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Manual Sobre a Construção e Instalação do Aquecedor Solar Composto de Embalagens Descartáveis (Lixo Vira Água Quente)

Elaborado por: José Alcino Alano e Família Cidade: Tubarão - Santa Catarina e-mail : josealcinoalano@ibest.com.br Para baixar este manual, acesse : http://josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm

Esperamos que no decorrer do mesmo, através de texto, diagramas e fotos, descrevê-lo dentro das nossas limitações. Contamos com a criatividade e boa vontade de todos, na aplicação e em melhorias no projeto, e que cada um adapte-o as suas necessidades, sucesso. Em grande parte o sucesso do projeto dependerá de uma leitura atenta e na íntegra deste Manual, e com “Pesquisa.”

Sumário


1- Apresentação 1.1-Histórico 1.2-Finalidade 1.3-“Cuidados especiais”

2- Como funciona um Aquecedor Solar 2.1-Circulação por termo sifão 2.2-Circulação forçada

3- Produzindo os componentes do conjunto 3.1-Passo a passo na construção do coletor solar 3.2-Caixa d’água ou reservatório 3.3-Isolamento térmico da caixa ou reservatório

4- Tópicos referentes à instalação do conjunto 4.1-Dimensionar o projeto conforme o consumo e região do país 4.2-Suportes de fixação para o coletor e caixa ou reservatório 4.3-Isolamento térmico dos dutos de cima do coletor, até a caixa ou reservatório 4.4-Distância entre a caixa ou reservatório 4.5-Misturador de água quente/fria, simples mas prático 4.6-Instalação do controle eletrônico de temperatura ao chuveiro 4.7-Tempo necessário de exposição solar com eficiência térmica

5- Considerações finais

1- Apresentação


1.1-Histórico Conscientes que somos dos danos que causam ao meio ambiente tais embalagens, achamos por bem guardá-las, aguardando a implantação da coleta seletiva no município, o que felizmente começa a acontecer. Mas com o propósito de dar um destino útil ás embalagens pet , caixas tetra pak, bandejas de isopor, sacolas plásticas, etc., surgiu-nos a idéia de aplicá-las em um aquecedor solar alternativo. Em conseqüência dos resultados obtidos, com um projeto extremamente simples e barato, sentimos que poderíamos dar um destino coletivo, à implantação do mesmo.

1.2-Finalidade Além de economizar energia elétrica, beneficiar diretamente o meio ambiente, o nosso projeto tem como objetivo despertar nas pessoas de um modo geral, a consciência de que todas essas embalagens pós-consumo podem transformar-se em algo útil no lado social. O registro junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) se fez necessário para garantir a finalidade social e, que se Deus quiser, juntos conseguiremos proporcionar uma melhor qualidade de vida a tantas pessoas, com um pouco mais de conforto, já que nosso propósito não é extrair dividendos na comercialização do mesmo, mas sim, quem sabe, até gerar renda e empregos para cooperativas de catadores, instituições, etc., com projetos bem administrados por pessoas com caráter fraterno e comprometidos com o social. O que felizmente nota-se nos contatos pessoais ou nas centenas de e-mails recebidos. Torna-se oportuno ressaltar, a intenção de centenas de pessoas na implantação de inúmeros projetos em todo Brasil, e demonstrando com esse gesto de cidadania e responsabilidade, os reflexos diretos no alivio do sistema gerador e de distribuição de energia elétrica que possam acontecer nos horários de pico de uma região, e por que não, de todo o país? Reflita e ponha em prática tudo aquilo que há de bom em você, lembre-se que vivemos muito pouco para perdermos tempo com mesquinharias, e que pequenas iniciativas hoje, poderão ter excelentes resultados no futuro.

1.3- “Cuidados especiais” Observação importante se faz necessária no cuidado que devemos ter no manuseio com as garrafas pet, caixas tetra pak, enfim, com o lixo como regra. As precauções são quanto à procedência de tais embalagens, para evitarmos o contágio de doenças extremamente graves, como exemplo a leptospirose, proveniente da urina de ratos. Em caso de dúvidas informe-se junto à vigilância sanitária, secretaria de saúde de seu município, ou mesmo com pessoas qualificadas sobre os cuidados necessários e de como proceder a descontaminação das mesmas. Lembre-se: “É melhor prevenir do que remediar!”.

