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Lg Conselheiro Ferreira Freire N 36 cantanhede

Director: Luís Francisco Cordeiro Marques | SEMANÁRIO | Fundado em 1933 | Ano LXXVII | Sai à quinta-feira | Preço: 0,60 € TEL. 231 422 870 | TEL. & FAX 231 420 989 | geral@jornalboanova.pt | N.º 3218 | 18 de julho de 2013

Telefone: 231422255

mprar, Ao co al. a o seu jorn ajud

“Duas coisas que me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim”. (a frase de Kant que o Zé Dias gostava de citar e tão bem o retratava)

Viveu de coração cheio para os outros “Partiu um homem bom, é o mínimo e o máximo que se pode dizer deste peregrino dos sonhos por dentro da realidade. Porque o José Dias era o corpo e a alma da bondade. Nele a bondade tecia-se com muitos fios.” PÁG. 10 E 11

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Também o peixe ultracongelado é da melhor origem, assim como mariscos. Largo Cândido dos Reis (junto ao parque infantil e Casa da Cultura) Tlf.: 231 423 700 pub

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2 Zoom

3218 :: 18 de julho de 2013 Luís Francisco Marques

editorial

sumário

luisfranciscomarques@gmail.com

Mundos que (não) existem

Editorial: Mundos que (não) existem p.2 “Este Verão…Sol com Proteção” regressa amanhã à Praia da Tocha p.3 Nada há mais necessário p.4 Escuteiros de Cantanhede rumaram aos Açores p. 5 Entre linhos e lãs p.9 Steve Aoki é a surpresa da Expofacic p.9

Há mundos que não existem, mas que, por isso, são os mais fáceis de ‘habitar’. As aspas significam, aqui, não pertencer, não se implicar, não tocar nem ser tocado pela ‘circunstância’, que, no caso, somente o é imaginariamente. E assim, não se reconhece cidadania ao mundo que existe e ao qual se oferece desprezo e negação e que se procura inferiorizar se, porventura, se desconfia que ele emite alguns lampejos de existência. Não ter dinheiro no bolso para enfrentar as obrigações inevitáveis e ‘rezar’ para que não apareça nenhum gasto surpreendente não é uma teoria. O mundo das teorias não existe. Existe um mundo feito de histórias com rosto e corpo. Cada vez mais pessoas vivem assim: com pouco. E muitos mais te-

remos de aprender a viver assim. Já não vamos escolher entre marcas, mas entre poder ou não poder ter. E, em breve, não ter vai ser a escolha inevitável. E vamos perceber mesmo e, assim há de ser, de uma vez por todas o que é que é mesmo essencial. E vamos ser felizes. Este mundo vai existir. Estudar ainda é muito decorar para esquecer ou reproduzir acriticamente o que se ouve ou lê, em busca de um número final, que supostamente aponta competências. E não existe um mundo preparado a partir da facilidade medíocre. O mundo é para os que arriscam não ser suficientes, mas bons e muito bons… Para os que arriscam pensar, sempre com mais elasticidade e horizonte, em diferentes tons, línguas e cores, escutando outras gramáticas e não parando nunca de sonhar. Este mundo vai existir e pular e pulsar em cada poro vibrante com a sua possibilidade. O poder é ainda o afrodisíaco

José Dias da Silva:

mais apetecível para estimular a vida. É verdade que o dinheiro ajuda, mas o poder comanda. Pelo que vale e pelo que origina. Durante e fundamentalmente depois. Mas, lamentamos o desapontamento, já não existe este mundo amestrado e obediente, temerário e vergado a quem manda. Bendita liberdade e bendita informação que nos permite ter ou reivindicar a arma da palavra para ela ser bandeira branca de paz e arma feroz de luta quando a nossa dignidade humana é passada para trás. Já existe o tempo de gente, afetiva e competentemente, centrada no bem efetivo e real dos outros, generais de tempo bem determinado, com garra de soldados e que se transformam em soldados com a mesma nobreza de generais. Gente que perde e que ganha, mas que não está nunca contra ninguém, mas sempre a favor das pessoas. Já não existe o tempo da fé óbvia, certa e confortável. Diante de nós está gente que pergunta e não

se satisfaz com o tem de ser. Já existe o tempo espiritual das boas perguntas que inquietam e desinstalam. De uma fé que cheira e sabe a vida e a pessoas normais e ‘não gasosas’. De uma fé que aprende porque escuta e ama e não se inibe de desafiar com propostas positivas. De uma fé inteira, de corpo e de alma, que não se refugia nem esconde, mas que assume o risco de estar e de surpreender no tempo concreto da história de todos nós. Este tempo existe. P. S. Partiu para a relação plena e definitiva com Deus o Zé Dias! Dele fica o sonho de uma Igreja outra, de uma sociedade outra, de uma fé esclarecida e segura num Deus que ‘puxa’ diante de nós e nos surpreende e de uma confiança nas pessoas como protagonistas desta narrativa. Fica para mim a referência de uma vida à qual simplesmente bastou existir com verticalidade radical. E isso foi tanto…

david duarte

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viveu de coração cheio para os outros p. 10 e 11 Folk 2013 terminou com grande despedida coletiva p.12 Manuel Fernandes Simões: “Azeiteiro” do antigamente p.13 Ançã foi campeã no

Ir pelo mundo fora com o Evangelho de Cristo

D. Virgílio Antunes presidiu no sábado passado a eucaristia de ação de graças que, na igreja matriz de Cantanhede, foi de encorajamento e despedida aos seis jovens do Grupo Missionário João Paulo II que no próximo dia 25 de julho partem para o nordeste do Brasil em missão. O padre Luís Miranda, a estudar em Roma, irá acompanhá-los no projeto missionário que para o bispo da diocese é o melhor que podemos fazer – “ir pelo mundo fora com o Evangelho de Cristo”. GC

Torneio Interfreguesias de Futsal p.17 Viveiros Lina & Leal, Lda. dedicados à horticultura e à floricultura p. 18

olha aquela blusa, que horror!

e a celulite daquela, que figura!

e aquele cabelo, que já não se usa!

e aquele que amigo do outro, que não tem nível nenhum, que não gosta de nós, mas que cumprimentamos como amigo de infância.

estamos fartinhas de conversar...

e que conteúdo!!!

Opinião: E se nos levantássemos? p.19 José Dias da Silva: Sem morte não há vida p.20 Texto Xico Ilustração Dalila Assis


Atualidade 3

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“Este Verão…Sol com Proteção” regressa amanhã à Praia da Tocha

“Borboletas à vista” na Mata do Buçaco Visitas orientadas em noites de lua cheia vão continuar durante este mês dr

Banhistas e veraneantes são alertados sobre os perigos da exposição solar todos os anos pela Unidade de Saúde Pública do Centro de Saúde de Cantanhede dr

> Carla Assunção, texto e foto

Sob o lema “Este Verão… Sol com Proteção”, uma ação de sensibilização volta à Praia da Tocha com a presença de vários rastreios contra o cancro da pele, indicando os perigos do sol e consciencializando a distinção entre exposição benéfica e excessiva durante a época balnear, para além de dar a conhecer a problemática do cancro da pele e a sua prevenção. A exposição excessiva ao sol é uma das preocupações dos profissionais de saúde, que todos os anos aconselham horários recomendados para bronzear o corpo, evitando a exposição solar entre as 12h00 e as 16h00. Ao longo desta campanha, já conhecida por muitos veraneantes que frequentam a Praia da Tocha e população em geral, a utilização de óculos escuros e chapéu de abas largas, bem como a aplicação regular de protetor solar (30 minutos antes de ir para a praia e renova a aplicação de duas em duas horas mesmo sendo um protetor mais elevado) são outros conselhos levados a sério. Amanhã, dia 19 de julho, irão decorrer diversas ações no areal, entre elas, uma fotoeducação, atividades pedagógicas, concurso e atribuição e distribuição de prémios, orientados

pelos profissionais de saúde daquela unidade. A campanha repete-se nos dias 27 e 28 de julho, desta vez com a presença de uma unidade móvel para rastreio das lesões cutâneas, entre as 10h00 e as 12h00, promovendo um autoexame da pele gratuitamente, com o apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro e o Município de Cantanhede. No dia 1 de agosto também terá oportunidade de presenciar esta ação de sensibilização na Expofacic. O médico, ou enfermeiro, pode recomendar-lhe que examine regularmente a sua pele para verificar se existem potenciais indicadores de cancro de pele, incluindo o melanoma. A melhor altura para o fazer é depois de tomar duche ou banho. Deverá observar a sua pele num quarto com muita luz, utilizando um espelho grande que lhe permita ver o corpo todo e um espelho de mão. Ao observar a sua pele regularmente fica a conhecer o aspeto normal dos seus sinais ou manchas. Também poderá assentar as datas em que examinou a sua pele, ou até tirar notas sobre o seu aspeto. Se o médico tiver tirado fotografias da sua pele, pode compará-las com a sua própria pele para o ajudar a detetar alterações.

Fotograf’Arte expõe nos Claustros dos Paços do Concelho dr

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Atendimento: Rua Henrique Barreto, C. Comercial Rossio, Loja 28, Cantanhede

Tel./Fax: 231 451 702 | Tlm.: 961 408 598 Abertos também ao fim-de-semana Med. Imobiliária Lda. AMI 5856

Nos Claustros dos Paços do Concelho está patente ao público uma exposição do Fotograf ’Arte - Grupo de Fotógrafos do Concelho de Cantanhede, cuja constituição tem na base o objetivo de difundir o gosto pela fotografia e divulgar as propostas estéticas que os seus membros vão desenvolvendo. A exposição integra trabalhos sobre várias temáticas da autoria de Duarte Silva, Duarte Henriques, Tó Fonseca, Fernando Cordeiro, Jorge Santos, Carlos Silva, Laura Oliveira, Pedro Miguel, Luís Paixão, Rosa Maria, José Vieira, Luís Carvalho e João Garcia. Segundo os seus dinamizadores, fazem parte da Fotograf ’Arte cerca de 200 fotógrafos de nível técnico diverso e com diferentes sensibilidades. Paralelamente à exposição nos Paços do Concelho, o grupo tem outra mostra na Casa dos Bugalhos, intitulada “Gentes Locais”.

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Com a colaboração do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, “Borboletas à vista” é uma iniciativa dirigida às crianças e jovens entre os seis e os 15 anos e despertar o interesse para a conservação e observação do mundo natural e, em particular, as borboletas. Agendada para este sábado, dia 20 de julho, das 14h30 até às 19h00, os participantes serão integrados em diferentes equipas de, no máximo, cinco jovens e serão distribuídos em diferentes zonas da Mata Nacional do Buçaco (Vale dos Fetos, Caifaz, Cruz Alta, Portas de Serpa e Hotel) para, com um monitor, procurarem ativamente borboletas diurnas e identificarem as espécies, com recurso a fichas de campo e guia. Cada elemento terá que efetuar uma inscrição, no valor de cinco euros, para participar na atividade e terá direito a um lanche ao ar livre. O número mínimo de participantes é de 10 e o número máximo é de 25. O programa “Buçaco ao Luar” continua na Mata Nacional do Buçaco durante este mês. Para além das visitas orientadas em noite de lua cheia, este mês é também dedicado aos morcegos, com a realização de um ‘workshop’ sobre estes mamíferos. A próxima visita está programada para o próximo dia 22 de julho. Em noites de lua cheia a proposta é aventurar-se numa visita pela Mata Nacional do Buçaco, desvendar os seus segredos e deixar-se envolver pelo seu misticismo. Se durante o dia a Mata do Buçaco é um local fascinante, à noite torna-se encantadora e mística. O desafio é descobrir os mistérios deste bosque e partir à descoberta de locais únicos. Da Via Sacra aos miradouros, do Convento, à Fonte Fria e Vale dos Fetos vale a pena “perder-se” durante umas horas. Esta atividade carece de inscrição prévia, o preço de participação é de quatro euros e é dirigida ao público em geral. Aconselha-se roupa e calçado confortável para caminhar na Mata.

Feiras de 20 de julho e 6 de agosto não se realizam À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, as feiras de Cantanhede dos dias 20 julho e 6 de agosto não se realizam, em virtude de estarem a decorrer nessas datas os trabalhos de montagem e desmontagem das estruturas da XXIII EXPOFACIC - Festas do Concelho. O certame será inaugurado a 25 de julho e terminará a 4 de agosto e a ocupação do recinto inviabiliza a realização das duas feiras quinzenais de Cantanhede nos dias previstos, pelo que ficam adiadas para 12 de agosto, segunda-feira, e 31 de agosto, sábado, respetivamente. O Mercado Municipal também encerra no dia 25 de julho, por motivos de ocupação daquele espaço com as várias iniciativas a realizar no âmbito das comemorações do feriado municipal.

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4 Fé e Cultura

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DOMINGO XVI DO TEMPO COMUM

Do Falar ao Agir

21 DE JULHO 2013 ANO C Paramento de cor verde

Nada há mais necessário

LEITURA I

Gen 18, 1-10a

Leitura do Livro do Génesis

Naqueles dias, o Senhor apareceu a Abraão junto do carvalho de Mambré. Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele. Logo que os viu, deixou a entrada da tenda e correu ao seu encontro; prostrou-se por terra e disse: «Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo. Mandarei vir água, para que possais lavar os pés e descansar debaixo desta árvore. Vou buscar um bocado de pão, para restaurardes as forças antes de continuardes o vosso caminho, pois não foi em vão que passastes diante da casa do vosso servo». Eles responderam: «Faz como disseste». Abraão apressou-se a ir à tenda onde estava Sara e disse-lhe: «Toma depressa três medidas de flor da farinha, amassa-a e coze uns pães no borralho». Abraão correu ao rebanho e escolheu um vitelo tenro e bom e entregou-o a um servo que se apressou a prepará-lo. Trouxe manteiga e leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles; e, enquanto comiam, ficou de pé junto deles debaixo da árvore. Depois eles disseram-lhe: «Onde está Sara, tua esposa?». Abraão respondeu: «Está ali na tenda». E um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho». Palavra do Senhor.

