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AMOR&VIDA R E V I S TA

Ó R G Ã O

O F I C I A L

D A

A S S O C I A Ç Ã O

A M O R

E

V I D A

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Manifestando a fé pelas boas obras Início das atividades do Centro Bom Samaritano Para a Terceira Idade pg 6

Panorama das Obras Sociais do SASE

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pg 20

O Vale da Esperança --------pg 39


Parábola do Bom Samaritano (Evangelho de Lucas 10.25-37)

“E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste; corretamente; faze isto e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo”. AMOR&VIDA | 2


AMOR&VIDA R E V I S TA

Nossa Missão

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Panorama das Obras Sociais do SASE e Associação Amor e Vida

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Associação Amor e Vida Amplia sua Rede de Atendimento aos Idosos

A Verdadeira Religião

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Ensino Profissionalizante

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Declaração do Rev. Izaías de Sousa Maciel

Ouçamos o Clamor dos Idosos

Lançamento do livro Ouçamos o Clamor dos Idosos na Academia Evangélica de Letras

16 Catástrofes Revista Amor e Vida é uma publicação ocasional da Associação Amor e Vida para divulgar a obra que realiza em diversas áreas de serviços sociais como: acolhimento de crianças em situação de risco, acolhimento de pessoas idosas carentes, recuperação de dependentes químicos e educação com ensino profissionalizante a camadas pobres.

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Fatos em Fotos

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O Vale da Esperança

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41 Golias ainda Existe Diretor Presidente: Rev. Izaías de Sousa Maciel Editor Responsável: Pr. Delcyr de Souza Lima

Diretor Executivo: Pr. Orli Rodrigues Diagramação e Arte: Josnei Formagio Fotos: Luiz Fernando Maciel

Associação Amor e Vida Av. Mal. Floriano, 143 - 4º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20080-005 - Tel.: (21) 2263-4761

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Amor pelo Brasil, amor pelo povo brasileiro

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EDITORIAL

Nossa Missão

O

título desta revista, órgão oficial da “Associação Amor e Vida”, é muito mais que um título: é uma bandeira a tremular em nossas consciências lembrando duas realidades que interagem para produzirem o bem: Amor e a vida. Amor é um misto de sentimentos, atitudes e ações benignos que levam uma pessoa a sentir a dor do próximo e a oferecer-se deliberadamente para estender a mão ao caído, para consolar o que sofre, para cobrir a nudez do desnudo, para abrigar o desabrigado, para defender a vida e a dignidade das pessoas que padecem necessidades. Amor é o impulso divino no ser humano para fazer o bem ao próximo. A vida depende da existência do amor. Onde ele não existir, a vida é sufocada pelo egoísmo, se desvanece e desce a níveis de degradação que deveriam envergonhar a humanidade. Onde não existe amor prolifera a destruição e a morte. A ausência de amor, mesmo que não haja ódio, leva as pessoas à alienação, ao desprezo pelos sofrimento dos que vivem na pobreza, que padecem de enfermidades, que sofrem o abandono da solidão e desamparo. A “Associação Amor e Vida” surgiu há quase trinta anos com a missão de socorrer pessoas dos dois extremos da vida: a infância e a velhice, e de recuperar os que, na caminhada, caíram na rede da dependência química e despencaram no abismo da degradação total. A missão da Associação Amor e Vida é prestar ajuda a esses três segmentos da vida. Olha para as crianças abandonadas, para as crianças órfãs, para as crianças de rua, para as crianças e adolescentes em situação de risco e coopera com os poderes públicos no amparo e encaminhamento delas para que tenham

vida. Olha para as pessoas do outro extremo, que é a velhice. Olha, também, para os que se deixaram enredar pelas drogas e estão se degradando e morrendo nessa medonha dependência. Na realização desse ministério de boas obras que agradam a Deus, a “Associação Amor e Vida” mantém dois lares para crianças: um em Brasília e outro no Rio de Janeiro; mantém quatro lares de acolhimento para pessoas idosas: em Paty de Alferes, em Santa Cruz e em Realengo no Oeste Carioca, e no município de Nova Iguaçu. Este quarto Lar iniciou suas atividades para atendimento a 100 pessoas no dia 4 de abril de 2011. Além disto, mantém um Centro de Recuperação de Dependentes Químicos situado em Campo Grande, Rio e Janeiro, com capacidade para atendimento a 90 pessoas. Associada ao SASE, Serviço de Assistência Social Evangélico, fundado há 56 anos, as duas instituições filantrópicas formam uma grande rede de atendimentos a populações pobres no Estado do Rio de Janeiro. O SASE conta com uma significativa rede de policlínicas: em Realengo (Rio de Janeiro), São João de Meriti, em Caxias, em Itaguaí; e de hospitais: a serviço das comunidades e prefeituras: em Três Rios, Teresópolis, Xerém, Rio Bonito, Campos dos Goitacazes, Itaguaí e Nova Iguaçu. Os leitores terão oportunidade de conhecer a obra que a Associação Amor e Vida e o SASE realizam, obras que agradam a Deus; terão oportunidade de meditar no seu significado humanitário e evangélico e, esperamos, hão de se conscientizar cada vez mais da necessidade de sua participação na sustentação dessa imensa obra de socorrer enfermos, amparar crianças e adolescentes em situação de risco, amparar idosos carentes e recuperar dependentes químicos para que todos alcancem vida com dignidade. ■

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PESSOAS IDOSAS

Associação Amor e Vida Amplia Sua Rede de Instituições de Acolhimento a Idosos

Fachada do prédio do Centro Bom Samaritano para a Terceira Idade

I – Inauguração do prédio

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“Associação Amor e Vida” agora conta com mais um Lar de Acolhimento a pessoas Idosas, completando quatro, com capacidade total para acolhimento de 360 pessoas. O quarto lar está situado no município de Nova Iguaçu, RJ, e se intitula “Centro Bom Samaritano Para a Terceira Idade”. A inauguração do prédio ocorreu no dia 29 de junho de 2010, com a presença do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, presentes inúmeras autoridades federais, estaduais e municipais.

O Governador Sérgio Cabral desata a fita de inauguração do prédio.

Na solenidade de sua inauguração foi lançado o livro “Ouçamos o Clamor dos Idosos”, de autoria do Reverendo Izaías de Sousa Maciel, em que o autor analisa o fenômeno do crescimento do número de idosos e as suas consequências para os governos e sociedades, proclama uma mobilização nacional em favor dos idosos e defende a necessidade de uma reestruturação moral da Sociedade para que os verdadeiros valores sejam contempla-

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dos em nosso país e possamos fazer face aos problemas consequentes desse rápido crescimento do número de idosos. Ao lado do edifício moderno e bem equipado com capacidade para acolher 100 pessoas idosas, a Associação Amor e Vida instalou espaço equipado para funcionamento da sede da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior de Nova Iguaçu, o que certamente trará muitos benefícios para todos os evangélicos da região. A Associação Amor e Vida expressa sua gratidão a Deus, acima de tudo, e a todos quantos tornaram possível a realização de mais esta benfazeja obra, a qual demonstra, concretamente, o acerto da parceria entre o Poder Público e instituições voltados para o bem dos mais fragilizados. Deve-se ressaltar, por justiça e reconhecimento, o apoio decisivo do poder público, das igrejas e seus líderes e do povo em geral, apoio este que possibilitou a concretização de mais esta grande obra em benefício dos idosos. A inauguração de mais este Lar para Idosos é uma demonstração concreta e inequívoca de que é possível harmonizar atitudes e ações do poder público com a iniciativa de segmentos da sociedade em torno de ideais e objetivos comuns para prestação de serviços às populações mais fragilizadas de nosso país e, particularmente, do Estado do Rio de Janeiro. Ii – InÍcio das atividades Há um ano foi inaugurado o excelente prédio que abrigaria os serviços de atendimento a idosos no município de Nova Iguaçu. Agora, depois de um ano de lutas, o sonho do Reverendo Izaías de Sousa Maciel de dar início ao atendimento a mais 100 idosos no município de Nova Iguaçu se realizou. No dia 4 deste mês o Centro Bom Samaritano para Acolhimento a Idosos foi inaugurado, e suas atividades se iniciaram. Na solenidade compareceram destacadas autoridades, diversos políticos, líderes evangélicos e empresários. A inauguração foi um AMOR&VIDA | 7


PESSOAS IDOSAS evento religioso, com ação de graças a Deus e ao mesmo tempo um evento de cidadania em que todos uniram seus melhores sentimentos e consciência voltados para o cuidado que todos devemos ter em relação ao amparo das pessoas idosas que padecem de necessidades básicas. O “Jornal de Hoje – Diário da Baixada” deu excelente destaque ao evento, tendo estampado na primeira página manchete e fotos, e dedicando a oitava página inteira para a reportagem fartamente ilustrada com fotos. Na primeira página, o “Jornal Hoje” abriu a matéria com a manchete: “Sonho do Reverendo Izaías Maciel é realizado: Centro Bom Samaritano vai abrigar cem idosos”. Da página oito, citamos o seguinte trecho: “O espaço, criado através de um convênio com a Secretaria de Assistência Social e de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, vai acolher até 100 idosos da Baixada Fluminense em situação de risco social. Falando na ocasião, o Presidente da Associação Amor e Vida, Reverendo Izaías de Sousa Maciel declarou: “Hoje, estamos inaugurando o Centro Bom Samaritano. Estamos iniciando com 100 leitos, mas teremos mais 50 leitos para ajudar os idosos de Nova Iguaçu, Belford Roxo, Mesquita e, possivelmente, Queimados e Nilópolis. Para atender a tantos idosos a casa vai contar com uma equipe formada por 97 profissionais”. E a administradora do Centro Bom Samaritano, Cátia Nunes, esclareceu: “O perfil de idosos a serem recebidos na casa é de pessoas de rua ou que estão em risco de irem para a rua e também que possuam famílias mas estas não têm condições de cuidar do idoso. “Somos um centro de residência de longa permanência que atenderá integralmente aos idosos. Temos uma equipe composta de: psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e médicos geriátricos, para atenderem a todas as necessidades dos idosos”. ■ AMOR&VIDA | 8


A Verdadeira Religião

A

verdadeira religião se expressa não so-

mente pela fé, mas também pelas boas obras. A verdadeira fé se manifesta em obras que reflitam o caráter de Deus revelado em Jesus Cristo.

