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N OT Í C I AS do Março de 2010

Abordagem estruturada da insuficiência cardíaca Prof.ª Doutora Cândida Fonseca

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SABERES, SABORES E CULTURAS convergem no Centro de Congressos de Lisboa

O momento certo para discutir a transplantação cardíaca espanhola e portuguesa Prof. Doutor Manuel Antunes

Página 3 AVC perioperatório e doença carotídea em Cirurgia Cardíaca Prof. Doutor Miguel Sousa Uva

Página 4 Fontes cardíacas de embolismo Dr.ª Susana Martins

Página 5 VIH e Medicina Cardiovascular – convergência de saberes Dr. Carlos Aguiar

Página 5 Cardiopatias congénitas: uma patologia para todas as idades Dr.ª Fátima Pinto

Página 6 Ecocardiografia tridimensional – um passo em frente, finalmente? Prof. Doutor Nuno Cardim

Página 6 Programa

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Março 2010

Abordagem estruturada da insuficiência cardíaca Prof.ª Doutora Cândida Fonseca Presidente da Comissão Organizadora

Aproxima-se a passos largos a data do XXXI Congresso Português de Cardiologia: 9 a 12 de Abril de 2010, no Centro de Congressos de Lisboa. Ansiamos por ver concretizado o lema do nosso congresso: Medicina Cardiovascular – Convergência de Saberes, alargado a Convergência de Sabores – para uma cozinha saudável – e a Convergência de Culturas, que serviu de mote à construção do programa social do XXXI Congresso Português de Cardiologia. Verão comentadas, neste segundo jornal pré-congresso, algumas das sessões que considerámos destacar do programa científico do congresso, que já se encontra no microssítio do XXXI Congresso Português de Cardiologia. Para os interessados na Insuficiência Cardíaca, destacaremos a sessão intitulada: Abordagem estruturada da insuficiência cardíaca. Nela abordaremos o problema do rastreio da insuficiência cardíaca (IC) e da disfunção ventricular assintomática. A elevada prevalência da doença faz com que seja imprescindível o seu rastreio e tratamento precoce. Revisitaremos as estratégias propostas para o rastreio da

disfunção ventricular assintomática que é, na comunidade, pelo menos tão frequente quanto a sintomática. Existe evidência de que tratar precocemente a disfunção ventricular sistólica assintomática se traduz em benefícios reais no prognóstico e, tal como no caso da disfunção sistólica sintomática, é custo-eficiente, quando aplicado a populações de risco. Na impossibilidade de realização de um ecocardiograma, o método padrão para o rastreio da disfunção cardíaca, a toda a população por ser economicamente incomportável, os estudos têm vindo a testar várias estratégias, na procura de uma metodologia que seja custo-eficiente. O rastreio será, certamente, a única maneira de frenar a epidemia. Outro aspecto importante que debateremos nesta mesa-redonda será o da forma mais adequada de tratar a insuficiência cardíaca. É uma síndrome que congrega várias etiopatogenias, requer terapêutica farmacológica optimizada para retardar/reverter a doença e várias outras alternativas terapêuticas –cirurgia, devices –, de acordo com a etiologia, o tipo de disfunção, o estádio da doença. Atinge predominantemente os idosos, com múltiplas comorbilidades que agravam o prognóstico, requerendo equipas multidisciplinares.

Assim, estão claramente demonstrados os benefícios do tratamento da síndrome em clínicas de IC, por equipas diferenciadas, multidisciplinares, ainda que os conteúdos destes programas sejam heterogéneos. Discutiremos esses conteúdos e a forma de aplicá-los, o papel do Hospital de Dia de IC, das unidades de Internamento de Agudos e da consulta e a forma como cada uma destas estruturas deverá integrar a clínica de IC, de forma a oferecer cuidados de excelência aos doentes com IC. Uma terceira intervenção abordará os novos biomarcadores no diagnóstico e prognóstico da IC, o seu papel no diagnóstico precoce da síndrome e a sua utilidade na orientação da terapêutica. Finalmente, contaremos com a colaboração do Prof. Michel Komajda, presidente eleito da Sociedade Europeia de Cardiologia, que abordará as perspectivas para a IC, num futuro próximo. Fomentaremos a discussão destes vários aspectos com a assistência, para o que contamos com todos. Àqueles que se interessam pela IC, o congresso oferece várias outras sessões, nomeadamente, a mesa-redonda que vai focar a IC por disfunção diastólica, procu-

rando tornar fácil de apreender um tema que é difícil, multifacetado e ainda com poucos estudos aleatorizados. De grande interesse ainda, será, certamente, o simpósio conjunto com a Sociedade Europeia de Cardiologia, moderado pelos Profs. Manuel Antunes e Michel Komajda, que vai focar a reparação ventricular, da remodelagem reversa proporcionada pelos fármacos e devices, à reparação/transplante celular proporcionado por células progenitoras – stem cells –, técnica promissora ainda confinada à investigação clínica/medicina de translação. Ainda do maior interesse nesta área serão: o simpósio luso-espanhol que abordará a Transplantação cardíaca – uma nova subespecialidade; a controvérsia: CRT-D para todos os doentes com FEj < 35% E QRS > 120 mseg? (sim/não); bem como a mesa-redonda: Terapêutica de ressincronização cardíaca: como optimizar as indicações, a implantação e a evolução clínica, ambas na área de convergência do cardiologista clínico que se dedica à IC com o electrofisiologista. Esperamos, assim, no XXXI Congresso Português de Cardiologia, ir ao encontro e satisfazer as expectativas de todos.

