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editorial Editora ECOAVENTURA PABX: (11) 3334-4361 - Rua Anhaia, 1180 Bom Retiro - SP - CEP 01130-000 www.grupoea.com.br Diretoria Farid Curi, Roberto Véras, Rubinho de Almeida Prado e Wilson Feitosa Diretor comercial Roberto Véras rveras@grupoea.com.br Diretor de redação Wilson Feitosa wfeitosa@grupoea.com.br Editora Janaína Quitério (MTb nº 45041/SP) jquiterio@grupoea.com.br DEPARTAMENTO DE JORNALISMO redacao@grupoea.com.br Estagiários da redação Bárbara Blas e Gabriela Ferigato Tradutor David John Arte Gabriel Dezorzi e Paula Bizacho Fotografia Alexandre Tokitaka, Henrique Feitosa e Inácio Teixeira

O Pantanal nos dias atuais Tempos atrás, a qualidade de uma pescaria era mensurada pela quantidade, tamanho e diversidade de espécies capturadas, abatidas e trazidas para casa. Dentro desse contexto, o Pantanal era o destino preferido por oito entre dez pessoas que pescavam habitualmente. Isso durou até meados dos anos de 1990 — época na qual começaram a se multiplicar relatos de pescarias frustradas. Motivo? Na ótica dos pescadores adeptos da “qualidade”, a culpa era da pesca profissional, praticada em toda a região havia décadas. Esse ponto de vista, entretanto, não tinha sustentação, já que dados do Sistema de Controle de Pesca de Mato Grosso do Sul, coordenado por órgãos oficiais, indicam que, de 1994 a 1999, o desembarque médio de pescado no Pantanal Sul foi de 1.415 toneladas/ano, e desse total, 1.085 toneladas/ano (76%) foram extraídas por pescadores esportivos e apenas 330 toneladas/ ano (24%) por profissionais. Portanto, o motivo maior da escassez de pescado não estava ligado à pesca profissional ou artesanal. Ainda de acordo com esses dados, o número de pescadores di-

Correspondentes internacionais Fábio Barbosa e Voitek Kordecki

tos “esportivos” registrados no Pantanal Sul atingiu os 59 mil em 1999, porém, desde então, vem

Colaboraram nesta edição Antonio Carlos Cravo, Eribert Marquez, Fábio Martorano, Hiroshi Ninomiya, Inácio Teixeira, Roberto Véras, Rubens de Almeida Prado e Wilson Feitosa

disso, fica a pergunta: o que estaria desestimulando o pescador a procurar os rios pantaneiros?

Consultores Alexandre Andrade e Eribert Marquez

de Cáceres-MT, que, a partir deste ano, passa a 5 quilos por pescador). Para outros, esse de-

DEPARTAMENTO COMERCIAL Publicidade Salgado Filho comercial@grupoea.com.br Marketing Pedro Reis Distribuição e edições avulsas atendimento@grupoea.com.br Atendimento ao leitor sac@grupoea.com.br Assinaturas assine@grupoea.com.br A Revista ECOAVENTURA é uma publicação mensal da Editora ECOAVENTURA Ltda.. Distribuição com exclusividade para todo o Brasil: Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A, Rua Teodoro da Silva, 907, tel. (21) 2195-3200. Os anúncios e artigos assinados são de inteira responsabilidade dos anunciantes e de seus autores, respectivamente. A Revista ECOAVENTURA está autorizada a fazer alterações nos textos recebidos, conforme julgar necessário. Nenhum colaborador ou funcionário tem o direito de negociar permutas em nome da editora sem prévia autorização da diretoria.

Assinaturas: (11) 3334-4361

reduzindo gradativamente, como indica o último número divulgado: 28 mil em 2003. Diante Para uns, a causa seria a redução da cota de captura permitida aos “pescadores esportivos”, posta em prática a partir de 2000 (10 quilos mais um exemplar — exceto para a cidade sânimo era motivado pela escassez de bons peixes. Na prática, a redução da cota trouxe um benefício significativo para esse ecossistema, já que passou a desmotivar a presença de pescadores/predadores — aqueles que desaparecem quando a quantidade de peixes abatidos fica aquém do custo de suas viagens. Ao mesmo tempo, o sumiço dessa tribo atraiu outra, a dos pescadores conscientes, que apreciam a briga com os peixes sem eliminá-los e se emocionam diante de belas paisagens, de tradições regionais e acervos culturais. Atualmente, em determinados lugares do Pantanal, a pesca verdadeiramente esportiva se encontra em franca expansão, e é até difícil encontrar vagas na programação dos melhores barcos-hotéis. Isso também se verifica nos empreendimentos existentes em regiões de difícil acesso, em pontos onde haja legislação específica que permita apenas o pesque e solte, ou ainda, em locais onde seja encontrado algum componente que possa ser encarado como vantagem para o pescador. E é justamente para esses pescadores que gostam de pegar bons peixes e de curtir a exuberância da biodiversidade existente no País que preparamos uma matéria especial nesta edição. O objetivo é mostrar interessantes opções em todo o Pantanal a partir da abertura da temporada de pesca, em março. Boas aventuras e muitas fisgadas!

Edição 17 — fevereiro de 2011


Editorial_Revista Ecoaventura 17