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4 SÉRIES

Superman & Lois

10 CINEMA

Raya e o último dragão

18 CINEMA US Again

18 DRAGON NANNY Argumento: Ricardo Andrade arte: Íris Loureiro

32 SÉRIES

O Falcão e o Soldado de Inverno

38 CINEMA

Liga da Justiça #snydercut

44 CINEMA

Chaos Walking

46 CINEMA

Monster Hunter

48 GAMING

Monster Hunter Antevisão

FICHA TÉCNICA PROPRIEDADE Jankenpon, Lda REDAÇÃO Diana Cordeiro Isabel Gomes Joana Rosa Maísa Reis Pablo Simas Ricardo Andrade BANDA DESENHADA Íris Loureiro Ricardo Andrade FOTOGRAFIA Maísa Reis

Edição online e gratuita Todas as imagens — direitos reservados aos respetivos proprietários. Proibida a reprodução parcial, ou da sua totalidade em qualquer suporte, sem a autorização expressa por parte de Jankenpon, Lda. ASSINATURAS geral@jankenpon.pt


SUPERMAN & LOIS por Diana Cordeiro

Assistimos ao primeiro episódio da série Superman & Lois! É um regresso ao verdadeiro Super-Homem imortalizado no cinema por Christopher Reeves e na banda desenhada por mestres como John Byrne. O lado humano do ser mais poderoso do planeta.


All Photo Credit: TM & © Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.


Séries

Tivemos a entusiasmante oportunidade de assistir ao primeiro episódio da aguardada série Superman & Lois. A série irá estrear na TVCine Action a 24 de março de 2021 e desta vez terá como protagonistas Tyler Hoechlin (Clark Kent/ Super-Homem) e Elizabeth Tulloch (Lois Lane). A série é escrita e realizada por Todd Helbing, com produção-executiva de Helbing e Greg Berlanti. Apesar da sua abordagem familiar e leve, a produção não se poupou a esforços, nos diálogos, na fotografia e com efeitos especiais realistas, atentos aos pormenores. Graças a esta fórmula, é da nossa opinião que esta é uma das melhores séries do The CW pelos motivos que passaremos a explicar. A história está desenhada para que qualquer pessoa encontre pontos em comum com a sua vida, com naturalidade. É uma família que tenta conciliar o trabalho, com o stress, com as questões do dia-a-dia, com as 06 | WWW.JANKENPON.PT


Séries

relações familiares e sociais e com as lutas. Que tenta conciliar as decisões das mais complexas às mais banais, às quais se acrescenta a atividade que Clark Kent se esforça tanto por manter secreta, o Super- Homem. E o Super-Homem assume o seu papel a sério, porque esse é o seu objetivo de vida, é quem ele é, foi por essa razão que veio para a Terra. E fá-lo com alegria e uma humildade desmesurada. É o Super-Homem que nos leva às caracterizações dos primeiros anos da Banda Desenhada, com o seu fato simples, caseiro, feito, para orgulho da personagem, pela sua própria mãe, como ele afirma com um grande sorriso alegre, neste episódio.

da educação esmerada e carinhosa que recebeu dos seus pais adotivos transparecem nas suas ações, assim como crescer com a ausência do pai que tanto respeitava. Enfatizado está o seu primeiro encontro com a Lois

Lane, no Daily Planet e a forma como construíram uma vida em comum. Lois Lane é a sua rocha, com a sua postura calma, mas lutadora e mais desconfiada, não fosse ela uma das melhores jornalistas. Têm em conjunto

Somos presenteados com um Clark Kent com os seus típicos óculos, que incompreensivelmente “escondem” a sua verdadeira faceta. É trapalhão, pateta, não se destaca em nada em particular e muito, muito humano, com uma inocência própria das crianças. Os seus valores, enraizados através WWW.JANKENPON.PT | 07


Séries dois filhos, gémeos, Jonathan (Jordan Elsass) e Jordan (Alexander Gargin). Gémeos tão diferentes um do outro, tão complexos nas suas personalidades, mas tão unidos, numa abordagem brilhante aos dilemas que qualquer adolescente poderia enfrentar no dia-adia. Mas ao contrário do que acontecera com os seus pais adotivos, Clark Kent é mais ausente e tem dificuldade em comunicar com os seus filhos, o que torna as relações ainda mais tensas. Além destes desafios, que não

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são poucos, acresce a questão: terão os seus filhos, adolescentes de 14 anos, que não conhecem o segredo do pai, herdado algum dos poderes do Super-Homem? Terá apenas um deles poderes? Como reagirá o outro? Terão os dois? O primeiro episódio não nos maça com os primeiros anos de vida de Clark Kent no planeta Terra de forma exaustiva. A sua história é, sim, narrada na primeira pessoa. Clark, nos primeiros

minutos do episódio, aborda apenas os marcos da sua vida, marcos esses que ficaram na memória de todos os que acompanham, mesmo que levemente, a história do Super- Homem e que dão o mote para o restante episódio. Tem um ritmo compassado, quase estranho a uma história de super-heróis, mas que, pela forma como nos é apresentado enlaça perfeitamente a vida comum com a do alter ego com poderes. É uma receita que acaba por atrair e criar ainda mais curiosidade sobre o que se seguirá.


