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Informativo

Comportare

Volume 07 Edição 01 Dezembro - 2011

Mídia dia, dia Tecnologia e Comportamento Gisele Bueno de Farias* Patricia Motta Cordeiro Gonçalves**

NESSA EDIÇÃO

Mídia, Tecnologia e Comportamento 1

Quem Somos 2

Estamos vivendo num mundo com

É importante pensar que as crianças e adolescen-

grandes transformações na área da tecnologia.

tes de hoje vivem em um ambiente com uma quan-

Diariamente, novos lançamentos eletrônicos são

tidade maior de informações circulantes o que favo-

feitos (I pad, celulares, mp3, mp4, mp5, Ipod,

rece o estimulo ao aprendizado e, por outro lado, a

computadores, e-books, vídeo games, jogos

comunidade atual solicita que sejamos cada vez

eletrônicos, etc..) e cada vez mais cedo as cri-

mais preparados e atualizados.

anças passam a ter acesso a esses novos re-

As crianças e adolescentes de hoje fazem parte da

cursos. As brincadeiras mudaram e a preferên-

geração Y, também conhecida como geração da

cias de muitas crianças estão relacionadas à

internet, composta pelos nascidos depois da déca-

mídia e a tecnologia.

da de 80, em uma época de grandes avanços tec-

Diante desses avanços, pais e educadores começam a questionar as vantagens e desvantagem de todo esse acesso à informação, o quão

Pergunte ao Psicólogo 5

fone celular. Por meio dos contextos tecnológicos e virtuais, as

zos podem ser gerados.

crianças e adolescentes passam a ter acesso a

apontar vantagens e desvantagens, mas, como em toda atividade, os pais devem sempre agir com bom senso, promovendo o equilíbrio para

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é o uso da internet, seja ela via computador ou tele-

benéfico pode ser essa interação e quais prejuí-

Vários pontos devem ser pensados. É possível

Aconteceu... IACEP 8

nológicos. Uma das características dessa geração

novidades em menor tempo, podem trocar informações, conversar com amigos que estão longe, dividir acontecimentos, fotos, novidades, aprender novos conteúdos.

que os filhos possam se envolver em diferentes

Para a aprendizagem escolar a tecnologia é uma

atividades, com diversos contextos de interação

ferramenta e um recurso que pode ter uma função

e, desta forma vivenciar várias situações de

educadora, auxiliando as crianças em pesquisas

aprendizagem.

acadêmicas e em várias descobertas com rapidez.


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Para isto o professor deve colaborar com esta aprendizagem ajudando o aluno a buscar as informações de forma adequada assim como apontar outras formas de pesquisa. O professor deve estar preparado para estas inovações e para interagir com seus alunos de forma benéfica, possibilitando também ações e reflexões críticas sobre o assunto. Além disso, os recursos tecnológicos disponíveis podem se tornar importantes ferramentas pedagógicas tanto para os pais quanto para os professores, os e-books são um exemplo disso, quando comparados com os livros tradicionais mostram-se práticos por ocuparem pouco espaço físico, disponibilizando grande quantidade de informação, não acumulam ácaros (opção importante para aqueles que apresentam alergias e tem dificuldades para ler livros antigos), além de dispor de recursos tecnológicos mostrando-se assim mais interessante e motivador para o hábito da leitura entre os jovens. Como ponto negativo, podemos apontar que na internet encontramos conteúdos inadequados e com muita facilidade disponíveis para qualquer faixa etária. Uma das grandes diversões entre as crianças estão os jogos eletrônicos, muitos deles estão associados à violência física, agressividade, excesso de barulho e estímulos exagerados. Além da inúmera quantidade de informações disponíveis a internet oferece riscos aos seus navegantes, não só vírus que podem contaminar o computador, mas a questão da pedofilia tem se tornado muito presente no espaço virtual,. Pesquisas apontam que o principal interesse de muitas crianças e jovens é interagir com seus amigos por meio de redes sociais, o que aumenta o risco, assim os pais devem fazer orientações claras quantos aos possíveis riscos, acompanhar sempre que o possível o conteúdo que os filhos têm pesquisado e, ainda, bloquear determinadas páginas para que os filhos não tenham acesso. Outro ponto que merece ser destacado é o apelo publicitário de muitas páginas virtuais, sabendo que as crianças e adolescentes são o principal público consumir de seus produtos muitas marcas oferecem promoções em sites direcionados ao publico infanto-juvenil como forma de aumentar suas vendas, dada a facilidade em se trabalhar com os cartões de crédito, os pais devem fazer orientações adequadas para os filhos, inclusive em termos de educação financeira para evitar que possíveis danos sejam causados. Sabemos que quando as atividades eletrônicas são bem selecionadas e utilizadas com moderação elas promovem o desenvolvimento das crianças, pois apresentam desafios e podem favorecer o

