Page 1


Série Beautiful Torment Livro 01

Jenika Snow Sam Crescent


Equipe PL Revisão Inicial: Anna Azulzinha, Skywalker Revisão Final: Cinthia Uchoa Leitura Final: Júpiter Formatação: Lola Verificação: J.A.S


Dedicatória: Sam: Eu quero agradecer aos nossos leitores lindos pelo seu contínuo apoio e amor pelo nosso trabalho. Além disso, obrigada a incrível Jenika por ser uma autora incrível, e amiga maravilhosa. Estou ansiosa para muitos livros que estão por vir. Jenika: Obrigada a todos por seu apoio e por torcer por nós. Agradecemos a todos e cada um de vocês. Sam, você é uma autora e amiga maravilhosa, e eu tenho sorte de ser capaz de criar histórias com você. É realmente um sonho. Para o grupo Crescent Snow... Todos vocês são tão incríveis!


Sinopse Zeke não é um herói, nunca se viu com um "feliz para sempre". Ele é chamado de muitas coisas: mal, ferrado, sádico e perigoso. Ele é todas essas coisas e muito mais. Zeke delicia-se com isso, envolvido, as usa para se tornar mais poderoso. Ele é um homem mau durante todo o tempo. Mas depois que viu Alessandria, uma mulher acorrentada, chorando e assustada, a parte sádica dele a quer toda para si mesmo. Zeke mostrará a Alessandria que o tipo de dor que ele quer lhe oferecer trará o prazer que ela tanto anseia. Mas Alessandria será capaz de lidar com o monstro dentro de Zeke, ou como todas as outras vezes ela vai correr?


Capítulo Um Zeke: dez anos de idade —Hei inútil pedaço de merda. Zeke se sentou no sofá com cheiro de mofo, desgastado manchado, e podre, olhando para seu pai bêbado que andava de um lado para outro na frente dele, ele esperou pelos golpes. Seu pai estava chapado e bêbado. Sua mãe sentou-se na cadeira em frente à Zeke, um torniquete no braço, o sangue escorrendo da prega do cotovelo da picada da agulha que ela tinha acabado de usar para ficar chapada. Ela olhou para Zeke com o olhar envidraçado, fora de sua expressão vazia, e ele sabia que quando seu pai começasse a bater nele que ela não faria nada. Esta era a sua vida, tinha sido por tanto tempo quanto podia se lembrar. Ele podia ter só dez anos, mas se sentia muito mais velho, tinha que ser forte e inteligente para manter-se vivo quando as coisas ficavam ruins. —Você pequeno pedaço inútil de merda. - Seu pai parou e olhou para ele. Ele apertou as mãos em seus lados, sua raiva batendo em Zeke com força suficiente que se ele não estivesse preparado para isso, ele teria sentido medo de verdade. —Você entrou no meu quarto e pegou meu dinheiro, não é? — Embora soasse como uma pergunta, Zeke sabia que não era realmente uma. Seu pai sabia o que ele tinha feito, e Zeke seria punido severamente por isso.


—Eu precisava de dinheiro para comprar comida. - Zeke não se incomodou em mentir. —Que merda seu pequeno ingrato - disse sua mãe. Zeke olhou para a mãe, a viu tentar sentar-se, mas ela caiu de volta, chapada demais para se mover mais do que uns centímetros. — Não havia qualquer comida em casa e eu estava com fome. - Ele olhou para o pai, o homem odioso e mal. Mas Zeke não podia negar que o que ele tinha passado o fez mais forte, ele tinha que ser para suportar tudo isso. —Você nunca rouba de seu próprio pai. Você não é meu pai. —Não havia qualquer comida em casa, e eu estava com fome - Zeke disse novamente. — Eram apenas cinco dólares. - Era o único dinheiro que ele tinha sido capaz de encontrar em casa, mas tinha sido parte do dinheiro da sua droga e bebida. Ele sabia que levando o dinheiro significaria que ele iria pegá-lo, mas ele não se importou. Ele não se importava com nada, além de sobreviver, crescer, ficar longe deles, e ser o único que desse os socos em vez de tomá-los. —Se eu tivesse sido capaz de pagar um aborto, sua bunda não estaria aqui agora. - Disse sua mãe, pronunciando as palavras. E antes que Zeke pudesse se preparar, o primeiro golpe veio da esquerda, e ele sentiu a escuridão chegando.


Zeke: dezoito anos de idade Ele estava bêbado, surpreso que podia ainda ter o seu pinto duro, mas ele não ia parar, não ia recusar este pedaço de bunda. Ele precisava de mais bebida para fazê-lo esquecer de sua vida de merda, de como ele estava à beira de perder sua cabeça fodida. Zeke olhou para a bunda atualmente saltando para cima e para baixo em seu pênis, levantou o olhar até os quadris largos e esbeltos de volta, e manteve seus quadris, batendo-a mais duro para ele. Ele nem sequer sabia o nome desta cadela, e ele supôs que ela não sabia o seu também. Eles estavam na parte de trás da caminhonete de algum pobre idiota em uma festa sendo realizada por uma criança, com quem ele tinha ido para a escola. Zeke tinha se formado por um triz, e a única razão que ele tinha continuado a frequentar as aulas, era porque ele queria ser melhor do que seu pai, elevar-se acima dele. Um dia, ele ia derrotá-lo, enterrá-lo, e nunca olhar para trás. Ela era uma prostituta. Tinha-a visto com muitos outros caras pela cidade. Isso é o que ele queria: uma puta, que só queria pau e nada mais. —Deus, você está realmente me alongamento com seu pau grande. Zeke não respondeu, não porque ele não tinha nada a dizer, mas porque ele não dava a mínima para o que essa mulher falava. Ele só olhava para onde sua boceta chupava seu pau, e o preservativo que estava encharcado com o creme de sua boceta. Ele tinha grandes planos para a sua vida, aqueles que o tinham acima de todos os outros, nunca iria ter que responder a ninguém. A caminhonete estava desconfortável para caralho, mas Zeke não se


importava. Ele só estava tentando gozar, e nem seria tão difícil, afinal seu estava pau duro. Zeke virou-a de modo que estava em sua barriga agora, os braços e os joelhos batendo contra o metal do banco da caminhonete. Ele agarrou a ponta do seu pau, colocou o muito pequeno preservativo no lugar, e disse a si mesmo que ele iria comprar os tamanhos G da próxima vez. Ele alinhou seu pau na abertura da sua boceta desleixada novamente e enfiou nela, focado em chegar ao fim. Ele mergulhou dentro dela, uma e outra vez, até que suas bolas encostaram e ele finalmente sentiu a pressão do orgasmo se construir. Ele gozou duro, não se importando se ela gozou, porque agora ele só se preocupava com ele mesmo. Sim, ele sabia que ele era um bastardo, mas Zeke não se importava, ele abraçou o título. Da maneira como ele era, forte, feroz, não dando a mínima por derrubar alguém, deu-lhe a reputação, mesmo com apenas dezoito anos, por ter bolas de aço. Mas ele não fez o que fez só pela reputação. Ele fez o que fez porque ele disse a si mesmo há muito tempo que ele seria mais forte do que todos os outros. Era a única maneira de sobreviver. Quando ele terminou, ele saiu dela, puxou as calças de brim, enfiou seu pau em suas calças, e sentou-se na beira da caminhonete. A festa era na casa ao lado deles, a caminhonete estava parada no estacionado no beco ao lado. Zeke pegou o baseado no bolso, acendeu a extremidade com o isqueiro que tinha encontrado mais cedo, e tragou. A menina que acabara de foder saiu pela da caminhonete, ajustando sua saia quando ela tropeçou em direção à festa. Zeke estava cansado dessa cidade de merda, cansado de ter de trabalhar para um idiota, e


ele sabia que sua hora chegaria. Ele só tinha que ser paciente, tinha que se concentrar em seus objetivos, e, no final, ele seria o único a estabelecer a lei.

Zeke: vinte anos —Faça. Porra faça já, você é um idiota inútil. - disse Zeke e sorriu, saboreando o sabor metálico de sangue na boca. Ele virou a cabeça e cuspiu em todo o tapete manchado. Zeke olhou para o seu pai inútil de novo, o homem que o tinha feito o monstro que ele era hoje. Zeke odiava o filho da puta, odiava tudo o que ele representava. Sua mãe tinha morrido de uma overdose de drogas apenas um ano antes, e contra todas as probabilidades, este pedaço de merda que chamou a si mesmo um pai, ainda estava vivo. —Eu deveria ter terminado com sua vida quando você não podia nem mesmo se defender. —Você deveria ter feito mesmo isso, porque eu voltei para me certificar que essa merda termina agora e que você entenda o que significa receber o que está preparado para você. — Zeke não estava vivendo na mesma casa com o pai desde que ele tinha dezoito anos. Tinha trabalhado duro em um trabalho de merda para pagar suas contas e vadias aleatórias. No final do dia, ele estava deitado em sua cama e imaginando certo homem na frente dele, o que ele queria matar. Durante anos, Zeke tinha pensado em nada além de matar seu pai, o homem que lhe dera a vida. O mesmo homem

que

o

tinha

batido

diariamente

e

o

que

abusou

dele


emocionalmente e verbalmente, e fez Zeke o bastardo apático e sem coração que ele era hoje. Ele não podia ter qualquer tipo de relacionamento com uma mulher, não um que não envolvesse o pau em seus corpos, e sem conversas depois. Ele tinha se tornado uma pessoa que se banqueteava com ódio e mantinha suas emoções enterradas profundamente. Ele sabia que um dia iria explodir e quem estava na mira seria destruído. Então, ele voltaria para a casa de seu pai, a bosta da pequena casa térrea, para terminar. Ele esperou tempo suficiente, pensou sobre o que ele queria fazer e como ele iria fazê-lo e, finalmente, economizou dinheiro suficiente para dar o fora daqui e nunca olhar para trás. Mesmo que eles ligassem essa prestação de contas com ele, Zeke estaria muito longe. Zeke olhou para o interior da casa em que ele chorou quando criança, que ele orou a quem quisesse ouvir para ajudá-lo escapar, e onde ele percebeu que nada mudaria. Ninguém veio para ele, e ninguém o ajudou; então ele decidiu que ele só tinha que confiar em si mesmo, se quisesse sobreviver. Ele tinha entrado nesta espelunca apenas cinco minutos antes, viu seu pai no sofá com uma prostituta dando-lhe um boquete, e as memórias de todas aquelas coisas que ele testemunhou em uma idade jovem bateu de volta para ele. Assim que a prostituta saiu, seu pai deu um soco em Zeke, e agora ele estava no processo de vomitar o seu jantar. Agora era a hora de acabar com isso. Ele tinha que acabar com isso, porque se não o fizesse, ele estaria vivendo com esta destruição dentro dele para sempre. Seu velho era lento, alto, e ficava mais afastado a cada segundo que passava. Seus movimentos eram negligentes, lentos, e Zeke foi capaz de prever o que estava por vir. Zeke tinha-o deixado dar o primeiro soco,


ele se deleitava com a dor que causava. Olhando para o homem que o havia atormentado quando jovem, e tinha criado o monstro que Zeke era hoje, era como olhar para um espelho. Ele era seu pai, em todos os sentidos da palavra depravada e mal. No entanto, Zeke não iria fazer este homem sofrer, não iria atormentálo como ele tinha feito com Zeke por tantos anos. Não, Zeke ia fazer disso a primeira morte de muitas em sua vida, a primeira execução de qualquer um que tentou derrubá-lo, tentou fazê-lo sentir-se inferior. Ele não seria mais uma vítima. Ele enfiou a mão no bolso, pegou a seringa cheia com uma dose letal de heroína, e quando seu pai veio para frente, pronto para bater em Zeke novamente, ele empurrou-o para trás com força suficiente para que ele caísse no chão. Ele estava chapado demais para saber o que estava acontecendo agora, mas em breve, ele não teria que se preocupar em ser o pedaço de merda humana que sempre tinha sido. Zeke abaixou-se, empurrou a sua cabeça para o lado e viu a jugular ligeiramente saliente. Ele injetou a agulha direto na veia, pressionou o dedo, e a puxou de volta, uma vez que estava vazia. Ele poderia facilmente dominar seu pai agora. Zeke não era mais um garotinho magricela, ele abriu caminho para onde ele estava agora, mas não era assim que ele queria que isto acabasse. Ele não precisava dos detalhes de seu passado ligado ao império que iria governar. Deu um passo para trás, enquanto observava a droga entrar em vigor, viu a queda de seu pai para o chão, e sabia que ele ia ter uma overdose com isso. Esse era o plano, e tudo terminaria rapidamente. Bom, é assim que o seu passado deveria ter terminado.


Agora ele estava olhando para si mesmo, para o seu futuro, e qualquer um que ficasse no seu caminho iria encontrar um destino muito pior e menos humano do que isso.


Capítulo Dois Zeke: vinte e cinco anos de idade —Você é responsável pelo seu próprio destino. Você quer viver a vida no medo, ou quer que os outros tenham medo de você? Zeke recordou ouvir essas palavras na prisão. Ele fez uma pequena passagem por lá por posse de drogas. Algumas acusações falsas pousaram em sua cabeça, não muito tempo depois que ele matou seu pai, mas ainda o irritou. Zeke tinha aprendido com seus erros, ouviu os veteranos da prisão, foi por isso que agora estava em pé no armazém abandonado na periferia da cidade, olhando para o vagabundo que achava que poderia lhe roubar. Ele tinha saído da prisão e passado os últimos anos tornando-se incontrolável. Zeke fez alianças com homens que tiveram cuidavam de suas costas, mas também fez com que eles fossem recompensados por essa lealdade. Os homens que eram seus inimigos, ele tratava com rapidez, sem medo ou pensamento. —Você acha que pode roubar de mim, seu merda? - Ele perguntou, pegando uma faca na mesa de ferramentas, e mergulhando a lâmina na coxa do bastardo. O filho da puta gritou, pedindo para que a dor parasse. Tirando a faca, ele bateu-o novamente, saboreando não só a sensação de poder que


ele segurava, mas a dor também. Torcendo a faca à esquerda e depois à direita, Zeke sorriu, e puxou a faca. Olhando para a lâmina, ele sorriu para o sangue que escorria da ponta. —Eu sinto muito. Eu sinto muito. A escuridão dentro dele não iria desaparecer. Ela havia começado a se construir quando ele era um menino, após a primeira dúzia de porradas de seu pai. Ele tinha começado a notar as pequenas coisas. Quando havia alguém ferido no pátio da escola, Zeke não sentia nada. Ele não se importava se o outro sentia dor. Ele estava mais interessado em ver que tipo de dor que ele poderia infligir sobre os valentões na escola. Zeke desprezava valentões mais que qualquer outra coisa. O que ele fazia não era o bullying: era negócio. Ele levava o seu negócio a sério. Se ele deixasse um filho da puta se safar por lhe roubar, as pessoas começariam a pensar que ele tinha enfraquecido. Agora, ele estava construindo sua reputação, ele era responsável por metade da cocaína, armas e mulheres na cidade. Seus concorrentes não tinham a porra de um indício de que ele pretendia apoderar-se de tudo. Quando ele ficou mais velho, a escuridão dentro dele se manifestou. Mesmo agora, os seus homens observavam-no, e ele viu que alguns deles estavam um pouco melindrosos, mas ele não se importava. Ele amava o que estava prestes a fazer. Se ele fosse honesto consigo mesmo, punir a escória, como o cara na cadeira, era um prazer muito próprio. Chegaria um momento em que ninguém se atreveria a ameaçá-lo. Ele tinha um plano, um plano para controlar toda a cidade e ainda mais. Não seria parte do seu mundo quem não pensasse em seu nome sem tremer de medo.


Limpando o sangue no peito do bastardo, ele ouviu alguém engasgar. Olhando para trás, ele viu um dos caras, que pagou um bom dinheiro, cobrir sua boca. —Você tem um problema? Perguntou Zeke. O cara afastou a mão, e para a sorte dele, Zeke não conseguia lembrar o nome do filho da puta. Isso não era nada bom para o indivíduo. Se ele não se lembrava de seu nome, que significava o filho da puta não tinha feito uma boa impressão. — Ele roubou uma grande remessa de cocaína. Zeke deu-lhe toda a sua atenção. —Sério? — Você pode cobrar bastante para desaparecer. — Qual é seu nome? Perguntou Zeke. — Sean. — Sean.

Olhando em volta para seus homens, ele viu-os todos

tensos. — Alguém mais concorda com o que Sean diz? Você acha que eu deveria dar a esse filho da puta alguma folga? É apenas uma mercadoria, certo? Ninguém se mexeu. O único som ecoando em torno do quarto era do ladrão na cadeira. Com um aceno de cabeça, ele observou os três homens mais próximos de Sean agarrando-o e começando a segurá-lo. — Que porra é essa? — Agora, é hora de enviar uma mensagem maior. Você vê Sean, você foi um bastardo desleal começando com o roubo grande de cocaína. Então


pegou algumas meninas, fazendo aquelas meninas serem forçadas a se drogarem, e a foder algum bastardo cheio de doença quando elas tentavam se libertar. Tudo isso acrescenta-se de passagem, em pouco tempo, é um idiota como você rouba tudo de mim. E então eu estou varrido da face da rua porque eu pareço um maricas que não pode lidar com os filhos da puta que roubam de mim. Virando a faca ao longo, ele correu a ponta encharcada de sangue no rosto de Sean, espalhando o sangue do outro lado aos seus lábios. — Será que se o dinheiro que eu perdi saísse do seu bolso, você estaria disposto a sentar-se em seu lugar? — A palavra na rua é que você é um monstro, um monstro negro de alma que escapou do inferno. Zeke riu do que Sean disse. — Eu não acredito em contos de fadas. Vamos ver se eles vão acreditar nos rumores quando virem o que eu fiz á você. Com três homens segurando Sean sentado, Zeke removeu seu olho esquerdo, os gritos de Sean de dor enchendo sua cabeça. Quando segurou o olho em sua mão, ele enfiou-o na boca do homem. A esta altura, Sean já tinha desmaiado de dor. Os rumores eram verdadeiros. Ele não sentiu nada, nem mesmo a raiva quando ele se virou para o ladrão. É o que faz outros temerem tanto ele. Zeke poderia cortar uma pessoa em pequenos pedaços, mantendo-os vivos, ouvi-los gritar por misericórdia e não sentir nada. Não havia dor, não havia nenhuma culpa. Ele era apenas um buraco negro vazio que tinha sido formado quando ele era um menino. Quando os espancamentos começaram, ele correu para a parte negra da sua mente,


para esquecer tudo, para não sentir nada. Agora, ele era simplesmente nada, mas um vazio negro destrutivo. A terapeuta fornecida pela prisão durante seu encarceramento tinha dito que ele seria mortal como um inimigo. Ela não tinha errado. Durante sua temporada na prisão, ele construiu um plano para consolidar-se como o filho da puta mais mortal para controlar o submundo. Até agora, ele estava dentro do plano. Até o final do ano, ele teria tomado a sua concorrência, e seria o único de frente para o resto do mundo. O plano era sólido, e, ao sair do armazém, ele sorriu. Nada jamais iria mudar ou impedi-lo. Esta cidade iria lhe pertencer.

Zeke: O nascimento de Daniella Olhando para o relógio, Zeke soltou um suspiro. Isto estava demorando demais, e ele tinha lugares para estar que eram muito melhores que o hospital. A única razão pela qual ele estava aqui era porque uma cadela havia afirmado estar grávida dele. Tudo o que ele estava esperando era o bebê nascer e assim fazer um teste de paternidade. — Certamente não é preciso tanto tempo para uma criança nascer, disse ele, tomando um assento. —Pode levar algum tempo. Minha mulher ficou em trabalho de parto durante várias horas. — Billy, seu braço direito, falou. —Essas coisas


levam tempo. Zeke não tinha tempo para uma mulher dar à luz. Se a cadela tinha mentido, ele ia ter certeza que ela pagasse por isso. Ele sabia que deveria ter se protegido mais quando ele transou com ela. Batendo os dedos sobre sua coxa, ele teve que esperar mais uma hora antes que uma enfermeira finalmente saísse para vê-lo. Sem esperar por ela, ele a empurrou para fora do caminho, e entrou na sala da prostituta. — Nós temos uma menina. Caminhando até o berço plástico transparente, o bebê estava nele, ele olhou para a menina. — Ela é saudável? — Sim. Pegando o bebê, Zeke virou e virou. —Eu estou fazendo um teste de paternidade para me certificar de que ela é minha. Vou esperar pelos resultados. —E se ela for sua? —Vou me certificar de que ela será cuidada. Zeke olhou para o bebê por outro momento, colocando o seu pequeno corpo de volta no berço, e saiu do hospital. Ele subiu na traseira do carro, e tirou seu telefone celular. Ele tinha negócios para cuidar. —Eles vão fazer o teste imediatamente. —Bom. Eu preciso de provas de que ela pertence a mim. Se ela for minha, eu vou pega-la, se não, ela pode voltar para a mãe, e ambas podem apodrecer por tudo que me importo.


Ele não se importava com o que qualquer um pensava dele. Isso era o que ele fazia. De qualquer maneira que ele olhasse, o bebê era um inconveniente.

Vários dias se passaram e o bebê e a cadela mãe estavam de volta em casa, que era perto de um de seus lares temporários. Ele a queria próxima, para quando ele conseguisse os resultados. Zeke estava no computador em seu escritório quando o e-mail veio com uma notificação. Pressionando aceitar, ele leu os dados que explica, sem dúvida, que ele era o pai do bebê. Levantando-se da cadeira, ele encontrou Billy e disse-lhe para trazer a mãe do bebê ao seu escritório. Meia hora depois, ele ouviu Billy e a mãe do bebê falando quando eles caminharam passando em direção ao seu escritório. Deu-lhes um momento para resolver, e então ele subiu para o quarto que ele tinha feito para elas. Ele entrou na sala para encontrar a mãe de sua filha, alimentando sua menina. —O que eu faço? Ele perguntou, movendo-se para frente. —É sua hora de mamar. Ela toma a mamadeira inteira. Ela é tão bonita e forte. —Ela segurou seu dedo para cima, mostrando-lhe que a sua menina segurou a ponta em um aperto forte. —Ela é minh. Disse Zeke com determinação. —Ela é especial. —Mostre-me o que fazer. - disse ele. Ela tirou a mamadeira da boca


de sua filha e se sentou. No momento em que a comida se foi, sua menina começou a gritar por mais. —Está tudo bem pequena, você vai ser alimentada em um segundo. Sentando-se, e com os gritos do bebê, Zeke ficou tenso quando a menina foi colocada em suas mãos. Foi-lhe dada à mamadeira, e no momento em que ele colocou em sua boca, ela parou de chorar. Olhando em seus olhos, Zeke foi subitamente capturado na sua inocência. Ele não tinha sido inocente em tanto tempo, e, se alguma vez ele foi, no entanto, a sua menina era inocente. —Vou dar-lhe alguns momentos. - disse Billy e puxou a mulher para fora da sala. A porta foi fechada. —Que porra é essa que eu fiz? Eu nunca ia ter filhos, mesmo assim, aqui está você. Teria sido mais fácil se você fosse um menino. Eu poderia lidar com um menino. Este mundo não é bom o suficiente para uma princesa como você. Este mundo irá destruir o que eu vejo em seus olhos. Ela foi o primeiro raio de luz do sol em sua alma escura. No momento em que ele olhou para ela, simplesmente segurando-a nos braços, aliviou o escuro profundo dentro de sua alma. Ele era um monstro, mas com ela em seus braços, ele não se sentia como um. Zeke queria proteger a sua menina. —Daniella, é assim que eu vou chama-la querida. Eu vou te proteger, e te amar, e vou me certificar que você tenha tudo o que você quiser. - Zeke prometeu. Quando ela terminou sua mamadeira, uma enfermeira que tinha sido


contratada apenas no caso de o teste confirmar que o bebê era dele entrou na sala. —Você tem que a fazer arrotar agora. — Claramente, Billy tinha dito a ela o que ele estava fazendo aqui, porque ela deu-lhe instruções sobre o que fazer imediatamente. Pelos próximos vinte minutos foi mostrado a Zeke como lidar com sua menina. Ela vomitou um pouco de leite em seu terno de mil dólares, mas ele não se importou. Daniella era a sua vida, a única pessoa por quem ele morreria. Quando ela terminou, ele limpou a bagunça em sua perna e sentou-se na cadeira. Daniella enrolada em seu peito. A cabeça inclinada um pouco para o lado. Ela não chorou quando ela olhou para ele. Ele não conseguia desviar o olhar. —Você vai me causar problemas, não é? Seu mundo cuidadosamente ordenado precisava ser mudado. Não importa o que acontecesse, ele precisava manter Daniella segura. Nunca houve uma pessoa para ele se preocupar. Daniella era sua própria carne e sangue, e ele iria protegê-la. Colocando as mãos sobre a sua cabeça, ele acariciou os cabelos finos. Os minutos se passaram, e Zeke de repente cheirou algo de podre. —Algo está errado com ela. Como se por uma sugestão, a enfermeira voltou para o quarto. —Algo está errado com ela. - Zeke disse novamente de pé e, segurando-a para a enfermeira. A enfermeira riu.


—Ela só precisa de uma troca de fralda. Ele estava em um inferno de um passeio com Daniella.


Capítulo Três A ascensão de um império Isso era dele, tudo isso. Zeke tinha trabalhado duro para tudo em sua vida, ele sangrou por isso, suou para isso. Ossos e corpos quebrados espalhados pelo caminho que ele fez até o topo. Se tudo se desintegrava em torno dele, ele ainda se mantinha acima de todos, ainda tinha o poder que ele tinha criado. O mundo ainda seria dele. —Eles estão chegando, chefe. Zeke assentiu, afastou-se da janela que mostrava o clube em baixo... Seu clube Dominion. Esta foi a sua primeira subida ao topo, o primeiro negócio que ele tinha controlado. Agora ele possuía essa cidade inteira, este estado todo porra. Ele saiu do escritório e desceu as escadas por trás. Eles saíram pelas portas traseiras, para esperar a van com a nova remessa chegando. Ele pegou um cigarro, colocou-o entre os lábios e acendeu por fim. As luzes dos postes forneceram um fraco brilho, discreto de cor que encheu o beco. A van preta que veio na direção deles guardava as mais recentes compras de Zeke, o seu mais recente produto. Na van havia um grupo de prostitutas bonitas que gostavam de pau e queriam fazer uma vida fora do chupando e fodendo-o. Não era uma tarefa fácil para elas, não quando elas tiveram que aprender a ser seguras e


saber como receber ordens e comandos como boas pequenas vagabundas. Elas tiveram que se mostrar inteligentes e saber quando ir para o próximo nível e quando o fizesse parar deixando o saber. Ele inalou o seu cigarro novamente, descartando o restante e o jogando para o lado. A van parou alguns metros de onde ele e alguns de seus homens estavam de pé. Uma vez que os faróis foram desligados e o motor foi cortado, um cara repugnante para caralho saiu do banco da frente. Outro cara, assim também gorduroso, saiu do banco do passageiro, e os dois deles, com seu cabelo penteado para trás e bigodes finos, vieram para Zeke. Eles cheiravam a maconha velha e suor, e pela visão de suas camisas cheias de buracos manchadas, ficou claro que não haviam parado em sua viagem para vê-lo. Zeke não se importava com o que pareciam desde que a mercadoria que ele tinha comprado estivesse em perfeitas condições. Se as mulheres queriam proteção para o que elas tinham escolhido para fazer com sua vida, Zeke poderia proporcionar isso. Portanto, ele as tinha comprado fora de suas vidas com seus cafetões e iria torná-las parte de seu clube, ele iria dar-lhes uma vida melhor do que elas tiveram. —Você tem o dinheiro? — Um dos caras desprezíveis perguntou. Zeke não respondeu de imediato, apenas olhou para os dois. Esses filhos da puta aparentemente eram novos, ou eles eram os filhos da puta mais estúpidos que ele já tinha se deparado. Ninguém falava com ele assim, e ninguém o questionava sobre o dinheiro. Ele pode ser um filho da puta sujo e escuro, mas ele estava certo de que ele cuidava dos negócios profissionalmente.


