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revista

Ano I – edição 03 – setembro 2012 Distribuição gratuita

EP E N D D IN

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MAGAZINE orientando você


TURISMO

Mangue Seco: Um paraíso túristico Pescadores, turistas e surfistas usufruem da praia Mangue Seco, paraíso natural de águas mornas e convidativas.

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última praia de Salvador, situada a 246 km, no Extremo Norte do Estado da Bahia, na fronteira com o Estado de Sergipe, serviu há alguns anos de palco e cenário para a produção da novela “Tieta do Agreste”, baseada no romance de Jorge Amado. Além das paisagens primitivas de rios e do mar, Mangue Seco tem um atrativo a mais, só encontrado no Rio Amazonas, é a presença do peixe-boi, uma raridade que vive na tranquilidade das águas do Rio Fundo, um dos vários rios que cortam a região. Outro rio que passa por Mangue Seco, o Rio Real, também tem uma peculiaridade: suas águas são um pouco salgadas, o que as torna mais leves e adequadas à natação. Não resta dúvida que Mangue Seco encontra-se numa localização privilegiada, conseguindo satisfazer tanto os surfistas em busca de ondas emocionantes, quanto os pescadores, que buscam a calma das águas doces. A região é rica em peixes de todos os tipos, inclusive arraias e cações. O vilarejo fica entre a foz do Rio Real e as imensas dunas alvas que se movem com o vento, é destaque à parte. A dificuldade do acesso de barco, através do Rio Real, é o que torna Mangue Seco mais atraente e a mantém naturalmente rústica. À noite, crianças ainda brincam de roda e de esconde-esconde, longe da televisão, enquanto os visitantes ouvem histórias antigas, contadas por pescadores ou, ainda, participam de serenatas junto à população nativa. http://www.hotelpousadadosol.com.br/imgx/mangue-seco_555a7.jpg

Coligação ’’É o povo de novo’’ PRB / PP / PTB / PMDB / PSL / PPS / PSB CNPJ:06.087.1390003-62 / 16.289.545/0001-08 / VALOR R$ 249,00

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Pouco iluminada, a vila oferece uma noite estrelada. Em posição privilegiada, na baía de Estância, Mangue Seco testemunha o encontro de seis rios com o Oceano Atlântico. A mistura de água doce e salgada propicia a formação de extensas áreas de mangue e, consequentemente, fartura de frutos do mar. Na praia de rio, os coqueiros se debruçam curvando o tronco sobre as águas, servindo de inspiração para artistas plásticos ou fotógrafos que podem registrar a beleza do lugar. Por toda a margem espalham-se pousadas, bares, restaurantes e casas de pescawww.bahia.com.br/Portal Oficial de Turismo do Estado da Bahia. dores.

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DESTAQUE Doutora Lorena Braga Magalhães Dias fala da profissão e da responsabilidade que tem como Coordenadora Regional da Polícia Civil da Chapada Diamantina e, ainda, enfatiza o seu lado feminino com sutileza e determinação. Viva Magazine. O que motivou a senhora a escolher a carreira de policial? Lorena Magalhães - Na verdade eu escolhi ser uma operadora do Direito. Queria atuar em alguma das carreiras jurídicas e no ano em que me formei o primeiro concurso em que me inscrevi foi para Delegado de Polícia Civil do Estado da Bahia. Passei entre os dez primeiros candidatos e logo em seguida veio o chamado para a ACADEPOL (Academia de Polícia Civil). Meses depois já era delegada. Assim, foi a carreira quem me escolheu aos 24 anos de idade. A motivação veio depois: descobri que a investigação policial é um vício! VV. Para a senhora, existe a mulher frágil? L. M. Para mim existe mulher frágil, homem frágil. Homens e mulheres têm características distintas e se o trabalho não for exclusivamente levantamento de peso a força física fica mesmo em segundo plano. Venho especialmente de uma família de mulheres fortes e me orgulho disso. VV. Como uma mulher na condição de delegada, convive com a violência no cotidiano? L. M. A violência cotidiana afeta todas as pessoas, traz consequências para todos nós. O fato de ser delegada de polícia obriga-me a conviver mais de perto e a vivenciar mais intensamente os resultados da violência, afinal o dia a dia na

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delegacia é lidar com casos que traduzem violência. O fato de ser mulher não altera muito o estado das coisas. VV. Quanto à discriminação da mulher no mercado de trabalho, a senhora admite que ela ainda exista? L. M. Certamente. Hoje a discriminação é menos direta e incisiva, mas continua a existir nas entrelinhas. Pessoalmente percebo claramente a decepção ou surpresa estampada no rosto de alguns homens quando sou apresentada a eles como Coordenadora Regional da Polícia Civil da Chapada Diamantina. Eles realmente esperam sempre trabalhar com outro colega do sexo masculino. É como se eles dissessem: “Como assim?”. No geral a população também espera que o comando da Polícia seja masculino. VV. O que é necessário para a mulher conquistar seu espaço com competência e respeito? L. M. É preciso estar preparada, se qualificar e querer fazer bem feito o que se propôs a fazer VV. Por ser mulher, como à senhora consegue tratar com imparcialidade as questões que envolvem as mulheres, sobretudo os casos de violência? L. M. Eu trabalho atendendo pessoas não importa se homem, mulher, criança, idoso. O que importa é cumprir a lei e desejar fazer justiça. Eu jogo no time da Justiça. VV. Como é a delegada no convívio familiar? L. M. Em casa eu não sou delegada, sou mãe coruja, sou companheira, sou cozinheira, sou do lar e gosto disso! VV. Trabalhando em um ambiente de criminalidade, como a senhora reage com relação a sua segurança e da sua família? L. M. Não tenho nenhuma “neurose”, mas evito alguns lugares e ambientes. Evito exposição desnecessária, algumas estradas e horários de viagem...bom são coisas que as pessoas comuns também devem fazer! VV. Como a senhora compara a atual violência nos grandes centros com a do interior? L. M. A violência está presente lá e aqui de maneiras diferentes. Na capital o volume de assaltos, homicídios, crimes sexuais, sequestros é muito maior, não há dúvidas. No interior circulam quadrilhas

que também atuam na capital. No interior também há tráfico de drogas, também há mortes... enfim no interior acho que as ocorrências são vivenciadas mais intensamente pela população porque todos se conhecem, aí é mais fácil investigar também. VV. Quais as maiores incidências de criminalidade em nossa região? L. M. A Chapada é seguramente um dos melhores lugares para se viver. Nossas estatísticas demonstram isto. As incidências criminais estão pulverizadas por assim dizer... cada cidade com seus tipos penais característicos. VV. Trabalhando em um ambiente que exige austeridade, tendo sob o seu comando muitos homens, como a senhora administra seu lado mulher? L. M. Confesso que não é tarefa simples lidar com tantos investigadores de polícia, delegados, escrivães, gerenciar 13 (treze) delegacias territoriais de polícia com todos os seus problemas estruturais, motivar as equipes, combater as eventuais condutas irregulares de servidores, combater a criminalidade e além de tudo isso ser mãe, mulher, filha, estudante, enfim. A missão é complexa, mas Deus em sua imensa sabedoria me cerca de pessoas maravilhosas que estão sempre ao meu lado fazendo tudo valer a pena. Então ao final da missão eu quero citar o grande ser humano Cora Coralina: “Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores”. www.vvmagazine.com.br


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EDITORIAL

Onde está sua independência? Passamos a vida sonhando com um sentimento que nos realize, conforte e que nos faça sentir uma liberdade pessoal e nos permita gritar em alto e bom som: "Sou independente”. A cada ano, quando chega o mês de setembro, nossa memória nos remete a história e nos conduz à margem do Ipiranga para ouvir o ecoar do sonoro "Independência ou morte" quando, por tudo o que sabemos da história, surge a pergunta: Somos independentes ou estamos à beira da morte? Oswaldo Almeida Certo que o famoso grito trouxe uma ruptura com o Diretor/Editor antigo sistema, mas ainda permanece a dúvida se a tal independência foi verdadeiramente conquistada. Após longos anos, com muitas mudanças governamentais, conquistamos a liberdade democrática com governo que desfralda a bandeira da moralidade e transparência, constituindo e aprovando leis de correção e boa conduta, porém, vive envolvido em escândalos de corrupção e descaso no cumprimento de leis que deveriam e poderiam punir estes novos senhores que escravizam o país e, ainda, insistem em nos ver como uma nação de consciência provinciana onde o povo tem conhecimento de que o grito de liberdade já foi dado, mas, às vezes, por medo ou por falta de entendimento não percebem que a arma ideal para se conseguir a tão sonhada liberdade, já foi conquistada. Hoje, mulheres, negros, analfabetos e jovens, adquiriram o direito de manifestarem-se através da mais importante arma da democrática: O voto. Pense bem. Seja independente.

Edição 01 - Jun/Julho 2012

Edição 02 - Agosto 2012

Publicação mensal do Sertão Impressos e Comunicação Ltda EPP. Rua Franklin de Queiroz nº 162, centro. Seabra – Bahia CEP. 46900-000. Diretor/Editor: Oswaldo Almeida Redação/Jornalista: Renato Luís Bandeira DRT 2083 BA Administrativo: Aline Saldanha Editoração/designer: Wesley Fernandes de Araujo Jerre Adriano Nunes Anibal Andrade Revisão: Idione Cristina Costa dos Anjos Colunista: Pitágoras Luna Arte final: Ronaldo Correia Fotografia: Smitson Oliveira Publicidade: Paulo Cesar de Oliveira Vinicius Alcantara Willian Oliveira Distribuição: Ana Clara Xavier Isabela Souza

Salmo I Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo

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quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.

Colaboradores/Colunistas: Alan Lopes Ivan Guanais Gutemberg Cruz Impressão: Quad/Graphics Nordeste A Revista Viva Magazine não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos e colunas assinadas, assim como as publicidades.

Acima de todo nome Jesus Cristo www.vvmagazine.com.br


ACONTECE By: Pitágoras Luna ENCONTRO DE REDES. SUDECULT.

Novos coordenadores do colegiado territorial da Chapada Diamantina.

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conselho de Desenvolvimento Sustentável do Território da Chapada Diamantina, através da sua Executiva em Assembleia, escolheu por unanimidade o Coordenador e ViceCoordenador – Pitágoras Luna e Geisa Gabriele Neiva, respectivamente para juntamente com as demais instâncias que compoem o colegiado, buscarem implementar, articular e monitorar as Política Públicas, com vista ao Desenvolvimento Sustentável. Os colegiados Territoriais de Desenvolvimento Sustentável (CODETER), são agrupamentos que representam o Território de Identidade. São compostos por representações de entidades da Sociedade Civil e dos Poderes Públicos presentes em cada Território. Este Conselho no Território da Chapada Diamantina é composto por diversas entidades das 24 cidades.

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ealizado entre os dias 01 a 03 de Agosto, na cidade de Lençóis o encontro de Redes da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura, na Casa Afrânio Peixoto, este encontro teve como objetivo, discutir, planejar e avaliar as diversas ações da superintendência, estiveram presente, o Secretário de Cultura do Estado da Bahia – Sr. Albino Rubim, Sr. Marcio Griô, Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia, dos Coordenadores dos Macro-Territórios, Representantes dos Pontos de Cultura, Representantes Territoriais, todos com o intuito de discutir, junto a Sociedade a Construção e a Viabilidade de Ações e Projetos que viabilizem a descentralização da Cultura no Estado da Bahia. Nesta Oportunidade foi lançado a Câmara Técnica de Cultura do Território de Identidade e Cidadania da Chapada Diamantina, Câmara esta que possibilitará a construção das diversas Politicas Públicas para a Cultura no Território.

Parabéns

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s amigos Pitágoras Luna, Geisa Gabriele Neiva, Josinha Araújo e Marcela Oliveira, comemoraram com o amigo Edicácio Souza, no dia 06 de Agosto, o seu aniversário. PARABÉNS EDICÁCIO!!!!!

