno. As mãos de Chris batem na mesa e eu olho para ele. —Como? Limpando os banheiros? — Ele joga a cabeça para trás, rindo. —Depois que terminarmos com você, você estará implorando para limpar banheiros.— Sua risada para imediatamente. Todd revira os olhos. —Como se você tivesse que fazer merda. Você era um adolescente fodido quando se tornou um membro, e todos nós sabemos como você entrou. —Eu entrei no clube porque eu lutei pela minha bunda. Eu fiz merda que nem homens crescidos não podiam fazer. Não venha para mim com essa merda fácil, eu tive mais do que você vai querer.— Eu aceitei o trabalho e fui treinado para ser um torturador. Isso é o que eu sou muito bom, e eu aprendi com a idade de dezoito anos. Era o que eu queria aprender, e tinha que passar por muita coisa para aprender. Fez a semana do inferno nos SEALs um passeio no parque. —Todos sabemos que você conseguiu por salvar a princesa. Eu sento, parado. Os olhos de Tyler se arregalam e alguém murmura: — Porra. —O que você disse? Todd se inclina. —Todos nós sabemos que você conseguiu por resgatar Paisley. Chris ri. —Eu aposto que você está feliz por estar em casa, ela é uma mulher bonita. Eu tentei por seis meses para entrar com isso. Ela me disse para me afastar.


O fogo está me queimando de dentro para fora. A merda que eles estão vomitando de suas bocas os terá fodidamente mortos. Todd se inclina sobre a mesa, de frente para mim. —Então, como você fez isso? Manter uma mulher tão linda quanto aquela por fodidos dez anos? Eu aposto que é apertada como merda.— Ele geme, sua mão descendo em direção ao seu pau. Eu joguei minha cabeça para trás rindo, e ele e seu amigo fodidamente riram junto comigo. Esse cara é o filho da puta mais idiota do mundo. Todd parece quase alegre, e ele cutuca seu amigo como se ele tivesse essa merda na bolsa. Eu me levanto, meus braços descansando na mesa, sorrindo para ele. —Você sabe o que, Todd? Ele ri novamente. —O que? —Você é o filho da puta mais idiota do mundo. Seu rosto fica pálido e ele olha para baixo; então ele se levanta, empurrando a cadeira para trás. —Corra!— Eu digo a ele, deslizando para fora da minha cadeira. Ele gira, correndo para a porta. Eu tiro minha arma e miro bem na parte de trás de seu joelho. Eu puxo o gatilho e ele bate no chão como uma pilha de pedras. Ele grita, segurando o joelho. Eu rio novamente, como ele é patético. Eu ando até ele, e Tyler segue. Eu pressiono meu pé no joelho de Todd. Ele grita alto. —Ah não! Eu aposto que está apertado como merda. Me desculpe!— Eu pressiono meu pé mais forte.


—Leve-o para a sala de interrogatório três—, digo a Tyler, Shane e Brett. Eu olho para o outro filho da puta. —Tire sua bunda daqui.— Chris sai correndo da sala sem um segundo olhar. Tyler e Shane levantam Todd do chão e o levam para fora do quarto. Eu olho para o filho da puta até ele estar fora de vista. Você pode fazer muito para mim, e eu não vou me importar nem um pouco. Mas você fode com Paisley, eu vou te matar e rir. Você não a desrespeita. Você não faz uma única merda a menos que queira morrer ou ser torturado até o fim da sua vida. Você não mexe com ela. —O que diabos está acontecendo?— O pai de Paisley, Torch, entra na sala com Kyle e Techy em sua bunda. —Repita as fitas, Techy, e mostre a ele. — Eu ainda estou chateado além da crença. Techy pega seu telefone, e os caras se reúnem enquanto ele repete a voz de Todd para eles, o que não ajuda minha raiva nem um pouco. Torch sai da sala, direto para a sala de interrogatório três. Eu acho que o filho da puta não achava que o pai dela era o vice-presidente do clube. Eu entro no quarto atrás de Torch para ver seu punho pousando diretamente no rosto de Todd. Um por um, todo mundo recebe sua vez, batendo a merda fora dele. Ele merecia cada maldito segundo. Eu me importo com Paisley. Ela é a garota mais doce que eu já conheci em toda a minha vida. Ninguém desrespeita ela. Ela tem sido meu coração desde que eu tinha dezessete anos. Ela já me possuiu.


—Depois que você acabar com o filho da puta, venha jantar às oito?—, Pergunto a Tyler, e eu lhe dou o endereço de Paisley. Ele pega o filho da puta do chão e o joga na traseira de seu caminhão. Ele viverá, mas estará sofrendo por um longo tempo. Eu recebo um texto de Paisley me dizendo que ela está saindo do trabalho uma hora mais cedo.

Paisley Finalmente! Penso assim que saio do hospital e vou direto para o caminhão de Liam. Está estacionado bem na frente e ele está encostado nele. Ele é o homem ideal. —Ei.— Eu sorrio para ele, e suas mãos pousam nos meus quadris, me puxando para ele, e ele me beija profundamente. Eu tremo, da minha cabeça até na ponta dos pés, me aproximando. Eu amo que podemos fazer isso agora; Tem sido um longo tempo. Ao longo dos anos, olhei para seus lábios imaginando como seria beijá-lo. Ele se afasta e beija minha testa docemente. —Tyler, meu amigo do básico, está vindo para jantar, está tudo bem?—, Pergunta ele. Eu aceno instantaneamente. —Isso está perfeitamente bem. Liam abre a porta e me ajuda a entrar na caminhonete. Quando ele se acomoda no banco do motorista e coloca as mãos no volante, percebo que os nós dos seus dedos estão machucados. —Quem você espancou hoje?—, Pergunto a ele.


Ele ri e olha para os nós dos dedos. —Ninguém importante, Paisley. Eu cruzo meus braços sobre o peito, sorrindo. —Mm-hm—, eu murmuro, dando-lhe merda. Ele ri e esfrega minha coxa. Eu sinto que fogo está disparando na minha espinha. Eu posso sentir Liam olhando para mim quando ele não está olhando para a estrada. Meu rosto está queimando de vergonha porque eu reagi dessa maneira apenas com um toque na minha coxa. Você tem que perceber que eu sou uma virgem de vinte e seis anos, e isso é algo que muitas mulheres não podem dizer. Quanto mais tempo eu estou ao seu redor, mas eu penso sobre isso e mais ansiosa estou para conhecer Liam dessa maneira. —Então, quando você se encontrou com seu amigo?— Eu pergunto a ele, pronta para tirar meus pensamentos deste lugar. —Ele é um dos prospectos para o Devil Sous. Ahh sim, eu lembro de conhecer um Tyler que está procurando pelo clube. —Que loucura, ele é um prospecto depois de todos esses anos. Liam assente. —Ele se lembrou de mim falando sobre o clube e decidiu ir em frente. —É incrível que ele se lembre de todos esses anos. Estou feliz que você tenha seu amigo de volta. Liam balança a cabeça, sorrindo para mim. Ele puxa o caminhão para uma parada na minha garagem. —O que é isso? —Você.


Meu estômago se afunda. O que ele quer dizer comigo? Ele olha para mim finalmente. —Você é apenas a mais doce, Baby. —Oh. — Meu coração está dando cambalhotas no meu peito. Minha mão descansa no meu peito, e eu posso sentir isso batendo na palma da minha mão.

LIAM Eu assisto enquanto ela põe a mesa de jantar. Ela está usando um par de jeans e minha camiseta, e o cabelo dela está solto em ondas em suas costas. Ela é perfeita. Eu também adoro o fato de que ela está vestindo minha camisa. Não acho que Tyler vai tentar roubar a minha namorada, mas isso não significa que não quero que todos saibam que a bunda dela é minha. Ela olha para mim, e me pega olhando. Ela sorri e abaixa a cabeça, escondendo o fato de que ela está corando. É difícil acreditar que alguém como ela esperou por anos para estar comigo. Ela poderia ter tido alguém que ela sempre quis. Mas por alguma razão desconhecida, ela me queria. Uma coisa que eu sei que não vou fazer é fazê-la se arrepender de estar comigo. Uma coisa é certa: babacas se alinharam no quarteirão tentando tomar o meu lugar, mas isso não vai acontecer. Todd tem sorte de ainda estar respirando; eu queria minha bala enterrada na sua cabeça, em vez de seu joelho.


Eu tiro os bifes da grelha, coloco no prato, e caminho para dentro, bem na hora que a campainha toca. Paisley coloca os bifes sobre a mesa. —Deixe o seu amigo entrar, eu tenho isto. Fodidamente legal, porra. Eu abro a porta da frente. —Ei cara, entre. — Eu seguro a porta aberta para que ele entre na nossa casa. Paisley vem ao virar da esquina, olhando com curiosidade. Tyler olha para ela e depois olha para mim. Eu sei exatamente o que ele está pensando, mas o filho da puta não vai dizer, porque eu não gostaria disso. Paisley fica ao meu lado, e eu coloco minha mão na bunda dela. Ela parece um pouco chocada, mas ela se afasta e estende a mão para Tyler. —Prazer em conhecê-lo, Tyler, sou Paisley. Ele balança a cabeça. —Ouvi falar muito sobre você. — Ele me dá um olhar zombeteiro. —Você era tudo que Liam falou durante o treinamento. Felizmente, ela sorri para ele. —Eu posso garantir que todos os meus amigos pensam a mesma coisa sobre mim.

Paisley Aposto que poderia trazer minha amiga para conhecer Tyler; ele seria perfeito para ela! Liam honestamente me chocou quando ele pôs a mão na minha bunda. Ele estava me reivindicando na frente de seu amigo, e eu sinceramente adorei. Eu o amo ser possessivo de mim.


Que garota não iria querer isso? Liam se senta ao meu lado na mesa, e Tyler está à nossa frente. Tyler é um homem bonito. Ele é um cara grande, e seu cabelo é ligeiramente mais longo do que do Liam. Ele tem esta figura perigosamente alto, moreno e bonito acontecendo. —Então, Tyler, é solteiro? Eu tenho uma amiga que é, —eu deixei escapar. Eles seriam muito bonitos juntos. Ele e Liam riem, e Liam desliza sua mão subindo e descendo minha perna. Eu coloco minha mão em cima da sua, meus dedos entrelaçando com os seus. —Sim, eu sou. — Ele toma um gole de sua cerveja. Eu bato palmas! Quero saber como posso os colocar juntos. Eu suspiro pensando. —Liam, um encontro às cegas! Ele mostra os dentes para mim, cheio de diversão. Eu reviro meus olhos e olho para Tyler, que está rindo sob sua respiração. Vanessa, seriamente precisa de alguém na vida dela. Ela precisa de alguém que se importe com ela, e a faça sentir-se segura. Ela teve uma infância de merda e ela vai a encontros, mas nunca teve um namorado sério. —Eu vou aparecer—, ele diz e eu sorrio para ele. Sinto Liam se aproximando, e ele aperta seus lábios na minha orelha. —Esse sorriso serve apenas para mim, — ele sussurra. Meu corpo inteiro treme. Eu beijo sua bochecha. —Tudo bem, vamos jantar. — Meu estômago ronca pela décima vez desde que estou em casa. Eu sou uma draga. Eu poderia comer o dia todo, e então uma hora mais tarde eu iria estar com fome novamente.


Durante a refeição, Liam está sempre me tocando. Ele toca minha perna ou pega no meu cabelo. Eu amo como ele é carinhoso. Eu saio do chuveiro por volta das 10:00 e coloco outra das camisas do Liam e um par de calças de pijama. Entro em meu quarto, só para ver Liam deitado de costas, sem camisa, com os braços atrás da cabeça. Deus, dê-me forças para não fazer coisas impensáveis, agora. Eu engulo duro, tentando não me deixar parecer afetada como eu estou. Eu jogo minhas roupas no cesto da roupa sujas e tento parecer tranquila enquanto vamos para a cama, mas por dentro estou tudo menos isso. Liam puxa para trás o cobertor para mim, e eu deslizo na cama ao lado dele. Olho para ele, e ele vira, seu polegar pressionado no meu lábio inferior. —Baby—, ele sussurra, antes de colocar sua boca na minha, ele fala tão baixinho que quase parece uma pluma. Deslizo meus dedos na parte de trás da sua cabeça. Eu deixo meus olhos abertos, encarando profundamente os dele. Eu sorrio, meus lábios se movem contra os dele um pouco. Ele inclina a cabeça para o lado, o polegar acariciando minha bochecha. Eu rio, mordendo meu lábio e movo minha cabeça para frente, tentando beijá-lo. Ele abaixa a cabeça para beijar o lado do meu pescoço. Eu instintivamente inclino a cabeça para o lado, seus lábios mordiscando, beijando. Oh meu Deus. Eu tremo e levanto minha perna deixando-a descansar na parte de trás da sua coxa. Ele leva essa dica para mover-se entre minhas pernas, ainda beijando meu pescoço e garganta.


Sua mão lentamente desliza para baixo, ao lado da minha coxa, que está enrolada sobre seu quadril. Eu o quero, muito. Ele levanta a cabeça e os olhos estão escuros com desejo. Seus lábios finalmente se conectam com os meus, e eu ronrono e inclino meu quadril, tentando obter qualquer tipo de alívio. A mão dele está na minha coxa, movendo-se lentamente em direção a... Eu congelo, esperando para ver o que ele vai fazer. Sua mão se move mais e mais perto, arrepios seguindo em seu toque. Seu dedo para na borda da minha calcinha, seus lábios se separam dos meus e eu abro os olhos para olhar para ele. Seus olhos estão procurando meu rosto e eu aceno, dando a confirmação que ele está querendo. Seus dedos envolvem a borda da minha calcinha, puxando. Eu suspiro quando seu polegar pressiona contra meu clitóris. —Deus, — eu suspiro mais uma vez, fogo deslizando através de mim. Liam se afasta, removendo a mão dele. Ele agarra a parte inferior da minha camisa, eu levanto os braços, e ele puxa minha camisa e a deixa cair no chão. Ele lança a minha calcinha no chão junto, deixando-me completamente nua sob o seu olhar. O desejo de me esconder é forte. Liam desliza suas por cima de mim, me monta do, deslizando pelo meu corpo, parando seu rosto bem acima do meu peito. Ele olha para mim uma última vez antes de sua boca me chupar. —Foda-se, — eu assobio, prazer disparando direto para minha boceta. Sua mão volta a deslizar entre minhas pernas, seu polegar acariciando meu clitóris. Ele alterna para outro peito, sugando e mordendo.


Me deixando louca. Ele beija seu caminho pela minha barriga, minha coluna arqueando. Minhas mãos estão acima da minha cabeça, segurando na cabeceira da cama. Não acredito que isto está acontecendo agora. Suas mão param e eu olho para baixo para ver sua cabeça entre minhas pernas. Eu aperto os olhos fechados. Ele realmente está fazendo o que eu acho que ele está? Eu sinto sua respiração antes dele arrastar sua língua em meu clitóris. As mãos dele envolvem em torno de minhas coxas, levantando-as até que estejam em seus ombros. Eu mudo minhas mãos de cima da minha cabeça para me acomodar na parte de trás de sua cabeça. Meus dedos se enrolam e um dedo desliza lentamente dentro de mim, curvando-se. Eu jogo minha cabeça para trás. Minhas pernas estão tremendo. Estou bem no limite. Eu aperto em torno de seu dedo, meu corpo inteiro endurecendo. Ele enrola o dedo e chupa ao mesmo tempo, e eu gozo duro. Meu corpo inteiro está tremendo, e eu cubro meu rosto com minhas mãos, descendo desse orgasmo incrível. Liam beija os dois lados da minha coxa e eu tremo e olho para ele. Ele tira o meu cabelo do meu rosto, esfregando minha bochecha. —E você? — Eu pergunto a ele. Ele sacode a cabeça. —Baby, isso foi sobre você. — Ele me cobre com o cobertor e eu me viro e deito em seu peito.


—Eu não posso acreditar que isso acabou de acontecer—, eu sussurro e ele ri alto. Seus dedos deslizam pelas minhas costas suavemente. —Isso vai acontecer de novo e de novo, Baby. A excitação flui através de mim, borboletas brotam em meu estômago, e seus dedos suavemente esfregam minhas costas e acariciam meu cabelo, fazendo com que meus olhos se fechem. Em momentos como este, me impressiona como sou abençoada. Esperei que Liam voltasse para casa, para mim, desde que eu tinha dezoito anos e agora tenho vinte e seis anos. A sensação dele me segurando agora? Valeu a pena e muito mais. —Liam? —Sim, menina doce? Eu sorrio em seu peito. —Estou feliz que você esteja finalmente em casa. Ele beija o topo da minha cabeça. —Estou feliz por estar em casa. Eu fecho meus olhos, beijo as costas da mão dele, e coloco debaixo do meu rosto. —Boa noite. —Noite, amor.


6

UMA SEMANA DEPOIS

Paisley Por que eu concordei em ir pescar com Liam? Lamento essa decisão quando eu olho para o relógio na mesa de cabeceira; ele diz 04:00. Ele quer estar na água bem cedo. Não me entenda mal — eu amo pescar — mas pescaria noturna é ruim na minha opinião. —Baby. — Ele ri alto, puxando meus pés. Eu chuto minhas pernas, enfio minha cabeça mais profundo no travesseiro e coloco a coberta sob meu pescoço. Ele ri de novo, completamente divertido, aparentemente. Eu não sou uma pessoa da manhã, nem um pouco. O cobertor sob meu pescoço é puxado para fora e minhas desesperadas mãos tentam pegá-lo. Ele é jogado no chão, eu olho para Liam, pronta para machucá-lo. Ele segura o estômago dele e se inclina, porque ele está rindo de mim muito duro. —Querida, temos que ir! O peixe vai ser fisgado em breve, —ele me informa, rindo de orelha a orelha. Estou tentando ignorar o fato de que ele é absolutamente lindo.


—Estou com frio. —Eu tenho que escovar o cabelo e vestir minhas roupas, choramingando puxo a camisa que estou usando para baixo sobre as minhas pernas. Ele revira os olhos para mim, se vira e vai para meu armário. —Você apenas revirou seus olhos para mim, Liam? — Pergunto, fingindo estar louca. Ele ri e sai do armário com um par de calças de brim, uma camiseta, um casaco e minha botas. Ele coloca as coisas na cama para mim, e agarra a parte inferior da minha camisa, puxando-a pela minha cabeça. Ele realmente está fazendo o que eu acho que ele está? Ele joga minha camisa no cesto de roupa ao lado da porta; então ele se abaixa e pega meu sutiã do chão. Ele coloca o sutiã em mim com muita facilidade e sorri quando olho para baixo, espantada. —Baby, eu tenho tirado e colocado essa coisa de você por semanas, várias vezes. — Ele suspira, parecendo muito satisfeito consigo mesmo. Eu coro e cubro meu rosto. Ele está correto; estamos jogando e experimentando muito. Eu finalmente desci sobre ele, e fiquei completamente apavorada. Eu tive que perguntar a ele o que fazer, e ele me ajudou a conseguir fazer isso. Eu estava envergonhada, porque eu não tinha muita noção. Ele achou que era a coisa mais fofa do mundo, claro. Ugh, homens. Foda-se minha vida. Agora ele está sendo a coisa mais fofa, em minha vida. Ele puxa minha camisa na minha cabeça, e eu sorri para ele. Ele balança a cabeça e puxa meu jeans sobre meus pés até as minhas coxas. Então ele coloca um braço em torno de


minhas costas, levanta-me e puxa para cima, o que é uma façanha difícil, lembrese, eu não sou a coisa mais pequena do mundo. Ele me coloca para baixo na cama e depois entra no banheiro e sai com uma escova de cabelo. —Você é a pessoa mais doce do mundo. Ele olha para mim e me puxa para a borda da cama, e eu cruzo as pernas, deixando-o escovar meu cabelo. —Eu não sou doce, — ele resmunga. Eu ri. —Bem, você é comigo. Ele para de escovar meus cabelos. —Claro que sou querida, você é minha mulher e você merece ser entregue o mundo. Meu coração quase parou, não consigo aguentar essa pessoa. —Liam—, eu sufoco, meus olhos cheios de lágrimas e minha garganta apertada. A escova de cabelo para, mais uma vez. —É melhor você não chorar, sabe o que eu disse sobre essa merda. — Ele joga a escova em cima da cama e bate do lado da minha bunda, eficaz para secar minhas lágrimas. —Ai. — Esfrego o lado da minha bunda. —Quer que eu beije para fica melhor? — Seus olhos escurecem, olhando para minha boceta. Eu empurro o peito dele, o levantando. —Ambos sabemos que se fizer isso, nós não vamos pescar hoje. Eu começo a passar por ele, e ele me puxa para perto e me beija duro, pousando na minha bunda mais uma vez a mão dele.


Eu amaldiçoo. Corro minha mão na perna dele e pego as bolas dele. Ele salta e se afasta, parecendo chocado. Eu corro para o banheiro, rindo com a visão de seu rosto. ** Eu sorrio com a visão de seu rosto novamente, quando eu pego outro peixe. Isso faz o meu peixe número 20, e ele só pescou três. Ele está aborrecido na frente do barco. —Oh, Baby, você pode ter um presente, — digo a ele. Ele olha para mim e vira-se, dando-me as costas. Isso não é uma vista ruim, não vou mentir. O barco está amarrado em uma doca. —Que tal eu descer para beira da água um pouco. Ele não diz uma palavra e eu rio de novo. Eu pego minha vara de pescar e saio do barco. Eu ando pelo riacho, ainda à vista do barco, mas longe o suficiente para não interferir Liam. Ele acena com a aprovação. O cartel ainda é um problema, apesar de estarem quietos ultimamente. Eu pego meu telefone e jogo minha vara de pescar. Um pouco depois, ouço alguém andando atrás de mim e me viro para ver um homem carregando um enorme peixe. Eu sorrio quando uma ideia se forma. —Psiu—, eu digo para o homem. Ele é um homem mais velho, provavelmente com sessenta ou mais. —Olá, mocinha.


—Posso pedir um favor?

LIAM —Liam! — Paisley grita, e eu olho para baixo para vê-la segurando um peixe enorme. Não consigo acreditar nesta merda! Ela já apanhou todos os malditos peixes neste lago hoje, e agora ela pegou um peixe que é quase tão grande quanto ela é. Eu abaixo minha vara de pescar e saio do barco para ajudá-la com os peixes. Assim que eu chego lá, ela está sorrindo de orelha a orelha. Pedaço de merda. —Olha! —, ela diz, animada. —Feliz por você, Baby. — Eu gemi. Por que diabos ela está registrando tudo? Ela ri alto, e um velho caminha na nossa direção. Rindo, ele leva o peixe dela. Ela fodidamente me enganou. Ela ri com mais força ao ver meu rosto e o velho está quase caindo no chão. Eu me abaixo e a jogo sobre meu ombro, e ela belisca minha bunda. Eu ando até a beira do cais. —Liam, é melhor você- — Ela não consegue terminar o que ela estava tentando dizer. Eu a atiro na água e ela aparece rindo. —Eu estava com calor de qualquer maneira. Obrigado, amor. Uma merda assim.


Paisley Ele se inclina e estende os braços. Eu deslizo minhas mãos nas suas e ele me puxa para fora da água. Eu tremo no ar frio; definitivamente não é tempo de natação. —Porra.— Ele me puxa com força para o lado dele, me levando em direção ao barco. Ele me ajuda a entrar e começa a puxar roupas e cobertores para fora dos compartimentos sob o assento. —Troque de roupa. Eu vou segurar o cobertor para você para que ninguém possa te ver. — Ele levanta o cobertor, mas não longe o suficiente para que ele não possa ver eu me trocar. Eu arqueio uma sobrancelha, e ele sorri e me observa tirando minhas roupas. Eu puxo meu jeans para baixo, e meu telefone bate no fundo do barco. —Você tem sorte de ser resistente à água—, digo a ele, e me inclino para ter certeza de que está tudo bem e, felizmente, está tudo bem. Eu vejo um texto de Vanessa me dizendo que ela está nervosa sobre seu encontro hoje à noite com Tyler. Uma ideia se forma, e sorrio e apago o texto para que Liam não o veja. Esta noite estamos tendo uma noite de encontro. ** Eu falei com Liam para jantar comigo. Estamos sentados a alguns lugares de distância ... do que você sabe! Vanessa e Tyler estão em um encontro hoje à noite! Liam olha para eles e para mim, completamente divertido. —Esqueci que eles estavam se encontrando esta noite. — Encolho os ombros enquanto eu vejo Tyler. Vanessa ainda não chegou.


Tyler olha e ri quando ele nos vê. Eu escondo meu rosto no peito do Liam, tentando controlar meu riso. Liam, empurra-me para a cabine e instala-se ao meu lado. Reparei que ele escolheu o lugar de frente para eles; ele também é intrometido. —Você está preocupada com ela. Olho para Liam, acenando. Estou preocupada com ela. Ela não namora e, sinceramente, ela está com medo dos homens. Ela teve realmente uma vida difícil, e eu quero que ela seja feliz. —O que aconteceu? Olho para o menu, entristecida por pensamentos do que ela lidou em sua vida. —Não é a minha história para contar, mas ela teve uma vida difícil, até dar certo. Uma infância muito ruim. Ele balança a cabeça com raiva. —Só quero que ela seja feliz. Eu acho que Tyler seria perfeito para ela. Ele ri e beija do lado da minha cabeça e eu deito a minha cabeça contra seu ombro. Vanessa entra no restaurante. Contei-lhe o seu número da cabine, é por isso que ela chegou lá certo. Ela ainda não sabe que nós os observamos. Vanessa tem cabelo castanho escuro longo que chega a sua bunda, lindos olhos castanhos e sardas cobrindo o nariz e os topos das maçãs do rosto. Ela para e olha para nuca do Tyler, e vejo que ela quer se virar e correr de volta para fora. Ela aperta suas mãos juntas e caminha até a cabine, parando no final da mesa. Tyler olha para ela e sua boca cai aberta, olhando para ela com admiração.


Eu cubro minha boca tentando parar meu riso. Liam pressiona os lábios contra o meu templo, tentando esconder seu riso. Tyler se levanta e inclina-se sobre a mesa, ele mal pode ficar de pé. Ele diz algo e a ajuda a sentar em seu lugar. Que bonitinho. Eu suspiro ao assisti-los. Eles são tão românticos. —Vamos lá, querida, vamos sair e podemos pegar uns hambúrgueres. Eu aceno. Eu só queria ter a certeza que ela está ok. Nós saímos do restaurante, e eu olho pela janela para vê-la sorrindo de orelha a orelha. Eu quero que ela seja feliz; ela tem sido minha melhor amiga durante anos. Tyler está olhando para ela como se ela fosse uma deusa, e ele não consegue acreditar que ela está sentada na frente dele agora. Isto é muito fofo! —Paisley! — alguém grita por mim. Eu me viro para ver o cara que me convidou para sair um mês antes de Liam chegar em casa. Ele trabalha no hospital como guarda de segurança. Liam envolve seu braço em volta da minha cintura, seu aperto firme, na borda. Eu coloco minha mão em seu peito. O cara se aproxima, ignorando completamente Liam. —Como você tem estado? Eu não te vejo há um tempo.— Ele sorri feliz, mas não alcança os olhos. Ele poderia ser um cara legal, mas algo sobre ele simplesmente não fica bem comigo. Além disso, mesmo que ele fosse o melhor cara do mundo, não importaria, porque ele não é meu Liam.


—Eu estive bem, estava muito ocupada—, digo a ele. Eu esfrego o peito de Liam, esperando que ele entenda a dica. Seus olhos vão para a minha mão descansando no peito de Liam, mas ele não olha para Liam. Ele apenas olha para mim. Esse cara tem o maior caso de cegueira do mundo ou simplesmente é burro. Eu estou indo com o último. —Você mudou de ideia sobre sair?— Ele pergunta com um sorriso esperançoso no rosto. Liam ri alto e o cara finalmente olha para ele. Seu rosto fica pálido, e eu olho para Liam e vejo exatamente o que eu esperava. Ele está chateado. É honestamente um enorme tapa na cara para um cara se aproximar de mim na frente do meu homem; é desrespeitoso. Ele recua com as mãos para cima. —Eu não sabia. —Corra—, Liam rosna. Ele se vira e corre sem parar pelo estacionamento. Liam ri alto e eu rio junto com ele. Ele vai superar isso. —Ele sabe que estou tomada agora. — Eu pisco e coloco o cinto de segurança. Liam envolve a mão em volta do meu pescoço. —Isso é fodidamente certo, você é minha e sempre será minha. — Ele me beija e eu torço sua camisa em minhas mãos, puxando-o para mais perto. Um dedo toca minha parte interna da coxa e eu chupo o lábio dele. Meu corpo tenciona, esperando o que ele vai fazer.


Seu dedo para a uma polegada da minha boceta, e eu estou latejando de necessidade neste momento. —Quando chegarmos em casa. — Ele rosna, me beijando uma última vez e bate sua porta com força. Eu me inclino contra o encosto de cabeça, olhando para o teto. Se eu já o quero tanto assim, imagine como será quando fizermos sexo. Eu meio que espero que seja em breve. Por um lado, talvez seja cedo demais, mas, por outro lado, o conheço desde os dezesseis anos e o desejei todos esses anos. Eu quero ele e sei que ele me quer. Não há dúvida em minha mente de que estaremos juntos para sempre. Algumas coisas da vida são apenas para ser. Ele sobe no caminhão, o veículo rugindo para a vida. Uma tonelada de motos estaciona no estacionamento. Os The Grim Sinners MC, vejo Lane, Wilder, Derek e um monte de outros correndo em direção ao supermercado. —O que diabos está acontecendo? — Eu pergunto a Liam. Ele desliga o caminhão e pega o telefone. Meu palpite é que ele está chamando Lane. Ele está ao telefone por um minuto ou mais. —Um dos membros originais foi pego na mercearia por um dos membros do cartel. — —Ele está bem? —Sim, eles estão bem — apenas alguns arranhões. Os caras acabaram com eles. — Ele ri e liga o caminhão de novo. —Não precisam de minha ajuda, e não quero expô-la para os caras do cartel. Ele sai do estacionamento e eu abro minha janela e aceno para Wilder, que está de pé em sua motocicleta. Eu acho que o cartel está apenas por aí. Eu não gosto que eles fiquem em silêncio como se estivessem esperando para atacar.