Séries Ao longo do primeiro episódio vemos esta família a regressar a Smallville onde a trama se adensa e começamos a ver as linhas condutoras dos próximos episódios. Somos presenteados com a Lana Lang (Emmanuelle Chriqui), o primeiro amor de Clark, e a sua família. Lana Lang trabalha num banco que adquiriu uma série de propriedades e quintas em Smallville sob a figura de benfeitores. A imagem que o banco passou foi a de ajudar os seus proprietários, contudo estes

foram abandonando a vila que se foi transformando, progressivamente, numa sombra do que era, como se uma tristeza se tivesse instalado. Por fim, e claro que não poderia deixar de ser, assistimos ao emergir de um novo vilão (Wolé Parks) que tem estado muito atento à atividade do Super-Homem, aos seus pontos fortes e, especialmente, aos seus pontos fracos. Este vilão não tem problemas em colocar

outros em perigo para atingir o seu objetivo, obscuro, de momento. Mal esperamos para ver o que se segue. Como se desenvolverão as personagens e os acontecimentos? O que pretende o vilão? O que se passa na pacata Smallville? Como é que esta família enfrentará antigos e novos desafios? Bom, para o sabermos teremos que estar atentos aos próximos episódios!

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RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO por Ricardo Andrade

Princesas guerreiras, dragões mágicos, uma demanda pessoal. A prova que um filme dos grandes estúdios pode ser inclusivo e culminar numa mensagem de esperança.


Televisão Cinema

Raya e o Último Dragão é uma afirmação poderosa. Logo para começo de conversa é um excelente filme, dotado de uma mensagem de esperança numa altura em que o futuro parece incerto. Mas principalmente, é um filme que não só dá um palco a personagens femininas em diferentes situações sociais e de poder, como honra uma herança cultural do Sudeste Asiático que não costuma ter o devido destaque no cinema de Hollywood. Kumandra é uma terra fictícia, assim como os 5 reinos. Porém, tudo o que existe nesta terra foi construído a partir do que existe na realidade e de uma pesquisa profunda acerca das culturas da Malásia, Singapura, Indonésia, Filipinas, Brunei e Timor- Leste. O departamento de arte encarregue do projeto visitou todos estes países, interagindo diretamente com a cultura e os locais. Recolheram o máximo de informação possível para desenhar Kumandra como uma

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homenagem a todas as culturas locais. A este trabalho junta-se o duo de argumentistas Adele Lim e Qui Nguyen nativos desta região do globo. Segundo Adele Lim, Kumandra não é uma transposição direta do Sudoeste asiático, mas sim uma representação dos elementos comuns das sociedades e de como são espelhados pela estética de cada um. Da mesma forma, ao escrever a personagem de Raya, Namaarii ou Tong, procuraram basear- se nas pessoas que conhecem dessas culturas incluindo as suas próprias famílias. Para a personagem de Raya em específico, Adele Lim colocou um pouco de todas as mulheres que conhece na sua vida, desde a sua mãe às suas tias. Todas são mulheres fortes que levam as famílias em frente e que são capazes de enfrentar o que apareça no seu dia a dia.

Raya (Kelly Marie Tran) é a nova

princesa da Disney, e sente-se como uma evolução de outras personagens anteriores como Mulan, Brave e Moana. É uma guerreira baseada na forte tradição asiática e apresenta uma maior complexidade nos seus objetivos e nos seus sentimentos permitindo-se ir a extremos que não foram anteriormente representados. Desde menina, Raya é ensinada pelo seu pai, Chefe Benja, para ser não só a protetora da Jóia do Dragão como também a líder de um povo que acredita no poder da confiança, de ter o coração aberto e dar o benefício da dúvida. A lição mais difícil ocorre quando essa confiança é quebrada. E quando acontece, moldar-lhe-á o seu futuro. Benja acredita que os cinco reinos daquele mundo ainda podiam unificar- se e voltar a ser um só, Kumandra, tal como foi antigamente. Nesse tempo, todos se respeitavam e resolviam os problemas em


Cinema comunidade. Um tempo em que os seres humanos coabitavam com dragões mágicos que traziam chuva e prosperidade a todos. Isto foi antes dos Drunn aparecerem e transformarem a maior parte das pessoas em pedra. Os dragões defenderam as pessoas e quase todos foram também transformados em estátuas. Foi o esforço final de Sisu que criou a Jóia do Dragão e libertou toda a magia que afastou os Drunn, restaurando todos os seres humanos. Nesse momento, a cobiça pela jóia do dragão fez com que o povo se dividisse em fações, cada uma sedenta por se apoderar da joia, resultando nos cinco reinos. Num esforço de união Benja (Daniel Dae Kim) convida os representantes de todos os reinos para a sua casa. Nessa reunião, Raya torna-se amiga de Namaari (Gemma Chan), a princesa de Fang. Foi uma amizade instantânea, mas Nemaarii trai a sua confiança quando Raya lhe mostra a joia do Dragão. A princesa chama os soldados de Fang para roubar a Joia do Dragão. Assim que todos os reinos percebem a intenção de Fang, correm para a jóia, partindo-a inadvertidamente em cinco pedaços precipitando o regresso dos Drunn e da transformação de todos os presentes em pedra incluindo o pai de Raya. O verdadeiro caminho de Raya começa neste momento, tal como qualquer jornada de uma heroína, longe de tudo o que conheceu até então. Acompanhada pelo seu companheiro Tuk Tuk, viaja durante cinco anos pelos reinos à procura de Sisu. No seu percurso torna-se numa guerreira temível, mas sem perder a esperança nem a motivação. O seu objetivo em encontrar Sisu é que esta poderá estalar os dedos e eliminar de novo a praga dos Drunn. Mas não é isso que encontra. Sisu não consegue corrigir todos os males do mundo num instante. Para nossa surpresa ela é frágil, peculiar e acredita profundamente que o mundo está mal porque as pessoas não confiam umas nas outras. Aos olhos de uma guerreira determinada como Raya, Sisu é uma ingénua

