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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA E HUMANIDADES

OS PIONEIROS DA IMAGEM NO NASCIMENTO DE UMA CIDADE

JOSÉ CARLOS CECILIO

MARINGÁ 2012


UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA E HUMANIDADES

OS PIONEIROS DA IMAGEM NO NASCIMENTO DE UMA CIDADE

JOSÉ CARLOS CECILIO

MARINGÁ 2012


JOSÉ CARLOS CECILIO

OS PIONEIROS DA IMAGEM NO NASCIMENTO DE UMA CIDADE

Artigo apresentado à Universidade Estadual de Maringá como requisito para obtenção do grau de Especialista em História e Humanidades.

Prof. Dr. Reginaldo Dias - Orientador

MARINGÁ 2012


OS PIONEIROS DA IMAGEM NO NASCIMENTO DE UMA CIDADE

Por

JOSÉ CARLOS CECILIO

Artigo aprovado para obtenção do grau de Especialista no curso História e Humanidades EAD pela banca examinadora formada por:

Prof. Dr. Reginaldo Benedito Dias Presidente da Banca e Orientador

Prof. Dr. José Henrique Rollo Gonçalves

Membro Convidado - UEM

Prof. Dr. Rivail Carvalho Rolim

Membro Convidado - UEM


Dedico este trabalho a todos os pioneiros anônimos ou não, que fizeram suas vidas e de suas famílias neste lugar. Onde vislumbraram a chance de prosperar e criarem seus filhos e netos. Em especial aos familiares das figuras principais aqui estudadas. Dedico também aos meus pais e aos meus avós (in memorian) que foram contemporâneos deste mesmo cenário.


“O conhecimento das imagens, de sua origem, suas leis é uma das chaves de nosso tempo. (...) É o meio também de julgar o passado com olhos novos e pedir-lhe esclarecimentos condizentes com nossas preocupações presentes, refazendo uma vez mais a história à nossa medida, como é o direito e dever de cada geração.” Pierre Francastel, A Realidade Figurativa.


Os pioneiros da imagem no nascimento de uma cidade

José Carlos Cecilio

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Professor-doutor Reginaldo Dias

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Resumo Este trabalho se propõe a ser um reconhecimento à fotografia documental e aos seus autores aqui pesquisados: os primeiros fotógrafos da cidade de Maringá. Resgata a memória destes personagens reais até então, quase esquecidos pela história “oficial” de Maringá. Destaca a importância da fotografia como fonte histórica associada à história oral passada pelos seus descendentes, principalmente por seus filhos. Aqui apresentamos dezenas de imagens dos primeiros anos da formação de um povoado que em curto espaço de tempo, deu lugar a uma das principais cidades do estado do Paraná. A estrutura deste artigo se sustenta em três pilares: a fotografia como fonte histórica, o cenário, o bairro que deu origem a cidade de Maringá, o “Maringá Velho” e o resgate da memória de seus primeiros agentes, os fotógrafos migrantes e pioneiros do norte do Paraná, que registraram o crescimento e o progresso da cidade que começava a surgir a partir da década de 1940.

1. Introdução Numa imagem aparentemente simples e pobre, pode conter inúmeras mensagens profundas e transformar esta figura de duas dimensões em uma verdadeira fonte de investigação. Seu cenário, ambiente rural ou urbano, ou mesmo um painel pintado ao fundo em um estúdio fotográfico, o vestuário, o penteado, os utensílios e os veículos contam por si a história daquele momento quase mágico, perpetuado quimica e fisicamente num suporte em vidro ou em celulóide de negativo fotográfico. Quer seja como arte, documentação oficial ou social, como denúncia ou como simples lembranças de família, a fotografia cumpre sua função de peservação e apoio fundamental enquanto fonte de informação histórica, antropológica e etnográfica. Aqui foi delimitado o espaço e tempo, seguindo uma cronologia dos personagens históricos: o primeiro, Shizuma Kubota e o segundo e seu contemporâneo e cunhado, Tutomo Sanuki, nas décadas de 1940, 1950 e 1960. 1

Universidade Estadual de Maringá. Departamento de História. Aluno do curso de pós-graduação em História e Humanidades, turma 2010. 2

Universidade Estadual de Maringá. Departamento de História. Doutor em História.