O episódio é algo surpreendente. Os discípulos que acompanham Jesus desapareceram de cena. Lázaro, o irmão de Marta e Maria, está ausente. Na casa da pequena aldeia de Betânia, Jesus encontra-se a sós com duas mulheres que adotam diante da sua chegada duas atitudes diferentes. Marta, que sem dúvida é a irmã mais velha, acolhe Jesus como dona de casa, e coloca-se totalmente ao seu serviço. É natural. Segundo a mentalidade da época, a dedicação às tarefas do lar era tarefa exclusiva da mulher. Maria, pelo contrário, a irmã mais nova, senta-se aos pés de Jesus para escutar a sua palavra. A sua atitude é surpreendente pois está a ocupar o lugar próprio de um ‘discípulo’ que corresponderia apenas aos homens. Num determinado momento, Marta, absorvida pelo trabalho e estafada pelo cansaço, sente-se abandonada pela sua irmã e incompreendida por Jesus: ‘’Senhor, não te importa que minha irmã me tenha deixado sozinha com o serviço? Diz-lhe que me dê uma ajuda.’’ Porque não manda sua irmã dedicar-se às tarefas próprias de toda a mulher e não lhe diz que deixe de ocupar o lugar reservado aos discípulos homens? A resposta de Jesus é de grande importância. Lucas escreve-a pensando provavelmente nas desavenças e pequenos conflitos que se produzem nas primeiras comunidades na hora de fixar determinadas tarefas: ‘’Marta, Mar-

ta, andas inquieta e nervosa com tantas coisas; só uma é necessária. Maria escolheu a melhor parte e não lhe será tirada.’’ Em nenhum momento Jesus critica a atitude de serviço de Marta, tarefa fundamental em todo o seguimento de Jesus, mas convida-a a não se deixar absorver pelo seu trabalho até ao ponto de perder a paz. E recorda que a escuta da sua Palavra há de ser o prioritário para todos, também para as mulheres, e não uma espécie de privilégio dos homens. É urgente hoje entender e organizar a comunidade cristã como um lugar onde se cuida, antes de mais, o acolhimento do Evangelho no meio da sociedade secular e plural dos nossos dias. Nada há mais importante. Nada mais necessário. Temos de aprender a reunir mulheres e homens, crentes e menos crentes, em pequenos grupos para escutar e partilhar em conjunto as palavras de Jesus. Esta escuta do Evangelho em pequenas ‘’células’’ pode ser hoje a ‘’matriz’’ a partir da qual se vai regenerando o tecido das nossas paróquias em crise. Se o povo simples conhece em primeira mão o Evangelho de Jesus, o disfruta e o reclama à hierarquia, nos arrastará a todos para Jesus. José António Pagola Padre e Teólogo Espanhol XVI Dom TC _ C Lucas 10, 38-42 21 de julho de 2013 dr

Compreender mais, celebrar melhor Introdução às leituras

LEITURA II

Col 1, 24-28

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses

Irmãos: Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo que é a Igreja. Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar-vos em plenitude a palavra de Deus, o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos. Deus quis dar-lhes a conhecer em que consiste, entre os gentios, a glória inestimável deste mistério: Cristo no meio de vós, esperança da glória. E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo. Palavra do Senhor.

As leituras deste domingo convidam-nos a refletir o tema da hospitalidade e do acolhimento. Sugerem, sobretudo, que a existência cristã é o acolhimento de Deus e das suas propostas; e que a ação (ainda que em favor dos irmãos) tem de partir de um verdadeiro encontro com Jesus e da escuta da Palavra de Jesus. É isso que permite encontrar o sentido da nossa ação e da nossa missão. A primeira leitura propõe-nos a figura patriarcal de Abraão. Nessa figura apresenta-se o modelo do homem que está atento a quem passa, que partilha tudo o que tem com o irmão que se atravessa no seu caminho e que encontra no hóspede que entra na sua tenda a figura do próprio Deus. Sugere-se, em consequência, que Deus não pode deixar de recompensar quem assim procede.

No Evangelho, apresenta-se um outro quadro de hospitalidade e de acolhimento de Deus. Mas sugere-se que, para o cristão, acolher Deus na sua casa não é tanto embarcar num ativismo desenfreado, mas sentar-se aos pés de Jesus, escutar as propostas que, n’Ele, o Pai nos faz e acolher a sua Palavra. A segunda leitura apresenta-nos a figura de um apóstolo (Paulo), para quem Cristo, as suas palavras e as suas propostas são a referência fundamental, o universo à volta do qual se constrói toda a vida. Para Paulo, o que é necessário é “acolher Cristo” e construir toda a vida à volta dos seus valores. É isso que é preponderante na experiência cristã. Fonte: www.dehonianos.org

EUCARISTIAS DOMINICAIS DO CONCELHO DE CANTANHEDE

EVANGELHO Lc 10, 38-42

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada». Palavra da salvação.

SÁBADO 19h00 — Febres 19h30 — Pena 21h00 — Cadima 21h00 — Ançã, Cantanhede

DOMINGO 08h30 — Febres 09h00 — Bolho, Murtede, Tocha e Portunhos

10h00 — Corticeiro de Cima, Vilamar 10h15 — Outil 10h30 — Pocariça e Sanguinheira 11h00 — Cordinhã e Sepins 11h30 — Cadima, Cantanhede e São Caetano

12h00 — Covões e Ourentã 12h30 — Ançã

Sugestão de cânticos Entrada Deus, vinde em meu auxílio Cantarei eternamente

(F. Silva) –IC 75 (M. Luís) – NCT 363

Apresentação dos Dons O templo de Deus (C. Silva) – OC 192 É nossa oferta NCT 247

Eu estou à porta e chamo (F. Silva) – CEC 82 Quero cantar as Vossas maravilhas (M. Camarneiro) – CQVM 136 Pós – comunhão Cantarei ao Senhor (C. Silva) – OC 58 Final Aclamei Jesus Cristo

(F. Silva) – IC 319

Comunhão aníbal santos carvalho (Grupo Coral de Cantanhede)


Fé e Cultura 5

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Cidade de Deus - cidade dos homens Padre João Paulo Vaz anuncia Jesus através da música Covilhã recebe o Festival Jota de 20 a 22 de julho

Com 43 anos, João Paulo Vaz assume que o seu “sacerdócio”, a sua entrega à Igreja e à “humanidade” passa por evangelizar e anunciar “esta Boa Nova de Jesus Cristo”, através da música porque “fomos criados à imagem e semelhança de Deus”. “Eu torno-me à luz desta música de inspiração cristã anunciador, profeta da Palavra, de toda esta riqueza humana que Deus colocou em cada um, do amor ao próximo”, explica o pároco de Pombal. www.amicor.pt

Santuário de Fátima propõe semana de férias para famílias com filhos portadores de deficiência O padre João Paulo Vaz dedica-se à composição de músicas de inspiração cristã, desde 1986, e na nova edição do Festival Jota pretende anunciar a riqueza humana “de Deus em cada um”. O sacerdote é um cantor/autor e participará no Festival Jota, que vai decorrer em Paul, Covilhã, de 20 a 22 de julho. O festival é, através da música, “um ponto de encontro e um lugar para a oração”, onde Jesus está sempre presente. Presença assídua, desde a primeira edição, o sacerdote da Diocese de Coimbra espera que “seja um tempo de encontro, um tempo de oração, um tempo para que Deus esteja no meio de nós”. Outro dos desejos, neste Ano da Fé, é que todos saiam do Jota “mais alegres, entusiasmados” e comprometidos com a Igreja “bonita” da qual “Jesus é cabeça”.

Principal objetivo é “cuidar” e “ir ao encontro daqueles que normalmente são pouco considerados pela sociedade”

O Santuário de Fátima vai promover durante todo o mês de agosto e início de setembro um campo de férias gratuito para famílias com crianças, jovens e adultos portadores de deficiência. O projeto solidário, que começou há sete anos com o objetivo de ajudar pais e mães que se dedicam a 100 por cento aos seus filhos, dando-lhes a oportunidade de “descansar durante uma semana”, transformou-se progressivamente numa iniciativa familiar, realçou o reitor do Santuário, em entrevista concedida à Agência Ecclésia. Atualmente “muitas famílias

vêm, sentem-se acolhidas e permanecem para acompanhar os filhos”, vivendo assim “uma experiência extremamente enriquecedora”, salientou o padre Carlos Cabecinhas. Com o apoio dos voluntários do Movimento da Mensagem de Fátima e da associação dos Silenciosos Operários da Cruz, o Santuário tem a oportunidade de “cuidar, de ir ao encontro daqueles que normalmente são pouco olhados, pouco considerados pela sociedade”. De acordo com o padre Carlos Cabecinhas, “muitas destas famílias com filhos portadores de deficiência trabalham heroicamente para que nada lhes falte e muitas vezes não têm ninguém que os ajude, não têm durante todo o ano um momento de pausa, de repouso, de descanso”. Ao longo dos anos, o número de participantes foi crescendo, o que levou o Santuário de Fátima a alargar o calendário de atividades, no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto, em Montelo, Fátima. Este ano são quatro os turnos disponíveis, um entre 1 e 7 de agosto, para pessoas com deficiência entre os sete e os 21 anos, e mais três entre 10 de agosto e 4 de setembro, todos para pessoas com mais de 21 anos. Os participantes podem contar com um “acolhimento cuidado” e um programa “pensado de raiz” para ir ao encontro das suas necessidades específicas, e que combina momentos de oração e formação da fé com espaços lúdicos, de passeio e de confraternização. A iniciativa acaba por ser também muito marcante para os voluntários, que “vêm num ano e a partir daí ficam conquistados”, confidenciou o padre Carlos Cabecinhas. www.agenciaecclesia.pt

Comunidade Paroquial de S. Pedro Agrupamento de Escuteiros de Cantanhede rumou aos Açores

No passado sábado, por volta da 1h30, partiram 18 pioneiros e três dirigentes rumo à Ilha de São Jorge, nos Açores, para participar no XIII Jamboree Açoriano que vai realizar-se em Mirante das Velas com o tema “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”. Esta é uma atividade nacional, dirigida a exploradores (entre os dez e os 14 anos) e pioneiros (14 aos 18 anos). Nas palavravas do Chefe Regional, Manuel Pires Luís, “o III Jamboree ‘No Coração do Atlântico’, em São Jorge, é mais uma oportunidade para se deixar cativar. Tudo gira em torno da ação, do encanto e do fascínio da história ‘o Principezinho’. Nos jogos, nas brincadeiras, nas horas de diversão, no entretenimento, nas caminhadas, nos passeios, nos empreendimentos, nas horas de estudo, nos passatempos, … é a imaginação e a intuição de cada participante que pode mudar as atitudes, os comportamentos, o entendimento entre todos e bem assim aceitar os valores essenciais à vida em comum que se quer transmitir. Angustiar-se ou queixar-se diante dos problemas atuais de violência, insegurança, corrupção, guerras e outros mais, não ajuda a resolvê-los. As chagas de uma sociedade são apelos que indicam onde é preciso aplicar o remédio. Amor!... Por opção livre e de fé, cada abordagem prática, sensata e

cheia de ‘misticismo’ das palavras ‘Deixa-te Cativar no Coração do Atlântico’ pode gerar uma força vencedora imparável para se viver a vida que se quer sempre e se deseja valorizada nestes dias. Sem preocupações e o frenesim do dia a dia, sem os ‘enriços’ e agitações da vida quotidiana, sem as inquietações e problemas incitados pela situação global de crise e pelo cenário mundial que se exprime com conflitos permanentes, … vamos deixar que prevaleça o amor, a amizade, a harmonia, a colaboração, a estima, a cooperação, a partilha, a compreensão,… entre tantos valores que o escutismo católico enaltece”. Assim, os jovens escuteiros do Agrupamento 382 de Cantanhede viajaram à aventura para viverem uns dias onde serão desenvolvidos os princípios escutistas, essenciais ao seu desenvolvimento, para que se tornem cidadãos independentes e responsáveis, numa grande atividade, que promete ser inesquecível.

Cantanhede, Lemede, Póvoa, Varziela, S. José

Luís Francisco, a tarefa de dinamizar e dirigir o Coro da Capela de Nossa Senhora das Neves, na Póvoa da Lomba. Já perfazem mais de três meses de colaboração semanal com a comunidade local, e já começam a nascer os frutos. Reconheço o esforço árduo que as coristas fazem para que tenhamos um encontro semanal de preparação dos cânticos e, desde já, faço o meu especial agradecimento. Posto isto, e lançando-me em mais um desafio, concebi um blogue do Coro. Trata-se de um projeto (e note-se que ainda nos seus inícios) não tendo em vista as necessidades individuais do nosso grupo, mas o intuito de ajudar toda a comunidade cristã em geral, nomeadamente as paróquias circundantes. Tem o proposto de se publicar notícias de vária ordem de interesse para a comunidade cristã, sugestões de cânticos para as eucaristias dominicais, eventos, divulgação da história da localidade e outros assuntos eclesiais”.

Gaivota Alegre

Bruno Pinto Dinamizador e diretor do Coro

Adorar Deus pelo canto Capela de Nossa Senhora das Neves tem grupo coral e detém novo blogue

da Capela de Nossa Senhora das Neves

celebrações Quinta 18 de julho

Domingo 21 de julho

11h30 – missa solene; 18h00

EUCARISTIA

EUCARISTIA

– procissão em honra de Santa

9 00 – P celebrações 10 00 – P

19h00 – Igreja Matriz

h

20h00 – Comunidade São José

Quinta 10 de janeiro exta 19 de julho SEUCARISTIA EUCARISTIA 18h30 – igreja matriz 19 Matriz 20hh00 30––Igreja Lemede SSábado exta 20 11dedejulho janeiro EUCARISTIA EUCARISTIA

“Assumindo um papel cada vez mais preponderante na integração dos fiéis da Assembleia Cristã, os Grupos Corais procuram desempenhar a arte da música sacra, conforme os seus conhecimentos e realidades litúrgicas, mas, de facto, sempre com o objetivo de louvar o nosso Deus. Aceitei, a convite do padre

18 emede 18hh00 30––Ligreja matriz 19h30 – Varziela

19 h30 - Pena Sábado 12 de janeiro 21 h00 – Igreja Matriz EUCARISTIAS

17h00 – Póvoa da Lomba (Festa da Luz)

ortunhos

h

óvoa da Lomba

Maria Madalena) Terça 23 de julho

10 18hh15 00––OVutil arziela

EUCARISTIA Terça 15 de janeiro

19h30 – Lemede (Festa da Luz) CELEBRAÇÕES 21h00 – igreja matriz 9(Fhesta 00 –daSanta Luz)Casa

20 ena 18hh30 30-–Pigreja matriz

11 h30 – Igreja Matriz da Luz) (Festa

da

Misericórdia

10 h00 – Comunidade São José Domingo 13 de janeiro

EUCARISTIAS S10 egunda 22 de julho h00 – São José (Festa FESTA da Luz)DE SANTA MARIA MADALENA 11h30 – igreja matriz (11 h00 - procissão da Capela CELEBRAÇÃO de Santa Rita até à igreja; 9h00 – Misericórdia

19 h00 – Igreja Matriz EUCARISTIA

Q 2416 de julho Quarta uarta de janeiro EUCARISTIA EUCARISTIA

19 atriz 18hh00 30––Igreja igrejaM matriz 20h30 – Vila Nova

Quinta 17 de janeiro

Q uinta 25 de julho EUCARISTIA

EUCARISTIA 18h30 – igreja matriz

10 ão João 20hh00 30––CPapela óvoade daSL omba

(Cantanhede)


