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sexy • dinâmico • ácido • efervescente

06.MAI.2009.QUARTA

nanoanono156 quase uase ase 3

TPM, quem

poderá

defender? nos

O Twitter é a rede do momento Pg.3 Futebol é coisa de mulher Pg.6 A galera ainda quer casar? Pg.7

Q Momento em quadrinhos Pg.8 AMANDA MENDONÇA

As aventuras de um futuro vestibulando Pg.7


06.MAI.2009.QUARTA

Um

passarinho me contou

Jansle Appel Junior Guilherme Mazui

Criatividade O jornalismo é um desafio diário. Até mesmo as pautas que se repetem a cada período de tempo exigem uma abordagem diferente, um entrevistado que acrescente uma visão inovadora, uma foto que traduza o espírito da matéria. Enfim, acima de tudo, o jornalismo exige criatividade. Essa foi a palavra de ordem quando definimos a equipe que integra essa terceira edição da parceria entre o Q? e os alunos do Curso de Comunicação Social da Unisc. Sejam criativos, sejam ousados. Botem a cabeça pra funcionar e se libertem de qualquer amarra que os impeça de tentar aquilo que a imaginação sugere, por mais maluca que possa parecer a ideia. A liberdade de pensamento pode muito bem ser traduzida em forma de matéria. As fotos da reportagem sobre TPM, o atribulado dia de uma noiva, as andanças pelo Twitter, as aventuras de um futuro vestibulando, as mulheres dominando o futebol e uma inusitada relação contada em forma de história em quadrinhos. Cada um dos trabalhos que preenchem as páginas desse Q? mostra as diferentes faces da criatividade. Para um estudante, muito mais do que a experiência de publicar matéria em um jornal de repercussão estadual, vale o exercício da inovação. Cabe a cada um perceber que pode fugir do óbvio, do que está nos livros, do que o senso comum define como certo ou errado. O que conta, antes de tudo, é tentar. Claro, sempre buscando a perfeição. Mas, sobre o resultado a gente conversa depois. O Q? é democrático. A galera tem vez e só não tem voz porque o papel, esse que você tem na mão, ainda não permite. Aproveite as matérias a seguir pra descobrir o que os jovens estão pensando sobre os jovens. Criatividade é o que não falta pra essa gurizada.

Lucas Adolfo Baumhardt lucasbaumhardtt@yahoo.com.br

As redes de relacionamento na internet se fortalecem cada vez mais pelo mundo, assim como a criação e o uso de blogs pessoais. Denominações como usuários, internautas, blogueiros, orkuteiros já fazem parte do vocabulário das novas gerações e ganharam mais um integrante para a família virtual: o twitteiro, aquele que pode twittar, ser twittado e até mesmo retwittar. Não sabe do que eu estou falando? Calma. É o Twitter. Criado em 2006, é um jovem que ainda não completou nem três anos e já possui cerca de 7 milhões de adeptos. Considerado simplesmente como a sensação do momento na internet, é tratado como “fenômeno explosivo” pelo crescimento que vem obtendo: 96,8% no último mês. O sistema foi baseado naquelas mensagens pessoais que a gente coloca no msn e no status do orkut. Inicialmente tinham como propósito que o usuário respondesse à singela pergunta: “What are you doing?” ou “ O que você está fazendo agora?”. Assim, o Twitter é uma espécie de microblog que mistura blog com MSN e, como em um celular, permite escrever textos breves de até 140 caracteres. O mundo tem hoje 1,57 bilhão

O processo

Panasonic, Fiat, Telefonica e Brastemp o utilizam para postar seus lançamentos, ofertas, promoções e tudo que for conveniente. Empresas jornalísticas, emissoras, programas de TV, todos estão aderindo ao twitter e participando dessa rede de relacionamento. O Q?, a partir de hoje, também (confira aí no box). A grande novidade do twitter é o ritmo, pois as pessoas postam suas mensagens em grande número e diversas vezes ao dia, e ao mesmo tempo seguem aqueles contatos de sua preferência ou que de alguma maneira lhes trazem algum benefício. Não param de trocar informações. Se você não fez seu twitter ainda, tá por fora. É barbada. Basta acessar www.twitter.com e criar login e senha. Depois, é só sair twitando...