Uma das qualidades do caráter de Deus muito mencionada nas Escrituras, é a justiça. Em diversas passagens o próprio Deus exorta seus servos, com muita ênfase, a praticarem a justiça. Uma dessas passagens está em Isaías, capítulo primeiro nos versículos de onze a dezessete: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? — diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o AMOR&VIDA | 9

incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas”. A religião pode ser vazia diante de Deus; e


RELIGIÃO até pode lhe causar repulsa, quando ela se torna friamente formal, e se expressa apenas em ritualismos, sem que os adoradores tenham a consciência de que devem ser imitadores de Deus e que o caráter de Deus se manifesta em justiça. A religiosidade do povo de Israel não incluía os bons sentimentos, as boas atitudes, e as boas ações. Faltava o amor ao próximo; faltava a prática da justiça em todos os aspectos da vida, como pessoas, como famílias, como nação. A religião estava desvinculada da qualidade de vida que agrada a Deus. O que Deus falou por meio de Isaías é semelhante ao que Tiago escreveu mais tarde: A fé sem as obras é vã, é morta. A fé manifestada por meio de ritos, de oferendas, de reuniões para cânticos e festejos sem que os prestadores dos cultos vivam uma vida que honre a Deus, é uma religião morta, vazia e, portanto, não agradável aos olhos de Deus. O Senhor disse que desviava os olhos e não ouvia as orações, porque a religião havia se tornado apenas um sistema formal de procedimentos religiosos costumeiros, desvinculados da misericórdia, do amor, da santidade e da justiça. Deus, então, reprovou o culto do povo, e o exortou dizendo: “Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas”. Esta exortação de Deus não se perdeu no passado. Ela se incorporou ao evangelho de Jesus Cristo, atravessou os séculos e está presente diante de todos nós, hoje. Deus quer que saibamos fazer o bem; Deus quer que atendamos às necessidades das pessoas oprimidas pelas necessidades. O Senhor mencionou as duas categorias mais oprimidas da época de Isaías, que eram os órfãos e as viúvas. Hoje podemos mencionar uma vasta relação de oprimidos: pessoas exploradas por dominadores gananciosos, crianças abandonadas pelos próprios pais que, por sua vez, vivem vidas desestruturadas e miseráveis, crianças de rua, crianças que são exploradas e molestadas sexualmente por pessoas sem escrúpulos, mulheres oprimidas pela miséria que caem na prostituição, pessoas idosas

necessitadas de rua, outras abandonadas por familiares em asilos improvisados e alguns até clandestinos que as exploram e maltratam, conforme a televisão de quando em quando noticia, e o enorme número de adolescente, jovens e adultos que caem nas malhas da escravidão das drogas. A exortação de Deus ao povo nos dias do profeta Isaías é também para aos dias de hoje. Precisamos reexaminar nossa religiosidade e nossos cultos, se porventura, em muitos casos, não estarão eles completamente desvinculados da vida de justiça que devemos ter. Louvor sem obras, é louvor vazio; adoração sem obras é adoração rejeitada por Deus; orações sem obras de justiça e de misericórdia não são ouvidas por Deus.

Nossa fé precisa se manifestar pelas boas obras. Pela justiça

para com as crianças e adolescentes que vivem em abandono, em situação de risco, dos idosos carentes e dos aprisionados pelas drogas.

Deus colocou o fazer bem não como uma virtude apenas de bondade e misericórdia, mas dever de justiça. Isto envolve questões de direito. Toda criança tem direito à vida, à educação, à assistência médica, à alimentação, à residência, lazer, respeito e afeto. Todo idoso tem direito: a teto, alimentação, assistência, respeito e afeto. A família é responsável, mas há muitas famílias completamente destroçadas e desfiguradas pelas circunstâncias familiares e sociais produzidas pelo pecado; e, então, a responsabilidade de dar às crianças o que devem ter, por direito, recai sobre o Estado e sobre os ombros das pessoas que são servas de Deus. A responsabilidade recai sobre nós para trabalharmos em cooperação e parceria com os poderes públicos, ou, em grande parte, sozinhos. Incluamos em nossas responsabilidades, fazer justiça não somente aos órfãos, mas a todas as crianças em situação de risco, a todos os idosos carentes, e a todos os que se enredaram na dependência química. ■

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Reverendo Izaías de SouSa Maciel, Presidente da Associação Amor e Vida, ampara carinhosamente uma anciã de mais de 100 anos de idade.

Ouçamos o Clamor dos Idosos

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o seu mais recente livro, com este título, o Reverendo Izaías de Sousa Maciel faz considerações a respeito do fenômeno demográfico do crescimento do número de

idosos no mundo inteiro, particularmente no Brasil, em que mostra as consequências advindas para a economia dos governos, com repercussões no sistema previdenciário. Tece comentários sobre o Estatuto do Idoso e faz sugestões para desenvolvimento de políticas e ações necessárias para o enfrentamento do problema; realça o valor dos idosos e a necessidade de parceria entre Governo e entidades particulares que se dedicam ao amparo a pessoas idosas,

como é o caso da Associação Amor e vida. Por sua natureza e objetividade, o livro se constitui em auxílio para todos os que exercem liderança de igrejas, de entidades filantrópicas, de autoridades e dos próprios idosos que desejam conhecer melhor seus direitos. O texto a seguir é parte da introdução do livro “Ouçamos o Clamor dos Idosos”. Há na Bíblia Sagrada, no Antigo Testamento, um livro de conselhos sábios para a vida, intitulado “Livro de Provérbios”, o qual aborda todos os temas do procedimento humano: em relação a Deus, em relação às pessoas em sua convivência, e em relação às coisas com as quais os homens se relacionam no seu viver diário. Um dos provér-

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FÉ E OBRAS -lo, ou preferimos tapar o ouvido? A multiplicação do número de idosos é um fenômeno que traz sérias consequências de natureza social, política, econômica, previdenciária e moral, por isto, constitui-se em um grande desafio para todos os segmentos da sociedade, que vale dizer, para todos nós, cidadãos conscientes: para os Poderes Públicos em todos os seus escalões, para as famílias, empresas, entidades filantrópicas, igrejas de todas as confissões, para os clubes de serviço e para cada cidadão, individualmente.

bios da coletânea nos leva a meditar sobre a necessidade de darmos atenção ao clamor dos pobres: “Aquele que tapa o ouvido ao clamor do pobre, clamará e não será ouvido” (Provérbios 21.8). O termo: “pobres” é genérico, abrangente de todos os seres humanos que padecem necessidades, que não têm condições de proverem o próprio sustento ou de sua prole. Entre os pobres dos quais devemos ouvir o clamor, estão multidões de pessoas idosas, as quais, não tendo mais possibilidade de trabalho, vegetam ou pelas ruas, onde vivem em total desamparo e degradação, ou esquecidas por seus familiares em “casas de idosos”. onde, em muitos casos, amargam solidão e maus tratos. O contingente populacional de idosos está se multiplicando aceleradamente no mundo inteiro e no Brasil, em particular, e as pessoas que formam essas multidões são, em sua maioria, sofredoras: ora pelo descaso de seus familiares, embora possuidores de recursos, ora porque são pessoas totalmente desprovidas de qualquer recurso e de qualquer ajuda para sua manutenção, pois estão na linha da extrema pobreza. Dessas multidões de idosos tem se levantado um grande clamor por ajuda e por justiça. Podemos nós ouvir esse clamor? Queremos nós ouvi-

A nação inteira precisa ouvir o clamor dos idosos. Os órgãos internacionais revelam o crescimento sintomático e alarmante do percentual de idosos em relação à população total do planeta, praticamente em todos os países. No Brasil, o IBGE registra em suas pesquisas esse mesmo crescimento. Trata-se de um fenômeno universal merecedor da atenção e das preocupações de todos. Diante desse fenômeno demográfico em desequilíbrio, levantam-se as seguintes indagações, as quais precisam ser respondidas com tomada de atitudes e com encerramento de ações e procedimentos práticos: 1) Que significa, para a humanidade, o crescimento do número de idosos? 2) Que problemas esse crescimento pode acarretar às nações? 3) Quem deve tomar as iniciativas geradoras de soluções? 4) Como o Estado e a sociedade podem interagir, em cooperação, para fazer frente ao fenômeno do crescimento do número de idosos? 5) Que faremos de nossos idosos? Merecem eles a atenção de todos? Que valor eles representam para nós? Podem os idosos ser descartados por suas famílias como empecilhos? 6) Qual a responsabilidade do poder público em relação aos idosos?

