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TM: Pattzninja Tradução: Flavinha, V. Reis, Paty B., Su Almond, Fátima S, Revisão Inicial: Bea Eberhardt, L. Serranito, Maria Lú, Eva Tramell, Lê Ribeiro Revisão Final: Silvia Helena Leitura Final: Lunna Cross

Formatação: Lola Verificação: Davin@.


Hattie Morris é uma jovem garota com sonhos bobos e uma fantasia que mantém desde que tinha dezesseis anos de idade. Dirty Johnny Williams é um homem duro, membro do clube Notorious Devils MC, conhecido por ser sujo entre os lençóis. E que sempre deseja o inatingível. Uma noite, um beijo coloca o destino em movimento e nem Hattie, nem Johnny, podem negar que suas vidas foram mudadas para sempre. O tempo e a distância permanecem entre eles, mas um encontro casual rompe sua capacidade de resistir um ao outro por mais tempo. Não muito antes, Hattie percebe que as fantasias são assim chamadas por uma razão, enquanto que Johnny descobre que a inocência de uma menina doce não é páreo para seu coração endurecido. No entanto, por mais inexperiente que seja, Hattie sabe de uma coisa com certeza: Que se não se arriscar com esse homem rude e robusto, nunca saberá se os sonhos realmente podem se tornar realidade.


Dirty Johnny Esta noite, o clube está selvagem. Deveria estar lá dentro fodendo uma prostituta ou duas, mas não estou. Ao contrário disso, caminho para fora e inspiro o ar fresco. O outono está chegando ao fim e logo a neve cobrirá o chão. Todos serão forçados a dirigir carros fechados ao invés de nossas motos. Odeio o inverno. — Essas coisas irão matá-lo. — Diz Torch, se afastando da parede e caminhando em minha direção. — Sim? — Sem humor eu resmungo, dando outra tragada no cigarro. — Preciso ir ao Devils. Quer ir junto? — Ele pergunta.


Devils Clube é o único clube de strip da cidade; nosso MC o possui e comanda. Sniper é o gerente, mas com um novo bebê em casa, todos ajudamos até que ele e a família se estabeleçam. Olho para trás, para a festa, mas isso não me chama atenção. Não sinto vontade de foder qualquer uma das prostitutas, assistir seus shows ou ficar embriagado. — Claro. — Encolho os ombros, seguindo-o em direção a nossas motos estacionadas. Não dizemos uma palavra quando ligamos os motores e decolamos na estrada. Alguns minutos depois, percebo que preciso de gasolina e sinalizo na direção de um posto. Torch concorda, mas como estamos a apenas alguns quilômetros do clube, ele segue na frente. O posto de gasolina está vazio, como é comum a esta hora da noite. Em nossa pequena cidade, a maioria dos estabelecimentos fecham quando o sol se põe. Entro na loja e pago ao atendente. Os olhos vão de um lado para outro e o nervosismo é visível em seu rosto. — Está bem aí, amigo? — Pergunto, tirando algumas notas do bolso. — Sim, tudo ótimo. — Gagueja. É quando sei que nada está bem. Ouço um gemido suave por trás do balcão e puxo a arma da parte de trás da calça. Aponto para sua cabeça antes de pedir para quem estiver atrás do balcão sair. Uma garota se levanta e é uma coisa pequena. Tem um longo cabelo castanho claro e seus olhos grandes e verdes, olham para mim inocentemente. No entanto, noto que a


inocência é ofuscada pelo medo que demonstra e me pergunto o que esse gordo do caralho fez com ela. — Você está bem, querida? — Pergunto, antes de voltar os olhos para o gordo. — Não. — Ela sussurra, e a voz doce me envolve. Porra, a garota é doce também. — Conte-me o que ele fez com você. — Peço, levantando a sobrancelha enquanto o idiota começa a balançar a cabeça. — Ele... ele... — Gagueja, antes dos grandes olhos verdes se encherem de lágrimas. — Vamos, deixe-me tirá-la daqui. — Digo, quando ofereço a mão. Ela não hesita. Encosta o corpo minúsculo ao meu lado e enterra o rosto no meu ombro. — Ele disse que eu poderia usar o telefone. Então me empurrou para baixo e falou que eu precisava chupar seu pau primeiro. Foi quando você entrou. — Ela geme contra mim. Imediatamente, instintivamente, envolvo a mão ao redor da nuca dela, segurando-a mais perto de mim e mantenho seu rosto escondido. Aperto o gatilho e observo quando o cérebro explode contra os cigarros que revestem a parte de trás do balcão. É uma pena.... Todos aqueles cigarros estão arruinados agora. Aponto a arma para a câmera e puxo o gatilho mais uma vez. Ouço a garota grita contra mim. Rapidamente a guio para fora da loja de conveniência, antes de pegar o telefone e fazer uma ligação para um prospecto.


Irão se livrar de possíveis provas e sumir com o corpo do gordo idiota. Uma vez que chegamos à moto, a puxo para longe de mim e olho em seus olhos verdes assustados. Meu pau endurece. O medo preenche suas características e adoro isso. — Suba. — Grito. Eu não espero por uma resposta antes de subir na moto. Uma vez que a sinto e seus braços abraçam minha cintura, saio para a estrada. Não tenho gasolina suficiente para ir longe, então volto para o clube. Quando entramos no estacionamento, aceno para os prospectos que estão montando as motos, prontos para cuidar da bagunça que fiz. Puxo a coisinha atrás de mim em direção ao bar, passo por todos os festeiros e caminho para o corredor. Andamos até meu quarto e tranco a porta antes de me virar para encará-la.

Hattie Pisco, olhando para ele. Não sei como estou nessa situação. Não, isso é mentira. Sei exatamente como isso aconteceu. Comecei uma briga com Willa e ela me chutou para fora do carro, dizendo para voltar caminhando para casa. Ficou irritada por Brandon ter flertado comigo na festa. Sempre teve uma queda por ele; desde que estávamos no jardim de infância.


Quando entrei no posto de gasolina para usar o telefone, achei que fosse a coisa mais inteligente a fazer. Ligaria para meu irmão mais velho para que viesse me buscar. Ficaria muito irritado por saber que estou em Bonners Ferry. Não sei por que viemos até aqui para festejar; exceto que os pais de Brandon têm uma cabana de férias no lugar. Deveria passar a noite com Willa. Estava quase a uma hora de casa e não havia como voltar caminhando. Por isso, pensei em ligar para Andy vir me pegar. Sei que falaria um monte de porcarias, mas não contaria para mamãe e papai. — Para quem ia ligar? — O motociclista sexy pergunta. É alto e magro, mas musculoso. Senti os músculos sob a camiseta enquanto me agarrava a ele. Tanquinho. Tanquinho de verdade, não como os dos garotos da escola. Não, este é um homem. Parece rude, robusto e malvado; mas é sexy como pecado, tudo ao mesmo tempo. — Meu irmão. — Murmuro. — É mesmo? — Pergunta, antes de colocar a mão no bolso e pegar o telefone, entregando-o para mim. Pego e olho para os olhos castanho escuros. — Ligue para ele. Não hesito. — Andy? — Pergunto quando atende ao telefone. — Hattie?


— Preciso de uma carona para casa. — Sussurro. Andy pergunta onde estou e quando digo que estou em Bonners Ferry, começa a gritar ao telefone. — Pare de gritar. — O estranho diz, depois que tira o telefone da minha mão. — Ficarei de olho nela até você chegar aqui. Está aquecida e segura no Clube Notorious Devils. — Diz. Eu não sei o que isso significa... Clube Notorious Devils. Meu irmão sim, porque os olhos do estranho ficam mais escuros antes de falar: — É melhor você se acalmar antes de chegar aqui, parceiro. — E sem ouvir a resposta do meu irmão, termina a ligação. — Seu irmão é um idiota, querida. — Sim. — Concordo, balançando a cabeça. Andy é um idiota, mas é confiável e irá dirigir por uma hora para me pegar sem contar à mamãe e papai. Terá certeza que o pagarei de volta de alguma forma, mas o preço dele é menor do que a punição dos nossos pais seria. — Quanto tempo seu irmão levará para chegar aqui? — O estranho pergunta, seus olhos escuros percorrendo meu corpo. Sinto um arrepio quando nossos olhos se encontram e ele sorri. — Uma hora ou mais. — Sussurro. Ainda sorrindo, dá um passo em minha direção. Seu telefone toca e ele se afasta de mim por um tempo enquanto fala com quem está do outro lado. Eu não precisava estar aqui; deveria estar em casa e na cama. Essa deve ser a pior noite da minha vida.


Felizmente, o estranho fica no telefone por pelo menos trinta minutos e suspiro de alívio. Tenho medo de sentar e até de me mexer. Fico parada e apenas observo. Andy estará aqui em breve, então poderei ir para casa e parar de permitir que Willa me arraste para suas loucuras. — Qual é o seu nome, querida? — Murmura, enquanto entra no meu espaço e coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. Olho em seus olhos e suspiro na escuridão. — Hattie. — Sussurro, enquanto ele morde o lábio inferior. — Lindo. — O motoqueiro sussurra, antes de tocar meus lábios com os seus. Suspiro quando uma de suas mãos me agarra e aproveita esse momento para colocar a língua na minha boca. Está quente e o golpe é firme; não desleixado, como os garotos que beijei. O motoqueiro é confiante e está controlando esse beijo. Controlando-me. Levanto

os

braços

e

os

envolvo

em

seu

pescoço,

pressionando o corpo mais perto dele enquanto retribuo o beijo. Sinto a vibração, antes de ouvir o gemido que escapa dele. A outra mão entra no meu cabelo e o agarra com força. — Você deveria sair deste quarto. — Murmura contra mim. No entanto, não faz nenhum movimento para me soltar. E não quero que o faça. Quero mais desses lábios e mais dessas mãos me segurando com força. Beijamo-nos novamente e a mão que está na minha bunda, move-se para a cintura e vai sob a camisa até o sutiã. Nunca


deixei ninguém me tocar antes, mas quero que ele me toque. Quando toca meu seio, seguro o fôlego e estremeço. — Preciso fodê-la, querida. — Murmura contra o meu pescoço, beijando e lambendo-me a pele. Eu congelo. — Hummm. — Digo, sem saber como responder. Quem diz isso? Ele me conhece há dois segundos. — Deixe-me entrar, baby. — Sussurra, antes de chupar meu pescoço. Rapidamente me afasto dele, o peito arfando e cheia de medo. Por que entrei aqui? Por que o beijei? Balanço a cabeça, sabendo a resposta para isso. É gostoso e um homem que olhou para mim como se eu fosse uma mulher, não uma criança. — Há algo errado querida? Temos pelo menos mais dez minutos antes que seu irmão chegue aqui. — Diz, encolhendo os ombros. E isso faz meu estômago revirar. Dez minutos. Ele me quer por dez minutos. Então, serei aquela garota que fodeu uma vez, enquanto esperava pelo irmão mais velho que a levaria para casa. Balanço a cabeça antes de ajustar rapidamente a camisa. — Não. — Nego. De jeito nenhum direi a esse homem que sou virgem ou que é o primeiro a colocar a mão sob a minha camisa. É um homem feito. É gostoso, mas de jeito nenhum irei me envergonhar ainda mais.


Um

barulho

alto

na

porta

nos

interrompe

e

sou

completamente grata. Ele a abre e vejo um homem enorme. É grande, peludo e parece um gigante urso pardo. — O irmão da sua garota está aqui. — Rosna e arregalo os olhos. Puta que pariu! Andy irá enlouquecer por estar sozinha no quarto deste estranho. — Que porra está acontecendo aqui? — Grita Andy, passando pelo homem urso e entrando no quarto. Andy é alto, largo e construído. É um jogador de futebol da faculdade, e pareço um poodle ao lado dele. Embora nossos cabelos e olhos sejam idênticos, somos completamente opostos. Vejo como olha do estranho gostoso para mim. — Apenas curtindo até você chegar. — O estranho sorri, enquanto coloca o braço em meu ombro e me puxa para o lado dele. — Tire a mão da minha irmã. — Andy diz. — Ou o quê? — Chamarei a polícia, idiota. — Andy avisa. O homem ri. — Mas não fiz nada. — Diz entre risadas. Não digo que o vi matando um homem. Na verdade, não digo uma palavra. — Ela tem dezesseis anos, idiota. — Andy rosna. Imediatamente o homem ao meu lado para de rir. Olha para mim para confirmar e aceno uma vez. Imediatamente, seu calor me deixa e dá um passo para longe.


— Dê o fora daqui garota. — Diz. Parece perigoso, ameaçador e inacreditavelmente quente. Não consigo me mexer. Andy me agarra e puxa. E enquanto movo os pés, fixo os olhos no belo demônio que é esse estranho. Olhos furiosos que não deixam os meus até que estamos longe um do outro e Andy não para de me arrastar atrás de si. Quando estou no carro e estamos em segurança na estrada, ele começa a me questionar. Não conto nada da loja de conveniência, sobre o assassinato que vi ou sobre o modo como aquele homem me beijou, possuiu e me fez querer muito mais do que jamais quis. Mantenho o beijo em segredo. É uma lembrança apenas para mim, algo especial que poderei lembrar com carinho. Provavelmente nunca mais o verei; nem sei o nome dele. Mas isso não me impede de colocar os dedos contra os lábios e pensar nele.


Dirty Johnny Três anos depois... Levanto o queixo para as duas prostitutas que estão jogando sinuca e inclino a cabeça em direção ao quarto. Preciso de uma boa foda dura, suja e agora. Esta semana foi uma confusão. Preciso de alívio. Observo

enquanto

as

prostitutas

(loira

e

morena),

caminham em direção ao quarto. Estou me sentindo muito fora de controle para foder na sala comum. Preciso de privacidade por algumas horas enquanto fodo meu dia com essas cadelas. — Você está bem, irmão? — Fury pergunta quando passo por ele. Está sentado em uma mesa com a esposa, Kentlee, em sua coxa. Estão juntos há quase dez anos. Têm três crianças e, no entanto, parecem recém-casados. Nunca terei o que têm, mas isso não significa que não anseie por isso: uma mulher e mais do que qualquer coisa, um bebê. Porra, me sinto um fracote, mas quero um filho. Ver meus irmãos com suas famílias e todas as crianças correndo por aí, me faz querer isso.


— Sim. — Resmungo, enquanto continuo andando para o quarto, onde aquelas bocetas devem estar esperando por mim. Entro, não olhando para cima enquanto tranco a porta atrás de mim. Lentamente removo as roupas, deixando-as em uma pilha. Jogo o colete em uma cadeira do outro lado da porta e só então viro. Mordo o lábio inferior com a visão diante de mim. Curvada no meio do chão, está a morena com a bunda no ar e o peito no chão. A loira está de joelhos ao lado da bunda dela, os grandes olhos castanhos diretamente sobre mim. Brinquei com as duas antes. Serina e Tasha são duas prostitutas que estão sempre prontas para um bom momento. — Ela está pronta para você. — Tasha (a loira), diz suavemente. — Coloque a boceta sob o rosto dela. — Ordeno, enquanto inclino e agarro Serina pela parte de trás do cabelo, puxando sua cabeça para trás. Observo quando Tasha passa sob ela, deitando de costas no chão, as pernas abertas. Exibe a boceta já cintilando com excitação. Porra! Essas cadelas ficam mais excitadas que nós homens. Pego o preservativo que Tasha gentilmente colocou para mim junto com uma garrafa de lubrificante. — Lamba a boceta dela. — Ordeno. Serina move a bunda na minha frente, antes de dar uma longa lambida na boceta quente de Tasha.


— Caralho! — Tasha suspira. Meu pau endurece com a visão enquanto coloco o preservativo. Empurro dentro da boceta de Serina até as bolas, forçando-a para frente na boceta de Tasha. Deixo que o calor me envolva enquanto vejo o show. Pego o lubrificante e passo em dois dedos antes de enfia-los dentro da bunda de Serina. Ela treme sob mim, mas continua comendo Tasha. — Faça-a gozar. — Ordeno quando começo a foder sua bunda com os dedos. Lentamente, puxo os quadris para trás antes de bater para frente. Fodo a boceta e bunda ao mesmo tempo, desfrutando de como ela fica mais e mais molhada com cada impulso meu. — Tasha, você está perto? — Pergunto quando coloco os dedos na bunda de Serina e começo a realmente a foder sua boceta com toda força. — Sim. — Ela suspira. Vejo quando um brilho leve de suor aparece em seu rosto antes de envolver as mãos no rosto de Serina. Segura o cabelo e esfrega a boceta contra o rosto dela, gritando quando goza. É quente demais. Bombeio dentro da boceta de Serina mais algumas vezes antes de sair completamente, retirando os dedos da bunda dela. — Aqui. — Chamo Tasha e vejo como ela rapidamente se arrasta para mim. — Engolirá minha porra depois que foder sua bunda? — Pergunto à Tasha. Não responde verbalmente. Ao contrário disso, acena com entusiasmo. — Primeiro, é sua vez de comer a boceta dela. — Exijo.


— Tasha pode deitar-se para que eu possa saboreá-la um pouco mais, por favor? — Serina implora virando o pescoço para olhar para mim. — Que tal você comer essa boceta por trás para que eu possa assistir? — Pergunto e olhando diretamente para Tasha, digo: — Abra. Ela separa os lábios, como a boa garota que é, e coloco os dois dedos dentro. Dedos que estavam na bunda apertada de Serina. Fodo sua boca com eles, observando como desaparecem entre os lábios quentes e geme enquanto avidamente os limpa. Quando afasto, aponto o queixo para o chão e ela rapidamente se apressa sobre o corpo de Serina e abre as coxas, inclinando a bunda para a boca dela. Uma vez que Tasha está no lugar, abro a bunda de Serina, alinhando meu pau. Eu a ouço gemer quando pressiono contra o buraco e esguicho um pouco mais de lubrificante enquanto empurro para dentro. Ela relaxa com um longo e abafado gemido, enquanto come a pequena boceta de Tasha. Coloquei meu pau na bunda dela mais vezes do que posso contar e a puta adora. Vejo como entro fácil e completamente dentro dela, desaparecendo no buraco quente e apertado. Fecho os olhos e meto na bunda de Serina. Estou começando a suar e sinto as bolas formigarem, sinalizando o clímax. Congelo dentro do buraco apertado e digo: — Vocês duas precisam gozar. — Ordeno.


Posso sentir Serina tremendo em minhas mãos; está perto. Inclino e entro com força algumas vezes, duro e áspero, esperando que ela grite. Quando o faz, vejo que esguicha gozo por todo o chão do meu quarto. Orgasmo do ponto G. Sinto a bunda convulsionar ao redor do meu pau algumas vezes antes de sair rapidamente dela. Bato na bunda de Serina e vou até Tasha, agarrando seu braço e a puxando do chão. Arranco o preservativo e bombeio meu pau algumas vezes dentro da boca quente, antes de gemer quando gozo. Abro os olhos e observo quando meu gozo escorre por todo o rosto de Tasha. Ela sequer percebe o que está acontecendo; está perdida, a mão trabalhando febrilmente entre as pernas enquanto alcança o próprio clímax novamente. — Jesus. — Diz Serina quando cai no chão. Penso em dizer algo espertinho, mas não olho para elas. São apenas mulheres que usei por causa dos buracos que possuem. Não dou a mínima para as duas. Se nunca mais as visse, não importaria para mim. Não posso evitar.... Sinto que estou perdendo muito na vida. Claro, foder é divertido e sem compromisso, significa pouco drama. Mas não posso me impedir de pensar nos irmãos que têm mulheres ao lado e como parecem mais em paz. Paz. Algo que nunca conheci. — Podem usar a cama se quiserem dormir depois de se limparem. — Digo a elas, enquanto fico de pé e começo a vestir as roupas.


— Você não ficará? Talvez para uma segunda rodada? Não tive seu pau dentro de mim. — Tasha faz beicinho. É fofa para caralho, mas não tenho mais desejo de fodê-las esta noite. Pelo menos, não ainda. — Talvez mais tarde. — Ofereço, antes de sair pela porta. Sequer penso duas vezes sobre estarem no meu quarto. Não tenho nada lá que possam mexer. Não possuo nenhum item pessoal além das roupas e as armas estão trancadas. São as coisas mais valiosas que possuo. Volto para o bar e para meus irmãos. — Você as estragou para a noite? — Grizz pergunta, quando sento no banquinho ao lado dele. — Provavelmente. — Encolho os ombros, pedindo uma cerveja a um prospecto. Passo o restante da noite com os irmãos. São minha família, a única que já tive. Bebo, jogo sinuca e apenas relaxo. Amanhã

será

outro

dia

e

haverá

outro

obstáculo

para

ultrapassar como sempre. Mas também teremos uma festa enorme, com mais do que apenas os irmãos. Mas por esta noite, apenas quero relaxar.

Hattie


Willa vira-se para mim e sorri. Ela é um problema. Willa tem sido problema desde o dia em que nos conhecemos, no jardim de infância. Passamos por altos e baixos, mas continuamos amigas. No entanto, não tenho certeza se foi uma sábia decisão da minha parte. Willa é autodestrutiva. Esta noite, prometi que iria com ela a uma festa. Aparentemente, conheceu um cara online e foi convidada para esta festa a quase uma hora de distância, em Bonners Ferry. Pego uma saia da prateleira do armário e a seguro contra o estômago, fechando os olhos e pensando na última vez que estive lá, três anos atrás. Tinha dezesseis anos. Vi um homem ser assassinado, mas não é nisso que penso ou vejo quando fecho os olhos. Não. Penso no sexy motociclista tatuado que me salvou e então me beijou como nunca fui beijada antes ou depois. Estremeço enquanto visto a saia. É preta, curta e com uma sobreposição de renda. O top é do mesmo modelo, preto e com renda. Pego os saltos turquesa brilhantes e os coloco antes de passar os dedos pelo cabelo longo e liso. Dou uma olhada em mim mesma no espelho e mordo o lábio inferior. Pareço jovem. Realmente jovem. Não importa o quão sexy me vista tentando parecer adulta, sempre pareço estar apenas fingindo. O rosto redondo, feições infantis, grandes olhos verdes e bochechas cheias, sempre me


fazem parecer uma garotinha, por mais que tente parecer mais velha, mais madura. Meu corpo magro e seios pequenos provavelmente não ajudam também. E não acho que irão crescer. — Está pronta, cadela? — Willa pergunta, parada na entrada do quarto. Eu a olho. Willa usa um vestido de bandagem apertado, sem alças, que mal cobre sua boceta e saltos altos que deveriam ser usados em um palco, não em uma festa. O cabelo preto está enrolado, provocante e sua maquiagem é escura e grossa. Parece uma vagabunda. — Willa, que tipo de festa é essa? — Pergunto, enquanto olho para os seios dela que mal estão contidos no vestido. — Uma divertida. — Sorri maliciosa, antes de me pegar pela mão e me arrastar para fora do apartamento. Sento no banco do passageiro de seu carro, os nervos completamente assumindo meus pensamentos. Willa fala sem parar sobre o cara que conheceu e como ele sai com um incrível grupo que é conhecido por dar as melhores festas. Seu nome é Robbie e ela afirma que é gostoso e perfeito. Tenho minhas suspeitas; Willa é uma péssima juíza de caráter quando se trata de homens. — Aqui estamos. — Grita e olho ao redor horrorizada. Sinto o coração começar a acelerar ao ver o prédio na nossa frente. Já estive aqui antes e meu irmão me arrastou para fora o mais rápido que pôde.


Clube Notorious Devils. Sequer sabia quem eram, pelo menos até que Andy explicou como eram perigosos. Trata-se de um clube de motociclistas, uma gangue. E agora, aqui estou novamente. — Hattie? — Willa pergunta, olhando para mim. — Você sabe onde estamos? — Respiro. — Sim. No complexo dos Notorious Devils MC. Robbie sai com eles às vezes e sempre vem para suas festas. Ouvi que são lendárias. — Ela sorri, enquanto aplica mais batom vermelho brilhante. — Por que não me disse que viríamos para cá? — Pergunto, enquanto sinto as bochechas esquentando de raiva. — Porque é um gatinho assustado. Não teria vindo. — Maldição! Realmente, não teria. — Resmungo. — Ooohhhh! Ela está realmente irritada, já que xingou. — Ri, enquanto sai do carro. Eu a sigo, pois não quero ficar no carro sozinha. Mas estou apavorada. Olho ao redor do estacionamento e avisto motos em todos os lugares. Existem também algumas caminhonetes e carros, mas não muitos. Seguro sua mão e a puxo para parar. Espero até que Willa vire e me encare. — O quê? Não a levarei de volta para casa. — Willa praticamente rosna. — Não precisa. Apenas não me perca de vista. Por favor. — Imploro.


Willa joga a cabeça para trás com uma risada e em seguida, aperta minha mão com a dela. — Ficará bem. Cresça e lide com isso, Hattie. É tão superprotegida, que chega a ser ridículo. Sabe que eu culparia seus pais, mas Andy é tão ruim quanto eles. Talvez veja algo que goste aqui. Ouvi dizer que esses caras são selvagens. Sem outra palavra, começa a andar em direção à porta da frente. Não está errada. Realmente sou superprotegida; meus pais são ultraconservadores e Andy é policial. Sou apenas a pequena Hattie, irmãzinha e filha mais nova, destinada a ser uma boa menina e mantida pura até o dia em que encontrar um bom homem e sossegar. Mal sabem eles que minha pureza foi embora quando eu tinha dezessete anos. Meus pais tiveram um ataque quando me mudei para o pequeno apartamento onde vivo hoje. Andy me verifica quatro dias por semana e até faz verificações de segurança enquanto está de plantão. Moramos em uma cidade de menos de dez mil habitantes e nem me lembro da última vez que um crime de verdade aconteceu. Talvez alguns anos atrás, quando Jimmy Parks correu de Andy depois que tentou prendê-lo e ele o perseguiu pela cidade. Jimmy estava bêbado. Sigo Willa para dentro e arregalo os olhos com o que vejo. Na verdade, não sei para onde olhar primeiro. O ar está nebuloso, sinto cheiro de maconha e fumaça de cigarro, junto com cerveja e uma mistura de outros aromas não identificáveis. Fico atrás de Willa enquanto ela avança pela sala lotada.


Há pessoas em todos os lugares. Homens em couro e jeans, mulheres vestidas com nada ou quase nada. Não estou apenas muito vestida; estou mais coberta do que qualquer outra mulher aqui. Começo a puxar a mão de Willa, mas paro. O som é muito alto aqui e ela não ouvirá uma palavra. De repente, solta minha mão e se afasta para os braços de um homem. Olho para ele e não entendo a atração que sente. Robbie é alto e o cabelo longo parece que quando limpo, é castanho claro, ao contrário do oleoso marrom escuro que atualmente exibe. Robbie usa uma barba curta e vejo quando a pega e envolve as mãos em sua bunda, esfregando a virilha na dela. Enrugo o nariz. Esta é a primeira vez que se encontram e Willa está agindo como se o conhecesse há algum tempo. Por que me trouxe? Espero que volte para mim, mas um grupo de homens passa na frente e a perco de vista. Olho ao redor em pânico, completamente em desespero ao perceber que não posso vê-la. Coloco a mão sob o abdômen e digo a mim mesma para respirar enquanto tento me acalmar. — Ei querida! Que tal você se divertir comigo? Não há necessidade de ficar aí sozinha. — Uma voz profunda diz, enquanto envolve a grande mão em meu braço. Viro-me rapidamente e olho para o homem com o que devem ser olhos arregalados e assustados, porque ele pisca uma vez antes que as sobrancelhas se unam. O motoqueiro é alto, musculoso, usa uma camiseta justa que mostra músculos


volumosos sob o colete de couro. É bonito, muito bonito, mas estou apavorada. Tudo que quero fazer é chorar. — Ei.... Quantos anos você tem? — Pergunta o homem, estreitando os olhos para mim. — Deze... Dezenove. — Sussurro. — Não pertence a este lugar, garota. — Resmunga. Balanço a cabeça, enquanto sinto lágrimas nos olhos. Não pertenço a este lugar, não mesmo. Quero ir para casa e odeio Willa neste momento. Esta não é a primeira ou mesmo a vigésima vez que ela me abandona. Na verdade, sempre faz isso. Não sei por que pensei que esta noite seria diferente, mas estou farta. É isso. Estou em uma situação onde poderia ser estuprada e Willa está fazendo o que quer que seja. Abro a boca para dizer alguma coisa, para concordar sinceramente, mas um braço forte me envolve e arrasta para longe. Tento alcançar o homem na minha frente, mas quem está atrás de mim é muito forte. Sou engolida pela multidão em um instante. Arranho seus braços e tento me soltar do aperto, mas não consigo. É forte demais. — Cale a boca e pegue o que eu te der, se sabe o que é bom. — Rosna no meu ouvido. Congelo inteiramente quando bate minhas costas contra parede. Parecemos estar em um corredor escuro, uma entrada escura e vazia. Olho para o estranho com os olhos arregalados e


assustados e ele apenas sorri para mim. Não está usando um colete como alguns dos outros homens, então não acho que faça parte do clube. Não que isso importe. Depois que me estuprar, estarei danificada, não importa quem tenha feito o ato. — Por favor, não. — Sussurro, tremendo. — Implore. Lute comigo cadela. — O estranho rosna quando enfia a mão por entre as minhas pernas. Fecho-as com força e tento empurrar a mão para longe de mim, mas ele agarra minha coxa e aperta o máximo que pode. Dói muito. Aperto os olhos, tentando lutar e procurando manter as pernas fechadas. Ofego quando envolve a mão em torno da minha garganta e a aperta. Rapidamente esqueço da mão entre as minhas pernas enquanto agarro seu pulso e dedos, tentando arrancá-lo de mim. Não posso respirar. Vejo manchas na frente dos olhos e o ouço gemer enquanto a mão livre encontra minha calcinha. Não consigo impedir que as lágrimas caíam, sabendo exatamente para onde isso irá. — Por favor, não. — Suspiro, antes de tudo ficar escuro.


Dirty Johnny Viro para o corredor que leva ao meu quarto, onde Serina e a garota aleatória da festa estão me esperando. O corredor está escuro e vazio como deve, já que ninguém precisa estar perto de nossos quartos. A única razão de ir para essas grandes festas são as novas garotas. Boceta nova é divertido; variedade é o tempero da vida. — Por favor, não! — Ouço a voz de uma mulher dizer. Eu me aproximo do som e congelo. Um homem tem uma mão enrolada na garganta da garota e ela parece estar inconsciente. O homem empurra a saia para cima e o ouço gemer. Não é um dos meus irmãos. Na verdade, nunca o vi


antes. Esses caras que ficam perambulando por aqui são a porra de uma dor na bunda. Estão sempre causando bagunça. —Ei, cara! Não deveria estar aqui. — Digo, batendo no ombro dele. — Apenas me deixe transar com ela e vou embora. — O cara resmunga quando vira o pescoço. Olho em seus olhos e ele parece um maldito maníaco. Olho além dele para a garota. É jovem, bonita e não se veste

como

nenhuma

das

outras

garotas.

Sinto

isso

internamente.... Quando ele a aperta, sei que algo está errado. — Afaste-se da garota. — Ordeno. — Porra! — Rosna, afastando-se um pouco. Retiro a arma do coldre de ombro e aponto para a parte de trás da cabeça dele, sussurrando para que se afaste novamente. —

Estou

apenas me divertindo

com

uma

de

suas

prostitutas. Qual é o problema? — Encolhe os ombros quando a solta e se afasta. A garota cai em uma pilha no chão. — O que está acontecendo aqui? — Fury pergunta do corredor. Kentlee está agarrada à sua cintura, olhando para a cena com horror. — Esse idiota estava apenas saindo. — Anuncio, a arma ainda na cabeça do filho da puta. — Prospecto! — Fury grita. Quase que imediatamente, um de nossos novos prospectos aparece. — Coloque-o para fora daqui. — Ordena.


Obedecendo, o prospecto o agarra e arrasta para fora do corredor. Mantenho os olhos focados neles até que desapareçam. Só então coloco a arma de volta no coldre. Kentlee passa por mim e se agacha no chão para virar a garota. Ofega com a visão e puxa a saia para baixo antes de pressionar os dedos no ponto de pulso em seu pescoço. — Ela está viva. — Kentlee respira. Olho para seu rosto e então para garota no chão. E o reconhecimento bate em mim. Eu a conheço, lembro-me dela. Sonhei com ela. Hattie. Abaixo ao lado de Kentlee, que vira a cabeça para me encarar. — Ele a machucou? — Pergunto, sem tirar os olhos de Hattie. Ela parece exatamente a mesma, jovem e perfeita. — Quer saber se a estuprou? — Kent pergunta. — Sim. A palavra parece queimar em mim. Porra! — Acho que não. Quer dizer, o pau dele não estava para fora, mas sem perguntar a ela ou olhar para ver se há algum sangue... — Diz, a voz desaparecendo. — Verifique. — Exijo.


— Onde? — Kentlee murmura, olhando por cima do ombro para Fury. — Aqui, agora. — Respondo, incapaz de desviar o olhar do rosto dela. — Vá em frente, baby. Irei me certificar de que ninguém veja. — Murmura Fury. — Está escuro. — Ela murmura. Pegando o telefone, acendo a lanterna. Não quero olhar. Não posso. Ao invés disso, concentro-me no rosto de Hattie. Nas bochechas redondas e na garganta machucada. Porra! — Não acho que a machucou. Quer dizer, nada está molhado e não há sangue. — Kentlee sussurra, enquanto devolve o telefone. — Você a conhece? — Fury pergunta, enquanto me agacho ao lado dela. — Há três anos, encontrei-a naquele posto de gasolina. Lembra quando matei o atendente? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. — Esta é a garota que o idiota tentou forçar? — Pergunta. — Sim. — Aceno. — Que porra ela está fazendo aqui novamente? — Fury murmura. — Não faço ideia, mas cuidarei disso. E dela.


— Deixe-me saber se precisar de alguma coisa. — Fury resmunga, enquanto envolve o braço na cintura de Kentlee. Juntos, eles se afastam. Vejo como Kentlee vira e me olha, as sobrancelhas franzidas com confusão e preocupação. Tenho certeza de que está tão preocupada com Hattie quanto eu. Abaixo e a pego, embalando-a nos braços. Eu a levo para o meu quarto e assim que entro, sinto que se move contra mim. — É você. — Sussurra, a voz rouca e olhos cheios de lágrimas. Hattie lembra-se de mim. Algo acontece dentro de mim, em meu coração e é uma sensação que nunca senti antes. Empurro essa sensação para longe rapidamente. — Quem você nos trouxe? — Serina sussurra de seu lugar no chão. Hattie move-se e ofega. Serina e a nova garota estão completamente nuas e ajoelhadas no chão. Ela se contorce em meus braços, mas a aperto antes de dizer às duas garotas para que saiam. — Mas... mas preciso de você! — Lamenta Serina. — Saia daqui puta. — Grito. Não me movo. Mantenho-a presa com o olhar enquanto a outra garota passa por mim. Serina não se apressa.


Lentamente coloca a roupa barata de volta e sai do quarto. Tranco a porta assim que Serina sai e levo Hattie para a cama, a deitando o mais gentilmente possível. — Sinto muito por arruinar sua noite novamente. — Diz. — Não estragou nada. Como acabou aqui? — Pergunto. Vejo como o rosto dela se contrai e gostaria de ser mais gentil, mas não sei como. Acaricio a bochecha e apenas vejo os olhos cheios de lágrimas, esperando por sua resposta. O lábio inferior inchado treme e me sinto um idiota quando meu pau pressiona contra o zíper do jeans. Porra... O que não daria para afundar entre os lábios dela. — Não sabia para onde estávamos indo. Minha amiga me trouxe. Willa disse que era uma festa. — Murmura. Sua voz rouca deixa meu pau ainda mais duro, o que é errado, considerando o porquê de estar assim. — Você está bem? — Pergunto, olhando para ela. Preciso de um cigarro, antes que a foda no colchão. — Estou bem. Ele me tocou, mas não chegou a tocar por dentro da calcinha. — Sussurra, com um rubor nas bochechas. Olhando para Hattie, sinto-me como um maldito pervertido. Ela parece jovem demais e eu tenho trinta anos. Mas a parte fodida, é que gosto que pareça jovem assim. Nunca dei a mínima para a aparência da mulher na qual iria afundar o pau, desde que fosse mulher.


Mas Hattie.... Parece tão inocente, vulnerável, frágil. Tão limpa.... Quero

arruiná-la, sujá-la em todos os sentidos

imagináveis. Quero fazê-la chorar, implorar e destruí-la. Minha. Quero fazê-la minha. Levanto e caminho até a cômoda, pegando um cigarro do maço. Preciso me acalmar, tentar sossegar a porra do meu pau duro. — Sinto muito que tenha que lidar comigo novamente. Dezenove anos e ainda causando problemas. — Murmura. — Essa amiga não deveria tê-la trazido. Não deveria estar aqui; este lugar não é para garotas como você. — Explico, dando uma tragada no cigarro e sentindo a nicotina me encher. Não deveria fumar perto dela, mas preciso disso agora para tentar me acalmar. — Garotas como eu? — Pergunta, apoiando-se nos cotovelos. Percorro com os olhos seu rosto e os seios atrevidos. Porra! Quero-os em minha boca e meu sêmen cobrindo seu corpo. Preciso afogá-la nisso. Limpo a garganta e tento fazer o sangue voltar ao cérebro. — Boas garotas. Garotas que usam lindos vestidos de renda em um clube de motociclistas com saltos altos azuis. Garotas que não têm os seios à mostra e não estão aqui para ser uma Old Lady. Garotas como você.


Hattie Pisco para o homem sem nome, que me salvou de ser abusada sexualmente pela segunda vez. Acabei de ouvi-lo explicar por que uma garota como eu não deveria estar em seu clube. O homem está certo, mas não darei a ele a satisfação de saber disso. — Não sabia que era para cá que viríamos. Tudo o que sabia era que era uma festa. — Admito. Vejo que estreita os olhos sobre mim antes de dar outra tragada

no

cigarro.

É

um

ato

que

geralmente

acho

completamente nojento, mas nele, é sexy. Respiro um pouco mais rápido quando os lábios soltam o cigarro e uma nuvem de fumaça se segue. — Deveria ter voltado quando parou nos portões. — Diz. — Eu teria, mas não estava dirigindo. — Murmuro o mais baixo possível. Sinto a voz destruída e a garganta doendo. — Sinto muito por arruinar sua noite novamente. — Sussurro, repetindo as palavras que disse anteriormente. Sinto o rosto esquentar

quando

penso

nas

duas

mulheres

nuas

que

esperavam por ele. — Elas não importam. — Diz com indiferença, enquanto pega outro cigarro do maço.


— Ainda assim, sinto muito. — Ofereço. — Com quem sua amiga está? — Pergunta. — Qual é o seu nome? — Respondo. Vejo quando os olhos dele brilham com alguma coisa, mas não posso dizer o quê. E então, sorri. Apaga o cigarro e depois anda até mim, sentando na cama. Durante todo o tempo, nossos olhos não se desviam um do outro. Os dele estão completamente focados em mim, como se não houvesse nada mais importante no mundo do que eu. — Johnny. — Murmura, enquanto ergue a mão até meu rosto. Inalo forte quando os dedos percorrem minha têmpora, o lado do meu rosto e lábios. — Johnny. — Murmuro contra seu dedo. Ele cheira a nicotina, cerveja, couro e óleo. A combinação sobrecarrega meus sentidos e por alguma razão, me faz respirar um pouco mais forte. — Hattie. — Diz. Diante da voz áspera, do som doce e do baixo murmúrio com o qual pronuncia meu nome, meus mamilos imediatamente ficam enrugados. Abro a boca para dizer alguma coisa, embora não saiba o que. Talvez para pedir que me beije, me tome ou algo assim. Eu não sei. Mas Johnny me interrompe. — Você precisa ir embora. — Murmura. — Não quero. — Admito, envolvendo a mão em seu pulso. — Não sou um bom homem. — Diz, enquanto os olhos permanecem nos meus.


— Não me importo. — Sussurro quando olho para ele, implorando para ter seus lábios nos meus. Já faz três anos, mas não esqueci a sensação. — Bem, se a foder, será uma coisa de uma vez só. Não será lento nem romântico. Será sujo e provavelmente se sentirá degradada, durante e depois. Não acho que poderia ficar bem com isso. É boa demais para isso, limpa e doce. — Johnny anuncia. As palavras deveriam ser cruéis, mas a forma como Johnny olha para mim fixamente, me mostra que não está falando sério. Na verdade, está dizendo isso para me assustar. Não tenho dúvidas de que será rude e obsceno; mas acho que é assim que ele é. E não acredito que me mandará embora depois; não se depois de três anos ainda lembra do meu nome, ainda lembra do nosso breve encontro. Eu o marquei de alguma forma, assim como ele me marcou. —

Ficarei

bem.

Foda-me.

Digo

bravamente,

me

sentando. — Não. Você precisa voltar para casa, para o papai. — Johnny praticamente rosna. Fico aturdida. Acabei de me oferecer para que este homem faça o que quiser comigo, mesmo sabendo que não será gentil. E ele está me negando completamente e sendo condescendente. — Sou adulta agora. Moro sozinha, sem papai para cuidar de mim. — Murmuro, olhando em seus olhos. Castanhos. Como o chocolate mais doce.


— Não posso ser assim para você, Hattie. — Diz, antes de levantar. — Levante-se. Levarei você para casa. Não digo mais nada. O que há para dizer? Ofereci meu corpo e me rejeitou repetidamente. Levanto e aliso a saia antes de segui-lo. Assim que saímos do quarto, vira-se e diz para ficar por perto. Faço como pediu e juntos passamos pela multidão de pessoas festejando, fodendo, bebendo e algumas até brigando. Não me incomodo em procurar por Willa. Está com Robbie em algum lugar, não dando a mínima para mim. Uma vez que estamos do lado de fora, olho e vejo o homem grande e bonito que me parou antes do esquisito me agarrar. Está sentado em uma mesa sozinho e acena para mim. Começo a dar um passo em sua direção, para agradecê-lo por pelo menos ter tentado me tirar da festa, quando sinto a mão de Johnny envolvendo meu bíceps. — Onde está indo? — Rosna. — Dizer obrigada àquele homem. Ele estava tentando me tirar da festa antes que o outro cara me pegasse. — Digo. — Não precisa dizer porcaria nenhuma para ele. — Anuncia Johnny. Empurro a mão do meu braço e o ignoro enquanto caminho até o bonito estranho, que abre um sorriso lindo quando chego perto. —

Você

está

bem?

Ouvi

sobre

Espancaram aquele cara. — Conta rindo.

o

que

aconteceu.


— Estou bem. Apenas queria agradecer por tentar ajudar. — Murmuro. — Está fazendo com que Johnny fique com ciúmes, garotinha. É melhor ter cuidado. Onde há fumaça, há fogo quando se trata dele. — Diz, erguendo o queixo. Não olho para trás, onde Johnny certamente está olhando para nós. Ao contrário, levanto o ombro, o que o faz sorrir ainda mais. — Não sou nada para ele. — Murmuro. — Bem, se te disse isso, então mentiu para você. — Diz, tomando um gole de cerveja. — Bem, obrigada de qualquer maneira. — Digo, sem saber como reagir às suas palavras. Gostaria que Johnny pensasse que sou digna ou atraente. Eu o acho lindo e penso em seus lábios nos meus há anos. Mas ele não me quer e no momento, estou muito grata por estar disposto a me levar para casa. — Terminou? — Pergunta quando para perto de mim. — Sim. — Suspiro. — Vamos pegar o carro. Venha. — Murmura. Aceno para o outro homem e sigo Johnny para um grande prédio de metal, tipo armazém. Vejo vários carros, caminhonetes e SUV’s estacionados. — Nossas gaiolas. — Anuncia, enquanto caminha até um velho carro preto e grande.


— Onde estão as motos? — Pergunto, puxando a maçaneta e abrindo a porta. — Estacionadas na frente. Usamos isso no inverno ou quando precisamos. — Diz, enquanto senta ao volante. Coloco o cinto enquanto ele liga o motor e sai do estacionamento. — Onde você mora? — Pergunta com raiva, fazendo-me saltar um pouco com a dureza de seu tom. — Sagle. — Murmuro. — Que porra? — Pergunta, virando a cabeça para me olhar surpreso. — É longe, eu sei. Se quiser, deixe-me na periferia da cidade ou na metade do caminho. Posso ligar para o meu irmão para que venha me pegar quando sair do turno. — Murmuro. — Aquele idiota pode ir se foder. Vou levá-la para casa. Não falamos novamente pelo resto da viagem. Johnny liga o rádio e muda a estação cem vezes antes de cruzarmos o sinal de limite da cidade. Dou instruções em voz baixa para que chegue até meu complexo de apartamentos e quando paramos, Johnny estaciona e desliga o motor. Ele não diz nada e nem eu. Apenas fica ali sentado olhando pelo para-brisa por cerca de cinco minutos antes de finalmente falar: — Não quero vê-la novamente, Hattie. Não porque não queira você, mas porque a quero muito. Quero arruiná-la, destruir e degradar sexualmente. Quero gozar dentro de você e


amarrá-la a mim, deixando-a grávida para que possa mantê-la para sempre. Apenas para mim, para fazer o que eu quiser. Não sou bom. Nunca fui bom e nunca serei. Agora vá, antes que a leve para o seu apartamento, a arruíne e depois a sequestre. Quando Johnny termina o discurso, estou respirando pesadamente e a calcinha, úmida. Eu quero isso. Preciso sentir que pertenço a alguém, que sou necessária e desejada. A degradação e a coisa do bebê, não tenho tanta certeza; mas o restante, eu quero. — Você me quer? — Pergunto. Johnny me olha e vejo como seus olhos e rosto se suavizam e em seguida, ele cobre minha bochecha com a palma áspera. — Sim, princesa. Não importa o quão errado isso seja, eu a quis desde que tinha dezesseis anos. — Sussurra. — Não tenho mais dezesseis anos. — Grito, antes de subir nele e sentar em suas coxas. É o movimento mais ousado que já fiz. No entanto, Johnny me faz querer ser ousada, apenas para ele. Vejo quando inclina a cabeça para trás e seus olhos encontram os meus. Ele é tão áspero, forte, mas por trás de tudo, há algo queimando mais fundo. Quero conhecer o homem que existe por trás de toda a dureza do lado de fora. — Está brincando com fogo, garotinha. Não entende que não vou apenas fodê-la, mas sim arruiná-la? — Pergunta, repetindo-se novamente.


— Pode me arruinar, Johnny. Foda-me e em seguida, fique comigo. — Sussurro. Vejo que balança a cabeça e sua vontade se desintegra completamente. Envolve a mão em minha nuca e torce os dedos no meu cabelo enquanto me beija. Gemo, abrindo a boca. Quando empurra a língua para dentro, rendo-me a ele. Deixo o corpo flexível, segura pelos cabelos e por uma mão nas costas. Johnny tem um gosto tão bom.... Fico extasiada enquanto seus lábios, dentes e língua me devoram completamente. Balanço os quadris contra a ereção que exibe e gemo novamente. De repente grito e dou um pulo quando ouço alguém batendo na janela do carro. Olho para cima e fico horrorizada para a visão na minha frente.


Hattie Meu irmão. Andy está de pé do outro lado da porta, com uniforme completo e parece irritado. Abre a porta e rapidamente saio, ajustando a saia que subiu quando montei as coxas de Johnny. Tão lentamente quanto pode, Johnny sai do carro, uma perna de cada vez. Vejo com completo horror embaraçado quando ele ajusta o pau, bem na frente do meu irmão. — Que porra está acontecendo aqui? — Andy pergunta, olhando entre nós.


— Johnny me deu uma carona para casa. — Digo com um encolher de ombros, esperando que ele não possa ver as contusões no pescoço causados por aquele idiota. — Eu conheço você. — Andy diz, enquanto olha Johnny de cima abaixo. — Sim. Sua irmã acabou em uma festa do Devils. Provavelmente, não é um lugar onde ela deveria estar. Por isso, trouxe sua bunda para casa. — Johnny informa. — Para mim, pareceu que estava tentando entrar em sua calcinha;

uma

calcinha

muito

jovem.

Diz

Andy,

me

embaraçando ainda mais. — Andy, tenho mais de dezoito anos. O que está fazendo aqui? — Pergunto, tentando mudar o assunto. — Willa ligou. Disse que não conseguia encontrá-la e queria ter certeza de que estava em casa e bem. — Informa. Bufo e reviro os olhos. Willa.... Eu a superei e a seus dramas. Cansei de ser abandonada e colocada em situações ruins. Terminei realmente com ela. — Enviarei uma mensagem e direi que estou bem. Obrigada por vir verificar. — Murmuro. — Esperarei até que entre em seu apartamento. — Diz Andy, estreitando os olhos para Johnny. — Não precisa. Irei embora. — Informa Johnny.


Vejo como rapidamente volta para o banco do motorista do carro e em seguida, sai com um rugido. Eu quase o tive. Johnny finalmente ficaria comigo, depois de três anos pensando nele e meu estúpido irmão estragou tudo. Não, Willa estragou tudo. — Feliz agora? — Pergunto a Andy. —Sim, estou. Esses caras são bandidos, a maldita escória e de jeito nenhum quero a minha irmãzinha andando com eles. São os resíduos da sociedade. — Diz. — Tudo bem. Cumpriu seu dever, agora boa noite. — Digo irritada, antes de virar e começar a subir a escada para o apartamento. — Vai me agradecer um dia, Hattie. Um dia, quando estiver em uma bela casa com dois filhos e um marido que seja um corretor de imóveis ou alguma porcaria assim. Irá me agradecer por não a deixar com aquele pedaço de lixo. Eu o ignoro. Ignoro cada palavra que diz e entro no apartamento, trancando a porta atrás de mim. Não afundo no chão e choro como quero. Ao contrário disso, pego o celular ao lado da cama. Fui estúpida por esquecer dele, especialmente saindo com Willa. Envio uma mensagem para ela e deixo que saiba que estou em segurança antes de entrar no banheiro e acender a luz. Arrisco olhar para o espelho e encolho ao ver as impressões vermelhas que tenho no pescoço. São terríveis. No entanto, não me sinto apavorada, assustada ou mesmo chateada com os


eventos que aconteceram. Talvez tudo ainda esteja fresco demais, novo demais e não tenha absorvido. Penso em Johnny.... Se nada disso tivesse acontecido, provavelmente nunca mais o teria visto. Começo a tomar banho e penso nele mais um pouco. Esse homem é uma contradição. Quer que eu fique longe, mas também me quer. E quer me degradar (o que quer que isso signifique para ele). A degradação sobre a qual fala me assusta, mas não o suficiente para me afastar. Talvez seja mesmo perigoso, como Andy diz, mas acho que está apenas perdido. Acho que Johnny tem um vazio, um buraco que precisa ser preenchido. E quero ser eu a preenchê-lo. Quero que me toque com as mãos ásperas e que possua meu corpo, o fazendo seu. Por quê? Eu não sei. Mas quero pertencer a ele. Termino o banho, mas não me incomodo em colocar roupas ou mesmo secar o cabelo. Deito sob o lençol e fecho os olhos. Estou exausta por causa da noite que tive e desapontada com o resultado. Nunca dormi com alguém que não conheço. Na verdade, apenas

estive

com

dois

homens e

os

namorei

exclusivamente por um tempo. No entanto, estava disposta a deixar que Johnny estivesse dentro de mim. Não, queria que estivesse. Nunca quis algo tanto assim. Quem sabe seja apenas um exagero, uma fantasia que construí na cabeça há três anos. Talvez falte brilho na realidade que vivo. Eu não sei. Mas queria descobrir.


Adormeço pensando em beijá-lo, sentir aquela ereção contra meu núcleo e suas mãos por todo meu corpo.

Dirty Johnny Um porco. Seu irmão é um maldito porco policial. Corro para longe do prédio, mesmo que tudo dentro de mim grite para voltar. Disse coisas a ela, coisas que nunca disse a outra pessoa antes na vida. Falei sobre o que eu queria e que também não podia imaginar isso com mais ninguém. Agora sei por que Fury e Sniper lutaram por suas mulheres, por que as reivindicaram da maneira como fizeram. Quero fazer isso com Hattie. Eu a arruinaria, no entanto. Iria fodê-la completamente e ela provavelmente acabaria se ressentindo e me odiando por isso depois. — Porra! — Grito quando bato as mãos no volante do carro. Aquela garotinha tem minhas bolas em um aperto e sequer sabe ainda. Preciso ficar longe dela, para o seu bem. Nunca fui bom para ninguém. Sou um “inútil desperdício de esperma”. Foi assim que meu pai me chamou a vida inteira. E não estava errado.


Sou completamente inútil. Tudo o que sei fazer é foder, lutar, vender drogas e armas. Não sou inteligente; nunca me formei no ensino médio. Não sei ser gentil, amoroso ou atencioso e quebraria aquela garota em uma semana se a fizesse minha. Porra, a estragaria. Hattie também tem espírito, vi um pouco disso esta noite e ela é forte. Tentou lutar contra aquele babaca mostrando sua força. Hattie é forte e eu foderia tudo isso. Balanço a cabeça enquanto corro de volta para Bonners Ferry. Não, preciso continuar longe dela. Preciso ficar longe daqueles grandes olhos verdes, do cabelo castanho claro e macio e das bochechas gordinhas. Preciso permanecer longe dos seios pequenos que imploram para serem chupados e mordidos. Definitivamente, quero me manter afastado daquela pequena boceta quente e apertada. E foda-me, preciso ficar longe do que sei que é virgem: aquela bunda apertada dela. Leva tudo o que tenho dentro de mim para não virar e testar cada parte daquele corpo. Não. Não farei isso. Mas se a oportunidade se apresentar novamente, talvez não seja tão forte. Quando estou de volta a Bonners Ferry, vejo a nova garota de antes. A que estava esperando nua por mim no quarto com Serina. Está sentada no bar sozinha; o restante das pessoas ou está fodendo ou já desmaiou ao redor. Sento ao lado dela e sinto que isso é errado, mas deixo esse sentimento de lado. Preciso


foder alguém e desde que quem eu quero não está aqui, essa garota terá que servir. — Quer terminar o que não tivemos a chance de começar? — Pergunto, olhando para ela. — Você é um membro de verdade, não é? — Pergunta em um sussurro, enquanto olha para o colete que uso. — Sim. Já fodeu um demônio? — Pergunto com uma risada. — Não, esta noite foi um fracasso. — A garota levanta o ombro e eu envolvo a mão em torno do pulso e a puxo do banco. — Ainda não foi. Vamos, querida. — Rosno, enquanto a arrasto atrás de mim para o quarto. Não me incomodo em perguntar seu nome enquanto se despe rapidamente e tranco a porta do quarto. É mais jovem do que pensei inicialmente. Parece que sua vida tem sido difícil, como é para a maioria das garotas que se juntam a nós aqui. Usa o cabelo curto, loiro e maquiagem pesada. Quando está completamente nua, mordo o lábio inferior com a visão de seu corpo assassino. Grandes seios naturais e quadris cheios de curvas. Eu a foderei esta noite. A garota aguentará. No entanto, não saberá que estarei imaginando que é Hattie o tempo todo.


Acordo com um braço na cintura e olho para ver a garota sem nome da madrugada dormindo ao meu lado. Está suada e colada a mim. Eu a sacudo um pouco para tirá-la de cima e ela rola com um gemido. Quando me solto, pego a boxer do chão e vou para o banheiro. O hall e os banheiros estão silenciosos, o que significa que ainda deve ser bem cedo. Rapidamente volto para o quarto, pronto para chutar a garota. Entro e fecho a porta atrás de mim, mas quando olho para a cama, congelo. Lá está ela, com as pernas abertas e a mão entre as coxas, os olhos focados em mim. — Umm. — Murmuro, sem saber como chamá-la. — Não me quer novamente? — Sussurra, enquanto faz beicinho. Os alarmes começam a tocar. Perigo. Uma garota pegajosa. Não me incomodo em responder. Caminho até o lado da cama, a agarro pela parte de trás do cabelo e enfio o pau na boca dela. A garota acha que irá me seduzir com sua boceta, mas está errada. Ela pode chupar meu pau, no entanto. — Chupe. — Rosno.


A garota sem nome abre a boca e deixo cair a boxer para que possa me chupar. Não é muito boa, mas está dando tudo que pode, lambendo, chupando e tentando fazer com que eu goze. Mal sabe ela que da maneira que está trabalhando em mim, eu poderia fazer isso por horas. Bocejo e é quando sei que preciso apressar as coisas. Agarro os lados da cabeça e a seguro no lugar antes de foder sua boca. Não me incomodo em avaliar como ela está, se pegará o que estou dando. Eu a fodo até que me sinto na direção da liberação, então me empurro completamente para baixo da sua garganta e gozo. Poderia ter gozado no rosto dela ou nos seios nus, mas não queria marcá-la. — Uau. — Respira, quando afasto o meu pau de sua garganta. — Você tem como chegar em casa? — Pergunto, pegando uma toalha do armário. — Oh não. Esperava poder ficar aqui por um tempo. — Murmura. — Fale com Serina sobre ser uma prostituta. — Ofereço em troca. — E se ficássemos juntos? Você poderia me ter quando quisesse. — Sugere. Tento não rir, mas gargalho de qualquer jeito. — Cadela, posso tê-la a qualquer hora que queira independentemente. Não a conheço e não quero uma Old Lady.


— Mas fodemos a noite toda. — Aponta. —Sim, e? — Sério? — Pergunta com os olhos arregalados. — Irei tomar um banho. Não esteja mais aqui quando eu voltar. — Murmuro antes de sair do quarto. Quando termino o banho, fico agradecido pelo quarto estar vazio. Eu me visto para o dia, sabendo que precisarei sair para um trabalho. Felizmente não estamos mais trabalhando para o Cartel. Fazer o trabalho por eles me deixava nervoso para caralho. Cerca de um ano atrás, o tormento começou quando nossos novos parceiros, a Bratva russa, pediu ajuda para minar o negócio de drogas do Cartel nos estados. O clube votou e decidiu por unanimidade tirar o Cartel das nossas costas. Eles, como os arianos com os quais trabalhamos antes deles, eram muito instáveis. Com os russos, pelo menos sabemos o que querem e como. Parecem adiantados e avançados, e isso foi comprovado no ano passado em que trabalhamos juntos. Também voltamos a trabalhar com armas de fogo. Prefiro isso às drogas, de qualquer maneira. Ao contrário de levarmos para o Canadá, como fizemos no passado, vamos na direção oposta. O clube canadense está passando para nós a entregar nos estados. Isso também é uma vantagem: não traficar armas pela fronteira. Deixe-os lidar com o substituto por um tempo, caso algo aconteça. Por um tempo, o agora limpo clube canadense foi uma bagunça. Usavam mais produtos do que vendiam e estavam se


tornando um perigo, não apenas com o Cartel, mas com o nosso clube também. Ano passado, fomos com a carta original e limpamos as coisas. Snake é o novo presidente e está com a confusão controlada agora. Não existem mais prostitutas drogadas e irmãos ligados. Parece que a porcaria está finalmente se acomodando e voltando a um ritmo normal, o que provavelmente significa que alguma coisa cairá em breve para agitar tudo novamente. — Você saiu? — Fury pergunta enquanto entro na sala comum. — Sim. — Murmuro, me certificando de que tenho tudo o que preciso para uma corrida. — Cuidou daquela garota? — Pergunta Fury. Olho para ele confuso, até perceber que está falando sobre Hattie. — Sim. Eu a levei para casa ontem à noite. Está segura. — Linda coisinha jovem. — Observa. — Sim. — Concordo. — Nós a veremos mais por aqui? — Fury pergunta. Não sei se é ele ou se é Kentlee que está curiosa. — Duvido. — Digo. — Que pena. — Murmura, antes de levantar e se afastar de mim.


Minha mente volta para Hattie. Lembro dela em pé no meio do estacionamento com o irmão babaca enquanto me afastava. Parecia desolada. Mas

pareceria

muito

pior

se

a

tivesse

fodido.

Ela

simplesmente não entende, não consegue entender. É inocente e doce demais para me querer. Eu a arruinaria, tudo nela seria completamente destruído. E se não fizesse isso imediatamente, provavelmente a quebraria depois. Pego a moto e saio em direção ao Canadá. Quando a neve chegar nas próximas semanas, essa corrida terá que ser feita com o carro. Por enquanto, posso fazer isso de moto. Aceno para Grizz que está esperando no portão quando passo por ele. Sai atrás de mim imediatamente. Ninguém faz essas corridas sozinho, mas também não vamos com um exército. Três pilotos no máximo, geralmente dois. Discretos. Solto um suspiro pesado enquanto visões de Hattie enchem minha cabeça novamente. Eu a quero. Porra, como eu a quero. A lembrança daquela putinha gostosa vai me assombrar até que eu a tenha. Não tenho escolha a não ser tomá-la. Hattie irá me odiar, eu irei me odiar, mas iremos tirar isso do nosso sistema. Decisão tomada. Decisão de lixo, mas uma decisão, no entanto. Preciso prová-la pelo menos uma vez. Talvez possa resistir e não volte para mais.