Teatro Itinerante

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nos dias 24 e 25 Seabra recebeu de coração aberto a Caravana teatro itinerante onde pode contar com a presença se 250 atores da Bahia em um mega evento dividido da seguinte forma: Sexta à noite com a apresentação de espetáculos infantis, sábado pela manhã Ditirambo Moderno (Cortejo cênico pelas ruas da cidade), à tarde oficinas para os artistas e para a população, e á noite espetáculos no auditório da UNEB. A Caravana Teatro Itinerante é um projeto cultural idealizado na Chapada Diamantina com o intuito de fortalecer a prática teatral no interior baiano, através de intercâmbios artísticos e culturais entre municípios. Visa ainda oportunizar a sustentabilidade através da arte, bem como revelar novos talentos. O presente projeto tem por objetivos constatar, mapear e cadastrar as cidades onde existem grupos artísticos atuantes, assim como seus respectivos artistas, reunindo-os em uma grande amostra cultural do interior da Bahia, envolvendo teatro, música, dança, cinema, literatura e diversas oficinas.

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ACONTECE Grupo Campeão

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o dia 22 de julho de 2012 os Atletas do Boxe Chinês Kung Fu de Seabra participaram das competições do Campeonato Norte/Nordeste do Brasil realizado na cidade de Feira de Santana. O Atleta Odam Brito foi o grande Campeão do Evento, conquistando o Cinturão de Ouro na luta profissional. Título inédito para a cidade de Seabra. Mais uma vez Odam Brito está de parabéns!

Projeto bom de bola

Municípios baianos realizam DIA E! 19 municípios da Chapada Diamantina e 1 município do Semiárido Baiano reúnem candidatos e população em ação supra-partidária para debater as propostas de educação que serão priorizadas pelos gestores eleitos em outubro. Nos meses de agosto e setembro, 20 municípios baianos vão realizar o DIA E – um grande evento público, no qual a população e os candidatos à Prefeitura e Câmara de Vereadores se reúnem para debater e propor soluções para a educação pública no município. O DIA E é o ponto alto da Campanha Chapada e Semiárido pela Educação, uma iniciativa do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), que tem por objetivo assegurar a continuidade das boas políticas educacionais após o resultado das eleições municipais e a chegada dos novos gestores à Câmara e Prefeitura. O resultado do DIA E é a elaboração coletiva de um documento público, que contémpropostas de professores, coordenadores, diretores, pais, estudantes e representantes da comunidade para a melhoria da qualidade da educação municipal. Este documento é diagramado e impresso em um grande banner, a ser entregue aos candidatos eleitos no dia 1º de Janeiro de 2013.

Palestra do LAC (treinamento de excelência)

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futebol é a grande paixão dos brasileiros, e em Seabra não é diferente! Através do trabalho desenvolvido pela diretoria de esporte, que iniciou um projeto com crianças e adolescentes nos bairros Vila Nova e Caixa D'água, envolvendo 130 garotos, chamado Bom de Bola e Bom na Escola. Atualmente estamos iniciando mais 3 núcleos e também gerando oportunidade profissional através da empresa tradsport, a qual esta de olho em nossos futuros craques. Dois garotos! Douglas e Uandersom já participaram da copa sul-americana em São Paulo e sagraram-se campeões invictos! Já realizamos duas peneiras em Seabra, para selecionar garotos com potencial, O último selecionado é o Agusto, que esta de malas prontas para Presidente Prudente-SP para o Centro de Formação do Atleta para se preparem, e se apresentem a um clube do futebol brasileiro.

O LAC sempre na frente trouxe também para Irecê o treinamento de excelência no atendimento em saúde. Nesta oportunidade o palestrante Eduardo Borges falou a todas as pessoas presentes envolvidas direta ou indiretamente no atendimento ao cliente/ paciente em instituições de saúde. Parabéns Dr. Sérgio Carneiro por mais esta iniciativa.

Comemoração

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ua alteza real, a princesa Barbara Vitoria, comemorou com todo reino, o seu aniversário de cinco aninhos com um grande baile da princesa Bela

DJ

Doidão

o Tocandos todos os Ritm

‘‘Agitando a Galera’’

Aluguel de sonorização e iluminação para convenções palestras, casamentos, aniversários, tenda com dj, etc.

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CIDADE

Política no interior - uma paixão Por: Alan Lopes

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andeiras e adesivos ornamentam as ruas. As pessoas – ou grande parte delas – vestidas com a camisa da sua torcida gritam e se divertem numa euforia contagiante, quando carros com o som no volume máximo tocam músicas envolventes e as pessoas buscam a interação de pensamentos e ideologias. Ao ver essa descrição, é comum vir às nossas mentes uma cena típica das ruas da cidade durante os jogos da Copa do Mundo. No entanto, se analisarmos a situação por outra perspectiva, levando-se em consideração o que o município está passando, perceberemos que ela se encaixa perfeitamente com a descrição das ruas da cidade em tempo de campanha eleitoral. Diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, nos municípios do interior a época que precede as eleições para prefeito é vista de uma forma um

tanto diferente: Tudo é uma grande festa! Não é para menos. Os candidatos fazem questão de promover eventos que despertam nas pessoas o sentimento de alegria. Os jingles de campanha – paródias feitas a partir de músicas populares – sensibilizam as pessoas de forma envolvente, transformando algo que, ao contrário do que ocorre nas outras cidades, acontece de forma vibrante e contagiante, quando quase todos se expõem, sem receio algum, das suas preferências políticas, exaltando o poder de escolha que seus antepassados lutaram para conquistar. Pelo fato de as cidades do interior terem um número bem menor de habitantes se comparadas aos grandes centros urbanos, as pessoas tendem a possuir um www.vvmagazine.com.br

nível de afinidade um pouco maior, o que torna a aproximação entre elas ainda mais fácil durante esse período. Talvez seja esse o fator que faz dessa época, um momento único para todos. As pessoas se unem com um mesmo ideal, e, apesar das desavenças, por causa da rivalidade existente entre os partidos, todos sabem que, o que está realmente em jogo é o futuro de sua cidade. Durante os eventos políticos, no interior, a voz da multidão ecoa numa verdadeira expressão de democracia bem mais audível do que nos palcos armados nos centros das capitais. Outro ponto que chama a atenção para esse “fenômeno” que acontece com as pessoas durante esse período, é a paixão que elas têm pelos seus candidatos, que, para elas, são verdadeiros ídolos. Durante os comícios e discursos, a presença do candidato parece inebriar os eleitores que se alegram e entram num estado descomunal de euforia. E o mais interessante é que, no interior, o eleitor se dedica ao seu candidato ou partido como se estivesse vestindo a camisa de seu time de futebol: de forma espontânea. Isso é ainda mais notável na zona rural. Talvez isso se deva ao fato de os moradores dessas regiões necessitarem um pouco mais da atenção das autoridades públicas. A ideia de que alguém em que eles depositaram sua inteira confiança possa vir a ser eleito administrador de sua cidade, é vista como uma possibilidade de que tudo que eles almejam possa vir a ser concreto e real. Atualmente são várias as formas de atrair a atenção do eleitor. Desde o carro de som nas ruas até os santinhos distribuídos nas calçadas. Mas esse ano outra ferramenta está fazendo sucesso durante esse período de propaganda eleitoral: a internet. Com ela, as informações chegam mais rápidas e as pessoas não precisam sair de casa. Em Seabra e nas cidades circunvizinhas, essa talvez seja a eleição mais tecnológica da história. Tente se lembrar de como foram as eleições há quatro

anos, em 2008. As redes sociais já existiam, mas ainda não tinham tanto espaço na vida das pessoas como tem atualmente. É necessário que direcionemos um olhar mais lúcido sobre os fatos da vida política dos candidatos. Precisamos inovar sempre e com isso desenvolver uma política construtiva e progressista. Debater sobre a escolha de um prefeito e vereador que tenha real significado para a população e não apenas para uma minoria, um Manoel, uma Maria, um Joaquim. Indubitavelmente precisamos tomar muito cuidado no momento de decidir nosso voto, analisar como devemos proceder, pois este não deve ser dado pensando apenas no que será melhor para o “eu” e sim para o “nós”, para o povo em geral, o qual só se vê durante o processo das campanhas, onde a manifestação é coletiva. É isso mesmo! As pessoas precisam antes de dar o seu voto reconhecer o que será bem vindo à nossa cidade e o que fará bem ao povo em geral. Durante esse período político os eleitores precisam estar atentos às propostas e analisar as situações fazendo com que essas eleições tragam o progresso e principalmente o bem comum, não se deixando levar por propostas indecentes.

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COMPORTAMENTO

Como tirar o pirulito da criança

Juliana Vines

Escalada da obesidade infantil no Brasil estimula o debate sobre a influência ou não dos comerciais de comida nesse problema de saúde pública

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obesidade infantil está no centro de um debate que coloca, de um lado, a indústria de alimentos e suas guloseimas e, do outro, as organizações de direito do consumidor e sociedades médicas. A causa da discórdia é a publicidade de alimentos para crianças no Brasil, se seria ou não um dos fatores responsáveis pelo crescimento assustador dos índices de obesidade infantil no país. O IBGE mostrou aumento de mais de 200% na incidência de sobrepeso entre crianças de cinco a nove anos nas últimas três décadas. Para especialistas, é uma tendência comparável à epidemia de obesidade nos EUA. O tema vai ser discutido nesta quinta na Câmara dos Deputados, em um seminário na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Na pauta, os projetos de lei parados no Congresso sobre regulação de publicidade infantil. "O Brasil tem que avançar. Já há controle sobre a propaganda de cigarro e de bebidas, evidente que precisa haver controle sobre a publicidade para crianças", diz o deputado Domingos Dutra (PT/MA), que preside a comissão. Já o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamen-tação Publicitária) diz que a legislação do país está entre "as mais exigentes do mundo". Um projeto que tramita no Senado é o 150/2009, que limita os horários para veicular comerciais de alimentos com alto teor de gordura, sódio e açúcar e de bebidas de baixo valor nutricional. Esses comerciais poderiam ir ao ar só das 21h às 6h, seguidos de alertas sobre o risco do consumo excessivo dos produtos. Ficaria proibido o uso de personagens infantis na publicidade de alimento. O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária do Conar já diz que "quando o produto for destinado à criança, sua publicidade deverá abster-se de qualquer estímulo imperativo de compra", especialmente se apresentados por personagens ou autoridades. CONFLITO DE INTERESSES O Brasil não tem leis específicas, mas o Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade que "se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança". Além disso, entidades da indústria e o Conar têm normas de autorregu-

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lamentação. "A autorregulamentação não tem funcionado, exemplos comprovam. Há conflito de interesses no fato de o mercado defender a saúde pública em detrimento do próprio mercado", diz Mariana Ferraz, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). "Além de serem veiculados no intervalo de programas infantis, muitos comerciais usam os próprios personagens. É como se fosse uma continuação do desenho", critica Patrícia Alvares Dias, assessora técnica do Procon-SP. Outro problema, para a advogada Isabella Henriques, do Instituto Alana, é a

venda de alimentos com brindes colecionáveis. "É um incentivo para a criança comer mais. Nas promoções, ela tem até 60 dias para fazer a coleção." Sobre isso já há algumas iniciativas locais: em Belo Horizonte e Florianópolis há leis que proíbem a venda de brinquedos junto com alimentos em redes de fast food. CÁLCULO DE INFLUÊNCIA Várias pesquisas já tentaram medir até onde vai a influência da publicidade na alimentação das crianças, o que não é nada fácil. "Há inúmeros fatores que podem interferir, mas há um acúmulo de evidências que mostram a influência direta da publicidade na escolha de produtos pela criança", argumenta Daniel Bandoni, doutor em nutrição em saúde pública e professor da Unifesp. Se medir o efeito dos anúncios é difícil, concluir que eles vendem alimentos não saudáveis é fácil: 67% deles são de produtos com muito sal, açúcar ou gordura, segundo um levantamento de 2010 co-

ordenado pela Universidade de Liverpool que analisou 12.618 peças publicitárias de 11 países, incluindo o Brasil. Dependendo da idade, a criança não tem senso crítico em relação ao anúncio, diz a pesquisadora Inês Vitorino, autora de "Televisão, Publicidade e Infância" (Anna Blume, esgotado). "Só por volta dos 12 anos ela começa a estabelecer a relação entre causa e consequência e reconhece o discurso comercial." MUITAS CAUSAS A obesidade infantil tem muitas causas e os médicos são unânimes ao afirmar que a publicidade de alimentos não é a principal delas. O primeiro fator é genético: se pai e mãe são obesos, o risco de a criança ser obesa é de 80%, diz a endocrinologista Zuleika Halpern, da Abeso (associação de estudo da obesidade). Se só um dos pais é obeso, o risco cai para 50%, e, se nenhum é, para 10%. Há ainda o fator ambiental. Inclui comportamento familiar, hábitos e influências externas --como a publicidade. "A publicidade induz a criança a pedir o produto aos pais, mas há um limite desse poder, isso sempre vai passar pela triagem de um adulto", diz Luis Eduardo Calliari, endo-crinologista pediátrico. 'Anúncios não são responsáveis pelo aumento da doença’ O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) entende que a legislação e a autorregulamentação vigentes estão entre "as mais exigentes" do mundo. "Pelo Código de Defesa do Consumidor, um anunciante está sujeito à pena de detenção por propaganda enganosa", afirma Gilberto Leifert, presidente do órgão. Diz o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária do Conar: "Quando o produto for destinado à criança, sua publicidade deverá abster-se de qualquer estímulo imperativo de compra". Leifert não vê conflito de interesses no fato de um órgão de representantes do mercado regular o próprio mercado. "O conselho de ética do Conar, responsável pelo julgamento dos processos, reserva espaço a representantes da sociedade civil [...] convidados a apresentar o ponto de vista do consumidor." www.vvmagazine.com.br