Pioneiros habitantes do pequeno núcleo urbano que originou a cidade de Maringá, o “Maringá Velho”, hoje apenas mais um bairro da importante cidade do norte do Paraná. A metodologia partiu de um levantamento de imagens, fontes impressas (livros, jornais, revistas e demais documentos), depoimentos e entrevistas com familiares (principalmente com os filhos) e pioneiros que conheceram nossos personagens aqui estudados, seus respectivos comércios e serviços. Após reunidas imagens mais conhecidas, inclusive algumas assinadas e/ou datadas, pertencentes de acervos particulares, álbuns familiares, museus, sites e órgãos municipais. A história oral foi fundamental na coletas dos fatos e das imagens, das vidas e obras dos protagonistas estudados. 1. A imagem fotográfica No livro “Fotografia e história” de Boris Kossoy, o autor define: Três elementos elementos são essenciais para a realização de uma fotografia: o assunto, o fotógrafo e a tecnologia. São estes elementos constitutivos que lhe deram origem através de um processo, de um ciclo que se completou no momento em que o objeto teve sua imagem cristalizada na bidimensão do material sensível, num preciso e definido espaço e tempo. (KOSSOY, 2001) O produto final, a fotografia, é portanto resultante da ação do homem, o fotógrafo, que em determinado espaço e tempo optou por um assunto especial e que, para seu devido registro, empregou os recursos oferecidos pela tecnologia. (KOSSOY, 2001)

A formulação é assim estabelecida por Kossoy: ASSUNTO/FOTÓGRAFO/TECNOLOGIA elementos constitutivos

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FOTOGRAFIA produto final

ESPAÇO E TEMPO coordenadas de situação Figura 1 – Fórmula teórica (KOSSOY, 2001) A partir do momento em que o processo se completa, a fotografia carregará em si aquele fragmento congelado da cena passada materializando iconograficamente. O objeto-imagem de primeira geração, o original, é essencialmente um objeto museológico, e como tal tem seu valor histórico intrínseco, enquanto o de segunda geração, a reprodução, é a função de multiplicação do conteúdo, um instrumento de disseminação da informação históricocultural. Nesta dimensão, a fotografia cumpre sua maior função social. 2.

Fonte histórica


A importância do documento visual captado por uma câmera fotográfica pode ser uma valiosa fonte histórica: O artefato fotográfico, através da matéria e de sua expressão, constitui uma fonte histórica. Se um fotógrafo desejou ou foi incumbido de retratar determinado personagem, documentar o andamento das obras de uma estrada de ferro, ou os diferentes aspectos de uma cidade, ou qualquer um dos infinitos asuntos que por sua razão ou outra demandaram sua atuação, esses registros – que foram produzidos com uma finalidade documental – representarão sempre um meio de informação, um meio de conhecimento, e conterão sempre seu valor documental, iconográfico. Isso não implica, no entanto, que essas imagens sejam despidas de valores estéticos. (KOSSOY, 2001)

A história pode ser contada a partir de fotografias do passado, com o emprego da iconografia fotográfica juntamente (sempre) com a história escrita, além da história oral de seus autores, familiares e testemunhas oculares de uma comunidade. Este tipo de fonte histórica (iconografia fotográfica) nos serve como importante instrumento de apoio à pesquisa e como meio de conhecimento visual de cenas já passadas, de novas descobertas e até mesmo para corrigir ou enriquecer a uma versão oficial da história. 3.

A memória O fragmento da realidade gravado na fotografia representa o congelamento do gesto e da paisagem, e portantoa perpetuação de um momento, em outras palavras, da memória: memória do indivíduo, da comunidade, dos costumes, do fato social, da paisagem urbana, da natureza. A cena registrada na imagem não se repetirá jamais. O momento vivido, congelado pelo registro fotográfico é irreversível. (KOSSOY, 2001)

4.

O famoso norte do Paraná

Largamente divulgado pelos jornais e revistas brasileiras desde meados das décadas de 1920, o norte do Paraná era a promessa do Eldorado3. Muitos aventureiros e interessados em começar uma vida nova naqueles tempos difíceis, (antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial), vieram em caravanas ou sozinhos ver de perto o potencial das novas e férteis terras.

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“A origem do Eldorado remonta a 1531-1532, quando o conquistador Diego de Ordaz foi informado sobre a existência do País de Meta, que seria rico em ouro e pedras preciosas. Sua localização (entre o Peru e a Colômbia) foi influenciada pela cultura pré-colombiana Chibcha. Luiz de Daza encontrou no Equador um índio chamado Muequetá, que se dirigia ao rei de Quito para solicitar ajuda na guerra contra os Chibcha. Ao descrever o seu país, referiu-se pela primeira vez ao cacique que se banhava com ouro em uma lagoa. Sebastião de Becalcázar, o fundador de Quito, denominou-o de Província del Dorado em 1534. (ALÉS & PUYLLAN, 1992, p. 287). 3 Este termo é também muito utilizado para lugares que despertam potenciais riquezas envoltas em mistérios. Foi muito utilizado para definir o norte do estado do Paraná a partir da década de 1920 até os anos 1950, onde livros e artigos de jornais e revistas nacionais e estrangeiras traziam títulos: Norte do Paraná: “a terra que cheira a dinheiro” ou “a terra onde se anda sobre dinheiro”.


