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Os desenhos que trazem vida a capital da espanha, Barcelona Pรกg. 6

Phillipp Klinger, um artista da fotografia moderna Pรกg. 8

As maravilhosas esculturas de papel de Carlos Meira Pรกg. 18


Capa: Redação: Supervisão Técnica: Impressão: Tiragem:

Jefferson Paulo Jefferson Paulo Rangel Sales Futura Express 1 Exemplar


Mas o que é na realidade Tipografia?

Tipografia Experimental Esqueça as regras!

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láudio Rocha, escritor do livro Projeto Tipográfico, classifica as fontes em dois tipos clássico e experimental, o segundo estilo é marcado por sua irreverência e descompromisso com a legibilidade e as formas clássicas das letras, este tipo de experimentação quando bem utilizada possui um grande impacto visual podendo valorizar a mensagem transmitida. “Tipografia experimental de forma geral esta ligada ao que se costuma chamar design de autor, em que a visão e o estilo de um designer são expressos em seu trabalho amarrados por uma proposta mais ou menos reconhecível… O experimentalismo pode seguir em várias direções. A mistura de estilos, distorções óticas, caligrafias inusitadas e todo tipo de variações geométricas são alguns dos caminhos.” ROCHA, Cláudio. Projeto tipográfico. análise e produção de fontes digitais.

O exemplo representado ao lado é bem conhecido, uti-

Pode-se chamar de Tipografia [typos- + -graphein] tanto a actividade de se criar tipos como a actividade de compor esses tipos com o objectivo de transmitir uma mensagem. Assim, por tipografia devemos não só entender a simples escolha de um tipo, como também a arte e o processo de dar ordem estrutural a uma determinada composição de tipos, de forma a que esta seja especialmente legível e visualmente envolvente, sem negligenciar o contexto em que está inserida e os objetivos inerentes à sua realização.

liza o negativo dos prédios pra construir as letras, criado pela Designer Lisa Rienermann, da Alemana, esta tipografia experimental ganhou o prêmio Type Directors Club New York 2007.

Ou seja, a Tipografia não é somente o desenho da forma das letras, mas também a sua organização no espaço. Não é somente desenvolver uma fonte, mas também fazer o correcto uso dela. Assim, ter conhecimento em tipografia, enquanto desenho de tipos, é algo fundamental para qualquer indivíduo envolvido de uma maneira ou de outra com comunicação visual. De facto, os tipos são peças chave na comunicação visual, pois são a sua força motriz, um dos elementos mais importantes na comunicação de uma ideia – são a representação visual da linguagem.

www.lisarienermann.com

A Tipografia é peça-chave dentro do contexto de um projecto gráfico, pois ela contribui para delinear a personalidade do conjunto dos elementos que o formam. Sendo fundamental em um sistema de comunicação, a tipografia torna-se um emissor que transmite mensagens, que serão recebidas pelo receptor. Ela “fala” pelo projecto gráfico e tem tom e forma própria de se comunicar. Como afirma George Everet, ‘Graphic design is typography, derives from typography, and can’t exist without typography., ou seja ‘ o design gráfico é tipografia, deriva da tipografia e não existe sem tipografia’. Cada projeto é único, possui sua própria característica. É de responsabilidade de um designer seleccionar os elementos adequados de um layout, sendo de fundamental importância a escolha da tipografia. Só dessa forma, consegue que emissor, mensagem e receptor estejam em sintonia e a mensagem possa ser transmitida claramente e com um visual agradável para o meio de comunicação. Outro exemplo de experimentos com fotografia e tipografia é o da estudante de Design Silvia Froemming Pont que criou um alfabeto experimental utilizando objetos comuns de casa

Projeto Tipográfico. Série Textos Design Capa: Cláudio Rocha Projeto gráfico e coordenação: Claudio Ferlauto © 2002 Editora Rosari

para construir as letras.