SIMPÓSIO SOBRE «TRANSPLANTAÇÃO CARDÍACA – UMA NOVA SUBESPECIALIDADE»

O momento certo para discutir a transplantação cardíaca espanhola e portuguesa No âmbito do XXXI Congresso Português de Cardiologia, irá decorrer um simpósio luso-espanhol subordinado ao tema «Transplantação cardíaca – uma nova subespecialidade», cuja moderação estará a cargo do Prof. Doutor Manuel Antunes, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), e do Dr. Carlos Macaya, presidente da Sociedade Espanhola de Cardiologia. Apesar de fazer parte de uma grande tradição, o Prof. Doutor Manuel Antunes esclarece que, «de forma específica, trata-se de um evento que serve, fundamentalmente, para dar continuidade às relações recíprocas existentes entre as duas sociedades». Portanto, «acaba por ser o momento certo para retribuir toda a atenção através da realização deste grande simpósio no nosso congresso, a decorrer de 9 a 12 de Abril, em Lisboa».

Relativamente ao tema escolhido para o simpósio, é de salientar que, «actualmente, a transplantação espanhola é considerada com uma das mais importantes a nível europeu». De forma geral, tem vindo a destacar-se durante os últimos anos devido, sobretudo, à doação de órgãos. De acordo com os dados disponíveis, «neste momento, é o país onde há uma maior doação de órgãos por cada milhão de habitantes», informa, acrescentando ainda que, «por outro lado, em Portugal, a transplantação cardíaca tem aumentado significativamente».

Prof. Doutor Manuel Antunes

O Prof. Doutor Manuel Antunes avisa ainda que, «antigamente, lamentavelmente, o nosso País encontrava-se na cauda da Europa, mas, com o passar dos anos, tem vindo a evoluir e, neste momento, já se realizam cerca de cinco transplantes por cada milhão». Portanto, objectivamente, a transplantação cardíaca portu-

guesa, nos últimos seis anos, sofreu um grande crescimento». Neste sentido, o simpósio luso-espanhol é considerado como uma boa oportunidade para os participantes promoverem a troca de ideias e experiências. O presidente da SPC faz ainda questão de enfatizar que «se trata de uma nova especialidade, porque a transplantação cardíaca é encarada como uma actividade muito exigente que, ao mesmo tempo, obriga a uma formação muito específica, assim como à criação de equipas específicas para lidar com o assunto».

Uma boa oportunidade para os participantes promoverem a troca de ideias e experiências.


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AVC perioperatório e doença carotídea em Cirurgia Cardíaca Prof. Doutor Miguel Sousa Uva Cirurgião cardíaco. Membro da Comissão Organizadora

1. Introdução O acidente vascular cerebral é a complicação mais temida em cirurgia cardíaca pela gravidade das suas consequências no prognóstico vital e funcional dos doentes. A incidência de AVC perioperatório varia em função do tipo de cirurgia, da idade, do sexo, dos factores de risco para doença arteriosclerótica, extensão da doença vascular, insuficiência renal, para só citar os mais importantes. Enquanto na cirurgia coronária isolada a incidência de AVC perioperatório ronda os 1-3%, na cirurgia combinada coronária e valvular, estes valores podem chegar aos 5-8%.1 Os AVC perioperatórios são, na sua grande maioria, de origem isquémica e embólica, sendo que o verdadeiro mecanismo pode ser de etiologia multifactorial ou indeterminada. A incidência de doença arteriosclerótica significativa da bifurcação carotídea está directamente relacionada com a idade e está presente em cerca de 2-9% dos doentes submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio 2 . A doença carotídea é um dos factores de risco de ocorrência de AVC perioperatório e sabe-se que a sua presença em doentes com doença vascular periférica ou diabetes é um factor independente de eventos vasculares 3. No entanto, o AVC após cirurgia cardíaca tem uma etiologia multifactorial, onde intervêm, entre outros mecanismos, embolias (de origem cardíaca, aórtica ou dos vasos encefálicos), reacção inflamatória, perturbações da coagulação, interrupção de terapêuticas antitrombóticas. Deste modo, a doença carotídea é apenas uma das causas ou simplesmente um marcador do risco arteriosclerótico global 4. A confirmar esta menor correlação entre estenose da bifurcação carotídea e AVC perioperatório, o facto de 50% dos AVC após cirurgia de bypass coronário não apresentarem doença carotídea significativa e de mais de metade dos AVC ocorrer após um intervalo livre de alguns dias após a intervenção 5.

