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Conceito RE-VEJA propõe com esse trabalho fazer uma mistura de temas atuais em conjunto com ilustrações que remetem a tendências gráficas retrô comuns na década de 60, década essa onde o mundo estava vivendo uma mudança em seus paradigmas, o olhar estava mudando. Nesse período as pessoas passam a rejeitar o otimismo americano, pois não se via mais com bons olhos o período após a segunda guerra mundial onde os Estados Unidos estavam em seu momento de gloria, um dos movimentos contrários a esse modelo americano mais conhecido foi a contracultura que eram jovens que ficaram conhecidos como geração anti-conformistas, onde eles passam a questionar o moralismo da época. Nas artes, surge o movimento conhecido como Pop art com diversos artistas sintonizados a esses movimentos, fazendo assim suas criticas de forma a levar às artes as massas populares, e para isso abordava o mundo com atitudes e representações mais positivas, utilizando nomes famosos como Marilyn Monroe e outros para demonstrar a banalização das artes e também fazendo uma critica ao consumo exagerado da época. O pop art queria que se admitisse a crise das artes no século XX, ele tentava achar a definição do que seria uma cultura pop, pode-se considerar que o Pop art é o marco de passagem da modernidade para a pós- modernidade na cultura ocidental, o Pop art veio para ser espontâneo, colorido, claro e extrovertido.


Editorial

Bibliografia AMARAL, Suely. História da Escrita: Surgimento e importância dessa linguagem. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/portugues/historia-da-escrita-surgimento-eimportancia-dessa-linguagem.jhtm CLOUTIER, Jean. A era de EMEREC. Disponível em: http//www.univ-ab.pt/~bidarra/ hyperscapes/video-grafias-257.htm

TIBERIO, Sofia. Estudo do Fenômeno da Comunicação. Disponível em: http://comunicareconhecer.blogspot.com.br/2009/12/estudo-do-fenomeno-da-comunicacao.html AFFINI, Letícia. Novos paradigmas da comunicação no contexto das tecnologias digitais: a produção audiovisual -http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0654-1.pdf SANTAELLA, Lucia. Linguagens Líquidas na era da Mobilidade. O texto em ambientes hipermídia.

CHEVITARESE, Leandro. As razões da Pós Modernidade. Disponível em: http://www. saude.inf.br/artigos/posmodernidade.pdf. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

KOOP,Rudinei. Design gráfico cambiante: A Instabilidade com regra. Disponivel em: http:// www.revistas.univerciencia.org/index.php/ famecos/article/viewFile/319/250.

STOCKINGER, Gottfried. Caminhos da Comunicação contemporânea. Disponivel em: http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/article/viewFile/4/5. Inhotim – Obra De Lama Lâmina Disponível em: http://www.inhotim.org.br/index. php/arte/obra/view/360

Inhotim – Obra The Mahogany Pavillion (Mobile Architecture No.1) Disponível em: http://www.inhotim.org.br/index.php/arte/obra/view/307 SOUZA, Rainer. Pop Art. Disponível em: http://www.brasilescola.com/artes/pop-art. htm. Pop Art Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pop_art.

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´ Sumario 6 - História da Comunicação | EPÍSODIO 1

Exteriorização/ Comunicação Interpessoal / Sociedades Acústicas

8 - História da Comunicação | EPÍSODIO 2

Transposição/ Comunicação de Elite/ Sociedade da Escrita

10 -

História da Comunicação | EPÍSODIO 3

Amplificação/ Comunicação de Massa/ Sociedade de Massa

12 - História da Comunicação | EPÍSODIO 4

Individualização/ Comunicação Customizada (self media)/ Sociedade Pós-industrial

14 - História da Comunicação | EPÍSODIO 5 Pós-orgânico/ Pós-humano/ Pós-biológico

16 - Visita a Inhotim | Duas obras e uma ligação 18 -

O NOVO PARADIGMA DA COMUNICAÇÃO

21 -

O NOVO PARADIGMA DA COMUNICAÇÃO

APLICADO AO DESIGN GRÁFICO

24 - Você Sabia?