N

PEZ

Pez se tornou uma parte tão grande da cidade como os edifícios são

Os famosos desenhos que trazem mais vida e

encontrados adornando. Um logotipo que representa a verdade de moder-

alegria aos moradores de Barcelona.

bras da cidade, para trazer um pouco mais de diversão e cor para a rotina

nos artistas underground revolucionários que estava à espera, entre as sommundana. pez também pode ser visto em documentários como “Bomb ItThe Movie”, “Muros Libres “ou” Walls Free “ e o ainda inédito “A Primer

ão é por acaso que “pez” significa peixe em espan-

on Urban Painting”, assegurando que possamos acompanhar alguns de seus

hol. O dono desse nome, e agora marca também,

cardumes pintados como eles aparecem em torno de grandes cidades do

tem um grande e completo currículo para nos mostrar.

mundo. Sorte para nós, com o crescente reconhecimento que vem receben-

O seu primeiro graffiti saiu das suas mãos em 1999 e,

do no mundo da arte podemos definitivamente contar com ele no futuro.

seguindo a máxima da sua arte - “Barcelona Happy Style”, muitos peixinhos alegres têm aparecido nos muros da capital catalã e nos de várias cidades mundiais. Pez Pescao e sua coleção encantadora de peixes sorridentes e coloridos nos chegam de Barcelona, Espanha. Arte de Pez Pescao permanece em toda selva de concreto de Barcelona, ocasionalmente até vagando longe em excursões para outras áreas urbanas, a fim de fazer os seus pedestres pararem e talvez até mesmo sorrirem de vez em quando. Como o peixe mais feliz se desviou de seu reduto original, Pescao começou a adquirir mais reconhecimento e com isso o seu trabalho tem sido destaque em livros como “Art Of Rebellion “,” Street Art “,” Street Logos “e” BCN, NYC: Street Art Revolution “. Pez Pescao é uma representação verdadeiramente grande da arte de rua da Espanha vividamente pigmentada e uso amigável de caricaturas. Para não mencionar, os peixes sorrindo

Definitivamente não a quem resista a dar um grnade sorrizo ao ver Pez pelas ruas de Barcelona. Pez está se tornando uma inspiranação para novos Ilustradores e Grafiteiros por todo o mundo e também para muitos Designers Gráficos.

www.el-pez.com


Philipp Klinger

diversos tipos de fotografia e também conheceu muitas pessoas. Uma das coisas mais impressionantes no seu trabalho é que ele não se importa em dividir como faz a foto, o que queria transmitir com a foto, etc. Cada uma de suas fotografias é uma peça de arte, você precisa conferir.

Um mestre da arte de fotografar

P

hilip Klinger é sem dúvida um excelente fotógrafo. Seu trabalho consiste em fotografias de todos os tipos, fotografa desde pequenos objetos até maravilhosas paisagens e arquitetura. Estudante de Ciências da Computação, na Alemanha, Philipp vem de uma família tradicional da Polônia. Começou a fotografar em maio de 2007, e tem a fotografia como hobby até hoje. Busca inspiração imagens disponibilizadas por fotógrafos no Flickr, rede de compartilhamento de fotos, onde já viu

De tão amada, Paris tornou-se quase um clichê. Dizer “eu gosto de Paris” é como dizer que gosta de flores, de filhotes, de dias bonitos, de bebês, de encontrar dinheiro na rua. As homenagens e declarações de amor à capital francesa também tendem a se repetir. Quantas pessoas têm fotos exatamente idênticas daqueles pontos turísticos mais famosos, o Moulin Rouge, a Basílica de Sacré Coeur, a Champs Elysses, a Torre? Ah, a Torre. Assim sendo, releituras imagéticas inteligentes e interessantes encantam com facilidade, como a criatividade do olhar caleidoscopal de Philipp Klinger.


É

a maior empresa de marketing de entretenimento do Brasil, atua há mais de 30 anos com comunicação em marketing de entretenimento. Tanto tempo de mercado fez da empresa uma expert em publicidade, promoção, assessoria de imprensa e eventos para os maiores lançamentos da indústria cinematográfica. Com oito escritórios que cobrem todo o território nacional nas principais praças do mercado de cinema do país, a Espaço/Z possui estrutura para desenvolver ações mais eficazes por conhecer a fundo as peculiaridades de cada lugar.

Para a estréia do filme Happy Feet 2 a Espaço/Z criou no Palladium Shopping Center o Parque Happy Feet, que traz uma cenografia especial de gelo, com iglu na entrada, simulando o clima das geleiras e pinguins e personagens do filme. As brincadeiras são várias: Jogo de Dança e Brinque de DJ, com possibilidade para as crianças montarem suas músicas; Jogo WII, com diversas opções para entretenimento; quebra cabeça; boliche; atividades de mesa com temas do filme e desenhos para colorir; artesanato com pintura de ovinhos de pinguim.