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FÉ E OBRAS é que me animaram a externar neste livro minhas reflexões sobre a multiplicação de idosos no Brasil e suas consequências. (....) É necessário que se envolvam em estudos e criação de instrumentos capazes de enfrentarem o desafio do crescimento dos idosos: o Poder Público, as empresas de indústria e comércio, os bancos, as igrejas de todas as confissões, as instituições de saúde, mesmo as de fins lucrativos, a mídia, as instituições de natureza filantrópica, e os clubes de serviço, agremiações de esporte, e outras associações. Enfim, é preciso que toda a sociedade se envolva. Cuidado afetuoso dispensado às pessoas idosas acolhidas nos lares da Associação Amor e Vida.

7) Qual a responsabilidade das igrejas de todas as confissões e outras associações humanas? 8) Que importância têm, na visão do Poder Público, as instituições filantrópicas voltadas para os idosos, para fazer parcerias com elas na realização da obra social de amparo aos idosos? 9) Será justo e moral deixar o enorme contingente populacional de idosos desamparados, habitando nas ruas, experimentando a solidão, a carência de tudo para sobreviverem? 10) Não nos inquieta e comove a visão de velhos andrajosos estendendo suas mãos trêmulas em mendicância? De igual modo não nos importa a multidão de pessoas idosas de ambos os sexos que, embora não sendo abandonadas na miséria extrema para morrerem como indigentes, são colocadas por suas famílias em abrigos em que em muitos casos, não têm um mínimo razoável de dignidade, de afeição, de respeito, de sustento e companheirismo?

Quanto às instituições filantrópicas, legitimamente constituídas e totalmente voltadas para o atendimento aos idosos, portanto instituições sem fins lucrativos, precisam merecer mais atenção dos órgãos governamentais em todos os seus escalões, atenção esta que resulte em atitudes e ações práticas como realização de parcerias financeiras, não somente para ajudar na manutenção das instituições mas, também, para possibilitar o crescimento das instituições já existentes e surgimento de novas instituições para acolhimento de maior número de idosos. Ouçamos o clamor dos idosos. Para isto, possa contribuir este livro. ■

Essas indagações, somadas à minha experiência no terreno da assistência à saúde de populações pobres e amparo a idosos há mais de 50 anos, AMOR&VIDA | 13


Lançamento do livro “Ouçamos o Clamor dos Idosos” na Academia Evangélica de Letras do Brasil Trecho do discurso do acadêmico Delcyr de Souza Lima, em 9 de agosto de 2010.

L

emos em Deuteronômio 29.29: “As coisas

encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”. O Reverendo Izaías de Souza Maciel alcançou o sentido desta revelação, e fez a escolha de seu caminho a seguir e das atividades em que deveria se empenhar ao longo de toda a sua vida. Ele entendeu que as coisas ocultas estão fora do alcance da mente humana, e que Deus não quer que nos empenhemos em especulações e conjecturas a respeito dos mistérios da criação, do mistério da vida, da criação das almas na reprodução humana, e outros assuntos de especulação da mente humana. Ele entendeu que o reino de Deus é absolutamente pragmático para a aplicação do bem. Discerniu, das coisas reveladas, que a salvação é

Grupo de Acadêmicos tendo à frente o Reverendo Izaías de Sousa Maciel e o Pastor Delcyr de Souza Lima, orador na solenidade de lançamento do livro.

alcançada pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo como Salvador Único e Suficiente, e que a fé se manifesta no mundo físico, pelas obras, como disse Tiago: “Mostra-me a tua fé sem as obras e eu te mostrarei a minha fé pelas obras” Além disto, ele pôde entender que as obras devem abranger o espiritual, com as obras missionárias e o material, com as atividades de socorro aos sofredores. Entendeu, mais, que as boas obras precisam alcançar os seres humanos em suas três realidades existenciais: o extremo da infância, o extremo da velhice, e a constância do viver entre um extremo e outro. Ele começou cuidando da constância, quando criou o SASE para atendimento à saúde de populações pobres; depois, criou os lares para acolhi-

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mento de crianças e criou os lares para acolhimento de idosos. Dessa forma a abrangência de sua visão e compreensão das Escrituras é total: Evangelizar e fazer missões e cuidar do ministério do socorro aos sofredores em todo o curso da vida. No livro OUÇAMOS O CLAMOR DOS IDOSOS ele descortina todo o seu conhecimento do assunto, analisa as leis que beneficiam os idosos, analisa o fenômeno do rápido crescimento do número de idosos, fala sobre a inversão de valores em nossa sociedade como ameaça à dignidade dos idosos, e conclama autoridades e povo para se unirem em um movimento de soerguimento moral do Brasil e apela ao povo para apoiar as obras objetivas e significativas que têm como objetivo para o amparo aos idosos. O Reverendo Izaías entendeu que a dignidade tanto da criança como do idoso está no fato de serem seres humanos, criados por Deus. Entendeu também que a manifestação de nossa fidelidade em cumprirmos toda a palavra da lei de Deus consiste em socorrermos os sofredores. Ele encontrou esta revelação em Mateus 25. 34-40: 34 “Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. 35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; 36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. 37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? 40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Para que se perceba a abrangência, a profundidade e a relevância da visão do Autor do livro OUÇAMOS O CLAMOR DOS IDOSOS e o seu envolvimento emocinal, espiritual e pragmático com o clamor dos idosos, e na busca de soluções para o problema que representa, para o Brasil, em particular, e para o mundo inteiro, o fenômeno do acelerado crescimento do número de idosos. Honra a esta Academia ter em seu quadro de acadêmicos homem de Deus somente servo como o Reverendo Izaías de Souza Maciel. E bem farão os senhores acadêmicos em apoiar este livro, e divulgá-lo em todas as suas áreas de convivência e interação. O discernimento do Reverendo Izaías de Souza Maciel sobre as coisas reveladas, que são para nós, para podermos cumprir toda a lei de Deus, levou-o a escolher este humilde título, com o qual deseja ser conhecido: “Homem de Deus Somente Servo”. ■

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Catรกstrofes

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MEDITAÇÃO

E

nchentes, como as que ocorreram há pouco tempo em vários lugares no Estado de São Paulo e no Estado do Rio de Janeiro, principalmente nos municípios de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, e que ocorreu no ano passado em Niterói, com o desmoronamento do morro do Bumba e agora, recentemente, a catástrofe ocorrida no Japão com o grande terremoto, a tsunami e o consequente vazamento em grandes proporções de radiação atômica, são catástrofes nas quais morrem milhares de pessoas enquanto famílias sem conta ficam no mais completo desamparo, em vista da perda total de familiares, casas, móveis e utensílios. Esses acontecimentos causam rios de lágrimas não somente das pessoas sobreviventes, pela morte de seus entes queridos e pela perda de todos os seus bens, mas também de toda a população, e nos levam a refletir sobre lições delas advindas:

1. A fragilidade da vida. Milhares de pessoas estavam em suas casas ou se locomovendo nas ruas quando repentinamente foram colhidas pela tromba d’água que provocou deslizamento de toneladas de terra nas encostas dos morros que soterraram pessoas e destruíram casas e no Japão as multidões foram colhidas pelo avassalador terremoto e pela gigantesca tsunami que causaram destruição catastrófica. As tragédias mostram a fragilidade da vida e a imprevisibilidade da morte.

A Bíblia diz que nossa vida é como uma neblina que se dissipa, como um conto ligeiro, e como a erva do campo, que floresce, e repentinamente murcha e morre. Todo ser humano deveria imediatamente acertar sua vida com Deus, arrependendo-se de ser pecador, e se entregando nas mãos de Jesus Cristo, que pode perdoar e salvar, porque ofereceu sua vida em resgate de todos nós. Precisamos estar preparados espiritualmente para a morte que pode chegar de surpresa.