Em depoimento, Fausto Abrão conta que seu pai, José Jorge Abrão, tomou conhecimento do empreendimento da Companhia de Terras Norte do Paraná, no sul de Minas Gerais, na região de São Sebastião do Paraíso. Em um anúncio de vendas de terras e aberturas de cidades na região do norte do Paraná, a partir de um jornal paulista que servia de “embrulho” de mercadorias compradas na cidade de Guaxupé. Após se informar com amigos, seguiu viagem para “estas bandas”. Chegou de trem até Apucarana e depois tomou uma “jardineira” até Mandaguari e em seguida chegou a Maringá, trazendo aos poucos toda a sua família, em 1943. Primeiro comerciante, montou o armazém de “secos e molhados”, a Casa Maringá. Comprou, também, lotes na zona rural, nas glebas de Guaiapó e Paiçandu para o plantio de café.

Figura 6 – Anúncio da Companhia de Terras Norte do Paraná, publicado no jornal paulistano A Gazeta. São Paulo, 6 de abril de 1950. (acervo particular de José Carlos Cecilio)


5.

O retrato do Maringá “Velho”

A paisagem do sertão norte-paranaense é descrita assim pelo escritor, poeta, ex-vereador e pioneiro de Maringá, Antenor Sanches: “No ano de 1942, quando o Maringá Velho foi aberto no meio da mata virgem, a venda de terras na região já vinha sendo feita nos escritórios da Companhia de Terras Norte do Paraná, em Londrina e depois em Apucarana. Os compradores vinham em verdadeiras caravanas para fazer a derrubada da mata e plantar café, que era chamado de “ouro verde” do Brasil”. (SANCHES, 2005).

Figura 2 – Inauguração do Hotel Campestre e da pedra fundamental de Maringá, em 10 de novembro de 1942. Presentes, autoridades paranaenses e diretores da Companhia de Terras Norte do Paraná: Arthur Miller Thomas, Major Blasi (prefeito de Londrina), Aristides Souza Mello, Milton Tavares Paes, Wilson Varella, David Dequech, Rui Cunha, Milton Campos, Aroldo Moraes, Archibaldo Moraes, Orlando Noronha, Dorival (na época, contador em Mandaguari), Shigeoski Yokayana, João Tenório Cavalcanti, Waldemar Gomes da Cunha (Waldemar Barbudo), Waldemar Wenskowick, Vladimir Babkov, Pedro Lopes, Renato Mello, Mário Jardim Siqueira, Luiz Di Buriasco, Gabriel Martins, entre outros. Imagem e informações constantes do livro Colonização e Desenvolvimento do Norte do Paraná. Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (1975). Fotografia sem créditos.

Até 1947 o Maringá Velho era um povoado, com seis quadras abertas no meio da mata virgem, pertencente ao Município de Mandaguari, porém já contava com forte comércio. (SANCHES, 2005). Na primeira década de existência deste lugarejo já se podia notar uma grande estrutura de comércio e serviços, ainda que precários, ali havia hotéis, pensões, rodoviária, farmácias, padaria, bares e mercearias, hospitais, igrejas, escolas, oficina mecânica, escritório contábil, muitos armazéns de secos e molhados, serrarias, máquinas de beneficiamento de café e de outros cereais, posto de gasolina, fotos (lojas/estúdio), cinemas, lavanderia, tinturaria, relojoaria etc. Enfim, tudo isso em seis ou oito quadras e que mais parecia uma “mini” cidade.


Algumas famílias improvisavam pensões, pois a demanda era grande devido ao afluxo de visitantes e potenciais compradores de terras. Famílias inteiras chegavam em busca de novas oportunidades. Havia os meios de transportes ainda muito rústicos como cavalos, carroças, caminhões, jipes e velhos automóveis Ford das décadas de 1920 e 1930. A iluminação era à base de lampiões e lamparinas até a chegada de geradores diesel de estabelecimentos particulares. A água era geralmente captada em poços caipiras. As instalações sanitárias não passavam de casinhas externas sobre fossas comuns. O lazer era desfrutado através de bailes em barracões improvisados animados com sanfoneiros, violeiros e outros animadores. Havia também um serviço de alto falantes que divulgava o comércio local e do cinema que fazia algumas sessões vespertinas ou noturnas. Um campo foi aberto na Rua Pinguim7 e ali nasceu o SERM (Sociedade Esportiva e Recreativa de Maringá) onde todo domingo havia partidas de futebol amador. Em 1945 foi escolhido o terreno para a construção da igreja católica, na esquina da Rua Moscados6 com a Avenida Brasil, onde em 1946 a Capela Santa Cruz foi concluída.

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Figura 3 – Vista parcial da avenida principal (Brasil). Imagem mostra as primeiras casas comerciais e residências do “Maringá Velho” em 1945: A partir do primeiro plano, lado direito: 1 – residência de “Paquinha”, 2 – padaria de Aniceto Gomes da Silva, 3 – oficina de João Falcão, 4 – residência de Janduy Perino “Duia”, residência de Hilário Alves, 5 - farmácia de Mário Jardim, 6 – Hotel Campestre, administrado por José Inácio da Silva. 7 - Ao fundo, do lado direito, a residência e Casa Maringá de José Jorge Abrão. Fotografia sem crédito, capturada do livro Terra Crua (ESTRADA, 1961).