Twitando por aqui no O Q? adere à onda do twitter e lança seu perfil no site. A partir de hoje os leitores podem conferir os pitacos, informações e desabafos do caderno em apenas 140 caracteres. A nova ferramenta está no twitter.com/ cadernoq.

>> Gibran Sirena, 19 anos Ele conheceu o twitter er através de outros blogs. “Conheci pelos blogs que davam o link do RSS e de um tal de twitter. Quando vi já tava todo mundo falando.. haha.” Gibran não teve uma boa impressão do twitter nos primeiros contatos com o “passarinho”, como ele chama. Demorou para sacar que podia ter alguma utilidade. O músico também tem vídeos de produção independente e de repente percebeu no sistema uma importante ferramenta de divulgação do seu trabalho. “Meus vídeos, por exemplo, não vou sair mandando scrap pra todo mundo no Orkut. É chato. Já o twitter é perfeito pra isso. O pessoal que gosta às vezes até retwitta”. Gibran Sirena ressalta ainda o caráter informativo do twitter quanto à relação com amigos e parentes distantes, para mantê-los informados sobre acontecimentos, tentando convencê-los a criar seu perfil no site. O músico tem 57 pessoas que o seguem, e ele segue 62. “Twita” pouco hoje, uma ou duas vezes por dia, mas confessa que já foi mais atraído pelo bichinho. Agora se cuida para não perder muito tempo em função dele.

Cacá, como é conhecida pelos amigos, conheceu o twitter na aula. O professor usava como ferramenta de ensino: “Conheci na aula de Jornalismo Online, onde o professor usava o twitter como exercício, para postar notícias com os 140 caracteres disponíveis no sistema”. Não muito diferente dos outros, Cacá não simpatizou com o twitter de primeira. A aproximação entre os dois foi um pouco complicada, mas ela acabou se entregando aos encantos do passarinho e hoje não passa nem um dia sem “twittar”. “Fui me acostumando e acesso todos os dias. Já virou mania, assim como o Orkut.” Carolina vê o twitter como uma ferramenta de informação muito útil e destaca sua relevância. “Nele fico sabendo de notícias atualizadas e resumidas de veículos de comunicação. Pode-se dizer que não é tão fútil como o Orkut, que serve apenas para ficar sabendo da vida das pessoas e vasculhar a vida alheia. O twitter contém informação, e não precisa de álbum de fotos para se tornar interessante.” Cacá possui hoje 85 seguidores e segue 126 pessoas.

AMANDA MENDONÇA

>> Carolina Biscaglia 21 anos

DIVULGAÇÃO/GS

15 horas, redação da Gazeta do Sul. – Trim! Trim! – Redação Gazeta, Guilherme! – E aí? Esqueceu de mim? Tenho os anúncios do caderno de amanhã. Sabe que horas vai rodar? Ein? Já tinha que tá pronto. Quem sabe até as 5 da tarde ainda dê para imprimir. Era Lau Ferreira, gerente comercial da Gazeta. A versão especial do Q?, produzida pelos alunos da Comunicação Social da Unisc, planejada desde fevereiro com seleção de acadêmicos, seguida de reuniões semanais desde 26 de março, ou seja, sete semanas de trabalho, apuração de fontes, entrevistas, sessões de fotos, redação de matérias, revisão, nova redação, nova revisão, diagramação e nova revisão – ufa! – estava atrasada. Na redação do jornal é assim: às vezes se tem tempo para fechar uma página e às vezes tudo precisa ser rápido, para ontem. O Q? trouxe os alunos para sentir esse clima. Todo o trabalho anterior parece insuficiente quando o relógio está contra. É como precisar de um gol nos dez minutos finais do jogo que vale vaga nas semifinais da Libertadores. Um passe errado (ou espiadinha no MSN), um cruzamento torto (ou ligação no telefone), um chute na arquibancada (ou ida ao banheiro) fazem o tempo disparar feito o relâmpago jamaicano Usain Bolt – 100 metros em 9.75seg. As horas em frente ao computador tentando materializar um texto criativo, as horas tratando imagens, recortando, avaliando a posição nas páginas, tudo afunila nos momentos pré-impressão. Os veteranos, feitos centroavantes experientes, não se assustam mais. O exercício traz a naturalidade. O Q? oferece ao menos um contato com a prática para os acadêmicos. Em oito páginas, fechadas na tarde de ontem, jogando contra o relógio, essa turma mostra suas qualidades, mas principalmente seus olhares. Confiram o caderno, porque um bom repórter se revela justamente pelo olhar – e a capacidade de fechar um bom material, correndo contra o comercial, contra o industrial e contra o tempo. Vamos ver se os calouros passaram no teste.