Dois lugares que me sinto segura são minha casa e o clube. Minha casa tem paredes de aço que vão cair para cobrir a casa, se necessário, e você não pode entrar a menos que eu o deixe entrar. Chegamos em casa um pouco depois, depois de parar para pegar um pouco de comida. Quando entro em casa, meu telefone começa a tocar. —Olá? —Hey! — Vanessa sussurra ao telefone, e eu posso ouvir sua excitação. —Como foi seu encontro? Liam se despe bem na minha frente, me deixando fascinada. Foda-me. —Está indo muito bem, eu corri para o banheiro para ligar para você e dizer obrigado. Ele é gostoso. — Ela ri e eu ouço a água ligar no fundo. —Estou tão feliz que você está se divertindo! — Eu digo a ela. Liam pisca para mim antes de entrar no banheiro, sua bunda nua para o mundo ver. —Eu tenho que ir. —Tchau! Divirta-se. —Eu desligo o telefone e o jogo no balcão. Liam caminha de volta para o quarto, ainda completamente nu. Meus olhos imediatamente vão para o seu pau. Ele limpa a garganta e eu olho para cima. Eu coro com o sorriso no rosto dele. Ele se aproxima, agarra o fundo da minha camisa e puxa-a sobre a minha cabeça. Eu sorrio para ele, colocando minha mão em seu peito. Ele descansa a mão no meu maxilar, beijando minha testa. —Liam. —Eu fecho meus olhos, apreciando sua presença.


Em momentos como esse, fico surpresa por tê-lo em minha vida. Às vezes eu só tenho que tirar um momento para me recompor. Ele beija minha testa, minhas bochechas e, finalmente, meus lábios. Eu tremo e envolvo meus braços ao redor de seus ombros. Ele agarra minha bunda e me levanta do chão, e eu envolvo minhas pernas em torno de sua cintura. Ele se inclina comigo ainda em seus braços, a cama pressionando contra minhas costas. Ele puxa para trás e desabotoa minhas calças, puxando-as para baixo das minhas pernas junto com a minha calcinha. Ele olha para mim e eu tremo com o olhar aquecido em seu rosto. Querido deus, esse homem pode me matar. Ele me levanta da cama e me coloca em seu peito. —Monte meu rosto. Espere o que? —Liam... — Eu começo a discutir, mas ele sorri, me levanta mais uma vez e me coloca em seu rosto. Eu jogo minha cabeça para trás no sentimento incrível, e eu aperto a cabeceira da cama. Dedos são enterrados nas bochechas da minha bunda, e ele empurra meus quadris com o movimento de sua língua. Minhas pernas estão tremendo em sua cabeça. Estou pronta para explodir a qualquer momento. Ele senta-se comigo em seus braços. Eu agarro a parte e trás da sua cabeça, e minhas pernas apertam sobre seus ombros. Sua cabeça treme e eu caio sobre a borda, e eu tremo tanto que eu perco o controle sobre ele e começo a cair para trás. Eu estou de costas gentilmente na cama e ele passa as mãos pelo meu corpo. Eu quero segurá-lo. Eu me levanto e o puxo para baixo, então estou afagando com ele. Quando eu quero fazer sexo? Eu sinto que é hora porque, embora eu não queira admitir isso em voz alta, eu o amo. Liam tem sido meu coração por muitos anos. Finalmente estarmos juntos é a prova completa de que eu o amo, e eu o amo mais a cada dia. Não há uma dúvida em minha mente.


No momento ele está olhando para o meu rosto, passando os dedos pelo meu cabelo com tanta ternura que não há dúvida em minha mente que ele também me ama. —Eu quero você—, eu sussurro e eu endureço, aguardando sua resposta. Por que eu apenas deixei escapar assim? Sua mão para no meu cabelo e ele olha para mim, seus olhos procurando meu rosto, e meu palpite é que ele está se perguntando se eu estou falando sério. —Baby, você tem certeza?— Sua mão cai do meu cabelo para o meu rosto, seu polegar acariciando minha bochecha. Eu entrelaço meus dedos com os seus e beijo as costas da mão dele. —Eu quero você, Liam. Está na hora. Ele sorri lindamente e me beija profundamente, cheio de paixão. Ele arrasta a mão pelo meu corpo e entre as minhas pernas, o polegar pressionando no meu clitóris. Eu sou extremamente sensível desde o meu orgasmo, e eu gemo e cubro minhas unhas nas costas dele. Ele me beija com tudo dele. É como se ele estivesse tentando despejar tudo o que está sentindo. Ele me leva ao limiar mais uma vez, mas ele para quando eu estou prestes a vir. Minha respiração está irregular e meu corpo enrijece. Ele me leva ao topo da cama, minha cabeça descansando no meu travesseiro. Ele se acomoda entre as minhas pernas e eu solto uma respiração profunda, sentindo-me nervosa porque isso é um grande negócio. É um negócio maior porque é com ele. —Amor, você tem certeza? —, Ele me pergunta mais uma vez. Eu aceno com a cabeça imediatamente. —Tenho certeza. Eu quero você, meu Liam. Ele sorri e pressiona a testa contra a minha, os cotovelos apoiados em ambos os lados da minha cabeça.


Eu sei que isso também é um grande negócio para Liam, esta é a primeira vez dele também. Nos conhecemos quando ele tinha dezessete anos e eu com dezesseis anos, e nos comprometemos um com o outro. Nós só queríamos um ao outro, e nunca namoramos ou pensamos em mais ninguém. Este é um momento especial que estará conosco para sempre. Eu corro minhas mãos pelas suas costas. —Você está bem com isso também, Liam? Ele sorri e me beija. —Baby, eu estava pronto há anos atrás. Eu rio alto e ele abaixa a cabeça. Eu sinto seu pau na minha entrada. Eu estou em controle de natalidade e tenho estado desde que eu tinha treze anos e meus períodos eram insuportáveis. Liam não é um cara pequeno. —Relaxe querida. —Ele esfrega meus quadris e eu deito de volta no travesseiro e relaxo meu corpo. Ele lentamente começa a pressionar em mim, olhando para o meu rosto o tempo todo, e eu estremeço com a sensação de estar esticada. Sua mão deixa meus quadris e vai para o meu clitóris, seu polegar pressiona para baixo e circula. Eu inclino meus quadris, e ele desliza um pouco mais e afunda ainda mais. Ele para e olha para mim e eu aceno, então ele avança, até que eu o levo até o fim. Foda-me. Eu escondo meu rosto no travesseiro. Tenho certeza de que não é doloroso para muitas garotas, mas, lembre-se, Liam não é um cara pequeno, e quando digo que ele não é pequeno, quero dizer que ele tem uns bons 20 cm ou mais e é grosso.


—Porra, Paisley, está me matando que você está sofrendo —, diz ele duramente e eu ouço um som. Eu olho para cima para ver que ele socou a cabeceira da cama, deixando uma marca. Eu olho para ele, seus olhos se prendem nos meus e seu rosto se torce em puro horror ao ver minhas lágrimas. —Foda-se querida, sinto muito. —Ele enxuga minhas lágrimas. Ele se inclina para frente, os cotovelos dos dois lados do meu rosto e beija minha bochecha. —Eu estou bem, Liam, você não é um cara pequeno. —Eu bato no quadril dele e ele ri. —Agora não é a hora de inflar meu ego. Eu rio mais forte, ele inclina seus quadris, e estou surpresa com o quão bom é. —Eu estou pronto para ir. Ele move seus quadris novamente e eu tranco minhas pernas ao redor deles. Ele olha para mim, seus olhos nunca deixando os meus. Eu coloco minha mão em sua bochecha e ele pega minha mão e a beija. Quem não poderia amá-lo? Ele é o cara mais doce. Ele mói contra o meu clitóris. Eu suspiro e ele se move mais rápido, seus quadris inclinando para bater em um ponto dentro de mim que me faz apertar sobre ele. Eu jogo minha cabeça para trás e seu dedo está de volta ao meu clitóris mais uma vez. Eu aperto ainda mais forte, meus dedos dos pés enrolando. Minhas pernas estão fracas e eu as deixo cair na cama. —Oh meu deus, Liam—, eu lamento. Ele morde meu pescoço, seu dedo e polegar apertando meu clitóris. Eu gozo duro, e ele goza duro comigo.


Nossos corpos estão tremendo, e eu apenas me apego a ele pela sua vida. Ele beija meu pescoço e acaricia meu lado. Eu amo que ele não se coíbe de demonstrar afeição. Do lado de fora você vê esse alfa enorme e fodão, mas eu fico desse lado dele. Só eu. —Isso foi perfeito. —Eu o abraço. —Você é perfeita. —Ele se inclina e me beija. Sim, eu o amo.


7

Paisley Chegamos do lado de fora da casa da irmã de Liam. Braelyn adotou-o quando ele se mudou com ela aos dezessete anos. Liam teve uma vida muito dura antes de vir morar com ela. Espero nunca conhecer o pai dele porque provavelmente o espancaria gravemente. Em minha mente, eu apenas imagino um pequeno Liam e seu pai batendo nele. Me irrita diretamente. Liam e eu andamos de mãos dadas até a porta da frente, que se abre, e duas criancinhas saem correndo, Xavier e Samantha, sobrinha e sobrinha de Liam. Liam solta minha mão e pegou os dois. Ele os abraça com força e Braelyn corre para fora em seguida, abordando Liam em um abraço, e ele ri, levantando-a do chão. Braelyn é tão bonita quanto eu a conheci há dez anos. Ele a coloca para baixo e ela vem direto para mim. Eu a abraço de volta e ela sorri para nós dois. Liam toma minha mão novamente e arregala seus olhos, olhando para nossas mãos unidas. Ele a coloca no chão e ela vai direto para mim. Eu a abraço de volta e ela sorri para nós dois. Liam pega minha mão novamente e seus olhos se arregalam, olhando para nossas mãos unidas.


—Já era hora! — Ela diz em voz alta e nos abraça novamente, desta vez com nós dois juntos. Eu olho para a porta da frente e vejo Ethan sair, parecendo tão bonito quanto sempre. Seu cabelo está grisalho nas têmporas, e isso o torna dez vezes mais quente, na minha opinião. Ethan tem que ser um dos melhores caras que eu já conheci, mas ele também é um alfa e um policial. Braelyn veio de um fundo de merda e ficou sem-teto por um longo tempo até que Ethan a aceitou. —É bom ver você, Liam, feliz por você estar em casa. —Ethan caminha até Liam e eles fazem a coisa de homem se abraçando. Braelyn pega minha mão e me puxa para dentro da casa, me afastando de Liam. Eu olho de volta para ele e ele está sorrindo para mim. Filho da puta. Ontem à noite, de certo modo, mudou tudo. Nós temos uma conexão mais profunda que eu não posso explicar e eu amo isso. Eu o amo. Eu só quero estar perto dele vinte e quatro horas por dia.

LIAM Ela sobe as escadas para a casa com a minha irmã. Eu olho para ela de volta e me bate mais uma vez que ela é minha. A noite passada foi a melhor noite da minha vida. Isso selou a porra do negócio e eu a desejei por muito tempo. A espera valeu a pena dez vezes. —Finalmente pegou a garota.— Ethan está sorrindo, seus braços sobre o peito.


—Era fodidamente a hora—, eu confesso e ele ri, batendo no meu ombro. Nós seguimos as garotas. Xavier e Samantha já estão na casa. Paisley sorri para mim quando eu entro na cozinha, e isso me atinge na porra do coração porque eu amo essa mulher e eu tenho amado por um longo tempo. Às vezes só me impressiona quanto. Outra mulher não passou pela minha cabeça. Eu não vejo ninguém além dela. Tudo está embaçado, menos ela. Ela é minha vida, meu mundo. Meu tudo. Eu vou casar com ela, ter filhos e ter uma família. Eu vou ser o pai que eu nunca tive. Eu quero tudo isso. Eu ando até ela, a levanto para fora de seu assento e a beijo. Eu a beijo com tudo o que tenho em mim. Suas mãos estão torcidas na minha camisa, me devolvendo tudo o que estou dando a ela. Eu puxo para trás, colocando a minha testa contra ela, e olho profundamente em seus olhos, minha mão envolvendo seu queixo. —Porra, eu te amo Paisley. Lágrimas enchem seus olhos imediatamente. —Eu também te amo, Liam, muito. —Ela me beija novamente, as lágrimas caindo pelo seu rosto. Eu a levanto e coloco sua bunda no balcão, minha mão enterrada em seu cabelo, controlando o beijo. Ela se afasta e olha para a mão dela, que está colocada sobre o meu coração. —Eu não posso acreditar que tudo isso pertence a mim—, ela sussurra e cai contra meu peito. Eu envolvo meus braços ao redor dela com força e beijo o topo de sua cabeça. —Ei Liam, acho que tenho algo aqui que você pode querer. —Eu olho para cima para ver Ethan segurando o colete que fiz para Paisley anos atrás.


Eu pego o colete e ela ofega e cobre a boca. —Seja minha old lady? — Eu pisco e ela coloca o colete; isso se encaixa perfeitamente. —Você sabe que sim, meu amor. —Ela pisca de volta e me abraça mais uma vez. Eu olho por cima do meu ombro e vejo que Braelyn está chorando no peito de Ethan. —Isso foi tão lindo. —Espere até que Torch veja o colete—, diz Ethan e Paisley congela, os olhos arregalados de pânico. —Baby, eu não dou a mínima para o que seu pai pensa—, eu digo a ela e eu não faço. O pai dela pode intimidar muitas pessoas, mas tenho certeza que não tem medo dele. —Esta noite há uma festa no clube, e você está vestindo seu colete. Ela sussurra: —Oh garoto.

Paisley Oh garoto está correto. No momento em que entramos pela porta da frente, todo mundo se virou para olhar, e eu quero dizer todo mundo. Inferno, acho que a música estava desligada e tudo mais. O Grim Sinners MC está aqui também; Temos uma casa cheia esta noite. Meu pai se vira e seus olhos vão direto para o colete e a mão de Liam, descansando do meu lado. Papai bate sua cerveja e vem em nossa direção, e Liam pisa na minha frente, pronto para controlar o meu pai. Papai para bem na frente de Liam, nariz com nariz. Oh meu deus, o que vai acontecer? —Que porra você acha que está fazendo? — Papai pergunta para Liam. Eu estou ao lado de Liam.


—Ela é minha, Torch. Não tente parar isso, não vai funcionar. Papai olha para ele. Se olhares pudessem matar, ele estaria morto dez vezes. Eu ando para frente e agarro a mão do papai. Ele olha para mim e eu posso dizer que ele está triste. —Eu sempre serei seu bebê, papai. Eu o amo, —eu sussurro e papai fecha os olhos, seu corpo inteiro afundando com a derrota. Ele me puxa para um abraço e a música liga de novo. —Eu te amo, menina—, diz ele e eu o abraço mais apertado. —Eu te amo, papai. Liam me afasta e me segura contra o seu lado. Ele oferece a papai a mão dele, e papai olha para ele por algumas batidas antes de colocar a mão na de Liam. Eu sorrio feliz e o rosto de papai se suaviza com o meu sorriso. Papai se afasta e Kayla está esperando por ele do outro lado da sala. Ela o abraça e pisca para mim por cima do ombro. Eu aceno para ela; então somos atacados por todos na sala. As old ladies estão ao meu redor e os caras estão com Liam. Eu amo isto. Eu amo que eu faço parte da irmandade; é diferente de ser apenas uma princesa no clube. Isto é diferente. Eu faço parte do clube de uma maneira diferente. Eu tenho um patch. Eu olho para minha família e amigos que me rodeiam, me parabenizando. É difícil acreditar que, depois de todos esses anos, isso finalmente aconteceu. Liam pega minha mão e eu sorrio e pressiono minha cabeça contra seu ombro. Eu o amo e amo minha família. Tudo é simplesmente perfeito e do jeito que deveria ser.


AtĂŠ que nĂŁo seja. Merda bate no ventilador.


8

Paisley Estou exausta, hoje tem sido um inferno. Uma após o outra, as coisas aconteceram, eu levei um murro de alguém que tinha perdido sua mente. Eu tenho um olho negro, e Liam vai perder a merda dele. Eu saio da sala de emergência, e Liam está me esperando no estacionamento. Eu mantenho meu rosto para baixo, esperando que ele não veja. Eu sei que ele não vai ficar com raiva de mim ou algo assim, mas não quero ele chateado. Ele é muito protetor. —O que aconteceu com seu rosto? — Ele ruge. Suas mãos inclinam meu rosto para cima, e seu rosto está cheio de raiva. Eu aperto o seu antebraço. —Foi um acidente. Ele inclina a cabeça para o lado, para obter uma melhor visão da contusão. —Dói, meu amor? — Ele toca os hematomas suavemente. Eu sorrio com o quão fofo ele está sendo. —Estou perfeitamente bem, foi um acidente.


Seus olhos vasculham meu rosto, e posso dizer que ele está tentando se certificar de que estou dizendo a verdade. Ele balança a cabeça, sua mão pousada nas minhas costas. Eu ouço quatro portas de carro batendo logo atrás de nós, e eu me viro e vejo cinco homens caminhando em nossa direção. Alguns deles têm armas, incluindo um taco de beisebol e juntas de aço. Oh meu Deus. O cartel. Eu olho para Liam, cheia de medo. O que eles farão? Talvez possamos fugir? Liam aperta seu aperto em mim e me pressiona em direção ao caminhão. Ele mete a mão no bolso e me entrega as chaves do caminhão. —Entre, tranque as portas e, se algo acontecer comigo, afaste-se. Eu sacudo minha cabeça. Eu não vou deixá-lo e deixar esses caras machucálo. —Baby, por favor, não posso me preocupar com você. Eu pisco de volta as lágrimas e entro no caminhão, trancando a porta. Eu rolo minha janela e a fecho. Eu abro o compartimento do meio e tiro a arma. Eu não estou saindo. Liam olha para mim, sorrindo. Os cinco caras estão em frente a ele. Eu pego meu telefone e mando uma mensagem para o meu pai. Eu: Pai, cinco membros do cartel encurralaram Liam no estacionamento do hospital.


Eu então abro o aplicativo que foi feito para as mulheres do clube. Eu pressiono o botão vermelho do código, deixando todos saberem que preciso de ajuda o mais rápido possível. —Deixe-me ter a garota—, diz um dos caras do cartel, e todo o meu corpo endurece de medo. Eles me querem? Por que eles me querem? Liam joga a cabeça para trás rindo e os cinco rapazes se olham confusos. Liam olha para todos eles. —Você veio por ela? —Sim nós fizemos. —Ele se aproxima, balançando o bastão. —Grande fodido erro —, diz Liam, sua voz profunda com raiva. Em um piscar de olhos, Liam tem o bastão do cara fora de suas mãos e está balançando bem na cabeça do filho da puta. O cara bate no chão como uma tonelada de tijolos. Eu fico boquiaberta ao vê-lo ali deitado, parado, com os outros caras olhando para ele. Eu não ficaria surpresa se o crânio do cara estivesse quebrado. O medo é tudo que sinto agora. Temo por Liam e temo o que poderia ter acontecido se eu tivesse sido pega. Eu não quero saber o que eles planejaram para mim. Dois caras atacam de uma só vez. Eles estão parecidos, com camisetas pretas, jeans, cabelo com gel, e um visual predatório. Liam esmaga o bastão no rosto de um cara. Ele chuta o outro no estômago e bate no chão. Liam balança o bastão e acerta o que estava tentando fugir. Ele bate no chão como os outros. Os dois primeiros ficam de pé e o terceiro, que não está ferido, aparece atrás de Liam, tentando agarrá-lo por trás. Liam joga o cotovelo para trás e bate nele.


Os outros dois caras pegam Liam ao mesmo tempo, um na frente e um por trás. Liam joga a cabeça para trás, o acertando bem no nariz. O cara deixa de ir Liam e agarra o nariz, sangue escorrendo por entre seus dedos. Liam agarra um em frente a ele, segurando seu rosto entre as mãos. Ele puxa seu rosto para baixo enquanto ele o bate em seu joelho. Eu posso ouvir um osso rachando. Liam pega seu taco de beisebol, que, de alguma forma, tinha caído no chão, e enfrenta o cara que ele apenas deu uma joelhada no rosto. Liam balança o bastão, acertando-o no joelho. Ele bate no chão, gritando, e Liam lhe dá um soco forte na boca o derrubando. O último cara se aproxima e Liam dá um soco no seu queixo. Seu rosto torce para o lado e ele cai. Todos eles estão no chão. O rosto de Liam aparece, arrancando o cara. Liam o agarra pelo cabelo e bate seu rosto na janela do carro ao lado de sua caminhonete. O vidro quebra em torno de seu rosto, e o corpo do cara cai dentro do carro. Eu ouço o rugido de uma tonelada de motos. Então estamos cercados por motocicletas. Meu pai é o primeiro a sair de sua moto. Liam entra no caminhão e me puxa para fora. Eu me envolvo em torno dele. Papai está bem ao nosso lado e olha para o meu olho roxo. —Isso foi de um acidente no trabalho—, eu o tranquilizo. Eu olho para longe e coloco meu rosto no lado do pescoço de Liam. —Porra, Liam, você sozinho derrubou os seis?— Techy pergunta, e eu levanto a cabeça e olho para os caras no chão. —Eles mal o tocaram—, indico. Os membros do MC olham para os caras deitados no chão, derrubados, e o que está pendurado na janela de um carro.


Eu fecho os olhos e aproveito a sensação do Liam: o calor, a proteção, tudo o que é o Liam. Eu poderia ter perdido ele hoje, e esse pensamento é insuportável. Eu lentamente me deixo deslizar pelo corpo de Liam, mas ele não me deixa ir, ele me agarra ao seu lado. Seu corpo inteiro está pronto, pronto para qualquer coisa. —Eles vieram para ela. Todos olham para mim e eu posso ver suas expressões de raiva. Papai agarra o lado do rosto. —Foda-se! — Ele ruge e olha para mim, cheio de raiva e horror absoluto. —Retaliação—, diz Kyle. —Foda-se, sim—, Liam concorda. Uma enorme van preta estaciona ao nosso lado, e Tyler, Brett e Shane saem da van. Eles imediatamente começam a carregar os caras. Tyler olha para mim. —Você está bem, Paisley? Eu aceno antes de responder. —Eles nunca me tocaram, estou bem. —Liam beija o lado da minha cabeça. Eu fecho meus olhos, colocando minha cabeça em seu peito. Papai está de pé ao meu lado, e posso dizer que ele está morrendo de vontade de me tirar de Liam. Eu lhe falo: —Estou bem, papai. Ele balança a cabeça e olha para o chão, com as mãos cerradas em punhos. —Vá para casa, Liam, se precisarmos de você, ligaremos. Liam assente e caminhamos até a caminhonete; ele me ajuda a subir e depois sobe no lado do motorista. Eu levanto o console do meio e sento no meio.


—Baby, você está bem? — Sua mão repousa no lado do meu rosto que não está deitado em seu ombro. —Eu estou bem, eu só quero estar perto de você agora, Baby—, eu confesso e ele acaricia o lado do meu rosto. Eu assisto o tráfego ao nosso redor. O corpo de Liam ainda está apertado, pronto para qualquer coisa. Eu só quero estar em casa; Eu quero ser segurada e ficar na minha cama, onde me sinto segura. Você pensaria que, como um garota MC, eu estaria acostumada a esse tipo de coisa, mas eu não sou. Eu já vi alguma merda, mas não estou acostumada a ser diretamente afetada pelas batalhas do MC. Eu estava protegida de tudo isso. Mas hoje eles vieram para mim. Eles estavam planejando me sequestrar e fazer Deus sabe o quê. Liam derrubou seis homens e não teve um arranhão nele. Eu nunca percebi o quão foda e perigoso ele é até o momento. Liam sempre foi foda, mas eu estava perto para ver como ele é verdadeiramente perigoso. Ele é uma fera.

LIAM Eles vieram por ela. Eles enviaram seis malditos homens para tirá-la de mim, e esses caras estão sofrendo as consequências. Seria preciso muito para levá-la para longe de mim. Eu lutaria, mataria e faria o que fosse necessário para mantê-la comigo. Ela é minha, ela é minha mulher e minha vida. Minha vida não está sendo tirada de mim.


Eu aperto o volante com força, o couro rangendo sob o meu aperto. Vou matar cada um desses filhos da puta e fazê-los pagar pelo que fizeram. Essa merda vai acabar, e fodidamente logo, não há dúvida sobre isso.

Paisley UMA HORA MAIS TARDE Eu e Liam estamos ambos deitados, na cama e assistindo TV. Eu não acho que nenhum de nós esteja realmente assistindo. Nossas mentes estão a um milhão de milhas por hora. —Paisley, eu odeio que alguém veio atrás de você. —Sua mão para no meio das minhas costas e eu olho para ele. —Eu estou bem, Liam. Você me protegeu. Ele com certeza me protegeu —ele me protegeu de uma maneira feroz que eu nunca vi antes. Eu nunca o vi tão bravo; ele era cruel. Eles nunca o atingiram, era selvagem. —Eu queria que aqueles filhos da puta estivessem mortos—, diz ele com os dentes cerrados. Eu me aconchego contra ele, meus dedos cavando em seu peito. Ele me abraça mais forte. Eu sinceramente não sei o que dizer a ele. Eu queria que essas pessoas estivessem fora da minha vida, fora da vida da minha família. Esta cidade é o nosso porto seguro; Eu cresci aqui e sempre me senti segura porque o MC mantém esse tipo de pessoa longe. Nós fazemos o que temos que fazer, assim como o Grim Sinners MC. O cartel está tentando eliminar as pequenas


cidades costeiras e não podemos permitir que isso aconteça. Eu não quero que esta cidade seja engolida por drogas. O telefone de Liam toca e ele atende. Eu ouço alguém falando, mas não consigo ouvir o que eles estão dizendo. Ele desliga o telefone, olha para o teto por alguns minutos e olha para mim. —Eu tenho que ir ao clube. Eu sei exatamente o que ele tem que fazer. Eu aceno e saio da cama, e eu coloco minhas roupas. Liam faz o mesmo, colocando a arma no quadril. Ele pega minha mão e nós saímos para a caminhonete, que foi reforçada, como meu carro, com janelas à prova de balas e outras características de segurança. Os Grim Sinners MCs e Devil Souls não gostam de se arriscar, e seus técnicos muitas vezes se juntam para desenvolver recursos de segurança. Nós nos sentamos em silêncio no caminho para o clube. Eu olho para Liam. Eu posso dizer que ele ainda está chateado, principalmente porque ele está prestes a quebrar o volante; o couro está rachando. O portão se abre quando chegamos ao clube e, no momento em que estamos dentro, a porta se fecha imediatamente, sem deixar nem um segundo para alguém passar. Entramos no clube e Shaylin está sentada no sofá com a filha. Liam beija o lado da minha cabeça e caminha para a sala de interrogatório. Shaylin olha para mim. —Você está bem, querida? — Ela levanta Tiana, abraçando-a contra o peito. Os olhos da menina estão com sono. —Eu estou bem. —Eu sorrio e toco a bochecha de Tiana. Ela é uma das mais lindas crianças que eu já vi. Eu estava lá no momento em que ela se tornou


parte da vida de Shaylin e Butcher. Ela havia sido deixada em um carro onde sua mãe teve uma overdose. A mãe odiava Shaylin, mas Shaylin cuidou da menininha. Ela tinha uma vida dura até que Shaylin e Butcher entraram em sua vida; agora ela tem Butcher enrolado em seu dedo mindinho. Butcher é esse enorme cara malvado, exceto quando se trata de Shaylin e Tiana. Uma hora se passa. Tiana está dormindo, deitada no sofá ao lado de Shaylin e eu. Os homens ainda estão no quarto dos fundos. Meu telefone toca no meu bolso e eu pego e vejo um texto de Vanessa. —Eu estou do lado de fora do portão, você pode me deixar entrar? Que diabos? O que ela está fazendo aqui? Ela nunca esteve aqui. Oh meu Deus, será que o cartel está atrás dela? —Minha amiga está fora dos portões, eu vou ver o que está errado. Shaylin assente e afasta o cabelo de Tiana do rosto dela. Eu abro a porta e olho para o lote, mas, à primeira vista, não vejo Vanessa. Estranho, onde está o carro dela? Eu ando mais perto do portão e olho através do vidro à prova de balas. Eu não a vejo em lugar algum. Isso é realmente incomum para ela. — Vanessa? — Eu chamo por ela, mas tudo que eu tenho é o silêncio. Algo está seriamente errado. Eu me viro. Eu preciso dizer a Liam o que está acontecendo. E se ela estiver mentindo ou o cartel estiver com ela? Algo molhado bate no topo do meu ombro e cai pelas minhas costas. Dor, dor intensa.