Hattie É segunda-feira de manhã, depois do encontro de sábado com Johnny e preciso enfrentar o trabalho. Trabalho como caixa de banco. Mais precisamente, sou a caixa do cofre, o que me dá mais responsabilidades. Peço dinheiro e tenho que fechar o cofre todas as noites, entre outras tarefas extras. Infelizmente, Willa trabalha comigo e terei que vê-la depois de ignorar as ligações e mensagens durante todo o dia de ontem. Meu apartamento fica perto do banco, o que planejei, já que não tenho carro. Decidi renunciar à faculdade e mudar para um espaço só meu e por isso, meus pais não me ajudam financeiramente. Não é que estejam sendo maus. Não são.


Com certeza pagariam a escola, se eu soubesse o que quero estudar. Mas não sei. Então, ao invés de perder tempo e dinheiro, estou esperando. Gosto do trabalho e por enquanto, isso me satisfaz. Estou animada por viver sozinha, fora da constante vigilância dos dois. Embora, ainda esteja sob seu olhar atento e de Andy. Mas assim, pelo menos tenho um pouco mais de liberdade do que sob o teto deles. —

Então....

Ainda

está

irritada?

Willa

pergunta

desafiadoramente, enquanto entro atrás da estação do caixa. Entro no computador e bato o ponto. —

Não

estou

irritada,

estou

desapontada.

Digo,

digitando as informações de login e senha. — Por favor! Chegou em casa sã e salva. Qual é o grande problema? — Pergunta. Sinto a raiva fluir quando viro para encará-la e puxo o lenço que sou forçada a usar, mostrando a ela o pescoço machucado. — Somente o fato de que quase fui estuprada. — Digo, a voz baixa, mas severa. — O quê? — Ela guincha. — Sim. Se não fosse por Johnny, teria sido. Mas ele impediu que isso acontecesse. — Murmuro. — Johnny? — Pergunta, franzindo as sobrancelhas.


— Lembra no ensino médio, quando me abandonou em Bonners Ferry, porque decidiu que Brandon estava flertando comigo e isso a irritou? — Pergunto, arqueando a sobrancelha. Carrego a gaveta de dinheiro e começo a contá-lo, entrando com o saldo inicial no computador. — Por que está relembrando besteira antiga, Hatt? Pensei que tivéssemos superado tudo isso. — Diz, franzindo o cenho. — Johnny foi o homem que me ajudou naquela época. E ajudou novamente no sábado à noite. — Informo e ela acena com a cabeça. — Oh! Então ele é um Devil, não é? — Pergunta com os olhos arregalados e um sorriso ainda maior. — Sim. — Suspiro. — Você chupou o pau dele? — Pergunta, lambendo os lábios. — Não. Andy estava me esperando no apartamento. — Murmuro. — Porra! Andy é o maior atraso de todos os tempos. — Resmunga. — Eu tive a melhor noite, a propósito. Fiz um ménage. — Conta baixinho. — O quê? — Pergunto com os olhos arregalados. — Sempre quis tentar ficar com uma mulher. — Vira os olhos para o lado e aguarda minha reação. Não mostro nenhuma. Ao invés disso, espero. — De qualquer forma, foi bom. Quero fazer novamente, mas sem um homem atrapalhando.


Simples assim, ela acha que tudo está bem entre nós. Normalmente, sou influenciável e deixo que tudo volte ao normal. Por normal, digo Willa no comando. Sempre faz o que quer e me abandona por qualquer homem que esteja atualmente na vida dela. Mas quando fica solteira, volta a ser a melhor amiga de todos os tempos. Não mais. Estou cansada. Serei cordial, mas já não somos melhores amigas. Cansei de ser usada, abandonada em situações assustadoras e de estar à sua disposição. — Espero que encontre alguém para ajudá-la com isso. — Falo inexpressiva. — Sei exatamente quem quero. — Ela sussurra. Não digo mais nada e não me importo em saber quem é. Apenas quero que fique longe. Não a deixarei continuar fazendo isso. A noite passada foi aterrorizante e tudo sobre o que quer falar é como uma garota lambeu sua boceta. Nojento. Sou grata pelo fato do banco ficar cheio durante todo o dia, então não temos uma chance de socializar. Não quero ter que lidar com ela. Willa acena para mim quando sai depois de seu turno e dou um meio sorriso. Ela e o restante dos caixas saem cedo, enquanto preciso ficar com o gerente e o assistente para ajudar a fechar o banco. — Sabe que não é uma boa amiga. — Diz Julia, a gerente assistente.


— Eu sei. — Concordo. — Estive esperando que termine essa amizade com ela. É uma garota esperta. Merece amigas melhores em sua vida. — Aconselha. — Obrigada Julia, concordo. Willa é, ou melhor, era confortável. Eu a conheço desde os cinco anos de idade. — Admito quando fechamos e trancamos a porta do cofre. — Apenas fique forte e não deixe que a manipule. — Julia sussurra quando saio. — Tentarei o meu melhor. — Sorrio, fechando e trancando a porta da frente atrás de mim. Envolvo o suéter que uso ao redor do corpo, enquanto ando os poucos quarteirões para casa. O tempo está mudando e posso sentir o inverno chegando, o que significa que irei caminhar na neve para trabalhar em breve. O vento sopra e abaixo a cabeça, mantendo os olhos colados na calçada em frente a mim. Já está escuro, mas sei que esta cidade é segura e não me importo de andar no escuro. Ouço os saltos estalando contra a escada de madeira

enquanto

subo

em

direção

à

porta

do

meu

apartamento. — Não tem um carro? — Uma voz profunda pergunta. Levanto a cabeça e hesito um passo ao ver o homem encostado na porta da frente. Johnny. — Não tenho. — Murmuro, enquanto me aproximo e abro a porta com mãos trêmulas.


Nenhum de nós fala nada quando abro a porta e ele me segue para dentro. Ouço quando a fecha atrás dele e depois a tranca. Viro-me para encará-lo e inalo uma respiração instável, tentando acalmar os nervos. Ele está muito sexy de pé na frente da porta fechada. Usa calça jeans justa, pendurada nos quadris, uma camiseta que mostra seus músculos e um cigarro apagado pendurado nos lábios. Os olhos cor de chocolate de Johnny me olham e ofego quando joga o cigarro e dá alguns passos em direção a mim, envolvendo as mãos em meus quadris antes de me puxar em direção a ele. — Você está congelando. — Johnny murmura. — É que o tempo está mudando. — Sussurro. — Maldito tempo. — Murmura, antes de me beijar. Johnny me beija asperamente, a boca dura e implacável. Sinto a língua passando pelos meus lábios e gemo, os abrindo para ele. Preenche-me a boca, enquanto envolvo as mãos em seu pescoço, o puxando ainda mais contra mim. Esmago o peito duro com os seios e meu estômago pressiona contra a ereção que exibe. — Quarto. — Johnny resmunga, enquanto se inclina e envolve as mãos na minha bunda, me pegando. — Vá direto pelo corredor, a única porta à esquerda. — Murmuro, os olhos focados nele. Não fala novamente enquanto me leva para o quarto.


Sou grata por ter passado a noite de domingo arrumando e limpando o apartamento para a semana. O quarto está limpo e parece muito melhor do que no sábado à noite, com roupas e sapatos espalhados por todo o lugar. Johnny me coloca em pé antes de dar um passo para trás e olhe ao redor da sala. Sorri quando vê o edredom de estampa de leopardo com almofadas decorativas rosas e pretas. — Você é jovem. — Murmura, enquanto desce o dedo da têmpora até meus lábios. — Sou adulta. — Digo teimosa. — Não estou a insultando. Gosto disso. — Johnny sorri. — Você é algum tipo de pervertido que realmente gosta de garotinhas? — Pergunto, de repente me sentindo desconfortável com a situação. Johnny passa a mão por trás da minha cabeça, envolve o cabelo da nuca e puxa, forçando-me a olhar em seus olhos. Parece pensativo e seriamente irritado com a pergunta. Sinto a barriga tremer de nervoso enquanto tento controlar a respiração. — Gosto de você, de como parece. Gosto do seu rosto jovem e inocente, porque é seu. Gosto do fato que seja doce e suave. Isso faz de mim um fodido doente por não poder esperar para acabar com essa inocência? Porra, sim! Isso faz de mim um pervertido

que

quer

controlá-la,

ensinar

o

que

preciso?

Provavelmente. Quero foder qualquer outra garota que pareça legal? Porra, não. É apenas você, Hattie. — Johnny murmura antes de seus lábios devorarem os meus.


Sinto os dentes rasparem meu lábio inferior, antes que morda e mordisque suavemente. Abandona os lábios enquanto me beija o pescoço até a parte exposta do peito. Estou completamente coberta com as roupas de trabalho, por isso ele não vai longe. Solta meu cabelo e tira o casaco antes de puxar o lenço. Quando os dedos vão para o botão da camisa branca, estremeço. Rapidamente desabotoa a camisa e a tira, fazendo-a se juntar ao casaco empilhado atrás de mim. Uma das mãos toca meu seio coberto pelo sutiã e ofego quando o puxa para baixo e envolve um mamilo na boca, o chupando. Jogo a cabeça para trás, gemendo quando sinto a língua apertar contra a ponta endurecida. A outra mão se atrapalha com o zíper na parte de trás da saia e geme quando a derruba no chão, segurando minha bunda coberta de renda. — Johnny. — Respiro, enquanto cravo as unhas em seus ombros. — Tentarei ser gentil, Hattie, mas não sei se posso. — Murmura contra meu seio antes de soprar ar frio contra o mamilo. — Não seja. Dê-me tudo de você. — Murmuro tremendo. — Irei machucá-la. — Johnny diz, enquanto coloca a testa contra meu peito. Posso ouvir a respiração pesada e sei que está lutando consigo mesmo. Não quero que saia; eu o quero muito. Eu o quero há muito tempo.


— Por favor. — Murmuro, enquanto acaricio os cabelos sedosos. — Talvez seja melhor que você simplesmente me odeie. — Johnny murmura antes de aplicar pressão para me empurrar de joelhos.

Dirty Johnny Quando a deixo de joelhos, ela olha para mim com aqueles grandes olhos verdes e juro por Deus, tudo o que eu quero fazer é colocar meu pau na garganta dela. É linda demais. Tem um pequeno mamilo à mostra, cabelo despenteado, lábios ainda mais cheios por causa dos meus beijos e as bochechas vermelhas. — Tire o sutiã. — Ordeno, olhando para ela. Hattie rapidamente obedece e isso me deixa ainda mais duro. Não perco tempo e tiro a roupa até ficar nu na frente dela. Vejo que me observa da cabeça aos pés. Sou mais magro que a maioria dos caras no clube; nunca consegui ganhar volume, não importa o que coma ou o quanto trabalhe. Fumar provavelmente não ajuda. — Tenho.... Você é grande. — Hattie murmura, olhando para o meu pau.


— Obrigado. Agora abra. — Digo, tentando lutar contra um sorriso. Acho que nunca sorri durante o sexo antes, mas com Hattie é fácil. É doce e muito fofa; tudo sobre ela parece certo. Ela abre a boca e eu lentamente coloco meu pau entre os lábios, com cuidado para não o empurrar pela garganta longe demais. Envolvo a mão em seu pescoço e mantenho meus olhos focados nos dela. — Abra bem. Relaxe, princesa. — Murmuro. Arregala os olhos um pouco, antes de fazer o que peço, relaxando o queixo. Gentilmente, mais devagar do que nunca fiz em toda a vida, fodo a doce boca quente. Quero ficar ali para sempre, com o calor dela me cercando enquanto os lindos e grandes olhos verdes me olham, me observando e implorando por aprovação. Uma vez não será o suficiente. Não agora que tive um pedaço dela. Apenas sua boca é suficiente para me mudar. Sinto como se de repente pudesse ver cores brilhantes, como se o mundo fosse maçante até este momento, quando me leva para dentro de seu corpo. Quero fazer muitas coisas com ela, muitas. Mas irei devagar. Vou ensinar e treiná-la para me aceitar. Hattie não irá se livrar de mim agora. Não agora que provei sua doçura. Não sei o que o futuro reserva, mas sei que preciso da sua boca doce. Envolvo a mão na nuca dela, enquanto fodo sua boca um pouco mais rápido, impulsos rasos indo um pouco mais fundo a cada vez. Não há como Hattie conseguir me tomar por inteiro


ainda. Quando sinto as costas e bolas formigarem, sei que estou perto. Não gozo em sua garganta, ou em seu rosto como realmente quero. Decido gozar em outro lugar. Saio de seu calor e bombeio meu pau até gozar em seus seios, vendo o fluxo de porra branca os cobrindo. Hattie ofega surpresa, mas não a deixo pensar sobre o que aconteceu. Eu a pego e jogo na cama, fazendo com que as pernas fiquem penduradas de lado. Fico de joelhos e enterro o rosto na boceta doce, chupando com um louco. A calcinha ainda a cobre, mas não deixo que me impeça de passar a língua por cima de onde sei que o clitóris está. Eu a ouço ofegar e isso me estimula. Rapidamente fico em pé e removo a calcinha antes de voltar a chupá-la. Deixo meu nariz roçar a fenda e acaricio o clitóris, inalando o cheiro que é só dela. Com um golpe forte de língua, fico viciado. Eu a como mostrando o homem faminto que sou e me pergunto se algum outro homem esteve aqui antes. Chupo o clitóris e a sinto apertar meu cabelo enquanto grita e aproxima-se de mim. Decido neste momento que não importa quem esteve aqui antes de mim. Nenhum outro homem jamais estará aqui novamente. Eu a fodo com a língua, enquanto Hattie esfrega a boceta contra o meu rosto. Quando sinto o congelamento de seu corpo, e minha língua é ainda mais inundada com o delicioso sabor que só essa menina tem, sei que ela gozou. Passo os lábios em sua


coxa e depois no estômago, beijando até a parte de baixo dos seios, onde paro e mordisco cada um antes de levantar e dar um passo para trás. — Isso foi.... Uau! — Hattie respira. — Vamos limpar você. — Murmuro, estendendo a mão. Vejo que tem as bochechas rosadas quando a pega. Não dizemos uma palavra enquanto a levo até o minúsculo banheiro e ligo a combinação de banheira/ducha. Ajudo a entrar no chuveiro e fecho a cortina, apenas olhando para ela enquanto a água cai ao nosso redor. Pego algumas de suas besteiras de garota e faço espuma, começando a lavar meu esperma de seus seios. Estou quase triste em vê-lo desaparecer. Parecia tão bonito quando começou a secar... — Nunca fiz isso antes. — Hattie murmura baixinho. — Fez o quê? — Pergunto, não tendo certeza do que está falando. Tomar banho com um homem? Alguém fazer oral nela? Dar um boquete? — Tudo o que fizemos. Sentir um orgasmo, ter um homem no apartamento.... Não sei como agir. — Diz timidamente, olhando para as unhas dos pés pintadas de rosa. — Bem, acostume-se a gozar. Nunca a deixarei insatisfeita. E acostume-se comigo aqui. — Digo com um encolher de ombros. — Pensei que isso fosse algo de apenas uma vez. — Diz.


Movo a mão ensaboada entre as coxas macias, acariciando a boceta antes de inclinar e colocar os lábios contra sua orelha. — Se acha que somente uma prova dessa doce boceta foi o suficiente, está louca, porra! — Continuo movendo os dedos ao longo de sua fenda, antes de falar novamente. — Além disso, ainda nem comecei a arruiná-la, Hattie. — Tudo bem. — Suspira. Terminamos o banho e nos secamos antes de voltarmos para o quarto. Vejo que veste um short curto e uma blusa sem sutiã; não posso deixar de olhar para os mamilos perfeitos, que aparecem contra o tecido. Balanço a cabeça e decido que não posso transar com ela esta noite. Hattie precisa trabalhar amanhã e estou quebrado da viagem rápida. Quase não dormi. — Está com fome? Posso fazer algo para nós. — Pergunta suavemente. — Sim. — Admito, enquanto visto a cueca boxer e puxo o jeans sobre os quadris, fechando-o, mas deixando o botão de cima aberto. Ela sorri timidamente, antes de se virar e sair do quarto. Há apenas alguns passos para chegar a cada quarto do pequeno apartamento, mas a sigo, imaginando o que fará e quando poderei voltar e transar com ela a noite toda.


Hattie Meu primeiro orgasmo. Foi muito melhor do que esperava. Nenhum dos meus namorados pôde me levar até lá ou talvez eles simplesmente não se importassem. Tentei um total de dez vezes fazer isso sozinha, mas acabei chorando e desistindo a cada vez. Agora que sei como é, quero outro e outro. Posso entender toda a fama. Aquilo foi ótimo. Estou de pé na cozinha depois de oferecer um jantar para Johnny e me sinto constrangida. Ele me viu nua e colocou a boca em mim. E se estiver apenas sendo legal ao ficar? Sou jovem demais para ele, muito imatura. Johnny precisa de uma mulher, não de uma garota.


— Está pensando em quê? — Pergunta, ficando atrás de mim. — Hã? — Quer que eu peça pizza ou algo assim? Não precisa cozinhar, princesa. — Johnny murmura contra o lado do meu pescoço. Princesa. Eu amo isso, o apelido para mim. Embora não seja nenhum tipo de princesa, o fato de que me veja como uma, me faz sentir especial. Como se talvez isso fosse uma pequena amostra dele, algo que ninguém vê. Se é capaz de ser carinhoso, isso significa que é capaz de mais? Gosto de pensar que sim. — Posso fazer tacos, ou talvez enchilhadas. — Digo, mordendo o lábio inferior. — Enchilhadas? Não comi uma boa comida mexicana desde que saí de Cali. Não achei que vocês fizessem isso aqui. — Diz. Viro e vejo que sorri para mim. — Mamãe é do sul da Califórnia. — Encolho os ombros. — Sim, linda. Isso seria bom. — Mas não tenho cerveja. Não posso comprar ainda. — Explico. Johnny ri novamente enquanto se inclina contra o balcão. Eu me ocupo, tirando todos os ingredientes da geladeira e do armário para fazer as enchilhadas enquanto ele me observa. — Não preciso de cerveja esta noite. Trarei na próxima vez que vier e deixarei na geladeira, está bem?


—Sim. — Sussurro, enquanto tento esconder um sorriso. Tento me manter ocupada. Johnny voltará trazendo algo que gosta para deixar na geladeira. Não deveria estar tão tonta e empolgada quanto estou, mas

não

posso

me

controlar.

É

como

se

as

fantasias

adolescentes tivessem ressurgido. Ele vai até o sofá e senta, mexendo no telefone enquanto passa pelos canais da televisão ao mesmo tempo. Isso não me incomoda. Na verdade, gosto. Disse a verdade sobre nunca um homem ter entrado aqui. Estou solteira desde que me mudei da casa dos meus pais para este lugar. Além de Andy, Willa é a única pessoa que já esteve aqui dentro. — A comida está pronta. — Chamo, quando começo a colocar o jantar quente no prato. Fiz também uma salada e um pouco de arroz para acompanhar o prato principal. Não sei o quanto Johnny come, mas não acho que um prato pequeno de enchilhadas irá satisfazê-lo. Juntos, comemos na mesa de jantar de quatro pessoas que tenho. Ele não fala muito e estou tão nervosa que não sei o que dizer. Por isso, comemos em silêncio. Não é tenso, mas um pouco estranho. Realmente não sabemos nada sobre o outro. — Bem, de onde você é? É da Califórnia? — Pergunto, tentando romper o silêncio e conhecê-lo um pouco mais. — Apenas morei lá até o ensino médio, depois vim para cá. — Responde sem parar de comer. — Mamãe é de Yorba, linda. — Digo.


— Watts. — Ele murmura. — Sério? — Pergunto surpresa. É uma área tão perigosa de Los Angeles.... Nunca estive lá, mas já ouvi histórias. — Sério. — Johnny confirma com um aceno de cabeça. É óbvio pela sua resposta curta que não quer falar sobre isso. Quando terminamos de comer, levo os pratos para a pia e coloco as sobras na geladeira para amanhã. Tenho o suficiente para durar mais dois jantares. Então volto para a sala. Johnny está sentado no sofá, as longas pernas esticadas na frente dele e os olhos focados na televisão. Quando sento ao seu lado, ele vira a cabeça levemente para olhar para mim. — Onde você trabalha já que caminha até lá? — Pergunta, a voz baixa e rouca. — Em um banco que fica nesta mesma rua. — Digo, antes de morder o interior da bochecha. — É uma boa menina, a minha princesa. — Johnny sorri enquanto a mão gentilmente agarra minha coxa, a movendo em seguida para o lado da perna até sob barra do short. — Não tão boa. — Murmuro. — Você fuma, bebe ou fica vadiando? — Não. Ofego quando agarra minha bunda. — Uma boa menina, então. — Diz sorrindo.


Não me incomodo em responder. Simplesmente levanto um ombro, incapaz de desviar o olhar dos olhos cor de chocolate. Pressiono as coxas, lembrando como há poucas horas estava com o rosto enterrado entre elas e como a língua dele foi fenomenal. — Quero enterrar o pau dentro de você, mas estou quebrado querida. — Murmura enquanto move os olhos para os meus lábios. — Tudo bem. — Respiro. — Que horas tem que trabalhar? — Pergunta, ainda com os olhos fixos nos meus lábios. — Oito. — Dane-se, isso é cedo. — Geme. — Que tal se eu vier sexta à noite? — Sexta-feira? — Pergunto, imaginando se posso esperar tanto tempo até o próximo orgasmo. — Sim, sexta-feira. — Johnny murmura. — Ok. — Suspiro, antes de morder o interior da bochecha. — Você precisa de mim antes disso? — Pergunta, enquanto conecta os olhos com os meus. — Precisar de você? — Respondo, incapaz de falar mais do que uma palavra ou duas com a mão massageando minha bunda. É tão bom que estou quase implorando para que me foda imediatamente. — Para cuidar dessa boceta faminta. — Responde. Sinto todo o rosto vermelho de vergonha.


Johnny é tão bruto, tão direto.... Não sei se posso me acostumar com a maneira como fala comigo. Ninguém (além de Willa talvez), já conversou da forma como ele faz na minha frente. Nego, balançando a cabeça como resposta, embora realmente queira que cuide de mim antes de sexta-feira. — Preciso voltar para o clube agora ou nunca irei embora. — Sussurra, retirando a mão da minha bunda e a colocando no pescoço. — Sexta então? — Pergunto. — Sim. Estarei aqui sexta à noite em algum momento. — Diz, oferecendo um sorriso. Inclina-se e me beija levemente, não aprofundando o beijo e se levanta, entrando no quarto. Poucos minutos depois, volta com a camiseta, colete, meias e as botas na mão. Observo em silêncio enquanto rapidamente calça as meias e amarra as botas pretas antes de ficar de pé e me encarar com a mão estendida. Coloco a mão na dele e Johnny me puxa para porta, parando para me encarar antes de abri-la. Olha para mim. Na verdade, me encara e é como se pudesse ver através de mim. Como se pudesse ver como me afeta e o quanto o quero. Não ri ou sorri com o fato. Ao contrário, franze a testa e curva os lábios antes de dizer: — Sexta-feira. — Anuncia quando abre a porta e afasta-se de mim. Eu o vejo descer a escada, olhando para as costas enquanto sai. Joga uma perna sobre a moto e sai rugindo do estacionamento sem olhar para trás.


Sinto-me vazia por dentro. A sensação vertiginosa e excitante que tive há pouco, sumiu completamente. Tranco a porta e fecho o apartamento, apagando todas as luzes enquanto vou em direção ao quarto. Deito entre os lençóis, olhando para o quarto escuro que me cerca. Com o que concordei? O que acabou de acontecer? Fecho os olhos com força e tento impedir as lágrimas de caírem ao perceber no que acabei de me tornar. Sou sua chamada para sexo. Johnny não prometeu nada, absolutamente nada. Apareceu aqui e permiti que fizesse o que quis; praticamente implorei por mais. Além disso, o alimentei e mesmo assim ele foi embora. Agora há uma data marcada para nosso próximo encontro. Pergunto-me se ficará a noite toda ou apenas irá me foder e ir embora? Talvez Johnny me dê dinheiro, já que é óbvio que irá me usar. Sou tão estúpida. Tão incrivelmente estúpida... Não admira que tenha vindo até aqui. Sabia que eu era uma coisa certa e sexta-feira, sabe que abrirei as pernas novamente. Depois poderá ir embora e eu não direi uma palavra. Não brigarei porque sou jovem e burra. Muito burra. Pego o celular para ligar para Willa, mas percebo que ela não entenderia a situação. Costuma transar com os caras algumas vezes e depois seguir em frente. Mas eu não sou assim.


Pelo menos não acho que seja. Pensei que poderia ter essa noite com Johnny, já que o queria tanto e não posso negar o quanto fiquei empolgada com a perspectiva de ter mais com ele. Mas sou aquela garotinha com grandes sonhos. E quero tudo isso: a casa, o homem, as crianças e o cachorro. Andy estava certo. Preciso encontrar algum cara de colarinho branco e me estabelecer. Não importa que tenha sonhado com Johnny por três anos. Ele irá me despedaçar. Avisou sobre isso e no entanto, não me importei. Tenho a sensação de que esta é apenas a ponta do iceberg. Já me sinto vazia e Johnny ainda nem esteve dentro de mim.

Dirty Johnny Saio do apartamento e vejo a figura de pé descalça e sem sutiã na porta da frente. Tudo dentro de mim está gritando, arranhando para voltar para ela e transar até a exaustão. Em seguida, segurar o corpo minúsculo contra o meu até amanhã. Lambo o lábio inferior enquanto me aproximo mais de Bonners Ferry e me afasto de onde realmente queria estar. Ainda posso sentir o gosto dela e isso deixa meu pau duro, pressionando desconfortavelmente contra o zíper.


Passo pelo clube de strip-tease do Devils e quase paro no estacionamento, mas rapidamente decido contra. Há apenas uma mulher que quero ver e não é nenhuma das garotas do Clube dos Devils. É Hattie. Doce Hattie, com bochechas rosadas e seios pequenos; com cabelos castanhos longos e macios, olhos verdes claros e inocentes. Ela é tão pequena que posso facilmente me ver manipulando seu corpo onde e como a quiser, ensinando o que gosto e como gosto. Hattie está ansiosa para me agradar e disposta a fazer tudo o que eu quiser. Não posso negar que o conceito é extremamente excitante. Claro, as prostitutas fazem o que eu digo, mas elas têm segundas intenções. Hattie apenas quer me agradar; não quer minha marca, não quer ser uma Old Lady ou minha proteção. Ela apenas me quer. Entro no clube e estaciono a moto. Estou cansado e preciso dormir. Quase dormi na casa da Hattie, mas sabia que iria querer transar e ela trabalha amanhã. Agora que estou aqui, arrasto a bunda para dentro. Vejo que o bar está razoavelmente vazio, o que é normal para

uma

noite

de

segunda-feira. Todo

mundo

está

se

recuperando do fim de semana. Tento entrar no corredor sem ser notado, mas infelizmente, Serina me pega com uma mão no antebraço.


— Ei, meu bem. Faz alguns dias. Precisa de companhia hoje à noite? — Pergunta, batendo os cílios cobertos de maquiagem para mim. —Não. — Digo, olhando para onde Serina está tocando, desejando que me deixe ir. — Sinto sua falta na minha bunda, Dirty. — Murmura, pressionando o seio contra o meu braço com um beicinho. Uma visão de estar enterrado na bunda dela me passa pela mente e isso me faz tremer. Apesar do quanto quero Hattie, não posso negar que a bunda da Serina é um bom lugar para se estar. Ela já está quebrada. Sabe o que eu gosto e como gosto. Apesar de sua boceta e bunda terem planos para mim que nunca irão se concretizar, é divertido transar com ela. Além disso, está sempre disposta a adicionar outra pessoa ou duas, homem ou mulher. — Não hoje à noite, certo? — Murmuro, tentando me impedir de ficar duro como pedra. — Que tal se eu apenas aliviá-lo com a boca, então? — Pergunta, enquanto começa a se ajoelhar. Envolvo as mãos em seus bíceps e a puxo para cima. — Já tive o pau chupado hoje à noite, Serina. — Digo com um encolher de ombros. — Por quem? — Ela pergunta. — Não é da sua conta. — Rosno antes de virar e deixá-la em pé no corredor.


Quando estou no quarto, tranco a porta atrás de mim, removendo as roupas e deitando na cama. Não é tão boa quanto a de Hattie. Os lençóis são ásperos e não há travesseiros ou edredons extravagantes. O quarto era feminino para caralho, mas combina com ela. Gostei. Com certeza não quero uma cama com estampa de leopardo em casa, mas para ela que mora sozinha, é bonitinho. Independentemente de ser fofo, isso apenas prova a pouca idade que tem. Sinto-me como um pervertido por querê-la dessa maneira, querendo ser seu professor, querendo os grandes e inocentes olhos olhando para mim como se eu fosse seu mundo. Envolvo a mão ao redor do pau duro e aperto a cabeça antes de mover para baixo. Penso em Hattie de joelhos, nos grandes olhos verdes em mim e nos pequenos seios atrevidos esperando minha porra. Eu me acaricio com a lembrança da boca quente em volta de mim enquanto fodia seu rosto. Gozo em meu estômago, lembrando de como os seios pareciam bonitos sujos com a minha porra. Limpo-me e fecho os olhos, desejando ter ficado com Hattie, o tempo todo tentando descobrir como ficarei longe dela pelos próximos quatro dias.


HATTIE — Qual é o problema? — Willa pergunta, enquanto me segue para fora do banco na quinta-feira à noite. — Não sei do que está falando. — Minto. Sei exatamente do que está falando. Tenho a ignorado nos últimos três dias. Também estou preocupada com Johnny e com o que quer que esteja acontecendo entre nós. Tanto, que não consigo me concentrar em nada. Cometi pequenos erros estúpidos no trabalho mais de uma vez. Não ouvi nada dele desde que partiu na noite de segundafeira. Não que esperasse ouvir algo realmente, mas isso não significa que não quisesse. Sinto-me tão idiota... Johnny pode


estar transando com uma garota nova a cada noite e eu nunca saberia. Talvez seja por isso que está me perseguindo; porque estou a quase uma hora de distância e nunca saberei o que faz enquanto não estou por perto. — Está em um planeta diferente e você não é assim. — Comenta enquanto caminha ao meu lado. Normalmente, quando Willa fazia algo parecido com o que fez no último fim de semana, eu daria um gelo nela por alguns dias e depois voltaríamos a ser as melhores amigas novamente. Mas estou cansada disso e não quero ser amiga dela. Essa menina é tóxica. — Tenho algumas coisas acontecendo. Estou bem. — Oh! Agora posso entender. — Murmura. Olho para ela confusa. — Isso é o que está a deixa toda perdida. — Diz, balançando a cabeça em direção ao meu apartamento. Olho para cima e arregalo os olhos, meu rosto aquecendo ao mesmo tempo. Johnny está encostado na parede ao lado da minha porta da frente usando jeans justo com buracos nos joelhos e coxas e uma camisa preta apertada com o colete do clube. Tem um cigarro aceso na boca e posso ver a brasa e fumaça subindo para o céu noturno. — Johnny. — Respiro. — Ele irá comê-la viva. — Diz Willa. — Já fez isso. — Digo ruborizando.


— Dane-se, Hattie. Não é um garoto da nossa idade. Johnny é um homem e não qualquer homem: é um bruto. Faço tudo por um bom momento, mas um cara assim é perigoso. Realmente não acho que deva ficar sozinha com ele. — Murmura, tentando não aumentar a voz. — Estive sozinha com Johnny antes. Está tudo bem. — Encolho os ombros. — Não estou tentando ser uma cadela, mas talvez você deva ligar para Andy. Estou falando sério. Ele é má notícia. Quero dizer, Robbie anda com eles algumas vezes, mas nem ele é homem o suficiente para tentar ser um irmão nesse clube. — Diz Willa. — Ficarei bem. — Murmuro, dando um passo em direção à escada e para longe dela. — Pense sobre isso. Não é o tipo de garota com a qual ele está acostumado. — Diz me segurando. — Tudo bem. Johnny também não é o tipo de cara com o qual estou acostumada. — Respondo, recusando-me a desviar o olhar dele. — Sabe que irá usá-la e depois a jogará de lado? — Willa pergunta. Finalmente me viro e inclino a cabeça para o lado, confusa. — Por que de repente está tão preocupada comigo? — Pergunto. Ela abre e fecha a boca com força, apertando os dentes por um minuto antes de decidir falar:


— Você não é como eu. Quando gosta de um homem, quando está com um, ele é o único. Não acho que possa lidar com a situação se for traída. Não irá curtir, brincar como eu. Irá foder outra garota quando ele pedir, Hattie? Porque ele vai. A garota com quem eu estava, era uma das prostitutas deles. Aquele cara vai foder qualquer garota que abra as pernas para ele, provavelmente algumas ao mesmo tempo. — Ela sorri. — Então está dizendo que é melhor para Johnny do que eu? — Pergunto. — Bem, sim. Não sabe no que está se metendo e acho que deveria ficar com você. — Bufa. Imediatamente, sinto um arrepio. Quero arrancar os olhos dela apenas por pensar em Johnny desse jeito. Mas então percebo que até certo ponto, ela está certa. Lembro das duas garotas nuas que estavam no quarto dele quando me carregou até lá. Definitivamente, pode e provavelmente

conseguirá

qualquer garota que quiser em suas festas. Além disso, Willa é exatamente o tipo de garota com a qual poderia imaginá-lo. É mais áspera e depravada do que eu. É experiente em maneiras que não sou. Parte de mim quer dizer a Willa para que vá em frente. E se Johnny a quiser, então que fique à vontade. Pode levá-lo. Mas uma outra parte, quer puxar o cabelo dela e rolar pelo chão. O lado passivo vence e não digo nada. Puxo o braço e subo a escada até minha porta. Willa segue logo atrás de mim. Não sei o que está pensando ou o que vai tentar fazer. Neste momento, também não me


importo. Estou cansada dela, do drama e das minhas próprias preocupações em relação a Johnny. — Ei, princesa. — Murmura quando me aproximo. Vejo que joga o cigarro no chão e o apaga com o salto da bota. — Ei. — Digo, sem muito entusiasmo. A cada passo que dou, penso cada vez mais que Johnny e Willa provavelmente seriam perfeitos um para o outro. — Oi. Sou Willa. — Diz, soltando a voz e a fazendo parecer rouca e sexy. Johnny não diz nada em resposta. Ao contrário, dá um passo para mim e envolve o braço na minha cintura antes de me puxar contra seu peito. Batendo contra o corpo dele, tento me equilibrar antes de olhar em seus olhos. — Ei, princesa. — Repete, antes de me beijar. — Johnny. — Murmuro, incapaz de desviar os olhos. Ele me capturou. Ouço Willa bufando atrás de mim; algo que ela acha adorável, mas que pessoalmente acho desagradável. — Sua amiga está tendo problemas ali. — Johnny sussurra enquanto segura minha bunda antes que me deixar ir. — Talvez todos possamos jantar juntos? — Willa pergunta, estufando o peito um pouco. Não precisa disso; seus seios são grandes o suficiente. — É a amiga que abandonou Hattie no clube? — Johnny pergunta atrás de mim.


— Não de propósito. Apenas nos separamos. — Murmura a mentira e quase parece convincente. Isto é, se você não a conhecer e a seus hábitos. — Sim. E agora está aqui falando besteiras, empurrando os peitos para fora, tentando conseguir um pedaço do homem da sua amiga. — Johnny ri. Arregalo os olhos com as palavras e viro imediatamente para encará-lo. — Meu homem? — Pergunto. — Estou aqui um dia antes, querida. Não poderia esperar mais nenhum minuto para vê-la. Não consigo te esquecer. — Murmura contra meu ouvido enquanto me envolve nos braços, descansando as mãos na parte inferior das costas. — Isso, ou seu pau quer uma boceta que não esteja com os restos dos irmãos. — Willa fala. Fico com o rosto todo vermelho e giro em seus braços para enfrentá-la, chocada com as palavras. — Ciúmes, vadia? — Johnny pergunta através de um sorriso. — Eu, com ciúmes de Hattie? Uma garota que tem o corpo de uma pré-adolescente? Porra, não. Posso conseguir qualquer homem que quiser. Essa aí não transa desde o último namorado que teve, cerca de um ano atrás. Não tenho certeza se não é lésbica.

Willa

ri.

Sinto

uma

mistura

de

raiva

constrangimento borbulhando em mim. — Dê o fora daqui prostituta idiota. — Johnny rosna.

e


— Não. Hattie, você quer que eu vá embora? — Pergunta, como se eu fosse dizer para ela ficar e chutar Johnny depois que me insultou. — Sim, eu quero. — Murmuro. — Sério? Vai escolher um homem que nem conhece sobre a melhor amiga que tem? — Grita. — Não estou escolhendo ninguém sobre ninguém. Você acabou de me insultar. Não me importo com quem está atrás de mim, ainda quero que vá embora. — Digo, finalmente falando por mim mesma. — Eu sempre brinco sobre o fato de ter seios pequenos, isso não é novidade. Por que está agindo como se fosse uma grande coisa? — Tem a audácia de perguntar. Abro a boca para responder, mas Johnny chega primeiro e quando o faz, não posso deixar de me encolher com a maneira como fala com ela. — Porque você é uma puta do caralho. Abandona a amiga em um lugar ao qual ela não pertence, para ser agredida. Porra, você a abandona sem carona a uma hora de distância de casa, duas vezes. E também transaria com o homem dela ou pelo menos tentaria, apenas porque quer. É egoísta e tem baixa autoestima. Tire essa bunda daqui. — Está brincando comigo? — Willa pergunta, olhando de Johnny para mim com a boca aberta. — Não olhe para Hattie. Você não a conhece; tire essa bunda de puta da nossa frente. — Ele resmunga.


Sem outra palavra para Willa ou sobre ela, Johnny se move, envolvendo o braço em meu pescoço enquanto me guia para longe dela e em direção à porta da frente. Tira a bolsa de mim e a vasculha, procurando as chaves antes de abrir a porta da frente. Uma vez que estamos dentro, tranca a porta atrás de mim e apenas me olha antes de jogar a bolsa na pequena mesa da entrada. — Meu pai sempre disse que os homens não devem vasculhar as bolsas das mulheres; nunca se sabe o que pode haver dentro delas. — Resmungo. Estou em choque com o que acabou de acontecer e com o fato de que acabei de perder uma amiga. Sei que o relacionamento era tóxico e deveria ter acabado há mais de uma década. No entanto, não estava preparada para o jeito como aconteceu, com Johnny assumindo o controle e me defendendo dessa maneira. Balanço a cabeça, tentando entender tudo, incluindo o anúncio de ser meu homem. — Nada me assusta princesa, muito menos uma bolsa. O que poderia ter nela? Tampões? — Bufa. — Bem, sim. Poderia ter. — Digo, ficando rosa. — Uma das principais razões pelas quais estou aqui, é o fato de que isso possa fazê-la corar. — Johnny murmura, dando um passo para perto de mim, envolvendo as mãos em minhas bochechas.


— Quer dizer o quê? — Pergunto, enquanto inalo seu cheiro: cigarro, óleo de motor e couro. Olho nos olhos escuros e vejo que parece sério, duro e lindo. — Sente vergonha por carregar tampões na bolsa. É muito boa para essa cadela e deveria tê-la afastado há anos. E agora está olhando para mim como se eu fosse algo especial e não um pedaço de lixo como deveria ser. É por isso que estou aqui, princesa. É por isso que não consegui tirar esse rosto doce e inocente da cabeça por dias. E é por isso que não pude esperar mais vinte e quatro horas para vê-la. Abro a boca para dizer alguma coisa, para responder às palavras ásperas, mas doces, mas não tenho a chance. Coloca a boca na minha, a invadindo com a língua. Gemo quando as mãos deixam meu rosto e agarram-me o cabelo, me fazendo inclinar a cabeça para trás ainda mais, tornando o beijo mais profundo. Johnny está me consumindo e me pergunto se sobreviverei. — Vim para alimentá-la antes de fazermos qualquer outra coisa. — Murmura, quando interrompe o beijo. — Alimentar? — Pergunto em confusão. — Levá-la para sair. — Johnny murmura contra meu pescoço, começando a beijar atrás da orelha. — Como em um encontro? — Pergunto surpresa. — Acho que sim. — Ele diz. — Eu... não achei que fosse o tipo de homem que namora. — Suspiro quando a língua sai e me lambe a orelha.


— Não sou. Mas você merece algo melhor do que eu, então te darei o melhor que posso. — Johnny sussurra, antes de morder o lóbulo da orelha. — Não nos conhecemos, não realmente. Como pode dizer que mereço coisa melhor do que você? — Pergunto. — Porque eu me conheço. — Diz, dando um passo para trás. — Sei que trabalha em um banco, usa saias e camisas para trabalhar. Eu carrego uma arma, facas e não tenho medo de usá-las, como sabe. Você fica ruborizada com quase tudo, é bonitinho pra caralho, mas também significa que não viveu uma vida difícil. E não precisa ter uma vida assim; merece um homem bom e limpo ao lado. Não posso dar nada disso, nunca poderei, mas posso dar a melhor versão de mim. — Não importa o que acha que mereço. Apenas entregue-se a mim. — Digo, olhando em seus olhos e vendo-os escurecer. — Não iremos jantar. Peço comida mais tarde. — Johnny murmura antes de me pegar e levar para o quarto. Sinto quando tropeça e depois rosna. Quando chegamos no quarto, me abaixa e começa a rir ao dar uma olhada em volta. Estou completamente envergonhada. Iria limpá-lo esta noite. Meu chão está uma bagunça. Uma mistura de roupas e sapatos limpos e sujos enchem o pequeno espaço. A cama também está desfeita e os lençóis cor-de-rosa estão agora em plena exibição. Sinto o rosto aquecer com a vergonha. — E eu pensando que fosse algum tipo de maníaca por limpeza. — Ri, antes de se virar para mim.


— Bem, eu limpo uma vez por semana, mas sou bagunceira quando se trata das minhas roupas. — Admito. — Odeio limpeza e sou a porra de um porco. Então, isso não é nada e não me incomoda nem um pouco. Agora venha aqui. — Johnny murmura, enquanto caminha até a cama e senta. Eu sigo atrás dele, devagar, com cautela e fico entre as coxas abertas. —

Você

usa

algum

anticoncepcional?

Pergunta,

enquanto envolve as mãos em meus quadris. — Injeção. Uso desde que fiz dezoito anos. — Digo. — No entanto, não estive com ninguém desde que comecei. — Transei sem camisinha algumas vezes, mas fui testado desde a última vez, o que foi há mais de dez anos. Essas putas do clube são complicadas, sempre tentando prender irmãos com bebês e besteiras. Sempre me previno. — Diz. Essas palavras me fazem estremecer. Johnny provavelmente esteve com tantas mulheres... — Além disso, vou ao médico uma vez por ano para um check-up e faço o teste. Faz apenas quatro meses que o fiz. — Tudo bem. — Digo. — Você será minha, princesa? — Johnny pergunta, olhando para mim. — Pode me dizer o que isso significa? — Pergunto. — Significa que será minha mulher, somente minha e de mais ninguém. — Diz, encolhendo os ombros. — E você?


— Está perguntando se foderei qualquer prostituta? — Johnny pergunta com um sorriso. Não respondo. Ao invés disso, apenas balanço a cabeça. Olho e espero a resposta e tenho a sensação de que se ele alguma vez já foi exclusivo, foi há muito tempo. — Apenas você, princesa, enquanto estivermos juntos. — Responde enquanto faz círculos com os polegares em meus quadris. — Será apenas sexo? — Quero, não, preciso deixar isso claro. — Sou seu homem. Tudo o que precisar de mim, terá. Não se trata apenas de sexo. Quero conhecê-la, não consigo parar de pensar em você. — Johnny admite. Pelo olhar surpreso que exibe, não acho que já disse essas palavras antes. — Ok, então sim. — Sussurro. — Também significa que estou no controle. — Johnny resmunga quando desabotoa a calça e levanta, a abaixando pelos quadris. Fico de joelhos e pego as botas e meias antes de puxar o jeans e boxer para baixo e vejo quando tira o colete e a camiseta. — Coloque o colete na cadeira, sim? — Diz. — Colete? — Pergunto, pegando o colete de couro dele enquanto fico em pé. — Este é o meu colete. Isso mostra minha classificação no clube e é parte da minha irmandade. — Johnny murmura


enquanto o coloco na cadeira e depois volto para o lugar entre as pernas dele. — Pensei que fosse apenas um colete qualquer. — Murmuro. — Doce princesa... — Johnny ri enquanto passa a mão pelo lado do meu cabelo e enrosca os dedos nos fios. Então, inclina a cabeça para trás de modo que meus olhos estejam nos dele. — Você está no controle. — Murmuro. — Estou. De você, dos orgasmos e do seu corpo. Tento suprimir o arrepio que rola através de mim, mas não consigo parar, nem posso impedir que meus mamilos se transformem em pontos duros. — Não estava apenas avisando que iria arruiná-la. Foi uma promessa, Hattie. — Murmura. — Acho que deveria sentir medo. — Digo. — Sim, deveria. — Mas não sinto. Controle-me, possua e me arruíne. — Praticamente imploro, pressionando as coxas juntas. — Abaixe. Chupe meu pau até que eu esteja pronto para gozar. Mas meu esperma não estará em seus seios desta vez, pintarei este lindo rosto com ele. — Johnny diz. Tento não torcer o nariz com a conversa sobre o esperma no meu rosto. — Será lindo. — Sussurra.


Johnny está me olhando quase com ternura e penso que para ele será lindo, mesmo que não seja algo que considero necessariamente atraente. Se isso o fará feliz, é algo que posso lidar, especialmente se depois de tudo olhar para mim como está olhando agora. Removo toda a roupa, as deixando no chão, antes de segurar a ereção na mão e me inclinar para frente, beijando a ponta do belo pau. Ouço-o gemer e olho para ele antes de tomar cabeça na boca. — Uma menina tão bonita... — Johnny diz. — Tome o máximo de mim que puder, Hattie. Abro a boca e o envolvo, levando-o até a garganta o máximo que posso, o que não é tão longe assim. Johnny amaldiçoa e enterra as mãos no meu cabelo, puxando o pescoço para trás um pouco mais antes de lentamente empurrar enquanto fica de pé. — Respire pelo nariz. — Murmura, os olhos focados nos meus. Tento relaxar, me acalmar e faço o que diz. Respiro pelo nariz. Johnny move mais abaixo e consigo aguentar. Relaxo o máximo que posso e vejo que está completamente concentrado em mim. Com ele sendo assim, suave e gentil, sinto que posso enfrentar o mundo. — Coloque as mãos atrás das costas, princesa. — Ordena gentilmente e obedeço. — Oh, porra! Está linda pra caralho agora. — Johnny geme, enquanto empurra os quadris um pouco mais rápido


dentro e fora da minha boca, com cuidado para não ir mais longe do que posso aguentar. Sinto o pau endurecer ainda mais e em seguida, ele sai e usa a mão para se acariciar. Sinto o primeiro surto de seu gozo na bochecha e recuo toda vez que um jato cai no meu rosto. Mas quando abro os olhos, vejo o jeito como Johnny está olhando para mim. É com a mesma suavidade de momentos atrás e ainda há calor misturado com um pouco de admiração. Não me movo, nem falo, esperando para ver o que fará em seguida. Ele levanta a mão e arrasta o esperma até meu queixo, repetindo o movimento até que todo o meu rosto esteja coberto. — Lindo! — Johnny finalmente murmura. — Agora venha aqui e eu a recompensarei. Ele se deita em meu lençol rosa e sorrio ao vê-lo. Observo todas as suas tatuagens pretas sobre a cama extremamente feminina. Johnny não deveria parecer ser tão bom quanto parece, não deveria parecer que se encaixa aqui. Vou para a cama e ajoelho ao lado de seus quadris, sem saber o que ele quer em seguida. Honestamente, queria me limpar. — Sente no meu rosto. — Ordena. Arregalo os olhos e balanço a cabeça levemente. Não posso fazer isso. Não mesmo. — Agora. — Johnny rosna. Rapidamente subo em cima dele e coloco cada um dos meus joelhos ao lado de seu rosto. Tenho medo de realmente sentar. É uma coisa tão estranha e nunca fiz nada parecido.


Tenho medo de sufocá-lo ou pelo menos machucá-lo de alguma forma. — Deixe-me provar esta boceta, a minha boceta. — Johnny murmura. Agarra-me e puxa contra sua boca. Ele lambe meu centro com um longo golpe antes de envolver os lábios no clitóris, passando rapidamente a língua para trás e para frente. Esqueci completamente o gozo manchando meu rosto, o fato de poder sufocá-lo com a boceta e todas as inseguranças. Ao contrário disso, aperto seu cabelo com os dedos e me esfrego contra ele, apreciando a sensação de sua boca, língua e da perfeita barba curta contra mim. — Oh, Deus! — Respiro, enquanto agarra as bochechas da minha bunda e me guia mais rápido e mais forte contra ele. Johnny geme e o sinto por todo o corpo. Quando o dedo dele aperta meu ânus, congelo. — Irá gostar. — Murmura sob mim. Começo a protestar, mas antes que possa falar, ele começa a me massagear lá. Novamente arregalo os olhos e olho para ele. Não posso ver nada além dos olhos castanhos entre as pernas e os acho fascinantes. Respiro fundo enquanto a língua move-se dentro da boceta ao mesmo tempo em que empurra o dedo suavemente na minha bunda. Não posso segurar o gemido com a sensação. É mais do que já senti. É mais íntimo, mais intenso... mais tudo. Sinto as coxas começarem a tremer ao redor das orelhas de Johnny e então gozo. Grito enquanto aperto os olhos firmemente e levo a cabeça para trás. Gozo longo e duro enquanto ele continua me comendo e move o dedo dentro e fora do ânus.


É tudo demais e ainda assim, é tão bom que gostaria de poder durar para sempre. Quando estou esgotada, caio e ele me empurra para baixo até a altura da cintura enquanto deito a cabeça contra seu peito. — É exatamente o que quero, Hattie. — Murmura contra mim. Não entendo, mas não faço perguntas. —Vamos tomar um banho, comer e então finalmente a farei minha. — Johnny sugere. Aceno com a cabeça antes de me afastar. Caminhamos juntos para o banheiro e grito quando me vejo. A pouca maquiagem que uso está manchada e estou corada e coberta de esperma. O cabelo está amarrado, emaranhado e uma bagunça. Começo a me afastar do reflexo, quando sinto Johnny atrás de mim, a mão no meu pescoço me segurando e forçando a olhar para o espelho. — Você está linda agora, Hattie. — Sussurra contra o meu ouvido. — Estou horrível. — Digo, enquanto lacrimejo. — Não porra, não está. Primeiro, nunca poderia parecer horrível. Em segundo lugar, está coberta pelo meu esperma e seu cabelo está uma bagunça por estar com seu homem. Parece meu anjo travesso. A minha princesa. Toda minha; cada pedaço de você é meu e este é apenas o começo para nós. Não sou um homem gentil e às vezes, posso querer pintar todo o seu corpo com porra. Para mim, fica ainda mais bonita aceitando isso, aceitando tudo de mim. — Johnny diz.


Não digo outra palavra e nem ele. Silenciosamente, entramos no chuveiro juntos. É quieto, mas divertido; levamos tempo para lavar os corpos um do outro. Gosto que me deixe explorá-lo. Não ri de mim ou revira os olhos, apenas olha. Observa o jeito que o toco e me encoraja a sentir tudo dele. Então, me limpa completamente, incluindo o rosto e até lava meu cabelo. Uma vez que nos secamos, visto um short de algodão e uma regata enquanto ele pede nosso jantar. Pizza. Não é minha refeição favorita, mas Johnny disse que estava morrendo de fome e não comi faz um tempo. Além disso, é o local de entrega mais rápida da pequena cidade. Alguns minutos depois, ouço uma batida na porta e Johnny corre para o quarto para pegar a carteira. Não penso e não olho no olho mágico. Apenas atendo a porta.


Dirty Johnny Ergo o jeans e pego a carteira para pagar a pizza. Porra, esses filhos da puta foram rápidos. Saio do quarto ao ouvir a voz de um homem, seguido pela voz doce de Hattie soando irritada. Coloquei um cigarro apagado entre os lábios, com a intenção de fumar rapidamente antes de comer, mas quando olho para cima, vejo um policial na porta. Não apenas qualquer policial. Seu irmão. — Então está transando com ele? Willa estava certa? — Diz, olhando para Hattie. — Isso não é assunto seu, Andy. — Ela diz. Gostaria que brigasse mais, mas Hattie não é assim.


— Há algum problema? — Pergunto, ficando atrás dela e colocando a mão em seu quadril. — Sim. Você está no apartamento da minha irmãzinha extremamente nova a usando. É a porra de um grande problema. — Anuncia. — Hattie tem mais de dezoito anos e não a estou usando. — Zombo. — Quantos anos tem? — Pergunta, estreitando os olhos. Reviro os olhos e penso em ignorá-lo, mas não demoraria muito para descobrir tudo sobre mim, se é que ainda não sabe. Estou no banco de dados, já que apareci algumas vezes fazendo besteira para o clube. Não sou nenhum menino de coro. — Tenho trinta anos. — Anuncio e vejo a cor sumir do rosto dele. — É onze anos mais velho que você, Hattie. Isso é nojento. Ele a está usando apenas para que possa foder uma garota novinha. Depois irá embora e a deixará sozinha. — Andy grita. Movo Hattie para o lado e passo na frente dela, incapaz de ver esse idiota gritar em seu rosto por mais um segundo, vomitando essa besteira. Poderia foder garotas de dezenove anos de idade o dia todo se quisesse. Quero a Hattie, porque é ela e sua idade não tem nada a ver com isso. — Saia, porra! — Grito. — Não preciso sair. Esqueceu que sou o único com um uniforme e que é o único em uma gangue de lixo? — Ri na minha cara e aperto os punhos.


— Sim. Mas esta é a minha casa e eu gostaria que fosse embora, Andy. — Diz Hattie suavemente atrás de mim. — Vim até aqui para ajudá-la. Willa estava genuinamente preocupada com você e também estou. Aposto que está deixando que a use. — Diz, cuspindo mais porcarias. — Andy, Willa apenas se importa com ela mesma. Por favor, não faça isso. Sou adulta e não é da sua conta com quem passo meu tempo. — Ela quase suspira, como se a conversa fosse tediosa e irritante. E é mesmo e sua consciência disso me faz rir. — Saiba que irá fodê-la e que ficará totalmente sozinha quando ele fizer isso. — Andy ruge e não posso ouvir outra palavra. Escolho esse momento para bater a porta na cara dele. Viro para encarar Hattie e vejo lágrimas caindo de seus olhos. Não faço

mulheres

chorar,

não

assim.

Chorar

quando

estou

transando com elas, sim, claro. Amo isso. Mas chorar porque o irmão é um idiota? Não, não entendo nada sobre compaixão ou simpatia. Hattie me olha enquanto lágrimas caem, mas não sei como ajudá-la. E francamente, realmente não entendo o motivo para tanto choro. Sentimentos e emoções não me afetam como a outras pessoas. Sequer me lembro da última vez que chorei. Talvez quando tinha três anos? Pego a carteira e dou a ela vinte dólares para a pizza, dizendo que sairei para fumar. Afasto-me sem olhar para as bochechas manchadas de lágrimas. Nunca serei aquele cara que


segura a garota enquanto ela chora.... Não é algo que tenho em mim. Saio e olho para o estacionamento. Logo estará nevando. Penso sobre Hattie não ter um carro e no fato do Chevelle não ser realmente feito para as estradas cheias de neve que me levam até ela. — Johnny. — Eu a ouço alguns minutos depois. — Sim? — Pergunto, não olhando para ela, mas focado no estacionamento de lixo. — A pizza está aqui. — Hattie murmura, antes de ouvir a porta de vidro derrapante fechar atrás dela. Apago o cigarro no corrimão e a sigo para dentro alguns minutos depois. Está pegando pratos e bebidas. Não vejo nenhuma cerveja, mas Coca-Cola ao invés disso. — Coca-Cola está bem? — Pergunta. Aceno, pegando um prato e colocando algumas fatias de pizza antes de pegar as bebidas e colocá-las na mesa. Não me sento, no entanto. Volto para onde Hattie está na cozinha e agarro seu braço, girando-a para me encarar. Olha para mim, mas os olhos arregalados não estão cheios de inocência como de costume. Agora, estão cheios de medo. Eu a apoio e a levanto antes de colocá-la na bancada, envolvendo as mãos nas coxas nuas e encaixando os quadris entre elas. — Não sou bom com porcaria emocional. — Admito. Pareço irritado, mas não sei como fazer isso. — Eu notei. — Hattie observa.


— Espertinha. — Murmuro. Hattie sorri para mim antes de sentir que coloca as mãos nas minhas bochechas. Olho para cima e vejo os olhos verdes. Poderia me perder neles, completamente. — Você não gosta de sentimentos e lágrimas. Está bem. Realmente não achei que gostaria de qualquer maneira. — Diz, encolhendo os ombros. Levo o dedo da coxa até o centro do short, tocando sua boceta quente por baixo do tecido. — Não gosto de emoções. Nunca senti simpatia ou empatia, seja o que for. Isso não é comigo. Sinto raiva e prazer, mas além disso, não há muito. — Explico o melhor que posso, enquanto o dedo trilha a fenda quente de sua boceta. Caralho! Não posso esperar para enterrar meu pau dentro dela. Hattie será apertada e aposto que irá me estrangular. Lambo os lábios em antecipação. — Acho que tem mais acontecendo do que quer admitir. — Diz, antes de gemer e deixar a cabeça cair para trás, acertando o armário atrás. — Um dia, quem sabe eu consiga ver tudo isso também. — Sussurra. — Preciso comer antes de mostrar mais de mim e esta noite princesa, verá e sentirá muito mais. Esperei tempo suficiente. — Informo, enquanto afasto a mão e a coloco de volta no chão. Comemos em silêncio e sorrio enquanto a vejo mastigar rapidamente a comida, saltando levemente na cadeira. Não afasto os olhos dela. Não posso. Hattie é muito bonita e é minha.


Levanto e seguro a mão dela; a antecipação está nos matando enquanto a levo para o quarto. Falei sério quando disse que empurraria meu pau dentro dela esta noite e farei isso nu. É a minha mulher e aparentemente, decidiu que serei seu homem também. Nunca estive em um relacionamento e nem fui fiel a uma mulher por qualquer período de tempo. Mas com Hattie, o sacrifício de ficar sem boceta fácil parece não ser um problema. Ela é tudo que nunca pensei que teria. Minha princesa. Penso em como ficaria gorda com meu filho, se isso for algo que possa ter com ela. Ela seria uma boa mulher para ser a mãe dos meus filhos. Uma garota boa e limpa, para criar e cuidar da família que quero. Sorrio pensando nisso e o pensamento não é nada mais do que fugaz neste exato momento. Mas talvez em alguns anos, possa ser realidade. Hattie é minha e não irá a lugar nenhum.

Hattie Calmamente ele me leva para o quarto e em seguida, empurra

a

calça

jeans

para

fora

dos

quadris,

ficando

completamente nu novamente. Estou cada vez mais acostumada a ver seu corpo e gosto do que vejo. Johnny é magro, em forma e bonito.


Continua em silêncio enquanto tira meu short de algodão. O cabelo molhado bate nas costas quando puxa a camiseta e a joga atrás de mim em algum lugar. — Vai me deixar entrar esta noite, princesa? — Pergunta. A voz é baixa, rouca e tão suave, que quando me chama de princesa, derreto. — Sim. — Respiro, incapaz de falar mais do que esta única palavra. — Deite-se e abra as pernas para mim. — Johnny murmura. Vou para o centro da cama e abro as pernas levemente. Estou tão envergonhada... Ele está de pé ao lado da cama, apenas observando e esperando. — Tanto quanto puder, mostre-me o que é meu. — Murmura. Com uma respiração instável, fecho os olhos com força e abro as pernas o máximo que posso. Suspiro quando o sinto mover um pé para trás, de modo que meu joelho esteja dobrado e o pé apoiado na cama. Manda que faça o mesmo com a outra perna, me deixando ainda mais exposta. Sinto a cama afundar e ouço quando exige que abra os olhos. Quando ganho coragem suficiente para finalmente abri-los, fico chocada com o que vejo: Johnny está entre minhas pernas, sentado nas coxas e se acariciando enquanto olha para o meu centro.