2. Avaliação do risco de AVC perioperatório e rastreio da doença carotídea A prevenção do AVC na cirurgia de bypass aortocoronário tem sido particularmente estudada e vários modelos de estratificação do risco de AVC perioperatório foram propostos. A maioria destes modelos inclui variáveis demográficas, prioridade da cirurgia, diabetes, insuficiência renal, disfunção sistólica e doença vascular 1. Por doença vascular entende-se antecedentes de AVC ou AIT, estenose carotídea, ou cirurgia vascular prévia. A duração e o tipo de cirurgia, tipo de anestesia, perdas sanguíneas, arritmias pós-operatórias, desidratação, hiperglicemia

e distúrbios da pressão arterial são também factores de risco para a ocorrência de AVC perioperatório 4. A avaliação do risco de AVC perioperatório implica a análise detalhada da história clínica do doente, a avaliação dos factores metabólicos e o estudo da difusão da doença vascular a outros territórios, nomeadamente, renal. A detecção de doença da bifurcação carotídea é uma das componentes da estratificação de risco e é hoje feita através de ultra-sonografia triplex scan que, quando realizada por um operador qualificado, permite quantificar o grau de estenose da lesão e definir as suas características de modo bastante fiável.

A detecção de doença da bifurcação carotídea é uma das componentes da estratificação de risco e é hoje feita através de ultra-sonografia triplex scan.

Os doentes com uma história de AVC ou AIT prévio (sobretudo aqueles com sintomas nos últimos seis meses) devem ser avaliados por ecodoppler cervical antes de uma cirurgia cardíaca ou vascular major. Em caso de estenose carotídea significativa (> 70%), confirmada por angiorressonância ou angiotomografia computorizada, estes doentes beneficiam de uma revascularização carotídea, que pode ser realizada antes, simultaneamente, ou depois da cirurgia cardiovascular, dependendo do grau de urgência desta última.6,7,8 O risco de AVC perioperatório nos doentes assintomáticos com estenose carotídea unilateral não justifica uma revascularização carotídea, prévia ou simultânea, que poderá, no entanto, ser indicada em caso de estenose significativa bilateral 9. Com efeito, enquanto o risco de AVC após cirurgia de bypass coronário isolado é de 2%, o risco de AVC aumenta apenas para 3% em caso de estenose carotídea assintomática de 50-99%. De assinalar que, nos doentes com doença carotídea isolada sem sintomas de tipo hemisférico, o benefício da revascularização carotídea é alcançado apenas nos homens com uma esperança de vida superior a cinco anos 4,6 . Em consequência, o rastreio de este-

nose carotídea antes de cirurgia cardíaca ou vascular major, nos doentes sem sintomas neurológicos, deve ser individualizado 10. 3. Prevenção do AVC perioperatório 3.1 Revascularização carotídea Em 2010, a endarterectomia da bifurcação carotídea ainda é o gold standard da revascularização, apesar dos avanços realizados pelo stenting da artéria carótida interna e do seu menor grau de invasão 8. Os resultados de ambos os métodos de revascularização estão intimamente relacionados com a experiência das equipas, pelo que o conhecimento da respectiva taxa de mortalidade/AVC aos 30 dias é um dos elementos fundamentais a ter em consideração. Nos doentes assintomáticos o benefício da revascularização carotídea só se materializa se esta taxa de mortalidade/AVC for inferior a 3% 6. Nos doentes de alto risco de AVC, ou seja, naqueles com história recente de AVC ou AIT e estenose carotídea > 70%, este risco de mortalidade/AVC aos 30 dias deve ser inferior a 6% 6. Os ensaios randomizados, comparando cirurgia e stenting, tiveram resultados inconclusivos. No entanto, no estado actual, ainda não existe evidência científica que permita afirmar que o stenting deva substituir a endarterectomia no tratamento da estenose carotídea 11. O que parece consensual é que o stenting carotídeo deve ser a primeira opção em caso de características anatómico-cirúrgicas desfavoráveis para a realização de endarterectomia tais como doença da carótida interna distal, restenose, «pescoço hostil» (irradiado, obeso, rígido) ou paralisia do recorrente laríngeo contralateral 12. Impõe-se, portanto, uma discussão multidisciplinar para seleccionar a melhor estratégia de prevenção do AVC perioperatório: método de revascularização e o seu timing ou terapêutica médica optimizada 13,14. O que confere um alto risco de AVC perioperatório é uma história de eventos neurológicos e o «alto risco» para endarterectomia (octogenários, insuficiência cardíaca, angina instável, enfarte do miocárdio recente) em doentes sem sintomas neurológicos só justifica a realização de stenting da carótida se a taxa de mortalidade/AVC for < 3% e se a esperança de vida for > 5 anos 15,16. 3.2 Tipo de cirurgia Na cirurgia cardíaca, a cirurgia de bypass aortocoronário sem circulação extracorporal (CEC) (off-pump), com eliminação da manipulação da aorta ascendente (ausência de canulação e de clampagem graças à utilização de ambas as artérias mamárias internas pediculadas), pode diminuir o risco de AVC nos doentes com doença ateromatosa da aorta