que não percebe que o mundo. Awkwafina é excecional a dar voz a Sisu. Nos primeiros momentos da sua atuação é difícil não pensar no Génio interpretado pelo saudoso Robin Williams. Esse momento é

uma bela homenagem que ao longo do filme evolui para uma atuação própria. O seu ritmo, entoação e humor dá a Sisu uma personalidade magnética e única que ilumina o ecrã. Sisu pode não ter o poder que Raya esperava, mas é a oportunidade de se conseguir restaurar a Joia do Dragão e fazer os Drunn desaparecer de novo. Todas as pessoas poderiam regressar à vida, e talvez os restantes dragões também. Raya ganha uma nova motivação. Começa a jornada que a levará de reino em reino, não só a recolher os pedaços da joia, mas a compreender melhor como realmente são os outros reinos. Este percurso revela- lhe que desconhecia mais do que pensava acerca dessas terras. A aventura traz- lhe também a ajuda e companhia de várias pessoas, todas determinadas em trazer todos de volta. Este grupo inclui o jovem cozinheiro Boun (Izaac Wang), a bebé ladra Little Noi (Thalia Tran), o bom gigante Tong (Benedict Wong). Cada um deles nascidos num dos reinos.

Neste grupo consolida-se a grande questão do filme: será possível ultrapassar todas as suposições que temos uns dos outros e todas as desconfianças para verdadeiramente acreditar uns nos outros? A mensagem WWW.JANKENPON.PT | 13


Cinema de confiança pode parecer utópica para o nosso mundo, ou para alguns pode até parecer perigosa. Mas Raya e o Último Dragão não promove uma confiança absoluta e cega. A sua mensagem é clara: devemos encontrar forma de confiar, mas também devemos estar preparados para perigos reais e que podemos sofrer quando somos traídos. A própria

Sisu passa por uma experiência em que é enganada e colocada em risco de vida. Como diz “As pessoas mentem, enganam, desconfiam. É muito difícil viver assim”. E quanto a Namaari? Continua a perseguir Raya acompanhada da guarda real. Tenta intercetá-la para ficar com todos os pedaços da Joia do

Dragão, pois é a única coisa que repele os Drunn. O seu desejo é proteger o seu reino, mas secretamente é consumida pela culpa das suas ações em criança terem levado à situação atual. A sua necessidade de confrontar Raya é gerada por motivações diversas, mas acima de tudo por um desejo de redenção. Em todos os combates de ambas as guerreiras, a luta é intensa e muito real. Cada uma utiliza uma arte marcial diferente, característica de uma certa região. A coreografia das lutas foi muito bem trabalhada, sendo que o argumentista Qui Nguyen também é um especialista em artes marciais e um coreógrafo de lutas. Segundo os corealizadores Don Hall e Carlos Estrada, Qui chegou aos estúdios Walt Disney com um saco enorme cheio de armas para utilizarem como referência nas personagens. Muitas vezes explicava aos animadores certos movimentos e explicava sequências complexas de luta. O argumentista queria que os confrontos entre Raya e Namaari refletissem as suas personalidades. Qui trouxe Maggie Macdonald para a produção, onde

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Cinema último Dragão mostra que é possível ter um equilibrio na representatividade de géneros, e ainda assim contar a história de mulheres fortes.

elaborou as coreografias de luta de acordo com o corpo de cada personagem. Sendo ambas mulheres, a luta em si é mais ágil e fluida do que seria um combate entre homens. O facto de Raya, Sisu, Namaari formarem um elenco principal feminino, o filme em si não deprecia o sexo masculino. Na verdade existe um

equilíbrio. Procuraram que existisse um misto de homens e mulheres, tal como aconteceria no mundo real. Até mesmo a guarda real de Namaari é igualmente constituída por soldados de ambos os sexos. Daniel Dae Kim acerca do seu personagem: “Benja é alguém que eu próprio almejo ser. É muito bom quanto tenho muito orgulho na personagem que estou a representar”. Raya e o

Para além das três personagens femininas principais, vemos que as mulheres em posições de poder representam ideais diferentes, e que refletem as mentalidades de gerações passadas. A chefe de Tail é uma mulher idosa, com a aparência de uma avó mas, no entanto, é extremamente cruel e gananciosa. Só pensa no que pode ganhar, prejudique a quem prejudicar. A mãe de Namaari é de uma geração mais nova que vê no poder a forma de administrar a sua nação e zelar pelo bem comum, ignorando as necessidades do restantes. A nova geração como Raya e Namaari, apesar de seguirem a visão dos seus pais e mães, querem corrigir os males causados pelas gerações antigas e não temem correr riscos para restaurar o mundo. Sandra Oh, conhecida de séries como Anatomia de Grey deu a sua voz à rainha de Fang, Virana. Na apresentação do filme disse: “as nossas personagens