Expediente

Grupo RE-VEJA

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´ Episodio 1

História da Comunicação

Exteriorização / Comunicação Interpessoal / Sociedades Acústicas

A

comunicação interpessoal também pode ser denominada de exteriorização, modalidade típica das sociedades acústicas e de oralidade primaria. A sociedade acústica não possuía sistema de escrita, só de fala, e a modalidade comunicacional implementada de maneira interpessoal era facea-face. Segundo Jean Cloutier, no livro “a era de EMEREC “,a comunicação interpessoal continua sendo a base das relações humanas”, ela não se perdeu e não vai se perder, com ela o homem evolui cria laços, agrega experiências e descobre outras formas de pensar e com isso cria seu entorno sempre em constante movimento também se observa a não linearidade, e ao mesmo tempo que informa ao se comunicar também enforma ou modifica o meio em que vive. Nessa modalidade comunicacional, a linguagem entabulada é a audiovisual. A linguagem audiovisual significa ver e ouvir com todas as riquezas que ela pode transmitir, diferente de um audiovisual que se pode ver e ouvir pela televisão porque não permite a troca de informação. Num contexto presencial, o ambiente físico é partilhado, contexto físico, no mesmo ambiente, e se há presença física podemos resolver nosso problema de maneira mais tranquila, pressupõe-se que haverá menos ruído, e haverá menos ruído não apenas pelo contexto partilhado e sim pela possibilidade do diálogo, a possibilidade da troca.

O diálogo é que vai diferir o audiovisual interpessoal de um audiovisual das mídias analógicas, por meio das quais não há presencialidade. O audiovisual da televisão e cinema tem déficit de tempo e espaço. O expectador sempre vai receber a informação em um tempo e espaço diferentes do comunicador. Quem é a mídia, no interpessoal? Na modalidade interpessoal, o homem é a mídia e disponibiliza dados brutos para jogar o jogo da comunicação. E é pelo fato que o homem ter sido a primeira “mídia”, todas as mídias e tecnologias são metáforas do corpo humano, por exemplo o HD do computador, é uma metáfora do cérebro, o hiperlink é uma metáfora da forma que você pensa. O computador operacionaliza desta forma, porque ele tem de se adaptar a forma como o cérebro funciona, pois se não você não consegue operá-lo. O homem-mídia representa o computador de hoje. São varias mídias em uma só, e o homem representa a convergência de mídias que temos hoje, só que uma mídia orgânica. Antigamente as pessoas memorizavam absolutamente tudo e passavam de geração à geração, era a memória viva, mas hoje temos a memória externa, nos fomos inventando memórias artificiais, como tudo é efêmero, tudo passa, e o homem inventou uma maneira de arquivar tudo. Natacha Gonçalves

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´

´ Episodio 2

História da Comunicação

Transposição / Comunicação de Elite / Sociedade da Escrita

Hoje a escrita é natural. Quando criança, a primeira etapa na escola é aprendê-la para que posteriormente o homem possa seguir adiante com seus estudos, até chegar ao ponto de sua reflexão, e entender sobre seu inicio, qual a necessidade da época e sua importância hoje.Percebemos que a transposição ocorre no período que o homem começa a se expressar simbolicamente e quando ele começa a libertar seus pensamentos e também os objetos que o cercam de alguma forma. Temos registros dos primeiros símbolos na pré-história. Eles surgiram da vontade do homem de se manifestar em relação a suas crenças e religiões e posteriormente a escrita com a necessidade principal da comunicação de diversas mensagens através do espaço e do tempo, sendo passada de pai para filho. A principio, foram utilizados materiais existentes na natureza para a transposição da escrita, como exemplo mais comum na Mesopotâmia o barro na confecção de tabletes com a escrita da época gravada, e algum tempo depois a invenção do papiro pelos Egípcios que deu origem ao papel que conhecemos hoje. Tanto na Mesopotâmia, onde surgiu a escrita cuneiforme, quanto no Egito, temos uma população considerada sedentária, que é onde já deixaram suas vidas nômades para trás e já vivem em comunidades. Temos consciência da importância do inicio da escrita e sua evolução. Os historiadores consideram que, com o surgimento da escrita, houve a transição da pré-história e o surgimento da história e, consequentemente, observa-se uma mudança de hábitos quanto à convivência em grupos também.

Ainda na era primitiva, percebe-se que as pinturas rupestres já são formas deixadas pelos homens para expressar suas memórias externas que são suas ideias pensamentos e desejos o que ajudam a entender um pouco sobre a condição da época. Com o passar dos séculos, o homem, tendo uma necessidade maior e inspirada nos símbolos existentes, começa a criar os números e o alfabeto e percebe o quanto a escrita pode facilitar sua vida de homem do campo. Esses registros, a princípio, o ajudam com suas ideias, e posteriormente foram evoluindo até nosso tempo onde existem diversas formas de armazenamento de dados e diversos aparelhos eletrônicos cada vez mais modernos e mais interativos. O homem deixa de ser a mídia, agora ele recorre a diversos recursos. Na convenção simbólica representada pela escrita, ocorre a segregação, para a comunicação acontecer deve haver uma troca comum, os falantes devem falar a mesma língua e a comunicação e interpretação devem ser feitas de maneira sensata para que não haja o ruído. Com a invenção da escrita, as pessoas não precisam estar próximas e nesse caso a escrita deve estar de acordo com as normas propostas para que não tenha o risco de ocorrer o ruído. Com a invenção da escrita e tantos meios de transmiti-la, hoje temos acesso a várias informações, tanto em tempo real quanto as memórias antigas. O que antes ficava somente entre a elite hoje já se tornou popular e vivemos em uma época que temos a chance de presenciar essa evolução. Jaqueline Batista