Eu grito e toco minhas costas, e minha mão imediatamente começa a queimar. Eu grito mais alto quando a dor fica pior e pior. O que está acontecendo? Minhas pernas cedem e eu bato no chão com força. Eu sinto o cheiro de algo horrível. Eu olho para a porta do clube; Shaylin está parada lá olhando para mim com horror. Eu grito de novo, a dor afundando e piorando. É como se minhas costas estivessem em chamas, dói muito. Eu estou morrendo, o mundo está ficando mais escuro nas bordas. Shaylin corre para mim e toca meu rosto. Sua boca está se movendo, mas eu não ouço um som. Eu fecho meus olhos. Escuridão.


9 LIAM Termino de puxar a última unha do último cara, certificando-me de obter todas as informações que eu preciso. Cerca de uma hora se passou. Eu passei por quatro deles, e todos eles derramaram suas entranhas. Os filhos da puta estúpidos tentaram manter toda essa merda escondida, mas eles não me encararam. Eu fui treinado para isso, e não há nada que eu não possa tirar de alguém. Eu posso manter alguém vivo por dias, semanas e até meses. Eles todos cedem. A porta está aberta e uma das old lady olha para nós com puro terror. Então eu ouço isso. Um grito, um grito que eu nunca vou tirar da minha cabeça. Um grito que eu conheço. Paisley. Eu corro para fora do quarto com Torch nas minhas costas. Eu olho em volta da sala principal, sabendo que ela está do lado de fora. Eu abro a porta e vejo Shaylin de joelhos com Paisley. Minha paisley.


A parte inferior das costas dela está queimada. O líquido está no chão atrás dela e eu sei que é ácido. Dor, essa é a única maneira de explicar como me sinto. É como se meu coração estivesse sendo arrancado do meu peito. —Ligue para o 911! — Eu grito no topo dos meus pulmões, meu coração se contorcendo em dois. —Paisley—, eu sufoco. Meu coração dói pra caralho. Ela não acorda. Torch cai ao meu lado. —Querida, por favor. —Minha cabeça cai e minha mão está tremendo muito. Eu empurro o cabelo dela para fora do rosto. —Que porra aconteceu! — Eu grito. Shaylin olha para mim, as lágrimas rolando pelo rosto. —Ela recebeu um texto de sua amiga, ela disse que estava do lado de fora do portão—, ela sussurra. A porra do cartel. Eu não sei o que fazer. Eu estou desamparado. Deito-me no chão ao lado dela e beijo sua bochecha e rezo. Por favor, não a leve embora, ela é minha vida. Torch está segurando a mão dela. Alguns minutos dolorosamente lentos passa antes que a ambulância apareça e o portão se abra, permitindo que eles entrem. Os paramédicos correm, horror por toda a porra de seus rostos ao vê-la. Nós lentamente a movemos para a maca. Talvez seja uma maldita bênção, ela está com frio. Suas costas estão queimadas, ruins. Realmente muito ruim. Eu entro na ambulância com ela, e Torch entra ao meu lado. Meus olhos nunca deixam seu rosto. Ela ainda está fora. —Eles estão mortos—, diz Torch. —Você está malditamente certo.


Eu vou localizá-los, um por um, e destruí-los.

Paisley Quando abro os olhos, a primeira coisa que vejo é Liam, e a próxima coisa que noto é que minhas costas estão realmente fodidas; a dor é ruim. Liam corre para frente e toca minha bochecha. —Baby. —Ele abaixa a cabeça, sua respiração dura. Eu tento me aproximar e choro de dor. Sua cabeça dispara e ele me impede de me mover. —Pare, Baby, suas costas. Eu paro, lembrando de tudo que aconteceu. Alguém jogou alguma coisa no portão e bateu nas minhas costas. —Quão ruim é isso, Liam? Ele solta uma respiração profunda. —Não é seriamente ruim, mas está no topo dos seus quadris e nas suas costas. São graves queimaduras de terceiro grau. Eu fecho meus olhos. A sensação de bater nas minhas costas é algo que nunca vou esquecer. —Vanessa? — Eu pergunto, quase com medo de saber o que aconteceu. —Alguém roubou o telefone dela do trabalho. Eu cubro meu rosto, chorando em minhas mãos, porque não posso acreditar que isso aconteceu. Eu quero ser forte para o Liam, mas eu não quero ser forte agora. Eu fui queimada. Alguém jogou ácido em mim. Eles não pretendiam me matar, mas me machucar de uma maneira que me afetaria para sempre.


—Paisley. —Liam beija minha bochecha e coloca a mão no topo do meu ombro. —Eu estou tão arrependido, Baby, eu queria poder tirar isso de você. —Não é sua culpa, Liam, eu estou apenas emocional agora. Ele beija meu templo mais uma vez, sua mão deslizando pelo meu cabelo. —Durma, meu amor, estarei bem aqui. — Seus dedos acariciam meu cabelo e o topo das minhas costas, me acalmando. Meu corpo está tremendo; Eu acho que é da dor e do choque.

LIAM A mão dela está no meu antebraço e olho para o rosto adormecido dela; está tão pacífico. Eu olho para as costas dela, vendo a pele queimada e crua. Ela vai ficar com cicatrizes e, sinceramente, sinto que é minha culpa. Eu não estava lá para protegê-la, e essa merda está corroendo o meu núcleo. É meu trabalho garantir que ela esteja segura. Seu corpo ainda está tremendo, mesmo no sono, e ela está com uma leve febre. Eu pego um cobertor e cubro as pernas dela. A porta se abre e Torch entra com Kayla, voltando da cafeteria. Seus olhos estão apenas em sua filha. —Ela acordou por alguns minutos. Torch fecha os olhos, aliviado. O rosto de Kayla está vermelho de lágrimas. Ela esfrega os olhos e se senta ao meu lado.


Todo mundo está afetado por essa merda; ela é uma grande parte da vida de todos. Paisley traz felicidade para todos ao seu redor, e ela é forte pra caralho. Mesmo quando ela está ferida, ela se preocupa comigo. Ela é linda pra caralho por dentro e por fora. —Talvez ela deva morar conosco por um tempo, para que possamos cuidar dela—, Kayla sugere, me irritando. Eu olho para ela. —Eu vou cuidar dela. Ela olha para mim, com o rosto triste. —Ela vai precisar de muita ajuda, por um tempo, fazendo tudo. Eu olho para longe porque essa merda é só palavras; ninguém cuida dela, além de mim. Eu sei que vai demorar e vou fazer tudo. Ela é minha. Eu sempre cuidarei dela, não importa o que aconteça. —Eu vou cuidar dela, ela é minha mulher. Ela não diz nada. Não faria bem pra ela porque essa merda está resolvida.

Paisley ALGUNS DIAS DEPOIS

—Porra. — Eu me sento na cama. Eu mordo as costas da minha mão tentando não gritar; isso é doloroso. Está nos lados dos meus quadris e na parte inferior das costas. Quando eu me movimento, minhas costas se movem - fazendo minhas queimaduras doerem.


Eu preciso usar o banheiro, muito. Liam acorda. —Baby, por que você não me acordou? — Ele sai da cadeira em que estava dormindo. Ele não me deixou; Ele esteve ao meu lado o tempo todo que eu estive no hospital. Eu olho para o chão. Eu odeio que ele tenha que me ajudar a fazer tudo. —Paisley, o que está errado, Baby? — Ele está de joelhos na minha frente, segurando meu rosto. —Eu odeio que você tenha que me ajudar—, eu sussurro para ele. Seu rosto suaviza. —Baby, nunca se sinta assim. Eu não quero nada mais do que cuidar de você. —Ele me olha bem nos meus olhos. —Eu te amo muito. Eu quero cuidar de você, você é minha mulher. Eu sorrio e beijo ele, e ele me beija de volta. Eu levanto meus braços lentamente e os coloco ao redor de seus ombros, e ele agarra o fundo da minha bunda, levantando-me da cama lentamente. Minhas pernas estão de cada lado dos quadris dele. Ele me leva ao banheiro; então ele gentilmente me coloca de pé e desliza minhas calças junto com minha calcinha. Eu escondo meu rosto, envergonhada. —Não faça essa merda, Paisley. —Ele lentamente me ajuda a ir ao banheiro e sai, me dando privacidade. Eu não posso deixar de me sentir assim. Estou acostumada a cuidar de mim mesma e agora não consigo. Essa merda é difícil de lidar. Eu termino e lavo minhas mãos na pia do banheiro. É um processo lento e doloroso, porque tenho que dobrar as costas. Liam volta ao banheiro quando a água é desligada. Ele coloca as mãos debaixo das minhas axilas, levantando-me do banheiro para que eu não me esforce, tentando causar o mínimo de dor possível.


Uma queimadura química é o pior tipo de dor. O ácido queimou camadas de pele, e a queimadura está em um lugar ruim porque minha pele torce e se dobra nessa área. Nós lentamente voltamos para a cama, e eu deito de barriga para baixo. Liam fez o hospital trazer outra cama e ele está ao meu lado. Ele apaga a luz; agora é noite. Ele adormeceu na cadeira logo antes de eu decidir ir dormir durante a noite. Ele fica na outra cama, que está pressionada contra a minha. Ele cobre a maior parte do meu corpo com o cobertor que eu fiz meu pai trazer de casa, com cuidado para não o colocar na minha pele queimada. Então ele coloca outro por cima das minhas costas e braços. —Eu também te amo, Liam, muito. Obrigado por fazer isso, — eu sussurro, e eu pego sua mão e beijo as costas dela. —Eu te amo também meu amor. Meu estômago revira quando as borboletas me atingem. Eu o amo muito, e essa é a verdade. Todo pensamento meu é sobre ele. Ele coloca a mão na parte de trás do meu pescoço, seus dedos no meu pulso. Ele vem fazendo isso desde o acidente. Eu perguntei por que, e ele disse que garante que estou aqui e tudo está bem. —Boa noite—, eu sussurro e caio no sono.


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TRÊS MESES MAIS TARDE

LIAM Eu chuto a porta e os membros do cartel saem do sofá em estado de choque. Eu sorrio, vendo o puro medo em todos os rostos deles. Nas duas últimas semanas, eu caçei, derrubando todos os membros que pude encontrar. Eu fecho a porta atrás de mim. Eles me olham por algumas batidas; então eles travam. Eu rio com a visão do puro terror deles. Eu amo essa merda, quero me banhar nisso. Eles foderam com Paisley, e eu vou acabar com todo filho da puta que eu puder. Eu levanto minha arma, apontando para a parte de trás para o membro do cartel mais próximo. Eu puxo o gatilho e ele bate no chão com um baque. Pura felicidade é o que eu sinto. Quanto menos deles andarem nesta terra, melhor. Paisley passou pelo inferno superando suas queimaduras. Eles vão pagar e eles estão pagando. Ouço a porta dos fundos ser aberta e sorrio porque eles vão ter uma surpresa. Eu os sigo até a porta. Tyler, Shane e Brett estão esperando por eles, armas apontadas para suas cabeças. Um dos membros recua e bate no meu peito. Ele se vira lentamente, com


os olhos arregalados de medo, e eu sorrio. Eu bato meu punho em sua boca e ele bate no chão. Os outros dois caras giram e eu acerto o da esquerda. Eu pego o outro pela parte de trás do pescoço, batendo o seu rosto na parede. A parede se quebra e sua cabeça está dentro dela. Eu o deixo apenas pendurado lá. Tyler olha para o céu, fingindo estar entediado. —Eu não consegui fazer nada. Eu reviro meus olhos. —Esses filhos da puta são meus para matar. —Eu rio de seu olhar irritado. Me matou ao vê-la machucada, e não havia nada que eu pudesse fazer para parar a dor. Eu cuidei dela e limpei suas lágrimas, e esses filhos da puta vão pagar por cada lágrima que ela derramou. Eles atacaram o clube onde dói, e Torch ficou uma bagunça do caralho —ele tem estado na casa de Paisley todos os dias. Meu telefone toca no meu bolso. Eu pego e vejo que é Paisley. —Olá. —O que você quer para o jantar? — Ela me pergunta. Eu posso ouvi-la se movendo ao fundo. —Não importa, Baby, o que você quiser. Ela suspira no telefone. —Bem, espero que você esteja tendo um bom dia com os meninos. Eu olho para os caras no chão; alguns deles estão desmaiados e outros estão mortos. Eu sorrio antes de responder a ela. —Estou me divertindo muito. Tyler ri e começa a arrastar os corpos para fora de casa. Os que estão vivos receberão uma visita especial de mim, e me informarão sobre outros membros do cartel. Eu vou buscar estes fodidos até que não fique nenhum sobrando.


Torch entra no corredor onde eu estava, e ele tem um dos caras do cartel por cima do ombro. Ele se abaixa e o cara bate no chão, uma bala plantada entre os olhos. — Ele sorri para mim. —Menos um. Nos últimos meses, chegamos a um entendimento de que Paisley é a coisa mais importante em nossas vidas. Ele me tolera, e eu ainda não dou a mínima para o que ele pensa. —Eu preciso limpar essa merda, eu tenho que ver minha mulher. —Eu olho para Torch intencionalmente. Ele olha para mim e aponta sua arma para mim, e eu sorrio. Eu tiro minha arma e aponto de volta para ele. Ele resmunga e vai embora. Isso está certo.

Paisley Se é possível, eu me apaixonei mais por Liam todos os dias enquanto estava me recuperando. Minha dor nos aproximou. Ele cuidou de mim. Eu me senti como um fardo no começo, mas ele me calou muito rápido quando comecei a me sentir mal. Ele fez tudo o que ele poderia ter feito por mim. Eu nunca me senti mais amada ou cuidada. O que aconteceu comigo me afetou emocionalmente. Eu costumava ser independente, e tinha que ter ajuda com tudo. Me curvar foi o pior. Puxava minhas queimaduras e isso era doloroso - além de doloroso, na verdade. Eu também acho hilário que meu pai e Liam tenham lutado por mim durante todo o processo de cura, e eles ainda estão fazendo isso, mesmo agora que estou


melhor. Liam apenas sorri para o papai como se ele fosse a pessoa mais hilária do mundo, e isso incomoda meu pai mais do que tudo. Vamos jantar em sua casa amanhã à noite e será uma noite divertida. Isso pode ser um eufemismo. Tyler e Vanessa agora são um casal completo, e eles têm que ser o casal mais lindo que eu já vi. Eu nunca a vi mais feliz do que ela esteve com ele. Ele trouxe o melhor dela. Na próxima semana haverá uma festa, mas é mais que isso. Geralmente, é um processo de dois anos para que as prospectos entrem no clube, mas Tyler, Shane e Brett provaram que são membros confiáveis. Eles receberão seus patchs, e é uma surpresa total; Eu não posso esperar para ver seus rostos. Mas também é a festa surpresa de aniversário de Liam. Ele acha que é apenas um patch surpresa. Rapaz, ele é sem noção. Eu tenho planejado isso e comprei para ele a única coisa que ele queria há anos. Ele tem procurado por esta motocicleta há anos, e não havia nenhuma para venda até que eu conseguisse Techy no trabalho. Ele encontrou alguém que estava vendendo uma no próximo estado. Eles estão trazendo, e Kyle está mantendo em sua casa até o dia da festa. Ele vai trazê-la e escondê-la até a hora de entregá-la a Liam. A porta da frente se abre e Liam entra na sala de estar e tira os sapatos. Mordendo meu lábio, eu deslizo todas as minhas roupas. Eu cubro minha boca para parar meu riso e caminho direto para o nosso quarto. Eu posso ouvi-lo me perseguindo, e o riso está borbulhando no meu estômago, que está cheio de excitação.


Um braço desliza em volta da minha cintura e eu sou levantada do chão e atirada na cama. Liam está tirando suas roupas. Eu olho para cima e para baixo em seu belo corpo. Deve ser um crime alguém se parecer com isso. Ele é simplesmente perfeito e é perfeito por dentro também. Ele tem o melhor coração; bem, talvez apenas quando se trata de mim. Ele tem um leve temperamento. —Hey, Baby —, eu digo. Eu me inclino e empurro meu cabelo para fora das minhas costas. Seus olhos se prendem no meu corpo nu. —Como foi o seu dia? —Melhor fodidamente agora—, ele rosna, caindo de joelhos. Suas mãos envolvem minhas panturrilhas, me puxando para baixo da cama. Eu jogo minhas pernas sobre seus ombros e a cabeça dele está entre as minhas pernas. —Deus! — Eu assobio, minhas mãos torcendo em seu cabelo. Ele rosna, suas mãos apertando e me puxando com mais força contra sua boca. Sua boca está lambendo, sugando e beliscando em todos os lugares certos, lugares que me deixam louca. —Foda-me, Liam—, eu imploro. Eu estou querendo ele como uma louca o dia todo. Eu anseio por ele como se fosse minha próxima respiração. Suas mãos vão para meus quadris, e ele me vira de modo que minhas costas estão voltadas para ele. Ele levanta meus quadris e eu me inclino em meus cotovelos. Seus lábios pressionam contra minhas cicatrizes de queimadura. Eu cerro meus dentes, meus olhos cerrados, tentando não chorar, embora ele tenha feito isso muitas vezes. A primeira vez que ele viu minhas cicatrizes, eu fiquei autoconsciente. Ele fez disso sua missão para garantir que eu não fosse


autoconsciente e que eu soubesse que ele amava tudo de mim, cicatrizes e tudo o mais. Uma coisa que nunca duvido é o amor dele por mim. Não sei o que fiz para merecer alguém como ele, mas agradeço a Deus todos os dias que o tenho. Eu o sinto na minha entrada e empurro para trás enquanto ele empurra todo o caminho até o punho. Eu gemo e empurro para trás com mais força, circulando meus quadris. Seus dedos estão apertados em volta dos meus quadris, controlando nossos movimentos. Ele desliza para fora e volta devagar. Meu corpo inteiro estremece com o puro prazer. —Sente-se bem, Baby? — Ele pergunta, sua mão esfregando da minha bochecha da bunda, até meu clitóris, que ele aperta. Meu corpo inteiro sacode. Eu aperto em torno dele, e é aí que ele solta, me dando tudo o que ele tem, batendo em mim com força. Seus quadris batem contra mim a cada estocada. Eu agarro o lençol, mordendo meus lábios enquanto tento não gritar. Sua mão desliza pelas minhas costas, depois no meu cabelo. Eu olho para trás e ele agarra meu cabelo, virando minha cabeça, então estou olhando para ele. Seus olhos perfuraram os meus e ele bate para casa, nossos quadris se torcendo, e sua mão livre rola meu clitóris. Meus olhos reviram, e eu gozo duro em torno de seu pau, todo o meu corpo tremendo com os tremores secundários. Ele vem junto comigo e eu caio de cara na cama, respirando com dificuldade. Liam empurra meu cabelo para fora do meu rosto, e ele lentamente sai de mim e se senta ao meu lado, me puxando para seu peito. —Amo você, Liam. Ele sorri, beijando minha bochecha. —Eu te amo também meu amor.


11

Paisley —Tire suas mãos dela, Liam, antes que eu atire em sua bunda—, papai diz pela décima vez desde que entramos na casa. —Papai, ele está apenas tocando meu ombro. Seus olhos se arregalam como se eu fosse a louca. —Então, ele está tocando você. —Seus punhos estão cerrados em cima da mesa. A mão de Liam deriva do meu ombro e do meu braço, e ele sorri para o meu pai. Ele está fazendo isso de propósito, aquele pequeno filho da puta. O rosto do meu pai fica vermelho. Liam não está parando, com certeza. Eu ouço Kayla rindo da cozinha, e sei que ela está escutando. Nós terminamos de comer, mas Liam está comendo sua terceira porção de sobremesa. Eu pego meu prato e os deixo em seus próprios assuntos. Kayla está encostada no balcão, a mão pressionada contra a boca, tentando segurar a risada. Ela olha para mim, lágrimas caindo de seus olhos. Eu rio para ela, e ela deixa cair a mão e solta sua risada. —Eu amo cada minuto disso, seu pai sempre gosta de me provocar que meu filho terá uma namorada um dia. Kayla se tornou uma figura materna para mim. Ela entrou na minha vida quando eu tinha dezenove anos, e nós apenas clicamos desde o começo. Meu pai nunca teve uma namorada até que eu estivesse fora de casa e sozinha.


Kayla era cega quando a conheci. Ela fez uma cirurgia para corrigir o problema com os olhos, e agora ela pode ver. Quando ela era cega, ela era realmente independente. Ela queria fazer tudo sozinha. No final, ela foi a melhor coisa que já aconteceu com meu pai. Eu nunca o vi mais feliz. Kayla sorri para mim. —Seu pai adora você, e você é seu bebê. Ele não pode deixar de se sentir desta forma. —Eu sei porque ele se sente assim. Ele é meu pai, e eu o amo. Eu quero que ele se dê bem com Liam. Quero que sejamos uma família enorme. Liam não vai a lugar nenhum. —Você está apaixonado por ele há tanto tempo e ele também está apaixonado por você. Vocês são o que todo mundo lutam para ter —vocês são o que é o amor. Eu sorrio feliz com suas palavras gentis, e eu ando e a abraço com força. Ela dá o tipo de abraços que só uma mãe pode dar. —Eles ficaram terrivelmente quietos, é melhor checá-los—, diz Kayla e voltamos para a sala de jantar.

LIAM Paisley entra na cozinha com Kayla, e eu olho para Torch, que está olhando direto para mim. Ele se levanta; então eu sinto a arma pressionada na parte de trás da minha cabeça. —Eu deveria te matar por tocá-la. Eu coloco o garfo no meu prato. —Filho da puta, você tem dois segundos para tirar isso da minha cabeça, antes que eu faça você comer.


Torch não se move por um segundo e, antes que eu possa me levantar, ele leva a arma embora. Eu olho para ele. —Torch, você pode fazer o que quiser comigo, mas ela é minha mulher. Eu a amo, você não pode levá-la embora. Torch me encara por alguns instantes. —Ela é minha filha—, diz ele e cai de volta em seu assento, olhando para mim. Eu empurro meu prato para longe. —Eu sei que ela é sua filha. Eu tenho que admitir que se eu tivesse uma filha eu estaria fazendo a mesma coisa, se não pior. Eu amo sua filha, cara, e eu vou cuidar dela. Ela sempre será sua filha, mas ela é minha mulher. Torch me encara por alguns instantes e depois afunda ainda mais na cadeira dele. Ele está cedendo. Essa merda precisa terminar. Estou cansado do filho da puta tentando me matar. Ele recebe a última palavra. —Cuide dela ou você morre. Eu sorrio. Eu não o culpo nem um pouco, porque tenho certeza de que faria o mesmo se tivesse uma filha. Especialmente se ela se parecesse com Paisley. Não tenho certeza se seria tão bom quanto Torch, e o filho da puta me deu um inferno. Eu provavelmente mataria o cara, para ser honesto. As garotas entram na sala e olham para mim e para Torch. Eu acho que elas estão se perguntando se elas perderam alguma coisa. O telefone de Paisley começa a tocar e ela responde. —Hey Vanessa! — Seu rosto cai enquanto ela fala ao telefone. Eu saio da minha cadeira e ando até ela. —Estou a caminho. —Paisley desliga e eu toco seu lado para chamar sua atenção. —O pai de Vanessa apareceu e espancou-a. Tyler está furioso. Porra.


—Vamos lá. —Eu pego a mão dela e a puxo para fora da casa enquanto ela grita— tchau —por cima do ombro. **

Paisley Chegamos na Vanessa e entramos na casa dela. Eu suspiro imediatamente ao ver seu rosto, meu estômago afundando. Está em mau estado. Seu lábio está cortado e sangrando. Sua bochecha está dividida, junto com a sobrancelha, e o resto dela está machucado e coberto de sangue. Tyler está sentado ao lado dela, segurando-a, mas seu rosto está apontado em minha direção. Ele olha para nós, irritado além da crença. Eu não o culpo. Meu sangue está fervendo. Eu pego meu telefone e ligo para Shaylin, porque se você estiver com vontade de bater em alguém, ela é a pessoa certa para ligar. —Olá? —O pai de Vanessa veio visitá-la, e ele bateu nela, quer ir bater um pouco? — Eu sorrio ao som dela correndo pela casa. —Foda-se, sim, estou juntando as meninas. Te encontro no clube em uma hora. —Ela desliga. Vanessa está me encarando em absoluto choque. Eu me sentei ao lado dela, pegando sua mão. Suas unhas estão arrancadas de bater de volta nele. O filho da puta sempre gostou de bater em seus filhos, e é hora de ele aprender a lição. Eu olho para Tyler. —Você receberá sua vez assim que eu me divertir. Vanessa precisa ir ao hospital. Ele estará no clube esperando por você. Ele sorri. Liam pressiona a mão no meu ombro e eu olho para cima para vêlo sorrindo abertamente para mim. É hora de alguma diversão. Nós, garotas,


deixamos os homens lidarem com muita merda, mas quando é pessoal, nós nos unimos e damos dez vezes mais. Vanessa tem lágrimas escorrendo pelo rosto. —Por que você não vem ficar comigo e Liam por um tempo? Ela sacode a cabeça e olha para Tyler. —Ela está ficando comigo a partir de agora, porra. —Sua voz é profunda de raiva. Vanessa afasta o cabelo do rosto, as mãos tremendo violentamente. —Ele queria dinheiro e eu não tinha nenhum dinheiro comigo—, ela sussurra, olhando para o tapete. Tyler aperta sua mandíbula, a cabeça dele se afasta dela para que ela não veja. Eu odeio o pai dela. Ele é um filho da puta que não fez nada além de tornar sua vida um inferno. —Ele nunca mais vai incomodá-la, nós teremos certeza disso. Ela sorri para mim fracamente. Ela é a pessoa mais humilde e doce que já conheci. Ela é o tipo de pessoa que tiraria os sapatos e os daria a um morador de rua. Eu vi com meus próprios olhos. Para ver isso acontecer a ela é comovente. Eu saio do sofá, me inclino e a abraço gentilmente. —Eu vou me vingar—, eu sussurro em seu ouvido e ela balança a cabeça, apertando minha mão. Liam entrelaça seus dedos com os meus e nós saímos para o caminhão e Liam me ajuda a entrar. Eu olho através da janela da casa de Vanessa para vê-la chorando no peito de Tyler. Isso quebra meu coração de novo. Liam entra no caminhão e olha pela janela comigo. —Eu não entendo como um homem pode colocar as mãos em uma mulher, muito menos sua própria filha.


Liam balança a cabeça. —Baby, existem algumas pessoas fodidas neste mundo que não têm coração. Ele liga o caminhão e sai para o clube. —Eu vou me divertir um pouco. —Eu sorrio na escuridão. Eu não sou a pessoa mais violenta, mas sou muito protetora daqueles que me interessam. —Ele vai ter o que é dele, Baby. Sim, ele vai.

Paisley O filho da puta está no bar que o clube possui, bebendo e tendo o melhor momento de sua vida. As meninas e eu andamos até ele. Os caras não nos deixaram ir sozinhas, mas eles estão afastados. Apenas no caso, mas eles não serão necessários. —Hey—, eu digo para o pai de Vanessa. Ele se vira e seus olhos se iluminam ao me ver. O vômito rasteja pela parte de trás da minha garganta. —Bem, se você não é bonita. Eu sorrio para ele e escorrego minhas juntas de aço. —Sim? Você acha? Ele lambe os lábios, assentindo. —Bem, eu não acho que você é bonito, nem um pouco. Talvez eu possa te ajudar. Seus olhos se arregalam em confusão antes de eu bater o meu punho direto em sua boca. Sua cabeça balança para trás. Ele segura a boca, finalmente percebendo o resto das garotas. —Quem diabos é você, todas vocês?


—Seu pior maldito pesadelo. Vanessa é propriedade dos Devil Souls, e esta é sua punição — eu o informo enquanto Shaylin abaixa seu bastão no joelho dele, sorrindo de orelha a orelha. O som da ruptura do osso irradia pela sala. Ela é filha de Smiley, com certeza. Jean ri e acerta a o filho da puta entre as pernas. Seu rosto fica vermelho, veias saindo do lado do pescoço, antes de cair no chão, gritando. Jean ri alto e toca a mão com todas as garotas. Eu me junto, ainda irritada que isso aconteceu com Vanessa. Me deixa doente que alguém pense que pode colocar as mãos em uma mulher, muito menos seu filho. Eu não entendo, nunca vou entender, porque alguém machucaria alguém com quem eles deveriam se importar. O pensamento de dizer qualquer coisa significa para Liam quebra meu coração. Eu olho para o homem que, horas antes, espancou a filha mal porque ela não lhe deu dinheiro. Ele é um desperdício de espaço. Eu ouço os caras rindo atrás de nós, assistindo em puro deleite. Estes são caras com quem você não quer foder. Eu aprendi isso desde cedo. Mas nenhuma vez levantaram suas vozes para mim ou foram maus para mim; eles são minha família. Eles me protegeram e cuidaram de mim e dos meus melhores amigos. Nós tivemos as noites do pijama. O presidente do MC, Kyle, fez festas comigo. Ele me mataria se eu contasse isso para alguém. Eu dou um sorriso a Kyle, que ele retorna. Ele é um desgraçado mau, com certeza, mas eu vi o seu lado suave. Um lado suave que muitos não viram. Butcher me levou ao parque e brincou de Barbie comigo. Agora todos esses homens têm suas próprias famílias e eu sei que eles são os melhores. Especialmente meu pai; ele é o melhor pai. Eu posso não ter tido uma mãe, mas ele preencheu o papel da melhor maneira que pôde. Quando comecei meu


período e fiquei com medo, ele me comprou o que eu precisava, enxugou minhas lágrimas e me acariciou. Quando eu estava doente, ele dormiu no sofá comigo, segurando-me a noite toda apenas no caso de eu precisar dele. Ele me ensinou a andar de bicicleta e disparar uma arma, e ele é meu melhor amigo. Eu odeio que ele esteja tão destruído por causa de Liam, mas também sei que, no fundo, ele gosta de Liam. —Eu sinto muito! —, Grita o pai de Vanessa. Eu tiro meu olhar do meu pai, que está olhando de volta para mim. Eu me inclino, olhando diretamente para o pai de Vanessa. —Desculpe, não significa nada, você sente muito que estamos machucando você ou que você machucou sua filha? Ele olha para mim, raiva substituindo seu medo, e ele se senta rapidamente e envolve sua mão em volta da minha garganta. Seus dedos apertam com força, e eu aperto seu antebraço, tentando arrancar sua mão. Braços deslizam em volta da minha cintura e Liam está lá, socando o cara com força no rosto. O pai de Vanessa me solta e cai no chão. Eu suspiro alto, tentando recuperar o fôlego. Kayla olha para mim, seus olhos cheios de horror absoluto, e toca minha garganta. —Eu estou bem.

