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um obreiro: "0 que fazes fala tão alto que não posso ouvir o que dizes". O exemplo do ministro falará muito mais alto do que todos os seus sermões, estudos e escritos. Não é em vão que os apóstolos Paulo e Pedro tenham descrito minuciosamente as qualificações espirituais essenciais para o ministro, das quais veremos algumas a seguir: a) Irrepreensível (1 Tm 3.2) Um homem cuja maneira de viver, reputação e atitudes, não podem sofrer qualquer reprovação. Paulo escolheu Timóteo para seu companheiro de viagem, porque "dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icô-nio" (At 16.2). Não havia necessidade de que ele mesmoi dissesse quem era, e nem de um punhado de certidões negativas, mas os irmãos testemunharam de sua conduta. As fontes para informarem se o obreiro é irrepreensível são sua própria família, as famílias da igreja, os moços e moças, os seus vizinhos, os comerciantes que lhe vendem, o locador do imóvel onde mora, ou morou, etc. b) Temperante (1 Tm 3.2) Descreve-se aquele que é temperante ou vigilante como uma pessoa que é moderada nos seus apetites quanto à bebida, comida e sexo. O cristão amadurecido é temperante, e tem um correto conhecimento da transitoriedade da vida e seus prazeres. O ministro temperante é visto como uma pessoa de fé. Assim o foram Abel, Noé, Abraão, os profetas e apóstolos. Colocaram, pela fé, suas vidas no altar de Deus, e tiveram como de pouco valor o usufruírem os prazeres do mundo (Hb 11.13). c) Sóbrio São vários os versículos do Novo Testamento onde aparece a palavra "sóbrio" (1 Tm 3.2; 1 Pe 1.13; 5.8; 4.7; Tt 1.8; 2.11,12; 1 Ts 5.6). Também é diversamente traduzido por "sóbrio", sen sato, cordato, prudente, etc. i 34

Teologia pastoral  
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