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- A pregação apostólica era acompanhada de penetrantes convites ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo (At 2.38,39; 3.19-26; 17.30-31). Atualmente, existe a pregação que se constitui numa mera apresentação dos benefícios que recebe aquele que aceita o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. E a pregação que mostra apenas a "cura divina", a "liberta ção", etc. Dá ideia de uma salvação comercializada, que só mostra os efeitos e não a causa. Pode provocar distorções, pois dá ênfase à felicidade que desfruta o crente, e não ao senhorio de Cristo; realça os benefícios da salvação, e não a submissão ao Senhor. Algumas vezes despreza até a regeneração do pecador em uma nova criatura. A pregação, portanto, é uma forma de comunicar a Palavra de Deus, e deve ser cristocêntrica. b)O ensino O ensino ocupou, sem dúvida, a parte principal do ministério do Senhor Jesus, conforme registram os evangelhos. Na Grande Comissão, registrada por Mateus, o Senhor ordena: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28.19,20). A pessoa que aceita o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal, no dizer de Pedro, é como uma criança recém-nascida (1 Pe 2.2). Seu crescimento depende do ensino lógico e sistemático da Palavra. Esse novo crente precisa aprender a adorar, a amar e a servir a Deus; a vencer as astutas ciladas do Diabo, a combater o pecado, e viver de modo digno, de acordo com sua posição espiritual privilegiada. Isso só é possível pelo ensino da Palavra de Deus. O Mestre ensinou tudo com grande sabedoria (Mc 1.21; 6.6; Lc 4.15; Jo 6.59; 7.14; 18.20). Os apóstolos seguiram o exemplo do Mestre (At 4.2; 5.42; 11.26; 15.35; 18.11; 20.20). O apóstolo Paulo diz a Timóteo que homens fiéis devem ensinar (2 Tm 2.2), e que, ensinar deve ser uma qualificação básica dos bispos (1 Tm 3.2). 25

Teologia pastoral  
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