COMPORTAMENTO A criação de leis sobre o tema, diz ele, é desnecessária. "Os consumidores são aptos a tomar decisões com base nas informações veiculadas em anúncios e na imprensa." Segundo Rafael Sampaio, vicepresidente da Associação Brasileira de Anunciantes, não há evidências precisas sobre o papel da publicidade na obesidade infantil. "Um estudo encomendado pelo governo britânico mostrou que há dezenas de fatores que contribuem para o aumento da obesidade e a propaganda é só um deles, e nem é o mais influente", diz. Outro dado que ele cita é da província de Québec, no Canadá, onde a publicidade para crianças é proibida há 30 anos. "Um estudo de 2004 demonstrou que o índice de obesidade das crianças nessa província era de 7%, contra 8% do restante do país." Em carta, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, Edmundo Klotz, diz que a indústria está preocupada em reduzir [até 2020] o teor de sódio e gordura dos alimentos, com base em acordo firmado em 2011 entre a indústria e o Ministério da Saúde. A associação entende que a publicidade não é um fator determinante para a escalada da obesidade infantil, "mas reconhece a importância de tratar o assunto com muita responsabilidade". Em 2009, 23 indústrias de alimentos se comprometeram a "não fazer, para crianças abaixo de 12, publicidade de alimentos ou bebi-das, com exceção de produtos cujo perfil nutricional atenda a critérios específicos baseados em evidên-cias científicas". "Não vale proibir refrigerante e colocar a garrafa na mesa». A mediação dos pais na dieta infantil pode ser a solução ou o complicador. "Muitas crianças escolhem o que comer e os pais dão. Tem que dizer não", diz o endocrinologista Luis Eduardo Calliari. Dar o exemplo é básico, afirma: "Não adianta falar para não tomar refrigerante e colocar a garrafa na mesa". A nutricionista Cláudia Lobo de-fende a persuasão em vez da proibição. "Se a criança for convencida da importância da ali-mentação sau-dável vai até se policiar." Segundo a pedi-atra Virgínia Weffort, a criança deve ser apresentada ao maior número de alimentos até os três anos, já que dos três aos cinco passará por uma fase em que recusará novidades. Para Zuleika Halpern, o principal é dar a infraestrutura para a criança comer bem: ter frutas, verduras e legumes sempre www.vvmagazine.com.br

disponíveis e cortar biscoito recheado e salgadinho da lista de compras. Se a criança insistir na guloseima, há jeitos de escolher opções saudáveis. "Dá para ler os rótulos e escolher marcas com menos gordura, sódio e açúcar", diz Weffort. Uma criança que chega à adolescência obesa tem 80% de risco de virar um adulto obeso. Mesmo o sobrepeso já pode ser um alerta para o consumo excessivo de gordura e açúcar --que não só engorda como pode causar diabetes e doenças do coração. Plano nacional contra obesidade faz um ano e Saúde quer avançar na publicidade de alimento. A obesidade infantil é um problema de saúde pública e combatê-la passa por avançar na regulação da publicidade por parte do governo, crê Deborah Malta, diretora de análise de situação em saúde

do Ministério da Saúde. "Avançar nesse aspecto faz parte do programa de combate à obesidade lançado em agosto do ano passado", diz. Ela se refere ao Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, um projeto que inclui o combate à obesidade infantil por meio de várias frentes, que vão desde o cuidado da gestante e o incentivo à amamentação até a melhoria da qualidade de cantinas escolares. "O programa faz um ano agora, vamos fazer um balanço das ações no fim do mês." Mas ela adianta que ainda não houve nenhuma iniciativa em relação à publicidade. "Estamos discutindo quais são os próximos passos, dado que estamos, no momento, diante de uma suspensão jurídica", diz Malta. Tr a t a - s e d a s u s p e n s ã o d e u m a resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que estabelecia a regulação da propaganda de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sal e

determinava, entre outras coisas, a obrigatoriedade de alertas nas embalagens. "Isso criou um grande debate. Tivemos uma decisão jurídica e mais de 20 liminares que tornaram a resolução sem efeito." A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação foi uma a entrar judicialmente contra a resolução por julgála incons-titucional. "Já que o jurídico definiu que não cabe à Anvisa regular o setor, talvez seja objeto de uma lei específica", diz a diretora do Ministério. Congresso científico cancela debate sobre o tema para não espantar patrocinadores A partir de domingo acontece em Foz do Iguaçu o 16º Congresso Mundial de Ciência de Alimentos e Tecnologia, pela primeira vez realizado no Brasil. O evento, que vai até quinta, é palco de uma polêmica envolvendo a organização do congresso e a diretoria da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos. Segundo a presidente da sociedade, Jane Menegaldo, os organizadores do congres-so cancelaram uma mesa sobre mídia e obesidade infa-ntil "porque causaria inconvenientes com potenciais patrocinadores do evento" --justifi-cativa dada em uma carta da organização direcionada à pre-sidente da entidade. "Tínhamos proposto quatro mesas e as outras três foram aceitas. Mas essa era a mais importante, íamos colocar o Conar, a Anvisa e a Abia (asso-ciação de indústrias de alimen-tos) para debater", diz Mene-galdo, que é engenheira de alimentos. O engenheiro de alimentos Luiz Eduardo de Carvalho, que seria coorde-nador da mesa, defende que o debate é fundamental. "Uma sociedade científica de 'alimentos' precisa observar, pensar e promover debates sobre isso para oferecer subsídios técnicos para o aperfeiçoamento dos atos regulatórios", diz. A presidente do congresso, a pesquisadora em bioquímica de alimentos Glaucia Pastore, da Unicamp, diz que inconve-nientes com patrocinadores não foi o maior motivo que levou à troca da mesa. "O modo como o assunto seria debatido fugia dos objetivos do congresso. A questão da publicidade é muito mais legal do que científica. Acho que a ciência tem que debater os avanços necessários para deixar os alimentos mais saudáveis." No lugar, o evento terá mesas sobre obesidade e comida industrializada.

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EDUCAÇÃO

http://www.brasilescola.com/educacao/boa-postura-aprendizado

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s especialistas em inclusão afirmam que a escola, organizada como está, produz a exclusão. Os conteúdos curriculares são tantos que tornam alunos, professores e pais, reféns de um programa que pouco abre espaço para os múltiplos talentos das crianças. Assim, quem não acompanha o conteúdo está fadado à exclusão, e ao fracasso. "Isso ocorre não só com crianças com deficiência. A escola trabalha com um padrão de aluno e quem não se encaixa nele fica de fora", afirma a educadora Maria Teresa Eglér Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade da Universidade Estadual de Campinas. E a inclusão está aí para atender não apenas as crianças com deficiência, mas também as excluídas ou discriminadas. Quantas vezes, a menina gordinha ou o garoto negro foram isolados pelos colegas na organização dos grupos de trabalho? E na aula de Educação Física, quantos foram ignorados por não serem jogadores exímios? Muitas vezes as avaliações servem mais para ver quem se encaixa nos padrões de aluno ideal do que para medir o progresso de cada um, dentro de suas possibilidades. "Esse padrão só gera sofrimento, pois a criança tenta atender às expectativas de uma escola que não valoriza seu potencial", afirma a educadora Rosângela Machado, coordenadora de Educação Especial do município de Florianópolis. Os alunos superdotados também são muitas vezes negligenciados, pois, geralmente vão bem nas avaliações e não dão trabalho com o conteúdo. E, na escola que não valoriza a diversidade, o conteúdo é determinante. Municípios conscientes já oferecem atendimento educacional especializado para essas crianças nas mais diversas áreas, no contraturno.

Porém, alguns jovens sentam-se de qualquer jeito, acostumando-se à má postura, sem perceber. Ombros tombados para um lado, cabeça curvada para frente, além da famosa corcunda são exemplos disso. A má postura pode causar problemas graves de coluna e doenças crônicas, como as lordoses, escolioses, bicos de papagaio, dentre outras. Importante que o aluno cuide de sua postura, pois a aprendizagem intelectual acontece com todo o envolvimento do corpo, é necessário que este esteja disposto de maneira correta. Dessa forma o nível de concentração do aluno aumenta, o que facilita maior compreensão dos conteúdos abordados pelo professor. Uma das causas da má postura durante as aulas é uma noite mal dormida. O descanso está totalmente ligado ao aprendizado, pois o estudante que não dorme bem, que não descansa o necessário, fica mais propenso a ter sono durante as aulas, perder a concentração e se distrair com coisas não relacionadas ao assunto das aulas. A prática de atividades físicas traz benefícios para o corpo, pode criar novos hábitos posturais, ajudando a fortalecer as musculaturas lombares e cervicais que sustentam a coluna e o pescoço. Portanto, fiquem atentos a estas informações, pois agindo de forma adequada o aprendizado ficará mais favorável e, consequentemente, o aluno será beneficiado por apresentar mais facilidade para aprender.

COLIGAÇÃO: É O POVO DE NOVO II - PMDB - PSB - PP

A escola pode excluir mais do que se imagina

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Boa Postura e Aprendizado Jussara de Barros

Manter uma boa postura durante o longo período de aulas é coisa difícil. Aos poucos o corpo escorrega na carteira, as pernas se cansam e as costas e pescoço doem. Por ter que ficar com a cabeça abaixada por um longo período, os músculos do pescoço se enrijecem causando uma sensação de desconforto que incomoda o estudante e, consequentemente, prejudica o seu aprendizado.

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CULTURA

Livro primoroso revê trajetória de Drummond Affonso Romano De Sant'anna

"Poesia 1930-62", edição crítica coordenada por Júlio Castañon Guimarães, reconstitui a criação de dez livros do poeta

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edição crítica preparada por Júlio Castañon Guimarães é um trabalho de monge beneditino. E o trabalho da Cosac Naify é primoroso. O crítico debruçou-se sobre os dez livros de poesia englobados no volume "Reunião", de 1969. Confessadamente, ficou nos devendo a edição crítica dos livros posteriormente publicados por Carlos Drummond de Andrade. As comemorações dos 110 anos do poeta provocaram (ou precipitaram) essa publicação. As variações anotadas pelo crítico são inúmeras. Às vezes, a simples eliminação da vírgula, outras vezes a troca de palavras e o corte de expressões. O poeta elimina gorduras, enxuga o texto. Onde no poema "Nota Social" havia: "como vaia./Bandas de música, foguetes/discursos, povo de chapéo de palha/máquinas fotográficas assestadas/ruído de gente, fon-fon de automóveis,/Bravos...", o poeta reescreve simplesmente: "feito vaia". É a economia poética. Castañon cita alguns pintores várias vezes em seu estudo. E isso me remete para uma recente exposição de Matisse, na qual o curador colocou lado a lado quadros retomados e modificados pelo pintor. E a confissão de Matisse de que o último quadro não era necessariamente melhor que o primeiro. No caso drummoniano, as emendas maiores ocorrem no princípio da obra e melhoram o texto. Seu senso crítico o impediu de publicar em vida os primeiros escritos. Muitos desses eu vi no "Diário de Minas" dos anos 1920 e 1930. A maioria Drummond deixou inédita,

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até que Antônio Carlos Secchin os recuperou no livro "Os 25 Poemas da Triste Alegria". REVISOR INFATIGÁVEL