—Deixe-me ver a minha mercadoria. - Zeke olhou para eles mais sério, ele os deixou ver que ele não estava sendo fodido ao redor com apenas um olhar. Os rapazes se entreolharam, começaram a mexer em seus pés, e ficou claro que eles finalmente perceberam quem estava no comando. Um deles caminhou em direção à parte de trás da van. O veículo estava estacionado de modo que Zeke podia ver claramente do lado da van. Ele abriu as portas duplas, começou a dizer algo em voz baixa com presumivelmente às mulheres na parte de trás do veículo e, em seguida, uma por uma, começaram a descer. —Façam uma fila aqui — um dos homens de Zeke disse e mudou-se para o lado, apontando para o local onde ele queria as meninas. A sobrecarga de luz iria deixá-lo ver cada uma perfeitamente e se certificar que não haviam sido espancadas. As mulheres poderiam estar dispostas, poderiam gostar de pau em todas as formas, mas isso não significava que um cara podia foder com elas quando estavam chapadas ou muito bêbadas para não saber que você não coloca a mão em uma inocente ou mulher relutante. Zeke olhou para cada mulher, a partir da esquerda e movendo-se para baixo. Havia um total de doze, todas escassamente vestidas, todas olhando para ele com os lábios franzidos, seus peitos empurrados para fora, e seus sorrisos largos. Sim, elas eram profissionais, prostitutas que, provavelmente, tiveram vidas que estavam fugindo, vidas que elas provavelmente queriam esquecer. Era a coisa mais honrosa ser um cafetão em larga escala? Porra, não, mas fazia uma tonelada de muito dinheiro, e por causa disso, ele continuava trazendo elas para o trabalho sujo. As meninas variavam de peso, altura e etnia. Elas tinham seios


grandes, pequenos, tinham exuberantes traseiros, e pequenos como crianças. Mas os homens gostavam de mulheres em todas as formas e tamanhos, todas as cores de pele. Eles não dão à mínima, desde que sua boceta pudesse espremer o seu pau fora, e ela soubesse o que diabos estava fazendo. Todas pareciam limpas, mas ele teria o seu médico as examinando, vê-las bem profundo, certificando-se que elas não estariam passando doenças para seus clientes e dando-lhe uma má reputação. Ele era conhecido por ter as mais limpas meninas ao redor. Ele parou na última garota na linha. Sua cabeça estava para baixo, com as mãos atrás das costas, e ele poderia dizer que havia algo de errado. Não só ela tremia um pouco, mas quando ele estendeu a mão com um dedo sob o queixo para levantar a sua cabeça, ela se encolheu. Ele levantou a sua cabeça de qualquer maneira, viu seus olhos se arregalarem e listras de lágrimas pelo rosto, viu vermelho quando notou a forma como o lábio estava todo fodido. Ela estava machucada em todo o rosto até sua bochecha, inchada e suja de sangue seco que pontilhava sua boca e queixo. Ele virou a cabeça para a esquerda e depois para a direita, vendo hematomas no outro lado do rosto também. Ela choramingou quando ele gentilmente tocou seu rosto. Ela tinha os olhos mais azuis que já tinha visto, e eles estavam atualmente olhando para ele com lágrimas enchendoos. Ele virou seu corpo, viu que ela tinha as mãos atadas em nós apertados. Ele podia ver as marcas, onde as cordas cavavam em sua pele deixando em carne viva. Claramente, ela lutou para sair delas. Olhando para o rosto de novo, ele não fez nada, além de olhar para ela por alguns segundos.


— Qual o seu nome? Ela olhou ao redor, apenas seus olhos se movendo. Ela não respondeu de imediato, mas quando ele viu sua garganta engolindo, e viua lamber os lábios, ele sabia que ela ia responder. — Alessandria. - disse ela em um sussurro e estremeceu enquanto falava. Ele sabia que tinha que ser doloroso para ela. — Será que eles te machucaram? - Ele perguntou em voz baixa, portanto, apenas ela ouviu. Ela olhou por cima do ombro para os homens, olhou para Zeke, e finalmente, balançou a cabeça. — Não eles. Outros fizeram. Ele acenou com a cabeça uma vez, soltou o queixo e virou-se para os dois filhos da puta. — Por que ela está amarrada? Perguntou Zeke, mantendo a voz neutra. Os rapazes se entreolharam e, finalmente, o que tinha dirigido respondeu. — Nós a pegamos com as outras meninas. Ela já estava machucada quando chegamos, mas ela começou a lutar. — E você não acha que ter certeza que ela estava bem para viajar era uma prioridade? - Zeke perguntou, ainda mantendo a calma quando ele deu um passo em direção a eles. — Você tomou uma mulher que não queria, que já estava ferida e a machucou mais? — Zeke estava no controle, mas estava enfurecido. — Tivemos que fazer o trabalho. Ela estava fazendo uma cena. Zeke enfiou a mão no paletó, pegou sua Glock, e sem sequer piscar,


colocou uma bala em cada um desses desprezíveis crânios, bem entre os olhos. Sangue espalhou em todo o concreto, e ele olhou para os seus corpos sem vida no chão sujo. Respirando fundo, ele colocou a arma de volta em seu terno, virou-se para as mulheres, e viu que todas elas tinham os olhos arregalados, mas por outro lado não se mexeram. Elas não estavam gritando, não estava parecendo que elas estavam com medo que ele ia matá-las em seguida. Ele aproximou-se novamente. —Ninguém vai colocar as mãos em qualquer uma de vocês. Quando você diz não, isso significa não, e se um filho da puta pensa em tirar de você o que você não está disposta a dar, saibam que trabalhar para mim significa que você estará protegida. As meninas visivelmente relaxaram. —E eu só quero que as mulheres estejam aqui porque querem estar aqui. Eu não lido com tráfico de sexo, nem eu deixo minhas meninas serem estupradas, e eu tenho certeza de não permitir que elas apanhem. As meninas olharam para Alessandria, mas ele já estava olhando para ela. —Eu vou ter o meu médico avaliando-as completamente. Depois disso, vocês podem se limpar, comer alguma coisa e descansar para o restante da noite. Então eu vou explicar as coisas a vocês. Eu trabalho as coisas aqui do meu jeito, e eu quero elas feitas de uma determinada maneira. - Zeke gesticulou para um dos caras para levar as meninas para dentro. Os outros dois rapazes começaram a carregar os cadáveres na parte de trás da van, e logo eles estavam dirigindo para longe de Dominion. Quando Alessandria começou a andar em direção ao clube, ele a


parou com uma mão em seu ombro. Ela estava tensa, com a cabeça ainda abatida. —Olhe para mim. - disse ele, sua voz profunda. Havia algo sobre ela, algo que teve seu corpo enrolando apertado. Não era porque ela tinha sido ferida, mas havia algo, quando ele olhou para ela, que puxou o lado protetor. Ele queria matar quem a tinha tocado e colocado esse medo em seus olhos. —Quem tocou em você? Diga-me seus nomes. Ela não respondeu imediatamente, mas ele viu como sua garganta trabalhou quando ela engoliu, praticamente podia sentir seu medo, ouvir seu coração acelerado. —Você está segura agora. — Ele chegou por trás dela, desamarrou as mãos e, sem pensar, ele teve seus pulsos em suas mãos, esfregando a pele. Ela estremeceu, e ele suavizou seu toque. Mas quanto mais tempo ela olhava para ele, mais ele sentia o instinto protetor nele para se certificar de que ela nunca fosse ferida novamente. Ele também percebeu que ela não lhe diria nada. Mas Zeke iria tirá-lo dela. Ele descobriria quem a machucou, quem a fez se sentir assim. —Você será examinada e limpa, Alessandria. E não se preocupe, eu vou descobrir quem diabos fez isso com você. Um de seus homens veio e a levou para dentro, mas antes que ela desaparecesse no Dominion, ela olhou por cima do ombro para ele. Seu peito se apertou com o olhar de vulnerabilidade em seus olhos. Ele estendeu a mão para o seu celular, virou as costas para a porta agora fechada, e ligou para as pessoas que ele sabia que iriam descobrir o que ele queria. Ele tinha homens sob seu polegar que morreriam para fazer


o trabalho , mas a verdade é que ele confiava nos Soldiers of Wrath MC. —Zeke. - Demon disse em voz branda. —Eu preciso que você e seu clube consigam algumas informações para mim, e eu preciso que isso seja uma prioridade. Zeke queria ter a certeza que ele descobriria como Alessandria tinha terminado em seu estabelecimento, porque quem fez isso com ela pagaria com sua vida. Havia algo vulnerável, inocente sobre ela. Algo nela lembroulhe a doçura que ele viu quando olhou no rosto de Daniella. Ele podia ser um assassino sem coração, um bastardo, mas isso não significava que ele iria deixar alguém bater em uma mulher e fazê-la sentir medo. Não, Zeke iria caçá-los e deixá-los em pedaços.

A Alessandria tinha sido dada a privacidade para tomar um banho, um conjunto de roupas modestas limpas, e agora estava entrando no quarto que ela iria partilhar com o resto das meninas. Ela viu que elas estavam vestidas com roupas seminuas, limpas, mas ainda revelando-as, ao passo que a ela tinha sido dada a única roupa que não mostrava seus seios e bunda. O quarto que Alessandria estava era o mais legal que ela podia se lembrar de já ter estado. Ela estava no centro do quarto, olhou para as camas alinhadas contra ambas as paredes, tocou nas flores que estavam na mesa de café, olhou os dois sofás luxuosos, e engoliu quando viu o armário que era tão grande e amplo como o próprio quarto. Ela se moveu


em direção a ele, viu as roupas caras coloridas, e sabia que quem quer que fosse aquele que matou os homens que a tinham machucado, não iria darlhes estas coisas livremente. Ele poderia ter matado os que a trouxeram aqui quando ele viu seus hematomas e feridas, mas ela olhou em seus olhos, viu o diabo estampado neles. Ele era frio, calculista, inteligente e poderoso. Se ele podia matar as pessoas com tão pouca emoção, com tão pouco pensamento, o que faria com ela, o que ele iria querer que ela fizesse? Ela sabia que nada vinha sem um custo. Deus, ela sabia disso melhor do que a maioria. Sua vida inteira tinha sido nada mais do que um inferno, e tudo começou com um homem, um homem que ela pensou que ela tinha amado, teria dado o mundo para ele, e via seu futuro com ele. Mas o diabo vem em muitas formas, pode ser encantador, inteligente, carismático e, no final, não é nada mais do que um sociopata. Ela foi até uma das camas e sentou-se, olhando para as mulheres ao seu redor. Essas mulheres eram profissionais, sabiam o que estavam fazendo aqui, por que elas estavam aqui, e até mesmo queriam fazer isso para a vida. Alessandria tinha sido forçada a este estilo de vida, levada a pensar que dar-se aos homens que Gerald queria, era a coisa certa a fazer. Deus, ela tinha sido uma tola, uma tola estúpida, e ela merecia o que ela estava sofrendo. Sem família e nada no nome dela, o homem que ela pensou que tinha amado, que ela pensava que a amava, tinha sido um cafetão. Ela tinha sido enganada, e depois de ter sido forçada a ter sexo com três homens estranhos, obrigada a tê-lo gravado e apanhado quando ela tentou fugir,


ela sentiu sua esperança evaporar. Talvez se ela não lhe tivesse dito seu segredo, dizer-lhe que ela gostava de um pouco de dor com o prazer , que ela tinha imaginado todas essas coisas que tinha pensado que era errado e sujo, Gerald não teria pensado que ela era uma depravada e feito isso com ela. Não importa, porque é onde você está agora. Ela tinha tentado escapar uma vez, e tinha terminado com ela tendo algumas costelas quebradas, um corpo machucado e inchado, e a esperança de que ela pudesse deixar-se desvanecer. Gerald teve a certeza de isolá-la, mantendo-a distante do casal de amigos que ela tinha antes que ele aparecesse. Ela era um fantoche agora, um boneco que gostava de dor com sexo, e descobrindo que a única pessoa que ela pensou que amasse a tinha colocado nesta situação. Mesmo que ela tentasse sair, Gerald sabia o nome dela, tinha os meios para encontrá-la, o medo a tinha mantido na linha, porque ela não queria morrer, mesmo sabendo que a morte seria um resultado muito melhor do que onde ela estava agora.


Capítulo Quatro Zeke olhou para as telas das câmeras de vigilância, as que lhe mostraram as novas mulheres que tinham sido trazidas. Ele bateu com o telefone contra o lábio esperando que a informação viesse dos Soldiers of Wrath MC. Toda vez que ele recebia uma nova remessa de mulheres, ele as colocava nesta sala. Por alguma estranha razão, as fêmeas relaxavam e tendiam a revelar os segredos que elas escondiam. Ele não gostava de gerenciar mulheres que eram viciadas, crivadas de doença ou que causavam confusão. Houveram muitos incidentes no passado que resultaram em mulheres se machucando. Ele lidava com mulheres doces até as cadelas. O problema era que as cadelas tendem a mandar nas mulheres doces, mas Zeke as mantinha na linha. Nenhuma violência entre as mulheres. Havia paus mais do que suficiente para que elas se servissem. Alguns homens gostavam das mulheres doces, outros queriam domesticar a cadela, e Zeke fazia dinheiro de todo jeito. —Qual é o problema, chefe? - Perguntou Randy. Randy era um homem bom e tinha estado com ele desde o início. Ele cuidava da segurança do clube, configurou todas as câmeras, e pegou seu quinhão de ladrões e arruaceiros. —Eu não gosto quando uma mulher está machucada, magoada, e com dor. Esta mulher aqui - ele apontou para a tela - ela não é como todas


as outras mulheres. Randy inclinou-se e assobiou. —Por trás desses hematomas, ela é uma beleza. Você acha que ela foi vendida para tentar chegar perto de você? —Não. Ela ia tentar chamar a minha atenção por ser uma boa menina. Esta mulher não está fazendo isso. Ela está aceitando seu destino, e eu não gosto disso. - Sentando na cadeira, ele olhou a tela. Ele não conseguia desviar o olhar, mesmo se quisesse. Até agora, nenhuma das mulheres mostrou quaisquer sinais de ser desordeiras, mas ele não estava satisfeito com elas ainda. O médico tinha chegado, e seu assistente estava levando as mulheres do quarto principal, para a sala que Zeke mantinha para o médico. Seu negócio era bem sucedido por ter câmeras em todos os quartos. Ele não dava à mínima se ele estava quebrando todas as leis. Randy era um gênio para fazer as telas mudarem assim todo o foco estava no clube, e não o que se passava nos quartos traseiros. —O médico está se preparando - disse Randy. —Quando eu disser para você, eu quero que você coloque som no quarto - disse Zeke. —Você terá. Tocando com os dedos na mesa, ele olhou para Alessandria. Sua cabeça estava para baixo, e ela estava esfregando as mãos. Quando notou outra mulher se aproximar dela, todos os seus instintos soaram à vida. — Som ligado. Randy digitou afastado em seu computador e o som dentro da sala


apareceu. —Oi? A ruiva perguntou. Alessandria olhou para cima. Lágrimas encheram seus olhos, e ela lambeu os lábios. —Olá. - Sua garganta soava rouca, como se tivesse sido estrangulada antes. As contusões no pescoço eram prova de sua avaliação, e isso só serviu para irritá-lo. Ninguém colocava suas mãos sobre suas mulheres. Não era só isso. Zeke não conseguia superar os sentimentos de posse quando se tratava de Alessandria. Ele queria protegê-la, reclamá-la e governá-la. Ela jamais teria algum dano se fosse sua. —Ouvi dizer que Zeke faz isso para todas as suas meninas. - disse a mulher, tomando um assento. Ela tinha que ir para a categoria doce. —Zeke? —O cara que estava falando com você lá fora. Você sabe, aquele que disparou naqueles homens, ele é o chefe. Este é o seu clube, e nós pertencemos a ele. —Oh. —Eu sou Rachel. Não há necessidade de saber sobrenomes. —Alessandria. Elas apertaram as mãos. —Você gosta de se prostituir? Perguntou Rachel. —Eu não tenho escolha, por isso eu estou aqui. Rachel balançou a cabeça. —Não, eu posso dizer que você não é para este estilo de vida. —


Simpatia atravessou seu rosto. —Você está aqui porque você quer? Perguntou Alessandria. Rachel assentiu. —Eu estou. Eu adoro sexo. Eu adoro ter esse controle, dando-se a um homem. Este é o único negócio que eu sempre vou ser boa. Eu abandonei a escola, fugi de casa quando eu tinha dezesseis anos, e eu estive trabalhando nas ruas por algum tempo. — Rachel contou sua história, e Zeke viu o horror nos olhos de Alessandria. — Veja, é por isso que eu sei que você não é parte deste mundo. — Rachel apontou para o horror que cobria o corpo de Alessandria. —Eu não sei do que você está falando. — Olhe ao seu redor, Alessandria, estamos todas aqui, e nós temos nossa própria história para contar. As ruas são um lugar terrível, porra. Se um cafetão pega você, você está em apuros. Você não pode trabalhar para si mesma uma vez que alguns clientes gostam de ser áspero. No momento em que eu ouvi sobre Zeke e os cuidados que dá a suas mulheres, eu sabia que tinha que chegar aqui. Este é um começo de uma nova vida. Nós não somos tratadas como escória aqui. Ele nos respeita porque nós lhe rendemos dinheiro. Isso acredite ou não, é uma vida melhor. - Rachel riu. —Eu até mesmo ouvi que temos férias de Natal. Eu amo o natal. Zeke não podia deixar de rir. — Elas estão fazendo você soar como uma porra de um santo. - disse Randy. —Em comparação com a vida que vivem nas ruas, eu sou um santo. Ele fez dar-lhes feriados. Os clientes ricos estavam sempre em casa com suas famílias, por isso Zeke fez com que suas meninas fossem tomadas de


cuidados. Ele era dono de um bloco de apartamentos não muito longe do clube para que elas pudessem ter a sua própria vida fora de suas horas. O que muita gente não sabia era que as mulheres que encontraram o amor, uma família e uma vida, seguiam em frente. Zeke não as forçava a permanecer nesse estilo de vida para sempre. As mulheres que ficavam gananciosas, tentando roubá-lo, ferir seus clientes, ou dar-lhe um nome ruim, elas não viviam para ver outro Natal. Por um lado, ele era um homem justo, por outro lado, ele era um filho da puta. —Você não tem que me dizer. - disse Rachel. —Você tem a sua própria história para contar, mas não é como a nossa. Alessandria lambeu os lábios e olhou para seu colo. —Eu, hum, eu caí no amor com o homem errado. Eu confiava nele, e eu lhe disse coisas. —As lágrimas que encheram seus olhos deslizaram por suas bochechas. —Sinto muito, eu não posso. —Um dia, você terá a necessidade de contar a sua história, mas você não tem que me dizer. Eu não estou aqui para causar problemas. O assistente do médico veio de novo, e Rachel foi com ele, acenando para Alessandria. —Qual você acha que é sua história? —Eu acho que um cafetão a atraiu e, em seguida, a transformou. Acontece

muitas

vezes,

dando

falsas

esperanças

e

sonhos.

Ele

provavelmente disse a ela que a amava se preocupava com ela, mas ela tinha que fazer algo para ele. Em pouco tempo, ele estava machucando-a. Zeke tinha ouvido falar disso muitas vezes. Ao crescer, ele tinha visto isso acontecer, especialmente com as meninas na escola. As jovens eram as mais vulneráveis, uma vez que eram tão ingênuas.


— Droga. Eu odeio esses malditos cafetões. Zeke deu-lhe uma olhada. — Você não. Você não conta, e pelo que você acabou de me dizer, você é uma porra de um santo. — Eu não sou. Mato qualquer uma dessas garotas se tentarem me foder ou me enrolar. —Zeke apontou para a tela novamente. Randy deixou escapar um suspiro. —Eu estou ficando velho. Ele não podia discutir com ele. Não ia demorar muito até que ele mesmo fosse um avô. O pensamento de Daniella grávida encheu Zeke com um monte de tristeza. Ele não estava acostumado a ter sua filha tão emocionalmente longe dele e com a porra de um motoqueiro. Empurrando os pensamentos de sua filha de lado, ele olhou para a tela. Nenhuma das mulheres tinha tentado arrumar confusão, ou mostraram sinais de usarem drogas, o que era bom. Ele não tinha que se preocupar em tê-las fora das drogas em primeiro lugar. Suas meninas não se drogavam. Ele não trabalhava com viciadas. Quando o assistente do médico pegou Alessandria, ele deu a Randy o aval para ligar o som na sala. Alessandria não falou quando ela se sentou em uma cadeira. O médico tomou sua pressão arterial, testou seu pulso, e até mesmo a pesou. Quando foi tempo para ela subir em cima da mesa, Alessandria tinha lágrimas caindo por suas bochechas. A visão torceu seu intestino. Ele queria correr para o quarto, pegá-la e levá-la embora.


Seus pés entraram nos estribos, e a assistente limpou suas lágrimas. —Tudo vai dar certo. Não é tão ruim, é apenas como ir ao consultório do médico. —Alessandria assentiu, mas isso não impediu que as lágrimas continuassem. O médico afastou-se de entre as coxas de Alessandria e saiu da sala. No segundo seguinte, o telefone de Zeke tocou. —Zeke. - disse ele, respondendo. —Eu tenho um problema. —O que é? —Eu tenho uma de suas clientes sobre a mesa, e ela mostra evidências de ter sido estuprada, Zeke. O que você quer que eu faça? Agarrando seu telefone celular com força, Zeke queria matar o homem que tinha feito isso com ela. —Termine o exame, faça os testes de DST necessárias, e envie-me os resultados. Nenhuma dessas mulheres estaria trabalhando até que os resultados dos testes voltassem. Até então, elas fariam a limpeza do clube e outras coisas que não as levassem para perto de um cliente.

Após o exame, Alessandria não foi enviada para a sala como as outras mulheres, ela foi levada para um escritório, um escritório um pouco assustador que dava visão para todo o clube. Alessandria sentou


observando as pessoas na pista de dança se divertindo. Eles não estavam apenas se divertindo, eles estavam tendo um grande momento. Ela viu as mulheres em trajes seminuas flertando com os homens. Os homens estavam tendo muita diversão, olhando para as mulheres. Ela viu-os todos tocando um ao outro, acariciando seus corpos. Nunca tinha sido assim com Gerald. Ele tinha levado sua virgindade e levado todo o prazer que ele podia. Não tinha havido nenhum toque, nenhum amor, e foi só agora que ela estava percebendo o pouco afeto com que tinha sido dada. Ela tinha sido usada e deixada de lado. Alessandria pensou sobre o que Rachel tinha dito. Zeke era um homem justo. Se elas quisessem se estabelecer, ele deixava. Não haveria estabelecendo-se para ela. Gerald iria encontrá-la, levá-la e colocá-la de volta no trabalho. Ele disse a ela em detalhes tudo explícito o que ele faria com ela. Ela era uma puta e putas eram boas apenas para foderem um pau. Foi pelo seu segredo que ela estava aqui, por isso ela tinha que ficar em silêncio, fazer o que lhe era dito, e pensar em uma maneira de escapar. Ela poderia jogar junto, fingir ser uma boa puta, mas ao mesmo tempo, ela estaria pensando em como sair. Ela enxugou as lágrimas caindo pelo seu rosto. Era uma lágrima desperdiçada, emoção desperdiçada, e ela respirou fundo para forçá-las todos para dentro. Sua vida estava longe. A pouca liberdade que ela tinha tido. —Eu não sou nada. — Falando para si mesma não ia ajudar. Olhando para baixo em seus pulsos, ela viu as marcas de


machucados nos punhos. Ela tentou fugir e dizer-lhes para deixá-la ir. Alessandria não tinha sido ouvida. Sua voz já não importava. O que aconteceria se ela tivesse uma doença ou uma infecção? Rachel tinha dito a ela que o médico verificou sua saúde, e fez testes para verificar o caso de ela ter estado com homens sem preservativo. Gerald nunca tinha feito os homens usarem um preservativo. Em pêlo foi como eles tinham tomado ela, compartilharam ela, e bateram nela. Mordendo o lábio, ela forçou as memórias de volta. Era outro tempo, outro lugar, e ela tinha que se concentrar no aqui e agora. A porta se abriu, e ela virou-se para o homem que tinha matado bem na frente de seus olhos, Zeke. Ele fechou a porta e foi direto para sua mesa à sua frente. —Você não tem uma porra de ideia de quem eu sou. - disse ele, sem dúvida. —Eu tenho. Você é Zeke. Ele riu. —As mulheres com quem você estava me conhecem. Todas elas sabem de mim. Minha reputação me ultrapassa. —Bom para você. —Você não me conhece, você não é como aquelas mulheres. Alessandria sacudiu a cabeça, colocando uma parede, fingindo ser corajosa. Ela precisava tentar ter essa coragem, para sobreviver. —Você não sabe disso. Zeke inclinou a cabeça para o lado e olhou para ela. Era como se ele enxergasse as mentiras e visse toda a dor que ela estava sofrendo. Ele viu


algo que ela pensou que tivesse ido embora há muito tempo. —Você foi estuprada, não uma, mas várias vezes, eu acredito. Vergonha encheu Alessandria e ela olhou para suas mãos. —Então? Eu sou uma vagabunda, certo. Eu mereço. Zeke saiu de sua cadeira, contornou a mesa e se ajoelhou na frente dela. Ele pegou o queixo dela, e ela estava surpresa que seu toque fosse incrivelmente suave. Havia uma promessa subjacente que seu toque poderia facilmente se transformar em dor. Perguntou-se por um segundo quantas mulheres tinham sido enganadas por seu toque doce. —Ninguém merece ser estuprada. Ela permaneceu em silêncio. —Deixe-me ver se eu entendi direito, você era jovem quando o conheceu certo? Ele seduziu-a com um carro e um estilo de vida que você se impressionou. Você nunca tinha visto um homem com confiança antes, e ele simplesmente explodiu seu pequeno mundo. Ele foi paciente, atencioso e doce, até que ele tomou essa cereja de você1. Eu diria que em seis meses ou um ano, ele começou a mudar, pedir-lhe favores. Em pouco tempo, ele estava ignorando você e recebendo dinheiro, ganhando por sua bunda. Na primeira, você fez isso porque o amava, e então quando você percebeu o que estava acontecendo, você começou a lutar. —Como você sabia? —Ele é um pequeno cafetão. É como eles funcionam, e eu tenho recebido um grande número de mulheres com a mesma história. —Você é um cafetão também.

1

Perder a virgindade.


—Sim, mas eu não atraio jovens mulheres, meninas realmente, manipulando-as. As mulheres vêm para mim, para eu protegê-las. —Você não bate nelas? —Não, se elas são leais a mim e aceitam minhas regras. —Se elas não fazem? —Elas são punidas. Alessandria olhou para a pista de dança. —Você tem uma vida muito ocupada. —Eu tenho. —O que você vai fazer comigo? —Eu quero que você responda às minhas perguntas honestamente. —Vou tentar. —Você quer este estilo de vida, estar com muitos homens, atendendo suas necessidades, e ser paga por isso? Alessandria sacudiu a cabeça, fechando os olhos. Gerald tinha dito a ela para ser boa e ganhar dinheiro. Ela não foi autorizada a gastar nenhum dinheiro que ela ganhasse, ele queria tudo o que ela ganhou. —Você não está aqui por sua livre vontade. Quem te mandou? —Eu não posso dizer-lhe, ele vai me matar. —Querida, quem quer que você esteja protegendo é um covarde. Um verdadeiro homem se levanta. Eles não enviam uma mulher para fazer trabalho de um homem. Seu celular tocou, e Alessandria ficou tensa. Com Gerald, quando seu celular tocava, isso significava que ela tinha que trabalhar. Ela odiava


telefones. —Isso foi rápido. Sim. OK. Onde. OK. Bem. O pagamento chegará logo. - Zeke fechou seu telefone e se voltou para ela. —Eu sei o suficiente. Seus olhos se arregalaram. —Você foi tirada de um pequeno cafetão Gerald Book. Ele é conhecido por ter meninas menores de idade e colocá-las para trabalhar. —Como? —Eu tenho muitos contatos. Você era esperada para trabalhar aqui por ele, enviar-lhe dinheiro, e quando terminasse, você iria voltar para ele. Alessandria assentiu. Deus era a verdade, seu mundo, sua vida. —Eu não posso sair. Ele vai me machucar. —Eu sou maior do que ele nunca vai ser. Estou caçando-o enquanto nós falamos. Eu vou lidar com ele. Até então, você está indo para minha casa. —O que? Gerald tem um monte de amigos. Ele vai me matar. Por favor, me coloque para trabalhar. —Não. — Ele soltou o queixo e sentou-se atrás de sua mesa. — É minha palavra final, e não importa quantos amigos Gerald tem, eu tenho muito mais. Ela viu quando ele digitou algo em seu computador e a impressora derramou um pedaço de papel. Zeke pegou o papel, o leu, e dobrou antes de deslizá-lo dentro de sua jaqueta. —Vamos lá, é hora de ir. —Por favor. - ela disse, tentando uma última vez fazê-lo ouvir. Ela nunca tinha ouvido falar de Zeke antes, mas ela sentiu a ira de Gerald. Ele


era um bastardo cruel se ele não era obedecido. Ela tinha visto o que ele fez para outra mulher que tinha tentado fugir. Alessandria tinha sido forçada a assistir quando ele fez todos os seus homens usá-la. A mulher tinha sido pressionada à medida que cada homem se revezava com ela. Não importava que ela gritasse por socorro. A mulher não tinha durado à noite, após o último homem ter tomado seu prazer pela terceira vez, Gerald tinha levado-a para cima e cortou sua garganta. —Desobedeça a mim e eu vou ter certeza de que sua morte seja cem vezes pior. Zeke a pegou pelo braço e levou-a para fora do clube. Alessandria ficou quieta quando os homens passaram por ele. O respeito que cada homem tinha para ele a chocou. Gerald não tinha respeito, mas medo. Ele era conhecido por ser instável. Mas apesar de saber que mesmo o temendo, ela estaria tentando encontrar uma saída, uma maneira de escapar. O homem que a segurava tinha respeito, bem como o medo, e ele mostrava. Ele era poderoso. Ela não queria ter a esperança de que ele iria salvá-la, que seu futuro seria salvo por causa dele. Alessandria esperou e rezou antes, sem sucesso. Ele a levou para fora para trás do clube e colocou-a na parte de trás de um carro. —Você não vai cobrir o meu rosto? - Perguntou ela quando o carro começou a se mover. —Não, eu não preciso escondê-lo. Você não vai correr de mim, porque no fundo, você sabe que eu vou te proteger. - Zeke ficou olhando para ela. Alessandria não poderia deixar de se incomodar. Ela não estava


acostumada a estar sob tal escrutínio antes. Mordendo o lábio, ela olhou para fora da janela e não poderia ajudar a solidão que enchia seu coração. Ela estava muito longe de casa, e ela duvidou que um dia voltasse lá. Parte dela não queria. Isso só traria más recordações. Mas ela queria sair, fugir, e encontrar seu próprio caminho, sua própria vida.


