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fúria. Aí, ela foi procurar a Parker. Essa foi a melhor parte. Parker a fez calar a boca e a botou para fora de casa. Depois, veio a sessão sorvete. Prefiro o seu dia – acrescentou, tomando um gole de vinho. – Ela devia saber que as datas estavam todas tomadas. – Não necessariamente. Na verdade, isso não lhe passaria pela cabeça. Ela não consegue ver nada além do que quer. Nada mais existe. E a raiva, a surpresa e até mesmo a mágoa que experimenta quando esses desejos lhe são negados são sinceras. Ela tem a maturidade emocional de uma mosquinha de frutas, encorajada por uma mãe que incentivava todos os seus caprichos e que lhe ensinou que ela era o centro do universo. Linda é o produto dessas atitudes. – O que não significa que ela possa tratar você desse jeito. – Mas pode. Ela se permite fazer o que quer. Sou responsável pelas minhas reações. E venho trabalhando isso. Garrett e eu estamos demonstrando algum progresso. Ela não conseguiu o que queria. – Mas isso não é o ponto central da questão: é apenas um resultado. Ela vai repetir o mesmo ciclo. Vai voltar e magoar você. E, quando isso acontecer, sua mãe vai ter que se ver comigo. – Você não vai fazer isso, Carter. É uma atitude muito carinhosa, mas... – Não tem nada de carinhoso. Ela vai ter que se ver comigo. Mac lembrou-se do dia em que ele levou um soco de um bêbado furioso. – Sei que você é capaz de se safar. Mas a mãe é minha e tenho de aprender a lidar com ela. – Uma boa dose de DNA não faz dela sua mãe. Depois de um instante de silêncio, Mac concordou: – Verdade. Não faz mesmo.

Álbum de Casamento - Nora Roberts  
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