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COMISSÕES COMISSÃO ORGANIZADORA • André Leclerc • Kleber Cecon • Maria Eunice Quilici Gonzalez • Mariana Claudia Broens (Coordenadora)

COMISSÃO DE TRABALHO • Ana Maria Nogueira • Edna Alves de Souza • João Antonio de Moraes • Marcos Antonio Alves


Programação 11 de Dezembro 8h30 às 10h 10h às 10h30 10h30 às 12h

Mesa redonda:

Prof. Jorge Wagensberg - Universidade de Barcelona Prof. Rosa Estopá Bagot - Universidade Pompeu Fabra

Coffe Break Mesa redonda

Alice Semedo – Universidade do Porto Fiorella Foscarini – Arquivo de Toronto Mediadora: Maria José Vicentini Jorente

12h às 14h Almoço 14h às 16h 16h às 16h30

16h30 às 18h

16h30 ás 18h

20h às 22h

Mesa redonda:

Claus Emmeche- University of Copenhagen Luiza Nunes Alonso – Universidade de Brasilia Mediadores: Maria Eunice Quilici Gonzalez e Edberto Ferneda

Coffe Break Mesa redonda: Informação e ação: novos paradigmas na Filosofia da Mente

Prof. Andre Leclerc – UFC Prof. Diana Perez – Universidad de Buenos Aires Prof. Cristina Gonzalez - Universidad de Buenos Aires Mediadora: Prof. Mariana Broens

Oficina: Fotografia, Edberto Ferneda - UNESP Informação e Telma Madio – UNESP Complexidade Conferência

Prof. Pablo Mariconda - USP Prof. Jelson Roberto de Oliveira– PUCPR Mediador: Prof. Ramon Capelle - UniLab


Programação 10 de Dezembro

14h às 16h

Pré abertura: Oficina Teoria da Cognição Incorporada e Situada: uma abordagem sistêmica da aprendizagem

Hamilton Haddad Junior – USP João Eduardo Kogler Junior – Poli-USP

16h30 às 18h

Oficina: Complexidade e Semiótica

Carlos Cândido Almeida – UNESP Ramon de Souza Capelle Andrade– UniLab

19h30 às 20h

Abertura

José Carlos Miguel – Diretor da FFC Maria José Jorente – Coordenadora do evento Mariana Broens – Coordinator EIFM

Prof. Jorge Wagensberg– Universidade de Barcelona Prof. Susan Haack University of Miami 20h às 22h Mesa de Abertura Mediadores: Maria José Jorente Maria Eunice Quilici Gonzalez


Programação 12 de Dezembro 8h30 às 10h

Mesa redonda:

Prof. Johanna Smit - USP Profº Drº José Augusto Guimarães Mediador: João Batista

10h às 10h30 Coffe Break

10h30 às 12h

12h às 14h 14h às 16h

Mesa redonda:

Marcos Galindo – Universidade Federal do Pernanbuco Guilherme Ataíde Dias – Universidade federal da Paraíba Mediador: Prof. Silvana AP B Gregório Vidotti

Almoço Mesa redonda:

Prof. Plácida L.V. A. Costa Santos Prof. Lauro Frederico Barbosa Mediador: Ricardo Santana

16h ás 16h30 Coffe Break 16h30 às 18h

Mesa redonda:

Prof.Ivo Ibri – PUCSP Prof. Ricardo Gudwin – FEEC/UNICAMP Prof. Max Vicentini – UEM Mediador: Marcos Alves

16h30 às 18h Sessão de Pôsteres Prof.Alexander Gerner – Universidade de Lisboa Mesa Prof. Osvaldo Pessoa – USP 20h às 22h redonda: Prof. Ivan Domingues - UFMG Mediador: Prof. Kleber Cecon


Programação 13 de Dezembro

8h30 às 10h

10h ás 10h30

10h30 às 12h

Prof. Lena Vania Pinheiro – Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT) Mesa redonda: Profº Mariângela Fujita – Complexidade, Interdisciplinaridade Pró-reitora de extensão Mediadora: Prof. Helen e Ciência da Casarin Informação.

Coffe Break Prof.Rosa Stopá Bagot Universidade Pompeu Fabra Mesa redonda: Prof. Virgínia BentesComplexidade e Universidade Federal do Terminologia em Prontuários Médicos. Ceará Mediador: Henry Poncio

12h às 14h Almoço

14h às 16h

Mesa redonda: Complexidade e organizações

Prof. Marta Pomin Valentin Prof. Marcos Antonio Alves – Universidade Estadual do Norte do Paraná Mediadora: Prof. Rosangela Formentini Caldas


Programação 16h ás 16h30 Coffe Break Profº Fernando de Assis Rodrigues Oficina: Transparência Prof. João Antonio de 16h30 às 18h pública e complexidade Moraes - Faculdade João Paulo II – FAJOPA

Mesa redonda: Percepção e Ação na 16h30 às 18h Filosofia da Mente Contemporânea

20h às 22h

Mesa redonda:

Encerramento

Prof.Alfredo Pereira Junior – UNESP/Botucatu Prof. Kleber Candiotto – PUCPR Prof. João Teixeira – UFSCar Mediador: Paulo Henrique Oliveira Pereira Prof. Maria Eunice Quilici Gonzalez Prof. Antonio Trajano Menezes Arruda Prof. Kleber Cecon Mediador: Prof. Mariana Broens Prof. Mariana Claudia Broens