— Não se envergonhe, Hattie. Não há nada para se envergonhar. Essa boceta é provavelmente a mais linda que eu já vi. — Johnny murmura, enquanto fica com os olhos completamente focados nela. Sinto o estomago se apertar e me contorço levemente. Preciso que me toque, para ajudar a fazer com que essa dor desapareça. Envolvo os dedos nos lençóis cor-de-rosa e tento respirar. Ofego quando toca meu núcleo liso. — Está molhada, doce Hattie. — Diz, enquanto gira o dedo ao redor do clitóris. Solto um gemido enquanto procuro mais contato. — Está pronta para tomar meu pau? — Pergunta. Aceno como resposta, com medo de gritar se tentar abrir a boca e falar. Sem outra palavra, sinto-o alinhar a cabeça do seu pau na minha boceta e empurrar dentro de mim. Imediatamente, grito e fecho os olhos enquanto tento respirar com a leve dor. Johnny é muito maior do que os outros dois homens com quem estive e passou quase um ano desde que fiz sexo, de qualquer maneira. — Essa boceta é o céu do caralho. — Resmunga, enquanto empurra o resto para dentro. — Abra os olhos e olhe para mim. Faço o que pede e abro os olhos. Mas algumas lágrimas escorrem pelas têmporas. Johnny não se move dentro de mim. Fica completamente parado enquanto limpa as lágrimas do meu rosto. — Não sou um homem gentil. Nunca fui gentil durante o sexo. — Anuncia.


— Ok. — Respondo. Sinto quando deixa meu rosto, envolve as mãos no interior das coxas e empurra ainda mais, abrindo-me e fazendo minhas pernas doerem em protesto. Antes que possa dizer ou fazer qualquer coisa, sai de mim e depois volta com um gemido. Suspiro quando faz isso novamente, repetindo o movimento mais forte e mais rápido a cada vez. Minhas coxas queimam e a boceta dói, mas quando ele esfrega o clitóris, totalmente enraizado dentro de mim, vale a pena toda a dor que estou sentindo. Arqueio as costas e relaxo, deixando que me consuma, que leve tudo de mim. É quando sinto que subo em direção à libertação. Gemo quando começo a tremer, subindo mais e mais alto. — Johnny. — Suspiro. — Goze no meu pau, Hattie. Goze em mim. — Geme. Começo a tremer incontrolavelmente e fecho os olhos quando explodo em um clímax forte. Johnny não para. Na verdade, empurra em mim mais e mais rápido até que o sinto contrair-se e me encher com a sua própria libertação. — Caralho! — Ruge, antes de me soltar e cair sobre mim, a boca indo direto para o meu pescoço. Lambe o lado da garganta, antes de morder a pele sensível e macia. — Uau! — Respiro enquanto envolvo os braços pelas costas dele. Suavemente, começo a acariciar a pele úmida com as unhas curtas.


— Porra, sim! Tem uma boceta tão boa, Hattie... Boa pra caralho. — Murmura contra a pele molhada de suor. Quase paro de respirar quando o sinto começar a se mover dentro de mim novamente. — Johnny? — Questiono, sem saber como pode gozar e ainda ficar duro. Os outros homens que namorei gozavam e saiam. — Ssshhh... Apenas quero senti-la um pouco mais. É tão bom, tão quente e tão apertada... — Resmunga, o rosto ainda enterrado no meu pescoço. Continua me golpeando mais algumas vezes até que sai com um gemido, colocando um beijo no mamilo antes de rolar de costas. Não sei o que fazer deitada ao lado dele, sentindo o sêmen escorrendo pela minha bunda. — Tem que trabalhar de manhã? — Pergunta quando fica em pé e caminha para o banheiro. — Sim. Às oito. — Digo. Quando ouço a descarga, saio da cama e vou para o banheiro. Quando passamos um pelo outro, ele para e me puxa contra o peito nu. Abaixa a cabeça e coloca um beijo suave e doce em meus lábios. — Ficarei esta noite, certo? E a levarei para o trabalho quando for embora. — Diz, enquanto toca a ponta do meu nariz com o dedo. Aceno, antes dele virar e voltar para a cama.


Corro para o banheiro para me limpar, lavar as mãos e me olhar no espelho. O cabelo está bagunçado, a maquiagem borrada e há uma marca vermelha onde Johnny mordeu. Agora entendo completamente o termo: recém fodida. Eu pareço assim. Volto para o quarto e vejo Johnny erguendo o jeans sobre os quadris. Hesito ao vê-lo se vestindo, até que vira para mim com um cigarro entre os lábios. Silenciosamente, observo quando se abaixa e agarra a camiseta, segurando-a para mim. Visto antes que empurre a cabeça na direção da sala de estar, estendendo a mão para mim. Coloco a mão na sua e deixo-o ir em frente, puxando-me suavemente. Eu me afasto quando acende um cigarro e dá uma longa tragada, sentando na única peça de mobília que tenho ali, uma velha cadeira de metal que os inquilinos anteriores deixaram. Nunca me preocupei em tirar ou substituí-la por outra coisa, já que dificilmente venho aqui. — Vem cá, princesa. — Pede. Chego mais perto e não consigo parar de rir quando me puxa para sentar em seu colo. Depois de um momento, jogo as pernas sobre a outra coxa e descanso a cabeça no peito dele. O braço livre me envolve e toca minha bunda, dando uma lenta tragada no cigarro, liberando a fumaça para o lado, longe do meu rosto. — Ser um Notorious Devils foi sempre algo que quis? — Pergunto em um sussurro. Enquanto espero a resposta, toco o demônio louco que tem no peito com os dedos.


— Nunca pensei que seria coisa alguma. Talvez conseguisse algum tipo de trabalho porcaria aqui e ali, como meus pais. — Diz, encolhendo os ombros. Esfrego o rosto em seu pescoço e levanto a cabeça para beijar o lóbulo da orelha. — É por isso que se mudou para Idaho? Seus pais se mudaram para cá? — Pergunto, tentando conhecê-lo melhor. — Não falo sobre meus pais ou sobre o passado, princesa. Você quer saber algo sobre mim e isso é legal. Mas não falo nada sobre antes de me mudar para Bonners Ferry quando tinha quatorze anos. Nem falo da família também e precisa ficar bem com isso, porque é algo que nunca mudará. — Anuncia. Sinto o rosto quente, envergonhada. — Sinto muito. — Sussurro, me afastando para entrar. — Não vá embora. — Johnny exige, apertando o braço para me manter em seu colo. — Não queria chateá-lo. — Murmuro, enquanto olho para as mãos. — Não o fez. É apenas parte da minha vida sobre a qual não falo. Tento não pensar nisso e nunca falar a respeito. Sabe onde eu nasci, onde morei antes e é mais do que qualquer outra pessoa sabe. — Johnny diz, a voz áspera, baixa e rouca. — Tudo bem. — Digo. — Conte-me sobre seus sonhos. — Sugere. Fecho os olhos e digo a Johnny algo que apenas contei aos meus pais, algo sobre o qual riram e disseram para esquecer.


Conto sobre o sonho que tenho, algo que sempre quis e que ele provavelmente achará estúpido. — Sempre quis abrir um bar. — Digo, mantendo a voz calma e baixa. — Um o quê? — Pergunta. — Um bar, com bebidas e talvez café também. Que servisse sobremesas, ao contrário de comidas de bar. Faria sobremesas nos dias fracos de movimento, como quartas ou domingos e teria um bufê de sobremesas para atrair clientes. — Explico animada. — Quem caralho iria a um lugar desses? — Johnny pergunta, confusão espelhada em todo o rosto. Esvazio e esqueço completamente. Tem sido meu sonho desde que tinha dez anos de idade. Sou uma idiota. Não respondo nada. Olho para o céu, tentando evitar as lágrimas. — Ei, isso foi algo ruim de dizer, ok? Você quer fazer isso, então deve fazer. — Diz, me empurrando para fora do colo enquanto pega o cigarro. Não respondo. Quando vou aprender? Esse sonho é idiota e preciso esquecê-lo. Devo apenas ser feliz com o lugar que tenho na vida. Tenho um bom trabalho no banco, onde posso avançar facilmente e fazer disso uma carreira. Tenho meus pais, Andy e agora tenho Johnny pelo tempo que durar. — Vamos para a cama. — Johnny murmura. Sigo com ele sem dizer uma palavra. Não posso deixar de pensar no sonho desfeito, no desejo que nunca se concretizará. Sei que morrerá como os devaneios de um milhão de outras


pessoas na terra. Vejo quando Johnny tira a calça e deita na cama, o lençol rosa ao redor. — Camiseta fora, Hattie e venha para cama. — Ordena. Não hesito quando pego a barra da camiseta enorme e a removo do corpo antes de deixá-la cair no chão aos meus pés. Vou para a cama e deito ao lado do calor de Johnny. Ele suspira quando envolve o braço ao redor e me beija no ombro. — Durma, sim? — Murmura contra o meu cabelo. — Sim. — Sussurro no quarto escuro. Fecho os olhos e tento não pensar na maneira como riu do meu sonho, na maneira como se recusou a falar sobre seu passado, pais, seus pensamentos e sentimentos. Não posso evitar a sensação de que está aqui por apenas uma coisa. Sexo. No fundo, eu sabia disso. Até me ofereci como uma coisa única. Mas agora está passando a noite, chamando a si mesmo de “meu homem” e me fazendo acreditar que somos mais. Posso sentir dentro de mim que isso ficará feio, pelo menos para mim. Preciso tentar descobrir como mantê-lo fora da cabeça e mais importante, do coração.


Hattie Johnny segura minha mão enquanto me leva pela rua em direção ao banco. Os pensamentos de ontem à noite sobre mantê-lo fora da cabeça e coração, estão agora obliterados e inexistentes. Ele está em ambos os lugares. Esta manhã quando acordei, achei que tinha ido embora. Queria sentar, me estressar, preocupar e possivelmente chorar, mas não tive tempo. Ao invés disso, levantei e tomei um banho. No momento em que estava fora do chuveiro, Johnny voltou, vestido e segurando uma sacola com alguns donuts e café. Fiquei chocada, mas não perdi tempo. Agradeci e corri para terminar de me arrumar enquanto comia o delicioso donuts de chocolate.


Agora, com nossas mãos ligadas, andamos pela rua em direção ao trabalho. — Há uma festa no clube esta noite. Posso pegá-la, assim ficaria comigo pelo final de semana. — Oferece. Arregalo os olhos ante a ideia de dormir naquele clube, de estar lá por dias. Não sei se posso. Todas aquelas mulheres, homens, o álcool e as drogas. Olho para os pés, mas Johnny não permite isso por muito tempo. Coloca o dedo sob o meu queixo e inclina a cabeça para trás. Nos olhamos e derreto um pouco. — Estaremos juntos o tempo todo. Nada acontecerá, princesa. — Diz, antes de me beijar. É gentil, doce e me deixa querendo muito mais. — Ok, esta noite. — Concordo, balançando a cabeça. — Traga sua porcaria para que possamos ter um fim de semana livre e fácil, sim? — Pede, antes de se inclinar e me beijar novamente. Desta vez não é doce, nem gentil. Empurra a língua e coloca a mão na minha bunda, a apertando. Gemo e envolvo os braços no pescoço dele, enquanto me pressiono ainda mais perto. Ele me possui e seu beijo me pertence. — Seja uma boa menina hoje. Eu a verei mais tarde. — Diz baixinho, enquanto termina nosso beijo e dá um passo para trás. Sorrio e me viro, caminhando até a porta do banco e colocando a chave na fechadura. Olho para ele antes de abrir a porta. Johnny está parado na calçada, com um sorriso no rosto


e um cigarro firmemente entre os lábios. Parece o bad boy clássico e estremeço com a visão; é o meu bad boy e sou sua princesa. Sorrio, sentindo um rubor na face quando abro a porta e entro, trancando-a atrás de mim. Quando entro, vejo Willa na estação com um sorriso maligno nos lábios. Ela nunca vem cedo; normalmente está dez minutos atrasada todos os dias. No entanto, hoje está pelo menos vinte minutos adiantada, já que eu mesma cheguei quinze minutos antes do horário. Decido ignorá-la. Sei que gosta de jogar e obviamente tentará me irritar. Mas tenho novidades: não consegue mais fazer isso. Apenas irei ignorá-la até que fique entediada e siga em frente. Não a perdoei pela maneira como falou sobre mim e comigo na noite passada. — Hattie, podemos vê-la no escritório? — Julia chama da parte de trás. Olho para cima e engulo. Nada de bom acontece nestas conversas e só vou até lá quando temos nossas avaliações trimestrais. Ando em direção ao escritório; parece a marcha da morte, como se nada voltasse a ser o mesmo após o término dessa reunião. Estou apavorada. — Por favor, sente-se. — Diz Sharleen, a gerente, apontando para a cadeira que fica em frente a ela e a Julia, que está sentada ao lado. — Existe algum problema? Fiz algo errado? — Pergunto.


— Gostamos muito de você como pessoa, Hattie. É uma boa funcionária, uma menina doce e os clientes a adoram. No entanto... — Sharleen começa. Julia levanta a mão e fala: — Nós não queríamos acreditar. Willa chegou preocupada e disse que você começou a namorar um homem muito perigoso. Então, esta manhã, vimos vocês dois juntos. Ele é um membro de gangue, querida. — Ela diz gentilmente. — Quer dizer que estou com problemas por causa do homem com quem estou namorando? — Pergunto, confusa. —

Não

necessariamente

problemas.

Mas

queremos

aconselhá-la em suas habilidades de tomada de decisão, avisá-la de que homens assim usam mulheres jovens e ingênuas e as manipulam para cometer crimes por eles. — Continua Sharleen. — Então acham que Johnny pedirá que roube o banco para ele e que farei isso. Entendi bem? — Pergunto estupefata. — Nós realmente a adoramos, Hattie. Mas é jovem e esta é a primeira vez que a vemos com alguém. Ele não é confiável. Além disso, quantos anos tem? — Julia pergunta. — Quem eu namoro não é da conta de ninguém, além da minha. E de maneira alguma isso afetaria a capacidade que tenho de trabalhar; de modo algum alguém poderia me manipular e obrigar a fazer algo imoral ou legalmente errado. — Não queríamos fazer isso, mas acho que não está mais apta à nossa empresa, Hattie. — Anuncia Sharleen. Sinto como se meu estômago tivesse caído no chão. — Como? — Respiro.


— Oficialmente, estamos a dispensando. Poderá receber o seguro desemprego e forneceremos uma referência positiva a todos que solicitarem uma indicação. Mas não podemos mais mantê-la aqui. — Murmura Julia. Olho de Sharleen para Julia em choque por um minuto. Então pego a bolsa e levanto, tirando a chave e o alarme da bolsa, antes de colocá-los na mesa delas. — Você receberá até o dia de ontem. Faremos uma contagem final do dinheiro que tem no caixa, apenas para ter certeza de que tudo está certo. Depois, pode sair. — Diz Sharleen, antes de levantar e pegar a chave e alarme. Não digo uma palavra. Fico quieta enquanto sigo Julia até minha estação e a vejo abrir a gaveta. Não me importo com isso, uma vez que não sou uma mentirosa, nem ladra. Olho entre Julia, Sharleen e Willa. Todas têm diferentes expressões nos rostos. Sharleen está tentando parecer severa sob meu olhar atento. Julia parece prestes a explodir em lágrimas a qualquer momento e Willa sorri. Não olho para os outros caixas antes de sair; levanto a cabeça para o alto e saio pela porta da frente. Trabalhei neste banco desde o verão em que me formei no ensino médio, há mais de um ano, quase dois. Trabalhei até ser promovida de caixa parcial para caixa de cofre. Nem uma vez fui questionada por nada e nunca tive mais de vinte dólares no saldo no final da noite. Agora, de repente, por causa de um homem que estou namorando, não sou mais confiável.


Abro a porta do apartamento e suspiro, fechando-a atrás de mim antes de trancá-la. Respiro fundo e ainda posso sentir o cheiro de Johnny em todos os lugares ao redor. Entro no quarto e sorrio quando vejo o lençol bagunçado. Rapidamente, removo as roupas de trabalho e deito na cama que abandonei há apenas algumas horas. Enterro o rosto no travesseiro que Johnny usou durante a noite toda e inalo, como uma aberração. Sinto o cheiro dele, de nós e fecho os olhos.

Dirty Johnny Chego no estacionamento do clube com o desejo de virar imediatamente e buscar Hattie. De alguma forma, entre o último sábado e o dia de hoje, me apeguei a ela. Sentir essa necessidade de vê-la na segunda-feira não é como nada que já senti antes; nunca quis tanto ver uma mulher. Sempre que queria uma foda, qualquer corpo poderia me dar isso. Nunca quis uma pessoa específica. Não como quero Hattie. Agora que a provei, porra.... Não há como negar que preciso de mais. Ontem à noite, selou o acordo para mim. Hattie é minha mulher. Não uma Old Lady, mas é minha. Por enquanto, ou pelo tempo que quiser.


— Ei, baby! — Serina cumprimenta, assim que entro no clube. — Agora não. — Murmuro, passando por ela e caminhando em direção ao escritório de Fury. A porta está aberta e ele está lá dentro. Mesmo assim bato e espero que me veja. Quando isso acontece, fecho a porta atrás de mim antes de sentar na cadeira em frente à sua mesa. Fury me olha e franze a testa quando me vê. — Essa corrida foi boa e sem problemas no último fim de semana, certo? — Pergunta, colocando a caneta para baixo. — Sim, foi boa. — Respondo. Não sei porque estou aqui em seu escritório, não de verdade. — Isso é sobre a garota que salvou no último final de semana? — Pergunta Fury. Olho para cima antes de concordar. — Vou dar sugestões, conselhos que nunca acataria uma década atrás. Reivindique-a. Se ela fica sob sua pele como nenhuma outra mulher, então é sua e você a reivindica. Homens como nós, não dão a mínima para essas putas. Quando alguém aparece e fica sob nossa pele, é um maldito sinal. — Fury informa. Entendo o que quer dizer e concordo. Lembro de como ele ficou com Kentlee. Lembro-me do que aconteceu quando ela foi embora e o clube não a apoiou porque Fury

não

tinha

a

reivindicado.

Odiaria

que

algo

assim

acontecesse com Hattie. Embora a situação seja diferente, nossa condição

seja

outra,

detestaria

deixá-la

sozinha

acontecer comigo. — Tem apenas dezenove anos. — Murmuro.

se

algo


Fury tosse. — Ela é um bebê. — Diz rindo. — Hattie não parece um bebê quando está tomando meu pau. — Rosno, o que apenas o faz rir mais. — Bem, se sente alguma coisa por ela, se a quer, pensa nela e não consegue imaginar outro pau dentro dela, então precisa reivindicá-la, status infantil e tudo. Se aprendi alguma coisa nesta vida, é que o tempo não para. Quando percebemos, os anos voaram. Precisa aproveitar a vida e não dar a mínima para o que alguém pensa ou diz. Fico de pé e olho para ele novamente. Realmente olho para Fury. Não parece ter quarenta e poucos anos, mas tem. Há um pouco de cinza nas têmporas e algumas rugas extras ao redor dos olhos que não tinha alguns anos atrás. Também tem três pequenos correndo ao redor de sua casa e uma esposa mais jovem que sem dúvida, o mantém na ponta dos pés. — Se pudesse voltar atrás, teria reivindicado Kentlee no segundo em que a vi em uma saia de secretária, caminhando pela rua principal. Eu a jogaria na parte de trás da moto e a foderia até que não pudesse ver direito. Colocaria minha tinta nela e anunciaria que me pertencia ali mesmo. — Fury diz, sem levantar os olhos dos papéis. —Nossa diferença de idade é maior do que a de vocês. Então, não se preocupe com essa porra. Viro-me e o deixo no escritório, com as palavras rodando na cabeça. Nunca pensei em uma mulher tanto quanto pensei em Hattie. Nem quis ver uma mulher tanto quanto quero vê-la também. Faz apenas uma semana, é ridículo. Mas então rio para


mim mesmo e lembro que já se passaram três anos. Três longos e fodidos anos desde que senti o primeiro gosto de seus lábios inocentes nos meus. Uma lembrança que não desapareceu ao longo do tempo. Nunca a esqueci, nem uma vez nos últimos três anos e não pude, mesmo que tenha tentado. Tenho um pressentimento de que, agora que sei como é tê-la no meu pau nu e como é o gosto dela, irei me lembrar dela até o dia que morrer. Mas não quero apenas lembrar, quero mantê-la. Fury está certo, preciso reivindicá-la. Quero marcá-la e preciso tê-la para mim. Hattie é minha e não irá a lugar algum. Apenas preciso descobrir uma maneira de fazê-la concordar em mudar de Sagle para cá. A distância de uma hora não durará muito e ela não tem carro. Deito na cama e fecho os olhos, exausto da noite anterior, quando dormi na porra de lençol cor-de-rosa brilhante. Caralho! Sorrio, lembrando como seu quarto estava bagunçado. É fofo e me lembrou mais de um quarto de adolescente do que de um adulto. Isso me faz pensar se Hattie está comigo porque sou o bad boy com quem quer transar ou se realmente tem algum tipo de sentimento por mim. Sinto algo quente e úmido envolvendo meu pau e não posso deixar de aproveitar a sensação. Gemo, incapaz de abrir os olhos. Sinto uma língua girar ao redor e a boca quente me leva de volta ao fundo.


Imagino Hattie de joelhos entre as minhas pernas, o cabelo cor de caramelo ao redor do rosto enquanto chupa meu pau, com os olhos verdes focados nos meus. Empurro mais e mais rápido em sua boca e gozo em sua garganta antes de abrir um olho com um pequeno sorriso nos lábios. — Porra, Johnny! Quase me sufocou com esse pau gigante. — Uma diz, rindo. Arregalo os olhos e meu coração começa a acelerar com a visão de Serina entre as pernas. — Porra, Serina!? — Grito, empurrando-a para fora de mim e ficando de pé enquanto puxo a cueca até os quadris. — Já faz tempo e sabia que precisaria de mim. E estava certa. — Faz beicinho. — Não preciso de porcaria nenhuma, cadela. Saia do meu quarto antes que se arrependa. — Grito, incapaz de controlar a raiva. Estou a dois segundos de derrubar esta cadela no chão. — Aquela garotinha não fará isso por você por muito tempo. Precisa de alguém que saiba como lidar com tudo, precisa de uma mulher. — Serina tenta sussurrar. — Há alguns anos, uma prostituta tentou ficar entre um irmão e sua mulher. Algum palpite sobre o que aconteceu e quem venceu? — Pergunto, inclinando a cabeça para o lado. — Não. — Diz, balançando a cabeça e pelo menos parecendo um pouco assustada. — Depois que transei com sua bunda por algumas horas, deixei a boceta em outro clube. — Rio. — Nenhuma puta mexe com um irmão e sua mulher, é melhor que se cuide. — Aviso.


Essa

pirralha

não

é

sua

Old Lady. Não estou

ultrapassando limites. Eu conheço as regras. — Serina anuncia. Eu me aproximo, envolvendo a mão na garganta dela e empurrando-a contra a parede, fazendo com que sua cabeça bata violentamente. Inclino seu pescoço e me certifico de que Serina olhe diretamente nos meus olhos antes de falar novamente: — Não sabe o que Hattie é ou não para mim. Fique longe dela, fique longe de mim ou irei derrubá-la. — Rosno. — Entendeu? Serina acena com a cabeça, mas não diz mais nada. Eu a deixo e observo quando sai do quarto. Saio pouco depois para lavar o cheiro dela do meu corpo. Lavo com água quente e escaldante, esperando que isso remova a sensação de seus lábios em mim. Não posso impedir que a culpa se arraste sobre mim. Sei que não fiz nada de errado, estava dormindo, mas gozei. Gozei na garganta de uma prostituta quando a única mulher que quero é Hattie. Minha mulher. Quando estou vestido, vou até o bar. Ainda tenho algumas horas até poder pegá-la em Sagle, então decido ver o que os irmãos estão fazendo. A festa desta noite será grande. O pai de Fury, MadDog, virá com um grupo inteiro do seu clube. Eles são os originais e têm negócios para discutir, provavelmente envolvendo os russos com quem lidamos no ano passado. Provavelmente sobre a notícia dos Bastards Mc estarem de volta, um clube que achamos que estava extinto.


Tanta porcaria e tantos rumores girando ao redor. Isso nunca acaba nesta vida. — Algo está errado, Dirty Johnny? — MadDog pergunta quando entro no bar. — Não muito, meu velho. — Rio quando um prospecto entrega uma cerveja.


Hattie Dormi e chorei todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Agora estou sentada no sofá, com a mochila cheia, vestindo uma das roupas mais bonitas que tenho e sentada aqui por três horas, esperando. Percebi quando acordei, que Johnny não mencionou a que horas viria me buscar para festa. Agora são dez horas da noite e estou esperado por mais de três horas. Também não tenho o telefone dele, então não posso ligar. Uma batida soa na porta e corro para atender. Respiro fundo em resposta a quem encontro do outro lado. Esperava Johnny, talvez até Andy, mas ao invés deles, é Steve, meu exnamorado. Um homem que não vejo há mais de um ano. Está na minha frente vestindo uma camisa polo azul clara e uma calça cáqui.


Fico olhando por mais tempo do que deveria, sentindo-me estranha, mas não sei o que dizer. Steve me deixou por uma garota que tinha uma cabeça melhor e era mais séria sobre sua educação. Terminou comigo por mensagem de texto, desde que estava na faculdade e eu, em casa. — Ei, Hattie. — Murmura quase timidamente, colocando as mãos nos bolsos. — Steve, o que está fazendo aqui? — Deixo escapar. — Estou na cidade visitando meus pais e encontrei Andy. Ele disse que precisa de ajuda e que está saindo com alguém dos Notorious Devil MC. Isso é verdade, Hattie? Você não é esse tipo de garota. Não quero vê-la se misturando com este grupo. — Steve diz. Fico surpresa. Andy, fodido Andy. Aquele idiota. — Não estou com o Notorious Devil MC, Steve. — Digo, cruzando os braços sobre o peito. — Não está? Por que Andy diria isso então? Assustou-me, Hattie, você é uma boa garota. — Steve murmura. Isso faz meu coração se partir um pouquinho, porque é assim que Johnny me chama. Mesmo que esteja chateada, ainda o quero aqui. Quero contar sobre o dia horrível que tive e apenas estar com ele. — Estou namorando um membro do Devils, não estou correndo com eles. — Digo baixinho. Não porque tenha medo de


contar a Steve, mas porque não tenho certeza se estou realmente namorando Johnny ou não. — Namorando? Não seja ingênua. Esses caras não namoram. Eles fodem e você é apenas alguém que esse cara quer foder. É seu homem, certo? Então onde está? É sexta à noite e você está sozinha em casa. — Diz Steve. Mordo o lábio inferior enquanto sinto as lágrimas chegando novamente. Steve tem razão. Está dizendo tudo o que tenho pensado e o odeio por isso. Eu o odeio por estar certo sobre o que sou para Johnny: uma coisa que pode usar quando sente vontade. Diz que é meu homem, mas não sou idiota. Sei o que somos e o que não somos. — Ele está bem aqui. — Diz uma voz rouca e profunda da escada. Vejo os olhos de Steve se arregalarem antes de virar o pescoço e olhar para Johnny, que agora está atrás dele. Ele passa por Steve e vem para o meu lado. Envolve a mão em meu pescoço e olha para mim, ignorando completamente Steve. — Sinto muito. Sei que estou atrasado princesa, mas alguns amigos apareceram e estava conversando com eles. Estão esperando para conhecê-la. Arrumou as coisas? — Pergunta. — Sim, estou pronta. — Respondo, observando como sua boca se abre em um sorriso lindo. — Hattie? — Steve quase grita.


— Dirty Johnny. — Anuncia Johnny. Não oferece a mão; ao contrário, pega um cigarro do bolso e o coloca entre os lábios antes de acendê-lo. — Sou Steve. Estava conversando com Hattie e gostaria de terminar a conversa. — Diz, colocando as mãos nos quadris. Johnny olha para ele de cima abaixo, devagar, depois virase para mim, arqueando a sobrancelha. — Você namorou esse cara? — Pergunta Johnny. Isso me faz sorrir. — Sim, cerca de um ano atrás. — Encolho os ombros. — Não terminará nada. — Johnny começa. — Pegue essa camisa polo e suma daqui. Se o vir farejando Hattie de novo, deixarei sua bunda preta e azul. — Como? — Steve pergunta. — Vá buscar suas coisas, sim? — Johnny murmura sem olhar para mim. Viro e vou pegar a bolsa, me esforçando para ouvir cada palavra. — Suponho, desde que está aqui, que quer entrar novamente na calcinha da minha menina. — Diz Johnny. Quase engasgo com uma tosse enquanto pego a mochila. — Não ficará com ela por muito tempo. Não estou preocupado com um lixo de sarjeta como você. — Diz Steve. Sua confiança que costumava ser tão atraente para mim, parece pomposa agora. — Talvez eu seja lixo de sarjeta, talvez não. Mas o que sou, é o homem de Hattie e ela não irá a lugar algum também. Então,


leve essa bunda para a casa da mamãe, porque de jeito nenhum, porra, minha mulher iria querê-lo depois de me ter em sua boceta apertada. — Johnny diz, enquanto acende o cigarro, como se não dissesse grande coisa. — Lixo. É a porra de um lixo! — Steve murmura, antes de mover a cabeça e falar diretamente comigo. — Certifique-se de fazer o teste regularmente, Hattie. Este é o tipo de homem que vai transmitir algum tipo de doença a você. — Com isso, ele sai. Johnny vira-se para mim e não vejo nada além de raiva em seus olhos. Raiva pura e está completamente focada em mim. — Vamos. — Rosna quando pega a mochila e desce a escada. Não falamos durante a viagem que dura uma hora para Bonners Ferry. O aperto de Johnny deixa os dedos brancos no volante e estou muito chateada para falar. Estou frustrada, irritada e chateada tudo ao mesmo tempo. Estou estressada por causa do trabalho ou com a falta dele, além de tudo. Então, ao invés de tentar falar, fecho a boca e olho pela janela. — Deixarei suas coisas no carro. Pegarei de manhã. — Diz. Não respondo quando abro a porta e saio do carro, com cuidado para não cair dos saltos altos enquanto tento me equilibrar na terra e no chão coberto de pedras. Começo a andar em direção à festa, quando sinto o braço de Johnny. Ele me puxa sem a menor cerimônia e depois me vira empurrando minhas costas contra a porta do carro. — Não gosto de ir até sua casa e encontrar um idiota daquele conversando com você. Não gostei de como ele falou


aquelas besteiras sobre mim. E porra, apenas olhar em seu rosto ficou claro que acreditou nele. Coloca a mão na minha nuca e outra ao redor do quadril. Os olhos cor de chocolate estão focados em mim, mágoa irradiando através deles. Não é algo que pensei ver nos olhos desse homem. — Andy pediu que viesse me ver. Pensei que fosse você na porta quando atendi. Não vi Steve em um ano. — Explico. Johnny não reage, nem um pouco. — Não sei o que somos Johnny. Você diz que é meu homem, mas sequer tenho o seu número de telefone e nos conhecemos há apenas uma semana. — Conheço você há três anos, Hattie. Sempre esteve no fundo da minha mente. A única maneira que sei como fazer que acredite que pertenço a você, é mostrando isso. Levará tempo e provarei isso, princesa. Não estou nisso apenas por sua boceta. — Murmura antes de se inclinar e me beijar. — Mesmo que seja a melhor que já tive. — Diz sorrindo. — Johnny. — Suspiro, o que apenas faz com que ria ainda mais. — Está gostosa pra caralho. Agora entre e conheça alguns dos meus irmãos. — Sorri enquanto me puxa para o lado dele.


Dirty Johnny Envolvo o braço na cintura da minha garota e a puxo para o meu lado. Hattie está gostosa esta noite; usa calça justa, blusa solta com jaqueta e além disso, os saltos estão deixando meu pau duro. Algo está errado, no entanto. Ela não está tão feliz como quando a deixei esta manhã e não acho que seja tudo devido ao pedaço de lixo que estava na porta dela quando cheguei para buscá-la. Seu irmão Andy e eu teremos uma conversa em breve. Entendo que Hattie é a irmãzinha dele e que está tentando protegê-la ou alguma porcaria assim, mas não posso deixar que envie homens que querem entrar em sua calcinha, “minha” calcinha agora. Abro a porta do clube e encolho levemente ao ver como Hattie deve enxergar tudo isso. Fui muito mais tarde do que pretendia buscá-la esta noite. MadDog e eu começamos a conversar e antes que eu percebesse, a festa já tinha começado passava das nove da noite. — Johnny. — Hattie sussurra, embora mal possa ouvi-la sobre a música do bar. — Esta é uma festa, já esteve aqui antes. — Grito. Acena com a cabeça, mas está com os olhos arregalados enquanto olha ao redor. Isso não é apenas uma festa; aqui estão os irmãos e os fundadores originais de Cali. Olho para a mesa de sinuca onde Serina está sentada em algum cara, enquanto outro está em sua bunda. A cadela adora foder com dupla penetração.


Pessoalmente não gosto de sentir outros caras; estive lá, fiz isso mas prefiro boceta dupla. — Ela está com dois caras ao mesmo tempo? — Hattie pergunta, os olhos inocentes e incrédulos com tudo o que está vendo. — Sim. — Rio enquanto a guio em direção ao bar. Preciso da porra de uma bebida. Quero pegar um drinque para Hattie e espero tirá-la da multidão maluca e de perto das Old Ladies. — Você já fez isso? — Pergunta. Congelo e olho para ela. Não preciso responder, porque deve estar claramente escrito em cima de mim. O rosto dela empalidece e imediatamente olha para o chão. Seguro seu queixo com os dedos e levanto a cabeça para cima para que possa olhar nos lindos olhos verdes. A dúvida, a incerteza e a derrota neles me matam. — Fiz muito isso e você precisa entender. Tentei muitas coisas diferentes. Olhe ao redor, esta vida é desinibida. — Digo, tentando ser suave. — Quer fazer essas coisas comigo? — Pergunta enquanto morde o lábio inferior. — Você é jovem, Hattie, provavelmente não sabe o que quer ainda e isso é legal. Quer experimentar e isso é legal também. Sei que quero somente você agora e se alguma coisa mudar, se quiser jogar, falaremos sobre isso. — Murmuro.


Os olhos procuram os meus, querendo encontrar alguma coisa. O quê, eu não sei. Estou falando sério. Não quero mais ninguém agora, mas isso pode mudar. Gosto de brincar na cama e não vejo essa parte de mim mudando tão cedo. Mas por enquanto, meu pau quer apenas ela. —

Não

sei

se

posso

fazer

isso

Johnny.

Diz.

A voz é tão suave que mal posso ouvi-la entre as pessoas barulhentas da festa. — Não é algo que precisamos conversar agora; não é relevante neste momento. — Digo, tentando acalmar sua mente. Balança a cabeça, mas posso dizer que está desconfortável. Não era assim que achei que seria essa maldita noite. Pego sua mão e vou em direção ao bar. Peço uma dose de uísque e algumas cervejas para o barman que está tentando atender aos pedidos o mais rápido possível. Penso em Brentlee e em como era boa em ser nossa atendente, como era divertido tê-la lá, causando confusão. Viro-me e dou uma cerveja para Hattie antes de pegar o uísque que pedi. Sinto uma mão apertar meu ombro e vejo Fury, a mão oposta agarrando duas cervejas. —

Vamos.

Kentlee

está

morrendo

para

conhecê-la

oficialmente. — Diz. Puxo Hattie atrás de mim novamente, enquanto sigo Fury para um grupo de mesas. Os homens e suas Old Ladies estão todos juntos. Não é um lugar onde normalmente me encontraria durante uma festa, mas agora tenho Hattie.


Encontro um lugar vazio e sento antes de puxar o corpo pequeno para meu colo. Ela senta sem protestar e me pergunto em que está pensando. A conversa que precisamos ter sobre como gosto de foder não pode ser feita nesta festa e Hattie não está pronta para isso de qualquer maneira. Eu a apresento a Fury e Kentlee, Sniper e Brentlee, Vault e Rosie. MadDog está longe de ser visto e acho que está em algum lugar fora da vista de Kentlee. — Então Hattie, o que você faz? Está na faculdade? — Kentlee pergunta enquanto toma um gole de sua cerveja. — Eu… eu trabalhava em um banco como caixa. Mas fui demitida. — Sussurra. Congelo. Eu a deixei no trabalho esta manhã. Demitida? — Mora em Sagle, não é? Talvez você possa conseguir um emprego aqui, para ficar mais perto de Johnny. — Brentlee sugere. — Quem sabe. — Hattie acena com a cabeça. Durante o resto da noite bebemos cerveja e conversamos sobre besteiras. Nada selvagem e maluco; não é como algo que já experimentei antes em uma festa. É calmo e relaxante. E legal. Sei que irei transar mais tarde e estou ansioso para isso, mas sentando ao redor dos irmãos e suas Old Ladies, ouvindo as vozes das mulheres ao fundo enquanto converso com os homens, sinto que isso me acalma.


— Levarei minha mulher para dançar. — Fury anuncia enquanto se levanta e pega Kentlee, carregando-a para a pista de dança, enquanto ela grita que é muito pesada. Sniper e Brentlee também saem, assim como Vault e Rosie. Tudo o que resta do grupo, é Hattie e eu. Não esqueci o que disse sobre seu trabalho e estou pronto para perguntar mais sobre isso. — Vamos para o quarto, princesa. — Murmuro contra sua nuca. — Preciso ir ao banheiro primeiro. — Diz. Sorrio enquanto ela fica de pé e a levo para os banheiros comunitários. Não são os mais limpos, mas são melhores que os da área do bar. Fico de pé e espero contra a parede. Algo está errado. Não a conheço bem, mas ela não está feliz como nesta manhã. A menção de me deixar ir me preocupa e seu óbvio desconforto com meus diferentes desejos sexuais também é preocupante. Embora nunca achasse que ela seria completamente aberta e sexualmente livre, também não achei que isso a afetaria tanto. As únicas mulheres que tive desde o ensino médio foram prostitutas. Não sei se posso fazer isso. Gosto que Hattie seja uma boa garota, que seja a minha garota, mas não quero uma puritana. — É uma garota muito bonita. — Serina diz quando sai do banheiro com um sorriso amplo nos lábios.


— Disse alguma coisa para ela? — Rosno. — Nada realmente. — Encolhe os ombros antes de se apressar para sair.


Hattie Essa vadia nojenta. Eu a vi duas horas atrás com dois caras dentro dela e agora veio aqui me dizer que chupou o pau de Johnny esta manhã. Não quero acreditar, mas acredito. Não o conheço realmente e ele já disse algumas coisas que me levam a ver que não é exatamente o que pensei que fosse. Não estou chocada que faça trios, mas sim se for isso que quer fazer comigo. Não que imagine que todos os homens concordem ou não estejam abertos a isso. Não importa o quão confortável esteja com ele ou com qualquer outra pessoa, não tenho desejo de fazer isso e não acredito que um dia mudarei o modo de pensar.


Saio do banheiro alguns minutos depois que ela. Sinto-me oca. Não deveria me importar tanto, mas me importo. Quando finalmente tenho o homem com quem sonho há três anos, percebo que não é nada do que imaginei que seria. Minha mente o fez perfeito e na realidade, Johnny é falho. Não é perfeito e preciso decidir se essas falhas são algo com as quais possa viver ou não. — Essa puta disse o quê? — Johnny pergunta, assim que estamos dentro do quarto com a porta trancada. — Que chupou seu pau esta manhã e para que eu não me sinta desconfortável, pois você gosta de compartilhar. — Digo olhando em seus olhos. — Tudo bem. — Diz. A falta de resposta me deixa com raiva. Disse que era meu homem, que estávamos em um relacionamento e agora está apenas dizendo ok? — Tudo bem? — Pergunto tentando ficar calma. Não fico irritada facilmente e sou um capacho, sei que sou. Mas quando provocada, o temperamento pode tirar o melhor de mim. — Não a convidei para o meu quarto e não pedi a ela para que fizesse nada. Acordei quando estava gozando. Pensei que fosse um sonho, pensei que fosse você. — Diz, oferecendo uma desculpa esfarrapada. — Por que descobri por ela? — Pergunto.


— Porque eu sabia que ficaria irritada e não queria drama. Não queria isso. Queria ter uma noite agradável com minha mulher, seguida de sexo quente. Resolvi deixar essa porcaria para amanhã. — Sorri. Lá está de novo: a razão pela qual ele realmente me quer aqui. Sexo. Não aguento isso. Pensei que poderia, mas não posso. Não se fará o que quiser com quem quiser. Não sou essa garota e não posso continuar fingindo que Johnny não está com outras pessoas enquanto espero por ele. Quero mais e mereço mais. Fecho os olhos antes de pedir seu telefone. — Por que quer o meu telefone? — Pergunta, franzindo as sobrancelhas. — Quero ligar para Andy vir me buscar. Não deveria ter vindo. — Murmuro, estendendo a mão. Não entrega o celular. Sem discutir, agarra minha bunda e me puxa contra ele, abaixando a cabeça para que nossos narizes se toquem e com uma voz profunda e retumbante, diz: — Não ligará para seu irmão idiota. Não pode me deixar, você é minha, Hattie. Essa cadela não deveria ter dito nada. Eu a avisei. Não a quero. Quero você. Coloco as mãos no peito dele e empurro, mas é muito forte e seu aperto sobre mim é muito firme. — Não quero mais ser sua. Não, se é assim que será. Talvez outras mulheres não se importem, mas eu sim. Eu me importo. — Soluço, incapaz de conter as lágrimas por mais um minuto.


Entre Steve, Willa, Andy, meu trabalho, a vadia e Johnny, não posso mais segurar. Oficialmente, tive um dos piores dias de toda a vida. — Não tem escolha. É minha e goste ou não, não há nada que possa fazer sobre isso. Tive um gostinho e nunca mais a deixarei. Não fodi Serina, não faria isso. E não fiz nada de errado. Precisa abrir os olhos e ver que nada é preto e branco. Não vou me desculpar porque não fiz nada de errado. — Johnny repete. Isso faz meu estômago revirar; ele não está errado. Não está certo, mas também não está errado. Pressiono os lábios enquanto as lágrimas caem. Não quero discutir, mas não posso ceder, não importa o quanto queira. Johnny está perto, está me tocando e posso sentir seu cheiro. Já o quero. — Essas cadelas são loucas, princesa. Tentarão fazer de tudo para expulsá-la, porque querem estar onde está. Precisa ser forte e inteligente o suficiente para ver através das suas besteiras. — Tenta explicar. — Onde é esse lugar? — Pergunto. — Como minha mulher. Na minha cama e não fugindo depois de fodermos. Elas querem que eu as olhe como olho para você, como se pudesse desmoronar se for embora. Querem que sinta dor quando choram, como sinto agora enquanto vejo essas lágrimas. — Johnny sussurra, esfregando nossos narizes um no outro antes de pressionar os lábios contra os meus. — Ainda estou ferida. — Murmuro.


— Deixe-me beijá-la e tudo ficará melhor. — Johnny geme enquanto aperta minha bunda. Não digo outra palavra. Johnny me beija e eu deixo. Abrome para ele como sei que não deveria, como provavelmente sempre saberei. Passo as mãos por seu peito, levantando os braços para puxar os cabelos dele. Leva as mãos até as minhas coxas e me carrega para a cama. Eu me preparo, achando que irá me jogar no colchão, mas não o faz. Ao contrário, suavemente me abaixa sem romper nosso beijo. —

Preciso

de

você,

Hattie.

Murmura,

antes

de

suavemente morder meu lábio inferior e começar a beijar meu pescoço. — Eu deveria sair agora. — Suspiro quando abaixa a blusa que uso e suavemente morde meu seio. — Tire essa jaqueta. — Johnny ordena baixinho enquanto acaricia-me o estômago. Rapidamente puxo a jaqueta dos braços enquanto ele empurra a blusa para cima e sobre a cabeça. As duas peças caem em algum lugar do outro lado da sala, no chão e sua própria camiseta rapidamente segue o mesmo destino. Ouço o barulho de cada uma das botas quando batem no chão. — Johnny. — Suspiro, quando beija meu estômago até o topo da calça. — Não pode me deixar, princesa. Eu foderei tudo, mas não pode ir. — Sussurra contra mim, antes de começar a tirar a calça.


Não digo outra palavra porque segundos depois, a boca quente está no meu centro. Ergo os joelhos e coloco as pernas sobre seus ombros, abrindo-me ainda mais. Ainda sou tímida, mas quando Johnny está entre minhas coxas, qualquer parte dele, sinto-me linda. — Não me machuque. — Sussurro trêmula. — Nunca de propósito, Hattie. — Diz baixinho quando levanta

o

rosto.

Em

seguida,

chupa

o

clitóris

e

gemo

descaradamente alto. Movo os quadris mais perto, para o arranhar áspero em suas bochechas, dentes e da língua gloriosa que tem. Gozo com um grito, um incontrolável. Aperto a cabeça dele entre as coxas, me empurrando contra a língua que toca meu clitóris. Assim que recupero a consciência, lentamente relaxo e deixo cair as pernas de seus ombros. — Vire-se, princesa. — Ordena. Faço o que pede sem hesitação. Estou cansada, satisfeita, feliz e me sentindo bem com o toque dele. Johnny agarra meus quadris e me torce, para que fique com a bunda no ar. Nunca fiz nada além de sexo missionário, por isso, sinto o coração começar a acelerar quando finalmente percebo o que acontecerá entre nós nessa nova posição. Johnny deve sentir isso, porque percorre com a mão da minha espinha até a parte de trás da cabeça. Coloca os dedos por entre os cabelos, antes de suavemente puxar minha cabeça para trás.


— Relaxe, Hattie, relaxe. Não vou machucá-la. Acha que pode me tomar assim? Seus olhos estão da cor de chocolate escuro, quase pretos e está

olhando

diretamente

para

mim,

como

se

estivesse

enxergando através da minha alma. Aceno em resposta e o sinto entrar em mim devagar. Posso senti-lo me esticando, enquanto agonizantemente entra em mim até que esteja completamente dentro. Fica parado, muito parecido como fez na noite anterior, enraizado profundamente. Sinto as pernas tremerem, querendo empurrar de volta contra ele, precisando de algum atrito, algum movimento, alguma coisa. Então, a mão que segura meu cabelo puxa, levando a cabeça para trás e meu corpo para cima. Gemo em choque e sinto uma leve dor. — Ssshhh... Relaxe, Hattie. Lembra-se de como é bom quando relaxa? — Murmura contra meu ouvido. Fecho os olhos enquanto a outra mão envolve minha garganta. Relaxo o corpo, tentando não pensar na dor no couro cabeludo ou na vontade de me mover contra ele. — Está tão bonita agora, princesa e me deixa tão feliz... — Diz baixinho. De repente, sinto seu pau sair um pouco para fora, antes de voltar para dentro. Grito, surpresa e tento relaxar novamente.


Gemo quando me puxa a cabeça para trás ainda mais, arqueando meu pescoço. Desse modo, seu rosto fica em frente a mim enquanto me beija. — Você é linda, Hattie. Me pertence; seu corpo é meu e o coração também. Estou a reivindicando e não há nada que possa fazer agora, apenas aceitar. Me aceitar. — Sussurra, enquanto continua movendo-se para dentro e para fora do meu corpo. Não consigo dizer uma palavra. Nada sai, apenas a respiração ofegante. — Johnny. — Engasgo, quando sinto que estou subindo novamente em direção a outro clímax. — Coloque a mão entre as coxas e goze no meu pau, Hattie. — Resmunga enquanto continuava se movendo dentro de mim, os lábios nos meus, uma mão no cabelo e a outra na garganta. Johnny me cerca inteiramente. Coloco a mão entre mim e a cama e rapidamente começo a esfregar círculos contra o clitóris. Sinto o acúmulo; é um sentimento excruciante e não sei o que fazer. Quero parar, mas tudo parece tão bom que não posso e novamente lágrimas me escapam. — Continue, não pare; quero que goze em mim. — Murmura. A pressão começa a aumentar e ele assim, dentro de mim dói demais. Praticamente me jogo para frente quando gozo. É longo, duro e molhado. Muito molhado. — Oh, maldição! — Grito. — Porra! — Johnny geme por trás e sinto seu gozo derramar

na

parte

inferior

das

costas.

Ele

desmorona


completamente em cima de mim, a frente pressionada contra a metade das minhas costas. — Algo aconteceu. — Sussurro. — Caralho, sim, aconteceu alguma coisa. O melhor sexo da minha vida acabou de acontecer. — Johnny diz, enquanto beija a lateral do meu pescoço. — Não. Acho que fiz xixi ou algo assim. Quero morrer agora mesmo. — Murmuro, tentando me afastar. — Não fez xixi, princesa. Você esguichou. Porra, eu gostaria de ter visto mais também. — Murmura, enquanto pressiona os quadris na minha bunda um pouco mais, empurrando seu pau ainda um pouco duro dentro de mim. — Eu fiz o que? — Grito, completamente e totalmente envergonhada. Johnny sai de mim e depois se senta na cama, de costas contra a cabeceira. Ele me arrasta entre as coxas, de modo que fico pressionada contra o peito dele. Em seguida, começa a trilhar com os dedos um caminho sobre meus seios, estômago e para o meu centro, onde brinca comigo. Seus dedos acariciam delicadamente,

movendo-os

para

cima

e

para

baixo,

mergulhando dentro e girando no clitóris. Os toques são leves, suaves. Envolvo o braço em seu pescoço e pressiono os lábios contra ele. — Você ejaculou, Hattie. Bati no ponto G e você gozou. Não acho que muitas mulheres podem fazer isso com sexo normal. Porra, o fato de que você pode.... Quero assistir da próxima vez. — Diz.


— Sexo normal? Parece e senti como se tivesse feito xixi. — Suspiro fechando os olhos enquanto levemente viro o quadril em direção às carícias. — Não quero que você veja e não quero fazer isso de novo. — Isso principalmente, acontece durante o sexo anal. Dane-se essa porcaria, no entanto. Fará isso tantas vezes quanto eu puder. É tão sexy... — Johnny diz, enquanto empurra dois dedos dentro de mim. — Não posso mais. — Digo suplicante. — Sim, pode. Goze para mim, Hattie. Mostre-me que boa menina você é. — Rosna. Sinto as coxas tremerem quando pressiona a palma da mão contra o clitóris e me fode com os dedos. — Johnny. — Grito. Estou muito sensível e isso é demais. — Porra, goze na minha mão. — Exige. Aperto os dedos no cabelo dele quando agarra meu seio, apertando o mamilo até que gozo novamente. Dói. Dói e ainda assim, é tão bom... Sou sensível e sei que ficarei extremamente dolorida amanhã, mas não me importo. Não agora. Tremo em seus braços e suspiro quando puxa os dedos para fora de mim. — Ssshhh, Hattie. Não sabe como é gostosa. Fez um ótimo trabalho. — Murmura enquanto envolve os braços ao redor.


Dirty Johnny Olho para Hattie, que dorme ao meu lado na cama. Está exausta e por minha culpa. Sinto-me como um maldito pavão; estou muito orgulhoso. Hattie definitivamente estará andando engraçado amanhã e saberei a cada careta que fizer que fui eu quem a fez se sentir assim. Estamos neste estranho lugar nebuloso. Eu a quero como minha, completa e totalmente. Já disse isso, mas não acredita e não posso pedir que seja marcada com meu nome ainda. Ela não entenderia. Queria que conhecesse a vida do clube, então quando entendesse um pouco mais e conhecesse algumas das Old Ladies, poderia marcá-la e mantê-la longe, exceto por eventos sociais familiares. Não acho que isso pode acontecer agora, pelo menos não por um tempo. Ela precisa confiar em mim e por causa de Serina, não pode. Ainda não. Sorrio amplamente quando lembro do jeito que a peguei brutalmente, a forma como me tomou sem hesitar e como ejaculou por toda parte. Porra, me sinto como um maldito rei. Nunca consegui que outra mulher fizesse isso apenas fodendo sua boceta. Saber que posso fazer isso com a minha mulher, é a melhor sensação do mundo.


Inacreditável. E quero isso toda vez agora. Uma batida na porta interrompe meu autorregozijo e saio da cama, vestindo o jeans rapidamente. Não quero que quem quer que seja acorde Hattie. Ela precisa de dormir; esta noite irá trabalhar no meu pau mais um pouco. Preciso de tudo o que posso conseguir dela antes de mandá-la de volta para Sagle. Esta distância de uma hora entre nós não vai funcionar. Não mesmo. — O quê? — Pergunto quando abro a porta. Grizz está do outro lado, parecendo um urso aborrecido. — Aquele policial, irmão da sua menina está aqui de uniforme e fazendo ameaças. — Resmunga. Fecho os olhos antes de xingar. — Deixe-me calçar as botas. — Digo, virando e pegando também as meias que estão descartadas no chão. Quando estou calçado, pego o colete da cadeira e o visto sem camisa. — Eu perguntaria se ela vale a pena, mas vejo que sim. — Grizz ri e olho para a cama. Hattie está nua e de barriga para baixo. As pernas estão bem abertas e uma está inclinada para cima. Dá para ver a boceta inchada, a linda bunda em exposição e ao lado da cama, a evidência de sua ejaculação. Porra, ela vale a pena. Não importa que tempestade ou confusão seu irmão tente trazer para a minha porta, ela vale tudo.


— Pare de ser pervertido. É jovem o suficiente para ser sua filha. — Aponto enquanto passo por ele e saio do quarto. Espero que Grizz feche a porta e me siga. —

Apenas

olhando,

sem

tocar.

Ri

alto

e

estrondosamente. Entrando na área do bar, olho ao redor e percebo que ainda há corpos espalhados. Sorrio, imaginando o que Andy deve pensar, especialmente uma vez que a irmãzinha esteve aqui a noite toda. — Onde está Hattie? — Rosna assim que me vê. Pego o maço de cigarros do colete, acendendo um antes de dar uma resposta. — Dormindo na minha cama. Que horas são, afinal? — Pergunto, passando a mão pelo cabelo bagunçado. — Oito. — Encolhe os ombros. — Oito da manhã? — Quase grito e a cabeça protesta com o barulho. — Sim. É quando membros normais da sociedade acordam, idiota. — Aponta Andy. Os amigos policiais sorriem amplamente ao lado dele, obviamente tentando segurar as risadas. — Não quando foram para a cama há duas horas. — Digo. — Quero falar com a minha irmã. — Diz, me ignorando. — Está dormindo e não irei acordá-la. Não depois que dormiu apenas por duas horas. — Digo novamente. Ele revira os olhos. — Basta ir buscá-la.


— Não. Você mandou um idiota até a casa dela noite passada para tentar seduzi-la ou alguma porcaria assim. Não funcionou, a propósito. Cara, Hattie não quer um adolescente. Porra, nunca conheci um irmão tão preocupado com a boceta da irmã e com quem ela namora. Qual é o seu negócio? — É melhor você calar a boca, porra. Agora! — Rosna e vejo como seus amigos o seguram. Não me importaria se quiser brigar para valer. Bater nele seria divertido, até mesmo terapêutico. — Por que está aqui? Hattie está bem, dormindo. Pedirei que ligue para você quando acordar, se quiser. Mas ficará comigo durante o fim de semana; por isso, não prenda a respiração esperando o telefonema. — Hattie foi demitida ontem por sua causa e quero ter a certeza de que está bem. Quero ver se precisa de alguma coisa. — Diz. Aceno, lembrando da conversa que teve com Kentlee na noite passada sobre ter sido dispensada do trabalho. — Não fiz nada para prejudicá-la. Eu a deixei antes do turno de ontem. — Digo, me perguntando por que pensou que tenho algo a ver com o trabalho dela. — Sim e a gerente do banco o viu, com seu colete afiliado a uma gangue. Não quer alguém envolvido com lixo trabalhando lá. Por isso, Hattie perdeu o emprego que tem há mais de um ano por ter se envolvido com alguém como você. — Diz Andy. Parece convencido, muito convencido disso, o que me faz pensar que teve algo a ver com isso.


— Posso perceber então que ligou para a gerente dela e contou sobre isso antes do tempo. Como a gerente saberia que Hattie estava comigo? Ele empalidece um pouco, o que significa que acertei na mosca. — Você é o babaca aqui, cara. Fez a irmã ser demitida por estar fodendo com um cara do qual não gosta. Supere isso. Não tome as decisões por ela, Hattie é uma mulher adulta e pode namorar quem quiser. Não cabe a você ou a qualquer outra pessoa decidir com quem passa seu tempo. Foi uma besteira o que fez. — Falo. Vejo como os amigos de azul olham para as botas, sabendo que esse cara é o idiota aqui, não eu. — Cuidado com o que diz, motociclista. Tirarei minha irmã daqui e irei trancá-la. — Cospe aos meus pés e depois vira-se para longe, os companheiros o seguindo de perto. — Aquele cara é um irmão mais velho irritado e procurando por problemas. É melhor manter uma rédea curta sobre ele. — Diz Sniper atrás de mim. — Ficaria assim se eu estivesse namorando Mary-Anne? — Pergunto, me voltando para ele. — Eu o mataria. — Diz com quase nenhuma emoção. — Mas sou seu irmão. — Recuo. — Sim e eu sei onde seu pau esteve. E se alguma vez chegasse perto da minha querida irmãzinha, eu o mataria vagarosamente.


Sniper não oferece mais nada antes de virar e sair, caminhando de volta para o quarto, para sua esposa, que provavelmente está tão desmaiada quanto Hattie. Viro para sair também, mas Torch me chama antes que dê cinco passos. — Se quer aquela garota, se realmente a quer, faça o que é correto. Não deixe ninguém o convencer a não mantê-la, nem mesmo você. — Torch, precisa superar o passado e seguir em frente, irmão. Essa porcaria o está comendo vivo por muito tempo. — Digo como resposta. — Sim. — Sério. Seja o que for que alguma uma vadia fez ou que você fez com ela, precisa seguir em frente ou consertar essa bagunça. — Repito. Concorda com a cabeça. — Eu sei. Mas já passou muito tempo e não sei como posso consertar. — Admite. — Apareça e fale. — Respondo. — Não é assim tão fácil. — Pode ser se realmente quiser. Afasto-me dele, deixando-o sozinho com sua garrafa de Jack às oito horas da manhã. Torch não dorme e quando o faz, tem pesadelos. Não sei sobre o que são e nunca perguntei; não que ache que me diria se o fizesse. Eu sei que Torch teve uma mulher uma vez quando estava no exército, mas nenhum de nós já viu ou a conheceu. Ele


afirma que não deu certo, mas há muito mais nessa história. Torch é pouco claro, no entanto. Nenhuma quantidade de álcool ou drogas o fez se abrir. Ano após ano, isto o está comendo vivo e se não consertar a bagunça, continuará em espiral e nunca será capaz de voltar. Ignoro os pensamentos sobre Torch enquanto caminho de volta para o quarto. Fico surpreso ao encontrar Hattie sentada de costas contra a cabeceira da cama, o lençol sobre os seios e o cabelo bagunçado em volta do rosto e ombros. — Andy esteve aqui? — Pergunta. — Sim. — Respondo, apagando o cigarro e tirando as roupas. — Ele falou sobre o trabalho? — Hattie sussurra. — Sim. E também basicamente admitiu o que fez. — Digo quando deito ao seu lado e puxo o lençol para baixo dos seios. — Johnny. — Protesta. — Bem, se teremos uma discussão, quero poder ver esses seios doces. — Murmuro antes de me curvar e pegar um dos mamilos na boca e chupar. — Pensei que fosse Willa. — Respira fundo. — Provavelmente, ambos fizeram parte disso. — Murmuro. — Não tenho mais um emprego e não sei como viverei sozinha. Provavelmente terei que voltar para casa. — Diz, a voz estremecendo. — Venha para Bonners Ferry. O clube é dono de muitas empresas e iremos colocá-la em algum lugar. — Digo, sentando e


olhando nos olhos cansados e vermelhos do choro e falta de sono. — Não posso fazer isso. — Hattie murmura. — Sim, princesa, pode. É disso que este clube se trata. De ajudar um ao outro. Você é minha mulher e terá um emprego se quiser. — Anuncio. — Onde irei morar? — Vamos encontrar algo hoje. — Sugiro. — Nós? — Não acha que irá mudar para cá e morar sozinha, não é? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. — Eu... nós apenas nos vemos há pouco mais de uma semana. — Praticamente grita, nervosa. — Sei que não vou a lugar nenhum, Hattie. Estou sempre entrando e saindo do clube e não ficarei em casa todas as noites. Mas quando estiver, quero que estejamos juntos. — Murmuro beijando os lábios suaves. — Estamos loucos. — Sussurra. — Sim. Mas será um maldito passeio selvagem, princesa, então é melhor que se segure.