Capítulo Cinco Com toda a honestidade, Zeke não sabia o que diabos ele estava fazendo, ou por que ele estava fazendo isso. Ele apenas lembrouse da imagem de Alessandria na mesa de exame, as lágrimas fazendo trilhas pelas suas faces, a necessidade de protegê-la a todo o custo em guerra dentro dele. Então, lá estava ele, levando-a de volta para sua casa, sabendo que ela estaria mais segura lá do que em qualquer outro lugar, mas não sabia o que era sobre esta mulher que o fazia precisar dela como estava. Ele nunca havia se sentido protetor sobre uma mulher, exceto Daniella. Mas Dani era sua filha, sua vida e esta mulher, triste e machucada não era nada para ele. Mas uma parte dele a queria para si mesmo, para que pudesse reclamá-la, protegê-la e foder todos que a machucaram. Sim, isso era tudo verdade e isso o confundiu para caralho. Eles estavam perto de sua casa, e ele olhou para ela, não tendo certeza se ele gostava de ter essa mulher desconhecida em sua mente, consumindo-o, fazendo-o sentir como se estivesse fora de equilíbrio. Ela estava sentada com as mãos no colo, tão perto da porta de trás


como ela poderia conseguir, e olhava pela janela. No vidro, ele viu seu reflexo, podia ver que ela tinha tristeza só de olhar para seu rosto, e uma parte dele, que ele nem sabia que existia só queria puxá-la no colo e abraçá-la. Ele queria protegê-la desta merda de mundo que tinha jogado com ela, queria ajudá-la a entender que a vida não derrubava uma pessoa ao ponto de jamais voltar a se levantar. Ela tinha sido enviada para reunir informações sobre ele, enviada por algum cafetão vagabundo para se infiltrar na execução de seus negócios, e se ele não sentisse essa intensidade por ela, essa necessidade de protegêla, ele mesmo a teria matado. Ele tinha sido capaz de olhar em seus olhos e ver que o quê ela queria era não ter o controle. E é por isso que ele a levou para fora do clube e estava indo para sua casa. Quando eles pararam em uns portões que barravam a entrada na sua garagem, o motorista apertou o código, os portões de ferro forjado abriram, e eles subiram uma longa faixa estreita da estrada. Ele continuou a observá-la, viu através do reflexo que seus olhos se arregalaram e sua boca ligeiramente entreabriu. Sim, sua casa era algo de que ele estava muito orgulhoso, algo que ele tinha trabalhado muito para ter, e fez com que fosse como uma fortaleza. Ele se sentiria seguro com ela aqui, trancada atrás das portas, com as câmeras certificando-se de que ninguém iria entrar e tentar machucá-la. Ele sabia que Gerald iria descobrir que seu plano para ganhar a informação tinha falhado, e quando o fizesse, Zeke não tinha ilusões de que o filho da puta não viria atrás dela. Gerald faria Alessandria pagar, porque ele iria querer usar sua aparente incapacidade para estabelecer um exemplo para as outras meninas que ele explorava. Zeke havia conhecido homens como Gerald toda a sua vida. Caralho,


antes que Zeke chegasse ao ponto onde ele estava agora, ele foi um desonesto e sujo cafetã, um criminoso pequeno. Ele conhecia os truques, sabia de fato que um homem como Gerald faria qualquer coisa e tudo para chegar ao topo. Se ele estava sozinho na tentativa de derrubar Zeke, ele permaneceria para ser visto. Mas Zeke iria descobrir todas as informações que precisava, mais cedo ou mais tarde. Na verdade, ele tinha seus homens trabalhando nisso agora. Ele poderia ter simplesmente enviado alguém e matado Gerald, colocar uma bala no meio dos olhos, mas a parte doente e distorcida de Zeke queria matar o filho da puta ele mesmo, queria persegui-lo, deixá-lo saber que estava chegando, e tê-lo temendo até o fim. E quando o fim viesse, porque seria inevitável, Zeke faria a morte de Gerald lenta e dolorosa. Zeke iria marcar o fato de que ele estava terminando a vida de Gerald, fazendo com que o homem visse que quando ele machucou Alessandria, ele assinou sua própria sentença de morte. Só de pensar em matar o homem que feriu Alessandria enviou uma onda de prazer através de Zeke. Fosse o que fosse que lhe tinha tão encantado com esta mulher o deixou ainda mais perigoso do que nunca. Ele não podia deixá-la ir. Ele tinha que descobrir por que ele a queria assim, e é por isso que ele iria conhecer tudo o que havia sobre Alessandria, e mostrar-lhe que, apesar do diabo alojado dentro dele, ele não iria machucá-la.

Alessandria sabia que ela deveria estar com mais medo do que estava.


Não havia dúvida de que ela tinha medo crescendo dentro dela, mas, em seguida, recuava, uma e outra vez. Mas o que ela também sentia era esse calor, uma sensação de calor que ela não sentia há muito tempo, e ela não sabia se gostava. Zeke sabia o que Gerald havia planejado e por que ele a tinha enviado, embora tudo o que aconteceu até agora tinha sido puro inferno. Ela tinha sido espancada, tocada com força por aqueles homens que a tinham levado a Zeke, e tinha sido ameaçada inúmeras vezes. Mas ela pensou que seria pior vindo para Zeke, mesmo quando ela pensou que escapar não fosse possível. Ela sempre manteve suas esperanças, certificou-se que, embora seu corpo estivesse machucado, o seu espírito ainda estava intacto. Talvez alguns dissessem que ela era fraca, já machucada em corpo e alma. No entanto, apesar de seu medo da morte, ela não tentaria sair de novo, porque tinha que ser inteligente. Ela não podia ser tola, não queria apanhar novamente, então ela teria que sobreviver e ficar. Por mais estúpida que fosse Alessandria iria ficar, porque escapar quando o tempo não estava certo, só acabaria em sua morte prematura. Mas com os estupros e espancamentos valeria a pena? Não seria a morte uma bênção? Aquela pequena voz em sua cabeça disse novamente. Era um lembrete constante de que talvez a morte fosse melhor. Ela certamente não tinha que lidar mais com ser espancada ou estuprada. Não importa o quão forte ela pensou que fosse, a verdade era que ela não era tão forte como os homens que a dominavam. Eles entraram na casa que Zeke tinha dito ser dele. A região ao redor da casa tinha sido intocada, como algo que ela veria em um filme. Ela não tinha ideia de por que ela estava realmente aqui, porque mesmo que


Zeke dissesse que ela estaria segura aqui, ela tinha que saber o que teria que dar a ele para a sua segurança. Eles entraram no hall, e ela olhou para a decoração de aparência moderna, mas muito cara. Escadas estavam em frente a ela, que tinham tapete vermelho escuro cobrindo a madeira. Esta casa a fez se sentir desconfortável. Estava frio, como se ninguém vivesse aqui e fosse apenas para se mostrar. Zeke virou e olhou para ela, prendeu a respiração quando ele a olhou. Ele era muito grande, mais alto e musculoso, que os homens que ela tinha tido por perto. Seu tamanho não era o que ela mais teve medo, mas a aura que o cercava, o fato de que ele era frio, e ela sabia que era implacável. —Bem vinda a sua nova casa. A maneira como ele disse era definitivo, e ela sabia que embora isto pudesse ser uma bênção disfarçada ou também poderia ser uma nova forma de inferno.


Capítulo Seis —Nenhum dos meus homens vai tocar em você, e desde que não tente sair, você estará segura. - disse Zeke, caminhando em direção a seu escritório. Ela o seguiu, e ele não duvidou por um segundo que ele a surpreendeu. Isto é o que fazia dele o homem de sucesso em seu mundo. Ele não era previsível. Zeke poderia rir e brincar ao redor, e no segundo seguinte, estaria esfaqueando um homem à morte. Isso é quem ele era, e por isso ninguém tentava sacanear com ele... Não se fossem inteligentes. Pensando em sua vida por um momento, ele não poderia manter esse estilo de negócios por muito tempo, ele imaginou Dani e a vida que ela tinha agora. Para começar, a única razão que Shakes, um ex-membro dos Soldiers of Wrath MC e agora o marido de Dani, viver é por causa de Dani e seu amor por ele. Se sua filha não se preocupasse com o homem, Shakes estaria morto, e sua filha estaria vivendo com Zeke para garantir sua segurança. Fechando os olhos por um segundo, ele não ia pensar sobre a escolha de vida de sua filha. Ela estava feliz com Shakes, ele a tratava bem, e é isso que importava. Ele também prometeu a Dani que ele iria tentar enxergar Shakes sob uma luz diferente. Era difícil dado o passado que eles tinham e como Shakes tinha essencialmente sequestrado Dani de Zeke, mas ele estava tentando. Zeke não era um homem que se esquecia das coisas, ele guardava rancor, mas Shakes era da família agora, e o estava vendo sob


uma nova luz, uma luz que não estava querendo matá-lo. —Por que não me matou? - Perguntou Alessandria. Ele girou para encará-la, esperando ver, uma mulher abalada e chorando. O que ele viu foi uma mulher que havia aceitado seu destino. Ela estava pronta para morrer. —Eu não vou te matar. —Por quê? —Você não veio para mim de bom grado. Você é uma vítima, e você não vai dar a Gerald qualquer informação sobre o meu clube, ou meus negócios. Nem mesmo porque ele ameaçou você e pôs sua vida em jogo. Seu lábio tremeu. Era o único sinal que ele teve de que suas palavras a afetavam. Zeke estendeu a mão, e a observou ficar tensa. Tudo o que ele fez foi colocar um pouco de seu cabelo atrás da orelha. Ele tinha feito isso muitas vezes em Dani, mas os sentimentos de agitação dentro dele não eram de um pai. Ele queria Alessandria. Ela era muito bonita, não há dúvida sobre isso. — Eu não quero me machucar. — Você foi machucada por um longo tempo. - disse Zeke em um tom duro. —Eu fiz sexo com homens que eu achava repulsivos. - Ela fez uma pausa, e seu olhar caiu a seus pés. —Eu não sou mais uma mulher. Eu não sou a mulher que eu sempre quis ser. Eu sou uma prostituta, uma prostituta imunda e suja. Ele empurrou-a contra a parede perto de seu escritório, tentando ser


gentil, e colocou a palma da mão em sua boca, silenciando-a. Os olhos dela se arregalaram, mas ela não lutou com ele. Havia fogo nesta mulher e algo danificado também. A combinação contradizia um ao outro, e ainda fazia sentido para ele de uma estranha maneira. —Não se chame disso. — Ele soltou sua boca, e ela começou a falar, mas ele a deteve falando ele mesmo. —Eu estou dando-lhe a chance de ser a mulher que você sempre quis ser. Quem que você costumava ser? —Eu não sei. O silêncio se passou entre eles. Foi longo, tenso, mas era real. —Vamos para o meu escritório, sentar, e conversar. Uma vez que nós falarmos sobre tudo, vamos para a cozinha comer. —Por que você está sendo bom para mim? Ele inclinou a cabeça para o lado e ficou olhando para ela por um segundo, pensando em sua pergunta. —Eu não sei. - ele respondeu honestamente. —Você é uma mulher bonita, Alessandria. —Não, eu não sou. —Você é, mas não é por isso que eu a trouxe aqui. —Então por quê? — Sua voz tremeu mais forte. —Por que você está com medo de mim? Fiz alguma coisa para que você se sinta assim? Ela balançou a cabeça. —Você é assustador, e você é poderoso. — Passou um momento antes de falar novamente. —Por que você se importa comigo? As mulheres bonitas devem gravitar em torno de você por causa do que você lhes


oferece. —Eu não sei se eu deveria me sentir insultado ou não. —Eu não estou insultando. Eu só estou falando a verdade. —Ela encolheu os ombros, e ele não gostou. —Você pode falar a verdade aqui comigo. Mas não falar honestamente na frente dos meus homens. —Por quê? —Eu não gosto de ser questionado. Se meus homens acreditam que há espaço para negociações, eles vão tirar proveito. Eu não vou dar-lhes a oportunidade para tirar proveito. Eles sabem o seu lugar comigo. Ela assentiu com a cabeça. Ele entrou em seu escritório e apontou para Alessandria para sentarse enquanto ele andava até sua mesa. Removendo o celular do bolso, ele viu que havia uma mensagem de Dani. Você vem para o jantar amanhã? Sorrindo, ele digitou de volta uma resposta rápida, que ele iria sim. Olhando para Alessandria, a viu observando-o estoicamente. Ele colocou o celular no bolso interno do paletó. Tirou à arma enfiada na cintura na parte baixa das costas, ele pôs sobre a mesa e Alessandria ficou tensa. —Vamos ter seus resultados dos exames de volta em alguns dias. disse ele. —OK. —Você sabe, se você está limpa ou não?


Ela balançou a cabeça. —Os preservativos não eram exatamente a sua preocupação. Certificar-se de que os homens gozassem era. - Ela encolheu os ombros. Zeke se levantou e caminhou até ela, sentando-se na sua frente. Ela enxugou uma lágrima, e ele estendeu a mão, inclinando sua cabeça para trás com um dedo sob o queixo. Cada vez que a tocava, ela ficava tensa. —Eu não vou te machucar. —Tenho certeza que você tem um histórico de ferir e matar pessoas. —Você nem sabia quem eu era. Gerald não lhe deu informações de todos os meus crimes. —Crimes? Você é um dos homens mais mortais, todos temem você. Já ouvi o suficiente, enquanto eu estava com suas mulheres em seu clube e de... ele. —É só conversa. —Você está me dizendo que não tem mais mortes além dos dois que eu vi? Ele gostava que ela parecesse mais calma agora, que estava aberta a fazer-lhe perguntas. Qualquer outra pessoa sabia que não devia abrir a boca, mas ela divertia-o com isso. —Eu matei um monte de gente. —Você gostou? Ela perguntou em voz baixa. Zeke olhou para ela, e se perguntou por que ela estava insistindo na questão. —Você quer que eu te mate?


Alessandria nunca tinha se considerado suicida antes, mas olhando para a arma colocada em sua mesa, ela se perguntou como seria fácil. Ela odiava sua vida e nem sequer conseguia olhar para frente, para o amanhã. Ela estava fazendo perguntas a este homem que, provavelmente, colocariam outras pessoas mortas. Mas, por mais assustador que ele fosse, ela realmente acreditava que ele não iria machucá-la, mesmo que ele a assustasse. Quanto tempo tinha passado desde que ela baixou a guarda ao acordar em uma manhã? Ela não conseguia se lembrar, tinha sido há tanto tempo. Ela lambeu os lábios secos e, em seguida, olhou para Zeke. —Você gostou? Ela perguntou novamente. Ele recostou-se na cadeira, olhando para ela. Zeke parecia estar se divertindo com a pergunta dela enquanto Alessandria estava apenas curiosa. —É uma necessidade para chegar ao topo. —Você gosta disso? —Sim e não. —Por quê? Ele suspirou, mas respondeu. —Sim, porque quero o trabalho feito, e eu não tenho bom humor para lidar com idiotas traidores. Homens e mulheres que fodem comigo é dada


uma escolha. Eles podem ser leais a mim, e ter todos os benefícios da lealdade, ou eles podem me trair e sofrer. —Então do que você não gostava? - Perguntou ela. —Ouvir uma mulher implorando por sua vida não é exatamente agradável. —Você mata as mulheres? —Eu não tenho escolha. O momento que eu começar a deixar as mulheres sair com facilidade, porque elas são consideradas mais fracas, meus inimigos vão acreditar que eu amoleci. Não há espaço para a suavidade neste mundo. Ela entendeu isso. —Gerald queria que eu encontrasse um ponto fraco em você, mas por que ele pensou que eu poderia fazer qualquer coisa deitada na cama, é um mistério para mim. —Você não vai mais falar sobre si mesma desse jeito, entendeu? Ela engoliu em seco e olhou para ele, mas assentiu. —Ok. - Por muito tempo, ela se sentiu como um nada, apenas um pedaço de carne. Gerald fez sentir-se assim. —Quando ele conseguir alguma coisa vai explorar e usar para derrubá-lo. —Você está escolhendo um lado? —Gerald, pegou o que queria de mim e usou, e agora ele está me usando como sua toupeira. — Ela sorriu, embora não alcançasse seus olhos, e não era genuíno. Ela nem sequer sentiu o sorriso. —Ele estava me usando, e enviou-me para abate. Ele sabia que eu seria morta se eu fosse pega, mas eu estou aqui de qualquer maneira. Qual é o ponto? Eu estou


ferrada de qualquer maneira. Ela estava cansada de lutar. Qual era o sentido? O homem que ela pensou que amava tinha usado e abusado dela. Ela virou outra estatística neste mundo onde ela se tornou uma escrava para um cafetão. Houve um momento, no começo, que ela acreditava que iria sair dessa. Essa foi à mentira, a fantasia. Não havia saída para as mulheres como ela. Sua vida tinha ido de mal a pior em questão de semanas e meses. —Você quer morrer? —Eu não quero viver mais esta vida. - ela sussurrou as palavras, mas ela sabia que ele a ouviu. —Você desistiu? —Eu estou cansada de viver assustada e com medo. — Ela mordeu o lábio e olhou para seu colo. Ela tinha mordido suas unhas até sangrar. Respirando fundo, colocou seus braços ao redor da cintura e lutou contra as lágrimas que estavam ameaçando cair. —Estou cansada. Zeke se levantou estendendo a mão. —Venha comigo. Ela colocou a mão dentro da dele e se surpreendeu quando, no segundo seguinte, ele a levou a uma grande e bonita cozinha. —Sente-se. Alessandria fez o que ele pediu e se sentou. Ela viu quando ele pegou vários itens da geladeira e os colocou sobre o balcão. Ele não falou, ela o viu continuar trabalhando. Sua boca encheu de água, e para a sua vergonha, seu estômago roncou. Ele deixou o balcão e pegou alguma coisa,


jogando-a para ela. Agarrando, ela viu que ele tinha lhe jogado uma maçã. —Comece a comer. Foi fácil obedecer, e ao fazer isso, ela encontrou esse calor preenchendo-a. Era estranho, fora mesmo de lugar, mas mesmo assim era bom ter vontades que não eram feias. Tomando uma mordida, ela saboreou o sabor agridoce que explodiu em sua língua. —Gerald nunca vai chegar até você. Você jura sua lealdade para mim, e eu vou ter certeza que o bastardo apodreça no inferno. Dê-me alguns meses, se você ainda quiser morrer, vou colocar uma bala em sua cabeça e acabar com sua vida.


Capítulo Sete Striker estava frequentando o clube de Zeke, Dominion, cada semana durante os últimos meses. Era a única maneira que ele encontrava a liberação que precisava. Ele tentou ficar longe de seus desejos mais escuros, tentou dormir com as bocetas doces no complexo dos Soldiers, mas mesmo a ação Dom/Sub que ele teve com elas não poderia dar-lhe a liberdade e libertação que ele encontrava no Dominion. Ele sentou-se na cabine de seu SUV, olhou por cima na sede do clube dos Soldiers, e podia ouvir a música que vinha do interior. A festa estava acontecendo animada, a bebida estava fluindo livremente, e os recrutas estavam fodendo seus corações com suas prostitutas do clube. Mas, mesmo se o clube fosse a sua casa, e ele sabia que ele não tinha que esconder quem ele realmente era de seus colegas membros do clube, Striker nunca tinha sentido que as bocetas doces poderiam lidar com o tipo de sexo que ele realmente queria a dor que ele queria dar-lhes. Elas podiam dizer que dariam a ele o que quisesse, as cadelas recebiam as leves correções necessárias no quarto, e até mesmo uma reivindicou que ela seria sua submissa, mas o fato foi que elas realmente não sabem como lidar com o tipo de sexo, o tipo de experiência que ele queria ter com uma mulher. E não podiam entender a menos que elas realmente quisessem isso também. Ele sabia que Steel precisava de uma verdadeira submissa em sua


cama, e o homem tinha encontrado em sua Senhora. Mas o que Striker queria era total dominação, submissão total da mulher. Ele queria controlar sua sub, dominar, e dar-lhe a dor que levaria a ambos aos prazeres finais. E com toda a honestidade, ele não sabia se ele acharia a sub-perfeita, uma mulher que seria capaz de entregar todos os aspectos de si mesma para ele, mas, o Dominion, pelo menos, dava-lhe o controle que ele precisava sobre as mulheres que entendiam como deixá-lo levá-las. Uma parte dele tinha se segurado muito, com as prostitutas do clube. Ele não queria assustá-las ou prejudicá-las, porque realmente não entendiam o que ele queria ter com elas, mesmo que apenas para uma noite. Quando ele deixou a propriedade do seu clube e se dirigiu ao centro para o clube de Zeke, ele sentiu a corrente de adrenalina através dele, sentiu a necessidade tomar posse dele. Era como uma droga, uma intoxicação, e ele era um viciado. O clube de Zeke não pode ver olho-noolho, e o atacante pode não ser particularmente como Zeke, porque ele era um bastardo, mas o fato permaneceu. Zeke não tentou controlar o que Striker fazia no clube. Striker ia lá, encontrar uma sub que saiba como lidar com a dor que ele queria administrar. Mas, apesar de encontrar mulheres que amavam a apresentação tanto quanto ele amava a porra da dominação, Striker ainda sentia que faltava alguma coisa. Talvez ele sempre se sentisse desta forma. Striker sabia de uma coisa. Seria muito difícil, quase impossível, ele encontrar uma mulher, uma Senhora com quem ele pudesse fazer isso. Não, ele sempre estaria consciente de que poderia machucá-la, e, portanto, nunca poderia se concentrar totalmente na cena, mas que mulher queria


ser amarrada a um homem como ele? Que mulher iria querer ter um homem que queria chicoteá-la, cortá-la, fazê-la sangrar enquanto ela gozava? Caralho, mesmo se ele não tivesse essas coisas trabalhando contra ele, Striker não era um bom homem. Ele tinha feito coisas ruins, coisas violentas, e tinha tomado vidas. Deleitava-se com a morte, porque no final, isso era o que mantinha no clube, e os membros dentro dele, seguros. Mas a menos que uma mulher pudesse lidar com todos esses obstáculos jogados em sua direção, Striker sabia que ele provavelmente nunca teria um relacionamento marcante. Você quer um relacionamento sério porra? Droga, ele não sabia o que ele queria mais, mas sabia que ele não queria ficar sozinho para o resto de sua vida de merda miserável.

Depois que ela tinha comido Zeke lhe mostrou seu quarto. Ela ainda estava em êxtase com o fato de um homem que havia matado dois outros homens bem na frente dela, a queria em sua enorme e cara casa. Zeke pode ter dito a ela que ele a queria aqui para mantê-la segura, mas ela estaria mentindo se não admitisse que estar em sua casa, presa na elegância, segurança e pura dominância que a rodeava, a assustava muito também. Ele era assustador dado o fato de que Zeke sabia as suas verdadeiras intenções por trás do por que tinha sido levada para ele. Ela nunca tinha planejado ir tão longe como encontrar qualquer pessoa mais poderosa que aquele bastardo do Gerald, porque o que ela estava focada era em escapar e, finalmente, ser livre, mesmo que apenas por um curto período de tempo. Mas seus planos descarrilaram.


Alessandria não estava sob a ilusão de que ela era outra coisa que não fosse uma prisioneira na casa de Zeke. Estaria mentindo se não admitisse que, embora ele a assustasse, também se sentia segura com ele, muito mais segura do que ela já teve em sua vida. Era uma combinação estranha: o medo e a segurança, o conforto e a ansiedade. Ela ainda não sabia o que Zeke realmente queria dela, e por que ele estava realmente fazendo isso, mas ela percebeu que estava melhor com ele do que quando estava com Gerald, e honestamente, mesmo sozinha. Olhando ao redor do quarto que ele a colocou, era elegante, mas nu no departamento de decorações. Alessandria foi até a janela e empurrou as cortinas de lado. A vista era da parte de trás do imóvel, e tudo que ela podia ver era a densa floresta. Ela tinha comido o que Zeke tinha preparado para ela, com um silêncio ensurdecedor entre eles. E então ele mostrou a ela este quarto, e disse-lhe para tomar um longo banho, e tinha feito exatamente isso. Ela pensou em Zeke, sobre o poder que vinha dele, o fato de que ele era tão alto, tão musculoso. Poderia facilmente esmagar alguém com as mãos nuas, ou pelo menos essa é a percepção que ela tinha dele. E o cabelo escuro e olhos o faziam parecer como se ele fosse o próprio diabo em pessoa, esperando para levá-la para o inferno e governar sobre ela. Isso seria tão ruim, enquanto ele te tratasse como ele estava te tratando agora? Ele matou por ela, alimentou, vestiu-a, e ia mantê-la segura em sua casa. Era estranho e surreal, mas ela não queria fugir, não queria escapar, pelo menos não agora. Agora, aqui ela realmente sentiu como as coisas poderiam ser boas... Como se ela fosse ficar bem.


Então aqui estava Alessandria, em nada, além do roupão grosso de pelúcia que tinha sido pendurado na parte de trás da porta do banheiro, olhando pela janela e pensando sobre o que ela planejava fazer. Ela poderia tentar descobrir como escapar, ou perceber que isso não era tão ruim. Claro, ela não sabia o quão ruim podia ficar, mas agora, Zeke tinha sido nada, além de gentil com ela, e Deus, já fazia tanto tempo desde que alguém tinha sido gentil com ela.