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Cinema

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Cinema são muito complexas. Nenhuma decisão é simples, branco e preto”. A atriz integra um elenco maioritariamente asiático. Em resposta ao que significa para si fazer parte desde elenco, disse que está admirada como a animação evoluiu. Ao crescer nos anos 70 e 80, nunca viu nada assim. Na altura a representação das diversas culturas era feita como sempre tinha sido. Está contente por estar viva para ver e, ainda mais, por participar numa equipa assim. Onde todos têm direito a exprimir a sua voz. Até mesmo os atores mais jovens como Izaac Wang e Thalia Tran. Muita da produção de Raya e o último Dragão foi feita durante a pandemia COVID-19. Mais de 450 profissionais trabalharam a partir de casa, com os seus filhos presentes e todas as atribulações domésticas. Os realizadores e produtora homenagearam as equipas pela dedicação com que conseguiram continuar o seu trabalho e concluir o filme dentro dos prazos que tinham estipulado. A dedicação que todos demonstraram ao filme foi notória, principalmente quando se tornaram conscientes que o filme refletia muito da situação social nos Estados Unidos em 2020 e 2021. A divisão do povo, as lutas internas e a procura de algo que restaure a paz. Apesar de ser uma mera coincidência, a equipa nas suas entrevistas referirou o quanto este filme é perfeito para esta altura em que uma mensagem de esperança é muito necessária.

opiniões pré-formadas e muitas vezes desinformadas para poder lidar com os problemas reais e evoluir enquanto sociedade para algo de melhor. Nas palavras de Kelly Marie Tran, “há um momento do filme em que Raya se deixa levar pela frustação, quando já não se sente culpada por sentir e soltar toda a raiva que acumulou”. A atriz diz que por vezes já se sentiu assim quando assiste a situações de injustiça. “Raya só consegue libertar-se da sua raiva quando vê os amigos a colocarem-se em risco para ajudar as pessoas”. Esse momento tocou-a muito pois, por mais sofrimento que haja, também existe a esperança de que alguns milagres se possam vir a concretizar.

Qui Nguyen reforçou que a representação das culturas do sudeste asiático é muito importante, principalmente tendo em vista os ataques que a comunidade asiática tem sofrido. É necessário algo que mostre estas culturas com a suas características e encanto para apelar à união e harmonia. Raya e o último Dragão foi uma excelente experiência cinematográfica. Um filme capaz de emocionar sem ser lamechas, com personagens fortes, complexos e com diversas motivações. O tema reforça que o mundo não pode continuar no mesmo caminho de antes. Temos de ultrapassar os preconceitos, as WWW.JANKENPON.PT | 17


Cinema

US AGAIN por Ricardo Andrade

Ao assistir a Raya e o Último Dragão na Disney+ premium, recebe-se um pequeno presente. Trata-se da curta-metragem Us Again realizada por Zach Parrish. É uma deliciosa história contada através de música e dança, à semelhança de clássicos da Disney como Fantasia.

Numa cidade vibrante conhecemos um casal sénior. Ele deixou-se abater pela idade e pelas suas limitações, enquanto que ela continua a viver a vida em pleno. Uma noite ao observar a rua, apanha uma chuva misteriosa que faz com que volte a ter a sua juventude. Com o ritmo a percorrer o seu corpo, corre pela cidade à procura da sua companheira, para descobrir que a chuva também a rejuvenesceu. O casal dança pela cidade como antigamente. Na dança vemos um retrato da vida de ambos. Conhecerem-se, apaixonarem-se e viverem juntos. Também o envelhecer. O quanto ela aceita a idade e tira o melhor proveito enquanto que ele tenta fugir e agarra-se ao que foi. Mas desta vez, ele tem uma segunda oportunidade.

A ideia para a história apareceu durante as conversas que Parrish tem com a sua mãe. Nestas ela está sempre entusiasmada com o que ainda virá a fazer, “quando crescer” como diz, enquanto que Parrish preocupa-se com o que já sente dificuldade em fazer por estar mais velho. Esta diferença de atitude perante a passagem dos anos levou à proposta para a produção de uma curta-metragem. Na proposta toda a ação e as emoções seriam transmitidas através da música e dança, evitando os diálogos para se tornar o mais inclusivo possível. Sendo a música e a dança os aspetos fundamentais para transmitir a história aos espetadores, o mais importante foi trazer a bordo talentos 18 | WWW.JANKENPON.PT

que o garantissem. Tom McDougall (presidente de Walt Disney Music) trouxe a bordo Pinar Toprak, a compositora da banda sonora de Capitão Marvel, que é uma fã de funk, o estilo que procuravam para o filme. Na sua proposta, Parrish utilizou os vídeos online de Keone e Mari para exemplificar o que pretendia para o movimento das personagens. Sendo tão específico o que procuravam, o produtor Brad Simonsen convidou o casal a integrar a produção e serem os responsáveis pela coreografia. A conjugação destes talentos elevou a ideia original a um patamar mais elevado, não só tecnicamente, mas também na ligação com os espectadores. Quem assistir vai deixar-se contagiar pelo casal. É uma história simples à primeira vista, mas a profundidade emocional corta a respiração e faz-nos viver toda uma vida em 7 minutos. Segundo o realizador na sua entrevista para a Animation Magazine: “Muitos acharão que é uma história sobre envelhecer. Para mim não é esse o tema. É acerca de tudo o que nos impede de estar presente, de reconhecer o que há de especial na vida e de saber o quão belas são as pessoas que nos acompanham. É acerca de não nos concentrarmos no passado e em tudo o que nos deita abaixo. O nosso personagem descobre isto no final do filme: que a sua vida é maravilhosa, o mundo é belo e pode fazer parte de tudo isto se ele decidir fazê-lo”. Us Again está disponível com Raya e o Último Dragão no acesso premium da Disney+. Estará disponível para todos os subscritores do serviço a partir de 4 de junho.