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´ Episodio 3

História da Comunicação

Amplificação / Comunicação de Massa / Sociedade de Massa A nossa capacidade de enviar mensagens instantâneas a distâncias imensas para um grande grupo de pessoas ao mesmo tempo é tão normal que hoje é fácil tratar isso com indiferença,porém isso representa uma grande mudança no comportamento da comunicação humana. Com a mídia de amplificação, surgiu uma nova forma de comunicação, a comunicação de massa. Se anteriormente a comunicação estava restrita a um reduzido grupo,agora passa para um grande e elevado numero de receptores. Nesse momento, a humanidade dá um grande passo, podendo levar a mensagem para qualquer lugar em pouco tempo. A comunicação de massa se caracteriza por dois momentos chave: o aparecimento da tipografia mais ou menos no século XV, com Gutenberg, desde a primeira impressão do primeiro livro europeu, a bíblia, pode perceber um extraordinário crescimento da impressão. Mais tarde, no século XIX, começa a produção industrial e a comercialização em massa de jornais com preços reduzidos, de modo a atingirem um público muito diversificado pois as mensagem eram passadas de forma simples para

maior compreensão de todos, e o segundo momento se desenvolve no mesmo século, com um conjunto de invenções no âmbito da telecomunicações como telégrafos, telefones etc. Contudo, a evolução tecnológica não terminaria, graças ao seu desenvolvimentos foi possível o surgimento de novas tecnologias, que mudaram e mudam o estilo de vidas dos homens pré-históricos ate hoje. A escola deixa de ser a única fonte do saber, como também a família, com esses novos meios livros, jornais,radio, cinema e televisão,faz com que as pessoas tenham acesso a vários tipos de informação, criando novo estilo de aprendizado a “ escola paralela” nela o homem pode aprender de acordo com suas vivências. Agora todos tinham acesso a vários tipos de informações. O que caracteriza essa fase e o fato dessa massa ser considerada apenas receptor. Ela tem acesso à informação, porém é apenas informado, não pode participar. Monica Santos

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História da Comunicação

´ Episodio 4 Individualização / Comunicação Customizada (self media) / Sociedade Pós-industrial Com o advento do PC ligado em rede, a comunicação começa a ser mais direcionada a cada pessoa e integrada por diferentes meios de linguagens. Passase a utilizar todos os meios possíveis de comunicação integrados no computador (convergência de mídias) , desde os mais simples impressos aos mais modernos digitais. A informação passa a ser direta e adaptada para pessoas diferentes, tentando assim atingir de todos os modos possíveis ao publico de forma personalizada. Com a tecnologia existente, é possível ter a opção de escolher o modo de informação que cada pessoa deseja ter acesso. É nessa parte que entra a customização da informação, com ela podese ter uma seleção feita para cada usuário individualmente, e assim, atender às necessidade de cada um. A internet disponibiliza vários tipos de informações, e fica a opção de cada navegador escolher a melhor maneira de obter o acesso. Mesmo sem o usuário saber, a

customização já ocorre antes mesmo de ter acesso a ela. E com a maior dependência do usuário ao computador, cada dia que passa esse tipo de informação se torna mais eficaz e fazendo assim possível que aquela pessoa receba a informação desejada. O usuário começa a fazer parte do procedimento com a troca de informações, fazendo com que ele deixe de ser só receptor e se tornando também um emissor. Essas informações são trocadas e produzidas em grande velocidade e coletivamente, uma vez que o computador passa a usar as ferramentas em rede. Esse tipo de mídia é chamada de multiconversacional, que nada mais é que um espaço aberto para que várias opiniões de diferentes pessoas possam ser feitas. Elas ocorrem de forma a acrescentar ou mudar as informações, gerando assim uma interatividade entre os usuários. Felipe de Carvalho