COMISSÃO CIENTÍFICA André Leclerc (UFC) Claus Emmeche (Niels Bohr Institute/Univ. of copenhagen) Ettore Bresciani Filho (CLE-UNICAMP) Frederick Adams (University of Delaware) Gustavo Maia Souza (UNOESTE) Ítala Loffredo D Ottaviano (UNICAMP) Ivo A. Ibri (PUC-SP) João de Fernandes Teixeira (UFSCar) Jonas Gonçalves Coelho (UNESP/Bauru) Karla Chediak (UERJ) Lauro Frederico Barbosa da Silveira (UNESP/Marília) Maria Eunice Quilici Gonzalez (UNESP/Marília) Mariana Claudia Broens (UNESP/Marilia) Osvaldo Pessoa Jr. (USP) Ricardo Gudwin (UNICAMP) Sophia Miguens (Universidade do Porto) Susan Haack (University of Miami - EUA)


COMISSÃO DE APOIO Amanda Veloso Garcia - UNESP/Marília Ana Luísa Constantino dos Santos UNESP/Marília

Bruno Cardoso de Melo - UNESP/Marília Jéssica Amorim do Nascimento - UNESP/Marília Joana Gusmão Lemos - UNESP/Marilia João Antônio de Moraes - UNICAMP/FAJOPA João Augusto Dias Barreira e Oliveira UNESP/Marília

Laura Azevedo - UNESP/Marília Natália Nakano - UNESP/Marília Natalia Pantaleão - UNESP/Marília Paulo Henrique Pereira - UNESP/Marília Pedro Lallo - UNESP/Marília Renata Silva - UNESP/Marília Talita Cristina da Silva - UNESP/Marília Vinícius Aguiar - UNESP/Marília


CIFM O Colóquio Internacional de Filosofia da Mente (CIFM) tem como objetivo central discutir novas abordagens do estudo dos processos

e

estados

mentais,

atualmente propostas em decorrência do esgotamento enfrentado por concepções tradicionais de mente de inspiração mecanicista

e

abordagens

têm

funcionalista. em

comum

Tais o

reconhecimento da natureza complexa dos processos mentais, cujo estudo requer

recursos

explanatórios

contemplem tal complexidade.

que


PALESTRANTES


SUSAN HAACK


Haack é graduada pela University of Oxford e pela University of Cambridge. Em Oxford, ela estudou na St. Hilda's College, onde teve como seu primeiro professor de filosofia Jean Austin. Comos pós-graduação, ela teve aulas de Politica, Filosofia e Economia e assim, seu gosto por Filosofia aumentou. Ela estudou Platão com Gilbert Ryle e lógica com Michael Dummett. Em Cambridge, ela escreveu seu Ph.D. com a supervisão de Timothy Smiley. Ela ocupou sua posição Fellow no New Hall, tornou-se professora de Filosofia em Cambridge antes de ocupar seu cargo na University of Miami.


DIANA PEREZ


Professora

Adjunta

regular

de “Fundamentos de Filosofía” e de "Metafísica", Departamento de Filosofía - Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires, desde abril de 2003 e 2006 respectivamente. Professora a cargo dos cursos “Representaciones mentales y conceptos” e "Filosofía de la mente" de la Maestría en Psicología Cognitiva, Facultad de Psicología, Universidad de Buenos Aires. Professora a cargo do curso "Filosofía de la Mente" en la Maestría de Psicología de la Música, Universidad Nacional de La Plata.


HAMILTON HADDAD JUNIOR


Doutorado(2008) em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Fisiologia, com ênfase em Neurofisiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino de Fisiologia; Neurociência Cognitiva; EnsinoAprendizagem; História e Filosofia das Neurociências.


JOテグ EDUARDO KOGLER JUNIOR


Doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (1998), com pesquisa desenvolvida na divisão de processamento de imagens da Siemens Corporate Research em Princeton, Estados Unidos, em 199192, versando sobre estudo de modelagem de imagens em multiresolução aplicando o grupo de renormalização a campos markovianos, com aplicações a imagens médicas. Atualmente é pesquisador doutor da Universidade de São Paulo, atuando nas áreas de visão computacional, processamento de imagens, inteligência computacional e ciência da cognição


PABLO RUBÉN MARICONDA


Doutorado em Filosofia da Ciência pela USP (1986). A partir de 2005, é Professor Titular de Teoria do

Conhecimento e Filosofia da Ciência do Departamento de Filosofia da USP.

Fundou

em

2003 a revista Scientiae Studia Revista LatinoAmericana de Filosofia e História da Ciência, da qual é o editor chefe desde o início. É atualmente coordenador do Projeto Temático Fapesp Gênese e

significado da Tecnociência. Das relações entre ciência, tecnologia e sociedade


JELSON ROBERTO DE OLIVEIRA


Professor do programa de pósgraduação em filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, do qual é o atual coordenador, doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos, com pesquisa sobre a Amizade

em Nietzsche. É atual coordenador do GT Hans Jonas, da ANPOF. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética e História da Filosofia Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: ética, moral, Nietzsche, Schopenhauer, Hans Jonas.