6 Região

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CADIMA Casal Campeão nacional dr

Gabriel Levi Silva Gomes, de 13 anos, nadador da Sociedade Columbófila Cantanhedense sagrou-se campeão nacional nos 400 Estilos e 200 Costas, no Campeonato Nacional de Infantis que decorreu no passado fim de semana, de 12 a 14 julho, no São João da Madeira, onde participaram mais de 450 atletas. Na mesma prova de natação, o jovem atleta, filho de Gina e Júlio Gomes, também foi vice-campeão nos 200 Estilos e nos 200 Mariposa. Parabéns pelo mérito desportivo e desejamos muito sucesso na modalidade. CA

CANTANHEDE I Caminhada Solidária O desafio é simples: caminhar para ajudar a Bárbara “Kikas”. Organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, a 1.ª Caminhada Solidária terá lugar no dia 23 de julho, entre as 17h00 e as 19h30, com a missão de angariar fundos para apoiar os pais com os tratamentos médicos da Bárbara, de três anos com paralisia cerebral. Se preferir um momento de convívio entre pais e filhos ou avós e netos, pode juntar-se à caminhada de três quilómetros; para aqueles que apenas gostam de andar a pé, a organização vai preparar outro percurso com seis quilómetros na cidade de Cantanhede. Para os desportistas, estes podem participar na corrida de nove quilómetros. As inscrições podem ser feitas com qualquer educadora ou auxiliar daquela instituição até amanhã, dia 19 de julho. Os adultos pagam cinco euros e as crianças pagam um valor simbólico de dois euros. CA

Óbitos Com 101 anos faleceu Zulmira Prazeres Barbosa, no passado dia 8 de julho. Natural desta freguesia, a extinta era viúva e residia no Centro Paroquial e Solidariedade Social de Febres. Em Mira, Vilamar e em Lisboa deu aulas no ensino primário. O funeral realizou-se na tarde seguinte para o cemitério local, com bastante acompanhamento, depois de celebrada missa de corpo presente. A cerimónia foi presidida pelo padre Acílio Fernandes, natural de Carromeu, tendo sido aluno da professora. Deslocou-se de Setúbal, onde é responsável pela Casa do Gaiato. Vítima de morte súbita, faleceu José Luís Pereira Vicente, no passado domingo, dia 7, com 56 anos, residente na Sanguinheira. O extinto era casado com Palmira Rua Soares e natural da freguesia de São Pedro, em Torres Novas. O saudoso corpo ficou sepultado no cemitério de Febres, depois de celebrada as cerimónias fúnebres na igreja paroquial. Também faleceu na sua residência, no dia 6 de julho, Fernando Pereira Pessoa, de 84 anos. O extinto ainda foi assistido pelo INEM, que foi chamado ao local depois de uma queda grave em casa. Deixou viúva Adélia Jesus Pessoa, natural e residente da Fontinha. O funeral teve lugar no dia seguinte, após as cerimónias fúnebres por uma confissão religiosa a qual ele era bispo da comunidade. Paz às suas almas. Condolências às famílias enlutadas.

LEMEDE

manuel sebastião

FEBRES

josé pessoa

Festa na Sanguinheira Nos dias 27, 28 e 29 de julho, o lugar da Sanguinheira vai estar em festa em honra da Nossa Senhora da Boa Sorte. Na véspera haverá uma procissão de velas e no domingo a comunidade vai juntar-se novamente para participar na missa solene, seguindo procissão com a presença do andor da padroeira. Para culminar os festejos decorrerá um convívio para toda a população local. Fundos Mais de duas centenas de pessoas reuniram-se no Centro Pastoral de Febres, na passada noite de 6 de julho, para um jantar-convívio, naquela que foi uma angariação de fundos para as Festas de Nossa Senhora dos Aflitos. Com realização entre os dias 23 e 25 de agosto, os festejos terão lugar na Fontinha a cargo de um grupo de homens da terra.

Montemor-o-velho Camélias da Gândara dr

A 34.ª edição do Festival de Folclore do Rancho “Camélias da Gândara” voltou a trazer muita animação à freguesia de Arazede. No passado dia 6 de julho, a sede da formação arazedense encheu-se para celebrar o folclore e a etnografia. Ao longo do serão a festa do folclore fez-se com o Rancho “Camélias da Gândara”, os ranchos infantil e adulto do Grupo de Danças e Cantares “Pedra Rija”, de Portunhos e Rancho Folclórico da Malveira.

Carapinheira

Folk ms

Festifolca 2013 dr

ms

COVÕES Assalto A onda de assaltos parece não ter fim, desta vez a igreja paroquial de Covões foi local do crime. Tudo indica que os ladrões terão entrado no templo e levaram as estatuetas de São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora de Fátima, entre outros santos de grande valor sacra. Para precaver novos incidentes desta natureza já foram instalados um sistema de alarme, protegendo a paróquia de Covões.

Foram padrinhos Sebastião Carlos Fonseca Abrunhosa e Albina Maria Ramos Fernandes. As maiores venturas para o novo cristão e seus pais, ao mesmo tempo que lhes damos as boas-vindas a esta terra.

Integrada na Folk Cantanhede 2013, teve lugar na noite de 9 de julho, no Largo da Capela, mais uma Gala de Freguesia. Nela participaram Sofia Carvalho e o grupo “Kryzhachok Folk Dance Ensemble de Minsk”, da Bielorrússia. Sofia Carvalho preencheu a primeira parte desta gala, atuando com muita segurança, prendeu a atenção do público e encantou com a sua bonita voz. Seguiu-se a participação do grupo Kryzhachok, que nos deu uma bela mostra da cultura tradicional da Bielorrússia, e deixou-nos maravilhados com a exuberância e variedade dos seus trajes e com a alegria e rigorosa execução das suas danças, cantares e músicas. Esta Gala, promovida pela Junta de Freguesia em parceria com o Cancioneiro de Cantanhede, com a ajuda do bom tempo, teve grande adesão da população local o que valorizou o espetáculo. Batismo No passado domingo, dia 14, na capela local, sendo oficiante o nosso pároco, padre Luís Francisco Marques, recebeu o sacramento do batismo o menino Martim, filho de João Carlos dos Santos Carvalho e de Nohélia Cristina Oliveira Cunha.

Nos dias 6 e 7 de julho, a 14.ª edição do Festifolca – Festival de Folclore do Rancho Folclórico da Carapinheira (RFC) confirmou o sucesso da iniciativa e juntou centenas de convivas no Pavilhão Multiusos da Carapinheira. A animada celebração da cultura popular começou no sábado com as atuações da Marcha Popular de Santo António e da Orquestra Ligeira da Carapinheira, seguindo-se um baile. Já no domingo, a festa da cultura e da etnografia começou com a missa comemorativa do 39.º aniversário do RFC e, depois da cerimónia protocolar, realizou-se um participado momento de folclore, congregando centenas de folcloristas e muito público. “É uma alegrias poder receber tantos amigos e, ao mesmo tempo, podermos mostrar o que de melhor se faz ao nível das tradições das diversas regiões do país”, referiu Vítor Travassos, do RFC. O Rancho Folclórico da Carapinheira, Grupo Folclórico Cantas e Cramóis de Pias – Cinfães, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros – Mesão Frio, Rancho Folclórico da Barreira – Leiria e Grupo Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de São Bartolomeu de Regatos (Terceira, Açores) encantaram a vasta audiência e proporcionaram mais um espetáculo inesquecível, deixando o desejo de que a edição de 2014 chegue num instante.

MURTEDE

ANTONINO MACHADO

Folk Durante a Semana Internacional de Folclore - Folk Cantanhede, estiveram presentes na nossa freguesia os grupos oriundos da Sérvia e da Bielorússia, assim como a Escola de Samba “Amigos da Tijuca” de Enxofães.


Região 7

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À semelhança dos anos anteriores, esta gala de freguesia foi um espetáculo de elevada índole cultural, que se realizou no Pavilhão do Centro Desportivo e Cultural de Murtede com a presença de muitas pessoas.

jantar-convívio e cortejo folclórico até ao palco no Olival do Senhor. CSPO ca

Marchas Populares Terminaram os Santos Populares e toda a nossa comunidade esteve envolvida nesta azáfama de apresentação das Marchas Populares de Murtede. Quer os dançantes, quer a organização e mesmo os espetadores ficaram bastante satisfeitos com todo o trabalho efetuado. Óbitos Nesta localidade faleceram as seguintes pessoas: José Ferreira Machado Melo, de 92 anos, residente na Rua da Catraia embora já se encontrava há algum tempo no Centro Social e Polivalente. O extinto deixou viúva Maria Augusta dos Santos e era pai de Maria Isabel dos Santos Machado. António Simões Pinto (Pedas), de 83 anos, residente na Rotunda de São Martinho. O extinto deixa viúva Violante Ferreira Correia e era pai de Carlos Alberto Ferreira Simões e Maria Teresa Ferreira Simões Rodrigues, já falecida. Joaquim Marques Pereira Machado, de 83 anos, residente na Rua dos Olivais. O extinto deixou viúva Retina Cordeiro de Figueiredo e era pai de Vitalina, João, Maria da Conceição Cordeiro Pereira Machado e de Joaquim de Figueiredo Pereira Machado. O jornal Boa Nova expressa sentidas condolências às famílias enlutadas.

OURENTÃ

FILIPE FIGUEIREDO

Marchas Populares Depois das atuações nas Marchas Populares deste ano, os grupos das Arrôtas e da Pocariça realizaram um convívio, cada um no seu local, onde confraternizaram com muita alegria e boa disposição. Ficamos à espera que para o ano o envolvimento das comunidades seja igual ou melhor numa das maiores iniciativas culturais do concelho. Parabéns. Óbito Faleceu Maria da Assunção de M. P. Carvalho Simões de Andrade Campos, com 94 anos. O saudoso corpo saiu da Capela de São Tomé para a igreja paroquial, onde foi celebrada missa de corpo presente seguindo para o cemitério local, com bastante acompanhamento. Paz à sua alma. Condolências à família enlutada.

Dirigida para as crianças entre os três meses e os três anos, a creche do Centro Social e Polivalente (CSPO) está a aceitar novas inscrições para o próximo ano letivo 2013/2014. Com novas melhorias implementadas nesta valência, com capacidade para cuidar de 30 crianças, acompanhadas por duas educadoras e cinco auxiliares, a instituição dá a possibilidade de transporte e oferta de bibe e panamá. Os pais interessados podem dirigir-se às instalações, na Rua Frei Manuel dos Santos, n.º 37, no antigo edifício da escola primária de Ourentã, contactar o número 231416085 ou por email cspourenta@sapo.pt. CA

PORTUNHOS

POCARIÇA

Folk

VÍTOR BATISTA

MARIA E. MARQUES

Matrimónio Realizou-se, no passado dia 7 de julho, o casamento de Luís, filho de Ludovina Gonçalves dos Santos Dias e de António dos Santos Matos, residentes em Portunhos, com Cristina, filha de Maria da Conceição Panão Girão Roque e de António Luís Carvalho Roque, residentes em Formoselha. A cerimónia e o banquete tiveram lugar na Quinta Oliveira, em Arazede. Parabéns aos noivos, seus pais e demais familiares e as maiores felicidades para o jovem casal. mem

FOLK

Festas de São Tiago josé vieira

No passado dia 11 de julho, Ourentã recebeu dois grupos que vieram participar na Semana Internacional de Folclore – Folk Cantanhede 2013, organizada pelo Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede. Um grupo da Argentina e outro da Bielorrússia animaram a noite juntamente com o Rancho Folclórico “Os Bairradinos” de Ourentã. Festival de Folclore dr

O Rancho Folclórico “Os Bairradinos de Ourentã” vai realizar no próximo dia 20 de julho o 36.º Festival de Folclore, que contará com a presença de três grupos convidados, para além do grupo anfitrião, infantil e adulto. Este ano o desfile terá início às 20h30 e uma hora depois, pelas 21h30, decorrerão as atuações com a seguinte ordem: grupo infantil; Grupo Danças e Cantares de Carenque (Amadora); Grupo Danças e Cantares de Vila Maior (Lafões); Rancho Folclórico de Pindelo dos Milagres (São Pedro do Sul) e o grupo adulto. A receção das entidades e entrega de lembranças antecedem o festival, depois do

dr

Entre os dias 19, 20, 21, 24 e 25 de julho, a Comissão de Festa da Pocariça vai dinamizar as Festas de S. Tiago. Os festejos têm início com a atuação do grande conjunto musical “PK7”. Amplo destaque para o cartaz do dia 20, com grande relevo para as atuações do grupo Sede Bandida e do DJ Paulino Coelho, que promete aquilo que tem tornado hábito nos seus espetáculos e tão apreciados por várias gerações: melodias inesquecíveis, grande qualidade musical, alegria e boa disposição. Os espetáculos são antecedidos por uma tarde de animação, com especial destaque para a utilização de um touro mecânico e dos sempre animados jogos tradicionais, onde se poderá desfrutar de inúmeras atividades para miúdos e graúdos. O dia 21 inicia-se com um Cortejo/Leilão de Oferendas com a participação Grupo de Bombos de Portunhos. A noite será animada com a atuação da Orquestra Ligeira Opus 21, a que se seguirá a artista Sofia Carvalho. As festas prosseguem no dia 24 de julho com uma noite de fados, com a participação de Ana Ferreira e convidados, acompanhada por Armindo Fernandes, na guitarra portuguesa, e Ni Ferreirinha, na viola. A diversão noturna fica encerrada com Dj ‘The Other Face’. As Festas da Pocariça chegam ao fim no dia 25 de julho, feriado municipal, com uma arruada, missa e procissão com a participação da Associação Musical da Pocariça. Batismos Na igreja paroquial da Pocariça foram batizados Tiago Leonardo, filho de Cláudia Sofia Leonardo Lúcio e de Eduardo Emanuel V. Galhano da Silva, e Rafael, filho de Ilda M. Figueiredo Oliveira e de Pedro Miguel Duro Leão. As maiores felicidades aos bebés e parabéns aos pais e restantes famílias.

