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A prepotência de liderança de grandes igrejas também está relacionada com b clericalismo, pois basta examinar a história da Igreja Cristã para verificar que esta foi uma das formas de surgimento do bispado e, mais tarde, do papado. Toda e qualquer distorção da forma neotestamentária do culto, doutrina ou ministério causa tristeza ao Espírito Santo e pode impedir sua ação. A POLÍTICA E AS SOCIEDADES SECRETAS O ministro não necessita viver alheio aos acontecimentos políticos de seu país. Pelo contrário, como cidadão, o pastor precisa conhecer a linha de pensamento ideológico dos partidos políticos para poder orientar seu povo. Todavia, como ministro de Deus, o pastor sabe que a origem dos graves problemas económicos e sociais de sua pátria não está na forma de regime político, mas na desobediência dos homens aos preceitos de Deus. Sabe também que a solução, ao contrário do que propala a Teologia da Libertação, não está na instalação imediata do Reino de Deus na Terra, como forma de governo, mas no arrependimento e na aceitação de Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pelo exposto acima, o pastor não deve atrelar-se a políticos nem a partidos, e, muito menos a Igreja. A independência do pastor e da igreja da política evitará constrangimentos, quando houver derrotas e ataques de adversários. Isso pode denegrir a vida da igreja e macular a sua imagem diante da sociedade (Jo 15.19; At 2.40; 2 Tm 2.4). Não se pode nem pensar num verdadeiro ministro de Deus pertencendo a sociedades secretas. Ao homem que foi chamado por Deus para exercer o ministério pastoral não é permitido comprometer-se com outros senhores, sociedades e filosofias. Qualquer associação espúria ou subserviência a doutrinas, filosofias ou ritos de origem pagã, deixará dúvidas sobre a legitimidade da chamada divina do pastor que a isso se sujeita.

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Teologia pastoral  
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