Sabe-se que o poeta era pessoa extremamente cuidadosa. Ao final do dia, escolhia o que tinha que guardar e levava pessoalmente à lixeira o que queria eliminar. Não parava aí. Revisor infatigável, corrigia até as edições Aguilar que lhe pediam para autografar. Era um homem de minúcias. Depois das observações da minha tese de doutorado sobre sua obra, em 1969,

ele passou a escrever, no verso 23 de "A Bruxa","neste" no lugar de "nesse". E acrescentou o verso "o boliche e o relincho" à segunda estrofe de "Isto É Aquilo". Por outro lado, me revelou a gênese do poema "Maud"e coisas que interessariam a uma crítica genética a propósito da "moça fantasma de Belo Horizonte". Guimarães Rosa dizia que o melhor crítico é aquele que ajuda o autor a ler sua própria obra. Eu diria que é também aquele que ajuda o leitor a ler um determinado autor. No trabalho de detetive (como o anteriormente realizado por Fernando Py, que localizou cerca de 60 pseu-dônimos de Drummond), Castañon descobre certos poemas ("Senti-mental", "Brinde no Juízo Final", "Inde-cisão no Méier") que só entraram na segunda edição dos respectivos livros. O texto final "Os Materiais do Poema", com revelações preciosas, é a contribuição crítica mais notável do estudo. Há também, ao fim do volume, uma antologia de dez críticas produzidas até 1962 sobre os 10 livros selecionados do poeta. Aí se tem uma evolução da linguagem crítica. Drummond era chamado reverencialmente por seus colegas de o "sr. Carlos Drummond de Andrade". Estudar a evolução da linguagem crítica seria algo também instrutivo. Mas isso já seria um outro livro, uma outra história. AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA é poeta, autor de "Sísifo Desce a Mon-tanha" (Rocco)

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SAÚDE

Nova dieta mediterrânea abrasileirada ajuda coração Mariana Versolato

Receitas usam produtos como milho e tapioca para reduzir colesterol Ao diminuir os níveis de gordura, nova dieta desenvolvida por médicos protege o coração e emagrece

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ma dieta mediterrânea à brasileira, que substitui atum, castanhas e azeite extravirgem por alimentos baratos e acessíveis no país, como sardinha, milho, sopa de feijão e tapioca. Esse é o projeto do HCor (Hospital do Coração), em parceria com o Ministério da Saúde. A ideia é lançar no país uma dieta com alimentos de baixo custo e presentes na rotina dos brasileiros para a prevenção de doenças cardiovasculares em pessoas que já tiveram infarto ou derrame ou que correm maior risco de sofrê-los por causa de hipertensão e colesterol alto. Da primeira fase do projeto, que avaliou a efetividade da dieta, participaram 120 pessoas cardíacas do Rio de Janeiro e de seis cidades de São Paulo (incluindo a capital), durante oito semanas. Metade recebeu as orientações de praxe que são dadas após um evento

cardiovascular, como diminuir a quantidade de gorduras saturadas (presentes na carne vermelha, por exemplo). A outra metade seguiu o material educativo e o cardápio do projeto, os quais classificam os alimentos com as cores da bandeira nacional: verde, amarelo e azul. A escolha não é à toa: os participantes foram instruídos a montar os pratos de acordo com a predominância dessas cores na bandeira. Ou seja, a dieta recomenda ter maior quantidade de alimentos verdes (ricos em vitaminas, minerais e fibras), menor proporção de alimentos amarelos (com quantidade considerável de gordura saturada) e uma quantidade menor ainda de alimentos azuis, que contêm mais gordura, sal e açúcar. "Usamos um aspecto lúdico e critérios factíveis para facilitar a adesão à dieta. Independentemente do grau de instrução, a pessoa vai identificar o que é bom e qual a quantidade indicada", diz Bernardete Weber, coordenadora da pesquisa do HCor. Ela afirma que, se os alimentos recomendados forem muito diferentes do que a pessoa come normalmente, é difícil

aderir às mudanças. Segundo ela, os níveis de colesterol dos participantes que seguiram a dietacardioprotetora diminuíram. Em estudo no "Journal of the American Medical Association", ações que reduzem colesterol e pressão arterial já são suficientes para mudar índices de mortalidade por doenças cardiovasculares. Weber cita outro resultado positivo: os pacientes também perderam peso, já que as dietas e as quantidades das calorias diárias foram adequadas para pacientes com sobrepeso ou obesidade. A segunda fase do estudo é mais ambiciosa: vai envolver cerca de 2.000 pessoas em todo o país, e, mais importante, vai elaborar diferentes dietas respeitando as variações regionais de cada Estado. Segundo Weber, isso pode incluir castanhas no Norte, suco de uva no Sul e feijão verde no Nordeste. Os participantes não serão apenas cardiopatas, mas também pessoas com risco maior de ter um problema cardíaco.

Alimentos não recomendados > Sorvete (massa ou picolé) > Chocolate ao leite ou recheado > Bala, doces e bolos industrializados > Salgadinhos de pacote > Biscoito recheado > Refrigerante ou suco industrializado com açúcar > Molhos industrializados (ketchup, mostarda, maionese) > Refeições congeladas > Carne processada (nuggets, salsicha, hambúrguer, sticks de peixe), > Sopa industrializada > Alimentos defumados (presunto, mortadela, salame, linguiça) * Exemplos de alimentos da dieta elaborada pelo HCor

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SAÚDE

O objetivo é elaborar uma dieta que promova benefícios ao coração com alimentos tradicionais e de fácil acesso no país

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120 pessoas com histórico de doença cardíaca

Terá cerca de 2.000 pacientes e a elaboração de dietas diferentes para cada região do país

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SAÚDE

Boa postura e exercício ajudam a evitar dor do bico de papagaio Problema na coluna é uma consequência da artrose, doença que causa o desgaste das articulações

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Manter a postura correta, combater a obesidade, fazer exercícios e evitar carregar pesos são hábitos que adultos devem adotar se quiserem evitar que o bico de papagaio venha acompanhado de dor na terceira idade. Muito comum em idosos, o problema é uma consequência da artrose na coluna, doença caracterizada pelo desgaste das articulações. 'Na verdade, não é o bico de papagaio que vai causar a dor, mas, sim, a artrose. O paciente pode ter artrose sem saber, já que, em muitos casos, ela não vem acompanhada de dor', diz Jamil Natour, professor de reumatologia da Unifesp. Segundo o especialista, praticamente todas as pessoas terão artrose na coluna quando ficarem idosas, portanto, as recomendações têm o objetivo de fazer com que o problema não afete a qualidade de vida do paciente. 'A artrose é resultado do desgaste natural da coluna, que aparece com o envelhecimento. Como é muito difícil preveni-la, o ideal é que a pessoa evite práticas, ao longo da vida, que forcem demais a coluna, o que contribui para o aparecimento de um quadro mais grave da doença', diz Raphael M. Marcon, ortopedista-assistente do grupo de coluna do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas. Evitar esforços excessivos (como carregar peso constantemente), manter a postura correta e incluir na rotina exercícios de baixo impacto (como caminhada, natação e hidroginástica) são algumas das recomendações. Segundo Natour, é importante ainda tratar traumas e infecções na coluna. 'Elas podem dar origem à artrose secundária, consequência de uma outra doença.' Cirurgia Em casos mais graves, o bico de papagaio pode comprimir o canal por onde passam os nervos, provocando dores na perna e dificuldade para andar. Isso porque, com o problema, o osso se expande para os lados. A grande maioria dos casos de artrose na coluna, porém, é tratada com reeducação postural, exercício e remédio.(FC) www.vvmagazine.com.br


HISTÓRIA

Independência ou morte! *Renato Luis Bandeira

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título acima traduz uma realidade incontestável. A exclamação de Dom Pedro I, pronunciada à margem do Ipiranga, quase sempre conduz á morte. Para Tanto, bastamos observar a tão sonhada liberdade, a independência almejada pelos povos que, quase sempre, resultam em guerras. A palavra independência é a “condição de uma pessoa, de uma coletividade, que não se submete à autoridade e se governa por suas próprias leis”. Desde os primórdios da humanidade os povos buscam a independência política, religiosa, econômica e social, propiciando conflitos internos ou externos de proporções mundiais, como aconteceu nas guerras de 1914/1919 e 1939/1945. No Brasil, o filho se impôs diante do pai, quando não aceitou as imposições de Dom João V e os ditames de Portugal, cortando definitivamente o cordão umbilical político-econômico-social com a Nação-mãe, gerando por consequência conflito armado, sobretudo na Bahia, quando o General Madeira de Melo, comandante das tropas portuguesas,

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depôs armas em 2 de julho de 1823. Por vezes, para se conquistar a independência é necessário muitos anos de persistência, até séculos, a exemplo da “Guerra dos Cem Anos” entre a Inglaterra e França que se estendeu de 1337 até 1453. Da Inconfidência Mineira ao dia 7 de setembro de 1822, foram 30 anos de incertezas. Da sedição intentada dos revolucionários da Bahia de 1798, à independência do Brasil, foram 24 anos de trama, a “Conspiração dos Alfaiates” resultou em prisões e execuções daqueles que queriam se libertar do jugo e foram presenteados com a morte. Outros tantos movimentos revolucionários aconteceram visando de uma forma ou de outra, algum tipo de independência, quando foram deflagrados na Colônia, como foi o caso da “Balaiada,” entre 1838 e 1841, a “Guerra dos Farrapos”, ou revolução Farroupilha entre 1835 e 1845, a “Cabanagem” no Pará de 1832 e 1835, a “Conspiração dos Suaçunas em 1831, a “Revolução Pernambucana” em 1817, a “Revolta dos

Malês” que aconteceu no dia 24 para 25 de janeiro de 1835, quando os escravos mulçumanos em Salvador se rebelaram e, finalmente, a abolição da escravatura no Brasil que desde a primeira leva de escravos trazidos da África, de Guiné em 1530, os quais vieram na expedição de Martim Afonso de Souza, até a assinatura da Lei Áurea, foram 358 anos em busca da liberdade. A rigor sempre existirá alguém, comunidade, povo ou nação que estará buscando sua independência. Até os artistas, que são livres por natureza, se manifestam neste contexto, como aconteceu na Semana de Arte Moderna em 1922, em São Paulo. Dois anos mais tarde, evidenciamos a revolta tenentista que culminou na rebeldia dos 18 do Forte, em Copacabana, sendo que um ano depois, em 9 de julho de 1924, fez eclodir revolta no Exército brasileiro que tomou proporções inimagináveis, favorecendo assim, a formação da Coluna Prestes. A esse tempo a República Velha já se havia degenerado. www.vvmagazine.com.br


HISTÓRIA Na Europa, as mulheres haviam conquistado a independência social e política, com milhares delas trabalhando nas fábricas ou usando o direito adquirido de escolher seus dirigentes, através da força do voto individual em tempo de eleição. Tudo isso é independência, com morte ou sem morte, é condição precípua para o homem viver livre sem aquela autoridade ditatorial o que, aliás, experimentamos no tempo de Vargas, e, a partir de 1964, uma ditadura explícita nos governos dos generais, os quais cerceavam os direitos políticos e individuais do cidadão brasileiro. Agora o tempo é outro.

para exercer seu direito de eleitora e escolher livremente, através do voto, o candidato a cargo eletivo nas eleições do país. No Brasil as mulheres tiveram o direito de votar nas eleições nacionais de 24 de fevereiro de 1932, através do Código Eleitoral Provisório, definindo que somente aquelas casadas (com autorização dos maridos), as viúvas e solteiras com renda própria poderiam votar. Todavia as restrições foram suspensas no Código Eleitoral de 1934, mas não obrigava as mulheres a exercer esse direito. O voto obrigatório foi instituído em 1946. Vale ressaltar, que a primeira mulher escolhida para ocupar um cargo eletivo foi no Rio Grande do Norte. Alzira Soriano eleita prefeita de Lajes, em 1928. Ela não terminou o mandato porque a Comissão de Poderes do Senado anulou os votos de todas as mulheres.

