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revista cólera tempo real e em seguida tomar as medidas necessárias. No tocante a quem propaga na internet violência sofrida por vítimas sem autorização, há também na legislação punições para indivíduos que divulguem esse tipo de conteúdo, o teor do que é divulgado passa por uma análise, os envolvidos são identificados e punidos. Após o ataque à Escola Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, as pessoas passaram a falar mais sobre Deep web e Dark web. Até então era algo desconhecido para muitos, mas é a parte da rede que detém mais de 90% de conteúdos, ou seja, o que temos acesso não passa de 10%. Para o acesso a essa rede deve-se ter programas instalados, mas muitas pessoas têm acesso a essa rede obscura e cometem/planejam crimes por meio dela. Porém, mesmo utilizando-se desse meio, os usuários não ficam inertes a punições. As pessoas que utilizam esse tipo de acesso a internet precisam ter operadora de internet, número de telefone, e-mail para terem acesso, então de alguma forma vão cair na investigação, não estão imunes. Mas nem tudo são flores desde a criação do marco civil da internet. A lei não regula toda a retirada de conteúdo da internet, mas apenas o conteúdo gerado por terceiros, como canais de vídeos públicos, redes sociais, sites de compartilhamentos, entre ou-

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tros. Dessa maneira, não entra na regra sites de notícias, canais de vídeos privados, comércio eletrônico, etc., pois o conteúdo é visto como próprio, o que dá a responsabilidade para o seu proprietário. Há muito o que se fazer para ampliar a legislação da rede mundial de computadores. Mas já estamos avançando e punindo os que achavam que estavam acima da lei.

Foto: Reprodução/ABC/Abu Ghraib Quadro: Massacre - Fernando Botero

Infográfico explica as camadas da Deep Web Imagem: Mobizoo

“Mi país tiene dos caras. Colombia es el mundo amable que yo pinto siempre, pero también tiene esa cara terrible de la violência”. – Fernando Botero Por considerar que esta frase pode retratar fielmente o sentimento de um brasileiro perante a realidade de violência e criminalidade de sua nação, utilizamos neste periódico imagens de obras de Botero. As pinturas fazem parte da coleção “Dores da Colombia”, na qual o pintor expõe de forma crua, sem abrir mão do seu famoso traço que retrata figuras rechonchudas, a violência perpetrada pelas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entre os anos de 1994 e 2007.

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Revista Cólera  

A revista Cólera foi produzia no primeiro semestre de 2019 por alunos do curso de comunicação social - Jornalismo da Universidade Federal de...

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A revista Cólera foi produzia no primeiro semestre de 2019 por alunos do curso de comunicação social - Jornalismo da Universidade Federal de...

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