Capítulo Oito Zeke estava deitado em sua cama olhando para o teto. Pensou em Alessandria no quarto ao lado, e então ele pensou em todas as mulheres que ele tinha usado ao longo dos anos. Não havia uma única mulher em sua vida que ele pudesse dizer honestamente que ele tinha amado, para além da sua filha e de seu neto para nascer. A mãe de Daniella era uma prostituta e cadela, ele tinha cometido o erro de não envolver seu pau quando ele transou com ela, mas ele não se arrependia, não quando ela lhe deu Dani. A mãe de Daniella era fodida por qualquer preço, e foi só com a ameaça de uma morte violenta que ela manteve as pernas fechadas, enquanto ela estava grávida dele. Zeke não havia mais tocado ela depois do momento em que Daniella nasceu. Ele ficou com ela, porque ele sentia que as crianças precisavam de seus pais, mesmo que um deles fosse uma prostituta. Sua vida o manteve ocupado sobrevivendo quando era mais jovem, mas ele tinha testemunhado algumas coisas boas nas pessoas, nem todos eram bons, mas alguns sim. Sentado na cama, Zeke deixou escapar um suspiro. Ele estava ficando velho demais para algumas besteiras em sua vida. Em seus quarenta e poucos anos, já tinha cometido muitos erros na sua vida, a fim de chegar até aqui, a fim de ter o seu império. Ele estava se tornando mole, ele tinha


que estar por causa do que estava fazendo com Alessandria. Descendo da cama, ele foi em direção à janela com vista para o grande jardim. Ele pagou três homens para continuar a manutenção do jardim. Zeke tinha matado homens em casa, homens que haviam trabalhado para ele e o traíram, e foi uma das razões que ele tinha enviado Daniella para a escola. Ela estava protegida com vários guarda-costas que ele tinha contratado, guardacostas que ainda estavam perto dela, mesmo que ela estivesse com Shakes. Seus homens guardavam a propriedade, e eles sabiam que se eles fodessem com ele ou tentassem matá-lo, ele teria muitas maneiras de lidar com o problema. Ele não conseguia dormir, por isso deixou seu quarto e foi até a cozinha principal. Acendendo a luz, ele abriu a geladeira, e até mesmo de costas para a porta, ele a sentiu entrar no ambiente. —Não conseguiu dormir? —Como você sabia que era eu? —Intuição. - Zeke se virou para ver Alessandria de pé na porta. Ela usava uma das camisolas que tinham colocado no seu quarto, e a longa peça cobria todo o seu corpo. Ele não poderia dizer quão bonita ela parecia, mesmo com as contusões em seu rosto. Zeke olhou as marcas descoloridas. Alessandria estava aqui por causa de um valentão que se escondia atrás de mulheres. —É um pouco estúpido para contar apenas com o instinto. —Eles me trouxeram onde estou hoje. O seu instinto não lhe disse que Gerald era um cara mau? —Ele apontou para uma cadeira para ela se sentar. —A princípio não, mas acho que, eventualmente, sim. Acho que meus


instintos não são tão bons. —O que eles estão dizendo sobre mim? —Para ter medo de você, mas eu também estou... Dormente. — Ela sorriu e olhou para suas mãos. —Eu acho que deixei de me preocupar com um monte de coisas. Zeke iria encontrar Gerald, e destruí-lo, pedacinho por pedacinho. —Você poderia ter tentado correr? Alessandria riu sem graça. —Eu fiz, e isso me deixou preta e azul e sangrando no chão. Depois disso, eu sabia que ele ia me matar se eu o deixasse. Mas para onde eu iria correr se eu tentasse deixá-lo? Eu vi você matar dois homens que você não conhecia, mesmo sem hesitar. Estou certa de que matar uma prostituta não vai levar muito esforço. Eu não tenho dinheiro, não tenho uma pista de onde eu estou, resumindo, nada vai me ajudar. Inclinando a cabeça para o lado, Zeke baixou o olhar até seus lábios cheios. Eles ficariam maravilhosamente bem, envolvidos em torno de seu pênis, e o fato de que ele estava pensando sobre essa merda agora o fazia se sentir como um idiota. Mesmo que ele soubesse que não deveria pensar nessas coisas, ele era um bastardo e não pôde evitar o pensamento. Ele sabia que ela iria levá-lo profundamente para o fundo da sua garganta. Ele iria forçar a ponta para baixo apenas um pouco mais longe para que ela quase se engasgasse nele, e seguraria seu cabelo para mostrar a ela quem mandava, e depois retiraria. Quando ele tinha relações sexuais Zeke comandava, ninguém mais. Quanto mais tempo ele olhava para a boca de Alessandria, mais ele ficava hipnotizado por esses lábios cheios. Mas ele a tirou de suas fantasias


eróticas. Zeke tinha muitos defeitos na vida, mas estuprar mulheres não dispostas e as espancar não eram uma delas. Ele pegou uma panela debaixo do balcão, pegou uma garrafa de leite, e derramou um pouco em seu copo. —Você está certa. Eu não teria qualquer problema em fazer você sofrer. Já fiz pior por muito menos. —Ele olhou para ela. —Mas eu posso honestamente dizer que você é diferente, e eu realmente não sei por que eu me sinto assim. —Você disse que eu estou segura com você? —Sim, você está. —Se eu sair naquelas ruas sozinhas é apenas uma questão de tempo antes de Gerald me encontrar. Ele tem uma maneira de caçar pessoas e fazê-los pagar. —Ela apontou para seu rosto. —Isto é pouco em comparação com algumas das merdas que ele me fez passar. —Diga-me o que ele fez. — Zeke não teria problemas para encontrar Gerald, ele já tinha posto caçadores atrás do filho da puta. Aparentemente, o palhaço tinha ido se esconder. Não seria difícil encontrá-lo, com um pouco de tempo. Homens como Gerald tinha o hábito de fazer a mesma coisa uma e outra vez, cometendo os mesmos erros. Zeke tinha testemunhado isso acontecer muitas vezes com outros homens e havia eliminado a concorrência para fazer o seu ponto conhecido. Mulheres, mesmo prostitutas que vendiam seu corpo, queriam e precisavam de proteção. Ele, desde que e em troca, elas fizessem um bom dinheiro estavam salvas. —Ele gosta de usar seus punhos na maioria das vezes, mas também oferece golpes no corpo com soco inglês, eu acho que é assim que elas são


chamadas. Ele rachou algumas das minhas costelas as usando. —Ela circulou seu pulso, e ele sabia o que estava por vir. —Ele gosta de quebrar os ossos pelo puro prazer de ouvi-los quebrar. Zeke colocou a panela no fogão, mas não acendeu o queimador. Contornando o balcão, observou-a tensa. Ela tinha um instinto de proteção sobre ela, observando-o, e reagindo, pensando que algo de ruim iria acontecer com ela. Se aproximando dela, ele agarrou seu queixo e inclinou a cabeça para trás. —Você ia a algum hospital depois de qualquer uma de suas surras? —Sim, uma vez. A primeira vez. Se você encontrar um monte de mulheres na recepção com ossos quebrados, com pancadas, e a desculpa é que ela caiu um lance de escadas, as chances são de que é Gerald. Ele, hum... Ele também gosta de se certificar de que sabemos o nosso lugar, e ele coloca seus homens nos vigiando. Eles se revezam batendo e estuprando suas meninas. Zeke iria colocar os seus homens em Gerald, e certificar-se que esse bastardo fosse logo encontrado. Gerald era um maricas e iria se certificar de que ele tivesse um longo fim, muito doloroso para a sua vida miserável. Ele traçou os dedos sobre suas contusões e o corte no lábio. —Você não está chorando sobre o que aconteceu com você? —Eu estou anestesiada. —Mas você ainda está lutando. As lágrimas encheram seus olhos, e ele viu como ela piscou-as fora. Alessandria

tinha

ficado

dormente

para

combater

o

que

estava

acontecendo com ela. Ele viu, e respeitava isso. Ao crescer, ele havia ficado insensível a dor também. É como se ele pudesse quebrar o punho


contra a parede, e não sentir realmente isso, não se preocupando com a dor. —Eu parei de me preocupar com o que me acontecia há muito tempo. Ele acreditava que sim. Correndo o dedo através de seu lábio, ele estava consciente de sua ferida. Ele gentilmente puxou-a para perto, e quando ele mansamente a deixou ir, assistiu-a saltar de volta no lugar. Seu pau se contraiu, ele não podia ajudar a si mesmo, não importava quão doente ele se encontrava no momento. Acariciando seu dedo pelo pescoço, ele descansou em seu pulso. Seu coração estava batendo rápido, e ao olhar em seus olhos, viu que eles estavam dilatados. Havia algo diferente nessa mulher. Ela estava ligada a ele, e ainda assim ele não poderia descobrir o por que. —Eu quero provar um pouco do seu sabor. Ela não se afastou quando ele abaixou a cabeça. Soltando os lábios nos dela, lambeu e ela gemeu. Suas mãos se moveram para cima e agarraram seus ombros. Zeke esperou que ela o afastasse, mas ela não o fez. Olhando em seus olhos, viu que ela estava chocada, e aprofundou o beijo um pouco. Ele queria esmagar seus lábios nos dela, e violentar sua boca até que ela gemesse para ele com prazer. Zeke parou por causa de seu lábio cortado. —Você quer um chocolate quente? - Ele perguntou, afastando-se. Por uma fração de segundo, teve certeza que viu um flash de decepção em seus olhos, mas ele não podia ter certeza. Ele precisava descobrir o que fazia querer Alessandria, antes que ela o deixasse louco. Seu pênis estava grosso, duro, e implorando para estar dentro dela.


Capítulo Nove Alessandria não sabia o que tinha acontecido. Bem, ela sabia, e embora tivesse gostado da boca de Zeke na dela, deu um suspiro de alívio que ele não tinha empurrado nada. A verdade era que ela viu o sadismo em Zeke, sabia que ele era o tipo de homem que gostava de prazer com uma mordida de dor. Ficou claro na maneira como ele olhava para ela, na forma como ele a segurava. Ou talvez ela estivesse tão desesperada para encontrar a felicidade em sua vida, para encontrar alguém que desse a ela o que ela queria, e não a machucasse ou a explorasse. Toda a sua vida, ela lutou com o desejo dentro dela, no escuro, sentimentos torcidos de querer a dor. No início, ela não sabia o que significava, por que ela se sentia desse jeito. Alessandria havia escondido os desejos escuros, e a única pessoa para quem ela os admitiu, o único homem que ela pensou que pudesse confiar, mudou a vida dela e empurrou-a para um inferno. Embora ainda não tivesse passado com Zeke um dia inteiro, sob seus cuidados, ela já se sentia como se estivesse vivendo outra vida. Ela podia olhar

para

ele.

Sentia

seu

desejo

por

ela,

vê-lo

em

seu

rosto

assustadoramente bonito, e sabia que ele poderia ser o homem que mudaria tudo.


Ele iria ser o homem que mudou tudo. Ele já tinha feito isso, de muitas formas. Ali estava ela, em sua mansão, deitada na cama, no quarto, que ele tinha dado a ela, porque ele queria protegê-la, mantê-la perto... Estar com ela? Ela entendia o que estava acontecendo? Não, e ela não sabia se ela iria. Zeke lhe disse que queria protegê-la, até ter Gerald capturado, porque ele era um canalha. Zeke estava no mesmo degradante negócio vil, mas ele não era como Gerald ou qualquer um dos outros homens que ela encontrou durante suas viagens pelo inferno. Alessandria tinha dito a ele que ela estava dormente, e ela estava, mas ela também estava machucada e não tinha certeza se poderia ser consertada. Mas quando Zeke a beijou houve um momento de realização, de choque, que ela tinha gostado, e queria mais do mesmo. Mas, em seguida, seu medo do passado tinha surgido e ela estava grata que ele tinha parado e não prosseguiu mais com ela. Será que ela achava que Zeke iria querer algo dela em troca da segurança que ele estava oferecendo? Sim. Ele não forçou nada, e com toda a honestidade, ela se sentia bem com ele, muito bem. Ele poderia dominá-la, violenta-la, porque ele tinha esse poder, essa força. Ele não tinha feito nada, mas que beijá-la, e Alessandria tinha gostado... E queria mais. Mas isso foi há horas atrás, e agora ela estava na cama pensando no que ia fazer e como sua vida foi realmente jogada fora. Quando ela e Zeke estivessem juntos sexualmente, o que ela sabia que era inevitável, não porque ela pensou que ele iria estuprá-la, mas porque ela realmente sentiu


esse calor de estar com ele, ela se perguntou se ele iria se encher dela. Isso era algo que ele fazia com frequência? Resgatava mulheres que foram feridas, curava-as, e trepava como uma espécie de jogo de poder? Mesmo depois de pensar, o que ela sabia que não era o caso. Ele não batia nas mulheres que trabalhavam para ele, e ele não as estuprava, pelo menos é o que ela tinha ouvido falar delas sobre ele. Ele tinha sido bom para elas, as pagava bem, as protegia, e elas estavam todas lá de bom grado. Virando de lado e olhando para fora da janela, ela mentalmente traçou o padrão das cortinas através da lasca de luar que entrava pela janela. Isto era surreal, e ela sabia que não tinha como prever o que aconteceria, ela deveria deixar-se ir com a situação e esperar o melhor. Neste momento, não tinha a necessidade de escapar, especialmente não com Gerald ainda lá fora. Zeke iria matá-lo, se não fosse por ela, pelo fato de que Gerald era uma ameaça e queria destruir Zeke. Ela estava feliz que Zeke tinha descoberto, mesmo que sua vida tivesse ficado sobre uma mira. Mas o que Zeke iria fazer, e como ele iria reagir, quando viesse a descobrir que ela gostava de prazer com a dor? Mesmo após os estupros e espancamentos, ela ainda sentia o desejo escuro dentro dela. Ela sabia que não era errado, que não lhe fazia uma puta... Não como Gerald alegou que ela era. Fechando os olhos, ela quis que o sono chegasse. Ela estava cansada, muito cansada, e seu corpo ainda doía. Talvez amanhã fosse melhor? Alessandria não tinha escolha senão ser otimista neste momento.


Zeke

não

conseguia

dormir,

não

depois

do

pequeno

beijo,

praticamente inocente que tinha compartilhado com Alessandria. Ele estava agindo tão fora do comum. Sentado em uma cadeira em frente às portas duplas que levavam à varanda, ele levou a garrafa de scotch à boca e tomou um longo gole. Já estava sentindo os efeitos do álcool, e sua excitação por Alessandria não tinha diminuído nem um pouco. Na verdade, ele sentia crescer dentro dele como uma besta feroz. Ele a queria, mais do que ele provavelmente deveria, e mais do que ele sempre quis uma mulher antes. Mas ela foi espancada, tinha uma alma ferida, ferida a partir do abuso que sofreu, e ele sabia que tinha que ir com calma. Ele seria capaz de simplesmente ir embora quando tudo isso fosse resolvido? Quando ele tivesse matado Gerald e fosse seguro deixa-la? Ele a deixaria sair, lhe daria a liberdade que ela queria, merecida por tanto tempo, mas sinceramente não sabia se ele poderia ignorar o que ele sentia por ela. O que ele sabia é que ia encontrar Gerald, esfolar esse filho da puta vivo arrancar seus olhos para fora e fazê-lo sofrer dez vezes mais do que a dor que ele tinha infligido em Alessandria. Ele ia deixar o idiota sentir como era ser espancado e estuprado, ele tinha alguns fodidos homens dementes, que trabalham para ele que não teriam nenhum problema em fazer um homem como Gerald sua cadela.


Uma semana depois —Cave mais fundo, envie mais homens. Eu quero esse filho da puta encontrado, e eu quero isso feito logo. - Zeke apertou os dentes. —Estamos cavando Senhor, Vamos encontrá-lo. - Boscoe, um de seus homens, disse. —É melhor que seja logo, porque uma semana já passou. Eu o quero encontrado, e assim que você tiver o filho da puta, você me chama. —Sim senhor. Zeke tinha recursos à sua disposição, mas já era do conhecimento nas ruas que o plano de Gerald tinha falhado. Com toda a honestidade, tinha sido um plano de merda, para começar. Gerald era o filho da puta mais idiota ao redor, ou pensou que Zeke fosse. O envio de Alessandria para tentar conseguir informações de seu negócio tinha sido um movimento superficial, e isso iria custar ao idiota. Iria custar sua vida. Mas ele não iria morrer só por ter ido contra Zeke. Não, isso seria porque ele tinha ferido Alessandria. Ele caminhou até a janela, puxou a cortina e olhou para o pátio de pedra abaixo. Alessandria estava sentada em uma das cadeiras, com as pernas encolhidas ao peito, e seus longos cabelos escuros movendo-se ligeiramente no vento. Ele ergueu sua xícara de café, tomou um longo gole, e manteve seu foco sobre ela. Seus testes haviam voltado, e ela estava limpa. Sem doenças, e nada além de algum machucado interno e contusões, que deveriam curar na próxima semana ou mais. Mentalmente, ela precisava de mais tempo, mas


ao longo da semana passada, ele já tinha visto uma melhora nela. Ela parecia feliz, o que era um milagre depois de tudo o que ela tinha passado. Ela tinha os olhos fechados, e sua cabeça estava encostada para trás na cadeira. Ela parecia... pacífica, e ele estava feliz. Ele pode ser um filho da puta mau, um bastardo na hora de matar, mas ele não queria uma mulher ferida. Se ela era inocente, não deve ser tocada. Zeke não era um santo e tinha matado homens e mulheres que tinham ido contra ele, mas ele só feriu aqueles que quiseram machucar ele ou sua família. Se ferrassem com ele, podia ser homem ou mulher, seriam eliminados. Alessandria já estava com ele uma semana inteira. Ele a queria, porra, como ele queria, mas também queria ter certeza de que ela estava pronta. Ele a teria, eventualmente, ele sabia, podia ver que ela o desejava também, mas ela estava se curando, tentando colocar a cabeça no lugar. Ele também sentiu algo dentro dela, podia ver aquela centelha de vida, quando ele pensava em lhe falar do tipo de prazer que ele gostava. Ele já estava nesse ramo há tempo suficiente para detectar uma mulher que gostava de prazer junto com dor. O que Gerald tinha feito com ela não tinha sido condescendente, e não tinha sido nada, além de abuso. O que ele queria dar a ela, o que ele iria mostrar no tempo certo, era algo que a teria ofegando por ar, apertando em cima dele, e gozando mais difícil do que ela já gozou antes. Talvez ele fosse um bastardo doente para pensar sobre essas coisas após a merda que ela tinha passado, mas ela estava se aquecendo para ele no modo como seu olhar brilhava quando ele a tocava, ela não mostrava mais medo.


Ele iria mostrar-lhe que só porque ele era mau, isso não significava que ele não poderia ser bom para ela.


Capítulo Dez Duas semanas depois Ela perdeu o ar, seu coração disparou, e suas mãos suavam. Ela não conseguia tirar os olhos de Zeke. Ele dava nojo nela, a assustava, mas mesmo tudo isso não poderia parar a parte doente, demente dela que descobriu o poder excitante que ele emitia. Ela desviou o olhar, incapaz de ver o que ele estava fazendo com a mulher. —Porra, você vai me assistir Alessandria — ele moeu fora, parecendo sem fôlego. Alessandria balançou. As correntes que foram fechadas em torno de seus pulsos sacudiram, e seu corpo inteiro estava como se tivesse uma vontade própria. Ela levantou a cabeça, olhou para Zeke, e viu o brilho sádico em seus olhos, a dor e prazer que veio dele bateu nela. Zeke voltou-se para encarar a mulher que ele estava chicoteando. Ela estava acorrentada, com os braços acima da cabeça, seu corpo nu, exceto para a pequena calcinha que ela usava. Suas coxas e nas costas tinha marcas de chicote nelas, barras de vermelho, e levantados vergões do cinto. —Você vê o quanto ela gosta disso? - disse Zeke. Ele bateu o cinto nas costas da mulher acorrentada novamente, e ela se arqueou, gemeu, e apertou suas coxas, como se tentando conter a sua excitação. Zeke se


virou e olhou Alessandria de novo, e sua respiração ficou presa, sua vagina se tornou mais úmida, mais sensível. Ele olhou para ela um segundo, um sorriso de prazer sádico no rosto. Zeke olhou para Bella mais uma vez, trouxe o cinto para baixo em volta da mulher de novo e de novo, tantas vezes, Bella se inclinou mais distante, como se procurasse alívio, mas gemendo por mais. A ligação em seus braços impediu Alessandria de se mover mais do que uns centímetros, mas por alguma razão, que despertava seu sentimento, o conhecimento de que este homem, este monstro, a queria da mesma forma, queria suas marcas sobre ela, excitava Alessandria. —Você vai ser presa aqui em breve, Alessandria. Você vai ser coberta com minhas marcas, então você vai ser preenchida com o meu sêmen quando eu te foder, vou fazer você ser minha. - Zeke estava respirando tão difícil agora, seu foco nela enquanto batia na outra mulher. Ela baixou o olhar para sua virilha e viu que ele estava muito excitado. Ela teria pensado que bater na mulher estava transformando-o. Embora ela soubesse que ele era um Dom, que gostava de administrar a dor, porque lhe dava prazer, ela sabia que agora, ele estava assim porque ela estava olhando para ele. Lambendo os lábios, ela engasgou quando Zeke ergueu o cinto no ar, em seguida, levou-o nas costas de Bella novamente. Alessandria cruzou as pernas enquanto ela observava, desejando por algum alívio. O homem à sua frente era um monstro. Ele já tinha comprado muitas mulheres e ela não poderia contar o número de depravações que tinha cometido. Zeke era um homem mau, ele ainda não tinha lhe permitido atender os clientes. Ele a levou para sua casa, e ela estava esperando por ele para atacar.


Ele deixou cair o cinto no chão, mas ela sabia que ele não estava nem perto de terminar com Bella. A mulher amava dor, e o amor era claro para ver, com apenas um olhar. Ele envolveu seu cabelo em torno de seu punho, puxando sua cabeça para trás. Alessandria não conseguia desviar o olhar, ela estava encantada com o seu toque duro, brutal. Qual seria a sensação de ter sua mão em seu cabelo, puxando o comprimento? Ele era tão grande não tinha como ele a tocar, se não fosse para causar dor. Você quer isso. Você quer seu toque em seu corpo. Estava errado. Ele era seu sequestrador, o homem que a tinha levado contra sua vontade, e ainda assim ela não tinha sequer tentado correr. —Vamos ver o quanto ela gostou do que eu fiz Alessandria. - disse Zeke. Ela olhou sua mão, hipnotizada, quando a deslizou para baixo do corpo de Bella. O estômago da mulher apertou, mas ela não estava tentando fugir do toque de Zeke, ela queria, ela o queria. Sua mão mergulhou entre as coxas de Bella, e Alessandria ouviu o som molhado enquanto ele brincava com sua boceta. —Ah, bom e molhado, apenas como eu gosto. — Ele puxou os dedos para fora da vagina de Bella e a fez lambê-lo. Alessandria engasgou. Ela nunca tinha presenciado algo tão erótico em sua vida. De repente, ele virou a mulher, e ela teve uma boa olhada por todo seu corpo. Ela estremeceu com a visão, suas costas da mulher estava coberta de vergões vermelhos.


—Linda, não é? - Perguntou Zeke. Ela não disse uma palavra. —Ainda não terminei. Um dos meus favoritos e de Bella. Ela pode suportar a dor que eu gostaria de dar, porque ela ama, anseia por ela. Você pode lidar com isso, Alessandria? Em breve você vai ansiar por meu cinto? Alessandria acordou com um sobressalto, o coração batendo a mil por hora, seu corpo corou suado. Ela apertou a mão ao peito, olhou para o teto, e tentou recuperar o fôlego. O sonho que tinha tido de Zeke tinha sido tão real, tão vivo, e ela ainda tinha curtido as coisas. Zeke não tinha sido seu sequestrador. Ele foi o homem que a salvou. Era tão assustador como era excitante, o que a assustou, fazendo desejar coisas, atividades de desejo que poderiam colocá-la de volta na mesma situação que ela tinha estado com Gerald. Sentando-se, ela colocou o lençol em torno de seu corpo, pensou sobre o sonho, sobre como se sentia, como ela queria a dor que Zeke podia lhe dar. Havia algo de errado com ela? Sua cabeça estava com defeito para ela cobiçar uma relação sádica, uma em que ela iria encontrar prazer? Ela não tinha conseguido qualquer prazer com Gerald ou as coisas que tinha feito a ela, e embora Zeke pudesse ser cruel se quisesse, ela tinha esse sentimento, essa consciência, que com ele seria a coisa mais real que ela já experimentou. A única questão era, será que ela confiava em si mesma, confiava em Zeke totalmente, para se deixar ir?


O dia seguinte Alessandria escovou os cabelos, e não podia acreditar que suas contusões estavam curadas. Ela ainda estava dolorida, em muitos lugares, mas seu rosto estava completamente limpo de qualquer um dos abusos que ela havia sofrido. Levantando-se da penteadeira, ela tirou o roupão, e olhou para seu corpo, que ainda não tinha se recuperado totalmente das surras que ela tinha levado, mas ela estava chegando lá e a dor visível que outrora enchia seu corpo estava agora a esmorecer. Três semanas completas haviam se passado desde que ela se tornou companheira de Zeke. Ela preferia considerar-se companheira de Zeke, em vez de qualquer outra coisa. Ele não a tratava como uma prisioneira. Tinha sempre seguranças ao redor, mas pelo que ela sabia sobre Zeke, ele precisava deles. Alguns dos homens eram ex-militares, e voltar para um emprego normal de nove a cinco não era para eles. Outros eram simplesmente insanos, mas eram leais a Zeke. Ele respeitava a lealdade acima de tudo, e por isso, ela o respeitava. Desde que ela mantivesse o trato com ele, e não o traísse, ela estaria protegida. Por um lado, Zeke era um homem mortal que ninguém devia mexer. Por outro lado, ele parecia manter uma parte dele escondido. Ele também poderia ser gentil com ela, bem, Zeke poderia ser suave de uma forma única. Ele amava sua filha, Daniella, e foi aprendendo a se adaptar para se tornar um avô. Alessandria sorriu enquanto pensava sobre as vezes que ela tinha andado por seu escritório, e o viu olhando para o seu reflexo, e chamando a si mesmo por muitos nomes: avô, vovô, grande homem, como se estivesse experimentando-os.


Ela achou cativante ver outro lado dele, um que não tinha homens implorando por suas vidas. Claro, ela sabia tudo sobre o lado mais escuro de sua personalidade. Zeke era mortal, mas ele tinha esse lado mais suave nele, um que ela percebeu que ele mostrava só para ela, que estava escondido debaixo do sadista que ele era. Ela olhou para seu corpo novamente. Havia hematomas através de suas costelas, mas eles já não lhe causavam dor. Ela se virou e olhou por cima para trás para ver as cicatrizes. Gerald havia afiado uma de suas fivelas de cinto, e cada vez que ele chicoteou-a, ele a cortou tão ruim que ela sangrou. Ele quase a matou duas vezes e ela ostentava as cicatrizes como testemunha. —Ele não deveria ter colocado as mãos em você. - disse Zeke, a fazendo puxar o robe junto e se virar. —Eu não ouvi você bater. —Eu não bato. Eu não acho que eu preciso bater. - Ele encostou-se ao batente da porta, com os braços sobre o peito. Zeke parecia tão calmo, controlado. Ele não a assustava mais, e ela não sabia se isso era a parte assustadora. —Eu queria ver o quão ruim as contusões estavam. —As do seu rosto se foram. Seu lábio está curado. Ela lambeu os lábios e sorriu. Era bom não sentir dor quando ela tentava comer alguma coisa. Ela amava sua comida, e vivendo com Zeke, ela finalmente era alimentada regularmente. Gerald gostava da sua fome, rindo, insultando-a, fazendo-a esperar ao ponto de desmaiar, incapaz de suportar, antes ele não iria deixar que ela tivesse nada. Você fez isso!


Você deu a Gerald o poder. Você poderia ter tentado sair de novo, não se importando se isso significava a morte. Ela deveria ter fugido novamente, tentado, mesmo se ela soubesse que teria uma morte cruel. Mas Alessandria tinha ficado apavorada com o que ele faria se ela tentasse sair novamente. Teria realmente sido pior do que ficar para ver o que ele faria? Ela não sabia a resposta para isso. Gerald tinha feito de sua vida um inferno, e, finalmente, quando se afastou dele, ela foi capaz de ver mais claramente do que nunca. —É bom finalmente ver o que eu pareceria sem todas aquelas contusões e cortes cobrindo-me. — Ela colocou o cabelo atrás da orelha. — Eu sempre terei as marcas. Ela viu que uma de suas mãos apertou em um punho, ele estava achando claramente difícil de controlar. —Quando eu encontrá-lo vou fazê-lo pagar por tudo que ele fez com você. — Ela gostava da maneira como seus olhos pareciam quando falava em vingança. Alessandria pensou em Gerald, e lembrou-se de tudo o que ela tinha testemunhado, do que ele tinha feito. Gerald merecia uma morte dolorosa, horrível e lenta. —Posso estar lá? - Perguntou ela, sentindo-se sádica por querer ver a sua morte. —Eu não vou deixá-lo morrer rapidamente. —Eu sei. Estou feliz. Ele não merece uma morte rápida, mas algo


lento, doloroso e horrível. —Eu posso te prometer isso. —Você ainda não conseguiu encontrá-lo? Zeke não respondeu de imediato. —Eu estou trabalhando nisso Ele está escondido no submundo, e apesar de eu ter um longo alcance, ele está sendo inteligente. —Eu vi o que ele fez para as meninas que são apenas adolescentes fugindo de casa. Se você quiser encontrar Gerald, siga as meninas que trabalham nas esquinas. Gerald gosta de recolher o que pertence a ele. Embora ela soubesse que Zeke sabia como encontrar Gerald, ele tinha mais conhecimento dessas coisas do que ela, mas ela tinha sido muito próxima de Gerald. Ela tinha ouvido coisas sobre ele, viu coisas. Ela o conhecia mais do que ela queria mesmo admitir. —Será que ele dá algum do dinheiro que as meninas ganham de volta a elas? Alessandria bufou. —Não. Era o seu dinheiro. Ele pagou pelos quartos e nos dava comida apenas o suficiente para manter-nos em pé. Se fosse necessário algo mais, tínhamos de encontrar outros meios de consegui-lo. Virando as costas para ele, ela agarrou a beira da penteadeira. —Você está bem? —Não, é difícil. Isso não era para acontecer. Eu não deveria ter de lidar com homens como Gerald. Eu estava indo para a faculdade, estudar, tornar-me algo, e então eu me apaixonei por essa merda. Eu estou constrangida, e eu tenho vergonha. Eu poderia ter ajudado aquelas


meninas, mas eu não fiz nada. Eu estava muito assustada o tempo todo. Fechando os olhos, ela engasgou quando Zeke agarrou os ombros dela e a puxou de volta contra ele. —Não é sua culpa. Você não é responsável por tudo o que aconteceu com essas meninas. Você era como elas. Ela virou-se em seu corpo, agarrando a lapela do paletó, enterrando a cabeça contra seu peito. Era tão bom segurá-lo, e seu perfume masculino a acalmava de maneiras que ela não queria pensar. Uma de suas mãos estava segurando suas costas, e a outra a acariciava através de seu cabelo. Alessandria deixou as lágrimas caírem. Elas molharam a camisa em segundos, e ela continuava a chorar. Soluçou pela perda da menina que ela foi uma vez, e para a mulher que ela deveria ter sido. Se ela não tivesse se apaixonado por Gerald, ela não estaria nesta posição agora, com medo de sair da casa de Zeke. Muitas

vezes,

ela

encontrou-se

olhando

para

a

porta,

e

se

perguntando como seria andar na rua como uma mulher livre. Ela não queria fugir de Zeke, mas ela queria ser livre.

—O que aconteceu não foi culpa sua. Eu vou protegê-la. - Zeke diria a seus homens por onde procurar. Gerald era um covarde maior do que ele mesmo havia lhe dado crédito. Era uma sexta-feira, e seria uma noite movimentada. Ele iria chamar Shakes para cuidar de Alessandria, enquanto ele iria caçar este bastardo.