de usuários de internet e 3,3 bilhões de celulares. A fusão destas duas redes fica cada vez mais clara, desafiando os limites da comunicação. O uso do twitter é dado de acordo com a necessidade de cada usuário. Alguns utilizam para informar apenas o que estão fazendo no momento, com postagens do tipo “ fui ao banheiro” ou, ainda, “tomei refrigente sem gás e fiquei com dor de barriga”. Porém, algumas pessoas já veem o twitter como uma ferramenta poderosa de comunicação e troca de informações instantânea, e lhe dão os mais diversos fins e utilidades. Ele já ajudou pessoas no mundo todo. Um exemplo é o famoso caso do avião que fez um pouso forçado no Rio Hudson, n, nos Estados Unidos. Um rapaz estava em uma balsa e pelo celular postou uma mensagem no Twitter witter imediatamente, dizendo “Há um avião no Hudson. Estou numa balsa que está indo resgatar as pessoas”. A CNN, que também já está no twitter, confirmou a informação e imediatamente se dirigiu ao local. Grandes empresas como omo Dell,


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Elas

batem um

Ana Luiza Rabuske analuh_rabuske@ibest.com.br

Batom, rímel, perfume e pronto. Elas já estão prontas para assistir ao jogo de futebol. Futebol? É isso mesmo. Passou-se do tempo em que futebol era apenas um passatempo masculino. Cada vez mais as gurias se interessam em descobrir o real encanto que o futebol proporciona (e o encanto aqui, não significa apenas o rostinho bonito do jogador preferido), mas entender que por detrás do juiz e dos 22 homens em campo, que correm durante 90 minutos atrás de uma bola, existe algo muito mais forte: a paixão. E é essa paixão que tem trazido inúmeras adeptas a um contato mais próximo com o mundo do futebol. O amor dessas gurias chega a tal ponto que algumas delas são capazes de deixar até mesmo a companhia do namorado para assistir a uma partida. É o caso de Lunara Backes, uma gremista de 17 anos e moradora de Sinimbu. Segundo ela, é uma paixão antiga que herdou do pai, já que quando pequena o acompanhava nos torneios e campeonatos do interior. Lunara conta que nunca brigou com o namorado por causa do futebol, mas diz que não deixa de assistir aos jogos do seu time só porque ele não gosta. “Já fui a um jogo do Grêmio sem ele, mas porque estava no internato do quartel. E se não quisesse ir, tinha ido sozinha do mesmo jeito.” O amor de Lunara vai além das telinhas. Fã das chuteiras, a menina diz que fica muito nervosa ao assistir aos jogos. Grita e xinga o tempo inteiro. E quando se trata do preconceito em ser mulher e discutir sobre futebol, vale até xingar o jogador. “Já tentei brigar com um jogador depois do jogo, pelo preconceito que ele demonstrou por eu estar torcendo e ser uma mulher”, conta. E as demonstrações de paixão pelos times não param por aí. Há quem diga que pelo futebol vale tudo, inclusive fazer apostas e promessas. A colorada Luana Kothe, 15 anos, de Santa Cruz do Sul, diz que não se cansa de fazer apostas com as suas amigas, e que até hoje ganhou todas as que foram feitas em Gre-Nais. Segundo ela, as apostas são leves: pagar um e outro mico, ou então vestir a camisa do time adversário. A paixão pelo Inter é tanta que já teve de pagar promessa em duas ocasiões. “Quando se fala de promessas, confesso que já andei de joelhos até o altar da Catedral duas vezes, uma na Recopa e outra no Gre-Nal. Fazer o que se o time ganha, né?!”. É, essas apaixonadas não deixam por menos. Vestem mesmo a camiseta e honram o time que torcem. Muitas vezes, com mais dedicação e paixão do que muito marmanjo por aí. Que nos desculpem os guris, mas mulher também entende de futebol!