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Figura 4 – Vista parcial da Avenida Brasil entre a Rua Cleópatra e a Rua Jumbo . Em 1948. Fotografia sem crédito. (acervo Museu da Bacia do Paraná, UEM).

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Figura 5 – Vista parcial da Avenida Brasil entre a rua Cleópatra e a Rua Jumbo : 1 – Bar (Café) Paulista, 2 – Cine Primor, 3 – Casa Maringá. Em 1949. Fotografia sem crédito. (acervo particular do Prof. João José Bigarella).

6.

Os primeiros fotógrafos de Maringá: Os japoneses “Maringá tem em sua colonização a efetiva e ampla participação dos japoneses. Já por ocasião de seu planejamento pela Companhia de Terras do Norte do Paraná sabia-se que o desenvolvimento da cidade seria muito grande.” (...) “A chegada dos pioneiros japoneses, no entanto, antecede inclusive ao planejamento como futuro município. O pioneiro Mitsuzo Taguchi chegou em junho de 1939 e somente oito anos depois a localidade era elevada à condição de Distrito de Mandaguari. O desmembramento veio em 1951, quando pela Lei n° 790, de 14 de novembro, Maringá atingiu a categoria de Município. (...) E nesse processo de rápido desenvolvimento se insere a participação decisiva dos japoneses, tanto no meio rural como urbano”. (OGUIDO, 1988).

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Rua Cleópatra atual Rua José Jorge Abrão. Rua Jumbo atual Rua Dr. Lafayette Tourinho.


No início da década de 1940, chegam à região várias famílias japonesas entre elas, as que compram terras na zona rural nas seções (glebas) Guaiapó e Morangueira. Enquanto a seção Guaiapó era colonizada pelas famílias Taguchi e Tokuda e demais. A seção Moranagueira era fundada em 1941 pelas famílias Kuramoto e Kubota. Também nesta ocasião chega Shizuma Kubota (1917-1985), o pioneiro da fotografia em Maringá.

6.1

Shizuma Kubota – O primeiro

“Ao contrário de seus patrícios, Shizuma preferiu instalar-se no núcleo urbano que se formava, montando um estúdio fotográfico”. (OGUIDO, 1988). O pai de Shizuma, Jinroku Kubota (1884-1970) veio antes, e investiu em terras com o capital ganho na cultura de algodão na região de Marília, no estado de São Paulo. Jinroku foi o primeiro presidente, em 1955, da Socema – Sociedade Cultural Esportiva de Maringá (atual Acema – Associação Cultural e Esportiva de Maringá). A família Kubota é originária da província de Ehime, na cidade de Matsuyama, no Japão. Há um logradouro, a Avenida Jinroku Kubota no bairro do Jardim Alvorada ligando a ligando a Avenida Guaiapó a Avenida Tuiuti. Há também uma rua com o nome de Yoshinori Kubota, irmão de Shizuma, nesta mesma área, atualmente Jardim das Grevíleas, ambas as vias são homenagens a estes pioneiros.

Figura 6 – Shizuma Kubota, na década de 1970 (acervo particular família Kubota).


Figura 7 – Imagem creditada a Shizuma Kubota, no período entre 1946 e 1947, em frente ao Foto 6 4 Primeiro (placa ao fundo) na Avenida Brasil, localizado entre a Rua Moscados e a Rua Cleópatra quase em frente a Casa Planeta. Pessoas identificadas nesta imagem: da direita para a esquerda, Jorge José Abrão (mão na cintura) e Antônio Carniel (de roupas claras segurando uma das araras, nativas das matas da região). (acervo particular da família Cecilio).

Shizuma Kubota (1917-1985) casado com a senhora Masako tiveram quatro filhos. Instalou-se no Maringá Velho, autodidata, montou seu estúdio fotográfico, o Foto Primeiro em 1946, na Avenida Brasil onde também compartilhava o espaço com uma tinturaria, que segundo seu filho Osvaldo, não se lembra do nome deste estabelecimento Enem do proprietário. Em menos de um ano, mudou o endereço para a Rua Cleópatra4, bem ao lado do Hospital São Paulo. Shizuma permaneceu com o Foto Primeiro até 1950, que por menos de um ano foi vizinho de frente na mesma rua com o Foto Moderno, de seu cunhado Tutomo Sanuki. Neste mesmo ano abriu uma nova loja no “Maringá Novo”, na Avenida Brasil (atual número 4312, endereço onde abriga hoje o Centro Empresarial Transamérica, próximo a Avenida Paraná), denominado Auto-Foto Maringá que ali permaneceu por pouco tempo, por menos de um ano. Por motivos particulares, mudou-se com a família para a vizinha cidade de Jandaia do Sul. Lá montou outro estúdio e loja de fotografias, o Brasil Foto, o qual foi proprietário até o ano de 1962 quando vendeu este estabelecimento para Mauro Hatori (atual comerciante em Maringá em outro ramo de atividade) e, que, no ano de 1993 foi vendido para Reginaldo Munhoz Brischiliari que dirige até hoje o Foto Brasil, no mesmo endereço, na Rua Senador Souza Naves. Assim, Shizuma resolve mudar-se para o estado de São Paulo, na