IVO ASSAD IBRI


Doutorado em Filosofia pela USP (1994). Realizou pesquisa de pósdoutorado nos anos de 2004 e 2005 na Universidade de Indiana, Estados Unidos, com bolsa tipo fellowship concedida pelo Institute for Advanced Study daquela universidade. Atualmente é professor titular da PUC/SP, e doutor da Faculdade de São Bento. Possui experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna e Contemporânea. É fundador do Centro de Estudos do Pragmatismo do Programa de Estudos Pós-graduados em Filosofia da PUC-SP e editor responsável das revistas Cognitio - Revista de Filosofia e

Cognitio-Estudos.


RICARDO RIBEIRO GUDWIN


Doutorado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP (1996) e livre-docência em Engenharia Elétrica pela UNICAMP (2003). Atualmente é professor associado da UNICAMP, junto à FEEC-DCA e membro do board of governors do SEE –

Semiotics – Evolution - Energy Virtual Institute; em Toronto, Canadá e membro do comitê editorial da revista: On Line Journal for

Semiotics, Evolution, Energy Development - publicado pelo SEE Virtual Institute.


MAX ROGÉRIO VICENTINI


Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2012), com estágio junto à equipe SPHERE do CNRS e à Université Paris VII Denis Diderot, sob a orientação do Prof. Dr. Michel Paty. Atualmente é professor assistente da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em filosofia da ciência, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia, Peirce, ciência cognitiva, qualia e evolução.


OSVALDO PESSOA JUNIOR


Doutorado em História e Filosofia da Ciência na Indiana University, EUA (1990). Trabalhou na Universidade Federal da Bahia, e atualmente é professor livre-docente do Depto. de Filosofia, FFLCH, USP. Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, atuando principalmente em filosofia da física, modelos causais na história da ciência, e filosofia da mente.


IVAN DOMINGUES


Doutorado em Filosofia - Université de Paris I (Panthéon - Sorbonne) (1989). Atualmente é professor titular da UFMG. Tem experiência em várias áreas da Filosofia, com ênfase em filosofia contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas ou disciplinas: teoria do conhecimento, epistemologia das ciências humanas, filosofia da técnica, ética e conhecimento, filosofia francesa e hermenêutica do texto filosófico.


ALFREDO PEREIRA JUNIOR


Doutorado em Lógica e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Realizou PósDoutorado em Ciências do Cérebro e da Cognição no Massachusetts Institute of Technology (1996-98). Livre-Docente, Profesor Adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Docente credenciado e orientador de mestrado e doutorado nos programas de Saúde Coletiva (Faculdade de Medicina, UNESP-Botucatu) e Filosofia (Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP-Marília).


KLEBER BEZ BIROLO CANDIOTTO


Doutorado em filosofia pela UFSCar (2008). Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação em filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Atua também na mesma universidade em diversos cursos de graduação e especialização. Pesquisa autores da filosofia da mente como Searle, Fodor, Dennett, entre outros.


JOテグ DE FERNANDES TEIXEIRA


Doutorado (PhD) em filosofia pela University of Essex (Inglaterra). Fez pós-doutorado nos Estados Unidos em 1998, no Center for Cognitiver Studies, na Tufts University, sob a supervisão do Prof. Daniel Dennett. Participou do grupo de ciência cognitiva do Instituto de Estudos Avançados da USP. Foi professor na UNESP (campus-Marília) de 1982 a 1991. Em 1992 ingressou na UFSCar, e, atualmente é professor titular nessa universidade. Em 1993 criou, junto ao curso de pósgraduação em Filosofia da UFSCar, a linha de pesquisa em Filosofia da Mente e Ciência Cognitiva, pioneira no Brasil.


ANTONIO TRAJANO MENEZES ARRUDA


Doutorado em Filosofia - University of Oxford (1985). Atualmente é professor aposentado de Filosofia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética, atuando principalmente nos seguintes temas: auto-engano, ética, filosofia da mente, ciências cognitivas, educação e filosofia, e epistemologia.


EDNA DE SOUZA ALVES


Possui graduação e mestrado em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/Marília) e é doutoranda em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Tem experiência na área de Filosofia, ministrando disciplinas em cursos de Filosofia, Pedagogia e História. Atua principalmente nos seguintes temas: conhecimento, verdade, realismo, aceitabilidade racional, empirismo, filosofia da educação e filosofia da história.


PEDRO GERALDO APARECIDO NOVELLI


Possui pós-doutorado pela Hegel Arquiv - Ruhr-Universität - Bochum . Atualmente é Professor Assistente da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Membro de corpo editorial da Revista

Eletrônica do Departamento de Educação, revisor de periódico da

Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, Tem experiência na área de Filosofia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Dialética, Hegel, Marx, idealismo, materialismo.


MEDIADORES


PAULO HENRIQUE OLIVEIRA PEREIRA


Licenciado em Filosofia em 2011 e Bacharel em Filosofia em 2013, mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP. É bolsista CAPES. Membro do Grupo de Estudos Cognitivos GAEC (UNESP) e participante do Grupo Interdisciplinar CLE Auto-Organização (Unicamp). Atuando nos seguintes temas: Filosofia Ecológica, autoorganização, Ética Informacional, pragmatismo, semiótica e sistemas complexos.