Hattie Morar juntos. Johnny quer morar junto e estou considerando isso. Sou tão burra.... É completamente louco. Johnny está descansando a cabeça no meu estômago enquanto ronca levemente. Está dormindo há horas, mas parece que

não

consigo

desligar

meu

cérebro. Há

muita coisa

acontecendo, vários cenários e preocupações para relaxar o suficiente para dormir. Quando o telefone no chão vibra, o alcanço, não querendo perturbá-lo. Gosto de tê-lo sobre mim e tenho a sensação de que Johnny não é realmente carinhoso e isso é uma raridade que


devo absorver. Vejo que há uma mensagem de texto e não quero ler, mas visualmente vejo. E isso me leva a ler o restante: Mãe: Ei baby... Preciso de dinheiro. Seu pai está com problemas novamente. Mãe: Está ficando muito mal Johnny, por favor. Ajude-me. Johnny: Deixe-o e eu ajudo. Mãe: Não posso fazer isso; ele morreria. Apenas preciso de um pouco de dinheiro até o próximo cheque. Johnny: Para a próxima dose? Mãe: Não posso parar de comer. Mãe: Por favor! Eu vou morrer e será sua culpa se acontecer. Poderá viver consigo mesmo? As mensagens não param. Centenas e a cada vez, Johnny cede e dá dinheiro. Seus pais são viciados. Gentilmente coloco o telefone para baixo e fecho os olhos com força, sentindo dor por ele. Não é de admirar que não queira falar sobre eles ou sobre a vida que levava quando menino. Eu me pergunto que tipo de sofrimento viveu quando criança. Sintome triste por ele, pelo garoto que foi, mesmo que anos atrás. Johnny tem uma dor que nunca irá embora e que certamente ficará com ele por toda a vida. — Precisamos de comida. — Diz contra mim. Empurro todos os pensamentos sobre os pais dele para o lado, quando ouço a voz áspera. — Isso soa bem. — Murmuro enquanto passo os dedos por seus cabelos.


— Vou pegar suas coisas, vamos tomar banho e depois irei alimentá-la. Então começamos a procurar uma casa. — Johnny diz enquanto senta e boceja, passando a mão pelos cabelos. — Ok. — Murmuro, o observando. Ele não diz outra palavra enquanto veste uma calça jeans e sai, descalço e sem camisa. Inclino até encontrar a camiseta da noite anterior e a visto. Rio para mim mesma... Johnny é como eu, as roupas estão espalhadas por todo os lugares. Ouço a porta abrir e depois fechar. Estou inclinada, pegando um jeans jogado no chão, quando sinto as mãos grandes agarrarem meus quadris e seu pau nu movendo-se contra meu centro, roçando o clitóris. — Johnny. — Suspiro. — Fique assim. — Resmunga enquanto gentilmente entra dentro de mim. Inalo nitidamente quando aperto o jeans com força. Estou com as mãos no chão e completamente inclinada ao meio; as pernas tremem. — Porra! Esse corpo foi feito para mim, princesa. — Diz. É gutural, como um gemido e isso me faz gemer. Como apenas a voz dele pode fazer isso, eu não sei. — Oh, Deus! — Suspiro quando começa a acelerar os impulsos. O sangue corre para a cabeça e me sinto tonta, o orgasmo aproximando-se. Tudo combinado é demais; sinto o corpo todo tremer e a única razão pela qual não caio é porque Johnny me segura. Estou com os joelhos presos no lugar e fecho os olhos ao sentir os movimentos que faz dentro de mim.


— Na próxima vez, irei prendê-la a mim. — Sussurra sem fôlego, enquanto pressiona os dedos com mais força na minha cintura. Empurra os quadris mais rápido e mais forte. — Estou perto. — Sussurro no quarto silencioso. — Goze em todo meu pau, Hattie. Mostre-me o quanto você precisa de mim. — Exige. Como se meu corpo obedecesse, eu gozo. Gozo forte e muito. Sinto-me tonta e parece que todo o ar me deixou. Então, com o pau ainda dentro de mim, sinto as mãos envolvendo meu seio e me puxando contra seu peito. Estou tonta, mas Johnny não acabou, ainda não gozou. Uma das mãos permanece no seio enquanto a outra envolve a parte de trás do meu joelho. Levanta-me a perna e empurra dentro de mim. Suspiro e deixo a cabeça cair no ombro dele, os lábios roçando o queixo barbudo. — Toque-se para mim, Hattie. Quero ouvir e senti-la. Estremeço antes de colocar a mão entre as pernas. Abro os dedos em forma de V e os deixo escorregar até onde estamos conectados, sentindo-o empurrar para dentro e para fora de mim e a umidade que reveste seu pau contra meus dedos. — Princesa... — Murmura com um suspiro. — Você me excita, Johnny. Todo você. — Digo, enfatizando cada palavra. Sinto a necessidade de afirmar as emoções que sinto. Talvez para ele seja apenas sexo, mas para mim, é muito mais. Especialmente agora que conheço um pouco da sua infância.


Quero trazer felicidade a ele, coisa que nunca teve antes e tornar a vida mais fácil. — Vamos, Hattie. Quero essa boceta apertando meu pau mais uma vez antes de gozar. — Geme, enviando uma onda de calor sobre mim. Movo a mão no clitóris e começo a trabalhar, mais e mais rápido. Darei o que quer de mim e do meu corpo. Grito quando começo a tremer e o orgasmo chega mais rápido do que esperava. Johnny empurra dentro de mim, profundamente e sinto o pau engrossar e estremecer enquanto enche-me com seu clímax. A boca vai para o pescoço e me beija antes de suavemente morder a pele. Ternamente, continua movendo-se para dentro e fora de mim. — Sei que provavelmente está dolorida, mas não vou me desculpar. — Murmura contra a pele molhada de suor. — Ficarei bem. — Estremeço quando sai de mim e solta a minha perna. Viro-me em seus braços e olho para ele. Johnny afasta meu cabelo do rosto e cobre com as mãos as bochechas, roçando os polegares nelas. — Você é muito boa para mim, Hattie. Não a mereço, mas não a deixarei ir também. — Suspira, enquanto se abaixa e me beija. — Sou sua, Johnny. É simples assim. — Encolho os ombros.


— Vamos nos vestir e comprar comida. — Johnny sugere, mudando de assunto. Não digo nada, escolhendo ir até a bolsa pegar todos os produtos de higiene pessoal. Odeio que tenham chuveiros comuns; tenho medo de entrar no banheiro e encontrar aquela cadela Serina, novamente. Johnny diz para levar o tempo que precisar e que estará do lado de fora da porta até que termine, para que possa me levar de volta ao quarto para me vestir. Aceno como resposta e vou cuidar dos meus negócios e tomar banho. Quero aproveitar o dia, comer e olhar casas. Estou animada, nervosa e aterrorizada, tudo de uma vez. Este relacionamento pode resultar em algo feio e desagradável ou pode ser exatamente o que ambos estamos procurando. Mas se não der o salto de fé, nunca saberei. Andy e Willa estão convencidos de que Johnny é algo ruim e talvez seja mesmo, mas não penso assim. Acho que está danificado por uma infância ruim e ali encontrou uma família. Eu o vi com os amigos na noite passada e suas mulheres. São rudes e parecem todos cortados do mesmo tecido, mas as mulheres são fofas e doces. Nada como aquela puta Serina horrível. São mulheres com quem posso me ver fazendo amizade no futuro. Não me senti fora do lugar ou não aceita. Na verdade, senti exatamente o oposto. Gosto disso para ele, que tenha boas mulheres ao redor. Também diz algo sobre os homens (que apesar de rudes), são bons também. Aquelas mulheres não estariam ao lado deles se não fossem.


Dirty Johnny Rolo pelo telefone, e vejo cinco novas mensagens. Todas da minha mãe querendo nada, além de dinheiro. Fecho os olhos. Não quero lidar com ela, mas por experiências anteriores, sei que se não o fizer, começará a ligar ou então aparecerá no clube. Não quero que os irmãos tenham que lidar com seu traseiro drogado se não estiver ali. Tenho que dar mais dinheiro a ela. Tem vindo até mim com mais frequência, o que significa que não está apenas um pouco fora, mas completa e totalmente drogada. Houve momentos em que ficou bem, sob controle. Foram poucas vezes e distantes entre si, mas quando acontecia, ela tentava ser uma boa mãe. Meu pai, no entanto, nunca tentou. Gostava dela alta e dependendo dele, de ter controle sobre ela por causa do seu vício. Ele tinha um hábito próprio: claro que gosta de drogas, mas gosta mais de boceta e de uma grande variedade delas. Infelizmente, nunca escondeu isso e até fazia minha mãe se juntar a ele. Talvez seja de onde recebi essa necessidade por sexo que sinto. Já o vi transando com mamãe e outras cadelas a vida toda. Às vezes, até outros caras juntavam-se a eles e nada era feito escondido, era tudo ao ar livre.


— Ei... — Diz Hattie na minha frente. Olho para baixo e sorrio. Ela está com o rosto limpo, o cabelo molhado do banho e enrolada em uma toalha. Totalmente “foda-me”. Poderia tomá-la novamente, mas a boceta dela provavelmente está latejando. Mesmo que goste do fato dela me sentir entre as coxas o dia todo, também quero transar esta noite. Por isso, darei algumas horas de descanso. — Vamos vesti-la para que possa comer. — Murmuro. Vejo quando sorri amplamente e isso faz meu peito doer. Não é um sentimento familiar e não entendo, mas me faz sentir bem por dentro. Deito na cama alguns minutos depois, enquanto envio uma mensagem para minha mãe, avisando que receberá o dinheiro dela

esta

tarde.

Sinto-me

uma

bagunça,

sabendo

que

essencialmente, estou apenas dando mais drogas a ela. Aperto enviar e em seguida, olho para cima e observo Hattie. Está usando jeans apertado e um suéter solto com o ombro caído, mostrando apenas uma linha fina do abdômen liso. O cabelo ainda está úmido, mas em uma trança sobre o ombro e vejo quando calça um par de botas de cano curto. Parece foda. — Estou pronta. — Anuncia, enquanto pega a bolsa e a joga por cima do ombro em frente à longa trança. — Sem maquiagem? — Pergunto surpreso. — Eu preciso? — Parece levemente em pânico e isso me faz rir.


— Não, princesa. Você fica bem do jeito que está. — Resmungo. Pego a mão dela a guio para fora do quarto. Estou com fome e se ficar aqui mais um minuto, precisarei da boceta dela novamente. Sou viciado. — Missa às cinco. — Torch diz quando saímos do bar. Porra, esqueci da missa esta noite. Embora não devesse, já que os homens do MC original ainda estavam na sala principal. — Que missa é essa? — Hattie pergunta, depois de entrarmos no carro. Odeio ter que dirigir esta gaiola, mas Hattie não montou desde quando tinha dezesseis anos e está ficando mais frio. Não quero que odeie isso. Quero esperar o dia perfeito para colocá-la na parte de trás da moto e mostrar a ela o quão incrível é se sentir livre. — É apenas o nome que damos às nossas reuniões. — Informo, enquanto vou em direção à cidade para o melhor restaurante que temos em Bonners Ferry. Hattie não diz mais nada e isso é bom. É boa em apenas ficar ao lado, sem falar incessantemente sobre porcarias estúpidas apenas para preencher o silêncio, como outras mulheres fazem. Gosto como podemos apenas ficar um com o outro e não sentir a necessidade de encher o espaço com palavras o tempo todo. Levo o carro para o restaurante e rapidamente saímos. Envolvo o braço ao redor da cintura dela assim que entramos no


local e esperamos a garçonete nos servir. Encolho quando vejo quem irá nos atender. É uma garota que faz festas conosco nos finais de semana e acho que todos nós tivemos nossa vez com ela. Inclusive eu, e bem, Tasha. — Ei, Dirty Johnny. Como você está? — Pergunta, estufando o peito e fazendo com que fique realmente difícil não olhar para os grandes seios. — Ei, Harmony. — Murmuro. — Mesa para dois. — Sim. — Responde, enquanto tira os cardápios de plástico do suporte e começa a andar em direção a uma cabine. Hattie está rígida ao lado agora; sei que não perdeu o jeito que Harmony está agindo. É óbvio que existe algo entre nós. — Uma garçonete estará com vocês em um minuto. Saio às quatro, se os dois precisarem de algo completamente diferente. — Sorri. Então, inclina-se e mostra ainda mais do amplo decote. — Preciso ter seu grande pau e adoro como me fode sujo. Posso até comer sua garota se quiser. Harmony pisca antes de se afastar, sem esperar por uma resposta. Ajusto o pau na calça quando imagens de Harmony chupando o clitóris de Hattie enquanto a fodo, percorre minha cabeça. Olho para Hattie, que está olhando o cardápio, parecendo ler. — Vai querer comer o quê, princesa? — Pergunto, tentando mudar de assunto, querendo que não tivesse ouvido nada disso. Não estou pronto para compartilhar Hattie, não de verdade. Embora Harmony tenha pintado uma imagem bonita, não quero isso. Por enquanto, apenas quero Hattie e a quero sozinha. Mas


sei que isso vai mudar. É inevitável. Nunca fodi apenas uma mulher por muito tempo. Mas estou gostando de ser apenas nós dois. — Hum, escolha para mim. Preciso ir ao banheiro. — Murmura. Hattie está de pé e sai antes que eu possa dizer outra palavra. — Essa menina nunca entenderá um homem como você. — Diz Harmony enquanto se inclina contra o balcão. — Verdade? E por que acha isso? — Pergunto, enquanto olho para a porta do banheiro fechada. — É um homem robusto, bruto e precisa foder como se precisasse de ar para respirar. Um homem assim nunca se amarrará a uma só boceta. Assim como eu nunca poderia me amarrar a apenas um pau. Não nos comprometermos com uma pessoa. — Harmony diz. Ela sai do meu lado e penso nessas palavras. Um homem como você nunca se amarraria a uma boceta. Sempre pensei assim, sempre. Foi por isso que nunca tentei um relacionamento, não até Hattie. Nenhuma mulher segurou meu interesse por muito mais tempo do que uma segunda foda ocasional. Muito menos para mais do que isso. Quer dizer, fodo Tasha, Harmony e Serina repetidamente, mas é porque estão por perto. Não há nada, além de sexo com elas. Com Hattie, é mais. Realmente sinto algo por ela. Quero mantê-la

segura,

protegê-la,

adormecer ao seu lado à noite.

vê-la

acordar

de

manhã

e


Sinceramente, não sei o que quero. Quero Hattie, mas não sei se serei fiel. Harmony está certa. Hattie nunca entenderá que preciso de outras mulheres. Não quero machucá-la e acho que isso será inevitável quando me ver fodendo outra mulher. Eu sei que me mataria ver outro homem transando com ela. Nunca poderia compartilhá-la com um homem nunca. Ela é minha.


Hattie Puxo a toalha de papel do suporte e limpo meus olhos, esperando que não pareça que estive chorando. Mas isso é impossível. Olho para a direita quando uma figura aparece ao meu lado. É a garçonete, a de seios grandes que Johnny fodeu e que acabou de oferecer seus serviços para nós dois. É claro que quer que Johnny transe com ela, enquanto gentilmente me come. Ai que nojo. Não quero a boca dessa garota em qualquer lugar perto de mim.


— Deixe-me adivinhar? Johnny fez com que se sentisse especial e de repente, está percebendo que não é nada disso, estou certa? — Pergunta enquanto se inclina contra a pia. Eu me recuso a responder. Não porque esteja certa, mas porque é uma vadia. — Johnny nunca irá se comprometer. Não totalmente. Vai transar com você por um tempo e então irá querer incluir outra mulher na relação. E aceitará isso porque fará o que for preciso para fazê-lo feliz. Depois, ele irá foder prostitutas, garotas em festas ou strippers do clube. Tudo isso, enquanto estiver em casa mantendo a cama quente até que decida agraciá-la com sua presença novamente. Nesse ponto, você irá se cansar e ameaçará deixá-lo. Mas para onde irá? Então, quando achar que está tentando deixá-lo, irá engravidá-la e ficará presa por toda a vida enquanto ele faz o que quer. — Explica. Tudo isso faz sentido, para meu desconforto. — Fui criada nesta cidade querida e vi como esses homens passam por mulheres. E quando finalmente conseguem uma boa, as tornam suas Old Ladies. Dirty Johnny não é diferente e você também não. Aceite um conselho amigável, de garota para garota: Deixe-o, vá embora, corra. Encontre um bom rapaz da sua idade e viva em uma pequena casa com cerca branca. Deixe esses homens rudes para garotas como eu. — Diz e sorri. Sem outra palavra, sai e me deixa no banheiro. Pode ter saído, mas não levou as palavras com ela. Não. Essas palavras criaram raízes e agora estão gravadas na minha cabeça.


Essa mulher está certa sobre tudo. Sei que Johnny gosta de variedade e já mencionou sobre eu ter o bebê dele. E hoje quer procurar um lugar para nós, mas deixando claro que não estará lá todas as noites. Algumas horas atrás, depois de descobrir sobre a infância que teve, estava disposta a fazer muito por ele, fazê-lo feliz. Agora, não tenho tanta certeza. Se fizer o que quiser para poder segurá-lo e mantê-lo feliz, quanto de mim perderei? Lentamente, volto para nossa mesa e percebo que está me observando com cuidado e cautela, como alguém que olha um animal com medo. Sorrio enquanto sento e olho para o hambúrguer e batatas fritas. Pego o ketchup e agito um pouco no prato, mergulhando uma batata frita antes de comer. — Está bem, princesa? Esteve lá por um tempo. — Pergunta. — Sim, estou bem. — Sussurro, antes de comer o hambúrguer. Comemos em silêncio; prefiro assim. Estou girando em um espiral, minha vida está girando em espiral. Willa tinha avisado que não conseguiria lidar com um homem assim e a garçonete também disse a mesma coisa. Realmente não conseguirei lidar com o que ele quer. Andy me conhece melhor que ninguém e viu isso a um quilômetro de distância. Perdi o emprego por causa deste relacionamento de duas semanas. O que estava pensando? É claro que não estava. Fiquei esperando e aguardando que três anos de fantasias se tornassem uma realidade maravilhosa.


Sei que preciso ir, mas não tenho para onde correr. Posso ficar por cerca de duas semanas no apartamento, sem carro e sem planos. Posso engolir o orgulho e ir atrás de Andy ou para casa, mas não queria fazer isso. Precisava que Johnny fosse o homem que meus sonhos mostraram que seria. Estou muito desapontada ao perceber que não é. Não sei o que fazer. Quando estamos sozinhos, quando está dentro de mim, é o paraíso. Mas agora, estou com medo do que o futuro trará. Aterrorizada, na verdade. — Vamos ver alguns lugares. Consegui que Kentlee marcasse algumas visitas com o corretor que usa. — Johnny anuncia, assim que terminamos de comer. — Tudo bem. — Concordo enquanto levanto. Ele joga algum dinheiro na mesa antes de mover a palma da mão quente sobre a pele nua das minhas costas e me abraçar. Quando estamos no carro e dirigindo em direção ao nosso próximo destino, me viro para encará-lo. — Johnny, se quiser outra mulher em nossa cama, não sei se poderei aceitar isso. — Finalmente digo. Vira-se, olha para mim e sem dizer uma palavra, encosta o carro no acostamento. Prendo a respiração quando solta o cinto de segurança e depois me puxa para o colo. É rude e não posso evitar o grito que escapa quando fico firmemente sentada sobre suas pernas. Segura-me pelo pescoço e os olhos cor chocolate olham diretamente nos meus. Parecem aflitos, o que faz meu coração disparar e doer ao mesmo tempo.


— Você a ouviu. — Johnny diz. Não é uma pergunta, é uma afirmação. — Sim. Ela foi também até o banheiro falar comigo. — Admito. — Hattie. — Johnny suspira quando fecha os olhos. Quando os abre novamente, concentra-se em mim. — Não mentirei para você, não sobre isso e não sobre qualquer coisa se puder evitar. Quero dizer que é a única que quero, que nunca estarei com outra mulher enquanto estiver ao meu lado. Quero dizer todas essas coisas. — Mas não pode. — Adivinho. — Não posso. Nunca estive em um relacionamento quando adulto, Hattie. Apenas fodi e na maioria das vezes, com mais de uma pessoa na minha cama. Geralmente duas mulheres; às vezes uma mulher e outro irmão. Gosto disso e não sei explicar por quê. Mas gosto. — Encolhe os ombros sem pedir desculpas. — Não posso fazer isso. — Digo, enquanto meus olhos se enchem de lágrimas. — Não preciso disso ainda e francamente, não quero agora. Hoje, apenas quero você. — Diz e soa como um pedido. — Desculpe. Não posso viver uma vida onde esperarei que me deixe para que possa ter o que deseja. Também não posso viver constantemente me perguntando com quem está transando enquanto estou em casa sozinha. Sinto muito, Johnny. — Falo enquanto lágrimas caem.


— Sim. Tudo bem, princesa. — Coloca um beijo suave nos meus lábios. Nosso último beijo, sei isso. A conclusão é perceptível e odeio isso. — Então.... É isso? — Pergunto, já sabendo a resposta. — Diabos.... Quer que diga o quê? Hein? — Rosna. — Fale sobre dizer que era meu homem e que agora está bem em apenas terminarmos as coisas assim. — Respondo. Estou perplexa, mas não completamente chocada. Não depois de saber que os jogos que faz na cama não são apenas por diversão, mas sim, parte dele. — Isso nunca funcionará. Quero coisas diferentes e não posso simplesmente desligar essa parte de mim. Silenciosamente, volto ao banco do passageiro e Johnny me leva de volta ao clube. Ele me instrui a ficar dentro do carro e alguns segundos depois, volta com a minha bolsa. Tento me controlar enquanto dirigimos durante uma hora de volta para Sagle. Uma amostra da fantasia se tornando real foi tudo o que imaginei que seria. Johnny é rude, robusto, mas gentil quando precisei que fosse. Ele me aceitou e amou pelo que sou e me ensinou mais sobre mim mesma no curto espaço de tempo que estivemos juntos do que descobri sozinha em dezenove anos. — Não quero que saia do carro. — Diz quando entramos no estacionamento do apartamento. — Também não quero. — Confesso. — Então, não saia. — Praticamente grita.


— Ficará feio, desagradável e um dia estará infeliz por eu não ser o que precisa. — Suspiro. — Eu sei. — Johnny admite. Viro-me e seguro seu rosto nas mãos, sentindo a barba por fazer. Sentirei falta de tudo sobre ele. Sentirei falta das feições ásperas e fortes, do cigarro, do corpo magro e da maneira como um olhar dele me faz sentir como se fosse a mulher mais bonita de todo o planeta. — Fantasiei estar com você por três anos. Tudo foi melhor do que poderia imaginar. — Sussurro, antes de me inclinar para frente e beijá-lo uma última vez. Não abro a boca ou vou mais fundo. Envolvo a mão na alça da mochila e abro a porta do carro, me afastando sem olhar para trás. Se olhar, cederei. Correrei até ele e implorarei para me levar de volta ao clube e me foder até desmaiar. Johnny queria que fosse dele e sou. Mas não me pode dar o mesmo. E até que possa, não aceitarei os pedaços do que quiser dar.

Dirty Johnny As

palavras

de

Hattie

ecoam

na

minha

repetidamente enquanto volto para Bonners Ferry.

cabeça


Fantasiei com você por três anos. Tudo foi melhor do que poderia imaginar... Fantasiei sobre ela também. Sempre. Hattie foi melhor do que imaginei também. Tudo nela era melhor do que poderia sonhar. No entanto, no final, não posso prometer monogamia completa. Fodi tudo, mesmo antes de começarmos por causa da infância fodida que tive. Eu a queria e disse a ela que era minha. Mas era mentira. Talvez ela seja, mas não sou dela. Sou fodido demais para tê-la. Dirijo direto para o clube e caminho para o bar. Peço ao novato para entregar a garrafa e não se incomodar com outra bebida ou um copo. Teremos missa em uma hora, mas esta garrafa de Jack não durará muito. Tomo um grande gole e assobio enquanto sinto a garganta queimar quando o líquido desce. — Problemas? — Sniper pergunta, sentando ao meu lado. — Apenas sou uma porcaria. — Não somos todos nós? — Ele ri. — Você tem sua mulher e filhos. Não vejo como pode ser uma porcaria. — Resmungo. — Cara, lembra-se da porcaria que passamos? A confusão em que coloquei Brent? — Pergunta. — Hattie é jovem. — Respondo em uma ofensa. — Não entende que às vezes preciso adicionar alguém na cama. Não é um desejo, não estou sendo babaca, é uma maldita necessidade.


— Você acha que é necessidade. — Afirma. Olho para ele com os olhos arregalados. — Pensei que também tivesse essa necessidade, cara. — Não tenho. Brent é mais que suficiente para mim. Ela lida com a minha besteira, até mesmo com as coisas fodidas. — Preciso disso, Sniper. — Digo com firmeza. — Então não pode tê-la e honestamente, não a merece. Uma hora na presença dela e posso dizer o tipo de mulher que ela é. Claro que é jovem, muito jovem, mas é leal. A maneira como olha para você, como se possuísse a porra da lua? Irmão é algo que homens como nós geralmente não encontramos em uma boa mulher. — Sniper diz, balançando a cabeça. Sniper tem razão. Hattie é uma boa mulher. Ainda é uma menina, mas continuará crescendo e se tornará uma mulher incrível sem dúvida. Quero ficar com ela.... Jurei que não a deixaria ir e ao primeiro sinal de um possível problema, não somente a deixei, como também a levei para casa. Porra! — Sou um fodido. — Anuncio. — Não me diga. Mas agora também é um idiota que precisa estar na missa como o restante de nós, porra. — Sorri. Eu o sigo para a reunião e me sento, notando a sala extremamente cheia. Esta é uma reunião importante e a cabeça não está no lugar certo para isso. Caralho! Idiota total.


Olho para onde me sento normalmente e percebo que está sendo usado por MadDog. Sequer tento pedir para que saia. Ao contrário, me inclino contra a parede e bebo. Caso precise votar em algo, o farei. Mas agora, tudo em que posso pensar é no fato de ter deixado a única mulher que sempre desejei se afastar de mim. — Tudo bem, estamos aqui por uma razão. E é para discutir a volta dos Bastards Mc. — Anuncia Fury. Todos olhamos estoicamente para ele, esperando pela informação que certamente nos dará, imaginando se isso significa mais guerra, mais derramamento de sangue e mais medo para os homens com famílias. — Estão escondidos na maior parte, mas já entraram em contato com os Ruskie's. Meu contato, Kirill, ligou há alguns dias e informou que eles entraram em contato. Querem nos superar e ofereceram seus serviços. Avisaram que se não aceitassem, o Cartel voltaria. Aparentemente, não tiramos o suficiente deles. Ainda acham que podem entrar e foder conosco. — Explica MadDog. — O que os russos têm a dizer sobre isso? — Fury pergunta, arqueando uma sobrancelha. — Eles são sólidos. Estão felizes com nosso trabalho e não irão a lugar algum. Fornecemos um multisserviço de drogas e armas em todo o país e não irão tomar um lado sobre isso. — MadDog diz. — Como sabemos disso com certeza? — Buck pergunta de algum lugar da sala.


— Porque são leais e não fodem com a família. — Fury rosna. — Não se engane. Eles não nos devem nada, especialmente lealdade. Fazemos um trabalho para eles e nos pagam. Poderiam ir para outro lugar e não há nada que possamos fazer sobre isso. —Drifter, nosso vice-presidente, resmunga. — Poderiam ir para outro lugar, mas não o farão. — Sniper murmura. — Família ou não, não irão nos foder. Não se tiver alguma coisa a ver com o Cartel. Os odeiam tanto quanto nós e de jeito nenhum querem que voltem e tentem ganhar força na costa oeste novamente. — Sniper tem um ponto. O Cartel fodeu com eles por anos. Ainda não conseguiram encontrar nem um quarto das garotas que o Cartel comprou e vendeu. Não ajudariam esses idiotas, porra. Os Bastards Mc não são mais do que um incômodo para eles. — Explica Fury. Eu me encolho, pensando em todas as garotas russas que foram compradas e vendidas como escravas sexuais. Isso me deixa doente. — Irão cansar de esperar. — Murmura MadDog. — Quando tentarem atacar, nós os deteremos. Coloque todos os clubes em alerta. Quem sabe onde tentarão primeiro. Apenas precisamos ficar vigilantes. Quando fizermos serviços para os russos, precisamos de mais de dois caras indo de uma vez. Também precisamos de mais atenção nas mulheres e crianças até que a ameaça seja eliminada. — Sugere Fury.


Não está realmente sugerindo, está ordenando, mas de um jeito que ninguém possa argumentar. É louco quando se trata de liderar seus homens. — Bloqueio? — Vault pergunta. — Ainda não. Não há necessidade de nos fecharmos aqui quando sequer sabemos se há uma ameaça real. — Diz Fury. E todos concordamos. Então nos diz que Sniper, Drifter, Torch e ele, criarão novas programações para todos, incluindo guardas para as mulheres e as crianças. Não há prazo para quando isso acabará. É semipermanente neste momento. Não dou a mínima. Eles me dizem o que fazer e faço. Agora, tudo que quero fazer é beber e talvez ter meu pau chupado antes que desmaie. — Dirty, precisamos colocar alguém em rota para Sagle para pegar sua mulher? — Fury pergunta quando os rapazes começam a sair da sala. — Não. — Afirmo. — Você a trará aqui, então? — Fury pergunta enquanto levanta as sobrancelhas. — Não é mais minha mulher, irmão. — Anuncio antes de sair. Não dou chance para que me faça perguntas. Tenho uma missão: beber, boquete e desmaiar. Nessa ordem. Amanhã irei me preocupar com isso quando chegar lá. Por enquanto, aproveitarei a noite.


Acordo horas, talvez até dias depois. Serina está nua ao meu lado e a empurro para fora da cama enquanto fico de pé. — Que porra? — Ela murmura. — Eu que digo: que porra está fazendo aqui? — Grito no seu rosto. —

Acalme-se,

pau

mole. Nada

aconteceu.

Bufa,

enquanto levanta e coloca o pequeno short. — O quê? — Pergunto, esfregando a mão no rosto. — Bebeu demais, não conseguiu levantar e eu disse que ficaria até de manhã, para então podermos brincar. — Sorri, enquanto segura os seios e olha para mim com expectativa. Eu a observo por um minuto, não sentindo absolutamente nada. Não a quero e meu pau também não. Digo a Serina para sair e deito de volta na cama, fechando os olhos e pensando em Hattie. Seu longo cabelo castanho claro, no doce rosto angelical e em seus seios pequenos. Sinto falta dela. Eu a quero e preciso dela. Não sei porque preciso, apenas sinto. Foi feita para mim e destinada a ser apenas minha. Só que agora se foi e nem posso ficar chateado com ela por ter ido embora. É minha culpa. Eu a deixei sair pela porta. Porra... Levei-a para casa e a deixei lá. Hattie quer mais de mim do que posso dar e a quebraria de uma maneira que não acho que poderia ser consertada se a pressionasse. Por isso a deixei ir, contra tudo dentro de mim. Eu a deixei ir...


Hattie Já faz uma semana, a semana mais longa da minha vida. Não vi ou ouvi falar de Johnny e não tive resposta dos currículos que entreguei pela cidade e pela internet, com exceção do bar. Tenho mais uma semana antes que a situação estressante em que me encontro torne-se terrível. Se não encontrar trabalho até lá, terei que rastejar de volta para casa e implorar aos meus pais que me deixem voltar. É claro que isso virá com um discurso gigantesco do “eu disse” e provavelmente terei que me inscrever em algum tipo de curso, talvez até me inscrever em uma universidade em algum lugar. Mas se precisar fazer isso, escolherei algum lugar na costa leste. Longe deles e de Johnny.


Sinto

falta

dele

mais

do

que

pensei

ser

possível,

considerando que não estávamos juntos por muito tempo. Johnny penetrou em mim, no coração, mente e definitivamente no meu corpo. Sofro por ele. Já faz uma semana e não consigo tirá-lo da cabeça ou parar de chorar à noite, desejando que estivesse ao meu lado e sabendo que se estivéssemos juntos, não estaria lá de qualquer maneira. Fiz o que sabia ser o certo para mim, o que era melhor, mesmo que doesse muito. Caminho pela rua até a lanchonete da cidade, onde Andy me pediu para encontrá-lo. Nem teria pensado em vê-lo, exceto que estou com fome. Os armários estão ficando vazios no momento e sem esperança de serem recarregados tão cedo. Quando entro na lanchonete, fico aliviada ao ver que usa roupas civis e não uniforme. Estou extremamente orgulhosa do meu irmão. Seu trabalho é duro; mas às vezes, quando usa o uniforme, acha que está encarregado de tudo, inclusive de mim e da minha vida. — Ei. — Andy murmura, assim que me sento. — Oi. — Saúdo, nervosa. — Sou um idiota. Ainda penso em você como se tivesse doze anos, magricela e pequena, precisando do irmão mais velho para protegê-la. — Começa e me faz rir. Eu era pequena e extremamente magra. Andy me protegeu em mais de uma ocasião e sempre fui muito grata por isso. Ainda sou.


— Sei que quer o meu bem, Andy, mas precisa deixar que tome minhas próprias decisões, mesmo que sejam erradas. — Digo com um suspiro. — Ele foi um erro? — Andy pergunta com cautela. — Não. Johnny não poderia ser um erro, mas acho que talvez o momento não seja o certo para nós. — Digo, tentando ser o mais vaga possível. — Você é legal demais. — Preciso de um emprego ou terei que voltar para casa da mamãe e do papai. Isso significa viver sob suas regras. — Confesso, mordendo o lábio inferior. — Não deveria ter fodido com você assim e nem deveria ter permitido que Willa o fizesse também. — Exala. — Sinto muito, foi outro movimento estúpido que fiz. — Acabou. Não se preocupe mais com isso. — Encolho os ombros. — Ainda assim, sinto muito mesmo. Posso ajudar a encontrar alguma coisa. Onde se inscreveu? — Em todos os lugares, menos no clube de strip-tease. Recebi somente uma ligação do bar da cidade. — Admito. — Se aceitar, baterei na sua bunda até ficar preta, irmãzinha. — Resmunga enquanto fica vermelho. — Não tenho nada que alguém queira ver, Andy. — Digo levantando o ombro, acreditando nisso. — Mas tenho uma entrevista com o dono do bar em cerca de uma hora.


Não é algo que queira fazer; trabalhar em um bar a noite toda. Mas é melhor do que voltar para casa e é a única resposta que recebi. É algo que não consideraria há algum tempo, mas que terei que aceitar agora. Realmente, não quero voltar para casa. — Está tentando me matar, não é? — Pergunta, arqueando a sobrancelha. — Por quê? — Respondo, inclinando os lábios em um meio sorriso. — Um bar, Hattie? Eles a comerão viva. — Andy resmunga. — Além disso, não tem idade suficiente. É melhor riscar isso da lista de coisas que pode fazer. — Posso servir bebidas lá, não posso? — Pergunto. — Apenas em um restaurante, não em um bar. — Explica. Sinto que esvazio. Passamos a próxima meia hora conversando sobre nossos pais e prometo ir ao jantar de domingo esta semana, mesmo que realmente não queira. Já faz alguns meses desde que vi mamãe e papai e embora não seja a filha favorita deles no momento, ainda devo me esforçar para vê-los. Andy promete que ficará de olho em algum trabalho e enviará algo se puder, antes de seguirmos

caminhos

separados.

Caminho

em

direção

ao

apartamento, ligando para o bar e cancelando a entrevista enquanto isso. Estou desanimada e derrotada.


Com um ano de experiência bancária, achei que poderia encontrar um emprego rapidamente. Além do mais, nossa cidade tem o tamanho de um selo postal e conheço praticamente todo mundo. Mas é aí que reside o problema. Conheço todo mundo, o que significa que todos sabem o motivo pelo qual fui demitida do banco e todos estão precavidos. Isso também significa que todos estão com medo de que o meu grande e fodão ex namorado do Notorious Devils MC, de alguma forma, me convença a cometer algum tipo de crime. Isso também significa que meus pais também sabem, o que tornará o jantar de domingo meu calvário. Bato a porta do apartamento e jogo a bolsa do outro lado da sala. Estou chateada. Irritada. Não tenho outra escolha, senão sair da cidade ou ir para a faculdade com o dinheiro dos meus pais. Escorrego para o chão e choro. Será a faculdade. Serei infeliz, mas estarei alimentada e terei um teto sobre a cabeça. Ficarei longe de Johnny e da tentação de pegar um ônibus para vê-lo e concordar com todos os seus termos. E isso acabaria me rasgando. Rastejo através da sala em busca da bolsa e a seguro, pegando o telefone. Percorro os números e encontro o número dele. Johnny deu na nossa última noite juntos. Deitada na cama, em seus braços, disse que eu precisava tê-lo caso precisasse.


Olho para o nome e número por pelo menos vinte minutos, debatendo se devo ou não ligar, precisando ouvi-lo mesmo que fosse uma saudação de correio de voz. É patético, como em apenas um curto período de tempo ele me fez desejá-lo cada vez mais. Por fim, não ligo. Desligo o telefone e caminho até a janela, precisando apenas olhar além das paredes do apartamento. Há uma motocicleta estacionada em frente à pequena loja de roupas que fica em frente ao prédio e meu coração acelera ao vê-la. Pode ser ele? Mas vejo quando um homem se aproxima da moto e sinto o coração afundar. Cabelo longo, preto e barba grande e espessa. Não é Johnny. Suspiro e me afasto da janela. Vou para cama depois de despir o sutiã e calcinha. Durmo e quando o faço, sonho com Johnny.

Não espero até domingo para visitar meus pais. Bem, meu pai. Decido ligar e pedir para almoçarmos juntos na sexta. Ele concorda,

embora

pareça

menos

que

emocionado.

Posso

entender porquê. Rumores circulam pela cidade e papai despreza rumores e fofocas. Minha família não é nada de especial na cidade. Mamãe é secretária no ensino médio e papai é um contador respeitado. Trabalha com vários outros contadores e sei que parte de sua


irritação

é

por

pedir

que

interrompa

o

trabalho

para

almoçarmos, justamente agora no momento de preparação de final de ano. Embora ainda estejamos em outubro, está relativamente

ocupado com os proprietários de pequenas

empresas e com os clientes corporativos. —

Henrietta.

A

voz

profunda

de

barítono

me

cumprimenta enquanto caminho até a mesa dele. Encolho ao som do nome completo. Meus pais são as únicas pessoas que me chamam assim. Recebi este nome em lembrança à minha avó, uma mulher que nunca conheci. — Papai. — Sorrio, me sentando em frente a ele. — Já pedi sanduíches de atum. Então, sobre o que quer falar? — Pergunta, indo direto ao assunto. — Obviamente, sabe que perdi meu emprego e infelizmente, não consigo encontrar outro. A faculdade ainda é uma opção? — Pergunto. — Isso quer dizer que não sabia tanto sobre o mundo quanto pensou. É difícil sem ter qualquer educação formal, não é? — Pergunta presunçosamente. Quero revirar os olhos, talvez chamá-lo de idiota, mas não faço isso. Fico em silêncio e deixo-o deleitar-se. Sou a única a implorar aqui e papai detém todo o poder sobre mim, algo que não tão secretamente ama. — Ok. O que você quer aqui, Henrietta? Não pagarei por uma educação se não tiver um plano. Isso não é apenas uma maneira de me fazer pagar suas contas.


Tento não rosnar e ficar calma. É difícil, mas tento. — Disse que queria que eu tivesse uma educação e fosse para a faculdade. Sou boa no setor bancário e estava pensando em algo relacionado com finanças. — Respondo, antes de pegar o sanduíche que foi entregue. — Finanças? — Bufa. — Mal passou em matemática. Não desperdiçarei dinheiro com isso. Terá que fazer melhor. — Murmura, antes de dar uma mordida na própria comida. — Sabe que sonho em entrar em uma escola de confeitaria. — Digo logo acima de um sussurro. — Isso é ainda mais inútil do que finanças, Hattie. — Diz. Sabia que seria um erro, mas esperava que fosse receptivo ao meu desejo de frequentar essa escola. — Não tenho nada, pai. E não sei o que fazer. Ninguém irá me contratar. — Sussurro com lágrimas nos olhos. — Deveria ter pensado nisso antes de decidir ser uma grande fodona e sair por conta própria, desconsiderando nossos conselhos. Também deveria ter pensado sobre isso antes de começar a andar com um lixo de motociclista como fez. Fez tudo isso para si mesma. Será uma ótima lição de vida para você e me recuso a salvá-la. Sua mãe também. Andy ainda se preocupa, para sua sorte. Talvez ele possa ajudar; no entanto, duvido disso. — Namorei Johnny por apenas algumas semanas, pai. Vai me condenar por ter namorado um homem por pouco tempo? — Pergunto, não o entendendo.


— Sei que Andy, Steve e até mesmo aquela horrível garota Willa, tentou aconselhá-la sobre a decisão que tomou e se recusou a ouvi-los ou seguir seus conselhos. É infelizmente um padrão que tem. E se eu for em frente e der o que quer, você minha filha, nunca aprenderá. Levanto e abandono o sanduíche que provavelmente deveria embrulhar e levar comigo. Quem sabe quando poderei comprar outro? Mas não me incomodo em responder; ele tomou sua decisão. Não importa o que diga, não fará nada. Conheço-o. Aguento até a brisa fresca de outubro chegar ao rosto e então choro. Uma semana.... Parece ser o tema da minha vida. Tenho uma semana antes de ficar sem casa e uma semana para descobrir como ganhar dinheiro. Estou uma semana sem Johnny e o quero de volta. Caminho para casa, embora não rapidamente. Estou muito estressada, deprimida e preocupada com o futuro. Não sei o que farei e de repente, a piada sobre me despir não é mais uma questão a ser descartada. Quando o telefone toca, meus olhos estão muito borrados com as lágrimas para ver quem é. Atendo, sem saber quem está do outro lado. — Olá. — Sussurro através das lágrimas. — Hattie? Um soluço involuntário escapa ao som dessa voz. Uma com a qual tenho sonhado está do outro lado. É provavelmente o pior momento, mas sinceramente não me importo. Não realmente.


— Tem alguma coisa errada, Hattie? — Pergunta. — Tudo. — Sussurro, incapaz de manter os dramas para mim mesma. — Precisa de mim? Estarei a caminho. — Diz. Por qualquer motivo insano, isso me faz chorar um pouco mais. — Não, não. É apenas um d-d-dia ruim. — Gaguejo como uma idiota enquanto tento me acalmar. — Respire, princesa. — Sussurra. Respiro fundo e por um segundo, me sinto mais calma. Não melhor, mas mais calma. — Sinto muito. — Murmuro quando o constrangimento me domina. — Diga-me o que está errado. — Pergunta gentilmente. — Não é nada, Johnny. Por que está me ligando? — Pergunto confusa, enquanto continuo andando para o prédio. — Apenas queria saber de você. Depois de tudo, apenas queria ter certeza de que estava bem. — Johnny murmura. Estou surpresa com a preocupação e contato. Eu o deixei depois de deixar claro que não iria a lugar nenhum. No entanto, não havia como ficar e viver a vida que ele queria que eu vivesse. Não importa a dor que sinto agora. Ter apenas uma amostra dele e não ser capaz de mantê-lo, seria horrível. — Estou bem, Johnny. — Murmuro, enquanto abro a porta do apartamento e entro.


— Ok. Hattie, se precisar de alguma coisa, me ligue. Desliga e fico olhando para o telefone surpresa. Não parece ser o tipo de homem que pensaria duas vezes em uma garota que conhece há apenas algumas semanas. Nós nos conhecemos há três anos, mas não é como se realmente soubéssemos algo um do outro. Entro no quarto com os planos excitantes de tirar um cochilo e depois procurar emprego. Acendo a luz e abro a boca para gritar com a visão diante de mim, mas uma mão quente, fedorenta e suja me cobre antes que possa emitir qualquer som.


Dirty Johnny Eu estou bem, Johnny. Hattie está tudo, menos bem. Com a notícia dos Bastards Mc provavelmente esperando para foder conosco, eu queria checá-la e ter certeza de que está bem.

Parece

chateada,

chorando,

mas

não

assustada

necessariamente. Provavelmente esteja chorando pela falta do emprego ou talvez tenha quebrado a unha. Dane-se. Sinto-me um idiota por pensar nisso. Deveria ir até ela e ter certeza de que está bem. E se fosse um homem melhor, eu iria. Recosto na cadeira e olho para a sala. O grupo original está fazendo as malas para sair e voltar para Cali, desfrutando de uma última cerveja. Todos estão preocupados. Estão pensando


nas famílias, sobre os Bastards Mc e o Cartel e sobre a incerteza que está no ar. Sei que Hattie está segura. Eles não fariam nada com ela porque sequer sabem que existe. Há mulheres muito mais importantes no nosso grupo que são partes muito maiores do círculo. Kentlee, por exemplo; não é apenas a esposa de Fury, mas também a nora de MadDog. É um alvo, um alvo enorme. Não mexerão com Hattie. Tomo um gole da cerveja e sento em silêncio. Fico feliz quando ninguém me incomoda. A cabeça está ocupada e não nos acontecimentos noturnos normais que acontecem por aqui. — Está bem? — Torch pergunta, sentando ao meu lado e tomando um gole da própria cerveja. — Não. — Admito sinceramente. — Precisa se recompor. — Ele ri. — Este clube está se metendo na confusão com os Bastards Mc e o Cartel, provavelmente se aprimorando. Não quero colocá-la em perigo. — Digo como desculpa pela covardia. — Hattie estaria mais segura em sua cama do que a uma hora de distância. — Destaca Torch. Porra, estaria. Mas fodi isso, como faço com tudo. Sou “um desperdício de esperma”, como o meu velho sempre dizia que era. Provo que está certo novamente e sempre. Bebo o restante da cerveja e procuro por algo, ou seja, alguém. Quando a vejo, levanto o queixo para Torch e deixo-o.


Atravesso a sala em direção a Tasha, que está sentada ao lado de Harmony. — Onde está sua garota? — Harmony pergunta. — Não é mais minha garota. — Encolho os ombros, observando seus olhos brilharem. Ela empina os seios grandes um pouco mais e faz beicinho no lábio inferior. — Que pena ouvir isso, baby. — Murmura. Percebo pelo olhar nos olhos dela que não está nem um pouco sentida. Mas realmente não me importo. Preciso me perder, esquecer Hattie e não sei como fazer isso. Talvez foder Harmony ajude. Quem sabe foder toda mulher com quem cruzar ajudará? Provavelmente não. Mas tentarei, porra. — Tasha se juntará a nós? — Harmony pergunta. Olho para Tasha, que está mordendo o lábio inferior enquanto seus olhos vão de Harmony para mim. Porra... — Sim. Vamos, querida. — Murmuro. Realmente não sinto vontade de fazer tanto esforço para foder duas putas. Mas talvez deixe que façam todo o trabalho esta noite. Não quero mais pensar, não quero pensar em nada. Apenas quero sentir e gozar. Ações físicas é o que conheço e é tudo o que preciso esta noite. A vida era melhor quando tudo o que eu fazia era foder, lutar, andar e beber. — De joelhos? — Harmony pergunta, assim que entramos no quarto. Balanço a cabeça enquanto tranco a porta atrás de nós. Não quero nenhuma distração esta noite.


Ainda não sinto nada. — Quero ver as duas fodendo uma à outra. — Rosno quando começo a tirar a roupa. — Posso chupá-lo? — Harmony murmura, lambendo os lábios. — Mais tarde. — Sorrio. Tanto Tasha quanto Harmony fazem um show ao despir-se enquanto sento em uma cadeira em frente à cama. Não transarei com elas no chão hoje à noite. Embora pareça errado transar com duas putas na cama, quero que a lembrança de Hattie desapareça. Preciso livrar esse espaço da lembrança dela ou pelo menos tentar. Vejo quando Tasha beija do pescoço de Harmony até os seios grandes, lambendo um dos mamilos antes de chupá-lo. Meu pau começa a endurecer ao ver as duas mulheres se beijando e se tocando. Quando a mão de Tasha passa por entre as pernas de Harmony e começa a esfregar seu clitóris, gemo. Envolvo a mão em meu pau e lentamente começo a me acariciar. Perco-me no momento, nos corpos das duas mulheres e fodo as duas. Passamos a noite toda fazendo um ao outro gozar repetidamente até o ponto de exaustão e nem uma vez esqueço Hattie. O tempo todo queria que estivesse aqui, no lugar delas e somente nós dois no quarto. É

quando

estou

completamente

exausto,

com

duas

mulheres desmaiadas ao redor, que sei com certeza que Hattie é a única para mim. Mas não posso tê-la e nem posso ficar com ela. Sei que a perderei e isso me matará.


Agora, perdi apenas a ideia do que poderíamos ser; mas têla completamente e perdê-la depois, seria uma dor que não consigo imaginar. Por isso, foderei essas prostitutas e o tempo todo pensarei na doce Hattie. Acordo com o coração acelerado algumas horas depois e empurro as duas mulheres para longe de mim, informando que é hora de ir. Resmungam, mas não fazem verdadeiros protestos enquanto pegam as roupas e saem do quarto. Abro a gaveta da cômoda e encontro os cigarros. Preciso de um cigarro. Quando a nicotina atinge meu sistema, sinto-me um pouco mais calmo. Não sei o que me assustou, mas meu coração parece que vai explodir no peito. Pego o telefone, decidindo jogar um dos meus jogos ou rolar pelo Facebook para ver se posso relaxar e voltar a dormir. Desbloqueio e noto uma notificação de uma chamada perdida e uma mensagem de texto. Não é incomum ter ligações ou textos perdidos. São geralmente da minha mãe ou de um dos irmãos do clube. Mas desta vez, sinto no meu íntimo que algo não está certo. Dei dinheiro à minha mãe outro dia, de maneira que não pediria mais por um tempo. Pelo menos esperaria uma semana ou duas. Abro a mensagem e percebo que é de um número privado. O texto é um vídeo que foi enviado ontem à noite por volta das oito. Eu já estava enfiado em uma boceta e não o ouvi vibrar na mesinha de cabeceira e o que vejo na tela faz meu estômago revirar. Hattie


Minha Hattie. Está sentada na cama com nada além de um sutiã de renda preta e calcinha de renda preta. Acho que está gostosa para caralho, mas o olhar de puro medo e pânico no rosto dela diz que não foi ela que enviou isso. Então vejo quando dois homens aparecem com máscaras negras cobrindo os rostos. Um segura o seio de Hattie e ri quando ela tenta fugir dele e ele não deixa. Envolve a mão no cabelo dela e a puxa para mais perto dele. “Vê esta cadela, Dirty Johnny? Será uma prostituta para nós se não fizer o clube voltar atrás. Nós queremos o contrato russo. Queremos tudo. Não pense que esta boceta é onde vamos parar, porque não é. Primeiro será ela, depois será Rosie, depois Brentlee e guardaremos o melhor para o final. Kentlee. Uma por uma, essas mulheres serão nossas prostitutas. Talvez as criemos, mas provavelmente iremos vendê-las para o Cartel. Sabe quanto dinheiro nos darão por mulheres brancas americanas? Tem um dia para fazer o clube desistir do contrato com os russos”. Vejo Hattie sendo arrancada da cama pelos cabelos e o grito enche meu quarto silencioso antes que a tela fique preta. Inacreditável. Estou completamente chocado com o que acabei de ver. Envio uma mensagem de emergência para uma reunião em dez minutos e corro para o chuveiro. Visto-me rapidamente depois de limpar o cheiro das duas mulheres que acabaram de sair do quarto. Antes que possa correr para o bar, sinto o estômago agitado e vomito na lata de lixo mais próxima.


Estive fodendo duas prostitutas enquanto Hattie passava pelo Deus sabe o que. Sou um pedaço de lixo. Quando finalmente chego no bar, vejo que está cheio de irmãos. Fury parece confuso e riria se não estivesse tão assustado. Não digo uma palavra ou respondo à sua aparência questionadora. Ao contrário, vou direto para a sala onde temos as reuniões. Fico no canto, perto da cadeira de Fury e espero. — O que aconteceu? — Fury pergunta uma vez que todos estão acomodados nos lugares. — Os Bastards Mc têm Hattie. Eles enviaram um vídeo ontem à noite. Querem que cortemos nosso contrato com os russos ou levarão nossas mulheres uma a uma e as usarão como prostitutas ou as venderão ao Cartel. — Digo com voz trêmula. — Porra! Como sabiam quem ela era? — Sniper pergunta. — MadDog disse que estavam vigiando. — Respondo. — Mostraram os rostos no vídeo? — Fury pergunta. — Não. Estão usando máscaras e não posso dizer pelas vozes. Tanto quanto sei, todos os Bastards Mc estavam praticamente mortos. Nem mesmo imagino de onde esses caras vieram. — Digo, pegando o telefone e iniciando o vídeo antes de entregá-lo para Fury. Fico atrás dele, incapaz de assistir o vídeo inteiro novamente. Sei quando o nome de sua mulher é mencionado


porque seu corpo fica rígido e ele solta um resmungo baixo e profundo. Então entrega o telefone e respira fundo. — Não nos disseram como recuperá-la, exceto para rescindir o contrato com os russos. Como saberiam se tiveram sucesso? A menos que tenham uma toupeira plantada. — Fury diz, como se estivesse pensando em voz alta. — E se fingíssemos e mandássemos Kirill dizer aos seus homens que o contrato foi suspenso? — Sugere Drifter. — Pode haver um grampo em qualquer lugar. Pode ser aqui, no clube canadense, no grupo original ou com os russos. Porra, não sei o que fazer e temos apenas algumas horas. Isso foi enviado ontem à noite. —Murmura Fury. — Quando ligarem de volta, descubra onde está sua garota e exatamente como querem a prova dos contratos cancelados. — Sugere Vault. — Não quero que nada aconteça com Hattie. Não é uma prostituta e tem apenas dezenove anos. — Divago. Não consigo pensar em nada além dela. Preciso encontrá-la e a recuperar. Nunca mais sairei do seu lado novamente. Essa dor no peito não pode ser ignorada e não me importo com o que preciso desistir ou mudar sobre mim. Farei o que ela quiser. Apenas a quero de volta e segura. — Nós vamos pegá-la de volta. — Diz Fury. Olho para cima e vejo que todos foram embora. Somos apenas nós dois na sala. — Passei a noite fodendo Harmony, Tasha e isso estava no celular o tempo todo. O que estava acontecendo com ela


enquanto molhava meu pau, Fury? — Pergunto olhando para ele, implorando para me assegurar que nada aconteceu com Hattie, que está perfeitamente bem. — Não sei, Johnny. Mas seja o que for, quando a recuperarmos, precisará ajudá-la. Se a quer, então precisa assumir isso. Não é mais um jogo. Não sabemos do que esses caras são capazes, porque não sabemos quem são. — Fury diz. — Se fizeram algo com ela, se a machucaram, não poderei ajudá-la, Fury. Não sei demonstrar simpatia ou tristeza. Apenas sei sentir raiva. — Explico. — Acha que sinto simpatia por alguém além de Kentlee e meus bebês? Acha que sinto alguma coisa por alguém além deles? Vocês são meus irmãos e amo cada um, mas se tudo ruir, minha esposa e filhos sempre virão primeiro. Se Hattie realmente for sua, se é a mulher que pretende manter, então você será o que ela precisar que seja e quando precisar. Observo-o levantar e voltar os olhos novamente para mim, falando mais uma vez: — Estarei no escritório fazendo planos para o bloqueio. Venha quando receber uma nova mensagem desses idiotas. — Fury diz antes de ir embora. Sento e olho para o telefone, me sentindo inútil e sem valor. Tento evitar imaginar os horrores pelos quais ela pode estar enfrentando neste exato momento. Matarei todos eles, bem devagar. Farei com que todo homem que pelo menos pensou em tocar minha princesa sofra com uma dor excruciante. Não há


outra mulher para mim e se tivesse sido homem o suficiente para não a deixar ir, Hattie não se machucaria. É culpa minha. Tudo é minha culpa. Meu celular vibra e olho para baixo, esperando respostas sobre Hattie. Mas é minha mãe. Se a ignorar, não vai parar e por isso, atendo. — Johnny, preciso de dinheiro. — Diz com voz trêmula. Parece de ressaca. — Já mandei uma grande quantidade na semana passada. — Recuo. — Seu pai levou tudo, baby. Estou com dor... — Diz, gritando. Não duvido que esteja de fato sofrendo e não duvido que meu pai tenha levado o dinheiro que dei para ela. Provavelmente o gastou com outras cadelas ou talvez tenha dado em troca de algumas drogas e agora está fazendo com que minha mãe pague por algo que disse ou fez. Dane-se. Estão tão fodidos que chega a ser ridículo. Infelizmente para ela, seu vício em drogas é a menor das preocupações que tenho no momento. Hoje, não dou a mínima para os problemas dela. — Dei dinheiro suficiente ao longo dos anos para comprar uma casa, mãe. Agora acabou. — Digo despreocupadamente. — Johnny, dei a vida a você. Cuidei e sofri por isso. Por favor, baby, por favor. — Implora.


Ela está correta em apenas uma coisa: me deu a vida. Não cuidou ou sofreu por mim. Sofreu, mas não por mim. Não para me dar uma vida melhor quando criança e nem para ter certeza de que não me faltava nada. Não. É uma viciada, focada apenas em si mesma e na próxima dose. Cedia de vez em quando, porque quando tentava se limpar, não era tão ruim assim. Mas esses momentos sempre foram poucos e distantes entre si. Na última década, foi inexistente. — Nunca fez nada além de intimidar, gemer e reclamar de mim por anos. Terminei com isso. Tenho porcaria mais importante na vida agora e não tenho tempo para ouvi-la reclamar sobre não ter nenhum veneno para injetar nas veias. — Anuncio antes de desligar o telefone. Faço o que deveria ter feito há muito tempo e bloqueio o seu número. Tenho foco total em Hattie, que não pode se ajudar. Está em uma situação por minha culpa, não porque se colocou lá. É completamente inocente e provavelmente está sofrendo coisas inimagináveis por causa da ligação que tem comigo. Porra!


Hattie Somente há uma coisa positiva sobre esta situação: o fato de ainda estar no meu apartamento. A má notícia, é que há quatro homens motociclistas assustadores comigo. No momento, estão comendo a pouca comida que resta e assistindo televisão enquanto

fumam

e

bebem

cerveja. Estou

acorrentada

à

cabeceira da cama de sutiã e calcinha. Pensei que iriam me estuprar quando fizeram aquele vídeo para Johnny, puxando-me para fora da cama pelo cabelo. Mas o chefe do grupo acabou apenas me amarrando e praticamente me deixou em paz. Não vou reclamar sobre isso. Não sabia quem eram ou porque estavam ali, mas sabia que tinha algo a ver com Johnny. Ouvi o que disseram quando


estavam gravando uma mensagem para ele. Iriam me prostituir e vender se ele não acabasse com algum tipo de contrato com os russos. Não sei o que isso significa. Quero acreditar que Johnny irá derrubar a porta da frente a qualquer momento para me salvar, mas à medida que as horas passam, parece cada vez menos provável que isso aconteça. — Seu homem realmente não dá a mínima para você, não é? — Um dos homens pergunta, enquanto morde um sanduíche. Parece sujo, mal-humorado, excessivamente magro e com marcas no rosto. Estou realmente surpresa que esteja comendo e não colocando uma agulha no braço. Não digo uma palavra. Recuso-me a falar com esses monstros, que me apalparam e ameaçaram. Sou grata que até esse momento não me fizeram mais nada, mas não tenho nenhuma ilusão de que não vai acontecer. Se Johnny não atender aos pedidos, tenho a sensação de que o restante da minha vida será extremamente cruel. — Está na hora. Ligue para Dirty Johnny. — Grita um homem. O outro homem de pé na porta sorri. — Prepare-se, baby. Esta ligação determina seu destino. — Ele ri. Vejo que pega o telefone e aperta alguns botões, voltando os olhos para mim enquanto sorri amplamente. Está no viva-voz e os outros se reúnem ao redor, os olhos focados em mim como se fossem animais esperando para atacar a presa. — Dirty. — Ouço Johnny responder. Tremo inteira.