Foi na passada segunda-feira à noite, dia 8, que no polidesportivo aconteceu mais uma vez um serão com muita alegria, música e danças, apresentadas pelos grupos de Argentina e do Quénia, ambos participantes na presente edição do Folk. É esta diversidade de culturas que torna sempre interessante este tipo de eventos. Apesar de não se falar a mesma língua, parece que todos se entendem muito bem, eles através das suas músicas movipub


8 Região

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mentos expressivos e comunicativos e nós com os nossos aplausos. No intervalo, tivemos a prata da casa, os “Bombos do Pedra Rija”, e nem a agenda tão preenchida nesta época, nem as três atuações do dia anterior lhes tiraram todo o entusiasmo e alegria habitual das suas apresentações. E parece que o grupo, apesar de novo, começa a ter continuidade de gerações, já que entraram para o grupo novos elementos: o Bruno, de 14 anos e o Eduardo, de dez anos, filhos de João Pereira. Agora a fase etária baixou para os três anos com o Duarte, filho do Miguel, e o Diogo, filho do João Álvaro, que para além de tocar, apresentam uma coreografia muito própria e que delicia quem os vê no palco. No sábado, dia 13, Bombos e Danças e Cantares viajaram até ao Fundão e Castelo Branco onde mostraram mais uma vez os seus reportórios. Retificação Por erro de informação, na notícia do óbito publicada na semana passada, referimos o nome de José Virgílio quando na verdade o jovem se chamava Gil André Pessoa Neves, filho de José Virgílio Pinto Neves e de Filomena Teixeira e irmão de Karina. As nossas desculpas. Funeral Foi na passada sexta-feira, dia 12, que se realizaram as cerimónias fúnebres do jovem Gil André. Depois de ter sido cremado em França, as cinzas foram transportadas no carro dos pais, naquela que terá sido a viagem mais dura e angustiante de suas vidas. Após as cerimónias fúnebres, os restos mortais do jovem foram levadas, no colo do pai, num ambiente de muita tristeza e de profundo pesar, com acompanhamento de familiares e amigos de Portunhos e Casal dos Netos, para o cemitério de Portunhos. Paz à sua alma e sentidas condolências a toda a família.

SANGUINHEIRA

joaquim croino

Convívio Como já vem sendo hábito, há vários anos, realizar-se-á mais um tradicional convívio anual dos Joaquins, das Anas e dos avós, que como todos sabem, é celebrado no dia 26 de julho. Estão convidados todos aqueles que possuem tal nome, bem como os que tenham atingido a categoria de serem pais duas vezes para que compareçam num restaurante local, que lhes será indicado no momento da inscrição. Os interessados devem contactar os seguintes números: 963776657 (Joaquim Almeida) e 912368928 (Joaquim Margarido), ambos da Tocha. Óbitos Vítima de morte súbita, Francisco Daniel Rodrigues Carriço, de 31 anos, faleceu, no passado dia 5 de julho. O extinto era filho de Manuel Caniceiro Silva Carriço e de Leonilde Rodrigues, residentes no lugar da Fervença, desta freguesia da Sanguinheira. O corpo do falecido veio no dia 8 da morgue hospitalar para a igreja desta paróquia, onde foram celebradas as exéquias fúnebres, sendo de seguida sepultado no cemitério local. No passado dia 9 de julho, veio a falecer Maria Gomes Costa, de 85 anos, natural das Pedras Ásperas. A extinta era viúva de Manuel da Costa Jorge e mãe de Maria da Conceição Gomes Costa. O corpo da saudosa extinta esteve em câmara ardente na Capela das Pedras Ásperas, onde foram celebradas as exéquias fúnebres. O funeral seguiu para o cemitério da Sanguinheira. No mesmo dia também faleceu Celestino Oliveira Gregório, de 79 anos, natural que foi do Corgo do Encheiro. O extinto era casado com Carminda do Espírito do Santo Nogueira e pai de Manuel e Maria de Fátima de Oliveira. O seu corpo saiu da casa mortuária da Sanguinheira para a igreja matriz, onde foi celebrada missa de corpo presente e sepultado no cemitério local Paz às suas almas. Condolências às famílias enlutadas.

SÃO CAETANO

eduarda pedro

Semana Cultural Foi ao ritmo do Zumba que encerrou em beleza mais uma semana cultural de São Caetano. Este ano, a Semana Cultural teve como pontos altos a mostra gastronómica, a celebração do aniversário da freguesia com a presença do Folk Cantanhede e dos grupos oriundos do Quénia e da Bielorrússia e o encontro de coros, com particular destaque para o Coral Infantil dirigido pela Maestrina Beatriz Jesus, que deixaram a plateia rendida à sua postura e às suas vozes. As noites de sexta e sábado foram noites de arraial onde os presentes se puderam divertir e dar um pé de dança ao sabor das músicas do grupo “The Way” e “Rota do Binho”. Já no domingo, e à semelhança dos outros dias, as barraquinhas das associações fizeram-se presentes e o folclore animou a tarde. O dia terminou com uma demonstração de aeróbica e no final fez-se ouvir Zumba. Toda a gente foi convidada a acertar passos nesta dança divertida e animada, sob a orientação da professora Tânia Gomes. A fechar a semana cultural, todas as associações foram lembradas e homenageadas pelo trabalho desenvolvido e pela importância que têm na comunidade. No final foi ainda divulgado o valor apurado na Mostra Gastronómica que este ano reverteu a favor do Centro Equestre de São Caetano, valor esse que totalizou uma quantia de 1001 euros.

SEPINS

Manuel Martinho foi lembrado pelos “bons serviços prestados”, enquanto voluntário da instituição de 1995 a 2013. No tributo ao voluntário da instituição de solidariedade, finado no início do ano, foi descerrada uma placa onde ficam inscritas palavras de apreço. Acompanhado por familiares, amigos e trabalhadores da Pró Vida, o evento contou ainda com a leitura de uma emocionada dedicatória de José Giraldo, a oferta de uma coroa de flores pelas funcionárias da associação, um minuto de silêncio e uma salva de palmas em memória do homenageado. Na ocasião, José Giraldo proferiu uma bonita dedicatória ao “Ti Martinho”: “Esta homenagem póstuma é bem merecida. A ti, como ser humano de muito talento que mostraste com o teu trabalho na Pró Vida durante 18 anos a todo o momento. A tua missão nesta vida foi bem cumprida. Apareceste frágil e muito cansado, nunca te iremos esquecer na Pró Vida pelo teu muito útil voluntariado. O nosso muito obrigado Martinho pela tua grande e generosa dedicação. Deus indicou-te da paz o caminho e permanecerás na alma da instituição”. Inês Torres it

BATISTA fonseca

Folk A localidade de Sepins voltou a receber uma gala do Folk, no Largo da Gesteira. Este ano a visita de culturas e tradições musicais diferentes foram apresentados pelos grupos da Quénia e da Finlândia. A animação local esteve ao cargo das marchas populares de Sepins. Com “casa cheia”, esta é uma das iniciativas mais aplaudidas e oxalá haja mais para o ano. Óbito Faleceu Manuel da Encarnação Galhano, residente que foi na Rua da Areia. O extinto esteve em câmara ardente na casa mortuária de Sepins e saiu para a igreja, onde foi rezada a missa de corpo presente pelo padre Vidal Nogueira. No final das cerimónias fúnebres, o corpo ficou sepultado no cemitério local. Paz à sua alma. Condolências à família enluatada.

TOCHA Nossa Senhora D’Atocha No passado dia 7 de julho foi celebrada a missa em honra da Nossa Senhora D’Atocha. Seguiu-se a habitual procissão acompanhada pelos andores da Nossa Senhora D’Atocha, Nossa Senhora de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, São Pedro da Caniceira e Nossa Senhora do Rosário das Cochadas, como vem sendo hábito. A eucaristia foi presidida pelo padre Diamantino Vieira, solenizada pela Banda Phylarmónica de Ançã. O pároco agradece aqueles que colaboraram, desde os enfeites da igreja, andores, verduras, flores no chão, não esquecendo as colchas nas janelas das casas. Reconheceu a presença de todos, especialmente ao Agrupamento de Escuteiros da Tocha, que sempre embelezam estas cerimónias religiosas. E que para o ano não nos esqueçamos deste dia, o dia da nossa padroeira, a Nossa Senhora D’Atocha.

Pró-Vida O “empenho e dedicação sem limites” de quase duas décadas de voluntariado valeram ao falecido vice-presidente da direção da Associação de Desenvolvimento, Progresso e Vida da Tocha (Pró Vida), Manuel da Silva Martinho, uma “singela, mas merecida homenagem”, referiu José Giraldo, presidente da instituição. A Pró Vida recordou o extinto vice-presidente numa cerimónia de homenagem póstuma, no passado domingo, dia 14, no cemitério da Tocha, com a presença de familiares, amigos e órgãos sociais e funcionários daquela instituição.

Barrins de Baixo Óbito Faleceu no passado dia 4 de julho, no CHUC, José Maria de Oliveira Camelo, de 71 anos. O extinto era casado com Maria Augusta Costa Teixeira e pai de Jorge Manuel e de Margarida Maria. O corpo do saudoso esteve em câmara ardente na capela mortuária da Tocha. O funeral saiu no dia seguinte para a igreja onde foi celebrada missa de corpo presente, seguindo para o cemitério local. Paz à sua alma. Condolências à família enlutada. Morros Óbito Nesta localidade veio a faleceu, também no dia 4, Manuel de Oliveira, de 82 anos, deixando viúva Maria da Cruz Ângelo e pai de Idília e Maria Eunice Cruz Andrade. O corpo do saudoso extinto veio no dia seguinte da morgue do Hospital Distrital da Figueira da Foz para a capela mortuária da Tocha, seguindo para a igreja onde foi celebrada as exéquias fúnebres. Ficou sepultado no cemitério local. Paz à sua alma. Condolências à família enlutada. Praia da Tocha Comércio O nosso assinante Paulo José Claro Diniz encontra-se, durante a época balnear, a explorar o café-bar ‘Sítios’, situado no Parque de Campismo da Praia da Tocha. Desejamos boa sorte à gerência. Missa na capela Como vem sendo hábito todos os anos, iniciou-se a celebração da missa na Capela da Praia da Tocha, no passado dia 14 de julho, permanecendo até ao fim da época balnear, 15 de setembro. O horário da eucaristia está marcada para as 15h00 e será presidida pelo pároco das igrejas da Tocha, Sanguinheira e Bom Sucesso, o padre Diamantino Vieira.


Em Foco 9

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EXPOSIÇÃO DE BORDADOS E ARRAIOLOS NA CORDINHÃ

Entre linhos e lãs

Steve Aoki é a surpresa da Expofacic Dj norte-americano sobe ao palco principal na noite

Cursos de bordados e arraiolos mantêm viva a tradição, em parceria com a Associação Cordinh’Arte

de 30 de julho dr

> Carla Assunção, texto e foto

Os bordados e os arraiolos são peças feitas à mão das mulheres que mantém viva a tradição. A exposição que teve portas abertas no Salão de Recreio e Cultura da Cordinhã, no passado domingo, despertou curiosidade para quem lá passou. A arte de bordar tem cativado quase duas dezenas de alunas que ao longo do ano frequentam o curso, financiado pelo Município e integrado na Universidade dos Tempos Livres, e em parceira com a Associação Cordinh’Arte. “Tudo o que é tradicional ensino às formandas… ajudo o que elas quiserem aprender a bordar em qualquer peça”, revelou a monitora Maria da Conceição Cabral de Medeiros Lima, natural dos Açores, exibindouma matiz de São Miguel na própria camisola. As bainhas abertas, os bordados “Hardanger”, os bordados de fantasia e vários crivos como o de Guimarães e de Nisa são algumas técnicas apresentadas nos trabalhos em exposição, destacando-se atoalhados, tabuleiros e cortinas, entre outras peças decorativas para o lar. “A técnica dos fios é o passo principal para a bordadeira, algumas já sabem executar o bordado da Madeira”, salientou, presente na Cordinh’Arte há dez anos e também monitora no curso de bordados em Sepins. Maria da Conceição é bordadeira desde os sete anos, tendo frequentado um curso extensivo até aos 17 anos, num colégio das Irmãs Bom Pastor, na Ponta Delgada. Os tapetes de arraiolos vislumbravam ao fundo do salão, com vários exemplares bordados em lã. Ca-

racterísticos de uma aldeia alentejana, estas tapeçarias tradicionais também são criados por cá, muitos com desenhos artísticos através do ponto de pé de flor. A formadora Alice Nogueira partilhou alguns conhecimentos dos pontos de arraiolos. “Começamos com o bordar da armação, limitar o tapete e faz-se os contornos e o centro do tapete. Com os desenhos faz-se o enchimento, seguindo o preenchimento dos fundos com lãs de cores diferentes… tradicionalmente a franja acaba o tapete”, conforme explicava ainda o ponto de arraiolos, um ponto cruzado oblíquo composto por duas meias cruzes, uma das quais tem o dobro do comprimento da outra. “Faz bem à alma” “Se não fosse isto não era tão feliz…faz bem à alma frequentar estas atividades e aprender bordar”, falou Maria Violete Costa Gonçalves, de 67 anos, aluna desde o primeiro curso realizado na terra. A vaidade de mostrar os seus trabalhos em linho e um tapete de arraiolos inacabado foi prova que sente-se bem ali e gosta do envolvimento com as restantes alunas. “É saudável sair de casa e passar as noites com companhia, muitas vezes à risada”. Com o objetivo de dinamizar os trabalhos artesanais e decorativas, a Cordinh’Arte é uma associação de arte e cultura fundada em 2002, presidida por Iria Póvoa Batista Veloso e conta com cerca de 20 colaboradoras.

