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Cultura Urbana

1# Edição - Maio 2010 R$ 14,90 revistar.com.br

O MUNDO DA DANÇA DE RUA

Graffiti Feminino Ritmo do Reggaeton


Arte da Capa - Jessica Comin

A Revista R. foi desenvolvida para um público jovem, descolado, que busca informações interessantes sobre a cultura urbana e que quer estar atualizado nas tendências das ruas. O nome foi escolhido devido ao uso constante que fazemos da abreviação da palavra rua nos endereços: R. A revista é mensal e propõe uma divulgação da música, da arte e da dança urbana, já que são coisas que não têm tanto destaque na mídia ainda, apesar de terem um público que cresce a cada dia. Seu grid principal é de 11 colunas, de forma a obter uma maleabilidade maior. Mas há ainda outros grids utilizados (de 4 colunas e inclinado em 45°), para diferenciar algumas páginas. A fonte escolhida para o texto é Gill Sans (10,5/12,93). Os jovens, que vivem no computador, se sentem mais familiarizados com fontes sem serifa, além de que a escolha dá uma cara muito mais moderna ao periódico. Por ser sem serifa, aumentei a entrelinha, de forma a separar melhor as linhas e proporcionar um ritmo de leitura. As legendas e os créditos utilizam a fonte Gill Sans Condensed (corpo 10 e 8, respectivamente). As fontes dos títulos das matérias variam de acordo com o visual que a reportagem quer proporcionar. As páginas estão sempre repletas de elementos, nos remetendo ao caos urbano e às cidades poluídas e pichadas, e as cores escolhidas são cores vibrantes, encontradas nos diversos muros grafitados. Utilizei a revista Rap-Up como referência na categoria, já que aqui no Brasil não há nenhuma revista que trate do assunto do modo que eu gostaria. E ainda utilizei a revista Computer Arts como referência indireta por gostar da diagramação. Me baseei também em capas de cds de Hip Hop, para verificar como as fontes e as imagens são utilizadas no assunto.

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Editor: Jessica Comin Diretor Executivo: Jessica Comin Diretor Editorial e jornalista responsável: Jessica Comin

Redação Diretor de redação: Jessica Comin Redação: Jessica Comin Chefe de Arte: Jessica Comin Editora de Arte: Jessica Comin Revisão de texto: Jessica Comin

Publicidade São paulo publicidade@revistar.com.br Diretor de publicidade Jessica Comin (11) 74766964 Coordenador: Jessica Comin

Circulação e promoção Jessica Comin

Desenvolvimento de Pessoal Jessica Comin

Produção e Eventos Jessica Comin

Logística Jessica Comin

Assinaturas e Atendimento ao leitor Gerente: Jessica Comin jessica.comin@hotmail.com Telefone São Paulo: (11) 74766964 Telefone outros estados: 0800557788 Pela Internet: www.revistar.com.br E-mail: atendimento@revistar.com.br

Suporte Técnico Jessica Comin


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NasLojas

Reggaeton

Dan莽a de Rua

Graffiti Feminino

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Portif贸lio

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Visite 5


Joรฃo Dias

B.O.B. The Adventures of Bobby Ray 27 de Abril Felippe Corvino

Kelis Flesh Tone 17 de Maio

6

Vania Maria

Daddy Yankee Mundial 27 de Abril Bruno Chamma

DJ Khaled Victory 2 de Marรงo

Alex Borge

Monica Still Standing 19 de Marรงo Thiago Nakano

Chamillionaire Venom 22 de Junho

Julia Klein

Ludacris Battle of The Sexes 9 de Marรงo Otavio Penteado

Usher Raymond Vs. Raymond 30 de Marรงo


Gui Witerkoski

Os criadores do Guitar Hero inventaram mais um jeito de curtirmos nossas músicas preferidas. Com o Dj Hero, vamos poder scratch e mixar centenas de músicas e aprender as técnicas do Dj em diferentes setlists nos níveis iniciante, médio, difícil e expert. Agora a festa pode começar com Jay-Z e Eminem. Confira o Track List selecionado para o jogo:

Carol Sangalan

Capa do Jogo

Controle do Jogo

JAY-Z Ain't No Nigga / Where I'm From / Hard Knock Life / Jigga My Nigga / I Just Wanna Love U / Izzo / 03' Bonnie & Clyde / Dirt Off Your Shoulder / Show Me What You Got / Roc Boys / Brooklyn Go Hard (ft. Santigold)

EMINEM Taking My Ball / Say Goodbye to Hollywood / Soldier / The Re-Up / Rabbit Run / Bad Guys Always Die / Public Enemy No. 1 /Say What You Say (ft. Dr. Dre) / Lose Yourself / Hey Lady (ft. Obie Trice) / One Shot 2 Shot 7


Dupla de reggaeton Calle 13.

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RE G

Ri t ch mo eg po a c rt om o-r fo iqu G rça enh ra a o m os m y

GA E TO N

R tro ené N D in fé Pé da a m i s pr p m di u r qu va. ús ba em utam e ês cad s no ez e C ic i n a nta inc a q go lad atu o , cl . D o c G Ed a i e s o ue ro tá, as ras p áss á p om ra ua a - c st d Re na, Cid des do rêm ico ara o m mm rdo -cu ada eira e P nos fez N sid ati ad col re io de en el y L C mb dia C ort ap exp pa ess en vis e d ad gg co les ten ho ati abr ia, a alle o R ós lo do ra a c te, mo o M as e aeto m W , “Se de r ál no, a, o tan mo 13 ico “G dir g r a b e o O re um eleb do po éx ta n, isi Vale me um ntr u R o, e rte , W che soli re l e m C g í i r c r e t i c no egg gae or aç all ico o bé qu n y To lho de e e sid ntr do sin ga na” gga , in ae to o d ão, e 1 e e N m e f Ya to r i m les en e o e y ao , d et Yo flue ton n, c e g gar 3. “ mu ov nos ará nde ”, n sso úsi me te utr stilo Yan “m e D on, rk nc ou anç aro ot Ac lhe a Y ca os l, o Y di ca lh e V os , m de ain ad gar re lat iad re ões tas os c aba res ork me pri do ouT gita urb or d isita -- e ist l e stre dy Y ota sp ina o gg f -- om s c , r lô m hit ub nd an is n ra ur ou am an s t p e h o s e a p a a e a de ito . As elo etó lam o m co ndo aco la s e iro “A e. o no no co, “ e, d p. de tro ” d kee edi s r s b m G Lo o C d ac rd u alh ol ád s us d de p hi n re no e ta , o e am es ra s gg m n st ga a co e in lo arti p h é um e se ho a ões m c and ta h ios how ado l d ae e qu ilo so da mm e le á x m flu ca cu op d s o fi o r d o a s c y At 13 e r t o n l o co s qu e c su lina ta a ênc is d arid das stil e p ma e o cei fren em s t no p ”, o , r a m m e he rg . E a á nç u s c u , p a s sa ia o o co lsa s a P ade zo m ede ela ro to, a étic os xis aís utr nd Vi ab õ gê de io. ido el e a o t s de lo e p r s na us m c e lg as es as ne d ne s Vi no e s “ ial en am o t i s c c d s ca um on ar c . “ a e st up ro me era s N , qu en de re av ba art o o d e m l É fi e o s C e ce gga am cha ir d Ric reg M qu a d rm ros apa m mú C an la q lat ntem m H o on ve sic a o. u e ha e, m ta e o z a i a g a n a i c a in m i y r a m n m v c e d s m . e os N orr ig er m ll, fa esp ais Na out su eto i, L aria ça c . N po e r do a qu aca Che de o a e s c r ús ze ec ba sc ro a n e d s ” a g e , o h t i q d ie no , a nc a p B a p a i u i s s t e s C fi go o da cas ndo fica ida u a es gran ão An o re ma estr dos rese e u mis uen tar ont om m ra nç fic c me s n pa tilo de su ge gg da ut se nt m tur o de ou s u o do an ante asse om nte as rtir s m qu as l les ae j “pe ra en ar a ritm a te Air , já nas Tu q te s m qu o mú d u an et e N am rre clá gr s e ” fe o” to s, ue ci e s r s. a s a t s m i d o n a s e ç , i c s s qu a i o i B f t d n s a c c a z ” e d t i a a ca m .” iz e- o- as as e is as n- as s- is a- a va a- .