Alzira Soriano A liberdade é palavra de ordem e de forma sub-reptícia ordem e progresso, mensagem circunscrita no pavilhão verde, amarelo e azul. O Brasil convive com outra realidade, fundamentalmente no que tange as garantias e direitos individuais da sua gente, apesar de ainda não sermos uma verdadeira Nação e, sim, um povo em formação, como asserivamente assinala professor Ático Vilas Boas da Mota, não obstante, mesmo assim, vale lembrar que conquistamos o respeito como país emergente. Está bem vivo em nossa memória o que certa vez escrevemos para o jornal Correio da Chapada em novembro de 1889, quando este tinha sede em Seabra. (Veja o artigo ao lado) Provavelmente um dos maiores símbolos de liberdade, de independência, está representado de certa forma na mulher, quando obteve o reconhecimento www.vvmagazine.com.br

Carlota Pereira de Queiroz A primeira mulher a votar no Brasil, foi Carlota Pereira de Queiroz em 3 de maio de 1933, que acabou por se eleger deputada federal. Pois é, a independência é uma palavra plural. Prerrogativa ampla. Evidenciamos historicamente em alguns exemplos que não podemos jamais admitir o absolutismo, autoritarismo e os governos de exceção, isso já ficou distante e a Nação e o povo brasileiro estarão atentos para que não mais tenhamos os “mensalões”. Para tanto, deveremos exercer nas próximas eleições municipais, o nosso direito, direito de cidadão, escolhendo os melhores políticos para nos representar no poder.

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100 anos de República e as eleições presidenciais Estamos vivendo os poucos dias que antecedem um fato histórico da maior significação. A proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889, portanto este ano o seu centenário. No passado, o ideal que fundamentou a proclamação da República foi inspirado no sentimento maior para com a pátria, a emoção da liberdade e do progresso, sonhado por todos os que sentiam no peito a necessidade de uma nação livre, onde seus filhos vivessem dignamente, trabalhando para o engrandecimento do país. Somos os filhos e recebemos este legado de liberdade e progresso. No próximo dia 15 deveremos sentir também, como no passado, esta emoção. A emoção de escolher pelo voto direto o futuro presidente do Brasil. Inspiremo-nos, pois, para que o nosso voto possa contribuir decisivamente na escolha do homem certo para conduzir a nação por caminhos menos turbulentos. Este novo presidente deverá estar comprometido apenas com os anseios do povo brasileiro, pois passamos por momentos difíceis, com o país conturbado, enfraquecido, fragmentado, saqueado e corrompido, e com aquele ideal de liberdade, que nos foi legado, comprometido. Este novo presidente deverá declarar guerra à fome e a miséria, que assombram as famílias brasileiras, pondo em risco a liberdade de um povo e a estabilidade do país. Este novo presidente terá que enfrentar, sem piedade, o maior dos inimigos: A inflação! Vencê-la é uma necessidade imperiosa, condição fundamental para administrar um país tão viável, que o Criador bondosamente nos ofereceu onde sentimos a egrégora do seu povo emanar das cores da Bandeira Nacional. As eleições presidenciais, portanto, tornam-se um marco histórico no tempo, quando podemos identificar o breve espaço entre o passado e o futuro, no qual a história se repete. E por simples analogia, divisamos que adiante os nossos filhos desfrutarão de um Brasil glorioso, porque estará em paz, sintonizado com as energias cósmicas vibrando em harmonia. Assim, o Brasil será o centro de uma nova civilização, quando o mundo estiver caminhando para uma nova era. *Renato Luiz Bandeira é escritor e jornalista.

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POLÍTICA

As candidatas ao Executivo local nos municípios da Bahia Claudia de Faria Barbosa

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s mulheres adquiriram o direito ao voto, especificamente no Brasil depois de um longo período de discussões e lutas a favor da cidadania feminina, no qual as sufragistas buscavam a igualdade perante as urnas e o direito de exercerem a cidadania, negada por muito tempo, postergando uma conquista que permaneceu lenta e gradual até os dias atuais. Essa movimentação foi intensa e inseriu reivindicações no contexto do cotidiano e na vivência no que tange ao marco legal no decorrer dos anos. Com a promulgação do Código Eleitoral em 1932, o voto feminino passou a ser aceitável, mas não necessariamente obrigatório. Ademais, esse direito era restrito àquelas solteiras e viúvas que tivessem condições financeiras favoráveis e às casadas, desde que os maridos autorizassem. Portanto, o obstáculo maior não foi a conquista do direito ao voto, mas a sua consolidação. Conforme Tabak (1983, p. 34), após trinta anos da aprovação do Código Eleitoral que assegurou esse direito, em 1966, um levantamento da Câmara dos Deputados consignava a existência de apenas dezesseis mulheres prefeitas municipais, distribuídas por oito Estados da Federação. Com a promulgação da Constituição de 1988, efetivamente, aconteceu o “sufrágio universal” – sistema no qual todas as pessoas adultas podem eleger seus representantes, como também, representar a coletividade. Esse ganho incluiu a incorporação dos analfabetos e garantiu a todas as pessoas, com exceção das crianças e adolescentes, o usufruto desse exercício de cidadania. Entretanto, isso não foi suficiente e outras políticas públicas se fizeram necessárias para garantir a efetivação desse direito. Foram criadas as “ações afirmativas”, com o objetivo de estimular e assegurar a participação das mulheres nos cargos de representatividade na política. Trata-se de uma possibilidade de ação intencional relativa a um tratamento preferencial ou compensatório às mulheres por encon-

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trarem-se em posição de desvantagem social em razão de ranços históricos e culturais traduzidos em discriminações, preconceitos e estereótipos. Trata-se de um instrumento para a conquista de direitos, trazendo embutido o princípio da potencialidade igualitária, ou seja, a possibilidade de se corrigir, por meios da legislação, a estrutura desigual das sociedades. Para a aprovação da norma legal foi necessária muita discussão, sendo sancionada em 29 de setembro de 1995, a lei n. 9.100 (BRASIL, 1995), que “estabeleceu as normas para a realização das eleições municipais do ano seguinte, e determinou uma cota mínima de 20% para as mulheres nas candidaturas dos partidos políticos” (GROSSI & MIGUEL, 2001, p. 169). Dois anos mais tarde, em 1997, foi sancionada a lei 9.504/97 (BRASIL, 1997), que reservou o percentual de 30% para as mulheres dentro dos partidos políticos, conforme art. 10 § 3º. A “lei de cotas” foi aprovada na Câmara Federal após uma forte negociação com políticos do sexo masculino resultando uma distorção profunda. Para compensar uma cota de 20% para as mulheres, os partidos políticos exigiram a ampliação do total de vagas, isto é, se o total era X ele passou a ser X + 20%. Ou seja, o número de vagas para candidatos cresceu de 100% para 100%+20%. Nos anos seguintes, o número de vagas também cresceu na igual percentagem (BLAY, 2002, p. 59). Apesar dessa medida não ter inspirado uma maior mobilização da sociedade e haver resistência das mulheres em assumir expressivamente esse espaço, no âmbito geral, pode ser considerada como

positiva, por ter sido inserida na agenda política e intensificou o aumento das candidaturas femininas. De acordo com os dados do Tribunal Regional Eleitoral – TSE, neste ano de 2012, nos 417 municípios do Estado da Bahia houve 1.147 registros de candidaturas, sendo 44 femininas (12,6%) e 1.003 masculinas (88,4%), apontando a disputa entre candidatas ao Executivo Municipal em dois municípios. Esses dados demonstram que, em se tratando do cargo majoritário de prefeita(o) a adoção de ações afirmativas não tem sido eficaz. A disparidade continua e os partidos políticos tentam compensar com as candidaturas de vereadoras, muitas vezes, as mulheres são convidadas apenas para preencher as vagas exigidas pela legislação, sem condições de levar à frente a campanha eleitoral e, muito menos, de se elegerem. Por outro lado, incrementou o número de mulheres na política. Todavia, a questão chave é eleger mais mulheres e investir em sua preparação para a vida na esfera pública. A eficácia dessas iniciativas se concentra no suporte para as candidaturas femininas, como a previsão de recursos financeiros para a campanha, o acesso ao horário político gratuito dos veículos de comunicação e outros mecanismos de incentivos tanto à participação, quanto à formação política das mulheres. Espera-se que a sociedade evolua para uma verdadeira igualdade de gênero, para tanto, é imprescindível o Estado brasileiro garantir políticas públicas capazes de suprir essa compensação e se alcançar o que hoje é utopia. Nesse sentido, é importante a discussão da descrição de trajetórias e lutas das mulheres, para que haja empoderamento, não somente delas, mas da categoria social que constituem. Sinalizei que já existem marcos legais e jurídicos, mas a aplicação nem sempre se faz de imediato e sem contradições, os efeitos ainda não tem causado resultados intensos que impactam as candidaturas. (Doutoranda no programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica do Salvador.)

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MEIO AMBIENTE

Folha seca não é lixo Idione Cristina

Cuidar do meio ambiente começa pela nossa casa.

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odos nós sabemos que vários ecossistemas brasileiros e também ecossistemas de todo o mundo estão seriamente ameaçados. Espécies de plantas e de animais estão sendo extintas, isso sem contar aquelas que ainda não foram descobertas. Os rios estão cada vez mais poluídos sendo que alguns estão secando devido à destruição das matas ciliares. Florestas estão desaparecendo numa velocidade espantosa. Tudo isso, ficamos sabendo através dos meios de comunicação de todo o mundo, a todo o momento, mas não fazemos nada para mudar a realidade. Falamos mal dos governos, do vizinho que não sabe o que fazer com o lixo que produz e, recentemente, comentamos sobre o fracasso da Rio+20. Enfim, estamos sempre esperando que o outro faça aquilo que também é de nossa responsabilidade. O que você está fazendo para melhorar o mundo em que vivemos? Um mundo sustentável começa com pequenas mudanças conscientes de hábitos que produzem um grande efeito em favor do www.vvmagazine.com.br

planeta. Todos nós podemos contribuir, a partir da rotina, em nossas casas. Você já notou que, quando pensamos em arrumar nossas casas e jardins, lembramos logo da calçada e do quintal por varrer? Para nós, seres tipicamente urbanos, a palavra 'terra' lembra sujeira, ou não usaríamos luvas para plantar as flores , para não ter que sujar as mãos. E, falando em jardins, quem nunca viu uma dona de casa resmungar enquanto cata folhas secas no chão? Na visão destas pessoas, o chão está sujo e folha seca é lixo, mesmo quando orientadas pela televisão, internet, livros e revistas que, aquilo que é visto como lixo, em verdade é matéria orgânica que serve para proteger a terra do impacto das gotas de chuva e que, se aquelas folhas forem deixadas ali, o resultado será uma terra mais rica e mais protegida. O mestre Lutzemberger, em seu texto, publicado em 1997, já reclamava da atitude equivocada de varrer folhas secas como se fosse lixo: “A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muito cientista. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil. Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada

de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados. Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins”. A bem da verdade é que não podemos mudar o que não queremos encarar e o primeiro passo para melhorarmos o mundo em que vivemos e desejamos deixar para nossos filhos e netos, é assumirmos nossa culpa, nossa máxima culpa, começando a mudança pela nossa casa, no ambiente em que vivemos. Ter uma casa sustentável, não é coisa de outro planeta. Basta querer mudar de atitude, mantendo a higiene, sem desperdícios, reaproveitando, reciclando, preservando. A natureza agradece.

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BELEZA E BOA FORMA

Pilates é isso Tão bom quanto outros, o método dominou o mercado, caiu nas graças dos médicos e ganhou legiões de devotos apesar de suas limitações e da proliferação de instrutores malformados Dor nas costas, barriga, sedentarismo? Seus problemas acabaram: faça pilates. A propaganda do método desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates (1883-1967) não é tão explícita assim, mas o pacote de benefícios colou no imaginário popular. O sucesso é explicado por uma feliz combinação de fatores, a começar pelas qualidades da técnica. O pilates tem uma gama enorme de exercícios, adaptáveis a diversas condições físicas e objetivos, que organizam a postura e servem tanto para reabilitação quanto para a conquista de boa forma. As qualidades foram incensadas por bonitos e famosos, atraindo investidores do mercado da malhação. "No início da onda [do pilates], os equipamentos eram muito caros, então as empresas entraram com um marketing pesado para reforçar as vendas. Virou moda e se expandiu numa quantidade absurda", diz o fisioterapeuta carioca Leonardo Machado. A moda não passou: iniciada há mais de dez anos, a curva de crescimento continua. Segundo Léo Yamada, sócio do Grupo Metalife, que oferece aparelhos, consultoria e cursos de pilates, o negócio cresce 20% ao ano. "Nosso grupo, que abastece até 30% do mercado, está vendendo 5.000 estúdios por ano." Há cinco anos, o número de vendas girava em torno de 1.500, segundo ele. A demanda também cresceu porque ficou fácil montar estúdio de pilates. "Com uma área pequena e investimento a partir de R$ 35 mil, a pessoa consegue começar seu negócio", afirma Yamada. Com o crescimento rápido, vieram os efeitos colaterais. "Os estabelecimentos precisam de professores para 'começar ontem' e os profissionais têm que estar prontos 'amanhã' para trabalhar. Aí surge formação por vídeo, curso de final de semana...", diz Alice Becker, pioneira na formação de instrutores no Brasil e uma

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das criadoras da Aliança Brasileira de Pilates. No Brasil, a profissão não é regulamentada, mas há padrões internacionais que servem para checar a qualificação do professor: ele deve ter feito um curso de 400 a 450 horas, incluindo aulas práticas com os aparelhos principais: trapézio,

"reformer", cadeira e barril. Para saber, só perguntando ao professor onde ele se formou e se informando sobre a escola. PÚBLICO DE RISCO A formação deficiente é a primeira sombra no cenário maravilhoso atribuído ao método. "Todo mundo quer fazer achando que é indicado para tudo, sem avaliação, sem profissional habilitado. Esse pilates malfeito vai acabar queimando o filme do bom pilates", teme a fisioterapeuta Janaína Cintas, que tem especialização no método e em outras técnicas.