—Obrigada. — Ele acariciou o cabelo dela, amando a sensação sedosa dos fios, uma vez que deslizava por entre seus dedos. As últimas três semanas tinham sido boas para ela. As contusões tinham sumido de seu rosto, e aquelas em seu corpo estavam desaparecendo. Ele tinha tido um vislumbre de seus peitos antes que ela sentisse sua presença, e pela primeira vez em sua vida, ele se sentia como um idiota doente observandoa quando ela não tinha percebido que ele estava lá. Seu corpo o estava deixando louco, e na maioria das vezes, tudo o que ele queria fazer era pegá-la, transar com ela, e mantê-la. Ela era uma mulher agradável, e depois de tudo o que ela tinha passado, ele descobriu que isso era a coisa mais chocante de tudo. Alessandria não era uma cadela. Ela era uma boa mulher, uma mulher que havia sido tratada por uma mão fodida. A mãe de Daniella tinha sido uma cadela, e ela não tinha experimentado metade do mal que Alessandria tinha sofrido. As lágrimas estavam diminuindo, e Zeke a segurou mais apertado. Seu tempo com Gerald a tinha afetado profundamente. Ele estava em seu escritório no telefone quando ele a viu em pé, olhando para o portão. O tempo tinha passado, ela tinha dado um passo em direção ao portão, e, em seguida, vários passos para trás. Ela ainda estava com medo de sair, e não precisa ser um gênio para perceber por que. Gerald tinha feito Alessandria ter medo de viver sua vida e simplesmente andar pela rua. Um dia, ele iria fazer uma longa caminhada com ela. Sim, ele tinha muitos inimigos, e seria perigoso, mas ele tinha vivido com o perigo toda a sua vida. Daniella ainda estava viva e grávida de seu primeiro neto. Ele não estava trabalhando mal em manter as mulheres que


ele se preocupava seguras. Zeke se preocupava com Alessandria, provavelmente mais do que deveria. —Obrigada. - ela disse novamente, afastando-se dele, e puxando-o para longe de seus pensamentos. Ele a soltou e não pode ajudar a si mesmo quando ele segurou seu rosto. Ela era uma mulher bonita, e ela o encantou no momento em que entrou no quarto. Ele não podia olhar para longe dela. Correndo o dedo através de seu lábio inferior gordo, ele ouviu seu suspiro. —Ele não está mais cortado. —Não, não está mais cortado. Zeke fechou a pequena distância entre eles, afundando os dedos em seu cabelo. Ele não iria transar com ela, ela ainda estava machucada, embora já desaparecendo, mas ele precisava beijá-la. Levando os lábios até os dela, ele envolveu seu longo cabelo em torno de seu punho tão apertado que ela não tinha escolha, além de subir nas pontas dos pés. Ele puxou o comprimento, e ela gemeu da ligeira dor. Seus lábios se abriram, e ele mergulhou sua língua em sua boca, saboreando-a. Ela era requintada, e ele era um dependente. Desde que ele conheceu Alessandria, ele não teve qualquer outra mulher para saciar seu desejo. Ela estava consumindo sua vida, assumindo a sua alma, e ele não sabia o que fazer sobre isso. O som de seu celular tocando o fez se afastar. —Me desculpe se eu te machuquei. - disse ele, abrindo os olhos e olhando para baixo em suas pupilas dilatadas.


—Você não me machucou. Eu amei cada segundo. - Novamente, ela lambeu os lábios, e tudo o que viu foi sua língua lambendo seu pênis. Todo pensamento racional fugiu de sua mente.


Capítulo Onze —O encontramos chefe. Zeke prendeu o celular mais apertado contra seu ouvido e olhou para Alessandria. Ele sentiu a raiva enchê-lo, o filho da puta tinha sido encontrado e, embora ele quisesse estar com ela em todos os sentidos, ele planejava primeiro ser honesto com ela sobre tudo. Estas últimas semanas serviram para abrir seus olhos, lhe tinha mostrado que ele poderia amar uma mulher. Diabos, ele amava Daniella, mas ela era sua filha. A maneira como ele se sentia sobre Alessandria ia na contramão da pessoa que ele era, ia contra tudo que ele já havia sentido. Ele se preocupava com ela, a queria segura, e ele teria certeza de que isso aconteceria. Droga, ele estava perto de tê-la, levando-a, momentos antes. Agora, depois desta chamada, com o fato de que Gerald havia sido encontrado, Zeke sabia que esse problema tinha que ser resolvido. —Defina as coisas. Vou estar no escritório esta noite. - Ele desligou o celular, e por um segundo, tudo que ele fez foi olhar para Alessandria. Ela tinha ouvido a conversa, ou ela poderia apenas dizer pela morte evidente em seu rosto, do que eles estavam falando. Enquanto ainda a observava, Zeke colocou o celular no bolso interno do paletó, prestes a dizer-lhe que estaria de volta, que tinha negócios para tratar, mas ela abriu os exuberantes lábios vermelhos e começou a falar em seu lugar. —Você o encontrou, não é?


Ele assentiu. Ele não ia mentir para ela, não iria adoçar nada. Ela sabia quem ele era, o que ele fazia para ganhar a vida, e que ele não era um homem bom. Não, Zeke estava longe de ser bom. —Eu vou atrás dele esta noite, terminar isso para você, porque eu sei que você está preocupada com ele, mesmo que eu lhe dissesse que não precisava ter medo, que você está segura. Ela olhou para baixo para seus pés, e ele levantou sua cabeça com o dedo sob o queixo. Alessandria olhou para ele com seus grandes olhos azul, fazendo com que seu coração frio e morto batesse um pouco mais rápido. Ele deu um passo mais perto dela, certificando-se de que seus peitos o tocassem. Ele queria fazer tudo correto e então, selar o seu destino que ela seria sempre sua. Zeke não queria deixá-la ir, ele não podia. Havia algo especial nela, algo que o fazia querer ser um homem melhor para ela. Mesmo que ele soubesse que isso nunca iria acontecer. Ele nunca seria um cavaleiro de armadura brilhante num cavalo branco para ela, não no sentido tradicional. Ele sempre iria protegê-la, sempre estaria lá para ela, mesmo se ela não entendesse completamente o que tudo isso queria dizer, mas ele nunca seria o bom rapaz. Ele seria a fortaleza que ela precisava em sua vida. Ele sabia que ela precisava de uma vida que não fosse preenchida com a violência e o perigo que o rodeava. Sabendo de tudo isso, percebendo que ele deveria dar a ela uma chance de sair deste pesadelo, e ficar longe dele, Zeke ainda não podia ir embora. Ele não podia deixá-la ir embora. Zeke passou o dedo ao longo da linha de sua mandíbula e segurou sua bochecha. Sua pele era suave, firme, e ele não conseguiu se impedir de


beijá-la novamente. Ela era doce, limpa e fresca, e ele podia se perder nela. Estar com Alessandria fazia Zeke sentir que ele poderia se perder no mundo, em sua vida. Ele sabia que havia algo de misterioso e incrível sobre ela, algo especial que fazia todas as outras mulheres de seu passado pálidas em comparação a ela. Ele se afastou, soltou seu rosto, e deu um passo para trás. —Eu vou acabar com isso para você, me certificar que você nunca tenha que temê-lo, ou qualquer uma das lembranças ruins que ele trazia com ele, nunca mais. Ele observou enquanto ela engoliu, a linha de sua garganta trabalhando. —Eu vou chamar Shakes, meu genro, para protegê-la enquanto eu estiver fora. Eu confio nele com a vida da minha filha e do meu neto por nascer, ele é o único que eu confio com você. Seus olhos se arregalaram uma fração. Ele deu um passo para frente novamente, abaixou a cabeça um pouco, e disse: —E quando eu voltar, quando tudo estiver dito e feito, eu vou te foder, Alessandria. Ela suspirou baixinho. —Eu vou foder você e quero que você saiba que você é minha, que você é o que eu quero. — Depois de se endireitar e olhar para ela por um segundo, memorizando cada linha e ângulo de seu rosto, ele se virou e saiu. Fechou a porta atrás dele, agarrou seu celular novamente e discou o número de Shakes.


—Eu preciso de você na minha casa agora. Eu tenho algo para resolver, e quero que você a vigie e proteja, assim como você faz com a minha filha. Shakes deu um grunhido de resposta. Zeke desligou, continuou andando pelo corredor, desceu as escadas e saiu da casa. Esta noite ele teria suas mãos sujas, sangrentas, verdadeiramente. Ele ia fazer Gerald desejar nunca ter fodido com Alessandria ou com ele. No momento em que Zeke terminasse, Gerald estaria implorando pela sua morte.

Alessandria estava olhando para fora da janela do quarto bem após Zeke a ter deixado. Ela tinha visto a sua caminhada até o carro na garagem, sabia que ele ia matar Gerald, e sentia uma parte de prazer nisso. Sentiu também um pouco de ódio. Ela odiava que ela não tinha sido forte o suficiente para cuidar de si mesma e de seus problemas, odiava que ela conseguiu se deixar envolver com toda essa feiura, para começar. Um SUV escuro estacionou em cima da calçada junto à porta da frente. O homem que saiu do lado do motorista era grande, tatuado e musculoso. Ele parecia perigoso, parecia que ele poderia matar um homem com as próprias mãos. Shakes. Tocando seus lábios, ela sentiu-os vibrar com o beijo que tinha compartilhado com Zeke antes que ele a deixasse. Tinha sido suave, quase


doce. Sem língua, sem pressão. Zeke tinha lhe dado aquele beijo como se estivesse selando alguma coisa. Ele estava. Ele estava selando o fato de que você é dele. Sabendo que Zeke a queria, que queria transar com ela, deveria ter feito Alessandria querer partir, querer escapar e não ficar presa nesta teia de desejo e de segurança. Mas o raciocínio e desejo eram emoções muito fortes, e ela queria Zeke. Como ele iria lidar com ela sendo honesta, quando ela realmente admitisse o que ela queria, quando ela lhe contasse como ela gostava da dor com o prazer, aquele que era seu mais escura segredo em sua vida inteira? Ele seria como Gerald e acharia que ela merecia o que ela teve, que os espancamentos foram justificados porque ela gostava de dor? Ela queria Zeke mais do que ela jamais quis alguém. Sua necessidade dele rivalizava com sua necessidade de liberdade. Algumas semanas em sua casa não lhe deu conhecimento de quem ele realmente era não de todo pelo menos. Alessandria pensou sobre o que Zeke faria com Gerald, e nada mais do que prazer e um senso de encerramento a encheu. Ela não teria que se preocupar, não teria que olhar por cima do ombro quando ela saísse além das portas de aço de Zeke. Zeke tinha sido honesto com ela, dado espaço e tempo para se curar. Ele deu-lhe a sensação de calma que ela precisava tão desesperadamente. Ela seria honesta com ele e lhe diria exatamente o que queria: ele e sua liberdade.


Capítulo Doze —Hey, Chefe. - disse Boscoe do banco da frente do carro. Zeke não tinha muitos homens com ele, mas ele não precisava de muitos homens para o que ele tinha planejado. O clube de strip onde estavam era degradado e desprezível, apenas olhando para ele disse a Zeke que este era o lugar perfeito para isto acabar. Do lado de fora, ao virar da esquina, estava uma menina que não podia ter mais de dezesseis anos, e ela estava dando um boquete em um homem com idade para ser seu pai. Esta não era a maneira de conduzir os negócios, qualquer negócio, mas isso também não era o seu problema, porque ela não era uma de suas meninas. Não que isso fosse a pior coisa que ele estava vendo. Não, havia outras garotas vestindo quase nada, claramente drogadas pela forma como elas agiam, e esperando por alguma ação. As mulheres também estavam gravemente feridas, e em torno de seu pescoço estava um cartaz que dizia foda

gratuitamente.

Elas,

obviamente,

não

davam

a

mínima,

provavelmente foram pagas com drogas, e os caras pagariam os cafetões com dinheiro. As mulheres pareciam miseráveis. Isso era o que ele odiava dos cafetões de rua. Eles não tinham nenhum respeito pelas mulheres que trabalhavam para eles. Muitas vezes, eles abusavam das meninas, levando-as a se viciarem em drogas, e, em seguida, fazê-las trabalhar pelos referidos medicamentos. Elas não tinham vida e essa era uma das razões


pelas quais Zeke certificava-se de que suas meninas tivessem o melhor tratamento e cuidados. Todas as suas meninas tinham o melhor tratamento que o dinheiro poderia comprar. Elas eram leais a ele, e lealdade significava muito. —Esta porra é nojenta. Zeke observou quando o homem agarrou a nuca da menina e bateu profundamente dentro de sua boca, fazendo-a engolir tudo. Zeke gostava de ser áspero, muito, obviamente, mas ele certificava-se que as mulheres que ele estava, gostassem do que ele estava dando-lhe. —Diga-me que posso matar os bastardos. - disse Boscoe. —Deixe-me com o filho da puta. - disse Zeke sem emoção. Pulando para fora do carro, Zeke se aproximou da cena. A jovem começou a sufocar, lutando contra o homem que agora estava rindo enquanto ela lutava para respirar. Agarrando a arma na parte de trás da calça, ele desabotoou a trava de segurança, apontou e disparou sem pensar. O homem empurrou para fora da boca e caiu contra a parede de tijolos antes de deslizar para o chão. A menina ofegante no chão olhou para ele e depois de um segundo correu a distância. Ele deixou a confusão para Boscoe limpar e Zeke entrou no clube. Havia muita gente assistindo as meninas fazendo strip. Ele poderia dizer que alguns o reconheceram enquanto andava através do clube de merda, e ele ouviu seu nome sussurrado com medo. Quando ele rodeou o bar e não viu Gerald, ele agarrou o barman e começou a fazer perguntas. Zeke sabia como Gerald parecia, tinha visto algumas fotos. —Nunca ouvi falar dele. - disse o barman.


Zeke realmente não estava com vontade de ser enganado, e ficou claro que esse idiota não sabia com quem estava falando. Apontando a arma para o pau do bastardo, ele disse. —Eu não estou no clima do caralho. Onde está Gerald? —Lá em cima. — Zeke colocou uma bala no pau do homem só porque ele tinha mentido. O homem arqueou e ofegou por ar. As mulheres nuas na frente dele moveram-se rapidamente para fora do seu caminho. Não demorou muito para encontrar o homem que ele estava procurando. Gritos femininos eram fáceis de seguir, e Zeke só sabia que Gerald fazia aquelas meninas gritarem. Ele dobrou a esquina, caminhou pelo corredor, e depois parou na porta fechada, de onde os sons vieram. Fechando a porta, viu como Gerald fodia uma menina na bunda, ferindo-a o tempo todo. —Que porra é essa, cara. Saia. - Gerald nem sequer se virou. Ele machucou Alessandria. Isso é tudo o que Zeke podia pensar. Sem pensar, apenas lembrando-se do rosto machucado e surrado de Alessandria, Zeke apontou a arma para Gerald. Disparando uma bala em seu pé, ele sentiu uma enorme onda de satisfação quando Gerald tirou seu pau da menina e começou a gritar de dor. —Quantos anos você tem? - Perguntou Zeke a menina. —Dezenove. - ela hesitou, em seguida, gaguejou. Deu-lhe um olhar aguçado. —Não minta para mim. —Dezesseis. - disse ela imediatamente. Retirando um cartão de visita de um policial que estava na folha de pagamento de Zeke, ele entregou a


ela. —Telefone para este homem, ele vai te ajudar. A menina estava tremendo, mas ela pegou. Seu destino estava agora fora de suas mãos. Uma vez que ela saiu da sala, e eram apenas os dois homens, ele virou a cabeça e cuspiu. Filho da puta nojento. Ele andou até o cretino. Agarrou Gerald pelos cabelos, e o arrastou pelo chão. Ele levou-os para fora da sala, através do clube de strip, em direção ao seu carro que estava parado do lado de fora. —Tudo bem? - Perguntou Zeke. —Dourado, Chefe. - disse Boscoe. Zeke jogou Gerald na parte de trás do carro. Subindo ao lado dele, Zeke apontou a arma para sua cabeça. —Você porra atirou em mim, cara. - Gerald estava dizendo, ofegante. —Eu vou fazer muito pior para você em algumas horas. — Virando-se para o banco da frente, ele acenou para Boscoe. —Você sabe para onde tem que nos levar. Eu tenho alguns rapazes que querem ter um pouco de diversão também. —Vão ter chefe. Ele machucou Alessandria. Mais e mais em sua mente, ele viu as contusões de Alessandria, e isso o fez querer ferir este filho da puta ainda mais. Até o momento em que ele furasse este idiota, ele iria desejar a morte. —Eu não sei quem você é. - disse Gerald. —Você sabe quem eu sou, assim, corte esse papo furado. Você e eu sabemos o que foi planejado, que você usou Alessandria.


Gerald gemeu. — Alessandria. A única coisa que a cadela é boa é para um pau e levar uma surra. Bater em Gerald no lado da cabeça com a coronha da arma deu a Zeke ainda mais prazer. —Você queria me espionar, imitar o meu negócio, e derrubar meu império. - Gerald passou a se mover, mas Zeke empurrou a arma contra o pau do bastardo. —Seu barman, se ele sobreviver a esta noite, vai passar a vida sabendo como é não ter nenhum pau. Eu ficaria feliz em dar-lhe o mesmo destino. Na verdade, eu ficaria mais do que feliz. —Porra, cara, eu vou fazer um acordo. O que você quiser, mas deixe o meu pau em paz. —Você deixou Alessandria em paz quando ela pediu? Não, você não fez. Você bateu e violou-a até que ela foi destruída. —Porra, ela gosta desse jeito, tudo bem. Alessandria gosta de dor. Eu estava dando a ela o que ela queria e agora ela está reclamando e gemendo. Ele bateu com a coronha da arma contra o pau do homem neste momento. Ao contrário de alguns homens, Zeke não tinha problema em tirar o pau de um homem fora, não se isso significava que ele ia conseguir o que queria no final. Gerald era um homem repugnante e merecia tudo isso e muito mais. —Nós estamos aqui, Chefe, e eles estão esperando por seu sinal. —Excelente. Vamos em frente e começar. —Descendo do carro, ele manteve um firme aperto em Gerald e foi em direção à entrada do armazém abandonado na periferia da cidade. Ele gostava de possuir


edifícios abandonados desde que era um ótimo lugar para fazer negócios, e os policiais normalmente faziam vista grossa... Por um preço. Uma vez no interior do edifício, Zeke empurrou Gerald para o centro da sala. Chutá-lo para o chão era um pouco de bônus para Zeke. —Dê-me a corda, disse Zeke a um dos homens à espera de suas ordens. Uma vez que ele teve a corda, começou amarrando em torno dos pulsos do Gerald, e depois pendurou a corda em um gancho de carne pendurado nas vigas. Em seguida, ele rasgou as roupas de Gerald, assim ele estava completamente nu. Cercado por homens de sua confiança com sua vida, Zeke fez todos eles olharem para o doente do caralho diante deles. —O que vocês acham senhores? Eu acho que ele seria uma boa boneca, não é? Uma boneca de foder e usar para o que ninguém quer. Os olhos de Gerald se arregalaram. —Que porra é essa, cara? Eu não fiz nada. Vou dar-lhe o que quiser. Zeke deu um soco em Gerald, quebrando seu nariz. —Você está sangrando no meu chão, e você feriu Alessandria. Eu só vejo o seu pequeno pau, e eu tenho que dizer, estou extremamente decepcionado com o que você está tentando me oferecer. Ele é nojento. Você pega as meninas da escola e as usa. - Zeke sacudiu a cabeça. —Eu sou um monstro, mas até eu tenho padrões. —Eu também, pode apostar. - disse Boscoe. Os homens não gostam quando as meninas são colocadas para trabalhar e estupradas. Ele não gostava. Batendo com o punho no estômago do homem, Zeke foi socando


Gerald ao lembrar-se das contusões de Alessandria. Ao longo do espancamento, Gerald gritou, implorou, e pediu para ser liberado. Ele ofereceu a Zeke tudo: drogas, sexo, dinheiro, mesmo Alessandria. —Ela não é sua para trocar, seu babaca. - Colocando algumas juntas de bronze, ele voltou ao trabalho. Após longos minutos, Zeke afastou-se da confusão. Ele tinha apenas começado com Gerald, e o filho da puta já tinha desmaiado. Zeke pegou um dos baldes que tinham sido trazidos apenas para esta ocasião. Ele jogou um balde de água gelada sobre Gerald e esperou que ele voltasse a si. —Senhores, eu quero ouvir gritos. - Ele deu um passo para trás, desejando que ele pudesse ter deixado Alessandria testemunhar isso. Mas Zeke não queria que ela visse esse lado dele. Ele não queria que ela visse como fodido ele realmente era. Zeke sabia que ele não era bom o suficiente para ela, não realmente. Ela merecia o sonho completo com as cercas brancas. Em vez disso, ela o achou, e Zeke iria ter a certeza que ela fosse valorizada e amada de todas as maneiras que podia.


Capítulo Treze Alessandria não tinha sido capaz de dormir. Era tão tarde, quase na hora de o sol nascer e Zeke ainda não tinha voltado. O homem chamado Shakes não tinha dito mais do que algumas palavras com ela. Agora, ambos estavam em uma das salas no térreo, uma TV de tela grande em frente a eles passava algum filme com muita violência, em volume baixo. Mesmo que Shakes tenha escolhido o filme, ela podia ver que ele não estava assistindo. Seu foco era sobre tudo, menos na TV. O som de trituração de cascalho pôde ser ouvido, e seu coração começou a bater mais rápido. Shakes levantou e caminhou em direção à janela instantaneamente. —Zeke voltou. Ela exalou, não percebendo o alívio que era ouvir isso. Mas no fundo foi o fato de que ela sabia o que ele estava fazendo. Ele matou Gerald. —Fique aqui. - disse Shakes, e então ele estava se movendo para fora da sala. Segundos depois, ela ouviu a voz profunda de Zeke, ouviu-o e Shakes murmurando um ao outro, e depois o som da porta fechando encheu sua cabeça. Ela se levantou, foi até a porta, e viu Zeke. Ele estava de pé no hall de entrada, de costas para ela, o terno que ele usava parecendo desgrenhado e amarrotado. Ele estava passando as mãos pelos


cabelos, e ela sentiu o ar tenso sufocá-la. —Você deveria estar dormindo. - disse Zeke. Ela não estava surpresa que ele havia sentido a presença dela. Quando ele se virou, ela mal segurou um suspiro. A camisa branca do terno estava coberta de sangue, desabotoada, e seus rígidos abdômen cinzelado mostrou a evidência horrível do que ele tinha feito esta noite. —Você deveria estar dormindo. - disse ele de novo, e tudo o que podia fazer era ficar lá e assistir enquanto ele subia as escadas, deixando-a ali, tentando entender o que diabos tinha acontecido.

Zeke teve que forçar-se a deixar Alessandria de pé, sozinha, na porta da sala. Ele sabia que parecia assustador com o sangue de Gerald cobrindo-o, mas assim que o filho da puta tinha dado seu último suspiro, o alívio encheu Zeke. Ele tinha pensado em Alessandria o tempo todo, a vingando, certificando-se de que ela nunca tivesse que se preocupar em olhar por cima do ombro para ele novamente. Na viagem de carro, tudo o que ele pensava era estar com ela, sussurrando garantias de que ela estava a salvo. Ele não queria espancá-la, causar-lhe dor. Ele queria apenas dar-lhe prazer. Ele entrou no banheiro e ligou a água, mais fria do que quente. Ele precisava para se refrescar, para lavar o sangue de seu corpo, a noite de sua alma. Mas quanto mais ele pensava sobre Alessandria, mais duro o


seu pau ficava. Ele era um bastardo doente, mas sabendo que Alessandria estava segura e seu algoz morto, tudo o que podia pensar era estar com ela. Estas semanas se passaram com ele sentindo a necessidade de levála, reclamá-la, fazê-la sua. Ele não tinha mais que se concentrar em encontrar Gerald. Agora, ele iria fazer direito. Sua ereção o estava maltratando desde o momento em que a viu depois que ele voltou para casa, depois de ter matado aquele bastardo do Gerald. Olhando seu reflexo, vendo o sangue respingado no seu rosto, seu cabelo escuro refletido, e seus olhos que compartilham nada a não ser escuridão sem fim, Zeke sabia que ele era um homem que nunca poderia dar a uma mulher um felizes para sempre. Ele não era um homem que podia ser doce e gentil, ou fazer seus sonhos se tornarem realidade. Mas ele queria tentar com Alessandria. Ele queria fazê-la sorrir, tê-la olhando para ele porque sabia que ele sempre estaria lá para ela, não importava o quê. Ele suspirou, passou a mão pelo cabelo, e virou-se do espelho. Retirou suas roupas, pisou no chuveiro e quase gemeu como boa a água gelada o fazia sentir. Ele lavou o corpo e o cabelo rapidamente, enxaguou fora a sujeira, sangue e violência. Ele moveu a mão para baixo em sua ereção, agarrou o seu eixo, e segurou um gemido. Ele realmente não devia fazer isso com ela lá embaixo, confusa, com medo, mas ele estaria mentindo se ele não admitisse que seu medo do que ele poderia fazer sua apreensão por ele, o tornou mais duro. Sua excitação por ela era insuportável, e se ele não cuidasse de sua ereção, ele não seria capaz de manter a cabeça no jogo, o que


significava ter certeza que ela estava completamente curada e entendia completamente o que ele queria dela. Ele agarrou seu eixo mais apertado, apertando a outra mão em torno da cintura grossa até que ele apertou sua mandíbula quando dor e prazer corriam por ele. Ele começou um movimento lento, para cima e para baixo, da raiz às pontas, correndo a palma da mão sobre a cabeça inchada e sentindo o seu próprio pré-sêmen manchá-lo. Zeke estava respirando pesadamente, com o braço trabalhando mais rápido, a mão bombeando mais duro ao longo do seu pau quando seu clímax se aproximava. A única pessoa que alimentava seu desejo estava no andar de baixo, o corpo dela a coisa mais gloriosa que ele já tinha visto. Ela poderia ter vivido uma vida dura, mas ela era pura. Ela o enlouquecia, inflamava-o, e o deixava louco. Ela era tudo o que queria em uma mulher, tudo o que precisava em sua vida, e agora com Gerald morto, Zeke destinava-se em fazê-la sua, em todos os sentidos.

Ela deveria ter se movido, ido para seu quarto, fechar-se e deixá-lo ter este tempo para se recompor. Porcaria, ela precisava se recompor, também. Estas últimas semanas tinham sido confusas, de certa forma. Não só ela encontrara paz e conforto em um homem mau, mas ela se importava com ele. Zeke tinha matado Gerald por sua ameaça, e o fato de Gerald ter tentado arruiná-lo. Mas ela sabia, sem dúvida, que Zeke tinha matado Gerald por ela também. Ele tinha dito isso, e ela sabia que, embora ele fosse sombrio e do mal, ele também era bom.


Respirando profundamente, andou pelo corredor, entrou em seu quarto, e ouviu o chuveiro ligado. Ela estava quase curada, e para além de alguns hematomas desbotados, quase invisíveis em seu corpo, ela não conseguia se lembrar da última vez que se sentiu tão saudável. Quanto mais para perto da porta do banheiro ela se movia, mais rápido sentia o seu pulso acelerar. Alessandria sabia que já tinha encontrado o homem para amá-la, um homem que poderia dar o que ela queria, precisava, sem explora-la e a seus desejos, ela teria que confiar nele plenamente. Ela queria Zeke, e a menos que ela tivesse entendido toda esta situação errada, lendo-o errado, ela viu o mesmo desejo em seu rosto. Isto não era sobre sexo, não era sobre ele controlá-la, embora ela tivesse certeza que era isso também. Ele a beijou, tocou, mas quando ele olhava para ela, havia mais em seus olhos. Ela seria honesta com ele, lhe diria como se sentia, o que ela queria dele. Ela também lhe diria que gostava de certas coisas, certos prazeres. Alessandria não tinha medo dele, e, na verdade, ela nunca se sentiu mais segura do que ela fazia com Zeke. Quando ela estava lá, ouvindo o som da água caindo, ouviu o som distinto de Zeke duro, áspero, respirando rapidamente, algo nela se ligou. Alessandria sentiu seus olhos se arregalarem, e apesar de toda a situação, sua preocupação durante a noite, o fato de que Zeke matou Gerald presumivelmente apenas algumas horas atrás, um novo fluxo de umidade escorregou de sua vagina. Oh, Deus, eu estou doente. Mas, mesmo pensando assim, não a impediu de ter seu desejo por este homem.