Equipamentos:

Câmera: Nikon D700 com bateria Nikon MB-D10 Lentes: Nikon AF-S 70-200mm f/2.8 VR II Nikon AF-S 17-35mm f/2.8 Nikon AF-D 28-105mm f/3.5-4.5 Sigma 12-24mm Sigma 50mm f/1.4 Zenitar 16mm f/2.8 fisheye. Tripé: Benro CN-258 de Fibra de Carbono

www.klinger-photography.com www.flickr.com/dcdead

A atração também tem um Backdrop para fotos e equilíbrio no gelo, com cenografia imitando um lago gelado. Embaixo, a estrutura contém de molas e as crianças devem subir nas placas e tentar equilibrar-se para não caírem no lago.


N

a cidade do Rio de Janeiro a campanha de divulgação do filme Tá Chovendo Hambúrger foi eleito a Melhor Campanha do Mês de setembro pela Clear Channel, entre todas as campanhas veiculadas nas cidades onde a multinacional atua. O projeto especial, veiculado entre 28 de setembro e 04 de outubro, foi desenvolvido em duas peças: um abrigo de ônibus (Ipanema) e um relógio (Humaitá). No abrigo de ônibus, o fundo da peça simula uma montanha de hambúrgueres caidos do céu. Alguns deles, inclusive, parecem ainda estar caindo. Já em São Paulo um hamburguer gigante foi colocado na estação do metrô com avisos semelhantes aos de piso escorregadio. As informações sobre a campanha do filme Tá Chovendo Hambúrguer podem ser acessadas no site da Clear Channel. A exemplo da matriz norte-americana, a Clear Channel, com o apoio do Clube de Criação do Rio de Janeiro, tem desenvolvido o Projeto Melhor do Mês, elegendo as melhores campanhas de seus anunciantes nas cidades brasileiras onde atua, como forma de reconhecer a criatividade em conceito e utilização de seus equipamentos.

A

Espaço Z criou uma campanha publicitária para a ALE - quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil em número de postos - para divulgar mais uma promoção relacionada ao mundo do cinema. Com o mote “Ainda dá tempo de aproveitar as coisas boas da vida”, as peças publicitárias convidam o cliente a consumir três latas de Coca-Cola (regular, zero ou light) na loja de conveniência da ALE (Entreposto) para ganhar um brinde do filme “2012”, que, com a temática “fim do mundo”, já é sucesso internacional de bilheteria. Válida até o dia 31 de dezembro, a promoção é uma parceira entre as lojas Entreposto, Coca-Cola e Sony Pictures, distribuidora do “2012” em território nacional. A ideia de que ainda é possível aproveitar o que a vida tem de bom faz alusão direta à história do filme. Dirigido por Rolan Emmerich (“Independence Day” e o “Dia Depois de Amanhã”), “2012” envolve mitos e elementos políticos e filosóficos para criar a dimensão humana do que seria a definitiva catástrofe mundial. As peças produzidas para a divulgação da campanha nas lojas de conveniência da ALE (Entreposto) incluem móbile de teto, displays de balcão, prisma de pista (triedo) e adesivos de vitrine.

Um túnel do metrô da estação Cantagalo no Rio de Janeiro teve suas paredes adesivadas, criando a sensação de que estaria sendo inundado. A ação também foi idealizada pela agência Espaço/Z. Os adesivos fizeram com que os passageiros tivessem uma real sensação sobre o que é o filme.

www.espacoz.com.br Se você curtiu as criaçoes feitas pela Espaço/Z não deixe de conferir estes e outros trabalhos no site da agencia.


COMO FUNCIONA O PROCESSO DE ESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE SINALIZAÇÃO?

O

s projetos de sinalização são necessários não somente como um aspecto parte da “decoração” de uma empresa. O seu principal fim é indicar onde fica cada sala ou departamento para facilitar o acesso e coordenar o fluxo de pessoas. Empresas pequenas usualmente utilizam projetos de sinalização apenas em materiais de fachada, aplicações de marca em recepções e algumas placas internas para indicar sanitários ou cozinhas. Já empresas de grande porte, com um grande número de funcionários precisam de projetos mais completos, pois para alguns sistemas de certificação, a identificação de salas e rotas fazem parte do processo de avaliação. Um aspecto interessante sobre os projetos de sinalização é que eles também servem para distinguir o perfil da empresa. Cores, tipografias e formas podem transmitir a imagem de uma empresa mais séria, conservadora, contemporânea ou divertida.