Por enquanto, o potencial do pilates faz o público apostar em suas vantagens. "O método é tão consistente que até quem não tem boa especialização faz algum sucesso, mantém seus alunos. Mas isso pode causar problemas", diz Alexandre Ohl, coordenador de pós-graduação em pilates na Unip (Universidade Paulista) e professor da Bodytech de São Paulo. O risco aumenta porque justamente a população com problemas (dor na coluna, osteoporose, sedentária) é a mais atraída pelo método, que tem sido usado e indicado para tratar a saúde. A advogada Luciana Serra Azul Guimarães, 38, estava havia cinco anos parada, com dores lombares. "Estava certa de que o pilates era a opção ideal para mim", conta. No primeiro estúdio em que foi, fez uma aula experimental e só não começou a prática por falta de horários. Sorte dela: uma avaliação com fisioterapeuta identificou que o seu problema seria agravado pelos exercícios de pilates. "O método é utilizado para tratamentos de coluna, mas há casos em que pode aumentar a dor e agravar a lesão", diz o ortopedista Bruno de Biase, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Só depois de tratar seu problema com outras técnicas, Luciana foi liberada para fazer pilates. "A proposta do pilates é interessante, mas começaram a oferecer mais do que podem dar: faça pilates e você não vai ter mais dor nas costas, vai ganhar a flexibilidade de um bailarino e o corpo da Madonna. As coisas não funcionam desse jeito", diz o fisioterapeuta Leonardo Machado. Foco exagerado no abdome pode ser problema Uma das razões do crescimento do pilates foi atender um público interessado na atividade física, mas pouco afeito ao padrão saradão associado à musculação. Mas a procura também cresceu em outra ponta: pessoas preocupadas em ter um corpo bonito, músculos alongados e barriga chapada.

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BELEZA E BOA FORMA

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método tem o que oferecer nessa área. Diferentemente da musculação, que faz o praticante treinar com a coluna fixa e exercitar músculos isolados, o pilates trabalha vários grupos musculares e diferentes formas de articulação da coluna. Um dos conceitos básicos da técnica é fortalecer o centro do corpo e a musculatura abdominal profunda. A ênfase no abdome é considerada um trunfo do pilates, mas também é alvo de questionamentos. "Na cavidade abdominal estão todos os órgãos. Se há um reforço muscular muito intenso nessa região, aumenta a pressão sobre os tecidos que envolvem os órgãos, diminuindo a irrigação sanguínea e a transmissão de estímulos neurais", diz o fisioterapeuta Leonardo Machado. Com o passar do tempo, essa pressão intraabdominal excessiva pode causar disfunções endócrinas, gastroenterológicas e cardiovasculares, afirma o fisioterapeuta.

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GRAÇA DOS MÉDICOS Para quem não tem desequilíbrios ortopédicos ou orgânicos e quer resultados estéticos, o pilates é uma ferramenta com vantagens e desvantagens em relação às demais opções. Pode ser boa conforme os objetivos, mas não dá tudo e o céu também. "Não há técnica soberana. Mas como o pilates caiu nas graças de médicos e é associado a bailarinos, com seus corpos incríveis, muitos acham que faz milagre", diz a fisioterapeuta Janaína Cintas. Quem precisa ou quer hipertrofiar os músculos, por exemplo, vai se beneficiar menos do pilates do que da musculação, diz o educador físico Alexandre Ohl. Em casos de osteoporose, também há limitações na prática. "Quase 80% dos exercícios tradicionais envolvem curvar a coluna para frente. O movimento pode causar fraturas nos ossos mais porosos", diz a professora de pilates Alice Becker. A publicitária Débora Bacaltchuk, 33, que pratica há dois anos, é entusiasta do método. Mas ela se diz consciente de que não pode esperar tudo de uma só atividade. Débora treina duas horas todos os dias da semana: dois dedicados ao pilates e três, à musculação e à corrida. "Para ficar com o corpo bonito sem ser bombada, só investindo alto em tempo e dinheiro. Para mim, vale a pena."

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Vereador

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VIVER BEM AGORA

Tomar café todo dia garante vida mais longa Mariana Poli

Estudos acabam com o mito de que bebida faz mal para a saúde e apontam novos benefícios do produto

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e vilão a herói da saúde, o café acaba de sofrer uma reviravolta. O que mudou? Uma pesquisa divulgada no mês passado garante: quem toma seis ou mais xícaras grandes de café diariamente vive por mais tempo. O estudo, liderado por um grupo de pesquisadores norte-americanos, levou 14 anos para ser finalizado e avaliou mais de 400 mil homens e mulheres saudáveis, entre 50 e 71 anos. Para especialistas, não importa se é café de coador, expresso ou solúvel, mas é preciso atentar para a concentração do produto. Exemplo: uma xícara grande de café coado equivale a uma pequena de expresso. De acordo com Luiz Antonio Machado

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César, professor de cardiologia da USP (Universidade de São Paulo), a pesquisa mostra que, de fato, o café não faz mal à saúde, absolvendo o produto. No Brasil, César é coordenador de outra importante pesquisa sobre os impactos da bebida, em andamento há três anos e meio no Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de SP), com 120 voluntários, entre pessoas saudáveis e indivíduos com problemas cardíacos. 'Tomar café [na torra escura, que é o tipo mais consumido no Brasil] não interfere em arritmia, na função do coração, nem na pressão arterial e melhora a capacidade de fazer exercício.' Gabriel Bartholo, engenheiro

agrônomo e gerente-geral da Embrapa Café, diz que pesquisas vêm apontando os benefícios do café há 15 anos. 'Ajuda no controle do diabetes tipo 2, na prevenção de doenças do coração e na atividade cerebral.' Cita como exemplo uma pesquisa brasileira feita com estudantes do ensino fundamental. 'O rendimento do grupo que tomava café foi superior, absorvia com mais facilidade as matérias.' Quanto à associação do café com o aumento do 'mau' colesterol, não é preciso se preocupar. 'Aumenta os dois [colesteróis], o bom e o ruim, em pequenas quantidades', diz César. Um compensa o outro.

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BELEZA & ESTÉTICA

Acerte no Traço (Sara Saar)

Difíceis de aplicar, delineadores exigem prática e paciência de iniciantes para a produção do risco perfeito, que pode ser fininho ou mais largo, à la Amy Winehouse

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tem indispensável em uma produção sexy ou descolada, o delineador pode fazer maravilhas pelo visual desde que seja aplicado da maneira correta. Mas nem sempre é simples fazer em casa o traçado que realça o olhar. Riscos que deveriam sair bem fininhos ou mais grossos, à la Amy Winehouse, às vezes, ficam borrados e tortos. Até ser atingido o efeito desejado, podem ser necessárias inúmeras tentativas. A principal dica dos especialistas para quem ainda não tem a mão firme é treinar em frente ao espelho sempre com os cotovelos apoiados. 'No começo, haverá muitos borrões. Nada que cotonetes e demaquilantes não resolvam', garante o maquiador Vito Mariella, do Liceu de Maquiagem. Outra atitude que pode ajudar quem está aprendendo, segundo a maquiadora e visagista Marlene Adami, da Maison Payot, é fazer um risco bem fininho ao longo da linha dos cílios com um lápis de

olho, que vai delimitar o traçado na hora de aplicar o delineador. Existem também aplicadores de delineador, que podem auxiliar a automaquiagem. No entanto, há ressalvas quanto à sua utilização. 'O interessante é fazer a maquiagem à mão livre, para ganhar habilidade com mais rapidez', orienta Marlene. Responsável pela página 'Eu Maquio', a blogueira Ane Katarine Medina, 23 anos, costuma usar delineador em maquiagens para baladas e festas especiais, como casamentos, formaturas e aniversários. 'Com ele, é possível transformar a maquiagem em instantes, criando um visual sexy ou descolado', afirma. O delineador, hoje, pode ser usado em qualquer ocasião, tanto de dia quanto à noite, basta identificar o traçado ideal. 'Quando o item começou a ser usado, só eram feitos aqueles traços largos', conta Marlene. 'Em olhos grandes, temos espaço para fazer um traço mais grosso e

dramático, enquanto em olhos pequenos, podemos começar com o traço fino na parte interna dos olhos e engrossá-lo mais no fim', explica Mariella. Há diferentes tipos de produtos no mercado. 'A pessoa que nunca usou delineador deve experimentar tanto a caneta quanto o pincel, para saber com qual se dá melhor', aconselha Marlene. Para a especialista, o pincel facilita bastante o traçado por oferecer maleabilidade, ao contrário da caneta, que tem a ponta rígida. Já Mariella acredita que os delineadores em caneta ou os em gel, que são aplicados com pincel chanfrado, são os mais práticos, porque evitam que o produto escorra e estrague o traçado.

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MODA

MODA

A queima de sutiãs Silvia Teixeira Designer de Moda

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omo estaremos comemorando a Independência do Brasil no dia 7 de setembro, aproveitamos para lembrar um fato que libertaria as mulheres, pois foi também em 7 de setembro, do ano de 1968 que aconteceu o episódio conhecido como Bra-Burning, ou A Queima dos Sutiãs. O evento de protesto reuniu cerca de 400 ativistas do WLM (Women's Liberation Movement) contra a realização do concurso Miss America, em Atlantic City. Mas na verdade, a 'queima', propriamente dita, nunca aconteceu. Mas a atitude foi incendiária. A escolha da americana mais bonita era tida como uma visão arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comer-cial. Elas colocaram no chão, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “instrumentos de tortura” (v. Duffet, Judith. WLM vs. Miss America. Voice of the Women's Liberation Moviment. October 1968, pg. 4.). Aí, alguém sugeriu que tocassem fogo, mas não aconteceu porque não houve permissão quanto

ao lugar (que não era público) para isso. Também ninguém tirou seu sutiã. Essas lendas urbanas surgiram porque, ao dar ampla cobertura para o evento, a mídia o associou a outros movimentos, – como o da liberação sexual; dos jovens que queimaram seus cartões de segurança social em oposição à Guerra do Vietnã - e passou a chamá-lo de “bra-burning”, (queima de sutiãs). Na seqüência, a manchete do New York Post saiu com o título “Bra Burners and Miss America” (Queimadoras de Sutiãs e Miss América), que logo ficou associado às mulheres sem sutiãs. Desde então, a cultura popular ligou para sempre feministas à “queima de sutiãs” (v. Germaine Greer, jornalista e escritora

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australiana, que declarou nos anos 60 “que o sutiã é uma invenção ridícula”, declaração que repercutiu em muitas mulheres que questionavam o papel do sutiã como objeto anti-sexista da liberação feminina). Depois disso, aconteceram queimas de sutiãs em vários lugares do mundo. Mas o evento que gerou as manifestações e que ficou conhecido como BrasBurning, foi o citado acima. O significado no dicionário da palavra sutiã ou soutien (do francês soutien: suporte), é um tipo de roupa usada por mulheres, servem para a proteção e sustentação dos seios. Hoje, cada vez mais, tecnologias são aplicadas em sua produção e além de conforto ou sustentação, a mulher procura beleza e sedução.