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´ Episodio 5

História da Comunicação

Pós-orgânico / Pós-humano /Pós-biológico O avanço das tecnologias,celulares, e cada vez mais as pessoas tendo acesso a elas a internet se torna produto principal e pode ser utilizada cada vez mais em diferentes mídias, cresce também o número de informações que são transmitidas por esses equipamentos, transformando consideravelmente a vida das pessoas. Essas tecnologias, estão tão próximas de nós, que qualquer um pode enviar ou receber informações na rede, dividindo culturas, acrescentando idéias, aumentando o número de conceitos sobre determinados assuntos, uma verdadeira revolução homem-máquina, e cada vez mais transformando átomo em bit. Talvez em um futuro próximo, esses equipamentos façam parte de nossos próprios corpos, que multiplicará os nossos cinco sentidos. Nossos corpos são agora feitos de “máquinas”, imagens e informações. Os corpos dos seres humanos estão cada vez mais ligados as transformações da tecnologia. Acredita-se que o pós-humano é a construção do corpo como um circuito que inclui componentes humanos e não humanos, como chips de silício e tecidos orgânicos, bits e carne e osso, criando verdadeiros “andróides”. A cada dia que se passa, o corpo humano se torna mais obsoleto e ultrapassado em termos de desempenho, e com isso é procurado um novo “hardware” para que possamos habitar, com melhor desempenho, melhor durabilidade, acredita-se que com tecnologias o homem poderá viver mais e melhor, criando “super-homens”. Esses super-homens também possuirão super-inteligências. Inteligência é

a capacidade mental do ser humano de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair idéias, compreender ideias, linguagens e aprender. A Inteligência artificial vai aumentar essa capacidade do ser humano, por exemplo isso é o que faz um processador de computador, que a cada vez estão melhores, superando e muito a capacidade humana. Acredita-se que internalização midiática, é a percepção do ser humano cada vez mais, pelas notícias e acontecimentos do cotidiano do mundo, dimensionada pela rede, tornando-nos dependentes desses meios. Já se reproduzem robôs capazes de cuidar de idosos, resgatar pessoas, abrir geladeiras etc, que são muito mais resistentes do que homens, aumentando as funções vitais dos seres vivos existentes e talvez criando certa raça de “coisas” que irão nos superar mais e mais. A cada dia aumentam em escala global as novas formas de comunicação em nosso espaço urbano, em especial a comunicação sem fio, os celulares estão por toda parte e suas funções estão cada vez mais avançadas e com isso as pessoas podem acessar de qualquer lugar usando esses dispositivos ampliando consideravelmente a comunicação interpessoal. Grandes distâncias, tornamse em nada,. Diante dessa vida moderna as pessoas estão se tornando cada vez mais fragmentadas, a introdução de tecnologias móveis está nos levando a um reexame do que significa proximidade, distância e mobilidade. Glaysson Sousa

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Visita a Inhotim

Inhotim Duas obras e uma ligação Em visita a Inhotim – Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico que se localiza em brumadinho na data de 05 de maio de 2012, podemos conhecer várias obras de artistas mais variados, dentre essas obras destacaremos duas para nossa analise. A primeira nomeada de “DE LAMA LÂMINA” de MATTHEW BARNEY artista plástico americano, obra essa criada em 2009 como instalação permanente para Inhotim. Para o visitante ver essa obra ele deve andar em uma pequena trilha cercada por eucaliptos onde se depara com dois enormes domos geodésicos de aço e vidro, acoplados um ao outro destoando assim do ambiente que o envolve, em seguida o visitante entra nesses domos

e se depara com um enorme trator que ergue uma árvore toda de resina. Mattew Barney toma como base de referência o candomblé baiano para esse projeto, e se inspira na narrativa sobre o conflito entre Ogum, orixá do ferro da guerra e da tecnologia e Ossanha, orixá das florestas das plantas e das forças da natureza. Na segunda obra “THE MAHOGANY PAVILLION” de SIMON STARLING artista Inglês, obra essa também permanente em Inhotim. Trata-se de um veleiro invertido de mogno sul-americano, construído em 1963 na Escócia, a madeira desse veleiro sai do Brasil para se tornar um barco e retorna para habitar sua terra natal se integrando novamente de uma maneira