Baseamos os projetos de sinalização na identidade visual da empresa. Seguimos as cores, tipografias e formas, por isso ter esses manuais é essencial. Todavia, caso a empresa queira algo distinto, projetos específicos podem ser elaborados. Etapas de um processo para a implementação de projetos de sinalização: 1 – Brief (Coleta de informações tanto da empresa quanto do projeto específico) 2 – Mapeamento de todos os ambientes (Necessita a planta baixa do local, dimensões dos ambientes e fotos) 3 – Definição de Rotas, Salas, Departamentos e Afins (Feito junto ao cliente, escritório de arquitetura ou outro indicado pelo contratante) 4 – Direção de arte e diagramação do material (1 placa por padrão distinto – aplicação e tamanhos) 5 – Aprovação 6 – Correções e ajustes 7 – Aprovação Final 8 – Direção de arte e diagramação do material (todas as placas) 9 – Fechamento de arquivo nos padrões gráficos 10 - Instalação das placas, móbiles e demais materiais

No início de 2001, surgiu a Arco Sinalização Ambiental Ltda, da disposição de seus sócios em desenvolver uma área denegócios com o máximo de atualização tecnológica, buscando associar os conhecimentos individuais adquiridos quando da participação dos mesmos em empresas de grande porte. A Arco Sinalização Ambiental Ltda é especializada no fornecimento de projetos e produtos para atendimento das condições ambientais de sinalização, sendo pioneira no desenvolvimento de diversos sistemas e equipamentos, dentre os quais podemos citar Placas 100% Acessíveis, Planos Táteis Multi-Função, Anéis de Textura para Corrimãos,Alarmes de Sanitários Acessíveis, etc. Tem, ainda, a propriedade intelectual patenteada do Sistema Modular de Sinalização Arcomodular. compatível com a Norma NBR 9050 e Decreto 5296/04. Este sistema se adapta perfeitamente às necessidades de acessibilidadee mantém a qualidade estética exigida por bons projetos de comunicação visual e, ainda, a qualidade funcional que permite manter as características de alta durabilidade e excepcional facilidade de manutenção pelo próprio usuário. Por todo o seu trabalho, neste anos de existência, obtiveram incontinente sucesso, o que os leva firmemente a oferecer seus serviços com a mais ampla qualidade e confiança.

O Hospital do Câncer de São Paulo, como referência internacional, optou pelo Sistema ArcoModular, por suaflexibilidade, facilidade de instalação, higiene e durabilidade. São características importantes do Sistema ArcoModular. Não apenas as placas podem ter informações atualizadas, mas também os totens têm a mesma filosofia. Sejam em sistema back-light ou front-light, os totens podem ser modulados em triedos, paralelos, retangulares e quadrados, com alturas de até 6 metros sem emendas, formando corpo sólidoe consistente. Naturalmente, pode ser instalados ao tempo pois que são anodizados.

e

scritório de consultoria e projeto em Design, a Móbile Comunicação desenvolve soluções através de pesquisa e metodologia específicas, auxiliando empresas dos diversos setores a atingir resultados relacionados a qualidade e posicionamento de mercado. Versátil e multidisciplinar, a Móbile atua desde 2004 nas diversas áreas do Design integradas aos conhecimentos de planejamento estratégico, arquitetura do espaço e da informação e pesquisas para inovação. Conheça projetos de sinalização elaborados pela Móbile Comunicação: + Sinalização da FADE - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE) + Sinalização da TIM de Sergipe. + Fachada da loja “de gato e sapato” + Sinalização Interna da Beauty Clínica Estética. + Sinalização do TRT de Sergipe.

