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ridas na distribuição diária de alimentos, então foram aos apóstolos e exigiram uma solução para o caso. E possível que, na maneira de pensar deles, estivesse a ideia de que os apóstolos bem poderiam presidir a esse trabalho. Os apóstolos, porém, não abriram mão de suas prioridades: "Nós nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra" (At 6.4). Imediatamente, outros irmãos foram designados para o trabalho das mesas. O versículo supracitado destaca as duas grandes prioridades do ministro: a pessoal e a ministerial. A primeira prioridade pessoal do ministro é o seu relacionamento com Deus: "Nós nos consagraremos àoração". Ao tomarem esta decisão, estavam seguindo o exemplo do Mestre, que, embora sendo Senhor e Mestre, separou parte das horas do dia, as mais privilegiadas, para dedicar-se à comunhão plena com o Pai (Mc 1.35; 6.46,47; Lc 5.15,16; 6.12; 9.28,29; Mt 14.23). Na relação "ministro-Deus-ministro" está a oração, a meditação na Palavra, a reflexão no trabalho desenvolvido. Sem esta estreita relação, não existe consistência no ministério, pois devemos entender que: - Ele é o Senhor e o ministro um servo (Jo 13.13; Fp 2.9-11). - Do Senhor depende o ministro em tudo (Jo 15.5; 2 Co 3.5). - A Igreja é dele e para Ele (Ef 1.22,23; Cl 1.18). b) O ministro e sua vida com a esposa No casamento, duas pessoas de sexo oposto se unem de tal forma que as Escrituras dizem: "tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2.23,24; Mt 19.4-6; Ef 5.29-31). Lendo os textos citados, convencemo-nos de que não existe união mais profunda e mais séria do que o casamento. A esposa, portanto, é a companheira inseparável do ministro. Ninguém mais conhece tão profundamente os propósitos, a sinceridade, o sofrimento, as alegrias do servo de Deus, do que sua própria esposa. Por esse motivo, a segunda prioridade do pastor é sua esposa, a quem ele deve dar amor, tempo e atenção, com o objetivo de que essa união não seja uma farsa. É impossí-48

Teologia pastoral  
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