MARIANA CLAUDIA BROENS


Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente é professora adjunta (Livre Docente) da FFC da UNESP. Desenvolve pesquisas na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas, atuando principalmente nos seguintes temas: Abordagem mecanicista da mente, Naturalismo, Auto-Organização, Pragmatismo, Conhecimento Comum, Cognição Incorporada e Situada, Ética naturalizada, Filosofia da Ação, Informação Ecológica.


MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ


Doutorado em Cognitive Science, Language And Linguistics Phd University of Essex (1989) Inglaterra. Atualmente é professora adjunta (livre docente) da UNESP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, Ciência Cognitiva e Filosofia da Mente, atuando principalmente nos seguintes temas: auto-organização, cognição situada e incorporada, teoria da informação e inteligência artificial.


RAMON DE SOUZA CAPELLE ANDRADE


Doutorado em UNICAMP. Tem área de Filosofia, Lógica, atuando nos seguintes condicional,

Filosofia pela experiência na com ênfase em principalmente temas: lógica contrafactuais,

categorias de Charles Peirce e auto-organização.


KLEBER CECON


Doutorado em filosofia (2010), graduação. Desde agosto de 2012 é Professor Assistente Doutor na UNESP, Campus de Marília. Foi professor na Universidade Federal de Campina Grande e na Universidade Estadual do Maranhão. Tem experiência no campo de filosofia e história da ciência (especialmente história da química), área em que realizou um estágio de doutorado no Birkbeck College (Universidade de Londres) na Inglaterrra e na qual também ministra aulas e palestras.


MARCOS ANTテ年IO ALVES


Doutorado em Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas/Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência - CLE - UNICAMP (2012). Professor Adjunto na UENP/Jacarezinho, das disciplinas de Lógica, Filosofia da Ciência e da Mente, tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia, lógica, mente e conhecimento. Presidente da Sociedade Brasileira de Ciência Cognitiva - SBCC - no período de 2012-2015.


RESUMOS

CADERNO DE RESUMOS


SUSAN HAACK


Belief in naturalism: an epistemologist’s philosophy of mind. My title, “Belief in Naturalism,” signals, not that I adopt naturalism as an article of faith, but that my purpose is to shed some light on what belief is, on why the concept of belief is needed in epistemology, and how all this relates to debates about epistemological naturalism. After clarifying the many varieties of naturalism, philosophical and other (§1), and then the various forms of epistemological naturalism specifically (§2), I offer a theory of belief in which three elements—the behavioral, the neurophysiological, and the socio-historical—interlock (§section 3). I can then apply this theory to resolve some contested questions: about the relation of belief and truth; about whether animals and pre-linguistic infants have beliefs; about the fallibility of introspection; and about selfdeception (§4).


DIANA PEREZ


LA SEGUNDA PERSONA Y LAS 4E É o En los últimos 10 años se ha venido desarrollando lo que podría genéricamente denominarse la “perspectiva de segunda persona” de la atribución psicológica (Gomila 2002, Gallagher 2001, Reddy 2008). Esta perspectiva, adoptando un marco no-cartesiano, se promociona como alternativa a los modelos tradicionales de atribución psicológica, es decir tanto a la teoría de la teoría como a la teoría de la simulación. Por su parte también desde hace más de 10 años las ciencias cognitivas clásicas se han visto desafiadas por los desarrollos provenientes del modelo de las 4e, que conciben a la mente como extendida, corporizada (embodied), incrustada (embedded) y enactiva (enacted). No es claro, sin embargo, si la perspectiva de segunda persona debe enmarcarse en alguna (en cuál o en todas) las 4e de las nuevas ciencias cognitivas, ni tampoco está claro si esta perspectiva tan sólo resulta ser la aplicación de (alguna de) estas ideas generales al caso específico de la cognición intersubjetiva social, o si hay algo más. En este trabajo me propongo clarificar la naturaleza de la propuesta conocida bajo el rótulo genérico de “perspectiva de segunda persona”. Para ello me detendré en establecer cuál/es de las 4e se aplican a este caso, y qué 5 elemento adicional más específico se agrega al adoptar esta perspectiva de atribución psicológica.


HAMILTON HADDAD JUNIOR


Workshop 1 – Cognição e Percepção: Informação e ação na percepção e cognição – Aspectos neurofisiológicos e evolutivos É conjunto de transformações sensoriais operadas em nossos cérebros que nos coloca em contato com o mundo. É, no entanto, o conjunto de nossas ações que decide entre nossa permanência ou deleção desse mesmo mundo. Nos primatas, em particular nos seres humanos, a percepção visual constitui-se na principal fonte de informações sobre o ambiente. Portanto, dada sua importância na aquisição de conhecimento e emissão de respostas comportamentais, a dicotomia percepção-ação tem sido extensamente investigada nos últimos anos. Apresentaremos evidências neurofisiológicas, evolutivas e psicofísicas para a existência de dois sistemas corticais visuais bastante distintos, denominados ventral e dorsal. Essas duas vias de processamento da informação visual diferem em suas funções: enquanto o sistema ventral – filogeneticamente mais recente – está envolvido primordialmente na identificação consciente de objetos no mundo, isto é, na construção de representações do mundo exterior, o sistema dorsal seria responsável pelo controle visual inconsciente do comportamento motor, participando assim do planejamento e execução de ações visualmente guiadas. Concluiremos abordaremos as semelhanças entre abordagens ecológicas da percepção visual e o funcionamento do sistema dorsal, bem como entre abordagens construtivistas e o funcionamento do sistema ventral.