Por outro lado, a fragilidade da vida deveria despertar todos os cristãos para intensificarem o trabalho de evangelização. Não sabemos a hora que a morte chega, e as pessoas partem. 2. A solidariedade humana. Tão rápido como aconteceram as calamidades, foi a reação de solidariedade das populações. No meio das trevas densas do horror, acende-se a luz da solidariedade, a nos lembrar que nem tudo está perdido, que ainda há esperança para a humanidade, por piores que sejam os seus caminhos. A solidariedade é o sentimento de compaixão acompanhado de atitudes e de ações práticas para socorrer o próximo. É um impulso benfazejo. Os recursos para socorrer aos flagelados foram surgindo, tanto das autoridades como de instituições. Precisamos participar dessa solidariedade sempre que ocorrer alguma calamidade como esta. Não podemos apenas ficar vendo o que outros fa-

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mento urgente e de recuperação de moradias e pertences e cabe às autoridades agir para ampará-las. Oremos pelos governadores dos Estados, pelos prefeitos e pela Defesa Civil envolvidos nas operações de restauração dessas cidades. No caso catástrofe do Japão precisamos orar pelo país inteiro. zem, mas precisamos também fazer doações. Essa solidariedade, contudo, não deve se limitar às ocasiões de catástrofes. Fora delas, no cotidiano comum, milhares de pessoas vivem sob os mais atrozes sofrimentos enfrentando toda sorte de desamparo, principalmente crianças em situação de risco e pessoas idosas carentes. Precisamos olhar mais por essas pessoas, ajudando as instituições filantrópicas que se dedicam ao acolhimento de crianças e idosos como é o caso da Associação Amor e Vida. Esses sofredores permanentes representam oportunidades de praticarmos o bem, de praticarmos a solidariedade de modo permanente e constante, amparando essas pessoas. 3. A necessidade de orarmos pelas cidades. Precisamos orar pelas famílias enlutadas e desamparadas. Precisamos orar pelas vítimas das catástrofes e pelas instituições, em defesa das populações que habitam em locais de risco, para que desenvolvam políticas preventivas dessas populações. As pessoas desabrigadas precisam de assenta-

4. A necessidade de sermos pacientes e agradecidos. Há pessoas que se angustiam e sofrem de ansiedades por coisas às vezes até fúteis. A propaganda nos bombardeia com estímulos para sonhos de consumo, e às vezes nos afligimos por coisas de que em verdade não temos necessidade. Olhemos para os sofrimentos dos atingidos pelas catástrofes e sejamos gratos a Deus pelo que temos, mesmo que tenhamos apenas o suficiente para atender nossas reais necessidades. Aprendamos a ser pacientes e agradecidos. Vivemos diante de dois tipos de sofrimento: o repentino, causado por catástrofes, e o endêmico, constante, sem o alarde da mídia. Fazemos muito bem em nos mobilizarmos para ajudar às vítimas das catástrofes. Mas, precisamos manter acesa a chama do desejo de amparar também os que, embora não sendo vitimados por catástrofes, perambulam sob a catástrofe permanente e silenciosa do desamparo total. Enquanto temos tempo, façamos bem a todos. ■

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O “Homem de Deus Somente Servo” é homenageado com o título de “Homem Presbiteriano Padrão 2010”

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Pastor Delcyr de Souza Lima

m meio às incontáveis honrarias que já recebeu das mais altas autoridades do país e de instituições de renome nacional e internacional, o Reverendo Izaías de Souza Maciel escolheu para seu título permanente a expressão “Homem de Deus Somente Servo”, e declara ser como deseja ser sempre reconhecido. A humildade do Reverendo Izaías, entretanto, não impede que pessoas e instituições continuem a homenageá-lo, como forma de expressar publicamente o apreço que têm por ele, como figura ímpar nos meios evangélicos e sociais, como grande realizador de muitas e significativas obras de amor ao próximo, como o SASE, a Associação Amor e Vida com seus dois lares para crianças, quatro lares para idosos e um Centro de Recuperação de Dependentes Químicos, além da obra missionária que realiza à frente da AMICREI (Associação Missionária de Igrejas Cristãs Evangélicas Internacional) e da Presidência da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior, a qual fundou há décadas e preside desde sua fundação. Filiado à Igreja Presbiteriana do Brasil, tendo servido como diácono e, posteriormente, consagrado ao ministério pastoral, tendo pastoreado a Igreja Presbiteriana de São Mateus, Nova Iguaçu, RJ, durante mais de 17 anos, o Reverendo Izaías prega e pratica a necessidade de todos os evangélicos viverem em comunhão perfeita uns com os outros, porque todos somos um só povo de Deus. Sua denominação, entretanto, reconhece nele, além de seu renome entre todos os evangélicos, seus méritos como líder e realizador presbiteriano. Por isto, no dia 22/08/2010 o Rev. Izaias de Souza Maciel Maciel (85) foi homenageado na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, quando recebeu o título de “Homem Presbiteriano Padrão – 2010” que lhe foi concedido pelo Conselho Nacional de Homens Presbiterianos. Na ocasião, o Reverendo Izaías recebeu uma

placa comemorativa do evento. Foi pregador o Presidente do Supremo Concílio, Rev. Roberto Brasileiro e oficiante o Rev. Guilhermino Cunha, Pastor da Catedral Presbiteriana. Presentes várias autoridades, dentre as quais o Senador Marcelo Crivella e esposa, Deputada Liliam Sá e o Deputado Arolde de Oliveira e esposa. Oramos agradecidos a Deus pela vida do “Homem de Deus Somente Servo”, “Homem Padrão Presbiteriano 2010”, em verdade “Homem Padrão Permanente de Todos os Evangélicos”, para glória de Deus. ■

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Panorama das obras sociais do SASE e Associação Amor e Vida

Associação Amor & Vida: dois lares para Crianças, quatro lares para Idosos e um centro de recuperação de Dependentes Químicos AMOR&VIDA | 20


PANORAMA

Associação Amor e Vida: Lares para acolhimento de crianças e adolescentes

A

s obras de assistência a crianças e adolescentes em situação de risco são realizadas em duas instituições: Lar para Crianças em Brasília e o Projeto Amor e Vida em Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ.

LAR DA CRIANÇA DE BRASÍLIA

Conselhos Tutelares e de Defesa da Criança e do Adolescente do DF, o Lar da Criança ampliou o atendimento de apoio social aos pacientes externos. Desta forma, o Lar da Criança de Brasília vem atingindo a missão que se propôs, que é a de “prestar assistência e dar formação a crianças e adolescentes em situação de risco social, inclusive com acolhimento, buscando a integração social e familiar”.

LAR DA CRIANÇA EM SANTA CRUZ, RIO DE JANEIRO Localizado na Estrada de Sepetiba, nº 952, em Santa Cruz, zona oeste carioca, região que continuamente apresenta altos índices de violência na cidade, o Lar da Criança e do Adolescente atende Com sede na cidade de Taguatinga, DF, onde mantém o Abrigo de Acolhimento e apoio social e com sub-sede em Lago Oeste, na cidade satélite de Sobradinho, o Lar da Criança mantém serviços de apoio social em meio aberto e oferece às crianças que vivem em situação de risco na região, acolhimento, vestuário, alimentação, assistência geral, reforço escolar e recreação, num ambiente de afeto que busca reproduzir uma autêntica convivência familiar. Capacidade para acolhimento de 50 crianças. Desde de 2001, em comum acordo com os AMOR&VIDA | 21


PANORAMA

Reverendo Izaías de Sousa Maciel cercado por crianças do Lar de Santa Cruz.

crianças e adolescentes em situação de risco em suas amplas instalações de 10.000 metros quadrados, com uma capacidade para acolhimento de 100 crianças. Conta com 10 casas-lar. Cada casa acolhe 10 crianças que convivem familiarmente entre si e sob os cuidados de uma “mãe social”. Além destas casas, o Lar da Criança e do Adolescente dispõe de um prédio para cozinha, refeitório, ambulatório, antendimento odontológico, biblioteca e um edifício de administração. As crianças e adolescentes têm acesso à área de lazer e salas de aprendizagem profissional, garantindo assim bem-estar e integração social a todos. Desta forma, as crianças e adolescentes assistidos pelo Lar, em Santa Cruz, têm garantidas a dignidade de uma residência, acesso à escola, assistência médica, odontológica, psicológica e espiritual, alimentação, vestuário, recreação, ambiente de família, trato com afeto e amor.

MISSÃO Prestar assistência e dar formação a crianças e adolescentes seja em situação de risco social, na modalidade de abrigo buscando a integração social e familiar; seja através de atividades sócio-educativas em meio aberto, seja através da assistência de saúde.

PÚBLICO-ALVO a) Em situação de risco social, encaminhados pelos Conselhos Tutelares, Varas da Infância e da Juventude e Secretaria Municipal de Assistência Social; b) Que frequentam turma de reforço escolar e ou participam de projeto de desenvolvimento sócio-educativo; c) Que procuram os serviços gratuitos de Policlínica de Realengo.