A seguir...

DRAGON NANNY (continuação)

Um dragão, dois dragões, três dragões, quatro dragões... e uma avó querida com uma neta explosiva. Nas ilustrações de Íris Loureiro, costumavam aparecer constantemente uns dragões a decorar o fundo, cada um em situações derp (perdoem-nos o estrangeirismo) e o mais absurdas possível. Em conversas com os amigos, de tanto insistirem, os dragões passaram a aparecer em primeiro plano, acompanhados por uma rapariga ainda mais peculiar do que eles. Dragon Nanny acompanha o dia-a-dia de Mariana Yamasuga Vieira, uma gamer fervorosa, com quatro pequenos dragões ao seu cuidado. Uma série de Íris Loureiro (arte) e Ricardo Andrade (argumento).

SITES DA ILUSTRADORA https://www.instagram.com/iri.art7/ https://www.artstation.com/irislart


JANKENPON | REWIND 04

DRAGON NANNY

Sem Pudim...

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Capítulo 01


Capítulo 01

Não pode ser... ... eu como sempre o pudim

E porquê? Tentei afastar aquelas coisas. Lá vão eles

20

DRAGON NANNY

JANKENPON | REWIND 04

comer o pudim...

A não ser que...

E eu não


Eu... ... portei-me

Eu... mal...

um pouco.

JANKENPON | REWIND 04

ARGUMENTO: Ricardo Andrdae

ARTE: Íris Loureiro

Avó!

Eu...

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Capítulo 01

Desculpa!

Quase me

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DRAGON NANNY

JANKENPON | REWIND 04

convenceste.

Pede-lhes desculpas e... dá-lhes um beijinho.


Então?

... talvez...

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ARGUMENTO: Ricardo Andrdae

ARTE: Íris Loureiro

O quê?!

Hmmm...

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Capítulo 01 DRAGON NANNY

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nãooo oooo oooo ooo...

Oláaaaa?!...

Hmmm... não reage.


PUB_REVISTA_ 25x31_AF.pdf 1 22/07/2020 11:44:01

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


S I A I C I F O S O T U D PRO M E S I E V Í DISPON


raio?!?

Não podes sonhar de novo

tu... volta realmente...

cá para dentro

JANKENPON | REWIND 04

que

ARGUMENTO: Ricardo Andrdae

ARTE: Íris Loureiro

... beijinho...

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Capítulo 01

Uma avó devia ser mais delicada...

Não queres o pudim?

Com uma neta

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DRAGON NANNY

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assim?

Já esgotámos essa piada.

Além disso...

Já me apetece matar uns quantos online.


Onde está o meu

estranha...

Que manhã estranha...

Acho que preciso dum banho antes de ir jogar

JANKENPON | REWIND 04

Que rapariga

ARGUMENTO: Ricardo Andrdae

ARTE: Íris Loureiro

megafone?

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JANKENPON | REWIND 04

DRAGON NANNY

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Capítulo 01


meu dia...

Pelo menos desforro-me a jogar

Tanta fome...

groarrr

continua!

つづく

JANKENPON | REWIND 04

é mesmo o

ARTE: Íris Loureiro

Hoje não

ARGUMENTO: Ricardo Andrdae

Vo u N e t i com to nha ma . T Cu oda r ch pin ida -sa á tai do n. At nho s é j s. á

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O FALCÃO E O SOLDADO DO INVERNO por Maísa Reis

A segunda etapa da nova fase da Marvel Cinematic Universe está a chegar com muita ação e uma trama que vos vai prender à Disney+.


Séries Avançamos num novo e extraordinário passo duma viagem que começou em 2008 com Iron Man. Foram vinte e três filmes divididos em quatro fases que tiveram a capacidade de agradar uma legião de fãs que continuou a crescer a cada filme. Em janeiro 2021, a nova era da Marvel Cinematic Universe (MCU) foi iniciada na plataforma de streaming Disney+ com chave de platina com WandaVision. Esta série demonstrou a capacidade da Marvel Studios em se reinventar, criando uma série que foi incrível do primeiro ao último episódio, e que será um dos destaques na próxima edição. O Falcão e o Soldado de Inverno ocorre após o final de Os Vingadores: Endgame onde Sam Wilson, num último momento, recebe o escudo do Capitão América diretamente das mãos de um envelhecido Steve Rogers. Mas o que significa o passar do escudo?! Por várias vezes ao longo da linha criada pela MCU ouvimos que o escudo não pertence a Rogers, nuns momentos é apontado como propriedade do governo enquanto noutro é o próprio Tony Stark que aponta que foi o seu pai que o criou e que Rogers demonstrava que não o merecia. Com a ausência de Steve Rodgers, fica um vazio por preencher e supostamente, por escolha do próprio Capitão, cabe a Sam Wilson — o Falcão — assumir o papel de símbolo da liberdade. Esta é uma validação dos valores que tão bem caracterizaram o arco desta personagem tão querida. Porém, o governo dos EUA tem outras ideias em mente. Como nos indica o nome da nova série, vamos estar perante a parceria de Sam Wilson e Bucky Barnes, da qual já tivemos um pequeno preview durante Capitão América: Guerra Civil. Somos remetidos para a relação entre duas personagens principais que sempre se mostrou um pouco tensa. Ambos amigos de Rogers, em momentos diferentes da sua vida, demonstram uma cadência para o exagero no momento em que tentam demonstrar quem é o “melhor amigo” e o “macho alfa”. Com um tom de comédia que mostra bem como a relação entre ambos vai ser vivida sempre com uma discussão 34 | WWW.JANKENPON.PT