Quem Somos? Sócias Nione Torres (CRP 08/02333) Kellen M. E. Fernandes (CRP 08/09270) Luciana Ap. Zanella Gusmão (CRP 08/06382) Bruna Moraes Aguiar (CRP 08/12450) Luciana Helena Silva (CRP 08/15219)

Estagiários (as) Fabiane Costa Moraes Bruna Zolin Canali Caio Gaspar

Secretária Patricia Silva

Página

Colaboradores (as) Nicole Calsavara Tomazella Cristiane de Almeida Mitsi Luciane F. Alvarez Débora Leticia Dias Patricia Motta Cordeiro Wagner Rogerio da Silva Guilherme B. Filgueiras


desenvolvimento do raciocínio, a atenção, o aprendizado para seguir regras, no caso do jogo eletrônico, a criança é convidada a elaborar estratégias o tempo todo e analisar seus procedimentos para atingir os objetivos dos jogos.

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Por fim, podemos apontar que são sim muitas as vantagens que os recursos midiáticos e tecnológicos atuais oferecem, não só como ferramentas de lazer, uma vez que disponibilizam músicas, filmes, jogos, vídeos, programas, como também pedagógica, pois, facilita o acesso a enciclopédias, sites de pesquisa, dados geográficos e culturais de outros países. Muitas vezes oferecendo um custo menor do que se envolver em outras atividades (assistir TV em casa ou sair para ir ao cinema), como auxiliares do cuidado com os filhos (pais que deixam seus filhos em casa na frente da TV enquanto se envolvem com atividades do trabalho). O acesso a informação é facilitado, mas para interpretá-las, relacioná-las, hierarquizá-las, contextualizá-las, só as tecnologias não são suficientes. Como os pais podem favorecer uma interação saudável entre seus filhos e os recursos midiáticos e tecnológicos? É importante que os pais identifiquem se os filhos estão passando a maior parte do tempo frente aos meios eletrônicos e fiquem atentos quando seus filhos deixam de participar de outras atividades para interagir apenas com os meios tecnológicos. Os problemas aparecem quando essa é a única atividade de lazer das crianças; quando ela dedica à maior parte do seu tempo a essa atividade; quando ela assiste a programas inadequados para sua idade. Quando isso acontece, o prejuízo pode estar relacionado ao fato da criança perder oportunidades de relacionar-se socialmente (brincadeiras em grupos, a interação com os pais, o contato direto com os amigos) e assim, deixar de aprender comportamentos sociais importantes, como empatia e a assertividade, a resolução de conflitos sociais, o fortalecimento e amadurecimento das questões emocionais e o enfrentamento. Além disso, muitas vezes, ela perde a oportunidade de vivenciar experiências vivas e ricas possíveis somente no ambiente natural, tais como explorar o espaço e fazer descobertas, brincar sozinha ou em grupo, se deparar com problemas reais, conviver com os amigos. As informações disponibilizadas pelos recursos tecnológicos (cenas de jogos, sites, conteúdos da internet) podem ser adequadas ou não a criança. Dada a dificuldade em controlar as informações que os filhos têm acesso, o uso da mídia pode ser fonte de muitas conversas entre pais e filhos sobre assuntos polêmicos e atuais. Dessa forma a família tem oportunidade de discutir valores com as crianças sobre o que é certo ou errado, bonito ou feio, etc. A exposição das crianças nestes meios sem limites podem trazer conseqüências negativas para suas vidas. O acesso ilimitado e a exposição freqüente a estes meios a ponto de se tornar uma dependência podem causar para as crianças: falta de atenção, baixo rendimento escolar, prejuízo nas relações interpessoais, comportamento antissocial, depressão, ansiedade, medo, a violência se torna comum e surge a indiferença, dessensibilização de sentimentos, isolamento, insônia, nervosismo,

impaci-

ência, etc. Cabe aos pais cuidarem da freqüência com que seus filhos estão interagindo com a internet, assim como conhecer os conteúdos que eles estão acessando e observarem se eles são apropriados para a criança. Não é preciso isolar a criança do contato com os meios eletrônicos e nem permitir o livre acesso, é necessário um equilíbrio. É importante estabelecer para as crianças rotinas diárias, horários para atividades como para o estudo, lazer e para o diálogo e a interação com os pais, com os amigos. Dentro dessa rotina deve ser pensada a quantidade de tempo que os filhos poderão assistir TV, jogar vídeo-game ou outros jogos virtuais, navegar na internet, circular por redes sociais e demais atividades como tomar banho, fazer tarefas escolares, se alimentar. Comportare — IACEP 2011