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Rua Moscados atual Rua Santa Joaquina de Vedruna Rua Pinguim atual Rua Antonio Carniel


cidade de Osasco, em 1962 onde abre uma nova loja e estúdio de fotografias, o Foto Shizuma, na Avenida João Batista, número 113. Estabelecimento muito tradicional que teve a direção de Shizuma até seu falecimento, em 1985. Hoje a loja e estúdio mantêm o mesmo nome e seu proprietário é o Sr. Wilson, que era funcionário da loja desde 1968.

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Figura 8 – Vista aérea e parcial do “Maringá Velho”. 1 – Primeiro endereço do Foto Primeiro. 2 – Segundo endereço do Foto Primeiro. 3 – Hospital São Paulo. 4 – Casa Planeta. 5 – Capela Santa Cruz. 6 – Campo de futebol do SERM. Imagem capturada entre 1948 a 1950. (acervo Gerência de Patrimônio Histórico – Prefeitura do Município de Maringá).

Figura 9 – Vista aérea do “Maringá Velho” e do “Maringá Novo” (ao fundo). Imagem capturada a bordo de um avião monomotor pertencente a Waldemiro Planas, aviador e sócio do Aeroclube de Maringá. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota (Foto Primeiro), em fevereiro de 1948. (acervo do Museu da Bacia do Paraná, UEM).


Figura 10 – Inauguração da Padaria e Confeitaria Arco-Íris, no “Maringá Novo”, na avenida Brasil. A imagem: Dr. Diment, Walter Kreiser, Arlindo Marquezine, Dr. Nivaldo Gandra, Mafalda Gandra, Maria Fernandes, Ernesto de Paiva, Padre Emílio Scherer, Silvia Nyffeler, Rosa Planas, Ângelo Planas, Sra. Petena, Maria A. Paiava e sua filha. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota (Foto Primeiro), em novembro de 1947. (Fonte/acervo: Museu Bacia do Paraná, UEM).

Figura 11 – O primeiro avião que pousou em Maringá. Na imagem, o piloto, diretores Cia. De Terras Norte do Paraná e seus familiares. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota (Foto Primeiro), em 21 de novembro de 1947. (Fonte/acervo: Museu Bacia do Paraná, UEM).

Em entrevista, sua filha Luzia Kubota, moradora de Itu, estado de São Paulo, enfatiza que seu pai fotografava e revelava as fotografias de variados temas, desde álbum de família, fotos para documentos, eventos festivos e religiosos, tais como batizados, primeira comunhão, casamentos e até mesmo de “defuntos” (em velórios), a pedido da família. Também é creditada a fotografia onde mostra as cinzas do grande incêndio que consumiu lojas, residências e o cinema, o Cine Primor em 2 de novembro de 1949.


A senhora Luzia Kubota enfatiza que mesmo adolescente na época, ajudou a apagar o fogo por meio de baldes d’água, pois ainda não havia corpo de bombeiros naquela comunidade (Maringá Velho). O fotógrafo utilizava principalmente câmeras do tipo/marca Rolleiflex, filmes negativos nos formatos 6x 6 e 120 das marcas Fuji Film (japonesa), Kodak (norteamericana) e Ilford (inglesa), todos em preto e branco. Também utilizou negativo em suporte de vidro. Os papéis fotográficos eram da marca Agfa e Kodak, todos em preto e branco. Shizuma também registrou centenas de imagens do “Maringá Velho” e do “Maringá Novo”, inclusive fotografias aéreas tomadas a bordo de pequeno avião monomotor, popularmente conhecido por “teco-teco”, pilotado pelo pioneiro e aviador Waldemiro Planas. Muitas delas fazem parte dos acervos dos museus (MBP – Museu da Bacia do Paraná e do MUCE - Museu Cesumar) além da Gerência de Patrimônio Histórico, órgão da Prefeitura do Município de Maringá, porém quase sempre sem o devido crédito do autor, por falta de um estudo detalhado do autor e de sua obra, hoje bem esquecidos. Também prestaram depoimentos, seus outros dois filhos Waldemar Kubota, também morador de Itu, estado de São Paulo e Oswaldo Shiunha Kubota, este morador da cidade de Osasco, estado de São Paulo. Em Maringá, o entrevistado foi Jorge Ueda Kubota, sobrinho de Shizuma.