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AÇÕES DESENVOLVIDAS a) Acolhimento em regime de abrigo, em casa-lar, crianças e adolescentes em situação de risco social, na faixa etária de 4 a 14 anos, órfãos ou oriundos de famílias desestruturadas, sob a orientação de mães sociais, coadjuvadas por equipe multidisciplinar; b) Acompanhamente social, individual e familiar permanente, em sintonia com o Conselho Tutelar e Varas da Infância e Juventude, visando inserção familiar; c) Acompanhamento educacional, inclusive com a manutenção de estrutura de reforços escolar; d) Atendimentos gratuitos de assistência à saúde (pediatria, odontologia, psicologia e fonoaudiologia) nos Ambulatórios do SASE de Realengo. e) Planejamento de Projeto de Desenvolvimento Sócio-educativo para crianças e adolescentes em Santa Cruz – Rio de Janeiro, em parceria com a Petrobras, com a meta de 150 crianças por dia;

f) Parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social da Cidade do Rio de Janeiro na manutenção do Projeto de Apoio aos Conselhos Tutelares. ■

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PANORAMA

Associação Amor e Vida: Lares para acolhimento de pessoas idosas

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Associação Amor e Vida mantém quatro lares destinados a pessoas idosas: um no município Paty de Alferes, RJ e dois no Município do Rio de Janeiro (em Realengo e em Santa Cruz) e um em Nova Iguaçu com capacidade total para acolhimento de 360 pessoas.

NOSSO LAR DE PATY DE ALFERES, RJ Paty do Alferes é uma cidade serrana, a 120 km da capital. É neste lugar tranquilo, cercado de área verde e de clima privilegiado que está instalado o Nosso Lar. Com capacidade para 65 idosos ca-

rentes é a única entidade de caráter filantrópico de acolhimento de pessoas idosas nesse município do Estado do Rio de Janeiro. Situado à Rua Joaquim Alves Louzada, 692. Conta com ambulatório médico-social, no centro da cidade. Tem uma média/

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ano de atendimento diário, superior a 14.000. Atuando na cidade desde 1965, não só vem oferecendo dignidade aos idosos, como vem também, recebendo o carinho dos mesmos, de toda a cidade, bem como reconhecimento dos administradores públicos. O Nosso Lar de Paty de Alferes acolhe idosos que deram suas vidas no árduo trabalho de lavoura e hoje nada têm para se manterem. Com isto, o Lar alcança seu objetivo, que é lhes proporcionar ambiente de zelo e companheirismo e atendimento médico, terapêutico, psicológico, espiritual e social.

NOSSO LAR PARA IDOSOS EM SANTA CRUZ Localizado na Estrada de Sepetiba, nº952, em Santa Cruz, região oeste carioca, numa área de 30.000 m², próximo ao Lar da Criança, com capacidade para 100 idosos, em edifício de quatro andares e em meio a uma linda área verde, o “Nosso Lar” presta atendimento em parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, no acolhimento de idosos em situação de risco social e de rua. O Lar, que iniciou suas atividades desde 1999, já acolheu centenas de idosos (idade acima de 60 anos), oferecendo abrigo digno, alimentação de qualidade e assistência através de uma bem preparada equipe multidisciplinar.

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ABRIGO AMAI-VOS UNS AOS OUTROs PARA IDOSOS Localizado no subúrbio carioca de Realengo, na Avenida Brasil, nº30.000, numa área de 10.000 metros quadrados, com edifício principal e vários chalés espalhados em meio a uma linda área ajardinada, o Abrigo Amai-vos Uns aos Outros dispõe de capacidade para 100 pessoas. Está situado na mesma área da Administração Nacional do SASE, do Auditório Pavilhão da Mulher Cristã e da Capela da Porta Aberta. Presta assistência médico-geriátrica, psicológica, social e espiritual desde 1959. Atendido pela Policlínica SASE de Realengo, também realiza atividades voltadas a pacientes externos por meio de um grupo de voluntários intitulado “Grupo da Terceira Idade”. Diariamente o Abrigo recebe visita de grupos de jovens e senhora – de todas as denominações evangélicas – que prestam solidariedade, carinho e afeto aos idosos. Desta forma, vem sendo cumprida com excelência a missão de “Dar abrigo ao idoso desamparado, proporcionando aos residentes um ambiente de zelo e companheirismo, promover atendimento médico, terapêutico e social” garantindo, assim, dignidade e bem-estar ao idoso.

LAR PARA IDOSOS EM NOVA IGUAÇU A Associação Amor e Vida conta agora com mais um lar de acolhimento a pessoas idosas, o quarto lar AMOR&VIDA | 26


está situado em Nova Iguaçu, RJ, e tem o título de “Centro Bom Samaritano para a Terceira Idade”. Sua capacidade é para acolhimento de 100 pessoas, já se cogitando de aumentar este número para 150. O início de suas atividades ocorreu no dia 4 de abril com culto solene de inauguração dos serviços.

MISSÃO DOS LARES Dar abrigo ao idoso desamparado. Proporcionar aos residentes um ambiente de zelo e humanismo. Promover ações externas visando ao atendimento médico, terapêutico e social.

PÚBLICO-ALVO Idosos acima de 60 anos, com perfil de carência sócio-econômica e sem apoio familiar, visando ao acolhimento de caráter social. Promoção de ações externas e ambulatórios visando o atendimento médico, fisioterapêutico, psicológico, de artesanato e social a idosos e desamparados de baixa renda, mas com estrutura familiar.

AÇÕES DESENVOLVIDAS a) Acolhimento em regime duradouro, sob o acompanhamento permanente de equipe multidisciplinar e de apoio; b) Acompanhamento social individual permanente em sintonia com a estrutura de assistência social das Prefeituras locais; c) Atendimentos gratuitos de assistência à saúde (médica, psicológica, fisioterápica e social) nos Ambulátorios do SASE de Realengo – Projeto Renascer; d) Atividades laborterápicas através do Artesanato de Corte e Costura; e) Parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social da Cidade do Rio de Janeiro no acolhimento a idosos em situação de indigência social. ■ AMOR&VIDA | 27


CREDEQ

Centro de Recuperação de Dependentes Químicos

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A obra que a Associação Amor e Vida realiza é mais do que simples assistência É o amor em ação

O CREDEQ ESTÁ SITUADO EM CAMPO GRANDE, NO OESTE Carioca

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Centro de Recuperação de Dependentes Químicos está situado na Estrada do Campinho, nº4.700, em Campo Grande, no Oeste Carioca, e tem capacidade para internar 90 pessoas, para tratamento de recuperação que tem duração de 45 dias, utilizando técnicas mundiais comprovadamente eficazes. Fundado há 18 anos, o CREDEQ vem sendo instrumento de Deus para libertar centenas de pessoas, antes escravizadas pelo alcoolismo e pelas drogas. Ao longo de sua história, tratou mais de 10.000 mil pessoas, onde todos os internos recuperaram suas vidas tornando-se construtivos e úteis, primeiramente, a si próprio, às suas famílias e à sociedade. Vários destes se uniram a uma igreja de Cristo e se tornaram empresários bem sucedidos. O CREDEQ sustenta a honra de ser um dos primeiros centros de atendimento público para tratamento, em regime de internato, de dependentes químicos no Estado do Rio de Janeiro e usufrui da condição de ser, na atualidade, a mais experiente Clínica do gênero. O método utilizado no tratamento de recuperação de internos é calcado no indiscutível know-how da Hazelden Foundation, adaptado às peculiaridades culturais do nosso país. O CREDEQ conta com uma equipe formada por profissionais das áreas: médica, psicológica, nutricional, terapêutica, bem como assistentes soAMOR&VIDA | 29


PANORAMA química em empresas, escolas e instituições, com os objetivos de: • Sensibilizar e treinar profissionais de recursos humanos, serviços social e serviço de orientação pedagógica, possibilitando a identificação precoce da doença.

O CREDEQ OFERECE UM NOVO HORIZONTE DE VIDA PARA OS DEPENDENTES QUÍMICOS

ciais altamente qualificados, entre outros. O CREDEQ acredita que a dependência química é uma doença primária, crônica, progressiva e incurável, porém, tratável. No que diz respeito ao tratamento, prima pela disciplina e a abstinência total de substâncias químicas psicoativas, através do programa conhecido como “Os 12 Passos” do Movimento Alcoólicos Anônimos. O CREDEQ tem como sua missão resgatar as vidas dos dependentes químicos e de suas famílias ajudando-os a vencer suas adversidades, promovendo o “renascimento”, a autoconfiança e o despertar para uma vida construtiva.

• Realizar reuniões de pós-tratamento na própria empresa ou instituição como continuidade do processo da recuperação e assim garantir a manutenção da recuperação do funcionamento da empresa. • Ministrar cursos, palestras e formação de grupos de apoio em empresas e instituições. • Fazemos convênios com prefeituras, empresas e instituições.

“A missão do CREDEQ é resgatar

OBJETIVOS DO TRATAMENTO

a vida do dependente químico e seus familiares, ajudando-os a vencerem suas adversidades, promovendo o renascimento, a autoconfiança e o despertar para a vida.