“DE LAMA LÂMINA” de MATTHEW BARNEY

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Foto: Jaqueline Batista


Visita a Inhotim Foto: Monica Santos

“DE LAMA LÂMINA” de MATTHEW BARNEY

totalmente inesperada ao seu ambiente. Nessas duas obras observamos a natureza como tema principal para suas representações, tanto na primeira DE LAMA LÂMINA que coloca o trator segurando a árvore de resina que fora “arrancada” brutalmente e na THE MAHOGANY PAVILLION se inverte e a árvore original se torna o objeto fazendo assim com que as pessoas reflitam sobre a degradação que o meio ambiente sofre. Também observamos as datas que essas duas obras foram criadas, no caso da “DE LAMA LÂMINA” criada em 2009 e

“THE MAHOGANY PAVILLION” criada na década de 60, mesmo com essa diferença de tempo em suas criações se observa na década de 60 uma preocupação com a valorização da natureza que se inicia com a contracultura que era um movimento de contestação onde as pessoas buscavam a luta pelos ideais de vida e hoje que falamos mais de sustentabilidade e já sentimos os efeitos negativos que a não preservação pode nos causar. Redação Re-Veja

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O novo paradigma da comunicação

da

novo paradigma

~ comunicacao

Vivemos um momento em que surgem constantemente novos paradigmas ao passo em que outros mais antigos se quebram, e um bom exemplo disso esta na área comunicacional, e isso se dá pelo fato de que a comunicação nos dias de hoje está intimamente relacionada com a tecnologia, que por sua vez avança em ritmo acelerado. Presenciamos de perto a revolução de tais tecnologias, em pleno século XXI, consumindo cada vez mais produtos, informações costumes diferentes dos nossos, tudo isso em um clique, através das mídias digitais que vem tomando espaço, alguns estudiosos consideram que o inicio dessas mudanças ocorrem com a pós-modernidade que surge a partir da década de 60 e que esse pensamento fora impulsionado pela crise deixada pela segunda guerra mundial onde as pessoas se vêem em crise cultural, social e econômica. A pós-modernidade apresentou a possibilidade da flexibilidade e da fragmentação nas formas de comunicação, ai ocorre a quebra de um paradigma, um pré-construído, um conjunto de crenças, e são levadas a uma mudança em suas vidas e seus hábitos e com isso surgem novos movimentos e pensamentos diferenciados que é onde as pessoas abandonam um determinado modo pelo outro, sua visão, percepção e comunicação são modificadas para uma nova realidade. Rick Poynor afirma “o pós-modernismo […] parece aceitar o mundo tal como ele é” … “Tal processo de aceitação favoreceu o diálogo entre as diversas culturas, tornando-as cada vez mais próximas e equivalentes. As antigas fronteiras foram superadas, o que proporciona o sur-

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gimento de formas híbridas em que as trocas culturais são cada vez mais experimentadas” (POYNOR, 2002, p. 11). Os objetos comunicacionais que fazem parte do processo de passagem de informações adquiriram características de comportamento, tornando-se elementos líquidos. Considerando o novo paradigma da comunicação, temos como principais características o hipertexto, que consiste em uma forma multilinear e interativa de informar, que pode ser caracterizado com uma rede, uma vez que sua estrutura não tem início, meio ou fim e cabe ao leitor escolher o caminho a ser seguido. Devemos considerar também a hipermídia, que se tornou possível dentro de um ambiente digital, onde o leitor acessa informações de maneira não sequencial, baseadas em palavras-chave semi-aleatórias. A internet favoreceu o sistema hipermídia, fazendo com que o público tivesse acesso a todo conteúdo, independente de lugar e tempo. Dentro desse novo paradigma, o leitor se tornou um agente ativo que além de escolher os caminhos da informação, se tornou capaz de transmiti-la do mesmo modo, levando outros agentes comunicadores por novos rumos, apresentando novos entendimentos de uma mesma mensagem. Para Lucia Leão, o novo comunicador se transformou em co-autor, que não entrega uma peça pronta, ele torna possível a participação, apenas direcionando e estimulando o percurso, mas quem escolhe o caminho é o consumidor que adapta, e participa ativamente. Os principais elementos comunicacionais: mídia, mensagem e linguagem,