Rafael Borghoff


O que é reggaeton? Ritmo moldado nas ruas de Porto Rico, o reggaeton vem da terra dos Menudos. É uma vertente do hip hop que incendeia as pistas latinas, americanas, européias e até japonesas. Surpreende agora, ao sair dos guetos para o topo das paradas americanas - Billboard, Grammy Latino, MTV Awards. Tudo começou, aliás, no final dos anos 80, mais ou menos na mesma época em que, por aqui,Thaíde e DJ Hum lançavam os pilares do movimento hip hop brasileiro, ali na Estação São Bento do Metrô - a associação entre o hip hop brasileiro e o reggaeton, o hip hop porto-riquenho, é inevitável. Gui Curi

Capa do último cd da dupla Wisin y Yandel, lançado em maio de 2009. Com participação de 50 cent, Ivy Queen, Iaviah e Yomo.

Carol Ponzini

Wisin e Yandel. Dupla de Porto Rico que iniciou carreira em 1995. Último álbum lançado em 2009: La Revolución.

Daddy Yankee. Último álbum lançado em 2010: Mundial 10

As raízes do reggaeton estão no Panamá, como invenção do rapper El General. Era o “spanish reggae”. O reggae cantado em espanhol fez um certo sucesso e logo foi importado por um clube de Porto Rico, o The Noise. Lá, aspirantes a rapper improvisavam em cima dos discos de reggae vindos do Panamá, sob a batuta da trinca de DJs do reggaeton. Foram aqueles garotos que aperfeiçoaram o ritmo e o levaram ao sucesso. A mensagem das ruas é a mesma - a luta de classes pós-moderna, a pobreza nas esquinas, o convívio com as drogas, bandidagem, a vida na periferia, o sexo -, só muda a base. E é justamente a base do reggaeton que chama a atenção e faz do ritmo algo de fato contagiante. Os caras pegaram o sex appeal do próprio dancehall jamaicano e misturaram à pegada latina, principalmente a salsa. A base suaviza os vocais nervosos dos rappers, que cantam num inacreditável splanglish (espanhol misturado com inglês). Dito isso, não é difícil de imaginar como são os bailes: praticamente iguais aos bailes funk do Rio. Muita popozuda, muita calça jeans de cintura baixa. Os artistas, que parecem ter deixado a inocência e caído de vez no showbizz, dão o que o povo quer - são muitas as letras de duplo sentido. O documentário Chosen Few, que reconstrói a história dos ex-garotos pobres de San Juan, levanta a polêmica sobre a associação entre o reggaeton e o sexo. Rappers e produtores dão de ombros. “Quando você é pobre, a única coisa que te faz feliz, de graça, é o sexo. O que mais se pode fazer sem gastar dinheiro?”, questiona o produtor Luny Tunes. Críticas à parte, os rappers porto-riquenhos, agora estabelecidos como astros pop e com contratos com as maiores gravadoras do mundo, acreditam que o reggaeton amplifica a voz do povo latino. “O que está acontecendo agora conosco é o mesmo que aconteceu com o hip hop quando estava no início”, diz Daddy Yankee. “É só o começo.”


Paula Ignácio

Esse álbum é mais pesado. O outro era colorido. Rene Perez

Calle 13 com todos os Grammys que ganharam em 2010.

Seria incorreto chamar o Calle 13 de artistas de reggaeton. Rene Perez rima em espanhol em cima batidas ecléticas de seu irmão Eduardo José Cabra Martinez e o casamento dos flows distintos em batidas excêntricas faz com que o Calle 13 seja hoje o maior inovador do rap espanhol. O novo álbum “Residente/Visitante”, foi lançado dia 24 de Abril, e conseguimos uma entrevistá-los:

Me conta um pouco do seu novo álbum?