2-Como funciona um Aquecedor Solar 2.1-Circulação por termo sifão


Diagrama nº 1 O principio de funcionamento por termo sifão é o que mais se adapta á sistemas simples como ao nosso projeto, pois desde que tenha a possibilidade de instalação do coletor com a parte superior do mesmo, ou seja, a barra superior do retorno da água quente, fique entre 10cm. e no máximo 3 metros abaixo do nível inferior (fundo) da caixa ou reservatório, como indica o diagrama abaixo. Esse desnível é necessário para garantir a circulação da água no coletor com diferença de densidade entre a água quente e a fria, sendo que á medida que esquenta a água nas colunas do coletor, ela sobe para a parte superior da caixa ou reservatório, ao mesmo tempo em que a água fria por ser mais pesada dirige-se a parte inferior do coletor, empurrando a água quente para a caixa ou reservatório, mantendo esse movimento enquanto houver irradiação solar. Processo idêntico aos aquecedores convencionais do mercado com sistema termo sifão, diferenciando-se apenas nos materiais aplicados na sua fabricação. O item 6-pescador de água quente, do Diagrama nº1, deve ser feito com uma mangueira de borracha, dessas usadas em máquinas de lavar louças, ou com eletroduto flexível amarelo. Sua função é a de acompanhar a variação do nível da água, coletando sempre da parte mais quente. Fixe uma ponta ao flange, e a outra ponta a uma bóia, com o tamanho suficiente para manter o pescador em cima. 2.2-Circulação forçada Sistema em que o coletor fica mais alto do que a caixa ou reservatório, um exemplo é o aquecimento de piscinas. O sistema é dotado de um termosensor, sendo o mesmo responsável pelo acionamento de uma motobomba, assim que o coletor solar estiver produzindo água quente, pois sem a qual, não haveria a troca de água quente pela fria no coletor. Faz-se necessário a instalação de uma válvula de retenção para que nos horários em que o coletor solar não esteja aquecendo, evite o ciclo inverso, já que a água do coletor está fria e mais pesada do que a água da caixa ou reservatório, e o coletor passe a funcionar como um dissipador de calor, esfriando toda água quente armazenada ou sendo aquecida, quando disponível no sistema, de aquecimento elétrico complementar. Diagrama nº 2


3- Produzindo os componentes do conjunto 3.1-Passo a passo na construção do coletor solar O coletor solar é o componente que merece especial atenção, por ser o mesmo, responsável direto pelo bom desempenho de um sistema de aquecimento solar. Nosso coletor solar diferencia-se dos convencionais, no que tange a materiais utilizados na sua construção e rendimento térmico, pois por questão de baixar custos, utilizamos nas colunas de absorção térmica, tubos de PVC menos eficiente do que os tubos de cobre aplicados nos coletores convencionais de mercado, e ao mesmo tempo limitar a temperatura a níveis que mantenham a rigidez do PVC, sem causar o amolecimento dos mesmos, e por conseqüência, comprometer a estrutura do aquecedor solar na parte superior, provocando vazamentos. Sem esquecer da caixa ou reservatório, se os mesmos forem de materiais com limites de temperatura para acumulação. As garrafas pet e as caixas tetra pak devidamente encaixadas, fazem o papel da caixa, do painel de absorção solar e do vidro nos coletores convencionais, que em ambos tem como função proteger o interior do coletor de interferências externas, principalmente dos ventos e oscilações de temperatura, criando o efeito estufa. Apesar de simples, contém detalhes indispensáveis na sua confecção. Por exemplo:

3.1.1-Escolha das garrafas pet, como e qual tamanho cortá-las Três são os tipos de garrafas que utilizamos na construção do mesmo, dando preferência às transparentes (cristal) na formação das colunas de absorção térmica: garrafas Lisas, e as garrafas cinturadas de Coca e de Pepsi (modelo novo). Usamos as garrafas verdes apenas para o corte de tiras nas amarrações diversas, descritas no decorrer do manual. Para facilitar o corte das garrafas (cristal), sugerimos um gabarito simples, ou seja, corte 2 pedaços de tubos de PVC 100 mm: 1 com 29 cm e o outro com 31 cm e em seguida faça um corte longitudinal nos 2 tubos, possibilitando a introdução da garrafa no mesmo, definindo o tamanho da garrafa a ser cortada. O tubo de 29 cm servirá de medida para o corte das garrafas Lisas e as de Pepsi (modelo novo) e o tubo de 31 cm apenas para o corte das garrafas de Coca.

