Page 89

dadeiro se expressa em ação e não em mero sentimentalismo religioso (Tg 2.15,16; 1 Jo 3.16-18). Percepção Escatológica. 0 pastor, mais do que qualquer outro, deve ter uma percepção clara dos acontecimentos futuros. Como líder, sabe que em breve deverá dar contas de seu ministério, logo desenvolverá um senso de responsabilidade mais aguçado (1 Co 3.10-15; Mt 25.19-30; Lc 12.48). Além disso, sabemos que há uma viva esperança para aquele que serve com integridade ao Senhor (1 Co 15.58). Prioridades. Uma qualidade indispensável ao líder é saber estabelecer prioridades. O pastor, como líder, deve estabelecer prioridades dentro do conhecimento e da submissão à vontade de Deus. Relacionamento. As relações pessoais do pastor exigem integridade e lisura, pelas quais se estabelece o princípio da autoridade pastoral. Comportamento. Requer-se do pastor, como líder, uma vida de piedade e retidão diante de Deus e dos homens (1 Tm 4.8). PERIGOS NA LIDERANÇA Um líder eficaz pode fracassar em plena atividade, pois são muitos os perigos a serem superados. E não é difícil esquecer algumas armadilhas colocadas no caminho. Ei-las: Autoconfiança. É uma tendência natural, quando as coisas vão bem, confiar em nossas habilidades, experiências, sabedoria, ao invés de depender de Deus. Esquecemos que Deus é quem efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Fp 2.13 - medite também em Salmo 127.1; Jeremias 10.23; João 3.27; 15.5; segunda Coríntios 3.5). Negligência. O pastor, como líder de uma grande obra, pode envolver-se tanto com muitas atividades, a ponto de negligenciar o maior bem, a fonte de sua própria força e motivação: a adoração. É na adoração que o pastor repassa para o Senhor seus conflitos interiores, suas frustrações e temores, suas angústias. É na adoração que o pastor recebe novas forças e motivações (Gl 5.22; Jo 10.9). 97

Teologia pastoral  
Teologia pastoral  
Advertisement