Com o aumento da idade média dos doentes operados, o AVC constitui hoje a complicação mais temida da cirurgia cardíaca.

ascendente 17. A ecografia epiaórtica, intra-operatória, permite detectar os doentes com doença da aorta ascendente e do arco aórtico, permitindo guiar a canulação quando uma CEC é necessária. O enchimento das cavidades cardíacas com CO2 facilita as manobras de expurga e diminui o risco de embolia gasosa na cirurgia de coração aberto 18. 3.3 Terapêutica médica e outras medidas preventivas Enquanto ninguém questiona a utilização de terapêutica antiagregante plaquetária com aspirina, o papel do clopidogrel ou outros antiplaquetários aguarda confirmação. A heparina não fraccionada, ou de baixo peso molecular, deve ser utilizada no pós-operatório e a sua dose ajustada em função da análise do risco hemorrágico e de trombose. Há evidência que mostra que a utilização de estatinas, iniciadas antes da cirurgia, diminui o risco de AVC perioperatório. O tratamento da insuficiência cardíaca, a prevenção da fibrilhação auricular e das infecções, o controlo da pressão arterial, o equilíbrio hidroelectrolítico e da glicemia e a mobilização precoce são algumas das medidas gerais a aplicar com vista a reduzir o risco de AVC perioperatório nos doentes submetidos a cirurgia cardíaca e vascular major.4 Conclusão Com o aumento da idade média dos doentes operados, o AVC constitui hoje a complicação mais temida da cirurgia cardíaca. Para diminuir esta catástrofe é necessário adoptar uma estratégia multifacetada, abrangendo a avaliação da doença carotídea e do risco vascular global e a implementação de medidas preventivas médicas e cirúrgicas. Uma colaboração estruturada em equipas multidisciplinares é indispensável para atingir este objectivo. Referências: 1 McKhann GM, Grega MA, Borowicz LM, Baumgartner WA, Selnes OA. Stroke and encephalopathy after cardiac surgery. An update. Stroke 2006; 37:562-71.


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Fontes cardíacas de embolismo Dr.ª Susana Martins Membro da Comissão Organizadora

2 Berens ES, Kouchoukos NT, Murphy SF, Wareing TH. Preoperative screening in elderly patients undergoing cardiac surgery. J Vasc Surg 1992; 15:313-21. 3 Goessens BM, Visseren FL, Kappelle J, Algra A, van der Graaf Y, for the SMART study. Asymptomatic carotid artery stenosis and the risk of new vascular events in patients with manifest arterial disease: the SMART study. Stroke 2007;38:1470-75. 4 Selim M. Perioperative stroke. N Engl J Med 2007; 356:706-13. 5 Naylor AR, Mehta Z, Rothell PM, Bell PR. Carotid artery disease and stroke during coronary artery bypass: a critical review of the litterature. Eur J Vasc Endovasc Surg 2002; 23:283-94. 6 Chaturvedi S, Bruno A, Feasbt T et al. Carotid endarterectomy. An evidence-based review. Report of the Therapeutics and Technology Assessment Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 2005; 65:794-801. 7 Naylor AR, Mehta Z, Rothwell PM. A systematic review and meta-analysis of 30-day outcomes following staged carotid artery stenting and coronary bypass. Eur J Endovasc Surg 2009; 37:379-87. 8 Versaci F, Reimers B, Del Giudice C, Schofer J, Giacomin A, Saccà S, Gandini R, Albiero R, Pellegrino A, Bertoldo F, Simonetti G, Chiariello L. Simultaneous hybrid revascularisation by carotid stenting and coronary artery bypass grafting. The SHARP Study. J Am Coll Cardiol Intv 2009; 2:393-401. 9 Baiou D, Karageorge A, Spyt T, Naylor AR. Patients undergoing cardiac surgery with asymptomatic unilateral carotid stenosis have a low risk of peri-operative stroke. Eur J Endovasc Surg 2009; 38:556-9. 10 Aboyans V, Lacroix P. Indications for carotid screening in patients with coronary artery disease. Presse Med 2009; 38:977-86. 11 Ederle J, Featherstone R, Brown MM. Randomized controlled trials comparing endarterectomy and endovascular treatment for carotid artery stenosis: a Cochrane systematic review. Stroke 2009; 40:1373-80. 12 Roffi M, Mukherjee D, Clair DG. Carotid artery stenting vs endarterectomy. Eur Heart J 2009; 30:2693-27034 13 Bergeron P. Symptomatic carotid artery stenosis: the dilemma for a reasonable selection of carotid stenting or endarterectomy. Eur. Heart J., January 2008; 29:7-9. 14 Guerra M, Mota JC, Veloso M, Gama V, Vouga L. Combined carotid stenting and urgent coronary artery surgery in unstable angina patients with severe carotid stenosis. Interactive Cardiovasc Thorac Surg 2009; 9:278-81. 15 Derdeyn CP. Carotid stenting for asymptomatic carotid stenosis. Trial it. Stroke 2007; 38[part 2]:715-20. 16 Naylor R. Interventions for carotid artery disease: time to confront some «inconvenient truths» Expert Rev Cardiovasc Ther 2007; 5:1053-64. 17 Sharony R, Bizekis CS, Kanchuger M, et al. Off-Pump coronary artery bypass grafting reduces mortality and stroke in patients with atheromatous aortas: a case control study. Circulation 2003; 108:II-15-II-20. 18 Webb WR, Harrison LH, Helmcke FR. Carbon dioxide field flooding minimizes residual intracardiac air after open heart operations. Ann Thorac Surg. 1997 Nov; 64(5):1489-91.