Coneça estes e outro projetos da Móbile Comunicaçoes em:

www.dmo.com.br


Ăşnico e inovador, Magomed Magomed Totalmente revolucionando o Design Dovjenko vem


Carlos Meira Maravilhosas obras de arte feitas de papel com um leve toque Brasileiro

C

arlos Meira é brasileiro e nasceu no Rio de Janeiro. Ele é artista plástico, designer, diretor de arte e já trabalhou em agências de propaganda. Nos últimos anos ele vem desenvolvendo ilustrações e principalmente esculturas em papel. O trabalho dele envolve diversas técnicas: desenho, pintura (já que muitas vezes ele colore os papéis), colagens, criação de personagens, etc. E o resultado de tudo isso a gente vê em quadros, fotografias, peças para publicidade (tanto digitais quanto gráficas) e esculturas. O estilo dele é bem variado, têm coisas com uma cara bem realista (como os cenários que representam a natureza), trabalhos abstratos, formas com um de ar de desenho animado e por aí vai. Mas uma coisa é certa: cada detalhe é pensado, estudado e feito com o maior cuidado e paciência. Esse tipo de trabalho faz a gente ver que dá pra produzir coisas lindas e incríveis usando como base uma simples folha de papel, só é preciso muita criatividade e dedicação.

Carlos Meira atuou como designer e diretor de arte em agências de propaganda. Nos últimos anos abraçou a ilustração e principalmente a escultura em papel. Realizou seis exposições individuais e ilustrou cinco livros. Alguns clientes atendidos: BANCO DO BRASIL, BESC, COMPANHIA SUZANO DE PAPÉIS, COSTÃO DO SANTINHO, GRUPO SILVIO SANTOS, INTELBRAS, KIMBERLY CLARK, MALWEE, MAPFRE SEGUROS, MARISOL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, MITSUBISHI, NÍVEA, PARMALAT, PHILIPS, PORTOBELLO, REVISTA VEJA, SEBRAE, SESC-SC e WEBJET. Seu site é totalmente interativo e também é baseado em papel, vale a pena visitar.

www.carlosmeira.com.br


SERIGRAFIA S

erigrafia ou silk-screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada – pela pressão de um rodo ou puxador – através de uma tela preparada. A tela (Matriz serigráfica), normalmente de poliéster ou nylon, é esticada em um bastidor (quadro) de madeira, alumínio ou aço. A “gravação” da tela se dá pelo processo de fotosensibilidade, onde a matriz preparada com uma emulsão fotosensível é colocada sobre um fotolito, sendo este conjunto matriz+fotolito colocados por sua vez sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão) são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotosensível que foi exposta a luz. É utilizada na impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas). A serigrafia caracteriza-se como um dos processos da gravura, determinado de gravura planográfica. A palavra planográfica, pretende enfatizar que não há realização de sulcos e cortes com retirada de matéria da matriz. O processo se dá no plano, ou seja na superfície da tela serigráfica, que é sensibilizada por processos foto-sensibilizantes e químicos. O

princípio básico da serigrafia é relacionado freqüentemente ao mesmo princípio do estêncil, uma espécie de máscara que veda áreas onde a tinta não deve atingir o substrato (suporte). O termo serigrafia (serigraph, em inglês) é creditado a Anthony Velonis, que influenciado por Carl Zigrosser, crítico, editor e nos anos 1940, curador de gravuras do Philadelphia Museum of Art, propôs a palavra serigraph (em inglês), do grego sericos (seda), e graphos (escrever), para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de criação realizado por um artista dos trabalhos destinadas ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo. Velonis também escreveu um livro em 1939, intitulado Silk Screen Technique (New York: Creative Crafts Press, 1939) que foi usado como “how-to” manual de outras divisões de posters. Ele viajou extensivamente orientando os artistas sobre a técnica da serigrafia. HISTÓRIA Desde os tempos mais remotos, existe, no Oriente, o estêncil (pl. estênceis, em inglês stencil) para a aplicação de padrões (modelos, espaços seqüenciais) em tecidos, móveis e paredes. Na China os recortes em papel (cut-papers) não eram só usados como uma forma independente de artefato, mas também como máscaras para estampa, principalmente em tecidos. No Japão o processo com estêncil alcançou grande notabilidade no período Kamamura