Outro gemido veio do outro lado da porta e teve a adrenalina em suas veias correndo mais rápido. Zeke estava fazendo o que ela pensou que ele estava fazendo? Batendo outra onda de excitação, a adrenalina, e até mesmo o curso de excitação através dela, empurrou a porta aberta o suficiente para que ela pudesse ver o interior. Vapor saturava o banheiro, sufocando-a ligeiramente. Alessandria entrou, nunca tinha sido atrevida como estava sendo agora, e especialmente não com um homem como Zeke. Mas a verdade era que seu corpo estava agindo por conta própria, movendo-a para frente, para mais perto do homem que tinha cuidado dela no seu momento mais difícil. Ficou perto da porta, vendo o duro e grande corpo de Zeke, do outro lado das foscas portas de vidro do chuveiro. Ela podia ver o contorno de sua forma muscular, poderia até mesmo ver sua mão bombeando para cima e para baixo em sua virilha. Sua garganta estava seca, e ela lambeu os lábios. Ela apertou os dedos, as mãos agora em punhos em seus lados. Alessandria era incapaz de conter-se quando ela caminhou para ele. Quanto mais tempo ela assistia o braço se mover para cima e para baixo de forma obscena e erótica que mostrava claramente que ele estava se masturbando, ela sentia sua excitação aumentar ainda mais. Ouviu-o sugar em uma golfada de ar, viu-o bater com a palma da mão na parede em frente a ele, e perguntou se ele estava gozando. Ele gemeu, seu braço ainda se movendo para cima e para baixo, e quando ela pensou que Zeke tinha gozado, que ela poderia ter presenciado isso, ele parou. Por um momento, ele não parecia estar respirando, não parecia se mover. Ela estava ofegante, fazendo tudo em seu poder para não tocar-


se quando ela jogou a imagem em sua cabeça em um carretel contínuo. E então ele respirou duro novamente. Ela não podia se mover, não conseguia nem respirar quando ela o viu fechar a água. Talvez Alessandria devesse ter sido, mas esperta e saído antes que ele a visse, mas ela estava congelada no lugar. Enraizada no local, ela sentiu-se ficar mais excitada quando ele apareceu, abrindo as portas do chuveiro, viu-o pegar uma toalha, e então ele estava fora, se secando. De costas para ela, ela viu as cicatrizes crivadas. Deus, quem iria fazer uma coisa dessas com ele? Provavelmente a mesma pessoa ou pessoas que gostavam de te machucar. Ele tinha tatuagens assustadoras que mostrou-lhe que este homem tinha um monte de problema nele, mas ela já sabia disso. Zeke virou, diante dela, e olhou diretamente nos seus olhos, ela não viu nenhuma expressão de surpresa. Ele lentamente envolveu a toalha ao redor de sua cintura, seu olhar nunca deixando os dela. Ela deveria ter dito alguma coisa, qualquer coisa, mas sua boca estava incrivelmente seca, e sua garganta parecia que estava fechando. —Eu sinto muito. - Alessandria não sabia se ela estava se desculpando

por

estar

no

banheiro,

ou

observá-lo,

ou

por

algo

completamente diferente. Sentia-se como uma idiota assim que as palavras deixaram seus lábios, mas ela não sabia mais o que dizer. Tinha acabado de ser pega olhando para ele e, em vez de vergonha, ela sentiu um fogo ardente feroz dentro dela, queimando cada polegada dela. Ele não disse nada, não quebrou seu foco dela também. Pegou outra toalha, começou a secar sua parte superior do corpo e cabelo, e quanto mais os segundos passavam, mais ela se sentia como se ela fosse à única


em exibição. —Eu não deveria estar aqui. - disse ela. —Eu acho que você deve estar onde quer que você se sinta confortável, onde quer que você queira. — Ele deu um passo para mais perto dela. —Você é uma mulher livre, Alessandria. Gerald está morto, você está segura, e ninguém vai te machucar. Você poderia? Eu quero que você me machuque da maneira que me faz sentir bem. —Eu deveria ir. — Embora ela devesse estar de joelhos agradecendolhe por salvar sua vida, por não ser um pedaço de bunda e uma pessoa de merda como Gerald, ela encontrou-se, girando, pronta para sair. —Pare Alessandria. Ela fez como ordenou, seus olhos agora fechados, enquanto tentava recuperar o fôlego. Virando-se de frente para ele era mais difícil do que ela pensava que seria. Com os olhos abertos novamente, seu foco nele, tudo o que podia fazer era tomar a intensidade de seu corpo, do seu tamanho. Ela apertou-se contra a porta com força suficiente para que ela se fechasse, e colocou as mãos espalmadas atrás dela. A madeira era lisa, fria. Por um segundo, tudo o que Zeke fez foi observá-la, e então ele foi avançando para ela. Quando ele estava apenas um centímetro longe dela, seu cabelo desgrenhado e molhado, gotas de água caindo em sua cicatriz dourada e pele tatuada, ela não podia ajudar, mas abaixar seu olhar. Ela não pôde deixar de notar que ele era enorme, seu eixo pressionando contra a toalha, tornando o material uma tenda quase obscenamente. —Eu deveria deixá-la sair, mas eu encontro-me fascinado com você, querendo você do meu lado.


Sua língua estava inchada, sem palavras deixando-a sem uma resposta. —Há quanto tempo você estava ali de pé, me olhando? Sabia que seus olhos estavam arregalados, mas não havia medo. Havia apenas essa excitação intensa e louca. Ela deveria mentir? Não, ele ia saber, e você quer ser honesta com ele. —Não muito. — Ela balançou a cabeça. Não era uma mentira, não realmente. Ela inalou, sentindo o cheiro do sabonete e xampu que ele usou. Ele colocou as mãos na porta, uma de cada lado de sua cabeça e se inclinou para frente. Ela olhou em seus olhos escuros, e embora devesse ter visto o diabo, tudo o que Alessandria via era o seu salvador. Ela deixou seu olhar viajar para baixo por seu pescoço grosso, peito liso com ondulação, ao longo das tatuagens, e parou em um abdômen que havia colinas de músculos. Um rastro de cabelo escuro começava abaixo do seu umbigo, indo para baixo e desaparecendo debaixo da toalha. Sua ereção continuou a dura contra o tecido, lhe causando um novo jorro de umidade. —Você está curada. - Ele fez o comentário não era uma pergunta, como se ele estivesse satisfeito, como se ele fosse imensamente feliz. Ela podia ouvir isso em sua voz. —Sim, você sabe que eu estou. - ela disse suavemente, lembrando o beijo que haviam compartilhado antes de sair, o fato de que ele tinha visto seu corpo, e que mal havia hematomas em seu torso. —Hmm... - ele baixou o olhar para sua boca. —Você gostou do que viu? Você gostou de me olhar? Sua voz era profunda e grave, tão sexualmente atado, que todo o seu


corpo aquecia com consciência. Contra seu melhor julgamento, ela balançou a cabeça, lambendo os lábios novamente e observando como seu olhar ficava apontado para a boca. —Há tantas coisas que eu quero fazer para você, tantas coisas que eu quero de você. - Sua voz era um sussurro de seda, escuro de promessa. — Mas eu certamente a assustaria, Alessandria. Ela não conseguia recuperar o fôlego. —Eu acho que há coisas que você não sabe sobre mim, também. Ele sorriu, mas não foi divertido. —Conte-me seus segredos, Alessandria. Diga-me o que você tem medo de dizer por que alguém traiu sua confiança. Ele passou a mão ao longo da sua bochecha. —Você pode confiar em mim. Ela sabia que podia. Respirando fundo, ela olhou em seus olhos. —Eu gosto do meu prazer com a dor. — Embora soubesse que ele já sabia disso, que deve ter ouvido coisas sobre ela de Gerald antes de matálo, que provavelmente já tinha mostrado sinais quando ele a tocou, mas dizer isso, admitir isso, a assustava. —Mas você já sabia disso. - ela sussurrou. Ele se inclinou um pouco. —Eu sabia baby. E você sabe o meu segredo? Ela sabia que o que ele estava prestes a dizer não era um segredo. —Eu quero dar-lhe a dor que você deseja, porque dar-lhe dor me dá prazer.


Ela não conseguia respirar. Deus, ela não conseguia respirar. No instante seguinte, ele esmagou seus lábios nos dela, enterrou a mão pelo cabelo, e puxou-a para si até que seus corpos bateram juntos. Seu corpo moldado ao dele, deixou-a muito ciente de como o dela era suave em comparação com a dureza do seu. Ela inclinou a cabeça e abriu a boca, gemendo quando sua língua deslizou para dentro e se enroscou com a dela. Ela queria lhe apresentar, quis dar-lhe tudo. Isto não era sobre ela pagar de volta por salvá-la, por ser gentil com ela. Isso era sobre Alessandria querendo Zeke mais do que ela jamais quis nada em sua vida. O banheiro estava úmido, a umidade do ar causando gotas de suor pontilhando seu corpo com sua excitação cravada. —Dê-se para mim e eu juro por tudo, Alessandria, eu juro porra, que eu vou tratá-la da maneira que você merece. - ele baixou a voz. —Eu vou tratá-la como minha rainha. Ele apertou seu eixo dentro dela, seu pau como o aço, monstruoso e pronto para levá-la. Ela abriu mais as pernas, Zeke aproveitou a oportunidade para se aproximar e pressionar sua ereção contra seu montículo. Ele se separou de sua boca, respirando pesadamente quando ele beijou uma trilha para baixo em sua garganta. —Diga que você vai ser minha, Alessandria. Ela nem sequer precisa pensar sobre isso. —Eu quero ser sua. Eu quero ser só sua. —Oh, Alessandria, o que você faz para mim. Ela deixou sua cabeça cair para trás contra a porta e fechou os olhos, amando a sensação de sua língua dançando ao longo de sua carne, a reivindicando, dominando-a. Sua outra mão agarrou sua cintura,


abrindo e fechando enquanto ele se moveu lentamente de seu corpo. Ela empurrou seus seios para fora, precisando dele para tocá-la, dolorida para ele acariciar os mamilos palpitantes. Fazia tanto tempo desde que ela tinha sentido esse tipo de excitação, este tipo de necessidade. Ele segurou o monte pesado e correu o polegar sobre a ponta inchada. Ela deveria ter se sentido constrangida da forma como os mamilos esfaqueavam através de sua camisa, deveria ter se sentido humilhada por ela estar sendo tão descarada, querer isso tanto quanto ela queria sua liberdade. Mas você realmente quer sua liberdade? Isto é o que você queria... Para ser tocada e amada e ser tratada com o respeito que você merece. Ele levou a sua outra mão a alcançando, segurou sua bunda e levantou-a ligeiramente. Ela oscilava na ponta dos pés, ofegante enquanto seu pênis cutucava seu clitóris. A camiseta e calça de algodão fino que ela usava não eram barreira para seu ataque erótico. Ele deslizou a mão sobre os globos de seu traseiro, escorregando entre suas bochechas, e correndo os dedos para cima e para baixo do centro do seu corpo, através da calcinha e calça. —Eu posso sentir o quão molhada e quente você está para mim, baby. — Ele passou a língua ao longo da concha de sua orelha, sobre sua bochecha, e beijou-a. Por longos segundos, isso foi tudo o que eles fizeram. E então ele mordeu o seu lábio inferior. Uma lacuna de dor a deixou mais descontrolada, o prazer que a consumia. Alessandria gemeu incapaz de se conter. —É isso aí, Alessandria, deixe que a dor faça você se sentir bem.


Ela estremeceu. —Diga-me que você quer que eu pare. Diga-me agora, e isso vai acabar, Alessandria. Eu sou um bastardo, mas por você, eu faria qualquer coisa, seria um homem melhor, ou tentaria ser, baby. Por um segundo, ela só olhou fixamente em seus olhos, pensando sobre ele, sobre o que ela queria. Este homem tinha salvado sua vida. Ele poderia ter sido como Gerald, ou muito pior. Mas Zeke a tinha levado para sua casa, fez com que ela se curasse, fez com que ela se sentisse segura. Ela gostava dele, o queria e era tão estranho para ela depois de tudo que ela passou. Ela não deveria ser capaz de confiar em mais ninguém, mas com Zeke, sabia sem dúvida, que ele iria protegê-la com sua vida. Ela respirou fundo, sacudiu a cabeça e disse: —Não pare Zeke. Eu quero isso.


Capítulo Quatorze Uma semana depois Zeke tinha parado. Ele não a tocou novamente pela próxima semana. Quando ele tinha ido eliminar Gerald, estava convencido de que voltaria e foderia Alessandria até que nenhum deles pudesse pensar. Em vez disso, culpa o havia inundado. As mulheres que ele tinha fodido no passado, ele tinha tomado e fodeu-as tão duro que tinham sido incapaz de caminhar por uma semana depois. O pensamento de tomar Alessandria, quando ela não podia lidar com isso, o enojava. Ele não ia fazer algo que iria lembrá-la de Gerald. Só de pensar naquele bastardo deixava-o extremamente irritado. Fazia uma semana desde que ele tinha matado Gerald, uma semana desde que Alessandria quase tinha sido sua. Sentado em seu escritório, ele olhou para seu telefone celular enquanto pensava no que fazer a seguir. Ele ouviu a porta de seu escritório ranger, e sabia que era Alessandria antes mesmo de vê-la. Ele podia sentir sua presença. Ela não tinha deixado sua casa por mais de um mês, e ele a pegou em algumas ocasiões olhando para o portão. Seu desejo de liberdade era claro para ver. —Gerald se foi. Ninguém pode te machucar. —Ele não é o único lá fora, que lida com as mulheres. —Meus homens irão mantê-la segura.


—Eu só confio em você. Ele estava encantado com sua confissão e entristecido também. Zeke estava sempre tão ocupado que ele não tinha tempo para levá-la para nada. No entanto, Daniella tinha lhe telefonado e convidou-o para jantar. Ele perguntou-lhe se havia comida suficiente para ele levar um convidado e ela disse sim sem qualquer hesitação. Não havia nenhuma dúvida que Shakes a tinha informado de tudo o que acontece em sua vida. —Você está bem? - Perguntou Alessandria. Fechando os olhos, ele queria que seu pau se acalmasse. Não podia ser possível que uma mulher tivesse esse tipo de controle sobre ele. No entanto, Alessandria tinha. Sempre que ela estava perto, ele ficava duro, e mesmo quando ele não estava perto dela, ele ficava duro. Ela estava deixando-o louco. Ele não queria tocá-la ainda, até que ele soubesse, sem sombra de dúvidas que ela estava bem novamente. —Estou bem, baby. E com você, tudo bem? - Ele a viu em pé ao lado da porta vestindo um longo casaco de lã, os braços em volta de sua cintura. O material moldado ao corpo dela. —Você está me evitando? —Não. —Não sinto assim. —Como é a sensação, então? - Perguntou. —Eu me entreguei a você, Zeke, ou tentei. Eu quero o que você quer. Ela contornou a mesa e ficou na frente dele. Zeke olhou fixamente em seus olhos, seu mundo tombando sobre o seu eixo quando sentiu a emoção por ela subir. Certo ou errado, ele não sabia o que fazer com seus


próprios sentimentos quando ele estava com esta mulher, ou o que fazer sobre isso. —Eu quero você, e eu quero que você me deseje, também. Ele engoliu em seco. —Eu a desejo, mas você não está pronta, não curada adequadamente. Ela engoliu em seco. —Estou curada Zeke, e eu quero tanto. Você quer que eu implore? —Não. - Ele levou a palma da mão na dela, correndo os dedos nas costas de sua mão, antes de virar e tocar no interior de seu pulso. Depois de um segundo, ele soltou sua mão e, lentamente, levantou sua camisa. — Você

estava

coberta

de

hematomas,

Alessandria.

Você

estava

se

recuperando de uma surra que você não merecia, nem você pediu. —Eu não o confundo com Gerald. —Eu sei que você não faz baby. Isso não é o porquê eu estou esperando. Eu quero que você esteja em seu pico de saúde. Eu gosto de tudo mais pesado, mais forte, e eu não estou disposto a arriscar tudo por uma transa rápida com você. Eu quero explorar cada polegada de você, testar seus limites e saber seus limites. —Eu gosto de dor. Eu sei o que quero. —Há tanto tipo de dor para nós dois explorarmos juntos. Vou trazerlhe tanto prazer que vai acabar com todas as memórias ruins do que Gerald fez a você. Ele se levantou e limpou as lágrimas que tinham escorrido por suas bochechas. Ela era tão linda, Zeke não podia acreditar que qualquer homem pudesse machucá-la.


—Pare de chorar, baby. —Eu me sinto segura com você, feliz. —Eu quero que você faça algo para mim esta noite. - disse ele. —Qualquer coisa. - Ela sussurrou as palavras, e viu que ele a tinha enrolado dentro de sua rede. Mas o que ele sentia por ela era real, verdadeiro. —Eu quero que você venha comigo esta noite. —Onde? —Para a casa da minha filha. Eu quero que você venha e jante com Dani, Shakes, e eu. Ela lambeu os lábios, e afastou-se dele, o encanto foi quebrado. —Eu não acho que posso fazer isso. —Você tem que aprender a sair de casa, Alessandria. —Saio de casa todos os dias. —Você não sai por aquelas portas. Quero que saia por elas comigo esta noite. Ele viu as suas mãos em punhos em seus lados. Ela parecia petrificada. —Ele não vai voltar. —Eu sei disso. - ela falou em um sussurro, e seu coração se partiu um pouco de seu medo. —Eu não deixarei nada acontecer com você. —Eu sei, Zeke. Ele riu. —Existe alguma coisa que você não sabe?


Ela sorriu suavemente. —Eu não acho que deveria ir com você para a casa de sua filha. E se eu estou ultrapassando meus limites, cruzando uma linha? Ela é sua filha, e eu não sou parte de sua família. —Não. Dani vai gostar de conhecer uma alma doce como você. Ela é mais jovem do que você, gentil como você. Eu amo minha filha, e você é minha mulher agora, Alessandria. Eu não vou escondê-la como um pequeno segredo sujo. Você é minha. Ela lambeu os lábios novamente, e seus nervos eram fáceis de ver. —Você está vindo comigo. Eu já fiz os arranjos com Dani. Ela está grávida, e se eu não aparecer com mais alguém, ela pode explodir em lágrimas. —Não é possível explodir com lágrimas. Ele riu. —Você tem alguma ideia do que é ter uma mulher emocional ao redor? —Você tem? —Touché. — Ele sorriu para ela. —Você está vindo de qualquer maneira. Você tem dez minutos para sairmos. Seus olhos se arregalaram, mas ele sorriu gentilmente. Ele não sabia se ela iria protestar, mas ele a silenciou com um beijo independentemente. —Dez minutos.


—Você é mandão. —Você não sabia: é seguir uma regra de Zeke ou nenhuma regra em tudo. Ela foi se arrumar. —Desde que ela está com você, ela saiu da sua concha. - disse Boscoe, entrando no segundo quarto mais tarde. —Eu gosto de pensar que sim. Boscoe assentiu. —Você me quer para ajudá-lo hoje à noite? —Os dois homens contratados ainda estão na casa de Dani? Sua filha não ia a qualquer lugar sem dois guardas em sua bunda. Ela era a única pessoa que ele amava, sem sombra de dúvida. Ele era um babaca, e estava satisfeito que as coisas funcionavam da maneira que ele queria. Ela era um pé no saco, mas ele a amava mais do que tudo. —Sim. Eles ficam com ela o tempo todo. Shakes a quer protegida, e até mandou café para os caras. Zeke sorriu. Há algum tempo, ele queria Shakes morto, mas com o passar do tempo, quando ele viu a forma como o ex-membro dos Soldiers of Wrath MC, tinha cuidado com a sua filha, Zeke percebeu que ele era um homem bom. Shakes cuidava de sua menina, e isso era tudo que importava. —Vou levar dois de nós para a casa de Dani com Colin seguindo de perto. —Vou deixá-lo saber. Você acha que ela está pronta para sair? —Se eu deixá-la ficar com medo do mundo exterior, ela nunca vai ter


a liberdade que eu posso ver que ela quer. Eu não quero o seu sentimento preso, ela tem o direito de viver sua vida sem medo. —Você é um bom homem, Zeke. Ele balançou sua cabeça. —Eu não sou um bom homem. Eu não tenho sido um homem bom por um longo tempo. - Alguma chance de que ele teve de ser um bom homem faz muito tempo, mesmo antes que ele tivesse uma chance de viver. Seus pais haviam criado o monstro dentro dele, e não havia maneira de escapar disso. —Você é muito duro consigo mesmo. - disse Boscoe. —Vejo você amanhã. Vou tirar o resto da noite de folga. Ir para o clube, encontrar uma cadela, e usá-la até que eu não possa andar. Zeke riu e viu como Boscoe saiu da sala. Ele era um homem leal, um que Zeke confiava a sua vida. Zeke andou em direção ao corredor que levava à porta da frente, ao mesmo tempo em que Alessandria veio andando no andar de baixo. Ela havia deixado seu cabelo solto, e não tinha mudado de roupa. A única coisa que ela fez foi colocar um par de tênis, e eles pareciam bonitos nela. Ela parecia real. —Estou pronta. —Dani vai te adorar. —Eu duvido. Tomando-lhe a mão, ele os levou para o carro. Ele fez questão de apertar o bloqueio para crianças na porta para que ela não tivesse a chance de fazer sua fuga. Zeke não estava preparado para correr nenhum


risco quando se trata de sua segurança. Ele subiu no banco do motorista e ligou o carro. Alessandria não estava em pânico ainda, então ele deu a ré no carro, transformando-se para enfrentar o portão. Dirigindo devagar, ele já viu que Colin estava esperando do lado de fora do portão. —Espere! - Alessandria ergueu a mão quando ela olhou para o portão. —Tudo vai ficar bem. Ela assentiu com a cabeça. —Só, por favor, vá devagar. Ele diminuiu a velocidade para fora de casa, e cada vez que ela levantava a mão, ele parava. Tomando seu tempo, fizeram-no para fora da porta e dirigiu em direção à casa de Dani. O primeiro obstáculo foi logo superado. Agora, ele só precisava ver o que sua filha pensava da mulher que ele tinha caído de amor.

Alessandria não tinha a menor ideia do que esperar da filha de Zeke, mas Daniella era, bem, ela não era nada como ela tinha imaginado. Ela ainda não tinha visto Daniella já que ela não tinha ido visitar Zeke. Em vez disso, Zeke tinha ido vê-la. Ela era uma mulher agradável, um pouco tímida e reservada, mas pelo olhar no rosto de Shakes, ele encontrou o seu amor. —Qual o seu nome? - Perguntou Dani, antes que Zeke tivesse a


chance de dizer qualquer coisa. —Alessandria. - Suas bochechas aqueceram, e ela olhou de Zeke para Daniella e vice-versa. —Como você conheceu o meu pai? Alessandria congelou no local, sentiu-se corar embaraçada. —Eu não sei o que dizer. - Ela não sabia como explicar como ela entrou na vida de Zeke. Daniella virou-se para Zeke. —Você pode explicar? Zeke exalou. —Ela estava em um carregamento de mulheres, e não queria estar lá. —Ele salvou a vida dela. - disse Shakes, movendo-se para trás de Daniella. —Ele ajudou a protegê-la de alguém muito ruim, alguém que queria machucá-la. —Ele é meu amigo. - disse Alessandria, ao lado de Zeke, com as mãos na frente dela, e seus dedos torcidos juntos de nervoso. Daniella não falou por um momento, nem sequer se moveu. Mas então ela sorriu. —Estou feliz que você está segura e que meu pai conseguiu ajudá-la. Alessandria viu seus olhos lacrimejando, Daniella aproximou-se e envolveu os braços em volta do pescoço do pai. —Eu estou tão contente que você a ajudou. Você é um bom homem. Se afastando um pouco, ela viu quando Zeke franziu a testa, enquanto ele abraçava sua filha.


Enfiando o cabelo atrás da orelha, ela esperou enquanto a família tinha um momento especial. —Eu sinto muito. - Daniella fungou e enxugou as lágrimas. —Bemvindos à minha casa. - Daniella puxou-a para um abraço, e Alessandria tomou o calor que foi oferecido. Fazia muito tempo desde que ela tinha recebido qualquer tipo de afeto, bem, não até Zeke ter aparecido. Segurando Daniella, ela esperava que com o tempo elas pudessem ser amigas. —Obrigada. Daniella levou-os para fora do corredor, e não foi muito antes de Shakes e Zeke estarem falando em outra sala, e ela estava sozinha com Daniella. —Eu realmente sinto muito sobre isso lá dentro. Estou grávida, e meus hormônios estão loucos. Eu não posso controlá-lo. —Não se preocupe com isso. Você é a primeira mulher que eu convivo que está grávida. —Alessandria sentou-se no balcão da cozinha e viu como Daniella andou do balcão até a geladeira e de volta. —Você nunca viu mulheres grávidas antes? —Eu as vi antes, é claro. Eu só não convivi com uma mulher grávida, não substancialmente, quero dizer. Onde eu estava às mulheres não tinham permissão para ter filhos. Estar grávida era um obstáculo que eles tomavam cuidado de imediato. Daniella olhou para ela com preocupação em seu rosto. —Posso perguntar o que você quer dizer com isso? Parece-me como se estivesse em uma prisão.


Alessandria respirou fundo. —Gerald, o cafetão a quem eu pertencia, fez com que nenhuma de nós tivesse filhos. —Ok, uau, erm, wow. Eu sinto muito. —Eu quero pensar nisso como o meu passado. Seu pai salvou minha vida. Quero dizer que, com tudo em mim. —Ela olhou para suas mãos e se perguntou se ela se abriu um pouco demais. —Eu nunca fiquei grávida, no entanto. - ela deu de ombros. Uma vez que ela começou a falar, ela simplesmente não conseguia parar. —Acho que foi tudo para o melhor. Daniella colocou a mão sobre a de Alessandria. —Eu realmente sinto muito. Eu não tive a intenção de trazer más recordações. —É tudo coisa do passado. Não há nada que eu possa fazer para mudar isso. —Mais uma vez, eu sinto muito. Eu não sou muito boa com as pessoas, especialmente em situações como esta. Ter um pai como Zeke, e uma mãe como eu tive, não foi fácil para mim ter amigos, ou saber exatamente o que dizer em situações como esta.

É minha culpa,

realmente. Alessandria gostava dela. —Eu tenho que dizer que estou chocada. —Sobre o quê? - Perguntou Alessandria. —Meu pai estar com você. —Por que Zeke ficou longe da sua mãe? - Alessandria não tinha perguntado muito sobre a mãe de Daniella, mas agora ela se sentiu


estúpida por não descobrir. —Não. Papai a odiava. Eu a odiava. Ela não era uma mulher agradável, e ela realmente me usou para ter uma vida melhor para si mesma. Minha mãe era terrível. Você não é nada parecida com ela. Não, o que eu quis dizer foi papai nunca teve uma mulher com ele. Ele está sempre sozinho. Aquele pensamento fez Alessandria incrivelmente triste. —Eu não sei o que está acontecendo entre o seu pai e eu. —Você gosta dele? —Sim, eu gosto dele. - Ela o amava. Desde o momento que ele tinha atirado nos homens que a tinham machucado, ele tinha entrado em seu coração, e agora ela não podia imaginar a vida sem ele. Alessandria não sabia o que ela ia fazer quando Zeke ficasse cansado dela. Ela realmente esperava que ele nunca se cansasse, mas os homens ficavam aborrecidos, eles procuravam sempre algo melhor. Empurrando essas dúvidas de lado, ela se concentrou na mulher bonita na frente dela. —Isso é bom. Eu sei que meu pai não é para todos, mas eu quero que ele seja feliz. Eu realmente quero que ele seja feliz e encontre o tipo de felicidade que eu encontrei com Shakes. —É difícil estar com Zeke? Daniella parou de cortar os pedaços de salada que ela estava jogando em uma tigela e sorriu. —É difícil. Meu pai tem duas personalidades. Tem o homem que ele se tornou para o mundo exterior, e depois há aquele bom homem. Ele é um bom pai, um trabalhador, e teve uma vida de merda quando ele era mais jovem. Mais frequentemente do que não, os dois homens ficam


misturados, e eu tenho mais de Zeke do que eu de meu pai. É difícil. Eu não fazia amigos, e ele sempre foi afastado, foi difícil. Então, um dia, eu descobri quem ele realmente era, e eu só me afastei. Eu mudei, e foi para sempre diferente. —Eu sinto muito. —Eu sinto pena também. Eu passei tanto tempo vendo-o como Zeke, que eu esqueci como ele era, para o ver como meu pai. Ele é, hmm, ele é muito protetor. Às vezes, ele é mais que protetor. —É assim que todo pai é suposto ser. —Eu acho. Shakes está ansioso para se tornar um pai. Ele vai ser um grande pai. Alessandria viu o amor nos olhos de Daniella, e ela desejava por algo parecido. —Meu pai se preocupa com você. Eu posso ver isso. Ela realmente esperava que Zeke fizesse. Alessandria sabia que ela estava apaixonada por Zeke e faria tudo em seu poder para fazê-lo se apaixonar por ela. Não era por estar desesperada. Ela o amava e não queria perder isso. O jantar passou sem problemas, e Zeke estava muito feliz. Alessandria e Daniella eram suas duas mulheres favoritas e Shakes não era tão ruim quando se tratava de negócios. —Isso foi maravilhoso, obrigado. - disse Zeke. —Eu vou pegar a sobremesa. - Daniella pegou algumas vasilhas, e Zeke pegou o resto, seguindo-a até a cozinha. —Obrigado. - disse ele.


—Pelo que? —Por ser boa para Alessandria. Daniella sorriu. —Eu gosto dela. Ela é uma mulher agradável. Você vai cuidar dela, não é? —Sim. Ela é minha mulher para proteger. —Estou feliz. Eu realmente gosto dela. —Você acha que ela pode ser a sua nova madrasta? Daniella franziu o nariz. —Eu não penso assim. Ela é estritamente maternal amigo, nada mais. Eu não me importo que você se case com ela, é apenas, eu não quero pensar nela como uma madrasta. —Eu a amo, Dani. —Então, trate-a com amor e cuidado. Seja gentil com ela, e não vá todo Zeke sobre ela. —É tudo que eu sei. —Não pode ser tudo e você sabe. —O que te faz dizer isso? - Perguntou. —Se Zeke é tudo o que é, então, Alessandria já teria deixado seu clube. E você não teria se importado. Você é um homem mau, pai, um homem muito ruim, mas você não é um monstro. Eu não sabia antes. Eu sei agora. Há uma diferença entre ser mau, e ser um monstro. —Alguns poderiam dizer que eles são a mesma coisa. Daniella suspirou, puxando uma torta de manteiga de amendoim da


geladeira. —Não é a mesma coisa. —Você acha que eu sou bom o suficiente para ela. —Você é mais do que bom o suficiente para ela. Você é mesmo bom o suficiente para ser vovô. —Daniella tomou sua mão e colocou-a sobre sua barriga. —Eu sei que isto é realmente difícil para você lidar, e eu entendi. Você vai ser um avô maravilhoso. Sua

barriga

estava

apenas

ligeiramente

arredondada,

mas

o

sentimento de proteção que ele sentiu o tinha puxando Daniella em seus braços. —Não importa qual é a hora ou o dia, você vai me ligar, certo? —Quando eu der à luz? —Para qualquer coisa. Se você precisar de alguma coisa, e você não puder falar com Shakes, você vai me chamar. Eu não quero ficar de fora da nossa família. —Eu não vou deixá-lo fora, pai. Estou determinada agora mais do que nunca que eu vou assumir esta função. Esta é a nossa família e eu te amo. Ele beijou a cabeça de Daniella, e juntos eles foram para a sala de estar. Alessandria parecia feliz em vê-los, e Shakes virou para Daniella. Sentado ao lado de sua mulher, ele observou como Shakes abraçava Daniella. O amor entre o casal era tão claro para qualquer um ver. Zeke queria isso, e ele sabia que havia uma chance de ele começar a ter, com Alessandria.