No XXXI Congresso Português de Cardiologia irá decorrer uma mesa-redonda subordinada ao tema «Fontes cardíacas de embolismo – novas perspectivas e técnicas de intervenção na prevenção do AVC». Neste contexto, e sob a égide da Convergência de Saberes, foram convidados moderadores e palestrantes das áreas da Cardiologia Clínica, Intervenção, Arritmologia, Cirurgia Cardíaca e Neurologia. Em Portugal, o acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte no adulto. A dimensão do problema é alarmante, com uma taxa de mortalidade de cerca de 200/100.000 habitantes (o que corresponde a morrerem em cada hora dois portugueses), sendo das mais elevadas na UE. O AVC é ainda responsável pelo internamento de mais de 25.000 doentes por ano e por elevado grau de incapaci-

dade – 50% dos doentes que sobrevivem a um AVC ficam com limitações nas actividades da vida diária. Estes números ajudam a compreender a importância e o peso individual, familiar e social desta doença e reforçam a necessidade de implementar medidas para a combater, não só em termos de prevenção, mas também na adopção de estratégias efectivas de prevenção secundária e reabilitação. O AVC cardioembólico é responsável por mais de 15% dos casos e é uma situação prevenível. Nos últimos anos têm surgido novas técnicas de cardiologia de intervenção que possibilitam, em casos estudados e seleccionados, a redução eficaz do risco de AVC. O forâmen ovale patente é uma das causas de AVC no jovem e o seu encerramento por via percutânea tem re-

velado eficácia na redução do risco de recorrência ou mesmo na prevenção. Também, o encerramento do apêndice auricular esquerdo com dispositivos tem demonstrado ser uma técnica exequível e eficaz na redução do risco de aparecimento de trombos com potencial risco embólico sistémico. Por outro lado, a fibrilhação auricular é um dos factores de risco mais prevalentes para a formação de trombos intracavitários e as técnicas de ablação percutânea e cirúrgica são eficazes. Nesta mesa-redonda, que contará com especialistas com experiência vasta no diagnóstico, tratamento médico e nas diferentes técnicas de intervenção, estes aspectos epidemiológicos e actuais serão analisados. A discussão multidisciplinar e convergente será, seguramente, muito profícua para o combate deste problema nacional de saúde pública.

VIH e Medicina Cardiovascular – convergência de saberes Dr. Carlos Aguiar Cardiologista do Hospital de Santa Cruz. Secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Cardiologia

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade no mundo. Devem-se essencialmente à aterosclerose, um fenómeno sistémico que tem início numa fase precoce da vida e progride silenciosamente durante anos e que, habitualmente, já está avançado no momento em que determina as primeiras manifestações clínicas. As suas consequências mais importantes – o enfarte agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral isquémico e a morte – são, frequentemente, súbitas e inesperadas. A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e de factores de risco modificáveis. Estima-se que até 80% das doenças cardiovasculares são evitáveis. Na infecção VIH, a morbilidade e mortalidade cardiovasculares têm aumentado, muito embora ainda não tenham atingido as proporções observadas na população geral. A infecção VIH e a terapêutica anti-retroviral também são factores de risco cardiovascular, elevando por si só o risco vascular do doente com infecção VIH. Segundo estudos da espessura íntima-média carotídea, a aterosclerose não só é mais prematura como também progride

mais rapidamente na infecção VIH que na população não infectada. Embora os benefícios da terapêutica anti-retroviral ultrapassem substancialmente o aumento do risco cardiovascular, o envelhecimento progressivo dos indivíduos com infecção VIH e a administração a longo prazo destes regimes terapêuticos contribuirão para o aumento da incidência de doença cardiovascular nesta população. Alguns fármacos anti-retrovirais causam dismetabolias e diminuem a sensibilidade à insulina, induzindo síndrome metabólica, uma forma acelerada de aterosclerose que duplica o risco cardiovascular e aumenta até cinco vezes o risco de diabetes mellitus. A doença cardiovascular associada à infecção VIH pode assumir um largo espectro de manifestações, desde a doença coronária aterosclerótica acelerada à miocardiopatia. No seguimento do indivíduo com infecção VIH, deve avaliar-se periodicamente o risco cardiovascular e intervir de modo a reduzi-lo, sem prejudicar o sucesso do controlo da infecção VIH. Esta interface entre a infecção VIH/ /SIDA e a Medicina Cardiovascular é o