JOテグ EDUARDO KOGLER JUNIOR


INFORMAÇÃO E AÇÃO NA PERCEPÇÃO E COGNIÇÃO ASPECTOS COMPUTACIONAIS E DINÂMICOS Esta seção partirá dos fatos e concepções abordados pela neurociência e discutirá a percepção e a cognição quanto às suas relações com informação e ação. Em linhas gerais, as ideias a serem abordadas serão: 1. O tratamento da informação dos primeiros estágios do sistema visual até o córtex visual primário. 2. O reconhecimento de padrões e a via ventral. 3. Ação, atenção e a percepção na via dorsal. Faremos considerações quanto à natureza da percepção visual face ao comportamento do observador e sua relação com a cena e o ambiente, sob o ponto de vista da informação visual. Compararemos alguns modelos originais, particularmente o de Gibson e o de Marr, segundo uma releitura atualizada em face às descobertas da neurociência, confrontando a reconstrução perceptual versus a percepção para ação. Consideraremos tópicos de percepção direta versus indireta, codificação, filtragem e predição com um tratamento conceitual. Abordaremos os conceitos de affordances e array ótico de Gibson e faremos considerações sobre sua teoria ecológica da visão, comparando-a com a teoria computacional de Marr. Discutiremos a natureza da representação em visão, à luz das concepções das vias ventral e dorsal, apoiando-se nos aspectos de neurociência discutidos na 1a parte. Faremos algumas considerações sobre aprendizagem neuro-computacional e estatística e seu uso em modelagem na percepção visual. Finalmente, ensejaremos uma discussão sobre as relações entre esses princípios da percepção e os componentes cognitivos.


PABLO RUBÉN MARICONDA


SOBRE A INVISIBILIDADE DA TECNOLOGIA REVISITANDO “TEN PARADOXES OF TECHNOLOGY” DE FEENBERG No texto “Dez paradoxos da tecnologia”, dentre as aporias/dificuldades consideradas por Feenberg, analiso principalmente quatro delas, a saber, o paradoxo das partes e do todo; o paradoxo do óbvio (que eu estendo de modo a abarcar a categoria do “habitual”, do costumeiro, o paradoxo da origem e o paradoxo da ação, com o fim de refletir sobre uma família de ilusões, erros comuns ou habituais, ligadas à tecnologia. Entendendo “paradoxo”, em sentido compatível com a perspectiva aristotélica, como uma inadequação do sistema de referência categorial e linguístico comumente empregado. Geralmente essa inadequação pode ser resolvida por meio de uma análise conceitual, que põe o foco nas diferenças de significação, de modo a chegar a definições ou a caracterizações que esclarecem os contrassensos envolvidos nos paradoxos. Pode-se mostrar, por meio de tal análise dos quatro paradoxos acima, no que consiste, para as pessoas comuns, a invisibilidade da tecnologia. Ela é uma espécie de ilusão sistêmica, que se liga a uma lei geral de invariância, segundo a qual o que é universal em um sistema é invariante para as partes do sistema e para as relações que essas partes têm entre si e com o todo, de modo que aquilo que é compartilhado por todas as relações resulta imperceptível. A tecnologia, enquanto sistema tecnológico/meio ambiente artificial, está sujeita ao mesmo tipo de invariância que o movimento de rotação da Terra. Trata-se assim de discutir a fonte dos erros e confusões conceituais feitos pelo senso comum, muitos deles apontados por Feenberg, procurando avançar no sentido de entender a tecnologia como sistema de complexidade crescente, cada vez mais propício a gerar ilusões.


JELSON ROBERTO DE OLIVEIRA


HANS JONAS E O PROGRAMA ÉTICO DE HUMANIZAÇÃO DA TÉCNICA O diagnóstico realizado por Hans Jonas a respeito do cenário tecnológico moderno parte de duas constatações: [1] a técnica é expressão ontológica da liberdade que marca a vida do ponto de vista evolutiva e [2] ela é um poder que adquiriu, na modernidade, um poder de crescente magnitude e ambiguidade para o qual as éticas tradicionais não seriam suficientes. Jonas propõe uma análise da dinâmica formal e do conteúdo substancial da técnica a partir de uma distinção entre a técnica pré-moderna e a moderna. Esta última seria marcada por seis estágios, marcados por um otimismo de cunho utópico e ao mesmo tempo apocalíptico: mecânica (tida pelo autor como o primeiro estágio do desenvolvimento tecnológico), química (que ofereceu a possibilidade de interferir, alterar e redesenhar os próprios padrões naturais, gerando um novo âmbito de artificialidade), tecnologia elétrica (que ampliou o âmbito da artificialidade, já que a eletricidade é uma força manipulável criada pelo homem), eletrônica (que descarta definitivamente a ideia de uma imitação da natureza, para inventar objetos, objetivos e necessidades próprias), até a biológica (tida como a última fase e a mais poderosa e perigosa de todas). Dado que os antigos valores não são mais suficientes para enfrentar os novos desafios, Jonas afirma que é preciso que seja desenvolvido uma qualificada capacidade preventiva e a admissão da austeridade como valor primeiro. A isso o autor chama de “humanização da técnica”.