Permaneci calma durante a maior parte desta coisa toda, rezando e tentando não reagir a estes monstros. Mas ouvir a voz dele, perceber o quanto está cansado e derrotado, dói. — Até agora não recebemos a notícia de que conseguiu que os Devils cancelassem o contrato com os russos. — Diz o homem ao telefone. — Onde está minha mulher? — Johnny grita. — Sua mulher está segura por enquanto. Infelizmente, para vocês, não será por muito tempo. Tem uma hora para fazer o que pedi ou a foderemos pelo tempo que quisermos e depois a venderemos. — Diz despreocupadamente. — Toque em um fio de cabelo dela e irei acabar com você. — Johnny grita ao telefone. — Dirty, você está mostrando o quanto se importa com uma puta. Tsk tsk. — Gargalha. — Tem uma hora. Fico olhando quando aperta o botão e termina a ligação. Os quatro homens olham para mim com desejo e parecem prontos para me atacar. Mas para minha surpresa, todos saem do quarto. Respiro aliviada e rezo para que Johnny me encontre ou que Andy venha por qualquer motivo e me salve. Parece impossível, mas rezo assim mesmo. Faço o que posso neste momento; não quero que me ataquem. Não sobreviverei se o fizerem.


Dirty Johnny Uma hora. Não é tempo suficiente. Uma vez que mulheres e crianças estão seguras no clube, um grupo de nós carrega nossas motos e vamos até Sagle. O vídeo que me enviaram foi feito no quarto dela e a probabilidade maior, é a que Hattie ainda esteja lá; seria um risco tentar movêla do prédio. Mas aqueles filhos da puta não são muito espertos, por isso será a porra de uma sorte se a encontrarmos. Ouvi aquele maldito vídeo em um loop por cerca de uma hora, incapaz de parar. Eu conhecia um dos homens. É o fodido Blow, o ex-presidente da seção canadense do Notorious Devils e um filho da puta idiota também. Um pedaço de lixo que um dia foi irmão, mas não pôde

ficar

longe

da

droga

pesada.

Transformou-se em um maldito viciado e levou o clube para o chão. Foi preciso quatro grupos de homens e sua própria equipe voltar-se contra ele para tirá-lo do poder. Deveríamos tê-lo matado naquele momento. Fury, Drifter, Sniper, Vault, Grizz, Torch e eu desligamos os motores a quatro quadras do apartamento de Hattie. Voamos para chegar aqui, rompendo todos os limites de velocidade entre Bonners Ferry e Sagle, ganhando quinze minutos na viagem.


Desmontamos e caminhamos em silêncio. Temos facas, armas e estamos prontos para enfrentar os filhos da puta. Não deixarei que toquem em Hattie. Não mesmo. Falei sério quando disse que mataria Blow. Eu o farei, sem hesitação. Embora tenha dito que faria isso apenas se ele tocasse em um fio de cabelo dela, menti. Farei de qualquer jeito e esse pedaço de lixo morrerá vagarosamente. É um traidor e o responsável por isso. Deve ser derrubado. Sorrio enquanto subo a escada até o apartamento o mais silenciosamente que posso. Olho para Fury quando coloco o ouvido na porta e meu sorriso se amplia. Posso ouvir o barulho da televisão e dos homens através da porta. Estão ali, o que significa que ela também e chegou a hora de pagarem por tudo e serem mortos. Como podem ser tão estúpidos? Levanto o pé para chutar a porta, mas paro. São estúpidos para caralho sim, mas nem tanto. Abaixo o pé e me afasto, sinalizando

para

que

os

homens

me

sigam.

Saímos

e

caminhamos ao redor do edifício. — Estão lá. Mas não é possível que isso possa ser tão fácil. — Murmuro. — Blow é muito burro. — Fury ri. — Entrar em contato com o Cartel é burrice, mas está trabalhando com alguma intenção. Não pode ser tão simples assim. — Murmuro.


— Vou para o telhado do prédio ao lado, ver se posso enxergar Hattie. — Sniper sugere. Falta apenas quinze minutos para o tempo acabar. Estou nervoso, mas não quero que mais danos cheguem a Hattie além do que já aconteceu. Não posso derrubar as portas até ter certeza de que está lá e de que posso tirá-la sem que fique em perigo. Eu vejo quando Sniper levanta a bolsa cheia de porcarias de atirador nas costas. Nem pensaria em trazer essa porcaria, mas sou grato por ter se lembrado. Cerca de dez minutos depois, meu telefone toca. Atendo o mais rápido que posso, colocando no viva-voz. — Fale comigo. — Respondo. — Está lá. Sutiã, calcinha e amarrada na cabeceira da cama. Blow está olhando para ela. Estava certo, é ele. Não consigo ver a outra sala, mas tenho uma visão nítida do quarto dela e um ângulo perfeito até a cabeça de Blow. — Voltaremos para o andar de cima e você atira quando enviar uma mensagem. Entraremos todos de uma vez. — Fury diz. — Certo. — Murmura antes de terminar a ligação. — Estão prontos? — Pergunta Drifter. Todos murmuram a resposta, mas Fury vira-se para mim e bate no meu ombro. — Nós a pegaremos de volta. Mas irmão, você poderá ter algum trabalho sério com Hattie. — Ele murmura.


Fury sabia. Kentlee foi sequestrada anos atrás e embora nada tenha acontecido com ela, teve pesadelos e problemas para dormir durante vários anos. Fury não se queixou ou se afastou, no entanto. Fez o que pôde para ajudá-la, fazendo-a ir a um psicólogo e a fodendo até a exaustão com a frequência que podia, algo do qual nunca reclamou. Dou a Fury o sinal assim que estamos de pé na porta da frente novamente e vejo quando ele envia a mensagem. Então, chuto a porta enquanto seguro a arma bem na frente. Torch, Fury, Vault, Grizz, Drifter e eu encontramos três idiotas estúpidos congelados na sala, de olhos arregalados e olhando diretamente para nós. — No chão, filho da puta. — Grito. Eles caem no chão, como os covardes que são e deixo os irmãos lidarem com a escória enquanto caminho até o quarto. Hattie está sentada na cama tremendo e com os olhos focados no pedaço de lixo no chão, que tem os olhos abertos, com uma poça de sangue sob a cabeça. Está morto, totalmente e completamente morto. Vasculho os bolsos e pego o telefone que ele usou para me ligar. Guardo no bolso e depois caminho até minha princesa. — Hattie. — Digo. Pareço áspero até para meus próprios ouvidos. — Johnny. — Sussurra, enquanto uma lágrima escorre pelo rosto. Rapidamente removo a faca do cinto e corto as cordas que a mantêm presa na cabeceira da cama. Está tremendo com um


pico de adrenalina. O mesmo a percorre e provavelmente entrará em algum tipo de choque. Quando retiro as cordas, sento-me na cama e a puxo para os braços, forçando seu rosto no pescoço para manter os olhos longe do corpo morto no chão. Com ela nos braços, pego um vestido no armário, um daqueles longos. Embora não apropriado para andar de moto, ficará coberta na frente dos irmãos enquanto decidimos o que acontece em seguida. Vou rapidamente para o banheiro e fecho a porta atrás de mim antes de colocá-la no chão. Ela agarra-se a mim, os punhos na minha camiseta e o rosto no pescoço e não me solta. Com os pés no chão, sussurro enquanto a seguro perto. — Princesa, precisa me soltar para que eu possa vesti-la. — Murmuro. — Não me deixe. Nunca me deixe novamente. — Hattie soluça. Posso sentir a umidade das lágrimas me encharcando e deveria me sentir triste por ela estar chorando. Deveria sentir simpatia por tudo o que passou, mas não o faço. Sinto raiva. Estou irritado comigo mesmo por deixá-la e com Blow por ser um idiota. Finalmente passo o longo vestido por cima da cabeça antes de pegar sua mão. Andando até a sala de estar, encolho quando vejo os três idiotas ainda de bruços no chão. Meus rapazes olham para cima e erguem os queixos em uma saudação, esperando por mais instruções.


— Blow? — Fury me pergunta, arqueando a sobrancelha. Não respondo verbalmente, mas sorrio com um aceno de cabeça. Fiquei irritado quando o vi morto no chão, mas a irritação diminuiu rapidamente quando vi Hattie. Deixei ir, deixei tudo ir, porque a única coisa que importava era que estava segura e respirando. — Bom. Agora veremos se podemos conseguir mais algumas informações desses idiotas. — Drifter resmunga. Uma batida na porta faz todos nós congelarmos. Torch caminha o mais lentamente possível até a porta e olha pelo olho mágico. Depois vira-se para Hattie e sorri. — Sua mãe está aqui. — Torch sussurra. Sinto seu corpo ficar rígido ao lado enquanto arregala os olhos e olha para mim. — Está bem para falar com ela? — Pergunto, preocupado com o estado mental dela, considerando que Hattie não disse muita coisa, exceto para não a deixar. — Sim. — Diz, quase como um sussurro. Ergo as sobrancelhas preocupado, mas tento me livrar disso. Ela começa a andar e fico perto. Passamos pela porta da frente e para que a mãe dela não veja o caos lá dentro, fecho a porta atrás de mim, olhando para os agora assustados olhos da mãe de Hattie. É bonita, uma versão mais madura de Hattie com o corpo longo e flexível e bochechas rechonchudas.


— Filha, vim porque seu pai me contou o que aconteceu. Não sabia. Não sabia que ainda estava envolvida... — Murmura nervosamente. — Sou Johnny Williams, Sra. Morris. — Apresento-me, enquanto estendo a mão para apertar a dela. Dou um aperto, antes de soltá-la e vejo os olhos irem de Hattie para mim e depois de volta para Hattie. — Não posso oferecer muito, mas vim para ajudar. — Diz, voltando o foco para a filha. — Tudo bem, mamãe. Ficarei bem. — Diz e a voz não parece certa. Entrará em choque ou alguma porcaria logo; apenas sei disso. — Não está bem, Hattie. Está na lista negra de empregos aqui e seu pai está sendo teimoso por não pagar pela sua educação, algo que sempre incentivamos e prometemos que faríamos. Estou tão irritada com ele, não estamos nos falando agora. — Bufa, cruzando os braços sobre o peito. — Ele está certo. Não tenho um plano, não de verdade. Nem posso esperar que paguem por algo que provavelmente acabará sendo um desperdício. — Hattie encolhe os ombros. Eu me movo e envolvo a mão na cintura dela, puxando-a para perto de mim. É a única maneira de me sentir útil ao tentar apoiá-la. — Henrietta, fará o que para ganhar dinheiro? Quero ajudar de qualquer maneira que puder, mas não sei como. — Diz. É gentil, embora esteja tentando não rir do nome de Hattie.


— Não sei ainda. — Murmura. — Ela irá para Bonners Ferry comigo. — Anuncio. A espinha de Hattie se endireita, assim como a de sua mãe. — O quê? — Pergunta a mãe dela. — O quê? — Hattie diz ao mesmo tempo, olhando para mim com os olhos verdes inocentes e assustados. — Cuidarei dela. E se ela quiser fazer biscoitos e servir vinho, ou seja lá o que for, então é o que fará. — Johnny? — Sussurra, enquanto os olhos se enchem de lágrimas. Não entendo porque está chorando novamente. Estou dando o que sempre quis: fazer as sobremesas ou o que for. Por que ficaria irritada com isso? — Eu... não. Não quero que cuide de mim. Preciso cuidar de mim mesma. — Diz firmemente ou pelo menos tenta, enquanto o lábio inferior treme e lágrimas escorrem pelas bochechas. — Você é minha? — Pergunto, quando me viro e envolvo a mão em pescoço. — Sou? — Hattie pergunta baixinho. — É melhor acreditar nisso. — Rosno, antes de beijá-la duramente. — Com licença. — Diz a mãe de Hattie, interrompendo-nos. Olho para cima e fico surpreso ao ver que está sorrindo.


— Você e minha Hattie.... Isso é uma coisa real? — Sra. Morris pergunta. — Sim. — Murmuro. — Não concordo com isso, preciso dizer de qualquer maneira. — Informa. — Pode não concordar, mas eu realmente não me importo. — Respondo com rispidez. — Sei quem você é, Johnny. Faça-a feliz. — Sua mãe murmura, antes de beijar a têmpora da filha e se virar para ir embora. — Mamãe? — Hattie pergunta. Vejo quando se vira e sorri. — Nós só temos uma vida para viver, filha. Quero que vá para faculdade e seja um sucesso? Claro. Mas mais do que isso, quero que seja feliz. — Diz. Sem outra palavra, afasta-se de nós. — Isso foi estranho. — Hattie murmura para si mesma. — Sem besteiras, princesa. — Estava falando sério, Johnny? Pensei... pensei que já tivéssemos discutimos isso e o que você quer... não posso dar. — Gagueja. — Tudo o que me dá é o que preciso. Não quero mais nada. — Informo, enquanto aperto a bochecha e passo o polegar sobre os lindos lábios.


Hattie Olho para Johnny com admiração. Não, em choque e admiração. O que diz é inacreditável, completamente louco e doce. Quero que as palavras sejam verdadeiras; que Johnny não precise de nada ou de ninguém além de mim. Quero acreditar em cada coisa que está dizendo. O que você me dá é tudo que preciso. Não quero mais nada. Suas palavras repetem-se na minha cabeça quando olho para ele, para os olhos cor de chocolate. O que quer que esteja acontecendo entre nós, é o destino; precisa ser. Já interferiu há três anos e se disser a Johnny que não, se pedir para ir embora, posso perder a coisa mais maravilhosa que já aconteceu comigo.


Eu o quis por três anos e agora está aqui me oferecendo exatamente o que quero desta vez: ele. Tudo dele. — Ei, Hattie. — Uma voz profunda diz atrás de mim. Viro-me lentamente e arregalo os olhos para o homem que sobe a escada. É enorme, como um linebacker de barba. Tem os braços maiores que minha cintura; é gigantesco. Eu o reconheço da festa na qual Johnny me levou, mas não lembro o nome dele. Sei apenas que é casado com Brentlee e nunca o vi de perto. Não sabia que era tão grande quanto uma parede de tijolos. — Uhhh. — Respondo, sem saber como sabe o meu nome. —Este é Sniper, um dos meus irmãos, lembra? — Johnny murmura atrás de mim. — Olá. — Digo, oferecendo a mão para apertar a dele. — Vou entrar. — Sniper sorri ao me apertar a mão e dá uma piscadela antes de sair, passando pela porta da frente do apartamento. — Sniper é casado. — Diz Johnny atrás de mim. Viro para encará-lo novamente e posso dizer que algo está errado. Ele parece com raiva. — Ok... — Pode colocar esses olhos fodidos de volta. — Johnny rosna. Não posso evitar e começo a rir. Não é uma risadinha, é uma gargalhada cheia e quase caio no chão. Sinto-me delirante, leve e não posso evitar. Johnny está com ciúmes.


Acho que é a coisa mais divertida do mundo esse homem com ciúmes. Respiro, tentando parar a risada incontrolável, mas não consigo me acalmar. — Estou... sinto muito. — Gaguejo. Depois de todo o drama e medo que enfrentei nas últimas vinte e quatro horas, é bom rir, mesmo que a cabeça de Johnny pareça prestes a explodir. Vira-se para me deixar onde estou, mas o seguro e o desequilibro. Pulo em seus braços, envolvendo os meus em seu pescoço e o beijo. Ele fica imóvel por um momento, mas em seguida a mão toca meu cabelo na nuca e a outra me agarra pela bunda. Gemo, me pressionando mais perto dele. — Apenas quero você, Johnny. — Murmuro. — Só tem a mim, Hattie. — Responde, antes de me beijar novamente. — Sinto muito interromper, mas temos três idiotas que precisamos questionar. Os prospectos estão a caminho em uma van para limpeza. A garota precisa arrumar sua porcaria. — Diz um homem alto, bonito e loiro. Lembro-me dele da festa também. É marido de Kentlee, mas novamente, esqueci o nome. — Consegue pegar tudo no quarto? — Johnny pergunta. — Quer dizer, onde aquele idiota está morto? — Pergunto, arqueando a sobrancelha. Ouço o grande homem loiro rir, antes de se virar para Johnny e acenar com a cabeça. — Não olhe na sala de jantar e ficará bem. — Diz sorrindo.


— Bem, agora vou querer olhar. — Respondo franzindo a testa. — Princesa, não seja esperta. — Johnny resmunga. — Gosto dela, Dirty. Gostei dela na outra noite e ainda mais agora. As Old Ladies gostarão dela. — Diz, antes de piscar para mim e se afastar. — Precisa arrumar suas coisas. Pegue o que for mais importante, porque provavelmente nunca mais voltará aqui. — Johnny anuncia. — Quanto aos móveis, pratos e coisas assim, o que farei? — Pergunto confusa, enquanto ele me coloca de pé. Sigo atrás dele através dos homens ao redor da pequena sala de estar. — Presenteie seu senhorio. — Gastei um dinheiro suado em todas essas coisas, Johnny. Não posso simplesmente deixar aqui. — Informo quando entramos no quarto. Vejo um dos cobertores favoritos que tenho encharcado de sangue, cobrindo o homem que me manteve refém. — Tudo o que quiser, Hattie, será seu. Isso significa que se quiser uma cozinha cheia de pratos e besteiras, escolha que comprarei para você. Terá o melhor. — Johnny murmura. — Não posso deixar que faça isso. — Sussurro. Ele abaixa a cabeça e pressiona seus lábios nos meus. — Princesa, merece tudo e mais. O que pude dar, será seu. — Diz.


— Estou sentindo que tudo isso está acontecendo muito rápido. — Murmuro. — Velocidade da luz, princesa; acostume-se com isso. É como ajo. — Sorri com uma piscadela. — Agora, arrume as porcarias que quer levar e eu já volto. Preciso conversar com os rapazes. Sai do quarto e me deixa sozinha com uma poça de sangue e um sorriso nos lábios, o coração batendo ridiculamente fora de controle. Tento ignorar o sangue e penso em tudo o que Johnny disse nos últimos minutos. Está oferecendo meu sonho em uma bandeja de prata, cada parte dele: sobremesas e ele. Nunca quis mais nada. Não o conheço completamente ainda e poderia odiar o que descobrirei, mas há algo que grita em mim para confiar na intuição. Como quando tinha dezesseis anos e confiei nele completamente. Johnny me protegeu mais de uma vez. Protegeu e agora me salvou. Não apenas salvou dos homens que me fizeram refém, mas também de ser uma sem-teto e nem mesmo sabe disso. — Salte, Hattie.... Pule e não olhe para trás. — Sussurro para mim mesma quando abro a mochila e começo a colocar roupas dentro. Não tenho muitas coisas pessoais ou lembranças. Todas as memórias da infância ainda estão em casa, com meus pais, então roupas e sapatos são as únicas coisas que levarei, além do laptop. Corro pelo quarto o mais rápido possível e depois congelo quando chego à penteadeira.


Há uma foto de Willa e eu nos abraçando. Tínhamos quinze, talvez dezesseis anos na foto. Estou com um sorriso enorme, todo bobo e com os olhos brilhando. Willa ostenta um sorriso, mas não parece feliz. Não que alguma vez pareceu estar. — Ainda fala com ela? — Johnny pergunta quando se aproxima e coloca o queixo no meu ombro. Pulo um pouco, assustada com a entrada dele. — Não. Não desde aquele dia na frente do apartamento. — Admito, sem tirar os olhos da fotografia. — Quando essa confusão se acalmar, juntaremos as duas novamente. — Sussurra, antes dos lábios tocarem logo abaixo da minha orelha. — Acho que não quero isso, Johnny. — Admito. — Por quê? São amigas da vida toda, princesa. — Johnny murmura contra meu pescoço, enquanto as mãos descansam nos quadris. — Não acho que seja uma verdadeira amiga. Abandonoume em situações inseguras, depois de ter me colocado nelas em primeiro lugar; me diminuiu na sua frente para parecer melhor e ajudou para que me despedissem do emprego. E isso tudo, apenas nas últimas duas semanas. É o modo como age. — Digo. — Como queira. Se alguma coisa mudar e quiser consertar essa situação, ficarei bem com isso. — Diz. E eu sorrio. Não sei se irei me cansar dele me oferecendo o que eu quiser. Para uma garota que foi informada sobre o que fazer


durante toda a vida, fazer o que quero é libertador. Embora não tenha nenhuma ilusão de que não surtará caso eu queira fazer algo que não aprove, ainda está me oferecendo um apoio que nunca tive antes. Acho isso intrigante. — Baby, a van está aqui. — Diz. — Está tudo pronto. — Digo, apontando para mochila cheia. — Do que mais você precisa? — Pergunta, afastando-se e olhando da mochila para mim. — Nada. — Encolho os ombros. — Tem certeza? — Pergunta. — Apenas as coisas que estão no banheiro, que colocarei nesta bolsa. — Murmuro. — Vá em frente. Então sairemos daqui. — Diz enquanto coloco a mochila sobre o ombro. — Ei, voltará de moto para Bonners Ferry. Tem algo mais confortável para vestir? — Sim. — Respondo. Rapidamente corro para o armário e pego um jeans desbotado, uma blusa e suéter. Não pensei em levar este jeans porque já viu dias melhores, mas é perfeito para uma longa viagem na traseira de uma moto. Corro para o banheiro com as roupas e a bolsa. Pego tudo rapidamente e jogo o que posso precisar dentro dela. Chapinha, maquiagem, xampu e condicionador. Não sei quando poderei


sair para comprar ou se terei dinheiro para isso, então quero ter certeza de levar o que preciso. Uma vez que saio do banheiro, volto para o quarto e pego um velho par de tênis que não viu a luz do sol desde o ensino médio. Rapidamente o calço e saio. A poça de sangue ainda está lá e está se tornando muito familiar. Preciso sair. — Pronta? — Johnny pergunta, olhando para cima do telefone. O apartamento está vazio; não há mais motociclistas bons ou maus. Agora estamos apenas eu e Johnny. Olho para ele e sorrio enquanto aceno. Estou pronta. Pronta para tudo isso e preparada para começar o novo capítulo da minha vida. Um capítulo que aparentemente mamãe aceita, o que ainda não entendi. Fechar a porta atrás de mim sem nenhuma intenção de voltar parece definitivo, realmente um fim. Mas então olho para nossas mãos unidas e nos olhos cor de chocolate que estão completamente focados em mim e sei que tomei a decisão certa. Três anos depois, a minha fantasia está ganhando vida: Johnny.

Dirty Johnny Hattie olha para mim como se eu fosse o centro de todo o mundo dela. E acho que neste momento, sou.


Apenas quero que seja feliz e tornarei isso possível. Ficar sem ela e então temer perdê-la para sempre, foi o chute na bunda que precisava para consegui-la de volta. Fantasiei por três anos sobre essa mulher. Três longos e fodidos anos e apenas a tive por uma semana e consegui foder tudo. Agora que tenho uma segunda chance, a levarei comigo e serei o que precisar que eu seja. Já sei que ela é tudo que eu preciso. Ficar longe provou isso e agora apenas preciso mantê-la e descobrir como não estragar tudo novamente. — Estou pronta. — Diz tão baixinho que quase não a ouço. — Eu a farei feliz, Hattie. — Murmuro. Não responde com palavras. Fica na ponta dos pés e me beija suavemente, antes de começar a caminhar em direção à van no estacionamento. — Prontos? — Torch pergunta, olhando de mim para Hattie. — Sim. — Respondo com um aceno de cabeça. — Ela irá na van ou com você na moto? — Fury pergunta, quando fecha as portas de trás da van. Está frio, é final de outono, mas preciso dela perto de mim. — Moto. — Hattie anuncia com um sorriso gigante no rosto. — Dê-me a mochila então, querida. — Fury murmura. Ela entrega a mochila a ele. — Está frio Hattie. Tem certeza? — Pergunto preocupado. Está usando apenas um suéter e jeans surrado. Quer dizer,


parece grosso, mas não estará protegida do frio. Não sei porque de repente estou tão preocupado, mas quero mantê-la protegida de tudo. — Quero ficar perto de você, Johnny. — Diz, olhando para mim e posso ver um pouco do medo de mais cedo em seus olhos e sei que precisa se sentir segura. Não se sentirá assim em uma van fechada com os homens que a mantiveram como refém. Envolvo a mão na cintura dela e a coloco ao meu lado. Sinto que imediatamente relaxa e a cabeça encosta no meu ombro. Alguns minutos depois, a van sai e andamos pela rua, virando a esquina em direção às motos estacionadas. Hattie sobe atrás de mim e se encaixa. Três anos atrás, ela estava assustada e aguentou a porra toda enquanto nos afastávamos daquele posto de gasolina. Agora, novamente está assustada mas confia em mim. — Pronta, princesa? — Pergunto, enquanto fixo suas mãos na cintura. — Sim. — Responde em meu ouvido, sobre o motor estrondoso da moto. Sinalizo para os irmãos que estamos prontos para ir. Saímos um por um, seguindo um ao outro. Hattie tem besteiras com as quais lidar, como os pais e irmão, mas por agora está segura. E sua segurança é tudo o que importa neste momento. Posso mantê-la segura e sou capaz de ajudá-la.


Hattie Deveria ter ido na van. Estou congelando e tentando entrar sob a pele de Johnny. Está frio demais nesta viagem de regresso e meus dedos parecem ter congelado. A estrada é longa e apesar das motos estarem movendo-se rapidamente, ainda é uma hora de viagem e faz um frio absurdo. Não ficaria surpresa nem um pouco se começar a nevar. O inverno oficialmente chegou. Faço uma oração de agradecimento assim que o clube aparece. Percebo que ignoramos completamente a cidade, percorrendo as estradas secundárias e mal posso esperar para sair da moto e entrar. Quando paramos, olho ao redor e percebo que o estacionamento está cheio de motos e carros.


— Estão tendo uma festa? — Pergunto. Esfrego as mãos sobre os braços em um esforço triste para me aquecer. — Bloqueio. — Johnny responde. — Bloqueio? — Pergunto, confusa. — Há uma razão para terem a usado como refém, princesa. — Começa a explicar. Suspiro quando envolve os braços ao redor de mim e me puxa contra ele, esfregando as mãos quentes para cima e para baixo nas minhas costas. — Qual o motivo? — Pergunto, olhando para os olhos escuros. — Chantagem. — Diz como explicação. — Por? Espero que conte mais. — Isso não é nada com o que deva se preocupar. — Johnny murmura antes de roçar os lábios contra os meus. — Bem, aqueles caras foram atrás de mim. Então acho que tenho o direito de saber o porquê. — Respondo, estreitando os olhos nele. — Vejo que não sabe nada sobre esta vida, então irei ensinar algumas coisas. O restante, pode aprender com as Old Ladies. Não pode conhecer nada sobre o funcionamento do clube; sabe apenas o que eu conto e não faz perguntas. — Explica Johnny.


— Não tenho permissão para saber de nada? — Pergunto, incrédula. — Não. E não é nenhuma besteira. Isso inclui onde vou ou o que faço. Se eu disser que são negócios, não pergunta mais nada. É mais do que uma Old Lady pode saber. — Johnny informa, completamente sem remorso. — Então, se estiver com outra mulher, nunca saberei? — Pergunto, mordendo o lábio inferior antes de acrescentar: — Isso significa que estamos exatamente onde paramos. Johnny suspira, olha para longe e rapidamente move a mão para segurar minha bochecha, o polegar puxando o lábio de entre os dentes. Pousa a testa contra mim e ficamos assim por várias respirações antes que comece a falar. E quando o faz, é baixo e rouco, cheio do que apenas posso descrever como emoção, algo que Johnny acha que não possui, mas que consigo ver: — Será apenas você, Hattie. Apenas você. — Johnny exala. — Agora sei o que é tê-la, mesmo que por pouco tempo e também sei como é perdê-la. E princesa, não posso passar por isso novamente. Fecho os olhos e deixo que essas palavras afundem. Essas belas palavras. Esse homem duro e perigoso, que apenas segue as regras de seu clube e não as da sociedade ou das convenções, me quer. Johnny quer apenas a mim e também fazer com que a fantasia que sempre tive ganhe vida. Pertencer a ele será difícil? Sim. Será que valerá a pena? Espero que sim. Mas não saberei a menos que ceda e tente.


— Tudo bem. — Sussurro. Sem hesitação, me beija duramente em um implacável e possessivo beijo. Sinto a língua contra os lábios e os abro para ele, levando-o para dentro. É como se estivesse me dizendo tudo o que não consegue verbalizar neste beijo, mostrando-se e me possuindo de uma só vez. Envolvo os braços em seu pescoço e o puxo para mais perto. Quando as grandes mãos tocam minha bunda, me afasto e solto um gemido ao terminarmos o beijo. Ao invés de levantar a cabeça, beija-me no queixo e na orelha, mordendo o lóbulo da orelha antes de falar: — Vamos para dentro, Hattie, antes que a foda aqui no frio. Não digo uma palavra e estremeço. Sim, está frio, mas mais importante que isso, quero Johnny. Sem dizer mais nada, me pega e rapidamente envolvo as pernas ao redor da cintura magra e vejo que tem os olhos focados, sombrios.... Não irritados, mas muito intensos. Assim que entramos pelas portas do clube, ouço aplausos. Enterro o rosto no pescoço dele enquanto sinto que treme em uma risada. Olho ao redor do salão e percebo que não há corpos nus; nenhum. A sala está cheia de homens, mulheres e crianças e as prostitutas não estão à vista. Parece uma festa familiar, não um ponto de encontro de motociclistas. Bloqueio. Isso foi o que Johnny quis dizer. Todas as mulheres e crianças ficam aqui em segurança até que a ameaça seja extinta. Johnny rapidamente me leva para o quarto e uma vez que estamos trancados dentro, faz com que deite na cama. Espero


que se deite comigo e comece a se despir, mas não o faz. Os quadris estão entre as minhas coxas e os cotovelos estão apoiados em ambos os lados do meu rosto. Ao invés de me beijar ou tentar me tocar, apenas olha para mim. — Quer ter o negócio de sobremesas, princesa, pode tê-lo. Quis dizer isso quando falei que darei o que quiser. — Johnny sussurra no quarto silencioso. — Mas antes disse que era estúpido... — Digo, virando a cabeça para desviar o olhar. Segura meu rosto e o vira para ele. — Sou um idiota, princesa. Claro e simples. Quer isto? É seu. Se é o que quer fazer, porra, quem sou eu para pensar algo a respeito? Darei o dinheiro e você faz acontecer. — Sorri. — Vai me dar o dinheiro? — Pergunto baixinho. — Bem, sim. O que porra achou que quis dizer quando falei que daria tudo o que quisesse? — Johnny pergunta, franzindo a testa. — Que me apoiaria emocionalmente; que talvez, quando precisasse de ajuda, encontraria um lugar para mim ou iria me ajudar a consertar algo que precisasse de conserto. Apenas achei que me ajudaria quando chegasse a hora. — Encolho os ombros. — Não sou pobre, Hattie. Se quer uma loja de sobremesas chique, a terá. Encontraremos um lugar para morar e outro para a loja ao mesmo tempo. O que seu coração quiser, se puder dar a você, será seu. — Johnny murmura. — Isso é demais. — Sussurro, tentando não chorar.


— Será minha mulher? Aceitará meu pau sempre que quiser dá-lo a você? — Johnny pergunta, o rosto completamente sério, mas suave. — Uuuhhh. — Respondo. — Irá. — Johnny resmunga. — Sim? — Pergunto, estreitando os olhos. — Sim, princesa. Fará essas coisas por mim, me dará alguns bebês também e em troca, realizarei todos os sonhos que tiver. — Diz. Abaixa o rosto e beija a coluna do meu pescoço. — Johnny. — Gemo, levantando os braços e mergulhando os dedos no cabelo, enquanto inalo o cheiro de cigarros e couro. — Sim.... Você fará isso. — Ele ri, enquanto as mãos abrem o botão do jeans, o retirando. Faz uma pausa, puxando os sapatos que uso e as meias e então termina de tirar a calça, jogando tudo no chão em algum lugar. A calcinha rapidamente desce pelas pernas e é jogada para atrás dele também. — Tire esse suéter. — Ordena, enquanto ajoelha e tira as próprias roupas. Rapidamente puxo o suéter por sobre a cabeça e solto o sutiã também. Observo quando os olhos mudam da dor de chocolate para preto, à medida que percorrem meu corpo nu. — Abra as pernas. — Ordena. Abro o máximo que posso, sem hesitação. Ainda sou tímida, mas com Johnny me olhando, sinto-me menos tímida e mais bonita.


— Olhe para a linda boceta que tem, princesa. — Murmura, movendo um dedo por ela. Estremeço com a intensidade e a forma como está completamente focado na parte mais íntima de mim. — Johnny. — Sussurro, levantando a cabeça na esperança de ver mais. Seguro a respiração quando me toca no abdômen e em seguida, viaja até o estômago e por entre os meus seios, antes de envolver suavemente minha garganta. O coração dispara quando vejo a cabeça descer e sinto os lábios no mamilo, antes que abra a boca e chupe profundamente, com força. Arqueio as costas com a dor, antes de que se transforme em algo mais; algo diferente, algo próximo de necessidade. Aperta-me a garganta, cortando um pouco da respiração antes que relaxe e vá para o outro seio, repetindo os movimentos e me deixando leve. Sinto a ponta do pau movendo-se pelas dobras do meu centro e revestindo-se com minha excitação. Gemo quando fecho os olhos. Senti-lo me cercando, tudo dele, é surreal. Estou aqui novamente... Junto dele que quer isso e também a mim. — Está tão molhada, Hattie. — Murmura, enquanto empurra-se para dentro de mim. Gemo quando me estica com cada centímetro do enorme pau, empurrando mais profundo dentro de mim. Uma vez que está completamente dentro, aperta meu pescoço e concentra os olhos nos meus. A outra mão está ao lado da minha cabeça, ajudando a se segurar acima de mim sem me esmagar.


— Hattie, se me aceitar de todas as maneiras que me entregar a você, em troca darei tudo o que quiser. Seja o que for, princesa, será seu. Quero dizer cada palavra. Tudo o que tenho, será seu. Sinto os olhos cheios de lágrimas e o lábio inferior treme. Embora esteja apenas repetindo as palavras de antes, amo o significado por trás delas. Darei a Johnny o que quiser, contanto que cumpra as promessas que está fazendo: não haverá nenhuma outra mulher e apoiará meu sonho. Darei a ele a vida que quer e um dia, filhos também. Farei com que seja tão feliz quanto sou. Permanece com os olhos fixos sobre mim enquanto continua a entrar e sair, a mão gentilmente na garganta, apertando de vez em quando. Está com o rosto sério e concentrado. Suspiro quando abaixa a cabeça e levemente a esfrega ao longo do meu lado. — Levante as pernas, Hattie e as envolva nas minhas costas. — Sussurra enquanto repousa a testa sobre mim. Levanto os quadris e pernas, ofegando quando Johnny entra mais profundamente. Gemo enquanto a mão que estava apoiada na cama levanta e envolve minha coxa, empurrando a perna para trás ainda mais. Depois, solta a outra mão da garganta e faz o mesmo do outro lado. Os joelhos quase tocam o colchão em cada lado da minha cabeça; estou completamente aberta e Johnny, de joelhos, empurra dentro de mim, os olhos focados onde nossos corpos se encontram. Usa toda a força muscular que tem.


— Um dia, quando estiver pronta, foderei sua bunda assim Hattie. Quero ver meu pau se enterrando dentro desse doce e apertado traseiro. Quero fazê-la gozar em todos lugares e possuirei cada pedaço de você, princesa. Cada pedaço do caralho será meu. — Diz. Não posso falar; a respiração desapareceu. Fico tensa com o mesmo desejo de antes e sei o que está vindo. Posso sentir o acúmulo e não posso controlar isso. Fecho os olhos quando começo a gritar e então acontece. — Oh, porra, sim! — Ouço, antes de sentir os dedos no clitóris. Acaricia-me ainda mais, deixando tudo pior. — Johnny. — Imploro, mas ele não para. Está em seu próprio mundo e focado apenas em nossos corpos enquanto goza. Solta-me as pernas e cai sobre mim, o pau ainda dentro. Sinto os lábios no pescoço enquanto trilha beijos até a boca. Suspiro quando a língua empurra suavemente em um beijo preguiçoso e molhado. Envolvo os bíceps e momentaneamente esqueço de quase tudo, menos da sensação da boca na minha, a língua dentro de mim e o corpo pesado pressionado o meu. Johnny, meu homem. A fantasia virou realidade.


Dirty Johnny Quando levanto o rosto e termino o beijo, olho para ela. Realmente olho para Hattie. Tem o rosto vermelho e os olhos brilhantes; o verde neles de alguma forma parece mais vibrante quando olha para mim. Porra! Hattie é a cadela mais gostosa que já comi e é minha. Cem por cento, toda minha. Sinto que deveria me beliscar. Essa porra não pode ser a realidade. — Aconteceu novamente, não foi? — Hattie murmura. Não posso deixar de rir do constrangimento dela. — Já disse, princesa, não é nada para se envergonhar. É a coisa mais sexy que já presenciei. — Respondo, pressionando os quadris contra os dela para provar o ponto. Ainda estou duro. Apenas estar dentro dela faz isso comigo. — Não é sexy. É embaraçoso e nojento. É como seu eu fizesse xixi. — Hattie geme. — Mulher, o fato de poder fazer isso com você, porra.... Sinto-me honrado. Nada sobre isso é nojento, é incrível, Hattie. Sabe que não consigo evitar de gozar quando faz isso? Porra, você ejaculou em todos os lugares. Foi lindo. — Murmuro, tentando enfatizar o quão gostosa acho que é. O fato de poder fazer isso, mesmo sem entrar em sua bunda (e isso pela segunda vez), porra! Faz com que me sinta como o maldito rei do mundo.


Sinto-me bem apenas por pensar em como Hattie ejaculou, molhando tudo apenas porque tinha meu pau dentro dela. — Você é estranho. — Ela ri. O tremor do seu corpo me faz perder o calor quando meu pau escorrega da boceta dela. — Sou seu e acho tudo absolutamente lindo, Hattie. — Digo quando beijo a ponta do nariz antes de me afastar. — Vai fumar? — Pergunta, rolando para o lado e colocando as mãos sob o rosto, me observando. — Sim, princesa. Descanse um pouco. — Murmuro, enquanto puxo o jeans sobre os quadris e fecho o zíper. Deixo o botão de cima aberto. Pego o colete e visto antes de calçar as botas e pegar o maço de cigarros da mesa de cabeceira. — Gostaria de poder sair com você. — Boceja. Não posso esconder o sorriso que transforma meu rosto. Também gostaria que Hattie pudesse. Provavelmente, o melhor momento que já tive foi quando esteve em meu colo na varanda de seu apartamento. — Voltarei em alguns minutos, princesa. Saio pela porta, fechando-a atrás de mim e deixando-a saciada e completamente nua na cama. Fico me perguntando por que Hattie não entrou em choque ou surtou. Mas sei que isso acontecerá; é apenas uma questão de tempo. O bar está bastante calmo; os homens e as Old Ladies estão bebendo e conversando e a música está alta, mas não estridente. É pacífico. Talvez pela primeira vez.


Saio para o local habitual de fumar e vejo que Fury está lá com uma garrafa de cerveja na mão e um baseado entre os lábios. Ele não fuma maconha tão frequentemente quanto costumava fazer. Por isso, estou um pouco surpreso ao vê-lo fumando agora. — Prez. — Murmuro, enquanto sento ao lado dele no topo da mesa de piquenique. — Como ela está? — Pergunta antes de dar uma tragada. Inalo minha própria fumaça e aceno. — Hattie está bem, até agora. Mas ainda é cedo para ter certeza, apenas o tempo dirá. — Digo e vejo como Fury acena. — Poderia ser Kentlee novamente. — Ele diz. — Não foi Kentlee, e está segura agora. — Asseguro. — Estou ficando velho demais para essa bagunça. — Fury resmunga. — Velho? Nunca. Não acho que esteja ficando velho demais. Acho que está apaixonado pela esposa e agora que é pai, tem algo que a perder. Sinto o mesmo com Hattie. — Encolho os ombros, dando uma tragada no cigarro. — Sim, porra! Fico louco ao pensar que podem usá-los contra mim. — É por isso que todos estão trancados neste prédio. Estamos fazendo de tudo para mantê-los seguros. E se eu fosse um homem mais inteligente, a teria aqui desde o começo. — Murmuro, olhando para o escuro.


— Culpa não fará nada, além de corroê-lo por dentro, irmão. Olhe para frente, não para trás. Comece diferente e apenas viva. — Fury diz antes de ficar de pé e me deixar sozinho na mesa de piquenique. Penso nas palavras dele. Olhe para frente, não para trás... Isso é exatamente o que farei. Olharei para frente e protegerei a vida que Hattie e eu teremos juntos. Nem mesmo pensarei no passado, na minha infância ou nos meus pais. Serei um tipo diferente de homem, diferente do pai que tive e farei o certo por Hattie. Jogo o cigarro fora e caminho de volta para o clube, certificando-me de trancar a porta atrás de mim quando entro. Abro a porta do quarto e vejo as pernas de Hattie abertas, a boceta inchada em exposição. Quero-a na minha cama a partir de agora; a boceta rosa esperando por mim, o corpo macio pressionado contra o meu e a voz doce enchendo meu espaço. Hattie é o que estava esperando. Tudo nela é como um maldito sonho tornando-se realidade. Apenas espero poder dar tudo o que prometi.


Hattie Respiro fundo e o coração começa a acelerar quando sinto um corpo pesado subir na cama ao meu lado. Abro os olhos e olho ao redor por um minuto, antes de perceber exatamente onde estou. Estou na cama de Johnny. Deixo escapar um suspiro de alívio quando o ouço murmurar atrás de mim. — Sou eu, princesa. — Diz enquanto me abraça, movendose de modo que a coxa fica entre as minhas pernas e pressionada contra o núcleo nu. — Adormeci. — Murmuro. — Cansei minha garota? — Ri atrás de mim.


Resmungo como resposta, incapaz de realmente formar um pensamento completo, muito menos uma frase completa. — Descanse um pouco. — Murmura e me beija docemente no ombro antes que eu volte a dormir. Durmo muito bem nos braços dele, como nunca antes. Na manhã seguinte, abro os olhos e vejo que já passa do meio-dia. Johnny ainda está pressionado contra mim, o calor da coxa contra meu centro. Sinto a respiração falhar quando pressiona ainda mais. — Johnny. — Sussurro. — Coloque os braços atrás das costas, Hattie. — Diz com voz rouca. Pressiono a bochecha no travesseiro, faço o que pede e coloco os braços nas costas. Seguro os antebraços e ganho um zumbido de aprovação. Com as grandes mãos, envolve meus braços e me coloca sobre o estômago. Ouço um farfalhar atrás de mim e sinto o peito apertando-me as costas e o pau entre as bochechas da minha bunda. Fico tensa, mas ele beija meu ombro e atrás da minha orelha antes de sussurrar: — Não tomarei essa bunda ainda. Preciso prepará-la primeiro, princesa. Agora, foderei esta boceta carente e gulosa. Relaxo um pouco e fecho os olhos enquanto Johnny se move novamente. Sinto-o esfregar o pau pelo meu núcleo e contra o clitóris a cada golpe. — Mova-se, princesa.... Esfregue-se contra mim. — Ordena.


Fico vermelha de vergonha, mas ele está tão excitado esfregando contra o clitóris, que não consigo me importar o suficiente para evitar de fazer o que pede. — Pare. — Johnny ordena e congelo, enquanto me ergo. Sinto a mão dele nos quadris, os inclinando um pouco enquanto empurra as pernas juntas. A mão livre massageia suavemente uma das bochechas da bunda, antes de passar pela coluna e segurar meu cabelo. Solto um gemido quando me puxa a cabeça para trás. — Eu a foderei assim, Hattie. Ficará completamente imóvel e à minha mercê. — Diz Johnny. Embora pareça um aviso, não posso evitar a onda de emoção que me percorre. Aperto os olhos com força quando entra em mim, esticando o centro dolorido agonizantemente de maneira lenta. Com as pernas juntas, ele parece ainda maior que o normal e preciso me acalmar para não gritar. — Abra os olhos e olhe para mim. — Ordena. Com a cabeça ainda inclinada para trás e o pau dele profundamente dentro, abro os olhos. Seu rosto está acima do meu e os olhos focados completamente em mim. Johnny aproxima-se, me deixando completamente imóvel e nunca me senti tão incrivelmente desejada em toda a vida. O olhar em seus olhos quando lentamente afasta-se e empurra novamente, é o que me faz sentir assim. Então abaixa a cabeça e me beija os lábios.


Sua mão livre move-se por entre os seios e agarra-me a garganta enquanto continua a se mover lentamente para dentro e para fora, os olhos ainda fixos nos meus. Johnny está ao redor, me consumindo e tornando-se parte de mim. — Da próxima vez que a tomar assim, Hattie, serei duro e implacável. Mas agora, minha princesa precisa lento e sempre darei o que ela precisar. — Johnny diz antes de me beijar novamente. Gemo enquanto cravo as unhas nos lençóis e empurro de volta contra ele. Sinto que estou no limite, como se precisasse abrir caminho para o orgasmo; o corpo está tenso, mas preciso de mais. Preciso das mãos de Johnny em mim, preciso que me acaricie. — Por favor. — Sussurro contra os lábios dele, enquanto continua me tomando lenta e firmemente. — Precisa chegar mais perto, Hattie. Mordo o lábio inferior, confusa com as palavras e seu significado. Fecho os olhos e apenas aceito o que está me dando. Sinto os joelhos dele pressionados contra minhas coxas, a mão calejada na garganta, os dedos no cabelo e o pau empurrando para dentro e fora de mim, me enchendo tanto que se não me queimar, ficarei surpresa. — Porra, tão excitada, tão certa... — Diz, rouco. O quarto está silencioso; nada além de nossa respiração ofegante. Não respondo com palavras, não posso falar; apenas grito quando os impulsos começam a ficar mais fortes e aperto os olhos quando as lágrimas começam a vazar.


— Abra os olhos, Hattie. Chore, princesa e deixe tudo sair. — Insiste. E eu obedeço. Choro. Estou frustrada; meu corpo parece que explodirá a qualquer momento. De repente, sem uma palavra, tira a mão da minha garganta e a move entre meus quadris e o colchão. Choro quando sinto os dedos contra o clitóris, me acariciando. Gemo sem parar. — Goze agora, Hattie. Goze em mim. — Sussurra quando os quadris começam a bater, forçando o pau dentro de mim, mais forte e mais rápido que antes. Começo a tremer e quando ele aperta o clitóris, faço o que pediu: gozo. É longo e não posso conter os soluços altos, tremendo sob ele. Como se estivesse esperando por mim, Johnny move-se e começa a se contorcer dentro de mim, enchendo-me com sua libertação, enquanto enche o quarto com um gemido longo e sexy. — Jesus, Hattie... — Geme. Respiro quando sai de mim e se deita ao lado. Sem perder uma batida, me puxa contra o peito e coloca sobre seu corpo. Os dedos começam a percorrer meus cabelos e quase rosno com a sensação, aproximando-me de seu calor. — Você está bem? — Johnny pergunta depois de alguns minutos.


— Sim. — Suspiro, enquanto uso os dedos para traçar as tatuagens, sem prestar atenção aos desenhos. — Faremos funcionar. Você e eu. — Murmura. — Está tentando me convencer ou a si mesmo? — Pergunto, erguendo as sobrancelhas e levantando a cabeça para olhar nos olhos escuros. — Acho que a ambos. Nunca fiz nada assim antes, princesa. — Johnny admite e isso me faz sorrir. — Então, aprenderemos juntos. — Sim. — Ele encolhe os ombros antes de me beijar na testa e em seguida, se afasta. — Cigarro? — Pergunto quando o vejo vestir a calça. — Sim. Mal posso esperar para conseguirmos nossa própria casa. É o primeiro dia e essa porcaria já está chata pra caralho. — Ele murmura, calçando as botas. — Está falando do quê? — Pergunto. — Do fato de ter que deixá-la sozinha e nua na cama e não ser capaz de vesti-la com uma camiseta e abraçá-la enquanto recebo minha dose. — Ri. — Talvez devesse parar. — Digo. — Fumo desde que tinha nove anos de idade, Hattie. Não acho que seria capaz de sair neste momento. — Diz com um sorriso, antes de piscar e sair pela porta do quarto. Olho para a porta fechada e fecho os olhos. Nove anos de idade... Puta que pariu! Aos nove, ainda estava brincando em


casa e indo para reuniões de escoteiros. Fumar cigarro nunca passaria pela minha cabeça. Não consigo impedir a tristeza esmagadora que me consome ao pensar em Johnny com nove anos acendendo um cigarro. Uma batida na porta me assusta e tira dos pensamentos. Ignoro, enquanto pego a camiseta de Johnny do chão e a visto. Abro a porta e encontro Kentlee e Brentlee de pé no lado de fora, duas das esposas que conheci há algumas semanas. Irmãs, incrivelmente bonitas cada uma à sua maneira e também incrivelmente intimidantes. — Faremos o almoço para todos e queríamos saber se gostaria de se juntar a nós. — Brentlee, a irmã de cabelos escuros, pergunta. — Não precisa fazer nada que não queira. Apenas pensamos que poderia querer sair daqui. — Diz Kentlee, enquanto mexe na longa trança loira. — Ela pode não querer sair do quarto. Pela aparência das coisas e pelo cheiro, acho que Dirty Johnny a está entretendo bastante. — Observa Brentlee com um grande sorriso no rosto. Posso sentir o calor nas bochechas enquanto ruborizo. Estou envergonhada. — Brent, você a está envergonhando. Pare com isso. Sabe como é quando o relacionamento é novo. — Diz Kentlee, dandome um sorriso. — Novo? Você e Fury estão juntos há nove anos e ainda se pegam como adolescentes. — Ressalta Brentlee.


— Estamos compensando aqueles anos em que ele foi para a prisão. — Kentlee sorri. Arregalo os olhos com as palavras. Prisão? — Fury saiu há uns seis anos. — Diz Brentlee. — Meu homem sabe como dar e gosto do que recebo. Por isso, aceito muitas vezes. — Kentlee encolhe os ombros e então vira-se para mim. — Tenho a sensação, com base no ninho de ratos que parece o seu cabelo, a nudez às duas da tarde e o fato de parecer completamente fodida e exausta, que Johnny sabe como dar também. Não fique envergonhada. Esses caras sabem como usar seus dons e somos as sortudas que recebem as recompensas. — Kentlee sorri. — Eu.... Eu... — Gaguejo, sem saber o que dizer. — Que besteira as duas estão tentando vender à minha mulher? — A voz de Johnny corta atrás de Brentlee e Kentlee. As duas viram e o observam enquanto caminha entre elas para chegar até mim. — Apenas queríamos ver se ela precisava de algum tempo fora da almofada de sexo. Talvez nos acompanhar enquanto fazemos comida para alimentar todas essas pessoas. — Diz Brentlee com um sorriso no rosto. — Não precisa ir com essas duas fabricantes de problemas se não quiser. — Johnny sorri. — Acho que vou. Posso ajudar, mas preciso de um banho primeiro. — Digo franzindo o nariz, lembrando de como Brentlee mencionou o cheiro do quarto.


— Ok, parece ótimo. Vejo você na cozinha em alguns minutos. — Kentlee diz virando-se para sair, com Brentlee rapidamente seguindo atrás dela. — Não precisa ir com elas. — Repete Johnny. — Parecem legais. — Digo, pegando algumas coisas da mochila para um banho. Entre algum dos intervalos de Johnny para fumar, provavelmente buscou a mochila e sou grata por isso. — Realmente, são pessoas legais. Fui para escola com as duas, mas se não quer ficar com elas, está tudo bem princesa. — Johnny murmura. — Por que não iria querer? São amigas e esposas de seus amigos. — Digo, enquanto levanto com todas as coisas necessários para um banho nos braços. — Porque pode não gostar do que ouvirá delas, ok? — Diz nervoso. — Você precisa explicar isso para mim. — Comi Brentlee na época do colégio. — Diz, enquanto seus olhos permanecem completamente focados em mim. Aceno, sem saber o que dizer. Deveria ficar com raiva? Quer dizer, fiz sexo com meus namorados do ensino médio e ele fez sexo com muitas outras mulheres. Por que isso deveria ser perturbador? — Ainda tem sentimentos por ela? — Pergunto curiosa. — Não tinha sentimentos por Brentlee no ensino médio e ainda não tenho.


— Então por que deveria me importar que tenha feito sexo com Brentlee? A menos que esteja fantasiando sobre ela ou tentando voltar a fazer isso, por que me importaria? — Pergunto, olhando diretamente nos olhos dele. — Porque irá vê-la constantemente e talvez se tornem amigas. — Diz. Aceno devagar e penso sobre as palavras antes de falar. — Ter feito sexo com Brentlee afeta o relacionamento que tem com o marido dela? — Pergunto. — Aconteceu durante um certo tempo, mas não agora. — Admite. — Se o marido está bem com isso, então acho que também posso ficar. Quer dizer, a menos que Brentlee entre em detalhes sobre o seu pau e habilidades, acho que posso lidar. Johnny me encara por um segundo antes de gargalhar e envolve os braços na minha cintura, me puxando para um abraço. — Não, não acho que entrará em detalhes sobre isso. Faz tanto tempo que provavelmente nem lembra. — Johnny murmura contra meus cabelos. Reviro os olhos, mas não respondo. Claro que Brentlee lembra. Imagino que qualquer mulher que teve Johnny dentro de si lembre exatamente como se sentiu. Não digo nada, no entanto. Não há razão para bater em cavalo morto.


Fez sexo com Brentlee quando estavam no ensino médio anos atrás, mas agora é meu. Além disso, ela é casada e tem dois filhos. Não é como se estivesse batendo na porta dele procurando por mais. E vi o marido dela. O homem é assustador, gigantesco e atrevo-me a adivinhar que tem mais do que o suficiente para Brentlee lidar. Acho que nunca precisará ir a outro lugar. Johnny me leva até o chuveiro. Rapidamente lavo o corpo e cabelo do suor, sexo e sujeira das últimas vinte e quatro horas. Quando estou limpa, leva-me de volta ao quarto e visto calça legging, com um moletom grande. — Está com frio? — Pergunta enquanto prendo o cabelo molhado em um coque bagunçado antes de colocar as botas. — Congelando. — Admito. — Estou sempre com frio. — Encolho os ombros. — Vamos levá-la para a sala comum antes que decida aquecê-la aqui em cima. — Johnny sorri. Rio quando me abraça e puxa para seu lado. — Já disse o quanto estou feliz com você? — Pergunto, enquanto começamos a caminhar em direção à cozinha. — Estou feliz também, Hattie. Pela primeira vez. — Johnny confessa. Não consigo me aprofundar mais na declaração antes de passarmos pela porta da cozinha. Johnny me deixa com um beijo que apenas roça meus lábios e o vejo caminhar até os maridos de Brentlee e Kentlee, que estão sentados em um sofá com algumas crianças ao redor.


Vejo quando ele se abaixa e pega uma garotinha que parece ter cinco anos. Ela ri antes de envolver os pequenos braços em seu pescoço e o abraça fortemente. Johnny parece feliz a segurando. — Johnny precisa ter uma. — Diz uma voz atrás de mim. Viro e vejo Kentlee colocando a cabeça para fora da porta da cozinha. — Uma criança? — Pergunto. — Uma casa inteira cheia delas. Sabe que apenas o vejo sorrir verdadeiramente quando está perto de uma criança e agora, de você? — Kentlee diz, enquanto fixa os olhos em Johnny e na garotinha. — Ele me disse que quer filhos. — Informo, quando viro e deixo a bela visão de Johnny segurando e rindo com uma criança. — Não acho que irá esperar por muito tempo. E você é tão jovem... — Kentlee murmura. — Sou. — Aceno, incerta do que ela quer dizer. — Certifique-se de que realmente o quer e a uma família. Uma vez que for completamente dele, não a deixará ir. E você é muito jovem. Não quero que tenha arrependimentos. — Diz. Sei que Kentlee está tentando ser útil. Sou jovem; não tenho nem vinte anos ainda. Mas também sei o que quero e o que sempre quis é Johnny. Durante anos vivi a vida, sem realmente viver. Ele sempre esteve no fundo da minha mente. E


agora que o tenho, nunca o deixarei ir. Sinto como se finalmente estivesse viva. Esse homem faz isso comigo e para mim. Faz com que me sinta feliz. — Não irei a lugar algum. E quando Johnny quiser um bebê, darei isso a ele, desde que seja fisicamente capaz de fazêlo. — Digo sorrindo. — Não quis ofendê-la. — Diz Kentlee. Vejo o pânico em seu rosto. —

Não

me

ofendeu.

Entendo

completamente

suas

preocupações. Johnny é seu amigo e tem o direito de se preocupar. Tenho apenas dezenove anos, mas Johnny é o único para mim. Eu o conheço há três anos. Quero fazê-lo feliz e já sei que ter uma família é algo que deseja. Conversamos sobre isso. — Sorrio, pegando a mão dela e dando um aperto. — Está bem então. Bom. Ótimo. — Diz, acenando a cabeça. — Vamos alimentar essas pessoas. — Brentlee chama. Viro e vejo que estava ali o tempo todo, mas não entrou em nossa conversa. Preciso que Brentlee saiba que já sei sobre seu passado com Johnny e que estou bem com isso. Caminho até ela e pergunto se precisa de ajuda. Brentlee me dá alguns tomates e ajudo a cortá-los para os sanduíches que estamos fazendo. — Eu sei, a propósito. — Digo baixinho, para que ninguém mais possa ouvir. A cozinha agora está cheia de outras mulheres. — Sobre? — Brentlee pergunta nervosa.


— Que você e Johnny estiveram juntos no ensino médio. Ele me contou. — Admito enquanto corto o último tomate. — Foi há muito tempo. Espero que possamos ser amigas. — Brentlee murmura. Viro-me para Brentlee e a abraço brevemente. — Claro que podemos. A escola não foi ontem e você está obviamente feliz no casamento. — Sorrio. — Foi apenas algumas vezes. Eu tinha quinze anos e estava em uma época ruim. — Conta. Balanço a cabeça e inclino para o lado. — Não precisa explicar nada, Brentlee. É passado. E se seu marido pode ser amigo de Johnny, não há motivo para que não possamos ser amigas também. — Você não se parece comigo quando tinha dezenove anos, com certeza. — Brentlee murmura. — Por que isso? — Rio. — É muito madura. Entendo agora porque Johnny está tão atraído. Quer dizer, não que ele seja Yoda ou algo assim, mas você não é como a maioria das garotas de dezenove anos. Não sei. Apenas gosto dos dois juntos. — Diz Brentlee. Não respondo porque as palavras que disse não pedem uma resposta. No entanto, penso nelas quando volto a ajudar no almoço. Durante toda a vida, fui mantida em um certo padrão pela família. Estudar era importante e passei a maior parte do tempo livre que tinha fazendo exatamente isso.


Minha única rebelião foi ser amiga de Willa e entrar em qualquer problema em que ela nos metesse. Isso até a maior delas: quando me recusei a ir para faculdade. Talvez isso tenha me deixado mais madura do que uma garota normal de dezenove anos. Se nada disso tivesse acontecido, teria voltado com o rabo entre as pernas, mas não teria perdido o emprego. Sei como cuidar de mim e como viver sozinha e acho que Johnny tem feito isso por um tempo também. Embora não fale sobre a infância, sei que deve ter sido horrível. Mantenho a determinação anterior de querer fazê-lo feliz. Está disposto a me ajudar com meu negócio de sobremesas e está indo tão longe a ponto de dizer que irá apoiá-lo e me apoiar. Significa muito para mim e quero que se sinta tão feliz quanto estou. O que Johnny quiser, será dele. Talvez esteja sendo ingênua, idiota e pulando nisso com ele rápido demais. Mas não me importo e apenas quero que esse sentimento dure. Apenas o tempo dirá.


Dirty Johnny — Então o bloqueio terminou? — Vault pergunta, antes que as portas estejam completamente fechadas. Missa. Não quero estar ali; não quando posso estar dentro de Hattie. Ainda posso sentir o cheiro dela em mim e isso faz meu pau se contorcer sob o jeans. Nem mesmo dou a mínima. Ela é tão suave e quente quando estou dentro dela... E o jeito que olha para mim, porra! Isso me faz sentir. Não sei se gosto ou odeio, mas droga! Nunca senti nada parecido como quando estou enterrado dentro daquela menina.