LIAM Raiva. Raiva me atinge com força ao ver o filho da puta com as mãos em volta da sua garganta e o pânico e a dor no rosto. Torch envolve seu braço em volta da sua cintura e eu soco o filho da puta com força no rosto. Ele bate no chão com força, acertando sua cabeça, e Shaylin coloca o pé em sua garganta, impedindo-o de se levantar.


Paisley está segurando a garganta dela. Depois que Kayla recua, eu coloco minhas mãos no rosto dela. —Baby, você está ferida? Ela sacode a cabeça. —Eu estou bem. —Ela cai para frente, sua cabeça batendo no meio do meu peito. Eu olho por cima do meu ombro para os caras. Eles pegam o cara do chão e o arrastam para fora do bar. —Chute sua bunda por mim. — Ela sorri para mim. —Você não tem que pedir. —Eu pisquei e senti alguém me encarando. É o pai dela, parecendo fodido. Eu posso dizer que ele quer ser o único a confortá-la agora. Ela segue meu olhar e vê seu pai. Eu deixo cair meus braços e ela vai direto para ele. Ela foi sua vida por anos, até que Kayla entrou em sua vida, e ele está tendo dificuldade em deixar ir. Se eu tivesse uma filha, não seria tão legal. Minha filha nunca terá um namorado. Ela será meu bebê para sempre. ** Tyler aparece algumas horas depois com Vanessa. Ele a acomoda no sofá e as senhoras começam a importuná-la imediatamente. Paisley está olhando para ela, preocupada, Vanessa parece que ainda está em choque. Tyler se aproxima de mim, com os punhos cerrados ao lado do corpo. —Ela tem uma leve concussão, mas, além disso, apenas contusões. Ela é quieta, cara, por que diabos alguém a machucaria assim? Ela é a pessoa mais doce que eu já conheci. —Ele parece quebrado em um milhão de pedaços. Tyler é um filho da puta duro. Ele tem sido desde o momento em que o conheci todos esses anos atrás. Ele nunca teve muito coisas boas em sua vida até que Vanessa deu a ele uma pequena fatia disso.


Então o filho da puta veio e danificou isso. Eu entendo isso por causa do Paisley. Ela é minha vida, e o pensamento de alguém machucá-la mata a porra da minha alma. O pai de Vanessa colocou as mãos em volta da garganta dela e eu vi a fração de segundo de medo em seu rosto. Essa merda assombra meus sonhos. Minha infância nunca me mantém acordado à noite, mas a visão de seu medo, o olhar em seu rosto quando ela foi queimada, e as semanas que levou para melhorar - essa merda me matou. Eu queria tirar sua dor e torná-la minha. Minha mulher nunca deveria sentir dor assim. Ela é minha Paisley. Tyler caminha de volta para a sala de interrogatório, onde o resto dos caras espera. —O filho da puta sufocou Paisley, eu preciso de um pouco também. Tyler acena imediatamente. Ele vai o matar. Nós entramos no quarto. Os braços do cara estão acima da cabeça, acorrentados. Eu já estive nesta sala muitas vezes antes, e nosso alvo está sempre na mesma posição. Eu fui treinado em interrogatório. Fui iniciado quando cheguei aos dezoito anos e aprendi tudo o que precisava saber para obter informações que pudessem salvar o clube. Foi o que fiz nos SEALs. Isso é o que eu faço. Hoje não estou recebendo informações. Eu estou batendo na bunda de alguém. O cara olha para nós. Seu rosto está pálido e o suor escorre pelo rosto. Esse filho da puta é um pedaço de merda, o pior tipo de homem em todo o mundo, o tipo que machuca uma mulher, até mesmo sua própria fodida filha. Seu rosto fica branco como neve ao me ver caminhando em direção a ele. Eu pego sua mão direita. A mesma mão que sufocou Paisley. Está suja, suja com todo


tipo de merda que eu não quero pensar. Ele tenta afastar a mão, mas eu seguro firme. —Você acha que pode esganar minha mulher e fugir com isso? — Eu pergunto a ele. Seu corpo inteiro está tremendo. —Eu não queria machucá-la. —Sua voz está tremendo junto com seu corpo. Eu sorrio. —Sim, bem, essa merda não importa de qualquer maneira. —Eu pego seus dedos e os puxo devagar. Mais e mais longe. Seus gritos perfuram o quarto e eu sorrio. Então eu ouço o som de estalo de todos os seus dedos quebrando, e seus gritos crescem mais alto. Eu envolvo minhas mãos em torno de seu pulso e torço para o lado, quebrando-o junto com os dedos. —Cuidado com o seu sapato, Liam—, diz Kyle e eu olho para baixo. A umidade está se acumulando a seus pés. O filho da puta se mijou. Eu levanto meu joelho e quebro seu cotovelo. Seu rosto cai para frente quando ele desmaia. Todo o seu corpo está pendurado por uma mão. Eu recuo e Tyler traz um balde de água e espirra na cara dele. Ele acorda com um sobressalto e olha para a mão mutilada. Tyler pisa na frente dele, empurrando seu ombro. —Vanessa é minha mulher, você a machucou pela última vez, e não ache que eu não sei o que você fez com ela quando ela era pequena. Tyler olha para trás. —Essa merda não sai dessa sala. Eu estava prestes a localizá-lo, mas o filho da puta veio aqui e fez essa merda. O filho da puta gosta de tocar garotinhas, incluindo a própria filha.


Isso muda todo o maldito jogo. A sala inteira muda dez graus porque não vamos mais apenas bater na bunda desse idiota e acabar. Não, esse filho da puta vai ser torturado. Ele não vai morrer fácil. Tyler sorri. —Quem está pronto para se divertir? ** Uma hora se passou e não há mais nada a fazer para o filho da puta, além de matá-lo. Seus braços estão quebrados, não há um dente em sua boca e seu rosto lembra carne moída. Ele merecia cada segundo disso. Eu sabia que Vanessa tinha uma vida difícil, mas não fazia ideia do quanto era ruim. Ver ele bem na minha cara me deixa mal do estômago. Kyle entrega a Tyler uma arma e Tyler pressiona o cano contra sua cabeça. O pai de Vanessa está olhando para Tyler, aceitando seu destino. —Vá para o inferno—, ele diz a Tyler. Tyler joga a cabeça para trás, rindo. —Bem, eu vou te ver lá. O diabo tem um lugar especial para alguém como você. Ele puxa o gatilho. Kyle pega a arma e dá um tapinha nas costas dele. —Sua mulher vai respirar melhor agora sabendo que ele está fora de sua vida. Tyler balança a cabeça e solta um suspiro profundo; então ele caminha até o banheiro que usamos para nos limpar. O sangue cobre os braços e a frente da sua camisa. —Vou chamar a equipe de limpeza, vamos todos para casa—, Kyle diz a todos e eles saem. Eu ando até o banheiro e encontro Tyler olhando para si mesmo no espelho.


—Isso me mata, a vida que ela teve—, diz Tyler. —Ela terá uma melhor agora, cara. Ela não vai ter mais esse medo sobre ela. Tudo o que você pode fazer é protegê-la e amá-la. Ele não responde. Eu vou para outra pia e me limpo. Eu não quero que Paisley veja toda essa merda me cobrindo. Ela sabe o que aconteceu nesta sala, mas ela não precisa de uma olhada em primeira mão em tudo isso. Eu quero manter Paisley longe de tudo isso. Eu não quero que a escuridão a toque. Eu simplesmente odeio que isso a tenha tocado e que ela tenha tido um vislumbre do que as pessoas são capazes de fazer. Volto para a sala principal, que é metade da sala de estar. A cabeça de Vanessa está no colo de Paisley, e um cobertor está cobrindo-a. Tyler tira Vanessa do colo de Paisley. —Obrigado, Paisley. —Tyler carrega Vanessa para fora do clube, e Paisley assiste eles saírem. —Vamos para casa. — Ela olha para mim, pegando minha mão. Ela sorri e se move para o meu lado. Bem onde ela pertence.


12 Paisley Hoje é o dia em que Tyler, Shane e Brett estão sendo aceitos, e também estamos comemorando o aniversário de Liam, que é amanhã. Sua motocicleta chegou aqui ontem e Kyle está colocando em uma das salas do clube. Quando for a hora certa, ele trará para mim. Eu mal posso esperar para ver o rosto de Liam; ele queria isso há anos. Eu tive que subornar o cara muito para conseguir que ele vendesse, mas eu consegui isso. Eu também estou dando a Liam a chave da minha casa. Mesmo que ele tenha ficado comigo desde que voltou, eu quero que ele tenha essa chave, então tudo está oficializado. Eu entro no clube e Liam vai para o lado com os outros caras. Eu vou para a cozinha. Eu recebo uma mensagem e eu pego meu telefone. Shaylin: Eu estou aqui, abra a porta da cozinha. Corro até a porta que leva à parte de trás do clube. Eu abro e Shaylin entra com o enorme bolo de aniversário de Liam. Chrystal abriu a geladeira e Shaylin deslizou o bolo para dentro. Eu mal posso esperar para ver o rosto dele. Braelyn e Ethan estarão aqui mais tarde, não que Liam saiba disso.


Liam teve algumas festas de aniversário desde que ele chegou a Braelyn, mas nada de grande como este, porque não é isso que ele queria. Mas eu não dou a mínima para o que ele quer porque eu vou dar isso a ele. Me mata por dentro quando penso em que tipo de infância ele teve. Foi horrível. Eu sei que ele nunca teve comida suficiente para comer, e ele tinha uma rotação constante de cafetões e traficantes de drogas em sua casa. Ele assistiu sua mãe ser espancada e eu não quero saber o que mais. Quando ele ficou mais velho, ele tentou se colocar entre sua mãe e esses caras, mas isso o levou a ser espancado. Isso quebra meu coração. Eu imagino um pequeno Liam, assustado, se escondendo em um canto, testemunhando tudo isso acontecendo. Ele nunca teve esse amor maternal e nunca teve um pai verdadeiro. O pai dele bateu nele e Braelyn todos os dias. Braelyn sofreu. Não tenho certeza de como ela superou a mão de merda que recebeu, mas é uma das pessoas mais fortes que já conheci. Vanessa tem feito muito melhor. Ela sabe que seu pai está morto, e ela está bem com isso. Ela me disse que estava aliviada; ela estava cansada de olhar por cima do ombro. Ela pode finalmente ser feliz e livre com Tyler. Eu não consegui ver muitos dos novos caras sendo aceitos no clube, e é quase inédito para três serem aceitos de uma vez. A maioria dos prospectos não chega tão longe. Kyle entra na cozinha e acena. Eu o sigo para a sala principal, e passamos por Liam na parte de trás do clube. Kyle abre a porta e vejo a elegante besta negra de motocicleta. Eu sorrio e ando até mais perto dela. —Ele vai ficar tão surpreso! — Eu digo a Kyle. —Foda-se sim! Isso é um inferno de uma moto—, diz Kyle.


Ele não está errado. É a moto mais bonita que já vi. —Obrigado por me ajudar, Kyle. Seu rosto suaviza. Kyle tem sido meu tio desde que eu era uma garotinha. Esse é o cara que teve festas comigo. —Qualquer coisa para você, querida. Fico feliz em ver que você está feliz, e eu não dou a mínima se Liam é irmão ou não, se ele não te faz feliz, eu vou matá-lo. Eu bufo antes de rir alto. —Kyle, nós dois sabemos que Liam nunca faria algo assim, e nós dois sabemos que você é um amor. Ele olha para mim. —Eu não estou mentindo. Eu rio mais alto. —Eu me lembro das festas do chá, Kyle. — Seu rosto cai e eu rio mais alto ao ver seu rosto chocado. Eu nunca fiz isso antes. É algum tipo de código para nunca mencionar algo assim, já que isso machucaria sua imagem de fodão. Eu deslizo por ele e fujo, com ele na minha bunda. —Mantenha sua boca fechada, Paisley. Eu rio mais alto, correndo para a sala principal. Todo mundo se vira para olhar para mim e Kyle. O presidente que mal fala, muito menos ri, corre atrás de mim, rindo. É uma visão chocante. Liam sai de trás da mesa, e eu corro e me escondo atrás dele. Kyle fica na frente de Liam, rindo. —O que diabos está acontecendo? Quem drogou Kyle? —Techy reflete e o rosto de Kyle cai, encarando Techy.


—Deixa pra lá. —Techy ri e sai da sala, provavelmente para sair do campo de tiro. Eu espio por trás de Liam, e Kyle está lá com os braços no peito. —Seu segredo está seguro comigo—, digo a ele. Ele pisca e caminha em direção ao seu escritório. Liam se vira e olha para mim, confuso. —Que segredo? Eu jogo meus braços para cima. —Eu tenho medo que eu não posso te dizer. —Eu escorrego de seus braços e volto para a cozinha. Há borboletas no meu estômago apenas do toque de Liam e da excitação de seu aniversário. Eu mal posso esperar. ** Kyle passa no meio da sala, e eu olho para Tyler, Shane e Brett, que estão juntos bebendo cerveja. Liam está de pé ao meu lado, sua mão descansando na minha bunda. Meu pai está do outro lado da sala com Kayla na frente dele, seus braços ao redor dela. O resto dos caras com suas old ladies em posições semelhantes. Nós somos uma família. As crianças estão em uma das salas de jogos com uma babá que Kyle mantém à mão. Kyle olha para os três prospectos, e eles se endireitam sob o olhar dele. — Hoje é o dia em que recebemos alguns novos irmãos no clube. —Eu olho para os caras e vejo o choque total em seus rostos. Eles nunca tiveram a menor ideia do que estava acontecendo. O mais rápido que alguém já entrou no clube foi depois de dois anos como prospecto. Butcher se aproxima e entrega a Kyle três patchs. — Eu sei que o habitual é de dois anos, mas vocês mostraram ao clube que vocês pertencem, uma e outra vez. Vocês ganharam o respeito de todos na sala.


Eu sorrio para suas expressões, amando cada segundo disso. Eu adoro ver a pura felicidade em seus rostos, e posso dizer o quanto eles queriam isso. Vanessa sorri para Tyler, esfregando suas costas. —Tyler, venha aqui—, diz Kyle. Vanessa toma sua cerveja e ele vai até Kyle. Kyle tem o patch aberto, e Tyler desliza seus braços. O patch —Devil Souls MC— costurado nele e, sob isso, —Tyler. — Todos aplaudem, assobiam e batem os pés em felicitações. Tyler sorri para todos na sala e abraça Kyle. —Shane! Shane se aproxima e desliza em seu patch. Seu sorriso está cegando todo o quarto, e esta é provavelmente a primeira vez que o vejo sorrir. Ele abraça Kyle e entra no enxame de irmãos. Liam também está lá; ele me deixou uma vez que Tyler recebeu seu patch. Kyle chama: —Brett! Brett caminha até Kyle e desliza no patch, com os olhos fechados e a cabeça para trás. Isso significa muito para ele. Ele se vira e abraça Kyle como os outros fizeram e, como os outros, ele está cercado. —Bem-vindo à família! — Kyle diz uma última vez e olha para mim, sinalizando a minha vez. Ele caminha em direção à parte de trás do clube. Eu ando até o meio do lugar. Eu sorrio para todos na sala, e Liam olha para mim, confuso. Eu bato minhas mãos juntas, piscando para Liam. Ele arqueia uma sobrancelha para mim.


—Então amanhã é o aniversário de Liam, e eu tenho uma surpresa para ele. —Ele parece chocado. Eu estendo minha mão e ele se aproxima e a pega. —Amor eu te amo muito. Feliz aniversário adiantado. —Eu o beijo bem na frente de todo o clube. A porta se abre e Kyle dá uma espiada. Eu dou-lhe um aceno de cabeça, deixando-o saber. Ele abre a porta e empurra a moto que Liam está querendo há tanto tempo, com um belo laço vermelho. Sua boca cai aberta. Braelyn e Ethan caminham atrás da moto. —Paisley, o que você fez? — Seus olhos estão em mim; então eles voltam para a moto. —Eu encontrei a motocicleta. —Eu sorrio e ele me pega em seus braços, me beijando com força. —Muito obrigada, Baby. — Ele me coloca para baixo e caminha até a moto, admirando-a. Eu tenho lágrimas nos olhos ao vê-lo tão feliz e surpreso. Eu amo que eu poderia fazer isso por ele. Sim, ele poderia ter comprado para si mesmo, mas nunca conseguiu encontrar uma à venda. Sinto alguém de pé ao meu lado e olho para o meu pai. —Você fez bem, menina. — Meu coração está leve e cheio de felicidade. A porta da cozinha é aberta e vejo o bolo numa mesa com rodas. As velas já estão acesas. Shaylin começa a empurrar o bolo para dentro do quarto. —Feliz Aniversário... — Eu começo a música, e ele se vira para ver o bolo gigante. Sua cabeça balança incrédula mais uma vez. —Faça um pedido! — Shaylin diz a ele. Ele nunca tira os olhos de mim. —Eu já tenho o meu desejo. Oh meu deus, eu poderia morrer neste minuto. —Baby—, eu sussurro e ele se abaixa e sopra suas velas. Há awws por toda a sala, de todas as old ladies. Esse


homem vai me matar. Eu não acho que eu poderia amá-lo mais do que eu já faço, mas ele faz coisas assim, me surpreendendo. —Eu acho que eu também tenho outra surpresa—, ele anuncia. Ele divide a distância entre nós e suas mãos cobrem meu rosto. —Amor eu te amo. —Eu te amo—, eu respondo, minhas palavras ofegantes. Ele deixa meu rosto ir, suas mãos arrastando para baixo dos meus braços, e ele se abaixa em um joelho. O que eu acho que está acontecendo realmente está acontecendo agora? —Liam? Ele enfia a mão no bolso e tira uma caixa. Sim, isso está realmente acontecendo! Ele abre a caixa e eu suspiro ao ver o lindo anel. A faixa é de ouro rosa, e há um enorme diamante com outros pequenos em volta dele. —Paisley, você vai me fazer a grande fodida honra e se casar comigo? —Sim! — Eu grito bem alto e todo mundo aplaude. Liam desliza no anel e se levanta, levantando-me do chão. Ele me beija com força e minhas pernas estão enroladas na cintura dele. Oh meu Deus! Eu não posso acreditar que isso está acontecendo. Estou comprometida com o homem por quem me apaixonei oito anos atrás, a pessoa que me salvou de um destino horrível. Deus sabe o que teria acontecido comigo. O homem que foi meu primeiro beijo. Meu primeiro tudo, o homem que eu amo com todo meu coração. —Eu te amo tanto—, eu sussurro, lágrimas caindo pelo meu rosto. Meu corpo todo parece prestes a explodir. —Eu te amo também meu amor.


A sala está completamente quieta. Todas as senhoras estão chorando e os homens estão olhando para nós. Nós provavelmente parecemos loucos, mas ele é meu louco. Eu o amo muito. Ele é minha vida. Eu não podia imaginar um dia sem ele, e a espera por ele valeu cada minuto porque, no final, eu o tenho. Este é o homem com quem vou me casar e vamos ter bebês e construir uma família incrível. Uma família que vou amar com todo o meu coração. Meus filhos crescerão em torno do melhor tipo de família. O tipo que cuidará de você, amará você incondicionalmente e protegerá você acima de tudo. Isso é família. Isso é Liam. Este é meu tudo.

LIAM Ela me surpreendeu. Eu nunca esperei que ela fizesse isso por mim. Ela me conseguiu a moto que eu tenho procurado desde sempre. Ela fez isso por mim. Ninguém fez nada parecido para mim, se importou muito ou dedicou tanto tempo e esforço. Eu sou muito abençoado por tê-la em minha vida. Minha noiva. Eu comprei o anel há muito tempo. Eu tenho esperado pelo momento perfeito e eu sabia, naquele momento, que era a hora. Estou muito surpreso com tudo o que ela fez. Eu amo essa mulher com todo meu coração. Mais que a minha própria vida. Eu faria qualquer coisa por ela, e eu a amo mais a cada dia. Me chame de boceta ou puta, mas eu não me importo, porque eu a amo. Se isso me faz uma boceta, aceitarei de bom grado esse nome. O cartel ficou escondido por um longo tempo, mas nós trouxemos a guerra para eles no momento em que eles se empoleiraram no território do clube e foram atrás de Paisley duas vezes. A primeira vez que estive lá e eles nunca a tocaram,


mas a segunda vez eles jogaram ácido por cima do portão. Essa merda a machucou. Ela estava com dor horrível e de cama por um longo tempo. Ela ainda não voltou ao trabalho, e espero que não, porque a quero descalça e grávida. Além disso, tenho medo do que poderia acontecer quando ela estivesse no trabalho. Eu não posso controlar o que acontece com ela lá. Essa merda me mata. Não tenho medo de foder com nada, mas tenho medo de uma coisa, e isso é a perder. A visão dela deitada no chão, sem se mover e desmaiada, sempre me assombrará. Eu tenho pesadelos de perdê-la. Eu mal posso ficar longe dela. Essa merda está me sufocando. Toda a porra da minha vida eu só tinha que me preocupar comigo mesmo. Então, quando eu tinha dezessete anos, este anjo loiro de olhos azuis apareceu em minha vida, e isso me mudou para sempre. Foda-me. Ela está deitada no sofá assistindo TV de calcinha e minha camisa. Eu estou de pé na entrada da sala de estar, apenas olhando para ela como um idiota. Ela olha para cima e me vê olhando para ela, e ela acena. —Venha. Me abrace, Baby. Você sabe o que eu vou fazer? Ir abraçar. Bem, talvez não seja muito carinho, tenho outras coisas em mente.


13

UMA SEMANA DEPOIS

Plaisley Que porra é essa? No meu armário no trabalho há uma carta, e não tenho ideia de como ela chegou lá. A carta diz: Ele vai pagar. Este é o cartel? Eu recebo um texto de Liam me avisando que ele está do lado de fora. Eu bato meu armário fechado e enfio o bilhete na minha bolsa. Eu mostrarei a Liam quando eu estiver no caminhão. Eu mantenho meus olhos abertos, procurando por qualquer coisa e tudo fora do comum. Estou assustada; meu coração parece estar prestes a explodir. Ter sido queimada assim me deixa constantemente atenta. Estou com medo de que algo assim aconteça novamente, e só posso relaxar quando estou com Liam. Ele me faz sentir segura. É algo que não consigo descrever. Através das portas de vidro deslizantes, vejo Liam esperando na entrada. Eu solto uma respiração profunda, tentando me controlar. Eu não quero mostrar meu pânico ainda. Eu ando para fora, e Liam envolve seu braço em volta de mim, como de costume, correndo para o caminhão. Ele está super feliz com sua moto, mas ele


não me quer por trás disso até que tudo esteja resolvido, e eu entendo o porquê. É perigoso. Eu só quero que as coisas voltem ao normal. Eu quero ir em passeios de moto com Liam. Eu quero ir a lugares sozinhas sem me preocupar com algo acontecendo. Eu só quero uma vida o mais normal possível, mas todos nós sabemos que isso não vai acontecer. Liam me ajuda no caminhão e fecha a porta. Enfio a mão na bolsa e tiro a nota, odiando mostrá-la a ele porque nossas vidas estavam tranquilas e pacíficas. Liam me encara e olho pelo para-brisa. —Baby? Eu fecho meus olhos, ouvindo a preocupação em sua voz, e meu estômago se contorce. O cartel foi atrás de mim duas vezes; Por que diabos eles estão fazendo isso de novo? O que eles querem comigo? Eu entrego a nota para Liam e vejo sua expressão enquanto ele a lê. Assim como eu esperava, ele está extremamente chateado. Ele liga o caminhão e suas mãos agarram o volante com força. As veias em seus braços estão evidentes pelo esforço, e sua mandíbula está apertando e abrindo. —Vamos para casa, vou ligar para os caras. —Ele pega minha mão e beija as costas dela. Eu me viro para ele, fecho meus olhos e me deito em seu ombro. Tudo ficará bem. Isso tudo terminará algum dia —, não pode durar para sempre. Não pode. Eu estou esgotada; Estou muito cansada de tudo isso. Isso vem acontecendo há meses, e assim que conseguimos uma pausa, eles começam a trabalhar de novo. —Tudo bem, menina doce, mas eu não acho que é seguro para você voltar ao trabalho, a menos que você me deixe colocar alguém em você.


Eu quero trabalhar, ser uma enfermeira é o que eu queria há tanto tempo, mas se isso significa colocar em risco minha vida ou a de outra pessoa, é melhor tirar um tempo de férias. —Vou ligar amanhã e avisá-los. —Eu posso ouvir a tristeza na minha voz. Eu odeio que eles estejam tirando isso de mim. —Eu sinto muito, Baby, mas eu não posso arriscar que algo aconteça com você—, ele sussurra. Eu aperto a mão dele com mais força. —Eu entendo, Baby. — Nós nos sentamos em silêncio por alguns minutos, pensando em toda a merda que caiu. Eu noto uma velha van no meu lado do veículo. Eu me sento mais alto no meu lugar. Eu tenho um mau pressentimento. A janela do motorista se move lentamente para baixo e o cano de uma arma se destaca. Eu agarro a perna de Liam. —Liam! — Eu grito. Ele olha enquanto um tiro é disparado, o som alto e estrondoso. A bala atinge a janela, mas não a perfura. Graças a Deus, cada veículo que adquirimos para o clube possui muitos recursos de segurança. No momento em que uma bala atinge a janela, o clube é notificado. Liam me empurra para o chão e coloca um colete à prova de balas entre a porta e eu. —Eu vou direto para o clube. — Ele fala. —Vamos esperar que esse filho da puta nos siga direto para o clube. Eu vou fazê-los pagar. — Ele acelera por um segundo enquanto nos desviamos da cidade. Deito-me no chão, enquanto só Deus sabe o que está acontecendo em cima de mim, mas eu não tenho medo. Isso provavelmente não é uma reação normal em tudo, mas eu cresci com essa vida. Eu sei que Liam me protegerá. Mesmo com tudo isso acontecendo, eu não mudaria nada. Esta é a minha vida.


Algumas rajadas de tiros atingiram a traseira do caminhão, e ouvi o barulho das balas disparando. Eu estremeço. Vai ser difícil tirar as balas do seu novo caminhão. —Eu vou matá-los, porra—, diz Liam. Então eu ouço o som incrível de motos. O clube chegou até nós. Eu olho pela janela de trás; a van chega a um ponto morto no meio de todo o tráfego e entra em um beco. —Liam, eles vão fugir—, eu o informo, sentando no meu lugar. —Baby, eu prefiro que você esteja segura. Foda-se esse filho da puta. Você é mais importante e eu não vou te deixar sozinha. Por isso eu o amo, ele é muito lindo e tem o melhor coração. As motos nos cercaram. Meu pai está bem na minha janela e aceno para ele. Ele balança a cabeça, sorrindo e acena de volta, e nós somos escoltados de volta ao clube. O portão bate atrás de nós e Liam me puxa para o assento do motorista e depois para fora do caminhão com ele. Todo mundo para suas motos, e meu pai corre. —Estou bem, pai! — Eu tento tranquilizá-lo. Ele solta um suspiro profundo, mas ainda parece preocupado. —Que porra aconteceu, Liam? — Kyle pergunta. Liam entrega a nota. —Paisley achou isso em seu armário no trabalho, e então quando estávamos dirigindo para casa alguém atirou em nós, em uma velha e fodida van. Kyle lê a nota em voz alta, enquanto Liam esfrega minhas costas suavemente. Eu estou roendo meu lábio inferior, esperando a van aparecer a qualquer momento.


—Você está bem, menina? — Uma mão toca meu braço. Papai está parado na minha frente, ainda parecendo preocupado. —Estou bem, papai. — Eu sorrio. Ele estuda meu rosto e eu não acho que ele acredita em mim. Estou exausta e desapontada por eles estarem levando o meu trabalho embora, mas se não fosse por nós, a cidade inteira seria invadida. Este lugar é mais seguro que a maioria das cidades, porque o MC controla as drogas e outras coisas horríveis que estão chegando. Esta cidade significa muito para nós. Eu cresci aqui e planejo criar meus filhos aqui. Eu quero que eles tenham a infância que eu tive, e é por isso que esse cartel precisa ir. Eu ouço os pneus guinchando e olho através do portão assim que a mesma van se aproxima. Sua janela está abaixada e uma arma apontada para mim. Eu suspiro alto, congelada no meu lugar.