IVO ASSAD IBRI


UMA ONTOLOGIA DO CONCEITO DE AÇÃO EM PEIRCE O conceito de ação é central em várias correntes do pragmatismo, notadamente aquelas que o tomam como um fim que se justifica por produzir efeitos práticos, a saber, efeitos que, ao fim e ao cabo, importam para o significado das teorias, cujo universo semântico volta-se para a solução de problemas humanos ou, em outros termos, vitais. Peirce, em diversas ocasiões, fez restrições a esta concepção de ação que, originária de seus contemporâneos James e Dewey, e sabemos hoje extensível ao neopragmatismo rortyano, a tomava como um fim em si mesmo, num errôneo e nominalista entendimento do conceito de efeitos práticos. Tal concepção, segundo Peirce, deixava à margem a generalização necessária e constitutiva do crescimento conceitual que o agir proporcionava, ou seja, desconsiderando-se o cerne semântico do pragmatismo, em seu aspecto reflexivo afeito ao diálogo semiótico entre o particular da ação com o geral do pensamento. De outro lado, tomando-se como eixo de reflexão na filosofia de Peirce suas categorias, o conceito de ação assume um aspecto ontológico, ligado às idéias metafísicas de existência e mundo exterior. Tal abordagem proporciona um conceito diferenciado de significação que se amplia e se harmoniza com uma filosofia realista, não antropocêntrica, como é a de Peirce. Este trabalho buscará mostrar, assim, a crítica de Peirce às visões reducionistas do conceito de ação e, sequencialmente, uma abordagem ontológica do conceito à luz das categorias do autor.


RICARDO RIBEIRO GUDWIN


A INTERAÇÃO ENTRE PROCESSOS CONSCIENTES E INCONSCIENTES NA GERAÇÃO DE COMPORTAMENTO EM UMA CRIATURA ARTIFICIAL O desenvolvimento de arquiteturas cognitivas cada vez mais sofisticadas fez crescer a diversidade de propostas de modelos cognitivos para os processos de percepção, memória, motivação, atenção, emoções, raciocínio, aprendizagem, planejamento, seleção de ação e execução de comportamentos, chegando até aos fenômenos de consciência, linguagem e meta-cognição. Um modelo bastante popular para o fenômeno da consciência é a Teoria do Workspace Global, de Bernard Baars, que já envidou o desenvolvimento de diversas propostas de implementação computacional em arquiteturas cognitivas. Segundo esse modelo, a consciência é a emergência de um stream serial sobre um sistema paralelo de agentes autônomos interagindo entre si, utilizando para isso uma competição entre os agentes para ganhar esse acesso privilegiado e o posterior broadcast da informação desses agentes ganhadores da competição para todos os outros agentes. Essa junção de competição mais broadcast permite o surgimento desse stream serial, a consciência, que passa a coordenar funções executivas de alto nível, ao mesmo tempo que leva à formação de novas coalizões de agentes, especializadas em executar tarefas inconscientes, em um aprendizado cumulativo de novas habilidades para o sistema. Um fenômeno entretanto ainda pouco estudado é como se dá em detalhes essa interação entre processos conscientes e inconscientes na geração de novos comportamentos.


No caso do comportamento humano, grande parte de nossas ações de baixo nível são completamente inconscientes, as vezes até mesmo reflexos reativos, sendo coordenados de tempos em tempos por ações e decisões conscientes. Neste trabalho, propomos um modelo de geração de comportamento com múltiplas camadas, sendo que nas camadas mais baixas o comportamento é gerado por mecanismos automáticos, reativos ou motivacionais (inconscientes). Esses comportamentos, entretanto, possuem um mecanismo de extensão, por meio do qual mecanismos deliberativos (conscientes) podem interferir nesse comportamento mais automático, resultando uma geração complexa de comportamentos em que processos conscientes e inconscientes interagem para controlar as ações de uma criatura artificial. Parte desse comportamento inclui a realização de "experimentos" no ambiente, por parte da criatura artificial, de forma a desenvolver novas habilidades, em um processo de automatização cumulativa do comportamento especializado, característico da espécie humana, e que pretendemos também desenvolver em criaturas artificiais.