— Tudo foi fácil demais. — Murmura Fury. A sala se enche de resmungos de concordância e aceno com a cabeça. — Disseram o que, os outros filhos da puta? — Vault pergunta, arqueando a sobrancelha. — Nada ainda. Descobriremos mais depois do almoço. — Drifter sorri. — Digo para continuarmos bloqueados até descobrirmos exatamente com que porra estamos lidando. Não enviarei Rosie de volta para casa, sem saber que está segura cem por cento. — Anuncia Vault. — Concordo. — Acrescento. Todos os olhos voltam-se para mim e os homens na sala acenam ou levantam o queixo de acordo. Church está em espera até descobrirmos exatamente o que está acontecendo, até descobrirmos o que a porra do Cartel e dos Bastards Mc planejou. Ninguém tem a menor ilusão de que eram os únicos homens envolvidos. Esta é apenas a ponta do iceberg e provavelmente nada além de uma distração. — Dirty. — Fury chama após os homens saírem da sala. Vou até ele e espero que continue. — Aquele irmão policial dela será um problema? — Pergunta Fury. — Provavelmente. — Assim que o bloqueio for retirado, ela está fora. — Avisa.


Posso sentir a raiva aumentando com a ordem. Hattie não tem culpa de ser irmã de quem é, de pertencer àquela família. Não é culpa dela e odeio que esteja mencionando isso para mim. Mas disfarço antes de responder. — Sim. Conseguirei uma casa para alugar e irei levá-la para lá. — Respondo. — Apenas me certificando. Não preciso dele respirando no nosso pescoço. — Fury murmura. — Acha que não ligo para o clube? Que deixaria esse idiota causar algum problema de propósito? — Pergunto, enquanto a raiva flui através de mim. — Não. Nem acho que faria isso de propósito. Mas ele já apareceu aqui de uniforme com os amigos e não quero que isso aconteça novamente. Quanto mais ela ficar aqui, maior a chance. Temos três caras em ganchos no nosso galpão. Como diabos explicaremos essa porra se começarem a meter o nariz? Use a cabeça e pare de tentar pensar com seu pau. — Fury grita. Abro as pernas e coloco os punhos nos quadris. Porra! Ele está certo. Odeio isso, mas está. — Vamos pegar as informações que precisamos desses idiotas e depois seguir em frente. — Sugiro, antes de virar para ir embora. — Parece bom. E Dirty? — Diz Fury. Paro e enfrento-o, curioso para saber o que mais ele pode acrescentar.


— Preciso dizer, ainda gosto dela. Gosto dela por você e gosto dela como um acréscimo ao círculo de Old Ladies. É apenas o irmão dela de quem não gosto. Assim que a poeira baixar, acho que tudo dará certo. — Fury murmura. Não respondo. Acredito nas palavras e as aceito pelo valor que têm. Não é nada contra Hattie, mas o irmão dela traz um elemento

de

possíveis

problemas,

especialmente

por

me

desprezar. Nunca gostará de mim, mas espero que não tente em cada turno me prender. E se acha que uma cela irá me afastar da irmã, está enganado. Ela é minha e a prenderei a mim. Irei engravidá-la antes que Andy possa piscar. Quando estou na área comum do bar, meus olhos a buscam. Está ao lado de Brentlee e rindo. Não é um sorriso falso, é real e está segurando o estômago em um esforço para se conter. Sorrio vendo-a realmente se dando bem com Brentlee. É uma parte importante do clube e Hattie ficará muito perto dela. Temia

que

se

sentisse

desconfortável

perto

dela

porque

transamos no ensino médio. Hattie é jovem, embora madura, e não sabia se aceitaria isso. Fico feliz em saber que está tudo bem. —

Ela

parece

bem,

irmão.

Feliz.

Diz

aproximando-se. — Contei sobre mim e Brent no colégio. — Admito. Sniper assobia — Não parece chateada. — Aponta.

Sniper,


— Não. Hattie foi muito legal com isso. Basicamente, disse que o passado é passado. Não sabia o quão legal seria até que as vi rindo juntas. — Respondo. — Essa menina é a única, então? — Sniper pergunta, não comentando a fala anterior. — Sim. — Admito e não fico ansioso por isso. Enche-me de paz. Ela é minha e sabe tanto quanto eu disso. É apenas um fato simples agora. — Bom. — Sniper diz antes de caminhar em direção a Brentlee. Vejo quando abraça a mulher e enterra o rosto em seu pescoço. Paro de olhá-los como um estranho e vou em direção à minha própria mulher. — Tudo bem? — Hattie pergunta, quando me entrega um prato com comida. — Sim. Vamos conversar com aqueles caras que estavam em seu apartamento e amanhã iremos procurar uma casa e sair desse lugar. — Digo, colocando um beijo em sua testa. — Tudo bem. — Responde, os olhos encontrando os meus. Sinto que tenta enxergar profundamente minha alma ou alguma porcaria assim, mas não deixo. Ao contrário, me afasto do contato e coloco a mão nas costas dela, a empurrando em direção a um lugar para sentar e comer. Sentamos e comemos em silêncio, enquanto a observo. Está mexendo no prato, não realmente comendo. Deveria estar morrendo de fome e o fato de não estar, me preocupa.


— Coma, Hattie. — Instruo. Olha para mim, um pouco assustada. — Eu.... Por favor, não mate aqueles homens. — Deixa escapar. Arregalo os olhos e viro para ela surpreso. — O quê? — Pergunto, confuso. — Você matou aquele cara e depois pegou os outros. Por favor, não os mate por mim. — Pede sussurrando. Eu a pego nos braços e a puxo para o colo, girando seu corpo para me encarar. Envolvo a mão no pescoço fino e a outra, uso para segurar seu rosto, forçando-a a olhar para mim. — Não deveria ter visto aquilo. Porra, me mata que teve que ver isso, princesa. Mas esta vida não é apenas sol e rosas. É difícil e às vezes, é feia. Como homem, é meu trabalho evitar que essa feiura entre em sua vida. Estou mal por não a ter protegido. Não importa o que aconteça com esses homens, nada disso irá respingar em você. Escolheram fazer o que fizeram e colherão as consequências de suas ações. Passo o polegar pelo lábio inferior gordo, mas os olhos me enfrentam. Estão cheios de lágrimas e sei que quer chorar. — Johnny. — Sussurra. Pressiono o polegar contra os lábios para calá-la. Se ouvi-la suplicar ou implorar, farei o que quiser. E não é assim que extraímos informações de homens como os dos Bastards Mc que estão sendo mantidos em nosso depósito. Blow era um dos nossos, um fato que Hattie não sabe e não saberá.


Era um traidor e um pedaço de lixo. Esses outros homens que estão

balançando

nos

ganchos,

são

da

mesma

raça,

provavelmente viciados. — Precisa deixar ir, Hattie. — Murmuro, antes de esfregar o nariz ao lado do dela. — Não sei se posso. — Hattie geme. — Preciso ir. Mas você deve dar uma boa olhada por aqui, princesa. Ficou na parte de trás da minha moto, me prometeu tudo e em troca prometi a você a porra que quiser. Não há como voltar atrás. Ou vive esta vida ao meu lado ou vive em uma casa em algum lugar da cidade, alheia aos negócios, mas me aceitando em sua cama. E de maneira alguma me engane, princesa. — Digo antes de colocar um beijo duro em seus lábios e ficar de pé, forçando-a ficar também. Afasto-me sem olhar para trás. Incapaz de olhar nos olhos verdes, que sem dúvida estão cheios de lágrimas e no grande lábio inferior, que deve estar tremendo de medo. Este sou eu. Isto é minha vida e Hattie precisa lidar com esta porcaria como o restante das Old Ladies. Ou será como a mulher de Vault, Rosie, que fica longe de tudo. Rosie é doce e uma mulher legal, mas é muito frágil para realmente estar no rebanho e fazer parte do clube. Apenas a vejo em festas de família e durante os bloqueios. Vault não a traz de outra forma. Não quero que seja assim com Hattie. Quero que esteja por perto; mas se não puder lidar com isso, então terei que mantê-la separada. Não desistirei do meu lugar na irmandade e não desistirei dela também.


Hattie Eu o vejo se afastar de mim e isso faz meu peito doer. Não quero que machuque mais ninguém e nem quero que fique irritado comigo. Levanto os olhos e respiro fundo. Sinto uma mão no bíceps e olho para ver Kentlee de pé, com um sorriso triste nos lábios. Balança a cabeça para o lado e começa a se afastar de mim. Sigo atrás enquanto caminha para dentro de um escritório e acende as luzes. — Tranque. — Kentlee ordena. Tranco a porta atrás de mim, o nervosismo me percorrendo. — Você é nova, por isso não vou deixá-la pirada ainda. — Kentlee anuncia. Fico olhando para ela, sem saber o que fazer ou dizer. Kentlee é um pouco assustadora no momento. — Dirty Johnny é como um irmão para mim. Eu o conheço desde que se mudou para cidade. Era gostoso e um dos garotos mais populares da escola, mas sua vida em casa era uma porcaria. Não conheço muitos detalhes, mas vemos as coisas ao longo dos anos em uma cidade tão pequena e aquelas que vi, não eram boas. Pode estar se perguntando por que estou dizendo isso e direi o porquê, não se preocupe. — Kentlee respira fundo antes de continuar:


— Johnny Williams é um bom homem. Ele fuma, bebe e antes de você entrar em cena, se prostituiu como nenhum homem que já vi. Dito isto, confiaria a minha vida e a de meus filhos a ele. Não puxe a corrente. — Kentlee diz, os olhos estreitos. — Apenas não quero que machuque aqueles homens que foram ao apartamento. — Digo. Estou tentando ser forte, mas ela é assustadora. — Quem? — Kentlee pergunta enquanto as sobrancelhas se erguem. — Trouxeram de volta três dos quatro homens que me fizeram refém. Um, eles mataram, mas trouxeram os outros três de volta e não queria que Johnny os matasse. — Explico. — Isso é tudo? — Pergunta, erguendo as sobrancelhas, surpresa. — É um grande negócio. É assassinato. — Respondo. — Sim. — Kentlee balança a cabeça e pressiona os lábios antes de abrir a boca novamente. — Um grupo de homens arianos me sequestraram uma vez. Um deles me faria sua prostituta. Quando Fury e todo o clube entrou no prédio em que estava, ele me arrastou pelos fundos. Quase me levou até a van que serviria de fuga quando Sniper conseguiu atirar de algum lugar ao longe. Se não tivesse morrido, eu estaria morando em algum abrigo subterrâneo como reprodutora. — Kentlee explica. Arregalo os olhos, surpresa e sinto o estômago revirar com suas palavras. Meu peito dói.


— Eu.... Eu... — Gaguejo. Kentlee levanta a mão. — Minha irmã viveu um casamento extremamente abusivo e saiu. Veio buscando proteção e Sniper a protegeu, matando o marido bem na frente dela. Foi feio, mas necessário. Ele não teria parado. Aqueles homens que me sequestraram, não teriam parado também. E aqueles homens que a prenderam? Adivinha? — Não vão parar. — Sussurro. — Não, não irão. Agora, não sei o que querem e nem sei qual será o fim do jogo. E sinceramente, não quero saber. Mas o que sei, é que eles não param. Continuarão vindo atrás de nós e de nossos filhos para tentar fazer com que nossos homens recuem e deem o que estão procurando. E nossos homens? Não aceitarão isso. São homens fortes que lutam pelo que acreditam ser deles. E o que acreditam, é certo. — Diz Kentlee. — Soa como sobrevivência do mais forte. — Murmuro. — Isto é exatamente o que é. Este não é o mundo normal. As leis regulares da sociedade não existem quando você passa por esses portões. Este clube, esses homens, têm seu próprio conjunto de regras e leis. É medieval, mas se quiser ficar ao lado de Johnny, terá que aceitá-las e aceitá-lo. Esta é a vida dele desde os dezessete anos e esta é a única família que tem. — Quero dizer que posso ficar ao seu lado e que sou forte o suficiente. — Exalo. — Você é. — Kentlee balança a cabeça. — Como sabe disso? — Pergunto.


— Qualquer mulher que não tivesse essa capacidade já teria quebrado na situação pela qual passou. Você não o fez. Pode ter pesadelos e pode ficar com medo por um tempo, mas não está em uma pilha no chão, incapaz de lidar com a situação. É sólida, estável e muito forte, Hattie. E Johnny precisa disso. Precisa de uma mulher que possa ser assim e de alguém em que possa se apoiar e ter ao lado. Penso no que Johnny disse. Que me quer ao seu lado como Kentlee, que sempre está ao lado de Fury. Quero ser isso e quero fazer isso por ele. — Como faço para superar essa parte dele? — Pergunto. — Quando se apaixonar por ele, realmente se apaixonar por tudo o que ele é, então toda essa porcaria cairá. Quando Johnny segurar seu bebê recém-nascido nas mãos e olhar para você como se fosse a pessoa mais preciosa e perfeita desta terra, quando a olhar admirado, todo o restante desaparecerá. — Murmura. Noto que seus olhos estão brilhando com lágrimas. — Tentarei. — Sussurro. — Isso é tudo que pode fazer. Johnny é um bom homem, Hattie. Um homem realmente bom. — Kentlee murmura, antes de se aproximar e me abraçar. — Agora, vamos limpar a bagunça que esses idiotas fizeram e ir procurar uma casa. — Ela sorri. — Procurar uma casa?


— Sim. Johnny disse que queria uma casa para você. Vamos procurar algumas. Precisamos de algo para fazer e adoro ver casas. Já Brentlee adora fazer compras e por isso, ajudaremos a encontrar um lugar para vocês dois começarem a vida juntos. Assim, a conversa séria acaba e sigo Kentlee até a área do bar para ajudar a limpar. Não sei o que o futuro nos reserva. Mas se Kentlee e Brentlee podem aceitar as vidas que seus homens levam depois de tudo pelo que passaram, então sinto como se fosse capaz também. Talvez apenas precise conhecer Johnny melhor. Não a personalidade dele aqui com os irmãos e amigos, mas a verdadeira. A parte que ele esconde do mundo. Já vi vislumbres aqui e ali, mas quero mais. Uma vez que tiver tudo dele, então saberei se posso fechar os olhos para as coisas obscuras que faz; para as coisas que provavelmente faz.


Dirty Johnny Entro no armazém e olho para os três componentes dos Bastards Mc, pendurados por cordas em ganchos nas vigas e rosno. Fecho os olhos por um segundo e imagino Hattie com o longo cabelo castanho amarrada à cama com nada mais do que um sutiã e calcinha. Ainda consigo ver o olhar de puro terror em seu rosto no momento em que invadi o quarto e a minha raiva aumenta. —

Fique calmo. — Fury resmunga.

Deixe-os para mim. — Respondo.

Você os terá depois que descobrirmos que porra está

acontecendo. — Diz Fury. Fury vira-se para eles e os olhos cansados se arregalam


com o que veem. Fury ganhou o apelido por um único motivo: quando está irritado, é como pudesse se transformar em um animal

selvagem.

Fica

com

os

olhos

enlouquecidos

e

assustadores. —

Por que pegaram uma de nossas mulheres? Por que

querem acabar com nosso acordo com os russos? — Pergunta olhando de um homem para outro. Nenhum dos homens diz uma palavra. Fury pega uma faca, segura-a no peito do homem do meio e repete a pergunta. Vejo que treme um pouco, mas não diz nada. Está tentando ser corajoso ou alguma porcaria assim. O idiota solta um grito de gelar o sangue quando Fury o corta desde o meio do peito até à barriga. —

Acha que estou brincando? — Pergunta. O homem

balança a cabeça enquanto sangra por todo o chão. — Responda à pergunta ou suas entranhas serão as próximas. —

O Cartel quer que os russos saiam. Querem acabar

com as mulas, acabar com o transporte de mercadorias e com o território deles. Sangrá-los e fazer com que sofram. — Responde. —

Por quê? — Pergunta Fury, inclinando a cabeça para o

Porque são o Cartel. Precisam de uma maldita razão

lado.

para querer alguma coisa? — Grita o homem. Fury enfia a faca e vejo quando as entranhas caem no chão. Deveria ser repugnante, mas já vi isso tantas vezes, que estou imune. Na verdade, estou meio irritado porque ele deveria


poupá-los para mim. Pego um cigarro do bolso e o seguro nos lábios antes de acendê-lo. —

Sinto muito, irmão. Foi um pouco de excesso. — Fury

murmura quando vira a cabeça para mim. Deveria ficar irritado, mas na realidade não estou. Ele está conseguindo as informações e isso é mais importante agora do que a necessidade de vingança. Quem eu realmente queria torturar era Blow, mas esse, se foi. Estou bem o suficiente para ver esta porcaria de longe. —

Pequeno filho da puta... E você? Quer acrescentar

mais alguma coisa? — Fury pergunta ao próximo. O grandalhão está tremendo tanto que todo seu corpo balança. Porra, parece que ele terá uma convulsão a qualquer momento. É engraçado ver um homem tão grande que se acha o fodão quando mantém uma pequena mulher refém, mas que agora.... Agora está tremendo como uma folha em uma árvore. Maricas. —

Não sei muita coisa. Só que houve uma conversa

sobre vender boceta, isso é tudo que eu sei. Por favor, não me mate. — Implora. —

Queriam vender a boceta de quem? — Pergunta Fury,

arqueando uma sobrancelha. —

Blow disse que o Cartel está recebendo bocetas e as

vendendo. Primeiro foram os russos, mas o fornecimento deles foi cortado, então queriam mais. A melhor maneira, era fazer um


acordo e tentar conseguir através de pessoas que não fariam confusão com os policiais e federais. Fury permanece imóvel como uma estátua, esperando que o homem derrame as entranhas antes que as derrame por ele. — Queriam as mulheres do clube, mas principalmente suas filhas. Boceta virgem vende pra caralho e Blow começaria com os Notorious Devils MC já que vocês têm os contatos. — Explica. Fury avança para o idiota e ataca, enfiando a faca no globo ocular do cara. Depois corta todo seu corpo com um único golpe. É nojento e legal ao mesmo tempo. Ele se contrai, mas Fury não para e faz isso do outro lado também, deixando seu corpo parecendo a porra de um filé. —

Não sei nada. — Grita o terceiro homem.

Qual é o nome do contato? Para qual “Jefe” vocês

estão trabalhando? — Fury grita. A voz é gutural e aterrorizante. —

Nunca

falei

com

ele,

apenas

Blow.

Chora

literalmente. Vejo lágrimas escorrendo pelo seu rosto. —

Estou com o telefone de Blow. Mandarei para Oliver,

aquele filho da puta inteligente que os russos usam. — Diz Sniper. —

Você o quer? — Fury pergunta, olhando diretamente

para mim. —

Não. Porra, vá em frente, irmão, derrame tudo. —

Digo. Posso dizer que o animal dentro de Fury ainda não está


saciado. Claro que quero um pedaço desse terceiro idiota, mas meu presidente precisa mais. Fury tem filhas e queriam roubálas; isso me deixa furioso. Não, nem acho que exista uma palavra para descrever como me sinto. Fury precisa descarregar tudo antes de voltar para Kentlee. —

Você sabe que isso significa outra guerra, não é? —

Torch pergunta ao meu lado. —

Uma guerra que ninguém consideraria sequer lutar.

— Respondo. —

Não, caralho. — Resmunga. — Não posso deixar de

me perguntar por que tudo isso está acontecendo agora. —

Sim, parece estranho. Mas talvez não. Blow ficou

fodido quando seu clube foi desmantelado e reagrupado. Foi retirado do cargo e chutado para fora. — Lembro Torch. —

Acha mesmo que tudo é só por causa disso? —

Pergunta Torch. Ele não estava lá para ver o quão fodido Blow estava quando o seu cargo foi tirado e o clube desmantelado. —

Foi um grande golpe para o orgulho dele. Não

conseguia manter-se limpo e jogou seu clube no chão. Tivemos que intervir e Blow não desistiu facilmente. Lutou por isso, era o que queria. Talvez seja apenas retaliação e amargura. — Murmuro. — Caralho! Isso pode se transformar em uma verdadeira tempestade. — Torch murmura. —

Sim, pode.

Missa em duas horas. — Fury grita. Os prospectos


ficam para trás e o restante de nós sai. Preciso ver Hattie. Preciso tocá-la e ter certeza de que está bem. Também precisamos conversar mais sobre seu lugar no clube e ao meu lado. Precisa saber o que espero dela. E se não puder fazer isso, precisamos conversar sobre a melhor forma de resolver tudo. Não vou perdê-la, nunca mais a deixarei ir novamente. Mas não terei a versão perfeita que sempre quis também. Isso explodirá, caralho. Vou direto para o clube e paro de repente assim que entro no bar. Hattie está sentada em uma mesa. Kentlee de um lado, Brentlee do outro e elas estão olhando para algo no computador. As sobrancelhas de Hattie estão franzidas e ela parece se concentrar em alguma coisa. Vejo quando Kentlee aponta para alguma coisa na tela e os olhos de Hattie se acendem antes de se virar e sorrir. Porra, ela é bonita! —

Oh, Dirty, venha aqui. — Brentlee chama. Eu vejo os

olhos verdes de Hattie se erguerem para os meus e o sorriso se ampliar. —

Johnny, espero que você goste dessa. É a minha

favorita. — Diz. Não tenho a mínima ideia do que está falando enquanto caminho até elas. Foco os olhos na tela do computador e meu coração se acalma. Uma casa. Estão olhando casas. Porra!!


— São mil dólares por mês. Isso é demais? — Pergunta Hattie, inclinando a cabeça para trás. —

Não, princesa, não é. — Murmuro, com medo de dizer

qualquer outra coisa. Com medo de mostrar demais e que ela possa ver o quanto me afeta.

Hattie Olho para Johnny e percebo que seu rosto perdeu toda a emoção. É como se fosse de pedra, sem expressão. Inclino a cabeça para baixo e me viro para Kentlee. — Podemos arrumar uma maneira de ver isso amanhã? — Pergunto. —

Sim, farei isso. — Kentlee murmura, mas o foco está

em Johnny também. Sem uma palavra, levanto, pego a mão dele e começo a caminhar em direção ao quarto. Ele não protesta e me segue silenciosamente. Uma vez que estamos dentro do quarto e a porta está trancada, abro a mão e viro para encará-lo. Johnny está pirando. Parece total e completamente em pânico. E quero saber o porquê. —

Jo... — Nem sequer acabo de dizer o seu nome,

quando enterra as mãos no meu cabelo, os lábios nos meus e a


língua mergulha dentro de mim. Depois do choque inicial, estremeço e envolvo os braços em seus ombros, passando as mãos no cabelo bagunçado e desalinhado dele. Pressiono nossos corpos juntos, apreciando a forma como aperta meus seios, agora doloridos. —

Preciso de seus lábios ao redor do meu pau, princesa.

— Murmura. Não hesito e fico de joelhos. Johnny não disse que queria, disse que “precisava”. Levanto as mãos para o cinto dele e com os dedos trêmulos, solto e abro o zíper da calça jeans. Passo os dedos por baixo do cós da cueca boxer antes de puxá-la, juntamente com o jeans para baixo. Deixo as roupas em uma pilha a seus pés. Seu pau salta livre e balança na frente do meu rosto, mas não o toco. Olho para ele e suspiro com o calor e luxúria que brilha nos olhos escuros. Johnny levanta uma das mãos e me segura pela nuca, junto com o cabelo. Amo o modo como sempre envolve as mãos no meu cabelo, me guiando do jeito que quer, me controlando e segurando perto. Isso me faz sentir querida. Fecho os lábios e beijo a ponta da ereção enquanto vejo os olhos se arregalarem e as narinas se alargarem. —

Abra a boca, Hattie. Chupe. — Johnny murmura, a

voz baixa e áspera. Faço o que pede e abro a boca para ele. Apenas para Johnny. Continuo olhando-o enquanto lentamente empurra até quase o fundo da garganta. Gostaria de poder pegar tudo dele. Quero realmente ser capaz de fazer isso. Sinto quando


massageia minha nuca e dobra os joelhos, afundando um pouco mais dentro de mim. —

Relaxe a garganta, quero ver o quanto pode aguentar.

Um dia, terá tudo de mim. — Johnny diz. Arregalo os olhos, incrédula. Nunca seu pau caberá.... Não é possível. —

Feche os olhos, Hattie. Respire pelo nariz e relaxe,

apenas relaxe. — Murmura suavemente. Deixo a cabeça cair um pouco para trás e faço o que pede. Relaxo. Sinto-o na parte de trás da garganta, mas não fico tensa. Apenas respiro. Johnny já foi profundamente antes e desta vez acho que irá mais fundo ainda. As suspeitas são confirmadas quando desce ainda mais. Respiro pelo nariz, fecho os olhos e me concentro na mão dele, que ainda está massageando a parte de trás da minha cabeça. —

Boa menina. Apenas tome princesa. Tome tudo de

mim. — Ele diz. — Porra, Hattie... — Geme. Sinto-me a mulher mais bonita do mundo quando ele solta um gemido profundo e rouco após amaldiçoar. Fiz isso por nós dois, para mais ninguém. —

Deus.... Se pudesse se ver agora, baby. É muito foda.

— Resmunga, enquanto os dedos apertam meu couro cabeludo e empurra um pouco mais. Sinto as bolas contra o queixo e abro os olhos, ampliandoos enquanto olho para ele. Estou chocada. Johnny se enfiou, encaixou-se na minha garganta. O choque se transforma em uma sensação completamente diferente quando nossos olhos se encontram. Ele olha para mim com veneração e admiração,


misturado com algo completamente diferente... talvez luxúria, e quem sabe, um pouco de amor também. Não sei. — Porra! Maldição, Hattie. Porra, caralho.... Está excitada. — Geme sem parar. — Nunca se afaste de mim. Você é minha e ficará ao meu lado, princesa. Quero acenar e dizer que estarei ao lado dele sempre e que serei o tipo de mulher que precisa, mas não posso dizer nada com o pau na garganta. Apenas rosno. —

Jesus Cristo! — Grita, antes de sair de mim com uma

velocidade que não sabia que existia. Com dois puxões no pau, sinto-o gozar no meu rosto, cobrindo-me as bochechas e lábios. Fecho os olhos por uma fração de segundo e em seguida, os abro novamente, horrorizada ao vê-lo completamente coberto de saliva. E não apenas um pouco. Está totalmente revestido. Toco a boca e descubro que não apenas ela, mas também meu queixo está todo coberto. E quando olho para baixo, vejo que o chão tem muita também. Sinto uma enorme vergonha quando sou levantada nos braços e deitada na cama. Johnny me cobre rapidamente, colocando os quadris entre as coxas e o rosto sobre o meu. Seguro a respiração quando começa a tocar onde o sêmen caiu. —

Quero vê-la lamber a porra dos meus dedos. Fará isso

por mim? — Johnny pergunta. Aceno, incapaz de falar. Abro a boca e coloco a língua para fora. Ele move o dedo por ela e fecho os lábios ao redor,


chupando

antes

de

soltá-lo.

Sem

palavras,

repetimos

o

movimento de novo e de novo, até que tenha o rosto praticamente limpo do sêmen. —

É a mulher mais linda que já vi, Hattie. E sei que não

a mereço, nem um pouquinho. — Sussurra. Lentamente remove as roupas que uso e depois termina de se despir antes de encaixar-se em mim mais uma vez. Fecho os olhos, esperando por mais, mas ele não diz mais nada. Percorre com o nariz meus cabelos, enquanto empurra lentamente dentro de mim. Abro mais as pernas e inclino os quadris para aceitá-lo mais profundamente enquanto abro os olhos. Seus olhos me mantêm cativa, incapaz de falar ou até de pensar. Estão escuros, focados completamente em mim e parecem gentis. Quando quer, a dureza e o modo áspero se vão e consegue ser suave. Algo dentro dele mudou. Não sei o que, mas espero que fique assim para sempre. —

É tão bonita... — Murmura, enquanto me beija e

começa a empurrar mais forte os quadris. Arqueiro as costas e vou ao encontro dele. Johnny me chama de “Linda” mais de uma vez e me pergunto se a palavra tem um significado inteiramente diferente para ele. Não tenho a capacidade de pensar em mais nada sobre isso, quando sinto que subo em direção ao orgasmo. —

Por favor. — Imploro.

Goze no meu pau, Hattie. — Johnny murmura,

enquanto solta meu cabelo. Quando o polegar pressiona o clitóris, é como se acendesse


uma chama dentro de mim. Grito quando meu corpo aperta e gozo. Gozo no pau dele como pediu e ele geme, movendo os quadris algumas vezes antes de ficar em silêncio. Sinto o sêmen me encher quando cai sobre mim, o rosto acariciando meu pescoço e a respiração quente tocando a pele molhada de suor. —

Não os matei. — Murmura.

Hmmm? — Pergunto enquanto arranho suas costas.

Aqueles homens. Não os matei. Queria que soubesse a

verdade. — Johnny repete. Congelo. — Por que está me dizendo agora? —

Porque percebi que me aceita como sou, com tudo de

mim, Hattie. Não ficou feliz, mas não foi uma vadia. Não tentou me punir por não fazer exatamente o que queria que eu fizesse. Aceitou-me em seu corpo como sempre faz, como se nada tivesse mudado. Por isso, quis dizer a verdade. Esqueci daqueles homens. Como posso ter esquecido, não sei, mas esqueci. Estava embriagada pela expressão que vi nos olhos escuros e pela forma como possuiu cada pedaço de mim. Como me deixa sem palavras e sem fôlego, tudo ao mesmo tempo. Meu homem forte e duro. —

Obrigada. — Sussurro. Johnny suspira antes de se

afastar e virar de costas. —

Quero que acredite que sou nobre, que não os matei

apenas porque me pediu para não fazer isso, mas não posso mentir. — Afirma enquanto olha para o teto. — Apenas não tive


a oportunidade de fazer isso primeiro. Suspiro com essas palavras. E viro a cabeça levemente, vendo que me olha. Parece estar me desafiando. — Está tentando começar uma briga agora? — Pergunto. Não diz nada, senta e caminha até a mesa de cabeceira completamente nu. Alcança dentro da gaveta um cigarro, o acende enquanto fica com os olhos colados aos meus. Está me empurrando, apertando os botões e tentando descobrir se ficarei ao lado dele ou serei uma espécie de objeto oculto, o qual fode no escuro e ignora durante o dia. Esse homem pode ser doce e em seguida, um idiota sem qualquer aviso. É parte dele e apenas mais um pedaço que preciso aceitar. Posso ver isso. Está escrito claramente no rosto impassível. A emoção que demonstrou momentos atrás desapareceu e agora Johnny fuma um cigarro e olha para mim. — Estava procurando uma casa, porque disse que queria sair daqui para termos nosso próprio lugar. Quero ficar ao seu lado, totalmente ao seu lado e não em qualquer outro lugar. — Digo, tremendo. — Como se sente sobre o fato de querer matar aqueles três filhos da puta no segundo que tivesse a chance? — Johnny pergunta, levantando uma sobrancelha para mim. Respiro fundo antes de ficar de joelhos na cama e encarálo. Tenho certeza que pareço uma bagunça completa com o cabelo emaranhado e o rosto coberto de restos de sêmen misturado com saliva, mas não me importo. Esta é uma conversa séria e precisa acontecer.


Aparentemente, isso precisa acontecer agora. — Qualquer coisa que faça para o clube afetará a maneira como irá me tratar ou cuidar de mim? — Pergunto, olhando nos olhos cor de chocolate. Vejo quando piscam com algo desconhecido. E de repente, está bem na minha frente, a mão livre ao redor do meu pescoço. — Está perguntando se me transformarei em um monstro e começarei a tratá-la mal? — Pergunta. A voz é profunda e baixa. Não respondo. Apenas o olho, esperando. — Puta que pariu, Hattie! Não. Nunca a machucaria. — Diz. Segura meu rosto enquanto o polegar passa pelos lábios me olhando. — É a minha, princesa. Minha. Nunca a machucaria, baby. Nem sequer tento impedir as lágrimas que derramo com a sinceridade que sinto nele. Coloco uma das mãos em seu pulso e levanto a outra para a minha nuca. Então me inclino para frente e o beijo. Johnny cheira a fumaça, sexo e suor. É delicioso. — Estarei ao seu lado, Johnny. Fui feita para você e foi feito para mim. Esperei três anos para tê-lo e nada pode me impedir de ficar. Através de sofrimento ou felicidade, estarei aqui, desde que me trate bem. — Murmuro. — Sempre. Você sempre será a minha princesa, Hattie. — Jura. Quando a mão se afasta de meu rosto e alcança as costas enquanto me beija, sinto o cérebro desligar completamente. Johnny não apenas beija: ele invade e agradeço por cada golpe


da língua quente e cheia que recebo. — Vamos tomar banho e então nos juntarmos aos vivos. — Murmura, quando se afasta. Entrega-me uma camiseta enorme enquanto veste um jeans e juntos vamos para o banheiro tomar banho. Passamos muito tempo lavando o corpo um do outro e rio sempre que o faço rir. Penso na conversa que tivemos e acho que simplesmente gosto dele. É sexy e me faz sentir bonita. Mas mais que isso, gosto de ficar perto, ser segurada por ele e rirmos juntos. Mal posso esperar para começarmos nosso futuro. Em que isso implicará, não sei. Mas estou ansiosa e animada para explorar.


Dirty Johnny Este lugar é a porra de um lixo. Olho para Hattie, que está andando ao redor, ouvindo o agente imobiliário como se fosse dizer sim para esta casa porcaria que viu online. Nesta manhã, o bloqueio foi cancelado. Não sabemos os próximos movimentos do Cartel ou dos Bastards Mc, mas também não sabemos onde estão alguns deles. São como malditas baratas que vivem escondidas, nunca sendo vistas pelo olho humano, exceto quando apertamos um interruptor às duas da manhã procurando por um lanche. Aqueles filhos da puta correm tão rápido quanto um raio.


— Johnny o que acha? — Hattie pergunta. Não respondo. Viro a cabeça para a agente imobiliária e falo diretamente com ela. — Este lugar é uma porcaria. Não colocarei minha mulher aqui. Encontre-nos um lugar decente. — Digo severamente. — Johnny. — Hattie ofega. — Bem, senhor, seu orçamento não permite nada decente. — Diz a mulher sorrindo. — Você não perguntou qual meu orçamento, cadela. — Respondo. Arregala os olhos e Hattie geme, deixando a cabeça cair por sobre meu ombro. Claro, sou um idiota. Mas pergunte se me importo? Não mesmo. — Qual é o orçamento, então? — Pergunta, estreitando os olhos. — Não tenho um. — Encolho os ombros. — Por favor, Johnny. — Sussurra Hattie. — Princesa, não irá morar em um lugar que está infestado. E este lugar está. Vi ratos mortos pelos cantos. Acha que são os únicos? — Murmuro. Sinto quando se aproxima um pouco mais de mim e quase começo a rir. — Temos dois quartos em um bairro agradável por mil e quinhentos por mês. — Diz a agente. — Mostre-me. — Respondo rosnando.


Ela balança a cabeça e a seguimos para fora. Subimos na moto quando ela liga o carro e a seguimos até à casa. Quase morro de rir. Quer dizer, fico muito perto disso quando chegamos. Parece um maldito carma. — Não vem? — Hattie pergunta depois que sai da moto. — Já conheço este lugar. — Murmuro. Vejo como fica triste. Seguro a mão dela, enquanto balanço a cabeça. Não quero que pense que é algo ruim. É que estive nesta casa mais vezes do que posso contar. — Esta foi a casa que Kentlee e Fury alugaram por alguns anos, por isso sei exatamente como é por dentro. — Informo, observando como imediatamente relaxa. — Tudo bem. — Diz aliviada. — É uma boa casa, princesa, irá gostar. Enquanto andamos pela casa e Hattie olha ao redor, não conto sobre o sofrimento que Kentlee passou morando aqui. Não digo como Fury passou os primeiros três anos de seu relacionamento

na

prisão

ou

como

Kentlee

precisou

ser

garçonete no Devils Club para sobreviver com um bebê em casa. Depois que Fury saiu e eles se entenderam, moraram aqui por mais alguns anos, até que compraram a casa onde estão atualmente. Aqueles foram bons anos. Talvez a casa não seja um mau sinal. — Gostei. O que você acha? — Pergunta, enquanto passa a mão pela bancada da cozinha. — Você gosta, é sua princesa. — Murmuro.


— São mil e quinhentos para o depósito e outros mil e quinhentos para o primeiro mês de aluguel, pagos ao mesmo tempo. — Interrompe a corretora. Enfio a mão no bolso e pego o dinheiro. Conto os três mil para a cadela e os entrego. Fica com os olhos arregalados enquanto confere o valor. — Preciso de um contrato assinado e um recibo. — Digo. Ela se endireita e tira um pedaço de papel da prancheta antes de caminhar até o balcão da cozinha. Vejo quando assina algumas coisas e depois empurra a papelada para nós. — Precisarei de ambos os nomes aí. — Murmura. — Hattie não é financeiramente responsável pelo aluguel. Eu sou. — Digo, enquanto preencho os papéis. Não a coloco como responsável, mas sim como residente. Depois que assino tudo, entrego para a corretora, que por sua vez, me entrega uma cópia, além das chaves e do recibo. — Parabéns, Sr. Williams. — Diz, sorrindo. — Quando o primeiro recibo chegar, basta enviar o pagamento para esse endereço no contrato ou para o escritório, se quiser continuar pagando em dinheiro. Não respondo e a vejo sair. Quando a porta está fechada, viro para Hattie, que está de pé na cozinha, parecendo um pouco surpresa. — Aquela mulher era uma puta. — Digo. — Johnny. — Diz baixinho. Quando a olho, percebo que tem lágrimas nos olhos e não


sei o que fazer. É obviamente uma chorona, já que continua fazendo isso. Fico perdido e não sei o que fazer toda vez que começa com isso, exceto talvez fodê-la. — Hattie. — Isso tudo é para mim, para nós? — Pergunta, o lábio inferior tremendo enquanto lágrimas escorrem pelas bochechas. — Sim. — Digo. — Muito obrigada. — Grita, antes de se lançar para mim. Tenho apenas um segundo para me preparar antes de pegar o corpo magro, enquanto ela envolve as pernas em minha cintura e os braços em meus ombros. — Eu disse, Hattie. O que quiser, será seu. — Respondo enquanto seguro a pequena bunda para mantê-la de pé. — Juro que o farei muito feliz, Johnny. — Sussurra, antes de me beijar duramente. Hattie não sabe que já me faz feliz? É tudo o que sempre quis em uma mulher. É doce, gentil e tão pequena que precisa de mim para protegê-la. Está limpa, não é uma prostituta drogada e quando me olha com os grandes olhos verdes, me derreto por ela. Mas não dou mais nenhum pensamento à felicidade, quando o meu pau pressiona o jeans e a boceta de Hattie. Caminho até o balcão da cozinha e a coloco na beirada, antes de levantar o rosto para olhá-la. — Já me faz feliz, princesa. — Murmuro enquanto levanto a camiseta e solto o sutiã, liberando os seios pequenos e perfeitos.


— Johnny, o que está fazendo? — Pergunta, olhando para mim em estado de choque. — Irei fodê-la na nossa nova casa. Vamos estreá-la. — Digo com uma risada. — Não temos cortinas e qualquer um pode ver. — Diz, virando-se para olhar as janelas abertas atrás dela, de frente para o quintal vazio. — Como todas as pessoas que estão no quintal? Ninguém verá porcaria nenhuma, Hattie. E se verem, então merecem um pequeno show. — Abaixo o rosto e chupo um dos mamilos rosados. — Johnny. — Geme, enquanto agarra minha nuca. Não

respondo

com

palavras.

Estou

muito

ocupado

provando a carne macia. Porra, ela tem um gosto doce... Chupo profundamente um mamilo, enquanto aperto o outro, o puxando. Ela suspira e isso me estimula mais. Solto o mamilo, mas mordo logo acima dele, no inchaço do seio, deixando marcas de dentes na pele macia. — Preciso de mais. — Hattie murmura. Olho para cima e percebo que está vermelha e com um brilho de suor. Hattie move os quadris enquanto puxo o jeans e a calcinha pelas coxas. Depois de tê-la despida, digo para deitar-se no balcão. Seguro os tornozelos, antes de mover as mãos dos joelhos até o interior das coxas, abrindo suas pernas. Ouço a respiração ofegante, sabendo que está envergonhada por ficar tão exposta.


— Esta boceta foi feita para mim, Hattie. — Murmuro, antes de me curvar e pressionar um beijo no clitóris, sorrindo quando se contorce levemente. Solto uma das pernas e pego o celular, tirando uma foto da bela boceta aberta, para uso posterior. — Johnny. — Grita. — Apenas adicionando mais uma à minha coleção, princesa. Habitue-se. Chupo o clitóris e o agito com a língua, apreciando os pequenos sons que ela faz. Amo tê-la aberta e queria que a bancada fosse mais baixa para que pudesse fodê-la assim também. Ignoro o pensamento de bater meu pau nela e empurro dois dedos dentro do centro molhado. Aperta-me os cabelos e segura os fios, me puxando para mais perto quando movo a língua e dedos mais rápido.

Hattie Vou gozar. Sinto que irei gritar e será enorme. Posso sentir isso

crescendo

e

subindo

dentro

de

mim,

como

algo

incontrolável. Johnny faz isso comigo; faz isso todas as vezes que me toca e amo isso. Eu o amo.


Mas se dissesse a ele, pensaria que sou uma garota estúpida. Por isso, não digo. Ao contrário, pego o que me dá. Agora, essa boca dele... Sou atingida pelo clímax como um trem de carga e não posso segurar um grito quando todo o corpo fica tenso, tremendo e agitado contra a bancada. Quando termina e apenas quando termina, Johnny se levanta. As pálpebras estão pesadas enquanto olha para mim e não posso deixar de sorrir languidamente, feliz e saciada. Percebo que abre a calça e a empurra para baixo dos quadris, libertando o belo pau que aponta diretamente para mim. Sento desorientada, envolvendo uma perna ao redor do quadril dele e a outra, ao redor da coxa, puxando-o para mais perto. Preparo-me, esperando que bata dentro de mim; mas me surpreende, quando gentilmente entra em meu corpo e com uma das mãos, me segura pela nunca. Não nos falamos. Palavras não precisam ser ditas. Estamos conversando com nossos corpos, dizendo um ao outro exatamente como nos sentimos. Ou pelo menos, eu estou. Envolvo os braços ao redor dos ombros fortes e me agarro a Johnny. Passa o nariz ao lado, antes de me beijar o queixo e o pescoço, chupando a pele logo abaixo da orelha. — Johnny. — Gemo, enquanto aperto as coxas contra ele. — Minha Hattie... — Sussurra contra a minha pele, antes


de mordê-la suavemente e começar a empurrar um pouco mais forte. Deixo a cabeça cair para trás, apreciando o jeito que está me segurando para ele. Sua boca está no meu seio e sinto os dentes rasparem o lugar onde já me mordeu. — Está marcada. É tão bonito... — Murmura. — Marque-me mais, Johnny. Faça amor comigo e me marque. — Peço. Responde com um rosnado e na próxima respiração, sinto a boca no inchaço do seio enquanto os dentes mordem com força. Grito, surpresa e sinto os quadris batendo em mim, indo mais fundo que antes. Fecho os olhos ao aceitá-lo, tudo dele. Gosto que me morda, me tome... Grito quando gozo e a sensação é quase esmagadora. Estou tremendo e mais sensível do que já estive antes. Johnny continua empurrando descontroladamente os quadris antes de parar e gozar também. Nós não dizemos nada enquanto nos abraçamos e tentamos voltar a respirar normalmente. Ainda tem os lábios pressionados contra meu seio. Estou mole e agarro-me a ele pela simples força de vontade. Suspiro quando me pega e no minuto seguinte, nos senta no chão sujo, as costas contra os armários comigo ao redor. Ainda tem o pau enterrado dentro de mim. — Iremos nos mudar amanhã. — Johnny diz, enquanto encosta a cabeça no armário. — Mas e quanto aos móveis e coisas assim? — Pergunto,


enroscando os dedos nos cabelos e massageando seu couro cabeludo. — Compraremos somente um colchão hoje. Amanhã darei dinheiro para que você e as outras mulheres possam ir às compras e arrumar tudo. — Diz, fechando os olhos. — Sério? — Pergunto surpresa. — Sim. — Suspira. — Está feliz, princesa? — Pergunta. Cruzo os tornozelos atrás da parte inferior das costas dele e continuo a massageá-lo na cabeça. — Está fazendo muito por mim. — Digo baixinho. — Não posso fazer o suficiente pela minha mulher e nossa casa. — Johnny resmunga. Decido não dizer mais nada, não acho que importaria. Ele quer as coisas de determinada maneira e essa maneira significa cuidar de mim do jeito que acha necessário e cuidar da casa que iremos morar. — Nunca tive coisas boas, Hattie. Nunca tive uma casa limpa para a qual voltar e uma boa mulher me esperando na cama. Por isso, quero dar estas coisas a você sim; mas também estou sendo egoísta. Quero algo novo e limpo, porque nunca tive isso antes. Essas palavras fazem meu peito doer e sinto o coração partido

por

ele.

Tento

não

chorar

quando

aceno

em

compreensão. — Ok, Johnny. Como quiser. — Concordo. Não responde com palavras. Estou descobrindo que a


reação física é sua forma de comunicação favorita. Puxa-me pelo pescoço para mais perto e me beija. Beija-me com firmeza, a língua profundamente dentro de mim. Johnny é meu dono. Cada pedaço de mim pertence a ele para fazer o que quiser e temo que consiga se safar de qualquer coisa fazendo isso. Estou muito afetada por ele. Sinto-o endurecer novamente e não posso deixar de me mexer enquanto faz amor comigo através da língua na minha boca. O monto e nunca rompemos a conexão enquanto nos agarramos até gozarmos novamente.


Dirty Johnny Observo o balanço da pequena bunda na calça apertada e sorrio enquanto tomo um gole de cerveja. Estou na nova garagem com alguns dos irmãos. Já faz uma semana, uma semana inteira desde que estamos nesta casa e tem sido a melhor semana de toda a minha vida. Não ouvi ou vi minha mãe e não tivemos nenhuma notícia dos Bastards Mc ou do Cartel. A família de Hattie está quieta e meu pau tem tido tanta ação que está até dolorido. Mas não dou a mínima. — Ainda não consigo acreditar que se mudou para este lugar. — Diz Fury com um sorriso. — Pensei que foi muita sorte... ou azar. Descobriremos


isso. — Encolho os ombros quando coloco um cigarro entre os lábios e o acendo. — Provavelmente um pouco de ambos. Irmão, você parece feliz e satisfeito. — Fury diz, antes de tomar um gole da cerveja. — Ela é uma boa garota. Doce e jovem, mas tem a cabeça no lugar. — Digo. — Kentlee a adora, porra! — Fury refere-se a algo que já sei. — Brent também. — Sniper murmura. — Ouviu alguma coisa do irmão policial? — Fury pergunta. — Nada até agora. Mas sei que uma tempestade de porcaria está se formando. De jeito nenhum iria desaparecer assim. — Afirmo. Fury concorda. — Não. Não imagino que o faça. Não tenho dúvidas de que está perdido em nostalgia enquanto olha para o quintal e a frente da casa. Morou aqui por vários anos e sua mulher por mais tempo ainda. Não era apenas a casa deles: essa era a casa da “sua família”. — Vai marcá-la? — Sniper pergunta, alguns minutos depois. Penso nas palavras por um momento. Não quero nada mais do que marcar Hattie como minha; mas isso é muito permanente. Apesar de querer que esteja ligada a mim, não tenho certeza se está completamente pronta para se envolver nesta vida e não quero fazer qualquer um de nós infeliz. Sempre será minha, estou comprometido em fazer com que tudo funcione, mas não tenho certeza se fará parte do clube.


Também não tenho certeza se quero isso. Já fiz dela um alvo uma vez. Hattie já sentiu a porcaria que esta vida pode proporcionar e amarrá-la a mim assim, pode ser mortal. — Por mais que tente manter a porcaria separada, isso irá escapar de qualquer maneira. — Diz Fury. Arqueio uma sobrancelha enquanto inalo a fumaça. — Tentei essa besteira, irmão e deixe-me dizer: foi a coisa mais idiota que poderia ter feito. Hattie é uma boa garota e se tornará uma mulher forte se você a guiar, se deixar que as outras mulheres fortes a guiem. Ela está com você cara, de uma forma que acho que nunca deixará de estar. A vida no clube, isso vem com o tempo. A base está aí, não minta e não foda isso. Porque se algo acontecer com você, não tenho certeza se consigo convencer o restante dos irmãos a votar para apoiá-la e protegêla se não estiver usando sua marca. Tomo um gole da cerveja, precisando dessa distração antes de dizer algo que não deva. Fury, de todas as pessoas, deveria apoiar qualquer decisão que tome em relação à minha mulher. Marcada ou não, é óbvio que me pertence. Apenas porque não quero envolvê-la nesta vida, não a torna menos minha. Ele deve apoiá-la, não importa qual a decisão que tome sobre tatuar o corpo dela. — Sempre nos asseguraríamos de que Hattie ficasse bem, Dirty, sabe disso. Mas Fury está certo. Os irmãos não votarão para ajudá-la. — Diz Sniper. Isso me irrita. Não porque estejam errados, mas porque estão certos. Votei para ajudar Kentlee quando Fury foi preso,


mas fui um dos poucos. Sabia que ela era uma boa garota e especial para Fury, assim como Fury sabe que Hattie é a mesma coisa para mim. Mas sem a marca, Hattie não passará de uma vadia que estava fodendo para o restante dos irmãos. — Porra! Terei que fazê-lo, não é? — Pergunto, dando outra tragada. — Caso meu futuro cunhado fosse um policial fodido e irritado, marcá-la seria uma prioridade na minha lista de tarefas. — Sniper ri. — Acho que ligarei para Dragon. — Rosno. Dragon é nosso tatuador e anda com o clube. Todos nós tentamos uma ou duas vezes torná-lo um prospecto, mas não está interessado em se tornar um membro de pleno direito. E é uma pena. Seria um ótimo membro e um trunfo para o nosso clube. — Cuide disse. — Fury sorri. Eu o dispenso, antes de pegar o celular do bolso de trás e fazer exatamente isso. Hattie terá uma marca. Sei que fará o que eu quiser; é uma das coisas favoritas sobre ela. É tímida e insegura, mas com um pouco de insistência, pelo menos tentará fazer seja lá o que quiser que faça. — Dirty. — Dragon diz. — Preciso de uma tatuagem. — Murmuro. — Agora? — É para a minha mulher. — Digo. O telefone fica em silêncio.


— Sério? — Praticamente suspira. — Sim. — Amanhã, ao meio dia tenho tempo. Tem alguma ideia do que quer? — Pergunta. Posso dizer que Dragon está chocado com o pedido. — Nenhuma porra de menininha. — Murmuro. — Mas ela é uma cadela, certo? — Dragon ri. — Sim, idiota. — Trabalharei em algumas ideias esta noite. — Diz, continuando a rir. Desligo e guardo o celular no bolso. —

Sem

coisas

de

menininha?

Sniper

pergunta,

levantando uma sobrancelha. — Vocês gostam de flores e besteiras em suas mulheres, isso é legal. Mas não sou assim. — Digo. — Mas Hattie é uma garota. É o corpo dela. — Aponta Fury. — É meu nome que estará lá. Então, não é dela.

Hattie Kentlee e eu endireitamos o novo edredom antes de acrescentarmos os travesseiros e pequenos toques ao redor do quarto. Hoje sou grata e me sinto extremamente sortuda por


Kentlee e Brentlee terem ajudado a montar a nova casa. Fomos às compras e compramos utensílios de cozinha, juntamente com pratos, panelas e assadeiras. Depois fomos para outra loja e equipamos ambos os banheiros e compramos roupas de cama. Johnny, Fury e Sniper ajudaram a descarregar a cabeceira que encontramos, junto com um sofá de dois lugares e uma pequena mesa de cozinha com cadeiras. O segundo quarto está vazio, mas não me importo. Johnny tinha uma televisão e a instalou no dia seguinte que nos mudamos, de modo que é uma coisa a menos na lista. Tudo nesta casa é novo e melhor do que o que eu tinha no apartamento. E aparentemente, mais legal do que qualquer coisa que Johnny já teve na vida. Não me importaria de comprar itens usados e talvez repintá-los, mas ele insistiu que tudo o que passasse pela porta da frente desta casa fosse novo. Não quis brigar; o dinheiro é dele e isso faz feliz. — Parece tão diferente de quando morava aqui. — Diz Kentlee, endireitando a lâmpada na mesinha de cabeceira ao lado da cama. — Estou apaixonada por essas cores. Espero que Johnny não as odeie. — Digo, mordendo o lábio inferior enquanto olho para o edredom. Ele em si não é o problema. É de um azulmarinho profundo e rico, mas tem dobras enrugadas e pode parecer feminino. Os travesseiros são amarelos, cinza-claros e brancos. Nada masculinos. É uma grande cama feminina e agora que está tudo pronto, temo que Johnny odeie. — É adorável e ele ficará bem. Na verdade, não se


importam, desde que os lençóis sejam macios e estejam nus entre eles. E esses lençóis são suaves, por isso fique tranquila. — Diz Kentlee com um sorriso enquanto pega a bolsa. — Temos que buscar as crianças na casa de Tammy. Tenho certeza de que Bear está falando sobre os diferentes estilos e marcas de motocicletas e ela provavelmente está a cerca de dois segundos de arrancar os cabelos. — Kentlee ri. Explicou mais cedo que sua menina de nove anos, Bear, é obcecada por qualquer coisa e tudo o que esteja relacionado a motocicletas. Sabe de tudo e é o único tema de conversa que fala neste momento. Aparentemente, Fury era do mesmo jeito nessa idade, o pai dele contou. Perguntei quando isso acabou e Kentlee se encolheu e disse que ele ainda é obcecado. Apenas não fala sobre isso tanto como quando era pequeno. Quando a casa está completamente vazia, ouço a porta da frente abrir e fechar e Johnny parado na sala. Está olhando ao redor, mas não para mim. Os olhos observam cada pequeno detalhe que adicionei. Recebi dele mais dinheiro do que já segurei nas mãos em toda a vida, mas foi embora rapidamente. Compramos tudo a um bom preço, mas precisávamos de uma casa inteira cheia de coisas. Começamos do zero. — Temos o quarto de hóspedes completamente vazio. Primeiro quis comprar todas as coisas de cozinha para que tivéssemos um lugar para comer e sentar. — Explico nervosa, enquanto torço os dedos juntos. Não sei o que está pensando e


isso está me matando. — Venha aqui. — Ordena. Hesitante, caminho até ele. Quando estou ao alcance do braço, Johnny me puxa para mais perto e sinto sua respiração no rosto. Cheira a cerveja, cigarros, óleo, couro e tudo combinado, significa que cheira exatamente como o homem que amo. Meu Johnny. Ele tem um perfume do qual nunca irei me cansar; é o meu favorito agora. — Você me proporcionou uma casa Hattie. — Sussurra, enquanto roça o nariz no meu, um movimento dele que amo. — Estou tentando. — Digo e quando fecho os olhos, sinto-o me cercar. — Conseguiu, princesa. Estou muito feliz. — Murmura, enquanto me beija levemente. — Precisa ir ao clube hoje à noite? — Pergunto sem fôlego enquanto pressiono o corpo mais perto dele. Eu o quero... Sempre o quero. Parece que tudo o que fazemos é sexo, mas por alguma razão, nunca é o suficiente. Eu sempre... sempre quero mais. Se ele pudesse ficar dentro de mim o dia todo, todos os dias, seria a pessoa mais feliz do mundo. — Sim. Sinto muito. Teremos uma reunião e faremos um agendamento para próxima semana. Não posso sair disso, mas estarei em casa assim que puder. Sua voz ressoa, profunda e áspera, enchendo o lugar.


Seguro-o pelo pescoço e olho nos olhos escuros. — Estarei esperando. — Sussurro. Johnny acena e me beija mais uma vez antes de me soltar e sair. Vejo-o sair pela porta e a trancar, antes de deixar que as lágrimas apareçam. É a primeira noite sozinha nesta casa e também a primeira desde que me salvou. Não quis dizer a ele, com medo de que me ache infantil e imatura, mas estou ansiosa. Estou com medo, nervosa e não quero ficar sozinha. Quase implorei para que me levasse para o clube. Ficaria fora do caminho e não incomodaria ninguém. Mas não quis parecer um fardo, por isso não falei nada. Neste momento, estou arrependida disso. Ligo a televisão para abafar o silêncio e decido cozinhar. Amo fazer bolos e depois de tudo o que aconteceu nas últimas semanas, não tive a oportunidade. Pego os ingredientes para uma receita favorita de bolo de chocolate que tenho e começo. Faço todas as sobremesas do zero e tenho a maioria das receitas memorizadas, especialmente está. O restante está em um caderno, uma das únicas coisas (fora as roupas) que lembrei de tirar do apartamento. Sorrio quando começo a misturar a massa. Não é daquelas receitas que se quer lamber a colher depois de misturar tudo. Essa receita é aguada e um pouco amarga. Mas quando o bolo está pronto e coberto com um creme de chocolate caseiro, é rico e absolutamente perfeito.


É assim que passo a noite até as primeiras horas da manhã. Cozinhando. Desejando que Johnny estivesse em casa. Perguntando onde exatamente está e quando voltará. Às três da manhã, depois do bolo ter assado, esfriado e estar gelado, decido deitar na cama. Johnny não chegará em casa tão cedo e isso faz com que meu estômago revire. Sei onde está, mas não sei o que está fazendo. E temo pensar que possa estar fazendo algo não tão bom... com uma mulher ou duas. Gostaria de confiar nele e estar segura o suficiente de mim mesma para saber que apenas quer a mim. Mas não posso. Ainda não, pelo menos. Levará tempo, acho.... Especialmente por saber que gosta de estar com outras mulheres. Mesmo que o satisfaça agora, isso pode não ser o caso no futuro. A dúvida está aqui. Sempre estará e os minutos que vão passando apenas a aumentam. Esses minutos a alimentam e a fazem florescer. Odeio isso.


Dirty Johnny Todo o clube está zumbindo com uma festa dos membros e é absolutamente a minha parte favorita de estar neste clube. Hoje estamos dando um colete a um prospecto chamado Bug, que recebeu esse nome porque no primeiro passeio, engoliu um inseto e assustou-se como uma cadela. Foi a porra mais engraçada que já vi. Ri tanto, que as lágrimas caíram dos olhos. Esta noite, Bug deixará de ser um prospecto e se tornará um membro de pleno direito do Notorious Devils MC e colherá os benefícios disso também: todas as boceta, dinheiro e bebidas que puder lidar. — Iremos para o Devils Club. Quem está dentro? — Vault grita através da música alta.