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Assim também é importante o horário em que os filhos irão dormir, sabe-se que muitos adolescentes aproveitam o período da noite para ficar navegando na internet sem que os pais façam um controle mais próximo. Uma das estratégias seria deixar o computador em um local em que todos da casa tenham acesso, o que contribui para o controle não só do tempo como também das informações consultadas. Quanto ao sono, os médicos relatam que crianças pequenas devem dormir entre 19:30 e 20:00 conforme a idade. É difícil sugerir horários fixos, pois, eles irão variar com o contexto de cada família, o que é importante é que as crianças precisam de uma rotina, inclusive de descanso. Crianças que dormem pouco correm o risco de ter sérios problemas de desenvolvimento. Isso ocorre porque o hormônio do crescimento é liberado nas fases mais profundas do sono. Os médicos explicam que certos hormônios só são liberados adequadamente no organismo quando se está acordado durante o dia e se dorme durante a noite. Evidências científicas ligam a falta de sono, ao menos em adultos, a um risco maior de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e infecções. Crianças que dormem pouco podem ficar hiperativas e ter dificuldades de concentração, costumam ficar irritadiças e até agressivas, fatores que podem interferir negativamente na aprendizagem escolar. Além dos benefícios para a saúde, estabelecer uma rotina para o filho dormir é importante para o desenvolvimento psicológico da criança. Nesse momento os pais podem interagir mais com os filhos, contando histórias, perguntando como foi o dia, dando e recebendo carinho, atitudes que favorecem o vínculo entre os dois. Os pais podem incentivar e reforçar os filhos a alternarem as atividades, mostrando outras opções de diversão como atividades físicas: futebol, natação, balett, judô, etc. É possível alternar as atividades (físicas e eletrônicas). O acompanhamento dos pais é fundamental e colocar limites aos filhos é saudável. A tecnologia quando utilizada de forma responsável se torna benéfica para o seu desenvolvimento das crianças.

* Gisele Bueno de Farias é psicóloga, mestranda em Educação e participa do grupo de estudos em Terapia Analítico Comportamental Infantil no IACEP.

** Patricia Motta Cordeiro Gonçalves é psicóloga, graduada pela Universidade Estadual de Londrina e participa do grupo de estudos em Terapia Analítico Comportamental Infantil. Também realiza atendimentos clínicos no IACEP.

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Pergunte ao Psicólogo Reflexóes sobre o Autismo

Psic. Ms. Andresa Souza

Nunca se falou tanto sobre o autismo. O número de crianças diagnosticadas no espectro do comportamento autista aumentou significativamente nas últimas décadas elevando a ênfase na realização de pesquisas que buscam explicar as características do autismo e no desenvolvimento de tratamentos especializados e ambientes educacionais que proporcionem as melhores condições de aprendizagem para essas crianças. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10)

publicada pela Organização Mundial de Saúde (WHO - World Health Organization) autismo é um “transtorno global do desenvolvimento caracterizado por a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto- agressividade)” (F-84.0).

O autismo é um distúrbio de desenvolvimento complexo com causas múltiplas, definido de um ponto de vista comportamental e apresentando graus variados de comprometimento. O termo “Transtorno do Espectro Autista” tem sido usado reconhecendo-se que as crianças podem ter diferentes graus de comprometimento e que em muitos casos essas se “movimentam” ao longo do espectro. Pesquisas realizadas no Brasil e no exterior mostram que a incidência de crianças diagnosticadas com autismo vem aumentando. Atualmente estima-se que 1 em cada 110 crianças possui o diagnóstico, o que coloca o autismo em terceiro lugar entre os distúrbios do desenvolvimento, na frente das malformações congênitas e da síndrome de Down. Além disso, o autismo é quatro vezes mais freqüente em meninos do que em meninas e atinge todas as raças, etnias e grupos sócio-econômicos. No entanto, pouco ainda se sabe sobre as causas do autismo. Os estudos até então realizados apontam para a influência de um forte componente genético (embora nenhum gene associado com o autismo tenha sido identificado) em conjunto com fatores ambientais predisponentes que desencadeariam a manifestação do distúrbio. Atualmente, não existem testes genéticos que identifiquem o autismo, portanto o diagnóstico é realizado pelo neuropediatra e/ou psiquiatra infantil e é baseado na observação clínica e informações sobre a história de desenvolvimento da criança fornecidas pelos pais e/ou cuidadores utilizando os critérios descritos na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Já que o autismo muitas vezes pode ser confundido com outras patologias e comportamentos tais como surdez, depressão infantil, entre outros, o diagnóstico diferencial é imprescindível para o planejamento e eficácia do tratamento. Dado o diagnóstico, o próximo e importantíssimo passo é a busca por tratamentos e modelos de intervenções que promovam a melhora no nível de comprometimento da criança. Atualmente, existe um grande número de tratamentos