propósito de uma sessão no XXXI Congresso Português de Cardiologia. Esta sessão realizar-se-á na manhã do dia 12 de Abril e é destinada a médicos das duas vertentes daquela interface. Na primeira parte da sessão, os participantes serão divididos em função da sua área de prática clínica: os médicos da área do VIH receberão formação sobre a prevenção e o tratamento da doença cardiovascular, enquanto os médicos da área cardiovascular receberão formação básica sobre a infecção VIH. A segunda parte é uma sessão interactiva com discussão de casos clínicos multidisciplinares. Na terceira parte, os Professores Giovanni Guaraldi e Esteban Martinez, infecciologistas com mérito científico internacionalmente reconhecido, abordarão a patogénese da doença cardiovascular na infecção VIH/SIDA e a avaliação do risco cardiovascular nestes doentes. Estamos certos que a sua participação contribuirá para o sucesso da sessão «VIH e Medicina Cardiovascular – convergência de saberes» e esperamos poder cumprimentá-lo em Lisboa, brevemente.


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Cardiopatias congénitas: uma patologia para todas as idades Dr.ª Fátima Pinto Membro da Comissão Organizadora

As cardiopatias congénitas são a maior causa de mortalidade no período lactente, surgem durante o desenvolvimento embrionário e a sua causa é multi-factorial. Ocorrem em cada 10 de 1000 nados vivos, sendo necessário tratamento em cerca de metade. Na grande maioria dos casos, tornam-se evidentes clinicamente durante os primeiros anos de vida, embora raramente possam passar despercebidos e ser apenas diagnosticados na vida adulta. O diagnóstico e a terapêutica das cardiopatias congénitas são orientados por uma especialidade cardiovascular relativamente recente: a Cardiologia Pediátrica. A evolução e o prognóstico destas doenças modificaram-se significativamente nas duas últimas décadas em virtude da melhoria das capacidades diagnósticas e terapêuticas, podendo actualmente tratar-se mais de 95% das patologias com uma taxa de sobrevida na idade pediátrica superior a 90%. A este fenómeno corresponde um incremento anual muito significativo de doentes, que atingem a vida adulta com defeitos cardíacos congénitos tratados por cateterismo de intervenção ou cirurgia cardíaca. Estes doentes apresentam problemas muito específicos e requerem uma abordagem multidisciplinar, entre a cardiologia, a cardiologia pediátrica e a cirurgia cardiotorácica.

As cardiopatias congénitas são, por isso, uma patologia de todas as idades, desde a vida fetal até à adulta, e assim serão abordadas no XXXI Congresso Português de Cardiologia. A abordagem será dispersa por todos os dias do congresso e abrangerá vários temas, desde o diagnóstico pré-natal às terapêuticas de intervenção mais actuais,

Tentamos aproveitar todo o tempo do congresso e as diversas temáticas para envolver os especialistas de cardiologia pediátrica e os cardiologistas que tratam doentes adultos com esta patologia, numa perspectiva convergente de tratamentos e de saberes.

transplantação cardíaca e perspectivas futuras desta especialidade. O principal mote será a divulgação de novas técnicas terapêuticas implementadas no País e do estado da arte na prevenção, diagnóstico e perspectivas futuras das cardiopatias congénitas. Ao longo dos 4 dias de congresso e das diversas sessões, teremos oportunidade de discutir aspectos particulares da prevenção cardiovascular em pediatria, numa sessão sobre a importância da mudança de comportamentos na prevenção do risco cardiovascular. Durante o simpósio luso-espanhol serão abordados vários aspectos da transplantação cardíaca, incluindo os específicos das idades pediátricas. Serão organizadas duas sessões temáticas de cardiopatias congénitas, uma que abordará aspectos práticos e actuais, quer na idade pediátrica, quer na adulta, nomeadamente desporto e cardiopatia congénita, intervenção percutânea na disfunção da câmara de saída do ventrículo direito e da cardiomiopatia hipertrófica e aspectos globais do quadro de insuficiência cardíaca neste contexto fitopatológico. A segunda incluirá uma conferência integrada que abordará o presente e as perspectivas futuras desta patologia, bem como aspectos mais específicos como o planeamento familiar e a gravidez na mulher com cardiopatia congénita e as implicações que a ecocardiografia fetal como