Sugestões: após o consumo do refrigerante, enxágüe a garrafa e deixe escorrer. Bote na geladeira por 2 min sem a tampa e ao tirar da geladeira tampe-a rapidamente. Como o ar no interior da garrafa voltando à temperatura ambiente aumenta de volume, mantém a mesma com o formato original, eliminando o risco dela, quando guardada em lugar frio, auto amassar-se. Caso você tenha poucas garrafas, e entre elas algumas amassadas e caso queira aproveitálas, destampe-a e adicione 100 ml de água fria, tampe-a e leve ao micro ondas por 45 segundos, imediatamente tire do forno e girando a mesma na horizontal por uns 10 segundos, em seguida deixe-a em pé e só depois com cuidado desenrosque a tampa lentamente para liberar o vapor, deixando a garrafa esfriar sem a tampa. Mas fica a pergunta: então porque não usar água quente? Porque a garrafa sem a pressão do vapor como sustentação, ao receber a água quente deforma-se toda.


Obs.: Nessa operação procure proteger-se com óculos de proteção, luvas, avental, e em local longe o suficiente de outras pessoas, especialmente crianças.

3.1.2- Caixas tetra pak de 1 litro (de leite, sucos, etc.) As caixas tetra pak têm em sua composição, 5% de alumínio, 20% de polietileno, e 75% de celulose, o que dificulta sua coleta como apenas papel, exigindo portanto equipamentos especiais na separação de tais materiais. São poucas as empresas especializadas em tal processamento, o que desestimula os catadores, apesar de campanhas do principal fabricante (Revista Superinteressante Julho/2004, página 79). A aplicação delas em nosso projeto oferece excelentes resultados, já que a combinação de tais materiais, evita que se deformem na temperatura a que serão submetidas, ao contrário se usarmos papel comum. Para um encaixe perfeito dentro das garrafas Lisas ou as de Coca, corte a caixa com 23 cm, e para as garrafas de Pepsi (modelo novo) com 20 cm de comprimento (Fig.1), sendo que com mais 1 corte de 7 cm na parte de baixo da caixa em ambos os tamanhos (Fig.2), servirá de encaixe do gargalo da próxima garrafa. Resta apenas dobrá-la de forma simples, aproveitando os vincos das laterais da mesma (Fig. 3), e com mais duas dobras em diagonal na parte de cima (Fig.4), que além de acompanhar a curvatura superior da garrafa, agirá como suporte de sustentação da caixa. Devemos pintá-la com tinta esmalte sintético preto fosco secagem rápida para exteriores e interiores, usada para ferro, madeira, etc., mas evite comprar em spray, torna-se muito cara a pintura, dê preferência a latas de 1kg. Obs.: Não use tinta com brilho, pois comprometerá o desempenho do coletor, uma vez que os raios solares serão em parte refletidos. Fig. 1

Fig. 2

Fig. 4

Fig. 3

Fig. 5

3.1.3- Corte, pintura dos tubos, e montagem do coletor O motivo de usarmos no máximo 5 garrafas por coluna, é para não dificultar a instalação do coletor em relação à altura da caixa d’água ou reservatório, conforme abordado no item 2.1- Circulação por termo sifão, pois aqui no sul do país exige-se uma maior inclinação em razão da latitude local. Citamos como exemplo Tubarão– SC., cidade onde moramos, a latitude é 28,3º S, enquanto que em Brasília, a latitude é 15,5º S. Voltaremos ao assunto no item 4-Tópicos referentes à instalação do conjunto. Em nosso projeto usamos no coletor tubos e conexões do tipo te de 20 mm soldável de boa qualidade, com o tamanho dos tubos das colunas dependendo do tipo e do número de garrafas. Lembre-se que antes de cortar os tubos das colunas, verifique os tipos de garrafas