LIAM Em uma fração de segundo, tenho o braço em volta da cintura dela, levantando-a e colocando-a no caminhão enquanto os tiros disparam. Eu me viro e enfrento o atirador. O atirador está batendo no portão, que é à prova de balas, mas não inquebrável. Eu ando direto em direção a ele, abrindo meus braços com um sorriso fodido no meu rosto. As balas atingem o portão bem na frente do meu rosto. Eu trago meus dois dedos médios para cima. As balas param, e tudo que consigo ver é uma rachadura em uma das janelas escurecidas. Meus irmãos estão nas minhas costas. —O que diabos você quer? — Eu grito, e o veículo apenas decola.


—Apenas o deixe ir. —Kyle coloca a mão no meu peito, me impedindo de correr para a minha moto. —Essa pessoa está tentando machucá-la. — Estou chateado que Kyle está tentando me impedir de fazer o que precisa ser feito para eliminar o problema. Kyle me olha sem reação. —Liam, eu não acho que esse é o cartel. —Eu penso em todos os detalhes, na van de merda e no bilhete que diz que eu vou pagar. Foda-se. —Foda-se, eu não sei quem poderia ser, Kyle. — Eu não sei o que pensar, porra; essa merda é irreal. Eu não tenho inimigos além dos inimigos do MC. Kyle olha pelo portão, onde a van estava. —Apenas mantenha seus olhos abertos, Liam. O que diabos está acontecendo? Por que diabos eles estão indo para Paisley se eles têm um problema comigo?

Paisley Liam está com cara dura e cheio de raiva. É melhor que você não se culpe por essas coisas. Shane me ajuda a sair do caminhão de Liam e eu ando até ele. Eu coloco minhas mãos em seu peito para chamar sua atenção, e ele age como se eu nem estivesse aqui. Ele ainda está olhando para o mesmo lugar. —Baby? — Eu estendo a mão, colocando minhas mãos em ambos os lados do seu rosto, e o forço a virar e olhar para mim. Ele finalmente olha para mim e eu sei que ele está tentando controlar sua raiva. Ele não gosta que eu veja esse lado dele.


—Baby, não—, eu o aviso. Um pequeno sorriso puxa seus lábios. —Vamos lá, me dê um pouco de açúcar—, eu o provoco, meus lábios se estendendo para um beijo. Ele revira os olhos e me beija. Eu fecho meus olhos, toda a brincadeira se foi no momento em que seus lábios tocaram os meus. —Não na minha frente—, papai rosna atrás de mim, e eu rio contra os lábios de Liam e me afasto. Kyle olha para nós dois, sorrindo. —Por que vocês não vão para casa e eu vou colocar Techy nisso? Liam assente e papai pega minha mão e me puxa para ele. Meu coração dói com o olhar assustado em seu rosto. Eu só vi esse olhar em seu rosto uma vez ou duas, e foi quando Kayla estava em perigo. —Pai, eu estou bem—, eu sussurro, puxando seu colete. Ele me puxa para ele e eu coloco minha cabeça em seu peito. —Está me matando, as pessoas estão tentando te machucar, menina. Eu quero te esconder. Liam iria me matar se eu tentasse. —Fodidamente, certo—, diz Liam. Eu rio alto, porque Liam não dá a mínima para o que meu pai pensa, e ele com certeza não tem medo dele. Meu pai é enorme, tatuado e com cicatrizes; ele não é alguém que as pessoas mexeriam. Mesmo quando ele tinha dezessete anos, Liam se esgueirava na minha janela e papai nunca descobiu. Mesmo se ele tivesse, Liam provavelmente teria apenas sorrido através de tudo. —Você já teve o suficiente, devolva-a. —Liam agarra a parte de trás da minha calça, me afastando do meu pai. Eu rio de novo, enquanto papai agarra


minhas mãos e é como um cabo de guerra. —Vamos, pessoal—, eu consigo falar entre meu riso, meu estômago já doendo. Papai finalmente me deixa ir com um bufar falso, e Liam me puxa de volta para o lado dele. —Eu amo vocês, caras. Papai sorri. —Eu também te amo, menina. Liam beija meu templo. —Eu te amo também meu amor.


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DOIS DIAS DEPOIS Plaisley

Eu acordo com a sensação de Liam entre as minhas pernas. —Liam—, eu sussurro, minha voz profunda, esfumaçada de sono. Ele afunda a cabeça mais fundo, chupando meu clitóris em sua boca, e meus dedos se curvam instantaneamente. Isso é o que me deixa louca mais do que tudo. —Apenas me foda. —Meu corpo inteiro está implorando por isso. Ele balança a cabeça, o que faz com que seus dentes puxem meu clitóris. —Foda-se! — Eu grito, minhas pernas tremendo fortemente. Ele ri, seus dedos cavando o lado de fora das minhas coxas. —Baby, por favor, eu te imploro. —Liam levanta a cabeça, olha para mim e se arrasta pelo meu corpo, cedendo. Eu o sinto bem na entrada, e eu dobro meus quadris, tentando deslizá-lo para dentro de mim. —Por favor—, eu imploro. Sua mão acaricia minha bochecha, seu polegar se movendo sobre meus lábios. —Por favor, o que? — Sua mão desliza para o meu peito, o mesmo polegar acariciando meu mamilo. —Eu quero você, baby. Sua mão acaricia meu lado. Eu tremo com o contato, arrepios cobrindo minha pele. —Então meu amor pode me ter—, ele sussurra e todo o meu corpo


estremece com suas palavras. Ele empurra para dentro, todo o caminho até o punho. Minha cabeça cai para trás, expondo minha garganta, e ele beija minha garganta enquanto se move dentro de mim, devagar e muito sexualmente. —Deus, amor, eu amo você. — Eu coloco minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele olha nos meus olhos, seus cotovelos ao redor do meu rosto, seus movimentos lentos, fazendo amor comigo. Liam e eu fodemos muito, várias vezes ao dia, honestamente, mas esses são os momentos que eu valorizo mais do que qualquer coisa. Nós nos conectamos em um nível diferente quando desaceleramos as coisas e apenas sentimos. Nós sentimos o amor que compartilhamos. Eu o amo muito. Eu arrasto minhas unhas para cima e para baixo nas costas dele levemente. —Meu Liam—, eu sussurro, minhas costas arqueando quando ele atinge esse ponto especial. —Meu amor. —Ele inclina a cabeça e me beija suavemente. —Agora eu te fodo—, ele rosna, e ele martela em mim duro e implacavelmente. Eu gosto de cada segundo disso. Eu me agarro a ele e aguardo o passeio, e que passeio é esse. ** Liam está fora fazendo algo. Deixei uma nota na mesa: Venha me encontrar, Baby.


Deixei-lhe uma arma Nerf na mesa, e agora estou sentada no topo da escada, deitada de bruços, para que ele não me veja, esperando que ele entre. Pela janela eu o vejo na varanda da frente. Quase na hora do show. Ele entra, tira os sapatos e fecha a porta, e ele olha para cima e vê a nota. Eu mordo meu lábio tentando esconder minha risada enquanto ele lê e olha para a arma Nerf. Eu me sento e pressiono minha arma através dos trilhos da escada, apontando diretamente para ele. Eu puxo o gatilho, a bala de espuma Nerf bate nele no peito, e sua cabeça dispara para cima. Ele olha para mim com um sorriso maligno no rosto. Oh foda-se Levanto-me e corro para a escada dos fundos. Eu posso ouvi-lo correndo atrás de mim, e se eu não fizer algo rapidamente, ele vai me encontrar facilmente. Eu me viro e vejo que ele está vindo rápido. Eu aponto minha arma e puxo o gatilho, acertando-o bem no peito. Ele levanta a arma e me acerta na bunda — muito original— e ele faz isso de novo e de novo. —Hey! — Eu grito e paro de correr. Eu me viro para encará-lo, e outra bala me atinge no peito. Ele puxa o gatilho novamente e bate no meu outro seio. —Baby—, eu repreendo e ele ri muito. Ele joga sua arma e me agarra tão rápido que eu não tenho a chance de me mover. —Baby, nós temos que ir ao clube. Todas as mulheres estão praticando tiro. — Ele ri do meu beicinho, e ele se abaixa e me joga por cima do ombro. —Deixe-me no chão, Liam! — Eu grito com raiva zombeteira. Ele ri de novo, sua mão aterrissando com força na minha bunda. Eu sacudo da pequena picada. —Hey! — Eu grito e estendo a mão, agarrando sua bunda. Ele


me leva para fora da casa e direto para o caminhão, que agora está consertado. O clube é dono de algumas lojas conserto, por isso não foi problema resolvê-lo tão cedo. O MC tem seus dedos em muitas coisas; nós temos uma concessionária de carros e tudo mais. É selvagem ver tudo o que possuímos. Meu pai e Kyle foram os fundadores; eles começaram os clubes do nada. Eles queriam que o clube fosse uma família; eles queriam ter certeza de que seus filhos e gerações vindouras nunca precisariam se preocupar com dinheiro. Eles queriam manter todos seguros e protegidos. Meu pai nunca esteve no exército; ele era um pai solteiro aos dezenove anos e ele me criou. Ele me criou sozinho por anos até conhecer Kyle, e Kyle, junto com os outros caras, o ajudou. Papai me levou às compras e essa foi a coisa mais desconfortável em todo o mundo, tentar encontrar o tipo de sutiã que eu precisava. Ele agia como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas eu sei que ele estava gritando e xingando por dentro. Fico feliz que ele tenha Kayla. Eles têm o tipo de amor que todos se esforçam para ter, e eu tenho isso com o Liam. Eu acordo no meio da noite e penso: como fui tão sortuda e abençoada? Agradeço a Deus todos os dias por ele. Nos últimos dois dias, Liam e eu mal conseguimos sair da cama. Nós ficamos em deitados e em frente à TV. Hoje recebemos a ligação de Kyle na nossa gama de armas que eles querem que as mulheres aprendam a atirar. Felizmente para mim eu sei atirar. Paramos em frente ao clube de tiros. —Você vai me ensinar a atirar? — Eu pergunto a Liam, agindo inocente. Eu não acho que ele saiba que eu sei atirar; ele definitivamente não sabe o quanto sou boa nisso. Papai me fez aprender desde que eu tinha idade suficiente para aprender como fazer isso com segurança. Ele carrega


uma arma em todos os lugares, então era apropriado que eu aprendesse sobre segurança de armas. —Claro Baby. —Ele se inclina no meio do assento e me beija. Ele sai do caminhão e eu deixo uma risada sair porque ele está prestes a ter o choque de sua vida. Eu saio do caminhão e caminho para onde as old ladies estão de pé. Liam está tirando as armas do caminhão. —Vocês meninas estão prontas? — Kyle chama, e Liam se aproxima e coloca as coisas na mesa. Liam agarra uma pequena pistola. —Eu vou mostrar a Paisley como atirar muito rápido antes de começarmos—, ele diz a Kyle, e meu pai olha para mim, confuso. Eu pisco pra ele, e ele cobre a boca para esconder o seu sorriso. Kyle parece mais confuso desde que foi ele que me ensinou, junto com meu pai. Coloco meu dedo na minha boca. Liam me faz ficar na frente de um alvo e me mostra as coisas, explicando tudo. —Tudo bem, baby, volte aqui e faça exatamente como eu te disse. Eu ando de volta para onde ele me disse para ficar, fingindo que ainda não tenho ideia do que estou fazendo. Eu ajustei minha postura como ele me instruiu a fazer; é a mesma coisa que eu aprendi todos esses anos atrás. —Atire quando você estiver pronta, Baby. —A mão de Liam está nas minhas costas, me apoiando. Eu aponto e puxo o gatilho.


LIAM Eu acho que fui enganado. Eu percebi isso no momento em que ela puxou o gatilho e a bala acertou a porra do olho do alvo. Ela esvazia o pente e, em seguida, Torch está lá, entregando-lhe um maldito AK. Ela pega a arma como um profissional e atira em todos os alvos, acertando os bonecos entre os olhos e o coração. De repente, Torch e Kyle estão de pé ao meu lado. —Ela fodidamente me enganou —, eu digo. Eles riem alto. —Foda-se, sim, ela fez, nós dois a ensinamos. Ela esvazia o pente mais uma vez e se vira, olhando para mim com um sorriso de merda no rosto. Filha da mãe. Ela caminha até mim, entrega ao seu pai a maldita arma e continua me dando aquele sorriso. —Obrigado por toda sua ajuda, Baby. Eu olho para ela, todos atrás de mim rindo. Tenho certeza que Torch está prestes a rolar na porra do chão de tão divertido. Eu me inclino e sussurro em seu ouvido: —Você vai pagar mais tarde. Ela se afasta, sorrindo ainda mais para mim agora. —Promessa? Eu concordo. Seu pai não está sorrindo agora, e isso serve bem a ele. Ela caminha de volta para as old ladies; até Vanessa está lá.


Paisley — Ele está tão chocado! —Kayla ri alto. Honestamente, ele estava. Eu fiz bem e eu tenho a promessa de castigo mais tarde, e eu mal posso esperar. O castigo não é realmente um castigo para Liam porque eu me benefício disso, e posso ou não o deixar irritado de propósito. Meu pai e Kyle comeram essa merda. Eles adoraram me ver fazendo uma brincadeira com Liam, especialmente porque me ensinaram tudo o que eu sei. —Estou animada para aprender! — Vanessa diz, observando os caras preparando as armas. Eu sinto que isso é um grande negócio para ela; isso lhe dará um jeito de se proteger. Eu quero isso para ela. Ela sofreu nas mãos de outras pessoas sem um meio de se proteger, e isso lhe dará essa independência. Eu tenho minha carteira e escondo a licença, e mantenho minha arma no carro. Dirijo muito para casa à noite e há algumas pessoas confusas neste mundo. —Estou tão chocada que você pode atirar tão bem, menina! — Vanessa me diz, com um enorme sorriso no rosto, e fico surpresa por um segundo. Ela parece diferente. Ela parece feliz, como se o peso do mundo tivesse sido tirado de seus ombros e, honestamente, é provavelmente por causa de seu pai. Ele provavelmente a tinha abatido o tempo todo. Desde que ela está com Tyler, ela é muito mais feliz. Eu adoro vê-la assim, e quero que ela cresça e tenha todas as coisas que ela está perdendo na vida. —Como estão as coisas com você e Tyler? — Eu pergunto a ela. Ela sorri ainda mais, e ela olha por cima do ombro para ele e depois de volta para mim. Ele está de pé ao lado de Liam, conversando. —As coisas estão incríveis, garota, estou tão feliz que você tenha nos apresentado. Estou muito feliz agora, e às vezes tenho medo de que algo possa tirar isso a qualquer momento. — Ela olha para o chão, seus dedos torcendo a parte inferior de sua camisa.


Eu toco o braço dela. —Você não pode pensar assim, garota, você precisa viver e aproveitar cada momento. Ela sorri suavemente. —Eu apenas o amo. Eu sorrio de volta. —Eu sei exatamente como você se sente. —Liam me pega olhando para ele, e pisca pelo quintal. ** Algumas horas depois, estamos almoçando em um dos muitos restaurantes que os MCs têm na cidade. Esta é a primeira vez que todos nos juntamos assim há algum tempo. O cartel nos atingindo mudou muitas coisas em nosso MC, e também mudou o Grim Sinners. Eles estão lutando a mesma batalha. Adoro ver os rostos sorridentes e felizes da minha família. Todas as crianças estão no clube; é o lugar mais seguro no momento. Temos Shane, Brett e algumas babás observando-os, e o lugar está completamente fechado por Techy. Uma mão toca minha parte interna da coxa e, pelo canto do olho, vejo Liam sorrindo. Ele quer jogar? Nós vamos ver isso. Eu alcanço debaixo da mesa, certificando-me de que eu não bata na mão dele. Eu sorrio para mim mesma e pego seu pau. Ele pula com tanta força que seus joelhos batem na mesa, e todo mundo se vira para olhá-lo, confusos. O que eu faço? Eu continuo esfregando. Uma mão forte envolve meu pulso e afasta minha mão. Eu mordo meu lábio inferior, escondendo minha risada. Eu olho para Liam como se eu simplesmente não soubesse o que aconteceu. Todo mundo volta para suas conversas e sua comida. Liam se inclina para mim e sinto sua respiração no meu ouvido. —Você vai pagar, Baby—, ele


sussurra. Ele não me assusta —com certeza— porque eu colho os benefícios de suas ameaças. Seu castigo significa orgasmos. —Está todo mundo pronto para ir? — Kyle pergunta. Todo mundo se levanta e param na porta e, como se em um movimento, as garotas são colocadas no meio, entre todos os caras. Nós caminhamos para fora, e eu estou segurando a mão de Liam. Alisha está do outro lado, segurando a mão de Techy, e ela sorri para mim. Alisha tem sido uma amiga incrível ao longo dos anos. Ela está perto de mim em idade. Ela tinha cerca de vinte anos quando ela e Techy ficaram juntos; ele é um par de anos mais velho. Ela teve uma infância muito difícil. Techy literalmente a tirou de sua situação fodida e deu a ela a vida que ela merece. Ela queria ser mãe mais do que qualquer outra coisa, e ela está fazendo exatamente isso, enquanto seu homem adora o chão em que ela caminha. —Baby, você quer pedir comida? — Eu paro com a visão de um SUV preto se aproximando, a janela abaixada. Liam pressiona minha cabeça em seu peito, em seguida, cai no chão, amortecendo minha queda com o braço livre enquanto as balas ressoam ao nosso redor, batendo nos veículos. Eu olho debaixo do braço de Liam para ver todas as outras mulheres cobertas da mesma maneira. Alisha está com os olhos fechados e o rosto na dobra do pescoço de Techy. Papai está olhando para Kayla, sua boca se movendo para tranquilizá-la. Eu posso ver o leve pânico no rosto dela. As balas param alguns segundos depois, e ouço o guincho do veículo se afastando, depois o silêncio. Eu não ouço nada além do som de Liam respirando acima de mim. —Baby? — Eu sussurro. Sua mão cobre meu rosto, deixando-me saber que ele me ouve, antes que ele olhe para todos.


—Todo mundo está bem? — Kyle pergunta. Eu relaxo ao som das vozes de todos dizendo que estão bem. Este foi o cartel. Eu sabia disso no momento em que vi o veículo. —Precisamos fazer uma corrida e ir para os veículos. Eu não gosto de ser um alvo fácil—, diz Kyle. Eu quase posso sentir a raiva irradiando dele. —Um dois três. Vão!— Ele grita e eu sou varrida do chão. Liam me colocou contra o peito dele, correndo comigo. Meu coração para ao som de tiros perto de mim e de Liam. Ele corre mais rápido e eu ouço a porta da caminhonete aberta. Ele sobe para o lado do passageiro comigo em seu colo. A porta se fecha e eu posso respirar. Eu olho pela janela, verificando freneticamente a minha família. Um por um, eles entram em seus veículos. Balas estão batendo nas janelas, mas não perfurando o vidro. Graças a Deus pelo clube atualizando os veículos. O veículo de Kyle está estacionado ao lado do nosso, e ele parece fodidamente chateado. Ele pega o telefone e eu ouço o celular de Liam vibrando. Liam atende isso. —Estamos indo para o clube de apoio. As crianças estão no outro. — Ele corre para o seu lugar. Kyle sai do estacionamento, sem parar, apesar de as balas estarem prendendo seu caminhão. Nós somos os próximos a ir, mas eu não estou jogando jogos de merda. Eu chego no banco de trás e pego meu AK. Eu abro a janela o suficiente para deslizar a ponta através dela; então eu prego acerto a porra do veículo. Eu atiro na janela do passageiro e acerto o atirador na porra do braço. Liam ri alto, depois coloca o caminhão no estacionamento e corre até o meio do assento. Ele aponta e acerta o motorista. Eu continuo disparando meu AK, destruindo o veículo. Então eu atiro na frente do veículo, explodindo o desgraçado.


Eu ouço muitos gritos e assobios. Eu rolo minha janela e enfio a cabeça para fora, sorrindo para todos e segurando meu AK. A velha eu não teria feito isso, mas eu não suporto a ideia de minha família se machucar, então eu peguei em minhas próprias mãos e fiz o que eu achava que era necessário. Eu os matei. Kyle voltou para o estacionamento. —Vamos para o clube então. — Ele ri e sai novamente. No caminho de volta ao clube, noto outro SUV e sei que esse é outro veículo de cartel. Rolando pela minha janela no meio do caminho, levanto minha AK mais uma vez e destruo o veículo deles e levanto o dedo do meio. As mulheres não devem ser fodidas. Estou cansada dessa merda e não vou aguentar mais. Old ladies não são pessoas com quem se mexer. Estou cansada deles mexendo com minha família. É hora de eu lutar de volta, e é o que eu vou fazer e dar-lhes um gosto do seu próprio remédio. O jogo começou.


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ALGUNS DIAS DEPOIS

Paisley As outras senhoras e eu decidimos fazer um dia de compras para meninas. É a primeira vez que fazemos isso em meses por causa de tudo que está acontecendo e é muito necessário. Eu também estou ficando sem roupa porque Liam tem um grande hábito de arrancá-las do meu corpo. Nós transamos algumas vezes por dia, e parece que nem Liam nem eu conseguimos o suficiente. —Este dia foi muito necessário! — Chrystal diz e senta na cadeira ao meu lado em um dos restaurantes do shopping. Do canto do meu olho, vejo um homem que se parece com Liam. Mas quando olho para trás, ele se foi, então não digo nada. Eu aceno, tomando um gole da minha água. —Eu precisava disso tão ruim, eu precisava de algo normal. As garotas ao meu redor concordam. Nós não estamos sozinhas. Os membros do MC estão sentados à nossa volta, em diferentes mesas, de olho em nós —, mas eles estão fazendo suas próprias coisas.


Liam está sentado há duas mesas, sem se preocupar em fingir que não está de olho em mim. Tudo o que está acontecendo o deixa seriamente nervoso. Eu não o culpo porque, honestamente, eu sou exatamente da mesma maneira. Liam pisca para mim e finalmente desvia o olhar. Quando volto para as meninas, vejo um homem se escondendo no banheiro dos homens. Eu poderia jurar que é o mesmo homem que eu vi antes, o cara que se parece com Liam. Comendo minha comida, eu espero o homem voltar, mas ele não faz. Por que eu tenho um mau pressentimento? **

Todas nós levantamos quando terminamos de comer. É mais seguro se não sairmos imediatamente; andar como um grupo coloca um alvo maior em nossas costas. Liam e eu estamos indo para casa para ficar na cama o resto do dia, assistindo TV e fodendo. Eu mal posso esperar o momento em que tudo isso acabe para que eu possa casar com ele e ter bebês. Eu quero pelo menos dois: um menino que se parece com Liam e um anjinho doce. Eu sei que Liam seria um pai incrível. Ele teve uma infância muito ruim e disse, anos atrás, que se ele se tornasse pai faria tudo o que estivesse ao seu alcance para ser o melhor, e eu acredito nele. Liam tem a mão pressionada nas minhas costas e sua cabeça está girando em todas as direções, procurando por qualquer tipo de perigo. —Você quer levar -? — Eu não termino. Mãos são enterradas no meu cabelo e eu sou puxada para trás com força, direto dos braços de Liam e no chão. O ar é arrancado dos meus pulmões. Alguém está segurando minha garganta —Não consigo respirar. — Liam está lutando com seis homens de uma só vez. Oh meu deus, estamos sendo atacados.


Liam leva um soco no rosto. Ele para de se mover e enxuga o sangue do lábio e sorri. Oh foda-se Ele rola seu ombro e então ele explode. Eu me empurro para cima, ignorando o ardor nos meus braços e pernas nuas da porra da estrada queimada, minha cabeça doendo como uma cadela. Outro cara está correndo em nossa direção, vindo direto para mim. Eu me empurro para uma posição de pé, pronta para lutar. O cara chega até mim, e eu aponto um chute direto para suas bolas. Ele se esquiva e se inclina, jogando-me por cima do ombro. Eu bato em suas costas, puxando seu cabelo sujo duro, e então ele está correndo comigo. Eu torço, puxo e bato com tudo em mim. Eu olho para cima e vejo Liam nocauteando o último homem. Eu grito e ele olha para mim em puro horror. Ele sai correndo atrás de nós e eu sou jogada na van e a porta é fechada atrás de mim. Isso me atinge como uma tonelada de tijolos: eu fui sequestrada. Eu giro e enfrento quem está na van comigo. Estou cara-a-cara com o homem que vi no shopping, aquele que se parece com Liam. —O que você quer? — Eu pergunto a ele. Minha voz é completamente calma, mas por dentro, estou tudo menos isso. Estou assustada. —Eu tenho uma mensagem para Liam. —O cara sorri, seus dentes sujos. Todo o seu rosto está sujo com Deus sabe o que, e seu cabelo não tem tomado banho há muito tempo. Eu não digo uma palavra. Eu só quero ouvir o que ele tem a dizer. —Diga a Liam que eu posso tirar tudo dele como ele fez comigo. As portas estão abertas atrás de mim e vejo Liam. Meu captor se foi. Então sou empurrado para fora da van, direto para a rodovia.


LIAM —Foda-se!— Eu grito com a visão dela batendo na porra da terra. Eu ia levar cada um deles no próximo sinal vermelho, mas eles quase pararam e a jogaram fora. Eu coloquei o carro no estacionamento e corri até ela. Minhas mãos são uma porra de bagunça sangrando e cortadas e meu rosto está sangrando. Eu peguei seis homens fodidos, todos queriam lutar de uma só vez. Ela está sentada quando eu a alcanço. Ela levanta os braços e eu a levanto do chão e corro de volta para minha caminhonete para que eu possa tirá-la do campo aberto. Ela se senta no meio do assento, olhando pelo para-brisa, e seus braços estão machucados por causa da queda na estrada. —Baby. —Eu toco seu rosto, nem mesmo me importando que tenha parado o tráfego. —Ele tinha uma mensagem para você, ele queria que você soubesse que ele pode tirar tudo de você como você fez com ele. O que está acontecendo? Eu não peguei nada de ninguém. Eu estive no exterior por malditos anos. Eu coloquei o caminhão em movimento e corri para a porra do clube, batendo no botão de alerta no teto do meu caminhão, deixando todos saberem que a merda está caindo. Paisley está enrolada no meu lado, todo o seu corpo tremendo, e eu odeio isso. Eu odeio não estar lá para protegê-la. Eu lutei com seis caras ao mesmo tempo, e achei que ela estava se escondendo. Então a ouvi gritar, e o filho da puta a jogou no veículo. Eu nunca tive a porra de uma chance de chegar até ela. —Não faça isso, Liam. — Paisley diz, esfregando meu peito. —Não se culpe.


É difícil não fazer isso, quando algo assim acontece debaixo do meu nariz e quem diabos é essa pessoa? É alguém que eu torturei ao longo dos anos? Eu matei alguém que eles são próximos? Eu não sei, porra! Eu saio pelo portão e os veículos entram atrás de nós. Eu olho no espelho e vejo meu rosto vermelho de sangue. Um dos filhos da puta tinha juntas de aço e me pegou na testa. Paisley está ilesa além de suas ralados da queda no chão. Eu abro minha porta e saio, e eu alcanço e pego Paisley. Todos nos rodeiam. É como um maldito sonho; por que diabos eles estão indo para ela? Eu explico o que aconteceu e eu a carrego para dentro do clube. A culpa está me comendo vivo, porque isso está acontecendo por minha causa.

Paisley Eu posso dizer que a culpa está o comendo vivo, mas eu não vou permitir que ele se sinta assim se eu puder evitar. A pessoa que nos atacou é obviamente louca. Myra, outra old lady, está limpando minhas feridas. Liam deveria ter sido tratado primeiro por causa de sua ferida na cabeça, mas ele não teria. Ele está colado ao meu lado. Kyle entra na sala e joga a Liam um par de chaves. —Vá para as montanhas e esconda-se, o zelador está estocando tudo enquanto falamos. Nós vamos encontrar esse filho da puta. Enquanto isso, vocês precisam de paz. Myra termina comigo e vai para Liam. O corte não é tão ruim, mas as feridas na cabeça sempre sangram pior. Eu aperto a mão de Liam, e espero o alívio florescer no meu peito pela primeira vez desde a luta. Eu mal posso esperar para ficar longe de tudo e apenas relaxar.


Se fosse assim tĂŁo simples.


16 Paisley Chegamos à cabana há algumas horas. Eu estou sentada na beira da cama com Liam de joelhos na minha frente, com a cabeça no meu colo. Minha mão está passando suavemente pelo cabelo dele e pelas suas costas. Seu corpo suaviza, sob minhas mãos, pela primeira vez em muito tempo. Parece que, mesmo no sono, todo o seu corpo é duro e espera por qualquer coisa. Eu acho que estar nesta casa no meio do nada, sob um nome diferente, não podemos ser encontrados. —Você está bem, Liam? — Eu sussurro. Eu me inclino e beijo a parte de trás de sua cabeça. Sua mão aperta meu quadril, apenas me segurando. — Estou bem, querida. — Ele suspira alto, sua cabeça se enterrando entre as minhas pernas, e eu rio porque o nariz dele está bem na minha virilha agora. —Babu. —Eu sorrio e ele ri junto comigo. Ele balança a cabeça mais uma vez e eu abro as pernas, rindo ainda mais. Liam levanta a cabeça, sorrindo pela primeira vez desde que tudo aconteceu. Eu alcanço e toco o lado do rosto dele. —Agora esse é o meu Liam. Seu rosto suaviza, sorrindo para mim docemente. —Eu te amo, Liam.


