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Pesca ou turismo? A pesca esportiva é um segmento (de lazer, entretenimento e esporte) que deveria estar vinculado ao Ministério do Turismo ou da Pesca e Aquicultura? Nós, da Revista ECOAVENTURA, defendemos que as políticas públicas voltadas ao setor seriam bem mais articuladas se fossem aplicadas pelo primeiro. Isso porque, quando o pescador parte em busca das espécies mais esportivas, de água doce ou salgada, empreende-se em viagens para lugares não muito explorados pelo Homem, e para isso, utiliza os serviços oferecidos por empresas que atuam na área de... turismo! Transporte terrestre, marítimo ou aéreo, hotelaria, agências de viagens e piloteiro compõem alguns poucos exemplos. Este último, tal como o guia turístico, leva o pescador-viajante a desvendar o roteiro — no caso, rios, lagoas ou oceano — à procura das mais emocionantes pescarias. Mesmo se o entusiasta da pesca não viajar para lugares remotos, a atividade praticada em um lago perto de sua casa ou em pesqueiros também está orientada no tripé “interpretação-conservação-sustentabilidade” — parâmetros respeitados em todas as atividades de ecoturismo. Aventurar-se com rafting, observar pássaros, escalar montanhas, mergulhar, fazer arvorismo, acampar, pescar etc. são atividades que se pautam no “turismo responsável”, capaz de proporcionar a contemplação de um ecossistema e de paisagens exuberantes, muitas vezes ainda em seu estado natural, e de inserir o praticante em contato afetuoso com a natureza. E é a partir dessa convivência íntima — porém momentânea — que nasce o respeito profundo pela conservação ambiental. Mas, para viajar em busca das espécies esportivas, é preciso ter peixe! — e é nesse quesito que o Ministério da Pesca e Aquicultura poderia cumprir papel de destaque ao avaliar as áreas de pesca e, mediante estudos criteriosos, destiná-las ao tipo de atividade (comercial ou esportiva) que irá lhe proporcionar duradoura conservação. Regiões onde há rios “frágeis”, do ponto de vista do extrativismo, tendem a ser exploradas por períodos curtos, pois não suportam grande pressão de pesca. Já para a pesca esportiva, que estimula a devolução do peixe à água, haveria geração de renda para toda a população que vive a seu redor. Isso evitaria o que já aconteceu no Pantanal, afinal, anos de extrativismo indiscriminado já não permitem que a quantidade de peixes extraídos de seus rios sustente uma família de ribeirinhos. E pior: desestimulam a atividade que poderia lhes prover renda — a pesca esportiva. Em resumo: o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA),

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em conjunto com o do Meio Ambiente, deveria formular as políticas de manutenção dos recursos pesqueiros, tendo em vista as questões econômicas e ambientais. E o Ministério do Turismo, responsável pela pesca esportiva, cuidaria para que essa atividade passasse a ter os investimentos em infraestrutura, publicidade e organização ainda inexistentes no País.

Edição 21 — junho de 2011

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Editorial publicado na Revista Ecoaventura 21, em junho de 2011.