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Como funciona | por Jéssie Panegassi

Correção do desvio de septo nasal Problemas respiratórios, rinossinusites repetitivas e roncos associados ou não à apneia diminuem a qualidade de vida, mas podem ser facilmente resolvidos ■

ilustração LUIZ LENTINI

ENTENDA O PROBLEMA É uma alteração bastante comum na estrutura anatômica do nariz. Ela acontece quando o osso ou a cartilagem que dividem as duas cavidades estão desviados para algum dos lados. Ela pode ser uma curvatura côncava, convexa ou mista. É mais evidente e mais comumente encontrada na idade adulta ou na adolescência. Obstrução nasal, rinossinusites de repetição e ronco estão entre os sintomas mais frequentes.

COMO É O PREPARO A partir do momento em que a intensidade dos sintomas clínicos autorize a recomendação cirúrgica pelo médico otorrinolaringologista, esse processo pode ser associado ou não a exames laboratoriais e clínicos. Dentre esses testes estão a nasofibroscopia e a tomografia computadorizada dos seios paranasais. Além disso, existem os exames sanguíneos pré-operatórios e a avaliação cardiológica.

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OS TIPOS DE ANESTESIA A anestesia pode ser geral endovenosa ou local com sedação, e é indicada de acordo com a avaliação do cirurgião responsável e da equipe de anestesiologistas. No Estado de São Paulo, em geral, é mais utilizada a anestesia geral, enquanto no Paraná é muito comum a versão local associada à sedação (perda da consciência).

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PASSO A PASSO DO PROCEDIMENTO A boa notícia com relação a essa cirurgia é que ela não deixa cicatriz, uma vez que é realizada pelas narinas (dentro do nariz). Os passos a seguir explicam o procedimento: 1) Nariz com desvio de septo antes da operação. O formato anatômico com problemas dificulta a entrada e saída de ar. 2) O médico descola, com o uso de instrumentos, a pele que faz o revestimento do septo nasal de ambos os lados. Ou seja, a parte que divide as narinas. 3) Em seguida, é retirado o excesso de cartilagem ou a parte óssea do septo, reposicionando a pele logo após o processo. 4) Depois disso, faz-se a sutura (junção) da área operada e realiza-se a colocação ou não de placas de silicone no local (“splint nasal”). 5) Depois do processo a pessoa já consegue respirar melhor e aumenta-se a sua qualidade de vida. O período após a cirurgia não é marcado por grandes sangramentos e a recuperação acontece de forma rápida.

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HOSPITAL CEMA. INFOGRÁFICO: RUBEN MOREIRA

FONTE: CÍCERO MATSUYAMA, OFTALMOLOGISTA DO

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CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO Normalmente não há grandes problemas ou preocupações durante o pós-operatório, e é até desnecessária a colocação de tampões nasais. Os pacientes evoluem com um pequeno sangramento nos primeiros dias e devem fazer uma limpeza diária com soluções fisiológicas próprias.

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TEMPO PARA VOLTAR ÀS ATIVIDADES Apesar de ser um pós-operatório tranquilo, é importante ressaltar que só se deve voltar às atividades normais depois da liberação do médico. Normalmente, elas acontecem nos seguintes prazos: Escola, trabalho ou atividades sem esforço físico: 4 dias. Academia (atividade física sem impacto), natação ou trabalho com esforço físico: 7 a 10 dias. Esportes com impacto, artes marciais, entre outras práticas: no mínimo 20 dias.

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