Figura 12 – As primeiras professoras de Maringá do “grupo escolar do Maringá Velho”: Dirce de Aguiar Maia (diretora, de vestido estampado), Maria Balani, Cidinha Balani, Stefânia Moreno, Neiva Camargo, Dagmar Santos, Maria Pizzolato Marangno, Lucrécia Vareschini, Catarina Veeonozi, Odete Alcântara Rosa, Nair, Latilde, Nadir e demais. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota (Foto Primeiro), em 7 de setembro de 1948. (acervo: Museu Bacia do Paraná, UEM).


Figura 13 – Cinzas e escombros do grande incêndio que consumiu dezenas de lojas e residências na 5 Avenida Brasil próximas a Rua Jumbo , destruídas: a Casa Maringá, o Cine Primor, a sapataria, o salão de barbeiro, o Bar Café Paulista entre outros. Este incêndio possui muitas versões de como começou, pode ter sido criminoso ou acidental. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota (Foto Primeiro), datada de 2 de novembro de 1949. (acervo particular da família Cecílio).

Figura 14 – Vista parcial da Avenida Brasil a partir da janela do sobrado da Casa Andó (atual bairro da

Vila Operária). Ao fundo, o centro do “Maringá Novo”. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota, 1949. (acervo particular família Sanuki).


Figura 15 – Construção do edifício da agência do Banco Noroeste do Estado de São Paulo, localizado

na esquina da Avenida Brasil com avenida Duque de Caxias. Trabalhadores e empreiteiros posam para o fotógrafo. Fotografia de autoria de Shizuma Kubota em 6 de abril de 1949. (acervo Gerência de Patrimônio Histórico, da Prefeitura do Município e Maringá).

Figura 16 – Provável fotografia de autoria de Shizuma Kubota (Foto Primeiro), em 5 de dezembro de 1949. A criança que posa em estúdio é Maria Aparecida Jorge, talvez a primeira menina nascida em Maringá (1943). Filha de Geraldo José Jorge e Alvarina Ferreira Jorge, pioneiros moradores em Maringá e no distrito de Floriano. Maria reside atualmente em Maringá. (acervo particular da família Jorge/Abrão).


Figura 17 – Osvaldo Shiunha Kubota, filho de Shizuma Kubota. Osasco, SP. 2010. (José Carlos Cecilio).

Figura 18 – Foto Shizuma, este estabelecimento funciona desde 1962, foi vendido em 1985. Hoje sob nova direção. Osasco, SP. 2010 (José Carlos Cecilio).


6.2 Tutomo Sanuki – O segundo Tutomo Sanuki (1920-1986) nasceu na cidade de Osaka, no Japão por volta de 1920. Imigrante japonês, casado no Brasil com a senhora Natsu, tiveram seis filhos, trabalhou na agricultura no estado de São Paulo na região de Garça e Gália, próximas à cidade de Marília. Cunhado de Shizuma Kubota, Tutomo chegou a Maringá no ano de 1942 juntamente com a família Kubota , fixou-se na zona rural na região conhecida por Venda 200 e permaneceu neste sítio por alguns anos. Passou por Apucarana e Cornélio Procópio, onde Tutomo aprendeu o ofício de fotógrafo, de revelação e ampliação fotográfica. Voltando a Maringá em 1949, instala o Foto Moderno em 1950, todo construído em madeira, quase em frente ao Foto Primeiro de seu cunhado Shizuma Kubota, ambos localizados na Rua Cleópatra4.

Figura 19 – Tutomo Sanuki, em 1959. (acervo particular família Sanuki)


Figura 20 – Foto Moderno, na década de 1950 no Maringá Velho. Loja e residência de Tutomo 4 Sanuki, na Rua Cleópatra onde ainda reside seu filho Itiro e família. (acervo particular família Sanuki)

Tutomo registrava eventos sociais e religiosos, tais como álbuns de família, batizados, casamentos, primeira comunhão, retratos para documentos, além de documentar a evolução da paisagem urbana, tanto no Maringá Velho como no “Maringá Novo”. O fotógrafo Tutomo utilizava principalmente câmeras do tipo/marca Rolleiflex, filmes fotográficos de formato 6 x 6 e 120, geralmente das marcas Fuji Film, Kodak, Sakura e Ilford, todos em preto e branco, e papéis fotográficos Agfa e Kodak também em preto e branco. Seus filhos Nobugiro e Itiro Sanuki entrevistados em Maringá, ainda são moradores do Maringá Velho. Eles narram a saga de seu pai Tutomo e de seu tio Shizuma, os dois pioneiros da imagem na cidade que nascia em meio ao sertão. Conta Nobugiro que certa vez, ainda na década de 1950, um grupo de pescadores trouxe um enorme peixe da espécie jaú sobre a carroceria de um caminhão para que fosse registrado fotograficamente o pitoresco “troféu”. O mais curioso era que, segundo o entrevistado, o animal ainda respirava e que tinha sido pescado no Rio Piquiri há mais de cem quilômetros de distância. O Foto Moderno, na metade da década de 1950, mudou de endereço, indo para a Avenida Brasil (atual número 5.539) onde permaneceu sob a direção da família Sanuki até 1965 quando este foi vendido ao senhor Tokio Ito que por sua vez mudou-se para a quadra ao lado, ainda na Avenida Brasil (atual número 5.623) onde permaneceu até o final da década de 1970. Seu filho, Itiro Sanuki ainda seguiu com o ofício de seu pai que, após a venda do Foto Moderno abriu outro estabelecimento fotográfico, o Foto Brasil, na Avenida


Getúlio Vargas esquina com a Rua Neo Alves Martins, onde atualmente encontra-se a loja e estúdio Ueta Foto Som Ltda, no centro de Maringá.