O que são os nomes residente e visitante?

Já considerou fazer letras em inglês?

O álbum “Residente/Visitante” é uma coisa nova, não é continuação do último álbum. Nós estávamos meio afetados pela viagem pela América do Sul, compramos diversos instrumentos. Tem muita coisa diferente, mas continuamos usando nosso humor negro. Agora, com essas coisas de imigração, eu acho que é algo bem importante. Cada vez que você visita um lugar pode ser residente ou visitante. Não sei, meu Ingles é péssimo. Eu preciso realmente saber o que quero dizer. Se eu conseguir traduzir meus pensamentos

pro Inglês muito bem, posso fazer. O último álbum rendeu vários Grammy, o que acha desse?

Eu acho que muitas pessoas vão ouvi-lo por causa dos Grammies, mas eu acho que esse é melhor. O que meu irmão fez tá muito bom e acho que as letras estão mais sinceras. Mas acho que é mais difícil de ir para as rádios.

Últimos pensamentos para os fãs?

Nós ainda iremos fazer muitos ábuns, mais e mais músicas e eu acho que esse álbum é muito importante na nossa carreira. Vai ter o terceiro álbum, acho que será um mix dos dois. Mas esse é muito importante. É mais pesado, o outro era mais colorido. 11


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Aline Tanaka

o mundo da dança de rua

Conheça a dança originada do Hip Hop e o grupo JabbaWockeeZ, vencedor do America’s Best Dance Crew

O grupo de dança, JabbaWockeeZ 13


Stefani Lima

As máscaras que são símbolos dos JabbaWockeeZ

jabbawockeez O grupo começou na baía de São Francisco, no começo dos anos 90, quando os membros fundadores, Gary “Gee One” Kendal e Randy “Dj Wish One” Bernal eram membros de outro crew de dança de rua, os MindTricks. Depois apareceream Phil “Swaggerboy” Tayag, Kevin “KB” Brewer, e Joe “Emajoenation” Larot de Sacramento. Phil, Kevin e Joe começaram a se apresentar usando máscaras e luvas, no trio “Three Musky”. O JabbaWockeeZ acabou sendo criado por acaso. Joe Larot escolheu o nome, inspirado pelo monstro do poema nonsense de Lewis Carrol. As máscaras e as luvas

foram adotadas como assinatura visual do grupo. O grupo começou a se apresentar em 2003, e desde então já saíram e entraram integrantes, e alguns até iniciaram novos grupos, que, em parceria com os JabbaWockeeZ são chamados de Família Royale. Em 2007, apareceram na segunda temporada de America’s Got Talent mas foram eliminados no episódio de Las vegas. Um dos mentores do grupo, Gary, morreu de pneumonia e meningite pouco antes dos Jabbawockeez entrarem para o America´s Best Dance Crew.

A fama e o sucesso Após vencerem o programa, os JabbaWockeeZ experimentaram muita exposição, além de receberem o prêmio de U$100.00,00. Desde então apareceram em propagandas diversos programas de auditório, foram convidados a participar de vários filmes e video-clips. Fizeram até mesmo uma turnê na Austrália, se apresentando em Sydney, Melbourne e Brisbane. 14


batalhas de break Alguns acham que o break está substituindo as brigas entre gangues das ruas, outros pensam que, na verdade, a rivalidade acaba aumentando. A verdade é que as batalhas de Hip Hop estão cada vez mais frequentes e ganhando espaço em cenário internacional. Nas batalhas, grupos ou pessoas individuais tentam acabar com a dança do outro. Podem ser formais ou informais, mas ambos os tipos são confrontes cara-a-cara. A competição começou informalmente, nas chamadas rodas de break, em que os dançarinos se revezam para dançar no centro. Não há juiz nem regras apenas muita improvisação e diversão. Batalhas organizadas definiram formatos para as competições, como tempo e número de paricipantes. Ela têm juízes, escolhidos por anos de experiência, nível de conhecimento cultural, contribui-

EUROBATTLE Competição européia de hip hop, nos estilos bboyng, bgirling, popping, locking e new school. ONDE: Portugal QUANDO: 30 de abril e 1 e 2 de Maio.