OSVALDO PESSOA JUNIOR


PERCEPÇÃO E AÇÃO: A COR ESTÁ NA CABEÇA? A que o mundo físico consiste de coisas possuidoras de qualidades primárias, como forma, tamanho, número, arranjo, movimento e solidez. Certas estruturas primárias (chamadas por ele de qualidades secundárias) teriam a potência de gerar em nós as qualidades subjetivas sensoriais, como cores, sons e cheiros. O termo “cor” poderia, assim, ser associado à qualidade secundária existente no mundo externo, como em uma flor violeta, ou à qualidade subjetiva (qualia) em nós gerada, a “violeteza” a que temos acesso de maneira fenomênica. Neste trabalho, investiga-se o aspecto subjetivo das cores, que chamarei de “coloridão”, por analogia às adjetivações usadas para exprimir os qualia das cores (azulidão, verdura, marronzice, etc.). A tese a ser defendida é que a coloridão localiza-se no cérebro dos animais que a vivenciam. Um argumento preliminar chama atenção para as faixas que são visíveis em um arco-íris: em termos físicos e objetivos, tais faixas discretas não existem, pois todas as propriedades físicas do arco-íris variam continuamente ao longo do raio do arco. Assim, fica patente que as faixas são criações de nosso aparelho perceptivo e cérebro, sugerindo fortemente que as cores também sejam criadas no cérebro. A concepção sendo sugerida é chamada de “subjetivismo das cores”, e foi defendida explicitamente por Demócrito, Galileo, boa parte da tradição científica e, mais recentemente, no contexto da filosofia, por Hardin (1988). Uma tradição oposta, chamada de “objetivismo (ou realismo) das cores”, mas que denotarei por “externismo das cores”, afirma que as cores (ou melhor, a coloridão) são propriedades reais das coisas externas ao ser humano (como fazem Byrne & Hilbert, 1987). Dadas as dificuldades de sustentar esta concepção, mas mantendo a oposição à visão dominante entre cientistas das cores (o subjetivismo), muitos filósofos têm aderido a concepções relacionistas. Antes de explorar três destas concepções, vale mencionar a existência de uma outra posição, o “primitivismo”, que considera a coloridão um primitivo, irredutível a outros conceitos. O “disposicionalismo” é a clássica tese relacionista de que as cores são disposições (qualidades secundárias) para produzir em nós uma certa sensação.


. A concepção de Locke oscila entre um subjetivismo, quando salienta que os qualia das cores (a coloridão) são produzidos em nós, e um disposicionalismo, quando sugere que a coloridão são as disposições. Note que dizer que “as cores são disposições” nada mais é do que uma versão do subjetivismo, se por “cores” se entende algo distinto da coloridão; em outras palavras, o disposicionalismo defende que a coloridão é uma disposição das coisas reais externas em relação à presença de um observador apropriado. Outra visão relacionista é a concepção ecológica de Thompson (1995), inspirada nas ideias de J.J. Gibson. O observador é considerado um animal ativo, não um espectador passivo como na visão subjetivista, e o mundo externo é um “ambiente”, inseparável do animal. Em termos evolutivos, a visão dos primatas teria se adaptado às cores das frutas maduras, mas, de maneira inversa, as cores das frutas também coevoluiram em função das capacidades de percepção cromáticas dos primatas e outros animais. Uma terceira visão relacionista proposta no meio filosófico é o “perspectivismo de cores” de Giere (2006, p. 32), a concepção segundo a qual os seres humanos (e uma classe de animais) vivenciam o mundo a partir de uma perspectiva colorida. Diferentes seres humanos (por exemplo, um daltônico e um tricromata) veem a mesma realidade externa de diferentes perspectivas. O arcabouço explicativo do relacionismo é mais amplo do que o subjetivismo, simplesmente porque ele inclui duas variáveis para a explicação (o externo e o sujeito), ao passo que o subjetivismo só dispõe de uma variável. Por exemplo, esta posição poderia defender que toda vivência cromática envolve necessariamente estímulo da área cortical já que a lesão a esta área envolve a acromatopsia cerebral (ou seja, a ausência de percepção de cores). Um estímulo artificial à área, feito diretamente sobre o cérebro aberto (por exemplo, em uma cirurgia), levaria à vivência de cores. Diante deste dado, uma posição relacionista poderia ressaltar que a visão normal envolve a relação entre uma cena externa e atividade do observador que inclua a área V4, e o estímulo artificial de cores envolveria a relação entre o bisturi e a área V4, etc. No entanto, se houver uma única causa em comum a todas essas explicações relacionistas, estamos justificados (pelo método indutivo da concordância, de Mill) em considerar que a causa em comum (ativação da área V4) é causa necessária e suficiente para a geração de cores, mantidas as condições basais de funcionamento do cérebro. Nesta defesa do subjetivismo, porém, sugeriremos que a coloridão não é gerada na área V4, mas sim em áreas corticais superiores que mantenham circuitos reverberativos (ou seja, com feedback).


JOテグ DE FERNANDES TEIXEIRA


É POSSÍVEL UMA ÉTICA PARA O TRANSHUMANISMO? O objetivo da palestra é apresentar os principais contornos do programa de aperfeiçoamento humano do projeto transhumanista para, em seguida, questionar suas implicações éticas. Na primeira parte do trabalho apresentaremos os principais tópicos da agenda transhumanista, como, por exemplo: a) a modificação da morfologia do corpo humano através de expansões cognitivas que potencializam o raciocínio, a memória e outros aspectos do corpo humano, b) a expansão cognitiva através de drogas potencializadoras da cognição como, por exemplo, o Aderall e Modafinil, além dos estabilizadores de humor e c) o programa de aperfeiçoamento genético humano e sua plausibilidade. Após essa breve apresentação dos principais delineamentos da agenda transhumanista discutiremos os dilemas éticos que ela implica e mostraremos que a ideia de fundar uma ética para o transhumanismo pode ser um projeto fracassado desde seu início.