Sua mão descansa na minha bochecha e a minha na dele, antes de sua testa se inclinar contra a minha. —Eu também te amo meu amor. Eu sei que nunca me cansarei de ouvir essas palavras. Toda vez que as ouço, fico com borboletas no estomago. Eu sei, no fundo do meu coração, que Deus o fez para mim. Liam é para ser meu. Ele é todo o meu coração, e rezo para que todos encontrem o tipo de amor que eu tenho. Eu gostaria que todos tivessem essa felicidade; talvez o mundo fosse um lugar melhor. —Querida, quero te foder, mas eu acho que preciso dormir, e eu quero que você me abrace. Ele balança a cabeça e sai do chão, e ele se despe. Eu poderia foder com Liam 24 por 7, mas eu só quero dormir e me sentir segura. Liam é o tipo de cara que irradia proteção e segurança. Eu sei que ele faria qualquer coisa para me proteger e, até hoje, eu sabia que ele estava vindo para mim. Ele estava logo atrás da van e eu sabia que, no momento em que parássemos, ele me pegaria. Eu puxo o edredom de volta, deslizando pelos lençóis e fecho os olhos, relaxando. Meu corpo afunda na cama, o que esfrega contra o meu machucado da queda na estrada, me fazendo gemer de dor. —Você está com dor, Baby? — Liam me pergunta. Eu abro um olho só para vê-lo nu, e seu pau está apontando na minha direção. —Estou um pouco dolorida, hoje foi um dia louco. Liam olha para o chão por alguns segundos, e eu odeio que ele se sinta assim. Eu não deveria ter dito nada. Eu não quero que ele sinta qualquer culpa. — Baby, você não ouse se culpar! — Eu digo a ele mais uma vez, e ele olha para mim e revira os olhos.


Minha boca se abre em choque que ele reviraria os olhos para mim. —Você não acabou de fazer isso—, eu assobio, fingindo estar com raiva, querendo tirá-lo desse estado de espírito. Eu me viro de barriga para baixo e deito com a cabeça no travesseiro, e ele rasteja para a cama comigo e me dá um tapa na bunda. Eu rio e corro para deitar em seu peito. O calor irradia dele imediatamente, tornando meu dia muito melhor, e sinto a segurança saindo dele em ondas. —Isso só me assusta, o pensamento de algo acontecendo com você—, ele sussurra e apaga a luz, trazendo-nos para a escuridão total. Eu corro minha mão para o lado dele. —Baby, eu te amo muito e eu sabia que você estava vindo para mim, mas você não é o Superman. Você é o único homem que conheço que poderia levar seis homens ao mesmo tempo com apenas um arranhão. Sua cabeça inclina para o lado e ele beija minha testa. —Ainda não torna mais fácil para mim, Baby. — Seus dedos estão enterrados no meu cabelo, que está dolorido pelo puxão de cabelo que eu recebi mais cedo, me acalmando. —Baby, eu não suporto você se machucar, isso me mata por dentro. Isso vai contra tudo em mim para você estar em perigo, é contra o meu núcleo. Lágrimas se acumulam atrás das minhas pálpebras e tento não chorar. Quando você ama alguém, é tão difícil pensar que ele está machucado, e eu odeio o pensamento de Liam em perigo. Eu queria tanto ajudá-lo hoje, mas aprendi há muito tempo a deixá-lo lidar com isso, em vez de distraí-lo e piorar tudo. —Você sabe que eu mal posso esperar pelo dia em que estaremos vivendo em paz. Podemos nos casar e ter um bando de bebês, —digo, querendo quebrar o clima.


Ele começa a rir, beijando o lado da minha cabeça mais uma vez. —Vou ter que me esconder por um ano porque seu pai vai tentar me matar. Eu rio alto porque ele não está mentindo. Meu pai nunca me deixou namorar em primeiro lugar, e ele deu um tempo difícil a Liam. Liam tornou isso pior para si mesmo porque ele nunca dava a mínima se meu pai o assediava. Ele iria rir, o que irritou meu pai mais. Eu também sei que, no fundo, papai realmente gosta dele. Papai comprou sua primeira moto para Liam quando ele tinha dezessete anos e fingiu que era uma coisa de clube. Liam me salvou. Ele me salvou de algo que teria afetado minha vida para sempre, se eu tivesse sobrevivido. Eu poderia ter morrido, ou Deus sabe o que mais poderia ter acontecido comigo. Eu poderia nunca ter sido encontrada. Se não fosse por Liam, tudo seria muito diferente. Minha vida não seria minha vida. Liam é a minha vida, e ele tem sido desde que eu tinha dezesseis anos de idade. —Você sabe que meu pai nunca descobriu que você costumava se esgueirar na minha janela quase todas as noites. Liam ri. —Bem, eu provavelmente estaria morto porque seu pai teria atirado na minha bunda por me esgueirar pela janela de sua filha. Concordo. —Bem, eu amei a emoção disso. —Eu aposto que você fez, amor. — Ele bate na minha bunda mais uma vez e continua segurando minha bochecha da bunda. —Eu amei cada momento que tive com você, especialmente logo antes de você sair. Eu senti muito a sua falta, e contei os dias até você estar em casa. Ele me segura um pouco mais apertado. —Baby, você é a única coisa que me manteve continuando enquanto eu estava lá. Com a merda que eu vi e fiz… Foi


você quem me fez ir dormir sorrindo porque tudo valeria a pena no final, porque eu teria você. — Ele para por algumas batidas, me puxando ainda mais para perto. —Ao longo dos anos, eu voltava para casa e observava as mudanças em você, transformando-se na mulher mais bonita. Ele me empurra de costas e olha para mim. —Quando te conheci, prometi a mim mesmo que me faria digno de você. Eu sabia que nunca seria, mas prometi que nunca desistiria de você. —Ele beija minha testa antes de deixar sua cabeça descansar contra a minha. —Você é minha Paisley. Eu coloco minhas mãos em ambos os lados do seu rosto. —Você é meu Liam. Ele fecha os olhos. Eu faço o mesmo, apenas sentindo-o e desfrutando do incrível sentimento de amá-lo e a ele me amando de volta. É a melhor sensação do mundo.

NA MANHÃ SEGUINTE

Liam e eu estamos cozinhando o café da manhã juntos. As janelas estão abertas, deixando entrar a brisa matinal e estamos desfrutando da paz. Uma música vem no rádio, —You Make It Easy—, de Jason Aldean. Suas mãos estão na minha cintura. Eu me viro e ele me puxa em seus braços. Eu coloco minha cabeça em seu peito, minhas mãos em sua bunda, olhos fechados, e ele nos balança de um lado para o outro ouvindo as palavras. Deus, eu o amo muito.


Abro os olhos, olhando para ele, e ele sorri e toca minha bochecha. —Eu tenho algo para você. — Deixo-o de pé no meio da cozinha e subo as escadas até a mala e pego o diário. Este caderno é a minha jornada com Liam: no momento em que o vi pela primeira vez, quando ele me salvou e ao longo dos anos. Quero que ele saiba como me sinto, e minha conversa sobre meus sentimentos nunca será suficiente. Eu ando de volta para a cozinha. Liam está encostado no balcão e eu lhe entrego o diário. —Isto é para você. Ele estuda as costas do diário e olha para mim, confuso. —Esta é a nossa jornada, aos meus olhos, desde o momento em que te vi pela primeira vez até o momento em que estivemos noivos. — Ele me olha e entra na sala de estar, pegando o diário. Eu solto uma respiração profunda. Estou nervosa em ver sua reação.

LIAM Eu abro o diário sem saber o que esperar. Eu nunca esperei que ela tivesse este diário, e isso significa muito que ela teria o trabalho de escrever tudo isso.

Entrada número um: Hoje eu o vi pela primeira vez. Ele é o novo garoto na escola e ele tem que ser o homem mais bonito que já vi. Ele sorriu para mim no almoço, e eu pensei que meu coração iria parar no meu peito naquele momento ali. Minhas amigas estavam com ciúmes que ele apenas olhou para mim, mas eu não me importo. Eu


quero casar com ele. Eu o quero e ele é o único garoto que eu já pensei em gostar. Os outros estão com muito medo do meu pai e do clube, mas tenho a sensação de que ele não se importaria. Ele é um bad boy e talvez, o tempo todo, eu tenha tido uma queda por eles? Mas acho que é só ele. Eu rio em voz alta dela me chamando de bad boy e amando quando eu apenas sorria para ela. Eu lembro daquele momento, porque eu estava muito apaixonado por ela. Entrada número dois: Ele tem me olhado o dia todo. Com cada movimento que eu faço, eu posso sentir seus olhos em mim. Eu amo que ele está me olhando porque isso significa que ele não está olhando para outras garotas.

Eu rio em voz alta novamente, porque ela está certa. Eu mal podia tirar meus olhos dela, e eu pensei que me tornei um tanto assustador — mas, aparentemente, ela gostava dessa merda.

Entrada número três: Eu queria que ele falasse comigo. Queria ter coragem de falar com ele.

Eu queria tanto falar com ela. Ela era tão inocente e doce, eu não queria a manchar com todas as minhas coisas. Ela faltou alguns dias.

Entrada número quatro:


Ele me salvou, impediu que a coisa mais horrível acontecesse comigo, e não tenho certeza de como posso continuar. Estou com medo de que alguém pudesse quase fazer algo assim comigo tão facilmente, um zelador, não menos. Eu me sinto suja e envergonhada, meu estômago está em nós e estou muito doente do estômago. Eu posso sentir suas mãos em mim e ouvi-lo me dizendo o que vai acontecer comigo. Eu ia ser traficada. Eu sei que meu pai teria feito tudo ao seu alcance para me salvar, mas o dano teria sido feito. Sem Liam eu teria ido embora e provavelmente desejando estar morta. Liam me salvou, mas não tenho certeza se ele vai falar comigo de novo, porque quem iria?

Ela apenas partiu meu coração. Ele está quebrado em um milhão de pedaços, por saber que eu não a querer passou pela sua cabeça. Isso é inaceitável. Não importa o que aconteceu com ela, nunca mudaria a maneira que eu me sinto por ela.

Entrada número cinco: Eu pensei que hoje ia acabar sendo um desastre total, meus amigos me abandonaram completamente e fiquei sozinha o dia todo na escola. Até a hora do almoço. Liam se sentou ao meu lado, e ele abriu minha comida e bebidas como ele se me conhecesse há muito tempo. Então nós nos demos bem, acabou sendo o melhor dia porque ele estava lá e, acima de tudo, me senti segura.


Eu estava com medo o dia todo. As pessoas olhavam, caras olhavam, e as pessoas riam de mim como se fosse minha culpa. Ele fez tudo parecer bem. Hoje ele se tornou uma grande parte de mim e ele não sabe disso. Entrada número seis: Ele entrou furtivamente na minha janela, meu estômago estava em nós e meu coração parecia que estava prestes a explodir. Meu corpo inteiro estava no limite, e eu estava ciente de todos os seus movimentos, mesmo que apenas assistíssemos à TV a noite inteira. Eu não conseguia tirar o sorriso do meu rosto, mesmo que tentasse. Ele queria ter certeza de que eu estava bem e não queria que eu ficasse sozinha. Ele queria ter certeza de que eu estava bem. Eu soube, neste momento, que eu poderia me apaixonar por ele com muita facilidade.

Há uma entrada para cada vez que fizemos algo juntos ou algo monumental aconteceu. Poderia ser a coisa mais pequena, como se eu segurasse a mão dela. Isso significava a merda do mundo para ela, e essa merda significa tudo para mim. Porque isso significava tudo para mim também. Eu adorava compartilhar todas as pequenas coisas com ela. Ela foi a razão pela qual eu continuei tentando no exterior. Ela me ajudou a curar de muitas coisas. Minha infância de merda me deixou com raiva e ódio. Mas eu nunca poderia ser essas coisas com ela; ela é Paisley. Ela me mudou. As entradas continuam: nossa primeira vez de mãos dadas, a primeira vez que nos beijamos, quando nos abraçamos pela primeira vez, e quando ela andou na parte de trás da minha moto. Tudo. No momento em que saí para o treinamento e estava matando-a por dentro. Ela queria me apoiar em todos os meus malditos


sonhos, mas ela sentia tanto a minha falta que sentia como se não pudesse respirar. Eu não pude respirar também, ela é o meu maldito ar. Eu respiro ela, ela é toda a minha vida. Então as entradas terminam no momento em que voltei, no momento em que eu estava em casa com ela para o bem de todos. Levanto-me, ponho o caderno na mesa de café e vou procurá-la. Ela está deitada na cama com outro diário, assistindo TV. Ela olha para mim com aquele maldito sorriso ofuscante. —Acabou? Que porra eu digo sobre isso? —Isso é outro para mim? Ela acena novamente com o mesmo sorriso enorme. Ela é linda pra caralho. Eu ainda sei que não a mereço, mas ninguém poderia amá-la como eu. Ela fecha o livro e coloca na mesa. —Você vai me foder ou o quê? — Ela sorri.

Paisley No momento em que ele entra na sala, eu posso dizer que ele está olhando para mim em outra luz, e é exatamente isso que minha intenção era. Eu queria que ele visse o núcleo do meu ser. Eu queria que ele visse tudo de mim. Haverá mais diários para ele. Eu tenho um para a noite do nosso casamento e começa no momento em que ele chega em casa; esse foi o começo de nós. Então, depois que nos casarmos, começarei outro, e isso será dado a ele antes de termos nosso primeiro filho. Vou dar-lhe outro diário em cada grande marco da nossa vida. Eu nunca quero que ele duvide como me sinto.


Liam teve uma infância muito difícil. Ele nunca foi amado ou mostrado afeto, e esta é a minha maneira de deixá-lo olhar para trás, ler minhas palavras e saber que, desde o começo, eu era dele. Ele foi meu primeiro tudo. Ele foi o primeiro cara que eu já dei as mãos. Ele foi a primeira pessoa que eu montei na traseira de uma motocicleta com quem não era da família. Ele foi meu primeiro beijo e a primeira e única pessoa com quem fiz sexo. Ele tem tudo de mim e eu tenho tudo dele. Nossa primeira vez juntos foi algo especial, porque era nós, um com o outro, e nenhum de nós jamais amou outra pessoa. Me chame de sentimental, mas eu não me importo. Quando você ama alguém, tudo o que acontece é enorme. Eu não sou infantil. Tudo é um grande negócio, porque essas pequenas coisas nos levaram até aqui. Agora vamos foder. Nós fodemos duro e fazemos amor. Estamos sujos e eu amo cada momento disso. —Paisley? Eu olho para Liam, saindo do meu devaneio. —Sim? — Eu pergunto a ele, sorrindo porque ele está nu agora. Ele sorri de volta para mim. —É melhor você se preparar. Oh garoto.


17 Paisley Eu acordo ao som de uma sirene que sai da casa, e eu me sento na cama, segurando meu peito devido a ter sido acordada assustada. Liam já está fora da cama, vestindo roupas e eu faço o mesmo. Eu não sei o que está acontecendo. Liam atravessa o quarto até a TV e liga, mudando para o modo de câmera. Meu coração bate no chão ao ver tantos membros do cartel. Liam olha para mim e eu me apresso e coloco bons sapatos e uma jaqueta porque está frio. Liam corre para o armário e começa a tirar as armas, e eu corro para o meu telefone e aperto o botão de pânico. Liam sai do armário com AKs, e ele entrega uma para mim com um monte de pentes. Ele carrega o outro AK com um par de pistolas. Eu tenho um sentimento muito ruim. Estamos no meio do nada e o MC está a uma hora de distância. Nós estamos fodidos. —Baby, nós vamos ter que correr para as montanhas—, ele me diz e eu aceno. Ele pega uma mochila, e meu palpite é que ela tem suprimentos. Eu olho para os monitores e os intrusos estão muito mais próximos. Eu sei que eles são do cartel por causa da tatuagem distintiva subindo pelo pescoço de cada homem. Eu acho que eles ainda estão atirando para as mulheres do clube, mas Liam e eu fomos expostos.


—Liam, eles devem ter um rastreador sobre nós, ou eles nos seguiram—, eu sussurro. Ele olha para mim e congela. Ele pega minha mão, levando-me para uma pequena sala escondida, e nos escondemos. Enquanto rastejamos, Liam está empurrando as mochilas na frente dele e eu estou carregando minha arma. Poucos minutos depois, saímos da casa e estamos ao lado do bosque. Em momentos como esse, fico feliz que o MC tenha trabalhado muito para garantir que tivéssemos essas escotilhas de escape. A casa está completamente cercada e os homens estão do lado de fora da janela do nosso quarto. Liam pega minha mão e nós nos escondemos na floresta, correndo. Eu ouço alguém gritando na casa e sei que, naquele instante, deixamos a vigilância e eles podem nos ver correndo. Liam aperta sua mão na minha e corremos mais rápido. Meus pulmões já estão gritando para mim porque eu não sou a pessoa mais atlética. Meu coração está martelando de medo e esforço. Minha pele está no limite e está tão frio que posso ver minha respiração. Liam está estudando tudo ao seu redor. Eu posso dizer que seu treinamento tomou conta. Minha mão está tremendo na sua, mais do frio do que estar com medo. Eu estou com medo, mas eu não acho que isso tenha afundado na quantidade de pessoas que estão nos caçando agora. Liam para de repente, com o dedo nos lábios, me dizendo para ficar quieta. Eu fico completamente imóvel, mordendo meu lábio inferior, minha mão sobre meu coração. Tudo que eu ouço é um silêncio mortal e eu olho para Liam. A lua está clara esta noite, mas mal posso distinguir sua expressão. Então eu ouço o som de um galho quebrando, e Liam se movimenta apenas quando um homem aparece. Eu olho de olhos arregalados quando Liam ataca o


homem no chão, batendo forte no rosto dele. —Olhe para longe, Baby. —Eu viro minha cabeça quando ouço os ossos quebrando. Quando eu volto, o homem está caído com o pescoço quebrado. Liam volta para mim e pega minha mão e nós começamos a correr novamente. Isso continua pelo que parece ser para sempre; então ele para novamente. —Você precisa descansar, Baby—, ele sussurra. Concordo com a cabeça, embora não tenha certeza de que ele possa ver. Minhas pernas parecem gelatina. Ele me apoia contra a árvore, abre uma das mochilas e puxa um cobertor. Ele envolve minhas costas e me entrega uma garrafa de água. Ele não senta. Ele está de olho na floresta ao seu redor e eu tento ser o mais silenciosa possível. Eu abro a garrafa de água e dói minhas mãos porque estão com muito frio. Eu tomo um gole e fecho a garrafa, e eu puxo o cobertor firmemente ao meu redor. Liam se aproxima e senta ao meu lado, me puxando para seu peito. —Calma, Baby, temos que nos mover em breve. Eu fecho meus olhos e derreto em seu calor. Isso é simplesmente horrível. É um desastre e eu não entendo como eles nos encontraram. Esta casa está sob um nome diferente e não está de forma alguma associada ao clube. Devemos ter um vazamento, um vazamento que tenha cedido nossos locais. Eu apertei o botão de pânico antes de sairmos. Espero que os caras nos encontrem em breve. Um galho se quebra ao nosso lado e Liam se levanta. Então eu ouço alguém correndo e três caras aparecem. Eu me levanto e apronto meu AK em uma fração de segundo. Liam ataca dois deles no chão e eu atiro no outro. Liam atira os outros dois com sua pistola.


—Liam, que tal caçarmos por aí? — Eu sorrio para o escuro. Estou cansada de correr, me esconder e observar todos os meus movimentos. Vamos trazer a diversão para eles. Liam sorri para mim e deixa cair as mochilas, e juntos nós voltamos direto na direção que acabamos de deixar. Liam segura minha mão até chegarmos a um grupo de homens. Saímos de trás da árvore e, juntos, nos livramos da ameaça que nos acompanha. Eles foram atrás da nossa família, e eles ameaçaram, perseguiram e tentaram nos matar. Eu estou doente e cansada desses filhos da puta.

LIAM A única razão pela qual eu corri foi porque eu queria ter certeza de que Paisley estava segura. No momento em que ela queria lutar de volta, eu estava orgulhoso. Não pode haver muitos desses filhos da puta entre o Grim Sinners e nós. Nós os pegamos há muito tempo, e devemos ter matado por volta de trinta hoje à noite. Tirei quase todos eles, e ela pegou os que tentaram nos surpreender. Essa merda faz parte da vida. Matar leva um pouco da sua alma, mas é você ou eles —e eu posso dizer que não vai ser eu. Paisley tem um pouco de sangue espirrado nela, e eu posso ver que ela não gosta, mas ela aceita essa merda assim como eu faço. Fazemos o que for preciso para nos proteger e a nossa família. Meu melhor palpite é que este é o último desses filhos da puta —, esta é a última chance deles. Nós saímos da floresta. Ela está segurando minha mão e caminhamos pelo campo em direção à casa. A mão de Paisley é como gelo. Está muito frio lá fora, e eu queria que esses filhos da puta tivessem escolhido outra noite para tentar essa merda —quando não está cinco graus do lado de fora.


Chegamos à casa e alguém sai. Eu congelo em choque absoluto com a visão da pessoa em pé na minha frente. Ele levanta a arma e puxa o gatilho. Eu não me movimento porque nunca esperei ver essa pessoa novamente. Papai.

Paisley O mesmo homem que tentou me sequestrar está bem na varanda da frente encarando Liam com puro desgosto. Então ele olha para mim e levanta a arma, e Liam não se mexe. Eu levanto minha arma e atiro, nem me importo em mirar. Ele puxa o gatilho logo depois que eu atiro nele, e ele é atingido no antebraço; Ele bate a arma para fora de sua mão. Ele corre para fora da varanda, e Liam apenas olha para o homem, deixando-o ir embora. —Liam, o que há de errado? Ele olha para mim e não se parece com o Liam que conheço. —Aquele era meu pai. PORRA. Liam tira a mão da minha, torcendo os dedos pelos cabelos. —Eu vou matá-lo porra! Foi ele ameaçando você! Ele era o homem na van? —Ele pergunta, sua voz tremendo de raiva. —Sim—, eu sussurro. Liam parece muito fodido com a minha resposta, seus olhos se fecham e ele engole. —Baby, vá na casa para o quarto do pânico. Tranque bem a porta. Eu vou encontrá-lo. —Liam beija minha testa e corre na direção que seu pai foi. Eu fecho meus olhos com a dor que sinto porque Liam está sofrendo muito. Eu odeio que seu pai tenha aparecido todos esses anos depois, só para foder com


ele e eu. Ele queria acertar Liam exatamente onde doía, e eu acho que era eu. Eu esfrego meu rosto e subo os degraus até a casa. Abro os olhos e estou cara a cara com o pai de Liam. Ele sorri para mim, parecendo muito com Liam. Meu estômago se agita. —Boa noite. Do canto do meu olho, vejo uma arma. Isso me bate com força no lado da cabeça. Tudo fica preto e sinto meu corpo bater no chão e cair nos degraus.

LIAM Onde diabos ele foi? Já faz trinta minutos. É melhor eu voltar para Paisley. Eu corro de volta para a casa. A primeira coisa que vejo é a arma dela na varanda da frente, a porta bem aberta e manchas de sangue nos degraus. Ele a levou e é tudo culpa minha. Meus joelhos cedem e eu bato no chão com força. Minhas mãos vão para o meu rosto, tentando controlar minha raiva. É quando ouço o som das motos. Eu me levanto e espero meus irmãos. Um por um eles me cercam. Eles desligam as motos e todos olham para mim. —Há trinta membros do cartel mortos naqueles malditos bosques. — Eu aponto na direção onde os deixei. —Então eu encontrei a pessoa que estava ameaçando Paisley. Eu aperto meu queixo com força, tentando não gritar. Eu fodi tudo, fodi tanto que ela foi tirada de mim e foi tudo culpa minha. —Meu maldito pai, fui atrás dele e ele a levou. —E u balanço minha cabeça, olhando para o chão,


tentando me controlar. Meu coração está em perigo, e essa merda está me devorando por dentro. —Ela tem um rastreador em seu anel—, digo a Techy, que já está em seu telefone. Seu pai caminha até mim e coloca as mãos nos meus ombros. —Não se culpe, você não pode controlar tudo, Liam. Nós a recuperaremos e faremos com que sofram no processo. Eu sorrio pela primeira vez. Eles vão pagar. Oh, eles vão pagar. Nós não podemos esquecer que fui treinado para matar alguns filhos da puta.


18 Paisley Eu acordo amarrada a uma cadeira. Minhas mãos estão amarradas atrás de mim, mas minhas pernas estão livres. Eu olho em volta para a casa e imediatamente sei que ela está abandonada. As janelas estão quebradas, as paredes são grafitadas, e a porta mal se segura em suas dobradiças. Os homens estão conversando na sala ao lado. Esses filhos da puta estão me enraivecendo. Quem diabos eles pensam que são? Eles não podem simplesmente continuar me sequestrando e esperar sair ilesos. Liam vai se culpar por isso. Eu sei que ele nunca vai se perdoar completamente, porque ele me deixou sozinha em casa, mas ele pensou que estava me protegendo. Não é uma situação que poderíamos ter vencido. Não importa o que fizemos, o resultado não foi garantido. Nós nunca teríamos adivinhado que o pai de Liam estava planejando tudo isso. Eu não entendo porque. Depois de todos esses anos, por que agora? A porta quebrada se abre e o pai de Liam entra no quarto. Ele se inclina contra a parede, olhando para mim, e eu odeio que o rosto desse filho da puta se assemelha ao de Liam. Isso me deixa doente do estômago. Eu odeio tanto esse idiota; Eu nunca odiei alguém como eu faço com essa pessoa. Eu estou olhando nos olhos do homem que bateu em Liam e sua irmã. Estou enojada. —Eu aposto que você está se perguntando por que eu tenho armado contra você? — Ele inclina a cabeça.


Eu não digo uma palavra porque, sinceramente, eu não dou a mínima para o motivo. Não há desculpa boa o suficiente para essa pessoa fodida. Eu quero espancá-lo até restar uma polegada de sua vida, mais e mais, porque isso é o que ele fez com seu filho. Mas isso não seria suficiente, porque Liam e sua irmã carregam as cicatrizes emocionais. —Parece que meu filho deu dinheiro à minha esposa para fugir de mim há um ano, e eu tive que esperar até ele chegar em casa para acertar as contas. Mas eu o vi com você e tive uma ideia muito melhor. Por que não te matar bem na frente dele? Eu apenas olho para ele, não dando a ele nenhuma reação. Este homem não merece nada. Este homem não merece respirar. Ele é um pedaço de merda que precisa morrer. O pai de Liam caminha até a janela. Ele olha para mim e depois para fora da janela. —Porra, como eles nos encontraram? Eu não digo uma palavra. Ele não sabe que eu tenho um rastreador no meu anel de noivado. Ele bate na parede e anda em minha direção. Ele quase me puxa para fora da cadeira e me arrasta pela casa, meu braço puxado dolorosamente, a arma pressionada contra a minha testa. Ele olha para mim como se estivesse enojado com a minha presença. Você não é o único, filho da puta. Ele abre a porta com força e nós estamos na varanda. De pé no quintal estão Liam, papai e os outros caras do MC. Liam me olha de cima a baixo e eu aceno com a cabeça levemente, deixando-o saber que estou bem. Ele tira os olhos de mim, olhando para o seu pai de frente. Esse é o meu garoto, mostre a ele que tipo de pessoa você é e que ele não significa nada para você.


—Derek, o que diabos você pensa que está fazendo? — Liam rosna, sua voz diferente de tudo que eu já ouvi antes. Derek ri alto, como se estivesse tendo o melhor momento de sua vida. Sua respiração roça no meu rosto, me deixando doente do estômago, porque o cheiro é diferente de tudo que eu já cheirei antes. —Você tirou algo de mim, agora estou aqui para fazer o mesmo—, Derek diz a Liam, como se estivesse fazendo a coisa mais normal e sensata do mundo. Liam olha para ele como se ele fosse a pessoa mais estúpida do mundo inteiro. —Do que você está falando? Derek me muda em seus braços, e posso ver que ele está ficando mais irritado. —Não jogue esses jogos, Liam. Filho da puta idiota estúpido. Você sabe o que? Eu terminei com essa merda. Eu levanto meu braço, seguro a arma e agarro a trava de segurança. Então eu trago minha cabeça para trás, quebrando o nariz dele. Ele me deixa ir. —Você gosta de bater em seus filhos? Eu vou mostrar a você o que filhos da puta sem valor como você merecem! —Eu grito para ele. Eu me machuquei por Liam e Braelyn e o que essa pessoa fez com eles. Seu pai os atingiu e os deixou passar fome. Isso sou eu me vingando. Com toda a minha força, eu chuto a arma para fora da mão dele. Ela voa pelo chão. Derek olha para mim, seu rosto cheio de raiva. —Quão agressivo, você está agora? — Eu ameaço, sorrindo. Ele me olha, e dou um chute nele forte nas bolas. Ele bate no chão como uma tonelada de tijolos. Fico em cima dele, me inclino e bato na sua cara com o meu punho.


Meu coração, corpo e alma estão ficando mais leves a cada segundo. Eu odeio essa pessoa muito e tenho odiado por anos. Lágrimas estão caindo no meu rosto com cada batida. Eu grito e agarro seu cabelo e bato sua cabeça no chão. —Filho da puta idiota, eu te odeio pelo que você fez com ele! — Eu grito e chuto seu lado duro, seu corpo inteiro enrolado em uma bola, protegendo a si mesmo. Uma mão toca meu ombro e eu paro e me viro. Liam está ao meu lado parecendo totalmente divertido. —Uhh, eu não acho que eu preciso ser resgatada—, eu murmuro, e ele joga a cabeça para trás rindo de mim e me puxa para seu peito. Eu deito minha cabeça contra seu peito, fecho meus olhos e relaxo pela primeira vez desde que fui dormir horas atrás. Isso tem sido um inferno de uma noite. —Cadela estúpida—, Derek geme. Liam me deixa ir e chuta com força na cara dele. Um dente cai de sua boca enquanto ele cospe sangue no chão. Papai vem e me leva de Liam, me afastando da cena.