Séries

pronta, com tiradas que mostram o tempo real do Bucky e a sua forma de se ambientar com o século XXI. Não existe um herói sem uns quantos vilões pelo caminho, neste caso teremos uma organização: os Flag-smashers. Este grupo antipatriota opõe-se contra qualquer forma de governo e sonha com um mundo sem

fronteiras e nacionalismo. Usam a força bruta para conseguirem o que querem sem considerarem nada nem ninguém, demonstrando claramente que tem a capacidade de ser um problema para a dupla de heróis. Um apoio claro para Wilson e Barnes é Sharon Carter, antiga agente da S.H.I.E.L.D e da CIA que colocou a sua carreira em risco, sem pensar duas

vezes, durante os acontecimentos de Guerra Civil ao ajudar Rogers através da entrega de informações confidenciais sobre Barnes, e mais tarde cedendo o equipamento que tinha sido apreendido pelo governo dos EUA. É neste misto que surge uma nova personagem na MCU, John Walker, interpretado por Wyatt Russell. Um soldado que se submeteu a uma série de experiências para se tornar o novo Capitão América. Contudo existe uma enorme diferença entre Walker e Rogers, o primeiro obedece cegamente às ordens dadas pelo governo dos EUA, sem considerar se são moralmente corretas, que é algo que Rogers sempre considerou e demonstrou na sua forma de viver dedicada às listas e estrelas presentes no fato. Mas quem é John Walker?! A personagem apareceu em 1986, apresentado como um vigilante brutal conhecido como o Super-Patriota, mas a verdade é que a personagem já foi considerada herói ou então anti- herói e já chegou mesmo a ser um vilão. Quando a sua bússola moral se enquadrou mais com a de Steve Rogers, foi escolhido pelo governo para seguir com o manto deixado pelo Capitão América. Algo que se provou mais fácil de dizer que fazer. Na banda desenhada vemos Walker a quebrar com a pressão, com métodos muito diferentes de WWW.JANKENPON.PT | 35


Séries Rogers e sem qualquer dificuldade em realizar todas as missões, incluindo as mais duvidosas. No trailer vemos Walker com o fato do U.S. Agent, algo que claramente demonstra que existirá um conflito sobre quem deve usar o escudo. A escolha do Capitão é uma, contudo nada aponta para que o governo a vá honrar. Pode assim a série seguir de forma mais linear a história que a Marvel tem apresentado na banda desenhada.

Se seguirmos o caminho da moralidade dúbia temos o regresso de outra personagem forte, Helmut Zemo, o vilão que conseguiu separar de forma estratégica os Vingadores em Capitão América: Guerra Civil. Zemo, mais tarde conhecido por Barão, é um antigo agente Sokoviano e comandante dos EKO Scorpion que culpou os Vingadores pela morte da sua família durante o ataque de Ultron. Sabendo bem que seria incapaz de os destruir num combate frente a frente, estudou-os ao ponto de conseguir criar o plano infalível que virou os heróis uns contra os outros. Não se consegue esquecer o que Zemo diz a Steve Rogers: “Eu perdi toda a gente. E tu também perderás. Um império derrubado pelos seus inimigos pode reerguer-se. Mas um que se desfaça por dentro? Está morto. Para sempre.”. É, na verdade, o discurso que mostra todo o significado de Capitão América: Guerra Civil. No trailer de O Falcão e O Soldado de Inverno, Zemo mantém a sua determinação quando declara “Os super-heróis não podem continuar a existir. Não tenho intenção de deixar o meu trabalho inacabado”. Embora tenha separado os Vingadores iniciais, ele falhou na medida em que agora os super-heróis têm legitimação após os Acordos de Sokovia. Este é o aposto do que ele desejava.

Entre novas e velhas personagens vamos rever Georges Batroc, um mercenário que desviou o navio Lemurian Star, e James “Rhodey” Rhodes (War Machine). Uma nova face será a de Erin Kellyman (esteve em Solo: A Star Wars Story, como Enfys Nest) que irá interpretar Karli Morgenthau supostamente conhecida como Flag Smasher. Se assim se confirmar, será a nona personagem da Marvel a ver o seu género alterado ao ser adaptado para a MCU (tal como o Ancião, Fenris, Miek, Ghost, Mar-vell, Morgan Stark, Jeri Hogarth e Gabriella Rosetti). No elenco Anthony Mackie regressa ao papel de Sam Wilson (o Falcão) e Sebastian Stan como Bucky Barnes (Soldado de Inverno). A série de seis episódios conta também com Daniel Brühl como Helmut Zemo, Emily VanCamp volta como Sharon Carter 36 | WWW.JANKENPON.PT

conhecida também como Agente 13 e ainda Wyatt Russell. O spin-off conta com a realização de Kari Skogland, conhecida por realizar alguns dos episódios de The Walking Dead, Vikings, House of Cards, Fear the Walking Dead, The Punisher e ainda The Handmaid’s Tale — alguns deles considerados pelos fãs como sendo simplesmente brilhantes. Malcolm Spellman acompanha como o principal escritor.