MARIANA CLAUDIA BROENS


ALCANCE E LIMITES DA TEORIA DA COGNIÇÃO INCORPORADA E SITUADA NA PERSPECTIVA DO PENSAMENTO COMPLEXO O presente trabalho tem três objetivos centrais: (a) analisar pressupostos básicos da Teoria da Cognição Incorporada e Situada (CIS); (b) discutir avanços da CIS em relação a teorias tradicionais da mente e (c) problematizar pressupostos e implicações da CIS à luz do pensamento complexo. Ao ser proposto, o programa de pesquisa da CIS tinha como objetivo criar modelos mecânico/robóticos dos processos cognitivos que superassem limites com que se defrontou o projeto da Inteligência Artificial, cujo pressuposto básico é pensar consiste em processar símbolos de acordo com regras lógicas (Turing, 1950). Em contraste, os modelos da CIS consideram também aspectos da cognição que envolvem interações ambientais dos agentes situados e incorporados, os quais se utilizam estruturas presentes no ambiente durante a atividade de resolução de problemas (Clark, 1996). Conforme apontam Hanna & Maiese (2009), dois pressupostos centrais da CIS atualmente são considerar que mentes conscientes e intencionais: (1) são causalmente eficazes e (2) constituem estruturas globais de organismos neurobiologicamente complexos e espacialmente situados. As pesquisas atualmente realizadas no contexto da CIS, especialmente as efetuadas no campo das Neurociência, atribuem ao cérebro um papel predominante nos processos cognitivos em geral, relegando a corporeidade e os aspectos relacionais da cognição novamente a um segundo plano. Procurarei analisar neste trabalho o atual rumo das pesquisas da CIS no contexto da complexidade tal como caracterizada por Mitchel & Newman (2002) e Morin (1996).


MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ


INFORMAÇÃO, COMPLEXIDADE E AÇÃO: NOVOS PARADIGMAS NO ESTUDO DA MENTE Neste trabalho, analisaremos o alcance de hipóteses fundamentais da Teoria dos Sistemas Complexos, tais como a suposta existência de causalidade circular e de propriedades emergentes em processos auto-organizados, para o estudo de problemas contemporâneos da Filosofia da Mente e da Filosofia da Informação. Tal análise será guiada por dois objetivos: (1) Delimitar os pressupostos filosóficos subjacentes às hipóteses centrais das Teorias dos Sistemas Complexos (TSC), da Auto-Organização (TAO) e da Informação (TI), no contexto da Filosofia da Mente e, (2) explicitar o suposto papel das propriedades informacionais emergentes da interação entre organismo e ambiente no desenvolvimento de hábitos e crenças direcionadoras da ação intencional. Argumentaremos que a TSC, a TAO e a TI constituem, em conjunto, um novo paradigma no estudo filosófico interdisciplinar da ação intencional, caracterizada como hábito situado e incorporado emergente de uma rede informacional dinâmica, própria de sistemas complexos autoorganizados


RAMON DE SOUZA CAPELLE ANDRADE


WORKSHOP 2 – SEMIÓTICA E COMPLEXIDADE INFORMAÇÃO E ORGANIZAÇÃO: UMA APROXIMAÇÃO ENTRE A [META]FÍSICA DE TOM STONIER E A HIPÓTESE SEMIÓTICA DE CHARLES SANDERS PEIRCE De acordo com o filósofo-biólogo Tom Stonier (1997), as regularidades/complexidades naturais constituem expressão da informação concebida como um componente organizacional do universo. De modo similar, as regularidades, na concepção do filósofo americano Charles Sanders Peirce (1958), provêm de uma tendência geral, operativa na natureza, à aquisição de hábitos e à geração de complexidade em diversos domínios (físico/biológico e mental) da realidade. Essa hipótese metafísica de Peirce parece implicar que não apenas os seres humanos, e outros sistemas complexos, mas, também, e sobretudo, a própria natureza possui uma substância última, ou estofo último, que é, por excelência, e ontologicamente, de matiz mental (eidética). O que o presente trabalho objetiva apresentar e defender é que há uma quase-equivalência funcional entre o conceito de terceiridade/hábito em Peirce e o conceito de informação estrutural em Stonier. Mais ainda, as regularidades encontradas na natureza (do plano subatômico à consciência), por Stonier atribuídas ao papel organizador desempenhado pela informação, podem ser legitimamente concebidas como instâncias da terceiridade, hábito ou signos gerais concebidas por Peirce.


Considerando que Stonier foi leitor de Peirce, e talvez como influência do primeiro autor no segundo, a concepção de realidade de Stonier (realidade composta pelos componentes matéria, energia e informação), e o papel organizador do fluxo de eventos naturais desempenhado pela informação, é muito próxima, ou similar, à concepção triádica de realidade de Peirce (realidade composta, ontologicamente, pelos elementos primeiro, segundo e terceiro), e o papel da terceiridade no estabelecimento da organização da natureza via aquisição de hábitos (ou via crescimento dos signos gerais que estruturam, semioticamente, o universo, produzindo, ou fomentando, a complexidade como integração entre os múltiplos entes da natureza).


CIFM - Novo