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O mestre, conforme Efésios 4.11, não é apenas uma pessoa dotada de técnicas, habilidades e conhecimentos para ensinar. Trata-se, na verdade, de uma vocação dada pelo Senhor. Na vocação e consagração a Deus está o segredo da autoridade no ensino (Mt 7.29; Mc 1.22; 1 Co 2.4,5). O mestre vocacionado não ensina de si mesmo (Jo 7.16), não busca fama, glória humana ou recompensa. Ensina para a edificação e crescimento da igreja, e para que em tudo o nome do Senhor seja engrandecido. Concluindo, podemos dizer que os ministérios (Ef 4.11) são interdependentes e complementares. Da cooperação entre os diferentes ministérios depende um maior equilíbrio e crescimento da igreja. Na igreja em Antioquia, por exemplo, havia profetas e mestres (At 13.1). Deve-se também ressaltar que nenhuma forma de ministério é exclusiva, isto é, o pastor certamente será impulsionado a fazer o trabalho evangelístico, ou vice-versa. Porém, Deus chama seus servos e concede-lhes o ministério adequado à sua personalidade e capacidade (Mt 25.15). ALGUMAS DESIGNAÇÕES DADAS AOS MINISTROS Em virtude da importância do ministério e da amplitude do assunto no Novo Testamento, muitas designações são dadas aos ministros. Essas designações também propiciam conhecer a extensão da atividade ministerial. a) Anjo da igreja Em Apocalipse 1.20; 2.1, o pastor da igreja é chamado de anjo da igreja. Considerando que a palavra "anjo" significa, no grego, mensageiro, compreende-se que o pastor da igreja é o mensageiro de Deus pelo Espírito Santo para transmitir a mensagem que edifica, conforta e dirige a igreja. b) Defensor da fé (Fp 1.7,16,17) O ministro não é um mercenário ou explorador da fé nem tampouco um covarde, mas um defensor do Evangelho. Pregando, e ensinando com o seu viver exemplar, do 30

Teologia pastoral  
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