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Um segundo fato a ser considerado é o da prioridade dos apóstolos: a oração e o ministério da palavra (At 6.2,4). Essa prioridade, aliás, foi mantida pelos missionários Bar-nabé e Paulo. Estes, onde chegavam, não apenas anunciavam a salvação em Cristo, mas dedicavam-se ao ensino para a edificação e crescimento espiritual dos crentes (At 13.1; 15.35; 18.11; 28.31). Colocar em prática essa prioridade foi a recomendação do apóstolo Paulo ao seu discípulo Timóteo: "E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idóneos para instruir a outros" (2 Tm 2.2). Um exemplo significativo do valor de instruir crentes na palavra, para se tornarem discípulos, encontramos em Priscila e Áquila (At 18.25,26), os quais instruíram um pregador eloquente, porém superficial. Como terceiro fato importante que notamos é a prioridade missionária. Independente de qualquer organização missionária, o Espírito se encarregou de chamar e enviar homens para percorrerem todo o mundo conhecido de então, levando a mensagem do Evangelho (At 13.1-3). Merece nossa atenção o fato de que os primeiros missionários tiveram como objetivo fundar igrejas e não congregações. Das viagens missionárias de Paulo surgiram inúmeras igrejas gentílicas com seus obreiros locais. Em alguns lugares, como Corinto, o apóstolo permaneceu longo tempo ensinando a Palavra. E enquanto o Senhor permitiu, ele continuou supervisionando as igrejas, principalmente na preparação e orientação de obreiros. A RESPONSABILIDADE DO PASTOR Se concordamos em afirmar que a evangelização constitui o objeto fundamental da igreja, o pastor tem uma responsabilidade muito grande, porém bem definida. Muitos pensam que o pastor deve ser o grande ganhador de almas, tendo um programa de evangelização: visitas, cultos ao ar livre, distribuição de literatura, etc. E muitos pastores entram nesse esquema. Todavia, como afirmamos acima, o objetivo da evangelização é da igreja e 116

Teologia pastoral  
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