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FINANÇAS E NEGÓCIOS

Mineradoras devem voltar a fazer aquisições

Mina de cobre em deserto no Peru

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setor de mineração e metalurgia voltará a um ciclo de alta de fusões e aquisições. A visão é de David Russel, diretor de transações da Ernst & Young para a área. Custos mais elevados e preços mais baixos das commodities estão forçando as mineradoras a repensar suas estratégias de investimento. Até agora, a instrução era crescer por meio do desenvolvimento de novos projetos. Neste segundo semestre, as empresas devem estar mais dispostas a comprar outras. Na primeira metade deste ano, o volume das operações de fusões e aquisições no setor caiu 19% no mundo em relação a igual período de 2011. Em valor, a retração foi mais significativa, de 38%, segundo dados da Ernst & Young. As incertezas sobre a economia global, principalmente em relação à China, e a volatilidade dos mercados são as principais causas para o menor volume de negócios. Ao mesmo tempo, as grandes mineradoras não tiveram problemas para acessar recursos para investimento, utilizando principalmente o mercado de títulos (bonds), segundo a consultoria. Já as fontes de financiamento mais acessíveis às empresas menores (ofertas públicas de ações) secaram com a aversão ao risco. Por isso, a consultoria diz que as grandes mineradoras podem se tornar uma fonte de capital para as menores, que veem na venda de participação acionária para os grandes grupos uma saída para tocar seus projetos. Além disso, a queda no valor de

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mercado da maioria das mineradoras as tornou mais atrativas para compras. Países emergentes, especialmente a China, devem continuar como foco. A consolidação do setor no país asiático deve aquecer o mercado de fusões e aquisições. Diante de uma demanda mais fraca e de margens apertadas, as mineradoras tentarão otimizar os custos de importação e a força de trabalho em busca de maior lucratividade, avalia a consultoria. Risco 1 A onda de nacionalismo em países produtores de minérios, caracterizada pelo aumento de royalties e de taxas, é apontada pela Ernst & Young como um dos maiores riscos às empresas do setor. Risco 2 A falta de mão de obra especializada, o aumento dos custos por conta da inflação e as dificuldades na obtenção de licenças de operação são outros pontos a serem avaliados pelas mineradoras antes de uma aquisição, diz a consultoria. Retomada Os preços do milho e da soja voltaram a subir ontem, com especulações de que a chuva prevista

para os EUA não atingirá muitas áreas de cultivo do Meio-Oeste americano. Moagem de cana avança, mas qualidade cai com chuva Pela primeira vez nesta safra, o volume de cana processado pelas usinas do Centro-Sul ultrapassou a moagem de igual período de 2011. Na primeira quinzena deste mês, foram processados 42,18 milhões de toneladas, crescimento de 3,9% ante igual intervalo de 2011, informou a Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Desde o início da safra, porém, a moagem está 22% menor em relação à safra 2011/12, reflexo das chuvas de maio e junho, que paralisaram os trabalhos em algumas usinas. Os dados de ontem confirmam a queda na quantidade de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana. Na primeira quinzena deste mês, a retração foi de 4% ante o mesmo período do ano passado. A menor quantidade de ATR prejudica o rendimento industrial das usinas. Tatiana Freitas (interina)

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FINANÇAS E NEGÓCIOS

Exportação de soja supera a de minério de ferro Mauro Zafalon

A

s exportações brasileiras do complexo soja (soja em grãos, farelo e óleo de soja) já superam as receitas obtidas com o minério de ferro. Quebra de produção de grãos na América do Sul e seca nos Estados Unidos colocaram a soja no topo das exportações brasileiras de commodities, desbancando a liderança do minério. Este sofre os efeitos das incertezas econômicas mundiais, que reduzem a demanda por minério e esfriam os preços da commodity. As receitas com a soja devem atingir patamar não esperado pelo próprio setor nas estimativas do início do ano. Só nos sete primeiros meses já atingem US$ 18 bilhões, 21% mais do que em igual período anterior. De janeiro a julho, as exportações de minério de ferro renderam US$ 17,7 bilhões, 20% menos do que em igual período de 2011. Apesar do bom desempenho de soja e de milho, cujas receitas são maiores neste ano, o cenário econômico internacional www.vvmagazine.com.br

não favorece as exportações brasileiras de commodities. No setor agrícola, vários dos principais itens da balança comercial continuam com queda nas receitas neste ano. Uma das principais quedas é a do açúcar, cujas receitas recuaram para US$ 5,6 bilhões até julho, 22% menos do que entre janeiro e julho do ano passado. Nesse mesmo período, as vendas de café, setor que vinha recuperando espaço na balança comercial brasileira, recuaram para US$ 3,2 bilhões, 22% menos do que no ano anterior. As carnes também perdem peso na balança, principalmente porque os preços internacionais caem. O setor de avicultura, carro-chefe do setor, teve queda de 4% no volume exportado no mês passado em relação a 2011. Já os preços recuaram 14%, derrubando as receitas totais do mês para US$ 481 milhões, 17% menos do que em julho do ano passado. A balança de commodities foi afetada também pela redução das exportações de petróleo, que caíram para US$ 11,8

bilhões neste ano, 2% menos do que no ano passado. Oferta maior O clima favorável à produção de forrageiras permitiu a elevação de 4% na captação brasileira de leite em junho. A região Sul, devido à elevação de 11% na produção do Rio Grande do Sul, liderou, com alta de 7,4%. Preço menor essa ele-vação na oferta de leite provocou queda de 1,2% nos preços recebidos pelos produtores no mês passado. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), órgão que acompanha mensalmente o setor. Quanto exportou As vendas externas de carne de frango "in natura" recuaram para 279 mil toneladas no mês passado, 4% menos do que em julho de 2011, conforme dados divulgados ontem pela Secex. Acima Já as vendas de carnes bovina e suína "in natura" subiram em relação às do ano passado. O volume da bovina foi de 83,3 mil toneladas, enquanto a de suína esteve em 37,6 mil, segundo o órgão oficial. Agro discute energia e segurança alimentar Num momento em que o mundo volta a se preocupar com o abastecimento de grãos e com a elevação dos preços, devido à quebra mundial de produção, o agronegócio brasileiro discutirá o papel do Brasil na oferta de alimentos e de energia. Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Abag, associação que promove o encontro na próxima segunda-feira, em São Paulo, diz que seguramente cabe ao Brasil a produção de grãos e de energia com escala e sustentabilidade. REVISTA VIVA MAGAZINE

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CRÔNICAS

Jonas Xavier, só sem Anália Ivan Guanaes

“Não parta não! Aqui todos te querem! Minhas aves amigas te conhecem “- Castro Alves Jonas era dono de uma loja de tecidos, bom vendedor, a loja sempre arrumada com cuidado e arte. Crescia no comercio, naquele seu jeito leniente de tratar a clientela, mostrar as novidades, ele mesmo muitas vezes indo comprar mercadoria em Salvador. Enfrentava o balcão diariamente. Trabalhador incansável. A loja nos trinques. Ainda sim, era um festeiro. E quando se dispunha a participar da festa, não tinha dia pra acabar. Ermosa, sua mulher, virava uma fera. Terezinha e Vera, as sua filhas, acompanhavam os sentimentos da mãe. Nelson, o filho, nem tanto, até gostava de ver o pai se divertindo. Contudo, Jonas jamais se tornava irresponsável no negocio. Todo mundo achava um exagero de Ermosa, aquela implicância. Ele, o que queria , era se divertir, mergulhar no tempo, buscar a alma da alegria e nela viver. Ficou famoso o São João da dupla Jonas e Armênio. Começaram na véspera do São João e só pararam no dia de São Marçal, o santo das solteironas, um dia após o São Pedro. Isso quer dizer sete dias de festa e regozijo, algumas paradas para sono. No mais, era festa. Nas noites, os bailes, o fogo das fogueiras renovadas, Biminha, o exímio saxofonista, Bequinha cantando o variado repertório, a noite em samba ou serenata. De dia, o dia todo, eram os dois, Jonas e Armênio, visitando as casas, e cantando pelas ruas engalanadas, abraçados, fortes e duros na queda, ele, Jonas de forte compleição, ele, Armênio, magro e rijo, e cantando o desafio: “Quatrocentos sapos mil e seiscentos jias, tudo na lagoa fazendo essa harmonia: Coen... Ron...ren Coen... Ron... ren Quatrocentos sapos novecentos jias, tudo na lagoa fazendo essa harmonia: Coen... Ron...ren Coen... Ron... ren” E nesse diapasão o mesmo número de sapos, crescentes o número de jias até mil jias, ou, “milijias”. Alcançadas as mil jias, retorna o desafio para quatrocentos sapos e novecentas jias, jias que novamente crescentes até mil jias, com alguns pulos na contagem. Ninguém podia sequer pensar em tanta disposição. Jonas, um touro; Armênio, um feixe de varas. Uma dupla imbatível. Tudo levado no ritmo de festa. Ermosa, desconsolada e triste. E Jonas voltava à rotina, sem arrependimento, e pleno de força para retornar as rédeas do negócio. Numa dessas recaídas festivas, este improvisado cronista, encontrou-o ressabiado, parado no passeio em frente à casa de morada, olhando- a, portas e janelas fechadas, sinal de que Ermosa estava desolada com mais uma de Jonas.

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Vendo-o, fui-lhe dizendo; - Está triste, “veio” Jonas. Esse “veio” era uma forma carinhosa que quase todos tínhamos de chamá-lo. - Oi, Companheiro, e eu tenho razão, veja se não parece uma casa de uma viúva... tudo fechado, é só tristeza! O jeito de falar, naquele tom lânguido, um sorriso maroto acompanhado as palavras, era o reflexo do cidadão bom, mas irreconciliável com a tristeza quando a alegria lhe batia à porta e ele deixava passar. Era tempo de carnaval. SEABRA nunca foi de festa de carnaval, carnaval era com Palmeiras. Bons carnavais. SEABRA era mais de micareta, mas não deixava passar em branco, os folguedos do irrequieto Rei Mono. E ouviu-se, vindo do lado de cima da cidade, descendo a Rua da Igreja, o som de um conjunto musical que se aproximava, acompanhando um improvisado cordão de carnaval, despontando, a porta-estandarte. As casas ficaram vazias, todos no passeio ou jardim, na expectativa de ver passar o cordão, que cantava, com inegável ritmo, cadenciado balanço, a canção de Caymmi: “Eu vou pra Marancagalha Eu vou... Eu vou de uniforme branco Eu vou... Eu vou de chapéu de palha Eu vou... Eu vou convidar Anália Eu vou.” O estandarte improvisado trazia inscrito: “O cordão de Anália”. Anália era a porta-estandarte. Forte e avantajada, e singelamente homenageada. Donana, Dona Ninha e as filhas Tutu, Janoca e Antolina, Ermosa, Prisilina, Lourdes e Nenem, moradoras na rua, estavam gostado do que viam. E descia festivo e cantante, o cordão. Os integrantes, pouco a pouco iam sendo reconhecido. Só a porta-estandarte, num vestido comprido de flores coloridas, em constantes evoluções dificultava o reconhecimento. Daí quando, Terezinha, a primogênita de Ermosa, grita: Mãeinha é Paínho. As portas e janelas da casa de Jonas se fecharam. E Jonas, estandarte na mão, travestido de Anália, continuou desfilando sua alegria e suas emoções na passarela. Era com essa fleugma e seu ar meio bonachão que ia levando a vida. Por isso quando Abel, seu irmão, numa dessas ocasiões de festa, quis brigar, ele dizia, no seu jeito zombeteiro: - Não sei por que Abel quer brigar... Eu sou diferente... quanto mais gente, mas eu estou querendo... Este é Jonas, quando vestia sua alma de festa. As festas passavam. E o lojista estava atento no seu negócio, na educação dos filhos, no bem-estar de Ermosa, participante efetivo dos eventos sociais de sua gente, da política, determinado e fiel, grande companheiro. Mas o coração de Jonas, o coração físico, começou a fraquejar. E Jonas se foi. E Jonas não podia ir... www.vvmagazine.com.br


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DICAS DE LIVROS Resident Evil - Retribuição

Independência ou morte? Independência ou morte é uma frase bem forte para se dizer em vão. É o uso da incoerência subestimando a inteligência do sofrido povão. Oh, bravos brasileiros, eu falo dos primeiros que ignoravam vantagem. Que lutavam desarmados, muitos caíram crivados, um exemplo de coragem. Nos campos e nas cidades, foram muitas crueldades. Morreram muitos brasileiros. Jornalistas, estudantes, poetas e comerciantes, herois, bravos guerreiros. Não sei se valeu a guerra, ainda hoje há sem-terra, mutilado, morto no chão. E nas cidades, o sem-teto não é gente, é objeto, só é gente na eleição. Se a gente vê nas calçadas, crianças amontoadas, famintas, entregues à sorte se poucos são os abrigos, para aquecer os mendigos... independência ou morte? Independência é cidadania, o povo em harmonia, é paz e congratulação. É a criança estudando, o adulto trabalhando para grandeza da nação. Pare o discurso bonito! Resuma tudo, num só grito. A coisa tem que mudar! É verdade, a gente sente, a nação está doente, deve e não pode pagar. De Antônio Bispo dos Anjos - Poeta e violeiro

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A Terra está devastada por zumbis e aberrações geradas por mutações do T-vírus. Para sobreviver à nova realidade global, Alice luta ao lado de sobreviventes de um movimento de resistência e reencontra velhos conhecidos na contínua batalha contra a Umbrella Corporation e os mortos-vivos. A contagem regressiva já começou, e a esperança da raça humana recai sobre os ombros da incansável Alice.