bolão

Pequeno Dicionário do Futebol • Gato: não se trata de um jogador bonitinho, mas sim daquele que mente a idade para poder jogar em algum time. • Impedimento: ocorre toda vez que um jogador estiver mais próximo da linha do gol adversário do que a bola e o penúltimo jogador do outro time, aproveitando-se disso para tirar vantagem. • Caneta: passar a bola no meio das pernas de outro jogador. • Chapéu ou lençol: quando a bola é levantada e passa por cima da cabeça de outro jogador, sendo recuperada atrás dele. • Pênalti: falta que acontece dentro da grande área. • Frango: bola de fácil defesa e que o goleiro deixa passar. • Bicicleta: lance em que o jogador, de costas para o gol, pula e chuta a bola no ar. • Meia-lua ou drible da vaca: lançar a bola por um lado do oponente e recuperar do outro lado. • Chute ou gol de letra: quando o jogador cruza as pernas pelos tornozelos e chuta com o calcanhar. • Artilheiro: jogador que marcou o maior número de gols na competição.

Vencedor será conhecido amanhã Começaram ontem as semifinais da Batalha de Ipods, no Centro de Convivência da Unisc. Os dois últimos semifinalistas sairão hoje, no intervalo do turno da noite, a partir das 20h35. A disputa é uma promoção da Unisc, Q? e Rádio Gazeta. Com uma estrutura digna dos grandes combates, com direito a ringue, round e música-tema dos “lutadores” – Eye of the Tiger. O grande vencedor será conhecido amanhã, quando os quatro sobreviventes irão duelar novamente no CC, no mesmo horário. O campeão levará para casa um iPod Nano 8GB, fará uma participação de 30 minutos no programa Gazeta na Pista, da Rádio Gazeta, e de quebra será o DJ convidado na Festa de Volta às aulas da Unisc, no segundo semestre. Boa sorte a todos os participantes, e que vença o melhor!

Confrontos Ontem Primeira batalha: Jussie Schwengber x Everton Teixeira Segunda batalha: Willian Nunes x Bruno de Oliveira Cabral Gonçalves Hoje Terceira batalha: Felipe de Barros Dutra x Pedro Augusto Dreyer de Andrade Silva GS

O/

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Quarta batalha: Luiz Henrique do Nascimento Souza x Fabrício Garibaldi Rodrigues

FOTOS: AMANDA MENDONÇA

Se você é uma daquelas que ainda não sabe muito das regras, mas não quer pisar na bola na frente de um torcedor fanático e pretende entrar de sola no assunto, não tire o time de campo e se ligue nestas dicas. Aproveite e tire onda com seu namorado ou aquele vizinho que acha que sabe mais que você, menina, sobre futebol:


Ele

Se liga no vestibular Também quer fazer como o Rapha e se testar no vestiba? Ou resolveu entrar pra faculdade de vez? A prova da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) vai ser no dia 20 de junho, às 14h30. Então, vê se não perde tempo e faz logo tua inscrição.

quer virar

nerd

Onde? Pela internet (www.unisc.br), no protocolo da universidade, ou na loja da Unisc no Shopping Santa Cruz Quando? Até 10 de junho Quanto? R$ 25,00 para quem pagar até 3 de junho. Depois disso o valor sobe para R$ 50,00