Steve Aoki, grande produtor musical norte-americano e um dos DJ’s mais famosos do mundo vai atuar na Expofacic a 30 de julho. O artista é, juntamente com os britânicos Keane (3 de agosto), uma das grandes atrações do cartaz de espetáculos do evento, que ganha assim uma enorme projeção junto do público mais jovem. A expressão da popularidade de Steve Aoki é vista como um fenómeno à escala global, o que deixa antever um ambiente escaldante no recinto do Parque Expo-Desportivo de Cantanhede. O nome do famoso produtor musical teve que ser mantido em segredo até ao desfecho do Festival Optimus Alive, onde atuou pela primeira vez em Portugal. Irmão da modelo e atriz Devon Aoki, Steve nasceu em Miami, cresceu em Newport Beach (Califórnia) e formou-se na Universidade de Newport Harborem antes de ter enveredado pela carreira musical. Para além das misturas de vários ritmos e sonoridades, uma das suas imagens de marca em palco é o ‘aokijump’, um “salto galopante”, com recurso a trampolim e que tem feito as delícias dos fãs, que nos concertos procuram reproduzir os gestos do produtor. Quatro dias depois, a 3 de agosto, é a vez de subirem ao palco da Expofacic os Keane, grupo britânico que é o principal cabeça de cartaz do certame. Outro dos grandes aliciantes do programa de animação é sem dúvida o palco 4 (palco Sagres), onde durante onze dias vão desfilar os melhores DJ’s da atualidade. São eles Xinobi (25 de julho), Pedro Cazanova (26 de julho), Funkyou2 (sábado) e David Antunes & The Midnight Band, com a participação de Pedro Fernandes (28 de julho). Na semana a seguir, a música prossegue com Karetus (29 de julho), Rusty (30 de julho), DJ Ride (31 de julho), Fernando Alvim (1 de agosto), Over Rule (2 de agosto), DJ’s RFM António Mendes e RICH (3 de agosto) e Kura (4 de agosto). pub


10 Grande Plano

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Não deu tréguas à doença e viveu de coração cheio para os outros O coração deixou de bater mas o testemunho fica para sempre > Graça Cunha, reportagem e fotos

“José Dias da Silva, membro da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Coimbra, faleceu esta segunda-feira, após doença prolongada. A missa de corpo presente celebra-se esta quarta-feira, às 09h30, na igreja de S. José, seguindo-se o funeral para o Cemitério da Conchada, na cidade de Coimbra.” A notícia chegou deste modo, assinada pela mulher e os dois filhos, que fizeram uso da lista de endereços eletrónicos dos emails que José Dias usava frequentemente para comunicar com um grupo alargado de amigos. Na mensagem pedia-se que as flores fossem substituídas por “um gesto de generosidade que muito o nosso Zé Dias apreciaria: contribuam com um donativo para o Projeto Fundo Solidário, do Instituto Universitário Justiça e Paz, que visa apoiar estudantes do Ensino Superior com dificuldades económicas”. E para terminar, a frase de Kant que o Zé Dias gostava muito e tão bem o retratava: “Duas coisas que me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim”. José Dias da Silva era conhecedor e defensor das temáticas da Doutrina Social da Igreja, como ninguém. Casado e com dois filhos, nasceu a 15 de março de 1942, no Souto de Brejo, Pampilhosa da Serra de onde saiu cedo, juntamente com os irmãos, para estudar. Licenciou-se em Físico-Químicas pela Universidade de Coimbra e, apesar de investigador e professor universitário, não foi nos títulos da carreira académica que mais se empenhou. Quem o conhecia, quem o ouvia falar, nas inúmeras palestras, a que última que me ocorre, no Seminário numa iniciativa de celebração do espírito do Concílio Vaticano II, ou nas formações e intervenções públicas, também através de artigos publicados em jornais locais, ou ainda simplesmente nas conversas informais, quem o ouvia, em qualquer um destes momentos, guardava a marca segura de alguém que, a contra ritmo da sociedade, procurava com firmeza e discernimento fora do comum, construir uma sociedade mais justa, mais solidária e mais humana. Foi assim que o encontrei pela primeira vez e me mantive sempre

“Homem para sempre na nossa memória” Era muito companheiro, fizemos um percurso de vida ombro a ombro, com muito empenho (ele talvez usasse a palavra luta) por uma Igreja renovada, virada para o mundo. Acompanhámos juntos o crescimento dos filhos de ambos, tínhamos vidas muito próximas, diria que até paralelas, eramos da mesma geração, apesar de ele ter mais três anos que eu, fomos vizinhos na Ladeira do Seminário e trabalhámos em conjunto muitos anos no Justiça e Paz. O que mais caracterizava o Zé Dias era a sua genuína humildade acompanhada da enorme profundidade no conhecimento e na compreensão de tudo. Era muito conhecedor, em profundidade e detalhe, das mais variadas questões, não apenas da Doutrina Social da Igreja, e neste âmbito chegou a dar formação a bispos. Tudo o que fazia de modo simples só era possível porque tinha um lastro profundo de conhecimento. Sem ser gelado, era um iceberg, de que víamos apenas uma ínfima parte, e por isso ele brilhava tanto.

grata porque um dia esse encontro aconteceu. Lembro Zé Dias em vida, porque assim o conheci. Uma vida que vinha de dentro, do peito e da mente, em contraste com o corpo frágil da doença. Escrevia sempre aos amigos quando dava entrada no Hospital para os tratamentos e parecia mais empenhado em sossegar os que lhe eram próximos do que com a sua própria luta. Por muito que pretenda omitir a informação pessoal, só será justo o texto se revelar mais. Assim, conto que uma amiga, professora dedicada, me desafiava a conhecer o irmão e falava dele um modo que se desculpa a quem sabemos ter um imenso amor de irmã mais nova, sempre acarinhada e protegida pelo irmão mais velho. O diretor deste jornal insistia na entrevista a um homem com um conhecimento fora do comum sobre a Doutrina Social da Igreja. Tratava-se da mesma pessoa. O irmão da minha amiga era o José Dias que acabava de entrevistar, obrigada a reconhecer, não podia ser de outro modo, que ele era incomensuravelmente maior do que me haviam dito. Saí, na Ladeira do Seminário, a casa onde vivia e deu a entrevista, embrulhado em mantas e livros, e precisei

Era muito, mesmo muito humilde, não se punha em bicos de pés para coisa nenhuma, e falava sempre com um espírito construtivo. Era genuinamente compreensivo com as pessoas e desprendido de tudo o que são bens materiais. Quase descuidado na aparência, que considerava apenas o invólucro, empenhava-se verdadeiramente na substância e centrava-se muito nas pessoas. Desenvolveu sempre muito a sua formação, sabia muito de muita coisa: Física, Astronomia, Química, Matemática, Filosofia. Era uma autodidata e um homem de profundidade, que ia até ao fim das questões. Homem de uma excelente memória que exercitava. Nestes últimos tempos, mesmo quase vencido pela doença, depositava confiança naqueles que estavam à sua volta. Sabia que ele faria melhor, mas incutia ânimo nas pessoas, mesmo nos seus momentos limite. Carlos Paiva – membro da Comissão Diocesana Justiça e Paz

de um tempo de ‘vazio’ para guardar a certeza que em 14 anos de entrevistas nunca ninguém dissera tanto, de um modo que, daí para a frente, se tornou sempre presente. Tinha ido à procura de um José Dias da Silva, membro da Comissão Diocesana Justiça e Paz, reconhecido pensador dos temas da Doutrina Social da Igreja, para uma conversa sobre memórias e valores que o 25 de abril de 1974 evocou (liberdade, solidariedade, justiça social, igualdade), valores humanistas que são também cristãos. “A centralidade da pessoa é o que existe de mais sagrado na doutrina”, disse-me e “a confiança é o valor que mais estamos a perder, comprometendo-nos”. Para que possamos ainda “arrancar do fundo da alma a força que a gente cá tem”, há que “recuperar a esperança e contar às novas gerações (educadas para olharem para o futuro), como foi o passado” porque, afinal, “as coisas só existem se forem contadas”. E acrescentava, “a luta pela justiça é também uma dimensão constitutiva da pregação do evangelho. Não há evangelização sem luta pela justiça.” Falava assim e não havia outra alternativa se não comprometermo-nos naquilo que ouvíamos…e desejar que falasse mais. Não sei alcançar aquela grandeza de pessoa feita de gestos, olhares e palavras simples. A imagem que tenho é de homem frágil e robusto ao mesmo tempo, que responsabiliza e compromete sem precisar de convencer. Com a mesma naturalidade com que tirava livros da estante para abrir na página certa e citar sem precisar de ler, debruçava-se num carinho à mãe, serena e de idade avançada, que fez questão de dar a conhecer. Sei que queria ouvir dele sempre mais, sem pressas nem ímpetos como era o seu jeito, sobre os valores, a fé, a política, a saúde, a economia, a conquista amorosa da juventude que ficou ao seu lado para a vida (42 anos de casamento dentro de dias), os tempos da faculdade, a carreira académica de que se reformou tão cedo para se entregar a um caminho de luz para quem lhe quiser ler os sinais. Nada para si, tudo para os outros. Talvez isso lhe acrescentasse aquela leveza imperecível que não é própria dos corpos sujeitos à lei da gravidade.

“Sei que quando parte um homem bom, o mundo que deixa é um mundo melhor do que aquele que encontrou” A notícia chegou-me no dia 15 ao fim da tarde. O José Dias partiu. Com aquela simplicidade e aquela grandeza de alma que sempre o caracterizou, disse-nos silenciosamente adeus e deu início a este novo momento da sua viagem, com a serenidade da sua fé, a força da sua esperança e o amparo da sua caridade. Partiu um homem bom, é o mínimo e o máximo que se pode dizer deste peregrino dos sonhos por dentro da realidade. Porque o José Dias era o corpo e a alma da bondade. Nele a bondade tecia-se com muitos fios. Com o fio da humildade, que o fazia estar à escuta de tudo e de todos como quem sabe que é através do tempo que o sagrado e o divino se fazem som e palavra e habitam o coração do homem. Com o fio da tolerância com que respeitava o diferente, por sentir que um mundo feito com muitas cores é mais rico que um quadro a preto e branco ou simples-


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mente cinzento. Com o fio da alegria, feita de paciência e espanto, de dor e resistência, de coragem e otimismo, perante os mistérios da vida, da natureza e do mundo. Com o fio do saber, um saber sempre feito de procura, sempre feito de devir e movimento, sempre feito de abertura tanto às coisas dos homens na esfera da sociedade e da política, como às coisas da natureza, na sua estrutura físico-química e biológica, como às coisas divinas a cuja reflexão e aprofundamento se dedicou com a persistência de um teólogo, a paixão de um místico e a emoção de um poeta. Com o fio da solidariedade, estendendo a força das suas frágeis mãos à solidão dos excluídos, dos marginalizados, dos esquecidos, dos ignorados, de todos que abriam os olhos cheios de todas as carências do corpo e da alma. Por tudo isso, ao ver partir o José Dias, sinto no mais fundo de mim mesmo que partiu um homem bom. Poderia chorar, mas não choro. Não choro porque sei que quando parte um homem bom, o mundo que deixa é um mundo melhor do que aquele que encontrou. O que significa que um homem bom, como o José Dias, nunca parte: fica sempre no melhor que o mundo tem, nele se fazendo semente do melhor que o mundo há-de ter. É essa a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade. João Maria André – professor universitário

“A sua simplicidade nunca foi piegas nem a sua humildade foi construída” A Igreja tem uma enorme dívida de gratidão com o Zé Dias. Mais que tudo porque ele não soube ser outra coisa senão um cristão a tempo inteiro. Em todas as conversas de amigo e em toda a intervenção pública, o Zé Dias foi sempre, antes de tudo, um homem que amou o Evangelho e que julgou toda a vida à luz desse guia. Os guardiões das regrinhas e do cinzentismo burocrático nunca viram o Zé Dias com bons olhos porque ele não se guiou nunca pelos criteriozinhos da utilidade pessoal do momento. A sua simplicidade nunca foi piegas nem a sua humildade foi

construída. Tudo era totalmente genuíno porque tudo era totalmente filiado no Evangelho. Saibamos nós todos, como cristãos, continuar o caminho de imitação de Jesus que foi a vida do Zé Dias.

acordo com os meus talentos e as minhas limitações. Na fase em que me aprestava para iniciar a minha vida profissional, estas reflexões foram muito importantes para orientar o meu futuro.”

José Manuel Pureza

António Marujo – jornalista

– professor universitário

“José Dias é um bom porteiro do Reino de Deus” No último texto do blogue que alimentava, escreveu, em dia da festa de Santo António: “Os pobres são os porteiros do Reino de Deus.” José Dias da Silva manteve até ao fim a fidelidade a profundas convicções de quem aliava a fé em Jesus à confiança num futuro mais justo e solidário para a humanidade. Por isso, pediu que, no seu funeral, não houvesse flores e que, quem quisesse, substituísse esse gesto pela contribuição para o fundo solidário do Instituto Universitário Justiça e Paz, que apoia estudantes universitários com dificuldades económicas. Paz, direitos humanos, cidadania, imigração, tráfico de pessoas, direitos das crianças, o lugar das mulheres na sociedade, a maior consciência eclesial dos crentes, a participação dos leigos na vida da Igreja, o estilo de vida, a pobreza, o desenvolvimento, o comércio justo – todos esses e muitos outros temas faziam parte da vasta agenda de consciencialização de José Dias da Silva. Não por acaso, o texto citado no início acabou por tornar-se no último de uma série sobre os textos da Bíblia que mais o marcaram: “Quem diria? Os mais esquecidos e abandonados pela sociedade, pelos governantes, os que ninguém conhece, são esses que irão abrir-nos a porta do Céu. No Reino de Deus é assim: como os que mais precisam são os que menos têm, são estes que têm a prioridade.” E a concluir esse artigo, escrevia, sobre a parábola do juízo final, no evangelho de São Mateus: “Também eu me senti empurrado por estas palavras a ajudar os outros, de

Admirava muito a simplicidade e a humildade de José Dias. Sei dizer que admirava também nele uma visão evangélica da Igreja, aberta à justiça social concretamente. É a imagem que tenho dele como pessoa e como testemunho que nos deixa também. Padre Anselmo Borges - professor universitário

Era um homem coerente e de uma simplicidade ímpar. Dele reservo dois momentos que são a imagem daquilo que soube ser: um na Lousã, numa conferência em que foi falar da Doutrina Social da Igreja, pela forma como entusiasmou as pessoas; e um outro momento, muito, mesmo muito doloroso, em que me disse – estou cansado mas vou aguentar. E estava desfeito de dor. Era grande, como diz o povo ‘lhano’ (pleno) Padre José António – capelão dos Hospitais da Universidade de Coimbra

Era profundamente humano, um dos nossos, simples, próximo, entregue, e nesse sentido digo que era um santo. Empenhou-se, em concreto na ação que desenvolvia na Comissão Justiça e Paz, para que Coimbra e o país pudessem criar organizações e instituições mais justas. Ainda recordo aulas e conferência em que dele ouvi conhecimento e vida. É enorme a gratidão e os seus gestos são marcas que falam, continuarão a falar, por si. Padre Paulo Simões – diretor do Instituto Universitário Justiça e Paz

A missa que antecedeu o funeral foi emocionada. D. Virgílio Antunes na homília comparou a vida de José Dias a “uma síntese harmoniosa entre a fé em Deus, a dimensão sobrenatural e o empenho com a pessoa, o ser humano em sociedade”. Numa mesma vida estiveram em união a fé e o agir. “Perspetiva de unidade que o José Dias da Silva nos soube dar, reconhecendo Deus Altíssimo numa atitude de quem se quer voltar para os outros e trabalhar para que a humanidade possa encontrar os princípios da justiça, da paz e da realização pessoal; princípios pelos quais tanto refletiu, sugeriu e trabalhou.” Há uma frase bíblica, citou D. Virgílio, que diz “ser na morte que se pode compreender a totalidade da vida de uma pessoa sobre a terra”; e na leitura do Livro do Apocalipse também se escreve, felizes os que morrem no Senhor, que descansem dos seus trabalhos porque as suas obras os acompanham - olhamos para a vida do José Dias e vemos isso mesmo”. No final os testemunhos emocionados da família e as Baladas de Coimbra, homenagem dos estudantes trajados, arrancaram lágrimas, certamente de um merecido e saudoso agradecimento pela pessoa, a obra e o testemunho.