ção e habilidade para ser imparcial. Ocasionalmente os organizadores convidam juízes de fora das comunidades. O Red Bull BC One é uma competição anual internacional de b.boy, individual, organizada pela da Red Bull. O evento principal é um torneio com 16 competidores escolhidos a dedo por uma equipe internacional de especialistas. Ser escolhido para participar deste prestigiado desafio não depende apenas de técnicas de dança, mas tambem de reputação, personalidade e influência na área. O evento é cada ano em uma cidade e um país diferente. Em 2006 foi em em São Paulo. Anunciaram que o próximo, de 2010, será em Tóquio, no Japão. Há mais outras competições como Battle of the Year, UK BBoy Champioships, e R16 Korea.

BATALHA DE BREAK Batalha de duplas no formato 2x2 no estilo b.boy. Prêmio de 4500 reais dividido entre 3 primeiros colocados ONDE: Salvador, BA QUANDO: 25 de Março.

POWER BREAK Batalha brasileira aberta a duplas ���������������������� e quintetos mediante taxa de inscrição de 30 reais. ONDE: Codó, MA QUANDO: 10 de Julho.

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Dança de rua no brasil Joana Ramos

Os vários tipos de dança de rua desenvolvidos no Brasil derivam, basicamente, da música negra norte-americana. Nos anos 1960, o cantor James Brown catalisou os primeiros passos do funk, abrindo caminho para outras manifestações corporais. Mais tarde, a dança de rua se ramificaria no movimento hip hop (do inglês hip, quadril, e hop, pulo) e no street dance, que, por sua vez, se subdivide em três: o breaking, o locking e o popping. “O breaking mistura vários estilos, como o top rock, o footwork e o freeze, que seriam, mais ou menos, o começo, meio e fim. São fundamentos básicos”, explica Ericson Carlos, o Banks, dançarino e professor da Casa do Hip Hop, em Diadema (SP).“Já o locking, como o pr��prio nome diz, é baseado em um passo em que a pessoa trava o corpo. Caio Guilherme

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O popping usa muito as articulações do corpo, com uma variação imensa de estilos”, completa. Banks começou a dançar em Guarulhos, há 20 anos. Sob influência de um grupo chamado Fantastic Four, acabou descobrindo o ponto de encontro dos dançarinos de rua na capital, a estação São Bento. Para Banks, a melhor forma de começar na dança de rua é procurar um centro cultural e se pesquisar sobre o assunto. “Somos dançarinos de alma. É uma filosofia de vida”, sentencia. Representante da geração mais nova, Joca, 19 anos, integra o grupo paulista Cidades dos Anjos há seis anos. Para ele, o iniciante deve sempre ter um ídolo como referência. “Tem que se espelhar em alguém ou em algum grupo famoso, pra ver se consegue decorar e executar os passos. Depois, é só ouvir muita música e começar a criar”. Foi Cirino que idealizou, em janeiro de 1991, em Santos, o primeiro curso brasileiro de dança de rua, baseado em trabalho prático e de pesquisa. “Até esse evento surgir não existiam cursos ou festivais que tratassem dessa dança com tal seriedade e respeito. E foi desse projeto que nasceu o Dança de Rua do Brasil, que conquistou vários prêmios”, orgulha-se.


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Kaue Passos

Kaue Passos

Nina Pandolfo, 31 anos , é uma das mais importantes representantes da street art brasileira. Aos 15 anos, já grafitava a cidade de São Paulo, onde nasceu, mas, como o grafite não é arte só para as ruas, se empenhou para que ele fosse aceito e exposto dentro de galerias e museus. Com imagens super coloridas, a esposa de um dos gêmeos, trabalha com pinturas em murais e telas, utilizando os mais diversos materiais, como látex, resina, plástico e tecido. Ela se inspira em temas como a infância e a natureza. Segundo a artista, as meninas de grandes olhos querem exprimir os sentimentos secretos espelhados pela alma. São expressões que traduzem

Kaue Passos

Kaue Passos

Nina grafitando em seu ateliê.