• Informar sobre a doença. • Aceitação da sua realidade. • Habilidade para lidar com sentimentos, identificá-los e expressá-los. • Melhorar a qualidade da vida – reformulação. PROGRAMAS DISPONÍVEIS Hospedagem, Pós-tratamento, Ambulatório, Programa familiar, Tratamento co-dependência e Consultorias. SERVIÇOS E CONSULTORIAS Prestamos serviços de consultoria e orientação na implementação e tratamento de dependência AMOR&VIDA | 30


SASE Realengo

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primeiro Hospital Maternidade do SASE se transformou na maior policlínica da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, onde são realizados milhares de atendimentos entre consultas, exames e serviços complementares, através de vinte especialidades médicas e dezesseis serviços de diagnóstico e terapia. A História do Hospital Maternidade SASE de Realengo Nas palavras de Rev. Bolívar Bandeira, no livro “Caminhando com Jesus” (de 1962), encontramos a origem da ideia de construir uma maternidade naquele longínquo bairro da zona rural: “O SASE foi criado para servir. E atendendo diariamente, a dezenas e dezenas de pessoas paupérrimas, começou a ser procurado por gestantes que vinham recorrer ao seu serviço pré-natal. Várias delas, muito aflitas, interrogavam a Doutora Eulina de Oliveira, médica do Ambulatório do SASE: “Doutora Eulina, aonde posso ter meu filho? Pelo amor de Deus, arranje-me um lugar”. Uma delas chegou mesmo a afirmar àquela dedicada clínica: “Eu moro num barracão e não tenho nem cama para dormir. Meus filhos, quando nascem, envolvo-os em trapos e os deito a um

canto qualquer.” “Algumas daquelas senhoras diziam que seus filhos morriam nos primeiros dias de nascidos, à falta de cuidados médicos.” O lançamento da idEia: a Festa no Maracanãzinho com mais de 30 mil pessoas Nas palavras do Fundador, Rev. Isaias de Souza Maciel (em artigo na Revista Brasil SASE, de 1968) ficamos sabendo que a ideia inicial era de construir uma pequena sala de repouso, e não um Hospital Maternidade: “O Hospital Maternidade (...) na Rua Manaus, foi resultado da humilde idéia de se construir uma pequena sala com capacidade para quatro ou cinco leitos, a fim de atender a algum caso de parto urgente que surgisse nos serviços do Ambulatório médico. Quando a idéia saiu a público numa festa realizada no Maracanãzinho, foi tal a sua aceitação e o número de subscrições para doações de leitos, que a obra veio a ser um prédio de três pavimentos com capacidade para sessenta leitos”. Em novembro de 1960 foi lançada a pedra fundamental do primeiro edifício do Hospital Maternidade SASE, e, já no dia 8 de fevereiro de 1961, iniciada a sua construção. Foram meses de muito trabalho, campanhas de voluntariado e doações,

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PANORAMA para que no dia 15 de novembro de 1961, numa grande festa, fosse inaugurado o Hospital Maternidade SASE de Realengo. A inauguração: 15 de novembro de 1961 Depois de dias de intensa chuva no Rio de Janeiro, o tempo firmou, e o povo acorreu a Realengo para ver a inauguração do primeiro hospital evangélico construído com recursos nacionais no Rio de Janeiro. A festa teve início no Abrigo do SASE, às sete horas da manhã, com o momento cívico a cargo da Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais, continuou com o culto devocional, dirigido pelo Rev. Bolívar Bandeira, acompanhado de dezenas de pastores. Às dez horas o público que lotava o Abrigo se deslocou para a Rua Manaus, 98, onde outra multidão já aguardava. Nas palavras do Rev. Bolívar Bandeira, transcritas do livro “Caminhando com Jesus” (1962) podemos ter uma noção do que foi essa festa: “Olhando-se a estrada, desde aquela propriedade que repousa em bonita elevação, até a estação de trens, no Realengo, via-se a incontável multidão que, vinda das mais remotas localidades dos estados da Guanabara e do Rio, se locomoveu, durante o dia, ininterruptamente, dirigindo-se ao SASE, em verdadeira procissão que impressionava a qualquer pessoa que tivesse ventura de contemplar a deslumbrante demonstração do poder imensurável de Deus. Uma coisa nunca vista aquela localidade (...)”.

Primeira Expansão do Hospital Maternidade SASE de Realengo Em 20 de junho de 1967, o Hospital SASE de Realengo inaugurou mais um edifício, em grande festa que contou com a presença das primeiras damas dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, Senhoras Ema Negrão de Lima e Nilda Filgueiras Fontes. O culto devocional foi dirigido pelo Rev. Benjamim Moraes, então Secretário Estadual de Educação do Estado da Guanabara. Com o novo edifício foi também inaugurado um novo centro cirúrgico. Novas Expansões e o surgimento da Policlínica Ao longo dos anos foram inaugurados mais dois grandes edifícios, fazendo do SASE Realengo um complexo de assistência à saúde. Em 1989 o Hospital Maternidade deu lugar a Policlínica SASE de Realengo que nestes dezesseis anos se transformou na maior policlínica da zona oeste e uma das maiores da cidade do Rio de Janeiro. A Policlínica SASE de Realengo atende em mais de 20 especialidades médicas e 16 serviços de diagnósticos. Cerca de 1.500 pessoas comparecem diariamente ao SASE. As instalações vêm sendo totalmente reformadas e modernizadas nos últimos 15 anos, visando a melhorar o padrão de atendimento. O SASE de Realengo dispõe também de uma Capela de Oração, sob responsabilidade de um capelão permanente, aberta a todos os pacientes e também um Centro de Estudos.

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SASE Duque de Caxias

O

Hospital SASE de Duque de Caxias mantém a maior Policlínica da Baixada Fluminense, além de serviços hospitalares, localizado em Duque de Caxias – RJ, cidade que tem uma população de 750.000 habitantes, na Rua Itaciba, 741 - Paulicéia. Atende anualmente a milhares de pessoas. O SASE Duque de Caxias foi organizado em 25 de agosto de 1962, inicialmente com um pequeno ambulatório, em área emprestada no edifício do SESI. Em 21 de abril de 1964 era inaugurada sua sede própria, na Rua Itaciba, sendo iniciada a construção do Hospital Maternidade em 23 de janeiro de 1965 e inaugurado no dia 15 de novembro de 1965, no prazo recorde de dez meses de construção. O Hospital Maternidade SASE de Duque de

Caxias teve inicio de suas atividades com 60 leitos. Em 9 de março de 1968 foi inaugurado o novo centro cirúrgico do Hospital, sendo considerado na época o mais bem equipado da cidade. Atualmente o SASE de Duque de Caxias atende a milhares de pessoas por dia, e vem ampliando a oferta de serviços especializados, como tomografia computadorizada, CTI e outros. No ano de 2004 foi concluída a 3ª fase da grande reforma nas instalações que tiveram início no ano de 2001, com a conclusão da reforma e ampliação dos quartos, reforma e ampliação do centro cirúrgico, nova central de esterilização entre outras. Em 2005 foram inauguradas as novas instalações do Serviço de Saúde Auditiva tornando-se referência para a Baixada Fluminense.

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SASE Itaguaí

A

Policlinica SASE é a maior da cidade de Itaguaí, que tem cerca de 100.000 habitantes e fica localizada na Rua General Bocaiúva, 728 - Centro. O SASE mantém ainda o Hospital SASE de Itaguaí, instalado em área de terreno de 10.000 m2, na Colina da Saúde - Bairro do SASE. Anualmente são realizados milhares de atendimentos ambulatoriais, entre consultas, exames e serviços complementares, atendendo em 17 especialidades médicas e 12 serviços diagnósticos e terapêuticos.

A História do SASE em ItaguAI Em 1965 o SASE chegava na cidade de Itaguaí, localizada a cerca de 60km do centro do Rio de Janeiro, na região denominada Costa Verde, na época com grande carência social e perfil eminentemente rural. Motivadas pelo ideal do Rev. Izaías de Sousa Maciel, várias pessoas se dispuseram a colaborar.

Um pequeno ambulatório com quatro salas, foi montado no centro da cidade. Confiados no sucesso das iniciativas anteriores do SASE, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores doaram o terreno para construção de um hospital maternidade, na Colina da Saúde. O início das obras se deu em 27 de abril de 1966. A primeira laje foi lançada em 27 de maio e a última em 16 de julho de 1966, num prazo recorde naquela época. Em 15 de novembro de 1966 era inaugurado o Hospital Maternidade SASE de Itaguaí, com 60 leitos, em grande festividade que contou com a presença do então Governador do Estado do Rio, Dr. Geremias de Matos Fontes. O Hospital Maternidade SASE de Itaguaí exerceu papel estratégico na assistência a saúde da região por muitos anos, pois não existia hospital público. Milhares de itaguaienses nasceram na Maternidade do SASE, na Colina da Saúde. O SASE Itaguaí hoje e os seus planos A cidade de Itaguaí irá experimentar um grande crescimento nos próximos anos, graças a novos projetos industriais e a uma nova política dotada de uma gestão moderna e estratégica.Os projetos para o SASE Itaguaí caminham no sentido de acompanhar o crescimento da cidade: reabertura do Hospital Maternidade, com um novo perfil assistencial e modernas instalações; duplicação da Policlínica Geral, com o oferecimento de todos os tipos de serviços médico-diagnósticos, inclusive os de maior complexidade tecnológica; abertura de ambulatório de recuperação para dependentes químicos.

