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Pisei no acelerador e costurei pelo tráfego, deixando para trás o aglomerado de carros lentos que aumentavam o intervalo de tempo precioso entre nós. À medida que a preocupação atormentava meus pensamentos, as lembranças indesejadas do clube também me assombravam. Eu não punha o pé lá desde que tinha conhecido Erica, meses atrás. Eu não tinha motivo algum para retomar aquela vida. Meu maxilar se contraiu quando pensei em tudo que rolava lá, incontáveis momentos sem significado algum para os quais eu continuava voltando, anos depois de ter deixado Sophia. Tudo naquele lugar era carregado com a promessa de sexo, as possibilidades mais obscuras pairavam no ar em meio a cada expiração e trocas não muito inocentes. Havia um aperto doloroso no meu peito. A frustração que só Erica conseguia provocar, aquela que faz meus dentes rangerem. Mas debaixo de tudo aquilo havia amor. Amor por Erica, que deixava meu desejo em chamas. Apesar de eu a querer longe daquilo, meus desejos mais básicos pintavam uma fantasia de encontrá-la no clube e ser o homem que a domava — mesmo que soubesse como essa porra dessa tarefa era impossível. Na luz do dia, ela nunca tornava as coisas fáceis, mas, ah, ela se submetia como ninguém à noite. Pisei no freio em um sinal vermelho. Fechei os olhos e lá estava ela, me espiando com seus olhos azuis semiabertos, oceanos infinitos. Todo aquele comportamento rebelde ficava manso pelo prazer que eu daria a ela. E eu sempre dava mais do que ela podia aguentar. Eu nunca a deixava descansar até que ela estivesse saciada. Até que eu visse a fascinação que só eu podia provocar naqueles olhos, tendo a conduzido a um lugar onde ninguém mais nunca a tinha levado. Até que a única palavra que ela conseguia formular fosse o meu nome. Nunca nos faltava paixão. Não conseguíamos tirar as mãos um do outro. A adrenalina se sobressaía à fadiga que tinha se instalado nos meus ossos depois de mais uma noite sem dormir. Eu poderia foder aquela mulher até ficar cego e não seria o suficiente. Ela tinha me prometido uma vida inteira, e eu tinha total intenção de amá-la por todos esses dias. O amor era uma palavra pequena para o que eu sentia por Erica. Talvez fosse uma obsessão, uma determinação incansável em torná-la minha de todas as maneiras que ela permitisse. Heath tinha notado, até mesmo me alertado, ao ver como ela estava me mudando. Ele sabia bem o que era ser viciado, e ninguém podia negar que ela era o meu vício. A droga sem a qual eu me recusava a viver, não importava quantas vezes ela me empurrasse para

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Potência Extrema - Meredith Wild  

Série: Hacker #4

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