Obra “Meninas chorando”

a inocência do olhar infantil e, ao mesmo tempo, trazem uma faísca de provocação do olhar adulto. Brincando com o fato de que as imagens podem ter diversos significados, seu objetivo é mostrar que podemos levar a vida de maneira mais simples, com mais amor e sinceridade. Obra “Sereias” Nina já participou de projetos e exposições internacionais e atualmente expõe essas imagens, e 4 esculturas, na galeria Leme, em São Paulo. O mais incrível é que a mostra “Aos nossos olhos” já começa nas ruas próximas à galeria, levando o observador a mergulhar no mundo da street art. “Faz tempo que as pinturas coloridas da grafiteira paulista Nina Pandolfo podem ser vistas para além dos muros de São Paulo e do Brasil (e isso é muito bom!). Recentemente, ela inaugurou a exposição Life’s flavor, na Carmichael Gallery, na California (só o título já é bacana, não concorda?). Ilustração feita para o SP Fashion Week

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John Black

Yusk Imai

Descendente de japoneses – nascido em 1983 nos EUA, criado em São Paulo desde os 6 meses de idade –, começou a desenhar por causa do irmão, um ano mais novo. “Eu ficava tentando ser tão bom quanto o Diego”, diz. O passo artístico seguinte veio na adolescência: aos 16 anos, começou a andar de skate e a grafitar com seus amigos do colégio Arquidiocesano. Depois do colégio, resolveu fazer Design Gráfico no Senac, mas em 2006 acabou se encantando pela arte em madeira e abandonou os estudos. Veja os resultados:

John Black

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John Black

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John Black

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John Black

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Sou inspirado por Eroné e Klimt. Yusk Imai

John Black

1 Mother’s Day. 2 The New Face of Japan is Watching You. 3 The Queen. 4 Just How We Came to the World. 5 We Are Deade Inside. Victims of the Fear.

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Felipe Achcar

Foto da fachada da casa

Felipe Achcar

Foi no Dolores Bar, a mais tradicional casa de Black Music de São Paulo, no bairro da Vila Madalena que aconteceu a Festa da R. BRASIL! Entre a pista de dança, o mezanino, o lounge e os bares espalhados pela casa, uma multidão prestigiou o lançamento da revista R. nesse mês de maio. Gente bonita, descolada e com sede de cultura desfilou pelo Dolores e dançou ao som de DJs pra lá de badalados, como Gran Master Ney, até altas horas damadrugada . A noite especial ainda contou com a participação da cantora Thulla e do Dj Easy Nylon, da 105 FM. A atriz e apresentadora do TV Fama, Adriana Lessa fez questão de prestigiar nossa equipe e se disse muito feliz com o lançamento de uma revista que finalmente falasse sobre a cultura urbana de um modo tão interessante e informativo. O Dolores Bar, é uma das primeiras casas paulistanas dedicada à black music e mantém-se fiel ao seu estilo. Localizada na Vila Madalena a casa toca o melhor do Black Music, e o tradicional público do movimento hip hop junta-se aos novos adeptos do rap e da soul music. É composto por uma disputadíssima pista de dança, mezanino, lounge, local de exposições, área vip, cozinha e 4 bares. A capacidade do Dolores Bar é de cerca de 1200 pessoas. Uma parte bastante interessante do Dolores Bar são os banheiros, onde existe uma divisória de vidro separando o banheiro masculino do banheiro feminino. A casa conta com os DJs Speed, César e João Gil para apimentar as noites. Felipe Achcar

D’J Easy Nylon 105 FM

R. Fradique Coutinho, 1000 3031-3604 www.doloresbar.com.br 22

Mauricio Pestana, a atriz Adriana Lessa e o editor da R., André Rezende


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Revista R.