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Todavia, não acreditamos que o ministério apostólico citado em Efésios 4.11 tenha simplesmente cessado. Servos do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo realizaram obras que testemunham serem eles, verdadeiros apóstolos: Lutero, Knox, Fox, Hudson Taylor, e muitos outros. b) O profeta Não se pode confundir o ministério de profeta (Ef 4.11) com o dom de profecia (1 Co 14.3) nem tampouco com o ministério de evangelista e pastor. Verificamos, no livro de Atos, que se tratava de um ministério distinto (At 11.28; 13.1; 15.32; 21.10). O profeta fala a Palavra de Deus sob inspiração do Espírito, relacionando-a com eventos futuros, interpretando as profecias com clareza, apelando à consciência dos ouvintes pela emoção. Pode até predizer acontecimentos futuros (At 11.28), o que não é uma norma, pois a mensagem poderá ser para alegrar, consolar e fortalecer os crentes (At 15.32). c) O evangelista Para entender o tipo de trabalho do evangelista e sua importância, basta ler Atos 8.4-40, onde estão relatadas as atividades evangelísticas do diácono Filipe (At 6.5), mais tarde chamado de evangelista (At 21.8). Apesar das escassas referências sobre o ministério de evangelista, não temos dúvida de que se constitui num ministério distinto e de grande alcance. O evangelista é um portador inflamado pelo amor de Deus de boas-novas ás almas perdidas, e cuja mensagem principal é a graça redentora de Deus. No ministério evangelístico, é o normal Deus operar grandes milagres com o objetivo de despertar o povo para a mensagem da sua Palavra. Assim aconteceu em Samaria (At 8) e tem acontecido através dos tempos. É importante registrar que não se trata de sensacionalismo, e muito menos de mercenarismo; as operações divinas sempre têm ob-jetivos santos e redundam na glorificação de Deus. Ressalte-se, ainda, que os milagres não dispensam, de forma alguma, a mensagem da Palavra. Quando Deus ope-28

Teologia pastoral  
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