Séries

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#SNYDERCUT por Ricardo Andrade

Chega ao fim uma jornada que começou em 2017 e que incendiou a internet com uma onda de apoio ao realizador Zach Snyder. Em causa estava o filme Liga da Justiça, e a versão Snyder que nunca tinha concretizado. O fenómeno chega ao fim com a estreia na HBO Portugal a 18 de Março.


Cinema

Zach Snyder é dos realizadores que divide opiniões. Inaugurou a sua fama com a adaptação estilizada da banda desenhada 300 de Frank Miller que foi consolidada com a (considerada) impossível adaptação de Watchmen para o grande ecrã. Na altura, o ambiente visual estilizado que concretizou fascinou os espetadores com os seus brilhos, sequências em câmara lenta e uma tendência para o melodrama dos heróis atormentados. Toda uma estética adquirida pelos anos dedicados aos videoclips musicais.

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Quando começou a realizar Liga da Justiça, este era o terceiro filme de um contrato para cinco filmes que definiriam o universo cinematográfico da DC Comics. Após as duras críticas de Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça, Snyder começou a perder os favores da direção do estúdio. Começaram a surgir rumores de diferenças de opinião em diversos temas, incluindo a duração do filme em que Snyder queria ultrapassar as 4 horas de filme. Um compromisso com o estúdio definiu a duração do filme em

pouco mais de duas horas. Este foi só um detalhe num desenrolar de eventos que levariam a Zach Snyder afastar- se da produção do filme devido a um doloroso motivo pessoal: o suicídio da sua filha Autumn Snyder. Nessa altura, Joss Wheton assegurou a realização do filme, alterando o argumento e a cinematografia do mesmo de forma a que o filme fosse mais luminoso e colorido tal como a direção do estúdio pretendia. Após ter realizado, com enorme sucesso, dois filme da franquia Os Vingadores, as espetativas


Cinema para os resultados de Liga da Justiça com Whedon a bordo eram muito elevadas. Porém, aquando da estreia nos cinemas em 2017, a crítica e os fãs expressaram a sua desilusão. Começa o movimento #releasethesnydercut. Em todas as redes sociais, fãs começaram a exprimir o seu desejo de assistir à versão do filme do realizador. Os atores Ben Affleck e Gal Gadot exprimiram também o seu desejo de Zach Snyder refazer o seu filme. A pressão nas redes sociais continuou durante mais de um ano e inclusivamente reuniram fundos através de crowdfunding para poderem ampliar o alcance da campanha. Dos valores angariados, doaram 50% à American Foundation

for Suicide Prevention em honra da filha do realizador. Com estes fundos a campanha tornou- se mais visível e fez com que a Warner Bros. reconsiderasse e, através da HBO Max, concretizasse o financiamento necessário para o lançamento em 2021. Para completar o processo criativo do filme foram necessários mais de 70 milhões de dólares, utilizados para refazer os efeitos especiais, incluindo o design de Steppenwolf, assim como voltar a filmar diversas cenas. De notar que o realizador não aceitou nenhum pagamento adicional em troca de manter o total controlo creativo desta versão.

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CHAOS WALKING O RUÍDO A ficção científica regressará ao grande ecrã em 2021 com a adaptação do primeiro livro da trilogia Chaos Walking. Doug Liman (No Limite do Amanhã, Jumper e Bourne Identity) assina a realização de um elenco composto por caras muito conhecidas que inclui Daisy Ridley (Star Wars), Tom Holland (Homem-Aranha: Regresso a Casa) e Mads Mikkelsen (Rogue One).

Num futuro, Viola (Daisy Ridley) despenha-se no plateta New World, onde todas as mulheres desapareceram e todos os homens são afetados pelo que chamam O Ruído. Trata-se de um efeito telepático que revela públicamente todos os pensamentos de cada um. Quando Todd Hewitt (Tom Holland) encontra Viola, este compreende que a vida dela está ameaçada, sendo muito elevado o risco de desaparecer assim como aconteceu a todas as mulheres antes dela. Todd promete protegê-la, começando a sua fuga. A luta pela sobrevivência de ambos irá revelar os segredos obscuros do plateta. Brevemente em 2021, nos cinemas portugueses. 44 | WWW.JANKENPON.PT


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Photo Credit: Courtesy of Lionsgate

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MONSTER HUNTER Baseado na série de jogos de referência, Monster Hunter, leva-nos para um mundo que existe para além do nosso. Um mundo dominado por criaturas gigantescas incontroláveis. Milla Jovovitch é a capitã Artemis do exército norte- americano. A sua unidade é apanhada numa tempestade de areia que os leva para o mundo dos monstros. Ao chegar percebem que todo o seu treino é inútil para enfrentar as ameaças. A única chance que têm de sobreviver é através do misterioso Hunter, interpretado pelo reconhecido ator de filmes de ação Tony Jaa. Hunter e Artemis juntam forças para salvar este mundo à beira da extinção.