diagnóstico pré-natal provocou na epidemiologia das cardiopatias congénitas. Adicionalmente, terão lugar sessões de comunicações orais e de cartazes seleccionados para serem apresentados, subordinadas aos mesmos temas. Por último, e não menos importante, seleccionamos uma controvérsia relativa ao tipo de tratamento da síndroma do coração esquerdo hipoplásico, em que serão debatidos algumas das perspectivas terapêuticas mais actuais, com dois dos cirurgiões cardíacos pediátricos mais representativos a nível nacional: Prof. Doutor José Fragata e Dr. Manuel Pedro de Magalhães. Gostaríamos ainda de referir a abordagem em mesa-redonda da problemática do diagnóstico e tratamento da hipertensão pulmonar, em analogia com as recentes guidelines europeias publicadas sobre esta situação, bem como uma conferência sobre esta entidade e o seu tratamento específico em contexto de cuidados intensivos, que será proferida pelo Prof. Nazareno Gallié. Certamente não seremos exaustivos, no entanto, tentamos aproveitar todo o tempo do congresso e as diversas temáticas para envolver os especialistas de cardiologia pediátrica e os cardiologistas que tratam doentes adultos com esta patologia, numa perspectiva convergente de tratamentos e de saberes.

Ecocardiografia tridimensional – um passo em frente, finalmente? Prof. Doutor Nuno Cardim Membro da Comissão Organizadora. Cardiologista do Hospital da Luz

Espero sinceramente que esta conferência sobre ecocardiografia tridimensional, proferida pelo meu amigo e amigo de Portugal Prof. Doutor José Zamorano, presidente da Associação Europeia de Ecocardiografia, e moderada pelo Prof. Doutor Mário Lopes, um nome com grandes tradições na ecocardiografia nacional, seja um dos highlights do nosso congresso. A vida é tridimensional («life is 3D!»), pelo que, do ponto de vista conceptual, a aplicação de imagem tridimensional à ecocardiografia faz todo o sentido. No entanto, a implementação desta técnica na

prática clínica diária tem sido extremamente morosa, muito em parte devido a problemas técnicos relacionados com a aquisição e reconstrução, que tornavam o processo demasiado lento. Hoje em dia, este importante problema está ultrapassado, sendo agora possível a aquisição de imagens 3D de alta qualidade em tempo real.

Sabe-se hoje que, para lá do realismo das imagens que esta técnica confere (o que tem, certamente, utilidade no ensino da Cardiologia), ao fornecer, em tempo real, informação detalhada e precisa sobre a morfologia e função cardíaca, tem indicações claras e bem-definidas (com relação custo-benefício bem-comprovada) em múltiplas doenças cardíacas.

massa, volumes e função cardíaca e ainda em muitas outras situações clínicas.

Por outro lado, uma outra crítica durante algum tempo feita em relação à técnica – o facto de poder apenas fornecer imagens mais detalhadas da anatomia cardíaca, mas sem impacto na clínica – está completamente ultrapassada.

Assim, esta técnica tem aplicações claras no estudo pré, intra e pós-operatório de doenças valvulares, doenças do miocárdio e pericárdio, na caracterização correcta de cardiopatias congénitas, na avaliação correcta e exacta da morfologia,

Venha ouvir o Prof. Zamorano, ao vivo, em 3D e a cores, estou certo que não vai arrepender -se!

Em resumo, a ecocardiografia tridimensional veio para ficar, sendo muito importante para o cardiologista clínico saber as suas potencialidades, grandes indicações e limitações, para saber quando solicitar a realização deste exame.

Ecocardiografia tridimensional, um passo em frente, finalmente!


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Março 2010

Programa em destaque nesta edição: Sábado, 10 de Abril Simpósio Luso-Espanhol / PortugueseSpanish Symposium 09:00/10:30 - Anfiteatro Jaime Celestino da Costa Transplantação cardíaca - Uma nova subespecialidade Heart transplantation - A new subspecialty Gestão de dadores no espaço ibérico Management of donors in iberian countries Quais os limites na selecção de doentes? Patient’s selection: what are the limits? Imunossupressão e complicações após transplantação Imunosuppression and complications after transplantation Particularidades da transplantação em idade pediátrica Heart transplantation in children: special features

Mesa-redonda / Symposium 09:00/10:30 - Anfiteatro Alfredo Franco Cardiopatias congénitas - Uma patologia para todas as idades Congenital heart defects - A disease for all ages A prática desportiva e o exercício físico no doente com cardiopatia congénita Sports and physical exercise for the patient with congenital heart defect Intervenção percutânea na cardiomiopatia hipertrófica Percutaneous intervention in hypertrophic cardiomyopathy Terapêutica percutânea da disfunção do tracto de saída do ventrículo direito Percutaneous treatment of right outflow tract dysfunction Insuficiência cardíaca: uma ameaça inevitável a longo prazo nas cardiopatias congénitas corrigidas? Heart failure: still a long-term unavoidable threat in corrected heart defects?

