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Por: Josenildo Maria de Lima, Jean MoisĂŠs -de 0Sousa, Samuel dos Santos Feitosa


Pitelim e o Fantasma da Eletricidade Por: J. Lima, J. Sousa , S. Feitosa

No sítio de Pitelim Num tinha iluminação Os menino era tão triste No meio da escuridão De noite a luz que tinha Era aquela do lampião Mais Cumpade, aconteceu Uma coisa muito engraçada Quando lá a luz chegou Agitou toda a moçada Inté os mais experiente Ficaram de cara espantada Sem saber de onde vinha Algo tão encandecente Que ao escurecer da noite Se acendia de repente Nem precisa atear fogo Pra ficar tão reluzente -1-


Com aquele rebuliço Pitelim foi pra cidade Gastou todo seu dinheiro Com uma baita novidade Uma caixa encabulada Cheiinha de curiosidade Nessa caixa tem de tudo Que você pode imaginar Os mistérios da natureza Do céu, da Terra e do mar. Pitelim todo embananado Num sabia nem ligar Seu filho saiu catucano Tudo quanto era pitoco Depois de um certo tempo Ouviu-se aquele pipoco A bicha começou a falar Com aquele som bem roço Pitelim ficou encucado Com aquela invenção Que vinha lá de longe Por dentro da fiação, Gritou logo pelo Ciba Pra lhe dá uma explicação.

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Ciba veio todo posudo Mandou o povo se assentar Pediu bastante atenção Pro mode num se enrolar, Pra falar sobre a Energia Essa coisa tão espetacular “Minha gente eu aprendi Que Energia não é criada. Desde o começo do mundo Ela vem sendo transformada Sem poder ser destruída Eita cabocla arretada” “Mai num vão pensano Que só tem um tipo não Existe na natureza de monte, Em tudo quanto é versão A Potencial se torna Cinética Dai Elétrica e liga a televisão” Meu povo, a Energia Potencial Se acumula nas barragem Quando os cabra tapa os rio Num faz isso por bobagem, A água se ajunta de mói E nos duto tem uma escoagem

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Com a ajuda da gravidade Por causa daquela altura A água começa a descer Correno em grande aventura Energia Potencial vira Cinética Energia Mecânica é essa mistura Essa água que vem desceno Faz girar uma grande turbina Criando muito movimento Num gigantesco ima Induzindo uma corrente Numa tremenda bobina Essa energia é gerada Com uma enorme tensão Depois vai ser controlada Por uma outra estação Vem pelos fio até nossa casa Beneficiando toda a nação Pitelim nesse mesmo instante Já tava muito empolgado Se alevantou bem contente Mexeu onde num foi chamado Levou um choque tão grande Por pegar num fio desencapado

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O povo ficou com medo De ver o caboclo no chão Tava todo se tremendo Numa grande agitação Ciba num teve demora E desligou logo a televisão O veim muito nervoso Começou a se perguntar Porque aquilo aconteceu Ciba se pois a lhe explicar: Pai, foi a corrente elétrica Que fez o sinhor avoar Pra entender essa corrente Basta pensar numa mangueira Onde a água sai escorreno Numa grande corredeira Mai aqui são os elétrons Que agem dessa maneira Pessoal fique bem “ligado” Que o negócio ta pegano Pois a corrente que eu falo É contínua que nem no cano Ou indo pra frente e pra traz Seu sentido vai alternando

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Essa corrente elétrica Sai dos buraco da tomada Depende muito da tensão Que lá dentro é regulada. De acordo com a região Ela pode ser mudada Pitelim já melhorado Fez logo uma afirmação: Por isso o som de cumpade Aqui num quer pegar não, Pois ele trouxe lá do Sul Em riba do seu caminhão. Paim, pra ele funcionar Tem um troço interessante Chamado transformador Pense num bicho intrigante Ele transforma essa tensão Igual a de lá num instante. Nisso a prosa se findou-se E o povo partiu pra casa, Pitelim só queria assistir No fim do mês quebrou a asa O gasto foi tão grande Que era pior do que brasa

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O véim tava todo aguniado Começou logo a bodejar Que aquilo era um roubo E ninguém faria ele pagar Aí Ciba se aproximou-se E começou a lhe aclarar: -Meu pai eu faltei dizer Um assuntim pro Sinhô -Olhe Ciba o que é que é? Por que já num me falo Esses aparelho são bom Mai essa conta me quebro Homi num se aperrei não, Que a gente vai lhe ajudar Pra que no próximo mês Nós aprenda a economizar Pois a energia é bem cara E sem ela nós num pode ficar. Cada aparelhim desses É um caboclo faminto Uns come bem pouquim Outros come que nem pinto Sem parar um só instante Tirando a energia do recinto

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Esses aparelho modernos Tem uma certa carência Que varia de um pro outro Daí vem as concorrência Quanto maior o consumo Também será a potência Essa potência que eu digo É a energia consumida Por qualquer equipamento Pra ele dar toda partida Quanto mais ele funciona Mais alta será a dívida. Também tem a questão De preservar a natureza Pois a energia vem da água E sem ela é a maior dureza Se nós desperdiça energia Acabamo com essa beleza. Acabando com essa peleja Peço sua colaboração Pra fazer que nem Pitelim Usando energia com atenção Sem agredir o meio ambiente Vamo salvar a população.

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Literatura de Cordel e Popularização da Ciência: uma experiência no Ensino de Física

Jean Moisés de Sousa1 Josenildo Maria de Lima2 Samuel dos Santos Feitosa3 Célio Jardel da Silva4

1. jean.sousa@hotmail.com 2.josenildomaria@yahoo.com.br 3. samuel_feitosa_santos@hotmail.com 4. celiojardel@yahoo.com.br

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Eletricidade