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divino, segundo a graça infinita de Deus. É um paradoxo, um Deus todo-poderoso chamar homens fracos e limitados para uma obra cujos resultados só a eternidade vai revelar (2 Co 4.6,7). 0 ministro não pode, portanto, questionar a vocação divina, mas deve aceitá-la como um privilégio, e manter-se humilde e temente a Deus. A vocação divina constitui condição indispensável no exercício do ministério neotestamentário. Não havendo uma chamada específica, aquele que se arroga a exercer o ministério é um impostor. b) Capacitaçâo Sem entrar no aspecto da preparação para o ministério, o que será feito em outro capítulo, aqui desejamos abordar apenas a capacitaçâo espiritual para o desempenho do ministério. Por mais capaz quanto à cultura e ao conhecimento teológico, por mais eloquente que seja o ministro, o fruto de seu ministério só será abundante e permanente se o Senhor capacitá-lo pelo seu Espírito. É uma capacitaçâo espiritual, poderosa e indispensável. O apóstolo sintetiza, de forma clara, a necessidade dessa capacitaçâo: "Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós: pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica" (2 Co 3.5,6 - ARA). Ao longo do ministério, sempre há situações difíceis, problemas e decisões onde só o Espírito pode ajudar o servo de Deus a agir de forma correta e justa, pois, algumas vezes, somente o Espírito conhece as consequências de uma decisão ou julgamento a ser tomado (SI 25.14; Jr 10.23; Jo 3.27; 15.5). Um grande exemplo no Antigo Testamento de como o Senhor qualifica seu servo para o ministério encontramos em Moisés (Êx 4.1-12). 22

Teologia pastoral  
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