Monster Hunter já estreou nos cinemas em vários países, registando perto de 19 milhões de dólares em bilheteira. Estreará nos cinemas portugueses ainda em 2021. . 46 | WWW.JANKENPON.PT


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©KH/S, MP

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MONSTER HUNTER RISE antevisão por Pablo Simas

Enquanto esperamos a chegada da nova iteração de uma das grandes franquias dos videojogos, experimentámos a demo de Monster Hunter Rise e não desiludiu!


Gaming

Ainda me lembro do primeiro anúncio que vi sobre este jogo em Setembro de 2020, durante uma transmissão Nintendo Direct-Mini. Foi a peça de abertura e deixou os fãs da série muito entusiasmados. Prometia-se que 2021 fosse um ano em cheio para a franquia se considerarmos a estreia da sua adaptação cinematográfica e o lançamento de um novo jogo.

da demo que está disponível no marketplace da Nintendo Switch.

Pelo trailer era visível que tinham implementado algumas novidades. Novas mecânicas de movimento, um aumento na verticalidade do jogo e um novo parceiro de caça. Não é fácil esperar pacientemente pelo lançamento do jogo a 26 de Março, mas felizmente podemos experimentar um pouco do que está por vir através

Vou dedicar estas linhas um pouco à minha experiência com a demo, ficando a crítica ao jogo para um dos meus próximos artigos na nossa página Web.

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E afinal o que me esperava nesta demo? Na realidade contém menos do que eu esperava, principalmente porque não permite explorar a nova aldeia que serve de base de operações, Kamura Village. Além disso, estamos limitados apenas há um mapa, para explorar.

Após assistir ao vídeo de apresentação, deparamos com algumas opções de jogo: duas opções de treino e duas de caça.

Decidi começar pelo treino. Na primeira opção podemos escolher entre uma das 14 armas disponíveis e aprendemos o básico sobre a caça. Nos primeiros momentos do tutorial apresentam-nos algumas surpresas. A primeira é a nova técnica que utiliza os WiredBug para concretizar manobras de movimento — Wiredash — úteis para atacar ou esquivar de ataques, e até mesmo para auxiliar quando temos de escalar paredes ao explorar o mapa. O WiredBug é um inseto voador que produz uma espécie de seda, extremamente resistente, e que é muito útil na caçada. Também nos apresentam um novo tipo de companheiro de caça, o Palamute. Uma criatura canina, que


Gaming combate ao nosso lado e pode ser montada para atravessar o vasto terreno de forma mais rápida. O melhor de tudo é que é um “bom rapaz”. O treino a seguir (segunda opção) é focado na habilidade Silkbind. No fundo serve para aprender e treinar a usar a seda do WiredBug para que se consiga montar os monstros depois de devidamente enfraquecidos. O que resulta em controlar este monstro e fazê-lo lutar contra os outros que aparecerem no nosso caminho. A sensação de controlar um monstro é completamente diferente de montar um Palamute, ou de controlar um caçador. O monstro é mais lento, pesado e poderoso. É como controlar um tanque de guerra. Uma vez terminado os treinos e de estarmos munidos com todo o conhecimento necessário, começam as grandes caçadas.Atenção, não há nada que impeça de saltar diretamente para elas. Mas o treino é sempre útil, até para os caçadores mais experientes refrescarem a

memória e aprenderem coisas novas. A Caçada mais fácil envolve o Great Izuchi, uma criatura nova na série. A sua aparência lembra muito um velociraptor felpudo, com uma cauda em forma de foice. Anda em grupo, mas apesar da superioridade numérica, é uma caçada relativamente fácil de terminar. Basta localizá-lo juntamente com o seu bando e atacar, sem estratégias. É ideal para pôr em prática tudo o que aprendemos nos tutoriais. E por último a Caçada mais difícil da demo, Mizutsune. Uma criatura aquática, já conhecida por ter estado presente num título anterior. Caça-la a solo foi desafiante. Tive de usar tudo o que aprendi nos modos de treino. Ataques especiais com Wiredbug, consumir várias poções para me manter vivo e até estratégias mais avançadas como atrair outros monstros para junto de Mizutsune. O resultado é óbvio, com os monstros e Mizutsune a combaterem entre eles. E mesmo assim parecia que a caçada não tinha fim. Até que depois de muita paciencia

e ter esgotado todos truques que tinha na manga, foi finalmente derrotado. O fato de eu estar enferrujado, no que diz respeito a matérias de caça Monster Hunter, contribuiu para o aumento da dificuldade, mas derrotar Mizutsune foi incrivelmente satisfatório e divertido. Durante a Caçada, foi também possível observar que o mapa não tem ecrãs de carregamento, quando saímos de uma área para outra. O que permite uma jogabilidade contínua, sem interrupções, quando estamos em missões. IDEIAS FINAIS Ao que tudo indica Monster Hunter Rise promete ser um novo título com combates mais dinâmicos, novas estratégias de caça, novo parceiro, monstros e muitas horas de diversão. Serve muito bem como uma porta de entrada para novos fãs da série. Mal posso esperar para explorar em profundidade o jogo completo quando for lançado.

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Jankenpon Rewind #5  

Série especial de edições online e gratuitas onde revisitamos algumas das bandas desenhadas que publicámos ao longo de 17 números do jornal...

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