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MAIOR EVENTO CULTURAL ORGANIZADO PELO CANCIONEIRO DE CANTANHEDE

Folk 2013 terminou com grande despedida coletiva Sabores de Argentina foram (a)provados na Gastronomia Internacional josé vieira

ca

> Carla Assunção

O Folk Cantanhede teve mais encanto na hora da despedida: centenas de pessoas não arredaram pé na gala de encerramento, que decorreu no passado sábado à noite, depois de sete dias de folclore internacional, onde as culturas tradicionais dos países de Argentina, Bielorrússia, Finlândia, Quénia e Sérvia deixaram para trás vivências e momentos de partilha em todo o concelho de Cantanhede. A prova disso foi o adeus sentido na Praça Marquês de Marialva, agradecendo a visita de todos os dançarinos e comitivas e na esperança que um dia possam voltar e fortalecer as muitas amizades aqui criadas. No palco, para além das atuações programadas para o desfecho da presente edição, a presença do bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, também despertou a atenção dos presentes, tendo-se mostrado animado com a envolvência da comunidade no maior even-

to cultural da região e organizado por um rancho da terra, o Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede. Os momentos de prazer ficaram registados nas diversas iniciativas que o Folk dinamizou na última semana e perante grandes plateias nas Galas de Freguesia, também o “Folk Solidário”, foi um dos acontecimentos mais aguardados pelos utentes das IPSS locais. A ansiedade despertou algum ânimo e os mais idosos “vibraram” com as danças e cantares dos grupos da Argentina, Bielorrússia, Quénia e Finlândia. Oriundo do outro lado do Atlântico, da zona nórdica e do Leste da Europa ou do continente africano, o espetáculo aqueceu com os aplausos e a festa do folclore foi sem dúvida uma constante. Durante os intervalos, os presentes apreciaram ainda momentos musicais com instrumentos típicos de cada país.

O Folk 2013 não foi apenas dedicado ao folclore. A Gastronomia Internacional regressou este ano com sabores argentinos. Com mais de 150 convidados à mesa, a comida sul-americana fazia parte da ementa do jantar servido na Adega Cooperativa de Cantanhede. Grelhada mista com fruta da época e batata a murro assado em forno de lenha foi o prato principal, destacando um molho tipicamente argentino para as diferentes carnes. Ao som da tocata do “Ballet de Folklore y Tango Sentimento Criollo”, os convidados sentiram-se ainda mais argentinos naquela noite, onde o convívio entre portugueses e argentinos ficou mais forte e o “el tango” mais popular. Com espírito de paz e união de diferentes povos e o já reconhecimento do CIOFF, o Folk Cantanhede 2013 – Semana Internacional de Folclore é considerado (e bem) um dos melhores e maiores eventos culturais desde 2006.

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MANUEL FERNANDES SIMÕES, DAS CAETANAS

“Azeiteiro” do antigamente De porta em porta e com a mula à carga percorreu toda a região da Gândara durante a juventude

e começava o mais cedo possível para encontrar as pessoas nas lidas com o gado antes de partirem para as terras. “Os melhores clientes eram da Caniceira, eram muito trabalhadores…lá recebíamos notas de 500 e 1000 escudos. Na sacola levávamos bacalhau frito ou sardinha e pelo caminho parávamos numa tasca para comprar uma broa e vinho para aconchegar melhor o estômago à hora de almoço”, mencionou, enquanto explicava que o azeite era o produto mais procurado, utilizado também para as candeias. Caminho para a África

> Carla Assunção, texto e foto

Natural de uma aldeia Casal de Ermio, na Lousã, Manuel Fernandes Simões, de 74 anos, conhece a Gândara melhor do que ninguém. Depois de terminar a quarta classe, o destino de acompanhar o pai no comércio ambulante estava traçado e aos dez anos começou a bater de porta em porta com uma mula à carga, transportando azeite, entre outros produtos mais procurados pelas famílias e mercearias nos meios rurais. O “azeiteiro”, assim ficou conhecido e ainda hoje é tratado nas Caetanos, da freguesia da Tocha, onde fixou residência, Manuel Fernandes percorreu caminhos para chegar às pessoas e vender “cinco litros de azeite por tostões”. Nos anos 50, Portugal era um país rural, e por cá a agricultura era o único meio de subsistência dos gandareses

com dificuldades económicas, Naquele tempo “tudo era racionado e tínhamos cadernetas para registar as saídas do azeite, sabão, café em pacote, fósforos, vinagre e mais tarde lixívia”, recordava o comerciante, que todos os meses entregava uma lista de mercadorias no Grémio Nacional, um organismo do Estado Novo, onde eram autorizados repor nos armazéns. “Estipulavam uma quantidade para cada vendedor e controlavam o consumo e a própria produção, porque as colheitas eram registadas…o Grémio era o que chamamos hoje às Finanças”. De oito em oito dias, Manuel Fernandes tinha voltas destinadas pelas freguesias da Sanguinheira, Cadima, Tocha e Bom Sucesso, de segunda a sábado, deslocava-se a pé com a mula carregada de mercadoria. O trajeto era programado antes de sair de casa

Esta vida de “azeiteiro” durou cerca de nove anos, quando tinha 18 anos e então decidiu casar-se com Maria de Lurdes, natural das Caetanas. Um mês e meio depois foi chamado para a tropa e cumpriu serviço militar na Índia durante dois anos. As memórias despertaram alguma emoção, revelando que esteve preso seis meses por tropas indianas. “A libertação só foi conseguida após negociações das embaixadas e saímos em direção a Paquistão, onde embarquei no navio ‘A Pátria’ e regressar a Portugal”. De volta a casa, o pai de Manuel Fernandes, já falecido, tinha comprado uma venda de azeite em Braga e convidou o filho para trabalhar como sócio, porém decidiu ficar perto da família nas Caetanas. Também tentou novamente a venda ambulante na região, mas o negócio rumou para outro continente. Emigrou para Angola na companhia da esposa e os dois filhos e lá estabeleceu uma mercearia, junto à linha férrea num subúrbio perto de Luanda. “A minha mulher tomava conta da loja que também era frequentada como tasca, onde servia-se muito café e sandes de peixe…enquanto eu tratava dos negócios por fora. Fazia trajetos no mato e cultivava nas quintas para vender no mercado maçaroca de milho, ananás, entre outros produtos da terra”, disse, angustiado por ter sido obrigado a fugir com a família por causa da guerra colonial. “Vivemos em África durante dez anos e se não fosse a guerra teríamos ficado mais tempo”, adiantou Manuel Fernandes, hoje dedicado à sua horta biológica que tanto estima e fez questão de mostrar antes da despedida.

Praia da Tocha distinguida com classificação de “Qualidade de Ouro”

A Praia da Tocha foi reconhecida pela Quercus com a classificação de “Qualidade de Ouro”. Esta é a terceira vez consecutiva que a Praia da Tocha integra a lista que a Associação Nacional de Conservação da Natureza elaborou no âmbito de um processo em que foram distinguidas as praias cuja água foi considerada excelente nas três últimas épocas balneares, de 2010 a 2012. Segundo informação da Quercus, “no início do principal período de época balnear” esta entidade “analisou os dados relativos à qualidade das águas balneares em Portugal, com base na informação pública oficial disponibilizada pelo Instituto da Água através do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH)”. O objetivo da Quercus é identificar as praias que ao longo de vários anos apresentam sistematicamente boa qualidade ou qualidade excelente e

que, portanto, oferecem uma maior fiabilidade no que respeita a este parâmetro determinante na avaliação das estâncias balneares. A atribuição do estatuto de “Praia com Qualidade de Ouro 2013” à Praia da Tocha é mais uma distinção que vem reforçar a garantia de qualidade balnear que lhe é amplamente reconhecida, conforme aliás é comprovado pelo facto de ostentar há 23 anos a Bandeira Azul. O galardão foi hasteado no passado mês de junho, certificando o integral cumprimento das exigências que estão na base da sua atribuição à Praia da Tocha, sendo de destacar, para além da qualidade da água do mar e da irrepreensível limpeza dos areais, as boas condições de acesso, o bom nível dos serviços prestados aos utentes e a oferta de um diversificado leque de atividades de animação e ocupação dos tempos livres. Além disso, à semelhança do que tem acontecido nas últimas épocas balneares, foi também hasteada, na Praia da Tocha, a Bandeira das Acessibilidades, símbolo das boas condições de acesso à praia para os utentes que enfrentem problemas de mobilidade. 5 estrelas atribuídas pela revista Visão O guia de praias da revista Visão relativo a 2013 atribui 5 estrelas à Praia da Tocha, a classificação máxima ponderada a partir de vários critérios. Na caracterização geral, a publicação refere a “abundância de iodo (que) faz com que seja muito procurada” e o “areal extenso e bem cuidado”, destacando ainda a “biblioteca de praia” e “as matas circundantes (que) asseguram um ambiente rural relaxante”.

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Camarinho (Tocha); Eduardo Pessoa (São Caetano); Elsa Cavaco (Corticeiro de Cima); Filipe Figueiredo (Ourentã); Inês Nogueira (Cordinhã);Irene Moço (Pena); Isabel Lourenço (Varziela); Joaquim Croino (Sanguinheira); José Cardoso Branco (Montinho); José de Jesus Pessoa (Febres); Luís Rocha (Seixo de Mira); Manuel Augusto A. Santos (Sanguinheira); Manuel Fernando Jorge Felício (Caniceira); Manuel Sebastião (Lemede); Maria E. Marques (Portunhos); Messias Simões (Covões); Natália Nogueira (Cordinhã); Raul Cruz (Bolho); Arménio Veríssimo (Outil); Vidal Gentil (V. N. de Outil) e Vítor Batista (Pocariça). DESPORTO Adérito Fontes (Atletismo); Arnaldo Carvalho (Ténis); António Parreiral (Futebol); Fernando Faustino (Futebol); João Pais de Sousa (Pesca); José Carlos Jesus (Futebol); José dos Santos (Columbofilia); Luís Mendes (Karaté); Luís Tomé (BTT); Batista Fonseca (Futebol); Manuel Romão (Futebol); José Fatia (Futebol e Futsal); Nuno Oliveira (Futsal), Orlando Jorge (Futebol); Vítor Campos (Futebol); Ana Felício e Nuno Freitas (Voleibol) e Vítor Oliveira (Automobilismo). OPINIÃO Cónego António Rego; Arnaldo Carvalho; Ilídio Sacarrão Martins; Isabel Neves; Dom João Alves; Lara Guina; Lurdes Boavida; Mário Frota; Nuno Sérgio; Pedro Guina Vasco Espinhal Otero e Luís Alves. DIVERSOS ildefonso Samelo e Licínio Alves. FOTOGRAFIA Oliveira (Cantanhede).

ADMINISTRAÇÃO Administrador José Eduardo Meira Catarino. Serviços Administrativos Ana Margarida Pereirinha. HORÁRIO de 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h30. ASSINATURA ANUAL Portugal 22,50€; Europa 55€; Resto do Mundo 70€ Composição, paginação e selecção de cor Gabinete de Design da Fábrica da Igreja Paroquial de Cantanhede Impressão e expedição FIG - Indústrias Gráficas S.A. Telefs. 239 499 922/ 239 499 935 – Fax 239 499 981 Rua Adriano Lucas (Estrada de Eiras) – 3020 Coimbra Todos os artigos de opinião são da responsabilidade de quem os assina, não vinculando o jornal Boa Nova ao seu conteúdo.

Tiragem desta edição: 4.850 exemplares


16 Publicidade

OLINDA DA ROCHA MACEDO

Morada Rua dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, n.º 330, 3060-163 Cantanhede e-mail: geral@jornalboanova.pt

CANTANHEDE 24 Anos de saudade 19 de julho de 1989 19 de julho de 2013

Redação Telefone 231 420 989 noticias@jornalboanova.pt

“Minha querida Mãezinha, Flor bela do meu ser Por mais que o tempo passe Eu nunca te vou esquecer

Administração Telefone 231 422 870 comercial@jornalboanova.pt Fax 231 420 989

Tu partiste minha Mãe E eu fiquei com tanta saudade e dor Mas no meu coração Tu estás com o mais verdadeiro amor.

[A informar desde 1933] www.jornalboanova.pt

Querida Mãe há 24 anos que partiste 24 Anos já lá vão, Quando me lembro de ti, fico triste Tenho-te sempre no meu coração.” Da tua filha, Olinda e restante família.

Sua filha informa que será celebrada missa de aniversário no próximo dia 20 de julho, sábado, pelas 21h00 na igreja matriz de Cantanhede. Desde já uma palavra de agradecimento, a todas as pessoas amigas que estiverem presentes.

Cantanhede, 19 de julho de 2013.

3218 :: 18 de julho de 2013

LAURINDO DA SILVA CUSTÓDIO Rilhozes (SÃO CAETANO) 84 Anos Faleceu a 5 de julho de 2013

Sua esposa, filhos, genro, nora, netos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que participaram nas cerimónias funebres do seu ente querido ou que de qualquer outro modo manifestaram o seu sentimento de pesar. Um agradecimento especial a todos aqueles que durante o seu internamento o visitaram e apoiaram. A todos um forte bem haja.

Rilhozes, julho de 2013.