TTerça Te erç rça ça feira. feir fe eirraa.. 13h31. 13h 3h3 h31 31 Um sol de rachar. Encontrei com a Amanda, fotógrafa, nnaa UUnisc n sscc e ffom ni fomos om mooss em em busca do Rapha. Acho que o pobre celtinha nunca tinha ffeito fe ititoo ta tanta antta fo força orrçça naa vvida. Você já subiu lá pros lados do Residencial Costa NNorte, ortte, eem ort m Sa SSanta anntta Cr CCruz? ruz ruz uz E num carro 1.0? Não foi fácil. Encontrar a casa dele ttambém amb mbém m nnão ão ffoi ooii ddas ass tarefas mais simples, mas conseguimos. Todos de dent dentro ntro nt ro do do ccarro, devidamente ‘cintados’ e só então descobrimos: nnenhum enhum ddos oss ttrês trê rêss sa rê ssabia o caminho! Nosso destino era uma empresa de ttecnologia ecnologia eem m Ve VVera era ra CCruz, mas não fazíamos ideia de como chegar lá. Meu ppaii tinha da pa dado addoo aalgumas lggum u explicações e lá fomos nós, seguindo a intuição e aass pplacas laca la accaas no no ttrajeto. raaje jeto to. M Meus parceiros de viagem não conheciam minha fama de m de motorista mot oottorrisi taa e ppar participaram arrtititic da minha estreia na estrada. Nãão foi Não foi tã fo tão ddi difícil ifífí chegar. Da estrada vimos o prédio e o imenso logo daa KKopp. oopppp.. A pprimeira riime me etapa estava cumprida. Enquanto aguardávamos naa rrecepção, eeccepçã epçã ep ção, o, RRaphael ap ap Smidt, o Rapha, ficou lendo o jornal. O guri tem 166 aanos nnoos e es estu estuda stud tud no 3º ano do Ensino Médio, no Mauá. Ele pretende tu cursar cur cu rsar rs ar EEng Engenharia ngen ng gen enha ha de Computação, mas queria saber um pouco mais ha sobre so obbrre a profissão, prof pr offisss motivo de nossa odisseia até Vera Cruz. Eram 13h35 quando qqu uan ando do ffomos om mo conhecer o funcionamento da empresa. EEntre En ttrr e curiosidades cu cu e informações técnicas, o Rapha foi conhecendo conh co nhec e en ec endo ddoo um pouco do que é a rotina de um engenheiro da computação. comp co mpput utaç açção Naqueles pavilhões cheios de luzes, ferramentas ação e chips, chip ch ips,s, ele elee foi apresentado ao sistema de muitas daquelas máquinas. má áqu quin i as in a . Mas não ficou para trás. Como se interessa por

tecnologia, botou um dos nossos guias no chinelo quando falaram sobre um placar eletrônico. Para quem imaginava encontrar apenas nerds, ficamos bastante surpresos com o que vimos. Fomos levados a uma sala onde uma nova máquina de boliche estava sendo testada. Parecia realmente que estávamos em uma casa de boliche. O lugar tinha luz negra e tudo brilhava no escuro! Enquanto isso, a máquina era posta em funcionamento. Todo o sistema dela foi desenvolvido pelos engenheiros da empresa, e é disso que o Rapha gosta. Ele diz que sempre se interessou não só pela programação, mas também pela parte física do computador. Depois de muitas voltas pela empresa, de vasculhar setores e ver aquela gente concentrada conectando fios coloridos, já era hora de irmos. Às 15h46 deixamos os crachás e entramos no carro. O caminho de volta foi mais tranquilo que a ida, todos chegamos vivos e sem um arranhão. Mais do que isso, o Raphael chegou em casa com uma certeza: realmente o que ele quer estudar é Engenharia de Computação. Se aqueles caras que viu são nerds, quer ser um deles. O vestibular pra valer é só no final do ano, mas ele vai fazer sua estreia como vestibulando em julho, na Unisc, para testar o que já sabe e ficar tranquilo quando fizer a prova pra virar bixo. Mas até lá, ainda tem muito tempo. Naquela terça-feira, o que ele mais queria era ir para o encerramento dos jogos de integração do colégio, afinal, esta foi a nona e última vez que ele participou do evento. O vestibular vem aí.