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O novo paradigma da comunicação foram associados ao sentido de hibridismo, o objetivo de cada um foi incorporado a característica fluida, assim responsável por apresentar a capacidade de se adaptar e de deformar para uma melhora na adaptação as diferentes situações.A linguagem atual não é tal solida quanto a antiga, mas está inclusa em um espaço virtual e digital, o que torna facilmente acessível, editável e manipulável. Passou a ser hipertextual e intersemiótica, sendo assim podemos buscar e editar as informações que queremos. A comunicação se tornou customizada, participativa e, por consequência mais interessante. Com isso, novos participantes encontraram nas tecnologias uma maneira de dar a sua opinião.Com isso ele também passa por instabilidades, de flutuações constantes às quais ela tem de resistir, se quiser manter a estabilidade. Atualmente o avanço da comunicação e a transformação cultural é constantemente ligado às novas mídias e como a mensagem pode ser transmitida por elas, o que para a teórica Lúcia Santaella é um equívoco. Não devemos julgar que essas transformações são devidas apenas às novas tecnologias, afinal, mídias são apenas meios por onde as mensagens são transmitidas, sendo assim, os verdadeiros responsáveis pela transformação cultural são os tipos de mensagem e os processos de comunicação. A mensagem como a mídia é interativa, tendo um ciclo de ida e volta, mas a principal diferença desse elemento no novo paradigma é a sua característica multimidiática. Takahashi (2000), diz que a sociedade da informação é uma tendência atual, ela representa uma grande mudança da sociedade e do mundo, levando em consideração que é um fenômeno global. Então com o novo paradigma certamente nossas vidas estão sendo modificadas ou para melhor, ou para pior, e com isso novas possibilidades se abrem, abrindo novas carreiras relacionadas com a in-

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formação. Ele se baseia em três pontos fundamentais, relacionamento, interatividade e não-linearidade,hoje o emissor não eite mais a informação no sentido clássico da comunicação, emissor mídia receptor, o que chamaríamos de receptor na comunicação clássica e hoje um mediador que não propõem uma informação fechada, e sim uma informação aberta com uma gama de possibilidades que só terá sentido se houver uma intervenção do público, fazendo com que o “receptor” torne também de certa maneira criador da mensagem. Nasceu da necessidade que o receptor tinha de acha algo legal naquilo que esta sendo informado ao invés de obrigar o público a ter contato com o que não queria para depois atingir o conteúdo desejado,segundo Pierry Lévy e interessante se pensar que nesse contexto de constante evolução o conteúdo não é eliminado mais pensado de forma que possa envolver o publico, por isso percebemos hoje vários meios de comunicação evoluindo, repensando sua função, algo loco de se pensar é fato de ir ao um cinema publico e poder escolher a sequência das cenas ou situações, algo que a algum tempos atrás era totalmente inviável. Tudo isso é possível graças a linguagem utilizada no novo paradigma a hipermídia que permite que o usuário tenha acesso simultâneo a textos, imagem e sons de modo interativo e não mais linear, possibilitando a ele fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e ate, extrair textos, imagens e sons,cuja sequência constituirá uma versão pessoal desenvolvida por ele,sendo de criação própria, e o que e próprio personalizado envolve muito mais o usuário, ele agora faz parte do processo, estando bem no meio dele se tornando elemento principal do contexto. Redação Re-veja


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´ Design Grafico

A cada dia que se passa, as teorias e os estudos da comunicação sofrem mudanças, pelo aparecimento de novas mídias que viabilizam essas transformações. Com o grande avanço tecnológico nos últimos tempos de mídias que se tornaram mais comuns na sociedade, como o computador, o celular, os smarthphones, tablets, notebooks etc, principalmente pelo advento da internet, foram criadas mudanças significativas nas formas de comunicação, mudanças essas que transformaram as formas que o produto era mostrado para o público, influenciando diretamente no design gráfico. Daí, surge o novo paradigma da comunicação, que possui como características comunicacionais, a lógica hipertextual (não linear), que é a associação de referencias ao texto que esta sendo visto, o qual terá palavras destacadas que o levam a novas janelas aumentando a visão do conhecimento, nesse contexto Gregory Bateson (1972) constata que a comunicação se compara a uma orquestra, e não a uma linha telegráfica. A Multilinguagem (hipermídia), que é a lógica hipertextual, só que com a possibilidade de mais recursos, como acesso a elementos de mídia, imagens, sons, que constituirá uma versão desenvolvida pelo usuário. A multimodal (multissensorial), que é a percepção de algo através dos cinco sentidos, e a interatividade (participação), que é como o nome já diz, a característica de o usuário poder participar do produto, que o usuário possa também manusear ferramentas, fornecendo uma liberdade maior do que antes. Com esse novo paradigma, há uma mudança significativa no design, em es-