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Centro Médico São Mateus

O

distrito de São Mateus pertence à cidade de São João de Meriti, hoje com 500.000 habitantes. São João de Meriti tem as características de uma cidade dormitório, por estar à cerca de 15 km da capitale não ter um pólo industrial, com muitos desafios sociais a vencer. O SASE mantém nessa cidade o Centro Médico São Mateus, que é a maior e mais completa estrutura de serviços ambulatoriais da cidade de São João de Meriti, realizando milhares de atendimentos em 21 especialidades médicas e 20 serviços de diagnósticos e terapias.

1.500 pessoas por dia, com 150 médicos e odontólogos. O PU de São Mateus funcionou até o ano de 1989, quando os serviços de urgência passaram a ser realizados em postos médicos da Prefeitura. A partir de uma profunda reestruturação organizacional e predial, em 1997 o ex-PU São Mateus passou a funcionar como Centro Médico São Mateus, que é a maior policlínica do município e uma das maiores do Estado. No ano de 2005 foram inauguradas as novas instalações do Serviço de Diagnósticos por Imagem, inclusive com a implantação do Setor de Tomografia Computadorizada.

A história do SASE São Mateus O SASE São Mateus teve início em 13 de maio de 1965, com um ambulatório médico e social, instalado em condições muito modestas. O núcleo de São Mateus realizou muitas campanhas e festas, que contaram com o apoio inclusive do então Governador do Estado do Rio, Dr. Geremias de Matos Fontes. Em 7 de dezembro de 1968 foi lançada a pedra fundamental do futuro Hospital Maternidade. Posto de Urgências O prédio do hospital ficou pronto em 1974, mas teve a sua finalidade alterada para o funcionamento de um Posto de Urgência (PU), a pedido do Governo Federal. Nascia a PU de São Mateus, que durante anos foi o maior posto de urgência da baixada fluminense, chegando a atender mais de AMOR&VIDA | 35


Ensino Profissionalizante

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SASE e a Associação Amor e Vida estão se voltando, agora, também para o ensino profissionalizante, em virtude do grave problema que ocorre no Brasil, de falta de mão de obra qualificada. Isso tem causado um desequilíbrio social de imensas proporções: enquanto milhares de jovens não têm condições de conseguir emprego, o Brasil importa mão de obra. É notório que a falta de possibilidade de trabalho exerce na adolescência e juventude grande angústia existencial, levando muitos deles para a marginalidade, tangidos pelo impulso natural de luta pela sobrevivência. Grandes segmentos das populações nascem e crescem sem se prepararem pra o exercício de uma profissão que lhes garanta sustento próprio e para formarem famílias. A educação no Brasil prioriza o academicismo, embora setores do Governo já se preocupem em criar escolas profissionalizantes. Mas, assim embora, é muito grande o número dos que ficam sem oportunidade de aprendizado e, portanto, sem possibilidade de emprego formal.

A gravidade do problema se revela, na atualidade, como é divulgado na Imprensa, que o Brasil está importando mão de obra. Os adolescentes e jovens precisam de um preparo profissional pragmático que lhes abra as portas para o emprego. Ajudar às crianças, adolescentes e jovens a alcançarem uma profissão, é mais uma contribuição de alto significado social e evangélico que a Associação Amor e Vida e o SASE estão empreendendo.

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Declaração

A publicação do livro de autoria de meu amigo de mais de 50 anos, Pastor Delcyr de Souza Lima, intitulado “Um Homem de Deus Somente Servo”, causou-me profunda alegria, que me leva a intensificar minha glorificação a Deus pelo que fez de mim em suas mãos, como instrumento para realizar as obras de seu reino. Trata-se da alegria de ver que me enxergam exatamente da maneira como eu sempre quis ser visto e conhecido: unicamente como servo de Deus.

D

irijo-me às igrejas e ministérios

de todas as denominações, aos líderes de todos os níveis, e ao povo de Deus em geral, com os quais tenho convivido e mantido abençoada comunhão, no empenho que todos nós temos em ver progredir o reino de Deus em nosso país e no mundo inteiro, e na realização dos propósitos de evangelizar e realizar boas obras de beneficência em nome do Senhor Jesus, para lhes fazer a seguinte declaração: Nunca me decepcionei com o Evangelho de Cristo; nunca me decepcionei com meu Deus, Salvador e Senhor. Nunca me decepcionei com meus colegas de ministério. Nunca me faltou o apoio de todos para a realização das obras que há mais de cinqüenta anos comecei a empreender. De Deus, nunca me faltaram os recursos espirituais e materiais dados em resposta às orações: minhas, de meus colaboradores e de todo o povo de Deus, os quais vêm nos amparando constante e continuamente, de mãos levantadas para o Senhor. Até mesmo naqueles momentos em que nuvens pesadas e escuras toldaram os horizontes da nossa vida, minha e de minha querida esposa, missionária Jacira, com aflições e dores inexprimíveis, a consolação do Espírito Santo de Deus e a certeza de ter, junto conosco, o povo de Deus e nossos amigos, nos deram as forças necessárias para sobrepujar a dor, os ataques do Inimigo, e o ser provados na fornalha das aflições.

As presidências, as vitórias das instituições por nós criadas e administradas ao longo da vida, as homenagens por meio de títulos, medalhas e diplomas, tudo, enfim, eu dedico ao meu Deus, para louvor de Seu Nome. Sou agradecido às autoridades e às instituições civis, militares, governamentais, educacionais e religiosas que me homenagearam, porém meu desejo é ficar na memória do povo de Deus e de meus amigos simplesmente como “homem de Deus somente servo”. O autor de meus traços biográficos, Pastor Delcyr de Souza Lima, foi muito inspirado por Deus na escolha do título do livro: “Um Homem de Deus Somente Servo”. É exatamente o que me considero: Somente servo de meu Deus, nas suas mãos, como um instrumento, ao lado de outros, igualmente instrumentos, para o engrandecimento de seu reino na terra. Peço a todos que em suas orações me ajudem a expressar minha gratidão a Deus pelo privilégio que me tem concedido de durante toda a minha vida agir de modo a ser conhecido como: UM HOMEM DE DEUS SOMENTE SERVO.

Rev. Izaías de Sousa Maciel

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Fatos em Fotos 1

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Foto 1: Encontro de líderes evangélicos com a Presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff. O Presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior dialoga com a Presidente. Foto 2: Rev. Izaías em visita aos estúdios da TV Bandeirantes, em Brasília, recebido pelo diretor Dr. Steffano Foto 3: Governador Sérgio Cabral e Reverendo Izaías de Sousa Maciel em conversa descontraída durante a inaguração do prédio do Centro Bom Samaritano para a Terceira Idade, em Nova Iguaçu. Foto 4: Reverendo Guilhermino Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Reverendo Izaías e Deputado Federal Walney Rocha Foto 5: Saudoso Vice-Presidente da República, José Alencar em conversa com o Reverendo Izaías. Foto 6: Reverendo Izaías e esposa; General Braga e esposa. Foto 7: Líderes da Convenção Geral das Assembléias de Deus na reinauguração da capela de Realengo Foto 8: Rev. Izaías de Sousa Maciel, Deputado Edson Albertassi, o Secretário Rodrigo Neves, Rev. Guilhermino Cunha e o Deputado Arolde de Oliveira Foto 9: Primeiro Vice-Presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Deputado Edson Albertassi e o Presidente Jorge Picciani Foto 10: Dr. Hésio de Sousa Maciel, Presidente da Universidade Mackenzie, Reverendo Izaías, Desembargador Siro Darlan e Deputada Cidinha Campos Foto 11: Rev. Izaías recebe diploma de reconhecimento da Universidade Mackenzie por relevantes serviços prestados, ladeado pelo Dr. Hésio de Sousa Maciel, Presidente da Universidade Mackenzie e Rev. Guilhermino Cunha. AMOR&VIDA | 38


O Vale da Esperança “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança, e ali cantará, como nos dias da sua mocidade”(Oséias 2.14-15).