Vivas irrompem por toda a sala e não posso deixar de sorrir. O maldito Devils Club. Costumava ser um dos meus lugares favoritos na terra. Há alguns anos, Fury teve a melhor ideia do mundo e alugou um prédio no centro da cidade, transformando-o em um bar. Nosso clube é dono do prédio agora e Sniper o gerencia, assim como às meninas. Dá um bom lucro, mas as vantagens superam o dinheiro. As putas gostam de foder e adoram fazer um show, tornando as festas lendárias. Levanto a mão, apenas para ter Fury e Sniper limpando as gargantas ao meu lado. — Johnny e quanto à Hattie? — Sniper pergunta, franzindo a testa. — Não entendi. — Digo, tomando um gole da cerveja. — Não quer ir para casa encontrar sua Old Lady? — Fury resmunga. Penso nas palavras e depois penso nele e em Sniper. Não os vejo em uma festa sem as mulheres ao lado em anos. É isso que significa ter uma Old Lady? Que não posso mais ficar com os irmãos? Que não posso ir a um bar quando quiser? Sei que Hattie não me quer perto de outras garotas, mas não sabia que ao reivindicá-la, seria o fim da minha liberdade. — Por quê? Ela sabe que estou com os rapazes. — Encolho os ombros, terminando a garrafa. — É uma garota muito doce, Dirty. — Diz Fury. Não se


incomoda em explorar mais. Não sei o que está querendo dizer e não vou perguntar. Um minuto depois, ele e Sniper saem do clube. — Essa foi uma maneira sutil de o aconselharem a ir para casa, para sua mulher. — Torch resmunga atrás de mim. — Por quê? Que porra importa se quiser festejar e ver algumas garotas dançando? — Pergunto, tirando um cigarro do bolso e colocando-o entre os lábios. — Sou a última pessoa que pode dar conselhos sobre relacionamentos. Mas darei um assim mesmo. As cadelas dizem que estão bem e podem até dizer que concordam que veja algumas garotas dançando. Mas realmente não estão bem com isso. Querem que você as escolha. Que prefira estar com elas, ao invés de ir em festas que duram a noite toda ou assistir algumas gostosas no palco mostrando os peitos. Precisam sentir que são importantes e que significam algo. — Diz ele antes de beber o shot. — Hattie é importante ou não estaria na minha cama. — Digo. — Sim. Mas está sozinha naquela cama agora. — Torch diz, afastando-se de mim. Faz sentido. O que disse faz sentido, mas não sigo o conselho. Quero festejar com os irmãos e pretendo aproveitar a noite. Estive ao lado dela quase vinte e quatro horas por dia na semana passada. Não que não tenha gostado, mas preciso de espaço. Ainda pensando na conversa, sinto-me como um idiota,


mas monto na moto e vou mesmo assim. Caminho até o Devils Club com uma sensação incômoda, de que deveria virar a moto e voltar para casa. Empurro-a para baixo e passo o restante da noite e do amanhecer na festa. Bebo, fumo e vejo os shows no palco. — Dirty Johnny, quer se divertir? — Serina pergunta, com Tasha atrás e um sorriso curvando os lábios. Sinto as pálpebras pesadas quando as levo para dentro. Estão fodendo nuas e lambo os lábios ao ver os seios grandes. Balanço a cabeça e elas riem para mim. Serina se abaixa, encosta os lábios em mim e sussurra: — Minha bunda precisa de você, baby. — Sinto o pau pulsar com as palavras. — Venha, vamos brincar. — Tasha ri. Levanto e balanço. Porra, estou bêbado! Não lembro da última vez que fiquei tão bêbado assim. Talvez nunca tenha ficado. Serina e Tasha sorriem para mim e me pegam pelo braço. Levam-me até uma das salas privadas e tropeço, caindo no sofá de couro. Vejo que começam o pequeno show, completamente indiferente. Não estão me excitando, nem um pouco. Quando Serina curva o dedo para mim, não sinto vontade de me juntar a elas. Mesmo a promessa de foder sua bunda não faz nada comigo. Na verdade, meu pau está mole. Pego um cigarro do colete, junto com o telefone.


Quando acendo o cigarro, vejo a hora. Três da manhã. Com o polegar, roço o ícone de fotos e vejo a última que tirei. É da boceta de Hattie, aberta e molhada esperando por mim. Balanço a cabeça. Nojo. Estou completamente enojado de mim mesmo. Levanto e saio, ignorando as duas mulheres se esfregando uma na outra no meio do chão. Tropeço até encontrar o escritório de Sniper e fecho a porta, trancando-a por dentro e deito no sofá. Não posso dirigir para casa agora. Torch estava certo. Deveria ter ido embora. Porra, sou tão idiota... Fumo por alguns minutos antes de apagar o cigarro na bota e depois olho para a tela do celular. O protetor de tela é uma foto dela, na manhã seguinte quando fomos para nossa casa. Apenas tínhamos a cama que comprei. Estava sentado e fazendo cócegas em Hattie. Quando parei, ela estava rindo e olhando para mim com um lindo sorriso no rosto. Precisava capturá-lo. Agora que olho para isso, sinto-me como o maior perdedor do planeta por não estar ao lado dela neste exato minuto. Não tenho desculpa por não ter ido para casa quando Fury e Sniper voltaram. Recebi Bug na irmandade, bebi, joguei sinuca e me diverti até aquele ponto. Deveria ter sido suficiente. Deveria ter subido na moto e ido para a porra da minha mulher. O que não


precisava ter feito, era ter vindo aqui. Sou teimoso demais para o meu próprio bem e pensei... Porra, não sei o que pensei. Sou idiota e sordidamente estúpido. Fecho os olhos, sabendo que preciso dormir antes que possa ir para casa, para Hattie.

Hattie Sento na cama e o coração dispara a milhões de quilômetros por hora quando olho ao redor. Estou sozinha. Fecho os olhos e sei o que isso significa. Johnny não chegou em casa ontem à noite. Ficou no clube e preciso lidar com o fato de que pode não estar sozinho. Esfrego o centro do meu peito, tentando tirar a dor. Pensar nele com outra mulher dói. Dói muito. Quando a campainha toca, percebo porque acordei de repente. Jogo as cobertas para trás e saio da cama, correndo para porta vestida apenas com um short curto de algodão e regata. Pensando ser Johnny e sem olhar pelo olho mágico, abro a porta. Assusto-me quando vejo quem está aqui. Meu irmão. Andy. — Como me encontrou? — Pergunto, franzindo a testa. — Não foi difícil descobrir para onde iria. Essa obsessão pelo idiota é uma pista fácil. — Encolhe os ombros. — Não. Quero saber como me encontrou aqui. — Pergunto,


acenando ao redor com a mão. —

Oh,

fiz

algumas

ligações.

Não

é

difícil

saber,

especialmente quando se é um policial. — Por que está aqui? — Suspiro. — Falei com mamãe e papai, separadamente. Mamãe disse que você estava com esse cara, que viu o idiota na sua casa. E papai me contou que foi até ele porque estava sem dinheiro e precisava que a ajudasse. Que até mesmo se ofereceu para voltar à escola para estudar finanças. — Andy diz. Concordo com o que fala. São palavras verdadeiras. — Por que não me pediu ajuda? — Pergunta. — Não precisava se prostituir para esse idiota, Hattie. É minha irmãzinha e a ajudaria a sair disso. Arregalo os olhos com essas palavras e abro a boca para dizer alguma coisa, quando uma voz profunda e áspera fala antes que eu tenha a chance: — Fale sobre sua irmã assim novamente e policial ou não, chutarei sua bunda. Vejo quando Andy arqueia a sobrancelha e vira-se para encarar Johnny. Faço o mesmo. Faz horas desde que o vi pela última vez e parece uma porcaria, de ressaca e cansado. Sinto ainda mais dor ao ver a aparência bagunçada que ostenta. Coloca um cigarro entre os lábios e o acende, um movimento que comecei a conhecer mais um hábito do que a real necessidade de nicotina. — Ela é o que então, senão sua prostituta, Williams? —


Andy pergunta, estufando o peito um pouco mais. — Não que seja da sua conta, mas é minha. Hattie é minha mulher. — Anuncia Johnny. Puxo o lábio inferior trêmulo entre os dentes e o mordo para não chorar. Não acho que seja dele, não realmente. Não se Johnny passou a noite toda fazendo o que acho que esteve fazendo. — Não pode ser sua mulher; não é nada além de uma criança ainda, porra de pedófilo. — Andy rosna. Em uma fração de segundo, Johnny está nele, prendendo-o pela garganta contra o lado da casa. Fico surpresa, mas quando fica nariz a nariz com Andy e fala, isso me tira do estupor atordoado. — Hattie é adulta e não falará com ela ou sobre ela desse jeito. Não aceitarei isso. Hattie não é uma criança; é uma mulher e sou o homem dela. Por isso, é melhor que se acostume, idiota. — Johnny. — Imploro, puxando o braço cuja mão aperta a garganta do meu irmão. O cigarro ainda está pendurado entre os lábios. Nossos olhos se encontram e ele acena antes de soltar Andy. Vejo-o dobrar-se, tentando recuperar o fôlego. — Saia da porcaria da minha propriedade. — Johnny diz, antes de me arrastar com ele. Joga o cigarro no chão e passa por cima dele com a bota no caminho para dentro da casa. Fico parada, imóvel enquanto bate a porta da frente, a fechando e trancando. Ainda não posso acreditar no que


aconteceu. Penso nos nomes com os quais Andy referiu-se a mim e no fato de que Johnny estava prestes a machucá-lo. Realmente foi muito ruim. Percebo como ofega de raiva, antes que levante os olhos e olhe para mim. Mas não vejo ódio ou raiva irradiando neles. Vejo preocupação. Está com as sobrancelhas franzidas e o queixo está tenso. Lambe o lábio inferior antes de mordê-lo e por razões desconhecidas para mim, isso me excita. Mesmo que esteja com raiva dele. — Você receberá minha marca hoje, em algumas horas. Então, é melhor se vestir. — Diz. — Onde esteve ontem à noite? — Pergunto, ignorando o que disse. — Não é da sua conta. — Resmunga. — É muito da minha conta. — Retruco, permanecendo firme. — Deixe-me reformular isso então. Você não quer saber. — Diz, dando um passo para mim. Olho no seu rosto, nos olhos, procurando a verdade. E acho o que estou procurando. Embora

o

que

estava

procurando

não

pudesse

ser

encontrado nos olhos. Consegui encontrar na forma de uma mancha de batom vermelho na bochecha. Tenta me abraçar, mas estou tremendo de raiva e mágoa. — Não me toque. — Falo baixo, os olhos incapazes de se afastar do batom que mancha sua pele. — Hattie. — Diz.


— Tire a mão de mim. — Rosno. Não faz o que peço. Ao contrário, enterra a outra mão no cabelo e torce meu pescoço para trás. — Nada aconteceu. Bebi demais, fui ao Devils Club e desmaiei no sofá do escritório do Sniper. — Fala baixinho. — Não acredito em você. — Afirmo. — Não precisa acreditar em mim. É a porra da verdade! — Rosna novamente. — Ela deixou batom no seu rosto e você cheira ao perfume daquela vadia. — Sussurro, enquanto lágrimas enchem meus olhos. Espero que me deixe ir, mas não o faz. Johnny me puxa para mais perto, me segurando junto dele. Levanto as mãos e as pressiono contra seu peito, mas não consigo afastá-lo. É forte demais. Abaixa o rosto e me beija. Congelo, surpresa e ele repete o movimento antes de me lamber. — Nada aconteceu, Hattie. — Repete. A voz é mais suave que antes. — Outra mulher esteve perto o suficiente para que seu perfume pudesse impregnar-se em você e tocar com os lábios sua pele. — Digo, enquanto derrubo uma lágrima. — Não quero mais ninguém além de você. — Murmura, esfregando o nariz pelo meu rosto. Fecho os olhos, aproveitando a sensação. Até que sinto novamente o cheiro dela, seja quem for. — Sou realmente uma prostituta, não sou? Andy estava


certo. — Digo baixinho, lágrimas fluindo sem parar. Com isso, ele recua e estreita os olhos. Silenciosamente, pega-me pelas coxas e me leva para o quarto. Coloca-me na cama e deita sobre mim, o corpo pesado pressionando o meu e os olhos irritados fixos no meu rosto. — Você é minha. É minha mulher, Hattie. Não é a prostituta de ninguém. — Rosna. — Então quem é a sua prostituta? — Pergunto. Não sei de onde criei coragem para enfrentá-lo. Talvez seja o fato de Andy ter aparecido aqui. Ou talvez seja o fato de que não voltou para casa ontem à noite e agora cheira a perfume barato com batom manchando seu rosto. Acho que estou farta de sempre andar sem rumo. Queria que desejasse apenas a mim, assim como desejo apenas a ele. — Essa raiva e ciúme é excitante como a porra Hattie. — Sussurra, pressionando os quadris um pouco mais contra a minha barriga para que eu possa sentir a ereção sob o jeans. — Mas não houve ninguém. Eu não devia ter ido ao Devils Club. Deveria ter voltado para casa, para você. Assisti algumas garotas dançando e Serina e Tasha tentaram fazer com que brincasse com elas. Esse batom e perfume é de Serina. Não as toquei, Hattie. Não quis. Tudo no que podia pensar era em você. Só que fui burro e fiquei tão bêbado que não conseguia dirigir. Desmaiei no sofá do Sniper, onde fiquei até que acordei e vim para casa. — Realmente não as tocou? — Pergunto e olho diretamente nos olhos cor de chocolate. Um sorriso curva os lábios antes que balance a cabeça uma


vez, os olhos nunca deixando os meus. — Não, princesa. Sou seu. — Afirma. — Não gostei de como ficou fora a noite toda sem dizer nada, Johnny. Quero ser sua, quero fazer isso. Mas na noite passada... — Deixo as coisas no ar. Não consigo terminar a frase porque me beija docemente. Não é duro ou áspero; apenas deixa que nossos lábios se toquem, a mão em concha contra a minha bochecha. É gentil e doce, muito diferente dele. — Serei melhor, prometo. Por você, farei melhor da próxima vez. — Murmura contra mim. Suspiro, incapaz de discutir por mais tempo. Ele será melhor. Não sei exatamente o que isso significa ou o que parece, mas aceitarei isso como a forma que tem de pedir desculpas. Isso é exatamente o que é: um pedido de desculpas. Algo que tenho certeza de que provavelmente nunca fez em sua vida adulta. — Vamos tomar um banho. Precisamos estar em um lugar em breve. — Diz enquanto sai de cima de mim. Faço o movimento de sair da cama, mas antes que mova um centímetro, sinto que sou levantada pelos braços fortes de Johnny. Abraço o pescoço dele e o olho. Está sorridente e pisca antes de falar: — Sempre será apenas você, princesa. E hoje, colocarei meu nome em seu corpo. — Avisa. Seu nariz roça o meu lado enquanto entramos no banheiro.


— Como disse? — Pergunto. Coloca-me de pé e não diz uma palavra enquanto tira minhas roupas e depois faz o mesmo com as dele, as deixando todas no chão em uma pilha. Surpresa, fico esperando quando entra no chuveiro e estende a mão para mim. Aceito e me junto a ele sob a água morna e abundante. — Receberá uma tatuagem em cerca de uma hora. Meu nome será pintado na sua pele. Assim, será como todas as outras Old Ladies. — Explica. — Exatamente, isso significa o quê? — Pergunto, enquanto percebo que tenho a voz trêmula pelo nervosismo. — Significa que aos olhos do clube, você passa a ser minha esposa. Nenhum outro homem pode tocá-la sem que eu permita e nenhuma vadia do clube pode falar com você. Terá um lugar no clube com Kentlee, Brentlee e até Rosie. Será respeitada e se algo acontecer comigo, o clube cuidará de você. — Uma tatuagem é permanente, Johnny. — Murmuro enquanto massageia o xampu no meu cabelo. Gosto deste lado dele, desse lado suave. Não o senti antes e acho que é exatamente o que preciso agora, depois da noite e da manhã que tive. — Sim, princesa é. — Confirma, enquanto lava o xampu. —

Isso

me

assusta.

Ainda

somos

novos

nesse

relacionamento. — Lamento. A sensação das mãos no couro cabeludo parece muito boa. — É o meu jeito de mantê-la segura. Não posso estar


sempre ao seu lado para protegê-la fisicamente e isso é uma maneira de fazer isso quando estiver longe. — Explica. Penso nas palavras e no significado delas. Proteção. O mundo de Johnny não é como o mundo de onde venho. Suas regras são definitivamente diferentes das regras da sociedade, mas existem. Gosto que esteja pensando em mim, na minha segurança e no futuro. Um futuro que me inclui. Acaricio os cabelos úmidos dele. — Ok, irá tatuar você em mim. Mas posso me tatuar em você também? — Pergunto hesitante. Johnny lambe algumas gotículas de água do lábio inferior, enquanto me olha. Segura a minha mão com a dele e a coloca no lado de dentro do antebraço esquerdo. — Quero o seu nome aqui, Hattie. — Johnny murmura. Contraio a mão ao redor de seu braço e conecto os olhos nos dele. Está completamente e totalmente cem por cento sério. Mordo o lábio inferior e aceno com a cabeça. E sem pensar, pulo e me envolvo ao redor dele. Johnny se vira para pressionar minhas costas contra a parede quente de azulejos, os olhos nunca deixando os meus. — Isso a deixa feliz, princesa? — Pergunta com uma risada leve. — Muito feliz. — Murmuro, antes de beijá-lo. Sem aviso, me preenche com seu pau. Afasto-me do beijo e solto um longo e profundo suspiro ao senti-lo. Quando está dentro de mim, é como se tudo estivesse certo. É como se nada


mais no mundo importasse, exceto estarmos juntos. — Seu nome estará escrito no meu corpo e meu nome, no seu. — Ele murmura. — Isso significa que a possuirei, Hattie. E em breve, darei um bebê para que possa carregar. Suspiro quando sai e bate de volta dentro de mim, mas o suspiro não é pelo impulso poderoso. Não, é pela conversa sobre crianças. Não estou preparada, não no momento. Tento dizer isso entre as respirações pesadas e gemidos. — Teremos um bebê um dia, Hattie. Um dia. — Sussurra contra meu pescoço. Em seguida, para de falar e realmente me fode contra a parede, uma e outra vez, até que grito quanto atinjo

o

clímax.

Ele

me

segue

logo

depois,

rosnando.

Calmamente, terminamos de nos lavar e enxugamos nossos corpos antes de nos apressarmos até o quarto para nos vestirmos. — Sobre o bebê.... Realmente quis dizer isso? — Pergunto enquanto visto a calcinha. — Sim. — Johnny, olhe para mim. — Imploro. Para o que está fazendo e me olha sem camisa, apenas com o jeans puxado sobre os quadris, desabotoado. Parece um sonho. Diminui a curta distância entre nós e coloca as mãos nos quadris, antes de me puxar contra ele. — Não quero nenhuma outra mulher neste planeta do caralho para ter meus bebês. Esperei muito tempo para tê-la, Hattie. Estou pronto para começar a vida com você. Agora, não


depois, porra! Não diz mais nada e me beija. Um beijo duro. Termino de me arrumar, atordoada com as palavras e com um sorriso no rosto. É áspero e rude, mas é doce por dentro. Visto jeans, botas e um suéter antes de trançar o cabelo úmido. E então saímos. Envolvo os braços ao redor dele, antes de rugirmos pela rua em sua moto. Gosto da sensação do vento frio no rosto enquanto passamos pela cidade. Ao me sentir apertada contra ele, com a sensação do corpo duro sob as mãos, sei que isso é o certo. Talvez esteja sendo ingênua e boba, mas não me importo. Eu o quero e amo o modo como me faz sentir. Quero ter esse sentimento pelo resto da vida. Por isso, se tiver que tatuar o nome dele em mim, se tiver que jogar a cautela ao vento, farei isso. E se for um erro, então será um grande erro. Mas não passarei a vida inteira pensando se ele era o homem para mim ou não. Agora, eu saberei.


Dirty Johnny Dragon tem os olhos brilhando quando entramos pela porta da frente da loja de tatuagens. Vejo que olha para o corpo de Hattie de cima abaixo, com um sorriso curvando os lábios. Estreito os olhos para ele e seu sorriso fica ainda mais amplo. Estende a mão quando nos aproximamos e aperta a minha com uma piscadela. — Onde será? — Pergunta. Não pensei sobre onde queria o meu nome escrito, apenas o queria lá. Sei onde quero o nome dela, mas não tenho certeza de onde gostaria de ver o meu. Quero-o em um lugar que seja visto facilmente. Kent e Brent têm os nomes de seus homens nos quadris e não podem ser vistos, a menos que elas deixem. Colocar no peito dela seria meio sem graça e honestamente, não acho que Hattie iria querer. — Vamos para a sala dos fundos, onde temos mais privacidade.

Irei

mostrar

o

que

desenhei

e

podemos

experimentar vários lugares onde colocar. — Dragon sugere. Aceno de acordo. Segurando a mão de Hattie, puxo-a atrás de mim e


seguimos Dragon para o quarto dos fundos. Guio-a até à cadeira de tatuagem e pego uma das cadeiras de observação encostada na parede, puxando-a para perto dela. Entrelaço nossos dedos; preciso tocá-la por qualquer que seja o fodido motivo. Dragon puxa um estêncil grande, enorme. Olho para o corpo minúsculo de Hattie e não consigo imaginar isso cabendo em lugar algum. A palavra Dirty está escrita em grandes letras maiúsculas, destacando-se do restante. Johnny está abaixo, em escrita de pergaminho. Nada extravagante, nada de garota. Mas já sei que no corpo dela, ficará sexy para caralho. — Não sabia que ela era tão pequena. — Dragon ri, olhando entre Hattie e o estêncil. — Quer que o encolha um pouco e coloque no quadril? — Não no quadril. Queria na barriga, mas isso não será bom. — Murmuro, pensando em voz alta. — Por que não? — Dragon pergunta confuso. — Não quero que se arrependa depois que tivermos bebês, caso a pele se estique ou qualquer coisa assim. — Digo. — Johnny. — Hattie murmura, apertando minha mão. Olho para ela questionando. — E se a fizesse no antebraço, como a sua? — Poderíamos inclusive fazer uma manga bem colorida, mas mantendo seu nome em tinta preta. — Dragon sugere e arregalo os olhos. Penso no braço inteiro de Hattie sendo coberto de cor e sinto meu pau se contorcer. Sim, quero isso.


— Faça assim. — Rosno. — Certo. — Hattie sorri, olhando para mim. Essa menina faz o meu coração bater. Consegue me fazer sentir. Nunca tive ninguém que fizesse essa porcaria comigo antes e gosto disso. Não, eu “adoro” isso. Dragon coloca a tinta e depois de alguns ajustes, aceno e ele começa. Espero vê-la chorar ou pelo menos choramingar, mas não o faz. Na verdade, não parece incomodada pela tinta preta que está sendo gravada na sua pele. Fico a observando, esperando ver algum reflexo de dor. Mas quando olha para mim, não é dor que vejo em seu rosto. É luxúria. Porra, isto a está excitando. Não tenho dúvidas de que sentirá a dor da agulha mais tarde. Mas agora, está gostando e eu tenho que lutar contra o meu pau ficando duro com a visão. — Vai querer tatuar alguma coisa hoje? — Dragon pergunta, alheio à excitação dela. — Sim. Quero o nome de Hattie no interior do antebraço também, no mesmo lugar. — Murmuro. — Seguindo os passos de Sniper, hein? — Dragon ri. Não respondo. Lembro quando Sniper tatuou o nome de Brentlee na lateral do pescoço. Porra, ninguém poderia duvidar do amor dos dois. Estavam apaixonados há anos um pelo outro. No entanto, Hattie e eu? É uma história diferente. Apenas quero tranquilizá-la de que pertenço a ela. Serei sempre dela e ela será sempre minha.


— Johnny, o que há de errado? — Pergunta. — Nada, princesa. Por quê? — Respondo. — Está com um olhar estranho nos olhos e a testa está enrugada. — Diz, levantando a mão livre para pressionar entre as sobrancelhas. — Estou bem. — Minto. Não estou nem perto de bem. Sei que quero Hattie e que será a mãe dos meus futuros filhos. Ela possui tudo o que sempre procurei em uma mulher. Mas ainda tenho aquele lado que me incomoda, aquele que me pergunta se continuará me satisfazendo. Pergunto-me se ficarei como meu pai, mexendo com a cabeça dela para poder ter as minhas perversões satisfeitas. Não a estupraria, nunca faria essa porcaria, mas isso não significa que não iria culpá-la por algo ou manipulá-la de alguma forma. Quero acreditar que sou melhor que isso. Mas sou filho do meu pai e de repente, sinto que tudo isso é um grande erro... A porra de um erro enorme! Não quero o nome dela no meu corpo; não agora quando não tenho certeza de nada. Ouço Hattie e Dragon conversando, mas parece que estão sob a água. Não posso entendê-los e sinto o coração começar a acelerar, batendo e bombeando sangue como um trem de carga. Levanto e procuro nos bolsos pelos cigarros. — Vou fumar e volto já. — Digo, antes de sair pela porta sem olhar para trás.


Caminho para fora do salão de tatuagem e inalo o ar frio, precisando da brisa fresca da estação de outono nos pulmões. Caralho... Fecho os olhos. Em que porra estava pensando? Como posso me estabelecer com uma única mulher? Como pensei que isso fosse possível? Coloco o cigarro entre os lábios e o acendo, sentindo a queimadura nos pulmões quando inalo. A nicotina me acalma e suspiro quando as mãos finalmente param de tremer. Penso em Hattie. Nos cabelos castanhos claros e nos belos olhos verdes; penso no rosto redondo, na forma como sorri para mim como se eu fosse o seu mundo inteiro todo o fodido tempo. Penso sobre o modo como ficou magoada quando fiquei fora a noite toda, como se eu tivesse esmagado seu mundo. Imagino como ficaria se a deixasse ou se dissesse que preciso de mais, que ela não é suficiente. Isso a mataria e a inocência que tanto amo, seria destruída. Hattie é suficiente. Se não fosse, teria pelo menos ficado duro quando Serina e Tasha começaram a excitar uma à outra na minha frente. Se Hattie não fosse suficiente, as teria fodido, sem problemas e sem perguntas. Balanço a cabeça. Porra, sou um idiota. Completamente a porra de um idiota! Viro-me para voltar para o estúdio. Farei a tatuagem e tomarei uma atitude. Hattie merece isso. Sei que não a mereço,


nem um pouco, mas ela merece um homem que a queira e que precise apenas dela. Serei esse homem. Quebrarei seja qual for a corrente que meu pai começou e terei uma boa mulher ao lado. Seremos uma família limpa. Vou tratá-la como merece ser tratada e não terei a porra de um único arrependimento na vida. Nenhum. Porque neste momento, escolho Hattie. Dou um passo em direção ao prédio e então tudo fica preto.

Hattie Dragon esfrega uma pomada em meu braço e o enrola em plástico, enquanto diz como tratar da tatuagem “Dirty Johnny”, gravada na pele. Faço uma anotação para perguntar por que o chamam de “Dirty” Johnny. Como isso começou. Sei que é sujo comigo, mas também sei que deve haver mais nessa história. Amei o trabalho, no entanto. Dragon é realmente um artista talentoso e estou animada para mostrar a Johnny o resultado final quando voltar do intervalo para o cigarro. Parece que está lá fora há pelo menos uma hora. — É uma campeã, querida. Praticamente não sangrou, não puxou e não se mexeu nem uma vez. — Elogia Dragon. Agradeço, mas não digo a verdade.


Não digo que a dor da agulha me excitou como nunca imaginei que pudesse. Sei que gosto quando Johnny me fode duramente e me morde, mas não fazia ideia do quanto gostava disso. Será que se eu pedisse, ele testaria um pouco qual o limite de dor que suporto? Não acho que gostaria de nada muito louco, mas isso foi quente. — Seu menino é o próximo. Vou buscá-lo. — Oferece Dragon. — Não, eu irei lá fora. Descanse um pouco, provavelmente sente um pouco de dor na mão. — Sorrio. — Obrigado, querida. — Diz sorrindo. Caminho para fora e espero vê-lo encostado no prédio, fumando ou mexendo no telefone. Mas não está em lugar algum. Franzo a testa, grito seu nome, mas não ouço nada. Desço e viro a esquina, pensando que talvez esteja fazendo algo na moto, mas quando viro a rua, congelo. Sua moto se foi. Ele foi embora. Começo a entrar em pânico. Johnny se foi... Não sei se me deixou ou se algo aconteceu. Tudo que sei é que se foi e estou na calçada com o nome dele tatuado no braço. Viro e volto para a sala de tatuagem em transe. — Hattie? — Dragon pergunta, enquanto olha para mim. — Ele se foi. — Sussurro, quando a primeira lágrima cai. — Talvez apenas tenha ido buscar cigarros no mercado ao lado. O filho da puta fuma como um trem de carga, querida. —


Diz. — Johnny desapareceu e a moto também. — Explico. Dragon ergue as sobrancelhas e pega o telefone. Digita alguns números e o leva ao ouvido. — Nenhuma resposta. Algo não está certo. Sente-se aqui que vou chamar Fury. — Dragon murmura. Sai do pequeno quarto, entra no corredor e o perco de vista. Dragon tem razão. Algo não está certo. Mas tenho a sensação de que sou eu. Percebi um leve pânico nele antes que saísse. Ele não me quer mais. Passou a noite inteira festejando e agora percebeu que pertencer a mim, ter meu nome no corpo e seu nome no meu, significa que não pode mais fazer o que quiser. Quero acreditar que foi sendo sincero quando disse que não esteve com ninguém, mas agora... agora não tenho tanta certeza. As inseguranças estão abrindo caminho até a superfície e se acumulando ao redor. — Fury está enviando Torch para buscá-la. — Dragon aparece alguns minutos depois. —Por quê? — Pergunto, enquanto lágrimas continuam a fluir silenciosamente. Não posso pará-las neste momento. — Não sei, querida. Mas Fury disse para esperar. — Murmura. Caminha até mim e me abraça. — Tudo ficará bem. — Não acho que vá. Johnny se foi. — Soluço, virando e enterrando o rosto em seu peito. Dragon envolve os braços enormes e tatuados em meus


ombros e me segura, uma mão na nuca e a outra pressionada no centro das costas. Seu consolo é demais e continuo soluçando, encharcando a camiseta com lágrimas. — Hattie? — Uma voz profunda murmura. Viro-me na direção dela, pressionando a bochecha contra a bagunça molhada que fiz na camiseta de Dragon. —

Sim.

Suspiro.

O

homem

à

minha

frente

é

provavelmente um dos homens mais bonitos que já vi. Tem olhos azuis claros, da cor da água e cabelos curtos e escuros. Está barbeado e o queixo, tenso. O rosto parece ter sido esculpido em pedra e é alto, muito alto. Seus músculos são extremamente definidos e se não estivesse apaixonada por Johnny desde os dezesseis anos, definitivamente iria querer saber mais sobre ele. — Sou Torch. Estou aqui para levá-la ao clube. — Diz, mantendo a voz suave e gentil. Estende a mão, aproximando-se como se eu fosse um animal assustado. Sou realmente assim? Pareço um animal assustado e indefeso? Suspiro e dou um passo, afastando-me de Dragon e é quando vejo a gigantesca mancha molhada que as lágrimas deixaram na camiseta dele. Sinto que fico vermelha de vergonha. — Sinto muito. — Murmuro, ainda olhando para a camiseta dele. — Secará, querida. — Ri, antes de pressionar a mão nas minhas costas e gentilmente me empurrar em direção a Torch. Coloco a mão na dele, mas não afasto o olhar de Dragon. — Obrigada. — Sussurro.


— Cuide do braço e me mantenha informado, sim? — Dragon pede. Aceno como resposta e Torch gentilmente puxa minha mão para sairmos. Posso sentir os olhos de Dragon me seguindo até estarmos do lado de fora. Sinto muita gratidão pela ajuda dele. Sem ele, provavelmente me enrolaria em uma bola, não tendo ideia do que fazer, sendo a jovem boba que sou. Vejo quando Torch para na frente de uma moto e sobe antes de se virar e erguer o queixo para mim, querendo que eu faça o mesmo. Mordo o lábio inferior e tento segurar as lágrimas. Existe apenas um homem com o qual quero montar e não é o cara sexy à frente. É o meu homem, meu Johnny. Inalo profundamente, deixando sair o ar antes de me forçar a aceitar e subir. Tento não pressionar o corpo contra o dele, mas preciso fazê-lo. Não estou cem por cento confortável andando de moto e preciso segurá-lo ou surtarei ainda mais. — Tatuagem impressionante, querida. — Torch grita sobre o rugido do motor. Antes que possa responder, ele desce a rua. Tento não pensar em Johnny, sobre onde está ou sobre o que aconteceu com ele; pelo menos não até saber mais. Transformar-me em uma bola ansiosa e cheia de insegurança, dúvida e medo não fará bem a ninguém. Especialmente a mim. Entramos na área do estacionamento do clube e fico surpresa ao ver tantas motos estacionadas durante o dia. Parece que estão fazendo uma festa ou talvez estejam todos em bloqueio novamente. Torch não diz uma palavra quando desmonta e pega minha


mão novamente, me ajudando a sair da moto. Não a solta enquanto caminhamos em direção à porta do clube e também não quero que o faça. Estou tremendo e com medo. Quando entramos, todo o lugar fica em silêncio. Não há mulheres ou crianças por perto e também não há homens. — Vou levá-la ao quarto de Johnny. Quero que fique lá dentro até que Fury ou eu venha pegá-la. Não abra a porta para mais ninguém, entendeu? — Pergunta, me prendendo com os olhos azuis. — Sim. — Sussurro. Torch acena como se essa resposta fosse tudo o que precisava e me leva para o quarto. Passo pela entrada e olho ao redor. Tudo está exatamente igual como deixamos da última vez que estivemos aqui, há algumas semanas. Nem as roupas de cama foram tocadas. — Ele não me deixou, não é? — Pergunto, virando para encarar Torch. — Não, querida. Johnny não fugiu de você. Ninguém consegue contatá-lo. Vamos nos reunir e então discutiremos um plano de ação. Precisamos encontrá-lo. — Torch diz em voz baixa. — Pensei... eu pensei que talvez tivesse surtado sobre a tatuagem. — Murmuro, mais para mim do que para Torch. — É um idiota, mas não é tolo Hattie. Johnny sabe o tipo de garota que é e de jeito nenhum simplesmente se afastaria de você.


— Será que o mesmo grupo de homens que me pegaram, o levaram? Vão machucá-lo? —Pergunto, enquanto sinto o coração começar a acelerar. Estive tão consumida pelos medos e duvidas que sinto, que sequer pensei que aqueles homens que chamou de Bastards Mc poderiam tê-lo levado. — Não sei, querida. Mas precisa ser forte, sim? — Pede. Concordo, balançando a cabeça. Torch sai e corro até a porta para trancá-la. Sinto-me tudo, menos forte. Exatamente a garota fraca e assustada que todos acham que sou. Johnny sabia que não estava pronta para este mundo e me ofereceu uma saída, uma maneira de tê-lo e não ser exposta a nada disso. Sabia o que estava por vir e sabia que não era forte o suficiente. Fecho os olhos e quando abro, vejo o nome dele no braço. Sei que isso não seria possível, não ser envolvida na vida dele dessa maneira. Mesmo que doa, mesmo que faça coisas que não concordo, não me importa. Quero estar ao lado dele. Serei a força que precisa, a mulher que ele precisa. O garoto ferido que algumas vezes vi, com o passado doloroso que o faz ser quem é, merece a felicidade. Pretendo ser a mulher que dará isso a Johnny. Deito na cama, no travesseiro e inalo seu cheiro antes de fechar os olhos e deixar que o sono assuma.


Torch Devastada. É assim que descreveria a pequena Hattie Morris. Ela deveria estar comemorando com seu homem. Foi marcada, passou a ser uma Old Lady dos Notorious Devils MC e agora é uma de nós, parte da nossa família. E ao invés de estar festejando e fodendo seu homem, está lá em cima. Sem dúvida, chorando. — Descobrimos alguma coisa? — Pergunto, entrando na missa. Todos os irmãos estão aqui, a sala está lotada. Um dos nossos está desaparecido e sabemos que algo está errado. Johnny é cabeça quente, gosta de foder e lutar (como o restante de nós), mas de jeito nenhum simplesmente abandonaria Hattie


como fez hoje. Especialmente depois que os Bastards Mc a mantiveram como refém. — Mais um monte de nada. — Fury resmunga, recostandose na cadeira. — Foram os Bastards Mc ou O Cartel? — Pergunta Vault. — Recebi um telefonema do contato com os Russos. O especialista

deles,

Oliver,

disse

que

estão

recuando.

Aparentemente, não há qualquer informação em outros locais sobre carne fresca. E se foram eles, não dirão uma porcaria. — Sniper diz. — Pensaram nos pais dele? — Grizz pergunta. Grizz é um homem gigante, parecido com um urso pardo. É mais velho que a maioria de nós e está neste clube durante toda a sua vida. Não o entendo, no entanto. Por que caralho os pais de Dirty teriam algo a ver com o desaparecimento dele? Sua mãe é viciada em alguma porcaria e sempre pede dinheiro, mas fora isso, sempre ficaram na deles. Acho até mesmo que nunca vi o pai dele. — Sua mãe é uma viciada. Duvido que tivesse força para sequestrar Johnny e a moto. — Fury diz. — Concordo. A mãe dele é uma viciada, mas o pai é um filho da puta maldoso. Um pedaço completo de lixo que faz o pai de Sniper parecer o pai do ano. Ele não apenas faria isso, mas riria por atacar Dirty. Johnny tem pago pelo vício da mãe para manter o pai feliz, não ela. — Explica Grizz. Ainda estou confuso.


— Mas por quê? — Pergunto, pensando em voz alta. — Quando decidiu reivindicar Hattie, Dirty cortou relações e bloqueou as ligações da mãe. Não falou com eles em semanas. — Diz Grizz. — Como sabe disso? — Fury pergunta, parecendo tão confuso quanto me sinto. — Dirty ficou bêbado um tempo atrás e me disse tudo sobre excluí-los. Conheço o pai dele por toda a vida. É meu irmão, porra! — Grizz ruge. Todo mundo, inclusive eu, olhamos para ele em estado de choque. Grizz é tio de Dirty. Seu tio.... Como não soubemos disso? E por quê? A boca de cada homem na sala está levemente aberta com a notícia. — Há uma razão pela qual Dirty faz parte deste clube. É meu sobrinho e a vida dele era uma bagunça. Precisava de uma família, uma boa família. — Grizz diz. — Onde o pai o manteria? — Fury pergunta, rompendo o silêncio constrangedor. — Nenhuma pista. Se soubesse, já teria ido buscá-lo. — Grizz diz. — Talvez eu saiba. — Diz Serina, quando entra na sala. Sala na qual é proibida de entrar. — Que porra está falando? — Drifter rosna. — Não sabia que o levariam. — Diz. — Pensei que levariam somente aquela puta que ele montou. — Serina, o que você fez? — Fury pergunta. A voz é


profunda, ameaçadora e assustadora para caralho. Serina treme levemente por um segundo antes de falar: — Eu queria que a cadela fosse embora. Dirty não a quer realmente. Apenas quer um útero para incubar seus filhos, alguém que poderá jogar de lado mais tarde. Então, quando Jay Williams aproximou-se de mim uma semana atrás, não hesitei em ajudá-lo. Ele não sabia onde Johnny estava morando, por isso dei o endereço e o nome de Hattie. Contei que Dirty conseguiu uma dessas jovens idiotas e que estava planejando procriar ou alguma porcaria assim. Pensei que Jay apenas a levaria e a foderia até à morte. Não achei que iria atrás de Johnny. — Encolhe os ombros como se tivesse cometido apenas um pequeno erro, que não estivesse disposta a assinar a sentença de morte de outra pessoa. A sentença de morte de uma Old Lady. — Tudo isso por ciúmes? Estou seriamente repensando as prostitutas no clube neste momento. — Resmunga Fury. — Ciúmes? Porra não! Quero o meu lugar no clube e Dirty é o único que daria isso para mim. Mas não, não é sobre ciúme. Na verdade, tem pouco a ver comigo. A amiga de Hattie me pagou para encontrar uma maneira de se livrar dela. — Serina ri e sussurra: — Sua amiga é a ciumenta. Por mais que queira foder Dirty, quer foder Hattie ainda mais. A cadela está com ciúmes dele e queria que se separassem. E para mim, se Hattie estivesse fora de cena.... Eu o teria para compartilhar com quem quisesse. — Diz rindo. — Puta, se a amiga dela queria que Dirty se fosse, então


por que pensou que Hattie seria levada e não ele? — Pergunto, virando-me para encarar a vadia louca. — Sua amiga prometeu a Jay um trio se a ajudasse. Ela, Hattie e ele. A maçã não cai longe da árvore a esse respeito. Jay ama orgias. — Conta rindo. — Grizz? — Fury pergunta, olhando para o homem. — Eu me atrevo a imaginar que Jay também queira dinheiro. Talvez foda a amiga, depois que fodesse as duas garotas. Serina está certa, Jay adora orgias. — Você brincou com ele, querida? — Fury pergunta com um sorriso nos lábios. — Vamos apenas dizer que pau grande é mal de família e eu amo um pau grande. — Serina encolhe os ombros, enquanto olha para Grizz e lambe os lábios. — Tirem esta boceta da minha vista. Lidaremos com ela depois. — Fury grita. Serina abre a boca, mas é rapidamente arrastada para fora da sala por dois prospectos que estavam esperando na porta. — Agora que sabemos com certeza quem o tem, precisamos de um plano para soltá-lo. — Fury anuncia. Serina será cuidada mais tarde. Agora, precisamos nos concentrar em nosso irmão. Fecho os olhos por um segundo e penso sobre a mulher no andar de cima que está esperando seu homem voltar. Isso me leva de volta a uma época da vida em que tive uma mulher que era só minha, uma que não sabia se eu voltaria para


ela. Essa lembrança faz com que sinta dor no coração e uma torção no estômago apenas por pensar nisso. Sobre o passado, sobre o meu passado. Mesmo que não faça nada mais nessa vida, quero que meus irmãos tenham boas mulheres ao lado, que possam chamar de suas e que irão amá-los e cuidarão deles, não importa o que aconteça. Mulheres como a que tive e joguei fora todos esses anos atrás. Onze anos atrás para ser exato, quando era um idiota filho da puta que não sabia o que tinha na nas mãos até que estraguei tudo e a afastei. Nenhum dos irmãos merece a miséria que eu trouxe para mim mesmo. Por isso, farei o que puder para ter certeza de que tenham boas mulheres e de que elas os tenham também. — Operação Dirty. — Murmuro. — Porra, sim! Operação Dirty. — Sniper ri. — Quero que Torch e Sniper apresentem um plano. Vocês têm trinta minutos. Depois nos encontramos aqui e dão as ordens. —Fury anuncia. — Onde vai? — Sniper pergunta. — Cuidar dessa boceta, Serina, eu mesmo. — Sorri. Ninguém diz uma palavra, o impede ou pergunta o que pretende fazer. Não importa. Mesmo que a cadela viva, nunca mais verá o interior do clube novamente. Talvez

Fury

esteja

certo.

Devemos

nos

livrar

das

prostitutas. Os ciúmes delas causam mais problemas do que


valem e não é como se todos nós não pudéssemos obter sexo em outro lugar. Prefiro meninas da cidade, ao invés das prostitutas do clube de qualquer maneira. Não me incomodaria nem um pouco. — Pronto? — Sniper pergunta. — Reconhecimento? — Respondo. — Sim. Vamos andar. — Ele sorri. Juntos, montamos em direção à casa dos pais de Johnny na cidade, esperando que sejam estúpidos o suficiente para leválo para lá. Caso contrário, podemos demorar um pouco para encontrá-lo. Não tenho a mínima ideia de onde mais procurar.

Dirty Johnny Abro os olhos, mas parece que a cabeça vai explodir a qualquer segundo. Gemo, o som abafado e tento lamber os lábios secos, mas a língua encontra um pano rançoso. Estou amordaçado. Tento me mover, mas as mãos estão amarradas atrás das costas e tenho as pernas amarradas aos pés de uma cadeira. Olho ao redor para tentar avaliar onde estou. Quando percebo, sinto o estômago se agitar. Estou na casa dos meus pais. Não na casa de infância na Califórnia, mas no atual esconderijo deles. — Acordou finalmente, o bastardo. — Meu pai diz do canto


da sala. Eu o observo, esperando para ver o que fará. Psicopatas são muito difíceis de prever e ele é um. Não se move. Está sentado em uma cadeira apenas me observando, esperando por algum tipo de reação. Não digo nada (não que possa) com este trapo enrolado na boca. — Ouvi dizer que tem uma coisa nova e bonita dormindo em sua cama. Também ouvi dizer que cortou contato com sua mãe. Não é um menino muito bom para ela agora, é? — Pergunta, antes do meio sorriso se transformar em um completo. — Cadela, traga esse traseiro sujo aqui. — Grita. Minha mãe sai da parte de trás da casa, praticamente nua. Parece muito doente, o sutiã e calcinha pendurados na forma esquelética. Olha, mas não me vê; parece olhar através de mim. Está chapada para caralho. Não sabe quem é, muito menos quem sou. — Vá buscar aquela outra boceta. — O idiota grita novamente. Ela balança a cabeça, antes de sair correndo. Não diz nada e apenas olha para mim, um sorriso de porcaria colado no rosto. Doido varrido. Viro levemente a cabeça quando percebo um movimento e fico surpreso ao ver Willa, a amiga de Hattie, seguindo atrás de mamãe. Também está praticamente

nua,

exceto

pelo

fato

de

usar

um

sutiã

transparente e calcinha com salto agulha. Não posso negar que é gostosa. Não é Hattie, mas é uma boa bunda mesmo assim. Não entendo o que está fazendo aqui, no entanto.


— Onde está Hattie? — Pergunta com uma careta no rosto. — Iremos ligar e faremos uma pequena troca. Hattie por Johnny, além de mais um pouco em dinheiro. Johnny significa mais para eles do que Hattie; os idiotas aceitarão. — Meu pai diz, enquanto coloca a palma da mão na bunda dela. — Posso brincar com ele primeiro? — Willa pergunta, com o que presumo ser um biquinho nos lábios. Está de frente para o meu pai agora e não consigo ver seu rosto. — Quer fazer o que, baby? — Pergunta de maneira suave e gentil. Assisto com desgosto quanto os dedos se movem por entre as bochechas da bunda dela. — Bem, não quero comer aquele pedaço de bunda miserável de novo. Isso eu garanto. — Praticamente rosna. — Tem gosto de morte, Jay. Fecho os olhos por um segundo, sabendo que Willa está falando sobre minha mãe. Isso me deixa doente. Nada mudou. Quando abro os olhos, ela está sentada no sofá em um estado de estupor e meu pai, em silêncio. Observo-o levantar lentamente e ir até o armário da televisão e vejo quando pega uma bolsa com a qual estou familiarizado. É o kit dela. Sua droga. — Hora de mais remédio. — Diz suavemente. Percebo os olhos dela iluminando-se pela primeira vez desde que está aqui quando a heroína é injetada nela. Os olhos tremulam para a parte de trás da cabeça e então se fecham. Ele a pega e leva para os fundos da casa. Willa olha para mim com um sorriso, enquanto os dedos começam a brincar com a boceta.


Acabei de ver minha mãe sendo drogada. Não importa como me sinto sobre ela, ver isso novamente é uma porcaria. Não há nenhuma maneira do caralho de ficar duro, mesmo que quisesse. E sendo Willa? Essa porra não é possível. — Pronta, baby? — Meu pai pergunta, enquanto caminha de volta para o quarto. — Johnny não parece querer se juntar a nós, Jay. — Willa diz. — Então ele pode assistir. — Resmunga. — Mas você prometeu que eu teria a bunda e a boceta cheias. — Willa choraminga. Sinto que sou levado de volta no tempo. Normalmente, ele fodia minha mãe com outra mulher. Não muitas vezes trazia outro homem, exceto quando eu tinha idade suficiente. Quando meu pau começou a ficar duro, me colocou para trabalhar, fodendo pedaços aleatórios de bunda quando mamãe estava desmaiada. Vejo quando agarra os seios dela e em seguida, aperta o mamilo com tanta força que ela grita de dor. Willa não deve conhecê-lo muito bem. Respondeu, choramingou e o questionou. São três coisas que nunca se deve fazer com Jay Williams. Não solta até que ela esteja de joelhos com lágrimas escorrendo pelo rosto. — Putinhas choronas não serão toleradas. — Anuncia e então a pega, jogando seu rosto para baixo, sobre o braço do sofá. Sei o que fará a seguir e não será bonito. Eu o pararia, mas


estou amarrado e não tenho certeza se Willa não merece isso. Essa cadela pensou que eu fosse Hattie, o que significa que conspirou para que meu pai a pegasse. Não. A cadela merece tudo o que conseguirá. Já sei que irei direto para o inferno, então observá-la não irá me enviar mais para o fundo. — Diga-me filho. Quando uma boceta decide que tem opinião, o que você faz? — Pergunta. Não respondo. Não posso, mas mesmo que esse pano do caralho não estivesse na boca, não daria a ele a satisfação de responder à pergunta maluca. — Você fode a bunda dela no seco, é o que faz. — Ele ri. Ouço Willa soltar um grito de gelar o sangue quando meu pai deixa a calça cair e alinha o pau no rabo dela. —

É

melhor

relaxar,

baby.

Caso

contrário,

estará

incapacitada amanhã e não pense que darei a seu corpo qualquer tempo para descansar. Apenas porque a bunda estará arruinada, não significa que a boceta e a boca estarão. — Diz rindo. Assisto, não pela primeira vez na vida, meu pai estuprar a bunda de uma mulher. Quando termina, os gritos de Willa já não enchem a sala. Foram substituídos por gemidos de dor. Conspirar com o diabo tem consequências e acredito que ela acabou de aprender a lição da pior maneira. Meu pai fica de pé e bate na bunda dela, ordenando que limpe o sangue do rabo, porque está imunda.


Depois, vira-se para mim com um sorriso. — São sempre as garotas com grandes bocas as que têm as bundas mais apertadas. Acho que essa era virgem, filho. Você ficou de fora. — Ri, coloca a mão no bolso e tira um cigarro, acendendo-o. Sem dizer mais nenhuma palavra, deixa-me sozinho na sala e caminha em direção aos quartos. Ouço algumas portas batendo e então ele junta-se a mim novamente. — Todos os animais foram trancados nas gaiolas. Agora é hora de negócios. Pega o telefone e disca, mas não vai muito longe com a ligação. Acredito que nem deu tempo da pessoa do outro lado atender quando o vejo cair no chão. A porta da frente se abre e vejo os irmãos. Sniper, Torch e tio Grizz atravessam a porta. Torch retira o pano da minha boca e pergunta quem mais está na casa. Quando fala assim, está no modo de soldado. Não me importo nem um pouco; este lado dele é o lado que consegue a porcaria feita. — Willa, a amiga de Hattie e minha mãe. Não acho que mais alguém esteja aqui. Willa está machucada e a mãe está alta como uma pipa. — Explico. Torch acena com a cabeça, enquanto ele e Sniper caminham para a parte de trás da casa, na direção das mulheres. Grizz aparece na minha frente e começa a cortar as cordas. — Seu pai é um filho da puta. — Murmura.


— Acabei de vê-lo estuprar a bunda da amiga de Hattie. Acho que concordo com isso. — Afirmo. — Sinto muito por não chegarmos aqui mais cedo. Mas tínhamos que ter certeza de que estava tudo bem antes de entrarmos. — Explica. — Não tenho certeza se não mereceu o que obteve. — Willa e Serina são garotas jovens e idiotas. Quando aprenderão que não podem brincar com fogo sem se queimar? — Pergunta Grizz, balançando a cabeça. — Hattie? — Perfeitamente segura e trancada no quarto no clube. Dragon chamou Fury quando você desapareceu e Fury mandou Torch ir buscá-la. — Grizz explica. Saímos do buraco que meus pais chamavam de lar e finalmente consigo respirar. — Provavelmente deveria dizer que sinto muito sobre Jay. — Grizz murmura. — Eu não sinto. — Também não. Aquele desgraçado fodeu você e sua mãe a vida inteira. Deveria tê-lo matado anos atrás. — Diz baixinho. — Agora não consigo pensar sobre essa confusão. Deveria ter feito isso também, ao invés de dar dinheiro a ele. — Encolho os ombros. — Deixe isso no passado, Johnny. Você tem um bom futuro à frente; abrace essa porcaria. Mergulhe em toda aquela doce bondade que é Hattie e aceite cada pedaço dela, cada maldita


gota. — Sabe que não a mereço. — Digo. — Porra, não! Não merece. Mas ainda assim, ela é sua. Todo o passado sombrio merece um futuro brilhante e Hattie foi trazida para a sua vida para ser isso para você. Hattie é a luz do sol, a sua beleza. Pegue-a e agarre com as duas mãos. — Você tem um raio de sol? — Pergunto. Meu tio é um homem quieto. Na verdade, não sei muito sobre ele. Somos parentes de sangue, mas sequer o conheci até os dezesseis anos. Nosso relacionamento é mais uma amizade, feita através da fraternidade do que selado por um vínculo familiar. — Tive uma vez, sim. Mas não a segurei com as duas mãos, Johnny. E a perdi. É por isso que estou dando este conselho. É baseado na minha própria experiência. As putas, as bocetas, as bundas, sempre estarão lá. Mas uma mulher boa e limpa, não. Seja homem e o que Hattie precisa. No final, perceberá que as prostitutas são apenas garotinhas tristes. Sentirá pena delas. Mas a sua mulher, encherá seu coração. — Diz. — Obrigado, Gandhi. — Rio, batendo nas costas dele. Depois, olho para ele nos olhos, sério e sem brincadeira. O que Grizz está dizendo, entendo completamente. — Está pronto para voltar para sua mulher? — Pergunta. — Mais do que nunca. — Aceno. — Ligamos para o policial Andy e estamos o trazendo para cá. Dissemos que Willa foi encontrada em um hotel muito


machucada e que a levaríamos para o clube. Pedimos que a pegasse lá. O que quer fazer com sua mãe? — Sniper pergunta, enquanto Torch carrega Willa enrolada em um cobertor para a van. —Deixe-a. — Digo. — Johnny? — Grizz pergunta. — Está tão longe que agora é apenas uma concha. Sniper assente e então aponta para a van, enquanto dois prospectos saltam e entram para limpar a bagunça do corpo do meu falecido pai. — Sabe o que acontecerá com ela? — Sniper pergunta com uma careta. — Limpará a bagunça que é sua vida, ou se juntará ao velho. — Digo encolhendo os ombros. — Está bem com isso? — Não queria estar, mas não posso fazer nada por ela. Tentei oferecer ajuda e fiz o que pude. Não adiantou nada e tenho minha própria mulher agora para me preocupar. Mamãe é adulta. — Onde está sua moto? — Grizz murmura. — Provavelmente na parte de trás. — Rosno. Juntos, andamos até lá e vemos a moto, com a chave na ignição e pronta para sair. — Vá até sua mulher. Ouvi que está preocupada pra caralho com você. — Grizz diz, batendo no meu ombro. E afasta-


se sem outra palavra. Coloco um cigarro entre os lábios e o acendo antes de subir na moto e sair com um rugido. O passado finalmente se foi. Tudo está acabado. Tenho certeza de que ainda verei minha mãe no futuro, mas o principal demônio se foi. Não sinto nada além de alívio quando penso nisso. Agora posso me concentrar no futuro, como Grizz disse. Posso me concentrar na felicidade: na minha Hattie.


Hattie Acordo assustada e olho ao redor confusa, até que lembro de tudo e meu estômago se afunda como se tivesse uma tonelada de tijolos nele. Johnny. Ainda está desaparecido e isso faz meu peito doer. Levanto e caminho pelo quarto, parecendo um animal enjaulado. Sei que Torch me disse para ficar trancada aqui dentro, mas já faz horas e não aguento mais. Abro a porta, procurando escutar qualquer coisa que pareça suspeita, mas não ouço nada. Caminho para o banheiro e o uso rapidamente, antes de lavar as mãos na pia. Pulo quando a porta abre e uma das mulheres que vi andando por aí entra. Olha-me de cima abaixo com uma careta, antes de falar: — Realmente, não deveria falar com você. — Diz antes de


exalar e continua: — Mas apenas quero dizer que nunca vi Dirty Johnny mais feliz do que nas últimas semanas. Ele sempre foi um cara muito bom, então gosto disso. Que a tenha agora. — Obrigada? — Digo, não entendendo muito bem o motivo de estar falando comigo. — Apenas não queria que pensasse que existe algum ressentimento ou qualquer coisa assim. Já estive com Dirty antes e bem, não queria que me odiasse. — Ela murmura. Essa garota é o oposto de mim em quase todos os sentidos possíveis. Tem cabelo louro oxigenado, seios grandes, quadris cheios de curvas e uma bunda abundante. Seu rosto está coberto de maquiagem e é provavelmente mais jovem do que aparenta, mas não tem como ser mais jovem que eu. Não entendo como Johnny possa ir dela, para mim. — Qual é o seu nome? — Pergunto por curiosidade. — Tasha. — Murmura. O nome toca um alarme na cabeça. Essa é uma das mulheres que dançou para ele na noite passada, uma das que Johnny viu por um tempo, mas depois se afastou. — Ele não.... Quero dizer, Johnny disse que não e quero acreditar nele, mas... — Deixo as palavras sumirem, sentindome estúpida por apenas perguntar. — Dirty não fez nada na noite passada. Assistiu um pouco, mas saiu. — Afirma, com um sorriso conhecedor. — Obrigada. — Sussurro. — Sou uma prostituta, mas não uma destruidora de lares. Não iria persegui-lo, não desse jeito.


Abro a boca para pedir que me esclareça sobre o que disse, mas ela vira-se e vai embora, me deixando confusa. Fico imobilizada por um minuto e em seguida, decido ir até o bar, esperando que talvez alguém tenha notícias. Neste momento, aceitaria qualquer coisa. Percebo o bar quieto, apenas algumas pessoas circulam quando caminho até o homem atrás do balcão, tentando saber notícias sobre Johnny. Devem saber de algo agora. — Não deveria estar aqui. — Resmunga, antes de olhar para mim. Tem a minha idade e me pergunto como faz parte desse grupo. — Eu sei. Mas não conseguia ficar lá nem mais um minuto. Já ouviu falar alguma coisa sobre Johnny? —

Não

dizem

nada

aos

prospectos.

Resmunga,

empurrando uma garrafa de cerveja para mim. Envolvo os dedos ao redor da base suada antes de tomar um gole. Não bebo muito; não é a minha coisa favorita para fazer, mas espero que isso me acalme. Giro no banquinho e observo. Vejo Tasha, a mulher do banheiro, algumas outras garotas e um outro membro no final do bar. Fora isso, está vazio. — Bem, algo aconteceu. Todo mundo se foi. — Murmuro, girando para encarar o prospecto novamente. — Não me diga, Sherlock. — Diz, antes de mover um copo pequeno em direção a mim. — Tem o que aqui? — Pergunto, olhando para o líquido no


interior. — Tequila. Beba. Está me deixando nervoso. — Resmunga. Pego o copo e engulo todo o conteúdo antes de começar a tossir. Sinto que meu estômago explodirá em chamas. — Agora beba um pouco de cerveja, querida. — O prospecto ri. Tomo um grande gole de cerveja. — Deu-me o quê? Ácido de bateria? — Pergunto com a voz rouca. — Já tomou uma dose de tequila antes, menina? — Pergunta, arqueando a sobrancelha. — Realmente não bebo muito. — Murmuro. — Não estou surpreso, princesa. — Isso faz meus olhos se encherem de lágrimas. — Oh, porra! Não chore. — Diz, entrando em pânico. — Johnny me chama assim. — Sussurro, tomando outro gole da garrafa de cerveja. — Chamo-me Dailey. — Diz, colocando a mão sobre a minha. É reconfortante e aprecio isto. — Hattie. — Sussurro. — Espere, qual é o seu apelido? — Deixo escapar, me sentindo um pouco leve por causa do álcool. — Não tenho um ainda. Conseguirei depois que terminar o treinamento. — Encolhe os ombros enquanto lava os copos. —

Quanto

continuo bebendo.

tempo

demorará?

Pergunto,

enquanto


— Tenho pelo menos mais quatro meses. — Diz com um sorriso. Dailey e eu conversamos enquanto continuo bebendo. Estou na quinta cerveja e terceira dose de tequila quando a porta do bar se abre com um estrondo. De pé na porta, está Fury. Ele parece furioso. Observa o salão e olha para em mim. Sinto o coração pular uma batida de nervoso. Fury é intimidante apenas pelo tamanho e estatura; juntando o olhar que tem no rosto agora, ele parece francamente assustador. Prendo a respiração enquanto caminha diretamente para mim, parando apenas quando chega ao meu lado. — Você está bem? — Pergunta olhando para mim. — Não sei. Onde está Johnny? — Falo arrastado. — Você está bem. — Bufa, enquanto pega a cerveja da mão estendida de Dailey. — Fury, precisa me dizer. Johnny está bem? — Imploro. — Estará aqui em breve. Está bem, querida. — Sorri, tomando um gole de cerveja. — Precisa de alguém para limpar a bagunça daquela prostituta? — Pergunta um homem que até agora, ficou completamente em silêncio no final do bar. Arregalo os olhos em direção a Fury, confusa. Ele balança a cabeça uma vez e amaldiçoa em voz baixa. — Não, Buck. Não desta vez. — Murmura. — Fez o que com ela? — Pergunta Buck.