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pecial o design gráfico, que sofre interferência da indústria e da evolução da tecnologia, com isso, o design gráfico vem apresentando importantes mudanças estéticas e de estilo na nova era. O design gráfico atual, é eclético, redescobre elementos do passado, inclui ruído, privilegia a atitude em detrimento da informação, é mais caótico e menos ordenado. O design gráfico cambiante é uma arma na atualidade, para aqueles que querem tornar seus produtos visíveis, produtos que utilizam esse meio, se destacam nas prateleiras, pelo fato de não seguirem ordens lineares de produção, transmitindo jovialidade e liberdade criativa, até pelo fato de não seguir uma forma de expressão específica, podendo aparentar várias formas. Temos exemplos desse novo design conhecido como cambiante em várias marcas conhecidas como a MTV, que sempre inova na apresentação de sua logo o que a torna mais atraente e jovial atendendo assim o seu propósito que é de ser um canal voltado para jovens que estão conectados nas novas tendências e que querem inovação, outro caso é a Google que além de inovar a cada dia sempre faz diversos tipos de homenagens dentre elas às pessoas que fazem ou fizeram algo importante para a sociedade, no Brasil esse mercado do design cambiante ainda não foi tão explorado temos o caso da marca OI que faz algumas mudanças em seu logotipo o que não é muito expressivo se comparado a MTV. Outra empresa que utiliza com louvor o Design Cambiante é a marca de relógios Swatch, que combina tecnologia industrial com ousadia na estratégia de


O novo paradigma da comunicacao comercio. A empresa Suíça é um símbolo da Pós-Modernidade, e cada vez mais se torna visível a utilização de estratégias de flexibilidade em um campo bem reconhecido e conservador que são os relógios suíços. Eles apostaram em algo que poderia ser considerado a antítese do que seria o correto sobre relógios suíços. Conforme Dearlove e Crainer “ao contrário dos antigos relógios suíços, esse não seria passado de pai para filho, mas era a última palavra em relógios descartáveis.” Os consumidores eram convidados a jogar seu velho Swatch e comprar outro” (Dearlove e Crainer, 2000,p.155). A partir daí, o design tornou-se a principal peça dos produtos, as coleções que eram renovadas a cada seis meses, com o tempo passaram a ser renovadas com mais freqüência. Assim o Swatch passou a ser uma segunda marca de relógio, e se tornou um adereço de descontração e divertido no visual. A partir de 1940, o design cambiante passou a ser usado também em projetos gráficos, mais especificamente em revistas que passaram a ter uma nova preocupação. Esse nome geralmente determina uma logo com um lugar e tamanhos quase que permanentes, isso porque podem acontecer algumas alterações de cor ou variações da localização. Ocorre também o aproveitamento da logo para proporcionar ideia de profundidade, colocando elementos sobre elas, deixando-a de tal forma que o fundo pareça estar localizado em um plano mais distante em relação aos elementos. Outras opções utilizadas para deixar cada edição diferente, é a utilização de tipografias, ilustrações, tamanhos e formatos diferentes das revistas anteriores. O design cambiante pode ser entendido como um design mutante ou flexível, que varia, que não é definido, aquilo que modifica, o design cambiante quebra regras,quebra padrões englobando qualquer mudança proposital na supos-

ta padronagem da comunicação.Ele é um termo usado para variações e mutações no design gráfico, como por exemplo revistas que mudam de formato a cada edição, logos morféticos que aceitam variações de cor, forma e tamanho etc. A instabilidade e falta de padronagem são regra. Hoje temos vários exemplos de design cambiante, e interessante saber que mais ou menos na década de 1940 já havia uma preocupação no desenvolvimento de revistas, algo que fosse atraente que fizesse com que o consumidor consumisse de forma prazerosa, que o projeto em si despertasse o interesse do autor, tendo uma gama de possibilidades finita de recursos para o layout das páginas, então muda se o conceito, a maioria das revistas passa a ter alguns componentes que se repetem, como por exemplo o nome da revista, possibilitando que todo o resto seja mudado exemplo A Colors, da Benetton,em suas doze primeiras edições apresentou dimensões variadas. A Shift é mais radical na sua proposta trabalha com dimensões flutuantes e apresenta formas de montagem, matérias e suporte diferenciados, Na Big ate as equipes sao alteradas, cada edição trabalha com equipes diferentes, fotógrafos, repórteres tudo é alterado, proporcionando assim o leito uma nova percepção. Com isso, o leitor ganha. Antes ele era visto como um mero receptor, sem chances de se reportar, hoje essas alterações são feitas pensando neles, na forma como seu produto será aceito e reconhecido, mesmo não seguindo um padrão o leitor reconhece a marca por que já está suscetível a essas mudanças e já aprova essa personalização. Redação Re-veja

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Meio Ambiente

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Voceê

sabia?