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Figura 21 – Rua Cleópatra , com as principais referências: 1 - Foto Primeiro. 2 – Foto Moderno. 3 – Hospital São Paulo. Detalhe sobre fotografia de Tutomo Sanuki de 1951. (acervo particular família Sanuki).

Figura 22 – Fotografia do casal Tutomo e Natsu com seus filhos, entre as décadas de 1950. (acervo particular família Sanuki)


Figura 23 – Fotografia que reúne crianças da família Sanuki e Kubota, em 1951. (acervo particular família Sanuki)

Figura 24 – Vista aérea que mostra o Maringá Velho e seu entorno, em 1951. Imagem realizada por Tutomo Sanuki. (acervo particular família Sanuki)


Figura 25 – Vista da movimentação da Avenida Brasil tomado em frente à rodoviária em direção ao Maringá Novo. Fotografia realizada por Tutomo Sanuki, década de 1950. (acervo particular família Sanuki)

Figura 26 – Envelopes timbrados para negativos utilizados pelo Foto Moderno. “Luiz” era o pseudônimo “ocidentalizado” de Tutomo. (acervo particular família Sanuki)

Figura 27 – Anúncio em idioma japonês com especificações dos filmes negativos da marca Fuji Film na década de 1950. (acervo particular de José Carlos Cecilio)


Figura 28 – Envelope para negativos da década de 1950. (acervo particular de José Carlos Cecilio)

Figura 29 – Fotografia realizada no estúdio do Foto Moderno em 1960. Em detalhe, o carimbo do foto/estúdio de Tutomo. A criança que posa é José Carlos Cecilio, filho de José Geraldino e Lourdes Jorge Cecilio, neto do pioneiro José Jorge Abrão. (acervo particular família Cecilio)

Figura 30 – “carteirinha” plástica para cópias das fotografias no tamanho 3x4. Foto Moderno que já pertencia a Tokio Ito, década de 1960. (acervo particular de José Carlos Cecilio).

Figura 31 – Nobugiro Sanuki, filho de Tutomo Sanuki e sobrinho de Shizuma Kubota, Maringá, PR. 2012. (José Carlos Cecilio)


6.3 Outros fotógrafos, estúdios e lojas No início da década de 1950, outros fotógrafos e comerciantes de produtos fotográficos surgiram na cidade de Maringá. Há registros do Foto Lux de propriedade de Augusto Eduardo Eidam que se localizava na avenida Brasil entre as avenidas Duque de Caxias e a avenida Ipiranga (atual avenida Getúlio Vargas), este considerado por alguns historiadores, o terceiro fotógrafo da cidade. Em 1951, chegou a Maringá Kenji Ueta que instalou o Foto Maringá. Localizava-se na Avenida Duque de Caxias voltado para a “Praça da Rodoviária” (atual Praça Napoleão Moreira da Silva). “Paulo” (pseudônimo “ocidentalizado”) Kenji Ueta tornou-se o mais conhecido fotógrafo e comerciante do ramo na cidade. Documentou a evolução de Maringá por mais seis décadas. O Foto Iris, de Edegar Taboranski também era uma referência em serviços fotográficos na década de 1960, principalmente em reportagens de casamentos, aniversários e banquetes. Localizava-se na Rua Santos Dumont, número 2.567, no centro de Maringá.

Figura 32 – Fachada do Foto Maringá em seu primeiro endereço: Praça da Rodoviária, número 488 (atual Avenida Duque de Caxias). Fotografia do proprietário “Paulo” Kenji Ueta. Fotografia do início da década de 1950.

Figura 33 – Anúncio do Foto Íris publicada na revista Hinterlândia. Edição 14, de junho/setembro de 1961. Londrina/Cambé, PR. (acervo particular de José Carlos Cecilio).