Continuo bebendo a cerveja, não tendo certeza de onde esta conversa está indo, mas curiosa da mesma forma. — Estou cansado dessas prostitutas e suas besteiras. Esta é a terceira situação com a qual tivemos que lidar e a bagunça está aumentando. — Fury diz, evitando a pergunta do homem. — Apenas porque tem um fluxo constante de boceta na sua cama, não pode nos punir livrando-se das prostitutas. — Buck diz, batendo a cerveja no balcão. Parece que meus olhos saltarão do crânio ao ouvir essa conversa. Tento não me mover para que possa descobrir o resto, curiosa demais para meu próprio bem. — Estou enviando-a para Cali. Meu pai pode lidar com ela. Está negociando com uma das suas. Acalme esse rabo desagradável. Ainda terá seu pau chupado com regularidade. — Fury grita. Não posso evitar e não consigo segurar. Começo a rir antes da risada se transformar em gargalhada. Dailey, Fury e Buck estão olhando para mim como se eu fosse louca, mas não me importo. Não posso conter a risada ao ouvir essa discussão ridícula. — É bom ver que estava realmente preocupada comigo. — Uma voz profunda e áspera diz atrás de nós. Viro-me devagar e vejo Johnny de pé com as mãos nos quadris e uma careta no rosto. — Johnny. — Suspiro, antes de tentar ficar de pé. Não tenho sucesso. Balanço e caio em cima de Fury que


por sorte, me pega e depois me endireita. Deixa a mão no meu ombro para me impedir de cair novamente e sou grata, porque sinto as pernas parecendo gelatina. — Fico feliz em ver que está se divertindo. Não me deixe interromper. — Johnny rosna, antes de se afastar. Dou um passo à frente, mas caio no chão como uma idiota. — Cristo! — Fury assobia, antes de sentir que me levantam do chão. — Quer tentar ficar sóbria no escritório ou quer ir até ele? — Fury pergunta. — Leve-me para Johnny. — Peço, lágrimas escorrendo pelo rosto. — Ok, querida. Para Johnny então. — Fury murmura contra o topo da minha cabeça.

Dirty Johnny Estou irritado. Bravo. Raiva me preenche. Essas são apenas algumas das palavras que posso pensar neste momento e que descrevem como estou me sentindo. Minha mulher, minha Hattie, estava sentada no bar, bebendo e rindo com os irmãos. Ela não é quem pensei que era, nem um pouco. Torch foi tão enganado por ela quanto eu.


Segundos depois de entrar no quarto, Fury está atrás de mim com Hattie nos braços. Estreito os olhos nele, que balança a cabeça enquanto caminha até a cama e a coloca na beirada. — Não seja um maldito idiota. — Rosna, enquanto vira e sai do quarto, batendo a porta atrás dele. Ouço Hattie fungar e olho para ela. Está com o rosto enterrado nas mãos e o pequeno corpo está tremendo. — Essas lágrimas não significam uma porcaria para mim, Hattie. —Declaro. A mentira sai com muita facilidade. Pensei que estivesse vazio, incapaz de sentir simpatia, empatia ou qualquer coisa exceto raiva. Mas não estou. Sinto tudo quando se trata de Hattie. Vê-la tremendo, chorando, está me rasgando. Não quero nada mais do que segurá-la e afastar essas lágrimas. Mas não o faço. Permaneço firme no lugar e olho para ela. — Estava com tanto medo.... Não pude ficar aqui nem por mais um segundo. — Murmura através das lágrimas. — Acabei indo ao bar para ver se alguém podia dizer qualquer coisa. Você simplesmente desapareceu, Johnny e ninguém sabia de nada. — Dailey me deu cerveja e uma dose de tequila. Começamos a conversar e ele continuou me dando mais. Então Fury entrou e disse que você estava bem. Em seguida, começaram a falar sobre putas e eu comecei a rir. Não pude evitar, foi hilário. — Hattie divaga. Dou um passo em direção a ela. Furioso ou não, está linda agora, divagando e choramingando. Quando olha para mim, a expressão preocupada no rosto, toda a raiva se dissipa. Estendo


a mão e acaricio seu rosto enquanto ela suspira forte. — Estava tão preocupada com você, Johnny. — Sussurra. — Mostre-me o quão preocupada estava, princesa. — Murmuro. Vejo como arregala os olhos e a boca faz a forma de O mais adorável que já vi. Quero aqueles lábios ao redor do meu pau, imediatamente. Aceno para a calça jeans e Hattie lambe os lábios antes das pequenas mãos fazerem um rápido trabalho de desabotoar, abrir e empurrar o jeans e a boxer para baixo. — Tome tudo de mim, Hattie. Mostre-me o quanto realmente sentiu a minha falta. — Desafio. — Tudo o que quiser. — Murmura, ficando de joelhos na minha frente. — Deixe-me ver a minha marca primeiro. — Exijo. Hattie estende o braço para o lado e vejo pela primeira vez a tatuagem preta e permanentemente gravada na pele cremosa: Dirty Johnny. Meu pau fica ainda mais duro com a imagem. Minha. É completamente minha agora. Totalmente minha e ninguém pode tirá-la ou tocá-la além de mim. — Johnny? — Hattie chama. Olho para ela e sorrio. — Parece perfeito pra caralho, princesa. — Murmuro. — Agora pegue meu pau. Coloco a mão ao lado do pescoço fino e começo a enterrar o pau na garganta dela. Olha-me fixamente quando inclino sua cabeça para trás um pouco e afundo mais, batendo no fundo da garganta. — Relaxe agora, como da última vez. Você pode fazer isso.


— Murmuro, me empurrando ainda mais fundo. — Respire pelo nariz. Uma vez que estou completamente enterrado na garganta dela, solto um gemido alto. Porra, ela está excitada. Cada parte dela está com tesão e juntamente com o fato de que pode fazer isto por mim? É como se fosse feita sob medida. Gentilmente massageio o lado do pescoço quando começo a empurrar e depois saio completamente. Hattie ofega um pouco, saliva em todos os lugares, mas está linda. — Mais uma vez para mim? — Pergunto. — Sim. — Diz. Desço novamente pela garganta e aperto os dentes quando as bolas atingem seu queixo. Porra de felicidade. Isso é o que é. Pelo menos até que a porta se abre. Olho e vejo Tasha parada, completamente nua. Rapidamente saio da garganta de Hattie, mas não gentil o suficiente, porque ela tosse e fica sem ar. Porra.... Está bêbada também. Será castigada amanhã por isso. — Porra! O que está fazendo aqui, Tasha? — Pergunto. — Depois do dia que teve, pensei que os dois poderiam precisar de companhia. — Diz, enquanto passa os dedos para baixo da barriga e entre as dobras da boceta. Assisto por um segundo antes de me virar para Hattie. Está congelada no chão e quando sente o meu olhar, olha para mim. — S-s-se é isso que quer, Johnny... — Sussurra. Não me convence de que estaria bem com isso. Iria se odiar


de manhã e eu também. Não a farei me ver tocando outra mulher. Nunca poderia permitir que outro homem sequer olhasse para ela, muito menos que a tocasse. Então, de jeito nenhum farei isso. Puxo a calça até os quadris antes de dar um passo em direção à Tasha, observando quando seus olhos se iluminam. Agarro o braço dela e a viro rapidamente. — Oh, você será duro. Porra, sim! — Ela sussurra. Não respondo. Abro a porta e a empurro para fora do quarto. Então bato e a tranco antes de me virar para a minha mulher. — Isso é sobre nós, princesa. Ninguém mais estará em nossa cama, nunca. — Anuncio. — Mas e sobre... e sobre as coisas que você gosta? Disse que gostava de ter várias mulheres. — Diz, sem se mover do lugar no chão. — Isso foi algo que um pervertido doente colocou na minha cabeça. Esse tipo de sexo foi o único que conheci, Hattie a vida inteira. Nunca soube como foder apenas uma garota, não realmente, até encontrar você. Seu corpo é o único com o qual quero compartilhar o meu. Apenas você. Ninguém mais. Levanta-se e balança em minha direção, antes de jogar os braços no meu pescoço e dar um beijo na garganta. — Eu amo você, Johnny. — Sussurra. — Senti tanto medo quando se foi. No começo, achei que tivesse surtado e me deixado lá. Mas quando Torch apareceu, sabia que algo não


estava certo. Tudo em que conseguia pensar era que eles não o encontrariam e que não voltaria a vê-lo. E que nunca havia dita a você que o amo. Movo uma das mãos até o centro das costas dela e aperto os dedos no cabelo antes de puxá-lo para trás, certificando-me de que nossos olhos estejam um no outro. Sorrio ao olhar para o rosto coberto de lágrimas, olhos e lábios inchados. Hattie nunca pareceu mais linda. Empurro o polegar no lábio inferior, olho para o rosto doce e para a inocência que flui dela... E aprecio demais tudo isso. Sei que é tudo para mim. — Também a amo muito, Hattie.


Hattie Eu te amo muito, Hattie. Essas palavras são um choque. Não por saber que ele se sente assim sobre mim, mas porque disse em voz alta. Esse homem bruto me ama. Pressiono os lábios nos dele e o beijo. É doce e lento, até que sinto a mão dele sair do rosto para segurar minha bunda. Não consigo impedir o gemido que me escapa ao sentir sua firmeza. — Quero fodê-la Hattie. Quero fazê-la gritar por mim. — Johnny murmura. — Cada parte que tenho é sua. — Digo.


— Ainda não. Mas logo será. — Dá uma piscadela quando passa por trás de mim. — Tire as roupas agora. Faço o que ordena, tirando cada peça de roupa. Em pé, na frente dele, observo como me devora e nesse momento não sinto que meus seios são pequenos ou que sou muito magra, sem as curvas das outras mulheres. Não.... Sinto-me como a mulher mais bonita e desejável do mundo. Vejo a respiração dele travar enquanto tira as roupas também. Noto que tem algumas marcas vermelhas e o olho, questionando o que significam. — Direi o que aconteceu comigo depois. Agora, preciso sentir essa boceta ao redor de mim. — Johnny diz. Recuo, até que a parte de trás dos joelhos batem no lado da cama. Ele avança como se fosse um animal rondando a presa, curva-se e agarra meus joelhos, puxando as pernas e as abrindo. As costas e cabeça saltam contra o colchão, mas os olhos ficam colados aos dele. Johnny apoia meus tornozelos nos ombros, abaixando o pescoço enquanto move as mãos da cintura até os seios. Gemo quando os dedos beliscam os mamilos e os puxam. — Serei rude. Acha que pode aguentar? — Pergunta, enquanto continua apertando e puxando os mamilos sensíveis. — Tentarei. — Suspiro arqueando as costas e querendo mais dele.


— Gosta da dor, não é, princesa? — Ele ri e sinto uma picada no lado do seio quando me bate. Suspiro, incapaz de falar quando uma onda de necessidade me percorre. Essa mesma mão que me bate, vai por entre as minhas pernas e sinto dois dedos entrando em mim. — Molhada. Caralho, Hattie... — Sussurra, os dedos entrando e saindo de mim. — Johnny. — Suspiro, apreciando a maneira como os dedos dele me esticam. — Quer meu pau, princesa? — Pergunta, ainda movendo os dedos dentro de mim e esfregando da maneira mais perfeita. — Sim. — Digo e realmente não me importo com o que me dará neste momento, contanto que não pare de dar algo. Suas mãos, pau ou boca. Não importa, desde que seja parte dele. Quando retira a mão da minha boceta, rapidamente a substitui pela cabeça de seu pau. Respiro fundo e me preparo para uma entrada rápida, mas me surpreende e empurra o mais lentamente possível. Fico congelada, segura pelo olhar que recebo e pelos dedos, que ainda estão agarrados ao redor do mamilo me beliscando com força. Essa mistura de dor constante e prazer, não é algo que Johnny me proporcionou antes e isso faz as pernas tremerem contra seu peito. No momento em que está totalmente dentro de mim, estou quase partida ao meio, as pernas abertas em mais do que noventa graus enquanto inclina-se sobre mim. Johnny coloca uma mão ao lado da cabeça e a outra, envolve no meu pescoço.


— Quero seus olhos em mim quando gozar. — Anuncia. — Está bem. — Concordo. Lentamente, o pau de Johnny sai e depois empurra para dentro de mim. Nenhum dos movimentos é rápido ou irregular; são todos suaves e lentos. É a primeira vez que é tão gentil, mas com a mão ao redor da garganta, aplicando pressão em todos os momentos. — Brinque consigo mesma. — Ordena, enquanto continua movendo os quadris, nunca rompendo o ritmo. Levanto o braço e com dedos trêmulos, pressiono o clitóris. E começo a me esfregar. — Essa é uma boa menina. — Rosna, enquanto aperta minha garganta. Gemo enquanto chego cada vez mais perto do clímax. O sangue corre pelo meu corpo e começa a trovejar nos ouvidos. Abro a boca, começo a gritar e a mão de Johnny aperta ainda mais ao redor da garganta. Sinto-o mover-se dentro de mim com mais força, batendo os quadris contra a parte de trás das minhas coxas. — Caralho! — Ruge quando fica mais duro e começa a gozar, enchendo-me de sêmen. Johnny fica dentro de mim. Solta a mão da garganta e retira as minhas pernas dos ombros, as envolvendo nos quadris. Abaixa o peito contra o meu e me beija, acariciando-me o pescoço.


— Amo essa boceta, Hattie. E te amo mais. — Murmura contra a pele lisa. — Eu te amo muito, Johnny. — Sussurro, traçando com os dedos as costas largas. — Vamos para cama e contarei o que aconteceu. — Diz. — Deveria me limpar primeiro. — Murmuro. — Não, porra! Não deveria. Ainda não terminei. — Diz Johnny. Sorrio preguiçosamente para ele. Johnny sai de dentro de mim, puxa o edredom e se arrasta para a cama, apoiando as costas na cabeceira. Viro e vou até o lado dele, colocando a cabeça em seu peito. Ele segura meu joelho e puxa a perna sobre a dele, antes de esfregar a coxa algumas vezes. Coloca a mão entre as pernas e segura minha boceta. — Tão quente e molhada. — Comenta, enquanto me beija na cabeça e gentilmente coloca dois dedos dentro de mim. Assobio com o contato, o centro dolorido dos golpes latejantes de alguns momentos atrás. — Meus pais e sua amiga Willa me sequestraram. — Afirma. Suspiro alto e ele começa a contar como o pai o drogou e jogou na caminhonete e fez com que sua mãe o levasse para a casa deles, enquanto pilotava a moto de Johnny. Conta que acordou amarrado a uma cadeira com o pai na frente dele. Posso dizer pelo modo como narra a história, que está escondendo coisas e tenho a sensação de que não faz isso


apenas para o meu benefício, mas também para o dele. Não quer que eu saiba sobre essa parte de sua vida. Johnny manteve a infância e os pais escondidos de mim por uma razão: para me proteger. — Como Willa se envolveu nisso? — Pergunto, franzindo a testa. — Não sei exatamente como. Mas estava nisso com meu pai e Serina. Queriam me trocar por você e levá-la para longe. Não sei qual era a intenção deles, Princesa. — Murmura. — Onde estão todos agora? — Pergunto, completamente confusa com o que disse. — Serina está sendo mantida no armazém. O pai de Fury virá buscá-la e fará uma troca com uma de suas prostitutas que está causando problemas. Willa está esperando seu irmão vir buscá-la. Provavelmente precisará de cuidados médicos. — Conta. — Seu pai a machucou? — Pergunto, me levantando pelos cotovelos. — Machucou, princesa. Mas Willa estava brincando com fogo e sei que se tivessem conseguido quaisquer que fossem seus planos, você também teria se machucado. — Johnny murmura, colocando a mão livre no meu pescoço. — Deveria ver como está. — Digo, lágrimas me enchendo os olhos. — Terei que negar esse pedido a você. — Diz.


— Johnny, Willa foi minha amiga por anos e está ferida. Preciso saber que está bem. — Imploro. Johnny não diz nada. Nos rola até que esteja de costas e entra novamente em mim com

um

impulso

rápido

dos

quadris.

Suspiro

com

os

movimentos repentinos e gemo.

Dirty Johnny — Willa iria entregar você para aquele maldito monstro. Entregaria como se não fosse nada. — Anuncio, batendo meu pau dentro da boceta apertada. Quando ofega, eu sorrio. Colocando os braços sob seus joelhos, eu a abro ainda mais, imobilizando-a do jeito que gosto. Hattie é linda assim, completamente aberta, me aceitando dentro dela. Quando os belos olhos verdes me olham, eu derreto. — Está ferida, Johnny. — Hattie murmura suavemente. — Estou a protegendo dessa vadia, Hattie. Não a deixei para morrer como queria e isso apenas porque sei que incomodaria

você.

Liguei

para

Andy

buscá-la.

Amo

sua

ingenuidade, Princesa, mas precisa seguir o meu conselho. — Digo, pegando velocidade ao empurrar cada vez com mais força dentro dela. — Não sou ingênua. — Argumenta, enquanto arqueia as costas e crava as unhas em mim.


— Com certeza é. E Princesa, amo isso, porra! Não permito que fale novamente. Cubro

sua

boca

com

a

minha

e

enfio

a

língua

profundamente, a fodendo conjuntamente com os golpes do meu pau. Sinto a boceta vibrar quando está perto de gozar. Ela afasta a boca e solta um gemido que nunca ouvi antes, quando sua boceta me estrangula. Não paro os movimentos rudes e punitivos. Enterro o rosto no pescoço dela e mordo a carne macia quando gozo, enchendoa completamente. Sei que meu esperma está vazando; é a segunda vez que gozo na última hora. Porra! É tão bom... — Quero vê-la. — Hattie murmura. — Caralho! Não quer me ouvir, então tudo bem. — Viro-me, saindo dela e caminhando até o jeans. Estou puxando a calça até os quadris quando sinto a mão fria no antebraço. Paro e viro para encará-la, surpreso ao ver o olhar de preocupação que exibe. Esperava um olhar de triunfo, já que estou cedendo ao que quer. — Não quero vê-la apenas para ter certeza de que está bem, Johnny. Quero saber o porquê. — Hattie sussurra. Aproximo-me dela e a abraço, esmagando-a no peito enquanto seguro seus cabelos. — Você é muito doce. — Murmuro, pressionando os lábios no topo da cabeça. — Mas não falará com Willa sozinha. Estarei lá o tempo todo.


— Tudo bem. — Sussurra. Tento dar um passo para trás, mas Hattie me aperta. — Eu te amo. — Diz. — Amo você também, princesa. — Digo, incapaz de esconder o sorriso nos lábios. Amor... Caralho! Eu amo essa garota. Cada coisa doce, inocente e ingênua sobre ela. — Vista-se, princesa. Seu irmão deve chegar aqui a qualquer momento para pegá-la. — Digo. Alguns

minutos

depois,

Tasha

aproxima-se

de

mim

enquanto estou de pé, do lado de fora do banheiro esperando que Hattie se limpe e troque de roupa. Não quero levá-la para ver Willa e não só porque não quero que veja a vadia traidora. É porque Willa está ferida. Ficaria surpreso se não precisar de alguns pontos na bunda. Meu pai não foi gentil quando a tomou e não importa o quão errada ela estivesse, odiei ver uma mulher ser machucada desse jeito, mesmo que a puta merecesse isso. — Não causei nenhum problema, não é? — Tasha pergunta, olhando para mim. Essas cadelas são muito ousadas. — Não. Mas no futuro, deixe minha Old Lady e eu sozinhos, Tasha. — Então é um homem de uma só mulher agora? — Tasha pergunta. — Não de uma mulher. Apenas de Hattie. Sou o homem apenas de Hattie agora. — Digo.


Sinto dois braços familiares me envolvendo e cubro as mãos dela com uma das minhas, a apertando. Sem outra palavra para Tasha, pego Hattie e a puxo para que fique ao meu lado, não atrás de mim. — Você realmente quis dizer isso? — Hattie pergunta alguns minutos depois, os grandes olhos verdes abertos me olhando. Paro e viro para encará-la, apoiando-a contra a parede no corredor. É nesse exato momento que Hattie mostra sua juventude e precisa da minha confirmação e garantia. Não deixarei que continue questionando o que digo, no entanto. Isso precisa parar. Ela precisa entender que quando digo alguma coisa, isso é sério. — Quis dizer cada palavra, princesa. Eu te amo e você é minha, assim como sou seu. Não preciso de outra pessoa em nossa cama. Seremos apenas nós. Quando digo uma coisa, é a verdade, Hattie. Não mentirei para você ou esconderei nenhuma porcaria. — Afirmo, me curvando e a beijando, provando-a por apenas um segundo antes de soltá-la. — Tudo bem. — Hattie sussurra. Juntos, caminhamos em direção ao quarto que abriga a ex amiga ferida.


Hattie Está escuro e quando Johnny acende as luzes, suspiro com a visão diante de mim. Willa está deitada na cama, mas não parece a mesma. A maquiagem está escorrendo e o cabelo é um desastre total. Willa está enrolada em um cobertor e quando ergue os olhos para me olhar, enruga o rosto e começa a chorar. Ameaço dar um passo na direção dela, mas Johnny aperta os dedos e me impede. — Deve ir embora. — Willa resmunga. Quero consolá-la e dizer que tudo ficará bem, mas não faço. Fico ao lado de Johnny. Tenho perguntas e preciso de respostas. — Por quê? — Pergunto.


— Você me deixou. — Murmura. — Ok… — Deixou-me por ele e eu a queria para mim. — Diz Willa, a voz baixa e rouca. — Para você? — Pergunto surpresa. — Eu a amo, Hattie. Sempre amei. Por que acha que sabotava tudo? — Pergunta. — Você me ama, mas me deixou em várias situações perigosas? Me ama, mas tentou pegar Johnny para si? Isso não é amor, Willa. Eu nem sei o que é, mas não é amor. — Digo, enquanto balanço a cabeça, incrédula. — Jay iria levá-lo. Em seguida, seriamos apenas nós. Apenas você e eu. — Willa grita. — Acha que meu pai a deixaria sair daquele buraco, Willa? Não teria todo esse trabalho por nada. — Afirma Johnny. — Nunca tive problemas em transar com Jay e dar a ele o que queria até que tivesse Hattie. Pensei que era o que seria necessário. — Ela murmura. — Uma dica, Willa: Jay era um maldito idiota, um abusador. Manteve minha mãe dopada por anos, por toda a vida para que pudesse levar mais cadelas para a cama e ter seu prazer. Jovens como você e Hattie nunca sobreviveriam. — Johnny. — Sussurro. — Não. Acho que ela percebe o quão estúpida foi, agora que é tarde demais e está toda fodida. Diga adeus, Hattie. — Johnny diz, a atitude e palavras não deixando espaço para discussão.


— Espero que encontre o que está procurando, Willa. Mas não sou eu. Estou apaixonada por Johnny. — Digo. Willa assente e fecha os olhos. — Nunca quis machucá-la. Não realmente. — Sussurra. Johnny não me permite responder. Pega minha mão e me puxa para fora da porta a tempo de ver Andy correndo pelo prédio. — Você está bem? — Pergunta, me olhando. — É Willa, não Hattie. — Diz Johnny. — Que porra aconteceu? — Andy pergunta. Olho para os dedos, os torcendo enquanto Johnny repete a história. Não ouço as palavras quando abaixa a voz e move a cabeça para mais perto de Andy. Percebo que não quer que eu ouça, então nem tento. Não quero saber, não de verdade. Essa coisa toda é um desastre e faz meu coração doer que tudo isso tenha acontecido. — Está bem? — Andy pergunta, envolvendo a mão em meu ombro. — Poderia estar melhor. — Encolho os ombros. — Como? — Bem, se meu irmão mais velho ficasse legal com as decisões que tomo na vida. — Digo, o olhando nos olhos. — Hattie. — Suspira.


— Estamos juntos, Andy. Estamos morando juntos e isso realmente está acontecendo. Mamãe está bem com isso, papai não está, mas gostaria de ter o seu apoio. — Digo. — Que porcaria é essa no seu braço? — Andy pergunta, ignorando completamente as palavras que disse. — Eu disse: estamos juntos. — Reafirmo, estendendo o braço para que ele possa ver. — Isso é permanente, Hattie. O que está pensando? — Que o amo. É um bom homem, Andy. — Explico. Andy nos olha e fecha os olhos com um suspiro. Depois os abre devagar antes de falar: — Caralho, Hattie! — Murmura. — Irá protegê-la e nunca deixará que ninguém a machuque? — Andy pergunta, olhando para Johnny. — Com a minha vida. — Afirma Johnny com firmeza. — Descubro que a machucou de qualquer maneira e vou atrás de você. — Andy resmunga. — Não esperaria nada menos. — Diz Johnny, levantando as sobrancelhas. — Certo, então. Os dois virão para o jantar. Você perdeu muitos jantares de domingo, Hattie. Mamãe está uma bagunça. — Andy diz. Aperto seu antebraço. — Estamos bem? — Pergunto, franzindo a testa.


— Eu gosto disso? Porra, não! Posso aceitar? Bem, se a tratar bem, então não tenho escolha. — Amo você, Andy. — Murmuro, dando um passo em direção a ele e jogando os braços em seu pescoço. Andy devolve o abraço. — Também te amo, Hattie. — Diz contra meu cabelo. — Jantar, domingo? — Pergunto, olhando para Johnny nos braços de Andy. — Como você quiser. Isso se estende a tudo. — Murmura Johnny. E não posso tirar o sorriso do rosto. Andy me solta e vai até a porta da sala onde está Willa. Olha para mim, com braço de Johnny agora na cintura e balança a cabeça. — Caralho! Tenho um maldito fora da lei na família e não há nada que possa fazer sobre isso. — Murmura, balançando a cabeça. — Nadinha. — Johnny diz. — Caralho! — Andy repete, abrindo a porta de Willa. Johnny faz um gesto para alguns prospectos e os instrui a ajudar de qualquer maneira que puderem antes de me virar, pegar minha mão e me levar até a porta da frente do clube. — Onde vamos? — Pergunto, tentando acompanhar os longos passos. — Para casa, princesa. Para casa.


Subo na parte de trás da moto e aperto o corpo contra o dele. A palavra casa nunca soou tão boa.

Dirty Johnny Levo minha garota para casa e sinto que posso dormir por uma semana. E pretendo começar imediatamente. No entanto, não poderei dormir por uma semana. MadDog estará na sede do clube amanhã à noite e depois haverá um churrasco para família no dia seguinte. Sua missão aqui não é prazer. Mas quando Kent soube que viria para a cidade, ela não aceitou nada menos do que uma grande festa. Família. Família é tudo o que somos. Uma vez que estamos dentro de nossa casa, suspiro aliviado. É bom estar aqui. — Vou tomar um banho. — Anuncia Hattie. — E eu, uma cerveja. — Murmuro. Viro-me para entrar na cozinha e pulo quando sinto o abraço. — Está bem? — Hattie pergunta.


Quando a encaro, inclino-me para passar o nariz contra o dela, inalando o cheiro doce. Cheira a loção, mas também a mim e sexo. Caralho, é excitante. — Sim, estou bem. — Murmuro, a beijando. — Vem me lavar? — Hattie pergunta. — Sim, princesa. Eu vou te lavar. Abandono a ideia da cerveja para depois que satisfizer a minha mulher e tê-la lavado. O que quiser, Hattie terá. — Posso brincar com sua bunda enquanto dou banho em você? — Pergunto, batendo na bochecha da bunda doce. — Eu... tudo bem. — Murmura. — Você vai gostar. — Rosno. — Gosto de tudo o que faz, Johnny. — Suspira. Vamos para o banheiro e viro para abrir a torneira antes de começar a tirar as roupas dela. Não vou transar com ela ainda, mas quero que aproveite o show. Em breve, comprarei alguns plugues. As prostitutas que comi a bunda fizeram isso muitas vezes antes. Mas a bunda de Hattie é muito apertada para o meu pau agora. Não quero machucá-la. Nunca. Uma vez que estamos sob o jato quente da água, pego um pouco de sabonete e faço espuma nas mãos. Não falo enquanto massageio seus seios, o estômago e depois as dobras da boceta. Ela geme enquanto isso. Quando todo o sabonete sai com a água, coloco um dedo gentilmente, apenas um dedo dentro da boceta apertada.


— Aperte os mamilos para mim. — Instruo e gemo quando obedece. Hattie joga a cabeça para trás e fode meu dedo. — Agora vire-se, princesa. — Murmuro. Inala uma respiração instável enquanto puxo a mão de entre as pernas antes que se vire. Ensaboo as mãos novamente e repito a massagem, só que desta vez, nos ombros e costas antes de apertar as bochechas da bunda. Hattie geme e a empurra para trás, contra as minhas mãos. Enfio dois dedos em sua fenda, enquanto empurro os ombros um pouco para baixo. Encontro o buraco apertado e massageio. — Apenas relaxe. — Peço, enquanto continuo massageando o doce buraco. Sei exatamente quando Hattie relaxa; geme e empurra a bunda contra mim. Porra! Movo a outra mão para o quadril e brinco com o clitóris enquanto simultaneamente, empurro um dedo dentro do ânus. — Johnny. — Geme, empurrando-se contra mim um pouco mais. É diferente de todas as vezes que a toquei assim. Isso não é sobre a boceta, é sobre o buraco pelo qual anseio. Afasto o dedo do clitóris e me concentro no ânus. Quero que Hattie aproveite o show apenas ali. Não importa o que, sempre a farei gozar. Mas ela precisa estar confortável, já que isso é algo do qual não desistirei e o pensamento de me afundar em seu rabo apertado faz meu pau ficar duro como pedra.


— Empurre para trás e foda meu dedo com essa bunda perfeita. — Rosno. Hattie arrepia antes de fazer o que digo. Recua, grita e joga a cabeça contra meu ombro. Fico dolorosamente duro quando começa a se contorcer contra a minha mão. Fecho os olhos e apenas a sinto. Começo a esfregar o clitóris novamente para levá-la ao clímax. Eu a sinto indo em direção à liberação e quando Hattie goza, é com um grito direto da garganta; é um som que nunca ouvi antes. — Oh, Deus! — Diz, antes de amolecer o corpo. — Isso aí, princesa. — Rio ao desligar a água. Pego uma toalha do armário para secar nós dois e a levo para o nosso quarto, a deitando na cama. Fico atrás dela e a envolvo nos braços, puxando as costas nuas contra meu peito. — Mas e você? — Boceja, acariciando-me o antebraço. — Quando acordar mais tarde, será com meu pau enterrado dentro dessa boceta. Não se preocupe comigo. — Murmuro. — Durma, Hattie. — Eu amo você, Johnny. — Sussurra, enquanto relaxa. — Amo você também.

Hattie


Acordo de repente, mas não porque o pau de Johnny está enterrado dentro de mim. É por causa da batida forte na nossa porta. Olho para ele e o encontro desmaiado. Depois da porcaria pela qual passou, precisa dormir. Apresso-me e visto calcinha e uma camiseta preta de Johnny, que encontro jogada e corro para a sala de estar. Abro a porta e vejo papai parado na soleira. Passo para fora e me junto a ele na varanda, não querendo acordar Johnny. — Posso ajudá-lo? — Pergunto. — Andy veio e me informou sobre sua decisão de morar com esse... homem. — Diz. — Sim. E? — Pergunto, balançando a cabeça. — Pagarei pela escola, Henrietta. — Anuncia. — Como é? — Essa besteira de escola de culinária que quer frequentar. Eu pagarei po. — Por que agora? — Pergunto, olhando para ele. Ele foi contra desde o momento em que mencionei isso quando tinha quatorze anos. É a minha paixão e sonho, mas papai se manteve firmemente contra desde o primeiro dia. — Não a quero com esse bandido. — Admite, levantando o queixo em direção à casa. — Mesmo que fosse para a escola de culinária, ainda estaria com Johnny. — Digo.


— Não, se a mandasse para Nova Iorque. — Fala, empurrando um panfleto para mim. Eu o rasgo ao meio sem nem olhar para o papel e o pressiono contra o peito dele. — Não se importou quando quase fui despejada do apartamento. Disse que eu havia feito a minha cama de porcarias e que era para tentar transformá-las em rosas. Apenas importa-se agora, porque estou com alguém que não aprova, o que foi uma das principais razões pelas quais disse que não pagaria pela escola. — Digo. Ele fica vermelho de raiva. — Esse homem não é seguro. — Avisa. — Johnny é muito seguro e é bom para mim. — Respondo. — Você o ama pelo que vejo. — Amo! — Aceno uma vez. — Puta que pariu, Hattie! Se não sair agora, nunca sairá. Ficará presa. — Murmura enquanto passa a mão sobre o rosto. — Gosto de onde estou. — Digo e vejo que balança a cabeça. — Não venha correndo para mim quando a merda bater na sua porta. — Grita. — Eu não planejo fazer isso. — Respondo, com um encolher de ombros. — Estou lavando as mãos, Henrietta. Quer arruinar suas possibilidades de carreira, então é com você. Não quero mais saber. — Anuncia.


— Nos veremos no jantar de domingo e talvez não desgoste tanto dele depois que conhecê-lo. — Digo. — Vejo você domingo. — Murmura, antes de se afastar. Suspiro e viro, voltando para casa. Tranco a porta da frente e solto um grito quando vejo Johnny em pé no balcão da cozinha. — Está muito puto? — Pergunta. — Sim. Ofereceu me mandar para Nova Iorque, para a escola de culinária. — Admito, enquanto ando na direção dele. — Você deveria ir. — Diz, olhando para o bolo que está na boleira. — Não. Nunca poderia perder tudo o que terei a seu lado. — Falo quando envolvo os braços na cintura dele. — Isso seria o quê? — Tudo o que eu quiser, lembra? É meu. O que eu quiser. — Digo, repetindo as palavras de semanas atrás. — É verdade. Tudo o que você quiser, princesa. — Sussurra, colocando os dedos na parte de trás do meu cabelo. Então, inclina-se e sussurra: — Qualquer coisa, Hattie.


Dirty Johnny Paro na frente da casa dos pais de Hattie, colocando o Chevelle na vaga e viro para encará-la antes de sair. Hattie tem as mãos no colo e torce os dedos nervosa. Coloco a mão na dela e aperto. — Não precisamos ir se não estiver pronta. — Murmuro, esperando que possamos abandonar a noite da família. — Não, ficarei bem. — Hattie diz, olhando para mim com um leve sorriso no rosto. — Ficará. — Concorda. — Uhum, vamos. — Diz, inalando profundamente. Coloco as pernas para fora do carro e fecho a porta antes de ir até o lado de Hattie para ajudá-la a sair. Ela me aperta com


força enquanto caminhamos pela entrada que leva à varanda da frente. Bato na porta e espero que um dos pais dela venha abrir. Suponho que será o pai. Andy me surpreende quando aparece do outro lado, nos cumprimentando com um sorriso e um aperto de mão. — Papai está de mal humor. — Resmunga, estreitando os olhos em mim quando passamos do limiar. — Tenho certeza que sim. — Respondo. Devo ser o maior pesadelo da sua vida por namorar a filha dele. Hattie me leva até a sala de estar, onde o pai está sentado em uma cadeira assistindo televisão. Olha para cima e a expressão impassível se transforma em raiva no instante que me vê. Observa-me da cabeça aos pés e os lábios se transformam de uma careta de desdém. — Pai? — Hattie chama. Desvia os olhos e os fixa na filha. Vejo como vai da raiva para o aborrecimento quando a vê. Sinto minha própria irritação aumentar pela maneira que está olhando para Hattie. Se estivesse em outro lugar e ele fosse qualquer outra pessoa, diria para que fosse se foder e iria embora. Mas não farei nada. Engolirei isso por ela. — Sr. Morris. — Digo, estendendo a mão. Ele olha de Hattie para mim e de volta para Hattie. Então pega minha mão e dá um aperto firme. — Sou Johnny Williams.


Não responde, porque a Sra. Morris entra e abraça Hattie antes de se virar para mim com um sorriso, me abraçando também. — Johnny, Henrietta não está o alimentando? Você parece pele e ossos. — Diz, rompendo a tensão que preenche a sala. Rimos um pouco desajeitadamente, enquanto seguimos a mãe dela para a sala de jantar. Sou ignorado na maior parte do tempo e por mim, tudo bem. Hattie fica agitada na cadeira durante todo o jantar e o pai se reveza entre nós dois. A mãe é a única que mantém a conversa fluindo o melhor que pode e assim que a sobremesa é servida, nos desculpamos e saímos. Foi uma noite completamente cheia de tensão e estranha, mas também muito diferente da maneira com a qual fui criado. E isso me assustou. Não houve gritos, berros, nada de drogas no balcão e nada de sexo. Não falo muito no caminho de volta para casa. Apenas penso nas diferenças de nossas famílias. Fomos criados de formas completamente diferentes e me pergunto se isso pode funcionar. Realmente funcionar. — Johnny? — Ouço Hattie quando paro na garagem. Não a olho, minha mente está muito longe. — O que há de errado? — Você vem de uma família realmente muito boa. — Sim. Acho que esta noite foi boa. — Murmura. — Poderia ter sido pior. — Concordo e não falo mais nada. Não sei o que dizer. Hattie estende a mão e me toca. — Vamos entrar e ir para a cama. — Sorri timidamente.


— É boa demais para mim. — Resmungo. — Sou sua, Johnny. — Sussurra. — Porra, sim! Você é. — Concordo. Saímos do carro e entramos. Preciso estar dentro dela. — Preciso de você, Johnny. — Hattie diz quando entramos em nosso quarto. Sorrio com as palavras, sabendo que preciso dela também. Quando ficamos nus e entro na boceta quente, sei que não posso deixá-la.

Que

o

que

quer

que

tenhamos,

dará

certo

simplesmente porque ela me pertence. É Hattie. Não importa o quão diferentemente fomos criados; bastou apenas um olhar nos olhos dela e fiquei completamente apaixonado. Destruído. Esta noite, nesta cama, seremos apenas eu e Hattie. Amanhã a vida volta ao normal com a chegada de MadDog. Mas hoje, irei fodê-la e possuí-la, assim como me possuiu. Fodemos e dormimos durante a chegada de MadDog. Sinceramente, fiquei feliz por isso. Se encontrasse a vadia da Serina novamente, provavelmente a mataria ali mesmo. Puta! Ficar em casa e alternar entre dormir e foder, foi a melhor ideia que pude ter. Agora, estamos nos vestindo para o churrasco. É meio da tarde e Hattie está levando seu tempo enquanto relaxo no sofá. Um no qual coloquei a bunda apenas algumas vezes. — Temos que ir. — Chamo. — Estou indo. — Diz, entrando na sala.


Fico de boca aberta. Está usando uma saia preta extremamente apertada e curta. A blusa é a mesma coisa, apertada, mostrando a barriga lisa. O cabelo está preso de lado, caindo pelo ombro e usa sandálias planas. Tento não gemer ao vê-la. — Estou bem assim? — Pergunta, fazendo o movimento de alisar a saia. — Sim, se quiser que a foda na frente de todo mundo. — Rosno, levantando-me do sofá. Sinto o pau pressionando dolorosamente contra o zíper do jeans. — Como assim? — Pergunta. —

Usa

roupas

inexistentes,

princesa.

Murmuro,

enquanto ando até ela e coloco a mão na cintura, puxando-a contra mim. — Queria parecer uma gata sexy. — Diz, inclinando a cabeça para olhar para mim. Não consigo controlar o sorriso com essas palavras. — É uma gata gostosa, mesmo quando está cobrindo toda a pele. — Afirmo. — Preciso me trocar, então? — Pergunta, parecendo insegura. — Nunca. Está gostosa pra caralho. Apenas fique ao meu lado a noite toda. — Respondo e ela sorri. Coloco as mãos sob a saia curta e aperto sua bunda. — Podemos ir de carro? — Suspira, enquanto deslizo o dedo sob a calcinha fio dental e através das dobras.


— Por quê? Quero essa boceta quente pressionada contra as minhas costas. — Ergo as sobrancelhas e Hattie ri, me beijando o pescoço. — Queria levar o bolo que fiz. — Ok, princesa. — Concordo, empurrando o dedo dentro da boceta dela. — Tem algo de errado? — Pergunta. — Queria comer o bolo. Parece bom demais. — Encolho os ombros, enquanto lentamente a acaricio. —

Faço

um

somente

para

você

amanhã.

Diz,

pressionando os lábios nos meus. Coloco um segundo dedo para dentro e a instruo a cavalgar neles. — Precisamos sair. — Respira. — Não antes que goze nos meus dedos. — Rosno, os movendo no núcleo dela. Hattie olha para mim, questionando. — Estou com fome, princesa. Deite-se no sofá. — Ordeno. Não discute comigo e vai para o sofá, deitando-se de costas. Não dou a ela um segundo para se ajustar ou ficar confortável antes de descer a calcinha pelas pernas e colocar o rosto entre as coxas. — Johnny. — Geme enquanto acaricia meus cabelos e me puxa para mais perto da boceta. Amo isso. Amo que Hattie esteja ficando mais selvagem, confortável e mais confiante. Não quero apenas levá-la ao orgasmo; quero devorá-la. Levo meu tempo, mordiscando, chupando e fodendo com a língua a


doce boceta. Ela tem um gosto tão bom que até esqueço a porra do bolo. Tudo o que quero fazer é comer Hattie todos os dias. — Vou gozar. — Geme. Não paro até que esteja gemendo e o corpo tremendo com o clímax. — Jesus. — Digo quando me solto das pernas e mãos. — Quero mais. — Sussurra, enquanto rapidamente sobe no meu colo. Coloco as mãos na bunda dela, observando-a abrir o jeans. — Hattie. — Aviso. — Apenas me deixe fazê-lo relaxar. Por favor? — Pede, os olhos fixos nos meus enquanto sinto o calor úmido envolvendo meu pau. — Tão bom.... É tão bom. — Resmungo, enquanto aperto sua bunda. Movo o corpo dela no ritmo que quero. — Segure, princesa. Olho nos olhos verdes e uso seu corpo para foder o meu. Estremeço quando arranha meu couro cabeludo e me segura pela nuca. Os pequenos suspiros e gemidos são quase a minha ruína. Toda vez que geme, me faz suar mais. Estou tentando de tudo para segurar. Quero que Hattie goze novamente no meu pau. — Goze no meu pau. — Digo com os dentes apertados, abrindo as bochechas da bunda e a esfregando contra mim. — Estou perto. — Diz.


Levanto os quadris e a fodo com força, puxando-a para baixo enquanto levanto. Quando a boceta aperta e os olhos se arregalam de surpresa, sei que irá gozar. Finalmente sucumbo, antes de deixar a cabeça cair contra o encosto do sofá. — Eu te amo. — Suspira, me beijando. — Eu também. — Murmuro, apertando a bunda um pouco mais. — Limpe-se e vamos sair daqui. Gemo quando se levanta do meu pau, querendo estar em nenhum outro lugar, senão ainda enterrado dentro dela. A bunda move-se quando Hattie corre para o banheiro para se limpar. Não me incomodo em me limpar. Quero o cheiro dela em mim e mais tarde, Hattie irá chupá-lo assim. Depois de alguns minutos, estamos no Chevelle e nos dirigindo para o clube. As janelas estão abertas e tenho um cigarro na boca. A vida não poderia ficar mais doce.

Hattie Deveria usar jeans e um suéter. Está frio no carro enquanto vamos em direção ao clube. Sei que Johnny está com a janela abaixada porque está fumando e por mais que aprecie isso, estou com muito frio nessa roupa que mal me cobre. Realmente, deveria ter pensado mais no que


estava vestindo. Apenas espero que esteja quente dentro do clube, caso contrário irei me transformar em um picolé. Vejo

o

estacionamento

completamente

cheio

quando

chegamos e a ansiedade começa a fluir dentro de mim. Esta será a primeira vez que irei a uma festa como Old Lady de Johnny e espero não estragar tudo e me envergonhar ou a ele. As pernas começam a tremer de nervosismo quando Johnny estaciona. E então, vira-se para mim e exibe o olhar mais bonito e confuso no rosto. — Hattie, o que há? — Por que o chamam de Dirty Johnny? — Deixo escapar. Arregala os olhos e começa a rir. — Não vai querer saber, querida. — Diz entre risadas profundas. — Preciso saber. Isso está permanentemente na minha pele e esta é uma festa da família. Apenas preciso saber. — Divago. — Ok. — Limpa a garganta. — Antes de você, geralmente fazia sexo com duas garotas ao mesmo tempo, certo? — Johnny pergunta. Aceno, concordando. — Sempre gostei muito mais de anal. Não muitas vezes fazia de qualquer outro jeito. Bem, quando era um prospecto e rebelde do caralho, um dia fodi a bunda de uma prostituta e em seguida, enfiei meu pau na garganta de outra. E comecei a alternar, da bunda para a boca. Estava chapado e muito bêbado.


De qualquer forma, Vault entrou e disse que eu era muito sujo. Contou a todos sobre isso e foi assim que consegui o nome. Olho para ele em choque total. Depois, olho para o meu braço e de volta para ele enquanto enrugo o nariz em desgosto. — Avisei que não gostaria de saber. — Encolhe os ombros. — Posso cobrir essa porra de tatuagem? — Pergunto, olhando para o braço. — Nem fodendo, Hattie. Era um rebelde, jovem pra caralho e os apelidos que dão, não mudam. É meu por toda a eternidade. Não posso ter vergonha disso e você também não deveria. — Johnny quase grita. — Fez um teste depois que fodeu a bunda daquela puta sem preservativo? — Grito de volta e vejo como o rosto dele fica vermelho e agarra o volante com tanta força que os nós dos dedos ficam brancos. — Sim, fiz a porra do teste. Disse a você que não transei com uma mulher sem preservativo desde a última vez que fui testado. E voltei ao médico e fiz o teste mais de uma vez desde então. Acha que a machucaria assim? A mulher que amo? A mulher que quero que tenha meus filhos? Caralho, Hattie! — É muito para absorver o que acabou de me dizer. — Sussurro, tentando evitar de chorar. — Não sou Dirty Johnny para você, Hattie. Sou apenas Johnny Williams, seu homem. O apelido é apenas um nome, princesa. — Murmura segurando nossas mãos juntas.


— Sinto muito. Estou apenas apavorada. — Digo, enquanto olho nos olhos cor de chocolate. — Lembra do que eu disse? Sou seu e você é minha. Não há mais ninguém conosco. — Rosna. — Ok, Johnny. — Murmuro. — Isso inclui o passado. Não quero saber quem mais esteve dentro de você. Sei que não era virgem e tudo bem. Esses outros paus não existem. Simplesmente não existem. — Anuncia. — Eu amo você, Johnny. — Sussurro. Ele resmunga, sem responder. — Eu amo você e não deveria ter me assustado. — Murmuro. — Eu amo você, Hattie. — Johnny diz, quando vira a cabeça e olha para mim. — Vamos entrar. Você pode se desculpar mais tarde. — Chupando seu pau? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. — Caralho, princesa! Rio quando saio do carro, com cuidado para não derrubar o bolo no chão. Não dizemos outra palavra quando entramos no bar do clube e estou grata de que a festa seja realmente dentro. Olho ao redor e vejo Kentlee, Rosie e Brentlee em uma mesa, arrumando a comida. Aviso Johnny de que irei colocar o bolo lá e ele informa que estará no bar. — Ei. — Kentlee cumprimenta, enquanto coloco o bolo na mesa.


— Oi. — Sorrio. — Perderam os fogos de artifício. — Diz, com olhos arregalados. — Como assim? O que aconteceu? — Franzo a testa, apertando as sobrancelhas juntas. — Bem, tudo estava indo bem até que MadDog, o pai de Fury, entrou com Mary Anne no braço. — Resmunga Brentlee. Olho entre as duas irmãs, confusa, sem entender quem é Mary Anne. — Mary Anne é a irmã de Sniper. A irmãzinha mais nova. — Explica Kentlee. — Quão mais nova? — Pergunto surpresa. — Bem, MadDog deve estar fazendo sessenta e Mary Anne é um ano mais nova que eu, então.... Tem vinte e sete. — Diz Brentlee. — Eu.... Eu nem sei o que... — Paro quando vejo Sniper sair de um corredor e caminhar direto em direção a Brentlee. — Puta que pariu, ele parece furioso. — Resmunga Kentlee. — Maldição! — Sussurra Brentlee. — Estamos indo embora. — Anuncia Sniper. A sala inteira fica estranhamente quieta. Olho para o bar e vejo Johnny, agora em pé e lentamente aproximando-se de nós. — Bates, não podemos simplesmente sair. — Implora Brentlee.


— Estamos saindo. Junte as coisas, agora. — Rosna, inclinando-se e ficando muito perto do rosto dela. — Você me deixa louca. Ok, tudo bem. — Murmura, enquanto olha para Kentlee e revira os olhos. Não sei como pode ser tão indiferente com a raiva que irradia dele assim. Sniper é assustador para caralho. — Realmente, ele é muito doce quando não está sendo um idiota. — Diz Kent assim que eles se afastam. — Claro que é. — Murmuro. — Ali vem o MadDog agora. Uau! Ele parece puto também. — Diz Kentlee. Olho para cima. Esperava ver um motociclista mais velho, de cabelos grisalhos, com excesso de peso e estereotipado. Como Buck, talvez. Mas isso não é o que vejo. MadDog é gostoso. Não apenas um pouco gostoso, mais como uma raposa prateada sexy. É alto, largo e construído. Não parece ter um grama de gordura sob a camiseta apertada. As coxas são grossas e MadDog sabe exatamente como escolher o jeans certo para o corpo longo. Usa um corte de cabelo estiloso, penteado para trás e a barba é cheia, mais escura do que a cor do cabelo castanho e esse é o único lugar onde MadDog tem alguns fios grisalhos: na barba e nas têmporas. Tem rugas ao redor dos olhos e na testa, mas é sexy. — MadDog é sexy. — Digo.


— É meu sogro, então não posso dizer muito sobre o assunto. Mas não parece ser o pai do meu marido, com certeza. — Diz Kentlee em voz baixa. — Acabou de cobiçar? — Pergunta Johnny. Pulo e olho para ele. De alguma forma, acabou ficando exatamente ao meu lado. — Eu não estava... — Paro. — Você estava princesa. — Ele ri. — Estava, Hattie. Foi pega, menina. Apenas vá com a onda. — Kentlee ri atrás de mim. — Eu... eu... — Fará as pazes comigo mais tarde. — Murmura Johnny. Jogo os braços ao redor de seus ombros e pressiono meu peito no dele. — Sabe que é o único homem para mim, não é? — Pergunto, pressionando os lábios nos dele. — Desde que meu pau ainda tem seu gozo sobre ele, não estou preocupado, princesa. — Johnny sussurra, antes da língua mergulhar na minha boca e me encher. — Ok, as crianças ainda estão aqui e tentaremos nos divertir sem sexo e brigas.... Se pudermos. — Anuncia Kentlee. Começo a rir na boca de Johnny. — Quando eles saem? — Johnny pergunta com as mãos ainda ao redor.


— Pervertidos de sexo selvagem. Mais tarde. Vão embora mais tarde. — Kentlee diz, com um “huff” saindo pela boca. — Calma, menina! — Fury brinca quando caminha até ela. — Estou estressada, ok? — Diz, o lábio inferior tremendo. Olho para ela confusa quando Johnny me solta. Os olhos de Fury ficam arregalados antes de abrir a boca e perguntar em voz baixa para que ninguém mais ouça, mas estou perto o suficiente para ouvir: — Está grávida novamente, amor? Vejo quando lágrimas começam a cair dos olhos dela e os ombros tremem ao balançar a cabeça afirmativamente. — Puta que pariu! — Fury sussurra, antes de um grande sorriso aparecer. — Preciso fodê-la agora. — Não. Foi exatamente assim que isso aconteceu. Você sempre precisa me foder. — Kentlee resmunga, enquanto as lágrimas continuam a fluir. — Sim. E continuarei fazendo isso porque amo você, amorzinho. — Fury murmura. Afasto-me deles. O momento é muito íntimo e olho nos olhos de Johnny. — Quero isso. — Johnny sussurra. — Quer o quê? — Quero ter o que eles têm, com você. Quero uma família. — Diz Johnny.


— Nós iremos. — Murmuro, incapaz de me desviar do olhar penetrante. — Porra, sim! Nós vamos, princesa. Johnny me beija e leva tudo de mim para não envolver as pernas ao redor dele e implorar para que faça amor comigo, aqui e agora. Simplesmente o beijo de volta e depois nos divertimos. Mais tarde naquela noite, o levo até a garganta do jeito que gosta e ele me recompensa, fazendo amor comigo e me mostrando o quanto me ama. Esse homem rude e robusto é todo meu e sou dele. Não gostaria que fosse de nenhum outro jeito. Eu o amo.


Dois meses depois Hattie Começo a tossir quando sou levada de olhos vendados para algum lugar. Não sei onde estou, mas o homem que me segura? Confio nele com todo o coração. Por isso, não me importo com o lugar para o qual está me levando. — Você está pronta, princesa? — Johnny pergunta no meu ouvido. Um arrepio me percorre enquanto sinto a respiração quente me tocar a pele. — Acho que sim. — Digo.


Um segundo depois, a venda desaparece e abro os olhos. E dois segundos depois, eles se enchem de lágrimas. Virando, enfrento o homem que amo. O homem maravilhoso, sexy, doce e bondoso que amo. Coloco os braços ao redor dele e enterro o rosto em seu pescoço, soluçando. Ele me deu tudo o que eu sempre quis e muito mais. — Feliz Natal, Hattie. — Murmura no meu cabelo. É um lugar pequeno, com apenas um pequeno buraco na parede e quando me solto de Johnny, percebo os pequenos detalhes. Há cerca de cinco mesas bistrô com duas cadeiras montadas e outras três mesas que cabem quatro cadeiras nelas. As paredes são pintadas de preto, há dois displays altos de geladeira em uma parede e uma vitrine perto da parte de trás, com um bar completo. Está completamente cheio de garrafas e copos. — Você fez tudo isso para mim? — Pergunto, admirada. — Princesa, o que quisesse, lembra? Prometi que teria sua loja de sobremesas. Depois de tudo o que passou, você merece. — Johnny murmura. — Isso é mais do que poderia sonhar. — Digo. — Você é mais do que eu pude sonhar e não a mereço. — Afirma, antes de se inclinar e me beijar. Gemo quando as mãos agarram meu traseiro coberto com jeans. Pressiono meus seios nele, precisando estar mais perto, precisando do calor contra mim. Quero provar tudo o que é o meu Johnny.


— Vou mostrar a parte de trás. — Diz. — Estava gostando do que fazíamos aqui. — Digo. — Não me importo de fodê-la onde o mundo possa ver, mas desde que este será o seu negócio, é melhor não fazermos isso. — Johnny sorri. Vejo seus olhos brilhando com algo que vem acontecendo nos últimos meses. É a visão mais linda que já vi. Parece que desde que foi levado e seu pai foi colocado fora de cena, está mais leve e que um peso enorme foi tirado dele. Johnny ainda não me contou todos os detalhes da infância, mas não preciso deles. Tudo que preciso saber é que agora está finalmente feliz. — Precisa me mostrar a parte de trás rapidamente. — Digo sorrindo. Sinto-me leve quando Johnny me pega e avança para a parte traseira do lugar. Leva-nos através da porta de vai e vem e então pressiona as minhas contra a parede. Está escuro e não consigo ver nada, mas não dou a mínima. O jeans está aberto e sinto o dedo dele pressionando o meu clitóris. — Por favor, mais. — Peço, quando bato a cabeça na parte de trás da parede. — Vire. — Johnny ordena, enquanto me beija a garganta e solta-me as pernas. Faço o que pede, sabendo que o que irá dar, me deixará completamente satisfeita. Ele sempre deixa. Johnny abre o zíper do jeans, puxa a calça e calcinha até o meio da coxa e gemo quando os dedos fortes apertam meus quadris e me puxam de


volta. Esfrega o pau entre a fenda da minha bunda antes de chegar ao meu centro. Sinto a cabeça contra o clitóris e não consigo impedir que as pernas tremam em antecipação. — Mãos na parede e apenas me sinta. — Johnny instrui. Estou mais do que feliz em obedecer e quando me enche, grito. É tão fantástico que não quero que o sentimento termine nunca. Esse homem me enche completamente. — Johnny. — Digo, gemendo. — Sim, princesa. Eu sei o que você quer. Uma das mãos dele passa pelo centro do meu peito antes de envolver meu pescoço. A outra toca o clitóris, pressionando dois dedos contra ele. Gentilmente movo os quadris contra a mão, precisando de movimento, querendo que me dê o que sempre dá: prazer áspero. — Quer foder meu pau, Hattie? — Rosna. — Por favor. — Respondo. — Caralho, princesa! Foda-me até gozar. Trabalhe nele. — Resmunga. Eu obedeço. Recuo os quadris antes colocar a cabeça no ombro dele, completamente curvada e cercada por todo o seu corpo. Continuo empurrando, ouvindo a respiração pesada no ouvido, contra a pele, me enviando para além da sensibilidade. Solto uma das mãos que está contra a parede e a pressiono nos dedos dele que estão imóveis. Preciso que Johnny me toque do jeito que gosto, do jeito que apenas ele sabe fazer.


— Precisa de mais? — Johnny ri. Nem me importo que ache engraçado. Estou à caça, à procura do clímax e farei qualquer coisa por isso neste momento. — Por favor, Johnny, por favor. — Imploro. — Adoro quando implora por mim. — Rosna. Gira os dedos no clitóris antes de gentilmente dar uma batidinha. Suspiro com a sensação e ele começa a beliscar, girar e bater novamente, me acelerando. Quando me aperta a garganta, eu gozo e não consigo parar. Sinto o corpo inteiro tremer e as pernas cedem. Johnny me segura e assume o controle, empurrando forte e profundo dentro de mim. Os dedos não param a torturante massagem, fazendo círculos e leves tapas contra o clitóris. — Não posso mais. — Digo, chorando. — Pode e irá. — Johnny murmura atrás de mim. Morde meu ombro quando seu pau pulsa e me enche com seu esperma. A mão na garganta solta e pressiona contra a parede para nos segurar. — Puta que pariu, Hattie! Eu amo você, princesa.

Dirty Johnny


Assisto quando Hattie puxa a calça jeans e sorrio, enquanto as pernas tremem com cada movimento que faz. Hattie vira e o emaranhado cabelo castanho claro e grandes olhos verdes quase me deixam de joelhos. Parece recém fodida e me sinto como a porra de um rei. Fui eu quem colocou esse olhar nela. Eu e mais ninguém. — Tenho um presente de Natal para você também. Mas não sei se poderá superar o que me deu. — Diz ela, acenando com a mão. Acendo a luz para que possa ver o lindo rosto melhor. — Não precisava comprar nada para mim. — Digo, sentindo-me desconfortável. — Bem, não é algo que comprei. Na verdade, é algo que não fiz. — Diz, mordendo o lábio inferior. Olho para Hattie, confuso, mas não digo nada. Não tenho a menor ideia do que está querendo dizer. —

Minha

consulta

com

o

ginecologista

para

o

anticoncepcional foi ontem. — Diz Hattie. Fico em silêncio, esperando que termine, sentindo o batimento cardíaco aumentar com a conversa sobre controle de natalidade. — E? — Pergunto quando não continua. — Não fui. Cancelei a consulta. — Diz, arregalando os olhos como se também estivesse surpresa com isso. — Está dizendo o quê? — Pergunto. — Que quero ter um bebê, se puder. — A voz é pouco acima de um sussurro, mas parece que está gritando. Não


respondo. O sangue está correndo pela cabeça e não consigo pensar e não posso falar. Não consigo fazer nada, além de olhar para ela como um grande idiota. — Quero fazê-lo tão feliz quanto você me faz, Johnny. — Murmura. Eu a empurro como um touro. A apoio contra a parede e envolvo as palmas das mãos ao redor das bochechas, enquanto a beijo. Pressiono os lábios nos dela, forte e implacável. Beijo a porra da mulher que amo. Então pressiono a testa na dela antes de falar: — Você já me faz feliz. Sou o filho da puta mais feliz do mundo apenas por tê-la ao lado. Mas ao me dar um bebê, fará com que essa felicidade que sinto exploda. Mas não precisa fazer isso, não até que esteja pronta. — Digo baixinho. — Eu te amo muito, Johnny. Está realizando meus sonhos, assim como prometeu. Suporta jantares de domingo com minha família, me ajuda e fez tudo isso aqui. Como poderia não dar a você um bebê? Como posso não dar a este mundo mais de você? — Pergunta. — Se estiver pronta, Hattie, então estou mais do que disposto a fazer esta viagem. — Não tomei essa decisão do nada. Estou pronta para formarmos uma família, Johnny. Estou pronta para realizar seus sonhos. Eu a beijo novamente para fazê-la calar-se. Porque se disser mais alguma coisa, irei quebrar como uma cadela bem aqui na frente dela.


Essa mulher... Essa mulher é minha e está me dando tudo o que eu já quis nesta vida. Ela é tudo o que poderia querer. O futuro será foda... E mal posso esperar.


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03-Rough and Rugged  

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