quando as armaduras dos samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os séculos XVII e XVIII ainda se usava esse tipo de impressão na estamparia de tecidos. Aos japoneses é atribuída a solução das “pontes” das máscaras: diz-se que usavam fios de cabelo para segurar uma parte na outra. No Ocidente registra-se no século passado, em Lyon, França, o processo (de máscaras, recortes) sendo usado em indústrias têxteis (impressão a la lyonnaise ou pochoir) onde a imagem era impressa através dos vazados, a pincel. No início do século registravam-se as primeiras patentes: 1907 na Inglaterra e 1915 nos Estados Unidos, e o números de impressos comerciais cresceu muito. Na América, os móveis, paredes e outras superfícies eram decorados dessa maneira. Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execução de gravuras, ou de trabalhos gráficos. Theóphile Steinlein, um artista suíço que vivia em Paris no início do século (morreu em 1923) é um dos poucos exemplos do uso da técnica. Neste período da grande depressão de 30, nos EUA os esforços do WPA - Federal Art Projects, estimularam um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis a experimentar a técnica com propósitos artísticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das razões que estimularam os artistas a experimentar o processo. Entre eles, citamos Bem Shahn, Robert Gwathmey, Harry Stenberg. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mecânico, cujas qualidades gráficas se limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido

desse esforço inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como Jackson Pollock. No fim da segunda guerra mundial, quando os aviões americanos aterrizaram em Colónia (Alemanha), com suas fuselagens decoradas com emblemas e comics em serigrafia, surgiu o interesse europeu pela técnica. As barreiras e definições estabelecidas que tratavam a serigrafia como “manifestação gráfica menor” só foram eliminadas no fim dos anos 1950, início dos 1960. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e novos conceitos e movimentos artísticos, além do avanço tecnológico (ver Pop art, Op art, Hard-edge, Stripe, Color-field, Minimal Art). Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as impressões. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos básicos da técnica: sua extrema adaptabilidade que permite a aplicação sobre qualquer superfície inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tendências artísticas e suas especificidades gráficas próprias, ou seja características gráficas que apenas a serigrafia pode proporcionar. Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers, Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contemporâneo do processo em aplicações artísticas. Novos conceitos foram associados às idéias tradicionais e o estigma “comercial” da serigrafia tornou-se uma questão ultrapassada.


A técnica de serigrafia também pode ser utilizada para a aplicalão de efeitos decorativos ao final de uma peça gráfica, e o principal deles é o verniz localizado, que poder dar brilho ou relevo a determinadas áreas da sua peça gráfica, o que aumenta a qualidade da mesma. Sugestões para a qualidade na aplicação de verniz UV localizado utilizando a serigrafia 1. NUNCA REFILE O MATERIAL Jamais refile o material antes da aplicação do verniz UV, o corte de guilhotina, por melhor que seja, faz perder a margem de referência de pinça e puxador lateral, tornando impossível o registro na aplicação do verniz localizado. A impressora serigráfica usa as mesmas margens de referência da pinça e do puxador para registrar. Se estas margens forem cortadas, é impossível a repetibilidade do registro. 2. MELHORE A ADERÊNCIA Tintas escuras, ou com camadas sobrepostas, possuem mais cera na composição, são mais oleosas, causando baixa aderência do verniz. Aguarde a completa secagem da tinta, ou retorne o material para aplicar o verniz de máquina para selar a superfície antes de aplicar o verniz UV.

3. ELIMINE DETALHES Detalhes muito finos, textos, linhas, não são revelados com qualidade pela matriz serigráfica. Por isso, na medida do possível, converse com seu cliente ou com a agência, para eliminar esses detalhes e concentrar a aplicação do verniz em IMAGENS, TÍTULOS e LOGOTIPOS. Aplicar verniz UV localizado sobre um endereço é aumentar o risco de defeito, pois sendo o verniz transparente, e a linha muito fina, fica bem difícil controlar a qualidade de registro nestas áreas, e o efeito final, mesmo com registro perfeito, é imperceptível.

4. USE VERNIZ ADEQUADO O verniz mais viscoso, deixa uma camada aplicada mais definida, com bordas e contornos bem definidos, oferecendo mais contraste entre a parte impressa e não impressa. Vernizes mais econômicos, exageram na diluição, e com baixa viscosidade e sem a tixotropia adequada, o processo de impressão por serigrafia fica prejudicado. Utilize sempre tinta serigráfica de boa qualidade, fabricada por empresas especializadas.


Urban Design  

Trabalho apresentado à diciplina de Diagramação do curso Técnico em Design Gráfico - SENAI CECOTEG - Professor Rangel Sales

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