LIAM Eu me abaixo e olho para o rosto da pessoa que fez da minha vida um inferno e aproveitei cada segundo. Torch levou Paisley e vai levá-la para longe desta área até que eu tenha feito o que preciso fazer. Derek olha para mim com muito ódio, e eu nunca vou entender o que o fez desse jeito. Um dia, em breve, quero ser pai e farei tudo para amar e proteger meu filho. Este homem não é um fodido homem, mas uma desculpa lamentável de ser humano.


—Muito tempo, filho da puta—, eu digo. —Sua porra de dor e miséria termina aqui. É onde ela para, é aqui que eu consigo a porra da minha paz. A merda que você tentou fazer não funcionou. Eu soco seu rosto. Eu odeio essa pessoa pra caralho. —Saiba que sou feliz. Vou casar com a mulher que amei desde os dezessete anos e vou ter filhos e eles vão ter uma boa vida. — Eu sorrio. —Braelyn é casada, tem dois filhos e é uma mulher muito bem-sucedida e feliz. Nós somos fodidamente felizes, e isso é algo que você nunca saberá. Derek apenas me encarou. —Você a levou embora. Então, tudo clica. —Você quer dizer sua esposa? Eu dei-lhe quinhentos dólares, e ela usou essa merda para deixar sua bunda triste. Bom para ela. Ele tenta me bater no rosto. Eu agarro seu punho e torço seu braço, quebrando-o. —Essa será a última vez que você vai tentar me bater, alguma última palavra? —Foda-se você. Eu rio e tiro minha arma. —Foda-se você também, merda. — Eu aperto a arma na cabeça dele, olhando-o nos olhos e puxo o gatilho. Eu fecho meus olhos e me levanto e me viro e olho para meus irmãos. Eles estão nas minhas costas, me dando apoio, mas me dando espaço para fazer o que eu preciso fazer. —Eu preciso ligar para Ethan. Eu me afasto e faço a ligação. —Você está bem? — É a primeira coisa que sai de sua boca. —Ele está morto. — Eu posso ouvi-lo soltar um suspiro profundo.


—Ela pode viver em paz agora—, ele sussurra e eu posso ouvir seu alívio. Ethan o odeia. Ele está querendo matá-lo há anos, mas essa merda é difícil quando você é o chefe de polícia. —Obrigado, cara. — Ele desliga e eu coloco meu telefone de volta no meu bolso. Então eu ando até Paisley. Eu preciso fodidamente segurá-la e ter certeza de que ela está bem. Essa merda é difícil de engolir; ela sendo tomada e o medo do que poderia ter acontecido é uma merda. Ela é meu coração. Ela é uma extensão de mim e ela é minha. Agora podemos descansar. Se fosse assim tão fácil.

19


DOIS MESES DEPOIS

—Mais forte! — Eu gemo, segurando o balcão com força. Eu estou inclinado sobre isso com Liam me batendo forte por trás. —Você quer mais, Baby? — Ele sussurra em meu ouvido, sua respiração fazendo todo o meu corpo tremer. —Sim, por favor—, eu imploro. Meu corpo está em chamas e quase no limite, mas eu preciso de um pouco mais. Uma mão pousa na minha bunda com força, então ele solta e me deixa ter o que eu preciso. Meu corpo inteiro endurece, meus dedos se curvam e eu me preparo. Sua mão vem entre mim e o armário da cozinha, seu polegar e seu dedo apertam meu clitóris, e eu gozo duro, meu corpo inteiro tremendo e meus joelhos cedendo. Ele continua batendo em mim, e eu não estou nem de pé neste momento. Suas mãos estão segurando minha cintura, me segurando. Eu sou uma fodida gelatina. Ele vem alguns segundos depois, e ele lentamente e gentilmente sai de dentro de mim e me pega do chão. Ele me abraça nele, e minha cabeça está descansando em seu peito enquanto eu tento recuperar o fôlego. —Que horas nós temos que estar no jantar no clube? — Pergunto a Liam, meus olhos fechados e meus dedos descendo pelas suas costas. —Nós temos três horas. —Ele beija o lado da minha cabeça. Eu o abraço e deixo ele me levar para o banheiro.


—Podemos nos divertir um pouco mais. —Eu pisquei para ele. Ele ri e nós entramos no chuveiro. A próxima hora está cheia de sexo quente e cheio de vapor. Cada vez é como a primeira vez de novo, intensa e simplesmente incrível. ** Nós caminhamos para o clube, e estou muito animada para ver minha família e amigos. Nós não temos uma festa como essa há algum tempo, e nós costumávamos tê-las o tempo todo. O cartel recuou. Os presidentes do nosso clube e os Grim Sinners assinaram um tratado de paz e, pela primeira vez em meses, podemos respirar com facilidade. No momento em que o tratado de paz foi assinado, o alívio era algo difícil de descrever. Eu posso viver com Liam e não temos que constantemente olhar sobre nossos ombros. O pai de Liam estava atrás de nós, assim como o cartel, que estava atirando nas mulheres do clube. Entre os dois, foi uma bagunça absoluta para mim. O pai de Liam tinha uma agenda completamente diferente, mas se sobrepôs e tornou difícil descobrir quem estava fazendo o quê. Jamais esquecerei o momento em que descobrimos que era o pai de Liam quem estava atirando em mim, para fazê-lo pagar por dar à sua esposa os quinhentos dólares de que ela precisava para ficar longe dele. A vadia era tão culpada quanto ele por deixar as coisas acontecerem com sua filha e Liam, mas também sei que viver com um homem muito manipulador causará um grande impacto em alguém. Trabalhando no ER eu vejo todos os dias. Eu vejo os rostos das mulheres que lidam com o abuso todos os dias porque seus homens os têm tão confusas e sofrem lavagem cerebral que aceitam isso. É de partir o coração; nenhuma mulher deveria sentir a carne do punho de um homem em seu rosto. Sabendo o que Liam


teve que lidar, eu tenho pensado muito sobre adotar uma criança e dar a essa criança a vida que eu gostaria que Liam tivesse crescido. Ele ficou bom depois que Braelyn o acolheu e estou muito agradecida por isso. Eu quero fazer isso por um garoto. Eu quero dar a eles tudo o que eles estão perdendo. Liam está de pé ao meu lado, segurando minha mão enquanto fala com os caras. Eu estou muito feliz. Eu sou abençoada com tanta coisa na minha vida. Eu deslizo minha mão livre de Liam e atravesso a sala para a comida. A porta se abre e uma mulher entra. Deste ângulo, parece que os anos não foram bons para ela. Eu começo a andar em direção a ela. Ela coloca a mão no bolso e tira uma arma. Ela aponta a arma para alguém, e meu coração para no meu peito quando percebo que ela está mirando Liam. Eu corro, meu coração batendo muito forte. Eu a acerto duro de lado, bem quando a arma dispara. Ela bate no chão e a arma cai da mão dela. Soco duramente no rosto, e ela geme e rola, segurando o seu rosto. Olho para Liam para vê-lo segurando o ombro. Ele levou um fodido tiro, porra! Shaylin aparece. —Não deixe essa cadela—, eu digo a ela e corro para Liam. Ele está olhando para a mulher no chão e eu toco seu rosto para chamar sua atenção. —Baby, você está bem? Ele olha para mim. —Sim Baby, foi apenas uma porra de uma raspão. Você salvou minha vida. —Ele me puxa para ele e beija minha testa. Eu solto uma respiração profunda. Eu poderia ter perdido ele. Eu estava tão perto de perdê-lo. —Quem é ela, Liam? — Eu pergunto. —Essa é a mãe de Braelyn, a esposa de Derek—, diz ele, sua voz completamente desprovida de emoção.


Estou muito irritada. Essa mulher é uma merda sem valor. Eu olho para Kyle. —Eu quero um quarto. Ele sorri para mim, seus braços sobre o peito. —Você tem isso, menina. —Eu vou bater um pouco—, eu digo a ele e ele ri. Então o médico se aproxima para verificar o ombro de Liam. Shaylin vem ao meu lado. Tyler está arrastando a madrasta de Liam de volta para o quarto, gritando e lutando, eu sorrio para ela e ela começa a me xingar. Uma a uma, as old ladies entram ao meu lado: Shaylin, Jean, Myra, Chrystal, Alisha e Kayla. Essas mulheres estarão comigo, ajudando-me a fazer exatamente o que eu preciso fazer, e isso será bater um pouco. A porta bate atrás de mim e as mulheres estão ao meu lado. Tyler trouxe a madrasta de Liam para dentro e ela está pendurada no teto por suas mãos. Eu ando direto para ela e olho para o rosto da mulher que fodeu tantas vidas. Ela pode não ter sido o principal agressor, mas deixou as coisas acontecerem. —Ele o matou! —, Ela grita, tão alto que meus ouvidos estão zumbindo. —Claro que ele fez! Ele era um desperdício de espaço, —eu digo a ela diretamente. Eu não dou duas fodas. Seus olhos se estreitam em mim e ela aperta as correntes acima de sua cabeça com mais força. Suas pernas chutam para mim e eu rio porque é bem patético. O cabelo grosso dela está na frente do rosto, coberto de feridas, sujeira e fuligem. Suas roupas estão cobertas de um monte de manchas e um odor estranho está vindo dela. —Ele era um bom homem! —, Ela grita com uma voz estridente. Eu olho para ela em choque absoluto. —Como ele era um bom homem?


Ela olha para o chão e eu posso ver que ela está realmente pensando nisso. Um minuto depois, ela olha para mim. —Ele me impediu de passar fome. Eu tive uma cama. Eu levanto minhas mãos no ar. —Bem, desculpe, ele te alimentou e te deu uma cama para dormir. Isso estava entre ele batendo em seus filhos e você? Ela chupa os lábios na boca, o rosto ficando mais vermelho a cada palavra. —Bem, pelo menos eu não sou uma vadia feia e patética como você. Eu rio porque essa foi uma tentativa lamentável de ficar sob a minha pele. —Eu deveria ter matado aquele filho da puta estúpido quando tive a chance, anos atrás, ele nunca deveria ter nascido. Vermelho, é o que vejo nas palavras dela. Algo toma conta do meu corpo e eu lhe dou um soco forte na boca. Eu agarro sua mandíbula com força, ficando bem em seu rosto. —Como você ousa dizer uma coisa dessas! Ele é a pessoa mais incrível, e você é um pedaço de merda que deveria ter morrido anos atrás, você não é nada. — Eu a odeio muito. Não entendo como alguém pode ser mau com o filho, e nunca vou entender por que essa mulher deixou acontecer Liam e Braelyn. Ela era tão culpada quanto ele. Ela precisa ser enterrada ao lado dele na porra da floresta. Deixe-a estar no inferno por toda a eternidade, porque isso é uma coisa que eu tenho certeza: ela estará pagando. —Então essa cadela deixa alguém machucar as crianças? Eu ouvi isso corretamente? — Shaylin está sorrindo aquele sorriso maníaco, segurando uma faca que é de Butcher. Shaylin é uma vadia foda, uma princesa no clube Grim Sinners como se eu sou uma princesa dos Devil Souls. —Eu acho que nós precisamos mostrar a essa cadela o que é apanhar, desde que essa cadela deixou os filhos receberem o mesmo tratamento ao longo dos anos—, eu digo às meninas.


Então deixamos a cadela tê-lo. Nós batemos a bunda dela, não nos importando que ela está amarrada e não é capaz de revidar. Liam e Braelyn nunca tiveram a chance de se proteger. Ela deveria ter feito isso. Trinta minutos se passaram e seu rosto está ensanguentado, vários dentes estão faltando, sua mandíbula está dilacerada e alguns dedos estão quebrados. Ela joga a cabeça para trás, rindo. Eu passo chego mais perto dela. O que ela está rindo? Isso só vai me deixar mais irritada. Ela olha para mim, um sorriso maligno no rosto. —Por favor, me mate e você nunca saberá. — Ela volta a sorrir e meu estômago torce. Eu olho para Kayla e vejo que ela está tão confusa quanto eu. Este é provavelmente um truque para escapar da morte. Isso é algo que vai acontecer, não importa o que ela diga. —Nunca saber o que? — Eu pergunto a ela, fingindo morder a isca. Ela sorri ainda mais e traz o rosto para perto de mim. Eu ignoro o cheiro horrível vindo de sua boca. —Eu tive um bebê oito anos atrás. Meu coração para. Liam tem um irmãozinho ou irmãzinha. Ela poderia estar mentindo. Eu quase espero que ela esteja porque eu odeio a ideia de outra criança ter esse tipo de vida. —Menino ou menina? —Garoto. —Ela gargalha e meu estômago torce. Eu abro a porta e corro para a sala principal para encontrar Liam. Ele precisa saber. Liam me vê correndo e caminha em minha direção, junto com os outros caras. Ele me pega, segurando-me pelos cotovelos. —O que é isso? —Ela acabou de me dizer que teve um bebê há oito anos, um menino.


O rosto de Liam empalidece e eu posso ver que ele tem o mesmo tipo de mentalidade que eu. É assustador pensar que outra criança está nessa situação. Seu pai está morto, mas onde está o garoto? Existe mesmo uma criança?


20

LIAM Espero que ela esteja mentindo, espero que o que ela esteja dizendo seja um monte de merda para escapar da morte e que eu não tenha um irmãozinho que esteja sofrendo da mesma maneira que eu fiz. Eu sigo Paisley até a sala de interrogatório, onde Shaylin está quebrando os dedos dela. —Diga-me! — Ela grita e quebra o dedo mindinho. Shaylin olha para todos nós e dá um passo para trás, e Paisley faz o mesmo. Eu ando direto para ela e ela está olhando para mim. —Você vai me dizer onde diabos ele está, ou eu vou gostar de cortar cada centímetro de sua pele do seu corpo, então eu vou te costurar de volta no lugar e fazer isso de novo e de novo. Eu vou fazer você sofrer e eu vou mantê-la viva por meses, — eu rosno em seu rosto, não dando a mínima para que ela seja uma mulher. Ela não é mulher. Ela é uma fodida merda. Eu a odeio mais do que a porra do meu pai neste momento. —Você não vai me matar? —Não se você me disser onde ele está. — Eu estou mentindo direito por meus dentes de merda. Ela estará morta no final do dia. Ela está apenas escolhendo como a morte dela será fácil. Ela nos diz um endereço próximo. —Seu nome é Caiden, ele tem oito anos de idade. — Ela para e olha para o meu rosto como se estivesse estudando. —Você não pode duvidar porque ele se parece com você.


Foda-me. Eu olho para Kyle e ele concorda. —Vamos montar!—, Ele grita e todos saem da sala. Eu olho para Paisley, que parece triste. Eu me inclino e beijo sua testa. —Eu voltarei, Baby. — Ela acena e eu sigo meus irmãos. Espero que ela esteja mentindo. ** Encontramos o endereço que ela nos deu; é uma casa de droga decadente fora da cidade. Não permitimos lugares como este na nossa cidade, e é por isso que é apenas fora das nossas fronteiras. Estamos todos estacionados em torno dessa porra de casa, e cabeças estão saindo das janelas e voltando para dentro. É um maldito caos por dentro. Eu posso ouvir pessoas correndo e portas batendo contra as paredes. Kyle levanta a mão, dando-nos a autorização para sairmos de nossas motos e nos aproximarmos da casa. Eu ouço pessoas correndo dentro em puro pânico. Eles estão pensando que estamos aqui para os matar e, honestamente, provavelmente também limparemos esse lugar de drogas. Essa merda destrói vidas. Eu ando na frente de todos e chuto a porta. Alguém tenta passar por mim, e eu o agarro. —Tem um menino aqui? — Eu pergunto a ele. Ele parece que está prestes a cagar nas calças, mas ele balança a cabeça e aponta para o andar de cima. Eu o deixo ir e ele foge e sai da casa através de uma janela quebrada. Eu caminho mais para dentro da casa com Kyle e Torch de ambos os lados de mim. Espero que essa pessoa tenha imaginado uma criança. Subo as escadas, que estão afundando a cada passo. Este lugar está desmoronando completamente. Eu ando pelo corredor e os meus irmãos param,


procurando em cada quarto. Eu vou para o último quarto com Torch. Eu abro a porta e duas pessoas praticamente rastejando no chão. Eles olham para cima e nos veem. A garota grita e eu me afasto da porta enquanto eles passam. Torch vai até o banheiro e eu verifico o armário. Eu abro a porta e olho para baixo. Foda-se. Um par de olhos idênticos aos meus olham para mim. Eu caio no chão. — Tudo bem—, eu sussurro baixinho. Seu corpo está tremendo de medo. Eu noto o quão sujo e magro ele parece. Essa merda não é fodidamente justa. Eu odeio essa puta fodida. —Qual é o seu nome? — Eu pergunto a ele. Ele olha para mim, me estudando, e eu posso dizer que ele está com medo. —Caiden—, diz ele, pouco acima de um sussurro. Fecho os olhos, inclino a cabeça para o lado e tento esconder o quanto estou com raiva. Eu tinha um irmão que eu nunca conheci. Eu solto uma respiração profunda, tentando relaxar meu corpo para que eu não pareça tão mal. —Eu sou Liam, prazer em conhecê-lo. —Eu coloco minha mão para fora e ele olha para ela; então ele lentamente levanta a mão e aperta a minha. Eu sorrio amplamente. — Acabei de descobrir, Caiden, que sou seu irmão e vim aqui para você. Seus olhos se arregalam e ele olha para mim como se eu apenas dissesse que o céu era negro. —Nós temos os mesmos olhos. Eu concordo. —Sim, nós nos parecemos muito. Ele se aproxima um pouco, olhando para mim com mais atenção. —Como é que eu nunca vi você antes? — Ele pergunta, e percebo que seu corpo não está tremendo tanto.


Eu me sento no chão. —Eu nunca soube de você até uma hora atrás, e uma vez que descobri, vim direto para cá para te levar para longe deste lugar e desta vida. —Me levar para onde? — Ele sussurra. Ele olha para as mãos, quebrando meu coração. —Minha casa, você terá sua própria cama, brinquedos, você pode ir para a escola e você pode ser criança. Você nunca terá que se preocupar em estar com fome novamente. Ele me olha, e seus olhos estão cheios de lágrimas. Ele pisca e elas caem pelo seu rosto. —Você não vai me bater? PORRA. Eu cerro meus dentes, tentando me impedir de socar a parede. Eu odeio que o filho da puta tenha morrido naquela noite. Eu queria que ele ainda estivesse aqui para que eu pudesse torturá-lo repetidamente. —Eu nunca vou bater ou machucar você de jeito nenhum, nem vou deixar alguém machucar você. Nunca mais —, digo a ele. Ele me observa, e é como se ele estivesse se certificando de que eu estava sendo sincero. Ele lentamente balança a cabeça e eu estendo minha mão. Ele coloca a mão na minha e eu me levanto e puxo-o comigo gentilmente. Eu me viro e vejo meus irmãos de pé nas minhas costas, observando tudo caindo. —Caiden, estes são seus tios—, digo-lhe rapidamente para que ele não esteja com medo. Ele olha para todos eles, mas se aproxima do meu lado. Eu aperto minha mão em torno da dele e o levo para fora do quarto. Nós andamos pela casa com as pessoas nos observando sair.


—Não fique muito confortável—, diz Kyle e eu sorrio. Ele teve exatamente o mesmo pensamento que eu fiz. Este lugar precisa ser queimado até o chão. Caiden estava escondido em um armário; ele tinha que estar absolutamente aterrorizado. Ela o deixou aqui e ela sabia que provavelmente não voltaria. Depois de sair da casa, levo-o diretamente para a minha moto. —Vou colocá-lo na minha frente. — Ele olha para a moto e aproveito esse momento para dar uma boa olhada nele agora que estamos na luz do sol. Ele é igualzinho a mim. Nós temos o mesmo cabelo e cor dos olhos, e nossas características faciais são muito parecidas. Ele está muito magro; não foi fácil pra ele. Eu odeio isto muito. Eu odeio que ele teve este tipo de vida, quando poderia ter-lhe dado algo muito diferente. Eu pego meu telefone e ligo para Paisley, e ela responde quase instantaneamente. —Você tem ele? —Sim Baby, você pode pegar o básico para ele? — Eu pergunto a ela. Eu quero ir para a nossa casa e deixá-lo se acostumar comigo e com Paisley. —Você não se importa com ele morar com a gente? —Porra, não, eu quero que ele viva com a gente para que eu possa mimá-lo e ter certeza de que ele tenha uma boa vida. Essa é minha mulher. Eu subo na minha moto e o ajudo a subir na minha frente. Pego uma jaqueta de couro pequena que é de Paisley e enrolo-a em volta dele para que ele não fique frio. —Pronto? Ele acena e eu ligo a moto. Então nós vamos para casa.


21

Paisley Eu odeio que ela não estava mentindo e havia um garotinho. Passei a última hora conseguindo tudo o que posso. Eu pedi a Kayla para me ajudar porque meu irmão mais novo tem a idade dele. Liguei para Liam há alguns minutos e ele me disse que Braelyn se ofereceu para recebê-lo, mas Liam queria ser o único a cuidar dele. Ele também queria ter certeza de que eu estava bem com isso, e eu estou. A ideia de adotar uma criança tem estado muito em minha mente ultimamente. Eu paro na frente da casa, o portão fechando atrás de mim e eu solto uma respiração profunda. Meus olhos se fecham porque isso é uma grande coisa e quero que tudo corra bem. Eu chego no banco do passageiro e pego as coisas. Eu tenho alguns dias de roupas, incluindo roupas íntimas e pijamas. Saio do carro e caminho até a varanda da frente. A porta se abre no momento em que toco a maçaneta. Liam está de pé na entrada e tira as malas de mim. Eu mal noto. Eu apenas olho para o rosto dele, certificando-me de que ele está bem. —Você está bem? — Eu sussurro e ele balança a cabeça, sorrindo levemente, e posso dizer instantaneamente que ele foi afetado por tudo isso. Ele recua e eu tiro meus sapatos, jogando-os pela porta.


—Onde ele está? — Eu digo baixinho. Eu não quero que ele fique com medo. —Ele está na sala de estar. Estou prestes a tirar os hambúrgueres da grelha. Perguntei-lhe o que é uma coisa que ele almeja e ele quer hambúrgueres. — Ele sorri levemente. —Ele parece comigo. — Eu sorrio de volta e pego sua mão, e nós caminhamos juntos para a sala de estar. Sentado no sofá é uma versão menor de Liam, não há dúvida sobre isso. Outra coisa que noto é que ele é pequeno, muito pequeno para um menino de oito anos, e ele está sujo de uma forma que mostra que ele está vivendo em uma situação difícil por um tempo. —Caiden, esta é Paisley, minha noivo. Paisley, este é Caiden. Eu puxo minha mão livre de Liam e lentamente ando até ele. Ele me observa com cansaço e eu me inclino na frente dele, colocando-o ao nível dos meus olhos. —É um prazer conhecer você. —Eu sorrio amplamente e levanto minha mão para ele pegar. Ele tira os olhos do meu rosto, em seguida, olha para a minha mão e depois volta para o meu rosto, como se ele estivesse tentando ver se eu realmente queria que ele apertasse minha mão. Eu odeio essa vadia mais e mais. Ele está se certificando de que isso não é um teste ou algo assim. Ele lentamente levanta a mão e coloca na minha. —É muito bom conhecer você—, eu digo novamente, sorrindo. Ele abaixa a cabeça, não antes de eu ver seu pequeno sorriso. Eu olho de volta para Liam e sorrio. —Eu tenho algumas coisas até que eu possa te levar às compras.


Liam se aproxima e me entrega as malas, e eu as coloco no sofá ao lado dele. Ele olha para as malas como se elas fossem abrir e morder ele. Minha garganta se espessa com a visão de seu rosto chocado. —Isso é meu? —Sim, são apenas algumas coisas até que eu possa levá-lo para fazer compras e pegar o que mais você precisar e quiser—, digo a ele e empurro as sacolas para mais perto. Ele sorri para mim e meu coração para no meu peito porque ele se parece com Liam. Ele pega uma das malas e começa a tirar as roupas. Ele toca as camisas. É como se ele não pudesse acreditar que é real. Ele olha para cada item, seus olhos arregalados. Meu coração parece estar quebrado em um milhão de pedaços, porque uma pequena coisa como roupas o deixa tão feliz e chocado. Eu a odeio, eu odeio ele. Eu os odeio tanto porque esse precioso garotinho teve a vida que fez. Ele foi encontrado em uma casa de droga em um armário. Eu nem quero saber o que pode ter acontecido com ele e as coisas que ele viu. E ele ficou sem coisas simples como comida, uma cama, roupas e, acima de tudo, alguém para amá-lo. Ainda há uma bolsa sobrando. Ele estava à venda e eu não resisti a conseguir isso para ele. Liam costumava falar sobre como Braelyn conseguiu um Xbox para ele, e esse foi o primeiro presente que ele já recebeu. Eu só queria que Caiden fosse especial, e ele teria algo a fazer quando fosse para a cama hoje à noite. —Eu tenho mais uma coisa para você. —Eu olho para Liam, que ainda está encostado na parede. Eu pego dentro da sacola e tiro um Nintendo DS e um jogo. Eu coloco no colo de Caiden, e ele olha para ele em choque absoluto. —Isto é para mim? — ele sussurra, tocando o envoltório do pacote ao redor da caixa.


—É claro. Queria que tivesse algo que é seu, que o ajudará a matar o tempo. Eu jogo legal. Ele não olha para mim e eu posso dizer que ele está chorando. Eu me levanto e atravesso a sala para Liam, e ele me puxa para seus braços e me abraça. —Isso foi doce, Baby, ele não teve muito o bem em sua vida. Braelyn fez algo parecido por mim — sussurra baixinho o suficiente para que só eu possa ouvir. Eu beijo sua bochecha e olho para Caiden, que ainda está olhando para o seu jogo. —Pronto para comer? — Liam pergunta a ele e Caiden olha para ele, parecendo inseguro. —Quer comer aqui na sala de estar? Podemos assistir um pouco de TV e relaxar — ofereço, e ele relaxa um pouco. —Há um banheiro bem ali. Vá se lavar e vou trazer a comida aqui. Eu entro na cozinha para ajudar Liam, e ele está colocando todos os hambúrgueres em um prato. Eu ando até a geladeira e pego um par de refrigerantes junto com um pouco de água. —Você sabe como ele gosta de seus hambúrgueres? —, Pergunto a Liam. —Sim, ele só gosta de cheeseburgers simples. Eu ando até o armário e pego três pratos e alguns guardanapos. Pus algumas batatas fritas nos pratos, levei-as para a sala e coloquei-as na mesinha de centro. Liam coloca a enorme pilha de hambúrgueres na mesa e, um segundo depois, Caiden caminha de volta para a sala de estar. Sento-me no sofá e Caiden caminha lentamente e se senta ao meu lado. Eu entrego-lhe um prato e coloco dois hambúrgueres nele. Liam senta do outro lado e liga um novo filme infantil. Eu escondo meu sorriso e cavo minha comida com Liam.


LIAM Porra me mata que ele está morrendo de fome. Em minutos ele engoliu todo o seu prato. Paisley está escondendo o rosto, e posso dizer que ela está sofrendo. Eu estou louco, não, estou irado. Eu quero matar alguém. Eu quero fazer alguém sofrer porque eu sei exatamente como ele está se sentindo porque eu era ele. Caiden terminou sua comida. —Coma tudo o que você quiser, há muito mais—, eu o incito e ele olha para mim, inseguro. Eu me dirijo na direção da comida. Ele se levanta e leva mais dois hambúrgueres. Paisley olha para mim e eu posso ver a porra das lágrimas nos olhos dela. Foda-me, hoje foi uma bagunça. Minha madrasta tentou me matar e depois nos contou que eu tinha um irmão. Eu sou grato que ela disse algo porque se ela não tivesse, eu nunca saberia. Braelyn se ofereceu para levá-lo, mas eu queria fazer isso. Eu queria dar-lhe uma vida. Braelyn fez isso por mim e eu quero fazer o mesmo por ele. Fico feliz que ele seja jovem o suficiente para não se lembrar de muita infância, ou espero que ele não se lembre. É esquisito o quanto ele se parece comigo. Caiden e eu parecemos muito com meu pai. Braelyn se parece muito com sua mãe - como ela ficaria se não estivesse drogada e não tivesse passado por anos de surras. Eu vi uma foto dela quando ela era jovem, e ela e Brae poderiam ser gêmeas. É uma loucura como alguém pode começar um pouco normal, mas depois tudo muda quando eles encontram alguém que assume a vida deles, e não para melhor. Eles mudam, eles deixam as coisas deslizarem, e então tudo o que eles já


foram se foi. Lavagem cerebral em relacionamentos abusivos é uma coisa real. Molda o cérebro até que uma pessoa se torne alguém que nunca quis ser. Eu olho para Caiden, que está se concentrando em sua comida. Eu prometo, neste momento, dar a ele uma vida que nunca tive. Eu quero que ele tenha isso. Eu vou fazer a porra da minha missão. Isso é uma promessa.