DIVULGAÇÃO/GS

Sonho menina

de

ANA CLÁUDIA SCHUH

Luan Luana ana Backes luanabackes@unisc.br lua

Sonho e faço planos desde menina. Acredito que a maioria de nós, mulheres, Ac ffaça isso. O problema é que com o passar fa ddo tempo as coisas mudam, e os nossos ssonhos também. Sempre brinquei de boneeca. Elas se vestiam, cozinhavam, iam ao ssalão de beleza e claro, casavam. Já sonhei com o casamento, mas hoje isso se tornou co supérfluo. Acredito que a união entre duas su ppessoas se dá no dia a dia, e não com uma pess cerimônia. Mas essa é minha opinião. Como cerim rim pretendo casar, resolvi sentir um pouco da não pr energia do enlace matrimonial. Acompanhei uma noiva no seu grande dia e contarei aqui as emoções noi percebi. que perce Cássi Cássia Bischoff, 24 anos, e Kelerson Lopes, 37, namoram há quase dois anos e por dez meses namora planejaram minuciosamente o casamento. Quem planeja partici participa deste tipo de festa e vê tudo perfeito, não iimagina o trabalho e as decisões que prenã cisam ser tomadas. Ensaio, salão de beleza, a colocação do vestido, a chegada ao local da colo celebração e, enfim, o encontro com o noivo cel no altar. No dia do ensaio, a noiva, muito tranqquila, ao contrário do noivo, repetia sempre a mesma frase: “Tudo do jeito mais fácil”. Porém, decisões sobre posicionamento de cadeiras, hora de ligar o ar-condicionado, hora de beijar a face da mãe e qual aia ddeve trazer a Bíblia precisam ser tomadas.

O ppastor lembra que tudo deve parecer natural, os noivos devem deixar a emoção aflorar. Porém, para dificultar um pouquinho, os noivos não podem esquecer de dizer o “sim” claramente para todos ouvirem, não errar a mão da aliança, saber a hora de ajoelhar, de levantar, de beijar. A poucos minutos da festa, a noiva conta que os receios sempre existirão, mas que por ter certeza do amor do casal e por confiar no noivo, acredita que tudo dará certo. Cássia também “planeja” seu casamento desde pequena. A realização desse sonho, segundo Kelerson, custará mais de R$ 20 mil. Os principais gastos ficam a cargo do bufê, da floricultura, da música e das roupas do casal. A mãe da noiva, cabeleireira há anos, ficou responsável pela transformação da filha. Mesmo com toda a preparação, imprevistos acontecem. Apesar de a noiva atrasar apenas cinco minutos, o casamento começou com 45 minutos de atraso. Um dos motivos foi o sumiço de Dona Rejane, mãe da noiva. Como conhece pouco a cidade, ela não encontrava o local da festa. E a cerimônia não poderia começar sem sua presença, pois seria ela quem acompanharia a filha até o altar. Passadas todas as adversidades, Cássia jogou fora o chiclete que mascava e seguiu linda e feliz, ao som da marcha nupcial, ao encontro de Kelerson. Cerca de 280 pessoas a esperavam. Todos queriam ver seu vestido, seu cabelo, desejar-lhe felicidades. Neste momento o trabalho da repórter havia acabado. Por algumas horas, eu participei de suas vidas e até ajudei a vestir a noiva. Confesso que saí de lá emocionada, com frio na barriga e torcendo pela felicidade do casal. Naqueles momentos a vontade de me vestir de branco, com o vestido mais lindo do mundo, e de me sentir a pessoa mais importante

Você sonha com o casamento tradicional? Mário Vinícius Silva, 22 anos

Sim. Pois o casamento é uma instituição que foi criada por Deus para que todos possam viver felizes ao lado da pessoa que amam. Cláudia Joana Dalberto, 18 anos

Sim. Eu gostaria da festa. A tradição é legal mas a festa é mais.

Daniel Longaray, 20 anos

Sim. Amo minha namorada e ela quer casar. Emilin Grings, 19 anos

Eu sonho. Sou católica e o casamento é um sacramento muito importante. Namoro há cinco anos e não penso em morar junto antes de estar casada. Rodrigo Pires de Araújo, 23 anos

Não sonho, mas seria legal. Pela minha situação financeira, morar junto seria mais fácil. Jaiana Carvalho Alves, 20 anos

Não é o que eu mais almejo. Tenho outros sonhos que viriam na frente. Mas quando for a hora, quero igreja, bolo, buquê, vestido branco e tudo que tenho direito. Maurício Schneider, 21 anos

Não. Não é necessário fazer uma cerimônia grandiosa para celebrar algo que é do casal.