IV Jogos Florais Região da Gândara “memórias da Gândara”

CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DO NOTÁRIO LIC. LUIS MANUEL CANHA

CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DO NOTÁRIO LIC. LUIS MANUEL CANHA

JUSTIFICAÇÃO NOTARIAL

JUSTIFICAÇÃO NOTARIAL

Certifico, para efeitos de publicação que no dia 9 de Julho de 2013, de fls. 141 a fls. 143 do livro de notas 225-A, do Cartório Notarial de Cantanhede sito no Largo Cândido dos Reis, nº 15, r/c, salas 4 e 5, na cidade de Cantanhede a cargo do notário Lic. Luís Manuel Canha, foi lavrada uma escritura de justificação notarial pela qual Francisco Manuel Vaz Parreiral e mulher Luísa Margarida Gonçalves Aguiar, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, naturais, ele de França e ela da freguesia de Coimbra (Sé Nova) concelho de Coimbra e residentes na vila e freguesia de Ançã, na Rua Centro de Estudos Educativos de Ançã nº 26, concelho de Cantanhede, declararam serem, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes bens imóveis da freguesia de Ançã, concelho de Cantanhede: UM: - METADE do prédio rústico – terra de semeadura com oliveiras, tanchas e pousio situado no Fijouco, com a área de setecentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com António Beato Russo, do sul com Manuel Silva Parreiral, do nascente com serventia e do poente com António Relva Padilha, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 1677, com o valor patrimonial correspondente à fracção de € 2,73 e para efeitos e IMT e igual ao declarado também correspondente à fracção de setenta e nove euros e trinta e seis cêntimos, encontrando-se metade inscrita na matriz em nome de Manuel Protásio Parreiral; DOIS: - Prédio rústico – vinha com oliveiras, tanchas, pinhal e mato, situado no Vale do Ferro, com a área de três mil duzentos e setenta metros quadrados, a confrontar do norte com Moisés Portásio Leitão, do sul com João Santos Silva Vaz, do nascente com barroca e do poente com caminho, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva em nome de Manuel Protásio Parreiral sob o artigo 3531, com o valor patrimonial de € 39,96 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de mil cento e oitenta e seis euros e sessenta cêntimos; TRÊS: - Prédio rústico – terra de semeadura e vinha com oliveiras, tanchas, uma figueira, uma macieira e mato com eucaliptos e um sobreiro, situado no Vale Ferro, com a área de quatro mil novecentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com Moisés Portásio Leitão e outro, do sul com caminho, do nascente com herdeiros de José Costa Taraio e do poente com barroca, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva em nome de Manuel Protásio Parreiral sob o artigo 3550, com o valor patrimonial de € 86,47 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de dois mil quinhentos e sessenta e seis euros e oitenta e três cêntimos;QUATRO: - UMA TERÇA PARTE do prédio rústico – pinhal e mato situado em Vale Ferro, com a área de novecentos e dez metros quadrados, a confrontar do norte com Adelino Costa Taraio, do sul com Maria José Costa Maleiro, do nascente com Manuel Alves e do poente com Manuel Coutinho, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 3618, com o valor patrimonial correspondente à fracção de € 1,32 e para efeitos e IMT também correspondente à fracção e igual ao declarado de trinta e oito euros e dezassete cêntimos, encontrando-se a terça parte inscrita na matriz em nome de Manuel Protásio Parreiral; CINCO: - Prédio rústico – pinhal e mato, situado no Vale da Abelha, com a área de mil e duzentos metros quadrados, a confrontar do norte com António Teixeira Batista, do sul com João Lima Catarino, do nascente com Adelino da Costa Taraio e do poente com António do Rosário Russo, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva em nome de António do Rosário Russo sob o artigo 4182, com o valor patrimonial de € 6,31 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de cento e oitenta e cinco euros e vinte e quatro cêntimos; Que os identificados imóveis lhes pertencem por lhes terem sido verbalmente doados cerca do ano de mil novecentos e oitenta e cinco por seus pais e sogros Manuel Protásio Parreiral e mulher Maria Madalena Vaz João, residentes na referida vila de Ançã, sem que, todavia, tenham sido lavradas as competentes escrituras, tendo os justificantes desfrutado desde então até hoje esses bens como coisas próprias, autónomas e exclusivas, pelo que possuem esses bens em seus nomes próprios há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, pelo que os adquiriram por usucapião, não havendo, todavia, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade perfeita, sendo donos da parte restante do prédio número um António do Rosário Russo e mulher Maria do Rosário Protásio, residentes em Ançã e sendo donos da parte restante do prédio número quatro o mesmo António do Rosário Russo e mulher e João dos Santos Silva Vaz, viúvo também residente em Ançã; Está conforme ao original. Cantanhede, 9 de Julho de 2013. O Notário, Luís Manuel Canha

Certifico, para efeitos de publicação que no dia 9 de Julho de 2013, de fls. 144 a fls. 146 do livro de notas 225-A, do Cartório Notarial de Cantanhede sito no Largo Cândido dos Reis, nº 15, r/c, salas 4 e 5, na cidade de Cantanhede a cargo do notário Lic. Luís Manuel Canha, foi lavrada uma escritura de justificação notarial pela qual Sílvia Vaz Parreiral Caetano e marido David António Rosa Parreiral Caetano, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, naturais, ela de França e ele da freguesia de Coimbra (Sé Nova) concelho de Coimbra e residentes na vila e freguesia de Ançã, na Rua Dr. Augusto Abelaira, número 27, declararam serem, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes bens imóveis da freguesia de Ançã, concelho de Cantanhede: UM: Prédio urbano – casa de habitação na Rua de Trás da Vila, na vila e freguesia de Ançã, concelho de Cantanhede, com a área de coberta de quarenta metros quadrados e descoberta de vinte e seis metros quadrados, a confrontar do norte com Rua, do sul com herdeiros de Maria Bicha, do nascente com rua e do poente com proprietário, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Cantanhede e inscrito na matriz predial respectiva em nome de Manuel Protásio Parreiral sob o artigo 197, com o valor patrimonial e igual ao declarado de três mil cento e sessenta euros; DOIS: - Prédio rústico – terra de semeadura na Várzea, dita freguesia de Ançã, com a área de quatro mil quatrocentos e noventa e oito metros quadrados, a confrontar do norte com estrada nacional, do sul com vala da Várzea, do nascente com Abel Salvador Parreiral e do poente com Carlos Maria Azevedo Pinto de Melo e Leme, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva em nome de Manuel Protásio Parreiral sob o artigo 530, com o valor patrimonial de € 11,13 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de trezentos e trinta euros e sessenta e nove cêntimos;TRÊS: - TRÊS QUINTAS PARTES do prédio rústico – terra de semeadura com vinha e uma tancha, pinhal e mato situado no Pinheiro, dita freguesia de Ançã, com a área de cinco mil duzentos e trinta e cinco metros quadrados, a confrontar do norte com Estevão Augusto Correia, do sul com serventia de inquilinos, do nascente com caminho limite do concelho e do poente com José Pereira Batista Ramos, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 3139, com o valor patrimonial correspondente à fracção de € 40,84 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de mil quatrocentos e cinquenta euros e quarenta e quatro cêntimos, encontrando-se os três quintos inscritos na matriz em nome de Manuel Protásio Parreiral; QUATRO: - Prédio rústico – vinha no Vale Sobreiro, dita freguesia de Ançã, com a área de mil novecentos e noventa e cinco metros quadrados, a confrontar do norte com Maria da Nazaré Protásio e outros, do sul com José Verdial Maleiro Cardoso, do nascente com herdeiros de José da Costa Taraio e do poente com José Verdial Maleiro Cardoso e outros, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva em nome de Manuel Protásio Parreiral sob o artigo 3243, com o valor patrimonial de € 31,54 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de novecentos e trinta e cinco euros e quatro cêntimos; CINCO: - Prédio rústico – pinhal e mato, situado em Mata, dita freguesia de Ançã, com a área de oitocentos e quarenta metros quadrados, a confrontar do norte com caminho, do sul com Francisco Salvador Parreiral, do nascente com José Simões Geria e do poente com Guilherme Gonçalves Cardetas, não descrito na referida Conservatória e inscrito na matriz predial respectiva em nome de Rosa Teixeira sob o artigo 1970, com o valor patrimonial de € 4,33 e para efeitos e IMT e igual ao declarado de cento e vinte e sete euros e setenta e sete cêntimos; Que os identificados imóveis pertencem aos justificantes por lhes terem sido verbalmente doados cerca do ano de mil novecentos e oitenta e cinco por seus pais e sogros Manuel Protásio Parreiral e mulher Maria Madalena Vaz João, residentes na referida vila de Ançã, sem que, todavia, tenha sido lavrada a competente escritura, pelo que possuem esses bens em seus nomes próprios há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e acatamento de toda a gente, sendo, por isso, uma posse pública, pacífica e contínua, pelo que os adquiriram por usucapião, não havendo, todavia, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade perfeita, sendo dono da parte restante do prédio números três António do Rosário Russo e mulher Maria do Rosário Protásio residente em Ançã; Está conforme ao original. Cantanhede, 9 de Julho de 2013. O Notário, Luís Manuel Canha

(Jornal Boa Nova n.º 3218, de 20 de julho de 2013)

(Jornal Boa Nova n.º 3218, de 20 de julho de 2013)


Desporto 17

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FUTSAL – TORNEIO INTERFREGUESIAS DO CONCelHO DE CANTANHEDE 2013

Ançã é campeã depois da goleada frente ao Febres Edição 2014 será organizada pela freguesia da Camarneira, que terminou o torneio com mais pontos na classificação final > Carla Assunção, texto e foto

Depois da segunda e quarta edição, a freguesia de Ançã sagrou-se campeã do V Torneio Inter-Freguesias de Futsal do Concelho de Cantanhede, no passado domingo, ao bater o Febres por oito golos sem resposta. Tal como o ano passado, a grande final repetiu-se entre Ançã e Febres, equipa da casa e organizadora da presente edição. O fator casa não foi suficiente para o tão desejado troféu. “Ainda não foi desta… faltou uma pontinha de sorte à equipa que ao longo dos anos tem mantido alguns jogadores na prova. O adversário foi mais forte e mais uma vez levou a taça para casa”, reagiu Carlos Pessoa, presidente da Junta de Freguesia de Febres, minutos depois do apito final. Com balanço “positivo” a registar nesta edição, Carlos Pessoa destacou ainda o “fair-play” ao longo de seis semanas de

futsal na vila, envolvendo toda a freguesia com presença assídua nas bancadas durante os jogos. Ao contrário do que se tem vindo a cumprir, o torneio interfreguesias vai continuar para o ano na Camarneira, considerada a equipa revelação da prova, com melhor pontuação (12 pontos) e terminado em 3.º lugar, depois de ter ganho à equipa de Cantanhede, na marcação das grandes penalidades por 5-4 depois do tempo regular. Na cerimónia da entrega dos prémios, Jerónimo de Febres foi galardoado como melhor guarda-redes e Celso Domingos, de Cordinhã, recebeu o troféu de melhor marcador com 16 golos apontados. Cada freguesia participante recebeu, de seguida as medalhas de participação, antecedendo os troféus para os melhores quatro classificados.

Camarneira Cantanhede Portunhos Cadima Cordinhã Sanguinheira

GRUPO A 5 4 0 1 5 3 0 2 5 3 0 2 5 3 0 2 5 2 0 3 5 0 0 5

12 9 9 9 6 0

Febres Ançã Vilamar Pocariça Sepins

GRUPO B 4 3 1 0 4 3 0 1 4 2 0 2 4 0 2 2 4 0 1 3

10 10 6 2 1

3.º e 4.º lugares Camarneira 5 . 4 Cantanhede * Febres 0 . 8 Ançã * - Após grandes penalidades Final Febres 0 . 8 Ançã

GINÁSTICA

Medalha de prata para a ACG na Taça de Portugal de Ginástica Aeróbica dr

No passado sábado, a Academia CantanhedeGym (ACG) deslocou-se a Benavente, com 24 ginastas para se apresentarem na última prova do calendário competitivo da Ginástica Aeróbica Desportiva de 2012/13, a Taça de Portugal. Numa competição por equipas, em que participaram 158 ginastas, de oito clubes nacionais, a ACG conquistou, pela primeira vez, o 2.º lugar na Taça de Portugal Jovem (iniciados e juvenis) e na Taça de Portugal Absoluta (juniores e seniores). TÉNIS

A ACG participou ainda, nos exames Aerogym, com um grupo do sétimo grau. Destaca-se que, a ACG é o único clube nacional que, neste Programa da Federação de Ginástica de Portugal, tem aprovação na categoria de elite. A Academia termina assim uma época desportiva “carregada de emoções, competições, sucessos, trabalho e responsabilidade”, contando com uma demonstração, no próximo dia 27 de julho, pelas 18h00, na Expofacic.

DESPORTOS RADICAIS

Sub-10 e sub-12 do Clube Escola de Ténis de Cantanhede em ação dr

As equipas de competição de sub-10 e sub-12 anos do Clube Escola de Ténis de Cantanhede (CETC), estiveram em grande atividade durante o fim de semana de 13 e 14 de julho. A equipa de sub-10 anos esteve presente em mais uma etapa ‘Smash Tour’ da Federação Portuguesa de Ténis, em Oliveira de Azeméis, enquanto Afonso Lourenço e Hugo Ferreira não conseguiram ultrapassar a fase de grupos, e o grande destaque vai para Afonso Claro, que apenas foi travado nos quartos de final por João Iglésias da Escola de Ténis do Centro. Fica o registo de mais uma participação meritória de todos os jogadores envolvidos. Relativamente à equipa sub-12 anos, esta fez-se representar por Leonardo Samagaio, na Marinha Grande, e por Francisco Miranda, em Vilamoura, no Algarve. Na Marinha Grande, Leonardo Samagaio atingiu o grupo

Skate Park recebeu “Cantanhede on Board” dr

dos quatro melhores jogadores da prova, tendo perdido o jogo de acesso à final contra o vencedor do torneio, Miguel Gomes do Clube de Ténis Alcobaça. Assim, com as exibições realizadas nesta prova, Leonardo Samagaio demonstrou, mais uma vez, um ténis consistente e de boa qualidade. Já Francisco Miranda esteve presente no Campeonato Nacional Individual sub-12 anos, a prova mais importante do ténis português. Apesar de ter perdido na primeira ronda de qualificação, contra Miguel Silva do Carcavelos Ténis, num encontro muito equilibrado, Francisco Miranda (ainda no seu primeiro ano de escalão) pôde sentir a experiência de estar, por mérito próprio, entre os melhores jogadores nacionais da sua idade, vivência fundamental para a formação competitiva e pessoal de um jogador tão jovem.

dr

No total estiveram em prova 20 jovens dos escalões sub14 e sub-18 no “Cantanhede on Board”, organizada pela Sociedade Columbófila Cantanhedense e em colaboração de um grupo de jovens liderados por Hugo Teixeira. Para além da realização das “mangas”, nestes escalões, realizou-se no Skete Park, situado no bairro Vicentino, uma prova open, na qual estiveram em evidência alguns participantes, que através da realização de algumas “manobras” deixaram bons indicadores para o futuro desta modalidade radical. Esta modalidade que surgiu no início dos anos 60 na Califórnia, tem ganho muitos adeptos nos últimos meses, levando muitos jovens ‘skaters’ a frequentar o Skate Park e a promover alguns encontros na cidade de Cantanhede.