disponíveis, pois o ideal é que ao escolher, opte por um só tipo para cada coletor, veja abaixo a medida que melhor se enquadra: 92 cm- para colunas com 4 garrafas retas 101 cm- para colunas com 5 garrafas de Pepsi cinturadas (mod. novo) 108 cm- para colunas com 5 garrafas de Coca Obs.: O desenho da garrafa de Coca nova (tampa amarela) mudou, portanto para manter o tamanho da coluna, intercale com Pepsi (mod.novo) Antes de pintar os tubos das colunas com a mesma tinta aplicada nas caixas, devemos isolar com fita crepe as 2 extremidades cerca de 2 cm, onde depois de pintados retira-se a fita para o devido encaixe nas conexões tipo te. Os tubos de distanciamento entre colunas devem ter 8,5 cm e sem pintura, medida padrão a todos coletores, não importando os tipos de garrafas. A montagem torna-se simples se seguirmos uma ordem na colocação dos componentes, e tendo o cuidado de usarmos o adesivo somente nos tubos e conexões, da parte superior do coletor onde circula a água quente. Na parte inferior devemos apenas encaixá-los com a ajuda de um martelo de borracha, tornando a manutenção, se necessário, simplesmente desencaixando a barra inferior, sem comprometer o tamanho das colunas, pois caso fossem coladas teriam de ser cortadas, e com a perca de todas as conexões e tubos de distanciamento. Relembrando: para que não haja vazamentos, a qualidade dos tubos e conexões é fundamental. Fique atento, o barato sai caro. Para simplificar a montagem do coletor solar, devemos proceder à colagem das três peças da Fig.1, repetindo a operação no número de colunas do coletor solar. Cole um conjuntinho ao outro até formar 5 colunas. Em seguida insira as garrafas e as caixas tetra pak (fig.2) nas 5 colunas, não esquecendo de fechar a última garrafa de cada coluna, cortando outra garrafa, mas na parte de cima, do lado da tampa. Concluindo, com o encaixe do barramento inferior (Fig.4), fechando esse módulo. Recomendamos que para regiões frias, é indicado preencher a parte de baixo, entre a garrafa e a caixa tetra pak (Fig.3), com algum isotérmico que não absorva umidade (exemplo: rótulos plásticos, sacolas plásticas). A razão de optarmos por módulos de 5 colunas, é quanto ao manejo, pois torna-se extremamente fácil carregá-lo até o local de instalação. Emendar um módulo ao outro, até cinco no máximo, para evitar tensões nos barramentos. Conforme a Fig.5, devemos vedar a 1ª garrafa de cada coluna, com tiras de borracha (ex.: câmaras de ar) ou fita auto fusão. Isso evita a fuga de calor do interior da coluna, além de impedir que o vento gire as garrafas, tirando as caixas tetra pak da posição, que é voltada para cima, evitando perca no rendimento. Na Fig.6, apenas duas colunas de 4 garrafas retas montadas.

Para uma melhor visualização, montaremos a seguir, passo a passo com fotos, uma parte de 2 colunas do coletor solar:

Fig.1

Fig.2

Fig.3

Fig.4

Fig.5

Fig.6


3.2- Caixa d’água ou reservatório A própria caixa d’água existente no local poderá ser aproveitada no fornecimento de água quente e fria, desde que a mesma tenha no mínimo a capacidade de 500 litros, para que torne disponível mais ou menos 250 litros de água quente, já que usaremos como reservatório a metade superior da caixa para o sistema de aquecimento solar. O ideal e recomendável, seria um reservatório só para a água quente, com o tamanho correspondente ao consumo diário do número de pessoas, e próximo dos pontos de consumo, para evitar o desperdício, até que chegue a água quente do reservatório. Sendo o reservatório, responsável em acumular a água quente, faz-se necessário um bom isolamento térmico, o que é encontrado nos acumuladores convencionais de mercado, nos quais usam-se isotérmicos de alta eficiência. Tais acumuladores em sua maioria dispõem de aquecimento auxiliar para os dias encobertos ou chuvosos, com energia elétrica ou a gás, controlados por termostatos que acionam este recurso sempre que a temperatura da água fique abaixo do pré-estabelecido pelo usuário. O nosso projeto por ter a característica de torná-lo viável economicamente a todos, não dispõe de tal recurso, sendo que o qual foi substituído por chuveiro comum, mas com o recurso de um controlador de ajuste eletrônico de temperatura, conectado em série à entrada de energia elétrica do chuveiro. Comum no mercado, ele facilita a regulagem da temperatura ideal de banho, sem a necessidade de variar o fluxo de água no registro. O aproveitamento de materiais disponíveis basicamente em todas as regiões, será de extrema importância. Aplicamos no projeto uma caixa plástica de 250 litros como reservatório, mas isso não indica que caixas de outros materiais sejam dispensadas, porém tenha muito cuidado, e não use recipientes que continham produtos químicos, pesticidas, inseticidas, etc., pois mesmo que bem lavados continuarão contaminados e oferecendo riscos em potencial à saúde. Portanto evite transtornos, tendo a certeza da origem dos mesmos. 3.3- Isolamento térmico da caixa ou reservatório Quanto ao isolamento térmico há inúmeras opções: dentre tantas destacamos o isopor encontrado em diversas embalagens de supermercados, dessas que vem com frios (ex.com queijo, presunto, etc.) e em eletrodomésticos e eletrônicos, também bolsas plásticas, papéis, como sendo uma alternativa para quem reside no meio urbano. Em outras regiões temos também ótimos isotérmicos, tais como: serragem, cascas de trigo, cascas de arroz, grama seca, etc., mas sem umidade. Torna-se extremamente fácil o uso de tais isolantes, enchendo caixas tetra pak de 1 litro (sem deixar espaços vazios), fechando-as novamente, resultando cada caixa num bloco isotérmico. Para você fixar tais blocos na caixa ou reservatório use cola ou fita adesiva, enfim do modo que você achar melhor, tomando o cuidado de preencher os espaços entre as caixinhas, quando fixadas em recipientes redondos ou de cantos arredondados, com sacolas plásticas, papéis, etc.. Vale alertar que se a caixa ou reservatório ficar ao ar livre, deverá ter proteção contra as intempéries, ou caso contrário o isolamento térmico será danificado. Como a reposição de água fria é feita no fundo da caixa ou reservatório, não é necessário o isolamento térmico desse local.