AMANDA MENDONÇA

An Cl Ana CCláudia á di áu dia Sc SSchuh h anac.schuh@gmail.com anac an acc.sch .ssch chuh uhh@ @ggm


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Uni

POR DANIELLE RUBIM Sua história pode sair no Q? Escreva um texto com o título “A nossa música” e nos conte qual a trilha sonora sertaneja que embala ou embalou seu namoro. A história mais interessante e criativa será publicada no Q?. Os textos devem ser enviados até dia 18 de maio. O vencedor leva um kit do Bailão da 101. “Eu tô falando sério, pode acreditar...” O sertanejo entrou no gosto da galera. É um estilo democrático, pra quem gosta de curtir uma “dorzinha de cotovelo” básica, ou pra quem gosta de um “arrasta pé”. Tem para todos os gostos. A onda do sertanejo universitário invadiu as festas, e o pessoal vem pedindo bis. Quem achava que era brega gostar de música sertaneja, por ser um estilo mais romântico, se enganou. Com uma levada mais acelerada e misturando elementos do rock, pop e do axé, o sertanejo universitário ganhou esse nome graças ao público que o ajudou a se popularizar. Duplas como Victor e Leo, João Bosco e Vinícius, Hugo Pena e Gabriel, Jorge e Mateus, César Menotti e Fabiano e João Neto e Frederico, entre outros, ganharam o cenário jovem musical. As músicas fazem sucesso; as mais românticas como as de Victor e Leo, ou então as mais provocativas como as de João Bosco e Vinícius, ganharam espaço no MP3 da gurizada. Sejam românticas ou provocativas, cada uma retrata um momento diferente, seja a hora da conquista ou até o desabafo de um final de namoro. Parque do Trabalhador Aconteceu na última sexta-feira, feriado do Dia do Trabalho, um evento promovido pela Gazeta Grupo de Comunicações que reuniu cerca de 8 mil pessoas no Parque da Oktoberfest. A galera pôde conferir show das bandas Tchê Guri, Fandangaço e Buenachos, e nos intervalos a animação ficou por conta do comunicadores da Gazeta Rádios. Você sabia? João Bosco e Vinícius eram universitários no Mato Grosso do Sul quando formaram a dupla. João é formado em Odontologia e Vinícius em Fisioterapia. E através dos contatos feitos dentro desses cursos, e de cortesias dadas a estudantes de cursos menos rurais, como Medicina, começaram a levar um público que não costumava acompanhar as “baladas” de música sertaneja.

q momento Lívia Luz Ilustração: Amanda Mendonça Thiago (23 anos) e Dulce (46) são um casal um tanto incomum. Mas Thiago às vezes deixa de sair com os amigos pra sair com ela. Ela também dispensa muito do seu tempo com ele. Os dois gostam de sair pra dançar. Também gostam de tomar chimarrão nos domingos à tarde. Trabalham o dia inteiro, moram juntos e dividem as despesas da casa. Mas enfim, o que eles têm em comum, com certeza, é o amor!

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Expediente

Você pode pensar que o incomum está na idade. Mas o que realmente é estranho neste relacionamento não está exatamente relacionado a eles. O que nos causa estranhamento é o fato de não estarmos acostumados a ver pessoas de idades tão diferentes com tantas coisas em comum. E eu acho que o não convencional dessa história pode servir justamente de exemplo para outros jovens ‘Thiagos’. Apresento-lhes momentos desse profundo relacionamento vivido por estes dois indivíduos comuns. E Q momentos! Jansle Appel Junior, o “Maçã” Editor e Repórter jansle@gazetadosul.com.br

Gilherme Mazui, o “Sagu” Editor e Repórter guilherme@gazetadosul.com.br

Gelson Pereira Editor de arte

Carol Scortegagna Repórter caroline@gazetadosul.com.br

Amanda Mendonça Fotografia - Ilustração - Diagramação amansofcm@yahoo.com.br

Ana Cláudia Schuh Repórter anac.schuh@gmail.com

Ana Luiza Rabuske Repórter analuh_rabuske@ibest.com.br

Danielle Rubim Repórter danirubim@msn.com

Heloísa Poll Repórter heloisalp@yahoo.com.br

Lívia Luz Repórter luzzzinha@gmail.com

Luana Backes Repórter luanabackes@unisc.br

Lucas Adolfo Baumhardt Repórter lucasbaumhardtt@yahoo.com.br

Q? Focas #3  

Caderno Q?, suplemento jovem do jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Edição especial Focas do Q?, número 3...

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