18 Empresarial

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ABERTOS HÁ UM MÊS NA FREGUESIA DA TOCHA

Viveiros Lina & Leal, Lda. dedicados à horticultura e à floricultura

Todas as quintas recebem orquídeas da Holanda, para além de comercializar outras flores da época para jardim, plantas ornamentais e produção própria de hortícolas

> Carla Assunção, texto e foto

Nos Viveiros Lina & Leal, Lda. pode encontrar toda a variedade de plantas, flores e material para jardinagem. Abertos há um mês no Casal do João, freguesia da Tocha, junto à Estrada Nacional 109, este estabelecimento dedica-se igualmente à horticultura de produção própria, para além da floricultura e fruticultura com centenas de espécies à disposição no interior da loja e na estufa de grandes dimensões. Alegrias, begónias, cravos túnicos, petúnias (surfinas) e brincos são algumas das flores da época à venda para decorar o seu jardim ou pode contar com plantas ornamentais para espaços exteriores ou interiores. Na produção hortícola, os Viveiros Lina & Leal, Lda. têm uma vasta qualidade de alface, couve, alho e noutras épocas sazonais produzem ainda tomate, pepino, cebolo, pimento e ervas aromáticas. Existem ainda material de

jardinagem e substratos fertilizantes, bem como vasos decorativos para todos os gostos. Na fruticultura multiplicam-se as árvores de fruto, citrinos, oliveiras e frutos silvestres. Às quintas-feiras a frescura do dia são as orquídeas que chegam da Holanda, país das flores. Encontram-se orquídeas de vários tamanhos e preços atrativos, desde os cinco euros, uma ótima oferta para um dia especial. Aceitam-se encomendas e o embrulho é oferta da casa. A presença de clientes da região na principal loja, localizada em Antões (Pombal) foi fator determinante para a gerência apostar na Tocha e satisfazer todos aqueles que procuram artigos de jardinagem e hortícolas. O estabelecimento comercial está aberto todos os dias. De segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h00 e aos fins de semana das 9h00 às 18h00.

Peixes grelhados é especialidade do Restaurante “A Grelha”

Grupo “Os Mosqueteiros” entregou brinquedos aos jardins de infância da rede pública do concelho de Cantanhede

Localizado na Praia de Mira com nova gerência dr

> Carla Assunção, texto e foto

Entre o areal e a barrinha da Praia de Mira, o Restaurante “A Grelha” é o sítio ideal para sentar à mesa e saborear os peixes grelhados, uma das especialidades da casa. Aberto com nova gerência desde a véspera da época balnear, as iguarias típicas desta região gandaresa e junto ao mar, são preparadas numa cozinha tradicional e com duas salas para receber todo o tipo de cliente nas horas de refeição. Para além da dourada, perca, salmão, robalo, sardinha e bacalhau asado, a ementa recomenda a espetada de lulas com gambas, polvo à galega, acompanhados com batata cozida e legumes, bem como o bacalhau à grelha, preparado frito com um guisado de cebola é outra delícia à mesa depois de um dia de praia. Carne de porco à alentejana, bochechas de vitela e grelhada mista são os pratos de carne com melhor saída neste verão, tal como as massas e saladas outras boas alternativas para os dias mais quentes. Para as crianças, o restaurante tem à escolha dois menus infantis com salsichas e hambúrgueres no prato, acompanhado com ovo estrelado, batata frita ou arroz branco. Localizado na Rua Furriel Miliciano A. J. H. C, antes de chegar à barrinha e do Museu Etnográfico no Posto de Turismo local, o Restaurante “A Grelha” dispõe uma esplanada para provar os petiscos da casa, em especial as gambas à “la rilho”, amêijoa à “marinheiro”, polvo, moelas e diversos enchidos. Pode reservar uma mesa com antecedência ou marcar para um grupo de pessoas 24 horas antes através do número 915 222 086 (Raquel Alcaide). Durante o verão, o estabelecimento mantém as portas abertas todos os dias, das 9h00 à meia-noite.

Decorrente de mais uma dádiva do Grupo “Os Mosqueteiros”, sedeado na zona industrial de Cantanhede, através de uma parceria estabelecida entre a Sociedade Columbófila Cantanhedense e o Município de Cantanhede, foi recentemente oferecidos aos Agrupamentos de Escolas do Concelho vários brinquedos para equipar os Jardins de Infância da rede pública. Na entrega dos referidos brinquedos, que decorreu nos serviços de educação e ação social, na Casa Francisco Pinto, Lurdes Silva, presidente da SCC manifestou a todos os presentes a satisfação de a Sociedade Columbófila através dessa parceria, ter oportunidade de colaborar com os Agrupamentos de Escolas do Concelho de Cantanhede, deixando bem expresso o desejo de “concretizar nova entrega no Natal”, agradecendo por último, à administração do Grupo “Os Mosqueteiros”, ter doado mais brinque-

dos, no âmbito da responsabilidade social existente naquela empresa. Na presença dos professores José Soares e Rosália Reis, ambos representantes dos Agrupamentos de Escolas de Febres e Cantanhede, respetivamente, João Moura também aproveitou o momento para agradecer à Sociedade Columbófila ter estabelecido esta parceria com o Município que possibilitou a entrega dos referidos brinquedos aos Jardins de Infância da rede pública do concelho de Cantanhede, tendo os docentes presentes também manifestado a sua satisfação pelo gesto daquela coletividade. Aidil Machado, da equipa coordenadora do projeto solidário promovido pela SCC e Francisco Ribeiro, presidente da Assembleia Geral também marcaram presença na entrega dos brinquedos para as idades compreendidas entre os três e os cinco anos.


Opinião 19

3218 :: 18 de julho de 2013

E se nos levantássemos?

Maria Amélia Freitas

Por vezes um anúncio faz surgir em nós reflexões inesperadas. É esse um dos objetivos do marketing e já se sabe que, no caso desta campanha contra o sedentarismo, a ideia é vender mais refrigerante. Mas a pergunta não deixa de incluir um certo acento de revolta contra o status quo capaz de provocar consequências imprevisíveis a níveis insuspeitados. E se de facto começássemos por nos desprender dessas inúmeras cadeiras que nos tiranizam e nos impedem de sermos nós próprios a ir atender um telefone que está a tocar há séculos e ninguém se decide a levantar? Desses sofás em que nos enterramos horas a ver uma televisão improcedente em vez de ir arrumar a cozinha, fazer o café, ajudar a levantar a mesa ou simplesmente ir dormir que o nosso mal é sono? Do assento do carro, para fazer uma caminhada e ter aquela conversa com um filho ou um amigo; do lugar no autocarro – seja ele à janela ou na coxia - para o ceder a alguém mais idoso, carregado ou simplesmente necessitado? São pequenas coisas corriqueiras e habituais. Frequentes. Reais. Concretas. Acessíveis, apesar de nem sempre fáceis. Ocasiões de fazer a diferença, de alterar estatísticas, de alterar o ambiente, de viver valores como o Serviço, a Generosidade, o Auto-Domínio, a Amizade, o Respeito e tantos outros, de oferecer gratuitamente o presente de um pouco mais de atenção a quem está ao lado. O fundador do Opus Dei, S. Josemaria Escrivá, o “santo da vida corrente” como lhe chamou João Paulo II e que festejamos a 26 de junho, recordava que não havíamos de fazer como Tartarin de Tarascon que desejava matar leões… nos corredores da própria casa. Isto é: situações extraordinárias, poucas vezes se apresentarão na nossa vida; o nosso é viver o ordinário, o quotidiano de forma extraordinária, sobrenatural. Fazemo-lo quando nos levantamos acima de nós próprios e atuamos como filhos de Deus e por amor do nosso Pai. Assim corresponde o cristão à sua identidade batismal: deixando-se levantar às alturas da santidade.

A vocação de qualquer de nós à santidade, a subir mais alto, a “ser mais altos, ser maiores”, na feliz expressão de Florbela Espanca, constitui o núcleo fundamental do magistério do Concílio Vaticano II e, por ter dito o mesmo desde 1928 e mostrado como se punha em prática, S. Josemaria Escrivá de Balaguer foi unanimemente reconhecido como um precursor do Concílio. Como afirmou João Paulo II em 2002, “a fábrica, o escritório, a biblioteca, o laboratório, a oficina, o lar podem transformar-se em outros tantos lugares de encontro com o Senhor, que escolheu viver durante trinta anos na obscuridade. Poderia, porventura, pôr-se em dúvida que o período passado por Jesus em Nazaré fosse já parte integrante da sua missão salvífica? Portanto, também para nós, o quotidiano, na sua aparente uniformidade, na sua monotonia feita de gestos que parecem repetir-se sempre na mesma, pode adquirir o relevo de uma dimensão sobrenatural e ser transformado desse modo”. Transcrevo alguns pontos de 2 livros conhecidos de S. Josemaria: «Tens obrigação de te santificar. - Tu, também. (...) A todos, sem exceção, disse o Senhor: ‘Sede perfeitos como Meu Pai Celestial é perfeito’» (Caminho, n. 291); «estas crises mundiais são crises de santos» (ibid., n. 301).“Hoje não bastam mulheres ou homens bons. Além disso, não é suficientemente bom quem se contenta em ser quase... bom; é preciso ser “revolucionário”. Ante o hedonismo, ante a carga pagã e materialista que nos oferecem, Cristo quer inconformistas! Rebeldes de Amor!” (Sulco, n.º 128). Ou seja: e…se nos levantássemos?

Maria Amélia Freitas Mestre em Ciências da Educação mariameliafreitas@gmail.com

CANTANHEDE 19 de julho, às 22h00 Noite de fados Carolina Pessoa e Nuno Sérgio Associação de Moradores da Praia da Tocha 20 de julho, às 23h00 Festa Love Fashion Nuno Gama Bar Love Praia da Tocha Até 30 de julho Exposição de pintura Mangenta “Cores da Alma” Biblioteca Municipal FIGUEIRA DA FOZ 20 a 28 de julho Festival Internacional de Música e Dança Centro de Artes e Espetáculos MIRA 19 a 25 de julho Festas de São Tomé – Festas do Concelho de Mira Jardim do Visconde

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3218 :: 18 de julho de 2013

SEM MORTE NÃO HÁ VIDA por José Dias da Silva

Vivemos numa sociedade cheia de contradições. Por exemplo, e aproveitando o espírito da época, a nossa atitude perante a morte. Talvez nenhuma sociedade tenha tentado esconder tanto a morte como a nossa: será que a morte nos provoca de modo irreversível, manifestando a nossa finitude e pondo em causa a nossa sensação de omnipotência? Talvez nenhuma sociedade tenha tanto medo da morte como a nossa: será porque a fé num além está esmorecida? Ou será que a morte, como zénite do sofrimento e do envelhecimento, questiona o nosso hedonismo e o nosso desejo de eterna juventude? Por outro lado, temos e mantemos um estilo de vida e uma mentalidade que multiplicam as situações de morte: a condução que praticamos nas estradas, o descuido de muitos operários com a sua segurança, a inconsciência com que degradamos a natureza, a insensibilidade com que se puxa de uma arma para dirimir questões menores, a imoralidade do comércio de armas ou de drogas, a aceitação de condições de vida desumanas, a superficialidade com que olhamos a eutanásia e até o aborto; tudo isto indicia uma cultura onde a morte está presente, apesar de fazermos de conta que não a vemos. A morte é, para lá disso, um dos maiores fatores de socialização. Em torno de alguém que morre junta-se todo o tipo de pessoas, encontram-se amigos que não se viam há anos, cruzam-se crentes e ateus, ricos e pobres. Em seu redor vivem-se momentos de convívio, às vezes demasiado ruidosos para as circunstâncias. A morte proporciona um local de encontro numa sociedade cheia de desencontros, de solidões e de “não lugares”, aqueles espaços nos quais passamos por desconhecidos que nada nos dizem e por conhecidos a quem disparamos um rápido “olá, oh tempo que não te vejo” mal nos virando para trás, seja um supermercado ou uma estação de caminho de ferro. É como se a morte nos quisesse obrigar a considerá-la como um momento da vida: a morte é ocasião de vida, de encontro, de partilha, de solidariedade. E até de bondade: com ela, quase todos, independentemente da vida que levaram, de repente se tornam boas pessoas. De qualquer modo, nem sempre os que vivem os seus momentos terminais sentem o apoio humanitário nem estão devidamente preparados para passar esta “passagem para a outra margem” de modo humano. A morte é uma rutura qsempre violenta. Por isso, é preciso aprender a viver com ela: os que cá ficam, a fazer o luto de modo sereno e gradual; quem parte, a preparar a saída com dignidade. As convicções profundas de cada um desempenham um papel fundamental. Mas, independentemente dessas convicções, parece muito difícil de aceitar que tudo acabe aqui e que a pessoa não passe de uma mistura de átomos que vieram da terra e à terra hão de tornar numa comunhão cósmica que nos torna irmãos das estrelas que já explodiram, dos cometas que con-

nosco chocaram, dos minerais que pisamos, das plantas que nos dão oxigénio, dos animais que nos fornecem energia e até de todos os homens e mulheres com quem trocamos moléculas quanto mais não seja pela respiração. Há uma ânsia de eternidade e de imortalidade que não cabe no decurso de uma vida humana. É um desejo que se manifesta na necessidade que sentimos de deixar algo de nós: um filho, um livro, uma fundação, uma igreja, uma qualquer recordação da nossa bondade. Neste sentido, a morte é talvez o maior desafio para a vida. A maior parte das vezes ignoramo-lo. Mas a morte, a necessidade de morrer em paz com a nossa consciência, é um acicate para cumprir humanamente a vida, para apostar num dado estilo de vida. Nem todos aceitarão o desafio. Nem todos terão consciência dele. Mas a morte coloca-nos perante o desafio de viver bem a vida. Somos a única espécie nesta nossa Terra que tem consciência de si, que para se realizar não pode viver só “pelo instinto”. Talvez o maior drama da sociedade de hoje seja termos perdido a consciência desta realidade. Por isso, vivemos para o dia a dia, vivemos para o presente e apenas o presente, deixando-nos arrastar pelas circunstâncias. Por isso, vivemos tão depressa, sem tempo para saborear a vida.

(H.U.C.)

Por isso, desperdiçamos a vida em inutilidades alienantes. E ao chegar a morte, revoltamo-nos quando percebemos que vegetámos numa vida estúpida e inútil e que ainda não começámos a viver seriamente a vida. Assim, a morte, independentemente de crermos num além ou apenas num aqui, é a grande mola para a vida. A morte diz-nos que só temos uma vida e que, portanto, ou a vivemos bem ou nunca a viveremos. Sem a morte, não teríamos este estímulo. A garantia de por cá andarmos “para sempre” tirar-nos-ia a “urgência” de viver bem, porque teríamos muito tempo para isso; desincentivaria o compromisso libertador com a vida, porque sempre haveria tempo, num tempo futuro, para viver uma vida ao serviço dos outros, a única verdadeira vida, a única verdadeira vocação humana.

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A morte obriga-me a assumir-me, aqui e agora, em cada momento, como pessoa, isto é, sujeito consciente e livre da história. Obriga-me a fazer da vida um permanente exercício de cidadania, porque não sei nem o dia nem a hora a que ela virá buscar-me. E para não me apanhar desprevenido, só tenho de, a cada momento, viver a vida a sério logo desde que nasci. Quando assim acontecer, a morte nunca vem cedo nem inesperadamente. E sempre será vivida como a irmã morte que me dá sentido à vida. Sem morte, nunca viveria amorosamente a vida. José Dias da Silva 6-11-2007

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