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Ferreira Gullar

Ferreira Gullar em 2009

Nome completo

José Ribamar Ferreira

Nascimento

10 de setembro de 1930 (83 anos) São Luís

Nacionalidade

Brasileiro

Ocupação

Poeta, crítico de arte, biógrafo,tradutor, mem orialista e ensaísta

Prêmios

Prémio Camões (2010)

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930) é um poeta, crítico de arte,biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo.1 Índice [esconder] •

1 Biografia

2 Militância política

3 Prêmios e indicações

4 Bibliografia

5 Referências

6 Ligações externas

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. É um dos onze filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.1 Sobre o pseudônimo, o poeta declarou o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é


do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".2 Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Muitos o consideram o maior poeta vivo do Brasil e não seria exagero dizer que, durante suas seis décadas de produção artística, Ferreira Gullar passou por todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira e participou deles3 . Morando no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os.1 Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark eHélio Oiticica, o neoconcretismo, que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.1 Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastará deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os Centros Populares de Cultura (CPCs)4 .

Militância política Ferreira Gullar foi militante do Partido Comunista Brasileiro e, exilado pela ditadura militar, viveu na União Soviética, na Argentina e Chile.5 Ele comentou que bacharelou em subversão em Moscou durante o seu exílio, mas que atualmente devido a uma maior reflexão, experiência de vida, e de observar as coisas irem acontecendo se desiludiu do socialismo e que o socialismo não faz mais sentido pois fracassou. 5 6

(...) toda sociedade é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável. — Ferreira Gullar7 ,

Prêmios e indicações[ Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro. Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro Resmungos ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. O livro, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal Folha de S. Paulo no ano de 2005. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.8 Foi agraciado com o Prêmio Camões em 2010.9 Em 15 de outubro de 2010, foi contemplado com o título de Doutor Honoris causa, na Faculdade de Letras da UFRJ. Em Imperatriz, ganhou em sua homenagem o teatro Ferreira Gullar. Em 1999 inaugurada em São Luís, a Avenida Ferreira Gullar. Em 20 de outubro de 2011, ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia10 Em Alguma Parte Alguma, que foi considerado "O Livro do Ano" de ficção.11

Poesia •

Um pouco acima do chão, 1949

A luta corporal, 1954

Poemas, 1958


João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962

Quem matou Aparecida? (cordel), 1962

A luta corporal e novos poemas, 1966

História de um valente, (cordel; na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966

Por você por mim, 1968

Dentro da noite veloz, 1975

Poema sujo, (onde se localiza a letra de Trenzinho do Caipira) 1976

Na vertigem do dia, 1980

Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986

Barulhos, 1987

O formigueiro, 1991

Muitas Vozes, 1999

Um gato chamado gatinho, 2005

Em Alguma Parte Alguma, 2010 Antologias • •

Antologia poética, 1977

Toda poesia, 1980

Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981

Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983

Poemas escolhidos, 1989 Contos e crônicas • •

Gamação, 1996

Cidades inventadas, 1997

Resmungos, 2007

Teatro Um rubi no umbigo, 1979 Crônicas • •

A estranha vida banal, 1989

O menino e o arco-íris, 2001 Memórias •

Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998 Biografia •

Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde, 1996 Ensaios • •

Teoria do não-objeto, 1959

Cultura posta em questão, 1965

Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969

Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977

Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977

Uma luz no chão, 1978

Sobre arte, 1983


Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985

Indagações de hoje, 1989

Argumentação contra a morte da arte, 1993

O Grupo Frente e a reação neoconcreta, 1998

Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002

Rembrandt, 2002

Relâmpagos, 2003 Televisão • •

Araponga - 1990/1991 (Rede Globo) - colaborador

Dona Flor e Seus Dois Maridos - 1998 (Rede Globo) - colaborador


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