Conclusão Ao produzir este trabalho de pesquisa histórica que teve como cenário um bairro tão familiar para o autor pesquisador onde nasceu e cresceu. Cada dado novo recolhido que surgia nas entrevistas, ia completando um grande quebracabeça através de fotografias, relatos e conexões entre os personagens aqui estudados. Entendo ser importante este resgate até então esquecido pela história oficial da cidade de Maringá. Espero ter contribuído para trazer ao presente parte da memória do bairro mais antigo da cidade, o Maringá Velho e de seus habitantes desbravadores. A maior parte dos registros aqui apresentados e estudados foi fornecida pelos parentes diretos, ou seja, por seus filhos. Até aqui, os senhores Shizuma Kubota e Tutomo Sanuki nem sempre foram reconhecidos como os primeiros fotógrafos da cidade apesar de terem se dedicado e trabalhado com a atividade fotográfica, tanto em estúdio/loja como documentaristas de cenas externas, registrando a paisagem urbana e rural da região de Maringá. O exercício da memória foi um grande desafio por parte dos entrevistados que aos poucos, conforme questionamentos do entrevistador iam trazendo lembranças do passado distante e combinando as imagens por eles fornecidas e outras recolhidas de acervos públicos ou privados de outras famílias, a história ia se conectando e criando o cenário das primeiras décadas da cidade e de seus cidadãos. Alguns detalhes não foram totalmente esclarecidos, como de datas precisas, pois os filhos entrevistados eram crianças ou adolescentes neste período estudado. Este estudo ainda pode ser complementado com muitas informações ainda desconhecidas. Muitas imagens surgirão de acervos particulares das famílias registradas pelas câmeras dos fotógrafos pioneiros Shizuma e Tutomo. Certamente, muitas caixas de sapatos, velhas latas de biscoitos e velhos álbuns de família escondem verdadeiras relíquias visuais do nascimento da cidade de Maringá. O pesquisador continuará como um verdadeiro “caçador de imagens” e fatos após este projeto acadêmico.


Referências AMADO, Janaína. FERREIRA, Marieta M. (org.). Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro, Editora FGV, 1998. ANDRADE, Arthur. Maringá, ontem, hoje e amanhã. São Paulo, Rumo Gráfica, 1979. CMNP, Cia Melhoramentos Norte do Paraná. Colonização e desenvolvimento do norte do Paraná. São Paulo. Ed. Ave Maria, 1977 DIAS, Reginaldo Benedito. GONÇALVES, José H. Rollo. Maringá e o norte do Paraná. Maringá, ADUEM, 1999. ESTRADA, Jorge Ferreira Duque. Terra crua. Maringá, 1961. FREUND, Gisèle. La fotografia como documento social. Barcelona, Gustavo Gili, 1976. KOSSOY, Boris. Fotografia e história. 2ª. Edição rev. São Paulo, Ateliê Editorial, 2001. KOSSOY, Boris. Realidades e ficções na trama fotográfica. 3ª. Edição. São Paulo, Ateliê Editorial, 2002. LUZ, France. O Fenômeno urbano numa zona pioneira: Maringá. Prefeitura do Município de Maringá, 1980. MACHADO, João G. D’AMBRÓSIO, Oscar. A imigração japonesa no Brasil, uma saga de 100 anos. São Paulo, Ed. Noovha América, 2008. MEIHY, José Carlos Sebe. RIBEIRO, Suzana L. Salgado. Guia prático de história oral. São Paulo, Contexto, 2011. MIRANDA, Danilo Santos. Memória e cultura – A importância na formação cultural humana. São Paulo, Edições SESCSP, 2007. OGUIDO, Homero. A saga dos japoneses no Paraná, de imigrantes a pioneiros. 2ª. edição. Curitiba, Ipê, 1988. PRIORI, Angelo (org). História, memória e patrimônio. Maringá, EDUEM, 2009. SANCHES, Antenor. Maringá, sua história e sua gente. Maringá, Ed. Massoni, 2002 SANCHES, Antenor. Maringá, outrora e agora. Maringá, Ed. Bertoni, 2005 THOMPSON, Paul. A voz do passado: história oral. Tradução Lólio Lourenço de Oliveira. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1992


Fontes orais Entrevistas com os filhos de Shizuma Kubota: Osvaldo Shiunha Kubota, morador de e Osasco, SP e Luzia Kubota e Valdemar Kubota, ambos moradores de Itu, SP. Entrevistas com os filhos de Tutomo Sanuki: Nobugiro Sanuki e Itiro Sanuki, ambos moradores de Maringá, PR. Entrevista com o sobrinho de Shizuma Kubota: Jorge Ueda Kubota, morador de , Maringá, PR. Entrevista com Fausto José Abrão, agricultor, filho do pioneiro José Jorge Abrão, (proprietário da Casa Maringá e do Cine Primor). Fausto foi projecionista dos Cines Primor e Rian, ambos no Maringá Velho nas décadas de 1940 e 1950.

Fontes visuais

Acervo fotográfico das famílias Kubota, Sanuki, Jorge/Abrão e Cecilio. Acervo do Museu da Bacia do Paraná, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Acervo da Gerência de Patrimônio Histórico, da Prefeitura do Município de Maringá. Acervo particular do Prof. João José Bigarella.


Os pioneiros da imagem no nascimento de uma cidade