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– A Mac e o Carter? – Emma meneou a cabeça para Laurel. – Não acredito nisso. Minha mãe falou com a dele na noite passada e depois me ligou para tentar saber de alguma coisa. Pelo que eu soube, correu tudo bem entre eles. – O que pode ser então? – perguntou Laurel. – O que deixaria uma mulher tão furiosa além de um homem? Ou de outra mulher, em alguns casos, mas... – interrompeu-se, fechando os olhos. – A mãe dela. Minha nossa, somos umas idiotas! Nada tira mais a Mac do sério do que a mãe dela. – Achei que Linda estivesse na Flórida – argumentou Parker. – Você acha mesmo que a distância consegue detê-la? – contrapôs Laurel. – Talvez seja isso. Deve ser, pelo menos em parte. Mas ainda assim não é motivo para ela ter nos tratado daquela maneira. – Vamos resolver isso. Mas agora temos três eventos agendados e precisamos rever os detalhes. Emma abriu a boca outra vez, mas engoliu as palavras ao ver Parker tirar um antiácido do bolso. Não queria ter duas amigas irritadas. – Na verdade, queria falar com você sobre os vasos para sexta-feira. – Ótimo. – Parker voltou a se sentar. – Vamos começar.

Mac sabia quando dava seus ataques. Não precisava de um esquema, nem que lhe oferecessem bolinhos, como se fosse uma criança de 2 anos. Tampouco precisava que lhe mostrassem onde era a porta. Sabia muito bem onde ela ficava. Acima de tudo, sabia fazer o seu trabalho. Era o que estava fazendo naquele exato momento, não era? Cortou a primeira moldura para as fotos que não tivera vontade nem forças para montar na noite anterior. Em poucas horas teria terminado um álbum que deixaria seu cliente muito satisfeito, porque sabia perfeitamente que diabos estava fazendo sem ter que explicar cada maldito passo do seu processo de trabalho às sócias. Ela por acaso precisava saber por que Emmaline tinha escolhido eucalipto e não aspargos para compor os arranjos? Não, não precisava. Precisava conhecer o ingrediente secreto usado por Laurel na cobertura cremosa? Também não. Precisava discutir a última ligação recebida por Parker naquele maldito BlackBerry? Por Deus, claro que não. Então, por que diabos as sócias se importavam com o filtro que ela pretendia usar ou com as câmeras que levaria? Que fizessem a parte delas e a deixassem fazer a sua! Assim, todo mundo ficaria feliz. Ela carregava o seu fardo. Dedicava seu tempo ao trabalho, esforçava-se e despendia tantas

Álbum de Casamento - Nora Roberts  
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