A

“Acor” significa “perturbação”. O vale com este nome ficava perto da cidade de Jericó. Ele foi a porta de entrada do povo de Israel na terra prometida ao fim de sua peregrinação de quarenta anos. Ali houve uma grande tragédia: Durante a batalha de conquista da cidade de Jericó, um homem israelita de nome Acã desobedeceu a ordem de Deus e pecou: Deus proibira que os soldados tomassem qualquer coisa como despojo daquela cidade, e que seria maldito aquele que o fizesse. Acã, movido pela cobiça, apoderou-se de uma peça de ouro e de uma capa babilônica. Seu pecado fez com que Deus se afastasse do povo e, quando batalharam contra a cidade de Ai, foram derrotados e tiveram que fugir. O pecado de Acã foi descoberto; então o levaram ao vale de Acor palavra

onde foi apedrejado e morto (Josué 7.25-26). Israel havia se desviado de Deus e caído na idolatria. Sua desobediência como nação, à semelhança do pecado de Acã, tinha trazido consequências amargas. Então Deus promete que, assim como o povo entrara na terra prometida pelo vale perto de Jericó, no início, Deus faria o povo como que entrar na terra prometida pela segunda vez, pelo caminho do mesmo vale, transformando-o, porém,

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FÉ E OBRAS de “vale da perturbação” em “porta da esperança”. De um vale desértico, de perturbação e infelicidade, Deus, pela sua misericórdia, faria um vale fértil, de vida e felicidade, uma porta de esperança. Na vida humana, em todos os lugares e em todas as épocas, sempre têm existido pessoas que caem num vale de Acor como, por exemplo, as pessoas que se tornam dependentes químicos, as quais arrastam suas famílias para a perturbação e a infelicidade, assim como Acã arrastou todo o seu povo para a maldição da derrota. Os milhares de pessoas que se tornam dependentes químicos, literalmente entram nesse vale de Acor, Perturbação; condenam-se a si mesmas à destruição e arrastam consigo suas famílias e toda a sociedade ao sinistro vale de perturbação, infelicidade e desespero. Movidos pelo amor a Deus e ao próximo criamos o CREDEQ – Centro de Recuperação de Dependentes Químicos __ situado em Campo Grande, no Oeste Carioca, para dedicar-se ao esforço de recuperar pessoas que tenham caído nesse vale fatídico, dando-lhes a oportunidade de alcançarem novamente a esperança de vida. A missão do CREDEQ é resgatar a vida do dependente químico e seus familiares, ajudando-os a vencer suas adversidades e sofrimentos e promovendo o renascimento, a autoconfiança e o despertar para a vida. Por ter esta missão, o CREDEQ tornou-se uma porta eficaz para a volta à esperança da vida, e por isto pode ser intitulado “O Vale da Esperança”.

aceita a doença como realidade e tem habilidade para lidar com os sentimentos os quais identifica e expressa. Dessa forma, prestando assistência médica, psicológica e espiritual, leva os pacientes e suas famílias a uma reformulação de suas vidas, conduzindo-os ao Vale da Esperança. A equipe que atua no CREDEQ é formada de médicos, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, terapeutas e conselheiros espirituais, todos altamente qualificados. O ambiente é acolhedor, aprazível e de amor cristão. O CREDEQ oferece hospedagem, pós-tratamento, ambulatório, programa familiar e consultoria e orientação para implementação e tratamento de dependência química em empresas, escolas e outras instituições, além de fazer convênios. O ingresso no CREDEQ para tratamento pode ser feito por duas modalidades: Primeira, pelo programa particular de caráter social que propicia o tratamento pelo menor preço do Rio de Janeiro em virtude de sua finalidade social; segunda, pelo plano de convênios, aberto a empresas.. Para os que desejam conhecer o Centro de Recuperação de Dependentes Químicos: Estrada do Campinho 4.700, Campo Grande, Rio de Janeiro; site www.credeq.org.br e correspondência eletrônica, email: atendimento@credeq.org.br ■

O CREDEQ é uma das instituições pioneiras no atendimento e tratamento de dependentes químicos no Estado do Rio de Janeiro, e já tratou cerca de dez mil pessoas ao longo de sua história. O CREDEQ acredita que a dependência química é uma enfermidade primária, crônica, e progressiva, porém tratável. O tratamento prima pela disciplina, abstinência total de substâncias químicas psicoativas por meio do programa dos doze passos de AA. Presta informações sobre a doença, AMOR&VIDA | 40


Golias Ainda Existe

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mais impressionantes é a da luta de Davi com o gigante Golias. Não é uma história mitológica como as histórias da mitologia grega ou das mitologias modernas da televisão com que enchem a mente das crianças do mundo inteiro, com mutantes do tamanho de prédios de dez andares, que jogam fogo pelos olhos ou com as palmas das mãos. Golias era apenas um guerreiro filisteu de alta estatura, como até hoje, de quando em quando a televisão anuncia existir em algum país, pessoa com dois metros e meio de altura e sapatos número acima de quarenta e oito. Golias era um guerreiro inimigo do povo israelita, e que, pelos padrões de armas da época, era invencível, e paralisava de medo os combatentes israelitas. Do ponto de vista espiritual, aquele enorme guerreiro representava a concentração dos poderes do mal numa pessoa usada como instrumento para se opor a Deus e aos seus desígnios. O povo de Israel estava se formando na Palestina, e os filisteus queriam extingui-lo. Por meio do povo Israelita Deus haveria de enviar os profetas e, no tempo certo, o Messias Salvador. De sorte que aquele ma das histórias bíblicas

gigante guerreiro era um instrumento do mal, para impedir o prosseguimento dos desígnios de Deus. Surgiu o jovem Davi, cujos irmãos estavam engajados no exército de Israel. Tendo sido levado à presença do rei Saul, se propôs lutar com o gigante Golias com a promessa de que o derrotaria em nome do Senhor. Embora não lhe dessem muito crédito, permitiram. O rei lhe deu armas e mandou vesti-lo de uma armadura de soldado da época. Ele tirou tudo aquilo, e disse que venceria o gigante pelo poder do Senhor e em seu nome. Partiu para o enfrentamento, atingiu o gigante com uma pedrada de funda, o gigante caiu atordoado e com a própria espada do gigante Davi o matou. Estava afastado o perigo e o entrave ao andamento dos desígnios de Deus. Esse gigante ainda existe. Golias ainda existe. Não como uma pessoa física, mas como forças que se levantaram em nosso país e no mundo para oprimir multidões e para combater o avanço do reino de Deus. Golias se multiplicou e infestou o Brasil e o mundo inteiro combatendo Deus e reduzindo milhares e milhares à escravidão. O mal que levantou no passado aquele guerreiro como seu instrumento, multiplicou o número de instru-

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mentos para combater o bem. Hoje, enfrentamos o gigante Golias da fome; do frio, da solidão e desamparo; da falta de teto sob o qual morar; o Golias dos vícios do álcool, do tabaco e, fatalmente, o vício das drogas que destroem o corpo, a mente e a alma de milhões de pessoas. Que dizer e o que fazer diante dos milhares de crianças pequeninas que já estão dominadas pelo gigante do crack e do cheiro de cola, que enxameiam as ruas como espectros fantasmagóricos do avanço do mal? Que dizer da juventude aprisionada ao gigante Golias das orgias, e que estão morrendo sob as armas de outros jovens violentos? Que dizer das enormes populações de rua, de pessoas idosas e de crianças abandonadas por seus parentes e familiares e dos que nem parentes nem familiares têm, e que sucumbem envoltos em andrajos pelas ruas da mendicância sem que ninguém, aparentemente, faça alguma coisa para estabelecimento de uma política que realmente os socorra e ampare? Que dizer da pedofilia nojenta que se alastra como cancro moral diabólico em nosso país e no mundo? Não tenhamos dúvida. O mal formou uma falange de Golias modernos: da fome, da orgia, da pornografia, da corrupção em todos os níveis, do alcoolismo, da dependência química e da violência. Golias foi multiplicado, e continua existindo e rindo de nós, e devorando crianças, jovens, meninas que lança na prostituição e espalhando a fome, a violência e o despudor por toda parte. Mas Davi também ainda existe. As igrejas que pregam a palavra de Deus; as instituições realizadoras de boas obras de misericórdia são Davis modernos que Deus tem levantado para combater os Golias.

O SASE, com seus hospitais, clínicas, e ambulatórios; a Associação Amor e Vida com seus dois lares de acolhimento para crianças e quatro lares para acolhimento de pessoas idosas, e com o Centro de Recuperação de Dependentes Químicos são como Davis, pequenos guerreiros de Deus enfrentando os gigantes Golias do mal moderno. Em nome do Senhor, usando as armas da oração, da pregação do evangelho e as armas da compaixão e misericórdia para com os escravizados pelo mal, precisamos dar combate constante aos Golias de nosso tempo. Ajudemos essas instituições com nossas orações e com nossas contribuições para que essa luta possa continuar sem interrupção. Golias ainda existe, sim. Ele se multiplicou no mundo atual e se manifesta como o gigante da fome, do abandono e mendicância, como o gigante dos vícios e paixões carnais; como o gigante das drogas destruidoras de almas. Nossas instituições que lutam contra esses males são os Davis de Deus. Unamo-nos nessa luta permanente. Lutemos pela nossa independência. Não política, porque nós já a temos graças ao patriotismo dos brasileiros do passado. Estejamos conscientes de que precisamos enfrentar permanentemente a luta pela independência em relação aos males gigantescos que hoje em dia procuram derrotar o povo brasileiro. Formemos um imenso exército de Davis, prontos a enfrentarmos com as armas da fé os Golias que se multiplicam. Juntos, salvaremos muita gente da dominação dos Golias de nossos dias. Esta luta constante agrada a Deus. ■

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Dois valiosos livros do Reverendo Izaías de Sousa Maciel

Onde adquirir: OMEBE – Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior Rua Marechal Floriano nº 143, 4º andar - Centro - Rio de Janeiro Tel. (21) 2263-4761 - email: omebenacional@hotmail.com AMOR&VIDA | 43


Ajude a Associação Amor e Vida a salvar vidas

Seja um mantenedor e parceiro na realização dessa obra de fé Deposite sua contribuição em um dos seguintes bancos: Banco do Brasil: Agência 3518-1 Conta 411071-4 Bradesco: Agência 1400-1 Conta 40.000-9

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Revista Amor e Vida