Mesa-redonda / Symposium 11:30/13:00 - Anfiteatro Mário Moreira Fontes cardíacas de embolismo - Perspectivas actuais e técnicas de intervenção na prevenção do acidente vascular cerebral Cardiac sources of embolism - New perspectives and percutaneous intervention techniques in stroke prevention

PRODUÇÃO

Acidente vascular cerebral: o problema nacional!? Stroke: the major portuguese problem!? Oclusão do apêndice auricular esquerdo na prevenção de embolismo - Novos conceitos Left atrial appendage occlusion for the prevention of embolism - New concepts

Foramen oval patente: do diagnóstico à terapêutica Patent foramen ovale: from diagnosis to therapy Impacto da ablação por cateter da fibrilhação auricular Role of catheter ablation on atrial fibrillation

Domingo, 11 de Abril Mesa-redonda / Symposium 09:00/10:30 - Anfiteatro Alfredo Franco Simposium conjunto das Sociedades Portuguesa de Cardiologia e Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular Joint symposium of Portuguese Society of Cardiology and Portuguese Society of Cardiothoracic and Vascular Surgery A doença carotídea: estratégias de diagnóstico e tratamento Carotid artery disease: diagnostic and treatment strategies Quem deve ser estudado e como? Pré-operative screening Doença carotídea no doente cardíaco com e sem sintomas neurológicos: quem beneficia com a revascularização? Carotid artery disease in cardiac patient with and without neurological symptoms: Who benefits with revascularization? Endarterectomia carotídea versus angioplastia: revisão da evidência Endarterectomy versus angioplasty: evidence revue Como diminuir a incidência de AVC em cirurgia cardíaca? How to reduce stroke in cardiac surgery?

Conferência / Conference 10:00/10:30 - Anfiteatro J. Moniz De Bettencourt A ecocardiografia tridimensional: um passo em frente 3-D echocardiography: a step beyond

Edifício Lisboa Oriente Office Av. Infante D. Henrique n.º 333 H - 5.º 1800-282 LISBOA Tel.: 218 504 000 - Fax: 218 504 009 geral@jasfarma.com

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Simpósio Luso-Francês / Portuguese-French Symposium 11:30/13:00 - Anfiteatro Jaime Celestino da Costa Tratamento da doença valvular através de catéter: um rumo a definir? Transcatheter treatment of valvular heart disease: where is it going? Implantação através de catéter da válvula aórtica (ICVA) Transcatheter aortic valve implantation: for whom and how Registo francês: a experiência francesa em TAVI French registry: the french experience in TAVI Tratamento percutâneo da insuficiência mitral Percutaneous treatment of mitral regurgitation Intervenção valvular através de catéter: o que nos reserva o futuro? Transcatheter valve intervention: what the future holds?

Mesa-redonda / Symposium 11:30/13:00 - Anfiteatro J. Moniz De Bettencourt Abordagem estruturada da insuficiência cardíaca Health policy in heart failure Rastreio da insuficiência cardíaca na comunidade: metodologia e custoeficácia Screening of heart failure in the community: strategy and costeffectivness Programas de tratamento da insuficiência cardíaca: unidade, hospital de dia, consulta e apoio domiciliário Heart failure management: dedicated units, day care hospital, outpatients clinic Os novos biomarcadores na insuficiência cardíaca New biomarkers in heart failure Perspectivas na insuficiência cardíaca Future perspectives in heart failure

08:35 - Sessão paralela (30 min + 10 min discussão) (Divisão dos participantes de acordo com a sua área de prática clínica) Parallel session (30 min + 10 min discussion) (Separate sessions for HIV and cardiovascular physicians) Novos conceitos na prevenção e tratamento da doença cardiovascular Evolving concepts in the prevention and management of cardiovascular disease O que o cardiologista deve saber sobre infecção VIH What a cardiovascular physician needs to know about HIV disease 09:15 Casos clínicos Case presentations 10:30 Intervalo para café Coffee-break 11:00 Sessão plenária (30 min + 10 min discussão) Plenary session (30 min + 10 min discussion) Avaliação do risco cardiovascular nos doentes VIH Cardiovascular risk assessment in HIV patients 11:40 Sessão plenária (30 min + 10 min discussão) Plenary session (30 min + 10 min discussion) Novos conceitos sobre o papel da terapêutica anti-retroviral na doença cardiovascular Evolving understanding of the contribution of antiretroviral therapies to cardiovascular disease 12:20 Encerramento Closing

Pode consultar o programa completo do XXXI Congresso Português de Cardiologia em http://www.spc.pt/SPC/CongressoXXXI/

Segunda, 12 de Abril Workshop / Workshop 08:30/12:30 - Anfiteatro Alfredo Franco VIH e doença cardiovascular: convergência de saberes HIV and cardiovascular disease: merging knowledge, sharing decisions

Campo Grande, n.28, 13.º 1700-093 LISBOA

EDIÇÃO

08:30 - Abertura Introduction

Tel.: 217 970 685 secretariado@mail.spc.pt www.spc.pt

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Notícias (Março) do XXXI Congresso Português de Cardiologia  

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