—O que você acha? - Perguntou Shakes. —Ele estava tão feliz. Ele a ama e ela o ama. - Daniella sorriu, inclinando-se contra o marido quando se sentaram na banheira de grandes dimensões e ele lavou seu corpo nu. Ela vivia por estes momentos íntimos onde eles estavam juntos, sozinhos. —Foi um pouco assustador. —O que? —Vendo o seu pai todo feliz e jogando de homem de família. —Nós não somos parte de seu mundo mais. Eu estava pensando sobre isso, ele deve ficar sozinho, às vezes. - Daniella suspirou. —Primeiro, você sabe que você tem pelo menos dois guardas costas te vigiando em todos os momentos, certo? —Sim. Eu sei disso. Qual é o segundo? —Em segundo lugar, ele está cercado por pessoas, ele nunca está sozinho. —Ele está cercado por homens e mulheres que trabalham para ele. Alessandria não é uma mulher que ele paga para estar perto dele. Ela está lá porque ela quer estar, e eu gosto dela. Ela seria realmente boa para ele. Daniella sorriu para o marido. —Eles vão se casar, eu posso sentir isso. —Qual é a sensação de sua madrasta estar tão perto da sua idade? Ela lhe deu um tapa no braço. —Pare com isso. Alessandria vai ser uma grande amiga.


—Se ela será sua amiga, então eu sei que ela vai ser uma mulher de sorte. Shakes parou o que ela ia dizer, tomando seus lábios em um beijo ardente.


Capítulo Quinze Alessandria estava perto da janela em seu quarto, em um robe de seda que Zeke tinha dado a ela quando chegaram, enrolando em torno de seu corpo nu. A lua estava cheia, o céu claro. A iluminação em volta do terreno deu pequenos vislumbres das flores de florescência da noite, esporadicamente colocadas em torno dos jardins. Era um belo pedaço de propriedade, mas isso não era ela, não era sua vida. Zeke se importava com ela, ela sabia disso, mas ele iria continuar a querêla uma vez que tivesse estado com ela? E ele vai me ter, porque eu não consigo pensar em qualquer outra coisa, porque eu o quero como eu quero respirar. Ela não sabia quanto tempo ficou lá, mas quando ela se virou, ela ficou surpresa ao ver Zeke em pé na porta. Ele usava nada além de uma calça, o botão desfeito, e seus músculos em exposição gritante. Aquele cabelo escuro que começou abaixo do seu umbigo e desaparecia sob suas calças, instantaneamente teve sua pressão arterial subindo. —O que você está pensando? - Perguntou ele com aquela voz profunda, sensual, e de comando. Alessandria lambeu os lábios, e não podia mentir. —Você. Eu estava pensando em você e quanto eu quero você. - Ela estava se sentindo corajosa, sentindo como se as coisas tivessem indo devagar, que ele estava deixando-a se curar, e como ela queria estar com ele em todos os sentidos. Ela não conseguia pensar em outra coisa agora.


Mesmo sua liberdade ficava em segundo plano para sua excitação. Embora ela estivesse nervosa, foi ao centro do quarto antes de parar. Mantendo seu foco em Zeke, ela esperou por um momento para ver se ele iria responder ou se mover. —Eu penso em você constantemente. - Ele se afastou do batente da porta, as mãos nos bolsos da calça, seu grande corpo se movendo em direção a ela como se fosse um predador. —Encontro-me obcecado com você, Alessandria. - Ele estava a um pé dela agora, seu olhar procurando seu rosto. —Eu estou apaixonado por você. Sua respiração parou, seu coração parou, e ela sabia que não iria deixar que nada, especialmente Zeke, parasse com isso. —Estou apaixonada você, também. Ele fez um som baixo em sua garganta, mas não avançou sobre ela, não a tocou. Por um segundo, eles não fizeram nada além de olhar um para o outro e, em seguida, o desejo dentro dela consumia precisando de Zeke para controlá-la, ela empurrou o roupão de seus ombros, e sentiu que caia em seus pés. O ar refrigerado em sua carne, sua excitação à fez franzir a pele arrepiada. —Estou curada, Zeke. Você me deu espaço, me deu tempo. Eu quero você, meu corpo está pronto, minha mente está pronta, e eu não quero que você pare com isso. - Ela sabia que sua voz era suave, mas Zeke ouviu-a, e ela podia ver que suas palavras, assim como seu corpo exibido, tinham despertado ele. Seu pênis estava duro, pressionado contra sua calça. —Você quer isso, Alessandria?


Ela assentiu com a cabeça. —Você me quer para levá-la, tocá-la, fazê-la gozar? Ela lambeu os lábios e balançou a cabeça novamente. —Você realmente entende o que isso significa? —Eu sei o que significa Zeke. Ele estava se aproximando, diminuindo a distância entre eles. —Eu quero que você me controle, me domine. Espero que não me machuque. Zeke tocou seu rosto, segurou o lado de seu rosto, e respirou lentamente. —Eu nunca vou te machucar. Eu mataria qualquer um que pensasse em ferir você, Alessandria. —Eu sei que você faria. Você faz. Ele deu um aceno curto. —Nada e ninguém nunca vai te machucar, você nunca mais vai sentir medo. Ela pressionou seu corpo ao dele, adorava sua dureza moldada para sua suavidade. Ela estava molhada, seus mamilos duros. —Fique comigo, Zeke. Dê-me a dor que pode me fazer sentir bem. Alessandria engasgou quando ele colocou os dedos sobre seu montículo, tocando-a suavemente com o calor. —Eu sei que você quer sua liberdade, que pretende sair e ter uma vida fora destas paredes. Eu quero dar-lhe tudo o que deseja. - Ele abaixou-se e beijou-a. — Mas eu não sei se eu posso me afastar de você.


—Vamos apenas focar no aqui e agora, Zeke. - ela sussurrou. Suas bochechas aquecidas quando ele moveu os dedos pelas dobras de sua boceta encharcada. —Isso é meu. Ela assentiu com a cabeça e fechou os olhos. —Eu não quero fazer você minha propriedade, Alessandria... Eu só quero que você me ame. —Eu te amo. - Ela abriu os olhos, levantou-se e beijou-o. Enterrando as mãos em seu cabelo curto, ela puxou os fios, abriu a boca, inclinou a cabeça, e adorou que ele aprofundou o beijo. —Abra suas coxas. Ela fez o que ele pediu, sem argumento, ficando mais excitada quando ele provocou sua vagina. Deus, ela nunca havia sentido esse tipo de prazer, este tipo de luxúria. —Eu não quero ir longe demais, para empurrá-la muito duro. —Você não vai. - ela gemeu. —Só me faça sentir bem, me faça esquecer toda a feiura do mundo. —Você está muito molhada para mim, Alessandria. Alessandria

não

respondeu.

Ela

fechou

os

olhos

novamente,

desfrutando do prazer correndo por ela. Ele beliscou seu clitóris, puxando-a de volta para o seu mundo. —Você quer que cada parte minha te toque? —Sim. Zeke aliviou a pressão sobre o clitóris, acariciando para baixo a sua


entrada, e circulando-a antes de voltar para seu clitóris. —Eu quero ser gentil com você, fazer amor com você. Ela abriu os olhos, um pouco atordoada. —Eu só quero você, Zeke. Olhando fixamente em seus olhos, ela não conseguia desviar o olhar. —Você me possui, Alessandria. Suas palavras à fez ofegante. Mordendo o lábio, ela tentou segurar seu gemido, mas foi inútil. Ela nunca se deparou com alguém como Zeke. Havia algo profundamente erótico em estar nua na frente dele, enquanto ele ainda estava de calças. Ele tirou sua mão de entre suas coxas e estendeu os dedos que tinha brincado com sua boceta aos lábios. —Lamba-os, Alessandria. Prove-se. Saboreie sua excitação para mim. Ela sentiu seu coração bater descontroladamente. Ele a fez sentir-se viva, como se ela não conseguisse nem respirar a menos que ele tivesse as mãos sobre ela, e isso era dizer muito, dado a vida que ela tinha levado. Com a mão trêmula, ela agarrou seu pulso e trouxe seus dedos para sua boca, mantendo o seu olhar com o dele. Ela lambeu os dedos, o creme que os cobria. —Você tem um bom gosto? —Doce, mas almiscarado. Ele inclinou a cabeça para frente, a boca bem próxima da dela. —Eu vou provar você toda, vendo por mim exatamente o quão bom você é. - Ele tomou seu queixo em um aperto suave. —Coloque-se na cama para mim, baby. Abra suas pernas bem abertas e mantenha sua boceta e lábios separados para mim. Eu quero ver essa vagina deliciosa, brilhante.


Caminhando em direção à cama, ela se arrastou no colchão, e depois deitou de costas, abrindo suas coxas largas. Suas mãos tremiam ao vê-lo e mudou-se para baixo de seu corpo. Alcançando entre as coxas, ela segurou os lábios de sua boceta aberta. Ela não conseguia desviar o olhar quando ele se aproximou dela e se ajoelhou no chão entre suas coxas espalhadas. Com seu olhar na dela, agarrou-a pela cintura, e deslizou-a para baixo da cama para que seu traseiro pendurasse para fora da beira. —Esta boceta me pertence. Mas você quer dar para mim, não é? Você quer que eu a possua, a foda, para fazê-la gozar. —Sim. Deus, sim. Ele apertou a carne em suas coxas, a pequena mordida de dor fazendo-a gritar. Isto era consensual entre dois adultos que queriam a mesma coisa. —Você é minha agora. Eu possuo você tanto quanto você me possui, baby. Ela não queria lutar com isso, não queria ignorar esta química entre eles. Toda a sua vida ela tinha lutado contra estes desejos, com vergonha do que ela realmente queria. Depois de admitir isso a alguém, foi usado contra ela, então ela tinha muito cuidado. Finalmente, ela queria ser livre. Ele se inclinou para baixo, lambeu da abertura de sua boceta até seu clitóris, em seguida, para baixo novamente, e ela gritou. Ele chupou seu clitóris em sua boca, apertando seus dedos ao redor do mamilo, fazendo-a gritar. Zeke brincava com ela, mostrando-lhe sem piedade o prazer que um


homem que a respeitava e estimava podia lhe dar. E quando ela estava certa do auge do orgasmo, sua boca chupando seu clitóris, antes de descer para sua vagina, sua língua entrando e saindo, Zeke parou instantaneamente. —Você tem um gosto tão bom do caralho. - ele gemeu contra sua carne. Ele virou-a para sua barriga antes que ela pudesse entender o que estava acontecendo. Quando ele trouxe a palma da mão para baixo em uma de suas nádegas, o aguilhão da dor causou uma onda de êxtase para viajar através dela, e ela não parava de gemer alto o suficiente para que ninguém por perto pudesse ouvir seu encontro erótico. Ele começou a bater em ambas as suas nádegas, e depois segurou sua vagina, a palma da mão quente, ardente. Ele apenas a manteve ali por um segundo antes de deslizar um dedo de espessura em sua vagina, deixando seus dedos curvados, com as costas inclinadas, e sua boca aberta. —Isso só vai ser sobre você e eu, baby. — Ele beijou o final de das suas costas. —É você e eu a partir deste ponto.

Zeke estava mais duro do que ele já tinha estado em sua vida. Esta mulher o inflamava, transformou-o, e fez querer muito mais do que ele já tinha pensado. Ele ajudou-a sobre os seus joelhos, e quando ela olhou por cima do ombro para ele, ele não podia parar o gemido que veio dele. Ela parecia tão submissa, tão disposta, e assim pronta para ele. —Eu nunca faria mal a você, nunca vou te machucar. Ela lambeu os lábios, os olhos cheios de honestidade.


—Eu sei. —A dor que você precisa e quer é o que eu preciso para lhe dar, ela só vai lhe trazer prazer. Sua respiração veio em rajadas curtas, e seu corpo foi lavado, uma vermelhidão roubando sobre ela. Ele cheirava seu desejo, sua necessidade para ele, como se fosse um perfume saturando o ar. —Qualquer coisa que eu faço com você vai lhe trazer tanto prazer como me traz. Eu não sou como aqueles homens que feriram você... Não com você. —Por que eu? - Ela sussurrou. Ele ficou em silêncio por um momento, seu foco sobre ela. —Há algo sobre você, algo que eu não posso ignorar. Eu não posso ir embora. Eu tentei lutar contra isso, e eu estou cheio com isso. Eu só preciso tê-la como minha. —Ele estendeu a mão e segurou seu rosto em sua mão. Ela era tão pequena em comparação com ele, tão delicada e vulnerável. —Não é apenas sobre sexo, baby. Eu posso ver, lá no fundo, você quer ser controlada tanto quanto eu quero controlar você. Mas seu passado feriu uma parte de você, te fez pensar menos de si mesma. Eu estou oferecendo-lhe qualquer coisa que seu coração desejar, desde que você seja minha para acalentar. - Ele alisou a mão sobre seu rosto novamente. —Eu sempre vou querer o que você quiser. —Eu só quero você, Zeke, e estou disposta. —Eu não quero uma mulher que vai se dobrar a minha vontade, porque ela acha que é o que eu quero ou porque ela tem medo de mim. Eu


tive isso muitas vezes em minha vida. Ele viu sua garganta trabalhando enquanto engolia. —Eu preciso de uma mulher, de ‘você’ que deseje me agradar, me dar prazer, porque isso vai dar-lhe prazer. É uma relação que é frágil, construída na confiança, e nunca em medo. —Eu nunca conheci um relacionamento assim. Porra, seu coração frio e morto se quebrou por essa mulher. —Baby, eu sei que você vai ser a submissa perfeita para mim. E eu vou ser o melhor Dominante que eu posso ser para você. - Ele se inclinou para frente, beijando-a na boca. —Eu quero dar-lhe o que você deseja, quero ser o homem que você almeja. Se você só me deixar entrar e me der o presente final de sua confiança. —Eu já te deixei entrar, Zeke. —Oh, doce Alessandria. Dar-te para mim, significa que você é minha, em todos os sentidos. Ele sabia que exigia coisas, mas ele também estava dando a ela a escolha. —Diga-me que você quer tudo isso, baby. Um momento de silêncio se passou entre eles. —Você tem a minha confiança. Você tem meu amor. Eu quero isso e você Zeke.


Capitulo Dezesseis —Vire-se, para baixo em seu estômago. - disse Zeke, afastando-se de Alessandria. Ele ia cumprir com a sua palavra, iria explorar os níveis de dor. O sabor de sua vagina ainda estava fresco em seus lábios, e ele de bom grado gastaria todo o tempo lambendo e sugando sua boceta. Ele poderia mostrar-lhe como muito bom seria entre os dois. Zeke já estava viciado nela. Alessandria mudou-se para seu estômago. Ela não apresentava qualquer sinal das palmadas que ele tinha lhe dado momentos antes. Na verdade, ele não queria realmente machucá-la, e ele mostrou isso pelo fato de que sua bunda ainda tinha uma bela cor pálida. Ele queria marcar sua bunda, ver a marca de sua mão. Ninguém nunca tocaria o que lhe pertencia, e ele esperava marcar ela em todos os sentidos, por isso não havia dúvida. Zeke saiu da cama e tirou as roupas. O tempo todo ele ficou olhando para a bela vista de Alessandria pronta sobre a cama. Seu cabelo em cascata pelas costas, ele não podia esperar para segurar seu cabelo enquanto a fodia tão duro e profundo. Uma vez que estava nu, ignorou o comprimento e a rigidez do seu pênis, focando apenas sobre a mulher diante dele. —Fique de joelhos. Ela ficou de joelhos, sem argumento.


—Alcance para trás e espalhe as bochechas de seu traseiro. Quero ver sua bunda e boceta. - Ele cruzou os braços e observou-a fazer exatamente o que ele ordenou. Ela abriu as nádegas, e ele viu sua boceta aberta. Seus exames médicos tinham todos voltados negativos uma semana atrás, e Alessandria tinha chorado em seus braços, agradecida. Ela estava limpa, e ele também. Ele não podia esperar para entrar em seu interior, para empurrar cada polegada de seu pau em sua boceta molhada, e ela estava molhada. Sua vagina estava escorregadia com seu creme. —Solte seu traseiro, e vire. Alessandria olhou para ele quando ela virou. Seus olhos estavam dilatados, e os mamilos duros. Ela estava excitada, e seu peito subia e descia a cada respiração difícil. —O que você está pensando? - Perguntou. —Quando é que você vai me tocar? Quando é que você vai fazer doer? —Eu estou fazendo doer para você agora. Você está esperando por mim para tirar o que me pertence, e eu quero tudo por um bom tempo. — Ele subiu na cama e abriu suas coxas largas. Olhando para a sua vagina, ele correu as pontas dos dedos para cima e para baixo em suas coxas. Ela era extremamente bonita, ele era um homem de sorte por tê-la em sua vida. Estava contente que ele a salvou naquele dia e cuidou de Gerald. Se ela conseguiu chegar até ele com vida, ele sabia que faria a sua vida especial. —Há todos os diferentes tipos de dor. Há a dor de minha mão em seu corpo. - Ele deu uma leve tapa na coxa, repetindo a ação na outra coxa. Ela soltou um gemido. —Há a dor que pode vir de um cinto, de brinquedos


especiais, sendo contida. Ou eu posso fazer você esperar por um orgasmo, o que lhe dá um tipo diferente de dor. Você tem que esperar até que eu esteja pronto para deixá-la gozar. Você não tem uma escolha ao que acontece ao seu corpo. Eu controlo seu prazer e quantas vezes. —Ele começou a desenhar círculos sobre o interior de suas coxas. —Quero qualquer dor que você queira me dar. —Eu gosto da sua resposta. - Ele estendeu a mão e abriu os lábios de seu sexo. Puxando um pouco sobre os pêlos finos, ele libertou-os rapidamente e deslizou dois dedos dentro de sua vagina, beliscando seu clitóris com os dedos da outra mão. Ela engasgou, arqueando-se contra ele. Ele parou de tocar sua boceta e bateu em seu monte, fazendo-a gritar. —Você pertence a mim, Alessandria. Isso significa que você faz o que eu digo, e quando eu digo isso. Sua confiança, fé e lealdade pertencem a mim, e eu não vou permitir que você me afaste. Quando você precisar de dor, e ansiar de carinho, você vai vir para mim. —Sim, Zeke. —Você vai me falar o que passar em sua cabeça. Eu quero ouvir seus pensamentos, e eu não quero que você me esconda nada. —Sim. Inclinando-se sobre ela, ele agarrou seu eixo, e pressionou a ponta na entrada de sua vagina. Em um impulso liso, duro, ele bateu cada polegada de seu pau dentro de sua boceta apertada. Ela exclamou e gritou seu nome. —Eu não sou um homem pequeno, e você vai sentir cada polegada de mim. Alessandria agarrou seus braços e mordeu o lábio.


—Eu nunca tive um homem tão grande. Ele sorriu. Puxando fora de sua boceta, ele bateu de volta para dentro. Ela estremeceu e gemeu ao mesmo tempo. Deu-lhe dor e prazer combinados, estava cuidando dela também. Era estranho, até mesmo para Zeke. Ele não iria machucá-la, e ainda assim ele apreciava dar-lhe dor. Magoá-la era algo diferente, tanto quanto ele estava preocupado com a dor. Com dor, ele controlava o quanto lhe era dado, e ela aceitou de bom grado. Machucando estava cruzando a linha que ela não queria dele. Zeke queria ouvi-la, e certificar-se que o prazer que ele lhe dava era apenas o tipo que ela queria e que iria gostar. —Hoje à noite, nós vamos foder e explorar o outro, aprender o que nos dá prazer, e depois nós vamos descobrir os nossos níveis de dor. - Suas unhas afundaram em seus braços, e ele gemeu. —Boa menina, mas duas pessoas podem jogar nesse jogo. Zeke tirou de sua vagina, virou suas costas na cama, de modo que ela estava de joelhos. Ele bateu em sua bunda de brincadeira antes de bater o pau de volta dentro dela. Os gritos de Alessandria eram inebriantes, e ele adorava ser a causa deles. Ele pegou o seu longo cabelo na mão e envolveu-o em torno de seu pulso. Puxando para trás, ele puxou Alessandria contra ele. —Sinta a forma como sua boceta me aperta. Você está toda molhada. Eu não estou usando um preservativo, mas eu sei que você tomou a injeção de controle de natalidade do médico que chamei. Você vai me dar esta boceta sempre que eu quiser, não é? —Sim. Por favor, Zeke, foda-me duro. Ele puxou seu cabelo e bateu dentro dela, indo tão fundo quanto


podia, até o fundo dentro de sua vagina. Zeke não desistiu, e ele manteve a preensão de seu cabelo, mesmo enquanto ele a fodia. Alessandria implorou e suplicou com ele para dar a sua libertação, e ele a ignorou. Ela não iria ter qualquer tipo de liberação até que ele estivesse muito satisfeito e pronto. Batendo sua boceta, ele gemeu quando cada impulso apertava seu pau como a porra de um torno. Ele não queria deixá-la. Zeke já tinha muitos anos de vivência neste mundo maldito, e em todos esses anos, nunca tinha se ligado a ninguém. Ele amava sua filha, mas não tinha havido uma mulher que o segurasse. Alessandria era aquela mulher, e ele queria experimentar cada sensação de que havia nisso: amor, paixão, desejo, raiva, ganância, tudo isso. Ela tropeçou em seu mundo, machucada e frágil, e conseguiu quebrar completamente sua alma. Naquele momento, ele sentiu que não era ninguém a menos que ele a tivesse em sua vida. —Você é minha. - Ele segurou seu cabelo em uma mão, e com a outra, ele passou os dedos em torno de seu pescoço. Zeke não espremeu, ele segurou as pontas dos dedos sobre seu pulso. —Toda minha. —Sim. - Ela sussurrou a palavra, mas foi o suficiente para ele. Rasgando fora da sua boceta, Zeke virou-a, abriu as pernas largas, e começou a bater dentro dela. Ele gritou seu nome uma e outra vez. Eles foram feitos para ficarem juntos, e todas as noites ele tomaria Alessandria para que ela soubesse que não havia mais ninguém que pudesse dar-lhe esse tipo de libertação. Só ele poderia dar a ela o que ela precisava. —Sim, Zeke, por favor, eu preciso gozar.


Sacudindo os dedos através de seu clitóris, ele assistiu ela se desfazer em seus braços.

Alessandria nunca em sua vida experimentou um orgasmo assim, e ela sabia que estaria disposta a ser escrava de Zeke para o resto de sua vida. Desabando na cama, ela o viu beijar a parte baixa de seu corpo. Quando chegou a sua boceta, ele abriu os lábios de seu sexo, e passou a língua sobre seu clitóris. Ela empurrou-se e colocou a mão em sua mão. —Sensível? —Sim, eu tenho erm... Eu nunca tinha experimentado nada parecido com isso. Zeke sorriu, pressionando um beijo em sua coxa antes de levantar da cama. Ela observou-o, um pouco confusa, quando ele sentou em uma cadeira no canto da sala. Não havia braços na cadeira, e ele bateu em seu colo. —Venha aqui. Descendo para fora da cama, ela foi até ele. Lambendo os lábios, ela entrou na frente dele, e pôs as mãos ao lado, em uma tentativa para não cobrir seu corpo. Era difícil. Ela não estava acostumada a esse tipo de tratamento. Alessandria só sabia sobre abuso, mas ela forçou esses sentimentos de lado. Zeke não estava abusando dela. Ela o queria, e ele a queria. Isso não ia mudar, pelo menos não para ela. Ele segurou seu pênis.


—Deslize essa boceta linda no meu pau. Escarranchando sua cintura, ela colocou o cabelo atrás da orelha, e calmamente desceu em seu pênis duro. Ele já estava escorregadio com seu creme, e, quando ela deslizou para baixo , encheu-a com facilidade. Ela desceu, moendo sua pélvis na dele, gemendo enquanto enchia-a completamente. Com ela por cima, tinha todo o controle, e amou cada pedacinho dele. Alessandria agarrou seus ombros, e sem esperar por sua permissão, ela começou a saltar em seu pênis, revirando os quadris e choramingando com o incrível prazer que corria por seu corpo. Era diferente de tudo que já tinha sentido antes. Ele era perfeito, e isto foi perfeito. Zeke segurou a bunda dela, e apertou as bochechas, ajudando a aumentar o ritmo, e levantando-a um pouco mais alto. —Olhe para nós, Alessandria. Olhe para a sua boceta bonita que me toma. Você parece boa para caralho, baby. É isso aí, monte meu pau. Mostre-me o quanto você me quer. —Eu quero você, Zeke. Não me deixe ir. Por favor, não me deixe ir. Eu quero você. Eu sempre vou querer você. Eles foderam duro e Zeke não desistiu. Ela queria voltar, mas ele não quis deixá-la. Ele assumiu o controle mesmo quando ela o montava. Não havia dúvida de quem era o chefe. Zeke era muito mais forte. Ela não tinha medo. Alessandria amava como forte e perigoso ele era. Ela olhou em seus olhos, não querendo perder um segundo dele dando-se a ela. —Foda-se, baby. Você me desfaz.


—Goze para mim, Zeke. Dá-me o seu prazer. —Ela apertou seus lábios contra os dele, sentindo-se fora do lugar. Em toda sua vida, não havia beijado muito. Zeke gemeu, movendo a mão de sua bunda para afundar em seu cabelo. Ele segurou a parte de trás de sua cabeça, e apertou. Seu rosnado, e a pulsação de seu pau a deixou saber que ele tinha encontrado o seu prazer. Ela colocou os braços em volta do pescoço um pouco mais apertado. Ele quebrou o beijo primeiro. Ela não sabia quanto tempo tinha passado que poderiam ter sido minutos, mas foi provavelmente mais como segundos. —Você beijou muitos homens? Balançando a cabeça, ela mordeu o lábio. —Os meus beijos são ruins? —São beijos de quem não têm experiência. Está tudo bem. Eu tenho muito tempo para ensinar-lhe. —Sério? —Sim, querida. - Ele deu um beijo em seus lábios. —Abra-os um pouco. Ela abriu os lábios, e ele sorriu. —Você tem de aprender a explorar os lábios. - Sua língua brincou sobre a dela, e ela gemeu ao menor toque. Zeke estava despertando partes de seu corpo que ela pensou que tivesse morrido há muito tempo. — Não tenha pressa. Um bom beijo não precisa ser apressado. Trata-se de explorar um ao outro tanto quanto qualquer coisa. Tente.


Ela cobriu seu rosto, inclinou-se e explorou os lábios entreabertos. Seguindo suas instruções, ela tomou seu tempo, amando os pequenos golpes que ele fez, brincando com seu corpo. Zeke se afastou. —Então você entra na minha boca. Ele começou mostrando-lhe, deslizando a língua em sua boca, e ela respondeu, dando-lhe a língua, e choramingando quando ele provocou a dela com a sua. Mais uma vez, ele separou os lábios, e ela gemeu, perdendo seu toque. —Sua vez. Ela repetiu o beijo, caindo na queda de amor por ele mais uma vez com cada segundo que passava. Minutos se passaram, e ela estava mais do que feliz em beijá-lo. Ela rangeu quando ele a pegou e levou-a para a cama. —Você é uma boa aluna, baby. Eu não posso esperar para ensinar-lhe tudo o que você perdeu. Ele largou-a na cama, e ela sentiu sua semente vazando fora da sua boceta. Ela foi fechar as pernas, mas ele não quis deixá-la. Zeke colocou a mão entre as coxas e pressionou o dedo profundamente dentro dela. —Eu vou enchê-la com o meu sêmen, baby. Você não vai ser capaz de andar sem me sentir. —Eu não posso esperar. Abrindo os braços e as coxas, ela o acolheu. Zeke se moveu entre suas coxas, e ela choramingou quando ele


deslizou seu pênis endurecido de volta dentro dela. —Eu só vou ficar aqui até que eu esteja duro, e então eu vou transar com você novamente. —Eu não estou reclamando. - Ela colocou a mão sobre o coração. — Farei qualquer coisa por você. Zeke tocou seu rosto, e ela tinha certeza de que ela detectou uma pitada de tristeza, mas ela não sabia o porquê, e estava com muito medo de perguntar. O que ela faria se ele a mandasse embora? Ela o amava. Ele foi o primeiro homem que ela amou que era amor de verdade, com Gerald tinha sido uma estúpida destruição, ingênuo, e ela não queria deixar Zeke, mas ela queria deixar Gerald. Ela teria que tornar impossível para ele deixá-la ir, e ser tudo o que ele precisava.