Foi na década de 60 que surgiu o principal fomentador do movimento global em favor do meio ambiente? Observamos que as questões ambientais estão cada vez mais ganhando destaque no cenário mundial, essa consciência ambiental e resultante de uma construção através de vários movimentos e seu ponto inicial pode-se dizer que se deu com as transformações culturais que ocorreram nas décadas de 60. Nesse período Rachel Carson, uma zoóloga, bióloga, cientista e escritora norte-americana ganhou notoriedade ao lança o livro Primavera Silenciosa onde mostra ao mundo sua pesquisa sobre o DDT (sigla de Dicloro-Difenil-Tricloroetano) pesticida utilizado em larga escala após a segunda guerra mundial para combater aos mosquitos vetores da malária e do tifo. Carson causou muita polêmica com o seu livro por conter pesquisas bem fundadas sobre o risco da utilização do DDT, onde também questionava a confiança cega da humanidade sobre tal progresso e mais ainda pelo fato desse pesticida ter sido descoberto pelo químico Paul Her-

mann Müller que pela sua descoberta ganhou o Prêmio Nobel de Medicina de 1948. Trata-se de um poderoso pesticida, barato e muito eficaz em curto prazo, porém em longo prazo pode causar diversos danos a saúde humana, como demonstrou Rachel Carson em seu livro, de acordo com Carson o DDT pode penetrar no tecido dos homens e animais podendo causar câncer nos seres humanos e interferindo também na vida animal. Observamos que Rachel Carson promoveu com isso quebra de um paradigma, abrindo os olhos do mundo para uma questão que interferia diretamente na saúde humana e que não era notada, fazendo com que apenas em oito anos de publicação do seu livro mais especificamente na década de 70 o DDT fosse banido de diversos países do mundo, infelizmente no Brasil isso só ocorreu e 2009. Redação Re-Veja

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Transmídia

Transmidia Transmídia Storytelling: passado x presente Pesquisas realizadas por Henry Jenkins¹ em 1960, constataram que para prender a atenção de um consumir era necessário muito mais do que era feito anteriormente. O avanço tecnológico nas ultimas décadas, fez com que a informação e o entretenimento fossem conduzidos para plataformas de comunicação, essas plataformas estão se multiplicando a cada dia. Um exemplo disso é ler uma revista impressa em um site ou acessá-la pelo celular, esse fenômeno é chamado de Transmídia, o termo é conhecido no exterior como Storytelling. Segundo Eliane Pereira², “transmídia é a criação de inúmeras ferramentas de acesso e a geração de novos focos de interesse, que são os atuais movimentos da indústria de entretenimento e publicidade. Tudo isto é pensando em termos estratégicos: abordar conteúdos das mais variadas formas e, com isso, obter o maior lucro possível”. Henry Jenkins, no seu livro “A Cultura da Convergência”, define transmídia storytelling como uma história que se desenrola por meio de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor – a fim de que uma história possa ser introduzida num filme, ser expandida pela televisão, romances e quadrinhos, seu universo possa ser explorado em games ou experimentado como atração de um parque de diversões. Cada acesso à franquia deve ser autônomo, para que não seja necessário ver o filme para gostar do game, e vice-versa. A compreensão obtida por meio de diversas mídias distintas é uma

profundidade de experiência que motiva mais consumo. Oferecer novos níveis de revelação e experiência renova a franquia e sustenta a fidelidade do consumidor. Existe uma necessidade dos meios de comunicação em criar narrativas transmídia para fazer com que o público consuma de diversas formas seu produto em plataformas diferente. Narrativa transmídia é a maneira de se contar uma histórias de varias formas, transformá-la em diversos tipos de mídia. Temos como exemplo - O anime Pokémon, nasceu como jogo de Game Boy, ganhou espaço, virou desenho transmitido na televisão, ganhou vários produtos ligados à marca Pokémon: revistas, jogos de tabuleiro, álbum de figurinha, canecas, camisas e virou ate filme. A narrativa da série Pokémon surpreendeu a todos no mercado, pois movimentou muito dinheiro. Portanto, transmídia nada mais é do que a arte de transformar e propagar uma história em múltiplas plataformas, apresentando histórias únicas em cada mídia, atingindo assim todo tipo de consumidor. As organizações estão enxergando cada vez mais a necessidade e a importância de implementá-la em sua estratégia, pois a transmídia mais que interação, ela pressupõe uma estratégia de integração. As que utilizam da melhor forma possível a transmídia, ganham espaço no mercado e alcançam montantes extremamente elevados de faturamento, podemos citar as empresas gigantes como: Disney, Coca-Cola, Microsoft, Fox e Mattel. Felipe de Carvalho Re-veja/julho de 2012 27


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