Paisley Eu olho para o relógio na parede e são nove horas. Acabamos de comer há pouco. —Caiden, pronto para ir para o chuveiro e ir dormir? — Eu sei que ele tem que estar exausto; seus olhos estão caídos. —Ok—, ele diz e se levanta. Liam pega as malas. Caiden pega seu Nintendo DS, segurando-o perto de seu corpo. Liam caminha na frente de nós, e eu fico perto do lado de Caiden, esperando que eu possa consolá-lo mesmo que seja só um pouquinho. Liam abre uma porta do quarto perto da nossa. —Você tem seu próprio banheiro—, digo a ele, e Liam coloca suas malas na cama. —Na mesa está um controle para a TV, você pode relaxar antes de dormir esta noite. —Eu só quero que ele seja feliz e se sinta relaxado, e acho que ele precisa de um tempo sozinho para se orientar e dar a volta por cima de tudo que aconteceu. Eu não sei o que fazer além de tentar me certificar de que ele está confortável. —Nós estaremos na sala de estar, grite se você precisar de alguma coisa. —Eu sorrio e toco o topo de sua cabeça. Ele sorri um pouco e olha para o chão. Ele é fofo demais. Liam pega minha mão e nós entramos na sala de estar. Sento-me no sofá, totalmente exausta, e Liam senta ao meu lado. Ele olha para a mesa de café,


olhando para o espaço, e posso dizer que ele está tão exausto quanto eu. Eu me inclino, colocando minha cabeça contra seu ombro. —Eu sinto muito, Liam—, eu sussurro, meu nariz ardendo de lágrimas não derramadas. —Eu odeio isso, querida, muito. —Ele desliza para o chão, em seguida, se vira e coloca seu rosto no meu colo, suas mãos segurando em meus quadris. Eu me inclino e beijo a parte de trás de sua cabeça, meus dedos acariciando seus cabelos. —Eu sinto muito, Baby, me desculpe. Eu vou te ajudar com tudo, por tudo isso. — Ele acena com a cabeça, que ainda está no meu colo. —Eu te amo muito, Baby—, diz ele, olhando para mim. Eu coloquei minhas mãos em ambos os lados do rosto dele. —Eu também te amo, meu Liam. Ele sorri e me puxa para baixo, me abraçando. Eu deito minha cabeça em seu ombro e, pela primeira vez em horas, relaxo. É incrível que, pelo toque de alguém, eu possa sentir essa paz. Alguns minutos depois, ele se levanta, me levando com ele e nos deitamos no sofá. Eu continuo acariciando o braço de Liam e sua cabeça. Eu não posso deixar de me preocupar com ele. Eu odeio o fato de ele ter sido tão durão e agora ele aprendeu que seu irmão tem vivido a vida que ele costumava viver. Ele poderia ter ajudado se soubesse; ele poderia ter tirado Caiden da situação mais cedo. Isso é o suficiente para enlouquecer qualquer um, e eu sei que isso o está comendo porque ele é um cara muito protetor. Trinta minutos depois, ouço uma porta se abrindo e abro os olhos. Caiden entra na sala com seu novo pijama fofo! Eu não consigo acreditar no quanto ele se parece com o Liam.


—Você está pronto para dormir, amigo? — Liam pergunta, sentando-se e me puxando com ele. Caiden olha ao redor da sala, os braços sobre o peito. —Sim, acho que sim. —Quer que eu te coloque na cama? — Liam pergunta, se aproximando da beira do sofá. Caiden olha para Liam como se ele tivesse crescido duas cabeças. —O que é isso? —Eu vou te mostrar—, diz Liam, sua voz rouca de emoção. Liam caminha até ele, colocando a mão na parte de trás da sua cabeça. O cabelo do Caiden está molhado do chuveiro. Eu o sigo, apenas observando. Eu me inclino contra o batente da porta, e Liam o ajuda a subir na cama. —Quer que eu leia um livro para você? — Liam pergunta a ele. Caiden acena lentamente com a cabeça. Eu posso dizer que ele está totalmente se recuperando de tudo o que está acontecendo. Liam pega o telefone e senta na cama com ele. Caiden corre e olha para Liam. Liam lê uma história para ele, e Caiden nunca tira os olhos de Liam o tempo todo. Sento-me na porta e me apaixono cada vez mais por Liam. Eu estou apenas tendo um vislumbre de que tipo de pai ele poderia ser, e eu tenho um forte sentimento de que ele vai se tornar um pai para esse garotinho. Alguns minutos depois, Liam termina a história. Os olhos de Caiden estão fechados. Liam lentamente desliza para fora da cama e puxa as cobertas até o pescoço de Caiden. —Boa noite—, sussurra Liam e eu me empurro para os meus pés.


Liam se aproxima de mim, olhando para trás mais uma vez, e os olhos de Caiden ainda estão fechados. Eu saio do quarto. Liam apaga a luz e puxa a porta até a metade para que a luz do corredor possa lhe dar alguma claridade. Liam e eu entramos no nosso quarto, dois quartos depois do dele. Liam fecha a porta atrás de nós e eu me sento na beira da cama, exausta. Liam olha para mim. —Cansada, Baby? —, ele me pergunta. —Exausta—, eu admito. Eu corro minhas mãos pelo meu rosto. Sentada no chão, observando Liam e Caiden me deixou tão sonolenta que eu poderia ter dormido ali. Liam entra no banheiro e volta, um minuto depois, com meu removedor de maquiagem e algumas bolas de algodão. Ele se senta na cama ao meu lado e abre a garrafa. —Você é tão fofo, querido. —Eu beijo sua bochecha e ele sorri, me mostrando aquela covinha. Eu fecho meus olhos e o deixo tirar toda a minha maquiagem, ficando mais sonolenta a cada segundo. Hoje foi um longo dia além de ser emocionalmente desgastante. —Tem certeza de que você não se importa que ele esteja aqui? — Liam pergunta. Eu abro meus olhos e olho para ele. —De maneira nenhuma, Liam, eu sinceramente adoraria adotá-lo. Ele é da família e família fica com a família, não importa o quê. Liam sorri, balançando a cabeça. —Como eu tive a sorte com você? Eu sorrio de volta. —Eu penso a mesma coisa de você, Baby. —Eu toco sua bochecha e me inclino para frente, abraçando-o.


—Vamos lá, Baby, vamos mudar de roupa e ir dormir. —Ele boceja e se levanta, vai até o nosso armário e me joga uma camisa e um par de shorts. Eu troco de roupa, e já me sinto muito melhor depois de sair do meu jeans apertado e do sutiã. Não há melhor sensação do que tirar o sutiã depois de um longo dia. Eu subo na cama, puxando as cobertas e deslizando entre os lençóis, e suspiro alto. Liam sai do armário um segundo depois em um par de shorts. Ele cai na cama ao meu lado, em seguida, se vira, puxando minhas costas para a frente. —Que dia fodido, boa noite, Baby—, ele resmunga e eu fecho os olhos, deixando o sono me levar.

Paisley Eu acordo e olho para o relógio ao lado da cama, e é oito horas da manhã. Eu espio por cima do ombro para Liam e vejo que ele ainda está em um sono profundo. Eu preciso me levantar e checar Caiden. Eu lentamente escorrego de debaixo do braço de Liam. Normalmente, toda vez que me mexo no sono, ele acorda e me puxa de volta para ele. Como ele não fez isso, ele deve estar exausto. Eu atravesso a quarto e caminho para o quarto de Caiden, e ele está sentado na cama olhando para o corredor. —Quer um pouco de café da manhã? — Eu sussurro e ele sai da cama e caminha para mim. Eu sorrio para ele e ele abaixa a cabeça, corando. Eu me viro e, juntos, nós começamos a andar em direção à cozinha.


Sinto uma mão tocando a minha e olho para baixo e vejo que ele está tentando segurar minha mão. Eu abro minha mão e ele desliza a sua mão na minha. —O que você quer para o café da manhã? —Rolinhos de canela? — Ele sussurra. —Tudo o que você quiser, querido—, digo a ele e, juntos, entramos na cozinha. —Quer sentar aqui ou você quer me ajudar? Ele sorri completamente pela primeira vez desde que eu o conheci ontem, e eu quase caio de bunda bem ali por causa do quanto, mais uma vez, ele me lembra o Liam. —Eu gostaria de ajudá-la, Paisley. — Meu coração não aguenta! Ele é tão fofo. Pego um banquinho para ele ficar de pé e ele pode alcançar a mesa, e eu lhe entrego uma tigela e alguns ovos. —Quebre estes ovos aqui, então use isso para os bater. —Ele pega um ovo, mal batendo no balcão.

LIAM Eu desço as escadas e a visão diante de mim é algo que eu quero ver para o resto da minha vida. Paisley e Caiden estão rindo, tendo o tempo de suas vidas cozinhando juntos. Eu acordei preocupado com Caiden e agora sei que tudo ficará bem. —Bom Dia! Paisley e Caiden olham para mim, e Paisley sorri aquele sorriso que fode com meu coração toda vez. Caiden sorri para mim também.


—Você sabe, acho que hoje devemos ir às compras—, digo a Caiden incisivamente, e ele tenta jogar legal, voltando a colocar a cereja nos rolos de canela. Paisley alisa a parte de trás de seu cabelo. —Nós temos que pegar coisas para o seu quarto. Ele olha para Paisley. —Meu quarto? Eu vou estar morando aqui? Com vocês? —Ele parece genuinamente chocado. —Sim, você estará morando aqui conosco. —O que aconteceu com a mamãe? — Ele diz, e eu posso dizer que ele está triste. PORRA. Paisley olha para mim, em pânico. Que porra eu digo sobre isso? —Ela me deixou, não foi? — Ele diz tristemente. Eu não sei o que dizer ou fazer, e eu também não quero mentir. Eu me inclino e fico cara a cara com ele. Eu coloco minha mão em seu braço para chamar sua atenção. —Você quer morar com sua mãe? Ele sacode a cabeça. —Eu não quero mais ficar com ela, eu gosto daqui. — Seu corpo começa a tremer sob a minha mão. —Você não vai a lugar nenhum e viverá conosco para sempre. Sua mãe decidiu dar-lhe uma vida melhor e deixá-lo ficar com a gente —, eu digo. Ele relaxa. —Ok, eu gostaria de ficar aqui. —Ele olha para mim e me abraça.


Eu fecho meus olhos, abraçando-o de volta com força. Seus pequenos braços me apertam com toda a força. Alguém toca meu lado e, quando eu abro meus olhos, Paisley está ao nosso lado com lágrimas caindo de seu rosto. —Posso ter meus rolos de canela agora? — Sua voz é abafada contra o meu ombro. Eu rio e coloco-o de volta no chão. Paisley se inclina e dá nele um abraço rápido. Ele a abraça com um sorriso no rosto. Eu estou feliz por ele estar confortável conosco. Espero que a merda que ele teve que lidar antes de deixar sua vida completamente. Eu quero que ele tenha boas lembranças, como fazer café da manhã com Paisley. Paisley o ajuda a montar seu prato e o leva para a mesa da sala de jantar; Eu pego o meu e o dela. Nós todos nos sentamos juntos comendo a nossa comida. — Vocês são casados? —, Pergunta ele, com o rosto coberto de açucar. —Ainda não. —Eu pisco para Paisley, e ela cora e olha para o prato, sorrindo largamente. Uma campanhia toca na casa, me avisando que alguém está no portão. —Eu esqueci que Braelyn estava chegando. — Eu me levanto e caminho até o iPad pendurado na parede. O vídeo mostra que é Braelyn e Ethan. Eu aperto o botão que destrava a casa e o portão, deixando-os entrar. Eu me viro e percebo que ele parece nervoso. —Braelyn é sua irmã e a minha—, digo-lhe e ele meio que relaxa. Ele desliza o prato sobre a mesa. Está vazio. —Quer mais? — Paisley pergunta e ele balança a cabeça. Posso dizer que ele está nervoso. Braelyn entra na sala de jantar e olha direto para Caiden, então para mim. — Ele é igualzinho a você. Eu ri porque é verdade.


Caiden está olhando Braelyn. —Parece a mamãe—, ele diz; então ele se levanta e caminha até ela. Ela se abaixa e o abraça. —Sim, sim. Eu sou sua irmã Braelyn. —Eu sou Caiden. — Ele sorri para ela. Braelyn olha para mim. —Encontramos uma caixa sua em casa e a trouxemos para você, Liam. —Ethan coloca a caixa na mesa. —Vamos às compras, Braelyn, se você quiser ir conosco—, diz Paisley. Braelyn acena imediatamente. —Eu adoraria ir. Um pouco depois eles saem, deixando-me com Ethan sozinho. —Ela ainda está viva? —, Ele pergunta sobre a mãe de Braelyn e Caiden. —Por enquanto—, digo-lhe diretamente. Eu não me importo se ele é o chefe de polícia. Em primeiro lugar, ele é da família e ele odeia a cadela assim como eu. Ele tem conhecimento em primeira mão de como era nossa infância. Braelyn viveu essa vida até os dezoito anos e foi para a faculdade, mas seus problemas não terminaram ali. Eu não consigo nem pensar no que ela passou. Ethan a salvou. Ele a levou direto das ruas e a fez perceber que ela é mais do que a vida que foi tratada. Então ele me levou e me tratou como se eu fosse seu filho, mesmo que eu estivesse praticamente crescido. Embora eu tivesse dezessete anos, em certo sentido, eu era criança. Ele me transformou no homem que sou hoje, com o MC ajudando a me moldar. Paisley foi outra grande influência na minha vida. Eu sabia que a queria e fiz tudo que podia para ser o homem que a merecia. —Eu tenho uma proposta para você.


Eu me inclino contra o balcão. —O que é isso? —Deixe-me colocá-la na cadeia pelo resto de sua vida. Ela nunca vai sair, mas, se Caiden quiser vê-la novamente, será uma opção. Eu tenho conexões com um juiz. Eu penso nisso. Ela tentou me matar e colocou esse menino no inferno. Deixou-o na porra de uma casa de drogas, onde qualquer coisa poderia ter acontecido com ele. Mas eu entendo a parte sobre Caiden querer vê-la mais tarde na vida. Eu não estou no negócio de ferir mulheres. Eu não posso nem imaginar ferir uma, mesmo que ela seja uma puta que não merece misericórdia. —Eu vou falar com o clube—, digo a ele. Ethan assente. —Como estão Xavier e Samantha? Ele sorri. —Samantha é uma mini Braelyn, mas ela tem um temperamento nela que é tudo de mim. Xavier é fodidamente esperto e tem em mente que ele vai ser veterinário. — Seu rosto fica sério. —Ele veio dizer para mim que é gay e ficou aterrorizado. Eu odeio que ele sentiu que eu olharia para ele de forma diferente. Foda-se, eu sabia que Xavier era gay por um tempo, mas eu estou feliz que ele finalmente se assumiu para o Ethan. —Eu o amo e quem se importa se ele gosta de garotos? Eu só quero ele feliz. —Eu descobri há muito tempo atrás. Eu sabia que ele estava preocupado, mas eu disse a ele que ele não tinha nada para se preocupar. Você é um pai muito bom, cara, eu quero te agradecer por ter me aceitado em todos esses anos atrás. —Não me deixe fodidamente emocional, Liam, eu não aguento essa merda. —Sua voz racha e eu rio.


—Quer uma cerveja? — Eu pergunto a ele e ele balança a cabeça, o assunto acabou.

Paisley HORAS MAIS TARDE Depois de muitas horas de compras, conseguimos praticamente tudo o que ele poderia precisar. Ele teve uma explosão de felicidade. Ele estava explodindo de felicidade e rindo, tendo o tempo de sua vida. Essa foi a parte mais incrível: vê-lo sair, desistir de pensar em todos os seus movimentos e ser um garoto. São onze horas da noite. Caiden está na cama dormindo e eu estou colocando tudo para fora. Nós também fomos fazer compras porque eu queria ter certeza de que nós temos coisas que ele gosta. Eu quero estragar ele. Eu sei que ele nunca teve muito. As roupas que ele usava na nossa casa na primeira vez estavam tão gastas que eram finas como papel e prestes a desmoronar. —Liam, quer passar por suas coisas que Braelyn trouxe? — Eu pergunto a ele. Ele está terminando de guardar coisas no armários na cozinha. —Sim, querida. —Ele fecha a porta do armário e caminha até mim. Eu abro a caixa e a primeira coisa que vejo é um par de sapatos. Liam se inclina e tira os sapatos. —Puta merda, esses são os sapatos que eu usava quando fui para Braelyn. E minhas roupas, junto com as poucas coisas que eu tinha na época. Eu olho para a porra do sapato, com um buraco na frente onde seu dedo do pé estaria. Lágrimas enchem meus olhos pela décima vez nos últimos dois dias.


Liam olha para mim. — Por que você está chorando? —Ele se inclina e pega uma lágrima. Eu olho para o sapato e volto a olhar para ele. —O sapato, é triste que você usasse um sapato com um buraco. Seu rosto suaviza e ele joga o sapato na caixa e me puxa para seus braços. — Baby, essa não é mais a minha vida. É só um sapato. —Ele beija minha testa, passando os dedos pelo meu cabelo. Eu fungo alto. —Eu sei que é apenas um sapato, mas conhecer Caiden, depois ver o sapato, me bateu de novo o quanto você teve. Sua mão desliza pelas minhas costas e ele aperta minha bunda. —Estou tentando ficar triste aqui, Liam—, eu provoco e ele aperta novamente. Eu levanto minha mão de suas costas, batendo em sua bunda. —Eu não quero você triste, Baby—, ele me diz através de seu riso, e eu enterro meu rosto em seu pescoço, mordendo sua garganta para fazê-lo rir mais porque ele é delicado lá. Ele pega minhas mãos e me coloca na mesa. Eu sorrio para ele. Eu estou muito feliz. Eu sou abençoada por ter alguém como ele. Ele sorri para mim, suas mãos em ambos os lados do meu rosto. —Eu amo você, Liam, muito. Ele sorri mais largo, sua covinha aparecendo. —Eu também te amo, Paisley, você me deu uma vida que eu nunca pensei que fosse possível. Você é todo o meu mundo e tem sido por anos. Eu pensei por anos sobre como seria se estivéssemos juntos, mas eu nunca esperei isso. Você está além das minhas expectativas.


Não chore, eu digo de novo e de novo na minha cabeça, mas não tenho certeza se posso segurá-lo. Ele é a pessoa mais doce da terra, e ele é meu. Meu Liam.

CAIDEN Eu assisto Liam e Paisley, e eu enxugo as lágrimas do meu rosto porque, pela primeira vez, eu tenho uma família. Uma família. A família que eu sempre quis. Eu olho para o teto. Obrigado.


EPÍLOGO DIA DO CASAMENTO Baby, volte para morar comigo e seja minha garotinha para sempre — papai implora para mim pela décima vez desde que acordamos esta manhã. Ele e Caiden ficaram no quarto comigo enquanto eu estava fazendo meu cabelo e maquiagem. Caiden e eu nos tornamos muito próximos. Honestamente, eu penso nele como meu filho, e ele acidentalmente me chama de mãe às vezes. Ele comete o mesmo erro com Liam. Eu não me importaria que ele fosse meu. No meu coração ele é meu garotinho e sei que Liam se sente da mesma maneira. —Papai, nós já falamos sobre isso—, digo a ele, revirando os olhos. Ele olha para mim, os braços sobre o peito. Ele está encostado na porta e eu sei que ele está fazendo isso de propósito. —Aparentemente não foi o suficiente, porque você vai se casar hoje. Eu rio em voz alta porque ele parece estar com dor. —Espero que você tenha um bebê em breve para que eu possa ter alguém para brincar—, diz Caiden. Meu pai fica pálido como um fantasma. —Você não vai ter bebês. — Ele agarra a parede. —Eu provavelmente vou ter alguns—, digo a ele. Meu pai me dá o olhar mais cruel que eu já vi direcionado para mim, e Caiden aperta minha mão e se aproxima dele. Caiden tem estado muito perto de Liam. Liam é protetor e está se refletindo em Caiden. Se estamos sozinhos, ele fica do meu lado o tempo todo. Ele percorreu um longo caminho. No começo, qualquer movimento alto ou repentino o deixava


nervoso. Você não pode acordá-lo abruptamente porque isso o assusta. Percebemos que ele escondia comida em seu quarto, um hábito de anos sem ter o suficiente para comer. Ele está na escola e está jogando beisebol. Ele é assustador nisso. Ele nunca tinha jogado antes, até que ele pediu para experimentar. Quando ele tem um jogo, um estande inteiro é nosso porque muitas pessoas aparecem. É hilário ver a aparência que temos quando entramos no jogo, mesmo sendo apenas crianças brincando. A porta está se abrindo e ela bate nas costas do papai. Ele se vira para ver Kayla olhando pela fresta. Ele recua e ela entra. —Está na hora. —Ela sorri amplamente. —Não, não está! — Papai diz em voz alta e eu não posso deixar de rir. —Vamos, papai. —Eu me levanto, e Kayla se aproxima e tira o lençol que eu tinha enrolado em volta do meu vestido enquanto eu estava arrumando minha maquiagem e cabelo. Eu amo meu vestido. É um vestido estilo sereia. Vai abraçando meu corpo até chegar às minhas coxas, onde ele se abre. Tem um top em forma de coração com rendas até os cotovelos. Meu cabelo está em ondas longas e está preso em um dos lados. Brittany fez um trabalho incrível. Ela é uma princesa dos Grim Sinners, como Shaylin, e ela é a melhor cabeleireira e maquiadora do Texas. Caiden coloca a mão na minha e, juntos, caminhamos até a entrada da sala principal, onde Liam está esperando. Eu fico fora de vista, vendo todos os meus padrinhos e madrinhas andar pelo corredor. O padrinho de Liam é Tyler, e nós temos quase todos os caras do MC como padrinhos. Eu tenho muitas old ladies como madrinhas.


Kayla tem sido absolutamente incrível o tempo todo que eu estava planejando o casamento. Com o passar dos anos, passei a pensar nela como minha mãe. Meu pai se casou com ela quando eu tinha dezenove anos, e ela foi a melhor coisa que já aconteceu com ele. Ele foi a melhor coisa que aconteceu com ela também. Ela não tinha ninguém na vida até ele, e ele lhe deu algo que ela sempre quis. Família. Caiden sai com os anéis e as portas são fechadas. Papai está do outro lado da sala. —Vamos, papai. Ele olha para mim por alguns segundos, em seguida, balança a cabeça e se aproxima de mim. —Por que você tem que se casar, anjo? Quando você cresceu? —Sua voz falha. —Papai, não me faça chorar. —Minha voz falha e ele me puxa, me abraçando. Ele beija o topo da minha cabeça e eu agarro seu terno. Eu amo muito o meu pai. Ele é meu melhor amigo e eu fui abençoada por ter um pai que fez tudo o que ele fez por mim. —Eu te amo, meu bebê—, ele diz suavemente. A música começa a tocar. —Eu também te amo—, eu sussurro e a porta se abre, revelando a igreja lotada e meu Liam. Eu sorrio e ele sorri de volta para mim, e cada pessoa na sala desaparece, deixando Liam e eu, Sr. e Sra. Beckham.


ALGUNS MESES MAIS TARDE MANHÃ DE NATAL

Este é o primeiro Natal de Caiden conosco, e Liam e eu estamos muito animados quando nos sentamos no sofá esperando que ele acorde. Eu tenho uma grande surpresa para Liam, que ele não espera. Um minuto depois, ouço Caiden correndo. Liam e eu nos sentamos, esperando que ele entre na sala. Caiden derrapou até parar e olhou para os presentes no chão. —Feliz Natal, Caiden!— Eu digo a ele e ele corre para abraçar eu e Liam. —Pronto para abrir seus presentes? — Eu pergunto a ele, e ele balança a cabeça tão rápido que todo o seu corpo está tremendo. Eu rio e aceno para ele ir fazer isso. Liam e eu temos nossos presentes separados para que Caiden possa abrir todos os seus. Ele senta no chão. Seu cabelo está bagunçado no topo. A última vez que o levei para cortar o cabelo, ele queria o mesmo estilo de Liam. Ele e Liam se tornaram melhores amigos. Liam comprou para ele uma mini Harley, e ele nunca quer sair dela. Meu coração está prestes a explodir de medo toda vez que ele sobe nela. Eu vou ter cabelos grisalhos antes de chegar aos trinta anos de idade. Caiden termina de abrir seus presentes e rasteja sob a árvore. Ele sai com um envelope na mão. Eu olho para Liam, confusa, mas ele apenas sorri. Eu acho que ele está nisso. Caiden caminha até mim. —Eu tenho algo para você. — Ele coloca o envelope no meu colo. Eu sorrio para ele. Eu lentamente abro, puxando os papéis de dentro.


Meu estômago se contorce ao ver as palavras: Adoção de Caiden. Meus olhos se enchem de lágrimas e olho para Caiden. —Você quer que eu te adote? — Minha voz está tremendo junto com minhas mãos, e Liam toca minhas costas. Liam já o adotou, mas ainda não estávamos casados. —Eu quero que você seja minha mãe. — Bem, foda-se. Eu coloco os papéis sobre a mesa de café e puxo Caiden para mim, abraçando-o. Mesmo que eu quisesse, não conseguiria parar as lágrimas. —Não quero nada mais, Baby. — Liam, nunca tira a mão das minhas costas. —Ok—, ele sussurra e me abraça apertado. Poucos minutos depois, eu consegui me recompor, mas eu não consigo deixá-lo ir. Esse menino é muito precioso. Ele assumiu meu coração no momento que eu conheci ele e só cresceu mais nele. —Você obteve o seu desejo, — sussurro no ouvido dele. Ele se afasta e olha para mim, sorrindo. Ele me perguntou várias vezes, desde que Liam e eu nos casamos, quando eu ia ter um bebê. Estou grávida. Doze semanas para ser exata. Esqueci completamente que era hora de minha injeção anticoncepcional. —Sério? — Ele sorri feliz e eu aceno com minha cabeça, sorrindo, pego atrás de mim e coloco na mão de Liam o pequeno pacote. Liam olhou para nós dois, confuso. —O que eu perdi? — diz ele. —Abra—, digo a ele e ele olha para o pacote, depois para nós novamente. Ele abre o pacote dolorosamente devagar e está me matando.


Ele finalmente pega o embrulho, depois do que parece ser para sempre, e abre a caixa. Eu coloquei o teste de gravidez em cima das fotos do ultra-som do bebê. Eu pensei que poderia estar grávida, mas queria ter certeza e queria esperar até o Natal para contar a ele. Liam não diz uma palavra por algumas batidas, apenas olhando para dentro da caixa, e então ele olha para mim. —Você está grávida? — Ele diz suavemente. Eu toco sua bochecha. —Eu estou de doze semanas. Ele coloca a caixa na mesa de café, em seguida, gentilmente me levanta em seu colo e me abraça, sua mão descansando no meu estômago. Caiden nos abraça. —Eu não posso acreditar que você está grávida. — Ele beija minha bochecha. —Sim, nós estamos. —Sorrio para Caiden, que parece muito animado. Ele coloca a mão no meu estômago, ao lado de Liam. Minha vida é perfeita. O cartel saiu completamente e estamos em paz desde que desapareceram. O cartel fez com que todos percebessem o quão frágil é a vida, com que facilidade tudo poderia ter sido retirado. O clube está encontrando e testando novas maneiras de manter todos protegidos e tornar tudo mais seguro para todos nós. Se não fosse pelos nossos veículos protegidos, não estaríamos vivos porque fomos alvejados muitas vezes. Se o vidro não fosse à prova de balas, nós seríamos baleados várias vezes. Os Grim Sinners e Devil Souls encontraram uma escola particular entre os dois clubes e decidiram enviar seus filhos para lá porque é menor, mais segura e fácil de manipular com dinheiro, para que possamos protegê-la melhor. O cartel deixou todo mundo cansado e olhando por cima dos nossos ombros pelo inesperado, e eles não querem se arriscar com as crianças.


—Eu acho que é uma garota. — Caiden diz, interrompendo meus pensamentos. Liam congela e ele parece horrorizado. —Não, fodidamente não é. Eu rio alto. Já está começando.

Alguns meses mais tarde

—Parabéns, pessoal, é uma menina! —, Diz o médico durante meu ultrassom para determinar o sexo de nosso bebê, e o corpo de Liam afunda, uma expressão de puro pânico em seu rosto. Papai começa a rir. —Eu vou aproveitar cada segundo disso. Ela vai encontrar um filho da puta assim como você, Liam. Se prepare. Liam olha para o meu pai com ódio absoluto. —Não, ela não está! — Ele rosna e parece que está prestes a socar meu pai na cara. —Oh sim ela vai—, papai diz rindo. Ele está curvado, segurando o estômago. —Ela nunca vai se casar, nunca fará nada disso. —Liam coloca a mão suavemente no meu estômago. —Ela é meu anjo. Papai afunda na cadeira, rindo ainda mais. Oh, acabou que ele veio comer suas palavras. Ela encontrou um Liam: o vice-presidente do Grim Sinners, Mason.

Oh garoto.

FIM


AGRADECIMENTOS Aos meus leitores, muito obrigada, do fundo do meu coração! Vocês são os melhores! Sem vocês eu não estaria aqui hoje. < 3 Lydia, minha maravilhosa publicista e PA, obrigada por tudo o que faz por mim! Eu estaria perdida se você não estivesse por perto para me manter sã! AKA1 patroa! Minha equipe de revisão e grupos de leitores: vocês são o meu maior sistema de suporte e minha força para ser melhor com cada livro. Vocês também nunca hesitaram em me dar palavras de encorajamento.

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É um caminho curto e abreviação para dizer "também conhecido como".

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#4 Devils Soulds Liam - Leann Ashers  

#4 Devils Soulds Liam - Leann Ashers  

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