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para o autismo indo desde terapia assistida com animais até o uso de medicação e dieta restrita administrado por diferentes profissionais da área da saúde. Frente a tantas opções, como escolher um tratamento que seja eficaz e que possibilite o aumento das habilidades e comportamento apropriados de uma criança com autismo? Hoje muito se fala de “Prática por Evidência” ao que se refere à integração das melhores evidências de pesquisa à habilidade clínica do profissional e à preferência do paciente. O princípio da prática por evidência não está relacionado com nenhuma orientação teórica específica; dentro desse paradigma, qualquer intervenção deve ser fundamentada por evidências objetivas e cientificamente comprovadas. Além disso, evidência implica a existência de estudos controlados, servindo como um guia para a escolha do tratamento, proporcionando a construção do conhecimento científico e da prática clínica e protegendo os interesses do cliente. O National Autism Center dos EUA desenvolveu em 2009 um relatório (National Standard Report) sobre o nível de evidência científica dos tratamentos disponíveis para crianças com autismo. Através de um levantamento dos estudos na área e da contribuição de profissionais e pais o relatório identificou quase quarenta tipos de tratamento que vêm sendo implementados com crianças diagnosticadas no espectro do comportamento autista , alguns amplamente conhecidos tais como o método TEACCH, o PECS e as populares dieta sem glúten e caseína. Porém, dos quase 40 tipos diferentes de tratamento, somente onze foram classificados como “Estabelecidos”, ou seja, possuem evidências suficientes para se atestar sobre o efeito benéfico desses tratamentos. Adicionalmente, os tratamentos ditos “Estabelecidos” utilizam os princípios da Análise do Comportamento Aplicada como referência teórica para a implementação. Estamos falando da “Terapia ABA”? Sim e não, alguns esclarecimentos são importantes para que entendamos de onde vem esse termo. ABA é a abreviação do termo “Applied Behavior Analysis” que em português significa “Análise do Comportamento Aplicada”. A análise do comportamento é a ciência que investiga os fatores que influenciam o comportamento através dos estudos dos princípios básicos propostos por Skinner empregando métodos científicos para garantir a validade de seus resultados. No âmbito da análise do comportamento aplicada, os princípios básicos do comportamento são aplicados na resolução de problemas de significância social em diferentes contextos (escolas, instituições, empresas, comunidade) sempre utilizando-se de observação e avaliação contínua para o planejamento e condução de intervenções comportamentais. Portanto, o que se denomina hoje como “Terapia ABA” para crianças com autismo é o conjunto de tratamentos baseados nos princípios da análise do comportamento que visa não somente reduzir comportamentos inadequados mas também desenvolver e aumentar diferentes habilidades e comportamentos socialmente apropriados. Adicionalmente, a terapia ABA foca na função e propósito do comportamento considerando as variáveis do contexto da criança. Os métodos de ensino utilizados são sistemáticos e mensuráveis aliados a uma análise e registro de dados contínuo que se tornam um guia para o tratamento. Na terapia ABA o currículo é individualizado para as características e necessidades de cada criança e a seleção de intervenções é baseada em evidências. A “Terapia ABA” é muitas vezes igualada ao que se conhece como “Treino de Tentativa Discreta” ou “treino de mesinha” que envolve o ensino de habilidades em um ambiente estruturado e controlado pelo terapeuta. O treino de tentativa discreta é sim muito utilizado na terapia ABA mas deve ser visto como um técnica de ensino e não como um modelo único de tratamento ou como sinônimo de “Terapia ABA”. Existem outras técnicas para o desenvolvimento de habilidades e elas devem ser utilizadas de acordo com as necessidades e habilidades de cada criança. Infelizmente ainda não se conhece a cura para o autismo. O prognóstico em crianças é variado e depende do nível de comprometimento, da precocidade e precisão do diagnóstico e da intensidade, adequabilidade e eficácia do tratamento. Não podemos curar uma criança do autismo. Não podemos garantir que ela irá falar ou se desenvolver como as outras crianças. O que podemos é oferecer possibilidades para que ela se torne um adulto com o máximo de independência que suas capacidades intelectuais permitam.

Ms. Andresa Souza é Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina e Mestrado em Behavior Analysis and Therapy pela Southern Illinois University em Carbondale, Illinois nos Estados Unidos. Durante o mestrado trabalhou no Center for Autism Spectrum Disorder (CASD) sob a orientação do Professor Dr. Anthony Cuvo e Professora Dra. Ruth Anne Rehfeldt, onde atendia crianças diagnosticadas no espectro do comportamento autista e desenvolvimento atípico e suas famílias. Atualmente participa do projeto CAIS-USP que visa o atendimento e inclusão social de crianças diagnosticadas no espectro autista e seus pais sob a orientação da Professora Dra. Maria Martha Hubner.

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Receita de Ano Novo Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano, não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ver, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champagne ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta ou recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompense (…) (…) Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

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