Outro tipo de isolamento térmico simples e eficaz, porém mais caro, é colocar uma caixa d’água dentro de um compartimento feito de madeira, tijolos, ou mesmo dentro de uma outra caixa maior, o suficiente para ter uma folga nas laterais de no mínimo 6 cm, para o devido preenchimento com qualquer um dos isolantes acima citados, não esquecendo que é obrigatório o isolamento da tampa da caixa. Aplique o isolamento térmico, somente após ter feito todos os furos e ligações necessárias à instalação do conjunto.

4-Tópicos referentes à instalação do conjunto 4.1- Dimensionar o sistema conforme o consumo e região do país Ao botar em prática o projeto em outubro de 2002, construímos um coletor solar com 100 garrafas pet, 100 caixas tetra pak de 1 litro, dispostas em 25 colunas com 4 garrafas cada, totalizando uma área útil de absorção de 1,80 m2, e uma caixa plástica de 250 litros na função de reservatório, revestida com isopor de 20 mm. Vale ressaltar que essa espessura de isolamento térmico, não é suficiente para manter ou armazenar a água quente até tarde da noite. Como foi instalado praticamente no verão, e que com exposição solar em torno de 6 horas, aquece a água até 52 ºC, sendo necessário misturar com água fria. Mas ao chegar o inverno, a temperatura da água fria da caixa em Tubarão, gira em torno de 13 a 16 ºC, contra os 22 a 25 ºC no verão, e que devido a essa diferença entre as estações do ano, além da redução de irradiação solar no inverno, a eficiência térmica cai dos 52 ºC no verão para no máximo 38 ºC no inverno. Para corrigir o problema, construímos mais um coletor com as mesmas dimensões das do anterior, que em dias ensolarados supre o consumo normal de 4 pessoas. Porém para o verão teremos de aumentar o reservatório para 500 litros, ou desativar uma parte dos coletores para evitar o superaquecimento. Importante: instalamos os coletores independentes entre si, para facilitar uma possível manutenção. Para aqueles que já tenham, ou possam instalar uma caixa ou reservatório com volume igual ou acima do que necessitam, uma solução bastante interessante e simples de encontrar a temperatura e o volume de água quente, que atenda s suas às necessidades de consumo, é a de instalar a saída de água fria para o coletor solar o mais baixo possível. Anexe ao flange pelo lado de dentro da caixa ou reservatório, 1 adaptador na medida interna do flange, e 1 curva de 90º com 2 pedaços de tubos em suas extremidades, fixando 1 dos tubos ao adaptador, sem adesivo, e o outro serve para aumentar as opções de regulagem (Pág.5, Diagrama nº 1, item 7- Pescador giratório ), pois ao girar o conjunto, você varia e determina a quantia e temperatura da água a ser aquecida, de acordo com a estação do ano. Obs.: Opção ótima num protótipo como laboratório em experiências escolares. Diante do exposto, sugerimos que cada um encontre o dimensionamento próximo às necessidades de consumo de cada habitação, pois cada projeto requer a observação de diversos fatores, e entre os quais: Exemplos : 1) Posição do coletor solar em relação ao norte geográfico 2) Inclinação do coletor solar em relação à latitude 3) Região e local a ser instalado Obs.: Para encontrar a latitude que você precisa ou mora, acesse o site: www.aondefica.com Sobre os furos a serem feitos na caixa ou reservatório, sugerimos como simples referências em percentuais da altura da caixa:


4.2- Suporte de fixação do coletor solar Fica a critério de cada um o material a ser usado como suporte de fixação do coletor solar, mas indicamos que pelo menos os dois barramentos sejam amarrados a barras de cano galvanizados de ¾, ou a algo que garanta o alinhamento do coletor Importantíssimo: para evitar que bolhas de ar atrapalhem a circulação da água no coletor, é necessário um desnível de 2 cm por cada metro corrido, e jamais deixe curvas nos barramentos. Observação importante: jamais deixe faltar água no coletor, sob risco de superaquecimento e destruição do mesmo. Confira no diagrama: Digrama nº 3

Caso queira fixar direto sobre o telhado sem levar em conta a latitude local, deverão instalar o coletor solar com no mínimo 10º de inclinação e voltado para o norte geográfico o mais próximo possível, e que terão de aumentar a área quadrada de absorção solar, ampliando o coletor para compensar a perca por posicionamentos. Torna-se oportuno ressaltar que quase todos os problemas de eficiência térmica de qualquer aquecedor solar, deixam de existir à medida que nos aproximamos do norte e nordeste.


Ao darmos a preferência pelo sistema de circulação por termo sifão, torna-se obrigatório que o fundo da caixa ou reservatório térmico, fique sempre acima em relação á parte superior do coletor solar (conforme item 2.1- Circulação por termo sifão), o que cabe a cada um escolher a melhor alternativa para o local, sem esquecer que ao falar em caixa ou reservatório, estamos falando de peso, portanto mais uma vez, não improvise em lugares duvidosos que possam ruir e causar sérios problemas. (Lembre-se que cada litro de água pesa 1 quilo)

4.3- Isolamento térmico dos dutos de cima do coletor, até a caixa ou reservatório Envolvemos o barramento superior do coletor e o tubo que leva água quente até a caixa, com isopor, prendendo o mesmo aos tubos com tiras cortadas de garrafas pet verde. Obs.: O isopor não resiste por muito tempo exposto ao sol.

4.4- Distância entre o coletor e a caixa ou reservatório O mais próximo possível no intuito de minimizar perdas térmicas, sem deixar de levar em conta também, ás distâncias dos pontos de consumo, evitando dessa forma o desperdício até chegar á água quente. 4.5- Misturador de água quente/fria, simples, mas prático Se no local a ser implantado o sistema de aquecimento solar, existir instalações para água quente e fria, requer apenas proceder á ligação da caixa ou reservatório, à instalação de água quente. Onde a distribuição de água do imóvel é somente com água fria, sugerimos um misturador muito simples e eficiente, construído com tubos e conexões em PVC, indicado para o chuveiro, mas que com algumas modificações, poderá integrar os outros pontos de consumo da casa, tais como, cozinha, tanque, lavabo. O diagrama abaixo detalha o misturador de uma forma objetiva :

Diagrama nº 3


4.6- Instalação do controle eletrônico de temperatura ao chuveiro elétrico As razões da instalação do controle eletrônico ao chuveiro elétrico, foram descritas no item (3.2- Caixa d’água ou reservatório). Quanto ao esquema de ligações do controle eletrônico, existem no mercado diversos modelos e marcas, contendo todos as instruções de instalação. 4.7- Tempo necessário de exposição solar com eficiência térmica O aquecedor solar em dias ensolarados, atinge a temperatura máxima, após 6 horas, mas a partir das 10 horas da manhã, é que começamos a notar o aumento da temperatura da água da caixa ou reservatório. Mesmo em dias encobertos, mas não chuvosos e dependendo da região, pode apresentar rendimento satisfatório e parcial economia de energia elétrica.

5-Considerações finais Com esse simples projeto, esperamos contribuir na conscientização, chamando a atenção das pessoas, para problemas sobre o meio ambiente, de energia elétrica e do social. Imagine o volume de caixas tetra pak, garrafas pet e outros descartáveis, que poderemos tirar do meio ambiente, com a reciclagem direta na aplicação no aquecedor solar, ou em outros projetos existentes como, na fabricação de telhas, mantas térmicas, tubos para esgoto, etc.,. Pense, transforme o que é uma praga no lixo hoje, em algo útil para todos sempre. Pesquise nos Sites de busca sobre Aquecedor Solar, e encontrarão excelentes páginas sobre o assunto. Conheça um pouco de nossa cidade Tubarão, acessando : www.tubarao.sc.gov.br


Faรงa a sua parte, pense no coletivo e que Deus nos ajude a sermos racionais.


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