Um mundo brilhante Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato.

De volta a cabana Em mais esta eletrizante história, uma espécie de continuação do primeiro livro, Kruger nos desvenda os conceitos filosóficos e teólogos utilizados na criação da história de A Cabana. Para isto, o autor aprofunda o seu estudo sobre a Santíssima Trindade e trata principalmente sobre o amor de Deus e as suas manifestações diárias em nossas vidas.

Cinquenta tons mais escuros Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.

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SEU GUIA / Automobilismo Classificados

Sob medida Eduardo Sodré

Minivans resistem à moda dos utilitários e continuam sendo uma alternativa de carro para a família; compare algumas opções

N

o início dos anos 1990, as famílias brasileiras descobriram as minivans de luxo. Eram modelos importados de preço elevado, como a Mitsubishi Expo e a hoje esquecida Chevrolet Lumina. Em 1999, chegou a Renault Scénic, produzida no Brasil. Mais acessível, abriu caminho para um novo segmento. A Citroën Xsara Picasso e a Chevrolet Zafira, ambas de porte médio, estrearam em 2001. A primeira minivan compacta nacional foi a Chevrolet Meriva, lançada em 2002. Naquele ano, tais modelos figuraram entre os 30 carros mais vendidos do Brasil. Hoje, as famílias estão mais interessadas em utilitários urbanos, como o Honda CR-V e o Kia Sportage. Mas o segmento das minivans continua firme e democrático, com opções para todos os gostos e bolsos. A começar pela Fiat Idea. Remodelada em 2010, a minivan produzida em Betim (Minas Gerais) oferece espaço por preço razoável. É uma opção interessante para um casal com dois filhos.

NAS ALTURAS O motorista vai nas alturas, até parece estar em um carro grande. Contudo, alguns detalhes da Idea incomodam, como o posicionamento ruim das saídas de ar (o fluxo é mal distribuído pela cabine) e do retrovisor do lado direito, que é parcialmente coberto pela coluna dianteira. Por outro lado, os bancos são os melhores entre os compactos da Fiat. Atrás, as crianças não terão do que reclamar. Há mesinhas para lanches acopladas aos encostos dos assentos dianteiros e bom espaço. A versão testada veio com motor 1.6 flex (117 cv) e câmbio automatizado Dualogic. No teste *Folha-Mauá, apresentou bom desempenho e consumo razoável, sem surpresas. Convém não abusar: estreita e alta, a Idea foi feita para andar com calma. SETE LUGARES Quem precisa de espaço extra e tem cerca de R$ 50 mil para gastar deve

conhecer a Chevrolet Spin. A versão LTZ tem sete lugares e quer conquistar os órfãos da Zafira. É o caso do microempresário Ronaldo Messias, 47, pai de três filhos com idades entre 10 e 24 anos. "Tive uma Zafira 2001. Era excelente para levar a família, e usei muito a terceira fileira de bancos. Mas a Chevrolet não mudou o visual do carro e cansei de esperar por novidades. Acabei comprando um Toyota Corolla." Messias quer investir novamente em um carro mais espaçoso e pretende conhecer a Spin LTZ. Ele irá encontrar um modelo bem equipado e silencioso, porém mais simples que a Zafira. Há também a versão LT (cinco lugares, a partir de R$ 44.590), que chegou para ocupar a vaga da Meriva. A opção mais sofisticada do segmento é a Citroën C4 Picasso. É também a mais cara: com sete lugares, custa R$ 91.820. Vende pouco, pois divide as atenções com os utilitários urbanos. Contudo, oferece cabine mais acolhedora e muitos equipamentos de conforto e segurança.

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SEU GUIA / Gastronomia Classificados Doce de laranja e chocolate

Ingredientes 1 caixa de pó de pudim sabor chocolate com coco Para a calda 3 colheres (sopa) de açúcar 250 ml de suco de laranja Raspas de laranja 4 gomos de laranja sem pele nem semente

Modo de preparo Faça o pudim de acordo com as indicações da embalagem e o divida em quatro taças. Reserve. Em uma panela, coloque o açúcar, o suco de laranja e as raspas da fruta. Deixe em fogo brando até reduzir pela metade. Reserve Montagem Com o pudim pronto, divida a calda, que deve estar gelada, nas tacinhas e decore com gomos de laranja

Crédito da receita: Ducoco (http://ducocoalimentos.com.br)

A

lém da vitamina C, a fruta tem cálcio, ferro, fósforo e substâncias antioxidantes; aproveite essa delícia Suculenta e saborosa, a laranja é uma das frutas mais adoradas pelos brasileiros. Versátil, combina com pratos doces e salgados e oferece inúmeros benefícios à saúde, segundo Michelle Sandra Torres de Oliveira, nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. 'Além da famosa vitamina C, encontramos nela ácido fólico, cálcio, potássio, magnésio, fósforo, ferro, fibras e substân-

restrito em dietas, porém a nutricionista alerta: 'Aqueles que querem emagrecer não devem exagerar. Para ter uma ideia, ao fazer um copo de suco, é necessário utilizar em torno de quatro a cinco laranjas, o que já torna o valor calórico da bebida um pouco alto'. A especialista também diz que, pela fruta ser ácida, alguns indivíduos podem desenvolver aftas na boca. Por isso, é preciso cuidado.

cias antioxidantes, que protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres, substâncias tóxicas produzidas pelo organismo', conta Michelle. Ela ainda afirma que o seu consumo auxilia a controlar a pressão arterial, combater o colesterol, melhorar problemas digestivos, estimular funções intestinais, prevenir gripes e infecções, reforçar as defesas do organismo, corrigir a acidez excessiva e estimular o sistema circulatório, combatendo inflamações. A laranja não costuma ser um alimento

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Restaurante

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SEU GUIA Classificados Gesso

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Ultra o que? Ultrabooks são notebooks fininhos que não sacrificam a performancepela mobilidade; testamos sete modelos à venda no Brasil

S

e você ainda não consegue distinguir palavras como notebook e netbook, prepare-se. Há mais uma categoria de computadores pessoais para confundir: os ultrabooks. Anunciados há um ano pela Intel, essas máquinas são uma tentativa da fabricante de emular no universo Windows a experiência de sucesso da Apple com o MacBook Air, linha de computadores fininhos introduzida em 2008. Assim, o que a gigante dos processadores tem em mente são notebooks com medidas reduzidas, design chamativo, acabamento de primeira e processadores velozes. Em outras palavras, são máquinas bonitas que não sacrificam a performance pela mobilidade. "Vemos os ultrabooks como uma categoria entre os notebooks e os tablets", diz Cássio Tietê, diretor de estratégia e novos negócios da Intel Brasil. Para deixar os dispositivos magrinhos, os fabricantes adotaram algumas medidas. A tecnologia de armazenamento de dados foi substituída -sai o HDD (drive de disco rígido) e entra o SSD (drive de estado sólido), mais leve. Leitores de CD e DVD foram limados, e portas USB reduzidas em número. Materiais mais leves, como o alumínio, e telas enxutas (de modo geral, entre 11 e 13 polegadas) completam o regime.

A opção pelo SSD também serve para aumentar a velocidade na inicialização da máquina, no seu retorno do estado de hibernação e na transferência de arquivos. A Intel, porém, não considera notebooks com as características acima como ultrabooks. A empresa tem outros requerimentos para abençoar uma máquina com o nome. O primeiro deles é usar processadores da linha Core de preferência os da família mais atual. A bateria deve durar pelo menos cinco horas, e a máquina deve voltar do estado de hiber-nação em, no máximo, sete segundos. Aparelhos com telas de até 13,3 polegadas devem ter espessura máxima de 1,8 cm. Acima disso, o número cresce para 2,1 cm. Não há menções a peso, tamanho máximo de tela ou presença/ausência de leitores e portas (com a exceção de uma entrada USB 3.0). O mínimo para o SSD é 16 Gbytes. Os outros requerimentos envolvem a presença de três programas de segurança da Intel. Se atenderem às exigências, máquinas enormes (que pesam quase dois quilos e têm telas de 14 ou 15 polegadas) podem chegar ao mercado com o selo de ultrabook. Já o MacBook Air, que inspirou a categoria, não recebe a bênção. Motivo: ignora os tais programas de segurança.

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/ Dicas

ESPAÇO DO LEITOR Luiz Alves - Salvador - BA Nós a www.arcaurbana.com.br, gostaríamos de parabenizar a Revista VivaMagazine, por criar esse novo canal de comunicação na região, ficamos muito satisfeitos com a repercussão da nossa matéria e das respostas de um público selecionado e formador de opinião, de agora em diante fará parte da nossa programação de mídia.

Gratos Prof. Jorge Rabello Mendes PS- Em tempo, gostaria de sugerir que na coluna “Dicas de livros” sempre fossem lembrados os autores regionais, como eu e tantos outros que produzem na região e não encontram espaço para divulgar seus trabalhos.

Farmácias de Plantão Setembro 10 / 09 - Carvalho 3 11 / 09 - Seabra 12 / 09 - Ideal 13 / 09 - Carvalho 2 14 / 09 - Carvalho 1

Jorge Rabello Mendes Seabra - BA Foi com grande alegria que recebi a 2ª ediçao da revista “ Viva Magazine”. E por dois motivos: primeiro por ser um empreendimento importantíssimo em um município e região que não tem o hábito da leitura, haja vista a inexistência de políticas públicas para alcançar este fim, e segundo pelo bom nível de suas matérias possuidoras de abrangências múltiplas da produção cultural da humanidade. Sei das dificuldades que tal empreendimento acarreta aos seus idealizadores e por isso congratulo-me com vocês e clamo ao empresariado local e regional que apoie esta iniciativa cultural que somente trará benefícios às nossas comunidades. É preciso que reconheçamos a importancia política e cultural de uma revista, que em si mesma, subjacentemente, carrega uma proposta de incentivo a leitura, a intensificaçao da criticidade e um convite a muitas outras atividades ligadas a atividade cultural. Parabéns, portanto, aos idealizadores e realizadores da revista. E que sua linha editorial sempre busque trazer matérias de relevância para o crescimento cultural de todos nós.

Senhores Leitores, Esse espaço foi reservado para suas sugestões, críticas, opiniões e reclamações. Participe das nossas próximas edições enviando sua carta para o endereço abaixo. grato!

15 / 09 - Bom Jesus 16 / 09 - Athayde 17 / 09 - São Jorge 18 / 09 - Chapada 19 / 09 - Idalfarma 20 / 09 - Pague Menos 21 / 09 - Carvalho 3 22 / 09 - Seabra 23 / 09 - Ideal 24 / 09 - Carvalho 2 25 / 09 - Carvalho 1 26 / 09 - Bom Jesus 27 / 09 - Athayde 28 / 09 - São Jorge 29 / 09 - Chapada 30 / 09 - Idalfarma

REDACAO@VVMAGA ZINE.COM.BR

Outubro 01 / 10 - Pague Menos

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03 / 10 - Seabra

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05 / 10 - Carvalho 2

Rodoviária Seabra ........ (75)3331-1001/3678/3679 Polícia Militar ................(75)3331-1363 SAC ................................................. (75)0800 71 5353 Polícia Rodoviária Federal.....(75)3331-2324

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02 / 10 - Carvalho 3

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3º Edição Revista Viva Magazine

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