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Portanto, o ministro do Evangelho não pode fugir à é-tica, sob pena de cometer falhas irreparáveis, que, acumuladas ao longo dos anos, podem comprometer seriamente seu ministério. Não temos a pretensão de estabelecer princípios ou normas próprias ou meramente humanas, antes nosso alvo é mostrar o que diz a Bíblia, com o objetivo de ajudar nossos futuros ministros. APARÊNCIA PESSOAL Na Velha Aliança os sacerdotes vestiam-se com pompa, inclusive com roupas especiais, de acordo com o dia de festa (Lv 8.7-13). Era uma exigência divina. Embora no Novo Testamento não haja qualquer referência ao traje do ministro, temos certeza de que o zelo de Deus concernente a seus servos determina que os ministros se trajem com decência, elegância e discrição. O ministro tem o dever de apresentar-se bem vestido em todas as ocasiões, a fim de evitar se expor ao ridículo. O uso de cores extravagantes e roupas completamente fora de moda não é adequado ao ministro. Faz parte da indumentária e deve requerer certo cuidado ao ministro o uso de sapatos limpos e engraxados. (Sapatos sujos dão ideia de relaxamento.) Por outro lado, o ministro deve apresentar-se sempre com barba feita, cabelos cortados, unhas limpas, etc. Não pode se descuidar com a higiene pessoal. É comum o ministro participar de longas reuniões durante o dia, e em lugares quentes. Nesse caso deve tomar tantos banhos quantos forem necessários, e trocar de roupa para evitar mau odor; deve escovar os dentes após as refeições para evitar o mau hálito. O ministro é uma autoridade na comunidade onde vive, e representa a igreja à qual serve; portanto, sua aparência pessoal, de algum modo, reflete a aparência de seu povo. Não é bom esquecer que o traje está relacionado com o meio ambiente, e o ministro não deve exagerar em usar roupas caras e de grande luxo, em lugares humildes. Pode 62

Teologia pastoral  
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