Capítulo Dezessete —Alguém tem alguma coisa para falar? Striker olhou para Demon, o presidente dos Soldiers of Wrath MC. Eles tinham acabado de discutir negócios na sala de reuniões, onde chamavam de igreja por ser um local onde todos acatavam as decisões, e apesar de seu clube, e tudo o que tinha de ser dito a respeito dele, era a sua vida, Striker estava fissurado para um pedaço de bunda no Dominion. Talvez ele tivesse um problema? Ele não conseguia parar de pensar em administrar a dor e receber o prazer com isso. Sua mente estava embrulhada em ver aquelas mulheres submissas em seus joelhos, suas necessidades visíveis em seus rostos. Ou talvez nenhuma dessas mulheres dava-lhe o que ele precisava, e é por isso que ele sentia esse vazio dentro dele, e nenhuma quantidade de chicotadas, dominação, ou ida para Dominion iria cuidar desses desejos? —Striker? Ao som de seu nome, Striker saiu de seus pensamentos. Ele se virou e olhou Demon, o presidente olhando para ele com curiosidade. —Você está com a gente, rapaz? O Striker deu um aceno afiado. —Sempre, presidente. —Bom, porque eu perguntei se você estava indo com Steel, Nerd, e alguns dos outros membros e recrutas, na corrida para pegar as armas da


Red Bloods, e tudo que eu consegui foi um ar morto de você. —Eu sinto muito. Acho que a minha mente não estava no jogo. Deus, ele precisava se controlar. Ele não poderia prejudicar o clube, não com suas necessidades sexuais. Sair em uma corrida de arma pelo território Red Bloods um MC que os Soldiers of Wrath MC tinham feito recentemente alianças era um negócio grande. Também significava que estariam passando por território de gangue hostil, de modo a ser tudo isso e certificar-se de que ele não estava pensando em nada, além disso, era o que ele precisava para se concentrar. Striker necessitava empurrar os pensamentos de seus próprios desejos para longe, o foco era sobre a missão em mãos, e só quando ele não tivesse coisas mais urgentes para cuidar, ele poderia se preocupar consigo mesmo. Demon assentiu uma vez. —Certifique-se de que você está aqui, cara. Striker sabia que ele estava falando sobre sua falta de foco. Se Striker não pensasse em manter seguro este clube, as pessoas poderiam se machucar, e seria culpa dele. —Eu estou dentro, presidente. Demon grunhiu em aprovação. —Striker, Nerd, Stell, e alguns outros irão sair amanhã para administrar a carga das armas. Tomem cuidados, porque eu ouvi que no The Red Bloods as coisas ficaram cada vez mais volátil com a hostilidade de gangues por ali. Isso significa ficar em alerta, estar pronto, e manter o seu nariz em nossos negócios.


A reunião terminou e os caras saíram da sala de reuniões. As putas do clube estavam limpando a área do bar. Hoje à noite seria uma festa, algo para os caras relaxarem e se divertirem, uma vez que sairiam nessa missão perigosa. Era o que sempre faziam, o que os ajudava a relaxar, ter a sua cabeça tranquila, seus paus molhados, os fortaleceu como um clube. Striker se dirigiu para a parte de trás do clube, onde ele tinha um quarto, mas o sentimento de alguém atrás dele, tinha-lhe feito parar e virar. Nerd estava a poucos passos de distância, uma cerveja já na mão e seu foco em Striker. —O que está acontecendo? - Striker sentiu a distancia no ar quando Nerd olhou para ele. As tatuagens no pescoço de Nerd podiam ser vistas subindo do peito dele e para fora sob o colarinho da camisa e colete. Nerd, apesar de seu nome, era um dos filhos da puta mais duros que Striker já conheceu. Ele tinha recebido o apelido de Nerd porque ele também era um bastardo inteligente, lidando com qualquer coisa no computador ou relacionados com hacker. Se o clube precisava de merda arrombada na Internet, Nerd era o único a chamar. Ned não disse nada por um momento, apenas ficou lá olhando para Striker e bebendo sua cerveja. —Que porra, Nerd? Se você tem algo a dizer, diga. Nerd terminou a cerveja, e sem olhar para a puta que passou entre eles, esticou seu braço, e empurrou a garrafa vazia para ela. Ela agarrou-a, retardando seu passo, um sorriso sensual em seu rosto quando olhou para Nerd. —Vá para longe. - disse Nerd para ela e deu um tapa em sua bunda, ainda olhando para Striker. —Eu vi você no Dominion na outra noite.


—Sim. - disse Striker e manteve sua expressão neutra. Não era um segredo que gostava de sexo sujo, duro, e dominador. Ele só não queria que o clube soubesse quantas vezes ele esteve no clube de Zeke. O clube tinha um relacionamento com o homem, mas isso não significa que eles gostavam dele. —Na verdade, eu sei que você está indo muito para lá, Striker. —Qual é o seu ponto, Nerd? Eu gosto de foder subs. Nada mais. Nerd não respondeu. —Tem certeza que não está fazendo alguns negócios pelas costas dos seus irmãos no clube de Zeke? Raiva passou através Striker. —Que porra você quer dizer? — Striker deu um passo para Nerd. Nerd ergueu as mãos. —Escuta, você é um irmão, e eu não estou insinuando nada. Eu estou dizendo o que os outros possam dizer se souberem que você vai lá quase todas as noites. —Eu gosto de foder. Nada mais. - Striker disse entre os dentes. —Eu sei, e não há nada de errado com isso. Só estou dizendo para se cuidar, porque se um recruta ou idiota que queira se dar bem com o Demon ou qualquer um dos membros, eles não vão pensar duas vezes antes de espalhar essa merda. - O rosto de Nerd era uma máscara dura — Você é um irmão, pura e simples, e eu não quero nenhum idiota dizendo que você está fazendo alguns negócios escuros com Zeke. Você sabe que o relacionamento com ele é para o bem do clube, trabalhamos com ele, mas também somos cautelosos.


—Sim. - Striker disse entre os dentes. Ele poderia dizer, sentiu que Nerd estava apenas olhando para ele, e ele não dava importância nenhuma, se um puto de algum bastardo tentando implicar outras coisas que estavam acontecendo quando elas não estavam. Nerd bateu-lhe no ombro. —Se você quer um pouco de traseiro submisso, mais poder para você, Striker, mas eu deixaria Demon saber que você quer frequentar lá regularmente. Só então ele saberá o que está acontecendo. A mandíbula de Striker foi apertada com tanta força que ele pensou que seus dentes iriam rachar. —Sim. Nerd assentiu, virou-se e voltou para o bar onde Striker o observou pegar outra cerveja. Ele sabia que tinha sido visto entrando no Dominion, sabia que as suposições poderiam ser feitas, especialmente desde Striker não tinha contado nada a ninguém. Ele não estava quebrando todas as regras, não ia contra o clube, mas ele não queria que boatos começassem porque alguém queria ser um idiota e dizer que ele estava fazendo negócios com Zeke por trás das costas do clube. Sim, ele deixaria Demon saber o que estava acontecendo, deixá-lo saber por que ele estava indo para lá. Ele não queria esconder isso de seu clube, sua família, mas ele também não gostava do fato de que suas preferências sexuais seriam de conhecimento para todos. Se alguém quisesse ferrar com os Soldiers of Wrath MC, eles não pensariam duas vezes antes de espalhar alguma merda desagradável, assuntos que não precisam ser ditas por ninguém, a não ser pela fonte. Striker iria terminar o negócio do MC, para depois se preocupar em


trazer este tema para o clube, então eles saberiam. Ele amaldiçoou e caminhou para seu quarto. Agora ele estava de mau humor, e não tinha uma mulher disposta a ajudar a aliviar a energia dentro dele.


Capítulo Dezoito Duas semanas depois Alessandria não podia sentar-se. Sua bunda e costas de suas pernas picavam algo feroz. Nas duas últimas semanas tinham sido as melhores de sua vida. Zeke a tinha levado na mão e juntos eles haviam explorado os seus limiares de dor com o outro. Abaixando-se na cadeira da cozinha, ela tentou não choramingar. A dor era incrível, e isso a fez sentir tão viva, e até certo ponto, amada. Ela olhou para o curativo em sua mão. Ela tinha sido negligente ao lavar os pratos no outro dia e tinha se cortado quando deixou cair um prato e o fragmento cortou a palma da mão. Zeke não gostou quando ela se machucou. Ele tinha ficado tão irritado por ela ter se machucado, que foi duro. Este homem se importava com ela, tinha feito tudo para se certificar de que ela estava feliz e segura, e ela o amava ainda mais por isso. Deu-lhe a liberdade; deixá-la explora-lo, assim como o mundo, se ela o escolhesse. Ela sorriu enquanto pensava na noite em que ela se machucou. Ele não transou com ela naquela noite, em vez disso, segurou-a, acariciou lhe a cabeça e as costas até que ela tinha adormecido, e fez ela se sentir tão amada que ela poderia ter chorado. —Bom dia. - Boscoe disse, entrando na cozinha. Ele colocou seu walkie-talkie no balcão. —Todo mundo está em suas posições. —Você sabe onde Zeke está?


—Ele está no Dominion lidando com alguma briga entre as meninas. Ele disse-me para dizer-lhe, uma vez que ele não queria te acordar tão cedo, que ele vai avisá-la se ele for demorar. —Que tipo de briga? - Ela perguntou curiosa sobre a vida de Zeke fora de casa. Desde a noite em que ela foi visitar Daniella, ela estava deixando a casa regularmente. Claro, Zeke estava com ela, e ela adorava essa sensação. Ela precisava. Na maioria das vezes, ela só tinha desfrutado de longas caminhadas, aquecendo-se com a liberdade de estar bem, livre. Gerald não iria nunca chegar até ela para machucá-la novamente. Ela estava aprendendo a não ter mais medo e isso fez toda a diferença no mundo. —Parece que as meninas estavam brigando por um cliente. Ele dá boas gorjetas, e elas não gostam de compartilha-lo. Alessandria torceu o nariz. —Parece uma bagunça. —Isto é. Há cabelo puxando, unhas arranhando, um problema. Não é bonito. - Boscoe estremeceu. —De qualquer forma, eu tenho que lhe fazer companhia até Zeke retornar. - Sempre que saia de casa, Zeke providenciava que tivesse alguém junto a ela. Ela se mexeu em sua cadeira e fechou os olhos enquanto a dor cantarolava através do corpo. Zeke a tinha restringido na cama com força, havia espancado sua bunda e as costas das suas coxas com o cinto até que ela gozou para ele. Ele começou a diminuir lentamente, construindo-se até que a dor aumentou, e ela estava pedindo-lhe para fode-la. —O dia vai ser longo. Boscoe assentiu, mas sua expressão era apertada.


—Está tudo bem? Ele deu um aceno de cabeça afiada. —Zeke disse alguma coisa? - Perguntou ela, percebendo uma sensação de que algo não estava certo. —Não, ele quer que você tenha um bom dia. Ele não disse mais nada. Mordendo o lábio, Alessandria não sabia o que fazer com isso. Ela sabia que Zeke a amava, mas ela tinha inseguranças, as que Gerald havia colocado nela. Esperava que com o tempo ela aprendesse a viver sem eles. Zeke ia certamente ajudá-la nessa direção. Alessandria o amava com todo o seu coração. Ele era a outra metade dela. —O que está errado? —Nada. Está tudo bem. - Ela lhe deu um sorriso e agarrou seu café, tomando goles quando Boscoe fazia algo em seu telefone celular. Alessandria gostava de Boscoe. De todos os guardas que a vigiavam de vez em quando, Boscoe era o único que não tinha medo de falar com ela e conhecê-la. Era como se ele realmente a visse. —Eu só tenho de atender esta chamada. - Boscoe disse, franzindo o cenho para seu celular. —Eu vou ligar para Zeke. - Ela lhe deu um sorriso e foi para o escritório. Alessandria não tocava em nenhum dos seus materiais de negócios. Ele sempre mantinha sua mesa limpa e arrumada. Sentada em sua cadeira, ela mordeu o lábio e olhou para o telefone. Seu instinto estava agitado, dizendo-lhe que algo estava errado. Por que eu sinto que as coisas não estão bem?


Ela procurou a dominação de Zeke a fim de obter a dor que ela desejava. Depois que ele puniu seu corpo, a levou para o limite para saber se seria capaz de lidar com o que estava fazendo ao seu corpo, e então ele a segurou. O tipo de dor de Zeke não era sempre o aguilhão da palma da mão, ou a grade do cinto. Ele retinha seu orgasmo ao ponto que ela queria transar com ele em público, se perguntasse. Zeke sabia como empurrá-la para conseguir o que ele precisava dela. Levantando o telefone, ela discou o número do seu telefone celular, e esperou. —Olá. - disse Zeke. —Ei, sou eu. - Ela sentiu incrivelmente estúpida no segundo em que falou. —Eu sei baby. Boscoe está te tratando bem? —O que está acontecendo, Zeke? —O que você quer dizer? Ela lambeu os lábios e respirou fundo. —Eu não sei. Algo não está certo, e eu precisava falar com você sobre isso. —Como está o seu traseiro hoje? —Está bem. Na noite passada, ele tinha machucado a ponto de sair sangue. A primeira vez que ele já tinha feito isso, e trouxe um fim a seu jogo, limpoua, e segurou-a durante toda a noite. Alessandria só sabia que ele estava se afastando dela. —Deixei um pouco mais de antisséptico, e tome alguns analgésicos.


Eu quero ter certeza que nada fique infectado, e eu não tenho certeza se o que eu apliquei aos vergões na noite passada foi suficiente. —Zeke, está tudo bem. Estou bem. Foi apenas um pequeno corte. —Eu fui muito duro. —Sou a vagabunda da dor, lembra? — Ela tentou transformá-lo em uma piada, mas ele não estava achando graça em nada disso. Ele estava falando sério. —Não fale assim! —É apenas uma piada, Zeke. — Olha nós precisamos conversar. Agora estou ocupado. Falaremos mais tarde esta noite. OK? —O que está acontecendo? - Ela não podia deixá-lo ir. Seus piores medos estavam aparecendo, e ela odiava. —Nada, eu tenho trabalho a fazer. Tenha um bom dia com Boscoe. —Eu te amo. Zeke já tinha desligado. As lágrimas que tinham enchido os olhos durante a chamada finalmente caíram pelo seu rosto. Ela estava despedaçada, odiando-se por ser tão fraca. Finalmente, sua vida estava ficando boa e por causa de um corte estúpido, ele iria afastá-la. —Você quer assistir a um filme, talvez, matar o tempo? - Perguntou Boscoe. Colocando o telefone de volta em seu lugar, ela limpou as lágrimas antes de enfrenta-lo. —Eu adoraria fazer uma caminhada em vez disso, se estiver tudo bem. - Ela precisava limpar sua mente de modo que ela estivesse pronta


para a conversa de Zeke.

Zeke teve que deixá-la ir. Ontem à noite tinha sido uma chamada de despertar. Ele não podia deixar-se ir com Alessandria. Ela significava muito para ele, e seria tão fácil apenas empurrá-la ao ponto de machucar. Ele não ia fazer isso. Batendo com o telefone celular contra o lábio, ele viu as duas mulheres que não significavam nada para ele discutir sobre o direito de manter o pau de um cliente. Havia uma mulher esperando por ele em casa, e ele estava aqui, lidando com um monte de porcaria. Sentando em sua cadeira, ele esfregou as têmporas, e se perguntou o que diabos ele ia fazer. Ele não era um cara legal. Toda a sua vida tinha sido sobre a violência, dor e tristeza. Havia apenas alguns vislumbres de ter tido prazer. Quando Daniella e Alessandria estavam. Seu celular tocou novamente, e ele viu que era Boscoe. —O que está acontecendo? - Perguntou. —Ela está no parque e chorando, Chefe. —Eu pensei que ela estava na minha casa? - Perguntou Zeke. —Ela estava, em seguida, ela pediu um passeio no parque, você a magoou Chefe. Xingando, Zeke, fez um movimento e as duas mulheres deixaram seu escritório.


—Eu estarei em casa assim que eu puder. —Eu não sei o que está errado, mas ela está muito abalada com alguma coisa. Zeke amaldiçoou internamente. —Eu tenho que deixá-la ir. Houve um momento de silêncio. —Eu não questiono suas decisões, porque você sabe o que está fazendo, mas, Chefe, eu acho que você está cometendo um erro. Zeke fechou os olhos e esfregou-os. —Deixe-a andar um pouco, e leve sua bunda de volta para casa. Eu estarei lá em breve. —OK. —E certifique-se de que o carro está pronto. Hoje à noite, ela vai sair por conta própria, ter a liberdade que ela merece. Ele desligou o telefone, odiando o que ele tinha feito. Zeke amava Alessandria, mas não importa o quanto ele tentasse lidar com seus problemas pessoais, ele não poderia encontrar uma maneira de estar com Alessandria sem machuca-la. Era simples, ele teria que desistir dela.


Capítulo Dezenove O coração trovejou em seu peito, as palmas das mãos suavam, e tudo o que podia fazer era pensar em Zeke se livrando dela. Ela tinha sido uma tola novamente, pensado que um homem a amava quando ele realmente não sentia nada por ela, quando ele se encheu dela, porque ele tinha conseguido um pedaço de sua bunda? Não pense assim. Zeke é diferente. Você sabe disso, pode sentir isso. Ela fechou os olhos e limpou as lágrimas. Ela fazia-se de tola por chorar na frente de Boscoe. Embora ela não tivesse ideia do que diabo estava acontecendo com Zeke, estava só pensando que ele queria se livrar dela, e por isso não tinha sido capaz de parar o fluxo de lágrimas. Mas ela sabia que Zeke se importava com ela, tinha visto em seus toques, beijos, as palavras de posse. Ele matou Gerald, pelo amor de Deus, e ele tinha feito isso para ajudá-la a se sentir segura. Enxugando as mãos no seu jeans, ela tentou acalmar-se. Ela não queria parecer um desastre quando ele voltasse. Ela queria ser forte, para enfrentar isto, ou o que quer que isto fosse com a cabeça erguida. E então ela viu o brilho de sua Mercedes preto estacionando, o sol brilhando fora do exterior polido. Seu coração começou a bater ainda mais difícil, ainda mais rápido. Ela ficou ali em seu quarto, olhando para fora da janela, e viu quando o carro parou. Boscoe já estava se movendo em direção a ele, e quando Zeke saiu do banco do motorista, seu terno de três peças fazendo-o parecer poderoso, perigoso, ela sentiu o amor crescer por


ele. Ele e Boscoe estavam juntos ao carro por um momento e se falaram, em seguida, Zeke levantou a cabeça e olhou diretamente para ela. Eles olharam um para o outro antes que ele estivesse caminhando em direção a casa e desaparecendo dentro. Ela virou-se, diante da porta, e foram apenas alguns segundos antes de ouvir o bater de seus pés subindo a escada, no corredor, e em direção a ela. Ela estava muito nervosa, tão nervosa quanto ela era quando veio pela primeira vez à sua casa. E quando ele passou pela porta, parou, e seus olhares se encontraram, ela soube por sua expressão que algo estava errado. —Zeke? - Ela disse o nome dele mais suave do que ela pretendia. Ele suspirou, mas caminhou para ela, e fez um gesto que ela tomasse um assento no pequeno sofá em frente à cama. Alessandria se moveu em direção ao sofá, sentou-se e olhou para ele. Ela estava esperando a bola cair, o outro sapato para largar. Ela estava esperando o fim de tudo isso chegar. —Por que você estava chorando? - Ele aproximou-se dela e sentou-se ao seu lado. Ela não respondeu de imediato, mas, em seguida, ela respirou fundo e olhou em seus olhos. —Porque

eu

tenho

uma

sensação

de

que

algo

ruim

está

acontecendo... com a gente. Ele tomou-lhe a mão, deu-lhe um aperto, e ela sabia que o que ele estava prestes a dizer não ia ser algo que ela queria ouvir. —Eu te amo, Alessandria.


Ela exalou, sentindo o calor agradável enchê-la. —Eu mataria dez vezes, a fim de certificar-me de que você está segura, iria derrubar qualquer um ou qualquer coisa que tivesse pensado em trazer danos a você ou fazer você infeliz. Ela ia chorar. —Eu morreria por você, Alessandria. Sua voz tinha ido mais fundo, a emoção clara, mas a dureza ainda estava nele, também. —Mas eu não posso ajuda-la mais, sinto que estou prendendo você, não dando-lhe a liberdade que você merece, que você procura. Quero que tenha essa liberdade, para ter essa sensação por si mesma. Você merece isso, acima de tudo, e mantê-la aqui, estar comigo quando você entrou na minha vida contra a vontade, não é algo com que eu possa viver. Ela estava chorando agora, não era capaz de ajudar a si mesma. Ela amava esse homem. Ele tinha dado a ela a paz que ela nunca pensou que ela teria, nutriu sentimento como se ela não fosse um capacho, como se ela pudesse tomar suas próprias decisões na vida. Ele era mais forte, tinha ajudado a encontrar a coragem quando ela percebeu que ela não tinha que ser uma vítima. Ela enxugou as lágrimas novamente com a mão livre, sabia o que queria dizer a ele, não o que ela queria, ela queria explicar como se sentia agora. —Eu era completa enquanto eu achava que sabia o que queria. Minha infância foi boa, a minha família solidária. E eu me apaixonei, ou pensei que eu fiz, quando encontrei Gerald. Parecia que estava indo onde precisava. - Ela pensou sobre o passado, sobre o quão longe ela iria. —


Quando Gerald mudou, quando ele acabou por ser o homem que não era por quem eu me apaixonei, eu sabia que minha vida não seria a mesma. Eu tinha que aceitar isso, e manter a minha coragem e sei que se eu queria que as coisas mudassem eu tinha que manter esse caminho claro na minha cabeça. —Alessandria. —Não, por favor, deixe-me terminar, Zeke. Ele assentiu e segurou sua mão com mais força. —Eu estava machucada na parte externa, arruinada por Gerald, e não acho que as coisas seriam do jeito que eu sempre quis. Eu pensei que minha alma se racharia em duas, que a perversidade, feiura do mundo e o que eu tinha permitido acontecer comigo para sempre teria me mudado. E ele fez, até certo ponto. - Ela respirou fundo, tentando acalmar-se. —Mas então eu encontrei a minha vida no mesmo caminho que o seu, e mesmo que eu estivesse com medo, já machucada, eu ainda tinha aquela luz dentro de mim que me dizia que eu queria sobreviver, que queria ser livre. —Baby. - ele disse em um sussurro áspero. —Eu nunca senti a liberdade que eu senti até eu estar com você. Você abriu meus olhos, não só os desejos dentro de mim, os que eu achava que eram errados e escuros, mas para o fato de que eu não tenho que ter medo ou vergonha. - Ela sorriu. —Você é o homem que eu quero, e esta é a vida que eu quero. Eu sei que você vai me deixar ir. Eu sei que você vai me deixar experimentar o mundo como eu o vejo, porque você está me dando isso, me deixa ser a pessoa que eu realmente sou, a mulher que eu quero ser. —Ela olhou bem nos olhos dele. —Você é o homem que eu quero na minha vida, de pé ao meu lado. Estou escolhendo você, nesta vida.


—Tem certeza que é isso que você quer? Eu sou quem você quer? Zeke era um homem poderoso, poderia ter qualquer coisa ou qualquer uma que quisesse. Ele poderia ser um monstro para a maioria, governar o seu império com um punho de ferro, mas a verdade era que ele não era o diabo. Tinha-lhe dado à opção de lhe deixar, ela precisava dele para darlhe a liberdade para ficar. Ele daria isso a ela, dando-lhe a escolha, e isso é tudo o que ela sempre quis. —Eu sei que eu quero você na minha vida. Eu sei que você é o único homem que já me fez sentir assim. —Ela se aproximou e colocou os braços em volta do seu pescoço, amando que ele instantaneamente a segurava. — Você me deu a opção de sair, de ter a minha própria vida, vivê-la do jeito que eu quero, e eu estou escolhendo você, escolhendo-nos. - Ela sentiu seu grande corpo tenso, ouviu-o exalar, e sabia que ele estava feliz. Ela o sentiu tão claramente como se fosse suas próprias emoções. — É só você e eu, Alessandria. Seremos sempre só nós. Você é tudo para mim. Eu espero que você esteja pronta para isso. Ela fechou os olhos e sorriu. —Eu estive pronta para isso a minha vida inteira.


Epílogo Seis meses depois Zeke observou como Alessandria folheava os arquivos e anúncios das últimas cinco meninas que ele tinha tirado das ruas. Ele as colocou longe de seu cafetão de merda, e embora adorasse ter matado os filhos da puta, ele não podia sair por aí matando todos os cafetões fodidos, mesmo que ele gostasse. As meninas abraçaram sua mulher, e ele sabia, sem dúvida que elas deveriam agradecer a ela. Alessandria gostava de ajudar essas mulheres, e amou ajudá-la. Sua missão era fazer sua vida perfeita, e ela começou a dar-lhe tudo o que ele sempre quis. Estava junto do bar, tomando um gole de água, observando enquanto ela andava até ele. O balanço sensual dos quadris chamando para ele, e seu pênis engrossando. Antes de partirem do Dominion, ele a dobraria sobre a mesa, e foderia essa bunda deliciosa. Nos últimos seis meses, não havia nada que não tivessem tentado. Eles testaram os limites de cada um, e ele sabia exatamente como duro poderia bater com seu cinto ou apertar a corda em volta de seu corpo. Ela era sua submissa da dor, e ele seu mestre. Nenhum outro homem tinha permissão para tocá-la. —Hey, baby. - ela disse, envolvendo os braços em volta de sua cintura e descansando a cabeça em seu peito.


Ela também tinha feito o seu relacionamento com Daniella mais fácil. Zeke ficou chocado quando voltou para casa para encontrar as duas mulheres cozinhando em sua cozinha. Daniella tinha dado à luz a um menino, e com a ajuda de Alessandria, entrou para o clube de avô coruja. —Dani e Shakes estarão lá em casa hoje à noite com Bruce. Ele realmente odiava o nome Bruce, mas não era seu filho. —Então eu acho que é uma coisa boa que eu pretendo te foder duro em meu escritório. - Tomando-lhe a mão, ele foi em direção à escada dos fundos. Sua mão apertou na sua, e ele não a deixou ir, oferecendo-lhe conforto somente em seu toque. Uma vez que eles estavam dentro de seu escritório, ele trancou a fechadura da porta. —As mulheres conseguiram entrevistas de emprego e para onde elas querem ir? - Ele perguntou, mostrando interesse. Alessandria amava ajudar essas mulheres, e por sua vez, ele amava ajudá-la. Isso aliviava qualquer dor que enchia sua alma, ajuda-la com isso, lutaria com qualquer demônio que ela precisasse. No começo, ele tinha deixado um rastro de cadáveres por onde ele tinha passado, noites segurando uma Alessandria chorando enquanto tentava entrar em acordo com algumas de suas histórias. Boscoe o fez parar e só punir os bastardos. Ele não podia cuidar de Alessandria se ele estivesse na prisão, que era para onde ele iria se continuasse. —Você me ama? - Perguntou.


—Mais do que qualquer coisa, Zeke. Eu nunca soube o que era amor até que eu conheci você. Fechando os lábios até os dela, mudou-se de costas para a mesa. Levantando-a, ele espalhou abertas suas coxas e segurou sua boceta nua. Ele amava que ela estivesse sempre aberta para ele. Sua lisa boceta com seu creme, ele deslizou dois dedos dentro de seu sexo apertado, gemendo enquanto ela agarrou-o perfeitamente. —Eu preciso de você, Zeke. —Eu vou dar a você. Abrindo suas calças, ele tirou seu pênis e, lentamente, trabalhou o comprimento. Inclinando a volta na mesa, ele colocou seu pênis em sua entrada, e em um impulso suave, ele deslizou profundamente para dentro dela. Eles não precisavam de dor o tempo todo. Zeke gostava de fazer amor com ela. Havia momentos em sua vida onde ele não queria puni-la ou darlhe a dor que ele sabia que ela desejava. Ambos estavam mudando, mas ele iria lidar com isso no futuro. Por enquanto, ele ia fazer amor com sua mulher, a sua esposa. Eles tinham casado em uma cerimônia simples, com os Soldiers of Wrath MC, sua filha e sua família, e alguns de seus homens presentes. Ele também tinha pedido a seus homens para fazerem um juramento de que não importasse o que pudesse acontecer, eles iriam fazer de tudo para proteger sua mulher. Eles iriam salvar Alessandria antes de salvar a ele, se alguma vez houvesse uma ameaça. Zeke também tinha a certeza de que sua vida seria cheia de paz, quando ele se fosse. Boscoe tinha oferecido que, se Zeke não estivesse presente, ele se tornaria seu protetor.


Zeke tinha acordado de um pesadelo há muitos meses em que ele visualizou uma Alessandria morrendo. Ele tinha jurado se certificar de que o sonho nunca se tornasse uma realidade. —Eu te amo, Alessandria. - disse ele, fodendo profundo dentro dela, e sentindo sua vagina apertar em torno dele. —Você me possui, Zeke, cada parte de mim. Eu te amo muito. Segurando-a firmemente contra ele, Zeke olhou em seus olhos, e prometeu mais uma vez fazê-la completa, livra-la da escuridão de seus olhos, e sempre trazê-la no prazer e dor combinados. Esta era a sua mulher, a sua alma gêmea, a outra metade dele, e iria fazer tudo ao seu alcance para mantê-la, até mesmo se tivesse que quebrar suas próprias regras.

fim


Zeke's Rule  

Beautiful Torment - 1 - Sam Crescent e Jenika Snow

Zeke's Rule  

Beautiful Torment - 1 - Sam Crescent e Jenika Snow

Advertisement